Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04400


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Full Text
Armo de 184?.
Sabhado t% <|
Tudo nora denendr di- ufa ajeaaMM : da nossa pradenrta, mi.ilerur.lo, ei-nerria run-
l iiurnin* romo principiamos, e seremos auorrtados com airhiif.ar.iii enlri a. Km-Ae* maia
vulta. (Proclamacuo da Asseoiblra fie ral do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORBEIOS TERRESTRES.
Coianira, PaTarha, e Rirt jrande do Norte, na segunda e sexta feira.
Ilonito e (iarnnbuns, a 1 Cabo, Semillara. Uio l'urmoio. Porto Calvo. Marci.'i, e Alajpa* nu I M, e 21.
Pajei'l 43. Santo Ant.io, quinta Teira. Olinda todos os dias.
OAS DA SEMANA.
47 e;. (. Antlo. Cbanch And. do Jurt d Diri-ilo la 2 vitra
1S Trl s. Prisma. Au>l. do nudo Direilo da 1. vara.
4:1 Omfl. a. ('.anoto And do ji'iii de ri irrita da 3. vara.
2il Oirinl. a. Sebastian. Aid. do jit/ de direilo <|n 2. vara.
2| .\t. s. Inri. Aod. di Ja* de Dtreitn da 4. vara-.
? sah. s. Vrente. Del. A lid. do Juii de Direilo da S, vara.
-'.1 Oo-ii. Os desposorios, de l\. senborn
......I I aaaaaaaaawaaaaiM ......I..........aeraaaaaaaanaaaca
Janeiro. Anuo XVIII. N. 17.
fe O Diario publica iodo, o, di., ,,. ;, fmrm s,;f.,1M.,. n prr, ,u ,
& ''-''";.....rqu.r,rfro. adi.m.dos. Os .,,,.....|.....s.....,, r\ f '
I pra.r. e o, os oue nnUrm ,, lIe M re ,,,,, A> ,,, ^rj, ',, ^"
Cambio sobre Londres 211 d. p. 4f.
Paiis 320 rea |>. franco.
Lisboa SU a S,:t p. IDO da pr.
Ol no Moeda da fi/iOD V. IV (00 a 11 ,fit)U
N. 44.200 a 14.400
a den.,00') ti.fUUa S SW
Piu r.i Paiace 4 , CAMBIOS 1*0 da 20 DE JvMm...
Piun Peros I olumnair. 1,150 a 1,670
' Mexicanos 4 rP() a ((0
, ,m""* 1.Vi. 1.460
Masad* de robre 3 par 4(10 de dis.-onlo
Di.. ,..., de billi. J, Alfa,.....s, i por 10U
ao mer.
Mera de letras ibr boas firmas 1 e
lid*.
/ reamar dn a,i. 22 de Jdnelrj.
I. I horas e |s m. da larde
2. as 4 |.ras e 42 m, da Malfhff.
P1USF.S DA LOA NO MFZ I E JANEIRO.
Ouart. mia*. a i 7 oras e 5U m. da larde.
La Nova a 44--i'is 4 oras e 54 m. da larrn-
Onarl. crear, a 4 .na rb-jia
3 oras e 3.1 m da larde.
h
n i a n i o p e ~p e b rc vii m co:
G O V E1. N O 1) A P t O VIN CI A.
EXPEDIENTE DO DA 19 DO COMIENTE.
Commuilo especial agrado recebi oeslima-
vel olfereciment que Viit. me fez de um
lobo cm <|iie vem resnmitlo o rendimonto
c. a despsa ilesta provincia, palo que respei-
la reparlk;;io que Vm. administra "<> priuiai-
\o semestre do anuo flnanceiru crrente, op*
yanisado pelo amanuense Dominicos das Xe-
vt'S Teixeira B stos. A delieadesa, com que
est ferto este importante trabalho o torna
digno de ser levado a presenca do Exm. Sr.
Yisconde de branles para que rom estas
e outras provas se convenga o niesmo Exm
Ministro da boa direcc/io que tem alteza ilo
(ionjiulado desta Provincia Queira Vm. re-
ceber osmeos asjrailecirnenlos pela delicada
ollera do mencionado globo.
Dos Guarde a \'m. Palacio do Governo Je
IV; nambueo 10 de Janeiro de 18l'i. 15 tifio
da Boa-vista Snr. Administrador da Me/a
do Consulado Miguel Ardan jo Monteiro de
Andrade.
idee no ni a 20.
Oflicio Ao Inspector da Thesouraria da
Easenda enviando-llio um oflicio do enge-
nbeiro Wauthier a lim deque do asprovi-
deirOiaS, qwe elle solicita para qua o torreio
da AMmdoga qno f*> doslitiado para taftp-
torio dos Engenheiros Francezes ao servico
brevidade.
Dito -- Ao Engenbeiro Wauthier com-
numicando-llie o conteudo no precedente otli-
cio.
Dio Ao prefeito da comarca de Santo An-
too, autlioiisaiiilo-o a vista do que represen-
ta eni seo ulHcio de IS do corrente para man-
dar lser o curativo do preso pobre de sua
comarca, remetiendo depoisa respectiva con-
ta para ser paga pela Tliesouraria das rendas
provinciaes.
Dito Ao Director interino do Curso Juri-
O MACUOHITA (*)
O ar na planura de Municb c nui fino e ri-
goroso na primavera e outono para as pessoas
acbacadas ilo peito : os ventos dominantes, de
oeste e siitln -ste viudo dos Alpes trazem
urna temperatura hnmida e glida ; mas na
estagao amena e durante os calores de ju-
nho, a arc-Ao do sol muda este rigor endmi-
co do clima n'uma atmosphera singularmente
^rtfansparente ; e por algumas semanas do
mez de maio ao de agosto, o ecu to puro
quanto saudavel a viracho. Hasslinger nao
inorv a extravagante economa da tempe-
ratura da regio e posto que a doettga de sua
irma l'osse daqiK-llas que |)eioram expondo-
se influencia dasnoites mais benignas en-
tendenipie ftsatisfacfto moral de um capricho
de enfermo cotrabalangaria a malignidade do
crepsculo alias mu ttemiada. Depois de
c<5rti(icar-se cuidadosamente de que nenbum
vapor azulado flucluava por cima das arvores
annosas do parque apertou as nios de Gui-
lliermina corn amavel express.lo de acquies-
eencia. O a ido ao passeio : e logo lomaram pelo trilho
que da quinta ia dar ao vestbulo do palacio.
l\o terrado da bandf do parque donde
meior se goza a magestade daquella soli-
dan se demornram os passeanles at que as
trovas quasi totalmente obscureceram ludo.
Quando iam recolfror-se a donzella cubi<;ou
(*) Vej Diario N. 16.
dtco, eommunicando-ll.e qu por Aviso de
10 de Novemhro ultimo, S. M. o Imperador
Hoiivb por bvm conceder dez me/es de li-
cencsi a contar do primeiro de Fevereiro do
auno prximo passado pa>-a traetarde sua sa-
nde ao professor de Eatinidade do Collegin das
Artes do mesmo Curso o Bacharel Francisco
ae liorja Kiiarqne. 4 .
Dito-Ao Administrador da Mesa do Con-
sulado. eomiminCBndo-lbe que a presiden-
oin conceda a Au-usto Carlos de l.emos >,-
eheroademissA.w,,," p.(iira ,|n lucrar dcFie
de limada*Imbuirs da ins|)eeer, do Alpodao
Dito Axj InspnptordoArsiMial de Marinba.
approvnndo n pronosfa que fez do Piloto \n-
tomo Caetnrra Maciel para Piloto Eseri-
vao do bffeuf. CApfHrilvi e do Marinbeiro
He Mame supeHor lo vapor Correio Brasdei-
ro Joaquim Antonio .la Silva, para servir <1--
Mestre encarregadodo mesmo brigue durante
a sua vagem a corle.
Dito Ao C'.mmandante do Vapor Cor-
rew Rrittfeirn nara mandar apros-ntar ao
Inspector do Arsenal de Marinba oMarinhei-
d* oue tracta o precedente oflicio.
Dilo A Administraco.Ios Bens dos Or
Hov. devolvendo-lbe o projecto de estatutos
pie apre?entou com o seo olirio de 10 de no-
vembro do anno prximo passado para sreni
provisoriamente aprovndos pela Presidencia.
e significaiiilo-lbe que semelhante projeeto
be da paivaUua oom|x-tonrin rK. Pmft*r LejrtetE-
tivo provincial, seru oue .-. iniciativa caiba a
mesma Ailministraco nem a approvaeSo a
PresideHCia coja tarefa neste non tu cesson
com a nomeaco que fe- em 12 de Abril de
1852 dacommissao que devia apreseulor os
Estatutos permanentes, para seren definiti-
vamente approvados pelo Consdho G-al da
Provincia na forma do artigo 2. da Le de
H de novem bro de 1851.
Porlana Ao Director do Arsenal de Guer-
ra ordenandrHhe que remeta a ronta espe-
cificada dos objectos, que foro embarcados
paraoMaranho econsto do conbecimentn,
que acompanhou o seo oflicio de!0docor=-
rente.
Dita Ao mesmo para remetter ao Com-
mandar.le das Armas mappas dbmonstrativos
lo armamento, qne se tem rorriecdo aos
lilferentescorpos da Guarda Nacional dos
Municipios do Recife, Olinda Igarass ,
e (.abo. desde a suaorgauisaco aleo lim do
anno p. p.
Ollicio Ao Commandanlc das Armas, cf>-
municando-lhe a expedicHo da ordem su-
I>ra.
Portara dispensando do exercicio dos seus
Insfares aos Instructores da Guarda Nacional
constantes da rolac/fs seatuintes.
Olinda nstruetor do segundo Bata Ihfiol
Manoel Soaresde Souza.
