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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/04402
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Tuesday, January 25, 1842
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:04402

Full Text
t-
Auno le 184'?.
Terca Fe ira '25 d<
Tildo. *tt depende co no rfiesmiis ; da irosss prndencia. moderaciio, .e energa : con-
tinuemos C.uaid principateos, e seremos nonladn* cooi admiraCte rntre as ftacoes bit,,
vullta. (Proclamaco da Aesemblea Gcral do Brasil.;
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gniama; Psr.iha, e Rio rsnd ilii Norte, na segunda c setia feira.
han mi e Oaraabiria. lil e 21.
Cabo, Serinnaem, Km l'orai'ii", Pnrr Calvo. Maceii, e Alatroaa nol, H, e 21.
Paje 13. Santo Anuo, qaihla feira. Olmdii todo* os das.
DAS da semana.
2 V. ,N. .. rta-pat. Cbanrh And. do .lili7 de Direilo da 2. Tiwa
2. Tero.. 1 Ananaa. itu'd. do juir. de Direilo "la 1, vara.
2li Ouart. . Policarpn A mi do juii le dirnl da 3. vara.
27 QitrM, . V'ilaliano. And. do juii de direilo da 2. vara. -
2s rN : Cirillo. And. do Juir de Direilo da 1. vara.
211 . . Francisco de sales. Bel. A1I1I. do Juii de I/ifriin da 3, tara.
30 Dnm. . Martinhe.
Janeiro, Auno XV111. N. 10.
O Diario puMie.-se Indo* os ,lias JH^a.tere* Santificad,,, ,|, ,;...., (,,
delresn.,1 ie purqu.rltl pag, adi.ni.dos. O. annuncina dos ...e.V.ies ,.,0 ,,d..
era.,, e os do. que o ,n fnifin ii rara de SO re.s pr l.nha. A. rr.l.in.ro,, ,),_ ...
diriinlas ^e..a Kpogr.fi, ,ua d Cu.es I). 3, ou praca da Udepe.dr.ci. Ij je ,;,,,
(..miliio sobre I nnilres 21) d. p. (U.
- Paria 32(1 rci p. flaneo.
Lisboa SO a 85 |i. 100 de pr.
Ov.o-MoeiladeD.4tfO V. 14.40. I'iliill
N. 14.201) a 14.400
de4,00(- 8.100 a S.200
P.T Pa(ae(-.s ftoOa l.iwil
CAMBIOS no dm 21 df. Janfiro.
P.tr.k Ptmsl nlumnaies l.fViOa 1 fi7|i
Mexicanos l.'Oa I X,:,i
niiu'da I. dlla I/dio
Moeda de cobre 3 por 100 de nWoafo.
Diai-nnlM de liilb. Ja Alfande^a le, por 100
(n mei.
dem Jo letras de boas firmas le 1 J,
P reamar dn ,i,a %i de Janeiro.
i.' as 3 hora* e 42 m. da larde
?. as 3 horas e (i ra, da manli..
P1HSP.S DA LOA NO ME/ I E JAiSF.IKO.
0\iart, rain*, a 3 ;ia 7 oras e al) m. da larde.
Lila Nova a II -- :it 1 oras e >4 m. da larde.
Quarl. rese, a 19 ka 6 oras a 41 m, da Urde.
La cbea a 2> -- lis 3 oras e .1.1 ni. da larde,
n 1 a it


DE PERraAMBlICi.
PARTE OFFICIAL.
G 0 V E R N 0 D A P R 0 V I X C I A.
KXPKDIKNTE DO DA 21 DO (OHIE.YI'K.
OlTioio Ao Inspector da Thesouraria das
Rendas ProvinCiaes Ofdenando-llie, que faga
alionar aos Engeilheiros FranCezes Portier e
Buessard que* Vflf> Sflr em coinrtiissio pa-
ra fora da Cidade a graliliraco inensal
de 24.>000 res do I. de Kevereiro l'ileluro
em dianle na conformidade do contracto de
sen engajmenlo.
Dito-Ao mesmo communicando-lhe qtle
a Presidencia em ltteilQo, ilo qrie Hic re-
fireseniou o engenhelro em chefe ad servico
ilcsta provincia sobre I necessidade de una
pessoa quesea emprecad.1 na escripliiraco
e expediente do respectivo Cianmele tem
TiMMiregndo deste servico a Auiilsto Carlos
de .emos Pacheco com a gratificado mefisal
ile trinta mil reis.
Dito Ao Eigenhpiro L. L. Waulhier. civ
inunicando-lhc oconteudo no doits pfece^
denles olicios.
Dito -** Ao (">ommandanle Superior da
t.uarda ?l;icional do Recife sgnificandoMlie.
<|tie participando o Commandante das arm^s.
que leni continuado as faltas'da (nrda Na-
cional na Kiiarnicao desta cidade principal-
mente dos ca ni tes que fasem diaa prdea,
faltando no dia 20 do corren te nao so capitAo
jodia mas tamben) as guardas da Alfailde-
ga e Arsenal de Marinha continuando a
Taita da guarda da dita Alfandega ; cumpre
quedo as providencias para que cesse esta
nmmissao to desairosa a Guarda Nacional, e
informe sobre as causas que a olla tem dado
lugar.
Dito Ao Director do I.yceo para por a
'concurso a Cadeira de M"niuas que se deba
vaga por ter fe(k propondo entretanto pessoa habilitada para
ocenpal-a interinamente em conformidade do
Artigo 2. Titulo 8. da Le Provincial numero
.
Dito AoD'v.embarjza.Ior Juiz Relator da
Junta de Jnstica enviando-lheo processodo
flonselho de Guerra feito ao (Cadete do tercei-
ro Ratalbao de artilheria Joao Evanselisla Ve-
loso da Sil ve i ra, a im deque depois de vis-
to o aprsente em sessao da Junta deJus-
tica.
Dito Ao Commandante Geral do Corpo
dePolicia para dar baixa e mandar ap-
presentar ao Commandante .|as Armas, n
Sargenta do mesmo Corpo Martin lao de Rar-
ros que se offereeeo para assentar praca
como voluntario no Ratall.Ao de Cacadors
Provisorio.
Dito- Ao Commandante das Armas, com-
muniCiindo-lhe a pedicfi*. da ordem supra.
Dito Ao Inspector Geral das obras pu-
blicas communicando-lhe que a Presiden-
cia tem encarreiado ao en-jenheiro Wautliicr
de examinar a estrada deGoiana e informar os
niflboramentosdequeclla precisar, particu-
larmerte aparte, que lica entre a non te de
rracunhem, 8 a entrada da Cidade de Goian-
rta, enca.rregando-o igualmente de examinar
a ponte queatravessa o Rio Canibaribr; da di-
ta Cidade para a estrada do Norte, e infor-
mar os consertos de que ella necessila.
aprontando a planta e orcamento da obra ;
cumprindo que subministre ao mencionado
EngeHheiro os esclarecimentos deque elle
possa precisar.
Dito Ao mesmo. communicando-lhe que o
Engenheifo W/uithier se tetra encarregado
lie examinar a estrada do Pao do Alho e in-
dicar a lugar inais conveniente para fasar-se
a Ponte que a travessa o Rio Capibarilie.
Portara-- Ao Commandartte do Vanor-
Cerreio Rrasileiro- para receber a seo bordo
e transportar para a Rahia o canitao Man-vl
Jos Vieira e sia familia e os Cadetes Lu-
is Rilvlro Sunches e Pedro Jote Vieira.
(inicio Ao Commandante das Armas,
communicando-lhe a expedico da ordem su-
pra.
Portara Demittindo nos termos do ar-
tigo 2. do Regulamento Provincial de rl) do
Memoro de iH7tf, em vista das informa-
ciles dadas pelo Administrador da Mesa do.
(-orishlado, ao Fiel da Balanca da Inspeccai
do Assucar Joaquirn da Silva Reg.
Oltrio Ao Administrador da Mesa do
Consulado, communicando-lhe a demissflo do
que trata a precedente portada.
Dito-Ao mesmo, comnicando-lhe que a
Presidencia te horneado a Antonio Machado
Pereira Vianna. para o lugar de Fiel da Palan-
ca da Inspeeco do Assucar vago pela demis-
sfto coliCedidd a Augusto Carlos de Lomos
PheCO.
----------------------*LUJ'-.....T^ .1- ^i------------------------
COMMANDO DAS ARMAS.
expedient: do da 17 do CBRENTE.
Oliicio -Ao Tenente CoroUel Commandante
dallha de Fernando de Noronha, dizendo-(he
!F@LKhfTB
O. MACROBITA (*).
Depois do golpe vibrado contra o estrangei-
ro a honra segundo certas ideas sociaes ,
7iuon-se ; J nao via prostr'ado um inimigo,
mas um mancebo bem parecido e animoso, o
quem.por impaciencia e indignacao, furira tai-
vez mortal mente: era chgadaaoccasiao de sen-
tir o remorso: Hasslinger commoveu-se pro-
Aindamente. A expressiva physionomia do
desconhecido nesta segunda apiiarigo an-
nuviada j pelas sombras da morte appre-
Sentava aquel ietypo sobre-humano de gran-
deza e formosura que f por momentos re-
velado a Haphael typo a que a morte de or-
dinario porsegredo inexcrutavel d urrt
toque um reake to passageiro como a Uv>.
do relmpago : Hasslinger exasperado vcrle
algnmas lagrimas.
Nesle curto intervallo sotram passos ap-
pressados : era o guarda que vinha acompa-
nbado do velho tido em conta de criado do
(*) Vej. Diarios N. 17. 18. e!9.
estrangeiro qtle ao ver o lgubre especia--
taculo arrojou-se sobre o corpo de Mi amo.
Rertrair. Rertraiii ( bradava Com an-
gustia ) responde-mc ,- >*
Essa dor intempestiva ; ( acudiu o
pintor, milito admirado de tao familiar cha-
mamento ) feri gravemente vosso amo ;
preciso transpdrta-l cama : eu pessoal-
mente irei busCar um Cinirgiaoa Munich.'
Eiapara sahir, qaiido o presulnptivo
criado levanlando-se, e mediudo-o com olliar
displicente Ihedisse.
Sei bem o que heide fitter < senhor.
Este infeliz nunca teve outro cirurgio se nao
seu pai. Quando meu filho tornar a si, ex-
pliear-ros-demos de parte a parte. >i
ao dizer isto o velho, itjiidado pelo guar-
da ergueu com precaucao o feridd ; e o
trasladaram cmara prxima. Hasslinger ,
assombrado aehou-se s com a lanterna,
leildo osolhos fixos no sangie espargido e
parecendo-lhe que sabia d'ifli itreVu e espan-
toso pesadelo : entd a la tao clara como
na liorii da sua Chegada ao fatal Castello, de-
sembaracava-se d'entre as mlvens no hori-
sonte alem da lapada. Esta circunislancia
trouxe GilherftVina desvairada itiemoria do
pintor que sem perda de momentos voltou
que com o seo ollicio de."() de Sstenibro ul-
timo se recebe rao as reldc/dea de alterages,
e de pagamenUw f,iios ao destacamento do
I. JoM.rio ao referido dia 50 de S-bunbro.
cuja importancia se |!ie remetiera e com-
munican lo-lhe que tinhao sido pagas as le-
tras qu'i sacara em favor do Major Cosseiro,
e Alteres Manoel Ignacio Pereira da Silva.
