Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04405


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Full Text
Auno (le 184'?.
Sexta Fea iH de
Todo i'on rlapemle ir. nos momo. ; l miemos como principiamos, e Serrinos a|iiv
tullas.
(Proclamaco lia Aksemblra.Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
fnianna, Paraiba, e Rio sranrle do Norte, na segunda e sena feira.
|! n o i lo i' (aranhuns, a lile 24. ....
Cubo, Seriahatm, Jtii Fdrmato, Porto Cairo, Mare<\, e Ala;oas noi,l1, e 21.
paj i*, hamo Anuo, quinta feira. Olinda ludos <> das.
DAS DA SEMANA.
a 2. tura

e fjJu ds pat. Crian-* And. do .Tilir.de Dilo .la
Tar, i Anaaia. And. do jui. de Direitod l.rara.
Oua'rt. s. l'olirariio Aud. Hn jais He din-ira da 3. vara.
iiinl. *. A italiano. Atid. do jui? de direilo da 2. vara.
sext. Cirillo. Aud, do Juir. de Direilo da \. ar.
aah). Francisco de sales. Re. Aud. do Juii de Uireito da 3, vara.
Dora. s. Martinba.
Janeiro. Aimo XVIII. N. 22.
O Diario publicase todos os dial que naa forem Santificados o prero da ossijnntura ha
V tres mil res por quartel pagos adianladai. Os annuncios dos a grali, eos dos que o niio forem rarao de SO reis por linba. As reclanatoea ilrvcm ser
dirigidas ruta Typografia ra das Cruies I. 3, 00 i f rara da Independencia lojas de lnros
Nmeros 37 e 3S.
CAMIilOS ko ni a T de JaNEIbo.
Cambio sobre Londres 2'J d. p, iV.
Pari 320 rea p. franco,
{.(bol Sil a S.. p, 1(1(1 de pr.
Ormo-Moedadefi/tlKl V. 14,409 44,(100
a N. IV20(1 a I'i/UHI
.. de 4,000 8,400 a 8.200
riun-FaiaOs l.li.il) a 4/.70
Piuta Feos l'oltimnaica l.fi.'ila 1,070
ii Maxicanoa l.fi'Oa 1,060
miuda 1, Villa 1,460
Mneda de cobre 3 por 100 de diaroato.
Ijisconlo de ImIIi da Alfandega 1 e por 100
ao met.
dem de letras de boas firmas le a i t .
I'reamnr rio ,,a 2S de Janeiro.
1." as Choras e (i m. da tarde.
2." as S horas, e .111 m, da maiili.'i.
PIMSF.S DA LPA 1VO MEZ LE JANEIRO.
Onart. min;. a 3 lis 7 oras e -.J m. da tarde.
I.na NoTa a I I -- lis i ora a :i'l m. da larde
Ouarl. cresc. a 1D--1 <"> nraa 41 in da tarde.
Lu elieia a 2li -- 3 oras e 30 m. da tarde.
H
IftIARI
DE PERNAMIBUEO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
F.XPED1E.N1E DO NA 2o I><> COMIENTE.
Ofllcio Ao Commandantc das Armas,
scnilicando-lhc que tendo o engeiiheiro
Wautliier encarregado de levantar a plan-
ta desta Cklde, de dirigr-seao Forte do Pi-
cho a im de faser as. observae/ies que Ihe sao
precisas) cumpre qu concinla ueste exa-
nic, eexpeca para este limas convenientes
ordens. _, .
Di lo Ao Inspector do Arsenal de Marmita,
conniiunicando, que o engenheiro Wauhier
encarregado de levantar a planta desta (da-
de, lem de dirigir-se ao Farol para lser ai-
pinnas observacoes.
Dito--Ao Engenheiro Wautliier. com-
iiHinicando-lhe a expedicao das ordens su-
pra.
Dito-Ao Inspector Geral das obras publi-
cas responden do-l he que a obra do concert
do alterroUo tuquia foi fela soh a adminis-
tracao do Engenheiro Augusto Kersting, em
virtude da ordem da Presidencia de 16
de Selembro do anuo passado e que os de
irais esclarecmentos que pede dever requi-
sita l-os ao dito engenheiro.
Dito Ao Vinario da Freguesia de Maran-
guape, Bignillcando-lhe om resposla ao seu
ollicio de 20 do corren te quanlo a primeira
parte, que foi entregue o mappa dos caza-
mentos bitos, e baptisados que houve-
rao em sua Freguesia no trimestre prximo
passado ; quanto a segunda que a Presiden-
e quanto a terceira finalmente que em lem-
po opportuno ser tomada em considera-
cao a sua requisic/io acerca do concert da
Capel la Mor de sua Matriz.
Portara-Ao Comniaiidanle do Brigue Es-
cuna Fidelidade para fascr-se de Vela pa-
ra a Provincia das Alagoas na mar de 2(> do
corrente, visto partecipar em seo ollicio des-
la data que se ada promplo.
- ". n i r ii -
TEZORABfA DA FAZENDA.
EXCEDIENTE DO DI.V 18 DO CBRENTE.
Ollicio Ao contador da Thosoiiraria, re-
mettendo por copia para sua intelligen-
'cia a ordem do Tribunal doTItesouro N.
101) que Blandn pagar a D. Henpiqueta
Stepple da Silva, easeosquatro lilhos me-
nores a pensae Rnnual de r>00,>000 reis.
Dito- A M. /el'erino dos Santos para a
vista do ollicio to Fxm. Snr. Presidente da
Provincia em consequencia da requisic&O .
que Ihe fez o Secretario da Dircccao do Monte
Po dos Sevidores do Estado, entrar para o
Cofre da Thesouraria com a quantiu de
212,>.'00 reis, que deve a caixa do dito Ks-
tabelecimento ; e diser se quer, ou .nao, con-
tinuar a fazer por aipi i os pagamentos que se
seguircm para assim communicar-se a so-
bredi la direccao.
iiem no ni.v P.)
Ollicio Ao Kxm. Sur. Presidente da Pro-
vincia informando o requ'-rimento de A.
Manoel Estevo, que pedio nova Proviso lia-
ra continuar no emprego de F.scrivo do Al-
moxarifado da liba de Fernando de Noro-
nba.
Dito Ao Inspector da Alfandega para
F@IL.KI
0M.
informar circunstanciadamente sobre oque
lem occorrido. depois do eomrnunicacao que
fez a Thesouraria em ollicio de 2o de Agos-
to ultimo, a respeito do Amanuense i. de
Araujo Pinbeiro que exceden a liecnea e
lem faltado S'mii causa.
Dito Ao .luiz de Direilo da primeira vara
do civel da comarca do Heeife. pedlndo-lhel
se dignassa dar todas as providencias, e por!
em exeCU^O ludo O que for necessario a lim !
de tpie teuba exacto, eprompto eum|iiiinen-
lo a ordem do Tribunal do Tnesouro Publico
de Vi de Novembro prximo passado.
luaes oftlcios se dirigirn a todos os mais
.luizes de Direilo.
Ollicio Ao Provedor da Ue par i cao dasnii-
de para dignar-se informar o requerimiento de
M. Xavier dos Alijos Viuva de M. dos San-
Ios Candse.
Portara Ao Thesoureiro dos Ordenados,
ircommendaiido-llie, que receba do Contribu-
inte do MontcPio dos servidores do eslado ,
M. L dos Santoaaqtiantia de 263*300.
dem no da 1^0.
Ollicio Ao Inspector da Thesouraria da
l'asenda da Provincia da Paraiba. significan-
do, que o estado dos cofres da Thesoura-
ria nao tem .ermittido enviar o liquido, que
requisitou emseos ollicios de28 de novem-
bro do auno prximo passado C 7 do cor-
rente 5 masque tendo tomado medidas a es-
te respelo, esperava fazcl-o dentro de pon-
eos dias.
Dito Ao Inspector do Arsenal de Marinha,
pedindo, em consequencia dooflicio do Kxm.
Sr. Presidente da Provincia de 8 do Corren te .
mandasse pagar ao Agente da Companhia das
barcas de vapor, as passagens do primeiro
ot)
O MONGE DE CISTE.R. (*)
Romance histrico.
(Fragmento.)
1.T88 13C0.
Tristeza, dor ecuydado,
leixai-me. que mais queris
por ventura Dam sabis ,
que sou j desesperado-i'
L. amuoles. Cano, de Res. f. 105. v-
Capitulo II.
Qt ando tornei a inim proseguiu o mo-
foteisterciense eslava em cima da cama em
uno aposento dos meus passos. A primeira
cousa que me lembrou foi chamar por meu pa
e por minlia irma : depois recordei-me de
queja nem pai nem irmaa tinha: callei-mc.
Ao Jado do meu leiio eslava um padre : era o
velho abbade que me baptizara e me ensilla-
ra a 1er. Elle percebeu que tornara em mim :
poz se em p cu estendi para elle as maos i
deu-me urna dassuas ; en a apertei entre as
niinbas, e levei-a boca; e beijei-a : era
descarnada e en rugada como devia ser a de
meu pobre pai. Nem elle me dizia nada ;
nem en a elle. Eu por mim no tinha nada
que dizer ; porque o que me estava na alma
nao era cousa que com palavras sediss&sse,
nem a que com palavras se respondesse. De-
pois de largo tempoouviram os meus ouvidos
a minba boca perguntar : Que borns sao ? --
(c Qua* lo de prima, respondeu o abbade.
