Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04398


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anuo de 184*2. Quinta Fcixa SO de
>
-1%
i! mi ii rmT-Miriiiiiiiininiriii1111
Tuda a;ora depende de ni\s mesntoa ; da nnssa prudencia, moderac5o, eeneria: rnn-
tnaemoa cont principiamos, r seremos pontado* cilni admiraco. entre as Piaecs mais
\ulias. (I'roclamaco da AaseranU-a (ieral duiraail.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Guian**, Paraibn, e llin grande du Norle, na secunda e sexia feira.
Botillo e Gartahuoi, lile 24.
<:.ilx., Serinliaem, Rio Furoin, Porto Cairo, Mae.em, e Alajoaa no 1 11, e 21.
Paje 13. bahloAni.ii>, qninM feira, Olinda todo os dio*.
DAS da semana.
^1 Se. s. Ant.io. f.banlv Aud. do Juir. re Direilo da 2. rrtra
1S Ten- Prisea. Aml. do juide Direilo ra l,vM.
*t'J Quarl. ('.anul.i Auil do ja ti de direint da 3. rara.
-I tj u i ii I. a. Sebaslido. Auil. do ju> de dirciln da 2. Tara.
21 sexl. a. Inri. Aud. do Juil de Direilo da 1. Tin.
- .sari. a. Vrente, llet. Add. do Juii de Direilo da 3, vara.
23 Doin. O desposorios-, de N. aenltora
MARI
.TniieiroJ Auno XVIII. N.15.
O Diario pul.lir, se In.ln. oa rl. qur nao fur Sanlin.a.W
de re.m.l ,e v. ,,,,, ,.. JdU.t.rt*. O, .,.......,,,,, MMtShS
Kr,h. e. ,,, ,,, f.,rrm Ar.7,io ,, ^ ,,. ,ln||a A, .,.,
dmji.las a etta I voograli. ,u, Ju trpies U.t5. ouii
Nmeros 37 e 3.S.
riilamic,, dcTem aei
|>rai;a da Independencia luja, Je |iTra-x
Cambio obre T.ondre* "2'.l d. o. 11
* Paria 320 rei. |>. tunco.
Liaboa SO a SS |>. 100 de pr.
Orno- Moeda de MOU V. 14,41)0 a 14,0011
K. .200 a 14.400
' a de 4,000 S.IOa S.2II0
rn*T-rieoe, 1 .Galla 1,(170
CAMINOS no da 19 de Jvnkiio.
PmTA- IWa < oluaaaaiea l,ri50a 1.678
Mexicanos 1.6'a l.fiSo
ai. muida i .440 a 1.4O
Moeda de cobre 3 por 100 de di.conto.
Diacofllu de l.ilh. da Alfandepa 1 e j por Mil
ao mei.
dem d.- letras de boaa li rmaa le ale f,
I'reamar do u.u 20 de Janeiro.
1. a. II lloras e 42 m. da larde.
2." aa 12 boras e lm, da nianli.l.
PllASF.S |)A l.(!A NO WBZ LE JANEIRO.
Ooart, min. a 3 a 7 oras e 5a m. da larde,
l.ua Nina a II -- a 1 oras e >4 m. da larde.
Quarl. c-esc. a l!l -- \i Ci oras e'll m. da lardo,
l.rra eh i. a 34} s 3 oras e 3,1 m. da tarde.
PARTE OFFICiAL.
GOVERNO DAPROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 18 DO COMIENTE.
Ollicio Ao cap tilo lenle Francisco Pi-
res de Carvalho ordenando-lhe, que passe
a lomar con la do litigue cap bar he para co-
jo commando fora Horneado pelo governo im-
perial.
Dilo Ao inspector do arsenal do mari-
rinha, communicando-Ihe a expediego da
orden supra, eom o que fica respondida a
primeir parle do seo ollicio tiesta'dala, c
quanto segunda, em que diz, que julga suffi-
' cien te qne se nomeie uin piloto escrivaoe um
mestre para o referido brigus, cujos exercicios
devem limilar-se ao lempo de sna \iagem,
jara a corte que envi presidencia a com-
petente proposta, para seren feitastaes no-
ineagoe*.
Dilo Ao mesmo ordenando-lhe a vis-
la da sua informaco desta data qne mande
pagar ao segundo lenle d'armada Jao Da
musi de Souza Freir os vencimentos corres-
pondentes ao inez de dezembro ultimo.
Dito-'-Ao engeDberro f,. L. Wauthier,
ordenartdoi-lhe que remetta ao inspector ge-
r.11 das obras publicas urna copia da planta
tiesta cidade a nt de que efh possa fazer
a medievo e dcmaifa^io de va ros Ierren os de
niai'inha, segundo reqtresita o mesmo ins-
pector geral em ollicio de 12 do corrente.
Dilo Ao inspector geral tas obras puhli-
Cis, cooimunieando Ihe a expedidlo da 01-
dem supra.
Dilo Aoengenhciro A. Kersting, signi-
ficantlo-lhe que ten'o a presidencia Cncar-
regado ao engenheiro Wauthier de examinar
e dar t seo parecer ; sobre os concentos e me-
lhorameitos propostos pai*a a estrada de Sah-
to Anto, e na que se segde de Jaboato pard
a Eseada, cumpreque v indicar-lbe esses lu-
gares eiltendendo-se com elle sobre os meios
e occjsio de faserem esses examos.
Dilo- Ao engenheiro L. L. Wauthier, com_
II l li i i inaamm^mm^mm
municando-lhe o conteudo no precedente olli-
cio.
Dito Ao mesmo, ordenando-lhe, que
forneca ao engenheiro Roulitreau todas as
plantas, e tnappas que. Ihe forem pedilos
pelo dilo engenheiro, conforme requesila a c-
mara municipcl tiesta cidade em ollicio de 17
do corrente.
Dilo -Acamara munipal doRecife', com-
municando-lhe a oxpedicao da ordem su-
pra.
Dito A mesma acensando a recepco do
seo ollicio tpie acompanhou a planta lo hair-
rodo Recifi'levantada pelo engenheiro Boil-
litreau esignifcando-lhe em resposta que
a presidencia tendoapprovado a dita planta
salvas as alterantes que se deverem faser pa-
ra meIhoramcnto do i>orto, Ih'a tb-volve.
Dito A' mesma ordenando-lhe qne com-
muniqne com a possivel brevidade ao inspec-
tor geral das obras publicas asdireccoes, que
deyem tor oseaos projeclados as margensdo.s
bairros desta cidade, on as bausas que as
marco, a fim de poder o mesmo inspector
faser as medices e demarcarles tos terrenos
de mariuha devendo remetter-Ihe o plano
do arrolamcnto do lugar de Fora de portas.
Dito Ao inspector geral das obras publicas,
jwmmumcando-lhc o conteudo no precedente
ollicio.
UflO.
EXTERIOR.
F^LIrITO
CM AMADOR.
Estavo os movis amontoados junto ao li-
miar da porta e o pregoeiro publico chama-
va em alta voz os compradores. Alguns pas-
sageiros paravo ^ porm mal lancavao as vis-
tas sobre os objectos expostos, continuavo o
se4i caminho. Os proprios mendigos passavo
sem Ihes deilar un. olhadura de inveja. O
pregoeiro calou-se cansado de seus vaos es-
fort-os e abanando com a cabeca :
Ficareis com elles pelas castas, mos-
tr Caverdone disse o pregoeiro a um velhi-
nho de oculos que eslava de p a seu lado 5
ceeio q pobre que compre os tarecos da viuva de Pe-
legnno. Tudo quanto ahi est nao produ-
zir trez ducados, em moeda.
E a infelia deve-mc doze exclamen o
velhinho batendo com a bengala no chao.
Doze dvewJos iacob, to cero como ser eu
fhnstao. e talvez maas; porque eu tinhacon-
ianca no marido ; e foraecia^lhe essencirts ,
pHice e tintas sett* assentar maitas ctMrsas.
tes de pagar ?..; Vedes vtis o que aquelle des-
granado borrador me drxou em pagamentD ?
tarecos urna mulher e quatro lilhos. Nao
se pode vender a mulher nem os f+ios e os
t arcos di-eis vos que nfio vafent trez duca-
dos. Ah coitado de quem tem afguma coli-
ga de seu,. JatsolM todos Ihe ehvpfto enga-
nAo-n'o, esaco-lhe... O porteo publico
0|hou.para traz de si.
Nao fallis Wo alto disse elle em yqjJ
Lisboa 15 de Dezembro.
Ri'trospeeto poltico.
A rajnha est raslabelecida a ponto de ja
ter janUidoa mesa com o prncipe Alberlo, e
com a duqueza de Kent. A rainha mi tem
experimentado considera veis melhoras.
Causn grande admiraco una ordem do
governo desappi-Qvando a conducta daquelles
pregados que interviessem as eleicoes a
favor de particulares candidatos, como li-
nha acontecido as ultimas eleices geraes.
Parecco esta ordem exlraordinaria por ser
considerada comoum repudio da interferencia
t
baixa; a viuva est alli atraz com os lilhos .
e bem sabis quanto coracuda ; ella toma-
ra o que vos dizeis por um vituperio. Do-
mis mestre Caverdone nao ro por culpa
de Pelegrino que a febr o levou.
Nao, mas foi por culpa sua que elle me
tomou drogas por doze ducados.
Elle vos pagara Se vivesse.
*** Estou bem cerlo disso.
Entao de que vos queixaes ?
