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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/04392
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Thursday, January 13, 1842
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:04392

Full Text

A mo de 184.?.' Quinta Feir 13 de
Tudd fon depende de nos mesaina ; d* nnii prudencia, moderarao, e energa : con-
i;ueaoi como pricijjf(IOf, e seremos spontadbs con admirat.jo entre a ftaefies maia
uliaa. (Proclaoiaca da AssenMra eral du *raail.)
PARTIDAS I)OS CORREIOS TERRESTRES.
Coianna, Perajba, e Kiotra^de du Norte, n egunda sexta teira.
Bnnili) e Garanhuna, i 10 e 24.
Cal>rt, Seriilhaenl, Kid Fdrmoio, Pnrto Calv6, Maceio, e AlagQas* no 4 11, e
I'jjHii 13. Saulo Ahtab, quint.l tira. Oliiiila todoa 01 das.
-------------------------------------------:--------------------------------------- "- "-----------------------
DAS bA SEJVIANA.
t) SeR. Patito 1. ermita1. Chanch Aud. do Jim de Dircib di 2. vara
ii Tire. s. Hyino. Add. du juii de Direto da 4,'Tira.
42 Qua'rl. a. Stiro. Aud. du jtiiz de iWuh da 3. Tira.
43 Qdiftt. Hilarid. Atid. dd jdit de direto da 2. rtlra.
44 seJt. . Felia. Add, dn, Jdlt de Direto ca \. tari,
lo sao. a. Amaron. Jlrl. Aud. do Juix d Direli da 3, Tira.
46 Dom. 0.4a. ame de Jetua.
21.
Janeiro; A.Vno XV.ITI.' X.9.
dee!)l'VV.Uhl'C",e 'l<,0"" de tream.l rtl. por quanel pago, adianiados. O, anun,i, J0. aa^ant.. oirr^nde.
Rratt. eo, do, que o nao forem ra.uo de 80 rei. por lian.. A. reclamar.*' d ve n ,er
tmhio aohre l.nndrea 29 d. p. 41).
Paria 320 rea p. franto.
.. Lisboa SO a S5 p. 400 de pr,
Ocao-Moedadefi.'iOO V. 44.400a 44, > N. 44.200 a 44,400
, de 4,000 SDOa S.200
Pbta Palcoe 1,050 a- 4,670
CAMtilOS rto )IA 12 D lAHitO.
PMta Pero ('nliimnaiea 4.1156 a 4 075
" Menanos l.fiVla 4*65(1
Moeda de robre 3 por 400 de dieronto.
iaconlo de bilh. da Alfandeja 4 e i por 400
ao mer..
dem de letra! de boas firmas 4 e a 1 e {
A
Preamar do u,a 13 de Janeiro.
i.n as 6 hora e (i ni. da tarde.
2. as 6 horas e 30 m, da manlij.
risfa
PttSES DA LPA NO 1WF.Z LE JANEIRO.
Qoart. mm*. a 3 -- 7 urna e SO ni. da' larde.
La Nora a 11 a 4 oras e 54 m. da larde.
Qusrl. cresc. a 40 -- ks fi oras e41 m. da larde.
La obeia a 21) -- a 3 ora* e 30 m. da larde.
IM II.IO |>E i'IKVHIEUl^
PARTE Ot-FICML.
I .i,"' J fu1 .....mu un.......mi
GdVRNODAPflOVINCiA.
[ XPEBlEJi* O U (i IC. iOlRSTtt
fioid Ao juiz d direto d crime da
cdmrtia de tiointi disendo-He que no
fin de cMdit sesSd dO jury deve rertletter tres
mapjias prcues, o primeird dos enminosos
portllejdlgados, segundddost|ue forAdsiib-
mettidos ad jury de acusagao, e d tereeiro dos
que loritm slljetos do de sentenca, confor-
me a e\prefisa determinado da portara da
presideiic de 9 de maiode 1858, e nd map-
pasgeres ttJfim do auno, edmo acaba de
fazer, dhlirint, que, qliando dexarde
haver sesto no tempd na irado , informe a
presidencia dos motiyds qte a isso deram
lugar para dar s prdvidericias, que era
suas attriilirps coubereiil
Dito- Ad inspector da tbesouraria da fa-
zenda, transmittirido-Ihe a ordem do tribu-
nal do thesouro publico nacional sob o (i.*
109, fim d d,e JH3d a devida execu-
156*0.
Dito Ao ftlBmd r'dehando-lhe que
mande pgar ads alferes de 1 . linha Joaquim
Meirelles e Antonio Rddrigues Lilis, qde
tem de seguir para a provincia do Maranho,
o sold vencido do mez da daSenibrd ulti-
mo.
Dito Aocom mandan te das armas, C0m-
municando-lhe a e\pcdi^o da ordem s-
pra.
Dito Ao cdmmahdafrte superior d guar-
da nacional do Recife, para mandar dispen-
sar do servido oprimeire batailio, a que
pertence, o guarda nacional Joo Antonid da
Silva Grilo, em quntd se achar no exercicid
de comissario de polica da friguesia d S.
Fr. Pedro Gonsalves do Recife.
Dito Ao prefeito interino da comarca do
Recife, communicando-lhe o cont ud) no
precedente oiiieio
Dito-Ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes oitlcmlndo-lhe, qile manle
pagar a cmara municipal de Santo Antd o
aluguer, que se Ihe estiver a dever da casa,
m que se acha aquartelado a destacamento
ilaquella comarca segdndo requisita o res-
pectivo prefeito.
Dito Ao prefeito da comarca de Santo An-
to communicando-lhe, ter expedido a dr-
dem emitida no oilicio antecedente.
Dito Ao commandante das armas, parte
cipando-lhe ter mandado recolher thesoura-
ria da fazenda o restante do producto da ven-
dada canoa vel ha da fortaleza de Itamarac.
Dito Ao inspector da tbesouraria da fa-
zenda communicando ter S.'M. o Impera-
dor mandado declarar t*m aviso de 10 de de-
zembro ultimo que o augmento de sold da
nova tabella anexa ao decreto sob o numero
360 do 1, do dito mez nao comprehende o
que se tinha mandado, ou no fucttlro mandar
abonaraos officiaes reformados, empregadps
no servido da guardas nacionaes lem do
odo, quecomoarefdrmados Ibes cortipete.
Dito Ao Inspector do Menal de marinha,
ordenando-ihe qu faca Cessar o pagifiiento
do sold que deixou nesta..provincia d se-
gundo tenente da armada nacional, Rdmo
Aliguis yisto ter requerido reeebebo d 1.
de dezembro ultimo em diante por bordo do
Riigue Escuna Fkllidatle, onde se acha
Miibarcado.
Dito Ao director da obrd da casa da* rela-
,jo, ordenando que remetta lima coilt espe-'
cificada dos jornaes vencidos pelos .operarios
engajadfls por o serviyo feito na mesma obra
Uesde 3f rje julho do anno prximo passado,
a lim de ser satisfeita pela thesouraria da fa-
zenda das rendas provinciaes.
Dilq Ao mesmo, para orgasinar e remet-
orn uj novo ornamento da dispesa necessaria
leis, e que
grantle numero
paraconcluir-se a referida obra fazendo nel- Iquando assim apraz donme de
le as reducedes que forem admissiveis. ferem de um sgo|p<. lu,m
Dito- Aoenrarregado da planta deste mil- de individuos reunidos por lista nominal por
niclpio, dlsendo-llt no poder ser satisfeita l""- --
a requesigo qnle faz, da plantado terreno
comprehendido^entre oseugenhos- Macug;,
Gateilde e 011 tros levantada pelong^fiheiro
Kersting.
Dito- Ao coronel chefeda legid da guar-
da nacional de Iguarass, re&imbiarido pro-
posta de dlferes para a quint comparihia, do
batailio da guarda nacional daqiie'lla villa,
flm deque fatja organizar outrd dconforrtii-
dade com o artiro 1. das instrUccJJe's de 14 de
setembro 'de 1838. ,
CORREIO.
O palhabot N. Gram Crdz, de qUe he irtes-
tre Urbano Jos dds Santos sat para LoaUda
por Benguella no/lia lo do corrente mez.
MEZA DO CONSULADO.
Miguel Archanjo Monteiro dp Aiidrade Ca-
valleiro da Ordem de Ghristo e Adminis-
trador da Meza do Consulado desta Cidcde
por f. M. I. e C. que Dos Guarde &c.
Faz saber qnc nodia lo do Corrente se" ho
de arrematar na porta da mesma1 ddminislra-
?o quatro caixas de assucar brando aprehen-
didas pel gilarda conferente do trapixe da al-
fandega velha, Joiio Atanasio Botelho, por fal-
sificaco de peso e marcas 5 sendo a arrenia-
<}o livre de despesa ao arremattanle.
E para que chege a noticia a quem convi-
er mandei alixar i presente edital na porta
desta administragd, e publicar pela im-
prensa.
Mesa do consulado de Pernambtico 10 de
Janeiro de lSV.
Miguel Arcanjd Monteiro de Antfade.
ARSENAL DE CIT.KrU;
O arsenal de guerra precisa- de dous sur-
radores," que sejo hbmens liyres ganhando
o jornal de mil dusentose oit'erita reis, quem
quiser compareca na directora do mesmo ar-
senal dils 9 horas em diante.
Arsenal de guerra 10 de JaheirO 1842.
Vega Pessod;
Director 1
PREFEITURA.
Parte do dt 11 do corrente.
