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An no de 1842. Sabbado 8 de Tailo agn depende de nos meamos ; de nossa prudencia, noderacao, e energa :. con- tinuemos como principiamos, e aeremos apontados cotn adtniracao entre n Nscdes msis Tullas. (Proclamaco da Assesablea Geral do irasil.) PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES. Gianna, Paraiba, e Rio grande do Norte, na segunda e sexta feira. Bonito e Garanhns, a 10e24. Cabo, Serinhaem, Rio Formnio, Porto Cairo, Mareio, e Alagoas no 1 41, iH. Faie 13. Santo Autao, quinta feira,^ Olinda todos os dias. "* *L DIAS DA SEMANA. 3 Seg. s. Aprigio 4 Tere, s Tito 5 Quart. s. semefio. 6 Quii. Dia de Res. 7 sext. I. Theodoro. Aud, do Jit de Direito da 1. rara. 8 sab. s. Lourenco. Re. And. do Juiz de Direito da 3. Tara. 9 Oom. s. Juliao. Janeiro. 'iftio XVIII. N.5. O Diario publicase todos os dias que nSo forem Santificados de tres mil reis por quartel ptjo adianlado*. Os annuncios do gratis, eos dos que o no furem raiao de SO reis por linha. lirigidas Nmeros o preco da assignatra be i assigntntas sao inseridos , cus <"u ros 37 e 3S- Cambios no da 21 de Dezembbo. Cambio sobre T.ondres 2'J 1. p. M. > Paris 320 reis p. franco. u Lisboa SO a S5 p. 100 de pr. Ouiio- Moeda de 6,400 V, 14,500 a 14,700 N. 44,400al4,fiOO i de 4,000 8,100 a 8.200 Pim-Paiacoea 1,640 a 1,660 Fmta Petos Columnaiet 4,640 a 1,660 Mexicanos 1,620 a *1,640 j. miuda 1,440 a 1,460 Moeda de cobre 3 por 100 de disronlo. Disconlo de billi. da Alfandega 1 e por 108 aomet. dem de lelrss de boas firmas 1 e tle |, Preamar db da 8 de Janeiro. 1.a as 2 horas e 6 m. da tarde. 2. as 2 horas e 30 m, da manbS. PIUSES DA LIJA NO MEZ DE JANEIRO. Quart, ming. a 3 -- As 7 aras e 59 m. da tarde, l.ua Nova a 11 a 1 oras e 54 m, da tarde. Quart. cresc. a 10--a* 6 oras e 41 m. da larde. I.ua clieia a 2.'! s 3 oras e 30 m. da tarde. ' BSBaassan-naaasBeBsaaaMaaassBBiBBBSsiiBSBaa^^ DIARIO DE PEltNAHBlTCO. RIO DE JANEIRO. MINISTERIO DA GUERRA. Circular aos presidentes da Bahia, Pernam- buco Cear Maranho, Para e P- auhy. Sua Magestade o Imperador, desejando fa- cilitar todos os meios que posso contribuir para que o batalho provisorio mandado or- gauisar nessa provincia seja elevado quanto antes aoseo estado completo, e sendo reco- nhecida a falta que existe de officiaes de ptt- meira linha. Ha porbem mandar authonsar a V. Ex para contractar para o servico do mes- mo os olTiciaes reformados que a elle sequi- serem prestar abonaiido-lhes em quanto ser- virem o sold e mais vencimentos da no- va tabella do 1. do corrente mez e anno, cor- respondente s suas patentes, exercicios e commandos, esperando que alem destes, V. Ex., nao dcixe de chamar para o mesmo ba- talho toilos equaesquer officiaes de 1. li- nha que posso achar-se avulsos ou mesmo empregados em outro algum servico, sern ex- cepeo, e muito particularmente os que es- tiverem servindo no corpo polioial dessa pro- vincia. t,. . Dos guarde a V. Ex. Palacio do Rio de Janeiro 1 o de dezembro de 1841. Jos Utv mcute Pereira. IHmVe Exm. Snr. A ordem expedida , cm aviso de t de agosto do corrente anno , foi dictada pelas imperiosas circunstancias de previnir maioresen.barar.os que podeio re- sultar da continuaco do pagamento das di- vidas atrazadas com dinheiros votados na lei do orcamento para occorrer s despesas do corrente anno financeiro, por nao ter sido possivel realisar o crdito concedido para taes pagamentos : como porem esta rasao tenha cessado fica sem effeito a determinaco do referido aviso e V. Ex. authorisado para continuar os pagamentos da divida militar a- trasada, que for relativa aosannos financei- ros de 1859 a 1840 e de 1840 a 1841 so- mente ; com declarado de que em nenhum caso possa vir a acontecer que, por cauza des- se pagamento deixe de faser-se em dia o do sold e mais vencimentos da tropa de linha existente nessa provincia por forma que nao - possa haver atraso algum nos mesmos venci- mentos que forem relativos ao 1. de julhodo corrente anno em diante pela forma recom- mendada no ditoaviso circular de 6 de agos- to : na inteligencia de que deste aviso se faz communicago ao Snr. ministro da fazenda, a fim de dars providencias necessarias. Dos guarde a V. Ex. Palacio do Rio de Ja- neiro 16 de dezembro de 1841 Jos Cle- mente Pereira Snr. presidente da provincia do Para. Na mesma conformidade aos demais pre- sidentes. Pelo seu officio de 23 de novembro, e mappa que o acompanhava, fica o governo de S. M. o Imperador informado do estado da forca do batalho provisorio da Bahia ahi mandado organisar, ponderando que podera ser maior se nao fora ter encontrado graves obstculos da parte dos commd." da guarda nacional, que nao s diliculto o recruta- mento dos soldados desta a elle sugeitos, mas at exigem que nao posso assentar praca de voluntarios sem sua permisso, c lembrando a necessidade de exigir-se dos mesmos com- mandantes relaces exactas dos guardas alis- tados nos diversos batallies, a fim de pode- rem ser consultados naocasio do recruta- mento. E con viudo faser cessar as referidas pretences, que nao sao fundadas em lei, e em muito prejudico a boa ordem do servico, e muito mais as actuaes cir- cunstancias em que he urgente elevar ao seo estado completo a forja decretada na lei de fixago de forcas, como exigem, alem do 14170 varas de lagedo 1 condeca eom calca- dever em que o governo est de executar as dos, 4 caixa com doce, 5 ditas com chapeos, leis, os interesses nacionaes : Ha S. M. o Im- 1 barril com vinagre, 1 dito com vinho, 2 iwn-'uliir iviphom mandar .loriaran o V ^ diln r^nm purria 'Zn canto ,..,.,, Faustino *X11 perador por bem mandar declarar a V. S. l.'i que deve V. S. desattender quaesquer re- clamacoes infundadas que lhes posso ser di- rigidas por parte dos commandantes da guar- da nacional, para relaxar do recrutamento os guardas que se acharem a elle sugeitos na forma da lei de 29 de agosto de 1857 tendo apenas considerado com os guardas que in- questionavelmentese houverem mostrado ex- actos no cumprimento dos seos deveres, como se reeommenda no artigo primeiro das instru- C(5es de Cde abril do corrente auno, e estes mesmos dever V. S. fazer recrutar se en- tender q' por outra forma nao he possivel ele- var o referido batalho ao seo estado comple- to com a maior braridade possivel : se- gundo, quehemanifesUmente abusiva e in- dispcnsavel a licen^a pretendida pelos mes- mos commandantes da guarda nacional, para que os seos subalternos nao posso assentar praca de voluntarios sem a sua permisso; terceiro, finalmente, que approva o expe- diente por V. S. proposto dse exigirem re- laces dos guardas nacionaes alistados no servico desta para poderen. ser consultados naoccasio do recrutamento. E como pelo sobredilo officio se observa que ha grande fal- ta de ofliciaes para o estado completo do no- vo batalho. nesta data se ordena ao presiden- te da provincia que de demisso do servico do corpo policial a todos os officiaes de primeira linha que nelle se acharem servindo. e logo que elles se I he appresentarem V. S. os mandar empregar no servido do mesmo ba- talho. Dos guarde a V. S. Palacio do Rio de Ja- neiro em 15 de dezembro de 1841, Jos Cle- mente Pereira Snr. Jos de S Bitancourt e Cmara. -0 j . . dito com carne, 3o sacas com farellos, 511 eaixas com frutas. Fora do manifest. 217 voluntes com a- zeitonas 24 barricas com carne 5 caixas ignora-se, 100 barricas vasias, fSO ceiras com figos 4 ditas eom bixas, 1 porgo de ceblas 1 gaiola com coelhos, 2 ditas com coxiios, 10 caixas com vellas, 429 ditas compassas, 2 ditas com quedos 1 dita com miudesas, 1 barrica com frutas 5 caixas com doce, 1 cabra 1 embrulho com livros, 1 caixa com vidros. PERNAMBUCO. ALFANDEGA. Obrigue inglez Mary Queen ofScots; vin- do de Liverpool entrado no mez prximo passado, consignado a James Cabtree & Com- panhia. Manifestou o seguinte! 50 toneltadas de carvo de pedra, 700 bar- ricas vasias, 116 caixas com fasendas, 26 far- dos com ditas, 2caixas com ditas de l, 2 far- dos com ditas dita, 15 ditos com ditas de li- ndo 100 gigos com louca, 2 barricas com di- ta 1 caixa com dita, 1 dita com cartas de jogar 9 rolos de chumbo, 12 caixas com co- bre 52 barricas com serveja, 7 ditas com ferragem 100 barriscom manteig, 2 caixas com selins, 2 correntes, 6 ancoras, 28 tons. 2quints. 