Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04401


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Full Text
: .O
Anuo de 184*2. SegmuUdFeira '24 de
Tuilo a;ora rlepenile le nn neiinni; ila noaaa prudencia, nioileracao, e enerjia : fn-
liuemus como principinmoi, e serrmu apontailos cuii ailmiraciio enlre as \ar> mus
tuIki. (Proclamaco la Agsemblea Cen du Brasil.)
fe PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, Paraib, e Rio grande do Norte, na tegundi e sena feira.
Himno e (iar.inbuiii, a 10 e 21.
Cabo, Serinhaeu, Rio Formoio, Porto Calvo, Mac-em, < Alajoaa no 4 11, e 21.
J'aie 13. Saiito Anuo, quima feira, Olintla todo* os illas.
DAS DA SEMANA.
24 S N.ndapar. Chaneb And. do .11117 de Direilo da 2. vara
25 Tero. Ananias. Aml.do juir.de Direilo da i, vara.
2li Quarl. a. Policarpo. And. do juit de direila la 3. vara.
27 Quint, *. Vilaliauo. Aud. do juii le direilo da 2. vara.a
25 sexi. Cirllo. And, do Juir. de ireilo da 1. vara.
211 sab. l'rani-iseo de soles, llel. Aud. do Juii de Direilo da 3. rara.
3l> |)om. s. Martinlia.

Janeiro. Auno XVHi. N.18.
i, O Diario publica ,e lodos os lia, nMr alo foren, S.miEe.d..: o preco da r-..ttM he
de.resnol ,e;, ,,r ,,u,r,el ,., ad,.nl.dos. Os annuncio, do, igL... tX^Z
I K.ahs e o. do.que o nao fo.em a ratao de SO rei, por linha. A, raela-ae?*, t" ''
Cambio sobre Londres 2'J 1. p. 11'.
' I'aris 220 rei* p. flanco.
.1 Lisboa SO a 88 p, 100 dr pr.
Olmo- Moeda de 6,400 V. 14.400 a 14,600
N. 14.300 44.400
> de 4,030 S.lOOa 8,200
Trata Palacies l.oOa 1, CAMBIOS no da 22 de Jankiro.
PrT.i PnosColiimnaeet l.>50a l,fl"fl
> Mexicano*- l.li'Oa 1650
miuda 1,440 a 1 4,io
Moeda de cobre 3 por 100 de iluiunli..
Diaconlu de biln. da Alfandega 1 e j por 100
ao mei.
dem de letras de boas lirmat le ale*.
t'retwiar dn ,/, {4 e Janeirt.
4. as 2 Loras e ;i4 m. da taide.
2. as 2 hora, t I.S m, da manila.
PIIASKS DA LA NO ME7, t E JAKEifUK
Quart. min. a 3 ta 7 oras e SU m da larde.
La, Nova a 11 -- s 1 oras e i)4 m. da larde
QuaK cresf. a l'.l --.' fi oras e4l ni da lardo.
I.ua rhtia a 26 s 3 oras e 30 m. da larde.
PER IV A M BU C O. w
PARTE OFFICIAL.
TE> O JRARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DA 10 DO CORRENTK.
Oflicio-AoExin. Sor. Presidente da Pro-
vincia rogando so dignasse expedir as suas
ordens ao Director ou encarregado das obras
ila casa da Heladio, para com a possivel bre-
vidade enviar tlesouraria. inn orcamento
da despesa que anda resta a lser com as
iivsmas obras, at a sua conelusao ; a lini de
dar cumprimen lo a Ordem do Tribunal do
Tbesouro Publico Nacional de de Dezenibio
P- I1-
Dito Ao Commandante das Armas, en-
viando-lbe por copia, as Instruccoes deKid
Outubro do anuo prximo lindo, pelas quaes
sodeve regular o Commissario Fiscal do Mi-
nisterio da Guerra junto Tlesouraria 5 e ro-
gando a expedccao de suas ordens a iim de
que se observe a diaposicfip do artigo 7. e o
inesmo Commissario Fiscal possa sem emba-
razo eumprir as do artigo 8. e 9.
Dito Ao Director do Arsenal de Guerra ,
rogando-lbe mantlasse entregar ao Porlei-
ro da tlesouraria os 10 caixoles de areia prc-
ta, que ltimamente vieraoda llia de Fer-
nando de Noronha, para as diversas reparti-
eres da Fa/enda.
DitoAo Contador da Thesouraria, rc-
inultendo-lbe por copia, para sua intelli-
geneia diversas ordens do Tribunal do
Tbesouro publico; de numero 98, 99, e 101
108 do anuo antecedente.
Dito Ao Inspector da Alfandega mandan-
do pagar a Manoel Gregorio da Silva apo
sentado no lugar de primeiro oscripturario da
mesilla Al'andegu, por Decreto de 18 de Ou-
tubro prximopassado, os vencimentos que
deixou de recebar por este emprego em
consequencia do Decreto de 17 dejulbo, que
o havia demittido, at o da anterior ao da-
quelle em que principiou a vencer como ap-
posentado.
Dito Ao Administrador da Mesa do Con-
sulado disendo, que posto se ache sus-
pensa a compra do Pao Brasil desde c primei-
ro do corren te devia no caso de apa rece rem
anda almocrcves ou canoas com o dito ge-
nero mandar recolhcr em deposito nos res-
pectivos armasens nao so dando eonheci-
mento ao portador se nao do liquido, depos
de separado o refugo ; por que a respeilo des-
tc devia proceder o que est em pralica.
Dito Ao mesmo exigindo com toda a]
brevidade o balando da receita e desposa do
Pao Brasil do auno liuanceiro lindo; e bem
assim o dos seis meses do correnV- ; nao se
comprebendendo nos niesmos balanQS o Pao
de refugo.
Portara Mandando abonar ao Tbesourei-
10 da Fa/enda no l.ivro da reo'ita e despesa
dos rendimentos applicados a<> resgate do pa-
pel moeda, aqoantia deSO^reis, que pela
ordem do Tribunal do tbesouro de lSdeDo-
zembro Ultimo, consta ter-se adiado de mas
na confereticia dos -11:000.) res, que se remet-
tero em.aSdeNovembro antecedente.
Dita Ao Tbesoureiro dos Ordenados, para
licar na intelligeneia de que os recibos dos
officiaes reformados acbando-se averbados pela
Cntabilidade Militar, ecorrentes pelo Com-
missario Fiscal do Ministerio da Guerra devi-
ao continuar a ser pagos, como at agora, sem
despacbo da Tbesourararia por se fazer des-
necessaria est formalidade.
Dita Ao inesmo remetlendo-Ibe por co-
pia para sua iotelligenciae cumprimento na
parte que l!ie toca, as instruccoes de 10 de
Outubro do anuo prximo lindo, pelasquaos
deve regular-seo Commissario Fiscal do Mi-
nisterio da Guerra junio tlesouraria, o Co-
ronel Jos de Hrito Inglez.
id!:ii DO da 11
Officio -- Ao Exm. Sur. Presidente da Pro-
vincia, rogando-lbe se dignasse trans-
mittir ao Director do Estabelecimenlo
do Monte Pi dos Servidores do lis-
tado o ollieio que junto acompanliou .
com a letra de Jl.>iSl res, com que
contribuio para o dito Estabelecimento
o Feilorconferente da Alfandega da Parahiba
Silverio da Costa Cirne declarando ser esta
remessa feta a requesigHo do Inspector da
Tlesouraria daquella Provincia.
Dito Ao inesmo Inspector, partecipan-
do-lbe o conteutlo no precedente ollieio.
Ollieio- Ao Inspector da Tlesouraria da
Provincia do Maranhao remetlendo-lbe a
conta dosG00 faldamentos, e equipamentos
que o Exm. Presidente daquella {.rovincia re-
quisitou, eque por Odhi do Exm. Sur.
Presidente desla forao remettdos pelo Arse-
nal de Guerra ; e declarando que a sua m-
portancia de Rs. 21:554*220 bavia levado
conta do supprimenlo determinado pela Or-
dem do Tribunal do Tbesouro de 22 de Jullio
do atino prximo lindo.
DitoAo Inspector do Arsenal de Mari-
nba, pedindo bouvesse demandar no da 12
as boras da mar ao Arsenal de Guerra huma
lancha para recuber diversos gneros, e con-
dvi/.ir para bordo do Patacho Pirapama, que
segu para a liba de Fernando de Noronha
Dito- Ao Director do Arsenal de Guerra,
partecipando-llie o COnteudO 110 precedente
ollieio.
Dito- Ao inspector da Alfandega, autbri-
santlo-o em vista do seo onicio do i de D-
zembro prximo passado e dos pareceres lo
Procurador Fiscal, e do Contador da Thesou-
ria a elevar os jornaes dos serventes e ven-
cimentos dosniais empregados daCapatasia
a tanto quanto fossd absolutamente necessario
para que o servioo se faca sem inconvenien-
tes ; dando conta do que pralicar a este res-
pe to.
Portara-Ao Tbesoureiro da Fazenda pa-
ja, entregar a Me. Calmont & Conipanbia a
quantia de :i,>i8 Iris valor de 1 letra a
(lias precisos pie sacarao sobre Caima Astlei
tiCompanhia a favor do Tbesoureiro da Di-
rectora do Monte Po dos Servidores do esta-
do ; o em conformidade do ollieio do Inspec-
tor la Tlesouraria de Fazenda a Parahiba
I de 22 de Dezembro prolimo lindo.
