Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04426


This item is only available as the following downloads:


Full Text
.
Auno XXVIl
Terca feira 24
de Fevereiro de 1852.'
N. 44.
DIARIO DE m PEMAIDIM
mego a guBoairolo.
Paoimihto Adiaktado.
Pir trimestre. .-'.......
Por semestre ,,#.........
Por lino ... a ......... .
Pago dhm-so du tiihbstbi.
Por quartel............<
VOTIOIAB BO lHrBBIO.
Par..... I de Fevr
Maraoho 6de dito
DI-DA IIN1N1
ADDIZWOlAh.
V000 \nSra. Sa
W000| Se?eno.
Luaro
Ceara...
Parahibi.
7 de dilo.
i; te riiio
Juisode Orjtho
.2. e5. as 10 horai.
1S/U024 Terc.S. Prlmilira. I. tarado eimt.
125 Ouart. S6 Cima. 3. e6. ao meio-dla.
4/000 J !6 Quii Torqu.tro. ftiiml.
J7 Sen Oraco do Hor- 3. e 6. s 10 boras.
Minas... i.i de I ir;r. I lo; S. AiiUi-iiiH. J. varado eivel.
S.Paulo. 10 deNovbr. f 28 Sab. S. Romao. i. esabados ao melo-d.
IR. de ... II de !-'.-> .
Babia...* 17 de dilo.
f 2t> ll.ini. 1 d i l.lnircs- Hrlaro.
I ina i S. Paulo. |Terr,as e sab.dos.
ai bu.
f Crescente 28, ai 6 boras e 31 minutes di
|Chela a .' as s boras e 6 minutos da ta
iingoante 11, as 7 hora e II minutos d
I Nova 20, a I boia e 24 minutos da m,
rniiHiB d koii
Primeira as 8 boras e 30 minutos da manhaa
S. runda s 8 horas e 54 minutos da taide. j
rlTIDll SOI OOBBXIOI.
Oolanna e Parahlba, ii segundas e seiiai-
felrai.
Rio-C-rande-dd-Horte, todas al qulntas-fcira
ao mel da.
Garanhuns e Bonito, 8 e 23.
Boa-Vista, e Flores, 13 e28.
Victoria,is quintas-felras.
Olinda, todos os das.
MOTIOIAI IITBSNOIIH4I.
Portugal. i7de Janr. (Austria.. 5 de Janr,
Hcgpanha. 9 de dito fSuissa.-.. 3 de dito.
Franca .... de dito (Succla... 3l de Drtbr.
Blgica...'3 de dito Inglaterra' 8 de Janr
Italia.... 4 dedito E.-Unidos 24 de tlezbr
Alemania, "f. Prussla ... S de dito California 2o de dito
niii.iiii .n n I drdito Chlli. 2 de dito
Russla... 90 de Dczb,> |Turqua.. 29de dito Montevideo 4deFevr,
CAMBIOS DE 23 BzrxvsnxiBO.
Sobre Londres, a 27 a 27 '/> d. P- '#
Pars,
> Lisboa, OOporcenlo.
TAIS,
Ouro.Oncas hespanhola.....f.TUTi ?q/000
lioedas de 6/400 relhas......... 10/iKiO
. do Mu novas......... 16J000
de 4/uOO................ 9/100
Prata.Patacdes brasileiroa........... 1' 92o
Pesos qplumnarios............ i/\nO
Ditos meaicanos.............. 1/800
PAUTE OFFICIAL
'MINISTE1UO DO UPErio.'
DECRETO H< 907-----DE 29 DE JANEI-
RO DE l852. "
Suspende a cxecuco dos regula-
'ueaioj para a orgattisacfto do
censo geral do imperio, e pa-
ra registro dos nascimentos e
obi/vs.
signadas prlo .respectivo presidente e se-
cretirio estao'bem definidos na segund
Etn todos se notava o maior desejo de-i
prosperar aquelle esaatseleclmento, lio ch]
Darlo do citado artigo, e que nSo poden lo I deesperancas para a igrrja e para oEstadoSe
as mesm.s cmaras dr ordens a autoridade i ne n" afluencia de alumnos, que va. un*,
onhum. m.neir. ^mm^0^l.\^^SX!^^'s.ttm. Revm.. "
'Te entar repastado de jubilo,
(ti levado a r Sella eita grandiosa e ilihVili*a
empren. F.innoinedoclero balitan dorende
ao tabio c pledoio monarcha do Hrasll, e ao
illuslrado governo a iiiaif sincera c profm
- i t-uiitmiuidiiiu-iiun luiii o. r.atiu. it'- nadas, lio evidente que devem assigiisr un, jo cor,t5o de r .lluda de jubilo, {St
corporscSo os omcios que Ires dnigirem.
E meieceudo a imperial apprnvacalo men-
cionada decisSo, assim o coniiiuiine. a V.
Ex para seu conliecimento.
Dos guarde a V. El.-Visconde de Moi,e-\f>M' n .,,. fi.rnlIFr,n
Airo. -Sr. presidente da provincia de K J Z?^^ > l
""i".-______________________________ fchrliila ds fabrica da igreja da amiga S, sus
pondo-ae, pelos vestigios que ileissra, de ha ver
AVISO DE 25 DE NOVEMRRO DE 1851.
,>... ...i 1.. Approva a deciso que o presidente da pro-i p.rnoliado o l.drSo dentro della, levando usa
nci por uem que, Minina mu nao | Y|nc, u0 alo de Janeiro dera ao juii del cslii, a cala dos bapiismos, o vaso dos Saoto>
paz insi9 votado da freguezia da c.dsdelcileo, e um vaso de communhio, tudo de prs-
do .Nillu rnhy a respeito da convocafo dej'- Com o coracaolranzido de horror pela fre-
fr determinado o contrario, sej
sobestej* ni execuco o regu-
lamentos para a organisacao do
cen~o gural do imperio, e para o
registro dos nascimensos e bitos,
approvados pelos decretos ns. 797
e 798 ambos de 18 de junho de
O viscondede Mont^Rlegre, con-
.selbeirode estado, presidente do
conscllio de ministros, ministro e
secietariodc estado dos negoeios
do imperio, assim o tenlia entendi-
do e fuca executar. I'atacio do .Mi
de Janeiro, em 29 de Janeiro de
i85i. 3i da independencia e do
imperio.
Coma rubrica de S. ftl. o Im-
perador. Visctnde de Monte-
Al gre.
MINISTERIO DO IMPERIO.'
micarTO N. 898, Da 4 de hm:iii n'r. 1852.
kltera ot praios fixadoi para a entrega e rece-
lamentos das lisias no regulaaiato n. "97 de
18 de junho ile 1851, sobre a or/anisa<3o do
censo girat do imperio ,
Toman lo em consideraQSo o que ki^u-
HntOU o presidente da provine! ido
Cersrs sobre a insuflirienctk dos pr,
xados no regulatnento n. 797 de lsAfej.u*'
Dbo prximo psssado, quer uasfa entrega
das listas de arrolamenlo nos respectivos
domicilio^, quer para o seu recebimento do-
pois de cho'as, ltenlas as dillicullades das
nimii.ii'.iLMgOes, e as granitos ili-l nn-us.
que se achsm os poDtos estreOMIl JVWl
mas parochirs; e temi outrosunem con-
sideracao o que a esto respeito pondera o
conselneiro direclor geral do c^nso : hei
por li'iii que o mencionado regulamento
se obseiva com as scguinles altcracOes :
Art. I. Os comniiss^rios n suh-cnmmis-
sarios procederSo a entrega das listas em
branca, d que tratamos s ti. 14 e!5do
rcgulamento n. 797 do 18 do junlio de 1851,
dede o dia primeiro do junlio do. 1852 al
o da primeiro de julho do niesmo auno, de-
. h.aniln expressamente cin cda lista, e
advrrlindo eos cliofes de familia ou de re-
partieres a quern as entregarem, quedeve-
nlo precisamenlo licar cueias no di* 15 do
julho de 1832, allersdo assim o prazo i'sla-
beli'cido para a refe ida entrega nos citados
ai'Ugus do iv,:1.laiii nm.
Art. 2. i.iii.ui.lo suc*eda que o pra^o mar-
cado no artigo aulece lente nflo seja ainda
* aullirienle para a entrega de todas as listas
emalguma parocliia longiqua ou extensa,
cuji'.s fogos gusrdem entre si grandes dis-
tancias, i.esse caso poder o presidente da
resperliva provincia pro'Ogal-o por mais 10
dias, dentro dos quaes dever impti torivel-
menle lerminar-se o acto da entrega das
lisias.
Art. 3. A medida que os ehefcs do familia
aprumptsrom as suas listas seiSo ellas rece-
bidas em cada domicilio pelo propno cum-
misorio que as distribuio licando nrsla (ar-
te alterado o artigo IB do regulsmento, alim
de que por esto modo possam os mesnius
commissarios faznr em pn senga do dono da
casa as alleracOes que julgsr necessarias,
na forma do dito artigo.
Art. 4. Os commissarios deverSo come-
cir o recebimenlo das listas no dia 16 de
julho, e terminal-o no dia 15 de agosto de
1852; licando assim alterado o quedispOa
os aris. 16 e 19 do rogulamenlo quinto ao
prazodo mesmo recebimento.
Ail. 5. A entrega das listas e cadernos de
registro ao director do municipio ser feila
pelos respectivos commissarios, da manoira
proscripta no art. 20 do regulameuto al o
Ultimo do ii.fit de agosto de 1852.
Art. 6. As listas provinciaes e registros
dealistamenlo feitos pelos commissarios de
parochia, bem como os mais papis qu* na
forma do artigo 22 du regulamento divem
ser depositados no archivo da secietaiia do
governo de cada provincia, serao ri'colhidos
ao mesmo archivo em tSo boa ordein que
possam ser promplamente remetlidos ao di-
rector geral, sempre que este reclame a
presenca de taes documentos para verificar
qualquer circumstancia relativa ao alista*
ment feito em alguina pa.ocliia do im-
pero.
O visconde de Mont'Alegre, do conselho
de estado, presidente do conselho de minis-
tros, ministro e secretario de c-1 .1 des ne-
gocios do imperio, sei.n o tenlia entend to
e faga executar. Palacio do II o de Janeiro,
em4de Janeiro de 1852, trigsimo primei-
ro da independencia e do imperio.
Coma rubrica deS. M. o Imperador.
Visconde de Moni'Mcgrt.
EM22 DE NOVEMBRO DE 1851.
Approva a decisSo dada pelo presidente da
provincia de (oyas acerca de deverem as
cmaras municipaes askignsr em corpora-
cSoos olliciosqucdirigirem s-auloriJa-
desquelbe n3o so subordinadas.
1." Sergio. Rio de Janeiro. Ministe-
rio dos negocios do imperio, em 22 de no-
ven bro de 1851,
lllui. e Exm. Sr. Levei presenta de S.
M. o Imperador o oflicio n. 88 de 2 de setein-
bro ultimo, acompauhando, nSo s os do
juiz de direito da comarca de Carolina e da
cmara municipal da villa do mesmo nome,
consultando a V. Ex. sobre a intelligencia
do artigo 64 da lei do primeiro de outubro
Je 1828, mas tambern por copia asdecisoes
que V. Ex. dra a referida consulta, deca
oleilores e supplentes para a rcuni.1i> do
respectivo collegio eleitoral.
1.' SeccSp. Rio do Janeiro, ministerio
dos negocios do imperio, em 25 de novem-
bro de 1851.
Illm. o Exm. Sr. Lavei presenca de
Sua Magostado o Imperador o oflicio de V.
Ex. n. 76 da data de hontem, acompanhan-
do por copia nSo s o oflicio que I lio dirigi-
r o juiz de paz mais votado da froguezia
dessa culsdo, participando ter conviJado
para comoarecerem no respectivo clleglo
eleitoral, em o dia 30 do corrente, os eleito
res e os tres primeiros supplentes ; mas
tambern a portara de V. Ex. declarando ao
dilo juiz de paz que nrocedeu no confor-
m.dado do art. 65 da lei de 19 de agosto de
1816, quanto convocado de primeiro su-
plente para substituir u.n eleitor fallecido,
e quanto a do segunda para preencher a fil-
ia do eleitor que inudou de residencia, urna
vez'que so acho provada a dita mudauca pa-
ra outra provincia ; mas mo assim quanto
ao terceiro, que n3o podia convidal-o por
n3o ser applicavel ao respectivo eleitor a
disposicSo do artigo citado, visto se nSo,
dar .la parte deste nem ausencia tal que v-
de o seu compareoimento no dia di elcicSo,
ni'iii mu iiiiii,'ii ile provincia; e merecendo
a imperial ai>provac.3o esta decisSo de V. Ex.
ii.ss.m Iu'o i- riimunie i para seu cooheci-
mento.
Deus guarde a V. Ex. Visconde de Monl'-
AlegaJVSr. presidente da provincia do
i ile )
queocla de taes crlmes, deixamos de fazer com-
mentirlos e rrdesdes.
O roubo de uina igreja he crcumslaacia que
nao aggrava emre nj eaae altentado contra a
proprledade e contra Dos, eat ha quem nrio
duvide provar que he nina circumstaucla atte-
nuantc do crlme... Ao menos os exeinplos de
iguaes accootecimenlos assim o estao demons-
trando perante toda a Babia, quepresenclou os
roubos dss igcejas de Brotas, da Penha t do
Pilar em uin s auno. E qual fui o resultado ?
A impunidad*.
( Salirimior Catholito. )
Se Jaueiro.
DEMASIADA TOLERANCIA DO PODER EC-
CLESIxSTICO.
Guindo a civil.ajacSo em seus grandes
prog'essos fazia conhecer o quanto interes-
-ava Imiquillidade publica o nSo mm-hi-
fundirem os dous vastos poderes, que are
sidem os deslinus do universoo ecclesias-
tico. e o tmpora I; e que perfeilamente 4e-
ii.iidi.-, cada um giando em sua rbita,
prefizessem a felicidade do genero huma-
no : quando a civihsa{9o assim espsrgia
com prufusSo seus benficos -resultados, o
^oder temporal ancieso procataara deter-
minar suas attnliiiices; traspasssr suss
linas, e consolidar seus direilos de jual-
quer forma adquiridos. O poder eclesis-
tico ao contrario, demasiadomfthra^kieraii-
te, supportava todayaij incu'sOes, que de
dia em dia o ji seu tesio se fasiam, coho-
nestando-as depois c9m as chamadascon-
cessfies pontificiaspor sua piedade e pro-
tec;3o i igreja ; entretanto essas cooces-
sOts leem lomado nina tal elasticidade, que
te, s'm ordens expressss da autoridade ec-
clnsiastirs ? !
Senhores do poder, (vi estaos perfeila-
mente engaados ; porque d'esta guisa a
religlSo liira deixando de nafejar o espirito
ds naci, e o vosso throno (icari prndenle
por dbil fio i desmornnar-se,) eompene-
trai-vosque a influencia religiosa he quem
pode melhorar a educado e os costumes
dos povossem oque lie imoossivel verda-
deira fejicldade ; s a influencia religiosa
he a qita p le dar vigor, seguranca e firme-
za a qualquer insllmc3o ; s a influencia
religiosi, como predominante da parle mais
nobre do homam, e nica essenclal sua
feliciJada he que pode sondar e polir oa
vastos caminhos da civilisa(9o; e d'estt
arte odesfallecimento do poder eccleslss-
lico vos lio fatal, e ruinoso.
O iodiflerentismo, disse mal o lubibrioe
o escarneo he o nobre tratamenlo que n'ac-
tuilidade se consagra aos ministros do cul-
to, e'poder temporal, suppondo propugnar
por seu engrandecimento, corrobora esse
tratamento oenhuma importancia dando
aos ministros do culto, o at reslringindo a
que sempre tiveram; e tanto islo he verda-
deque nSose v n'estes ltimos lempos um
s ecoJesiaslico por mais sabio, e mais in-
minente em virtudes; ser chamado para as
altas posic'Sdoeslado, apenas um outro
toma assento no nosso parlamento depois
de ter lutado com immensas difliculda-
des.
Em todas as classes teem liavido crescao
de empregos, na classe ecclosiaslici ao con-
trario tern-se decretado inluc s, como a-
Jn>1a pouco a dus cabidos, como favoravel
di f... ment] A representa(3o que fizeram da
mesquMiha congrua que percebem. Nao lia
boj emprego que nSo ssteja eleva lo ao tri -
pulo, e ao quadruplo do quefuramem sua
creac3o ; eos empregos ecclesiasticos em
um cliii'ini'o marasmo, ou manicio. E haja
vista o pingue ordenado dus juizes de di-
reiio, e a nao pequea somma que passou
este anuo para os juizes municipaes e pro-
motores. Que mais servicos, enem tantos
prestsm os juizes de direilo para ganharem
seis vezes mais do que osvigarios, tendo
estes em algumas m nos, e em oenhuma
mais de M0D is. ? He islo ainda em com-
oaracilu com os .las provincias do Para, on-
MINISTEIIIO DA GUERIlA.
Decreta n. 902 de IS de Janeiro de 1852.
Altera as despusic/ies do artigo 72 lo 1 cmiU-
nieiro a. provado p-lo decreto n. 778 de
e ahnlde 1851.
lo .1- -ii-|i isici'i s dt> art. 72 do
regulamento approvado pelo decreto n. 778
de I.) do .-.Iiiil de 1851, liei |i ir bem deter-
minar que os chufes do s.-iv. 1 da cuita lo-
na gral da guerra, sejam sempre de escu-
lla dofoveruo Muioel Felizardo de sou-
za e Mello, do meu conselho, ministro e se-
cretario de estado dos negocios da guerra,
o tenlia assim entendido e expeca os despa-
chos necessanos. Palacio do Rio de Janei-
ro, em 18 lejineiro de 1852, trigsimo pri-
meiro da iudepen lencia e do imperio.
Com a rubrica de Sua Maxestade o Impera-
dor, Manoel felizardo de Snusa e'Uclto
EXTERIOR.
nos vemos esbulhados d'esse direilo lo an-
tigo, qusnto era congruente aos minislrus
do evang-lho. E o resultado? He vermos
os ministros da rellgiao s mrein de objec-
to de odio e de viganfa de qualquer polti-
ca intolerante e oppressiva, que deseo.'lian-
do de si mesaia, teme nSo sejam abalados
* [seus Traeos e mal construidos alicorees por
Com o Hm de promover a reforma dai ordens qualquer verdade emillida da cadeira evan-
religiosas, nai piaes, pela deigraca dos lempos eUci e jj dur> masmorra ne 0 pom.
nV^mX^mtf," P'0,>"-cio. ondo v.i h.bi.ar o t.omem ..-
E,n. ocarJealOrioll. prrfeito da congregado grado-raceaicj (actos o Itm provado.-
dos blspos e dos regulares, a todos os geraes AabOlicSooo privilegio do IOiO Wl t.iu
das ordens r.ina circular que prescreve para irrellectida que n'csta ultima legislara.), o
todas as casas de noviciado orestabeJBjsdiiH-nto governo propoz. o Im approvado um pro-
absoluio da vida comiiium. -DiXfdMn oniras jeclo, re-lituinlo aos blspos esse privile-
disposiceps regulam o emprego dai.soinmas ,jl0 e nSo temi em visla censurar a lios-
que consiuuices e os "''"J"'""1''" sos legisladores, limilo-me em dizer que
^^^^>^,eaZn"^ -se p,j,cto nao pode satisf.zer a necesV
do espirito religio.o. daJe 1ue t'ireceu ter por fim, vislo como
_ O Santo Padre lem feilo mais no Semi- nSo comprehende a todos OS clrigos de or-
narlo Itoiii'iini cominodos para recebar os jo- deus sacras : porque se um bispo o9o deve
ven clrigos que as provincias deverjo enviar estar sujeilo aolro comuiiiin por >cr um
a Itoina para rstudar o curso das faculdadas humem graduado, e nSo tendo por base es-
ecclcslasiicas. II' racil de ver-ie a alta impor- si graduacSo seu3o o sagrado das ordflis,
tela de u.n e.ubelecimenlo que >. baoiida- quo nSo tiverem ordens sacras,
nrs^gra^'c^r"""
Em Sinigaglia, sua patria. Pi IX estabeleceu sar do pnvilegio dofro? Me parece que he
urna rica fuodacao para u.u seminario e para mconte.tavel, i menos que o projeclo au
algumas ouiras obras de piedade. livcs.o cm vista menie a palavra bispo.
De todas as partes'se elevam monumentos Entretanto apparecom projectos conce-
que allesiaui o zelo verdadeirainenlc aposloli- deudo privilegio de furo aos juizes de di-
codo Sanio Pontilice actual, para o progresso reito, e. tsnlas outras garantas para essa
e gloria da igreja Se lao ardenle zelo for dig- classe de quem SUppe-SO*dcpender O des-
n-iiiir-ui.- m 1 tiiiti mId, cuino he de esperar, ver- 4 ? X '**' *w *\ __
,Vha renovar-.e o espirito do clero, e pelo tino d ,n,c!l0. ,1uul se v com O ma.or
clero, o espirito christo nai populacdes. He escanda-lo a exclusSo de todas as outras.
nisto que consiste a salvaciio da socledade. A V-se .Tiesmo sem ser precisoolar-se que
Igreja he mais una ve chamada salvar o o poder temporal n3o conleule com os pas-
inuudo da barbarla, que le tem preparado a SOS avanjudos que ha dado em terreno a-
hrresia e o plulosopliismo mas, para cum- Iheio, contina abusar da demasiada tole-
prirseinelha.iteinissao, he ntcessarlo nin ele- rancia do poder eccleaiastico, e ludo invi-
ro, devolado, inslruidu, chelo de espirito de ca- da para geu desfali.cimento O desfallec-
i'plo \?&^'&&XZ:te& ""'? df PO^er obre por excellencia,
de Dos, c o concurso de todo o Episcopado do que d e.sije a lnfancla do miMlO lem sido
Orbe Catbolico.
