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A mo de 184.?.' Quinta Feir 13 de Tudd fon depende de nos mesaina ; d* nnii prudencia, moderarao, e energa : con- i;ueaoi como pricijjf(IOf, e seremos spontadbs con admirat.jo entre a ftaefies maia uliaa. (Proclaoiaca da AssenMra eral du *raail.) PARTIDAS I)OS CORREIOS TERRESTRES. Coianna, Perajba, e Kiotra^de du Norte, n egunda sexta teira. Bnnili) e Garanhuna, i 10 e 24. Cal>rt, Seriilhaenl, Kid Fdrmoio, Pnrto Calv6, Maceio, e AlagQas* no 4 11, e I'jjHii 13. Saulo Ahtab, quint.l tira. Oliiiila todoa 01 das. -------------------------------------------:--------------------------------------- "- "----------------------- DAS bA SEJVIANA. t) SeR. Patito 1. ermita1. Chanch Aud. do Jim de Dircib di 2. vara ii Tire. s. Hyino. Add. du juii de Direto da 4,'Tira. 42 Qua'rl. a. Stiro. Aud. du jtiiz de iWuh da 3. Tira. 43 Qdiftt. Hilarid. Atid. dd jdit de direto da 2. rtlra. 44 seJt. . Felia. Add, dn, Jdlt de Direto ca \. tari, lo sao. a. Amaron. Jlrl. Aud. do Juix d Direli da 3, Tira. 46 Dom. 0.4a. ame de Jetua. 21. Janeiro; A.Vno XV.ITI.' X.9. dee!)l'VV.Uhl'C",e 'l<,0"" Rratt. eo, do, que o nao forem ra.uo de 80 rei. por lian.. A. reclamar.*' d ve n ,er tmhio aohre l.nndrea 29 d. p. 41). Paria 320 rea p. franto. .. Lisboa SO a S5 p. 400 de pr, Ocao-Moedadefi.'iOO V. 44.400a 44, , de 4,000 SDOa S.200 Pbta Palcoe 1,050 a- 4,670 CAMtilOS rto )IA 12 D lAHitO. PMta Pero ('nliimnaiea 4.1156 a 4 075 " Menanos l.fiVla 4*65(1 Moeda de robre 3 por 400 de dieronto. iaconlo de bilh. da Alfandeja 4 e i por 400 ao mer.. dem de letra! de boas firmas 4 e a 1 e { A Preamar do u,a 13 de Janeiro. i.n as 6 hora e (i ni. da tarde. 2. as 6 horas e 30 m, da manlij. risfa PttSES DA LPA NO 1WF.Z LE JANEIRO. Qoart. mm*. a 3 -- 7 urna e SO ni. da' larde. La Nora a 11 a 4 oras e 54 m. da larde. Qusrl. cresc. a 40 -- ks fi oras e41 m. da larde. La obeia a 21) -- a 3 ora* e 30 m. da larde. IM II.IO |>E i'IKVHIEUl^ PARTE Ot-FICML. I .i,"' J fu1 .....mu un.......mi GdVRNODAPflOVINCiA. [ XPEBlEJi* O U (i IC. iOlRSTtt fioid Ao juiz d direto d crime da cdmrtia de tiointi disendo-He que no fin de cMdit sesSd dO jury deve rertletter tres mapjias prcues, o primeird dos enminosos portllejdlgados, segundddost|ue forAdsiib- mettidos ad jury de acusagao, e d tereeiro dos que loritm slljetos do de sentenca, confor- me a e\prefisa determinado da portara da presideiic de 9 de maiode 1858, e nd map- pasgeres ttJfim do auno, edmo acaba de fazer, dhlirint, que, qliando dexarde haver sesto no tempd na irado , informe a presidencia dos motiyds qte a isso deram lugar para dar s prdvidericias, que era suas attriilirps coubereiil Dito- Ad inspector da tbesouraria da fa- zenda, transmittirido-Ihe a ordem do tribu- nal do thesouro publico nacional sob o (i.* 109, fim d d,e JH3d a devida execu- 156*0. Dito Ao ftlBmd r'dehando-lhe que mande pgar ads alferes de 1 . linha Joaquim Meirelles e Antonio Rddrigues Lilis, qde tem de seguir para a provincia do Maranho, o sold vencido do mez da daSenibrd ulti- mo. Dito Aocom mandan te das armas, C0m- municando-lhe a e\pcdi^o da ordem s- pra. Dito Ao cdmmahdafrte superior d guar- da nacional do Recife, para mandar dispen- sar do servido oprimeire batailio, a que pertence, o guarda nacional Joo Antonid da Silva Grilo, em quntd se achar no exercicid de comissario de polica da friguesia d S. Fr. Pedro Gonsalves do Recife. Dito Ao prefeito interino da comarca do Recife, communicando-lhe o cont ud) no precedente oiiieio Dito-Ao inspector da thesouraria das ren- das provinciaes oitlcmlndo-lhe, qile manle pagar a cmara municipal de Santo Antd o aluguer, que se Ihe estiver a dever da casa, m que se acha aquartelado a destacamento ilaquella comarca segdndo requisita o res- pectivo prefeito. Dito Ao prefeito da comarca de Santo An- to communicando-lhe, ter expedido a dr- dem emitida no oilicio antecedente. Dito Ao commandante das armas, parte cipando-lhe ter mandado recolher thesoura- ria da fazenda o restante do producto da ven- dada canoa vel ha da fortaleza de Itamarac. Dito Ao inspector da tbesouraria da fa- zenda communicando ter S.'M. o Impera- dor mandado declarar t*m aviso de 10 de de- zembro ultimo que o augmento de sold da nova tabella anexa ao decreto sob o numero 360 do 1, do dito mez nao comprehende o que se tinha mandado, ou no fucttlro mandar abonaraos officiaes reformados, empregadps no servido da guardas nacionaes lem do odo, quecomoarefdrmados Ibes cortipete. Dito Ao Inspector do Menal de marinha, ordenando-ihe qu faca Cessar o pagifiiento do sold que deixou nesta..provincia d se- gundo tenente da armada nacional, Rdmo Aliguis yisto ter requerido reeebebo d 1. de dezembro ultimo em diante por bordo do Riigue Escuna Fkllidatle, onde se acha Miibarcado. Dito Ao director da obrd da casa da* rela- ,jo, ordenando que remetta lima coilt espe-' cificada dos jornaes vencidos pelos .operarios engajadfls por o serviyo feito na mesma obra Uesde 3f rje julho do anno prximo passado, a lim de ser satisfeita pela thesouraria da fa- zenda das rendas provinciaes. Dilq Ao mesmo, para orgasinar e remet- orn uj novo ornamento da dispesa necessaria leis, e que grantle numero paraconcluir-se a referida obra fazendo nel- Iquando assim apraz donme de le as reducedes que forem admissiveis. ferem de um sgo|p<. lu,m Dito- Aoenrarregado da planta deste mil- de individuos reunidos por lista nominal por niclpio, dlsendo-llt no poder ser satisfeita l""- -- a requesigo qnle faz, da plantado terreno comprehendido^entre oseugenhos- Macug;, Gateilde e 011 tros levantada pelong^fiheiro Kersting. Dito- Ao coronel chefeda legid da guar- da nacional de Iguarass, re&imbiarido pro- posta de dlferes para a quint comparihia, do batailio da guarda nacional daqiie'lla villa, flm deque fatja organizar outrd dconforrtii- dade com o artiro 1. das instrUccJJe's de 14 de setembro 'de 1838. , CORREIO. O palhabot N. Gram Crdz, de qUe he irtes- tre Urbano Jos dds Santos sat para LoaUda por Benguella no/lia lo do corrente mez. MEZA DO CONSULADO. Miguel Archanjo Monteiro dp Aiidrade Ca- valleiro da Ordem de Ghristo e Adminis- trador da Meza do Consulado desta Cidcde por f. M. I. e C. que Dos Guarde &c. Faz saber qnc nodia lo do Corrente se" ho de arrematar na porta da mesma1 ddminislra- ?o quatro caixas de assucar brando aprehen- didas pel gilarda conferente do trapixe da al- fandega velha, Joiio Atanasio Botelho, por fal- sificaco de peso e marcas 5 sendo a arrenia- <}o livre de despesa ao arremattanle. E para que chege a noticia a quem convi- er mandei alixar i presente edital na porta desta administragd, e publicar pela im- prensa. Mesa do consulado de Pernambtico 10 de Janeiro de lSV. Miguel Arcanjd Monteiro de Antfade. ARSENAL DE CIT.KrU; O arsenal de guerra precisa- de dous sur- radores," que sejo hbmens liyres ganhando o jornal de mil dusentose oit'erita reis, quem quiser compareca na directora do mesmo ar- senal dils 9 horas em diante. Arsenal de guerra 10 de JaheirO 1842. Vega Pessod; Director 1 PREFEITURA. Parte do dt 11 do corrente. Illm e Exm. Sr. = 0 sbiprefeitoda fre- gdesia de Santo Antonio partecipa que pelas 5 horas da tarde do dia 10 do corrente, appare- cerd dentro d'hma canoa cm palacio velho um Cadver o qul depois de vesturiado , foi sepultado no lugar do costulrte. fcbube-se porem qte o dito cadver era d' um portuguez que falecera afogado', por'Ur sua familia pe- dido hontem faculdade para o transferir para outra sepultura mais decente ; diseudo que elle quando saira de asa se havi.i mettido s em uia caboa. E' o que consta das partes hje recebi-' das. seila, elasse ouporalgumiicathegoria. He claro que o nomc sagrado de eis imposto aes actos de rihuma sorte Ihesmuda i na- torza; e mais criminosos a todos os res pe i- tos que os priifioirs silo por' isso mesmo nao menos arbitrarios. Em verdade he arbitrario hlim acto contra pssoas tollas ;is veses (fue elle lie outra cou/a, do que a Oxecdijao de huma lei anterior a es- se mesmo acto e aos factos ou circunstanci- as, que Ihe dizi'm respeito; todas