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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/04389
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Monday, January 10, 1842
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:04389

Full Text
nno de 1842. Segunda Feira 10 d
Tuilo srora depende de nhn mearnos ; da aossa prudencia, nbcltriciio, eenerga : con-
tinuenog como principiamos, e aeremos apuntados com admiracao entre as Sacies maia
WlM- O?roclamscuo da Assemblea Geral do asilo
PARTIDAS DOS CORREIQS TERRI STRES.
Coianna, Paraiba, e Ilio grande do Norte, na segunda e sexta feira. J
ftontt.1 c (arnnnuiis, a Ideal, /r
Cabo, Serinlieem, Hio Formn., Porto CaUo, Maceio, e Alaoas no i i\, e 21.
Paje 13. Santo Ani.'io, .quinta feira, Oliuda todos os dias.
DAS da semana.
10 Se. J. Panlol. Ermita, Chanch Aud. do .luir, de lMreito da 2. vara
11 Tero. s. Ilv^ia.i. Aud. do juizde Uireilo da i, Tara.
-42 Quart. s. Stiro. Aud. do juit de dircito da 3. vara.
13 Qnint, Hilario, Aud. do jui>. de dire ito da 2. Tara.
14 sext. s. Folie. Aud, do Jniz de Direito da 1. rara.
id tab. s. Amaron. ]tel. Aud. do Juix de Direito da 3, vara.
10 Dum. O ss, IS'ome i'c Jeius.
Janeiro; nno XVIIT. W.6.
mmnniiiimiyjri
-i -m, ;.il jraaaaaMaiaa
O Diario publica- lodos o, ,llqu, -,o forem Pantidcailos: o nrero da .n,,llrr, ',
lere.mjl ,e por ouar.,1 p*o, .diantados. O, nnnnn, do, J^*S "
rati, eos dos oue ., f,em A ,,, ,,,. ,S0 r5 por India. , .SScCS r
Sume'::; $?&**"-,us c,uies *3- - * *--& titssz
Cambio sobre Londres 20 d. p. 1U.
" I'oris 320 res p. franco.
Lisboa SO a 85 |>. ll0 de pr.
Ouno-Mocdadeli/iO V. (4,4Ot 14,000
" ' N. i i. 2.KI al'; i )
de 4,000 N ilil a 8,200
Pkat Tataccs 1 ,(6 a j ,(;u
CAMBIOS HO DA 9 ni: IaMSIRO.
I" rata Petos I
'Hrnn.itrs
Mexicanos
1,880a 1,060
l,> a .;.,(
" ""<"> 1,440a 1,461)
Moeda de cobre 3 por 100 de discomo.
DisconU. de lulli. da Alamlc;a I r ( por 103
ao nier.
dem de letras di- boas urinas le (le j.
Preamar do ,na 10 de Janeiro,
1." as 3 horas e 42 ni. da tarde.
2. as 4 horas e 6 m, da manha.
PIUSF.s da LOA NO HEZ tE JANEIRO.
min;. a 3 ;is 7 .iras e :>J m. da lerdo.
Qnart,
I.na Nova a 11 -- te
QrJart. cresc. a l!t -- ka
1 oras e :>4 ni. da tarde.
0 oras e h I m. da tarde.
e .'>i' m. da larde.
ko de Janeiro,
decreto.
Tendo subido mi-nlia imperial presenca
a representaoo da cmara municipal >da no-
bre e muito leal eidade de Barbacana da pro-
vincia de Minas Gentes datada da 11 do no-
veinbro prximo passado, na (]iial a mesma
cmara, eomposta dos cidados Manool Ribei-
ro Nuoes, Pedro Teixcira de Carvalho e A/.e-
vodo, Gamillo Maria Ferreira, Francisco das
Chagas Alvim, Josa Simpliciano de Souza
Brrelo, Antonio Marques da .Silva Pero ira ,
Carlos de Sa Fortes eErancico de Paula Ga-
millo Araujo, em acto, e por moio que Ibe be
expressamonte probibido polo regiment, se
envolve na poltica geral do estado ousando
porem duvida a iniiba imperial o sempre a-
cliva solicitude pelo bom de todos os meus
subditos c menoscabando a dignidade das
duas cmaras do coi po legislativo, que orga-
nisaram as leis -temporariamente indicadas
de liberticidas preteridos os limites das at-
tribnicoes das (binaras municipaos, mili ex-
plcitamente marcados pelos artigos I(7 e
G'ddaconstituigao, e pelos ttulos t. 5. e
4. da lei do I. deoulubro de 1828, com ma-
nifest e criminoso abuso : nao podendo tAo
inslito procedimento autorisar-se comodi-
/reitode policio que o paragrapho 30 do artigo
i79 da constituicao outorga a todo o cidadao,
como la!, mas que nao compete, sobre aquel-
Jes objectos, segundo be expressamente de-
clarado no artigo 78 da citada lei, s cama-
ras nuinicipaes, que sao corporacoes mera-
mente administrativas : e cumprindo queef-
ectivamento so laca conler a dita cmara nos
restrictos limites do seu regiment: be i por
bem suspender ob sobreditos vereadores que
assignaro a referida representaco do exerci-
cio de suas fungues para que se Ihes faca e-
fectiva a responsabelidade em juiso compe-
tente.
Candido Jos de Araujo Vianna, do meu
conselho, ministro e secretario de estado dos
negocios do imperio, o tenlia assim enten-
dido, e faga executar com os despachos ne-
cessarios. Palacio do Rio de Janeiro em 10
dedezembro de 1841, vigessimo da indepen-
dencia e do imperio. Com a rubrica de Sua
Magostado o Imperador. Candido Jos de A-
raujo Vianna.
Representado da cmara municipal da cidade
de Barbacena a que se referov o decreto
supra.
Senhor A cmara municipal da nobre e
mui leal cidade liarbncena, que com to pro-
fundo enlliusiasmo saudou a maioridade de
V. M. 1. : que, em todas as pocas, raais
ou menos calamitosas, porque ha passado o
throno augusto de V. Al. Imperial, se esfor-
cou sempre em sustentar com aliaco os prin-
cipios de ordem de que V. M. I. he e sem-
pre foi para ella o principal garante vem
hoje, Senhor, prostar-se ante o throno de V.
M. I. pelo seo orgo deputado eleitoocom-
mendador Gabriel Getulio Furtado de Mea-
don<;a nao prazenteira e cheia de jubilo, co-
mo outr'ora, mas tmida e pesarosa pelas
circunstancias extraordinarias a sua diflicil.
mais honrosa missao. A magnanimidade de
vosso cora^ao Seuhor, o amor paternal
que consagris a lodos os vossos subditos ,
apersuaso emque est esta cmara de. que
s vos podis salvar o imperio de hum futuro
prenhe de desastres que do proposito, nos
prepara o espirito de partido em dilirio taes
sfio Senhor os mais poderosos motivos des-
te passo, em que a calumnia pode enxergar
o oJiosO, mais onde V. M. I. cujo coraco es-
t muito cima de taes sentimentos s po-
de entrever o anaor e conliauca de seus
subditos. Representar a V. M. \. con-
SM^er r^*,";:! t:i^:t risa ^tssarr fisrf.....s it e c-r- m m-.....*
n.! iwss7H.m.!.Vr. 1. -.. '. ,0'-n'.,il0 '.- Iimcionarios pblicos nos limites de seos res-
ppesso
a nua reacio que elle tem emprega- carecidamen te
sua adherencia o seo sagrada pssoa de V. M. I. Doos guarde a mais prejudrcial por aqueHes de ,o laiv.v so-
liberticidas, a da reforma do oodigoo miste, fS+S&EZ SS'S \ ES"** n,>"SV,,S *" "Wl"
processo ,ea do conselho de estado que to- brode 18H. Manoel Antonio Fernandos
Ihem a V. M. I. o livre exercicio dos mais bacharel formado e adrogado; Silvestre Pa-
preciosos direitos magostaticos, e naco as choco de Castro sargento mor Jos Bento
suas principaes garantas, nulhficar esse a- da Costa d'Azedia.s lente e'negoeioate;
poio hclicio que osustertta perairto a opinio | Francisco Antonio d'v^ila ; Luiz Camillo da
naoional que realmente o repelle taes so, Costa Mallos; Domingos Jaime Ferreira do
s a que se propoz esta cama-a, j Castro, juiz municipal, padre Manool Fer-
nandes da Asswmpcao ; .Manool Caraoiro Fer-
reira : Domingos Antonio da Rocha ; Jos
Alvos da Malta, negociante; Camillo Gttedes
do Carvalho negociante ; Joao Fernandos
de Oliveira, ex-tenente coronel eofflial da
Roza : Tiniotheo Jos Cardoso de Abranches,
do em varios pontos do imperio com o moio! terioem quanto IS^w'l? Sern^ VXZ T'"?^ T?St ^ ^^T
de governo; contra a sua adherencia o seo sagrada pU^v''., "'"Ic!.pai lK,m ^procedimento, prejudiftrtl por si, e anda
ostensivo empenho pola decretaeSOdessas du-1 V. M. 1. ,.
ribiiicoos autofgadas pola conslitnicoo
queme eumpre guardar na mais perfeita in-
t gridado : loi por Bem suspender os sobiv-
ditos vereados que assignaro a referida re-
presentaedio do exercicio de suas fimceoes ,
para que seibos faca eflectiva a responsabeli-
dade em juiso com pet ten te.