Gi'iannaInstructor (".eral Jos Joaquina
da ("osla.
Instructor do nrimeiro BatalbAo Francisco
de Pafila Meira Lima.
Dito do segundo dito Francisco Gonsalves
d' Amida.
Dito doquarto dito Elias Jos de Mello.
Olicios-- Ao lnsp"elor da Thesouraria da
Kizetxla ao Com mandan te Superior da
Ouanla nacional deGofanna, e aoChefe inte-
terino la l.eiao .le Olinda. comniuncando-
Ihes a dispensa de que trata a portara an-
tecedente.
PORTUGAL.
Desdes revolurSode 1820.
(Oiiitiiiiialo (jo n. antecedente*.)
O Marque/, le Pombal apressou a catastro-
libe e desrarregou solve a Sociedade portu-
{'iie/.a todo o poder do sen despotismo toda
a Corea de sua sopcriorlday'c.
Achara a adniinisiracio deste homern d'es-
tado numerosos admiradores em Franca Os
pliilosophita npaixonados pelas ideias novas,
(pie elle impunha ao seu pai/ facilmenle I he
jH-rdoarain a malrica da nobre/a o desterro
dos padres e o cruel uso da inquisico em
prowito da plilosopliia. Em Portugal os sen-
(imenlos sen res pe i I o sao milito discordan-
tes e o povo coiiservoii oais a lembranca dos
seu-cadafalsos do que a do seu talento. Em
Franca da-su mediocre attencao aos factOfl :
jul;am-se as ideas e segundo ellas sao ou
( m
nao approvadas admira-se ou censura se
a conduela. Os Portugueses pedo contrario
pouco caso fi/.em das maxinias geraes u" as
comprehendein mas discernen e aprecian.
os senlimentos com um tacto extraordinario
e a respeito do Marque/, de Pombal se o Mi-
nistro era grande o homern foi bem peniic
no. Quaes ro os motores de tuas aeces? di -
sera seiis inimgOS ; o odio a cubica as
paixoes egostas e a avidez. Chial lbi sen
fi'n ? o.lcsp itismo. De pie mcios se R-rvjo '
do mais odioso terror, da calumnia, e da
tlelacao. Definitivamente ; que resultados nli
teveJ Vede os males que snllremos. Sem
duvida elle ellertuou melhuamentos a or-
dem material deve-llie alguus progressos
mas ao mesmo tempo miuoii todas imssas cien-
cas demoli nassas tradices desencantoii
o povo j e, logo que sua poderosa mo lal-
tou para sustentar sua obra adesordeni mo-
ral produaida | material que elle tinha creailo elle lornou-se
assim o destruidor pos humo de sua propria
obra.
Tudo por cerlo nao foi destruicao na o-
bra do celebra ministro. A nobresa de Pro-
vincia a magistratura e a pouca gente in-
fluente da rtase media que existir, em Portu-
gal adquirirlo so' seu governo mais consis-
tencia e deseiivolvinicnio. Kilo favoreceo o
commercio e a industria pela ireaco de cor-
ponies)s e rompanbias das quaes a mais ce-
lebre he a dos vinlios do Porto. Em fnn elle
lacilitou os mcios geracs de instrucao e al i
certo ponto os po/ cm harmona com a philu-
sopha fraixe/.a
Se um dispotismo minucioso vido, e cruel
nao tivesse j'astoa sociedade, e nao losse s'i iitM-
si fia causa de lecadencia. o marque.', de Pom-
bal livera sem duvida CIO a naco dar gigan-
les. os passos, e n'outro pai/. o estimulo enrgi-
co de seu governo loria imprimido hura mo-
vimento de q'a rivili.'ac.ao livera recehido mais
lrdeosfrnrlos; mas asinelinacies portugueses,
ero muilo tena/.es para ser dcsla sorle modi-
licadas e mais enrgicas sobre seu solo que as
ideias do serillo 18. Indo de encontr aos \e-
llios costiunes o despota Carvalho nao fe/ mais
a :ca
fechara volta pelo anco oriental do palacio.
Previio-vos senhora (nolou Eber-
hard) de que esM a frente do tem|K).As-
sim ebamam all a paite do corpo dos edifici-
os situada a leste, porque deste ponto do
borisonte sopram de ordinario os ventos eho-
vosos: at as localidades mais benignas da
Bayiera easa exposieao semprc hmida.
< Mas na vamos de passagem disse
Guilberinna apellando o passo.
O administrador para fazer a sua obser-
vac.o, tinha interrompdo o debate, que
sustenta va contra o pin lor, relativamente ao
escudo d'armas de Munich, que datain de
127i, e constara de um frade com os bracos
abarlos e com um liw na mo esquerda : po
rem como o intervallo foi curto prosegukl a
disputa com tanto mais calor quanto mais
pareca inclinado o hospwk! opinido dos
modernos, que apegando-se a tradiei'ies an-
teriores a esse brazo do 15. c seculo adop-
tan a figura herldica de um lelo sobre a por-
ta d'utiia cidude. A doenle aproveifava-se
para meditar, da porfi erudita o da seren-
dle da noite.
Tinhan dragad^ s jnnellns do lado orien-
tal correspondentes aos quarlos baixos em
que naoentian (vstranj?eiros, por tanto lrans-
pondo o ngulo extremo do edificio achavarn-
se logo (liante da campia relvosa : nesse mo-!
ment Cuilbermina soltou um subid;) grito
de espanto, c litando a vista com terror he
insignificante lagedo do terrado, apertou
convulsiva o irmao, a qtiem dava o braco. j
Eberbard suspendeu-se conrtrliado: Has-'
slinger lan^ou osolhosem redor, nihou para!
1 a Ierra paraocu, para ohorisonte, e n.o des-
ciibrindo causa ipielle susto repentino per-
suadiu-se que a senhora experimentara alguin
ataque da molestia latente que a consuma.
a 0 que leus ? que solfres ?.... (Ihe per-
gunlou enternecido occultando quanto po-
da a interior inquelacao) proceder da tris-
I va desles caninos 5 011 (alvez do ar fri ...
vamo-nos depressa .....pego que nos reco-
lluinins.
E, tilo impaciente como vigoroso toman-
do-a nos braco, atravessando o pradn ve-
lozmente, s paran na sala de Eberbard,
onde no lar do fbgfio aidia o liime bem man-
lido. Reanimada [>elo calor Gullbermina re-
cobroii-se gradualmente do desmaio jile o
susto IIm causara. "
Seu irniAo que ancioso Ihe espreiiava os
movimentos, vendo-a tornada asi inquiri
com branduro se ado>nca se Ihe aggravava ,
se livera motivo de sobresalto.
Estou boa : nada foi....
i Enlo porque gritaste?....
Nada mais natural! (responden, leas
indecisa) Em quanto nuiversavas com o leu
amigo, um maldito morcego, cortando oar
C0IU0 urna seda, rocou-mo o rosto Com -1 a/a :
como tal nao esperara sahindd violentamen-
te da ininlia meditaco soltei o pilo de es-
paulo que atalhou a questdo em que entraras
com Eberhard. O meu estado de debiidade
l rasao do medo: qualquer susto me faz
ilial.n
C.alou-see inlentou sorrir-se abraeou sen
rm e siistida pela creada saniu da sala.
Hasslinger por espaco breve esjeVe pensativo,
allanando a cabrea como quem labi.ra em du-
vidas : reparando porem em Eberbard (pie
nlrava dirigiu-lheesta pergunta.
Estara alguem DO terrado A .
Niiiguem. (Bespondeu o administrador;
e accrescenIon rom modo simples) Porque,
tua irma viu alguem'...
Nao....ii tornoii-lbe vagamente o
pintm.
Eram horas de repousar: os dois amigos
sepa i a rain-se, designando para ooulro .lia o
exame dos quadrosda galei'ia do palacio.
2.
No da seguinte. ao amanheeer ergueu-
se o pintor para fumar segundo oseo habito,
vulgar entre a gente do norte da Europa, e
nao penco nlroduzido nos povOS dosul ; des-
cen.lo da alcova asseniou-se encostado ao
muro da granja olliando para a exten-
58O do prad". Ao SOGfigQ da noite sucede-
r 0 rumor da taren) campestre : as aves ea-
seiras aiinunciavao a alvorada ; os bois vaga-
rosos carreavao agrade niveladora e outros
instrumentos agrarios : gfrav&o sobre a nlva
enxames de horbolelas, (! para o iiasceiite er
guiam o voo bandos de andorinhas : <>s aro-
mas das plantas refrescadas pelo orvalho .
reeicavam o olfacto do estodante ( que lora )
de Ooltiiiga, em concureucia com o l'unio .,,i
tabaco Imugaro, que exalaya pelo tubo do
cachimba seos acres vapores.
Em meiodesta boma venturanza lo presa
dado fumante allemfio, Hasslinger machi-
nalmente deitou a visla pira o lugar OHvlB
Guahiermina desmajara : tfo inexplicavel Ma
pavecera o medo de sua irmS que a curio-



batir tndo Mffl nada
(iiic elle constrio ,
dojjf a
lino. O
ineilM : a nolirc/.a
coaso
cabio
lornOn-se menos
ul.ir te
rapda-
pode-
..,>! menos apta a pralica dos negocios me*
n Ana? (I*- governar pelo genio e talento
ledevin somante ella eoaarrvav algmna au-
l.io:i(la;ic na imaginario do novo ; ella nao
na tiwa inulhei
i ia 1. derrulmii ii'iiin listante a obra da phi-
losophia moderna, e romo o ganaren nobilia-
rio pie succedeu a administracao do Mr-
quez e Pombul nao desejara se nao destru-
ir por sua vez desde sua origem os novos ele-
mentos do poder soffrerfio a surte das antigs
insliliiicoes.
li^TM:
----- >-...;r,. .__ .