HcLGic.O Univen dis que os collegios ca-
tholicos da blgica lem mu cuidado mullo par-
ticular dos pobres desse pai : os diacipulua le-
vams palhocas desses miseraveis suas camo-
tas e as dos religiosos. Est.< pralica he prlnci-
hoje parece ceifada por sua base a indepen- de teem iiitil rs., do Maranhao 200U rs du
dencia do poJer ecclesiislico, e como que!Ceara 15ol_', do Rio CraoJe do >u te l.'il ,
transformada em um.ramo d^dminiaiTacao da Parahibi jol de peroamhucolOOU, e
civil, quando he cerlo e incontestsvel que todas as do Sul com puuca differeuca, e
em quanto mo vacilar o principio conser- nunca com os da llallis, que apesar de suss
vador da independencia dos poderes, elles rondas excederem a todas as mencionadas,
se darSo as mos em mutuo soccorro, mas distingue-se em dar aos Coadjuctores a mes-
aunca se confundiri\ : quinha quantia de 50U .'.' I
Desgranadas conlemporisacOes .' quanto Senhores, se estis convencidos que os
nSo teem sido funestas ao ministerio eccle- ministros da religiSo, que abragastos pela
siastico ? (t) Abolio-se, e abolio-se de cho- ConstiluicSo para ser a do estado, nSo m
lie o privilegio do foro sem a menor ipier-^recem vossa cousideracao, tirai a mascaia,
vencSo do poder ecclesiastico, cuja AoMaTMo es't-jaes desfalcando os vossot co'res
l'ruia tantos annos, e vio-se por ventura cum essa pequea cifra, que iSoconstrangi-
erguer-se urna sovoz, protestando contra I damente assignaes em lugar dos diiioio* :
urna tal incursSo? (2) Pelo contrario Um lt-(parque assim com mais alucridnde veres o
cito consentimenlo vigorou essa le e boje /i que tanto almejais, que fie o dnjalteei-
ment do poder ecclesiastico, e sua comei/uen-
cia infallivet, a solides e eternidade do vosso
poder) Mas se coufessaisque a religulo lie
til, negando ao mesmo lempo aecenles
meios para seus ministros he, na fraze de
um escriptor de (alelo, M. Chateaubriand,
11.I0 ter consequencias nos raciocinios. O
Sacerdocio, continna o mesmo esciiotor,
nao he um estado, he um cartcler : um sol-
dado, um magistrado, n3o sendo sustenta-
do pelo thesouro publico, pode mudar de
profissSo, procurar um novo modo de vida ;
um sacerdote Sem o seu ordeoido o que pu-
de..1 vir i ser? Sacerdus in ooteruum...
D'esta forma, anda continua o mesmo es-
cn, t.o, se os sacerdotes, como os Pareus
da India, n.io teem que esperarsen3o po-
breza e m iidm'sIiu, i] n-iii .|ue. en. dedicar-
se s fadigas do apostolado ? E que Cueiam
ellrs para serem tratadus pur eslo moJo '
Eoram nossus psis, nossos legisladoies, el-
les... que silo hoje nossas victimas I
Misa quem devenios, em parte, o enfra-
queciineoto do poder ecclesiastico? A'
quem imputar a cessSo do campo ja con-
quistado .* As senliiiellas que por uireito
divino furam poslados para vigi.ro iiiiini-
go, quando se aproximi a igreja de li o-
(assimse exprime M. Ilenrioii) ; os quaes
por sua demasiaJa tolerancia, como que
tambern concorrem para um Ul quebranto,
Uem vejo o imcommensuravel remora que
de 10 ios os ngulos o iodill'eieutismo reli-
gioso Ihesaproseotara ; porque em verdade
trava-se rentlida lucia para cunfondir-so u
ecclesiastico com ocivel, licando d'esta for-
mi ludo secularisado : mas a nica arma
de oue sempre se devern servir os miuistros
da paz nao lie licito que lique embainhada
por mais terrivet quo seja a cnse ; seus zu-
idos devem ferir o ar, e suas palavras re-
Soaral os confins da toiain ornnem terram-
exim sonos eirum el in fines orb |J terrat ver
ba eoram.
PadreA /?. Fianna.
'Idim.)
minio dealguem, que tambern softVe suas c-
licas,
Ora vlo-me, que me lastimara de n.i 1 ter o
que dlter-llie, todo oc -upado com os gotos que
me ladran, como se Ihe importara milito, que
eu lenha recebldo dnasou mala (pistolas chelas
do mais polillo phraseado. Entro em materia,
e desculpe-me estas divagaede Slhaada Idade.
Vamos indo solTrivelinente de Iranquillidade
publica e seguranca Individual, gracaa a pru-
dencia dos homens do futuro e do progresso,
que teem com indivisiveis sacrfflcios acalmado
oaaoimos; que a aciualidade cxacirOou i\*rm
vencer as elelfYs fuiuraa, e ter o gosiiuho de
impular-lhea aquellas desordena ; innooenll-
nbos que so!
Os thuggs estao conservados, e anda nao pu-
de saber em que sa oecupam ,>rtsenieinenle,
mas creia-ine, a l de veterano que sou, elles
tramain.
O capitao Severlano, commandante do desla-
camento da jinporlantisslma Naluba, e subde-
legado, pedio sua deinisso, ediz-me o Perelra
que foi nomeado o major Oeos e Cosa. Este
oftcial, com in-.-o, de quem ludo sabe, he
honrado e prudente; mas lalvez nao se saiba
bem h..-i ..ni o cdigo e suas reformas, por-
que fnilii u velho s bem se entende com o seu
conde de l.ippes. Com ludo estou convencido
de que o mcu amigo capitao, pois, ful da aua
conipanhia, ha de fazer mais Jusiic* do que os
que sabem df sfolhar o* taes livriohos. Muilo
simo que elle v para aquelle inferno, e creio
que nao se demorar mullo all, pois Dos
quando desceu aos infernos pouco lempo se
demorn. Seria muilo para lastimar pela hu-
111 mu 1 t.-, porcm muilo para estimar pela mo-
ral publica, que se podesse contar daquelle lu-
gar o mesmo que boje se coma de Pompeia,
uiaxi.ne se na occasiao alli houvesse conclave
de certas caretas que cu conbeco de vista e de
ouvido.
Segundo me parece inuito conviria tambern
mandar paca o Inga um subdelegado de boa
tempera para comer a< travcsiurai dos anar-
chistas, salvo melbor juizo.
Ainda continuamos assustados com as caun-
bras de sangue, e mais dcsassombrados dai
febres, que nao quitera.n desembarcar. Kao
posso deisar de enumerar eone os nossos lla-
gelloso meu amigo Argos, que mesmo velho c
rabugenlo parece estar com disposices de lon-
jea dura,salvo se o accouimeliereua as caimbras,
o que certameme nao acontecer pela raso
inversa -- do que be bom nao atura
Estamos para ter no domiogo e segunda pro-
ilmos grande espectculo de uin brinquedo
popular, que oulr'o'ra se fazla no mar Veja-
mos em que lica essa mascarada, que nao ba
de ser das peiores que temos ndo.
Uto temos esperanzas de procissao de cinza,
e nem sci qualvrasao quando ha meios para
lamas cuusm.
Ter arrefecido a devocao dos terceiros de
San Francisco? Nao sei, mas sri que no meu
lempo jamis delsou de haver tal pmciiso com
os seus competentes farricocos, aos quaes por
vezes live a deslinda devocao de pertencer;
nas hoje..., *i/i tmpora Uoje, s vemos liypo-
grita*, e cada qual clamar contra a iiini.orali-
dade'alheia esqueeendo a propria. Eis o por-
que temos febres, caimbras, censo, coostltuin-
Ic, progresso, pliilamropia e Irgos.
Agora sim, csi exuberanlenicoie provado
que teulio ordens, c mais do que iqjlhores ; c
talvez at seja da propugnada. saar-
\ 1 remos se tambern jejuamos da procissao
dos Passus, e Semana Sama- Se assim for uiu-
iiu-inr deaiaIerra 1 pois cat aiualdlcnadi e val
a peior depuis que lem muilos padres. Nao
quero mais estar com sciiicllianlc genlc, que
s cura das materislidades, sem Ihc iinpoiiar o
que mais importar Ibes deve.
Coiisia-me que vamos ter definilivamenle
to o pingue patrimonio, e legitima paterna.
Tu lo taia, menos confessar que he o mas
airoso, e coraj-o pedante deste mundo, e
qu&un Inga reinam as.influeacias benignas
djtravcssos.
Tenho observado que os homens mais
selehres sempre tem o horco nos mais 1111-
seravels lugirejos. Christo nasceu em Be-
lem, Nspole3o na Corsega, oalfaiate Jo3o da
M......que nflo ho menos que qualquer
d'estes, na ra do Tambii, a mais miseiavel
' ie lenla li rola.le da l'..raliy I1.1 do NO'tO.
Deixe passar esta observadlo que bem pode
servir algum biugrapho.
Ja bate a mostea qrta vai levar a furca do
Inga, e eu voo tomar meu capote para ver o
batafora ; por isso nSo posso ser mais ex-
tenso.
Saude, patacos Ihedezejo.
SANTA CATHaRINA.
Desterro, 27 de Janeiro.
0 vapor lio de Janeiro, que conduza 280
pracas do primeira linha do exercilo para
o Rio da Prata, o que arribara a eslo porto,
concluio 110 dia 24 do corrente os reparos
indispensaveis, assim no macliinismn como
nos altos do navio, e aiite-hunlem f25jsus-
pendeu para experimentar o macliin.smo,
navegando em .li.ei-.ua a barra do Norte,
ten lo recebido a seu bordo o Btin. presi-
denta da provincia, capiSo do porto, olu-
c 1I1.la lo do brigne escuna do guerra Ando-
rinha, vico cnsules do SarJeulis e Itussia,
com suas familias, as-mi como militas ou-
i.is pess i.is de distmecSo, entre as quaes
gran le numero do senhoras. Eslo brilhante
concurso, acom..aulla lo de urna banda de"*- "*-'
msica, iir-lnn-iini o passeio na curia via-
gem de pqueo mais de quairo leguas, sen-
Jaj brindado pelo digno coinmaudanlecotn
urna expleu lula mesi quea^resentou. Cna-
la quo seguir o seu destino para o Rio da
Prata no oa 28 do^uorrenle, por se adiar o
111 ic;.....sin 1 p.n l'.ni.ini mi.' re iara l.i.
Eazemos votos ao Todo Poderoso para quo
tenba feliz viagem.
(Novo Iris.)
sem mi- rriipcan o mais dislincto, o mais
lionoiilico, o o mais respeilado, embora a-
travessando por ciisesas maisarriscasdss:
mas que no sceulo 19 o poder temporal, ain-
da respirando as fuoestissimas doulrinas
piecoinsadas n'o-su seculo nunca menos la
plmente ootave.em Brugelete, collegio fan- f', -," "" Z,
ce.dacompanlii.deJc.us E .proposito deste V rel,8,4,>. e Por conseguinte ao estad
l> iniu.i de Jttus r. t propo
collegio, accrt'scema o referido jurnal, dire-
mos i|ue uin ru alumno H. Luii de .\nm Uri-
dau he reputado como uin dos primeiros estu-
danles da rscoU polylechnica.
Ksle 111. to, que puderia ser apoiado de inuilu
outro, pruva que os cuidados l.io particulares
que nos collegios cathoiicos se einpregam para
a inlrucfo religiosa, a piedade, a caridade
pratica e os esiudos classicos. em nada prejudl-
clin ao es ludo das scieucias fsicas e uiathema-
ticas. > '
( Nolieiadur Catholico.)
INTERIOR.
BAHA, 7 HE FEVEREIIi DE 1852.
No dia 3 do corrente, como haviamos annun-
ciado, leve lugar a abertura do novo colle-
gio do pequene seminario de S. Vicenie
de Paulo, celebrando o Revm. Sr. conego vi-
garlo Pedro Antonio de Campos a miasa do
Espirito Santo, acompanhada orgo na capel-
la do mesmo semiDario,aqueass9ilraiii o Kvin.
reltor deste, todos os seua temes noineados, e
os collegiaesj em numero de 24 at esse dia,
o Rvin. conego reltor, e a reverendissima con-
greiiacao do seminario de S. Therea, o Bvm.
111 provisor, a mesa da Innandadc de S. Vi-
cente de Paulo, e umitas pessoas que concorre-
rain ao sclo, sendo extremamente senslvel a
aa merina consulta, oeeia- falla des. Esc. P,ma. que depois de eslarem
landu-lhe que os casos em que as delibera- cainlnho se vlraobrlzado
cOes das cmaras municipaes uevem ser as--modo de saude
obrlgado a voliar por cucom-
do que os tres primnos da nascenca da
igreja no seculo 19, o poder temporal, pie-
sume cullucal-o em inlimo lugar, mostran-
do d'esi'aile queja n3o condece na adversi-
dade seu auligo rival, e que nem pegar pu-
la mSo o amigo companheiro de sua glo-
ria. i3;
O nosso parlamento ltimamente deu
(com pesar o digo) um testenunho irrefra-
gavel de ludo quauto venlio de dizer, auio-
rizando o goseroo para reunir um concilio
provincial, como se o governo livesse inge-
rencia oa chiiviic.ic.o de um concilio, mais
do que prestar ajuda d cusas aos gradua-
dos que morando em diversas dioceses hou-
vessem de comparecer em sua ren.ni.lo.
Quem Ciunpulsan lo a historia da igreja po-
der mostrar d'esde os lempos mais procel-
losos um concilio convocado pelo imperan -
(i) D. Fr. Cuelan.) Ilran lii>.
(i Ergueo-sea eloquenle voz do Excel, e
Revm. Metropolitano do Brazil, como pJe
ver o illustre autor deste artigo na Repre-
sentacBo que S. Exc, Revm. dirigir a as-
sembloa geral legislativa, a qual se acha
impressa no 2. volume de suas obras na pa-
gina 307.
(0a Redacio.)
(3) Chttetubriand
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Parabyba, SO de fevereiro de 1852.
Temos estado n'uina completa apatbla, e na-
da apparece que merced as bouras de menco,
piincip iiui inr t'in por inlm, queja ando bas-
tante desconfiado pelas multas censuras que me
teem feilo os meus Mecenas, de occupar-uiede
cousas de pequena moma. Agora quucra que
me auiillasseiu os fecuudos genios daquelles
meus seuhores, daudo.me iiiateris pa.aaails-
faier ao incu vi, 10 de escrever-lhe uarrando-
Ihe graudeseimportantes noticias; masaqurl-
les marrecos, que sempre audaiu debalxo do
capote, me nao querem dar o praser de ver-
Ibes as tatas para cousulla-los uos casos de
api'i 0), cuniu 11 prrsi-nlr e aaslll cri lie nilu a
lorio, direilo nada faxeiii em proveilo ineu, e
do publico, que bem estimarla ver suas lui-
porlautisstinas producedes.
Ora aempre sou beiu asno! Que rnelhorea
produc(des, do que as exaradas no meu amigo
Argot, principalmente as veaperas deconjunc-
fdes de la ? do que epialolas eaemplares e
uurreulas do alfaiale Joo da Al....? Certamen-
te nao be possivel que apparecam. E quaudo ,
aquelle alfaiale oas glorias de sua caudidaiura j OujaS jolas entregues ao Saque anda hoje
tantbialisla me recetu rudas de soceos a godente anda 111 por ni ios de cujos danos,
ilas pelo boinein dos bordados? lssu euuto
be ouro sobre aiul. I da SI......010 Sjja terceira epist
um vapor de carreira para a Cochiiichma, sen-
do o escriplorio da agencia na ma do l'anibi,
e coininaudaue do vapor o Sr. almiranle ho-
norario o genro de seu sogro. Se assim for fi-
camos sem muila geole, que se prepara para
seguir, oque apezar das saudades, assaiesll-
1110, porque fleo descalcado de certos gozos,
que enjoain com seus latidos.
I'.i.ii-in fazer fortuna n'aquelle paiz, e istu
que tom as precisas hahilitacOos para isso,
eos de |. Ilies nao luvam as lambas ein
qualquer genero, de 111 i usina a queso q uni-
r m aplicar.
Agora apparece-me todo cheio de susto o
C -11 na da secretaria du governo dizen lo-
me, que um grupo decenio e lautos livres
se apresenum no Inga ( que bello lugar l;
para .-lisenla r Ma lilieid.ide, 6 que a bam
da palris exigiram em al os gritos a n-i-
OieaoAo do Sr. Jos Paulo Travasso para de
logado, assim como iiilimaram ao Dr. Pei-
xoto o prazo do *8 horas para relirar-se do
lugar, e entren lo em casa dos ciiadSos La-
dislao, e 1. iiia/m Po quebraraiu toJos os
movis. Cer lamente nSo pode haver argu-
mento mais cunvenienle da grande popu-
1.111 l.ole doSr. Travasso, que segundo diz
quem sube, agradecendo ao seu povo a alta
coiifima qne n'elle deposita, qual nunca
desminlira, t.aclou de acommodar a beniar-
da, e resignar o Cargo em que o quereria
investir, obteodo por sous altos mereci-
meulos, que em lugar da .corto votada ao
Dr. Pexoto, Ihe fosse coinmutada a senlen?.
em desterro. Digam agora os muldizentes,
que o Sr Casusa ho mao homem, e que
com a mo do safopromoves essas cassuadas.
Ho verdado que os livres s buscam para
es:ovar os homens da actulidade ; mis Isso
n3o prova que eiles n3o teuliam sido insti-
gados por 1 ses.
Disse-me nisis o Pereira, nlo seise he
verdad que o governo mandava marchar
O Dr. di I" do pulida, acompanhado de una
escolta do 50 homns ao conmanJo do ma-
jor Danse e Costa, que cima Ine disse esla-
va a seguir para .Namb, a qual se devem
unir os vi ote homens do destacamento de
Naluba. Estou convenc lo do que a forca
marola porque ja vejo soldados de moxilas;
mas duvidu que o Dr. chefo a co-npanhe,
porque me consta estar a dias em uso do re-
medios.
1 reio quo a vista da forca os livres se dis-
porsanlo, porque elles tanto tem de per-
versos quanto de cobardes, o tambern por-
que u Cazuza que nem por issi he dus mais
valentes, Ihes aconsolhara a prudencia, que
em lodo o caso ne uos par a vista; mas
tamben! creio pamente que apenas a forja
so retire elles nuvamente se apresentar3o
em campo, porque o cesleiro que fez um
ceslu l'.ra um cont, o a lodos elles nSd fal-
la nem verga nem tempo; e Ihes nao foi
muilo ma1 com a brincadeira que fizeram,
bem coutra vonlade do Cazuza, em casa do
ex-delegado Eufrasio de Arruda Cmara,
S. Paulo 5 de Janeiro.
MELIIORUIE.NTOS MATERIAES.
S. Ex. o Sr. presileote desta provincia a-
Cnbade ordenar ao Sr. engenheiro Purfiro,
que pruce la com urgencia aos esto.los pie-
paralorios, e necessarias ex.lorac.0es para
averiguar-so qusl o meio proferivel mais
fcil para franquear o rio riel, desviaudo
o salto de It Esta providencia he mais
una prova do quanto S. 'Ex, se esmera a
prol de todos os mellioramentos da provin-
cia. Esperamos do resultado dos exames
para darmos ao publico as inlbrmac,'sque
fiudennos colhe-, pois que a ser possivel,
como se nos assevera, romper-se o bailo,
otl desviar-Se urna parte das agoas doTielC
uaquelle luqar, teremos um grande melno-
i-anieHlo em favor de ni pequeo numero
de povn ic/io-, que at boje nao lem podido
gozar da vanedado do pescado, que abunda
abaixo do satlodull.
(Aurora Paulislana.)
LAVOURA DEbTA PROVINCIA.
Gran lissunus tem sido, este an'o os pre-
juizos causados pelas queimalas. Alm da
ilc-liuigao de iiiuumeas leguas de malos
que o fugo tem destruido, e deixa assim
uiutilisado por mullo lempo o terreno, an-
tes quoi ossaser convenientemente lavralo,
muilos fabricantes do assuear t 011 suti>ido,
o ainda estSo ameac,ados du solTrer enormes
prejuizos em suas safras, porque o fojjoem
muilos casos laucado indiscretamente, tem
reduzidoa ciuzas muitos cultivados ten lo
le deplorar-seos mais valiosos; taes como
cannaviaes e cafezaes.- lio tem visto em
poucas huras s-r consumida tuda a sua for-
tuna ; oulros mais opulentos nao pequona
quanlidale de cannas, sendo uin dellrs de
setenta quarteis, outro da quarenta, outro
de trinta, etc., e muitos de menores exten-
i- ni de ver reduzi.lo os seus reudimea-
tos, q.lando boas razOes tinham de esperar
grande augmento pelo iie-envulvuneiiio
que para isso haviam dado a sua industria.
Esta calamidade exige mu serias provi-
dencias, poique ella alaca mu i gravemente
os interesses da nossa industria agrcola.
Heem uosso sentir, um ODjeclo que nSo
deve estar entregue as cmaras municipaes
e menos ser osqueci.io de lomar-so sobre
elle urna med ia gerfl que de algum modo
i-.issi prevenir ou diminuir, sen.io acabar
de urna vez a facilidade e imprudente sys-
icina de iiineai- fogo em extensos malos,
sem nenhuma piovideocia, arriscando as-
sim tantos e tamaohos interesses, a vida,
e a fortuna de tantas pessoas.
(dem.)