Dito Ao mesmo disendo-Ihe em res-
posta ao sen ollicio de 22 de Noveniliro ulti-
mo que Ihe havia sido apresenlado o preso.
Soldado EeonarJrhAlves de Sotza que eoul
o processo que o acompajlhou feito na Ilha
pela morte de Mara da Coneeicao fora en-
tregue ao prefeto dacomarca para proceder
nos termos da Lei.
Dlo-An mesmo, disendo-Ihe que reco-
lliero asll pracas do quilto Ratalbao de
Caladores Provisorio que na Ilha tinliao
cado por doentea : que tliesourara se
havia expedido ordem pela Presidencia, para"
no ajuste de con tas com o Almoxarifado en-
contrar nqiiantia de500789res inriortdncia
dasetapes que'pelo cofre da dita Ilha se a-
bonara as ditas pracas e finalmente que l-
cava scelte da desercao do Soldado JoAo Ro-
drigues deFaria cuja parte accis.itoria re-
cebora < nata sobre ella proceder-so o Con-
selhode Disciplina na formada Le.
Dito Ao mesnio acensando recibido ou-
tro ollicio de 22 de novembro do anuo passa-
do no q'ial vinha involvido o ina,>pa numero
0 dosaiiigos bellicos, e da forca do deslaca-
meuto, e do armamento, corrame, e e-
(|ui|iamento edisendo-Ihe que, e-ligongea-
ra bastante, a partecipa^ao que l'ie (izora
de se conservar a Ilha em perfeita trauqui-
lidade de tersido manida a disciplina da
Tropa e a armona entre os officiaes, e em-
prefgados civis esperando de sua prudencia,
actividade, e zelo pelo servido que tanto
o socego do presidio como a niafdisciplina,
c armona se conserven) eficazmente.
Dito Ao mesmo, disiuido-llie qilc no pa-
tacho Pirapania seguiao a ser encorporados
ao destacamento como addidos um cabo e
oito soldados constantes da relacao que se lief
rcmettia.
Dito Ao mesriio partecipando-lhe que
RallhasarJos dos Reis, Conmandanle do
Patacho Piranama Ihe entregara a quan-
lia de Si.'JSricHO reis, importancia dos
vencimentos do destacamento a contar do
I. de Oiitubro do auno prximo passado, ao
ultimo c^e^aneim do correntc anno ; cuja
quanto dveriaser destribuida pelas praca,
'" '" ""' 1T-TP HUSaSBmM
de conformidade, com as -i relacoes que so
Ibe enviava com um resumo indicativo dai
luantias pertencentes a cada moz.
Dito Ao Major Commandante da Fortale-
za do lrutn ordenando-lhe que bojep.'las
10 horas do dia lsesse passar coiu a necessa-
ria sc^iranei para bardo dfJ Patacho Pira-
pania que largava parar a Ilha de Fernando
03 ilous rebeldes viudos do Maratthffo no Va-
por S. S'bastia devendo o Commandante
da escolla enlregal-o ao do patacho e dclle
haver recibo
Portara Ao Tenente Coronel Comman-
dante do Ritalhao de (lacadores Provisorio iJj*
l'eniamhuco, niaudando considerar prai;a do
mesmo ao Soldado Antonio Jos Cuja guia
N Iheenviava.
Dita-Ao Caplfio Commandante do Con-
tajente de Cavallaria mandando exclu i cun
guia de passag.'il para olatalhfio de Cagado-
res Provisorio de Pernambuco, o Soldado An-
tonio Jos Machado lell'ort.
Dita Ao Tenente Coronel Comnlarldanl^
do Ratalbao de (lacadores Provisorio de
Pernambuco, aulhorisando-u a receber com"
guia de passagem o soldado mencionado na
portara cima.
Hila Ao mesnio. mandando c(msidrar
praca do Hala Ihao Provisorio. aoaqldadoJo-
1:1o Ne|ioiiiuceiio impedido do Ajulaht" e
fazendo-lhe oerto (pie a Ruia deste Soldado
doixava de ser^lbe ramoUida por haver sido
involvida na goral que acompanliara as pra-
! cas do Maranlia,) para a corte.
TEZOlII.AIHA DA FAZENDA.
r.xi'EDiivMv: do da 12 im coiuiiNr::.
Ollicio -Ao Exm. Snii Presidente da Pro-
vincia partecipando-lhe, achar-se recolhid.i
ao cofre da Thesouraria a (planta da ;*>7(>l>
i reis Hipodo de una canoa velha, que o Com-
! mandante da Fortaleza de Itamarac veudco.
Dito Ao (Commandante das Armas, pedin-
i do se dignasse expedir as suas ordens a lim dfl|
ser romeltido a Theiomaria outro pret do
ajustamentoileeontasdos ex sargentos F. N.
de Albuquerquo, J. M. dos Passos, visto
se ter perdido o prinieiro.
Dito Ao Di redor do Arsenal de Guerra,
pedindo houvesse de mandar comprar 1,170
varas de irinlj e outros aiiigo> para a factu-
ra de roilpa para as pracas de Indios na Ilha
de Fernando de Noronha.
Dito Ao Inspector da Alfaildega para
informar, de orden do Exm. Snr. Presiden-
te da Provincia, se tem sido religiosamenti'
-
para a granja.
A don/ella eslava deitada mas um ardor
lelhal Ihe gira va as veas; indizivel deli-
rio Ihe agitava o cerebro 0 proferia em alta
voz. S^hleissheim. . Bertrn... meu ir-
mao ...
Assalla-me a vontade de me despojar
da vida odiosa ( exciainou o pintor partindo
a folha de ferro.anda* ensangiientada ). Ma-
tei um hornera^ od |ouco Ihe falta ... minha
irma ao saber a atarte doli nao Ihe so-
brevivir e ainda que por viver forcejas.si! .
nao Ihe sobraran) forcas. Para (pie me de-
lenho ? !...
E armou lima das pistolas : tenteava j o
gatilho no sabio "'a casa ; es que topou ca-
ra a cara com o pai do mancebo ingle/.
<( Venho razara minha deelaraco : ( Ihe
disse gravemente o estrangeiro ) ... mas co-
mo esl vossa irmaa ? ...
E vosso tildo ?... pergunloucom
anciedade o pintor.
Ficaram por instantes em silencio olban-
do um pira o outro como abalados por es-
tas reciprocas inlorrogacoes. O anciao coil-
tinuou :
Da parte delle aqu venlio ; e la dexei o guai
da a vgia-lo
Sois iH.idico senhor i'... (aterro-'
pe com acceleraco o pintor e como mu
tanto allviado )... tralai de restabelecer mi-
uha irma...
Enlraram ao qilarto de Guilheriiiina : ob-
servado o estado da doente, o estrangeiro rc-
ceitou ea toda a presea se expediu quem
fosse a Munich pelo n.-medio. Tornando para
o sulao Hassl nger divisoii o primuiro alvor
da maiiha s t disse seccameiile para o an-
ci :
Seopermitr a saude de minha ir-
ma s s'te horas part re desta morada fu-
nesta : o lempo ti precioso ; dai-vos pressa i
rallar.
0 medico eiicruzo os bracos, f.i/endoes
ta imprevista pergunla.
ii Darieis senhor. a mo de vossa ir-
ma ao lilhode uiniilgo/. ?...
Que escarneo este mluterromneu o co-
lrico Hasslinger. cliegando-se ao volbo com
jolhos cliamiii"jaute.s e ameacadwes.
B Mancibo, nao ollieis assim para mim.
Meu filbte perdeti muito sangue mas JO amor, causando j.s aossns desgracas *
vivir: carece agora de completo doscanco. confunii : e colijo aesoeadu ambos, so-
S


E5\5*r;
J
*>3lLSfrTT-.
cumplida 8 ordem pela qual s devem
ser a imittidos as obras da mesma Alfande-
ga, ti abalha lores livres; dundo OgJ as pro-
videntes para para que dila ordem soja pun-
tualmente exeeutada.
Dit,, Ao coronel G. de M. V. d* Dru-
uiond para sem demora satisfaser a si:a da
primeira prestago vencida da arrematagAo ,
que fe/ilos engenhos Trapixe e Asna Fra,
v de (Mitras propriedades do falescido A. M
ila Costa Soares ; entregando na respectiva
repartigao igualmente as letras conforme os
prasos estipulados.
Portara- AoThesoureiro da Fazcnda pa-
ra entregar a F. da Silva Jnior, a qnantia
.le3;(K)0.> res valor de urna letra a 40 dias
precisos que rom abonacfto de F. da Silva ,
sacou sobre J. R. Roxo. da Provincia do Ma-
ranhfto a favor da Tliesouraria de Fazcnda
(aquella Provincia.
idkm no ni\ 11
Oficio Ao F.xm. Sur. Presidente da Pro-
vincia, rom a deinonstracAo do valor dase-
tapes c ferragens para a Tropa de primeira
liulia desta provinc'a nn crrante semes-
tre, a tim de se dignar approvar se acbasse
conforme.
PORTUGAL
Desfle a revolticfio de 1820.
> (Continuado do n. antecedente.)
n
Ihnis pai/es. a Franca e a Hesponlia, exer-
cem desde ocomego deste seculo urna grande
influencia no moviniento do espirito publico
ero Portugal, anda qoe por litlos e graos
diversos. A Inglaterra mais poderosa no
litloral doque qualquer oulra nagao, impe-
ra guitas ve/es 0 se fa/ obedecer ; mas nao
dirige a opinifio. revolta os sentimentos. A
Franca pelo contrario he amada ; muitos por-
inguezes mis suas repetidas emigrages tem
aqui adiado um usilo seguro eagradavel e a
gloria de mas multiplicadas crisescommove as
i-.naginaces. Todava Ma importancia pro-
vena de Ihe haver dado a linguagem poltica ;
|.ela exprwsao obra ella t terto ponto
sobre ti pensrnoslo qne nunca proce-
de della e a forma domina na base.
He urna tvrrnnia de imitacao que a fraque-
va das con viernes e o desgasto d urna ineapa-
cidade pitlongnda facililfio. Faila-se de urna
maneira e senle-se de oulra ; mas falla-se
tanto, e senle-se tao pouco, (pie rom tal dis-
cordancia tudo se torna em breve indifferente;
w si a Franca nao iiupe suas ideias ao novo
Portugal, rontribue a suflbcar os sentimen-
tos do velho pai/.
