Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04432


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Full Text
Anuo Quinta Fcira 3 de
Toio aeora depende de ni' mesmns ; d noasa prudencia, moderadlo, eenerga: con-
e serrinos apnrtladna coro admirarlo rnlre as ISncea mtis
(Proclamaco da Aaaemblea Geral do Brasil.)
liauemo como principiamoi
.uliaa.
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRF.STRES.
Colaaaa, ?a/ailia, e Bin crande do Norte, na segunda e sexta feira.
liuuito a (aranhuns, a IUc2'i.
Cario, Srinliaom, Bio I'ornio?., Fono Caito, Manei, e Ala^oas no d IJ, e 21.
Paje 13. Santo Antao, quinta fera. Olinda loiloa os dias.
das da semana.
31 Se Pedro NtJanoo. C.hancli Aud. do Juitde l)ireiloda2. tara
1 Tero, a Ignacio. Aud. do juir.de Direito da 1. tara.
.) i)n'rl. 4* Pnrilii-n^jo de N.. Aud. do juii de direito da 3. vara.
3 OuiiH. brax, Auil. do juix de direito da 2. tara.
4 wat. Andt Comino. Aud. do Jair.de Direito da 1. tara.
5 fifi. a. Arueda. Re. Aud. do Juit do Direito da 3. Vara.
0 Doro. 1. Dorotea.
Fverdro. Auno X"\ I! i. N.2(}.
m
O Diario publica ae todos os din que nao fntrn J-anliO.ailns 1, preen da asiignatura le
de tres mil rsis por quarlel paga nilianlailnv Os amiunrin. .. s ssi;nnla ,h ..,.rlo
praha, eos dos que o n.'in fi.irm irarfm He SO reis p.ir linhn. As reelasaaCtiea detem er
dirigidas a rsia '1 ypo-ralia ra das Cruies D. 3, ou a praca da Independencia tojas de litroa
N omeros 37 e 3S. -v
COMIMOS no niA I. un l'i:\ 1 kiiro.
Cambio sobre Londres 211 i. p. 11 .
n Paria SSOftistp. fiaiiro.
w Lisboa SO a S.i p. 100 il* pj,
Outio- Moeda de C.OOU V. 14,400 a l'i .(,10
> N. 1V200 l (01)
.. He4,(U'l S.lOOa S.O.I
FlUT PatkaS l.lijOa 4.070
Pmta Pean < oliimnaiei 1.050 a 1.070
Mrioauos l.O'Oi 4.0.iO
,. nnu-ia l.'ill-a 4,4fiO
Moerla ile robre 3 por 100 de diseoiiio.
Disionto Hf l.ilh. da AI (ande; f J (lor 100
ao mei.
Mein de leta de hoat firmas i e
' le t.
'reamar rio diu 3 rfe t'cvereirs.
4." .t -lo huras e (i m. da tarde.
2. es"40 boras e 30 m, da maulla.
PIUSF.s DA 1.(1 A SO MK7j LE PEVKREIH.
Qunrt. rnin. n 2 -- n< 10 oras e S m. tnan'i.
Lna Nota a 40 n 9 oras e 31 111. da ni.in!i
Ollart. rese, a 1S -- U !) oras e 22 ni da Blillib.
La rlieia a 2S s 4 mas e >li m. da manb.
!>IARIO IE PGRNAMBUfiO.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA,
EWEDIEHTR 1)0 DtA 29 DO PASSADO.
Illm. cExm. Snr.- Em cumprimcnlo do
Imperial Avzo de 1T> docorrente passoas
roaos de V. Ex. a npjiisa Carla Imperial, pe-
la qunl foi V. Ex. nomoado Vicc Presidente
desla Provincia em primeiro lugar. __
Dos Guarde a V. Ex. Palacio do Cverno
do Pernambuco 20 do Janeiro de 1842
l||m. e Exm. Snr. Doutor Pedro Francisco de
Paula Cavalcante de Albuquerque. Barao
da Boa-vista.
Iguaes'oflcios forfio dirigidos aos Exms.
Snrs. Conselheiro Thomaz Antonio Itaciel
Monteiro I/i'Iro Francisco de Paula Mos-
quita-Domiugos Malaquias de Aginar Pires
Ferreira Doutor Francisco Xavier Pereira
de Brito.
Oficio Ao Commandante das Armas,
determinando-lite em cumprimento do Impe-
rial Aviso de 15 do corren le, que ex peca as
convenientes ordens para que o Major Ernes-
to Eminno de Medeiros que se aCba no-
meado Commandante dBalalho Provisorio
do Para, marche quanlo antes para o seo des-
tino.
Dito Ao mesmo communicando-lhe para
soooonhocimento e exocueo, que S. M. o
Imperador por Decreto de 20 de Novembro
prximo passado que se Ihe remelle por co-
pia, houve por bem revogar e declarar de
nenhun effeito o Decreto de 1 de Janeiro de
1854 polo qu.il foi destituido dos di re tos de
UdadO Brasileiroo CapilAo de Arlilberiade
primeira Linhadesta Provincia Joo Pedro de
Araujo e Aguiar, e determinando que igual-
mente iqtie8*01 effeito a disposiefio do Aviso
de5de Setembro de 1855 sobre a suspengo nha ordenando-lhe em cumplimento do
Beberibe.
Dito Ao Inspector do Arsenal de Mari-
nia, communicando-llie o conteudo no9 dous
precedentes oflieio.*.
Dito A Joaquim daFonceca Soares de Fi-
gueredo, ordenando-lhe, que entregue ao
Engenheiro Wduthier a bussola com oculo.
que porordem da Presidencia Ihe foi empres-
tada visto precisar della o rpes|1'o Enge-
nheiro.
Dito Ao Engenheiro Wauthier com-
municando-lhe a expedico da ordem su-
pra.
Dito-Ao mesmo auhorisando-o para fa-
zer no torreo da Affandega destinado para
Escritorio dos Engenheiros ao servico da
Provincia os arranjos que indica em seu olli-
cio de 27 do corrente, lindos os quaes dever
apresentar a conta da despesa para ser paga
pelacstago competente.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da
Fazenda, communicando-lhe o conteudo no
precedente oficio.
IDEB no DA 51.
Officio ~ Ao Commandante das Armas,
coinmunicando-lhc tpn S. M. o Imperador
por Aviso de 2> de Norembro ullimo houve
por bem conceder licenca ao primeiro Ca-
dete da Compan.'iia Provisoria de Fuzileirosda
Corle Thom Fernandos Madeira de Castro,
para continuar nfrequentar os Estudos do
Curso Jurdico de Olinda.
Dilo Ao Director do Curso Jurdico de
Olinda, communicaniJo-lhe o conteudo no pre-
cedente oficio.
Dilo Ao Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda, traiisniitliinlu-llie para seu conheci-
mentoc execucao as ordens do Tribunal do
Thesouro publico soh o numero 111 do an-
uo p. p. c as de nmeros 1 (> o 10 15 do
corrente auno.
Dito Ao Inspector do Arsenal de Mari-
primeiro lugar o Doutor P. I", de P. C. de Al-
liii(|uerque em segundo o Conselheiro T. A.
M. Monteiro em terceiro o Major J. F. de
P. Mesquila em (piarlo I). M. de A.
Pires Ferreira c em quinto o Doutor F. X.
P. de Brito.
COMMANBO DAS ARMAS,
Kir-F.niENTE no da 20 do pyssado.
qual nao tinha direito a gralilicujues marca-
das por Le aes que ja servido no exercilo.
dem do iua 27.
Oftlcio Ao Exm. Presidente expondo-lhe
o estado do Forte do Buraco c cnviando-lln;
o orcamento a que se procedeo sobre os con-
ferios a fazer-se, rogava aexpedico de suas
ordens para que fossein taes coneerlos fei-
losconi (oda a urgencia.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., signiicando-
Omcio-AoExm. Presidente enviando- "'<- he informado o requerimento de Ijiz Alves vadas a eml.arcarem para a Corte no Correio
dos Santos que solicitava demigo alegan-
do ser casado com ilhos, e recrutado em
consequencia de intrigas com o Comm issario
ile Polica.
Dito- Ao mesmo Exm. Snr. disenilo-lhe
que pertencendo Francisco Antonio da Silva ,
a Armada nadapodia informar, acerca de
sua preteneo, parecendo-lhc que sobre o ob-
jeeto poileria dizer alguma couza o Inspec-
tor do Arsenal d- Marinha.
Dito Ao Director do Arsenal de Guerra,
para entregar ao engenheiro Vtyuthier a cha-
ve do Forte do Mar, a lim de fazer elle ali as
observaees, como cucarregado do levanta-
inenlo da plaa desla cidade.
Dito AoTenente Coronel Commandan-
te do Deposito, ordenando-lhe que Uves-
se promplas a embarcar nodia cora que se
Ihe designara linda as pracas destinadas a ea-
pilal do Imperio cujas guias devino de. es-
lar eutreguea na Secretaria Militar, at as
11 horas do dia 28 docorrente.
do sold desleollicial.
Olficio Ao Inspector da Thesouraria da
Fazenda, communicando-lhe o conteudo no
precedente ollicio.
Dito Ao primeiro Tenente Joo Baptista
de Oliveira Otiimaraes Commandante do C-
ter Esperanza de Beboribe ordenando-lhe
em cumprimento do Imperial Aviso de 29 de
Novemuro prximo passado, que entregue o
Coimiiando do mesmo Culer a. primeiro
Tenente Fernando I.asaro de l.ima que
lora nomeado para o subtituir. devendo de-
jkjs da entrega recolher-se a Corte.