as vezes finalmente que lie outra cousa doquehim Juramento, 0u o preliminar indispensavel de hdm jlgmento : e bem como seria est arbitrario, se (ssc una lei, isto he ; se aplicasse penas a acgrtes, que a lei anda nAo tivesse classilicado por criminosas; assim taiiibem a lei se torna arbitniria, quando atribuindo-se a loica de um julgamentd, re- cae imiiiediataniente sobre pessoas e com maior rasao quando o faz por disposjeftea no- vas, que no resullao d lis precedentes nao abrogadas. Para exeusar estes dilererites actos arbi- trarios diz-se que as cartas brancas os ba- nimeiitos os desterros tornavo-se em van- tgemdas familias, cat dos individuos, que passavo por casesIrdlamentos ;qup nao ha via outro meiodeperservar acertos hOniens decn- ines<|iie estvo propensos a cometttr, crimes, q;uc expondo-os a toda severidade das leis , deviiio por em perigo a sua vida od os ses bens, a sua honra e a d seiis prcrites. Quanto s resoluedes geraes executivas ou legislativas que proscrevio ao mesmo tem- po hum grande uumero de individuos a es- sas chamavo golpe d'estado, medidas de sal- vadlo publica, de seguranca universal; trivio preconisadas como obras primas de habilida- de, como proezas enrgicas (|uasi heroicas , quede repente ptinho diques s desordes , conjuravo as tempestades e salvdvao Os Im- perios: pretendeo-se em sunlma que o me- Ihor meio de reprimir Os Crimes consista em os prevenir. Es.la mxima que Cortarla toda a qjuesl, eso por si bastara para sustentar todo o rgi- men arbritario, tem a desvantageh de o dei- Sar ver tal qal elle he i isto he de ho admitle limite algdij. Em vrdade s o po- der supremo legislativo, od xecuivo fica sendo o uriieo juiz dos casos em que convem prevenir no recid de que alguiri da nao t- nha lugar o reprimir sua disposiciio esto DIARIO DE Continuaco do artigo Garantas indivi- dus, etc. Se a authoridade publica eti osprOcessos- judiciarios prende sem julgamehtds regulares^ encarecra aquem bem Ihe parece prolonga indefinidmente as prisoes, deslerrai bane^ em dispoe em fim das pessoas a seu bel prazr , atienta ella mesma contra a eguranga que deve man ter, ecometteem seu proprio nOtne postas s por Isto todas as pessoas e pode or- denar Contra elas o quelhe aprduver: p.nira is- so bastar dizer qhe se assinl obra lie para salvago da patria para maior bem do Est- do at: para lieiri das prOprias pessds de que quizef dispor. Tal nao be o espirito das lls regiilarSi en- tre as qaes algums h que tendem sim a prevenir certas desOrdens; mas designando as pessoas que nao permanecers plenamen- te sehhdras de si mesmas p'i exempio os insensatos Os menOres, tic. Alm destas circunstancias scrcm ou poderem ser, se- gundo a nccessiddde, judiiaridmente contes- tadas, acresce q|ue taes exceptos dsss de- clarad qie s lid ceixado as otras pessoas o cuidado de prevenir ds suas prdprids desor- des ', que se 03o te reservado contra ellas, seno meiosdemerd repfsso; que nao bou- Ve pretengo deas sujei tara liima authorida- de arbitraria que pOdcss lod e d se talante polas em custodia o em tutella. 0|)press3o e despolismo sao vocabulos va- zos de sentido, se se nao appCAo a taes actos; porque dizer que taes actos nao silo despoti- as violencias que tem d seu cargo reprimir : eispoiso que ella fa^ j por ofdens part-eos. eoppresores, seno nos casos, em qne ciliares, ja por ordens secretas contra pes-'os temores, eperigos, que Ihe serveni de soas nomeadamente disignadas j por me- j pretexto nada tem de real, he apenas recu- didas geraes e publicas at revestidas, j ar a difllculdade ; pois que alinal a authorida- de, de,queemanao, he a nica que dCi" de, que silo expedientes : s h seguranca individual Oilde els nunca sao possiveis. A Historia nos offerec lempos de escrvido, o de trevas em que os pavos tirina perdido'a- t a Wia dessa seguranza ; e ento a soeieda- de subsistid como Ihe era possivel sem ga- rantas. Os actos arbitrarios j nto erao des- regraiiii'ntos nem abusos ellos entravao , como d direto', na desordem gernl. O |k^ dersupremo, que nao tinha bastantes luzes para os distinguir dos outros actos seus os multiplicava sem rflexo, nem escrpulo, e at sern" demasiado perigo : ao menos nao era ameacddo prximamente se ASO pela in- subordinagao de algumds tyrannias subalter- nas mais suas r'ivaes quo sujeilitssuas. Quanilo porem pdrd prevenir j ou reprimir seus dltentados elle houve rnister renovar no seio dos povos a industria j o commerco, ** propriedade, estas potco e pouco troxerfl al- gums nogt's de moral publica e reclama- rd-se garantas, sem se saber ntida, bemem que ellas podio consistir. A soiiedade fe em verdade progressrts mili lentos ; mas tt grandiosos em o decurso dos ltimos quatro seculos que tornro cada vez mais odiosos1 os etos arbitrarios j fazendo-os tletrimento- sossauthOridads que dellesse servissem. A iiaturr.a destes actos he tal, qtleellesa- Dreni hiima carreira interminavel onde se nao pode parar sem proseguir sempre de cri- m em rrirtie e de perigo em perifjo ; por que as primeiras injusticas leves na apparen- da rrastro s rhais vastds iniquidades. Co- itieca-se por cdpturas por prizes ordenadas singularmente contra hum pequeo nilmcro de individuos : pouco e pqueo cmliem-se e mulliplicao-sc ds prisoes d'Eslado ; ogo o o- Iho rtenos pclielranle nel las descobrCm mi- llires de victimas inndeentes. Nao he pois neressrio', pie nos internemos mu i tu na his- torial dessas prites para nos conv^ ncermos de que o Principe (pie se digna assifii;u- cartas brancas Consenlecm tornar-se histrumentt das mais odiosas intrigas e das paixes mais miserdveis ; qiie se torna ministro das vin- {jancas de seiis ministros da dos rommissari- os correspondentes, e clientes destes Elle pOd a aulliot id.idc suprema do nivel dos ltimos dgnteS, queassalaria. Nao considera de cer- td que rio mostrando se nao a sua tonta- d propria como causa immediala d'buma pri- so, d'huril desterro, "elle nrhe o intervallo, qile as leis lidv *o tomado o cuidado de por entre ele e accusddos o reos, e que..re- almente desee do throhti d huma arena Tai- re que as fileiras cOnfuzas d'hum ejercito I1.1111.110 Clovis nddesse impunemente matar rom a tegid mao l)iim soldado selragem como elle : roaS nd meio d'lnim povo illustra- do O sement polidd todas as ordens dirc- ct.uncu t emanadas do throno contra a segu- raned das"pessdds, sao para este ligeiras co- msses O^ue fred de se repelirem inseu- sivclmente abaloo mesmo Uir no. Mito mdis rdpido he o mal quando p Principe provocando ds delaces, envenenan- do e perpetuando a discordia e identifi- can o- se em fim com os Interesses e paixes d'hma sceita tolt contra a sceita opposta as di-mas do poder arbitrario. Em toda a par- le em que estas nao sao quebradas infalli- velmente fdz-se este uso dellas logo que se levanta huma dissensao poltica ou religiosa ; e farces oppostas dellas se serverii reciproca- mente s ateneas da authoridade suprema ,. 