A aegao da Hespanba ho inteiramenle de
mitra natureza . os bespanboes e os portu-
tiuezes se parecem milito menos do que se diz;
e se amao milito pouco. Comludo ho assaz
sensivel a influencia dequasi todos os movi-
mentos polticos que tem abalado a Hespa-
nha em Portugal ; lia nisto um effeito antes
phvsieo do que moral. nascido do contacto e
posico geograpbica, e nao de sympathia e
Minilhanca de ideias. A mesma tempestada
levanta nos do.is pai/cs elementos contrarios;
osdesqos. Hsqueixas vos interosses podem
ser difieren tes ; mais o incendio nao deixa de
propagar-se e se estonde por toda a Penn-
sula. Fsto resultado devido algumas vezes
sociedades secretas e ao concert de cabalas a-
postolcas prooede todava de causas mais
"Vi
; constantes. Nos dous reinos da Pennsula a
ausencia das conviertes e, das vontades pub.i-
casjunta-se intempi/ranga das iniagnaCfVis
e irregularidad? dos desejos individuis. Ao
lx>ato de urna erise na Hespanba todos os ho-
mens espalhsdos em Portugal animados de
cubiga ou ambiguo se reunem na mesma es-
espirito revolucionario e aoli-religioso do
(pie por um liberalismo pratico. Tal fbi o
triste resultado de ideias exctenles e geue-
[ osas mas tomadas i'smo que nao di-
manavoda propra natura das cousas, lo-
do o governo que pcrdne o ssntimenta nacio-
nal he improprio preeneber a sua tarefa e
cubica ou ambicio se reunem na mesma .*- "' R r te.;olo prolessar ideias es-
pera nca e conseguem estabelecer um alvo ^*"J?'L1|| na pratica
commum. Emprchendem, e Tafw vezos en-
routrto alguma resistencia. Todos estilo pre-
parados para as crises , uns se proelatnao ven-
cedores, outros se do por vencidos.
Ha comludo revoluefies cojos motivos nao
forao tao frivolos e a de 1820, animada pe-
las perturbagesda Iba de Leo ,. teria arre-
btalo sem esta revolta. Duas causas recentes
provocavao um movimento em Portugal. A
nagfio nao podia resignar-se a ficar por milito
tempo colonia do Brasil onde o rei continu-
ava a residir e vassala dinglaterra, aue do-
tranbas e novas, que misturou na pratica
com antigos vicios porluguezes.
Orei oh sdecendo ao voto da nago, tinha
deixa Jo o Brasil e vindo sentar-se no seu
tbrono constitucional ; os Inglezes baviao de-
sapparecido o mdvel commum da revolugo
nao exista mais, e as cortes defendendo
com demasiado ardor os seusdireitos se UnhAo
taludo do povo. A miseria augmenUva todos
03 das. A separaco do Brasil antecipada
talvez pelas imprudentes medidas das Cortes,
pelas quaes as lizerao responsaveis foi
ava a res.d r, e vassala dngla erra une oo- r enorme dificit as receilas o
mmava pela espada de lord eresford. 0 exer- (l,.s(.on(entamento. Foi
cito sbrelo lo solTriaoju?oc .m mpacenca .e J *'^ ^ ro ^ .
alguns Odicuies tmhAo Ja ^ycl^-n l^Gt^^SSSSL que tinha
generoso palnot.smo. (1) Porem om prima .^ ^ (Jp ,^_
proundo, am.sena ^fava a sociedad. mmh^im so ,,Minir;10 iis oorfes ordina-
portugneza. Por certo nAo fora d admira. _. _
l ------_,...--------- ^
que os portuguezes bumilhados. csqivci-
dos. tvessem por si mesmos lanzado um grito
de. liberdade e tentado tornar a elevar enm
suas proprias maos ontgo edificio da gloria
nacional ; maselles revollaro-se por um mo-
tivo mais modesto. He diz o manifest
do governo provisorio plodireito jue tem
os bomens de luttar contra a desgraca.
QuenQ o creria ? Foi em parte pelo amor da
adorada casa de Braganca =ss segundo a ex-,
pressao da proclamaco do Porto que m> fez
essa revolucao tao democrtica que recusou
I ao rei at o veto suspensivo. He necessa-
rio referir-se as ideias de 182o. 0 termo va-
jg0(|e Cortes nada tinha em Portugal,
; de hostil realeza trazia a reminiscencia o3
: factos mais brlhantes da monarchia a glo-
'riu del). Joaol., a restaurado de D. Joo
A.0 0reieas cortes orto para o povo portu-
gueza mesma ideia. Lancou-se mfto do es-
tandarte da liberdade, por que os visinhos da-
I vAo o exemplo e por que o espirito do secu-
I lo 19 mo sollria outro remedio aos males
I presentes.
F^ste movimento verdaderamente populare
' unnime depressa se desviou de sua primeira
' direcca. 0 povo que tinha npplaudido a re-
j volucao ignorava osseus principios ; nao a-
companhou seus novos ebefes as phases de
seu tempestuoso poder, e pouco lempo depois
que o governo provisorio foi organisado em
Lisboa um aspecto de revolta cuja impor-
tancia os nroprios aulhores nao conheciao
ezdecidir'por^uma authoridade incerta que ) ^^nJ^^SS!^
osdepuladsserioeleitospela le das cortes ^ oamtos se Unbao mostrado o m-"J'^
de Cdiz. .0 BUlTragio universal favorece, os : promotores da const. u.Co hespanhola O
bomens fogosos e emprendedores em p-e- '>'arc,uez de Chaves depoisdealguns comba-
juTo da Se tmida que recuava ero presen- tes pouco i*V^tJ*Jfi^^
Ja da videncia das u.las consltucionaes. As 'ar-se esperto detw . homens .w
lelecoes tornarto-se mais polticas do que a .-.no de Leao. Foreste tempo faz.a o exer-
nacAo ; foi una grande desgraca o a causa
i da parda das Corles. Fsta assemblea s ron-
seguio ento fazer urna constiluicao servil-
mente calcada obre da Hespanba e esta-
! belecer um governo mais as.-,ignalado tKir uro
(1) Gomes Freir, u mais onze llk-iaes
condemnadosamorte em 1817 pela influencia
de lord Bercsford C por suas orden exe-
cu lados.
ras em Lisboa sob os mais sinistros presagi-
os : um partido activo se organisava contra el-
las : a rainha Carlota hava recusado jurar a
constiluicao, cas intrigas que ella urda do
palacio do Bamalho para onde as cortes a
linhao desterrado animavAo as conspiraertes
dos absolutistas : a reunlao das tropas france-
zas nos Pyreneoi ainda mais as fomentava ,
em quanlo na assemblea urna minora anar-
chica entravava u marcha do governo. Este
era somente soslido por urna maioria vacilan-
te e nao poda contar com o exercito qu"
nao era pago ; foi mais alrapalhado;-. do qne
enrgico, e tornou-se tanto mais oppressivo
quanlo maisfraco e abandonado era. Canhou
aantipathia de tolos e licol emlim sem for-
ga no meio de partidos extremos.
Fsta situacao foi ainda mais aggravada pela
revolta do Conde de Amarante que omitas"
de Fevereiro proclamu o rei absoluto na pro-
vincia de Tras-os-montes. 0 conde de Ama-
rante csse intrpido maniaco mais conde-
cida pelo uome de marque? de Chaves sem que
pertencesse alguma das grandes casas de
Portugal era de um nascimento distinelo : seu
pae Francisco da Silveira tinha representado
um nubre papel na guerra da independencia ;
as reac/desecrdito de sua familia q-lornavao
um inimigo perigoso ; alguns gentilhoiner.s
das provincias do norte pela mor parto seus
parantes se reunirto ao marquez e nao
sem espanto se vio no numero de seusadhe-
rentes Antonio da Silveira e Gaspar Teixeira
os dias a faeco absolutista engrossava eni
Lisboa eo partido das cortes se destoca va ca-
da vez mais. 0 re tema todo o mundo e to-
das as cousas e receiando-o vencedor, quem
quer que ellefosse, conservava-seem completa
apathia : muitas desgranas -que sobrevierto a
Portugal 8 que trousserAo coinsigo tantas
guerras civs devem ser attribnidas fraqueza
e pusillanime egosmo do Joao o\(*) tingue
porem deixar de sentir certa afloicn por estu
principe recordando-se ds seus longos infor-
tunios privados edessa bondade banal pe-
la qual elle chegava a fazer bem ; e por iss-j o
povo que despresa va o seu governo, adoravaa
sua pessoa. Segundo o anligo costume este
rei dava todas as semanas urna audiencia pu-
blica que duraiva at a noite ; todo o mundo
hia all requerer-lhe e a gente das ultimas
classes acodia em chusma conversar com el-
le sobre seus negocios domsticos. Mas esta
benevolencia geral nao Ihe adquira apoio
algum o ninguem se compromettia por um
principo, que nao sabia sino obedecer ao
terror presente.
[Continuar-se-li.]
niosd'ora avante inseparaveis nn advorsda-
de; Nao ha que ntrar o odio ero nossos
commnns sotlVimentos porque nao ha se-
no um meio de os ailiviar que amar-
nos, i *
E visivelmentc transtornadas eslavam as
feicdea do velho dando moslras de padecer
Mrmento moral o abalado. Hasslinger cn-
neu-se delle.
< Apesardoquctha pouco me declaras-
es (disse o pintor ) lembrar-me-hia que vos-
liihonao tem culpa do seu nascimento;
ni de que prozo mais a ventura de Guilher-
rmna qun todas as preoccupacOes do mun-
Mas algo/.'.... Falgozd'um rei :...
i( phcou o medico irnicamente.
. -* De que rei fallis?.. . Mas... (repli-
assiuiger, como recordando-se sub ta-
de Mitiga e confusa lemliran^a ) nos
s le l.iebsverda na Bohemia conta-
e ha pouco una historia singular...
, ',,.;>!i..rlisselr ani'-nleo medico.
i) ui7ozque degolou Carlos l. la mas-
. , |i <> general StoopC
,_ j >ue pas.v.u para o continente lo sfty
'rauca fl obleve. o mando de un vv-
,! -;::->;os...Mas, porque tremis,
senhor ? Conclu.
Contarani-me lambem (ea toz d Has-
slinger dsela a infleaes baixas e lgubres)
que a familia do general, refugiada a prin-
cipio na Suissa depois vagabunda na Alema
nha permaneca fatalmente ha dois secu-
los, em suas gerages successvus, debaixo
do anathema perpetuo da Providencia e que
a desgraca nella de algum modo eterniaava
i a punicaodo regicidio, nao Ihe permiltindo
descanco nem to pouco que se cxtlnguisse.
Disseram-me mais que por acerbidade da
sorte, essa familia chegava quasi a locara
rtela da ventura da opulencia e al da
glora mas que nunca a alcangava que pa-
rece lh eram dados felizes dotes meramente
para Ihe Tazer mais pungente a esterilidade
delles; que lutava constantemente no vacune
com obstculos sempre renascentes ; que. em-
lim, e este o maior auge do infortunio,
leudo principios religiosos pelos quaes dei-
xara de recorrer ao suicidio, resolvfira cxtin-
guir-se por si mesma resistindo aos tofos
do amor e evitando os vnculos do matrimo-
nio ; masque se Ihe otTerer.iam ir.esistivcis
Circunstancias em quo se quebravam os seus
votos. Kis-aqu. o que mr narraran, na Bo-
hemia ; e nao sei (accretccinou aflastandt-se
cito franez progressos na Hespanba ; todos
CLASSES LABORIOSAS.
Ha pessoas que por carecerem viver do tra-
balho propro so julgam de plor condlcao eue
I os outros ; tendo alem disso para si que a o-
ciosidade e mandriisse sao puros hbitos de
! prazer. ih individuos que assim pensam fa-
! cImenj0"Wconvencern de seu erro em se
Ibes provando que nada deve ser lAo enfado-
| nho como a inacjo e preguica. Pergunte-sa
a qualquer pessoa sugeila por desgraca sua,
I s detongas do proeesso que tedio o aborreci-
I ment 1 he nao empeconham os dias da vida
I nesse tempo gasto em ocio e incerteza. In-
terroguem-se os que criados sem sujeicAo ,
nunca obtiveram em prego publico ou parlicu-
1 lar acerca do seu infeliz estado e entaoso
| ver quanlo mais ditofeo o operario que vivo
honradamente do seu braco. A somnolen-
cia os hocejos, a ancia por adiar distraeco,
e o quebrantamento de espirito que islo pro-
duz indicam um estado em que ninguem
pode achar paz de espirito nem solida con-
solaco.
A resposta que muitos dao a este argumen,
to que o homem de fortuna independen tu*
vive com mais satisfaco do que o operario q.o
carece ganharo pAo quotidiano por meio di.
trabalbo diario. Kisaqui urna illusAo forma a
0 prazer corre velozmente ; segue-se-lbe -
saciedade e apos esta um desgosto de natu-
reza aillictiva e cruel. Os manjares sahorcam
por extremo o paladar do faminto : mas ape-
nas este se acha completo foi-se o appelite ,
e j nao encontra prazer na mais deliciosa
bem preparada iguaria que se Ihe appresente.
Ainda mais : o que o prazer ? Ser aca-
so o conjunclo de incontinencia e sensualida-
de ? Consistir nos divertimentos theatraes,
na magnificencia do vestuario na riqueza das
carruagens as lizonjas dos dependentes
n'outras muitas scenas e actos da vida ? Po-
dem acaso gozar-se estas cousas sem damno d.i
'(2) Antonio da Silveira Ibis depois Hornea-
do visconde de canellas 'o Gaspar Teixeira
visconde do Peso-da-regoa. Como todas as
persoiiagens que liguraro uestes aconteci-
nientos tem mudado de nomes, servir-nie-liei
para os designar dos ttulos por que sAo ge-
ralmente eouhecidos.
[ olas Jo author. ]
(*) Desviamo-nos aqui um pouco da letra do
original pelo que elle pode ter de ollensivo
l familia do Snr. D. JooC." nao obstante.
i seren as assergoes verdadeiras e estarmos
! persuadidos de que a vida dos principes a-
inda privada pertencu historia.
[Nota do traductor.
-
do desconhecido como por um impulso su-
persticioso) porque rasac todas estas recorda-
ces surgein agora como espectros ao redor
de mim.
Hasslinger, religioso apesar de suas opi-
nioes radicaos nao ousava erguer os olhos .
estremeca ao cuidar que o general Stoop em
pessoa Ihe podia upparecer de p sobre o en-
lutado cadafalso de NMiiteball. Todava era
favoravel a hora para urna explcacao decisi-
va : socegra o delirio de (iuilhermina al-
guns suspiros cortavam ainda a sua respira-
cao accerelada porem mais indicavam ser o
echo prolongado da sua dr e enfermidade
que a reaecao de um sonho alllictivo. 0 me-
j dico tendo aborto cauteloso a porta da alco-
1 va em que (iuilhermina repousava, exami-
non estes indicios ; e voltando-a passos lentos
para a sala foi tomar logar no canto mais
escuro, defronle o esludante de Gottinga,
que pela primeira vez em sua vida leve
niedo.
A ra do palacio de Whitchall, em
Londres ( comecou o velho com accenlo de
interior resignagao ) fra escolhida como
nao ignoris para theatro da execugAo do
desdi toso Carlos 1. Soldados cnfileirados fa-
ziam creo ao cadafalso e coutinham e re-
pelliam as turbas que s acotovelavam n'um
espago estreito em demasa para tamanha
multidAO. Na primeira onlem de espectado-
res estava Bertram Stoop lilho nico do ge-
neral Stoop com seu lilho Guilherme me-
nino de dez annos. Bertram leal cavallei-
ro um dos mais lirmes e zelosos fautores du
partido del rei Carlos homem j aos trinta
annos curtido dos pez res domsticos poli-
lieos e da guerra, quizara acompanhar seu
amo naquelle transe cruel ; e entrando em
Londres disfargado arriscando a sua cabega
proscripta chegra at alli e perlendcra
mostrara seu filho o mais ssignalado exem-
plo da barbardade da epocha e a invicta
constancia do rei martyr.
H Antes de proseguir mais no caso dnvo
adverlir-vos que o general Stoop logo que
rebentou a guerra entie Carlos e o parlamen-
to, se apartara abertamente da causa do mo-
narcha que seu lilho tinha abragado sem
dar conla a sua familia daquelia traigo ines-
perada : em seu corago substituir a antiga
lealdade da sua casa um rancor violento e
pessoal contra o rei por injurias pela maior
parte suppostas. Quiz o cu ao menos ,
que em campes de batalha nao tivessem en
conlro o pai c o filho 5 mas parece que o cu
k'
1
I
i.
MELHOR EXE


**
saude a acciunulaco di; nial e desgostos j du/.ir o costurando efl'eito ; |K>rque similhan-
que ooperario jamis experimenta ? Quero-lie* aos corpas eni que a luz refiada, esses
ria alsuem beber nctar em laca de veneno ? exeinplos igualmente refleclro nos espirites
em que lizeram imprcsio. As ohservaces
O, clice do prazer conten sempre no-fundo .... ,
cate ingrediente e a prudencia pede que o acerca das vantagens e inclhoramentos, que
nao esgulemos. Os trabalhos do campo sao
peniveis e afanosos : o camponez que lavra
a trra dura e que so consegue empreando
parte da torga corprea s vezes generosa-
mente recompensado com amplissima colheila
dos fructos que semera. Esta classe respei-
lavcl merece toda a consderaco dos governos
e dos legisladores. Os lavradores [ diz
lluarte Rtbeiro de Macedo fallando do inte-
rasse, que deye inspirar esta classe, e do
quanto til na sociedade ] (1) cultivam a
Ierra at tiraren) della os fructos que podem
gastar e de que podem tirar o necessario pa-
ra vestrem suas familias, para comprarem
instrumentos du lavoura reservando urna
poroso para tomar trra de modo que ven-
deudo os fructos restiluem o dinheiros artes
pelas roupas e instrumentos de que necessi-
tam O ferriro, que sa ros d'agua ,
s exercita a forc,a muscular para dar ao Ierro
diversas modilicaces nao goza tamb -m per-
l'fita saude ? K acontecer outro tajito ao a-
l'emiuado ocioso que passeia em brilhante car*
roagem lnguido e debilitado por dolorosos a-
cliaques ; que nao com? neni dorme cau-
sando-lbe s vezes al nauseas o manjar mais
appetiloso e delicado '.' E ser de inveja esta
c'jiidicao ? O iomem' laborioso saborea a co-
mida reposa comente sobre pobre enxerga,
levanta-se vigoroso e salisfeito c volta ao
trabalho com a consciencia de (pie utll ao
mundo, e capaz de o gozar. A maior s:itisfa\ao
do homem que tem ideas exactas do bein ,
consiste em por em ordem os seus negocios e
em desempenhar quanto melhor possa quaes-
quer encargos que lhe commettam. D mui
subida satislac o a cada um o ver o producto
do trabalho e fadigas avahado pelos outros
com alguma distinccao. Esta idea conten
partculas celestes por que o creador ao por
termo sna obra olhou para ella e viu que
eslava boa.
Para o operario tambem ha dias de descan-
to em que pode gozar doces prazeres c todos
os deleites que traz comsigo a novidade ; mas
avizamo-lo de que necessario lento na escu-
lla dos recreios. O iomem que diariamente
ganha o .'oquotidiano tem alma para gozar ,
similhante do individuo que s gante prazer
na leitura estudo e amena oonversaco
Oque fr casado e tiver numerosa familia a-
har estas mximas nao sagradaveis cm re-
lac,o ao que acabamos de expr como mui lo
poprias para lhe onduzirem os lilhos palo
ciminho da felicidad urna vez que os des-
vie do espirito de sedic/io e inlcmperanca ,
orno poderio desvia-los dos animaes ferozes.
E similhanles inclinacfos oqu<: sao ellas seno
verdadeiras cavernas dos monstros vicio,
pobreza e doanca que envenenara edestro-
em lodos os prazeres. E do despreso do taes
mximas e da corren le desta fonle de vicios
e loucuras que manam as turvas aguas que a-"
fogam os prazeres mais puros. O homem que
desejar vivar descansadamente hade amar a
virt.ide ; e como esta se cifra no procedimen-
to moral quasi aiinexo solida illustracaodo
individuo, iiicumbe-lhe por issp abrir aoi-
traJa que outros depois delle bao de seguir.
Os seus exemplos raramente deixaro de pre-
se conseguem pela leitura em momentos d'o-
cio adocan as penas que o trabalho causa ,
e algeiram o que m iuclinacoes viciosas trans-
(brmariam em peso enorme. O espirito escu-
recido pelas trevas da ignorancia e vicio dupli-
ca o sentimento at nos ferros da cscravdo.
Ha officios fabrs e mchameos que se col-
locam entre os empregados de gneros seden-
tario e inactivo por poder qnein os exercita
conservar-se todo o dia tranqu lio n'xina casa.
Esta circumstancia nao torna menos pensiona
dase tr.balhosas taes oecpaedes ; pois os ip
a ella se applicam nao
............janta.nl
Em toalha* de Flandres nem estudam
Em carnarios forra os de damasco (a).
No entretanto sempre as horas vagas po-
dem dar se a algum esludo, tirando proveito
das suas vigilias e lucubrares E nao1 fo-
to prefervel entre os operarios e mechani-
cos a irem para as tabernas aoiide suflo-
cados por nuvens de fumo e ondas de vinho
usam os devasto* fallar mal do prximo blas-
phcinar dos objcrios mais sagrados e tratar
conlendas e hrigas s vezes ensanguentadas ?