Candido Jos de Araujo Vianna do meu
conselho, ministro e secretario de estado dos
negocios do imperio o tenba assim entendi-
do e faga executar com os despachos nceessa-
rios. Palacio do Rio de Janeiro, emlOile
dirigindo-seao throno augusto de V. M, [j
He tal orespeito, tal o acatamento que esta
cmara consagra a augusta pessoa de V. M. I.,
que ella guardara hum doloroso silencio em
presenca dos acontocimentos anda mais dos-
astrosos. so pensassn Incorrerno mnimo dos-
agrado da parte de V. M. I.: mas, convencida
do contrario, ella nao esperar desgranadas
oecurencias para entilo ir prostar-se,aos de
V. M. I. ; ella se mostra deste j desafecta i
poltica do actual gabinete que, talvoz pos-
suido das mais patriticas ntoncoes nos im-
peli pelos seos actos para o abysmo inson-
davel das revoluges. He lempo, Senhor,
quecesse a illusfio ; he tempo que seconhe-
ca que esses que nos opprimem, que nos
pinto avessos aos principios da monarchia
representativa, nao podem contar com hum
apoio verdadei ramn te nacional, de que tan-
to alarde fusem ; he tempo em im que V.
M. I. que quer o bem de todos, que se a-
cha muito cima do mesquinho espirito de
partido, contioea caKilmenle as tendencias, Jos Gomes Peroira Alvim sargento mor da
negociante 5 Roberto Francisco dos Keis al-
feres o aagociaute ; Jos Roberto Francisco
dos Res, negociante; Raphael Pinto de Suu-
/a, capitao ; Fernando Augusto da Silva Ca-
nedo, negociante; R. Antonio Noto Carnei-
ro Leo tenente coronel reformado na pri-
meira linhado exercito ; Manuel Joseda Sil-
va Caedo capitn das antigs ordenancas e
negociante ; Joao Neto Carnoiro teme, pro-
prietarip; Feliciano Coelho Duarte ajudan-
te de ordena do eommandanle superior, ca-
vall-Mio da ordem de Christo ; Simao Ferreira
da Silva juiz de paz ; Venceslao Jos Fcr-
i'iira Campos proprielario ; Bartholomeo de
Oliveira Carvalho ; Antonio Francisco Duar-
te proprietario ; Marcelino Jos de Oliveira
do espirito publico brasileiro. Pela sua parto,
esta cmara, que julga poder considerar-se a
representante dos sentimentos da grande
maioria de seos municipes, tem religiosa e
respetosamente cumprido o sen dever. Es-
peranzosa ella aguarda os felizes resultados
que nos promettem a sabedoria, o patiiotis-
mo, a energa de hum principe, que he o mais
Arme amparo da constituicao e da ordem.
Digne-se, pois, V. M. I. aceitar os sinceros
protestos de amor gratido e respeito que
consagra esta cmara a pessoa augusta de V.
M. I. Dos guarde a V. M. I. por dilatados
annos.
Nobre e muito leal cidade de Barbacena ,
em sessSo extraordinaria de 11 de novembro
de 18-H.-Manoel Bibeiro Nunes-Pedro
Teixeira de CarvaHio e Azevedo Camillo Ma-
ria Fereira Francisco das Chagas e Alvim -
Jos Simpliciano de Souza Brrelo Anto-
nio Marques da Silva Pereira -Carlos do S
Fortes Francisco de Paula Camillo Araujo.
prmeira legiao da guarda nacional e cavallei-
10 da ordem de Christo ; Atjmoel Gomes Fer-
reira ; inspector de quartero ; Joaquim dos
Santos Loures, Sargento dagnarda nacional ;
Francisco de Assis Loures negociante; An-
tonio Pinto Loures, proprielario; Antonio
de Padua Ferreira Alvim, Capilao da guarda
nacional, juiz de paz e cavaleir da ordom do
Christo ; VicenteFrreira Gomes Alvim, nego-
ciante; Joao Evangelista Sisnando Alvim pro-
prietario ; Francisco de Paula Gomes, nego-
ciante ; Fernando da Costa Pereira OO-
rio, Manoel Francisco dos Keis.
DECBETO.
Bcpresentacao que varios cidados da cidade
de Barbacena dirigirn a S. M. o Imperador.
em opposico que fez a cmara municipal
da referida cidade pedindo a dcmisso do
actual ministerio.
Senhor! constando aos abaixo assignados
que a cmara desta cidade se reunir hontem
extraordinariamente para representar a V. M.
I. (que imprudencia!) a neoessidade de demi-
tir o ministerio certificando ser a vonta-
de dos povos os abaixo assignados se apres-
so Senhor a levar presenca de V. M. ,
que a cmara de Barbacena est totalmente
engaada ; que os povos deste municipio a
exoepgo de meia dusia de ilkididos, apreei-
o sobre mancira o goferno de V. M. e cor-
tos da iliustraco e probidade do mesmo, con-
fio que far qfuonto estitaf ta sua sua parte
Havendo-so reunido a cmara municipal da
villa de S. Joo Baptista do presidio da pro-
vincia de .M as Ceraes,composla dos cidados
Joio Gomes Barrozo Geraltlo Rodrigues de
Agniar Marcelino Rodrigues Ferreira, Joao
NepomocenoGoncalvos Poniese Antonio Ro-
dligues Ferreira das Chagas, para organisar
huma represenlacao que remettod secre-
taria de estado dos negocios do imperio em
a qual violando abertamentc o seo rogi-
gimCnto e com termos descommedidnse viru-
lentos, se invol ve na poltica geral do estado;
esquecida assim dos limites de suas privati-
vas atlribuicoes que bem explcita e restri Jta-
nn'iito difiniro asdisposicoes dos artigos 107
da constituicao e dos ttulos 2 5 e da lei
do I. c de outubro de 1828 como das provi-
dentes determinar-dos da constituicao nos ar-
tigos loo, ll e loo e da lei de lo de outubro
de 1827, quemui expresa eamplamente tem
dosignadoos casos eos meios de faser eflecti-
va a responsabelidade dos ministro de estado.
dezembro do 18i-I,vigessimo da independencia
e do impcno.-Com a rubrica de Sua Magesfo-
de o ImperadorCandido Jos de Araujo Vi-
anna.
Represenlacao da Cmara municipal da villa
de S. Joao Baplista do Presidio, a que so
refere o decreto supra.
Senhor.A cmara municipal da villa de
S. Joo Baptista do Presidio da provincia do
Minas Geraes, mo podendo sor indHeronte
aos males extraordinarios a que o imperio do
Brazil se acha exposto pola poltica lo reao-
ces e de vinganca seguida pelos actuaos
ministros de vossa Magostado Imperial e Cons-
titucional julga ciunprr o mais sagrado dos
setts devores apresontando-se ante o throno
augusto de vossa Magostada Imperial o Cons-
titucional para com o mais profundo acata-
monto o submissao pedir a vossa Mageslado
Imperial e Constitucional que se digne sal-
var esta nacao briosa que adora a vossa Ma-
gostada Imperial e Constitucional, o com el-
la o cdigo sagrado ib' nossa liberdade o
qual com tanta sabedoria e bondade nos fo;
oulorgado pelo immortal fundador do impe-
rio o augusto pai de vossa Magostado Im-
perial e Constitucional de saudosa reeonlacio.
Senhor .\a crise arriscada em que nos a-
eliamos (piando a liberdade contra o voto
de vossa Mageslade Imperial e Constitucional,
e da naco se ochava ameacada polos minis-
tros que I despoito da eonstiluicio das
leis e do pudor eommettem toda a sorte de
atintanos contra as flaquezas populases, nao
s por si como por seus procnsules na mai-
or parte das provincias, e premeditan golpes
de estado sem a menor nocossidade be pre-
ciso (neos habitantes tenhao coragem de di-
zer loda a verdade ao throno 11:10 s para
qi]B se desmamareis, os trahidores, como por
que o silencio podo comprometi!- altamente
os Dteresses pblicos e at ao mesmo thro-
no. He por isso senhor, que osla cmara ,
osquoooiido-se da nersoguicao que llie ha de
ser feila por parte do governo vem usar d
hum dos mais aprossiavc.s direitos que nos sao
garantidos pela constituicao o pedir respe-
tosamente a vossa Magestafe Imperial o CoitS-
liluicional que se digno abrigar ao seu bont
povo contra os furores da oligarchia que bo-
je domina c (pie sombra do augusto no-
mo de vossa Mageslado Imperial c Constitu-
cional pretende por moio de leis .niguas
e oppostas ; suprema le to estado perpe-
tua r-sc no governo e impor a vossa Mages-
ao alcance de qnalqucr que pretenda 011 do-; tade Imperial e Constitucional e aos Brazilei-
va ser denunciante de seos (cuetos : nao po-
dendo liso inslito procedimenlo aulhorisa;-
se com. o direito de peticao que o paragra-
pho 30 do artigo 179 da constituirn outor-
ros os mais posados grilhOes.
Scnh
or : o ministerio actual tem desco-
nhecido huma verdade, e he que a monar-
chia e a liberdade s"io as duas principaes ne-
adespeito da capritosa e egosta opposico jga a todo o cidadao, como tal masque nao cessidados do paiz; e que assim'que huma
de hum punhado de individuos a folecidado
do Brasil. Senhor, os abai 10 assignados pa-
ra nao inflamaren! mais as paixoes so abstem
de declarar os motivos de huma tao inslita.
como inconsiderada representaco, e s pre-
tonteni a^redv do si hi^na e;nellMinto Caisi-
coni])eto, sobrfl aquellos objectos, segundo dolas nao esliver acompanhada da outra na"0
he espressamente deetarado no artigo 78 da peder, sopor isso, ser de tonga duracao::
citada lei do 1. de outubro de 1828 asea- [Simulando zelo pela monarchia pretenden!
marasaninicipaes qtie sao eorpbra$5es rao-os ministros de Vossa-Maj mperiai "
rameiiste administrativas. F tondo rcsolvido, I Constitucional suplantar a liberdade sem se i*
para manteF ordem sustentar a exacta j lembrarcm de que assim abrem profundissi-
\


2
mos abysraos, dos qnaes nem ellos mesmo?
poder escapar. Acreditan que com lea de
oppresso leis enoommenda que elles
tem feito passar as cmaras, atrofiando
todos os direitos ho de exterminar ou re-
duzir nullidade a'grande maioria da naci
que na phrase dos governistas ousou l&zer
osempre. memoravel 25 de jullio de 1810!
