Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04404


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Full Text
Auno de 184?. Quinta Feira 27 de

Tudo ora depende de no' mesmns ; da nnssa prdenfia, mi-derai.fio, t energa : con-
tinuemos io principiamos, t serenpi aponlados com admiraco miro Sartos niais
tullas. (Froclamaco da Assenihlra Ceral do Brasil.;
PARTIDAS DOS CORREOS TERRESTRES.
ftniaaM, l'araiba, e Rio 'randa d Norte, na segunda e sella feira.
Ilumina (iaraiihrini, a )0 e 21.
Cali,i, SeriilliaVifl, Kio I''(lrrrt'iii| Prrrtii Calvo, Mareio, e Alsjoa no 1 l, e 21.
|ajel3. iinlu Ani:io, quinta feira, Olimla torios osdiss.
DAS DA SEMANA.
2* sc.N.I lia paz. f.Mnfih Ailil. do Juir.de Direilo da 2. Tara
23 Tere, a Ananias. Au-I. d.i juide Direilo da 1,-vara.
2'"' Qnart. Poiwafpa Aud do juii de ilin-im da .1. rara.
5.7 Oiiint. Vllaliann. Au'1. do juir de direilo da 2. tnra.
2S sea!. Grillo. Aud, d Jnix de Djreiiu da 1. rara.
?<> sah. s. Francurn de sals. Re. AuJ. do Juii de Direilo da 3. rara.
3tl Dom. Martinha.
.Jancfro. Ajiho XVIII. N.21
O Diario pul.lu-ase lados o das aja nao foreo Sanfr-i
la
o prefo da
aisijnnlura be
ao nkernloa
y delre,l,.i por qu.neJ ,.-., adiamados. O, .nuncio, do *s>S.nie
gr.ll. en. do que o m. f.fnl ,,uig A W ; ,;,, A, rMaitr;,-~7~~
Me>
CAMBIOS BODU 20 D J.VNfilR.).
Ca.nbto sobre Londres 20 d. p. 111. piTA pei0, Co,..,
Paro .")'2y ick p. franro.
Lisboa XII* S.i f\ 100 dapr,
Ono-Morda de 6,4(1(1 V. IVillOa 14,<0()
N. fV'UOalMOO
de 4,000 S.lO a 8,200
riTi. r.i.oto, i.ooa i/no
l.nSOa l.fi7(,
C<>ll)a 1.650
" """'' 1. Villa 1.4GO
Moeda de robre 3 par 100 de dm onio.
DucOatti de billi. AJtanUega I e | por 1UB
ao mei.
Mem do letras de boas firmas le a 1 e |,
l'reamar do ,/,a 2? de Janeiro.
1." as 5 horas e 1S m. da larde
2. as 4 boras e 42 m, da mauhd.
PIUSES nA l.flA ISO ME/ D JANEIRO.
Quarl. min;. a 3 s 7 oras e W m. da larde.
La Nova a 11 -- a 1 oras e 54 m. da larde.
Quarl. rese, a 19 i f> oras e 41 M da larde.
l.ua elie i a a 20 As 3 oras e 3J m. da larde.
IMA81IO DE PEBIVylMItnr,
PARTE OFFICIL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
BXPBDIENTI DO DA 22 DO CRREME.
Ollicio Ao Juiz inteiho do pivel (1.1 co-
marca de Garanhuns aecusando a recepcao
do seo offietode 16 do correute a i|ue acom-
panhou o-mappa dos Invenlarios feilos na sua
comarca no auno p. p.
Dito- Ao Juiz interino docrime da referi-
da comarca aecusando o rocebimento do seo
ofllcio de 10 do correte aoompanhado dos
mappas dos criminosos quo forao snbmet-.
tidosao Tribunal do Jury no anno p. .. as
sim como dos que forao julgados por elle
Juiz.
- Acenso a recencilo do ofllcio que Vms. lsfl
diriarao com data de 17 do brrente no qual
me fidicitiio por me adrar na Presidencia des-
la Provincia ; eairadescendoa Vms. as oh-
zequtbas expressocs com que nic Iractfto .
rnmpre-mr? assi'iurar-lbes queserci incau-
cavel em promover a felicidade dos, que pe-
la segunda vez me foro confiados; contando
com a franca cooperaeflo dessa cmara e
das demais Autlioiidades da Provincia.
l>os Guarde a Vms. Palacio do ( o ver no
de Pemambuco2i de Janeiro de 1842 Ba-
nlo da Hoa-vista Snrs. Presidentes e Veria-
dores da cmara municipal do Bonito.
Dito A mesma, enviatido-lhe um exem-
plar do ndice das Decisoes do Governo do
anno de 18-40 conforme requisitou emseu of-
rio de 10 do corren te.
Dito Ao oommandante do Patacho Pata-
gonia respondendo-lhe, que para comple-
tar a gunrniciio do mesmo patacho, deve con-
siderar pertenCentus a masilla guarnigao os
14 rCcrutas que nesta datadevem estar seo
bordo.
C0 M M ANDO DAS ARMA. S.
FAPEDIENTE DO DA 18 DO COiUlENTE.
Officio Ao Exm. Presidente significan-
F@LEinni
O MONGE DE CISTER.
Romance histrico.
(Fragmento )
138 1389,
Dos males em qite lia cura
todo beneficio val ;
mas o mal rpie immorlal
quem Ihe remedio rocura
perde lodo o cabedal.
b. ALV. DE or. can. de Res, f. 182.
<( Vamos Tr. Vasco, em que scismas ? lia
lnais de meia hora que levas os olhos pregados
na corente do rio. Ergue-os para o cu. 0-
llia como formoso Imagem do empyreo,
ende mora aquclle queso le pode dar que
so te ha dado consolacao e esperanca. Vamos,
lilho necessorio que por urna vez acabem
essa tristezas que denolam estar ainda mui-
to enraizada na tua alma urna paisao mun-
dana,
Oh meu segundo pai, oh met mestre ,
oh vos que mil ve/.es me tendes salvado de
niim mesmo perdoai-me Urna idea ses-
tra e m me pasava agora pela cabeca. Af-
ligurava-se-me neste momento que l). Leonor
eslava junto de mim ; u via-a aqu mesmo
no meu lado : via*lhe o sorrir suave; ouvia-
Ihe o respirar sereno : senta o brando cheiro
los perfumes dos seus cabellos dourados : oh !
e .silicis qual era a minha idea ? Era apna-
la anda entre estes bracos de que fgiu como
nina va sombra e cnlo atirar-me com
''Ha a esse rio que vai rpido como o cnvelhe-
fer deslaalma ; fundo, como a amargura do
"H'u coraco Depj proaeguiu elle com
u>'- atada. Dcjvois que viesse o infer-
do-lhe que em cxocucAo ao Decreto de ||
do Setembro ultimo, eaos olliciosde fOde
Dezembro do anno passado e 8 de Janeiro
correnlu, hava no di.i 1.^ dado principio a
organisacao do BatalhAo de Caradores Pro-
visorio de Pernambuco com quatro Com-
panluas, por agora, em raso da falta de
pregas paramis, e sobre tudo de ollicacs
Remettendo-lhe o mappa da forca das ditas
Compnnhias, propunha oCirurgiao J. J Al-
ves para exercer provisoriamente suas func
ces no novo BatalhAo alternando com o ci-
nirgiAo Bernar.lno Monteiro noserrQo do
Hospital Reg mental tendo os mesriios vpn-
cimenlo, dos Cirurgies Ajudant-s dosCor-
posdeLinha; pedia providencias acerca dos
ofliciaes. cuja falta motivava a nao ortranisa-
Sondo porisso necesario mandar abonar o far-
damento pelo Arsenal de Guerra, dexando-
se de tirar pelo BatalhAo o qmntitalvn mar-
cado por Lei servin.lo-se 8. Ex. no caso
d'anprovar esta medida de dar suas ordens
ao Arsenal, parase appromntar nara Cada
praca as pecas de farda ment grande, o pe-
queo, constantes da relacftO que Ihe enva-
va rujo fardamento. devendo ser fornecido
para o completo do BatalhAo ronvinlia que
fosse manufacturado, na rasAo do numero dn
pracasque o BatalhAo recebosse. em vista .las
requisiQdes que hirio sendo opporlunamen-
te anresentadas.
Dito Ao Tenentf Coronel Commandante
do Deposito, cnviando-lhe os nan*is de con-
tabididade do destacamento da Comarca do
Rio Formoso pertencenles ao mez de De-
zembro ultimo, cuja importancia devia sor
entregue ao Cabo Francisco Rodrigues Pi-
mentel.
Dito Ao Prefeilo da Comarca do B'o For-
moso communicando-lhe o expendido no
oflicio precefente. com o que ficava respond-
dooseu de 13, acressentando q' oespaco em
hrancj reservado nos papis de contabilidad
para as verbas do Commssaro Fiscal do Mi-
nisterio da Guerra, deva ser maior ; porisso
?."!_? ''"?V0r,)il9l'"ha de recebr o seu | fbsse receber do inspector da ThezouTaria a
qtiahtla de 400,) res, para a compra'do
cinco cava I los para o mesmo contingente, Je-
vendo nesta compra ter mullo em vistas, quo
no.
Jess,
Vasco Ests doudo ? Blas-
phemas? Assassinares urna fraca mulher ,
assassinares-te a ti proprio, e renegares da
vida eterna ?
Urna fraca mulher dizeis Vos reveren-
do nonno i' Urna fraca mulher ?!... Fraque-
za de vbora que vos toma atraicoadameute,
quando dorms, evosmorde, evos envenena
sem remedio a essencia da vida. Essa fra-
ca mulher leve Torca para me esmagar e cal-
car aos ps este pobre coracAo, querr bom ,
que nsCera para amar tudo o que o rodeava !
