Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04406


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Full Text
<;

Anlio de I Si-?.
ludo aiora depende He nos mesmo
Sabbado i) de
3oacR3iKaa
llanos prudencia, moderar.jo, eeneris con-
finemos como principiamos, seremos ponl.do* com admiraran cnlre aa Naoa' n,.i,
,ul1"- _________________(Proclamarlo da Assemble Geral do Bmil.)
PARTIDAS DOS CORREI03 TERRESTRES.
f.ounna, Paridla, e Riojrande do Norie, na segunda esexiafeira.
limiilo (ara.ihuris, a tOd.24.
Cabi> Serinhaeiii, Rio Formo,..., Torio Calvo, Macen-., e Ala-oa no i i\
lajala. Santo Aritao, quima fe ira, Oliuda todo os das.
21.
das da semana.
''\ &-. N. s daar.. C.nancb Aod. d^.Iui. de Direitn da 2. Tara
> Taro, a Anana. Aml. do juir. de Uireilo da 1, vara
"(i Onarl. *. I'olicarp. And do jult de dirrils da 3. vara.
7 Oqjul. *. Vilaliann. And. do jiii de dneilo da 2. rara!
S se*!, a. Ciifll. And. iln jnit de Direiio da 1 rara
<) sah. a. Francisco de .ales. Re. Aud. do Juii de D.rei.o da 3 r
(I |).un. s. Martinlia.
foneiro. A mo XVI g.l. j^fS,
l^ff^:0**^;'^ Santincado,:
preco da assij-naiura he
> tres mil ,e,s pwqaMMri panft adia .,.1, n. T P"t0 Mit*M "
pal... co dos'ni.e o 222 rM" SII?.,T"?"?- *"\"-"'' 3 TriJo.
^ri,Mda,,,.l,TvnoSralia.UaZLwV T -Ci t i V "*"* <.....t
iWro, 37 e 3S. U' 3' U ""H Cambio sohre Londres *?:) .1. p, II'.
" Paria 320 rea p. franco;
" Lisboa SO 83 p. 10(1 de pr
Orno- Moeda de 6,40(1 V. 14.400a 14,000
CAMI5JOS M> da 28 DE JiNlBO.
Piuta
Prat\- PajaeCaa
Petos ('ottimnates 1.650 a 1,07(1
Mexicanos i ,10 a 1 (SO
M "i r""lU a ll444 *
Moeda de cobre 3 ,,or 1,10 de dis,..
4,050a l, /'reamar to ,ii
%,* as 6 llora e
2. as <> horas a IS
29 de Janeiro.
54 ni. ila larde
ai, da niauh.i.
. PHA6.ES HA I '\ NO MF.Z I .IANE1KO
Quarl.mirifi a 3--lis 7 ora. a :i'J ai. da larda,
Lua Nma a II a 1 ..rase i'i ,. da larde
Qnart. cresc. a I!)--,',, n oras a 41 B. da larde,
Lua oheia 26 as 3 ...as e 30 m. da larde.
G 0 V E H N O D A P R O VIN C I A.
EXPEDIENTE DO DTA 20 DO CORRERTE.
Olcio Ao Inspector da Thesotiraria da
Fazenda devolvendo-liie ademonstracao do
valor das 'tapes e forragens para a tropa di;
primera Liulia no correte Semestre, oque
leinetleo com seo olcio de 1 i desto mes, a
iiin de que a reforme leudo em vista as alle-
racoes que indica o coro mandan tb das Ar-
mas no olcio que se lhe remelle.
Dito Ao Inspector da Thcsouraria das
Rundas Provinciaes, cnviando-Ihe aseantes
.lis despesas foi tas pelo Prefeito da comarca
de Goianna, nos mey.es de Ontuhro a I).;-
zembro com o sustento dos presos pobres, a-
liiin-is da casa que-serve de Qoartel ao des-
tacamento e com o fornecimento de lur.es
para a respectiva Cartuja ; a im de que man,
de entregar a sira importancia ao sargento
Antonio Pereira Simas-, como requesita o
mesmo Prefeito.
l)ilo-Ao Prefeito da comarca de Goianna ,
communicando-lhe o conteudo no olicio pre-
ceden te.
Pito Ao Inspector da Thcsouraria da Fa-
zenda ,- signilicando-lhe, que estando desta-
cada a Guarda Nacional da Provincia em dif-
iranles comarcas em consequen ca dasor-
dens doGoverno Imperial, authorisado por
successivas Leis a destacar a mesma Guarda
Nacional, e acliando-se nestas circunstancias
os destacamentos mencionados na folha, que
embrido corrente apresentou o com maridan-
te do deposito, nao procede a duvida do
Commisssario fiscal da Repartieao da .Guerra;
cumprindo por tanto que a vista dos artt-
gos lile 13.") da Lei d,e 18 de Agosto de
1851 sejo abonadas as gralilicacrtes addicio-
naes competentes aos ofliciaes'da Guarda
.Nacional, (jue ueste servico tem os mesmos
vencimontes dos de primera IJnlia. como
Iha parece segundo oseo 0IT120 de 2i do cor-
rente.
Dito Ao inspector da Tbesourarn das
R.'ii;las Provinciaes, nrdenando-lhe, qnsquah-
do recelar da Thcsouraria da Faxer.da a im-
portancia dos jornaes vencidos pelas Piaras
da companhia de operarios do 1. de Agosto
ap ultimo de Dexembrodo anuo prximo pas-
cado deduxa deila a quaiUia de 730^970 reis
para entregal-a ao respectivo Commandante
a im de ser por elle destrihuida pelas referi-
das pracas como gratilicaQo conforme as ins-
truccoes del 1 de Junlio de 180.
Dito -Ao commandante da Cornpanhia de
operarios communicando-lhe o conteudo
no precedente olcio.
1
_
FOLIHTI
Dito Ao Commandante Superior da
Guarda Nacional do Recit signilicando-lhe
que o Commandante das Armas acaba de
partecipar a falta do ollicial do Da, e que
boje deixou de ser rendida a Guarda da \l-
jmdega, que devia ser dada pelo primeiro
batalho, avista do que lhe ordena nova-
mente, queempregue osmei.is queeslao ao
seo alcance a fin. de que se nao reproduzo
taes faltes ero manifest .rejuizo do servico
pttbbon ; fazendo punir na forma das Leis
os oll.eiaese guardas, que ellas lem da-
do lugar. O que comprir promptemente.
i>ito Ao Commandante das Armas, com-
municando-lhe o conteudo no precedente ol-
cio. ,
Pilo -Ao Coronel Chef da LegSo da Guar-
da .Nacional de Santo Anteo, respondendo-
!ne que pode fazer marchar a Guarda de hon-
ra, que pedio o Juiz da Feste, deS. Sebastifio
para assislir i mesma Festa, e aconmanliar
a rocissao que pretende fazer no dia 2dop.
futuro mez.
Dito- Ao Director do Lyeoo, approvando
anomeacao qne fez'de I). Leonor Carolina
LaMUlio de Vasconddlos para reger interina-
mente a cadeira de Meninas desta Fregue-
zia.
Dito Ao Inspector da Thcsouraria das
Retidas Provinciaes, communcando-!he d
conteudo no nrecedente offioio.
Dito -AoEngpnheire Augusto Kwsthg
aiithorisando-o para proceder aos concerlos
precisos na primera segunda quacte c
quinte parte da estrada de San tu Anteo or-
eados na quantia de 6:54Dj4ou reis.
Dito Ao Inspector Geral das oleas publi-
cas commtinicando-llie o conteudo no pre-
cedente olicio.
Dito- Ao Commandante Geral doCirpo de
Polica siinilicando-lhe que tendo sido pr-
vido no Lugar de Fiel de urna das Palancas
dalnspeccfio doAssucaro Sararenlo- do me-
mo Corpo Francisco do Reg Ranos cum-
preque lhe mande dar haixa.
Dito-Ao Juiz do Crime da comarca de
Goianna significando-Ihe em resposte ao seo
olicio de 10 do Corren le que Oca em vigor
a ordem da Presidencia de 1 i. de Janeiro de
180 c lhe determina que em lugar dos
mappas parciaes de cada sessao do Jury re-
mella mappas geraes no fim do anuo Visto
desta maneira f^cilitar-se a execuco da por-
tera de 0 de maio de 1838.
Dito A Cmara Municipal de Garanhuns.
acusando a recepeo dos seus offlcios de 8e)
do corrente dando o primeiro parle de que o
professor do primera letras do Altinho re-
cusara servir o cargo de Juiz de Paz por
ser^incompativef com o seo Magisterio e no
substituto da Cadeira de Lalim datuelia vil-
l;l- 'in quantffdurasseoimpedimenf do res-
pectivo proprictnrio Val.-riauo Uis-rra ('.1-
valcartte por se achar emprega lo na de pri-
meira.s leltrasda villa do {{rejo ;.e signiicaii-
do-lhe em resposte, qiin procede a escusa do
! primeiro pela incom'patibiljdclde do seoempre-
g) com o de Juiz de Paz. c que a respeito
dasubstituicao da Cadeira de Lalim ao Pre-
sidente da Cmara cumpria propor outroCi-
dadfio na mesma occasio emi}ueseescuon
o nome.ido a im de que nao continu a
padecer a inslruceao dos respectivos alum-
nos.
Dito Ao Presidente da Cunara Municipal
de Garanhuns, repondendoltio no mesmo
sentido, do ofiicio precedente sobre asubsti-
tuico d Cadeira de Lalim.