Dita Mandando debitar ao ditoTliesourei-
j ro pela quantia de 5*760 res, liquido de u-
macanoa velha, que, o Comandante da For-
aleza de Itamarac vendeo.
He claro [>ois quede todos os antigos ele-
mentos constitutivos da naejao portugueza o
poder real era o nico que se conservara in-
tacto : ale augmentou
c ter-se-hia enri-
PORTUGAt.
Desdoa revolucaode 1820.
(Continuado do n. antecedente.)
Hoje padres e frailes tanto se lein ingerido
nas guerras e dissences cvis muitos delles
(le tal serte te'm abatido o sen carcter, pon-
! do a religiaoe suas pessoas ao servido de todas
as paixoes e intrigas que o clero portuguez
so'reo a lei ge ral e parleeipou do avillu-
iment que pesa sobre o paiz. Aleni disto ,
a revolucao histrica que data do dominio dos
Bragancas tem por toda a parle produzido os
mesmos effelos em quanto as ideias e sen-
timentos do povo se coriservavfio estacionarios,
ella tem constante abatido o que estava levan-
tado. OS prejuizos e vicios das classes nfe-
rioresforo excitados a Iim de extinguir to-
da a superiodade quando cm consequen-
cia dos vacuos feilos na sociedade portugueza,
un novo estado de cousas naturalmente sulis-
tiluio o precedente acontecen que na falla
de una aristocracia hbil e de um elero dis-
linclo nem ao menos houve un) povo feilo
para a liberdade e proprk) sua nova si-
liiaco.
IF @ IL H1E TT D RO -
O M.VCR0B1TA (*).
As aventuras romnticas sao mais da alga-
da da vida real do que muita gente pensa :
nao ha existencia d'homem um tanto traba-
1 liosa que nao forneca scenas interessantes
para um drama. Hasslinger bem o sabia ; e
porisso, descurioso e negbgente por habito
*> carcter pouco se lbe daria do enigma do
luimem de capote e seu criado se o nao as-
saltassem presen timen tos funestos e invenci-
veis a respeito da sorte de sua irma que
elle suppunha em pergc por aquelles indeci-
fra.veis accidentes. Por fatalidade nao piule
tero guarda, por tempo bastante, ou oeca-
siao ou pretexto para pedir a Eberhard as
chaves do palacio alem do que agencias do
seu cargo o demoraram em Munich perlo de
tres semanas : esta ausencia obrigada do seu
confidente era ocio estril para o pintor ; por
que em Schleissheim nada transpirava que
revelasse segredo ou mysterio 5 nas impas-
siveis muralhas lao somcntedcscorlinava'as
(*) Vej. Diarios N 10. e 17.
janellas hermticamente fechadas dalli ape-
nas Sabia o p-que 03 ventos saecudiam dos
tectos para a estrada d'lngolsladt: alora o
ranger doscatavcnlos e o sopro da aragem que
assobiava s ve/.es pelos balaustres superiores,
nenhum ruido se ouvia no exterior do paco
deserto e inescrutavel. .Baldados eram o desve-
lo e vigilancia com que o artista passeava at-
iento e indagador costeando a fronte oriental ;
baldada a paciencia, com que por horas in-
teiras se deitava entre a herva do prado, re-
primindo a respiraco para nao ouvir quan-
do milito, seno o fastidioso unido das cigar-
ras. Todas as manhas despontava o sol da
banda das montanbas de Salzburg escalda va
depois as lousas musgosas do ledo do"palacio,
e allim passava por cima da cabeca de Has-
slinger ; nenhum era o resultado. Todas as
lardes escondia-se o mesmo istro luminoso
nas selvas para alem de Ingolstadl 1 e na dou-
radura dos caxhos reflectia bagos os ltimos
raius ; nenhum era o resultado. Schleisshe-
im permaneca ferrolhado como urna prisao .
mudo como um tmulo.
Por outro lado, no nico e pequeo torro
abenQoado daquelle districto, o local da gran-
ja gozava-sea plena satisfacao dol e ran-
ta_'in dos habitantes do campo, (piando con-
tentes com sua sorte. Guilhermina restaba-
lcia-se senada sande perfeita ao menos com
melhoias consideraveis: nesta mansao havia
un certo aroma occulto um balsamo invisi-
vel, que lbe dava novas loicas. Ao meio
dia quando os passarinhos encalmados gor-
geiam com debis modiilaces sol os ramos
que nao bolem tambera ella enfraquecia
gradualmente o cntico que entoava sombra
las frondosas arvores do parque; inclinava-
se bftira de algum pego d agua Iimpa, on-
de podesse coutemplar-se menos magra me-
nos desbotada na cor do que em Berlim e
sorra-se ao ver na superficie das aguas o seu
retalo, como se um vislumbre de belleza Ihe
fasse necessario 011 Ihe servase de consilacao.
Era en 1 o o ver-ao da Alemn ha, manso, c
i soporfero, pesado como um idvlio : era ella
la dnnzella alenia amorosa e distrabida ,
passeando sempro, 11 1 ii> entro os retiros dos
bosques e talvez apaixonada. Estes apra-
ziveis momentos de Guilhermina, o es-
quecimentp damorte iinpendenie, fiodavam
de ordinario em nina parada no terrado de
castalia; all sobre a areola, que guarneca o
I jardn inculto, costumava Iracar, trmula a
quecido com os despojos de todos os ou tros ,
si taesacquisiofies podessem jamis slidamen-
te aprovetar ros prncipes. O povo portuguez
n;io tem genio para cuidar dos seus negocios ;
di'ixa ludoao que governao, censura e al-
leia sem nunca obrar ; espera que hum acon-
lecimento, em que elle alias conta nao tomar
|.arle alguma o tire do aparto e contenta-
se com lastimar e adorar o passado. Era par-
tanto 0 poder real a nica (brea vvente ; car-
regava o peso de todas as suas usurpac dependendo a sorte de Portugal e seus futu-
ros destinos da maneira por que esse podar
fosse exi'icido. Por desgraca este pesado
fardo caio, 110 Iim do seculo passado, nas
mos de um principe bem pouco capaz de sus-
ter anacao, (|iie se achava em criticas cir-
cunstancias. A siluaco de Portugal envol-
vido pela llespanha exiga desde a sua ori-
geui chafes habis que o governassem, para
mi expor-se a perder a sua nacionalidadc.
Seus soberanas tinhfio sobretodo de preencher
as funcei'ws m general do exercilo e o povo
o mais apaxonado pelos seus res nunca os
pode solfrer quando ellos sao ineapazes.
Infinitas passagens da historia portugueza pro-
vfio este duplicado iustincto da na<;o (pie a
levava a entregar-seinteiramente a seus prin-
cipes 6 eperar milito delles. Sob o im-
perio desla ieeessidade grandes homens oc-
cuparao o tlirono e os reis traeos ferio apea-
dos, ,011 pelos padres ou pelos lidalgos. A im-
prudencia so do I). Sc>hasLiiio causou a parda
de Portugal, e o fezgemer sessenta anuos sob
o jugo castelhano. Os reisd.i casa de liragau-
ca menos brlhantes do que seus predeces-
soras, e ao rerez lestes, mais principes que
gentilhomens, ostentaran (acuidades dego-
verno e anda nos ltimos lempos Joo o."
pela magnificencia e esplendor de suas funda-
mes cucan lava os olhos do povo deslumhrado.
A queda fui repentina e completa 5 ao rei D.
Jos succedeo I). Maria 1.a, e quando Ihe so-
breveio a sua inania religiosa, o dbil D. Joao
0." subi ao throno.
EinlS07. os Francezes enlrarfio em Por-
tugal : o rei embarcou-se para o Drazil com
sua corte, e deixou o paiz desarmado esem
governo. Depois (piando os Portuguezes ,
lembrando-se de suas passadas glorias le-
vautaro o estandarte da., independencia em
nomo do seu rei c da relipo Joo 0." con-
liou o exercicio desse mesmo poder que a na-
mao, com a pon lei ra do ehapelinho deso'
alguns versos de Hoelty o poeta estimado em
o norte d'Alemauha; como por exempio es-
tes.
0 canto dos rouxiiroes
Va i na malla resoando ;
As louras creancas folgam
Entre as ramadas brincando :
Os hym 11 o*das avesinhas ,
Os risos da tenra idade ,
\'s al mas contemplativas
Inspiram tranquillidndc.
Riscados os temporarios caracteres de
significado indilerente aoque pareca, Gui-
lliermiua apressuudo o passo enlraval'ur-
livamento no casal fatigada um tanto com
leves accessosde tosse eo rosto mais encen-
diado do (pie de sua compleicao era de espe-
rar ; nos olhos Ihe brilhavam promiscuas a
ternura e a vivacidade em sua pessoa divi-
sava-si um attraclivo ir.explicavcl masque
a vista de lodos satisfazla. Quando a ventu-
ra de qualquer ac esconde una especie de
redoma de fragrancias que derrama a sua-
vidade do Cheiro onde est o embalsama os
que se he avisiuliam. Illierhard dissiiiiuiava

_._


gao araba va de reconquistar aos Inglezes,
que desiuetaro Portugal, e o esgotaro de
uro e de saugue 5 abandonando "assim o seu
povo 5 duas veres o entregou aos estrangei-
i'os. Crueis ficges nascero de sua insigne
Uaqueza: ao menos o povo venerava Joo i.",
anda dormitando o seu governo mesmo in-
siiltandoo ; os principes da familia real po-
rem attacaro o monarca seu pai um cin ri-
me dfiliberdade outro em noine do despo-
timo : o primeiro arrebatou-lhe um imperio,
o segundo perseguio-o em seu proprio palacio,
e as oaos langou cabera do dbil monarca
para Ihe arrancar a coroa. Quando a sobera-
na absoluta foi usurpada e que forcoso foi
discutiros ttulos contestar, julgar, e exa-
minar o comportamento ; o povo vio deseo-
bertas as almas dos seus principes ; apagou-se
o prestigio, ea duvida sobre a legitimidade da
pessoa abalou fe em sua base.