Illm e Exm. Sr. = 0 sbiprefeitoda fre-
gdesia de Santo Antonio partecipa que pelas
5 horas da tarde do dia 10 do corrente, appare-
cerd dentro d'hma canoa cm palacio velho
um Cadver o qul depois de vesturiado ,
foi sepultado no lugar do costulrte. fcbube-se
porem qte o dito cadver era d' um portuguez
que falecera afogado', por'Ur sua familia pe-
dido hontem faculdade para o transferir para
outra sepultura mais decente ; diseudo que
elle quando saira de asa se havi.i mettido
s em uia caboa.
E' o que consta das partes hje recebi-'
das.
seila, elasse ouporalgumiicathegoria. He
claro que o nomc sagrado de eis imposto
aes actos de rihuma sorte Ihesmuda i na-
torza; e mais criminosos a todos os res pe i-
tos que os priifioirs silo por' isso mesmo nao
menos arbitrarios.
Em verdade he arbitrario hlim acto contra
pssoas tollas ;is veses (fue elle lie outra cou/a,
do que a Oxecdijao de huma lei anterior a es-
se mesmo acto e aos factos ou circunstanci-
as, que Ihe dizi'm respeito; todas as vezes
finalmente que lie outra cousa doquehim
Juramento, 0u o preliminar indispensavel
de hdm jlgmento : e bem como seria est
arbitrario, se (ssc una lei, isto he ; se
aplicasse penas a acgrtes, que a lei anda nAo
tivesse classilicado por criminosas; assim
taiiibem a lei se torna arbitniria, quando
atribuindo-se a loica de um julgamentd, re-
cae imiiiediataniente sobre pessoas e com
maior rasao quando o faz por disposjeftea no-
vas, que no resullao d lis precedentes nao
abrogadas.
Para exeusar estes dilererites actos arbi-
trarios diz-se que as cartas brancas os ba-
nimeiitos os desterros tornavo-se em van-
tgemdas familias, cat dos individuos, que
passavo por casesIrdlamentos ;qup nao ha via
outro meiodeperservar acertos hOniens decn-
ines<|iie estvo propensos a cometttr, crimes,
q;uc expondo-os a toda severidade das leis ,
deviiio por em perigo a sua vida od os ses
bens, a sua honra e a d seiis prcrites.
Quanto s resoluedes geraes executivas ou
legislativas que proscrevio ao mesmo tem-
po hum grande uumero de individuos a es-
sas chamavo golpe d'estado, medidas de sal-
vadlo publica, de seguranca universal; trivio
preconisadas como obras primas de habilida-
de, como proezas enrgicas (|uasi heroicas ,
quede repente ptinho diques s desordes ,
conjuravo as tempestades e salvdvao Os Im-
perios: pretendeo-se em sunlma que o me-
Ihor meio de reprimir Os Crimes consista em
os prevenir.
Es.la mxima que Cortarla toda a qjuesl,
eso por si bastara para sustentar todo o rgi-
men arbritario, tem a desvantageh de o dei-
Sar ver tal qal elle he i isto he de ho
admitle limite algdij. Em vrdade s o po-
der supremo legislativo, od xecuivo fica
sendo o uriieo juiz dos casos em que convem
prevenir no recid de que alguiri da nao t-
nha lugar o reprimir sua disposiciio esto
DIARIO DE
Continuaco do artigo Garantas indivi-
dus, etc.
Se a authoridade publica eti osprOcessos-
judiciarios prende sem julgamehtds regulares^
encarecra aquem bem Ihe parece prolonga
indefinidmente as prisoes, deslerrai bane^ em
dispoe em fim das pessoas a seu bel prazr ,
atienta ella mesma contra a eguranga que
deve man ter, ecometteem seu proprio nOtne
postas s por Isto todas as pessoas e pode or-
denar Contra elas o quelhe aprduver: p.nira is-
so bastar dizer qhe se assinl obra lie para
salvago da patria para maior bem do Est-
do at: para lieiri das prOprias pessds de
que quizef dispor.
Tal nao be o espirito das lls regiilarSi en-
tre as qaes algums h que tendem sim a
prevenir certas desOrdens; mas designando
as pessoas que nao permanecers plenamen-
te sehhdras de si mesmas p'i exempio os
insensatos Os menOres, tic. Alm destas
circunstancias scrcm ou poderem ser, se-
gundo a nccessiddde, judiiaridmente contes-
tadas, acresce q|ue taes exceptos dsss de-
clarad qie s lid ceixado as otras pessoas
o cuidado de prevenir ds suas prdprids desor-
des ', que se 03o te reservado contra ellas,
seno meiosdemerd repfsso; que nao bou-
Ve pretengo deas sujei tara liima authorida-
de arbitraria que pOdcss lod e d se
talante polas em custodia o em tutella.
0|)press3o e despolismo sao vocabulos va-
zos de sentido, se se nao appCAo a taes actos;
porque dizer que taes actos nao silo despoti-
as violencias que tem d seu cargo reprimir :
eispoiso que ella fa^ j por ofdens part-eos. eoppresores, seno nos casos, em qne
ciliares, ja por ordens secretas contra pes-'os temores, eperigos, que Ihe serveni de
soas nomeadamente disignadas j por me- j pretexto nada tem de real, he apenas recu-
didas geraes e publicas at revestidas, j ar a difllculdade ; pois que alinal a authorida-
de, de,queemanao, he a nica que dCi"
de, que silo expedientes : s h seguranca
individual Oilde els nunca sao possiveis. A
Historia nos offerec lempos de escrvido, o
de trevas em que os pavos tirina perdido'a-
t a Wia dessa seguranza ; e ento a soeieda-
de subsistid como Ihe era possivel sem ga-
rantas. Os actos arbitrarios j nto erao des-
regraiiii'ntos nem abusos ellos entravao ,
como d direto', na desordem gernl. O |k^
dersupremo, que nao tinha bastantes luzes
para os distinguir dos outros actos seus os
multiplicava sem rflexo, nem escrpulo,
e at sern" demasiado perigo : ao menos nao
era ameacddo prximamente se ASO pela in-
subordinagao de algumds tyrannias subalter-
nas mais suas r'ivaes quo sujeilitssuas.
Quanilo porem pdrd prevenir j ou reprimir
seus dltentados elle houve rnister renovar no
seio dos povos a industria j o commerco, **
propriedade, estas potco e pouco troxerfl al-
gums nogt's de moral publica e reclama-
rd-se garantas, sem se saber ntida, bemem
que ellas podio consistir. A soiiedade fe
em verdade progressrts mili lentos ; mas tt
grandiosos em o decurso dos ltimos quatro
seculos que tornro cada vez mais odiosos1
os etos arbitrarios j fazendo-os tletrimento-
sossauthOridads que dellesse servissem.
A iiaturr.a destes actos he tal, qtleellesa-
Dreni hiima carreira interminavel onde se
nao pode parar sem proseguir sempre de cri-
m em rrirtie e de perigo em perifjo ; por
que as primeiras injusticas leves na apparen-
da rrastro s rhais vastds iniquidades. Co-
itieca-se por cdpturas por prizes ordenadas
singularmente contra hum pequeo nilmcro
de individuos : pouco e pqueo cmliem-se e
mulliplicao-sc ds prisoes d'Eslado ; ogo o o-
Iho rtenos pclielranle nel las descobrCm mi-
llires de victimas inndeentes. Nao he pois
neressrio', pie nos internemos mu i tu na his-
torial dessas prites para nos conv^ ncermos de
que o Principe (pie se digna assifii;u- cartas
brancas Consenlecm tornar-se histrumentt
das mais odiosas intrigas e das paixes mais
miserdveis ; qiie se torna ministro das vin-
{jancas de seiis ministros da dos rommissari-
os correspondentes, e clientes destes Elle pOd
a aulliot id.idc suprema do nivel dos ltimos
dgnteS, queassalaria. Nao considera de cer-
td que rio mostrando se nao a sua tonta-
d propria como causa immediala d'buma pri-
so, d'huril desterro, "elle nrhe o intervallo,
qile as leis lidv *o tomado o cuidado de por
entre ele e accusddos o reos, e que..re-
almente desee do throhti d huma arena Tai-
re que as fileiras cOnfuzas d'hum ejercito
I1.1111.110 Clovis nddesse impunemente matar
rom a tegid mao l)iim soldado selragem como
elle : roaS nd meio d'lnim povo illustra-
do O sement polidd todas as ordens dirc-
ct.uncu t emanadas do throno contra a segu-
raned das"pessdds, sao para este ligeiras co-
msses O^ue fred de se repelirem inseu-
sivclmente abaloo mesmo Uir no.
Mito mdis rdpido he o mal quando p
Principe provocando ds delaces, envenenan-
do e perpetuando a discordia e identifi-
can o- se em fim com os Interesses e paixes
d'hma sceita tolt contra a sceita opposta
as di-mas do poder arbitrario. Em toda a par-
le em que estas nao sao quebradas infalli-
velmente fdz-se este uso dellas logo que se
levanta huma dissensao poltica ou religiosa ;
e farces oppostas dellas se serverii reciproca-
mente s ateneas da authoridade suprema ,.
3tie alternativamente Ih'as presta. O que po-
e d'ahi resultar-lhe se nao tirar sujeita aos
esentimentos de huns e de outros, e al r api
disto atrahir pelo menos a leprvaclo dos es-
peci adores desses contb tes deploraveis t1
Depois de hum longo curso de perseguices
puramente individuaes chega o instante eip
que o seu datalhe parece mu laborioso mui,
lento mu botica efi-.i/.: c recorre-sa en
r
il
11
i



sas
o
A
*
t5p as medidas gcrae* ans golpes d'slado
Encendea-se, despoja-se, assassina-se, or-
denfto-se dragonadas, revogAo-se decretos
pacficos, retrato-se garantas sagradas ba-
nem-se, 011 dusierro-se todos os niembros de
huma corporagAo, de huma assembla, pros- do Brazil, anda menino, e a de Alhenas em
crevem-se hum partido, ou hurna casia inLoi-
ra todos os adhereutes a huma doutrna,
todos osassignatarios dhum papel, d'huma
peQo, d'hum protesto, d'hum escripto se-
creto, ou publico ; o que em verdade he imi-
tar ou exceder as agresses dos salteadores
mus audazes e mais insignes malfeitores.