I ni ifw,mmSimfTif^^' !5f!5"!!JC3a55S?52S,,':Sf
^nr
.lonnna I 'Are era ticeto t P<"la P'ira ,Ja,,ia manI, (2o) pelas 10 ho-
:ssn naoamaldieoaremosospnz.es que asen-
eni aiam ? Onal a misso do historia-
dor. senao derribar as iradines mentirosas,
e irdn/.ir a sen justo valor os boatos ou ridicu-
los oii absur 'os que vulgo propaga
Deixemos porem aJwnra de todas essastamo-
sasdesrubertas an system Iliterario moderno,
quaodopor alguna exRfferado; e vamos n
ras do dia.
A Cmara Municipal des la Cidade faz StS-
sao extraordinaria no dia 27 do correte Be-
cife 20 de Janeiro de 184-2.
O Secretario Interino.
Francisco Antonio Rabello de Carvalho.
cabracejo para lua da illia qn ira seu
inicio e S'e al bas as margeos do Sena (posto que bei Ion-
pe esiivcssc de correspooer i populosa Paria
dos nossos dias ) anda as rasas dos senhores
feudaes muis eram fortalezas que balados
Nessa epoeha del-onte do Lonvw velbo no
leva mais torca moral; porem, si assiui me I assenlo que oecupam boje o palacio dio das
psisso fxpb ar sua sombra apagara nos co-; quatro naces e a caa da moeda campeavam
i atoes qualqu r oulra miagem. Odiieilo de [edificios inmensos, defendidos de mu la 'oj nm breve exame dos fados, por rido que ARSRUAL de MARINHA,
lidado nao pode criar railes e a.mo de pelo Sena qnc Ihe banhava o sop das mura- seja fior ordem do lllm. SnV. inspector do arse-
da timorata ratnha M- Ibas c do outio por urna cava extensa \ ara \s rhrnicaa vellias c os autores que trata- nal de marinha se faz publico que.o pagador
onde liaviam enramjnhado as aguas do rio ; rarn das anlignidade* de Pars fazem a longa Ljgmarinha receben dinheiros para pagar os
ergnia-se na praia urna torre rom ameias e .'enumerarn dos dihVrentes possnidnre do conheeimentosem forma dos gneros vendidos
em raso de guerra, atravessava o Sena urna | edifi>io de Wesle mas ponro dizem de Tartos esla ropartieAo, nos dias 2t e 22docorren-
looga eadeia de fe ro que prenda no lad p- i M mesmo acontecidos: donde concluiremos I le rnez aos Senhores Jos Pedro Moreira
posto em urna torre do Louvre designada; que o- nao bavia memo -a veis e din-nos Hese- '
pelo nome da orre que faz. canto : basta va en- rem apontados. Futre ontrns csrlarecimen-
to esseobsla'-ulo para impedir as barras que tos, arlia-se que em 1319 Filippe o longo
clero seinpre tinha exercido um grande! aleih disso tinha m deluctarcom a crtente! doou esta casa eseas dependencias a Joanna d
poder na sociedad? portuguesa I esd OS
pnmeims lempos da mouirrhia os hispes
Lerdeos dos prelados Visigodos doittia-
i.iona rciinio das 'cortes e chegaran al a
"destronareis; a deposieo de I) Sancho 2
prova seu poder e sen patriotismo. Na po-
ra das conquistas lempo em que a doria dos
navegadores e gnerriros enrbera de rgullio
o entlinsiasn ado povo esta influencaos l-
batela milito ; mas a reacio que se seguio na
IVninsula v a apparic i da reforma do nor-
te ta I niopa reslituo ao espirito saeerdo-
tal toda iiergia. S> o clero nao possua mais
toilesinto poder poltico rntreosde mais da
nac-o abaiou por todas as parles ensiniou-
m em todas as elasses internoii-se no sen es-
pirito. Nib a dvnastia de Rraganca o clero
i ejnlar au{meniou milito, e a aeco las ordens
mendicantes sobfe os eoslumcs da naco tor-
noo-se tf corrosiva, Qnc se nao poderio se-
paradlos Por tanto pode-se dividir a bislo-
ria poiln;;mva em tres grandes pocas mar-
cadas por dillerentes cara.eres: a dos bispos ,
los nobres e a los frailes O Marque/ de
Pombal acabando hiteiramerite as ordens nio-
nailiras superiores coiiservmi as mais bu
mi Idea. Os (franciscanos gauharo a expen-
sa dosJrtnitaS assm como os pequeos go-
tis hotnent se tinbo augmentado rom detri-
mento dos grafides I o foi abater e nao re-
formar
[Contlnuar-se-.]
horrores p em como IIm espectro que arma lacos aos pas-
cedem aos mais sageiros para os ilegolar ; roti'a le actori-
MISCELAJIEA.
A TORRE DI". NESLE.
Os Tbeatros tem feito lo rio cuja navegaco anda ao presente i Rorgonlia sua mnlber com facilidad de
tio dilljcu'tosa. a ronverter em mos'eirn nn dedicar a outras
Aquelle palacio ou fortaleza como Ihe, obras pias. Ora aqui temos a princeza que
Oiieiram chamar, foi assumpio d'historas pro- alguns nos repn-sentam romo aniropipbaga
digiosas que em peso de
cir"iistaneias oilosas nada
acabados cortlos de pliantamas' e ts mais cu- por sija solIictac3a para ilisnor deseos
rosas bistorias de salteadores. Crendo-se nos '"" '" obfw piadosas ; da|ii a cinx> annos
boatos le temos amigos boatos que Bran- Ter*nM* Mup or'''10" ao" exenitnres sen
tome poeem dnvids e que os rbronistas d'en-f tesamenlo 8 venda daquella vasta nrnpriedade
tocalam, a casa e torre de Nesle era nada !'" > empresa rem o producto na fundacSn do
me-osquonm matailo-uo real, onde se per-' llego de Borgpnlia Rm mmprimentn des-
petraram gravissinjos -rimes poli icos e contra j "lima vontade o casiello de Nesle foi ven-
a bumanidade. Dizia-se isio cm qnanio a ido a Pilippe de Valos em 1310 Tendo
tM-ro esleve de p ; porem depois que ella foi 'osleriormen'e pagado a varios denos per
abaixo voou nova tradico. Tomaram pa- fuos lierdeiro* do eardeal Ju'o IMazarino .
ra herona Joanna de Borgonlm (I \ mnlber de fundador do cnllegin de seu nome eompraram
Fifippe con.le.de Poiiiers conbee;do para '. ,0,' <,|l:To de Nesle airnzaram os edificios
odiante por Fibppe o longo ; affi maram qc v''lb"s. pie inhabitados haria milito tem-
esta princeza. viudo a ser propietaria da- P<>" i:im chindo aos pedacos e lancaram a
qnela residencia altrabia a sua casa pessoas primeira prdraaoqn estranhas e lepois as faz.ia niorrer cm lor ---------
mritos, ou as mandava deita ao Sena met- DKC-LAIIACOKS
tilas em sacros com este 'etreiro deixem ......-----------------------------------------
passarajnitca do re.-Enfitaram todos estes meza no CONSULADO.
horrores rom um luxo de crinii-s inrriveis ; en-!... ,.,. ,
rqueceram-nos le adulterios le incestos | M,i
de parricidios, de assassinios de toda a casta. I
Sanjue derramado com tamanba nrofusao has- |
tana para encher os lossos da fortaleza e dar
siipprimento oorrente do Sena. Mu tas des j
tas particularidades se e contrario em Ira- [
m' c mmnnrri modernor. ; noi roncIo-RO
esla reparticao, nos dias 2* e22do corren-
le I1K7 aos Senhores Jos Pedro Moreira ,
Dojle, Jos Lopes de iveira, .Francisco
Xavier Continho, Francisco Correia Jacome,
& tlomp. Caetano Ciraco da Costa Moreira,
Nicolao Olt. Bieber, Manuel Joaquim Pedro
da Costa alanoel Antonio de Jess Luiz
Boles e Antonio Vaz deOliveira.
Arsenal de marinha 18 de Janeiro de
1842.
No impedimento do secretario.
Chrstovao -antiarodeOliveira.
vallero da ordem de Christo e ailminis-
trador da meza do consulado lesla cidade.
por S. M. ImperiAl e C. que Dos guarde
etc.
obras publicas.
A reparticao das obras publicas precisa de
dois canoeiros, que sejao livres : os que
quiserem trabalhar pelo jornal de 800 rea,
(nosdias uleis) apresenteniise nadita repar-
tic ao as horas do expediente para seren ad
mi (idos.
Adminislracao fiscal das obras publicas 15
Janeiro de 1812.
Moura
Administrador fiscal.
subir-Ibes origen <* 'onuliar os monu-
mentos velbos da historia franceza nada soseacba excepto o vestigio de alguna boa-
Faz, saber que se hole arrematar na por-
ta da nvannii huma oaixa ro I i, no da 24 lo corren te aprehendida
pelos respectivos ropregados do trapiche No-
-vo. por inexactidAo de tara cm enjo dia se
C) lllm. Siir. Prefeilo Interino d'esta Coin-
marca manda fazer publico pelo presente e
nquem for seo dono, que por um SuldadoJde
Polica foro apprehendidos a um preto dois
pares de sapal.os de coi ro de lustro, pieos
olfereeia i venda por baixo preco : cujos ob-
jeclos se acho na respectiva Secretaria pa-
ra s'-rein entregues a quein coinpetenlwneiite
tiver direito como propriedade sua.
Secretaria da Prefeitura da Commarca do
Recife 21 de Janeiro 1842.
Claudino do Bego Lima.
OHieial da mesma.
los populares. Nao quero dizer que isto seja linda o prazo'marcado no respi'ctivo regula-
inento sendoa arrematacao livre de despeza
verdade rdijs Rrantomc\ mas o vulgo o a'r
a torre de Ataste com as rcpresentac5es dodra- ma. Porem o vulgo tambem afflrmou que ao arrematante.
na que a sim se intitula obra do Sr Ale- ns icmnlar os comiam rreancaa assadas ; e por F, para que chejue a noticia a quem con-
xandre Duina-. Conia-se pie no recinto des- j sso dar-lhc-hemos crdito ?.. O vulgo asseve. vier mandei alixar o presente edita!, c pu-
le edificio se coinmeiteram execrareis infaoiia-. i____________________________________________ bliear pela imprensa
e atrocidades iguaes s dos nefandos lempos i (]) AFuitos attribuem etas devassides e
il ePef Domiciano e litros monstros que malfetorias a Margarida de Borgonha. mnlber Janeiro de 1812.
Meza do consulado de Pernambuco 10 de
rrosisaram o mundo c vilipendiaram o thro- rULuiz 10. ella a bernina do drama do-^r ;
dos Cesares Eisaqni a historia dessa ce- Dumaa O rei Luiz. a maixlou matar snb pre-:
'(ja e |e\iod"a nllero e desposou-se depois com.
Clemencia d'rTungria.
no
no
librada torre monumento le Par
que ha nmilo nao existe.
No 13. seclo quando a capital da l'ran-
(i''o Panorama).
Miguel Archanjo Monteiro de Anilrade
'coanpjo.
O Pata\o Minerva de que mostr Fran-
cisco Fortunato Pereira Silva recebe a mal-
1^.1^
sidade o abstrado da sua medlacao oren- como quem centava as tabeas dosnalho.: pa-
ta! o o instigoii a explorar com miudeza b rcchque por stincto seiiuia t:i cami-
sitio daquelte imprevisto aeontecitnento. A nbo que llie era familiar: por isso o viajante
t xcopcau do briMo lo sol qu> domava os ds-j teve tempo de,recuar e prplongar-sn '.un a
persos montivhpsd'hervas, nao havia altera- i parede, para nao ser visto. Da lii a potico divi-
do no terrado; comparativamente co.Di a ves- Isava-sc chegadoa vidraca rosto macilento do
.ra : porem urna s e frivola circunstancia mancebo, quaporalguns momentos como
cteve a attenco de fbisslin::er. Eslava a- I los lnguidos mas (limosos con templa va a
da a tiieia porta de nina ianea rente do asc;'n;:'io do sol radiante nocen ao oriente
..o. no proprio local do suceeso. O pintor da tapada. Hasslinger, posto que popimo-
i ceremniia poz-s;-a oihar dall para den- jvido pelo carcter expressivo daquella senir
lo palacio : vio una cmara vasta, semjblante, nao deixoa de lixar na memoria as
ii'i com o tecto cheio de amoiinbos e I maravilhosas feices que o acaso tnins+faTa
ochas, que apesar da rottmdidade das bo- ao seucstudo: conformes crio ellas aquello
has aJlema.3 q.perito Va iteau nao desa- typo britannico, j actualmente raro, que
ira atndn pie por obra^sua os iic- confunde mu a mesma idealidade as* linhas
rn : as teias d'aranha de reflexos cambi-
e teeido compacto embrnlhavam Diana
severas do Norte com os graciosos contornos
do Meio-dia. Mas a apparicao foi breve i o
ion ha mesma rede, oujuutavam forco-1 consjHjclo decampo sensihilisou o mancebo,
ite a fugitiva Daphene e Apelo esbafo-1 porque os olhos se Ihe arrasaran de lagrimas .
no Centro da casa cncontravam-se as e relrou-se. Pela sua parte. Hasslinger
do Mu, que o sol matutino dardejavairujnando sempre. divagou algum tempo pelo
ntalrtfente por meio dos caixilho, que i terrado, e como ia alta a tnanha Ioiiium a
ida le d'sc-'-njuntara : milheiros de vereda da granja concentrando mas por
B .(lio-as e habitantes pacificas lo a- domis as supjiosices doju/o no pie ti-
: eruzaram /umbido o esplendente nha ;;cabado de presenciar. O pintor n;"io eia
ias luminosos. Eeis-aqui ew que! homem,de genio romantieo: s deis nleres-
terio daquHle quarto inferior.
. ivi somente se demorara para
ses conhecia no mundo, asando de sua ir-
ct iso someiue bu uemorara para m epstudo da sua arte. Vivendo retira-
c.iio.ido la encarnaeao d'estilo fla- do trama bonita casa di.' llerlim emprepava
n itanto vio dislinctamente abrir- seu mdico patrimonio, ou nos desvelos que
: lateral, esahr poreHa um nm-' requera <> precario estado de Guilhermma ,1
r>o de eapote. que se eneaminhdu on em distrahr-se da importuna sombra de
para a janella onde o pintor; magnas Futuras. Nesta vida meJanchoHca.
. nao > descobria porem porque repartida entre apprehenses do coraeflo >
v'< ! I ador de rinao com prudencia reprimida.
ora a em laca o d'artista que dillicilmenle
victoriosa; mas essa violencia d'animo e af-
fectoH era instantnea : porque nella entra-
va menos o carcter que o temperamento.
i Apea estas rupturas de equilibrio sii lcava .
i nos s;milmenlos do pintor urna desconliau-
<;a geral que nhrangia a tolas as cousas, ex-
cepto o bello ideal da arle ea todas as pes-
soas excepto (iulliei-mina. Por lano o
mysteroso encontr s Ihe poda excitar,
ate aqueile ponto, urna at-tenc.ao de vaga cu-
riosidade, Porem sobre a relva e junto a
granja, dvsuii sua irmft em postura medi-
tabunda, que sentada onde elle hara pouco
csvera nao trava os olhos como elle nao
tirara lo lado oriental do palacio. Foi o
golpe sbito vibrado: Hasslinger tiirhou-se -.
scntii aquella fres de eoracao annuncio
de quahuier t;ai.ao d'improviso revelada, de
pialipier by.ocrisia secretamente descuberta.
.Mas eiftriiihrou o pesar com a astucia. Ao
ndar lo almoco abriu negligentemente o
sen lbum e tomn um lapis.
Perlcndo salw (disse rsonho para E-
b'ihard ) a upintSo pie lazem do carcter
IdHima physionoma d'homem com queso-'
nhei esla imite. As iiispra(;ocs dos artistas
nascem mulasvezes d'um sonho... Vejo es-
te perfil...
4ppi ximarao-se os dois ao pintor : o lapis,
dirigido pela ino que pareca aguada por ac-
cesso febril, desenhava no pergaminho do
lbum tragos fantasios<)sl. mas firmes.
Que pepsao disto?... .. disse o artista .
appresenl.idoprin.eiro don/ella o vivo bos-
Vice-consulado do S. M. Catlica em Pernam-
buco.
1." Secretara del Despacho de Estido.
CIRCULAR.
Habindose notado con sentimiento que los
capitanes de buques mercantes extranjeros
que vienen puertos espaoles- no observan
con la puntualidad debida los reglamentos
y disposiciones concernientes su entrada y
despacho, y como recientemente hubiese o-
currido en Cdiz que uno de estos buques
dio la vela y sali furtivamente sin haber si-
do despachado por la Capitana de puerto ni
haber obtcnjdo patente de sanidad, dejando
por lo tanto de satisfacer los derechos d< al-
quejo do homem do capole.Nesse momen-
to no rosto sereno de Cuilhermina eslava
mpre.ssa admiravel candura : mas-assim que
ella percebeu a parecen;a da imagen) aper-
lou o peitoeom a mao direta como se lho
palpitasse mais velo/ o eoracao abaixou as
palpebras, e incliuou a cabera, sem nada
responder. Hasslinger estremecen, e nao ou-
sando insistir, voltou-se para o director:
E tu que di/es ?...
O ideal deste perfil maravilhoso (res-
pondeu Eberbard com voz triste): a meu ver,
nat) pens que exista no mundo...
Tens rasao (replcou o pintor desco-
rando) s o Mephistophcles do Goethe sabe
revestir, com infernal intencao, estas ex-
terioridades le sobejo perfeitas para seren
humanas. Quando me sobreveio este sonho,
1 talvez que eu tambem tivesse o ideal de urna
.Margarida no espirito e no eoracao (1) Mas
uo succumbii esta que o juro eu !...
0 exame das pinturas foi negligente to
j melancl'olico e pesado como o eoracao da-
quellas tres pessoas ; e silencioso at chega-
rem ao quadro de Overberk a A lemn ha
i c a Italia.. Hasslinger que no decurso de
seus estudos se imbuir d'idas livres achou
meq de desafogar na arena poltica a cho-
lera sopitada que quistado de saude de sua
I irma nao penntta diixar rehentar por ma-
i neira mais directa. AstradicOes da testa de
Viarburg, eas utopias da joven Alemanba (2)
(1) Alinde ao celebre drama o l'auslo )
lo dramaturgo alenio
2) SoCiedaiie secreta de crenca 8 opirio'->


:. ttU.-r.,ttm
5

inianlazgo la Regencia provisional jipi Rei-
no lia tenida bien resolver por el Ministe-
rio de Hacienda loseguinte :
l. Que |05 buque* que vengan a espresa
consignacin queden bajo la responsa-
bilidad del consignatario, quien deber res-
ponder de todas las infracciones a las leyes; y
'"2? Que los Cnsules como agentes y pro-
tectores que sonde! Comercio de su pas, ga-
ranticen no como particulares, sino como
tales Cnsules la pontual observancia de las
leves y ofrezcan la justa vindicacin de su
Gobierno contra aquellos que las quebrahta-
len, evadiesen las penas por medio dla
De orden de la(Regencia digo a V. -para su
inteligencia, ejecucin y publicidad segn
le corresponda.