Soffreo portantu a realeza a sorte da nobre-
za e do clero, e de todo o velho edilicio da mo-
narchia portugueza s ruinas restp. Lorge
estou de m'admirar disto, e quando conside-
ro na conducta dos principes, dos idalgos e
do clero encarregados de vellar sobre urna
nago que espontneamente se Ihes abando-
nara o que me surprchende he que o puvo
conserve ainda tanto respeilo aos mutilados
fragmentos do seu antigo culto. S urna ra-
sao vejo he que elle nao tem quem por em
seu lugar. Tudo o que se Ihe tem offerecido
he contrario seus instinctos pola sua na-
tureza e nao tem sido sino pretexto ou oc-
easio de novas desgracas ; elle nada tem ad-
mittido e collocado entre o nada e a grande
sombra que lauca o passado afierra-sc a suas
magnificas recardagrtes: ainda ama; posto
que nao creia mais.
Km lini at a elasse media foi arrabiada
decadencia das oulras. Carregado de tantas
causas de ruina., o negocio desappareceo: o
porto de Liiboa esl boje deserto c as novas
fortunas nao tem podido elevar-se sino es-
peculando sobre a desordem tinanceira da a-
ristocracia. Ao commercio succedeo a usura.
Mas porque pergiintar-se-ha si a nobreza,
o clero a realeza eat a elasse media tan-
to tem perdido de sua influencia porque se
pretende que o povo nao marche para a liher-
dade? He porque para islo nao basta nao ter
senhores. lie o povo quem mais geme pelo
estado actual ; be tambem elle quem mais in-
feljz se ere. O poder que o domina he para
elle ainda mais eslranho, do que para asclas-
ses superiores. Quem governa entao ? Ne-
eossariamente alguem ha de ser; nao he nin-
guem ou ao menos quasi ninguem. Os l-
timos annos do directorio nao nos ofTerecem
um espectculo similhante certos respeitos ?
Km Consequencia da perdade todas as anti-
gs vias de exporlaco e de todos os meios
legtimos de fortunare tambem por causa des-
se espirito aventureiro que fez em outro tem-
po que os portuguezes obrassem grandes fei-
tos formon-se urna elasse especial que se
oceupa nicamente de intrigas polticas com
ellas se nutre e nellas se consomm. Klla
tem crescido com as revoluges e desordens
succe8sivas(|ue tem fomentado todas as vai-
dades destruido todas as barreiras e dei-
xado sempre alguns vestigios. Ksla especie
de bomens he quasi a nica que toma inte-
resse nos negocios pblicos ; oceupa todos os
cargos da adminstraoslo forma o (pie se cha-
ma opinio apodrou-se das cleges ,
e enche os bancos das Cortes. Poder execu-
tivo e legislativo tudo Ihe pertence e he
afrectuosamente a sua manifesla cumplieda-
de, O pintor lecalcava no intimo do peito
funestas suspeitas. Tendo voltado p guarda
do paco ensaiou algumas visitas nocturnas ,
como a primeira; mas todas lhesabiram frus-
tradas : oppunba-se-lhe o mesmo obstculo ,
a porta rebelde Ihe tolhia os passos ; em suas
inyestigages intilmente se afadigavn. Al-
guns passeios capital e logares convisinhos ,
cao lago de Wurmsee eram-ocomplemen-
to dassalutaresdiversoes de Cuilhermina e
oceuparam picturesca e alegremente a ultima
semana de julho. Knto com os calores da
cancula chegava o tempo das chuvas : Has-
slingor fallou na partida ; custou-lhe porem
milito perceber em sua irma una opposico
meiga que elle nao sabia vencer. As des-
confianzas se Ihe avivaram no intimo d'alma.
K se os nevoeiros da Bohemia nos to-
mar<>m de sbito nos campos da Baviera?.....
Dizia olbando pelas Crestas golhicas do
casal para as mais gigantes aores'da tapada,
que em suas copas amontoavam as horas
vespertinas otoiicailo de vapores ailados.
K esta paizagem de Sclilossheim, que
tiM tnlias' pnwnettido : responda a
onzdi's, interpondo o semblante- risonho
ao mesmo lempo povo e governo. 0 numero
desles polticos nao be conside avej; mas nao
ousarei fixa-lo, tanto elle parecera disparatado
comparando-o com os effeitos ; mas por pe-
queo que seja ainda he muilo grande com-
parando-o com o pobre budget de Portugal.
Urna parte desta gente ora uns ora outros,
he alternadamente esquecida e despiezada ;
padece, e vive na miseria amargurada e
consumida de inveja. To fcil he o accesso
mais alta posigo como precaria a mais
baixa ?* por isso a ambiguo nada lem
que a reprima e a moderago nada que a
satisfaga : para supplantar os possuidores de
miseraveis lugares, cujos ordenados nunca
sao pagos algumas centenas de homens der-
rubo constituiges, e abalao thronos. 0
povo conserva-se fro e impassivel, desvia-se
da arena, onde a stna sorte se decide como
o homem prudente e delicado evitara presen-
ciar urna rixa de regateiras.
Para estudar o governo de Portugal, be
necessario quasi esquecer esse paiz collooar-
se fora delle e oceupar-se cxclusivamcn-
te da elasse particular que se acaba de as-
signalar. S estes homens influem so-
bre a direcgo dos negocios sao os c'nla-
daos activos; ormo a nacao poltica o paiz
legal como nsdizemos. llena sua socie-
dade (pie se passo todos os successos que
os jornaes corilo ; c qu nascein e se por-
dem essas sombras de governo essas appa-
rencias de revoluges a que a Kuropa d al-
gumas vezes mais importancia do que mesmo
Portugal.
Kstas reflexes ero talvez necessarias ,
antes de entrar na narrago da historia con-
tempornea ; para comprehender a verdade
dos tactos, he necessario saber distinguir o
povo dos partidos, e nunca confundir estos
com o governo. povo tem no movimento
da sociedade portugueza urna importancia ,
que despresa-la seria urna loucura : sua aceto
obscura he toda indirecta ; sua forga passiva:
em geral elle parausa os resultados, e pile
obstculo s consequencias dos factos. Mas,
salvasalgumasemocoespassageiras e frivolas,a
totalidadenenhuma parte toma as crises, que
a suaseparagocorrompeoudesnattiraliza. 0
governo he o producto variavel de treselcmcn-
lossem nexo: de um povo inerte e desconfiado,
de partidossujeitosa mil paixes individuaes,
e que mais conbecem as suas bandeiras do que
os seus principios e de ideias em fim algu-
mas vezes estranhas aos senlinientos desque
as invoco. [Continuar-flo.ll
MISCELLANTA.
IIISTOnu DE K1TTY BELL.
Kitty Bell era urna rapariga como ha mul-
tas em Inglaterra mesmo na elasse popular.
Tinha o semblanteulelicioso plido e alon-
gado o corpo esbelto e delicado com gran-
des pes e um tanto desgeilosa e acanhada o
que me cncantava bastante. A seu aspecto
elegante e nobre, seu nariz aquilino,
seus grandes olhos azues terieis podido toma-
la antes por urna das bellas amadas de Luiz
XIV cujos retratos sao to admira veis sobre
esmalte do que pelo que era ella isto ti-
ma vendedeira de bobunos. Sua pequea lo-
ja (I) era situada perto do Parlamento eal-
gumas vezes, os membros das duas Cmaras
(i) K de notar que na Kuropa ha lojasd'
bolos onde se vae comer mesmo a geni*'
mais nobre sem que islo cause a menor ex-
pectaco.
apeavo-se porta e vinbo comer bolinbos ,
continuando todava a discusso sobre o bil.
Tinha-se tornado um costnme pelo qul a loja
se ampliava todos os annos e prosperava sob
a proteego dos dous lhinhos de Kitty Bell.
Elles linho oito dez .'.mos semblante de
rosa cabellos lomos, espaduas nuas e um
avenlal branco to comprido a diante e to
lanrado para traz que pareca urna easula.
O marido de Kitty Bell, master Bell era
fl tos melhores seleirosde Londres, e to cioso
de sen estado tanto pela mo d'obra como pelo
apcrfeiQoamento de suas bridas e estribos que
varias vezes punha o p durante odia, na
loja de sua linda mulber. Klla era seria e
honrada elle o sabia e na verdade creio que
se nao enganava.
Vendo-se Kitty Bell dir-se-hia a estatua da
Paz. A ordem e a tranquillidade respiravo
n'eira e todos os seus gestos ero bem urna
prova do que digo. Klla se encostava ao mos-
trador e inclinava a cabeca em urna atitude
serena, olbando para seus bellos filhinhos.
Cruzava os bracos esp?rava os que transita-
vocom u .na anglica paciencia, e os rece-
bia leva:;tando-se com respeito responda
justo e somonte o que era necessario fazia
si^nal seus meninos enrolava modesta-
mente o troco em papel para reslitui-lo, e ti-
ra isso pouco mais ou menos o trabalho
do dia.
