Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04414


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Full Text
......

y.m,
**$

Auno XXV11I
Terga feira 10
DE
de Feveieiro de 1852
N. 32.
PEMAMBMO.
-*
fbioo BA suncniroAo.
Paoimikto Adiintido.
Por trimestre............
Por semestre. ........
Por nao .............
Paoo dk.niio DU rimzsrm.
fui quirtel .'........
wotioiai do mnnio
Para....: 2 de Janeiro Ulnas... 13 de Jan r. 113 Sr-it. S. Gregorio 2.
M ii iiiIi.ki "ile dito S. Paulo. 10 deNovbr.lH Sal. S. Valcnlim DI.
i.h.i... dedlto. ll.ilej.. i de Janeiro] 15 Dora. Sexagsima E'
Parahlba. (i de Fevr Babia... 17 de di (o. I laco de S.Paulo.
BIArlBA UMllfl AVSHJtOIAi.
i/0001 o Seg. S. Apolonia v.
8/0001 ms. Ansbcrto.
lS/UOOllo Terc.S. Escolasllcav
I" Ouaft.S. Laziro.
4/T>00|i: Quii. S. Eulalia v
m. BaJUodesto,
Julio dt Orphdo
2.e5. s lOborai.
1. tarado civil.
3. c. ao meio-dla.
Faienda.
3. e6.il 10 hora.
2. vara do civet.
4. e sbados ao inclo-d.
fiarlo.
Tercas e sibsdos.
ZPHMBB1DE1.
Crescenle 28, as 6 boras e 31 minutos da m.
Chela a ', as & horas e tli minutos da larde.
Mlngoantel I, as 7 hora e 11 minino dam.
Nova i20, a I hora e 24 miuulos da n.
'"mol nOJ
jPrlmeira os 8 horas e 30 minutos da manhai.
I Segunda s 8 horas e I minutos da tarde.
FAULTIDAS DOS COBBKIOI.
Golanna e Parahlba, s segundas e seitas
felrii.
Rio-rande-do-Rorte,toda) ai qulntaa-feira
ao nielo da.
Garanhuns e Bonito, 8 e 23.
Boa-Vista, eFlores,* 13 e28.
Victoria, s quintas-feirai.
Olinda, todos os das.
NOTICIA IITB1HUIB1I.
Portugal. !7deJanr. {Austria..
Hespanba. o de dito |Suis
Franca... tl.de dito
Blgica... 3de dito
Italia.... '< de dito
Alemanha. ade dito
Prussia ... t de dito
Dinamarca I dedito
5 de Janr,
3 de dito.
Suecia... .'II de Dezbr.
nglaterra 8 de Janr
K.-Unidos 24 de Dezbr
Mxico... 29 deNovbr
California 20 de dito
,'Cbili. 2 de dito
Russia... 30 de Dczbillueoos-A. 8eNovbr
Turqua.. 29 de dito Montevideo 10 de Jaur.
CAMBIO!BE 9 DE riVIBIlHO.
Sobre Londres, a 27 /, d. p. II
Pars,
Lisboa, 90por cento*.
trun.
Ouro.Oncas hcinanholat....:;;;:?/. 28/500
Moeda de 6/400 velhas......... 16/000
> debjMOOnovaa......... 16/200
> de4/000................ 9/100
Prata.Patacdes brasilelro............ 1 (92o
Pesos coliiinnarios.......... 1/910
Ditos mexicanos.......*...... 1/800
PARTE OI'FICIAL.
1 lu. Exal. Sr. Aclunuo-se cpncluitla
obra do pharol das Salinas na provincia
dnl'.ira; o devendo, na conformidade das
ni.litis n'esta data expedidas, principiar a
tralialhar no da 15 luro; remello V. Exc. a inclusa copia da
ola, que me foi transmiltida pelo presi-
dento d'aquella provincia otn oicio n, 73,
de 16 do mez lindo, acerca da posiclo, e luz
do mesmo pharol ; para que V. Fxc. expeca
as necessarias orloos, aIIm deproceder-se
ah ios convenientes aoouncios a tal res-
peito.
linos guarde a V. Gxc. Palacio do Rio de
Janiero, era 15 de Janeiro de 1852. Ma-
non Vieira Tosta. Sr. prosi dente da pro-
vincia de Pernambuco. Cumpra-se. Palacio
do governo dePeinambuco, 7 de fevereiro
de 1852. Vctor de Oliveira.
Indicacoes sobre o pharol das Salinas, na pro
' vincia do Para, sua postco, carcter 1 al-
cance da sua lu.
Phirol das Salinas na Ponta da Atalaja,
' n latitude sul de zero de graos, 31 minu-
tos, longitude oriental da lina do Ferro do
330 graos, 32 minutos. Apparellio lenticu-
lar do Systema de Fremel u Arago. Sua luz
alcanza 17 milhas, he variada, e aprsenla as
phases seguinles:
Luz clara e igual durante 70 segundos.
Un cclypse, ou obs-
curidade.
Luz crescenle, mu
brilhanle, equedi-
muinuc atdesip-
parecer. >
Outro eclypse.
16
12
22
120
Estas phases se repetem em cada periodo
de 2 minutos, ou 120 segundos.
Secretaria do governo da provincia do
Pira 16 de dezombro de 1851.--Miguel An-
tonio S'obre, secretario do governo.-Con-
formo.Fnncisco Xavier Bontempo--Con-
forme.-O ollicial miior.
Joaquim Pires Machado l'orlella.
N. 187Circular.Illm. o xm. Sr.Re
mello 1 V. Exc. a inclusa tradujo do ex-
cmplir, que me envou o Sr. ministro dos
negocios estrangeiros com aviso do 5 do
corrente, conlendo a notificado do blo-
quoio, que o commodore commandante em
chofe das forcas navaesdeS. M. Britannica
na costa occidental d'Africa, em conformi-
dade das instruccOes do seu governo, osta-
belccera em todos os portos e pravas (exce-
pto Badagry) na enseada de Bonin ; para que
V. 1 \i'. transmita a referida Iraduc.lo ao
capillo do porto dessa provincia, afim de
iszurdar adconveniente pubcidaJo ao meo
conado bloqueio.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do Rio do*
Janeiro, cm 13 de Janeiro de 1852,Maooel
Vieira Tosta.Sr. presidente da provincia
de Pernambuco, Cumpra-sc. Palacio do
governo de Pernambuco, 7 de fevereiro de
1852.V. Oliveira.
Appellanle, Antonio dos Santos Andrade;
appellado, Joaquim Mendes Freir.
Appollanie, Alexsndre Joaquim Stiro ; ap-
pellados, o curador goral e Domingos Bar-
boza Rodrigues.
Appellanle, Jos Antonio da Costa appella-
do, Francisco Minoel do Cirvalho Couto.
Appellanle, o juizo ; appellado, Prxedes da
Fonseca Coitinho.
RIVISOES.
Passaram do Sr. desembargador Villares
ao Sr. desembargador Bastos as seguintes
ippellicos (Mii que s3o :
Appellanle, Antonio Ferreira Souto Jnior;
appellado, o juizo.
Appellantes, Antonio LuizConcalves Ferrei-
ra e sua mulhor; appellado, Francisco do
llego llanos da Licerda.
Appullante, o juizo appellado, Joaquini Ri-
beiro Pontos.
Appellanle, Jo3o Antonio Soares de Abreu ;
appellado, Manuel Concalvos Valente.
Passaram do Sr. desembargador Bastos
ao Sr. desembargador Lefio as seguinles ap-
pellacoes em quesSo:
Appellanle, a justica ; appellado, Jos de
Araujo Lima,
i'assaram do Sr. desembargador LeSo ao
Sr. desembargador Souza as seguinles ap-
pellacosom que s3o :
Appellanle, o juizo; appellado, Jos Joa-
quim deSant'Aona.
Appellanle, Ignacio Jos da Silva ; appella-
do, Ignacio Manocl Viegas.
Appellanle, Miguel Jos da Silva ; appellado,
Jos Gomes de Moura.
Appollanie, Miria Francisca do S ; appella-
do, Jerooymo Joaquim Fiuzi de Oliveira.
Appellanle, Marcelino Jos Lopes; appolla-
do, Cuilherme Soares Botolho.
Passaram do Sr. desembargador Souza ao
Sr. desembargador Rebollo as seguintes ap-
apellacOes em s3o:
Appellanlo, o juizo; appellados, Francisco'
Joaquim Alves Rodrigues e outro.
O Sr. bacharel llerculino Goncalvps da 1 aquello territorio com a nova aggregicSo e a republia argentina, que terminou pela
lincha, ou o seu procurador nesta capital, jde preciosos campos, e a osta provincia co- convuncJo preliminar de paz sanecionada
bondide de compirecer no irmSacoma indemnisicSo dos valores res-. em 27 de agosto de 1827; ratificada pelo
queira tor a
quartel-general,
resse.
para negocio de seu Inte-
EXTERIOR.
peclivos parte cedida." I imperador do Brasil em 30 de agosto, e palo
Esto esbido, como V. Exc. nabo, foi e-Sgovemode Bucnos-Ayrcs em 29 de srtem-
A REPBLICA ORIElNTAL i: O BRAZIL.
Montevideo, 27 do dezembro.
LIMITES.
A garanta da independencia, objecto pri-1 quindo os seus productos tenha m de con-
mordial da allianca, devia tnzer necossa- "
leiin por todos os povoi, representi os seus
direitos, e conservando anula os seus pode-
res para promover o que cunvier A prospe-
ridade commum, ulga-se autorisado, no ac-
tual estado.de cousas, pira intervir e exe-
cutar licitamente a permatura ou cessSo de
urna pequem parle do territorio limilrophe,
riamento a determinarlo dos li-nilos do ter-
ritorio entre ambas as partea contraetin-
tes.
A natureza desta quostSo he tsl que, re-
montando olla ao lempo da conquista, nSo
tinha podido ser resolvida at agora Foi-o
de urna maoeira justa e equitativa ; do urna
maneira que fa' sempre honra 10 governo
di repblica, e mostrar com evidencia os
generosos sentimentos do imperio para com
a sua alliada natural.
U tratido de limites de 12 de outubro,
partindoda posso reconhecida, sinciona di-
reitos que podiam ser contestados e que o
foram por longo lempo ; deste modo corta
pela raz as causas permanentes de desin-
telligencias funestas, que nao podiam ser
justificadas pela acquisicSo de pequenissi-
mas fraccOos de territorio por urna ou outra
parte, porque nSo compensiriim os sacri-
ficios que haviam de custir.
A bise adoptida de til possidetil nilo s
he justa, mas he tambem desumma convo-
nioncii para a repblica.
NSo nos compete fazer a historia das ne-
gociaces o das guerras que cuslram lles-
panhii e a Portugal a fixar;So de limites as
suis respectivas possesses da America. O
certo he que essa quesillo insoluvel pelas
armas e polas rombinaces da poltica, foi
logad
no mesmo estado aos govornosame-
Appellante, Jos Francisco Concilves; ap- ricanos quesuccedram aos daquellas duas
pallado, Francisco de Miranda Leal Seve. nacoes.
Passaram do Sr. desembargador Rebello Pelo que respeita Repblica Oriental,
ao Sr. desembargador Luna Freir as se- os seus direitos silo mais positivos e mais
verter-se, com grande utilidade do puz.
em ilgum estabelecimento de importancia.
Neohum pode ser comparado ao do pharol
da liba daa Flores; por isio o cibido propoa
a T.'Exc. a demarcarlo da linha do ambos
os territorios sobre as bases e com as con-
dices seguintes:
l'rimoira. A linbi divisoria pela parte
do Sul, entre as duas capitanas de Monte-
video o Rio Grando do S. Pedro do Sul, co-
mecar no mar, a nrna legua ao S. E. e N.
O. do forte de Santa Theraza, seguir ao .N.
O. do forte de S. Miguel, continuar it
confluencia do Arrolo S. Luiz, incluindo os
cerros de S. Miguel. H1I1 seguir a mirgom
occidental di laga Merim, segundo a auti-
ga deniarcaciiu ; continuar como liantes
pelo rio JaguarSo at As nascentes do Ja-
guarSo Chico; esegnindoo rumo de N. O.
calumbara em linha recti o passo de Ls-
cano no Rio Negro, mas alm da confluen-
cia do Piratinim : depois continuar pela
antiga divisoria at ao ItiguiliA ; o dali cos-
leiirn 10 N. O. em direitura das nascontos do
Aripehy, cuja margem esquerda seguir
alo* confluencia no Uruguay, dividindoos
limites do territorio de ambas as capitanas,
segundo se indica cora mais exactidSo no
plano topographino quo apreseotamos a
V- Exc....................
guintes ippella(0e9 em que sSo :
Appellante, D. Florencia de Andrade Bezer-
ra e Castro; appellado, Joaquim Ferreira
de Souza Jacaranda.
Appellanle, o juizo; appellado, Pedro Anto-
nio da Silva.
Appellante, a fazenda; appellado, JoSoLuiz
de Albuquerque.
Appellante, o juizo; appellado, Jos Frau-
daros. Nao bordamos as quesloes nem do
que he boje Repblica Argentina, nem do
Paraguay, nem tambem da Bolivia, com
quem algum lempo formoros um s todo.
Os nossos direitos derivam do acto que
nos reconheceu como nacSo livreeinde-
pendeote: da celebre convenci de 27 de
agosto de 1828.
Os actos prop amento nossos QcAram to-
dos derogados por ella ; e com o nosso con-
cisco da Silva Amaral..
Appellante, Jos da Rocha Prannos; ap- sontimento foi sanccionada essa convencSo
pellado, iisses Cokles Civilcanti de, 9ue o? reassumio todos, formando assim a
Iradusfio a que se refere o aviso cima.
Noticia ollicial.
Tendo o commodore Bruce, romman lan-
o em chefe das forcas mvaes de S. M. Bri-
tannica, na costa occidental d'Africa, noti-
ficado oflicialmente a este governo a sua
ioloncSo de, na cooformidade das ordens
do governo de sua mageslade para esse ef-
feito, estabelecer um rigoroso bloqueio de
lodosos porloso lugares (excopto Uadagry)
na costa de Bonin : o secretario colonial re-
cebeu nrdem do governidor MicJonald,
para publicar, e para informico e governo
dos habitantes desta colonia, e de tnJasas
outrasaque diga respeito, a seguinle no-
ticia ollicial, transmillida a S. Exo. pelo
commudore Bruce.
Secrotaria emTreclown. Serra Lea, 8 de
dezembro de 1851.Por ordem J. F. Siuyth'
socrelario colonial.
Notifica Vapor de S. M. Britannica Penelope, Serra
Lea, 6 du dezembro do 1851.
Em cooformidade s instruc(es do go-
verno do sua mageslade annuncio que um
bloqueio da lodos os portos o lugares (ex-
cepto Uadagry ni costa de Benm,) desde a
longitude l.*at 4. 30 a ste de Creenwich,
sera desde JA estabelecido por unm com 10-
uo o rigor; e a neohuma ctnbarcacSo mer-
cante ser permiltido ter communicacSo
algumj com os portos e lugares interdic-
tos desde o primeiro dia do Janeiro prxi-
mo futuro, (assignado) II. W. Bruce, com-
modore e commindaote em chefe das Tor-
cas naraes de S. M. Britannica na costa
occidental d'Africa.Conforme. Francisco
Xavier Bomtempo. Conforme. Joaquim
Pires Machado Portella.
Mello.
Passaram do Sr. desembargador Luna
Freir ao Sr. desembargador Telles as se-
guintes appellacjOes oni que so :
Appellante, o juizo; appellado, MinoelFi-
lippe.
Ao Sr. dosembirgador Porcira Monteiro
as seguintes appellacoicm quo sSo :
Appellanle, Ceido Amarante dos Santos;
appellado, Domingos Alfonso Nery Ferrei-
ra como tutor.
Appellante, Jos da Fonseca Barboza ; ap-
pellados, Jjs Gregorio da Silva o outros.
base de todos os nossos direitos.
Recopilamos brevemente os fictos que
precednm o pacto de 1828, para poder-se
formar um juiz exacto dmuaa disposicOes
sobro limites.
Desde 1694 at 1804 celebraram-se entro
a Ilespanha e Portugal sete tratados sobre
limites de suas possesses na America. Da
cada tratado se originara urna nova guor-
ra, e n cada guerra succedia um novo tra-
tado
Desscs tratados os mais importantes pan
o nosso objecto sao os de 1750 e 1777, que
Appellante', o cnsul franesz interino ; ap- mam definitivamente os limites dis pos-
pellado, Diogo Baplista Fernandes.
Passaram do Sr. desembargador Tollos ao
Sr. desembargador Pereira Monteiro as se-
guintes appellac,cs om que silo :
Appellanle, Feliciano Joaquim dos Santos ;
appellados, Joaquim Marinho Cavalcanti
de Albuquerque e outros.
Appellante, o juizo; appellados, os berdei-
ros de Manoel Luiz da Veiga.
Appellanle, o juizo; appellado, Prxedes da
Fonseca Coitinho.
Passaram do Sr. desomhirgador Pereira
Mouteiro ao Sr. desembargador Vallo as se-
guintes appcllacos em quu sSo :
Appellante, o juizo ; appellado, Caetino
Corren de Amorim.
DISTRIBUICBS.
e O cabido Exm. Sr, s enconlra este re-
curso como o nico que pode proporcionar
arbitros bastantes pana execucSo de um
projecto em que se interessam todos os ra-
mos di prosperidadepubjjcijJAoaiz, a na-
vegado, o commercio, a. populacilo, a in-
dustria agrcola e pastoril; eotende que
est nos principios do sou dever sacrilicar
urna pequea parte da vasta exteasSo des-
te terrilorio felicidado geni da provin-
cia. Considera-se autorisado para este com-
promiso om virtudodos poderes quo Ihe
conflram os povos, pela situacSo poltica
em que os cooslituio a revoIucSo, o que at
agora no lhe tcm sido retirados, nem pe-
los representados, nem por Torca das va-
riacOes das circumstancias que se tem suc-
cedido desde a revolucSo em quo se decla-
raran! estas provincias independentcs da
su* antiga molropole............
'Sal capitular de Montevideo, 15 de Ja-
neiro de 1819. Illm. e Exm. Sr. Inr.1i da
Laguna, -s Seguem as assignaturas.
A demarcacio de limites, diz o Dr. Va-
rolla, designada no presente convenio, foi
executada nos mozos de setembro e outu-
bro do mesmo anno de 1819, por D. Pru-
dencio Murguiondo, deputado do cabido du
Montevideo, e J0S0 Baptista Alvares Porto,
eucarregado para esse lim pelo conde da
Figueira, capillo general da enlao capita-
na de S. Pedro.
Por conseguinte, a antiquissima queslSo
de limites ofTerece desde essa poca um no-
vo carcter. Nem a Ilespanha, nem a rep-
blica argentina foram j* parte nella. Os
mombros do cabilo de Montavido, no exor-
sesscs das duas coris nesla parte da Ame
rica. O primeiro foi annullado em 1761, e
o seguudo, sindi quando so fez a demar-
cagiio segundo o convencionado, nao foi
cumprido pelos Portuguezes as mais obri-
gitesquecontrahiram, e isto deu lugar a
guerra de 1801, que terminou com acon-
vencSo c lebrada entre o mirquez de So-jcicio dos direitos, ac?es e faculd'aies que
bremonte e o brigideiro portuguez Fnncislootendiim pertencer a tal corporajlu, de-
co J. Rosi. legadas dos povos o nilo retiradas, lixaram
Ao celebrar-se osla convencSo, os portu- > linha de domarcaclo do limites nos pon-
guozos ficram de posse nSo s das povoa-tos que ficam designados, cedendo todo o
Sese terrenos que polos tratados anterio-iterritorio quo comprohendia a antiga posse
res perlenoiam a Ilespanha, mas tambem al o Quaraim.
dos quoestavam declarados como neutros, N3o pretendemos julgar a validado desse
que elles tinhamoccupido eque n3o qut-. fado, que nunca so invocou nem mesmo
zeram evacuar, nem entregar, apezar das polos proprios interessados nelle. Referi-
Ao Sr. desembargidor Bastos os seguin-jvivas reclamaces das autoridades hespa- mo-lo s como um antecedente, que nSo
tesiggravos em quesao : pholas. he fara de proposito, para apreciar a impor-
Aggravante, Antonio Hiplito de VercozaJ A royolucSo do inno de 10 encontrou- taen do que hoje sinccionam os tratados
ggravado, o juizo. I"08 P0'8 Possuindo o territorio limitado pe-de 12 de outubro do presento inno.
Appellinle, Joaquim Jos di Fonseca, cora-I1" Rio da Prata ao Sul, e pelo Quaraim eJi-i Em 1821 um congresso diprovincii orien-
dor da prela Mara appellada, Mara Au-f?Uira nortee nordeste; o atlntico a tal, depois de ter rocebidu is respostas
gusla Monteiro de Mello. Ie31e e Uruguay a oeste ; e este facto ser-
AoSr. desembargador Rebello os segun- vio de fundamento ao Brazil para repellir
l>>lll|illllnilMliil- i 1 .. a >-._>____*_ .1 ^ una
bro do mesmo anno, fazeado-se a troca dis
ratilii'.igo >s em Montevideo a 4 de outubro
de 1828.