3tie alternativamente Ih'as presta. O que po- e d'ahi resultar-lhe se nao tirar sujeita aos esentimentos de huns e de outros, e al r api disto atrahir pelo menos a leprvaclo dos es- peci adores desses contb tes deploraveis t1 Depois de hum longo curso de perseguices puramente individuaes chega o instante eip que o seu datalhe parece mu laborioso mui, lento mu botica efi-.i/.: c recorre-sa en r il 11 i sas o A * t5p as medidas gcrae* ans golpes d'slado Encendea-se, despoja-se, assassina-se, or- denfto-se dragonadas, revogAo-se decretos pacficos, retrato-se garantas sagradas ba- nem-se, 011 dusierro-se todos os niembros de huma corporagAo, de huma assembla, pros- do Brazil, anda menino, e a de Alhenas em crevem-se hum partido, ou hurna casia inLoi- ra todos os adhereutes a huma doutrna, todos osassignatarios dhum papel, d'huma peQo, d'hum protesto, d'hum escripto se- creto, ou publico ; o que em verdade he imi- tar ou exceder as agresses dos salteadores mus audazes e mais insignes malfeitores. (Continua). .0 tratado .do Commercio entre Inglaterra e o Brazil. Dieu et mon Droit. Huma questo de s;mma gravida.le se agi- ta neste momento entre es dous gabinetes de Londres e do Rio de Janeiro. Pretende o governo de Inglaterra que o tratado de nave- gaco e commercio, concluido entre a dita po- tencia e o Brazil em 17 de agosto de 18:27 e ratilicado em 5 de novembrodo iHesmoanno, nao pode terminar mais cedo do que em outro tal da do auno de 1841: afiinuao governo bra- zileiro que pelas estipulagwesdo mesmo tra- tado a sua termiliagao natural nao pode estender-se mais longe do que al o de noven- bro do armo pioximo futuro de 1842. He provavel que sobre esta difereiga de inter- prelacoj tenha comegado entre os dous ga- binetes o ordinario conflicto de olas diplo- mticas ; mas como o andamento de nego- cios desla categora costuma ter seinpre lugar com a maior circuojspecgAo e segredo nem he cousa possivel sem informagoes extraor- dinarias, fazer idea alguma do estallo ere que as eousas actualmente se acho, nem per con - sequencia julgar com alguin condec monto de causa do xito que provavelmente tero , tudo aquillo a que pode estender-se a aleada ea mssao do escriptor publico em lodosos casos desla natureza, reduz-se a declarar se- gundo os principios de jusliea e de di re to in- ternacional o resultado que a questo deve ter sem poder jamis adantar-se aldizer o que provavelmente lera. Entretanto j por vczes.nas cmaras le- gislativas se temenlerreirado este importante assumpto ; ecomo o inleresse de que se tra- ta he hum dos que mais umversalmente .se es- lendem a todos os individuos de que se com- pe a familia brazileira e por isso hum dos mais vitaes que pqde imaginar-se para a pros- peridade do estado parece-nos que he este lium dos casos em que anda estando pen- dentes as negociages a imprensa deve vir em auxillioda tribuna para Ilustrar o gover- no. A imprensa e a tribuna filhas da mes- ma mi amigas inseparaveis poslo que muilas vez.es rijosas e arrufadas tubos do mesmo orgao cordas da mesma lyra sao as duas nnicas expresses possi veis da voz do po- yo em todos os casos em que se nao trata de votago. I'or dous lados difieren tes pode a queslAo ser eucarada : pelo da jusl ira e pelo da cco- nomia-politiea. Debaixo de ambos estes pon- tos de vista nos propomos loma-la em cousi- deragao nestes artigos ; e como o prmetro he infinitamente superior em dignidude ao se- gundo por elle comecaremos. rtico i. A interpretago inglcza olhada pelo lado da jusl ira. " Quando Alhenas abundava em grandes , liomens apresentou-se hum dia Themisto- cles na assembla do povo e disse Athe- nientes Tenho concebido hum projecio, cu- ja execugAo deve fazer da nossa repblica o es- tado mais poderoso da Grecia ; jwrm os se- gredo que elle envolve he de tal maneira de- licado c melindroso que no mesmo instante em que for publicado ficar o projecto ipso faeto inexequivel. Elegei huma pessoa da vossa confianza aquem u o possa commu- nicar e que em vosso nonie o approve ou o rejeite. No momento em que Themistoeles acabou de fallar, todos os olhos se fixrAo ao mesmo tempo sobre Aristidos, que ja ento era deno- minado o Justo. Conferencia rao por hum momento os dous rivaes ; depois voltou Arislides assembla , e disse : O' Athenienses Nao ha nada no mundo mais cllicaz para fazer da vossa rep- blica o mais poderoso estado datreeuloque aexecucodo projeclo qu vos offerece The- mistoeles- porm a injusticia que elle envol- ve he to extraordinaria que no mesmo mo- mento em cjue o adoplards ficareis votados execraro de (odas as regages presentes e futura' J..>n)ihn o quu qui/erde. A vo- lagAodos cidados que se achavo presentes foi quasi unnime pela rjeicao do projecto. Estamos em circumstrncias at certo ponto anlogas. Qualquer que sejaa dilTerencu que queira suppr-se entre a civilisacAo e>nullura todo o vigor e lougania da adolescencia _, nao ter por .certo oenthussiasmo pelo honesto e pelo justo., menos imperio em nossos corag- es que nos dos antigos Athenienses. Se a pretenco dos Inglezes he justa, queremos antes soffrer a ruina das nossas linangas, a eslagnacAo do nosso commercio e o esmore- cimento da nossa agricultura que sao as consequencias que della naturalmente resul- to, que exigir huma injtistiga ; porm se. a exigencia do gabinete de S. James he capri- chosa e arbitraria tambem nao haver sa- crificio a (pie a nago Brazileira nao de.va su- geitar-se para fazer valer o seu direite e sub- trahir-se aojugo de huma nagao pre|>otenle. Isto |>osto nao ha outro meio para saber de que parte est a razo ou a jusliea, smiAo* examinar a letrado tratado. Eis-aqui as suas paiavrasi As alias parles contratantes convm em que as estipulageseonlheudas no presento tratado continen) em vigor pelo espago de ARTIGO II. A interpretarlo ingleza considerada pelo la- do poltico, e econmico. Depois de havermos considerado a inter- prelaeAo do governo inglez relativamente duraco do trabado de o de novembro de 1827 pelo lado da jlistig e da razo, he preciso que igualmente a consideremos pelo quu lem de econmico e de poltico. Os elekos da ulterior duragflo do tratado podem ser contemplados, o em relegan ao Brasil, ou em relacAo mesma Inglaterra ou finalmente em relaQo as oulr potencias es- trangeiras que lem relaces commerciaes com o JirasL Pelo que diz respeilo-ao Bra/.iJ he eviden- te que os seus efteitos nao podem ser outros senao estes : a ruina total das nossas finan- gas o transtorno absoluto da ordem publica e da jcenomia interna do paiz aestagnac.au e completa eessagAo de todo o commercio que podenamos fazer'com as nages estrangeiras, excepgao da Inglaterra, e. finalmente, o atrazo e esmorec ment dos mais preciosos recursos que nos offerece a nossa agricultura. Quem olha anda superficialmente para O eslado linanceiro do Brazil, e o v cons- quinze anuos que principiaran a decorrer lantementea bracos com um -dficit- que vai a desde a trocadas ralificaeoesdesle tratado, (i e por mais tempo at que huma ou outra das altas partes contratantes d parte da sua IcrmiuagAo. No qual caso este tratado se u acabar no fim de dous anuos depois da da- ta da dita parte. Nao lie preciso fazer grande esforco de al- tengAo parase ficar entendendo q' o sentido obvio deste artigo o nico natural o ni- co rasoavel e portan to o nico admissivel he este : Que o tratado pode durar mais de quin- ze anuos mas nunca menos de quinze; po- rm que em qualquer dos casos para que elle possa cessar legalmente he preciso que aquella das duas parles que desejar asuaces- saco assini o participe outra dous ali- os antes de a dita cessagao se poder reali'- sar. Em taes circumstancias, logo que o gover- no Brasileiro entendeu que o tratado era one- roso e altamente nocivo aos interesses do paiz, tralou de cumplir com a obrigagao que as es- tipulagoes Ihe impunhao e fez saber ao ga- binete de Londres que no dia o de Novembro de 1842 em que lindavao os quinze anuos que elle devia durar, considerava o dilo tra- tado como inteiramente terminado, o as suas estipulagescomo de nenfium effeito. Beceheu o governo ingle/ o aviso e res- pondendo. Nao aceitamos por ora o aviso que nos fazeis nem admitidnos a vossa in- lerpretacAo. O tratado deve durar piimeira- niente quinze anuos com pelos ; e atesse tempo nao teni lugar o vosso aviso. Se ento entenderdes que aconlinuaeao delle vos nao convm, fareis a participagao a que as esli- pulages vosobrigo e terminar o tratado, nao em o de novembro de 1842 mas em ou- tro tal da de 1844. Vejamos o que ha de razoavel e justo nesta interpretago do gabi- nete inglez. Quando se trata de interpretar qualquer es- cripto he regra irrecusavel de critica que toda interpretacao de que resulla absurdo he absurda ; e por consequeneia se se prOvar que a interpretago que se acaba de lr involve hum objeeto inevilavel claro est quesenie- Ibante maneira de interpretar he absurda , e por consequeneia injusta e por consequen- eia inadmissivel. O sentido infallivel da letra do tratado he que o mnimum da sua duragao deve ser de quinze annos e sr este sentido he infallivel segue-se que toda a in'.erpretagAo donde re- sultar que o mnimum da duraeao do dito tra- tado he outra que nao seja o espago de quinze anuos, lica sendo, ipso