Deixai antes que esses iiomens peroorram os
campos admirem as obras da creaco e le-
am no grande vro da nalureza do qual ca-
da arvore urna pagina rada ramo urna sen-
lenca cada folha urna palavra e cada flor
urna pintura que aformosea e Ilustra a pagi-
na Ao estudarem por este livro lembrar-c-
hao do seu auctor e dabi Ibes resultar pro-
gresso intellectual adiando tambem mate-
ria para alguns dias de contemplaco E quem
nao se rostrar ante o poder do Omnipotente ,
se urna vez meditar sobre a grandeza das obras
de 'o poderoso braco ? Quem se nao extasi-
ar onvindo os ha monosos cantos das aladas
tribus em torno das quaes parece escutar-se
um coro de universal louvor ? Nao ha condi
cona vida que exdua inteiramenteo descan-
ca e o reccio o que fuer m escolta de pra-
zeres crimine-se a si propriose a felicidade lhe
voltar as costas. lloras de repouso nial gastas.
e passadas em perfeta indolencia nao offe-
recem prazer algum ao homem ; e anda sao
mais damnosas as que elle sacrifica ;i crpula
e dissipacoes que essos tiazem comsigo mi-
seria infallivel e desconteutamento. Indivi-
duos ha que despresando as familias do co-
mo causa desso despreso o nao encontraren!
nellas o menor prazer carecendo ir procurar
s sociedades meios de distraeco o desenfado
dos pesares domastiros Miserave' desculpa
na ver lade que torna o facto ainda mais o-
dioso !Estes Iiomens sao inultas vezes os pro-
prios que acendem a discordia entre as fami-
lias pa a acharen] pr. texto plaus vel de recor-
r-iem a similhanles distraeces. O homem
dota.10 de prudencia e amigo da paz e boa
harmona nao abandona a casa e a familia
por motivos de leves desintelligeneas antes
procura todos o* meios de pr-liies termo sem
arruido ou confuso lembrando-se de que
o passaro que o seu niiilio desampara nunca o
acha tan apame! e hospitaleiro como o dei-
xra. Un ronce bo sobro o crio e limpe/.a
poi ventura til aos individuos da classe ope-
rara e mechanica : os ofhcios que accumulam
iinmundicie na pessoa que os exercita sero
perniciosos se essas pessoas nao livereiu cuidado
comsigo principalmente se manipular drogas
e mineraes de qualidade narctica Convem
pois ueste caso que o operario lave as mos
e a cara todas as vezes que crner nao se es-
queiendo igualmente de (impar bem as unhas
dos dedos djvendo platicar o mesmo antes
de se metter na cama. E nao se diga que es-
te processo di grande trabalho ao individuo ,
quando claramente se ve que concorre de um
modo directo para a conservaco da saude e
gozo dos (tenais bens que della derivam. Pe-
. na que taes precauces sejam to geralmen-
ie te desjiresadas pelos operaiios e mchameos ;
haveodo nao menos a lamentar que em cida-
des bem opolentas e populosas ade o povo la-
manha diHiculdade de poder tomar banhos.
Em Portugal Inglaterra e outros paizes ob-
serva-se as ditas c'asses summo despreso do
futuro o pouco tacto para a respeto delle se
prevenirem (piando C tempo. Parece (pie os
idea da fal a d
(I) braa inditas parle 2.', capitulo
se caneara da sua misericordia ; parece que
o deslino do malfadado Carlos devia ser pa-
ra Stoop os seus fonle inexhaurivel de ex-
traordinarias desventuras.
No momento em que o monareba alc,ava
os bracos para dar signal aos executores ,
Hcrlram eomo que se persuadiu divisar m
um movjment nervoso do carrasco um gesto
familiar :o general Stoop : ,inundou-se-lhe a
fronte de bagas de suor fri : na fauce abra-
zada reprimi um grito de raiva c dr: mas
quando, ao mostrar a caboca ensanguenta-
da ouviu na voz do algoz dislinctamente a
voz de seu pai proferir aquellas horriveis pa-
lavfas que a historia conservou redobrou
o tormento e agona de espirito de Ber-
tram.
;,> O velho ento repetiu a celebre phrase do
algoz de Carlos com vivoaccento d'abomina-
cao e horror, por forma que suspendeu o
discurso para desafffontar-se dos gemidos a.ue
Jhe anceavam o peto. -Noentanto, Has-
slinger aterrorisado passeava a passos lar-
gos pela sala parecendo querer evitar o res-
tante da confidencia: mas o ancio conti-
nuou nestes termos.
(( A voz do carrasco trovejra i\&-:tnfn-
dos de Bsrtram ellie eoraptflosseio^d'alma;
(ai Obras de Pedro Antonio Correa (Jar-
co Salvru 1
Antonio Benlo Froes
l*eilores econferetitcs.
O Administrador da meza das Rendas ge-
raes Inlernas, tendo por umitas vezes avi-
sado aos moradores do Bairro de S. Antonio
para virem pagar o imposto do Banco pas-
sa a tirar mandados executivos contra as pes-
ss abaixo declaradas se por ventura tbe
2o docorrente nao vieren! salisfazer o que.
esto a dever. Ilccebedoriu 20 de Janeiro
de 1842.
Francisco Xavier Cavalcanti d'Albuquerquo.
iprego
BB&Afidi
Manoel Cardozo da Fonceca
(andino Agostinho do Barros
Jos Gabriel da Silva Loureiro
Jos da Silva (iuimares
AiiJ,oiiio Jos (K'lho do Rozario
Antonio da Silva Oliveira
O mesmo
Joo Jacinto d'Oliveira
nao assombra a idea da tal a de cmr.||V ,
nem a da declinacio da idade nem o ac- Jos Joaquim de Mosquita
commetlimenlo de perigosa docnca nem ou-| Jos Justino de Sotiza
tros mnilos revezes a que est sujeito o homem .Jos Oonc, lves da Cruz
que vive do seu braco Mguns baque re-j^dro Igiiaeio da Cunha
ceber.do grande salario.dissipam em parte da | Jos Pinto de Oliveira
( 1 ...>. VilI.M11:, I. ,,.-..,, * I i..
Antonio Ferreira Christovao
Antonio de Moira Baslos
Joaquim Jos do Aducida
Jos Carlos Marinho
Jos Antonio Rodrigues
Manuel Ignacio
Pinto
------.......n---------.....------ '.
semana oque havam gannado na outia par
te, por nao quererem sujeitar-se ao trabalho
em quanto sentem na algibeira um s vintem.
E .leste habito os deve a prudencia desviar :
delle s pdem resultar males sem cont sen-
do um dos maores o desprazer e violencia
com (pie obrigados da necessidade bo de de- Aprigio Carlos Tessoa de Mello
pois voltar ao usual trabalho
O luxo e embriaguez tem pervertido a mo-
ral dos operarios e mechanicos. E isto tanto
mais para lamentar quanto corto que mem-
bros desta classe to til e laboriosa se aviltam
frequentementea ponto de perderem o dir to
llignidade e considraco a que pelo seu tra-
balho e prestimo teiiam jus se conhecessem os
seus verdadeirosinteresses e o logar que Ihes
compete na sociedade.
( Do Panorama.i
DECLARACOES.
MEZA DO C0NSULAI10.
Paula dos presos correntes do assucar algo-
dao e mais gneros do pttiz que se des-
paehao na mesa do consulado de Pernam-
buco na semana de 2i a 30 de Janeiro de
1812.
Assucar b. n. i. s^rto
2.
3.
000 4. USBO
5. Ij-OO
0. i9B0
Dito dito velho I. 1700
3, bOOO
3. 1.o0t)
i00v.4. i #880
. 1*200
6. 1*050
Dito mase. n. 1- 1l0ft
000 2. 1*000
Dito dito velho 1- 0
400 .2' 8^>
Algodoem pl. 1.
2.
3.
1*000
1*800 1.(|. 1800
1 )700
2. q. 1400
1. q.1000
2. q. 1200
1. q.1100
l.q. 900
0*200
5j2O0
4*200.
Jos Mara Cesar do Ama ral
mas ainda assim a desesperarlo vacillava cm
duvidas , o algoz vinha mascarado. Ber-
tram quereria para seu absoluto e tremen-
do desengao trepar ao tablado e desmasca-
ra r o assassino em frente do cadver mutilado
da victima. Va seria a temeridade ; impo-
tentes os esforcos Os soldados dlspersaram
a miiltidio : o cadver o assassino os ves-
tigios do sangue e o cadafalso em breve desap-
pareceram ; as testemunhas da tragedia gra-
dualmente desampararama run de Whitehall,
ieando s Bertram e seti lehro Hho vague-
ando entre sombras no circuito do palacio,
demandando s trevas da noite s muralhas
do edificio ao vento (pie sibilava aos lon-
giquos rumores daquelle drama homicida ,
o minimo vestigio a prova a mais imper-
ceptivel com que podessem auctorisar a inno-
cencia d'um pai, e a honra d'uma illustrc
familia, provando a ausencia do general.
Mas o silencio da nalureza inteira era a ni-
ca resposla que obtinham em sua horrorosa
incerleza. Bertram e seu lilho sahiram das
immediacres de Whitehall t logo da cida-
de/de Londres levando comsigo a duvida
tenaz como a f?rpa da sett.i eneravada na
{crida aeompanhados em sita fuga pela voz
misteriosa do algoz sempre nuridji, como Bertrn Stoop adiou-se nn batalha de
os sons inextingniveis d'um echo mil vezes
repercutido.
(i Correram os annos : nao se ouvia fallar
no general Stoop ; sw-us (litios e familia se-
pultaran! em obscura vida a memoria docri-
ine incgnito, que lhe pssava lia consciencia
na fama. Entretanto Oomwell llore-
cera e passra ; igualmente foram transito-
rios ('arlos 2. Jacob 2. eos ltimos da
geracao dos Stuarts ; satisfizeram todos a
natural condicao dos successos humanos : a
Casa d'IJanover se firmara era seu real destjp
no : quasi um seculo tnha sido bastante pa-\
ra desterrar as recordacoes da repub'ica in-
gleza. Sobreviva en to s um descendente
do general Stoop seu bisneto Bertram dis-
lincto oflicial do exercito de Jorge 2., bom
eav.-.lleiro mas pobre, porque os ltimos
que proclamavam seus direilos maior parte
dos bens de seu av desappareceram no domi-
nio de Cromwell, quando se dissipou este a-
venlureiro : ignorava a mancha que. em sua
descendencia deitra o general, porque Gui-
Iherme., seu pai o menino testemunha e
ouvinte em Whitehall, morrera de magoa ,
mas silencioso como o sepulchro.
SiOOO
20,000
20,000
8,000
20,000
10,000
10,100
10,000
20*000
2,000
ttfOOO
6*000
5,000
4,000
20,0(M
8,000
10,000
10*000
10,000
0,020
A V I Z 0 S DIVERSOS.
ssy* A moratoria concedida ao Snr. Fran-
cisco Joze da Costa pelos seus credores que a
assgtiaro d poderes a Administrarn, ven-
der bens do rais e outros se percizo lora be-
neficio de lodos, e cuino um dos Administra-1
dores encarregado para tratar destas Vendas
o abaixo assignado razo porque os an-
nunciou e culpa nao tem quo o Snr. credor
do Diario de 21 do crrente Ignore este artigo,
obrigando-mo por consequeucia ao trabalho de
fazer essa declarado se quiaer salier para
que sao estes bens vendidos com milito gosto
o farei dirigindo-se a minba caza na ra nova
D. 21.
Thomaz d'Aquino Fonceca.
tsr Sahio a luz o 4. numero do Espe-
lho das Bellas : vende-so nos lugares do eos-
lome.
cyQem pretender comprar um sitio aop
das Areias com i casas una de vivenda ou-
tra delarinha com a viamentos, oulra de ran-
xo e oulra com armago de venda e setizala
de esCravos com muita Ierra para capn ,
e mrlndioca e fructeiras, dirija-se a ra do
Orlas N. 12.
t^ Aluga-se urna preta que saiba fazer
todooservico de urna caza ; quem a tiver ,
dirija-seao palio do hospital do Parai/.ucaza
I). 16.
ts" Preciza-se de urna ama que seja de i-
dade avancada e ba conducta e que saiba
engomar e algum tanto de costura e mais
arranjos de urna casa ; para casa de homem
viuvo com punca familia : na ra do Azeite
de Peixe na paderia de Manoel Ignacio da
Silva Teixeira dir quem precisa.
Dettingueem 1745 ; pareceram-lhe bem lo-
madas as providencias do marechal de Noal-
les, oque nao escondeu a Jorge 2.* : de-
pois da victoria naturalmente lhe levaram a
mal previsoes que o resultado nao justificara :
cahindo no desagrado, retirou-se" da curte,
e annunciou a sua prxima partida para urna
pequea fasenda, que possuia na Escocia.
Estando disposloa por-se acaminho, ahor-
ra do jantar por despedida cum alguns amigos
entregaram-lhe um bilhete escrito em lettra
desconhecida, no qual intantemente lhe
pediam urna conferencia naqii-lla noite em
certa ra solitaria da cdade. As ultimas cir-
cunstanoias da sua carreira militar lhe im-
punliain o dever de nao recuar p'erante qual-
quer perigo : alem disso o recado fra lido
em alta e inlelligivel voz, sob a influ-
encia dos vinbos de Franc na rodados con-
vidados noeos e calorosos do ex-valido de Jor-
ge 2. : nao havia que hesitar. Stoop lancou
mao da espada vedou expressainente qua
o seguissem o caminhou i-osoluto para o
sitio indicado.
CoHcluir-se-ha.
MPLAR ENCONTRADO
*


*!
-
&_sT Arren a-sc o segund andar da casa
]). 8 da na -do Fagurtdes : a tratar no pr i met-
ro andar da mesma da parte do mar.
2U~ Quem precisar de roupa lavarla tanto
de varrlto como de sabo e engommada
eom asseio dirija-sea ra d Moras na lo-
ja do sobrado D. 61
iT. A: r -iidlo-seos 3 andares fia casa n.
07 ,. |). I i na na do Qnaimado, tendo prin-
cipio o arrcndamento no dia 6 de Fevereiro
prximo : a tratar com o seu proprietario n
sobrad I). 22 na pracihhado Livramenlo.
tu- Precisa-se alugar um preto ou preta ,
que" saina eozinhr o diafio de urna casa
qnem tiver annuncie.
ssy Alugo-se duas casas assobrndadas ,
com com modos para grande familia sendo
urna citi na ra da Alegra e a outra no Co^
cilio jimio a otaria do Sr. Miguel Carneiro :
a tratar com Marcelino Jos Lopes*.
JSF* Desapareceo urna ovelhinha todbran-
quinha julga-se sr furtada : qualquer pflrf-
soa a quem for olFcreeic'a ou a tiver adia-
do leve-a na casa que tcm aula na carh'i-
ra do Sr. Peretti quesera recompensado.
l'i" Precisa-*" aburar um' sitio perto desta
iraca que Unha commodli para familia e*
tena de plantar e arvoredos de fnicto; quem
tiver annuncie.
tu OdVret--.e-se um homenl lispanhl pn-
ra criado holieim feitor de siti, de co-
gen Im ou outra qjialquer occ'upaco pois
le todo tem bastante ortica : no pateo da
Matriz (I S. Ant mi D. 9.
tsS^ Qium rjei. ar de imaam: pon cas.i
da liom^m .. -tu ou u^ ia..iiiia a qual
suba cos2r cngbrrimir, cbzinhar e m-s-
mo para Comprar na ra dirija-se a ruu Di-
reita D. 2o loja de cornos.
SS" Precisa-sede dura casa decampo, que
tnha comino lo nara pequea familia na
strada do A'onleiro at aos Apipucos ,ou pe-
la estrada da Magdalena da punto para lora ,
com tanto que sej.i sol re o caminho : q lem
a lver annuncie.
V&- Altiga-se o segundo andar da casa do
Jieco do poixe frito l). 3 com com modos para
pequea familia,: quem o pretender dirija-se
a na do Padre Floriano n. 35, venda que l-
ca junto ao heco tapado.
y-Quem precisar de um caixeiro porlu-
jjuez de idade de 12 anuos o qual sabe ler .
e-prever, e contar dirija->e a ra do Ca-
linga l'oja de iuriezas n. ,i.
52?- Troca-se um negro de naci Angola ,
anda moco e bom canoeiro por nina ne-
gra rju'ewja fmbem moca sem vicios, e
boa lavadrira de variedla no largo de \. S.
do Terco P. lo, ou no orlum dus >' pontos.
das duas boras da Uhm em oante a tallar Com
o Capiharib que est autborisado nao so
para fozer este negocio como para comprar
negra e vender o escravo s por si.
t'j" I"ma pessoa de bou conducta e mo-
ral propoe-se a leccionar delatim, e primeiras
l-trasem casas [wr Oculares, e por mu preco
muito rasoavel : mostrando approveitamento.
do que se offerece : quem (juisor ainuncio.
W Dseja-se fallar ao Sr. Adunco Jo'.o rje
Olive ir e como se ignora sua morada ro-
ga-:je-lhe queira annunciar para ser procurado.
iSr Oabaixoassignadovendo no Diario de
21 do correrfl um umiuncio do Sr. Joao Lo-
pes Lioia eiri que diz lem conlractado a com-
pra de um escravo de nome Custodio cbm o
Sr. Joao AnaUacio da Cunha, declara ao
mesmo Sr. fte u dito escravo se ada hypothe-
adoaoSr. Vicente bomz dos Santos cuja
bypothrca existe eni poder do abaixo assi-
gnadoc autborisado para liqnidacAodeste ne-
goth o qu taz publico para con'icm mo
do mesmoSr. Lima.
Miguel Dmaso Pereira.
e enravilnadn de cobre ainda recebe algu-i s?nidereto e vistosa, cozinha-0"diario de urna
ma carga a frete c esrtravos ; os pretenden-1 casa e tem boa conducta : a tratar no forte
qutMir qnisei- carregfir ou ir de rfaSsWgem diri-
ja-se ao in'e'smo CapitAo on a sr'u consignata-
rio M.niool doaquim Ramos e Silva.
533*- Prva Ilb.1 de S. MigrrtM segu viVgem1
paibinli
manpiezas de condur camas de vent com
arma^o a sem ella mu i bem feilas a -oOI) rs.
dras de pinho a 3jio00 o mezas de jafttnr ,
assirn como otilroS muitos trastes, e |>iubo
com milita brevldare o Brigue Tridmpbo da SueCia com 5 polrgadas de grosso'ra e
Americaito Capi't'flo'Afexatidf-e Jos Alvx's I dito seriado ; linio* poY nreno' dd q*ie c*n
anda* pcrie receber a!guma peqoena porc.io mitra qualqner parte : na ra d PlOrent-ma
(h> car-a e passngeiros para o que ter excel-, einTlisa de'J. Befanger.
lentes con:modo-, : a quem convier dirija-sej sr l'ma'etrava'de naco Angola^ de bo-
a mesmo Capitao oi'afg- Beciftf n rUa da j nrta GgHra doidade de 2o atino?, cozinha
(.ni/ l>. 12. I o diario de urna ca*a, e lava roupa de Sbao,
TO~ Para o Itio do'-Janeiro'at o dia 51 do-vende-se por preciso : no pateo deS. Pe-
corenle saliira o Patacho Nacionul Vaiente,! dro venda D. i.
|>or ter parte do sen carregament a1 bordo ,
e para o resto (fue lle Talla e pas'sageiro' por
retes c'ommods trata-se com Pai-va & Ma-
noel na na de Apoto contigua ao perto das
canoas do Hecife, oil a'bordo oom o CapitaV andares no segund.
Ignacio Xavier Pinlieirodef-onteda Lingoeta.
tsj- lina escrava de naci Angola de
idade de 2o anuos cozinha o diario de urna
casa lava roupa de sabao, vend-se por pre-
cisa : na camboa do Carmo sobrado de dous
Silva Ramos, na ra do Hospicio sobrado-
de um andar delronle do Coronel Brito ln-
glez,
UF" A bordo-do Bri?u> Americano surto'
defronte das escadindias da Alfandega gello
a 120 rs; a libra, e quem comprar o arrobas
paRi cima1 se dar mais em n>uta da*-9 at
as 10 hwraa^a inanba e dusduas- as -* da
tarde.
^* lim-jogo de bancas- de pao (Polio o
urna cania de angicb lado com |n>tfeo uzo e
por preco cotnmodo : na'ra da-Guia-casa De-^
cima 4f.
S?y- Cerapath' lima* a8oe> re. 5 urna es-
crava de idade de tt anuos -. e sapatos d
barracha : na ruado Karigel D 7-.
t&" Urti'iiiti escravo de na^O', canoeiro,
que so d- a'iyxperimentar : mv ra*dk-eila D.
20 lado do Livramento;
ESC R A VOS FliCIDOS.
COMPRAS.
--ar l'ni Diccionario de Moraes Urna O-
tliogralia de Madbreirn ludo q'oe Cslcja em
bom tizo : n largo do pelourflHo armazeni
de assucar.
1 j- l na escrava mulnti ou prdta de1 ida-
de de Ki a 2o ahtos qne saiba coser o cn-
gomtnar corri toda perfeicao qu sej sadla ,
sem vicios : no atierro da Boa" vista vdiida
D. I i; ou aniiimcie.
t&- Doiislqueircs de lamnrinilbs ( medc-
da velha ) : na ru do AzeiW dt pcixena pa-
daria d Malioellemacio da Sil Va Teixoira.
'VENDAS.
S2F" Folhinhas de porta ditas de algibei-
ra com variedades ditas de dita com alttia-
nak mui correcto dita Ecclesiastica ou' de
Padre 5 todas por pre(;o mas commodo que
em nutra qiialquer parte impressas em bom
papel e lindo typo : na praca da Indepen-
dencia loja de livros n. 57 e 58 na ra do
Calnig loja do Sr. Bandcira na venda da
(|iiina defronte da Igreja da Mache de Dos,
na ra da cadeia loja de ferragens do Sr. Mo-
xz?- Urna escrava de idade de 4o annos rmi
tila bal hade ira e propria para o servico de
campo por ser do matlo : na ra Direila de-
fronte do bee do Serigado no segundo andar
do sobrado de 3 andares.
tu* Urna escrava do gento de Angola de
idade de 18 anuos, cngommit ensalma', e
cozinha: na na do Livramento botica t. H .
tsr 20 milheiros de tijolos de alvenaria ,
que o seu valor so se receber depois de rece-
bido todo o tijolo ; os pretenden les compa*
recao nos dias Sextas fiaras e Sa-bhados em
!Lv" Fugio fid da 17 d correte as T ho-
ras da noute urna escrava por nome Mara
Benedicta de nac/io Beiguella com os s-
gaes seguintes, estitura baixa, cabeca gran-
de o los pequeos tem Um talho sobre o
olho direito nariz chato peinas grossas ,
bem fallante, leVou vestido de cftila azul tran-
cado de quadros muidos camisa de algodao
da Ierra a qual desconlia-se que foi furtada,
e est cceulta % quem della souber not.-iu
mande pegar e lcval-a eih casa de Manoel Jb-
I s da Silva Braga com prenca de algodo no
Ibrte do mallos1, que ser generosamente re-
compensado
S25* No dia* 4 o & do corren te fugio urna
casa de Jozeda Silva Braga-, ra das Flores pfcU d nomc Clemencia meia velha seo
D. 4.
Ca docoi*po beicos linos, sem dctites, olhos
*sr Excedente tahoado de pinho davSuecia, apeldados etem encolhldo o dedo mnimo
de polegada, e forro-, dito Americano
e lorro-, dito Americano e
nina poijo de tabeado de pinho do Porto
ptimo para estacadas e athe para portas por
seruiuito forte a 5a r. a duzia eempor-
co da-se maisem doita : no armazem atraz
do thcatroda parte da mnre'.
jsr tJm sitio no lugar do Remedio Com
excellente casa de vivencia, de pedra e Cal
duas ditas mais pequeas proporcops" para
ter 12 voceas de le te boa agoa de beber ;
e ma casa terrea cita na ruade S. Joze, com
2 quartos-, cozinba fora quintal e carimba:
a tratar com Antonio Pereira Pinto d raes, e pie ja oi do Sr.Quarcsmav defronte no engenho Acude Grande ou com Silves-
tre Joaquini do Nascimento no principio do
atierro dos A tingados.
ssy- Barricas cVm farinha d trigo de su^-
penor qualidade chegada- ltimamente de Re-
ehmont, barricas e sacas com farto bar-
ricas com fumo para charutos cuisas cbm
vellas de spermneete esleirs para forrar sa-
AVISOS MARTIMOS.
SS51- Para o Car subir no dia 27 do cor-
rente a .Sumaca Delmra Mestre Joze Joa-
qum AI ves jasaacha abarrotada so re-
cebe passageros, os quelhe convierem trans-
portar-se para dito Porto entendo-S com o
dito Mestre ou com se dono Antonio Joa-
quim de Souz* Bibeiro na ra da Cadeia do
Recife.
trjr P*ra o Porto sahir at o ultimo do
corrente Janeiro o bem conhecido Brigue
Maria Feliz, CipilAo Antonio Luiz Gomes,
por se .ichar adi'antado rio seo carregatnento
quwm quiser carrear ou rr de passagem p'arS
o que tem bous com modos entenda-se eom
o dito Capitao na praca 011 com o sen consi-
Kiiabirio Antonio Joaqumi de Son/a Hibeiro.
asF* Para o Para com escala polo Mara-
nhati segu viagem al 10 do mn p. facturo
o Brigue Escuna Lama Capitao l.uiz IVr-
reira da Silva Santos, de bem con herida trir-
t-ha v coinmodos para passagwiros. Honrado 1
da Matriz da boa vista na botica do Sur. Mo-
re ira ecmOlinda na ra do Amparo boti-
ca do Sr. Rapozo.
ts?- Azeite decarrapoloa3j360 rs. a cu-
nada, ea5jo20rs.de cunada para baixo :
na na do Cotovelo D. 12: na mesan casa.,
precisa-se de duas negras para venderem azei-
le decarrapato pagando-se 400 rs. por ca-
ada c meia garrafa para quebras ; e d-se
folha e medidas as que nao tiverem.
Cooua retalho ; por prc^O commodo: na
ra do Trapiche novo venda de Joze Verissimo
da Hocba.
tS? l'ma casa na ra velha da Boa vista,
tendo de ser ratilirada de novo, poisachAo-
se a niaior |>arte dos materucs dentro D. 27;
e mais diiiis ditas citas na ra da casa forte in-
do para o Moirleiro. em urna tem padaria : a
tratar na ra Nova D. 10.
XST Cm Compendio de Gen'uense em latini:
na ra da Gloria casa do Sur. Antonio Joze
de Lima defronle da venda.
ssy* Srveles de diversas quididades com
asseio : no Botequim junto ao Thenlro.
E?" Bichas pretas de mrito boa qualidade ,
troeande-sc as que nao pegarem de 100 a
200 rs. e sendo em porcao se venderd mais
em conta": na ra estrella do Rozario vend
D. 30.
t^" l'm bonito cscrtvo moco, muito bom
trabalhador de enchada e foucc urna pela
co/.inheira ensommaoVira e torio o servi-
co dous moleques dfe idade de 15 a 14 an-
nos.
da mAo direita ^Ila be quitandeira com-
pra e vende' (Vuelas c ancla por toda parte
destes sitios e no Recife : quema pegarle-
ve a ra dos Martirios casa terrea D. 6 que
ser gratificado.
tst No dia 29 de Sel'embro fugio urna ne-
gra de nortie Margarid, creoula, bem co-
nhecida nesta praga por andar vendendo fa-
zendas; levou vestido saia prCta e panno pre-
to altura regular tem falta de dntes na
frente pefnas linas, e ps apalbetados ,
consta que dita escrava anda nesta praca;
quem dola der noticia ou a pegar eyc na ra
do Trapiche novo Venda de Jos Verissimo da
Rocha que receber 50ji rs. de gratificado.
y Em dias do mez de NovcmBro do an-
no p. p. fugio do sitio do Gavian, Freguezia
de Cimbres um escravo de nome Antonio ,
Crelo, capateiro', de idade de 50 a 38 an-
nos pouca barba vesgo principalmente
de om ollio boca grande, beicos grossos ,
gangas amarellas, toalhas adamascadas,
e algodao grosso para sacos , a- prCO commo-
do : em casa de Matheus AusfinA omp*nhia
na rna do Trapiche novo N. i%S
isr- Os livros seguintes : Selecta, Fbula,
Telemaco Cornclio Suluslio Anones de
Tcito Rogron CdigoFrancez Virgilio:
na ra Nova loja de ferragens D. 15
C33, Ora branca em paes, farinha de
Man em sacase barricas : na ra da Cadeia
do Recife d parte do beco largo n. 58.
tzr Meia duzia de cadeiras de Jacaranda
eom assento de palhinha ainda novas por
50* rs- : na ra das Flores casa D. 8.
535" Um atacado -de ouro de lei proprio pa-
ra segurar fita de habito pendente ; un ai-
Une le para peito de' sen hora de gosto mo-
derno : na praca da Independencia loja d
livros n. 57 c 58.
w l'ma venda com poneos fimrfbs na
ra da Alegra do bairro da Boa vista casa
que tem o lampio : a tratar na mesma.
tu- Urna venda com os fundos de 800,
a um cont de res na ra velba n. 19 e
??m J)J*??,m. 0U officin oma *rantlc casa Para fami,ia Pr ema da mesma
venda : a tratar na mesma.
tsr Caf moidoda melhor qualidade pos-
dade inferior de una das sobranclhas ; ba
de-se por preciso : a tratar na ra do Roza-
rte larga com Joao Manoel Rodrigues Vtenla.
USr Pecas de panno de linho dfe 12 e 15
varas a (00 rs. a vara vllas de sperma-
cete de 5 e 0 em libra a 800 rs. a libra gar-
rafas pretas lifnpas gamelas grandes para
banho : na ra da Roda venda D. 8.
XSS'* l'm mtileqne sadio com principios de
ci/inbeiro e para lodo o servic'o deuftia ca-
sa : na loja da quilla da pracinha do 'Livra-
mentoa fallar com Antonio Carlos Perftra de
[Burgos (pie dir quem vende.
l'ma negra de idade ds 18 a 2o anno,
bonita mulata de ellegante figura cose, en-
gomm.1 ecozinha, una negrinha de ida-
de de 12 anuos: na ra do Fogo ao p doRo- sivel : ni.n?klt&*^^
7!,!L ir ^ u de Manoel Ignacio da Silva Teixeira, e no
tu- Um escravo do gento de Angola, ain- deposito do pateo da S. Crcz na Boa vista na
; foi de engenho. ven- padaria do mesmo Teixeira de urna s por-
ta virada ao poente.
*3- L'ma ti|)oia nova por preco commo-
do: na venda o deseer da ribeira.
tu- Erna duzia de cadeiras e um canap de
pao doli eom pouco tizo : nesta Typo-
grafia se dir.
W Duas pretas cozinhflo, lavo roupa ,
e fazem todo o mais servicn de urna casa e
dous moleques de idade de 16 a 18 anuos : na
rna de Agoas verdes D. 57.
tu- Pintona de superior qualidad* em bar-
r* erandese pequeos adinheiroea Craso
___------------ __ ------ ....^.^,..u ,,,,
toda probafidade ter procurado a (Capital oa
seus suburbios pois a 5 de Dezembro passbu
em Garuar oilde foi bem conhecido ; tem
as nadegas e mesmo as costas cicatrsadas
de varias surtas : quem o appreliender ser
generosamente recompensado pelo annun-
ciante a quem dever ser entregue ou na
Villa de Pesqucira Ou em dito sitio ou na
falta a fallar com Joquim Joze Ferreira na Gi-
dade do Recife, no forte do mattos.
tsr Fugio no da 10 do crreme pelas 8
horas da marih um moleque de nome Ma-
noel de idade de 12 a 14 annos he apren-
diz de carpina, secco do corpo olhos aver-
melhados pernas um pouco torta , levou
calcas de riscado quasi preto, e jaqoeta do
briin escuro levou maisem dinheiro 5^320
rs. he muito ladino que parece creoolo ; foi
encontrado no dia que fugio na estrada dos
Afilelos que hia para Bebenbe onde ha des-
confianzas que esteja ou para as partes do
Poco ou Casa forte : quem o pegar leve a ra
Nova loja de ferragens I). 10, que ser recom-
pensado.- "S
tu- Fugio no dia 22 de Nvembro do an-
ho passado da Cidade de Olinda um mula-
to de nome Antonio que representa 5o a
33 annos bnixo grosso barbado tcm
as costas urna costura de ferida ; consta que
este escravo fora de Olinda para o lugar do
olho de agoa termo de Nazareth da Malta ,
e d'ah para o Curato do Bom-jardim levan-
do em sua companhia um moleque forro de
idade de 8 a lo annos e de companhia com'
urna escrava de nome Maria alta muito.
preta u muito ladina: quem aprehender o
dito escravo queira condn*ito a Cidade de
Ulinda ra do Rom-Sucesso casa de seu Snr.
Bernardb da Silva Guirtiars que ser re-
compensado.
ncasadcJoo Rufino da | RECIPE NA TVP. D M. F. DE F. = f842.


1
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
i.


CORRESPONDENCIA
,-.
Snrs, Redactores.
Quando 501)1'" maneara anhelara nao niais o en-
comnioil.il, quando eslava disposto a emrandecer-
me e a resignar-me cooi os infortunios de minha
Provincia Natal o liio Gratule do Norte; por issu
que a experiencia nossa verdadeira e inconlestavel
inestra me tem convencido de que sao baldad >s os
nieos bem intencionados esforcoa; una vez que o
Goveino tem sempre cerrado osouvidos eos hrados
dos bons RiosGrandeiis-s, que debaixo da mais hor-
rorosa perseguidlo exercida por inri partido cruento
eanarcbiro, tem por varias vezes levado o scoconhe-
liineuto o; seos males, ja por repre.-en taces, e a pelo
vehculo di imprenta, sim, Srs. Re tactores, be n'eate
cmenos <|uando deparo com o i" n do Correio do
Norte e v. jo que o seo Redactor pretende, mas de-
balde impugnar as verdades proferidas era mi-
nha correspondencia enserida. era seo Diario de i3,
n 284 i e eis de novo (breado ;i recorrer as paginas
de seo eslimavel jornal a lirrt de nao doixar que o
Keclipse da p.ucialidade envoUa en seo manto a
yeacidaJe, do que avaneci cin miaba correspon-
dencia.
Deixando de repetir factOfl, que por mais de nina
vez tem sido.Mihuielidos a consideracio do publico ,
eu limtar-me-hei a responder no Illustre Redactor
do Correio do Norte as suasduaa proposites re-
lativas ao ex Presidente da malladada Provincia, di*
que venio de fallar, oSur. D. Cflanoel d'Assis Mas-
cartnhas e ao Sor. Senador Guerra, O Illustre
Redactor abitrahin lo dos (actos appresentados em a
mencionada correspondencia (jue provo com exu-
berancia o quanto Coi nociva e infame a admlnis*
traco do Sr. I). Manoel; e quanto h 1 sido trabidor o
Sr. Senador Guerra a sua Provincia Natal, e que o
ronslituio seo representante, rectamente por nao po-
derargiiraentarcontrn a evidencia de laeslaoloi, nada
mais tez do que dizer vagamente e sen: contestar
quanto prolleri que meaChava despido de razio,
por isso que o Sur. I). Vlanoel nao tinha sido culpa.
do na sua elteiyo *e que sim o era a Provincia,
por ser este respeilo propriedade dos Presidentes ,
e que a sua elleico rito desdourava Provincia, vbtj
ser elle um Goianno honrado pacifico e d.rtado
de qualiiiades, assim como que era un impossivel
haver Deputado 011 Senador mais inleressado por
sua Provincia, que o Senador Guerra. Principiare!
pota, por responder prim?ra proposicSo' relativa
ao bunrado e pacifico Goianno ! Com e' ilo,
Snrs. Redactles he pasmoso o der-se que nao lie
culpado na sua elleico mu Presidente, que em des-
piezo de todos os principios de pundonor, em prega,
as haiouetas nao poupa a effusod> sangue de seos
Concidadios, a viuvz, a orfanlade, e o espesi-
nhamento das leis as mais sgralas, e;n limtud.
quanto ha de perverso, e d'abjecto para extorquir os
sulragis da Provi icia '. !! 1' ra poder por ventu-
ra negai o Illustre ReJactor do Cirroio do Norle es -
las verdades militas vezes publicadas' Poder ne-
gar os assassinatos commettidoa nos ilous Cidadlu
Varella e o que do lugar a estes ? Poder negar
lodos os lacios escandalosos platicados un Ass S.
Goucalo e outios lugares por ocrasio das elleice.%
e aproteco que o Snr. D. Manoel prestou a este
actos? Decerlo, que nao; por que seria o mesmo
que tentar negar a luz do mais brilhante dia, seria o
mesmo que querer negar a evidencia d'este axioma
metaphisico nfo ha efleito sera causa Se pois he
um impossivel negar-se estes Tactos, c o mesmo mus-
tie Redactor os reconheceo quando esquivou-sc de
refutal-os e s >e limitou a proposices vagas v e
despidas de pro va como dizer-se que o ex Presi-
dente I). Mrr.oel nao leve culpa na sua elleico, e
que o Rio Grande do Norte he propriedade dos Pre-
sidentas e que he elle um Goianno honrado ,
e pacifico ;' Ser pacifico e honrado aquelle Pre-
sidente que atropella as leis, e faz correr o sangue
humano por um interesse to diminuto em propofco
com os males 'ausados/5 De cerlo que nao, e o Illustre
Redactor a nlo querer ser contradilorio nao podei
deixar d abracar tamhem esta negativa; por isso que
temi reconhecido a veracidade des fados, quando os
nao rehilou, e de vendo como hed'e.speiar de suas leco-
iibecidasluzesfateriima idea vtrdadeiradoqueseja hon-
ra, nao poder ja mais conceder.sua existencia noau
t borde tantas ignobilidades, e tanto maisestou conven-
cido disto quanto noto que o Illustre Redactor em
08 dous primeiros a" do ten peridico censura acre,
e speramente ao actual Presidente da Parahiba por
alguna excessos que na verdade to em parte le-
gaba los, e justificados pelo estado anarchico, em
que a deixou o ex Presidente Franca. Ora se o Il-
lustre Redactor em seos peridicos clama contra o
Presidente Pedro Chaves, e o appelida a cada pas-
so de perverso e indigno e se os actos deste Presi-
dente nao jo a rnillesiraa parle dos que forfio pratica-
doa no Rio Grande do Norle pelo celebre D. Manoel;
por que riaa consta que houvesse na Parabba a car-
nagem Snr. Pedro Chaves tenha dado lugar a viuvez e 01-
fandade, e menos que elle preterida extorquir os
sufragios Parahibanos c o que pois nao de vera o
Illustre Redactor dizer d'estc Goianno que suppe
honrado e pacifico se livesse por hussola a impar-
cialidade e boa le ? De certo longo d'o apresen-
tar ao Publico como honrado, e pacifico, oap-
presentaria como o cumulo da perversidade e de
todo quinto ha d'indigno e vil. Este mesmo ar-
gumento de comparaco he applicavel ao Kxm, Pre-
sidente do Cea ni Joze Joaquim Coelho, quem o
Ilhutre Redactor cobre de improperios, e sarcasmos,
e na verdade se enlrarmos na invesligaclo dos seos
actos, e cotnparar-mos com os do celebre D. Ma-
n >.'l, chegaremos a mesma iliaca*o, e ficar da mes-
1:1a .ule patente o espirito injusto, e parcial, que
dirig o Illustre Redactor na redaeco do seo perioJi-'
o. Ni) eiran lo nos detalhes d'adiuiuislracio -ib


*
E'sm. Presidente do Cear a fin d'evilar a proli-
iidade nao posso todavia deixar de fazer alguroas
ponderacSe* sobre o vocahulo desertor de que usou
o Illustre Redactor, lalvetailudindo ao facto bam t-
bido 4* Cidade deGoianna, en'ea hypothese dt-
rei-lhe, que este tacto longe d'o degradar, ecobrir
de vergonha he pelo contrario uoi dos fiorSes e
dos pidrdes de gloria deste here, e que o torna
mais credr da estima dos Brazileiros, e especialmente
dos Peroambucanos e que nao fez por conseguidle
olllustre Redactor outra couza mais, do que a vi-
var a tocha que o appresenta ao Brasil como um Mi-
litar honrado e cuberto de Gloria. A vista pois do
que levo dito ser-me-ha permittido applicar ao Il-
lustre Redactor a advertencia, que indevidamen-
te me fez no m do seo artigo Qaandose quer a-
valiar os s-tvcos de Cidados prestantes, CU more
por de parte ressenlimentos particulares ; edire
anda mais o Redactor justo e que pugna pela
prosperidade de seo P. do-se do espirito de partido s tem embistas a recu-
di...... Estando nimiamente provado, como creio,
( enesta convicco estarei em quanto o Illustre Re-
dactor nao despresar a vagmdao, o procurar provaro
contrario)queocelebre.Manoel nao he umG.ianno
honrado, pacifico, e de qualidades, com osup-
pot irei examinar se por ventura he bein revisti-
da da inesma filsidade a sua segunda proposico re-
lativa ao Senador Guerra, Eu nao sei, Snrs. Re-
dactores quaes sejo os eervicos prestados ao Rio
Grande nador !!! .' servidos, que tenlio autborisado ao
filustre Redactor do Correio do Norte a avanear ,
que he mpossitel haer um Deputado ou Senador,
que baja sido mais nteressado pela sua Provincia !!
kle na verdade este o ponto o mais elevado a que po-
de remonlar-sea parcialldade humana, e a que po-
den chegar os effeitos da vertigem prodatida pelo
espirito de partido!!! Eu com iiigeuuidade lamento,
Snrs. Redactores este mal to nocivo bumanida-
de, por que como parte desta especio nao d< vo ser
indifferente aos males de sua condicio homo ttum
uihil hutnani a me alienum puto Mas vamos a
ver se de*cu'ro quaes sejo estes servicos; ser
elles o ter o Snr. Senador protegido dejadamen-
te aos assassinos do ex Presidente Ribeiro, e talvez at
sdj coniventejn'este crirae lio horroroso co no se de-
ve eoncluir de seos exforcos a pi de taes monstroa?
SerS elles o ter o Snr. Senador empenhado-se com
o Governo para conseguir como de fac'e conseguio,
a restauraco do acelralo causador dos males que
peso sobre os Ros Grandenses, e proemio a sua ani-
quilacSo ? Ser ellea o ter o Snr. Senador ligado-
se em despeito dos seos de veres os mais sagrados,
como Pastor d'uma das fregueiias da Provincia a
um partido que pela sua inaudicta eatupide* e mal-
vadeza no tem cessado de cavar com gigantescas for-
jas no abismo, que as claras se vai preparando para
em suas profundidades absorver a grande maquina
b: asi I eir ?
Gerlamente Snrs Redactores sao estes os *er-
vicos prestados pelo Snr. Senador Guerra Provin-
cia que I he cotifiou a repretentaclo de seos destinos,
eduvido mil vosea que o Illustre Redactor do Cor-
icio do Norte possa com os racciocinio de sua reco-
nbecida espbera negar a existencia d'estes actos as-
sim como que possa apreseniar ao Publico estes ser-
vicos, de que falla vagamente.para o que nao henlo
(lesafial-o. Osfactos, Srs. Redactores, abundoa meo
favor, e um d'enlre elles o mais evidente he aprsen-
te passagem por esta Provincia do monstro carnvo-
ro que vai de novo regar o solo Rio Grandense do
precioso sangue de seos Glhos e augmentar o n das
victimas ja sacrificadas sua perversidade, be este um
faci que na verdade prava incontestavelinenle, a ve-
racidadedoque (enho proferido reapeito do Sr. Sena-
dor Guerra, e quemanifestapor coti-eguinteafalsidade
da proposico do illustre Redactor do Correio do
Norte. Ser-me-hia mui possivel documentar estas
verdades-, mais aguardarei-me para ensjo mais op-
portono, e no entretanto queiro os Snrs. Redacto-
res por sua baodade adrnittir estas linhas em seo
precioso jornal cerloadoque laten aos Rios Gran-
denses um relevantsimo servido e que em maior
gio penhorrlo as suas, e minha gratidio.
O mesmo Correspondentey.
+*t-**'
pin, naTyp. dM. F, de FaalT Janeiro de lo/^a
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