Com elleito o sol cmegava a tingir-me a ca-
ma de todas as cores das vidragas de urna fiesta
que me licava fronteira. E eu olhava para a
tresta com os olbus Utos : parecia tranquillo ;
porem o dentro ih um tumulto medonbo. A
imagem de meu pai del'uncto, de minba ir-
maa deshonrada queimava-me o cerebro.
VingaiiQa Esta palavra sentia-a soar pal-
pa va-a via-a escripia allitrurava-se-ine con-
TenenteC. M. Je Moraes e Valle, e segundo
Tenenle L. F. Correia I.eal que seguirO
para o norte na Marca de Vapor Para-
ense.
hilo Ao contador da Thesouraria. remet-
l'iido por copia para sua intelligencia, <
ofllcio do Exm. Snr. Presidente da Provin-
cia de 7 do corrente, que acompanhou o lm-
perial Aviso expedido pela secretaria de esta-
do dos Negocios da Cuerra de l' de Dezembio
ultimo que authorisouacontinuacao do pa-
gamento da divida militar atrasada (pie for
relativa aos dous anuos linanceiros de 1839
n I Sil, somonte eomodispoem o mesmoA-
viso.
Dilo Ao Inspector da Alfandega, recom-
niiMiihindo-llie as neeessanas providencias,
afimdeque 0 torrean da Alfandega, desti-
nado para escriploro dos engenheiros Fran-
ceses, lo servico da Provincia seja prepara-
do com a (ossivel brevidade.
Dito- Aos membros da Administraco dos
bens dos orphaos para dignarem-Se infor-
mar o requerimento de Antonio da Silva &
Companhia, c outros.
Portara -Ao segundo escriptufario da con-
ladoria enearregado da contabilidade Militar,
reeonmiendaiido que sem demora faca a-
promptar as copias authenticas das Fes do
ollicio de todos os offieiaes dos corpos do
primeira e segunda linlia da Provincia ,
que vencem suido, orno duterminou o
Exm. Snr. Presidente da Provincia por
ollicio de 20 de Abril do anuo passado para,
dar exeeueio ao Imperial Aviso de t de Mar-
co anteceden te.
Pila Ao Thesoureiro dos ordenados para
pagar a J. D. Moreira Agente da Companhia
(*) Vid. o Diario N. 21.
ca Ihe agradece a felicitando que Ihe dirige:
vertida em elleito. I'm cavalleiro estava poi
trra, osen peito arque-java debaixo da mi-
nba joelbeira de ferro, e o meu punbal me
reluzia na mao erguido sobre a garganta do
roubador de minha irma. Era delicioso
Desde ento para c sempre cri (pie poda ha-
ver um momento de prazer no meio dos tra-
tos do inferno.
At abi nem o nome nem a imagem de
Leonor me tinha passado pelo espirito. Foi
depois disso que este nome e esta imagem
me appareceu como um penwmento do cu.
Rebentaram-me, ento, dos ollos as lagri-
mas ; asmnJias mos apartara ni com ancia
as mos do abbade, e o pulso bateu-me com
vifiQr febril. Sent que estava em um leito ,
em um aposento ante a luz de DeUS entre
oshomens,na vida.
Disse algumas palavras ao abbade. Este
santo bomem me contou ento que eu paseara
a noite inteira em espantoso delirio; que elle
se encarregra de me vigiar desde a ineia-noi-
te ; ponderou-me que era necessario tomar al-
gum alimento: recusei : instou. Pedi-lhe
ento que me cbamasse Driles primeiro
,ue ludo quera fallar com ella.
Rritesera urna velha dona que fora minha
ama, e que ficra depois servindo de cuvilhei-
ra de minha rni : quando esta falleceu era
eu mui moco, Beatriz urna frianca. Meu
pai a encarregou dogoverno domestico: nos
nos habituramos a tel-a em conta de urna se-
gunda mi: tanrbcnella nos amava como li-
lhos. Apesar de perturbado, noici com dis-
sabor nao a ver ao p de mim.
Mas Brites ...... disse o abbade titube-
ando : e callou-se.
a Mas Brites, prosegu eu devia estar
junio ao pobre Vasco, que segundo dizia.
tanto amava. Tambeni ella foge de mim ?
Nao, senhor. Eu fui que nao consent
que ella aqu estivesse. De que poda ser-
virlos a pobre dona se nao de accrescentar-
vos agastamentos no coraco r
i
tem pelo contraro! atalhei cu. i
a nica pessoa que est aqu da minha.....ia
a dizer familia.... lembrei-me anda oi.'tra vez
de que nao a tinha. Em lim prosegu eu
em tom de quem quer ser obedecido que
Brites ven ha c.
O abbade cravou em mim os olhos : parecia
irresoluto e atbelo : um gesto de impaciencia
que me viu no rosto o rcsolveu Sahiu vaga-
rosamente.
Dabi a pouco pareeeu-me oiivir no aposento
immediato a voz de Brites, quecantava i
Boa festa santa festa
Em que se cania lalim :
De festa vestida as bodas,
A's bodas cantando vim.
. i
1Arrpiaram-se-me os cabellos : um co-
prolongado cortn a cantiga.
Brites cntrou : oabb.de a irazia agarrada
pelo brago cuslou-me a conhecer-Jhe as fei-
coes: estava mteiramente demudada : tinha
os ollios esgazeados as faces paludas e enco-
vadas, e por cima de ludo isto um como ven
de riso convulso. O abbade olhava para ella
com aspecto severo.
Meu criado gritn Brites apenas me
viu, mandai embora este man bomem.
Tem cara de perro caslelhano. lloje que o
da do vosso casamento todos devem ter cara
de riso. O senhor Pero Vasques conti-
nuou a desgranada, chegando-se ao p do lei-
to, e fallando em voz baixa como quem me
dizia um segredo est l Tora deitado em
urna cama preta ; e sabis o mais gracioso .' l
Muitos padres esto ao redor da cama a fallar-,
Iheem lalim ; mas bem faz elle que finge dor-
mir f Uo Ibes responde nada. Creioque
espera por mis para ir .groja.... -,
O abbade nterronipeu-a : Est varrida >V^|
disse elle vollando-se para mim Depois
queasenhora Beatriz fugiu de casa comecou
a cnlooqcecer : rom a niorte de vosso pai per- ;
den de todo o siso. Quizestes que ella vies-
sc: pensei que se contena diante de vos ; mas
vejo que o meus receios eraffl fundados, we-
vos vmbora, Brites!
(i Nao aecudi eu que sem pestanejar
olhava para aquello doloroso espectculo.
I Nao! vem c Brites: abraca-me : falla-me
de meu pai.... de meu pai so.... edizcoquo
quizeres. Nao sei o que em mim se pas-
sava. A dor coiiucava a causar-me urna es-
pecie de prazer.
BriteS deilou-nii' os bracos ao redor do pes-
coco e deu-me um beijo na testa. Vamos,
meu criado disse depois ; olhai que tar-
de e I). Leonor estar esperando. Vos j
nao sois Vasco da Silva, sois Lopo Mendes.
J nao sois mancebo llorido ; mas velho gravo
e mu rico. Nao assim i' : oh que ?
__pirvos! siippiinham que I). Leonor era
donzella que casasse com oulro ; os pobresi-
nhos nao sabem pie mudastes de pessoa
Vamos, erguci-vosdahi. Acabando de di-
zer isto den una gargalhada.
Eu linba coado cada urna das suas palavras
pelo coiaco. Ergui-me de um pulo: em
p no meio do aposento, o meu aspecto devia
ser infernal. Velha maldita, gritei eu
furioso que infamias estas ah dizendo J
Que casamento de Leonor i' Que topo?
Falla ou te faco callar para sempre.
Procuiava o meu punbal na cinta mas ]a
nao estava armado. .
Nao o sabais ?! Nao o sainis r"!
Meu Deus Meu Deus -> -- Isto dizia o ab-
bade que ero um relance se me havia arrojado
aos ps, e solugando me abracava pelos
joelbos.
Brites se arredra ; cruzava os bracos, eo-
Ih.'iido para mim com ar de compaixo re-
peta muilas vezas : R (^oitadinho -- Enlou-
queced .'
Talvez fallava verdade.
Todava apesar da especie de phren^si em
(pie me laucaran) as palavras de Brites, a pos-
tura os solueos do veneravel sacerdote me
chegaram ao vivo. Procurei vencer a minba
desesperacao : crgui-o e disse-ie com a|>-
parente trauquiliiade :
N-m' nooaabia. Contai-metodo.
0 velho sacerdote erguau os olhos par' b


Jifci
2
=
liivisiloira de Paquetes de vapor, na confor-
midadedo olicio do Exm. Si\ Presidente da
Provincia de 8 do corren te, a quautia te 1 12.
importada passagem do coronel J. i. L. de
Sousa, para a Provincia do Para, no vapor -
l'aracnse.
dem do da 35.
OIBcio Ao Exm. Presidente do Tribunal
do Thezouro Publico Nacional remetendo-
lhe os balancos da emrada e sabida do Pao
Brasil por esta Provincia no anuo finaneeiro
p. findo e no primeiro semestre do cor-rente; e
Dita Ao mesmo dem a I). 1'. de P. de 'ratificando a deberacao que tomn de
Olivcira Pilla aquantia de 144*661, impor-
tancia do seo ineio sold vencido de Julho a
oulubro p. p.
Pita Ao Contador da Thesouraria para
mandar tomar nota dajpiantia deOOOjiOlo
res, que se devem a'ditu, do meio sold
vencido de (i de novembro de 1827, data da
Lei (|'ie o concedeo a 30 deJunho do auno
passado a lim de ser paga, quando pelo (o-
verno Supremo se der a- quota necessaria.
dem o da21.