' Homem de Deus vS nao sabis o que
ver cerrar diante de nos o mundo no primei-
ro quarlel da vida quando aiiiinginacao po-
voaesse mundo de gozos de gloria de feli-
cidade = Vos nao sabis que misterio infer-
nal se passa c dentro qUando a urna risada
de mulher, que sdppnhamos um anjo, e
que' era m demonio, a vemos tomar as
mAos o nosso futuro e esmigalha-lo em terral-
Assassinar una fraca mulher ? E ella nao
me assassinou a mim ? Que son eu debaixo
deste habito de eslamenh -- Lfm morto q*
falla e anda e chora mas ja nao vive ;
porque o viver nada disso -- Padre padre
Deus me livre de mim mesrro Mas vos cho-
ris ? Oh nAo nAo > pobre Vasco est
loueo! Dissestes bem. Esquecei-vos de se-
us desvares. Prometi Virgen) jejnar tres
das a j>o e agua cuberto de cilicios logo
que chegemos aonosso mosteiro, para que
Dos me perdoe as blasfemias que tenho dito.
\s tambem me perdoareis Nao assim ,
bom Fr. Lou renco ?
Sim sim meu irmao, ptfrdoo-te o es-
cndalo que me deste. Tambem cu cubrirci a
nomo por inte-iro.
Dito Ao Major Commandante d,. Fortale-
za do Brtm para informar com o que se Ihe
olferecesse. sobre Orequerimcnto do Capitao
MesiiuitaPmentel, que pedia ao Exm. Sur.
Presidente a soltura do seo criado Joo Fran-
cisco Crrela.
Portara Ao Tenene Coronel Comman-
dante do Deposito ; mandando excluir com
guia de pflssngem para o BatalhAo d Cacado-
res Provisorio de Pernambuco o Cabo" dos
Cometas Francisco Severino.
Dita Ao Tenente Coronel Commandante
d'> BatalhAo de Gacadores Provisorio de
I ernambuco authorisando-o a rceeher com
guia de passagem o Cabo dos Cornetas ,
mencionado na precedente Portara.
dem no da 19.
O.llico AoExm. Presidente devolvendo-
Hie o requeiimento do Capitao Reformado
Mosquita Pmente), com a informacAo que a
rospetoda prsAo do paisano JoSo Francisco
Corroa deo o Major Commandante da For-
talesa do Brum.
Dito-Ao Exm. Commandante das Armas
da Corte, ooinmunicando-lho, que do!.
de dezembro ultimo em diante, forao- elevadas
a 80J, e a 5o. as presfaces de 00.) e 25ji
que haviAo dexado nesta provincia o Gapi-
iO Anacleto Copos de Santa Arma e pri-
melro Tenente Antonio Doruellas Cmara ,
do toreeiro BatalhAo do Arlilhoria a pe exis-
tente na Corte ludo de conformdado com
os Avisos da Ruparlco da Guerra de II, e
lo do referido me7.de Dezembro.
Dito Ao Inspector da Thosouraria para
que segundo as ordens da Presidencia noses-
se a dsposicAo do GaptAo Graduado Sohas-
tiio Copes GumarAos Commandante do
Contingente do Gavallaria. a qnanlia de 00,>
res, para compra de cinCo cavados para o
mesmo Contingento reser^ando-se a compra
dos outros cinco, para outi'a occasAo.
Dito AoC-inilo Gommaodante do Con-
tingente de Gavallaria, ordenando-lhe que
minha cabera de vaso ; cingirei os mcis rns
de cilicio e ajudar-te-hei a implorar a mise-
ricordia do Senhor para que te allumie e af-
faste do leu espirito as lentacoes de satanaz.
Oh como sois bom, meu nonno! dis-
se entre solucos' o outro interlocutor, lan-
cando-se a seos ps, o heijando-Hic a fimbria
do grossoiro habito.
Depois ergneu-se e assentou-sc-lhe do, apertando-lhe urna das mAos entro as
suas c derramando sobre ellas lagrimas como
punhos, (piecahiam a espacos, arden tes qual
logo porque do intimo vinham ellas.
Mas quemffram estes dois homens ? On-
de estavam ? D'onde vinham ?-- Para onde
iam ? Em que lempo ca isto ? Natural
que o letor faca taes perguntas as quaes te-
ms obrigaco de res|)6T)der.
As duas personagefts, entre as quaes se
travra o dialogo com que comecmos esta
mu verdica historia eiam dois mongos de
Cistcr, ou de s. Bernardo, 0 mais mogo,
de cuja boca sahiam asexprcssi^esde desespe-
ro que cima licam transcriptas era mance-
bo de vinte e dous a vinte c cinco anuos, bem
proporcionado c robusto tez morena e Ca-
bello negro basto e crespo feicOes lafvez
nAo mimosas, mas sem di/vida, attracfivas.
Os seus olhos erarn portUgUezes : isto rcllc-
xo perenne dos ntimos pensamentos ; (em-
pestuosos* com as procedas do coraran, ser-1
nos com a calma delle. No rosta do mancebo
eslava escripto d nome ora um lilho das Despalillas : acor, o gesto,
o olhar. ludo di/.ia que ahi dentro liavia o es-
pirito de mu godo, o ao mesmo lempo que
nessas eu| orria o sangue de um arate.
Doudo mongo ora homem de idade rebus-
os cava los fossem oovos gordos, e da cs-
tatura designada no Regulamentodel704, e
porlarw de 25 de Abril de 1828. Que posto
se fornecesse para a compra dos cavallos urna
quantia equivalente ao mximo prego de ca-
da um (80-) era de esperar do seu zelo que
a compra se CfJectuassti por menos dosse va-
lor, devendo depois de comprados os cavallos
dar a coitla da respectiva importancia e da
resenta de cada um delles.
Dito-Ao Capital) Commandanle interino
da Companhia do Ariilices,ordenando-Ihe ,
de conformidado com os Avisos Imperias de
11 o 15 de Dezembro ultimo (pie do 1. do
referido mez em diante tirasse pela folha das
provstagoes ao Gapitio Anacilo Lopes de
Santa Auna sde 80) reis, e ao 1. Tenente
Antonio Dornellas Cmara a de 35..
Dito Ao Inspector Coral das obras publi-
cas pedindo-lhe \wr copia a parle do rela-
torio da inspeccaO-T que ltimamente lizera
no forte do Buraco ; assim como o ercamento
da despoza a fttseT com os reparos ou con-
certos do mesmo Forte, a fin de poder ba-
scar urna representosla de lser encaminhar a Presidencia,
Dito Ao Tmente coronel commandante
do Deposito, scionUi'icando-o que o tinha no-
meado para vogal de um conselho de Direc-
cAo o qual se deVia faser na Secretaria Mili-
tar as 10 horas da manh do dia 21 do cor-
rente.
Dito Ao Tenente Coronel Commandante
do BatalhAo de Cica loros Provisorio de Per-
nambuco, cominuncando-Ihc que tinha no-
meado aos CnpilAes Luiz de Qoeiroz Couti-
ftho e Manoel Fcrnandes da Cruz para vo-
gaosde umtxmselhode DirecgAo, que se ti-
nha de reunir na Secretaria Militar as 10
horas do dia 21 do crrenle, (leyendo mandar
avisar a dilosofllciaes.
Dilo-Ao Capitao Commandante do Can-
ia. Tinha os cabellos espessos e grisalhos
l.jta ospagosa nariz aquilino, os olhoS fun-
dos vivos e pequeos, Jejuns e meditaedes
Ihe haviam cmmarelecido e encovado as faces.
O todo dn son aspecto era severo e triste mas'
quem Ufo observarse atiento, la enxergari\
por baixo dessa superficial tristeza a alegra
(pie gera Urna boa ccmsciencia. Quando o ve-
llio ergua osnlhos ao cu crer-se-lna que a
travez da abobada azul divisava a patria do
repouso ((ue elle a conquistando com vigi-
lias c soirrimento sob o peso da cruz. Tu-
multoou (piictacAo, angustias u gosos da vi-
da eretfl para elle o ihesmo (fue para o pere-
grino o fumdsiirho da aldeia do valle, onde a-
penas dormhl urna noitc visto da cumiada da
serra, qUe Ufo vai esconder para sempre :
eram Urna lembranCa Urna saudade duvi-
dosa dejuventdde; porque .0 mondoa, la
mudo longe delle meneando-se senhorl o
orgulhoso em suas miserias ou grandezas.
Das pdixes qUe elle ou alimenta ou gera .
s urna reslava a Fr. I>otlrencO -, era a paraAo
jUf* ensina o ovaiigclho : o amor pelo ge*
Ocio humano.
Fr. Courenco, chamado o bacharel, por
ter estudado leis na universidade de Lisboa ,
entrara na ordem de Cistor j homem feito e
ahi fi-d recebidocom os bracos abortos, nao su
pola rcpiacao de nsabedore letrado deqoo
gosava mas lambem por ser pessoa do virtu-
ilc ebowide. P abbadc de Alrobaca, I).
Jutto Dornellas, o nomera procurador da-
quel|e colobr,' mosteiro, que j gosava do
corta supremaca sobre os otros da mesma
ordem apesar .1" na sua origem todos seren
independonUs mis dos oiflToS,
Os negocios da ordem obrigavam por m


s-
T"\ -.jrTZrrfr-'rf
V
tingente deCavallaria, fasendo-lhe aviso para
comparecer na lia 21 por ser vogal do con
seibo mencionado na portara abaixd traus-
oripta.