Como de que me queixo exclamou o
Velhinho irritado ; de que elle nao terina dei-
xado com que saldar a sua divida... Eis ahi co-
mo sois vos oulros plebeos ; vos vos uns con-
tra nos!.. Dii-se-ha que o coveiro passa
quitac^'to de todas as dividas queiles que en-
terra Saliei que ninguem deve contrahirem-
prestimos quando pode morrer insoluvel.
0 pregoeiro encolheo os hombros.
Ah r meu Dos! diz elle a probidade
dos pobres. nem sempre depende d'elles ; ella
tambem depende um pouco da Providencia.
EHtt stj ptkiem pagar eom o seu trabalbo;
e quando Dos Ihe tira a saude nao sao el-
les que licao responsaveis, mas sim Dos.
Quem sabe mestre Caverdone se os vossos
doze ducados nao vos serSo levados em conta
para comprardes o vossso quinho no para-
izo.
O velhinho tomou um ar escandalizado.
Nao gracejis com as cousas sanias, Ja-
cobo disse elle speramente e cuidai antes
em Chamar os freguezes" do que em passar
por espirito forte.
Jacobo obedeco sorrindo-se, em quanto
que Caverdone. se approxiniava dos movis
dispersos sobre a calcada, para ayaliar de no-
da enroa que se nao sperava da adminjstra-
gan Tori.
A imprensa franceza oceupa-se com o
pmcesso de Quenisset, ql)(. (Tevia commecar
! a tractar-se novmehte no 1. do corrente me/.
Quenisset acensado de mais douscrimes ,
o primeiro de tentar contra a vida do) princi-
pes o segundo de conspiraco Contra o es-
tado : nesle ultimo sao compreheiididos lodos
os presos, mas s nove sao acensados de com-
plicidades na tentativa contra as pessoas re-
nes.
O Monitor diz, que quan lo o rei eslava
p.issando revista as tropas em Norgent, um
soldado do segundo batalhflo de caeadores de
infanteria proferio algumns expressfles in-
sultantes, e tpie fora immediatamenle pre-
so. Pelas indagac/ies a que se procedeo ,
verificou-se que estava pe.ifeitamenle be-
bado.
0 Conliliioional afirma que ao governo fa-
Ihara o mais ellicaz de todos os meios a que
; recorreo paraobler urna maioria. Alguns ho-
j mens.cuja entrada 110 gabinetedevia firmar o
I ministerio mal segnro,narece qu* tem bpposlo
a todas as proposicoes que se Ihe tem feito li-
ma recusa peremploria e definitiva. Nao qn-
seram entraT com o ministerio de 2!) de outu-
bro quando a inda nao linlia commt4|i-
do faltas hoje que t) mal est feito sao cons'e-
qunlesam renovar n sua rocosa.
Adazela de Franca diz que lord Abordeon
pedir no goverfio francez em una nota que
relirasse as tropas enviadas para os Pyreneos.
Aislos atlribuea Ifiguagem dos peridicos
niinisteraes. viado algumaspor necasio dos acouCecimcn-
tos de Bnrceltia negam que eegaem se-
ouer a melado do numero que se tem pu-
blicado.
Nodia28 do ultimo mez levanton-se o
estado de sitio em que se achava Barce-
lona.
Logo que se nnnunciou que tinha cessadoo
estado de sitio o presidente do a Um lamento
conslilueional, mandn suspender lodos os
seosaclos c reunir a corpracao a fin de
dispnr o necessario para que entre em func-
cao o ajuntamenlo legal ou propretario.
Tambem se reuniram varios individuos deste
ultimo para oceupar seus postos visto que
smente os-cederam a forca protestando, que
os recobrariam logo que esta sessasse. o-
zeam-se logo de ambas as corporagfes para que tudo en-
trasse no seu estado normal.
No dia 5 reunio-se o conselho de guerra
permanente para ver o sentenciar a cauza for-
mada contra o coronel D. Fernando Fernan-
dez de Coradva (prfugo) que se supunha
complicado na hibeliao de outuhro. Parece
que sao lao insignificantes asaecusaroos, que
resultan! contra elle que o conselho o ab-
solved.
Em Portugal progride o governo no so sis-
tema de opp'ressao o lauca mio de todos os;
meios ilegaes, para vencer aelei^o da cma-
ra municipal; mas de esperar que seos es-
toceos se ma logra rao, e que. ten hamos cni
IN1 una cmara munieipal que ze-
le 08 inleresst's dos seus concidados. con-
cordando com elles em repellir lodos os abu-
sos do poder.
(Nacional).
IIIAHIO DE 'EIIMlllilCO
Pelo A trica ro tivemos mais algums folha-;
de Lisboa, que alcancao al \o de Dezem-
bro prximo passado das quaes transcrevemon
boje no lugar competente os arligos que jul-
gamos inteii"ssantes e continuaremos a ma-
nila. As noticias de Hespanba chegao a 7
1I0 mesmo mez.
DA IXSTIH:CC.V KM RELACAO AOS DEVERES DO
iio.Mi:>i.
vo o que poderia apurar d'aquillo.
Todava 011 porque a pobre viuva do bor-
rador nada tivesse ouvido do que se acabava
de dizer ou porque'pouco se Ihe desse dis-
so ella nao tinha mudado de gesto nem de
altilude. Assenlada no chao nao longo do
batele da porta ella tinha nos bracos dous
meninos quasi da mesma idade que disputa-
vao entre si as trancas meio desfeitas de seu
cabello ; o terceiro rolava a seiis ps e o
ultimo enlrancava cantando algumas felpas
de palha arrancadas do seu horco.
0 semblante da viuva era tranquillo sem
lagrimas nos olhqs, nem suspiros nos labios.
Era urna resignaco mais dolorosa do que a
queixa, e mais ameacadra do qie a deses-
peraco 5 era aquelle lgubre aliandono de
si mesmo que faz com que se caminlie na vi-
da como o condomnado ao cadalalso sem in-
certeza sem precauo/iO, quasi framente,
portiue o resultado inevtavel ecerto.
'-'"Entretantocomegaro a njutitar-se algumas
pessoas em torno da mesquinha mobilia cuja
ventla o pregoeiro annunciava.
A imi(at.:ao rege o mundo dos bornens as-
si m como a atlracco o das cousas ; a lei t-
nica, Sobievia^o novos passageiros por seu
turno e paravo porque outros tnhao pa-
iado; conde ha pouco ninguem havia, bou-
ve bem depressa una (mullidao. Ninguem
com prava mas todos ol ha vao sem saber pu-
ra que. Cada qual pareeia in^iios curioso do
que va do que d'aqarllo queextt&Hi a curio-
sidade dos oulros.
Dous Cavalleiros que passavo foro de-
udos pela muttide qoo a tempr crescendo.
Poisque lia i' perguutou o mais velbo
MPLAR ENCONTRADO
Ilasla qualquer simples observago para re-
solver a (piesto relativa instruego popular.
O ensino publico considerado como doutrin.t
de direilos nao tem base verdadeira e faz,
nas(vr ideas falsas e s'proprias para descon-
tentar os horneas com a sua serte tornndo-
os summamente pergosos sociedade. Con-
siderada poreiu domo doulrina de deveres s
com aquelle ar de arrogancia desabrida quo
faz reconhecer mais d'um Inglez no conti-
nente.
Se fosse em a nossa boa cidade de Pa-
riz mylord respondeo o oulro com um
tom adamado e acucarado que distingue os
Francezes nas quatro partes do mundo eii
vos dira que una porteira que est dandi
110 marido ou um galo a que eslao cortando
as orelhas.
F' menos do que isso Sr. Franoez
observou sorrindo-se .um Judeo, qne tinha
ouvido os dous cavalleiros.
Pois oque ?
E' a pobre mobilia d'um pintor morto
ha das a qual o mestre Caverdone manda
vender.
Quem esse mostr Caverdone, fazei fa-
vor de m'o dizer ?
E' um mercador meu cavalleiro que
vos fornecer tintas pelo mais justo prego se
quizerdes.
Ento tu nos tens por pintores inter-
rompeo o Inglez com um ar enfadado.
De cerlo este Judeo adianta-se acres-
cenlou o Francez promptamente. Sabe, ma-
roto que fallas ao Lord Pembroke e a M.
de Vivonne.
O Judeo mudou de semblante.
Lord Pjinhrokef disse elle; ser aquelle
rico amador de quadros?...
Justamente.
Ah mylord, quo opporlunamente vas
encontr Tenho em casa obras de todos os
uiesties de Hespanba e da Italia.
Vlglc/ olhou paca -r.
Como le thainas .'



^.j!es>fcj:"^ff*f!
lu
... .-\
.-.__..-
2.