Oflicio Ao Inspector da Alfandega para
dars providencias, que estiverem a seo al-
cance para se activar as obras daquelia re-
partiese, a Rm de que se mi deteriore o que
est feilo.
Di lo Ao do Arsenal de Marinha para dar
o seo parecer acerca da pretencaO de N. M.
ile Seixas.
Dito-A L. F. Barbalho, ex-Recebedor da
Dcima da Chancellara para comparecer na
rontadoria da Thesouraria, a lim de dar al-
guns esclarecimentos aos oOlciaes enearrega-
dos do exanie, e liquidago de suas con las.
[DEN do da 22.
Oflicio-Ao Exm. Sr Presidente da Provincia
informando sobre u oflicio do Exm. Presiden-
te da Paraiha, em que requisitou o liquido
duS duas cuntas da despesa feita pela
respectiva Ibesouraria, com a companbia Pro-
> isoria de prime-ira buba, ali em servil o.
Dito- Ao Presidente da Cmara IftuoinipaJ
da Cidade do Recife, pedindo-ihe se dignas*
se enviar a Thesouraria urna copia do termo
especial da ultima egeral apurago dosDe-
putados elleitos para a legislatura prxima
vindonra.
dem do dia 24 do correntp.
Oflicio Ao Exm Presidente da Provincia
para dijjnar-se de dissolver a duvida suscitada
pelo Commissario Fiscal do Ministerio da
i tu ira no perlido do 'Pnenle Coronel
Commandante do Deposito para pagamento
dos Prets dos Gurelas Nacionaes destacados
as confn cas.
Dito1- Ao mesmo Exm Sur. com a relaeJo
dosollciaes da exlincta segunda linba, que
vcucomnido,por est Provincia, que exigi
em seu oflicio de 7 do corrcnle para satis-
fazer ao Imperial Aviso de 14 de Dezembro
ultimo. '
mandar suspender a compra "e as remessas
doste genero em rasao do desgracado preco
em queseacba na Europa.
Dito-Ao Exm. Presidente da Provincia ,
pedindo-lhe houvesse de transmitlir ao Tribu-
nal do Thezouro o precedente oflicio.
Dito-Ao mesmo Exm. Snr. dando-llie
os esclarecimentos que exigi em sen olicio
de 10 do correte a respeito do Amanueuce
d'Alfandega J. de A. Pinbeiro.
Dito Ao mesmo Exm Snr. dem sobre
osYontribuintes do Monte Pi dos Servidores
do Pistado M Z. dos Santos A. Ir. Lia I e
I. de S Lio.
Dito- Ao mesmo Exm. Snr. para dignar-
se d'cnviar a Directora do dito -Monte rio ,
a letra que acompanlu-u de 993 ,) 012 rs .
importancia do qne se arreradou tivos Contribuintes at -22 do correte.
Dito-Ao mesmo Exm. Snr. com as copias
auibeniicas dos despachos das mercaderas cs-
Irangeiras viudas da Provincia de Sergipe a-
companbadas da carta de guia que exigi
em olicio de 3 do frrente para satis-
fazer ao do Exm. Presidente daquelia Pro-
vincia.
a cavallo com o baro de Portella que eslava
de dia : depoisde haver passado por casa do
visconde de S. Martha commandante da
praga dirigio-.se pn-a o palacio daBempos-
ta mas foi-lbe a passagem prohibida por
pastores a cavallo armados de langas : enca-
minhou-se cmfim nara a praca do Roci, on-
de eslava estabelecida a intendencia da poli-
ca no antigo palacio da inquisigo ; mas es-
lando esteja oceupado pelo infante em pes-
soa o baro de llenduff foi reconbecido ,
perseguido c preso.
Depois da meia nouteo infante generalsi-
mo tinha visitado todos os quarleis corren-
do toda a brida de um para o outro i orde-
nava aos soldados que lomassem as armas ,
gritando que os mages tinho querido as-
sassinar o rei, e todos os mesubros da fami-
lia real que so medidas enrgicas podio
salva-Ios e que elle passava toma-las sob
sua resnonsabilidade.
D. Miguel reuni depois na praca do No-
ci os rgimen tos que se havio revoltado
se havio mancommunado pr ra dispor ludo
admitlir um povo4credulo frivolo e apaixo-
nado.
Era injustica confundir todos os apostli-
cos com os partidistas da rainba. Alguns
absolutistas tivero nesses das urna con-
ducta perfeitamente leal; porem a maior par-
te sem participar da direcgo da conjuracao ,
obedecio com ardor s ordons do generalis-
simo : tinho grande prazer em se aprovei-
tarem da occasio para abaterem seus inimi-
gos e prestavo sem comprometter-se o
apoio mais eflicaz conspiraco da rainba
e do infante.
Pela alta noute o palacio da Remposta- ti-
nha sido cercado de tropas que suppunho
vir em soccorro do rei. Pessoas cujos no-
mes nao quero declarar excitavao a raiva
dos soldados mostrando-Ibes das janellas
grandes tiras de linho, comas quaes di-
zioelles, havio estado os maces ponto
de estrangular o seu adorado monarcha. D.
Miguela pretexto de impedir qua os assassi-
meils e viu uelleseoiisa que o fez hesitar.
ii Conlai-rae ludo repet eu.
Ua primeira vez o som da minba voz era o
da voz de mu liomem : da segunda a meus
propuos dundos parecen que assim devia ser
a de mu demonio.
Aobbade parecen por cerlo o mesmo. Nao
besitou mais Eis-aqui o que elle me dis.se.
Picou-me bem seguro na memoria.
Mez.es haviajaque Mein Viegasdeixra
de frequenlar a casa do vosso pai: aquella
ii.leua aniisade que por tantos anuos os unir
i'oinei.ou a resfriar grandemente. Todos os
dias, segundo o antigo costume, vinhaeu
passar 3 sero com o senhor Vasqueannes que
com Deus ; todos os.lias paial'usavainos am-
bos sobre o motivo desta novidade e nao po-
damos atinar com elle. Salvo se era a ne-
cessidade de fazer companbia a um cavaMeiro
doMinho, hornero ja de idade grave, mas de
aprasivel presenca que viera ser seu hosprtle.
Este motfo porem nao era sufllcient para
o'esciilpar o pai de I). Leonor. 0 casamento
de sua iilba comvosco ajustado entre elle e
vosso pai. devia anda tornar mais robusta a
amisade inalleravel de tantos anuos. Ojian-
do ao anoilecer assentados ao redor do Jeito
do senlior Vazqueannes, que por sua avanza-
da ida sa... digoasenhora I). Beatriz, e o infame
I. \valdo, conversa va mos cerca deste suc-
cesso buscavamos a causa de tal Dldanca ;l
PORTUGAL
DESDE A REVOLIC.AO DE 1820.
(Continuado do N. 10.) .
O cavallciro Thomtori Embaixador d'In-
glaterra dava nesse dia um baile pelo anni-
versario natalicio do rei Jorge4.0corpoPipln-
matico,os ministrse quasi tolaasociedade de
Lisboa ahi se acbavo; amigos c inimigos.con-
jurados e suas victimas lodos estavo reu-
nidos. No meio da festa o conde de Subser-
ra recebeotim aviso de que na Cabeca-d-bola
se havio discutido os meios de o assassinar,
eque a sua carrnagemseria atacada quan-
do elle saisse do baile. M. Ilyde de Neuvil-
le Embaixador de Vranga salvou o conde ,
levando-o em sua berlinda. O duque de Pal-
mella tillha apenas Chegado sua casa da
Boa-hora quando Ihe foro dizer que um
ollicial o procorava da parle do infante, c
g ue este principe o espera va nos quarleis do
i. de cavallaria. Palmella saio immediata-
mente em vestidos de baile e reconheceo
em breve ,,que havia caido em orna cilada .
e que o conduzio torre de Belem. lenduf-
cuja adbesAo elle mais contava. O palacio da
Bem posta foi cercado, eorei posto incom-
mnicavel. Os oliciaes de cuja lealdade elle
se tema, foro presos em um instante. De-
pois de ter dado ordem differentes coronis,
que Gzessem montar seus rgimen tosa caval-
lo ede os felicitar por sua fidelidade ao rei ,
fe-Ios condzir torre de Belem. Os condes
de Viljaflor e Paraty o visconde de S
Marida e o baro de Portella estavo ja in.
castellodeS. Jorge. Antes do meio dia a
metade dos oliciaes do exereito se achava em
priso. As fortalezas estavo ebeias o co-
mo faltava gente para fazer tantas prisoes ,
com o marquez de Chaves e aquelles sobre nos se aproximassem ao rei', havia prohibi-
do a entrada do palacio a queni quer que nao
apprcsentas.se um bilhele com as suas armas
gravadas. Tendo assim isolado D. Joo 0.
daquelles dos seus criados que podessem ter
escapado s prisoes D. Miguel conservava-o
sob sua completa dependencia. Havia-lhe
elle deixado esta caria que eu julgo dever
citar por inteiro :
Meu rei, meu augusto pai e snr.