Mas, Senhor, os deis subditos de Vossa Ma-
gestadc Imperial e Constitucional lera plena
confianza de que nao tifio de Bear xpostos aos
golpes de huin pequeo partido que, cin seus
delirios acredita ter nascido para exclusiva-
mente governar-nos. Elles tem sua frente
o melhor e o mais sabio dos monarchas e
tanto basta para que nada possao receiar. 8e-
-jihor! Os Rrasileiros Babem que Vossa Ma-
gestade Imperial e Constitucional poniera pa
cun a mais profunda dor a earreira desva ra-
da do ministerio ; elles sabem que V ossa Ma-
gostada Imperial e Constitucional reprova es-
sas dissipacdes enormes do governo as quaes
nos ho de trazera borrivel banca-rola, que
j nao ser possivel evitar ; sabem que Vossa
Magostado Imperial e Constitucional deseja
por termo a tildo e dar a paz a sen bom po-
vo; espero pois. que Vossa Magestade Im-
perial e Constitucional se ponlia a frente da
nacao, porque s o nome augusto e prestigio-
so de V. M. I. e C. ser capaz de la/.er os
mais admiravels prodigios. Elles todos tem
jurado pelos manes do lmmortal fundador do
imperio coadjuvar a Vossa Magestade Imperial
e Constitucional na grande obra da nossa re-
dempsao e fazer guerra implacavel, guerra
de morte a todos os que attentarem contra o
throno augusto de V. M. I. e C., e contra as
instituices que felizmente nos rege. Pos-
ea porem a verdade chegar ao throno de M. I.
e C. a despeito dos traidores que por ventu-
ra o rodeem ; nao lenhao estes forjas bastan-
tes para suflbcarem nossas lagrimas sen-
tidas triste desafogo de peitos ulce-
rados, e o imperio1 ser salvo e a historia
dir que V. M. 1. e C. foi huin monarcha sem
igual, o amigo sincero do seu povo. Dos
prospere e guarde por dilatados annos os pre-
ciosos dias de V. M. LeC. corno ao Brazil
he mistar. Villa do Presidio Paco da c-
mara era 21 de novembro de 1811. Joo
Gomes Barrozo Presidente. Geraldo Ro-
drigues d'Aguiar. = Marcellino Rodrigues
Ferreira. = Juo Nepomuceno Goncalves
Fontes. = Antonio Rodrigues Ferreira das
Cha gas. ,
( Do Jornal, do Commercio.)
i' i K N A M Buco
REZA DO CONSULADO.
Miguel Arcanjo Monteire de Andrade, Ca-
valleiro da Ordem de Christo, e adminis-
trador da Meza do Consulado de Pernam-
buCQ por S. M. 1. e C.
Faz saber que no da 13 do correte se ha -
de arrematar na porta da mesma administra-
cao lumia caixade assucar branco numero I,
aprehendida pelos respectivos empregadosdo
trapixe da Corapanhia por inexactidao das
taras 5 em cujo dia se lindo os prazos mar-
cados no regulamento, sendo a awematacao
livre de despesas ao arrematante.
E para que cheguo a noticia a quem con-
vier maridei alixar opresente edital na por-
ta desta administrado, e publicar pela un-
prensa. 0
Meza do consulado de Peruambuco 8 de
Janeiro de 1812.
Miguel Arcanjo. Monteiro de Andrade.
EDITA L.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade, Ca-
valleiro da Ordem de Chrislo e Mnuidj-
trador da Meza do Consulado desta Gidade
por S. M. I. eC. (iue Dos. Guarde fiC.
Faz saber aos Snrs. ProprieUrios, Con-
signatarios e Mestres das Kmlmrcaeocs V.-
eionaes, que do Exm. Sin- Presidente desta,
Provincia baixou o OffidO de do corrente I
relativamente aosescravos inarinheiros, que,
Ir/i-in parte da tripuladlo de taes Embarca-
,;0es, cujo theor he eguinte=Em cumpli-
mento do Avizo de 6 de Dezeinbro passado
expedido pela Secretaria d'Eslado dos nego-
cios da JusUca compre que Vmce. em pregue I
toda vigilancia para evitar que se laca nesta
Provincia O commercio de Africanos bocaes,
desraizados em marinbeiros, ou em esclavos
ladinos nos, navios que d'aqui saliera para
as outras Provincia. e nos que dellas entro
neste porto. E quando hajao bem fundadas
Buspoitasdestetrafico pelo ayuUado numero,
d'Afi' os, ou d los como ladinos -
ou matriculados como marinheiros, os tara
urehrnder o dar parte a esta Presidencia
para mandar proceder na forma da Lei. Se-
r todava Vmce,., escrupulozo neste xame
para que sern vehementes presumpees do tra-
uco se nao ponho embaracos ao commercio
de cabotagem que o Governo dezejaedeve
animar. Heos Guarde a Vmce. Palacio do
Governo de Peruambuco em 7de3aneiro de
|S2=Rar.1o da Roa-VistaSnr. Mignel Ar-
canjo Monteiro de Andrade Administrador
da Meza do Consulado. = Cumpra-se. e re-
isle-se. Meza do Consulado de Pernambueo
8 de Janeiro de 1842 = Monteiro.
K para que se nao offereeo duvidas no acto
das Matriculas mandei alixar o prezente Edi-
ta I na porta d'AdniinistracAo e publicar pe-
la Imprensa. Meza do Consulado de Pernam-
bueo 8 de Janeiro de 1842.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade.
PREFEITURA.
Parte do dia 7 do corrente.
Illm. e Exm. Snr. ~ Partecipo a V. Ex.
que no dia a e 6 nao occorreo novidade al-
guma.
A cmara municipal desta cidade faz ses-
sAo extraordinaria no dia 10 do corrente
niez.
Recife 7 de Janeiro de 1842.
Francisco Antonio Rabllode Carvalho.
Secretario interino.
0 administrador da meza de rendas gerae
internas avisa a todos os que devem o im45
posto do banco, do hairrode Santo Antonio"
para que venhao pagar at 15 do corrente '
pena de se proceder contr os omissos ; para,
se livrarem ile pagarem crecidas custas, como
acontecen com os moradores do Recife, Boa-
vista e Afogados. Reeebedoria 6 de Janci-
neirode!842.
Francisco Xavier Cavalcante de Albuq uerque
mentos do Communieante, e pa ten tea o es-
tado de irritaco e ferocidade a que se a-
cha reduzido. Verdade he que o lado do Co-
municante est avesado a estes meios, ea
forsa d'empregal-os tem suflbeado os remor-
sos mas era prudente que o Communieante
pesasse a gravidade da imputaco pesasse o
carcter, posieo social, e honrosos prece-
dentes dos que pretenda deprimir e que
nao especulasse com a desgranada sorte de
seu amigo, que como liomcni, e Cidadao
muito deploro, para levantar os clamores e
excitar as odiosas paixes, que pozemjogo
contra o partido que guerreia e especial-
mente contra os honrados Presidente da Pro-
vincia e Chefe de Polica da Capital : em ou-
tra parle poderiAo ter acolhimentoas njenlas
declamacoes do Com mu ideante mas em Per-?
naubuco onde existem muitos Cearenses ,
onde he estabelecidp o Exm. Rrigadero Coe-
Iho, e onde habitou por alguns anuos o Snr.
Dr. Vieira o Communieante nada mais faz ,
do que chamar sobre si o odio e despreso
publico, nada mais consegue seno trazer
memoria os seguintes versos do Epieo Por-
tuguez.
Onde reina a malicia ah est o receio r
Que a faz imaginar no peito alheio.
Em dous Communicados inseridos no seu
ment quanto antes aoTlieatro ordenei que'Diario j se tem convencido de quanto dista
se execntasse o que foi mandado observar no i da verdade a imputaco do Communieante do
Rio de Janeiro em 10 de Junho de 1833 com I Correio do Norte e que somente o mais im-
essa Sociedade leva scena alguma peca rei-
na a todos os respeitos a melhor ordem e de-
licadesa : o honiem de moral rigorosa pode
comparecer com sua familia. 0 mesmo nao
SUCCede, quando nao traba I ha oTheatrosob
a proteccao d'essa Sociedade: a gente mal e-
ducada cujas aCQes nem sAo dirigidas pelo
brio, nem pelo temor do castigo lanca a bar-
ra alem do escndalo, dando exercicio m-
moralidade como se fora um direilo con-
suetudinario, A assuada e excessos do Thea-
tro ero apoiados pela falla de um regula-
mento. Foi necessario polica intervir,
proliibindo sob ordem minha que mandei
executar com prudencia, a entrada de armas,
chapeos de sol, e bengalas ; os bons cederfio,
e reconhecerfiO a conveniencia da medida ,
adoptada em todos os Theatros policiados : os
desordeiros munirio-se de podras, e dero
pravas de que estavAo convencidos, que a Au-
toridade publica devia ceder sua insolencia.
Islo succedeo no dia 19 do que finda. Foro
presos seis individuos dos quaes cinco se
conservo, e aos quaes ^lar-se-ha liberdade ,
logo que baja conhecimento de que nao devem
sentar praca c continuar a polica a repri-
mir os excessos dos desordeiros, com os quaes
de iienliuma sorte conveniente paclur. E
como urgisse a necessidade de dar um rcgula-
PBACA DO COMMKnClO 8 UE JANEIRO 1842.
Revista Mercantil
Cambio Ha secadores 29 d. p. l.>000 ,
sem que por ora lenhao havido tran-
zaccoes.
AlgodAo NAo houverao entradas na soma-
a finda, e houverao vendas a 0,200
P- @.
Assucar Sem alterago, tendo-se feito
vendas regulares a 500 sob o ferro
p. @. do branco e 550 pelo mas-
cavado.
Couros SAo offerecidos a 125 rs. p. lib.
