Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04411


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Full Text
Anuo XXVIII
Sexta-feira 6
DE
jp
(MI
de Fevereiro de 1852
N. 29.
PEMAMBMO.
59.
PBEyo di Dnoaipglo.
PlOiMINTO ADUHTADO.
Por trimestre...........,
Por semestre -...........
Por iodo .............
PlOO I1KMPO DU TIIMESTUI.
Por quartel.............
NOTICIAS DO IMPERIO.
r.ir.i..... 2dc Janeiro Minas... iSdcIS'ovbr.
Maranbao 7de dito |S.Paulo. 10 dedico.
i i ni... de dito. n.ili'J.. 11 deJ .ini-iro
Parahiba. .lOdedito llahia... 17de dilo.
4/000
8/1)00
a/uoo
4/500
DI As DA 1IM1I1.
AUDIENCIA^.
2 Seg.flS* PurirtcacSol Jutiode Orphno
da S.. Virgen). 2. e5. s lOborai.
1 Tere. S. Pra. i. vara da civil.
4 l.luirc S. Aquilinom
0 Qulot. S. gueda.
de Salea
6 8#It S. Dorothra.
-. Sab. S. Romualdo.
8 Dom. da Septiuage*-
aima.
3. c6. ao meio-dia.
Faunta.
3. e6. i 10 borai.
2. cara do civil.
4. c sbados ao melo-d.
Rilacn.
Tercas e aibsdoa.
irHMIBlDII.
Creacente i 28, as (i horas e 31 minutos da ra.
Chela lS,ul horas e Hi miautoa da larde.
Mlngoante l I, ai 7 hora e 4* minuto* da m.
Nova 20, a 1 hora e 2) minutos da m.
IMIJUB Di no je
Prlmera s 5 horas e 18 minutos da manbia.
Segunda s 5 horas e 42 minutos da tarde.
PAD.TIDAa BOI COBBIIOS.
tolanna e Parablba, s segundas e seitaa-
felras.
Rlo-Crande-do-Norte, todas as qulntas-felras
aomeio dia.
Garanbuns e Bonito, 8 e 23.
Boa-Vista, e Flores, i.'l e 28.
Victoria, s qulntas-telras.
Ollnda, todos os das.
NOTICIAS ESTHANGEinAS.
CAMBIOS DE 6 de riTinrlno
Sobre Londres, a 27 '/a d. p. lf
Portugal, li de DerbijAustrla.. 2deDezbrl Pars,
Ilrspaoba. 8dedito Sulssa.... 2de dito. I Lisboa, 90porcento.
ISuccla... 28deUutbrl METAS*.
Inglaterra 8de Dezbr.lOuro.Oncas hcspanholas........;'..".
aloedas de 6f40o velhas......... 16
> de 8400 novaa......... 16
> de4/000................ 9/100
Prata.Patacoes brasllelro............ 1J90
Pesos columnarlos.......... 1/930
Franca ... 7 de dito
Blgica... 3 de dito
Italia------ 2 dcdito
Alemania. \ de dito
Prussia ... 3 de dito
E.-Unldos 23 deNoabr.
Mxico... 10 de dito,
.California 10 de dito
Dinamarca 2deOutbrChlll. 12 de dito
Russla... 1 de Dezb iHuenos-A. 8deNovbr
I Turqua.. I de di lo (Montevideo Ji de Outbr
Di tos mexicanos.......... 1/800
I Nos Estados-Unidos hourc linhaa que custa-1 ser, prximamente, de dous mil e quinhen-
, rain mui diminus precos, por exemplo, porHQg contos
1 r.BrnhtT'fr.',rnh;..... Em reforoncia a esta primeira seccSo, a
l&RMb0.t.dre '"* deAUbUrU 48:000/000 respons.bilidado do thestouro apen.sW
Camlnho de ferro de Tonawanda 36:000#n0ol r'..8Ubr! min>0. trezenlos e doze
Caminho de ierro de Lond-lsland J5;0000000ml' '' quinhentos cootos, dentro de anno e
Officio.-AoKim:P~resdcnle do supremo trl- Precos diminutos, que s a vrande baratez, meio, suppondo que o caminho se conclue
bunal de jusllca, transinitiindo as respostas d.. d? terrenos, unida ao mperrelto da oonstruc-l nesse prsso : este calculo he feito, como o
das pelos iulics de direlto das comarcas do Ll- fao, podem explicar anterior na hypothese mais desfavoravel de
PARTE OFFICIAL.
GOVERN DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 3 DE FEVEREIRO
DE .852.
bu
das pelos julze
moeroe Mrpjo, Manoel Teixclra Peixoto e An-
tonio Impliaia GUlrana, t portarlas que S.
Lxc. remetteu para Mies serem entregues.
Dito.-A thesourariadefazenda. para man- %**" oinT?-
dar pagaran tcnenlc do dcimo baulhao de ""^A0,^0 dc LoQ,,r"
infamarla Manoel Claudinoe OlivelraCruz, nos
termos de sua informafo, a quantia de 7/200
em que Importain os alugucres cas cavalgadu-
ras, de que (rataui os recibos que remette.-
Coinmunlcou-sc ao commando das armai.
dOi disendo que pelo coimuandantc do brlguc
escuna Legaliiiade Ihe serao entregues os sen-
tenciados liiiiuni Bonani, Higuel Rodrigues
dos Anjos, Antonio Joaquim da Costa Cunha.
francisco FerreiraDraga, Ricardo Tbumaz de
a Brigtbon 790:000/000
O grande preco das expropriaedes, o rigor
as condicei de arte, alen do Imo de cons-
Dlto-Ao commandanlc do presidio deFernan- truceao, contrlbuiram para o enorme custo
i. a.___a-------------i~ .......1~a.~.. a- ..!.. destes tres caiiiinhos.
IN'a Ailemanba o preco por legua de quatro
kilmetros com urna t va fol:
No caminho de Munich a Augs-
!>urg 89:(j00/0o0
Aquiao, Pedro Jos Peeira e Joaquim7."crz "I"'0!"0 ^ "on" a Co'OI,,?u HSfflSaS
Lima, cujas gulas remelle. No caminho de erlin Aoath 73:400*000
Dito.- lo inspector do arsenal do marlnha, P"t para mandaraprompla, as raroesque forem ne- d'i5rn' ?' ""'.l1"^.' 1 apon "-
essariasparaos.islentodeaOprafisd.primcira ..J T 't "f"'? ',T!"
Mana, e dos sentenciado, e presos que ten de "*osJ{e" .c ln,J* circumstanclas slatlsll-
segUlrn .1 briguc escuna t.-, al,dad, para opre- que a elles se referen, apresentara a co n-
sidio de Fernando no dia Sdo crreme, rcnel- "l"a.. ""' >3PPa redundo era termos medio,
tendo em separado a conta da despe.a que se f "efentes palies,
lizer com esse fornecimcnto, visto ter ella de _________ ____
Emloglaterrahacamlnhos de ferro que cus-1 ter de pagar-ge todo o uro 0 smortisacSo,
tarain sominas enormes por cumplo, os se- ,|n, do bonus. No Hm do primeiro anno
gulntes. cuj. eu.to he tambera calculadoPorJ0 the,ouro pl|a yir a responor por duieB.
tos o mo contos, que he ponas um terco
aGrcrnwicc 2:745 0O000OIdos SBSS6nt' contos de receita.
a Groydon 870:000/0001 A objeccSo de que nSo ha circula;So en-
- tre nOs para alimentar as vias de ferro, DSo
fundada. Hoj
Ctminhos de ferro'
Do trajelo
parcial
or ul.i',' "
geral.
ser paga por dlfTcrentes reparlicfies.
Dito.A thesouraria da fasenda provincial,
cxigfndo que com urgencia remetta secretaria
da presidencia urna copia do coulialo fcllo com
o proprlctario da lypographia do Diario de Per~
nambuco, para a pubiieaco dos trabalhos da
nesina secretaria e dcoutras reparlices.
Portarla. .-Ordrnando ao commandantc do
brigue escuna Legalidade, que siga para o pre-
sidio de Fernando no dia 5 do corrente, levan-
do a.eubordo o commandanlc nomeado para
o inesino presidio c sua familia, bem como o.
olnciaes e praca. de pret, que para ali vao des-
tacada., e os sentenciados e presos que Ibe fo-
rera apresentados.Ncste acnlido fizerain-se as
un osaras communicaces.
TRIBUNAL DA RELAG\0.
SF.SSA0 DE 3 DE FEVEREIRO DE 1852.
PresidthCta do Exm -Sr. coMelhciro Azevtdo.
a< 10 horas da mantilla, estando presentes
os Srs. desembargadores LiSo, Rebollo,
Talles, Pereira Montciro, Valle e Gomes Ri-
l'nro, fallando com causa os Srs. desem-
bargadores Bastos, Souza, c Luna Freir: o
Sr. presidente declara aborta a scssSo.
Foi lido em mesa uro. officio do Exm. Sr.
presidente da provincia, communicando ha-
ver concodido dous meies de licenfa ao Sr.
dcsemhargailor Francisco Joaquim Gomes
Ribciro..\egou-se soltura a Francisco Ro-
drigues da I'.hx.'io que pedir orlom do
liabeas-corpus.
JULOlmi'NTOS.
Appellante, o juizodeauscntis; appollados,
os herdeiros de Jos da Gosta Tciieira.
Appellante, JoSo Antonio Soarcs do Abreu;
appellado, Manoel Concalves Valento. i
DISTRIDUIQES.
Appellante, o juizo ; appellado, llerculano
do Souza, curador de Maria Luiza e sua.
filha.Mandaram com vista ao Sr. de-
sembargador procurador da cordi.
Appellante, Jos Antonio da Rocha ; appcl-'
lada, a fazenda nacional.
Passaram do Sr. desembargadnr Gomes
llibeiro ao Sr. desembargador Villares as
seguintes appeJla<;oes em que s9o :
Appellante, Joilo llarboza de S ; appellado,
Jos Hedor de Araujo.
Appellante, Antonio l.uiz Goncalves Ferrei-
ra; appellado, Francisco do Reg Barros
de Lacerda.
Appellante, Joo Tavarca Cordeiro ; appel-
lado, Joaquim GoiiQalves BeltrSo.
Appellante, Manoel Rodrigues Costa ; appel-
Ui ios, i.i'ii-K'iiwoitli c Gompanlna.
Appellante, Ghristov3o Luiz de Mello ; ap-
pellados, Francisco Xavier de Albuquer-
que e sua mullier.
O Sr. desembargador Villares chegou as
II horas.
NSo foram julgados os de mais feitos com
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parece fundada. Hoje se niio existe essa
circulacSo he porque ha muito poucos ou
nenhuns moios de transporte; criem-se,
ever-se-ba como ella augmenta considsra-
velmente. O grande movimonlo de viajan-
tes e mercaduras na Europa e Estados-Uni-
dos he todo moderno; comecou principal-
mente depois do apnrfeicoamento das vias
de communica(So. Na Inglaterra ella data
de 1824, nos Estados-Unidos do 1826, na
Francetea ..... 0,53 0.61
Belgaa ....... 0,65 0,72
Iogle.es ...... 0.5 0,79
Allemcs...... 0,50 0,75
Americanos .... 0,35 0,63
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Segundo este mappa o termo medio para
o custo dos caminhos do f-rro na Aliema-
Uelgica de 1834, epochas em que se intro-
duzio nestes paites o sysloma dos caminhos
de ferio.
Em toda a parte lecm sido excedidas as
previsOes sobre circulacSo.
Entre Bruxellas o Anvers passou a ser dez
veles maior o numero dos viajantes. En-
tre aquella cidade e Malins circulavam mi-
nualmente sotenta mil viajantes. Construi-
do o caminho de ferro, logo no primeiro
anno osse numero subi a seiscentos mil.
Entre Bonna c Colonia havia urna circulacSo
de oitonta e tres mil viajantes pelos barcos
de vapor do Rheno e diligencias : depois do
caminho de ferro o numero dos viajantes
elevou-se a seiscantos quatorze mil e trezen
tos. Estes exvjmplos podlam multiplicar-
se em minios casos anlogos.
NSo ba, pois, rasio para que em Portu-
gal nSo aconteca proporcionalmente o men-
ino. O movimento nos vapores da navega-
do do Tejo durante um anno anda, em ter-
mo medio, por duzentas e quarenta mil
pessoas, comprehendendo todas as carrei-
ras.
Nos mnibus a circulacSo aunuil orea
por duzentos e oitenta mil.
Pelo mappa detranzitode 1845, da ponto
deSacavm, sabe-so que nesse anno passa-
ram all trezenlos sessenta e dous carros;
quatrocentas e trinta seges; noventa c duas
carruagens, sessenta o cinco mil cento e
vinte duas possoas a p. O movimonlo to-
tal de pessoas na capital, entro ella e outros
pontos, pode calcular-se em quinheutas e
quatorze mil deixando de contar ainda
alguns elementos, como, por exemplo, to-
das as viagena qun tem lugar oca barcos do
vela o botes, tanto para o Ribatejo, como
para o sul do rio. Este movimento prova a
assercSo estabelecida pela commissHo, isto
he, q'.ie se o nosso povo se nSo move he
porqflo uo tem vehculos de transporte,
pois desde que el les se a presenta m logo se
manifosta a circulacSo.
Nos vapores do Ribatejo, cuja navegado
apenas se esteade seisouoito leguas, mo-
vem-se setenta mil pessoas por anno ; pou-
co mais ou menos a mesma circulado que
existia entre Anvers o Matines, entre Bonna
e Colonia, antes do estabelecimento das II"
nhas de ferio ; e todava aqui as communi-
caedes n9o slo melhores do que all eram :
entre as duas primeiras cidades exist mi
cicellentes diligencias, entre as iluns ulti-
mas, alm destas, existiam barcos de va-
por.
Se .unannos aquellos sessenta e cinco
Partindo destes dados, pde-se estabele-
cer, em termo medio, que a relacSo dos via-
jante do trajelo parcial ao geral he de 0,70;
ou, para o caso em qoestSo, dos duzontos o
trinta mil pissagoiros s sessenta o novo
mil percorreram efectivamente toda a ex-
tensfio da linha. Agora suppondo que cada
um dos cento sessenta e um .mil passagei-
ros restantes percorre, termo medio, um
quinto da extensSo da linha, aos sessenta e
novo mil toremos de juntar mais um quinto
de cont sessenta e um mil, ou trinta e dous
mil e duzeotos;de modo que podemos or-
ear o total dos passageiros percorrendo toda
a linha em canto o um mil o duzentos, ou
nmeros redondos, cem mil. Destes cem
mil. passageiros um quirto vai na primeira
classe, e tres quartos na segunda classo de
diligencias; essa ciscula^So mulera cento e
quarenta contos de res.
Polo quo respeita a mtircadorias, a com-
missao vai recopilaralguns dados estilsti-
cos. Segundo um mappa que Ihe foi lorne-
cido pela alfandega das Seto Casas, o peso
tolal das mercadorias all despachadas para
consnmmo de Lisboa e Termo, e para expor-
tado he de 80,000 tonelladas, sendo :
Vinho, vinaere, azeite, agurdente 41,500
Carnes, gorduras, mel e cera 8,000
Palha, lenha. carvSo 15,000
Devenires, tripas, couros, peles 1,500
Frutas e hortalijas 14,000
Relacjo Se a easa circunstancia importantissima
se juntar oemprego da moios quo tendama
Do. viajan-, jjminuiros estorvos liscaes, que hoje em-
ein rr" tDaracl"n e tolhem o transito das mercado-
ciat a to- r'a9' a circulc5o do caminho de ferro de-
dos o. va" vera "ecessariamente receber um grande in-
jantes. cremento. Urna liga de alfandegas com a
Hospanba, assente em bases vautajosns para
ambos os paizes, seria urna das medidas
mais proficuas para se conseguir aquello
desidertum.
A commissSo nSo desconhocea gravidade
desta questSo, mas esta convencida das
immensas vanlagens da sua solucSo, nSo
si) om referencia ao proveito que s duas
uieOes limtrofes podem tirar das suas vias
decommunicacSo combnalas, senSo por-
que ella tornara definitiva e segura a nossa
siluacSo econmica. Se a commissSi) se
reportar ao exemplo da Zollvoroin, ou li-
ga das alfandegas allemSs, que tantos bene-
ficios trouxe aos estados que a conslituein,
nenhuns motivos encentra para reneiar que
urna siinilliaute inftituicilo na Pennsula
poss.i jamis prejudicar os iuteresses de Por-
tugal. Em ludo o caso o governo de vossa
magestade tomar na cotisi ler.icjlo quo jul-
gar devida ti i ponderosa questSo.
A iliinii'iie i i de alguns direitos, muito
onerosos das seto casas, principalmente dos
quo pesam no vinho, o a bolicSo do termo
fiscal de Lisboa, cuja existencia ostorva o
commorcio, sein aprovoitar ao thesoro,
sSo reformas que eutram nesta ordem de
ideas; ellas tenderiam a ampliar a esfera
de transados commerciaes internas e ex-
ternas^ por conseituinte a multiplicar o
movimonlo de transito no caminho do
ferro.
Total das tonelladas
80,000
nha lie de 21:568,000 rs. por kilmetro. Se mil viajantes os outros sessenta e seis mil,
se attendor, porm, a que o solo da Alloma- que atravossam aponte deSacavm, tere-
nin he, em geral, menos montanhoso e'mosa cifra de cento trinta o um mil via-
act-identadodo que o nosso, concluir-se-ha jantes, que do Ribatejo e pontos prximos
sedingeaiaLisba. Considerando mais quo
muitos dos passageiros do Alemtejo, que ho-
je veem tomar o vapor de Val de Zebro, ou
que aquello preso medio deve levantar al-
guma cousa em Portugal.
Tomando o termo motilo do custo dos ca-
minhos de ferro americanos, allemSes, hol-. fala da Moiti, cuja circuUfilo anda aqui
landezes e italianos em geral, com via sin- n,1o mellemos em conta, preferiro natural-
gella olitcremos o valor de vinte cinco mi- mente dirigir-so por Coruche a Santarm
Uia assignado' porhaver faltado a sessao osi'hOe* e seiscentos mil por klometro. E nos quando o caminho de ferro estiver estabele-
Srs. dosembargadores cima mencionados. I acotaremos a cifra media devinto e cinco cido, lembrando-nos que muitos habitantes
Lovantou-s.; a sessilo ao meio da.
EXTERIOR.
CAMINHOS DE FERRO.
Em Franca, segundo os clculos feitos so-
bre os caminhos de ferro de Orleans, de
Roucn, de Montpclier o de Nimos. a econo-
ma que resulta da construcsSo de urna s
via.iIcsconUndo j o pequeo augmento das
estaces de resguardo, he de seis contos du-
zentos e quarenta mil ris por kilmetro.
Entre nos Mr. Dupr orcou essa economia
om cinco contos e seiscentos mil ris por ki-
lmetro.
A commissSo n.lo duvida adoptar este al-
garismo. A difTerenca que se encontra en-
tro elle o o de Franca explica-se, entre ou-
tros motivo-,pela maior barateza dos terre-
nos entre ns,pelo menor prc;o porque aqui
podemos comprar o ferro laminado para os
rarris, importuudo o de inglalerra llvre de
direitos.
Adoptando este sysloma aconsclhado p-u'
todos os engenheiros, e abonado pelo expe-
riencia, a economia total realisavel em favor
do thesoro, sobre toda a linha de Lisboa a
Badajoz, cuja extensSo he de dusentos e
sessenta kilmetros ou sessenta e cinco le-
goas francezas, seria de mil quatrocentos
cncoenta e se' contos deris, isto he um
omito do eapilal necessario para aquella
milhOos por kilmetro, como pouco afasia
da da verdade.
Partindo desta base o caminho de ferro
fronleira, cuja extensSo he d duzentos
e sessenta kilmetros, dever* custar seis
mil o quinhentos contos de ris.
Suppondo o caso pcior, ou que, apesar
da concorrencia, o estado tem de pagar o
mximo do juro, a garanta dos seis por
cento c um du amortisaeflo ao anno conlado
sobro esle capital importa em quatrocentos
cincoonla e cinco contos, os quaes deduzi-
dos seiscentos hypothecddos ainda sobejam
cento quarenta e cinco contos ; istonasup-
posico que o caminho do ferro no rende
nada, o quo nSo he de esperar, como a
commissSo om breve demonstrar.