Trmulo de horror vista da mais pr-
fida trabigo tramada pelas terriveis socieda-
des magonicas, que, de accordo com as da
llespanba lein deitado por trra a casa re-
al de Braganca reduzindo cinzas o mais
fe intendente geral da Polica linba montado: mes. Parece que os mais oppbstos partidos
sro encarregados de as fazer offlciaes,'que bello paiz do mundo resolv depois de ter
quando chegavSo Belem com os seus presos ouvid os votos sinceros e liis de todos os
ero tambem encarcelados. Cada um de per l)0l,s porluguezes, chamar s armas o bravo o
si se julgava victima de um engao o nen- bum oppunha resistencia para nao parecer rar Por S( intermedio o triumpho da grande
cmplice da grande conjuracao maconica obra comegada no inmortal dia 27 de Malo de
Lisboa eslava em stupor ; mil boatos ri- e que por urna fataldade inesperada
diculos passavfio de bocea em bocea. Mullos I,ao teve resultado corresponden,^
homens moderados por sua fatal fraqueza ,
tinho acreditadoascalumnias deseusproprios
inimigos. Aps os obsolutistas elles se alTa-
navo em proclamar os crimes cbimericos dos
macoes c para evitar a lutta contra os ver-
daderos conspiradores cojo poder temio ,
haviao atacado os antigos inimi?os desarma-
dos. Suhrncltendo-se em presenca do perigo,
esorgando-se em dissimula-Io contribuirn
levantara prfida armaco da conspiraco ,
cujas primeiras victimas devio ser. Para
os fazer cair no laco bastou mudar alguns no-
da nago. Vossa M. que possOe sublimes
vii ludes, de que os homens nao podem ter
ideia e que o fazem o inelbor do soberanos
que tem reinado sobre a trra, nao poder
deixar de aprovar a minba heroica resolugo,
piis que ella tem por lim impedir que V. M.
eaia em poder dos infames individuos que o
circundap, equeo temconduzidoas bordas
do abismo ; e salvando a V. M. de um pe-
rigo lo inminente preservar ao mesmo
lempo a familia real e a nago.
A proclamado que tenbo a honra de
transmitlir a V. M. destruir qualquer aecu-
hospede de Mem Viegas. Fez-me isto estra
nbeza ; porque era signal de noivado. Fin
trei. O fidalgo me veio receber salla dar
mas, fez-me assentr, e disse-me :
Mandei-vos chamar, reverendo abhade .
para que lancis a bengo nupcial na capella
desles pacos a dois noivos que l eslo. Hoje
passareiso dia comnosco.
o Poderei ja saber meu Ilustre senlior ,
quem sao os noivos ?
(i Porque nao i'! tornou Mem Viegas .
son indo, u O noivo sabereis j quem pSIas
cores de que os meus esto vestidos: a nciva,
ninguem aqui o pode ser de lo nobre rico ,
e esforcado csvalleiro, senoa minha Leonor.
Estremec. Havia poneos dias que li-
nba fallado com o senlior Pero Vasques do vo-
so casamento com D. Leonor. Levantei-me,
e com aspecto carregado disse ao vel lio ca
valleiro :
a Queris por ventura gracejar comido
<( V-lo-heis j : *>) iil.i! lim i Mem Viegas-
Ella l est na capella : examinai bem seu
gesto e suas palavras, ejuigareis porvtfesos
proprios olbos se ahi ha outro constrangi-
menloque noseja o de pudor de donzella que
vai trocar a sua coroa virginal pedo grave ti-
tulo de dona. >
Se assim replique!, nao posso
exercitar meu ministerio nesles pagos. Em
vez deabengoar, eu a maldigoar'a: amaldi-
goa-la bia a ella ; porque assassina sem pieda-
1 dade um vlente mancebo, o meu desgrana-
do pupilo, o lilbo do honrado e bom caval-
lciro Pero V asques.
ii Dizendo estas palavras, cncaminbei-mc
para a porta da salla. .\o quera ileniorar-me
all mais.
< Alto l, D. abbade grilou Mem Vie-
gas alferrdo-me por uin brago.- Lembrai-vos
lequeestaes ante um nobre cavalleiro da Es-
tigre.
(remadura Tenho ouvido sem sanba as vos-
senbor Mem Viegas i' Vossa lilha deve casar sas parvoices mas f, que nao vos ouvirei
com Vasco da Silva logo que elle volte da
hoste de Nunalvarcs : a nalavra de vossa
merc....

Deve ?! -- interrompeu Mem Viegas .
dando una risada. Creio que son senlior
desta casa e que minba lillja minba lilha.
Mas nao a dei a ninguem. Ycrdade que
depois de limito scismar e advinbar. conclua-J Pero Vasques me fallou nisso, c que nao de-
mos sempre que era inipossivel acharo moti-
ve de tal proceder.
l'ni domingo pelamanha, tinha eu a-
cabaVfo de dizer missa e eslava na sacrista
desreveslindo-iiie quando o sacrislo veio
dizer-me que um pagem de Mem Viegas esta-
ya ahi. e me busca va. Mandei-o entrar.
Disse-me que sen senhor precisava de follar-
me, e que tra/ia urna hacnca para ci cav;d-
gai alen paco. l!espondi-lbe que estava pres-
tes. Partimos, (\hcgando |ionle levadia
nolei dos ricamente das cores de LopoMendes, o
mais nem huma. Nao queris abengoar mi-
nba ilba ? Paciejicia O meocapellao o far.
Tambem era boma que Vos Albo e neto de
mesteiraes e viles, nao merecieis. Toda-
va nao saldris daqui, para ir contar o
que vistes e ouvisles a Vazqueannes porque
A palavra de Mein Viegas dizes vos ? Se I nao quero qne essevelbo tonto faga alguma
a minba palavra estivesse dada, nao a que- loucura. Anianh pela manli partiremos pa-
blara eu nem que fra ao proprio >aianaz. ra a corte, evos pederis ir relatar ao vosso
amigo oque se passou. Serviris ao menos
do lestemunha proseguio elle com um
sorriso de escarneo. Rens N o nosso abbade padece de gota : tal-
vezlbecuste camnhar at a capella. Se elle
nMhpoder ir.s, ajuda-o
ii Ergueii-se fez-me urna cortezia, e par-
ti. Conbecique se em pregara a forca se
resislisse. Dirigi-me por tanto capella. Dir-
sapprove a lembranca : mas Leonor prefer
Lopo Mendes, mudou de amores- tambem
eu na mocidade mudei mais de nina vez. A-
lem disso o meu futuro genio mais rico ,
mais nobre : e o,que eu preiro a ludo c a fc-
Hciddde de Leonor.
Em hora senhor cavalleiro embora !
tomei eu. i)ai-me licenca para duvidar de vos-hei o que ahi se passou ? Nao. Vos o advi-
que yossa filba troque de bom grado pelo se- nhaes. Mem Viegas dissera a .verdade. Leonor
entregava de bom grado almaecorpoa Lopo
Mendes! Lile era mais rico e mais Ilustre
que vos
Nestc ponto da sua narrago o abbade pa-
gundo o seu primeiro noivo. Sei que se ama-
varo muilo ; porque vi nascer c crescor o seu
amor. Nao ; nao possivel similhanle
inudanea.
rou. Eu olbava para elle immovcl : o ruido
da minba respirago semelbava ao rugir de um
O velho sacerdote conlinuou :
Andci lodo o dia livreniente pelos pagos ;
mas notei que os bsteiros e homens u'armas
de Mem \ igas me vigiavam os passos. Ao
cair das trevas guiarain-me para o aposento ,
onde devia passar a noite : era o alto de urna
das torres que olham para o poente;deixram-
me s e senti dahi a pouco correr os'grossos
ferrolhos da porta que dava para asquadras
do palacio. Rezei : deitei-me ; mas nao pu-
de dormir. Vinba a manba rompeiido ,
quando senti ruido de cavalls no pateo inte-
rior do pago : passado um breve instante sen-
t abrirem a portada minha priso. Entrn
um pagem, e disse-me que poda livremonte
sabir quando'bem me approuvesse.
Desci a salla d'armas : eslava deserta : sa-
hi enlo: atravessei a ponte levadiga onde nao
vi mais que dois bsteiros, alguns servos mou-
ros, e o mordomo que passeava pela borda da
carcova. Ao longe pela estrada cnxerguei
una lormosa cavalgada decavalleiros e damas
em ginetes c palafrns. Entend o que era.
Ento sem dizer palavra, sem olhar paia traz,
endireitei para a abbadia.
Joanne o antigo saohristo que anda
a esse tempo era vivo correu a mim de s-
bito apenas me avistou. Tinha ido baler
porta da minba pousada e vendo que eu nao
abra estava ilquido ; porm quando me co-
nheceu ao longe ficou espantado. Conlei-lhe
ludo: nao me quera acreditar. Incumbi-lhe
varias cousas relativas igreja e parti imme-
diatamente para os pagos do senhor vosso pai,
que cm gloria est.
Achci as portas abertas : pees e bstei-
ros de cavallo corriam paraum e outro lado,
ludo mostrava queahi havia j noticia do que
succedra. E eu que compunha medidas pa-
la \ ras para minorar a impresso dolorosa que
lo extraordinario acontecimento devia produ-
zir em Vazqueannes Eis o que eu dizia fal-
lando contigo mesmo.
Entrei : ninguem reparn em mim : to-
m


v*.
o
sago falsa, que os descontentes posso
procurar fazer cair sobre mini quer desde
ja, quer para o futuro e supnlieo a V. M.
queira laugar sobre esta prociamago olhos
pateruaes a liiud que possa reconheceras
puras verdades que ella conten como ni-
co meio de fazer Justina a um lilho que pa-
ra salvar seu pai, seu re e senbor e para
conservar intactos os direitos primitivos da
realeza nao hesitouexpor O peito aos acca-
sos da fortuna na lirnie persuago de que
um principe porluguez quando langa mo
das armas para urna interpreza to glurioza ,
nao deve depo-las sino depois de haver pos-
lo termo una lutla pur extremo nociva s
pessoas que como V. M. nscero para
reinar, ou depois de haver libertado a V. M.
das cadeias que a magoneria Ihe tem prepa-
rado. Digne-se V. M. aprovar o meu no-
bre e real proceder, annunciando nago que
V. M. o sanceiona serviiido-se conceder-
me a permissao de obrar e tirando assim to-
dos os obstculos a grande obra quo. puz a
pjilo.Cheio de anciedade e mais que ini-
pacienue espero a frente do exercito, ro-
deado dos bous portuguezes liis amigos de
V. M,, que pOem como eu toda a sua espe-
ranza as vossas sublimes virtudes a real
decisaodo V, M para aprovago de minlia
resolugo. Supplico a V. M. que se recor-
d que nao ha lempo a perder, e que a pres
teza nunca foi mais necessaria. Bogo a Dos
que faga prosperar a vida de V. M. por lon-
gos anuos.
Miguel.
O ;i 111 irlo monarchade nada sabia. Entre-
gue ao mais profundo terror', e abatido sob
u pesi> da incerteza e anciedade neni forga
tuina de se informar do que sucoedia. As
oze horas ebegou de Queluz a rainlia es-
coltada pur um regiment de cavallaria que
lliehaviaeuviadooinfante.Ellagritavaao povo,
que tinlio querido matar o rei mas a sua
pliysionomia era radiosa sorna-se agitando o
le<|ue e mendigando vivas. Com a sua pre-
senga se aplainaro todos os obstculos, c
ella subi rpidamente aos passos do rei. Lo-
go depois cliegou lord Beresford ; D. Miguel
o haviaaulliorisado ir Bemposta.
Esta graga especial e os conselhos que elle
deo durante a crise p*derio faz'ir presu-
mir que lord Berosferd era cmplice do prin-
cipa ; todavia seria talvez urna mjustiga di-
aer que o marecbal houvesse tentado des-
tronar o seu bemfeitor o rei D. Joo G.
Constante inimigo doconde deSubserra, lord
Bereslord acaba va de malquislar-se com o'du-
que de Palnulla ; as corles havio-lhecassa-
do o seu poder, eemquanlo os conslitucio-
dos andavam como pasmados: sem fallar com
pessoa alguma cheguei cmara de vosso pai.
Pai ece-me um escabello com as faces entre os punhos ,
os olhos litos no ladrilho do aposento o res-
pirar alto e rpido. Aquella grande alma ver-
gava debaixo do peso da alllicgo. Cheguei-
me a elle sem que me sentisse : bati-lhe'de
manso no hombro : olhou para mim esor-
siu-se. Este sorriso traspassou-me o corago.
Depois o seu gesto recobrou as rugas de urna
df funda. Elle nao medizia nada. Eui eu
o primeiro que fallei.
Senhor Vazqueannes disse, oho-
mein pe : Deus dispe. Scja feita a sua
vontade.
E asna vontade ser que se commettam
erimes infames e que um pobre velho seja
deshonrado quando tem j os ps mettidos
dentro do atade ?
A sua vontade que o hom pague com a-
marguras do mundo as culpas.de que ninguem
isento; e que o mu folgue e ria c em cima;
poique a sua con la tem (Ir ser saldada no
inferno.
Ol! mas a deshonra
A deshoura para queni commette feitos
vis. Oquedelles padece esse nao deshon-
rado. Isso dizeis vos outros alalhou
com energa vosso pai, os que nao her-
dastes um iioma antigo, que se liou de vos
como deposito para o traspassardes sem no-
doa aos vossr.s herdeiros. Vos nio tendes her-
deiros Meu Vasco ; meu Vasco onde
ests cavalleiro niho e neto de cavalleiros,
onde ests tu ?! Olha que o meu montan-
te enferrujado j nao pode sahir da bainha ;
olha que as pernas tropegas de um velho j
nao podem apertar as ilhargas de um gincte !
Vem Olha que cnspiram no braso de
teus a vos. Lava esta nodoa com sangue.
Quando o abbade repetiu estas palavras de
feu pai, a sua voz se meconverteu na dehe-
sen rugi pon entre os den tes cerrados : __
" Meu pai sers salisfeitoA> Um mar de
Ningue pareca correr dianle de mim.
naese osafrancesados( ) couservassem
alguma influencia elle nao poda ter espe-
rarlas de reassumi-Io : era pois natural, por
estas e outras rases que elle desejasse o
triumpliodo partido da rainha e sympathi-
zasse com o infante. Esforgou^se por isso
em persuadir ao rei que se apreseotasse com
elle em urna caleca desooberta e passasse
revista s tropas. Seu intento era levar D.
Joo 6. ao Boco faze-lo aprovar todas as
meddasdo infante, fortificar deste modo o
poder do principe e tornar-se a si proprio
um arbitro necessario entre o pai e o filho.
Mas a timidez de Joo G. que o fazia recei-
ar toda a especie de demonstrago e movi-
ment o salvou desta vez da sua perda c
deo tempo a chegar o corpo diplomtico.
M. de Neuville, sabendo dos singulares
successos daqiiella note tinha convocado
todos os enviados das potencias estrangeiras
para casa do nuncio do papa; e lhes propoz
que se dirigisserrt todos juntos ao rei. O
nuncio, homem sinceramente religioso, e
que se nao involvia em intriga alguma de-
clarou que seguira toda aparte um guia co-
mo o embaixador de Franga ; o ministro de
Inglaterra e todos os outros diplmalas se
imirAo aoseu parececujom generoso abando-
no. Ocnviado dos Estado s-Unidosfez observar,
que a diplomacia americana se oceupava pouco
com usurpagrtes europeas: mas; disse M.
de Neuville trata-se de salvar o mais honra-
do homem do seu reino! he~"um pai que seu
filho quer assassinar Segui-lo-hei en-
lo! responden o ministro republicano, e
partiro todos para Bemposta, passando pe-
la praca do Bocio.
Achava-se ento o infante na varanda do
palacio da inquisigo, tendo a seu lado o
marque/ d'Abrantes, D. Antonio da Silvei-
ra(1), um tcnente de cagadores chamado
Paiva Baposo, um advogado pai deste ulti-
mo c outras pessoas obscuras. Elle recita-
va gentalha a fbula da conspiragao mago-
nica mudava todos os empregados pblicos,
e acabava de proclamar um ministerio de seu
geito quando a apparigao da comitiva, que
se aproximava vagarosa por um dos ngulos
da praga atrahio a attengo ; la na frente a
carruagem do nuncio do papa, depois a em
que hiaoos embaixadores de Franga e Ingla-
terra na terceira eslava o embaixador d'IIes-
panha; emfim seguia-o todo o corpo diplo-
mtico. As carruagens passaro entre a
( ) Este termo vem assim no original
(1) Nao" se <'eve confundir I) Arioho da
Silveira eom o visconde de Canellas : ellcs
nem sao prenles.
multido que gritava: Viva o rei! viva
a rainha viva o infante Viva o rei !
exclamou M. de Neuville appresentando-se
portinhola; viva o rei! Portuguezes o
corpo diplomtico vai reunir-se em torno do
rei D. Joo 6.! Viva o rei! Julgue-se do
elleito que devia prodnzir sobre essa cabala
apostlica a presenca de todos os represen-
tantes das legitimidades europeas, com o
nuncio do papa sua frente, passando des -
denhosos por ella, e hindo livrar o rei D.
Joo 6. dp seu captiveiro.
A' entrada do pateo exterior do palacio,
os membros do corpo diplomtico foro obri-
gados apear-se e quando chegaro ao p
da grande escada, os soldados os lizero pa -
rar ; um ofcial. lhes disse com insolencia ,
queelles nao podio subir, si nao ero por-
tadores de nm bilhete dado pelo infante.
M. de Neuville respondeo, que elles
bifto falar ao rei, que a Europa nao re-
conhecia sino o rei, e que o infante nao era
mais do que um subdito do rei. Estavo as
cousas neste ponto quando cliegou D. Tho-
raaz Mascarenuas. Este fiel gentilhomem ,
anula que ajudante d'ordensdo infante, eslava
longede ter parte na conspiragao. Dirigio-sc
ao oflicial, e oidenou-dhe que deixasse entrar
o corpo dilpomatico: Faca entrar os se-
nhores embaixadores gritou elle calorosa-
mentePor queordem?Pela que dou, e
pela yual respondo com a minha cabega. >t
O oficial su i-preso nao ousou oppor-se aoa-
judante de ordens do infante. Os soldados
sepaiaro-se eo corpo diplomtico, tendo
atravessado os salos desertos achou nasal-
la do docel o rei, nicamente acompanhado
do marqticz de Torres-Novas seu mordomo ,
e do marechal Beresford. O mernarcha ti-
nha o rosto inundado de lagrimas. Depois
do haver agradecido os embaixadores disse
em voztfaixa, pon|ue a rainha estava escu-
ta na salla visinha : Eu nada vi, nada ouvi,
e de nada sei; estou preso e ninguem me
quiz assassinar E como M. de Neuville
procura va fortalecer asuacoragem, elle res-
pondeo em solugos: mataro o conte de Sub-
serra.Nao, Senhor, respondeo o embaixa-
dor.Mataro-o! repetio o rei angustiado.