A belleza e os longos cabellos de Kitty Bell
sempre me oceupavo, tanto mais que em
!770 as Senboras de Londres punbo apenas
um ligeiro nevoeiro de p, eque em 1770
estava eu asss disposto para admirar os bol-
los cabfllos atados em largos nos, atraz do coi-
to e cujas madeixas vinbo cahindo athe as
espadoas. Domis tinha eu urna multido
de agradaveis comparares ao servico d'essa
bella casta pessoa. Eu fallava bem ridicula-
mente o Inglez como fazemos habtualmen-
te e me punha comer diante do mostra-
dor os bolinbos. Ku a comparava Pamela ,
depois Clarissa mais tarde Ophlia e em
lim depois de algumas horas Miranda. (2)
Ella me obrigava a verter o soda water,
e me sorria com um arde doQtira e perseve-
ranca como se esperasse cada instante por
alguma argucia extremamente divertida do
Francez ; mesmo ria quando eu tinha rido.
Iitodtirava urna ou duas horas, depois das
quaes me pedia ella perdi dizendo-me que
nao comprehendia o Aliemo. Nao importa ,
sempre voltava eu ; seu semblante me alegra-
va. Si'inpre Ihe fallava com a mesma confi-
anza e ella me escutava com a mesma resigna-
Co Demais seus meninos me amavo por
causa de minha bengalla que escullavo ca-
nvoladas : e era urna bella cana !
Acconteceu algumas vezes ficar eu em um
canto da loja 1er o jornal inteiranienle es-
quecido d'ella c dos compradores, conversa-
dores ttirristas, comedores, e bebedores
que ah se achavAo ; era enlo que exercia o
meu querido oflicio de observadoF. Eis urna
das cousas que notei :
Todos os dias i hora em que o nevoeiro
era mais espesso para cobrir esta especie de
lanterna que os Ingiezes tomo por sol, e que
(' apenas a caricatura do nosso como o nosso
a parodia do sol do Egypto essa hora que
mullas vezes duas horas da tarde havia ti-
ma sombra que passava sobre a calcada di-
(2) Diversas bellezas que servem de as-
sumpto alguns romances e pe^as de thea-
tro. (Do traductor.)
ante das vidra?as da loja ; Kitty Bell levanta-
va-se logo de seu mostrador, o mais mogo
de seus meninos abra a porta ella Ihe dava
o quer que fosse que elle corra lavar fora a
sombra dcsapparecia e a me entrava em caza.
Ah Kitty Kitty elisia comigo esta
sombra a de um rapaz, de um adolescente
imberbe! Que isestes, Kitty Bell? Que
fazeis, Kitty Bell? Kitty Bell, que fazeis ?
Esta sombra desembarazada e gil em seu
andar. Ella esl rodeada com um capote
preto q' nao pode exprimir a grossura da sua
forma. Esta sombra traz um chapeo trian-
gular tendo um dos ngulos abaixado sobre
os olhos ; mas ve-se duas chamas debaixo da
larga beira, duas chamas como Prometeo
devia roubar ao sol.
Sahi suspirando a primeira vez que vi esse
pequeo manejo, porque issodamnilicavaa
ideia que tinha da minha pacifica e virtuosa
Kitty; e demais, vos sabis que nunca um
homem v ou pensa ver a felicidade de um ou-
tro homem cm urna mulber sem achal-o o-
diozo quando mesmo nao tenha pretengo
alguma para si.....
A segda vez, sahi rindo, e dava parabens
mim mesmo de minha fineza por ter advinha-
dooque todos os grossos Lords e compridas
Ladys sahio sem ter descoberlo. A terceira
vez me interessei por ella e sent um tal de-
sejo de receber a conlianga d'esse bello segre-
do que supponbo que tornar-me-hia cum-
plice de toda a familia de Agamennon si Kitty
Bell me livesse dito: Sim Senhor, as-
sim .
Mas nao Kitty Bell nada me dizia. Sem-
pre pacifica sempre placida como ao sabir
da predica, nem mesmo dignava-seellaolhar
mra mim com embarazo, como para dizer-
me ; Estou convencida que sois um homem
mui bem educado e delicado para nada dizer-
des ; antes quera que nada tivesseis visto ;
bastante desagradavel que aqui liqueis athe
to tarde e todos os dias. Ella tambem me
nao olbava com ar de mo humor e de aulho-
ridade como para me dizer : Lede sempre ;
o que se passa vos nao importa. Urna Kran-
ceza impaciente de certo assim teria obrado ,
como bem sabis, mas ella tinha muilo orgu-
Iho ou confianza em si mesma ou desprezo pa-
ra comigo; ella de novo se punha ao mostra-
dor com um sorrizo to puro to sereno e
lo religiozo como si nada livesse havido.
Vaos ex forros liz para attrahir-lbe a uttRiicao.
Por mais que mordesse os beicos estimulasse
meus odiares malignos, tocisse com impor-
tancia e gravidade como um abbade reflecte
na conlisse de urna rapariga de desoito annos
ou m juiz que acaba de interrogar um cu-
nhador de moeda falsa por mais (ue cochi-
chasse caminhando largos passos e esfre-
gando as ffhip como um fino maru lem-
brando-se de suas travessuras ese regosijan-
do de ver fazei4'certas dextrezas em que pe-
rito ; por mais que parasse de repente dianle
d'ella levantasse os olhos ao Ceo deixasse
cahir os bracos com abattimenlo, como urn
homem que ve urna rapariga llbgar-se de boa
vonlade e precipitar-se de cima de alguma
ponte ; por mais que atirasse meu jornal e o
machucarse como um lengo assim como po-
deria fazer urn piulan tropo desesperado re-
nunciando conduzir os homens felicidade
pelo caminho da virtude ; por niais que pams-
se diante d'ella com um ar de grandeza an-
dando sobre oscalcanbarese baixando digna-
mente os olhos como um monarca offcndido
pola conducta mui livre que em sua presenca
entre as vistas de seu irmo c a almospliora
hmida da campia.
Mana, estes nevoeiros sao morliforos.-
Mas pens que tere mos tempo de Ihes
escapar quando as iiuvens acastelladas ao nor-
te as serranas da Saxonia se abalaren] com
os chuveiros d'Agosto e descerem por suc-
cessivas trovoadas para a planice....
Nao ha duvida ; mas nao vos lembrais,
senhora ( notou Eberhard ) que os fros an-
ticipados do Tyrol vos aguardam no cami-
nho ? ....
Se pego urna semana d'espera, (accres-
centou tmidamente a donzella ) pelodesejo
de ver amana doSr. Eberhard que eit a
vollar de Yienna.
Onde ha pouco se desposou com o con-
selheiro ulico G.... acudiu logooadni-
nislrador espreilando a furto o effelo que
osla noticia causara no seu amigo.
(i....! ( r.- ton pi i ti o pintor, com
niostras claras dndignago) o juiz de Silvio
Pellico (*).
(*) Auctor nosso contemporneo Dem
conhocido que padoceo muito por son Ber-
ro uosyslema da [independencia da Italia. 0
Esse mesmo.... tornou Eberhard,
um tanto confuso e enleado.
A improvista recusago de Gulherminae a
dosgeitosa intervengo do hospede renovan-
do antiga ferida pozeram do m catadura o
viajante ; a nova do casamento Ihe pesou na
alma cheia de desconten lamento como a go-
ta d'agqa na superficie do liquido acogulado
sobre as bordas do vaso : travou do brago do
director com mo de ferro e disse-lh com
aspereza.
Kranz lico-te obrigado .... agora
Cuilhermna lem de partir, porque um mem-
broda familia llasslinger j nao pode estar a
sombra das las tlhas__
Era directo o ultraje mas Eberhard nao
replicn, cuinprimentou a sonhora, e sahiu
com urna tranquillidade que fez pasmaro
pintor. Este diripindo-seasua irma e
enlhusiasinando-se para motter no escuro a-
quelle seu repente, exclamava.
^iao serias tu meu arijo minha a-
lvro As minhas plisos em ^que narra
os seus padecimentos um dos niais excel-
lentesesor|)tos no gento r,atheticu .suave
e de senlimento.
dorada irma, nao serias tu quem para mari-
do escoihesse o juiz ulico! Pelas cinzas de
nosso pai nao sers esposa d'um absolutista
declarado.
Hasslingcr abragava fervorosamente Gui-
Ihermina : porem, similhavel papoulados
campos cegada conjuntamente com as madu-
ras espigas a donzella desfalecida vergou
jiara o hombro de seu irmo desboladas as
cores do rosto j to desmaiadas ; sustinha-a
aquello mesmo amplexo cuja violencia mo-
ral Ihe causara sbito abatimento. Beconhe-
ceu enlo o pintor que por nenhum modo con-
vinha demorarem-se em Schleissehim : e
langando para o inacigo do castello o olhar en-
furecido, murmurou com accentode voz pesado.
