Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04403


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Full Text
Anuo de 184?. Qnr.rta Feira 56 de
f^.t"r,ia*x'<^.i3ylij-r^r.'LV.-j
I'(V
l"udo acora depende de no Mimo da nntsa prqdenfia, mi-tlerac3o, eanerpia: eon-
e-terems apontados rom admiracjn rrr'rr as Maeor* mais
(Proclamadlo ra Assemblea (eral du unsil.)
rimemos como principiamos,
vullas. '
PARTIDAS DOS tORREIOS TF.r.Tl! STRES.
fjnia-in, Caraiba, o Km MnW du Norie, na segunda esexiafeira.
Himno ,tnuhn*, a lJe'J'l.
-ir i.kasm, II o torno*". T'ort Cal.o, Marem, e Ala-oas no 1 11, a 2i.
l'ajc 13. Santo Anuo, i|unia frirn, Oliniln mili os dias.
DAS da senara.
2 Kf N.i. ilp'. Clianch Aoil. do .lutlde Direitanla 2. rnra
2.5 Ter.'i s nanias. Aiil. ilo juif.de ireilo l.vara.
2o Onarl. l'i'!i"'r|"> And rio juir. '' difer da 3. vara.
27 nitt Vitaliano. Ainl. do jai* de ilnrito dn 2. vara.
_!, Mil. CiriUa. Aul, ilo J hit. de Hireiio da 1. ..
_.ij Sl,b, s. Francisco de sale*. IU1. Auil. do Juii de Dirulo da 3. Tara.
3(1 |)om. i. Martinlia. ,
Janeiro. Auno XVIII. jV. ?0.
O Diario publica c mdoaio diaa rmenSo fortm Sanljneajot o alteo da aittnalwa bu
de Ir mil raa rnr ruinriel paVoa ..llamado*. O* annunri. do* asaigaaMaa lio mtandoT
eran, tm dos que o n;io f..rern .i rari.. ib- SO re por Imlia. .*. redamad, derru .,r
iliri,ji.)a a eala Tjpegrafia ra dat Cru 1) 3. ou :i pr.<-a da ln.i.j.rnWia luja. uc i.,,,,.
Numeras 3/ e 38.
C:\MI5IOS No nni de Janf.i
no.
Cambio sobre T.nndres TJ d. p. i\J.
l'ari 320 rei* |>. franctf.
.. .i.l.oa S S p. JOII .1- pr.
OlT.o-Jioed de 6,400 V. IV. 100 a IVC',10
R. *1,?90 al'i.'nlit Discoiilu.le l.i
. *.' .le 4,000 H.lOOa S.200J nono.
TaiTA falaces l.l'uOa 4,0/0 \ dem do letra de boa* tiratas 1 r
l'luT.i Peto* Cnliimnain I 0,(1 1.070
u .> MetiraiK 4.4110 a 1 tlj)
nii ud Lilil lAH
Moeda de robre 3 por 100 de djsconio.
la Alfaiiil..;, | c ; uo, -| ^
le f.
Preamitr dn a,n 2' <( 4." as 4 llora* e ."0 m.'da tarde
2.* as 3 horas e ,'i m. Jamniih.
PN%5tt* HA l.l'A NO MF.Z I E JANEIRO.
Onatl, inin. a 3 7 oras r iJ ni da larde.
I.na Non a O -- is 4 oras r ;>'| m. da larde.
Qusrt. cees, a 19-lis t\ ora* r 'i I ni. da larde.
La i-Seia a 25 3 oras e Sil m. da tarde. *


IUO
taa
PE itm AIS BUCO.
pXrte
i'-rual quanlia corresponden le a*3,00) L st.
na mesma conformidad,
Dita Ao mesmo, para entregar aos ditos
a quanlia de 10:5ol72i reis corresponden-
te a 2,000 L st. valor deuma letra que saca-
rao na conformidade a cima.
Dita Ao mesmo p;,ra entregar aos ditos
iiiaes quantias, idem idem.
HfH
DIARIO DE PERNABBCO.
TF7.0LRARIA DA I' AZENDA.
ex>kd::mi: do u:a l.'i no corueme.
OfTiCirt-AoExin. Snr. Viseonde d'Abcan- i
tos, Presiderte I" Trilmnat do Thesoiiro pu-
blico nacional envinndo-llie as terceiras vias
de letfas, no valor de D',0lr(H-st.. (pieem
cmplanlo ai onlein ilo mesmo Tliesou-
ro rie ISdcOutubro e <8tle Dezembro do
iniH p/o\imo mlo. fm-fio nesla dala ivinel-
tidas US Agentes do Brasil em Londres, im-
portando noc;>ml)io de 29 din he i ros por mil
res. S2:7?5fo'm
Dito-Ao V.xm. Snr. Presidente da Pro-;
vincin ,'para s Tribunal do Thcsouro o precedente olli-
ctfr. -
Dito A y.s. C.olsmid. Wm. Thompson
t"v Wm. King, Agentes do Brasil em Londres;
eoin[as prinftrra* vias das seis letras de que
listaTjollictf a cima.
Dito -- Ao Inspector da Tbesouraria da
Provincia Maranhao com a prinieira via
da letra de (pie trata a portara de 12 do cor-
lente-, por contado snpprimi'iito determina-
do pela ordern do Tribunal do Thesouro de
22 de lulho ultimo.
Dito- Ao Inspector d da Paraiba parteci-
pando-lbe,' q-ie eu conformidad,- do sen olli- f
ci de3S deiJezembroprox.no nulo, liav.a sencarto con.mett^se o atlenlado : dous
mandado passar do cofre da rece.ta geral para n vestidos de lutoavancarao ao borne:,,.
JANEIRO 28.
l'oje pelas II horas e meia da manh foi
nssassinado na ra da Cadeja velha Luiz
Coir/aga ItW'xoIo de Miranda f morador na
villa de |guaj*ass Snr. Pedro Ivo Redivivo : aquello dess^raei-
do tinha vindo esta cidadfi receioso pe*'a
sua existencia; porque, disia elle, secundo af-
firma o Snr. Jos Joaqiiiin Thetonio de Mello,
de q rm era hospede, imputavo l!ie cerlo
assassinato, commettido ha d!gum lempo do
rual se quoriao vfhgar sobre sua pessoa.
Si nos he licito' acreditar a voz publica, este
crime o resultado do sistema de viudictas par-
ticulares por desgrana nossa tao arreiga-
do no Brasil: o corto he que militas pes-
soas, cuja indilTerenca he espantosa ,
tarde : Onando o egosmo dos cidadaos h e tal tropa- pie um telo realista arrastava para Ion-
como foi nesla OCcaslio quando a sua in- ge da sua pessoa para liirapoz esses deso
ditfercnca chega a tanto, nao ha zelo, neur' lores eis cm aemasia epondo-se a testada
vigilancia, nem aetiviiiaile da parte dasau- \ insurreicao modera-la e evilar urna parto
tlioridados que pussa occorrer a ludo esup- dos seus elleitos. Joo (i.", que so queria
prir qualidades, que devem animar a tolo o tremer cm repouso senlia desfallecer-sc-lho
horneo! sensato queperUMioe a una socieda-' ocoracao ; d juramento que havia prestado
de civilisada. 0m facto (lestes nao acusa as: da conslituigao tamben, o suspenda ; ( deve-
Anlhoridades envergonha sim a popula-: se diz.er por sua honra que loi um dos ltimos
\ Ihiinii *.,.. .... .'. ......
i do rendinienlo de um por cenlo de arma-
zeuagcm addicional, a quanlia de 50(.(JI i
reis ; considerando-sea sabida dquelle co-
l'recomo s!i|,primento a mesma Provincia,
para .agamento da companliia provisoria de
primeira linbaalli em servico.
Portara Ao Thesoureiro da Fazenda pa-
ra fasera passagem da (luinlia de 500*6
res de que trata o precedente oficio.
Dita Ao mesmo para entregar a Me. Cal-
mont & (Jbmp. a quanlia de 2A:827*S86 rs.
correspondente a 3,000 L st. ao cambio e 20
dinheiros por mil reis, valor de duas letras,
que saccarao a 90 dias vistas, solire Me.
CalmoMt Bros & Comp. de Londres, a fa-
vor dos Agentes do Brasil 'na mesma Cidade.
Dito Ao mesmo para entregar aos ditos
negros vestidos de lutoavancarao ao lime:,,.
um deitou-o por trra e o outro cravon-Ihe
urna faca no ladodireilo, limpou-a ao depois
e seguirlo ambos seu caminho procuran rio a
ponte, sem que fossem perseguidos do per-
(to nem de longo, ou com um s grito, soni
que um s corceo palpitarse d horror ein-
(lignacao em presenca de urna ollensa tao es-
candalosa da sociedad! Acreseentilo que um
bomem a cavallo acompanhava os assassinos .
testemunhando o crime e segu mo os-cri-
mnosos. A d ra os golpes 'em frente da botica do Snr. Vi- !,, SPr a victima della.
PORTUGAL
Desde a revolugode 1820.
(Continuado do n. antecedente.)