Elle est na emhaixada de Franga, ajun-
tou M. de Neuville, e nos sabarumos ahi
defende-lo. Joo G. pegou na mo do ge-
neroso diplomata, agradeceo-lhe com terna
effuso, e deo mostrasde haver recobrado al-
guma energa. Interpunha-se lord Beresford
continuamente entre o rei eo corpo diploma-
tico ; mas M. de Neuville voltando-se para
elle Ihe disse : Com que titulo fallis vos,
milord? coma inglez? est aqui o vosso em-
baixador; como portuguez.'
re
rsaqui o vosso
(Quera o embaixador de Franca que I) Jo-
o 6 tirasse immedialamente D. Miguel o
comuiando das tropas e declarasse publica-
mente que desaprovava a sua conducta. Tu-
do ficava terminado si este parecer fosse se-
guido ; mas a opiniio de lord Beresford pre-
valeceo em parte porque este destacado
pai receiava deshonrar a sua familia publican-
do a trahico de seu filho. Foi por tanto de-
cidido que o rei exigira smente do infante
que Ihe pedisse perdo em presenca do corin
diplomtico. D. MiRUel havia ja prevenido
a seu pai, que se diriga Bemposta ; mas
era como senhor e nao como supplicante
que elle contava all appresentar-se. J). TI10-
maz Ihe participou que o corpo diplomtico es-
tava em palacio e que elle mesmo Ihe facili-
tara a entrada. Aturdid deste golpe nao
ousou o infante demorar mais a sua hida a
Bemposta. Subindo os degros do palacio,
em seu pueril furor mordia e rasgava as lu-
vas. D. Joo 6. lllou-Ihe primeiro em par-
ticular e depois de dez minutos de conversa-
cao entraro para a salla onde se achavo os
embaixadores O principe poz um joelho em
trra e pedio humildemente perdo seu
pai. M de Neuville declarou depois, em nome
de seus collegas q ue elles nao tratario com ou-
tro ministro de negocios estrangeiros que
nao fosse o duque de Palmella, cuja soltura
reclamou ; o Jurante deo a sua palavra de u
soltar e a rainha que at euio havia ob-
servado silenciosa esta scena da salla prxima ,
nao pode mais conler-se : Se deixo esca-
par aquelle exclamou ella tudo est iier-
d do F. sem dissimular o seu furor parti
depois para Queluz. D. Miguel mandou re-
col her a tropa seus quateis : a marcha da
conjuraco ncou por um momento suspensa.
( Contina. )
DECLABACES.
Semprc eu pensara, proseguio o abba-
de que a traigode Mem Viegas faria vivo
abalo noanimo de vosso pai; mastanlo, custava-
me a cr-lo. O meu ministerio era consola-lo, e
para consclago recorr fon te de todas ellas:
lembrei-lhe o justo, o filho de Deus cuberto de
alrontas perdoando na cruz aos seus perse-
guidores: lembrei-lhe que mais de urna vez por
ohra e palavra o Crucificado ensinra o perdo
das injurias.
Mas elle era Deus mas elle nao ti-
nha urna filha que milito amnsse ; que fosse
como urna flor de innocencia 11111 anjo de a-
mor, e se convertesse. n'uma barregau
refece e torpe. Um Judas houve entre os seus,
como o que entrou nesta casa ; mas esse onde
est ? No inferno. E este ? Folga e r d
mim velho. Ah que este velho tem um filho!
Vinganca Vasco Vinganga !
Eu olhava para vosso pai : nao saba se
elle delirava ; se tiestas palavras havia algun
olhos del). Beatriz se encontravam frequen-
tes vezes com os delle. Julguei que devendo
partir brevemente se alguma affeigo ia
nasoendo entre os dos sedesfaria com a-
parlamento. Enlrelanto D. Vvaldo, com
seus modos corlezos e de primor, captivava
cada dia mais o animo de vosso pai. A noite
lia-nos o Amads do nobre Lobeira, que o se-
nhor Vazqueannes muitogostava de ouvir e
de que tinha um traslado dado pelo proprio
auctor. Quasi que vosso pai nao podia estar
urna hora sem I). Vivaldo. Encostado ao seu
brago passeava tardes nteiras com elle ora
na malta de carvalhos ora no borlo conti-
guo. D. Beatriz o acompanhava eestea-
morque me. pareca em comegoj eslava con-
vertido enriiicendio violento. Mas nao era
mais que um seductor infame Se tivesse pe
dido D. Beatriz a vosso pai elle lh'a houvera
dado por mulher. Certo que o amava mui-
lo Pobre que fosse, ou de menos puro san-
PBEFEITUBA.
Parte eo dia 25 domrrente.
Illm. e Exm. Sur. O Sub-Prefeito da
Freguesia do Becife partecipa que achan-
do-se hontem pelas onze horas da manba em
Palacio ouvira dizer que um homem acabara
de ser assassinado naque lia Fraguesia e di-
rigindo-se logo ao logar do acontecimcnlo ,
eflcontrou anda na porta da loja de Manoel
Gonsalves da Silva sita na ra da Cadeia o
cadver do infeliz Luiz Gonzaga Pe voto de
Miranda brasileiro branco casado e
morador no Eugen lio Piedade o quai foi as-
sassinado por dous negros vestidos de prelo,
mysterio fnntelligivel para mim. Um pajem guei Era urna cegueira do honrado fidalgo,
que entrou neste instante me fez ver que vos- je aquelle homem devia ser o sen assassino
soVii nao delirava.
O pagem estava no meio da casa como um
criminoso : olhos pregados no chao, e os bra-
gos pendentes.
Ento? disse o senhor Vazqueannes com
voz de mortal angustia.
Todos os bsteiros e homens d'armas
respondeu o pagem acabam de chegar:
correram mais de quatro leguas por diferen-
tes caminhos. Nao encontraram a senhora
D. Beatriz, nem-D. Vivaldo.
Vasco foi o ultimo grito de vosso
pai : ecahiu desfallecido.
Ento percebi tudo. Confesso que
tambem nesse instante me passou pelo espiri-
to um pensamento de sangue.
Poucas horas antes de eu sahir da priso
em que me retivera Mem Viegas D. Beatriz
tinha fgido com o miseravel D. Vivaldo. Este
homem indigno do nomo de cavalleiro pas-
sando por aqui, falsa ou verdaderamente
enfermo pedir e recebra gasalhado de vos-
<( Desde este dia vosso pai nao dissw- mais
palavra, nem quiz mais comer. As vezes vi-
am-se-lhe borbulhar nos olhos as lagrimas ;
mas enxiigavam-se-lhe logo. Durou assim
alguns dias : urna febre violenta o sustentava.
Este fatal alimento fallou-lhe por lim e ex-
pirou. O nome nico por quem chamou pou-
co antes de morrer foi o de si u filho.
Aqui o abbade callou-se. Estava em p di-
ante de mim e eu olhava para elle lito : Bri-
tes que tinha cscutado tudoimmovel como
cu me tirou daquelle torpor salnndo do apo-
sento '1' e cantando :
Boa festa santa festa
Em que se canta la lim :
De festa vestida s bodas ,
As bodas cantando vim.
J porm este medonho contraste de urna
voz de alegra no meio do ambiente de ferro
que me cercava nao me fazia abalo. A dr
passra o termo at onde Ihe dado ir esma-
gando o corago humano : o meu era ermo ,
so pai. Dentro de poucos dias percebi que os | n petrificado. Mas ahi estaya, gravada po-
la voz de meu pai urna palavra que nao se po-
dia apagar Vinganga !
Que me deem algum alimento. No pateo
um ginete enfreado e sellado. A minha ar-
madura e a minha espada bem limpas na salla
d'armas Um pagem para me acompanhar.
Senhor Deus Jesu-Christo Exclamou
o abbade com um gesto de terror que, nao
sei porque nelle tinham causado estas
palavras.
Que me deem algum alimento. No pateo
um guete enfreado e sellado. A minha ar-
madura e a minha espada bem limpas na salla
d'armas. Um pagem para me acompanhar.'.)
Os tneus pensamento* eram immutaves co-
mo de bronze fundido: as minhas palavrasco-,
mo um dobre por finados innegaveis, indes-
tructiveis.
Creio que comi : senti renovarem-se-me as
forgas Creio que vesti a armadura ; ouvi o
Unir do fraldo de malha sobre os coxotes, o
jogar destes e das grevas debaixo das joelhei-
ras. Creio que cingi a espada: o corago per-
cebeu que o instrument da vinganga estava
encostado ao peito. Creio que cavalguei no
meu ginete ; conheci que escarvava a Ierra
diante da planicc que sealargava em frente dos,
pagos j meus, como oiu dia de peleja no
campo da lide.
Tambem um pagem-cavalgando urna haca-
nea estava ao p de mim : trazia-me a langa;.
e s costas o meu escudo metlido em urna
fund. Como se outras armas houvesseahi
mais que a espada ou o punhal para quem
quer vingar-se : outro escudo mais que una
vontade um pensamento perspicaz, tranquil-
lo nico incapaz de errar o alvo simi-
Ihante a urna tengo damnada de Belzebulh !
Sabes onde sao os pagos do cavalleiro que
esteve aqui ? perguntei eu ao pagem.
Qual, senhor ?
1). Vivaldo, cao maldito!