Portara Romeando 6 eenselbo de Diree-
ejio', feto ao Soldado do sexto Kalalhode
caladores addido ao Deposito darlos Fre-
deiico d^vcilos Goes do Britb que aspira
servir na qualidude de adate.
idi:m do da 20.
OllicioAo Exin. Presidente cnviando-
Ihc o onselne de guerra feito ao 1. cadete J.
K. V. da Silveira para que fosse eni ultima
instancia julgado pela junta de juslica.
DitoAo mesmo Exm. Sr., requisitando-
Ih cxpedieao de suas orensao director do
Arsenal de Guerra, para que llie enviasse
Com a possivel brevidade um mappademons-
tralivo da Guarda Nacional dos Municipios do Rccife,
Oiinda, Cabo, e Iguarag, desde a sua crea-
cao atf o lim do anuo passado 3 devendo
por agora rcmetter logo o mappa perlencente
ao Municipio do Recite por onde linlia de
dar principio a inspecejio que llie lora com-
metlida por ollicio de 1T> tiente mez.
DitoAo mesara Esto. Sr., enviando-
Ibe para que fbssem despachadas duas re-
quisces do armamento, o ntansis que por
azora se fasao neceasarios ao Batalhao de Ca-
ca.lores Provisorio de Pernambueo.
DitoAo inesino Exm. Sr. eommuni-
eandortlie o offerecimenlo que lisera de ser-
vir 110 Batalhao de Cacadores Provisorio de
Pernambuco o 2. Sargento do Corpo d Po-
lica Martiliano de Barros, c pedindo-lhe
Imuvesse de dar suas ordena para (pie elle
l'osse eliminado daquelleoorpo e remeltido
para s-> Ihe abrir asscnlode praca 110 dito Ba-j
lalliao.
DitoAo mesmo Exm. Sr. communi-j
cainlo Hit! as repetidas faltas da Guarda Na- !
cional no servido da guarnicao continan-
do a nao aparecer ooflicial nomeado para en-
trar de lija a Braca, nao obstante haver-se
ja reclamado providencias do Gommandante
Superior 1I0 Municipio, o ponderando-llie
que nao estando a sea alcanse remover este
inconveniente bouvesse S. Ex. de provi-
denciar orno julgasse acertado.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. enviando-lhc
inlbrmado o requerimento do Capitn Ma-
noi-l Jos Veira, e Cadete Lutz Hibeiro
Sanchos, ePedro Jos Veira quepediao
ser transportados a Balda no vapor Crrelo
Bra/ileiro que eslava prximo a largar para
aquella Provincia.
DitoAo Inspector da Thczouraria para
que bouvesse de mandar pagara Jos dosSan-
tos Noves, The/.oiireiro da Irmandade da
Conceicao dos Militares a quanlia de -tljNOO,
importancia de seta sepulturas dadas pela
mesma Irmandade, a sete recrutas sendo
um flcenlo no me/, de Noveinbro e seis no
de Desembro do auno passado.
DitoAo ViceBresidente da Meza Bcjcdora
Irmandade da Conceigo dos Militares com-
municando-llie o exposto no precedente ofli-
cio com o que iicava respondido o seo de
honlem datado.
paAo Director do Arcn a l de Guerra,
eonimunicando-lhe, que mandara soltar a
Basilio Elizco soldado da Compauhia d'Ar-
tifices preso por fallas commetidas no mes-
mo Arccnal, e que ao Comandante da referi-
da compauhia se expedir ordem para pren-
der, e soltar a sua ordem do Director qual-
quer praca que praticasse faltas durante o;
trabalhos as ofiicinas.
TEZOURARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE 0 DIA 17 1)0 COMIENTE.
Ollicio-Ao Exm. Sr. Presidente da Pro-
vincia informando o requerimento de Anto-
nio Al ves Barbosa em que pedio licenca pa-
ra no armasem da rilado Vigaro que tem
arrendado rt Mendes e Amorim poder por es-
tacas ila parte do mar, e ah collocar guin-
dastes para o servido do mesmo armasen).
Ollicio Ao mesmo Exm. Sur., infor-
mando que na Alfandega desta cidade, segun-
do cominunica o respectivo Inspector se tem
cumpri.lo a ordem pela qual devem ser admit-
idos as obras Publicas trabalbadores lvres,
naose. bavendo tolerado a introducto dcalgum
captivo se nao na falta absoluta daqucl-
les.
Dito ~ Ao Tenente Coronel Gommandante
da liba, de Fernando de Noronha, acensando
a recepQo do seo ollicio de 22 de Novembro
ultimo e participando-llie, que pelo : ata-
dlo Pirapama se remettem os gneros das
suas ultimas requisiceS e parte do resto das
anteriores.
Dito Ao Administrador da Mesa do Consu-
lado, disendo-lhe que tornando-se indispen-
savel no Arsenal deMarinha, a presenca do
constructor F. Jos Marnho, a lim de com
prestesa tirar-se a planta de urna barca de
vapor e dar-se principio a construccao de
urna escuna, bouvesse de dispensar o dito
constructor do servico da Meza das 2 horas da
tarde em diante at que se conciuao taes tra-
balhos.
Portara-Ao segundo escriturario da con-
tadora encarregado da contabilidade Militar,
para extrair com toda a brevidade e rcmetter
.1 Mesa da Tbesouraria, huma relaco no-
minal dosOfliciaesda extinctasegunda linha,
que vencem sold por esta Provincia com
declarado dos que se achao embregados em
algum servido Militar.
Dita Ao mesmo partecipando-llie acbar-se
anthorisndo pelo ollicio do Exm. Presiden-
te da Provincia de 7 docorrente, em virtude
do Aviso da Secretaria de estado dos negocios
da guerra de lo de Dezembro ultimo para
continuar os pagamentos da divida militar
atrasada, que for relativa aos dous anuos f-
naiiceiros de 187*0 a 1811 somonte.
TRIBUNAL DARELAgO.
Sesso de 2o do eorrente. *
Na appellacO civel desta cidade appel-
lanle Ignacio Renta de Ljolla como admi-
nistrador deseos filho, appellado .Nicolao
O, Biebcr esc.fiv.Ao Ivrreira ; sejulgou pela
conSnnacao da sentencia appellada.
Os embargos de Antonio Veira Uego con-
tra Jota Veira Reg na appellacJKTcivel da
Commarca do Penedo Escrivo Ferreira ;
forao recebdos para se tomar" conheci-
mentoda appellacao. e suppndos oserrosdo
Proces conlirmaro a sen tenca recorrida ,
e condemnaro o embargante as custas.
Na appellacao civel desta cidade appel-
lante Thom libeiro Gomes dos Santos e
appellado Euzebio Pinto, escrivo Rebollo ;
se iutgoo pela conlirmago da senlenca recor-
rida. .
Na appellacao civel desta cidade appel-
lante Joquim Correia < do francisco Antonio Bandeira escnvAo Ja-
come ; se julgou pela reforma da sent Mica
em pai;te e em parle, pela sua conhrmacao.
Os embarcos dos administradores do gran-
de hospital de caridade contra Angelo Fran-
cisco da Silva Conrado e outros na appela-
ocivel desta cidade, escrivo Bandeira ;
forao disprezulos.
Os embargos de Joo Veira da cunha con-
tra Jos Pedro Vello/o da Silveira na cau/.a de
appellacao civel desta cidade, escrivo Ban-
deira -/forao dispresados mandndolecum-
prir o accordAo embargado.
Os embarcos de Auna Joaquim de Jezus
Freir Pedrozacontra Antonio Alves Vianna
na cauza de appellacao civel da Commarca de
Goianna escrivo Posthumo ; forao dispre-
zados.
Os embargos de Joaquim de Souza Pinto .
e outros contra Manoel Martinz Lopes na
cauza de. appellacao civel desta cidade efc-
crivao jcome ; forao desprezados mandan-
do-sc cumplir o accordAo embargado.
Na appellacao civel desta cidade appel-
lante a Fazeiida Nacional appellado Joa-
quim Pedro Patriota. escrivAo Jacome ; se
juliiou pela conlirmacao da sen tenca appel-
lada.
Na appellacao civel da Gomarca das
Alagoas appellante Crsula Maria e appel-
lada Lucinda Vieira Guimares escrivo Re-
bollo ; sejulgou nela reforma da sefltenca.
lo Kr. I.ourenco a residir na corle ; e como
eiilao os cisteiciensesocciipavam o collegioou
esludaiiade s. Pauloe santo Kloi (depoiscon-
vento dos bous homens de Villar) (pie Tora fun-
dado pelo hispo D. Domingos Jardo, em lem-
po de D. Diniz, e por issofossem obligados
aler ah lentes ou ledores de diversas ma-
terias l'Y. Lourenco nelle ensinava (pian-
do se va desappressado de negocios, ora o
direito juslinianeo, que enttoera-muitoda
moila (como n verbi gralia boje a economa
poltica) ou lia aos acholares, que moitosahi
andavam a santa Iheologia noquetambem
o bom do bernardo era poco sein fundo.
Gbaiiiamos bom a Fr. I.ourenco e. com
rasao Ihe demos tal nome. Apesar das em-
brulhadas o demandas em que frcgpen.tes ve-
/es o mellia a desptico, violento, cubieoso
e ao mesmo lempo perdulario D. Joo Dor-
ne.las ; apes quenopouco Ihe.. quebravam a cabera Ir.