'!" hlf efiMloa sal.ll:ir />
l"'o Mi7 eiuMios salul.tr,*-* b mlleos e palpa,- rentes a uatuivza dos cstudos osembarcos. mar; a cpoeha em que os homens examinan
Veis, Aeriesreuliircim-.; ,,, a l.mliiiia dos pro\eiii.-iu>s .la ignorancia fi iiihahilidadolos^iiilt-s de julgar .' S enlao qucelle* secon-
ueveres supurada 4\ inslmocao seria pe- pedantes. E' miste.-que baja niclhndos pa-; vencerao de que Ibes coiivem apreciar ttitioo
U4''"*" 'uiv.-nuvi mi^.Io u antes tun in- ra iodo o genero dcapplicaC'o.Nu.n secu- me 'or tl *'" 'I"" se deixein fascinar por
v.-ni ilfs-uK.i fo para nos sujeilara deveres lo .-ni que as artes teni l'eilo iicalculaveis pr-i prcvences le 0(>slumes o;i por nutras quacs-
l'.ctn',o, oecultaudu-uo>-o eo.dieeimentw das grcssos e ci> que mis manufactura* e l'ahri- ; t|H*i* causas e vas llusoCs.
xenbideiras ohrig-.rVs. Qnat.to mais se di* as se. eouhvcetu qnolidianos molhorainenlos Quando ii'iun esladh lia h tus systemas de,
conrr sfbre este assuinpto oais se con he- I devoremos acaso guiar a arte de instruir a nstruccao elemental, pode conjecturar-se
cera que a instriuvao e -.1 diilrina dos deve- duear oshome.is por. mu trillio tortuoso ? O! quo as mitras partes da instrucciio publica
res sao as nicas, que podeui desviara que ludo isto desgracadamente prova que os I devora milito ein breve ser levadas perfe-
espocie iunuami dosmales que a tem feito j paisenram mais de procurar riquezas do cao. Nesses pai/es todos os espirito* tlldfem
girar n'tiiivcirenlo de rovolurnes. A instruc- que de educar e moraiisar os lilhos. ao inesmo lim ; a authoi idade protege os seos
cao prudentemente dirigida, e espalhada pe -I Qm 11 lose nao tem delirado uestes ultimo] esfogjo ? as classes pobres deixam de sar
las uiffreiUcs condieoes da sociedade a l>- lempos acerca dos svstemas elementaras i1 ignorantes, e as classes ricas procuran? ins-
solutamenle necessaria para ensinar aos no- Pronunciar sentenca antes de examinar as truir-se^aindu mais a lim de cotiservarem sabe viver sem o passado. Os Portuguezes
mens o moilo de conhecereni e de cumprirem provas usanca vclha dos partidos O^n- superiqftdade sobre aquellas.Que nobre con-; sao nicamente os herdeiros de seos antepas-
os seus deveres. Os pas de familia leem strie-: sino mutuo a principio tan exagerada-' curso para o bem 0" espectculo lito oppns- Mdo*. Nos seos caracteres nada de serio dor-
io ao que apresenlam esses pai/es desgrana .los j cobre-seque seja de importaco estrangeira
aondeosque mandam embrutecem os que Mies mi devido ao nossoseculo ; ludo perleneeain-
sa< sujeitos para se nao verem obligados a I da ao tempocavalleirosos. Seo nom primitivo
procurar nslriiccao para si mesmo Naoe- se ha deslustrado nenlinm oulro se dileron-
quivale esle pntceilimeiito a impedir que ciimpram com os seus deveres para nao niosev, nao se ha metaniorphoseado. A
seivui obrigadoi a la/.er o inesmo ? | situajao geral da sociedade nao se pode expli-
Km todas as cacholas}., desde as maisele- car, se nfio pelos seos antiguados costu mes .r
mentares at as de superior nstruccao devej natureza doi golpes successivos ff lia solrido.
cas, e as formas de gov.-ino que ellas produ-
/i'in nao nos sao coi)decidas. r,m pol|Uga|
sao de interesses quaze secundarios. |)a m-
luyao das qm;s,tes constitucionaes nao de-
penden! somente a torca v o descanco desse
pai/ l'raco, e atribulado. He bem sabido por
quein tem estado algum lempo nessa trra,
de tal sorle que ein lugar de, se experimentar
comhina(;cs artilicies, nao se alento as for-
cas vivas da nacjio causa de sempre hitar con;
um despotismo injuriozo e urna. anarchia
destruidora. Ossuccessos que dispo/erao de
sua gorte I he sero estranhos levado por um
movimento lodo moderno parece que nao
pri...
la ODrigacao de tloulrinar seus limos as f.n- meul'* louvado est agora condemnad.) a
i!ieira.> noe.M's tanto no que diz respeito e- nina especie de-proscripcfio. Os erros dos >ar-
xistencia,,como ,i c'iCa de niliitos pontos re- lidosraiisaram nao pequeos males e dissabo-
Ialivo-a vida e sua extrema iulltieucia. lis res e por isso Iw+m notar os que trazem a
quedesi'iam pie a classe india ja/a em supi- marca do ridiculo. No lempo da guerra en-
n:i ignorancia nao veeim]iie, se o seu s>sle- In- Inglaterra e a America, con testa rain os
na justo devem olhar como nt-is i proprie- ingle/es a importancia das escoltantes descu-
dade publica qnesne.f meio.i cm (|ii^ se b.-rlas de Prakjin si>bcc a eleclricidade ; e
possa augm-'nlar (inum'ro la< pessoas mise-; urna especie de charlalio sa eucanvgou r;
aveis eslnj.idas egrossena, ; e (pie de- p.ovar publie nuenle en. Londres, que os con- dominar um grande pensamenlo-o (|e ..icu-j He ,Kns necessar.o para-eoiihccer-sc Porl.i-
em tambem rrancam-n!;- roufaar ata a- j ductores de pona nao altrabiam o raio. Sen-|Ur IWH espirilos as sublimes mximas do E- gal, saner-s a sua tus tona e anda mais
ham conveniente a existencia a genlalha nos do nimia mais do uua tildo cuno*,, n bave- vaugelbo. S. inspiramos aos bomensoamor as tradicoes que encadeao as ide.as. All
V
cllam (-uvcint'iiie a existencia na geiiiama nos 110 anda mai>Uo q
estados .' Ksla Iheoria por si mesma se refu- i rein-se lirado os conductores' que bavia n'um
la. I.auceinos Iiomens aiila'dos e de boa f dos palacios lea-s s<) por simciii invento de
tis olhos sobre alguns condados da Irlanda e fYanklin enlao muilo odi^ido ein Inglaterra.
Escocia e digam-nos se a siluacao lestes pai- l'in parlido raramente commelle erros, que
/es levo Causar nveja aos outros nao tenlkiin analoga com outros pratusidos! ns iinticar-llics-bemos virtudes imcomple-
.\Yi()(li/.einos|ii os agricultores e opera ri- j pelo parlido contrario. Em quauto una com- l;'s rormando disci pillos sem loica para ven-
cerein obstculos e revezos, lia una idade
ein que a rasao ja/ adormecida e na qual as
de D.Mis sem Ibes lenibrar o amor dos Iio-
mens educaremos myslicos 011 entes imi-
tis e perigosos se Ibes inculcannos o a-
mor dos Iiomens despresando o amor de D-
se achao os seos senlimenlos, se anda exiptein,
ou,pelo menos as queixas populares; maso
povo he como as ondas que se levanlao a por-
porQn do vento. 'Ouaes sao os ventjs ?
hunde vero a tempestle ? Os partidos, os
governos tem occasionado as agilac;oes de
Porlugal seos actos deprimirlo a nacao ,
que sem se deixar |>enei.rar pilas ideias li-
. manas"ten7Todi"va"aiT^ ,!,._! beres abrio-lhcs um caminho fcil e en-
>s. K- miste, lixar ideas mais exactas da nados maos da oulra chrisl:\a sao discipu- vert ser encau.inba.las pela estrada do bem. f'-aipiet-eo-se s.m se Ilustrar. Nao existe har-
inst.uecaoeseusrcsulla.los. As escb.das e- |os de mu dos Iiomens mais nolaveis ipie a <> Ihmii ludo o que inspira o justo amor do l""l,'l"", lwir eo povo. Neos hns sao
pai
os devi-ni saln-i lr para se eniregarem ex- batem com violencia o en.dno mutuo cen-
e!i:svaiiieiite leilura : se o l/essein obra- suram outros com a/.edume o ensillo simulla-
riain contra o recto jui/.o e inh-ressespro- neQ.- Ha milito quein ignore que os denonii-
.,!,; i orias polticas, que nao tem podido curar seos
Pmpoas laculdaJes ratellectuacs. Oualquer dos mais dignos 1110 lelos que se pfcssam apre- em que elle .so sent a lleiuVs con lusas. >"-1 m^AJn.^ dvlJi
homem que teuba apprendido a lr esc.,'- sentar aos amigos da b.imanidade. 0 virtuo- ao leni|Ni em que exercila urna rasao ja de-, 'ls '^V^lr,Ln^ 2Tlf !!Sr
ve,-, e calcular, emboca nao baja abe. lo um so IVlasalle Convencido deque para agradar! senvolvida as escliolas da philosoplua do
Itvro em todo o curso da viiia hade ter sem-1 a Dos era necessario ser til aos homens
pie mais inlelligeneia e por fosequeticia j nroeurou por todos os.-modos cumprir cornos
ser operario mais tiabil (Ib que o individuo seus deveres para com um e oulros.(ho-
mnido.
falto He di.'senvolviinenU nienUl e qiiejaza i nheceu queiim dos maiores servidos quu po-
coiisequencia em complela ignorancia. I dena prestar sociedade era o de concorrer
tara o melhoramentb dos coslumes das classes
Ha livros cuja leitura indispeosavel. As
aricas qno frequentam ai eschias sao as
etor aprendem o ealhecis/no estando
. ;i:ando crescem para enlenderem o
,-elio e o 11 tros livros ao alcance da in-
pobivs ; e para o conseguir, coiivinba reu-
nir M creancas em escholas preparando-as
por meio da inslrucQao para serem cluis-
laos operarios e pais de familia. F.ntao
( Do Panorama.)
POUtlt.AL.
dbsdr v nevoncAo de 1820.
carcter nacional fra o mesmo que estudar
anda boje a sociedade contempornea ;
descubrir OS causas que o tem agitado a vinte
anuos 5 seria conhecer os governos e partidos.