Dito Ao primeiro Tenente Fernando I.a-
saro de Lima ordenando-lhe que passe a
tomar o Cominando do Cter Esperanca de
Imperial.Aviso de 10 do corrente que faga
dar principio a-construirn de urna Escuna ,
empregando nella a madeira existente nos
Arpaseos do mesmo Arsenal, j;i prompta pa-
ra este lim: e qiits 1'ac.a ver ao.s Admini.stiailo-
res da Fundicco desla Cidade, que abarca
de Vapor que se pretende construir aqu de-
ver terafortja de 150 100 Cava I los, eca-
pacidade para poder condusir 200 pessoas ;
exigindo delles um ornamento circunstan-
ciado da preco porque liear o machinismo da
dita barca, sendo l'eilo mi mencionada Fun-
dico.
DitoA Cmara Municipal do Iecif;,
communicando-lhe, que S. M. o Imperador
nomeou Vice-Presdente.s desla Provincia em
- Brasileiro, outras existiao que convinha
dar-lhes qualipier destino. Que no da 51
deste niez procedera a nina inspec<;ao geral,
e passaria para o Batalho Provisorio de Cas-
sadores todos os recrulas que a Junta
designasse em perfeito estado de saude, o
que anda assim reslava nao pequeo numero
de pravas que por suas crnicas enfermidades
nenlums servicos podio prestar parecundo
de conveniencia para o servico solicitar-se
do Exm. Ministro da Guerra aulhorsago pa-
ra a demisso de tacs pracas ciijo transpor-
te a Corte segundo osla determinado em or-
dens anteriores saine ser assas dispendioso
a Fazenda Publica sera a menor utilidade ,
era manifestamenfo detrimentoso o soldado
doente que se oxpunha a os incommodos e
riscos de urna viagem.
Dito Ao Inspector do Arcenal de Marinha,
par* qfi iiouvcsse de dar suas d'etermuiaajoes,
a1inid;vestarem p.omplas no Caes doUQtlegio
pelas !) limas da manli i do dia 28 do corren-
mo'l'Ao Preleito la comarca de Gara- te, ns lanchas, que jul^asse neeessanas
para transportar .>8 pracas a bordo do vapor
-Crrelo Brasileiro.- que segua para a
(lorie.
Dilo- Ao MajorCommandante da Fortale-
za de Tamandar, dizendo-llie que (icara
nluins disendo-Ilie. goi osvencimentos do dostacarijcnto do me/.
[e D.'zembrodoanno passado, em quanlo se
lo reeehesse em forma a ivlacod alteracoes
do mez de Setembro que se devolver pela
$egunda vez e que tendo-se dilo com a ne-
cesaria cJarcsa na circular de 8 deste mez,
uanle convinha para a fiel, e literal dis-
pD.scando ariiso 7. das instruetjues dadas ao
pommissario Fiscal do Ministerio da guerra,
desnecessario se tomava a remessa de ditas
nslruccoes, ou de ordem do dia que as pu
bucara.
Dto Ao Prefeito da comarca do Bonito
acensando o recehimento do seo olcio de 22
docorrente e dos recrulas Joo Ferreira da
Silva Manoel Fernandos Francisco An-
tonio do Santa" Auna s Manoel Francisco
Lodos, que assenlarart praca.
Portara-Ao Tenente Coronel Comman-
dante do deposito mandando dar demicao
ao Soldado Manoel Jos do Nascimento, rece-
henclo com praga ao paisano Manoel da Pai-
xao, por elle olferecdo para o substituir, o
corlo de ter ali estado o Major M. I. dcC.
Menilonen e procedido a inspeccao de que
fura incumbido o que nao Ihe remeltia a
ordem do da 8 na qual se publicaro as ins-
triircoes do Commissario Fiscal do Ministerio
da Guerra : porque a circular dessa mesma
dala que Ihe foi remedida disia quanlo era
bastante para seren literalmente executa-
dos os artigos do ditas instrucQ.s que s
Fortalezas di/iao res|)eilo.
O M0NGE DE ISTE'. (*)
Uomancc histrico.
(Fragmento.)
1588 1589.
lloi ilcvees de saber que arpie! boom
..Mi de Uravgr comprido durtlimento
e de humildades Reundo sua naturesa
era assi tcostuipado, que .. nein
jmrco nein iiusso nem outra ani-
niMlia com que se encoutrasse iiom
vh re tiiivac em ella a menos de llio
iiaiidarem lazer
i-croo I.ojies Chr.de P. Fern. cap 99
Capitulo 111.
Vinlo dase outras tantas nuiles, ( proseguU
Fr. Vasco ) com urna cola de nial ha vestida
por balso do pellote e da capa e com o meu
punhal na cinta vagueei horas nteiras em
redor da pousada do Copo Mendes. Muitas
vezes o vi sahir e descer para a banda de Val-
verde ao longo da muralha do norte. En-
to seguia-o de longe : via-o sumir-sc as
(* ) Vid. os Diarios N. 22, 25, c 21.

ras tortuosas e escuras do coracao da cidade.
suba eu outra vez a encosia e vinlia curtir
tardancas da hora de sangue as cercanas das
casas do Alvaro Pires. Finalmente essa ho-
ra suspirada baleu :
Era pela manhaa cedo de um dia do feve-
reiro. O lempo ia sereno posto que fri.
Aquella noito'.bem como as outras mal pass-
ra pelo somno c anda este travado de so-
nhos horrendos. Apenas rompen a aira ,
montei a avallo e seguido do meu pagem
cncamnhei-ine para o fadario quotidiano.
Atravcssei a cidade sahi pela porta de Santa
Catherna o corr com o muro ao longo da
barbacan. Quando cheguei del'ronte da por-
ta docondeslavel vi cousa que me le/ parar.
Montado em um corredor ruco-pombo, e
vestido de monte, Lopo Mondes saina para o
arrebalde. Acompnhava-o um pagem e o
falcoero com um galgo c um alSo atrellados,
e um nebri em punho. Cortojou-me ao per-
passar. Com um movimento convulso aper-
tei o couto do meu punhal : c saudei-o
tambem. Partiu. Sogui-o de longe : por
montes c ladeiras, por logares selvosos e
ffiBUNAL DABELACAO.
Sessfto do 1. do oorrcnle.
Na anpeliacaocirel do Juizode Direito des-
la cidade, appellante Jos Bodrigu"S de Oli-
veira l.ins o appellado i). Ignacia Mara Xa-
vier Escrivao Kerreira se julgou pela con-
liimagao da sentcnija appetlanda.
chaos razos nunca o perd de vista. Elle
persegua as aves e alunaras innocentes : cu
persegualo a ello. Qual de nos seria mais
feliz ? Nem eu o sabia nem elle.
Por oteadas de montes e por barrocacs,
por entre os silvados e azinhacs cnlremcados
devnhas, que se penduram pelos oncoslas
al as margens do Alcntara, nunca me alon-
gueideU. Tinha dcixado o meu cavallo ao|
pagem; tambem elle deixra o corredor o
son. S com o falcoero metia-se por bre- i
nhas esahia s clareiras. Eu como o seu
unjo man ia militas vezes bem porto delle ,
cosido com os comorns e cerras ou sumido
pelos algaivs das torrentes ou peloscorre-
gos das quebradas. Cbegou a urna ponte de
madeira e atravossoii o rio para a banda do
occidente. Aserra frontoira. calva squi e
acola, pela maior parte enredada de urzes
c tojos por entre os (paos apena-, so encon-
tram estreilas trilhas de pastores. E' talvez
este o nico sitio dos arredores a que se
possa chamai- u crino.
Deixci-o embrenhar o Iranspuz o rio a-
poz il. Por alguns momentos julguei que p
tinha perdido mas dvisei-o por lim sobre
um penetlo a meia serra : acerquei-nieomas
porto que era possivel. F.sculei : liatia-me
o coracao com Ib rea. Ouvi-o gritar Bra-
vor ao fogo ? era ao algo que fallava :
vi partir este destrellado por entre penedi-
as: Una lebre corra adianle; o cao a a alean-
car, la repente um e outro animal desap-
paroceram como se a Ierra os houveraen-
lilido.
Lembrci-me onlao de me haverem contado
que por toda asta sorra se encontram cami-
nhos sotterraneos cuja origein se ignora.
Fus os suppoem obra da natureza outros
dosliomons. Tinham-ine dilo que os cala-
dores usados a frequentar osles sitios conhe-
Cam as entradas e sabidas desses corredores
tortuosos e oscuros eque muitas vezes se.
aproveitavam disto para lancarem os lebreus
por um cabo e dividirem-se para Hies to-
mar as sabidas. Comtala a desanimar; mas
esta lembranca me avigoren a esperanca.
.Nao me. enganei. Ouvi Lopo .Mendos lid-
iar com o falcociro e vi partir este levan-
do o seu nebl em punho e o son alo atrol-
*?


NVappellaeaocivc; do Juiso do Direito da
Comarcadas Alagoas, appellantes Manosl Jo-
.iquim de Aratrjo Lima, e sua mulher e
ampollado Gregorio Correia da Molla escri-
vo Bandeira ; nao se tomou Conhecimento
delta.
0 Habeas Corpus requerido pelo Doutor Fi-
lippe Lopes iNjtlo, para Bento Jos Martins
de Oliveira, lbe foi denegado-.
POBTUGAL
OESDE A REVOLICA DE 1820.
(Continuado do N. 25.)
III.