Lourenco bacbarel anda sabia adiar lempo
para gastar ciii obras de caridade. Onde ba-
via um desgranado que BOQCorjer ou consolar,
l eslava o nosso cistereiense rico de sua
casa, e, abastado de -sola\ros-, ou ordenailos
que receba como ledor da esludariae nao
ciain ir.us os pie deixra D. Domingos Jar-
do ['ara siisl'iitac(iii dos proves escolasli-
csojos os seus haveres aastata com os
IIu'essilados, e niliblllli se allastava delle rom
a- inAos vasias : justa illud di/ia Fr. I^OUreO
((il. que lemos na escritura, demerge la
orelha ou prove, sem nem urna acidia-, e
da-i be -l divida. <> povo o duba em coffta de
auto: a curie o respeitava; msate, quan
iloo sen cargo de procurador o obrigava a
.ijimni.M perjmtcos juizesos inimigosdasua
ordem sabia-o fazer com lal modestia que
o loin das suas palavras anda lbe ilava mamr
realce eloqueneia do que a lorca da sua dia-
lctica vigorosa. Em lim era como todos
di/iam entao delle na finguagem garrallal
daquelle lempo barora triguosamente en*
derenCante sa carreira per mu verluosas ver-
ludes a perduravil einxalcanienlo em vida
eternal.
No momento em que esta historia comeca
dava elle nina piova mais do sen arden te a-
mor o*o prximo. Nesse da pela manhaa
reeebea um recado em que se Ihe ["'da fos-
se ouvir de conlissaoa nina pobre miilber gua-
si moribunda, (pie viva na aldea de ftes-
tello, urna legua de Lisboa para a banda
do mar a beira do Tejo. Como era da de
S. PhilippeeS. Thiago e nao hava esco-
la, Fr. Lourenco nao hesitan um momento:
disse jnissa : chmou o escholar sen predi-
lecto Fr. Vasco ; partiu com elle do collegio ;
veio pela rua-nova abaixo e passada a fontc
dos cavados d'arame, saiiiu pela poi la da Du-
ra, cbegoii praia, afretou urna barca, e
ei-lo correndo ao longo da margen), cammlio
da aldea de Destello.
Era dentro dessa barca pie se tralava o
mvsterioso dialogo que cima lica tr nflCiip-
lo sem mudar nina palavra pospor, ou
ante por una virgula.
Agoraumpre voltar um p^uco alraz para
sabermos quem era o compMdierro ao mostr
de Iheologia. .
Ilaveria seis mezes depois .pie I'r. lou-
renco resida na esluda! ia de S. Pa.do. quan-
,lo certo da umcavalleiro moco epenld-
bomem chegOU sosinbo porta (lacradla, e
perguntou p< Fr. Louren(;o.--Levado por or-
nc-
BISPAUO DE 1'ERNAMnrCO.
Tolalidade da quanlia que S.Ex.
Bina, djspendeona fbrma abaixo
declarada desdo Qutubr de 1833
at 31 de Dezembro de 1810 CC-;
mo consta dos recibos Rs. = )8:207,r)2;j
Quanlia distribuida no anno de
1811 [icios pobres das trez Fre-
guesias do Recife; da >, e S. Pe-
dro Mrtir pelos Becolbimen-
los 'Glinda Boa-visla tgiiara-
q elioianna : pelo Seminario,
para a obra da Matriz da Villa de
Souza em dispensas matrimoiii-
aes gratuitas e para o Culto Di-
vino nesla Capital e lora
Jem do reverendo sua estreila celia demo-
rou-se a sos com elle por horas taigas :
que ah se passou ningem soube ; mas notou
o porteiroipie (piando o mancebo Sabiu o
velho vio acorapanha-lo e que tanto odes-
conliecido como Fr. Lourengo linham as fa-
ces banhadas em lagrimas. Abracaram-se a
despedida e apenas o frade disse awcavallei-
roquando parta: Filho. constancia em
leu santo proposito Depois ninguem
maislornou a vero mancebo; mas todos
pensaram (pie era algum desgranado pecco-
dor que nao podendo supportar o peso de
suas culpas viera depositar no seio do virtuo-
so monge a confissSo de pesados erros o a-
quietar remord mentas da eonsciencia ped in-
do penlao ao cu.
Passou mais um anuo : certo da pela volta
dalarde, o converso Fr. Julio, quede-
sempenhava,havia bem um piartodeseculo as
funcefles de poiteiro da studaria veio cor-
rendo a celia do mestre de Iheologia ,. e disse
da parte do fra i
Bcnedicite paterdoctor!
Fntrae Fr. Juliao.
O converso, ou barbalo como enlao cha-
inavain aos leigos ergueu a aldrava ; ecoin
as maos cruzadas sobre o peito esperou que
o padre mestre o mandasse fallar.
Que me queris irmao ?
<( Fs'.a caria dodomno de Alcobaca 5 di-
7endo estas palavras, o converso punha as
maos do mongo um prgaminho fechado, e
sellado com O sello do abbade de Alcohaga
a quem por sen cargo competa segundo a re-
gradeS. Bento seguida pelos cistercienses ,
o titulo de dominas, ou 110romance daquel-
le lempo omno.
d'ella.
. Rs. =17:0()2.>41)0
Rs. = |i;i-2()ib8L'i
Palacio da Solidado 22 de Janeiro de 1812.
Antonio Teixeira
Mordomo de S. Ex. Rma.
DECLARA(;oES.
ALFANDEGA.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo
Commendador da Ordem de Ch'isto. e Ins-
pector d Alfandega por S. M. I. que eos
Guarde ckc.
Faz saber que no dia 29 do eorrente se
hade arrematar em hasta publica porta d'Al-
fandega ao meio dia o lo boles de rap valia-
do cada um em 4. reis apprebendidos sem
despacho pelo Guarda do Consulado Bernardo
Vieira de Mello Barros sendo a Arrematacao
iivre de Diil'itos e expediente. Alfandega 2.'i
de Janeiro 1842.
V. T. P. deF. Camargo.
CORIIEI0.
O Vapor de Guerra Correiro Brazileiro re-
cebe as mallas para a Bahia e Rio-de Janeiro,
boje 27 do eorrente as i horas da larde.
LYCU DESTA CIDADE.
Achando-se vaga a Cadeira de meninas do
Bairro de S. Antonio por falescimento da
Professqra Jesuna Candida Moteiro : manda
o Exm. Sur Rispo Director dos Esludo* fa-
zer publico em consequencia da deliberadlo
do Exm. Governoda Provincia que da data
desta a 05 das, (1." d'bril)ir dita Cadei-
ra a Concurso : as Sen horas que se quizerem
oppor devro habilitar-se nos termos da Le.
Secretaria do Lyceu 26 de Janeiro de 1811.
O Secretario
Joao Facundo da Silva GuimarAes.
>-
LOTERA DO TIIEATRO.
OsBilhetes da 2." parte da 8.* Lotera, cu-
jas rodas andao impreterivelmente no dia lo
de Fcvereiro prximo futuro, acbao-se a ven-
da no Bairro do Becife em a ra da Cadeia lias
lejas dos Snrs. Gregorio Antunes, e Vieira
Cambistas, e Manoel Goncalves da Silva; e lio
de Santo Antonio as dos Snrs. Basto na
Pracinhadp Livramento,Guerra na ra Nova,
e Menczes na ra do Collegio.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
OsBilhetes da 2/parte da O.* Lotera, a
favor das obras da mesma Matriz ; acho-se
a venda nos lugares seguinles : no Recife loja
do Sur. Vieira Cambista : S. Antonio loja do
Sur. Menezes Jnior e Boticas dos Snrs.
Joao Moreira Marques e Francisco Anto-
nio das Cliagas, este na ra do Livramento. e
aquello na ra do Cbug : Boa-visla boticas
Oum traz esta car la ?
Um mongo do habito do nosso padre S.
Bernardo. E vol a Gbrislo, que me pare-
ce o mesmo mancebo que vos aqu procurou
ba um anuo___
Basta! nao juris em va o o santo nome
de D'os. Ide e guiae- para esta celia o rc-
cenichegado.
QuandD este enlrou no aposento de Fr.
Lourenco logo elle vio (pie o converso se nao
engaara. O bom do monge correu a abra-
ca!-o !
Parabens, parabens cxclamou Fr.
Lourenco chelo de jubilo. Este sanio ha-
bita que-trazeis, senhor cavalleiro...."Nao di-
go bem...irmAoFr. Vasco, me diz,(|iieDos vos
fez triiimphardostres grandesininigos da hu-
managerago, inundo, diaboe carne. Soccor-
reste-vos ao Senhor no dia da vossa allliccao e o
Senlior vos abriu o porto bonaiieoso onde po-
dis rir-vos das procellas da vida. Sois mon-
ge de Cislere agora....
(.Son monge de Cisler repetiu o moco
frade escondendo a cabcea 110 seio de Fr. L011-
len.o, que breve senlin suas lagrimas ar-
denles Iraspassarem-Ihe a grosseira estame-
nba do escapulario e da tnica e humedece-^
rem-lhe o peito. Oaccenlo com que o man-
cebo pronuncioii aqullas palavras fazia que
ellas sigiiificassem exactamente o contrario do
que soavam. De monge havia nelle ver-
dade acogida mas o coracao !!no cora-
cAo de Fr. Vasco estavain ai Oda todas as pai-
xes do seculo tumultuosas frvidas in-
cisivas como (piando em vez daquella tela
grosseira cubra os membros robustos com
oainezde cavalleiro. Se ah havia algum
diiercnca era que casas paixcs vioienlis-


dosSnrs. Joaquim Jozc Moreira atierro;
Victorino Ferreira de Carvalho praga.