No art. t. : 1 S. M. o Imperador do Bra-
sil declara a provincia de Montevideo, cha-
mada hoje Cisplatioa, separada do terrilorio
do imperio do Brasil.....
* O governo da repblica dis provinciis
unidas concorda em declarar pela sua parte
a independencia da provincia de Montevi-
deo, chimad* hoje Cisplitin*..... (artigo
segundo.
Eis-aqai, portanto, o verdadeiro ponto
pelo quil devemos sabir da quostSo de limi-
tes ; esso pacto que nos constituio om in-
ca o livre e independente fixou as conJices
com que cala urna das naces que disputa-
vam sobre direitos conveio em renuncia-Ios
em nosso proveito.
He por isso que a queslao que sempre se
agitou com o Brasil n.lo foi sobre os limites
demarcados em 1777, mas sobre os da pro-
vincia Cisplalina.
O Brasil, repetimos, sustontou incessan-
temente que os limites desso estado n3o
eram outros sen3o os finados na convenci
do anno de 1819; porque so boai que fosse
certo quo pela de 1821 so estabeloceram os
do Quaraim, etc., ossa concess3o de Portu-
gil, ou antes, essa devoluclo do que se ti-
ulia cedido quelle reino om 1819, era urna
compensadlo das vantagens quo colina da
aggregac3o da providcia aos dominios do
Portugal. Mas esta conipcusac.10 u8o podia
considerir-se subsistente dosde que falta va
o supposlo.
A repblica pugnou sempre pelos limites
que actualmente possue, apoiando-se na le-
tra das convonces de 1821 e 1828, que an-
nulanm a cess3o do anno de 1819 de um
modo exprosso que n3o dava lugar a tergi-
versSo, som liga-la a rundirlo ilguma.
Apolava-so, alm disso, o governo oriental
ni nullidade do convenio do anno de 1819.
A insistencia do governo do Brasil foi tal,
que no anno de 1838, apesar das reclama-
ces energicimente dirigidas pelo Sr. coro-
nel Reyes, represontanle da repblica no
Rio de Janeiro, e das vantagous que ofTere-
cia ao imperio transigir nessas circumstan-
cias sobre 1 questSo do limites, nada pode
obter-so porque nSo quiz cedor nem um
pice da linha quo questionava.
Por lim teeminou essa polmica pelo tra-
tado de 12 do outubro. Fixa ello definiti-
vamente os limites da repblica da maneira
miis evidento, e fecha a porta A continua-
c3o dossas iiitorminavcis, acres e damno-
sis quostes sobre territorios que desdo 0| slcuiuci, sobre a navegaco dos ros para to-
tempo da conquista conservaran! em incos- da> "coc que oceupam as suas uargens.
tria. Em troc de direitos, quando multo du-
vidoios, e de preterices aventuradas, di-nos
a posse pacifica e segura de noisas fron-
teiras.
Sendo os nossos limites, na sua parte princi-
pal, lagos e rios navegaveis, ou que pdem se-
to 1 mu pouco esforco da industria, temos nel-
esoutras tantas vias de cominunicacao e ci-
naes de commercio, que facilitara.) a exporta-
cao dos nossos productos e a introdcelo direc-
ta, por todos os pontos do nosso territorio, do
arligoi cstraogeiros em troca daqucllei pro-
ductos,
Neste sentido approvamos a ctssao de trras
que se faz as embocaduras dos rios Cebollall
c Taquary para o estabelecimento de porros
commerciiut. Essa concessao he ptevidente, por
que, garantida como est a iolegridade do nos-
u tcrritoriopelos Estados que o circundam,
cstabelecidose reconbecidos os seus limites, e
de posse de todos os recursos que a repblica
tem em si t que lli j do as suas alliancas, os te-
mores de uovasinvasaes e conquistas por parte
do Hrasll cstao repellldos por si inesmos, e so
licam as suas incootestaf els vantageos polticas
e econmicas.
Logo que esses porlos existam, podero col-
locar-se com acilidade as suas linincdiacocs
grandes colonias de homens laboriosos que,
apegados ao solo pelos beneficios da proprie-
dade c gosoa da riqueza, serao fortissi'.nos cen-
tros de ordem e de prosperidade para o nosso
paiz.
Por este mel, terrenos hoje desprezados, ou
que aerveiu nicamente para pastos, se con-
verterao cm valiosas propriedades, dedicadas
agricultura e aos estibcieclmentos indus-
triaos. A riqueza publica accelerar o seu dcs-
envolvimcnto pelo augmento c diversidade da
produccao. e pela facilidade e multiplicidade
das perinutacdcs. Crear-sc-ha o commercio
interior, c com elle vira omelhoramentoea
seguranca das uossas vias de comniuuica-
cao.
A administra;lo gcral ganhar, porque a au-
toridade publica, tubdivldida as povoacoes
que aqucllc commercio lia de crear, e em con-
tacto com todas as necessidades e interesses
do paiz, acuar-se-ha cm estado de dar-lhc urna
organisacao acertada, como he a que se combi-
na em bases certas c conhecidas. E a leguran-
ca citerior do Estado adquirir solidas garan-
tas deconscrva;o, com a guarda fiel de suas
fi-ooieiras c com a forja que lhe ha de dar o
augmento da sua populacao, os recursos ag-
glouierados da sua riqueza, is relajees do seu
commercio c a vigilancia das suas costas por
uina marinha propria para quem esse servico
est reservado.
E quando dizemos isto lie porque temos a In-
tima conviccao de que a repblica obter em
comuium a navegacao da lagoa Merim e do Ja-
guarao. Seat cipio da posse actual que servio de liase ao ajus-
te, se reconheceu que a navegaciio daquelles
rios pertence exclusivamente ao brasil, ludo
faz esperar que ella ser declarada commum
pormeio de convcncei ulteriores, como o foi
a do Uruguay.
1 !* principios reconhecidos pelo governo do
Brasil, consagrados j cm convencoes c factos
TRIBUNAL DA RELAGiO.
SESSAO DE 7 DE FEVEREIRO DI? 1852.
Presidencia do Exm Sr. conselheiro Atevedo.
As 10 horas da mauli.n, estando presentes
os Srs. desembargadores Villares, Bastos,
Le3o, Souza, Rebello, Luna Freir, Telles,
Pereira Monteiro, Vallo o Comes Ribeiro :
o Sr. presidente declara iberia a scssSo.
H I.I.AMI'NTOS.
'ippellinte, o juizo; appellado, Manoel Ro-
drigues Ferreira. < Mandaran! a noro
jury.
Appellante, o jnizo ; appellado, Antonio
Correia de Araujo. Mindaram novo
jury.
Appellante, a fazenda appellados, Antonio
Francisco Ribeiro CuimarSes e outros.
Julgaram nullo o processo por incompe-
tencia de juizo.
Ap. olanle, fazend* ; appellados, os her-
deiros de Jos da Cunta Teixeira.Con-
tes oggravos em que silo :
Aggnvintes, Antonio Pires Ferreira e ou-
tro ; aggrav.ado, Dinir Antonio deMoraes
e Silva.
Ao Sr. dosembargidor l.um Frer os se-
guintes iggravos em que s3o :
Aggravanle, Jos Mauricio Teixoir de Al-
buquerque; aggravado, Manoal Elias de
Moura.
Appellante, o juizo; appellado, o 1). Abbade
deS. Uriito de Olinda.
Ao Sr. desembargador Pereira Monteiro
os soguintes aggravos em quo s3o :
Aggravinle, Mariana Joaquina d* ConceJcfiO
Moreira/iggravados Maria Lopes Moreira
o outros.
Luvautouse a scssSo a 1 hora da tarde.
Cornmando das armas.
Quartel general na cidade do Rccife, 8 d" feve-
reiro de 1852.
OROBM DO DU >'. 67.
Manda 0 Sr. marechal de campo! Antonio
Correa Sera, commandante das armas, em
visla das comtnunicacos recebdas da pre-
sidencia dosla provincia em data de hon-
leni, fazer publico para conhecimento da
guirnicao e fins convenientes, queS M o
Imperador foi servido por iviso expedido
pelo ministerio di guerra a 22 de Janeiro
ultimo, conceder licenca para residir nesta
guarnicSo sendo nella empregado quando,
e como for conveniente ao servico ao Sr.
exercito Joa-
firmarara a sontenca.
Appellante, Malinas Joaquim da Cama Mol-' alferos da teroein classe do
lo; appellado, llortencio Jos Vellio.
esprezarain os embargos.
DILIGENCIAS.
Appellante, o juizo; appellados, Manoel Car-
ne! ro Leal o outros.Mindaram ouviro
curidorde lusentes e aoSr. desembarga-
dor procurador da coro*.
Appellmto, Francisco Ignacio de Athaydo;
. appellado, Domingos Antonio Gomes Gui-
maraes.-Mandaram ouviro Sr. desem-
bargador procurador da coroa.
DESICSiCES.
Appellinte, o juizo ; appellado, Eufrasio
Jus Duirtc.
Appellinle, o juizo; appellids, Mirculino
Jos de Almeida.
conslnlemente toda a prclenclo da nossa
parte a territorios, ou a outros quaesquer
direitos do outro lado da linha do Quaraim.
E na verdide, a posse be, segundo os
principios inconcursos do direito publico,
um facto decisivo as questes de limites
entre dous paizos que se separam entre si,
ou da nacilo a que antes pertenceram.
Alm deque,para que nos. podessomos
pretender os direitos quo a Hespanha pre-
tendeu no territorio para alm do Quaraim,
seria preciso que ella notos tivesse duda-
do e cedido. Porm a independencia das
.repblicas americanas be um facto eon-
summado sern o conseotimentoda metropo
le; o direito por coosequencia utsce entre
nos desse ficto.
A mesina junta governativ* de Bnenos-
Ayresreconheceu implcitamente urna e ou-
tra cousa no contracto celebrado em 1812
com o general portuguez D. Diogo de Souz*
para libertar a Banda Oriental da oceupa-
cSo das armas portuguesas, que tere lugar
naquella poca
Posteriormente o cabido de Montevideo,
usando dos direitos queenlendeu compe-
iirum-llie, cedeu a Portugal o territorio
comproiiondido enireo Arapehy e o Qua-
raim, e cedou-o em troca das quantias que
o mesmo cabido tinha recebido do general
l.ecor por vil de emprestimo para despezis
com estibelecimeatos publioos, e pira as
que necessitasseo real consulado, afim de
activar e coocluir a grande obra do pbarol
da ilha das Flores.
Eis um extracto da nota dirigida para es-
te fim ao barSo di Laguna.
.... V. Exc sabe que os limites que se-
param esla provincia da do Rio Grande de
S. Pedro do Sul nSoeslSo beca demarcados,
quim Pereira Xavier de Oliveira,eque por
decreto de 31 de dezembro do anno pissa-
do, hoiivo por bem pordoar Manoel Anto-
nio da Silva, ex-soldado do quirto bitilbSo
do artilbirii p o resto do lempo que lhe je que a linha divisoria de ambos os territo
falla pira cumprir a pena dedez aonos do rios poderia rectificar-se com utilidade
prisBo com trabilho, que fon condem- commum. Basta eximinar o plano geogra-
nado por senlenca da junta de justica de 3 phico das ditas provincias pira se ficar con-
de junho de 1848, devendo voltar para o ser-1 vencido desta verdade. Se a Iiuha de de-
vico do exercito, segundo foi declarado em ; marcacao se lirasse pelos pontos que indica
aviso do mesmo ministerio da guerra de 16 a natureza dos terrenos, rios o montmhis
de Janeiro do corrente anno. [de suas immediices, desippareceria 1 con-
Landido /.ra Ferreira, fusilo de limites que dea causa 1 tintasde-
Ajudante de ordem eucarregado do detalhe. savencas, e resultando um supervit a favor
|do Rio Grande deS. Pedro do Sal, poderia
*"~~ jv, Exc, fazer um beneficio consideravel
que dram o oabido e os Senhoros correge
dores territoriaes s communicaces que o
congresso Ihes dirigi eem virtude de
'acuidades especiaos que lhe foram conferi-
das, declirou incorporado o estado cisplili-
no ao reino de Portugal sob as seguintes
bases :
Priniciri. Este territorio devo consi-
derar-se como um estado diverso dos outros
do reino unido, debaizo do nomo de Cispla-
lina (alias) Oriental.
Segunda. Os seus limites sei3o os
mesmos que tinha e que se lhereconhe-
ciam no principio da revolucio,que sSo
por leste o ocano; pelo sul o Rio di Pra-
ta; pelo o oeste o Uruguay ; pelo norte o
rio Quaraim at Cuchillo de Santa Auna,
que divide o rio de Santa Maria, e por este
lado o arroyo Taquaremb Gran le, seguin-
do s ponas do Jaguar.lo, entrando na la-
ga do Miui, e passsndo pelo puntal de S.
Miguel a tomar o Cbui que entra no oca-
no; sem prejuizo da declaradlo que o so-
berano congresso nacional, com audiencia
dos nossos deputados, d sobre o direito
que possi conuetir 1 esto estado aos cam-
pos comprebdWdidos na ultima demarcacio
praticada em tempo do governo bespa-
nbol.
Este segundo icio nacional lie urna nova
s incc.au ao j feito sobre limites que exis-
tiam e- se reconbeciam ao estado oriental
ao principio da revolucSo de 1810.
A reserva que contm o final da segunda
base citada n&o iajportiva outra cousa mais
do que urna concessSo feita ao estado que
se Incorporava nacionalidade pprtuguezs,
fazendo parte del la, e sobre a qual devia
fallar o congresso geral da mesma naci.
Heais, nem ella leve effeito, nem sub-
divislo i|u* se flzesse em considerado a
que o territorio era um todo nacional poda
ser valida, depois que O picto de associa-
(3o se dissolveu.
Isto succedeo no anno de 1825. O estado
orianlal insurreiciouou-so de novo; rom-
pen o pacto de incorporacBo cori de Por-
tugal, delarou-se livre, independente e ar-
bitro pan dispr dos seus proprios desti-
nos. Este seto foi seguido di reincorpora-
dlo mdoMhidide argentina, enviando
os seus deputados 10 congresso geral da-
quolla repblica.
D'iqui a guerra entre o imperio do Brasil
sinte guerri a Hespanha e Portugal. Ellas
se suscitan jin do novo entro o governo da
repblica o o do imperio se nSo se tivesse
cbegido folizmonto celohraclo desse tra-
tado, ou se se tivesse insistido cm susten-
tar os direitos com que cida mu das par-
tes so considerava.
Collocada assim a questo saiientamente no
seu verdadeiro ponto de vista pelo que respeita
ao direito, pode j ser bem apreciada a Justica
que presidio confcccao do tratado de 12 de
outubro por parle de ambos osgovernos ; c pu-
de accrcsccntar-sc taoibrm, apoltica generosa
que rege actualmente o ganinete imperial a res-
peito da repblica.
Sao inmensas as vantagens que ella colhc da
determioacao e reconhecimento dos seus limi-
tes Corta elle desde logo pela raiz um motivo
permanente de dcsintelligcncias, de temores
incessantes, de pretcnedes que podiam condu-
ilr-nos talveza una nova guerra.
A repblica nilo pode esperar a acquisic.'o
de um s palmo de territorio alcm do que pos-
sue, porque nlo tem titulos para pretende-lo
nem melas para conscgui-lo. A conquista,
alcm de ser um meio de adquirir o dominio re-
provado, pelas sociedades modernas, he um
meio impossivel para nos, e sc-lo-a por longo
tempo.
ludo o que poda prctender-sc com justica
era o reconhecimento do que sempre temos
possuido. E posto que esta pretencao nunca
fosse constestada directamente pelo Brasil (co-
mo que emanara directamente da cdnvcnco
de 1828 J, a sua aceilaco dependa, comtudo,
de urna condlco implcita de reciprocidade.
A repblica, em c.onsequencia desse mesmo
pacto, consentio e estobrigada a respeitar a
posse do Brasil: tcm nlsso um nteresse pelo
principio geral de que, para ser respeitado, he
necetsario respeitar ; e he o que o governo
lem feito com toda a tcaldade. A verdadeira
Conveniencia deve estar sempre baseada na
justica,
Mas, que lim til poderia mesmo ter a rep-
blica em que nao se praticasse assim ? Ainda
suppondo que, apezar daquella convenci a
repblica conservan os direitos que a Ilespa-
nha linha a mais terrenos, ter-lhe-hia sido con.
veniente, na esperanca de oblcr o reconheci-
mento desses direitos, permanecer na incerteza
e nos pericos em que se achavamas suas frou-
teiras f Poderia a repblica esperar que o brasil
abandonasse alguma vez terrenos que possue
ha mais de 91 annos, e nos qiiaes tem ricas e
numerosas popularles estabeleclda era bellas
cidades ? He aeiso territorio o que falla rep-
blica, e o quepedem os seus mais urgentes in-
teresses moraes c de bem-estar ? O que he para
um paiz, as condiedes do nosso, una grande
exlenso de territorio, que nao he, nem pode
ser, immediatamente fecundada pela mo ro-
iiu-i.i do homein laborioso c Inlelligcnte ? Es-
quece-seque heesse talrcz um dos obstculos
mala poderosos com que luta o nosso para a
sua organisacao iuterna e melhoramento do acu
povo f
O engrandeciinemo c a felicidade de urna
nava o est na razo, nao do terreno que oceu-
pa, mas da populacao que contm, da sua in-
dustria, do seu commercio, da sua riqueza, da
ua illustraco. das coudicocs inateriacs c ino-
raos tUsuasociedade. O povo que incautamen-
te se lVpara das condicedes da sua poca para
cogolfar-se no ddalo do futuro, que em procu-
ra de urna perfeico que aiopa est tongesacri-
fica uiu bem actual, nao pode dizer-se em prq-
gresso, retrograda ; e por mais e&forcos que
einprerfue, seguindo as aspira.cdes da sua illu-
s&o, nao oblcr outro resultado seno o seu
atraso, a annlquilaco das suas fojeas vilaes,
a con vio;.io tarda e dolorosa dos seus erios.
A relaco entre a nossa populado actual c
a estensao do nosso territorio apenas d tres
pessoas por legua quadrada; no cntanto que
todo elle admitte i2milhcsou mais de habi-
tantes.
Portanto,o interesse mais positivo da nossa
sociedade, a sua necessidade mais urgente nao
he augmentar o territorio, o que isolaria mais
a nossa populacao disseminando-a por um es-
pa;o niaior, mas slm enriar o espaco augmen-
tando a populacao.
O tratado contribue para esse objecto com a
seguranca que ollerece a essa uiesma popula- maAc'ra 'ncontrastavei.
cao paracstabcleccr-se, e para gozar tranquil- O futuro das ropublicas do Prata, 13o ob,
lado fructo doicu trabalbo c daaua indus-i curo 13o viciilintc pelas suas incossanlos
nao p..dra ter urna excepeo a respeito da-
quelles em que a repblica as tem muito
extensas c que cm grande parte sao alli-
mentados pelas aguas dos nossos rios inte-
riores.
Porm ha multo menos motivos de recelar
que se faca essa cicepco se se atteuder a que
a repblica tem em seu favor o principio delre-
ciprocidade. A navegacao do ilo Uruguay ful
concedida ao Brasil; e be moralmente impossi-
vel que o Brasil, que manifestou urna poltica
justa equitativa c generosa para com a repbli-
ca, se uegue a reconhecer este principio, e
muito menos quando a utilidade commum dos
dous Estados l'o aconsclha de urna maneira ir*
resistivel.
Parlindo da baso reconhecida do uli-posside-
lis, era urna conseqitencia nccessarla o reco-
nhecimento do dominio delusivo da navega-
cao da lagoa Harina: o tratado nao podia con-
considera-la dcuutro modo sem alterar aquella
base. Porm isso nao impede de maneira al-
guma que, recoDliccido o direito no Brasil,
seja modificado depois por concessoes poste-
riores.
F. temos grande coman. 1, repetlmo-lo, em
que essas concessoes serio feitas repblica,
porque loi isso o que ella fez. A convenci de
182S reconheceu nella o direito navegacao do
Uruguay, e pelo tratado de 12 de outubro a re-
pnblica o concede ao brasil.
Obteria, pois, a repblica por esse meio um
novo ponto de coininunifo com o Occeano ;
ter o uso de uovos portos na embocadura de
dous rios importantes, lculdade de estabele-
cer allandegas reculares nos pontos das suas
fronteiras mais accessiveis .0 contrabando, e
ludo isso sem faier mais sacrificio do que o da
cesso de um pequeo ponto das nossas costal
r 11 -cunvallado c dominado por todo um terri-
torio que nos pertence, e do qual podemos dis-
pr como emndennos, fazendo nelle todas
as construcedes civis e militares que mais con-
vicrem aos interesses da repblica.