IV-rguntarei para o passado quaes foranas
i causas que produzirao os coslumes e ideias de
J Porlugal anles de examinar que polilica de-
Portugal esta tilo ..mdo a nos por *uas re yo ^ ^ ^ m g
volucoes como alastado por seos eostlimcs e nQ J|yre g ^^
sentimentos que he mu d.ll.c.l coneeWr u- IIum fac( eujasconsequenciasaimla boje
do quauto ba de diferente e opposto na s.lua-, K fa/(,m S(!|jli|. d(>mina ^ ^^ *
1-1 i\ ... .. *
dirigida.
Com ludo oa|>erfeicoainenlo do syslema
rinslrucgo encontra sempre impugnadores ,
|o somente em relacio a poltica porein ,
o que ainda mais para admirar pelo lado
Iliterario. Nao falla quem repita com ar
ife s'm'ment esta especie de adagio : s
sf sabe bem o que cusa a apprender. Se es-
:' principio exacto dizia cerlo homem I-
lstrado nao ba a menor duvida le tpiu os
res mestres .ao OS melbores :e indubi-
que ser em todo os tempos dos mais uteis e
por tanto dos mais helios inventos do espirito
1.imano. Como fossem necessarios meslies
que po/essem em pratica este metbodo pro-
pagando-o e perpeluando-o o abbade Delasalle
fundn una sociedade religiosa dedicada ao
ensillo elementar. Mil obstculos contraria-
vam o eslalielec.imento deslas escbola ; ca-
l.uniiiarani-no promoverani-llie processos .
eos menibros la socieilaile fora.u multados .
me
nao
le, que se coinrroinetlem nos negocios | zas e ,l)e|.ua(]es. Longe disto. Quando
lo tem ...na vida co.im.mn com luda a naco, a d|1.isl.-, d(;i,.amada uo vk> m ((S
esta torna-se ignorada ou des.-onbeeula. O ,k>- ii(|MS os gUrn estrangeiros forao con
v, procura os que tallan e esquece-ue dqs gidertldos libertadores; eiles achara. o pai/
mais elle ouve as palavra* despot.snm. h- abandonadu e ,, (|UaSl. hlCullo *,.
bordado, igualdade, e privilegios pwua- mof(Mse IU!Ccssai.io perseguir de continuo a
de-se que ellas tem a mesma s.gn.l.eacao em ft() V(.nt.ida a p0pU|aCao chrisU mes.no
toda parte, e que na I- rauca e en. Portugal Inais inlllia ,U0|.011 e| to,Jog .
...teudem-M absolutamente daiinesma sorte. techfentos all se associou. Cada combate
Anda .pie o lempo soja amante dos para.loxos; ,,ava_I|lc um noV() ^ ^^ y ^ |m
e salteados no meio das mas h.ctando no 1 to lav.a mn|em ha que se persuada que a I. ^ glorio/os us e seos valentes cav-d-
uvelmente cerlo que sem atlencao nada pode j espaco de vinte anuos contra todos os embates | tterdade e o lespolismo wuieorrao modicanien- h.irQfi ? uns C()I1Sl.,.vai.ao sua i^rdaje
. ...;>er-se ou adquirir-.se pelo lado los mnhc- j Ctm ipoo ,s giierreavam o interesse a igno- ( sobre a sorte dos povos. Deve com ludo sa- 0itios'suas Ierras e todos una patria \
< i.i:,t*ntos humanos. Sao bous metbodos ns j riinca e a ma f,'. nica recompensa que | her-se que tem independen temen le de toda hston rlesperlam a atlencao dos discpulos ol,,uas sempre leem os homens de genio, e | eombinacAo poltica alguma coisa com os [iit-w J(,sses setmieilt'os d'odioe' iiivi >ia que
o accrescentam as dilliculdades nln>_ I j^mfeitores da biimanidadc. E quau.Io as - A!i! Ali! com eleilo ,- j.i me tinhaoda-
i 1 nom. Dizem que s un lino ma-
; que compras a pe/o de cobre e ven-
zo de 011ro ; embora. Tens quadros |
uto ? ; 1
Trez seiibor.
Crespi .'
Sfifos
de Duminiquin .'
A' vonlade.
\ te.i residencia ?
1 In'a disse.
i >;ilo que Lord Pembrokea escrevia,
Comprehendeis mylord como se possa wH a tirar partido do gusito do lglez |ela pin- j lonl.
ver, estando exposto a isto por do/e ducados ? tura ; mas algi.ns passos distante oulra pes- -1*-' o mostr Stella senlior.
0 povo nao tem precisos, observou pbi- son |ireslava igualmente o ouvido a conver-
losopbicame.ile o mylord. sacao desles dous estrangeiros: era um ho-
Elle bem feliz Eu gasto tre/entas mil | mem d meia idade vestido de preto, e que
libras por auno, e falla-nie ludo !... Por maisis tinba de notavel a vivacidade maligna do
que derrabe as nimbas matas por mais .pie 1 oltiar, Tinba-se elle sonido ao ouvfr os
venda as minbas rendas de torra, por mais qiieixunies dos dous cavalleiros sobre a pobre- -Talvez seja alguma obra prima,
i (|.ie faca augmentar as niinhas penciVs nuil-;/a da lidalguia e Ibes bavia laucado nina M. de Vivonne com iiidferenca ;
0 pintor ?
Si.u um dos mais linos entendedo-
res,
Tara por ventura algum merilo aquel-
la quadro ? c
disse
quein
ca tenlio du/entos lui/.es de meu. julbadura irnicamente amarga para a qual sabe ?
Al. quem pode boje vi ver senhoiv'' nao tiiihao elles feito reparo. Neste momen- Em caza d'um borrador !
Aqu estou eu que me aclio alcanzado em seis loo pregoeiro expunha venda um quadro
mil guineos das minbas rendas. de fumo.
Ja mo basta a lidalguia, mylord; Pois tamb.'m ba quadros? perguntou
pregao, o xV/.-se em leilao um mister lanzar conlas vid* como faz apeo- Lord Pembrnke rindo-se.
ingueiu offiweco preco algum por I nagem ; baixeza. Se en fosse mais rico., Alguma tabolela dj mercader de macar-
rijncz fez sa ohserva^ao. deilaria aquella infeliz os doxe ducatlos; mas rio que teria lirado em conta ao tal borrador,,
Hade CUsar a mestre Caverdone a en-' () jogo tem-me arruinado.
iNida disse o Judeo.
; '-be iiiiiito.'
. r-ados senbor '
_ 1 i v.- nao os pode obter ?
*.:o.
.1 v.uva nao tem amizades ?
pobres observou Israel.
E a niim os quadros. Ouem acredi-
tar que ha ponco acabo eu tl<" ollerecer a um
velbaco de Rotterdam cincoeirfa mil escudos
pilos quadros tos Selle Sacramentos de Pos-
observou M. de Vivonne.
A seis paolos, gritn o vendedor.
Nao os achara disse Israel.
Iluiive algum silencio.
Don trez ducados disse de repente o
sino, e que elle os engaita? Hei de ver-me homem vestido de [.reto.
na necessidade de ebegar a oitenta mil, e tal- l.evantoii-se um sussu.ro na mullidao.
Trezducados! repeli o bulen admirado.
\r/ a mais.
uloS! repeli .M. de Nivoime. = O Judeo linio esculav:: b>Hl decidi !,)!!!!!'. e esle homem*? perguntou un-
Por que nao ?No se acbou ha ponco, um
Corregi que servia de sobre porta a um
fabricante de bu toes ?
A trez ducados, continuou o pregoeiro;
nao ha quem mais d ?
Dou quatro ducados gritn o judeo.
Eu oito ducados replicn Stella.
Dez ducados !
Do/e ducados !
Houve una pausa 5 Israel pedio o quadro
para v-W mais de perto.
E' escusado interrompeo vivamente o
homem de preto eu dou vinte ducados.
( Loulinua.)

MELHOR EXEM



J
\
bres. A catiza dcsla diferonea he mui sim-
ples. A origeni da nobreza portugueza foi a
I ibordado do paiz ; a origcm d nobreza eifl
quazi toda a Europa lio a conquista.
De orle que as duas grandes elasses qua ,
pin toda parle dividem a sociedade pare-
cen! unidas por um laco de oonlianoa, rospei-
to e familiaridade : singular mistura que
um Francs! apenas condece. Q decurso dos
accontecimentos augmento ainda mais a har-
moniu que se tinha to fcilmente estable-
cido entre os guerreiros e seos companhei-
ros. Acivilisazo romana tinha deixado pou-
cos vestigios eni Portugal: se a linguagem he
latina e simulada d'um rellexo arabo to sentimentos primitivos, todas as Irberdades
sao d'origem germnica e o carcter dos vi-
sigodos domina sobre este povo filho da f,
e da cavallara. Dopois do governo dos Mou-
ros nao exista o maisd'aquellasdades, cen-
tro das sociedades particulares onde se po-
derla formar um corpo de cidadaos com inte-
resses diferentes d'aquelles das o ti lias elasses
da nacao. Ella nao tinha diante de si se nao
um s estado de coizas mais aristocrtico que
i'eodal ti toda a sociedade nao era inquietada
ncm pelo desprezoeminos por rivalidades. A
nobreza havia forma lo o povo e com o soc-
corro (Peste ganhoa sua gloria c poder;oPor-
tuguez pobre nao conbecia outro me para se
engrandecer si nao o das armas dado be nobre diz um vellio adagio nacio-
nal. Neo se ofTereeia outro caminbo que po-
desse excitar mais ambico. Nao se empreen-
diao guerras sitia para conservacao oro-
nmm o por um zelo religiozo, que devia es-
treitar a uiriao dos eliefos com os soldados e
produzir um fin sagrado aos esforcos de to-
(his as elasses.