\ erso que I,ava lempo ninoaeava an*e-
a vola-lo ) mas sobretodo tema por-se mer-
I ce dos partidistas da rainba e nao oiisava a-
proximar-se de Sen lillio. As circunstaucin
oan imperiosas o regiment is." de inl'au-
teria ultimo qureslav., em Lisboa ,*nar-
ctioll para o palacio siippcando ao rei que
sopozesse suafrente, eJoao6." foi arras-
laduquasi:. torca para Villa Franca escolta-
hfiilou em 2" de Maio. Ao amanliccer do dia ; do por urna ebus ra iiiiMiensa que fazia reso-
um legimenlo de infitoria saio de Lisboa e
logoqpe passon as portas da Cida e procla-
mou o re absoluto. O eommaudanto vis-
(ondodoS. Marina, apresenlou aos soldados
o infante D. Miguel que por insligaeoes de
sua mai so havia escapado de imite do palacio
da Rcmposlu : a fwlumna revoltosa eu;;rossoii
poucoapouoo (Bom milicias soldados, ho-
mens de to las as condicocs c qnasi de todos Os
partidos ; em lim seus chelos julgaro-se com
foi-ca bastante para se postarem em Sanlamm,
ondeas mais importantes personag'ms de Lis-
boa nflo lardaran em so liles reunir.
ar nos ares os vivas"e aeclainacoos. .N ingueni
mais entao qniz deixar de pertenec- aos ven-
cedores c era preciso o io ler um mo cavil-
lo nem una espada ferrugenta para licar em
Lisboa. Cliegado \'illa-Franca o trislo
monarca cnvjou Loul ao infante com una
carta emque Iheordena*a que vesse iin-
ineJiaiamente ro'.iiir-se Iho. () infante des-
culpou-se com o cuidado deauas tropas que.
o retinha cm Sanlaieni : poreni o conde do
Subserra e lodos os realistas liis ooixarao esta
cidade e vieran apres -nlar-se Joan 6.": os
partidistas da rainba erao anda pouco nume-
rles cnn'.iaroi rosos : o inl'anle nao podia receber instrucc/i-
al Sopulvcda, les do (aniallio :'(ibeeceO par tanto se-
\' nolicia desla revolta as Corles con'.iarfn
poderes extrax.inlinaris aOReneral Sopulvcda, i es do UaniaUao : Obedeced \a\ .
Chefu militar da revoluco do I'orto { mas.mmda iulimaeo l'eita pelo conde de Sub-
1* -* ..."; ......... ......... mi* II lilil i l( i i-i > i t\ i r ii hiMiti ilo >nn r.
logo no da segu ti te as desercoes forao numi
rosas, n general S'puivoJa tornoii-sesuspe-
to olorge d'Avilez (I) (oi nomeado com-
niandante das tropas. Quasi tojos o> l'unc-
cionarios pblicos abandonavo os seus luga-
res e se apresentavao ao infante, lauto mais
de pressa qnanto maior era o seu compro-
^...'W -- --------------------------------------------------------
sorra em noine do rei, e cm premio de sua o-
bodiencia obleve o titule du generalissinio. A
do Jnnlio Joan 0." entrn em Lisboa no
mcio dos gritos do enlhusiasmo, que nao hio
de acdrdb co:n o abatimenlo de sua physiono-
mia. A porta do palacio das cortes que so
haviao dispersado depois de ter redigido mu
ceote, ergueb-se ja moribundo, ecaminh'ou
at a loja do Snr. Manocl Consalves, onde
i aic n iwja uu ^iii. malura juiij.ii r,j uuuc i;,'\ 11| ar;,o 11 ir COM ou iio (ir|nus n*iu, op^i-
caio i na nido. 0 Exm. Snr. Presidente ion com o monarca desamparado por suas
li tin i < i 11 .i tiinlio (i. 'illunl'iJii iinei ? ir* i\'i, le ii
logo que soube do atlenlado deo as providen-
cias que estavo a seu alcance ; mais j era
niettimenlo o pariido contrario. As corles! protesto foi pregada e f contrarevoluco
se dissolviao por si mesmas ; a contrarcvolu- consumada.
cao se tornava inevilavol nina reacio san- He bastante cnsloso exercer o ohcio de ob-
guiioleula eslava imminente e o rei quasi senador no mcio (lestes suceessos em cu,i i
confuzaose engendrar Ao osdiversos partidos q'
lem dominado em Portugal: tudo se passoutao
rpidamente que a nao seren os resollados
posteriores, que ludoexplicaro, nao se po-
deria [>assar de conjectuias. A COOStituiefiO
foi abolida, mas os absolutistas nao triiimpba-
rflo completamente: Jdio 6.n licou no throno;
so. rodeado de bom poucos amigos, poda vir
ser a victima della.
Foi ontao que o marquez de Loul cuja
dcvotacSo Ihe custou ao depois vida aper-
(1) Viscndede Reguengo.
TQtt
1F@LK1
O SCROBITA (*).
( Concluso. )
No andar mais immundo de urna casa, que
infunda suspeitas escondrijo, queannun-
ciava abjocia miseria., ruim luz de una
candif,' entoilrou Bertram o apelor do li-
lliele : era un voltio deilado n'eia enxerg-i,
e (in o pareca ligura humana tanto
era i eirCpitO; liictava com inlerminavel a-
gonia prestes a exhalar o suspiro derradei-
ro mas com lana lentidao que pareca
que a morte temia recolhe-!o ou a vida per-
de-lo.
h Espcrava-vos para morrer ( dis9e a
Berlram ) e era lempo que viesseis por
que ando nesle mundo ha cenlo e vinte e
cinco amos. Sou vosso bisavd o general
Morlimer Stoop fyi eu o que decepbu ac-
bela de Carlos!.
A lo horrorosa quanto inesperada decla-
raco Bertram Stoop respondeu trmulo
de indignadlo.
Eu nao vos con hoco senhor quem
querque sejais, lamenUvel ruina d'uma e-
pocha de desordem e maldita; respeito cm
vos um milagro de durac/io prostro-mc ad-
(*) Vj, Diarios N. Lfi; 47, 8, e9.
mirando a obra sobrenatural davossacon-
servago__Mas nao vos eonheoo.
O macrobila crguera-se um tanto sobre o
Ieito fuiereo ; cantes de fallar vergou-se a-
quclle esqueleto animado para descubrir mu
colTrcsinho de ferro, que Ihe servia de Ira-
vossoro e que com os dedos descarna^*
indicou a Bertram dizendo :
Nao verdade que vos faltam os ttulos
dos bens que vos pertencem 410 condado
d'Argyle ?... Hometn que nSocre'es as ex-
tremas palavras de um moribundo talve
deiscreditoa esse9 pergamnbos pie tri-
plcam a vossa fazenda. Tomai esta chave.
Bertram pegou machinalmente na chave .
abriu a caixinha e com grande assombro
viu todo os pipis de sua familia qiie tinbam
desaparecido depois do protectorado de Crom-
vvell. S o general os possuira 5 s elle ti-
nha inleresse em restitui-los i taes ttulos ,
se olle os supprimisse despojariam o seu
herdeiro nico a favor d'algum terceiro indi-
viduo ; e vistoqueodelentor juntaya de boa-
mente i restituigao a confidencia fio crime
nao era de por-se em duvida a identidade da
pessoa do general. Mas essa conlidenc a
seria revelago ostentdSfl? Podia elle en-
tregar os ttulos indirectamente, morrer
incgnito. Com que lim pois se desrobriu ?...
Agora, senhor Ilasslinger o sabereis.
Ouvc-me (disse ento o macrobi-
a)!... reconbct?o que esta existencia tao
longa este corpo trio quebrado nfto mere-
eem os respeitosdos bomons por(|iie nao pas-
samdeser o monumento da mais terrivel .
bamcomo da mais justa expiacao. Com-
tudo apezar do mea delicio eu sou trUCO
de familia ; a Idgevidade que vos assom-
Ina deve tambera abrandar-vos reslitui-
vosos bens de vossos autepassalos roliabi-
iilai portante a honra delles : lal o brado da
mnlia consciencia o premio do u:eu dep>-
silo, aobrigacao da vossa vid Toda a tus
sa geraco sabe do tmulo eu a convoco a
roda deste leilo e vos supplico que Ihe con-
cedis a derradeira expiagao. o completo
esquecimento. !
H O fisquecimenfb ... Ni 1 po so perce-
bcr-vos...
Hebabililai a minlia (JeSceWdeiicia fa-
zendo que ella nio prosiga... sepullai a in--
moria do facto corlando os vestigios da per-
petuidade da tradifiao. Que perocam os
Stoop !...ou pelo menos que nao nascain ...
Kntendeis-me agora ?...
,K E' tarde.... sou casado o sou pai...
nao cabera era minlia aleada as futuras pai-
ioes de me lilho ...
LToetiviiiete Bertram Stoop so tinha ra-
sado na Alomanha ; o 80 caliir no desagrade
do re aprovoitava a ooeasio de dispor os ne-
gocios do suas fazondas na F.scocia contan-
do ir depois encontrar-se com sua esposa no -
Continente enanca mais tornar a por p nos i que a riqueza nao sedoxia.
tres reinos unidos. Esta circumsancia, pou-
co cyuliccida era Londres, era com maior
rasao ignorada pelo macrobila que desde o
governo de Croniwoll iienhumas relacoes ti-
vera com a sua familia. Ao ouvir a decla-
raejao do matrimonio fine ca o primein
obstculo sua < xlraordinaria projiosla o
general exhalou um gemido tao exasperado
que pareca desconjunctar-se aquella raisera-
velossada. Bertram, incrdulo e desconfia-
do desde O principio da conferencia nao pu-
dendo j resistirn desgosloquC Ihe infundi-
r tao repugnante espectculo perdeu de
vista ocolfre, os pergaminjios a heranca,,
o horrorisado pela ignominia da sua raga ia
a sabir da alciva precipitadamente porem
deteve-o urna. inlerpellago enrgica do ma-
crobila : de mais, o vn eslava rasgado :
dispo/-so aesgotaras fezcsd'amargura.
(i Nao levis os litlos i ... gritou o
velho por modad-'ironiaNao salvis lamben*
a honra de uma.mulher nobre do vossa bi-
savo...
Espectro ou anjo man que queris
di/er nisso :'...