(Continua).
.0 tratado .do Commercio entre Inglaterra e o
Brazil.
Dieu et mon Droit.
Huma questo de s;mma gravida.le se agi-
ta neste momento entre es dous gabinetes de
Londres e do Rio de Janeiro. Pretende o
governo de Inglaterra que o tratado de nave-
gaco e commercio, concluido entre a dita po-
tencia e o Brazil em 17 de agosto de 18:27 e
ratilicado em 5 de novembrodo iHesmoanno,
nao pode terminar mais cedo do que em outro
tal da do auno de 1841: afiinuao governo bra-
zileiro que pelas estipulagwesdo mesmo tra-
tado a sua termiliagao natural nao pode
estender-se mais longe do que al o de noven-
bro do armo pioximo futuro de 1842. He
provavel que sobre esta difereiga de inter-
prelacoj tenha comegado entre os dous ga-
binetes o ordinario conflicto de olas diplo-
mticas ; mas como o andamento de nego-
cios desla categora costuma ter seinpre lugar
com a maior circuojspecgAo e segredo nem
he cousa possivel sem informagoes extraor-
dinarias, fazer idea alguma do estallo ere que
as eousas actualmente se acho, nem per con -
sequencia julgar com alguin condec monto
de causa do xito que provavelmente tero ,
tudo aquillo a que pode estender-se a aleada
ea mssao do escriptor publico em lodosos
casos desla natureza, reduz-se a declarar se-
gundo os principios de jusliea e de di re to in-
ternacional o resultado que a questo deve
ter sem poder jamis adantar-se aldizer o
que provavelmente lera.
Entretanto j por vczes.nas cmaras le-
gislativas se temenlerreirado este importante
assumpto ; ecomo o inleresse de que se tra-
ta he hum dos que mais umversalmente .se es-
lendem a todos os individuos de que se com-
pe a familia brazileira e por isso hum dos
mais vitaes que pqde imaginar-se para a pros-
peridade do estado parece-nos que he este
lium dos casos em que anda estando pen-
dentes as negociages a imprensa deve vir
em auxillioda tribuna para Ilustrar o gover-
no. A imprensa e a tribuna filhas da mes-
ma mi amigas inseparaveis poslo que
muilas vez.es rijosas e arrufadas tubos do
mesmo orgao cordas da mesma lyra sao as
duas nnicas expresses possi veis da voz do po-
yo em todos os casos em que se nao trata de
votago.
I'or dous lados difieren tes pode a queslAo
ser eucarada : pelo da jusl ira e pelo da cco-
nomia-politiea. Debaixo de ambos estes pon-
tos de vista nos propomos loma-la em cousi-
deragao nestes artigos ; e como o prmetro he
infinitamente superior em dignidude ao se-
gundo por elle comecaremos.
rtico i.
A interpretago inglcza olhada pelo lado
da jusl ira.
" Quando Alhenas abundava em grandes ,
liomens apresentou-se hum dia Themisto-
cles na assembla do povo e disse Athe-
nientes Tenho concebido hum projecio, cu-
ja execugAo deve fazer da nossa repblica o es-
tado mais poderoso da Grecia ; jwrm os se-
gredo que elle envolve he de tal maneira de-
licado c melindroso que no mesmo instante
em que for publicado ficar o projecto ipso
faeto inexequivel. Elegei huma pessoa da
vossa confianza aquem u o possa commu-
nicar e que em vosso nonie o approve ou o
rejeite.
No momento em que Themistoeles acabou
de fallar, todos os olhos se fixrAo ao mesmo
tempo sobre Aristidos, que ja ento era deno-
minado o Justo.
Conferencia rao por hum momento os dous
rivaes ; depois voltou Arislides assembla ,
e disse : O' Athenienses Nao ha nada no
mundo mais cllicaz para fazer da vossa rep-
blica o mais poderoso estado datreeuloque
aexecucodo projeclo qu vos offerece The-
mistoeles- porm a injusticia que elle envol-
ve he to extraordinaria que no mesmo mo-
mento em cjue o adoplards ficareis votados
execraro de (odas as regages presentes e
futura' J..>n)ihn o quu qui/erde. A vo-
lagAodos cidados que se achavo presentes
foi quasi unnime pela rjeicao do projecto.
Estamos em circumstrncias at certo ponto
anlogas. Qualquer que sejaa dilTerencu que
queira suppr-se entre a civilisacAo e>nullura
todo o vigor e lougania da adolescencia _, nao
ter por .certo oenthussiasmo pelo honesto e
pelo justo., menos imperio em nossos corag-
es que nos dos antigos Athenienses. Se a
pretenco dos Inglezes he justa, queremos
antes soffrer a ruina das nossas linangas, a
eslagnacAo do nosso commercio e o esmore-
cimento da nossa agricultura que sao as
consequencias que della naturalmente resul-
to, que exigir huma injtistiga ; porm se.
a exigencia do gabinete de S. James he capri-
chosa e arbitraria tambem nao haver sa-
crificio a (pie a nago Brazileira nao de.va su-
geitar-se para fazer valer o seu direite e sub-
trahir-se aojugo de huma nagao pre|>otenle.
Isto |>osto nao ha outro meio para saber
de que parte est a razo ou a jusliea, smiAo*
examinar a letrado tratado. Eis-aqui as suas
paiavrasi
As alias parles contratantes convm em
que as estipulageseonlheudas no presento
tratado continen) em vigor pelo espago de
ARTIGO II.
A interpretarlo ingleza considerada pelo la-
do poltico, e econmico.
Depois de havermos considerado a inter-
prelaeAo do governo inglez relativamente
duraco do trabado de o de novembro de
1827 pelo lado da jlistig e da razo, he
preciso que igualmente a consideremos pelo
quu lem de econmico e de poltico.
Os elekos da ulterior duragflo do tratado
podem ser contemplados, o em relegan ao
Brasil, ou em relacAo mesma Inglaterra ou
finalmente em relaQo as oulr potencias es-
trangeiras que lem relaces commerciaes com
o JirasL
Pelo que diz respeilo-ao Bra/.iJ he eviden-
te que os seus efteitos nao podem ser outros
senao estes : a ruina total das nossas finan-
gas o transtorno absoluto da ordem publica
e da jcenomia interna do paiz aestagnac.au
e completa eessagAo de todo o commercio que
podenamos fazer'com as nages estrangeiras,
excepgao da Inglaterra, e. finalmente,
o atrazo e esmorec ment dos mais preciosos
recursos que nos offerece a nossa agricultura.
Quem olha anda superficialmente para
O eslado linanceiro do Brazil, e o v cons-
quinze anuos que principiaran a decorrer lantementea bracos com um -dficit- que vai
a desde a trocadas ralificaeoesdesle tratado,
(i e por mais tempo at que huma ou outra
das altas partes contratantes d parte da sua
IcrmiuagAo. No qual caso este tratado se
u acabar no fim de dous anuos depois da da-
ta da dita parte.
Nao lie preciso fazer grande esforco de al-
tengAo parase ficar entendendo q' o sentido
obvio deste artigo o nico natural o ni-
co rasoavel e portan to o nico admissivel he
este : Que o tratado pode durar mais de quin-
ze anuos mas nunca menos de quinze; po-
rm que em qualquer dos casos para que
elle possa cessar legalmente he preciso que
aquella das duas parles que desejar asuaces-
saco assini o participe outra dous ali-
os antes de a dita cessagao se poder reali'-
sar.
Em taes circumstancias, logo que o gover-
no Brasileiro entendeu que o tratado era one-
roso e altamente nocivo aos interesses do paiz,
tralou de cumplir com a obrigagao que as es-
tipulagoes Ihe impunhao e fez saber ao ga-
binete de Londres que no dia o de Novembro
de 1842 em que lindavao os quinze anuos
que elle devia durar, considerava o dilo tra-
tado como inteiramente terminado, o as suas
estipulagescomo de nenfium effeito.
Beceheu o governo ingle/ o aviso e res-
pondendo. Nao aceitamos por ora o aviso
que nos fazeis nem admitidnos a vossa in-
lerpretacAo. O tratado deve durar piimeira-
niente quinze anuos com pelos ; e atesse
tempo nao teni lugar o vosso aviso. Se ento
entenderdes que aconlinuaeao delle vos nao
convm, fareis a participagao a que as esli-
pulages vosobrigo e terminar o tratado,
nao em o de novembro de 1842 mas em ou-
tro tal da de 1844. Vejamos o que ha de
razoavel e justo nesta interpretago do gabi-
nete inglez.
Quando se trata de interpretar qualquer es-
cripto he regra irrecusavel de critica que toda
interpretacao de que resulla absurdo he
absurda ; e por consequeneia se se prOvar que
a interpretago que se acaba de lr involve
hum objeeto inevilavel claro est quesenie-
Ibante maneira de interpretar he absurda ,
e por consequeneia injusta e por consequen-
eia inadmissivel.