Bacalho Chegara tres carregamentos DO
decurso da semana ; hum seguio
para Havana, e os dous foro aqui
vendidos; hum a 8000 p. barrica ,
a prazo1; o outro ignora-se : o de-
posito anda p. 10,000 barricas.
Carne de Charque Nao tem havido entra-
das e existem em depozito "8,000
@. e tem-se vendido de 1,700 a!
2560.
Azeite de Peixe Tem-se vendido a 900 o
gallan.
Manteiga Ingleza As vendas ultimas foro
a o2o.
Toucinho de Santos Tem baixado c regu-
la de 2,000 a 5,000.
Tabaco Maependim As venias tem varia-
do de 2,200 a 5.000 conforme a
quadade.
as alt.-races convenientes, at que se confec-
cione um proporcional s suas circunstancias.
Esle tacto to insignificante, que nfto valia
a pena de com elle roubar a preciosa attenco
de V. Exc. mas como os mocos inconsidera-
dos acho apoio em todas as paites possivel
que era dolosa de alguns, que forem entre-
gues praca baja quera parante V. Exc. ouse
adulterar o suceedido. Dos Guarde a V. Exc.
Maranhao 25 de Dezembro de 1841. Illm. c
Exm. Snr. Paulino Joz Soares de Souza,
Ministro e Secretario d'Esado de
da JuslicaJoo Antonio de Miranda.
Negocios
I
PARAH1RA.
Eleices de Cmaras c Juizes de Paz.
Temos noticia exacta das eleices de Juizes
pudente despejo poda dietar as expresses o-
diosas que se lera no referido Communicado;
porisso nAo direi mais cousa alguma em defe-
za do Sr. Coelho e do Sr. Vieira 5 assim
como nao traclarei da posigAo e importancia
do faiescido porque nao desejo revolver
as suas cinzas e nem augmentar a amargu-
ra de sua familia basta que o Communieante
sai ha que podia ser satisfatoriamenle respon-
dido.
Accrcscenlarci comtudoque alem de ser a
imputaco repellida pelos principios de mora-
lidaiJt; pelo carcter e educacao do Sr. Co-
elho do Sr. Vieira ou d'oulro algum in-
lui'iite no partido este nao tinlia necessida-
de de lansar mfto de 11111 meio execrando, e
abominavel que em todo caso ser repellido
com a indignacao propria de honiens honestos,
de Paz e Cmaras Municipaes em todas as|e que preso a vutude. A influencia do la-
differentes Freguizias e Termos da Provin- lecido Facundo era secundaria no seu mesmo
cia C nos assisle a salisfacao do poder asse- partido: o Sr. Facundo nao linha riquezas ,
> ... **.*.n l!nl i i i i t I : I I I I 1 I W r' t 1 I ( t I l!:ll"('l
NOTICIAS PR0V1NCIAES.
O Vapor S. SebastiAo (jue chegou ao nos-
so porto sabhado 8 do corrente nos trouxe
gazetas das Provincias do Para MaranhAo.
e Parahiba: das do Para que chego al 18
do passado nada se colhe que indique a me-
nor alleracao na marcha dos negocios publ
eos. As do Maranhao chego al 27 : aiii
havia apparecido urna assuada no Theatro pu-
blico a (pial deu lugar a que o respectivo
Ex.n' Presidente tomasse as medidas cons-
tantes do oflioio abaixo transcripto. As da.
Parahiba nAo passam de 24 e s nos torne
aera de intereasante o artigo a diante copja-|
dosohreasleices de Cmaras e Juizes de
Paz.
i
CE ARA1
Nao recebemos jornaes desta Provincia po
rem vimos cartas de pessoas mui sizudas
que a do tranquila.
MARANHAO.
III. e Exm. Snr. Ha n'esta Capital um The-;
atro, de propriedade particular, nica diver-,
sao dVlla. Ha igualmente urna sociedade del
pessoas boas de consideracao e bem mor-
geradas a qual o Governo toma todo o in-
teresse em proteger; cin s noites, em que
guiar aos nossos leitores que vencerocom-
pletamente os homeiis da ordem: a faego do
ccete, que oul'ora governou a Provincia ,
nao s nAo ganhou urna sequer d'essas elei-
ees como nem ao menos ohteve supplen-
tes em algumas das mesmas Freguezias e
Municipios. Miseravel nullidade Nem ao
menos os supplentes ? . E' desgrana das
desgrasas, I. .. Em todos os pontos se lize-
ro as elleices em ordem : o Povo concor-
reu inerme ao local designado e em inteira
liberdade prestou os seus sullragios. N'Ao foi
misier que para vencerem os sustentadores
do Governo os amigos da ordem e iiiimi-
gos do assassinio e do crime se empregas-
se forca alguma ; nem se sobrecarregasse a
caixa publica com um s ceitil. Fez outro
tanto a face/io do Honiem das Ordenanzas ?
Fizero outro tanto os Monarchislas d'ento ;
e separistas de boje ? Diga o Cofre Nacional,
responda o corpo de polica e Destacamento
de Guerra. Queiro os Ceos que voem os
pias que resto ao da posse dos novos Fun-
cionarios. E' j insuporlavel o exercicio que
em difieren tes Varas de Paz tem alguns de
nossos farrapos. Nem issolhes valeu : a po-
pulacho sensata os tem reduzido ao que elles
sao : a zero.
(O vefdadeiro Monarchista.)
CORRESPONDENCIA.
Snrs. Redactores.
O A. do Communicado inserto no Correio
do Norte a cerca Jo assassinato do infeliz
Jofio Facundo do Cear se deixou cegamen-
le arrastar pelo odio, que tem aos seus adver-
sarios polticos ao ponto de persuadr-se que
podia manchara rcputagAodecidadaosrespei-
taveis sem que authorisasse as suas odiosas
impetaces com as provas neeessarias para se-
ren acreditadas, e mesmo sem attender
reputacao bem eslabelecida, e maralidade
d'aquelles, quem pretendeo lerir to bru-
talmente : esta facilidade em suppor nos seus
adversarios e adversarios distinctos pela sua
posicao e pela nobreza de sentimc.ntos a vi-
lania e perversidade de empregar o assassi-
nato contra os que nao profes6o os seus prin-
cipios de sallar por cima de todas as consi-
u'ci aeoes moraes de todas conveniencias so-
ciaes para ter o brbaro prazer de deprimir aos
seus adversarios nao honra muito os senti-
no linha saber nao linha importancia algfla
na corte e muito pouca na Provincia pon-
to de que nao pode conseguir que o sen sohri-
nho, redactor do 23 de Julho o Sr. Jos
Lourenco enlrasse na chapa para Deputados
Geraes que foi dictada soberanamente pelo
Sr. Alencar : o Sr. Facundo quando Vce
Presidente, nada mais foi do que ceg instru-
mento do Padre Alencar, q' Ih'encarregou de
cumprir as suas ordens demais o partido
do faiescido Facundo va decaindo olhos vis-
tos eo nico signa] de vida que d he a
impudencia, e immoralidade, com que ata-
ca os seus adversarios ; por tanto he evidente
que o partido quando fosse capaz de com-
metter um semilhante attenlado, jamis o fa>-
ria no lempo em que iiad.v-ganharia com a
morte do Sr. Facundo que eslava reduzido
ao desprezivel papel de intrigante ; e calum-
niador por meio de suas cartas, entrelauto
que adulava aos que assim calumniara; um
homem destes nao inspira va receio algum e
s mereca o despiezo com que era tratado-:
o partido nao procurou desfazer-se del le ,
quando no poder insullava e persegua desa-
foradamente e s agora he que se havia de
manchar com semilhante atrocidade ? Islo
nao tem censo com mura. Outra prova irre-
fragavel contra o Communieante he que o
governo, que o chefe de Polica dero todas
as providencias e inmediatamente para q.'
fossem capturados os assassinos ; que posero
disposigo dos Juizes de Paz cor relegiona-
rios do faiescido cat um dellcs seu prximo
pareule toda a forca Policial que dero to-
das as providencias que o caso pedia sen-
do por consequencia falsas as insinuaces q..'
a tal respeito faz o Communieante.
No seu furor dis o communieante que a fa-
milia dos Vieiras vive de roubos-, e extursoes
publicas; o eommunicante nAo tem remor-
sos nAo tem pejo j porque se os tivesse nao
escreveria semelhante infamia : os Vieiras
sempre forAo abastados, e gosarAo de estima,,
e consideragAO'publica; o Snr. Vieira pai,
possue importantes fazendas de gados assim
como seu mano que he capilo-mor no
tempo da independencia ja era Major, foi
membro do governo. Provisorio e tem
continuado agosar da considt>ra$o, e impor-
tancia a que Ihe d direilo a sua riquesa ,
os seus principios e os seus servicos pela
causa publica : os genros do-Snr. Vieira es-
to em huma posico brilhante possuent


-y
'"'I T-jj
-* -**Tr-l

bensda fortuna e commercio em grosso :
hum delles ja fui nonieado vice-presidenle rfe-
los correligionarios do comonicante ; outro
he Reputado, Juiz de Direito e foi secreta-
rio do Sur. Alencar : osseus filhos tem re-
cebido a edueaco, que se da no Biazil, dous
tem oceupado empregos importantes e Sem-
pra se tem distinguido pela sua honradez ,
estigmatisar os inleresses lcitos de qualquar
partido poltico, que por ventura liaja na pro-
vincia de Pernambuco ou mesnio quaesquer
pretendes individuaes ou de pequeos gru-
pos, urna vez que legitimas sejam temientes
a alcancar cada qual sen proporcional qiiinhAo
de inlluencia e preponderancia nos negocios
da por ser prente dos membros influentes da, seu desvelo, e seu afn em promover o fin
opposicao Pernambucana dizeis vos bem gradecim.mto material du provincia p-o.
consUnle empenhoeii, remover todas as coli-
sas possiveis de inquielaco publica. ()U recej-
os de desorden,, ainda a mais passageira, tu-
religionatiosdo commonicante: em huma pa-
lavra nunca vivarte d'empregos, e nem fise-
ro consistir nelles toda a sua fortuna toda
a sua importancia ; por tanto somente a im-
pudencia do eommnoicanle poderia proferir
tao atroz calumnia. Se alguem vyoid'estorses
publicas sao os correligianarios do eommoni-
cante,osquaes nAo tem oulro genero de vida,
que nao seja o viver a custa da naco e que
nao poupao sacrificio algum para consegui-
rem e conservarem os empregos que sao
o seu nico alimento a sua nica impor-
tancia, e que desesperados pela sua misera-
vel posico esbravejAo e investem furiosa-
mente a seus adversarios. O commonicante
lansa mo de todos os meios que llie suge-
re o seu furor ; calumnia inventa o que
nao he de adimirar, porq' I he nao resta outro
recurso; assim por ex appresenta os Snrs.