A nacao portugueza havia acolhido com ar-
al que o legitimo herdeiro do throno (sao os
termos do decreto) tivesse decidido oque in,-
portava fazer pelo bem do romo. Esta ox-
pressao de herdeiro legitim que as pertiic-
bacessubsequentestem tornado muito pouco
explieita pareca enlo perfectamente ciar ;
o herdeiro legitimo era olilho mais velho do
re. A elevac.no do Imperador I). Pedro o
throno tinha de mais esta vantagem ; resti-
tuir Portugal una colonia cuja perda era
deploiad* lodos os das. Por tanto a regente
o seu conselho despacharan enviados, logo
depois da morte do rci, a recetor as ordns
de D. Pedro. Como se ignorava as inten-
sos do Principe hesitou-se algum lempo em
proclania-Io rei; mas quinze das depois teve
a acclamaco lugar na forma ordinaria e o
dor em 1820 e 1825, duas revoluces tolas Imperador do Brasil foi reconhecido sem
em sentido contrario. Depois de se ler pre- opposgo -ei de Portugal com o nome de I).
Pedro -4. Com tudo si o desejo da mi-pa-
cipitado sob as bandeiras das theorias libe-
raes viera pedir ao Throno absoluto o apoio tra devia ser reconquistar a sua Boberba eolo-
e fer^a que nao soubera achar em si mesma. na pela mo do prncipe que Ih'a havia tirado,
A cruel ambico de una rainha e a turbulen-; ou conservado como dizia Joao 0. o inters
cia feroz de un joven principe Ihe mostrarn do Brasil era polo contrario Qear independon-
em breve que quera se abaixa nem por isso li-
sempre socegado. Abatida por este du-
plicado engao, fatigada do combate das i-
deias, e da avidez dos iuteress >s a uacao nao
tenlou mais escapar sua sor te, dobrou gra-
dualmente sob o peso de seus infortunios e
de suasduvidas. Os elleitos da crise social e
financeira determinada peta perda do Brazil
se tornavo cada vez mais sensiveis. Nao
existia mais saiJa nem para os homens nem
para as cousas, e em similhntes circunstan-
cias, que o respoito de muitoi seculos au-
thoridade cuma generosa conliaiica no futuro
nao terio podido dominar suscitou-se a du-
vida sobre u legitimidade do direito de succes-
sfto, duvida iggravada pela lutta dos princi-
pios polticos As ateces inconherentes de um
principe collocado a duas mil legoas de Portu-
gal oufraquecero anda mais urna autoridade
naturalmente precaria, e contribuirlo minar
o frgil poder coiliado a urna princeza no ver-
dor dos annos para ser entregue urna meni-
na. No meio de movimentos to diversos c
desta infinita confusao s urna cousa se distin
gue claramente he a dolorosa necessidade
de urna crise prxima. Pouco importa que
alguns homens oslo gados comhalo com af-
fouteza e desiulerease, ou que intrigantes a-
eodados se aproveitem dos poucos instantes
te. Foi pois o Brasil. e nao Portugal, quem
exigi que as cbias coroas nao repousassem
sobre a mesma caneca e U. Pedro forjado a
optar enUe rvse'u sceptro legitimo e sen poder
revolucionario, se declarou pelo ultimo: an-
tes porem db abdicar seus di rei tos quz fazer
delles um uso que tlinguem o negar di-
manara de um nobre principio. Osen pri-
meiro acto de rei foi confirmar a 2o de Abril u
regencia creada por s-w pai; eoncedeu urna
amnista geral, ou2> outhorgou urna carta.
A oO nomeou "os memhros da cmara dos pa-
res romposta quasi inteiramenie de grandes
do rejno e de bispos. Depois abdicou em fa-
vor de sua ilfn mais velha D. Maria da Glo-
ria ordenando que ella nao saira do Brasil
sem que o seu casamento estivesse concluido
com o inftel). Miguel, e ella houvesse presta-
do juramento conslituico : a abdicaeo tor-
nava-;c nuda si estas condices nao fosiom preS
enchidas. D. Pedro renunciando a coroa os
direilos de sua filha ero to inconlestaveis
como Imvio sido os seus. A ordeni de suc-
oesso ao throno segu em todos os pazesos
lidalgosde provincia pelo contrario, princi-
palmente essa numerosa familia dos Silveiras ,
que cobre as provincias do norte conservan-
do-so eiii suas cas^s e longe da corte e con-
tando com a sua influencia entre a popula-
rn havia ardentemeiite desejado adquirir
authorJdade por meio dosystema representa-
tivo. O movimento passou alem dos seus de-
sojos e o seu engao foi igual ao da rainha
Carlota. Elles se mostrara todos dispostos ,
na contra-revoluc/io de Santarm a cooperar
para a queda das cortes e o rgimen da carta
Ibes nao offereceu depois posico alguma, que
os podesse seduzir: o'nascimento noosdia-
mava a cmara dos pares e elles desdenharo
as cadeiras de deputados. Vio-se portanto
em 825 muitos partidistas da revoluco de
1820 lomar as arma* em favor do absolutis-
mo e a promulgarlo da carta os prendeo pa-
ra sempre este partido, s grandes pelo
contrario espectadores dosconliados da re-
voluco de 1820 e particularmente ligados
possoa de Joao 6. tinho em grande numero
seguido o rei Villa-Franca. Muitos delles
pela sua resistencia conspraco da rainha ,
licarao exposios aoodio pessoal desta prince-
za e as vingancas do seu partid." O rgimen
constitucional tornou-se um abrigo que se
refugiarn muitos realistas. Sua seguranea
futura se aehou identificada com a suslentaco
daoarta e salvaco do throno de D. Mara.
Nos primeiros lempos da regencia da infanta
D. Iza bel quasi lodos os membros da alta a-
rstocracia atrahidos pela digiudade de par ,
parocio dispostos admittir a nova forma de
governo e de numero se mostrou pouco devotado isto
foi devido circunstancias novas, e provejo
de que, para o geral das almas o perigo
muda o ponto de vista.
He una cousa digna de notar-se na filaco
dos partidos ; os herdeiros das familias per-
seguidas pelo marquez de Pombal foro ao de-
pois vctimas de sua adheso as ideias liberaos.
O espirito de independencia seperpetuou nos-'
tas familias ainda mudando de objeeto. O
proprio Palmella cuja inclinaQo natural de
espirito attrahia aos principios novos, havia
dos morcados ; a lei dos principes he este
respeilo a mesma que a dos particulares e
em Portugal as niulhercs herdo os feudos na
falta de herdeiros varos em linha recta. As-
que lhes deisa afortuna; o resultado he ine- sim o infante D. Miguel, .pese havia apres-
vitaveL O partido constitucional nao se apoia I sado a jurar fidelidade i seu irmo presin
nem sobre o povo nem sobre os prncipes ; sm difliculdade juramento sua sohrinha D.
a naco he indifl'erenle ; \). Pedro est no Maria e quasi todos os que foro depois seus
partidistas imitaran o seu exemnlo. A abdi-
cat;o de D. Pedro porem despertou toda a am-
bico da rainha Carlota : era urna vasta scena
que se abra ante seus olhos o infante D. Mi-
guel seu discpulo servil, a ser marido da
rainha; portanto devia o poder car inevta-
velmcnte as mos de seu fillio e as suas
proprias. Tcr seguranea do futuro, he pos-
principios estabclccidos para a constilui^Ao sido sem duvida profundamente commovido .
em sua mocidade pela narraco dosinforlu-
Brasil e D. Mria na infancia ; a rainha Car-
lota, pelo contrario he activa e est robus-
ta e o infante D. Miguel esl em Vienna ,
esperando somonte o seu sigua I. Qualquer
que possa ser a variedade dos successos qual
quer que soja o esquecimenlo em que pre-
cem sepultados os principaes actores desto
triste intermedio nao se deve jamis perder
de vista estas duas funestas personagens. A
rainha e o infante como duas nuvens tempes-
tuosas libravao sobre os destinos de Portugal.
tendiao sempre a ajuntar-se, e seu contacto
devia arrebentar tima exploso qce faria car
suir o presente e o Imperador I). Pedro, fa-
zen.lo.reoonhecer os direilos de D. Maria fa-
cilitn por essa promessa de casamento a ti-
s rpaco de D. Miguel,
Knto se opcin as di floren tes cilbegorias
sobre esse desgranado paiz lodos os males que da nobresl por'.ugueza urna mudanca de posi-
Jhe faltava conhecer.
A 6deMarQo de 1826 o fraco rci, cuja
cao cuja origen as luttas dos partidos lizo-
ro depois esipiecer. Em 1820 quasi todos
perda foi tao cruelmente sentida, vendo a- \ os grandes se achavo no Brasil com o re; al-
proximar-se o seu lim nomeou regente do i guns tinho governado em nomo da Iimlater-1 provincia conseguiro igualmente abafa-la.
reino sua querida lillia a infanta Izabel Maria. | ra ; muros que liaviao seguido o exereito ()s rebeldes refuiriaro-so na I les pan ha : mas
nos de urna mi que defendeJ com tao terna
coragem a lidolidade do amor que ella havia
dedicado a Souza que veio a sor son esposo.
Nem receiou ella quasi menina resistir aler-
tamente as violencias do marquez de Pombal .
que pertendia casa-la com sen filho. Muitos
grandes senhores liberaos orno parentes ou
alliados dos Tavoras e dos que morrero na
grande execuco de 17*i0. 0 general Salda-
nlia pelo contrario era neto do marquez do
Pombal, e esta differenca de origem teve mais
parte do que elle proprio pensa na posioio
excepcional que oceupou por muito tempo no
partido o mais exaltado.
No norte logo depois da abdjccAo de D.