A lembrarca dos seos reis, e gucrreros dos
priineii'os lempos nao lcou Wo profunda-
mente gravado nos coragoes dos flbrtuguezs,
si nao por" que reconhecio n'elles os salvado-
res da patria e defensores da f. Nao ha
um s homem do povo que com patritico en-
tusiasmo nao admire Albnso Henriques o
primeiro e maior de seos reis o ven-
cedor dos Momos e de Castclla. 0 coraro do
mais humilde enche-sa d'um legitimo orgu-
Ihoao pronunciar oglorioze nome de Alju-
barrota. > Como esqu^-cor Jlo 1., o glori-
ozo bstanlo e o seo magnnimo Cond es-
lave! ? Nano Alvares foi o mais potico dos
Gavalleiros portugueses. N,io he > diz Ca-
limos h um homem que se lauca ao combate,
he um Leo que salta ederrub os mais for-
tes trincheiramentos. Portugal era justa-
mente fallando mais um ninbo de hroes ,
do que a morada d'um povo. Sempre com as
arjnas ras maos foi-lhe necessario que seos
cavalleiros apenas vencedores dos Mouros,
del'endessem mais d'uma vez, suas conquis-
tas contra os castelliauos. Muitas vezes se li-
garo com aquellos novos adversarios para ir
pelejar em nomo da religio s.-os amigos
e inveterados inimigos. Todo o paiz na., foi
por muito tempo mais que um campo de cru-
zados ; elle se fortilioava do continuo ueste
espirito guerreiro e ehristo que havia pre-
ztdido a suacreacm. PoIc-se ainda descobrir
vestigios Das comjndas d'uma das tres ordens
rchgiozas, que qua/c todos os grandes de
Portugal possuem hei-idilariament ,ecujas
insignias Irazem.
lias, e o r.ome do afamada chele deboixo de
cujas ordens vencer os iniicis. Tinha-se por
feliz em deversua fbrQuia ao taJenW dornpi-
to, o denliiicar desta sorle o gozo de sua
existencia e a gloria de sua patria,
( Continuar-se-. )
( Traduzid do F-aucez. |
MKSCILANEA.
A moralidade d'uma aeco depende do mo-
tivo porque a praticmos. Si cu atirar ,
por cxemplo, com um peso duro hespanliol
caneca de um pobre na intencode l'ha que-
brar e se elle apandar sein daino a moeda
e com ella comprar vveres para manter-se ,
o resultado foi bom ; mas a aeco, da minha
parte, foi oulpavele iniqua. o= Dr. Johnson.
As colonias nglezos se estivessem reunidas
formaviio urna rea ou superficie de duas mil
e duzenlas milhas quadradas; tem de costa
martima vinte mil milhas nuticas: a popu-
lacho deste immenso territorio calcula-so em
cenlo e cinco milhesde habitantes; 7o mi-
Ihes dos quaes sao indios. milhao e meio
calmbeos e scismaticos 2G m Ihes maho-
metanos, e uiilho c meio protestantes.
: nome estrada de Santa Anua ; ras da Casa
Forte, da Campia do Pinheiro, e da Pi-
; tombeira ; estrada do Monteiro ra do rjies-
mo nome ; lleco d( Ouiabo estrada do Po-
co ras do Caldereta) puf delraz
da casa forte do Poco, do Rio da Poeira ,
da Igreja, Nova, e do Ouiabo : adverlindo
a todos os seos eolleetados (pese nessnsoc-
j casitas nao derem os esclarecmentos precisos
para o dito lancamento se proceder o mes-
mo pelas informacoes que po.lerem-se obter ,
I embota estas Ibevenhao a ser prejudiciaos.
| Outro sim faz constar aos meamos e a quem
mais convier, que nos dias que tremediat aos
do lancamento far a a.-recadacAo de todos os
Impostes a sen cargo, -no lugar j animnciado,
e
uestes esludOS as horas de sua assistencia no
collegio.
O Kslabelecimento ja tem proporcoes par
administrar frequcnlemente a todas as edu-
candas banhos tnteiros (penles e fros no
interior da cusa indcpeiidenleniente das la-
vagens parciaes que sao de todos os dias.
A Direcco do collegio ontender-se-ha com
os paes das meninas- que n assistem na
l'i ara para lacilitar-lhes os meios de mandar
lavar, engomar e entreler em boa ordem
roupa de suas Albas.
T H K A1 R O.
Estando prximo o tempo de se abrir o
impostes a sen cargo, no lugar ja animnciado ...","" k' mpo uc se .inrir o
oque limlodito lancamento, far xecutar ,'" VV-!l H WWWitattes Dramticas,
a todos os devedores seni exceeo alguma len ^'"Prezano recebido as tsoieccoes
Coll.'etoria de Olinda de Janeiro de 1842. !'a0 m daS **" d A,c,,ivo Tliealral de Lis-
/., lita. III.IS ;is incln ii ,i- :.inl,. ... .. .1____:.._. 1
; jan
O Escrivao.
Joo (ion sal vos RodrisrueS Franca.
boa mas as inelhores avulgas iezejando
i apieseula-las em Scena com a pompa e bri-
Ihantisnio que requerem ; convida aos aman-
DECLARACOES
\ice-consulado de S. M. Catlica em PernamrP8 ('- V 1),a'nutica para a formavao do
buco. muil sociedade rbcatral, com posta de 52 so-
Para conocinicnto del comercio extraiiirero C,USi A* ta"tS serem us can,a,ot,'s dispo-
se transcribo il se-u i ni- : "Uveis) dando-Ibes o Emprezano .f grandes
!-" Secretaria del lapacho de Estado ,sl"'ct;'c"lS *-'"' "z que deverao ser
Habiendo-so ntalo con sentimento que los "T ^ n U" d,u,"Kos orno melbor rc-
capilanos de buques mercantes extranaeiros Wt. ,recv' da Sociedade que se reu-
nir : locando a cada socio (i bilhe.es de Pla-
MRZV 1(0 CONSULADO,
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade ca-
valleiro da ordem de Quisto e adminis-
trador da meza do consulado desta cidade,
porS. M. Imperial e C. que D-jos guarde
etc.
Faz saber que so hilo de arrematar na por-
ta da mesma huma caixa deassucar B nume-
ro \i, no da 2ido crrente, aprehendida
pejos respectivos empreados do trapiche No-
vo, por inexactido de tara e:n cujo din se
linda o pra/.o marcado no respectivo regula-
menlo sendoa arremataco livre do despeza
ao arrematante.
E para que chegiie a noticia a quem con-
vier mandei afixar o presente edital, c pu-
blicar pela im prensa
Moza do consulado de Pernamburo 19 de
Janeiro de I8t2.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
que Vienem a puertos espaoles no observan : lCalI," cati!l w bilhe.es de Pla-
cou la pontualdad debida los reglamentas f V^ST' U'" Ca"'a,"le Pela
y disposiciones concernientes su entrada v ;,|uailUa Ue 3b res cada mez : tocando
despacho, y como receon timen lo habise o Tr Cn*Hl,,e"c'a a c^da socio inencalmen te
corrido enCadix que um de estos Buques; .T 2.4 b,lhel"8 do P,ata t bi"
doalavelav:;aIefurlivament,-si,. i,a|M. _il,eles barandas: desta i.ianeira o Kinprt-
dio a la vela fsalio furtivamente sin haber si-1"'"-"' uo',a!,UU3 ; UU3ia auara o ismpre
do despachado por la Capitana de puerto ni Za" ,"a d"VM,a pocJer suste'la' -' wu|mu-
haber obtenido patente do sanidad, dejando I ,a,"ut,Ca ,e aprezenlar em Sena bri-
fuii-i i-.ni.. .1. ....:.r.____ i.._ j .* manes esoeetacu os novas mniuru ., .i
por lo tanto do satisfacer los derechos da al-
mirantargo la regencia provisional del Be-
oraces adquadas. A Sociedade devora ter
feito a sua installago the o dia 20 de Feve-
no ha tenedo a bien resolver por el ministe- -^ a SUa '"slallaa.the J > de ft
rio de Hacienda losoguinte : ,,!lro ')a,ii tJar Pnnciwo aos Espectculos.
t CIB I t____ II.
A V I Z O S DIVERSOS.
TE1RER06 BE MAll.NIU.
Tendo-sc de proceder a medican c avalia-
co do terrenodevolulo de marinhas, no lu-
gar de Fora de Portas, da parte do mar ,
concedido pela presidencia da provincia a Joaa
quim da Silva Lopes, nos fundos (\i^ urna 8U0
propriedade de casas defronle da Igreja d,.
Pilar, de ordem do Sur. coronel'inspecto.
geral das obras publicas convido aos ronces
sionario, hereos, e miis pessoas interessa-
das, para que hajo de comparecer no dia
21 do corrente mez pelas O horas emeia da
manila.
Joao Francisco Bastos.
Eserivo das medcc/>es.