Adeus morada de principes ; adeus ,
palacio do silencio e da morte Adeus te-
meroso segredo que me foges e que eu
nao posso sem pena deixar as trevas da in-
certesa
Cuilhermina tornou a si depois de dor-
mir o somno inquieto consequencia da fe-
bre. A scena penosa que descrevemos ,
tinha-se passado ao cahir da noite : Hasslin-
gler resolveu ausentar-se ao primeiro arrebol
da manha : mas como a sua alma -era to



m,
i
teve um pagem ou dama tl'lionor; por mais
que corresse porta envidragada um instante
depois da desapparigao da sombra e parasse l
como um viajante Parisiense as bordas de urna
torrente endireitando os seus cabellos raros ,
de maneira que tenhfto r de estarem em de-
sorden pelos zepliyros e fallando do vago das
paixes entretanto que s pensa no positivo
dos interesaos ; por mais que tomasse meu
partido e me dirijisse ella como um poltrao
que faz de bravo e se langa sobre seu adversa-
rio al be que estando pe to d'elle para fal-
tando-He pensamento paiavra e aego. ---To-
das as minhas momices de rellexo de pene-
trago de confusao, de contriego de pe-
zar, de renuncia, deabnegago, de medita-
go de desolado de consumpgao ; todo o
meu pantomimo vinha quebrar-se contra esse
suave semblante de marmore, cujo inalte.a-
vel sorriso e olhar candido e bemfazejo nao
me permittio dizer urna s paiavra intelli-
givel.
Ainda l estara ( por manto tinha resolvi-
do que nao seria desmentido e sem pie fui per-
severante como um diabo) sim senhor a-
inda l estaria eu o jur por ludo que quiser-
des, juro sobre vosso Panthon duasvezes
descanonisado pelas pegas d'arllheria e donde
Santa Genoveva duas vezes sahio para ir dei-
tar-se ra, eu juro que ainda l estaria se
mi tivesse succedido urna aventura queme
esclareceu sobre a sombra amorosa como
vos esclarecer eu o desejo sobre a sombra
poltica que vos persegue o espirito depois de
urna hora.
Extrahido das consultagoes do Docteur No-
ir pelo Conde Alf. de Vigny. (Continua.)
gado de Cette fui vendido a 75.>U00.
Azeite de Peixe -*-- Tem sido procurado a 1 3
por galAo.
Semeja As vendas tem regulado de 2500 a
5200 a duzia conforme a qualidade.
Farinha de .Mandioca Regula de 4500 a
5000 a sacca.
Feijao H falta, e as ultima* Vendas fd-
roa 10j rs. a sacca.
Quejos Flamengos Venderao-se a 750.
FreteS Para Inglaterra a Ib. 2 15- e 5
poroeiito por tonelada.
partes, ampollantes e appellados Francis-
co Jos Rodrigues e Virissimo (onies (tim-
bra Escrivao Randcira ; se julgou pela re-
forma em parle, e em parte pela cotm"r,acao
da s-'nteng reoorrid*.
Na apoollago civel desta C dado appel-
lante D. Antonia Nobre de Al'meida e ap-
pellado Joflo Anastacio da Cunha Escrivao
Randeira, se julgou nullo o processo de f. 290
em diante, e condemnado o appellado as
elisias.
mi i j 1 J.i
MEZA DO CONSOLADO.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade ca-
valleiro da ordem de Christo o adminis-
trador da meza do consulado desta cidade,
por S. M. Imperial e C. que Dos guarde
etc.
Faz saber que se hode arrematar na por-
ta da mesma huma caixa deasscar R nume-
ro 14, no da 24 do corren te aprehendida
pelos respectivos empringados do tra ni che No-
vo, porinexactido de tara m cujo da se
findao prazo marcado no respectivo regula- JJT a^.pra-8e para forf 'rovinca Um
ment, sendo a arrema taco livre de dspe Prel af,ican: moco, de bonita figura,
ao arrematante.
AVIZOS DIVERSOS.
cy Deseja-se saber no Escritorio de Joa-
quim Jos d'Amorim a morada dos Snrs.
Antonio Joaquim Vaz de Miranda Francisco
Antonio Gomes Rraga Fortunato Cardoso de
Meneses, Jos* Antonio de Almeida, e a Snra.
p. Rosa Anglica Candida ; para negocio que
1 he diz respeito.
t5- Compra-se para fora da Provincia Un
que saiba cosinhar com perfeico tanto odi-
arlo de urna casa como massas ; ou urna es-
ci'avd africana ou crioula, moca de bonita
E para que chegue a noticia a quem con-
vier, mandeafixar o presente edital, e pu- J mS*S" blicar pela imprensa i r,8u que sa,ba M5,nh-, e faser doces com
Meza do consulado de Pernambuco Wde^SKil^'feSSi!^ = #S"-bero
neiro de 18lc> P afr>cano mogo com algum OlTicio ;a
Janeiro de 182.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
A' PEDIDO.
Vistos estes autos termo de achada e
defesadoReo Antonio Jos Muniz, em que
confessa o conleudo no mencionado termo,
condemno o mesmo multa de seis mil reis ,
DECLARACO'ES
CORREIO.
ORrigue Tarujo 1. recebe a mala para
Lisboa, no da 25 do corrente, as nove horas
da manh. V
bordo do Patacho Reija Flor -defronte do
Caes do Collegio, a fallar com Antonio Fran-
co de Oliveira Castro.
cy O abaixo assignado avisaaos Snrs. de-
vedores do Trapixe Novo, que tendo sido
roubado o quartodo dit-. Trapiche na noitedo
dia 22 do corrente elevado entre outros ob-
jectos os valles do corrente mez, osnopa-
guem sem assignatura do abaixo assignado ,
O Redactor do Correio do Norte abaixo; como he expresso em ditos valles. Francis-
assignado, nao podendo guardar silencio res- j Augusto da Costa Guimaraes.
. pe'to a suspenso d'este peridico pois que| Sabio luz o numero quartodo Esoelhodas
1 MI.. tS/im' Je torera seu crdito, faz tonto ao pu-, Relias-, contem os artigos seguintes-Re-
determina o ti ulo 7 t> 2. das Posturas Mu- | bl.co, e aos seus assinantes que por agora | gra para viver em paz. Eu Retrato de Um
c.paes, e Juntamente nascustas Recite 4 | suspende a publicado, visto que o Snr. Luiz, Pntalegrete. -OAinor conjugal. AnecdT
deJane.ro de 1842. Antonio Joaquim de Ignacio Ribeiro Roma proprielario da Tipo- tas 0 segredo Os rtOssos deveres Conti-
tI1(#I(S l 111 \ t 1 I ni'" fin I > l 1. ,. --, ni .. t....._ -I.. _. ^ I .1_________i. __ 1 11
I grafa Imparcial talvez demasiadamente
Visto os autos, termo de achada defesa do
Reo Jos Gonsalves Ferreira e Silva e visto-
ra ; prova-se que o reo est edificando u-
nia scasa ,, e que para maior seguranza do
edificio fez levantar urna parede singella, que
recebe o peso das madeiras da coberta com
pas portae para communicaco ; pelo que | Recire 22 de Janeiro
absolvo ao Reo, e pague a Municipalidade as Rorges da Fonceca.
custas.
Recite 15 de Dezemhro de 1841 Antonio
Joaquim de Moraes e Silva.
CF" Roga-se ao Snr. dono da taberna que
tem em seo poder por empenho de um negro
um vistido de sarja preta novo o qual o
fu rio u de cima de urna caixade fazenda naca-
bega de urna preta,estando este amarradoden-
tro de um lengobraneo de l com barra ao
redor e pir.tas verdes, o quena mandar entre-
gar na ra velha casa D. 42, onde receber o
importe do empenho e gratifcago, do con-
trario se publicar o seo nome e se proce-
der na forma dalei.
atetado pela reforma do Cdigo teme publi-
nuago do Resumo da historia da Provincia
-Charadas E Enigma. Vende-se na Praca
caros sentimentos da oposico. Entretanto' da Independencia N. 57 e58, no Escritorio da
espera o abaixo asmado que por todo o j Typografia imparcial, ruado Collego na bo-
mez de Fevereiro continuar a publicago, 1 tica do Paranhos. ra do Rosario estreita,
poi conta adquirir urna Tipografa para o! na ra nova loja de livrosdo Snr. Re,z na 'Vlerro da Boa-^"ta em que morou o Snr.
que vai escrever ao respectivo proprietar*o. ra Direita loja de fasenda do Snr. Atieelo I Francisco Jos da Costa com duas lujas na
haver qwe o mesmo Snr. aprsenlo., em os
art.gos da moratoria que pedio aseos ma-
dores, nao ten, lugar nem he valiosa a ven-
da desses bens que com osdemais esUoo-
brigados aos seus dbitos, e anda Hlo -he
gao Um credor.
tsr Guilherme Purcell, coro padaria Ame-
ricana na ra da Sanzalla Nova D. 7, fai
sciente aos seos fregueses que Antonio Mili-
to Martins Teiieira nao he mal seu caixeiro
desde o dia 21 do corrente, e que no dia 25
em diante continua a mandar vender aos seus
freguezes por outro caixeiro, juntamente com
o negro do costume, e o prego da bolaxinha .
e biscouto daqui emdiante, sendo em porgau
de olio libras para cima he a 14o reis a li-
bra, e mandando os seos fregueses buscal-a.
em casa ser menos alguma couaa, porpoi -
gAo da qtiantidade.
= Os Administradores encarregados da
liquidago, da casa de Joze Dominguos da
Costa avizo aos mais credores da dita casa
para que comparegao hoje 24 do corrente
mez as 10 horas da manh na casa em que
mora a viuva, ra do Livramento n. 2 se-
gundo andar para tractar sobre a forma do
pagamento dos respectivos credores vista
do Ralanco da mesma casa que cada um po-
der ver na occazio em que so reuniram.
Osbaxo signado aviza a todos os
Srs. que tem piihores de ouro e prala mu
sua mflo, ja Vencidos a muilo lempo.
principalmente a Src D. J. F. T. queja
se acha vencido a seto mezes e tanto que no
prazo de 8 das a dita Sra. como os mais Srs.
os mandem tirar pois ja trez vezes lem a-
vizdo e iifio pretende mais avizar siiu
passalos a vender pars seu embolci). pois
duvida que xegem para o principal*e juros .
e para se nao chamarem a ignorancia faz o
prezent.