S. PAULO.
S. Paulo, 20 de Janeiro de 1852.
Denunciou-so o armisticio, acbaram-.se
as treguas tcitamente ajusta las eotre o
presidente e a opposifSo : esta declara-sa
aggredila pelas procidencias que o governo
lem dado por occaffBo da eleicto prxima,
e ro.p11.1de com vivissimo fogo pela impren-
sa. O Ypiranga saino a campo, e logo foi
seguido pelo Meiero que dorma desde
agosto do auno fiodo, e que, naturalmente
por influencias uibmosuhericisa que lio su-
eno por iiiilnic/a, s agora reapparecou.
Ambis as folhas inrrepam fortementeo
governo pela remessa de destacamentos para
,ii t-1 todos os pontos importantes da pro-
vincia ; e aecusam-o de bypocrisia otejan-
do estes factus com a linguagetn das circu-
lares que dirigi s cmaras municipaes,
commandantes da guarda nacional, juizes
de paz, etc., annunciando que a eleicSo
para preeocnimcnlo das .oxias vagas do se-
nado idia lugar a um de fevereiro, a
que era vonlade do governo que nellas nao
apaarecesse a mnima sombra de coacejo.
O curto he que nem por isso deixo de
continuara sahir novos contingentes de tro-
pa de linha e permanentes, lio, os da ninilia
ultima pailio o capitSo Macado para ooorle
forca
He inuiu perverso aquelle alfaiale, e. bem
mostra ler herdado boa doZc de veneno : nimio
con 30 pracas ; mas parece que ess
e a que ja por la a 11 lava nao foi julgada suf-
licieiile, e quo as autoridades requisitaram
quediragoraoafaiatdhonorariD JoSolmais, poisquaha 6 ou 8 das paruoote-
U......euisjia terceira epstola? Re-1 nenie ua guarda nacioalal Julio Cesar de
para este I Mello Eranco com u.n relWco para Piuda-
iniiullaogaba, e hontem Jiarlio o alteres Pi-
commenda tior. finias de socos
ai.ui t\ 1 1 1 a a, i'iiuhiuai .lleno c/n unuiliu all)- afc.iaa"* w .j -- -------.---------------------------------------- > w 1--------------------------]_'* 1..
quemar Pcdras derogo eubbra alli aeja o do- a sua mistranca, que tem consumido no cul-1 ilm da que Ihe noticiei ni ultima, o cap-


^
tSo reformado Seixal com 85 pragas pra
Sorocaba, e un sargento com 12 para Fa-
xina.
Nao he menor a queixa J opposiQoo pulo
chamamenlo da guarda nacional pan o des-
tacamento na capital o na fortaleza da Barra
em Santo, cujo guarnlcSo de linha araba
decbegar aqu, e provivelmente tambem
ir para algures.
Em verdade esta providencia accrcscenta
grandemente os rneios de quo dispde o go-
verno para influir na eleicflo de todas as p-
rochiis do municipio da capital, e nos de
Santo Amaro o l'aranahyba, pois quo os
guardas chamados para u destacamento, II-
cando rtebaixo do cummaudo de ofliciaes do
linha, oaquartelados, urna do duas h do
acontecer: ou hSo de dobrar-ses conside
racOcs inuito poderosas do mal quo llies
pode vir de nao votarem r gosto do sous
superiores; ou, quando fore.m teimosos,
muilofcil lio prohib los de irem volaras
auas paroebias, algumas das quaos distara
tres, quatio, cinco e sois leguas da capital,
ou do lugar onde estam equarlelados.
E sendo nao menos de 14 as paroebias que
concurrem para estes destacameutos, he
evidonle que em todas ellas tem a opposicSo
urna grande dilliculdade, porque os gover-
nislasuaosao tfio tolos que uSoavizem de
preferencia s niais dcoididos votantes op-
posicionistas, e portanto nflo se admire de
que as folha da opposisflo acommetam com
violencia o presidente a quem arguem du
principal director desles manojos. Corrom
rumores do que ha alguna governislas amua-
dos por causa da chapa do governo.
NSo dou isto como consa certa : nao s
porque me esta parecondoha do haver algu-
nia peripecia na chapa do governo, pois qu
sel que elle anda a nao communicou, co.no
porque eslou ceno do quo ossos arrufo, so
cxislem, silo senielhaiili'S aos dos namora-
ilos quo acubam sempre por urna reconcilia-
dlo quo mais esUcila os doces lagos, o!c.
Islotiflo se cuten.lo, porm, com o I)r. Pa-
checo, cujo rompinenlo parece dillintivo
inconcerlavel; purqwo nflo lio miis segredo
que o governo o^pOe-se dcCididemeulo a
sua candidatura, e que elle telina, apesar
da quasl certeza de derrota cin luta luo de-
sigual.
E lazbem o dito cloutor, porqno no lim
ilas coulas, quando menos se esiiera, la vem
una occorrenela que faz baldar os mais
bem combioadoa ,.;....... de exemplo sir-
va o que acaba da aconterer-llia na eloicSu
provincial. Eslava assenlado de pedrae cal,
como por ca se diz, que ello naufragara nes-
sa eleioao;ou mcsoio Ihe assevere ssopur
vezes; e elfertivameirto as apuradles paiti-
culares todas o davam como segundo ou
terccirosupplento. Puis bem : saber agora
que he elle trigsimo sexto deputado pro-
vincial ; e nao esteja minio lempo em du-
viua sobre o.molo porque 10 operou este
roilagre; pois nada ha mais simples o fcil
do iCOOoer quando a providencia, o fado,
o acaso, ou como cada philosopho quizei
cliamar, lem cmbirrado em que as cousas
vam por coito caminho.
Succedeu pois que viessem mu i Un no-
mes errados as lisias dos volados, mis uu-
Ihonticas dos colli gios : parece quo Giogus
e Ti oanos coinbiuaram-se para marera *>
nomes de seus scollndos; c como um go-
vemisia Antonio Candido Ferreira de
Abreu, apparuccu volado coin numerosas
Variantes em setl norne.a -.un i ni municipal,
quo anda arisca com aus,'ens3o por causa
le eleigOes, asseutuu de levar o uogoejo a
risca, e contar a paite os nomes errados ; e
assim licou lora aquello infuliz, e para o lu-
gar delle passou o l)r. Pacheco, sallando
por cima do Dr. Uroloro quo linha muior
iiriif.li>, mas que perdeu lambem suas duas
duzas do votos por causa do orros jeme-
Ihnnles.
Eis como ellas se armara; por isso acho
que itujics he bom desesperar; quando me-
nos se pensa, o donde menos se espera, vem
de repeulo um auxilio que translorna todas
as combinacOes, o muda cooipletameiilo a
face do umaqucstSo.
Achara junla a apuracSo (nal, fallando
nicamente os collegios do Priticipe o Gua-
rapuava : o primeiro chegou depois de con-
cluida a apurarlo, edeu uus 10 vulos ge-
neralidade da chapa da opposicflo, o s um
a governista, o portanto nada altera u ro-
sulladu da apura;3o ; o segundo tem smen-
toi|iialro elcitores, lodos da opposk'8u,que
provavelmonto no votaran por falta de
numero para compr ao menos a mesa do
collegio, quo oceupa cinco pessoas. .
N3o se podo, porm, duviar que ha seus
desgoslos em aiguns iiilluentas govornistas
pela extrema reserva com que o presidente
lem tratado este negocio, tUo vitil para ai-
guns; j ouvi um diz'er que esse proccdi-
ii. n' o equivala a urna imposicSo.
Por muitos dias duvidou-se so entrara
ou o..'i na chapa govcrmsla o cx-presidenle
Pires da Motta ; mas afinal parece que des-
Vkucceram-se as dilliculdades, o que sera
elle um dos candidatos. Talvcz concorresse
multo para sua eulrada os pruteslos que elle
faz de que nSo ha inleresse que o faca sa-
bir desta provincia, eque n.io ambicionava
semelhanlo boma. Eu, so fossecompanhoi-
ro deste candidato na lista sxtupla, havia
lombrar-mo souipre daquello pontilicc que
fe?, esticniecer o Vaticano quando levaniou
o Tc-Ueun no da em que luniou a liara, e
espondou ao carJeel que se adimrava do
tanto vigor, quando ello sutes audavu 13o
abatido, eal curvado paia o cliSo : anda-
va em procura das chaves.
l-i'i de senaloria he uoji sedcelo a qno
poucos rcsistem : se ou fosse candidato nuu-
c.i me dara | or seguro seuSo depois da es-
colbaj e ca para oiim julgo que dovia te-
mer mais us que nao querem ser senadores,
o que enlram na chapa por condescenden-
cia. Ouvi di diamante aquello quo o n3o procura.
o conego Lourenco Jusliuiauo Kerreira
pedio ao ciln iu dispensa do emprego do vi-
cilidades qno isso pormiltiria minha cor-
rospondencl. fico hojo quanto posso para
sanar o inconveniente, onviando-.lhe este
pelo crrelo de trra que hojo fecha-se, e
quatia deobegarahi a 80.
(Carta particular.)
uno capitular que olereis desdo que o Dr.
Pires da aloila fui uomefto presidente de
I1.: nailibuco.
Espcravam aiguns que O cabido volla>se
sua primeira esculla, loroaudo a nomear
csaedoulor; por isso houve por la quem
ndase mais ligeiro, e, sob proposta do
mesmo conego Lourenfo, fui nomeado vi-
galio capitular interino o conego Joaquim
Manuel Guocalves de Andrade, que prova-
\ .'hlenlo ha de servir al que chagua o novo
liispo, que em verdade j ra tardando
muito.
91.
Estar a fechar esta para mandar ao cor
reio, quando chega-me de I um amigo, e
diz-me que a mala do vapor parti bonlem
at 9 huras, porque a barca que a conduzia
sabe buje de Santos
He insuppurlavel esta maogarjflo com o
publico : a com panilla de Maca hu fez an-
nuuciar por ca que estabelecia dous vapo-
res na oaiieira do Sanios, prometiendo a
maior regularidad us dias de paitid; o ,
na primeira occaaiSu j fltou a palavra, I ment li se desvanecoiom de todo.
. porque estando anunciada para 22 a part-I A opposigio bradou : abaixo a centra-
da do Santos para o Hio, u vapor paile um lisacSo, viva confederado das provin-
di antes; tanibein nflo poda eer mais cus; vendo, poro n, cuino se diz vulgar-
promptu o desmentido. Eu bem aei porque! mente, que deste malo n3o sabia coellio,
lie que assim so judia com o publico: lio parlo foi bater as matas da democracia, a
Eorque anda n3o houve ahi quem se lem-i ver se dolas espa va o 6i.cu, emquaoto que
re que se puzerna carreira um vapor que oulra parle procura desencafuar o liando
fac a viagam em 15 20 horas, pode f./.er inimilejo deoutros escondrijos,
tres viageus redondas por mez, ha de ter A cafada di malas pouco resultado (em
toda a crga e passageiros. Fspero quo iu- produzdo, pelo que vou veodo espero
la hei de ver isto realisado. em Daos menos resultado produzir para o
No entaoto, como nSo posso gozar das fa- .' futuro.
MINAS-GERAES.
Ouro-Preto, 25 de Janeiro de 1859.
J ha de saber da mudanca que occorreu
na administrarlo desta provincia. Depois
de repetidas instancias conseguio finalmen-
te o Sr. S llego a sua demissSo, e fui subs-
tituido pelo Sr. Dr. Ldiz Antonio Barbosa,
muito conhecido pelos seus talentos, lllus-
lra(3o, honestidade e flrmeaa de convic(0es.
O ex-presidenle retiiou-se aoompanhado
das vivisaimas saudades dos seus numero-
sos amigos para a comaica de Rozende,
para onde havia sido removido. Seguiram-o
at uma legua distan(e desta capital par
mais do 100 pessoas, entre as quaos secon-
lavam muitos oposicionistas. Aodeixara
administracSo leve S. Exc. mais luzido e
brilhante acompanhameuto do que quando
se achava frente della.
Iloje que as p'aixOes excitadas contra o Sr.
S llego s pelo facto de se sohar no gover-
no da provincia v8o acalmando, temos ou-
vido a niuitas pessoas imparciaes lecerem os
mais bem merecidos elogios aos seus nSo
vulgares talentos, illustracSo e aclividade
de que deu sobejas provas.
Elogiado pela imprensa opposicionisU
desta cilade nos primeiros lempos de sua
administracSo, fui ao depois objecto de
uma guerra pessoal quo diflicilmenle se po
de explicar. Entretanto, quanto mim,
foi ello sempre o mesmo homem. Deloga-
do intelligentii o consciencioso do govemo
imperial, cunpriu religiosamenlo as sua-
inilrucQOes, assim no lenpo dos elogios
que nSo piocurou, como no tompo das cen-
suras que ii.io mereceu.
A dministra;3o do seu successor princi-
pia sobos melhores auspicios, e so a tregua
emquo boje parece i.s-an.,ar a oppodcjo
n3o he uma estrategia, le-a o Sr. Barbosa
ibi passar na sua presidencia dias muilo se-
renos tranquillos. D;os o queira. exal-
lamenlo das paixes a ningiiem aprovela
So is o,ipusicrtes cuntam com elle par aco-
rocoar no combate os seus correligionarios,
lunbein cncoiilram da'parle de sous anta-
gonistas mais tenacidado na luta.
O icgulamento do censo continua a exci-
tar indisposices da parle da populacho em
ilguns lugares N3o se atiendo a necessi-
lade que ha de se saber, qual a populacSo
do paz, seu movimento de augmento ou
diminuicSo, mrmente em uma socielade
regida pelas formas representativas em que
is centros de populacho tem de intervir por
vil da eleicfto na poltica do paiz, na rasflo
directa de sua maior ou menor forca ; mas
mira o simplesmonle nos encommodos que
trazem com sigo todas as raudaocas mai
n menos sensiveis em um estado de cousas
a que e-lamns acostumados- N3o se alten-
de a um bem futuro vista de um mal pas-
rageiro que o lempo leudo a desvanecer,
pois logo que a popular,.lo so acostumar aos
novos regula medTos, se .leconhecer que
ella na la lem do vextorio.
Como as cousas se achavam at aqui nao
ha possivel continuaiem. lis necessario
que nos contemos, que saibamns quantos
somos, para virinos no coubecimentu de
quanto valemos.
Aiguns abusos entretanto v3o apparecen-
do nesta provincia que seria convenienti
remediiir; por exemplo, de aiguns dist'ic-
los v. he i os nos em quo os cscnvSos de paz
em vez de morarem na povoacio ou arraial
iu. .i .no letirados duas e mais leguas; outros
quo, por se entregarem a outros negocios,
nSo param em casa, donde resulla serum
procurados uma o mais vozes com grave
i nment das partes.
A giatificacoque boje porcebem os escri-
v:1 s de paz lem creado avultido numero da
pretendentes a este emprago, o como a3o
servidos conjuflclamenle este officio e o de
escrivSu da subdelegada, acontece, excep-
to seojuiz dedireito aulorisar a separado
dosmesmos, quo os que querom peiccber
n gralilicai;3o sem o incommodo do cilicio
da subdelegada apressam-se a pedir auto-
11 -. 11;:i. > aos juizes de direito, aiguns dos
quaos no tem duviJado concode-la, resul-
tando d'ahi o n.oi haver quem queira servir
o cargo de escnvSo da subdelegada, que
nula leude. Seria conveniente que um tal
abuso se cohibisse, pois a continuar Iicar3u
os subdelegados de oi3os atadas por falta
de cscriv.tes.
Senteso na maior parte dos municidios
desta provincia a falla de juizes municipaes.
Pde-so asseverar, sem modo de orrar, que
nSo ha um s termo privado dessa autori-
dado que nSo reclame instantemente por
ella. Os substitutos s3o os primeiros a bra-
dar que as sttnbuices desses juizes sin do
tal importancia que n.lo be possivel oxere
ce-las em benelicio das partas sem que a-
pessoas que as exercom sejam dotadas ds
couhecimenlos especiaes, e nSo cxer(3e
outra profllisslo.
Talvez a essa causa se devn tm grande
parte attribuir o mao estado da administra-
do da jusln;a em muitos municipios.
No da 19 d.) correle foi feri lo o subde-
legado e juiz de paz do districlo do Chapeo
do Uvas, Antonio Francisco dos fteis Bir-
ros, com dous tiros disparados de embos-
cada quando sadhigia da sua fazenda pa.
aquella arraial, Um do lomar parto nos Ira-
ballios da junta do qualificaf3o, cujomem-
bro era. Felizmonlo o ferimento foi leve o o
ofTendido pode continuar no deserapenho
ile suas obriga;0es.
Mozes autps, n'aquelle mesmo districto,
baviasa disparado um tiro em Joaquim Men
des i 11. i..i Jnior.
Con-ta-me quo as autoridades respectivas
tecm da lo lo las as providoncias para quo
os autores de i es altentadus sejam punidos
na conformidad das leis.
Da Diamantina escrevom quo os terrenos
li hu.linos sSo conlinuann-nto invadidos.
mi i se respeitando all direito algum, e
que as disposiQes a respeilo s3o considera-
das letra minia, sem que so fafam efTecti-
vas por quem est na ubriga;3o do o fazer
iiin bavendo outro recurso contra taes inal-
feitorias sen3o as autoridades policiaes.
O Itamontano n3o a ..parece desde o natal.
Dizem aiguns que morreu para sempre, e
outros que ha de re'suscilar reformaudu-se
* epig'aphe, que parece n.lo convir mais.
SSo celebres os partidos entre nos ; em vez
de reunirem-se em turno de um principio e
invidarem seus esforQOsem sustenta -lo, at-
tendem tSo somonte aos nteres-es Iraozi-
torios do n o nenin, e por elles sbdeixam
levar at que, desvanecidos pela forfa de
novas circumslmcias, se formule outro
programina, al que este por seu turno
mostr a sua inutilidade. Assim conlem-
nados a esto trisie fadario, atravessam o
horisonto da poltica como essas nuvens
que aimulam variadas formas toJo o mu-
A democracia tem no Brasil infelicidade
de nao ser um principio domonsttado, acei-
to pela intelligencia do povo, neu um seo-
timeoto que Ihe faca palpitar o crar,So.
O imperio das tradiedes to poderoso em
uma populacho espilbidi por extensissima
superficie onde i crrante de novis ideias,
caso se vieise i -estibeleoer, scbar-se-hii
de continuo interceptada por lirgas solu-
Cijos do continui lado : as pompas do culto
catholico, que 15o admlravelmente ieca-
sam com os esplendore^ das monarchias;
os exemplog.de nossos conterrneos, que
se igitaui convulsamente as lurbulenri s
das democracias, sem acharem um momen-
to da repouso ; a heterogeneidade de nos-
sis populi<;es, cuja igualdade parante
lei s podo ser garantida pelo sceptro; o
tedio que experimentan! as populaces agr-
colas pelis agiUOes da vid poltica, a
ponto de haver boje a maior difflculJade
em chama-las urn, sSo outras tantas
causas que coucorrem poderosamente co i-
traotriumpho das ideias democrticas. Sa
por um momento soquer ellas iriumphas-
sem por sorpresa, n8o encontrariam as
classes mais numerosas da sociedade ele-
mentos de durac,So, seriam falseadas no di
siiuinte ao da sua adopcSo, e um governo
falseado, e um governo que se nSo apon na
ndole, nos hbitos e sentimentos da socie-
dade, cujos destinos dove reger, he um go-
verno III uto.
A Franca pensou um da, em 1793, que
poda ser republicana ; e NapoIoSo coin seu
genio e sua gloria fez ver louca quinto
ella se ennhecia a si mesma.
Em 1818 voltou o accesso, e no delirio
da fche organisou uma conslituicSo cono
ella s, p o gorro na cabera e proclamou-
s repblica. Basluu um rasgo de pena,
n.'oi de NapoleSo, mas do um homem que
linha esse nomo, para que ella v entrando
emsi, e eiinheci que nao pode VIVCI S'.MI.lO
a sombra da monarchia.
He urn erro gravissimo em que cahem
muilas intclligencias, que as nac-Ses poderu
fcilmente mudar de formas de governo
como so muda de ensacas ; assim como que
na uma forma de governo exclusivamente
boa, capaz em si mosma de fazer a felicida-
do ilctoi.is as sociedsdos que a alopta-
rem.
NSo pens assim, o creioque pens bem.
As formas de governo nascem naturalmen-
te doseio das sociedades, cumo corlas ar-
vores nos centros do vegetado quo Ibe s3o
proprios.
A monarchia havia do ser t3o forciosimen-
te a forma de governo adoptada pelo LUasil
na sua independencia, como a repblica foi
abracada pela sociedado norte-americana
no acto de sua emancipacSo.
Estudo-souma ooutra sociedade nos ele-
mentos de sua organisacSo, as formas de
seu rgimen colotiul, nos sonlimentos e
i lelas dos membros do que ollas se compu-
nham, e ver-se-ha que seria a mais rama-
la la lmciii a querer que ambas prosperas-
sem com uma nfirn forma de governo.
O que conviesse aos bslados-Umdos, por
este mesmo facto nSo podoria convir ao lira

cer no lugar, e a aplicar a leu parochlanoa o
verdadeiro aentldo do drercto imperial, cuja
e>cuyio >e promove actualmente.
Releva anda dlier a V. 3,, que tendo remet-
lido nesu data ao l'.im. prealdente da provln-
cl o ullicio deasa delegada, e requlsitado a el-
pedijil de auas ordena para que aeja forneclda
de ariiuiuieiiios e munlcOet convenlentet, es-
pero que elle enviar eatei obieclot por mar,
os quacs desembarcaro em Pona de Pedral
ou Carne de Vacca, onde V. S. s far esperar
por pessoa de conlian;, dando para liso aa
suaa ordena.
Dos 4o.lide a V. S. Secretaria da polica de
l'rrn nilhue.i, 8 de Janeiro de 1852. leronymo
MarlMaa Fiyueiraile Mello Sr, coronel An-
toolo Kranclaco Pereira, delegado do termo de
Goianna.