Podro a promulgaco da carta doo soldados
intriga apostlica, o atyruns camponezes ex-
citados pelos frades e oficiaes reformados, pro-
clnmaro D. Miguel rei absoluto. 0 general
Saldanha governador no Porto eomnri'mio
eslewrivimonto por sua vigorosa actividado.
Urna sublevacn da mesma natureza aparecen
no Algarve : Saldanha entao ministro da
guerra e o conde d'Alva governador da
Quatro imporlaules personagens ,,o duque de | franco/ eslavao separados dos negocios do
Cadavhl, o patriarca de Lisboa, o marque/. seu paiz c hem poneos nnmes pertenecidos
de Vallada e o conde dos Arcos, compunho o. primeira nobreza liguraro nos movimentos
conselho desta regencia, que devia governar que prodiiziro a conslituico de 1822. Os
diversas insurreicfles partaos se s*suirom
dilferentes pontos da fronleira. Ellas foro
sucoessivamente batidas; mas cada novo
I motim porces de regimentos e cor pos inlei-

ros deixavo Portugal e procuravo refugio na
Hospanba aos quaes o governo do rei Fer-
nando dava armas cavados o mullicos.
Grande numero de liberaes hespanhoes se re-
fugia vo igualmente em Portugal e a guerra
pareca que vria a ser ao mesmo tempo civil
e osliangeira. O marquez de Chaves fren-
te de seis mil homens penetrou na provincia
de Tras-os-Montes oulros cheles mais obs-
curos invadirao o Alem tejo c Algarve. A po
sico do governo porluguez tornado consti-
tucional sem o saber e que devia em poucos
anuos transmiltir o poder "s mos dos abso-
lutistas nao era mais tolleravel: as intrigas
se multiplicavo em lodo o sentido ; a admi-
nistraco em geral moderada mas sempre
Iraca sonra todos os inconvenientes dos
clubs, sem ler mesmo como em 1820 seu
perigoso apoio ; oembaixador d'lnglalerra ,
lord lleytesbury se ingera nos ruis ntimos
pormenores do palacio ; certos conlidentes da
regente publcavo as pracas e botequins as
del i bera^oes do conselho c vilipendiando o
poder desanimavo seus partidistas. Era o
governo de todo o mundo e de ninguem.
Todava, gracas ao zelo de alguns ministros
como o marquez de L'avradio ( 1 ) e Trigo-
so e aos talentos militares do conde de Vil-
laflor que depois se illuslrou sob o nome de
duque da Terceira a Victoria esteve um mo-
hiento pela causa do direito e da juslga. A
Hespanca conseivava-seameacadoi a; o gover-
no de Lisboa podia si?ralgumas vezes vencedor
sem comtudo consolidar-se e um revez s
hastava para peide-lo : elle recorreo ento
um remedio talvez necessario porem doloro-
so; chamou a potencia biilanniea em seu soc-
coito. Os inglezes nao desemhainbaro a es-
pada sua forca moral contrahalancou somen-
te a influencia hespanhola defenderao de al-
guma maneira as trincheiras do campo da ba-
lalha ; mas depois os consliluciouaes [lagaro
com a sua ruina este apoio passageiro. Sa-
bem lodos que lord Stuarl troucer do Brasil
a carta de D. Pedro que o governo inglez
se oppoz mais larde entrada dos hespanho-
es e que emfirn favoreceo a exalco de D.
Miguel. A poltica britannica he em geral
mais firme do que lgica c si ella marrha
sempre ao mesmo alvo he multas vezes por
vas contrarias. O primeiro ponfo para a In-
glaterra era separar Portugal do Brasil, afim
de se tornar ella a mclropole cofflme'rciat des-
le ultimo paiz ; o segundo solar Portugal da
llespanha. Para isto urna carta podia ser boa ,
mas una carta dava o poder aos conslilucio-
uaes que em 1820 tinho ex poli do os in-
glezes : d'aqui o proceder contradi torio e as
indignas trahicoes.
As intrigas estrangeiras nfio enfraquecero
somonte o governo de Lisboa; ellas se estn-
dero tambera ao Bio de Janeiro. I). Pe-
dro obedeceo loda a sua vida grandes ideias,
mas sua eonducta nuncacorrospondoo aos seus
designios. Sinceramente ligado ao Brasil a-
bandonou sem pezar a sua croa portugueza ;
pondoj* sua gloria no triumpho das ideias no-
vas deo urna carta sera segunda-lenco ;
por desgraca a vaidada do homom eia mais
sensivel do que a do principe, e D. Pedro nao
nao pode resistir' ao desejo de ser consi-
derado como arbitro supremo de um paiz ,
Ctljo governo liuha renunciado. Elle releve o
que havia dado lealmente tornou-se o pon-
to de mira dos ambiciosos descontentes e to-
das as minoras facciosas se dirigiro elle :
expedio decretos nomeou conselheiros d'es-
lado e pares e embaracen por mil manei-
(I) D. Francisco d*Almcida.
lado. 0 cavalleiro seguiu a pista do .galgo
e como elle, desappareceu entre o fraguedo.
Ajoelhei. Dava gracas. Se a Christo se
aSalanaz nao osaberei eu dizer.
Erguendo-me paivcia-me que o coroco
de medilatava, Tinha as mos o rosto .
os joeihos feridos e en.-anguentados ; mas ja
nao era preciso arrastar-me por mais lempo .
como a vbora jwr vallados balsas e c,ar-
caa* 0 tigre arrojava-se cima da prea com
a fronte erguida como bramido do conlen-
tamento e dianle da luz do sol.
Este havia eomecado a sua declinacao dia-
ria, quando cheguei entrada da covoada ,
cuja boca escondida entr a penedia s
diviseiao dar de rosto com ella. Voltadaao
occidenle a claridade da tarde j bastante
amortecida batendo as paredes irregula-
res da primeira gruta penetrava indecisa at
mpia rea da caverna immcdiala atravezde
um arco de pedras amarelladas e hrutescas
tomo o resto do covo. No meio daquotle
arco um vullo de homcm com o roslo vi-
rado para a caverna interior curvado um
pouco para dianle o a potando as maos so-
bre os joeihos paremia, tentar o ver alguma
cousa atravez das soTTbras que linha diante
de si. Escasado dizer-vos cujo f.ra esse
vulto.
Com os bracos cruzados, conlemplei-o
mmovel da entrada do<-ovo : eslava to em-
bebido em esperar o aeu lebreu, que nao deu
tino ile mim.
Entrei : o chao da caverna era brrentec
hmido : ajudado por es?* erren instancia ,
alravessei-a com passos lentos e sublis por
tal modo que estava junto de Lopo Mendos,
e elle nao me senta.
Afferrei-o por um hombro sem dizer pa-
lavra. Elle voltou meio corponao podia
maisdando um estremeci.
Qw mequereisi1 Quem sois ? pergun-
tou elfo perturbado.
Um vilo que vem dizer-te o seu nome,
para o mandares acontar como um mouro
fugidico.
Entcndo, senhor cavalleiro ; mas esco-
Iheles mau logar e hora para renovar reques-
ta. Em tanto aqu a acceito, se me disser-
des vosso nome,.,.
0 meu nome ? 'gritei eu. 0 mcu nomo
Vasco da Silva Conhece-lo ? Bequesta j
t'a fiz. Nao a aceeitaste. Queras o meu no-
me para atirar-mea cabeca aos ps do algoz ?
Tnsvil Lopo Mondes vil como tna mu-
lher quese proslituiu a ti atraicoando-me ,
poique tinlias mais dos a vos mais Hois pu-
nhados de maraveds. Bepto ... E'tarde
para fallar nisso.
Dizendo estas palavras levei a mo cinta e
arranque! meiapunhal.
Mas um assassinio !...
AJvinhaste !
Lopo Mondes pertendeu desembaracar-se.
Pobre corleso !^Os osso* do hombro range-
ram-ihe debaixo da minlia mo ferida das
ur/es e ensanguenladn ; vergou c cahiu
de joeihos.
Por vosso nai por vossa rma Vasco
da Silva que nao me assassineis !
Meu pai tornei-lhe eu cora urna tran-
'Imudado que devia ser horrivel, foi mortn
por um homem to vil como tu : irma j
nao a ten lio ; converteu-se em urna barrega
tao infame como tua mulher.
Por Dos ; queno quoiraes laucar a mi-
nha alma no inferno Nao me matis sem
confisso
Nao Ihe respond : ergu o punhal, erav<-
Ih'o duas vezes no peito: cahiu. Ajoelhei ao
p delle cun'ando-me e gritando-lhe ao<
ouvido :
No inferno nos encontraremos
Quando sahi da caverna o sol ia-se pondo ;
quando passei o Alcntara toca va o sino da
oraco. Chegando ao logar onde deixra o
pagem com o ginele cavalguei sem dizer
palavra ; atravessei os campos e as ras da
cidade j desertas e tanto que entrei na
pousada sem tomar nenhum alimento sem
sabor o que fazia encerrei-me na minha c-
mara.
Quenoite, padre, que noite! Estes
cabellos ne eslavam brancos no outro da ;
mas a alma tinha-me envelhecido vinte an-
nos. Acordado.com os olhos abortos,
via Lopo Mondes, cnsanguentado, entre
chamraas, em p diante de mim; os seus
olhos eram dos carvoes accesos, que Ihe re-
volvan! flor do roslo: cerrava os DlCUS; via-


y
rasoexcrciciodaauthoridad3 da regente. Es-
ta para nao violar a carta, foi mais de una ve/,
obrigada a desobedecer as ordens de 1). Pe-
dro v ritagodo principe contra sua irm 5 o leva-
rao a mudara regencia e a investir della o
infante )). Miguel Nomeado regente o prin-
cipe escreveo i 111 media lamente infanta para
certilica-la da sua adhesao sincera carta ,'do
seu respeit seu augusto irmo, e pedio que
as cortes fossem extraordinariamente convo-
cadas afim de no seu recinto prestar jura-
mento constituido e rain ha sua sobrinha.