Herculano Josa de Freilas.
= Quem precizar de una ama para den-
tro de casa dirija-se ao hairro baixoeni urna
meia agua de duas portas, urna lem rotula
outra nao defronte de urna venda fexada .
e a Venda he por baiio do um sobradinho de
um andar.
Nfc5- Compra-se o compendio de Filosophia
iwr Genuense em latim ou mesmo em por-
tugus ; quem tiver annuncie.
CF* Quem quizer comprar um sobrado no
de 1812.
Antonio e ra da Cadeia do Recite, Loja doJSnr. fir-
gard.
PRACA DO COMMERCIO 22 DK JANEIRO
DE 1842.
Revista Mercantil.
Cambio Continua a 29 = d. p. 13 tendo
sido mui pequeas as tranzajoes da a praso, urna venda bem afreguesada, para a
semana. tem, com poucos fundos, dirig ja-se ao Reco
Algodo Conserva o prego de 0,200, ten- do Ouvidor, venda da quina da ra da Ca-
do-sc feito pequeas vendas. deia.
E^ Quem precisar do um caixeiro Portu-
guez chegado prximamente, para qualquer
arrumago tanto nesta praga como fora della
dirija-se a ruc do Rosario larga venda D. 1.
isrQuem pretender comprar, a dinheirnou
TRIDLNAL DA RELA^AO.
SessAo de 22 do corrente.
Os Embargos de Lulkem S Compaiibia
contra Caetano Pereira Gonsalves da Cunha,
na cauza de appellaQao civel desta Cidade ,
Escrivo Ferreira foro despresados.
Na appellacao civel desta Cidade entre-
nobre quanlo violenta procurou Eberhard
para dar suas disculpas e despedr-se( o que
delle sem muito cusi conseguir Guillermi-
na ). Mas em vo se fez esta diligencia ; por
que o director tinha partido a cavallo para
Munich.
Pelo meio da noile .... disseal-
tonito o viajante.
Exactamente ; (tornou o guarda ) to-
dava ha um ensejo opportuno ; porque me
dexou as chaves. Desta feita apauharemos
descuidado o tal phantasma ou alma do ou-
tro mundo.
Hasslinger alegrou-se interiormente e a-
tirou-se s chaves como o trigue presa v-
vente. Irritra-se o seu orgulho por occasio
do ultimo deliquio da irma : Eberhard mos-
trava querer esquivar-se com a ausencia ( a
que buscara pretexto )aoembarago da sepa-
rago : ainda tinham de correr algumas ho-
ras antes de largarem o casal ; portanto todas
estas circumstanrias reunidas suggeriam ao
Pintor o appettite de por im sua incerteza
violando decisivo os direitos da hospitalidade.
Parecia-lhe bastante o espago de urna noite
Para as mais temerarias e muidas indagages:
deu por isso ordem ao seu criado para Ihe* ter
Assucar No principio da semana fizcro-se
algumas vendas a 550, depois pas-
sou a 000 reis.
Couros Tem sido procurados depois da ul-
tima revista tendo-se feito vendas
de 127 a 150 res por libra.
Racalhu Nao houvero entradas, e o de-
cr Prccisa-se de Urna mollier forra para
cosinhar e mais servigo de urna casa, a um
Porluguez solteiro, fora desta praga, quem
se adiar as circunstancias annuncie ou pro-
cure no atterroda Roa-vista em casa do Tin-
tureiro.
tSf* Adverte-sea quem interessar, e para
pozito est reduzido a 4500 barricas, j se evitarem questes que o Sr.r. Thomaz
e tem-se retal hado de 82(K) a 8000.1 de Aquino Fonceca Dio pode vender os pre-
dios declarados no annuncio que sahio po D-
arion. 15 de Quinta fe ira 20 do corrente ^mez;
porisso que sendo esses predios do Sr. Fran-
cisco Jos da Costa e estando incluidos no
Carne Secca Entrou um carregamento de
Montevideo por viada Rabia, e o de-
posito de3t:000 arrobas.
Vinho Um carregamento de 228 pipas che-
prompto cava I los da posta s sete da maiiha,
cingiu a costumada durindana, rarregou as
frente um grande quintal murado, coxeira e
frente para tresmoradas de casas para a ra dos
Pires. Um sitio na estrada do rozarinho,
que fo do falescido Padre Jos Razlo ; e u-
ma parte em um sobrado na ra da Penha oli-
do mora o Snr. Quintella ; os pretndanles-
dirijo-se a casajde Thomaz d'Aquino Fonce-
ca na ra Nova D. 21 para tratarem do ajus-
te.
C9" Na ra de Santa Rita Nova na mes-
ma casa em que teve rcstilacao o finado Rous-
sado e ltimamente Joo Henrique Siegert.
se acha de novo estabelecida urna fabrica de
Licores, e restilagfto d'Agoardentus aonde
se achara venda os seus productos de supe-
rior qualidade, e pregos rasoaveis; assim
como espirito tanto para chapelleiro como
marcineiro. Na mesma fabrica h suprior
vinho de caj.
ssr Quem quizer'comprar tijollo s d'alve-
naria grossa j bem conhecdo pela sua boa
qualidade e tamanho e sem se vexar ofconi-
prador pelo importe ; dirija-se ra dos
Quarteis paderia D. 5.
in.i de vso nocturna, em a cortina escura do
arvoredodo parque: a melancola comsuasazas
pistolas, e encontrando o guarda na campi-l uegrase.svoagava ao redor da sizudae triste con-
na, prevenido da lanterna, dispoz-se ao
complemento de seu designio, penetrando
no interior do castello. Todos os prepara-
tivos Ihe tinham consumido tempo ; ia a coi-
to adiantada quando abril, successivamente
as porlas e os quartos inferiores : subia-lhe ao
cerebro, como vapor funesto, um presen t-
menlo lgubre ; custava-lhe a atinar cun as
fechaduras e por vezes se enganava com as
chaves. ,Ao ponto de entrar na cmara do
mysterio sentiu aquella vertigem singular,
percursora commum de todo o acnleciment
que se teme ao passo que se deseja ojfque
se procura sem esperanga ou vontado de v-lo
realisado.
Eflecti va mente logo que Hasslinger poz
p na cmara divisou, sem que podesse equi-
vocar-se e apesar da penumbra da noite sem
luar, o ostrangeiro, com o brilhante uni-
forme de ofllcial da cavallaria britanniea ,
conversando janella com Guilhermina, que
fcrencia dos dois amantes.0 pintor ficou
por alguu^ instantes deslumhrado e como
sem tino nao poda fallar, masa sua mo
achou to leve a espada como urna penna.
Ao sahir a lamina da hainha velha chapea-
da de ferro, fez um rangido metlico, que os
echosda casa desguarnecida logoreproduziram.
O estrangeiro ergueu preste a caneca; a
donzella Jesappareceu.
Quem sois?....disse encaminhan-
do-se para Hasslinger que se inteirigava no
meio da escuridSo com toda a altivez e vigor
da vjnganga.
0pintor soltou urnagargalhada .... Di-
zei quem sois
repeliu o eslrangei-
ro espantado daquelle modo d'escarneo.
Sou o irmao da tua amante ....
Guilhermina .... seu irmao ....
O inglez recuou consternado, mas o impul-
so do ar e rellexo da espada que Hasslinger
agitara na sombra o fizeram estremecer e
chegava-se da janella quando o pintor Ihe'
eslava no terrado da banda de fora- a figura
da donzella embugada n'um ampio cbale I bradou ;
branco, apparecia desenliada como fantas-' Defendc-te senhor .... ?
Eu(retorquiu o ofllcial) Nunca! Nui,
ca Sr. Hasslinger oUvi-me por um
pouco....
E a resposta do aggressor fo urna estocada,
corren o sangue : fergoso foi cruzarcm -se a>
duas espadas ; o estrangeiro sempre do la-
do da janella exclamou ueste conflicto.
Dem pesada me a vida .... Sem'a
tiris talvez me evitis um crime .... Maa
vos ahi nada vedes, senhor.... nao quero
assassinnar-vos... saiamos. .
Para que minha irma nos separe ..
nao aqu est luz
Hasslinger, ao dizer isto destapou a lan-
terna escondida a um canto ; collocou-a no
soalho entre o seu adversario e elle i e ceg
de raiva jogando a espada larga como se fo-
ra florete apesar de descobrir o corpo tcn-
tava atravessar o contrario o oflicial, cons-
trangido a defender-se feriu-o n'um brago;
Hasslinger respondeu com outra estocada to
cerleira que o ferro penelrou no peito do in-
glez algumas pollegadas : golfadas de sangue
alagaran o pavimento : odesgragado brido
vergou sobro os joelhos; apen as proferiu
d Eu morro... Guilhermina.,. f, eahiu.
Continua.