I-"" Que los Buques que vngan aexpres-
sa consignacin queden bajo la responsa-
belidad del consignatario, quien deber res-
ponder de todas las inflaciones a as leves; y
t Jn?"e 'OS Q>T!U- Om a"('n,es ^ pr0" = Dezanareceo no dia lo do correnU; um
ticloHsquesondel Comercio de su pas, ga- i molequo de nome Antonio, nayao congo
ranucen n como particulares, sino como de idade de 11 a 12 anuos, levou vestido cal-
ales consulos lapontual observancia delas!Ca de estopa e carniza azul; tem a cara re-
leves y oiroscan la justa vindicacin de su donda maos e (es pequeos urna ricalri*
Cobterno contra aquellos que las quebranta-1 sobre oolho esquerdd eoutra :-.o ouvuiu, tt
ren evadiensen las penas por medio de l ho bastante ladino ; quem o |>eg. leve a ra
fupa.
De orden de la Regencia digo a ll paro su
inteligencia, 'ejecucin y publicidad segn
le corresponda. Ros iuard.
Nuno Mara de Seixas.
V. Cnsul.
Coisa anda mais singniar f.no os guor-
reirosquelrouxero ao povo suas riquezas.
Em quaiilo ta Hespanha as descobeilas ero
(bitas pelos estpidos soldados, como Pizar-
ro. e gentis hotnens arruinados como Fer-
lUio Corte/ em Portugal os reis e Principes
foro os homens mais temerarios como os
mais instruidos da nacAo e os m lis nobres
senhores atiravAo se na carreira das deseo-
bertas e conquistas longiquas. Vasco da Gama
era d'um lustre nascimento Goncalo Zarco
da Cmara descobrio aMadeira,e Cabral o Brn-
zil. Pacheco Almeida Albuquerque, Cas-
tro Menezes Souza, Mascaren has todos
estes grandes homens foro os mais celebres ,
assim como os imiis Ilustres d'entre os coqu sta-
dorese Vice-rcisdas Indias. Nao exista indus-
tna interior ; todas as riquezas que eleva-
rao 1 ortugal, vierao-lhe de fora; ero os des-
pojos dos povos d'Asia os t ropheos da glo-
ria nacional. Nao se conhecia tranza^es cofn-
merciaes smo aquellas que faziu a victo-
ria e a mesma cobica 'tomou um carcter
guerreiro e heroico. O Povo viva sempre no
campo com os genlis- homens; aquello seme-
lhou-se cada vez mais a estes |>or una commn-
nidade d'interesses e perigos por urna ra-
lerntdade que emanava naturalmente de urna
vida de aventuras. As tradicoes, que um
homem abastado legava seo filho nao erao
a collecgo de mximas eceonomcassobreo
modo de ganhar dinheiro j mas sim asrec-
Oordactas maravillio/as das b.ilalhai us lu -
Ocollector da decima e mais i m pos tos do
muneipio d'Oiinda, manda faser publico pe-
lo prsenle que tem marcado os dias do se-
gundas quartas e sextas feiras. de todas as
i semanas para proceder o lancamento da
I dcima dos predios urbanos desle municipio ,
de conformidade com as les regiilamentos, o
ordens existentes ; o qual lera principio pe-
las ras seguintes Bas deS. Pedro Mrtir.
deSoBento, do Porto seguro, e de S4*e-
dro Apostlo; becos do mesmo nomo de
Sao Pedro Martyr ; ras do Varadonro da
bica de S. Pedro, das Mangueiras da Boa-
hora, do Cahral, do Jogo da bolla da Bica
dos Quatro Cantos do Aljube do Gjxo,
dos Quatro Cantos, do Amparo, dos Gatos,
do Luppe, da Floresta de Sao Joo dos
Quarteis do Bom sucosso das Maupibeiras;
Estrada de Sebasliao Lopes; Bas do Largo
do Amparo, da Ladeira da Misericordia. Nova,
de Malinas Ferreira, do Bom lim, de Xavier
Santa Bosa, dan-ente de Sao Francisco, do
Carino de Sao Francisco Praia do mesmo
nome, do atiero do Varadonro da Sanzalla
do desterro, e do Arrumbados. Estradas da
Passagem, do Saluadinho, do Campo Gran-
de de Joao de Barros, do Rosarinho da
Cruz das Almas dos Padres, dos Adictos ,- do
Kspinheiro, d'Agoa fria da Cruz d'AImas das
Mocas, do Arraial, da Casa forte ede San-
to Amaro, ; ra do mesmo nome ; Estradas
de Luiz do Reg Nova, do Pombai '(somente
do ladodireiro) do Cafando, doBoi, (lado di-
reito) do Manguinho (lado direito) da C.r-
punga (lado direito) de Sao Jos do Man-
guinho da ponte do l'cha, da Cruz d'AI-
mas edo Panameiiim, Beco do mesmo
COMMERCIO.
CAMBIOS EM LISBOA.
Em 23 de Dezembro.
Londres oH 112 |>or 1000 reis oO d. v.'
831 12 por...... 90 d. d."
da Cadeia 3. andar D. 6, que sera recom-
pensado.
C9- O abaixo assignado faz scietili que ao
amaiihecer do dia 19 do corrente the furia-
rao urna vaca doseu sitio no Jugar da Solidu-
de com os signaos seguintes : cor ainarvlla-
ca com r:ialhas brancas e tos mesmas ma-
llas alguns signaes antigos de carmpatae urna
malha branca na testa : liginds um corelo,
tem as ponas dos xifres corladas ja idoza ,
proxim'a parir ; roga-se a quem souher ou
for olferecida participar ao auniinnanie em
sua caza na Solidade : sobrado (pie tem mi-
Napoles
Paris323 E.
Madriil
Cdiz
Vicua 133 I>.
Valor dos nielaos.
ior 1 M
por 3 fr. 100 d.
d.
d.
por I.IV de C. 13d
d.
Objetos
Pecas de 7j300
Oncas hespanhoes
Soberanos
Ourocerceado
Ditoem barra
Pataca hespatiholas
Ditas brazileiras
Dilas mexicanas
Prala em barra
Compra
7.> 71)0
1 u too
.) too
1*4110
23
920
920
903
28 a 28 11 i
(Do Nacional).
COLLEGIO FRANCEZ DO ESPIRITO
SANTO
PAR\ A EDLCAC-l6 DE MK.MXAS.
A-Di redora participa que desde o dia 10 do
corrente acabaro-se as ferias e abriro-se
novanienle as aulas deste collegio. Resolveo-
caza terrea junto _
igreja; na dita aula ensina-sc a ler escre-
ver e contar, cozer chao, bordar marcar
de duas a trez qualidades fazer lavarinlo e
flores lanto'de |wuio como de {temas e de
I froco : Indo com perfeico pelo prego do
% rs. por mez assim como ensina-se grain-
Nenda. malica por3> rs. mensais e franco/, por 3j
7j720jrs,: os Srs. pas de familias, que quizc-
M.>IJ00 ron, mandar suas ilhas dirijo-se a mencio-
-4. 20 na,ja caza que acharo com quem traclar.
1,>930| Precisa-sede alugar nina escrava para
-"! o servido de urna caza de pouca familia, quo
W'l; saiba bem comprar cozinliar e cnsaboar ,
> dando-se-lhe o sustento e 10* rs. niensaes:
910 : na rua (ja Solidado lado do nascente segun-
da caza nova defronto da judera.
C7* Quem precizar de tijoln de al venara,
areia ou oano para obra ; nirija-se ruado
Queimado loja I'. 11 : assim como lobem
se ofltrece huma pessoa para fazer sierros em
terrenos alabados; que sir servido coma
maior brevidade possivel e por preco com-
niodo. f
vy Offerece-se tima mtilher para ama de
__..r,.. ,bVU..... ^^^ x'ii^i < x-v -^- nutra iiiuiin i |mh UIIIiI (JV
so a augmentar o numero das Meslras desti- case de homem solicito ou para |>eqiiena fami-
nadas a eoadjuva-la as diversas materias do l lia quem precisar dirija-se a rua do Fogo
ensiiio, mandando vir da Europa seiihoras 11). 2.
de reconbecida capacidade e cuja chegada
nao pode demorar-se muito.
Approveita lambem esla oecasio para com-
municar que fez nos estatutos as alteracAes
seguintes a favor dos paes das educandas. En-
sinar-se-ho a todas as educandas sem aug-
mente do estipendio: 1." os principios de
dansa necessariqs para quadrilhar 2." a gra-
mtica muzical ; 3.'a muzica vocal ou can-
tonu. As juei.is pensionistas toniaro |>arte
= No dia 10 do cot rento perdeu-se da i :a
da Conceico praca da Boa-Vista at o beco
de Jpaquim Jos de Veras un vestido rfe sar-
ja preta novo viudo da casa da costui-eia den-
tro de um lenco grande de la, assenlo bran-
co com palmas mimlas verdes e algumas en-
carnadas, barra roda, e franjas brancas lam-
beni de l.i ; quem tiver acha o, quizer res-
tituir dirija-se rua velba casa ). 12. qua
ser gferuswiK'.'HG nrcinpensado.
1PLAR ENCONTRADO


y
4.
S7" Al:;i-se 4 pretas para todo o servigo:
nder dirija-se a ra da Alegra
(o ir;.c'iii.) sobrado.
' aoajxb assignado
i'lC
tur- Quem Ihe faltar um molcque orelo i cr A casa de um sobrado no Attrro da
que representa ter 1) para 10 anuos dirija-se Boa vista, em que morou o Sor. Francisco
...... ... 'MIII'UH
%'. j'.i- ir [ueira o ve.
igual pode man
fhf negocio ou alias o
morador no En-
yviho denominado Quingongo faz
a dias apareceo um pelo por
' i-:::i:o que diz ser, escravo do Snr.