Drs. Nascimenlo e Miranda fugindo a per-
seguigao, o Sur. Dr. Nascimenlo que ne-
nhuma importancia tem no Ceur, e que vejo
gosur no seio de sua familia de quatro mezes
delicenca, que obleve do governo geral; o
Sur. Dr. Miranda que est no mesmo caso ,
e queveio para a Comarca de Caranhuns, pa-
ra onde foi removido 5 eis os perseguidos.
0 Sor. Jos Lotirenco sendo demetido do
emprego de cirurgiao que illegalmente ex-
ercia viu-se sem meios de subsistencia des-
presado e desacreditado na sua arte re-
tirou-se para nao morrer fome o Snr. P.
Carlos apressou-se em hir para o Rio,
para aproveilar a ajuda de eusto pelo recio,
que Imha da ininente dissolugao da Cmara
Temporaria.
Eis como inventa o.iommoiiicante, e por
islo se a va lie do mais.
Em desagravo da verdade publiquem vms.
estas linhas de Um Cearense.
que osseus principios polticos sejam os que
governam o paiz desde lo, de selembrode 1837,
exceptuado o pequeo intervallo daroaiorida- -
ue : masor. bousa Teibeira e intimo ami- do isso pode nAo merecer hoje apreco alcum
go dosSrs. Cavalcantis, foi sempre oalliado aos olhos do esCriptor, aqun, respondemos-
, e sectario da sua poltica, mas nesta parte anda o srntimenlo public d
essivoeeloquente que todas as phra-
sepossam escrever, eelle condemna
tomos seus amigos foi elevado a presiden-, em sua forga e imparcialidade tao injusto e
...c,_. ca da municipalida.le pelos sullrago.i do mes- : singular juizo.
melhor que o governo pode julgar da capad- mo partido co.nbatteu contra vossos amisos Quanto a perspicacia e profundeza de vshs
mn lT'Sh a '' ,"n T !" ni,su,timas^oes, comn, calor, que des-! co.n que o Sr. bario hT TeSrenctes"
lilicosdo Sr. barao: 2.noruue amhem nm- oprim a ,.i.... r r:__... _ .1..... ... ** -x,incids
,.. r- ---------.., da mesma provincia: tal segmaniente nao (
pela nobresa de seus sem,mentes pela sua ge- o nosso lim. Nem tao poueo procuraremos ex- aceompanhando-os lielme, te em oda sal ,^ s exme
nerosidade como podem atteslar mudos cor- por nossas convieges acerca da futura admi- ses porque ella h ZadoT foi matorista e que se
nisUaco do Sr. baroda Boa-vista na pro- -
vinciade que se trata: I. porqueninguem
uticos do Sr. barao: 2.porque (ambem nin-
guem melhor que o mesmo governo pode a-
juizar do estado polilico da provincia de Per-
namhueo, em relaco nao s ao seu espirito
local e peculiares influencias como tambem
em relagAo poltica geral do imperio, no que
loca as tendencias e estado 'de ordem tiesta 011
pertoii a vo*sa colera foi em lim nomeado: de partidos extremos e estabeleccti
presidente da provincia pela transacta admi- douras alliangas con, os homens capazes e dig-
nistracao, cuja poltica ys dzeis que deles- nos de todos os ciiculos, de todas as cre-
tais ... N4o obstante vos o queris ?.....gas conseguindo assin, reunir em torno do
LOgo vos nao combateis pela causa dos prin- si toda a classe dos |)roprietarios dos lavra-
eipios ; logo yossa poltica nao a das dou-| dores, dos industriosos, que sao natural-
trinas; logo vos nao respeitaes o Densamente ; mente amigos da estabilidade e da anteai
daquella parte do imperio: o.-porque nAo! poltico do vosso partido ; logo vos questo- b,.n assil* .-m1raemsmal TCfcSfifii
queremos de maneira alguma molestar o mi- naes nicamente por amor das pessoas. E e prestimos* dos g^^UcTTanto
hndre do d.st.nclo e.dadao de que se trata .! ousaes contestar a conclusAo i' Nao o podis a hahilidade do Sr. barao ,es loso l
fazendo crer que a sua nomeagAo ( caso haja nao o pederis mesmo sen, vos insurgirdes patean ou a ma le podera deseonhS-a '
ella de venlicar-se) e devida a solictacAes im-1 contra a propra razAo ou sen. escarnecer ,1o l>o que Oca dicto resulta a falcidade da uro
portunas dos seus alTe.coados: -emfim or bom senso do paiz. ; posigao' de que o Sr. barAo vi veu mIpS
Aindamais, separa ser presi gundo vosso pensar, preciso contar eom um poiaram : nAo o Si\ barao tem hoje um
------._.---------------------------^ WUV..WW .| ,. IIIKIK I III-
portunas dos seus affeicoados: t.emfim poi-
que entendemos como o prmeiro deverde to-
do o adiado do governo nao estorval-oem suas
.. --------1 ......- n"""""' i<--iiai, jnvciso eomar rom um (loiaram : nao, o i\ barao tem linio nm
con. b.nacoes,^ menos anida intrometel-o en, corto appt io de que lado ser este prestado | partido seu, e este partido se eom em d"
qoestoes paramente individuaes ou que raf- aoSr. Sousa Teixeira ? Dos seus co-rellgio- todas as classes abastadas
lectam 111 teresse-, mu n.'irli-iilar/ic .or.... iumhi ,,..i.i.__ j... ____ ... _____
fectam interesses mui particulares arredan-
do assim de nos o escarneo q' sem duvida nos
caberte, se por ventura houvessemos de accei-
tar espontneamente urna responsabldade .
que nem o governo pode declinar nem nos
poderiamos supportar sem sermos esmaga-
dos pelo seu peso incalculavel Nosso pxipo-
sito pois nicamente corrigir rectificar : o
mais tarefa do governo e nAo nossa.
e intelhgentes ,
Do Peridico -Brazil- trai.screvemos o-se-
guinto:
Seja qual for a tolerancia que professamos
para todas as opinOes seja qual for a consi-
deragAo que trbutamosa aquellas que se of-
ferecem ao juizo do paiz revestidas de [Mili-
das formas e escripias em phrase decorosa ,
e digna r circunstancias ha nao obstante ,
em que acreditar na sincerdade dellasTora
simpleza infantil erofuta|-as como se dicta-
das fossem por aquello senlmento urna qua-
lilicada hypocrisia. Em verdade por mais
hbil e saaz que seja a peona por mais vas-
lose prodigiosos que sejam os recursos da in-
telligencia a lim de esconder ou disfarcar sob
asfeigesdo pubico interesse um Densamen-
te que se a elle nao reporta ou mesmo que
me hostil, o bomem de espirito severo e
critica solida sempre deslinda no meio anda
dasapparenciasas mais falla/es o individu-
alismo astuto que se occulla debaixo da ban-
deira respeilavel da utilidade social e atten-
lando no quadro que o ardil tragara para o-
llios incautos facilme.vle descobre a falsidade
do colorido e seguro pode en tao exclamar
como o poeta ;
Dos homens o pincel e a mAoconhego.
Esta rellexAo nos veio ao espirito (juando
examinamos os dous arligos communicados ,
que foram publicados em o Brasil de 21 e 30
do mez lindo, acerca da provincia de Pernam-
hueo e do Sr. barAo da Boa-vista : os moti-
vos em qneellaassenta nos os derivamos
da assombrosa inexactido con. que em laes
artigus sao apreciadas as circunstancias actua-
es daquella provincia da manifesta parciali-
dade eom que sAo julgados osservigos presta-
dos ao imperio pelo Sr. bario da Boa-vista ,
naadminstragao da mesma provincia e fi-
nalmente dos extraordinarios desvios da ver-
dade histrica que todos observam na nar-
ragao dos factos occorridos querem epochas
mais remotas quer modernamente e du-
rante o periodo da ultima cleigAo. Ora tan-
la mfracgAo tanto atropellamento das regras
rio justo e do verdico quando se nao refe-
rem a curtidade reconhecida de intelligencia ,
ou aos delirios de urna paix.io detestavel
como seja por exemplo o odio mo cha-
maremos nos faieinagao ou equivoco ; a pa-
lavrainsnceridadeque nos cae natural-
mente da penna. (/mo porm quer que se-
ja, nos seriamos mal comprehendidos se
por ventura alguem houvesse de suppor'qne
naconfulago que nos propomos detaesar-
tigos entre de alguma maneira o desejo de
Encelando a materia, traremos lembran-
ca do leitor que o primeiro dos dous artigas
de que tratamos, s destinado aos homens
d'estado, e nAo aos pigmeos em poltica, como
no seu comeco se l : mas nAo nos esquecere-
mos tao pouco de notar, que milito se ames-
qunhou quem assim se exprimi: 1. quando
considerou a poltica de Pernambuco solrum
ponto de vista puramente local, destacado da
poltica geral do imperio e lora das hypothe-
ses 011 emergencias importantes que verificar-
se podem em o lado do norte do imperio: 2.