A coneesslo de meia legua de trra em
cada um daquelles pontos, para o fim ni-
co e exetasivo de construir portos com-
raerciaes que em nenhum caso poderSo ter
outro destino, be cortaniuniu urna bem leve
compensado] dos beneficios que colhe a
repblica diquillo que obteve em todos os
tratados. Dizemos leve compensirjSo, por-
qu de feito o eremos assim, desde que esto
laclo traz comsigo gozos e proveilos com-
muns. O Brazil solicitando oque podio, e
a repblica concedendo-lh'o, n.lo fizeram
mais do que concordaros accelerar a rea-
lisaclo du 11111 peus.iment quo unvolve gran-
des inlercssessociaes para 03 dous Estados;
o que abandonado ao nico que tinha direi-
to de fazo-lo so retardara indefinidamente.
A repblica, ao cornejal a nova poca do
paz que data de 8 de outubro, enconlra por
todas as partos na 1 s removidos os obsta-
culos que a impossbilitaram por tanto tem-
po, mas aabi-se provida de muios ellicacis-
simos para que essa paz seja duradoura.
O governo constitucional, que va dentro
om pouco reger 1 repblica vor-se-ba apoia-
do pelo voto nacional, nSo representar* 09
interesses do um partido, mis os do paiz.
A lei, o s 1 lei ser a sua norma ; e nossa
marcha de progresso e eograndecimento
contar com a cooperario decidida do Bra-
zil o da Repblica Argentina, a qual vere-
mos, dentro em pouco, seguindo o impulso
dado pelo Ilustre general Urquiza, entrar
na marcha da liberdadu, da ordom e do pro-
gresso interior; da paz e da fraternidade no
exterior, o muito especialmente dos lista-
Jos circumvizinhos. EotSo o pacto de 1828
com esta ropublica se tornar cll'ectivo, o
is garantas que elle olforece serio reali-
sadas.
A adhesSo da ropublica do Paraguay a es-
ta grande allianca voio ainda robustoc-la
mais.
Ella conlribuo para quo se firme do urna
MUTILADO


f,


seittcOes, esta rortanto seguro ; tenhamos ctr a Dos com humildade e com alineo que
fe nelle. livresu groja santa de todas as calamida-
Os governos que chegaram a obter taesldes que engrandece oada vez mais, de-
resullados aBo dignos da consideracSo latando-a e altando entro lodosos povos
dos povos que dirigaam, o de toda ahumani-; por todasas regiesdo nrbs; quo purgue
dade. o mundo de todos os erros, eonduza com
Os homens pblicos que concebera m o terna bondade todos os homens ao conhe-
pensamenlo e que conseguirn! ve-lo em cimento da verdade o pelo caminho da sal-
exocuc,So, devem lisongear-se do eminente
sorvico que prestaram, e contar com a gra-
tidflo universal.
Eotre esses liomens morecor sempre um
lugar disltncto oSr. D. Andrs Lamas, mi-
nistro plenipotenciario da Itepublica junto
de S. M. o Imperador do Brazil. Os seus tra-
ballios incestantes desde ih17 manileslaratn
inaisuma vez os seua elevados talentos, os
seus profundos conbecimentos das nossas
necesidades e dos meios de altender a el-
las, u3o menos do que o seu apurado patrio-
tismo.
Se a Itepublica Oriental tem que deplorar
suas guerras e as desgracas quo Jhe cau-
saram, deveolhar como um Tacto provin-
cial que mesmo do ineio deltas surgisse o
remedio quo as cura e as acautela para o
dianle, e a iniciado do grande pensamento
que tornar um i/.es estes paizes, Lio dignos
de O seren.
(E Oriental.)
(Jornal do Commircio.
Encclica do summo pontifica Pi IX recom-
mc miando rogat6cs publicas e annunciando
ui novo jubileo a todos os palnarc/as, pri-
iMiz.es, arcebitpot e biipos do orbe catho-
ico.
Veneraveis trmSos: sade e benrno apos-
lolca.
No meio dos incessaotes o dolorosos cui-
dados que nos ImpOo a calamidade dos tem-
pos, nosso coracao so ten alegrado no Sc-
nhor, veneraveis irmflos, o ba rendido mul-
tas o humildes uceos de gra^a ao pai cle-
menlissimo e misericordioso, ao Dos de
todo oconselho, ao recaber os numerosos
testemuohus iuo nos enviis, o pelo* quaes
vemos os preciosos e abundantes iructos do
s.lvacflo quo por inspirado da graca divina
h3o alcanzado do jubileo que Ibes conce-
demos, os povos condados a vossa sollici-
tude.
Vos nos manifestis com effeito quo com
osle motivo os liis de vossas dioceses so
naviam dado pressa em acudir porfa em
grande numero aoa templos com espirito
humilde o coragilo cuntictu a ouvir a pala-
vra do Dos, a purificar-so de suas maculas
por meio do sacrainunlo da reconciliacSo, a
ebegar asadla mesa ea diiigir, segundo as
uossas mi ni. -, fervorosas supplicas ao
Dos borne grande; do que resultou que
mediante os auxilios da divina graca, mui-
tos bao sabido do charco do vicio e das tre-
vas do erro,onde niisoravelmente perecan),
e entrando as sondas da virtude e da ver-
dade, hilo come^ado a trabador em sua
salvaco. Islo nos ha causado grande con-
solo e alegra, a nos quc'tSo inquietos esta-
mos sempre e preoceupados pela salvac3o
de todos os homens, condados nossa >ol-
lioitudo pela divina Providencia, e que nada
desejamos com tanto ardor, nao pedimos
outra cousa, os supplicas o orardes que
da c noite dirigimos a Dos na humildade
todas as ni.ces, lo las as familias cami-
nliem pelas tendal da f, conhceaui o Se-
nhor oaue.ii-o cada du mis, obsorvando
fielmente sua santa f e segoinJo com cons-
tancia o caminho quo conduz a vida.
Ma.i so por urna parle devo causar-nos,
vonoraeis IrmSda, um gozo grandissimo o
saber que vossos liis diocesanos bao reco-
llndo copiosnmenta os fructos espirituaes
dojubibeo; nSO dcixa por oura do ser pira
nos um nSo pe mv.'iio motivo dedor o ver
quam triste ol.wnenlavel especio aprsenla
nossa santa roligiflo e a sociedado civil ues-
tes lempos iulicis. Nenhum do vos, vene-
raveis tinaos, ignora os perlidos artificios,
as monstruosas duutnnas, os coiispiracdos
de lodo o genero que os inimgos do Dos
o da humaiudade poem om pralica para per-
verter lodos os ei.teu lmenlos, corrompor
lodos os corceos, fazor quo desapparegn,
so islo fosse possivel, a rcligiSo do sobre a
face da torra, rompor todos os vnculos da
sociedade civil e destru-la al aos seus
fundamentos. D'ahi provm as deplora-
vois trevas quo trazem cegos tanlos onten-
dimenlos, a guerra oncarnicada que se es
t fazeno a toda a religiSo catholica e a
esta catholica, apostlica, o odio mais m-
placavel com que a honra e a virtudo silo
perseguidas; 'ahi os mais vergonhosos
vicios usurpando o nome da virtude; a
desenfreada licenca do pensar, de obrar, e
do entontar tudo; a absoluta ioipaciencia
de todo o preceilo, de toJo o poder o de
toda a auloridade; o desprezo e o cscarneo
que so prodigalisam a lo las as cousas mais
sagradas, as leu mais santas, e s mais escol-
enlos insliluiedes; sobro ludo, d'ahi a de-
ploravel corrupto de urna juvenlude im-
prvida, a envenenada innu lcelo de mos
livros, do libellos, folhetos o peridicos
derramados com profus3o o propagando a
sciencia do mal por todas asparles; d'ahi
o mortfero veneno do indiferentismo oda
incrodulidado; os movimenlos soJiciosos,
as conspiracOos sacrilegas, a mofa o o ul-
trago de todas as leis divinas e humanas.
Tam pouco ignoris, veneraveis irmos,
de que anxiedade, do que incerteza, do
que penosa perplexidado, de que terror so
achain invadidos e agitados tolos osanimos
c em particular osanimos dos homens do
bem que creem com ras3o que os interosses
assim pblicos como particulares devom te-
mer toda classo de males quando, apartau-
do-so miseravelmeaU os Uomsus 4u i
gras da verdade, da juslica e da religiSo,
para entregarem-se aos detestiveis extra-
vos das paixOas desenfroadas, se pem a
meditar toda a classe de ei unes.
No meio de tantos perigos, quem nSo v
que todas as nossas esperanzas devem col-
locai-so uriieameute em Dos, que he nossa
salvarlo; que a elle devem elevar-se conti-
nuamente uossas fervorosas supplicas para
que bondadoso e propicio derrame as ri-
quezas de sua misericordia sobro todos os
povos e illi.mine todos os entendimentos
comas luzes celesliaes de sua graca e vol-
va ao caminho da justicia os que dello se
li.lo estraviado e so digne converter a elle
as rebeldes vontades de seus inimigos in-
sinuando em todos os corceos o amor e o
temor do seu sanio nome, e inspirando-Ibes
que sempre pensem e sempre facam tudo o
que he recio, tudo o que he vrdadeiro tu-
llo oque ha puro, tudo o quo be sanio. E
po8 que Dos he chcio |Je suavidade, de
docura e de mjsericordi, e he rico para
com todos os que o invocam e atiende ora-
(3o dos humildes e ama sobre tudo manifes-
tar sau poder por meio da clemencia o do
perdi, chegueaio-oos cheios de conflanca
veneraveis irmSoa, ao ihrooo da graca para
alcancar misericordia o adiar soccorro no
lempo opportuno; pois qBm pede, recebe;
quem busca, acba o a quem baile, se abre!
(Main* 7 o.j
Comecemoa por um eterno rendimento de
gracasao Dos de bondade. Exallem nos-
sos labios regozjados seu santo noma, por
que em muiiissimas regios do mundo ca-
tholicosedigua obrar asmaravllbar dess
misericordia.
Ajuntcmo-nos pois todos unnimemente
animados pela sioeeridade do urna mosma
fo, pela lirmazade.uma mosma esperanca,
pelo ardor de ama mesma candade ; nSo
va;3o ; alim de quo.toroando-se Dos pro
picio aparto de nos, os acoules de sua ira
que temos merecido por noasos pecados,
impere aojmar e aoa ventos, restitua a cal-
ma, conceda a todos a tSo suspirada pal,
salve seu povo e abonsoando sua horanc',
a oiieamiubo e dirija pilri celestial
i; para que, fazendo-se Dos maisacces9i-
vel, preste ouvidos aos nossos rogos e escu-
te nossas supplicas, alcemos osolhuseas
m:os para sua, Santissima mSi, a virgem
immaculada ; nenhuma protecefto acharia-
nios mais poderosa nem jmais ehlcaz para
com Dos; ella he para nos a mais terna
das m.1 os, nossa mais solida conlianca eat
o motivo todo de nossa espi ranea, porque
nada pede que nSo aleanco, nem ho pnasi-
vel que sua rogacSo seja deaattendida.
Imploremos tambem a intercessSo, pri-
meramente do principe dos apostlos, a
qnem o meamo Jesu-Christo deu as chaves
do reino dos Coos o estabeleceu como pedra
fundamental de sua igreja, contra a qual
jamispoderSo prevalecers portas do In-
ferno. Tomemos depois por intoroessores r
S. Paulo, compaulieiro de seu apostolado,
aos padrooiros de cada cidade e de cada
paiz e a todos os Santos do Co para que o
Sr., que ho misericordiosissimo, derrame
sobre nos com largueza e abundancia os
dons de aua bondade,
Assim, pois, veneraveis irmSos, entre-
tanto que mandamos i.i/.or rogacoes publi-
cas em nossa cidade santa, vos convidamos
pelas prezentes letras a que as e os povo9
confiados a vossa solicitude vos unaes a
nos em communhSo de sentimenlo e de
supplicas ; excitamos com todo nosso zeilo
vossa religiosiuado fervorosa e vossa pieda-
de nliui de quo tambem em vossas dioceses
cuidis em prescrever rogacOes publicas
com o lim do implorar a clemencia divina.
E para que os liis aecudam com mais
fervor e assiduidade as rogacoes ou oraefies
que ordenardes, temos resolvido abrir oo-
vomenle os lliesouros celesliaes da igreja
em forma do jubileu, segundo vos sera ma-
nifestado claramente em oulras letras june
tas s preseutes.
Entrelemos, veneraveis irmos, em nos-
so ror-c3o a esperanca do quo os anjos de
paz aprosenUr3o no aliar de ouro nossas
humildes oraches eas da igreja toda para
que o Senhor aceitmido-as com olhos be-
nignos o esculando nossas pelices, aa vos-
sas o as de todos os liis, se digne rasgar as
trevas de todos os erros, dissipar a tempes-
tado prenhe de tantos raios, estender a mffo
para soccorrer a sociedade cliristSa e a so-
codadc civil c fazer que todos os liomens
tenham a mesma f em seus eutendimeu-
tos, a mesma niedadeem seus actos, o mes-
mo amor a religiSo, a virtude e a jusliga,
o mesmo zeilo pela paz, a mesma adhesSo
aos vnculos da caiidade e que deste modo
cresca, so consolido o exalte cada da mais
por lodo o mbito da Ierra o imporio de seu
nico li 1 to Nosso Seiilior Jesu-Christo.
l'or ultimo, como penlior anlecipado de
todos os dons celesliaes, o om testomunho
do nossa abraza Ja caridu Jo para com vosco,
rocebei a benc3o apostlica quo vos damos
amorosamente do fundo do curasao a vos
re, Impondo-se-lhea o onus de nao poder rece
ber a congrua do niez, em que faUauem com a
remella noi uiappas para a secretarla do go-
verno. Tima tal dlipoalcao convirla aos viga'
rioi, pouco trabalho ou nenhum lln-s augmen-
tarla, palaarla desaperceblda do itulustiioo*t
que com ella au podlain levantar inceQdioi.
Aiilm o pensa mlnha crana Ignorancia; mal
veja se pide excluir l do leu iur/u ene met
exquisito penvir, porque uao quero levar umai
tre duzlai de apologa! gratuitas, que legundo
dliem o entendidos, aao ai pelore, porque
sempre sao de carregaco.
Ilouve um ananinato a poucos dial no lugar
Tab ou Taquara, que bem nao iei, e a vlctl*
uta lu um uilieravel, e quail tein indispusi-
eres, pelo que nao tein sido at aqu possivel
atingir ao motivo de tal altentado.
Ai febrea alada ie nao manifeitaram na po-
pulacho delta provincia ; porin citan granan-
do no Ico, e causando bastanlea victimas; pelo
que cenou a segu-auca que tinhain o aertane-
joi deque o clima do serto nao adinitlla taei
boapedea, e eilo anustadlsslinos, principal-
mente os de Souia desta provincia, que ca
vinle legoai ilutante daquelle lugar,
Oiiem-inc que as autorldadci de Souza j re-
quUUaram ao Eim. preiidente provldenciat
para o caiu de aggresiao daquella peste; po-
ma intendo que, fora algumai ambulanclai,
liada mala ser possivel fazer, alienta a e.ramio
distancia delta capital aquelle ponto, e a falta
de recursos que inclino aqu temos.
Crelo que, se o recelo continuar no centro, e
cita capital eitlver inclume, teremos eipost-
cao de icrtanejoi muito breve, e reservo-me
para mimosea-lo com um artigo igual ao do I i-
nus aobre a exh/tlion of Ihc wurks oj iniliistry qj
altnnliuns de subida especulaco ingleza.
a
ta pancada, corlaram asorelbn da mulher Morera e Antottio Ferreira da Silva e em
e roubarnm-lho o dinbeiro que liona ; que
na noilo do da 39 para 30 do mesmo mez
piissaraiii casa do cidadSd Joflo de Slen-
donca, morador em Genlptpo, flzerim gran-
de estrago nos movis, saquearam fizo,
ram victima de seus punimos a um menor,
ti 1 ti o d'aquelle cidadSo. Sendo que esto e
um seu lilho pozeram-so de emboscada no
terreiro da casa atiraram sobre ellas, e vi-
rara cahir dous eosoutros correram; oo
dia aeguints pela manhfia acharam no lugar
do empleito muito singue e parlo dos oh-
Jeclos saquoados, que retirando-setaea so-
>i do referido mez de novembro Manool
Francisco da Silva, Manoel valentim Fran-
cisco, e Antonio Martina de barios, esto des-
ta provincial e 01 OutroB da de Pernamhuco.
-- No Rio Grande de Norte Coi aserrada
no dia 21 do paasado a nova asombla pro
vincial.cuja convocacSo extraordinaria ji
noticiamos, e por urna resoluto da mesma
foi designado o dia 3 do correte para a sua
reuniSo em sessSo ordinaria.
I.e-se no Constitucional Norlista de 87 e
31 do passado :
No dia 13 do crrante mez, pelas dei ho-
dicio*os foram de novo casa do |a referido j ras da manhSa, um crime atroz se perpotrou
Antonio Cabral de Mendonca, ao qual nf.o[ na ra nova d'esta cidade: Margarida do tal
..._rgar
encontrando em casa, e sabendo qun tinha mulher da Manoel Francisco Braco-forte,
recebldo alguin dinhoiro do iroducto de ofiicialde pedreiro, esfaquioj a mulher de
um comboy do assucir obrigaram mulher Jos Veoaoclo, a qual poucos momentos de-
a Ih'o entregar; que nessa mosma noite poisespirou ; sendo om flagrante presa a
pessoas da povoac,ao deCruangy incendia- -
ram o tronco p pozeram um bacalbo a por-
ta do rospectivo subdelegado; eque final-
mente foram os sediciosos casa de Lou-
renco Velho, morador no engenho Aolnga,
e constrangeram-no com faoas aos peitos
para quo Ihedesse dinheiro, visladoque
o mesmo Velho eotregoulhes 15/000 que
tinha.
O mesmo delegado declarou que tinha
para all enviado o destacamento de polica
existente n'aqueila cidade, rommandado
pelo lVieelivu odela!; e nesta data se
llie tem ordenado que d6 todas as provi-
dencias ao seu alcance afim de despersar,
de, dinbeiro e boas boceados.
Permuta que faca por agora ponto aqu. Sau- .prender e processar esses bandos de facino-
Para, S6 de Janeiro de 1853.
Ha algum lempo que Ibes nSo posso dar
noticias desta provincia por ler estado do-
ente, mas boje que estou restabellecldo vou
enlrete-los um pouco.
0 commeroio conlinua lnguido, os nos-
sos gneros desapreciados, falta grande de
numerario, e caristia nos gneros de pri-
men a necessdade. -O invern tem sido ri-
goroso, tem trazido triuita molestia : mas
a febre amarella tem cessado.
O presidente trata de reformar a thesou-
raria provincial, e recebedoria, onde foram
encontradas faltas pelas quaesestRo ando
processados varios empregados, e j foram
demktidos outros.
A assembla provincial promulgou olgu-
ias leis necessarias e uteis, e facilitou ao
governo todos os molos para a continuacSo
das obras publicas oncetadas. O governo
morecia esta atleu;3o porque tem por sua
parte esludado a economa, e a melhorad-
ministrac3o possivel. A le do ornamento s
tem contra si a delicadeza dos membros que
sen3o descuidaram de augmentar seus or-
denados.
II i'it-'in o e'ioi'o do policia deu sobre um
passador do moeda falsa, apanhou-o em da
rosos, e reslabeleeer com a ordem, a tran-
quillidado publica o particular, o reapeito
s leis e s autoridades.
DEM DO DIA 7.
Foram presos: ordem do juiz munici-
pal da primeira vara deste termo, JoSo
Ferreira de Souza, alim decumprir senten-
c.i; ordem do subdelegado da freguezia
de Sao Frei Pedro Genfalves do Recife, Ma-
noel Joaquim Marques Vianna, como indi-
ciado om crime de morte e de seduzir pes-
soa 11 uva escravidBo, eo preto JoSo, es-
cravo de Francisco G. deSampaio, por cri-
me do I rmenlo ; ordem do subdelegado
da freguezia de Santo Antonio, Manoel Pe-
dro Cardoso, por suspeito de furlo de escra-
vo, a preta Mari, escrava, por andar f-
gida, e o pardo Francisco, escravo de Fer-
nn o Jos da Rocba Pinto, requisito
de seu senhor; o do subJelegado da fre-
guezia de San Jos, Vicente de Daos e Silva,
por jurar falso.
assassina que se acba recoihida cadeia.
Consta-nos, que a esta desgraca foram
lovadas aquellas infelizes ; por motivo de
acharem-se brigadas, e ambas no momento
da luta em estado de embriaguez, e na au-
sencia de seus maridos.
Chorama morte da primeira tros desva-
lidos orfSos, e deplorara a rnisora condico
da segunda qualro innocentes fllhinhos.
O Exm. Sr. presidente da provincia ssn-
cionou a lei de orgaraento vigente; e bem'
assim a que designa o dia 3 de fevereiro pa-
ra ter lugar a abertura da assembla le-
gislativa provincial, no bienio de 52 a 53.
No dia 22 entrn em exercicto dos cargos
de juiz de direito. d'esta comarca, e chefe
de polica d provincia, o lllm. Sr. Dr. Lou-
renco Jos da Silva Santiago; e no dia ti
do mesmo mez prestou Juramento; na qua-
lidade de segundo vice presidente da pro-
vincia, ante a assembla provincial.
- Da Parahyba refarimo-nos a carta de
nosso correspondente.
Obsequiaram-nos com o Jornal do Com-
Brigue brasiieiro Vencedor gneros do
paiz.
ImportacaO.
Brigue francez Paelino, vindo de Marjeii
lo, consignado^ Ltiix Bruguiere, manireston
o soguinte : "
10 caixas diverso* tecidos, I dita calcado
ditas papel, 1 dita mantimentos, 0 i bar
ril azeitonas; ao consignatario.
1 embrulho diversas sementes ; a Men
125 pipas, 25 moias ditas e 75 barriz ,.-.'
le de Oliveira, 100 caixas sabflo, 220 ba|a>',
10 caixas papel, 200 barricas bacalhao m
ditas alpista, e 50 caixas azeite de Olivn'n..
aCex D. Frres. *
3caixas conservas, ditas bebidasespi
rituosas, I dita doce, e 1 dita tecidos V
da ; a Gantois & M.
Supplemento ao manifest.
11 caixas licores, 2 saceos feijSo, HUo
lentilhas, 6 caixas e 3 frascos ameixas i
porcSo de alhos, 23 gigos'Jbatatas, 1 bib
ropa feita e I caixa calcado.
Barca amoricana Mary, vinda de Boston
consignada a Me. Calraont c Companhii'
manifestou o seguinte : '
170* barricas farinba de trigo; aos con-
signatarios.
CONSULADO CERAL.
Rendimento do dia 3 a 7 .
dem do dia 9......
10:620,532
. 2:098,911
12:719,166
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 3 a 7.
dem do dia 9.....
1:038,701
**,591
1:083,292
Exportaco.
Pago de Camaragibe, hiate brasiieiro No-
vo Destino, de 3* tonelladas, conduzio o se-
guinte : 2 fardos el embrulho fazendis,
7 barricas bacalhao, 1 cama de vento, 1 bar-
DIARIO DE PERMIBUCO.
RECIFE, 9 DE FEVEREIRO DE 1852
I ntroii hoje o vapor Sin Sebaslio proceden-
te doi portoa do norte, d'onde tiveinos gazetas,
que alcancam, as do Para at '.'I do passado, ai
grante, o o deixou entregue um soldado do Maranho at 29, ai do Ccar at 3 do cor-
inexperiente, da qual cotn facilidade se rente, as do Rio Grande do norte al G, e ai da
DOde evadir o tal preso de nome Gil. Este Parabyba al 5. .
metteu-se pela casa dentro querendo dar! A a,'la d no" correspondente do Para,
urna p.,.vr.P Jos Nunes ..ong'ra negocian-' E^*Sft^TS.
te, e lal paiavra foi, quo o soldado o nao vio vlucU e do seu eslado siniWr0> cumpriudo-
mais 'Com tudo est preso otalLongrae nos accrescentar que, aegundo o Grao Para a
anda a policia em suas indagares. As se- febre amarella anda graisava com grande in-
dulas encootradas silo de rs. 1,000, 2,000 e tencidade nos rios Huraj e Caplm.
20,000 aquellas azues, e estas amarellas, O Fatleceu na cidade de Belem repeatinamen-
commercio conda muito no inleresso que no dia 12 do pasiado,. Justino Henriquesda
tem mostrado o Dr. Fausto em livra-lo de ''va o mais autigodoj typographos e editores
laes especuladores. d provoca, victima de um ataque de apople-
Da provincia nova nSo temos noticia se- Segundo o Tme d, Main entraran no porto
nao i>a passagem do Sr. Aranha pela cidade do Para durante o auno fiado 1-28 embarcacOei
de Santarm e Villa Nova.ainda nSo sabe- nacionaes c eilrangeiras. A alfandega reudeu
o a lo lo o clero e.a lodos os deis anconi- mos de sua posseo dos festojosque Iho pro- 725:651,J72 rs. o consulado 155:310,870: alin-
mondados a vos^a vigilancia. Iparavam. portac.o ublo a 2,350:890,850, e a etporiacao a
Dada emS. Pedro de Roma aos 21 dias do J so trata das eleicOes geraes e provln- 1.9'5 530.23o.
f, ,,, nnnll.i ti, ola oinrli.lalns b No Maranho foi justlcado no dia 23 do
ciaespara aquella, ha sele candidatos, e pa,$ado o lubditoportuguc Antonio de Ollvei-
para estas um numero immenso, de sorte omeial dc ,011l'brci.c?r0> ca,ado e residente
espera-se inulta divergencia. all, haviaanuos, como um dos autor do hor-
M1NAS GERAES rivcl assassiiiio do ingle* Donald Tultock. O
Ouro Preto, 13 dc Janeiro de 1852. desgranado no patbulo fallou ao publico, ten-
mosoelo V~arU~~l~AM H" """ """Tazeito doce, 1 caixSo differentes objeclos,
}*J* do p.ss.d^;qVe nao'ecVb-^^t^j^e, ^ ^^ C*"a,
80 arrobas de ca
atlaaolC.lr*.mQ.V?r. ^Sm JM MtOBIHWMA DE RENDAS INTERNAS (,E-
oaiascnegaramat 10 do passado, era sabt- p*m ir i>i.it\innrn
do que o general Urquiza marchav. sobre Rendimento do dia 9 sin i
os santos lugares, qu.rtel-gener.l das for- CONSULADO PROVINCll '
?.*;.d?Aff.V.".m .m- mez de novembro do anuo do 1851. Sexto
dc nosso ponlilicado.
Pi IX papa.
____________________{lio Heraldo.)
INTERIOR.
COIlRESPUiNDENCIA DO DIARIO DE PER-
NA.MBUCO.
Parabyba, (i de fevereiro.
Anid i continua a questao do povo contra o
censo, e oCoit, lugarejo que nunca foi fallado
em pin/, i, nem em verso, lancou a barra alm
do lngi, seu tmveito, de Campia, de Cabaccl-
rai, o dc outros queijaodoi de uuineada nos an-
mes dai desordeui. Sim, senhor, o Coit, pou-
co cima de nada, reuni scua quatro ceios
aati-sciisatos, c cm bonra da patria, apresenlon-
oi em campo armados at o dentei, exiglndo
dai autoridades a lei da cscravidln, receblda a
qual, islo he a do cario, fizeram um auto defe, e
cutre jubilo a queimaram, ficando o tal lugar
d'ora em diante celebre por aquelle aquilatado
acto dc lupina t-tlkc.
Aolnga e Campiua o negocio, como ji llie
disse, esleve crio e nao era para menoi haven-
do uo priiuciro olravcsso, eno legundo umpro-
ccisado, que muito instava ao escrivao pelo leu
procesto, einquanto os outros pediam a lei, e
outros as armas que as autoridades Ibes ha-
viam tomado; masiioCoii o acto foi todo bur-
lesco, e acabou como devera.
Oquecuacbu muito engracadoein tudo isto,
he o quererem os cunsliuinlet persuadir que el
liomeus da actualidade sao o que instigam ao
povo para a desordem. Cerlamcnte que Ibes
acbo subej raso, e dira o pin/ue, se me cou-
icnlisscm diicr tudas as verdadei.
A proposito, ouvi diier, que nesta provincia
os inuoccnles amigos da Iram/uillidade publica
A oim presidencia.
i nolo declinar de si a responsabilidade dauucl-
nova rnenmmm. le crime. equelxando-se do abandono, que e-
Hoje 13 do crrante lomou posse do car- perimemra durante a prlsao. Oala que e
go de presidente desta provincia o Exm. emploa desta naturcia aproveltem a moralida-
Sr. Dr. I. ii/. Antonio Uarboza. Depois de de publica de nono paiz!
um lis instaocias conseguio finalmente o Na villa de Viann tentaram assaninar publi-
Sr. S Reg ter um successor na administra- cainente em iua botica a Luis Garcia, que fe-
fifio desta provincia, om que deixa um noma "'mote cicapou das inaos de tres anaisinos
respeilaael a toJos os respeitos.
A compensa;3o he perfeita : o Sr. Barbo-
za lio liiho da provincia e nella asss conho-
todo ferldo e contuzo.
Le-se no Progresto de 28 do passado:
Capital. Marcharani hornera para Gaxiaa
no vapor Carense W pracas de artilharia com
cido, ja como seu representante na cmara mandadas peloa senbores tenentes Joo Jos de
temporaria o na provinoial, j como magia- tirito e Jos Nunes Marquei.
trado no lugar de juiz de direito, e ultima- Consla-uos, que esta torca aera empregada
mente no de Chefe de polica. S?u mereci- Clu faler, rcspeitaralei.vellar sobre a tranquil-
menlo esteva sempre a par das posieOes oc- ldade d'-"I"cl|a iufeliz cidade ameacada peloa
cupadas na sociedade. Como poltico jamis J'Trf" S5'S?. ?i.nJK8 d, grupo T
u' i i r ireiaao. que [culi or meio da TlOIODCifl e da
desmont.o ello os principios que urna voz. lraudc-.-e ilualmenfe, e.n campo, com as
osposra: quer na opposic3o, quer no po- arra.i na mao eatorquir ao pobre povo os
dCr, fot elle sempre um correligionario, votos que voluntariamente Ih'oa nao d.o
prest raoso e del. Orador Ilustrado, nunca | O Observador de 2 do dito mez d contada
recuou perante as lides-parlamentares. Co- leguinlc priio Importante :
mo magistrado, ninguem ousar dizer que A' eiforcti do cominandaute militar da
o Sr. Barboza so esquecosse alguma ver de Chapada, foi preio e remettldo para Caxiai Ha-
seus deveres noel Martina de Cerqucira, autor do horroroso
Redacionado na provincia que 1.a, repre- J^^^li^^SSo ^ebe^
sentado em vanas legislaturas, conhecedor ea cJanUali c se acba recolhido cadeia pu-
de todo o seu passado o de seus acluaes in-, D|ca, per fana de seguranca naa cadelaa da
teresses, na possa do bem merecidas sym-
pataias, fcil ho prever qual devera ser a
presidencia do Sr. Barboza.
Nada diremos sobre a opposicSo em rela-
o.i'i ao Exm. Sr. Barboza: queremos sup-
quizeram instaltar una sociedade constulnte; pOr que ella esperar ceitamente por seus
masque o E>iu. Silbes mostrara mi s:m- actos. Pelo menos sub o pretexto de n3o ser
"i llc1lo,uc "una,ln ,raud0 d? ?u'" vida- llho da proviucia n3o poder em lempo al-
hZntowirsrgirsi."^^ .si *rr>hojlilisaJo pre?idenle ?ctu"-,
ausencia, uma violencia ani-conslitucionat i" PellCitamos pois a provincia pela acerta-
libeidade de industria. Como, o com que direi- da escolha do successor do Sr. Sa Rogo,
to quer piolo lu- o governo os meios de anarchl-1 OSr. Dr. Luiz Antonio Barboza ser sera-
aar ad luerandum? Por ventura o cidadao que pro um digno delegado do Ilustrado o pa-
lillo sabe, ou uao quer trabalhar, que uo tem triotco gabinete de 29 de setembro.
uma poiicao lucrativa, que nao tem um patri- Assim no-lo asseguram os seus honrosos
um bern50S2rirC.?n S?,!.,e.niS '"" procedentes e sous reconbeoidoslaientos.
cldados? cito semostra pela sorlo desta bella provin-
Eii porque o negocioi nao vao bona, porque Cia-
o governo pc empecilbos ao oi t>iVr do ci- {O Bom Sent.)
dado. (lornal do Commircio.)
Em regra procedeu o govern* deiia provin- aaia^ai
ca, que se nao embaracou com esiai leas de ._. uatliAi
aanhj i PERNAMBUCO
I ornando ao curso publico; diise-me o Pe-! ,
reir da secretaria, que o Exm. presidente dei-: ,, ,r ,,,,, n
la provincia, attendendo a que algumas dispo- JURY U EMiC I L*'L.
v&-L.^w,W[^^
sai ao povo, resolver, que, noi lugare diitan- ., j V n c-i
te urna legoa, para mala, da reildencia dos ei- Presidencia do Sr. Iteis e Silva.
crivesdcpai.foiseiiiasdeclaracocsparaoen-- Por acbarsedoente o promotor do termo do
terraincnlo lenas perante oa Inipeclore c que Recife, o Sr. Dr. Abillo Joi Tavare da Silva,
estes dessein o couhcclmento de que trata a le. Sr- Presticnte nomeia para aervlr no un-
asslm como que, naquellei de igual diitaucia pedimento do mesmo ao Sr. Dr. Jo... Silvelra
da residenciados inspectores, os vigarios fiei- c Souza.
aem oa eulerros e baplisadoi, Independcnle do I Acharam-ie preaentei 14 Sn. jarados doi
tal conhcciinento, faieudo Uncamenloi, que quacs roram dispeniadoi trei.
dentro de trinta dial deviam mandar aoa aicri- f'"ora,n "aullados lodos o mala lonhoies que
vaca de paz. i nao apreientarlm escusa legal ; sendo chatna-
CerUiiieo'le com esla resolucao S. Exc. aanou doi 3l senhorc para complelarcm o numero
um dos grandci inconveniente! daquelle regu- I exigido por le.
lamento; porquanto nada mala opreaslvo do .. .
que vedar a sepultura eccleslastica de um ca- HeDarlCl Ca r ollCia.
daver, que nomo sabe nao pede licenca para i l_ _.*_., ,. _^,......
feder, ati que ic teoham pcrcorrldo sel!i e mala I PARTE DO DIA 8 De FEVEREIRO.
leguas eiu procura de um escrivao de paz, que, Foram presos: ordem do delegado od
teudo mais em que cuidar para luslenlar sua i priniciro districto deste termo, o preto
onerosa existencia, nao pude estar noite e dia Eduardo, escravo, por fu'lo, o a crioula
em caa, como bilheteiro dc theatro cm noite i ioanne, sem declaracSo do motivo: or-
de repieientaco; nada mal oppreaiivo doij d subdelegado da freguezia de Santo
fa,fecebu,ru,,ar.Udra deSia^a ZXl, oXVe1 ntonio. o preto8 Vicente, eLavo de Fran-
ecoia, se nao liver por quem mande, para ir cisco Comes de Oliveira, para correso; e
cm perigrlnacao caia do Sr. eicrivao de pai,' dosubdelogaJo da freguoza da San Jos,
rilzer-lbe que seu marido he mono, c que dc Manoel Marquos da Rosa, para recruta.
necessidado deve ser occullo cm sele palmos o delegado do termo de Goianna partici-
dei tirra. D0U em oillcio de 4 do correle, que no
Se eufia legislador, ouie eitivera naeocAn- :. 20 J0 mez de Janeiro ultimo, no dis-
Xi;,'a 1UC '""o reiu"ad0 u- trido deCruangy, um grupo de Irinta se-
cessemos um so inst.ntederog.resUppTIcbbt%td"5^
mol
li-l
Chapada e de Caxiai. Elle inatou a Manoel llay-
m o o ilo depois de o castrar, e de lbe arrancar
os olbos. Por ora anda uo foi preso o seu
cumplice Manoel Raymundo de Cerqueira. O
malvado velo dc sobrecasaca, e alardea ser um
ricaco e potentado-' tem um rosto medonho.
Dos queira que o lea crime nao fique im-
pune.
No Cear conlinuava a febre amarctla a
lavrar em diversas localidades. Em Baturit j
aobiam a maii de 4o os casos fataei : no Araca-
ty fea ella no mez paasado um numero de vic-
timas nao pequeo, e eutre oulras o Sr. Joo
Rodriguea branles: no Ico acbava-ie quasi
extlucla por nao ler mais quem atacar, ha-
Vendo perecido al 16 do passado 80 pesaras.
No Cralo eicapou dc ler aisassinado Semio
Tellea de Jurumeaha, ao atravessar a ierra. O
assasslnu deaparou-lhe um Uro, que felizmente
0 nao alcancou.
Tinha-ie concluido all a eleicao doadepula-
dos provinclaes.
Le-e no Cearense i
a Baturite. 1 nlormam-iioi que Indo o coad-
juctor dizer mina de anuo bom tora da villa,
apresenlaram-lhe alguna meninos para bapti-
sar; e como pediise a papeleta do eicriba, al-
gn! lujcitoi cufurcceraiu-sc, c obrigaram no
baptiiar o meninos.
Sobral. Eicrevem-noi que um furriel de
nome Joic Atve acaba de praticar um desaca-
to com urna familia do Sr. francisco Lopci
1 ei ii o. Dous filboi e duaa filhai mocas que
i un para a fazeoda, encontraram em caminho
uma escolta comibandada pelo tal furriel; este
fes pararos mocos aineacaudo dcatirar, e avan-
cando sobre o cavado de urna das mo;ai, deu
com ella em ierra. Eipantaram-se lodos os ca-
vados, a outra moca cabio inaia adiante, um
menino que la no meio de urna carga tambem
cabio, de que reiullou ficarciu todos docntei,
e o menino morte: e dc mais o cadete pren-
deu um doa mocos, levando-o com o pulsos
arrocbadoi cora um cabralo at a cidade, on-
de foi solio pelo eoioiu.inJanic Torres, que
nem uma Ave alaria deu por penitencia ao tal
furriel.
a Foi |nomeado vigario gcral forneo da
Sirovincia o reverendo Dr. Xhomai Pompeo de
louia brasil.
Foi nomeado jul< municipal do Ip o
Dr. Frauclico Joi llabello, que dizem vira no
primeiro vapor.
o Recebemos uma amostra de sulfato de
magnesia nativo acbadonoi Inbamos.onde af-
firmam-nos que apparece cm grande quantlda-
de nal Natronelrai. Este sal abunda em mui-
laa partea do nono serto.
Lo-se no Pedro 111
-- Fugiram do presidio de Fernando na
noite 3 para 3 de novembro os criminosos
Manoel Francisco Ferreira Braga, Antonio
Ferreira Braga Cotidur, Francisco Ferreira
Tarosa, todos desta provincia, e na noite
de 16 para 17 do mesmo mez Jos Francisco
ava-se publicamente no triumpho prximo
do exercito libertador.
N3o se tinha confirmado a noticia da mor-
te do general Minsilla.
Havia sido eleito senador por Montevideo
o Dr. Jos Benito Lamas, cura da malri. i
Por decreto de 8 de Janeiro tambem tinha '
sido all nomeado chefe de estado-maior o
general D. .Nicolao Vedia.
O Sr. tenento-general Jos Joaquim
de Lima e Silva foi reformado a pedido seu
no posto de marechal do exercito, continu-
ando ou oxercicio de conselheiro de guerra.
Tinha sido nomeado commaudante das
armas da provincia de Matto-Crosso o Sr.
capillo de fragata Augusto Leverger.
OSr. D. Jorge Eugenio de Locioe Silbiz
lot nomeado chofe de secc3o da contadoria
gcral da guerra.
!f0 dia 13 do passado lomou posse da pre-
sidencia da provincia do Minas-Ceraes o Sr.
Dr. Luiz Antonio Barboza.
Tinha fallecido na mesma provincia a se-
nhora baranoza do Bom-Fim.
No dia 17 do passado suicidou-se com um
tiro de pistola noouvido, nos canos da Ci-
rioca, o portuguez Francisco Jos Ferreira
CuimarSes, de idade de 64 annos, sendo es-
to acto desesperado atlribuido a falta de
meios de subsistencia.
U Sr. barSo de Itaguahy foi condecorado
por decreto do 29dedezembro do passado
com a cun non.la da Ordem deChristo.
Le-se no Correo mercantil de 22 :
O Sr. Carlos Rivera, lilho do general D.
Fructuoso Rivera, apreseotou S. M. o Im-
perador um requerimento do seu pai, om
que mostrando a juslica que o assiste, pe-
de ser posto em liberdadoem virtude ds
leis do paiz.
Requerimento apresentado ,S. M. I. por
Carlos Rivera, iillio do general Fructuoso
Rivera.
Senhor.Para um pai extremoso, como
o he V. M, L, non pode haver de ceito mais
orte empenho do que o de um dlho. Ve-
nho pois suppiicar-vos, senhor, a juslica da
liherdadedo Sr. D. Fructuoso Rivera, clau-
surado ha perto de um anno na fortaleza de
Santa-Cruz.
Muitos annos de sua vida se passaram
no duro e incessante combater pela ana pa-
tria : o resto dos seus dias em o mais acer-
bo quartcl do uma vida honrada e gloriosa
se lecha em uma pris3o /
* Livro-se V. M. I. dos remorsos de haver
concurrido para a sua morte. Restitus-o ao
seu paiz, ou se as conveniencias polticas do
imperio, que o dlho dosooga lli'os n3o per-
muten), ordene ao monos o coracSo mag-
nnimo de V. M. I, que seja lirado da pri-
a3o onde jaz, e aonde morre.
Carlos Rivera.
Senhor.--Por mais de uma vez tenho
chegado aos degros do tlirono de V. M. I.
Releve pois V. M. I. se a conlianca quo de-
posito as virtudes e benficas inlencOes
do monareba brasiieiro mo anima a vir
anida outra vez supplicar jusiiea o nada
mais.
Os du. tmenlos itnpressos que levo
presenca de V. M. I. juslidcam completa-
mente, em meu entender, o meu, procedi-
mento como horaem de estado. Firme sem-
pre em meu caminho, fiel servidor da tni-
nha patria, ou presidindo aos altos destinos
della em longoa annos ora com a espada,
a que perder a bainha, levando exercitos
a victoria, vejo de dia era dia linar a exis-
tencia, que os meus inimigos me nSo pu-
deram arrancar nos campos da bataiha, e
reduzido hornera obscuro, envilecido por
um imperio amig, dautro de uma fortalor
za, como um faciooroso. Pe?o voltar ao
meu paiz, e noga-mo" essa direito o gover-
no de V. M- I. i Abre-me a patria os seus
bracos, cbama-me. deseja-me, e o governo
de V. M. I. nao 9 pe millo Peco ser pro-
cessado, se teuho crime, e o govorno de
V. ti. I he mudo, ou a continuado da pri-
s3o a sua s resposta !
Resta-me entreianto uma solida espe-
ranca, que loda fundo as leis do imperio,
de que V. II. I. he o primeiro sentinella.
Recorro pois a V. M. I, para que da extre-
ma altura da sua intelligencia, e virtudes,
arranque rpido do fundo de uma fortaleza
o ostrangeiro sem crime, o militar provec-
to, o genoral encanecido, e um ex-snbera-
no. Se a conveniencia he todafdeste, ser
de V. M.4. tambem s a gloria.
Eis quanto.poje e espera.
Fructuoso litera,
Movimeuto da porto.
2:121,018
iVavio entrado no dia 9.
r.ir.i o portos intermedios13 dias e do
ultimo porto 12 horas, vapor brasiieiroS.
SebastiSo, de 300 tonelladas, commau-
dante o primeiro tenento Antonio Xavier
de Noronha TorresSo, equipagem 30 Traz
a sep bordo : para esta provincia Anto-
nio M. Nunes Belfort, Altino Lelis de Mo-
raes Reg Jnior, cadete Thiago Olimpio
de Paula Moreira, JoSo de Oliveira Santos,
Antonio Caetano de Abreu e 1 escravo ,
Jos Bernardo Teixeira e 1 escravo do
presidente da Parahiba : para o Sul, capi-
13o lente Jos Manoel da Costa e sua fa-
milia, os cadetes Juvenal Xavier Torres ,
JoSo Manoel da Costa, Ismael Torres de
Albuquerque e Galdino Canoto de Vas-
concellos Monleiro, Ayres deSerraCar-
neiro, Jo3o Marcellino de Albuquerque
Mello, A. Brisson, 9 recrutas para o exer-
cito e 1 osotavo a entregar.

E1TAL.
A cmara municipal desta cidade faz
publico aos danos de estabeleciraentos de
commercio, industria, ou arte, bem como
aosdonos de carrosas de carregar fazendas,
quer sejam puxadas a mSo, quer por aui-
maes, que o mez de marco prximo futuro
he o designado pelo regulamento munici-
pal de 26 de Agosto do anno findo, queja
foi publicado, approvado pelo Exm. presi-
dente da provincia em 18 do Setembro do
mesmo anno, para a cobranca, no pa?o da
mesma cmara, das licencas estabelecidas
pelo art. 23 W 3.' e 4." da lei provincial n.
284 de ideMaiode 1851, devendo os con-
ir,Mutiles apresentar conheciment de ha-
yerem pago na reparlicSo competente 0
imposto do banco, nSo s perteoconte a
este anno, como ao anterior: e aquelles
que o n3o dzorem no mencionado tempo,
incorrerSo as penas cominadas em refe-
rido regulamento. E para qaechegueao
conheciraento de todos se mandou publicar
o presente. Paco da cmara municipal do
Recife em sess3o ordinaria do 7 de fevereiro
de 182Francisco Antonio de OUveira,
presidente. Jofio Jos Ferreira d'Aguiar,
secretario.
Declara5es.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimonto do dia 9. 14:880,901
Descarregatn hoje 10 de fevereiro.
H i rea ingleza Serafina mercadorias.
Barca ingleza Beraa dem.
Barca portugueza -- S. Cruz dem.
Barca ingleza t'ary Quin assucar.
Barca austriaca Gra/ Appony botijas
vasias.
Brigue sardo Dalno ~ mercadorias.
Brigue inglez--iai/y Falkland bacalhao.
Brigue ingle Uargarelh Redi idem. | loteras de oulras provincias,e lojas de mo
/
CORREIO CERAL.
As malas que deve condusir o vapor S.
SebastiSo para os portos do Sul principiam-
se a fechar liujo ni a uma hora dajtarde, e
depois dessa hora at o momento de fechar
recebe-se correspondencias com o porte
duplo.
O Arsenal de Guerra compra taboas do
assoalho de pioho :|quem taes laboasquizer
fornecer comprela com sua proposta no
dia 11 do correte mez. Arsenal de Guer-
ra, 9 de fevereiro de 1852 -Oescripturario,
F..Serfico deAssis Carvalho.
Por oidem do Exm. Sr. presidente da
provincia, se faz publico para conbecimen-
to dos interessados, que dea prorogado o
praso da matricula as diversas aulas do
Lyco, at o dia 14 do corre ule. nfio poden-
do mais ser admitlidos aquelles que se n3o
matriculaiem at entSo, seja qual for o mo-
tivo, porque tenham deixado de faze-lo.
Lyco, 9 de fevereiro do 1852. O ama-
nuense Hermenegildo Marcellino do Mi-
randa.
O conseibo d'administra;3o naval tem do
contratar por arrematacSo, no dia 11 do
correte, o fornecimento dos gneros se-
guintes, para os navios armados.a pelo tem-
po que decorrer al o fim de junbo fuluro -
agoardente do 19 a 20 graos, azeite de car-
rapato, e lenha de mangue om achas se-
gundo a mostra quesera prsenle, sendo a
mosma posta a bordo dos navios que a hou-
verem do receber pelo que s3o convida-
dos os que se interossarom em dito forneci-
mento a comparecercm as 12 horas do in-
dicado die, na salla de suas sessOos comas'
propostas, declarando o ultimo proco e
quem os Dadores. Salla das sesses do con-
selho de administrado paval6 de foveroiro
de 1852.ChristovSo Sant-lago de Oliveira,
secretario do consolho.
Pela delegacia do primeiro dislricto,so
faz publico, que for* aprehendido um quar-
to castanbo com uma cangalha : quem
sejulgarcom direito, diriji-soa mesma de-
legacia, quo provan lo o dominio Ihesor
entregue. Delegacia do primeiro districto,
6 de fevereiro de 1852. O delegado do po-
licia. Francisco de Assis Oliveira Maciel.
Em .aditamento ao Anuncio foilo pela
segunda seccSo da meza do consulado pro-
vincial, se faz publico que tambem so rece-
be do dia 3 de fevereiro corrente em dianle
oimpostode20 porctnto do sgoa-ardente
consumid, na provincia.
Pela segunda secc.3o da moza do con-
sulado provincial anniincia-so aos collela-
dos no imposto de 3 por cento, e bem assim
aos de casas em que so vendom bilhetes de


7T
das,que a cobranza dos mencionados impos-
to* dcve principiar no da 3 de fovereiro
vindouro._______. _________
TIIBATKOI1E S- IZABEL.
(Juarla-ftira, II ii Fevereiro ae 1852.
GBANDB ESPETAtULO EM BENBFIO DOS
ARTISTAS
Lula Antonio Monleiro, e alaria Amalia
Monteiro.
Dapois que tiver tocado una excellente
ouTerlura, a companhia dramtica repre-
sentara pela primeira Tez a muito inters-
santo opera cmica nm 3 actos,
O REMENDAO DKSMYRNA,
1 ni dia de Soberana,
(lusica de composigao do Sr.Theodoro 0-
reslis : etn seguida represenlar-se-ha, a en-
cllenle comedia ornada de msica em 5
actos.
O Gara linda.
00
O Fregador de cartazes,
Msica decomposicBo doSr. I'edro Gar-
ca.
Terminar o espectculo coro a graciosa
comedia em 1 acto.
O DILETTANTE.
Os beneDciados tendo esta a primeira vez
que recorren & protecg3o publica, esperam
meroco-ls, pelo que se confessarSo sempre
gratos.
Ua bilhelea achto-se a renda na ra Bel-
la n M, o do dia do espectculo no
theatro. ___^___
Publicaces Iliterarias.
ELEMENTOS
DB
Homotopathia.
Saino a luz a segunda parte desta obra
composta pelo professor homooopatha Cos-
sel Himont. Recebem-se assignituras para
a obra inteira a 5,000 rs., no consultorio
bomoeopathico da ra das Cruzas n. 88. I)e-
pois da publicagBo da terceira parte, o pre-
goser elevado a 8,000 rs. para aquelles
que nSo tiveremaseignado. No mesmo con-
sultorio, acha-ae a venda ludo quantohe
necessario para o estudoea pratica da bo-
mceopalhia, como seja : livros impressos
para historias de doentes, rgimen* apro-
pnados para a provincia de Pernambuco, e
encarrega-s e de mandar fornecer qualquer
encommenda de medicamentos bomoeopa-
thicos, tanto avulsos como em caixas, em
glbulos como em tinturas.
No prelo Vuiliogmeiin dos medicamen-
tos brasileiros.
Elemmtos de anatoma e phliiologia com es-
tampas, paraos curiosos em bomceopathia.
itoga-se aos sonhores assignantes o ob-
sequio de mandar receber seus exempla-
res no consultorio bomceopatbico da ra
das Cruzas n. 38.
TRATAMIENTO 11031EO-
PATHICO.
DAS MOLESTIAS VENBREtS,
e conscllios aos doentes para se curarem a
si mesmo, sem precisarem de medico;
pulo professor lionioaopatha-
Gotset-Ilimont.
Sahio a luz e aolia-so a venda no consul-
torio homceopathico da ra das Cruzes n.
28. oclc prego de 1,000 rs.
Avisos maritimos.
Para o Ass
Sai com muita brevidaleo brigun nacio-
nal conceigao, capitao Joaquim Kerreira
dos Santos, quem no mesmo quizar carre-
gar, dirija-so ao escriptorio de Manuel Al-
* ves Guerra Jnior: na ra da Cruz n. 40.
Para o ({ode Janeiro.
Sai com muita brevidade o patacho nacio-
nal S. Jos Americano, quem no mesmo
quizar carregar, ou embarcar escravos a
frele.trate com Manoel Alves Guerra Jnior :
na ra da Cruz n.'0,ou com o capillo Tho-
ii-.i/ Percira do Lago.
Para Lisboa.
Obrigue portuguaz S. Domingos forrado
e piogado de cobre deque he capitSo Ma-
noel Gongalves Vianno, recebe carga e pas-
sageiros aosquaes offerece bons commodos:
a tratar com o referido capitao da Praga, ou
com o consignatario Joaquim Ferreira Mon-
des i. u i mar, s na ra da Cruz n. 57 segun-
do andar.
Gear c Maranhao.
Segu em poucos dias o brigue escuna
nacional Laura, para carga e passageiros
trala-so com o consignatario J. 1!. da Fon-
seca Jnior: ra do Vigario n. 23 segundo
andar) ou com o capitao na Praga.
Para o Itio de Janeiro
Segu impreterivelmente o hiato Ang-
lica al o dia 14 do correnle, por ter toda a
sua carga prompta, e s recebe escravos a
rele o passageiros.- trata-se com o mesmo
capHSo Alexandre Jos Alves ou com An-
tonio Joaquim Ssve, na ra da Cadeia do
llecife n. 49 sogundo andar.
Para a Baha.
-- Segucem poucos das, por ter grande
parte da carga prompta.o hiateNovoOlinds,
para carga e passageiros, Irati-se com Ma-
noel Dias, na ra do Vigario n. 13, terceiro
andar.
Para o Hio de Janeiro, sahe
com a maior brevidade possivel,
por ter parte do sen carregamento,
ojjrigue brasileiro Vencedor, ca-
pitao Gleto Marcellino Gomes da
Silva: quem no mesmo quizer car-
regar, ir de passagem, ou embar-
car escravos a frete, entenda-se
ros, algunas obras de ouro e deprata;
outres muitos objectos : terga-feira 10 de
crrenlo, as 10 horas da manhfla, no prl-
meiro andar do sobrado n. 49, do atteru da
Boa-Vista.
Avisos diversos.
COI.LF.GlO DE S. FRANCISCO XAVIER.
Dirigido por,Francsco de Freitas Gamboa
no seu sitio na Capunga, onde ensina ma-
terias do primeiro e segundo grao de ins-
truegao elementar, na qpnformidade do re-
gulamento de 12 de maio de I851.-Reeebe
at 12 pensionistas a 25,000 ti. mensaes,
obrigando-se a dar-lhesalem do sustento,
roupa lavada, concertada e engommada,
Recebo meios pensionistas, que s3o os que
vflo Dcar em suas casas sem peug,1o devanis
que ensino e sustento, a 15,000 rs.-Tambem
recebe alumnos externos a 5,000 rs ""nien-
saes .Os que pretenderen aprender lalim,
francez ou msica, para o que tem piano
no mesmo collegio, pagarSo para os res-
pectivos mestres 5,000 rs. mensaes. As men-
salidades sSo pagas adiantadas.O director
appresenta em seu abono alem da informa-
gao que podem dar os pas de scus alumnos
o documento junto, om que mostra que
cinco nicos discpulos que leve no primei-
ro anno em que abri a sua aula, lo los cin-
co sahiram approvados plenamente.TER-
MO D'EXAME.Aos 9 dias domez dedezem-
bro de 1851 em presenta do lllm. Sr. Dr.
Lourenco trigo de Loureiro, como presi-
dente, sendo examinadores o IIvui. radre
mestre Manoel Tliomaz da Silva, e Jos An-
tonio Gongalves de Mello, proco lou-so ao
exame dos seguintes alumnos a saber : An-
tonio Jos de Oliveira Braga, Antonio Fer-
nandos Vellozo da Silveira, Jos Vollozo da
Silvelra, Antonio Jorge dos Santos, e Anto-
nio Venancio Cavalcante de Albaquerque, os
quaes foram approvados plenamente, sendo
os dous primeiros no segundo grao, e os
trez ltimos no primeiro: respondendo sa-
tisfactoriamente as materias perguntadas,
pelo que foram condecorados em vi rinde do
despacho do Bxm. Sr. presidente da provin1
cia do 6 deoutubro de 1851-corn as meda-
Ibas correspondentes aos graos. E para
constar se man ion passar o presente em
quo todos assignaram, servindo de secreta-
rio o alumno abaixo assiguado. Dr. Louren-
50 Trigo de Loureiro, inspector do quarto
circulo Iliterario, Manoel .Tliomaz da Silva,
Jos Antonio Goncalves de Mello, Francisco
de Freitas Camboa, professor. Como secre-
tario o alumno Jos Vellozo da Silveira.
Estava reconhecido.
- Perante o Sr. juiz municipal da segun-
da vara do civel, depois da audiencia do
dia 11 e 14, se ha de arrematar por execu-
(,3o a parte de urna casa,decima 29, na
ra da Gloria do bairro da Boa Vista, a Jos
da Silva Moreira, penhorada palo abaixo
assignado como se disse no aifiuncio an-
terior.Francisco Jos d'Abelloy.
Desappareceo no da 7 do corrento da
estribara de Manoel Ignacio Avolha, no lu-
gar dos Remedios um cavallo ruco pedrez,
grando col, com o pesclo o cabeca um
tanto, pellada do sangue que leve, e he
bastante velho : roga-se a quem o pegar
que love-o ao Remedio no sitio de Manoel
3
- rrecita-se alegar tma preta captiva Estandarte, RevolucSo de Sctem-
que laca com perfeifSo o servigo diario de
urna casa : na ra Dreita n. 63.
Napoleou Gabriel Bei embarca para o
bro, NacSo, Peridico dos Pobres
d Porto, Semana. Alheen, Re-
vista Universal Lisbonense, Revis-
ta Popular, Revista Militar, Se-
manario Pittoresco de Madrid, II-
lustracao llespanhola, lllustrac&o
Franceza. Estes peridicos sao re-
cebidos regularmente no gabinete,
pelos vapores da Europa e do Sul
do imperio. Recife, *j de feverei
ro de i85i. Joao Quirino de
Aguilar secretario. *
Furtaram na noite de 2 do corrento da
casa do professor no Pogo da Panella, um
cavallo rodado competentemente sellado :
a pessoa quedelle der noticias em casa do
coronel Lobo, ou ua cocheira do Sr. Pauli
no, ser gratificado.
No botequim larga do Rozario precisa-se de 2 muleques,
ou pretos para o servico do mesmo.
Nosabaixosassignados declaramos que
da nossa livre vontaje temos desapartada
a sociedade de commercio quo linhamo. ce-
lebrado na cidade de Porlo-Alegre em 10 de
Franca, remette'sombro de 1851, ficandoo Sr. Francisco
sua escrava Ber-1 Maesiralli obrigado a toda a liquidaco acti-
va e passiva perteuconte a dita casa em Per-
nambuco, por ter o Sr. Francisco Maoslralli
comprado a mesma casa; exceptuando aeu-
coxmeuda que foi falta em nome da socie-
dade em Janeiro do presente anno na casa
dos Srs. Falque & IrmSos no Rio do Janeiro,
e que quando chegar a dita encommenda,
ser dividida pala mullido, pagando cada
um sua parle: em f do que mandamos pas-
sar o presente em que nos nos assignamos
com as testemunhas. Recife 6 do fevereiro
de 1852. Francisco Maestralli.
_ -J.'im Massena.
Atierro da Boa-Vista n. 16.
Pommateou cutileiro ten a honra de pro-
ra venir ao respoitavel publico que vai fazer
tima t-. ....... A I.'......,.. .. .... qiln .....i;.... ...
Rio de Janeiro o seu escravo de nome Anto-
nio crioulo.
Jos l.uis Percira, roga a seus devedores,
principalmente aquelles que seus dbitos
sSo de mala de anno queiram satisfazer-llie
ateo dia 20 do crrente, pois'est resol ido
fbom a seu pesar) a chamar a juizo aos que
nSo pagarem.
Jos Luis Perelra embarca para o Rio
de Janeiro a sua escrava crioula de nomo
Maria.
Precisa-se alugar um sobrado de 1 an-
dar, ou primeiro andar as ras das Trinxei-
ras, Queimado, Rozario larga, e estrella,
Collegio, Direlta, Terco,Moras, e Agoas-ver-
des ; o urna preta para comprar, cozinbar, e
cnijommar para urna pessoa uo paleo do Car-
ino n. 10.
Antonio Jos Ribeiro Bastos embarca
para o Rio de Janeiro os seus escravos Rufi-
no cabra Anna crioula, Firmino e Jezuiua
pardos.
Avisa-se a quem lhe faltar
urna trouxa de ropa lavada : an-
nuncie, od dirija-se a ra do Tra-
piche n. 36, primeiro andar.
Octavlano de Souza
para o Rio de Janeiro, a
nardina, creoula.
Embaroa-se para a Rahia, para ser en-
tregue a seu senhor, o escravo Fiel, Africa-
no, he maior de 10 annos, pertencente ao
Sr. Jos Egidio deOliveira Mendes.
-- Bernardo Fernando Vianna, embarca
para a oorte do Rio de Janeiro, os sous es-
craros Raymundo, mulato, de 15 annos de
idado ; Galdino e Manoel, creoulos.
Francisco de Paula Cavalcanli de Al-
buquerquo, embarca para o Rio de Janeiro,
o seu escravo pardo, de nome J0S0, de 28
annos de Idado.
Precisa-se de um rapaz, para caixeiro
de venda, com pratica, ou sem ella : as
Cinco Puntas n. 21.
-- Manoel da Silva Sanios, exporta na.,.
Rio deJanairo, a sua escrava creoula, de uma TI"Benl FC e por este motivo re-
rnolsuriana isolveuvender a prego docusto tolas as fa-
"0- Precisa-sede um rapaz, "psra feitor de IZt'Jt sui loJ\' 'f10. 'linnei,ro a Ti,.t'
um eneenho na freguozi. deSerinhSem, .0 **" qual.dadedasfazendas que lhe
qual S9 di bom ordenado : na Camboa do
Precisase deum administrador par* rao todo 70 palmos de frente, e 90 do fundo,
um engenho, que alm da pratica, e liabe-1 com terreno de mais de mil palmos do com-
lilaOcs nocessanasa um tal emprego, seja priinenlo u grande baixa de capim adianto
Carmo n. 33.
Roga-se
compraren).
--Da-se ajuros 250,000 rs. sobre pinhor
. encarecidamente .0 Sr. J0S0 ""J. ou Pr'ta : a rudo Cutuvello nu-
I uiz de Almeida Ribeiro, deOlinda, de ap-im .
* ni tt 5 torrente, .pe,.,. 4 horas J \&g-gffiS2
do flnado padre mestre Jos Concalves. lf.rt-| zas n. m. ( ca, sito no lugar dos Remedios, plantado de
Frecisa-se alugar uma pre- arvoredo, com boa casa do viveoda para
ta, nue saiba cozinhar e engom- grande familia, senzala para escravos, es-
' _!_... tribaria para cavallos, cachoeira 9 um opti-
mar ; bem como um moleque na mo viveirode pe|Xe: a ruada Cruzn. 1.
Ignacio Avelha, ou rua'deS. Amaro n""!rua da Gadeia de S. Antonio n. 7. D. Auna Prolirio do Sacrameuto reti-
que ser bem recompensado. .- Precisa-se alugar nm escravo, ou qual- ra-se para a Cranja, levando em sua coui-
- Nodia3doeorrenlemezdesappreceo,!guer um homem forro, para o servico de panhia os escravos creoulos seguintes : An-
indo pa o Poco conduzindo um balaio! uma casa ostrangeira : na ra da Cruz nu- t>Mi Candido, Julio, e Mauoel Luiza,
com garrafas e outros objectos, o negro mero 38. fhereza, Tbomazia, o um moleque de nome
Beneeito de nacflo, de idade de 25 annos o caf Tranrez precisa deum caixeiro, Francisco.
com os signaos seguintes: baixo, corpo re- que seja diligente e entenda o francez.
Toreado, rosto largo e redondo, e olhos jua0 Antonio Alves de Brito, embarca
avermelhados, faltando-lhe dous denles na pira o Rio de Janeiro, o seu escravo creoulo
fronte da parte superior: levou camisa d'al-' Eloy, de 14 annos.
godo e duas caigas, una de panno prelo a pessoa que lhe fallar um carneiro,
i'ni, uma llvela atrs, e outra d'algodo !podeo-procurar na vendada esquina da ra
azul,e lionot de panno uzado : o qual foi dos Ouarteis, que dando os signaes lhe ser
comprado a senhora do Sr. Dr. Arruda em ', entregue, pagando as despezas feltas como quem for seu procurador; a negocio de seu
2 de dezombro p. p. j consta andar na Boa, mesmo. intercsse, para o que queira annunciar a
Vista procurando frete e no dia 7 ler perd-i 'i\ -antolUtn Salustiano de sua mora(la- t. ,
U caueusia oaiuaiiaim uc Amanha ,10 docorronte, se hSodear-
udiencias, perante
m grao de adjudi-
. penhorados por D.
ser gratificado. I corrente anno, OS bilhetes premia- Claudios Uarlinha do Sacramento a seu so-
-0 capitao de campo de duas provincias! dos e cautelas da q. lotera a bene- urinho Antonio da Cantil Soares Guio-
Antonio Francisco de Oliveira perdeoduasfi- Aa <:, J, S !S(5 s ra--0esCMvao heCuuha.
lentes com un, .nn.moin. ,i npn. o da ireguezu de. Jos, os ..precisa.se alugar um
--loao Profiri da Molla retira-se para a
Granja levando em sua companhia um es-
cravo creoulo de nome Carlos.
Adolphe Bernard Beranger, francez,
retira-se para lua da provincia.
Precisa-se fallar com a Sfa. D. Ray-
munda Maria Carneiro da Cunha, ou com
do um bilhete de protecfSo em uma venda
uu ua, muleta u proieccuu em urna vonua I r- i I I ------------ T. '-
dafronle da Soledade (Igreja) o qual lhe foi | Aquino Terreira, paga pelo Jornal rematar, na salla das aud
negado : quem o pegar leve-o a botica de do Commercio de a5 de ianeiro do STj DtP"- J" civel, em
Jo3o Moreira na ra do Cabug n. II, que .,, .J -:- "So ,lgu,is urad"J8 Per
...1 _..i.. C.rn
patentes com uns annuncios 'do negros : c, aa *! uc *MWC "" --Precisa-se alugar um moleque para o
quem as achar leve-as ao Manguinho ao pduaes foram vendidos na praca da servico interno de uma casa eslrarfgeira
a. '" "--i-......4-- ?-..._ .i.tJi ,- | que seja (iel o sadio: quemo tiver dirna-se
Independencia n. i3e 15, roja de 2 ra do Trapiche n. 8
Francisco da Costa Ferraz, vai a cida-
"V
quem o liver dirija-se
i Mta ra TraniohA n J
calcado do Arantes, e na ra da
r0,'lo ,ln Uprifp n 6 loia de de d* P'rahiba, a tratar de seu negocio.
Cadeia do Keciie n. ao, una c Precisa-se de um homem que entenda
miudezas, a saber : IIOU blllie- de plantacOes, para tratar de um pequeo
te inteiro i:ooo,000 de rs., 5a5Q sitio: em S. Amaro, na taberna ao pe do
w imciiu livwwav y Sr. Cardozo, se dir quem precisa,
em quartos 400,000 rs., 7O meio __ y noyo (jep08ito de cal e po-
bilbete io>,ooors.,4433emquar. ,as8 na ra de Apollo, armazem de padre, e de algibeira detresdif-
34a4 em oitavos de ya| Re acal)a n0Vamentede ferentesqualidades,sendoumadel-
endas.
FOLUINIIAS PARA i85a.
Vendem-se follunbas de porta
de Jos Marinheiro; perdeo do Manguinho
at o palacio do bispo.
- Desappareceram da porta daalfande-
ga dous barris com manteiga, sendo um de
ingleza e outro de francaza : roga-se as
pessoasaquem ditos barris forem offereci-
dos o participen! a Joaquim da Silva Lopes,
3ue d a melade do valor dos ditos barris
e gratiflcacjlo.
- Na ra do Hospicio n. 52 precisa-se
de uma ama que engomme bem. .
- Jos Rodrigues Ferreira embarca para t09 100,000 rs. ^^.....?------------------
o Rio de Janeiro sua escrava de nome Mar-1100,000 rs., ygo em quartos e vi- receuer a superior potassa da bem lascom oalmanakdacidade e pro-
C6-"Alug.-se por 148000 rs. mensaes uma Kimos a00'000 r8' ., acreditada fabrica de Moura & Bas- vincia: vendem-se nicamente na
boa casa terrea em oiinda na jua da lqui Gabinete portuguez de leitura. tog a 8ua guperor qualidade, que praca da Independencia n. o e 8
Z\n'vtt.Kg$M& A directora de te estabeleci- rva|isa e produz 0 rnesmo effeito. HlmftO de iNailtlia a
os seguintes commodos ; tres sallas, quatro
quartos grandes, cozinha, quintal lodo mu-
rado, cacimba o estribarla para quatro ca-
vallos com pin t,i,1 para a ra : dirija-se
da ponte de Uchoa, a rallar ua ra de S. Ama-
ro n. 16.
Vende-se a casa n. 25, da ra do Ale-
crn! : a tratar na ra Direita n. 61, segundo
andar.
Acaba de chogar do Rio de Janeiro a
segiiinle e importante obra: Curso deDirei-
to Caoibial brazlleiro, ou primeiras.linhas
sobre as lolras da cambio, o da trra. No-
tas promisorias o crditos mercantis, se-
gundo A novissiuio cdigo commercial, por
Jos Maria Frederico do Souza Pinto, bacha-
rel formado em sciencias jurdicas e sociaes,
1 volumeencadnrnado por 6,000. No pateo
do Collegio loja do livro azul. He 18o co-
nhecido o nome do autor desta obra seja co-
mo advogado consummado, seja por seus
trabalhos literarios, que nos dispensa de
qnalquer outra rccommendafSo desta nu-
blics(3o indisqensevel ao jurisconsulto, ao
magistrados asslm como a todo o corpo do
commercio.
-- Vende-so na ra do Jasmim na segunda
casa do lado esquerdo sement de coontro
por pre^o commodo.
Ha porta da Alfandega e no
armazem do barateiro Joaquim da
Silva Lopes, vende-se furinba ion-
lona SSSF c de Fhiladelphia, l-
timamente chegada.
Avisa-se as casas, que se
costumao sortir de charutos linos,
que acabam de chegar da Babia ,
as seguintes qualidades :
Deputados.
Ucputados imperiaes.
Baionetas imperiaes.
Fama va.
Regala.
Trabucos.
Vendem-sc na travessa da Aladre
de Dcos, armazem ns. .'1 1: (i.
Ao barato.
A venda nova da estrella na pra;a da Boa
Vista n. 5, esta vendendo tudo mais barato
do qne em outra qualquer parta assim co-
mo viiilio 160, 240 o 280 rs. a garrafa, cha a
1,809 e 2,000 rs. a libra, qneijosa 1,200 rs.O
mnteiga franceza a 520 rs.dita ingleza a 720
rs., o restos a vista do comprador.
Lotera do lo de Janeiro.
aos ao:ooo,ooo e 10:000,000 de rs.
O cautelista Salustiano de Aqui-
no Ferreira avisa ao respeitavel
publico, que no da 19 do corren-
te mez, deve chegar do Sul o va-
por da companhia brasileira, e no
da aoo vapor inglez Teviot, con-
ductores das listas da 14- lotera
a beneficio das Casas de Garidade,
que correu no dia 4 deste mez, e
- Compram-se duas moradas de casas immediatamente logo que re-
lerrcas emboas ras, na freguesia de S.An- i'"!5 *"" ." o 1.
Ionio : quem as tiver dirija-se aoadmims-1 ceber OS listas, sem ganancia al-
junn, todos e quaesquer premios
que sahirem nos bilhetes, meios,
quartos, oitavos e vigsimos, ven-
didas na praca da Independencia
n. i3 e. i5, loja de calcad-- do A-
rantes, e na ra da Gadeia do Bc-
cife n. 4<>, loja de miudezas.
Bilhetes aa,ooo
Meios 11,000
Quartos 5,5oo
Oitavos 3,800
Vigsimos i,3oo
O cautelista Faria Barboza ,
recebeu bilhetes da 14. lotera das
Gasas de Garidade, cuja lista vem
no primeiro vapor, c os vende no
pateo do Gollegio, casa do livro
azul, pelos seguintes precos :
Meios 11,000
Quartos 5,5oo
Oitavos 3,800
Vigsimos i,3oo
O cautelista contima a pagar os
bilhetes do theatro de S. Pedro ,
que vendidos na mesma casa sahi-
ram premiados.
casado, e tanha pequea familia: quem
taea qualidades possuir, poder entender-
se com o tente coronel Mauoel Joaquim,
no Afogadoou no seu engeuho Peres.
Preeisa-se alugar um sobrado de um
andar, decente, com commodos para gran-
de familia, e fresco, ou uma casa terrea,
com as meninas proporcOes: quem o tiver
annuncie, ou dirija-se a ra Formosa casa
terrea do terceiro lampifio, confronte ao
muro.
Precisa-so de um caixeiro para venda,
da qual tenha bastante pratica, para lomar
conUdeuma por balando, e d dador
sua conducta : em Olinds, ra de Mathas
Ferreira n. I.
Quem precisar de urna ansa forra para
cozinhar : dirija-se na ra das Flores n 2.
Altenco.
Nova fabrica de chapeos de Sol no atierro
da Boa-Vista n. 22, acha-se um grande
sortimenlo de chapeos de Sol muita
em conts, tanto para homem,como para se-
nhora, como seja de seda ou de panninho, e
graude sortimenlo de pegas de seJa ode pa-
panninho para cubrir os chapeos de Sol ja
usado.tambem concerta os dit'.os peol prego
mas commodo duque om outra qualquer
e parte com toda iromptidSo,
Precisa-se alugar dous moleques : na
ra da Cadeia n. 13.
A Inga-so um muleque de 22 annos,
para servido de qualquer casa estrangeira :
quem pretender dirija-so a ra dos Quar-
teis n. 24.
- Precisa-se de uma ama forra, ou cap-
tiva, para uma casa de pouca familia : na
ra do Pilar em Fra do Portas n. 72, segun-
do andar.
Alugam-se duas casas nos arrouibados
de Oiinda, muito frescas, uma dolas com
commodos para grande familia : trata-se
do aluguel na ra da Cadeia do llecife nu-
mero 43.
Acha-se farinbanova de SSSF, Me ra-
in, iih.i para vender, nos arinazens de Dea-
ne Joule & Companhia, no becco de Con-
nives.
-- Preciso se de um portuguez doschega-
dosapouco, para um sitio: quem.pretender
dirija-se a praga da Independencia n. 12.
Quem precisar de cocos para embar-
que : dinja-su a pr.ic, 1 da Independencia n.
12, ou no Giqui defronte do engenho, onde
os encontrara por prego commodo.
Na primeira audiencia do lllm. Sr. Dr.
juiz dos feitos da fazenda,so lulo de arrema-
tar os seguintos objectos : um engenho de-
nominado Barbalbo na freguesia da comar-
ca do Cabo, com todas as suas trras, ut-
as e logradores, casas do engenbo, do vi-
venda e de purgar, com 30 furos e 3 balcOes
grandes, senzalll para prelos, 1 moenda, 4
tachas c um paro! do caldos, tudo de ferro,
e outros objectos avallados em 38:000,000 rs,
e da mesma forma v3o a praga os b;ns an-
niniciados em o Diario de Pernambuco de 26,
27 e 28, da novembro do anno p. passado,
a excepgSo de alguns queja foram arrema-
tados._________
Compras.
trador desta typographia, quo dir quem as
pretende.
-- Compram-so escravos rceoulos, ma-
chos o fomias, de 12 a 20 annos de idado,
com habilidades, ou som ellas : na ra da
Cadeia no Recife, casa n. 8.
-- Compram-se para nma encommenda
lo Rio de Janeiro duas escravas crioulas
ou pardas, de 12 a 2o annos, quo tenliam
boas figuras, e um moleque da 14 a 18 an-
nos : na Rua-Nova n. 16 so dir quem
compra.
-- Compra-se um pao de rede com birros,
ou semelles: Compra-se tambom uma ti-
poia nova, ou em bom estado: no palco da
Penlia sobrado do sotao deflYoiito do con-
vento.
-Compra-se uma lavcrna, queesteja bem
afreguazada para a praga, sendo no bairro
do Recife: quem tiver, anuuncie.
-- Compra-se uma casa terrea pequea
que seja 110 bairro de S. Antonio, que esto-
ja livro e desembaragada : na ra do Quei-
mado n. 39.
ment, manda fazer publico, que *j0 que a mei|lor estrangeira, dif-
pelo ultimo navio chegado de Lis- feren9a em preco e a animacaoa
Offerece-se uma mulherde meia idade
psra ama de casa de homem solteiro: na ra
datuia n, 7.
Deseja-se ajustar com o Sr. Agrimensor
quedemarcou a poucoo engenho Tapicur,
para uma outra demarcagSo de engenho : no
Eateo da Peoha confronte ao convento no so-
rado de soto.
Desappareceu no dia 3 do corrente urna
negra de nome Minervina as vezos muda-o
para Felicidado.tom falta de cabello no can-
to esquerdo da cabega, rosto pequeo com
talhos pouco viziveis, pernas muito finas
levou vestido de Laiizinha verdeja desmaia-
do, eotraz com o corpo descido feito saia.
, e panno Ja cosa. Tambem conduzio umaca-
cum o mesmo capitao, na praca do: eca toda pintada de azul com que venda
Gommercio, ou com os consigna-, f8"a,vque,n,appgarleT9-aaruada,Sen.zaJ-
.. ,, f. ilaVelban. 22 primeiro andarou a funJigao
taos No vacs & Companhia, na Dtt ruadoOrumao caixeiro da mesma.
-- Perdeu-se na noite do dia 7 do corren-
te no lugar do remedio na casa em que bou-
ve representagSo uma clarineta toda de ni-
deira com aoeis preto, a pessoa que acliou
do
ra do Trapiche n. 34.
Fara a Baha, sabe em pou-
cos dias, o hiate brasileiro Ame-
lia nara n resimhrinn p nasBa. 1uerendt) restituir pode levar na ra
11a .para o resto aa carga e passa- QUBIDonj i(qUeger recompensado.
geiros, trata-se com os consigna- ^^^S
taos Novaes & Companhia. naj Dezeja-se que oSr.Tiarcelmo lien- "
, rp ,,' 19 rique Pereira declare sua residencia
ra O trapiche n. Ol\. J para ser procurado para negocio, e
Para o Ceart, sahe a qualquer dia o espera-so que declaro por este mes-
hiate Anglica : quem nelle quizer carre- Q mo jornal. "" _
gar, ou ir de passagem, dirija-se a ra da
Cadeia do Recife n. 49, segundo andar.
800 rs.
ferenca em preco eaanimac,aoa Vende-se a historia de SimJo de Nantua,
boa, recebeu um variado sert- uma n(ju9lrja nacional, sao cir- asoors. 1 najvraria da praga da indepen-
do Rio de Janeiro.
Aos 20:000,000 de rs.
pondentes desta pra?a. ., mUQezas ,ja praca da
e sendo talvez ignora Ja ge- .. Msnuel D| mu de uma ns- vigario n. 13, terceiro andar. Independencia n.-4, venaen
n.:^nn i'....,.,.. ,t'l lliir.lira mil lurn I^.4.m InlAinna lUIHiiC 1*111:
mdi S??"?0 D0 fteoIfa' l0Ja d9 ferra_ "lento de obras litterarias, que vi- custancia8 dinas da attencao dos lencia n.
gamU.37A._____________!, fnlnrpln fin I LOterid
eram augmentar a colecsSo que genhoresde engenho eseuscorres-'
possue, e que orea por 600 volu-
ntes *
ramente a existencia
JLeilau.
- Mademoiselle Quentin, tendo de reti-
rar-se para a Franca, rara leilSo, por inter-
vengflo do corretor Oliveira, de loda a mo-
bilia da sua casa, e outros varios objectos,
consislindo em sofaz, cadeiras, bancas de
jogo, ditas da meio de sala, e de sof, de Ja-
caranda ; sof mezas, e banquinbas, de
excellente piano, commodas,
Francisco .Vallicos Pereira da Costa ex-
porta para o Rio de Janeiro oa seus escravos
Severino, Sabino, Felippe, Reginardo, Joflo
da .Molla e Anetela todos crioulos. Jlo
pardo claro.
Na ra do Crespo n. 10 precisa-se allu-
gar urna ama forra desempedida e de boa
conduta para uma casa de pouca fami-
lia.
Jos Viaira de Figueirodo embarca pa-
ra o Rio de Janeiro os seus escravos a saber:
liara,parda.de idade 24 annos, Antonia, an
amarcllo, 1 excellente piano.
meza para jantar, .1 leito completo, espelhos gola,do idade 30 annos e Izabel.angola, ida-
grandes e pequeos, lanternas, caixa de de 28 annos.
musica, 1 rico oculo de theatro, calas para I Precisa-se fallar a D. Jote da Acunba a
costura de Sra., boleas de metal, candiei- negocio do seu interesse, o qual tem na ra
ios, ricos vmos, calungas, e chirutalras de do Trapiche o. 6, ama carta vlnda no vapor
porcelana garrafas muitolllndat pira ttei-1 Teviot.
c3o de" quem pertender associar-se '"rRoga-serto^aVaVpVssVas'qeTssgna- ',sla n0 l?rimei0 \p,
ara t5o nobre fim, tambem faz ram para o baile de mascaras no theatro do Lotera de JN. do Lnvramenio.
" 1 1 ,i Apollo, remettam .suas propostas para con- Aos''OOO.OOO de rs.
publico que tem na sua biblioteca ^ d; fami|iag ,'l0 ,0 ^ia 12 doFcorrenie -?os ?"0r2a, (ll nraca
os livros que pertencem a seguinteao director: na ra d-Apollon. 22. Na loja de miudezas aa piaca
rl.;r.<.arSn. RinivrAnhia Chroni- ~ No da sabbado 3t de Janeiro p.p., par-ja independencia n-45 ven-Jem-
classihcacSo, BiograpniB, L.nroni li0 d0 eBgenh0 ||0Mupe, em regresso para .... :nier0s. mec" ---------
cas, Commercio, Dic,cionanos, E- o engenho Ronto Velho, na comarca de S. se Diinetes inieiros, n
.':, Pnliiira Kiloloeia Geo- Anto, Jo bacbarel Pedro Bezerra Pereira tos, decimos e vigsimos,
conomia Poltica, filologa, ueo doAriujo BeUrao oseu cabra Lu.zcreou- fi V dDN S- do Livra-
graphia, Historia, por Alexandre |0, de idade de 20 annos, secco, semoarba, |1CI da lotera ue a. a, u"
Uerculano, Thiers,'Lafuentee va-e-num cavallo casuoho castrado, com-Ama menlo que corre impreu
1 I i 1 1 -,. pequeaa belida em um olho, conduzindo _.,,, nn rlia
nos; Historia Natural, Lilteratu- uma carga decagoaescomumaduziadoca- n
ra. Mitholoeia. Fhilosophia, Poe- pOes.um balaio cheio deronpa de homem,
,,,.". B! '*'-.'-,, contendo 6 camisas, 4 raigas, 3 palitos, e
sia, Poltica, Khetonca e fcloquen- outrt roup,g> e um metbodo de piano, car-j
cia, Bomanses, principalmente de tas ect.,e at o presente nao he aparecido.
... n.Ma 8.i;. l'onr^Sanrl- dovendo-se suppor ou que fugio, (o que
>ue, Uumas, &ouIieeiJieorgaana,|nuII(,sfeiJouq^0 rob,amou mauram,1
Tachigraphia, Theatro, lheologia oualguem tomou-lhe o cavallo em Po d'A-'
e Culfo, pageos. He permittfda ffi. ^ J. y" ^ ^^ ^T^Jf^^C?tl
pois, as autoridades ou qualquer pessoa do na rus larga do Roiario in.^35 loja c1 nrM
povo qu o encontrar fgido ousoubr noli preta de boa conducta e com algumas na
cia delle, o fagam chegar ao seu gerente bilidades. ____
nesta praca, Paulino Bezerra de Mello An- -- Na ra do Crespo n. 24 exis e 1am ca-
drades Lima.na ra do Arago n. l.ouaseu vallo lazo novo, carregador, baixo, sem
Sr. o referido bacharel, que ser deida- achaques para vender-se._____.-jin-
mente recompensado o cabra foi compra- Vende-se um bom terreno para edificar
do aoDr. Joaquim Congalves Lima, de Pa- urna casa emchos propnos, e por comino
je de Flores. do prego : nesta typographia se dir quem o
--Nalprimeira audiencia do lllm. Sr. Dr. vende. ___ lilin
juiz dos feitos da fazenda^so bao de arre- Vende-se dm bom e pequeo sitio em
matar os bens aununciados em os Diarios de cho proprio. e com celleule agua ae
Pernambuco do 17 do passtdo mez em di- ber, na estrada do corredor do B.spo. nesta
tvpogranliia aedira qnem o tenue.
1 r r. .*? __ .. JO. .-,... limo os
a8 do corrente.
Bilhetes nteiro 10,000
Meios 5,ooo
Quartos 3,600
Decimos 1,100
Vigsimos 600
Vende-se um pardo mogo bonita figu-
a sabida de livros para leitura ex-
terna excepcSo das obras de con-
sulta, conforme determina oregu-
lamento de leitura. Alm dos li-
vros eopecificados tem os se-
guintes : _
Jornaes litterarios,politlcoi e com-
inerciaes.
Imprensa, Diario de Pernambu-
co, Jornal do Gommercio do Rio
de Janeiro, Morcan til da Baha ,
Diario do Govcrno de Portugal ,
ante.
Precisa-sede uma ama para cosinhar
e engommar, para urna casa de pouca fami-
lia : na ra Direita n. 53, se dir.quem pre-
cisa.
- Vendo-se ura sitio com uma casa mag-
nifica beira do rio, tendo grande sala a-
diante, com 2 gabinetes, e 2 alcovas, sala
igual atraz com 3 quartos o cosmos, tendo
Lotcfia do I > i o de Janeiro.
AOS 20:000,000, 10:000,000, 4:000,000 ,
2:000,000 e 1:000,000 de rs.
Na loja da Viuva Vieira ccFilhos, na ra
da Cadeia do Recife n. 24 receberam pelo
vapor Paraense, entrado em 6 do corrente ,
a lista da 20. lotera a beneficio do theatro
de Sr. Pedro, e o resumo da extracgSo da
quarta lotera a beneficio da freguezia do
S. Jos, que seacham patentes na mesma
loja, e juntamente receberam e acbam-se a
venda os mu afortunados bilrurtes, moio^
quartos, oitavos e vigsimos da 14. lotera r
beneficio das Casas de Caridade, e trocam-se
por bilhetes premiados das loteras do Rio
de Janeiro e desta provincia.
Vende-se um bom cavallo decaono-
let: na ra Nova n. 21, segundo andar.
Chegjiem os amantes da boa
pitada.
Pelo ultimo vapor chegado do
Rio, veio nova lomada do supe-
rior rap princeza do Rio de Ja-
neiro, eai libras e raeas ditas: na
ra do Queimado, loja de miude-
zas n. a5.
- Vende-se uma preta creoula, com uma
filha do um raez de idade, muito linda e
com muito bnmleite: n 3 aterro da Boa Vis-
ta, sobrado de 3 andares n. 51.
Vende-se uma lpoa, com todos os sous
perlences e em muito bom estado : na ra
do Queimado n. 39.
3Ioltluras douradas
de todas os larguras : vendem-so no arma-
zem de KallkmannIrmos,ruada Cruz n. 10,


._

f

\
Vendem-so superiores holachinhas de
artruti em lilas do Ro de Janeiro, fcijilo
pri-tn, dito molatinho a 2,000 o 2,500 rs. a
saces, azeitonas ltimamente ebrgadas, la-
tas com a libras de superior cha de Si l'u-
lo, sebolas, peneiras de rame proprias para
padaria o refinagSo ; ludo por prego com-
raodo, no trmazem da rus da Madre-de-
Deos n. 31, ao lado da alfandega.
Vende-se a casa Ierra n. 32, sila na ra
de S. Amaro, do l-airro de S. Antonio dota
cidade : a tratar na travessa do arsennl de
guerra, armazem c!c ramo secca n. 9, das
10 horas da manha, as 4 da tarde.
-- Vendem so duf canoas abertis, de
carga de 1,800 tijollos, em bom uso, e ror
prego commodo : no Cae do liamos arma-
zem d. 2.
Queijos do SertSo.
Vendem-se queijos grandes e frescaes,
viudos do SertSo, e por prego commodo :
na ra do Queimado loja n. 14.
Vendom-se enxadas calgadascom ac.
panellas, frigideiras, cassarollas e chaleira
de ferro forrada de porcellana, bocetas do
faia para doce, carretilhas, grelbas para
torrar Ipao, almofarizes, facas com gario,
uiuito IIdos, colheres de metal do principe
o outras militas ferragens por piceos com-
modos: na Rua-Nova. loja de ferrageus
ii. 16, de Jos Luiz Pereira
lieein pr i ni iu-so a linda val-
ga fu lliaule a Luziada, offe-
recida a S. M. D. Maria II.,
por J. Poitehaut, para
fraule, prego 320 rs : na Im-
prenta do msica da ra
Bella n. 28. Imprimio-se 2
lindas valsas, o Salto, e a Madrugada, para
piano, por J. C. S. Araujo, prego 320 rs. :
na mesma ra n- 28.
Para bailes mascarados.
Mascaras de cera e de pao por prego com-
modo: na ra do Rosario larga loja de miu-
dezas n. 44.
Para o baile de mascaras.
Vende-se um vestuario em bom uso
e completo : a tratar na ra da Ca- 8
deia do lenle, loja n. 53.
Leite sem mistura.
' Contracta-se a venda diariamenta de 30 a
40 garrafas de leite sem mistura alguma,
com quem o queira ir receber no Mangui-
nbo, ultimo sitio antes da ponte, do lado
direito, e da-sepor ser em porgSo, a menos
de 200 rs. a garrafa : a tratar no mesmo si-
lio ou na ra da Cruz do Recife armazem
n. 13.
Na travessa da Madre de Doos armazem
n. 5 vende-se batatas boas a 600 rs.a arroba.
Attencao ao barateiro da ra do
Crespo n. i4> loja de Jos fran-
cisco Dias, chitas cabocolas, a
aoo ris o covado.
Vendem-se chitas oscuras cores de vi-
nli'i ede caf, fazunda inteiramente de pa-
drees novos e cores muito lizas, a 200 rs. o
covado; ditas francezasmuito superiores,
a 240 rs. o covado ; ditas de quadros pa-
drOesescuros e inteiramente modernos, a
200 rs, o covado ; superior atoalhado ada-
mascado de puro liiiho e com 8 palmos de
largura, pelo muito barato prego, de 1,600
rs. a vara; alpaca prela muito lina, a 640 rs.
o covado ; cassas francezas de coros as mais
fins que tem apparecido, a 640 rs avara;
E MAIS OFFICINAS
NA
Riia Imperial n. 118 c 12o, e deposito nartm Nova h. 38.
Respetosamente avisam o publico, e particularmente os Srs. deongenliose des-
tiladores, etc., que osteestabelecimento so acha completamente montado, com as pro-
pones necessarias, para dosempenhar qualquer machina, ou obra concornente ao mes-
mo. Os mesmos chamam a altcngSo para as seguinles obras, as quaes construidas em sua
fabrica competem com as fabricadas na Europa, na qualidade e mao do obr, e por me-
nos nrego, a saber : .'.'*
MACHINAS continuas do destilar, pelo methodo do autor francez Derosne, ai me-
Ihores machinas, que para osle (im at boje tem apparecido.
ALAMBIQUES do cobre de todas as dimenses.
TODOS OS COBRES necossarios para o fabrico do assucir.
TAIXOS DE COBRE para rofinagSo.
TAIXAS DITO para engenbo.
DITAS DITO movis para dito.
BOMBAS DE COBRE de picote, do repucho, de roda o do pondulas.
ESCBIVANINHAS de latflo dos melhores modellos.
DITAS DITO galvanisadas.
sinos de todos os tamanhos.
OS APRECIAVEIS fogOes de ferro econmicos.
BURRAS de ferro as mais bom construidas.
CARROS dito do mo.
PORTOES de ferro.
VARANDASditO.
CRADIAMENTOS dito.
TAIXAS dito.
CALDEIRAS dito.
BANIIEIROS do zinco e de folha, para Kanlio de choque.
HGMGffiAD
DA
AmCWIDAM
SALSA PARRILH A DEBRISTQL
SALSAlMimil
^IttK
corte ; cortes de cambrnia de seda cor de
carnee de rosa, fazenda ilo ultimo goslo,
pelo barallssimo prego, de 8,500 rs. o corte;
dem de seda pura, todos brincos, pelo ba-
rato prego de 12,000 rs. o corte; superio-
res lniiis de puro linlio trangado, de ricas
cores, e novos padrOes, a 1,200 rs. a vara ;
assim como outras muitas fazendas de agra-
dar aos Srs. compradores, tanto nos pregos
como nasqualidades.
<53T Vendem-se escravos bara-
tos, mooos e de bonitas figuras,
como sejam : moleques moleco-
tes, molalinhos, negrinhas, ne-
gras mocas e dois pretos de meia
iilaJe, por preco muito emeonta :
na ra das Larangeiras n. i'|, se-
gundo andar.
No escriptorio de Novaes &
A salsa parrilha dcBristoJ data desdo 1832, e tenrconstantemoule manlido sua reputa
cao, sem neeossidade do recorrer a pomposos annuncios de que as proparagOes de m-
rito podem despeusar-se. Osucesso doDr. Brislol tem provocado infinitas invejas, e
entre outras, as dos Srs. A. R, 1). Sands, de New-York, preparadores e proprielanos da
salsa parrilha conhecida pelo nomede-Sauds. ...
EstessenboressolicitrSoero 1842 a agencia de Salsa parrilha de Brislol, e como nSo
o pudessem obter, fabriciro urna imitagSo de Bristol.
Eis-aqui a carta quo os Srs. A. R. D. Sands escreveram ao Dr. Bristol, no dia 20 de abril
de 1842, e que se acha em nosso poder :
Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bfalo, etc.
Nosso apreciavel senhor.
Emtodooaono passado temos vondilo quantidades coisideraveis do extracto de
salsaparrilha d vm. a pelo que ouvimos dizer de suas virtudes quelles que a tem usa-
do, julgamos que a vendada dita medicinase augaientai muitissimo. Se Vm. quizar
fazer um convenio comnosco eremos que nos resultara multa vantugem, tanto a nos
como a Vm. Temos muito prazer que Vm. nos responda sobre este assumpto, e se Vm.
um me/, ou cousa semellianle, loriamos muito prazer em o
llon n. 79.
seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. Sands.
----------j----_ _% uiiiiu n vil/. i' iiiiMiniiii'i uta.
cassas chitas muito largase cores fizas, pelo, yjer a osta cij,de daqui a um
baralissimo prego de 200 rs. o covado ; di- yer em nosja bolj d0 ,,u,
tas em corles com 6 Ija varas, JiOOOrt.^O F|cao s ordens j0 Vm. seus i
OOITCLUSA'O
l.aAntiguidado da salsa parrilha de Bristol, he claramente provaila, pois que ella
data desde 1832, e que a de Sands s apparcceu em 1842, poca na qual esto droguis-
ta nlo pode obler a agencia do Dr. Ilrislol.
2. A suporioridade da salsa parrilha do Bristol he incontestavel, pois que no obs-
tante a concurrencia da de Sands, e do urna porgSo de outras preparagOes, ella tem man-
tido a sua reputagao em quasi toda a America.
As numerosas experiencias feitas com o uso da salsa parilha em todas as informida-
des originadas pela impureza do sangue, e o bom xito obtido nesta corto pelo lllm. Sr.
Dr. Sigaud, presidente da academia imperial de modicirta, pelo lllustrado Sr. Dr. An-
tonio Jos Peixoto em sua clnica, e em sua afamada casa desaudena Camhoa,pelo lllm.
Sr. Dr. Saturnino de Olivoira, me lico do excrcito, e por varios oulros mdicos, per-
mittem boje de proclamar altamenle as virtudes efh'cazes da salsaparrilha do Bristol.
Vende-se a 5,000 rs. ovidro; na botica de Sr. Jos Maria Congalves Ramos, ra
dos Quarteis pegado ao Quartel de Polica.
Vinho de Champagne,
superior qualidade : vende-se no arma-
tn Kalkmanu IrmSos Rus da Cruz, o. 10
Vende-se por preco commo-
do, cal virgem, muito nova, ebe-
gsda pelo ultimo navio, por preco
muito commodo : no armazem de
Di?s Perreira, no caes da Alfande-
ga, ou com Novars& Companhia,
na ra do Trapiche n. 34.
\ rndos de ferro.
Na fundigSo da Aurora, em S. Amaro,
vendom-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
DEVERES DOS I1MENS,
a 5oo rs.
Vende-se este compendio iprovado para
as aulas, em meia encadernaglo, a 500 rs.,
cada um: nalivrarian. 6 c8,da praga da
Independencia.
Superior cli nacional
em caixinbasdea libras, e da melhor qua-
lidade ; vende-se por prego commodo, na
ra do Corpo-Santo 11. 2, primeiro andar.
Ophno vnho bronco.
Vendem-se barris de 5 em pi-
pa, com vinho branco de Lisboa,
da melhor qualidade queapparece:
trata-se na ra da Cadeia do He-
cife n. 48.
Modulas superiores.
Ni fundigSo de C. Mane Companhia,
em S.-Amaro, acham-se venda moends
de canna, todas de ferro, de um modelo e
construcgdo muito superior
--Na ruado Vigrio n. 19,1. andar che-
gou recentemente e se acha a venda a su-
perior bolaxinba de Lisboa propra para
cha, finissima marmelada om latas de li-
bra, e excellento chocolate de todas as qua-
lidades medicinaos, onde se vendo por
junto ou em porgSo.
Vende-se farinha de mandioca superior
em qualidade da precedencia de Porto-Ale-
gre e a prego rasoavel: a bordo do patacho
Felicidade Tundeado em frente do caes do Ra-
mos, ou na ra da Cadeia, casa n. 39.1.
andar.
AGENCIA
da fundicao Low-Mooi.
RA DA SEZALLA NOVA N. 43.
Neste estabeleeimento conti-
aa a haver um completo sorti-
inento de moendas o meias moen*
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos, pa-
ra dito.
SALSA PARRILHA DE
SANDS.
Este cxcellente remedio cura todas as en-
Comnanhia, na ra do Trapiche! ermidades as quaes sao originadas pela
,/ _.___.._! mpuresa do sangue ou do systema ; 1 sa-
n. 4, tem para vender, por preco| b escroruiaS( rheumatismo, erupgfles
commodo, carneiras de cores; cha-i cutneas, brebuthas na cara, almoroidas,
_... 1 -11 r. J r, I doengas chronica, brebulhas, bortoeija,
peos depalha do Chile, em por- enchagocs, dores'nos ossos, e jun-
ces; li 11 lias de roriz e de Quinta-
rles; tinta para escrever e graxa
de lustro.
Superior oleo de linhaca.
Chegou imi recentemente da
Jlollanda oleo de linhaca cm boti-
jas, de qualidade muito superior :
tas, ulcar, doengas venerias, citica, enfer-
midades que attagSo pelo grande uso do
mercurio, hidropesa, expostosa urna vida
extravagante. Assim como, chrouicas de-
srdeos da constituicfto, sero curadas por
esta 1 Jo til, e appro'vada medicina.
A administragSo deste beloremodio, nos
ataques mais eslraordinarios tem sido sem-
pre seguidos pelos mais felices resultados
, as suas operagOes ; porm, o seu principal
vende-se na ra do trapiche Ao- objeclo he de purificar o sangue, elimpar o
vo n .( systema de qualquer influencia de mercu-
" ., i no. No seu medus operandi, he directa-
-- Em casa1 de James Crabtree & Compa-; meotecomoum remedio alterativo, anda
nhia, no Recife ra da Cruz n. 43, vende-, ndirectamenle serve ao systema como
seoseguiote: selins inglezes com perten- ual verdadeiro tnico. Doengas nos ossos
ees, arreos para carro de 2 o 4 rodas, cor- 0 no ysteiDa grandular; assim como as
, m j I J* ''" -^ "(l:|1"' LidiiiuiiM aaans
rentes de ferro, ancora de ferro de diversos junl'e |gannlos> sSo inie|ra
jamanhos, cobre em rolba, loo. ingle,..,, Jradlo le remedio ,
linhasemcainteise novellos, graxa n. 97,1 -
verdadeira.
Vende-se superior farinha
de mandioca de Santa Catharina,
por preco muito commodo, a bor-
do do patacho brasileiro Alegra,
fundeado em frente ao caes do Ha-
mos : a tratar a bordo do mesmo
patacho, ou no escriptorio de No-
vaes & Companhia, na ra do Tra-
piche n. .'i.'i".
-- Vende-se milbo muito novo 2,560 rs.
o alqueire : no trapiche doCuoba, no (im
di ra da Moeda.
Para liquidar
Faz-se todo o negocio dinboiro.
Vendem-se por todo o prego pcesuntos
hollandezes, proprios para fiambre e tem-
pero : na ra da Cadeia do Recife, n. 23.
Vende-se,
Alm de muito e superiores gneros, ven-
de-te igualmente os seguinles: caf do Rio,
em porgo e a ivtalbo, massas Unas, con-
servas, o excellente doce de annanaz em
frascos de 6 libras, exlrait d'absintbe, vi-
nho do Rbeno, ditos de Cberry, Porto Ma-
deira c Muscalel de Setubal, sardiubas enf
latas maiores e menores, riquissimas cai-
xinhas de todos os lamaahoa com amen-
doasconfeiladas, muito propriis para pre-
sente, presuntos americanos o inglezes para
fiambre, ditos do Porto e Lisboa, milho em
saccas, sebo do Porto em caixas de 1 arro-
ba, cha preto solt e em maasinhos de 3 em
libra, latas com muito fino biscoito in-
glez; ludo isto vende-se por menos do quo
em outra qualquer parte : na ra da Cadeia
do Recife, u. 23, armazem de molbados,
f Deposito de tecidos da rabil- 4
*> ca de Todos os Santos, -m
E na Bahia. %
9- Vende.se em casa de Domingos Al- ?
^ ves Matheus, na ra da Cruz do Re- 4
g cifen. 52, primeiro andar, algodo *
' transado daijuella faliriea, miiilopro-
* prio para saceos e roupa de escra- J;
^ vos, assim como fio proprio para re- 2
'> des de pescar e pavios para vellas, 4-*
&. por prego muito commodo. 4g
ASs ; iAMOA Si A 4 AMM
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, 11. I 7, ha
muito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa:
lambe ni se vende potassa da lius
sia, nova e de superior qualidade.
Vendem-se relogios de ou-
ro e prata, patente inglez: na ra
da Senzalla Nova n. !\2.
Cal vilgeni de Lisboa.
Vende-se cal de Lisboa, de op-
Farinha de mandioca.
-- Vende-se saccas com superior farinha
de mandioca a pregos rasoaveis: a tratar
com I. i. Tssso Jnior ra do Ammim
n.35.
Deposito de cal virgem.
Cnnha & Amorim, na ra da Cadeia do
Recite, n. 50, vender barris com supe-
rior cal em pedra, chegada pelo ultimo
navio de Lisboa, por menos prego do que
em outra qualqner parte. >
No escriptorio de Manoel Joaquim.Ra-
mos a Silva, na roa da Cadeia do Recife,
vende-se por prego commodo cal virgem de
Lisboa chegada no ultimo navio, bezerro de
lustro, mercurio, linha de Roriz,retroz, fe-
chaduras do Pollo, pannos e casemias
de 18a.
Ovas do SertSo.
Vendem-se ovas do SertSo muito frescaes;
cheguem freguezes miles que seacabem,
por se eslaremvendendo muito barato : na
ra do Queimado loja tf. 14.
itap Paulo Cordeiru.
recentemente chegado do Rio de Janeiro .
vende-se na ra da Cadeia do Recife loja n,
50, de Clin ha & Amorim.
No armazem da ra da MoJa n. 15 ,
vonde-se cal de Lisboa em pedr, a mais no-
va que ha no mercado, chegada no crranle
mez, no brigue Laya ; assim como mercurio
doco em caixinhas de libra cada urna, tudo
por menos prego do que em outra qualquer
parte.
Bailes mascarados.
Na roa da Cadeia do Recife loja n. 50, de!
Cunha & Amorim, vende-se villudinhos de
differentes e brilhantes cores, para vestua-
rios de bailes de mascaras, o roupas de
theatro ; ebegados pelo ultimo navio de
Franga; assim como caigas de meia; a tro-
co de dinheiro se vendem por barato prego.
Novos cobertores de tapete a
i,44 "
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a cadeia, vendem-se cobertores
de tapete, grandes e bonitos, pelo diminuto
prego de 1,440 rs.; em qualidade sSo os me-
lhores que tem viudo 110 mercado, por isso,
recommenda-se ios Srs. de engenho que
quizerem comprar da pichincha, nSo se de-
morem, porque ja ha poucos pela estragSo
que tem tido.
He tSo barato,
QueJaz animar ;
Quem vir a pechincha \
Nao deixar de comprar.
Na ra do Crespo loja da quina que vira
para a cadeia, vende-se panno fino preto, a
3,000, 3,500, 4,000 4,500, 5,000 e 5,500 rs.
o covado; dito francez muito superior, a
6,000 rs. ; dito azul, a 2,600, 3,500, 4,000 e
5,000 rs. ; dito verJe, a 2,800, 3,000 e 6,000
rs.; dito cor da rap, a 2,600 rs. ; casemi-
ra preta, a 4,800 6,000, 7,500 8,500 e 10.000
rs. o corte; sarja preta de seda muito su-
perior, a 2,500 rs. o covado; merino preto
muito bom, a 2,800 e 3,200 rs. o covado cor-
tes de cassa chita muito bonitos, a 1,920
rs. ; e outras muitas fazendas por prego
commodo.
Vende-se rap de Lisboa'om frascos,
chegado pela barca Ligeira, a 4,000 rs.; os
Srs. freguezes que coslumam a tomar a boa
pilada, nodeixarSo de mandar buscar, no
largo da Assembla o. 4.
-- Vendem-se 4 novilhotcs, e vaccas a
parir, ludo muito mango, e ilbos do paslo
da Piranea, frrguesia dos Afogados, por
prego commodo 1 na casa da aferigSes da
ra das Agoas-Verdes n. 25.
Livros em branco.
Vende-se em casa de Kalkmanu lrmos ,
na ra da Cruz n. 10, livros em branco che-
gados pelo ultimo navio.
Vende-se urna casa terrea com alguns
commodose em boa ra : quem pretende-la
eolenda-se com o Sr. J0S0 Baptista Fernan-
des, mestre da obra da igreja do Livra-
mento.
AttengSo.
Na ra do Encantamento comfronte a loja
do Sr. Siqueira vendem-se ti mancos, e fa-
zem-se os mesmo< tanto a retalho como em
porgOes:!aspessoasque forem amantes de tra-
zer os ps sempre quentes e enzutos podem
correr a dita cssa quo acharao sempre
esta pura Salsa Parilha, suas curas tem sido
infaliveis, pois os certificados que temos.
recebido do pessoas que tem usado de*l**g-JyUIUi na rua & Cadeia do Re-
tia qualidade vinda no ultimo I prompto sortimento, e no raso de nSo achar
navio : trata-se com Augusto C. lse farSolo8 Q? os queiram da maneira
Vende-se farinha fontana
muito superior e nova no merca,
do: a tratar com Manoel da Silva
Santos, na rua do Amorim n. 5c e
58, ou no armazem do Annes no
caes da alfandega.
I'otassa americana.
No antigo deposito da cadeia.vellis, n.
12 existe urna pequea porgSo de putassi
americana, chegada recentemente que por
superior rivalisa com adaRussia: vaode-
se por prego razoavel.
Vendem-se velas de espermicete, en
caixas, de superior qualidade : em casa do
J. Keller & Companhia: na ruada Cruz nu-
mero 55.
Cobertores de algodao.
Superiores cobertores de algodo de di-
ferentes cores, tecidos a dous flus, muito
grande, tem toda applicagao em urna casa de
familia, por servir para meza de engom-
mado e forrar camas e mesmo para escri-
vos, pelo diminuto prego de 1,440 rs.: na
rua do Crespo n. 6.
Velas de Esparmacete.
Vendem-se velas de esparmacete
em caixinhas de ao Ib, em casa de
Augusto C, de Abreu ;na rua da
Cadea do Recife n. 48.
Grande fabrica de chapeos de sol,
de J. Falque tua do Collgeio
n. 4.
Neste novo estabeleeimento recebeu-se
um novo e lindo sortimento de chapeos de
Sol dos ltimos gostos, tanto de seda como
depaninho para homens e senhoras, de ar-
inaei) ilo lialei.i e de asso que se vendem
por menos prego quo em outra qualquer par-
to; grande sortimento do chamalote, sedus
o paninhos om pega do todas as cores o qua-
lidades para as pessoas que quizerem man-
dar cobrirarmagOes servidas. Completo sor-
timento de baleias para vestidos espartilhos
para senhoras, fazem-se umbellas de igreja e
concerta-se qnalquer qualidade de chapos
de sol: todos os objectos cima mencionados
se vendem em porgSo e a retalho, por prego
quo agradar aos freguezes vista da quali-
dade.
Principios geraes de economa pu-
blica e industrial.
Vrmde-se este compendio, spprovado para
as aulas do primeiras letras, a 480rs. : na
praga da Independencia, livraria n. 6 e 8.
Vendem-se barris com breu,
por pirro commodo, e em lotes a
vontade dos compradores : na rua
do Trapiche n. 36, escriptorio de
Matheus Austin & Companhia.
Vende-se champagne da marca amiga
e bem conhecida, Comet, em casa de Deano
Yule & companhia : na rua da Cadeia.
Vende-se a armagSoe pertencesde urna
loja de couros muito afreguesada contendo
a casa commodos para familia : quem apre-
tendor falle na rua Direita n. 55.
Em casa de J. Keller & Com-
panhia, acha-se a venda vinagre
branco, superior de Nantes, cm
barris de 3 medidas.
Vende-se vinho de champa-
nhe legitimo e de superior quali-
dade : em casa de J. Keller &
Companhia, na rua da Cruz n. 55.
Escravos fgidos.
mente cu-
seiii que o I
doent faga resguardo algum, quando usar
este remedio. A opperigSo deste remedio
consiste em remover a desordem do syste-
ma, e em breve tempo o doente ganhar a
sui saude.
A Salsa Parilha tem ganbado por nimios
annos urna alta reputagSo, de ter curado
doengas mui diflicultosas, que nenhum nu-
tro artigo do valor em materia medica tem
curado. He de saber que a Salsa Parilha he
um dos mais valerosas remedios que os
doctores usSo em toda a parte do mundo ;
com vistas de ganharem a cura pelo uso de
tal remedio vegetal. Porm, deve-se de
notar, que nem todas as pessoas sabem pre-
parar esto remedio, assim como esco-
Iherem a melhor parle que se dove usar em
tal preparagSo. L'm cclebreMed.cocscrip-
tor, que. residi por muitos annos no lugar
aondebaa melhor producgSo da Salsa Pa-
rilla disse : Seis ou oito especies dostas
raizes que crescem nestes bosques, admra-
me que nSo podesse adiar, se nSo urna,
com o gosto, e propriedade da verdade'ira
Salsa Parilla, que se possa recommendar
para medicina ; pois as mais eram inspi-
das e inertes. Porm, como os mdicos
nao se d3o ao trabalho de fazerem as
suas proprias medicinas, mas sim coniam
nos seus habis boticarios, para a prepara-
ren!, e comporem differentes drogas. Po
rcni de todas as preparagOes de Salsa Pari-
lha devia de ser da genuina, para que o fa-
cultativo e o publico licassom bem fiados
as nreparagOes de Salsa Parrilha a ser da
melhor qualidade. Pois he este o genuino
vegestavel, que se offerece ao publico; nes-
te se v combinados o titile cum dulce; pois
em infinitos casos em que o doente, espe-
rances algumas tinha d viver, e grandes
quantidades de remedios experimentados,
mas sem resultados do melhoras; mis com
puro remedio, allirmam da sua boa edlca-
cia ; estes certificados temos a honra de
aprensentar ao respetavel publico, para
que liquem certos, o quo cima so diz, he
vordadeiro. Os proprietarios deste reme-
dio tem por muitos annos empregado todos
os meios para prepararem este 13o til, e
essencial remedio da raiz da Salsa Parilla,
qne por flm, conseguiram as suas vistas, em
prepararem um tan valuoso remedio, e seus
i.hi lindos resultados tem enchido os pro-
prietarios de gloria, e triumpbo de terem
preparado urna linda composigo contra
doengas, que o seu flm ho destruir o corpo
humapo. Esta composigo he qumica e
nova. Esta Sa>sa Parilha he combinada com
outrosengredientes que todos ellesperten-
cem classe vegetal, e todos com o poder
de purificaren) o sangue. O doente que usar
desta composigo, pode contar que tem o
mais ellicaz remedio, para a sua entermi-
dadeusa. O nico agento nesta cidade ho
Vicente Jos de Brito, na rua da Cadeia do
Recife botica n. 61.
Vende-se ama Ipreta de nago, de idade
26 anuos, que sabe bem cosinbar e engom-
msr; s se vende para o mato ou para (ora
da trra, o motivo- por que se vende se dir
ao comprador: na ruado Amorim, n. 25.
--Na rua da Cruz n. 33 armazem de Sa
Araujo ha superiores saccas com farinha de
S. Catharina quo se vondem mais barato
que em outra qualquer parle, sendo de al-
queire cada urna e para mais commodidade
dos compradores que levarem a sacca para
despejar se descontar.
Vende-so ou arrenda-se, o engenho S.
Rita, moente o correte, meia legua distan-
te da villa de Iguarass6, com proporgOes
parasafroijar-se, embarque junto do engo-
nlio.^lanados, e outrss proporgOes : quem
o pretender, entenda-se com o proprielario
110 mesmo engenho.
Caixas para rap
--Vendom-se as bein conbocidas caixas
de xifre do Aracaty chegadas prximamen-
te : os tomantes que quizerem possuir urna
excellente caixa imitando as de tartaruga
e por muito oais commodo prego dirijam-
sea rua larga do Rozario, 11. 20.
Vendem-se 2 escolenles vaccas de lei-
te acostumadas no pasto, paridas ha poucos
dias : no sitio do Mascaienlias, no Uarbalho,
ou na rua liireila n. 32.
--Vende-se urna canoa demilheiro, em
muito bom uso, por 1 jlos do alvonaria gros-
sa e telhas : na rua das Trincheiras n. 17.
--Na rua da Cadeia do Recife, n. 49 se-
gundo andar vende-se muito boa cera de
carnauba a 5/000 is. a arroba, saceos de
gomma, pellos de cobra mui grandes, e
chapeos de palha a lOOOOrs. o ceuto vin-
dos ulti mmente do Aracaty.
Moinhos de vento
cife n. 48.
Bombas de Ierro.
que os compradores emeommendarem.
Na rua das Cruzes n. 22 segundo an-
dar vende-so urna escrava cabra sem lillio,
com muito bom leite para criar, o urna ele-
gante escrava da costa, bonita figura, gra-
Vendem-se bombas de repuxo, vida de 7 mezes, e 2 ditas de Angola que co-
i 1 _- .. 1 sinbo e lavam de sabSo e 1 escravo de na-
pendulas e picota para cacimba :ao de 40 annos, g.nhador de rua, e urna
na rua do Brum ns. 6, 8 e 10,
fundicao de ferro.
Deposito Santos na Bahia.
, Vende-se, em casa deN. O. Bieber&C.,
na rua da Cruz n. 4, algodSo transado da-
quella rabrica, muito proprio para saceos de
assucare roupa de escravos, porpregocom-
modo.
Casa de commissao de escravos.
Vendem-se escravos e recebem-
se de commissao, tanto para a pro-
vincia como para lora della, para
o que se olferece muitas garantios
a seusdonos narua da Cacimba
n. li, primeiro andar.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americanos
com cambSo de sicupira e braco*
da ferro ; na mulirao da rua do
Brum ns. 6, 8 e 10.
Farinha Fontana,
chegada ltimamente: em casa de J, J. Tas-
so Jnior, na rua do Amorim n. 35.
Agencia deEdwin Alaw.
Na rua <1c Apolla n. 6, armazem de Me. Cal-
iiiuiii v Companhia, acha-se conilanlemenlc
bons aorlimentoa de taia de ferro coado e
balido, tanto raaa como fundas, moendas lu-
dirs todas de fexro para animaes, agoa, ele,
dilai para armar em madeira de todos os ta-
manhos e madellos o mais moderno, machina
horlsontal para vapor, com forca de 4 caval-
loa, coucos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de pulgar, por menos preco queoa
de cobre, escovens para-navios, ferro inglez
tanto em liar ras como cm arco, fallas, e ludo
por barato preco.
Deposito de cal e potassa.
No armazem da rua da Cadeia
doltecife n. 12, ha muito supe-
rior cal de Lisboa, em pedra, as-
sim como potassa chegada ultima-
mente, a precos muito rasoaveis.
Taixas para engenho.
crioulla de 20 anuos com a bilidades.
- Vende-se cera para limas decheiro : na
rua do Rangel sobrado n. 52 a 1,000 rs.
Vendem-se latas com bolaxinhas de ara-
ruta do Rio do Janeiro, novos charutos es-
pruncos c Regasde S. Flix, ditos de Casla-
nliu 6c I-'iUiu, e mais do diversas qualidades
por pregos commodos para fexar conta; ta-
pioca, saccas com milho novo, urna porgSo
de quartinhas douradas para enfeites de
seHaa vindas da Bahia : no armasem da tra-
vessa da Madre de eos n. 16.
Vende-se um escravo, mogo e do bo-
nita figura : na rua da Cruz do Recife n. 38.
-- Vende-so por prego commodo de mi-
Iheiro para cima, exccUenles charutos da
Bahia chegados ltimamente : na rua da
Cruz n.1.
Vende-seurna excellente barcaga cons-
truida de mullo boas na lenas com toJos
os seus 1 -o toncos cm bom estado aqual pega
em 30 caixas e he muito boa de volla : a tra-
tar na rua do Vigario escriptorio de J0S0 da
Rocha Vandorley Lins.
Vende se um escravo de nagSo de ida-
de 25 annos pouco mais ou menos, cujo he
de bonita figura, para todo e qualquer ser-
vigo, e que so vende por nSo querer servir
mais ao Sr. que tem no engenho : a tratar
narua do Vigario das 10 horas em diante,
escriptorio do mesmo cima.
Vende-se a armagSo, perloncos e al-
guns gneros existentes, para se rateiar com
os credores, tudo no valor de 130,000 rs.
existentes nula tierna sila na rua de JoSo Fer-
nandes Vieira, n. 28, a tratar na mesma rua
com Manoel Antonio Ferreira, ou na rua do
Amorim n. 41 armasem, ou na rua da Son-
zalla Volha n. 110, adverte-se que a dita ta-
berna tem quintal, cacimba, e moradia pa-
ra pouca familia: quem a dita pertender se
far algum rebate.
Vende-se na rua da Cadeia
do Recife, loja de fazendas n. 3a,
calcas de meias de seda de todas
as cores; de 13a e de algodao, com
ps, por preco commodo.
PIANOS.
Vendem-se em casa de Kalk-
mann IrmSos, na rua da Cruz n.
10, ricos pianos de jacaraad, com
Na fundigSo de ferro da rua do Brum.excellentes vozes chegados ha
acaba-se de receber um completo sortlmen- nnurn tpmnn
lo de taixas de 3 as palmos de bocea, ai P 'e,mP0'
eom bombas do repucho para regar hortasfquaas acham-se a venda por prego com-' Charutos de lia va na
il ^a'inrJM!,,leinB'.se.I! ""J,Bo odo, e com promptidSo embarcam-se,onDe superior qualidade : vendem-se no ar-
^Im,,n *d Brum'c"r8g*rse em ""> despezasaolmazem de K.lkmann IrmSos, na ruada
ns. 6. s o 10. 1 comprador, cruz n. 10.
Desappareceu na tarde do dia 2 do cor-
rente o escravo Domingos com os signaes
seguinles: cor prela, pouca barba, estatu-
ra ordinaria, coxeu da perna direita por ter
Ihe dado oar devento, quando Tala costuma
aportar o olho esquordo, levou alguma mi
po porm pode mudar de traje : quem o pe-
gar leve a Ponte de Ucboa sitio de Mano.-l
Luiz Congalves, ou a rua da Cadeia do Rli-
cite n. 43 que ser recompengado,
' Na noite de 3 para 4 do correte mez
de fevereiro das 7 para as 8 horas desappa-
receu urna preta africana de no ne Mana,
que tora de 23 para 24 annos de idade, de
baixaestatura, corpo reforgalo, cor entro
prela e fula, olhos moios espantados, heiguj
grocos, denles podres com falla de alguns,
orelhas pequeas e sem brincos, cabega
grande, e cu n urna marca na Ionio esquir-
da, tem nos bragos alguns calombos baixos,
peitos pequeos, cadeiras elevadas, e ps
seceos, levou vestido de chita de assento
branco com flores encarna/as, e panno da
costa ja velbo: quema pegar leve-a ao Man-
guinno em casa de Manoel Pereira Teixeira,
ou aos Apipucos na casa de fronlo da por-
leira do engenho do Sr. lente coronel
Antonio Lins Caldas, onde ser roconpen-
gado.
Desappareceo no mez de novembro de
1851 o preto Gongalo crioulo que representa
ter 40 e tantos auno, altura e corpo regu-
lar e barbado, tom falta do deoles, o beigo
superior virado para cima eno meio tem
urna pequenaci catriz, este he o signa I mais
claro que elle tom quando falla, he rir-se o
arreganhar s, be muito ladino o
muito desembaragado he carreiro e tem
muitas habilidades : quando fugio procu-
rou o Sr. Dr. JoSo Antonio Cavalcante do
Ibuquerque para o comprar o dahi lornou
a fugir: quem o pegar pode leva-lo ao
mesmo Dr. morador em Iguarass, o no
Kccifo na loja do major Firmfno Jos Ro-
drigues l.ir.eir.i, no l'as-oui publico, quo
sera muito bem recompensado.
Desappareceu no diasabbadoSI de Ja-
neiro prximo passado, pelas 6 horas da
manhSa, urna preta creoula de nomo Clau-
dina de vinte annos de idade com os
signaes seguinles: --estatura regular, cara
comprida, olios pequeos e papudos, den-
tes largos e multo alvos, e falla muito espe-
vitada ,- he secca do corpo, ps grandes n
seceos, quando anda dobra os hombros para
atraz ; levou vestido de chita prels, e quan-
do foje costuma mudar de trsjos : roga-o
portanto as autoridades policiaes, e capitSes
de campo, a cu,.tura da mesma, levando-a a
rua do Vigario n. ll,terceiro andar queso
recompensar.
100:000 de gratiflcsgSo.
Roga-se as autoridades policiaes quo
capturem o escravo Manoel, pertencente a
SebastiSo Marques do Nascimento, fgido
desde o dia 8 do mez de Selembro de 1851.
Foi elle escravo do Sr. Gabriel Alfonso Ri-
gueira, a quem foi comprado ltimamente :
tem 28 annos de idade pouco mais ou me-
nos, cor fula, com falta do' dous denles na
frente, e de cabellos do lado esquerdo da
cabega, que se torna bem visivel por pare-
cer urna corda, tem olhos pequeos, beigos
grossos, sem barbs, baixo, corpo regular,
e he oflicial de funileiro. Trajava jaque-
ta deriscadoazul, caiga branca, camisa do
madapol&o, e levou urna trouxa, contendo
caigas e jaquetas : quem o apprehender e
levar rua da Aurora n. 63, receber a gra-
tiflcacSo prometlida. Suspeita-so que fosse
seduzido, e por isso desdo J protesla-sa
contra quem o conservar em seu poder.


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