Dios Guarde V. muchos anos. Madrid
12 Abril de" 1841. Joaquim Maria de
Ferrer.
Fst conforme.
Nuno Maria de Seixaa.
V. Cnsul.
1
PUBLICADO LITTERARIA.
Sabio luz o primeiro tomo da Historia
dial por Bernardino Freir de Figueiredo
Abreu e Castro. Ja o Diario de Pernambuco
de 25 de Julho passado dando noticia d'altm-
nias folhas d'este compendio (pie alguem vira
inipivssas -it ao livro o mais liso.ngeiro e-
lo"io a que urna obra elementar possa ter
direito j porem boje que elle acaba de appare-
ccr julga o seu auctor neeessario di/.er so-
mente duas palavias sobre o mesmo respeito.
Este primeiro voluine compreende a Historia
do Antigo Testamento que a da ci-ca^Ao
do mundo al apparicAo de Jess Chrislo :
nada ommittiu o auctor de quanto podesse
instruir a mocidade nos costumei e hbitos do
Oriente; e maisse esforcou em fazer-lhe Com-
preender neste 1." tomo as -docuras da vida
Patriarchal, o espirito olins das leis de Muy
s8 ea harmona e unidade das prophecias,
do que em cancar-llie a imaginadlo com lac-
ios esteris e disssrtacoesinuteii ; de sortc
que os meninos viajrm sem duvida contn-
tese ufanos pelos sitios embalsamados da Pa-
lestina e pelas cidades idolatras do Egypto ,
e assentar-se-ham respeitosos com os vares
santos da trra a louvar a Dos sempre jus-
to anda no meio das matares adversidades.
O segundo tomo ve em breve ser pu-
blicado.
0 pre^o d'este 1. volme de 2,>000 rs.
para os Senhores Assignantes e avulso
2,4(0 res.
Acha-se venda na luja de vros do Arco
de ff. Sen hora da Conceicao .la Ponte do Re-
cfe : na piaca da Independencia n. 7*1 e
58 : e no Escriplorio da Typographia Impar-
cial, ra do Collegio D. 12 : onde tambem se
assigua bem como no Collegio Pernanibu-
cano ra do Atierro da Boa-vista n. 0.
THEATRO.
Estando prximo o tempo de se abrir o
vislumbraram eir, suas oxpresscs com toda
a comitiva d'inliammavei.s recordaces e de
esperancas subversivas i atlonilas as aboba-
da-i de Scbeleisshcim repeliram imprecacoes e
votos a que smsechos solitarios jio estavam
aoostumados pelas vozes dos reis bavaros e de
NapWeflo. O;ivndo as declamatorias, remi-
niscencias da universdade Guiihermina ca-
lava ; mas Eberhard em rasan do seu cargo
c mtradizia s vezes as phrases impetuosas do
seu amigo dando-se lamban a circunislan-
cia de nao ier adoptado iguaes opinies rio
curso da vida escholastica. Quezilava o pin-
tor com ouvinles. que nem o incitavam, nem
o aplaudiam : e Eberhard di/.ia, olhando e-
pressivametite para Guiihermina :
Ha desventuras irreparaveis em todos
os bandos polticos ; por isso respeito todas as
con vi cees e nao desejo as mudancas violen-
tas que as offendem sem Ibes poder alterar
i essenei*. Tu [ diese para Hasslinger]
nao atiendes seno aos triumphos jio olhas
para as victimas. ...
A final, a questo nao valia a pena de se
prolongar entre dois amigos : dexaram o pa-
lacio seguirn) para a pousada : iam juntos,
mas cada um de per si tinha intima volitado de
se achar s e em repousp. Hasslinger, na
primera occasio que se Ule ollereceu cha-
niou a oceultas o guarda do edificio.
Estario abertos os quartos baixos do
palacio ? Ihe perguntou o pintor.
, Tbeatro para as represciitar.'s Dramticas,
i e leudo o Emprezario recebido as coleccoi-s
nao sudas Pecas do Archivo Thcatral de Lis-
boa mas as niel boros avuleas o dezejand
apresenla-las em Scena com a pompa e bri-
Ihantisino que requeren) convida aos aman-
tes da Arte Dramtica para a formao"io de
urna Socedade Theatral, com posta de o"l so-
cios (por tantos seren os camarotes dispo-
niveis) dando-Ibes o Emprezario -4 grandes
espectculos em cada mez (pie deverAo ser
aos; sbados ou domingos, como melbor re-
solver a DirecgAo da Suciedade que se reu-
nir ; tocando a cada socio (> bilhetes de Pla-
tea um de Varandas e um Camarote pela
quantia de 24.>000 reis cada mez : tocando
por consequencia a cada socio mentalmente
4 Camarotes 24 bilhetes (Je Platea e 4 bi-
lhetes de Varandas : desta manera o Empre-
zario nao duvida poder sustentar a oompa-
nhia Dramtica e aprezelilar em Scena bri-
lhantes espectculos novas pinturas e de-
caraees adquadas. A Socedade dever ter
feito a sua inslallagao the o dia 20 de Feve-
reiro para dar principio aos Espectculo*
COLLEGIO FRANCEZ DO ESPIRITO
SANTO
PARA A F.DICACAO DE MENINAS.
A Directora participa que desde o dia 10 do
corente acabarao-se as ferias e abrirao-so
novamenle as aulas deste collegio. ResolveO-
i se a augmentar o numero das Mestras desti-
| nadas a eoadjuva-la as diversas materias do
I ensino, mandando vir da Europa senhoras
! de reconhecida capacidade e cuja chegada
I nao pode demorar-sa mnito.
Approveita tambem esta occasio para coni-
i municar que fez nos estatutos as alteracoes
', Seguintes a favor dos paes das educandas. En-
\ sinar-so-ho a todas as educandas sem aug-
mento do estipendio: 1." os principios de
dansa necessarios para quadrlhar 2." a gra-
mtica muzical ; 5." a muzica vocal ou can-
toria. As meas pensionistas lomar parle
uestes estudos as horas de sua assistencia no
collegio.
O Estabelecimento ja lem proporcoes para
administrar frequentementc a todas as edu-
candas banhos inteiros quelites e fros no i
interior da casa independenteroenle das la-!
vagens parciaes que sAo de todos os dias.
A Directo do collegio entender-se-ha com !
os paes das meninas que nAo assistem na '
praca para facilitar-Ibes os meios de mandar
lavar, engomar e entreter em boa ordem a
roupa de suas filhas.
AVIZOS DI VERSOS.
=Aeom. adm. da SOCEDADE THEA-
TRAL RECREIO & INSTIU CCAO_, aviza
aos Socios a reunirem-se Domingo 25 do coi-
rente pelas 5 horas da tarde na caza de seos
divertimentos.
tEF" Ahiga-sft urna morada de cara terrea ,
com quintal e cacimba na ra da Floren-
tina ; a tratar na mesma ra na ultima caza
( lado do nasCenle. i
ivy- Preciza-se de iumi ama de leite; n.i ra
( Cadeia velha n. 51. i
= Preciza-se de una ama forra que sai-
li. enguuynar ; quera esliver ncslas circims-
laicias, dirija-seao Collegio da Boa-vista na
rfa Velha.
=; 0 abaixo ass-ignado faz publico que ten-
d no da 20 do corren le comprado UmCogv-
biy d'assucar, a noite llieappareceo um Mu-
hliie (eom umquarto ) que viiihaem dito
("'iiiboy dzendo que se tinha perdido d'.'S;
CTgiKMios| por isso mandn reco-lher o Mul-,
qie a sua caza e o quarto a estribara do
Sir. lolont. O Muleque he bugal naosalw
o nao qiier di/.er o nomodoSnr. e s diz que
aSiira. se chama Snra. Mariipiiulias e que
h( d'um Engenho perlo dos meus quem se
jugar 0OD) direito ao mesmo Muleque compa-
rsa que dando os signaes cerlos Ihe ser cn-
trjgue ; nAo me responsahelizo pela fuga.
Jos Antonio Gomes Jnior.
,= Quem precisar de um cont de reta ,
sijbre pnliores de ouro ou piala a premio
d dous por cento ao me/, dirija-se ra de
Atoas Verdes defronte do Aeougue D. 5 no
sonredo 1. andar que se dir quem oda.
= Preeiza-se fallar Scnhora Luza de
til. mullier do finado Gabriel de Almeida
S|-iiio a qual morava em Fora de Portas
a negocio de seu inleressii annuncie a sua
morada ou dirija-so ra da Guia l>. 10.
= Quem precizar de urna ama para den-
tit) de casa drija-se aobarro baixoem urna
meia agua de duas portas, urna tem rotula
Oltra nao defronte ib; (una venda fexada .
e^ vqnda he por baixo de um sobradinho de
nm andar.
= O abaixo assignado parlecpa ao res-
pelavel publico, e principalmente aos Se-j
nliores Negociantes que admiti por socio;
em sua loja de fazendas sita no aterro da
Boa-Vista' D. 2ao Sur. ManoH Antonio de A- ;
zevedo o qual est oncarregado de toda a \
gerencia do dito cslabelecimonto e que este
girar debaixo da firma commercial de
Joo Leile Pita Orligueira & C."
Joao Lete Pita Ortigucirn.
=s Os Administradores encarregados da
liquidacAo, da casa de Joze Dominguos da
Costa avizo aos mais credores da dita casa
para que eomparecao no dia24 do correte
mrz as 10 horas da manhfi na casa m que
mora a viuva ra do Eivramento n 2 se-j
gundo andar para tractar sobre a forma do j
pagamento dos respectivos credores vista
do Balanco da mesma casa que cada um po- '
der ver na occazifio em que se rennirem.