-------sss&a^s-------"
Gui-
Gontinuacao da subscrpgo a beneficio dos ha-
bitantes da Villa da Praia da Vicloru na
llha Terceira.
Antonio Luiz dos Santos
Bernardino Maia da Silva
Manoel Pereira de Carvalho
Domingos Augusto da Costa
maraes
Joaquim u'Oliveira Maia Jnior
Joze Antonio da Silva
Manoel Joaquim da Costa Maia
Antonio Alves de Soiiza Araujo
T. Maciel de Souza
Joze de S Lopes Fernandos
Victorino Teixeira Leite
Victorino Joze Ferreira
Snbastiao Joze Pereira Draga
JoAo Joze Pereira Cabra!
Joaquim Joze Lody
Luiz Goncalves Agr
Torquato da Silva Campos
Antonio Jozc Pinto
Joao Alves Machado
Manoel Duarte Ferro
2*000
2*000
2*000-
2*000
2*000
2*000
2*000
2*000
2*001)
2*000
2*000
2*000
2*000
2*000
2*000
2*000
2*000
2*000
2*'000
2*000
A V I Z O S I) 1 V E R S 0 S.
COSMOIUMA
Thcalro ptico Pitoresco, ra do Vigaiio.
Antonio Joze Ferreira Guimares faz sci-
onteao respeitavel publico
dudas as seguintes vistas em o seu Cosmora-
uia desde o dia 25 do presente mez, e que
continuarao a serem mudadas em difierentes
apocas. .
Vista do Pezo da Regoa na Provincia do
Duuroem Portugal. .
Vista da ponte das artes tomada da ponte
nova em Pariz.
Vista da tbrmoza cscala do >o Lloud e
do apiazivel e magnifico jardim a duas le-
goas de pariz.
Vista do caes de S. Bernardo em pariz.
Vista da praga de Pedro o grande em S.
Petereburgo na Russia.
Vista da campia aprazivel perto da Ci-
dade de Corintho na Turqua Europea.
Vista da Villa de ponte de Lima na Provin-
cia Jo Minbo em Portugal.
Vista doChafariz do largo do Paco e da
travessa de S. Joao na Cidade de Braga em
Portugal.
Vista da Babia de aples, e do monte no-
vo na Italia.
Vista do grande lago e do formozo jardim
Je Versailesem Franca.
Vista do grande canal de Fontanha c do
Quartel de caballera na Russia.
Vista da Cidade de New-york na America
septentrional.
Snrs. Redactores Assim como lia urna
ta!>ella, que designa os tralamentos que se de-
ven i dar as pessoas que podein ter algum di-
reilo mais do que o de Vm. prohihimlo
que se do senhori.i e excellencia quem nao
tem direito isso ; nao haver tambem onlra
tabella decreto ou cousa que o valha que
marque o uso das libros e quem compete
usar para os seus creados desta ou daquella
cor co'm inaior ou menor riqueza && ? Pode
ser que nao exista ; mas custa-me a crer e
para me tirar da duvida he que Ibes pego que
me publique) eslas duas linhas ver si al-
gum desses senhores que nos deslumbro
com as libros dos seus pageos e lacaios me
esclarece nocaso./lbrigadopor tanto favor &c.
O Perguntador.
G?" Tendo o Sr. Bento di Barros feito um
ana unci para que ninguem comprasso a
abaixo assignada o terreno das barreiras ,
que fora outr'ora de seo dominio mas que
boje da abaixo assignada sobre o funda-
mento de que elle avia embargado esse
mesmo terreno em consequencia de o estar
reivindicando por um libello contra a abaixo
assignada, a mesma faz publico queessa
invengan do Sr. Bento de Barros Falcao ja
nao prevalece ; 8 para prova disto ella ajil-
la a este anuuncio os documentos seguintes.
Certifico que vendo a justilioaco de em-
bargos de Bento de Barros Falcao de Lacerd4|
contra Petronilla Florentina da Solidade nelle
que seacho mu-^se achaa sentenga do theor guite. Jul-
go improcedente a presente justificando para
ofim que se pertende visto que nao foro
provados os requezilos lgaos; paguem por
tanto os justificantes as cusas : cidade do
Recfodez. de Dezembro de mil oito centos
quarenta e hum. Manoel Jos da Silva Nei-
va. Nao se continha mais em dito assen-
to &c.
Certifico que vendo o libello civel de Ben-
to de Bar os Falcao deLacerda eoutros contra
Petronilla Florentina da Solidade delles se
mostra nao ser dito libello de revindicago, c
sim pedir certas quanlias, como se veda
concluso do mesmo libello do thepr seguinte.
Pedem que segundo o direito se receba o pre-
zento libello edepois de provado seja a li
condemnada em ledas as quanlias segunda
vez cobradas juros correspondentes e cus-
tas com a pena da ordenaco citada e cus-
tas tendo em dobro. Fama publica. Pede
recebimento e comprimento de justiga, pro-
testos necessarios e costas Paula com
oito documentos. Nao se continha mais &c
Quem poisquizer comprar o referido terre-
no, que alias tem 102 palmos de frente, e
quazi seiscentos de fundo c c todo amurado,
e plantada de arvoredos de espiono procure
a annuneiante na ra da gloria, caza B.
?^- Quem quizer um cont de reis a juros
de 2 por coi i lo aomes, dando boas firmas;
saber na Inspecgo do assucar quem o d.
SZT Quem quiser dar um.cont de reis a
premio, sobre hypotheca n'unia casa cita no
bairro da boa vista ,'dirija-seao paleo de S.
Pedro D. 1 que se dir.
3- Precisa-se alugar pretos ou pretas ,
que sejo fiis para venderem azejte : no ca-
es do Machado em urna casa de duas portas e
janela junto a una venda em urna das nor-
ias tem um postigo quebrado.
jjgr O Sur. Padre Candido Jozc Cocino ,
dirija-se a ra do Livramento no armazn
n. 4, a negocio que Ule interega.
S^- OSnr. Antonio Pires de Carvalho, rf-
sideote nesta Cidade ou nade Olinda; quei-
ra dingir-se a lojade livros da Praca da Inde-
pendencia n. 57 e 38 para receber urna
na
rua
Vinda da Cidade de
simas comprimidas por um anno de novi-
ciado por um anno de abjecgo de silencio,
deedntradiegoes desugeigo, em im a
todos os actos exteriores de humildade, de
docura e de resignago se tinham loma-
do mais speras e azedado mais aquellaal;
na lacerada por dores fundas e talvez -eter-
nas. Fr. Lourcnco a quem elle buscara
bavia um anno em dia no qual a desespe-
rado passra a meta do solrimonto Ihe a-
conselbra o claustro, como remedio nico ao
nial que o roa. O pobre frade |>ouco en-
tendido as tempestades do mundo cria que
bavia outro dilo cerrado ao tumultuar das
paixoesque nao fossem a lousa- da sepultura :
cria que esse dito milagroso era a portara
de um convento Se queris saber se elle er-
rava ou acertava perguutae-o a qualquer
dosses que l fiveram se ainda algum ha a
quenada fem deixc contar historia dos tem-
j>os que j l vo.
Mas ilho dizia Fr. Lourengo le-
vantando brandamente a cabera de Fr. Vasco,
e encoslando-a outra vez sobre o hombro de
modo que o balito ardente do mancebo quasi
que Ihe crestava a facecria eu que a mise-
ricordia divina e a virtude do nosso santo ha-
bito vos houvera arredado do espirito estas
negras imaginages. Masemlim, com o
tempo ; com o lempo Fiae-vos de mim i
de mim em quem acharis um irmao : mais
que um irmao um amigo!
Oh sim! Foi por isso: foi para vos ouvir,
para daralguns instantes de frescor a este es-
pritu requeimado 7 que a penas fz meus vo-
tos pedi ao domno de Alcobaga me man-
dasse |>ara Lisboa estudar. Estudar? Que
posso eu aprender ? ou que me importa ?
fallarcom o homem que me com prebende,
ue eu quero. pedir-vos palavras de conso-
i
carta de importancia
Goianha.
cy- Quem precizar de um caxeiro portu-
guez hbil para ra o qual d fiador a sua
conduela ; dirija-se a Manoel Joze Gongalves
Braga junto aojarco de S. Antonio.
K3" Aluga-se o 3. andar de um sobrado na
ra do Aniorim junto ao sobrado do Sur.
Guimares, com commodo para |>equena fa-
milia : tratar no 2. andar.
%sr A pessoa que perdeu urna chave de
bloc* : procure na loja de Mcroz relojoeiro.
%^- 0 Sur. Tbeolilo Joze de Lemoa ou a-
lis seu fiador queira apparecer' no cariorio
da ra das Trinxeiras N. 8 no prazo de 15
dias; do contrario se publicar o nomo do
mesmo fiador a lim de pagar a quar.tia de
cen mil rs., e os juros vencidos.
l^r" Boje Quinta feira 27 do corrente a
porta do Sur. l>r. Juiz do Civel da segunda
vara na ra do Bozario estreita se hado
arrematar um bom oseravo canoeiro c camaro-
eiro : os pretenden tes queiro ahi dirigir-se.
Sy Arrenda-so o sitio da olariaom Olinda,
junto a Igreja de (uadalupe, com caza terrea*,
olaria c (orno excellente barro junto a mes-
ma olaria arvores defructo, e'terreno para
plantajes : tratar no mesmo sitio com o
seu propriotario.
su~ Precisa-se de um padeiro : no forte do
mallos, ruada Moeda : por cima do arma-
zn do Vianna.