O macrobila exasperado por Ihe negarem
no Ieito ''< mol le o compleineiiLo do mcio fe-
roz que cm suas bragas proscripco'.s cogitara .
para extinguir as recordaees do seucrJine.,
cedo ou tarde descuherlo lenbira conquis-
tar pelo meliodre pundonoroso um boniom
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


. .:..-
<-
,m,tfr*kr^: i'rwmnUtD jgg !2?^!2 .,'.SB"
ma-4 no vos moilcrailosThi o eircularft. Pal-
molla i* Subserra rannaro um ministerio o
ivi promelU'u instituicoes liberat-s e quasi
i (dos i'- em pregados das cortes conservaran
os seus lugares. O triiunplio da realeza nao
foi |K)is nina victoria Completa para o despo-
tismo, que tem majs graduacoes do que parece
admittir-se cm Franca : a rainha e o infan-
te uo linbfio conseguido os seos fius : o rei
ci>ni a sua presenta era Villa-Franca havia-
llics malograd* as esperanzas de sua ambicio.
Depois da entrada dos franeezes em Madrid
ninguem acreditava mais na durazno das cor-
tes o a verdadeira e seria lutta havia sido
entreo rei e a rainha entre Villa-Franca e
Saularein om!t- as cunspiraces do infante
tinhao sido abaladas sol) o numero de seus
partidistas; e iTaqui se pode comprehendcra
logracAo dos absolutistas no meio de seus est-
tico-; i|e liiumplio. A Queda das cortes tirava
d'ali etn diante lodo o pretexto o zelo rea-
lista : forooso Toi por lauto tirar a mascara,
e recorrer ao (error.
Porem mies de passar adianto, (levo entrar
un alguns pormenores sobre aquella que foi
i alma de lanas tramas econspracOes.
A rainha Carlota havia dado tantos des-
asios (*) a seu esposo, que a alllieoque sof-
freo junta ao man estado de sua saudo o fez
cirem um estado de marasmo acarapanhado
ile accidentes nervosos. A rainha rcnunciou
desde entilo .i dominar o coracAo do rei, e re-
sol veo aprovoitar-so do oslado pie ella o
havia redosid, para tramar urna conspira-
ro. Joo (>." dcvla ser conduzido forcea
Villa-Ticosa e declarado em oslado de im-
becitidade ligando a rainha Carlota como go-
vernoem nome d I). Mara I.1 Era urna"tra-
iiii no estufe amigo urna conjuracfto de pa-
. lacio na qual os principios polticos nao ti-
nhao parte aigum. No momento da execu-
oo a rainha amedrentou-se lancou-se aos
ps do rei, c denunciou-lha seus cmplices.
Obligada a depois seguir todos os miembros
da familia real eih sua fgida para o llrasil, af-
ffectoy tifio poder su pportar o clima do paiz na
esperance devollar Lisboa e de conseguir,
logo que rhegasse Portugal, governar o rei-
no. Suas intrigas hio ao raesmo lempo pro-
curar os cheles de algumas provincias da Ame-
rica do Sul entra outros o I)r. Francia.
Hilando depois da reVOtucAo do Porto o
rei foi chamado Europa, e pareca no prin
ripio que elle lintava dominar as cortes el
la esloicou-se em seduzir os memhros mais
exaltados desta assemblea oque fez recor-
dar certa benevolencia manifestada s corles de
Cdiz masquando o rei se submetteo lodos
OS desejos da assemblea a rainha recusou
jurar lidolidade eonstitucfio sob pretexto
de que havia promttid nunca dar juramen-
to algum hem 011 mo Seis mezes an-
tes da poca a tpie chcgtici havia ella sido
desterrada para o Ramalbao.
Cusa as vezes deseml)rulhar as compli-
cadas intrigas que ella urdi ; os seus agentes
sao lao obscuros que nao he fcil seguir-Ules
o Irilho, a reunido porm das accocs da rai-
nha prova que o seu alvo constante foi usur-
par a aiithoriilade : mas ella nao poda conse-
guido snfio atacando a pessoadorei que
(*) Helerimo-nos i nossa nota antecedente.
Quero dizer ( proseguiu sereno ) que
Sara Sloop minha mulher face de Dos
e do mundo vossa hisav foi a requesta-
da de Carlos I. : e para vingar a honra de
nossa casa cu a maciilei por outro lado sen-
do o algo/, do regio amante .. EntAo por
qua vos nao idosembora :' !...
Bertrum cada voz mais alumiado nestas
lorriveis particularidades lutava nobremen-
te contra as propriaa conviccOes ; mas a ulti-
ma confidencia do velho escandalisando o
seu orgulho de jerarehia anda mais lalvez
cuidar de laucar iio abismo eterno do esque-
eimento a tarda' revelado que rasgara'0
vn do arcano ignominioso. Ja nao inten-
loii sabir do quarto pelo contrario fechou
cum todo o cuidado aporta, desembainhou
a eap&da encoslou-se parede 8 laucando
os ollioscoiu despeilo inislurado de ruriosi-
dade para o moribundo S proferiu esta pa-
lavra significativa :
o Esperare!.
( Esperareis que cu morra !... Nao era
esse DO ehamar-vos, o meu intento. Cre-
dos nos lilulos; mas no homein nada! 0
delicio de Sata offende menos a voss cons-
ciencia que o vosso orgulho: e coin tanto
que en tro* cali para sempre pouco se vos
da que extingua ou se perpetu a nossa ge-
racao nmaldicoada. Mas sao niiles essas
precaucoes a midia voz Sobre tal materia
lodos os partidos respeitavao. Portento todas
as vezes que o rei corra algum perigo e qu
se ten lava fazer passar o sceptro a outras nios,
podia-se dizer aflbatameote que era o partido
da rainha quem obrava. I). Miguel se Ihe
tornara um instrumento neeessario e por
isso ella o accumulava de caricias associoa-o
seus projectos e fez delle o senhor de suas
vontades. A ociosidade do infante e sua brutal
indfforencaofazioperfeitaincnta propriopara
agente dcil de turbulentas intrigas : elle pas-
sava o lempo no meio de vastos prados onde
pastavo muitos ton ros que servio a seus di-
arios divertinienlos. Ali se Ihe reunio al-
guns lidalgosde gostos similhantes pastores
e cani|onezes que admiravo a sua dexlrcza
'v'in bxlos os exereicios de corpo e sobre ludo
naquelle jogo favorito. A genio que era cha-
mada do sur. infante a dizer a yerdade, nAo
ero de partido alginii excepto do dos louros;
seus coracoes endurecidos por. esses pra/.e-
res ferozes, nao davo entrada vida civilisa-
da e leudo s em con I a osnlragio de seus
grosseiros cantaradas indffrenies ao tora e
ao mal estavo promplos ludo empre-
bender.
Depois da queda das corles os partidistas da
rainha eoiiservarao-se por mi.lo lempo arma-
dos ; o duque de Cadaval entrn em Lisboa ,
seguido de numerosos pastores das margens
do Tejo lemiveis por seus graneles bordds
ferrados com (|e guardao OS louros : O mar-
(piezd'Ahranleshavia reunido lodosos cam-
ponezes das suas Ierras. Os chefes aposUdi-
cos haviao reconhecido o golpe que os ferira ,
e tentaro excitar as paixoes da turba fanti-
ca e apezar das ordens do rei, o evereito
realista do marquez de Chaves entrn ampa-
rador em Lisboa. Entretanto a brandura de
Joo (i.", o amor do povo ao rei e osangue
fri dos ministros preservaro Portugal das
sanguinolentas reaccOcs que assolavo a lles-
panha e aindaque o monaraha uo houvera
ousado cumprir suas promessas conslilucio-
naes o partido dos moderados pareca ga-
libar em seu coracao ; mas nada lao difficl-
cil e perigoso como a posieao dos seus chefes.
Liberaos egovernando em nome do rei ab-
soluto depois de una victoria subtrahila aos
apostlicos, tinhao estes inimigos reaes e
a misso de perseguir os irmos maedes. 0
infante commandante em chefedo exercilo,
dispunha de todas as foreas e os ininislros
nao podio sem parecer contemporisar cor
os macoes impedir as Citadas dos BpoStolfcoS^
nem aecusara rainha e O infante que acaba-
vo de restituir mona relia a ntegridade do
seu poder. 0 partido apostlico e*tava vido
de vinganca nao supportava a mderaco do
governo que continuamente se via obligado
ou ceder ou resistir-I he e nao poda fa-
zer um movimento em qualquer sentido que
fosse sem comprometler-sc ou sem se en-
flaquecer e dar armas a seus inimigos. I ma
palavra do re feria afiVbntado o perigo mas
era impossivel obter delle que se declarasse ,
ou ao menos moslrar-lhe a sua imminenea.
Si Ihe dizio pouco elle nao obrava, si a pre-
venao de ludo o temor o laiiC/iva nos bra-
cos de seus inimigos. Foi preciso portante es-
perar que estes se desmasrarassem por si mes-
mos para a execueAo manifesta da sua conju-
raeo e zessem ver ao povo admirado, que
ei ero a rainha o infante e
os apostlicos. 0 assassinio do marquez de
Loul commettdo a !2) de Fevereiro no pa-
lacio de Salva-tena colirio Portugal de sombra
tristeza e inculio em todas as almas lgu-
bres presenlimenlos. Era este leal gentilho-
mem quem por sua resoluco e dedicado
liaba sohreludo contribuido salvar o throno
do re em Villa-Franca : acabara de susten-
tar coni sen crdito o ministerio moderado e o
seu amigo Subscrra. Era elle havia longos
anuos, o confidente querido do Joa 6. ;
seus consolhos e mais anda seus serviros
aiiida uo baleu em outros ouvidos que uo
fossem os vossos agora : lao ignorado no
mundo o crime de Sara como o meu. Olan-
lo ao sacrificio que vos peco e que me ne-
gis em minha nio est obl-lo.
Ac bou de fallar e por acto extraordina-
rio de vigor sentou-se o inacrobla lirn do
coffre os papis e com elles na nio direi-
ta e lancando a esquerda candes, aujou
estaquanto pode para que a luz melbor a-
lumiasse o aposento.
Meu nico herdeiro nada distingis
debaixo da minha eabeceira de ferro ?
Nada mais que uni barril...
Est cheio de plvora..
Bertram fez um gesto instinctivo para sa-
hir.
Nao deis um s passo ( bradou o ma-
crobita ) ou deixarei cahir a luz. Escolhci .
ou suecumhir j com vosso hisav c esles per-
gaminhos ou immolar a nossa geracSo fu-
tura aos manes de Carlos Sluart.Dai-vos pres-
sa a responder porque a morte me aforra ;
dai-vos ppessa ou iremos ambos pelos a-
res...
O macrobifa extenuado haixava a candea :
seu bisnelo, confuso espantado, rreme-
cou a espada e escondeu com as mos o ros-
to. Mortimer Stoop triumphava ; e clamou
imperiosamente.
<( J ; de joelbos... E Beftram
Stooii aioelhou.
ntimos o pessoaes ero necessarios a esse des-
graciado rei ; ferindo-se o favorito feria-se o
monarcha no.lugar o mais sensivel ; seu co-
raQo e seu espirito recebiao o mesmo golpe :
elle calou-se lodos enlendcro e imitarSo
o seu silencio.
Ja os partidos ezistjao em toda a sua violen-
cia ; mas viviam por assm diser juntos, apos-
tlicos e liberaos o mundo poltico nAoesta-
va dividido cm grupos separados. Manifes-
tar seus receos fora declarar-so faccioso ,
clubista; e entregar-so ao punhal dosassas-
snos ; por isso ninguem proiumciou o nome
dos culpados. 0 segredo que ninguem ig-
norava era do algnma sorte guardado pela
populaeo inteira : este silencio o isolaeo
aimuienlaro os terrores. Nesse tem|H> os ab-
solutistas accusavAo os macos de todos os
ermies, e os moderados lodos erao acensados
de maertes. Admira como o ministerio que
nao poda duvidar do assassinlo nem da in-
tenco dos assassinos cjue Subscrra que li-
nda o punhal aos paitos, e Palmella que em
circunstancias extremas tito frtil be em re-
cursos, dcixaro ao infante ocommandodo
exercilo c rainha lodos os meios de per-
turbar o reino c destronar o rei. Sem du-
vida uo havia no roncelho'maispossibilida-
dc de manifestar opensamento, do que em
outra pirte : Jos Antonio de Oliveira Leite,
(pie Toi depois sol o nome de conde de Bas-
tos o agente mais fervoroso do despotismo
de D. Miguel delle fasia parte. 0 rei que
esperara andaapasiguar ludo forca decon-
cesses e de silencio, nAo tena por corto sof-
frdo qu > se dssesse a verdade, ese tomas-
sem medidas para o salvar ; nunca elle ha-
via mostrado lar.ta attencAo rainha nem
testemunhado mais confianca ao Infante. Ao
mesmo lempo, elle gostava de compromelter
com. ellos os seus servidores e fasia prose-
guir a instruceo do processo aliin do ter
una arma, da qual nAo ,contava jamis scr-
vir-se. 0 proceder do rei que dcixara a
seus inimigos todos os meios de o attacar, im-
pelbndo-os novos altentados nAo tinha
outro movel, se nao o egosmo, cmodo. A
rainha soube approveitar-se (lestes cegos ins-
linctos com a juila da calumnia.
Seria quasi impossivel ao narrador o mais
exacto descrever todas as circunstancias, c fa-
zer sobresahir essa multdAo de causas secun-
darias (pie trazem militas vezes os mais im-
portantes resultados. Nosul principalmente,
grandes numero de prejuisos, de paixoes c
fraquesas individuaos, fora. de toda algica,
doiino os grande successos. A historia dos
povosdo norte be quasi nicamente a dese-
us interesses e ideias ;adospovos do meio
dia be ao contrario a dos seos caprichos. En-
tre os primeiros pode-se julgar a hirmanida-
de entre os segundos pode-se smente pin-
tar os hemens. Os grandes faetos poltico*
all se passAo de alguma maneira s<;m yue a
sociedade inteira o seiba ; Os principios nAo
sao mais do que bandeiras, aspalavras eslao
em conlradicao com as aeces, e as aeo/ics
militas vesesem desacord com os pensamen-
tos, Quem quiser escrever a respeito de
Portugal o que a bumildade dos aulhores mo-
dernos chama urna historia providencial es-
col heria o meio mais seguro de dar una ideia
nao so incompleta mas absolutamente inex-
acta deste paiz. Olanlo a miiu nao tenbo'
a pretencao de escrever a historia procuro
contar fielmente alguns faetos.
Frequentesconsiliabulos se fasiam nos pas-
sos da rainha em Queluz. A camarilha se
computida quasi exclusivamente de homens da
mais baixa ciarse e dos mais vis. Entre os
ntimos confidentes da rainha conlavam-sc
at mendigos ; porem os mais influcn|ps ero
esses criados privilegiados que dcshonro as
cortes do sul ; domiuadoresno interior do pa-
lacios, descoiibocidos ou despresados fora del-
le. acho-so de continuo em contacto com
homens de una condiceo superior, porem
menos poderosos do que elles na realidad :
a sua vaidade est sempre ferida e seo cr-
dito para como principe Ibes da meios do
vinganca ; eis o aturado trabalbo de sua
ambicae a falta absoluta de oducaco os
torna improprios preencher qualquer cm-
prego publico e porisso nAo su podem elevar
si nao lisongeando os vicios privados e as pai-
xoes pueris dos principes.
lie couza enriosa observar com que arte el-
les alimenlooseu incrivel orgulho, de que
adinirago os penetrAo nAo s da sua plana
c pobres qualidades polticas mas sobretudo
de suas pessoas, de suas mais mseraveis ac-
ides, da maneira do comer beber : ocostu-
me do viver com taes lisongeiros inspira a
seus amos um excessivo despreso dos homens
que elles julgao por estes ignobeis modelos;
porisso o despotismo peninsular tem um ca-
rcter particular de baixesa, sandice c vulga-
ridade que o torna ihais insupportavel do que
qualquer outro.
O infante a todas as noutes Queluz acom-
panhadode suas criaturas e despensa va os seos
ajudantes d'ordens de o segurem. Algumas
vezes disfamado em pastor se diriga ao lugar
chamado Caheya de hola,onde os ladros ecoo-
trahandistas bavio construido algumas chou-
panas no meio das ruiuas de um palacio der-
ribado pelo terremoto : all tinha satislcAo
de se unir a una sociedade de mulfeitores e
alguns Jos assassinos do Marquez de Loul o
viuliAo adi procurar. Em lim no momento
(Mil que o processo dirigido contra estes clie-
gava sou termo arrebentou a conjuragAo do
30 de Abril. ( Continuar-se-lia. )
CORRESPONDENCIA. (*) '~
Snrs. Redactores.
Por milito he que o Enqiregado Publico
faca qo comprimeoto dos seus deveres, mor- '
i*) Por motivos justos j i nao tem sabido a
publico sta corivspoudencia.vi\ola do corres-
pondente )
(i Bcrtram ( Continudu o general ) ni-
co descendente do algoz de Carlos l. juras
[telas cinzas de leus antopassados peante
Di-os que te ouve e sobre o cadver de Mor-
timer Sloop com inteira f e de livre vonta-
de, juras tifio sollicitar mais descendencia
aiem do filhoque j tens 'juras educar esse
lifho no horror sociedade ao matrimonio,
aos vnculos amorosos ensinar-lhe como de-
ve extinguir a nosda geragAo e morre? sem
deixar depois dos ltimos cantos fnebres
dos eeelosiasiieos voz alguma que repita o
nossonomo, individuo que renov a nossa
linhagem ou vestigio que lembre posteri-
dado o meu delicio e a nossa familia... Ber-
tram agora espero eu !...
O infeliz Bertram-, como rosto por trra,
canegado com o peso horrivel da mprccacfto,
quasi que desfaleca mas na grandeza do sa-
crificio nolou una sublimidaile quooimpelliu.
Assm o juro disse enrgicamente.
Apenas jurara a luz da candea sbito se
extingiiiu : resoou no aposento fundo e dila-
tado gemido : a alma extenuada de Mortimer,
que eslava como suspensa nos labios pela ca-
rencia do tremendo juramento quebrara
emfira seus vincules extremos. '
Rertram pendrado de espanto gravado
com seu voto que em hora to solemne
proferir ergueu-se na escuridAo atinou
com a sabida., e ausentou-se da casa falal ,
tomado de urna especie de verligem. S re
cobroii alguma placidez d'animo ao chegar a
pousada propria, infelizmente quando os ves-
tigios daquelle sondo ou realidade j na me-
moria estavam desordenados e confundidos :
foi-lde impossivel apesar das mais atientas
pesipi izas, acertar com o caminho do logar da
scena. Perganiinhos cadver de Mortimer,
o segredo da mysleriosa duracao deste ho-
mem ; nada disto possuia. Rc*olveu-S(;
portante a reduzir adinheiro os poucos bens
de seu patrimonio e a procurar na Alema-
nha sua mulher c filho : e por consequencia
natural do sou carcter religioso e poltico
deu-se lodo ao desempenho do sen juramento,
quercpulava un pacto divino. Os descen-
dentes do general alternativamente lomavam
os nomes de Rertram e Guilherme como se
um inslinclo secreto os induzisse a circums-
crever-se a s dois nomes preparando-se pa-
ra a sua futura c gradual desapparigAo. Rer-
tram em observancia da regra da familia ,
pozera onome de Guilherme a seu lilho nico,
que a pessoa que tem a honra de vos fal-
lar.....
A este tempo j o alvor malunino alumiava
o interior da sala o medico pode ver no ges-
to ao mesmo lempo grave e enternecido de
llasslinger oquantoasua singular historia
absorvia a altencao do pintor; e proseguiu
uestes termos.