facto *, arbitraria e caprichosa. Ora segundo a inlerpretagAo que o gabinete Inglez quer impor-nos o mi- niinum da duragAo do tratado ficar sendo de 17 annos e nao de quinze. E isto he inipos- sivel de admltir ; porque em tal caso seguir- se-ha odesi^omunal absurdo de se haver mar- cado o periodo de quinze annos para a duragao do tratado sem nunea ser possivel que se- melhantc periodo podesse verilicar-se. Logo a interpretacao do governo Inglez be arbitra- ria e caprichosa: se he arbitraria e caprichosa, he injusta : se he injusta he tyrannica ; e se he tyrannica declaramos redondamente que a nao devemos soffrer. Nao levemos o nosso exame mais longe. Quando em qualquer disCHSsao que seja se lem chegado evidencia tudo o que vai dalli pa- ra diante, nAo serve sen-ao de so plasmar e'de oscurecer a verdade. Em outro artigo consi- deraremos o objeeto pelo lado poltico e eco- nmico. sempre augmentando e nunca diminuiudo , conhect. desde logo a absoluta necessidaue em que o governo se acha de recorrer sem demora a algn) expediente, por cujo meio as ren- das do estado se pon bao em justa proporco com os seus encargos ; e o meio mais obvio de obter esle grande -desideratunir (talvez mesmo o nico destituido de inconvenientes , iwrque eslabelece um imposto em certo mo- do voluntario, e alm disto de.facillimaar- recadagao) consiste no augmento dos di re tos que pela iniportacao de mercaduras estran- geil-as deveni pagar-se. Est por lano o melhoramenlo das li- nangas do Brazil e com elle todos, os mais caros interesses do paiz em absoluta depen- dencia da eessagAo do tratado. Se a ulterior duragao delle continuar a prenderas mos ao governo a penuria em que elle estiver de sa- tisfazer as suas necessidades, ha de infallivel- mentc estender-se a um grande numero de in- dividuos, e at' mesmo de classeS ; eo resul- tado de semelhartte estado de cousas ha de ser necessariamenle o seguinle: o consummo ser feralmente limito menor, porque todo ornan- do ir aguarentaiido, quanto for possivel, as suas despezas proporgo da falta que sentir de meos para satisfaze-las ; e se o consummo diminuir, ha de diminuir com elle a repro- ducgAo porque ninguem cuida em reprodu- zir seno quando tem prohabilidade de ven- der. E eis-aqui o commercio em estagnago, e a agricultura em apathia. Porm se o primeiro efleilo do apuro a que ficar reduzido o governo com a conlinua- co do tralado, for sentido pelos Brazileiros , a contra-pancada i ha de ir retlectir sobre Londres, ede uina maneira terrivel. Em pri- meiro lugar a massa das importagoes ingle- zas no Brazil ha de diminuir eonsideravelmen- te, porque nao haver com que paga-las; e o peiordetudo ser que vendo-se o Brazil obrigado a acudir s suas despezas internas, que sao aquellas que mais influencia tem na manntenc/io da ordem publica a ininieira cousa que o governo de ver la J vez fazer, ser Suspender o pagamento da divida exlerna, qu passa do cinco mlhoes esterlinos e que he toda ingleza. Donde se segu que se o governo inglez tirar ao do Brazil osmeiosde crear as rendas necessarias para occorrer sjj suas necessidades sero os proprios Inglezes que em ultima analyse hAo de vir a pagar as vantagens appareotes c mentirosas de um tratado fundado na injusticia e exlorqnido pela prepotencia. E nao he ludo ; porque se por um lado o tratado he injusto e anti-pofitco pelo outro al vem a ser anti-economico e absurdo. Um nico imposto foi eslahelecido por ele para todos equaesquer gneros importados, fosse qual fosse a sua categora e na'.urez ; e todas as regras de razo e de economa poltica man- dao (pie a elevagao dos di re tos proceda sem- pre na-razAo inversa da maior ou menor ne- cessidad(! dos gneros que se mporto. O iiecossario por exemplo deve pagar muil menos que o til o til que o agradavel o agradavel (pie o delicado e assim por di- ante. Nao se v por tanto razao alguma plausivel, por onde o governo ingle/ possa oppr-se cessagao de um tratado, alias tao injusto e oppressvo, tomo na real i dad e he aquel le de que ueste artigo se trata. Dar-se-ha caso po- rm que o gabinete de Londres se receie de que icando livre o governo do Brazil para tratar com todas as nages estrangeiras de- baixo dos mesmps principios de amizade be nevolencia e jusliea, vanha o conimereio in^ glez a ficar por este motivo prejudicado? Ol' he impossivel! Por urna parte, a superior i dade poltica e industrial da Gr-Bretanha nao pdepermittir-lhe receios deq' qualquer outra nacao por poderosa e adiantada que seja Ihe venha tomar o passo ; e por outra j a expe- riencia do mais de dez annos, durante os quaes todas as naces tem pago a mesma laxa de^diretos sem excepgao alguma, exuberan- temente mostrou que pela adopcao desse principio, nao sofTro aflronta alguma no mercado as mercadorias mglezas. O nico receio que com alguma apparen- cia de razo o gabinete de Londres podara ter da eessagAo do tratado sera fundado na autonsagAo que o governo ltimamente re- cebeu das cmaras legislativas para poder aug- mentar os direitos de importacao de dous at sessenta por eent. Mas, quem nao ve que rto he possivel que o governo abuse, em pre- jui/o proprio e do paiz de um direto que , se for empregado com indiscrieflo em lugar de augmentara receita das alfandegas, hade necessariamenle diminui-las ? Quem he qi e ignora que o meio mais infallivel de dar lu- gar a um contrabando ruinosissimo mr- mente em um litoral todo aberto,. como o nosso consiste em augmentar excessivamen- te os direitos de imporlagAo ' laes devem ser as consequencias da conti- nuado do tratado pelo que diz respeilo ao Brasil e a Inglaterra : contemplemos agora o objeeto em reiagAo a todas as outras potencias que commercio comnosco. l>o graves cou- siderages se nos apresento ao espirito, en- carando o objeeto debaixo deste. novo ponto de vista que quase nos euvergonhamos de ex- primil-as^ porque por este lado a insisten- cia do governo inglez ( dado e nAo concedido que ella se verifique ) vira a ter nao somente mui^tissimo de escandaloso, mas at mesmo alguma cousa de immoral. A Gra-Bretanha he a nica potencia com quem actualmente temos tratado de commer- cio. Em consequeneia deste estado de cou- sas podemos, he verdade k augmentar os direilos nas mercadorias de todas as outras nages que tem commercio comnosco; mas , se o ftzernios ,. monopolisar a Inglaterra em seu proveito todo o commercio" do Brazil, e excluir necessariamenle do mercado todas as outras nages. Donde se segu que o inters- s de todas as outras potencias em que o go- verno inglez nos nao imponha huma interpre- tagAo arbitrara, injusta e caprichosa, he quasi tao grande como aquello que nos temos em a nAo querer admitlir. - Por todas estas rases estamos persuadidos que o gabinete de Londres, que deve ter tan- to de generoso quanto tem de Ilustrado, da- r finalmente ouvidos aos gritos combinados da razao e do seu proprio i ulerease, e nao procurar opprimir-nos : porem se contra todas as nossas esperangas se verificar o con- trario a resolugao dos Brasileiros est toma- da ; resistir al morrer. Ninguem sabe nifijr Ihor do que o governo inglez de^ue esforgos sao capazes os povos da parle d'aquem do A- tlantico, quando os obrigAo a recursos extre- mos. Em poucas palavras: queremos a a- mizade da Inglaterra ; mas nao a queremos como aquella de que gozAo as Ibas Jonias. ' Aqu terminamos este artigo. Eizemos to- das as deligvncias possiveis |>or conservar a lingoagem da moderagao resistndo a todas as tentages com que nos provoca va o nosso patriotismo tao cruelmente oflendido. Te- mos muita coiifianca na illuslrago e a justi- ga do gabinete de Londres que nos nao vere- mos na triste necessidade de empregar outra mais forte : porem se ella vier a ser necessa- ria oh nao ser o Jornal do Commercio que recuse o contingente da sua influencia em favor dos interesses nacionaes tao grave- mente comprometidos; reuniremos as nossas vozes aos clamores de toda a imprensa peri- dica brazileira contra o egosmo de hum go- verno prepotente e oppressor que quer de novo reduzir-nos ao eslado de colonia euro- pea a que j nao he possivel voltarmos. (Do Jornal do Commercio.) MIS(.ILAxNEA. PROCRRSSO DAS CMARAS ML'KICIPAES. Acabo de ver um Despacho dessa C- mara concebido nos termos seguiiles: Coniq o Supplcante considera o Secretario desta Corporago extrangeiro quando pean- le ella se acha naturalizado, e a mesma Cor- poragAo illegal, requeira em lempo proprio o que pretende. Em sessao ordinaria do 10 d,e Julho de 1841. Dese.io saber como foi um extrangeiro naturalisado peante a Cmara, qual a rasAo porque o conserva no emprego de seu Secretario c bem assim o motivo p$j ' o que o nomeaio, segundo me consta Ta- bellio do Publico. Essa Cmara desoneran- do-o inmediatamente do cargo que incons- Litucionalmente exerce, me far presentes com urgencia os esclarecimentos ora exigidos. Dos Guarde a Vms. Palacio do Governo do Maranho em 12 de Novemhro de 1841. Jo Antonio de Miranda. Snrs. Presiden- te e Vereadores da Cmara Municipal da Villa da Chapada. __ Suspenda essa Cmara e tenha por de nem um effeito o sea procedimento havido a Curca da reuniao de seu Municipio em dous districtos, como me communica em seu olfi- cio datado de 8 do corrente. Fique essa c- mara na intelligencia de que a divizo judicia- ria hoje da Provincia s compette Assem- blea Legislativa Provincial, que quera ni- camente pode dividir a Provincia nos Distric- tos Municipios e Commarcas que aehar de conveniencia publica, Lei de 12 de Agosto de 1834 Art. 10 1. Temo Governo con- seguintemte por nullo tudo quanto fez a C- mara. Dos Guarde a Vms. Palacio do Go- verno do Maranho 12 de Novembro de 1841 .- Jofto Antonio de Miranda. Srs. Presidente e Vereadores da Cmara Muir pal da Villa do Pago do Lumiar. (Jornal Maranhenso.) O )iabo na Saboia. lie ura fact que araba de apparecer o dia- bo em Annecy dale de Saboia. Todas as Iblhasodizem eIo Jornal des Debis o co- piamos Havia algn* dia ( era polos fins dn fove- reiro ) que Anua Sclibetti tinlia perdido seu marido a quem muito estimava. Estava huma noito carpindo suadesprac junto da sua foffeira qnando de repente desee o dia- bo pela chamin e ihe exige o pagamento de huma somma a^saz forte de que era credor alma de seu marido 'm ronsequonria -de lhe nSo ter posto emhargos na sua passajyetn para o cb* A vitiva assustada den quan- to tnha e prometleu pagar o resio no -nutro dia ; e para pide satisfarer a palavra que ae- ra ao demonio loi pedir aO pnroeho de em- prestimo, a qnantia que lhe Calta va Este ul- timo reeonlieccn o direito do diabo e den a mulher o dinheiro necessar o para satisfacer o credor ; porem diw-ine que romo em diibos nao havia que fiar, pelo sm pelo nao, homselia dar parte a pnliein j que nao teria duvida em mandar esconder algnn* soldados dentro da casa afim de lhe acudirem no caso que o diabo, depois de rerebiilo o di- nheiro lhe qnizesse fazer alguma das sitas- Assim se verifieon. O diabo foi pnntual e veio logo na noite seguinte segundo promet- tra ; mas no ipnmento em que ena^ava os cum quibus ahem-lhe em cima os solda- dos e'sem respeito nem aftenco alguma pa- ra com to resoeitavel personagem pregrao com elle na rada. J na ra estava huma m- mensidade de novo, quasi tudo rapa/os que se tinho reunido logo que constou pe'o po- vo a priso do espirito maligno. Diz-se que Dos livre o dial re cahir em mos de rpa- les. Agora o veris : n'hum momento ficon o diabo despojado drs aftribnlos e insignias da sua dignidade; cornos, rabo, orelhas de bur- ro, tudo lhe foi arrancado sem eommisera- co alguma. Por cumulo le desgraea foi nn dia segurrt>- condemnado a re-lituir a divida em tresdohro e a dous mezes de priso. He mais urna linio para o diabo; e be por estas e nutras que minea elle quir. nada com rapazes. Feliz delle se nao se livesse esquerido na Sa boia deste ditado dos Portuguezes ! justas impressoes existentes em relaco a es- ta diviso da America do Sul que sou iudu- zido a expender algs pensamentos que me teera suggerido a communicago com os seus cidados, e as observages que tenhofeito du- rante a minha curta residencia entre elles. O Rio de Janeiro capital do Imperio < ci- dade a mais populosa da America do Sl teni direitos mui fortes attenco do estrangeiro. Ao entrar-sc no seu porto o qual eu nao hesi- to em dizer que nao somenos dequalquer outro do mundo a vista encontra urna ace- a q' em grandeza e sublimidade nao tem por corto parelha. Urna enscada onde capaz de ancorar em seguranca o commercio de quasi todo o globo cercada por ulna cordi- Iheirade montes cijos cu mes se abrigo as nuvens e cuja baze forma na parte posterior um plano em que sobresaliera de relevo in- teiro a antiga cidade e seus numerosos torre- Ce?, erguendo-se muito a eima da afanada muitido ,' produz um effeito que s expe- rimentado se pode dar exacta valia. 0 de- salin Iio do scnario a successaO das monta- ndas vestidas de perpetua verdqra com al- gQa gigantesca rocha aqui e all, formando imssica i'hvaeo sobre o lodo impriniem na imagihaoao a ideado que a natiir-r/.u era algO grande o convulsivo imputan tragara cni tosca desordem a superficie do paiz e vencida pe- lo esforgo recuara maravilhada da magnitcen- cia qite havia produzido. A perspectiva d'algs d'estes elevados pi- cos mais sublime do que se pode descrever. Com toda a ferezads mais romnticas sce- nas de North Brintoncom|toda atescabrosi- dade e grandeza das mais pittorescas" vistas do sceuarjo de Welshtemos aqui unida a acti- vidade da empreza commercial alvejando a costa com a sua lona, e desenrolando os seus emblemas nacionacs e o excitante estrepito e bulla da cidade luido vida e espirito paza- gem. I.aneando a vista n'uma direcgo, ve- mos descancar sobre este placido mar mu i los diversas disciplinas sao de mui distincto roe-sobre o consumo da agoardent* de produccao Brazileira aviza aos Snrs. que ainda nao pa- par coilhecimento da regularidade dos es- tados, edo rgimen interno acham-se pa- tentes ao publico os estatutos do estabeleci- meiito. * Sao admittidos alumnos internos pensionistas e externos. meio Continuacao dos subscritores a beneficio dos habitantes da villa da Praia da Victoria , na llha Terceira. ( Correspondencia do Herald. ) Rio de Janeiro Seu Commercio e Recur- sos. Restriegues sobre o Commercio Temos tido tanta causa de justa queixa contra os Inglezes que nao viajado nos Esta- dos-Unidos por descreverem os hbitos e costumes do nosso povo o avaliarem as nossas instituicoea Republicanas d'um modo to er- rneo, fundado na residencia de algQas sema- nas entre nos que havemos experimentado alga repugnancia em arriscarm-nos a in- correr na mesma censura. Com tudo ha algOs traeos pr^dominattes nos costumes de cadanacao e particularidades queosdistin- gnera ha certos regula m en tos politicos so- ciaes e commerciaes que dizera respeito so- ciedade em geral, com os quaes em poucos mezes podemos tornar-nos to familiares como se all habilassemos um anno. Nao ha pois paiz que tenha um tratado commercial to ex- tenso com os Estados-Unidos de que te- nhamos to limitado conbecimento cerno o Brazii. E' no intuito de rectificar aledas in- dos nossos vasos nacionaes, defensores do nosso commercio e justo gabo da nossa infan- te Repblica. Par a par estn desenroladas as insignias naeionaes da Inglaterra e da Franca em quanto que a potica distancia se v a bandeira de Sua Magostade Dinamarque- za promplaa revindicar o sen titulo vene- raeao. Embora pequeos politicos esgotem a sua guerra le palavras ehi profetizar o dis- turbio da actual posico pacifica do nosso pa- izdeixemo-los agitar a atmosphera poltica, so assim apraz a suas paixes delligerantes ; no Ihes invejo taes sensages mas quizera antes contemplar essas grandes maquinas de destruigo repousando em sua tranquilla se- gfiranga com os seus commandantes trocando as cortezias de araizadu e hospitalidad; do que (ftialquer gozo que possa nascer da sua mutua destruigo. 0 commercio d'esta cidade immenso, muito alm do que temos |>or costume ava- lia-lo nos Estados-Unidos. N'esla occasio nao ha de haver no porto menos de quinhen- tos ou seiscentos navios estrangeiros ao passo que todos os dias ha numerosas entra- das e sabidas novas que servem de conser- var a actividade e vida do commercio. Situa- do como est o Rio em posigo tle intercep- tar todo o trafico entre a Europa a America e as Indias Orientaos com um extenso com- mercio costeo e nm paiz interior que de- pende d'elle para o supprimento externo, com regulainentos convenientes tornar-se-hia a maior cidade commercial do mundo. lia restrieges sobre o negocio decretadas pelo po- der legislativo que embarago assim os seus negociantes, como os estrangeiros, equo em quanto continua-rem devem de servir d'eslorvo sua prosperidade. Nos meus n- meros subsequentes farei algQas observages sobre o commercio e trafico da cidade que tai- vez sejo interessantes para os empregados em taes emprezas e nao deixar de ter al- gO interesse para os meus leitores em ge- ral.=Cincinatus. (The Weckly Herald.) lotera do rozario da boa-vista. Achc-se venda nos lugares do rostume os bilhetes da 2. parte da 1. Lotera conce- dida a rmandade do Rozario da Boa-vista. Joaquim Jos Fernandes da Luz Manoel 'Ferreira Pinto Francisco Jos Silveira Joo Miguel da Costa Francisco Antonio Vieira Antonio Pedro das N'eves Joo Lete de Azevedo. Manoel Jos de Azevedo Maia Antonio Teixeira Lopes Jnior I.uiz .lose Jos Pereira Simes Jos Francisco da Silva F. Reeord Jofo Cals Jos Esteves Vianna. Um annimo Antonio Correia d'Olivcira Magalhes & Coelho Antonio Joze Alves da Fonceca LuizBorges deCerqueira Narcizo Joze de Santa Anna Antonio (-arlos Francisco da Silva Rodrigo da Costa Carvalho Um Anonymo Um dito Henrique Jorge Joze Agostinho Correia Guerra Cyprianno Luiz da Paz. U U U U h i. t^ 4. l 4. 4. 4j U S 3 5* o 3* 3ji 5# AVIZOS DIVERSOS. COLLEGIO PERNAMBUC\NO. ATERRO DA BOA VISTA, N. 6. As aulas do Collegio Pernambucano acJiara- se alM-rlas desde o dia 7 do corrente Janeiro. Todos os preparatorios que a lei exige para as Academiasde Direito e de Medicina do Impe- peno assim como para as pessoas que se des- tinan) ao commercio sao ahi ensinados , desde primaras letras. Os professores das Snrs. Redactores. Leudo no sen Diario N. 8 do corrente mez e anno urna correspon- dencia assignada 0 Vigilante em que me laxa de ingrato. para 3om oSnr.,Bara- ta Fiscal do Bairro de Santo Antonio em cousequencia do que elle Barata fez com as cazas ira ra Nova pertencente a JooDuar- te de Faria desejava o mesmo vigilante de- elarassse o qne fez o Snr. Fiscal Barata para recair-me a nota de iugrato, podendo ficar certo o Snr. Vigilante, que se o nao declarar como pede a honra e franqueza o publico lhe lngara o ferrete proprio a quera avanga sera provar. Seu Leitor. Carneiro Monteiro. tsr Qaem qnizer urna ama de portas para dentro, para todo oservigo; dirija-se ra do Nixo do Livrameuto decima 15, defronte da venda do Lauriano. S^r A pessoa que annunciou no Diario de 11 do corrente, offerecer-se para ensinar pri- meiras letras e latim dirija^sidefronte do trapixe novo casa n. 18 no I. andar. szr Abrio-se no dia 5 do corrente e con- tinua muito bem por ter j lima boa por- ro de alumnos nm curso regular de The- olosia Moral, Dogmtica e Historia Sagrada e Ecciesiastica ; a matricula continua at o ultimo de Fevereiro p. futuro : os pretenden- tes dirijo-se ra de Hortas D. 36 a qualquer hora. , scj- Existe urna carta para o Snr. Francis- co Fernandes Vieira na ra da Cruz casa D. 7. ^f" Joz Antonio Pereira Ibiapina como- nica aos seos amigos e Clientes da Provin- cia da Paraiba Cear e a quaes quer outros a quem elle possa interessar, como Advo- gado, que estabeleceo sua banca n?sta Praga de Pernambiico no pateo do ("armo e na ca- sa em que morou o Dr. Bernardo, e ulti- mamento o Snr. D.r Joz Napcizo. sw Preciza-se de um caxeiro no botequim junto ao Theatro. tsr Aluga-se um preto cozinheiro, pro- prio para casa de hornera solteiro na praca da Boa-Vista D. 9. tsr Olferece-se um homem solteiro de boa xndticta para ensinar primeiras letras perto desta Praga ; quem do seo preslimo se quizer utilizar dirija-se na ra do Collegio D. 8. = Os abaixo assignados consignatarios o1 Ihigueaustraco Wadislavo rogo a qual- quer .pessoa que tirer con tas contra o dito Bri- gne que as aprsente at o dia 13 do corren- que aparega contra o dito Navio Me. Calmont & C. = D-se um cont e quinlientos mil reis a juros sobre algumacasa livre ; quera quizer anniincie. x-w O arrematante do imposto de 20 p. c. garo dito consumo venho tazel-o nos dias 1 \ ?' 1 r e''\do corrente no Largo de N. S. do Tergo D. 6, findos os quaes se proceder na forma da Lei emtra os que dei- xarera de pagar. IZf Preciza-se alugar urna casa terrea ue tenha commodos para nina familia, e em qualquer das ras do Bairro de St. Antonio, nao excedendo o seu aluguel de 14,> reis por mez ; quera a tiver dirija-se a esta Tvpogra- phia. s= Quem precizar de roupa engommada dirij-se lojrf do sobrado I). 31, na ra dos Martyrios que achara com quem tratar. Precisa-se de um mastre refinador de assucar e das-se bom ordenado na ra do Arago:caza D. 34. tsr Aluga-se a loja do sobrado de um an- dar do patio da Matriz onde morou o Dr. Bretn : quera o pretender dirija-se ao dito sobrado. szr O abaixo assignado satisfazendo a exigeneia da pessoa que deseja saber a sua moradia ; declara que morador na Villa de Santo Atilao em casas proprias na ra D- reita Tburtino Pinto d'Almida. S^" Precisa-se de alugar nina escrava tiel , e que saiba vender na ra : quem a tiver an- nuncie. tsr Quem quizer comprar nina escrava de 15 a 16 annos de idade bonita figura sem vicio algum cora habilidades, cozinha e faz todo o servigo de urna caza 5 adverte-se que vende-se por seu Sr relirar-i da Provincia os pretendentes podem dirijir-se a ra da Cruz lado direito sobrado D. 1 ao p do Bom Jezus, 5. andar. tsr Quem precizar de um rapaz porluguez com idade de 22 annos o qual sabe 1er es- crever e contar para caixeiro de venda ou para outra qualquer occupagAo tanto neste praga como fora della 5 pois tem toda a pra- tica de negocio ; pode dirijir-se a ra Nova venda junto a ponte que achura com quem tratar. SST A pessoa que pretender comprar 4 pi- pas e alguns barriz de 3 em pipa ; dirija-se a ra da Praia parede e meia do ultimo ar- mazem de carne. S2T Rnga-se por bem da ordem a todos os Snrs. que teem recebido aulos era conli- anca hajo de os recolher aos respectivos Cartorios como devem e sao obrigados al por principio de gralido. Um Escrivo por todos. S3" Aluga-se una caza na Soledade cora orna salla na frente urna dita atraz, duas cainarinhus, um gabinete ao Jado cozinha fora cacimba e quintal a tratar na roa Di- reita venda de Joze da Pcnha que achara com quem tratar. 5*y Compra-se escravos de ambas as sexos, com vicios ou sem elles, e com habilidades] ou sem ellas para tora da provincia; na pra- ga da Independencia D. 1. S-T Na loja le urna porta da precinta do Livrameuto D. 52 ainda existe um resto de ferragem comoseja chaleiras n. 5 1200 n. 2 1000 ; cassarolas grandes 1000 -, ce- ios de sovellas de capateiro 200 ; caixas de seda dito 160 ; caixas de obrejas 60 ; ditas de lamparilla 60 ; ditas de linhas demarcar 80; raassos de creo para menino 160; j)e- dras para escrever 160 ; libras de pregos de forro grande e coitaes 80 ; 10 grozas Je bo- tes de massa para farda des 1000; sachlas 520; encnhos grandes 480, pequeos 520; thezouras de alfaiate 240; pedras linas para navalhas 480 ; cai- vetes (le penna 160; ferros de pjaina para car- pina 120; ferros de juntara 120 ; de gui- lhernie 120 ; ferros de capa 240 ; ditos pe- drezes, varios tamanhos 80, 120, o 160 ; corren tes de rame grosso de ferro para bal- langa 200 a vara. C7- Ofierece-se urna pessoa de boa condu- ta aos Srs. pas de familia para lecionar la- tira e primeiras letras, em casas particulares, e por um prego muito razoavel; quem qui- zer annuncie. 0 abaixo assignado faz cien te ao Sr. ar- rematante das agurdenles de produgo Bra- sileira que desde o dia 8 do corrente deixou de vender o efleito na sua venda em foi a de portas, N. 22. Antonio da Rocha Comps*. CT 0 abaixo assignado deixou de ser cai xeiro da casa do Snr. Nuno Maris de SeixaV desde odia 10 do corrente Antonio Mar-- tins de Carvalho. Aluga-se.urna prea ou moleque para o servigo de caza e ra quem a tiver dirija-se a ra da la rango ha : sobrado le dun vnr-'ndiis do ferro. 4 ^ L E I I. O E N S . "s^y Precisa-se, alugar una casa com com-' tes commodos dirija-se a Pava ti Manoel , modos suficientes para urna familia e que o' na ra de Apolo contigua ao porto das canoas seu {trcgo nao exceda a 500# reis annuaes ;< rio Rccife, ou a bordo ao Capitao Ignacio Xa- <|uem tiver dirija-se a ra da Gloria sobrado! vier Pinheiro, defronte da Lingoeta. do nm andar delimite do convento ; adver- te-se que a casa quer-se no bairro de S. An- tonio. C3" Ha para se alugar metade de urna casa terrea com bous commodos quintal e ca- cimba nao lendo familia quem mora; quem pretender aiinnncie ou dirija-se ao trapi- che do Sii.\ Angelo a fallar com Manoel Francisco de Jess Veras, que dir quem tem. ssy O abaixo assigoado avisa aos pais de sous alumnos e aos que do seu presumo se quiserem servir que no dia i."de Fevereiro continua no ejercicio desua aula de primea- ras letras Doutrina Chrisl Ari'Hinetica , eGramniatra Portugucza ; na ra da Ca- deia 1). 52. Padre Joo Jos da Costa Riheiro. tz$~ Arrenda-se o sitio de S. Amaro em que reside o Morgado de Maciape : (|uem o pretender dirija-se a ra do Sol a fallar com Francisco Jos Al ves (lama que est autho- risario para fazer o arrendamento. CF" Neuhuma pessoa contrate negocio com os berdeiros do Engenho Gurgucia relativa- mente as trras do mesmo Engenho por per- tencerem ellas ao de Maciape como se mos- traa por documentos em occasio oportuna. ' ssr O bilhete N. 2*09da 1.' paite da 8.' Lotera do Theatro Publico, pertence a Jota Te- lis da Cmara Pimcnlol, do Engenho Gaini, e liea em peder de Francisco da Silva Lisboa. \rf O Provedor da Irmandade do S. B. J. dos Martirios dos Pobres Erecta na [groja d." N. S. do Ro/ario de S. Antonio do Recife faz seicute a lodosos Irmaos daquella Irman- dade. que devero se achar no dia 10 do corrente no cnwstorio da niesma, para se procedW urna mesa geral, e para chegar a no- ticia a todos mandei que se puulicasse este aj nuncio em (pie me assignei. Theodoro Jos da Silva Eacerda Provedor. JC-7" (Juem tiver para alugar uiu sobrado de um andar ombora seja pequeo. as ras as Cruzo*. Rangol ouJDireita, cuja ren- da animal nao exceda de 200,>000 reis : an- ssr Que faz o Corretor Oliveira quinta feira 15 d< corren te as lo horas da manb . no armazem de assucar dos Srs. Carvalho & Ferreira, no forte do mattos quasi defronte da prensando Sr. Brito de grande porgao de mobilia nova recem-chegada do Porto con- sist udo Pin cadeiras canaps, e sofas fe- tos primorosamente de pao de oleo e de Ja- caranda, e muilos uniros arligos que estarn patentes ; adverte-se que tuda ser vendido rasoavelmenle por motivos de precsao de li- quidar contas, SST Que fa/em James Crabtree & Compa- nhia por inlervencao do Correlor Oliveira , de um esplendido sortimento de fazendas In- glezas ; Sexta feira 1 i do crrente as lo horas da manh no seu armazem da ruada Cruz. COMPRAS, C3~ Algum Sanctuario com Imagens : quem tiver annuncie. !C^" Escravos de ambos os sexos, com vicios ou sem elles e com habilidades ou sen ellas pafa fora da Provincia : na praga da Independencia D. i. KSF" Um pequeo sitio perto da praca, que ten ha porto de embarque, ou seja prximo a elle, ou per mu la-se por urna casa que rende 200.v(WJO rs. no Bairro deS. Antonio : an- nuncie. V E N 1) A S . n unc^e. i^~ A pessoa (jue precisa de2:000^006 rs. a premio .sobre bypotheca sendo que quei- XZT Folhinhas de j>orta dilas de algibei- ra com variedades dilas de dita com alma- nak mui correcto, dita Eeelesiastica ou de Padre ; todas por prego mais com modo que em outra qualquer parte impressas em bom papel, e lindo typo : na praca da Indepen- dencia loja de livros n. 57 e 58, na ra do Cabuglojado Sr. Ranricira na venda da quina defronte da Igrcja da Madre de Dos , na ra da cadeia loja de ferragens do Sr. Mo- raes e que ja Ibi do Sr. Quarcsma defronte rada. ra a 2 por cenlo ao mez agradando ao an- da Matriz da boa vista na botica do Sur. Mo- atinciante hybolheoa ; annuncic a so* mo- \ reir emlinda na ra do Amparo hot- ca do Sr, Rapozo. K7" Bichas grandes a 210 rs. respnde- se pelas que nao pegarem e tanibeui se alu- go : na ra do Cabug X 4. Para Lisboa sabe no (Ua 24 do Corrente o! $sj- Enchameis de mangue, de 20 50 Rrigue Portuguez Josefina A Emilia, anida: palmos a720rs. alim de se liquidar : na ra da Praia casa do Vianna. AVISOS MARTIMOS. recebe alguma carga a frote e passageirs ; a fallar com o seu c ensignatario Thomaz de Aqu no Fonseca na na Nova I). 21 ou com o Capliao Francisco Joaquim Ruarte na praca do Commercio. Para o Rio DE Janeiro o Bergantina Na- ZZj" Lniu preta com algumas prendas, que se far ver ao comprador por 200/rs : na ra do Fogo ao p do Rozario D. 25. t7' Dados para jogar rada de tomates em latas, mui bem feita confeitos, e amen- cional Eugenia Capitao Manoel Antonio de, doas cobertas, proprias para o tempo de Qua- Sou/.a Gueria a sahir com toda brevidade resina, una secretaria de amarelo, un ban- por ter ja parte de seu carregamento prom- pto: para o resto de carga e escravos a fie- te tratn-se com Joaquim Raplisla Moreira , no sen escriptorio na ra de Apolo e para pssageiros com o Capitao a bordo. Para o Rio DE Janeiro com toda brevidade o Patacho Paquete do Rio ; quem q u i ser car- regar ou ir de passagem dirija-se a Gaudino Agoslinho de. Barros na pracnha do Corno i cotas de idade de lia 18 anuos, de bonitas co de dito para mareineiro, em bom uzo : na ra da Cadeia N. 9. XZF L'ma escrava de nago de idade de 2o annos recolhida e de boa conducta en- gomma cozinha e lava de sabo e varrella ludo com asseio e perfeieo urna inulalinlia mumbanda, de bonita figura de idade de 10 annos, com boas habilidades, 4 mole Santo I). (37 ou a bordo ao Capitao Mano- el Francisco da Silva. Para Lisboa o Brigue Portuguez Concci- co Flor de Lisboa forrado de cobre e de superior marcha sahir com muita brevi- dade por lera maior parle de seu carrega- mento prompto , quem quiser carregar ou ir de passagem para o que offereee os melhores commodos e trata ment dirija-se a Mendes A O'iveira na ra do Vigario l. lo ou ao Capitao do dito Vicente Anastacio Rodrigues. Para o Porto sahir at o lim do corrente mez por ter metade de seu carregamento abordo, o bemeonhecido Rrigue Portuguezt" xr Chales de seda Mara Feliz, Capitao Antonio Luiz Gomes: quem no mesmo quiser carregar ou ir de passagem entenda-se com Jo Capitao na pr?a ou com sen Consignatario Antonio Joaquim de Souza Ribeiro na ra da Cadeia do Reoife. Para o Maranhao at o lim do presento mez >ahir o bem conliecido Brigue Escuna Lau- ra pregado e forrado de cobre tem gran- o-parte ue seu carregamento engajado; pa- i-.: carga e passageirs trata-se. rom o Capitao, liguras, e sao recolhidas urna mulata de idade de 22 annos cose bem lava de sabao e varrella duas prelas de idade de 25 annos, (uilandeiras um mulato de boa ligura e conducta com principios de carpina, um escra'vo peca 5 ditos de nacao de idade de 24 a 28 annos proprios para qualqner ser- vido por 1:8oojooo rs. : na ra de Agoas verdos D. 58. tSF l'ma morada de casacm Olinda, junto ao passo castilhano com 6 quartos e um grante quintal, pelo preco de 2:-ioo,>ooo rs. : a tratar na niesma casa. ecasemira muito ri- de gnrea e de fil de eos mantas de seda linho vestidos de seda muito riscos, cor- tes dosmesmosde lindas cores, chapeos de seda, e de pal ha do ultimo gosto lencos de seda de garca, e de fil para sen hora to- vas e meias de linho e de seda de todasas qua- lidades flores e cpelas selins para mon- laria de homom e senhora sapatos de todas as qualidades pentes de tartaruga para mar- rafas, ditos de prender cabello, marroquinsa lojirs. a duzia e outras muitas fazendas 7" Urna mulata de idade 2o annos, sa- bendo bem coser e engommar dvertindo que s se vende para fora da-Provincia e um molato de idade de 22 anuos : na Boa vista , ra atraz da Matriz, no sobrad junto ao Collegio. cr* ( cadeiras de Jacaranda com assento de palhinha, por preco commodo : na ra das Flores I). 8. S^r Para fora da Provincia por nao que- rer servir a si:a senhora um eseravo crelo, de idade de 14 annos de bonita figura mui- to sadio sera vico tem principio de co- zinha faz todo oserviQO de urna casa e as compras diarias e he muito deligente ; na ra S'ova lado do norte no segundo andar do sobrado . 26 onde tem o Gabinete Li- terario. C7* Duas vaccas e 5 garrotes de raga turi- na : a tratar com Joaquim Joze de Araorim. O" Batatas $oo rs. o gigo : na ra da L Cruz casa D. 7. 13T Para fora da Provincia um eseravo de idade de 5o annos : no Quartcl de Policiu a tratar com o 2. Commandante Geral, ouem sua casa na ra doFagund . 52^* Um relogio bom regulador orison- tal e de ouro por precio commodo : na ra larga do Rozario D. 13. t^T Para fora da Provincia um preto offi- cial de pedreiro de bonita figura de idade de 2o annos : no principio do Atierro do Af- fogado em casa de Silvestre Joaquim do Nas- cimento^ assim como urna mulata moca de bonita figura, muito robusta, sabe lavar, engommar, coser, cozinhar e lodo o mais servido de urna casa. s~2" Umcavallo russo pedrez muito bom carregador e esquipador : na ra do Quei- mado. lo defronte do beco da Congrega- cao. j^r Erna preta vistosa cozinha o diario de urna casa lavadeira de varrella, e engom- ina liso propria para o servico de urna casa : na ra do Cotovelo lado esquerdo passando o beco das Barreiras D. 57 $ assim como aluga-sc una loja na Praga da Boa vista , D. 4, para venda ou oulro qualquer estabe- lecimenlo. t^- Urna negra de idade por 200.000 reis sabe lavar tanto de varrella como de sabio : na ra da Conceieao da Boa vista, D- cima 0. fcT- Urna venda no principio do Atierro do Aflbgado com os fundos de 8ooji rs. pouco maisou menos, metade a vista e metade a praso, e a casa tem bons cmodos para fami- lia e oalugucl he muito em conta : a tratar na mesma, com Manoel Jos Carneiro. tzr Chocolate novo, ptimo e por pre- go commodo: na fabrica franceza de charutos, no Atierro da Boa vista ; assim como conser- vas francezas de hervilhas, sardinhas, choii- rigos tic. dilas inglezas sortidas e mus- tarda. CF* Gommade araruta por prego com- modo ; na praga da Boa vista venda D. 0. SSif- Ema preta de nago de idade de 26 a 28 annos cozinha o diario de urna casa , engomma faz flores e he quitandeira : na praga da Independencia loja n. II. 537- Por pre^oscom modos na ra daMoe- da n. 141 urna preta de idade de 5o anuos , lavadeira de varrella, e propria para o ser- vigo de campo; urna muala de idade de 2o annos muito robusta engomma cozinha o diario de urna casa, e cose chao; um cabri- nha de idade de 8 annos ; um preto bom cozinheiro e perfeito refinador de assucar ; um eseravo official de carpina, de bonita fi- gura e de bons costumes ; salga parrilha , em grandes e pequeas porgues e essencia de aniz. w Urna casa terrea na ra da Gamboa do Carino D. 15, com commodos bastantes pa- ra grande familia ; quem a pretender diri- ja-se a mesma para ver, e depois para o ajus- te na propriedade da ra da Gloria, que tem porlAo D. 2o. t2T Por prego commodo um compendio de Geografa pelo Abbade Gaullier; e um jogode damas con lendo gamo na ra do Alecrim D. 4. 13" Em eseravo do gento de angola inda Ixigal de idade de 16 a 18 annos, sem acha- que algum e he eseravo para todo o servico: na ruado Livramento D. o. ciel ao Capitao Francisco Jos de Medeiros , receber 200c000rs. de gratiicaco. vsr Manoel, de nago Cabund, alto, feio, rosto comprido levou caigas de brim e ca- misa de baeta encamada, costuma embebe- dar-se he canoeiro costuma andar por viveiros fazendo atierros foi captivo de An- tonio Simes Domado. Antonio da Costa, muito alto e magro, olhos vermelbos , meio vesgos> coxo de urna perna., que qoe- brou ja andqu muitosanuos embarcaio, porisso deve-se procurar por embarcnc<'fes do alto : quem os pegar leve a ra do Vigario N. 7 que lera 50*000 rs. por cada um sendo pegados nesta Provincia e em qualquer ou- tra do Imperio 00000 res. SC7* No dia lo do corrente fugio de bordo do Patacho Nacional Joscphina do qual he Capitao Francisco Jos Riheiro um esera- vo de nome Joo do naeao Mozambique , rosto redondo de idade de 5o u 55 anuos , o andar de passos curtos estatura regular , roforgado do corpo vestido com caigas e ca- misa de zuarte e chapeo alcatroado : quem do mesmo tiver noticia e prendido queira conduzil-oa casa de Gaudino Agostinno de Barros na Pracinha do (^orpo Santo D. 67 , ou a bordo do dito Patacho defronte da Lin- goeta. xz" No dia lo de Dezembro p. p. se- duziro do lugar do Barbalho do sitio que foi do Sr. Cajola urna mulatinha de nomo Luiza de idade de 2o annos pouco mais ou menos baixa ( grossa peitos pe vestido raneo de mangas curtas com patos e folhos, e mais tres vestidos de chitauzados, um leen branco no pescoco, culgada de meiase capatos verdes ja velhos consta nfio estar muito ionge porisso roga-se a qual- quer pessoa que queira denunciar que se pro- mete segredo e gratifca-se bem do- seu tra- balho: dirija-se ao Hospicio sitio do Sr. Chan- ecllcrria Rellago a fallar com a Senhora D. Maria Joaquina de Macedo ; assim como tambem se vende sendo que seo seductor a queira comprar. \r Desapareceo no dia 2 de Outubro p. p um preto de nome Manoel, de nagao Congo , de idade de 2o annos estatura regular de bonita figura gordo rosto redondo olhos abugalhados ps pequeos e no direito o dedopolegar he redondo procedido de um penadico ; levou vestido camisa de algodao trancado caigas de estopa das linas \ e bonet inglez. Jorge, de naco Angola de idade de 22 annos baixo rosto redondo olhos grandes urna marca bordada em cada um dos bracos e he bastante regrista auzen- lou-se no dia 26 de Novembro p. p. ; levou tambem camisa de algodao trancado e o-j eornFirmino Jos Felisda Rosa, na ra i de gosto : na ra Nova D-6 e 9 do lado da da ModN. III. T" Matriz. P\r o Rio de Janeiro com toda brevidade t t'acho Nacional Vaiente ; quem no me- mo quitar carregar ou ir de passagem por fre- v,r* Um eseravo bom serrador : na serra- ra de Joo Antonio Baptista Muniz, na ri- bira. ESCBAVOS FEGIDOS. Xij- FugirSona Baha em o anno de 1855 a 1856 de bordo do Patacho Novo Acord , dous osriavos marinheiros sendo um de no- me Pedro outro Joo ambos de nago, es- tatura regular, sendo um bem retinto 'e ou- tro fula sem maissignaes alguns : quem os anprebender e os levar a bordo do Brigue Ma- cal- gas do estopa arremendadas e su jas ; julga- se andar na malla do Poco em S. Lourenco da malta por assim o afirmar um seu compa- nheiro do fuga que a das foi ali agarrado : quem os apprehender leve-os a casa da qui- na defronte do Trapiche Novo que ser re- compensado. S~y No dia 7 do corrente pela madrugada, do sitio de Ignacio da Cunha em bebiribe, fu- gio nina negra crela de nome Veiissima , levando comsigo urna cria, de idade de 7 me- zcs a negra temos signaes seguntes: baixa, cheia do .:orpo bmi os ps cambados e bota- dos para fora tem urnas marcos de relhadas pelas costas que levou a pouco tempo, repr- senla ter de idade 24 anuos ha noticias do ter hido p.;ra os a (Togados ; quem a pegar le- ve ao dito sitio uu ua ra do Rangel loja de cera D. 57. MOV MENT DO PORTO. coxtinuacao' das entradas do da H. Rio de Janeiro ; 21 das Brigue Brasileo Rom Jess de 2o5 tonel. Cap. Joo Rodrigues Amaro equip. 17 carga car- ne secca fazendas e mais gneros: a Gau- dino Agostinho de Barros. Rio Grande do Su 1, 28 das Patacho Brasi- leiro Voador de 161 toneladus, Cap. Joa- quim Ferreira dos Santos equip. lo, car- ga carne secca: a Firmino Jos F. da Roza. DITAS !\0 DIA 12 Terra Nova ; 58 das Brigue Inglez Ter- psichore de 2oo tonel. Cap. William Hu- tchings equip. 12 carga bacalho : a James Crabtree & C. ; passageirs 2. Dito 5 58 dias Brigue Americano Atilla de 2o6 tonel. Cap. William Chase, equip. lo carga bacalho : a Matheus Austm & Com panilla. Philadolphia ; 28 dias, Barca Americana., Globede 26o tonel. Cap. Nicols sling , equip. 15, carga farinha de trigo cha ,. c mais genaros a L. G. Ferreira & G. RCIFE NA TYP. DE n, F. DE F. 13*2 i |
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