(piando concluiu a sua obra, aconselhando ,
ou insinuando a conservagAo do Snr. Sousa
Teixeira na presidencia de Pernambuco ; o
que en. verdade d tal artiga senao todos os
caracteres atlribuidos celebre estatua de
pos de argila ao menos cousa que muito se
[he asscmelha.
Acabamos de aflirmar, que as circunstan-
cias da provincia de Pernambuco nao podem
ser avahadas isoladamente; e ha quem oduvi-
de, a nAo ser o redactor dos artigos ? Pors por
ventura a irritaco e awdume, em que se acha
na provincia da Parahyha o partido turbulento
. ----~".....n 1 ....... -------> ''-""'j .- niiuiri^ciiies ,
nanos polticos, dos seus constantes amigos que nem querem ver as suas prop edades su-
osSrs. Cavalcantis? Essoo lado da oppo- jeitas s veleidades e caprichos dosmutnos,
sic.io e |)ernicioso seria tal apoio. "Dos al- nem curvam sua razao esclarecida s sugges-
I lados do auctoV doeomniuncado ? Nao; por toes do bem privado. Toda a grita, todos
queoSr. Sousa nao pertence s suas lileiras os esforgos pai tornar una popularan ms-
e sempre repudiou suas erengas. Donde po- [ truniento de vistas particulares sao infi tictno-
is Ihe ser ministrada a necessaria Ibrga a SOS: ella quer orden, e estabilidade e .piem
Jiecessaria inlluencia para governar ? Ib par- j mais fcilmente a consegue e mantem, mais
te alguma. Logo o que vos queris preci-, alfeico, mais estima e svmpathin Ihe me-
samente urna presidencia frouxa vacillante t reeem,
sem drecgao e sen, Ibrga, insulllcierite para Aqu termina o que tinhamos a ponderar
fazer o bem e sulllcenlissiina para fazer mal.' e prodiizir accercade algumas opiuies emrt-
Ser essa a verdadeira norma a seguir na ges- ( luas nas arligos., a que nos referimos, e
tao dos pblicos negocios.'' Ser esse o syste- em deleza da panada administraelo do Sr.
ma que aadministrago deve adoptar para j barao da Boa-vista ; temos a considerar ago-
vencer asdilliculdades, que de todas as par- ra a marcha poltica dos partidos na provincia
tes surgem e que provavelmeute terAo de 'de Pernambuco 4 e os factos occorridos na Ul-
recrescer verificadas que sejam algumas hy- Tima eloigAo ; esta materia far o assumpto
hotheses que todos preveen, e con, que t-do artigo seguinte, que ser escriplo rom o
dos contam ? Tal opiniAo nAo merece mesmo necessario deaenvolvimentoi
o traba I hw de urna averiguagao.
Para se aproximar do fin a que se pro-
pe entendeu o auctor o eommunicado,
(pie nada mais efficaz havia do que diminuir
1: agitado da opposigao nAo procura e espera
alentar-se eom sympathias e auxilios montes
e quaesquer ou tros, que Ihe ministren) aop-
posigAo pernambiicana ? Por ventura esses
auxilios, essa proteccao nao tem sido jKOres-
tados Je Pernambuco, e at eom criminosa
oinissAode alguma auctoridade ? Por ventura
o assasinato do Sr. Pedro Chaves nAo releva
em toda a sua hediondez e perversidade as vis-
tas sinistras dos descontentes na provincia da
LOTEK1A DO TIIKATRO.
\s rodas dl l paite da 8. Loto
consideraveln.eiiteo quilate dos servidos pres-j na > corrcn iiiipieleriveliiiente no
lados pelo Sr. barao, a prol da monarchia; dia ll do Crrente : e o res I o dos
constitucional; e sem reparar, que la en- rotf,Ml,i!ii. l.:ti 1 -
trar en, peleja con, a opiniao inteira do paiz ,; resIec*;^ Whetei achSoHW 8 Ven-
ese arrojava a inlirmaro testemtmho das ma- t,il n0s logares niiniiiiciados.
is dislinetascorporages do estado sfippoz-
COLLEtlO SANTA CRUZ.
liiidaiain as Ferias ueste Estaheleci*
ment
A acceitaco de Pensionistas e meio Pen-
sionistas lera logar en, todo o decurso do
se assaz forte para anniquilar a reputago ,
queaquelle activo e {Ilustrado administrador
soube adquirir elisia de tantas fadigas.
A espedicao militar, que ajudou tao ellicaz-
mente a salvar a provincia da Babia das vora-
gens da anarchia, e dos horrores da ferocida-.
d(! eslava ja preparada pelo Sr. Camargo I anio.-
allirma o escriplor a quem respondemos:
masa assemhla provincial de Pernamhueo.
felicitando a presidencia em nome da provin-
cia inteira pela prespicacia, sabedoria e acor-
to eom que se elle houve naquella eonjwnclu-
ra arriscada en que ludo era incerteza e
estremecimenlo, ah est para dar formal des-
------ ------...... ww- > 'i 1 n 1 1 1 7 mi i'iiivnn l.l cjd vohiiiiwiiih-iihi, 111 tju jmtil Urtl lUIIIIdl (IUS-
Parahyha ? E pode o auctor dos artigos afijan- 1 mentido tal assergao; assier como tambem o
governo vista dos mappas, que Ihe foTain rc-
mellidos melhor do que ninguem pode al- '
testar o contrario do que se assevera no artigo j
GOLLEGIO DA BOA-VISTA.
CITO NA m.'.V VEI.IIA.
A Directora faz scienle que hoje 10 dd
Corren te mez abrem-se de novo as aulas no
dito Collei-'io.
gar a nAo existencia de urna horrivel propagan-
da, que tenda a conflagrar o imperio e enso-
pal-o en, sangue ' Os meamos fermentos de
desordem nAo existem no Cear ? Nao tem
mostrado a experiencia quo susceptiveis sao
dedosenvolvimento de cegueira as paixoes
polticas, que retalham aquella provincia ? Ou
poderdesconhecer alguem a preponderancia,
poltica, que Pernambuco exerce em todas as
de mais provincias do norte e especialmente
nas duas indicadas ? Pernambuco foi sempre .
eco barmetro, pelo qual se deve julgar do
AVIZ08 DI VERSOS.
que eom balemos. ?- 0 Snr. Joze Joaqun. Cavalcante d'AN'
Quanto aos seutimenlos do digno poro ba- buquerqoe pode procurar a carta viuda da
hrano acerca da expedigo de que se trata Babia no atierro da Boavista I), o das 5
elles tem sido taas vezes pa ten toados na im- ; as )> horas da tarde,
prensa e na tribuna, sem que alguem ousas- $w l'm mosso porlugui^z deseja ir*a Costa
se contestal-os, que excusado fora de novo re-'' d* A frica e ofl'erece-se a ir con, negocio dt
feril-os : nem est no poder do eseriptor delqualqner pessoa ganhando o que for justo,
que tratamos arrancar das maos do Sr. barAo | e da liador a silfl conduela.
o expressivo e honroso tesleinuoho de bene-! %jf bik-se hoje 10 do corren le urna
eslado de serenidade 011 perturbaco daqtflle voleucte que a Babia Ihe olfereceu agradecida:! aula de Crainniatica Calina e oulra de Ceo-
talvez mesmo em outra occasio relevancia graphia ; a matricula esta desde o dia ."> aber-
detaltefto tenda sido reconhecid* e applau- ta: ospretendentesdirijflo-searoadettrTa
j:.i .... .,........ i..-......._r..-_.^ 1 .. \ i\ / ._. i_...... i...___
lado do imperio : sea sua adn.inistracao for
enrgica e sabia, se o seu espirito publico re-
ceber da administragSo urna direccao eonve-
dida por quem hoje rebates, e deprime- Os
S.
D. ."(i, a qualquer hora.
i^T Quem livor i e quiser vender diaria-
mente s 6 horas da manh meia garrafa,
ou mesmo conlra-nielade dt; leite de cabra :
Diente, firme e inethodica fcilmente se po- auxilios de foica expedidos para Maianhao, S.
der responder pela tranquilidade de laes pro- j Pedro do Slfl Alagoas, e\c., sao actos mui
vinera, que se devem considerar como ver- ordinal ios, diz o artigo ; mas assim nao o
dadeiros satelliles daquelle bello astro. Islo leu, entendido o paiz ineiro que sempre I annuncie
posto, parece-nos evidente a total impossihili-I considerod taes medidas como poderosos ele-I HT Quem quiseT comprar oOO barricas
dade de verificar-se urna un[ca hypothese, ein n,cutos para a grande obra da tranquillidade I vazias, parte boas, e proni|ilas para assu-
eda paz, que reinam nas provincias n.encio- car.. e parte eom algum deleito por prego
nadas, em quanto que de taes proposigoes s j commodo 5 dirija-se a paderia do arco de San-
IW 11 II 11. Illll'l I' O. il ! I-I'i 1 lillO IVliMlf fl lili Flllf' 11 ln \ lll lllll..
que a conservagAo do Sr. Sousa Teixeira a
quem alias, como homem privado tributamos
a mais sincera estima seja aeonselhada pelas
regras da poltica ou mesmo tolerada pela
prudencia administrativa.
Mas porque razAo mysteriosa porque mo-
tivo secreto edesconhecido advogaes vosa
conservagAo do actual presidente de Pernam-
buco ? 0 Sr. baro da Boa-vista nos desagra-
pde esperar-S'.- o arrefecimento do :'.elc ; p
triotiea sollicitude dos altos funecionarios do
estado, que bem merecendo do paiz ten, o
desgoslo de ver seus servigos menos-prezados
ou deprimidos. Pelo que toca ao tacto reco-|
ndecido do Sr. baro para dirigir o espirito da
pojmlago para o trabalho e para as emprezas;
lo Antonio.
iry Quera precisar de HOOaOOO rs. a juros
de 2 por eenlo ao mez dando primores de
ouro 011 piala : annuncie.
HJ* Quem precisar de urna ama deleita ,
dirija-se a ra das Tiinxeira.s, caza Deci-
ma 2.
S
til


:\
tsr Perdeo-se co pogo da panclla at a pas-
sagemda Magdalena un pedazo de urna cor-
ronte de relogio com jinete tudode ouro;
l'N'in .ic!n,i] por favor queira levara quarta
asa cja ra do quiabo no Monteiro ou na
loja de .Mr. liegor na ra nova que ser re-
compensado.
.. O" 0 Rrigue Austraco Lladislavo Capi-
" to Pobecevich trabado a este porto cora
agoa berta na sua saliida para o Lameira
para acabar o sa:i carregamento de assucar ,
que levava para Trieste precisa de dinbeiro
a risco sobre o casco e carga para fazer os con-
oertoa neeessarios para sua viagem quem
quiser |'a/er este negocio podar entender-se
com o Capitao cm casa de Me. Calmont &
Companhia na rua da cadeia n. 65.
SfST- !Vecsa-se altigar um sitio perto desta
praga na estrada do manguinho ou Belem ,
que ten ha casa para familia, arvoredos de
inicio e trras para plantar horla'lice ; quem
tiver annuneie.
s^- Aluga-se uma casa de 2 andares e ar-
mazem na rua de Jos da Costa no forte do
n.attos onde morn o Sr. Joaquim Pereira
Peona ; quem a pretender dirija-se a rua do
Livrameiilocasa D. 5 no segundo andar ou
oRecife na rua da Cruz armazem de assucar
da casa n. 42.
ss?* Qoalqor pessoa que saiba perfeita-
mente fa/er ginebra e aniz querendo em-
pregar-sc eni urna (abrir de restilago di-
rija-se a casa de Manoel Gonsalves da Silva.
S3#" O abaixo asSignado faz sciente ao
respeilavcl pubieo que pessoa alguraa con-
trate negocio algum com Hiplito .los da
Silva sobre una parte de urna casa terrea si-
la no beco do lambi sem primeiro cntender-
6 com o abaixo assignado ; assim como tam-
bem previne ao respeitavel publico que pessoa
alguma contrate negocio com o Capitao be-
nedicto sobre a botica da na Direila sem
primeiro entender-se com o annuncianle,
visto acliar-se pinborada pelo que ilie be dc-
vedor.
Victorino Ferreira de Carvalbo.
cy O Professor particular de latim na
rua dri Cruz da boa vista casa defronte da
"venda do Sr Lima cientfica aos pais de
,*cus alumnos e a quem mais convier que
lie comeea a sua aula no da 17 do correte.
tambem propOe-se das duas horas as(> da tar-
de a ensinar particularmente em algumas ca-
cas albe o numero de o alumnos ; a quem
convier dirija-se a casa a cima, ou amiuncie.
st Quem annunciou querer arrendar um
sitio perto da praga dirija-se ao sitio da Ca-
pelioba do Mondego.
cy* Aula de Esgrima= 0 professor da
mesma aula he obrigadoa icar nclla mais 15
ou 2o dias em consequencia da demora do
navio, por isso roga a todos 08 Srs. discpulos
que nao tem terminado o curso de se a pro-
ve tar da segunda demora e aquelles que ja
se acho formados de frequentaw a sdbredila
aula para se exercitarem mutuamente com os
discpulos e tambem lomar alguma ralifi-
cago da mao Jo mestre. Como a pistola se
aprende com -ion "i lieoens o professor conti-
tinua a tomar discpulos athe o dia da sua sa-
luda e tem diminuido o prego a urna terga
parte.
IZT Precisa-se de um rapaz portuguez de
idade de 2o annos para cima para caixeiro
de urna padaria o se liv.-r ja urlica se pre-
'ere : no pateo da S. Cruz i), o.
C~r" Quem precisar de una ama de leite ,
Jorra dirija-se a camboa do Carino casa jun-
to ao ouriws do lado do norte.
s^" O Tenente Coronel Ignacio Antonio de
Barros Falcao compren por Conta do Revendo
Conego Joo Rodrigues de Araujo o bilhete
inteiro n. 522o da 1." parte da 8.a lotiria a
favor das obras do thealro pubeo.
$sr Quem for dono do um qunrto que
apareceo no lugar do melo, dirija-se a Olin-
da na rua de S. Rento ou no melo a fallar
a Jos Theodoro de Moraes Lins que dan-
do os sinaes Ihe ser entregue o outro sim
que nao se responsabelisa pelo dito quartu.
t2f* M. S. Mawson cirurgio dentista in-
glez como tem estado auzente de novo
offerece ao respeitavel publico o seu presu-
mo em sua casa na rua do colegio D. 9 no
segundo andar.
%& Os trastes da loja da ruavesfreta do
Rozario D. 51 passaro-se para a rua da
Florentina para a casa de J. Beranger, aonde
os freguezes da dita loja se poderao dirigir que
.scro sempre muilo bem servidos tanto era
obra como em prego ; assim como se vende
cadeiras de palbinbas americanas, camas de
vento de armacao c sem dita muilo bem feitas
a. 4500, ditas de pinho a 5300., pinho da
uecia com 5 polegadas de gressura e dito
serrado marquezas de conduru mezas de
jan lar c milito? mais trastes que so vendem
mais barato de queem outra qualquer parte.
ssr* AiTenda-se ou vende-c no lugar do
Barbalho o sitio que foi do Sr. Cajola todo
sercado de limo cuiq 45o ps de larangei-
ras e outros muilos arvoredos de fructo,
e tem boa casa de vivenda : a tratar no mes-
mo sitio, ou no Hospicio no sitio do Sr.
Chaneeler da Relacaocom I). Mara Joaquina
de Macedo. -
CF" Prcciso-se de 500.>000 por tempo de
8 a 9 raezes dando-se por. seguranra um
ptimo eseravo icando o servigo do mesmo
pelos juros; quem quiser dar annuneie.
x^~ 0 1." Secretario da Sociedade Nova
Pastoril convida aos Socios da mesma para
comparecerem boje lo do correte pelas 7 ho-
ras da tarde para sessao extraordinaria na
casa de suas representaeoes.
t3" Aluga-se urna preta com muito bom
leite para criar ; e vendem-se lo bastas para
engenho, muito possantes : na ponte de
l'choa no sitio de D. Mariana Thereza de
.Jess Siqueira.
avisos MARTIMOS.
Paha o Maramia sabe imprelerivelment
at o da 2o do corren te o superior e bem co-
nhecido Rrigue Tentacio forrado e pregado
de cobre tem bous com modos para passagei-
ros e escravos a frete tem o seu carrega-
mento prompto podendo s receber alguma
carga miud; os pretenden tes drijo-se a rua
da moeda n. I 41.
Para o Maramia sahirem poucos das o
Patacho Brasilero Mana Luiza,'forrado c
pregado de cobre tendo a bordo mais da tor-
ga parte da carga ; para carga e passageiros
trata-se com o seu proprietario Antonio Joa-
qun) de Souza Ribeiro ou com F. M. Ro-
drigues & limaos.
Para Ljshoa o Rrigue Portuguez Concei-
go Flor de Lisboa forrado de cobre e de
superior marcha saldr com umita brevi-
dade por ter a maior parte de seu carn g i-
mcnlo prompto ; quem quiser carregar ou ir
de passagem para o que ollrece os melhores
commodosc tralameiito dirija-se a Mendes
t\ Oliveira na ruado Vigario 1). 15 ou ao
Capitao do dito Vicente Anastacio Rodrigues.
L E ILOENS.
ssr Quarta feira 12 do corrente de urna
porga o de batatas e serveja na porta do
armazem do Braguez pelas lo horas da ma-
nila.
t^j" Que faz Antonio Luiz Comes por conta
de quem pretencer, segunda feira lo do cor-
rente no largo da alfandega de 11 pipas com
vinagre no estado em que seacharem.
C3~Que fazem Manoel Guimaraes Ferreira,
e Manoel Martins de Lentos de urna porco
de vinagre de superior q nal idade em pipas
e quarlolas por conta de quem pretencer.
segunda feira 4o do correte na escadinha da
alfandega.
H?" Que faz o Corretor Oliveira, quarta
feira 12 do corrente as 4o horas da manha .
no armazem de assucar dos Srs. Carvalbo &
Ferreira, no forte do mattos quasi defronte
da prensa do Sr. Brito de grande porco de
mobilia nova recenchegada do Porto con-
sistindoem cadeiras canaps, e sofas le-
tos primorosamente de pao de olio e de Ja-
caranda, e muitos outros arlgos que estar
patentes 5 adverte-se que ludo ser vendido
rasoavelmente por motivos de preciso de li-
quidar contas.
COMPRAS.
*ZT Escravos de idade de 12 a 2o annos >
para fora da provincia : na rua do fogo loja
de alfaiale da quina do beco do Padre.
"Ten das.
t^J" Folhinhas de porta ditas de algibei-
ra com variedades dilas de dita com alma-
nafa mu correcto, dita Ecciesiastica ou de
Padre ; todas por prego mais commodo que
em outra qualquer parte impressas em bom
papel e lindo typo : na praca da Indepen-
dencia loja de livros n. 57 e 58 na" rua do
Cabug loja do Sr. Bandcira na venda da
quina defronte da Igreja da Madre de Dos ,
na rua da cadeia loja de ferragens do Sr. Mo-
raes e que ja foi do Sr. Quaresma, defronte
da Matriz da boa vista na botica do Snr. Mo-
reira ecm 01 inda na rua do Amparo boti-
ca do Sr. Rapozo.
!C3^ L'm negro official de pedreiro de bo-
nita figura de idade de 2o annos para, fora
da provincia : no principio do atierro dos
affogados em casa de Silvestre Joaquim do
Nascimento ; assim como urna bonita mola-
la que engomma coznha e lava.
. Potassa da Russia da primeira quali-
dade cm barris pequeos e graj^dos > por
prego commodo a dinbeiro ou a praso com
boas firmas : em casa de Joao Rulino.da Sil-
va Ramos na boa vista rua do hospicio ca-
sa de sobrado defronle- do Coronel Brito
Inglez.
"jF* Urna preta boa lavadeira de van-cita ,
propria para o servigo de campo a dinbeiro
ou a praso urna molata de idade de 25 an-
uos engomma lava ecozinha o o diario
de urna casa, e um cabrinha de idade da 5 an-
uos : na ruada molida n. 141.
$y Por prego commodo a dinbeiro ou a
praso salsa parrilha guaran iVehun ,
biirracha do Para e essencia de aniz :' na
rua da 3" Urna cscrava de bonita figura cozinha
e assa de forno faz doces de varias (pialidades
engoma e lava bem de vareila : na rua Direi-
la D. 20 lado do Livrauento.
S~j~ Barricas e sacas com farelo barricas
com fumo para charutos, meias bu-ricas com
farinba de trigo caixascom velas de sper-
macelc salitre relinado lengos ]>retos de
sedada india gangas amarlas toalbas ada-
mascadas puntes Iravessas para [nrralas ,
algodo grosso para sacos cha preto de su-
perior qualidade, ludo por prego commodo: em
casa de Malheus Auslin & Companbia na rua
do trapiche novo n. 12.
sr?- Para fora da provincia um negro de
idade de "o anuos bonita figura : a tratar
no quarlel do corpo de polica com o Major do
mesmo corpo das 9 horas da manha as du-
!is da tarde e desta hora al as (1 em sua ca-
sa na rua do Fagundes.
S^f Obras de marcinciro novas c por pre-
go commodo entre ellas una cmoda de an-
gico una carleira de angico una banca de
Jacaranda para meiode sala o urna cama de
angico: na rua das larangoiras D. 13.
tif' II du/.ias de cuias do Para de di-
versos tarnanhos asquaessao proprias para
quem tem negras a vender na rua : na rua
do Vigario armazem n. 44.
S2y Uma molata perfeila mubanda de
idade de 18 annos, cose, engomma, cozi-
nha com peiigao una linda moleca de
idade de I i annos uma cscrava perfeila cn-
gommadeirae cosinheira 5 ditas com lia
belidades 6escravos para todo o servigo,
um molato bom carreiro e serrador dous di-
tos ptimos para pagem : na rua de Agoas
verdes D. 58.
W 17J)arriz com vinagre, tintas che
gadas de Ilamburgo ; cm casa de Hermano
Mehrlens na rua da Cruz I). 25.
SCJ* Bichas pretas chegadas prximamente
e de muito boa qualidade a loo e a 2oo re. :
na rua estreila do Rozario D- 5o.
$Zj~ Vinhodc chaiiipagnlio a 20,>00, ser-
veja de boa qualidade a 2,>800 genebra da
Holanda por 7#000a duzia : na rua da Cruz
I). 4 ; assim como charutos da Rabia em po
cao gande e pequea.
ssr 10 encerados novos para -oobrir cargas
de assucar : no beco da Pol D. 5.
C5" Fcrramenla para lauoeiro feta pelo
melhor author no Porto : na rua do Vigario
n. H.
Cjt- Fina porgo de casaes de pombos de
muilo boa rassa por prego commodo : na
rua Augusta casa terrea junto ao sobrado de
Jos Joaquim Dias Fernandes.
S2y Os verdadeiros paios de Lisboa por se-
ren somenle le tos de carne de porto, e nao
de alguma outra : no armazem do Braguez
junto ao arco da Conceicao e ali haver bar-
ril aberto para se vender meia duzia delles
(pie sirva para amostra aim de quem com-
prar nao ser engaado com os feitos de carnes
de outras qualidades.
13" L'm preto de idade de 22 annos de
bonita figura perfeilo alfaiale, uir. dito bom
cozinheiro de forno e fogo um dilo carreiro
e de lodo o servigo duas pretas lavadeiras e
quitandeiras, urna moleca de idade de i(> an-
uos para qualquer servigo una dila coz-
nheira c engommadeira uma molatinha e
una negrinhade idade de 12 annos : na rua
do fogo ao p do Rozario D. 25.
py Lina Ierra menta de carpina em bom
uzo, com a sua competente caixa : na pra-
cinlia do Livramento D. 25.
Ey- Um eseravo crcoulo official de 1 in-
lor e entende alguma couza do cozinha e
de idade de 20 annos : na rua das Cruzes
D. 49.
icr Urna porgao de caixas vazias do Porto,
grandes e pequeas, e 200 barricas vazias
que forao de farinba de trigo ludo por pre-
go commodo: na padaria de Joo Lopes de
Lima.
E3- L'ma negra boa quilandeira e muito
gil para o servigo ordinario de uma casa: na
rua da roda venda D. 8.
S5^ l'ma venda oom poucos fundos e
li\re ua" alcaide* e iem oommodos para um
grande fumilia na rua do Fagundes na qui-
na que volta para a rua dos assouguinhos e
uma negiinha de bonita figura e sem vicio:
a tratar na mesma.
ar* Cera branca cm pes farinba de Ma-
gem sacas e barricas: na rua da cadeia do
Recife da parte do beco largo n. 88.
S2T L111 inoloque de idade de 15 annos pro-*
prio para pagem : quem quiser annuneie.
ssr Farelo a 3*000 a saca de 5 arrollas ,
ou 2>800 sem o saco para engordar cava-
Ios, os compradores acharao este/arelo mui-
to melhor do que aquelle que vem de fora,
pois he fresco e novo tambem da mais sus-
tente aocavallo o (nal o peso do farelo mos-
trar : na fabrica de farinba do alterro da
Boa vista.
E S C R A V 0 S F U 0 I D O S .
3" Fugio do sitio tocos termos do enge-
nho Pupic um eseravo do gento de ango-
la representa ter 55 annos de idade, fulo,
alto secco bracos e pernas compridas ,
testa eolhos grandes sendo estes blancos,
magaens alias pouca barba disdenlado ,
ps grandes e largos e os dedos grandes e
torios para dentro levou uma espingarda ,
laca de ponta chapeo de baeta caigas de
algodao e jaquelaHle chila ; quem o pegar le-
ve ao referido sitio, ou a praca da Indepen-
dencia loja de livros n. 57 c 58 que ser re-
compensado com generosidade.
tSP No da 6 de Janeiro de 4842 desapa-
receo um niolequiuho de nacao congo, de
idade; de lo annos de nomo Benedicto, com
ossignaesseguinles: bem preto da cor. gros-
so e baixo bastante barrigudo cabega
comprida e mal feita olhos grandes e na
flor do rosto, nariz chalo, muilo beicudo ,
e os denles bem abertos sendo pequeos, tem
cara de negro bem fcito de mSos pS e
pernas grossas andava diariamente venden-
do agoa levou vestido camisa de algodao da
Ierra de mangas curias c calcas de dito de
meia perna c chapeo de massa ja vellio;
quem o pegar leve na pracinha do Livramen-
to D. 19.
5^- Quabjuer Capitao de campo peder
pegar um escravode nomo Domingos de es-
tatura ordinaria grosso do corpo o beico
de cima grosso c virado para cima de nagao
liana de mais de 5o annos de idade tem
urna sicafriz no pescogo dentes pretas de
beber fumo ps pequeos e grossos ; quem
o pegar leve a rua do Cabug loja de Joso Al-
ves da Silva.
c? Em Julho de 184o da casa do abaixo
assignado desapareceo um seu eseravo de li-
me Gregorio de naco bengueJla alio b-
cado das bechigas bonita figura barbado ,
de idade de 25 annos alguma couza bugal ,
quando falla abaixa a cabega ar alegre, den-
les muito claros boca olhos e nariz re-
gular ; quem o pegar leve ao annuncianle que
receber 400*000 de gratificado.
Antonio da Costa Ferreira.
CF-- No'dia 47 do mez p. p. fugio do sitio
de Joze Bernardino Lial em Parnamerim lium
eseravo anda bugal por nome Joaquim le-
vou carniza c calca de algodao olhos grandes,
c bigode bastante cressido he muito gordo ,
e grosso do corpo h noticia que anda por
agoa fria ou para Estrada do Arraial ; cos-
tuma trazer hum saquinho acinta com casta-
nbas d c caj as quaes costuma assar a noite:
(Jliem J,,0Sar leve- a rua da Gade.a do Rc-
cifle X. 5. a Joo Antonio Soares d'Abrcu.
tSf No dia 2 de Janeiro p. p. desapareceo
da casa dos Srs. Bol i i\ Chavanes, no trapi-
xe novo D. 45, um preto de nome Jos de na-
cao congo de idade 5o anuos, barbado e
bstanle feio o preto foi encontrado varias
vezesno bairro de S. Antonio e como at
boje nunca fugio e pelo contrario deixou em
casa roupa e dinbeiro por isso supoe-se quo
anda vadiando pelas ras tendo o vicio de
embriagar-se bstanle quem o pegar leve a
dita casa que ser gratificado.
M0V1MENT0 DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 8.
Maranho Ccar Rio Grande do Norte, e
Parahiba; 17 dias, Vapor Brasileiro S.
SebastiSode 22o tonel., Com mandante Ber-
nardino Dias Pinheiro equip. 22 : a Joa-
quim Baptista Moreira ; passageiros para
esta Provincia 5, e O para a do Rio de Ja-
neiro bem como 113 roer utas.
SAIIIDOS NO MESMO DIA
Baha j Briguo Escuna Portuguez S. Bernar-
do, Cap. .loseJoaquim Lopes, carga res-
to da que trouxe da liba de S. Miguel.
.-;
RECtFE NA TVP. DE M. F. DE F. 182.