O estado tem de pagar, alm disso, o bo-
nus na importancia de conlo noventa o cin-
co contos, nutres por cento sobre seis mil
e quinhentos contos de ris. NSo deve,
porcm, esquocer que esse bonus he pago
em prestarlos proporcSo que o caminho
se vai abrindo circulaelo, de sorte que
s depois dclle terminado se ter* satisfeito
integralmente; ora como a linha de fero
nSo so acabar em menos de qnatro annos
cabem quarenta e oito contos setecentos e
cincoenta mil ris de bonus; quantia infe-
rior aos canto quarenta e cinco contos des-
poniveis, dos quaes ainda restam noventa
e seis contos duzentos e cincoenta mil ris
em favor do estado.
A quantia, pois, de seiscentos contos pa-
empres
Esta mesma relacSo foi a qne Mr. Lo Cba-
leliereslabeloce no seu excellenle livro so-i] rere mais quo'suflcienle commissSo para
bre os caminhos de ferro deAlemanha. Aja dotacSo do fundo especial do caminho
commissSo nSo hesita pois em propor esteade ferro fronleira.
syslema deconstruccSo.
Para calcular a proximidamenie o custo
provavel, em termo medio, da legoa de ca-
minho de ferro de Lisboa fronleira, a com-
missSo parece-lhe que o paiz que devemos
preferir com o lypo de comparace, pela
maior analogia quo tem com o nosso, li a
Ailemanba.
O"pree,o da mSo de obra, o custo do mate-
rial, que ali tiveram do importar, o valor
dos terrenos, silo, entre oulros, alguns dos
Gonvm tolavia notar que a despeza da
primeira seccSo da linha comprehendida
entre Lisboa o Santarn, deve ser mais
avultada, de sorte que a media de vinte e
cinco contos por kilmetro, calculada para
toda a linha, tilvez se acbe inferior rea-
lizado
A rasSo desle excasso de despeza vem do
maior valor das expropriaces junto da ca-
pital, da construc;3o de um muro de caes
o longo do Tejo, da ediflcicio da estancia
pontos de contacto. Na construccSo tam-; principal de Lisboa, e da ponto deSacavm.
hem naquelle paiz so segua, em geral, o; A commissSo parece-lhe que adoptando
systema que nos coovem adoptar. Evitou-
se igualmente o luxo e perfeicJIo exaggera-
da das linhas de ferro inglesas, e a de-
masiada economa de algnmas das linltas
americanas.
o valor de cento e vinte contos, por legu
de quatro kilmetros, nesta pri mera seccSo,
nSo so andira muito longo da verdado.
Contando-se de Lisboa a Santarm vinte d'a-
quellas leguas, o custo total da linba deve
de Lisboa talvez, pela facilidado e barateza
da communicacSo com esta cidade, prefe-
rirSo viver permanentemente fura da capi-
tal por economia, e que muitos outros irSo
fazer jiassoios de recreio, como acontece
nos suburbios de todas as grande cidados
Partindo de todas indicares, de certo
ninguem laxar a commissSo de exagerada
se estabelecer como provavel o computo de
duzentos e trinta mil para o numero tolal
de passageiros, que deve circular na pri-
meira si.vrjo do caminho de l uro.
Os habis engenheiros belgas, SfmoD e
Ridder, no relstorio quedirigtram acama-
ra dos depulados d'aquelle paiz, sobre a
projectada rede de caminhos de ferro, cal-
cularan) dever a circulacSo entre Bruxellas
o Antuerpia triplicar. E como vimos, o
fado, em vez do dosmentir, excedeu muito
estas previscs.
Entro nos qunndo stT-eetabeleceu a nave-
gado do canal de Azambuja, que est lon-
go de ser per! ul, todos Ihe agouraram
mi xito; pois o anno passado de 1850
circularam all dezeseis mil pessoas, e quin
zomil toneladas mtricas (*) de mercado-
rias : este ultimo algarismo he superior
InlacSo de muitos caminhos de ferro da Ai-
lemanba, de urna extensSo quatro ou cinco
vezes maior.. como por exomplo, o de Mu
nich a Ausbourg, de sessenta kilmetros de
comprimento, que apenas transporten seis
mil toneladas nos primeiros annos do seu
estabelecimento.
Adoptando, pois, com alguma confianca
o completo total de duzentos e trinta mil
passageiros; supponhamos que ellos se di-
videm em duas classes; que os da primeira
classe pagam cem ris, e os da segunda ses-
senta ris, por legua de quatro kilmetros.
Masantes facamos urna reflexSo: estes pas-
sageiros nSo percorrem a linha em toda a
sai extensSo; os viajantes sSo tamben) para
os pontos intermedios, e he essa a circula-
cao mais importante, segundo concordam
todos os que teem escripto sobre estas ma-
terias. Para obternrbs o rendimento da cir-
culacSo total precisamos, portaoto, saber
qual ser a distancia media percorrlda. Re-
correndo experiencia dos paizes estrangei-
ros obteremos o seguinte mappa.
*) Tokeltda de dou mil arralis.
So em fructas e horlaliciis se consom em
Lisboa um valor de 344:750,800 ris : o seu
peso vai calculado prximamente, porque
nSo existe dado positivo a esse respeito.
Segundo o mappa do Terreiro do Trigo, o
peso total do coreaes que all entram n'um
anno he de 36,000 tonelladas, das quaes vin-
das pelo Ribatejo, 25,000; dos portos do
continente do reino, 8,500; das ilhas, 2,500
Se as 25,000 tonelladas de cereaes se junta-
remos legumes, pode calcular-se estt mo-
vimento, s no Ribatejo, em 28,000 tonel-
ladas.
Horcadorias entradas na a'fandega grande
de l.isboa, durante umanno, 170,000 tonel-
ladas, das quaes, pelo menos dos tercos ou
131,000 tonelladas se transportan) para o
interior, como sBO, por exemplo, tecidos,
gneros de mercearia, ferragons, etc. Som-
mando aquellas tres verbas (28:000, 131:000,
800:0001, temos que o movimento total de
mercadorias importa em 239:000 tonelladas.
Nesle calculo despreza-se. alm do outros
productos, quo nSo vam a alfandega das
sete casas, o peso de mercadorias de fabrica
nacional que se transportan) entre Lisboa
e outros pontos.
Dos dous le reos das mercadorias impor-
tadas, ou 141:000 tonelladas, que se suppOe
transportadas para o interior, pelo monos
um terco ou 45:600 tonelladas, sSo merca-
dorias, que, ou vam al ilespanha, ou para
trras que a linha de ferro pode servir; das
108,000 tonelladas de cereaes, azeite o vi-
udos etc., que, pela maior parte, vem do
Alm-TejoeEstremadura podemos calcular
que, pelo menos, 25:000 tonelladas serSo
transportadas pela linha de ferro, o que faz
subir o numero total de tonelladas transpor-
tadas a 70:000.
Nesta deducacjlo conta-se que do trans-
porte total do Tejo, que orea hoje de 170 a
180:000 tonelladas annuaes, apenas um
quarto preferir ocaminbo de ferro. .
Temos pois urna cifra media total de
70:000 tonelladas a transportar.
Como porm, nem todas as mercadorias
irSo at ao extremo da linba, porque lie un
nos pontos intermedios, se se calcular que
aquella cifra equivale a 50,000 toneladas
percorrendo todo o trajelo, talvez ainda se
Oque abaixo da verdade i principalmente
considerando que a maior parte dessas mer-
cadorias vai para llespanha, ou se deslina
para o interior da provincia.
Adoptando o pre;o medio dos transportes
dos caminhos do ferro conhecidos, suppOo
a commissSo que urna ton-lada transporta-
da a um kilmetro custa 15 rs, ou 60 rs. por
legoo; de sorle que o transporte das 50.000
toneladas a vinte leguas rende 60:000,000.
Juntando estes 60:000,000 aos 140:000,000
que produza circulacSo dos passageiros, te-
romos que a renda bruta da linha do ferro
importa em 2001000,000 rs. annuaes.
A desposa com o intrelenimento do ca-
minho, seu mileriai, o administracSo anda
por 85:0tl0,000 como se deduz do mappa,
que deixamos exarado ; accrosceodo que
esta cifra media heauclorisadaporMr. Ro-
berl Stephenson no seu relatorio sobre o
eaminho de ferro do norte em Franca. Adop-
tando pois essa cifra o deduzindo a do pro-
ducto bruto, leremos que o producto liqui-
do licar igual a 115:000,000 ; o que corres-
ponde a quatro e meio por cento sobre
2,500:000,000, suppondo que esse foi o fun-
do gasto na conslrucgSo da primeira seccSo
da linba de ferro.
Ora a garanta do estado de seis por cen-
to de juro e um de amorlisac,3o ou sete por
cento sobre 2,500:000/ be igual a 175:000/
abatidos os 113:000,000 : tera o estado a pa-
gar 21000,000 por anno t cumpa nina.
Para este empenho sobra o fundo de
600:000,000.
Nasoutras duas secQes a fronteira, so o
caminho fr pelo Alm -Tejo, a sua cons-
irucco he menos dispendiosa ao passo que
pondo-nos em contacto com a llespanha,
na hypothese de ali se construir a linha de
ferro da rronleira a Madrid, ha de manifes-
tar-se urna circulacSo muito mais desen-
volvida; de sorte que nesse caso o estado
anda ter meos a pagar.
A commissSo fez estes clculos partindo
da circulacSo existente, sobre tudo na par-
te que respeita a mercadorias, mas qu.nlo
nSo devera ella augmentar logo aue esteja
construida a linha de forro da frontoira a
Madrid, o dalli Irn.
Todos estes elementos combinados, to-
dos es es factos que sSo consequencia ne-
cossaria un dos outros, influirn) no ren-
date ilo da linha de ferro talvez multo alm
das provi-j. da commissSo. Ella reconhece
todavia que os dados estatistico, que ser-
veni de base aos sous clculos, nSo sSo tan-
tos nom 15o completos como era do desejar:
assim a commissSo apenas os aprsenla co-
mo simples indicices mais ou menos pr-
ximas da realidade.
Ha um ponto sobre o qnal a commissSo
nJo tem a menor duvida, ella est profun-
damente convencida de que se os compro-
missos que o thesoro publico vae contrhir
nSo sSo por ella avahados de ua> modo
inteirameote exacto, esta avallacSo afasta-
se todavia muito menos da verdade que os
clculos exaggerados quo se fazem em son-
tido contrario.
Talvez se note quo os caminhos de forro
belgas, posto quo tonham urna circulacSo,
que, em termo medio, corresponde a du-
zentos o' dez mil viajantes referidos ao
trajelo total, renden) tolavia s tres e
meio por cento, ao passo quo a commissSo
calculan o producto liquido da primeira
-eec.io do caminho de ferro a fronteira no
valor de quatro e meio por cento.
A commissSo deve lembrar que o remli-
monto liquido he fuuccSo de diferentes
termos alm da cifra da circulacSo : elle
dopeude tamben), entro outros, do capital
de construc(So, da laxa das tarifas, do lu-
xo de exploracSo, c da maior ou menor
extensSo das linhas.
Na Ailemanba oddo a circulacSo he, em
termo medio, de noventa a cem mil passa-
geiros, em referencia ao trajelo total, o
rendimento liquido he du 7, 42 por cento,
ao passo que na Blgica sSo, em termo me-
dio, um quarto mais baixas do|queas al-
lomSes.
Na Inglaterra a distancia media percorri-
da por cada viajante nos caminhos de ferro
he do vinte e um kilmetros ; na Blgica
essa distancia media he de trinta e um ki-
lmetros; donde se v que a circulado
Belga ho um terco maior que a ingleza, e
todavia o producto liquido da Inglaterra he,
em termo medio, de 4, 81 por cento, em
quanto na Blgica, he do tres e meio por
cento. O motivo destes factos, a primeira
vista anmalos, consiste ser na Blgica do
40 ris a tarifa por pessoa e legua, ao passo
que na Inglaterra esse preco se eleva a
100 rus.
Isto nSo indica de modo algum que se
devam alterar indefinitivamonte as tarifas,
mas sim quo ellas tem em cada paiz, urna
taxa mais convenionte para produzrom o
maior rendimeoto : dependendo a fixacSo
dessa taxa do ponto de vista ja fiscal, ja
civilisadorcom que o governo a estabelece.
Os exemplos que a commissSo acaba de
citar parece-lhe devereui atenuar, pelo me-
l menos em parte, a ola de eiaggerados
em quo possam incorrer os sous clculos.
Expliquemos agora o artigo do program-
la que se refere a organisacSo das ompre-
zas, artigo quo talvez alguem menos co-
nheceJor da experiencia dos outros paizes,
nesle ponto, taxo de obstculo intil ten-
dente a immobilisir as aceces.
A agiotagom, quo tavo logar com as ac-
i/i 'S dos o numlios de ferro, ,foi urna das
causas mais poderosas do descrdito om
que depois cahiram estas emprezas: boje
lodosos escriptores da espacialidadecon-
cordam nesta apreciado critica ; entre on-
tros a commissSo citar a Mr. Daru, que,
no seu excellenle relatouio feito as cama-
ras francozas, caractensa ojogo da agiota-
gem, como urna especulacSo reprovada por
le,por contraria moral publica, conside-
racSo da industria, e ao desenvolvimento
dos caminhos de ferro.
Em quasi todos os paizes, onde existem
linhas de ferro, se recouheceu a gravidade
dos inconveniente que a commissSo acaba
deapontar; prra obviar es quaes lizeram
leis e regulamenlos relativos a conslilui-
(3o das companhlas, emissSo o traspasso
das acceos.
A commissSo examinou a legislarlo es-
trangeira sobra este ponto ioleressanlissi-
mo, o depois de meditaras leis prussiana,
iraiice/.a e belga, se decidi a aJoplar o ar-
tigo exaradu no corpo do programma.
A lei fraoceza exige a responsabilidade
do sub-escriptor primitivo at 50 por cento
do valor da accJo; a prusssiana 40 por cen-
to ; a blgica 30 por cento.
A commissSo julgou dever adoptar este
ultimo termo que he o menos exigente.
A responsabilidade, alm deas somma,
calculou-a a commissSo, ja no subscriptor,
ja no comprador, escoloa da companhia
conformo o systema da Prussia, que Ihe
parece dar mais seguras garantas.
Por esle modoso al'ast ira m os especula-
dores, eos accionistas iosoluveis, e se at-j do termo chamado de Lisboa e a diminuicSo
trabiran os cipitaes serios, o os subscrip- de alguns dos direitos das sete Csas,sSo re-
lores de boa f, com oque se evitar ojogo
nocivo o immortal da agiotagem, cujas
consequencias funestas o nosso piiz tam-
bera ja soll'i eo.
Pelo que respeita s condices de arte do
programma ; a commissSo nSo s eonstil-
tou as indicarles da theoria, se nSo tam-
bott) os dados da experiencia. O sen pen-
sament foi o de nSo adoptar condiefles tflo
poiloilas, quo augmnnUssem consnleravel-
mente as despezas do construc;So, nem
(So deficientes que podessem compromot-
ter a seguranca da circulacSo, no caso dos
comboios caminharem com grande veloci-
dade.
Postos assim estes principios, o ni pre-
senca destisconsideracOesque julga razoa-
veis, a conmissSo nSo entende poder ap-
provara propostt de II. Uislop, que vossa
magestsdo se dignou mandar-lhe examinar.-
Alm de qun o governo nlo tinh'a obrigacSo
alguma te aceitar esta proposta por Ihe ser
aprsentela fra do praso estipulado no
ultimo annuncio do concurso publicado em
18/19; o theor da mesma proposta s*ho com-
pletamente da letra o espirito do program-
ma do governo, que lile devia servir do
norma.
O concurso aberto em 1845, o renovado
porannuucio om 1849, tinha por baso a
concessSo do um certo praso de usofructo
para a companhia, sem garaotia de juro da
parle do governo; e a proposla de II. Uislop
exigo, alm da amortisacSo, essa garanta.
Como a commissSo, polas ponderales
quo doixa feitas, julgou dever adoptar esto
ultima systema, forcoso he pois abrir um
novo concurso, assente sobre a novbase,
ofl'erecendo garantas quo anteriormente so
OSo ilav.llll.
Este programma, ou qualqner outro que
vossa magestade julgue mais conveniente
approvar, deve ter toda a publicidade, nSo
s em Portugal, mas as priucipaes pragas
estrangeiras, aflm de aceitar das compi-
nhias concorrentes aquella quo melhores
condc,es olTerecar. O contrario seria con-
tractar porta fechada.
As procedentes obsrvateles dispensan) a
commissSo de entrar n'uma analyse muito
miuda da proposta de que se trata. Llmitar-
so-ha pois a tocar nos seus pontos priuci-
paes.
Entre nutras cousas a proposla exige quo
o governo de vossa magestade Ihe garanta
6 por canto do juro e 1 de amortisacSo so-
breo capilal de 735# libras,ou 3,300 000,000
rs.quea proposta calcula dever custar a sec-
So da linha do ferro de Lisboa a Sanlarem ;
masnSo justifica semelhante apreciac^o de
custo da construcSo, nem indica as con li-
tos com que o caminho de Ierro ha do sor
feito.
Exige a faculdade de construir quaesquer
ramaos que julgir convenientes para circu-
lado da linha, sem indicar com que clausu-
las; de sorte quo, por urna lal concessSo
in leflnids, o governo po loria ser compro-
metido a garantir sommas enormes, o
passo que a companhia, se proseguisse,
enironcando uns nos outros os diferentes
ramaes, viria a tomar conta de toda a nossa
vselo.
Exige a propriodade de quaesquer minas,
queso acharen na directriz do caminho, o
quo lie contrario as leis especiaos que regu-
la m esta materia.
Exige que se consinta na entrada livrede
todos os objectos necessarios para o cami-
nho do ferro, sem especificacSo alguma, o
que poderia dar azo a commercio menos li-
cito.
OITereca depositar nicamente .vi;0oi>'
rs. como garanta do contracto definitivo ;
somma realmente muito diminuta em rela-
cSo importancia da ompresa. Em franca
e Inglaterra cosluma ser um dcimo do capi-
tal social, e aqui a garanta olerecida ape-
nas corresponde a um e meio por cento so-
bre OS 3,300:000,010 rs.
Exige o direito de estabelecer o mximo
das tarifas, com mera consulta ao governo,
quando deve ser de accordo com elle, pela
..ran le influencia econmica que O preco
das tarifas exerce sobre o paiz. Na iogla-
terra, Franca e Blgica he o governo quem
(xa o mximo das tarifas.
0 syslema do resgate do caminho polo go-
verno, quo a proposta oOorece, he muito o-
neroso para o estado, porque he todo calcu-
lado sobre a bypothose de qun a primeira se-
e;io da linha custar 3,300:000,000 rs.
Fin iliiioute o propooonte nSo communica
ao governo os estatutos da companhia quo
representa, para se ver qual he o seu capital
social, e qual a responsabilidade dos saus
subscriptores. Em ultima analyse, fallan)
na proposta a maior parte das coiulicos exi-
gidas pela legislacSo de todos os paizes es-
trangeiros sob, esta materia.
Por todos est "s motivos a commissSo ha
deopiaiSo qu iso nSo acceite a proposti II
Uislop.