Ao tubdelegado supplenle do Poco da Pa-
iiei.. Sr.....11 pelo seu'ofllcio de hojo d-
quo se havia retirado dessa PovoafSo o deso
tacamento de 1. linha, quenella exislia, .le-
vo significar-lhe pira seu conhecimento e
ilirece.in, que esse facto se deu em virtude
de ordens superiores, eque em quanto o des-
tacamento n.lo he substituido por outro, d
ve v n. requisilar ao comman lantc do bata-
Ihflo da Guarda Nacional deas freguesia al
vinte pragss para o ajudarem a manter nal
seguranza e tranquilidade publica, deven-
do taes prafas revesarem diariamente por-
qae o servico, sendo como devo ser gratui-
to, o o i se torne pasado ios cidadSos. Dos
guardo a Vm etc.
Ao ubdelegado do 1. detlricto dafreguczla
di S AnrSo. lllm. Sr. Accusiudo orece-
li.ni ';iio do seu ofllcin de 5 do correntc, em
que me participa, que a vista das providen-
cias tomadas para o lim do manter a Iran-
auilidade e seguraoga publica no 2. dcstricto
So paz dessa froguezia, nenhum desturbio se
animarlo fazer os sediciosos, que ameatja-
vSo rascar o decreto Imperial sobre o regis-
tro dos nascimentos e bitos, somente tenho
a di/, i- he, que do seu zelo e actividade no
desompenbo dos ses deveres, espero que
nessa subdelegada se mantenha a seguran-
i,a o tranquilidade publica, e se garaolSo a
vida o propriedadedoscidadSos, a frente dos
quaes vm. se devora por.iju lado do destaca-
mento dessa vara, para fazer despersar os
desurdeiros, que por desgraea ousarem ap-
parocer nessa freguesia. Dos guarde a vm.
etc.
hodelegad-ido 1 deslriclo. Vira. Sr.Co-
mo o servigo om que actualmente se emprc-
ga a tropa de I. linha, e dePoIlcia, resultan-
te das ultimas oceurrencias bavidas nos mu-
nicipios visinhos a osla cidade, ha sem du-
vida occasionado a suppressSoo irregulari-
dade da patrulh i e das rondas como me 00(0-
municou o Ion. presidente da provincia em
seu ofilcio do hontem ; uBo posso deixar de
le obrar a vm. em resposta aos seus oflicios
de 3 e7 do crrante mez que pira fazer ces-
sar esse facto, o poder-se conseguintemente
vigiar tanto quanto he possivel na prevenc,3n
dos deudos, e na -manutencSo de seguran-
?a publica e particular, ao passo queso tor-
nar a foii;a supraindicada mais desembara-
zada pur todas as suas operaertes. seria so-
bro molo conveniente que os cidsdSos a-
migos da urde o, e desejosos de Bjudar o go-
verno da provincia, fizessem por si mesmo
sil. As in-tiiuici'ie- que regem os destiuis s rondas das diversas freguezias desla cida-
dos povos s.u alguma cousa de mais intimo, do, revesando-se diariamenta por que esse
de mais congenio com a naturea dalles du servico se torne mais levo ; e portanto cum
i|nO um chai co de sol que p le Bhrigar ca- pre que vm entendendo-se sobre este objec-
becas de todo n limando Saint Hilaire en- o com os subdelegados respectivos, faca
tente que a conslilui(Si) poda ser niolhor com que os cidadSosdo seus destrictos se
porque poda ser mais brasileiri, mais espe- preslem essas rondas, sendo quatro em c-
cial, adaptar-se mais aos usos e hbitos do la freguezia de tres bomens cada uma, al
uosso puvo. man noite, o millos lantos de meia noite
Mas a lem das causas apontadas, e nSo at as seis da manhS ; o quo ludo espero so
sSo todas em desabono da democracia en- conseguir mediana os esforcos de vm, e
tre nos, apressar-me-hei cm indicar outras, Jos ditos subdelegados, e o reconhecido pa-
pois j val extensa esta carta, lillia inteira- triolismo dos cidadSos, que sem destiu;So
mente da situac,3o actual.
(Cario particular.)
( 7i>rnai do Commcrcio)
PEBNAWBUCO
e devem apreaentar em defesa da ordam.
fleos guardes vm. Secretaria da polica
de Peinambuco, 8 de Janeiro de 1852.
Ao delegado de Diinda.lllm. Sr. Accu-
sando a recepc,3o de seu ollicio do 5 do cor-
rente, sigiiificu-llie em resposla, que a reti-
rada do dcslacdun uto fui exigida pela ulti-
ma oceurrencia havida na provincia e que
tendooExm. presidente dosla,ordenando,que
se deslaquem nesselermo.e nudo Iguanss
rfor cliefe di polica, cm relacrn aos mov- canl pra,as dJ guarda. nacional, respectiva,
Bienios sediciosos oue liveram lugar nesla fic vm. assim habilitado nSo smenlo a fa-
Repartigo da Polica.
Connuncdo do expediente do Sr dezembarga
provincia no mez de Janeiro prozimo pas-
sado.
JANEIRO 8.
lllm. c F.xm. Sr. N 228. Parecendo-mc
por um lado que 8. Eic. nao tem aclualment-
grande forja, de que possa diapor, em consca
quencia de se baveiem retirado o deaiaca-
nientos de primeira linha etislealcs cm alguna
districtoa pollciaea por inluha requisfo;
zrcumprir as suas ordens mais lambein a
dissulver qualquer ordinario ajuntamonto
illicito, quo possa appareccr no deslriclo de
sua jiiri-d c'in, semelbante aos hav|dos em
outros lugares da provincia principalmente
seos cidados amigos da or.leui se reunirom
om torno das autnondades para Ihcs presta-
rom o se concurso o ippolo, o repelirom os
dcaejandi por outra concorrer quanio ciu miin sediciosos que compoem taes ajunlsmentos,
couber, para que ae mantenha aein altcracao o cu03 actos bBtn diCa0 qu9 e||es n.lo lem
servico das rondas nocturnas, embota seja mis- r n nsmio 0 moi ticinio e O roubo.
ler cuipreBar em oulro a forca publica, que f .
para ello be destinada, lembrei-ine de convi- neos guanea vm. ele.
dur os subdelegados da> dilfcrcules freguezias \o delegado da Limoeiro. lllm. Sr.Cons-
deata cidade a aliatarein d'cntre os cidadiioi tando-me por ollicio do Exm. presidonlo da
nellaa moradorea os que por patriotismo e de- provincia soba dala de hontem, fundado no
dicacau cau'a do governo se quiaerein prea- i do jui de direilo dessa cummarca, q ie du-
la r a lazar acuelle aervico sob a loipscelo doa rame a agitadlo ahi ltimamente desenvol-
esmos ubdelegados ; e como a vala, do que
me declararan! o ditos subdelegados nutio a
rsperanca de que se conseguir faier taea ron-
das, r.'gu a V. Kac que no caao de entender
conveniente e acertada a mlnha lembraofa, ha-
ja de espedir as nece^aarlaa ordeaa ao araenal
de guerra para me entregar, logo que eu rc-
quhite, cincoeuta clavlnutcs c mil carluioa, a-
liui de os destribuir pelaa rondas iudicadaa que,j
i.un o a o noine de roiidas cvicas.
llena guarde a V. Kic. Secretarla da polica
de Pernambuco, 8 de jineno de 1852, lllm.
c Exm. Sr. Vctor de Olivelra, preadente da
provincia o chefe de polica, Jeronyino Mar'
Itniaiw Fiqueira de Mello.
Jo deleaado de toimaa. lllm. Sr. Bei-
pinuleiido o seu ollicio datado de bontein. em
que Vine, iu.- communicou, que urna porcu
de proletarios instigados pelos Ininlgoa da or-
d.-ine socrgo publico, prevaleceudo-ae da eie-
cufo do decreto de 18 dejunho do anuo pro-
ilinu paaaado se liaviam dirigido ao eogcuho
Gutiuba, onde be morador o subdelegado \n~
tonlo de Arauj.i e Albuqucrque, e ah pratica-
do vanos attenlados, como consta do uihcio do
ni. -o. i subdelegado, que velo por copla ; e A-
caudo aciente de ludo u mais que V. S. expende
em seudiioolBcio.aignillc-lbe: primeiro, que
j em dala de 1 do crreme requiailei ao Exm.
preadente da provincia um destacamento de
30 pracaa para esse termo, que para desvane-
cer ao'povo ignorante e illudido aafalsaa hn-
presadea que se Ihe lem lucutldo contra mes-
mo decreto, deve Vine, eiuquanto outraa pro-
videncias ae nao do, observar o que ja Ihe de-
lermiuei pela miuha circular de ;id .le dezem-
bro ultiinu segundo, que ae lato nao for bas-
tante deveV. S. tiaosportar-ae ao lugar einque
apparecerein oa amotinados, e procurar por to-
doa oa iiieioa, que auggerir aua peasoal influen-
cia, perauadi-loa que eaae decreto nao leude a
destruir a liberdade, mas pelo contrario a ga-
ranll-la, faxendocomqueae mullipllqoein mala
oa ttulos peloa quaes ae prova, que alguein naa-
ceu livie, paranlo, que OB cid idaus devem
deaperaar-se pacicalluienta para luaa oasaa, a
delxai que o decreto imperial teobaa neceasaria
vi la no povo ignorante e illodido, em ordem
a oppor-se a oxocu53o do decrolo de 18 do
junlio do anno prximo passa lo, nenhuma
villa so tem apjresontadn nessa aulho-
ndado de. polica n3o posso deixar de
levar esle facto ao conhecimento des
sa delegada, I. porque me informe quaes
os acontecimentos que se tem da lo nasse
termo par* demonstrar a in licada o iposi-
(3o, visto que al agora nenhuma participa
c3o recobi do suas autoridades policiaes; e 2.
para recommen lar-lhe o emprego das mais
enrgicas medidas, aflm decouler esses se-
diciosos, que parecem ler smente por lim
o morticinio e o roubo, que nSo devem ser
tolerados; e 3. para que chamando os cnla-
daOj ordeiros as armas, em quanto se nSo
organise a guirda nacional destacada em
virtude das ptimas ordens da presidencia
se ponha vm. a frente dalles cora a coragem
e decisSo, quo urgera as criticas circums-
tandas, em que nos achamos : 0 que lulo
espero do zelo, aclividade e prudencia, com
que vm. procure dosompenhar as funches de
seu cargo. Noste sentido davera vm. diri-
gir-se a todos os subdelegados desso termo.
Doos guarde a vm. Secretaria da polica
de Pernambuco, 8 de Janeiro de 1852.Jero-
nymo Martiniano Figuoira de Moli, Sr. dele-
gado de policia do termo do Limoeiro Anto-
nio CarrelroGaySo.
DEM DO DA 9 DE JANEIRO.
Ao Exm. presidente da provincia.lllm.
e Exm. Sr.--Constando-me por ofilcio do
mandando destacar nessa termo uma parto
da guarda nacional, como me communicou
em seu ofilcio de hontem ; segundo quo tra-
tando-se de defender as nossas vidas e pro-
piedades amoscadas por codiciosos, que pa-
recem ter somonte por Uto o morleanio e
o roubo, deve Vine, convidar os cidadSos
pacificse ordeiros, armarera-se rom to-
da a pressa, e por-se a frente d'elles para
debelar esses sediciosos onde quer que elles
appare^Su, e issim defender os cidadans e
propriedades por elles altacados; e tereciro
que deve empregar lodos os raeios para que
sejam presos os que compem esses grupos,
para cuja minino falti jl todo o pretoxlo
depois que o Exm. presidente di provincia
determinou, que os pirochos e conducto-
res continuassem a baptisar, e enterrar co-
mo antes do decreto de 18 de juuho do auno
prximo pissido.
Dos guardes Vmc. secretarii da policia
de Pernambuco 9 dejaneiro de 1852, Jero-
nymo Mirtinimo Figuein de Mello. Sr
coronel Mauoel Thomaz Rodrigues Cimpel-
lo, delegado do termo de Ig.jarass.
Ao subdelegado supplonte de JaboatSo.--
jllin Sr.R'Spondendo ao seu olcm de ho-
jo n. 53, em que me participa, que oenge-
nno C.iuaii luli i fra assallado por um foite
g< upo de pesadas armadas, e pede as piovi-
dencias norossarias para obstar, quo elle
continu a invadir e siquear us proprieda-
des d'ossa freguezia; releva signilicar-lhe,
que por ofilcio d'usta dala outorisa o*jExm.
presidentu dessa proviucia ao delegado dos-
so deslriclo para armar uma for(a de paisa-
nos, a quem se pagar toda a despesa a vista
da conta por elle appresentada.'alm de ha-
ver j a dado ordem ao marechal commandan-
lo das armas para fornccer-lhe im destaca-
mento do 30 a 40 prarjas da guarda nacional
destacada n'esla cidalo logo que elle requi-
silar por meu entermedio. Pur lano cuin-
,ue, que essa subdelegada, ponJo-sea fren-
te dus cidad3os amigos da ordem o da tran-
quilidade publica, e armando-os como poder
em quanto aquella forca se n3o orgauisa
trile de oppr-se a esse grupo de sedeciosos,
que parece n ter por fim o roubo e o mor-
ticinio, e que devem ser despersos e perse-
guidos coin todo o vigor.
Daos guardo a Vmc. secretaria da polici
do Pernambuco 9 da janoiro de 1852, Jero-
n y mu Martiniano Figueira da Mello. Sr. Jos
i r i iiei-i'ii Pereira da Silva, subdelegado sup-
plenle de yaboatSo.
Ao subdelegado do primeiro deslriclo da
freguezia de S Aiilo. lllm. Sr. Accu-
sandu a recepfSo do ollicio, que Vmc.
meendercssou em data de houlem, signifi-
co-lhe o o resposla, que nosta data_iequtsi-
let ao Exm. presidenta di proviocil a forca
e munic3o necessaria para defender essa ci-
dade do atapue, que se recoia fai3o-lhe os
sediciosos, Coja ferocidade deve ser conlida
por lodos os unnos possiveis; e na esperance
de quo dava nesse intuito as providencias
oecussaiias, smenle me cumpro gor di-
zera Vmc. que o Exm. presidente acaba do
mandar destacar nesse termo coin pravas da
guarda nacional, e que em quanto essa for-
ca seuSo organise, deve Vmc. chamar ss ar-
mas todos os cidadSos amigus da ordem, da
legalidade e do sucgo publico, e com elles
oppr-so a esses sediciosos, qne parecem
ler smenle por lim o roubo o o mortecinio
cortos de quo a presidencia e mais autori-
dades superiores da provincia so desvelam
em conseguir o mesmo lim.
Dos guarde a Vmc. secretaria da polica
do pernambuco 9 de |aneiro de 1852, Jero-
iiymu Martiniano Figueira de Mello. Sr. Jos
Jei.m; mu Furnaiides Codito, subdelegado
do primeiro dostricto da freguezia do Santo
Anulo.
Ao delogsdo supplentn om exorcicio do se-
gundo deslriclo d'est cidado. lllm. Sr. -
Tendo levado ao coiiheciuiculo do Exm. Sr.
presidente da provincia o ollicio u'essa de-
legada de 7 do cnenle, declarou-me o
mesmo presidento pelo seu de hontem, que
o .servn.ii da guarnQSo d'esta cidade nflu
permitte por ora quo se mande voltar o des-
lacamenlo de primeira linlu, que dali re-
gressara ; que para o substituir dera ordem
ao commaudante das armas para serom
V. S. prestados vinte ou trinta guardas u.i-
cionaos destacados : e que elle ale A d'essa
forca autnorisa a V. S. para engajar oulra
de enalimea composta do paisanos, remol-
leiidu-me a conta da respectiva despesa, e
doveudu V. S. mandar buscarpor parle d'es-
sa forca a muuicSo, e armas de qud ueces-
silar.
Heos guarde V. S. secretaria da polica
de Pernambuco 9 do Janeiro de 1852, Jero-
ny.no Martiniano Figueira de Mello. Sr. co-
ronel Fraicisco Antonio Pereira da Silva,
delegado suppleule do segundo destrictu
d'este cidade.
Ao delogaJo do primeiro deslriclo.lllm.
Sr. Ten lo o Exm. presdanlo d'esla provin-
cia approvado por ollicio d'esta dala a me-
did), que iembrei a Vmc. pelo meu de hon-
tem, deserein Tenas as rondas notarnas pe-
los eila i3os sob a inspuee, io dos differenles
subdelegados d'esta cidaie, atienta a ur-
gente ipplicaclO, que para outros servicos
se tom dado for;a de primeira linha, e de
polica, que as mesnas rondas se
uccqpavam, sigmlco a Vmc. que de-
ve man lar hojo mesmo recebar no arsenal
Je guerra, a cujo director agora me dirijo
50 clavinotos, e 1,000 cartuxos, aOin de se-
ren destriuuidas pelas dilas rondas, que
mu irlo o uome do rondas cvicas dando
Vmc. acada subdelegado 12 clavinotes, e o
cariuxaino corrospondonle. Condado no
zelo do Vmc. espero que unjo mesm ditas
rondas principiein a funcionar.
Dos guarde a Vmc. secretaria de policia
de Pernambuco 9 de janoiro do 1852, Jero-
nymo Martiniano Figueira da Moli. Sr. Dr.
Francisco d'Assis do Oliveira Maciel, dele-
gado do primeiro deslriclo.
Ao delegado do Coi nina.III ti. Sr.Ten-
do ja o n data de hontem respondido ao of-
ficio que V. S. me enderossou na de 7 cum-
pre agora signicar-lhe em vista de dous
ofllcios do Exm. presidente da provincia sob
aquella data, que o mesmo presidente man-
duu destacar nessa comarca urna forca de
cem pragas da guarda nacional com a qual
flear essa delegacia habelitada a fazer pren-
der os desur luiros, que enfostSo essa co-
marca, e parecem ter por fim smeute o
mortecinipe o "roubo, assim como que lam-
bem enviou em uma barcnssa do arsenal de
Marinna mil e duzentos cartuxos embala-
Gomcnunicado.
rM.ii ... .fc..-~.-~, -,--------------------------------------------
V. S. a deaperaao deas illegat e criminla reu-
nio, deve apreaentar-ae com aeu eacrfvao,pro-
clamar o aeu carcter, e alfandu urna baudelra
verde, admoeaiar, por trea vetea oa reunidos,
para que ae leilrem na forma do artigo'28S do
Cod. Criin,; c quarto, que no caao de nao a
retiraren! oa reunidos a terceira adiuoeatafao
deve V. S., em vei de empregar qual.fner tur-
ca, como penoitte o artigo 290 do ineamo cdi-
go, partidpa-lo eala repartifao para seuco-
alieciinenio e deliberafo.
E porque a autoridade do vigario dessa Ire-
guexla pas coucorrer para que cun ouiroa
lueloa suaaorlos ae consiga a de.peraao da reu-
niao, e ni i ae torne neocasarlu o doloroso em-
prego d forca contra cidados illudldus por
geute Interesaelra ou perrera que os quer tra-
aer aeinpre em deaconUaoc do governo, e po-
ltica actual para as particulares, nao posto
deisar de lembrar, como conveniente que V.
S convide o vigario dessa freguezia a appare-.
subdelegado da cidade da Victoria em data dos, ecincoema armas, quedeverSo desem-
de hontem, que o destacamento do Limoei- barcarem Pona de Podras, ou carne de
ro, alli chegra, depois de ter sido desar- vacca, d'onde V. S. os mandar coodusir
mado pelos sediciosos do tormo do Limoeiro com a precisa seguranza,
e que estes prelandiam reun los com os de I Dos guarde a V. S. secretaria da policia
Pao d'Alho atacar dita cidade, para onde Je Pernambuco 9 de Janeiro de 1852, Jero-
seguiam, rogo a V Ex. se digue dar s suis nymoMariinnoo Figueira de Mello. Sr. co-
ordens pan que se euviem pin alli forca ronB| Antonio Franoisco Pereira, delegado
e muoicoes, que V. Ex. julgar conveniente, ao termo d Goianna.
visto se achar aquella ,ci lade uma das mais! IDFM DO U1A 10.
importantes da proviocia sem forca algu-i ,, ,, .
ma.como dodara o mesmo subdelegdo, l Ao presidenls da p,o>mc.a-X. 232l.-Illm. e
e Jio ser posaive, que a guarda n.c?oa ^J^S^r^S&A ne"
por V. EX maodada destacar, estej em.es- omcio d, hontem aubn... acopia Inclusa de
lado de fazer frente aos revoltosos. 'outro offlcloque me dirigi o delegado de pu-
lios guarde a V. E(. secretaria da polica || do termo de lguarass, com dala de 9 do
de Pornambuco 9 de Janeiro de 1852. lllm. crreme, acerca do attaque que fora feito au
e Exm. Sr. Vctor de Oliveira, presidente da Juli municipal suppleule daquelle termo o. Dr.
oroVincia, O Cliefe de policil Jerouymo Mir- Francisco Joo carnelro da t.unha por um gru
tiniano Figueira de Mello. I P de aedlctoaoa que ae apreseotarauj em seu
V dAlasadn de Uuaraas lllm Sr engenho, rogo V. Eso. que se digne dar aa
AO delegado Tendo prsenle o.seu olUcio soserndo hoja de,l(1 cide ,, de e for i0
datado, significo Ihe em resposta, primeiro meiml, delegado o cuobete de cartuia.c de
3ue foi elle presente ao Exm. Sr. prndenle adarme 17 que elle requisita, e que dever ser
a provincia pira dir as providencias que entregue a escolt da guarda nacional de quelro sobre a oonveniencu de noslilisir Ro-
entender, embora em pirte j o hija feito trt o eludo officio. [sas; porm logo que o Brisii cbou-se em-
Deos guarde a V- Exc. Secretarla da polica
de l'eroambneo, IU dejaueiro de 1852.lllm,
Exm. 8r. Violor de Oliveira, prealdente da
provincia,
O chefe de polica--leronvmo Martiniano Fi-
gueira de Mello.