Sa do engenho Purgatorio, so-
rt'iu.'io >a\\ o comprar sendo que o dito
vender ou trocar por
mandar para se efleituar
mandar buscar pois
que ) anmuiciante nao se responsabelisa por
alquer luga que o dito preto faca.
Francisco Paes Brrelo Juinior.
ty (Juera atinunciou m I)iario de hon-
i-'-.n q>e.:vr dar dous con los de reis a juros a
. < :> i! iio, dirija-se a ra do iriuro da
Pmtil da-|'arte do nixo casa D. 13.
vzr Oabaixoassijrnado avisa aos credores
do Ijiado Antonio Machado da Cunha que
iueirao mandar presentar suas contas lega-
es para serem mencionadas no inventario ,
|in> -est procedendo do dito finado, cujas
is serafl entregues no paleo da S. Cruz
\). 1 em casa de Ignacio Nunes de Oliveira.
Franeisce Gonsalves Reg.
L3y O Snr. Jos Antonio de Amorim dfei-
xou do ser caxeirode Joo Alves de Carvalho
[tarto, divide o dia 16 do crrenle Janeiro,
poyqcujo olivo sessar os reeebimeiitos fei-
tos pelo mesmo desde esta dacta em (liante.
vi A!uga-so urna boa casa terrea com
lu o cacimba na ra da Florentina : a
tratar na ultima casa da mesina ra do Jado
da nasce.iilo.'
Sr J-si> Bernardmo de Sena principia no
lia primoiro'de Fevereiro prximo a dar lieoes
de -!:';:.;aticii porlugueza latina e fran-
cexa em Blia casa dasduas horas da tarde at
as > aquellas pessoas que nao poderera fre-
(cnar as aulas do Lyceo ou que qu.iseiv.in
dar.tf.uas Ligos nodia.
- Aluga-se um loja na ra Direita de-
ite do Terr;o, muito propria para qualquer
icio por estar em armazem : a Iratar na
ilia do Fagundcs D. 5.
i Arrendao-seas olarias de S. Atina,
coni bant dentro casa de vivenda e mais
coriitodos necessarios : e vendem-se lo bes-
fs de-engenho : a fallar na ra Xova loja de
ferragens l). lo.
CS* Quem annunciou querer comprar una
balaii'ea e um peso de arroba dirija-se- ao
pateo de S. Pedro venda da quina que vira pa-
ra ra ila viraeo.
UT Trooa-se um negro de Angola bom
canooiro de idade de 26 annos, por urna
negrtrlavadefra de varrelJa que seja anda
ioca : a tratar no largo do Terco D. lo ou
> > cnrtmnedas5 ponas com o Capibaribe ,
do mere di* em diante.
Of Fa ra do Jardim casa do mesmo
nomo, n'aula de primeiras letras, ha quem
misine geometra e latim : a fallar na mes-
ina casa cob o respectivo professor a qual-
quer hora do dia.
C7' "jiem annimciou querer comprar o
segundo e terceiro volume do Panorama di-
rija-se a ra do Jardim casa do mesmo nome
onde tem aula de primeiras letras.
C/' A luga-se o 1." andar do sobrado da ra
Augusta reCmit-edificado e com ptimas
aoonimo;lages( sobrado amarelo ) : a tratar
na ra do Vigario D. 12 ; onde se aluga tam-
bem o armazem do sobrado de 4 andares da
ruado Amorim defronte do ferreiro Caetano ,
proprio para estabelecimento de assucar, cou-
Foa ou oulro qualquer.
tsr Offerece-se urna senhora de bons cos-
tumes 1 para ensinar meninas a 1er, escrever,
DiiLar coser e bordar de todas as qualida-
des : os paisde familia que se quiserem uti-
lisar de seu prestimo dirija-se ao paleo de S.
Jos casa D. 2 para tratar por proco commodo.
- Precisa-se de um Sacerdote para en-
sinar giainmatica latina e francez fora da
praya no paco de Camaragibe d-se 600, rs
de ordenado cada anno : quem estiver nestas
circunstancias annuncie.
U?- No dia Sexta feira 21 do corrente se
ha >ie arrematar a quem mais der una mora-
da dt; casa terrea eila na pbvoacao dos Aflbga-
dos I). 23, pinhorada a Andr Aveliiio da
Ciuz por execugAo de Jos Tavares Caj,
; >el a l.J Varado Civel as 3 horas da tarde
na porla do Sr. Dt. Joaquim Ayres de Almei-
. da Freitaa na ra das Cruzes I). 1.
t?- Existe na cadeia da Cidade de Olinda ,
(! avo fgido de nome Jos de nagao
a ra do Queimado loja de ferragens D. 5 ,
(pie se dir quem o achou.
Cj" O Escrivo da S. Casa da Misericordia
de Olinda avisa a quem convier. que Quin-
ta feira 2o do corrente ha sesso da Mesa as
9 horas da manila.
AVISOS MA1UT IMOS.
Para o Assu' impreterivelinenle o Bergan-
tina Boa ventura no dia 23 do corrente re-
cebe carga e passageiros : a fallar com o Ca-
pilo a bordo ou com Jos Gonsalves Fer-
reira Costa.
LEU, O E N S .
125" Que faz Victoriano Augusto Murga*
em consoquenciadesua prxima retirada para
o Cear e por inlervengao do Corretur Oli-
veira de huma completa mobilia a mor
parle da Jacaranda consistindo os principis
objectos em sones cadeiras cem modas ,
mezas de jogo, e de meio de salla; ludo piazi
novo, e de inuitos outros que se acharad pa-
tentes ; assim como de alguns escravos, e
hum cavado : Quinta feira 2o do corrente,
as f o horas da manhi no Pateo do Car mu so-
brado I). 9 defronte do em que mora Gabri-
el Antonio.
COMPRAS.
vy Cmacartoira de urna s face oslando
em bom uzo e 3oo garrafas vasias : na ra
da Meada N. 141.
VENDAS.
SET Folhinhas de porta ditas de aigibei-
ra com variedades ditas de lita com alma-
nak mu correcto dita Ecclesiastica ou de
Padre ; todas por prego mais commodo que
em outra quakpier parle impressas em bom
papel e lindo typo : na praca da Indepen-
dencia loja de livros n. 37 e 38 na ra do
Cabug loja do Sr. Bandeira na venda da
quina defronte da Igreja da Madre de Dos ,
na ra da cadeia loja de ferragens do Sr. Mo-
raes e que ja foi do Sr. Quaresma defronle
da Matriz da boa vista na botica do Snr. Mo-
rgjra e era Olinda na ra do Amparo boti-
ca do Sr. Bapozo.
"-KZ- \m alfinete para poito de Senhora ,
com dous diamantes lisos e un brilhanle ,
de goslo moderno, c mui lindo; na praca
da Independeicia loja de livros X 57 e 38.
S3" l m aparelho completo para cha de
porcellana douiula contendo21 chavanas :
no beoo do Peixoto primeira casa hindo pe-
la ra Augusta.
C3~ Urna casa podra e cal, no lugar do
caldereiro por prego commodo e com os
com modos seguintes : duas salas, 4 (juartos,
cozinha fora com um grande quintal e de-
fronte do rio : a tratar na ra de Manoel Co-
co D. 4-ou no forte do mattos com Antonio
Joaquim de Oliveira Baduem.
tzr Taxas de ferro eoado a 100 rs. a li-
bra ditas batidas a 200 rs a libra e outras
mais ferragens proprias para engenho : na
ra do Vigario n. 7.
5^- Oito escravos sendo 3 molccotcs de
ehmont, barricas e sacas com farfclb, bar-
ricas com fumo para charutos caixas com
vedas de spermacete esleirs para, forrar sa-
las caixas grandes com cha pentcs para
marrafas cha preto de superior qualidade T
salitre refinado longos pretos de seda da In-
dia gangas amarellas, loalhas adamascadas,
e algodao grosso para sacos a prego Commo-
do : em casa de Matheus Austinii Companhia
na ra dj Trapiche novo N. 12.
t^* 5 quartos de nimio brms andares : e~
rnuilo gortlos na ra Direita loja de conros-
D.21.
S2?" Gcllo en porgos g a retaHro : a bordo
do Briguo Americano James fnndiado delVon-
le da escaflinha da Alfandega.
S^- t'm grande siti na estrada da casa
forte paraoMonleiro dofroite do sitio do
Sr. Sampayo perodo banho com casa de
vivenda muilobaixa de lijlo e barr po-
rem muito forte, e com eonimodos para gran-
de familia estribara casa para escravos ,
coxeira porlAo cacimba de boa agoa de
beber ludo novo grande baita para planta
de capim terreno para tuda plaiitagao de la-
Jos da Costa com duas lojas na frente, um
grande quintal todo murado urna coxeira ,
e frente para 3 moradas de casas para a ra
dos Pires ; um sitio na estrada do Bozarinho,
que fui do fallecido Padre Jos Bazilio e um
sobrado na ra da Penha onde mora o Sur.
Quintal: os pretendentes dirijao-se a casa de
Thomaz de Aquino Fonseca ha ra Nova D-
cima 21 para tratar do ajuste.
t3F- Um cavado novo e gordo de bonita
figura : na ra da Guia estribara do Snr.
Kra cines.