;
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Mu
SHBS
4
tp- Aqun for offerecido um taxo gran- todos os pertences cuja nota estar patente,
ae.de aw-oo com urna sqldinha de latao,lpara o liquido ser aplicado ao pagamento
pode o tomar elevar a quina da ra das Fio-1 dos credores.
res delrmito do tanque no segundo andar j^- 0 abiixo assUnado faz sciente que ao
pois loi ftjFtedo na noute do da 19; ser amanhecer do dia 19 do correte, Ihe fur-
rdooflftpeos.ido. i tarao nina vacca do seu sitio no lugar da So-
tar Pivcisa-se para criado de um, estu- ledade com os signaosseguiitos: cor ama-
dame um mulatinho forro de idado de 12, relaca com mullas brancas e as mesmas
anuos, onYrece-se ptimo tratamento, e tra- eom signaos antigos de ca r rpalo urna ma-
zrl-osempre muito limpo : quem quiser an-Jlha branca na testa
nuncio.
sw Precisa-se de urna mulher forra, parda,
ou crela, para fazer o servico de urna casa de
pouea Familia, o servido he s dentro de casa:
na ra do (ueiniado D. 7.
S3T- l)a-se 3ooj rs. a premio : na ra do
Nogueira D. 12; na mesma casa vendem-se
botijas va/ias.
CF" Precisa-se alugar um preto ou preta ,
que sai ba coziobar o diario de urna casa:
quem tiver annuncio.
139" Alugo-se duas casas assobradadas ,
com commodos para grande familia sendo
una cita na ruada Alegra eaoutra no Co-
cido, junio a diaria do Sr. Miguel Carneiro :
;i tratar com Marcelino Jos Lopes.
SC&" Aluga-seoterceiro andar de um s-
bralo na ra do Amorim com commodos
para pequea familia\] junto ao sobrado do
Sr. Gui maraes : a tratar no segundo andar do
niesmo.
tT Pelos dias Santos do Natal perdeo-se
urna angada que levava em cima urna boni-
lla ja nada de secupira de 3o palmos de com-
primento : quem a descubrir annuncie corto
de que ser !>:;. recompensado. Igual annuti-
cio se espera de quem tiver outra bomba ,
que queira vender, anda que nao seja nova.
tar O Sur Theofilo Joaquim de Lemas ou
alias seu fiador., queira aparecer no cartorio
da na das Trinchoiras n. 8.
W v) Capataz interino da Alfandega par-
tecipa aos Srs. que tem serventes na capata-
za qoe deven achar-se a porta da mesma
Afiandega das ito al as oito e meia horas da
nianlia e nao asile des horas como cos-
tuniao dando sempre desculpas que seus
Sis. os mando larde soliendo por essa de-
mora o expediente; e os que nao estiverem as
lloras Indicadas serao despedidos ; e espera o
capataz que os Srs. los serventes os obrigueui
a cataren a hora indicada.
ter Precisa-se de urna pessoa que lave de
varrella roupa de hoiiiem : na venda de Joa-
qun da Costa em (orade portas no pateo da
tgfeja.
sry Precisa-se alugar um negro mensal-
merit > 18a rs. : na ra do Arago I). 34.
xry- No Rip de Janeiro na ra do Roza-
rio n. 33 existe um deposito de chocolate ,
aonde se icha um grande sortimenlo de todas
as qualidades, como amargo para o pe lo
(chamado na Europa de Sanie ) superfino ,
uzual amargo de musgo, pastilhasdo mes-
mo e paslilhas finas tanto a libras como
em porgos.
U chocolate .le musgo he procurado por
toda a Europa o polos pr i metros mdicos da
Cortee do Imperio do Brasil, (aonde seu
auctor o lem introduzido pormais de 2o an-
nos ) ten a virtude de dar tom ao estomago ,
tirar o fastio conservar as gengivas e o
boni alito mata as lombrigas a experien-
cia mostrou o seo boui el'feito as mangas ,
e as pessoas de maior idade ; tambem he
applicado aos tsicos n'esta corte e na
Baha, tem lido a aprovagfiodas pessas que
d'ellelom feito uzo e para que nio baja la I -
cilicago leva a rubrica de seo autor Ignacio
Gonsalves de Castro : as pessoas que nao qni
zerem tomar em bebida, este excellente cho-
colate
lingindo
mu
eoraeao ,
tem as ponas dos chiflos cortados ja idosa,
prxima a parir ocabob-anco.com marcas
de ferro antigs quem dola der noticias re-
ce be r 10 j res.
Joo Ignacio Rodrigues da Costa.
&~?m Joao Lopes de Lima avisa ao res-
peitavel publico que Lem contractado com-
prara Joao Anaslacio da Cunha dous es-
clavos mu Je nome Custodio, e oulra de
norae Florinda e para nao haveralgum em-
harasso en dita compra faz o presente an-
iiunoin ; pois este negocio deve ser concluido
at o dia 21 do corren t.
AVISOS MARTIMOS.
tsT* Para Genova segu viagem o Brigue
Sardo F redi-rico, Caplfio Luiz Boduanno;
quem quiser carregar o:i ir de passagom diri-
ja-se ao mesmo Capitao ou a sen consignata-
rio Manuel Joaqun Ramos Silva.
iw>" Para Ilha de S. Miguel segu viagem
com muita brevdade o Brigue Triumplio
Americano Capitao Alexandre Jos Alvos ,
anda pode receher alguma pequea porcao
de carga e passageiros para o que tem excel-
entes commodos ; a quem conyier dirija-so
ao mesmo Capitao ou ao Recife na ra da
Cruz I). 12.
tST Para o Rio de Janeiro at o dia 51 do
comente saldr o Patacho Nacional Valente,
por ter parte do seu carregainento a bordo ,
e para o resto que Ihe falta e passageiros por
(rets commodos trala-se com Paiva & Jla-
noel na ra de Apolo contigua ao porto das
canoas do Recife, ou a bordo eom o Capitao
Ignacio Xavier Pinheirodofronleda Lingoeta.
COMPRAS."
l^*2o libras de tartaruga, pontos velhos ou
mesmo quebrados: e tambem fazem-se pen-
tes da ultima moda para prender cabello, e
ditos de marrafas e conserta-se toda obrada
tartaruga ; ludo por prego eommodo: na ra
do Arago I). 5 junto ao ferreiro.
V E N 1) A S .
xry Lina escrava de
idade de 10 a 18 anuos ,
nagao Angola
para lora da
de
pro-
na c cozinha muito bem sem vicios nem
achaques urna dita perfeita engommadeira,
cozinlieira e lavadeira 3 molecotas com
habilidades, do 15 a i 4 annos, duas escravas
por 700,* urna dila por 520 rs. um pardo
de boa conducta carpina -i escravos sem
vicios por 1:440a rs. um dito canoeiro e
bom pescador por 550ji rs. um dito bom
comprador e muito Bel por 550,> rs. : na ra
de Agoas verdes I). 58.
K7- Carne salgada da mellior qualidade
que ha recen temen te chegada de Inglaterra ,
sendo embarrilada e muito propria para em-
barcacao : na ra da Cadeia velha n. 18 em
casa de Russoll Mellors.
tST Pipas com agoa ardente caxaea de boa
qualidade : na ra da Lapa na tonda de ta-
noelrode Bernardo de Sena.
tST Lm oavalnho gordo bom andador,
pde bonita figura : na ra da Cadeia velha
n. 18, casa de Russell Mellors.
r^- L'ma escrava do gen lio de Angola de
idade de 18 annos engomnia ensalma e
cozinha: na ra do Livramento botica D. 11.
tzr 20 milheirosde tijolos de alvenaria ,
que o seu valor s se receber depois de rece-
bido todo o lijlo ; os pretenden les compa-
rcgfio nos dias Sextas feiras e Sabbados en
casado Joze da Silva Braga, ra das Llores
D. 1.
WSf Para fora da Provincia um escravo de
nagao, de idade de 2o annos official de
pedreiro e canteo a dinheiro ou a praso ;
nina mulata moga engomma, e cozinha o
diario Je una casa, e propria para lodo o
servico por ser muito robusta : no principio
do atierro dos AUbgados em casa de Silvestre
Joaquim do Nascinicnlo.
SST Urna escrava de nagao de idade de 58
anuos ; una canoa bruta de 55 palmos de
comprido e A de largo una dita de 3o
palmos, urna dila que se est acabando de
fazer para condugo d'agoa, eom boa ma-
deira ; una casa terrea travejada com 101
palmos de fundo e 27 e meio de largo livres
de .paredes, com oi toes doblados, e quintal
com KiO palmos rom .orlo de embarque ,
cita na ra da praia no fundo da ribeira do
peixe : a tratar na mesma rua com oCardial.
SSJ" Apa re los para cha de porcellana
dourada ditos azues para mesa e maisco-
res, bandejas linas imitando em cor Ja-
caranda garrafas lapidadas para vinho de
muito bom goslo copos para agoa calis lia-
ra vinho ditos para cerveja copos para
champanhe compoteiras para doce tudo
lapidado e de bom goslo e compoteiras lisas
finase ordinarias Irascos de ( boca larga de
diversos tamaitos mangas de vidro lapida-
das o lisas, inglezas e linas lanternas de
vincia sem vicios nem achaques, cozinha casqun ha inglezas 6 linas e outras militas
com per lo i cao o diario de una casa: no na- I mais l'azendas por prego eommodo: na rua
teo de N. S. do Tergo Ioja de fazendas D. 11. Nova loja de louga ao p da botica de Joaquim
IV Sorv:;tes de toda a qualidade com Jos Pinto,
toda perfeicfio e asseio. na rua da Cadeia do -*so'- Una Diccionario portugus c francez ,
Recife defronte do Sr. Vieira Cambista. por Constancio, en bom uzo e por prego
"r Um negro de nago Angola, de ida-1 eommodo : na praga do Commercio no bote-
do 23 annos, sem vicios nem achaques: quim do Almeida.
de de 23 annos sem vicios nem achaques
na rua do Nigario I). 25.
llj- L'ma porcao de batatas a 8oo rs. a ar-
roba e o rs. a libra az.eite doce a #800
a caada e a Oi-o rs. a garrafa dito de Gar-
rapato a 5j200 a caada spermacele a 800
rs. a libra dito a 400 rs. sebo do Povto
para luz a 520 rs. a libra sal de Lisboa a
lOooo alqueire vinho de Bordeaux a 1.440
a caada sevadinha a 10o rs. a libra sag
a 280 rs. familia de Mararihao a 120 pas-
aos a 2oo rs. cha isson a 22io e 2ioo e se-
vada a loo a libra: na rua Nova venda I). 35.
i^r Suis milheirosde tijolos de lapamento
bem cozido e de grande marca por prego
mais em tonta queeni parte alguma a reta-
Iho e d-se ainda mais barato a quem lo-
mai dous mil heiios para cima; um milhei-
ro de tclhas novas d-se em conta ; e urna
porgao de papel de embrulliar oulra,dita
para massa : i.a rua de agoas verdes por cima
do assougue.
Slf Um bom escravo de nago canoeiro,
que se d a experimentar : na ra direita 1).
2o lado do Livramento.
t7 lina portada de superior cantara de
15 palmos de alto e lo de liinie verga de
- -js=====Ai-:-___
marcas XXXF e XXX vende-se por preco
barato : na fabrica de farinha do atierro da
boa vista.
Uf Lm grande sitio na estrada da casa
forte para o Monleiro defronte do sitio do
Sr. Sampayo periodo banbo com casa de
vivenda muito haixa de lijlo e barro, po-
rem muilo forte, e com commodos para gran-
de familia estribara j Casa para escravos ,
coxeira portao cacimba de boa agoa de
beben ludo novo grande baixa para planta
de capim terreno para toda plantago de la-
vouras cercas de limoeros as duas testadas
principaes bastantes eafezeires que do 1( a
2o arrobas por tnno ; mais de mil ps de
fructeiras de varias qualidades : a tratar no
niesmo sitio.
19" Polassa de su|ierior qualidade em bar-
ns grandes e pequeos a dinheiro ea praso
com boas firmas : em casa do Joao Rufino da
Silva fiamos na rua do Hospicio sobrado
de um andar del'route do Coronel Brilo lu-
glez. ^\
ss?" Urna duzia de cadeiras e um canap de
pao d'olio com pouco uzo : nesta Typo-
gralia se dir.
i-v" Duas pretas cozinhfio lavfio roupa ,
e l'azom todo o mais servigo de nina casa e
dous moloques de idado de 10 a 18 annos : na
rua de Agoas verdes I). 57.
taS" Urna preta crela de 20 annos de
idade sabe cosinhar engomar lavar com
perfeigao, e coser chao; quema pretenderd:-
rija-se a ruado Lagundes, 18, na mes-
ma caza una porgao de papel proprio para
forrar sala.
ESCRAVOS FGIDOS.
XZJ' Capim de planta exeellente a 2oo rs. a
o acharad feito em paslilhas, para arroba e mais inferior a 10o e una porgao
masligar.m jejum e nos entervallos da co-J para o comprador mandar cortar a seu eom-' volta e soleira lisa 0 ditas de 15 palmos de
mida. Junto ao niesmo chocolale vai urna modo a vista so far todo o negocio : naso- alto, eOdelumc, soleiras lisas e vergas de
receita que explica a mancira como se deve |idade Da estrada que vai para o manguind volta ; tudo conforme as Posturas da Cmara,
no sitio que foi do fallecido Bernardo da Gama e troca-se urna perfeita Imagem deCdristo: na
S^T Agoa fle Ungir os cabellos e suissas: rua da Cruz n. 22 em casa de Manoel do Nas-
na rua Nova loja de edapeos de Joaquim Jos cimento P'reira.
tomar cpnlbrme as idades; e nesla praga na
rua da Cadeia do Recife n. 1.
x^" Sai a cobrar as suas dividas um do-
men pelasVillas e Comarcas destamesma pro-
vincia ; quem precisar de seu prestimo diri-
jase a Boa vista na rua velha venda da qui-
na do Sr. Domingos, que volta para o beco
de Joo Francisco. '
t&" Precisa-sede una pessoa que tonda
de idade 16 a 2o anuos quesaiba bem 1er ,
escrever e igualmente traduzir francez, pa-
ra trabalhar no e.icriptorio de um advocado .
quem se aehai nesHf circunstancias dirija-sc
a rua do Crespo loja de Santos Nevos.
tS?" Da-se a juros de dous por cento ao
mez a quantia de oito contos de res, com
Pereira D. 21 ; da-se amostra para se es-
peri mon lar. .
$^f Bichas superiores : na rna do Cabu-
^i^" Pannos linos de todas as qualidades o
cores, mantas de bloni e de selini para se-
nbora sarja larga para vestido de boa qua-
5^" Fugio no dia 22 de Nevembro do an-
no passadoda Cidadedc Olinda um mula-
to de nome Antonio que represunta 5o a
55 anuos baixo grosso barbado tem
as costas una costura de ferida ; consta que
esto escravo lora de Olinda para o lugar do
olhodeagoa termo de Nazareth da Malta,
e d'ali para o Curato do Bom-jardim levan-
do em sua companhia um molequo forro de
idade de 8 a lo annos e de companhia com
una escrava de nome Maria alta, muito
preta o muito ladina: quem aprehender o
dito escravo queira conduzilo a Cidade do
Olinda rua do Bom-Sucesso casa de seu Snr.
Bernardo da Silva Guimaraes que ser re-
compensado.
C^- Nodia lOdeDezembrodo anno p. p.
fugio urna negra de nome Boza de nagao ,
alta de bonita figura grossa do corpo, mo-
ga, com falta de dous denles na frente: quem
a pegar leve a rua da cadeia venda D. 7 que
ser recompensado.
tsr A 17 de Dezembrodo auno p. p. fu-
gio urna preta de nome Maria baixa secca
do corpo bastante fula de nago Bebolo ,
beigos grosos coni 3 marcas de ferida pou-
co abaixo de una das orelhas e as vezes se
embebeda ; nao se declara a roupa com que
sabio de casa, por ter levado vestidos pelos,
rouxo de cambra i a branca panno preto e
saia tambem preta e como seja muito ladina
talvezanda de timao ou lengol : quem delta
souber poder pegar e levar ao Major Lial Co-
mandante da fortaleza do Bnim que recom-
pensar bom o trabalho.
g n. i responde-se pelas que nao pegan-in. lidade bonets superiores para meninos, sus-
SZj" Lina escrava moga propria para todo pensnos de burracba sedas e setins de to~
o servigo com nina lilba mulatinha de ida-
do de 3 a \ annos : na rua da Cadeia do Re-
cife n. 1.
VST 4000 bichas de ptima qualidade : na
rua da Cruz D. lo.
^Er Lina rica capa do gorgurao rouxo que
das as cores para vestidos sapalos francezes
de urna o duas solas dilos de duraque se-
tim e marroquim para senhora casimiras
de Ostras meias e luvas para senhora len-
gos pelos para gravata setim de macau pa-
ra colote litasde gargae a situadas esco-
servepara a Irmandade dos Passps ou dos ivas de cabello e de fato, e outros muilos
Martirios, edapeos do Chile galo lino lar- ohjectos i tudo por prego eommodo : na rua
...._____i_____._ i-. ... .. __i_:i.,_____ i: I !V-____\ iu ;
hypothocaou pinhores com tanto que exccdo;go para bonets, dito mais estreito para di- Nova 13 junto ao caldcreiro.
da dita quantia : quem precisar annuncie.
S^- No dia 25 do correte as lo para as
11 horas impreterivelmente se ha de ar-
rematar a Sumaca Conceigao Felicidade do
jB/asil por onta de quem portencer. em
visas de offciaes : na praga da Independen-
cia loja de Antonio Felipe da Silva.
x^r Lina bonita escrava recolhida, do ida-
de de 18 anuos com una linda cria de ida-
de de anno e meio ascrava cose, euom-
i.j- Cera para limas a 8oo rs. ; urna es-
clava de idade de 11 annos ; e sapalos de
burracha : na rua do Rangel I). 7-.
xj- Farinha nimio superior, sendo moi-
da de trigo novo do ultimo carregajnento das
MOV M l'NTO DO P 0 R T 0 .
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 22.
Cello por Gihraltar ; 58 dias sendo do ul-
timo porto 5o dias. Rarca Sarda Felicidade
de il I tonel. Cap. Antonio Risso, equip.
12 carga vinho e mais gneros: a Luiz
Brugiieire: passageiros 5.
SAIIIDOS NO MESMO DIA
Rio de Janeiro ; Patacho Rrasiloiro kimar ,
Cap. Jos Maria Somar carga dive/sos g-
neros.
Marando ; Patacho Brasileiro Maria Luiza ,
Cap. Ignacio Marques carga diTerentes
gneros.
Ass ; Brigue Brasileiro Malhilde Cap. Joa-
quim Pedro de S e Faria carga diversos
gneros.
Angola; Brigue Portuguez Leopoldina, Cap.
Francisco Silveira carga diversos gneros.
Bonguela date Brasileiro Gran Cruz Cap.
Urbano Jos de Mello, carga diversos g-
neros.
Aracafy ; Hiato Brasileiro Flor das Larangei-
ras, Cap. Jos Alvos de Souza, carga di-
versos gneros.
RECIFE NA 1 VP. DE M. F. DE F. = 1812
a*


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