Estas apparencias liberaes a ninguem cngana-
ro; D. Miguel regente estava a rainha Car-
lota toda-poderosa. Os absolutistas nao con-
tiverao mais a sua alegra ; a preza (iue elles
cobicavao caia-lhes as mos e a inclinaco
de D. Redro pelos liomens de 1820, edes-
contentamenlo deste principe pela regente q'
algumas vezes havia resistido a esscsliomens,
bio ter por consequencia a entronisac/10 do
despotismo e do terror.
( Continuar-se-h. )
AVIZOS DI VER-SOS.
tsr Dezeja-se tallar com os Snrs. Miguel
Alves Lima Manoel Ca;>tana Maia Ignacio
Gonealves da Luz e o Reverendo PadreJoa-
quim CavalcantL d'Albu(|uerque seos her-
deiros ou procuradores, para negocios de
seos interesses ; queiro annunciar por este
Diario as suas moradias.
tsj~ Quem precisar de um rapaz portuguez,
com idade de 21 anuos oqual sabe bejH ler
escrever e deseja-se arraujar eni qualquer
occupago tanto tiesta praca como lora
della, poi.s. tcm todos os esclarccimenlos de
negocios ; pode precurar na ra da Praia ar-
mazein por baixo do sobrado.," donde mora o
Sr. EscrivoBenieio queahi se dir.
ssy L'm rapaz portuguez cbegado pouco ,
dezeja-se empregar em qualquer arrumaco ;
quem o pretender dirija-se a ra da Cadcia
velha, botica D. 5.
V3" Vende-se um Pianno luglez novo, de
boasvozes ; e por preco commodo, na ra do
Amorim sobrado de o andares no 5., a tra-
tar com Caetano Joze Codito.
ttt A 20 do mez passado dezapareceo um
negro de nome Prezidio idade |>ouco mais ou
menos 2o annos estatura c corpa regular ,
cor um tanto fula ; cabello crescido tendo no
alto da cabeea urna pequea falta delle que
representa urna coroa procedido de carrcgar
aprehendida pelos respectivos em pregados do I pozo olhos vermelhos beiQos grossos, am-
trapiclie da companhia,por inexactido de ta- bas as nenias com algumas marcas de feridas.
ra ern cujo dia se (inda o (trazo marcado e na direita tres chagas quasi faltadas ; pes
no respectivo regulamento, sendo a arre- grandese meios tortos levou vestido carniza
mataco livre de.despeza ao arrematante. j de riscadinbo azul e calca de cazemira alva-
E para que chegue a noticia a quem con- dia ; quem o pegar queira Ieva-lo no largo de
vicr mandei afixar o presente edital, e pu-
blicar pela imprensa
Meza do consulado de Pernambuco 28 de
Janeiro de 1842.
DECLARACOES.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade ca-
va lleiro da ordom de Chhsto e admins-
trador da meza do consulado desla cidade,
por S. M. Imperial e C. que Dos guarde
etc.
Faz saber que no dia 5 do fucturo mez de
Fevereiro, se ha de arrematar na porta da
mesma huma caixa deassucar R numero 4,
aquelle na ra do Cabuga : Roa-vista botica
doSr. Victorino Ferreira de Carvalho na
praca.
que faz esquina para
N. S. do Terco, D. I
o beco do Lobato, 2.* andar que ser re-
compensado.
= Quem quizer comprar um moleque de
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade. idade de 17 anuos, e por prego commodo ; a
53" 0 Padre Miguel do Sacramento Lopes fallar com G. A. Rloem no quartel do bom
Gama Commendador da Ordem de Christo ,' Jezus.
Pregadore Conego da Imperial Capella Pro-j = Quem quizer comprar una flauta d'E-
fessor jubilado de Rhelorica Professor de ( bao, aparelhada de prata com 8 chaves
Eloquencia e Litteralura Nacional do Lyceo ,' muito rica e por preco commodo ; na ra
Director interino do Curso Jurdico de Olinda j Nova D. 1 1.
por S. M. o Imperador que Dos Guarde = Continua-se a vender a agua de Ungir
&c. &c. Fago saber a quem convier que os cabellos e as suissas ; na ra Nova loja de
no dia II do correnc pelas nove horas da ma- chapeos do Snr. Joaquim Joze IVrcira I). 22 :
nh em urna das salas da Academia ter lu- da-se amostra para se experimentar e a ins-
gar o Concurso Substituidlo da Cadeira de trueco para a saber dar.
Jnglez e Francez do Colegio das Artes. = Quem quizer comprar saccas com ar-
Olinda 51 de Janeiro de 1842. roz de casca /le alqueire medida velha; no ar-
Miguel do Sacramento Lopes Gama. mazem do Snr. Antonio Aunes Jacome Pires
C^":Wiando-sj vaga a Cadeirade meninasdo ao sahir da Alfandcga e no escriptorio de Ca-
BairrodeS. Antonio, por falescimcnto da : etano Pereira Gongalves da Cunha na ra da
Professor Jesuina Candida Monteiro : manda | Cruz pelo preco de ojOOO reis a sacca.
o Exm. Snr. Rispo Director dos sCudoA fa-j icr Urna caza terrea na Praca do Juiz do
zer publico , do Exm. Governo da Provincia que da data rente cita na Cidade de Olinda na ra de S.
deste a 68 (fias, (I. d'Ahril) ir dita Cadei- | Francisco avahada em I KbOOO reis ; quem
ra a Concurso : as Senhoras que se quizerem na mesma quizer lancar comprela pelas -i
dever habilitar-se nos termos da Le. horas da tarde no lugar indicado.
= Quem tiver e quizer vender urna Ar-
te Franeeza porSevene, annuncie
vico urna pretalavadeira de sabo c varrela;
na ra do Fugo ao pcdoBozario D 2o.
= Pede-seaG. L. F. de nao te importaIa
com a vida alheia, e que se entpregue nos seus
negocios de remedios.
= Quem quiser comprar vinhodo porto ,
chamado -de ramo por nao ler confeico a
I,400 rs. a caada e 200 rs. a garrafa ; di-
rija-se ao armasem da ra do Rosario estreita
D. 28.
= 0 Snr. Gemiuianno Amando de Azeve-
do Mello queiradirigir-s:; a casa de Manu-
el Ignacio de Oliveira na Praca da Coinmer-
cio, para negocio que Ibe perlence viiido do
Rio de Janeiro ouannnuucie a sua morada
para se procurar.
C7" Compra-se escravos de ambos os sexos
pretes de 12 a20 anuos com ollicios de car-
pina e pedreiro ou sem nemum, para fora
da provincia, em casa de Manoel Ignacio de
Oliveira na praca do commercio.
3T Precisa-sede urna ama para dar Le i te
nao carrega e nem trata de menino, be s
para darleite; quem se adiar as circuns-
tancias dirija-se a ra do Fernaudes atraz
(io Carino casa da quina, das o horas da ma-
nila at as 8 e das 10 at o meio dia ou na
ra de Hortas D. -17, sobrado da viuva do
Conceicao
i^* Para a Babia, segu viagem com a
maior brevidade possivel, o Patacho Rei-
ja Flor, forrado e pregado de cobre, recebe
carga e passageiros para o que tem exce-
lentes cmodos : quem nomesmo quiser car-
rejar ou ir de passagem dirija-se a fallar
ma olaria arvores de fructo e terreno paia
plantacoes : a tratar no mesmo sitio com o
seu proprielario.
XT Quem quizer comprar tijollos d'alve-
naria grossa j bem conhecido pela sua ba
qualidade e tainaiiho e sem se vexar o com-
prador pelo importe ; dirija-se ra dos
Quarteis padaria I), o.
Oflerece-se um rapaz brasileiro de i-
dade 10 anuos, saliendo ler escrever e
contar com perfeico para caixeiro de escri-
la e cobrar, na ra 5 de regular conducta :
quem do seu presumo se quiser ulilisar an-
nuncie sua morada.
=3 Precisa-so de um menino portuguez,
com idade de 10 a 12 annos, para caixeiro
de nina venda : quem estiver nestas circuns-
tancia dirija-se a ra do Rangel D. 57 lo-
ja de cera.
= A pesaoa que annunciou querer alugar
um eseravo para trabalhar em um sitio ; di-
rija-se a ra Nova D. o i que achara com
quem tratar.
= Aluga-se una preta moga para qualquer
servico : na ra Nova I). 54.
=s Aluga-se urna nieia-agoa que tobeni
serve para cocheira cita na ra d'Alegria do
bairro da Roavisla : a tratar com o proprieta-
rio no Recite ra do Vigario N. 10.
= Quem annunciou querer alugar um so-
to ou metade de una caza /tara homem
solteiro 5 dirija-se a ra da Roda, venda
D. 8.
Quem annunciou no Diario do I. do
com Francisco de Oliveira Castro a bordo do corrente querer comprar um bab ; dirija-se
oppor
Secretaria doLyceu 20 de Janeiro de 18il.
O Secretario
Joo Facundo da Silva Guimares.
eH)s Rilhetes da 2.a parte da 0." Lotera, a
= Quem quizer comprar una preta moca
de bonita figura, saliendo engomar cozinhar.
favor das obras da Matriz da Ooa-vista; achao- e todo o mais servico; una mulata de degan-
se a vndanos lugares seguintes:no Recife loja te figura moca e muito reforcada engoma e
do Snr. VieiraCambista : S. Antonio loja do coze com perfeicio capaz de dirigir nina ca-
Snr. Menezes Jnior e Boticas dos Snrs. za ; urna molatiiiha e nina negrinha de
Joao Moreira Marques, e Francisco Auto- j 12 anuos um preto moco de todo o servico
nio das Chagas, este na ra do Livramento, e um moleque de 14 a lo anuos, faz todo o ser-
no livro maldito
pa
o meu nome com sangue
dos grandes criminosos.
No nutro dia, com a luz com, o tumulto
da vida, os meus terrores asserenaram. Re-
cobre! osentimento da vinganca; mas j nao
era to inteiro e violento, porque com elle se
misturavam remreos. O pagem que comigo
trouxera, mandei-o vollar para Aljubarrola,
tomando por pretexto algumas ordens. que
liona de communicar ao mordomo do solar.
Amorte de Lopo Mendos devia divulgar-se,
e eu teinia que as descouliancas estouvadas do
pagem me atraicoassem. Nao arreceava o
castigo; mas considerava-me como lifado
missode sangue que meu pai me incumbir
na hora da niorte. Desenpenbada esta nada
me imporlava morrer, e pouco mais que o
logar da agona fosse urna cama de frouxcl e
oatravez das palpebras immovel silen^ telas alvas, ou o cepo duro ecuberto de lucto
coso! 0 suor corria-me da fronte em bagas, i do eadafalso.
A oracAo fra o meu nico refugio naquel- Era pelo (ni da tarde quando sabia da pon-
a affrontosa agonia ; mas nao havia una so sada. Encaminhei-nie para o sitio da niora-
paavia de oraco de que o espirito se recor- ; da de Lopo Merdes: .quera saber o que se
llague ou que os labios podessem repetir. 0 passra', ea ninguem poda.eucarregar disso
resar para os innocentes ; eu tinlia escripto sem alevantar suspeilas. Quando ah che-
guei, j o crepsculo da imite mal deixava
enxergar osobjectos. Pelas frestas das casas
contiguas s de Alvaro Pires bruxeleava o cla-
ran das candelas e tochas, mas ne&tas ludo
estava fechado e escuro como um sepuehro.
Pelo profundo portal do edificio entravam e
sahiam vultos negros, e silenciosos. Che-
guei mais porto, e en to percebi distinclamen-
leos choros e pranlos das carpideiras, mis-
lurados com os psalmos, e as orucoes |>elos
finados. Transpirando atravez das vidracas e
portas cerradas, estes sons frouxos ediscor-
des vinham balter-me nos ouvidos, c em vez
de me causarem prazer, como eu imaginara
nos meus sonhos de vinganca, esmagavam-
me o cora<;Ao.e faziam-me ericaros cabellos.
Estava claro que o cadver de Lopo Mendes
tinha sido encontrado; mas importava-mc sa-
mesmo ou na ra do Vigario n. 7.
ssr Precisa-se allugar huma escrava para
o servico de urna casa de pouca familia que
saiba comprar cosinhar e ensaboar dan-
do-se-lhe osustento e 10. reis mensaes : na
ra das Flores casa I). 8 se dir quem a pre
leude.
SS?" Quem precisar de um caixeiro Porlu-
guez cbegado prximamente para qualquer
arrumaco tanto nesla praca como fora della,
dirija-se a ruc do Rosario larga venda D. 1.
= Quem quizer comprar 2 portadas de
Iiedra e 180 palmos de rordo a .saber .
hoassoleiras vindas do Bio Formoso a por-
cao que quizerem : e tamhem 10 pias de fil-
trar agoa por preco com moda ; dirija-se ao
beco do Encantamento a tralar com Manoel
da Silva Pinto.
Precisa-se de um menino portuguez
com idade de 10 a 12 annos para caixeiro
de urna venda ; na ra de Padre Floriano .
esquina que volla para o beco dos assogui-
nhos : tamben) se vende pipas arquiadas de
ferro, q Mar tolas, e barris : na entrada da
ra do Rangel loja de cera 11. o7.
= Quem quiser comprar urna venda que
vende tanto para o mato como para a trra,
com commodos para familia, a dinheiro --u a
praso, sita na ra do Rosarlo eslreita I). o,
dirijarse a ra do Cabuga' D. 5. para tratar
do ajuste.
V= Quem quiser comprar o correio Brasi-
liense ou armasem Literario, em lovolu-
mes nove (pidros um I-ito de Jacaranda',
espirito de alfasema por preco commodo, di-
rija-se a ra do cabuga' loja I), .
Vende-se a arniacao, e passao-se as
chaves da loja que foi de livros, sita na
Travessa do Bazario 11. 7 ; fallar na ruado
Bozario Estreita segundo andar do sobrado
D. 22.
S3" Arrenda-se o sil>o da olaria em Olinda,
junto a Igreja de Guadalupe, com caza terrea,
otariae forno, excellente barro junto a fnes-
a ra do Qucimado D. 7.
= O Dr. Antonio Vicente do Nascimento
Feitoza ahre o sei curso de I*'ilosoph:a em
o dia 14 do corrente: as pessoas que se quise-
rem matricular, comiiareco em sua caza ,
2. andar do sobrado tD. 22, cito na ra do
Rozario estreita.
a= Na loja que foi de Alph Saint Martin ,
esquina da ra do Cabuga existe a venda
mascaras lindas e exquisitas, mu i proprias
para o entrudo.
= Aluga-se
urna casa terrea no beeo das
barreiras no bairro da Boavista : os preten-
dentes lllem eom Manoel de Azevi^do \\\\k ,
no atierro da Boavista venda D. 19.
= Quem precisar de urna ama para o ser-
vico de alguma casu ; dirija-se a ra Direita ,
loja de couros D. 20, lado do Livramento.
= Lina Senbora de bous eosluiues, se
propoe a tomar criangas com ama para se
criarem com leite, em|)edidas e desemped'-
das ; e tambem se recebem as que eslivereui
j desmadadas, para se ac harem de criar
com todo o mimo c amor : na ra Direita ,
2. andar D. 25.
= Precisa-se de um sobrado d'um s andar
com arranjos para grande familia, e quintal
soffrivel com cacimba nos bairros de Santo
Antonio ou Boavista, nao sendo em travessas
ou becos : nesta Typograpbia se dir quem
pretende e que ollerece um anno adiantado.
= Troca-se ou vende-se por preciso una
negrinha de naco benguella de idade 17 a
18 annos quem a pretender dirija-se a So-
ledade no correr das casas novas de Hercu-
lano I). A7>.
= Quem quiser comprar farinha de mag.
por preco commodo ; dirija-se a Marques &
Veiga na ra do Amorim.
= Quem precisar de urna ama ; aqual se
propoe a comprar na ra dirija-so a ra da
roda : bindo pelo pateo do Hospital no lado
esquerdo D. 5.
ber o como, e se havia algumas suspeitas -
cerca do malador. Dirigi-me a um daqud-
les vultos (|ue incessantemente entravam e sa-
hiam, e perguntei-lhe o motivo dos prantjs
que ouvia.
Sube entao que o falcoeiro vollra em bus-
ca de seu senhor, e queenconlrando-o assas-
sinado, correr cidade como louco, a dar
conla daiuelle successo; que a justica, guia-
da por elle, izera conduzir o cadver para
ser sepultado,, o que nessa noite se hia fazer ;
que a principi algumas suspeitas tinham re-
cabido sobre o falcoeiro; mas que estas se
havium desvanecido attendendoa que era um
antigo e leal servo, e a que se tivesse sido o
assassino nao seria elie que por si proprio se
viesse olerecerao castigo; que, todava, ti-
nha sido posto a ferros at se averiguar
quem havia commetido aquelle homicidio, o
que anda era um mystero.
Anda bem nao tinha acabado deouvir esta
narraQo, quando a luz viva de militas tochas
allumiou sbitamente as escadarias, e pateo
da casa,eosprantosehymnos reboaro distinc-
tamente pelas abobadas. Era o sahiruento que
descia. Encosle-me para o ngulo do edifi-
cio, e dalli contemplei a minha obra infernal.
Os frades de S. Francisco vinham adianto
com os capuzes mettidos na cabeca e tochas
accesas nao mos, rsando em voz baixa e
soturna; seguia-se a tumba, levada em eol-
ios de" homens, cubera de pannos negros.
O suor corria-me em fio da fronte, os denles
batiam-me ujis contra os oulros. Porque
estava eu alli? Nao o sabia. Oh veneravel
Fr. Lourenca, era o meu crime que me ti-
nha de sua mo: era elle que nao me deixa-
va lirar os olhos daquella horrivel tumba!
Vergava-me o corago debaixo do peso dos re-
morsos e todava lembrava-me de que ainda
me fallavam Ires victimas !
Neste ponto da sua narraco Fr. Vasco cal-
lou-se por alguns momentos como quem
buseava atar o fio partido das ideas, e trabalba-
va por cobrar novas forcas para proseguir. O
mestre de llieologia tinha os olhos Utos neHe
sem pestanejar ; c as suas feicoes transpa-
recia o horror em que Ihe afogava o animo
to medonha e abominavel historia.A. H.
( Concluir-se-ha. )


- 7* No 'lia 9 ilo coi-rento tem a Veneravel
i Inlfm Tercena tic. S. Francisco de expor aos
irthos dos liis tim dos actos mais tocantes
lUiiossu S. Religiao como eja a Prooisso
d.-Cinza para isso roga a todos os mora-
dores das ras por onde tem de passar hajo
le ter,as testadas das portas lim|>as, u as'ras
que tcm de passar sao as seguintes : da C-
llela de S. Antonio dita do Recite, da Cruz,1
.los Tanociros Alfandega velha do Vigario,
lieeodo Azeite do peixe iiia da Madre de
Dos,.ra do Colegio, pracinha do Livra-
inento ruado Livramento e Direila lar-
go do Tergo ra de Agoas verdes beoo de
S. Pedro Pateo do Carino ra do Rozario
estreita ra do Queimado e das Cruzes.
S2F" Um moco Brasileiro prope-se a ensi-
nar com perfoiofio as primeiras letras sendo
tora da praca para o que tcm conhecimentos
exuberantes : a pessoa que de seu prestimo
se qniser utilisar annuncie por esta folha pa-
ra ser procurado.
SU"*" O abaxo assignado tendo de retirar-
se para a Provincia do Cear no Vapor S.
Salvador e nao podcndo no curto espaco
de lempo que se demora o mesmo vapor nes-
te porlo aria njar todas as snas con tas, previ-
ne aquellas pessoas com quero tem transagoes,
que regressar a esta Cidade na volta do men-
cionada S. Salvador, eenlocom mais va-
gar arranjar seusnegocios.
Victoriano Augusto Borges.
su* Precisa-se de iooj rs. a dous por cen-
toaomcz; Uando-sc para seguranca urau
casa cita na ra Augusta : quein quiser dar
annuncie.
cy- Perdeo-se un lenco de seda grande
de cor verde escuro com ramagcm amarela ,
desde o beco do Ouvidor al a ra nova, indo
pela ra das Cruzese praga da Independencia,
no da 5o do passado as 8 horas da noute ;
quem o tiver acbado far o favor entregar na
toja do Sr. Mero/ na praga da Independencia,
que ser gratilicado.
SSP Precisa-se de um cont de reis a um c
nieio at dous por cento dando-se por se-
gunea um bypothcca em urna morada de ca-
sa: quem quiser dar mamele.
C7* Quem precisar de algumas, canoas
abortas para carregar trastes, a saber tanto
para levar como para trazer de qualquer par-
te por pre<;o muito commodo dirija-se a
ra do Rangel 1). 17.
S_j- FranciscoSeveriano Rabelo avisa aos
Snrs. seus assignantesdo Jornal Panorama ,
que'o mez de Nvcmbro acha-se no seu es-
critorio.
s^T Arrenda-se um sitio no Caxang, com
casa estribara com larangeiras cafezci-
ros bananeirase nina boa planta decapim ;
quem o pretender talle no mesmo lugar com
o Sr. Salgueiro commissario ou na ra no-
va D. ."3.
C7- Precisa-se alugar um preto para o ser-
viso de sitio :' quem tiver annuncie.
tF* Aluga-se urna casa na Soledade no
caminbo do Manguinbo : a fallar na venda
que foi do fallecido Joze da Penha.
s^T Precisa-se de urna mulhor de meia
idade que soja capaz ; fiara servir urna se-
nhora viuva pelo sustento e vistuario : na
ruadaMoeda n. 151.
ssy Quem precisar de urn rapaz porluguez
de idade de 22anuos para caixeiro de venda ,
loja de fazendas ou de ferragens do que tem
jiratica posto que csteja arrumado com
tudo nao llie faz conta o qual d Qadbr a
sua conducta dirija-se as o ponas D. Si, ou
annuncio.
s^y Precisa-se aJugar um sobrado ou nc-
tade no Recite para pouca familia ; quem
tiver anniiiicic.
jsy Um rapaz brasileiro de boa conducta
se offerece para caixeiro de ra de qualquer
casa de negocio dando pessoa capaz que Ihe
informe a sua conducta e nao exige grande
ordenado : a quem cunvier ar.nuncie.
ssy- Quem precisar de urna ama para oser-
'vico de urna casa de porta dentro, para co-
zinhar e engommar dirija-se a ra das Cru-
zes D. 7 casa do tanoeiro
tzr Quem precisar de m rapaz brasileiro
que sabe Icr escrever para caixeiro de
loja armazein ou outra qualquer oceupaso,
annuncie.
Z3~ Arrendo-se as duas otarias de S. An-
na com mais de 4oo palmos de comprido cada
una casa de vivenda com milito bons com-
modos quintal com larangeiras e cacimba ,
amargem do rio tem barro dentro, e gran-
de terreno para plantasao : a fallar na ponte
d'Uchoa com Marianna Therezade Jess Si-
.cira ; a mesma'tambera vende lo bestas
m possantes para engenho.
SJ^- S.-gunda vez avisa o aliaixo assignado,
mieem seu terreno em fora de portas, da
parte da niar pequea existe urau canoa de
caireira em meio uzo qu? foi adiada a cima
d'agoa a bordo do Hiato Vingador ; quem foi
seu.dono queira.procural-a que Ihe. ser en-
tregue nao so responsabelisando o aunun-
ciante se a dita canoa levar descaminbo.
Manoel" Joaquim Pedro da Costa.
ssy Precisa-se de um mulher de meia ida-
de para ser ama de urna casa de homem sol-
teiro ; quem estiver nestas circunstancias
annuncie.
AVISOS M A R~ T I M.07"
S23 Para o Para coir. escala pelo Mara-
nho segu viagem at 10 dr> correle mez
o Brigue Escuna Laura Capitao Luiz Fer-
reira da Silva Santos, de bem conbecida mar-
clia e commodos para passageiros forrado
e encavilbado de cobre anda recebo algu-
ma carga a frete e escravos ; os pretenden-
tes dirijao-se ao Capitao ou a Firmino Jozc
Felis da Roza na ra da Moeda n. 141.
cr Para o Rio de Janeiro o Patacho
Nacional Valente sahe impreterivelmente no
dia 5 do correnle anda recebo alguma car-
ga ; trala-se com Paiva e Manoel no porto
das canoas no Recife ou a bordo com o Ca-
pitao Ignacio Xavier Pinheiro.
4SF* Para o Rio de Janeiro com toda bre-
vidade o Briguc Nacional Bom Jess por
ter a maior parle do carregamento prompto,
para pequea porao de carga e passageiros ,
trata-se com Caudino Agostinho de Barros na
Pracinha do Corpo Santo I). 67 ou com o
Capitao Joo Rodrigues Amaro a bordo.
52^* Para a Baha a Sumaca Filinto Elisio ,
segu com brevidade possivel ; quem quiser
carregar dirija-se a Manoel Joaquim Pedro
da Costa.
XZF' Para Macei o Patacho Aurora Feliz ,
sahe impreterivelmente no dia t do correnle ,
recebe passageiros e carga miuda ; a tratar
com Manoel Joaquim Pedro da Costa.
COMPRAS.
52F* Cargas de fructas proprias para doce r
mangaba limo maracuj meirim todas
bem verdes sidras e laranjas da trra in-
diadas goabas indiadas e maduras e pi-
langas bem maduras, panellas c potes de pre-
luxo quecostumaa vr do mallo ja feito :
na prasa da Independencia loja n. 21 e 22.
SSF" 5 ou 4 du/as de laboas de pinlio de
refngo ou mesmo servidas : na pracinha do
Livramento D. 25.
t2F* Erna rede de pescara que seja grande:
na camboadoCarmo I). 18, ou annuncie.
C? Negros e negras de idade de 12 a
2o annos com prendas ou sem ellas sendo
boas pesas, para fora da provincia: na ra
da Cruz n. 25 no segunda andar.
C7" Um par de cassambas embora sejo
uzadas : no Remedio no sitio da porteira on-
de mora o Macambira ou annuncie.
tSf 5 medalhas de ouro com esmalte ou
sem elle, sendo por preco commodo : na ra
do Rozario larga loja do miudezas D. 7.
VENDAS.
527" Dous canaps e t caderas de pao
d'oljocom assento de palhinha com milito
pouco uzo o por preco com modo : na na
do Rozario estreita I). 20.
SSf Batatas novas da Ilha a 8oo. rs. es-
colhidas : no armazem do Braguez junto ao
arco da Conceico.
**t^T Na quina da Pracinha do Livramento
loja da viuva do Burgos vende-se pannos
finos pretos superiores sarjas pre tas taro bem
superiores lencos do fil de Kobo de 5 pon-
las ditos pretos de toquim e mais fazen-
das muilo em conla.
5~7- Um lindo moieque cozinha o diario
de urna casa e para todo o serviso da mes-
ma por 400JI rs. : na quina da pracinha do
l.ivramcnto a fallar com Antonio Carlos Pe-
reira de Burgos que dir quem vende.
l^f Na ra Direila sobrado de um andar
n. 15 ao p de dous de varandas douradas ,
se vende jaleas de mocote de outras sustan-
cias proprias para pessoas fracas tem mili-
to bom paladare bom chero como severa;
assim como se fazem filhs de seringa mui-
to bem feilos.
,***SSy- Fitas de seda lavradas superiores hi-
cos gravatas de seda c de gorgurao de (ilo a
8oors., penlesde tartaruga para marrafa ,
espingardas de espoleta a 5e8io rs. bolins
franeczes a 5^too rs. aboluaduras amarclas
e pretas de setim cora flores linteiros de
lousa do Porto a 48o rs. o par meas de laia
prela a I iP rs. o par ditas de seda curtas c
eomprdas, luvassem dedospretasa to rs., e
brancas a 48o rs. e outras muitas couzas
por preso commodo : na ra do Cabug n. 4.
SsyAjs scguinles obras deSir Waller Sccott,
o Misntropo ou o Anao das podras-negras l
v. o Talismn u Ricardo na Palestina 5v.,
o Ivanho ou o regressodo cruzado 4 v. o
Quontns Durward ou o Escocoz na corte de
Luiz XI4 v. os Puritanos d'Escocia 4 v. ,
o de FeninroreCoope-, o Piloto novela ma-
rtima 4 v. o Derradeiro dos Mohicanos 4 v.,
tudo em muito bom estado, c por preso com-
modo : na ruaWova loja de ferragens D. 21.
SS^- Cera para limas a 8oo rs. a libra ve-
las de carnauba de 6 7 e 11 a loc21o rs. a
-arroba-, e cpalos de burracha ; na ra do
Rangel D. 7 ; na mesma casa precisa-se de
urna ama para o servigo da mesma.
x^r Excedente laboado de pinho da Snecia
de polegada a tjooo a du/.ia dito de forro
reforcado a Gj rs. dito do Porlo de 5|1 a
5* rs. e 4oo a 5oo barricas a dinheiro ou a
troco de assucar : no armazem por detraz do
theatro da parte do mar.
tSF' Excellente farinha de mandioca em
sacas dealqueire e dita muilo fina de Mag ,
arroz pilado em vapor tudo por preso com-
modo : na ra dos Quarteis pndaria D. 5.
SIF- Meas barricas de farinha de trigo
muito nova e superior : no armazem de Joa-
quim de Souza Pinto no Recife e na ra
Direila padaria do Machado.
s^~ Fsforos Americanos em grozas e
om massinhos de superior qualidade e por
preco commodo : na prasa da Independencia
n. 59.
S2T Urna linda escrara rccolhida Je idade
de 18 annos com urna cria de idade de an-
uo e meio sabendo coser, engomn.ar, c
cozinhar mui bem, urna dita de bonita figura,
cose e engomma a ditas com boas habi-
lidades duas molecotasde idade de 15 a 14
annos Vim escravode naso de idade de 2o
annos ofiicial de pedreiro um dito perito
alfaiate. um lindo moieque de idade de 18 an-
nos um dito dito, e 4 esera\os para o ser-
vico de campo um pardo bom sapal0'1'0 i o
um dito para pagem sem vicios nem acha-
ques : na ra de agoas verdes D. 58.
ES Cello a 12o rs. a libra a bordo do
Brigue Escuna Americano James fnndiado
defronte do caes da Alfandega: a tratar no
escriptorio de James Crabtree & Companhia
na ra da Cruz D. 45.
s^~ Um.i prela creoula cozinha o diario
de urna ama lava sofrivlmente e he boa
quitandeira : na prasa da Boa vista I). 16.
Uf Duas pretas cozinhao lavao roupa ,
e fazem todo o mais serviso de urna casa e
dous moloques de idade de It a 18 annos : na
ra de Agoas verdes D. 57.
ty Urna escrava de nasao eom bonita
figura tem principios de eugommado co-
zinha o diario de urna casa, lava tanto de var-
rela como de sabio e he quitandeira; um
moieque de idade de 2o annos bom canoei-
ro e proprio para todo o serviso ambos se
dao a contento : na ra Direila D. 2o lado
do Livramento.
S2F' Os verdadeiros paios de Lislwa por se-
ren somente feitosde carne de poico e nao
de alguma outra : no armazem do Braguez
junto ao arco da Conceiso ; e ab haver bar-
ril aborto para se vender meia duzia delles
que sirva para amostra alini de quera com-
prar nao ser engaado com os feitos de car-
nes de outras qualidades : no mesmo arma-
zem caf em sacas de muilo particular qua-
lidade.
mt Barris com vinho do Porto, ditos com
dito de niadeira ditos com muscatel ditos
com cognac sestos de chanipanhe caixas
com vinho do Porlo velho, dilas com Ma-
deira urna porcao de charutos da Havana ;
tudo da nielhor qualidade : no armazem do
Sr. Bastos junio aoareodeS. Antonio.
3" Urna escrava para fora da provincia
de idade de 15 annos, cozinha o diario de
urna casa cose engomma c lava de so-
bo: na ra do Collegio D. 9 no terceiro an-
dar.
V3" Um prolo do gentio de angola re-
presenta 5t anuos de idade : na pracinha do
Livramento N 20.
527* Pecas do bretanhas de rolo com lo va-
ras a 2ji reis dilas de cassa dequadros a 5,?
reis : na ra da Cadeia velha n. 15.
Z2F" Richas pretas de muito boa qualidade ,
trocando-se as que nao pegarem de 100 a
200 rs. e sendo em porso se vender mais
era conta : na ra estreita do Rozario venda
D. 50.
C? ptimos charutos da Havana Ham-
burgo Caxoeira e fama va : na ra do
Cabug lojado Sr. Bandeira.
tem alguns cbelos brancos allura regulcr ,
pouca barba tem alguns deules podres na
fenle da parte de cima naso Ben^uella ;
leyou camisa azul e caigas de estopa : quum
o pegar leve a ra da Cruz n. 45 que sera
reoompensado.
tzp Fugio um preto de nome Manoel, cre-
lo de idade pouco masou menos de 5o an-
nos magro leni a cara redonda becos
grossos ; bous denles, baslante prelo olhos
pequeos c tem sobre um dos olhos.um ta-
Iho he bem conhecido na prosa por ser o
page ebolieiro desou Scnlior ; quem o apre-
hender e levar a Luiz Comes Ferreira no
Mondego receher 6(b rs. de gratilicago.
l^f iNo dia primeiro do p. p. fugio do en-
genho S. Andr froguezia da Muribeca um
negro por nomo Antonio carreiro, com os
signaes seguintcs naso congo baixo, cor-
po proporcionado bem barbado, cohi c-
belos pelos peitos cor preta olhos um tan-
to pequeos e afunwsados rosto um tanto
redondo nariz grosso e um tanto chato ,
orelhas regularos pernas di re tas e cabella-
das e nao muito grssas peinas a propor-
So levou vestido camisa e cerolas de algo-
do da trra e chapeo de palba ; quem o
pegar leve ao dito engenho a entregar a seu
legitimo Sr. Joze Roberto de Moraes e Silva ,
ou no atierro das 5 ponas a Silvestre Joa-
quim do Nascimento que ser recompensa-
do com 5oji ris.
525" No da 25 do Janeiro do corronte an-
uo fugio urna escrava crela de nome Bene-
dicta baixa, um tanto fulla, grossa do
corpo pernas arquiadas b.;ui lallanle a
qual venda fazendas com outra parceira de
nome Theresa e da fesla do Natal em dian-
te passou a vender fructas levando vestido
de chita preta ja uzado panno fino rouxo ;
i pessoa que aprehender levea estrada de Joao
de Barros sitio defronte das casas do Reve-
rendo Vigario Padre Luiz que ser bem re-
compensado do seu trabalho.
IST Roga-se as Aulhoridades Policiaes, ca-
piles decampo e qualquer pessoa que ti-
ver noticia de urna muala cidra de nome
Mara estatura regular reprsenla ler de
idade 18 a 2o anuos secca do corpo com
falta de den tes na frente da parle de cima,
fugio na noute do dia 28 to passado levando
urna trouxinha com alguns vestidos ja uza-
dos ; a pessoa que a pegar pode a levar na
ra do Queimado 1). 8 no terceiro andar do
lado direito ou no largo do Livramento loja
de fazendas D. O que ser gratificado com
OcOO ris.
i^* F.ugio no dia 22 de Nvcmbro do au-
no passado da Cidade de OJinda um mu-
lato de nome Antonio, representa 5o a 55
annos de idade pouco mais ou menos, que-
xo grosso pouca barba tem as costas una
costura que foi do goma e tambera em una
perna iniiito esperto, o levou comsigo una
prela de nome Mara alia de bonita figu-
ro, bem pela milita ladina, ambos an-
dao vendendo miudezas levou tambera com-
sigo un moieque forro que representa 5) a
lo annos para tratar de un cavallo que o
mesmo mulato comprou ; a pessoa que o pe-
gar leve na mesma Cidade de Olinda na ra
do Boro Sucesso que ser bem recompen-
sado do sen trabalho.
5~7" No da 28do passado fugio do Colegio
S. Cruz um cabra de nome Antonio de ida-
de de It annos vestido com calsas e camisa
de algodao : quera o pegar <|ueira leval-o ao
sobi edito Colegio na casa de Cervasio ao p
do Rozario que ser recompensado.
PBF" No dia 2!) do Selerabro fugio um ne-
gra de nome Margarida crela ben co-
nbecida nesla piac por andar vendendo fa-
zendas ; levou vestido saia c panno pretos,
allura regular, tcm falta de denles na Frente,
pernas finas e ps apalhelados Consta'que
aditaesemva anda nesla praca : quem der
noticias ou a pegar leve a ra do Trapiche
novo, vendado Joze \erissimo da Rocha,
que recebera 5o rs. de graUflccfio.
M O V I M E i\ T O DO PORTO.
ESCRAVOS FGIDOS.
i^r Fugio no dia 22 do passado do sitio do
Reverendo Padre Inglez um negro de nome
Joze Looda do idade de 4o a 45 annos .
NAVIOS SAHIDOS NO DIA 51 DO PASSADO.
Cear M aran lulo e Para Barca de Vapor
Brasilcira S. Salvador, Commandanle John
H. Otten.
Canal ; Escuna Ingleza Ann Capitao
Edward Scager, com a mesma carga que
trouxe de Macei.
Cear ; Sumaca Brasileira Definir Cap.
Jos Joaquim Alves, carga varios gneros,
RECIFE KA TYT. PE M. F PE F. a= 1842.


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