1]2 de ferro 1 caldeira 1 cylindro , 2 pessas para machinas, 1 embrulho com rou- pa, 2 barricas com quartinhas, 5 ditas com conservas. 1 cesto com quartinhas, 8 caixas com conservas, 20 jarras com cevadinha, urna quartola com agoa de soda 1 caixa com cafe- teras 10 barricas com carne 1 caixa com pinturas, 1 embrulho com ditas, 1 volumc com bonets, lcadeira. 160 gigos com batatas 6 caixas com queijos 1 lata com dito, o7 queijos 40 presuntos, 1 lata com podim , 1 manta de toucinho, 1 sacco com miudesas, 1 caixa com espingardas, 2 caixas com cha- peos para senhoras urna caixa com perlen- cespara escriptorio, 2 caixas ignora-se. Obrigue portuguez Conceico Flor de Lisboa vindo de Lisboa entrado no corr rente mez consignado a Mendes & Olivcira - Manifestou o seguinte : 1 barrica com cevada, 1 caixa com impres- sos 27 barricas com cevadinha 1 embru- lho com impressos, 1 eaixote com drogas, 5 barreas com ditas, 4 caixotes com vinho, 1 barrica cora frutas, 5 ditas com bolaxa, O Brigue Americano Massachuset vindo de New-York entrado no corrente mez, con- signado a Me. Calmont & Companhia, ma- nifestou o seguinte: 200 barricas com breo 100 caixas com cha 28 pessas de cabos, 51 fardos, com fa- sendas, 816 barricas com bolaxinha, 450 vo- l mes d'arcos, 50 barricas com pregos 5o ditas comazeite de peixe 17 caixas com chapeos, duas ditas com drogas, 5691 bar- ricas abatidas. Fora do manifest. 1 eaixa com chapeos , 1 dita com fasendas de seda, 5 barricas com vinagre, 14 caixa com fsforos. MEZA DO CONSULADO. Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade, Ca- vaileiro da Ordem de Christo e adminis- trador da Meza do Consulado de Pernam- buco por S. M. I. e C. Faz saber que no dia 8 do corrente Se hafi- de arrematar na porta da mesma administra- cao tres caixas de assucar branco aprehen- didas pelos respectivos empregados do Trapixe Novo, por enexactido das taras, em cujo dia se findo os prazos marcados no regulamento, sendo a arrematado livre de despesas ao ar- rematante. E para que cheguc a noticia a quem con- vier mandei afixar o presente edital na por- ta desta administrado, e publicar pela im- prensa. Meza do consulado de Pernambuco 5 de Janeiro de 1812. Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade. O administrador da meza de rendas geraes internas, avisa a todos os que devem o im- posto do banco, do bairro de Santo Antonio, para que venho pagar at 15 do corrente , pena de se proceder contra os omissos ; para se livrarem de pagarem crecidas custas, como aconteceo com os moradores do Recife, Boa- vista e Afogados. Recebedoria 6 de Janei- neirode!842. Francisco Xavier Cavalcante de Albuquerque. instruccao idade e ao estado de cada pesso*; por que certos principios de moral nao podem ser entendidos por meninos verbi gratia. Seria impeudencia o tempo perdido ensi- nar gravemente a crianzas que devem abs- ter-se da sedlico e do adulterio &c. &c. Tamhem se nao deve cnsinar que a ignoran- cia, ea imbecilidade sao ttulos para adqui- rir o reino dos Ceos a pessoas destinadas a em pregos que nao podem ser prehenchidos sem a precisa illustraco : nao se lhes deve encinar finalmente a despre/.af as dignidades , e honras visto que a patria nao pode dar os cidados virtusos que a servem se nao honras ou dignidades. Nao imagine alguem que intentamos des- apreciar Certas mximas da moral Evangli- ca ; pois pelo contrario eremos que todas sao excbllentes ealgumas, como concelhos, ptimas foro para o seculo em que se ensi- nio. Nos lempos em que os expiritos nao se oceupavo se nao de vas disputas e em que os systemas mais absurdos crio os que ti- nho mais partidistas devia-se dar certo pre- co ignorancia ; por que em verdade a igno- rancia he preferivel ao erro : mas nunca o Evanglho quiz com isso desapreciar as scien- cias quando estas nao tem por fim se nao a utilidade dos homens, e nao tomo por guia , se nao a experiencia. Igualmente so devia inspirar desprezo s honras e dignida- des em hum tempo em que se nao podio adquirir se io pelo favor c quando o fa- vor se nao adquira se nao pelo crime. Ad quem consulatum non nisi per Sejanum adi- tus ; eque Sejani voluntas nisi scelerequu?- rebatur : mas loucura fora assemelhar os actos de todos os governos a os actos dos Se- IIMHIO DE PERNAMBLCO. COSTIM'ACA'O DO AHTICO. O MEIO DE DARESTA- BILIDADE A'S NOSSAS INSTITUICOES.- Fora mister por em primeiro lugar as pe- nas menos sujei tas a conteslagoes ; porque huma vez bem convencidos os homens da rea- lidade de humas achario que nao h to pouco interesseem deixarem de crer na rea- lidade das outras que nao pensassem mais em (fiscutir sobr'este ponto. Dest'arte far-se- o conhecer todos os males que resulto immediatamente d'huma m aeco ou mes- mo que a precedem taes como por ejem- plo o perigo a que se exppe quem a quer comettor e o desprezo, ou averso, em que incorre o seu author. Depois verio as pe- nas pronunciadas pelas leis ; e tudo isto final- mente accom pan hado da expposigo dos dog- mas das penas e recompensas da outra vi- da. Importara principalmente proporcionar a janos e tiberios : em huma palavra alguns preceilos bem como as leis nao podem ser n- variaves ; antes devem mudar-se toda vez que mudaren! as circunstancias para que fo- ro feitos : obrar d'outra sorte he como se os homens fossem feitos para a regia e nao a regra para os homens. Se Se adoptasse o systema que propomos , ousamos crer que ver-se-ia huma grando mudanca nos costumes. Nossas instituices to fracas em s mesmas tomario forca e estabelidade : o governo vendo-se estabe- lecido sobre bases solidas nao teria mais que temer as consequencias dessa inquietado o desse terror que sempre inspira hum poder, Cujos limites se nao percebem os cidados , vendo que nada mais tinhaoque temer do go- verno servilo-io com mais zelo ; s haveria huma regra commum para julgar da morali- dade das aeces dos homens 5 e esta regra nao seria outra cousa se nao a utilidade pu- blica deaccordo com os eternos principios do justo e do honesto 5 a lei nunca seria vio- lada, se nao com conhecimento de causa e nao veramos punir a pessoas, ,'que as mais das veies nao cahem cm falta, se nao por ignorancia : os cidados virtuosos vendo sempre leis que os protegessem terio ma- is apego sua patria ; os maos exterrainar-se- o ou abster-se-io de fazer mal | por te- rem diante dos olhos leis promptas a punilos , c. observarem que o odio publico e a Re- ligio os persegurio, quando a aeco do Ma- gistrado lhes nao podesse chegar a Religio respeitada pelos melhores cidados j nao seria objecto de indifferenca ou de despre- zo e qual quer ousaria ser religioso por po- dello ser sem receio de que certos sujeito o tivessem naconta de hum tolo d'hum igno- rante ou d'hum hipcrita. (Trad. ) Das garantas indivduaes devidas a todos as mmbrosda Sociedade. Nosemantem o estado social em virtude da obediencia que se presta s leis e s author idades. Todava os homens mu tas vc- zesse queixod'humas ed'outras: han* np-j rt.-atlL*~jsm 'eTKmZ i mor parte das ngoai voeabulos qus cxpri-1 rantias excepto se para abracar lodos os fac- de amabihdade (O marido quando ouvio es- memo abuso, ou o excesso do poder: euiHos, tornar comdeta a enumerarlo, for- las particularidades carregou o sobre olno e quati todos os paizes se b fallado de tvran- nios forados a formar huma terceira d'aquel- murmurou. Que pengosos homens sao estes ..;. .u iu<.,.,,.,.w, .h.. i^nrvi.n.r. ,\\ t>_ i..d nngainmmi>itom t> asirtmo Ilusorias francezesl. norem apezur de tudo eu ire a llife, de usurpagao de despotimo de o>- presso de exaccAo de poder arbitrario ; e todas oslas expresses e posto que enipre- gadas,*com outras umitas com bem pouca preciso e justeza sao provavelmeiile sus- cepliveis d'algum sentido determinado. Mas que motivos podemos ler de sermos por lesexcepcionaes, e por medidas de cir- cunstancias. A ultima qucslie que temos de propor ser o saber como as garantas uidi- viduaes poderio brnar-se inviolaveisem hum payz onde nunea o tiVcssein sido Em nenhuma parte precisaremos remon- descontenles das aullioi idades e das leis ? tar a principios abstractos, a hypothese d'hum Kiias nos preservo das agressoes e violen- pacto social discussao de suas clausulas , cias de outrem ; ellas embarayao queseja- e dos direilos anteriores, ou naturaes que mossempre exposlos a atlentados contra as nossas pessoas nossos bous nossa indus- tria o o exercicio rasoavel da. nossas facul- dades. Que se queixem do poder publicos inunigo, com quem estao naturalmenle em guerra. Mas como acontesse o ser elle accu- sado por aquelles cujo intcr-esse est na re- pressao desses crimes dessas desoldeos ? S dous reproches Ihes poderio elles fazer isto lie ; 1. se o pod-ir publico os nao pozes.-e a salvo das olTcnsas particulares : 2. se elle mesmo empregrasse asproprias forcaseni Her causar os damnos de que os devera presei- var. Reprimir todas as desordens particulares , tomar absolutamente impossivel toda a of- fensa pessual he o lim que se propoe o po- der eeste cmp;oga em o conseguir a sua violencia e vigor ; mas temeridade fora prometter de nunca jamis cahir em falta. Tojlavia observamos que elle cada vez mais se aproxima a esse lim a in-dida que a civili- sar;o se aperfeicoa, e que a forca repress^ra he mais ajudada pelos hbitos moraes e pe- as iuzes. Sabemos aim disto, que a au- thoridade que nao enibaracasse o curso das violencias exercidas contra as pessoas e pro- piedades por ultimo tainbem viria a ser victima dessas desordens. Mas s deda depende seguramente o nun- ca em pregar as propii.is forca; em atienta-dos guaea a os que ella reprime ; e s quando se suppoe que os cometi em sea proveito he pie a chamao arbitraria uppressora e des- ptica. Tal he em nosso entender o verda- dero e nico sentido destaj palavras : ellas reprochan ao poder u'jjressOes do genero d'a- quellas contra as quaes est armado isto he; violencias roubos extorges offensas ; e charnao-se garantas individuaos nAo s a o- brigagio que o poder contralle de se abster dessas Misas se nao igualmente as institui- eoes que elleclivamente o obrigao a renun- ciar a isso. Essas garantias- quasi que sao os nicos li- mites que podciu utilmente circunscrever o poder em hiiin grande Estado. Na quere- mos dizer com isto que abstendo-se dos ac- tos su'pra indicados, e que sao realmente criminosos nao possa o mikiw poder cahir pescosso de seu venturoso marido e fazendo em m ui tos ou Iros erros nocivos-, mas os mei- ao mesmo tempo urna engraoada careta tam- os de os obviar sobre serem de ordinario bem te quero dizer, que le aeho boje mais mtii pouoo ellicazes podem tornar-so as ve- zes mu i perigosos. Huma sociedade onde se conseguisse por os governadores a abrigo de toda a oppressao siria ja tao feliz que bem se podra deixar a os governantes- o cuidado ile a tornar cada vez mais prospera , por que a felicjdade publica tornar-s.'-ia o seu nico ioteresse o seu nico oensamenlo logo que elles nao pensassein mais em exercer depn- dacOes, &c. Aquesto assim reduzida a termos tfio sim- ples anda appresenta graves dilliculdades, provindo-todas de ser preciso que em certas circunstancias o poder publico mella a mito as pessoas ou as propiedades, prohiba ou exija algumas accoes. Em verdade elle nao ellas suppoe. Nos partimos de hum s fado . (inmediatamente dado pelas lingoas deposita- ras das ideias e sentimentos da especie ha- mana civilisada. Nos nao vamos alm dos vo- cabalo que exprmem odesejode ser pre- servado lanto das agressoes do poder publico , quanto das dos particulares. Da seguranca das pessoas. O primeiro beneficio da sociedade est em provera nossa seguranca pessoal reprimin- do os damnos que Ihe podem fazer os Qos- sosinimigos particulares ; mas he evidente , que nao he possivel esse beneficio, se nao por que cada hum de nos tem submettido a sua propria pessoa acgo da aulhoridade no caso deque ltente contra a seguranza de ou- trem e mais geralmente no caso de comet- ler hum crime ou hum delicto previsto pe- las leis. Ninguem pois ter raso de se quei- xar de ser preso para ser logo entregue ]- tica huma vez verificado com exactido im- parcial o facto de que fora aecusado, se liu- ma le anterior a esse facto e anda vigente o caracterisou delicto ou crime e Ihe deter- mnou a pena : longe de taes medidas offen- derem a seguranza individual bem se ve qur so immediatamente necessarias para a ga- rantir. ( Contina.) VARIEDADE. LEMBRANQA8 DE V1VGEM. Permanencia na liba Mauricio = Porto Luiz e seus habitantes = lludson-Lowe = Ro- berto o Diabo. aflavel aeolhmento todos os ociosos ecuri- Meu caro pequeo marido, dsse um da osos do paiz se appresentavo a vir passar urna urna joven e bonita creoila da ilha de Mau- parte do dia. As senhoras principal- ricio correndoe sallando sobre as ponas dos mente eram aceitadas pelos ,nossos ofhcias ps diante de um homem gordo cjo se po* 'com ulna galantera e amahelidade desusa- da tomar por seu pai, eu le trago meu ami- 'das ; mas esta variedade de scena que ollere- go disseeila, umadaquellas rosas do Japo Vam osconcorentes havia urna coirza que que tu amas tanto. E' verdade mas porque minha boa ami que as promettem e as tornao ilusorias francezes), porem apezar deludo eu ire a fragata. No oiro dia nossa seductora creoula a- pmas tinha posto seu pequeo p no caes j soflVia o mal do mar, com tudo ella se dispoz para embarcar em Urna bonita canoa que a esperava : mas a brisa uta va foi te e a pe- quena canoa -achando-se leve e embaloieada pelas ondas pareca dancar no meio das agoas : a nossa bella creoula solfreu bastante durante aviajjm, cada vez que quaesquer gotas de agoa saltavo sobre os lados da embarcaco j ella dava um grito, edepois quando saltn para bordo da fragata o excessivo cuidado que ella poz em compr os seus vestidos Ihe fez dar um passo falco, e por pouco que nao Ca- bio na agoa em fim conseguio subir a bordo e sentar-se e j ella comegava a perder al- gum tanto o medo e achar-se melhor do en- joo forca de espiritos que tinha cheirado, e hia recobrando as suas cores e alegra, e a fi- nal a mostrar-se bella, quando aos nossos malditos artilheiros lhes dea a vontade de exe- cutar urna estrondoza symphonia na qual en- trarto as vozes de doze canhes. Desta vez idla nao pode resistir, e cabio sem sentidos nosbraqos de seu agoniado es- poso. Dnas horas depois ainda a pobre mu- Iher plida e abatida padeca muito sobre esta mfsma fragata onde ella tinha vindo para se divertir cat que voltando outra vez tprra foro-lhe necessarios oito dias para se restabelecer completamente. Tantas seduc- coes para um similhante resullado E' des- g'raca. Eis aqui o que se passava na ilha de Mau- ricio alguns das denos da nossa chegada. Im- movel as pacificas agoas de Porto-Luiz a nossa fragata foi logo um objocto da publica attemjao honila airosa e bem equipada . ella nao tinha nada a recear doexame ornis severo. Constantemente cercado de barcos, que procuiavam abordar, ou se afastavam cheios de curiosos, ella se tinha tornado om passeio publico onde, certos de aehar o mais ga esteexcesso ? - E' porque, eu te amo muito. E porque me nao amaras tu ? Nao o primeiro dever de urna mulher amar seu ma- rido ? Sem duvida repeta a amavel filha de E- va passando um dos seus bracos ao redor do bonito. Ol! pois nao Aposto eu que ella qner que Ihe compre algum vestido (A parte.) E eu tamben) te aeho mais seductora que nunca. Sim Eiito tu nao me negars isto que eu VOU pedir-te. Que o qu* tu vais pedir-me repeliu o marido mudando de parecer. Que qneres tu? En quero.que tu nAo estejas sem chapeo ao sol. porque te faz mal'. Est bem' nao era o que eu suppuuha. (A parte.) Sim. Vem para a sombra dos verdes e cheirosos arvoredos l nos conversaremos mais nossa. vontade. Entao esta seductora mulher deu o braco ao seu marido e lancan- d( Reverta alem de muitasoutras; era a chega- i- dequalqaer mulher feiaevelha, ninguem ou- sava aproxmar-se della, e era raro que o seo covalheiro nao fosse o mais nocivo e o mais necio de todos aquelles, que se tinham a- vancado diaute della supondo-lhes atracti- reprinieattenlados se nao agarrando d'a- j do-!he ao mesmo tempo urna daquellas vis quellesqueoscomeltvmi : elle nao manlem a I las q' niagnetisam, oconduziu para um lindo ordem se nao por despezas para as quaes : pavilhao situado- no im de urna ra de limo- todos contri huei : e para entreter as rea- ei ros ; edepois de se ter sentado ao p delle Oes sociaes algumas veze^ carece de obrigar a Ihe falln desla; maneira : A propsitos mea _____;i..i...- i"...,..i .. ....;.. rio un.Kui-in-n. him ;in"() i ouvistes fallar desta fragata respeitalas. Tracla-se pois de eniharaQar , que O te teja lednien eagressor,fingindo obrar que se acha fundeada no nosso porto, eque como tutear. Mas entre estas duas especies ; dizem que muito bouita ? de aejos a gradacao he algumas vezes to de-| Sim mas que tens Id com essa fragata lirada que o proprio poder pode enganar-se. to bonita ? Km (al materia as ideias geraes nao se tor- i E' porque todos tem ido v-la. e mistriss nao securas so nao quando resulto doexa- I A...... nossa visinha foi la hontem e ella me de hum grande numero de ckcunstan- me disse que na verdade era muilo bella, lu serias bem meu amigo se- la me levasses. cias. EniJagarenios p lis .sucrbssivamente em que consistem a siguiaiica das pessoas a seguran.;; das propriedaJes a liberdade da industria, dasupinioes, c das co siencias; ior que atflo Mgres^ivos pode a aulhoridade publica ofrndelo:- que regras e inslitui- , ea flnalmeule nos podem preserva dessas ..rensas. Nao encarando s; nao debaixo ., te asficcto os diversos ovemos, nao os dividiremos se nao em duas classes se- Pois sim, minha querida, porque te ha- via eu recusar esse gosto ? A' manh nos hi- remos ver a ragata ; e de todo o meu cora- Ca desojo que este passeio tedevirta muito. _ A'manh oh quanto isso me alegra ! Dizem acrescentou ella dpois de ter abra- cado seu excellente marido, que o comman- cauo seu exceneiiu3 manila, s"*- ^"'"" ,----------- , dante desia fragata um homem muit dig-|rados, e com tanta-vioienca que os navios tinelo, e muito attencioso para com as senbu- o melhor ancorados aao se julgam em logar seguro. ndo olioseonsedem ou recusao essasg- ras, e que os seus officiaes sao lodos cheios vos cujos a-i ella j nao possuia. Nao obstante esta attencao para com as mu- llieres, era muito indulgente para com os maridos, e-nsfomos mais de urm vez cho- cados do excessivo respeito que se professava para com as dragonas francezas. Demais , se as damas vinbam a bordo da- fragata para dstrair-se ; nao acentecia o mesmo relativa- mente aos maridos os quaes como conhecedo- res examinavam com o maior cuidado tudo oqueseollereciaassuas vislaa; entre outras cousas urna nova nvcnco sobre tudo osadmi- rou : aquella que fae mais promptos mais justos e por tanto mais temives os efi'eitos to mortferos da artilheria. Quando os barbaros di/.ia Constantino- Porphyrogenete a-seu filho te perguntarem o que o fogo grego diz-lhe que nos o temos de um anjo que nos prohibi communica^lo as outras nagoes sob a pena de sermos devora- dos pelo fogo do eo. Nao se traeta aqu do fogo-grego mas nao elle sabio e prudente nao divulgar ageites que nao cogttam mais que o nosso abalimen- to e a-nossa ruina os pequeos e innocentes segretos (pie podem assegura-nos sobre elles, no dia em que for uecessario combater urna certa superioridade. Nos lamentamos b'em que se ten ha feto urna, especie de prazer em dar a eonheeer aos lnglezes todos estes peque- os segredos, e segundo a nossa opini'o dar armas aos nossos inimigos para nos comba- tereni. O Porto-Luiz o principal ancoradouro da ilha Maurieio ao diante da ilha de Franca ; vasto commodo. os navios iwo.lcrit.ahi na- da que recear dos insultos do mar porem o canal que a elle conduz sinuoso e cortado por dous bancos muito prximos um do mitro sbreos quaes no baixa mar, se quebram as agoas oflerece urna das mais perigosas pat- sagens. DepoiS'naque recear os vendavacs rebentaram all muitas vezes sem serem espe- Em 183o um violento furaco derrobou casas e arrancou as mais robustas arvores , arrojou os navios que se achavam ancorados no porto con Ira o caes apesar de estarem suspensos s mais fortes amarras e batendo uns contra os oulros alguns se despedazaram, entre elles um marselhez cUjo esqueleto anda se va na occasio em que nos all estivemos. Em um destes furaees as pecas sallaram fora dos seos reparos e o guarda do caes en- volta na sa guaritacomo o guardao do s- maphora envolto em sua cabana > como um earocol na sa concha desapareceu com eiia sem que nunca mais se soubesse onde am- bos foram parar. A cidade construida e ainfilheatro forma- do pelas altas montanhasque se acham prxi- mas e offerece para o lado do mar um dos mais agradaveis pontos de vista que um ma- rinheiro pode encontrar as suas viagens, atravez do mundo. Suas casas construi- das sobre um plano ligeiramente onduloso e inclinado cercados de sitios pintorescos ? e de verdesantes jardins, suas casas tor- namos a repetir, quasi todas de mdeira , mal construidas e pequeas tem um ar ex- travagante que estimula a curiosidade. A alguma distanga da cidade sobre a direita u- ma ribeira na qual se veem elegantes casas de campo, corrtf blandamente um rio ao meio deuma fresca e risonha paisagem. A ilha Mouaritio apesar da sua pequea exlenso possue um prodigioso numero des- tas riberas donde segundo a opinio acre- ditada no paiz ella deve perecer a agoa, co- mo a ilha de Bourbon pelo logo. A'esquer- da magnficos campos de caima de assuar se desenvolver entre asmontanhase a pra- ia. Una bella estrada conduz d'alli a tres legoas ao estabelecimentodos pamplemous- ses deliciosa morada onde os russos colo- nos dados ao interesse que inspira a leitu- ra do bello romance de Paulo e Virgina fi- zeram elevar a borda de -ima pequea ribei- ra um cenolapho destes hroes imagina- rios e todo o viajante mediante urna pe- quena somma tem odirelode ir verter al- gumas lagrimas rieste delicioso- logar com ludo pode dispensar e' s lagrimas una vez que a bolea pague o tributo venerado. Pamplemousse o nome de im fructo es- pecie do larangeira Com' gross pevide, e com- pridos gamos que se acha eommumenle nes- te logar. Na ilha de Mauricio tambtem se encontram bastantes sitios romanescos. Aqu urna bel- la cscala precipita suas toalhas de agoa por entre bancos sethpre cuberlos de vigosas plan- tas alli ulna espumosa e forte torenle res- soa correndo por entre os sombros rochedos, acola vc-se um gru[)0 de casas,- cercadas de jardins e campo-todos eobertos de negros e de Indios; mais longe obsorva-se una es- pessa floresta cujas arvores agitadas pelos ven- tos prodtzem nm sussorro semelliante ao das vagas. Nesta parte do mundo nao se an- da como em certos paizesdias intoiros sem ser distrabirio pela mais ligeira variedade ,- dir-se-hia (|ue a natureza tinha premeditada- mente han ido1 todos os elementos da monoto- na.- A todo o momerttoa'scena muda de im- proviso comoqKir encanto. E' ete um pon- to do qual parodiando, se puderia dizer da na tu reza o mesmo que dizia< Napoleao de Se- bastiani :-* Elle'nos fae marchar de surpre- sa em surpresaOra triste ora risonha , spera e suave horrivel e cheia de encantos,' el la-vos faz experimentar em um instante e tumultuosamente emoces as mais variadas. To depressa se cnconlra um medonho pre- cepicio, que sse atravessa dando um salto- jierigoso e enviando a elstica perna dos ir- mosHavel sobre urna montanha das mais diticeis de subir. AqUise vos bem o quizerdes-, pode repre- sentar-vos a vereda espinhosa que segundo O' mislico catbolico conduz celeste Jerusa-' lem logo depois um bello e largo caminho-' atravessado urna larga planicie alcatifada das mais mimosas llores e cheio de fronlosoS' bosques cujas arvores exalam o mais delicio-- so perfume ser este a estrada larga e com- moda que conduz eterna condemnaco. Urnas vezes necessario atravessar terre-- nos patanosos apartando com as mos os- juncaes solTreiid as mordeduras dos mosdui-- tos e outros insectos outras pizando a verde' relva de urna campia que lira junto a um fe-- chado bosque ; defender-se de um exercilo- de macacos muito atrevidps pelo terrvel de- desejo de lapidar os viajantes. Os mosquitos e os camacos so os maiores flagellos da co- lonia: mas estes mesmos perigosos~velhacos q' algumas horaslbe sao bastantes para despojarr completamente um pomar, arruinar um pro1- prietario, confiscara seugrado toda a colheL ta de um contorno brevemente se vero re- i. o iludidos a devorarem-se uns aos outros pois que estas mattas tfto espessas vo-se rodean- do t.Klos 03 tfias. Em sumira-, alinda que mais pequea e menos produtiva que Bauricio inna encanta- dora colonia que falta de outr riqueza te*- r sempre aquella das gloriosas* recordaces. Ningucm ignora a oUsadia dos souscorsarios-, e o terror que elles inspiravam aos navios- da* companhia quando anossa bandeira rtelles tuctuava. Igualmente se sabe qrral foi a for- midavel expedico que os inglezes mandaran para se apossarem della. Esta ilha que se poderia cbamar do-0eeario indio apesar da sua admiraVel posico'e de todas as vantagens que ella promettia foi por muito tempo despresad. Os Portuguzes e os Hollandezes a linham igualmente abando- nado e a colonia de Bourbbn era j formi- davel sem que nos ainda tivessemos- pensado em wcupa-la. Nao ha muito tempo que Bo'rbbir e Mau- ricio ero irmAes; a* mesma bandeira flnctua- va n el I as o mesmo povo as habitara, os mesmos coslumes all se pratreavo em fim, estas duas torras apresentavo-se ao viajante sob m aspecto similhante y e se urna exceda aoutra em frtilidade esta-exceda aquella na seguranza de seus portos, vantagem que nao se saberla demasiadamente apreciar'ties- tas paragens tormentosas. Mas depois q' a ilha Mauricio foi cedida aos inglezes ou mais depressa' da conquista que estes fizero, tem-se operado as maiores mudancas.- A- quelle que a con'heceu antes d'csta- funesta e- pocha quero dizer em seus das de triumpho, e de gloria sem duvida nao a reconheceria lioje, pois que o viajante qoe de Bourbon chega a Mauricio fica admirado da differen- 5a que existe entre estas duas colonias que u- ma tao pequea distancia separa. A populacho franceza que a emigracao pro- vocada pelos rigores do governo inglez dizima todos os dias, nao tem cessado depois do acto de abandono que a declarou ingleza, de pro- testar contra esta flaqueza da restaurado, ella no faz mysterio nem de sua raiva para seus senhores nem do' zello que ella desen- volvera para desapossal-os se a occasiAo de obrar se se apresen tasse. Esta nobre fran- queza tem mesmo dado lugar a graves desor- deus que a metropole tem provocado seja por maldade ou seja por ignorancia. As* sim para resistir a esta incliiiac,ao, que im- pelle aos antigos habitantes do paz a suble- var-se contra aquelles que elles chamam seus oppressores, nada tem adiado melhorafa- zer, que transformar a eidade em urna vasta cuerna ; duplicado a guarnicao, triplicado os policemens e trez irancezes nao po- dem demorar-se juntos a fallar dos seus ne- gocios commereiaes sem que as patrulhas os faco dispersar. Comtudo isso, os costumes e o espirito francez predomino ainda em Mauricio 5 ad- voga-se em francez e publica-se em jornal esta iiogua. Em summa ha poucas cidades em I-raic, onde se seja mais francez que nesUilha. lsto a um ponto tal, e oque laz a desesperado das authoridades do lugar , que se se perde um cao ou urna carteira, em todos os avisos n se nota um so que se- ja em inglez. Grabas a irritacao que fermen- ta mais Violenta que nunca no espirito dos an- tigos habitantes da colonia, que nao nos hade causar admirago quodo qualquer da souber- nlos que urna sbita revoluco expuisou os inglezes. Finalmente a Gram-Bretanha mui- to bem sabe, que aos primeiros tiros que nos dessemos na Europa a sua soberba bandeira seria prostrada por trra. O que bem claramente prov ludo quanto ha de sangue francez as veas dos habitantes de 1 orto-Liz, que nao ha paiz onde a me- moria de Naplaio seja mais reverenciada o que bem se mostrou Cm 1852 pelo acolhimen- t que all se fez a Hudson Lowe, este maldi- to carcereiro de Santa Hellena, cujo destino foi ser escarnecido e expulso de todos os lo- gares onde s'presentou. Por grande que seja o interese que os governadores tenho em os ter separados, os povos bem conhecem que lies sao irmos, o que devem dars mos. 5>e nos nao adiamos pftlavras para qualificar a odiosa poltica da aristocracia que pesa sobre 08 r?Ts UHlds o povo inglez nao tem me- nos todas as nossas simpathias. Ora elle nao ha homem mais umversalmente impopular q' Hudson Lowe, e nao talvez a Inglaterra q' menos o aborrece. pafa dsfazcr-se delle ella o enviou para Ceylao na quaiidade de go- bernador e foi nessa viagem que elle apor- tou a Porto-Luiz. Os bravos habitantes da i- lha de h ranga apenas tivero oonheCimento da sua chegada, que um grito de indignacao se elevou de todos os lados, e a povoago cor- reu em massa para a praia a obstar que elle a sujasse com seus passos. Hudson Lowe, ainda que rio esperasse ser cnduzido em triumpho sobre os hombros dos habitantes de Porto-Luiz ; comtudo estimu- lo^se-das demonstraces to manifestamente hostis e pretendeu mostrar-se mais teimbso que elles' desembarcando ; porem nao pode satisfacer a sua vontade mesmo ajudaoda forca armada. No momento em que ele ia a por o-p sobre o caes a'irritacao foi tal que te- ri&' sido irremediavelmehte morto se nb se apressasse a fazer-se ao largo. O acolhimen- toque' seIhe fez enrCeylo nao foi dos mais lisngeiros pois que forca de reclamaces do habitantes nao" tardn em ser d'alli pro- mudado. Presentemente nos nao salamos a que lugar ignorado' elle se refugioi para se subtrair a todas as vistas, mas nao duvida- mos que nao existe um canto' de trra onde elle nao seja recebido com um ser mar- cado com o sello da reprovago. To- dava nos pagaremos en> justa tributo a Em Pbrto'-Luz nao ha outros edificios no- taveis se nao una inrrensa caserna, que se assemelha' ao-convento da Trapa-, e o1 quar- tel do governador que pode ao lon'ge tomar-se por urna granja e aop por urna destas ca- poerras cbm pequeas aberturas onde se crio as galinhas. Em compensaQo, ha aqu as pract prin'elprres catres-, hospedaras ca- sas de pasto menos mal servidas. Entre es- tes ltimos estabelecimehtos existe um que sem contradicho dos rtrais acreditados, e pertenefe a um capito de marinha franceza, o qua"! sem duvida ehiulo de Vatel, e grande admirador de terchoux ha airojado de si des- denhosamene as dragonas e a espada para se armar do aven tal e da lardeaderra. Ignora- mos se elle foi ou n8o bom ollicial, mas que se n'Ao pode' negar ser elle um ptimo co- sinheiro. Esquecia-nos de diser que Porto Luiz pos- sue ainda um theatro francez pequeo mais fegnte, com urna sofrivel Cotnparhia de cmicos cotiza bem preciosa para o publico quese nao pode mostrar mais exigente. Oa- Ca'so nos Cdnduzio a totnarmos coiihecimento com o primeiro'actoV dsta companhia era Um balieiro que a deserco tinhd salvado dos eno- jos e perigos d'uma m pesca e que dispos- to a tirar melbor partido das vantagens de sua figura tinhn apparecido a proposito para substituir a falta de outro prlmeirO actor quetinha morrido Este helo rapaz temi- nos convidado para assistir primeira repre- sentagode Roberto do B-iabo, nos aceilmos: nao por ouvir cantar por iim balieiro a par- te de Nourrit e de Dupr, mas sim pelo dese- jodever como'o director sairia ta empresa expondo scena urna peca tao dificultosa. A hora marcada onosso artista improvisado nos esperava porta do thetro apenas nos vio veio ollerecer os seos servicos para nos mostrar o theatro o que nos acCeltmos. En- to depois de nos ter feito atravessar dods grandes drmasens cheios de objectos perlen-^ rentes ad mesmo fraeamefile allmiados, on- de nos ros escailavramos tanto cc-hlr itma figurada cathedral, o Urna bandeira como contra lima estatua o lmanllvem, ate que nos conduzio sobre a scena porm longo e es- trello corredor * pao da boca a inda esta- va corrido e os machinistas tratavam de correr Os bastidores pertencenti's ao prirr.eiro acto, bastantemente embaracadospelaloucu- ra do deccorator, q' tinha posto Crescente as armas dos cavlleirOs normandos. Quando o panno su!ti 11 a plateia achava-sechela. M- sicos actores deviao nesta prd fazer as maiores deligencas para excederem nos seus harmonios sons 5 a orchesla principalmente queria a todo o costo satisfazer ao rogo que o director Ihe tinha feito a este respeito, e tocava como tal frenesim que a todo o mo- mento ovio-se estalar as Cordas. Nos du- vidavamos que ate ao meio da pega tivesse es- eapado urna s se os musios possuidos provavelmente do mesmo receio, nAo tives- sem moderado, a sua mpeliiosidade. Quan- to aos actores faltava-lhe ainda Aquellejogo de scena qae he lilllo, do muito uso o seu canto, posto que lgumas vezes fosse justo e agrdavel 11 Ao tinha toda a amplitude devida , e pareca que elles estavo sempre sobre o ponto d se perderem masa pltea a aplau- da tlo freqaentemente que hvia sempre oc- casio para que o enthsiasmo rebentise no momento em que a falta de memoria dos ac- tores ia a conhecer-se. Devenios cornttrdb confessar que o nosso ex pescador de taleias fazia muito boa figura sob o trajo de cavalhei- eo e que elle desempenhou o se papel mui- to melhor do que nos esperavamos. Sobre o conceito desta representaco dire- mos que se he possiYel um famoso efleito da la assemelhar-se terrvelmente a um effeito ordinario do sof, a peca foi assaz bemdesem- penhada mas cortou-se-Uie sem escrpulo muitosdos pedamos mais importantes, o bai- lado do o. acto tambem foi supprimido sobq' se compunha de dantas indecentes Mas nao nos admiramos disto, pois que j vimos unv director d'um theatro' de provincia, que fa- zeno representar a Dama Branca, mandou por nos cartazes que para mais clareza da- pe- ca se suprimira o canto. O principio do o: acto foi um instante perturbado por um acci- dente gracioso-, que nao he o primeiro que acontece o qual nmitos dos espectadores to- mafb' por urna scena da peca!. No momento em que Roberto indeciso-, nao sabia se elle devia ascutar Ahce ou seguir seu pai, un negro, novamente admittido nos trabalhos doscenario, tomou de repente tanta compai- xo por elle, que se lan^ou sobre Bertram para o impedir de puchar pelo braco qitdle em favor doquul elle julgou1 dever entrevir. Esta scena tera talvez acabado mal, se Ro- berto iffl'tvesse atirado com um pontap pa- ra dentro dos bastidores o negro imbcil que nao devera de l ter sabido. No outro da um inglez cilava com enth- siasmo o jogoe energa do negro que diza ello, a maligna Alice tinha mandado para as- segurar-tedoseu amante. . lotera do theatro. As rodas da I parte da 8. Lote- ra correnv mpreterivelmente no dia 11 do corrente ; e o resto dos respectivos hillietes achao-se a ven- d-d nos rugares auntiiiciados. CQLLEG10 SANTA CRUZ. Findaram as Ferias nesle Estabeleci- mento. A accitago de Pensionistas e meio Pen- sionistas, ter logar em todo o decurso do anuo. Durante qirinze dias que nos esiivemos di- A. J. P. 0LLEG10 DO ESPIRITO SANTO. A Directora faz publico que no dia 10 do corrento da principio aos trabadlos do mesmo Cotlegio, Coutiniiaco da subscripQo a favor dos ha- bitantes da villa da Praia da viloria na I- Iha Terceira. Alvaro de Meneses Moreira rtnte do Porlo-Luiz, demos i bordo da nossa fragata, unf baile seguido de um pequeo fo- gode artificio. Esta fsla foi ludo aquillo que poderia ser a bordo- de ttm navio ; porem a salla eslava mal Iluminada, e se se teve o praser de all ver poucas mulheres bonitas , em troca vio-se um grande numero que esta- vo bem longe de igualar ao seu trage em gra- ca eem belleza. Finalmente, Porto Luiz segundo a nossa e- piniaona morada capaz de exaltar a iniasina- comais indolente. HapoucascidaJes collonia- es mais alegres e mais animadas3, onde ha- ja mais luxo, commoddades e excenlrici- dade de todo o genero, pois que all ainda que algum individuo faca os peores negocios possiveis nao quer pelo menos parecer qne lauca o seu dinheiro ra, tambem se en- contra um grande numero de pessoas ricas, mas sem mprego que passam toda a vida a perder apostas oUtros em divertimentos , de caea ^ pesca e lambem em executar sal- tos perigosos, e fazer outros equilibrio de forca e destreza tudo isio para que o publi- co se oceupe um pouco delles. Depois disto a sociedade muita agradavel. as mtilhercs brancas pretas. ou mulatas sao geralmenle muito maveis; diremos m3s nos as suppo- mos espirituosas. Eis-aqui urna prova sobre ours muitas que nos podamos citar. Du- rante o baile em que acabamos de fallar um dos nossos officiaes tendo dito, a algumas das damas que dancavam Vos dancaes admi- ra velmente -- E* porque temendo urna tiova critica do Vosso commandante que nos tem designado em Franca como pesslmas dan- carnas nos nos temos exercitado para fazer melhor os nossos passos. Tende a bondade de Ihe perguntar se elle acha que temos feito algum progresso? * .( N'An se poda responder com mais finura de espirit. -Por ultimo temosa dizer, que ha em Por- to Luz 30,000 habitantes, dos quaes una terca parte sao broncos, as rUas sao largas dircitiis e assidas, e as lojas bellas onde se vende todos os productos de industria da Europa e da Asia. Como em todas as cidades inglezas pouco importantes onde por conse* quencia o Cuidado da vida se colloca na pri- meira linha e domina todos os outros ,'adia- se aqu em abundancia de que satisfazer o a- peliteomais delicado. As ilhas de Rodrigo e de Madagacar fornecem tartarugas, Bour- bon Ihe enva laranjas, caf e nev; a India aves e pescara ; o Cabo vinho e carne ; Mau- ricio tambem produz fruclos o caga, os navios da companhia quando por all passam Ihe for- necem ocha necessario ao seu consumo, mas o preco exorbitante de todos estes objectos laz eoqi que muitas vezes os commandantes dos navios se llmitam smente a fazerem aguada, e bem contra a sua vonlade que elles se de- moram quando os seus navios predsam lgu- mas reparages. Os estaleiros do porto esto Antonio Percha de Fai ia Jos Luiz Pereira Antonio Kerreira da Costa Braga Antonio FranciscoUsboa Jos Fernandes Basto. SebastiaoJose Gomes Pvnna Victorino Jos de Souza Travasso Joao Antonio Maciel Manoel Joaqnim Ferreira Jnior J0A0 Manoel Pereira de Abren Manuel Jos Pacheco de Mello. Manoel Nunes Pires Jos de Almekla Cosa Astonio Domingues Pinto Jos Thomaz de Camjios Quaresma I in annimo Um dito Una dito I 111 dito Um dito Um dito Um dito. 5# S# 5* S* 5* Si 81 8* S> 8# 8* 8* S< 8i 8j- 5 8* AVIZOS DIVERSOS. UT A Direcco da Sociedade Amizade nos Une, convida aos Srs. Socios, a reunirem- se ainanh 9 do conente pelas o horas da tarde na j sabida caza da ra da praia a fim de secontinuarem os trabalhos, que em Assemblea gerat de |2 do mez lindo foro encelados. t5F- Ouem tiver, e quiser vender diaria- mente as 6 horas da manija meia garrafa, ou mesmo contra-melade de leite de cabra annuncie. i_S" Abre-se 110 dia 10 do corrente urna aula de Grammatica Latina e outra de Geo- graphia ; a matricula est desde o dia 5 abor- ta : os pretendentes dirijAo-se a ra de Hortas D. 5t a qualquer hora. ssr Um mosso portuguez deseja ir a Costa d'A frica e olferece-se a ir com negocio de qualquer pessoa gahando o que for justo, e d fiador a sua conducta. tir- Qoeh precizar de um caixeiro portu- guez de 12 a 14 anuos de idade para venda , o qual tem pratica e d fiador a sua conduc- ta 5 diriju-se a ra dos QuarteisD. 9. t7- wm precisar de b00.>0 rs. a juros de 2, por cenlo ao mez dando penhores de ouro ou piala : annuncie para ser pro- curado. tir Quem precizar tomar cen mil reis a dois por cei.to ao mez dando para se- guranca pinhores de ouro ou praia ; proce- ro n.^sta Typographia, que se dir quein> tem. ts?" 0cm precisar de uiiTTTrrmr^de leite , dirija-se a ra da Florintina: hindo belo pa-. lio do Paraizo no lado dirsito, caza N. 2. E7- No dia 29 do p. p. desapareceo urna preta velha de nome Domingas, nacaocas- sange cslatura regular nariz chalo olhos aprovisionados, se por desgraga as reparoces pequeos, seca do corpo, nao tem dentes sao consideraveis, porem muitas vezes o cor.- na frente tem a perna direita enxada os cerlo custa mais que o valor do navio e a sua I dedos do* pez tortos para dentro parece for- canegagAo. [ipiilha., e cor fulla, levou camira d'algodo- lal craaanligailha de Fi-anca quando zmlio com lavarinlo as hombreiras, vestido nos a temos visto^,, A populago era ainda alegre affavel e polida mas j havia poueo commercio, algum luxo e muita miseria, ea maior parte dos collonos :;o podiam soffrer que se Ihes desse nome de inglezes. (Do Nacional de Lisboa.) de chita branca uzado, e pao da costa j ve- Iho: tem-se visto no manguinh.), junto ao sitio de D. Mariana, Senhora viuvado falles- Vido Arouca : rga-se a quem a pegar leve-a a na Direita defionte do beco da Penha, paderia de Ponciany Lourencu da Silva. A X3> O Thesoureiro da SOCIEDADE Jf T- LENSE faz scientc aos Srs. Socios, que hoje 8 do correnle ha espectculo e deven man- dar receber os bilhetes depois do meio dia. SS=- Queni quiser dar oOjOOO a premio de dous por cento ao mez sobre pinhorcs de ouro ou prata annuncie. XJ' Aluga-se urna canoa aberta que car- reja [800 lijlos : atraz dos Martirios casa de 5 rotulas verdes. S2F' Altiga-se una morada de casa terrea au p do Sr. Silvestre com quintal grande e cacimba : a tratar na mesma. X&- Manoel Adriano de Albuquerque com aula de primeira letras na ra do Jardim, ca- sa do inesmo nome avisa aos pas de seus alumnos e a quem interessar que a sua aula ter exercicio no dia lo do corren te e 11a mesma casa ha quem ensine latim e geo- grafa como he sabido. C7" Perdeo-se do pogo da panella at a pas- Sdgem da Magdalena um pedago de urna cor- rente de relohio com sinete ludo de ouro; quem acbou por favor queira levar a quarta casa da ra du quiabo no Monteiro ou na ioja de Mr. Regor na ra nova que ser re- compensado. 