Em resumo, a commissSo conclue ; quo
as vanlagens das linhas de ferro sSo hoje in-
cuntestaveis ; que em Portugal, a exem-
plo de todos os povos civilisados, so d've
tratar do construir quanto antes algumas
dessas linli is, sem todavia desprezar a fei-
tura dasostradasordinarias; quea linba
que primeiro conven) construir he a que nos
ha de ligar por via da llespanha com o resto
da Europa; que a direcSo prefirivel dessa
linha he a do trucado de leste;que seria
bom encelar desde ja negociaces com o rei-
no visinho, por meio dos quaes se asseguro
a c uuti ucc;lo da linha da forro hespanDola,
que deve entroncar coma portugueza:
qne, em todo o caso se d desdo ja comeco
S seccSo que vae do Lisboa a Santarm ;
quo, as circunstancias actuaes do paiz, o
melhor syslema a seguir a execucSo desta
empreza he o de concessSo a urna compa-
nhia, com garanta de um menino de juro e
amortisacSo, a fura um bonu*; que se des-
tine como dotacSo especial para tazer faca
a esses nnvos encargos do thesoro o im-
posto dos 10 por cento estabelecido para a-
mortisacSo das olas ou o equlvaleute pa-
go pelo rendimeuto das alfandegas ; que
esses encargos do thesoro nSo sSo tSo o-
nerosos como se suppOe, por isso que a cir-
culacSo provavel da linha de ferro portu-
gueza, comparada com a das linhas de ferro
ealraugeiras, da fundadas osperancss.de que
ella ha de render, na sua primeira seccSo,
quatro o meio de producto liquido; que a
prompta res ilue.io da questSo da liga das
alfandegas peninsulares, asseote em bases
vantajosas para ambos os paizes, a abolicSo
M


^
m
formas que, faoilitando o cgjnmorcio. multo
devem influir no incremento da circulado
da liona; e, finalmente quetendo os.pnn-
cipios adoptados pela commissSo differenls
dos que serviram de base o progrmate an-
teriormente publicado pe goveroo, se abra
agora um noro concurso pela forma que e
commissOo tem a honra de propor no pro
dens entre oa individuos de deas Hitas dif-
ferenls por motivos religiosos, resaltando
deltas algumas morios e ferimentos.
De Canal sabemos que o Khan DostMa-
liomod se acba a morte e que aeu flllto, Gu-
ian Hydor, e son irmo, o sultSo Mahomed,
fa/.em preparativos para disputar um ao nu-
tro a possn dogoverno, o que conserva o
a

jecto de programma que vae junto a este] paiz em um estado do oais febril excita-
relatorio.
Dos guarde a vossa magestade. Sala da
coinmissSo, om 20 de outubro de 1851.Ba-
rio da LuzAlmeidaCacrettJoaquim Lar-
cherAntonio de Paiva Pereira da Silva
Joaquim Thomaz Lobo de Avila, secretario.
PERNAMBUCO
TIIESOUHARIA DA FAZENDA PROVINCIAL.
Demonslrafo do laido exilenle no caixa de
depositas em 3t de Janeiro de 1858.
Saldo ein31 de dezcm-
brop. p. 212:875,000
Recelta no corrate m. I
------------212:875^)00
Deipeza no corrate in. f
Saldo 2l2i87/000
Em lettras a vencer em
1852 a 1853
Em lettraa a vencer em
1853 a 1854
106:918|000
105:927/000
-----------212:875,000
O tliesourelro,
rAomas Jote da Silva GuimSo Jnior.
O eacrlvao da recelta,
Antonio Cardoxo d< rjuti'roi t'onseca.
Detnonstracilo do saldo existente na caixa do
exercicio da 1851 aiSiem 31 de ianeiro
de 1858.
Saldo em lettraa em 3l
de dezembro p. p.
Receita ao correle m.
Despeza no correte la.
mimo/uq
83;9871K4
--------------123.81423
51:819/2115
Saldo 60:O24/UD8
Saldo em 31 de dezem-
bro p. p. 78:796/550
Receita nocorrreole m. /
78i7MfU0
Deapeza lio torrente mea i3:*'J.')/25
Saldo
Em cobre "*W9M
Notas 68:870*1)00
Letras a vencer em marco 26:181/750
. abril 5:668/750
iunlio 27:6711000
ulho 4:479*500
u Eto setembro nOOOfOOO
l>5:301/(
r34"-325/U8
134:325/998
O theaourelro,
Tkomai os ia Silva UusmAo Jnior.
O escrirSo da receila,
Antonio Cardozo deQueiroz Fonseca.
DIARIO DE PEBNA1BUC0.
REC1FE, 5 DE FEVEREIRO DE 1852
Das gazetas que nos trouxo o vapor n-
glez chegado hontcm colbomos mais o s-
guite-:
Um successo lastimossimo teve lugar
aosprimeiros dias do Janeiro entrada do
golphoda Biscaia. vapor Amazona, o pri-
meiroque a companhia real de paquetes de
vapor em Londres fizera partir de Sou-
tliainpton para as Imitas Ozcdentaes e gnl-
plio do Mxico, ardora de lodo all no dia 3
do dito mez sem quo llie valessom os estor-
bos da tripularlo e dos passageiros com-
nian lados pelo capito Mr. Symons.
De 161 pessoas que nclle iam smente 21
se salvaram ; 140 pereceram, mis queinia-
dos outros afogado*.
O Amazona era nm bello navio, ello tinlia
cuslado respectiva companhia 100,000 li-
bras esterlinas ( 800 contos de ris pouco
mais ou menos I o levava a seu luir ln igual
quanlia em dinlieiro, e inercadorias. As-
si.n este fatal inoendo occasionou a per.la
de U0 vidas e de mais 1600 contos de ris,
que tuaWfoi engoiido pelas agoas.
As i SToi ii 111; as entro a Turqua e o Egyplo
anda n9o estilo de tolo reguladas, por
q tiaiito o sultito persiste em n3o querer con-
ceder ao pacha o direilo de vida o de motte
sobre seus vassallos.
Eis-aqui o que diz acerca do.ultimo paiz
urna carta escripta de Aloxandria ao Globe
om data de 20 de dezembro :
Acaba de ser definilivamonto decidido
quo o caminho de ferro do Aloxandria ao
Cairo passar atravez do Delta, paiz pouco
povoadoe bem cultiva lo, e que atiavessar
0 Mo por mein de urna ponte de barcos,
junto de Kasr Zsyat. Esta estrada ser mili-
to mais ventajosa para o paiz do que a que
se quiz seguir ao principio atravez do de-
serto, sobre a margom occidental do Nilo
Prosegue-sa activamente no levanta -
ment das plantas, e cre-so que dentro de
tres semanas se dar principio sos traba-
1 luis do caminho de ferro. Mr. Anderson,
Mr. Briggo e Mr. Larking quocnmpoem a
deputaclo encarregada do apresenlara Ati-
bas Pacha as resoluc0s adoptadas no mee-
ting de Londres relativamente ao caminho
de forro, estSo no Cairo e ahi esperam a
volta do vire-rei, o qual se aclis actualmen-
te em seu palacio situado na estarlo do
mcio do deserto, mas deve cliegarao Cairo
no dia 21,
Um destes dias receberam-se no Cairo
noticias de Constantinopla o Divn per-
siste em recusar conceler ao pacha o di-
reilo do vida e da morle, poni principal
do tanzimat a Sem o qual o vicc-rei nlo mi-
de contar com manter a tranquillidade e a
seguranza das pessots que viajam pelo
Egjpto.
O ultimo barco de vapor francez che-
gado a 30 de novembro, trouxe para aqu
o S> llildebranst, pintor do rei da Prussia,
o qual vem reproduzir sobro a tela as pai-
sagens eos monumonlos mais notaveis do
paiz.
O embaitador da Franca em Constantino-
pa recebeu ordem de seu govorno dn (car
em seu posto e de continuar as ncgociacOes
concernentes aos santos lugares, u9o obs-
tante nSo terca ellas produzido al ao pre-
sento nenhum resultado.
Mr. Lsvalelte tinha dirigido um protesto
a Porta Oltomana, no qual deu a entender
que suspenderla as relceos diplomticas
entro a Franca e o Divn no caso do nao
ser attendido, mas o governo francez nn
querendo emponhar-so em contestares
coma Russia resolveu o que cima dona-
mos dito.
He verdade que neste negocio a Franca
podia invocar em aeu favor a lettra de anli-
gos tratados ; mas, diz o Journal des Debate,
ella tem contra si o uso ha muito lem-
po invatiavelmente seguido pelos Gregos-
nidos.
Na India os Ingieres achavam-se oceupa-
dos ein suffocar dlfTerentes insurrectos dos
indignas. Urna expedidlo tinha partido de
Galcutta a 19 de novembro para o fim de
exigir dos Bormezes reparacodosdamnos
por el les causados. Corra como provavel
que os primeiros esforr;os para obter esta
repararlo seriam fettosem Rangn, e que
se as exigencias dos Inglezes o9o fossem
satisfettas Immodiatamente, osta prafa se-
ria oceupada como um penhor at que o
faitea).
Em Bombaim tinha bavido varias desor-
inenlo e alarma, a ponto quo moilos dos
mais ricos banqueiros e mercaderes ndus
tem fgido para os diatrictos visinhos su-
jeilns domiiia;3o hritanuica.
O governador de Cachemira, Maharajah
Gholab Singh, acha-ae tambem gravemen-
te enfermo. Corra que soffria do urna hy-
dropesia da qnal provavelmenle se nSo res-
tabellecera. O velho ebefe conbeceudo
bem osperigosquo pode correr o paiz quo
governa pelos boatos prematuros de sua
morte resolveu estabellecor urna impren-
sa litbographica en Jamo para o lira de
promptamente contradizor taes boatos.
O Amigo da India, apoiando-se sobre a au-
toridalede um Llama chegado de Lassa a
siklmi, annuncia que o imperador da ChV
na abdicara ltimamente a coroa, resig-
uando-a em favor do usurpador TienTeh.
A resucito da Persia, eis-aqui o que se
l no Journal del Debat de 31 de dezem-
bro :
Tinham-se recebido om Constantino-
pa, pelo ultimo correio ioglez, noticias
muito importantes de Tehern.
Na Persia onde so conservam em toda
sua pureza as velhas iradicOes do despotis-
mo oriental, sabe-so que tojo o poder adia-
se concentrado na pessoa do primeiro mi-
nistro.
Mirza Agassi, ox-preceplor de Moham-
med-Schah, e que foi primeiro ministro
desle soberano durante toda a duracSo de
seu reinado, era segn lo o uso, revestido
deum poder sem Hmjtes. Por ncoasio da
morte de Moharnmod-sjchah, ellefol despo-
jado de suas tmmensas riquezas e exilado
para Bagdad, onde morreu.
(Juando Nasr-edin-Shah, actual re
da Persia, subi ao throno, Mirza Agassi foi
substituido por um homem cheio de capa-
cidades e muito ardente pelas reformas,
Mirza Tagui-Kao, o qual bom como sau
predecessor, fura revestido de toda a auto-
ridade, governando debaixo do nome de
seu soberano.
Apezar de suas tendencias pa a civt-
lisacflo europea, a Franja n5o foi muito
bem succelida com elle, pois foi por sua
influencia que nojso tratado do commereio
com a Persia no pode ser ratillcado, e que
Mr. de Sartiges se vio na necessidade da
romper suas relacOes, asquees nSo foram
effelto, dlriglndo InstruccCes mullo formacs ao
aeu ministril era Londrea, elle, eovla uma fra-
gata para aa agoaa du Nicaragua, e o comman-
dante deve, logo que all ebegar, significar ao
olliclal ioglea que commanda neataa paragens,
que deve re.peltar o pavllho amerlcauo.
Eis-aqui a ordem que o secretarlo de marl-
ulia deu a esle reapeito ao cominodoro Paikcr,
ebefe da eiquadra do interior : *
Reparitfo da marioba 30 de novembro.
SentiDi, s presdeme aoube que um brigue
de guerra Inglea, o Ex/trese, ancorado oa bahia
de Sao Joaodc Nicaragua, fez fogo ultiinauCD-
te sobre o vapor americano Promclheus, no mo-
mento em que elle deizava aquella baha e for-
cou-o a pagar uma certa somma que reclama-
vain, eomo direilos de porto, certoi Individuo!
que pretendiam obrar debalzo da autorldade
do governo local. As particularidades deale
negocio acham-se em urna carta que o agente
do Promclheus publlcou noa joroaea de New
York e cuja copia, voa be remettlda iocluaa.
Quaeaquer que poaaain aer oa raerltoa da
Sieatao auacllada entre o oapltio do Promt-
im e as auturidadea de Nicaragua, oa Eitadoa
Uotdos oao recooltecein de nenlium modo no
governo ou ooa uavloa da Graa Hretanha o dl-
reito de eiercer nenbuma polica ou vigilancia
aobre oarloa uiercantea autcrlcanoa no Nicara-
gua, in-iii em Deohuuia parte oo aujclta ju-
rladicao brilaonlca. O primeiro artigo da coo-
veoeo cooclutda entro oa Eatados Unidos e S,
M. lint mu. i. a reapeito de Nicaragua e aiaig-
nada a 19 de abril de 1850, prohibe alm diato
cada urna daa potencias contratantes lomar
ou e> leer neiiliiiiii dominio em Nicaragua,
Coala Rica, cosa dos Moaquitoa ou qualquer
outra parte da America central.
l'ur tinto, logo que o Saianae eatlver proinp-
to para navegar, fazel-voa de vela para Nica-
ragua, aflu de proteger para o futuro naquel-
la costa o couiuieroio e oa Intereaaea america-
nos coutra toda a interveucao do tneaino go-
veroo : e lago que all ebegardea trela coobe-
oer o objecto de roaaa Ida ao ollki.il que co m-
manda uaquellaa paragens as torcas navaea de
S. M. Brllanulca. Ao uicsino teuipo daris a
autoridades locaca a seguranca de que os Eata-
dos Unidos nao prclendein de oeubuiu modo
justificar a recusa que poaaam fazer aeus ua-
vioa uiercantea de pagarcm oa dircitoi de por-
to legalmente cstabelecidos ; que ellea deaejain
enlreter as relacoea as mala amlgaveijiom o
governo da America Central, e que ealao dls-
postoa a eiecular fielmente pela au paite, aa
eatipulacei do tratado cima citado.
Sou, etc.
Witliam A. Graham.
As noticias da California do aquella regiao
goiando deaocego, todavia oa cuines contra as
peasoas e contra a propriedade continala an-
da em grande escala, oao obstante os eslurcos
da coiomissio de aalrac.io publica.
patrSo sito no lagar chamado Agoa-Fria,; para no tormo de dez dias que lle scri as-
todas ollas em sentidos diversos, o corridas signado em audiencias rem^r pagando ao
em propriedade do I). Anna Joaquina do.supplicante o seu importe, coln q promip
Ni semiento, de quemsot rendelrosem o di-estipulado por mora, seml> (Jondemnado
vido consentimenloda-proprietnria, equeaiua rovelis, J^uando nSo pajue_ rio_dito
nSo podando de maoeira alguma conjugar
o verbo do aligero Mercurio, porque eram
muito claras as escripturas; quer ao pre-
praso, r.o capital, juros n rustas at clTecti-
VO einbiileii : seudn i'it ido logo para tOdoS
os mais termos com a pena de revelis
Correspondencias.
senhor redactor. O malvolo Josi Caetano
de Mcdelroa, iotcirainente desaponlado com as
aecusacoes gravlaaiinas que lhe vao fazendo
seus proprioa prenles, que at nao duvidam
mais ao depois renovadas.
Como quer que seis, no dia 18 de no- cousldera-lo o verbo de morte da familia, a yla-
vembro, o Schah maffdou chamar sou pri- ta de ana. insidias e, malversare., volta. sobre
meiro ministro. ^^.^Sg T^^r^nV^iA^alT^l
fosse estrangulado. Os executores praeipi-1 W beinK Jos CaeUll0 proe|ue na mi.e.a-
tararo-se sobre ello, o ja lhe ttnbam passauo, btlls.ima inaisieucla de inipular-mc a pateroi-
Qo pescosso o laQO fatal, quando, a instan-: e do suicidio dosogro.e eu tambem prosse-
cias de alguns altos dignitarios quo so acha- guirci no honroao empenho de confundir esae
vam presentes, o Schah maniou suspender insigne calumniador com documentos irrefra-
a execusSo por alguns dias para quo o ex- gavcls da mlnbainculpabilidade.
ministro tivesse o lempo de prestar suas
contal.
ftecolhido casa, Mirza-Tagui commu-
nicou sua situago ao ministro da Itussia, o
principe Dolgoronki, o qual Iho envtou
co do tribunal dos doze ? Quom he o bom
pai de familia, quo com todo o cinismo pre-
ga em qualquer parte as saai doutrinas do
oslonteado Pegual Sellun,e do orgulho Lobl
VolUire, e julga-se um sabio por saber de
cor o argumentado o infamo citador'.' Quera
lie o honrado cidadao, que para tirar agoas
de um rio, quo eslava na propriedade de
uma pobre vluva, para moer seu engenho,
quebrou todos os marcos, que revelavam o
crime de ter invadido apropriedadoalheia ?
Quem foi a victima ao furor de seus vizi-
nhos, que fez plantajes de mandioca em
trras de Miguel Kodrlques da Silva Cabral
para dosTarle apossar-se de seus terrenos ?
Quom emfltri foi que falsiQcou o testamento
de certo padre ? etc. etc. etc.
No sabe Sr. Diniz, quam he o auctorde
tantas geotiltzas? etc. etc. He o mesmo
Farricoco, que tambem pinlou o Sr. Bello
emsiii correspondencia, metido n'um sac-
co preto ropotriado n'uma capooira com
honras do carro e'.c. ele e quo por merc
de Daos segundo dizem, breve rec^ber um
--requies catin pace pois tal tom sido a
sua gana em papar marcos, quo sendo ellas
de nstureza muito fra, actia-se hoje com-
pletamente hydropico, o prompto para hir
dar um fraternal abraco no bondozo Bel-
zebut.
Descolpem-me Srs. Redactores estas mal
tratadas Maltas, pois s o prego om que te-
nlio minha reputarlo, o a de mintia familia
tSo aleivozaraente insultada peloSr. Diniz,
como tiradores de lenhaem matas d'oulrem
me levariam a oceupar vossa tetifSo por
esta, etalvez por mais algumas vezes, caso
o Sr. Diniz acceite a luva que lhe lanjo.
Recife 31 de Janeiro de 1852.
Mauoel de HollaodaC. o Albuquerque.
Senhores redactores: Homcns ha que s
parecein ter aldo laucado, aobre a trra pira
flagello e marlyrio de aeus aemelhante! .V-t i
clauaula fatal acha-ae comprehendido o meu
bello lio Joa Caetano de Mcdelroa!
Intriga., calumnias, trapafas, embustea car-
tmanbaa de todo o jaez, sao oa recurso, fami-
liares de.sa emularte sini.tra I E haver entre
o. filhos les! i poca um a individuo que se
delire embar das astucia, de aemelhanle croco-
di II o
Quem tal o fizer, colher as fruclosde.ua
credulidade....
Entretanto eu o tratarla de modo com digno.se
por ventura me nao houve.se o Sr, Jo.c Caeta-
no involvido mili grauilamcnlc na eoiurrada
de tamurias, que fez publicar no Diario Novo de
hontem, qualilicando-mc de ftctlribuitl-ir de um
avtilso impresao, que por ah corre sob a asig-
natura do meu amigo Anto Fcrreira Leite Cor-
dial, de envolta com certa, ironas picante.,
Dlgne-.e, poia, o re.peitavel publico de ler ] aumente proprlas de quem ferc aein excrupulo
ainda uma vez o documento que abaixo trana- ja honra e reputato atlieia! Etlc, porcm que
crevo, em | n.mio apre.entarel outros viudos continu a dar larga, ao seu genio de attrabili.,
zentea forlioreapossar-se deuma porcSo porque o aupplicado esl auzente emPor-
de terrenos da dita D. Anna? Quem he o | luga 1 na cidado de Lisboa o sem se saber o
cidadSo pacifico que se acha processado, | lugar certo do sou domicilio, o mesmo sn
por espe tesas manuais que tom do sins re- i existo alie quando exista e fosse sabido o
mitione pecalorum centar-se no honroso ban- domicilio, nao tom lugar a citarjSo tfJra do
que eu tambem me nao recusarei a partir
mascara hedionda, em que se oceulta o mala
refinado dos hypocritas/.:.. NO. noj conbe-
cemos ...
Kecife, S de feverelro de r852.
Manoel Caetano de Mcilciros.
de pessoa nao .u.peita
Se ea.e boinem presaase a honra, nao traria
mala ballba urna calumnia.de que riem-.c o.
seus guardase os addidos de sua missao pa- proprlo. praieiroa mai. honestos! maa cmlliu
fa o prolegerem ; roas a populaba amitinou- he ea.e o seu destino, e lei do fado se nao muda,
si, saqueou e deslruio o palacio de Mirza- Recife, 5 de fevereiro de 1857.