3" Quem precisar de um pequeo por-
fuguoz do idade de 12 annos para caixeiro,
que sabe ler e escrever dirija-se a ra do
Cibug loja de miudezas n. 5.
5S?-Precisa-se de urna ama de leite^ na
ra da Moeda n. 141.
ssr Quem quiser alugar urna coxcira para
carros e tem capacidade para gapateiro, car-
pina muito em conta no fundo da ra de
agoas verdes : a fallar na casa onde morou o
Major Manoel Ignacio de Carvalho das 0
as 9 horas da inunda e a tarde depois das
3 as 6 hora.
cr Aluga-se urna casa terrea preferin-
do-se sobrado de un andar sondo
last.ruzos, pateo do S. Pedro |)riIM. i(l da
ruado Agoas verdes ruada Pentaa c prin-
cipada ra de Borlas, queoseualugue ,,,
eXcodade8aJ0*rs.:,luemliv,rduiJa..;;
ra Noval).., i, qnenfioso pora duvida de
dar-so algumas luvas.
i^- Pergun(a-se aoSnr. escrivo de orfos
quando pretende dar por pronto o formal de
partilhas, da Casada viuvade Animnago ,V
l-ilhos, que seach em seu poder a muito
tempo; pois milito nteiessa a bn-vidade dol-
le Lni hordeiro.
srr Precisa-se allugar huma oscrava para
o servigo de urna casa de pouca familia que
saina comprar, cosinhar o.ensaboar dn-
dose-I he o sustento e 10* reis mensaes : na
ra das Flores casa D. 8 se dir quem a pie
leudo.
SsrNo Recife, ruado Porto das canoas I)
23 fia copos para medida certa de vendas
chegados de Lisboa, por prego comrnodo, ,iS-
siin como vende-se viudo branco. propro para
Missa.
i^?- Guilhermc Purcoll, com padaria Amo-
ricana na ra da San/alia Nova I). 7, faz
sciente aos seos fregueses que AntonioMili-
lao Martina Teixeira nao he mais seu caixeiro
desdo o dia 21 do corrente, e que no dia 27,
em diante continua amandar vender aos seus
fioguozos por outro caixeiro, juntamente com
o negro do coslume, e o prego da bolaxinha ,
e biscouto daqui cm diante, sendo em porcSe
de oito libras para cima he a lio reis a li-
bra, e mandando os seos fregueses liuscaf-a
em casa ser menos alguma cousa, porpor-.
eodaantidanb de. ^
tsy Prccisa-e de urna molhor forra papa
cosinhar cmais servigodo urna casa, a um
Portugucz'solteiro, fora desta praga, quem
se achar as circunstancias annuncie ou pro-
cure no atterro da Iloa-vista en) casa do Tin-
tureiro.
teyQuemJpretcndor comprar, a dinheiro ou
a praso, urna venda bem afreguesada, para a
trra, com poucos fundos, dirigija-se ao Uceo
do Ouvidor, venda da quina da ra da Ca-
deia.
trr Qiiem"quizor"comprar tijollos d'alve-
naria grossa j bom conliocido pela sua boa
qualidade e tamanho e sem se voxar o com-
prador pelo importe ; dirija-Be ra dos
Quarteis paderia I). 5.
tsr Naruade Santa Rita Nora, n mes-
ma cosa em que tere rcstilacAo o finado Rous-
sado e ltimamente Joao llenrique Siegort,
se acha de novo estabelecida urna fabrica de
Licores e restilago d'Agoardontos aonde
se achara venda os seus productos de supe-
rior qualidade, e pregos rasoaveis; nssiin
como espirito tanto para chapelleiro como
marcineiro.
lago e de esperanga..... que me apaguis
eslachamma que me consom a alma ; que
me deis triaga contra a pegonha que me lavra
no corago. Homem de Bous o mundo vos
chama um santo paz o esquecimento! paz
esquecimenlo .
Mais se confirmou Fr. Lourcnco poreste de-
salinbadodiscurso que a virtude mirificado
santo habito nada aproveilra em Fr. Vasco ;
mas, por um movimento de orgulho involun-
tario lembrou-se de que com desesperados
como este a forga da sua cloqueneia tinlia siip-
pridoa pouco efficacia da graga divina. Fez
enlo assentar o mogo e obrigon-o a lomar
alguma refeigoem qnanto dpseangava de-
pois do que Ihe disse pondo-lhe a mo no
liombro :
Vamos irmo Vasco contac-me outra
vez a vossa historia. Choraremos ambos
as lagrimas da piedade consolam ,. quando
um amigo que as derrama. Se bem me lem-
bra disseste-me ha um anno. ...
O frade pensou avisadamente que fallando
repetidas vezes a Fr. Vasco nos dolorosos suc-
cessos da sua vida Ihe chegaria a embolar na
memoria o sentimento delles. E em verdade
assim feito o coragao humano. Nunca ve-
ris viuva que falle militas vezes no marido
defifncto e muito chore a sua falta, que nao
case cedo. porque ador como a materia
bruta gasta-se com o uso Sao mysterios
methaphysicophysiologico-moraes desta espe-
cie de animal chamado homom aqueeu, e
tuleilor, temos a honra de pertencer.
Disse-vos, proseguio o mancebo, to-
mando a mo immediatamente ; disse-vos
que filho de um cavalleiro nobre e honrado
segu as armas mu mogo. Ha tres annos
bem perl da morada de meu velho pai, em
Aijubarrota, pelejaya eu na ala donamora-
dos por livr-Io a elle e a trra da minha pa
tria doHslranho dominio : pelejava na ala de
Moni Rodrigues porque amava a nobre don-
zolla Leonor- e vos sabis que Mem -Rodri-
gues s dava entrada naquella ala aos que\ti-
nham una dama dos seus pensamentos. Ven-
cemos essa memoravel peloja ; segui, depois,
a bandeira do condeslavel. Passsados alguns
mezes de reeontros e pelejas voltei trra on-
de nasci. Pulava-me o corago ao ver ao lon-
go o campanario da nossa abbadia. la ainda
vero meu pobre pai rezar um pater junto
lousa de minha mi, abragar Reatriz minha
irmaa lo linda! to moiga e que eu ama-
va quasi como Leonor. Oh e tambem ia v-
la a ella que por oerto nem um s dia deix-
ra de se lembrar de mim ; ia contar-Ihe, nao
os fcilos d'armas mas as saudades do seu ca-
valleiro !Ribeiros, fazia-os galgar de um
pulo ao meu ginete ; veigas, i'azia-lhas desap-
parecer debaixo dos ps ; outeiros obriga-
va-o a transp-los como se fossem piamos. O
ultimo tinha-o descido quando o sol in-
vollo na sua vermelhido da tarde entestava
com a trra l no horisonte : sente-se, mas
nao se diz o que eu ento sentia. Cheguei:
entrada da povoago era a abbadia : a igreja
eslava fechada e o sachristo porta cot as
chaves na mo : j nao era o do meu tempo :
fez-me isso tristeza : perguntei sem saber
porque: oabbade vela, oujaz? V.m
Irintairo garrado hi dentro com outros cl-
rigos, n Por quem o trintairo ? prose-
gu eu inquieto. Por um bom lidalgo do
nosso conselho que morreu segundo dizem
de pena porque una filha que tinha e muito
amava fugiu com Um cavalleiro a quem
passando por aqu elle dera gasalba.lo por al-
guns dias. Nunca mais comeu nem bebeu, e
como era velho finou-sc. ~ Fazendo as-
ux, Ora mojo e se inka^ diase eu sor-
rindo descuidado coi quanto proeurava ua
memoria quem seria o lidalgo : iienlium que
eu soubesse nos redores tinha filha donzel-
Ia seno meu pai e o do Leonor ; mas que
fosso algum delles claro eslava que era impos-
sivel : ia a aportar ainda urna voz os acicates
ao^gneto para chogar antes da noite pon-
te lovadiga dos meus pagos acastellados ; por
demais perguntei ao sachristaoo nomo do mor-
lo que jazia em trintairo. Era de meu
pai Cmafaxa de lume me centelliou di-
ante dosolhos : de um pulo eu eslava pegado
com a porta dn igreja: as escamas das minhas
manoplas bateram Bella como um vaivoni, e
com um som que se prolongou pelas naves, eu
a vi aborta e l no meio nina tumba cercada
de brandos accesos o ao redor padres que
rezavam latim. Logo me achci aop delles
abri a tumba : era meu velho pai.....era
ello.....com os olhos fechados, nAo me
viu .... com os labios cerrados nao me sol
riu___com as mos cruzadas sobre o peilo,
nao me abengoou Arrojei-mo sobre elle ,
beijei-o ; era como urna pedra gelada L'n)
dos que ahi estavam disse nao sci o que che-
gou-se a mim quiz-me arrancar dalli, os-
tendi com furia o brago : a minha manopla
tornou a encontrar o quer quo foi: unvi um
grito rouco, e como um corpo de homem que
caba desamparado sobre as lagens do pavi-
mento. Nao percebi mais nada; porque
nesse momento perdi qs sentidos.
Aqu Fr. Vasco fez urna larga pausa ; cor-
rendo a mao pela testa como quem allaslava
urna idoa dolorosa : tinha os labios braneos ,
e nos olhos bailavam-lhe duas lagrimas. Pe-
las laces do Fr. Lourengo j outras duas ti-
iiam escorregado.
(Conlinuar-sc-ha )


ase
-;!."!_gg
tJ- Figueiredo & Irmao com tajara as
.'i puntas lado do Pexoto"D. 48, fazem sei-
ente a todos os seus freguezes que de lioje
em diaute principia a vender bolaxnha doce,
e biscoito a 1 iO rs. a bra sendo em por-
5*0 de 8 libras para cima lauto tilles como
seu cartelro Antonio Milito Martins Teixei-
ra na mesma padaria.
sis" O Sur. Antonio Pires de Carvalho ,
queira mandar buscar urna caria vinda de
Goiamia na praga da Independencia loja de
livros n. 57 e38.
t^- Precisa-se aiugar um terceiro andar
de urna casa que tenha boa luz : quem t-
ver dirija-s- a ra da Cadeia do Recife loja
n. 57.
xsr Os Srs. Joo Baptista Teixeira Ale-
n and re ion de Araujo ou seus procurado-
ri's queirao annuneiar as suas moradas,
para *; tratar negocio de seu interesse.
.tisr Os Srs. Feliciano Cavalcanti de Souza,
Josa- Joaquim Soares de Andrade Brederode ,
Jos Tavapes Gomes da Silva ou soda pro-
curadores queirao annuneiar as suas mora-
das para se tratar negocio de seu interesse.
tST O Sr. Joze Arcanjo Figueira de Mello ,
queira annuneiar a sua morada que so Ibe
deseja fallar.
n/* Precisa-se de um eaixeiro Portugucz
deidadede 12 a 14 annos, para loja de fa-
zcudas : na ra do Queimado loja I). II.
vv A iiessoa que anniiHciou no Diario n.
I5 precisar de um Sacerdote fiara ensillar
Gianunatica latina e franceza no Paco de
Cainaragibe se Ihe servir um Dicono, edo
tnez do Marco por diante annuncie sua mo-
rada para tralar-sedesle negocio.
U3~ Precisa-se aiugar um priineiro ou se-
gundo andar na ruada Madre de Dos:
quem tiver annuncie.
tr Una pessoa qire escreve bem se olTc-
r.-ce para eserever em algum eartoiio pas-
sar idguma escripia a linqto e mesino copiar
qiialquer couza : quem do seu presumo se
quiser ulilisar dirija-so a esta Typogralia que
so dir.
lar Quem quiser liorn leite de vacca pa-
gan porisso que nao be baptisado dirija-se
a na de S. Thereza D. 12 das 6 as 9 horas
da manlia todos os dias.
t_r Deseja-se saber da moradiado Sr. Jo-
ze Gomes de Mello que tem propredades na
libada Madeira sendo ali seu procurador
Pedro Jorge Monleiio annuncie para sor
procurado a negocio de seu interesse, ou falle
aoahaixo assignado no lano do Garmo 2.
Gal)riel Antonio.
szr Gaudino Agoslinho de Barros tem des-
pedido de seu eaixeiro a Joaquim Domingos
Thondiilo Niannn, oque partecipa aos seus
credocese a quem maiseonvier.
jl-T No oscriptorio de Gaudino Agostinho
de Barios, na pracinba do.^qrpo Santo D.
07, (em urna carta para o Sr. .-mi Ionio Elias
de S.
Wt Qum precisar de algumas canoas de
areia por prego commodo dirija-se a ra do
Rungoll). 17.
XST Quem quiser aiugar um andar de um
sobrado cito na praga da boa vista aonde se
lizero os ensaios da Sociedade Paupuce di-
rija-so a ra da Concego da Boa vista D. 15
junto ao ranclio de sertanejos do Sr. Rufino.
tST Alugao-se dous cavados de estribara,
no dia (ia fosta de He berilio e do Pogo : na
na do Colegio loja de livros D. 7.
X3" A pessoa que quiserllar um eonto de
res a premio de 2 por cont eoiu hypolhe-
ca .'in um predio, dirija-se a ra estreita do
Rozai o D. 55 que se dir.
i-T Quem annuncou querer comprar um
<\spelli*P|>eqiieno de parede drija-se a ra
da Roda venda D. 8.
tt" Troca-se um negro de nago Angola ,
anda mogo e bom canoeiro por urna ne-
gra que seja tambem moga sem vicios, e
boa lavadora de varrella : no largo de N. S.
do Terco D. lo ou na cortume das 5 ponas,
das duas horas da tarde em diaute a fallar com
o Capibaribe, que est authorisado nao s
para lizec este negocio como para comprar
a negra e vender o escravo s por si.
I 127- Para Lisboa com loja brevidade por
I ter parte do carregamento prompto o beta
, condecido iumio Feliz Desuno, do que be
i Capitn Joze Franeisco Lessa quom quiser
| carreja ron ir de pnssem para oque tem ex-
I cellente.-- commodos dirija-se ao seu consi-
gnatario Francisco Scveriann Rab-llo.
C7" Para Liverpool o Brigue Inglez Ariel,
s aiguns con m para completar o seu carrega-
menlo : a ira lar com seus consignatarios
Latham A Itifebert, na ra da Alfan.leg vc-
lhun. 0.
~L E 1 L 0 E N S .
_ / _________
cy Que fazem James Crabtre & Compa-
nba por intervengaodo Corrector Oliveira,
degrande e variado sorlimento do fazendas
Inslezas tis mais adaptadas para este mer-
cado ; Sexta -fein 28 do corren te as 10 ho-
ras da man bA em miiio, no seu armazem
da na da Cruz.
AVISOS MARTIMOS.
sr Para liba de S. Miguel, o Brigue Es-
runa Amelia Capitao Joo Ignacio de Me-
ne/.es carrega e segu viagem com toda bre-
vidade.
Cj- Para o Porto saldr al o ultimo do
correte Janeiro o bem coahecdo Brigue
Mara Feliz Cipilo Antonio Luiz Gomes,
por se adiar adiantado no seo carregamento ;
quem quiser carregar ou ir de passagem para
- oque tem bons commodos entenda-se eoni
o dito Capitao na praga ou com o seu consi-
'ualario Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
C 0 M P R A S..
5T7" l'm ponteiro de ouro, sem foitio: nos-
la Typogralia.
VENDAS.
X^rUina taberna bem afreguezada no lugar
da Trompo com poneos fundos : a fallar na
taberna co armazem de sal na ra da Coucei-
cao da Boa vista.
X3" lima rasa terrea nova bem construi-
ril aborto para se vender raeia duzia delles
que sirva para amostra am de ((uem com-
prariio ser engallado com os foiUis de car-
nos de outras ipialidades : no mesmo arma-
zem cali'; em sacas do muiki jiarticular qua-
lidade.
tS'" Urna propriedade em Goiaa en
que mora Joo Chacn Cavalcun de Albu-
quorque com os oommodos seguintes : uina
casa de vivonda com t salas 9 camariohas ,
cozinha um grande armazem cora prenea de,
algodo aviamontos de fazer rariaha urna
boa estribara e ra de negros rauilas fru-
cteiras de toda qualidade com um cercado
de estacas nativas que acotrrmoda ama du-
zia ou mais de vaccas trras boas de lavrar
de tudo quaito he de plantago he dividi-
da a dita propriCdade por dous ros um
dos quaes o capibaribe-mirm de excellen-
le agoa que passa por detraz da casa com
distancia de oo a 6o passos : a tratar na
barra de Siuma com o dito. proprietario.
17 Tabeas do pinito Americano (e um a
5 palmos de largo, e de todos os comprimen-
tos assim como tambem da Suecia costa-
do costadinho assoalho e forro para fun-
dos de barricas, tendo al i) palmos de cm-
pralo por prego mais em conta do que em
outra qualipier parlo : alraz do tlealro por
balso do sobrado junto a casa do Sr. Cunba ,
a fallar a Joaquim Lopes de Almeida eaixeiro
do Sr. Joao Matheus.
da, que tem somonte a frente feila de podra
e cal com saka adianto corredor no meio ,
duas eamarinhis sala alraz e cozinha, ci-
ta no atierro dos Allegados do lado' da mai-
pequea : a tratar no forte do mallos na
prensa de Joaquim Joze Ferrcira.
3" Una cmoda de amarelo G cadeiras
de Jacaranda urna banca de dito para meio
de sala urna mesa de amarelo um arma-
rio para louga duas mesas de pnlio seis
cadeiras americanas um lavatorio, urna
cama de armaeo um espelbo de sala una
lanlerna um caixil'io dourado ; tudo por
prego commodo porque o dono retira-se pa-
ra a Europa : na ra Nova loja de seleiro nu-
mero 5.
IJ* A loja de fozendas do atterro da Boa
vista D. 10 com a pouca razenda que tem ,
e armago : na ra da Gloria D. 42 5 un
mesma loja se vendo fazenda por barato pre-
go para liquidarlo de contas.
C?" Urna escrava de naci Angola de
idade deto anuos, de lmnita figura, cozi-
nha o diario de umacas |a lava de sabo ,
o nao Usa vicios nem achaques : no segundo
andar do sobrado de dous ditos, na camboa
do carino.
C^- Eseravos de ambos os sexos de da-
de de menos de 15tronos: na ra Nova lo-
ja D. 11.
tST Ou aluga-se urna casa de taipa na ra
do Ciqui com bstanle commodo para ven-
da e moradia : a tratar na mesma ra ven-
da de Antonio Joaquim de Mello.
t3T Rolaxa pana eseravos ou mais infe-
riora I 92o rs. : na ra. da senzala velba
D. 5o.
Nt? Dous carrinhos cilegados ltimamente
de Inglaterra sendo um de duas rodas e
outra de A lilas por prego commodo : em
casa de Jones Paln & Companhia na ra
do Trapiche novo n. D.
V3~ Por prego commodo um compendio de
Geogralia pelo Atibado Gauthier um jogo de
damas con tendo gamo e duas pegas de pa-
pel pintado para barra de casas sendo urna
para lila anda nao servidas : na ra do
Alecrim D. 4.
tsr Un preto oflicial de carp na, le bons
costumes ao comprador se dir o motivo da
venda urna mulata engomma liso cose
chao e cozinha o diario de urna casa um
prelo perfeito relinador de assucar, urna pre-
ta cose cozinha engomma, e tem bonita
ligura ou Ua mais idosa lava de barreda,
propria para o servico de campo, c um mo-
lalinho de idade de \ annos: na raa da raoc-
da n.1 l.
cy Urna mulata de bonita figura moga
e sem achaques ; ua pracinba do Livramen-
to D. 20.
tmr Urna canoa de carga de mil lijlos,
com oo palmos de com prido e di de largo,
toda de amarello c bom encavername aca-
bada a poucos dias, por prego muito em con-
ta : na ra do Fernandes primeiro estaleiro ,' e fazem lodo o mais
ou na ra da senzala nova D 1 das 9 bonis
da maoli as 5 da larde.
t7" Os vordadeiros paios de Lisboa por se-
ren somente fetostk'carne de porco e nao
de algwua outra : no armazem do Drague/
junto ao aves da CofteeifSo e ahbarera bar-
tST Urna preta de dade de 20 annos co-
se bom o lava de varrella cozinha bem
lano de massa como de outra qualqucr qua-
lidade e faz pao de 16 e bol indos : na ra do
Fagiindes D. 18.
tzr Por prego commodo una casa de pe-
draecal no lugar do Caldereiro, com duas
salas \ quartos cozinha fora e um grande
quintal em roda com alguns arvoredos e de-
fioiile do rio : a tratar na ruado Manuel Co-
co D. t ou no forte do rnattos com Antonio
Joaquim de Oliveira Raduem.
C7* 5 vaccas paridas por prego commodo ,
com algum preso havendo seguranga : no
sitio de Antonio Leandro da Silva en agoa
fra de Reher be.
CJ* Urna mulata de idade de 2o anuos pou-
co mais ou menos, sem vicio algum nem
molestias cose bem e engomma com per-
feioAo; adver-se que se vende por ella nao
querer servir ao senhor a quem actualTr.eente
pertenee : na ra Dii-eita no Segundo andar
do sobrado da quina do beco dosergado por
cima da venda do Sr. Rozas.
S2T Richas prelas de muito boa qualidade ,
troeando-se as que nao pegarem de 100 a
200 rs. e sendo em jiorgo se vender mais
em conta : na ra estreita do Rozario venda
D. 50.
C7" Farinha muito superior, sendo moi-
da de trigo novo do ultimo carregamento das
marcas XXXF e XXX vende-se por prego
barato : na fabrica de farinha do atterro da
boa vista.
C7* Cadeiras de palbinha Americanas,
marquezas de condur camas de rento com
armago a sem ella mu bem feitas a 4()i500 rs.
ditas de piilm a 5jo00 o mezas do jantar ,
assim como oulros mu i tos trastes, e pinho
da Suecia com 5 polegadas de grossura e
dito serrado 5 tudo por nienos do que em
outra qualqucr parte : na ra da Florentina
em casa de J. Rorangcr.
CJ- 20 inilbeiros de lijlos de alvenaria ,
que o seu valor s seTeceber depois de rece-
ido todo o tijolo ; os pretendenles compa-
rego nos das Sextas reiras e Sabbados em
casa de Joze da Silva Braga ra das Flores
D.4.
C?" Barricas com farinha de trigo de su-
perior qualidade chegada ltimamente de Re-
ol'.mont, barricas e sacas com farelo, bar-
ricas com fumo para charutos ceixas com
vellos de spermacete esleirs para forrar sa-
las caixas grandes com cha, pentes para
marrafas cha-preto de superior qualidade ,
salitre refinado lengos pretos de seda da In-
dia gangas amarellas, toalhas adamascadas,
e algodo grosso para sacos a prego commo-
do : em casa de slatheus Austiuii Companhia
na ra do Trapiche novo N. i
vzr Cera branca em pies, rarinha de
Ssag era saca3 e barricas : na ra da Cadeia
do Recife da parle do beco largo n. 08.
E3- Meia duzia do cadeiras de Jacaranda
com assenlo de palbinha a inda novas por
Otf rs- : na ra das Flores casa D. 8.
- Duas pretas cozinhio lavo roupa ,
todo o mais servigo de urna casa, e
dous inoleques de idade de FO a 18 annos : na
ra de Agoas verdes D. 57.
CT Um bom escravo de nago canoeiro,
(|a- so da experimentar : na ra direita D.
2o lado do Livramento.
i~r Urna duzia c cadeiras e um cauap de
pao d'olio com pouco irzo : nesta Typo-
gralia so dir.
lauto d'olio, cmodo Jacaranda, de muito
bom gosto e o mais commodo preco que at
boje se tem encontrado ; na ruada senada
armazem da casa en que mora o Sur Manu-
el Luiz Gonsalves : 110 mesmo, deseja-se ad-
iar aoSr. Raimundo Antonio de Moura pa-
ra nagooio deseo interesse.
cy iu%excvUente esjrgardadc espole-
ta por prego commodo : na ra da Coucei-
go da Boa vista venda D. 12.
tsy Taboado de pinho da Suecia costa-
do costadinho assoalho de um polegada ,
e urna e meia dita e de diffreates compri-
men tos e grossaras rorro de meia polega-
da e tres quartos proprio> para casas e fundos
de barricas e remos de faia de superior
qualidade ; tudo por prego commodo : no
armazem do Jos Antonio da Silva Vianua no
forte do matlos.
. i^" Polassa de superior qualidade em bar-
ris grandes e pequeos adinheiro e a praso
com boas firmas ; eia casa de Joo Rufino da
Silva Ramos, na ra do Hospicio sobrado
do um andar defronte do Coronel Brito In-
glez.____________________________
ES CR A VOS FGIDOS.
t_/"Fugio ao aqaixo assignado, no dia 20 do
p. p. Novembrodesla Villa do Penedo, um es-
cravo de nome Luiz, de idade 25 annos ponco
mais ou menee, estatura ordinaria, cor hila ,
rosto comprdo, sem barba algoma, denles
agugados, persas ageitadas- para fora, muito
regrisla : quemo capturar, eotroucera dita
Villa a entregar ao Tenente Luiz Joze da Silva
Lomos, meu Procurador receber do mesmo
cen rail rs. sera haver a menor duvida.
Joze de Lemos Bibeiro.
3" Fugiu no. dia 19>do eorrente pelas 8
horas do di um moletiue por nome Manoel ,
aprendiz do carpina idade 1'J A 14 annos ,
secco do corpo, olfios grandes e avermelha-
dos pernas um pouco tortas ; levou vestido
caiga de riscado quase preto, jaque la de brim
escuro; levou em dinheiro 5,520, muito
ladino que parece criouio; foi encontrado no
dia que fugiu, na estrada dos-Aflictos e no
Domingo foi encontrado na Boavista: quem
o pegar leve-o a ra Nova, loja de ferragenv'
D. 10, que ser recompensado.
ts?- Nodia29deSetembro Tugio urna ne-
gra de notne Margarida, crcoula, bem co-
nhecida nesta praga por andar vendendo Ta-
zendas; levou vestido-saia preta e panno pre-
to altura regular, tem falta de denles na
frente pernas linas e ps apalhetados ,
consta que dita escrava anda nesta praga;
quem della der noticia ou a pegar levo na ra
do Trapiche novo venda de Jos Verissimo da
Bocha que receber 50/ rs. de gratificago.
s_r No dia 4 ou 5 do eorrente fugio urna
preta de nome Clemencia meia velha sec-
uta do corpo, beigos finos, sem denles, olhos
apertados, e tem eneolhido o dedo mnimo
da mao direita ella he quitandeira com-
pra e vende fructas, e anda por toda parte
destes sitios e no Becfe : quem a pegar le-
ve a ra dos Martirios casa terrea D. G que
ser gratificado.
t_f- No dia 25 do eorrente fogiu ou fur-
taro da Hha do Nogueira um moieque de no-
me Gallo, idade 15 a 14 annos, bem prelo ,
cheio do corpo oihosgrandes, cara redonda,
denles bem alvos, ps apalhetados os dedos
grandes dos ps maiores do seu natural tem
urna pequea Terida em um drago : quem o
pegar leve a dita Ilha que ser generosamente
recompensado.
MOVIMENTO DO PORTO;
NAVIOS S.tlIIDOS NO DIA 24.
Liverpool por Macei ; B;guo Inglez Mary
Queen Orscots Cap. W.- Kely carga las-
tro de assucar. /
Hamburgo ; Brigue Sueco Frihetem, Cap.
Cari Rrunckman carga assucar.
ENTttADOS N BIA 25.
Halirax; 57 dias, Barca Ingleza Ospray, Cap.
Frederick M. T. Trinmenghaiie, equip.
12, carga baoaiho : a Me. Calraont &
Companhia.
Rio de S. Francisco do Sul ; 29 das, Bri-
gue Brasilciro S. Mara Boa Surte de 222
tonel. Cap. Joze Joaquim Dias dos Pra-
zeres, equip. 2o, carga rarinha de man-
dioca : a Joze Gonsalves Casco.
SAHIDOS NO MESMO DIA.
Lisboa ; Brigue Portuguez Josephina Cap.
rnmciscdJozeDurrte carga asucar.
Mockholm Patacho Sueco Vigilante Cap
O. Jauson carga assuca.
RECIFE NA TVP. DE M. F, DE F. = 1812,
r*


Full Text
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