Nao senhor. Mas ouvi que seguiaA
ofifte.
d Para Lisboa! n
[Contiuuar-se-li.J
N____


J
e guiados por um individuo tambero branro ,
e a cavallo o qual tendo avislado o dito Gon-
zaga junto casa do finado Berato Jos da Cos-
ta o indigitou aos niesmos egros e estes
immediatauente elle se laoctio agarran-
do-o um pelas cosas, dando-llie o oulro com
uma larga laca quatro lacadas sobre a p di-
reita as quaes lite tocaro ococaco e pro-
duziro a morte que logo se seguio ao sobre-
dito Qoozaga.
Procedeo-se a competente vistoria no refe-
rido cadver ; e como j se tenba podido ob-
ter alguns sigaaes caractersticos dos mencio-
nados pretos vai-se proceder a requisico de
sua captura e entrega no logar onde se
suppe que elles posso estar omisiados.
Nos dias 23 24, 26 e 27 nao oceorreo no-
vidade.
Olin-
V E N D A S .
-i.C
ARSENAL DE MARINHA.
Havendo precisAo de serventes livres
para os trahalnos do Arsenal de.Marinha o
Illin. Snr. Inspector manda fazer publico que
as pessoas que ueste servigo se quiscrem em-
prear, comparcgo no mesmo Arsenal.
lnspecgao do arsenal le Marinha de Per-
nambuco 26 de Janeiro de 1812.
No impedimento do Secretario
Christovao Santiago de OHveira.
AVIZOS DI VERSOS.
ssy 0 1." Secretario da Sociedade Nata-
' letiso parle-cipa aos Srs. Socios que boje 28
do corren te ha sessao no Collegio pelas 7 ho-
ras da noute na qual ten de discutir-se
objeclos de grande entidade.
S2F" Aluga-se uma coxeira com bastante
fundo com o portas de frente cita na ra
do Hospicio : a tratar na botica da viuva de
Job rerreira da Cimba.
szy liira-se uma casa terrea com m'ui-
li) hons ConTmbdos quintal e cacimba 'cita
na ra da Florentina : a tratar na inesina ra
na ultima casa do Jado do norte.
XS' Responde-se ao herdeiro do fallecido
AnnunciagAo (|ue & demora da conclu/o do
inventario dos bens do dito tinado nao tem
sido do respectivo cartorio e sim da viuva
invenlariante o seu procurador, de quem
se deve querear.
V3" Precisa-so de uma ama sol te ira de
hons eostumes para casa de um homein sol*
teiro, qHesaiba cozinhar o diario de urna
casa : na rn e sotao delronuj daserrara.
jy Aluga-se uma casa de uir andar com
commodos para 'grande familia com quintal
muradoe cacimba, cita na ra das Trin-
chen as em S. Antonio : -a tratar na ra da
Cadeia do Recife n. 12.
$w Quem precisar de uma ama para todo
0 servigo de urna casa dirija-se a ra de Ma-
noel Coco R. lo.
S^f-Ollerece-se para caixeiroou oulra qual-
quer oceupagAo um homem portuguez sem
familia c mesmo para ensinar meninos a
ler particularmente : quem o pretender di-
rija-se a ra do Qucimado loja de ferragens
1>. o.
X''f A pessoa qua achou 4 voltas de cordo
junto com urna redoma de ouro que se per-
deo do Collegio a ra ireila c dcsta a Gam-
boa do Carmo, ao amanhecer do dia Quarta
1 ira 2G do correnle sendo queira restituir
oa ditos objeclos dirija-se a ra Direita lo-
ja de couros D. 2o do lado do Livramento ,
tpie ser recompensado.
ssyTbomaz Sayle o celebre proprietario d o
mnibus e oarruagens nesta Cidade tem a
honra de avisar ao respeitavelpublico, que no
dia 2 de Fevereiro se achara o seu mnibus
no lugar do coslume a frente da Igreja Matriz,
na ra Nova, pelas 8 Floras da manhA, prom-
jito para levar passageiros para o Poco e
voltar para sabir outra vez as duas horas da
tarde para o mesmo luga.", avisa mais que
ter todas as suas carruagens em seguimento
a qualquer hora para o mesmo lugar : adver-
te-se que paraesse dia cada um passageiro [ta-
gala duus mil reis
BP Joze Camelo Pessoa de Siqueira Ca-
valcanti fazscientea Senhora do Engenho
Viola que se acha nesta Villa de Cimbres em
Pesuueira um escravo cabra que diz ser seu
captrro de nome Estevo ,'e conduzia uma
carta de Joanna Xavier de Miranda dactada
de 8 de Dezembro do anno p. p., apadrinhan-
do ao dito escravo o qual deixando de vol-
lar com a dita carta para o engenho veto ter
a esta Villa, aonde deve ser procurado. Igu-
almente faz publico para conhecimenlo e no-
ticia de quem perlencer, que no mesmo lu-
gar se acha O preto Francisco de nagao Ca-
raage o qual diz perlencer a Joanna de tal,
viuva que foj de um Europeo que morava
no Rio Formoso onde est ainda hoje a Se-|Vajr A Riblia grande pelo Padre Antonio
nhora cujo Europeo ( diz elle ) tora assassi- ; Pereira com latim a margem ultima edi-
nado ja a lempos e pie sahiudo a vender ejciio: no convento de S. Francisco em
camo estrnvias.se o que vender fugto para o da ou annuncie.
Recife 8 d'ali para esta Freguesia onde
foi praao nos prximos dias da fasta do Natal.
E liara quesejao-os annimciados procurados
com brevi.lade mando publicar o presente ,
protestando que se o Rio forera da dada da
publicagao deste a um mez os far entregar
a JlKCa.
XZf A pessoa que annuncioii querer ven-
der una casa terrea na ra da Concordia, sen-
do que ainda nao ten ha vendido, dirija-se a
ra da Cadeia velha n. 17.
siy Arrenda-se um arina/.em com porto de
embarque a porta, tem grandes coinmodos
para qualquer eslab-deci manto de. novas fa-
bricas ou padaria e para r"colhcr : no mes-
mo sobrado 5o da ruada Gloria.
C-f* A iHissoa que annunciou no Diario de
Segunda feira 2t do oorrente querer alu-
gar um prelo mensalmeiile na ra do Ara-
gao I). 5 i ainda querendo dirija-se a praga
da Roa vista D. 4.
VT Oflerece-se para ser ama de um ho-
mem solteiro nacional oVslrangeiro urna
miilher parda para cozinhar engommar ,
e todo o servigo de una casa menos com-
prar na ra : quem precisar dirija-se a ra
de Agoas verdes na loja do sobrado D. 1 do
ladodireilo.
tzr OProfessor de lalim do bairro da Boa
vista avisa a quem convier que d princi-
pio aos trabalhos de seu magisterio no dia 5
de Fevereiro, dacta em que estar aberla a
retpeotiva matricula.
tw Arrenda-se um silio em S. Auna jun-
io ao em que o Sr. Nicolao tem venda e ai-
renda-se por mez ou anno ; o silio est mu-
rado em toda a frente, tem cacimba com ex-
cellenle agoa diversas qualidades de ao-
res fructferas grande horta e um parrei-
ral novo tem casa de habilagAo commoda ,
e bern repartida com -i salas : ti-m urna ca-
sa menor na estrada estribara nova casa
para pretos e feitor : a tratar na na do Cres-
po sobrado de 5 andares I). 12.
AVISOS MARTIMOS
SZJ- Para o Para com escala pelo Mara-
nhao segu viagem al 10 do mez p. fucturo,
o hrigne Escuna Laura Capitao I.uiz Eer-
reira da Silva Sanios, de bem condecida mar-
cha e commodos para passageiros forrado
e encavilhado de cobre, ainda recebe algu-
ma carga a frele e escravos ; os pretenden-
tes dirijao-se ao Cupitao ou a Firmino Joze
Felis da Roza na ra da Moeda n i l.
S2T Para o Porto saldr at o ultimo do
crrante Janeiro o bem conhecido Rrigue
Maria Feliz Capilao Antonio Luiz Comes ,
por se achar adiantado no seo carrcgarnenlo ;
quem quiser carregar ou ir de passagem para
o que tem bous commodos entenda-se com
o dilo Capito na Bfaoa ou com o seu consi-
gnatario Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
tSJ- Para o llio de Janeiro at o dia 51 do
crtente subir o Patacho Nacional Valente,
por ter parte do seu carregament a bordo ,
e para o resloque Ihc falla e passageiros por
leles commodos trata-se com Paiva & Ma-
noel na ra de Apolo contigua ao porto das
canoas do Recife, ou a bordo com o Capito
macio Xavier Pinheirodef'onteda Lingoeta.
LEILOENS.
SIT Leilao que fazem James Crabtree e
Companhia, por intervencao do Corretor Oli-
veira, de grande e variadosortimeutode fazen-
das lnglezas, as mais adaptadas para este mer-
cado Sexta feira 28 do corren le as 10 ho-
ras da manha em ponto, no seu armazem
da ra da Cruz.
CF" Leilao que fazem Rozas Rraga nCom-
panhia, por intervencao do Corretor Oliveira,
de um bom sortimento de ferragens linas e
grossas, e de muitos outros artigos como se-
jao lio de capateiro tinta de escrever em
frascos penles de marlim dilos travessas
a imitacAo de tartaruga e bandejas muito
ricas, os quaes se enlregar por baixos pro-
cos attendendo-s a preciso de venderem-se
para liquidacaode con tas ; Terga feira Lde
Fevereiro, as 10 horas da manhA em ponto
no seu armazem delronle do Corpo Santo.
COMPRAS.
OT I m escravo yelho que ainda possa
prestar algum servido : na ra das Cruzes I).
A: na mesnia da-se loo* rs. a premio sobre
pinboresde ouro.