O sentido infallivel da letra do tratado he
que o mnimum da sua duragao deve ser de
quinze annos e sr este sentido he infallivel
segue-se que toda a in'.erpretagAo donde re-
sultar que o mnimum da duraeao do dito tra-
tado he outra que nao seja o espago de quinze
anuos, lica sendo, ipso facto *, arbitraria e
caprichosa. Ora segundo a inlerpretagAo
que o gabinete Inglez quer impor-nos o mi-
niinum da duragAo do tratado ficar sendo de
17 annos e nao de quinze. E isto he inipos-
sivel de admltir ; porque em tal caso seguir-
se-ha odesi^omunal absurdo de se haver mar-
cado o periodo de quinze annos para a duragao
do tratado sem nunea ser possivel que se-
melhantc periodo podesse verilicar-se. Logo
a interpretacao do governo Inglez be arbitra-
ria e caprichosa: se he arbitraria e caprichosa,
he injusta : se he injusta he tyrannica ; e se
he tyrannica declaramos redondamente que
a nao devemos soffrer.
Nao levemos o nosso exame mais longe.
Quando em qualquer disCHSsao que seja se lem
chegado evidencia tudo o que vai dalli pa-
ra diante, nAo serve sen-ao de so plasmar e'de
oscurecer a verdade. Em outro artigo consi-
deraremos o objeeto pelo lado poltico e eco-
nmico.
sempre augmentando e nunca diminuiudo ,
conhect. desde logo a absoluta necessidaue em
que o governo se acha de recorrer sem demora
a algn) expediente, por cujo meio as ren-
das do estado se pon bao em justa proporco
com os seus encargos ; e o meio mais obvio
de obter esle grande -desideratunir (talvez
mesmo o nico destituido de inconvenientes ,
iwrque eslabelece um imposto em certo mo-
do voluntario, e alm disto de.facillimaar-
recadagao) consiste no augmento dos di re tos
que pela iniportacao de mercaduras estran-
geil-as deveni pagar-se.
Est por lano o melhoramenlo das li-
nangas do Brazil e com elle todos, os mais
caros interesses do paiz em absoluta depen-
dencia da eessagAo do tratado. Se a ulterior
duragao delle continuar a prenderas mos ao
governo a penuria em que elle estiver de sa-
tisfazer as suas necessidades, ha de infallivel-
mentc estender-se a um grande numero de in-
dividuos, e at' mesmo de classeS ; eo resul-
tado de semelhartte estado de cousas ha de ser
necessariamenle o seguinle: o consummo ser
feralmente limito menor, porque todo ornan-
do ir aguarentaiido, quanto for possivel, as
suas despezas proporgo da falta que sentir
de meos para satisfaze-las ; e se o consummo
diminuir, ha de diminuir com elle a repro-
ducgAo porque ninguem cuida em reprodu-
zir seno quando tem prohabilidade de ven-
der. E eis-aqui o commercio em estagnago,
e a agricultura em apathia.
Porm se o primeiro efleilo do apuro a
que ficar reduzido o governo com a conlinua-
co do tralado, for sentido pelos Brazileiros ,
a contra-pancada i ha de ir retlectir sobre
Londres, ede uina maneira terrivel. Em pri-
meiro lugar a massa das importagoes ingle-
zas no Brazil ha de diminuir eonsideravelmen-
te, porque nao haver com que paga-las; e
o peiordetudo ser que vendo-se o Brazil
obrigado a acudir s suas despezas internas,
que sao aquellas que mais influencia tem na
manntenc/io da ordem publica a ininieira
cousa que o governo de ver la J vez fazer, ser
Suspender o pagamento da divida exlerna,
qu passa do cinco mlhoes esterlinos e que
he toda ingleza. Donde se segu que se o
governo inglez tirar ao do Brazil osmeiosde
crear as rendas necessarias para occorrer sjj
suas necessidades sero os proprios Inglezes
que em ultima analyse hAo de vir a pagar as
vantagens appareotes c mentirosas de um
tratado fundado na injusticia e exlorqnido
pela prepotencia.
E nao he ludo ; porque se por um lado o
tratado he injusto e anti-pofitco pelo outro
al vem a ser anti-economico e absurdo. Um
nico imposto foi eslahelecido por ele para
todos equaesquer gneros importados, fosse
qual fosse a sua categora e na'.urez ; e todas
as regras de razo e de economa poltica man-
dao (pie a elevagao dos di re tos proceda sem-
pre na-razAo inversa da maior ou menor ne-
cessidad(! dos gneros que se mporto. O
iiecossario por exemplo deve pagar muil
menos que o til o til que o agradavel o
agradavel (pie o delicado e assim por di-
ante.
Nao se v por tanto razao alguma plausivel,
por onde o governo ingle/ possa oppr-se
cessagao de um tratado, alias tao injusto e
oppressvo, tomo na real i dad e he aquel le de
que ueste artigo se trata. Dar-se-ha caso po-
rm que o gabinete de Londres se receie de
que icando livre o governo do Brazil para
tratar com todas as nages estrangeiras de-
baixo dos mesmps principios de amizade be
nevolencia e jusliea, vanha o conimereio in^
glez a ficar por este motivo prejudicado? Ol'
he impossivel! Por urna parte, a superior i
dade poltica e industrial da Gr-Bretanha nao
pdepermittir-lhe receios deq' qualquer outra
nacao por poderosa e adiantada que seja Ihe
venha tomar o passo ; e por outra j a expe-
riencia do mais de dez annos, durante os
quaes todas as naces tem pago a mesma laxa
de^diretos sem excepgao alguma, exuberan-
temente mostrou que pela adopcao desse
principio, nao sofTro aflronta alguma no
mercado as mercadorias mglezas.
O nico receio que com alguma apparen-
cia de razo o gabinete de Londres podara
ter da eessagAo do tratado sera fundado na
autonsagAo que o governo ltimamente re-
cebeu das cmaras legislativas para poder aug-
mentar os direitos de importacao de dous at
sessenta por eent. Mas, quem nao ve que
rto he possivel que o governo abuse, em pre-
jui/o proprio e do paiz de um direto que ,
se for empregado com indiscrieflo em lugar
de augmentara receita das alfandegas, hade
necessariamenle diminui-las ? Quem he qi e
ignora que o meio mais infallivel de dar lu-
gar a um contrabando ruinosissimo mr-
mente em um litoral todo aberto,. como o
nosso consiste em augmentar excessivamen-
te os direitos de imporlagAo '
laes devem ser as consequencias da conti-
nuado do tratado pelo que diz respeilo ao
Brasil e a Inglaterra : contemplemos agora o
objeeto em reiagAo a todas as outras potencias
que commercio comnosco. l>o graves cou-
siderages se nos apresento ao espirito, en-
carando o objeeto debaixo deste. novo ponto de
vista que quase nos euvergonhamos de ex-
primil-as^ porque por este lado a insisten-
cia do governo inglez ( dado e nAo concedido
que ella se verifique ) vira a ter nao somente
mui^tissimo de escandaloso, mas at mesmo
alguma cousa de immoral.
A Gra-Bretanha he a nica potencia com
quem actualmente temos tratado de commer-
cio. Em consequeneia deste estado de cou-
sas podemos, he verdade k augmentar os
direilos nas mercadorias de todas as outras
nages que tem commercio comnosco; mas ,
se o ftzernios ,. monopolisar a Inglaterra em
seu proveito todo o commercio" do Brazil, e
excluir necessariamenle do mercado todas as
outras nages. Donde se segu que o inters-
s de todas as outras potencias em que o go-
verno inglez nos nao imponha huma interpre-
tagAo arbitrara, injusta e caprichosa, he
quasi tao grande como aquello que nos temos
em a nAo querer admitlir.
- Por todas estas rases estamos persuadidos
que o gabinete de Londres, que deve ter tan-
to de generoso quanto tem de Ilustrado, da-
r finalmente ouvidos aos gritos combinados
da razao e do seu proprio i ulerease, e nao
procurar opprimir-nos : porem se contra
todas as nossas esperangas se verificar o con-
trario a resolugao dos Brasileiros est toma-
da ; resistir al morrer. Ninguem sabe nifijr
Ihor do que o governo inglez de^ue esforgos
sao capazes os povos da parle d'aquem do A-
tlantico, quando os obrigAo a recursos extre-
mos. Em poucas palavras: queremos a a-
mizade da Inglaterra ; mas nao a queremos
como aquella de que gozAo as Ibas Jonias. '
Aqu terminamos este artigo. Eizemos to-
das as deligvncias possiveis |>or conservar a
lingoagem da moderagao resistndo a todas
as tentages com que nos provoca va o nosso
patriotismo tao cruelmente oflendido. Te-
mos muita coiifianca na illuslrago e a justi-
ga do gabinete de Londres que nos nao vere-
mos na triste necessidade de empregar outra
mais forte : porem se ella vier a ser necessa-
ria oh nao ser o Jornal do Commercio
que recuse o contingente da sua influencia
em favor dos interesses nacionaes tao grave-
mente comprometidos; reuniremos as nossas
vozes aos clamores de toda a imprensa peri-
dica brazileira contra o egosmo de hum go-
verno prepotente e oppressor que quer de
novo reduzir-nos ao eslado de colonia euro-
pea a que j nao he possivel voltarmos.
(Do Jornal do Commercio.)
MIS(.ILAxNEA.
PROCRRSSO DAS CMARAS ML'KICIPAES.
Acabo de ver um Despacho dessa C-
mara concebido nos termos seguiiles:
Coniq o Supplcante considera o Secretario
desta Corporago extrangeiro quando pean-
le ella se acha naturalizado, e a mesma Cor-
poragAo illegal, requeira em lempo proprio o
que pretende. Em sessao ordinaria do 10 d,e
Julho de 1841. Dese.io saber como foi um
extrangeiro naturalisado peante a Cmara,
qual a rasAo porque o conserva no emprego
de seu Secretario c bem assim o motivo p$j


'
o

que o nomeaio, segundo me consta Ta-
bellio do Publico. Essa Cmara desoneran-
do-o inmediatamente do cargo que incons-
Litucionalmente exerce, me far presentes
com urgencia os esclarecimentos ora exigidos.