Documento a que se rejere o ojficto a cima.
lllm. Sr. Entra neate momento o Dr, Fran-
oisco Jnao com toda aua familia, neata villa, de-
poladeter aoffrdo, o ataque desta desta noite,
como j partlclpel a V. S. em o odelo n. 31, c
como quzeaae levar com mais exaclldao o oc-
corrido, pedl-lhe urna menuta de ludo, que
aqui transcrevo, succedeu, que a aggreasio foi
operada por um grupo de 60 homena mala ou
menos, dos quaes vinte e lantos bem armados
e inuniciados, ouiroa Iraxendo machados,
martelloa e uma lltr""* de ferro; auc-
cedendo, que a aggrrsio prlnciplasie por
iiiuien m as un/e e inri i da nolte e terminando
as duaa da madrugada, sendo o logo dirigido
principalmente para a casa de vlvenda, e cor-
respondido p'ir duaa diflerentea partes do en-
genho dr casa e igrrja ; e resultado foi o feri-
mento de um doa guardas do dito Dr. por urna
bala na peina, varando-a, outro levemente fe-
rido na mao, e a angra por uin catelaclo de vi-
dro uas costas da man, e na retirada dos ban-
dolelros acbaram-sa no campo quatro grana-
delraa, dous machados, uma al.ivauca e varios
chapeos de palha que na corrida delxarain : os
chefeasao : Jenu-Gamelro (como j disae a
S S i Paulo Calo, he lato o que diz o dito Dr.
e que levo ao conhecimento de V. S. aaaim co-
mo, que ha nesla villa total repugnancia na
gente balxa cm prestar algum servico.
Aqui me acbo com esta pouca gente, e aqu
licarei para defender esta villa, oppondo toda
resistencia, a eila quadrllha, que outro noine
nao tem : espero que V. S. me manda um cu-
nhetc de carluxoa de adarme 17 para que nao
me falle municao em algum ataque que possa
haver mala renhido.
Dcos guarde a V. S, Delegada de policia do
termo de Iguaraas, 8 de Janeiro de ls.'ii.
lllm. Sr. dezmnbargador Jeronymo Martiniano
l'ii;ii' ii i de Mrllu, chefe de policia da provin-
cia.Manuel Thomaz Rodrigues Campcllo, de-
legado,
A lodosos delegados menos ao delegado
d'esla cidadelllm. Sr.--Sendo convenicn-
teque as acluaes circumstancias da pro-
vincia se prohiba toda a venda do plvora
chumbo, e armas de fogo, afim de queso
deliculte o armamento dos sediciosos, quo
a pretexto defe opporem ao decreto de r-
de junho do anno prximo passado sobro o
reg-tro dos nascimentos e bitos, go tem*
apresentado a insultar as authoridade, a
attacaras prooriedades, fazerrouhos, e mor-
tes e ameacam subvertir a provincia nis vo-
ragens da anarqua, ordeno a Vmc. qua |ac,i
aprehender, e depositar em lugar seguro
aquellos objectos quo por ventura se achem
ms casas particulares, e mesmo as dos iue
se empregim em fazer fgos de artificio.
Dos guarde a Vmc. secretaria da policia
de Pernambuco 9 de Janeiro de 1852, Jero-
nymo Martiniano Figueira de Mello. Sr. de-
legado le policia do termo de...
Ao delegado de lguarass'. lllm. Sr. Ac-
ensando a rccepfSo de seu oDicio de bonlem, e
scienledequantu nelle me relata, significo-lhe
que neata dala foi o mesmo omcio levado ao
conhecimento do Exm. prealdente da provin-
cia, e que sou por elle aulorlaado a dizer a
Vu.c, que pode inaodar buscar o cuohete de
cartuxame, queapede para armar a forja desse
lugar, envlaudo pa-aisso as pracas da guarda
nacional, que entender bastante para a guarda
do ineamo cartuxame conlaa qualquer surpre-
sa no caminho
Dos guarde a.Vinc. Secretarla da polica de
Pernambuco, 10 de Janeiro de 1852. Jen>nj--
mn Martiniano figueira de Milo. Sr. Manuel
Tliomat Rodrigues Campcllo, delegado do ter-
mo de Iguaraas.
A delegado de Goianna. lllm. Sr. Ten-
do-me declarado o Exm. presidente da provin-
cia em cilicio de 8 do corrente, que havia man-
dado por a di-iiosu, iu de Vine, cem praca da
guarda nacional: aaslm o communico a Vino,
para seu conhecimento e direceo.
Ii. ..s guarde a Vmc. Secretaria da polica de
Pernambuco, lO de Janeiro de 1852. iervny-
ino Naitiniano Figueira de Mello. -- Sr. Antonio
Francisco Pereira. -- Delegado do termo de
Goianna.
Ho mesmo sentido aos delegados de Limoei-
ro, Cabo, Naiareth, Pao d'Alho, Olinda, lgua-
rass e Sanio Aman ; mutatii niulandis, segun-
do o n o o. da f -rea destacada.
Ao subdelegado do segundo districto de /guarn'
su'. lllm. Sr. Accusoa recepj do ollicio,
que Vmc. me indirefou eindata de bonteiu es-
cripia neata cidade, communicaudo oa accou-
t i mu ni is que ae tem dado no deatricto de
aua jurisdiceo c de que fra Vmc. victima, te-
nliu a signilicar-lhe em reapoaia, que o i \m.
preadente ein virtude de requiaico ininha j
enviou para o termo de lguarass uma torga
de policia, e que esta devendo aer reforjada
com a guarda nacional que all inandou desta-
car, deve acliar-se o respectivo delegado em es-
tado de poder perseguir e prender oa desor-
deiros, que o ho enfestado. Eapero portento,
que Vine, apenas se restabeleca dos encoinino-
dos de molestia, que sutl're, regressar para o
aeu deatricto, e por todos os ineioa ao seu al-
cance procurar manter a pas e seguraoca pu-
blica e'padicular, ea firmar o respeilo dos ci-
dados as autoridades e as leis, procedendo
contra os individuos que tomaram parte nos
attenlados e crimci de que Vine, trata.
Deoa guarde a Vine. Secretaria da polica de
Pernambuco, 10 de Janeiro de iS52. Joro/ir-
mo Maitiniano Figueira de Mello. Sr. Luiz
Antonio da Silva, subdelegado do segundo dia-
tricto de lguarass.
Ao delegado do Breo.\\\m. Sr.Tendo
Vmc. enciminhado directamento ao i- mu.
presidente di provincia sob a escolta com-
ill inda la pelo a I feres l'enh.i qujnze recru-
tas e um disertor, que o delegado do termo
de Floros Ihe havia enviado para serem por
Vmc. transmitidos a esta repirticSo, di
qual deveriam ter o conveniente deslino;
e sondo um tal procedimento contrario nflo
smente requisieflo daquelle emprrgado,
como se v de seu oflicio a mim inderessa-
do em data de 13 de novembro ultimo, mas
tambem as ordons, que tem sido trr.smit-
tidas a essa delegada em diversas ocea?
sies, e a letra das instrucQos sobre o r-
crutamento dadas em H de dezembro de.
1849 pela presidencia da proviocil, e Iraos-
miludas essa delegacia em data de 21 do
mesmo mez; nSo posso deixar de censurar
om Vmc. um tSo notavel esquocimonto de
seus devores, como delegado d polica,
recommendando-lhe que evite pin o fu-
turo semelointe falta, ceno de que ella
uli'iii de ser uma violacflo das leis e ordens
superioros, somonte tende a destruir a re-
gularidade, que deve reinar ms relenos
de-la reparticSo com essa delegicia.
Dos guarde a Vmc. Secretaria da polioia
de Pernambuco, 10 dejaneiro de 1853.Je-
ronymo Martiniano Figueira de Mello.-Sr.
Dr. Jos Rodrigues do Passo, delegado do
termo do Brejo.
THEATRO DE APOLLO.
O espetaculo do dia 26 em festejo dos lti-
mos acontecimentos do Prata.
Os ullimos vapores chegados do sul aca-
lmo de trazer-uos a feliz nova do trtumpho
da poltica e das armas brasileiras naqoes-
tflo que se debatia as mirgens do Priti.
Um homem de urna temperi selvagem li-
nha erguido ni republici argentina um po-
der colossal, contra o quil hiviim mufra-
gado as tentativas das duas mais poderosas
nacOes di Europ; e ao passo que a accSo
do seu governo se manifestava ios argen-
tinos por fusilamentose assastioalos, e os
reduzia a um vergonhoso estado de civil i -
sicSo, olle ineatjav todas as nacOes V si-
nbis tenlndo conquisUr o Urguay, o Pa-
ragnay, dominar na Uolivia e no Chile, e
desmembrar o Brasil.
Poderla hiver questSo entre os brasilei-
Y


/ *



penhado n"uina guerra de Honra a a todoo, vincial de Pernambooo, 91 4e fevereiro ;
transe contra o tyranoo de Buenos-Ayrti.jde 1852.
que dalle recabeu os maiores insultgs, oh Osecrete.no,
brio nacional no nos permilll outroan-I Antonlo^erreira d Aunujiciacao.
bello senflo o de urna completa vloloria ; e| Clnuulu etptciael d'nrrttjgfatio.
PublicacSes Iliterarias.
ELEMENTOS
Dt
Homoupathia.
Sabio a luz a segunda parte desta obra
/
) Iriumpho que acabamus da ter Ifio rpido I 1.' Os*e|>aroa da ponte do qwvalhos se- compo9t, pe|0 proreaior homosopatlia Gos
como maravilnoso, nJo pole deixar de en- rio feios pela forma, gobas ca>ndicoes edo|set n,nont- Kecebem-so (asignaturas para
cberde regosijoede enthHiasmo a todos I modo indicado no orcamento anjirovado pa-^ obra nlairi a ||0oO r., no consuliorio
quantosnos honramos ooint noma debra-1 la directora em oonkellio, o presentado ao nomcaopathicc-da ra das-Cruzas n. 28. Da-
silBjfog. Kxm. Sr. presidenta da provnola aa rmpor- poj, l)a put-H'cecSo da terceira parte, o pre-
De boje om dianta no eremos mais in-
quietados pela influencia perniciosa da
quinta de Palermo ; o Brasil erguir a aua
fronte gloriosa entre as nacrtes do novo con-
tinente, e exercer sobre os seus visinhos
a influencia que a civilsafSo, o nfio o inle-
resse, Ihe prescreve.
He o regosijo por esto successo quo levae
empreiario do thetro de Apollo a fesle-
ja-lo com um bello espetaculo no da 28 do
co'rente.
O dramaIdiotaque val scena nesse
(lia he urna daquella composicOe que tem
acreditado o tbeitro onde temos visto su-
bir A scena iranias taes como D. JoSo de
Maraa, Mara-Tudor, Lucrecia Bnrgia, Ca-
tbarina Howard, Ultimo da de Vene, S-
neirodeS. Paulo etc.
>.1.i he sem pezar que deixamos de des-
envolver aqu o seu bellismo enredo para
no prevenir ai pessoas que aindao nSo vi-
ram em scena. A mecucao correspondeu
ao drama. OSr. CuimarSes foi admiravel
no papel do11iota.
A inda nos recordamos com prazer do mo-
do porque elloexecutou as aceas mmicas
d9sse infeliz rapaz creado n'tiria aublurra-
iiou coqio un animal aeivagam, alimentan-
do oom opio, sn saber servir-se da fMhfe
amando sua flor ; I impressilo que Ih9*ciu-
si pela phmeira-VBz uul espalhoao fogo ;
o delirio do jogo e do amor ; a loucura o li-
nainenic sua morto desgranada.
NSo ha duvid que o Sr, GurmarSe he
um estimavel artista. Seanaturezao no
fin mov convenientemente para produzir
grande effeilo em certos papis trgicos,
olla sempre lia de achar em suarfaculdade
de commover-se e em sua grande babilrda-
do, recursos para interessar vivamente o
espectador.
Alm disto o publico sabe quanto ella he
admiravel nos papis caricatos. A respeilo
do desempenho do papel de Guilhermina
nada diremos, porque ella foi executado
por urna artista, sobre a qul o publico ja
formn o seu juizo, juizoqua nSo preten-
demos por mnneira neoliuma modificar.
OSr. Senna no desempenho do papel de
Athanazio nilo desmereceu do, actor que
tanto admiramos no de Alfonso IV e no do
Ceg.
FreJerico rapaz jovial, amavel e generoso
fui limito bem comproliendido e executado
pelo Sr. Amodo.
Consta doste bello drama o expetaqulo
que daolhealro de Apollo om regosijprlo
prximo Iriumpho do Brasil. Esperamos
que elle ser ahrilbantado nlo so com a
presenta do Exm. presidente que recebeu
com loi.ito prazer o convite do Sr. empre-
sario a Ihe concedeu para este dia urna
guarda ilo honra em grande uniforme, se-
nflo lambem cum a do Exm. commandaute
das armad, dos corpos consular-n cnmmcr-
cial, dos o i.m unanles .lo hatalhOta, dos
altos funccionarioa pblicos, e em geral
com a de todos quanlos se rcgusijam com o
Iriumpho nacional.
COMMERCIO.
ALFAtVJIhGA.
Rendimanto do dia 23. 6:970,620
escarregam hoje 24 de fevereiro.
Briguo in_l Dante bacalno.
Ilngue franci'Z Aipirante mercaduras.
CONSULADO GERAL.
tancia do 954,500 rs.
2.' AsobragprincipiarSo no prazo do um
miv. eserSo acabadas no de quatro mozes
ambos contados da eotrega do termo d'arre-
matacSo.
3 o pagamento aer feito em duas pres-
taces iguaes, sendo a primeir quando ti-
fiar foitoa melad" da obra, e a segunda
quando es ti ver eonclulda a obra.
4." Durante a execu{8o das obras ser* o
arrematante obrigsdo a dar fcil e oomwo-
do transito ao publico.
5.* I'aa ludo mais que nSo esta determi-
nado na preaantes clamlas segulr-se-ha
o quedispoea le provincial n. 286 de 17
de maio de 1851.Conforme.
O ocelario,
A. F. d'AununoiaQSo.
OIHm.Sr. inspoclo'r da thesnuraria da
fazenda provincial; em cumprlmento da
ordem do Exm. Sr. pfeaidenle da provin-
cia, manila fazer publico/que nos das a, 3
e ? de marc,o prximo vlndouro ir a praca
para ser arrematado, perante o tribunal ad-
ministrativo da mesmi thesouraria, a quem
por menos flzer a obra dos concert da-
co ser elevado a 8,000 rs. para aque
lia*
C
ra mandou inserir no Diario de Pernambu
respeilo da sociedade, que em
disaa ter oontractado oom
tho doSouzi, na venda da ra
Di feita desta cidade n. 97, visto como se a-
cha convencido de nada poder contrariar
rom o dito Alberto, e aim com Francisco
Mereira da Casta, que be quem tem todu
diieilo na dita venda, por ser quem Torne-
o capital-para dito eatabelecimentu ,
no lente o referido Alberto sociedade
ucros da dita venda entilo concord pnados para a provincia de Pernambucq, a
ancarraga-ae de mandar furnecer qualquer
uncommenda de medicamentos homoao|i*-
thieos, tanto avulsos como em caixas, em
glbulos como em tinturas.
No piolo : Vnihageneiia dos medicamen-
tos brasileirns.
EfMin(o> de anatoma e phiiologia com es-
tampas, para ol curiosos em homosopathia.
Mona-so aoa senhorea assiunanlcs o ob-
sequio de mandar recebar seus ezempla-
res no consultorio homoeopathico da ra
das Cruzas n. 28.
leudo
^taiu
que nSo tiverem asignado No mesmo co- da fr ^ CQm
sultono, acha-aea venda, ludo quanto ha
necessario para o estuloe a pratlca da tw-
moaopathia, como seja : livros impressos
para Historias de doenles. rogimans apro-
ponle de Motorolomb, avallada ni rala
Li :S76,fijg, ) aob-aa clausulaaaapaolaea abip-1
xo copiHat.
A arrenititaajflo ser feita na forma dos ar-
ligos9le 27'oalei provincial n. 986 de (7 de
maio de 18*tv
As pesaoaa que se propozeram a esta ar-
remataeflb cbmparecam na sala das sessOes
do mesmo tribunal, nos dias cima men-
cionado pelo maio-di, competentemento
habilitan ,
!; part constar se mandou allixar o pre-
senta atfeubjicar polo Dforo.
Sorearia datlnsourara da fazenda pro-
vincial de Pernambuco 21 de feveroiro
de 18M.
O secretario,
Antonio Ferreir d'AnnunoitcBO.
CJautulat e>picl*a d'arremalafo.
1." Os euocerls da ponte '.a Motocolom-
b serio feitos pela forma, sob as conii-
r;0es c do modo indicado no ornamento ap-
provado pela directora em consalho e apre-
s -uta lo ao Exm. Sr. presdante da provin-
cia a importancia de 1:576,650 rs.
2.' As obras principiaro no prazo de um
mez e srSo acabadas no de quatro- mezes
ambos contados da entrega do anno d'arre-
mataolo,
, 3.' Opagamonto ser foilo em duas pres-
UeCes igHans, sendos pnmeira quandoti-
ver fcilo metaile da obra.ea segn Ja quan-
do estiver concluida a obra.
*. Durante a execu;3o das obras sar o
arrematante obrigado'a dar fcil a conimo-
do transito ao publieo.
5.' Para ludo mais que nSo esta determi-
nado as presentes clausulas seguir-soba
o que dispfie a lei provincial n. 286 de 17 de
maio de 1851. Conforme.
O secrotario,
Antonio Ferr ira d'AonuncUio.
Declaraijoes.
Randimentodo di 3 a 21
ldemdodia23. *.i.
. 57:451,465
. 3:448,091
60:900,456
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimentodo dia 3 a 21.. 3:109,505
dem dn da :t........ 55,020
3:164,525
RECbBEDOMA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 23..... 268,116
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentodo dia 23.....2.080,545
Muvimento do porto.
^^.^^
Navtot entradot no dia 22.
Rio de Janeiro 20 dias, briguo auslriaco
Pcrast, de 304 toneladas, capitSo Msrco
Gerovich equipagem 10, em laslro; a
ordem.
Terra Nova 29 das brigue inglez Dante ,
de 189 toneladas, capitSo Campbele, equi-
pagem 12, carga bacalno ; a Johnston
Paler & Companhia.
favio sahidos no mamo dia.
Trieste -brigue inglez I. illa Itookb, capitSo
Macherranch, carga assucar.
Duenus Ayres--brigue sardo Paulisla, ca
i ii .ni Gaggino, carga assucar.
Trieste brigue inglez Fatlier Matheus, ca-
-piUoG. 1.-Mai inuri I, carga assucar.
flavios enfados no dia 23.
Balthmore 40dias, barca americana De-
lawarian, de 223 I......:la la-, capiUo John
liayuie. equipagem II, carga farinha ; a
DeaneYouile x Companhia.
Uahia -- lo das, brigue inglez Alire, de 293
'toneladas, capitSo Phellip l.anglois, equi-
pagem 15, em lastro; a Le Bretn Scramm
fie Companhia.
Navio sakido no memo dia.
Rollerdan-- galeota hollandeza Riga, capi-
tSo T. D. Wit, carga assucar.
D1TAES.
Pela inspectora da alfandega se faz
publico que no da 27 du correte depois do
meio dia se hSo de arrematar em hasta pu-
blica a porta da mesma reparticSo 100 dil-
uas licoru los com mola da metal no valor
de 250,000 rs. abandonados pelos direitos
por Cesar Kruger, sendo a arramsts^o livre
de direitos ao arrematante
Alfaodega de Pernambuco 23 de fevereiro
de 1852. O inspector interino.
Rento Jos Fernandes Barros.
O lllm. Sr. napector da theaourari da
fazenda provincial; em cumprimento da
ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia, manda fazer publico, que nos dias 2,3
e 4 de marc// prximo vmdouro ir a praca
para ser arrematado, perante o tribunal ad-
ministrativo da mesma thesouraria, a quem
por menos flzer a obra dos roncertos da
ponte dos Carvaihos, avahada em 954,500
rs., e sob as clausulas especiaos abaixo co-
piadas.
A arrematacSo ser feita na forma dos ar-
tigos 24 e 27 da lei provincial n. 286 de 17
de maio de 1851.
As pessoas que ae propozerem a esta ar-
rematarlo comparecaro na sala das sesses
do mismo tribunal, nos da* cima mencio-
nados pelo nieio-dia, competentemente ha-
bilitadas.
K para constar se mandou allixar o presen-
to e publicar pelo Diaria.
Secretaria da tbeanuraria da fazenda pro-
Tendo o Arsenal do Marinba de contra-
tar; cm virtude de ordem do Exm S Presi-
dente da provincia a remnssa re diversos
nhjoctos para as provincias do MaranhSo,
Para. C ara, Parabiba e Alagoas, o lllm. Sr.
inspirtor convida aos captSes ou mestres
das embarcacO'is mercantes ncionaes ou
eslrangeiras, que se destinaren) aos portos
daquellas provincias e queiram fazer seme-
ntante transporte, a compBrccerem com bre-
vi do contratarem o respectivo frea, inspe-
co do Arsenal de Mniulia de Pernambuco
20 de fevereiro de 1852.No impedimaoto
do secretario, Manool Ambrozio da Concel-
5S0 Padilha.