Tngui sendo a guarda russ. brigada a ra- ^ ^ 0tnu^Z^Acto^Zluuna.
a Dousdias depois. Mirza-T.gui foi carra- Na-o ^^^^^^t^^.
gado de ferros a enviado ahuchan. nlfeaur a aentidisalma morte do aeu primo e ,i kaniiFCa
a Kilo he substituido pjr Mirz7-Agi- compadre o lenenle-corouel Antonio Franclseo i .nrf,., Jlimi
,Khan, o qual passa por sor arando lnimigo Cordeiro de Carvalho. Ma. o meu amigo uem 'naimonio ao aia a. o.o.a.ooo
(ida inuoncia russa. pudo avallar o quanto naohe lrreparavel. er- Descarregam hotel, de fevereiro
Aa iH.iic.s da Polivia edo Per da esta, re- da de um pai de familia I Momentos ha ucsta Barca portugueza -S. Cruz mere
publicas como gozando de bastante tranqullll- vida bem dolorosos, e que faiem acntir dentro llirca austraca lirof Idom.
dado, d'alma a mai. pungente dor, c na verdade o ca- Barca ingleza -- Fanj Quia ass
NaCblli a insurreicao no se achava ainda so presente entra nesta linha de conta.
COMMERCIO.
tssuoir.
Nao rjrigue ioglet --ianfy Falklana bacalho.
coinpletainente utfocada ; mas o governo es- quero pois demorar-me em narrar-lbe o Tacto BrjKlie gardo flainovinho.
perava acabar com ella dentro de pouco tem- tal qual se passou.
po. Elle tinha ja restabelecido seu poder no No dia 12 do audante pelas onze horas do da
norte c o general Bulnc obrava com energa tive a infausta noticia que havi.un inorto o te-
no sul contra o general Gru que apenas lhe neute-coronel no lugar da Taboca, distante
oppunha 400 homens de tropa, regulares e 2,500 de.ia villa duas legoas. Dei pres.a em dirigir
melicianos. P"ra o lugar mencionado, acompanhado do cs-
O general Flores, o qual tem procurado de-] crivo.e juiz municipal c algn, cidado..
balde recobrar a influencia perdida naa repu- "
Palacho brasileiro BmulacaS gneros
do paiz.
Briguo brasileiro --Vencedorfumo e sabSo.
Iliale brasileiro A meta-- mercadorias.
lnijinrluriir.
Brigua nacional Vencodor vindo do Rio
blicas da Columbta, foi ltimamente obrigado a
deixar a do Equador.
A respeito do Mxico, el.-aqui o que publica
a'Jimrnat du Havre:
o As correspondencias do'Mxico mostram-
nos a influencia inglesa activamente emprega-
da em substituirse neste paii influencia ainc-
Com eficito achei que me nao haviam illudido, ,]e jgriejro consignado a Novaos & Compa-
existia morto de um tiro de bala, e procurando nna manifostou o SCguinlo :
saber o motivo que deu lugar a tanta barban- 4 yolumes'mercadorias diversas, 2 cai-
%&8^mZ2tAZ& s* r me, es 10barris mr
a fonte caudal desla calastrophe. Esquecla-me lelgs, 1 caixao lour, 100 saccas pimenta,
diaer-lhe que foi achado o bonct do asiaj.ino, e + caixas salsa parrilha, 1 fardo, panos da
urna carta do delegado desla comarca o rev- costa. 50 barris vinho. 100 jacases 089 bar-
'no*^"^"^V^*'^^^,""': renJisalmo Joaquim Pinto de "
ricana, en general Anata cada vea mala dcil a .,' f.7rn.i, aa ,
presao do representante d. Gram Hretanha. *S?".ffl. '"'".efelen
As.im parece que emquanto o. Estados Unido. tS^ffSSlJSJSS^
de Campos, que.e ris toucinho, 131 sacis caf, 101 caixns ve-
coinmandaote au- |a3i 900 ditas SibJo, *5 hirricis potassa, 3
""'icla ,!u onlra caixs cht> 3 Jilas rap, 100 volumos do fo
parece que '"''lua"', ", "" *"",, que no dia antecedente havia recebido du com- lh hnlachinhas 1 ciixa vornir 200 meras
negociavain para obter o privilegio da comino- I* _.,., ,i dnilaiumenta iceroa da rlalo e '"*' Oolacninnas, 1 cala verniz, uo Saccas
nicacao transocenica pelo i.thmo deTehuan-, ""^ g *%& n, *C"md'c Re'coul! farinha, 330 rolos fumo a ordem.
tepec a Inglaterra, inactiva em apparencia, ggjgg f^^^. Po,0qldado ^or ,?o,ne' C.NSULAO GERAL.
irabalh.va P" tomar l> sobre a, pjjOgam co- M ^J na cadcia du I pedimento do da 1 a ... 6:617,410
blcada. OeUe.to de seu. passos acaba de re- viUai ,endo inIerrgado di.se, que vollando do ldom do di" S
Poco com a respasta do ofticio do seu coinman-
dantc descantara 00 rio Taboca, e all se acha-
va ensaboaodo um lenco com. sabao que lhe .
foroecera a preta liberta Mara Benedicta que DIVERSAS PROVINCIAS.
timbam eslava 110 rio, ci. que se aproxima un,_ ., dj .
cavalieiroeucolrado, dc.pcdionacarrcira, de-|,ROnul"e"ll!0.dll,Ia*- SJ'S
poiaoutro, armado de clavioote, c com pouca'lc ........
demora chega-ae a elle (o morto) nerguntando-
faica aqu? dl.sc-lhc
cada. O clleito de seu. passo
velar-.e em seu projeclo de lei apresentadoao
senado mexicano.
o Segundo os termos desle projecto o general
Arista be aulorisado a tratar com o governo
brllannico sobre a conces.ao de uma pas.agem
pelo islhmo, com condices que fariain desta
via de coinmunica(o um verdadeirn monopo-
lio na. loaos da potencia cooce.slooaria. As-
.im se achaio explicadas a. recentes ameacaa do
ministro inglez a reapeito do ajuste da divida.
11 A revoluco, na. provincia, .eptentrionacs,
tinha experimentado um grave revez. Caraja-
val, general das forcaa revoltosa., fra obriga-
do a levantar o cerco de Matainoiaa, e o gene-
ral Avalo, tinha alcancado sobre os Insurgen-
tes diversas vantagens a.signaladas. Segundo
uma correspondencia o consulado americano e
o francs foram saqueados durante sitio de
Matamoras.n
Dos Estados Unidos lemosque dar a no.sos
leitores.uma triste noticia. O capitolio einivas-
hlogton fora presa das cb|mmaa no dia 24 de
deaeinbro do aooo prximo pa.sado. A sabida
do Nigara (vapor) nao con.tava .un 11 que o
fogo tivesse sido extiucto. A preciosa livraria
do eongresso linba Ja sido reduzida a cinias.e a
falta d'agoa nao pcrmltiiao emprego das bom-
bas para apagar o Incendio.
O eongresso bavia re.olvido por 33 votos con-
tra (i enviar urna felicitaco a Kossuth, e com
ruello Mr. William llunler, primeiro cominls-
sarloda repartlco do interior lora enviado a
New York para o tlm de ir aprc.eotar ao ex-che-
fe hngaro esta resolucau, a qual lhe oderece
da parte dopovodos Estados Unidos urna cor-
dcal boa viuda na capital e no paiz.
Os represenlantea das potencias do norte da
Europa em Washington linhain deliberado so-
bre o procediioeoto que deverlam ter vista
dos preparativos que all se fazlain para a re-
cepcao publica de Koasuth, acto que couaide-
ravam como uui insulto feito aos seus respec-
tivos governos ; cria-10 que se retirariain da cl-
dade para nao testeinunliarein esta recepeo.
O ex-chefe hngaro havia partido de V\r
York para Philadelphia, o eothu.iasmo popu-
lar em seu favor o3o linha anda arrefecldo;
.elle continuava a ser o dolo dos Americanos.
Quanto ao mais eia-aqul o que ae l no Cor-
reio doa Estado. IInulos de 18de dezembro:
Dous incidentes de urna gravidade incontea-
tavel chamara ueste momelo a interveucao es-
pecial do governo americano: o primeiro he a
queslo de Mr: Thrasiier, que os tribunacs de
Cuba condemoaram a uma pena severa e en-
vi.ir. 1 ni para a Hespanha; inaa debaixo do pon-
to de vista ein que Mr Webater a toma,a ques-
ia.i de Mr. Uehraaher he sobre ludo urna ques-
lo de bumanldade; ella nao pode vir a ser o
objecto de dlasensdes serlas. O mesmo nao
auccede com o negocio do Promelleus. Ahi tra-
ta-se do pavilhao americano ; elle recebeu um
insulto ; pelo meos o caplto do Promelleus o
affirroa, e se aua veraao ae confirmar, se com
effelto houve violacao do dlreito dasgenles,
violaco dos traiadoa, torna-se indi.pensavel
uma reparaco.
O governo do. Estados Uoidos quer antes de
ludo esclarecer-.e sobre os faetos; porin ao
mesmo lempo toma as medidas necessarias pa-
ra a protceco de seus navios marcautea. Com
0
746,935
7:391,315
lhe: -- cabra
que vlnha em
que faica aqui.' -- dlsac-lhe I
ser vico, e que arrojando-lhe o ca-1
726,118
vallo, nao obstante as reciaraacOes por elle fel-'RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
tas, a nada qult ceder, obrigando-o a collocar- i RAES DE PERNAMBUCO.
aeemdefeza, eqiiedespar.raagranadeira.re-,. dj t0 ,oda5..... 847,620
aullando, diz o soldado, nao sci ae a morte. Ora ..,,,.. irwl ,...i/i.i
a conllssao feita por elle soldado perante mai. | CONSULADO PROVINCIAL,
de JO pcaaoas, a declarado que fez apreta Ma-,RendiuientO do dia 5 457,536
ria Ueuedicta patentca o facto com todas as i gga^1J^'^aa*M,aanWIMasaaaa|^aawaaa^aajt
1 ircumstim lis, e qiu h uve imprudencia .1.1 iMtlV ITlPIltO CO DOrlO-
parle do falleatdo tenenie-coronel Corder,-dl t.^r """"' .
ir icr-ae corlo soldado, que dizem ser ama fe-1 ".
ra; e nao ser divida a aua morte, eomo que- I IVaofos enlradoi no ata i.
rciu altribair a alguma. pcaaoaa com que o tal-, Torra Nova 28 dias, briguo iuglez Marga-
lecido linha algumas deaarcocas mas sima, retllidlef; de 181 tunelladas, capitSo Ja-
acto precipitado de aoa parle. Hcoquepoaaol mesBrown, oquipagem 10 carga bac-
informar-lhe. Amblclono-lhe a coutlnuatao 1 ,hf Jamos Crabtree & Companhia.
de uma vigorosa .sude e prosperidades. r-UQdeou hontem no lameirSo.
'r.7adoeacr1adrm "**""* V**^rhlbT-$iSE hl.lo brasileiro Concei-
obrigado
Jos Rodrigues do Passo Jnior,
(So Flor das Virtudes, de 26 toneiladas,
tnestro Elias do llozario equipagem 4 ,
carga toros do mangue ; a Paulo Jos
Baptista. Passageiros, Jos Antonio Fran-
co, Jodo Xavier Vidal, o Caetano Tavares
de Alm.' 1 1.1.
Srs. Redactores.--Lendo no Diario Se Per-
nambuco n. 383 do anno p. p., uma;
correspondencia assignada pelo Sr. Diniz
Antonio doMoraes e Silva, toda um lama-;
(al de insultos, bem digno de se ctiafunia- p,o de Janeiro --16 dias, escuna brasileira
rom homens do carcter e coslumsdo Sr. Maris Firmina, de 133 tonelladas, capitn
Diniz, que meihor fra morar la para a Ame- j03o Bernardo da Roza, oquipagom 9, car-
ita llha de Spitzberg entre os pacficos Unos ga farinha e mais gneros ; a Luiz Jos de
brancos, do que enlre homens civtlisalos ;; sa Araujo.
para logo resolvi-raea dar uma resposla ca-j Navios sahidos no mcsmodla.
bal, e pOr um dique a tanto despejo a tanto : |iia je Fernn ln, em commissSo brigue
cinismo : quando dias depois li no mesmo > escuna de guerra brasileiro Legalidad ,
Diario, uma outra correspondencia assigna-' commandanle o capitao teoente L. S. A-
da pelo meu honrado lio o Sr. Joaquim Jos raujo Amazona.
Bello, naqual com valentes documentos,' minos Ayres--patacho toscano Romulo,
iiu s defenda-sodas acrmoniozas}itnpii-l capitHo A. Dezotovich, carga assucar.
tacOes (eilas a elle pelo dito Sr. Diniz, como
la 'iiIil'ih aecuzava-o de onumeros actos, que
nunca julguei capaz de pratica-los u u 110-
mem que viv entre ci ladSos pacficos; e
como quer que o Sr. Diniz se tenba con-
servado no mais Completo mollsmo, eonlra
loda minha espectativs, a respeito de certas
perguotas, que lhe foram follas pelo Sr.
Bello; vou de novo por osta fazor-lhe mais
algumas, para ver se mais falizes, do que
as qu lhe fez o Sr. Bello, merecer alguma
resposta ; e enlSo sabindo a terreiro o 11-
lustro campeo, o respeitavel publico 1110-
Ihor nos conlieja, nos julgue e decida qual
de nos he mais capaz de arruinar matas
albeias.
Quem foi Sr. Diniz o fazendeiro honrado,
que a perto de seis annos, correo trez on
EDITAES.
0 Dr. 'CustodioManoet da Silva CuimarSes,
juiz docive o do eommercio desta cida-
de do Recife de Pernambuco por S. M. I.
e C. Ate.
Faco saber aos que | presente carta de
edictos virem.ou della noticia tverem em
como Francisco Jos Barboza me fez a po-
tico do theor seguiute. Diz Francisco
Jos Barboza, negociaote matriculado no
tribunal do eommercio desta cidade e Ital-
ia mocador, que quer fazer citar ao hacha-
re! 1'ix Peixoto de Brito a Mello, auzente
em Portugal, como aceitante da letra de
3i36O#OO0; sacada pelo supplicanto em 30
d-Marco do anno de 184* ha doze mezes
3uatro picadas uo marco pairao aa cstra la uuuwaiy u >. .,:
e Cuararapes, a um outro marco tambem} precisos, e vencidt em 30 de Margo de 184,
imperio: roquer o supplicanto a V. S. que
so sirva admittir o supplicanto provar o ex-
posto e mandar, feita a prova, allxar edic-
tos por sosseola dias para sar citado o sup-
plicado referido para o oxposto e tambem
para os termos da execugflo e ludo coma
pena de revelia. E assim pede a V. 8. Sr.
Dr. juiz de direilo do eommercio que.se sirva
d*eferir-lhe visto ja se ter procedido a conci-
luie.in como o tu. cello o documento n. 1 e
queo oflicial encarregado da citacjlo cumpra
o disposto do artigo 40, I e 3 do decreto
ii. 737 de 35 de novembro He 1850. Dito es-
t. E. R.M. -Jos Narciso Camello.Nada
mais se continha em dita peticSo, pela
qual por meu despacho mandei quejusttfl-
casse, em virluda do que prodazio osup-
plicante suas testemunhas e subindo-me os
autos conclusos, mandei a vista das mes-
mas testemunhas passar a presente carta
de edictos com o termo de sessenta dias pe-
lo Iheor do qual hel por citado ao dito sup-
plicado Bacbarel Flix Peixoto de Brito e
Mello para so proceder lec-i que o suppli-
canto vai propor constante de sua petizo
supra transcripta; alim do comparecer por
si ou seu procurador a primoira audiencia
desle juizo que terlugara immediata da-
poisdo liado o dito prazo sobpena de cor-
rer a causa a sua revelia at final senten$a
a sua oxecuoo : pelo que toda e qualquer
pessoa prenles, amigos, ou condecidos du
dito supplicado o poderSo fazer sciente do
que cima lica exposto e o porteiro respec-
tivo publicar eafixara presente nos lu-
gares designados no ;, 3.* do art. 45 do reg.
do cod. cuiiiniorcial ; ser publicada pelo
Diario de Pernambuco. Dada a passada nes-
to cidado do Recife de Pernambuco aos 39
diasdomoz de Janeiro de 1853.Eu Ma-
noel Jos da Mota, escrvo o subscrevi.
.Custodio Manoel da Silva Guimaries
O mijor Joo Valentim Vilella, juiz de paz
do primeiro anno, e do primeiro distric
to da freguezta do S. Antonio do Recife,
etc.
Faco saber a todos os moradores deste
distrtclo, que se acham as circunstancias
da seren qualificados votantes, e quo por
falta de connecimenlo nilo o foram, que do
dia 35 do corronto mez, ao dia 29 do mesmo
pnileriiii, manidos do seas documentos, a-
presntarom-se a junta qualilicadora, alim
do serem contemplados como taes. E para
que chegue ao conhecimento de todos,
mandei fazer o presento, quo sera alisado
nos lugares mus pblicos desta freguezia,
e publicado pela Imprensa. Recife 3 de fe-
vereiro do 1853, Eu Joaquim da Silva Kego,
i'senvo o escrvi. Juo Valeulim Vi-
lella.
Declarares.
A cmara municipal desta cidade faz
publico que tem contratado provroriamen-
te com Francssco Lucas Ferreira & C. a
condcelo em carros fnebres dos cada-
veres ao cen i ten o, sen lo os pre;os do
carros de 1,', 3.' e 3."ordem os mesmos
porque contratara com Agostinho Jacome
noaorr, quo fallt-ceu lia pouCOS dias. f. [el
i*a constar mandou publicar o presentoj
i'.ie'i da cmara municipal do Rrcifo em i,
da fevereiro de 185J.-Francisco Antonio
i'Oliveira, presidente. Joo. Jos Ferreira
d'Aguia, Secretario.
Em addilamenlo ao annuncio feilo pela
segunda sec;3o da moza do consulado pro-
vincial, s faz publico quo tambem so rece-
ba do dia 3 de fevereirj corrente om diante
o imposto de 30 por cunto do agoa-ardonte
consumida na provincia.
Antonio Joaquim d'Olveira Baduem,
tercelro escripturario da seguoda sec(3o do
consulado provincial, faz sciente aos pro-
pietarios dos predios urbanos da freguesia
dcS. Fre Pedro Goii;alves, que principia a
Tazar o lancimento do imposto da decima,
no da 3 de feveroire prximo. Sogunda
evi do consulado provincial, 31 de Ja-
neiro de 1853. Antonio Joaquim d'Olivoi-
ra Baduem.
Curso jurdico de Olinda.
Os exames preparatorios come(arSo no
dia tres do fovtreiro prximo vindouro
guardada a ordem seguinte : segunda fe-
ra hit i ni, terca f.nr.i rbetorica, quarta feira
lgica o geometra, sexta feira francez e
inglez, sabba lo gcographia e historia.
N. B. Ilavendo impedimento om qualquer
dos referidos dias licar substituido pelo
dia quinta feira ; o que eu Manool Zacaras
da Silva Braga de orlem do director inte-
rino faco publico para conhecimento dos
interossados. Olinda 30 de Janeiro do 1853.
A matricula estar aberta desdo o pri-
meiro al ao ultimo de fevereiro, as IcOjs
prlncipiarSo no dia 16.
-- Pela segunda sccc3o da meza do con-
sulado provincial annuncia-so aos colleta-
dos no im insto de 3 oor cento, e bem assim
aos do casas em quo so vendem bilhetes de
loteras du unirs provincias, e fojas de mo-
das,que a cobranza dos mencionados i nipos-
tos deve principiar no dia 3 de fevereiro
vindouro.
Pela delegacia de polica do 1 dstrcto
deste termo se faz publico, que fora appre-
tendido um menor pardo de nome Fran-
cisco, quo diz ser escravo de Antonio Car-
nenn da Cunha, morador na provincia do
Ceara : quem sajulgar com direilo dirja-
se mesiiia delegacia, que provando o
dominio e posse lhe ser entregue.
-- Pela suhdolegacia da freguezia de S.
Jos do Recife, fora apprehendido um mole-
que que andava vendendo no atterro dos
AHogados, uma corrente de prata dourada,
com chave para relogio, o mais alguns re-
quififes : quem for seu douo, compareca
quo dando os signaos certos o provando,
Iho sera entrogue. Subdelogacia de S. Jos
lo Recito 3 de fevereiro de 1853. O subde-
legado, Francisco Baptista de Almcida.
-- A matricula da aula de lalim do colle-
go das artes, est aberta na casa da resi-
dencia do respectivo professor na c dado de
Olinda, na ra Nova
A matricula da cadeira do rhetorlca do
collegio das artos do Olinda, esta aberta na
casa do professor de lalim competente-
mente encarregado daquella cadeira.
' Os bilhetes cham-ie venda no lugar Jo
costume.
O administrador empresario tem a honri
de annunciar ao resoeiiavel publico, que
com quanto se actie enfraquacda a sua com-
panhia dramtica pele ladodedamas-u es.
te enrraquecimonto devido nicamente i
imprevistas e extraordinarias oircumstanciij
bem conhecidas do mesmo publico elle
comtudo nSo se poupsr jamis a toda a sor-
te do fadigas esacrificios para levar so li.n,
sua empresa tanto mais que coma coma vn-
da da artista Manuela Caeana Luce!, no pri-
meir vapor da Europa,que deve chegir no
l." de niaren futuro.
No corrente mez de fevereiro subir
scena os seguintes dramas .- Marnheiro
de San-Tropez = O remondan do Smirna. -
pera cmicaO cara lindacomedia orna-
do de msicaO principe csiadorVaude-
ville em msica, no qual ter de fazer sui
ostra em declamarlo a cantora Carmclli
Luccl.
Alem destes espetaculos haverodousbii.
les mascarados pelo entrudo. O adminis-
trador empresario nunca dismentira a con-
fianza quo gozado illustradopublicodesti
bella provincia.
Quarla-feira, lid* Fevereiro ae 1852.
GRANDE ESPETACULO EM DENEFIO DOS
ARTISTAS
-Luis Antonio Monteiro, e Mara Amalia
Monteiro.
Depois que livor tocado uma oxcellenlc
ouvertura, a companhia dramtica repre-
sentar pela primoira vez a muito nteres-
sanie opera cmica em 3 actos,
O l;t MI.Nn.v'i DE SMYRNA ,
ou
l ni dia de Soberana.
Msica de composifo do Sr.TheodoroO-
restes : em seguida represantar-se-ha, a ex-
celleute comodia ornada do msica em
actos.
O Gara linda.
ou
O Fregador de cartazes,
Msica de composifSo do Sr. Pedro Gar-
ca.
Finalisar o espetaculo com uma das me-
Ihores fardas.
Os bilhetes achau-so a venda na ra Hel-
ia n. 18, e no dia do espectculo no
thoatro.
-
l'uhlicacues litterarias.
ELEMENTOS
DE
ffoOTceopuAa.
Sahio a luz a segunda parte desta obra
composta pelo professor homoaopatha Cos-
set llimont. Recebem-se assignaturas para
a obra inteira a 5,000 rs-, no consultorio
homceopathico da ra das Cruzes n. 38. De-
pois da publicafSo da tercoira parte, o pre-
r;o ser elevado a 8,000 rs. para aquelles
que nSo tverem assignado. No mesmo con-
sultorio, acha-sea venda ludo quanto he
necessario para o estudoe a pratica da ho-
mecopathia, como seja : livros impressos
para historias de doentes, regimens apro-
pnados para a provincia de Pernambuco, e
encarrega-se de mandar foanecer qualquer
encommenda de medicamentos bomceopa-
thicos, tanto avulsos como em caixas, em
glbulos como em tinturas.
No prelo : PalAossiieiia dos medicamen-
tos brasileiros.
Elementos de anatoma e phitiologia com es-
tampas, para os curiosos em bomceopathia.
Roga-se aos senhores assignantes o ob-
sequio de mandar recebar seus exempla-
res no consultorio bomcaopalbico da rui
das Cruzes n. 38.
TIAATAMENTO homeo-
PATHICO.
THBATRO DE SIZABEL.
Sabbado 7 de feveereiro de 1853.
38." RECITA DA A SS1C NATURA.
Depois quo a indiestra tjver ejecutado
uma das melhores ouverturss, represontar-
se-ha o muito exfolenlo e applaudido dra-
ma em 5 actos:
O Marinheiro de San-Tropei.
OD
O Envenenamento.
Terminar o espetaculo com a nova e gracio-
sa tarea.
O tolo fingido.
Comecar s 8 horas.
DAS MOLESTIAS VENREAS,
e conselhos aos doentes para se curarem i
si mesmo, sem precisarem de medico;
pelo professor homceopatha
Gossel-Bimont.
Saino a luz e acha-se a vonda no consul-
torio homceopathico da ra das Cruzes n.
28. pelo prego de 1,000 rs._____________
Avisos martimos.
Para o Hio de Janeiro, sahe
com a manir brevidade possivcl,
por ter parte do seu carregamento,
o brigue brasileiro Vencedor, ca-
pitao Gleto Maree Hio Gomes da
Silva: quem no mesmo quizer car-
regar, ir de passagem, ou embar-
car escravos a frete entenda-sc
com o mesmo capitao, na praca do
Commercio, ou com os consigna-
tarios Novaos ck Companhia na
ra do Trapiche n. 34*
Para a Bahia, sahe em pou-
cos tlias, o hiate brasileiro Ame-
lia : para o resto da carga e passa-
geiros, trata-se com os consigna-
tarios Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 34-
- Segu para a Bahia em poucos dias o
hiate Novo Olintla, para carga e passageiros
trata-se com Manoel Dias naSenzalla Velha
n. 132.
-- Para o Cear, sahe a qualquer dia o
hiate Anglica : quem nello quizar carre-
gar, ou ir de passagem, dirija-se a ra da
Cadeia do Recife n. 49, segundo andar.
Para o Ass.
Sai com muta brevidade o brigue nacio-
nal Conceisflo capitSo Joaquim Ferreira
dos Santos, quem no mesmo quizer carre-
gar diiija-se ao esenptorio do Manoel Alvos
Guerra Jnior: na ra da Cruz n. 40.
Para o Porto.
Seguir com muta brevidade abarca
portuguaza Boa-Viagem, capitSo Antonio
Ferreira Loita Jnior, tem bons commodos
o excellenle tralaoionlo : para passageiros
e carga trata-se na ra do Vigario, n. II ou
com o capitSo na prarja.
Para o Uio de Janeiro, sahe
no dia 8 do corrente mez, o bri-
gue brasileiro Animo, capitSo Do-
mingos Antonio de AzeveJo, por
ter o seu carregamento quasi com-
pleto, para o restante da carga ,
passageiros e escravos a frete, pa-
ra os quaes tem commodos suflici-
entes, por o navio ter urna cma-
ra grande, aonde pdem ir os es-
cravos : para uma e outra cousa,
lratii-.se com o mesmo capitao,- ou
com o consignatario Luiz Jos de
S Aimiijo, na ra da Cruz n. 33.
Para o Rio de Janeiro, sa-
he em poucos dias, o patacho bra-
-ileiro Gonlianca : para o resto da
carga e escravos a frete, trata-se


3
""
com os consignatarios Novaes &
Gompanhia, na ra do Trapiche
n. 34, ou com o capitSo, na pra9
do commercio.
Para o Rio do Janeiro.
Sil com milito brevidade, o patacho tu-
cional S. Jos Americano: quem no mosmo
qulzer carregar, ou embarcar escravos a fre-
1-. trat) com Manoel Alvos Guerra Jnior,
na ra Ja Cruz n. *0, ou com o capilfio Too-
niaz Pereiradoljago^^^^^^^^^^^
jtiloe.s.
- Mademoiselle Quentin, tendo de reti-
rar-se para a Franga, Tari lelSo, por inter-
vencSo do corretor Olveira, da toda a mo-
bilia dasua casa, e oulros varios objetos,
consislino em sofaz, cadeiras, bancas de
jogo, ditas da meio de sala, e do sof, de Ja-
caranda ; sof mezas, e banquinhas, de
amarello, 1 excellente piano, commodas,
meza para jantar, 1 leito completo, espellios
grandes e pequeos, lanlernas, caixa de
msica, 1 riepoeulode tbealro, caixas para
costura de Sra., bolgas de metal, caodiei-
ros, ricos vasos, cilungas, e charuteiras de
porcelana ; garrafa muilo lindas para chei-
ros, algumas obras de ouro e de praia ; e
outros muilos objeclos : lerga-fira, 10 de
corrento, as 10 horas da minhSa, no pri-
meiro andar do sobrado n. 49, do aterro d
Boa-Vista.
- O corretor miguel Carneiro, como tem
do se pausar para a mesma ra casa 1.. 1 .:,
far o ultimo feilJo no seu armazem na ra
do Trapiche n. 40, sabbado 7 do corrente as
10 horas da uianh3a,de ludo quanto exis-
tir, como seja : trastos novos o usados, lou-
ca, vidros, candieiros, lustros, quidros com
eslampas, umjogode bilhar com tolos os
pertences, o muito enconla por ter ricos ta-
cos, e outros muitos objeclos ; assim como
ao nicio-dia em ponto ir tambero a leilBo
una porg3o de barricas com larnha de
trigo.
Avisos diversos.
m*
O abaixo assignado avisa
ao respeitavel publico, que a casa
de cambio da ra da Cadeia n. 3$,
outr'ora de seu presido irmSo c
amigo, o finado Manoel Joaquim
Silveira, continua de boje em di-
ante no mermo giro de negocio,
sob a firma social de Joaquim Jos
Silveira ckCompanhia; responsa-
belisando-se esta por todos os tra-
tos selebra los pelo dito finado, os
fuaes pelo presente se obrigam
a cumplir como seseus fossem.
Recife, 3 de fevereiro de i852.
Joaquim Jos Silveira.
-Os Srs. tenente coronel, llygino Jos
Cocino, Antonio de Ilrito de Souza Caijo,
ii' ni llenriques de Carvalho e Antonio Jos
de Carvalho S. Thiago, tom cartas no es-
criptorio de Novaes & fC, ra do Trapiche
n.34.
~0 abaixo assignado declara palo pre-
sente, quo no da 1." do correntese despe-
dio da casa do Sr. Manoel Alves Ferreira
por motivos de molestia, ( o quo ja Iho ha-
via prevenido em 14 .1.1 dazomhro p. p.,
coulinuaii lo om sua casa desde entilo uni-
camento por sacrificio;: e sendo, alin de
oulros muilos afazeres, encarrogado das
oporagOes da caixa, conduzio comsigo nflo
.n livro-caixa mas tambem o saldo delle
constante; visto que o Sr. l'arreira se re-
cusou por motivos especiosos a tomar con-
la do niesmo livro e do referido saldo dos
quaes o abaixo assignado so promptilica a
dar contas logo que Ihc sejam pelo Sr.
Ferreira exigidas. Recife 5 de fevereiro de
1852. Antonio Jos de Farias Machado
Fara bailes mascarados.
Mascaras do cera e do pao por prego com-
modo: na ra do Itosariu larga toja de iniu-
dezas n. 41.
Domingos Antonio de Azevedo embarca
para o llio de Janeiro a sua e.-crava de nsg3o
de uome elllna de idado 35 anuos.
Irmandade de N. S. do Terso.
A commisso encarregala da ediflcagSo
das catacumbas desta irmandade, annuricia
a todos os seus irmSos, que ja se acham
prornptas dentro do cemiteno publico, a
porglo do catacumbas que pela Ilustre c-
mara municipal, foi concedida (96 grandes
o 42 peguenas.J lio por tanto muito neces-
sario, que todos os mulos o irmflos, que
ainda nflo contribuiram com a quotade5g.
rs. para to til obra, o fagam al o fim dj
corronle ruoz, alim de conclur-se o que ha
o fazer, com cornijas, guarnecidos, liguras
ote. A irmandade nflo tem outros recursos
de que lance mSo, so nao da coadjuvac.Ho
de seus irmUis, sem a qual, ser impossivel
setnelhante conclusSo, e at mesmo para
no incorrerem na pena imposta pela meza
conjuncta, como se doclarou om Diarios de
19 e 30 do dezembro do anno p. p cuja
leitura se recommenda.
Madama Hosi Hardy, modista
brasleira na ra Nova n. 34-
Pelo navio llavro reoebnu um lido sorti-
mento das ultimas modas de Pars, como
sejam: chapeos do seda da todas as cores
para Sra. e para meninas de 7 a 12 omos ;
chapeosinhos redondos franzidos com ca-
pailas de flores e penachinhos, para meni-
nos, e meninas do 6 mezes a 6 annos ; uml
sortimento comploto de chapos de palha
para Sra., meninas e meninos, da ultima
moda; ricos capolinhos, manteletes, pali-
tos, de seda lurta-cores e pretos; ricos ro-
moiros, caboces da blondo e da linho bor-
dado, camisinhas bordadas, ricas tocas de
fil da linho para Sra.; mantas de blonda e
garfa para noivas, capellas, ricas guarnieras
de floros, ricos cortes de seda branca lavra-
da ; luvas de pelica enfoitadas, omeias de
soda branca, o que ha de melhor em goslo e
qualidado; bicos de blondo e mirarlo do
da largura de 12 polegadas at urna; gros
de aples preto para vestido, mantas pre-
tas de blonde, ricos cabecOos de blondo pre-
to, transas de seda branca e de cores, para
enfeitar vestidos; um sortimento de groS'
do aples do cores escolhidas, para vestido
e capotinho, que se vendo a vontade ; fran-
jas o transas de cores, e prcta, para os mes-
mos; flores, penachinhos para tocas do
meninos, loques para Sra., luvas, do pelica
e de seda preta para Sra. o meninas ; meias
losla de changa, >icos chapeos do palha
de montara, e esparlilhos : na mesma ca-
sa faz-se vostidus de casamento, vostidinhos
de baptisado o manteletes da eucnmmonda,
por prego commodo.
- Ddsapparecou no dia sabbado 31 de Ja-
neiro p.p., pelas 6 horas da manhSa, urna
rrota creoula, de idadede vinte annos, com
os signaes seguinles: estatura regular, cara
comprida, oluos pequeos e pap los, den-
tes largos e muito alvos, e falla muilo espe-
vitada ; he secca do corpo, ps grandes a
seceos, quanloanda dobra os hombros para
atraz ; lovou vestido de chita preto, e quan-
dofoju costuma mudar do trajos : roga-to
porta ntj as autoridades policiaes, e capitaes
de campo, a ca, tura da mesma, levando-a a
ra do Vigario n. ll,terceiro andar queso
recompensar.
-- Srs. devotos de N. Sra. d'Assumpg3b,
da impciial capella da Estancia, que foi arv
nunciadopelo Diario publico, os pregado-
res da festa, isto he o llvm. provincial do
convento de N, Sra. do Carmo na festa, e
do noito o It.'in. padre Joo do Capislrano
Mondonga, que oceilou para pregar da noi-
tn, e junlamenlo no dia 8, na festa do S.
lleno lito, esto faltou (cando oabaixo as-
signado, compromettido com os devotos,
eo respeitavel publico; por conseguidlo
esta falta censurada pelo inesmp rospeils-
ol publieo, levo a Su ponderag.lo quo u3oi
evo cahir sobro ello administrador, por-
que esperava o mesmo abaixo assignado,
que tendo aceitado o Jo3o do Uvm. Ca pis-
trano Mendonga, os sermues do da 2
de fevereiro p. pretrito, o de 8 do corren-
te, nSo fallasse a sua promessa contraclada
ao respeitavel publico, para quem ja havi
annunciado, e para quem olie appello julge
como for de jusliga. Francisco Jos de
Mello.
Fugiram na madrugada do
dia 28 do corrente do engenho
Agoas Claras de Lirucu', tres es-
cravos, cada qual montado em seu
cavallo encangalbaJo, cujonomes
Manoel da Silva Santos, exporta para o ,:. ,r.t ._ -;, .___n
llio do Janeiro, a sua escravacrioula.de no-1 signaes sao os seguales. o
meLauriana. i primeiro Victoriano, mulato aca-
:- Jofio Antonio Alves de Brito embarca bocolado, bem fallante, cabello es-
para o llio do Janeiro o sou escravo pardo ,, ,
de nome Francisco. tirado, altura um pouco a oaixo da
--Antonio Jos Soaresvai a Portugal. regular, grosso do corno, nemas e
-- Joaquim Pinto val a Portugal. D i_ 1
Hoja C de fevereiro se lia di arrematar bracos tambem grossos, de 23 ail-
em basta publica do Dr. juiz do civel da nos de idade, levou chapeo de se-
piimeira vara, na sala das audiencias no 1 11
Collegio, um escravo do nome Antonio por da Preto. calsa de casimira, cami-
oxecugao de Antonio da Costa Reg Mon- sa de chita c .snalos ; o segundo
teiro o outroscredores contra a casa falli- p.,!-.,..:. ..1... riir alio
dadoLenoirPugei&Companhia. ruiqueno caDra escuro ano,
Na padaria da ruado Cotovello n. 29 ponas e bracos compridos pes
Snci?fa4 uTMMdo' eque ""' gandes e encbados de bixos, de
venddrp.lo cavallo para S. Amaro : sed* h ., .
boro, ordenado. jo anno- de idade, levou camisa e
-- Francisco Ribeiro Pires, embarca par* seroula de algodo da trra e cba-
o llio do Janeiro, o oscravo creoulo de no- v__ ..
me Jos, a entregar ao Sr. Jos Joaquim Pco de Pallia i terceiro Vicente,
Correia deUcerda. negro acabralludo, altura regular,
Francisco Comes dos Santos,^- grosso do corpo? br,cos c pernas
na linas, nariz chato, cara com mar-
barca para Lisboa : a tratar de
Precisa-se alugardous moleques
ra di1 Cadeia n. 13. cas de bexigas e feia, e chapeo de
Aluga-so um mulequo de 22anno9, o >
para servigo de qualquer casa eslrangeira : Couro j OS cavallos, um he rt.ro,
quem pretooder dinja-se a ruados Quar- Outro castanbo e otitro alazao : ro-
-- Aluga-so o terceiro andar da casi da ga-se a aprehensao dos ditos es-
rua do yueimado n. 8, a tratar na loja. cravos, e o mesmo se pede a qul-
Jia''J! qcr P'!cu>ar, a quem se offere-
aos seus amigos, o quanto llio ponhorarao ce de gratlficacao l5o,ooo rs., 10-
dr.m?b"f,u"i'10 e seu n"10'"" uSfh" K que os levem no dito engenho ,
110 embarque do mesmo para o Itiodeja- o i *'" o ',
ueiro.-- Manoel BuarqueM. Lima. ou na ra Dniita casa de Jos
*$ !?%i.**ift^.'t*fi** rimo da Cos\tr, u receber a
2 brinde festa de S. Amaro. mesma gratficacao acma; -
'* Domingo 8 do corronte, haver a fc) D-sa pequeas quantias a premio, com
! solemne festa do milagroso S. Aun- 9 penhoros do ouro e prata, rebalem-se sol-
w ro, nella pregara o Rvm. padro mes- ^ tre Capislrano, a tarde haver bellas,
"** e escolhidas simplionias, dirigidas
% pelo mestro Manoel Pereirs, do 9. "*
9 balalho de infantera, o duiar at 9
* moia noute, lempo om qaeserflo des- (i
r^ tribuidas as vellas Denlas, registros, 9
9 o oragdes do mesmo S.uilo, na segun-
ta classes : om a loja de ourives, na ra do
Quoimado n. 26, so dir quem d.
-- Aluga-se o segundo andar da casada
ra Nova n. 3, atrs da matriz.
-- Precisa-se de urna ama forra, ou cap-
tiva, para urna casa de pouca familia : na
ra do Pilar em Fra de Portas n. 72, segn
Precisa-se saber aonle mora o Sr. J0B0
Joaquim Rebollo, quo se Iho deseja fallar,
sendo possivel; ao mesmo Sr. roga-se quei-
ra dirlgir-se a ra larga do Rozario n. 26;
faz-se este annuooio por ignorar-se sua
morad*.
Precisa-se de um rapaz brasileiro, ou
portuguez, de 14 a 16 annos, que queira ser
caixeiro de venda, dando dador 1 sua con-
ducta : quem estiver nestil circunstancias,
dlrija-sa ao pateo do Tergo, venda n. 9.
Precisa se fallar com o corresponden-
te, ou procurador do senhor tenente coro-
nel Jos Cordoiro de Carvalho Lolle, nesta
cidide, a negocio de inleresse do mosmo
senhor : na ra Nova n. 41, primeiro andar.
Precisi-se alugat um preto escravo,
para o servigo de urna casa : na ra da Au-
rora n. 8, segundo andar.
Precisase do um forneiro, que seja pe-
rito e zeloso em suas obrigagOes, d-so
20,000 rs. por mez : na padaria por baixo
do sobrado n. 106, na praga da Santa Cruz
-- No caf francoz precisa-se, de um cai-
xeiro para o mesmo, prefe'rlndo- so pessoa
que entenda o francez.
Tendo sido despedido Adolpho Boran-
ger, do lugar de caixeiro do caf francoz ,
desle o 1. de fevereiro, por isso se faz pu-
blico para conhecimento de quem inte-
ressar.
O abslxo assignado, fas sciente a seus
freguezes, quo mudou sua loja de, seteno da
ra da Cadeia do Recife n. 36, para a ra
Nova n. 28, loja que foi do Sr. Antonio Fer-
reira da Costa Braga.
Ventura Pareira Pena.
A quem faltar urna rede nova, procu-
re-a na ra Direita, padaria n. 30, quedan-
do os signaes Ihe ser entregue.
~ J. B. da Fonseca Jnior, remelle para o
Rio de Janeiro, por ordem de seu Sr. Josc
Pedro da Costa Ferreira, do Maranhilo, o es-
cravo de uome Jos, e do sou Sr. Zefirino
do Souza Barros, do Sobral, o escravo de
nome Kaymundo.
~r- i. B. da Fonseca Jnior, remelle para
o Rio de Janeiro o seu escravo de nomo Ho-
norio.
Traspassa-se pelo tampo de 3 annos e
meio, a renda do sitio qua foi do Dr. Ber-
nardo, com commodos para grande fami-
lia : quem o pretender dirija-se ao mesmo
sitio om Olinda defronte do convento do
Carmo, ou nesta cidade do llecire na ra da
Praia n. 29, segundo andar.
-- Precisa-se de um ou dous escravos,
para trabalharem n'um sitio omito perto da
praga: quem os tiver para alugar annun-
cie, ou apparega na loja do Sr Duarto, na
ra do Cabog, aonde so dirquomquor
o 111 g n pi
-OTerece-se urna ama para criar ds loite, Madama Roulier modista franceza
a qual nao tem niho : quem precisar diri- Hua-NnvAn 'S
ja-se o becco das Crioulas. n. 3. ., Kua mva "' D, .
--Manoel Jos do Azevedo Santos, com- Participa ao respeitavel publico e pnnc-
potentemente autorlsado por Manoel Fran- plmente a seus freguezes.quoteemsua
cisco Coimbra para recebar todas as suas 1 loja um lindo sortimento de fazendas fiau-
dividas, convida os devedores
Imperial, o Sr. Mathias, hornero muito del-
ligente e cuidadoso em suas obrigagOs,
durante o tempo que yendeu agua n'este
chafariz, fazia goato bober-se urna gota d li-
gua, o que no acontece coro o seu substi-
tuto, quo alm da ser muito malcreado pa-
ra com os compradores, no d esgoto as
aguas, con;ervando-as turvas e chcas,como
Vs. Ss. poderSo ver, querendo-se dar ao tra-
balho. Removam esto vendedor d'agua, e
msndem-o para lugar onde elle possa man-
terja seu goslo a preguiga qua tem, e ir.o 11 -
dem para c o Sr. Mathias, isto he se Vs. Ss'
dezejarom tambem o bem do publico etc.
Por um habitante.
. O abaixo afsignado declara, que a pre-
ta de nomo Pastora, que o tinha procurado,
como nnnunciou nesle Diario, no dia 26 de
Janeiro p. p., desappareceu de sua casa, no
dia 31 do mesmo mez. O Arco-Verde.
Precisa-se de um pequeo para caixei-
ro de venda, no Recife Becco Largo taberna
da esquinan. 1.
1 >?
W Manoel Joaquim Femantes Eiras, 9
9 Dr. em medicina pela faculdade do 9
9 Rio de Janeiro, acha-se no exercicio 9
9 de sua prolissSo : as pessoasquo qui- 9
# zerein honra-lo com a sua confianga, ?
9 podom dirijir-sea ra deS. Francia- \v
9 co, sobrado apalagado prximo a ma- 0
? r; d consultas e presta-se aos cha- ?
mados dos pobres gratuitamente. 9
^^???^ >^ 9^9999999999
U abaixo assignado faz sciente ao publi-
co que tendo comprado a Snr.1 D. Maria
Francisca de Souza Ramos, inulher de Jos
Maria Congalves Ramos urna escrava do gen-
tiodc noineCatherina com urna filhu menor
de nome Antonia, em 1.* de agosto de 1851,
foi o abaixo assignado notificado para com-
parecer no dia 28 do corrente na audiencia
do lllra. Sr. juiz municipal da 2' vara com
a referida escrava para delucidar duvida
que o mesmo Jos Maria punha sobre a iden-
Precisa-se de urna ama forra quo silba
em gomar e cosinhar para servigo de urna
casa de pouca familia: no Pateo do Carmo
n. 10.
Precisa-so de urna ama forra, ou cap
ti va, qne faga todo o servigo de urna casado
pouca familia : na ra da Cadeia confronte
ao theatro de S. Francisco 11. 8.
Casa de modas francezas, madama Milochau
Buessard ra do Atierro da Roa Vista
n. 1
Pelo navio o Havre recobeo-se um lindo
sortimenlo das ultimas modas de Pars
em chapeos do senhoras, manteletes e en-
feitos decabega e de veslidos. Ricos cha-
peos ; capolinhos de rede de reros de co-
res, bordados, ditos de bico, ditos de nam-
braia ditos de seda, enfeitos de cabegae
toucados para aenhoras; ricas litis flores e
luvas ; cabeges de blonda e do linho bor-
dados romeirase camisinhas de bico bor-
dado mantasde blonde para noivas; ricos
bicos e babados ; mangas de bico rcaa e
simples; longos de cambraia do linho bor-
dados, bicos, transas e franjas para quares-
uia ; mantas de bico preto para mlssa ; um
sortimonlo de pulcoiras de todas es qua-
lidads ; gravatinhss de fita de vcludo e pul-
ceiras com as livellas ricas de madre de pe-
rola, faz-se sempre tudo o queemeommen-
darem segundo as modas de Pars por prego
commodo.
-- O abaixo assignado declara ao respei-
tavel publico, qua deixou de ser caxeiro de
Joaquim Jos do Paiva, desde o dia 3 do cor-
rente, e pede aos seus freguezes disculpen)
algumas faltas durante o lempo que la es-
tove. Jenuino Cq/iolano dos Prazeres.
~ Na primeira audiencia do lllm. Sr. Dr.
juiz dos feitos da fazenda, so hSo de arre-
matar os bens annunciados em os Diarios de
Pernambuco de 17 do paasado mez om di-
ante.
Precisa se do um portuguez dos chega-
dos apouco, para um sitio : quem pretender
tidade da menor, o logo que foram examl- dirija-se a praga da Independencia 11. 12.
nadas, o abaixo assignado mandou as mes-
mas escravas para casa ; e como as mesmas
al a data deste nSo voltasssem ; por isso
o abaixo assignado protesta desde j contra
a pessoa que Ihos der azillo ; assim como
contra quem seduzio a dita escrava pora
so subtrahir o a sua (liba do poder do abai-
xo assignado : por tanto roga a qualquor
autoridadoquea prendam, cuja escrava he
baixa, de 36 a 40 annos, cor prota, com um
lilho do 3 a 4annos, a qual nunca levo o
custume de fugir : quem a pogar love na
ra dos Quartois esquina*do beco do Peixe
Frito, quo ser gratificado. Rocife 29 de Ja-
neiro de 1852.
Ilenrique Jorge.
que ve-
nnam satisazer no praso de oito dias ||
importancia de seus dbitos, na Ra Nova
n. 49, ondosa acha todos os dias das 8 ho-
ras da mantiS s 4 da tarde.
O abaixo assignado, avisa ao respeita-
vel publico, quo est saldo em conlas na
praga de Pernambuco. com todas as pos-
soas com quem teve negocio, ese alguem se
acliar prejudicado, entenda-so com os Srs.
Jos Antonio da Costa & Irmilo, na ra da
Madre-do-Doos. Rio Formoso 28 de Janeiro
de 1852. Manoel AntonioSjaros da Silva.
AOS DENTES.
J. A. S. Jane dentista, tem a honra do
eczas e tudo que ha do mais moderno em
Paris; ricos chapeos do seda do todas as
cores, dito de palha d'ltalia aborto, muito
bonitos chapeosinhos do seda e de palha re-
dondos para menioos e meninas de um
seis annos, com abas largas de lindos en-
talles e de todas escores; um liado sorti
ment do trangas e franjas tanlo pretas co-
mo de cores; capellas de flores muito ricas
o modernas ; um gruido sortimento do
filos de todas as qualidades ; muito lindos
manteletos de fil preto; chales, mantas,
manteletes e capotilhos de seda do melhor
gosto chamalole preto; IJIores finas, man-
guitos de bico para senhoras o mais mo-
cados de senliora para bailes ou theatro,
de um a todos os denles, que por
um completo sortimento <'" ["'I cT8PVsVe'montaria, lencinhos de seda, fi
tas de veludo para punhos e pescogo, de ve-
ciaes, incorrulivois o do porcelana,
licados e do ultimo gosto ; e to los os mais
nao Picando os dentes bom pos
Hcados e do ummo Kosio e iu .-.. "do"-elo M o (;amhraia p,ra Scnho-
iccessonos tendentes a sua proligio, esse m \ larania; na
erando a tolasi-s_pessoas, qu se quzerem ra llore, e "J^ n^i|oi c,en.
ga alguma.
tos que n3o se possa deferongar dos proprios
naturaes, o podendo-so masligar com os
mes mos toda e qualquer comida sem sentir
a monor dor ncm ter receio do os quebrar,
lambom chumbaos denles naturaos tura-
dos da caria com ouro, prala e metal urli-
co, prevenindo as;m a continuagoda ca-
ria, dores emasmo evitando por isso a for-
ma de passar a caria dos dentes furados para
os outros saos ; tambem tira podras 011 ca-
rias dos dentes em geral, que tanto os dam-
nelica e coopera para omoalitoda bocea,
nSo sendo tirado : o annunciante a 10 an-
to, do baptisado, tocas de menino e de se-
nhora, capotinhos de todas as qualidades,
com pe-feicio e prego commodo recebem-
se todos os mezos ligurinos modornos, que
impresta a seus freguezes.
Nova fabrica de chapeos de sol e
tinturara, no aterro da Boa Vis-
ta n. 23.
Nesta nova fabrica o respeitavel publico
achara um completo sortimento de chapeos
deso do seda epaninho, tanto para ho-
mem, como para senhora, e concert igual-
mais commodos do que
mente, por pregos
nos que exerce a sua nrofisgao nesta cida-i om outra qualquer parte ; para esto mesmo
de. ios muitos exemplos que tem dado, eslabolocimento se acha mudada a tinturara
franceza da ra Vclha n. 74, tmgindo-se to-
da e qualquer fazenda de seda, 13a, algodao
o linho, tanto om obra, como em pega e
com muito asselo, assim como se alimpam
casacas e outra qualquer ropa de panno,
que tiver oodoas, pondo-se como novas, e,
por pregos muito commoJos.
__Precisa-se alugar urna escra-
va,' que seja boacosinheira e com-
pradeira, : quem a tiver dirija-se
a ra da Assumpcao ou muro da
l'enha n. 16.
nosse longo lempo, ser quanto basta para
se garautir.
Precisa-se do 500,000 rs. a premio com
os juros que se convencionar, por lempo de
6 mezos, dando-s 1 sufllcientes garantas :
na rna do Alecrim, n. 6 das 6 as 8 horas da
manh3, e das 3 as 8 da tarde, ou annuucie.
Urna mullid- capaz se encarrega de
criar um menino ou menina e de leite, afian-
gando-so todo o zelo o cuidado no desem-
penho de sou dever : a tratar na ra da
Palma, casada quina, por detrs do sobra-
do do Sr. Manoel Firmno Ferreira.
- Austriclino de Castro S Barretoem-,
barca para o Rio Formoso o seu escravo de:
nag8o ,de nome Miguel com 30 e Unios an-
nos .lo idade.
Aluga-so o segundo anlar esotaoda
casa n. 29 da ra do Vigario, assim como
precisa-seum caixeiro para casa de purgar:
de um engenho para Serihaem: a tratar.
i
paulo (Jiilguoiix, lentlsta 9
friinee. offerece seu prest- t>
no ao publico pura todos os $
inlrteres le *"ft prollsao: -
ptte ser procurado a qual-
111er hora c ni sua casa, na
rna larga aoUozarlo, n. 3J,
no armazem da mesma casa
--A casa de 2 andares n. 3, na ra da U; I 9 ..
pa no Recito pertencento ao Sr. Luii Cela- segn dio uml *'' __.-aa
no Bomes.est-se em nenoclo com ella e por ;}$ J #9# 9.^** .999
~ Atuga-so apodara nova do Mangui-
10 Borges,est-se em negocio com ella o p
isso peda-se que se alguma pessoa tiver a re
clamar algum direito o faga no praso do oi-
to dias a contar da dacta deste em diante,
Aluga-se urna preta captiva que com-
nho, co todos os seus pertences: quem a
protcnderj.dirija-se a casa junto a mosma ,
que acbart com quem tratar
pre eugomme ecosinho para casa de pouca Tinturara franceza, no aterro da
familia ; o um sobrado de um andar oul." .. la n n
andar as ras do Rosario Larga, e estreits, "08 V sid 11. 7
f da-feira ter lugar o artificial fogo <* do andar.
9 de jocosas, o variadas vistas, na ter- 9 Lino Ferreira Pinto, relra-se para fra
* ga ser a tirada da bandeira, com o J do imperio.
'* niesmo aparato, e figuras como no 9 Alugam-se duis casas nos arrombados
9 lovantamento, cantando a DeosaFlo- 9 de Olinda, muito frescas, urna deltas com
A ra os vergosom tocantes, asent men- 9 commodos para grande familia : trata-so
9 lacs toes do meslre Aleixo, como que 9 do aluguel na ra da Cadeia do Becfe nu-
0> saudosa de ISoapreciaveis e delicio-
% sos momentos, de louvar ao sempre
9 incangavol S. Amaro. N3o se asse-
vera, porm suppOe-se que haver
9 festa de S. Consallo, e fogo, da quar-
* ta-feira envante, feta pelos Srs. bar-
1> raquoiros ; cis oprogramma da func-
9 gao.
9
-- Aluga-se um moleque creoulo, com
idade de 14 annos: na ra do Calderoiro Rio de Janeiro
n. 56, creoula.
mero 43.
- Na ra larga do Rozario, loja de miu-
dezas n. 26, se dir quem d de 100,000 a
1:000,000 de rs., a juros de aprcenlo ao
mez, sobre penhores de ouro, ou prata.
Precsa-so de urna ama forra para o ser-
vigo interno de urna casa de pouca familia ;
na ra Formse, casa do 3. lampino confron-
te o muro.
Manoel Coelbo Cintra, embarca para o
a sua escrava Delfina ,
Collegio, Agoas-verdes, Tergo, no paleo do
Carmo n. 10.
- Peciende-so alugar urna cass terrea que
tenha bons-commodos. e bomquirtal as
ras seguintes; atierro da Bul 'iotrpotl1.';
Velha, Concordia, Palacete, ou S. Rita, da-
se de aluguel 16 a 20,000 rs.-. na ra da Praia
serrara do Cardial.
A pessoa quo no diario de hontem an-
nunciou precisar de 500,000 rs., assim como
de outros que percisem,sedirijao-se a ra
do rtangel casa terrea n. 35, das 6 8 as da
ma ulula e do 1 as 5 da tarde.
Jo3o Daniel Clemente annuncia para a
quom for spresentada u mal otra de sessenta
mil rs. do Sr. Jos Valenlim Siqueira, nao
ser aceita, e fazo-la entregar no engenho
Para.
Precisa-se alugar por mez, um escra-
vo anda que seja moleque, que possa com
um barril d'agua, e para o servigo ordina-
rio de padaria : na praga da S. Cruz, debai-
xo do sobrado n. 106.
-- Dam-se 100,000 rs, a juros, sobre pi-
nhores de ouro ou prata : 110 pateo do Hos-
pital refinagSo.
AttengBo.
Senhores arrematantes dos cbsfarizes, os
habitantes da freguesia de S. Jos, rogam a
Vs. Ss. quo so compadegam d'elles, e n8o
cuidem sement em sous interesses. No
fim do mez foi mudado do chafariz da ra
Tinge-se toda e qualquer fazenda de 13a
algodo, seda e linho, tanto cm obras como
em pegas e com muito ssseio ; sssim como
sa alimpam casacas e outra qualquer ropa
' papo, qfle ver nuijr, .pondo so 'orno
nova? o por pregos comnoilos.
o dia 4 do corroie Ilosappareceu da
abaixo assignaco r> preto africano
de estatura regilar, cheio do cor-
largos, com umi uiisrea em um dos
o rosto : quem i (lapturar ser gra-
lodol/o Jodo niato d'Almoida.
,; urgiao Bernardo Pereira do Carmo
faz se ante as pessoss q" a tempos Ihe la-
laram imesmoa quem rfonvier o quizer,pa-
ra poi neioAUm ajust razoavel, ostratar
anuui mente das mo'aa'8Ja.u18 P0SM.m "P
, quo tenham.a tpaide de v.rem
sua residencia
paree
casai
larg
client s.
.30,para os podei1
a ra do Rozario
angaremn.de seus
um moleque para
1 Francisco na ra
que achara com
Jt pessoa que live
aluga dirija-se ao lio
da alf ndega vclha, n.
quemjtratar.
Aluga-se um bom
te para a ra do Encant
Recife e entrada e sal i
deia do mesmo bairrol[1uom ^1 le precisar
dirija-se ao largo da ''Joropo sobrado n. 1,
que achara com quem*^'t,r
azem com a frel-
enlo do bairro do
a pela ra da Ca-
-- Quem pre'cisar do cocos para embar-
que : dirija-se a praga da Independencia 11.
12, ou no Ciqui defronto do engenho, onde
os encontrara por prego commodo.
-- No dia 29 do passado mez, fugio da
urna gaiola na ra d'AssumpgSo, um bicu-
do, faltando-lhe urna muda quem o pegar
poder entregar na praga da Independencia
n. 12, quesera generossmento gratificado.
Prccisa-sa alugar um sitio, perto da
praga, com boa casa de vvenda para fami-
lia, quo tenha estribara e cocheira, e sen-
zalla para pretos: a tratar no aterro da Boa-
Vista n. 35.
Troca-se urna Sra. S. Anna, propria pa-
ra alguma igreja ou capella, 2 v. geome-
tra de Lccroix, sogreJos da creagao 1 v,
historia natural, Daniel e os prophetas me-
nores : na ra do Collegio n. 1.
Permuta-so a casa da ruado Bom Suc-
cesso n. 3, da cidade deOlinda, por outra
na mesma cidade : a fallar na ra do Mun-
do-Novo casan. 44, ou quem pretender an-
ouncie sua morada.
Deseja-se alugar nm bom cozinheiro,
preforindo-se captivo, para casa estraogei-
ra, paga-so bom : na ra do Trapiche Novo
n. 16.
Casa de commisso de escravos.
Na ra ireita, sobrado de 3 an-
dares, defronte do becco de S. Pe-
dro n. 3, recebem-se escravos de
ambos os sexos, para se venderem
de commisso, nao se levando por
esse trabalho, mais do que a por
cento, e sem se levar cousa alguma
de comedorias, offerecendo-se pa-
ra isto toda a seguranca precisa
para os ditos escravos.
Precisa-so de um pequeo do 10 a 12
annos para caixeiro de venia : na ra do
Codorniz n. 12.
Na noite do 1.* do corrente furtaram do
sitio dos Turnios na Varzea, um quarto cas
t>nho com dinas e cauda curtas, tendo
peliado ba pouco tempo, e de presente com
cabellos novos; esla bastante magro, e he
marcado com a letraII: Quem o pegar,
ou der noticia oxacta. ser recompensado,
no mesmo sitio, ou no segundo andar do
sobrado n. 22 atrs do theatro velho.
Deseja-se fallar ao Sr. Jos Antonio de
Magalhaes Bastos a negocio de seu inleres-
se : na ra da Cadeia do Recife n. 54.
Precisa-sede urna criada, preferindo-
se estrangeira, que saiba engommar e cosi-
nhar para servigo de urna casa de pouca
familia 1 no pateo do Carmo, u. 20 primeiro
andar.
Pracisa-se de troz compendios de
grammatica da lingua nacional, das que
mu. ,in no Lyceu : na Rua-Nova, casa n
50 segundo andar.
Precisa se de urna ama para cosinhar
e comprar na ra : a tratar na ra larga do
Rozario, toja n. 48.
O Sr. Jos Domingues Pereira, queira
annunciar sua morada quo se Ihe precisa
fallar.
Precisa-se a lugar um sobrado sendo
de um andar ou alias primeiro andar de
outro qualquer uas ras seguintes ; lsrga
do Rozario, ra Direita, Pateo do Tergo, ra
do Collegio, Queimado, ra Nova, ra da
Penba.
Roga-se s pessoasquo se julgar cro-
dores de Antonio Joaquim da Silva, com
vonda na praga da S. Cruz n. 6 hajao de
apresentar suas contas no prazo do 3 dias
para ser pagos. _
Salustiano de Aquino Fer-
reira, tbesoureiro da lotera da
matriz da Boa Vista, avisa as pes-
soas, que ainda tiverem bilbetcs
da dita lotera para receber, quei-
ram por obsequio dirigirem-se a
ra do Trapiche n. 36, segundo
andar, das 9 horas da manbaa, ate
ao meio dia, e que os paga at o
,,11. v leste mez.
\ Adverte-se ao Sr. 11. J. P.
B., que se no praso de 3 dias n5o
pagar -aquellea 3;),x'io rs. que
deve desde lo'ffd, ver seu nome
por estenso neste Diario, at que
pague dita quantia.
Caligrafa
Na Ra do Aragao, h. i2, se-
gundo andar, copia-se com perfei-
co qualquer papel em muito boa
eltra e por preco commodo.
Aluga-se urna escrava, para todo ser-
vigo de urna casa : na ra do Aragao n. 40.
Mademoiselle Quentin relira-se ; para
frange.
Flores de gomma,
para cabello e cima de mesa, bonecas, etc.,
fazsa com pertoigSo, naturalidade e bom
gosto : na ra do AragSo n. 12, segundo
andar.
A. ilenrlqueiWillmer, tendo defen-
der a graude parte que tero no sobrado de
dous andares sito ba ruajlmperial, onde est
a fundigSq, d'accordo com o Sr, Jo.to Jos
da Carvalho Moraes, como possuidor de urna
psrte, roga portento a quem for autorisa-
do, por urna pessoa da cidade da Victoria,
que lem tambem urna parte no mesmo so-
brado, haja do apparreer para tratar-se des-
se negocio : na ra do Sol por cima do ar-
mazem decapim.
Os senhores quo flcaram a dever, no
armazem do moldados da ra da Cadeia do
Rocile n. 1, a I ino Jos de Castro Araujo, e
que com ello nao tem outras relagOes, silo
rogados a satisfazerem seus dbitos, com a
maior brevidade possivel 1 dirgindo-so pa-
ra isso ao seu escriptorio, na prega do Cor-
po Santo n. 2, ou ao niesmo armazem, ao
Sr. Jos Jorge Pinto, que I lies dar qitag8o.
Joaquim Ribeiro Pontes tendo contas
e letras de alguns senhores que tem deixa-
de pagar-lhe, uns por amizade, outros por
relaxagflo tanto da parto do seu cobrador
como dos devedores, roga polo presente
sos mesmos Srs. de vrem quanto antes pa,
gar seus dbitos rus da Cadeia do Recito-
n. 54 assegurando toda a ron tem plagan nos
juros e se assim o nao flzerem passarSo
a ser demandados, o que ser urna vergo-
nha para os devedores alem do abuso com-
mettido, alguns ate ha 15 annos.
Na primeira audiencia do lllm. Sr, Dr.
juiz dos feitos d fszenda,ao hBo de arrema-
tar os seguintes objeclos : um engonho de-
nominado Barbalho na freguesia da comar-
ca do Cabo, com todas as suas trras, mal-
tas e logradores, casas do engenho, do vi-
venda o de purgar, com 30 furos e 3 balcOes
grandes, senzalla para pretos, 1 moenda, 4
tacnas e um parol de caldos, lulo de forro,
e oulros objectos avallados em 38:000,000 rs.
e da mesma forma v3o a praga os bens an-
nunciados em o Diario de Pernambuco de 26,
27 e 28, do uovombro do anno p. passado,
a excepgSo de alguns que ja foram arrema-
tados.
No pateo da ribeir% do S. Jos n. 15,
lava-se c engomma-se cem perfeigSo e ac-
ceio.
O Sr. Bernardo de Albuquer-
que demandes Gama, queira man-
dar pagara subscririio de.ste Diario.
Acha-se farlnhanova de SSSF, (dera-
minhaj para vender, nos armszens de Dea-
iii- I oul Com aina, no becco de Gon-
galves. ________________^___^
Compras.
Conipra-so.uina morada de casa terrea
com sot.ii) ou sem elle, que seja grande, e
comjlia-tintes commodos, as unmodiagOes
da ra da Penha, at S. Rita : quem a tiver
para vennor dirija-so ao pateo do Carmo
vonda da quina, que entra para a Camboa.
Compram-se duas moradas de casas
terreas em boas ras, na freguesia de S. An-
tonio : quem as tiver dirija-se ao adminis-
trador desta typographia, que dir quem as
pretonde.
Compram-se escravos de ambos os so-
xos para engenho, sendo as femias de 15
at 25 annos, e os machos al 30: no arma-
zem da ra Nova n. 67.
Compram-se escravos rceoulos, ma-
chos e femias, de 12 a 20 annos de idade,
com habilidades, ou sem ellas : na ra da
Cadeia no Recife, casa n. 8.
Na ra do Vigario n. ii, se-
gundo andar, compram-se escra-
vos de ambos os sexos, de i2 a 3o
annos de idade, pagam-se bem a-
gradando.
Vendas.
FOLHLNHAS FARA i85a.
Yendem-se folhinhas de porta ,
de padre, e de aigibeira de tres dif-
ieren tes qualidades,sendo urna del-
tas com o almanak da cidade e pro-
vincia: vendem-se nicamente na
praca da Independencia n. 6 e 8j
^inicio de iNantua a
800 rs.
Vende-se a historia de Similo de Nantus,
a 800 rs. : na livraria da praga da Indepen*
denca n. 6 e8. '
Attcncao ao barateiro da ra do
Crespo n. 14, loja de Jos Fran-
cisco Dias, chitas cabocolas, a
aoo res o covado.
-- Veudem-se chitas escurss cores de vi-
nh'i ede caf, fazenda inteiramente de pa-
drees novos e cores muito litas, a 200 rs. o
covado; ditas francezas muito superiores,
a 240 rs. o covado; ditas de quadros pa-
drOes oscuros e inteiramente modernos, a
200 rs, o covado; superior atoalhado ada-
mascado de puro linho e com 8 palmos da
largura, pelo muito barato prego, de 1,600
rs. a vara; alpaca preta muito fina, a 640 rs.
o covado ; cassas francezas de cores as mais
finas que tem apparecido, a 640 rs a vara ;
cassas chitas muito largas o cores fixas, pelo
baratissimo prego de200rs. o covado; di-
tas em cortes com 6 1|2 varas, a 2,000 rs. o
corte ; cortes de cambraia de soda cor de
carno e de rosa, fazenda rio ultimo gosto,
pelo baratissimo prego, de 8,500 rs. o corte;
dem do soda pura, todos brancas, pelo ba-
rato prego de 12,000 rs. o corte; superio-
res brns de puro linho trangado, do ricas
cores, e novos padrdes, a 1,200 rs. a vara ;
assim como outras muitas fazendas do agra-
dar aos Srs. compradores, tanto nos pregos
como as qualidades.
Vende-se urna preta de 21 annos da
idade, que cozi.oha o ordinario de urna ca-
sa, ongomma o lava : ero Olinda ra da llor-
tioga, casa do cirurgiSo Amaral.
<&- Vendem-se escravos bara-
tos, mocos e de bonita figuras,
como sejam : moleques moleco-
tes, molatinhos, negrinhas, ne-
gras mocas e dois pretos de mcia
idade, por preco muito emeonta :
na 1 ua das Laraogeiras n. 14 se-
gundo andar.
No escriptorio de Novaes &
Companhia, na ra do Trapiche
n. 34, tem para vender, por preco
commodo, carneiras de cores; tha-
peos de palha do Chile, em por-
93es; linhas derorz e de Guima-
res; tinta para escrever e gtaxa
de lustro.
Superior oleo de linhaca.
Chegou mu recentemente da
llollanda oleo de linhaca em boti-
jas, de qualidade muito superior :
vende-se na ra do Trapiche No-
vo n. 16.
MUTILADO



m
-
o
o C.
ffB
D i
s
5
c s.
2.a
o
Frota* Na ra larga do Rosario n. 20, vendem-se
frascos grandes com pecegoa, damascos,
oerojas e ginjas pelo diminuto prego de ra.
1,000 cada um : escusado he tecor elogios a
eataa excellentes fructas.poi alm de aerem
mui bem coobecldas por todos, tornam-so
muito recommendavela pelo precioso llror
a que osla reduzido o espirito em que veem
conservadas.
Vende-sol parda adeOanoos, coslnba
o diario de urna caaa, engomis e cose : na
ra da Concordia quem vem da ponte a es-
querda aegunda caaa terrea se dir quem
vende.
Vende-se um molequo creoulo. de idi-
de de 15 annos, e bonita flgura : a tratar na
ra Direita n. 113.
Vende-se a taberna da ra da Cruz,
com poucos fundos, e bem acreditada : a
tratar na mesma casa n. 32.
Em casa de James Crabtreo & Compa-
nhia, no Recite ra da Cruz n. 43, vende-
so o aeguiote: selins inglezescom perten-
ece, arreioa para carros de 2 e 4 rodaa, cor-
rentes de ferro, aocoraa de ferro de diversos
Unannos, cobre em folha. lonaa inglezas,
lionas em carrlteis e novellos, graxa n. 97,
verdadeira.
Vendo-se um sitio com urna casa mag-
nifica i boira do rio, tendo grande sala ad-
enle, com 2 gabinetes, e 2alcovas, aala
igual 8traz.com 3 quartoa e cozinha, ten-
do ao todo 70 palmos de frente, e 90 de fun-
do com terreno de mais de mil palmos de
comprimento, e grande baixa de capim : a
fallar na ra de S. Amaro n. 16.
Vende-se ouarrenda-se, o engenho S.
Rita, moentee correte, meia legua distan-
te da villa de Iguarass. eom proporgOes
para aafroijar-ae, embarque junto do enge-
nho, aligados, e outras proporcOes : quem
o pretender, entenda-ae com o proprietario
no mesmo engenho.
Vende-se una taberna muito bem a-
freguezada para a trra, com muito bons
commodos para familia, e mdico aluguel,
n dinbeiro ou a prazo, e faz-se-ba todo o
negocio, at permdta-se por algum escra-
vo : na ra do AragBoo. 8.
Vende-se superior farinha
de mandioca de Santa Catharina,
por preco muito commodo, a bor-
do do patachobrasileiro Alegra ,
fundeado em frente ao caes do Ha-
mos : a tratar a bordo do mesmo
patacho, ou no escriptorio de No- |
vaes & Companhia, na ra do Tra-
piche n. .'14
Vendem-se 2 relogios de prata, sendo
um patente e entro sulsso, e 2 correntes de
ouro para os.mesmos : na ra larga do Ro-
zarlo n. 26, loja de miudezas.
'ara liquidar
Faz-so todo o negocio dinbeiro.
Vendem-se por todo o prego presuntos
hollandezes, proprios para fiambre o tem-
pero : na ra da Cadeia do Recite, n. 23.
Vende-se,
Alm de muitos e superiores gneros, ven-
de-se Igualmente os seguintes: caf do Rio,
em porgSo c a rctalho, massas fins, con-
servas, o encllenle doce de annanaz em
frascos de 6 libras, extrait d'absintho, vi-
nbo do Rheno, ditos do Cherry, Porto Ma-
deira eMuscalol de Setubal, sardinhas r
latas rnaiores e menores, riquissimas c
xinlias do todos os tamanhos com amen
doas confeitodas, muito proprias para pre
sent, presuntos americanos e inglezos para
hambre, ditos do Porto o Lisboa, milho em
saccas, sebo do Porto em caixas de 1 arro-
S'-I.oS
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S ? (* 5^2B2Pl2sB*|8-;.--
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!"tr0JB9o.?jo
oo.SS
B O
K C = -
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:a
DA
Agencia de' Edwin Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazero de Me. Cal-
montSi Companhia, acha-se constantemente
bous lorllmeatos de tilia de ferro coido e
batido, tanto rasa como fundas, moendes ln-
elras todas de ferro para animaei, agoafeto,
ditas para armar em maYira de todos. OS ta-
manhos e madellos o inals moderna, machina
horlsonlal para vapor, com forfa del oava-
los, coucos, passadeifas de ferro estanbado
para cata de pulgar, por menos pr{0 que os
de cobre, etcovent para navio, ferro loglex
tanto em barras como em arcos folhas, eludo
por barato |.n.
Vende-se farinha de mandioca superior
emquaiidade da precedencia de i'orto-Ale-
gre e a prego rasoavel: a bordo do patacho
fclicidade Tundeado em frente do caes do Ra-
mos, ou os ra da Cadeia, casa n. 39. l.
andar.
Deposito de cal e potassa.
No arraazem da ra da Cadeia
doltecife n. ia, ha muito supe-
rior cal de Lisboa, empedra, as-
sim como potassa chegada ultima-
mente, a precos muito rasoaveis.
Principios geraes de economa pu-
blica e industrial.
Vende-se este compendio, spprovado para
(as lulas de primeiras letras, a480rs.:na
praga da Independencia, linaria n. 6 e8
Vendem-se selins e sillines1 b:oooooo, em o qual tem parte
inglezes, de couro de porco,
primeira qualldade: em casa de
damson Howie & Companhia,
da
A-
na
SALSA PARRIL.HA DEBRISTOL
SALSAllliillnASIDS.
Iha deBristol data desdo 1832, e tem constantemente mentido sua repla-
la- aalaa'narrllha deRrislol data uesuoiejz, e m wuwui. ....,. ... >r--
m co semnecessidade de recorrer a pomposos annunc.os de que as preparagCes de me-
i-! Sii Dodemdespensar.se. Osucesso do l)r. Brislol tem provocado infinitas ,ovejas, e
n-! entro outr?s, s dos Srs. A. R. 1). S.nds, de New-York, preparadores e propietarios da
salsa oarnlhaconhccida pelonome de Sands. .i... _..
ESteSsenhoreS8olicilrnoeml82 a agencia de Salsa parrilha deBnstol.ecomo nSo
n nude'ssem obter, fabricaro urna imitag5o de llristol. ^ _
, PEU-.qUr carta quo os Srs. A, R. U. Sands escreveram ao Dr. Bristol, no da 20 de abril
ba, cta' pretosoitoe em massinhos de 3em de 18*2, e que se acha em nosso poder : i
libre, latas com muito fino biscoilo in-
glez; tudo islo vende-se por menos do que
emoutra qualquer parte: na ruada Cadeia
do Recife, n. 23, armazn de molhados
~ Vende se a osa terrea da ra do Ara-
gSon.18, para pegsroento da quanlia por
que esta hypothecada ao Sr. Miguel Archsn- razer um Conci
jo de Figueiredo : na ra do Crespo n. 17 como a Vm. Temos muito prazer que Vm. nos responda aobra este "'"'?"1
se achara com quem tratar. I vier a esta cidade dsqui a um moz, ou cousa semelhante, leamos muito prazer em o
aqu
qUL
Sr. lr. C. C. Brislol.
Bfalo, etc.
Nosso apreciavcl senhor.
Na coebeira do Forte do Malto, vende-
se milho em sacess, por menos do que em
outra qualquer parte.
Vende-se nina preta de nagSo, de idade
26 annos, que sabe bem cosinhareengom-
mar; s se vende para o matoou para fra
da trra, o motivo por que se vende se dir
ao comprador: na ruado Amorim, n. 35.
Vende-se o muilo superior milho em
saccas de alqueire pelo diminuto prego de
2000 a sacca : na travessa da Madre de Daos
n. 1. venda.
-- Na ra da Cruz n. 33 armazem de Se
Araujo ha superiores saccas com farinha de
8. Catharina que se vender mais barato
que em outra qualquer parle, sendo de al-
queire cada urna e para mais commodidade
dos compradores que levarem a sacca para
despejar se descontar.
MEIAS DE SEDA.
Vende-seflnissimas meissde seda pretis
e brancas para Sra. por commodo prego : na
ra larga do Rozatio n. 20.
Vende-se caixas com sag muito novo
ha poucocbegado por prego commodo : no
escriptorio da Viuva Gaudino de Filho rus
da Cruz n. 66.
Caixas para rap
Vendem-se as bem conbecidss caixas
de xifre do Aracaly chogadas prximamen-
te : os tomantes que quizerem possuir urna
cxcelleole caixa imitando as de tartaruga
o por muito mais commodo prego dirijam-
se ra larga do Rozario, n. 20.
Vende-se um preto mogo, bonita figu-
ra e bom sapaleiro, para lora da provincia,
ou para o mato: no pateo do Collegio, casa
do livroazul.
Vendem-se 2 excellentes vaccas de lei-
te acostumadas no pasto, paridas ha poucos
diss: no sitio do Maacarenhas, no Barbalho,
ou na ra Direila o. 32.
ver em nossa botica, rus do Fulton n. 79.
Ficao s ordene de Vm. seus seguros "d"-AMgnidoi) A. R. D. s.nds.
COlTCLUS^-
1 "Aantiltuidsdo da salsa parrilha de Bristol, he claramente provada, pois quo ella
data desde 1832 o que a de Sands s appareceu em 18*2, epocr na qual este droguis-
ta no pio obter a agencia do Dr. Bristol. ... ..,.
2- A suporioridade da salsa parrilha de Bristol he incontestavel, poisquo no obs-
tante a concurrencia da de Sands, e de urna porgo do outras preparagoes, ella tem men-
tido e saa reputagoem quasi toda a America. rj.
As numerosas experiencias hit com o oJUjMffm^m^,uMml^.
ptimo vinho branco.
Vendem-se barris de 5 em pi-
pa, com vinho branco de Lisboa,
da melhor qualidade que apparece:
trata-se na ra da Cadeia do lie-
dle n. 48.
- Vende-se no armazem de Vicente Fer-
rera da Costa na ra da Madre-de-Deus,
louga azul fina avulso,apparelhos de meza
e cha dosmelhores modellos e qualidades,
por prego commodo.
Moendns superiores.
Ns fundigSo de C. Starr& Companhia,
em S.-Amaro, acham-se venda moendas
de canna, todas de ferro, de um modelo e
construcgfio muito superior
Vende-se em casa de A-
ra do Trapiche n. !\>.
Talxasi para engenho.
Na fundigo de forro da ra do Brum,
acaba-so de recebor um completo sortlmen-
to de taixas de 3 a 8 palmos de bocea, as
quaes acham-se a venda por prego com-
modo, e com promptidSo em barca m-se,ou
carregam-se em carrossem despezas ao
comprador.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas com superior farinha
de mandioca a precos rasoaveis: a tratar
com i. Tasso Jnior ra do Amorim
o. 35.
Deposito de cfi\ virgem.
Cunha & Amorim, na rus da Cadeia do
Recite, n. 50, vende-se barris com supe-
rior cal em pedra, chegada pelo ultimo
navio de Lisboa, por menos prego do que
em outra qualqner parto.
Farello a 3,ooo rs.
Na ra da Cruz, armazem n. 13, de J. C.
Augusto da Silva, vende-se farello o mais
novo que ha no mercado, a 3,000 rs. a sacca.
No escriptorio de Manoel Joaquim Ra-
mos e Silva, na ra da Cadeia do Recife,
vende-se por prego commodo cal virgem de
Lisboa chegada no ultimo navio, bezerro de
lustro, mercurio, linha de Roriz.relroz, fei-
chaduras do Porto, pannos e casemiras
de 18a.
Ovas do SertSo.
Vendem-se ovas do Sorto muito froscaesj
cheguem freguezes antes que sescabem,
por se estarem vendondo muito barato : na
ra do Queimado loja n. 14.
a loja pernambucana da *
ra do Crespn, n,
vendem-se ricos vestuarios
4 para bailes de mascaras, lodos de fi-
(* no voludo, com difTerentes cores, os &
% mais modernos o intoressantesquo so
jJJ) tem visto at hoje : os pregos sao
4 do cada um o competente figurino.
damson Howie & Companhia, na
ra do Trapiche n. \\ panno de S) mdicos eos uniformes inteiros, ten-
algodo para saceos deassucar ,
muito superior e barato.
--Na ruado Vigrion. 19,1. andarche-
gou recentemente e se acha a vonda a su-
perior bolaxioha de Lisboa propria para
cha, finissima mermelada em latas de li-
bra, e excellente chocolate de todas as qua-
lidades modicinaes, ondo se vende por
juntoou em porgo.
AGENCIA
da fundicSo Low-Moor.
RA DA SENZALLA NOVA N. *2.
Neste estabeleeimento conti-
itap Paulo Cordeiro
recentemente ebegado do Rio de Janeiro .
vende-se na ra da Cadeia do Recife loja n,
50, de Cunha & Amorim.
No armazem da ra da Modan. 15,
vende-se cal de Llf boa em pedra, a mais no-
va que ha no mercado, chegada no crrenle
mez, no brigue Laya ; assim como mercurio
doce em caixinhas de libra cada urna, tudo
por menos prego do que emoutra qualquer
parte.
Na praga da Independencia loja n. 2,
a voltar para a dita de livros, vende-se al-
liailes mascarados.
Na roa da Cadeia do Recife loja n so di.
Cunha & Amorim, vende-se villudinhosd
difiranles e brilhsntes cores, para vestai.
ros de bailes de mascaras, e roupisd."
tbeitro : chegados pelo ultimo mviu j,
frang; assim como caigas de meia; a iro.
oo de dinheiro se vendem por banto'preco"
Vende-se rap de Lisboa'om frascos
chegado pola barca Llgeira, 14,000 rs. o!
Srs. freguezes que costumam a tomar a'to
pitada, nSodeixarSo de mandar buscar no
largo da Assemhla n. 4.
Vende-se um sitio pequeo, muilo per-
to da praga, com casa de pedra e cal, con 2
salas, 4 quartos, cozinha fra, estribarla e
cscimba : a fallar aoSr. Theophile Itobert
na ra Nova que dir quem vendo,
Vendem-se 4 novilhotes, e vacca j
parir, tudo muito mango, e filhos do paSi0
da 1'iraiiRa, freguesia dos Afogsdos, por
prego commodo : na casa das aferiges di
rus das Agoss -Verdes n. 25.
Charutos de ilavana
De' superior qualidade : vendem-se no ar-
mazem de Kalkmann irmSos, na ruilda
Cruz n. 10.
Sobrado em Goanna.
Vende-se, muito em conta,
um bonito sobrado sito na ra
do Meio, n. 58 a va liado em
rsula Mara das Virgens e sua
irmaa Joaquina Alves de Paiva na
importancia de io7,473 rs. quem
pretender dirija-se a caza de Kal-
kmann Irmos,ruada Cruz.n. io.
ffff?fffffVfffVff91
P Deposito de tecidos da labri- ^
41
i
|
4
ca de Todos os Santos,
ay na Baha.
B> Vonde-se em casa de Domingos Al- i
; ves Hatheus, na ra da Cruz do Re- 41
g cife n. 52, primeiro andar, algodo g| transadodaquellafabrica, muitO|in.. ^
". prio para saceos e roupa de cscra- *-,
!;,. vos, assim como fio proprio para re- ,-i
, > des de pescar e pavios para relias, 2
B, por prego muito commodo. 2
AAAMMAAA&AAtj AA *****
MOBILlAS DE FERTo.
Vendem-se ricas mobi lias de fer-
ro, como onaps, mesas, cadeiras
com braco c sem elle, e muitos ou*
tros objectos de ferro : no arma-
zem de Kalkmann Irmos, na ra
da Cruz n. 10.
Em casa de J. Keller & Com-
panhia, acha-se a venda vinagre
branco, superior de Nantes, em
barris de 36 medidas.
Vende-se vinho de champa-
nhe legitimo e de superior quali-
dade : em casa de J. Kelle- &
Companhia, na ra da Cruz n. 55.
Livros em branco.
Vende-se em casa de Kalkmann IrmJos,
na ra da Cruz n. 10, livros em branco che.
gados pelo ultimo navio.
mittem hoje de proclamar altamente as virtudes efilcazes da sslsa parrilha de Bristol.
Vendt-se a 5,000 rs. o vidro; na botica de Sr. Jos Mana Gongalves Ramos, ra
dos Quarteis pegado ao Quarlel de Polica
l'otassa americana.
No antigo deposito da cadeia velha, n.
12 existe urna pequea porgSo de potassa
americana, chegada recentemente que por
superior rlvalisa com a da Russia: vande-
se por prego razoavol.
Cobertores de algodao.
Superiores cobertores de algodSo de d-
Na loja do sobrado amarello dos que
tro cantos da ra do Queimado n. 29, ven-
de-se as seguintes fazendas finas e de gosto,
por pregos de agradar ao comprador, corte ,
de vestido de cambraia com barra e habidos,
fszenda de muito gosto e muito modernas
dito de cambraia de seda igual a blondo de
rico gosto, dito do seda do cores a 20 e 25/
ditos de seda furia-cores e tambem seda de
ferentes'cores" iecidos a dous los, muito furta-cores em corado, chales e mantas de
grande, tem todaapplicagao em urna Casa de seda superiores, manteletes pretos e de co-
familia, por servir para meza de engom-
madoe forrar camaa e mesmo para escra-
vos, pelo diminuto prego de 1,440 rs.: na
ra do Crespo n. 6.
Grande fabrica de chapeos de sol,
n. 4
Neste novo estebelecimonto recebeu-se
um novo e lindo sortimento de chapeos de
' "Ve^PmTnNescravas mocas do boni- Sol dos ltimos gestos, tanto de seda como
res da ultima moda, chita francesa padrdes
de cassa e cores fixes e outras multas fa-
zendas de eosto.
Vendem-se barris com breu,
por pre?o commodo, e era lotes a
de J. Falque ua do Collgeio FOntade dos compradores : na ra
tas figuras, engommam liso ecozinham;
1 linda mulata, de 22 annos de idade, en-
gomla bem, cozinha, cosetham, faz doces
de todas as qualidades; 2 mulatinhoa de 14
si 22 annos de idade, e 1 escrava de meia
DWs por prego commodo : na rus Direila
n. 3.
Na ra o-.- Cruzes, n. 22, vende-se
urna escrava cabra, -m filho, com muito
leite para criara o com habilidades ; duas
pretas de Angolla, muito m^4-. que cosi-
nhum o lavam de sabSo e teem r ;nci|oo
de engommar; e urna preta de meia iu...io,
por 820,000, e um preto de nagSo, de 40
annos ganbador de rift, um dito de nagSo,
catraeiro, de 20 annos, e um preta da Cos-
ta, de elegante figura, grvida de 7 mezes',
quilandeira.
Vende-se urna canoa do milheiro, em
muito bom uso, por lijlos de alvenaria gros-
m e tenas : na ra das Trincheiras n. 17.
Na ra da Cadeia do Recife, n. 49 se-
gundo andar vende-se muito boa cera de
carnauba a 5/000 is. a arroha, saceos de
gomma, pelles de cobra mui grandes, e
chapeos de palba; a 10000 rs. o ceuto vira-
dos ulti mmente do Aracaty.
Vende-se farinha fontana
muito superior c nova no merca-
do : a tratar com Manoel da Silva
Santos, na ra do Amorim n. 5C e
58, ou no armazem do Annes no
caes da alfandega.
magno de baleia e de asso que se vendem
por menos preco que em outra qualquer par-
le; grande sortimento de chanialole, sedas
e paninhos em pega de todas as^cores e qua-
lidades para as pessoas que quizerem rr;-
darcobrirarmages servidas. Completo sor-
timento de baleias para vestidos esparttlbos
para senhoras, fazem-se umbellas de igreja c
concerta-se qnalquerjiualidade de chapos
de sol: todos os objectos cima mencionados
se vendem em porgSo e a- mOlbo, por prego
que agradar aosWguezes vista da quali-
dade.
Moinlios de vento
eom bombas de repucho para regar hurtas
d baixas decapim : vendem-se na fundigSo
de Bowmant Me. Callum, na ra do Brum
ns. G. 8 e 10.
Vende-se a melhor farinha que existe
no mercado a.bordo do brigue Sagitario en-
trado de S. Catherina no da 25 do corrente
quem pertenderqualquer porgSo dirija-se a
bordo do mesmo brigue, ou na ra do col-1 Independencia.^
giO n. 17, J." andar, Superi
Yelas de Esparmacete
Vendem-se velas de esparmacete
em caixinhas de ao Ib, cm casa de
Augusto C, de Abreu ; na rua da
Cadca do Hecife n. 48.
Vende-se urna loja do sapatoiro muito
afreguezada, e com commodos para fami-
lia ; a fallar na rua Direila n. 55.
do Trapiche n. 36, escriptorio de
Vlatheus Austiu & Companhia.
Vinho de Champagne,
o superior qualidade : vende-se no arroa-
em Kalkmana IrmSos Rus da Cruz, n. to
Vende-se por preco comino-
do, cal virgem, muito nova, che-
gada pelo ultimo navio, por pre$o
muito commodo : no armazem de
Ds Ferreifa, no caes da A ll'jn(ie.i
ga, ou com JJovaes & Companhia,
na rua do Trapiche n. 34.
Arados de ferro.
Na fundigo da Aurora, em S. A,m,iro
vendem-se arados de ferro de diverso mo-
delos.
DEVERES DOS HOMENk,
a 5oo rs.
Vende-se este colnpendi> ,provau para
as aulas, em meia e"tlldernisol a 5 0 rs.,
,raf ia n. 6 e 8, da pn ga da
aa a ha ver um completo SOI'ti- godSo trancado pseuro para roupa deserv-
ment de moendas o meias moen.\^m^^STl^^^ul
das para engenho, machinas de
nor Ich nacional
em caixinhas de 2 likr e da meinoH qua-
lidade ; vende-se |for preQ0 COmmoilo, na
rua doCorpo-SanUjn % primeiro andar.
-- Vende-se chai pIgne da marca miga
ebem1 connecida, ti mel em casa de Deaue
Yule & companhia : fnt rua da cadeia.
-- Vendom-sovel.l., deespermacete, em
caixas, de superior 1 ua|dade : em casa de
J. Keller & Companb ,. na ru, da Cruz nu-
mero 55.
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos, pa-
ra dito.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na rua do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa:
tambem se vende potassa da Rus
sia, nova e de superior qualidade.
Vendem-se relogios de ou-
ro e prata, patente inglez : na rua
da Senzalla Nova n. 4a.
Farinha Fontana,
chegada ltimamente: em casa de J. J. Tas-
so Jnior, na rua do Amorim n. 35.
Cal vilgem de Lisbo ?.
Vende-se cal de Lisboa, de p-
tima qualidade vinda no ultimo
navio : trata-se com Augusto C.
de Abreu, na rua da Cadeia do Re*
cife n. 48.
Bombas de ferro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
na rua do firutn ns. 6, 8 e 10,
fundicSo de Ierro. ,___^.
Dcpo. tto da fabrico e -Tboa os
oitos mi lialiln.
Vende-se,em casa deN. O. Itieber&c.,
na rua da Cruz n. 4, algodSo transado quella rebrica, muito proprio para saceos de
assucar e roupa do oscravos, por pregocom-
modu.
Casa de commissSo de escravos.
Vendem-se escravos e recebem-
se de commissao, tanto para a pro-
vincia como para fra della, para
o que se offerecc muitas garantas
urna.
Vende-se urna mulata costureira, la-
vadeira e ptima engommadeira ; morige-
rada, sadia, o representa ter 24 annos de
idade : na rua da Roda n. 32.
Vende-se ou troca-se por urna casa ter-
rea nesta cidade, um grande sitio com bas-
tantes Ierras do piantagCes, com baixa, em
trras proprias, com casa para familia, no
lugar de Bebiribe de Baixo, muito perto da
povoagSo por ser o ultimo : na rua do Mon-
dego n. 99.
AttencSo que he a 2,000rs.
No deposito da rua estrella do Rosario
para a do Queimado n, 39 A., vende-se la-
tas de bolachinhas de araruta, a 2,000 rs.;
no mesmo ainda continua a vender um res-
to dos biscoutos vindos da tranca, e bola-
chinhss inglezas, a 220 rs.; biscoutos, bo-
lachinhas e fatias de todas as qualidades,
castanha e amendoai do diversas confei-
gOes, e por prego commodo.
Novos cobertores de tapete a
i,44o rs.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a cadeia, vendem-se cobertores
de tapete, grandes e bonitos, pelo diminuto
pregone 1,440 rs.; om qualidade s3o os 1111-
Iboresque tem vindo no mercado, por isso,
recommenda-so aos Srs. de engenho que
quizerem comprar da pichincha, nSo so de-
morom, porque j ha poucos pela estragan
que tero tido.
Na travessa da rua do Cano, ven lo-sc
urna taberna nova, e bom afreguezada, por
prego commodo.
Vende-se Csmiras na rua do Quei-
UUiie-jMtrTa 4,500 rs o corte, as mais su-
periores que ha no mercado; venbam ver
antes que se acabem.
Vende-se urna preta do nsgSo, com
principio de cozinheira, e propria para qual-
quer servigo : quem a pretender dirija-se a
Boa-Vista rua da Gloria o. 100.
He to barato,
Que faz animar ;
Quem vir a pechincha
N3o deixar de comprar.
Na rua do Crespo loja da quina que vira
para a cadeia, vende-se panno fino preto, a
3,000, 3,500, 4,000 4,500, 5,000 o 5,500 rs.
__do_flngenho Cordeiro, o bpnj condecido,
Escravos futidos.
Desappareceu em das deste moz o mu-
lato J0S0, conhecido por JoSo grande; he
canoeiro, tem um talho no rosto, magro,
c.tutor 1 regular, foi escravo do finado Jos
Joaquim de Mosquita, e hoje pertencente a
viuva do mesm ; roga-Sii es autoridades po-
liciaes, capitSes de campo e mais pessoas
que o encontrarem de agarra-lo e leva-lo a
rua de Santo Amaro, cisa n. 6, que se pa-
garSo as despezas que com o mesmo l-
zorem.
Roga-se s sutoridades ou qualquer
particular que encontrar o crioulo Cyriaco,
escravo de Hemeterio Jos Velloso da Silvei-
ra, prenda -o, pois acha-se fgido desde O da
26 de Janeiro do corrente anno; para nao
ser sgarrado, tem usado da ardileza de
mostrar urna carta dirigida D. Anna Joa-
quina da Silveira, dizendo ir entroga-la.
I.evou caiga de brim branco, camisa de
madapolSo; de estatura regular, secco do
corpo, lem urna cicatriz na caf/ega. He elle
bem conhecido nesta praga, pois venda
diariamente lenha em csvallos : quem o
pegar ou delle tiver noticia, dirija-so ao
sitio de Agua-Fria, em Beberibe, ou cisa
do Dr. Francisco Brederode de Andrade, no
Mondego.
Nj da 1." do corrente auzentou-se
um moleque creoulo de nome Francisca
representa ter 18 annos pouco mais ou me-
nos, bem ladino, com algumas costurasde
landras em volta do pescogo, lendo urna
daquellas costuras bastsnle espolada pira
Tora por cima do hombro esquerdo; por es-
tes s'gnaes pode sor visivelmeote conhoci-
do; levou caiga de brim branco c jaquea
deriscadoazul, chapeo de seda preto: Bo-
ga-se a todas as autboridades policiaes c
capitSes 1I0 campo o fagam apprehenlcr e
entregar na rua do Rizario Larga, n. 18
que se gratificar generosamente.
Desappareceu no dia primeiro do corrente
mez, do sitio da Trempe n. 1, a preta Mari*
Cajueira, de nagSo calabar,com os signaos
seguintes : baixa do corpo, de idade de 50
annos pouco mais ou menos, bragos e per-
nas foveiras, tem a bocea tort da conli-
nuagfio do cachimbo, meia corcunda, mui-
to falladcira, quando fogeanda senripro pe-
la Casa Forte, Campo Grande, eS. Amaro :
roga-se a todas as autoridades policiaes que
a encontrar, quo a prendam e conduzam ao
sitio cima mencionado, que so recompen-
sar com generosidade.
Desappareceu em diasdo moz passado,
a seusdonos : na rua da Cacimba ovado; dito francez muito superior, a
, 6,000 rs.; dito azul, a 2,600, 3,500, 4,000 e
n. 11, primeiro andar. 5,000 rs.; dito verMe, a 2,800, 3,000 e 6,000
Arados de ferro. Ir- > dit0 cor de r,Pe 2.600rs. ; casumi-
VJm -j a. i:_. ; ra preta,a4,8006,000, 7,500 8,500e 10 000
Yejidem-se arados de diversos '. 0 corte; sarja preta de seda muito su-
modelos, assim como americanos perior, a 2,300 rs. o covado; merino preto
com cambio de sirunira e hrarns muilo bom, a 2,800o 3,200 rs. o covado cor-
loiii Litiiiijciu ul sicupua e uracos tos de ca5sa Chitl amito bonitos, a 1,920
da ferro .* na fundicSo da rua do rs.; e outras muitas fazendas por prego
Brum ns. 6,8 e 10. f commodo
Vende-se queijos do serlSo de superior JloIUTas (Ion radas
qualidade no armasem de Antonio Annes no de todas os larguras : vendem-so no arma-
caes di Alfandega a. 5, zemdeKallkmannIrmSos.ruadaCruzn. 10,
creoulo Joo Mequelino, com os sigues se
guiles: baixo, corpo reforcado, pernas
meias arqueadas^cdr fula, bem fallante, de
idade de 25 sollos pouco mais ou monos:
roga-se as autoridades policiaes, capitaes
decampo, e mais pessoas que o encontrar,
do agarra-lo, o leva-lo no mesmo engenho
cima, que serno bem recompensados.
100:000 de gratiflcagSo.
Roga-se as autoridades policiaes que
capturem o escravo Manoel, pertencente a
SebasliSo Marques do Nascimento, fgido
desde o dia 8 do mez de Setembro de 1851.
Foi elle escravo do Sr. Gabriel Affonso Ri-
gueirs, a quem foi comprado ltimamente :
tem 28 annos de idade pouco mais ou me-
nos, cor fula, com falta de dous denles na
frente, e de cabellos do lado esquerdo da
cabega, que se torna bem visivel por pare-
cer urna corda, temolhos pequeos, beigoi
grossos, sem barba, baixo, corpo regular,
e ho ofliciai de funileiro. Trajava jaque-
ta de riscadoazul, caiga branca, camisa de
madapolSo, e levou urna trouxa, contendo
caigas e jaquetas : quem o apprehender o
levar rua da Aurora n. 62, recebar a gra-
tiDcagSo promeltida. Sspeita-se quefosie.
seduzdo, e por isso desde j piotesta-se
contra queiu o conservar em seu poder.
'y-.T\ i-:*!.- M.r ni
MUTILADO


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