^t^- Chitas a I2o, fusto a 48o franque-
lm a 6oo madapolo a 16o cassas de flo-
res a 41o, cambraias lisas a 56o, fitas de
retro/, preto a 12o vestidos de cores a 16oo,
esparlirhos para* sen hora a 28o, luvas para
homem e senhora a 28o e mais algumaS fa-
zendas|>or prego commodo para liqnidagao
de contas : na ra doLivramenlo loja D. 2.
ty Duas canoas de amarello cora 55 pal-
mos de comprido novas, muito sese Ivm
feitas ; e lo a 12 portas novas feitusde cos-
tadnho de amarelo, com 6 palmos e meio de vouras cercas de lunoeiros as duas testadas
muito prineipaes bastantes cafezeiros que dao 1
e 15 e meio ditos de altura
bom feitas e urna sacada de podra da torra
com lo palmos: na ra do Fagundes I). 15
C3" Cera para limas a 8oo rs. ; lima es-
erava de idade de 14 annos e sapa tos de
burracha : na ra do Bangel I). 7.
tzf' Urna venda com poneos fundos a d-
nheiro ou a praso : a tratar na ra da Ale-
gra casa que tem na porla o lampiao.
S2F" Caixas de passas superiores chega-
das .prximamente da marca M. R. : na
venda da quina da ra do Bozario larga.
CS" Urna |>orgAo de meias garrafas pro-
lirias para botica, espirito .de vinho de 56
grosalOoo a caada vinho de Bordeaux a
l6oodita vinho moscatel dito de Setubal
engarrafado, o bom vinho da Figucira, paios,
chourigos, ,e lalas de sardinhas francezas mui-
to boas maiWlada em caixas pequeas ,
liolaxinha de .soda dita de vinho dita doce
muito nova e tnlos os mais efeitos de ven-
da por prego commodo : na ra Nova venda
I). 2 de Manoel Ferreira Lima.
5^" Duas pretas mogas de muilo boas fi-
guras cozinliao engommo e fazem todo
oriiais sorvigcom perfeicAo duas dttns la-
vadoiras de sabo e varrella e cozinhao o
diario de urna casa com perfeigao urna mo-
leca de idade de 1 \ a 16 annos, propria pa-
ra todo o scrVico um preto moco trabalha-
dor de machado fouce e de todo o servico ,
lindas figuras urna boa escrava
deira e cozinheira e 4 ditas com boas ha-
bilidades um escravo pega o ditos por
prego commodo um molato de boa conducta
com bom principio de carpina e um bom
escravo para o servigo de urna casa por
5600 rs. : na ra de agoas verdes D. 58.
XZ7' L'm preto official de carpina urna
preta lavadeira de varrella e propria para
o servigo de campo um preto refinador de
assucar urna mulata moga e bom robusta ,
sabe ongommar liso cose chao cozinha o
diario de urna casa, um cabrinha de idade de
6 annos ; salga parilha em pequeas e gran-
des porges essencia de aniz em garrafas,
estos gneros vende-se a dinheiro ou praso :
na ra da moeda n. 1 il.
CJ- Urna casa na ra Velha da Boa vista
D. 27 tendo a fazer couserlos e duas casas
de taipa na ra da casa forte, que em urna
tem padaria : a tratar na ra nova Q. 16.
^cy* Uma obra de Geometra nova e en-
cadernada a historia do Brasil por Cons-
lancio o Universo Pittoresco de 2 annos ,
a historia da Grecia e Pope em Iriglez : as
o pon tas D. 8 loja de fazendas do Sr. Pralita.
"""SS" Panno muilo fino encarnado, e ca-
simira tambrm encarnada, proprio para opas,
de.
2o arrobas por anno ; mais de mil ps de
fructoiras de varias qualidades : a tratar no
mesmo sitio.
ESCRAVOS FGIDOS.
. i que diz 66f estrangeiro o seu Snr.
e de nome Domingos-, morador no lugar cha- fardamento &c. : na ra d<> Cabug D. 7.
< i .jiacurar ; dito escravo
do mrente a ordem do
::ci : Miliar com direito ao ditc escravo ale rs o em libras a 16o rs. e canarios
lio. meiicionado lugar a dar os si- de imperio com principio do cant : na ra
ar as dospezas necossarias. das larangeiras venda D. 8.
) foi preso no %jf Passas de superior qualidade em cai-
Siib-Profoto : xas3#TS. meias ditas a l,j300, quartos
um molequee umnnogrinha de idade de 12 a
14 annos : na ra do Fogo ao p do Rozario
1). 2o.
ssr Fireloa5000 a saca de 5 arrobas,
ou 2jS()0 sem o saco para engordar cava-
Ios os como adores acharao este fardo mui-
to melhor dt que aquelle que vem de fora,
pois he fresco novo, o tambem da mais sus
tent ao cavado : na fabrica de farinha do
atierro da Boa vista.
es- Dois esoravos do gentra de Angola ja
amestrados em servigo de engenho por terem
sido tambem de engenho ambos mogos e sa-
dios, quem os pretender pode derigir-se a
rna do Rosario larga a falar com Joo Mano-
el Rodrigues Valenga.
ss~ lima Taberna bem afreguesada com
mui poneos fundos no lugar da Trempe do
Bairro da Boa-vista a fallar no armasem do
sal na ra da Conceigao do mesmo bairro da
boa-vista deronte da igreja.
C7" Farinha muito superior sendo moi-
da do trigo novo do ultimo carregamento das(
marcas XXXF e XXX que vende-se por pre-
go barato: na fabrica de farinha do atierro
da boa vista.
S2?- Uma portada de superior cantara de
15 palmos de alto e lo de fume verga de
volta e soleira lisa O ditas de 15 palmos de
alto e 6 de lume soleiras lisas e vergas de
volta ; tudoconforme as'Posturas da ("amara,
e troca-se um perfeita Imagem de Christo: na
ra da Cruz n. 22 em casa de Manoel do Nas-
cimenlo Pereira.
ixy loa 12 mlheiros de leihns de bom
barro e ptimamente cozidas todas ou a
retalho: na otaria da ra da Florentina; ad-
verndose que se dar mais em conta a quem
comprar maior por$ao,
S^- Uma casa terrea na ruada Concordia,
no vallor deOooj rs. : quem a pretender an-
nuncie.
tsr Por prego commodo e por precisAo ,
um escravo : na rna da praia sobrado de 5
andares e soto defronte da serrara.
cr Milho de superior qualidade ebega-
do ltimamente por prego commodo : no
caes da Alfandega.
. tj- Barricas com farinha de trigo de su-
perior qualidade ehegad.a ultimamcute do Rc-
S2r- Dcsaparcceo um moleque no dia lo
do corrente de nome Joaquim, de nago An-
gola de idade de 12 a 14 annos levou ves-
tido caigas azues camisa de riscado d es-
tatura regular robusto bem feto de corpo,
mas ton anda multas feridasde bobas: quem
o pegar leve a ra da Guia ; que ser genero-
samente rom pensado.
KST Na tardo do dia 5 do corrente, fugio
uma pela do nome Joaquina com os sigua-
es seguintes : tem bastantes cabellos bran-
cos nariz chato algum lauto acangulada ,
tem porbaixedo queXO da parte esquerda
urna cicatriz jasa de um tumor do tamanho
de uma polegada tem os pedos batidos al-
tura regular ; roga-se a pessoa que a appre-
hender de dirigir-se a ra dos Martirios so-
brado junto a torre primeiro andar, que
ser gratificado.
SS~ Desapareceo no dia 2 do Outubro p. p.
u m preto do nome Manoel, d* nagao Congo
do idade de 2o anuo estatura regular de
bonita figura gordo, rosto redondo, olbos
abugalhados ps pequeos, e no direito o
dedo polegar he redondo procedido de um
penadigo ; levou vestido camisa de algodfto
trangado caigas de estopa das libas e bonet
inglez. Jorge, de nagao Angola de idade
de 22 annos baxo rosto redondo odios
grandes una marca bordada om cada um
dos bracos e he bastante regrista aiizen-
tou-so no dia 26 de Novembro p. p. ; levou
tambem camisa de algodao trangado, e cal-
gas do estopa arremendadas e sujas ; julga-
se andar na malta do Poco em S. Lourengo da
malta, por assim o afirmar um seu compa-
nheiro do fuga que a dias foi ali agarrado :
quem os apprehender Iove-os a casa da qui-
na defronle do Trapiche Novo que ser re-
compensado.
S2" Fugio um negro de nome JoAo de
nagao angico moanje a 12 do corrente he
bem conbecido por trazer no pescosgo um
ferro com uma pona voltada para baixo for-
mando o modo de rosca tem de menos o de-
de grande do p direito e no mesmo p uma
lrida por cima tem na cabega uma falta do
cbelos do tamanho da moeda de um vintem ,
para o 13do por detraz da orelha costuma
vender quartinhas ; quem o pegar leve a Lu-
z da Costa Leite na ra nova ao p da pon-
to lado do norte loja D. 27 que ser recom-
pensado.
MVIMENTO DO PORTO.
NAVIOS r.NTItADOS NO DIA 10.
Nova Holanda loOdias, Brigue Inglez Cu-
ba de 22o tonel. Cap. George K9Sock ,
equip. 13 carga azeite de spermacete e
la : ao Capitao passageiros 4. Vem re-
frescar d'agoada e segu para Londres.
Babia j 8 dias Barca Sarda Sansn de 277
tonel. Cap. Antonio Saga rara equip.
12 carga carne secca : a Manoel Joaquim
Ramos e Silva.
Lisboa; 29 dias, Brigue Portugnez Africano
de 547 tonel. Cap. Silverio Manoel dos
Reis
equip. 2 carga varios gneros :
a Thomaz de Aquin Fonseca ; passageiros
onze.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. = 1842.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E86U7V7YS_4VWAXY INGEST_TIME 2013-04-13T02:36:47Z PACKAGE AA00011611_04398
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES