Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04388


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Full Text

An no de 1842.
Sabbado 8 de
Tailo agn depende de nos meamos ; de nossa prudencia, noderacao, e energa :. con-
tinuemos como principiamos, e aeremos apontados cotn adtniracao entre n Nscdes msis
Tullas. (Proclamaco da Assesablea Geral do irasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gianna, Paraiba, e Rio grande do Norte, na segunda e sexta feira.
Bonito e Garanhns, a 10e24.
Cabo, Serinhaem, Rio Formnio, Porto Cairo, Mareio, e Alagoas no 1 41, iH.
Faie 13. Santo Autao, quinta feira,^ Olinda todos os dias.
"*
*L
DIAS DA SEMANA.
3 Seg. s. Aprigio
4 Tere, s Tito
5 Quart. s. semefio.
6 Quii. Dia de Res.
7 sext. I. Theodoro. Aud, do Jit de Direito da 1. rara.
8 sab. s. Lourenco. Re. And. do Juiz de Direito da 3. Tara.
9 Oom. s. Juliao.
Janeiro. 'iftio XVIII. N.5.
O Diario publicase todos os dias que nSo forem Santificados
de tres mil reis por quartel ptjo adianlado*. Os annuncios do
gratis, eos dos que o no furem raiao de SO reis por linha.
lirigidas
Nmeros
o preco da assignatra be
i assigntntas sao inseridos
, cus <"u dirigidas a na Tyuografia ra das CrUies D. 3, ou praca da Independencia lujas de lirro
ros 37 e 3S-
Cambios no da 21 de Dezembbo.
Cambio sobre T.ondres 2'J 1. p. M.
> Paris 320 reis p. franco.
u Lisboa SO a S5 p. 100 de pr.
Ouiio- Moeda de 6,400 V, 14,500 a 14,700
N. 44,400al4,fiOO
i de 4,000 8,100 a 8.200
Pim-Paiacoea 1,640 a 1,660
Fmta Petos Columnaiet 4,640 a 1,660
Mexicanos 1,620 a *1,640
j. miuda 1,440 a 1,460
Moeda de cobre 3 por 100 de disronlo.
Disconlo de billi. da Alfandega 1 e por 108
aomet.
dem de lelrss de boas firmas 1 e tle |,
Preamar db da 8 de Janeiro.
1.a as 2 horas e 6 m. da tarde.
2. as 2 horas e 30 m, da manbS.
PIUSES DA LIJA NO MEZ DE JANEIRO.
Quart, ming. a 3 -- As 7 aras e 59 m. da tarde,
l.ua Nova a 11 a 1 oras e 54 m, da tarde.
Quart. cresc. a 10--a* 6 oras e 41 m. da larde.
I.ua clieia a 2.'! s 3 oras e 30 m. da tarde. '
BSBaassan-naaasBeBsaaaMaaassBBiBBBSsiiBSBaa^^
DIARIO DE PEltNAHBlTCO.
RIO DE JANEIRO.
MINISTERIO DA GUERRA.
Circular aos presidentes da Bahia, Pernam-
buco Cear Maranho, Para e P-
auhy.
Sua Magestade o Imperador, desejando fa-
cilitar todos os meios que posso contribuir
para que o batalho provisorio mandado or-
gauisar nessa provincia seja elevado quanto
antes aoseo estado completo, e sendo reco-
nhecida a falta que existe de officiaes de ptt-
meira linha. Ha porbem mandar authonsar a
V. Ex para contractar para o servico do mes-
mo os olTiciaes reformados que a elle sequi-
serem prestar abonaiido-lhes em quanto ser-
virem o sold e mais vencimentos da no-
va tabella do 1. do corrente mez e anno, cor-
respondente s suas patentes, exercicios e
commandos, esperando que alem destes, V.
Ex., nao dcixe de chamar para o mesmo ba-
talho toilos equaesquer officiaes de 1. li-
nha que posso achar-se avulsos ou mesmo
empregados em outro algum servico, sern ex-
cepeo, e muito particularmente os que es-
tiverem servindo no corpo polioial dessa pro-
vincia. t,. .
Dos guarde a V. Ex. Palacio do Rio de
Janeiro 1 o de dezembro de 1841. Jos Utv
mcute Pereira.
IHmVe Exm. Snr. A ordem expedida ,
cm aviso de t de agosto do corrente anno ,
foi dictada pelas imperiosas circunstancias de
previnir maioresen.barar.os que podeio re-
sultar da continuaco do pagamento das di-
vidas atrazadas com dinheiros votados na
lei do orcamento para occorrer s despesas do
corrente anno financeiro, por nao ter sido
possivel realisar o crdito concedido para taes
pagamentos : como porem esta rasao tenha
cessado fica sem effeito a determinaco do
referido aviso e V. Ex. authorisado para
continuar os pagamentos da divida militar a-
trasada, que for relativa aosannos financei-
ros de 1859 a 1840 e de 1840 a 1841 so-
mente ; com declarado de que em nenhum
caso possa vir a acontecer que, por cauza des-
se pagamento deixe de faser-se em dia o do
sold e mais vencimentos da tropa de linha
existente nessa provincia por forma que nao
- possa haver atraso algum nos mesmos venci-
mentos que forem relativos ao 1. de julhodo
corrente anno em diante pela forma recom-
mendada no ditoaviso circular de 6 de agos-
to : na inteligencia de que deste aviso se faz
communicago ao Snr. ministro da fazenda,
a fim de dars providencias necessarias.
Dos guarde a V. Ex. Palacio do Rio de Ja-
neiro 16 de dezembro de 1841 Jos Cle-
mente Pereira Snr. presidente da provincia
do Para.
Na mesma conformidade aos demais pre-
sidentes.
Pelo seu officio de 23 de novembro, e
mappa que o acompanhava, fica o governo
de S. M. o Imperador informado do estado da
forca do batalho provisorio da Bahia ahi
mandado organisar, ponderando que podera
ser maior se nao fora ter encontrado graves
obstculos da parte dos commd." da guarda
nacional, que nao s diliculto o recruta-
mento dos soldados desta a elle sugeitos, mas
at exigem que nao posso assentar praca de
voluntarios sem sua permisso, c lembrando
a necessidade de exigir-se dos mesmos com-
mandantes relaces exactas dos guardas alis-
tados nos diversos batallies, a fim de pode-
rem ser consultados naocasio do recruta-
mento. E con viudo faser cessar as referidas
pretences, que nao sao fundadas em lei,
e em muito prejudico a boa ordem do
servico, e muito mais as actuaes cir-
cunstancias em que he urgente elevar ao
seo estado completo a forja decretada na lei
de fixago de forcas, como exigem, alem do 14170 varas de lagedo 1 condeca eom calca-
dever em que o governo est de executar as dos, 4 caixa com doce, 5 ditas com chapeos,
leis, os interesses nacionaes : Ha S. M. o Im- 1 barril com vinagre, 1 dito com vinho, 2
iwn-'uliir iviphom mandar .loriaran o V ^ diln r^nm purria 'Zn canto ,..,.,, Faustino *X11
perador por bem mandar declarar a V. S.
l.'i que deve V. S. desattender quaesquer re-
clamacoes infundadas que lhes posso ser di-
rigidas por parte dos commandantes da guar-
da nacional, para relaxar do recrutamento
os guardas que se acharem a elle sugeitos na
forma da lei de 29 de agosto de 1857 tendo
apenas considerado com os guardas que in-
questionavelmentese houverem mostrado ex-
actos no cumprimento dos seos deveres, como
se reeommenda no artigo primeiro das instru-
C(5es de Cde abril do corrente auno, e estes
mesmos dever V. S. fazer recrutar se en-
tender q' por outra forma nao he possivel ele-
var o referido batalho ao seo estado comple-
to com a maior braridade possivel : se-
gundo, quehemanifesUmente abusiva e in-
dispcnsavel a licen^a pretendida pelos mes-
mos commandantes da guarda nacional, para
que os seos subalternos nao posso assentar
praca de voluntarios sem a sua permisso;
terceiro, finalmente, que approva o expe-
diente por V. S. proposto dse exigirem re-
laces dos guardas nacionaes alistados no
servico desta para poderen. ser consultados
naoccasio do recrutamento. E como pelo
sobredilo officio se observa que ha grande fal-
ta de ofliciaes para o estado completo do no-
vo batalho. nesta data se ordena ao presiden-
te da provincia que de demisso do servico do
corpo policial a todos os officiaes de primeira
linha que nelle se acharem servindo. e logo
que elles se I he appresentarem V. S. os
mandar empregar no servido do mesmo ba-
talho.
Dos guarde a V. S. Palacio do Rio de Ja-
neiro em 15 de dezembro de 1841, Jos Cle-
mente Pereira Snr. Jos de S Bitancourt e
Cmara.
-0 j .
dito com carne, 3o sacas com farellos, 511
eaixas com frutas.
Fora do manifest. 217 voluntes com a-
zeitonas 24 barricas com carne 5 caixas
ignora-se, 100 barricas vasias, fSO ceiras com
figos 4 ditas eom bixas, 1 porgo de ceblas
1 gaiola com coelhos, 2 ditas com coxiios,
10 caixas com vellas, 429 ditas compassas, 2
ditas com quedos 1 dita com miudesas, 1
barrica com frutas 5 caixas com doce, 1
cabra 1 embrulho com livros, 1 caixa com
vidros.
PERNAMBUCO.
ALFANDEGA.
Obrigue inglez Mary Queen ofScots; vin-
do de Liverpool entrado no mez prximo
passado, consignado a James Cabtree & Com-
panhia.
Manifestou o seguinte!
50 toneltadas de carvo de pedra, 700 bar-
ricas vasias, 116 caixas com fasendas, 26 far-
dos com ditas, 2caixas com ditas de l, 2 far-
dos com ditas dita, 15 ditos com ditas de li-
ndo 100 gigos com louca, 2 barricas com di-
ta 1 caixa com dita, 1 dita com cartas de
jogar 9 rolos de chumbo, 12 caixas com co-
bre 52 barricas com serveja, 7 ditas com
ferragem 100 barriscom manteig, 2 caixas
com selins, 2 correntes, 6 ancoras, 28 tons.
2quints. 1]2 de ferro 1 caldeira 1 cylindro ,
2 pessas para machinas, 1 embrulho com rou-
pa, 2 barricas com quartinhas, 5 ditas com
conservas. 1 cesto com quartinhas, 8 caixas
com conservas, 20 jarras com cevadinha, urna
quartola com agoa de soda 1 caixa com cafe-
teras 10 barricas com carne 1 caixa com
pinturas, 1 embrulho com ditas, 1 volumc
com bonets, lcadeira. 160 gigos com batatas
6 caixas com queijos 1 lata com dito, o7
queijos 40 presuntos, 1 lata com podim ,
1 manta de toucinho, 1 sacco com miudesas,
1 caixa com espingardas, 2 caixas com cha-
peos para senhoras urna caixa com perlen-
cespara escriptorio, 2 caixas ignora-se.
Obrigue portuguez Conceico Flor de
Lisboa vindo de Lisboa entrado no corr
rente mez consignado a Mendes & Olivcira -
Manifestou o seguinte :
1 barrica com cevada, 1 caixa com impres-
sos 27 barricas com cevadinha 1 embru-
lho com impressos, 1 eaixote com drogas,
5 barreas com ditas, 4 caixotes com vinho,
1 barrica cora frutas, 5 ditas com bolaxa,
O Brigue Americano Massachuset vindo
de New-York entrado no corrente mez, con-
signado a Me. Calmont & Companhia, ma-
nifestou o seguinte:
200 barricas com breo 100 caixas com
cha 28 pessas de cabos, 51 fardos, com fa-
sendas, 816 barricas com bolaxinha, 450 vo-
l mes d'arcos, 50 barricas com pregos 5o
ditas comazeite de peixe 17 caixas com
chapeos, duas ditas com drogas, 5691 bar-
ricas abatidas.
Fora do manifest. 1 eaixa com chapeos ,
1 dita com fasendas de seda, 5 barricas com
vinagre, 14 caixa com fsforos.
MEZA DO CONSULADO.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade, Ca-
vaileiro da Ordem de Christo e adminis-
trador da Meza do Consulado de Pernam-
buco por S. M. I. e C.
Faz saber que no dia 8 do corrente Se hafi-
de arrematar na porta da mesma administra-
cao tres caixas de assucar branco aprehen-
didas pelos respectivos empregados do Trapixe
Novo, por enexactido das taras, em cujo dia
se findo os prazos marcados no regulamento,
sendo a arrematado livre de despesas ao ar-
rematante.
E para que cheguc a noticia a quem con-
vier mandei afixar o presente edital na por-
ta desta administrado, e publicar pela im-
prensa.
Meza do consulado de Pernambuco 5 de
Janeiro de 1812.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade.
O administrador da meza de rendas geraes
internas, avisa a todos os que devem o im-
posto do banco, do bairro de Santo Antonio,
para que venho pagar at 15 do corrente ,
pena de se proceder contra os omissos ; para
se livrarem de pagarem crecidas custas, como
aconteceo com os moradores do Recife, Boa-
vista e Afogados. Recebedoria 6 de Janei-
neirode!842.
Francisco Xavier Cavalcante de Albuquerque.
instruccao idade e ao estado de cada pesso*;
por que certos principios de moral nao podem
ser entendidos por meninos verbi gratia.
Seria impeudencia o tempo perdido ensi-
nar gravemente a crianzas que devem abs-
ter-se da sedlico e do adulterio &c. &c.
Tamhem se nao deve cnsinar que a ignoran-
cia, ea imbecilidade sao ttulos para adqui-
rir o reino dos Ceos a pessoas destinadas a
em pregos que nao podem ser prehenchidos
sem a precisa illustraco : nao se lhes deve
encinar finalmente a despre/.af as dignidades ,
e honras visto que a patria nao pode dar
os cidados virtusos que a servem se nao
honras ou dignidades.
Nao imagine alguem que intentamos des-
apreciar Certas mximas da moral Evangli-
ca ; pois pelo contrario eremos que todas
sao excbllentes ealgumas, como concelhos,
ptimas foro para o seculo em que se ensi-
nio. Nos lempos em que os expiritos nao
se oceupavo se nao de vas disputas e em
que os systemas mais absurdos crio os que ti-
nho mais partidistas devia-se dar certo pre-
co ignorancia ; por que em verdade a igno-
rancia he preferivel ao erro : mas nunca o
Evanglho quiz com isso desapreciar as scien-
cias quando estas nao tem por fim se nao
a utilidade dos homens, e nao tomo por
guia se nao a experiencia. Igualmente so
devia inspirar desprezo s honras e dignida-
des em hum tempo em que se nao podio
adquirir se io pelo favor c quando o fa-
vor se nao adquira se nao pelo crime. Ad
quem consulatum non nisi per Sejanum adi-
tus ; eque Sejani voluntas nisi scelerequu?-
rebatur : mas loucura fora assemelhar os
actos de todos os governos a os actos dos Se-
IIMHIO DE PERNAMBLCO.
COSTIM'ACA'O DO AHTICO. O MEIO DE DARESTA-
BILIDADE A'S NOSSAS INSTITUICOES.-
Fora mister por em primeiro lugar as pe-
nas menos sujei tas a conteslagoes ; porque
huma vez bem convencidos os homens da rea-
lidade de humas achario que nao h to
pouco interesseem deixarem de crer na rea-
lidade das outras que nao pensassem mais
em (fiscutir sobr'este ponto. Dest'arte far-se-
o conhecer todos os males que resulto
immediatamente d'huma m aeco ou mes-
mo que a precedem taes como por ejem-
plo o perigo a que se exppe quem a quer
comettor e o desprezo, ou averso, em que
incorre o seu author. Depois verio as pe-
nas pronunciadas pelas leis ; e tudo isto final-
mente accom pan hado da expposigo dos dog-
mas das penas e recompensas da outra vi-
da.
Importara principalmente proporcionar a
janos e tiberios : em huma palavra alguns
preceilos bem como as leis nao podem ser n-
variaves ; antes devem mudar-se toda vez
que mudaren! as circunstancias para que fo-
ro feitos : obrar d'outra sorte he como se os
homens fossem feitos para a regia e nao a
regra para os homens.
Se Se adoptasse o systema que propomos ,
ousamos crer que ver-se-ia huma grando
mudanca nos costumes. Nossas instituices
to fracas em s mesmas tomario forca e
estabelidade : o governo vendo-se estabe-
lecido sobre bases solidas nao teria mais que
temer as consequencias dessa inquietado o
desse terror que sempre inspira hum poder,
Cujos limites se nao percebem os cidados ,
vendo que nada mais tinhaoque temer do go-
verno servilo-io com mais zelo ; s haveria
huma regra commum para julgar da morali-
dade das aeces dos homens 5 e esta regra
nao seria outra cousa se nao a utilidade pu-
blica deaccordo com os eternos principios do
justo e do honesto 5 a lei nunca seria vio-
lada, se nao com conhecimento de causa e
nao veramos punir a pessoas, ,'que as mais
das veies nao cahem cm falta, se nao por
ignorancia : os cidados virtuosos vendo
sempre leis que os protegessem terio ma-
is apego sua patria ; os maos exterrainar-se-
o ou abster-se-io de fazer mal | por te-
rem diante dos olhos leis promptas a punilos ,
c. observarem que o odio publico e a Re-
ligio os persegurio, quando a aeco do Ma-
gistrado lhes nao podesse chegar a Religio
respeitada pelos melhores cidados j nao
seria objecto de indifferenca ou de despre-
zo e qual quer ousaria ser religioso por po-
dello ser sem receio de que certos sujeito o
tivessem naconta de hum tolo d'hum igno-
rante ou d'hum hipcrita. (Trad. )
Das garantas indivduaes devidas a todos as
mmbrosda Sociedade.
Nosemantem o estado social em virtude
da obediencia que se presta s leis e s
author idades. Todava os homens mu tas vc-
zesse queixod'humas ed'outras: han*


np-j rt.-atlL*~jsm
'eTKmZ
i
mor parte das ngoai voeabulos qus cxpri-1 rantias excepto se para abracar lodos os fac- de amabihdade (O marido quando ouvio es-
memo abuso, ou o excesso do poder: euiHos, tornar comdeta a enumerarlo, for- las particularidades carregou o sobre olno e
quati todos os paizes se b fallado de tvran- nios forados a formar huma terceira d'aquel- murmurou. Que pengosos homens sao estes
..;. .u iu<.,.,,.,.w, .h.. i^nrvi.n.r. ,\\ t>_ i..d nngainmmi>itom t> asirtmo Ilusorias francezesl. norem apezur de tudo eu ire a
llife, de usurpagao de despotimo de o>-
presso de exaccAo de poder arbitrario ;
e todas oslas expresses e posto que enipre-
gadas,*com outras umitas com bem pouca
preciso e justeza sao provavelmeiile sus-
cepliveis d'algum sentido determinado.
Mas que motivos podemos ler de sermos
por lesexcepcionaes, e por medidas de cir-
cunstancias. A ultima qucslie que temos de
propor ser o saber como as garantas uidi-
viduaes poderio brnar-se inviolaveisem hum
payz onde nunea o tiVcssein sido
Em nenhuma parte precisaremos remon-
descontenles das aullioi idades e das leis ? tar a principios abstractos, a hypothese d'hum
Kiias nos preservo das agressoes e violen- pacto social discussao de suas clausulas ,
cias de outrem ; ellas embarayao queseja- e dos direilos anteriores, ou naturaes que
mossempre exposlos a atlentados contra as
nossas pessoas nossos bous nossa indus-
tria o o exercicio rasoavel da. nossas facul-
dades. Que se queixem do poder publicos
ses attenlados bem; par que elle he s-u
inunigo, com quem estao naturalmenle em
guerra. Mas como acontesse o ser elle accu-
sado por aquelles cujo intcr-esse est na re-
pressao desses crimes dessas desoldeos ? S
dous reproches Ihes poderio elles fazer isto
lie ; 1. se o pod-ir publico os nao pozes.-e a
salvo das olTcnsas particulares : 2. se elle
mesmo empregrasse asproprias forcaseni Her
causar os damnos de que os devera presei-
var.
Reprimir todas as desordens particulares ,
tomar absolutamente impossivel toda a of-
fensa pessual he o lim que se propoe o po-
der eeste cmp;oga em o conseguir a sua
violencia e vigor ; mas temeridade fora
prometter de nunca jamis cahir em falta.
Tojlavia observamos que elle cada vez mais
se aproxima a esse lim a in-dida que a civili-
sar;o se aperfeicoa, e que a forca repress^ra
he mais ajudada pelos hbitos moraes e pe-
as iuzes. Sabemos aim disto, que a au-
thoridade que nao enibaracasse o curso das
violencias exercidas contra as pessoas e pro-
piedades por ultimo tainbem viria a ser
victima dessas desordens.
Mas s deda depende seguramente o nun-
ca em pregar as propii.is forca; em atienta-dos
guaea a os que ella reprime ; e s quando se
suppoe que os cometi em sea proveito he
pie a chamao arbitraria uppressora e des-
ptica. Tal he em nosso entender o verda-
dero e nico sentido destaj palavras : ellas
reprochan ao poder u'jjressOes do genero d'a-
quellas contra as quaes est armado isto he;
violencias roubos extorges offensas ;
e charnao-se garantas individuaos nAo s a o-
brigagio que o poder contralle de se abster
dessas Misas se nao igualmente as institui-
eoes que elleclivamente o obrigao a renun-
ciar a isso.
Essas garantias- quasi que sao os nicos li-
mites que podciu utilmente circunscrever o
poder em hiiin grande Estado. Na quere-
mos dizer com isto que abstendo-se dos ac-
tos su'pra indicados, e que sao realmente
criminosos nao possa o mikiw poder cahir pescosso de seu venturoso marido e fazendo
em m ui tos ou Iros erros nocivos-, mas os mei- ao mesmo tempo urna engraoada careta tam-
os de os obviar sobre serem de ordinario bem te quero dizer, que le aeho boje mais
mtii pouoo ellicazes podem tornar-so as ve-
zes mu i perigosos. Huma sociedade onde se
conseguisse por os governadores a abrigo de
toda a oppressao siria ja tao feliz que bem
se podra deixar a os governantes- o cuidado
ile a tornar cada vez mais prospera por que
a felicjdade publica tornar-s.'-ia o seu nico
ioteresse o seu nico oensamenlo logo que
elles nao pensassein mais em exercer depn-
dacOes, &c.
Aquesto assim reduzida a termos tfio sim-
ples anda appresenta graves dilliculdades,
provindo-todas de ser preciso que em certas
circunstancias o poder publico mella a mito as
pessoas ou as propiedades, prohiba ou
exija algumas accoes. Em verdade elle nao
ellas suppoe. Nos partimos de hum s fado .
(inmediatamente dado pelas lingoas deposita-
ras das ideias e sentimentos da especie ha-
mana civilisada. Nos nao vamos alm dos vo-
cabalo que exprmem odesejode ser pre-
servado lanto das agressoes do poder publico ,
quanto das dos particulares.
Da seguranca das pessoas.
O primeiro beneficio da sociedade est em
provera nossa seguranca pessoal reprimin-
do os damnos que Ihe podem fazer os Qos-
sosinimigos particulares ; mas he evidente ,
que nao he possivel esse beneficio, se nao
por que cada hum de nos tem submettido a
sua propria pessoa acgo da aulhoridade no
caso deque ltente contra a seguranza de ou-
trem e mais geralmente no caso de comet-
ler hum crime ou hum delicto previsto pe-
las leis. Ninguem pois ter raso de se quei-
xar de ser preso para ser logo entregue ]-
tica huma vez verificado com exactido im-
parcial o facto de que fora aecusado, se liu-
ma le anterior a esse facto e anda vigente o
caracterisou delicto ou crime e Ihe deter-
mnou a pena : longe de taes medidas offen-
derem a seguranza individual bem se ve qur
so immediatamente necessarias para a ga-
rantir. ( Contina.)
VARIEDADE.
LEMBRANQA8 DE V1VGEM.
Permanencia na liba Mauricio = Porto Luiz
e seus habitantes = lludson-Lowe = Ro-
berto o Diabo.
aflavel aeolhmento todos os ociosos ecuri-
Meu caro pequeo marido, dsse um da osos do paiz se appresentavo a vir passar urna
urna joven e bonita creoila da ilha de Mau- parte do dia. As senhoras principal-
ricio correndoe sallando sobre as ponas dos mente eram aceitadas pelos ,nossos ofhcias
ps diante de um homem gordo cjo se po* 'com ulna galantera e amahelidade desusa-
da tomar por seu pai, eu le trago meu ami- 'das ; mas esta variedade de scena que ollere-
go disseeila, umadaquellas rosas do Japo Vam osconcorentes havia urna coirza que
que tu amas tanto.
E' verdade mas porque minha boa ami
que as promettem e as tornao ilusorias francezes), porem apezar deludo eu ire a
fragata.
No oiro dia nossa seductora creoula a-
pmas tinha posto seu pequeo p no caes j
soflVia o mal do mar, com tudo ella se dispoz
para embarcar em Urna bonita canoa que a
esperava : mas a brisa uta va foi te e a pe-
quena canoa -achando-se leve e embaloieada
pelas ondas pareca dancar no meio das agoas :
a nossa bella creoula solfreu bastante durante
aviajjm, cada vez que quaesquer gotas de
agoa saltavo sobre os lados da embarcaco j
ella dava um grito, edepois quando saltn
para bordo da fragata o excessivo cuidado que
ella poz em compr os seus vestidos Ihe fez
dar um passo falco, e por pouco que nao Ca-
bio na agoa em fim conseguio subir a bordo
e sentar-se e j ella comegava a perder al-
gum tanto o medo e achar-se melhor do en-
joo forca de espiritos que tinha cheirado, e
hia recobrando as suas cores e alegra, e a fi-
nal a mostrar-se bella, quando aos nossos
malditos artilheiros lhes dea a vontade de exe-
cutar urna estrondoza symphonia na qual en-
trarto as vozes de doze canhes.
Desta vez idla nao pode resistir, e cabio
sem sentidos nosbraqos de seu agoniado es-
poso. Dnas horas depois ainda a pobre mu-
Iher plida e abatida padeca muito sobre esta
mfsma fragata onde ella tinha vindo para
se divertir cat que voltando outra vez
tprra foro-lhe necessarios oito dias para se
restabelecer completamente. Tantas seduc-
coes para um similhante resullado E' des-
g'raca.
Eis aqui o que se passava na ilha de Mau-
ricio alguns das denos da nossa chegada. Im-
movel as pacificas agoas de Porto-Luiz a
nossa fragata foi logo um objocto da publica
attemjao honila airosa e bem equipada .
ella nao tinha nada a recear doexame ornis
severo. Constantemente cercado de barcos,
que procuiavam abordar, ou se afastavam
cheios de curiosos, ella se tinha tornado om
passeio publico onde, certos de aehar o mais
ga
esteexcesso ?
- E' porque, eu te amo muito.
E porque me nao amaras tu ? Nao o
primeiro dever de urna mulher amar seu ma-
rido ?
Sem duvida repeta a amavel filha de E-
va passando um dos seus bracos ao redor do
bonito.
Ol! pois nao Aposto eu que ella qner que
Ihe compre algum vestido (A parte.) E eu
tamben) te aeho mais seductora que nunca.
Sim Eiito tu nao me negars isto que
eu VOU pedir-te.
Que o qu* tu vais pedir-me repeliu o
marido mudando de parecer. Que qneres tu?
En quero.que tu nAo estejas sem chapeo
ao sol. porque te faz mal'.
Est bem' nao era o que eu suppuuha.
(A parte.)
Sim. Vem para a sombra dos verdes e
cheirosos arvoredos l nos conversaremos
mais nossa. vontade. Entao esta seductora
mulher deu o braco ao seu marido e lancan-
d(
Reverta alem de muitasoutras; era a chega-
i- dequalqaer mulher feiaevelha, ninguem ou-
sava aproxmar-se della, e era raro que o seo
covalheiro nao fosse o mais nocivo e o mais
necio de todos aquelles, que se tinham a-
vancado diaute della supondo-lhes atracti-
reprinieattenlados se nao agarrando d'a- j do-!he ao mesmo tempo urna daquellas vis
quellesqueoscomeltvmi : elle nao manlem a I las q' niagnetisam, oconduziu para um lindo
ordem se nao por despezas para as quaes : pavilhao situado- no im de urna ra de limo-
todos contri huei : e para entreter as rea- ei ros ; edepois de se ter sentado ao p delle
Oes sociaes algumas veze^ carece de obrigar a Ihe falln desla; maneira : A propsitos mea
_____;i..i...- i"...,..i .. ....;.. rio un.Kui-in-n. him ;in"() i ouvistes fallar desta fragata
respeitalas. Tracla-se pois de eniharaQar ,
que O te teja lednien eagressor,fingindo obrar que se acha fundeada no nosso porto, eque
como tutear. Mas entre estas duas especies ; dizem que muito bouita ?
de aejos a gradacao he algumas vezes to de-| Sim mas que tens Id com essa fragata
lirada que o proprio poder pode enganar-se. to bonita ?
Km (al materia as ideias geraes nao se tor- i E' porque todos tem ido v-la. e mistriss
nao securas so nao quando resulto doexa- I A...... nossa visinha foi la hontem e ella
me de hum grande numero de ckcunstan- me disse que na verdade era muilo bella, lu
serias bem meu amigo se- la me levasses.
cias. EniJagarenios p lis .sucrbssivamente em
que consistem a siguiaiica das pessoas a
seguran.;; das propriedaJes a liberdade da
industria, dasupinioes, c das co siencias;
ior que atflo Mgres^ivos pode a aulhoridade
publica ofrndelo:- que regras e inslitui-
, ea flnalmeule nos podem preserva dessas
..rensas. Nao encarando s; nao debaixo
., te asficcto os diversos ovemos, nao os
dividiremos se nao em duas classes se-
Pois sim, minha querida, porque te ha-
via eu recusar esse gosto ? A' manh nos hi-
remos ver a ragata ; e de todo o meu cora-
Ca desojo que este passeio tedevirta muito.
_ A'manh oh quanto isso me alegra !
Dizem acrescentou ella dpois de ter abra-
cado seu excellente marido, que o comman-
cauo seu exceneiiu3 manila, s"*- ^"'"" ,----------- ,
dante desia fragata um homem muit dig-|rados, e com tanta-vioienca que os navios
tinelo, e muito attencioso para com as senbu- o melhor ancorados aao se julgam em logar
seguro.
ndo olioseonsedem ou recusao essasg- ras, e que os seus officiaes sao lodos cheios
vos cujos a-i ella j nao possuia.
Nao obstante esta attencao para com as mu-
llieres, era muito indulgente para com os
maridos, e-nsfomos mais de urm vez cho-
cados do excessivo respeito que se professava
para com as dragonas francezas. Demais ,
se as damas vinbam a bordo da- fragata para
dstrair-se ; nao acentecia o mesmo relativa-
mente aos maridos os quaes como conhecedo-
res examinavam com o maior cuidado tudo
oqueseollereciaassuas vislaa; entre outras
cousas urna nova nvcnco sobre tudo osadmi-
rou : aquella que fae mais promptos mais
justos e por tanto mais temives os efi'eitos
to mortferos da artilheria.
Quando os barbaros di/.ia Constantino-
Porphyrogenete a-seu filho te perguntarem o
que o fogo grego diz-lhe que nos o temos
de um anjo que nos prohibi communica^lo
as outras nagoes sob a pena de sermos devora-
dos pelo fogo do eo.
Nao se traeta aqu do fogo-grego mas nao
elle sabio e prudente nao divulgar ageites
que nao cogttam mais que o nosso abalimen-
to e a-nossa ruina os pequeos e innocentes
segretos (pie podem assegura-nos sobre elles,
no dia em que for uecessario combater urna
certa superioridade. Nos lamentamos b'em
que se ten ha feto urna, especie de prazer em
dar a eonheeer aos lnglezes todos estes peque-
os segredos, e segundo a nossa opini'o dar
armas aos nossos inimigos para nos comba-
tereni.
O Porto-Luiz o principal ancoradouro da
ilha Maurieio ao diante da ilha de Franca ;
vasto commodo. os navios iwo.lcrit.ahi na-
da que recear dos insultos do mar porem o
canal que a elle conduz sinuoso e cortado
por dous bancos muito prximos um do mitro
sbreos quaes no baixa mar, se quebram
as agoas oflerece urna das mais perigosas pat-
sagens. DepoiS'naque recear os vendavacs
rebentaram all muitas vezes sem serem espe-
Em 183o um violento furaco derrobou
casas e arrancou as mais robustas arvores ,
arrojou os navios que se achavam ancorados
no porto con Ira o caes apesar de estarem
suspensos s mais fortes amarras e batendo
uns contra os oulros alguns se despedazaram,
entre elles um marselhez cUjo esqueleto anda
se va na occasio em que nos all estivemos.
Em um destes furaees as pecas sallaram
fora dos seos reparos e o guarda do caes en-
volta na sa guaritacomo o guardao do s-
maphora envolto em sua cabana > como um
earocol na sa concha desapareceu com eiia
sem que nunca mais se soubesse onde am-
bos foram parar.
A cidade construida e ainfilheatro forma-
do pelas altas montanhasque se acham prxi-
mas e offerece para o lado do mar um dos
mais agradaveis pontos de vista que um ma-
rinheiro pode encontrar as suas viagens,
atravez do mundo. Suas casas construi-
das sobre um plano ligeiramente onduloso
e inclinado cercados de sitios pintorescos ?
e de verdesantes jardins, suas casas tor-
namos a repetir, quasi todas de mdeira ,
mal construidas e pequeas tem um ar ex-
travagante que estimula a curiosidade. A
alguma distanga da cidade sobre a direita u-
ma ribeira na qual se veem elegantes casas
de campo, corrtf blandamente um rio ao
meio deuma fresca e risonha paisagem.
A ilha Mouaritio apesar da sua pequea
exlenso possue um prodigioso numero des-
tas riberas donde segundo a opinio acre-
ditada no paiz ella deve perecer a agoa, co-
mo a ilha de Bourbon pelo logo. A'esquer-
da magnficos campos de caima de assuar
se desenvolver entre asmontanhase a pra-
ia. Una bella estrada conduz d'alli a tres
legoas ao estabelecimentodos pamplemous-
ses deliciosa morada onde os russos colo-
nos dados ao interesse que inspira a leitu-
ra do bello romance de Paulo e Virgina fi-
zeram elevar a borda de -ima pequea ribei-
ra um cenolapho destes hroes imagina-
rios e todo o viajante mediante urna pe-
quena somma tem odirelode ir verter al-
gumas lagrimas rieste delicioso- logar com
ludo pode dispensar e' s lagrimas una vez
que a bolea pague o tributo venerado.
Pamplemousse o nome de im fructo es-
pecie do larangeira Com' gross pevide, e com-
pridos gamos que se acha eommumenle nes-
te logar.
Na ilha de Mauricio tambtem se encontram
bastantes sitios romanescos. Aqu urna bel-
la cscala precipita suas toalhas de agoa por
entre bancos sethpre cuberlos de vigosas plan-
tas alli ulna espumosa e forte torenle res-
soa correndo por entre os sombros rochedos,
acola vc-se um gru[)0 de casas,- cercadas
de jardins e campo-todos eobertos de negros
e de Indios; mais longe obsorva-se una es-
pessa floresta cujas arvores agitadas pelos ven-
tos prodtzem nm sussorro semelliante ao
das vagas. Nesta parte do mundo nao se an-
da como em certos paizesdias intoiros sem
ser distrabirio pela mais ligeira variedade ,-
dir-se-hia (|ue a natureza tinha premeditada-
mente han ido1 todos os elementos da monoto-
na.- A todo o momerttoa'scena muda de im-
proviso comoqKir encanto. E' ete um pon-
to do qual parodiando, se puderia dizer da
na tu reza o mesmo que dizia< Napoleao de Se-
bastiani :-* Elle'nos fae marchar de surpre-
sa em surpresaOra triste ora risonha ,
spera e suave horrivel e cheia de encantos,'
el la-vos faz experimentar em um instante
e tumultuosamente emoces as mais variadas.
To depressa se cnconlra um medonho pre-
cepicio, que sse atravessa dando um salto-
jierigoso e enviando a elstica perna dos ir-
mosHavel sobre urna montanha das mais
diticeis de subir.
AqUise vos bem o quizerdes-, pode repre-
sentar-vos a vereda espinhosa que segundo O'
mislico catbolico conduz celeste Jerusa-'
lem logo depois um bello e largo caminho-'
atravessado urna larga planicie alcatifada das
mais mimosas llores e cheio de fronlosoS'
bosques cujas arvores exalam o mais delicio--
so perfume ser este a estrada larga e com-
moda que conduz eterna condemnaco.
Urnas vezes necessario atravessar terre--
nos patanosos apartando com as mos os-
juncaes solTreiid as mordeduras dos mosdui--
tos e outros insectos outras pizando a verde'
relva de urna campia que lira junto a um fe--
chado bosque ; defender-se de um exercilo-
de macacos muito atrevidps pelo terrvel de-
desejo de lapidar os viajantes. Os mosquitos
e os camacos so os maiores flagellos da co-
lonia: mas estes mesmos perigosos~velhacos q'
algumas horaslbe sao bastantes para despojarr
completamente um pomar, arruinar um pro1-
prietario, confiscara seugrado toda a colheL
ta de um contorno brevemente se vero re-
i.


o
iludidos a devorarem-se uns aos outros pois
que estas mattas tfto espessas vo-se rodean-
do t.Klos 03 tfias.
Em sumira-, alinda que mais pequea e
menos produtiva que Bauricio inna encanta-
dora colonia que falta de outr riqueza te*-
r sempre aquella das gloriosas* recordaces.
Ningucm ignora a oUsadia dos souscorsarios-,
e o terror que elles inspiravam aos navios- da*
companhia quando anossa bandeira rtelles
tuctuava. Igualmente se sabe qrral foi a for-
midavel expedico que os inglezes mandaran
para se apossarem della.
Esta ilha que se poderia cbamar do-0eeario
indio apesar da sua admiraVel posico'e de
todas as vantagens que ella promettia foi por
muito tempo despresad. Os Portuguzes e
os Hollandezes a linham igualmente abando-
nado e a colonia de Bourbbn era j formi-
davel sem que nos ainda tivessemos- pensado
em wcupa-la.
Nao ha muito tempo que Bo'rbbir e Mau-
ricio ero irmAes; a* mesma bandeira flnctua-
va n el I as o mesmo povo as habitara, os
mesmos coslumes all se pratreavo em fim,
estas duas torras apresentavo-se ao viajante
sob m aspecto similhante y e se urna exceda
aoutra em frtilidade esta-exceda aquella
na seguranza de seus portos, vantagem que
nao se saberla demasiadamente apreciar'ties-
tas paragens tormentosas. Mas depois q'
a ilha Mauricio foi cedida aos inglezes ou
mais depressa' da conquista que estes fizero,
tem-se operado as maiores mudancas.- A-
quelle que a con'heceu antes d'csta- funesta e-
pocha quero dizer em seus das de triumpho,
e de gloria sem duvida nao a reconheceria
lioje, pois que o viajante qoe de Bourbon
chega a Mauricio fica admirado da differen-
5a que existe entre estas duas colonias que u-
ma tao pequea distancia separa.
A populacho franceza que a emigracao pro-
vocada pelos rigores do governo inglez dizima
todos os dias, nao tem cessado depois do acto
de abandono que a declarou ingleza, de pro-
testar contra esta flaqueza da restaurado,
ella no faz mysterio nem de sua raiva para
seus senhores nem do' zello que ella desen-
volvera para desapossal-os se a occasiAo de
obrar se se apresen tasse. Esta nobre fran-
queza tem mesmo dado lugar a graves desor-
deus que a metropole tem provocado seja
por maldade ou seja por ignorancia. As*
sim para resistir a esta incliiiac,ao, que im-
pelle aos antigos habitantes do paz a suble-
var-se contra aquelles que elles chamam seus
oppressores, nada tem adiado melhorafa-
zer, que transformar a eidade em urna vasta
cuerna ; duplicado a guarnicao, triplicado
os policemens e trez irancezes nao po-
dem demorar-se juntos a fallar dos seus ne-
gocios commereiaes sem que as patrulhas
os faco dispersar.
Comtudo isso, os costumes e o espirito
francez predomino ainda em Mauricio 5 ad-
voga-se em francez e publica-se em jornal
esta iiogua. Em summa ha poucas cidades
em I-raic, onde se seja mais francez que
nesUilha. lsto a um ponto tal, e oque
laz a desesperado das authoridades do lugar ,
que se se perde um cao ou urna carteira,
em todos os avisos n se nota um so que se-
ja em inglez. Grabas a irritacao que fermen-
ta mais Violenta que nunca no espirito dos an-
tigos habitantes da colonia, que nao nos hade
causar admirago quodo qualquer da souber-
nlos que urna sbita revoluco expuisou os
inglezes. Finalmente a Gram-Bretanha mui-
to bem sabe, que aos primeiros tiros que nos
dessemos na Europa a sua soberba bandeira
seria prostrada por trra.
O que bem claramente prov ludo quanto
ha de sangue francez as veas dos habitantes
de 1 orto-Liz, que nao ha paiz onde a me-
moria de Naplaio seja mais reverenciada o
que bem se mostrou Cm 1852 pelo acolhimen-
t que all se fez a Hudson Lowe, este maldi-
to carcereiro de Santa Hellena, cujo destino
foi ser escarnecido e expulso de todos os lo-
gares onde s'presentou. Por grande que seja
o interese que os governadores tenho em os
ter separados, os povos bem conhecem que
lies sao irmos, o que devem dars mos.
5>e nos nao adiamos pftlavras para qualificar a
odiosa poltica da aristocracia que pesa sobre
08 r?Ts UHlds o povo inglez nao tem me-
nos todas as nossas simpathias. Ora elle nao
ha homem mais umversalmente impopular q'
Hudson Lowe, e nao talvez a Inglaterra q'
menos o aborrece. pafa dsfazcr-se delle
ella o enviou para Ceylao na quaiidade de go-
bernador e foi nessa viagem que elle apor-
tou a Porto-Luiz. Os bravos habitantes da i-
lha de h ranga apenas tivero oonheCimento da
sua chegada, que um grito de indignacao se
elevou de todos os lados, e a povoago cor-
reu em massa para a praia a obstar que elle
a sujasse com seus passos.
Hudson Lowe, ainda que rio esperasse ser
cnduzido em triumpho sobre os hombros dos
habitantes de Porto-Luiz ; comtudo estimu-
lo^se-das demonstraces to manifestamente
hostis e pretendeu mostrar-se mais teimbso
que elles' desembarcando ; porem nao pode
satisfacer a sua vontade mesmo ajudaoda
forca armada. No momento em que ele ia a
por o-p sobre o caes a'irritacao foi tal que te-
ri&' sido irremediavelmehte morto se nb se
apressasse a fazer-se ao largo. O acolhimen-
toque' seIhe fez enrCeylo nao foi dos mais
lisngeiros pois que forca de reclamaces
do habitantes nao" tardn em ser d'alli pro-
mudado. Presentemente nos nao salamos a
que lugar ignorado' elle se refugioi para se
subtrair a todas as vistas, mas nao duvida-
mos que nao existe um canto' de trra onde
elle nao seja recebido com um ser mar-
cado com o sello da reprovago. To-
dava nos pagaremos en> justa tributo
a ducta que elles tivero a este respeito",
Em Pbrto'-Luz nao ha outros edificios no-
taveis se nao una inrrensa caserna, que se
assemelha' ao-convento da Trapa-, e o1 quar-
tel do governador que pode ao lon'ge tomar-se
por urna granja e aop por urna destas ca-
poerras cbm pequeas aberturas onde se crio
as galinhas. Em compensaQo, ha aqu as
pract prin'elprres catres-, hospedaras ca-
sas de pasto menos mal servidas. Entre es-
tes ltimos estabelecimehtos existe um que
sem contradicho dos rtrais acreditados, e
pertenefe a um capito de marinha franceza,
o qua"! sem duvida ehiulo de Vatel, e grande
admirador de terchoux ha airojado de si des-
denhosamene as dragonas e a espada para se
armar do aven tal e da lardeaderra. Ignora-
mos se elle foi ou n8o bom ollicial, mas que
se n'Ao pode' negar ser elle um ptimo co-
sinheiro.
Esquecia-nos de diser que Porto Luiz pos-
sue ainda um theatro francez pequeo mais
fegnte, com urna sofrivel Cotnparhia de
cmicos cotiza bem preciosa para o publico
quese nao pode mostrar mais exigente. Oa-
Ca'so nos Cdnduzio a totnarmos coiihecimento
com o primeiro'actoV dsta companhia era Um
balieiro que a deserco tinhd salvado dos eno-
jos e perigos d'uma m pesca e que dispos-
to a tirar melbor partido das vantagens de
sua figura tinhn apparecido a proposito para
substituir a falta de outro prlmeirO actor
quetinha morrido Este helo rapaz temi-
nos convidado para assistir primeira repre-
sentagode Roberto do B-iabo, nos aceilmos:
nao por ouvir cantar por iim balieiro a par-
te de Nourrit e de Dupr, mas sim pelo dese-
jodever como'o director sairia ta empresa
expondo scena urna peca tao dificultosa. A
hora marcada onosso artista improvisado
nos esperava porta do thetro apenas nos
vio veio ollerecer os seos servicos para nos
mostrar o theatro o que nos acCeltmos. En-
to depois de nos ter feito atravessar dods
grandes drmasens cheios de objectos perlen-^
rentes ad mesmo fraeamefile allmiados, on-
de nos ros escailavramos tanto cc-hlr itma
figurada cathedral, o Urna bandeira como
contra lima estatua o lmanllvem, ate que
nos conduzio sobre a scena porm longo e es-
trello corredor pao da boca a inda esta-
va corrido e os machinistas tratavam de
correr Os bastidores pertencenti's ao prirr.eiro
acto, bastantemente embaracadospelaloucu-
ra do deccorator, q' tinha posto Crescente as
armas dos cavlleirOs normandos. Quando
o panno su!ti 11 a plateia achava-sechela. M-
sicos actores deviao nesta prd fazer as
maiores deligencas para excederem nos seus
harmonios sons 5 a orchesla principalmente
queria a todo o costo satisfazer ao rogo que
o director Ihe tinha feito a este respeito, e
tocava como tal frenesim que a todo o mo-
mento ovio-se estalar as Cordas. Nos du-
vidavamos que ate ao meio da pega tivesse es-
eapado urna s se os musios possuidos
provavelmente do mesmo receio, nAo tives-
sem moderado, a sua mpeliiosidade. Quan-
to aos actores faltava-lhe ainda Aquellejogo
de scena qae he lilllo, do muito uso o seu
canto, posto que lgumas vezes fosse justo e
agrdavel 11 Ao tinha toda a amplitude devida ,
e pareca que elles estavo sempre sobre o
ponto d se perderem masa pltea a aplau-
da tlo freqaentemente que hvia sempre oc-
casio para que o enthsiasmo rebentise no
momento em que a falta de memoria dos ac-
tores ia a conhecer-se. Devenios cornttrdb
confessar que o nosso ex pescador de taleias
fazia muito boa figura sob o trajo de cavalhei-
eo e que elle desempenhou o se papel mui-
to melhor do que nos esperavamos.
Sobre o conceito desta representaco dire-
mos que se he possiYel um famoso efleito da
la assemelhar-se terrvelmente a um effeito
ordinario do sof, a peca foi assaz bemdesem-
penhada mas cortou-se-Uie sem escrpulo
muitosdos pedamos mais importantes, o bai-
lado do o. acto tambem foi supprimido sobq'
se compunha de dantas indecentes Mas nao
nos admiramos disto, pois que j vimos unv
director d'um theatro' de provincia, que fa-
zeno representar a Dama Branca, mandou
por nos cartazes que para mais clareza da- pe-
ca se suprimira o canto. O principio do o:
acto foi um instante perturbado por um acci-
dente gracioso-, que nao he o primeiro que
acontece o qual nmitos dos espectadores to-
mafb' por urna scena da peca!. No momento
em que Roberto indeciso-, nao sabia se elle
devia ascutar Ahce ou seguir seu pai, un
negro, novamente admittido nos trabalhos
doscenario, tomou de repente tanta compai-
xo por elle, que se lan^ou sobre Bertram
para o impedir de puchar pelo braco qitdle
em favor doquul elle julgou1 dever entrevir.
Esta scena tera talvez acabado mal, se Ro-
berto iffl'tvesse atirado com um pontap pa-
ra dentro dos bastidores o negro imbcil que
nao devera de l ter sabido.
No outro da um inglez cilava com enth-
siasmo o jogoe energa do negro que diza
ello, a maligna Alice tinha mandado para as-
segurar-tedoseu amante.
.
lotera do theatro.
As rodas da I parte da 8. Lote-
ra correnv mpreterivelmente no
dia 11 do corrente ; e o resto dos
respectivos hillietes achao-se a ven-
d-d nos rugares auntiiiciados.
CQLLEG10 SANTA CRUZ.
Findaram as Ferias nesle Estabeleci-
mento.
A accitago de Pensionistas e meio Pen-
sionistas, ter logar em todo o decurso do
anuo.
Durante qirinze dias que nos esiivemos di- A. J. P.
0LLEG10 DO ESPIRITO SANTO.
A Directora faz publico que no dia 10 do
corrento da principio aos trabadlos do mesmo
Cotlegio,
Coutiniiaco da subscripQo a favor dos ha-
bitantes da villa da Praia da viloria na I-
Iha Terceira.
Alvaro de Meneses Moreira
rtnte do Porlo-Luiz, demos i bordo da nossa
fragata, unf baile seguido de um pequeo fo-
gode artificio. Esta fsla foi ludo aquillo que
poderia ser a bordo- de ttm navio ; porem a
salla eslava mal Iluminada, e se se teve o
praser de all ver poucas mulheres bonitas ,
em troca vio-se um grande numero que esta-
vo bem longe de igualar ao seu trage em gra-
ca eem belleza.
Finalmente, Porto Luiz segundo a nossa e-
piniaona morada capaz de exaltar a iniasina-
comais indolente. HapoucascidaJes collonia-
es mais alegres e mais animadas3, onde ha-
ja mais luxo, commoddades e excenlrici-
dade de todo o genero, pois que all ainda
que algum individuo faca os peores negocios
possiveis nao quer pelo menos parecer qne
lauca o seu dinheiro ra, tambem se en-
contra um grande numero de pessoas ricas,
mas sem mprego que passam toda a vida
a perder apostas oUtros em divertimentos ,
de caea ^ pesca e lambem em executar sal-
tos perigosos, e fazer outros equilibrio de
forca e destreza tudo isio para que o publi-
co se oceupe um pouco delles. Depois disto
a sociedade muita agradavel. as mtilhercs
brancas pretas. ou mulatas sao geralmenle
muito maveis; diremos m3s nos as suppo-
mos espirituosas. Eis-aqui urna prova sobre
ours muitas que nos podamos citar. Du-
rante o baile em que acabamos de fallar um
dos nossos officiaes tendo dito, a algumas das
damas que dancavam Vos dancaes admi-
ra velmente -- E* porque temendo urna
tiova critica do Vosso commandante que nos
tem designado em Franca como pesslmas dan-
carnas nos nos temos exercitado para fazer
melhor os nossos passos. Tende a bondade
de Ihe perguntar se elle acha que temos feito
algum progresso? .(
N'An se poda responder com mais finura
de espirit.
-Por ultimo temosa dizer, que ha em Por-
to Luz 30,000 habitantes, dos quaes una
terca parte sao broncos, as rUas sao largas
dircitiis e assidas, e as lojas bellas onde
se vende todos os productos de industria da
Europa e da Asia. Como em todas as cidades
inglezas pouco importantes onde por conse*
quencia o Cuidado da vida se colloca na pri-
meira linha e domina todos os outros ,'adia-
se aqu em abundancia de que satisfazer o a-
peliteomais delicado. As ilhas de Rodrigo
e de Madagacar fornecem tartarugas, Bour-
bon Ihe enva laranjas, caf e nev; a India
aves e pescara ; o Cabo vinho e carne ; Mau-
ricio tambem produz fruclos o caga, os navios
da companhia quando por all passam Ihe for-
necem ocha necessario ao seu consumo, mas
o preco exorbitante de todos estes objectos laz
eoqi que muitas vezes os commandantes dos
navios se llmitam smente a fazerem aguada,
e bem contra a sua vonlade que elles se de-
moram quando os seus navios predsam lgu-
mas reparages. Os estaleiros do porto esto
Antonio Percha de Fai ia
Jos Luiz Pereira
Antonio Kerreira da Costa Braga
Antonio FranciscoUsboa
Jos Fernandes Basto.
SebastiaoJose Gomes Pvnna
Victorino Jos de Souza Travasso
Joao Antonio Maciel
Manoel Joaqnim Ferreira Jnior
J0A0 Manoel Pereira de Abren
Manuel Jos Pacheco de Mello.
Manoel Nunes Pires
Jos de Almekla Cosa
Astonio Domingues Pinto
Jos Thomaz de Camjios Quaresma
I in annimo
Um dito
Una dito
I 111 dito
Um dito
Um dito
Um dito.
5#
S#
5*
S*
5*
Si
81
8*
S>
8#
8*
8*
S<
8i
8j-
5
8*
AVIZOS DIVERSOS.
UT A Direcco da Sociedade Amizade nos
Une, convida aos Srs. Socios, a reunirem-
se ainanh 9 do conente pelas o horas da
tarde na j sabida caza da ra da praia a
fim de secontinuarem os trabalhos, que em
Assemblea gerat de |2 do mez lindo foro
encelados.
t5F- Ouem tiver, e quiser vender diaria-
mente as 6 horas da manija meia garrafa,
ou mesmo contra-melade de leite de cabra
annuncie.
i_S" Abre-se 110 dia 10 do corrente urna
aula de Grammatica Latina e outra de Geo-
graphia ; a matricula est desde o dia 5 abor-
ta : os pretendentes dirijAo-se a ra de Hortas
D. 5t a qualquer hora.
ssr Um mosso portuguez deseja ir a Costa
d'A frica e olferece-se a ir com negocio de
qualquer pessoa gahando o que for justo,
e d fiador a sua conducta.
tir- Qoeh precizar de um caixeiro portu-
guez de 12 a 14 anuos de idade para venda ,
o qual tem pratica e d fiador a sua conduc-
ta 5 diriju-se a ra dos QuarteisD. 9.
t7- wm precisar de b00.>0 rs. a juros
de 2, por cenlo ao mez dando penhores de
ouro ou piala : annuncie para ser pro-
curado.
tir Quem precizar tomar cen mil reis
a dois por cei.to ao mez dando para se-
guranca pinhores de ouro ou praia ; proce-
ro n.^sta Typographia, que se dir quein>
tem.
ts?" 0cm precisar de uiiTTTrrmr^de leite ,
dirija-se a ra da Florintina: hindo belo pa-.
lio do Paraizo no lado dirsito, caza N. 2.
E7- No dia 29 do p. p. desapareceo urna
preta velha de nome Domingas, nacaocas-
sange cslatura regular nariz chalo olhos
aprovisionados, se por desgraga as reparoces pequeos, seca do corpo, nao tem dentes
sao consideraveis, porem muitas vezes o cor.- na frente tem a perna direita enxada os
cerlo custa mais que o valor do navio e a sua I dedos do* pez tortos para dentro parece for-
canegagAo. [ipiilha., e cor fulla, levou camira d'algodo-
lal craaanligailha de Fi-anca quando zmlio com lavarinlo as hombreiras, vestido
nos a temos visto^,, A populago era ainda
alegre affavel e polida mas j havia poueo
commercio, algum luxo e muita miseria, ea
maior parte dos collonos :;o podiam soffrer
que se Ihes desse nome de inglezes.
(Do Nacional de Lisboa.)
de chita branca uzado, e pao da costa j ve-
Iho: tem-se visto no manguinh.), junto ao
sitio de D. Mariana, Senhora viuvado falles-
Vido Arouca : rga-se a quem a pegar leve-a a
na Direita defionte do beco da Penha,
paderia de Ponciany Lourencu da Silva.


A
X3> O Thesoureiro da SOCIEDADE Jf T-
LENSE faz scientc aos Srs. Socios, que hoje
8 do correnle ha espectculo e deven man-
dar receber os bilhetes depois do meio dia.
SS=- Queni quiser dar oOjOOO a premio de
dous por cento ao mez sobre pinhorcs de ouro
ou prata annuncie.
XJ' Aluga-se urna canoa aberta que car-
reja [800 lijlos : atraz dos Martirios casa
de 5 rotulas verdes.
S2F' Altiga-se una morada de casa terrea
au p do Sr. Silvestre com quintal grande
e cacimba : a tratar na mesma.
X&- Manoel Adriano de Albuquerque com
aula de primeira letras na ra do Jardim, ca-
sa do inesmo nome avisa aos pas de seus
alumnos e a quem interessar que a sua
aula ter exercicio no dia lo do corren te e
11a mesma casa ha quem ensine latim e geo-
grafa como he sabido.
C7" Perdeo-se do pogo da panella at a pas-
Sdgem da Magdalena um pedago de urna cor-
rente de relohio com sinete ludo de ouro;
quem acbou por favor queira levar a quarta
casa da ra du quiabo no Monteiro ou na
ioja de Mr. Regor na ra nova que ser re-
compensado.
5-3~ O Brigue Austraco Uladislavo Capi-
to Dabecevich arribado a este porto com
agoa aberta na sua sabida para o Lameira
para acabar o sau carregamento de assucar ,
que levava para Trieste precisa de dinheiro
a risco sobre o casco e carga para fazer os con-
Crtos necessarios para sua viagem quem
quiser fazer este negocio poder enlender-se
com o Capito em casa de Me. Calmont &
Companbia na ra da cadeia n. 03.
ts?~ Precisa-se alugar urna escrava para
um pequeo ervigo de urna casa : ao p da
Igreja do Paraso D. 51 se dir.
t=y Precisa-se alugar um sitio perto desla
praga na estrada do manguinho ou Belem ,
que tenba casa para familia, arvoredos de
fructo e leras para plantar hortalice 5 quem
tiver annuncie.
C^- Aluga-se urna casa de 2 andares e ar-
mazem na ra de Jos da Costa no forte do
mallos onde morou o Sr. Joaquim Pereira
Penna ; quem a pretender dirija-se a ra do
Livramento casa D. 5 no segundo andar ou
noRecife na ruada Cruz armazem de assucar
da casa n. 12.
cr O Dr. Cazimiro Jos de Moraes Sar-
ment abre o seu escriptorio de advogado
na ra do Queimado D. lo segundo andar la-
do do nascente 5 as pessoas que do seu pres-
timo se quiserem servir podem procural-o to-
dos os di as das 9 horas em diante.
CF" A pessoa que lent una carta vinda da
Babia para Jos Joaquim Cavalcanti de Al-
buquerque queira declarar a sua morada, ou
lugar onde se ha de procurar.
C7* Aluga-se a loja do sobrado dos 4 can-
tos da boa vista e a casa terrea immediata :
no forte do mottos prenca de Carneiro Mon-
teiro.
C? Do atterro do aflbgado defronte do si-
tio do Muiz desapareceo um menino pardo
trigueiro de idade de 9 annos vestido de
camisa de madapolo, com chapeo de palha
ordinaria de nome Jos ; quem o encon-
trar far o favor de levar a casa de Mariana
Vieira no mesmo atterro em unas casas do
Sr. Muniz ou annuncie por esta folha ad-
ver-se que se usar de todo o rigor das leis
contra quem o tiver oculto pois o dito me-
nino he forro.
cr No dia o do corrente perdeo-se um
embruibo contendo 09j000 em notas, desde o
atterro da boa vista at a ra estreita do Bo-
yuno quem as tiver achado e queira restituir
dirija-se a ra de S. Jos D. 8 que ser recom-
pensado.
S3" Alugo-se dous cavallos de estribara :
na ra do Colegio loja de livros D. 7.
i~/- Da venda da ra do Cotovelo D. 29
athe a Igreja da S. Cruz em a madrugada do
dia Domingo 2 dp corrente perdeo-se um
par de brincos de*pedras, com urna estreli-
nha das mesmas pedras por dentro do circulo;
quem achou leve a mesma venda que ser
gratificado.
G^" Arrendo-se as olariasde S. Annacom
narro dentro casa de virenda e todos os
mais arranjos necessarios : na ra nova loja
de ferragens D. 15.
S27" lima Senhora de bons costumes se
prope a tomar criancas com ama parase cria-
rem com leite empedidas e desempedidas ,
e tambem se recebem as que estiverem ja des-'
mamadas para se acabarem de criar com todo
o mimo e amor : na ra direita no segundo
andar D. 25.
' tzr Quem annunciou querer comprar um
ipethodo para flauta ,* dirija-sc a ra da sen-
yala velha loja de barbeiro.
c^ Precisa-se Oe urna, ama de leite, e
vende-se 5o barricas vazias
n. 5.
na ra da Guia
AVISOS MARTIMOS.
Para a Baha segu viagem com toda bre-
vidade o Patacho Miverva ; quem quiser car-
regar ou ir de passagem dirija-se ao escripto-
rio de Jos Bamos de Oliveira na ra da
Cruz n. 6 ou a bordo a tratar com o Capito
Francisco Fortunato Pereira da Silva.
Para Ilha de S. Miguel segu viagem com
muita brevidade o Brigue Triumpho Ameri-
cano Capito Alexandre Jos Alves ; quem
quiser carregar ou ir de passagem dirija-se ao
dito Capito ou a Jos Antonio Gomes Jnior,
na ra da Cruz D. 12. '
Para Paranaga' com escala por Santos ,
nostes 5 das o bem conhecido Brigue Bra-
sileiro Jpiter ainda recebe alguma carga de
capa e tem excellcntes commodos para pas-
sageiros ; a fallar 110 escritorio de Manoel
< lves Guerra na ra de Vigario n. 7 ou com
Jos Xavier Vianna na praga.
Para o MaranhaO sahe imprctenvelmente
at o dia 2o do corrente o superior e bem co-
nhecido Brigue Tentago forrado e pregado
de cobre tem bons commodos para passagei-
ros e escravos a frete tem o seu carrega-
mento prompto podendo s receber alguma
carga miuda-, os pretendentes dirijo-se a ra
da moeda n. 141.
Para o MaranhaO saldr em poucos dias o
Patacho Brasileiro Mana Luiza, forrado e
pregado de cobre tendo a bordo mais da ter-
ca parte da carga ; para carga e passageiros
trata-se com o seu proprietario Antonio Joa-
quim de Souza Bibeiro ou com F. M. Ro-
drigues & Irmos.
Para Lisboa a Brigue Portuguez Concei-
go Flor de Lisboa forrado de cobre e de
superior marcha saldr com muita- brevi-
dade por lera maior parte de seu carrega-
mento prompto quem quiser carregar ou ir
de passagem para o que offerece os melhores
commodos e trata ment dirija-se a Mendes
& Olivejra na ra do Vigario D. lo ou ao
Capito do dito Vicente Anastacio Rodrigues.
L E I L O E N S .
cy Quarta feira 12 do corrente de urna
porco de batatas, e serveja na porta do
armazem do Braguez pelas lo horas da ma-
nila.
cy Que faz Antonio Luiz Gomes por conta
de quem pretencer, segunda feira lo do cor-
rente no largo da alfandega de 11 pipas com
vinagre no estado em que se acharem.
COMPRAS.
cy Um ponteiro de ouro sem fetio : nes-
ta typogralia.
i j- Um methodo de flauta j usado :
quem tiver annuncie.
j- 5000 lijlos de tapa ment : na ra da
Aurora n. 9.
ey Urna cadeira de bracos ja uzada ; quem
tiver annuncie.
VENDAS.
SU- Folhinhas de porta ditas de algibei-
ra com variedades ditas de dita com alma-
nak mui correcto, dita Ecclesiastica ou de
Padre ; todas por prego mais commodo que
em outra qualquer parte impressas em bom
papel e lindo typo : na praca da Indepen-
dencia loja de livros n. 57 e 58 na ra do
Cabug loja do Sr. Bandeira na venda da
quina defronte da Igreja da Madre de Dos ,
na ra da cadeia loja de ferragens do Sr. Mo-
raes e que ja foi do Sr. Quaresma defronte
da Matriz da boa vista na botica do Snr. Mo-
reira e em Olinda na ra do Amparo boti-
ca do Sr. Bapozo.
cr Por preciso urna escrava que cozi-
nha o diario de urna casa he rendeira e qui-
tandeira : em fora de portas casa terrea junto
ao sobrado de urna andar do lado do nascente
passando o primeiro beco.
su- Um escravo do gentio de angola de
idade de 16 a 18 annos, sem achaques de
qualidade algum ainda bucal com quatro
mezes de trra quem o pretender : dirija-
se a ra do Livramento loja de couros D. 5.
que se dir o motivo por que se vende.
su- Urna grande caza a sobradada feila a
moderna, na ra d'Alegria e huma Canoa
aberta nova que conduz "00 tijollos de alve-
naria : a fallar com M. Joze Lopes.
su* Um terreno nos affogados na ra do
quiabo com 16 palmos de frente e 2oo de
fundo com casa de taipa e tem cacimba :
a tratar na ra do Queimado D. 11.
tsr 48 travs de boa qualidade todas ou
a retalho : na ra da cadeia velha n. o a fal-
lar com Joo Antonio Soares de* Abren.
tsr As obras seguiutes. Geometra por
Lacrois historia do Brasil por Constancio ,
o universo pitoresco a historia da Grecia e
Pope em inglez : na ra do Jardim casa do
mesmo nome ou no pateo do Terco loja de
fazendas D. 8.
su" 1 4 ou 15 arrobas de cobre velho, e
urna porgo de chumbo dito : em fora de por-
tas venda D. 16.
SU-Um sobrado na ra Direita com os fun-
dos para a penha com chaos proprios, livre-e
desembarassado ou troca-se por um sitio ,
que seja em chaos proprios : a tratar na ra
do Nogucira D. 19. ^
CJ" Urna prcta boa lavadeira de varrella ,
propria para o servico de campo a dinheiro
ou a praso urna molata de idade de 2o an-
uos engomma lava e cozinha o o diario
de urna casa, e um cabrinha de idade d 5 an-
nos : na ruada moeda n. 141.
SU" Por preco commodo a dinheiro ou a
praso salsa parrilha guaran Pechun ,
burracha do Para, e essencia de aniz: na
ra da moeda n. 141.
cr Urna escrava de bonita figura cozinha
e assa de forno faz dosses de varias qualidades
engoma e lava bem de varela: na ra Direi-
ta D. 20 lado do Livramento.
cr Superiores bixas chegadas ltimamen-
te do porto por prego mais barato em que ou-
tra qualquer parte na ra do Cabug loja de
miudezasde Francisco Gracia Chaves defronte
da Matriz.
su- Sement de nabo salga xicorria ,
coentro e mustarda todas muito novas e
chegadas ltimamente de Lisboa : no atterro
da boa vista venda por baixo do sobrado do
Sr. Francisco Jos da Costa D 56.
SU" Bolaxa a 2000 a arroba : no aterro
da boa vista D. 50 padaria de Francisco Gon-
salves Reg.
cr 5 canoas de amarclo proprias para
abrir de 2o a 5o e tantos palmos de com-
prido cada urna : na ra do Livramento loja
0.4.
ET 6 cadeiras de Jacaranda com assento
de palbinha por prego commodo : na ra
das Flores D. 8.
tsr Farinha de mandioca recen temen te
chegada de S. Catharina em sacas, por pre-
co commodo : no beco do capim armazem de
Jos Rodrigues Pereira & Companhia.
SU" P01 preco commodo um compendio de
geografa pelo Abbade Gaultier e um jogo
de damas contendo gamo : na ra do Ale-
crim D. 4.
SU" Mergulhos de parreira e duas pedras
de moer milho um realejo com boas vozes ,
e urna canoinha de carreira por prego com-
modo : na ra atraz dos Martirios casa de 5
portas verdes.
SU" Barricas e sacas com farelo barricas
com fumo para charutos meias barricas com
farinha de trigo caixas com velas de sper-
macete salitre refinado lengos pretos de
seda da india gangas ama irlas toalhas ada-
mascadas pentes travessas para marrafas ,
algodo grosso para sacos cha preto de su-
perior qualidade, tudo por prego commodo: em
casa de Malheus Austin & Companhia na ra
do trapiche novo n. 12.
cy Um cavallo castanho muito grande no-
vo e sem laxa proprio para carro em boas
carnes por prego commodo : na ra nova
loja D. 9.
tu- Um cvalo muito bom carregador e es-
quipador de cor rugo por prego commodo:
na ra da Guia estribara do Kramer.
t>r Amenduas confeitadas e eonfeitos de
diversas qualidades, proprio para o lempo
de Quaresma : na loja do Bourgard na ra
da cadeia.
SU" Urna escrava de idade de 14 annos: na
ra do Bangel D. 7.
"^ C7" Panno de linho chapeos de sol de
cabo de osso meias curtas de linho lengo
de seda, pannos de linho aberto para toalhas
e lenges rozetas de ouro tudo do Porto ,
e barato ; urna escrava boa cozinheira, en-
gommadeira e boceteira : na ra do Fa-
gundes D. 4 sobrado de um andar.
SU" Urna negra do gentio de angola de
idade de 4o annos ptima para o servigo de
campo : na ra do Queimado no terceiro an-
dar do sobrado que bota para o pateo do co-
legio D. 19.
SU" Ou aluga-se urna canoa que carrega
mil tijolos de al venara: na ra da Aurora n.9
SU" Para fora da provincia um negro de
ida^e de 5o annos bonita figura : a tratar
no quartel do corpo de polica com o Major do
mesmo corpo das 9 horas da manh as du-
as da tarde e desta hora at as 6 em sua ca-
sa na ra do Fagundes.
SU" Caf moido e calda de tamarindo :
na ra doazeite de peixe na padaria de Mano-
el Ignacio da Silva Teixeira.
cy* No de4 osito de caf moido de 8 li-
bras para cima a razio de 8,)i000 a arroba-
no largo da S. Cruz na padaria de urna s por:
ta virada ao poente 5 e na mesma continua a
fabncar-se bom pao e toda qualidade de tor-
rados para o que tem as melhores farinhas
S27" Potassa da Russia da primeira quali-
dade em barris pequeos e grandes por
prego commodo, a dinheiro ou a praso com
boas firmas : em casa de Joao Rufino da Sil-
va Ramos na boa vista ra do hospicio ca-
sa de sobrado defronle do Coronel Brito
Inglez.
v^?" Urna vacca propria para assougue : na
venda defronte do Remedio.
S^- Una escrava que sabe lavar engo-
mar, e cozinhar faz doces, e refina assu-
car; ao comprador se dir o motivo : na ra
dos Martirios D. 6 lado da Igreja.
C^" Cadeiras americanas com assento de
palhinha e de pao camas de vento de
amarelo muito bem feilas a 4<*o00 ditas de
pinho e pinho da Suecia com 5 polegadas de
grossura e dito serrado tudo mais em
conta do que em outra qualquer parte: na ra
da Floren ti na casa de J. Bcranger.
ESCRAVOS FGIDOS.
se^- No dia 17 do mez p. p. fugio do sitio
de Joze Bernardino Lial em Parnamerim hum
escravo ainda bugal por nome Joaquim le-
vou carniza e caiga de algodo, olhos grandes,
e bigode bastante cressdo he muito gordo ,
e grosso do corpo h noticia que anda por
agoa fria ou par a Estrada do Arraial ; cos-
tuma trazer hum saquinho acinta com casfca-
nhas d c caj as quaes costuma assar a noiteN
quem o pegar leve-o a ra da Cadeia do Re-
cifle N. 5. a Joo Antonio Soares d'Abreu.
S3?* Desapareceo no dia 27 do passado um
preto creoulo de nome Manoel. estatura regu-
lar nariz chato olhos pequeos ps gran-
des e um delles est bastante inehado e fo-
veiro o corpo todo marcado de bechigas que
teve a pouco tempo representa ter 2o a 24
annos de idade levou caigas de riscado azul
toda rota e camisa de algodo grosso ; quem
o pegar leve a ruada moeda n. 151 que ser
gratificado.
siy No dia 5o de Novembro do anno pas
sado, fugio do engenho Moribequinha fre-
guesia da Moribeca um negro de nome Jo-
s de narn caQange altura regular, secco
do corpo rosto redondo olhos grandes ,
boca pequea beigos grossos com bugo de
barba lera de idade 2o a 22 annos, levou
camisa e ceroulas de algodozinho ; quem o
pegar leve ao dito engenho ou na ra de S.
Thereza D. 54 casa de Joaquim Jos Barboza
Lobato, que gratificar.
C7" No dia 4 do p. p. fugio urna escrava de
nome Joanna, de naco costa de idade de
5o annos um tan lo barriguda tem um si-
gna! na tesla ja tornando para um olhe-, quem
a pegar leve a mu direita loja de couros D.
2o que ser gratificado.
C7" No dia 2 de Janeiro p. p. desapareceo
da casa dos Srs. Bull & Chavanes, no trapi-
xe novo D. 15, um preto de nome Jos de na-
go congo de idade 5o annos barbado e
bastante feio o preto foi encontrado varias
vezesno bairrode S. Antonio, e como at
hbje nunca fugio e pelo contrario deixou em
casa roupa e dinheiro por isso supoe-se que
anda vadiandopelas ras tendo o vicio de
embriagar-se bastante quem o pegar leve a
dita casa que ser gratificado.
52?" No dia primeiro do corrente desapare-
ceo urna negra de nome Maria, de nago re-
bolo de idade de 2o annos, levou vestido
branco com pintas rouxas e panno da costa
azul e branco novo, a qual he de estatura
baixa os ps apalheitados, e tem em um
dos ditos no concavo um signal de um Iobi-
nho 5 quem a pegar leve a praga da Indepen-
dencia loja de barbeiro D. 2o que ser gratifi-
cado.
M0V1MENT0 DO PORTO.
UAVIOS ENTRADOS NO DIA 6.
Terra Nova 59 dras Escuna Ingleza Con-
cord de 126 tonel. Cap. Thomaz Martin ,
equip. 7 carga bacalhu : a Me. Calmont
& Companhia.
Rio de Janeiro: 15 dias, Barca Dinamar-
queza Waldemar de 595 tonel. Cap. Mi-
chaelC. Schmid equip. 15 carga lastro:
aOrdem.
SAHIDOS NO DIA 7
Portos do Norte Vapor Brasileiro Paranhen-
se Commandante Joo Fredenco Ber-
rizo.
RECIFE NA TYP. DE M. F. D F. 1842~.

itmt


CORRESPONDENCIA.
*v&3->
Srirs. Redactores.
A corresoondencia os ra em seu Diario de 26
de Abril assignada pelo inimigo dos prt-varicado-
ie segunda vez me impeWe a refutar os-tre.s lauca-
dos documentos e sa'abordias co 11 qu? ciprixoza-
menle se pretende desacreditar-me: na vtrdade, esse
individuo nao tSo inimigo da prev.rcacSo co-
rno de minha pes*a todo ufano e hidrpico com
sua produelo veio realizr a seutenga de Espo
Qi, magna quum minaris, extricas nihi.
Antes, |)oi do grandes couias nada se concluio, (|ue se qurren-
doaffectar de antemural da venalidade g.nriou-se
o ignominioso noine e calumniador; cnnp advertir ess meo gratuito adversari., que nao ac-
ceito e nem me quadra a dedicatoria, que me faz
dos versinhos de Voltare.
Vous regissezsi bien leur petite finance
(ue le pauvres bientt seront dans l'opnlenrf.
Por que eu nao sou a maneira de algn* vis in-
sectos que escond do< noembrio, s vem a serem
conbecidos quando huma estaco benfica, ecriedora
dos da su;, especie sbitamente es desenvolver to
bem nao me he aplicavel o les pauvres por que,
he bem sabido em Pernarobuco que en quando
nasci, j conhec mes paes como proprietarioa e
possuindo os bns da fortuna : quando cheguci a ida -
de de se me dar educac tiverao elles a soliritude
de mandarme para Frar.ci onde estive era bum col-
legio peloespaco de tre annos : voltandoa minha
Patria, e leiicionando tomar huma espoza, nenhum
obstculo live para entrabear me em huma familia
cheia de concidefacoes erespeitos: que esorcan-
do-roe para nao rae deslizar um momento da senda da
probidade eu tenho sido encarregado era mi-
nha mesraa Pairia de algumas comisses e de algu-
ma monta das quaes dando sempre fiel cumplimen-
to eu lenho tido o prazsr de receber encomios ; e
se o que tica o furor ao meo virulento inimigo, sao
os exiguos ben; que hojepossuo saiba que elles
nfo forlo comprados com o rendimento desse lugar ,
que infelismeutoexerco que antes de para elle entrar
j os possuia os quaes forlo adquiridos por titulo de
dote, doacoes, e heranca,
Bem sei, que a modestia nfocousente e nem
tolera, que eu seja o panegirista de mim mesmo ,
porera se disto me aproveito, nio he como bum
elogio, mas, como huma defeza que opponho aos
sarcasmos, e pequices desse meo detractor, cuja dia>-
tnlje me forrara ao trabalho de responder, se a ca-
zo elle se descortinasse e fize-se-se patente entre-
tanto como a iso se nSo rezolve eu para completo
triunfo dedico-lhe o versculo que o Poeta poi tu-
guezap'cou ao zoilo to bem oceulto, que sempre
costuinava morder BUM compozices dizendo-lhe
Na fente poem teu nome, estou vingado.
D novo inda tentou o autor da correspondencia
mostrar, quee-i KCebtfl Poetara, que com documen-
to ja mostrei nao ter reccb'dn; e rara prova prevale-
ce-e de htim attedado, asignado por alguns emp:e.
ga los da R.cibedoria dos Rendas internas, os quaes
asseverSo terem visto a Portara por queiri asigna-
da quaes os modelos, que acompanhavo a pes-
soa por quera me foi entregue e finalmente que
virio eu voltar a Reparlico para pedir esclaie-
cimentos!! !
Com documento passado pelo Secretario da Ca-
niara j mostrei, que nao exista registrada seme-
Ihante Portarij prova cabal de que ella me nao foi
remetida; por que se o fosse, entSo deveria constar do
respectivo livro como he praxe em todas as Esta-
c5es publicas : ora se este documento nao he pode-
roso para auxiliar o que cu digo menos ser o at-
teslado com que se quer provar o contraro 5 e a-
inda que nenbuma intencu techo de ofiVnder
o melindre destes empregados que assignaroo at-
teitad > aos quaes muo respeilo ; com ludo seja-
me lito admirar a extraardinara remeniscencia do
minociozidadrs que s se pdenlo recomendar a
memoria se a estires-era prevenidos, que se havia de carecer al-
gum da desta officio/idade.
A Portara continlia ( segundo se diz ) hum de-
termin ic. > da Cmara paia mim nao en col va,
por isso curioidade e nem materia to interesan-
te, que merecesse darse era espelaculo : mas ella
foi mostrada a cada hura dos empregados logo bem
fcil he de concluir-se que d'antemo se preparou
este extra tagema : restando meainda ponderar es-
te respeito, que os atlestados nao merecem muia
credibilidade ; ( salvo sempre a probidade das pes-
soas que os firma > ) por que nao Sao certidSes juia-
das, as quaes sempre se referera fon tes certas don-
de se extraer. Desculpera-me as reflexSes, que f.i-
90; por que ningucra aecuzj trato s de mi 11 ha
defeza.
Na garabulha que se produzie contra mvm ,
para se mostrar, que era inexacto era cumprir nieos
deveres avanco-a-se que eu penas aprezentei


y
por duas tenes os bataneles mensars da rece la e
despeza exigidos pelo Regnlamento inle no e que
coni elles nao se haia conformado a Comrssiode Po-
lica por nao estarem com a necssaria clareza.
Exigindo oRegulamento, que eu tod sos mezes pres-
te hum bsllancete resumido, isto fiz dando o que-e
co he do documenlo n. l5: porem fallando-lhe
nao sei que commento loi elle regeitado pelo do-
pacho marginal, que no mesmo se v ; entretanto
apezar de eu conhecer bem que isto uenhumi fot-
ca lnhn ; por que inexpeiientemente leslavaiu.
bricado por hum Vereadur que fazia parte da res-
pectiva Comsalo quando deveria ser assignado por
todos que a compoem por ser delibeaco de hum
corpo colectivo : toda via dis^e (pie outro dara
em forma logo, que se me desse modello; mas ea*
modellos prornettidts j com ctriido mostrei, que
l he boje anda nao se dignou a Cmara da-los logo
fins, deve submenistrar os meios.
O documento n. 2 a toda luz mostra nao ser
multo verdico ter eu deixado de dar as iellac5e ,
que exige o Regularaento perlencentes ao mezes
de Janeiro e Fevereiro, as quaes se escrupoloza-
mente fossem procuradas, ds necessidade achar-se-
lno no archivo corno afirma o mesmo dociin ento.
Quanto as de mais rellaces por mirn apre/.en-
tadas que se diz' que nao salisfazm o que del r-
mina o ^ 2. 3 do Ait. 9. 9 do dito Regulamento ,
nslo to bem lia notavel, e pueril engao.
Diz 2. Entregar ao Secretaiio todos os
mezes huma 1 e'laco nominal de todoi os multados,
cujas multas se realizarlo, e oulra daquele, que
foro absolvidos pelo Juizo do Grime fazendo em
ambas a devida i lassificaco dos Bairrosem quetive-
ro lugar os re.peclivos te: mos de adiada observan-
do na imsna reltacio os motivos 011 cauzas que
produz'uj a abso'.vico dos multados
A certidio n. 3. passada pelo proprio Secre-
tario d3 Cmara prova que em tmlo cumpri o dis-
po--to no supracitado ^: e a respetio da obs=rvaco
dos motivos que o'e.izionaio a obsolvicio do-> in-
fractores, parece-me to bemsati.-faze-lo, contentan
i'ormea vista da defeza teslemunlial, e da> Po-luras.
Na verdade se o que serve de norte au lulga-
dor para condemnsr, ou absolver he o allegado, e
provado, combinad j com a le: avista disto, que
1 tlUxo fai o que t humjulgado, se nao, qne
elle he a resultado das defezas prudusidas ? Entre-
tanto se utas foio as concideraces, que induz-
loaoJuiz, as quaes sahndo fura da minha esfera,
nao as pude atlingir, enlo com toda a ingenuidade
coufesso que claudiquei e para nao errar ou
para advinhar pensainenlos pteo que to bem se
me d modelos!'.!
Igualmente son aecuzado de nao ter escrpturado
a receita perUncenle a em queeslive suba minha administraco. Sibreis-
10 releva observar, que ja mais se deveria exigir de
mira tal escripluiaco, ou ao menos, se me argir
desla falta: por que se houve omissSo ella toda
parte de quem me incumbi que nao .' nao me or-
denou, que formalizasse a escup maco, comoathe
nao se me pie.-tou os livrospara 8i; e se eu aprezen-
lar ( como pretendo ) a e.-criptui*co em devida for-
ma he por que espontneamente, e j hum pou-
co prevenido, dei a pes a quem encarreguci a affe-
rco hum lirro para fazer iodos os lancamentos o
que bevese effetuar, como ludo se evidencia do
documento sub o n. c 4.
J que disto to bem se Iratou, cabe em Unco de-
morar-me anda hum pouco sobre este ubjecto, para
(|ue o pbltO coi dato conheca quo ca!umni filha da \inganca he a croa guerra que se me faz,
lezullando dahi groceiras contradic5es.
Concluido o lempo por que administra a affer-
co partocipei a Cmara queestava find), e que
dito me nfo encanogava mais nao s para me sub-
trahir ao trabalho como principalmente para arre-
dar de mm imputacSes, e suspeilas: mas, a C-
mara informada de nao liaver licitante, a despeito
mesmo de minha 1 eluct-ncia, coago-me a continuar
na mesma administraco da qual firme em meos
principios, desonerti-me fazendo que nella en-
trase o Sur. J o I bro de Barros : verdade esta, que
com clareza, e niais minuriozamente uemaostro os
documentes numero 5,6
Ora tendo a Camaia provas exhuberanles da mi-
nha infidcliJade comodisse, sanando p?la historia
ter sido Venes o delapidador d Sicilia e por factos
ser eu o da Cmara : como consentir e al he ol ri-
gar a ficar em hum dos ramos de su a admnstracio
hum empreg. Aiuize, e julgue o publico sensato esta anomala !
He huma completa fiivoldade, querer-seatii-
buir a mim a enfuzo eembaraco de nao se poder
saber qual a divida activa, e passiva da Cmara: isto
he hum galanteio, que cabalmente lica 1 editado ,
mostrando-se a d.feremja que Ka entre o emprega-
do incumbido da arrecadacio, e aquelle quem com-
pele a escripturacio.
As certides sob es numer09 7, 8, g, e o que
he mais de admirar extrahidas do archivo da mesma
Cmara servem para vergonhozament desmentir es-
sa aluvio de termos de achsda de mullas, que com
re tides aerias se mo9lrou que eu as tinhas recebi-
bido, mas, nao recollido* seo producto: nio es-
tando neste numero incluido os Srs. Manoel Antonio
deJezus, e Jofio Manoel Rodrigues Valenca, cujas
murtas to bem despejadamente se disse, que eu com
ellas me tinha ficado ; por que estas alhe no foro
pagas, como o alteslo os documentos 10 II, 12.
Hum eaclareciraento convera, que eu d a fita de
nodeixarcampoao meo sequiozo, e inexoravel aecu-
zador e he que sendo hum dos termos de achada
contra o Snr. Francisco Joie Pereira Braga, entre-
tanto a certido n. 9 s faz menio de Fiancuco Juze
Pereira : mas comistindo a diferenc* s a respeto-
do cognome e combinando j sobre a quantia ja
sobre o tempo da impozico, e ja finalmente em to-
da* as de mais circunstancias ; he obrio, ser o mes-
r^


mo individuo, e que nao liouve se nlo hum puro en-
gao o qual pode provir ou da parle do Fiscal
quando faz o lermo de achada ou do machiavelis-
mod s contraventores em darem nomessuposto> pa-
ra assira prvenirem as reincidencias, ou em fim por
outras militas circunstancias que podem occorrer ,
as quaes tem dado maltas vetes logara ser chamado
a Juizo hum individuo, e vir a pagar hura leiceiro :
o que mes explcitamente prt/va o documento n. id.
T.ca ao pice da jocozidade, e nao *ei se do des-
pejo as-everar-se que, rerorrendo-'e ao livro
vtfde se registrio as contas dadas por mira desde o
anno de i83 the 1841 nao se acho lineada as taes
mulla; entretanto, que ag ra cora assupramen-
citadas cerlid5js nmeros 8 9 exlrabidas dostaes-
m s el sticos livros das mesmas contas, refe rindo-
ei mesmas quauti.'S dactis, indevidio* mostr 0
contrario !! Suva duvida he huma das maravilhas,
porem descuberta agoia.
Seja-iue dado ainda diier que parece -me ru-
deza e desmesurado arrojo cotilestar-se apelidando
como inexactas humas cuntas aprovadas pelo re.--
peilavel Corpo Legislativo Provincial como o nios-
tna o documento n. i4- Oizar-se a tanto, he cla-
ramente dizer ou a Assembla errou, ou ditsimulou!
Enlonenbuma injuria >e faz ao seu autor aplicir se-
Ihe, oque disse o Orador Romano quande falla va
contra os dissolntos a sillines de Calilma Quera
ad finem seseeiTeuata jactattit 'audaci?
Tendo eu sido prolixo, e n xar de o ser para poder nspombj- por parles, re-
zolvo-roe a dar fim pedindo tio bem attenciosobre
os documentos nmeros i5 16, os quaes patenteio
por quera f< emprestado o tslanda te da Cmra ,
e qual a pessa que o pedia: entretanto, que, que-
rendo-se menoscabar certos empregados, a tiles com
toda a publicidade e athe lazendo-se hum objeclo
de contemplado imputou-se o extravio: coman
notavel he qce nao licou s em palavras con to-
da inexibelidade obrou-se; por qae sabendo-se era
19 de Abril de 1841 ( como denuncia a dacla do offi-
co ) qual o fim do estandarte no dia 20 do mesrao
mez ordenou-se que inquisit riaraente fosse res-
ponsabelieado por elle o Porteo pedindo-se lhe
por hum Libello 600U000 importancia do seo valor ;
quondo elle hbilmente feito pelo Snr. Sera fim em
18 cuslou 4-Uooo ? Com efeito alii nao ha ex-
cesso ; por que se sitno a este preco he para com-
pensar os juros da demora unidos aos dias de ser-
vico.
O mais rmivel sobre este negocio he a admiracao,
que cauzou perder-se o estandarte, derahir-se da ac-
cao, e pagar-ie as costas!!! Ora como nao havia de
perder-fe huma demanda to forte firmada era ba-
zes tio fracas ? Nisto houve toda a coherencia por
que athe as custss que se pagar lorio da natu-
rtzadas bazes se ellas fossem fortes como a deman-
da ; entio seriioem dobio que be o que determi-
na o Direilo para os que com malicia vio a Juizo .
A vista destes todos factos autnticamente pro-
davos de ve uecessariamente restar ao rae? mpla-
cavel adversario, ou a dor de arrepender-se, ou a
contumacia de perseverar5 mas, qualquer quesc-
ja o seu designio proleslo-lhe que, me dei a esta
larefa nio para responder as suas calumnilas sandi-
ces, mas para justificar perante o publico roinba con-
ducta to acintemenle ultrajada: e como aquelli, que
huma vez falta a verdade sempre se presume, que
falta : por isso tambera assevero aos Snrs. Redacto-
re* que jamis os lornarei a incomodar; porque
tendo outras muilas o-tizas em que rae oceupar e
f*dltando-me o genio de regateira, nao rae darei ao
trabalho de responder o que nao he digno de respos-
ta salvo se inve:lvareui-se novas calumnias que
a miaba honia exija que eu as suffoque para o
queestou prevenido. Oincomodo. por agora Ihesdou,
unido aos favores cora que V, V. rae tem-obsequia-
do sio su llicientes motivos, que rae doo prazei de
assiunar me
De V. V.
Amigo affectuezo emuilo grato
Prxedes da Fonceca Coutinho.
-
DOCUMENTO N. 1.
Demonsiracao da Despesa paga no mez de Vo-
vembro do corrate anno de i84<-
Ptlt que se orcou com os
Empregados da Cata. .
Despezafeilacomosmesmos.
Cra E'eices, concertos de
Predios, e Eventuaes. .
Tem-?e despendido. .
Com o Expediente da C-
mara. ...
Tem-se despendido.
Cmn o Tribunal do Jurados
Tem-.e despendido. .
Com custas, era que decabe
o Promotor.....
Tem-se despendido. .
Cora lime esa de ras. i
Tem-se despendido. .
Com as Custas porinfraces
de Posturas.....
Tem-se despendido. .
Gpm a Decima das casss do
Patrimonio.....
Ttm.se despendido, \. ,
Diferencia.
5:a4^Uooo
U
1 :oooUooo
l8U4>.-0
i5oUooo
U
iqoUooo
yu
450U00O
I70U000
iSjUooo
9U280
I40UOOO
u
546U970

981UOJO
7938r.
140U720


4
n
Como litigad de casas. : 366XJ&jo
Tu-se pago* .... U
Recife a de Dezerabro de 1841
Prxedes da Fonceca Coulinho
Procurador da Careara,
Nao satisfaz o exigido no Re-
gulamento interno, Recife 7 de
Dezembro de 1841.
Cvales nti.
N. a.
Snr. Francisco Anlono Rabello de Carvalbo,
He-me indispensavel que Vm. me faca o favor
declarar se este anno quando no impedimento do
actual'Secretariro da Cmara, exerreo oeeo lugar,
recebeo de minba mo a rellacSo nominal dos multa-
dos por infraco de posturas, cuja9 multas se reali-
zarlo pertencentesaos mezes de Janeiro eFevereii o do
correnteanno. Eis o favor que Ihe rogo, dando me
tambem licenca para uzar de sua resposta onde me
aproveitar.
Dezejo-lhe saude, efelicidade, por ser
De Vm.
Recife m de Abril Strvo Venerador e Creado
de 1842.
Snr. Prxedes da Fonceca Coutinbo.
Bem verdade he ter recebido de Vm. asrella-
ces de que me falla e bem certo estou de que s
aroassei com os o lucios de d Hieren tes pessoas, que di-
rigirlo a Cmara os quaes se acho no archivo da
mesma. he o que tenhoa responder, o que nenbuma
duvida ponbo era Vm. uzar como melhor Ihe con-
vier.
Dos o guarde felismente.
De Vm.
Recife a8 de Abril Venerador e Creado
del84a.
Francisco Antonio Rabollo de Carvalho.
N. 3.
Fulgencio Infante d'Albuquerque e Mello Ba-
charel Furmadoem Sciencias Jurdicas eSociaesde
Olinda Secretario da Cmara Municipal deata
Cidade do Recife &c.
Certifico que forio-me entregues pelo Procura-
dor Prxedes da Fonceca Coulinho, to somente as
rellacej perlenceotes aos mezes de Outubro a Dezero-
bro do anno prximo findo e Marco do anno cor-
rente as quae contena os nomes das pessoas, cu|as
inultas foro recebidas e a devida classifcacSo dos
Bairros em qu* tiverio lugar os respectivos termos
de echadas; assim comoosnorr.fs das pessoo, cujas
irultas foro absolvidas; nao contendo poreinos mo-
tivos ou calizas, que produsir5o a absolvilo dos
multados, como exige o Artigo 9. do -. c do
Regulamento interno da Cmara Municipal ; con-
tt-ntando-se somente com dizer que se lia va < 01-
formado com as absolvieses a vista das defesas teste-
inunhaes, e das Costuras, E para que o referido
conste, passei aprsente- que me foi pedida, e vai na
verdade sem toisa, que duvida faca, por mimsupserita,
e assignada neta Cidade do Recife de Pernambuco
aos 3o de Abril de 184a. Em f de verdade.
Fulgent o Infante d'Albuquerque e Mello,
N. 4-
Snr. Leopoldo Caio de Mello.
Brm necesario se me faz que Vm. lenia a bon-
dade de responder-me se dmanle otunpoemque
por minba incorobenii* administrou o contracto da
afericode 1841 se rscrituruu toda a receita, ese
este livi o est ou nao concluido. Qualquer que seja
o sua resposla d'ella Ihe pes-o faculdade para uzar on-
me melhor me convier. Sou com amizadeseu
Recife 26 do Abril
de 181a.
Muito Venerador e Creado
Prxedes da Fonceca Coutinbo.
Iilm. Sr. Tenho a declarara V. S. que os
assenios da aferico doanno pastado, anda nao os pu-
de passar a limpo para o livro que de V. S. recebi
em virtude de minbas molestias as quaes pi ivorne
estar por muito tempoemassento; oquefarei coma
brevidade que meforpostivel, e compativel com o
incii e>t;t J 1 de saude &c.
Dos Guarde a V. S. por annos dellalados, e
que abencoe o seus trabalhos. &c.
Recifea6de Abril
de i84a.
De ,V. S.
Muito Venerador e Creado
Leopoldo Caio d'Mello e Guararema.
N. 5.
Sur. Juio Hilario de Barros.
Tenlia abondade de mandar-me dizer ao p des-
ta se est presente ao que se paisou em dias de Fe-
vereiro do corrente mez, no pa$o da Cmara Muni-
cipal, a respeitoda repulsa, queeu fiz para continu-
ar na administracio daafericodos pesos e medidas
pertencentes a mesma Cmara mndaudo-me dizer
tambem qual a deliberacSo que era ultimtum toma-
rlo os Vereadores, e se quando Vio arrernatou este
contracto qual foi a pessoa que indutio, e ioatou com
Vm, para assim o fazer, e finalmente a razo que


Ihedeoessa pessoa para tanto se exfoi car, eis o obze-
quio que ten lio a rogar-Ihe, pediud-lhe tamfiem
que me d permiti para eu poder uzar de sua rea-
posta onde me l'or proficuo Fico como sempremui
to prompto ao aeu ser vico pois sou
De Vm.
Mullo Servo e Creada
lllm, Snr. Prxedes da FoncecaCoutinlio.
Recife 18 de Abril
de i84.
Respondendo a9 perguntas que V. S. me faz ,
digo quesabendo eu que a Cama 1,1 tinha de. por em
Arrtmalacioa aferico e querendo tambem hincar
nesse dia l meacliei, e apregoando o porteo, vi
que o prec) me nio conviuha e por is*o me nao a-
nimei a dar lance neiihum, saliendo Cmara por
Ihe dizer o Porteo que nsuliavia lancador, man-
dou chamar ar V. S. que eslava na sala detraz e Ihe
ordenou que ficasse na meania administrarn, mais
V. S. respondeu que de maueira nenhuma queria
continiur paran; liviar de ditos e imputaces ou
vida a sua resposta continuai<> os Vereadoies a tra-
tar desse negocio, e por fim tornaraoa intimar a
V. S. quedevia continuar com a mesma administra-
cao e levan 1 ai o-se ; e vendo e:ilo eu uto disse a
V. S. que se soubece quo a Cmara lomava este a-
cordo eu cobria o brice com 5oo reis e V. S. nes-
ta occazio me disse que se eu tinha fiador capaz (aria
com que eu ficasse com o ramo e se dirigi ao lllm.
Senhor Coronel Joze de Barros e diase-lhe que
me aceilaise como arrematante visto que V. S. nao
tinha interesse algum em tal negocio-, ao que o mes-
mo Snr. Coionel annuio e fiquei eu como arrem-
tame eathe V. S. lomou o trabalho de hir a caza
do'Snr. L. J. das Neves a quem oFe^ci como fia-
dor, certificar-se se eslava promptopaia me affiancar.
I^to Ue o que lenho a dizer a V. S. por que pnece-
me que sen p re costumei fallar a vrrdade e fique
V. S. certo que eu consedo que V. S. use de mi-
nha esposla como quizer ; e sou
Recife ao de Abril
de 1842.
De V. S.
Atiento Venerador e Creado
Joo Hilario do Barros;
N. 6.
Snr. Bernardo.
He favor especial declarrame ao p desta ae pre-
zeuciou em Fevereiro do corrente auno na Cmara
Municipal desta Cidade, eu desonerar-me daadmi-
nistracio da a fe 1 icio dos pezos e medidas pertencente
a mesma Cmara e qual a reaolucio que depois da
disctalo que sofroessa minha recusa deo a Cmara:
rogandodhe ao mesmo tempo que me preste a licenca
necessaria para eu p der uzar de sua re^posla cerno
bein me convier.
Dezejo-lhe saude e felicidades, por ser
De Vm.
Sua casa 18 de Abril
de i84. 'Muito Venerador e Cr"
lllm. Snr. Praxedesda Fonceca Coutinho.
Para satifazer an que Vas. me pede estou bem
Hilo que indo eu a Cmara ver se arrematava este
cunt acto, presencie! que sendo Vm. chamado pela
Cmara que enlio eslava reunida, esta Ihe dice que
por nao haver lancador tinha rezolvido que Vm. cori-
tiuuasse na mesma adminislracao de que a tres annos
se chava encarregado neslaoccaziio, Vm. repon-
deo que nio poda e uem queria mais disto se en-
earregar, a fim de desvanecer algumas suspeilas que
sobre a sua pi obidade recahisie: com esta resposla re-
sol veo o Presidente da Cmara por a discusslo o ne-
gocio e em resultado decidirlo que nio obstante a
sua repugnancia devia Vm. continuar. Islo he o
que bem me lerabro, ter-se passadooque tudo pre-
zenci<> por estar prezenie como ja disse, e nio me
resta di.vida Iguma em conseder a Vin. a licenca que
me p'-de por que ni-to nio ha exacracio.
Recite 18 de Abril de 1842.
Sou Seu Venerador e Creado
Bernardo Pereira da Silva.
H. 7.
lllm. e Exm. Sr. Presidente d'Assembla Provinal
Diz Prxedes da Fonceca Coutinlio, que Ihe faz
a bem que o empregado de Secretaria deeta Asseni-
bla a quem competir, revendo os documentos que
acoinpanhaiio as cotilas da Cmara Municipal desta
Cidude sertfique se lorio ou nio contemplados pelo
Supplicante nassuas contas correntes, desde |834 <
1840 diversas quanlias recebidas de Joio Jacintho
Moureira Joze dos Santos Porto Casemiro Anto-
nio de Mello, e Manoel Francisco Pereira deOliveira,
e bem assimos annos easquantias de cada um d'elles.
P. a V. Exc. assim o defira. E. R. M. Reci-
fe a6 de Abril de 184a. Prxedes da Fonreca Cou-
tinho. Como requer. Passo da Assembla Provin-
cial a6 de Abril de 184. Soura Lio. Certifico,
que revendo as cuntas da Cmara Municipal da CJda-
de do Recife dos annos finan ce i ros de |834 a io35,
de 1838 1839 e de 1839 a i84o que se acho ai-
quivadas na Secretaria da Assembla ; da primetra
consta que o Procurador da mesma Camaia no ar
tigo multas do Fiscal de Santo Antonio recebera de
Manoel Franciico Pereira doze mil res ; da segunda
consta, que o mesmo Procurador no art. mullas do
Fiscal de Santo Antonio recebera de Joze dos Santo*
Porto oito mil res j eda tercena finalmente que o


6
o
mesmo Procurador no art. multas do Fiscal d Santo
Antonio recbela de Casimiro Antonio de Mello uito
mil res. E para constar passei aprsente por mim
assignada. Secretaria da Asamblea Legislativa Pro-
vincial de Pernambuco 4 de Maiode 184 a. O Ofi-
cial Maior Rufino Joxe Con eia d'Almeida.
N. 8.
Fulgencio Infante d'Albuqnerque e Mello Ra-
charel Formado era Sciencias Jurdicas, e Sociae pe-
la Academia d'Olinda u Secretario da Cmara Mu-
nicipal da Cidade do Recife, e seo Termo &c. Cer-
tifico que das contas da rereita e de-peta da mesma
Cmara dadas pelo Procurador Prxedes da Fonceca
Coutinho pertencentes ao primeiro liimestre 6r>do
no ultimo de Dezembio do armo de i83y consta
que Joio Jacintho Moureira pagou a multa de ts'ooo
ieis ; e do quarlo trimestre das mesmas cuntas, lin-
do no ultimo de Setembio pertencente ao auno de
l838 consta que o mesmo Joio Jacintho Mourei-
ra pagou a multa de 8 $'000 reis. No segundo tri-
mestre lindo no ultimo de Marco pertencente ao an-
uo de 183c;, acba-.se lancada outia multa de 85000
reis lambein paga por J e Jacintho Moiireia e do
quatro trimestre fiado no ultimo de Setembro', per-
tencente ao anuo de 1841 consta que o dito 3 vio
Jacintho Moureira tanibem pagou a multa dei4,fooo
reis. E para que o re Herido conste mandei passar
a presente que me foi pedida e vai sein coia que
du vid.' faca por mim subscrita e asignada. Reci-
fe de Pernambuco 9 de Mio de 1842. Subsrrevi, e
assignei. Em fe de verdade. Fulgencio Infante
d'Aluquerque e Mello.
N. 10.
Snr. Manoel Antonio de Jess.
Recife a7 de Abril de 1842.
N.
Fulgencio Infante d'Albuquerque e Mello. Racha-
re 1 Foimado em Sciencias Jurdicas e Sociaes pela A-
rademia de Olinda e Secretario da Cmara Mu-
C'p*l da Cidade do Recife e seo Tei mo.
Certifico que lerendo o quai to qnartel das t'on-
las da Receita e De?pc ta da Cmara Municipal per-
tencente ao anno financeiro prximo passado delle
t:5o consta que fosse imposta a Francisco Joze Pe ei-
r Braga multa de 4 soto reis por infraco das Pstu-
la .1, porem consta que foi imposta igual multaa
Fiaucisco Ji.se Pereira. Outio sim certifico, que
da lellacio pertencente ao mes de Maiododito anno
dada pelo Fiscal deste Bairio Rodolpho Joo Barata
de Almcida consta que Francisco Jos Pereira Rraga
fui multado cm 4'ooo reis a a4 do referido mes de
Maio nao constando porem que nesse mesmo mes
fosse multado Francisco Joze Pereira. E para que o
referido conste mandei passar a piesente, queme
fui pedida e vai na verdade stm couia que duvida
faca por mim subscrita e assignada neata Cidade do
Recife de Pernambuco aos 3o de Abril de 184a. Subs-
crevi, e assignei, Em f de verdade.
Fulgencio Infante d'Albutjueique e Mello.
Sou a rogar-lhe o obsequio de me declarar ao p
des!a se no anno de i835 Ibi imposta a Vm. al
guia multa por inf relo as Postuias Municipae,
importando na quantia de iBs'ooo reis, equala pes-
soa a quem Vm. fe effectivo esae pagamento, Por
me ser necessaria esta declaracio beque Ihedou este
encornudo, pedindo-lhe ao mesmo lempo que em ana
resposta me d laculdade para a api ementar onde me
fui* possivel.
Aproveito a occasifo para tributar-lhe meos res-
peito* e estima por ser
De Vm.
Muito ltenlo Venerador e Creado
lllm. Snr. Prxedes da Fonceca Coutinho.
Em respasla 9 sua carta nf > lhe posso dar hu-
ma resposta satisfaloiia por me nfo lembrar se fui ou
nao multado naquella poca por nao me ser apre-
tentado termo algum por donde se vei iGcasse a mul-
ta e eis quanto (enho a honra de responder a V, S.
de quem sou cora estima
Si u muito Atiento Venerador e Creado
Manoel Antonio de Jezus.
N. 11.
Snr. Joao Manoel Rodrigues ValU-nca.
Sou' a rogar-lbe o cbzequio de me declarar ao
pdesta se no anno de 1835 foi imposta a Vm. al-
puma multa de i< soou reis |.or infrelo de Pusiuras
Municipae, e se se lerabi qual a pessoa quem Vm.
fes efFectivo esse pagamento. Por me i-er necessaria
esta declararlo he que lhe dou este encomodo pe-
dindo-lhe ao mesmo lempo que era sua reaposta me
d faculdade para eu a poder api esentar onde me for
til.
Dezejo-he fdis saude e felicidades por ser
Sua casa 19 de Abril De Vm.
de 1842.
Muito ltenlo Venerador e Creado.
Prxedes da Fonceca Coutin o.
N. la.
Ulm. Snr. Prxedes da Fonceca Coutinho.
O que tenlio a respon ler-lhe pode V. S. apre-
zenlar onde lhe convier por que eu nio presumo se


do tliter a verdade a qual he a aeguinte. Eu nao tc-
iiho lembranca e nem ideia alguma de lersido mul-
tado no anno de i835 e por Uso tambera a nio te*
nho de ter pago essa multa o que sendo assim co-
mo aparece no Diario tambera nio poderei affirrnar
o contrario pela mesma falta de lembranca. He o
quanto por ora se me offeiesie dizer-lhe e no mais
SOL
De V. S.
Sua c.sa 28 de Abril
de i84'> Attent Venerador e Creado
Joio Manoel Rodrigues Vallenca.
N. 13.
Diz Praxede da Fonceca Coutinho Procura-
dor da Cmara Municipal desta Cidade que 1 he la/.
a bem que o Cscrivfio desle Juizo certifique so nos
t>rocessos de contraveucio as Posturas accuzados pe-
i) Supplicante teni acontecido comparecerem os con-
traventores, e coi.fessarem ser sua a casa e dcima da
rcesma e por rauta do que procedeo-.se ao termo de
adiada e cbamami uto a Juizo mas nao ser o seo
noine o msmo declarado no termo de ai hada, ese nio
obstante i.-to tem sido taes contraventles multados
neste Juizo ;e oatro sim certifique mais se muitos
cotit laventoreolem comparecido confessando a contra*
venci cometida, e fferreendo se apagara molla
sem formar-se o piocesso pera nao se 1 he augmentar
aislas, pagando apennas a re lidie do official e
destribuicio. P. ao Snr. Doulor Juiz de Direito
da segunda Vaia do Cruie assim o delira. E. H M.
- Passe do que constar, lenle i3 de Oulubro de
i8/f i. JMoraes Sifva. Jze Affonco Guedes Al-
canforado primtiro Esc'rivio da segunda vara do
Crime nesta Cidade do Recile de Pernembuco e siu
Termo &c. Certifico e dou l que d'enlre os pro-
ceros que existem ueste Juizo por contra venci de
Posturas em as qoaes tem sido parte o Supplicantc
como Piocurador da Camaia ba alguna que leudo
comparecido por virlude de notificaco a requeii-
mento do Supplicante como contraventores, con*
lessio ser exacto o Tei mo de athada quanto a casae
decima menos exacto o nome que menciona o lern >
de adiada, o que nio obstante tem sido multados por
serem os responcaveis: outio sim Certifico que tem
sidjnumerosos os conlravenctores que tem compare-
cido em Juizo por vertude de notificacio a requer-
menta do Sftpplicanle que con fessio a contravencip
eiequerem pagara multa independenle de proresso
por nao aumentar dtspezas sugeitando-se a pagarem
adistribuicloenuliticacio do official, o que tem si-
do admetido. O relerioo he verdade. Recife i3 de
utubro de 1841. Em f; de verdade. OEscri-
vo
Joze Affon9o Guedes A'canforado.
N. 14.
Fulgencio Infante d'Albuquerque e Mello, Ba-
charel Formado em Sciencias Jurdicas e Sociaes pe-
la Academia d'Olinda Secretario da Cmara Muni-
cipal desta Cidade do Recife, e seo Termo &c.
Certifico ser o officio do Excellentissimo Presidente
da Provincia dactado de a3 de Abril prximo passa-
do dei igido a essa Cmara o seguinle. Tendo a As-
sembls Legislativa Provincial depois de ouvir a
Commissio de contas e ornamentos das Cmaras re-
solvido em Sessio de ao do corrente approvar aa
contas da Receita e Despezas dessa Cmara do anno
financeiro do primeiro deOutubrede mil oitocentos
e trinta e nove ao ultimo de Setembro de mil oitocen-
tos e quarenta ; notando todavia a referida Commis-
sio faltar no Balanco da Receita a declaracio das
quantias por que torio oreadas no anno anterior ca-
da um dos objectos que fiserio as Rendas da C-
mara dentro do anno ; declaracio esta indispeusavtl
nao s para a c diferencia do arrecadado edo debi-
to, como raesmo para mais fcil fiscal sacio e exa*
me das contas: assim o partecipo a VV. MM. para
sua intelligencia. Dos Guarde a VV. MMs*Pala-
cio do Govmo" do Peiuambuco em vinte e tres de
Abril de mil oitocentos e quarenta e um. Manuel
de Souza Teixeira. Snrs. Presidente e Venadores
da Cmara Municipal desta Cidade. E. para que o
1 Herido conste mandei passar a presente por me ser
pedida. Recife sete de Maio de mil oitocenlo e qua-
renta e dois. Fis escrever e a-signei. Em f de
veidade.
Fulgencio Infante d'Albuquerque e Mello.
N. i5.
Il!m. Snr. Carneiro.
Rogo-lbe o obzequio de me responder ao p
desta se fui eu quem I he i m prest i ou enlreguei o
estandarte da Cmara que V. S. leve em seo po-
der afm de que eu possa desvanecer estas suspei-
las que existem a este espeilo.
DeiejoaV. S sau'de e felicidades por ser
S. Casa iq de Abril
de 1841.
De V. S.
Milito Servo Venerador e obrigado
lllm. Snr. Prxedes da Fonceca Coutinho
Em resposta ao que V. S. tiesta me pergunta ,
digo-lhe que V. S. nunca me em prest ou o Estan-
darte da Cmara e sim o finado Joze Tarares Ge-
mes da Fonceca, enlio Secretare da mesrua e a
:


8
-y
quem restitu por ter d'clle recebido. He o quinto
se me ofrece responder-lhe.
Deiejo V. S. saude por ser
De V. S.
Altencioto Creado e muito obrigado
Antonio Carneiro Machado Ros.
pV N. 16.
Fuigengio Infante d'Alboquer e Mello, Bacha-
rel Formado em Sciencias Jurdicas e Sociaea,
pela Academia d'Olinda e Secretario da Cmara
Municipal da Cidade do Recife,e seu Termo &o. -
Certifico que o orfieo do Cidadlo Antonio Carneiro
Machado Rios dirigido esta Cmara em dacta de
desenov* de Abril doanno prximo passado do
theor que se segu Illustrissimo Senhor. Te
nho presente o officio em que, por acordio da C-
mara exige de mim um estandarte da mesma, que,
segundo as informaedes d'alguns Empregados exis-
te em meo poder ; e em resposta cumpre-me affir-
rar V. S., que em mil oitocento e trinta e deis ,
ou em mil oitocentos e trinta e tres precisando eu ,
como Comandante do Batalhierdas Guardas Naoo-
naes da Boa-vis a d'uraa bandeira que servisse de
modello para se fazer outra para o mesmo Batalho ,
o entfo Secretario da Cmara, o finado Jote 'lava-
res Gomes da Fouceca me emprestou o estandarte *
que V. S agora exige5 e sendo apresentado a pes-
soa que o devia faaer regeitou-o por nao servirt
urna vez que tinha una imagem de um dos lado ,
objeclo certaraente que nao entrara na confeico de
um estandarte militar e em ronsequencia l'oi por
mim restituido ao sobredito lavares ficando n'eata
occaaiff) nicamente o talabarte, que, por ter pi es-
tado algum uso nio o restituo e entfo brevemen-
te remeterei um outro novo a V. S., j que nio
justo, que easa Cmara se sirva d'um objecto enve-
Iheoido (piando pode ter um igual ao que eu rece'
bi. Dos Guarde-a V*. S. Boa-vista desenove de A-
bril de mil oitocentos e quarenta e um. lllm. Se-
nhor Joze de Barros Falco de Lacerda Coronel de
primeira linha e Presidente da Cmara. Municipal.
Antonio Carneiro Machado Rios. E nada rnais
se continha em referido oBcio a que me reporto.
E para que o referido conste mandei passar a pre-
sente que va' por mim subscrita e assignada. Re-
cife de Pernambuco aos 19 de Abril de i84a. Subs-
crevi e assignei. Em f de verdade.
Fulgencio Infante d'Albuquerque e Mello.
Pean. naTyp. deM. F- de Faria. 1842.


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