Dos Guarde a Vms. Palacio do Governo do
Maranho em 12 de Novemhro de 1841.
Jo Antonio de Miranda. Snrs. Presiden-
te e Vereadores da Cmara Municipal da Villa
da Chapada.
__ Suspenda essa Cmara e tenha por de
nem um effeito o sea procedimento havido a
Curca da reuniao de seu Municipio em dous
districtos, como me communica em seu olfi-
cio datado de 8 do corrente. Fique essa c-
mara na intelligencia de que a divizo judicia-
ria hoje da Provincia s compette Assem-
blea Legislativa Provincial, que quera ni-
camente pode dividir a Provincia nos Distric-
tos Municipios e Commarcas que aehar de
conveniencia publica, Lei de 12 de Agosto
de 1834 Art. 10 1. Temo Governo con-
seguintemte por nullo tudo quanto fez a C-
mara. Dos Guarde a Vms. Palacio do Go-
verno do Maranho 12 de Novembro de 1841 .-
Jofto Antonio de Miranda. Srs. Presidente
e Vereadores da Cmara Muir pal da Villa do
Pago do Lumiar.
(Jornal Maranhenso.)
O )iabo na Saboia.
lie ura fact que araba de apparecer o dia-
bo em Annecy dale de Saboia. Todas as
Iblhasodizem eIo Jornal des Debis o co-
piamos
Havia algn* dia ( era polos fins dn fove-
reiro ) que Anua Sclibetti tinlia perdido seu
marido a quem muito estimava. Estava
huma noito carpindo suadesprac junto da
sua foffeira qnando de repente desee o dia-
bo pela chamin e ihe exige o pagamento de
huma somma a^saz forte de que era credor
alma de seu marido 'm ronsequonria -de
lhe nSo ter posto emhargos na sua passajyetn
para o cb* A vitiva assustada den quan-
to tnha e prometleu pagar o resio no -nutro
dia ; e para pide satisfarer a palavra que ae-
ra ao demonio loi pedir aO pnroeho de em-
prestimo, a qnantia que lhe Calta va Este ul-
timo reeonlieccn o direito do diabo e den a
mulher o dinheiro necessar o para satisfacer
o credor ; porem diw-ine que romo em
diibos nao havia que fiar, pelo sm pelo nao,
homselia dar parte a pnliein j que nao teria
duvida em mandar esconder algnn* soldados
dentro da casa afim de lhe acudirem no
caso que o diabo, depois de rerebiilo o di-
nheiro lhe qnizesse fazer alguma das sitas-
Assim se verifieon. O diabo foi pnntual e
veio logo na noite seguinte segundo promet-
tra ; mas no ipnmento em que ena^ava
os cum quibus ahem-lhe em cima os solda-
dos e'sem respeito nem aftenco alguma pa-
ra com to resoeitavel personagem pregrao
com elle na rada. J na ra estava huma m-
mensidade de novo, quasi tudo rapa/os que
se tinho reunido logo que constou pe'o po-
vo a priso do espirito maligno. Diz-se que
Dos livre o dial re cahir em mos de rpa-
les. Agora o veris : n'hum momento ficon
o diabo despojado drs aftribnlos e insignias da
sua dignidade; cornos, rabo, orelhas de bur-
ro, tudo lhe foi arrancado sem eommisera-
co alguma. Por cumulo le desgraea foi nn
dia segurrt>- condemnado a re-lituir a divida
em tresdohro e a dous mezes de priso. He
mais urna linio para o diabo; e be por estas
e nutras que minea elle quir. nada com rapazes.
Feliz delle se nao se livesse esquerido na Sa
boia deste ditado dos Portuguezes !
justas impressoes existentes em relaco a es-
ta diviso da America do Sul que sou iudu-
zido a expender algs pensamentos que me
teera suggerido a communicago com os seus
cidados, e as observages que tenhofeito du-
rante a minha curta residencia entre elles.
O Rio de Janeiro capital do Imperio < ci-
dade a mais populosa da America do Sl teni
direitos mui fortes attenco do estrangeiro.
Ao entrar-sc no seu porto o qual eu nao hesi-
to em dizer que nao somenos dequalquer
outro do mundo a vista encontra urna ace-
a q' em grandeza e sublimidade nao tem por
corto parelha. Urna enscada onde capaz
de ancorar em seguranca o commercio de
quasi todo o globo cercada por ulna cordi-
Iheirade montes cijos cu mes se abrigo as
nuvens e cuja baze forma na parte posterior
um plano em que sobresaliera de relevo in-
teiro a antiga cidade e seus numerosos torre-
Ce?, erguendo-se muito a eima da afanada
muitido ,' produz um effeito que s expe-
rimentado se pode dar exacta valia. 0 de-
salin Iio do scnario a successaO das monta-
ndas vestidas de perpetua verdqra com al-
gQa gigantesca rocha aqui e all, formando
imssica i'hvaeo sobre o lodo impriniem na
imagihaoao a ideado que a natiir-r/.u era algO
grande o convulsivo imputan tragara cni tosca
desordem a superficie do paiz e vencida pe-
lo esforgo recuara maravilhada da magnitcen-
cia qite havia produzido.
A perspectiva d'algs d'estes elevados pi-
cos mais sublime do que se pode descrever.
Com toda a ferezads mais romnticas sce-
nas de North Brintoncom|toda atescabrosi-
dade e grandeza das mais pittorescas" vistas do
sceuarjo de Welshtemos aqui unida a acti-
vidade da empreza commercial alvejando a
costa com a sua lona, e desenrolando os seus
emblemas nacionacs e o excitante estrepito
e bulla da cidade luido vida e espirito paza-
gem. I.aneando a vista n'uma direcgo, ve-
mos descancar sobre este placido mar mu i los
diversas disciplinas sao de mui distincto roe-sobre o consumo da agoardent* de produccao
Brazileira aviza aos Snrs. que ainda nao pa-
par coilhecimento da regularidade dos es-
tados, edo rgimen interno acham-se pa-
tentes ao publico os estatutos do estabeleci-
meiito. *
Sao admittidos alumnos internos
pensionistas e externos.
meio
Continuacao dos subscritores a beneficio dos
habitantes da villa da Praia da Victoria ,
na llha Terceira.
( Correspondencia do Herald. )
Rio de Janeiro Seu Commercio e Recur-
sos. Restriegues sobre o Commercio
Temos tido tanta causa de justa queixa
contra os Inglezes que nao viajado nos Esta-
dos-Unidos por descreverem os hbitos e
costumes do nosso povo o avaliarem as nossas
instituicoea Republicanas d'um modo to er-
rneo, fundado na residencia de algQas sema-
nas entre nos que havemos experimentado
alga repugnancia em arriscarm-nos a in-
correr na mesma censura. Com tudo ha
algOs traeos pr^dominattes nos costumes de
cadanacao e particularidades queosdistin-
gnera ha certos regula m en tos politicos so-
ciaes e commerciaes que dizera respeito so-
ciedade em geral, com os quaes em poucos
mezes podemos tornar-nos to familiares como
se all habilassemos um anno. Nao ha pois
paiz que tenha um tratado commercial to ex-
tenso com os Estados-Unidos de que te-
nhamos to limitado conbecimento cerno o
Brazii. E' no intuito de rectificar aledas in-
dos nossos vasos nacionaes, defensores do
nosso commercio e justo gabo da nossa infan-
te Repblica. Par a par estn desenroladas
as insignias naeionaes da Inglaterra e da
Franca em quanto que a potica distancia se
v a bandeira de Sua Magostade Dinamarque-
za promplaa revindicar o sen titulo vene-
raeao. Embora pequeos politicos esgotem a
sua guerra le palavras ehi profetizar o dis-
turbio da actual posico pacifica do nosso pa-
izdeixemo-los agitar a atmosphera poltica,
so assim apraz a suas paixes delligerantes ;
no Ihes invejo taes sensages mas quizera
antes contemplar essas grandes maquinas de
destruigo repousando em sua tranquilla se-
gfiranga com os seus commandantes trocando
as cortezias de araizadu e hospitalidad; do
que (ftialquer gozo que possa nascer da sua
mutua destruigo.
0 commercio d'esta cidade immenso,
muito alm do que temos |>or costume ava-
lia-lo nos Estados-Unidos. N'esla occasio
nao ha de haver no porto menos de quinhen-
tos ou seiscentos navios estrangeiros ao
passo que todos os dias ha numerosas entra-
das e sabidas novas que servem de conser-
var a actividade e vida do commercio. Situa-
do como est o Rio em posigo tle intercep-
tar todo o trafico entre a Europa a America
e as Indias Orientaos com um extenso com-
mercio costeo e nm paiz interior que de-
pende d'elle para o supprimento externo, com
regulainentos convenientes tornar-se-hia a
maior cidade commercial do mundo. lia
restrieges sobre o negocio decretadas pelo po-
der legislativo que embarago assim os seus
negociantes, como os estrangeiros, equo
em quanto continua-rem devem de servir
d'eslorvo sua prosperidade. Nos meus n-
meros subsequentes farei algQas observages
sobre o commercio e trafico da cidade que tai-
vez sejo interessantes para os empregados
em taes emprezas e nao deixar de ter al-
gO interesse para os meus leitores em ge-
ral.=Cincinatus.
(The Weckly Herald.)
lotera do rozario da boa-vista.
Achc-se venda nos lugares do rostume
os bilhetes da 2. parte da 1. Lotera conce-
dida a rmandade do Rozario da Boa-vista.