Dito A Cmara Municipal do Pao do A-
lh, agradecndo-lhe as feliditecas, que
dirivio palo seo olcio d8 10 do corrente.
Dito A mesma respondenjo-lhe vgue
nao ha LegislaQflo, que prohiba a mesma
Cmara' levantar o arrendamertlo dos cpos
MU" tem postnos agougues, e que he livre
aos traliallia lores de carnes veriles iisarem Je
cepos seos, 0:1 arrendaren! os da municipa-
lidad!'.
I orlara Ao Administrador Fiscal das o-
bras publicas, para remelterao Inspector do
Arsenal de Marinha a Canoa pertejieente ao
Arsenal deGwrra que se acha noserviiv) da
Reparticao a seo Cargo ; a lim de ser em-
bregada nos trahalhos da Barca de Escava-
cn.
Olcio- Ao Inspector do Arsenal de M.ari-
nlia. communicando-lhe a expedido da or-
dem supra.
dem no ni.\ 27
reis, importancia doque serrecadou neat*
Provincia -le 22 de Agosto doanno p. p. a 22
lo corren te de diversos contribuintes do Mon-
te Po.
Dito Ao Juiz do Crime da Comarca do Rio
r ormoso, cassando as isences concedidas aos
labeliaai Coimbra 6 Coelho para nao escre-
V'-rein nos processos Grimes e determinando
pie os chame para cscrever em ditos pro-
cesso de conformidade com os Ttulos pelos
quaesservem os seos oficios, a lim de que
nao padece a Administraijao da Just'ica na,
parle criminal.
Dito-Ao Ju: da primera vara do Crime
da Comarca do Rccife determinando, que
de ora em diante rena a soturna geral dos
mappas da ultima sesso do Jury a soinina
geral dos da primeira ipie llies disserem res-
peito, pois pie resultando desta operaejto o
total dos processos de cada sessao, icao as-
sini preheitchdos os ins a que se dirigem as
ordens da Presidencia, e conomsa-se o
tralialho de organisar cm separado dous map-
pas geraes.
Ig'iai-s oflicios forflo expedidos a lodos os
Juizesdo crime das Comarcas da Provincia.
Portara Ao Inspector Geral das obras
publicas para remet ler a Secretaria oorca-
raentoda dospesa com os concerlos que resta
fazer, na ponte do Recito.
----------------------- 1.1 iT- ---------------------------
Olcio-Ao Inspector da Thcsouraria da
segundo de nao havtr aceitado a nomcaco de
O MONGE DE C1STER. (*)
Romance histrico.
(Fragmento.)
1385 1580.
(Continuado de pag. 24.) r-s
Partimos. Caminhavamoscm quanlo os ca-
vados se podiam menear e licavamos onde
noscolhia a noite. Atravessamos certo dia
por urna povoacao : era domingo : o sinofto-
cava missa : o povo apinliava-si! p.uta da
igreja: cheguei ahi e passei : nao me m-
portou o deverde clirlsteo, en SO sen ti remor-
aos. Percebi enteocomo um pensamento po-
de fazer um reprobo. As mos estavam an-
da puras : a alma ja era negra.
Entrei em Lisboa : ao cruzar a porta da
C'uz experimente o mesmo goso que sen-
{*) Vid. Diarios N. 21 e 22.
.tira aodescer o outeiro que jaz entrada da
minha trra natal : la pai irma amante;
nqui todas as minhas victimas Piazer de
homem ahi praxer de demonio c. Que
importa ? A intensidade era a mesma.
A minha boa espada tinlia de ir bater sobre
urna caheca criminosa como urna maldieao
paterna lafleada do Jeito de'morte como os
pelouros desses trons ruidosos com que oscas-
telhanos rareavam nossas alasem Aljuharrola,
sem haver arnez que lhes resislisse, olmo que
ao perpassar delles nao voasse em rachas com
o crneo de seu dono. Qua! devia ser a pri-
meira ? Hesite!. Lembrei-me da palvra
que me legara meu pai : procurei o seduc-
tor de Beatriz. Debalde. Ninguem condeca
D. Vivaldo. Entre os cavalleiros de elrei nc-
nhum hava de tal nome. A febre da doses-
peragao comeQava a consumir-me. Insupor-
tvel era para nim e para os outros a minha
melancholia.
Certa manha corra en ao acaso asmase
terreiros de Lisboa sem saber aode ir. ou
razendn fixando a mesma ajudn decusto da
Legislatura linda para a nova Legislatura aos
Depulados por esta provincia a Assemble Ge-
ral para hida e volla.
Dito- Ao Aministrador da Mesa do Consu-
lado, communicando-lhe que > Presidencia
lem prvido Francisco do Pego Barros, e Jo-
So Francisco Lins nos Lugares de Fiis das
Palancas do Assucar vagos pelas domissfws
do Francisco de Paula de Alhuquorque Ma-
raubao e Jo.aquim da Silva Reg.
Dito-Ao Director do Monte Po Geral dos
Servidores do Estado tr.ansmitlindo-lhe um
offioio do Inspector da Thosonraria daFasen-
da acompanhado de urna Ledra da ^planta de
35..V8L remellida cm virtmle de reipiisicao
do Inspector da Thcsouraria da Provincia da
Paraiba.
Dito Ao mesmo transmittindo-Ihe otitro
ofiicio do Inspector da Thcsouraria da F.i-
zci'da com urna ledra do valor de ))3.)()I2
COM MANDO DAS ARMAS.
F.'fl'F.niF.NTE 1)0 DIA 21 DOConREME.
Olliio Ao Teoente Coronel Commandan-
te do Deposito, remetiendo-Ihe os papis da
conlabilidade do destacamento da Comarca do
Cabo perlencentes ao mez de Dezembro
prximo passado cuja imporlancia devia
entrega^ao Cabo de Esquadra Jos Vicente
Fcneira.
Dito- AoProfeito da Comarca do Cabo
scienlilicando-o do ex posto no olcio cima*
com o que ficava respondido o seo o'licio de 13
do corrente. '
Dito Ao Prefeito da Comarca do Rccife,'
acusando a entrega do Recrula Antonio Mi-
guel, que acompauhou o scu olcio desta
data.
Portera Ao Teen te Coronel Comman-
dante do Deposito, mandando rcconhccer
primeiro cadete ao soldado do sexto Batalho
de Cacadores de Linha addido ao mesmo De-
posito Carlos Frederico de Avelos Goes de
Brilo, por haver em Conselhq de Direccfto
justilicaJo sua nobresa e prehenchido as
disposicoes do Alvar de 16 de Marco do
1737.
dem do da 22.
Ofiicio Ao Prefeito da Comarca de Goana,
devolvendo-lhe os papis de conlabilidade dos
a quem i'.ergunlar por csse nome vao, por es-
sa sombra fugitiva que o meu sondo devia-
ganca pareca trazer-me perto dos odios, e (pie
a realidade me piinha cada dia mais forado
alcance. Sabindo da pousada no extremo
do bairrodos escholares passei pelos pacos
dos infantes e cheguei ao lerreiro da s A-
inda ah eslava o engenho com que os popula-
res linham cm lempo de I). Fernando despe-
dazado um traidor. Negro, mcio Dcdre, cu-
herto de limos tinha-o esquecido o povo O
monumento santo, o monumento da vingao-
ce nao importeva a ninguem.' Apertei con-
ira o coragfto upunho da minha espada. Ella
nao havir.de esquecer-nie nunca ; so me ter-
dava odia em que podesse pendur-Ia no lo-
gar mais alto da salla d'honra dos meus pacos,
entre as armas ferrugentea de Vazqueannes
c depois ir ajuntar mais um cadver no Ca nci-
ro de meus ayos. __,_ .
Cornos bracos cruzados, e OSOillOSUos
no trom arruinado dexava-me ir a snl
dos meus desvarios quando um ruido de vo-1
/.es me dcsperlou. Ofnei o povo eslaya a-
pinhado junto torre da s que deila para a
banda do aguiao: cncaminhei-me para l sem
saber porque : arraslava-me urna especie de
insliuclo.
Ouando me aproximei logo vi o que era.
lim truao momo diverta o povo cantando ar-
remedillios fazendo momos c visagens e
sallando como cndemonnliado ao som de um
adufe d ahi a um instante ruido de*$Pnte
a cavado sou do lado dos pacos dos uflntcs :
p povo allaslou-se e deis cavalleiros acom-
panhadosde sem pageos chegaram perto da
torre pegad com a ipial o bom do truio
Irabalhava por divertir a gcntadia. L'm del-
les era bomem d'idade madura masd'aspcc-
lo apra/ivel o outro mancebo e gentii-lio-
meni. Lmbebido em seos momos ojovial l>-
hao conliniioii a saltar tocando o adufe com
pantomimas lubricas e cantigas obscenas ;
mas os dois cara He iros vendo que o actor il*y
1


r '

ais
justo com quem
tigo; e esta circunstancia que talvez pare-
ja sem inlluencia he quanto i nos, a cau-
sa principal do deeixo que possa reinar em
qualquer corpo collectivo.
vencimentos do destacamento, relativos ao'bairro de judeos do que transito dd gente
mezdeNovenbro ultimo para, qoe fosseni clnjsta \ o nem urna vassoura fez mover:
i ''Ibrinailos no sentido da circular de 8 desle
iin'Z licando todavi.no recibo dos vencimen-
tos do ollieial Commandante, que nao pre-
cisa va ser duplo.