Dependja de mira tAo somonte a pre-
meditada extineefio da familia Stoop: mas a



monte aquello que tem std sollicitudc dds-
tribuir jusliga povos nao pode sempre a-
gradar a todos porque nein todos em verda-
de sao justos e porque do ordinario e hoje
principalmente no seculo dos prestigios,
quando so obra bom e conforme Lei ad-
quirc-sc dosafeicoados. Eu com quanto te-
nliii feito um estudo milito particular para nao
desagradar a pessoa alguma no exercicio do
meu Em prego de Parodio e ainda mosmo
no connnercio particular da vida social nao
cscapei todava de ser o alvo dos tiros do genio
do mal, nao escapei de ser victima da furi^
bunda raiva do Sr. Francisco Gonsalves da
Hocba proprielario do Engenbo S. Braz
dcsta Freguezia. Se me nao fosse preciso de-
tender a minba reputago to injustamente
maltratada se nao tivesse comprometido a
minha palayja quandodisso que respondera,
s perguntas que fez o Queixoso do Diario
217 eu deixaria de certa de incommoda-los
Segunda vez deixaria de apparecer de novo ,
doixaria emlirn de avivenlar um objecto que
em nada aproveita nem iulesossa ao Publico;
e como seja stlgmatisado e acin tosa mente
ompellido pelo dito Sr. Rocha julgo do
meu devor sabir a campo nao para dar Im-
pulso ou calor a una disputa intorminavcl 5
mas somonte para contrastar as calumnias re-
produzidas por elle em a revoltante correspon-
dencia do Diario n." 261. Eu bem a meu
pezar entro na materia, porque contra o
meu genio nao posso deixar de comprimir a
honradez, e boa educago que orno a bem
formada alma do meu competidor .., e se
assim pratico porque me persuado que me
no convem defender seno com as mesmas
armas com que sou atacado ; mas o farei ; se
jwssivel fr com toda friesa da raso toda
calma das paixes.
Ainda que o Sr. Rocha nao dissesse em a
sua correspondencia que fra elle o Queixo-
so do Diario 217 ; com ludo parece dellade-
prehcnder-seV que nao foi outro ; porque ,
com, quanto afTirmasse ter sido simples encar-
regado., que encaminhra o requerimento ,
que pedia a certido de baplismo confessa ,
e sustenta o mesnio que disse o Queixoso : a
elle por tanto so a elle me devo dirigir,
asseverei que nao conhe-
jN'em de balde eu
cia Serinhaonce que capaz fosse de calumni-
ar porque estes ( faca-sc-lhes justica) so
honrados, sinceros submissos voz da Re-
Jigiao amantes do bem ser e da justica e
muito estimoi que appareoeSse como
meu adversario nao algum Sorinhaence ,
mas um quo o nao e nem to pouco natu-
ral desla Provincia donde nao sei, nem
quero saber.
Principia dizendo que eu llie dirigi insul-
tos loruando-o odioso ^ isto foi querer adre-
de tomar a carapuca ; por quanto eu s me
dirigi ao Queixoso e se enleudeo o contra-
rio, por falta de boa critica, bom proveito llie
faca ; na certeza de que si llie teve de recahir
alguma odiosidade foi sem duvida depois
que elle mosmo se declarou visto que eu
nao publiquei o seu nome uem to pouco o
doi a conbecer ; fallei apenas cm certa (igura ;
so porm dizer certa ligura o mesmo que
Francisco Gonsalves da Rocha eu o ignora-
va, elle meperdoe, Sosupz que por in-
si 11 uacoos delle sabira a publico o. Queixoso,
foi porque me constou, que elle dissera, quo
tiuha de mandar para esse Diario nina corres-
pondencia contra mim ; e listo mosmo eu
duvidava e tanto assim quopodi a deca-
rugo do nome do QitelXoso para, sabir dos-
sa duvida: Lea-se a minha correspondencia.
Disse nlis que eU bom sabia para quem
era a ctirtido ( sim agora sei ) e qu encane-
gado por essa pessoa para me rtmetter nica-
mente 400 qiie os voltei dizendo ao por-
tador que ero lOjOOO quaill Costumo le-
var. Confesso qtle voltei os ijUOO mas ne-
g que exigisse os lOjOOO. Confesso ,
que voltei os IjiOOO ; mas como ? Lembro-
meque ha mezes me foi entregue por parte
do Sr. Rocha um requerimento do Capillo
Francisco Xavier Pdts hottlcm de bem este,
com quem tenho amisade C incapaz dt ca-
lumniar em que pedia certido de bapllsmo
de um seu filho, 0 passndo cu dita certido,
e entregando ad pdrta'dor sem exigir di-
nheiro ; dtpols d'alguns dias me appareceo
um preto que foi escravo do dito Xavier de
nome Gregorio com os 4.000 de que se tra-
ta que me mandava dizia elle, o Si4. Ro-
cha em pagamento da dita certido, ceno
desped, dizendo-lhe que fizesse sentir ao di-
to Rocha que cu estava pago pois quemis
contente (icava, que a p;ssia que requisita-
va a predlta certido me Picarse obrigado do
que se reeebesse essa quantia : isso foi justa-
mente o que se passoU e nrt como referi o
meu adversario e do por testemunba a Jo-
s Joaquim de Mello Vellozo homem since-
ro branro casado morador nesta Villa ,
que em minba rasa se acliava nesta ocCasio
Neg que exigisse os 10 $000 porque nao
costumo a vender o meu trabalho. Suponha-
se porem que os exigisse, respondo que o
poda fazer; podia pedir tanto dinheiro, quan-
to o Snr do engolillo S Braz nao fosse capaz
de pagar; porque quando enirei na Cura des-
ta freguezia no Archivo da Matriz achai por
lancar em pequeos retalhos de papel e em
perfeita conuso to 'o os assentos de bapt'sa-
dos, pasamentos e bitos que tinliao oc-
corrido desde 1814 em diante que quando
me he necessario dar busca em a'gitm desses
assentos levo com nutras pessos a quem
pago cinco seis dias e mas primeiro que
o descubra para ento abrir assento no com-
petente Livro que para isso cstou auctorsa-
do e dar por certido e eom a de que se
trata o mesmo aconteceo de nada valendo os
es lareeimentes, que a tal respeito me foro
subministrados mas declaro que nunca obri-
fto dovo exigir mais do que 326 rs. pelo
meu trabalho da busca posso p;dir o quo' qui-
zer; visto que nao sou rcsponsavel felas faltas
dos meusantecessores, tmenos criado d'algue":
podia quando so me pedisse algumas destas
oertldOes, certilicar, sem faltar a f, que re-
vendo os Livros no tiuha achadi. Muito fa-
fqo em ajur:tar t guardar aquolles assentos a
lim de que se no extravien) e se assim pra-
tico nao he por huma rigorosa obiigaco ,
mas cortamente altendendo ao mal, que po-
de produzir a perda de taes assentos a meus
Freguezcs pobres destes nada tenho recebi-
do e dos que se acho em melhores circuns-
tancias o que voluntariamente se me tem que-
rido dar, e se o SrTDucha he homem de bem
no ser capaz de negar que de sua casa j
se me pedio htimqs destas certides, c eu 11-
quei satisfeito com o que me mandaro.
Uisse mais ( vou seguindo suas pisadas )
que nao era bastante ter-lhc cu negado licen-
c para st .baptisar no Oratorio do seu enge-
nho hum nem stu para me levantar calumnia
E ainda mais ? Chic no mato polas dif-
fiouldades de se levarem as criaucas a Matriz
os Parochos concedem lieenca para serem ba-
ptisadas j mui priiicipalmcutc aos que moro
distante & que tem cm suas propriedades ora-
torio como o de se Cngeuho paramentado ,
e decente E ignoro que os Parochos do
mato estejo auctof idos pira tanto mas con-
cedo que elle* o faco como e o tenho fei-
to pela r.ecessldade pard com os que residen!
distante onde ha Oratorio decente provi-
zionado e approvado ; mas o dito Rocha tem
o seu engenbo menos dt me:a legua distante
da Matriz o seu Oratorio nao tinha ato" en-
tilo provso nem tao pouco a precisa decen-
cia nao teve por tanto razo de se queixar
Disse alem disto que nao precisa jiistifi-
car-se porque he de todos bem conhecido
muilos annos Nao neg e nem posso ne-
gar essa asserco porque cohvenco-me de
que todos mui bem connepem quem he Xico
da Firmeza Isto s basta para m itha de-
fesa.
Arriscou que era rapaz de provar o facto,
que eu chamo calumnia pois que ainda ex-
iste o poi tador, que foi a minha casa pes-
soa aliaz capaz Ora permitta-se-me dzer,
o Sqr. do engenbo S. Braz merece tanto Crc^
dito a cerca do que expenden quanto o seu
portador ; mas quem he esse portador ? He
o incomparavel Gregorio. Que desgraca !
O dito de lium negro captivo formando a mais
furiosa intriga Hum negro captivo sendo
guei a dar-se-me 10 # 000 011 outra quantia pessoa capaz para deprcontra hum Parodio!!.'
por mim arbitrada e desafio a quem affrmc
tal cousa a monos que nao seja o Snr. Po-
eha que nisto he singular e o seu Grego-
rio ^ Dez mil reis dara eu ao dito Rocha se
os quizesse receher para nao mais fallar em
dez mil reis.
Os Estatutos, ou regulamentos dosdrei-
tos parocbies dcsta freguezia dotermino ,
que o Parocho perceber 320 reis por cada
huma das certidoes que se extrahem dos li-
vros respectivos, por que pouco ou nenhura
trabalho do ; destas porm eu no tenho
exigido mais do que he marcado; mas da-
quellas no milita a mesma razo por qtian-
Isto s o Snr. do engenbo S. Braz diz ; mas
eu Un- perdo-O. Seria mclhor que elle nao
apparecesse no Publico com semelliante dispa-
rate Seria melbor que nao dosse tanta im
portancia a hum negro porque he aviltar-se,
he rehaixar-se inteiramente Ainda mais dis-
se, que devendo eu somente praticar jus-
tica o nao me tornar vingativo negasse a
lin-iK/a para se baptisar o seu neto so por ter
elle deixado de me mandar os 10 # 600 pela
supra dita certido dando-a entre tanto a ou-
tros muilos at para se fazerem casamentos
de noite Sim eu devo praticar justica e
por assim o ter feito rab no desagrado delle;
to do grandissimo trabalho o roubo-mo : mas he porque elle ou no entende o que he
o tempo mais precioso ; c se eu pola certido [justica ou se entende nao a exercita ; cha-
uatureza enganou os clculos de meu pai ;
quando elle me informou do meu violento
destino, j no era lempo de obedecer: eu
amava!.. A paixo subjugou o dever : o meu
casamento motivou a morlo de meu pai. Es-
ta porda renovou os meos escrpulos; o ju-
ramento fra trabido devra-se reparai-o
memoria de Mortimer Stoop: pratiquei pa-
ra com meu lilho o mesmo que sen av co-
ntigo praticra; eonstilui-me implacavel de-
positario da ultima ventado do general: e cm
voz de resistencia achei em mou filho abso-
luta abnegacao de si e do mundo. Nao vos
contare! as nossasdivagages pela Alomanha ,
demandando mosleiros o sclides a morte
social e o suicidio intellectual fugindo do
amor que ja tinha feito perigar a expiago ,
c que oh desgraga novamente a devia por
em risco. Antes de entrar para um conven-
to quiz meu filho visitar a Inglaterra slo
natalicio da nossa familia : com todas as pre-
caucoes cncubriu o nosso designio particular 5
mas volta da viagem quando livre de ri-
ladas ede affeigoes, cruza um dia as ras de
Borlim avista yossa irma e nesse momon-
to procura esquivar-se ao desempenho do ju-
ramento fatal. As vossas opitiies livres,
bom conhecidas na capital, me taparam a
boca, quandoinlontava conliar o desastroso
oncontrou vossa lealdadc ; tema que vos
parecesse incomprehensivel o como a expiago
do regicidio poda ser obrigatoria para os des-
cendentes do culpado: dirigi-me portanto iraios ainda tibios. Schlcissheim acordava .
rasao precoce, resignacao anglica do Gui-I eomo sempre, lgubre por um lado, gracioso
Ihcrmina ; c esta mulhor admiravel compre*! por outro, Rqu solitario, acola animado,
hendou meus discursos. Por ontra parte, com as loucaniasda mocidade e com indi-
como Bertram no fallara a vossa irma e cios do decadencia. Arenovagodo expen^
bastara aos dois amantes avistarcm-se fre-
quentesvozes para contrahirem mutua e ve-
hemente paixao, emprehondi cntao quebrar
esse lago, que me pareca fracp, porque a
intimidade o no oslreilava. Por minha influ-
encia os mdicos de Perlim aconsclharam
para o rostabelecimento da saude de vossa
irma visivclmento enferma ,uma viagem
Italia :mas apenas ella sa h Ira com vosco de Bor-
lim, Bertram trato d( soguir-lhe as pisadas;
como o vosso transito ora mais prolongado
anlieipou-se a cliogar a este palacio funesto :
preeedeu-vos algunsdias o tanto Eborhard
como eu o vigiamos e tratamos com desvela-
da ternura com providente cautela. Gom-
inun quoi a Eberbard o meu segredo ; e a
vossa partida annunciada para muito prxi-
ma me traiiquillisava : mas Bertram cGui-
Ihermina illudiain lodos 5 dcscortinaram
me os de se avistarem : casto seu amor e
infructfero....mas eu j suecumbi s paixes.
E quodolorosa c a separacao E'adcciso
da vida d'ambos E se nutrirem esperan-
gas !...
0 ancio suspendeo o discurso.
Pela campia refrigerada com o roci ma-
tutino estendia o sol dos caniculares os seus
dor dos campos desafogou a alma de llass-
linger.
k Nobre vosso corao (disse para
Stoop apcrtando-lhc a mo) ; vossas opi-
tiies e carcter sao da tempera do lino ago ;
assim sou cu. Se porem livesseis menos amor
aos reis e eu os deleslasse menos Guilher-
mina e Bertram encontrariam neste mundo
cousa mais rara que a vinganga ... a fo-
licidade Emborn! Attendoi-me ,
sonlior ; tratemos da unio dos dous cofSCdes
si'iisivois que to charos nos so ; mais sal-
vcmol-os quanto antes ; suas vidas so como
cesas porolas cphemeru q'io all brilbam nos
topes da rolva ; ecotno ellas estn prestes a
desaparecer ; que a dor pungente as extin-
guir.
Acabara do fallar o pintor : ouviu-se ocs-
trondo frouxo mas bem distincto de um
tirod'arma de fogo, que atravez do prado
veio perder-se em echos sinistros nos aposen-
tos da granja. 0 medico e Hasslinger, chel-
os de espanto, olbaram um para o outro, im-
movois ambos, sem ouzarem interrogar a
origem daquelle som mortfero 5 em quanto
assim hesitavam abriu-soconi violencia a
porta do quu tu de Guilliemiina um fantas-
mande-me vingativo, mostrou a mais nerra
tuiganca quando fez apparecer o meu nome
as paginas desse Diario, s porque llie nao
dei llteCa para o referido baptisado. Eu nun-
ca fui infense aoSur. Rocha mui principal-
mente por o que elle me recrimina visto me
nunra quelmei incens a dinheiro &c. Con-
fesso ingenuamente que a Const. do Biso
tt. 11. art. 36 e 37 so quer que os bal
plisados se faci na Igreja Parocliial, ou ca-
pellas que lenlio Pia haptismal, quanto por
que o dito Rocha fallando aas termos de poli-
lica sem respeito ao menos a minha dipni-
dade mandou pedir ada liecnca em hum
quaito de papel sujo c sem sua assignatura:
o que posso provar nao com algum Gregorio ,
mas com o Snr. Collector/desta \ illa o pro-
curador da Cmara j e outras pessoas, que
o lerao. Ora quem pede hum lvor huma
cousa nt nao he de obiigaco o deve azer
com suhmisso e respeito para que soja ser-
vido : sto nao fez o dito Bocha por tanto
nao tem razo de se qeixar antes a mim per-
tCncia o queixar-mc do seu procedimento pou-
co rospeitoso filho sem duvida nao de hu-
ma alma nobre mas. 1 Nunca cm idn-
ticas circunstancias conced 1 cenca a outros
muitos e desalo o meu adversario que pro-
ve. Demos porem de barato que assim fos-
se lo reconheco domo meU Juiz se nao o
meu superior, r se assim tivesse pralicadores-
pondera ao Snr. Rocha que a elle nao ser-
vi porque nao quiz achei que me nao mo-
rena hum tal sacrificio. Sobre porem os ca-
samentos de holte i nao merece resposta. Dis-
se em fim que eu quera reputar-mc ze'oso
com proveito proprio Isto lz revoltar c
exarcerbar o espirito mais tranquillo Mas
eu respondo com o despreso.
Senliores Redatorcs eu nao devo mais con-
linuar porque entendo que tenho dito quan-
to he bastante para se conhecer a ndispozico
gratuita que tem para commigo o Snr. Ro-
cha e porque creio ter combatido as invectivas,
e doeslos que de proposito reaparecero cm
seu Diario para me desconceituarem na opi-
nio publica e se tomei o trabalho de ainda
cscixver para o publico foi somente para aric-
dar preconocaos, ou ideias desfavoraveis ,
que por ventura se posso ter formado contra
minha conducta. Nao direi mais nada por
que as michas continuas ocuparos me nao
permittem e me nao sao proprias as dispu-
tas vaus e ociosas e eslou decidido a dei-
xar de respoudar ao meu adversario embora
elle derrame contra mim todo le da maledi-
cencia porque o insulto fica com quem o pra-
tira sigo o que tanto recomenda S Paul-
na Epst. a Temoth 2 23 Stultas autem ,
et sine disciplina questiones divita : sciens
quia geuerant lites. A minha conducta pu
blica e particular he bem condecida e cha-
mo em meu abono todos os meus Parochianos,
e aouem me condece de perto. Eu perdo-o
com caridade christ tudo quanto o meu com-
petidor tem contra mim vomitado o o me
ainda poder;! ; na certeza de que mais sofreo
o nosso Divino Mcstre Deus o ajude e o
conserve sempre cm minha freguezia para ser
o meu flagelo o meu algoz o meu martyi o
em fim Nem por isso eu llie terei odio ; por
que estou conforme com o que diz S Agosti-
nlio sup Psalm 64. ad 1 vers. Omnis ma-
ma branco passou veloz, como a sella desjH1-
dida, deixando a poz si o murmurio de ge-
midos Abalados que os gelou de terror : era
a donzella, que o liro de reponte despertara
e que um presentimento funesto impellia s
cegas. no estado do somnambulismo para o
sitio donde Viera o eslromlo. 0 medico e o
pintor correram anhelantes apoz Guilhermi-
na. A donzella tinha advinhado 5 a yebe-
mencia da desesperago llie prestir ligeireza
tal que os dous no poderam alcangal-a e
quando entraram no quarto baixo do palacio,
qu; servia de refugio a Bertram eis acju o
o que presenejaram.
No limiar da porta, Guiihcrmina eston-
dida sobro o pavimento como fulminada ,
j fria esem respirar ; no meio da casa o
guarda trmulo ajodhado, beijava a cruz
do seu rosario : e no leito ensanguenlado ja-
zia um cadver. 0 desvonluroso mancebo,
constrangido a escolber ou a expiago ou o
amor, suicidra-se para nao liabir ojura-
monlo feito ao general Mortimer.
Velbo maldito, es o assassino de mi-
nha irma .... clamou o angustiado)
Hasslinger abragando convulsivamente Gm-
Ihortuina.
E' corto (responVu o ancio ,
Mas meu filho j nao vive. Agora ficaex-
lincta a descendencia do algoz de Carlos
!.<=
(Panorama).


L
]u< aut i lio \ vil ut carrigatur : aut ide
\vil ni per iUm bouus exurceatur Ro-
;,)-n's Snrs Redactores a publicacao des'as
A
c/* Urna pessoa de boa conducta, e mo-lJ^BT .0 livro intitlalo Escudo, Adiniravel
ral prope-su a leccionar do laiim,.e primeiras na ra Nova D. 17 ou anniincie.
lateasen) casas particulares, o por i un precu ---------L
idus em sua mu conceituada fola, para mudo rasoavel 5 mostrando approv 'lamento.
o .".'laifimeo'O do rospeitavel publico. Sou i do que si? ofe.vee : quem quiser annuncio.
de Vm. amito alteiu-ioso venerador, e obri-
O V gario Demetrio Jaconae d'Araujo.
A V IZOS DIVERSOS.
Y : N DAS.
tas* A pessoa que annunciou querer fallar
ao Nonada das Alagoas procure na ra da
Cadeia D. 1.
fcbr { ni mogo brasileiro propoe-se a en-
sillar cog perfeicap primeras lolrat sendo
lora da piara para o que tem conhecimen-
tos exuberantes : a pcssoa quede seu p res-
limo s- quiser ulilisur annunoie.
tOf Vucisa-se alugar uin pelo ou mol-
is-* fteseja*&9 saber se exista1 ne>ta ('.ida-
de Jos Foiippeda Cosa natural da Balda .
para se fallar a negocio de scu inleres.;c : na
ra do yueiniado botica D. 8 011 anniincie
sua morada.
CT Nodia2*D corrente pelas \ titiras paracima se a
dalarde, na pracad,..lui/do Civel da ter- as 10 lloras da
ce ira vara se ha de arrematar um sobrado
de dous arulaivs cito na ra do Codorniz ,
que faz quina avalla lo ana 0 contos de reis.
jp Padre Francisco Coelho de hemos e
Silva partecipa ao respeitavel publico que a
offit'ina de encadernardorque elle /dirige cita
na ra da Florentina vellia lado do muro de
llio e d-seanda mais barato a quem to-
mar dous milbi'iros para cima ; um niilhei-
10 de l;Hias novas da-se em conta 5 e una
porgan de papel de embrull'.ar outra dita
-1 para massa : ha ra da agoas verdes .por cima
SZT barricas com cera amarla : no beco (Jo a.SS0UoU(..
da Lingoeta yenda d- JToaquim Joze Rabello. j Xrr- Aparelhos para cb de porcellana
Sgsr > bordodo B,rigu" Americano surto (ir,(]a ,p.io.s aaues para mesa o maisco-
defrorite daseseadinkis da Alindola, glKJ irs ^ bandejas linas imitando cm cor ja-
a 12U rs. a libra, e quem comprar 5 arrobas (randa garrafas lapidadas para vinbo ,-do
que pagando-se l$j vs. ineusaes e sendo
inolequtf lo.> rs. ; em Pora da pollas na Illa I couros proprios para encadernacao de nr.i
de S. Amaro n. 55. ; riquissimo sortimento de papis pintados de
i_j" A abaixo ssignada faz scienle ao res-; imi aparolho completo para o dosompenho da
encadernacao de relevo em bezorro 011 outro
por pirco'commodo : na ra da Guia casa De-,
cima 47.
iir Caibros de 5o palmos, o enxarocis de
20 ditos, de milito boa quahdade e una
sTf^iscoTe li'Tu"gmtod de~ ierra- ^&odec^^%^h t "*"** '
monta n.ui rica prximamente chocada de '
Paris de marroquins de todas as cores o
peitavet publico e.principalmente aos seus
IVeguo/.es que llie compro capim que nao
contratem negocio aJgum a este respeito
com sua mana Lui/.a Hamos ; pois a abaixo
ssignada 1140 se responsabelisa por qualquer
iransacao que a niesma ton lia Ceito ou haja
de fazer. == Mara llamos.
feT Os Snrs. Jos da Costa Carvalho Gui-
maraes, Thomaz Baptista Duare Guima-
jes Doiiiiuos..lose da Cosa Manoel Ba-
ptista Duarte (iuimariios o .Marlinho Vieira
da Cosa, dirijao-sea ra Direila leja de to-
/(.:.las i). lifira de rocehei-om anas car-
tas viudas de Guimaros.
jgr Q'uem quiser alugar una coxeira para
carros, e tem capaoidade para (;apateiro, car-
pina mnilo em conl 1 11.1 fundo.la ra de
i venir., : a tillar na Casa onde morou o
(tlajbr Manoel Ignacio d- Carvalho das 0
as) horas da manha e a tarde depois das
~:s (i .hoi\o.
w Os Srs. que-.se julgareip credores a
venda uo tallecido Joao Antonio Fernandes ,
queirno apres-uar suas COQts na venda da
111a detlurlasMi. li al o dia 29 do cor-
rente.
C7- O abaixo assignado faz scionte ao pu-
blico, que deixou do sor son eaiveiro Lino
Pereira da fosca desde o dia ti2 do cur-
enle.
Antonio rerreirada Cosa Braga.
3Zr- AlUga-se urna casa torrea preferin-
do-se sobrado de um andar sendo na ra
das Cru/.es ," pateo de S. Podro principio da
ruado A-ms vor. ;s ra da Penha e prin-
cipio-da ra di; Hurtas, que o seu aluguel nao
tiiLceda do X a |!,> rs. : quem tiver dirija-se a
ra Nova D. -"i 9110 nao se pora duvida de
dar-se aLuunas luvas.
p- Quem annunciou querer dar a juros
Contos de reis, dirija-se a ra d^Rangel
1). i 2 do lado do puente \ que dir quem
precisa. -
ap 0 artista Hespanbol que no Diario
de 7 de DezembnTp. p. se propoz para con-
certar piannos e realejos partecipa a quem
tonvier, que se neha eslabelccido na ra da
praia do Colegio D. D com a frente para o
passeio publico e que ja leve a honra de
concertar alguns piannos pertencentes a al-
i;imias das principa.-s familias desta Cidade ,
as quaes sendo preciso pode na 3 informar so-
bre a perelcao de sen trabaibo.
- O ibhete da segunda parte da oitava
Lowria a favor das obras do Thealro publico,
n. Itl e o mcio bilhele da mesma Lotera de
n. 351 perlencem a Profiri Gonsalves Braga,
do Ico c fieo em poder de F. da Silva Lis*
boa. .
t#- A pessoa que annunciou no Diario de
21 do corrente querer dar dinheiro a premio ,
quei endo dar 200* rs. a premio sobre hypo-
theca em um ou t'ous escravos, aun unci.
xsr OSr. Manoel Jos Soares da Mota.
tema a .bondade de annunciar a sua morada
para negocio de seu interesse.
Cj- A pessoa que quer dar 8 contos de reis
;i jaros querendodar a um e meio por corito
com hypotbeca em predios nesta, praga que
valem mais do duplo anniincie.
tari mais em conta das 0 ate mui0 |),n gosto ( copos para agoa calis pa-
manb, edasduas as 4 da ,.., vnlio ditos pura cerveja copos para
tarde. |cbampanbe computeiras para doce, ludo
SZT l'm jogo de bancas de p:io d'olio JJ lapidado e do bom gusto j e computeiras lisas
una cama de ingico ; ludo com poueo u/o e |jnits e or.liuarias frascos de "boca larga de
diversos laman los mangas de vidro lapida-
das e lisas inglozas e linas lanternas de
casquiuha inglozas e linas eoulras nuiitas
mais fazendas por pre?o commodo : na ra
Nova loja de louca ao |> da botica de Joaquim
Jos Pinto.
%r- Para fora da Provincia um escravo de
nacao de idade do 2o annos oflicial do
pedroiro o canteo a dinheiro ou a praso ;
urna mulata moga Migomma, e co/.inha o
diario .le urna casa e propria para lodo o
C3" Superiores bichas grandes de Ilambur-
go e ditas de Lisboa chegadas prximameq-
to : na venda grande do beco da Lingoela
numero i
t^r Queijos Iondrinos batatas inglezas .
([ualquor como assim como que nella se
aprompla cun brevidade. possivoi luda c qual-
quer encadernacao conforme o goslo de cada
um e que se desempenha as mais dificeis
operacoes como sojao domar com toda per-
foioaoas beiras dos livros marbrar e &C,
s^r A luga-se a sala e alcova do primeiro
andar do sobrado do hoco do peixc frito I, .'i.
proprio para escriplorio ou bomem solleiru:
a tralarna mesma casa.
3- Precisa-se de u:n bom estilador para
cm e'igenlio perlu da praca na venda da
(juina da ra das Flores na mesma se aluga
um lerceiro andar na ra do Hozarlo es-
treita.
SiT Arrenda-se o engonho Conceicao, por
outro nomo Sicupema dcima na freguesia
da Muribeea ; as trras do ba pro.luo.ao e
distante da Capital 5 legoas : quem o prelou-
der dirija-se ou m; nde ao inosuio engonho a
tratar com o seu propriotario.
V3" Joo Paulo de Miranda lenijo chegado
do Cera no dia 25 do p. p. pretende fazer sua
residencia nos Afilelos no sitio defronte do do
('apilan Muraos aonde ora se acha : qualquer
Sr. queiiver algum negocio com o annunci-
ant'' podo-ola procurar.
\-f No forte do tuatlos no lugar dos esla-
leiros no dia 120 du corrente se ha de ar-
ptesunlos ditos prbprios para fiambre e (fr-1 servico por ser milito robusta: no principio
palos abotinados (Je superior qualidsde : na ,|() atierro dos Allbgados en. casa de Silvestre
luaca do Commercio armazem de Jo/10 Car- Joaquim do Nascinieiito.
Sorvetesdedivmsas qualidades com
rolf Filbo.
SiT* 3o barricas vasias que foro de fari-
nha de liiio por pregp barato : na travessa
do Boza rio D. 12.
asseio : no Bolec.uim junto ao Thcatro.
SSP" Bichas pietosde muito boa (jualidade ,
trocandu-se as (jue nao pegarom de U)0 a
1 ptimos charutos, da Havana, Ham-;O0 rs. e sendo em porgo se vondera mais
burgo, e Caxocira ; e bixas protas muito
boas: na ra do Cabug loja dq Bandeira.
XZT Cartas 00.jogar a que chamao Porlu-
guozas fabriadas no Rio de Janeiro, O ni-
co deposito em Pernambuco liona ra do Ni-
ariu 1). 55 ca-a de Joaquim Osear Elster ,
om conta : na ra estreila do Rozario 'Venda
. 50.
E S C R AYOS F li G IDOS.
L.v A 17 de Dezembrodo anno p. p. fu-
uini uscar tisiei', g0urnapretadte nome Mara, baixa secca
ondoso vondern polo diminuto proco de 1300 ;,() (.()I. bastante fula de naco Bebolo ,
rs. a duza ltenla a sua superior (pialidado.
S j- Cadciras mesas solas, niarquezas,
tanto d'olio, comido Jacaranda, de muito
bom goslo c ornis commodo proco que al
boje se tem encontrado: na ra da sen/ala
armazem da casa em que mora o Sur Mano-
el Luiz Gonsalves : no mosino, desoja-so fal-
lar aoSr. Raimundo Antonio de Moura pa-
ra negocio de son interesse.
X3" Umi excellente espingarda de espole-
ta por proco commodo : na ra da Concei-
go ila Boa vista venda D. 12.
L'j- Taboado de. pinho da Snocia posta-
do costa linho assualhode nina polegadfl ,
rematar a Sumaca ja annunciada no da 4,0 urna e meia dita e de dilTerenles compn-
das 10 as II horas da manha, por conta e ris- menlos e gmssuras forro de me.a pologa-
eo de quem piirlencer ; para o liquido
aplicado aos credores da mesma Sumaca.
AVISOS MAR [TIMOS.
ser
V3" Para liba de S. Migu! o Brigue Es-
Ctlria Amelia CapilSo Joao Ignacio de Me-
nezes ,' carrega e segu viagem com toda bre-
vidade.
S2T Para o Porto saldr al o ultimo do
corrente Janeiro 0 bom conhocido Brigue
Mara Feliz Cipit/10 Antonio l.uiz Gomes ,
por se arhar ada litado no seo carrogamenlo ;
quem quiser carrejar ou ir de passagem para
o que tem bons com modos enlenda-se com
o dito Capitao na praca ou com o son consi-
gnatario Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
ZJT Para o Para com escala pelo Mara-
nb/10 segu viage^n al 10 do mez p. fucturo,
o Brigue Escuna Laura Capitao Luiz Fer-
reira da Silva Santos, de bom condecida mar-
cha e com modos para pasageiros forrado
e encavlhado de cobre ainda recebe algu-
ma carga a frote c escravos ; os pretenden-
tes drijo-se ao Capitao 011 a Firmino Juzc
Felis da Roza na ra da Moeda n 141.
E7- Para o Rio de Janeiro at o dia 51 do
corrente saldr o Patacho Nacional Va I orte,
por ter parte do seu carrogamento a bordo ,
e para o resto que Ihe falta o passagoiros por
trotes commodos trala-se com Paiva & Ma-
noel na ra de Apolo contigua ao porto das
canoas do Recife, ou a bordo com o Capitao
da e tros quartus proprio para casas e fundos ,
de barricas e romos de faia de superior
qualidnde ; ludo por proco commodo : no
armazem de Jos Antonio da Silva Vanna no
forte domaltos.
XST Polassa de superior qualdade em bar-
ns grandes e pequeos a dinheiro o a praso
com boas firmas : om casa de Joo Rulinoda
Silva Ramos na ra do Hospicio sobrado
de um andar defronte do Coronel Brilo In-
glez.
iCT Duas pretas coziubao lavao ronpa .
o fazem todo o mais servico de una casa e
dous moloques de idad" de 16 a 18 annos : na
ra de Agoas verdes l). 57.
SS" Cera para limas a 800 rs. ; urna es-
crava de idade de (I-4 annos ; e sapatos de
burracha ; na ra do Bangel D. 7.
sr?" Um bom escravo de nacao canoeiro.
que se d a experimentar : na ra direila D.
2o lado do Livramonto.
ley Lina duzia de cadciras e um canap de
pao d'olio e.om pouco uzo : nesta Typo-
crafia se dir.
beicos gfossos com 5 marcas de ferida pou-
co abaixo de nina das urelhas e as vezes se
embeb.'da 5 nao se declara a loupa com que
sabio de casa por ter levado vestidos pretosi
rouxo saia tambom prcla e como soja muito ladina
lalvez anda de limo ou lencol : quem dola
souber peder pegar o levar ao Major Lial Co-
mandante da fortaleza do Brum que recom-
pensar bom o trabadlo.
STT Fugio segunda voz a prcla que se an-
nunciou ter fgido a qual tem os signad
segiiinlos: do nomo Calliaiina de idade de
|(> annos rosto liochigoso e o maior signal
he ter um P uo poito dimito levou um ves-
tido ja bastante, uzado de cor parda- quem
a pegar levo a ra do Cabuga loja D. 5 que
sera bem recompensado
tSP*Do engolillo tapirea fugio no dia 4 do
corronleum es'ravo de nonio Justiniano, por
authonoina/.ia malbari de nao.io angula do
idade poueo mais ou menos nannos estatu-
ra ordinaria, consta ter andado nosta praca,
o seus suburbios : quem 0 pegar leve ao dito
engenho 00 nosta [iraca em casa de Joo
'Manoel Rodrigues Valenta na ra do Roza-
rio larga.
MOVIMENTO DO PORTO.
SOT Dmcspelho pequeo de parede
\Zt Predsa-sfc'alugaT um sotao ou-metade meio uzo \ quem livor innuncie
NAVIOS KN'TRADOS NO DIA 22.
Lisboa pela libada Madoira ; 28 dias Barca
Hamburguesa Marianna do 222 tonel. ,
Cap. II. F. Bock equip. 14, carga sal,
e sebolas : a Lullhens ; Companhia-, pas-
ditos no da 25
lia segunda casa do rotulas passando a fabri-
ca do Gervasio.
X~P Lm realejo com" boas vozes mergu-
Ihos de parroira e urna canoa aborta de car-
reir; ludo por proco commodo: alraz dos
Marlirios'casa deportas vertios:
i* Assucar refinado aovo a 80 rs. a li-
bra e sendo em arroba a 2? 400 rs. : no
Ignacio Xavier Pinbeiro defronte da Lngoeta. deposito da ra do Aragao.
Z~T L'm rel e urna barretina em bom
COMPRAS.
em
de urna casa para uuia so pessoa ; quem ti-
ver annuncie.
s^T Troca-se um negro de nacao Angola ,
ainda moco c bom canoeiro por urna ne-
gra que seja tambom moca .som vicios, e
boa lavadeira de varrella : no largo de N. S.
do Trico D. lo ou no rorlume das S pontas,
das duas horas da tarde em diante a fallar com
Capibaribe, que est authorisadd nao si
S3r" l'm molccote moco : na ra da Glo- Macei ; 5 dias Patacho Brasileiro Aurora
do i 4o tonel., Cap. Manoel L'albino de Frei-
las cquip. lo carga diversos gneros :
80 CapilO.
Ceara eAss ; 8 (lias, Patacho Brasileiro
S. Joze Vencedor de 9o tonel. Cap. lzidro
Lial equip. lo carga sal peixe, e cou-
ros : a Manoel Joaquim Podro da Cosa.
SAlilDOS NO MES1Q DIA.
ASS ; Brigue Brasileiro Boaventura Cap.
Manoel Luiz dos Sanios eaega lastro.
Babia ; Patacho Brasileiro Minerva Cap.
Francisco Fortunato Pereira carga .yarios
gneros.
knth.uiosno oa 24.
s^r Urna escrava, com preferencia prcta ,
perfeita engommadeira e coslureira com
boa figura e sem vicio : na praca da Inde-
pendencia loja n. 27 de Joaquim Pereira A-
ranles.
4S~ Urna corrente ou cordode piala, qua un assougue j duas camas de amarollo, no-
sirva para relogio : em fora de portas venda ; vas c de bom gosto e por prego commodo :
"21.
cy Lm negro que seja perfeito cozinhei-
uzo proprio para inferior da guarda nacio-
nal ; ludo por preco commodo : na ra da
senzala velha n 5o.
SOT lima davina de espoleta envernisa-
da muilo boa de caca com seus pe -teneos ,
(pie he polvarim e ebumboira : na ra do
Cotovello D. 12.
SZr" Um torno de pesos um sopo, urnas
haiancas um serrote e mais pcrloncos de
para fazer este negocio como para comprar j r c gradando nao se odia proco ; na ra
u negr.-. e pender o escravo s\'>. pe su i,t5 VigarioD. do.
na camhoa do CarmoD. 7.
%Z7" Sais milheiros do lijlos de tapamenlo
benicozidoe de grande marca, por precro
mais em conta queem parle* alguma a reta-
Terra Nova ; 4" dias Brigue luglez Ide do
189 tonel. Cap. John Bosustow equip.
H carga bacalho : a N. O. Bicbcr fit
(limip nliia.
Ararac ; 18 dias Patacho Brasileiro Emu-
lacode 128 tonel./ Cap. Antonio Gomos
Pereira. equin 15 carga sola : a Mano-
Gonsalvesda Silva.
BECIFENA TYP. DE M. F. DE ". = 1842.


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