O abaixo assignado avza a lodos os i
Srs. que lem pnliores do ouro e prata em
sua mAo ja vencidos a muilo lempo,
principalmente a Sra D. J, F. T. queja
se acha vencido a sete mezes e tanto que no
prazo de 8 dias a dita Sra. como os mais Srs.
os mandem tirar pois ja trez vezes lem a-
vizado c nAo pretende mais avizar s siin
passalos a vender para seu cmbolco, pois
duvida que xegem para o principal e juros ,
e para se nao chamaren) a ignorancia faz o
ultra-libe raes.
(N'olas douetor.)
Nao senhor : mas l de vez em quan-
do arrocadam-se para hi 03 peinis que S.
Magestade manda de Munich espera que
se vAo por na galera onde elle d.-lermina.-
Fazes-me o favor de me mostrar esses
qnadros ? ...
Nao posso ; por modo nenbiim; coli-
sa que me prohbiram com todo o rijjor. >
Nao se admirou Hasslin;er desto fidelidad?
e escrupulosa obediencia alema, porque bem
a ronheria. e por isso mudou de batera per-
ftuntando rom apparenria de quem pomo Ihe
mporlam as colisas.
(^iiem tem as chaves ?.... *
OSr director.
^ J;i percebo dsse romsigo o pin-
tor ; e voltando-st para o guarda com simu-
lada compa xo Ibe mpiogiu eita breve ariij;a.
Rapaz nao serei eu quem te debe a
perder ; o Sr Eberhard nada hade saber ;
mas tu nao viftias bem Pode baver quem
queira roubar os preciosos quadroS que vie-
ram d'Itala ... Don-te de conselho que passes
evisla cuidadosa a esses quartos inleriores do
palacio
O guarda era natural das montanhas do
Tvrol : os povos serranos sao de ordinario su-
persticiosos N poslo (pie valenles : o pintor oo-
Iheu-o pelo liaro e dsse-lhe com intmativa.
carregaudo o sobrolho :
i Vi um bomem nesta jjnella ( e apon-
loui; era madrugada ; ser algum.l alma do
ouiro mundo :'... y
n O principe Vlax-Emmanuel babitava
no primeiro andar porem falleced no pavi-
menio debaivo declarou o gtiarda rom
ieslo assomlirado procurando todava des-
col linar no semblante de Hasslngpr indicio-
que o puzesse em dnvdas ou o certifirasse
n Apnto eu que era o principe Max (res-
ponden rom toda a seriedade o viajante) .. A-
m'go ; prorurai* as chaves nue nao deves fi-
rar mil. Revistaremos amlws os taes apo-
sentos quali|uer desias notes quando o
tempo estiver .... lio e mesmo, se queres
Ao cabir das sombras, o guarda veo ter
com Hasslinger ; trazia ama lanterna e um
molbo de chuves mas no rosto claramente
indicava temor e sobresalto Hasslinger fin-
giu (pie nao repara va nelle f deu-Jbc as pis-
tolas que I i uha de prerauclo e firou com
urna durindana de (jotfnga que era a sua
iuscparavel : rellectipdo porem (Ue ao inten-
tar descubrir : forca o segrego de seu hospe-
d e de sua irma como suspeitava Ihe
nao ronviria a testemuriba que por astucia
seduzira ludindo-Ilie a crenca e lioa-f ,
suspenden os WAtOt, e i entrada do vestbu-
lo disse-lhc resoluto e sereno :
Tu s pai de cinco fiNios .... d.-mc as
cbavrs e a luz ; espera aqu ale que eu volte,
e no cntanio resa a Deus por mim
O guarda puxou d algibeira por um desses
desmesurado* rosarios (pie os franciscanos de
Munich venden) portara do convento no
arrabalde de S Ajina_, c o viajante emhre-
nhaiido-se as trevas drsappareceu-lhe da
vista.
prvente. Herculano Josa de Fritas.
Quem quizeralugar una prcta para O
linda pagando-se-Mie del mil reis meiiyae ,
quem a tirer annuncie.
SST Alluga-se urna caza Ierre coni c m-
modo pura familia sita em S. Amaro: quem
a peilender drrija-se na entrada da estrada de
S. Amaro fallar com Joo Raptisla Claudio
Tresse no seo Mtio.
tz- Na rna do Vigar armazem n. \A exis-
te ii duas cartas para os Srs* Joze Antonio K-
heiro e Silva e Joaquim freir Pedroia ,
viudas ltimamente do Porlo eom Urnas en-
coinendas.
CT Na na da Cadeia do ftevife n. ti, e
na venda da quina do Beco largo lia quem
tem carrocas de conduzir pipas otrtros gene-
ros a saber : pipas dentro do Recife a 400 e
sendo |ioura deslancia por menos Fora de
norias 800 e 1 fl 000 S. Antonio at ra
Nova e Livramento, 5 ponas fe alh a Pra-
ca da Hia-vista I ) 280. sendo mais longe
se ajustar assim como mais gneros iior
preio cmodo : quem prerizar procure a qual
qner ora que achara rom quem tratar assim
como na porta da Alfandcga das 9 horas era
diantc?.
Bf" Acha se a venda na loja de Guerra
Silva A Cooipanhia na na Nova D. 6,
niuito bons licores de todas as qualidades o
por prcc/icommodo.
tu" Segunda fe ira 2 4 do correle conti-
nua noseii exerccir, a aula particular de
primeira letras na ruada Penha.
V51" Offerece-se urna niulher para ama d
case de hoincn solleiroou para |>equeria fami-
lia quem precisar dirija-se a ra do Fogo
D. 2.
= No dia fi do coi rente perdeu-se da ra
da Conceicao praga da Boa-Vista al o beco
de Joaquim Jos de Veras um veslido de. sar-
ja prela novovindoda casa da costureir den-
tro de. iim len^o grande de la, MSWtto bran-
co com palmas miudas verdes e algdmas en-
carnadas, barra roda,e franjas hrancis lam-
bem de IA ; quem tiveracha.o, cquizer res-
tituir dirija-se ra velha casa D. 1*2 qv>i
ser generosamente recompensado.
ssy* Desapareceo no dia 2 de Oulubro p. p.
nm prelo de nome Manoel, de nacAo l^ongo <
deidadedeSo annos, estatura regular, de
bonita figura gordo rosto redondo nlhos
abugalbados pS pequeos e lio direito o
dedo polegar he redondo procedido de nm
penadico ; levou vestido camisa de algodAo
trancado ealeoe de estopa das lhas, elmnet
inglese. Jorge, de nacAo Angola de idade
de 22 anuos baixo rosto redundo olhos
grandes una marca bordada em cada um
(los bracos e be bastante regrista auzen-
tou-se no dia 2(5 de Nuvembro p. p, ; levou
lamban camisa de algodo trancado e cal-
cas de estopa arremendadas e sojas ; julga-
se amlar na malla do Poc,o em S. Loiirencoda
jnatta por assim o afirmar um smi compa-
nheiro <(. fuga que a dias fui ali agarrado *
(piemos apprehender leve-osa Casa da qui-
na defronte do Trapiche Novo (pie ser re-
compensado.
O pintor foi atravesando suceessi va mente ,
a passos firmes, algumas casas solitarias e
dcsadorandas : ao entrar na sala que rtcebia
a luz. da janella suspeita admrou-se de ver
esfa abena ; e anda mais ao querer conti-
nuar de nao poder abrir a porla immodiala ,
porque entrando a chave as meias portas nao
obedecain. A janella aberta siifjgeriu-lhe a
idea de que alguem sabra por all na nten-
clo de vo lar; pelo que, sumhido a lanterna de
furla-fogo, e encantoando-se numa quina
escura resolveu-se a esperar. Passados vin-
te minutos um hoinem dosotrepou lentamen-
te pelajanella da banda do terrado; ma nao
era o straugeiro de capote Este hospede
novo, vestido como um creado, tiaziaum
cabaz. na mo : ferhou com precaucio os pos-
tigos e passou por dante do pinlor sem dar
f'delle: empurrou a porta recalcitrante,
que logo se abriu : e depois ludo ficou em si-
lencio __ To singular incidente demousirou
a Hasslinger quo prudentes dsposces e caa-
lelas exiga o alvo de sua indagado para nao
peccar por indscrcao ou escndalo : voltou
portanto ao vestbulo onde o monta i diez. de
pistola em urna das mos e coiras na oulra ,
nw perda da v-ta o alallio Ja granja te-
mondo tanto Eberhard como a mais i ni placa-
vcl alma dooutro mundo.
F.nganc'me fdisse-lha o pintor) por es--^
la noile .. L mais para odiante veremos ...
apagai a lu e guardai sv;;redo
vContinuar w-ba )
,
ILEGIVEL


(^
A
SS
4
5?
xw Algd-so urna casa terrea sorido na ra a vencer em 28 do corren te iftci, c a ul-l t-^r 52 caixas vastas paria assucar, por prd-j
na las Cnt/es e o seu atlngnel nao exceda Urna a 28 de Abril de 1845; e para (pie nin- cO commodo por se precisar Je desocupar o
de 8 a 10* rs. quem a tiver dirija-se a na gueprfagl negocio com Uts tetras, O abaixo armazem : no armazem de taboado defronte
Nova I). 51 que niio se pora do vida1 de (lar- asighado faz o presente aimiiueiii visto que
se afumas luvas-. o Sr. Antonio Cavaleahli de Audrade ja se
Car P roe i s-se de 200 ji rs. a premio de 2 acha sricntilicdo de nao pagal-as lano que
por Atento ao mer eoni hypotheca em um es- asseilou novas letras com o mestno praso
rravo, oii .ous, por tempodeCmeze: quein
quiser dar aiiuuncie.
tsr Arrenda-se um sitio no lugat da Pi-
Jos'Cordoirode (arvallio l.eile.
t5* A abxb assignada taz scienle ao res-
peitvel publico e principalmente aos seu
ranga, junto ao Remedio, com urna* cosa de fregezes que Ihe compro capim que nao
vivsnda 1 casas para escrvos, tetheiro para j contrelem negocio a este respei lo cun suj
nrolber vaccas e tem pasto par 12 a 161 marra Fiiiza llamos -. pois a abaixo assignadi
ditas a terreno para plantar : a trajar no n^0 c respoiisaholisa pdr qualquer transa*-
piti'b di (-auno casa- onde morou o Coronel
Joaquim Bernardo de Figueiredo ebeje tem
o earlorio em que foi Escrivo o tullecido
Accioly.