Joaquim Jos Fernandes da Luz
Manoel 'Ferreira Pinto
Francisco Jos Silveira
Joo Miguel da Costa
Francisco Antonio Vieira
Antonio Pedro das N'eves
Joo Lete de Azevedo.
Manoel Jos de Azevedo Maia
Antonio Teixeira Lopes Jnior
I.uiz .lose Jos Pereira Simes
Jos Francisco da Silva
F. Reeord
Jofo Cals
Jos Esteves Vianna.
Um annimo
Antonio Correia d'Olivcira
Magalhes & Coelho
Antonio Joze Alves da Fonceca
LuizBorges deCerqueira
Narcizo Joze de Santa Anna
Antonio (-arlos Francisco da Silva
Rodrigo da Costa Carvalho
Um Anonymo
Um dito
Henrique Jorge
Joze Agostinho Correia Guerra
Cyprianno Luiz da Paz.
U
U
U
U
h
i.
t^
4.
l
4.
4.
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S
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3*
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5#
AVIZOS DIVERSOS.
COLLEGIO PERNAMBUC\NO.
ATERRO DA BOA VISTA, N. 6.
As aulas do Collegio Pernambucano acJiara-
se alM-rlas desde o dia 7 do corrente Janeiro.
Todos os preparatorios que a lei exige para as
Academiasde Direito e de Medicina do Impe-
peno assim como para as pessoas que se des-
tinan) ao commercio sao ahi ensinados ,
desde primaras letras. Os professores das
Snrs. Redactores. Leudo no sen Diario
N. 8 do corrente mez e anno urna correspon-
dencia assignada 0 Vigilante em que
me laxa de ingrato. para 3om oSnr.,Bara-
ta Fiscal do Bairro de Santo Antonio em
cousequencia do que elle Barata fez com as
cazas ira ra Nova pertencente a JooDuar-
te de Faria desejava o mesmo vigilante de-
elarassse o qne fez o Snr. Fiscal Barata para
recair-me a nota de iugrato, podendo ficar
certo o Snr. Vigilante, que se o nao declarar
como pede a honra e franqueza o publico
lhe lngara o ferrete proprio a quera avanga
sera provar.
Seu Leitor.
Carneiro Monteiro.
tsr Qaem qnizer urna ama de portas para
dentro, para todo oservigo; dirija-se ra
do Nixo do Livrameuto decima 15, defronte
da venda do Lauriano.
S^r A pessoa que annunciou no Diario de
11 do corrente, offerecer-se para ensinar pri-
meiras letras e latim dirija^sidefronte do
trapixe novo casa n. 18 no I. andar.
szr Abrio-se no dia 5 do corrente e con-
tinua muito bem por ter j lima boa por-
ro de alumnos nm curso regular de The-
olosia Moral, Dogmtica e Historia Sagrada
e Ecciesiastica ; a matricula continua at o
ultimo de Fevereiro p. futuro : os pretenden-
tes dirijo-se ra de Hortas D. 36 a qualquer
hora. ,
scj- Existe urna carta para o Snr. Francis-
co Fernandes Vieira na ra da Cruz casa D. 7.
^f" Joz Antonio Pereira Ibiapina como-
nica aos seos amigos e Clientes da Provin-
cia da Paraiba Cear e a quaes quer outros
a quem elle possa interessar, como Advo-
gado, que estabeleceo sua banca n?sta Praga
de Pernambiico no pateo do ("armo e na ca-
sa em que morou o Dr. Bernardo, e ulti-
mamento o Snr. D.r Joz Napcizo.
sw Preciza-se de um caxeiro no botequim
junto ao Theatro.
tsr Aluga-se um preto cozinheiro, pro-
prio para casa de hornera solteiro na praca
da Boa-Vista D. 9.
tsr Olferece-se um homem solteiro de boa
xndticta para ensinar primeiras letras perto
desta Praga ; quem do seo preslimo se quizer
utilizar dirija-se na ra do Collegio D. 8.
= Os abaixo assignados consignatarios
o1 Ihigueaustraco Wadislavo rogo a qual-
quer .pessoa que tirer con tas contra o dito Bri-
gne que as aprsente at o dia 13 do corren-
ficK mala responsaveis por qualquer conta
que aparega contra o dito Navio
Me. Calmont & C.
= D-se um cont e quinlientos mil reis
a juros sobre algumacasa livre ; quera quizer
anniincie.
x-w O arrematante do imposto de 20 p. c.
garo dito consumo venho tazel-o nos dias
1 \ ?' 1 r e''\do corrente no Largo
de N. S. do Tergo D. 6, findos os quaes se
proceder na forma da Lei emtra os que dei-
xarera de pagar.
IZf Preciza-se alugar urna casa terrea ue
tenha commodos para nina familia, e em
qualquer das ras do Bairro de St. Antonio,
nao excedendo o seu aluguel de 14,> reis por
mez ; quera a tiver dirija-se a esta Tvpogra-
phia.
s= Quem precizar de roupa engommada
dirij-se lojrf do sobrado I). 31, na ra dos
Martyrios que achara com quem tratar.
Precisa-se de um mastre refinador de
assucar e das-se bom ordenado na ra do
Arago:caza D. 34.
tsr Aluga-se a loja do sobrado de um an-
dar do patio da Matriz onde morou o Dr.
Bretn : quera o pretender dirija-se ao dito
sobrado.
szr O abaixo assignado satisfazendo a
exigeneia da pessoa que deseja saber a sua
moradia ; declara que morador na Villa de
Santo Atilao em casas proprias na ra D-
reita
Tburtino Pinto d'Almida.
S^" Precisa-se de alugar nina escrava tiel ,
e que saiba vender na ra : quem a tiver an-
nuncie.
tsr Quem quizer comprar nina escrava de
15 a 16 annos de idade bonita figura sem
vicio algum cora habilidades, cozinha e faz
todo o servigo de urna caza 5 adverte-se que
vende-se por seu Sr relirar-i da Provincia
os pretendentes podem dirijir-se a ra da
Cruz lado direito sobrado D. 1 ao p do
Bom Jezus, 5. andar.
tsr Quem precizar de um rapaz porluguez
com idade de 22 annos o qual sabe 1er es-
crever e contar para caixeiro de venda ou
para outra qualquer occupagAo tanto neste
praga como fora della 5 pois tem toda a pra-
tica de negocio ; pode dirijir-se a ra Nova
venda junto a ponte que achura com quem
tratar.
SST A pessoa que pretender comprar 4 pi-
pas e alguns barriz de 3 em pipa ; dirija-se
a ra da Praia parede e meia do ultimo ar-
mazem de carne.
S2T Rnga-se por bem da ordem a todos
os Snrs. que teem recebido aulos era conli-
anca hajo de os recolher aos respectivos
Cartorios como devem e sao obrigados al
por principio de gralido.
Um Escrivo por todos.
S3" Aluga-se una caza na Soledade cora
orna salla na frente urna dita atraz, duas
cainarinhus, um gabinete ao Jado cozinha
fora cacimba e quintal a tratar na roa Di-
reita venda de Joze da Pcnha que achara
com quem tratar.
5*y Compra-se escravos de ambas as sexos,
com vicios ou sem elles, e com habilidades]
ou sem ellas para tora da provincia; na pra-
ga da Independencia D. 1.
S-T Na loja le urna porta da precinta do
Livrameuto D. 52 ainda existe um resto de
ferragem comoseja chaleiras n. 5 1200
n. 2 1000 ; cassarolas grandes 1000 -, ce-
ios de sovellas de capateiro 200 ; caixas de
seda dito 160 ; caixas de obrejas 60 ; ditas
de lamparilla 60 ; ditas de linhas demarcar
80; raassos de creo para menino 160; j)e-
dras para escrever 160 ; libras de pregos de
forro grande e coitaes 80 ; 10 grozas Je bo-
tes de massa para farda groza ; ratoeiras de ferro 280 ; serrotes gra-
des 1000; sachlas 520; encnhos grandes
480, pequeos 520; thezouras de alfaiate
240; pedras linas para navalhas 480 ; cai-
vetes (le penna 160; ferros de pjaina para car-
pina 120; ferros de juntara 120 ; de gui-
lhernie 120 ; ferros de capa 240 ; ditos pe-
drezes, varios tamanhos 80, 120, o 160 ;
corren tes de rame grosso de ferro para bal-
langa 200 a vara.
C7- Ofierece-se urna pessoa de boa condu-
ta aos Srs. pas de familia para lecionar la-
tira e primeiras letras, em casas particulares,
e por um prego muito razoavel; quem qui-
zer annuncie.
0 abaixo assignado faz cien te ao Sr. ar-
rematante das agurdenles de produgo Bra-
sileira que desde o dia 8 do corrente deixou
de vender o efleito na sua venda em foi a de
portas, N. 22. Antonio da Rocha Comps*.
CT 0 abaixo assignado deixou de ser cai
xeiro da casa do Snr. Nuno Maris de SeixaV
desde odia 10 do corrente Antonio Mar--
tins de Carvalho.
Aluga-se.urna prea ou moleque para o
servigo de caza e ra quem a tiver dirija-se
a ra da la rango ha : sobrado le dun vnr-'ndiis
do ferro.


4
^
L E I I. O E N S .
"s^y Precisa-se, alugar una casa com com-' tes commodos dirija-se a Pava ti Manoel ,
modos suficientes para urna familia e que o' na ra de Apolo contigua ao porto das canoas
seu {trcgo nao exceda a 500# reis annuaes ;< rio Rccife, ou a bordo ao Capitao Ignacio Xa-
<|uem tiver dirija-se a ra da Gloria sobrado! vier Pinheiro, defronte da Lingoeta.
do nm andar delimite do convento ; adver-
te-se que a casa quer-se no bairro de S. An-
tonio.