K3- Garrafas que foro de vinbo muscatel,
a 80 rs. cada urna : no pateo do Carmo na
renda que faz quina para a ra de Hortas, do
I lado dircilo D. L
S22- Folhinhas de porta ditas de algibei-
ra com variedades dilas de dita com alma-
nak nuii correcto dita Ecclesiastica ou de
Padre ; todas por prego mais commodo que
em outra qualquer parte impressas em bom
papel e lindo typo : na praca da Indepen-
dencia loja de livros n. 57 e 58 na ra do
Cabug loja do Sr. Randeira na venda da
quina delronle da Igreja da Madre de Dos ,
na ra da cadeia loja de ferragens do Sr. Mo-
ntes e que ja foi do Sr. Quaresma defronte
da Matriz da boa vista na botica do Snr. Mo-
reira e em Olinda na ra do Amparo boti-
ca do Sr. Rapozo.
S^r Urna vetida na ra velha quina do
becodeJoo Francisco, n. 19, a qual of-
ferece vantagens ao comprador, tanto pelo
local como pelo mdico prego do aluguel : a
tratar na mesma.
E3" Superior farinha de mandioca em bar-
ricas : na ra da Aurora n. 9.
%ST Uflia capa rica de gurgurAo rouxo que
serve para lrmandade dos Passos ou dos Mar-
tirios galao lino para bonets dito mais es-
trello para divisas de oflciaes rendas para
lences e toalhas e franjas para toalhas de
mesa : na" praga d Independencia loja de
Antonio Felippe da Silva.
SS7- O Engenho S. JoAo Raptista d'agoa ,
moente e crrente de muito boa produc&o,
e maltas cito na Frcguezia de Ipojuca, dis-
tante desta praca 15 leguas e do embarque
das caixas o quarlos de dita : a tratar com o
o seu proprietario no mesmo engenho.
Kr lima escrava moca, c de boas qualida-
des e um moleque de idade de 16 unnos :
na ra do Qucimado loja de Antonio da Si Iva
GusmAo.
SZj- Um sitio com grande casa de sobrado
de um andar dous tanques d'agoa muitos
e diversos arvoredos de Ir neto porto de em-
barque na passagem da Magdalena entre as
duas pon tes : terrenos com arvoredos de fru-
clo e porto de embarque no mesmo lugar ;
tambem se aforo perpetuamente : na ra da
Gloria D. 50.
Ot Tenas e lijlos de tapamento : na
otaria junto a ponte grande da passagem da
Magdalena.
sr?- Um bom negro cozinheiro, para fora
da provincia : na ra da CruzD. 9.
tzr Cera branca em paes farinha de Ma-
go em sacas e borricas : na ra da Cadeia do
Recite da parte do beeo largo n. 58.
tSF- Urna boa casa de sobrado com quin-
tal murado e cacimba chaos proprios e por
preco commodo ; um bonito patanquim aca-
llado de novo ; Diccionarios classicos histo-
reos geogrficos e mythologicos para
uzo geral e particularmente para os semina-
rios, colegios e aulas : na ra da cadeia do
Recife n 12.
W Urna preta boa vendedeira avista do
comprador se dir o motivo da venda: na ra
de Hortas casa I). 5o.
*zr Uma porcao de batatas em gigos e
arroba a 8oo rs. uvas verdes muito novas ,
ameixas ; passas azeite doce a caada a
IjSoo rs. dito de carrapato a 5j2oo rs. : na
roa nova venda D. 55.
SU" Linhas pretas e eruas do Porto em
massos, por barato prego : no pateo do
Carmo quina da ra de Hortas lado direito
D. 1.
5" Dous cavados de estribara de cor
alazao, bous andadores, carregao baixo e
esqu pao pouco por prego eominodo : na
ra Direita loja de muros D. 25.
tz?~ Um relogiode cima de mesa, sendo
de fabrica de madeira e he bom regulador,
e dous quadroscontendo D. Pedro por coroar
e ja coroado por prego barato : na ra Di-
reita D. 41.
Ija Os verdadeiros paios de Lisboa por se-
ren rnenle feitos de carne de porco e nao
de alguina outra : no armazem do Rraguez
junto ao arco da Conceigao ; e ah haver bar-
ril aberto para se vender meia duzia delles
que sirva para amostra alim de quem com-
prar nao ser engaado com os feitos de car-
nes de oulras qualidades : no mesmo arma-
zem caf em sacas, de muito particular qua-
lidade.
ejr- Urna preta de idade de 26 annos co-
se bem e lava de varrella coz i n ha bem
tanto de massa como de outra qualquer qua-
lidade e faz pAo de l e bolinhos : na ra do
Fagundes D. 8.
i j- Uma mulata de idade de 2o annos pou-
co mais ou menos, sem vicio algum nem
molestias, cose,bem e engonima coni per-
feigao ; adverte-se que se vende por ella nAo
querer servir ao senhor a quem aclualu.eenle
pertonce : na ra Direita no segundo andar
do sobrado da quina do beco do serigado por
cima da venda do Sr. Rozas.
VST Charutos da Cacboeba e mais quali-
dades.., por prego commodo : na ra Direita
fabrica de charutos D. 2.
Uj- lima escrava recolhida de bons cos-
tumes engomraa cozinha c lava perfeita-
meute 1 ditas com habilidades 5 moleco-
tas de idade de 15 a 18 annos, um bonito
mokque sabe boliar sem vicios nem acha-
ques um bom pardo um dito bom oflicial
de gapateiro, quatro escravos sem vicios nem
achaques : na ra de Agoas verdes D. 58.
3^ Um rico apirelho de porcelana doura-
da para <.h completo p com 2i chavanas-
una boa cama de angieo ainda nova ; e 5
bandejas ricas ; no beco do Peixolo piu-
meiracasa viudo da ra Augusta.
\ZT Potassa de superior qualidade em bar-
ris grandes e pequeos adinbeiroea praso
com boas firmas : em casa do Joo Rufino da
Silva Ramos na ra do Hospicio sobrado
de um andar defronte do.Coronel Rrito ln-
glez.________________________________
ESCRAVOS FGIDOS.
i^r Fugio no dia 21 do correte da casa
de Joaquim Gonsalves Vieira GuimarAes no
silio do Cajueiro uma escrava de nome Jo-
anna de nagao Raca com os signaes se-
gundes : altura regular, gorda beigos gro-
sos com urna sicatriz de um lalho por cima
do olho esquerdo at a maga do rosto tem
sido encontrada pelo Monteiro e Boa vista ,
anda com vestido de chita., saia preta e
panno da costa : quem alegar leve ao dito
lugar ou na ra velha I). II.
IZ?' Fugiu no dia 19 do correnle pelas 8
horas do dia um moleque ponime Manoel ,
aprendiz de carpina dade 12 a 14 annos ,
secco do corpo olhos grandes e avermelha-
dos pernas um pouco tortas ; levou vestido
caiga de riscado quase preto, jaqueta de brim
escuro; levou em dinheiro 5^520, muito
ladino que parece crioulo ; foi encontrado no
dia que fugiu, na estrada dos Aflictos, e no
Domingo foi encontrado na Roavista: quem
o pegar leve-o a ra Nova loja de ferragem
1). 10, que ser recompensada.
c? No dia 25 do coi rente fugiu ou tir-
tarAo da llha do Nogueira um jnoleque de no-
me Gallo, idade 15 a 14 annos, bem preto ,
cheio docorpq olhos graude|, cara redonda,
denles bem alvos ps apalhetados os dedos
grandes dos ps maiores do seu natural tem
urna pequena ferida era um braco : quem o
pegar leve a dita llha que ser generosamente
recom pensado
ssr No da 29 de Setcmbro fugio uma ne-
gra de nome Margarida crcoula, bem co-
t becida nesta praga por andar vendendo fa-
zendas; levou vestido saia preta e panno pre-
to altura regular, tcm falla de dents na
frente pernas linas, e ps apalhetados ,
consta tpie dita escrava anda nesta praga;
quem della der noticia ou a pegar leve na ra
do Trapiche novo venda de Jos Verissimo da
Rocha que rccelier oO rs. de gratilicagao.
M 0 V IM E N T 0 DO PORTO.
NAVIO ENTRADO NO DtA 20.
Boston 5 51 dias Pataoho Americano Tre-
mont de 14o tonel. Cap. Alfred D. Caul-
field equip. 7 carga plvora taboado ,
e farinha de trigo: a Hen.;y Forster & Com-
panhia.
SAHIDOS NO MESMO DIA.
Pliiladclphia ; Barca Americana Globe Cap.
Nicols Esling carga assucar.
Lisboa ; Rrigue Portuguez Tarujo I., Cap.
Joaquim Pestaa cargaassucar.
Macei ; Rrigue Escuna de Guerra Brasileiro-
Fidelidade Comniandante o I. Tenen-
te Felippe Joze Pereira Leal.
ENTRADOS NO DA 27.
Genova porGibrallar 5 99 dias Sumaca Sar-
da (^onsolago de 57 tonel. Cap. Giacome
Tronco, equip. 12, carga fazendas, fru-
ctas e mais gneros : a A. Sehrann j pas-
sageiros 9 vem refrescar de mantimentos
e segu viagem para Montevideo e Bue:u>s
Ayiv*.
Terra Nova ; 49 dias, Brigue Inglez London
de 18o tonel. Cap. Joseph Clinton, equip-
lo; carga bacalho: a N. 0. Bioner Se
Companhia.
rtECIFE NA T^ P. PE M. F, DE F. es 1842.


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