Aluga-se ama casa de sobrado com ex-
aulk'lites commodos nova com grande si-
tio qdn bastante) arvores na estrada de
Bemflca a easaesta acabada agora ffe/-
reee toda.; as vantagens- para urna lamilla que
tanja morar no campo : quem a pretender
*triju-se a ra da Cadeia vellra D. 39.
vy Alugo-se escrvos que sejao bons pa-
ra o servido diario pagando-se-lhe 800 rs.
por dia devendo coniegar oservigo aS 7 pa-
ra-' as 8 horas at a noirte : lio recanto da ca-
enrib.1 no primeiro andar a faltar com o Car-
vallio da capatazia, das 0 horas da manila as
y on a* Trindadvs.
sy Precisa-so ahogar alguns moloques pS-
i',i seren enipregados em nm servigo muilo
Me i na loja do Sr. Mero/, relokiciro'.
S?- A tambora Jmela Joaquina moradora
nesla praga mulber de Femando JS da
Silva Cnsul Potingue/. na Provincia* d
Har, queira annunciar a sua morada para
se tratar negocio de set: interesse.
tsj' Na noutede 20 do correnta do siti do
Dr. Brilo na Magdalena ftirtaro dois cava-
kis com os signaes seguintes : um rotfso em
toas carnes e ooutro podre/ ; quem delles
Mber dii ja-sc ao mesmo sitio que ser
recompensado,: ambns sao oarregaddres.
t^* Aluga-se urna pequea casa na ra das
Flores: a tratar na na da Fadoia voJh loja
por baixo da casa d;r residencia do Gorretor
Oliveira.
ry Desoja-se saber se existe nesta Capital
Jos'- Nuues Ortico natural da Villa V S.m-
ta Pispada de Aveiro que se oceupa em
orlelam : anmmcie -son moruna.
mj^- Precisa-so do um honiem de pouca fa-
milia ou solteiro para ensinar ehi um
rligenho dislanle desta praga dnas legoas a
uns meninos primeiras letras, grammatica
portii-Hieza e latina : na ra das Cruzes D. 7
no terci'iro andar.
tsr Aluga-se % negros para todo o serviyo;
qtiem os pretender di rija-se a ra da Alegra
no primeiro sobrado.
i^- yuem precisar d um moco portiigoez
para caixtro de assucar padaria ou outra.
qualquer occupa(;o dando liador a sua cou-
*liicla dirija-se a ra de HortaS venda R. 8.
ttr O Sr. Vicente Kevreir da Silva mrt-
rador na PsMgeDB da Magdalena Maja di-
procurar una carta vinda do Ass na ra
do Cordoniz venda B. 7.
\rg- Perdeo-se na noute do dia 2o do cor-
rente da |>orta da 1g,rcja do Colegio atlie a
segunda galarado i lo esquerdo nm alfine-
t(^ de i>eito de diamantes; qiitn o acbou
qiieira levar a roa do Qiieimado D. 2 que
s ?r gratilicdo.
S>- Aluga-se iitii.1 loja na ra Direita d-
Irontcdo Terco pi-opria para cpialquer ne-
gocio por estar ni annazem : ha ra do
Tagundes I). "> : na minina Casa se Vefidem "2
canoas dt amareio novas, tnuito SCs, e bem
fe i las eloa 12 portas de amkrello de cos-
lidinfio.
f*J- Tendo o Sr. Jo:16 deCah-alho Pies de
Andradu arrendado a liba dx> Nognira ao
Hospital da Caridade por'.) annos a razo de
IdMtoOU i-s. cada arm, pSSdu letras de
2a0000 rs. sendo enddcadas pelo abaixo s-
ignado B como em 28 de Janeiro do atino
lindo o mesmo Snr. Joo de Carvalfio tras-
pnssou o arrcnd.tinento da dita lilla a Sfir.
Antonio Cavalcanli de Andrde pelo tempo
que faltava este asseitou 17 letras do tli-
ino valor de 2u0i rs. paginis a 3, 6, 9, 12.
15. 18, 21, 21. -27, 50 33. 30. 5>, 42, Ao ,
48, e al mezes precisos Cndocda for sen
manoS. (',. C. Maeambira setti qae h'OliVes-
ita UigAatnra do sfteador, cujas letras se
iiehavaoem poder do mesmo abaiSo assigna-
do em qualklade de parante do Sr. Jofio ffe
Carvalhoy nao so |>ara as OObmr como pa-
ra com f> producto das mesmas pigtfr s que
furdo pascadas em livordo Hospital da (jpy'i-
dade ora acontece porem que no dia lo
do torrente fossem desencaminbadas de sua
rasa 1 <.Ja^ referidas letras, sendo a primei-
Qaoqde a mesm tenba fetto, ou baja de faA
zr. Maria Hamos.
12^- O Sr. Jos de Azevedo Maia queira di-
rigir-se fro pnleo de S. Pedro na venda da
quina (|iie vira par a ra da viraeo para
recebef nina carta vinda do l'orlo.
t?'- Alnga-si! o sobado b um andar n.
508 no beco da \ iracao : a tratar na praci-
nha do Civraiiiento sidtrado II. 22.
^* Jofio l.ojiesde Cima avisa ao reS|>e-
tavel publico iftre ten contraetatlo comprar
Joo Anastaeio da Cimba, dons escrvos un
de nome Custodio, e outra de norne l'lorimla.
para tiiib baver alguin emharasso em dita
coinp a compra faz o presente alinuncio ;
)ois es'e negocio (eve ser concluido at o dia
il do eorrehte.
sf4 O"*' pieci-iar de um porlngucz chr-
grido deMta ullima embarcacao do Porto, coin
onieiode tnfioerro dirija-se aso ponas ven-
da D. al
fer QitL'm precisar de urna engohimadeira
(fue ebgommacnrii |ierreieo dirija-se a rt'a
do Padre Kloriano casa que olba para o poen-
le, D. 11.
fc^- Precisa-sc de um Ixmi co-zinbeirO, que
jeja forro : na ra Formoza Ifcrceiro sobrado
rindo do beco do f'irCiro.
AVISOS MARTIMOS.
ty- Para o Ass segu vigem em poycos
dias o Berganm Hrasileiro Atbalante Capi-
lao Custodio Caetano quem quiser crregar
diiija-.se ao iriesmo Capitao ou a sen consi-
gnatario Manocl Joaquim Ramos e Silva.
cj- Para o Ri Grande co Sul com escala
pelo Ri de Janeiro sexue vigem o Hergan-
lim D. Francisca Capito Victorino Jos
ftltte ; quem quibc-icHiii-saro ir f p6s-
gem para o que tem exeellentes commodos d-
rija-Se ib mesmo Capitao ou a sen consigna-
tario Manoel Joaquim Ramos e Silva.
*r Para Cenova segu viagm o Rrigue
Sardo Fiederico Capito Liz Roduanno ;
quedl quiser crregar ou ir de passagem diri-
jfi-se o mesmo Capito ou a sen consignata-
rio Mamvd Joaquim Ramos e Silva.
S& Para liba de S. Miguel segu viagem
fcohi rniiita brevidnde o Hrigue Triumpbo
Americaho Capito Alexandre Jos Alyes ,
a inda pode receber alguma pequea porcao
de carga e pssageiros para o que tem excel-
lntes commodos ; a qm convier dirija-se
Cruz D. 12.
SST Para o Rio de Janeiro at o dia 31 do
correte sabe o Patacho Nacional Valente ,
por tr parle do sen carreganiento a bordo .
e para o resto que lbc falla e passageims por
rete^commodos trata-se com
Paiva e Ma-
noeftia ra de Apolo contigua ao porto-Idas
canoas do Recife, ou a bordo com o Capto
Ifnacio Xavier Pinheirodefronleda Lingdeta.
COMPRAS.
t?T UfHA esCrava bom cozinbeira : na ra
Formoz trceiro Sobrado vindo do bec do
ferreiro.
tzr Escrvos de idadft de 12 a 2o annos.
com oflicios ou sem ellos para fora da Pro-
vincia ; na Praca do Commercio em. casa de
Manuel Ignacio de Oliveira.
VENDAS.
fcy* Folhinhas de porta ditas de aljbei-
ra com variedades ditas de dita com Am-
ale mui correcto, dita eclesistica de
Padre ; todas por preco mais commodo' que
impressas em bom
de S. Francisco.
53^" Por preco commodo por seu dono se
retirar desla provincia dous cavallos com
bons andares nm dos (fuaes be castalibo e
o outrO melado : na Trempe na fabrica de
rap.
SSJ- Geftebra verdadeira da Holanda em
frasqueras a (),too cerveja boa a 2ji8oo rs.
aduzia, vinagre em pifias agoa ardente de
franca de Superior (pialidade charutos da
Babia por preco commodo, Sendo para ulti-
mar cuntas : na ra da Cruz ). i.
O* Carl..s pdrtOgezis em caixas de 3o
duziasa b2oo rs. a duzia : na roa da Cruz
D. 01.
xiy Superior farinbade mandioca em lrar-
riCas : na ra da Aurora n. 0.
xzt Cera branca em pes frinba de Ma-
c em Sacas e barricas : na ra da Cadeia do
Recife da parle do beco largo n. 38.