C3" Ha para se alugar metade de urna casa
terrea com bous commodos quintal e ca-
cimba nao lendo familia quem mora; quem
pretender aiinnncie ou dirija-se ao trapi-
che do Sii.\ Angelo a fallar com Manoel
Francisco de Jess Veras, que dir quem tem.
ssy O abaixo assigoado avisa aos pais de
sous alumnos e aos que do seu presumo se
quiserem servir que no dia i."de Fevereiro
continua no ejercicio desua aula de primea-
ras letras Doutrina Chrisl Ari'Hinetica ,
eGramniatra Portugucza ; na ra da Ca-
deia 1). 52.
Padre Joo Jos da Costa Riheiro.
tz$~ Arrenda-se o sitio de S. Amaro em
que reside o Morgado de Maciape : (|uem o
pretender dirija-se a ra do Sol a fallar com
Francisco Jos Al ves (lama que est autho-
risario para fazer o arrendamento.
CF" Neuhuma pessoa contrate negocio com
os berdeiros do Engenho Gurgucia relativa-
mente as trras do mesmo Engenho por per-
tencerem ellas ao de Maciape como se mos-
traa por documentos em occasio oportuna.
' ssr O bilhete N. 2*09da 1.' paite da 8.'
Lotera do Theatro Publico, pertence a Jota Te-
lis da Cmara Pimcnlol, do Engenho Gaini,
e liea em peder de Francisco da Silva Lisboa.
\rf O Provedor da Irmandade do S. B. J.
dos Martirios dos Pobres Erecta na [groja d."
N. S. do Ro/ario de S. Antonio do Recife faz
seicute a lodosos Irmaos daquella Irman-
dade. que devero se achar no dia 10 do
corrente no cnwstorio da niesma, para se
procedW urna mesa geral, e para chegar a no-
ticia a todos mandei que se puulicasse este
aj nuncio em (pie me assignei.
Theodoro Jos da Silva Eacerda Provedor.
JC-7" (Juem tiver para alugar uiu sobrado de
um andar ombora seja pequeo. as ras
as Cruzo*. Rangol ouJDireita, cuja ren-
da animal nao exceda de 200,>000 reis : an-
ssr Que faz o Corretor Oliveira quinta
feira 15 d< corren te as lo horas da manb .
no armazem de assucar dos Srs. Carvalho &
Ferreira, no forte do mattos quasi defronte
da prensando Sr. Brito de grande porgao de
mobilia nova recem-chegada do Porto con-
sist udo Pin cadeiras canaps, e sofas fe-
tos primorosamente de pao de oleo e de Ja-
caranda, e muilos uniros arligos que estarn
patentes ; adverte-se que tuda ser vendido
rasoavelmenle por motivos de precsao de li-
quidar contas,
SST Que fa/em James Crabtree & Compa-
nhia por inlervencao do Correlor Oliveira ,
de um esplendido sortimento de fazendas In-
glezas ; Sexta feira 1 i do crrente as lo
horas da manh no seu armazem da ruada
Cruz.
COMPRAS,
C3~ Algum Sanctuario com Imagens :
quem tiver annuncie.
!C^" Escravos de ambos os sexos, com
vicios ou sem elles e com habilidades ou
sen ellas pafa fora da Provincia : na praga
da Independencia D. i.
KSF" Um pequeo sitio perto da praca, que
ten ha porto de embarque, ou seja prximo a
elle, ou per mu la-se por urna casa que rende
200.v(WJO rs. no Bairro deS. Antonio : an-
nuncie.
V E N 1) A S .
n unc^e.
i^~ A pessoa (jue precisa de2:000^006 rs.
a premio .sobre bypotheca sendo que quei-
XZT Folhinhas de j>orta dilas de algibei-
ra com variedades dilas de dita com alma-
nak mui correcto, dita Eeelesiastica ou de
Padre ; todas por prego mais com modo que
em outra qualquer parte impressas em bom
papel, e lindo typo : na praca da Indepen-
dencia loja de livros n. 57 e 58, na ra do
Cabuglojado Sr. Ranricira na venda da
quina defronte da Igrcja da Madre de Dos ,
na ra da cadeia loja de ferragens do Sr. Mo-
raes e que ja Ibi do Sr. Quarcsma defronte
rada.
ra a 2 por cenlo ao mez agradando ao an- da Matriz da boa vista na botica do Sur. Mo-
atinciante hybolheoa ; annuncic a so* mo- \ reir emlinda na ra do Amparo hot-
ca do Sr, Rapozo.
K7" Bichas grandes a 210 rs. respnde-
se pelas que nao pegarem e tanibeui se alu-
go : na ra do Cabug X 4.
Para Lisboa sabe no (Ua 24 do Corrente o! $sj- Enchameis de mangue, de 20 50
Rrigue Portuguez Josefina A Emilia, anida: palmos a720rs. alim de se liquidar : na
ra da Praia casa do Vianna.
AVISOS MARTIMOS.
recebe alguma carga a frote e passageirs ;
a fallar com o seu c ensignatario Thomaz de
Aqu no Fonseca na na Nova I). 21 ou
com o Capliao Francisco Joaquim Ruarte na
praca do Commercio.
Para o Rio DE Janeiro o Bergantina Na-
ZZj" Lniu preta com algumas prendas, que
se far ver ao comprador por 200/rs : na
ra do Fogo ao p do Rozario D. 25.
t7' Dados para jogar rada de tomates
em latas, mui bem feita confeitos, e amen-
cional Eugenia Capitao Manoel Antonio de, doas cobertas, proprias para o tempo de Qua-
Sou/.a Gueria a sahir com toda brevidade resina, una secretaria de amarelo, un ban-
por ter ja parte de seu carregamento prom-
pto: para o resto de carga e escravos a fie-
te tratn-se com Joaquim Raplisla Moreira ,
no sen escriptorio na ra de Apolo e para
pssageiros com o Capitao a bordo.
Para o Rio DE Janeiro com toda brevidade
o Patacho Paquete do Rio ; quem q u i ser car-
regar ou ir de passagem dirija-se a Gaudino
Agoslinho de. Barros na pracnha do Corno i cotas de idade de lia 18 anuos, de bonitas
co de dito para mareineiro, em bom uzo :
na ra da Cadeia N. 9.
XZF L'ma escrava de nago de idade de
2o annos recolhida e de boa conducta en-
gomma cozinha e lava de sabo e varrella
ludo com asseio e perfeieo urna inulalinlia
mumbanda, de bonita figura de idade de
10 annos, com boas habilidades, 4 mole
Santo I). (37 ou a bordo ao Capitao Mano-
el Francisco da Silva.
Para Lisboa o Brigue Portuguez Concci-
co Flor de Lisboa forrado de cobre e de
superior marcha sahir com muita brevi-
dade por lera maior parle de seu carrega-
mento prompto , quem quiser carregar ou ir
de passagem para o que offereee os melhores
commodos e trata ment dirija-se a Mendes
A O'iveira na ra do Vigario l. lo ou ao
Capitao do dito Vicente Anastacio Rodrigues.
Para o Porto sahir at o lim do corrente
mez por ter metade de seu carregamento
abordo, o bemeonhecido Rrigue Portuguezt" xr Chales de seda
Mara Feliz, Capitao Antonio Luiz Gomes:
quem no mesmo quiser carregar ou ir de
passagem entenda-se com Jo Capitao na
pr?a ou com sen Consignatario Antonio
Joaquim de Souza Ribeiro na ra da Cadeia
do Reoife.
Para o Maranhao at o lim do presento mez
>ahir o bem conliecido Brigue Escuna Lau-
ra pregado e forrado de cobre tem gran-
o-parte ue seu carregamento engajado; pa-
i-.: carga e passageirs trata-se. rom o Capitao,
liguras, e sao recolhidas urna mulata de
idade de 22 annos cose bem lava de sabao
e varrella duas prelas de idade de 25 annos,
(uilandeiras um mulato de boa ligura e
conducta com principios de carpina, um
escra'vo peca 5 ditos de nacao de idade de
24 a 28 annos proprios para qualqner ser-
vido por 1:8oojooo rs. : na ra de Agoas
verdos D. 58.
tSF l'ma morada de casacm Olinda, junto
ao passo castilhano com 6 quartos e um
grante quintal, pelo preco de 2:-ioo,>ooo rs. :
a tratar na niesma casa.
ecasemira muito ri-
de gnrea e de fil de
eos mantas de seda
linho vestidos de seda muito riscos, cor-
tes dosmesmosde lindas cores, chapeos de
seda, e de pal ha do ultimo gosto lencos de
seda de garca, e de fil para sen hora to-
vas e meias de linho e de seda de todasas qua-
lidades flores e cpelas selins para mon-
laria de homom e senhora sapatos de todas
as qualidades pentes de tartaruga para mar-
rafas, ditos de prender cabello, marroquinsa
lojirs. a duzia e outras muitas fazendas
7" Urna mulata de idade 2o annos, sa-
bendo bem coser e engommar dvertindo
que s se vende para fora da-Provincia e um
molato de idade de 22 anuos : na Boa vista ,
ra atraz da Matriz, no sobrad junto ao
Collegio.
cr* ( cadeiras de Jacaranda com assento
de palhinha, por preco commodo : na ra
das Flores I). 8.
S^r Para fora da Provincia por nao que-
rer servir a si:a senhora um eseravo crelo,
de idade de 14 annos de bonita figura mui-
to sadio sera vico tem principio de co-
zinha faz todo oserviQO de urna casa e as
compras diarias e he muito deligente ; na
ra S'ova lado do norte no segundo andar
do sobrado . 26 onde tem o Gabinete Li-
terario.