Dito Ao mesmo, aecusando recebido o seo
oflicio de 18 que acompanhou a huin deser-
tor c quatro remitas dousdosquaes as-
sentarfto logo praga e os outros dous hio
ser inspeccionados por terem allegado inca-
pacidad^' li/ica. *
dem po da 24.
Ollicio-- Ao Exm. Presidente dando o pa-
recer que I he lora pedido a Cerca da avaha-
rn das etapes, e l'orragens para o presente
semestre e devolvendo-Ihe o ollicio da The-
soiiraria, que involvia o calculo feito em di-
ta avaliacAo.
Dito Ao Teen te Coronel Commandante
do Ueposito, ordenando-lhe que 1 ivesse for-
mado a manha pelas 10 horas do dia todas
asipracasdo mesmo Deposito tendppromp-
to a ser-lhe nessa occasiao presente um tnap-
pa datorca existente, e urna relaeAo nominal
de ditas pravas, rom declararan das Provincias
t* cor pos a qoe pertenciao.
DitoAoCommandante Geral do Corp<
o lempo s tinha dado forca conspiracao a
prolongago de um estado tao violento perdia
tamben a Cmara he tilo cambiante era sen os facciosos. Os conjurados devine perder a
pessoal que na verdade poucas vezes se pode esperanca de engaar por mais lempo a na-
sal.er ao justo com quem lidamos nessa repar- cao ; obedecern a una lgica cruel e resol-
vern fazer dobrar a opiniao publica sob ter-
ror mais forte. Mas elles temido que o po-
vo de Lisboa se nAo sublevasse, si fosse teste-
rnunha de scenas sanguinolentas c tomarao
0 partido de enviar para a fortaleza de Peniehe
es que elles destinavao morte. Na quinta
feirj 6 de Maio o conde de Yillaflor e outros
presos forao tirados do castello de S. Jorge ;
grande numero de olliciaes forao tambem en-
viados de Belem Peniehe. No dia segurte
de Polica disendo-lhe .quecom o seo oficio
de22lhe fora 1 presentado o ex-SCgundo sr-
jenlo M irtiniano de Barros, que assentara vo-
Innlariamente praga no Batalllo de Cacado-
res Provisorio de Pernambuco.
Portara-Ao Tenente Coronel Cimman-
dante 5o liatalhao de Caradores Provisorio
ilc Pernumhiieo, mandando abrir assento de
piara como voluntario ao paisano Jos Lou-
p'iico llenriqued'Alvarrnga, o qual tinha di-
ivilo as gratilicaeoes marcadas porLei por
ja ter servido no exereito e a unir-se-lhe o
lempa de servido que prestou desde 17 de Ou-
tnbro d-H82-2 at 2Bde Maio de 1829 os
servicios qu f vai agora prestar ludo decon-
formidade com a san f de ollicio. e disposto
na Rosolugao de i) de Dezembro de 1823,
mandada executar pela Imperial Provisao de
7 de Dezembro (Je 1835.
Dita Ao mesmo, remellen lo-llie o con-
sefho de Averiguagao feito ao Cabo de Esqua-
dra da segunda Conipinha Antonio Jos
Machado Helfort. eortlenandn-lhe que i-
sesae reconhecer soldado particular ao dito
Cabo, lia forma determinada no Decreto do
4de Fevereiro e Provisao de (> de Setembro
do anno de 1820, cujas disposices prehen-
sora.
Dita Ao CapitAo Commandante interino
da Companhia de Artilices mandando ex-
cluir com gua de passagem para o Bataltto
de Cacadores Provisorio de Pernambuco o
primeiro Sargento graduado Luifcytla Franca
de Carvalho.
Dita Ao Tenente Coronel Commandante
do BatalhAo de Caladores Provisorio de Per-
nambuco, anthorisando-o a receber com guia
de passagem o primeiro sargento graduado,
mencionado na precedente portara.
PORTUGAL
DESDE A HOTOLUCA I)K 1820.
(Continuado do N. antecedente.)
* Apezar da perturhacAo geral e efferveseeB-
cia causada por similhante desordem esteve-
se durante qoatro dias em urna siluacaoqi'asi
indecisa sem que urna s explicaban appare-
cease que viesse dar ao povo duvidoso a chave
do enigma. Palmella esteva solt ; mas nem
elle nem algum dos outros ministros gozava
de aiithorifiade alguma. 0 infante dispunha
de toda a forga militar ; sejus agentes de poli-
ca o ossa especie de governo mililar (pie elle
havia nomeado no Roci dominavao em Lis-
boa quando na manha de 4 de Maio appa
receoum decreto que desculpava o infante,
reconheciaa fbula da grande eonspirago e
punha de facto os servidores do re merc
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Assevera-nos um Sur Hembra eleito para a
Asseinble Provincial que elle e outros mais
nao recbenlo aiuda o compelente diploma ,e
pede-nos que lembremos Cmara Municipal
lesta Cidade o cumprimenlo deste dever : vai
pois a lembranga assim como aqu est;, a Deus
e ventura que nos rtio parece eJla( a C-
mara ) mudo accessivel influencia de um ar-
tigo de Jornal : pois (ue ha mais de urna se-
mana que tomamos a ousadia de lenihrar-lhe
(|iie as mas desta cidade do mais ares de um
drama popular era um mouro bradaram a
uma voz: A r reda-te cao! e picndoos
acicalas senhores e pageos saltaram por ci-
ma do pobre mouro, que rolou pelo chao ,
dando agudos gemidos.
0 truno alevanlou-se: olhou de roda espan-
tado po>- algnns momentos, e depois eravando
os olhos no cu com um aspecto em (pie so
misturavain signaos de colera e' de angustia ,
exclamou : x
A maldicao ito prophela caia sobre vos ,
inlieis
(hivrndo jsic o povo em vez de se.com-
padeceivnVlle comecoii a dizer-lhe injurias.
e a ilirar-lhe pedradas e liso, dando grandes
risadas.
Perro porque nao ftigiste ? gritavam
uns. Anii e dauca na esteupieira
bra 1 ni uni antes teria rido como os mais da
desventura daquelle mesqainbo ; mas indo
em Iliini filuva mudado. Acreditareis, vir-
tuoso rr. Loui'cjco que eu um cavalleiro
den.do o soffreriao sobre o throno.
Espanta a indeeisao em que se conservaran
nos dias que se Seguira conspiradores en-
volvidos em uma interpresa tao temeraria ;
assim como a sua faltn de unidade e lenlidSO.
Ksses diflerentes caracteres bem como os lac-
ios denuncio os culpados. Reconhece-se .
que o ebefe da conjurarn era uma mulher de,
espirito vivo e penetrante fecunda em intri-
gas mas i quem a cegueira da paixo um
excessivo orgulho e sua propia posicao tor-
navo impropria para calcular os obstculos.
Sete-se que seus associados e confidentes
nao estavAo em estado do combinar e exccnlar
um plano seguido ; ve-se em lim que todos
esses projectos de uma audacia impudente e-
ro boatos em execucao />or um principe man-
cebo cujo espirito era tao leviano e indolen- i audiencia publica, que o conde de Nillallore
te, quanto suas inclinartes ero turbulentas outros presos de S.Jorge tinhao sido transfe-
e crois. 0 decreto de l de maio abri Rvre: ridos para Peniehe.
caireira aos conjurados. Todos os homens
de energa que havaft sido esquecidos a 30 de
Abril, forao presos e um novo terror se es-
palhou em Lisboa. O proprio infante se doz
a fazer as prises ; hia s casas arrancar os
homens honrados do seio de suas familias
no ; e para tornar toda a trabicSo impossivcl,
o embaixador de Inglaterra o de Franca e o
Duque de Palmella forao os nicos confiden-
tes. Este ultimo perseguido e cercado de
continuo por assassinos se havia refugiado,
no sabbado" 8 bordo do Windsor-
Castle.
No domingo 0 o rei 'pretexto de hir jan-
tarCaxias, casa de campo situada mar-
gena do Tejo embareou-se na galeota real,
acompanhadosomente dasduas infantas e dos
camaristas de servico. Por algum lempo vo-
gOU lentamente ao longo dos caes de Lisboa, e
chegando altura do \Vindsor-Castle.
ordenou ao patrAo que sedirigisse para aquel-
lo lado. Assim que o monarcha chegou bor-
do foi issado estandarte real no mastro
grande e Lisboa, soube ao mesmo tempo ,
que o rei havia estado preso e se acnava
livre.
A questo nao soffria mais duvida algumo.
A mentira eslava desroberla, e os conjura-
dos nem intentaran resistir. 0 infante, che-
gando de Queluz se havia embarcado em um
escaler para hir Caxias, quando ao chegar
ao meio do rio, receheo ordem do rei de sc-
Ihe-apresentar sem dilneo nem excusas
bordo do Windsor Caslle D. Miguel
hesitou um momento antes de obedecer cus-
tando-lhe a penetrar a importancia do passo
que hia dar arraslado mas a vsnhanga das
lanchas inglez-isdava irilimac/m do rei uma
authoridade irresistivel que o principe leve,
de suhmeUer-se.
As prises forao no mesmo instante abertas
em Lishoa e o joven marquez deLoul tevou
Peniehe a ordem desollar os presos: foj
urna festa em todo Portugal. 0 povo manf-
festou a mais viva alegria pela iiherdade da-
quelles cuja execucao poderia ter applaudi-
do. Lan^avo-se llores no sen transito -
quelles que chamavAo cntAo innocentes victi-
mas e nesses mesmos caminhos em que qua-
tro dias antes crAo coberlos de ultrajes. D.
Miguel parti a 15em uma fragata portugueza
guardada por dous navios de guerra ,- francez
e inglez. A .rainha foi desterrada para Que-
luz e a 1 4 I). JoAo 0 desemharcou no arse-
nal de marinlia, e se dirigi para Bemposta
no meio de gritos de viva o rei s El-
le foi recebido com ardente enlhusiasmo e es-
trondosa elusAo : ra verdadeiramente ado-
rado dos portuguezes ; nunca bouve tanto a-
mor por tao pobres virtudes.
Si me tenho tanto es'.endido sobre estes
JoAo 6. nAo se Iludi ltimos successos he porque lodosos porlu-
sobre as intengoes da rainha, e como nada | guaces, apostlicos e liberaes fazem datar
quarenta e seto carruagens de presos per ti rao
da torre de Belem. O general Vasconcellos
cemmandava Peniehe j lizero-lhe a honra de
o dimittir; 0 decalo de 4 de Maio tornava
fcil todo o assassinato jurdico. A morte de
tanta gente hon-ada estava pois imminer.te.
Nao havia tempo perder para salva-Ios.
Que 1'aziAo os poneos homens briosos que res-
tavo sollos ? Aguardavo. A sua paciencia
escandaliza 5 talvez nao pcrmilliAo as circuns-
tancias tomar mais nobre partido : revoltar-
se contra urna authoridade que nAo havia
sido desapprovada pelo rei, era dar corpo i
chimera da coojnrasfio maconica, por contra
si o pavo' e o exereito assegurar a perda dos
de D. Miguel. 0 thror ambiguo desle decre- presos, e a sua propria. Desse porem o re
lo lora aconselhado por lord Beresbrd etolle- uma palavra, que o povo o exereito e ate os
rado por alguns homens moderados, que es- absolutistas, que nao obravAo snAo sob o
peravAo operar urna trausaccao e desarmar o manto do zelo realista se reunmao agente
infante dando-lhe esta satisfacfto verbal. Una- de bem. Era 'por tanto de urna absoluta ne-
to I). Joao 0.", lisongeava-se este, queco- cessidade que Joo fi. se pronunciasse 5 so el-
le poda nAo ser suspeilo. A duvida, oi>
antes a appareneja do duvida sbreos inimi-
{*OS verdadiMios do rei fazia nicamente a
loica dos facciosos, e repugnava tealdade
portugueza procura'-los tAo per lo do thiono.
Desgracadamente o temor, que a rainha e o
infante inspirav a esse triste principe, ao
mesmo tempo abandonado e adorado de to-
dos era tflo profundo que elle nao usava
desmascarar a sua imitostura ; talvez o nao
poda mais fazer sem perigo pois que se ha-
via deixado desarmar. Por isso apertava com
elle M. de Neuville para que fosse para bordo
de ihii dos navios de guerra estrangeiros esta-
cionados no Tejo. Mas este projecto era de
continuo addiado quando na quinta feira 0
de Maio urna velha foi dizer aorei que dava
mais Ihe restava a entregar aos seus inimi-
gos, cedeo aos prudentes consellips de Mr. de
Aeuville.
A 7 o rei. cujo terror tinha por um mo-
mento vencido a indecisAo, metteo-se em car-
la-os (avallo as ras ; at amearou ruagem e dirigio-se para o caes de Belem ,
cercar a casa da embaixada de Franca para | d'alli apercebeo a rainha passeando nosjar-
prender o conde de. Subserra e (piando son-
be que este havido fgido para bordo de um
navio inglez correo a toda a brida para a torre
de S. JuliAo, e fez atirar sobre o paquete que
saia do Tejo. O selvagem infante nao respei-
tava mais nada ; nao havia segurauga para
nnguem e s ministros estrangeiros decla-
rarao que si tal estado de cousas se prolon-
gasse seriao obrigados a retirar-se com to-
dos os seus compatriotas. As fortalezas que
havio bastado para con ter as victimas da ty-
rannia do marque/, de Pon bal, erao muito a-
Banhadas para tantos presos.
dins do palacio, que bordo o Tejo, c o susto
que teve foi tAo forte que renunciando toda
a tentativa de evaso, voltou toda pressa
para Bem posta.
0 perigo ameagava cada vez mais ; os pre-
sos de Peniehe bio ser sacrificados, a vio-
lencia moral exercida sobre o rei podia mu-
dar-so em lucos materiaes. S seus fiis ser-
vidores fossem morios, a sua sorle ficava du-
vidosa e si nao se evadisst eslava certa a
sua perda. Era preciso approveitar o ultimo
instante (pie a seguranga dos absolutistas, con-
fiados por sen fcil triumpho deixava ao rei.
Similhante situagao nao poda durar. t 0 Todava nao foi simio depois de dous dias in-
povo comecava a manifestar um Iriodesconten- teiros que Joao 0. se pode reslahelecer do an-
tamento e suspeitava atrahicSo. Os novosiniquilamento em que o linha langado a vista
chefes de cori.os linhao grande trabalho em da rainha e achar-se com bastante energa pamade com tanta generos.dade as nuvens
conter os soldados 5 c si no primeiro periodo para ousar fugir. Formou-se um novo pa- omzentas de sua nevoa mixturadas com as
lesta poca as crueis divisOes que lem depois
atassalhdo a sua patria ; o ver-se-ha nose-
guimento, como estas pcrlurhaces inlluirao
mais poderosamente sobre a classilicagao dos
partidos do que mesmo sobro os principios
polticos.
As laceos ficara abatidas em somno dolo-
roso esperando despertaren) com a morte do
JoAo (5. que o descabimento de sua saude
annunciava ser prxima. 0 respe i to e o a-
mor que o povo tinha por este fraco monarcha,
que como elle solria malos que nAo sabia im-
pedir era urna barreirf (pie s os principes
da familia real tinhao onsado transpor.
(Conlina.;
MISCELLA3SE.
Historia dk kitty bell.
( Continuag do N. 18.)
Nunca a veneravel Cidade de Londres ha-
via estendido coig tanta fraga as delicias de
seus vapores naturaese artificiaos e tinha a-
de Chrislo
tive dde um mouro e amaidi- rado sbitamente. Fiquei callado p.ir algum | Felizmente linham-4| ensinado a cscrever.
coei os dois nobres lempo: uma tempeslade de paixes tuniultu- j Part. Nesse dia ao pofO sel, Lopo Mendos
Vissandeus, __disse eu em voz baixa j osas e encontradas me dilaceravam o coragAo. | recebia um papel, fechado com urna cinta pa-
ta emfliie havia estas palavrs :
L'm cavallero que le aborrece*com as v-
deixam passar os poderesos que opprimem ; e ; D. vivaldo ollendea a honra -Lopo Mendes
escarnecem do aggravado porque uno pobre | o amor. As ininhas diligencias para encon-
mouro __ Porventura esta reflexc nascia dar 1). Vivaldo tinham porm sido bal-
de que cu tambem era oppresso. Tambem dadas e eu que svivia para sanguc ,*coa-
cavalleiros me haviam calcado'como se Ibssa va dias apoz dias untis no mundo. 0 seduc-
um truao. I lr V Beatriz tinha o primeiro logar era
A niinha r.itlcxAo foi ouvida por um vt-llio a victima de meu pai e a minha mas o ma-
que eslava aop demim. Mediu-me cora a rido de Leonor passra diante de m!m senho-
vista e sorrindo-se dise-me : ril orgulhoso feliz no sen amor detestavel;
Ale. senhor (pie lenho setenta annos^ interpnnha-se entre o tigre e a prca. Deus
cea primeira vez (ue vejo um cavalleiro do- tjnha contado os seus dias. Devia inorrer mais
er-se de um peAo. Dos nielhoivs sao esses que cedo do (ue eu proprio imaginara.
ah vo, e a pesar de ludo vedeoque lizeram ao Estes pensamenlos passaram como um re-
Conhecei-los ? pergun- lampago, mas a resoluto que geraram foi im-
mutavel. Voltci-me para o velho e per-
guntei-lhe com apparente tranquillidade : E
onde pousa ora Lopo Mendes ? as casas
de Alvaro Pires junto ao muro que desceda
Tiiudade paja Vahado perto da torre de
triste Jogra
tei eu.
E quem nao conhece tornou o vellio .
o mu nobre e esforcado Lopo Mendes, 8 Fer-
nando Alfonso o camareirod'clrei .'
nome de Luir,, Rendes vbrou nos meus
ouvidoscomo um trovfto (pie houvesse estou- [ AlvaroPaes.
ras da alma te reqqeste e repta para te mata-
res com elle a todo o trance. AmanhaA no
campo dahdea hora de prima com cola
e bragaes pnnhal e estoque. Na primeira
devesa alnimo azinhal da esquerda o acha-
ras. \il e refere mais que sua infame mullid
Lopo Mendos se slt lao estiVer a hora de
prii^p. Nao leva firma daqui a poucas ho-
ras me hastie conhecer.
O pagem que levara esta carta a receheu
outra vezaberla caberla m'acnlregou. Tra-.
zia no alio escripto :
Quem quer que sejas vilao p(*>e ahi
leu, nome, para que te faga acontar como
a um momo perro fugidigo. Lopo
Mendes.
Ki-nie.
.[Continuar-se-li.j


cncgrccidas nuvcns "de seu carvo de pedra :
Nunca o sol linha estado to embaragado co-
mo no 'u ein que mais cedo do que era cos-
ame me acliei na pequea loja de Kitty.
Seus dous bellos meninos estavao em p di-
. ante da porta de lato : nao brincavo mas
marchavo gravemente, com as mos para
tras imitando o pae com um ar serio ,
delicioso "Ver assim pintado em faces bem ro-
sadas e puras cheirando ainda leite e ape-
nas sal indo do berso. Entrando, me diver-
t em ver o que fasio e ao depois diriji a vista
sobre a me. Sinceramente, recuei. Era
o mesmo semblante os mesmos traaos regu-
lares e serenos, mas nao era mais Kitty era
sua estatua de marmore mui semelhante.
Si ni, jamis estatua de marmore esteve to
descorada ; attesto que nao havia debaixo
da pello alva de seu rosto urna s gottade san -
gue scus labios estavao quasi to plidos
como o resto do corpo e o logo da vida ape-
nas ardia em roda de seus grandes olhos.
Duas lampadas a esclareca e dispulavo o d-
reilo de colorar o quarto luz escura e fne-
bre do dia. Essas lampadas collocadas
direila e esquerda de suacabeca um pou-
coinclinada, lliedavo o quer que fosscde
funreo de que liquei penetrado. Me sen-
te i em silencio junto ao mostrador: ella me
sorriu.
Qual quer que soja a opinio que ten lisio da
iullexibilidade do meus raciocinios e da dura
anaiyse de minhas observages posso alfir-
mar quesou mui bom ; smente nao o digo.
En 1 770 eu o deixava ver ; isso me fez al-
gum daino e me corrigi.
Me aproximei pois do mostrador c llie pe-
guji na mo como amigo. Ella a apertou
de urna maneirainui cordial e sent que um
papel lino e machucado rolava entre, nossas
mos: era urna carta que de repente me mos-
trou estendendo o brago cora um ar de de-
sespero como si me liouvera mostrado um
de seus lillios moito e estendido aos mous
ps.
Ella me pergunCou era lnglez si eu a saba-
na 1er.
Comprchondo o lnglez com os olhos ,
Jhe dice eu tomando a" carta com as pon tas'
dos dedos nao ousando pegar Helia e sobre
olla langar a vista sem a sua psrmissao.
Ella comprehndeu minha hesitago e me
agradeceu com um sorriso chelo de urna inex-
primvcl bondade e de urna tristeza mortal
que (pieria diser : Lede meu amigo eu vo
lo permiti.
Os mdicos fazem agora na sociedade ,
o papel quu na idade-media fasio os padres.
Recebem as eoniidencias das familias desas-
socegadas das parenlalhas perturbadas com
asfaltas e paixoes familiares ; o Abbade ce-
deu a estrada ao Doulor como si a sociedade,
tornando-se materialista tenba julgado (pie
a cura da alma devia depender da cura do
corpo.
Como tinha curado as gencivas e un has dos
dous filhinios tinliu eu direit iucoutesta-
vel si conhecer as afllicges secretas da pobre
me. Essa certeza me eiicheu deconiianga
e li a carta que aqui aprsenlo. Eu a trouxe
comigo como um dos melhores remedios que
cu pos'sa applicar s vossas disposiges dolo-
rosas. Escutas.
Minha liara Senhora ,
A vos so me conlinrei vos madama
vos Kitty i vos belleza anglica e silen-
ciosa que so haveis felo caliir sobre mim o
olliar inefavfl da compaix&o. Resolv para
senipre abandonar vossa casa e tenho um meio
in.Tavel de pagar-vos o que vos (levo. Eu
quero porem depositar em vos o segrego de mi-
nhas miserias, de minha tristeza, de mcu
silencio e de minha ausencia obstinada. Sou
um hospede njui melanclico para vos ;
tempo que islo termine. Escutae com atten-
go o que vos digo. y
Hoje tenho desoito annos. Siaalrifaso
se pode desenvolver como creio eso pode
estender suas azas depois que nossos olhos
teem visto durante quatorze annos a luz do
sol ; si como o experimente!, a memoria
s cometa depois de quatorze annos si
desenrolar suas taboas c seguir os registros
sempre incompletos posso diser que minha
alma nao tem mais do que quatro anuos de-
pois que ella se conhece depois que obra
porsi, depois que lomouscu vo. Desde o
Jia em que ella comegou a fender o ar nao
pousou sobre a trra umas vez ; si ella ah
descer ser para niorrer, eu o sei. Nunca
o sonino das noites causou urna s iaterrup-
go ao movimento de minha imaginago ;
smenle cu asenta fluctuar e perder-sc as a-
palpadeilas cegas dos sonhos mas sempre
com as azas dcscnrolsidas sempre com os
olhos abertos as trevas e sempre attrahido
ao lim que me arrcbalava um mvstcrioso dc-
sejo. Hoje a fadiga opprime minha alma e se
acha semelhante i aquellas de que se falla no
Livro santo : As almas oprimidas deriji-
rsi seus gritos ao Ceo.
Para que fui creado como sou ? Fiz
o quo devia fazer e os homens me teem
perseguido como si eu fora um immigo.
Si na multido nao ha lugar para mm rc-
lirar-me-hei.
a Eis o que tenho diser-vos :
u Achavo no meu quarto e na cabeceira
do mcu leito papis e pergaminhos confusa-
mente amontoados. Elles parecem velhosc
estao amarellagos : a pocira que os cobre
facticia 5 eu quesou o poeta d'estes poemas;
eu que sou o Frade Rowlcy : Soprei sobre
suacinza; reconstru seu esqueleto o re-
vest com carnes ; orcanmei ; lhe ceng a
capa de frade; ellejuntou as mos e cantou:
u Elle cantou como Ossian. Cantou a
Batalha d'Hastings, a tragedia d'Ella ,
a bailada ( 3 ) de Caridade com que a.
dormecieis vossos meninos ; a do Sir v\ il-
liam Canvnge que tanto vos agradou 5 a
tragedia "de Goddwyn o Trnelo e
as velhas glogas do tempo de Henri-
que II.
Os trabalhos que me foro precisos du-
rante quatro anuos para poder fallar a lingua-
gem do XV seculo de quo o Frade Rowley
parece servir-se para tradusir o Frade Tur-
gol e seus poemas compostos no X seculo,
terio prebendado os oitenta annos d'esto
frade imaginario. Fiz de meu quarto a cel-
ia de um claustro 5 e sanctiliquei minha
vida e meu pensamento ;: encurtei minha
vista e apaguei ante os meus olhos a luz da
nossa poca \ iiz meu corago mais simples ,
e o banhei na pia da f Catholica 5 ensinei
mim mesmo o fallar infantil do velho tempo;
escrevi como o velho re Harold ao Duque
Guilherme cm semi-saxonio e semi-franco ,
e por lm colloquc minha musa religiosa cm
seu relicario como urna santa.
Entre os (pie a viro algUQS a ador-
ro 5 mui tos rezo ; um grande numero me
injuriou : todos me calero aos pes. Espe-
rava que a illuso d'cste nomo supposto s
seria um veo para mim o sinto que ella me
servir de mortalha.
O minha bella amiga, honesta e lerna
hospitaleira que me haveis rccolhido A-
Dicerao que em mim havia paciencia-
e imagisvco; pensro que estes dous lacios
podio ser ura extincto e outro conservado
ynne heav'n godds's mercie syngo! digo
com Rowley.
Que Dos lhe perdoe os peccados! elles o
tudo extinguir! Ensaiei cm obdecer-lhes,
por que nao tinha pao e me era necessario
enviar Bristol minha me que j mui
velha, mas quo deve niorrer depois de mim.
Tentei seus trabalhos exactos, mas nao pu-
de termina-los, eslava eu semelhante um
homcm que passa do pleno e claro dia si una
Obscura caverna, cada passo que dava era
mu grande e eu caba. Elles concluir
(pie nao sabia caminhar. Me dechuro in-
capaz de cousas uteis; eu Ibes dice, tundes
razo, e me retirei.
Hoje que me acho fora de minha casa
( deveria dizer de vossa casa) mais cedo do
que costumo, tinha projetado acostar M.
Beckford, que disem ser to beneficente e
que me mandou anmmciar sua visita mas
nao tenho coragem para me ver diante de
um protector. Toda a manila rodei s bor-
das do Tamisa. Eis-nos cm Novembro, no
tempo em que os nevoeiros sao grandes; o
de boje se estende diante das janellas como
um lengol branco. Desoilo vezes passei di-
ante do vossa porta, olhei para vos sem que
me visseis c liquei com minha pobre caneca
appoiada sobre os vidros como um mendigo.
Sent o fri cahir sobro mim, e percorrer
meus membros; esperei que amorte sa am-
parara de mim assim como o fez com ou-
tros tantos pobres ante os meus olhos; mas
meu frsico corpo dotado de urna invencivei
vitalidade. Eu vos considerei bem pela ul-
tima vez e sem querer falar-vos, com temor
de ver urna lagrima cm vossos bellos olhos;
ainda tive a fraqueza de pensar que recuaria
diante de minha resoluco si vos visse clfo-
rar.
n Eu vos dclxo todos os meus livros, to-
dos os meus pergaminhos, e todos os meus
papis, c em troco smente vos peco um po,u-
co de pao para minha querida mi, muito
lempo nao tereis enviar-lhe.
Eis a primeira pagina que me permclti-
do escrever com tranquillidade. Asss se
nao sabe quanta paz interior precisa aquel-
lo que decidiu repousar-se para sempre
LYCEU DESTA CIDADE.
Acliando-se vaga a,Cadcira de meninas du
Bafrro de S. Antonio, por falesciraento da
I'rofessora Jesuina Gandida Moiiteiro : manda
O. Exm. Sur. Rispo,Director dos Estilitas fa-
zer publico em conse(|ucncia da deliberadla
do Exm. Governoda Provincia que da dala
desle a 5das, ( I. d'Abril) ir ditaGadei-
ra a Concurso : as Sen horas que se quizerem
oppor devro hbilitar-se nos termos da Le.
Secretaria do Lyceu 2(i de Janeiro de 1811.
O Secretario
Joo Facundo da Silva (miniarais
srg>35=
)
creditareis vos queme nao foi possivel des- Duse-hia que a ctcrmdado se fez d antemo
truir o fantasma de Rowley que com mi- sentr o .pie semelhante as bellas plagas
nbas proprias mos havia eu creado ? Esta do Oriente do que se respira o ar perluma-
estatua de podra sobre ni un cahiu e me cs-
magou ; sabis como ?
O terna e simples Kitty Bell, sabis vos
quo existe urna raca de homens que tem
o coraco seco c o olho micoscropico arma-
dos com garras e unhas ? Este formigueiro se
aperta, volve se arroja sobro o mais pe-
queo livro o roe o fura c o alravessa
mais depressa e profundamente do que o in-
secto inimigo das bibliotecas. Nenhuma
emoQo derije esta imperecivel familia nen*
huma ispiraco a ellcv nenhuma luz a
TI1EATRO.
Jos dos Res artista gymnastico sua Se-
nhora Emilia amante professora de msi-
ca e Joaquim dos Reis tao bem artista gym-
nastico e mmico bem conhecidos pela ex-
posico de seus trabalhos as principacs Cor-
tes la Europa chegados recenlemente a
estacidade, prctendem paitilhar da honra
(pie o benemrito Publico Pernambucano
tem concedido a outros artistas prestando-
Ihe sua generosa protecgo que os annuii-
cianles nunca illudirO ; o assim comeearlo
os seus exercicios brevemente no theatro des-
la cidade ; anuunciando cada hum dosdiver-
timentos com autecipacao por esta folha o
por caitazes ; esperando merecer do respei-
tavel publico protceyo justiga imparcial ,
c urbanidado.

Lotera no the.vtuo.
Os Bilhetes da 2." parte da 8.' Loteria, cu-
jas rodas ando mpretorivelmente no dial i
de Feverero prximo futuro, acho-se a ven-
da no llairro do Recife em a ra da Cadeia as
lojas dos Snrs. Gregorio Antunes, eVicira
Cambistas, Manoel Goncalvcs da Silva; c no
de Santo Antonio as dos Snrs. Rasto na
Pracinhado Livramento,Guerra na ra Nova,
e 'Monezes na, ra do Collegio.
do antes de se ter tocado o solo.
Thomas Chalterlon.
(consultages do Booteur Noir-
i rir \t -----
PREFEITURA.
Parte do dia 2ftdo correute.
lllm. c Exm. Sr Pelo commandante do
destacamento deBebiribe foro liontem presos
o pardo Flix Jos de Souza i>or lhe ter sido
apprehendida una faca de pona, e o preto
Tbeodosio Nunes por haver finito uns feri-
mentos em Manoel Thomas da Paixo : pro-
d'este nos termos da lei, e tivero o compe-
tente destino.
DECLYRACOES.
a^manenVa'quIce^Vtarac'aindestructvele cedeo-se tanto respeito d'aquelle como
destruidora cujo sangue fri como o da vbo-
ra v distnclamentc as tres nodoas do sol ,
e nunca fez attengp seus raios ; ella toca
justo em todos os defei tos; gernma infim-
tameDte as feridas que fez no sangue e
lagrimas que Tez derramar ; sempre est ao
abrigo do todo o choque por sua tenuidade ,
seu aviltamento scus radeios subtis e si-
nuosidades prfidas ; o que ella toca so sent
fefido no coragao como pelos insectos ver-
des e innumeraveis que a peste da Asia faz
chover sebre o seu caminho ; 0 que ferio se
Miguel "Arenan jo Monteiro de Andrade ca-
valleiro da ordem de Christo e admins-
trador da meza do consulado desla cidade,
por S. M. Imperial e C. que Dos guarde
cto.
Faz saber que no dia 5 do fucturo mez de
Fevereiro, se ha de arrematar na porta da
mesma huma caixa dcassucar B numero A,
-te, cancn, p.....eiro pro 0. ^*ffZtT&'!^TJ^
T aShT^ oo, Up. espirites ,. pocuio rejuUn.nlo =,o a,,e-
ellevados passavo de mo em mo os per-
gaminhos que cu havia passado as noites a
inventar, como o Frade Rowley pareca to
Mande como Homero Lord Chatain, a
Lord North ," Sir William Drapez ao
Juiz Blakston s alguns outros homens llus-
tres nao lardro em dar crdito reahda-
de de meu poeta imaginario; ao principio
suppuz que me sena fcil fazer-me recunhe-
cer. Em urna manda fiz antiguidades mais
antigs do que as pcimeiras. As dcsmenti-
ro sem me felicitarcm pelas outras. Dom-
is tudo foi de urna vez desdenhado; morto
e vivo o Poeta foi repelido pelas cabecas so-
lidas de quem o mais simples signal, a menor
nalavra decide dos destinos da Grand-Bre-
tanha: o rosto nao ousou 1er. Islo vira
miando nao existir eumais; esse momento
oto peder tardar muito: minha tarefa esta
preheiichida: Othellos occupation's gone.
matago livre de despeza ao arrematante
E para que chegue a noticia a quem con-
vier, niande afixar o presente edital, o pu-
blicar pela imprensa
Meza do consulado, de Pernambuco _8dc
Janeiro del 812.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
A Cmara Municipal desta Cidade do Reci-
fe ; faz Sesso extraordinaria no da 3 de
, Fevereiroproximondouro. Recife emSes-
As desment- SfiO extraordinaria 2/ de Janeiro 18J.
( 5 ) Antiga composigo potica franceza-
(Do traductor.)
O Secretario Interino.
Francisco Antonio Rabello de Carvalho.
Naotendo-ithoje alguns arrematantes e
fiadores das lojas da Praga da Independencia
assignado os respectivos termos de arrenia-
taces como sao obligados ; a Cmara Mu-
nicipal desta cidade os convida para compare-
cer nos dias utes na casa de suas sestfg-, a
fim dassignarem ditos termos. Becife 2X
de Janeiro de 1842.
O Secretario interino
Francisco Antonio Rabello da Carvalho.
AVIZOS DIVERSOS.

SS5* Deseja-se saber quem he nesta prica
o correspondente do Gapito Vicente Jerni-
mo de Carvalho, Senhor do engeuho Mangi-
bura ou quem com elle tenba relagoes alim
de se lhe enviar urna carta de muita impor-
tancia.
cy QualqucrSr. Sacerdote que queira ir
para o l'asso de Camaragibe cnsinar gramnia
tica latina a 8 meninos com o ordenado de
IKXJj rs. falle com o caixeiro do armazcm
do capim da ra do sol.
tW A pessoa que no Cear recebeo de Lu-
iz Rodrigues Samico urna carta [.ara entregar
n'esta provincia a Manoel Joaquim Gomes ,
cuja pessoa veio de passagem no ultimo Va-
por que por ali passou e al o presente o
no tem procurado para Iba entregar, queira
por obsequio annuneiar onde reside ou di-
rija-se dofrontc da cadeia armazcm do sobra-
do D. 6.
tsr Quem quizer comprar tijollos d'alve-
naria grossa j bem conhecido pela sua boa
qualidade e tamanho e sem se vexar o com-
prador pelo importe ; dirija-sc ra dos
Quarleis padaria I). 5.
tsr Joze Antonio Pereira Ibiapma au-
ctorisado pela Scnhora D. Juanna Francisca
da Trindade Cordeiro convida a todos os
credores da dita Senhora a comparecerem em
seuescriptorionopateodo Carmoas 9 horas
ilo dia 31 docorrente mez, para amigavel-
menlc por termo as dividas daquella Senhora,
quando nisso convenha os credores
\3T Aluga-se o 3. andar de um sobrado na
ra do Amorim junto ao sobrado do Sin
Guimarcs, com commodo para pequea fa-
milia : tratar no 2. andar.
tST 0 Snr. que mandou encadernar um
missal antes de festa na ra do Collegio I).
7 com urna orago de letra encarnada de
moescripU, tenha abondade de o mandar
buscar que o depois nao baja queixa.
53S- Sao o f. n. do Espelho das Bellas ,
contendo osartigos seguintcs: Mximas mo-
raes- Attengo oh Minhas Bellas Apo-
l0^0_ Os meus semelhantes Ancdotas -
Constancia O Exercicio Continuagodo
Resumo da Historia da Provincia. Vnde-
se- nos lugares do costume.
t^* Aluga-se o sobrado no palio do Hos-
pital do Panizo D. 22: quem o pretender
dirija-se ao mesmo.
vzf Precisa-se allugar huma cscrava para
o servigo de urna casa de pouca familia quo
saiba comprar cosinhar e ensaboar dan
do-se-lhe osustenlo e 10* reis mensaes : na
ra das Flores casa D. 8 se dir quem a prc
leude.


BE-^-rt.--
S" ^""--'uma casa de um andar com
ronHIoS|,iUa grande familia, com quintal
om^T** ,Say'e Ce,ebre PrPtario do
o 1 '"'",rrua8BM nesta Cidade tcm a
a '> K rJ a resPe'lav'Pblico que no
oh", r I rr seacharao u mnibus
no logar do costume a frente da Igreja Matriz
2Z->T PG,aS 8 h0ras da "anhV proml
H^ ;V*rhPassa^^ Para o Po?o e
i lo J S8h,r Utra vez as duas hoasda
nema o mesmo lugar avisa mais que
ten '^assuas carruagens em seguimento
a qualquer l.ora para o mesmo lugar : adver-
ase que para esse dia cada um passage.ro pa-
gara dous mil res F
E rJ,Ze Mntonl Gomes J,,nior "ova-
imnteAi publico que tendo no dia 20 do
corrento comprado um comboi de assucar : a
noute Ihe appareceo um moleque ( com um
quarto ) que vrnha e.n dito comboi dizen-
dq*Tse t.nha perdido dos cargueiros mo-
ma carga a frete e escravos 5 os pretondon-
tesd.njao.seaoCapilAo, 00 a Firmino Joze
Mis dajoA-, na ra da Moeda n 141.
Gy Para llhn de S. Miguel o Brigue Es-
cnna Amelia Capito Jofto Ignacio de Me-
nea* carrega e segu viagein com toda bre-
vidade,
!# Pal Liverpool o Hrigue Inglez \riel,
s precisa de 500 sacas de algodo e mesmo
alguna eouroA para completar o sen carrega-
mcnto : a tratar con, seos consignatarios
Utham&Hlblwt, amada Alfaulega vc-
|ba 11. 0.
^LTlLOENS.'
xnr Leilio que fazem Rozas Braga di Coro-
panhia, por intervcnco do Corretor Oliveira,
de um bom sortimento de ferragens finas e
grasas, e de muilos antros artigos comose-
jao 1,0 de capatero, tinta de>eacrftver em
fiascos, por.tes de marlim ,"ditos travessas
laclo de tartaruga e bandejas muta
vsquaes se entregarn por baixos pre-
das de boas qualidades, e viudas das Alagoas,, Magsiu Gufoofist. Dicionario deCons-
neas
> porque mandou recolher o moleque a' qns ;,l(,,"d<;n para hquidacaode con tas ; Torea feira l.de
na (asa, eo quarto a estribara doSnr.
Kolonl e como ja se tenho passado dias ,
ponsso para evitara despeza diaria de800 rs
ine eslava fazeodo o dito quarto o mandou
Jrparaoseuengenho Meguahipe debaixo. 0
Moleque na,, sabe ou nao quer quer dizer o
rumie do Sr. eso diz que a Senhora se cha-
ma vnhora Marequinhas e que he de um
engento perlo dos meus quem se julgar
/f-omdireiloao mesmo moleque, compareca
Ojue dando os signaos cortos Ihe ser entre-
gue ; nao me responsabeliso pela fuga.
tTF- Precisa-se alugar urna preta 011 preto
que saina eozmhar o diario de urna casa: quem
tiver annuncie.
tsr OSr. Jos Antonio Biheiro e Silva
natural da freguezia de 8. Eufaria do Con.se-
Iho de Aginar de Souza quera dirigir-se a
lora de portas*. 212 para se Ihe entregar
ninas cariase urnas encomendas vindas de
Tortuga 1 de sua familia.
-oSS?'-,S 38o e 0O0 da 2.' parte da 8. Lotera do Thea-
iro, pertencemaoSr. Joze Joaquim amos
billar da Provincia do Para, e ficao em
poder do annunciante.
tsr Aluga-se urna ana de leite captiva,
sen, cria e tem bom leite quem precisar
dirija-se a ra de Horlas casa u. 5 no nrimei-
ro andar ; assii como tambem se alnga um
pianito inglez.
tsr Precisa-se de um rapaz portuguez pa-
ra caixeiro de nina loja : no atierro da Boa
vista 1). 9.
Precisa-se de un, menino de idado de
i. : ......... 1 'v" "--na j. uo
levereiro, as 10 horas da manli em ponto
no sen armazem defronte do Corpo Santo.
C 0 M P R A S .
tS-a? carraca nova de puchar coni um ou
dous bois ou um ou dous mallos i na ra
do gueimado D. lo no segundo andas,
>-*^" A obra do Diccionario de Mocaos da
quarta edioo estando em bom uzo: na'ra
dos Martirios junto a I-roja lado da torre,
no pnmeiro andar ; tambem se alugo indas
que sejao vendedeiras de ra.
VENDAS.
^i^- Adriana ou historia da marqueza de
Brianville, A uiulher feliz cartas de tima
Peruviana os Dousfnfelzes,ou Amelia Mana-
field,;A Orfa Ingleza 011 a historia de Car-
lota Summers, o Dote de Suzaninha on a
historia de Madame de Senneterre Numa
PompiJio segundo Bei de Boma Novo Culi-
veroii viagens de J080 (..livor, historia ^
Hiplito Conde de Duelas Joaninha ou a
engeitada generosa Robinson Crosoe Duas
desposadas, o Solitario o Renegado, Qra-
efles de Cicero em Portuguez : na^aca da
Independencia loja de livros numero 7,1
e 08.
7JP" !\-:"",s ,las (:rles Pwtuguezas lo
182o a 182o por proco com modo : na Pra-
ca da Independencia loja de livros n. 57 e 58
^" Na loja da pracinha do Livramento
.32vonde-se por junto ou em adietes as
I .. i>iw ,. .. >L.!__ i *
1.. n. ^SST^X^ SSTtaft ,*r^";i''r T'r""":*'
psito de assucar relinado.
tsr Anenda-se o sitio que fica entre o
chora menino^ a Estancia com mu lo boa
casa de ptimos conunodos : a tratar no sitio
da capelinha do Mondego.
ssr Precisa-sc de urna ama de leite forra
011 captiva : na ra do Aragao D. 5i.
ssr A pessoa que no Diario de 26 do cor-
rente seollerecb para ensinar primeiras le-
tras fura da praca dirija-se a casa defronte
do Trapiche novo 11. 18 no primeiro andar,
ou annuncie sua inorada.
s=T Quem tiver em sua casa urna crela
de nome Juslma du ama de leite. oueira
annunciar a sua morada que se tem de tra-
tar negocio com a dita ereoula.
isr Precisa-sede um cont do rei por 6
mezes pagando-se um e meio por cento
eda-se seguranga a salisfago : na ra do'
Colegio por cima da botica D. o.
C9- No dia Segunda feira 51 do corrente
se hade arrematara porta do Dr. Juiz de Di-
reito da 2. Vara do Civel um preta de ida-'
dade pouco mais ou menos 18 annos sadia :
que sabe lavar de varrella e sabo e todo o I
mais servico de urna casa os pretendentes
cr Troca-se um negro de naco Angola ,
anda mogo, e bom canoeiro por urna ne-
gra que seja tambem moca sem vil-ios e
Loa lavadora de varrella : no largo de t. S
do Terco D. \o ou no -orlume das 5 ponas,
das duas horas da tarde em diante a fallar com
;
Caribe MUe est athoHs^ nao 2 M^cIZE
nara fazer este noenoin n_____ "- '" pan na.
nios escreverem 10, rs. 0 milheiros de
orates (,> rs 12 dwias de serrotes peque-
os 12, 14, 10 ps. 48, rs.. 36 n.assos de
litas de linhorouxase encarnadas 23rs. ,
libraros grandes de balauca ll,rs 18
m.lhojros de laxas de roda de fazer fari.ha
ll.)obors. 12milheiros de progos gorno-
zios 4.8oo rs. 7 duzias de martelos grandes
de capateiro H.> rs. ldu/iasdo adrabas^a-
tas h rs. lo duzias de grasas 6 a 12 ps. 15>
rs. logrozasde botos de massa com pe
prnprios para faldamento de tropa or O
res,
C3- Urna preta moca de bonita figura sa-
bondo muito bem eozinhar engoinmar e
ensaboar urna di( lavadoira do sahao e var-
rella, urna dita qiiilatideira um bonito es-
cravo de todo o servico bom trabalhador de
machado louce e perfeito carreiro. una bo-
nita parda cose, cozinha, engonima e ca-
paz de lomar conta de nina casa dous mo-
leques de dade de 12 a. 14 annos proprios pa-
ra todo o servico una mulatinha urna ne-
grinha eunja moleca de idade de 14 a 16
annos, muito bonitas e com principios de
oozinha : na ra do Fogo ao pe do Rozario
l) l.y.
tzr Potassa Russiana.: na ra do Vigario
em casa do Coronel Menezes a tratar com
Ignacio nIonio Borges.
ssr Urna factura de chapeos de palha su-
perior como tambem cha jasan de primejra
qualidade e vellas de spermacete : em casa'v
para fazer este negocio como para comprar
a negra e vender o escravo s por si.
AVISOS martimos.
VSW Para o Para com escala.pelo Mara-
S2^ Dous pesos de mcia arroba 2 de oi-
to libras e um de duas libras urna rotula
para porta 3 comeres de piala para cha e
m dedal tambem de prata : na na da roda
venda D. 8. i
S-?- Cera tarrada do Rio de Janeiro oha-
nbo segu viagem al 10 do me* n fuetnm ^ T? 'av,,,,a do Rin de Janeiro cha-
o Brigue Escuna Laura Capito Luiz Fer fi0^0 S' Pann,>-ti(: l"'o mojtes, feira,
reir da Silva Santos, de bom conheci-Ia mar '11 .defonte do trapiche novo em casa
cha c commodos para nassaseims r^^r, dt.Jaqim Joze de Amorim.
.....---------"VV|.|1UB|.
cha e commodos para passageiros forrado
e eflcaviJhado de cobre a inda recebe algu-
y Trajes de 5o a 4o palmos de compri-
mas, e de / a 9 polegadas de grasura to-
vendem-se todas ou a retalho : a fallar com
Nicolao Gadault, na praca da Boa vista por
cima da botica da viuva de Joio Ferreira.
l^T lima boa escrava : na ra do Cabug
loja D. 7.
S2T Presuntos (piejos londrinos carne
de fumo llamhurgueza, vinho de champanhe,
dito do Porto dito da madeira ditexerez,
genebra de Holanda agoa ardente de fran-
ca charutos da llavana dilo da Caxoeii 1 .
bonets escocezes corniles passas, conser-
vas de toda qualidade fructasem conserva,
salmo ca nes em conserva lijlos de lite-
par facas em barricas a 2oo rs. e a retalho a
24o rs. agulhasde mariar ; ludo por prego
commodo ; no armazem da ra da Alfandega
velha n. 5 de Dousley Baymond Prytz.
^t3- Na ra Nova D. lo junto ao caldereiro
aclia-se recentemonte chegado um completo
sortimento de fazendas francezas, e as de
maissfio superiores, cpalos de botiiem e se-
nhora sedas esetins para vestido, sarja lar-
ga para dilo, suspensorios de burraeha. man-
tas de blom, de seda, setini, e do linho para
senhora. casemiras de listras, pannos linos de
toda qualidade se ti na pretos bordados de
cores para colete lencos de seda de boleo,
ditos pretos para grvala de superior quali-
dade e oulros muilos objectos por proco
commodo ; assim como um cavallo de bos
andares de bonita figura e muito novo.
5^r Duas pretas cozinhao, lavo roupa ,
e fazem todo o mais servico de urna casa e
dous moloques de idade de 16 a 18 annos : na
ra de Agoas verdes D. 3/7.
5^- Barricas com farinba de trigo de su-
perior qualidade chegada ltimamente de Bc-
elnnont, barricas e sacas com farelo bar-
ricas com fumo para charutos caixas com
vellas de spermacete esleirs para forrar sa-
las caixas grandes com cha, pentes para
marran cha preto de superior qualidade,
salitre refinado lencos pretos de seda da In-
dia gangas amarellas, toalhas adamascadas,
e algodo grosso para sacos a proco commo-
do : em casado Matheus Aiistin&Companhia
oa ra do Trapiche novo N. 12.
t3T Cadeiras de palbinha Americanas,
marquezas de condur camas de vento com
armaeao a sem ella mui bem feitas a 4jo00 rs.
ditas de pinito a 3#500 mezas de jantar ,
assim como oulros "mu i tos trastes, e pinho
da Suecia com 5 polegadas de grossura e
dilo serrado ; ludo por menos do que em
oulra qualquer parto : na ra da Florentina
em casa deJ. Beranger.
izr Bichas pretas de muito boa qualidade ,
trocando-* as que nao pega re 111 de 100 a
200 rs. e sendo em porco se vendero mais
em conta : jia ra estreita do Rozario venda
D. 50.
ty Urna rede superior para tipoia feita
no Maranhao seis toalhas arrendadas, su-
periores e feitas r.o paiz e pm oitante por
proco commodo : na ra da Madre de Dos
loja N. 12.
snr Um pente de tartaruga de prender o
cabello e est na moda : nesta Typogralia.
cr Urna escrava de naco, coin bonita
figura tem principios de engommado co-
zinha o diario do una casa, lava lano devar-
rola como de sabo e he quitandeira ; um
moleque de idade de 2o annos bom canoei-
ro e proprio para todo o servico ambos se
do a contento : na ra Direita I). 2o lado
do I.i va ment.
3" Cma canoa de carga de mil lijlos, to-
da de amacollo muito bom cavernanie, com
5o palmos de comprido e lo de largo or
preco commodo : na ra do Fernandos pri-
meiro estaleiro vmdoda ponte da Boa vista
ou na ra da senzala nova I). 1 das 9 oras
as o da tardo.
ry Lma grande porco de vinho volbo do
Porto engarrafado de superior qualidade ,
trasendo o casco ; um relogio de sabonete ,
onsontal muito bom regulador : defronte
da Matriz da Boa vista venda de 5 portas
t^- Um escravo de naco moco muito
sad.o, de bonita figura, de idade de 2o an-
nos pouco mais ou menos : na ra da senza-
la velha n. 41 no segundo andar.
t- Um escolenle banheiro com pouco
uzo e novamentc pintado, cem o sen com-
petente selindro, por 2oj rs. na ra do
Crespo D. 12.
cj- Para fora da provincia, urna escrava
de idade de 15 annos, cozinha o diario de
urna casa ongomma lava de sabao, e cose:
Parua do Colegio I). {) no tereciro andar.
^^" Os seguintes livros ainda novos o por
preso commodo um Atlas gCOg. Segur
historia universal, Milot dita, Cutrie geo-
grafa Dicionario francez Codsmith histo-
1 la Romana Casado Giraldes, obra grande
tancio Mullr llist., Beuchmp historia do
Brasil Vosgien ,ic. geog. Aunaos de Tcito,
suspiros e saudades Cusin IHezolia Flote
Filosofa Virgilio, Telemaeo I). Ignez de
Castro : no Patee de S. Pedro por cima do
bilhar no primeiro andar.
w Dous bonitos moleques proprios pan
pagei.i, ou paraol'lico e una bonita negri-
hha de idade de 12 a 14 anuos : na ra No-
va loja D. 14.
C?" Um forte pian no ri-70 de boas vozes ,
quadros requissiiuos, corles de veludo do
bom gosto grvalas de seda preta meias
de algopo para senhora Was curtas para
homem e meninos bandejas ricas, aniagens,
varas ferragens vinho do- Porto de excel-
lente qualidade tar.to em caixas como em
barris : no beco largo n. i casa de dos anda-
res junto a mar pequea.
BT Um rico ajiarelho de porcelana doura-
da para cha completo ,-e com 2t chavanas
urna lx>a cama de
angieo anda
nova
bandejas ricas ; no beco do Pexolo pri-
meira casa viudo da ra Augusta.
ES C R A VOS FGIDOS.

XST Fugio nodia 21 do corrente da casa
de Joaquim Consalves Viera Coi maraes no
sitio do Cajueiro urna escrava de nome Jo-
anna de naco Baca com os sgnaos se-
guintes : altura regular gorda beicos gro-
sos com urna sicatriz de um talho por cima
do olho esquerdo al a maca do rosto tem
sido encontrada pelo Monteiro e Boa vista ,
anda com vestido de chita saia preta e
panno da cosa : quem a pegar leve ao dilo
lugar ou na ra velha I). 11.
XST No dia 25do cnenle fugio urna preta
de nonio Izabel que andava vendendo fru-
ctas 11a ra he secca do corpo, altura re-
gular representa ter 5o annos de idade ,
sabio vestida de preto por o Sr. a trazer do
lulo ; roga-se a todas Autltoridades Polcaes
que dola souboroin a conduzo a ra da Ca-
deiado Becifen. 12 no segundo andar.
C5r-No dia 28 do torrente fugio do Colegio
S. Cruz Um cabra de nome Antonio de ida-
de de 16 anuos, vestido com calcas e camisa
de algodo : quem o pegar, queira leval-o ao
sobredi lo Colegio na casa de Gervasio ao pe
do Rozario que ser recompensado.
\r Fugio no dia 19 do corrente pelas 8
horas do (fia um moleque ponime Manoel ,
aprendiz de carpina idade vi a 14 annos \
secco do carpo olhos grandes, e avernielha-
dos, pemas um.pouco tortas ; levou vestido
calca de riscado quase pelo jaquela de brim
escuro ; levou cm dinhem 3*520 6 muito
ladino que parece cr ion lo ; foi encontrado no
dia que fugiu na estrada dos Adictos e no
Domingo foi encontrado na Boavista: quem
o pegar leve-o a ra Nova loj de ferragem
D. 10, qu ser recompensado.
xpr No dia 25 do corrente fugiu ou fur-
tarfto da filia do Xogueira um moleque de no-
me Callo idade 15 a 14 anuos bem pnoto ,
cheio do corpo olhos grandes, cara redonda,
denles bom alvos pos apalhetados os dedos
grandes dos pee maiores do seu natural lem
nina pequea ferida em um br$o : quem o
pegar leve a dita liba que ser generosamente
recompensado.
MOV I MENT DO PORTO.
NAVIO ENTRADO NO DIA 27.
De Cruzar 5 Escuna de Guerra Brasileira Bel-
la Americana Commandauteo 1." len-
le Candido Jos Ferreira^
SAIIIDOS NO MESMO DA.
Marsclha; Barea Franceza Alexandre, Cap
edroLu.z Curios Homrey, carga assucar.*-
1-alnioulh 5 Barca Sueca Ilebe Cap. Kohler
carga assucar. '
Liverpool pelo Aracaty; Barca Ingleza Prisal-
\\hOu Ti'y',*' Ca'"8a ,asl,' de
Stockholm ; Brigue Sueco Clara Cap. J0iin
Maltsow carga assucar.
L.ralas mais nofaveis do Diario N ^
Na correspondencu do Reverendo Vigario de
Sennhaem pagipa 5." columna 4 ff?2
Conlcsso ingenuamente que a Const. ~ LZ
se = Conlesso ingenuamente que se nao con
ced, aquella liconca foi nao s p!, pfe Con s"
Ac. Na mesma pagina, e columna fin 60 -
questiones divta=Lea-se qu^stion s de vit7
RECIFENATVP.DEM.FDEF. = 1842


Full Text
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