5~y Fma cmoda de amarlo do nzo no-
vo e envernisada por preco commodo : no
oitao de S. Pedro do lado da ra de Agoas
verdes tenda de marcineiro B. ai.
5U" Sacas cem feijaoe ditas cem arroz de
casca pOT preco commodo: no pateo do Hos-
pital do Paraso venda B. 21.
3" Para fora da Provincia um escravo
de idade de 22 anuos de Iwnila lignra e
perito co/inheiro sem vicios: a ra de
Apolo B. 15.
s^ Fma escra'v de mei idade bastante
trabalbadeira : ha rukDirel.i sobrado de 5
andares defronte do beco do Serigdo.
tz?~ Fm bom escravo moco de todo o ser-
vico duas prets oziuheiraS e ehgomma-
deiras urna dita quitandeira una dita la-
vadera de sabo e varrella ilm moleipie de
idade de 12 a 15 annos urna ir.ulalinha e
una tiegrinha : na ra do Fogo ao p do Ro-
z ario B. 23.
ir^ Fm ppagaioc um galo da India mui-
to valente : na ra da Roda venda I). 8.
i^y FircloaojiOO a sacado 5 arrobas,
ou 2,8K)semo saco, |:.ira engordar cva-
los, os comP adores 'CbarVio e>te farelo mili-
to imdlior d: (pie qulle (|tie vCrn de fora.
:iois be fresco, novo, e tambem da mais sus-
tento ao i-avallo : na fabrica de farinba do
atierro da Roa vista.
S~y- Fma escava de nagito de idade de 38
annos ; una canoa bruta de 35 palmos de
comprido 4 de largo, urna dita de 3o
palmos, urna dila (fue se esl acabando de
ta/.er para conducho d'agoa com boa ma-
deira 5 urna casa terrea travejada com 101
(linos de fundo e 27 e meio de largo livres
de paredes com oitoes dobrados c quintal
com 100 palmos oni porto de embarque,
cita na na da praia no fundo da Hbeira do
peixe : a tratar na mesma ra com oCardial.
tsf Para fora da Provincia um escravo de
nacao de idade de 2o annos oflicial de
fiedreiro e canteo a dinhoiro ou a firaso ;
una mulata B100B engomma, e cozinha o
diario de urna casa e pn>|iria para lodo o
survico por ser mu i lo robusta: no principio
do atierro dos Abogados en. casa de Silvestre
Joaquim do Nasciniento.
siy Fm sitio no lugar do Remedio com
excedente casa de vivenda, de pedra e cal c
duas ditas mais pequeas proporcoes para
ter 12vaccasde leile boa agoa de beber ;
e urna casa terrea cita na ra de S. Joze, com
2 quartos cozinha fora quintal e cacimba:
a tratar com Antonio Percha Pinto de Faria
DO engenlio Agudo Grande, ou com Silves-
tre Joaquim do Nascimenlo no principio do
alieno dos Allegados.
\^F Excedente taboado do pinbo da Suecia,
do polegada, o forro, dito Americano, o
urna porgad de taboado de piubu do Porto
ptimo para estacadas e athe para portas por
ser inuil forte a o rs. a duzia eem por-
cao da-se mais em corita : no armazcm alraz
do theatro da parle da maro*
%sr Svis milheiros de lijolosde tapamento
bem cozido e de grande marca por prego
mais em conta queem parte alguma a reta-
Iho e d-se ainda mais barato a quem to-
mar dous milheiros para cima ; um milhei-
ro de telhs novas d-sc em conta ; e, uma
^y Um refe e uma Imrrelina cm bom
uzo prbprra para inferior da guarda nacio-
nal ; ludo por preco commodo : na ri da
son/ala reina n. 53.
5r Cadeiras d'olio chegadas prxima-
mente do Porto pelo mdico preco cada uma : no forte do Mallos armazefii de-
assucar de (>arvalbo di Kerreira, a tratar com
Rodrigo da Costa Carvalbo.
ST' Farinba de S. Catharina de superi-
or qualidade : a b-.nlo do IJrlgue S. Manoel
Augusto fmdiadO M praia do Colegio a
tratar com o Capitao Maiiocl Sinres (1 eom
Mnonl Ignacio de Oliveira na praca d C8-
mercio.
sfr- Muito bons bnis mangos de tnvt, viC-
cas de le 1 te. mu i lo boas e aco.fliimaihrs AO [Kis-
to : no engenbo Sanios Mondes.
iCy* Barricas Coin fanilha do .trigo de Su-
pe-tior qu.-tlidxle etiegada iritiniamenle de Re-
ehiiionl, barricas e sacas com la rolo bar-
ricas com fumo para charutos caixas com
Vellas de spennacele esleirs para forrar sa-
las caixas grandes com cha, poples para
marrafas chpretode ntperer qualidade,
salitre relinado longos preto* de seda da In-
dia gangas amarollas, loalhas adamascadas,
o algodao grosso para sacos a proco commo-
do : em casado Matheus Ausliiiii Cofll|WBhia
na na tl Trapiche novo N. 12.
S3T Um bom escravo do nago canoeiro,
(pie se d a (x|MMmenlar : na ra direita I).
2o lado do Fivrameulo.
je/- lima casa terrea no burro da Boa vis-
ta na ra da Gloria onde mora o Sur. Vila-
ga B. 21. com os commodos seguintes:
duas salas bastante largas 2 quartos co-
zinha fora e bom quintal murado com ca-
cimba com boa agoa : a tratar na ruado Ro-
zarlo estroita B. 55 que se dir.
i f Bas pretas cozinhAo lavfio ronpa ,
e fazem todo o mais servigo do urna casa o
dous m'oleques de idade de 10 a 18 annos : na
na do Agoas verdes B. 37.
jet Urna preta crela de 20 annos de
idade, sabe cosin bar engomar, linar com
pei'fergo, e coser clio; quem a pretender d;-
rija-so a ruado Fagundes, I) 18, na mes-
ma caza uma poreo de papel profiri para
forrar safa.
ESCRVOS FGIDOS.
em oulra qualquer parte ,
papel o lindo lypo : na praca da Indepen- porgo de papel de embrulhar outra dita
dencia'loja de livros' n. 57 e 58, na ra do ; para massa : i.a ra de agoas verdes por cima
lOJil
Cabug loja do Sr. Randeira na venda da
quina defronte da Igreja da Madre de Dos,
na ra da cadeia loja de ferragens do Sr. Mo-
raes e que ja foi do Sr. (uaresma defronte
da Malriz da boa vista na botica do Sur. Mo-
rena eem Olinda na ra do Amparo bot i-'coi tos de vestidos de cassa com 14 covados a
eadoSr. Rafiozo. 2.>2io rs. luvas para liomema 1(m o fia/ ,
ry Fma venda na Passagem da Magdale- e mais fazefidas por preco mais commodo : na
na junto ao sobrado novo do Sr. Viegas com quina da pracinhu do Livramento D. f loja
do assougue.
t^- Cilas a 12o 1 lo 10o e 2oo rs. ,
fustoes para coleto a 21o, 32o, e 4oo fran-
(|iiclim a 58o madapoln a lio a vara cas-
sas do flores a loo rs. cambraias lisas a 52o,
poucos fundos : a tratar na mesma.
fg* Fugio no dia 17 d corente as 7 ho-
ras da houte una escrava por nome Maria
Benedicta de naco Renguella com os si-
gnaes seguintes, estatura baixa, cabega gran-
de olbos pequeos tem um lalho sobre o
0II1O direito nariz chalo, pernas grossas ,
bem fallante, levou vestido de chila azul tran-
gado de quadros miudos camisa de algodao
da Ierra a qual desconfa-se que foi furlada,
e est cceulta ; quem della souber noticia
mande pegar e Icva-u em casa de Manoel Jo-
s da Silva Braga com firenga do algodao no
forte do mallos que ser generosamente re-
compensado g
$y A 17 de Dezembro do anno p. p. fu-
gio uma preta do nome Maria baixa secca
do corpn bastante fula de nago Rebolo ,
beigos grossos com 5 marcas do l'erida pou-
co abaixo de uma das orelhas e as vezes se
embebeda ; nao se declara a roupa com que
sabio de casa por ter levado vestidos pelos,
rouxo do canibi aia branca panno preto o
saia tambem preta o como soja muito ladina
talvezanda do timao ou lengol : quem della
sjuber ftoder pegar e levar ao Major Lia! Co-
mandante da fortaleza do Itnini que recom-
pensar bem o trabalho.
HIT' Np dia 10 do Dezembro do anno p. p.
fugio uma negra de nome Roza de nago ,
alta do bonila figura grossa do carpo, mo-
ga, com falta de dous denles na frente: quem
a pegar leve a ra da cadeia venda D. 7 que
ser recompensado.
moTento do porto/
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 21.
New Vorck; 59 dias Rrigue Sardo Norma
de 227 tonel. Cap. Andr Bordiui, equip-
1 4 carga barricas vazias dinhoiro em
pesos e lastro : a Thomaz de AquiH*
Fonseca.
Lisboa \ lo dias Brigue Portuguez S. Do-
mingos de 2oo tonel. Can. Manoel Gon-
salvcs Vianna, equip. 14, carga vinho,
vinagre e mais gneros : a Thomaz de
Aqaino Fonseca.
SAIUDOS NO MES.V9,bl.i
S. Cal liara ; Patacho Rrasileiro B. Ann.'i ,
("aj. Cae tae Jos,- de Araujo carga -diver-
sos gneros.

da viuva do Burgos.
RFCIFF. NA TVP. DE M. F. DE F. = 1812
v
1


Full Text
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