C7* Duas vaccas e 5 garrotes de raga turi-
na : a tratar com Joaquim Joze de Araorim.
O" Batatas $oo rs. o gigo : na ra da L
Cruz casa D. 7.
13T Para fora da Provincia um eseravo
de idade de 5o annos : no Quartcl de Policiu
a tratar com o 2. Commandante Geral, ouem
sua casa na ra doFagund .
52^* Um relogio bom regulador orison-
tal e de ouro por precio commodo : na
ra larga do Rozario D. 13.
t^T Para fora da Provincia um preto offi-
cial de pedreiro de bonita figura de idade
de 2o annos : no principio do Atierro do Af-
fogado em casa de Silvestre Joaquim do Nas-
cimento^ assim como urna mulata moca de
bonita figura, muito robusta, sabe lavar,
engommar, coser, cozinhar e lodo o mais
servido de urna casa.
s~2" Umcavallo russo pedrez muito bom
carregador e esquipador : na ra do Quei-
mado. lo defronte do beco da Congrega-
cao.
j^r Erna preta vistosa cozinha o diario
de urna casa lavadeira de varrella, e engom-
ina liso propria para o servico de urna casa :
na ra do Cotovelo lado esquerdo passando
o beco das Barreiras D. 57 $ assim como
aluga-sc una loja na Praga da Boa vista ,
D. 4, para venda ou oulro qualquer estabe-
lecimenlo.
t^- Urna negra de idade por 200.000
reis sabe lavar tanto de varrella como de
sabio : na ra da Conceieao da Boa vista, D-
cima 0.
fcT- Urna venda no principio do Atierro do
Aflbgado com os fundos de 8ooji rs. pouco
maisou menos, metade a vista e metade a
praso, e a casa tem bons cmodos para fami-
lia e oalugucl he muito em conta : a tratar
na mesma, com Manoel Jos Carneiro.
tzr Chocolate novo, ptimo e por pre-
go commodo: na fabrica franceza de charutos,
no Atierro da Boa vista ; assim como conser-
vas francezas de hervilhas, sardinhas, choii-
rigos tic. dilas inglezas sortidas e mus-
tarda.
CF* Gommade araruta por prego com-
modo ; na praga da Boa vista venda D. 0.
SSif- Ema preta de nago de idade de 26
a 28 annos cozinha o diario de urna casa ,
engomma faz flores e he quitandeira : na
praga da Independencia loja n. II.
537- Por pre^oscom modos na ra daMoe-
da n. 141 urna preta de idade de 5o anuos ,
lavadeira de varrella, e propria para o ser-
vigo de campo; urna muala de idade de 2o
annos muito robusta engomma cozinha
o diario de urna casa, e cose chao; um cabri-
nha de idade de 8 annos ; um preto bom
cozinheiro e perfeito refinador de assucar ;
um eseravo official de carpina, de bonita fi-
gura e de bons costumes ; salga parrilha ,
em grandes e pequeas porgues e essencia
de aniz.
w Urna casa terrea na ra da Gamboa do
Carino D. 15, com commodos bastantes pa-
ra grande familia ; quem a pretender diri-
ja-se a mesma para ver, e depois para o ajus-
te na propriedade da ra da Gloria, que tem
porlAo D. 2o.
t2T Por prego commodo um compendio de
Geografa pelo Abbade Gaullier; e um jogode
damas con lendo gamo na ra do Alecrim
D. 4.
13" Em eseravo do gento de angola inda
Ixigal de idade de 16 a 18 annos, sem acha-
que algum e he eseravo para todo o servico:
na ruado Livramento D. o.
ciel ao Capitao Francisco Jos de Medeiros ,
receber 200c000rs. de gratiicaco.
vsr Manoel, de nago Cabund, alto, feio,
rosto comprido levou caigas de brim e ca-
misa de baeta encamada, costuma embebe-
dar-se he canoeiro costuma andar por
viveiros fazendo atierros foi captivo de An-
tonio Simes Domado. Antonio da Costa,
muito alto e magro, olhos vermelbos ,
meio vesgos> coxo de urna perna., que qoe-
brou ja andqu muitosanuos embarcaio,
porisso deve-se procurar por embarcnc<'fes do
alto : quem os pegar leve a ra do Vigario N.
7 que lera 50*000 rs. por cada um sendo
pegados nesta Provincia e em qualquer ou-
tra do Imperio 00000 res.
SC7* No dia lo do corrente fugio de bordo
do Patacho Nacional Joscphina do qual he
Capitao Francisco Jos Riheiro um esera-
vo de nome Joo do naeao Mozambique ,
rosto redondo de idade de 5o u 55 anuos ,
o andar de passos curtos estatura regular ,
roforgado do corpo vestido com caigas e ca-
misa de zuarte e chapeo alcatroado : quem
do mesmo tiver noticia e prendido queira
conduzil-oa casa de Gaudino Agostinno de
Barros na Pracinha do (^orpo Santo D. 67 ,
ou a bordo do dito Patacho defronte da Lin-
goeta.
xz" No dia lo de Dezembro p. p. se-
duziro do lugar do Barbalho do sitio que
foi do Sr. Cajola urna mulatinha de nomo
Luiza de idade de 2o annos pouco mais ou
menos baixa ( grossa peitos pe cbelo aparado he cor de canela levou um
vestido raneo de mangas curtas com patos
e folhos, e mais tres vestidos de chitauzados,
um leen branco no pescoco, culgada de
meiase capatos verdes ja velhos consta nfio
estar muito ionge porisso roga-se a qual-
quer pessoa que queira denunciar que se pro-
mete segredo e gratifca-se bem do- seu tra-
balho: dirija-se ao Hospicio sitio do Sr. Chan-
ecllcrria Rellago a fallar com a Senhora
D. Maria Joaquina de Macedo ; assim como
tambem se vende sendo que seo seductor a
queira comprar.
\r Desapareceo no dia 2 de Outubro p. p
um preto de nome Manoel, de nagao Congo ,
de idade de 2o annos estatura regular de
bonita figura gordo rosto redondo olhos
abugalhados ps pequeos e no direito o
dedopolegar he redondo procedido de um
penadico ; levou vestido camisa de algodao
trancado caigas de estopa das linas \ e bonet
inglez. Jorge, de naco Angola de idade
de 22 annos baixo rosto redondo olhos
grandes urna marca bordada em cada um
dos bracos e he bastante regrista auzen-
lou-se no dia 26 de Novembro p. p. ; levou
tambem camisa de algodao trancado e
o-j eornFirmino Jos Felisda Rosa, na ra i de gosto : na ra Nova D-6 e 9 do lado da
da ModN. III. T" Matriz.
P\r o Rio de Janeiro com toda brevidade
t t'acho Nacional Vaiente ; quem no me-
mo quitar carregar ou ir de passagem por fre-
v,r* Um eseravo bom serrador : na serra-
ra de Joo Antonio Baptista Muniz, na ri-
bira.
ESCBAVOS FEGIDOS.
Xij- FugirSona Baha em o anno de 1855
a 1856 de bordo do Patacho Novo Acord ,
dous osriavos marinheiros sendo um de no-
me Pedro outro Joo ambos de nago, es-
tatura regular, sendo um bem retinto 'e ou-
tro fula sem maissignaes alguns : quem os
anprebender e os levar a bordo do Brigue Ma-
cal-
gas do estopa arremendadas e su jas ; julga-
se andar na malla do Poco em S. Lourenco da
malta por assim o afirmar um seu compa-
nheiro do fuga que a das foi ali agarrado :
quem os apprehender leve-os a casa da qui-
na defronte do Trapiche Novo que ser re-
compensado.
S~y No dia 7 do corrente pela madrugada,
do sitio de Ignacio da Cunha em bebiribe, fu-
gio nina negra crela de nome Veiissima ,
levando comsigo urna cria, de idade de 7 me-
zcs a negra temos signaes seguntes: baixa,
cheia do .:orpo bmi os ps cambados e bota-
dos para fora tem urnas marcos de relhadas
pelas costas que levou a pouco tempo, repr-
senla ter de idade 24 anuos ha noticias do
ter hido p.;ra os a (Togados ; quem a pegar le-
ve ao dito sitio uu ua ra do Rangel loja de
cera D. 57.
MOV MENT DO PORTO.
coxtinuacao' das entradas do da H.
Rio de Janeiro ; 21 das Brigue Brasileo
Rom Jess de 2o5 tonel. Cap. Joo
Rodrigues Amaro equip. 17 carga car-
ne secca fazendas e mais gneros: a Gau-
dino Agostinho de Barros.
Rio Grande do Su 1, 28 das Patacho Brasi-
leiro Voador de 161 toneladus, Cap. Joa-
quim Ferreira dos Santos equip. lo, car-
ga carne secca: a Firmino Jos F. da Roza.
DITAS !\0 DIA 12
Terra Nova ; 58 das Brigue Inglez Ter-
psichore de 2oo tonel. Cap. William Hu-
tchings equip. 12 carga bacalho : a
James Crabtree & C. ; passageirs 2.
Dito 5 58 dias Brigue Americano Atilla de
2o6 tonel. Cap. William Chase, equip.
lo carga bacalho : a Matheus Austm &
Com panilla.
Philadolphia ; 28 dias, Barca Americana.,
Globede 26o tonel. Cap. Nicols sling ,
equip. 15, carga farinha de trigo cha ,.
c mais genaros a L. G. Ferreira & G.
RCIFE NA TYP. DE n, F. DE F. 13*2
i