O nono bataltiSo do infanlaria tem de
fazer o farda ment grande, verde, e por isso
convida-se aos senhores negociantes, que te-
nbam bons pannos dessa cOr, viremao
i|n niel do Hospicio no dia 26 do coirentu ,
onde as 10 horas da maiihSa estar reunido
o consellio da administrarlo, para em face
das amostras, escolher-se o panno ; pode-
ram lambem comparecer os senhores mes-
tres alia.ales e sirgueiros, que quizerem
encarregar-se do referido (grdamento, bar-
retinas e dragonas.
Acha-se preso a ordem do subdelegado
da freguezia de S. l-'r. Pedro Goncalves, por
andar fgido, o pneto Luiz creoulo, que diz
ser esclavo de Manoel Francisco de Paula
Negromonle, lavrador do engenho Camello,
e foi pegado pelo mestre de campo Jos Pa-
tricio de Carvalho.
THEATRODESIZIBEL.
ULTIMO B A I L E M A S C A R A I) 0.
Terca-fcira, 21 de fevereiro de 1852.
As 8 horas precisas a orchostra oxecutar
urna brilhaute ouvertura no lio da qual
o mestre sala dar t sigual para as qua-
dnlhas.
A meia noiti em ponto extrahir-so-ha
urna lotoria, cujo plano he o seguinte :
Para o maior premio, 20,000 om ouro
Immediato, cinco pataedes.
Oulro, tres ditos.
IlaverSo mais doze diferente premios,
entro os quaos, um que muito agradar a
paladar do feliz que o chuchar. Todos teem
.lucilo loteria por isso que o ca t lo da en-
trada ser arompanhado de outro com o
competente numero, o isio sem que hajam
de despender mais do que o prego estipu-
lado.
Novas quadrilhss gerSo executadas pela
orcheslra. O theatro achar-se-ha decente-
mente decorado e Iluminado.
As senhoras mascaradas lerSo entrada
gratis.
Presos dos camarotes.
1.' ordem 8,000 coto quatro entradas.
2*. dita 10,000 com dita dita
3 dita 8,000 com dita dita
4 dita (,00o com duas ditas.
Entrada geral 2,000
TRATAMIENTO HOMEO-
PATHICO.
DAS MOLESTIAS VENEBBiS,
a cooselhos aos doenles para se curaren) a
ai mearno, sem precisarem de medico,
palo profesor honiceopalha
Goitet-Bimont. "
Sahio a luz e acha-se a vomJ no cnsul-'
torio homoeopathico da roa das Cruzes n
28. pelo preco de 1,000 rs.
Avisos martimos.
o sobre.lito Alberto, cuja arranjo logo que
sa iiir-riu- publicar-se-ha pelo mesmo Diaa
a. Recifade Pernambuco, 93 de fevereiro
1 1852. -
lanos.
7 Existe urna eocommenda para o Sr. Ma-
!oel Eateves llenavi Jos Rapozo : na ra da
, ruzn. 7.
T Andrada & IrmSo, embarcam para o Rio
d Janeiro os seus escravos Benedicto, ere-
yulo, e Paulino, pardo,
J Joaquim Jos Guedcs Pinto, remelle
mra o Rio de Janeiro, a sua escrava parda ,
lie noma Anna.
\ JooCyiillo de Souza Carneiro, em-
barca para o Rio de Janeiro, a sua esenava
jparda, Claudina.
Pora o Porto
Sahojjo dia4domezd Marco para
cidade do Porto, a bem cpnhecida barca por-
lugueza N. S. da,Boa-Vagem, capitSo Anto-
nio Ferreira Leito Jnior tem excellontes
commodos par passigoiros. Ainda receba
alguma carga : os pretendentes queirflo dN
rigir-searuado Vigario escriptono n..H,l.
andar. .
Pata o Acaracu' e Cear saho
em poucoB (lias o patacho Euterpe,
recebe carga para os do os Portos a
fretes coaimodos : trata-se na ra
Precisa-se deum caixeiro, para tomar
conta de um depozito de padana, quo d
flanea do que so Ihe entregar : a tratar na
ra do Coluvello n 29.
Perdeu-a no dia 22 no theatro da S. I-
rabel at o beco do Queimado urna bainha
da espadimou punhal dourado com 2 arg-
as, A pessoa qne achou queren lo restituir
se Ihe recompedsar* na praca da Indepen-
dencia n. 19. .
Na ra do Hospicio n, 52, precisa-se de
urna ama de lelte.
Na ra do Hospicio n. 52, precisa-se de,
urna ama que engommo com peroie.lo : pa-
ga-se bem.
-- Aluga-se 0 sobrado n. 9, na ra Direit
cora fundos para a ra da Penha,muito fres-
co e com bastantes commodo, e por barato
preQo.
- Qem precisar de urna pessoa queseen-
carreguo da qualquer escripturarjSo, me-
diante a mais mo nca paga, durija-so a pra-
ca da Independencia ns. 6 8. ou a ra do
Livramento loja o. I8se dir com quem dc-
ve tratar.
D. Isabel Mari do Mello, viuva do te-
nente-coronel JoSo Filippe de Souza LSo,
avisa ao* credores do seu casal qua justifi-
quen) as suas dividas 110 prazo de oilo dias,
contados desta data, visto que vSo-se pro-
do Ano o armasem-'n. i4, ou na ceder as parultias dos bens dodlto caaal
j n ,5 I ,,, loa#!'peloiuiz de orphSos da comarca da Victo-
rua da Crt,n. 33. COm LUIZ Jos 'octeirSo, 93 de fevereiro da 1852.
de S Araujo.
O paiado Valent, salte pa-
ra o Rio de Janeiro, no dia a5 do
corrente : quem tiver a embarcar
escravos pode dirigir-se a Novaea
k Companhia na ra do Trapi-
che n. 34-'
Para o Rio do Janeiro, o brigue nacio-
No hotel em linda, preci-
sa-se de um ou dous cozinheiros
peritos.
No dia ao do corrente, des-
embarcando a noite o abaixo as-
signado, de bordo do vapor inglez,
no caes do arsenal demaiinha ,
trazia comsigo no bolso da sobre-
casaca, urna caixinha verde escu-
nalLoao, recebe carg frete escravos, e
pretende sahk at 26 do corrente.
- Est a chocar do Rio .le Janeiro, a bar-| con|endo um annel esmaltado
eaportuSuezaMariaJus,dequeheca,itao|'> Krill.ante de
Jos Ferroira Ussa, he n*vio novo de pn-, de preto com um brilliante ue
meira viagem, e seguir logo Pr L|sb"ni, dous quilates, e quer no acto de
^^^^r^rtl^Z^U^v da catraia quer entrando
ja-se aos seus consignatarios Francisco | ara um C8rro, perdeu o dito an-
S^ts,,es,ta8bd,,;,s&espe,r.:se do Bal, um.jnel : a quem pois for offerecido,
Ibarcaca, de loto de 45 caixas, njiva cUaoi'ou Jelle jiossa dar noticia part-
Sul. al Macei, e tamtiem se vende traa-, 1 ,
se na ra da Praia, serrariajo Cardjal.__ 11 llos|iicii), que sera generosa-
'i-----------fe imente recompensado. Garlos
Lelfto.
pensado.
_, I t'rederico Marques l'erdigo.
0 corretor Oliveir far leilSo, por or-i -- Precisa-se alugardous moleques : na
rfem doSr. cnsul [rancez, a em presenca'rua da Cadeia n. 13.
doseuch..nceiler, Me varias mercadorias e < O bacharel Abreu e Lima, embarca
espolio do finado Eugeno Gallyot, subdito para o Rio Grande do Sul, o mulalinno llo-
franrcz.consislindoem lencos de fil dese-'norio, (ilho de sua escrava Anglica,
da, vostidos de dito, e mursulmas bordadas,. ITecisa-se do urna ama de leite, Torra,
enfeiles para cabera de senhora. perfuma-I ou captiva, para criar urna enanca: e
rias, agna de colonia ricas caixinhas do Amaro, na taberna ao p rioj.ardozo
hroiize dourado, e de outras qualidades, dif-
ferentes objectos curiosos de bronze bi-
jouteria de ouro, consislindo em brincos,
pulcaira, allinetes, correntes, etc., alguma
mobilia, ropa, o um cavallo, selim e arreios,
em qoa montava o dito finado : quinta rei-
r, 26 do corrente, as 10 huras da manhSa ,
110 priineiro andar d casa q, 30, na ra da
Cruz.
-I- MI
111: ifiiii di: apollo.
RECITA EXTRAORDINARIA.
Quinta/lira, 26 de fevereiro da 1859.
Magnifico festejo a feliz Vitoria do ejer-
c I o aliado sobre o governo de Buenos Ayres.
Depois de nina escolhida ouvertura c.in-
tar-se-ha ante a Efligia doS. M. o Imperador
o Hymno Nacional.
Em seguida subir de novo a scena o bel-
lissimo e muito appiaulido drama.
11)I UTA.
00
O Subterrneo de eilberg.
O sali do theatro achar-se ha preparado
com lodo o luxo de ornato e de iliumi-
naefio.
. O espeladulo comessar com a cliegada do
Exm. presidente da provincia.
Os bilhdtes achairiso desde j i venda no
escriptorio do theatro.
Avisos diversos.
U Jardim das Damas.
Sahio luz o segundo numero desto pe-
ridico, com 24 paginas de impressSo, con-
tendo na parte instructiva um dialogo sobre
a creacSo do mundo.1 carta sobre a physica,
um arlijfO sobre o desejo de agradar, outro
sobre a familia, outro sobre a mSi de fami-
lias, e varias mximas e pensamantos ; a
parte recreativa contem tres posias*, um
dramazinho, e um conlo paia meninos. A-
companha este numero um lindo flgurino
representando as ultimas modas do Pars.
Asassignaturas continuam a receber-sa na
praca da Independencia, loja n. 6 e 8, a ra-
zSo de 2,000 rs. por trimestre, ou serie de
6 nmeros.
i. S. Oughterson retira-sa de Per-
nambuco.
Aluga-se urna casa, na ra Augusta ,
por preco commodo, a quem der 250,000
rs. adiantados para so descontar nos alu-
gueis : a tratar na roa Direita n. 95.
I'recisa-se de urna ama, para o servteo
interno de urna osa de pequea familia:
quem se achar as circunstancias, diriji-
se a ra das Trincheiras, sobrado de 2 an-
dares n. 42.
Na ra do AragSo n. 32, deseja-se fal-
lar com os senhores JoSo Thomaz Pereira,
Francisco Jos da Coala CuimarSes Jos
Antonio de Oliveira, Luiz de Moura Accioly,
Antonio Pereira Diniz, Jos dos Reis Gomes,
Jos Antonio de Olivaira, JoSo Francisco
Muniz, Manoel Pereira CuimarSes, e Fran-
cisco A ni unes de 011 veira, a negocio de seus
interesses.
As pessoas que pretedem ge-
lo para a festa de S. Pantalco ,
no Nonteiro, hajam de se entender
com Bourgard, na ra da Cadeia
Velhan. i5.
Precisa-sede urna ama forra, para todo
o servio de casa de pouca familia : na pra-
ca da Independencia n. 38, se dir quem
pretende.
Precisa-se fallar com o Sr. Alexandre
Augusto Ferreira, a negocio quo muito in-
icic.-s i ao mesmo sennor, ou a sua familia:
na ra larga do Rozario n. 40 segundo
andar.'
Na ra larga do Rozarip. n. 40 segun-
do andar precisa-sa alugar urna escrava ,
para o servido de casa e rus.
-- Aluga-se a loja do sobrado'n. 56 na
SimSo Jos do Azevedo Santos, embar-
ca para o Rio do Janeiro, o seu escravo Ma-
noel, creoulo.
Antonio Ricardo do Reg embarca
para o Rio da Janeiro, os seus escravos: An-
tonio, creoulo; Thomaz, de Angola ; Jose-
pha, parda; Benedicto e Daniel, ccoulos.
O Sr. Amurro Peliugrioo Cavalcanle de
Albuquerque, doengenho S. Vicente, de-
claro por esta follia, onde est do presente
assistindo nesla praca, ou dirija-se as Cin-
co Pontas n. 62, que se Ihe dsaeja fallar.
A. Muniz Machado, embarca para o Rio
de Janeiro, o seu escravo creoulo, dame
Luz. .
Domingos Jos da Costa CuimarSes,
embarca para o Rio de Janeiro, o seu escra-
vo Ilion, pardo.
Fazem-so vestidos, manteletes, vizilas,
romeiras, enfeites para a cahec,chapeos pa-
ra Sr". ludo do milhorgosto pelos ligurinos
chexados ltimamente de Pariz: na ra No-
va esquina que volla o porto,u. 71, pnmeiro
andar.
Na Boa Vista, na ra da caixa d Agoa
n. 64, precisa-se de urna mullier para o ser-
vido interno do urna casa.
Precisa se do urna ama, que lenha bom
leite, para criar um menino de 8 dias de
nascido, forra, ou captiva : no aterro da
Boa Vista, loja de calcado n. 58.
Theatro de S. Francisco.
MR. ROBERT.
Chegado ltimamente dos portos de nor-
te, e achando-sode passagem nesta capital,
pensara, faltar ao mais alto deverdereco-
uiic. i neoto,-e nSo se demoris, por algum
lempo, neste tSo bospilaleiro i ni/, para
apreseolar os seus divertidos e elegantes
traballuis: tanto dalle'como os dos seus 4
discpulos brasileiros, que formam hoja a
sua companhia; os quaes sSo l.a o joven
pernambucano, 2. a joven Jozophina flu-
minense, 3.' o Sr. Alexandre, AlciJes roa-
ranhense, e a jovensinha Ganlia de 4 annos,
os quaes abriliiantarSo desse modo, o mais
possivel, os espectculos da dita companhia
que principiarSo quando 89 annunciar. Des-
necessano julga Mr. Robert, emitlir mais
cousa alguma neste annuncio, visto nSo ser
a prlmeira vez que tem a honra de inderes-
sar-se ao Ilustro publico pernambucano,
que tantos applausos Ihe conceder a 12 an-
uos quando aqu traballiou neste mesmo
theatro.
Os abaixo assgnados tendo contas e
letras de, alguns senhores lamo da praga
como do' maito, estas vencidas; por isso
esieram quo as venliaui pagar: na rus do
Rosario loja n. 44, e seassim o nSoflze-
reui passarSo a ser demandados. -
.Muraos <\ Soares.
0 cirurgiSo Berna/do Pereira do Carmo
faz scienta as pessoas que a lempos Ihe fa-
laram e meamoa quem convier e quizer.pa-
ra por meio deum ajuste rzoavel, oslralar
animalmente das molestias que possam ap
parecer, que lenham a bondade de virem a
casa de tua residencia na ra do Rozario
No dia 1 i do corrente deisppareoeu do
moirffo do porto da rua da Roda urna canoa
de familia meia abarla, com um banco de
vals, dous p lenos um maior o outro mais
pequeo.junto da proa a tem um ferro nesla
com urna bola na pona ; asta canda he um
pouco curta, tem corrente na poupa e he
guarnecida de um Alcalrate por den-
tro da borda, sendo pintado por dentro de
cinzenlo. e um touco antixo, e por fora toda
prota: quem dola aouber a qnlzer denunciar
a seu dono pode ir na rua dna Querais de
polica n. 18, onde se dar urna generosa
gratificado a quem denunciar on i Iutregar
a eu dono.
No pateo da ribeira de S. Jos n. 1S,
lava-so o engomma-se com peifoi^So e ac-
ceio.
Allcni'fm.
Nova fabiica de chapeos de Sol no Herr
da Boa-Vista n. 99, acha-se um grande
so'timenlo de chapeos de Sol muita
em conta, tanto para homem.como para se-
nhora, como seja de seda ou de panninho, e
grande sortl ment de pecas da seda ede pa-
panninho para cubrir os chapeos de Sol ja
u-ii lo,ti ni hi'iii concerta os dittos peol prego
mas commo lo doqie em outra qualquer
e parte com toda i romptidSo,
Eonouim i-o loda qualilade de roupa
com perfeifSo, por commodo prego: na rua
das Flores n 91.
-- D-se dinh'lro a juros, na rua do Ran-
gel n 36, primeiro andar, tanto com letras,
cuino nypoieeaa o ,. ...... .
Precisa-se fallar ao Sr. Manoel Jos Mau-
ricio de Sena, e como ae ignore aua mora-
da: roga-se-lhe queira annunriar, ou diri-
gir-se a liviana n. 6e8 da prea da Inde-
pendencia.
Precisa-se arrendar um sitio na Sole-
dado, ou principios da estrada de JoSo de
Barros, Trompe, MondogoaleoMangninho,
ou urna casa nos mesmos lugaies, fresca e
que iileiv ; i commodos para una familia
nSo pequena : a tratar com a viuva do ma-
jorSaniiago Lessa, na rua Formoza, casa
terrea do tercuiro lampeSo, passaudo a igre-
ja dos inglezes, ou annuncie.
__lia -o a premio a quantia de600,000 rs.,
no todo, ou em paitos, sobro penhores de
ouro, ou prata, ou hypoleca-se em bem de
rail : tralar na rua das Larangeiras n. 23,
segunda porta a direita, das 6 as 2 horas da
tarde.
No dia 19 do corrente, depois das 6 ho-
ras da larde, fugo um canind, levando
urna corrente de prata uo | a qual tomou
para o lado da rua da Aurora, talvez pas-
sasse o rio e Coste para S. Antonio : quem o
achar, leve-oa rua.Nov, loja n.58, que re-
cebera o achado.
Ama de leite.
Precisa-se alugar urna ama de loite, for-
ra, ou captiva, para dar de m>mar a um
menino, paga-so bem : na rua de S. Gouca-
lo, sobrado de um andar n. 97.
Desappareceu no dia 19 do correnlo ,
um caxornnho bem rjalo, com as orelhas
corladas de fresco e pontudas : quem o a-
char, leve-o ao sobrado do corredor do Bis-
po, do senador Manoel de Carvalho, que se-
r gratificado
O abaixo assignado, arinuncia ao res-
peitavol publico, que ninguem faga contrac-
to algum, sobre as pntas IgDIZ eClhari-
n, nem sobre outro algum bem do casal,
coma mulnerdo annunciaiile D Maria Joa-
quina dos Santos; por quanlo as pretas nSo
sao do dominio do casal, mais sim de um
menor fillio da dita senhora, o quanlo aos
mais bens he sabido que a mulher casada
nilo pode contractar sem conseniimenlo do
mando. JoSo Nepocnuceno Vallim.
Silva Amoiiin & Conipanliu, aviza aos
enhore arrematantes do impnslo obre es-
pritos da prodUOCSo brazileira que nSo ven
de deste genero in-m iiuno venden : na rua
vendado becco do Peiso Frilo n. 9.
Os senhores Bernardo Luiz Ferreira ,
Joaquim da Souza Teixeira, Jos Caetano
Pereira do Nascimento, Jos Hilario Itibeiro.
Francisco Ignacodo M-deirua, Francisco de
Araujo Barios, Manoel Joso Soares de Avel-
lar, Patricio Antonio do Torres Bandeir,
Antonio de Moraes Pinto, Silvestre dos Rio,
e Clara Senhorinha Bornes: queiram appa-
rocer com hrevidade em Oliuda, na rua de
Malillas Ferreira, sobrado n. 6 a negocio
que os ii.'.........
Caridade sem limites,
Sciencia sem privilegio.
Francisco de Paula Carneiro
Leao, reside no aterro da Boa Vis
ta n. 16 onde .olferece-se pira
curar homeopticamente as se-
guintes enlermidades", e nao cu-
rando nao tem direito a nenhum
pagamento sendo chamado ljo
no principio da molestia e nao
tomando o doenle nenhum medi-
camento alopathico e mesmo ca-
seiro. Ferimentos de bala, ou de
quaesquer outros instrumentos ;
grandes quedas ou pancadas por
maiores que sejam, respirando a-
inda o paciente; pleunzcs, os mais
agudos e violentos ; febre amarel-
la, desenteria sangunea, bexigas,
sarampo, e sarnas inda as mais in-
tensas e rebeldes, erisypellas, to-
da molestia venrea esyplilytica ;
bobas, seja de que carcter i'orem;
ciaeg, ncorrotiveig e de porcelana,mu de-
licados e dn ultimo gosto ; e lo los os mais
accesaorios lendW a sua profif So, asse-
verando a tolas a\pessoas que se quizerem
utilizar do seu preAhmo qua nSo exige pa-
ga alguma, nSo ficaydo o< denles bem pos-
tos que nSo se possa aeferencar dos proprio
naturaes, e podendo-Ve mastinar com o
mesmos i o la a qualquer comida aem sentir
a menor dor nem ter receio de os quebrar;
lambem chumbaos denle natoraos Cura-
dos da caria com ouro, prata e metal bran-
eo, prevenm lo as-im a continuarlo da ca-
ria, dores e mesmo evitando por isso a for-
ma de paasar a caria dos dentes Turados para
os outros sSos ; tambem tira podras ou ca-
rias dos denteg^flm geral, que tanto os dam-
neflea e coopera para omoahtoda bocea,
nSo sendo tirado: o annunciantea 10 an-
nos queexerce a sua profis;8o nesta cida-
de, e os muitos exemplos que lam dado
nesse longo tempo, aera quanlo basta para
se garantir.
Na nrimeira audiencia do lllm. Sr. Ilr.
juiz dos feitos da fazenda,so hSo de arrema-
tar o' soguinles objectos: um engnnho de-
nominado Barbalbo na freguesia da cnn ir-
ca du Cabo, com todas as suas Ierras, mat-
tas e logradores, casas do engenbo, de vi-
venda e de purgar, com 30 furose 3 balcOes
gran les, seinalia para preos, t moenda, 4
tachas e um parnl de caldos, ludo de ferro,
e oulros objectos avahados em 38,000,000 rs.
e da mesma forma vSo a praca os b ^ns an-
~'l-*' D'"" > n.r.tam de 26,
27 e 28, de novemliro do anno p. paasado,
a excc|ic,li> de alguns queja foram arrema-
lados.
AVISO SATISFACTORIO.
O abaiio assignado, agente do l)r. Bran-
drelh, faz scienle ao respeitavel publico,
que "pelo brigue americano James Crosby
vindo de lio.tu i entrado no corrento mez,
recebeu novo proviuiento do pillas vege-
taes de seu proprio autor ; estas celebres pi-
lulas sSo recoinmcidddas por milhares de
pessoas a quem ellas tem curado de phlisi-
ca, influencia, catarros, indigsteles, dis-
pepsia, dore de ca beca, dores ou pezo na
nuca, que geralmoulo sSo simptomas do
anoplexia, ictericia, fobres iiilennitentes,
billis, csca'latinas, febre amarella, e toda a
classe de febres, asma, gpta, rheuinaiismo,
enfarmidades nervosas, dores no ligado,
pleuresa, debilidade interior, abalinieoto
de espirito, roturas, inflammacOes, incha-
?0es dos olnos", accidentes, paralisia, hidro-
pesa, bexiga, saram.io; enrarmi lades dos
meninos, tossa de toda a classe, clicas, co-
lera-morbus, dor de pedra, lombrigas, da-
sinteria, surdez,vagados de cabeca erisipel-,
la, ulceras algulas de 30 anuos, cancro, tu-
mores, inchar;des nos ps e pernas, almorei -
mas, errupcSo de pe.le, lonhos horriveis,
pezadallns ; toda a qualidade de dores e
molestias de mulheres, como obstrucc-Jes,
i .l.cliiici'ie- ele. ele ; lie. um medicamento
iu|. ira iiicnie inoffencivo, podendo applicar-
se al as cranlas rescemnacidas; ltima-
mente se lem ap, li.-.i lo, a urna enfsrmida-
de de molo-i lis jolgadas encuraveis, de cu-
ja apphcafSo se lem tirado ISo felizes resul-
tados que parece cada vez mais resolvido o
problema de um remedio universal : ven-
dem-se com o seu recituario, i.a rua da
Cadeia-Velha n. 61, botica da Vicente Jos
de Brito.
Precisa-se alugar um preto canoeiro ,
para trahalhar cm urna cinoa de aceia e li-
jlo : quem o liver, dirija-so a rua de S.
Francisco n. 68 quo achara com quem
tratar.
Contina ausenta desde o dia 9 de ro-
vereiio frrenle, a prata Luisa, na(3o Re-
bollo, b.ixinba magra, moca o esperta ,
levou vestjdo de una Citen la ja desbolada,
panno do listas, com mata nes e franja ,
lal vez diga guasada procurando seiniur ,
por ter poiido para sof vendida; d-sconlia-
e que fosse se luzida-, ou furtada por n3>
lar o vicio de fugir, o se proc- lera cunta
quen a tonha sod.i/.l>, ou oceultado; quem
a ennduzr a rua da Senralla Nova n. 4, Sara
com generosi lado recompensado.
CiOinpras.
rua do Rangel, propria para qualquer esta-
belecimento : a tratar no mes^o .obrado, larga n.30,para os poderlaocaremn.de seus
-- Manoel Alves Guerra Jnior, remello clientes,
para o Rio de Janeiro, o pardo Tule,'a en- Acha-e farinha nova da SsSF, (dei ra-
tregar a aeu Sr. liento Jos Fernandes. minha) para vender, nos armazens do naa-
-- O abaixo assignado declara de nenhum! ne Foule & Companhia, no becco de Gon-
effelto o anauncio, que sob sua assigoalu-) alves.
heumatismos agudos, e em geral
todas as mais enlermidades cm
tempo que possam ser curadas.
O bacnarel Witruvio transferio a sua
residencia para a rua do Rangel, sobrado n.
71, onde poder ser procurado
Arrenda-se um engenbo distante desta
praca 9 legoas, com muitas boas Ierras de-
lilanlaeOea.e cercados, muante e correnta,
vende-se na mes.na occasiSo em que se II-
erosrrendamento, alguns escravo, safra
criada, boiada muilo boa, carros etc. e lo-
dos os mais utencilios inherente, e necessa-
rios para acontinuacSo do mesmo eslsbe-
lecimento : a tratar no primeiro andar do
allerroda Bo-Visla n. 43.
Na rua Nova, loja n. 60 precisa-se de
oiciaes de alfaiate, para obras miuda.
OSr. que passou um valle ha oilo
dias, vencido em 3 de selembro do anno
p. p. baja de o vlr pagar: na ma larga do
Bozsiio n. 4*.
Tinturara franceza, no aterro da
Uoa Vista n. 17.
Tinge-se loda a qualquer fazenda de ISa,
algodSo, seJa e lindo, lano em obras como
em pe?as a com muilo asseio ; assim como
se alimpam casacas a outra qualquer rpa
da pao, que livor nodoas, pando-se como
nova e por precos commodos.
AOSDElTES.
J. A. S. Jane dentista, tem a honra de
avisar ao respeitavel publico, que se acha
rezidindo na rua Nova n. 19 primeiro an-
dar, aonde eatar sempre promplo a qual-
quer chamado, desde s 9 horas da manila
at as 4 da tarde ; o annuncianle encnerla
de um a todos os denles, que por isso lem
um completo sortimeoto de denles arlifi-
- Compram-se escravos rceoulos, ma-
chse femia, de 12 a 20 annos de idade,
enm habilida les, ou sem ellas : na rua da
Cadeia no Recite, casa n. 8.
CoBpra-ae um bico largo de 6 a 7 va-
ras, que seja fino, que he para toalha da
brei.nlia lina 1 na rua do Rangel n. 36, pri-
meiro a ;.lar,
Compra-so um preto de 18 a 25 annos
de i jado, que seu senhor aflanse nSo ser be-
hado, nem fujam, e que seja de boa conduc-
ta, paga-se bem : na rua do Rangel n. 36 ,
primeiro andar.
- Compram-se escravos de
ambos os sexfll c pagam-se vis-
ta : a tratar com Correia Leite,
na rua da Cruz n. 4o > primeiro
andar.
fcy Compram-se escravos de ambos o
sexos, com habilidades, nu* sem olla, para
Cora e icntro da provincia, paga-ge multo
bem, ln lo bonitas figuras : na rua das La-
rangeiras n. 14, segundo andar.
-- Compra-se um braco com balancts
grandes.propria para pesar ferro : na rua No-
va n. 42.
J_ajC^zrr..aJ_JL ___j-Bgeaaa^^aa|aia
Veudab.
FOLHIKI1AS l'ARA i85a.
Vendem-se blhinhas de porta ,
de padre, c de" algibeira de tres dif-
Terentes qualidades,sendo urna del-
tas com o almanak da cidade e pro-
vincia: vendem-se nicamente na
prafa da Independencia n. 6 e 8
Loteria do Rio de Janeiro.
Aos ao:ooo,ooo de rs.
Vende-sa um cavallo gordo, com r-
reios novos, bom andador de baixo meio:
na rua Nova n. 18.
Vendem-se 2 trave de louro, com 40
palmos do cumprimento : na rua da Praia
de S. Hita, venda o. 1.
-. Vende-se urna casa terrea de pedra e
cal, pequena, porm mu bem construida :
na rua do Cahral dt cidade de Olinda n 2.
Vende-se urna escrava de 30 anuos, sem
achaque, nem vicios, a qual cozinh o or.
dinario de urna casa, lava devarrelaede
sabSo : em Olinda, na rua do Cabral n. 2.
Vende-se um terreno no lugar do Luca.
com 900 palmos de funpo e 600 de frente
este terreno faz muita conla por sar muito
perto da praca : na rua nova loja n, 42.
Na loja de miudezas da [iraca da
Independencia n. 4? vendem-se b-
Ihetcs inteiros, meios, quartos, oi-
tavos e vigsimos, a beneficio da
ai. loteria do theatro de S. Pe-
dro de Alcntara, que correu do
dia 16 do corrente, e vem a lista
no primeiro vapor.
-- O agente do contrato jo rap prince-
za, tem a venda o rap, vindo de Lisboa, pe-
lo vapor inglez chegado nest corrale
mez. .*
MUTILADO


\
I ;.
E MAIS OFFICINAS
NA
Ru. Imperial n. 118 e 12o, e deposito na ma Nova n. 33.
Respetosamente avisam o publico, e particularmente ios Srs. de engaitos e des-
tiladores, ele, que este eslabelecimento se acha completamente montado, comas pro-
porcoes necessarias, para desempenhar qualquer macl.ina, ou obra concernenta ao mes- pouco lempo
AGENCIA,
da fundicSo Low-Moor.
RA DA SENZALLA NOVA N. 49.
Neste estabeleeitnento conti-
na ahaverum completo sorti-
mento de moendas o meias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os lmannos, pa-
ra dito.
Antijjo deposito de cal
/ ?irgei%
Na /ua do Trapiche, n. 7, na
muito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa:
tambem se vende potassa da Rus -
sia, nova e de superior qualidade.
Bombas de ierro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
na ra do Brum ns. 6, 8 e 10,
fundicSo de ierro.
Deposito da fabrica de Todos os
Santos na Ituliia.
Vende-se.emcas deN. O. Bieber&C.,
.VJj.".. .. .iguuau irausauo aa-
qnella fabrica, muito proprio paro saceos da
assucar o roupa de escravos, por pregocom
modo.
Vendem-se .relogios de ou>
ro eprata, patente inglez : na ra
da Senzalla Nova n. \i.
Gasa de commissao de escravos.
Vendem-se escravos e recebem-
M de commissao, tanto para a pro-
vincia como para lora della, para
o que se offerece muitas garantas
a seus donos na ra da Cacimba
n. ti, primeiro andar.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americanos
com cambao de sicupira e bracos
da ferro ; na fundicao da ra do
Brum ns. 6, 8 e io>.
familia Fontana,
chegada ltimamente: em casa de J. J. Tas-
so Jnior, na ra do Amorim n. 35.
Agencia de Edwin Maw. A salsa parrilba deBristol dala desde 1832, e tem constantemente manlrao sua reputa-
Ka ra de Apollo n. 6, armazem de Me Cal-' gSo, sem necessidade de recorrer a pomposos annoncios de que as preparacesde me-
(tobara.
He bom negocio.
.Vende se a dinlieiro, ou a pra-
so a padaria do largo das Cinco
Pontas, e tambem se aluga, nSo se
podendo effectuar a venda nestes
dias; assim como se orneceas fa-
rinhaspar trabalhar, offerecendo
o comprador para ludo garantas :
\tt tratar com J. J. Tasso Jnior,
na ra do Amorim n. 35.
MANOS.
Vendem-se em casa de Kalk-
mann Irruios, na ra da Cruz n.
10, ricos pianos de Jacaranda, com
excellentes vozes chegados ha
mo. Oj meamos cliamam a attenc.Ho para as seguintcs obras, as quaes construidas em sua
fabrica competen) com as fabricadas na Europa, na qualidade e mSo de obra, e por me-
nos prego, a saber: ,,
MACHINAS continuas de destilar, pelo methodo do autor francez Derosne, 11 me-
Ihores machinas, que para este fim at hoje tem apparecido.
ALAMBIQUES de cobre de todas as dimensoes.
todoo 01: <:oonc6 nooooa.rioa para o fabrico de assucar.
TAIXOS I)E COBRE para refinado.
TAIXAS HITO para engenho.
DITAS IHTO movis para dilo.
BOMBAS DE COBRE de picote, de repucho, de roda e de pndulas
ESORIVANINHAS de lalSo dos melhores modellos.
DITAS DITO galvanizadas.
SINOS do todos os lmannos.
OS APRECIA VEIS fogOes de ferro econmicos.
BURRAS de ferro as mais bom construidas.
CARROS dito do man.
PORTOES de ferro.
VARANDASdito.
GRADIAMENTOSdito.
TAIXAS dito.
CALDEIRAS dito.
BANHEIROS d'zinco e de folha, para banho de choque.
AHTICM0I.MD.
DA
WEffl@flltol
SALSA PARRILH A DE BRISTOL
SALSA PMIE"|S.
monlt Companhia, acha-ie comianlemenle
bom sorttmenios de ui>a de ferro coado e
balido, lauto rasa como fundas, moendas in-
elras todas de ferro para aniuiaes, agoa, etc.
ditas para armar cin madeira de lodos os l-
mannos e inadellos o tnats moderno, machina
borisontal para vapor, com forja de 4 caval-
los, coucos, passadeiras de ferro estanhado
para caaa de pulgar, por menos preco que os
de cobre, escoveos para navios, ferro ioglez
tanto em barras como em arcos folbas, e ludo
por barato preco.
Deposito de cal e potassa.
No armazetn da ra da Cadeia
do Recife n. ia, ha muito supe-
rior cal de Lisboa, em pedra, as-
sim como potassa chegada ultima-
mente, a precos muito rasoaveis.
Farinha de mandioca.
-- Vende-se saccas .com superior farinha
de mandioca a pregos rasoaveis : a trstai
com J. J. Tasso Jnior ra do Amoiim
n. 35.
Deposito de cal virgem.
Cunha & Arnorim, na ra da Cadeia do
Recite, n. 50, vende-se barris com supe-
rior cil em pedra, chegada pelo ultimo
navio de Lisboa, por menos prego do que
em outra qualquer parte.
No escnptorlo de Manoel ioaquim Ra-
mos e Silva, na ra da Cadeia do Recife,
vende-se por prego commodo cal virgem de
Lisboa chegada no ultimo navio, bezerro de
lustro, mercurio, linlia de Roriz,retroz, fe-
chaJuras do Poilo, pannos o casemiras
de 13a.
Rap Paulo Cordeirot
recentemenle ebegado do Rio de Janeiro ,
vende-se ua ra da Cadeia do Recife loja n.
50, de Cunha & Amorim.
No armazem da ra da Motilan. 15,
vende-se cal de Llf boa empedr, a mais no-
va que ha no mercado, chegada no corrente;
mez, no brigue Laya assim como mercurio'
tioco em caixinlias de libra cada urna, ludo
rilo podeni despensar-se. Osucesso do l)r. Hristol tem provocado infinitas invejas, e
entre outras, as dos Srs. A. R. I). Sands, de New-York, preparadores e proprielanos da
salsa pamlha conlKcida pelo nome de Sauds.
Estes senhores solicitarlo em 1812 a agencia de Salsa parrilha deBristol, o como nSo
o pudessem ohter, fabricaran una imilagode Brislol.
Eis-aqui a carta que os Srs. A. R.D. Sands escrevoram ao Dr. Brislol, nodia 20 de abril
de 1812, e qu seaclia em nosso poder :
Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, etc.
Nosso apreciavul sonhor.
En todo o auno passado temos vendido quanlidades coisideraveis do extracto de
salsaparrilha de vm. e pelo que ouvimosdizer de suas virtudes aquellos que a tem usa-
do, julgamos que a venda da dita medicinase augmentar muitissimo. Se Vm. quizer
fazer um convenio comnosco eremos que nos resultara muita vantugem, tanto a nos
como a Vm. Temos muito prazer que Vm. nos responda sobreest assumpto, e se Vm.
vier a esta cidade daqui a um mez, ou cousa semelbame, loriamos muito prazer em o
ver em nossa botica, ra do Fullon n. 79.
Ficto s ordeos de Vm. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. Sands.
(.mudes pecliinchas na ra do
Crespo n. 14, loja de Jo fran-
cisco Dias, a 1 i s rs. o corte! !
Riqusimos cortes de vestidos de finissi-
ma seda e delicados gosto, fszenda iiitcira-
menlo moderna, pelo baratsimo prego do
lf,000 rs. o corte ; ditos de cambraia soda,
sendo o mais superior que tem apparecido
no mercado, pelo barato prego de 9,000 rs. o
corle; supeiiores vestidos dolinissima cam-
por menos prego do que em outra qualquer! braia e de cor, com riq'iissimos babados e
"jarte. I lodos os seus perlences, sendo urna pega do
galSo e outra de cordflo, que se da de gra-
tis a quem comprar ns vest Jos, pelo mui-
to barato prego de 6,000 rs. o corte ; ditos
de cambraia cem barra branca e de cor, fa-
zenda do ultimo gosto, pelo baratissimo
prego de 5,500 rs. o corte ; ditos de cassa
_ cbita, com 6 112 varas a 2,000 rs. o corle;
desupeiior casemira bordados, ditos ditos muito lios, fazeniia de muito bom
de dito de setim maco com lindos gosto a 2,500 rs. o corte; chitas cabocolas
bordados; merm preto (loo de 2,500 ttj muito lizas e finas, cures de caf e de vmho
fJJ Na loja do librado amarello, na ra
{+ do Quoimado 11. 29, vende-se um #
B completo sortiment de pannos pre- t)
(a tos finos e cores fizas; casomira picta- fci
a) elstica superior de 9 a 14,000 rs. o
(9 corte decaiga; cortes de coiete preto
fa 5,000 rs. o cova lo; chapeos prelos >
fraocezes os mais superiores e mo-
demos que ha no mercado; chapeos fc
1* de caator brancos inglezes da ultima 4>>
moda, e outras muitasfazendas finas #>,'
e prego de agradar ao comprador. a>;.
##
liailes mascarados.
Na roa da Cadeia do Recife loja n. 50, de
Cunha & Amorim, vende-se villudinlios de
diflercnics e brilhsntes cores, para vestua-
rios de bailes de mascaras, e
tbestro : chegados pelo ultimo
a 2JO rs. o covado; ditas ffancezas a 240 rs.;
ditas de quadros escuros, fazonria do ulti-
mo gosto e novo* padrOas a 200 rs. o cova-
do; riscadinhos muito fixos alGOrs. o co-
vado ; cassa chita muito largas e decores
filas a 200 rs. o covado; alpak. prets muilo
fina a 640 rs o covado ; merm pelo mui-
lo fino a 1,800, 2,500, 2,800 e 3,20 rs. o co-
vado; superior aloalbado adamascado de
puro linho, com 8 palmos de largo, pelo ha-
rstissimo prego de 1,600 rs. a vara; brim
trangado de puro linho, de diversas crese
Frangs: assim como caigas de meia.
co de dinheirn se vendem por barat prego.
Rovos cobertores de tapete a
1,44 ,s-
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a cadeia, vendem-se cobertores
de tapete, grandes e bonitos, pelo diminu o
irego de 1,440 rs.; em qualidade silo os me-
bores que tem viudo no mercado, por isso,
recommenda-ae aos Srs. de engenho que
quizerem comprar da pichincha, nSo ae de-
moren), porque j ba poucos pela estrago
que tem lido.
He to barato,
Que iaz animar ;
Quem vir a pechincha
N4o deixar de comprar.
Na ra do Crespo loja da quina que vira
para a cadeia, vende-aa panno fino preto, a
3,000, 3,500, 4,000 4,500, 2,000 e 5,500 rs.
o covado ; dilo francez muito superior, a
6,000 rs. ; dilo azul, a 2,600, 3,500, 4,000 e
5,000 rs. ; dito verde, a 2,800, 3,000 e 6,000
rs.; dito cor de rape, a 2,600 rs. ; casemi-
ra preta, a 4,8006,000, 7,500 8,500e 10.000
rs. o corte; sarja prela de seda muito su-
perior, a 2,500 rs. o covado; merm preto
minio bom, a 2,800 e 3,200rs. o covado cor-
tes de cassa cinta muito bonitos, a 1,920
rs. ; e outras muitas fazendas por prego
commodo.
_ H1"1IVW I I. f li i I III1IIU, Hi. 1 I 1 V
nav d uellCau0sgostos, polo barato prego de 1,200
*,*. e. rs. a vara; riscado de linho, com 4.palmos
, de largo a 200 rs. o cova lo ; al^odao azul
CONCLUSAS.
1. A anliguidade da salsa parrilha do Brislol, he claramente provada, pois que ella
data desde 1832, n que a deSan>ls s appaieceu em 1842, poca na qual este droguis-
ta niio p le i liter n a|;eiicia do Dr. Rristol.
2." A superioriilade da salsa parrilha de Brislol he inconlestavcl, pois que nn obs-
tante a concurrencia da de Sands, e do urna porgSo de outras preparag^s, ella tem men-
tido a sua reputago em quasi to la a America.
As numerosas experiencias feitas com o uso da salsa parilha em todas as informida-
des originadas pela impureza do sanano, e o bom xito obtido nesla coi le pelo lllm. Sr.
Dr. Ni-riu.l, presidente da academia impeiial de medicina, pelo lllustrado Sr. Ilr. An-
tonio Jos l'eixoto cm sua cli nica, e.em sua afamada cas* desande na Cambo a, pelo lllm.
Sr. Dr. Saturnino dn Oliveira, me lico do exorcito. e por varios oulros mdicos, per-
millem boje de proclamar altamente as virtudes efiinazos da salsaparrilha deBristol.
Venle-sn a 5,000 rs, o vidro; na botica do Sr. Josc Maria Gongalves Ramos, ra
dos Quart'is pegado ao Quartol de Polica.
UE VERES DOS H.UElNS,
a 5oo rs.
Vende-se este compendio aprovado para
as aulas, em meia oncadernaglo, a 500 rs.,
cada um: na linaria 11. 6 c 8, da praga da
Independencia.
Arados de ferro.
Na fundigo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
jlos.
Vende-se champagne da marca anuga
ebem conhecida, Come!, em casa de Deaue
Yulo ,v unmpanhia : na ra da Cadeia.
Taixa- para engcnlio.
Na fundigo de ferro da ra do Brum,
acaba-se de receber um completo sortlmeo-
to de tnisas de 3 a 8 palmos de bocea, as
quaes acham-se a venda por prego com-
modo, e com promptidSo embarcam-se.ou
carrogam-se em carros sem despezas ao
comprador.
Vende-se farinha fontana
muito superior e nova no merca-
do : a tratar com Manoel da Silva
Santos, na ra do Amorim n. 5G e
58, ou no armazem do Annes no
caes da alfandega.
Principios geraes de economa pu-
blica e industrial.
Vende-seestecompendi, approvado para
as aulas deprimeiras letras, a 480rs.: na
praga da Independencia, livraria n. 6e8.
Cobertores de algod3o.
Suoerores cobertores de algodfio de di-
ferentes cores, tedios a dous Dos, muito
grande, tem todaapplicago em urna casa de
familia, por servir para me/a de engom-
mado c forrar camas e mesmo para escra-
vos, pelo diminuto prego de 1,440 rs.: na
ra do Crespn. 6.
Grande iabrica de chapeos de sol,
de J. Falque tua do Collgeio
n. 4.
Neste novo eslabelecimento recebeu-se
um novo e lindo sortimento de chapeos de
Sol dos ullimosgoslos, tanto de seda como
de paninho para homens e senhoras, de ar-
magilodebaleiae^de asso que se vendem
por menos prego que em oulra qualquer par-
le; grande sortimento dechamalole, sedas
o psntnlios em pega do todas as cores e qua-
lidades para as pessoas que quizerem man-
dar cobrirarmagOes servidas. Completo sor-
timento de baleas para vestidos espartilbos
para senhoras, fazem-se umbellas de igreja e
oonceita-soqnalquer qualidade de chapeos
de sol: lodos os objectos cima mencionados
sa vendeni cm porgo e a retalho, por prego
que agradara aos freguezesa vista da quali-
dade.
- Vende-se um carro de quatro rodjs
muito leve aseguro, por muito pouco di-
Velas de Esparmacete.
Vendem-se velas de esparmacete
em caixinhas de ao Ib, em casa de
Augusto C, de Abreu .-na ra da
Cadea do Hecife n. 48.
Vende-se um escravo, mogo e de bo-
nita figura : na ra da Cruz do Recife n. 38.
Negocio vantajoso.
Vende-seo hotel commereio sito na ra
da .i-l.-in n. 13, cornos utoncilios que o
cpmprador quizer: a tratar no mesmo.
Vende-se um forno para padaria, no
centro da cidade, tendo lugar para morada
earmazem para lenba, com desembarque
na potta : o pretndeme aonuncie sua mo-
rada.
Vende-se
Cha prelo e verde, de superior
qualidade em caixas pequeas ;
Veilas de espermacete de superior
qualidade em ditas ditas,
Fio ele sapateiro, de diversas co-
res :
Tudo em conta, no armazem de
Adamson Hoiwe & Companhia,
na ra d Trapiche, n. 4a.
-- Vende-se muilo superior farinha de
nta Calharina a 2,800 rs. a sacra com al-
queire da medida velha na ra da l'raia,
armazem n. 10.
V^nde-so urna porgSo de pennas de
ema ; na ra larga do Rosario n. 44.
l'ara liquidar, a 6,000 rs. ca-
da um.
Na ra do uueimado, loja n. 17, vendem-
se chapeos brancos de castor, pelo diminu-
to prego de 6^ rs. cada um; chapeos deso
de panninhocom aspas de baleia a 1,280 rs.;
pannos finos prelos e de cores prova de li-
mSo a 4, 5 e 6,000 rs.; casimira preta lina ;
setim preto macao para colele: sarja prela
hespanhola, pelo barato prego de 2,000 rs. o
covado, e outras fazendas por barato prego.
Aos amante do jogo de limas."
No pateo do Tergo n. 21, vendom-se boas
limas de cheiro a 1,600 rs. o cento, dnhei-
roa vista.
A o bom e barato.
Na venda sita na ra das Cinco Pontas n.
Milho a a,5oo rs. a saeta.
No armazem de Dias Ferrein, no caes da
Alfandega.
Vende-so muito em conta um bote da
ferro, movido com rodas imitando um va-
por, tendo todos os perlences para velejare
andar a remos: para ver e tratar em Santo
Amaro, atrs da fundigto, venda de Jos Ja-
cinlho de Cirvalho.
-- Jos Luiz Pereira, vende a sua loja de
ferragens, da ra Nova n. 16, a praso com
firmas a contento; em quinto nSo elTeclusr,
vender qualquer porgSo de ferragens, ou
miudezas, pelo custo e com algum prejuizo
aquellas quo merecerem; advorte a seus de-
vodores de mais de 1 anuo, que o praso de
espera acaba hoje 20.
Vende-se milho muito novo, a 2,200
rs. o alqueire, e tomaado-se porgSo se dar
por menos alguma cousa : a tratar no Tra-
piche do Sr.Cunba, no liir. da ra da Muida.
I'otassa americana.
No antigo deposito da cadeia velha, n.
12 existe urna pequea porgSo de potassa
americana, chegada recentemenle que por
superior rivalisa com a daRussia: vande-
se por prego razoavel.
Na porta da Alfandega e no
armazem do baraleiro Joaquim da
Silva Lopes, vende-se furinha fon-
tona SSSFede Fhiladelphia, l-
timamente chegada.
Vende-se urna mesa de amarello, com
"palmos do romprimento e 4de largura
ua ra Bella n. 16.
A bordo da escuna Mara Firmina, l'un-
diada defronte do cacado Collegio.ha supe-
rior farinha de mandiocalde S. Mallieu, que
se vende mais barata do que em qualquer
outra parte trata-se a bordo com o capitSo;
e na ra da Cruz o. 33, com Luiz Jos de Sa
Araujo.
Vende-se ou arrenda-seo Engenho S.
Rita inocule e corrente meia legoa distante
da villa de Iguarassu' com proporgfles para
safrejar-se, embarque junto ao engenho; ala-
gados, o outras proporgOes : quem o preten-
der entenda-se com O proprieta rio no niesnio
engenho.
Mocadas superiores
Na fundigo de C. Starr & Companhla,
em S.-Amaro, acham-se venda moendas
de canoa, todas de ferro, de um modelo e
construcgSo muilo superior
L'm bonito molecSo.
Vende-se um bonito molecSo, de 24 an-
nos, bom trabalhador de enxads e he cano-
eiro, oqual nunc fugio : na ra larga do
Rozario o. 24, piimeiro andar.
Fara militar.
% Vendem-se luvis de retroz preto de
9ti superior qualidade, para uniforme de
? artilheria e esgador: na loja de sir-
gueiio no paleo da Matriz n. 2.
-tinao de Anilina
800 rs.
a
Vende-se a historia de SimSo de Nantua,
a 800 rs. : na livraria da praga da Indepen-
dencia n. lie s
Xarope do Bosque.
O depozito do Xarope do Bos-
que, foi transferido da botica do
Sr. Jos Maria Goncalves Ramo; ,
para a do Sr. Bartholomeo Fran-
cisco de Souza, na ra larga do Ro-
Vende-se superior farinh
de mandioca de Santa Catharina
por preco muito commodo, a bor-
do do patachobrasileiro Alegra ,
fundeado em frente ao caes do Ha-
mos : a tratar a bordo do mesmo
patacho, ou no eacriptorio de No-
vae* & Companhia, na ra do Tra-
piche n. 34.
Vi 11 lio de Champag-ne,
e superior qualidade: vende-ae no arma-
em Kalkmanu IrmSos Ra da Cruz, n. 10
Urna canoa.
Vende-se barato, ou aluga-se por 8,000 ra.
mensaes, 1 canoa de milheiro de t.Jolo de
alveoaria : oa ra larga do Rozario a. 94 ,
primeiro andar,
~ Vende-se urna casa com aotJo e muitos
commndos ; e grande quintil com porto de
50 pes de larangoiras todas de boas qualida-
des ; e outras fructaa ; chaos proprios ; ci-
ta na Soledade n. 42, logo adianto do cba-
faris : quem a quizer ver, e examinar procu-
re a chave no dilo lugar na venda da quioa
que volta para a ra do Joto do Barros.
Vende-ae agoa daa caldas da ranina, o
molhor conforto quo ba para quem padece
molestias do estomago,o Reumtico,e oulros
mais ; quem quizer dirija-an roa da Cruz
do Recife 0. 46, armasem do Sr. Manoel Jo-
s Correia.
Panno preto.
Vende-se panno finop reto, boa fazeuda a
3,000 rs. o covodo, sarja preta a 2,200, cor-
les de casimira de cor a 4,500, e oulraa
muitas fazendas por prego commodo
ra da Cadeia Velha n. 83.
na
I
ara pagens.
82, ha para vender doce de goiaba de pri-' zario 11. 36. He falsificado oque
mena qualidade sem mistura de outra fru-l _- r-_ .____i:j.___-________
la.em citas de 4 nbras, pelo mdico pre-1 n:i for vendido nesta casa; garra-
code 1,000 rs. a caixa. 11 fas grandes a 5,5oo rs., e peque-
as a 3,ooo rs.
Vende-se,
Vendem-se chapos envernlzados, Alm de muitos e superiores gneros, ven-
gares de ouro, e prata, botoes de |de-se igualmente os seguintes: cafe do Rio.
metal brancoe amarello: na loja de f) om.porglo e a retalho, massas finas, con-
m sirgueiro no pateo da Matriz, n. 2. m servas, o excellente doce de annanaz em
99999919 S* I fr"cos ? libras, exim .d'alisuithe, yr-
KirnsanaT^hM7irm(.|nl nTraTh 1 ""o do Rheno, ditos do Cherry, Porto lla-
H eos aparemos de metal para cha. deirl e Moscatel de Setubal, sardinbas em
Vendem-se aparelhos de metal para che, | Utas maiores e menores, riquissimas cai-
de bonitos o difierentes modellos : na ra i xinhas do todos os" lamanhos com amen-
da Cadeia do Recie n. 64, loja de Antonio j doasconfeitadas, muito propriis para pre-
Irancisco Correia Cardozo. | sent, presuntos americanos einglezes para
Para baile de mascaras a 3,5oo rs. '1 fiambre, ditos do Porto e Lisboa, milho em
Novas mascaras de setim cor de roza, mui-, s"cc,s> 8eD0 uo ,'orto em caixas de I arro-
lo bem follas, com muito regulares feges,, Pa. clia Preto sull e e.al massinhos de 3 em
sendo propiias para senhoras e para ho- i libra, latas com muito fino biscoilo in-
mens: vendronse ni ra do Queimado nu-i "'ezi tu,1o islo vende-se por menos do que
de 4 l|2 palmus de largura, fazeu la muilo
propria para n'ipa deescavos a 200 rs o co-
vado; assim como outras maltasf-zendas ,
que se vender p ir prego mais commodo
doqueem oulra qualquer parte
l'ara senliora
Vende-so setim preto maco de su- 9
perior qualidade pira vestido de se-
nhora; um completo sortimento de
sarja de seda hespanhola verdadeira; f
cortes de vestido de sarja preta lavra- j0
J da de lindos gostos; superior chama- ;.
m lote de seda pura; ricos veos prelos j>-
de seda, linboe retroz de Ilalia; um u
grande sortimento de manteletes, ca- ?
potinhos pelos com lindos onfites, u
sendo os mais modernos que ha no *
mercado; superiores meias protas in- 0
glezas de peso, e outras fazendas de fe
gosto e boa qualidado, e tudo por H
B prego muito em conta : na ra do l
ijueimado, loja do sobrado amarello S
*J 0.29. I
Fructas novas.
Vendem-sena ra estrella do Rosario n.
II,damascos em caixinhas de vidro,e caixi-
nhas da lamoras e deameixas.ebolachiiihas
dearruta ;e na mesma se dir quem vende
100 espanadorea bem foilos.
mero o. 27.
Na ra Nova n. 8, loja do bara-
teiro
Vendem-se sinteiros de gurgurSo com duas
complenles fivellas, cousa de goslo e boa
qualidade pelo baratissimo prego de 2.000 ;
livellas douradas para sinleiros por barato
prego.; o outras fazendas mais do moJae
qualidade.
Vende-se no armazem de molhados na
ra do Encantamento o. 11, urna tipoia
com lodos seus perlences.
Vende-se um armario com gavetos
por 12,000 rs. : na ra do Encantamento
o. 11.
Vende-se urna cadeirinha velha por
10,000 rs. : na ra do Encantamento n. II.
- Vende-se um piano usado por 50,000
rs.: na ra do Encantamento n. II.
-- Vendem-se bugias de cera de Lisboa
de 4, 5 o 6 cm libra,cada libra por 1,120 rl.i
na ra do Encantamento n. 11.
-- Ven le-se ou arrenda-se um sitio no Bar-
balho com sufiiciente casa contendo duas sa-
las gabinete ao lado, ices quartos, cosinha e
estribara para dous cavallos, varios arvore-
dos quedSo fructo, ierras para planlagSo, e
upiiiiio baulio : trata-se : na ra Nova luja
n. 58.
Na ra do Livramenlo sobrado n. 10 se
dir quem vende I corrente para senhnra, 1
dita para relogio, 1 aderego, cordoes, tran-
celins/aneloes, brincos pulseiras, voltisal-
fineites, medalhas, 1 bandeira e um relogio
patente inglez; 24 colheres de prala e um
palileiro.
Para baile.
Yendem-se sapatos de setim
branco, muito alvos e novos a 1600
rs..* na ra Nova n.6, loja de Alai
Ramos &c Companhia.
Vende-se urna preta engommadeira e
cozinheira, e com mais algumas habilida-
des, que a vista do comprador se dir : na
ra dasAgoas Verdes, sobrado n. 14.
Uvas do sertao.
Vendem-se ovas dosertto, muito frescaes
e gordas, por prego commodo : na ra do
Queimado, loja n. 14.
Veude-se urna canoa pequea den-
ge 11 m : na ra largado Hozarlo n 44.
-- Vende-se a loja de miudezas da ra
larga do Rozario o. 26 propria para qual-
em oulra qualqOer parte: na ra da Cadeia
do Recife, n. 23, armazem de molhados.
liOteria de N. S. do Livramento.
Aos 5:ooo,ooo ders.
Na loja de miudezas da praga
da Independencia n. 4, vendem-
se bilhetcs inteiros, meios, quar-
tos, decimos e vigsimos, a bene-
ficio da lotera de N. S. do Livra-
menlo que corre impreterivel-
menle no dia a8 do corrente.
Bilhetes inteiros 10,000
Meios 5,ooo
Quartos 2,600
Decimos 1,100
Vigsimos Coo
Cemento novo a 7,000 rs.a barrica.
No armazem de Antonio Annes, no caos
da Allandega.
Farinha de mandioca a 3,000
rs. a sacca.
No armazem de Diasl'erreira, defronte daa
escadinhas da Alfandega.
Azeite de carrapato da fabrica de
Araujo & Filho, no Fenedo.
Acaba dechegar maisdeste j conhoriJo
azeite, o mais proprio o econmico, para
uso de candieiros de sala, tanto pola sua du-
raglo, como hmpeza, e continuar a haver
sempre um depozito para suprimento rogu-
lar dos freguozes : no armazem dej. J.Tns-
so Jnior : na ra do Amorim n. 35.
^ Vendom-se amarras de ferro : na ra
da Senzalla Nova n. 42.
l'ara liquidar
Faz-se todo o negocio dioheiro.
Vendem-aa por todo o prego presuntos
hollandezes, proprios para fiambre e tem-
pero : na ra da Cadeia do Recife, n. 23.
Vende-se chita larga franceza de
modernos padrOea e corea Oxea pelo
baratissimo prego de 240 rs. o cova-
do, tendo porefio para o comprador
? e-colher -. 111 ra do Queimado, loja
*} do sobrado amarello n. 29.
vC99 W
Deposito de panno di algodo da
febriea. Todos os Santos da Ba-
nhia.
Vende-se por prego commodo
o bem conhecido panno de algo-
dio desla fabrica ; em pessa, a
volitado do comprador no escrip-
torio de Novaos & Companhia, na
ra do Trapiche n. 34.
Fatollo a 3,ooo rs.
Na ra da Cruz do Recife, armazem de J.
tt Ci Augusto da Silva, anda ha um resto de
9 farelloemsaccas, do ultimo chegado, o ven-
de-se a 3,000 rs. cada urna.
Gomma de engommar
Vendem-se saccas grandes, com gomma
de engommar, muilo alva e por prego com-
modo : na ra do Queimado, bija o. 14.
Cera do carnauba.
Em casa de Leopoldo da Silva Qoeiroz, na
ra da MoJa, vende-se cara da carnauba da
superior qualidade, vinda pelo ultimo navio
do Aracaty, em porgSo ea retalho, por pre-
go muito commodo.
Quarta feira, a5 do corrente.
SahirSo da alfandega os queijos llamen-
gos, os mais frescaes e melhores, qua tem
viudo a Pernamhuco sendo Luiz Jos da
Costa Amorim o vendedor,
-- Vendem-se quinaos bons carregado-
ras, per prego commodo: na ra da Con-
ceigo n. 60.
Vende-se hacalhio de tinas a 5,000 rs.
da melhor quali Ude que hadebarricaa, que
ae vendem a 10 e 1j,000rs. : no armazem
do S. Antonio Annes, no caes da Alfandega.
Moinhos de vento
eom bombas de repudio para regar borlas
d baixas decapim ; vendem-sena fundigto
deBowman&Mc. Calium.na ra do Brum
os. 6,8 e 10.
Vende-se na livraria da roa do Crespo
n. 11 os seguintos livros : um diccionario
Napnleo a laud, 16,000; um dilo de Cons-
tancio, 6,000; um Magnum Lexicn, 5,000;
um dito fraucez-portuguoz de Fonceca,
5,000; um dilo porluguez-inglez, 4,000;
um dito inglez para lalim, 2,000; Cours do
dedroit eou111iTei.il, 5 vol-, 4,000; Cours
de de style diplomstique, 2 vol., 4,000;
Cdigo do commereio em francez, 3,000;
Direito penal, 3,000; Pnraeiras linhas so-
bre o processo civil, 4,000; Escola mercan-
til, 2000; Diccionario jurdico e commer-
cial, 2,500; Synopses, 2,560; Historia do
Brasil, f2 vol. com estampas, 6,000; um
diccionario classico porluguez para latim,
4,000; geometra dn L-croix, 4,000; Vir-
gilio a 3,000, dito a 2.500; II iracio, 3,000:
Ha tambem todos os compendios approva-
dus para as instrucce.s prima, ias e secun-
darias, e juntamente ha livros alemSes.
Vende-se muilo barato aendo dinheiro
vista.
Vende-se cera em velas ,
muito bom sortimento, por preco
commodo : trata-se no escriptorio
de Novaes & Companhia na riia
do Trapiche n. 34.
Vende-se urna mulata moga e bonita ,
perfeita engommadeira e costureira, e urna
creoula de 22 annos, com urna cria de 3 an-
uos : na ra larga do Hozarlo n. 22, segun-
do andar.
Vende-se, ou hypoteca-ae urna casa no-
va, com sotSo, no principio do corredor do
Bispo : tratar na mesma.
-- Vende-se urna cama de armag.fo, com
pouco uao e prego commodo, e I relojo pa-
tente suisso : na ra Nova n. 16.
Pechincha.
Vendem-se cordas para rabecca e violto,
por prego mais barato doqueem outra qual-
quer parte: na ra do Cabuga, loja da es-
quina que volta para a ra dasTrincheiraa,
no aterro da Boa Vista, loja de calgado
n. 58.
ABADOS AMERICANOS.
Z Vendem-se' arados ame-
t> ricinos, chegados dos Esta-
t dos Unidos, pelo barato pre-
*' 90 de 40,000 rs. cadaum: na

I
MUTILADO
Mi
quer principiante, por estsr muito atreguo- ra do Trapiche n. 8. g
aada ter poucos fundos: a tratar na mesma. t9##99a9#9V9#9.t99TV
Para bailes. Superior cha nacional
Filas de^voliido.preta e de corea proprias em caixinhas de 9 libras, da melhor qua-
parasinlos de seuora, viiiide-se na ra No- lidade ; vende-se por prego commodo, na
va n. 8, loja do barateiro. ra do Corpo-Santo 11. 2, primeiro andar.
- Vendse urna canoa de amarello muilo ~ Vendem-se velas de espermacete, em
fela: trata-se na praga do CorpoSan- caixas.de superior qualidade : em casa de
J.Keller "
, mero 55.
IhAirn na nri.na a. !( \r \~ ~"T T" I --"'- K'-V- *... |iw >?ou- un >, >; nupoi 101 i|ua
So iV. ninfa P s 8la' coenelr | n. 1. primeiro andar, e para ver no caes J.Keller & Companhia: na ra da Cruz aa
"nv0,3> Ido Ramos. ------
Escravos frgidos. .
' i
Da fabrica de caldeireiro da ra do
Brum n. 28, ausentou-se no domingo, 15 do
corrente, o pelo Alexandre, de nagSoS.
Paulo, de 35 annos de ida le, alto, refofeado
docorpo, falla descangada, foi escravo do
Meliquer, Francez, morador no Rio Doce, o
ltimamente do Sr. Bolly : roga-se a quej)
o pegar de leva-lo a mesma fabrica qua a er
recompensado.
Desde 7 de outubro do anno flndo'a-
cha-se fgida a escrava parda de nome Eu-
frosina, liana, cheia do corpo, olhos pc-
quenos, rosto redondo, com urna cicatriz,
proveniente de queimadura, pellos grandes,
um dos dedos do urna das mtos espionado.
He de presumir que tbmasso para a Parabiba
donde he natural e diz ter pareles, e mes-
mo porque ja ali fora presa em outra fgida
queflzera: roga-so portanlo as authorida-
des policiaes; a caplles de campo a sua cap-
tura, e a entrega: oa ra do Livramenlo, n.
35, onda se gratificar o portador com
50,000.
..


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ED0THRD71_OKWL6B INGEST_TIME 2013-04-13T03:26:26Z PACKAGE AA00011611_04426
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES