Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04408


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Full Text
AnnoiXXVliT
Terca-fira 3
de Fevereiro de 1852
N. 2G.
aaq
DIARIO DE PERMMBIM.
4/0 00
H,mm
ltytwo
niHJO DA uCBIP9lO.
PiOlHINTO ADUimno.
dr trimestre...........
por semestre. .........
Por anuo .......-.
Psoo hniio do nmimi.
foi qiurtel.............V*>
TOTICIAl DO IMPERIO.
par..... 2 de Janeiro Mina.... ldeNovbr.
Maranhao 7de dito S.Paulo. 10 dedico.
Oari... de dito. R. deJ.. II deJaneiro
Parahibi. 24 de dito 'Baha... I7de dito. I
DA Di MAMA. AUDIENCIA.,.
2 Seg. 6B* PurilioacSo
da S. Virgem.
1 Terc.S. Prai*
4 '.tuni.s Aquilinoin
5 Quint. S. gueda,
de Salea
6 Seit. S. Dorothca.
Sab. S. Romualilo.
8 i i un. daSeptluagc-
alma.
Julio da OrpUo
2.e.'i. s lOborai.
1. tararlo eivrt.
3. r (i, lo mcio-dia.
Faunia.
3. e 6. 10 boraa.
2. vara do eivl.
4. e sbados ao melo-d
Klltfn.
Tercas e aab.dos.
IPHMCBtDEI.
ICreicentei 28, (a 6 horas eill minutos da m.
I Chela a as boras e <6 minutos Ja tarde,
iMingoante 11. as 7 hora e 41 minutos da ra
I Nora 2o, a l hora e 2( minatoa da m.
IIIUIIBDI HOJ
Prlmelra s 2 horas e 54 mi nulos da tarde.
'Segunda s 3 horas e II minutos da manbaa.
FABTID BOI COBBdOI.
Golanna e Parahlba, s aegunda e aextas-
feiras.
Rlo-Cran*de-do-Horte,todai as qulntai-felraf
aomeio da.
Garanhuns e Bonito, 8 e 23.
Roa-Vlata, e Flores, i i 3 e 28.
Victoria, s quintas-reiras.
Ollnda, todos os dias.
NOTICIA3 UTItlNGtlBAI.
Portugal. 15 de DeibilAustria.. 2 de Deibr
Hespanba. 8 de dito Suiaaa.... 2 de dito.
Franca ... T de dito [Suecia... 28 de Outbr
Blgica... 3 de dito Inglaterra 8deDczbr.
Italia.... 2 de dito E.-Unidoi 23deNoabr.
Alemnnlia- 4 de dito Mxico... Ilidedilo,
Prussia ... 3 de dito California 10 de dito
Dinamarca 2 de Outbr Chili. 12 de dito
Ruasia... 1 de licib, Kuenos-A. 8eNovbr
Turqua.. I de dilo (Montevideo 21 de Ouib.4
CAMBIOS* 31 DE J'NEIHO.
Sobre l.oudres, a 57 '/a d. P- '#
Pars, ,
Lisboa, 90 por cento.
ETAIS.
Ouro.Oncas hespanholas.. ..T.r.
Uoedas dr (1/400 velhas......
de4/D00.............
Prata.Patayaeabrasllelro........
Pesos columnarlos.........
Ditos mexicanos...........
28/50(1
ISOOO
1(9200
9/100
11920
1/1(50
1/800
PARTE OFFICIAL
Appellante, Alexandre Jos de Sant'Anna I Appellante, o juizo ; ippellido, J0S0 Ma-
1 appollaJo, Vicente Forrelra Leal. I noel da Costa.
Appellanle, Matbias Joaquim da Gama el l.evanlou-so a sessSo is 2 horas
Mello; appellado, llortencio Jos Velho. 1 da tarde.
meia
TRIBUNAL DA RELACiO' Appellanle, Jo da rjoch.Paranho.;appot-
I lado, Ulisses Cokles Cavalcanti de Mello
SESSAODE24 DE JANEIRO DE 1855.
'residencia do Exm Sr. conselheiro Azcvedo.
As 10 horas da manhila, estando presentes
es Srs. desembargadores Villares, Baslos,
Ira 11, Souza, Rebollo, Luna Freir, Tollcs,
Pereira Moateiro, Vallo e Gomes Ribeiro :
o Sr, presidente declara aberla a sessSo.
JULGMPNTOS.
Appellante*, JoSo Ignacio de l.oyola Barros
o outro ; appellado, o juizo Foram ab-
solvidos osappellantes.
Appellante, Inocencio Jos da Costa ; appel-
lado, Igna.io Alvcs Feitosa. Reforma-
lam a senlenca.
Appellanle, Joflo Lefio Pita Ottigueira;
appellados, Manoel Pereira GuimarSese
sua sogra.Confrmaram a sentenca.
Appellante, Hermenegildo Eduardo do Reg
Monteiro; appellado, Antonio Jos Aires
de Arnorim.Conliraiaram a sentenca.
Appellante, o juizo; appellado, Jos Jero-
nymo Monteiro como procurador.Jul-
garam millo o processo do sequcslro em
dianle.
Appellates, Manoel Pires Ferreira c outro;
appellado, Domingos Caldas Pire Ferrei-
ra. Ilebeberam ejulgaram provados os
embargos, e condomnaram o advogado
l'eitosi na mulla de 12,000 rs. com sus-
pcnsoal pagar.
Appellanle, Jo9o llaplista Pereira Lobo "do
Gusmo; appellado, Manoel Claudio de
Queiroi.Coii(irmaram a senlenca.
Appellanlcs, Antonio Pinto do Miranda Sea-
lira e oulios ; appellados, Francisco Soa-
ros Villela c oulros. Receberam a pell-
ejudos appellates oflerocida como em-
bargos de declarado ao accordo, e l'oi
o mesmo declarado como se podio, con-
domnando os appellados as cusas.
MUOHUQAf.
Appellanle, o juizo; appellado, Joaquim lli-
hoiro Pontea.Mandaram com vala ao
Sr. ilesembargador procurador da corea.
Appellante, o juizo ; appellados, os borda-
ros do Loureoco Antonio de Albuqucrque
Helio. Mandaran) que a diligencia que
csUva ordenada fosse feita pelo juizo da
fazenda cm solucSo a duvida doecriv3o.
No offlcio do juiz de direito do Rio-For-
moso, mandaram que se observasse no
' .1 m[11111101 lo do accordSo, o art. 85 da
lei de 3 de dezembro do 18*9, e o 162 do
regulamento de 31 de Janeiro do 1842.
UESIGNtfOES.
Appellante, o juizo; appellado, Joao Jos da
Silva.
Appellante, o juizo ; appellado, o prnlo Cos-(
Commandu dns armas.
passaram do Sr. desembargador Rebello! Quarlel general na cidade do Uccife, [-1 dc /cre-
an Sr. desombsrgador Luna Freir as se- retro de 1853.
guintes sppellar;0es om que sSo : oxdem do da n. 66.
Appellante, Diogo Jos Loite Cuimarfies;) Determina 0 Sr. marechal decampo An
appellado, Joflo da Silva Braga. (ionio Correa Sera commandante das
Appellante, Joflo Antonio Soares do Abreu ; I mas, que na mantilla do dia Silo correte aos daidoi "a" s^^'independencia poifica c a'a im-
appellado, Manoel Goncalves Valente. Icorpos do exercito em guarnieflo nesta pro- portancia de najao na grande rede de caml-
Alinha de ferro he o complemento dalin-ldc Lisboa frontelra, cm cinco mil e duten- dous dias c ineio, un terco de lempo drsprn-
prensa; esta pe em coolacto as ideas, aquellajtos contos de rls. Para que no accuiem a dido actualmente pelo puquete. Que prodcua
prniima os hoincni; ambas tendem para a Irominissao de adoptar um algarlsmo demasa- e grande revolucao nlo devia producir no cs-
do pequeo, ella tomar por base o numero lado econmico do pas, nos hahitos da sua po-
redoado de seis mil contos. pulapo, cm todo o seu modo de ser, este im-
Esla somma empregada em estradas, calcu- menso inovinicnto, esia facilidadc de contacto
lando o pre^o medio da legua emquinze con- com os nulros povos I
(os, produziiia qualrocentas leguas de estra-. F. nao pareca utopia. A llnha de ferro de Bru-
das principad ; ou um meio das delineadas na. xrllas a Pars j existe aberta mrulic.in. a
lei de 20 de agosto de 195o; nislo nao ha du-i de Paris frontelra de Hespanba est executa-
vi I 1 I da em tresquartos da sua estensV, n trata-sc
Mas produziriam estas estradas vanlagens dea ultimar ; a de Madrid a Irun j fol propos-
que se podessem equiparar com as do caminho1 la s cmaras pelo governo hespanhol ; final-
de ferro ? Por-nas-hiam ellas em comiiiuniea-, mente ade Madrid a hdajoz consta haver sido
(o com a Europa? Seriain acaso uin excitan-, ltimamente concedida a urna companliia in-
te to enrgico da circula^o ? Cbamarian cl-j glfza. Podemos, pois, considerar oquadrocs-
uoidadedo genero humano.
Desee alto ponto de vista enteudeu a com-
missio que o governo de vossa magestade que-
ra considerar a questao dos raminbos de ferro.
N*o he com efleltoposslvel para a adminis-
1 traeao publica encarar como simples especu-
lacao commercial o que he o mais poderoso
instrumento d'actuar sobre a prosperidade do
nata
Assiin compreliendeu a Blgica em 1834, fun-
Passaram do Sr. desembargador Lun
Freir ao Sr. desembargador Tellesasso-
guintes appellacOes em quesSo :
Appellante, o juizo ; appellado, Eufrasio
Jos Ontrte.
Passaram do Sr. desembargador Telles ao
Sr. desembargador Pereira Monleiro as se-
guinles appella(oes em que sito :
Appellante, o juizo ; appellados, Joio da
Cosa e Jos Mequilino.
Appellante, Gabriel Antonio; appellados,
Francisco Antonio de Oliveira & Filhos.
Appellanle, o joizo ; appellados, os berdei-
ros do llenrlque Pedro de Almeida.
Passaram do Sr. desembargador Pereira
Monteiro ao Sr. desembargador Valle as se-
guiutes appella(6e* om que sflo :
Appellaote, Manoel Uro Dd; appellada, a
justica.
Api cllantc, Francisco Jos Duarte Carnario;
appellados, Joanna Mari* Macil e outra.
Api olanles, u appellados, Basilio Alves de
Miranda Varejflo e Joflo Arcenio Barbosa.
Appellanle, Jos Feij de Castro e Mello;
appellado, Antonio Duarte Beierra.
Passaram do Sr. desembargador Vallo ao
Sr. desembargador Comes Ribeiro as seguin-
tcsapoellaffios em que sflo :
Appellante, Luiz Jos de Franca ;appollado,
ojuizo.
Appellanle, Manoel Rodrigues da Costa;
appellados, Ceorge Keuworlh & Compa-
n'Hia..
Appellates, CliriMovflo Luiz de Mello e sua
mulher; appellados, Francisco Xavier de
Albuquerque o sua mulher.
Passaram do Sr. desembargador Gomes
Ribeiro ao Sr. desembargador Villares as
seguintes appellacOes em que sflo :
Appellates, Joaquim Jos do Menezes, sua
mulher e oulros; appellados, Antonio Pe-
reiadeSouza e sua mulher.
Appellante, Pedro Fernandos de Sooza
appellada, Mara de letal Coilinho de Lis-
boa-
DISTKIIIUICO!^.
taris, eos recrulasem deposito as 6 horas, ,g'"UR0v,.7;rkga,nRchrn
0 9. batalbfloda mesma arma as 6 1|2, o rjincinatl, eliminando as distancias aaquclla
corpo da guarda nacional em destacamento Tasu regio.
as7, ocorpo de polica as 7 1|2, fpelo res-, Para a soluto, pois, desta questao, a com-
pectivo empregado da thesouraria prorin- ntlMIonoconsultousmente os recursos ac-
ciall.acompnhia (lia de cavallaria as 8, tuaea do thesouro, em prescoca doempenlios
a de artiQces as 8 1)2. e finalmente as 9 O 4. ?> contrahlr, mas julgou dever examinar
h.l.lhndn.rlilli.ri sm> tajaibm a mllucncla que a coostruccao da va
oatainaoae aniara api,. ___ da ftrro pode c deve exercer sobre a economa
laaa Liabao commercio transtlanlico, a Lis-
lia que se una ves ealiver em contacto com a
Europa ba dt aer por fr^a o emporio do com-
bocado como mu prximamente rcallsavel, se,
de o ,. Milu com aquelle governo construirmos
a liiiha que deve unir as capltaes dos dous
Determina outro sim o mesmo Sr. marc-
pnKIica.
me, escravo.
Appellanle, a fazenda; appellado, Manoel Ao Rr. desembargador Pereira Monteiro
Jos de Araujo Costa. I as seguintes appellacOes omquesgo:
Appollanle, D. Anna Joaquina Ayrcs do ^as- Appellates. Jos Antonio da Rocha e sua
cimento;appellado, Alexandre Ferreira
dos Santos Caminhs.
Appellanlcs, Manoel Joaquim dos Reis c sua
mulher; appellados, Francisca Carolina
de Faria Limos o oulros.
Appellante, Joaquim Pereira llomem; appel-
lado, Jos Leopoldo da Silva.
Appellanle, Luiz Jos de Brilo ; appellado,
Joaquim da Silva Mourflo.
Appulltnte, Vicente Ferreira da Costa; ap-
pellado, Manoel de Souza Pereira.
flVISOES.
Passaram do Sr. desembargador Baslos
ao Sr. desembargador Lefio as seguintes ap-
pellacOes em que sflo :
App.;llanle, -Alexandre Joaquim Satyro ;
appellado, Dumtngos Rirbosa Rodrigues.
Appellanle, a fazenda ; appellado, Joflo Luiz
de Albuquerque,
j'assaram do Sr. desembarga lor Lefio ao
Sr. desembargador Souza as soguintes ap-
pellngescm que sflo:
Appellanle, i; rallo Amarante dos Ssntos;
appellado, Domingos Allonso Nery Fer-
reira rumo Intor.
Appellanle, Jos Antonio da Cosa; appella-
do, Francisco Manoel de Cirvallio Cotilo.
Appellante, Jos da Fonseca Barbosa ; appel-
lados, Jus Gregorio da Silva c outros.
Appellante, Antonio Bernardo Ferreira ;
appellado, Ignacio Ribeiro de Brilo.
Appellante, Jacintho Elesbfiojidappellado,
Caelano Pinto de Veras.
Ao Sr. desembargador Hobello as soguin-
tes appollac,es em que sflo :
Appellante, a fazenda ; appellado, Prxedes
da Konscca Coilinho.
Appellanle, a fazenda ; appellados, Carva-
llio&Maia.
Passaram do Sr. deiombargador Souza ao
Sr. desembargador Rebello as seguinles ap-
pellac,0e.s om que silo :______________________
M
I OLlIEJItl.
ja-iiT.'i.rj/ti> u>'jjri?aia33ss
ou
memo ras de um marido.(*)
pos rncraiio sti.j
XXVI.
Taes haviam sido os sentimentos, os pensa-
mentos, as irresolu^desde Albina Chevrler, na
poca de nosso casamento ; aorte de confuso
de que nao live conheclinento, bem como j o
lenlio dito, si nao multo tempo depois de nossa
unio.
Tomo outra vei o ineu diario no ponto em
iju o deixei.
20 dtsclcmbm de 1828.
O contracto foi assignado eata tarde ; Albina
acritou a prenda, ludo esl concluido.
iniani.i mala pens nisto, quauto mais obser-
vo, tanto mala (ico satisfeito de iniuba escolha
e do caminho que soube dar s cousas.
Naa poucas convcrsa,6es que Uve a sus com
Albina, ebein longe eslava cu de provoca-laa,
nao Un' disse urna s palavra de amor, nem
mismo de ternura. Fiel a ineu sjslema, con-
scquenie alriu disso com minbas impressdes,
permanec framente affectuoso, mostrando
scinprc a Albina o casamento no ponto de vista
serio, quasl austero. Portei-ine, segundo creio,
ao mesmo tempo como homein de bem e pru-
dente | nao quero despertar nella vellcldadea
amorosas, a que nao posso nem quero corres-
ponder. Ella conhecc portanlo o futuro que a
espera, una vida iuteira volada aocumprimen-
10 dos deverts de ninlher, islo he aos cuidados
que ella deve a scu marido, a seus filhos e
suacass, vida lomada lio felizquantopoaslvel,
gratas ., todo o bem estar material desejavel.
{'I Yiit o Diario a. 22.
mulaer; appellada, a fazenda,
Ao Sr. desembargador Valle as seguintes
appellacOes em que sflo .
Appellates, Antonio Luiz Concalvos Ferrei-
ra o sous fllbos; appellado, Francisco do
Rogo Barros de Lacorda.
Ao Sr. desembargador Gomes Hibeiro as
seguinles appellacOes em que sflo:
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio
Correa de Araujo.
Ao Sr. desembargador Villares as seguin-
tesappella;0es em quosflo'.
Appellanle, o juixo; appllado, Manoel Fer-
reira Frade.
chai, em face dos rts. 19, o segunda parte p. Blgica a economa que resultou para
do art. 22, do regulamento de 17 do feverei- publico, cm i840, do cstabelecimenlo das li-
rode 1832, quesiguem transcriptos, que o n:,a de ferro avalla-a o celebre economista Mi-
conselho de a Iministracfio do batalhSo n. guel Clievalicrem dous mil e trezentos contos
iOdeinfantariaacargo doqual eoliospi- de rls, o que equivale para cada contribuinle
tal rceimnnUl eslnia rnnari-eado no dia ao alivio de um sexto da quota inedia da sua
l 1 55!2,-! .i i.. I? ffr. Al. n. cont.ibuicao. Nos anoos a?guintes o algaris.no
7 do corrento, pelas dez horas du da na se- de douj M e lrcnl0, cnl01 ,em crciCldo
cretana do mesmo bosaal, alim de se pro- iucce!,sivamente.
ceder o oxamc de contas da recat edispe- Na inguterraos caminhos de ferro, segundo
za conceroentes ao scmeltre (indo, conhe- M.Teissercnr, do ao publico o interesse de
cer-sedo estado, cstabellecimento, e dos dei por cento.
mclhoramoutos que elle possa receber, e Se isto acontece em paires, cojas estradas e
der responder negativamente a todas estas in-
terrogares.
Alm disso cm que tempo se construiran)
easaa quatroccnlas leguas de estradas De cir-
io que nao se poderiain construir cm tres an-
nos, como o caminho de ferro; portanlo 1 mi i
ii.iiii aobre a cconomia do paiz de um modo
multo moroso c inelTicaz, tanto mais quanto
alrazadoi de seculos do reslo da Europa, s a
passos de gigantes nos podemos alcancar os
que vao to adianto de nos, c com quena nunca
nos encontraremoaaem isso. Alm de que, co-
mo levantara o estado csse capital de seis mil e
quinhentos conlos para construir as qualro-
centas e trila leguas de estrada?
Supponhamos quedestlnava um fundo espe-
cial para pagamento dos juros eamoriissco ;
mas poder-se-ba acaso eaperar que qualquer
companhla concessionaria de estradas se con-
tente com a garanta de um ircinimo de (uro de
seis por cento, como acontecer de cerlo com a
linha de ferro?
Sem entrar aqui na questao das vantagens e
inconvenientes das turre-iras, todossabeiu que,
se excepluarinos algumaS estredas'do Minho,
essas fonlesde receita attrahlrao niuito menoa
qualquer companhiai do que o rendiiuento
provavel de um caminho de ferro de Lisboa
fionieira. Para as estradas he, pois, Indubiti-
vel que o estado bavla de pagar mais caro o
capital.
Ora, se se nao levanta desde j aquelle capi-
tal, com os duzentos contos que hoje rendem os
quinzepor cento sobre a decima,'destinados pa-
ra despezas de estradas, s no iii de trinta an-
nos estaro construidas aa taes qualrocentas e
irlnta leguasde estradas ordinarias. Eonde es-
tar enlo a Europa? Onde estar enlSo a Hes-
panba A Hespanha ter construido as suas li-
ona* de ferro do interior aos seus portos, e
frontelra de Franca ; ter prosperado em todas
se precisam ser alterados, quemas lormulas 4i|O.n04Oiia|1 siohc, a materia tribu vel. as suas industrias, e abanado por consegum-
quer nos prer;os. o do rezullado do scu exa- oraquem duvldar que ai vias de communi- teas suas tarifas O commercio lera fgido dos
medarflo conta a secretaria d'estado dos cacao, cmgeral, e em especial os caminhos de nossos porlos, e com elle o rendhnrnto das al-
negocios da guerra, por va do commandan- ferro concorrem para cogrossar a riqueza pu- fandegas, essa mais segura e lmP^"te_y,ec^;
que respeito est disposto nos arts. 2
21 do citado regulamento.
mil rila; e um passageiio para andar aun.....1
legoa a cavallo gasta qualrocenlos e oitenta
Art. 19 De seis em seis me/es, o com- rls, contando todas as despezas, e sem calcu-
mandante militar, o conselhoadministra- lar aioda a equivalente perda de icinpo?
tivo, o director e o cirurgiflo-mr respec- Considerando a nossa questao financeira, co-
tivo, examinarflo com indviduaeflo loJas rao poder crescer a renda do thesouro sem
as cuntas; e indagaram do estado do hospi- augmentar o imposto e como poder "<>-
" ',,,___..., .. _ii .... I, tai este sem augmentar a malcra Iribulavel.'
tal. e dos melhoramentos que e le possa re- g" cn(rar ^ do nosso iIem(|
ceber, lavrando de ludo urna acta assignada trlbutarl0i e d reformas que poderiain dar
por lodos, e rubricada pelo commandante em rc5uiiado um ceno incremento da receila
militar, da qual se extrahir uma copia pa- publica, a couunisso nao duvida todava allir-
ra ser enviada ao governo pela competente marque esse incremento para necessaiiaineuic,
reparlicflo. logo que o tributo d ludo quanto pode dar.
nerclo da America ? Tranaportariara por ven-;paizes.
tura os productos nacionaea por tao baixo pre- ,1 Sendo os trabalhos dirigidos regularmente,
co aos nossos portos de mar, ou directamente-o nosso caminho fronteira levar quatro ali-
aos mercados estrangelros? .Teriain a mesma (nos a construir; o de Hadajoz a Madrid, ex-
accao poltica c econmica sobre a uossa lmpor- tenso de trcicntos e setenta kilmetros, levar
tancia de naci? A coinmlsso parccc-lhe po- quatro c meio ou cinco annoa; o de Madrid a
Irun. cujo coinprimento anda por quatrocen-
da propried
do todava, anda quando o formulario nflo o caminho de ferro distribuirla inelhor a
necessite ser alterado, proceder-so tambem produoefo agrcola pela rea do pali 1 augmen-
tlos os annos uma nova arremalacflo do aria o valor das trras daria mala ampia ex-
foroecimeiito dos remedios. traccao aos productos pela baiatea do trans-
Lamlido Leal Ferreira, porte faria conveiter muitoa baldos cm icr-
AJudante de ordena cncarregado do detalhe. ras araveis; tenderia a fazer variar aa culturas,
^g^SBBBt^ft^9aSnW9KmBm!ammmm^ammgf c por consequencia aperfelcoar a lavoura.
N'uina palavra, a agricultura receberia um
grande impulso, passarla por uma transl'orma-
co completa.
0 caminho de ferro crearla nqvas industrias,
e seria um excitante e poderoso auxiliar das
EXTERIOR.
eximentes, proporcin
primas mais baratas, c dando inalor extraeco
'aos seus artefactos.
O nosso commercio, com a facilidadc e ra-
pidez das couiinunicafocs, veria alaigar a ei-
pbera dos seus negocios e transaeces. O scu
mov'imento, que hoje se opera principalmente
PUKTUGAL.
CAMINHOS DE FERRO.
Por decreto de 18 de julho ultimo, foi nomea-
da uma commisso, para dar o seu parecer
sobre a proposla apresentada por II. Illslop,
A commisso, composta dos ors. baro da Luz,
visconde de Almeida Garre!, Joaquim Larcher,
Antonio de Paiva Pereira da Silva e Joaquim
Ao Sr desembargador Bastos as seguin- nmnU* -Avila, conc.uio ha pouco o. ^^^r^f'^T' do.'' poo.""pa7a.
tos appellacOes om que sflo seus trabalhos, e dirigi ao governo de a. m. Z"inrecontrada no caminho de ferr, nlo
Appellante, o juizo; appellado, JOSc Joa- Um relatorloque publicamos em dous nmeros J 0 |nc'|hor Teh|cu|0 de transpone, senao o
quimdcSanl'Atina. seguidos da/(emo.que aerao distribuidos no lna|, poderoJO|ncenlT0parao seu progressivo
Ao Sr. desembargador Leflo as seguintes mesmo dia. incremento.
appellacOes em que Sflo: a*^^J&.\^S*^J^&'iSZ """o. do, nosso. producto, agrcola., priu-
App
Joa
Aggnva )suasrelat.
pru.perldaac ""A";"va"taenVdc"unia via de ferro, consldc-
como tutor. e futuro do nosso pal., que a commisso nao d C0in06agcnle da rque,a publica, jpassa-
AoSr. desembargador Souza as seguin- julgou poder restrlnglr-se no seu parecer m Jq do|nfJ,0 daj provises ao terreno dos
tes appellacO;s cm que sfio : urna analjse pura e simples da proposla del II. f (01. 0,cxclnp|05 da Franca, Inglaterra, Uel-
Appellanle, o juizo; appellado, Marcelino Hislop, que vossa mage.tadc se diguou mandar Estados-Uoldos estam paleles.
loso de Almeida. CSffUf"" J P"r De""1*- "u"hc a sUuaio dc f
Aggravanle Dionisio Hollino Lopes ;g- MeteI deinon5lrar lloje ,mmen ,uperlo- TAJggl
gravada, Mariana Joaquina da Conceiflo rldaJc do amlDho, de f,rro 50Dre lod,, ^J5aStaS."IuV.p.n"h7, "at""boje
Moreira. oulras viss de communlcacao be urna perfeila rQer,e c0|1^a a dar ,pulso construccao
Ao Sr. desembargador Rebello OS seguin- Inulilidade para quera nao desconbece total- dea, ia5 eno meio de to geral inovimenio
les aggravosem que sflo: | mente a ndole desta raaravllhosa invencao de J Portu_a| permanece estacionario, .em clrcu-
Aggravante, Jos Joaquim Fiuza de Olivei-, Stcphemon e Sossop, que caracterisa os pro- la(a0 e aem vda, inutilmenie collocado na ca-
ra ; aggravado, Joaquim Ferreira. gres.os maleriaes da nossa epocha. beca da Europa!
Ao,S?*d...nb,.rg.3or Luna Freir os se-1 ^^Xrop.tZa V!%Z 'S* I A commisso tambera deve ponderar. ,e se-
guintes aggravos em que sflo : dadc cora a barateza, juntar certciada clr- ra ou nao maisvaniajoso para o paiz empre-
Aggravante, Francisco Jos Barbosa; aggra- cu|ac0 em todos os tempos a aptidaopara lo- gar antea em estradas ordinarias o rundo ues-
vado, Francisco Custodio de S. Paio. da a especie de transportes, casar a Influencia tinado para o caminho de ferro. M. Dupr, an-
AoSr. desembarga lor Telles as seguiotos politica cora a aeco econmica sobrs o futuro ligo engenheiro da companhla dai obras pu-
pell.cOesnm que sflo: d.,natoes? ______________________ blicas. calculo o cu.to da llnha de ferro
do no futuro. Nao se podein lmpunriiieotc re-
negar os progresos do espirito liumano, come-
cando senipre do mcsino pontu, nem abando-
nar, sem inconveniente, a nica vantagem de
una afio .1 trazada, que he a dc aproveitarda
czperieucia alheia.
A coiniiiisiao nao julga dever entrar aqui na
discusso de uin syslcma gcral dc vas dc com-
nuuica^ao nem estendei as suas investiga-
res ao esludo da rede completa dc caminhos
dc Ierro, que dc futuro devenios construir ; is-
so alargara demasiado o quadro do trahalho,
ando-lhes as materias .que Ihe foi coinmcltido. Liniitando-se a algu-
tliatwr.fl t,i|i uuueou. .... ,,_j uitua tlbO uujaui iiiouiivivij -j. ->,.--, ,-------
jgUSSSSpSSwgm ; pJZ-KSU r.S'g0eedm>.uC:,n;e,{0a'e.dpo^, JJ-jgagg^ -ae Ihc. augmenl.
aggravado, liento Jos Fernandcs barros de io alia transcendencia para a pu.perldade M?!!!!!ie5r..Jfru
Portugal cm
erro cortara cm todas as direc-
appellacO
Tenlio uiaistido mullo, e insistir! serapre verdadelra
muito cora Albina aobre a Importancia dos de- vaina.
veres c da. pratlca. religiosa.; sempre que A nica censura que tenho a fazer-me be ter,
uma mulher se appllca a e.laa cou.a., ella, por uma concesso apparenie, o culto a Albi-
tornam-se uma distraccao, uma oceupaco de na que nao dcisarlamos a inloha propnedade
todos os momentos, c tornara extremamente de herrj durante alguna aonos; era Intil era-
facei. a morlilicacao e o de.preso da carne, penhar de anlemo uma esleril dlscussao so-
Ora, com a solido, com um marido de gclo, bre um assumplo absolutamente subordinado
com a devoco e com um lillio concebido na ininha aulorldade marital; alm disso, estou
dor, como diz a escrlptura, hc imposslfel bem convencido, que nao terei occasio de
que a mulher nao lome a seo.ualidade em hor- u.ar desta auloridade; tenho demasiada expe-
r0|.( rienda das mulheres. para nao ter, do priinel-
Nunca fui religioso em ininha vida, he ver- ro lance de vista, penetrado a fundo e.le inge-
dade; mas de hoje era oanle, para pregar o nuo coraejo de dexoito annos.
exemplo ininha mulher, toinarel todas as ap- Albina be uma boa e excellente rapariga, de
parenci.s neccsiarias porque |a rebgiao he so- um espirito mullo pouco de.envolvido, para
bre ludo necesaria para n. mulhere. e para o nao dlser aeanbado, de um caraoter tmido, fa-
_ovo cll e malleavel como cera ; aua naturea indo-
' lente e um pouco lyinpbalica, como diz o ineu
Por um momento eu havia temido que a lo- medico,tnnuocla Moipre, segundo o teu pa-
rcacente e fre.ca mocidade de Albina, .eu ro.- recer. urna grande placidez mor.l.e um aaogue
lo verdadeiramente lindo, seu lalhcencantador, pacifico. Educada na tradlcao das virtudes
me Insplrasseui alguns desejo. em flU de burguezas, ella nao fes jamis do casamento
amor; Doaccontece asslm, nem nunca ac- uma dessas id.ias romanescas que soben, a ca-
contecer, digo Isso por que meeonheco; os beca de tantas raparigas! alm disso (n.o ha
meussenlidos estao sgotados, meu coracao nenhuma fatuld.de em confess.r-me Isso; he
gasto al a ultima fibra, es. algumas veze. ba- uma obserracao multo importante para mim,
te, se se pode dizer assiin, nlwspali-amente.he deque devo aproyeilar-rae) alm disso, bem
a lembranca inalleravelde inadamaHaymundt.. depressa rcconheci que me aerla mu lacil tor-
Estainulbcr encantadora loi e .era sempre o nar Albina amoroaa, so. perturbado, au
meu ideial, porque e.le ideial nunca foi. nao embaraco, .eu .llnelo algumaa ve.e. ob tina-
ser jamis prolanado pela posse. do durante os nossos raros colloquios, m o di-
Estoucerto portanlo dme manter aempre ziam batan e.... m o diziam demais... Pr'
co.........ha mulher em urna re.erva salutar: crique devia dobrar de fnesa, e parece-rae
muinescioa sao os maridos que, em falla de que a pobre menina ficou penalysada lellz-
TrTadcVridade^ocusquo llcidade, sai'de, repouso, e encerrar a.sini pa-
' ra sempre e.ta vida que me e.gota e me enoja.
Varaoa, he preciso dizer adeo. a esta vida....
e adeos para .erapie.
Uin ultimo dever me resta cumprir.
Os antigos raziara queimar pledosamenle os
restos das pe.soas por mullo lempo ainadas;
as.im acconte;a com as lembraojas materiae.
de minha. amantes de oulr'ora.
Eu tenho um cofresinho chcio de cartas, de
cabellos, de retractos, de ramilheles murchos,
etc. Que estas reliquias de um passado.ah!
para sempre esvaccido, tornem-ae.. em clnzas.
Cimas como este cora^o, queimado por tan-
tas paladea diversas, eque, nesta dora, nao be
mais do que uma lava para aempre resfriada.
{odalo""""' """ """"""""" ~ "" tencia de grande aenbor, comparada com
ludo he portento pelo mclhor. Ser-rac-ha existencia burguesa da familia Chevrier.
muo agradavel ver Albina, Joven e linda Ir Para rae resumir, a. resoluVae. a. m. aa-
vrem torno de mlm, em ininha ra.n.o par. bias, a. combinacdes mais maduramente re-
trazer-me o meu leit de burra, oceupando-ae 0"**"' a -? """ '("" e vaidade. ou
do reeimer? que devo seguir, pcns.udo-me eu. Albina he c sera a mulher que me convlnha
cas d nolela ..ndoSu.ttm par mira uma para entrar era uma ala a. que devo acbar fe-
......
Accendi uma grande fogueira, e trouxe para
a ininha mesa um cofresinho que abr, con-
fe..o, com uraa linpressao de tristeza profunda,
no momento de lancar uma melanclica e ulti-
ma vista aobre esses anuos to ebeios de espe-
rancat, de prazeres, dc mocidade, de forca c dc
amor....
lii'p.iis, a este penoso ressenlimento aucce-
deu esta reflexo.
Porque raao estes pesares?
Hogastei eu al ultima todas a. emococ.
que he dado ao hornera esperlmeular?
Meu coracao c ineus sentidos nao estao mor-
ios t
Tenho acato a vontade ou o poder de conti-
nuar eata vida de oulr'ora, a que renuncio
tanto por impotencia como por saciedade?
N5o, nao, consolc-me esla ultima vista lau-
cada sobre o passado.
Polo contrario, digamos que tenho conheci-
do, esgotado todos esses gozos de hoje em dian-
le impossivels.
E medida que eu destruia estas frageis lem-
branca. de.ie. sentimentos, ah! mullas veics
ni menos frageis, eu evocava pelo pensamen-
to esaas figuras oulr'ora amadas, consagrando-
Ibes uma ultima lembranca.
mas indicafdes geraes, a couunisso far con-
vergir o scu iqais particular exame sobre a li-
nha de Ierro, que julga a principal.
A coinmi.io enllocada em frente desta gra-
ve queslo, nao pode deixar dc a encarar em
toda a sua grandeza. Oque exige a civilisacao,
o que demanda a nossa prosperidade, de accor-
do com ella, da siluafo geographlca do nosso
paiz cm rrl.ic.ii Europa America,_ da col-
locacode Lisboa c eu porto era rclacao \ Pe-
nnsula? Els o primeiro ponto de vista desta
questao.
Julga a commisso nao haver j.i hoje nln-
guem que desconhecaser o caminho de ferro,
queLigue o Meio-Dia com o norle da Europa,
Lisboa com Madrid, Paria c llruxellas, nina li-
nha altamente reclamada pelos progressos da
pocha, e que serla como uma especie dc cor-
rente elctrica par,a galvanisar o corpo inanido
do velho Portugal.
Lisboa collocada entre a Europa e o novo
mundo, como que destinada pela natureza pa-
ra ser o emporio do commercio europeo cora a
Indiae as duas Americas, verla alllulr ao scu
vasto e magnifico pollo uma glande parte dos
viajantcsc mercando, que, dealin do Alian-
tico, do Ocano Pacifico, e do mar das Indias
demandassein o continente europeo.
Consumida etaa grande linha, t-isboa e.taria
adezaselshoras dc Madrid a quarenla e tres
horas de Paris a cincoenta e tres boraa de
Hruxellas. Para percorreruma distsocla de qui-
nbenla. e trinta leguas gastar-se-liiain pouco
mais de dous dias, isto he, menos do que se
gasta hoje para ir de Lisboa a Colmbra. A Lon,
dreschegar-se-hia em cincoenta r .ele hora.
que acalniotiTo fogo que a visia 0e inauaiiia
II ,\ iniiii'l.i e leituras Incendiarias tiuham at-
cendldoem ineu.sangue.
Pobre Annica, pobre criada grave de minha
av.' lu nao sabias ler nem escrever, eras vul-
gar, mas cu tinba desasis annos e tu dezoito.
Tu nao me llzestc comprar a tua derrota por
loncaai aupplica.; tu te entregsstes humilde,
Ingenuamente; eras innocente, doce, linda e
cousa rara, desinteresada ; tenho conservado
de ti, como uin adolescente conserva o penhor
de um primeiro tr'umphn, um annelzinho de
prata, Irazido por ti do teu pail. Quem te li-
nha dado este annelzinho Nao sel. Mas lu nao
possuias senflo isso, tu m'oll'eriaslc..... Acabo
de quebra-lo.
O que ser felto dc II, pobre crealura aban-
donada?
Adeos, Amanda; leu nascimento era tao
obscuro como o de Annica ; nao menos linda
que ella, quaudo te conbeci, linhas deisado,
havia muito lempo a la pequea cidade natal,
c teu armazem dc modas de Paris, por uma vi-
da ociosa, boje brllhante, amanha miseravel,
e quasl sempre brilhante e miseravel simult-
neamente ; tu linbas bellos e fresnos toucados,
pago, nao el por quem, ou porque; inult-s
vezes nao comas quando linbas foine, oulras
veaes porm erara comezanas as quaes a la
aia se embrlagava e le bata; o soalbo fro e
srdido dc tua cmara contratava com a sedo e
o acaj dc leus movis; tildo Isto devia reve-
lar o vicio e a miseria a partir o coracio ; mas
eu llnha dessete annos. Amanda era amoro-
sa, c toda. a. vese. que eu .ahla da casa dos
Pageos, para ir i casa de minha av, cntrava
em casa de Amanda, onde eu cm amado por
mim mamo, a.tiin como ella m'o duia as car-
las de nina orlbographiaeslranba, dc que ago-
ra mesmo me rio, quelmando-as.
Pobre rapariga, ella devia algumas vezc. pul-
sar aem comer, para pagar o inensaseiro de
suas epstolas.
Adeos, Julia, priminha, como nos cliamava-
" deoa poli, Annica," miaba prlmei'ra male', tao. outt'ora, em nossa familia, no lempo em
(oscilmetros, ba urna companhia iugleza que
se compromette a construi-lo em cinco annos
supponhamos seis. Sea construccao dcstas
tres linhas cotnecasse ao mesmo lempo, poderla
pois estar terminada cm seis annos suppondo
que iiias idelas prlmelras se cnnslrua ao mesmo
tempo Madrid poder estar ligada com Lisboa
dentro dc cinco annos Admiiiindo que, pela fal-
ta de bracos, o caminho a Irun se demora mais
i-iis .unios 011 mesmo quatro, a linha total dc
Lisboa fronteira de Franca poder estar cons-
truida dentro dc dez annos. Como os capitacs
silo de companhias estrangeiras ou nacionaea,
os guvernos apenas tero a responder pelas ga-
rantas do mioimo do juro.
Aquelle encargo nao hc superior s frca dos
dous paizes.
Bmquanto falta de bracos, ella n.i > be to
grande como se suppc, se consideramos a po-
pulacsioem relacao,coin o actual desenvolvi-
ucnto das industrias. A ra distribuido da po-
ptllaolo sobre a rea dos dous paizes, sobre
tudo cm l'"i ni.; !, be que torna mais scnslvel
aqurlla deaproporcao de bracos com as exigen-
cias do trabalho.
Ksle inconveniente bf. porm, communi a
todas as empresas de trabalhos pblicos que se
quiterem teutar cm grande escala; de aortc
que se recuarmos diante dellc nunca [sature-
mos drate circulo vicios", de que a agricultura,
e as industrias carecem para prosperar das vias
dc comiuunicaco, e de que estas s se podein
construir dcpols daquellas terem prosperado c
creado mais populacao.
scolham-se aa pocas do anno em que a
agricultura carece dc menor numero de bra-
cos, e d-se cnlo inalor impulso aos traba-
lhos; assim se evitar.o cm parle os inconve-
nientes apontadns, Oque nao convem de modo
algum he demorar extraordinariamente a cons-
truccao das vas, nao spelas ta 1001 aponta-
dis, se nao por que ella demanda um capital
avultado que nao pode, sem gNYC perda, per-
manecer por multo tempo improductivo.
Alm do seu grande pensamento civilisador.
a linha dc ferro que nos ligue Europa atra-
vs da Hespanha tem um immcnso alcance po-
ltico c econmico, em referencia nossa si-
tuaco especial. Dous povos pjo podem nem
devem permanecer perpetuamente incommu-
oleareis ao lado uin do outro; seria contrariar
as ieis da Providencia.
Devenios trabalhar de accordo para que se
ampliem de um modoracfonal as relacues com-
merclaes, o trato de boa vizinhanca, a harmo-
na bem entendida de interesses recprocos.
He o que o* progressos da poca demaudam, o
bom senso aconselha, c as conveniencias nacio-
naesexfgcm.
A par do pensamento europeo, do pensa-
meuto peninsular.que sao os dous pontos dc
vista mais elevados desta grande questao, deve
tambein de apparecar o pensamento puramen-
te racional. Entre as uossas provincias e cda-
des mais importantes ha pouco uiovimento por
falta dc vas dc comtnuDicaco. A circulado
interna he indubltavflmcntc um dos prioci-
paes elementos a attender na escolha de um
tracado. Mas dever esta idea preponderar ex-
clusivamente sobre o nosso espirito? A' com-
misso parece que nao.
Se a populacao do solo portugus fosse iu.n..
densa, e cstivesse Rgrupada em grandes cea-
tros dc produeco, se as ludustrias naclonaes se
acbassem j desenvolvidas, aperfeicoadas e dis-
tribuidas pela rea do pait, dc modo que orl-
ginassem urna ampia necessidade de trocas,
um vasto e aciivo commercio interno, como
aconteca na Blgica e na Inglaterra antes da
abertura das linbas dc ferro; cnlo a commls-
s.io nao hesitarla em propr que se comecasse
pelaexecuco de uma llnha interna; para o
que, dada aquellahypotheae. de cerlo n;io fal-
i ir i un capitaes. Iuffhineote nlngucm deseo-
nhece que o complexo dc factos a que a com-
misso acaba de referlr-se, nao se aprsenla
desde jiem Portugal.
A coinmiuo, notas suas ponderaces, nao
eqteude eombater, de modo algum, a fmura
construceflo de ujna linha puramente interna,
nem menos contestar em absoluto, a ulidade
de sua iminc.iiata feilura; o seu fim hc eviden-
ciar que as exigencias commerciaes e econmi-
cas, representadas por essa linha, nao so de
orden, tal, que devam faier decidir, em seu fa-
vor, questao da preferencia dos tracados.
A linha de ferro pode e deve ser europea c
peninsular sem delxar_de ser nacional; pd^c
que nimba av me recoinmeudava de Jamerde
cavalleiro Jrancez \ adeos....
Se nao fora a lembranca sniipre viva de ma-
dama H.iymixln, t*i terlas sido o meu primei-
ro amor, porque Annica e Amanda nao po-
dein ser contadas como amor, chara Julia.,,,.
Anda meninas, me disseste que, me amavas
j ; eu te tema como uma raparlguinha sabia ;
quando mais tarde te tornel ver, tmhas desa-
sis anoos ; a effervescencia da mocidade me
tinba arrastado a prazeres grosselros...Eu sa-
hla dos Pagens para entrar nos Guardas ; tu
linhas vindo passar o eio em casa de ininha
av, em aeu castello da Iterry, eu me acbava
iiii, api oven indo-mi- de urna liccoca de alguns
mezes ; desde a intancis, nos tratavamos por
tu ; nossa famlliaridade codIquoii ; os_nossos
prenles nosolhavam como Irmoe Irma ; ne-
nhuma vigilancia nos incommodava ; assim,
que longos passeios debalx dos velbos casu-
ohelros, durante o calor do da I h nossas lei-
turas debaixo do rochedo do grande bosque,
junto do ribeirlnho lu, senlada no banco rus-
tico, trabalhaodo em ten bordado ; eu delta-
do sobre o musgo, a teos p*. lendo-te Paulo c
Virginia!
i,m.iu deliciosos usm os nossos longos se-
rfics.no pequeo saTao aiul, quando por bel-
las noitei de esto, micha av, alim de inelhor
gozar da vista do parque esclarecido pela lu.
mandava tiraras luzes;' sos [cavamos asslm
na sombra, no fundo do salao, eu perto de ti,
com a tua mo na minha, ambos silenciosos,
pensativos, e algumas vezes trmulos de em-
briagues, quamio s escondidas, aproveitan-
do-me da desattenco de tua mal, nossos la-
bios se impriman, os ineus nosteus, na eicu-
rldo.....Quo bellasjeram| as nossas entrevis-
tas da Milu li.i.i, na queijeira das accaclas, quan-
do tu chegavas furtiva, vestida de um penlea-
dor branco, com os pesinhos ensopados do
orvalho da relva, e com a fronte agitada pela
prcclpitaco de tua carreira c quo doces
erain os nossos colloquios na cmara das ta-
pesfarias, onde se ia ter por um corredor se-
creto, construido sem duvida para i'ucihdade
w n


deve servir o nono cominercio interno, sem
Kandonarocommcrclode Iranlito, nein dei-
rdeaatlslazerase.lgcncia. da clvillseeao c
no progresso doa poToa. A verdadeira rrsolu-
c.o do problema consiste em casar oslas ideas,
ain as grupar na la mais conveniente re-
lacio.
a aerle de ponderacoes mals cslrcltamenle
ligada com lio importante assumplo, he ne-
cessarlo nao perder de vlati a apreelacao do
m.sso estado econmico Se houveiie uin e-
cesso derecelta publica, ou facllidade de obier
capltaei por bala* turo, entao podcr-se-*la
emprebender uinarde completa de camlnhos1
de Ierro, calculada segundo aa neccisldades do
paiz. Naa clrcumilaiicias aeluaes lomos de
realringlr-nos no prlueiplo a una a linba cu-
jas vauageui aejam mals inconleatavcls, 1160
eaquecendo Incluir nesae numero o acccssoilo,
mullo mals Imprtamele cilgir menos cap-
ti I para a sita construcc.
Admlitida a necessidade urgente de construir
desde J uin cainlnho de ferro, que a*
passo que sirva a nossa clrculacSo interna,
colloquc Portugal ein contacto com a buro-
Tra atravez da Ileepanba ; qual lie a liona que
convir preferir ? ...
Linbas que preeneliam estas condicocs p-
rete C01111119S0 aprcscnlarenisc duas prln-
cipaea, que podem dcuominar-sc linlia do nor-
te, e llnha dr lale.
A linha do norte partir de Lisboa para o
Porto, por Santarem, c daili a Uraganca, se-
gundo depola em Ilespanha at! ae entroncar
cm Valhadolid com a llnha de Madrid a Irun.
A llnbo de lalo partirla de Lisboa pela mar-
geni dlrelta do Tejo, que atravessarla n'um
poni entre Santarem e Abrautas, leguindo
depois all prozluiidades de lladajoi onde deve
lia entroncar com a linha de Madrid Fron-
tclra.
Alm ileste doii tracados apreienta-ic uin
outro entremedio, cuja diieclrii terla de com-
mum com os anteriores a paite de Lisboa al
pouco adianle de Sautarcm, donde seguirla
por tomar al Coimbra, d'bi pelo valle do
Mondrgo, locando cm Vlzeu, e preceguindo
ale entrar em ileapauha, uin punco ao norte de
Almeida.
A linha de Alcacer a fronleira, separando
a Capital e o leu porto do coinreo do camiuho
de ferro poruma navegacao cuenca, fazendo
depender essa couimunicacao da abertura de
un canal doSado ao Tejo que s depois de
completamente terminado pode aervir, son a
vantagem de ter urna vida proprla, oH'erecc
tantos e too obvios inconvenientes como lesla-
da do caminho de ferro europeo que a comini-
sao emende nao dever demorar-ae a consldc-
ra-la. ,
Para entrar no esludo comparativo ilaquellea
tracados com lodo o desenvolvimento, que
to importante assumplo demanda, a cominls-
s.o nao pode deiaar de dizer francamente ao
(invern de vossa magestade que ll.e faltain
inulto dos dados alaliscoa : ha todava uin
numero de considerares lo valiosas e pre-
ponderantes, como obvia c evidentes, em fa-
vor do tracado de leste, que a coinmissao nao
hesita em oplar por elle.
A linha de leste tliia sobre a do norte as
srguintes vantagens.
Ser multo menos tensa, porque a penas
i'ODla lmenlos e esscula Kilmetros de cm
prlmenlo, ao pa.so que a oulra tem, pelo
menos, quiobenlos e sessenta e quatro kilme-
tros.
Atravessar terrenos pouco accideniados, e
acr por consegnlnte de multo menos defficil
e dispendiosa conslrucco.
Segundo un calculo aproximado, a linha
de leste cuitar de seis mil a seis mil c qui-
nhentos contos, em quanlo que a do norte
custar de dezeseis mil a dezeseis mil c qui-
nhentos contos pelo menos.
Unir Lisboa directamente com Madrid, o
coracao da Ilespanha, aonde devem convergir
todas as linbas de farro dsquellc paiz, e donde
.l boje parlem todas as estiadas ordinarias ,
circunstancia sem a qual ella desviara de
Lisboa ainaior parle do cnnimrjcio transa-
tlntico, que de corto profeiiria em Ilespa-
nha alguns dos MU portos do Mediterrneo.
A linha do norte, airavesiando maior citen-
cbo do paiz, animara lalvca mal enrgica-
mente o nosso con.inercia interno, mas por
outro lado alleniiarla o cominercio de tran-
tilo e ,-iil i-i-iii 1 um avullado numero de pas-
tageiros, que se diriglsiem aos outro povos
da Europa, por causa da demasiada eitcnso
do se rogeclo.
A' m do que lica exposto, a linha de leste
ter.,, ale Santarem, urna parte commum com
a llnha do norte, de mancira que, quando ve-
tilla a construir-se o caminho de ferro de Lis-
boa ao Porto que be inqueslionamente a nos-
sa melhor linha interna, ja ae achara execu-
tada n'um quarto da sua exteocao A expe-
riencia dos outros paires lem demonstrado que
de um tronco commum bem escolhido, como
este, resultan) vaniagens attonomicas, pela
menor despeza de conslruccio e grangeio.sem
inconvinlente do servico das Italia, conver-
gentes.
A liuha de leste, posto que nao abranja Ulna
to grande zona do territorio nacional, serve
todava popularles e Intercsses commcrciaes
mullo importantes. Sem fallar de todo o III-
btejo, cuja riqueza cm cereaes, vinho, agoa-
ardente, azelte, fiucias, alm de oulros gene-
ros, he tal que sustenta com Lisboa um mu-
vimenio commercial de cento e cincoenti mil
toneladas transportadas annualmenlc pelo
Tejo ; construido os convinientes ramaes sobre
Kvora, Portalegrc c Hoja, sobre Tomar e Lei- previamente approvados pelo governo, e por
iii.liom como algumas estradas convergen- elle fiscalisados na sua execucao ; conceden-
ics dos districlos de Coimbra, Castillo Hran- !do-se alm disso un 6onus a Ululo de gre-
co,' Vlseu e Guarda, grande pane das duas (tificaco para atlrairas companhias, sobre
Ileiras e do Alcmljo, comprebendendo nina lo cusi dcada fiaccao do caminho de fer-
populacao de perto de novecentos mil habi- ro succcsslvamenlc aberta circulacao.
tracto do solo portuguez uin grande elcineii-
>o de prpsperldade nacional.
As lazftes deduxldas na oonfrnnlacfin dos
dons tracado*", que aeominissao acaba de fazer,
iiiililaiiii na sua quoV totalidad., em refe-
rencia llnha central, A nica vantagem que
esta oflerece soba* a do norte he de inclinar
um pouco o aeu traUcto, vantagem que nao
compensa o liiconrealeiilc de nio ligar poro,
aces lo impornraafllcomo a llnha do norte.
Demaliella alraresia como esta terrenos mon-
lauhosos, onde o cualo da conslrucco sobe
considera velmen te.
A commlssao julga, pols, que a llnha de
leste he aprlmelra que deve euiprehender-se
sem prejuiso da fut'ira conslrucco da linha
que ha de ligar o norte de Portugal com
Lisboa, edaoutraque devora eslender-se ate
ao Algarve, vlndo ambas entroncar-se com
esi'oulra.
Em lodos os casos. comecando-sc a cons-
um- a seceso do caminho de ferro de Lis-
boa a Santarem, essa he a testada, ou aba-
se de todas as nossaa linbas, e poder servir
ogualmente para qulquer dos tracados con-
templados, quaudo nao seja approvado aquel-
le pelo qual a commlssao julga dever optar
Paia segurar, porii, as vantagens desta pre-
ferencia, a commisiao lembia como objeclo
da maior urgencia, que ogoverno de vossa na
gestado atienda, desde j Incontestavel neces-
sidade de encelar negocaedes com o governo
llespanbol, a lira de que por uina conrencao
expressa. os govemos das duas incoes deler-
minem o pomo da frot. tetra onde os dous ca-
mlnhos de ferro devem cnconlrar-se, c se
obrigucm ambos a comecar e a cabar a sua
cunsirnccao nos prasos determinados, para
mutua vanlagem dos dous palzes.
O prompto resultado desla negociarlo repu -
ta-o a commlssao da mals alia importancia; to-
dava emende que os trabalhos da prlmelra
seceo do nosso caminho de ferro devom, pelas
raides expostas, cornecar-se lmmedlalamentc,
e sem aguardar aquelle reiullado.
Suppondo, o que nao he de esperar, que
abena alinda al Santarem, o governo hes-
panbol uo tenba ainda chegado a um ac-
ciirdo, ou se recuse a elle, neise caso podera
seguir-se com a llnha ate] ao Porto, abando-
nando provisoriamente a direccao
leira.
Assenlados os pontos que a commtssoo aca-
ba de ponderar, qual ser o melhor mclnodo
para execucao desla empresa I En/ ques-
lo vasta e Imprtame prende com 0 nosso
sysleina de faaenda, sobre a qual a comniis-
entendo apenas dever dlser o que mals es-
pecialmente se refere bypothcse que 1 oc
;upa. .
O systcma de execucao pelo estado, s exem-
plo do que se pralicou na fielgica, e em gran-
de parle na Franca, e na Allemanha, rene
muias vantagens que he escusado ponderar
agora mas poder o governo-seguir esse sys-
tcma ? Para Isso era uiisler que elle tlvesse
um excedente de receita, ou podesse levantar
fundos por menor juro do que o alcaocara
pelo Inle/medio de uui.i companbia concessi-
onaria.
Kinegum Ignora a elevada laxa dos juros que
us capitaes demandara cm Portugal. Us fun-
dos porluguezes cm Londres eslao a trlnta e
qualro por cento, o as apolices da juma do
ci edito publico, acham-se a quarenta e qua-
tro por cento, nao obstante haver-se eslabe-
lecido nina dotacao especial para pagamen-
to Como seria possivel ao estado, 'osc qual
lo se o systcma que adnptasse, levantar fun-
dos a menos de seis por cento, que he a ga-
randa do miuiiio exigida pelas companMas ?
. com urna grande emisso-de novos lilulos,
que baixa nao deveriam neceisarlamente ex-
perimentar lodos os papis de crdito do es-
tado ?
Parece induhitavel que esse expediente
as clrcmstancias actuacs se nao pode adoptar,
Resta o systema das companhias euipresariis
ou o sysleinas mixto das companhias ooadju-
vadas pelo estado.
O systcma das companhias empresarial par-
ticularmente segui lo em Inglaterra, e mals
ou menos parcialmente n'outroa poros, nao
he possircl adopla-lo hoje entre nos. Con-
siste elle em conceder coinpanhia, adjudi-
cataria o usofruclo da linha por ',jm cerlo
praso sem garanta de minimo de jiiro ; e so
pode ser applicado nos paizes, cuja circula-
cao promeiie lucros laes que aitraiam o ca-
pital. Escusado he provar que o uosso paiz
se nao acha por ora nesse caso; e se tanto
lie necessario, ahi est a experiencia feil com
o programina publicado em 20 de agosto de
|845, e renovado por annuncio ein 1M9 ; pro-
:i .minia que, sendo fuudado no mero prin-
cipio da concesso de um praso do usofruc-
lo, nao conseguiu altrair coinpanhla alguma,
pols todas nestes ltimos lempos eiigem as
suas propostas, alm de outras condiedes, a
garanta do um minimo de juro.
A coinmissao collocada ein presenca de
uin systema mixto, como nico a seguir, dis
culiu os dois inethodos, que Ule pareceram
inas adequados para o realisar.
O Primeiro consiste em o governa garantir
um minimo de juro e amorlisaco .sobre o
capital porque fura arrematada a constrneco,
cun lamo que esse capllal na exceda o m-
ximo olhciatmcme fizado.
segundo cifra-se em gaiantir o governo
o juro e amorlisaco sobre o capital eilecti-
vaiuenic despendido couforine os orcamentos
e planos da construccio da liuha de ferro
8
grande prejuiso contra o estado, ja tio bai-
lo que aliaste as companhias.
Julgou, poil, a commlssao prefervol adop-
tar o segundo systema, lixaado o mximo do
Juro ein seis por cerno, eo bonvi ein tres
por cenlo, ludo contado sobre o capital efi'ec-
livamcnlo despendido na construceo do ca-
minho, e compra do miterlal circuame.
Este syitemt Um de acouselhado pelo ca-
tado das nossas peculiares circumslanclas
aoha-so aiiihori-ado pela exper enca de diffe-
rentes paizes. O oonu quea commlssao pro-
po'e equivale a urna especie de subAenco, e o
lystcina das subvenefles lem sido seguido, em
maior ou menor escala, nos Eslados-Unldos
da America, e em Indas as nacfles V Europa
onde exlstcm camlnhos de ferro, sem exclu-
ir a iiii-sm.i Inglaterra.
O ponto capital, para que este systema nao
falhe aos seus resultados, cil na seguranca da
garanlia do pagamento dos juros e amortlsaco-
as : sem essa condicSo tornar-se-ha Imposslvcl
cltrahlr qualquef companhla serla.
E pois Indispensavel qne se destine uin fun-
do especial para servir de liypolheca aos com-
promissos do estado. Esse fundo devora es-
tar coinplciuonte llvre de todo c qualquer
oniis, ser roaslsavel em epochas dcleminadas,
c nao poder ser destrahldo sob qualquer pre-
A coimnlss.lo, lancado a vista para as verhae
da recolta publica, acha que o producto do
Imposto destinado para amortlsa95o das no-
tas, que deve estar llvre em agosto de igftl,
a verba que se anpllear para constituir essa
hypolheca especial. Os empenhos do governo
sero direclamcnle satlsfeisos pela parte cor
lorlinejos, que nSo sSo dos menos caliegu-1 srranjj dai faculdadeg ntellectuaes, enlBo
dos oregulamonto o as ideas que o a'coropa-ldevemos procurar a causa da aua troquen
nhitn. I cis, nos lempos modernos, n'osf3 iceplicis-
lloure nos escrivSes dojuito de paz a fe-rao universal o n'essa relaxadlo de todas
lia lemhranca do exigirem pelo hilhrle, ouns la;ossoc>ses,que por Inda parale ma-
conhacimrnto que davam a quem Ihesdava j;nifeslSo, por gloria da literatura, que 01
parto do nssc'ttminto ou paissmenlo dequal-' tmenla.
quer inliviluo, 200 rs porem o gOYerno
iiilz-lhes embargos a ligeiresa com o qun
nao esto muito silistaitoa, ao passo que o
povoaplaudio a lemhranca, a mou ver mui
tojusta. Hasta o peaido tributo queja pa
gs q-i.un tn n a fnfellct Jado do passar desla
para melhor. '
O Exin. prosidenteem resoluco do linn-
1 -ni, segundo me informou o portoirodo pa-
lacio, anclo-1 s 1 lo porlei provluci al, creou
iii.iis urna oili'irn do primoiras letras 11 -la
ta ciclad, o que em verdido lio do summa
no o-1 l ole e I -1. inais um 1 contralanca
com alguns dos protessores do centro. Na-
da iliret sobre esta segunda medida, porque
nio conhCQi) os removiJos, excepto o meu
amigo l.iineira, com o qual houTe justi-
sa recta ; nSo aei se elle tambem pensa
assim.
Os negociantes teem eslado muito azedos
com a altandega (com li.-eni.-i ,io Sr. C. MrJ
por causa da tabella doa precos do assucur.
Tambem nSo sei se ellos agora toem ras.lo ;
s sim sei que em taes queslflrs com aquel-
la repartico ora lecm, ora Ihes falta, pelo
que ha comcensacSo. Ovelho Lucaa uin
untes, poder aproveilar do servico do ca-
minho de ferro.
O Alemljo, posto que menos povoado, be a
mals rasla de tudas as nossas provincias, e a
de maior fertilidade na cultura dos cereaes.
Ella fornece, durante seis inezes do auno, o
No primeiro methodo o ponto subre que
versa a licilaco he no Quantum do capital;
no segundo be no yuanlum do juro.
Se exislissc um projeelo de caminho de fer-
ro, onde o cusi da sua conslrucco eslives-
se calculado com toda a exaclidn que estes
gadovacum para consumo de Lisboa: enva- llrabalhoa eomportam, entao o primeiro sys-
Ihetodoo gado langero e sulno, alm de a-| tema seiiascm duvida o^melhor,^ porque de-
selle c outros gneros de bastante valor. Tem
igualmente bellos marmores. que boje s
com inmensas dlfficuldadcs se podem trans-
portar foilo o caminho de ferro, clles consil-
tiiiiijiii um novo ramo de comercio. Com al
gumas medidas que alli reclama a propiieda-
de, tendentes a colouisar aquella vasta pro-
vincia, com construccao, alias fcil, de uin
systema de reprezas nos afllucntes do 5ado
sombaracava o governo de una grande parte
das dilliculdadcs de fiscalissco e vcrlficaco
de comas; mas nao exisliido tal projeelo, e
julgando a coinmissao que seria demasiado^
morosa a sua feilura na presenca da urgen-
cia que ha de ae abrir o novo concurso, he
evidente que a flxaco do mximo do capi-
tal, que nao se pode estabelecer aenao por
analogas com oulros caminhos de ferro es-
as-,. \j mi' un......' -....--------1 -------- 1 -
respndeme do fundo hypolhecado, ou pago gostou da redacto da representa(Io que
o equivalente pelo rendlmento das alfande- elles lizeram aa governo, a o Inmem los
gas, a escolha da coinpanhla. Os poros j es- bordados jura nos copos do ralatin, qnn a
1.10 acoquinados aquella contilbulcao, a su n0 aprolicn.leu por contrabando, porque
cbranos faz-se regulamente, e a sua lmPr- n"0 |he chegou noticia, que olla segua,
tanda, que orea por 'aelseentoi contos ^be_mal N dj Msevero p*Hue nuncaB,ou
2eUmoSUrj'uer0o10 e"u3,rn" iT^^'io^Zt -1-"' "I** sdo M trV,d'S>
lal gasto na consiroccSo do caminho, alnd e do genrodeseu aogro.
suppondo que elle nao d nenhura producto Anda nao tenho a precisa pachorra para
liquido, o que nao d de esperar. 'concluir o meu sonho, e como o bom da fes-
Para se rer ole que ponto fundada esta sua (a lie esperar por ella, u8pare vmc. tambem,
asserco, eatonde pode pode chegar apro- p0s em qUan[0 0 faz crniio encummud 1 o
uadamente o empenho que o_thesourof pu- en00.
^^SSl^lV^S'^TJ:. Poneos di.sencontrel.embru.hando
leo, que con quanlo Incompletos, sempre umvintem de scb.to, um numero do mou
lancam alguma luz sobre to iuportante in- amigo Argos em que vem urna caita para
vesticacor ta,m o>'0r'Pla por um bacharelelefdigo-o pe-
Antes dsso a conmtalo dir que Inlende las mullas sandtees que allubsvouj que isso
dever ocamlnbo de ferro ter par agora urna s vera ser meu.a//".iiu,in qual me memoseia
va, com cxproprlacOes, atierros e destenos, cdn solTrivelcarregaiiSo dos productos de
obras de arte para duas vas, alm das esta- sua fabrica. Eu nao recebo, como dave sup
toes de resguardo para cv J"aos,"""'" por. tal mimo e o recambio ao mostr, que
ios, rindo em sentido contrario po.sara en- fuJo ser> men03 meu freguez.pois nao oc-
C0OuraasV"odos os camlnhos de ferro america- cupo tal gente naactura de minlias sirou-
nos lera ainda hoje urna nica va. Os ca- las, ttmOes, e cipotes, trastos estes que em
minlios de ferro nos estados de AMcmanha s casa so h/em sonrfvclmeute. Aquello ca-
por excepeo lem duas rias. Blgica, dos qui- crivinhador negoUJ4 como Pedro (infeltz-
nlioni s clucoenta e nove kilmetros termlni- metilo n.1o so depmdurou com judas; 1; io-
dos em 1843, linham va slngela trezentos vln- nogou seu tronco qlte parte de relaxo acriba
te e qualro kilmetros, ramilicacOes.... mas onde vou eu parar?
,.\M.r-.r V VuUri-"d: T"m n'nTen.1; ou"o entrar no escuro passade, e'u que
inconveniente. S quando a clrcula9*o se tur- SOU o liomem do presente e futuro,
na multo conslderavelh que se assenta a se- Aquolla Carta, meu amigo, com toJaa
gunda va. Fol por este lntclllgeote sysiema suas HltoiicjOi'S aiti l.i he pr 1 lucio, pro e
de economa que a Blgica chegou a cons- precalco, emolumento, benese, ou como
truir em pouco tempo, e com pouca despea, 0| jireji0 melhor nomo e lugar haja, de
a sua rede completa de camlnhos e Ierro. minlia infeliz, fatal, e morencorta lembran-
Com duas ria. parecea>VZS2fiJESSZU a aB cllam" -*" a assassinos d'es
r,^,,r.a'crfn^rcaSrde^.^^ t. provinci.!! Pois bem, eu com quanlo
admiuistracao exige que o servico seja divid- tifio fosse o invenctor de um tal nomo, que
do em comblos de dlllerente reloeldade aluda a um seculo de direito lites pertence, logo
com duas vas ha-se mlsler sempre de esla- que vi su-cc, liinli lados o:I'mi li I is p-11 ap-
ces de resguardo, a lira de evilar qualquer plicagSo que d'elle so podia fazer, muloi-o
enconlro d esastroso.
(RrefsU popular.
INTERIOR.
em Ihujffs ; mas se o caro alfaiate, sacu-
dindo os boforentos o heroditsrios autos,
continuar a encommoJar-mocom suas ins-
pidas o estpidas epstolas, cutio n.io s
conlinuarei com o nomo das iras, como l'i-
rei um engrafado paralollo, que ter de ser-
CORRESPONDENCIA 1(0 DIARIO DE PER- vir do eterno padro de gloria so caro qui-
NAMRUCO. datii allante, e ao seo wAle me tangen. Ft-
Parsbiba 30 de Janeiro de 1852. quemos nisso.
Com quanlo estejamos em anno bissexto, Siude e patacos, equo D3O6 o livre dojpois para que seja asss cunhecida rr-
com quo minha av, qoe D'us Ihn falle >i quantos alfaiates lia no mundo cordialmeu-jdaqui a conducta dosso pasquim, quo por
alma, muito embirrava, comtudo nao qu.ro le Ihedeaejo._____________________________ I esta ultima vez vou responJer-lhn.
Assim diz o poeti:
Quand ou a loul perdu
Quand il n'a plus d'espolr,
La vie eit un opprobre,
la mor ett un dtvoir.
E adeos ansthema da religiSo, adeos
sagrados deveres, o preciosos heos de fa-
milia, que vos nada sois, e nada valis, o 11
presenta d'ease herosmo ceg e indomavel
do philosophismo de Rousseau, o seus sec-
tarios.
Falleceorepentinamente om'a noite de
28 para 29 do crrante o cambista Manoel
J >:iiiii 1 ni Silveira, o qual estando conversan-
do com sua familia at as 10 horas e meia,
calilo mu lo anlea de meia noite, deitando
golpadaa de sangue pela boepa.
Segundo as ultunas noticias do interior
que recebemos, linha o reverendo prereito
da Penha concluido a sua tnissSo particular
na villa de,Pao da Albo, em O dia 25, d'onde
passou para Tracunhem. Forsm importan-
tesos iructosque d'ella colheo. Casaram-se
mais de 50 concubinados; Inncaram-se mul-
los ohjtctoa de luxo, o muitas armas pro-
hibidas ao fogo ; 36 divinles foram en-
tregues ao digno cipuchinho, e o povocon-
Iriclo promelteo n.io perturbar mais a tran-
quilidade publica. Ao principio descon-
llado e receioao n.io concom elle as mis-
ses ; mas logo que s* convenceo da Adeu-
dada das palavras do ministro do Senhor,
uilloia a ollas com fervor, sendo avaliado
cm mu o n. de pessoas, que concorre-
r.iui cm a noite de 23 a urna prapissao do
publica penitencia, e om dez mil o das quo
accompanharam a procissSo solemne, que
se celebrou em triumphoda religiSo em a
noite de 21. A vista d'islo be de presumir
quea ordem publica nSo ser* mais fcil-
mente alterada, muito embora entro os
mesmos sediciosos arrepeodidos existam al-
guns perversos e rol 1 ocluios, que pruliram
continuar na carreira dos chines.
O vapor inglez Teviot, que era boje espe-
rado anciosamente, nflo deo o menor slg-
nal de si at a hora, em que tratamos oslas
linbas. D.'os queira que Ihe nao linha suc-
esdidoalgum desastre, oque chegado em
paz o a salvamento em nosso porto, nflo se-
ja portador de tflo ruin- novas, comoScvcm
seu antecessor.
Enlraram durante a semana 29 embarca-
1,0 -.-, e sshiram 15.
Rundeo alfandega 72:741,317 rs.
Fallecern) 51 pessoas : 42 livres, e 9 es-
cravas j entre aquellas 13 homens, 12 tnu-
lliorcs, e 17 prvulos; fentro estas 3 homens
3 mulheres e 3 prvulos.
Correspondencias.
, Sr. Redactor.
Sondo sabido por todos que umasver-
ila lo so nflo escreve nos pelourinhos que
para vergonha nossa, faz publicar a opposi-
eflo nesta malfadada provincia, eu estou no
lirmo proposito do nflo responder as calum-
nias com quo esses dormeutes calumniado-
res eirectivamento me insultan), porem
urna cousa a que por ahi chamam Eco Pe'-
nambucano lombrou-so de assacar-me mais
urna calumnia, que nflo podundo ser acre-
ditada aqu se contentan) que soja acre li-
tada na Corte, e he por tal (liliqueo parti-
do se refere ao director geral dos Indios, he
Srs. Redactores,
Nflo pono deixar de incommodalos so-
bre o encerrronlo doi chafarizea d'gui'
por serem fechados s 8 horas da noite ,'
como bal da parar no meu intento quaudo
o mal prosegue, to i de invidara ultima go-
la de lint do meu tlnteiro.
O chsfarizei devem ser enoerradoio
menos tempo pelas 9 horas da noite, para o
que imploro o auxilio do Exm. Sr. prejj.
dente da provincia; e deixo de fazer a|.
guma rclleio, por conhecer a alia intelh.
geocia do mesmo 8r., para que ordeno 1
cmara municipal a fim de que esla marque
as horas, visto que agua he genero de pn.
melra necessidade, eeste n3o deve estar 1
sua venda merc do propietario; as vea.
das de motilados e as boticas nflo eslo
eu estou bem persuadido quo se a cniari
marcar as boas, nSo sari menos das 9 ho-
ras da noite, por que he composta de lla-
mona Ilustrados etc. etc., se at aqui nao
poder obter o desojado, porque nJo esleu
tis rbita de Sua Ex., levarei ao cottheci-
ment da assombl a provincial. Sobre o
mercado de dez reis estou bem persuadida
que .oa arrematantes dos chafarizes vir.1n
um dia a vender dez reis d'agua, aquellas
pessoas que so levarem a forca desta moe-
da. Desta forma ganharo mais aasim coma
se ven le ein al as 9 horas da noite: 01
homens que marcham contra seus nter.-,.
ses. Os Srs. Rodadores far-me-hflo favor
inserir oque levo dito em seu estimado jor-
nal. Recite 22 ilo Janeiro de 1852.
COMMERCUO.
ALFANDEGA.
Rendimnnto do dia 31. 4:101,19o
Discarregam hoje 3 de fevereiro.
Barca portugueza S. Crui mercadoiias.
barca franceza Julee idem.
barca ingleza Fanj Quin -- assucar.
Patacho brasileiro -- Emulaba sola:
Patacho braaileiro Nireide mercadorii...
Barca austraca Grof Appones garr.le>
. vasios.
RENDIMENTO NO MEZ DE JANEIRO
DE 1851.
Rendlmento total 270:706,052
lli stiliu ues ,
Reis
Direitoi de consumo
Dito de 1 por cenlo de reexporta-
fo para oa portos do imperio
Dilo dito de baldeacSo
Expediente de 5 por cenlo dos g-
neros com carta de guia
Dito de 1,2 por cento dos gneros
do paii
Dito de 1/2 por cento dos gne-
ros livres
Armaenagem de 1 por cento das
mercaduras
Premio de 1/2 p. c. dos assignados
Multas calculadas nos despachos
Dilaa diversas
Sello fixo
Patentes dos despachantes geraes
Emolumentos de cerlldes
11,11 -itus novos e velhos
270:756,052
264:691.067
123,075
M
434,683
33,5H
59,
702,911
3:l3.'l,6li
639,731
42o,8i
18,720
75,0
20,189
2.O00
210:746,052
lizer-lbe, que tenho muito ruini espoian-
cas delle, visto o que nos lem mostrado o
seu pria.eiro mez ; mas como no lim ho quo
se cantam aa y/oras,comodizem os enten-
didos, nada quero por ora aventurar.
As oh uvas teem cessado e dado tempo aos
senhorrs de engenho de approveitar os res-
PERNAMBUCO
I Diz o malvolo cm seu n. de 35 de 9 do
cinoatoque o administrador do meu enge-
nho Ago4-t;tars, de ame Manoel Vicente,
alien de nflo pagar o salirioa Luiz Pereira
1 iiilieial de carpina que trahalhou em dilo
engenho, o maniou assaisstnar nos ltimos
ilr.CII-'l-:, 31 DE JAM-.IUH ni, 1852
AS 6 11 ibas na, rvi;ni:.
RErosfRccro scaianai.
O calor! O calor.' Eis o esaumplo indo- M1' ,, ,nno P"ss"d^> e assim se descartou
tos das mesquiohassafras.que anda tinham c|jnave| dsj con,crligcOes familiares ou ''-fl-8"* aua e-'8' os jornaes queharia
no campo, outro tanto nSoaei se poderao pasjageira do Jos pfimi,iro3Cum. ganlio co* o suor de seu rosto: bem; at
fazor os agricultores do algodflo, pois, como pr,meiilos do encontr. E con) efTeito, nun-l,1ui calumniador, agora fallaiet eu con-
he sabido, as chuyas apandando --'D0 ca os clamores continuos dos habitant-sdo J^ando aos meus adversarios da froguezia
campo fazem cahir os capuchos dos casu- RaBlfe cul,lri a calma mlensa, que n'elle so! .Meada, aquo me desmintam.
Has segu in les especies.
Dnheiro 110:940,022
Assignados !!>9:8l6,0IO
Depsitos.
Em bataneo no ultimo
de dezeinbro
Entrados no corrente
mez
Sbulos
36:940,224
4:082,560
4l:0H,7t
5:4i2,U7
Existentes
as stguinles especies.
Hinhciro 828,598
Lettras 31.78l,2i0
Reis 35:609,8*
los, e perderem-se- offre, foram to plenamen jusliicados,
O no P.rahyba, que, como dizetn os an- curno Iia aaioa' Tall)bem
fe fe?,~?.f.r7.e!.n,.r..,'::,-;l! .oies..x.g.r.saoo calrico percursonl
la o 11 1-1 cnuva, que cabio no da 30, d'es
aheio desde o natal, tendo ora mas ora me
nos agoa.
Os thuyggs pouco teem trabalhado, apezar
da oportumdade das dosordens do senso, e
talvez experem melhor occasiflo; mas creio
que desta vez Ihes I il lia 1 a,por quanto aquel-
las desordens vflo cessando, e o povo conhe-
de as 6 horas da luanhfla at as 10, accom-
pinhada dosolTVivel irovoadi, e com sen
sivel aiiei-.ic.io do Ruido atmospheiico, o
que deo bem quo fazer aos enfermos eacha-
CJZOS.
Um suicidio temos a deplorar n'esta cida-
l'i in,cir.i-,n -nio direi a esse insolente ra-
biscador, que as pessoas que me conhecem
do perto, sabemaque urna sA vez inla nflo
relivo o salario devido ao suor alheio; em
segundo lugar quo o meu administrador
do engenho Agoa-Clara chama-so JosGon-
Qnlves da Silva, e nflo Manoel Vicenlo, co-
mo afirnii o mal intencionado; em tercei-
ro lugar que o assassinato a que se elle re-
fere t ve lugar no engenho Minas-Novas, da
c'Guadiana, que Ihe fornecesie algumas ago- Irangciros, nao he bastante fundada para nao
as deque carece; ludo lato, junto a aeco deiiar commissata o recelo de que esse ma-
do
caminho de ferro, poder fa
daquelle
m
dos amores de um dos auilgoi senuores do cas-
tello.
E nossoa juramentos eternos, sinceros como
dossos coraces, e escriptos com o nosso san-
juc, pols quieste picar com urna agulha um
de teos lindos dedos, atm de escrever sobre
esta folha que acabo de queimar : iulia perlen-
ce a Fernando para sempre ; e nossas permutas
de anneis de cabellos e esses lacos de filas
desbotadas, e essas pequeas llores dessecadas,
Ihosouros queridos dos prlmelros annos lo
longo tempo conserrados ; presentemente, na-
da resta de vos senao uin pouco de cimas..,
adeos, Julia, adeos leuibrancas deases qui-
nos meses, to cheios desse amor encanta-
dor., doce e sereno como um bello da de pri-
mavera da vida...Adeos, Julia. .Depois cu le
tornel a ver, esposa honrada, mal ternamenle
amada ; urna aiuizade sincera lubstituio noiso
amor.
Adeos, HenrlqucU, tu que priincira me li-
zeste conhecer os tormentos do iuine que
um marido pode inspirar, sem contar as Iriliu-
lacocs das Ugacocs adulteras.
Tcu marido era (oven e bello, tremas de ver
nosso scciclo descoberto ; a sim, quintas lon-
gas horas passadas por inim na espera o na
aniiedade, quando oeeulto por tras das gelo-
sias pardas do pequeo qusrlo Ignorado, oudc
lindamos as nossas entrevistas, eu espreilava
ao longe a tua chegada que pnlsaciio de co- nem Joven, nein closo, nem feroz tua liberda-
_______.___.*__.."- I.' -,_ l_ ____.l.n. (tlll!.M.!lluOI|. Ol' 1,1,11). imillllf
ximo possa scrj.i tan alto, que do inargoiua
&_K z:::~~-L -i. -uj_____~______"ji "
viv se das, aunoa durante uina t dessas ho-
ras.....
E tsse serio solemne, terrivcl, de 17 de
abril...
Tcu marido enlraem leu sabio, eu me acha-
ra ahi s comligo elle inostrou-me loma de
uiinhas cartas c me diz :
Conhece esta letra?
Sim, senhor.
A que boranos encontraremos amanhiia.
Senhor?
O Sr. o dir.
A's nore horas, em Vincennes.
Tu cali' s desmaiada, eu corr a ti.
Retire-se, senhor, me disse elle, pertenec-
me aiioiii aoci-orier iiiiuti.1 mulher.
No da seguiote eu tinha a cosa atraressada
por uina hada, e tu partas para a Italia com
leu pal tua mi.
Acabo de ver lentamente arder a carta que
me escrereate durante essa noite sinistra, que
precedeuo meu duello com leu marido.
Que dor dilaceradora !...que terrores, que li-
gninas, que remorsos I... rudo isto palpitara
sangrando nessas linhas incoherentes.
E todava a gente'sobrevlvea uina noite se-
melhanie..,.Esquece estas torturas que parece
que sao de esmagar...
lia dousannos, tornel arer-te, ainda bella,
e sorgndo a novo amanto.
.dos, Rosa, leu marido nao era nem bello,
iiiio, quando eu va vir um tiacrc com as cor-
linas balzadas, que angustia ae algum dos raros
viandantes pareca examinar ene acre. .Vio
baria duvida, tu eras espiada, seguida, per-
dida I liumovel na jaoeMa, meu coracao pa-
pltava de terror : Mas oio, rio terror, o vian-
daute apartou-se iodlfferenie ; o (acre para
na pequea porta ; cu te vejo deocer da car
ruageni, com o veo balxo ; tu sotras, corro ao
ten encontr, recebo-te em meus bracos.
rao poseo dar-te inais que uina hora, me d-
aos tu ooin una voz precipitada.
Masque acre e vilenla volupluosidade ol-
as mistura de terror e de amor apalionado
de era plena, demasiadamente plana, porque
certas dilneuldades servein de aguilita, ao
nasso que a demasiada libcrdade produz s re-
os seno a sacledade, ao menos contrastes es-
traabos...como se algumas reses a alma bu-
re, como dizcm os padres para disfarcar as
simonas.
Na minha ultima Ihe disse alguma cousa
a respeito das occorrencias por causa d'a-
quelle regulamento.occorrencias que em al-
gumas partes foram s 'i tas,ai ronihsu lo os a
inclinados algumas casas em procura dos
azor'agues e palmatorias quo diziam exis-
tir nellas para constrange-los an .servio.
He mislersor multo malvado para incutir
no povo semelhantesidas s com o 0m da
crear embaracos as a innnislraco-s, ideas
om a botica de Diaa Man Irooho, no paleo !Cjr.las notabilidades constituiutes, onde
boje so acha talvez com vistas de proseguir
ua obra encatada. .
A vista pois dosta breve expsito, que
lulo assenta oa verdade, como ecom que
Alfandega de Pernambuco, 3l de Janeiro de
de 1852.O escrlvao interino, Francisco de Pau-
la Ooncalves da Silva.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 30 78:21l,M.'l
Idomdodia31.....'. 1:821,668
80:036,172
RF.NDIWENro DA MES. DO CONSULIUU
DESTA CIDADE NO MEZ DE JABElil
UE 1853.
Consulado de 7 por cenlo 70:a07,5t
Dito de 2 por cento ,
Dilo de l por cento
Dito da S. Cruz ; e sendo-lhe fornecida urna oi-
tava mediante as cm i ni -s da lei, voltou
para casa, onde dous di is depois a dissolveo
em urna quaitinha d'agoa, que bebo im-
pendido, e enlrou em curativo, porem de
balde, porque no da 26 foi o seu cadver se-
pultado ao cemiterio publico.
Atada boje ni sabemos so so poder
c fcilmente conciliar o suicidio Com a pis-
que germioam o produiem funestissimos. rf "d j iulegridade da razio;
resultados, e nao pequeo emb.r.o.o pro- '" e SJ ga
Bressodaciv.liiacao,o melhoramento na- m*Sn materia, que nos nao duvida-
icnal do paiz. ,,,. ,n ., J mol illirmar, que se 13o horrivol alleotado
' A'n.d> 'I Lv^rnaoLrfe^ u8 S8'nP'e
quando ^Vna.tjiK^oimeonbt.\ rcsu|t,50 uo delirio dM palX0e8 a u0 J,.
cimento, dir-lhe-het o como receberam os
mejiatamente. O infeliz depois de pratioa-"11?1119"0" redaccdo do Eco empresta-
do esse acto de loucura, confessou-ie arre-I me paternidade de fados que me s3o in-
teiramente estranhos? e quom havera t3o
despido de criterio, que nSo comprehenda
a oa f, o o artificio do tSo negras impu-
tarle!? Cuitados I nasesram da mentira,
dalla vivera, e nella tem de acabar, forte
inania, furte miseria do escriptores publi-
a*aSS9SSaBBBllBBaBajBBB|SJllllBSBBBBSlJBlBl^BJJBBBlBlBBBBBBSa^BBBaBaB S^SSBBBBIBBHV DU(a|raillOS OS CavallOS a galope llli tO It'IltO, O
ra hab tacan situad, no valle de Moniuioren- ,ao esquerda de Rosa aperlada ua mi-
cy.onde llosa havla sido criada ; era precisa nna'm-0 dlrci,,, cavalg.vamo, asilm docemeo-
.proveltar urna ausencia do pai de nimba ,,. ubMt0 le relTa assoi.il.rado pela
amante, e achar um pretez-o sullicl.nte que g|* do,c,valhos seculares ; outras v.zes
me perinitll.se passar a noite en. Saint-Preul, ge'in,,a8nao lr n0us caval,, a paSB0 m gulna
dcpol.de ahi ter vlndo s.mples.nenle como vi- ae a copada e ,oUUiria, euenlic.v.
sitante. Estas d.fflcaldades foram vencidas; uc d ^USUbnfO, o corpj delgid de
rerdadeiro ulnho de llores, metlido no "f ,,aK
eos I Rogo-lhe, Sr. rodador, a publicado
destas 11 nlias pelo que muito obrigara o
de V. S. amigo veneraJor e muito obrL-
gado servo.
Jos Pairo Velloso da Silveira.
m
Ancoragem para fra do
imperio
Dita para dentrodo dito
huellos de i por cento
Ditnsde 5por cento
Expediente das capalazas
Mullas ,
Selos 913,5211
Emolumentos de certides l4,Jl>0
-----------7O:307,iti!
7:496,!ia0
323,922
2,250
489,100
489,195
9:728,906
80:03b,lT2
Diversas provincias.
Dizimo do algodao do
Ccar 2,587
Dito dito do Rio Grande
do norte u.828
Dilo dito da Parahiba 551,255
Dito doassucarda dita 369,902
Dito do dito das Alagoas 2:495,692
------------ J4J,SM
83:495,736
Mesa do consulado de Pernambuco, 3i de
Janeiro de 1852.Pelo eserlro. o primeiro cs-
crlplurarlo, Francisco de Paula Lopes Ke
Udiio cslrlDciro Ora candosa- Que tens tu, llosa
mS!E^
"" ..'and em lk Id'peloprazererero .ccidei.le.de ... e de sombra pr^ec.aao. so-
Sfcr^'cis^aVp^cfS2L.S S2ffS ^Suafev
del ll.e esta elegante e sun.pluo.a ...orada, on- aentia debalzo da mesina luipressao, sem me
de ,e lnna... pa.do o. seu'. prlu.elro, anos. P" -P"-. "".TZ^hfZVJ'A "n".'."
Ella me conduiio sua cmara de .olleir,, de no.so pssselo, nds, ordinariamente tao pal-
ondeviviamaindaassuaslembrancasdequiu- reros e tao jovi.ee, nos linhauos sem rasao
z I annos que se ach.va.n t .inbem nov.mente ornado silencioso, e pensativos. Januuios
cada uin dos passos que demos ao depois em a sds ludo o que o gosio mals del.dado, a
uin parque inagnilico; um largo rlbeir.nglcz elegancia mals rara pod..,,.. imaginar ou ao-
oatravessava. Entre! co.n Rusa ein um batel, "bar, se achava reunido nesta sal de jamar,
_ _. i__i& va.*** vAnvjafanfBstaifl -an4b#*#% tsiin
c nos deiz.mos ir pela corrente da
"goa, sobas os paineis que represcnlavnn (iassaros, fruc-
spessassombrasdos salgaelroscbores, de la- t "-" de um colorido nao menos fresco
mrgueiras ede crprciies que cobria.n este que a monlauha de rosas, de geranios e de
......::-, ,.,, -,-inada pela plenllude. r.belroco.u uma abobada de rerdura impone- asaleas que riamos airares das lauellas abenas
mana se '^.JgSgj* pieni.unt, recolhe.nos para darins um dominando um raso de porphyro, do qual ca-
PTJ^:: de..eUfaco't.ndue.r, que e.U p.eio P-F. o.e... d. Saint-Leu Ros. cr. hl. ---- e uu ""'* de
nuTa o.,,, tua, queacabodere, e.v.eo,r-se ~%XEftr^S?te "pe Um^-mar. um do. fama... de Ros.
'V^&wl^T^VMim* para non. a. su."uli KW "6'*iui-. dizer-me que o meu
con.Ro...PJ^^*ffiumtt\\,.^+>nb>' immen.a. alla. da Harcau, Upetl- stribelro aaabar. te recebe, um Jwrrlir.1
mis o no so ideal : p.ss.r un. dl7u.n nol.cTIada. de u.na rclva fina e ...acia, offerecia.n- couce de cav.llo. ( taoa:e'e,'c """f'0"
nacaia de campo do pal de llosa, arrebatado- nos perspectivas inlerminaveis. Untas vc.es nado, e o velbico representou perfeliamente
mele transportado a urna cmara da casa.
eu devia voltar a Paris a carado i Rosa me dis-
se diantc dos seus fmulos que cu nao poda
pensar em levar couiigo eass polire rapaz em
um estado tao piedoso, que convinha reslg-
ii ir-ine a passar a noite ein Sainl-Preuil, onde
ella> me oflerecia hospitalidade, e que eu par-
tera no da seguintc. Opretczto era sufficien-
le, aceite! e fui pl.ilantroplca.nente visitar o
...cu eslribeiro. O uiaroto soilava gritos airo-
zes, jurando que tinha pelo menos tres ou
quatro coslellas afundadas, mal lauto mais pe-
rlgoso quaolo era menos spparenle ; deixei
[este rapaz as nios dos seus collga. da estri-
barla, e fui reunlr-ine a Roaa.
O cafe', os gelos bra.n servidos fra c bastan-
te Innge da casa, em um pavilbozlnho chloez
donde se descobria loda a profundeza do valle.
Era uina vista inaguiuca I o sol posto bavia
j.i algum tempo dava lugar .i la em todo o seu
esplendor ; o ceo, nebloso durante o dia, se
tinha esclarecido, uiilhares de estrellas dia-
mantinas augtnentavam a clarididc ile.su noi-
te esplendida A nossos ps, descobria.nos o
valle pralc.ul pela luz sideral; no bor.soiite
as collinas aiulidas cobenas de grandes bos-
qdes, de um verde sombro, era por toda a
parle um silencio profundo smente Interrum-
pido de espaco a espaco pelas sonoras modula-
edes dos cantos dos rouzlnoes o perfume da.
llores do jirdiin embal.ainava o ar; uina meia
escurido renava no pavilho no fundo do
qual eu me ochava sentado con. llosa; os la va-
mos sOs, eramos jovens, amorosos aJlvies. Es-
se dia, essa noite, por tao longo lempo, tao
impacientemente desejada, nos a ttnbauos,
ella era loda nossa; as inaravithae da nitureii,
a belleza da estaca, ludo quanlo o luzo e a
elegancia poden, accrescenlar embriaguez dos
sentidos, nos cercava.....e todava, ealraoha
cou!radicc.uu, fatal taires, ao cabo de um lon-
go silencio, llosa e eu, sem havermos trocado
uina s palavra, nos pozemos ambos a cho-
rar.....entregues a uina tristeza indelluivcl
e esmagadora.
Ihe pergumei
Nada.....; mas tenho, sem saber por-
que, necessidade de chorar..... E tu?
Eu i mln-iii, llosa..... Mas que temos nuJ
para estar.nos assim tristes ?
Hao sei, Fernando..., talvez nossa felici-
dade seja demasiadamente grande.....ella
nos esmaga...
Rosa diila a verdade.
Ha felicidades tao grandes que a alma huma-
na be algumas vezes esinagada pela sua incl-
ina grandeaa O colloquio que se seguio a
esta dupla conliasao foi profundamente nielan-
oo I ico. Rosa me lal Ion longo lempo de sua
mal, morta bavia algn, annos. Essa. leui-
brancas enternecedoras lizeram de novo cor-
rer suas lagrimas.
A.' dez horas o cha nos achou nao menos
tristes, e esta noite Uo apaiaonada.ncnte es-
perada, fol man melanclica ainda dn que a
tarde.
Adeos, pois, Rosa .... Fellimrnte, noli
melancolas eram raras, e essa demasa de fe-
licidade nao transbordava sempre em lagri-
mas, como prova esta chave de urna das por-
ta, do parque de Saiut-Preail, que acabo de
achar entre .. minha. reliquias; como prora
esta casino, oceulta as grandes arvores, rus-
tica e arruinada na exterior, mas no interior
verdadeiro Eitniinho, cuja porta se abria psrs
ti, quando, s.hiodo do leu parque tomando o
pequeo trilho dos Loriaos, vinlns pasear lio
loogas horas em nosso retiro campestre.....
no qual hab.lel solitario durante dous estos,
sem ser conhecido de meus visinhos.
Acabo de qnelrnar, com essas cartas, uros
colloc.i de gazetas de todos os paites, qoeeo
todas as lioguas da Europa, cantaram a la
gloria c a tua belleza, ranny, celebre dan-
sarina! O' tu, cujo carro trlumphal tlrsvam
populacOes embriagadas, depois de le hsve-
rem applaudido com frenes! nos thcatros dos
dous muudos, adeoa Ta andavas sobre o ou-
ro esobre as llores, de que seineava.n leu ca-
minho : Teu noine, a par dos nomes mais II"


-




3
aW
_
DIVERSAS PROVINCIAS.
Hendlmentododlala30.. 8:152.497
dem do dit 31........ S78.M7
3:29,24
I \|>orluc.ii.
Trieste pitacho dinamarquez I. oulse ,
conduzio o seguinta: --2550ecos sssursr.
Porto, barca poitugueza Espirito Santo,
conduzio o aeguinte :- 7*1 barricas, 2835
saceos, 2 caisas, e 2 pipas 20295 arrobaa e 7
libraa de aaaucar, 10 barricas cobre velho, 2
pipas mel, l travs e 31 ciibros madeira,
4000 cocos com casca, 2 barricas Trro ve-
lho, 1 caixa espanadores, e 1 erobrulho
quina.
llalli, brigue brasilniro Almirante, con-
duzio o aeguinte : 6 caixas fazendas, 1
dita vinhos, 200 berriquinhas bolachinhe,
JO fees ireos, 1 quartola lampos pura pipa,
352 saceos arroz, 70 caixas velas de carnau-
ba, 300 di las sabUo, 1 dita doce, 1 dita llo-
res do penas, 5 pipas cera de carnauba e 8
p3es assucir. .
Rio Grande do Norte, lancha brasiloira
feliz ds Ondas, conduzio oseguinle:-- 1
taixa de ferro, 2 pegas peno de linho, 1 lata
cha e 1 embrulho cevada.
REOEBEUOHIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do da 31..... 726,450
HENDIMIENTO DO MEZ DE JANEIRO.
Foros de trrenos de marinha. 19,996
Siza dos bens de raiz 2:497,640
Dcima addicional das corporaedes
de in.in inorta.
Direitos novos e velhos e de
chancellara
Dizima da dita
Mulla por infrac{oes do regula-
ment
lgitiaa(Oai
Sello flxo e proporcional
Premios dos depsitos pblicos
emolumentos de certidOes
Imposto sobre lojas, e casas de
descontos
Dito sobre seges
Dito sobre barcos
Taxa de escravos
Emolumentos dos diplomas do
ministerio da fazenda
Ditos da secretaria da thesoura-
ria
vencer em narco, a a i f|8 ein Boston-- barca americana Sullote, capilSo
Frelcs
tuobo ejulho
)u auucar para o Canal pela
Parahyb. a 37 l|2 achllaga e 5
por cenlo, para Jl.r.ellle a 36
e 10 por cento, Geaova a37 lia
e 10 por cenia, e Trieitre de
37li a 40 e 5 por cen'to.
Flcaramno porto 71 embarcaban: aeado I
merlcana, 2 austracas, 2a brasileira., 4 di-
nainarquetaa, 4 francesa., I haniburgueta.
1 hollandeza, 18 Inglczaa, I lubcqutnir, 7por-
lugueai, 1 e.rd. e 2 memas.
Pauta
doi preces correntes do auucar, algoMo, e
mais gateros do pait, que se dispacham na
mesa do consulado di Pernambuco, na se-
mana de i al de Feverero de 1S i2.
Assucaremc. liranco I' qual. Arroba
993.024
70,562
126,986
389,268
11,200
3:263,780
37,166
4,160
5:280,580
991,200
456,400
597,020
336,500
45,000
15.520,482
A saber
l'ertencente ao exorcicio de 1851
a 1853
I lom, do 1850 a 1851
14:667,222
C n V
a mase "
bar. csac. I ira neo "
mase .. '
refinado....... *
Algodlo em pluma do 1* qual.
Dito.......V
Dilo.......3'
Ago'ardonlo ooxica 20 Gra P'Pa
Dila.........Canad
Dila dooanna ... "
Dita.........Canad
2,000
1,600
1,300
Dita rcstilada.
Dila .
Genebra.
Dita .
Licor ....
Dito
Pipa
, Canad
, Canad
, Botija
, Canad
Garrafa
3,O<0
4,700
4,300
3,000
38,000
2-20
52,000
300
42,000
240
360
J80
400
180
Arroz pado ,2 arrobas um Alqueire 4,000
O escrivJo,
Manoel Antonio Simes do Amaral.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 31.....1:642,618
Araras" ..."......Urna
Papagaios........"ni
Bolachas.........*oba
Biscoitos........ *
Caf bom........
Dito reslollio....... *
Dito com casca ......
Carne secca....... a
Coucos com casca.....Cont
Charutos bons......
Ditos ordinarios. .
Diio relagi e primor
Cera de Carnanba
Couros de Boi salgados
Dilo espisados .
Dito de unca .
Doces de calda
Dito de goiaba
Dito secco
853J26 ^WP" nacional
-------------j Farinha do mandioca
15:520,4821 Feijilo......
Fumo bom.....
Ditorcstolho .
Gomma...
Gengibre.....
Lcnhadeacbas......c,'nl
Dilo de toros ,
Prancbasdcamar.de 2 cus. Lm
Dilas de louro..... "
Co-tado dcamarello do 35 a
40 p. dec. o 2 i a 3 de I.
Dilo dito usuacs..... *
12,000
.1,200
3,500
5,000
4,000
2,700
4,000
2,880
4,000
1,600
700
3,000
5,000
120
145
14,000
loo
240
500
. Arroba 200
. Alqueiro 1,280
. 4,000
. Arroba' 5,000
. 3,000
. Alqueiro 2,000
. Anoba 2,800
1,600
9,000

a
Arroba
Libra
, m

Libra

P. E. Drinikwnt, carga assucar. Passa-
geiro, JoSo Vigues jnior.
Baha galeota hollandeza CoracSo, capi-
lSo P. Kuyt, ca/ga parte da que trouxj. -
tiavim entrados no dia i." J
C imaragibe 5 das, biate bfasileiro Novo
Dealino, de 26 toneltadas, mest'e EslevSo
Ribeiro, equipagem 4, oarga assucar; a
Jos Manuel Martina.
Babia 18 das, hiale brasileiro Amelia, de
63 lonelladas, mrsUP Joaquim Jos da
Silveira, equipagem 7, carga varios gene-
ros ; a Novaes & Companhia.
Assu' 9 das, pataclio brasilero Concei-
Co, de 132 lonelladas, mestre Joaquim
Francisco da'Cosla, equipagem II, carga
sal e pallia; a Novaes 6 Compsnhis. Veio
largar o pratieo erceebet ord'ns.
dem -- 9 dias, brigue brasileiro Santa Bar-
bara vencedora, de 232 lonelladas, mes-
tre JoSo Victorino de Avellar, equipagem
13, carga sal ; a Amorim & Irmos. Veio
largar o pratico e segu para Macoio.
Rio do Janeiro -- 43 das, patacho brasiloiro
S. Jos Americano, de 152 lonelladas ,
meilreThomazPeielra Lagos, equipagem
10, carga farinha o miis gneros ; a Ma-
noel AlvesGuerra Jnior.
Marselha a Gibrallar--43 dias, b'igue sar-
do Daino, de 179 lonelladas, capitao M.
Uozzano, equipagem 11, carga vinho o
mais gneros ; a Oliveira & IrmSos l'as-
sagoiros: para o Rio de Janeiro, La Cont
Florestan Bozwdowski e sua familia.
Navios sakidos no mesmo da.
Rio de Janeiro sumaca brasileira 8 Anto-
nio VencoJor, mostr Jos deCampos Ma-
galhSes, carga assucar e mais gneros.
Conduz 18 escravos a entregar.
Bahia-- brigue brasileiro Almirante, capi-
t5o Joaquim Bernardos de Souza, carga
farinha e mais gneros, l'assageiro, Fran-
cisco Antonio de Borja e Castro, com 1
criada e 1 escravo a entregar.
Aracaly hiate brasileiro Capibariho, mes-
tre Antonio Jos Vianna, carga varios g-
neros Passageiros, Licurgo Bras'lio Maia,
JoSo Jos Ferreira de Brito, Tito Theodono
de Castro. .
Rio Grande do Norte lancha brasileira fe-
liz das Ondas, meslro Vicente Jos da Cos-
ta, em lastro.
/Volito entrado no dia 2.
Rio de S. Francisco do Sul 30 dias, brigue
brasileiro Destino, de 190 lonelladas. ca-
pitSo Joaquim Antonio Goncalves dos San-
tos, equipagem 13, carga farinha ; a Leo-
poldo Jos da Costa Araujo.
Navio sahido no mesmo dia.
Trieste -- escuna dinamarqueza LOvise, ca-
pilSo Pertersin, carga assucar.
Obiervacao'.
Entrou arribada a barca americana Solio-
te, que linhi sahido para Boston, no di 31
ror a causa a sua reveliaal final sentenca
e sua oxecucSo : pelo que toda o qualquor
pessoa prenles, amigos, ou conbecidos do
dito supplicado o podero lazer sciente do
que cima' flea exposto e o porteiro respec-
tivo publicar e adiara presente nos lu-
gares designados no $ 2.a do art. 45 do reg.
docod. commercial ; eser publicada polo
Diario de Pernambuco. Dada e passada nes-
to enlajo do Recite de Pernambuco aos 29
diaadomez de Janeiro de 1852.Eu ala-
noel Jos da Mota, oscrivSo o subscreti.
Custodio itnnoel da Silva Guimaries
Declaracoes.
O director interino docollcgio doa or.
flna man la pubicir para conhecimonto de
quem comp tir, parentes mais prximos,ou
quaeaquer pessoas que se iht--reasarem pe-
los mono.'es, Joaquim Venancio de Souza,
e Ildlino Goncalo do Espirito Santo, os of-
ficios a baixo transcriptos que receben do
Exm. Sr. presidente da provincia, o da ad-
m>nistracSo do patrimonio do's orfSos. Col-
legio dos orfSos em Olinda, 30 do Janeiro
de 1852.
Communico a Vmc. para sou conheci-
mento o direcc.lo, que nesla dala ofllcio
administrafSo dos orfSos, afluido marcar
um praso para serem os educandos desse
collegio Joaquim Venancio de Souza e Bel-
lino Concalo po Espirito Sanio entregues
aos parentes mais prximos, ou a quem por
elles se interessar. Dos guardo a Vmc.
Palacio do governo de Pernambuco, de
Janeiro de 1852. Vctor d'OUvetra.Sr. direc-
.tor interino do collegio dos orfSos.
mu. Sr.
Devendo os menores, Joaquim Venancio
de Souza, e Bellino Goncalo do Espirito
Santo, ser entregues aos parentes mais pr-
ximos, ou a quem por elles se interessar,
conforme fui resolvido pelo Exm. presidente
da proviucia, em ofllcio de 5 do rorrete. ;
queira V. S. fazer aviso a quem competir,
para que, dentro do praso de dous mezes,
os vBo recebor nesse collegio, onde se a-
cham contrt o disposto nos estatuios de 8
de Janeiro de 1847. Dos guarde a V. S.
Recife em sessSo da administracSo do pa-
trimonio dos orfSos, 22 dejaneiro de 1852.
Illm. Sr. commendador, Vicente Thomaz
Pires de Figueiredo Camargo, director do
collegio dosorfos.Antonio Jos de Oli-
veira Bartholomeu Francisco de Souza.
Manoel Jos de Santa Anna Araujo.
Conforme.
los de Azevedo Souza lunior, escrlpturario.
A cmara municipal desta ridade.tendo
de proceder no dia 3 de fevereiro p. vindou-
ro, a apuracSo geral dos votos para mem-
bros da assembla desta provincia, convida
os cidados, que quizerem assislir a osse
acto, a comparecerem na casa dosuasses-
PRACA DO RECIFE, 31 DE JANEIRO DE
1852, AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cjmbios- Drpoia da tbida do vapor Se-
iern In.nn-r-nn letras de boaa ,,
urinas oB'erecida a 27 i|2 d. Cosladinhodu dito,
por I.* rs. com o praio de 30Soalho do dito .
das, mas nada ar le por es- forro do dito .
perar-se de Inglaterra o va-
por deale mei.
AlgoddO Entraram 513 suris, o os prr-
tot varlarain de 4/700 a 4/800
por arroba de primeira sorte;
16,000
8,500
Costado de louro
Costadinho de dito
Soalhodcdito. .
Forro de dito
22,000
12,000
8,000
6,000
3,500
6,400
5,200
3,800
2,500
3,200
lo'passado, sendo o motivo de sua arribada sOes no mencionado dia das 9 horas da ma-
aloecertoda a tripolacSo, monos 2 mari- nhSa om dianle. Paco da camaia munici-
nheirosoo passageiro que conduzia; tenJo pal do Recife em 31 de Janeiro de 1852.
fallecido 1 marinheiro. Francisco Antonio de Oliviira,
ED1TAL.
lcndo-sc vendido un carrrea- ,,.,
mealo eilsteate na Piirahyba P"05 e cedr? "j
a 5| rs. por arroba posto a bor- 'l oros do tatajuha .r. .(Quintal 1,00
Par
Ditas de lili
Ponas de boi
Piassaba .
Sola ....
Sarea parilha.
Tapioca. .
I nli is do boi.
Couros de cabra
a
Cento
Mull..
Moio
Azeilo de cairapalo.....Canad 60p
do, entrando a quarta parte'Varas de pirreira '. Duzia
de segunda aorte Dilas do aguilhadas ...
\s.in.n A entrada fol recular eai ven-- -.., \
das reeularam: da segunda DlU de quiris .\
sorte de 2f40u a 2/4jo. da ter- Kodasde stcupira para carros
teira de 2/300 a 2j30 rs., da Eisos do dita para ditos .
quarla de 2/iOn a 2|l50, e da M .-..:_.....
qulota c sexta de I/9J0 a 1/950 ei empipas......
rs. por arroba, do mascavado I K quartolas.....
escolhido de I/5M) a i/600e| barirs.
do regular de ]/t50 a i)500. : M||l0 ....
Aincudoas-- Venderam-ae a 8J401 ra. por p j,.. ,i. ,mn|r ...
arroba da de casca mole,
A/i iie-dui e O do Mediterrneo obteve de
1/950 a 2/por galao.
llacalhao rei-se venda de um carrega-
menlo a 8/8U0 rs, por barrica,
e rclalhou-sc de 8/5"0 a '.if.'ii.'O
rs.: o deposito eal redutldo a
5,500 barricas, que em breve
desapparecero se continuar a
falla de carne secca.
i. ii ni n,i, Venderam-3e de 17/ a 20/rs.
Sor duii.i das franceas.
ao exilie nenhuma.
Par. de trigo Veodeu-sc de 12/ a i8/r>0 rs.
conforme a qualidade, licando
em deposito cerca de 8,000 bar.
ricas,
GarralMS dem de 700 a 860 rs, cada
um cmpalhado.
Genebra--------- dem de 270 a i80 ra. por bo-
tija, c a 4J/500 rs por caixa.
Louca iogleaa dem de 258 a 260 por cento de
premio sobre a factura,
Manleiga dem de 40 a 5e0 rs. por libra
da inglcu, e de 43o a 440 da
francesa.
Qucijos dem de 900 a 1/150 dos lla-
ineogos.
Sabao----------- dem de 70 a 7S ra. por libra
do nacional, direitos pagoa
pelo comprador.
Vinhos----------dem de n2/a I3?f rs. os de
Lisboa, conforme a qualidade,
ede MO/a H6So de Cellc viu-
do pela barca ule:.
Velas -----------dem de 580 a 6J0 rs. por libra
das de composico.
Disconto A i por cenlo ao mez letras a
Urna
Canad
Um
. Alqueire 1,440
1.200
1,280
1,600
2,080
40,000
18,000
34,000
190
6,8011
6,000
3,200
180
1,900
Arroba 18,000
1,600
Cento 200
18,000
O Dr. Custodio Manoel da Silva CuimarSes,
Juizdocivelo do commercio desta cida-
de do Recife de Pernambuco por S. M. I.
e C. dc.
Presidente.
JoSo os Ferreira d'Aguiar,
Secretario.
Em sdditamento aoannunciofeito pela
segunda seceso da meza do consulado pro-
vincial, se fz publico quo tambem so rece-
be do dia 3 de levereiro corrente em diante
o imposto de 20 por cento do agoa-ardente
Terminar o espetaculocom a nova agracio
ia Tarca.
O tolo fingido.
Comecar s 8 horas.
Os bilhetes acham-se venia no lugar do
coslume.
O administrador empresario tem a honra
de annunciar ao realiaiiavel publico, que
com quanto se ache enfraquacida a sua com-
panhia dramtica pele lado de--damas--e es-
ie enfraqueciT.cnto devido nicamente 8
imprevistas extraordinarias cireumstancia?
Ii.'in conheciilas do mesmo publico elle
comtudo nSo se poupar jamis a toda a sor-
te de fadigis o sacrificios para levar ao fim a
sua empresa tanto mais que conla coma vin-
da da artista Mannela Caetana Lucci, no pri-
men- vapor da Europa,quo deve chegar no
I.* de margo futuro.
No corrente mez de feverero subir
scena os seguintcs dramas : Marinheiro
deSan-Tropez =0 remendSo dnSmrna. o-
pora cmicaO cara lindacomedia orna
do de msicaO principe caiadorVaude-
ville em msica, n i qual ter de fazer sua
estra em dcclamacSo a cantora Carmella
Lucci.
Alem destcsespelaculns haverSo dous bai-
les magcaiados pelo entrudo. O adminis-
trador empresario uunca dismentir acon-
lianca quo goza do illustraJopublico desta
bella provincia.____________
TIICATllO DE APOLLO.
20. RF.ClTA DA ASSIGNVWRA.
Quarta-fetra de feverero de 1852.
Dnpois da competente ouvertura, subir
de novo scena o muito applaudido drama
de grande aparato.
SINEIKO DES. PAULO.
PROLOGO.
Perionagens e adores.
Lord Richmonto Sr. Miranda.
Johno Sr. GuimarSes.
Yoricko Sr. Senna.
William~o Sr. Costa.
Clary~a Sra. D. Leopoldina.
LaraaSra, Soledade.
DRAMA.
Carlos 2.o--oSr. Amodo.
I.od RedfortoSr. Costa.
Lord Westono Sr. Figueiredo.
Lord llenriqueo Sr. Mello.
Allimiis-o Sr. Telles.
Lullnw-.oSr. Jorge.
Lord Broghillo Sr. Caetano.
O Sioeiro de S. Pdulo o Sr. GuimarSes.
Ricardoo Sr. Eusebio.
Samuelo Sr. Conrado.
I.ady Bodforta Sra. D. Leopoldina.
Maraa Sra. D. Carolina.
s."ilion s da corte, soldados ote.
Terminar o divertimento com a muito
jocosa furc/i.
O Uicu'io Sonolento.
Principiar as 8 horas,___________
m
F.co saber aos que a presente caria de "^"q",!^ ""iSJoclor
noticia livcrem em "'-;' '"fsWWr
ctosvirem.oudell, noticia, .rr em u^-^o^^uZ"^^
lr SmS'SSS^ W FSndfco qu.do d,P. 3 de fev'ereiro prximo indou"-
i. no ro por dianto, pagam-se os ordenados e mais
e
l ii
do'MaWJoanoo de 1844 ha doze mezes Oe ordom do Illm. Sr. inspector da Ihe-
precisos! a vencida em 30 de Marco de 18*5, w J 'nd desta provincia, se faz
para no termo de dez dias que ll.o ser as- publico que, ficando do pnmeiro do feve-
sign.do em audienci. a remir pagando ao ** Prox""| v",douro om d'"nl8' f lrf
sunplicante o seu importo, com o premio ''< n Iheaouriria os pagamentos de
estimulado por a moia, sendo conde.nnado l10u.:8? desprzas publicas, em conformida-
a sua revelia, quando nSo pague no dilo deda circular n. 38, de 10 de dezembro do
praso, r.ocapilal, juros o cust.s at elTecti- anno passado, venncar-so-hSo aquelles que
vo embolco : sendo citado logo para todos 'c3 *&* ?.drf do Sr pagauor
os mais termos com apena de revelia: e ManoelJoso Teixeira Bastos, nos das abai-
porquo o supplicado esl auzenle emPor- w mencionados ; sendo que do da 4 de
tugal na cidade de Lisboa seni se saber o caua "> em dian e serte eitos cumulati-
lugarccrtode s-u domicilio, emesmose amente e sem distincQ.lo. Secretaria da
Avisos martimos.
e mesmo se
cx'isloali e quando exista e fosse sabido o
domicilio, Dio tem lugar a ritacSo fOra do
imperio: requer o supplicanto a V. S. que
se sirva admiltir o supplicante pnpvar o ex-
posto o mandar, feita a prova, alrxar edic-
thesouraria de lazenda de Pernambuco, 31
dejaneiro de 1852. O olcial-maior inttri-
no. Emilio Xavier Sobreira de Helio.
No dia l.a PresilenciarelifSo Ihe-
souraria pret folhas dos ofliciaes
Movimentodo porto.
Navios entrados no dio 31.
Buenos Ayres 23 dias, barca franceza Gu-
bias, de 303 lonelladas, capilSo N. A. Hil-
lard, equipagem 17, carga couros. Tove
communicacSo com a Ierra e seguio para
o Havre.
sio inaiiuni, ioim ii iiiiik, miAoi v..^- ____., _' : .
los por sosseula dias para* ser citado o sup- TJ armada recebedona comman-
plicado referido para o exposto o tambem do das armas.
para os termos da execuefio e ludo coma A << 2. -Curso jurdico emprega-
la de revelia. E assim pede a V. S, Sr. dos da junta de sauda instituto vacci-
Dr iuiz de direito do commercio que se sirva meo-cjrreiogeral justica da primeira
deferir-lhe visto ja se ter procedido a conci- instancia guarda nacional contadona
liacao como o faz corto o documento n. le de marinha-capitana do Porto,
queo oflicial encarregado dacitacSo cumpra ." d>" 3. Alfndega -1rsenal pensio-
o disposto do artigo 40, I e 9 do decreto >>'' apossntados repartigOesextioc
n. 737 de 25 de novembro de 1850. Dito os-
las.
ti. E. R.M. Jos Narciso Camello.Nada
mais se continba em dita peticSo, peh
No dia 4. Consulado ofliciaos refor-
mados meio sold hospital farol
Telcgrapho.
~m. 7"'T-j.. ^...mndin mas tesiemuniias passar a pr
Navios ^*|5CTr*airl,f0i, de edictos com o termo do sessenl
THBATRO DE S1ZABEL.
Sabbado 7 de feveereiro de 1852.
28." RECITA DA ASS1CNATURA.
a orchestra livor oxecutado
melhores ouverturas, represontar-
excellento e applaudido dia-
lualrcs, andava em todas aa buceas.
a leus i" eucantadorc
ces de reis, reis dos
reis de intclligencias,
rmc seis mezes, eu fui, segundo me dizias,
o leu tenhor
^aesvarlos, com que desor- um abrsmo entre a cundicao do bomem,e a
lieiro de San-Tropez.
ou
O Envenenamento.
condeatavels e de nrarechaes,.... Por taso, E eolio_eaqae
odasaa boceas. Tivcste condeatavels e de marecnae, .'"_ de, e, mu|her assomada nao teria respond- condicao da mulher.
es oa-o se qu.nla. eapc- aperl.odo-te emJMW brac. o Mrthal. pa uen e colliporlalnento ? I i0v he Uo verdade que
povos, reis do dinheno, reda-meque^/*_^SSSSl^XS!!l Hlo U mlVba modoade OStiMSti, boje Iher lempor juizeexecitor
, reis das artes, e du- do. dez seculoa de oo.sas historia dos contem uolco de.rj., be pa.ser a .silaba idaclc pellaclo..': rido o qual r
11. > *( ruin me di n ii lihvnn l ^ ___i___A-___________ _____
o adulterio da mu-
obcrano, tem ap-
i inrii muco aettcjD ne passar a imana luauc pcuavu...u BssWiiuu m ijuii pode punir demor-
1 Adeos carlM aiietinadas, aellada. de una madura e minha velhicecom urnai mulher jun- ic a culpada...aopawo que p dulterio do ma-
m si ____l r.. ii.. .!, Ia rl asi mial
Fara a Bahia, salie em pou-
cos dias, o hiate brasileiro Ame-
lia : para o resto da carga c passa-
geiros, trata-se com os consigna-
tarios Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 34-
-- V. u 6 de feverero prximo sahe para
Lisboa o briguo portuguez l.aia, capitSo
Jos de Abreu : para o resto da carga tra-
ta-se cora osseus consignatarios, Francisco
Severiano Rabello & Filho.
. _______________ -JLJ
Avisos diversos.
Aluga-se um bom armazem com a fren-
te para a ra do Encantamento do bairro do
Recife e entrada e sabida pela na da Ca-
deia do mesmo bairro : quom delle precisar
dirija-seao largo da Tretnposobrado n. 1,
que achara com quem tratar.
Roga-se a quem foi no armazem da ra
do Encantamento n. 11, buscar um bah,
conlen lo os objectos abaixo declarado?,- o
favor di reslitui-lo, poisj so sabe, que foi
por traficancia, que isso fez, por quanto o
bah nSo era sen, e do contrario usar-se-ba
de todo o rigor das Icis: 3 calcas de brim,
urna do pao, urna sobrecasaca de pao, um
palito de riscado, urna jaqueta branca, 2
camisas de meia, 3 de madapolSo, urna gr-
vala, um colete, um but,1o d'ouro, i sern
lal.eom pardo sapatos.
OJARDIM DAS DAMAS.
O segundo numero deste peri-
dico ainda uSo appareceu nao s
por varios inconvenientes que tem
retardado sua impressao na res-
pectiva typographia, senao tam-
bem por nao se acharem ainda de
todo promptos os figurinos que
com elle tem de ser destribuidos.
-- Precisa-se alugar um preta de meia
idade, queaaiba cozlnhareengommar: na
ra do Trapiche n. 32.
--Precisa-se.de urna ama forra que saiba
em gomar e cosinhar para servico de urna
casa de pouca familia : no Pateo do Carmo
n. 10.
.ou enlao, separado della ; mas Inepto para quencia.
-me, c forjado a procurar em uma um.io Ksi.i legitima diQ'ereoca existe por toda par-
i a calma u os cuidados de que icono te : Asslm, suppooho, que uma rapariga que
necesaidade '
B'lendo odiarlo de outr'ora, do
I tivesse vivido durante um mes a vida que eu
urna dissolucio de costumes espantusa, no es-
tado selvagcm, supponde'conieffeilo que as
fraquexas amorosas da mulher, amea do seu
casamento, sejam olhadas como Sao. indifle.
reates como as boas forluaaa do celibatario ?
Onde iriamos parar? Direito a Olahilt. Nao,
ii,i.i, gracas a Dos, uio ha aenhuma parida-
de eolrc a moral que rege a conducta da mu-
lher e a moral de na oulros.........................
....................#....e................
Depois deslas reflexdes que nao so corrobo-
raran! as miabas coaviccSes, senao tambem
^ i.rk He amor feito de lo da qual ache repouso, felicidade e aegusao- rido, fra do domicilio conjugal, he abaolula-
Adaoa, Fann,, boa e amorosa rapariga Du- corfeduca I. adeos. es le Ueo de amo J '* J eBCldeido &,,. mete encarado como se.n nenhuma coose-
ranle o mu reiniro ephemero tu me (Ueste lio- leus cabellospretos, Herma, cujas ";""". >' ..-.- --------5. .i.,,. ... i.,n ., ....., ,
menagem de todos os leus triumphos; nao de onro, por urna recordaio de anuga cvai ","
tenho ah.' seoao uma censura que faier i la laria. loram pelo leu voto, presos mM ""X
memoria. Eu recouhecl.que a ooter-se nafron- pre ao redor do meu pulso, e esla recorslacao Msiaro.
te uma des.aa coras diversas que calcaras aos durou o que dura a eternidade Uos^ amore.
pa, ser o amante de urna dansarinaou de urna Adeos, pois, criba ; Berma, adeos. .,".roh ija,.imrnie o meu iodle
AJ""' L""ln*....... telU- \''>l"-aJ- a/coeia? JarTe* J.cloil,. "tf.ffio que .menlo deceote. toda, aj apupada, serla nba. ul-.s amaa.e
.- leulel m.scarar com parado.., encontr cata pouca. par. a ridicula audacia de .ua prelen- te no camioho conjugal, e quebrar qualquer
nao be m.i. do que era, senao o amante da se entrl.tece. Dous anno. se tem P"!u" "^ 0 ai' tmfim laht. eu ,am. \ c3o. Mo enlanto qua lodos os homen. de bein e outro laco.
celebre-i o. tlumpbo. de.l. perlencem- pola da ""'o o '"-! Lf'Xxa l-"m, Te, ka a ea,*r L ? De aue terrel a Icnsaio. achario, pelo contrario, p.rfeit.menle Ulnna chara tulalia. vo.si
llic; mas seui reve.ei atacam-no tambem, lembrar-mc dcaae amor sem uma trlstexa eun, pnqhms de minha vida de solteiro Irgillino e prudente e.ae um homem com os meu loogo sileocio
como aconleceo nessa larde, Fannv, em que amarga. ___ ,',_._,-, ._ meus asaatcadrnle. te ca.e como faco. [casme.
dnoste menos maravllhos.mente que de eos- Pobre Jocintbo / coratao aogelico, alma de- e lornanain cmae AlndaTriais, a prnpria familia de Albina, gra- | Prefiro dixer-lhe a verdade sem rdelos,
turne no oovo l*lle, Sim foi-me Jilo entao por licad. .e.pi.lto encantador, como dlxiamo. a lnln. mesmo qual o sen-
algn. Tregete, da opera: i eu e Cesarloa.
Ii. Meu charo, oSenhor folfraco no paa- | Anda ha pouco quelmando a
III i T 'i VIVIUU UUI inv1 lina i i i i (*. -------------------------
qual rae arrastei duraote de. aonos, otarla para sempre me deram a medida de meus direitos, cerre o
no abuso deshonrada, perdida, e .e pretendes.e um ca- I Pasado escreyendo as caajsegjilalea as im-
aicao que
'"'Da^aa7o", iTlem'iil'iSo leulel ma.c'arar com paradoxos, encontr cata
te de Jacialho; eu nlo posso nassagem :. Quem sabe, emfim I tah.s eu lam-
dcase amor sem uma Irlaleaa hcmmijnka a tugmmdhr De aue Urnvela ^
meus a*
* mal., a l""l' i '." v n......, i .... ----- .
niiiriii.i. u.-s tomadas por ella daa pes- sem precau{Oes e tambem tem dcsculpas.
is recommeodaveis. nao Ignora o meu f onheco a llrmexa deaeu carcter, a jus.
cantora da moda, he abdicar um bomein sua ..-,------........ -
pc.sonalidade, e perder al seu nome elle Mas a esla lembranca meu coracao te apeya
i era, aeoao o amante da se
iiinhoa deata nerlencem- po
lembrar-mc dcaae
la mu. riiiiny, cin que amarga. ..^ ,_,
dnoste menos maravllbo.ameoie que d. eos- I Pobre Jociatbo / coratao anglico, alma de- se lornacun enlao 1
------' como dixiamos
De balde pergunta a inlm mesmo qtt
las cartas, lido que meu pensamento ligava entu a easas
so da grinalda es'perava-se couaa mellior: He encontr! es.rP7rgainToho" ji" amarelllcldo pe- Palav" f'""!'"'1"'. ,.odo engaado a
preci.o quanlo an.. meu charo, reparar este anno.. em que esereve.le para mlm em nossa X'^1.,^ dlrZ d^nacUar-niese
!evel...qpar.umaimmeas. fam.'como a .ua., adolescencia, pobre Jacialho e.se temo e ^^'-^XmSem"
nao progredlr he recu.r. Cuide oi.lo, meu *. gc^-rn,.. dojatc^..... ^ ^g^g^mgjmtjm
Adeo.':enha, cujos av. erara U n om.ao, .rrl^ir*. emon ,en amioe a,e amone. ^^Z'Z^lZniln^nT^ZVe
?2L?Z&1 "-u-.'o'.o's | .Qu-he VeilV de-Glsirin.' e de meu jibe,. represalia, :,ju.t,5a, a equid.de, a mora, tem
mais (Ilustres nomes de nossoa historia. Amas- o ignoro; durante um mes nimbas investiga- O'"'1" f"nol:;f, d :_ f| um cri-
.e-me por caprido, eu por vald.de Nio a., loram vi.....; ao depol. pa.ll para a J*^*^^!^^.,
era triumplianle esta vaid.de quando deseen- j Italia. maj 'e lenh, ,la0 lninha conducta
o o da. n?.Ciorec. naago". Fra,? m.Pd" i' V toiXtU rainh. lcao o Ce.'.r.. pa..ada, qua.quar que ..Ja o numero do. -a-
iia :
Eu le amo... Falla... ordena
la..... como o ncravb he de aeu
, Eu, leu srnhor ? Oh aenhom uui|es, -* mai i ----- i. ... -. --
rao diga Isso. Eu que tenho por av. ver.- cnumrido a promess. fe.la a Jaclolho mor- "J,"";^, calo.me eom nrme propoi|to de
. fiel mlnba mulher, pouco im-
porta que seja por dever ou por sacledade, e-
nho o direito de exigir uma fldelld.de Igu.l a
miaba, direl mesmo superior miaba, por-
que, evldeotemente, os costumes, os habito,
os lela ioexoravelt da huroanldade, bao cavado
I
, iiiin de entrar lealmeo-
c admira de
Ei.-ahi a cau.a dalle: Eu
ea. s 1
soa. niii.
panado, porque, sem estar Imlrulda do nu- lera de cu e.plrilo pelo que e.tou ceno que
mero e do nome de mlohaa amanta., .abe ao ] minha conducta nao me trar nenhuma recri-
meoot que tenho muito amido, que tenho ama- ; raloac'o de tu. parle.
do de mai. talvex, e islo anima la familia : a Mo.ia ligaco, que dura, ba qua.l desoll
ella v< aislo, com rasao, um peohor de segu- roetes, devia espirar bein depressa; se vosae
ridade nar. o futuro de sua fllha. ane tivesse deitado para tomar novo amante, ou
Nao me engao por tanto duendo que con' para se consagrar laleiiameole a seu marido e
dcao moral das mulhcr.she completamente a sua Olha; eu terl. .cello su. decisao sem
difireme da ooss. | o que he llsoogelro i nos- queiiar-me.... nao digo que sem saudades e
sa repulacao de hornera do inundo seria mor- sem petar. ..,.._.
tal sua reputaco de mulher honrada. i Einfim eslou em uma id.de em O^Be#re.
Naoteohopor tanto nenhum. censur. que I ciso que o futuro se lite e deseche aeum mu
f.ier-mc, neabum escrpulo que seolir ca- do hooro.o e durarel. ma
.ando-me com urna rapariga, cujo coracao he lia mullo eu .eolia a nece..ldadc de ui
dores e prebostes dos metedores posso acaso bundo...
uer seu senbor! E a Sra. pronuncia estas p.- Com mlnhaa duvid.a, o c.rMer c a oatu- P
Ser
I aid
lavraa dianle de ola el quantos avs de em- re de Cesarloa, que Inferno lefia lido noaso
blante orgulhoso, feroz ou austero, cujo. re- casamento I Eu lbe leria feltosem duviua in-
iratos ornam seu saldo I Aqu altos baiOej, fidelidades numerosas., e hoj. experunenlaria
senescaes, coodeitaveis, cardiaes e marechaes a mesma sacledade ..o mesmo esgolamenlo ao
acola abbadcssts, mulheies de almirantes, de cora(,'io e dos sentidos...
O ablixo assignado faz sciente ao publi-
so que tendo comprado a Sur." D. Mara
francisca de Souza Ramos, mulher de Jos
aria Concalves Ramos uma escrava do gen-
iio de notne Catherina com unn lilli.-i menor
de nomo Antonia, eml.'de agosto de 1851,
foi o abaixo assignado notificado para com-
parecer no dia 38 do corrente na audiencia
lo Illm. 8r. juiz municipal da 8.' vara com
a referida escrava para deiucidar llovida
que o mesmo Jos Hara ponha sobre a iden-
tidade d: menor, e logo que foram exami-
nada1', o abaixo assignado mandn as mes-
mas escravas para casa ; e como as mesmas
al adstadeste nSo voltssssem ; por isso
i abaixo assignado protesta desde j contra
a pessoa que Ihes der azillo ; asslm como
contra quem seduzio a dita escrava para
se subtrahlr e a soa fllha do poder do abai-
xo assignado': prtenlo roga a qualquer
tutoridade que a prendam, coja escrava he
liaixa, de 36 a *0 annos, cor pret, com um
HlhodeS a aannos a qaal nunca tevo o
custume de rugir : quom a pegar leve na
ra dos Quarlois esquina do beco do Peixo
Frito, quo ser gratificado. Recife 29 deja-
neiro do 1852.
llenrique Jorge.
Desaparecen po dia 29 de Janeiro p. p.,
o escravo Salvador, creoulo, com ossign.ea
-.'nuiles: alto, secco do corpo, ps gran-
des, bonita figura, de idade de 17 annos ;
levos vestido camisi de madapolo, e calca
de riscado : os a prehensores levem-o no si-
tio da Torre em Itelem.
Napolen Gabriel Bez embarca para o
Rio de Janeiro os seus escravos, Antonio
parda, Claudiano pardo e Simoacrioula*
20,000 rs. degratiflcaco.
Dcsapparecou orna pre|< que pareco cre-
oula, por nome Maris, com os signaes se-
fgulntos : cheia do corpo, estatura regular,
bem parecida, cor bom preta, ropresenta tor
22 a 24 annos, tendo fgido a 17 de Janeiro
p. p., do sitio de Sinta-Anna, com uma par-
da ama da mesma casa, voltou a dias de-
pois apadrinhada. e tendo ajuntado toda a
sua roupa desappareceu na noute de 10 para
31 do mesmo mez, : quem a pegar leve-a a
ra do Trapiche n. 32, quo ser recompen-
sado.
Desappareceu na tarde de 30 dejanei-
ro prximo lindo, da offleina de sapateiro
do Sr. Jos Fernandos Bastos, da ra da Ca-
lma de S, Antonio, o aprendiz eacravo, de
nome Amaro, pardo escuro, de 1 a 20 an-
nosde idade, e sem defeito algum .vesivel ;
evou calta de brim brinco velha calcada,
o camisa nova Jealgodoazul : suppSe-se
que elle procurasse embarcar, ou mesmo
seguir por trra para a barra do Rio Formo-
so, do onde he natural e onde mora seu Sr.;
mais como desse ensejo poder alguem mal
intencionado aproveitar-se, seduziodo-o;
roga-se as authoridades policiaes a appre-
hencSo delle, o mesmo que se digoem to-
mar em consideraco o expendido para que
dado o caso de seduc,3o no passe ilesaper-
sebido ; e gratilica-seaocampanha ou pes-
soa do povo, que o levar na referida ullici-
ou na ra das Cruzcs n. 30,ou mesmo quem
delle dr noticia certa.
Antonio Joaquim d'Oliveira Baduem,
terceiro escripturario da seguoda sec(So do
consulado provincial, faz sciente aos pro-
pietarios dos preJios urbanos da freguesia
deS. Frei Pedro Goncalves, que principia a
fazer o lanesmento do imposto da decima,
no dia 3 de fevereiro prximo. Segunda
seccSo do consulado provincial, 31 de Ja-
neiro de 1852. Antonio Joaquim d'Olivoi-
ra Baduem.
11 >je 3, so hade arrematar em hasta pu-
blica do Dr. juiz docirel da primoira vara
na salla das audiencias, no Collegio, um es-
pravo de nomo Antonio por execu^So de An-
tonio da Costa llego Menteiro e oulros cre-
deres contra a casa fallida de Lenoir l'uget
& Companhia.
Itoga-se a pessoa que trouxe ou velo di-
rigido um ba do Rio de Janeiro para en-
tregar ao prezo Antonio Joaquim da Costa e
Cunha, o especiel favor de I lio mandar en-
tregar na Cadeia desta cidado aonde se acha
e vai seguir para Fernando de Noronha.
OITerece-se uma mulher feranca P'ra
ama de casa de pouca familia de portas a
dentro, a quil faz todo o servico megos en-
gomar : dirija-se oo becco de S. Pedro n. 10,
casa do marcineirc.
Milagroso S. Braz advogado das
molestias de garganta.
Iloje celebra-se na igreja de N. S. do Ter-
co, a fosta de S Uraz, e oslar duranio a
presntenle semana exposto no meio da
igreja a veneracSo dos fiis, como be de eos-
tumo.
Compras.
-- Compram-se bracos de balanr.a grandes
com seus pertences, conxas, crranles o
pezos,oo cscriplorio do contrato das caroes,
ra tas Cruzes n. 30.
Vendas.
~ Vende-se queijos dosertSo de superior
qualidade no armasem de Antonio Annea no
caes da Alfaodega ay 5,
Vaj)de.8e cera/para limas de cheiro, de
cores 1,000 rs a libra.
Vende-se uma crloola de 14 annos
muilo prendada e bonita figura por pre-
cisSo no atierro dos alTogados o. i".
Vende-se uma parda muito bonita no
Monteiro de idade de 15 annos em casa de
Josserand o motivo se dir ao comprador.
Adeos, e para sempre adeos, minha chara
*Tassim devia ter : sem Uto oahiriamoi eni|EuUla7eaia 'larde quelmel ludo fiquel poi.
MUTILADO
tem inquIetacOes; bem sabe que se pdde confiar
em niinha patarra; tenho a pretencs fundada,
segundo crelo, de ser um hornera de bro. Esta
ultima cari Ihe cngara como sempre coin o
sobrescripto de sua criada; rogo-lhe que me
nao responda, porque quando voss lir esta,
c.tarel j.i cando ... e longe de Pari. que delxo.
A lm di.ao voss coinprebeade que uma carta
sua, podeodo ser deseacamlohada, poderla
i inrir a perlurbacao ou a desconliaoca em
uma minio que deveasseguraro repouso e a fe-
licidade de minha vida.
Sempre seu, etc.i
P.D.
Alem desta amante em titulo como se dlt, ha-
via algum tempo que eu tinha lirado de sua
loja de perfumes uma encaotadora rapariga, a
qual por sua phviioooraia magaa por seu cor-
po provcame, e mullo principalmentei por
seus cabellos louros, tino, escindo o uUlino
capricho de miaba mocld.de expirante.
fcaorevi esta ultima carta a raadamesella Ha-
rletta Iluberl. ....
. Chara meolna, incluso acharas seis bilhe-
tes de mil francos; deixo-ie uma linda moollla,
baixcllase jolas; rene Isto urna boa conduc-
ta, c podes tranquilla aguardar melhores
"'Raa'flet que he ioulli explicar-te, me obri-
nama deixarie e a darte a llberdade de procu-
rares a malor felicidade passlvel.,.. Se Torea
raioavel..-. senao me procurares ver, podea
contar com uma nova lembranca miaba (oulros
sel. bilbete. de mil fr.nco.) d'aqul a pouco
lempo.... Se pelo cootrario tcotare. ver-me,
llro-te a mobllia (estando o arreodamento por
miaba copla) e ouoca mais ouvirs fallar de
elhor partido, o de se-
npre, uma boa rapargut-
posslvel.
f. D..
I larde das cintas, eu es-
Ihevrler.
(o'oi!l'iKar--/ia.)


Vendem-se cascos de pipis de Lisboa,
carrinhos de mSo e um jogo de gamSo: ns
rui di Praia de 8. Rita, defroote da Itibelra,
casa n.10 e 19.
Vende-se urna canoa demilheiro, em
niuilo bom uso, por lijlos de alvenaria gros-
sa e telhas : na ra daa Trincheiras n. 17.
Vende-sena ra do Crespn. II lo ja
de livrns do barateiro, geometria de La-
croix a 4/000, geometra do marquez de
Paranigua 2/000, philosophia de Charmar
3/000, iigOes deeloquencis nacional 4#000,
burro de Saluslio 2g000, erilhmeica de
Lacroix 18009, mestre inglez ou gramma-
lica 1,600, vlgario inglez 1,600, fbulas de
l.afontaine a 1.200 e 1,000, primeiras linhaa
sobro o processo civil por Caetano Pereira
5,000, escala mercantil sobre o commercio
*,000, code de cotnmerce par Rogron 2,000,
traite do droit penal par Itossi 3,000, insli-
tuigoes de medicina forense 3,000, Horacio"
2,000 e 1600, grande sortimento de llvros
em allemao, um grande atlas allemao, atlas
para as aulas 2,500.
Continua-se a vender gomma multa
alta, farinba do reino, assucar refinado, e
branco de Carogo, farinba do MaranhSo a
80 rs. a Ib., chouricas noves, cha llysion a
2,400. dito brasileiro, caf de caroco i 140
rs., toucinho de Lisboa 280 rs., graxa em la-
lata a 100 rs., azeilooss novas, e outros
muitos gneros do bom omelhoreemconta:
no pateo do Carmo venda da quina do beco
da Bomba por baixo do sobrado deiprlraei-
ro andar n. 13. Na tnesma casa a cima pre
clsa-ss alugar um proto sadio sem vicios e
nem achaques para o servico de uma casa.
Vende-se uma rica flauta de pau garua-
da com 8 chaves, e da melhor construcgSo,
vinda ltimamente de Inglaterra : na ra do
Vigario n 9 armasem de Carneiro &
Ramos.
Na ra;da Cadeia do Recito, n. 49se-
gundo andar vende-se tnuito boa cera de
carnauba a 5/000 is. a arroba, saceos de *
gomma, pelles de cobra mu grandes, o
chapeos de palha a 10000 rs. o ceuto vm-
dos Ulti mmente do Aracaty.
. Vende-se farinha fontana
muito superior e nova no merca-
do : a tratar com Manoel da Silva
Santos, na ra do Ainorim n. 5C e
58, ou no armazem do Annes no
caes da alfandega.
Vendem-se multo bons presuntos, re-
contrnenlo chegados, como tambem mui-
to boa carne de fumeiro, salame, queijos
londrinos, concervas de todas as qualida-
des, manteiga muito frescal em irascos,
mustarda e muitos outros objectos : na ra
da Cruz armazem n 15.
Vendem-se pellos de cabra curtidas,
c de excellenle qualidade, em purcSo, por
baratissimo pregona ra da Cruz do Reci-
fen. 14 1." andar.
Vende-sena ruada Cadeia do Recilc,
n. 54, loja do Joaquim Ribeiro Pontcs, chi-
tas muito bonitas pelo diminuto prego de
4,000,4,500 o 5,000 rs. pessa ,e a covados
de 120 a 160 rs., assim como cortes do chita
caca por 2|0O0 rs., e muitaj mais fzendas
que se venderOo por barato preco. Na mes-
ma loja se vende uma porcSo de caixes
folha de Flandres vinlas com fazandas;
como bemuma porcSo de taboas de ama-
relio e de louro muito seccas, e paos do
sicupira multo cm conla. ,
Vendem-se queijos londri-
nos os mais novos possiveis, por
preco muito comtnodj: na ra lar-
ga do Uozario, "na esquina do boc-
eo do Peixe rrito'n. 9.
Brim militar a 800 rs., o corte de
calcas.
Vo"nde-sc brim ontransado branco do al-
Atoalhado de linho e de algo-
dain.
Nalola do sobrado amarello nos quatrn
cantos da ruado Quelmado n. 29,'he para
vender loalhas de linho e de algoddSo e to-
dos os lmannos e larguras, assim como
em pega para vendV.a varas; e mais uro
grande sortimento da guardanapos de
linho de varios lamaflnos, tudo por prego
muito commodo.
Vonde-se capim de planta por com-
modo prego : no sitio da trompe, u. 1.
Bichas d'Ilamburgo
chegadas neste ultimo navio, muito boas e
grandes, vnndem-se aos ceios : na traves-
sa da Madre-de-Daos n. 9, assim como tem
bulacinha muito nova, da quadrada e re-
donda ; barricas com dita grande tambera
nova, massas, passas, figos, ameixas, nozes,
amendoas, vinho, vinagre branco e tinto ;
papel almago aparado, dito florlo, farinha
fontana e milho ; caixas com enxofre, di-
tas com ac, ditas com espermaceti, e mais
gneros, tudo por prego commodo para nflo
escandalizar os compradores.
Moinhos de vento
om bombas de repucho para regar luirlas
d baixas do capim :vendem-scna fundic.1o
deBowman&Mc. Callum.na ra do Brum
ns. 6.8e10.
Na loja da ra do Crespo n. 10 vnde-
se pelo diminuto prego panno lino muito
bom azul, o preto a 3000 o covado, seda li-
za furta cores para vestido a 1,300 o cova-
do,chitaslrancezasa240 o covado, challes
de seda a 5.000 e 6,000, palitos, cazaca de
brim de linho a 5,O0O.
--da loja da ra do Crespo n. 10, ven-
dem-se pessas de madapolam com 20 varas
a 2000, cortos de casimiras a 2800, a 4800, e
5000, mantas de seda para menina, e para
gravata a 6(0, mantas de crepo bordadas a
5,800, ditas muito ricas a 8,000, lengos de
seda de cores a 1,000.
Na loja da ra do crespo n. 10 vende-so
por diminuto prego, manlelletese capoti-
nbos de seda pretos,'o decoresa 10,000 c
13,000,brins mesclado de, linho proprios
para palito e cazaca a 320 covado, longos
decambraia do linho a 320, riscado largo
azul para roupa de escravos a 120 o covado,
sarjan de algodilo largo a 320 o covado, e
outras muitas fazendas que so vondo por
menos paego de que em oulro qualquer
parte.
Vende-se uma preta creoulaque cose,
engomma, cozinha, o faz todo o mais servi-
go, e tem um moloque OII10 da mesma es-
crava com 5 anuos, quo val 300,000 rs.; o
tudo se vendo por 700,000 rs.,oque he mui-
to barato pelo tompo, isto para liquidar :
na ra larga do Rosario loja n. 35.
Vende-se a melhor farinha que oxisle
no mercado a bordo do briue Sagitario en-
trado de S. Calherina no da 25 do corronte
quem pertenderqualqucr porgSo diiija-so a
bordo do mesrr.o brigue, ou na ra do cole-
gio n. 17, 2.* andar.
Velas de Esparmacete.
Vendem-se vel is em caNnhas de ao Ib, cm casa de
Augusto C, de Abreu .na ra da
Gadea doltecife n. 48.
--Vende-se cobola nova vinde do Lisboa
despencada eem molbos, por prego com-
modo : na ra da Cadeia, n, 18,
Na loja do sobrado amarello dos qua-
tro cantos da ra do Queimado n. 29, ven-
de-se as seguintc* fazendas finas e de goslo,
por progos de agradar ao comprador, corte,
de vestido decambraia com barra e babados,
fazenda de muito goslo e muito modernas
dilo do cambraia de seda igual a bloude do
rico gosto, dito do seda do cores a 20 o 25/
ditos de soda furia-cores o lambem seda do
furta-cores em covado, chales e mantas de
seda superiores, manlelctos prolos e de co-
4
A
godSo fino, para calsj, pelo barato prego de re8(ia ultima moda, chita francesa pndrOos
ioiis cruzados o corle"d'e calsa : na ra do
Queimado n. 8, loja defronto da botica.
Chitas a iaors. o covado.
Vendem-sp chitas de bonitos railrOes, a
seis vintens o covado, e lengos de cambraia
com bico, para mSo desenhora o meninas ,
de cassa e cores lixes e outras muitas l-
xenlas de gosto.
Vendem-se barris com breu,
por preco commodo, c cm lotes a
vontade dos compradores : na ra
de
a dosevintes cada um: na ra do Queimado n. 8, loja defronte da botica. 711 .1 o, r'm.,i.;,
-- Vende-se um bonito bote, com todos Matheus Austin OC bompanlna.
os 8eus perlences e de muito boa construc- __ Vende-se por preco milito
cao : trata-se na ra da Cruz do Recife, ar-, f> _',, -
mazem n 15. commodo, para fechar contas, sac-
Couro de lustro patente. [cas com superior farinha de man-
No sierro da Boa Vista, loja de calgado n. djoca, muito lina c alva, nos ar-
58, junto ao seleiro, vende-se superior cou-j ... p a ntnnin
rod lustro a 2560 rs. a pelle, n5o tem de- mazens de Dasten-eir e Antonio
feito; a elle freguezes, que a pechincba ho Annes no caes da Alfandega: a tra-
Pu"- tar nos mesmos, ou com Novnes &
S^ToLtTdlZXTlU Companhia, na ra do Trapiche
bordados, de lindo gosto a 480 rs. o corte,In. l\,
o em duzia a 5000 rs.; assim como sapalos YIiO (lo CliailipaotlO,
Para bailes de mascaras.
Na loja da ra do Crespo 11.10, vende-se
Oph'nio vinho branco.
Vendem-se barris de 5 em pi-Itexceliete merino de cores, proprios para
pa, com vinho branco de Lisboa,) b'jlies de mascaras, pelo deminuto prego de
da melhor qualidade que apparece:
trata-se na ra da Cadeia do Hc-
cife n. 48.
Vende-se em casa de A-
damsoa llowie & Companhia, na
ra do Trapiche n. 4* > panno de
olgodo para saceos deassucar ,
muito superior e btrato.
--Na ruado Vigario n. 19, 1. andar che-
gou recontemente e se acha a venda a su-
perior bolaxinba de Lisboa propria para
cha, finissima marmolada em latas de li-
bra, e excellenle chocolate de todas as qua-
liladcs medicinaos, onde se vende por
juntoouemporgo.
AGENCIA
da fundicSo Low-Moor.
RA DA SENZAI.LA NOVA N. 42.
Neste estabeleeimento conti-
na a haver um completo sorti-
mento de moendas o meias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos, pa-
ra dito.
SALSA PARBILflA
DE
2,500 rs. o covado.
Tnlxas para cngTnlio.
Na fundigSo de ferro da ra do Brum,
acaba-se de receber dm completo sortimen-
to de taixas de 3 a 8 palmos de bocea, as
quaas acnam-se a venda por prego com-
modo, e com promptidllo embarcam-se,ou
carrogam-se em oarros sem despezas ao
comprador..
Farinha de mandioca.
Vende-se sacess com superior farinha
il mandioca a pregos rasolvois : a tratar
com J. J. Tasso Jnior ra do Amoiim
n. 35.
Damasco de seda.
Na loja do sobrado amarello dosqua-
Iro cantos da ra do Queimado, n. 29, ven-
de-se damasco do sola de todas as cores
por prego muito commodo.
Oh !
Que sSo chegados os excellentes sigarros
de palha de milho : na travessa da Lingueta
n.6. .
Deposito de cal virgem.
Cunha & Amorim, na ra da Cadeia do
Recito, n. 50, vende-se barris com supe-
rior cal em pedra, chegada pelo ultimo
navio de Liaboa, por menos prego do que
em utra qualqner parte.
Vendem-se os seguinteslivros : I Tito)
Livio, 1 obra de Horatio, 1 dita de Virgilio,'
As numerosas experiencias feitaa com o
uso da salsa pardilla em todas as enferml-
dades, originadas pola impureza doaangoe,
e'o bom xito oblido na corte pelo III ni.
Sr. Mr. Sigaud, presidente da academia im-
perial di medicina, pelo lllustrado Sr. Ur.
Antonio Jos Petxoto cm sua clnica, eem
sua afamada oksadesaudc na Camboa, pe-
lo lllm. Sr. Dr. Saturnino do Oliveira, me-
dico do exercito eporvarioa outros mdi-
cos, permittem hoje de proclamaraltamente
as virtudes efllcazes da
SALSA PARMLHA
DE
II &?>*-'"_"'W---
Nota. Cada garrafa contem duas libras
de liquido, e a salsa parrilha do Brislol he
garantida, puramente vegetal, sem mercu-
rio, iodo, potassium.
Vende-se a 5/000 rs. o vidro na botica do
Sr. Jos Mara Gongalves Ramos : ra dos
Quartcis pegada ao unartcl do policia.
9
ACIDARE DE PMIS,
levantar mais dous engenhos, ambos tam-
bem d'agoa : quem pretender dirija-se
esta typographia.
Vende-se uma preti, moga, sem vicios
ecom habilidades : na ra airas da matriz
da Boa Vista n. 26, primeiro andar.
Farello a 3,000 rs.
de S.Jos.
Sfj do cada um o competente figurino.
da mesma fazenda ja promplos : no aterro
da Boa Vista, loja de calgado n. 58, junto ao
seleiro.
He baratissmo a 3ao rs. o covado.
Na^ua do Queimado defronte do becco do
Peixe Frito, loja n. 3, vende-se tafot roxo
tnuito encorpado com um pequeo loque
de mofo, pelo admirado prego de 320 rs. o
covodo.
Ra do Crespo n. 3 3.
Vendem-se cortos de casimira muito finas
o modernas a 5,000 rs ; chapeos do Chile
pequeos a 4,000 rs.; cortes de brim escuro
para caiga a 640 rs. ; cha hysson a 500 rs.
libra ; rucios chales de lila a 640 rs ; fil de
cores para vestidos a 480 rs. a vara lengos
de 13a e seda a 480 rs., e outras fazendas
baratas para fechar contas.
l'otassa americana.
No antigo deposito da cadeia velha, n.
12 existe uma pequea porgSo de potassa
americana, chegada recentemente que por
superior rivalisa com a da Russia: vande-
se por prego razoavcl.
Cobertores de algodao.
Superiores cobertores de algodio de di-
ferentes cores, tecidoa a dous fios, muito
grande, tem toda applicagaoem uma casa de
familia, por servir para meza de engom-
mado e forrar camas e mesmo para eacra-
vos, pelo diminuto prego de 1,440 rs.: na
ra do Crespo n. 6.
Grande fabrica de chapeos de sol,
de J. Falque la do Collgeio
n.4.
" Neste novo estabeleeimento recebeu-se
um novo e lindo sortimento de chapeos de
Sol dos ltimos gostos, tanto de seda como
depaninho para bomeos e senhoras, de ar-
niagio de baleia e de asso que se vendem
por menos prego que em outra qualquer par-
te; grande sortimento de chamalote, sedas
e palmillos em pega de todas as coros e qua-
lidadea para aa peasoas que quizerem man-
dar cobrir armagdes servidas. Completo sor- _
timento de hlelas para vestidos espartilbos por progo commodo.
para senhoras, fazem-ae umbellas de igreja e Mocn concerta-se qnalquer qualidade de chapeos Na fundigSo de C. Starr& Companhia,
de sol: todos os objectos cima mencionados em S. -Amaro, acham-se venda moendas
se vendem cm porgSo e a retalho, por prego de canna, todas de ferro, de um modelo e
que agradar aos freguezes4 vista da quali- conslrucgSo muilo superior
dade. .- Vendem-se amarras de ferro: na ra
Na ra do Passeio Publico, loa n 9, da Senzalla nova n. 42.
vendem-se 300 varas de bico e ronda da ter- ', Vendem-se velas deespermscele, em
ra, atacados, a 160 rs., e juntamenlo 18 ca caixas, de superior qualidade : em casa de
xilhos envidragados e promplos para qual- J. Keller& Companhia: na ra da Cruz nu-
quer obra, por prego commodo. mero 55.
e superior qualidade : vendo-so no arma-
em Kalkmanu IrmSos Ra da Cruz, n. o
Na loja da ruado Crespo n. 10 von-
dem-se chapeos brancos castores a 8,000,
muluzinascom lista na frente 700 rs. a vara,
ciaas cagas de cores 800 rs. a vara.
Vendarse por preco commo-
do, cal virgem, muito nova, che-
gada pelo ultimo navio, por preco
muito commodo : no armazem de
Diva Ferreira, no caes da Alfande-
ga, ou com Novaes& Companhia,
na ra do Trapiche n.34.
Arados de ferro.
Na fundigSo da'Aurora, em S. Amaro,
vendem-ae arados de ferro de diversos mo-
delos.
DE VE RES DOS UOMENS,
a 5oo rs.
Vende-se este compendio aprovado para
as aulas, em meia encadernagSo, a 500 rs.,
cada um : na livraria n. 6 e 8, da praga da
Independencia.
Superior cha nacional
em caixinhas de 2 libras, c da melhor qua-
lidade ; vende-se por prego commodo, na
ra do Corpo-Santo n. 2, primeiro andar.
Velas de carnauba em libras.
Vii'lnm-s' velas de carnauba imitando
espermacete : na loja do seleiro da ra da
Cadeirdo Recife n. 36.
vende-se champagne da marca amiga
e bem conhecida, Comet, em casa de Deane
Yule & companhia : na ra da Cadeia.
Para baile mascara lo.
"Vendom-so mascaras de cera e de pan-
uo por prego commodo na ra larga do lio*
zario, loja de miudezas, n. 44.
-- Vende-se no armazem de Vicente Fer-
reira da Costa na ra daMadre-de-Deua,
louga azul fina avulso, apparelhos de meza
o cha dosmolhores modellose qualidades,
FARINHA DE BALT1M0RE. 2 Cornelios/2fbulas, 1 Saluslio, 1 Selecta,
Arumia un D.Uiiiuun^ f Diccjonir|0 m8gnum lexicn, 1 dilo de
muito nova e de superior qualida-
de : a tratar com Manoel da Silva
Santos, na ra do Amorim n 56
e 58, ou no armazem do Aines no
caes da Alfandega.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa:
tambem se vende potassa da Uus
sia, nova e de superior qualidade.
Vendem-se relogios de ou-
ro e prata, patente inglez : na ra
da Senzalla Nova n. t\i.
Farinha Fontana,
chegada ltimamente: em casa de J. J. Tas-
so Jnior, na ra do Amorim n. 35.
Vonde-so uma preta com 40 annos do
idado pouco mais ou menos, de muito boa
conducta c propria pera todo o servigo : no
armazem de Vicente Ferreira da Costa na
ra da Madre-do-Dcos.
CaJ vilgem de Lisboi.
Vende-se cal de Lisboa, de p-
tima qualidade*, vinda no ultimo
navio : trata-se com Augusto C.
de Abrtu, na ra da Cadeia do e-
cife n. 48..
Bombas de ierro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
ua ra do Brum ns. 6, 8 e 10,
fundicao de Ierro.
I>ii>om|i> ila fabrica de Todos os
Santos na llalila. >
Vonde-se, em casa de N. O. Bieber&rj. ,
na ra da Cruz 11. 4, algodSo transado da-
quella fabrica, muito propriopara saceos de
assucare roupa dooscravos, porpregocom-
Vendem-se ealugam-se bichas, che- <
t; gatias ltimamente de Hamburgo, por 9
t prego commodo: na ra de S. Amaro t
1 n. 28. *>
.****^*.v**i#******-*'
Lasa de commissao de escravus.
Vendem-se escravos e recebem-
se de commissao, tanto para a pro-
vincia como para fra della, para
o que se offerece muitas garantas
a seus donos t na ra da Cacimba
n. ti, primeiro andar.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americanos
com rambao de sicupira e bracos
da ferro : na fundicao da ra do
Brum ns. 6, 8 e 10.
Cazemiras de cor.
Na luja do sobrarlo amarello nos quatro
cantos da ra do Queimado n. 29, ha para
vender um grande sortimento de cazemiras
do cores de superior qualidade o padrOes
muilo modernos pelo baratissimo prego de
i,000 rs. e 5,500 cada corte.
Agencia de Edwin Alaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, acha-sc constantemente
bona tortimentos de 1,i\-i de ferro coado e
balido, tanto rasa como fundas, moendas I11-
eiras todaade ferro para animaea, agoa, etc ,
ditas para armar em madeira de todos os ta-
manhos c ni.iiU-iii'n o mais moderno, machina
I1n11s11ni.il para vapor, com for;a de 4 cavad-
los, coucos, passadelras de ferro estanhado
para casa de pulgar, por menos prefo que os
de cobre, cscovens para navios, ferro Inglez
tanto em barras como em arcos folhas, e tudo
por barato pre;o.
Molduras douradas
de (odas os larguras : vendem-se no arma-
zem de Kallkmann lrmos.ruada Cruz n. 10,
Deposito de cal e potassa.
No armazem da ra da Cadeia
do Recite n. 12, ha muito supe-
rior cal de Lisboa, em pedra, as-
sim como potassa chegada ultima-
Depsito de tecidos da fabri-
ca de Todos os Santos,
na Babia.
Vende-se em casa de Domingos Al-
ves Matheus, na ra da Cruz do Re-
ai
a>
cifen. 52, primeiro andar, algodSo J
transadodaquellafabrica.muitopro- <,
composiefio, i compendio de pbilosophia!; prio para aaccos e roupa He escra- J
porCeruzez :na ra da mttriz da Boa-vista I s vos, assim como lio proprio para re- ^
ni 22. I a- des de pescar e pavios para veilas, .43
Vendem-se duas tergas parles doen-^a> por prego muito commolo. M
gento Pereira de cima, sito na freguezla de' AltAiaV&lfc&AAAiQAAAft AAMjfeA*
Agoa Prot, bom d'ajtoa, e de trras, com SALSA PAKHILHAD
muitas matas, e extensSo suflciente para se g p.j.
Rua do (,'olleglo n. 47
Novo sortimento do chapeos de sol, pin
homcm e senhora, s saber --chapeos de
sol de seda, armagfio de baleia, de 4,500rs
para cima; ditos ditos para senhora, de (,00o
rs. para cima ; ditos de panno lino, de'ir.
magSo de baleia e de ferro, de 1,600 a 3 200
rs.; ditos ditos do armagSo de junco! de
1,200 a 1,800 rs., todos limpos : grande sor.
timento de sedas e pannos, em pegas par
cobrir os mesmos, baleias para vestidos a
espartilhos de senhoras. Concertam-se to-
das as qualidades de chapeos deso, tudo
com perfeiglo e por menos prego do que cm
outra qualquer parte.
No armazem da rua da Moia n. 15
vende-se cal deLlf boa em pedra, a mais m,I
va que ha no mercado, chegada no corrento
mez, no brigue Laya ; assim como mercurio
doco em caixinhas de libra cada ums, ludo
por menos prego do que emoutra qualquer
parte.
- Vende-se farinha de S. Matheus ede
Santa Catharina, do ptima qualidale, era
saccas, por menos prego do qoe em outra
qualquer parte: na rua do Rangel, arma-
zem n. 26.
Este excellenle remedio cura todas as en-
ormidades as quires sSo originadas pela
mpurosa do sangue ou dosystcma ; a sa-
bor : escrfulas, rhsumatismo, erupgdes
cutneas, brebulhas na cara, almoroidas,
doengas chronicas, brebulhas, bortoeija,
tinha, encbagOes, e dores nos ossos, e jun-
iciu-ac i."..., ,w.v.r extravagante. Assim como, chronicas de
sent do pao, americanas o j4 usadas e 6 8ofajeng da constituicilo, scnlo curadas por
novas comassento de palha, sendo do Por-.e)U |3o ut| e appro-vada medicina,
to, por prego commodo : no caes do Ra-i A a(]mnjslr,cao deste bolo remedio, noi
mosn. 2. ataques mais estraordinarios tem sido sem
- Vende-so carne de vacca salgada, pro- Hse(.uldos pe|08 majs felices resultados
pna para embarque, ou engenhos, em uar- MasopereC*! ; porm, o seu principal
ns maiores e menores, e por prego commo- o|)jeclo h/de rjuriflcar o sangue, e limpar o
oagougucgrandedaRibeira sy8Jtemade qua|qui-r influencia de mercu-
!no. No seu modus op'rrandi, he directa-
mente como um rameiiio alterativo, ainda
~Na loTa'lternambucana da que, indirectamente serve aosystema como
*i 1 ^ rua iln orespo 11. 11, c no systema grandular; assim como nal
9S vendem-se ricos vestuarios # juntas, e ligamentos, sSoinleiramenta cu-
m para bailes de mascaras, todos de fl- 9 radas pelo uso deste remedio, sem que o
v no veludo, com dilT.rontes coros, bs (^doenle faga resguardo algum, quando, uisr
rara nu iuiuuu, uuiu uiuriuiuca luiua, ua *ro ------------ "\ i Is- .^i;
I mais modernos e interessantes quo se- eslo remedio. 1 opper.gSo te remedio
1 tem visto at hoja : os pregos sSo f consiste om remover a desorden omw-
m modieose os uniformes inteiros, ten- S ". e em breve lempo o doenle ganhara a
mente, a precos muito rasaWeis.
Principios geraes de economa pu-
blica e industrial.
Vonde-se este compendio, approvado pira
as aulas de primeiras letras, a 80 rs.: na
praga da Independencia, livraria u.6e8.
Vendem-se selins e sillines
inglezes, de couro de porco, da
primeira qualidade: em casa de A-
damson Howie & Companhia, na
rua do Trapiche n. .'1 >..
Vende-se superior cal virgem de Lis-
boa vinda pelo brigue Novo Vencedor no
passeio publico loja do fazendas n. 15, pre-
go muilo commodo.
-- Vende-e um sitio no lugar donomi-
nado floresta, na cidade de Olinda, com
casa de laipa, e bastantes arvoredos de fruc-
to, baixa de capim : a tratar na estrada do
Pombil, com Leonardo Bretlz.
Vende-se uma porgo de barriots va-
sias que foram de farinha de trigo : na rua
Ovas do SertSo.
Vendem-se ovas do SertSo muito frescaes;
cheguem freguezes antes, que se acaben),
por se estarem vendendo muito barato : na
rua iln Queimado loja n. 14.
Vende-se uma loja de sapateiro muito
afreguezada, o com commodos para fami-
lia ; a fallar na rua Direita n. 55.
No escriptorlo de Manoel Joaquim Ra
mos e Silva, na rua da Cadeia do Recife,
vende-se por prego commodo cal virgem do
Lisha chegada no ultimo navio, bozerro de
lustro, mercurio, linha de Roriz.relroz, fei-
chaduras do Porto, pannos e cascmias
de 13a.
Al ten cao.
Na rua Nova loja de alfaiate n. U, do Dio-
go Jos da CosU vende-se todas as qualida-
des de obras ieitas, palitores do riscado,
dito de pao fino, caigas de casimira, dita
de brim de linho, i tu de meias chegados a-
gora a 1 miro lempo, coletea de selim preto,
jauuetas de pano, ditas de riscado e outraa
11 ais obras, udo por um precinho rasoavel
que faz agradar os freguozi s que vem com-
prar : tambem se vende corles de casimira
de bom gosto por progo commodo, dito do
ganga franceza a 1,200, pano fino pretc pro-
prio para palito a 5.000 rs., o covado, carni-
zas brancas, a 2,000 rs ditas de riscado a
1,600 rs.. snbrccasaca de pano fino azul pa-
ra militar; cheguem logo a pichincha anles
que se cahetn: ao bom e barato.
Venderse muito bom doce da primeira
qualidade tanto de golaba como de arag
por prego muilo commodo : na rua Direita
n. 16 quina deS. Pedro,venda que tem lam-
piSo.
iap Paulo Cordeiru-
recentemente chegado do Rio de Janeiro .
vende-se na rua da Cadeia do Recife loja n,
50, do Cunha iAmorim.
S. Felil.
Vendem-se os verdadoiros charutos deS.
Flix: na rua do Queimado n. 9.
Semen tes.
Vendem-se somentes do bortalices de to-
das as qualidades, chegadas proximarrente
do Porto, muito novas, o por pregos com-
modos : na rua Direita, venda n. 76, esquina
do bcrco dos Peccados Mortaes.
Vcndc-se pombos bons batedores : nns
5 ponas n. 116.
-- Vende-so uma escrava da costa, cozi-
nheira, engommadeira, lavadeira, e ptima
quitandeira ; sem o menor defeito fsico ou
moral : om Olinda rua do Amparo n. 37.
Vende-se vinho de champa-
nlie legitimo e de superior quali-
dade : em casa de J. Keller &
Companhia, na rua da Cruz n. 55.
MOB1LIAS DE FERRO.
Vendem-se ricas mobilias de fer-
ro, como canaps, mesas, cadeiras
com braco c sem ellq, e muitos ou-
tros objectos de ferro : no arma-
zem de Kalkmanu IrmSos, na rua
da Cruz n. 10.
*-^>**^g>'.!?* $** *
*) Veodem-se relogios de ouro, patente ^*
inglez, por prego commodo: na rua 0
do Vigario, no primeiro andsr do so- <>
brado n. 9. m
Loteria do Rio de Janeiro.
Aos 20:000,000, 10:000,000, 4:000,000 ,
2:000,000e 1.000,000 de rs.
Ns rua da Cadeia do Recife n. 2*, loja da
Viuva Vicira & Filhos, ainda existom os
mui afortunados bilhetes, meios, quartos,
oitavose vigsimos da quarta lotera a be-
neficio da freguezia do S. Jos, dos quaes
vem a lista no vapor que deve chegar no da
3 a do mez proximoTuturo.
Escravos fgidos.
Matriz da Boa-Vista 11.:
Em casa de J. Keller & Com-
panhia, acha-se a venda vinagre
branco, superior de Mants, em
barris de 36 medidas.
I .ivros em branco.
Vende-se em casa de Kalkmanu IrmSos,
na rua da Cruz n. 10, livros em branco che-
gados polo ultimo navio.
Charutos de flavana
Da superior qualidade : vendom-so no ar-
mazem de Kalkmanu IrmSos, na rua| la
I Cruz n. 10.
sua saude.
A Salsa Parilha tem ganhado por muitos
annos una alta ref utagSo, de ter curado
doengas mui difficullosas, que nenhum ou-
tro artigo de valor em materia medica tem
curado. He de saber que a Salsa Parilha he
um dos mais valerosas remedios quo os
doctores usilo em toda a parte do mundo ;
com vistas do ganharem a rura pelo uso de
tal remedio vegetal. Porm, devo-se dw
notar, que nem todas as pessoai sabem pre-
parar esto remedio, assim como esco-
lliercma melhor parle que se deve usarem
tal preparagSo. L'm celebre Med co escrip-
tor, que residi por muitos annos no lugar
aonde ha a melhor producto da Salsa Pa-
rilla di-si: : > Seis OU oito ospecies destas
raizes que erescom n^stes bosques, admra-
me quo nSo podessi acbar, se nSo urna,
com o gosto, e propriedado da vordadeira
Salsa l'arilla, quo se oossa recommondar
para medicina ; poisas mais oram insipi*
das o inertes. Porm, como os mdicos
nSo se d3o ao trabalbo de fazerem as
suas proprias medicinas, mas sim conliam
nos seus habois boticarios, para s propara-
rem, e comporem differentes drogas. Po-
rm ue todas as prcparagOes de Salsa Pari-
lha devia de ser da genuina, para quo o fa-
cultativo e o publico ficassem bem fiados
as preparacOes do Salsa Parrilha a ser da
melhor qualidade. Pois he esto o genuino
vegestavel, que so offereco ao publico n-s
lo se ve combinados o utile cum dulce ; pois
em infinitos casos em que o doenle espe-
rangasalgumas tinha de viver, e grandes
quantidades de remedios experimentados,
mas sem resultados de melhoras; mas com
esta pura Salsa Parilha, suas curas tem si lo
infaliveis, pois- os certificados que lomos
recebido de pessnas que tem usado de>te
puro remedio, affirmam da sua boa cfllca-
cia ; estes certificados temos. honra de
aprensentar ao respeitavel publico, para
que liqnem cortos, o que cima so diz, he
verdadeiro. Os proprietarios deste reme-
dio tem por muitos annos emprogado todos
os meios para prepararen) osle i3o til,, e
essencial remedio da raiz da Salsa Perilla,
qne por Om, conseguirn) as suas vistas, em
propararem um 13o valuoso remedio, e seus
ISo lindos resultados tem enchido os pro-
pietarios de gloria, e triumpho de torean
preparado uma linda composiglo contra
doengas, quo o seu lim ho destruir o corpo
humano. Esta composigSo he qumica e
nova. Esta Salsa Parilha be combinada com
outros engredienles que todos ellos perten-
cem classe vegetal, e todos com o poder
de purificaren) o sangue. O (toante que usar
desta composigilo, pode contar que tem o
mais efcaz remedio, para a sua enfermi-
dadeuss. O nico sgento nesta cidade he
Vicente Jos de Brito, na rua da Cadeia do
Recife botica n. 61.
CANOS.
Vendem-se em casa de Kalk-
manu IrmSos, na rua da Cruz n.
10, ricos pianos de Jacaranda, com
excellentes vozes chegados ha
pouco tempo.
Sobrado em Goiunna.
Vende-sc, muito em conta ,
um bonito sobrado sito na rua
do Alelo, n. 58 avaliado em
?:oooooo, em o qual tem parte
rsula 31 uria das Virgens e sua
irmaar Joaquina A Ivs de l'aiva na
importancia de 107,473 rs. quem
pretender dirija se a cata de Kal-
kmann lrmSos,rua da Gruz,n. 10
Atlencao. ".
Na rua eslreita do Rosario, taberna n, 11.
quo faz esquina para o becoda rua do Ro-
sario, vondem-se muito superiores passas a
160 rs. a liWa, marmeladaem caixinhas de
libra, figos de calda, ameixas, nozes, amen-
doas, queijos muito novos, e que tudo se
vendo por menos prego do que em outra
qualquer parte, e na mesma se dir quem
vende 100 cspanaJores muito bem fitos. -4
Desapparoceu em dias dosle mez o mu*
latoJoo, condecido por JoDo grande; be
canocjro, tom um lalho no rosto, magro,
estatura regular, foi oscravo do finado Jos
Joaquim de Mosquita, e hojo pertenccnle a
viuva do mesm ; roga-S) as autoridadespo-
lieiaes, capitScs de campo e mais pessoas
que o encontrarem deagarra-lo e leva-loa
rua de Santo Amaro, casa n. 6, quosepa-
gar3o as despezas que com o mesmo fi-
zerem.
Desaparecern) na noite do dia 27 d)
correntedo engenho Tapera, freguezia do
jiilioiit.il) doisescravos, de nome Narcizo
e Andr cujos signaos caractersticos s3o os
seguintes, o primeiro de altura regular seo
do corpo, olhoa vivos e salientes, denles li-
mados,1 ponca barba, espadoas largas, per-
itas finas, e representa do ida le 26 anuos, o
o seguale de altura regular, bstanle clioio
do corpo, testa grande olhos um pouco ve*.
go, palios silientes, pernas arquiadas o
grossas, pos grandes represenea do dada
35 annos o nHo tem barba : recommonda-sa
pois aos capit3os do campo a captura dos
mencionados escravos, pelos quaos lerarn
a gratificaglo de com mil rs. levando-osao
sobro dto engenho. onde acharan) cora
quum tratar.
10/000 de gratificag3o
Pela entrega doescravo Valerio, fgido no
dia 5 de novembro p. p. do engenho S. Joo
do Cabo, de Manoel l.'os d'Albuquerqua
sendo da Costa, alto, grosso, cara chata, e
c irla, olhos pequeos, um pouco gago, ci-
nellas linas, ps chatos, lendo os dlos
grandes separados dos outros, e urna cica-
triz no pe esquerdo, junio aodelo minimo:
ser entregue a gratificagSo de 10/oou a
quem o levar ao dito engenho, ou ao Slon-
ilcgo casa do commendador l.uiz Comes
Ferreira, ou ao engenho Fragoso, de Manoel
Joaquim Carneiro da Cunha.
100:000 de gratilIcagSo.
Roga-se as autoridades policiaes que
capturen) oescravo Manoel, pertencentea
SebastiSo Mirques do Nascimcnto, fgido
desde o dia 8 do mez de Setembro de 1851.
Foi elle escravo do Sr. Gabriel AfTonso lli-
gueira, a quem foi comprado ultimamento:
tem 28 annos de idade pouco mais 011 me-
nos, cor fula, com falta de dous denles na
frente,ede cabellos do lado esquerdo da
cabega, que se torna bem visivel por pare-
cer uma cora, tem olhos pequeos, beigos
grossos, sem barba, baixo, corpo regular,
e he ofllcial de funileiro. Trajava jaque-
lado riscado azul, caiga branca, camisa de
Tiadapollo, elevou uma trouxa, conlendo
cagase jaquetas: quem o appreheudar a
levar rua da Aurora n. 62, receber a gra-
tillcagSo promettida. Suspeita-so quo fosso
seduzidn, e por isso desde j piotesta-se
contra quem o conservar em seu poder.
besappareceu no da 26 docorrente,
uma escrava preta, de nomo Mara, cuinos
signaos seguintes : cara descarnada, cor
fula, olhos pequeuos, nariz chalo, bocea ras-
gada ps acambitados, baixa o ba.slante
magra; levuu vestido de chita escura ja mui-
to desbotado : quem a pegar, l.ve-a a rua
da Assampg3o n. 24, que ser* bem recom-
pensado.
-- I) 'sapareccu a escrava Maris, perten-
centea Francisco Jos de Lira, quo morou
em Pedra Tapada, a qual tem de idade 20
annos, altura regular, c0- fula, pucha algu-
ma cousa pela perna direita, por te-la que-
brado om pequea, mal foi la de ps, icm
uma pequea sicatrizem uma das mages
do rosto, no qual quasl sempre tem algu-
inas espinhas, tem os olhos eshranquiga-
dos, he grosseira de foigOes, e gagueija al-
guma cousa,guando falla apressada; sup-
pOe-se ter descido para o Recife, e por Isto,
previne-se aos capitBes de campo que se re-
compensa nem, e no caso de aprehensSo,
pode ser entregue no Recife ao Sr. uiajor
l.uiz Jos Pereira SimOes, ou no ongenno
Covas, ao proprietario do mesmo. N3o lla-
vera duvida em veoder-se por intermeJio
dos mesmos Srs. ; assim como protesta-se
usar do rigor da le, contra quem malicio-
samente a oceultar.
Desapareceu na noite do dia 80 de Ja-
neiro p. p. a mulata Raymunda, de idade de
20 annos pouco mais ou menos, com os
signaos seguales : tem os olhos com bcli-
des, e urna grande marca de cicatriz sobre _
a nuca no pescogo ; levou vestido de risca-
do do algodSo de lisras azyes largas : quem
a encontrar love-* ao seu Sr.Manoel Dias,na
rua da Senzalla Velha n. 138, primeiro an-
dar, quo sera recompensado.
^


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