5-3~ O Brigue Austraco Uladislavo Capi- to Dabecevich arribado a este porto com agoa aberta na sua sabida para o Lameira para acabar o sau carregamento de assucar , que levava para Trieste precisa de dinheiro a risco sobre o casco e carga para fazer os con- Crtos necessarios para sua viagem quem quiser fazer este negocio poder enlender-se com o Capito em casa de Me. Calmont & Companbia na ra da cadeia n. 03. ts?~ Precisa-se alugar urna escrava para um pequeo ervigo de urna casa : ao p da Igreja do Paraso D. 51 se dir. t=y Precisa-se alugar um sitio perto desla praga na estrada do manguinho ou Belem , que tenba casa para familia, arvoredos de fructo e leras para plantar hortalice 5 quem tiver annuncie. C^- Aluga-se urna casa de 2 andares e ar- mazem na ra de Jos da Costa no forte do mallos onde morou o Sr. Joaquim Pereira Penna ; quem a pretender dirija-se a ra do Livramento casa D. 5 no segundo andar ou noRecife na ruada Cruz armazem de assucar da casa n. 12. cr O Dr. Cazimiro Jos de Moraes Sar- ment abre o seu escriptorio de advogado na ra do Queimado D. lo segundo andar la- do do nascente 5 as pessoas que do seu pres- timo se quiserem servir podem procural-o to- dos os di as das 9 horas em diante. CF" A pessoa que lent una carta vinda da Babia para Jos Joaquim Cavalcanti de Al- buquerque queira declarar a sua morada, ou lugar onde se ha de procurar. C7* Aluga-se a loja do sobrado dos 4 can- tos da boa vista e a casa terrea immediata : no forte do mottos prenca de Carneiro Mon- teiro. C? Do atterro do aflbgado defronte do si- tio do Muiz desapareceo um menino pardo trigueiro de idade de 9 annos vestido de camisa de madapolo, com chapeo de palha ordinaria de nome Jos ; quem o encon- trar far o favor de levar a casa de Mariana Vieira no mesmo atterro em unas casas do Sr. Muniz ou annuncie por esta folha ad- ver-se que se usar de todo o rigor das leis contra quem o tiver oculto pois o dito me- nino he forro. cr No dia o do corrente perdeo-se um embruibo contendo 09j000 em notas, desde o atterro da boa vista at a ra estreita do Bo- yuno , quem as tiver achado e queira restituir dirija-se a ra de S. Jos D. 8 que ser recom- pensado. S3" Alugo-se dous cavallos de estribara : na ra do Colegio loja de livros D. 7. i~/- Da venda da ra do Cotovelo D. 29 athe a Igreja da S. Cruz em a madrugada do dia Domingo 2 dp corrente perdeo-se um par de brincos de*pedras, com urna estreli- nha das mesmas pedras por dentro do circulo; quem achou leve a mesma venda que ser gratificado. G^" Arrendo-se as olariasde S. Annacom narro dentro casa de virenda e todos os mais arranjos necessarios : na ra nova loja de ferragens D. 15. S27" lima Senhora de bons costumes se prope a tomar criancas com ama parase cria- rem com leite empedidas e desempedidas , e tambem se recebem as que estiverem ja des-' mamadas para se acabarem de criar com todo o mimo e amor : na ra direita no segundo andar D. 25. ' tzr Quem annunciou querer comprar um ipethodo para flauta ,* dirija-sc a ra da sen- yala velha loja de barbeiro. c^ Precisa-se Oe urna, ama de leite, e vende-se 5o barricas vazias n. 5. na ra da Guia AVISOS MARTIMOS. Para a Baha segu viagem com toda bre- vidade o Patacho Miverva ; quem quiser car- regar ou ir de passagem dirija-se ao escripto- rio de Jos Bamos de Oliveira na ra da Cruz n. 6 ou a bordo a tratar com o Capito Francisco Fortunato Pereira da Silva. Para Ilha de S. Miguel segu viagem com muita brevidade o Brigue Triumpho Ameri- cano Capito Alexandre Jos Alves ; quem quiser carregar ou ir de passagem dirija-se ao dito Capito ou a Jos Antonio Gomes Jnior, na ra da Cruz D. 12. ' Para Paranaga' com escala por Santos , nostes 5 das o bem conhecido Brigue Bra- sileiro Jpiter ainda recebe alguma carga de capa e tem excellcntes commodos para pas- sageiros ; a fallar 110 escritorio de Manoel < lves Guerra na ra de Vigario n. 7 ou com Jos Xavier Vianna na praga. Para o MaranhaO sahe imprctenvelmente at o dia 2o do corrente o superior e bem co- nhecido Brigue Tentago forrado e pregado de cobre tem bons commodos para passagei- ros e escravos a frete tem o seu carrega- mento prompto podendo s receber alguma carga miuda-, os pretendentes dirijo-se a ra da moeda n. 141. Para o MaranhaO saldr em poucos dias o Patacho Brasileiro Mana Luiza, forrado e pregado de cobre tendo a bordo mais da ter- ca parte da carga ; para carga e passageiros trata-se com o seu proprietario Antonio Joa- quim de Souza Bibeiro ou com F. M. Ro- drigues & Irmos. Para Lisboa a Brigue Portuguez Concei- go Flor de Lisboa forrado de cobre e de superior marcha saldr com muita- brevi- dade por lera maior parte de seu carrega- mento prompto , quem quiser carregar ou ir de passagem para o que offerece os melhores commodos e trata ment dirija-se a Mendes & Olivejra na ra do Vigario D. lo ou ao Capito do dito Vicente Anastacio Rodrigues. L E I L O E N S . cy Quarta feira 12 do corrente de urna porco de batatas, e serveja na porta do armazem do Braguez pelas lo horas da ma- nila. cy Que faz Antonio Luiz Gomes por conta de quem pretencer, segunda feira lo do cor- rente no largo da alfandega de 11 pipas com vinagre no estado em que se acharem. COMPRAS. cy Um ponteiro de ouro sem fetio : nes- ta typogralia. i j- Um methodo de flauta j usado : quem tiver annuncie. j- 5000 lijlos de tapa ment : na ra da Aurora n. 9. ey Urna cadeira de bracos ja uzada ; quem tiver annuncie. VENDAS. SU- Folhinhas de porta ditas de algibei- ra com variedades ditas de dita com alma- nak mui correcto, dita Ecclesiastica ou de Padre ; todas por prego mais commodo que em outra qualquer parte impressas em bom papel e lindo typo : na praca da Indepen- dencia loja de livros n. 57 e 58 na ra do Cabug loja do Sr. Bandeira na venda da quina defronte da Igreja da Madre de Dos , na ra da cadeia loja de ferragens do Sr. Mo- raes , e que ja foi do Sr. Quaresma defronte da Matriz da boa vista na botica do Snr. Mo- reira e em Olinda na ra do Amparo boti- ca do Sr. Bapozo. cr Por preciso urna escrava que cozi- nha o diario de urna casa he rendeira e qui- tandeira : em fora de portas casa terrea junto ao sobrado de urna andar do lado do nascente passando o primeiro beco. su- Um escravo do gentio de angola de idade de 16 a 18 annos, sem achaques de qualidade algum ainda bucal com quatro mezes de trra quem o pretender : dirija- se a ra do Livramento loja de couros D. 5. que se dir o motivo por que se vende. su- Urna grande caza a sobradada feila a moderna, na ra d'Alegria e huma Canoa aberta nova que conduz "00 tijollos de alve- naria : a fallar com M. Joze Lopes. su* Um terreno nos affogados na ra do quiabo com 16 palmos de frente e 2oo de fundo com casa de taipa e tem cacimba : a tratar na ra do Queimado D. 11. tsr 48 travs de boa qualidade todas ou a retalho : na ra da cadeia velha n. o a fal- lar com Joo Antonio Soares de* Abren. tsr As obras seguiutes. Geometra por Lacrois historia do Brasil por Constancio , o universo pitoresco a historia da Grecia e Pope em inglez : na ra do Jardim casa do mesmo nome ou no pateo do Terco loja de fazendas D. 8. su" 1 4 ou 15 arrobas de cobre velho, e urna porgo de chumbo dito : em fora de por- tas venda D. 16. SU-Um sobrado na ra Direita com os fun- dos para a penha com chaos proprios, livre-e desembarassado ou troca-se por um sitio , que seja em chaos proprios : a tratar na ra do Nogucira D. 19. ^ CJ" Urna prcta boa lavadeira de varrella , propria para o servico de campo a dinheiro ou a praso urna molata de idade de 2o an- uos engomma lava e cozinha o o diario de urna casa, e um cabrinha de idade d 5 an- nos : na ruada moeda n. 141. SU" Por preco commodo a dinheiro ou a praso salsa parrilha guaran Pechun , burracha do Para, e essencia de aniz: na ra da moeda n. 141. cr Urna escrava de bonita figura cozinha e assa de forno faz dosses de varias qualidades engoma e lava bem de varela: na ra Direi- ta D. 20 lado do Livramento. cr Superiores bixas chegadas ltimamen- te do porto por prego mais barato em que ou- tra qualquer parte na ra do Cabug loja de miudezasde Francisco Gracia Chaves defronte da Matriz. su- Sement de nabo salga xicorria , coentro e mustarda todas muito novas e chegadas ltimamente de Lisboa : no atterro da boa vista venda por baixo do sobrado do Sr. Francisco Jos da Costa D 56. SU" Bolaxa a 2000 a arroba : no aterro da boa vista D. 50 padaria de Francisco Gon- salves Reg. cr 5 canoas de amarclo proprias para abrir de 2o a 5o e tantos palmos de com- prido cada urna : na ra do Livramento loja 0.4. ET 6 cadeiras de Jacaranda com assento de palbinha por prego commodo : na ra das Flores D. 8. tsr Farinha de mandioca recen temen te chegada de S. Catharina em sacas, por pre- co commodo : no beco do capim armazem de Jos Rodrigues Pereira & Companhia. SU" P01 preco commodo um compendio de geografa pelo Abbade Gaultier e um jogo de damas contendo gamo : na ra do Ale- crim D. 4. SU" Mergulhos de parreira e duas pedras de moer milho um realejo com boas vozes , e urna canoinha de carreira por prego com- modo : na ra atraz dos Martirios casa de 5 portas verdes. SU" Barricas e sacas com farelo barricas com fumo para charutos meias barricas com farinha de trigo caixas com velas de sper- macete salitre refinado lengos pretos de seda da india gangas ama irlas toalhas ada- mascadas pentes travessas para marrafas , algodo grosso para sacos cha preto de su- perior qualidade, tudo por prego commodo: em casa de Malheus Austin & Companhia na ra do trapiche novo n. 12. cy Um cavallo castanho muito grande no- vo e sem laxa proprio para carro em boas carnes por prego commodo : na ra nova loja D. 9. tu- Um cvalo muito bom carregador e es- quipador de cor rugo por prego commodo: na ra da Guia estribara do Kramer. t>r Amenduas confeitadas e eonfeitos de diversas qualidades, proprio para o lempo de Quaresma : na loja do Bourgard na ra da cadeia. SU" Urna escrava de idade de 14 annos: na ra do Bangel D. 7. "^ C7" Panno de linho chapeos de sol de cabo de osso meias curtas de linho lengo de seda, pannos de linho aberto para toalhas e lenges rozetas de ouro tudo do Porto , e barato ; urna escrava boa cozinheira, en- gommadeira e boceteira : na ra do Fa- gundes D. 4 sobrado de um andar. SU" Urna negra do gentio de angola de idade de 4o annos ptima para o servigo de campo : na ra do Queimado no terceiro an- dar do sobrado que bota para o pateo do co- legio D. 19. SU" Ou aluga-se urna canoa que carrega mil tijolos de al venara: na ra da Aurora n.9 SU" Para fora da provincia um negro de ida^e de 5o annos bonita figura : a tratar no quartel do corpo de polica com o Major do mesmo corpo das 9 horas da manh as du- as da tarde e desta hora at as 6 em sua ca- sa na ra do Fagundes. SU" Caf moido e calda de tamarindo : na ra doazeite de peixe na padaria de Mano- el Ignacio da Silva Teixeira. cy* No de4 osito de caf moido de 8 li- bras para cima a razio de 8,)i000 a arroba- no largo da S. Cruz na padaria de urna s por: ta virada ao poente 5 e na mesma continua a fabncar-se bom pao e toda qualidade de tor- rados para o que tem as melhores farinhas S27" Potassa da Russia da primeira quali- dade em barris pequeos e grandes por prego commodo, a dinheiro ou a praso com boas firmas : em casa de Joao Rufino da Sil- va Ramos na boa vista ra do hospicio ca- sa de sobrado defronle do Coronel Brito Inglez. v^?" Urna vacca propria para assougue : na venda defronte do Remedio. S^- Una escrava que sabe lavar engo- mar, e cozinhar faz doces, e refina assu- car; ao comprador se dir o motivo : na ra dos Martirios D. 6 lado da Igreja. C^" Cadeiras americanas com assento de palhinha e de pao camas de vento de amarelo muito bem feilas a 4<*o00 ditas de pinho e pinho da Suecia com 5 polegadas de grossura e dito serrado tudo mais em conta do que em outra qualquer parte: na ra da Floren ti na casa de J. Bcranger. ESCRAVOS FGIDOS. se^- No dia 17 do mez p. p. fugio do sitio de Joze Bernardino Lial em Parnamerim hum escravo ainda bugal por nome Joaquim le- vou carniza e caiga de algodo, olhos grandes, e bigode bastante cressdo he muito gordo , e grosso do corpo h noticia que anda por agoa fria ou par a Estrada do Arraial ; cos- tuma trazer hum saquinho acinta com casfca- nhas d c caj as quaes costuma assar a noiteN quem o pegar leve-o a ra da Cadeia do Re- cifle N. 5. a Joo Antonio Soares d'Abreu. S3?* Desapareceo no dia 27 do passado um preto creoulo de nome Manoel. estatura regu- lar nariz chato olhos pequeos ps gran- des e um delles est bastante inehado e fo- veiro o corpo todo marcado de bechigas que teve a pouco tempo representa ter 2o a 24 annos de idade levou caigas de riscado azul toda rota e camisa de algodo grosso ; quem o pegar leve a ruada moeda n. 151 que ser gratificado. siy No dia 5o de Novembro do anno pas sado, fugio do engenho Moribequinha fre- guesia da Moribeca um negro de nome Jo- s de narn caQange altura regular, secco do corpo rosto redondo olhos grandes , boca pequea beigos grossos com bugo de barba lera de idade 2o a 22 annos, levou camisa e ceroulas de algodozinho ; quem o pegar leve ao dito engenho ou na ra de S. Thereza D. 54 casa de Joaquim Jos Barboza Lobato, que gratificar. C7" No dia 4 do p. p. fugio urna escrava de nome Joanna, de naco costa de idade de 5o annos um tan lo barriguda tem um si- gna! na tesla ja tornando para um olhe-, quem a pegar leve a mu direita loja de couros D. 2o que ser gratificado. C7" No dia 2 de Janeiro p. p. desapareceo da casa dos Srs. Bull & Chavanes, no trapi- xe novo D. 15, um preto de nome Jos de na- go congo de idade 5o annos barbado e bastante feio o preto foi encontrado varias vezesno bairrode S. Antonio, e como at hbje nunca fugio e pelo contrario deixou em casa roupa e dinheiro por isso supoe-se que anda vadiandopelas ras tendo o vicio de embriagar-se bastante quem o pegar leve a dita casa que ser gratificado. 52?" No dia primeiro do corrente desapare- ceo urna negra de nome Maria, de nago re- bolo de idade de 2o annos, levou vestido branco com pintas rouxas e panno da costa azul e branco novo, a qual he de estatura baixa os ps apalheitados, e tem em um dos ditos no concavo um signal de um Iobi- nho 5 quem a pegar leve a praga da Indepen- dencia loja de barbeiro D. 2o que ser gratifi- cado. M0V1MENT0 DO PORTO. UAVIOS ENTRADOS NO DIA 6. Terra Nova 59 dras Escuna Ingleza Con- cord de 126 tonel. Cap. Thomaz Martin , equip. 7 carga bacalhu : a Me. Calmont & Companhia. Rio de Janeiro: 15 dias, Barca Dinamar- queza Waldemar de 595 tonel. Cap. Mi- chaelC. Schmid equip. 15 carga lastro: aOrdem. SAHIDOS NO DIA 7 Portos do Norte Vapor Brasileiro Paranhen- se Commandante Joo Fredenco Ber- rizo. RECIFE NA TYP. DE M. F. D F. 1842~. itmt CORRESPONDENCIA. *v&3-> Srirs. Redactores. A corresoondencia os ra em seu Diario de 26 de Abril assignada pelo inimigo dos prt-varicado- ie segunda vez me impeWe a refutar os-tre.s lauca- dos documentos e sa'abordias co 11 qu? ciprixoza- menle se pretende desacreditar-me: na vtrdade, esse individuo nao tSo inimigo da prev.rcacSo co- rno de minha pes*a todo ufano e hidrpico com sua produelo veio realizr a seutenga de Espo Qi, magna quum minaris, extricas nihi. Antes, |)oi doaffectar de antemural da venalidade g.nriou-se o ignominioso noine e calumniador; cnnp ceito e nem me quadra a dedicatoria, que me faz dos versinhos de Voltare. Vous regissezsi bien leur petite finance (ue le pauvres bientt seront dans l'opnlenrf. Por que eu nao sou a maneira de algn* vis in- sectos que escond do< noembrio, s vem a serem conbecidos quando huma estaco benfica, ecriedora dos da su;, especie sbitamente es desenvolver to bem nao me he aplicavel o les pauvres por que, he bem sabido em Pernarobuco que en quando nasci, j conhec mes paes como proprietarioa e possuindo os bns da fortuna : quando cheguci a ida - de de se me dar educac tiverao elles a soliritude de mandarme para Frar.ci onde estive era bum col- legio peloespaco de tre annos : voltandoa minha Patria, e leiicionando tomar huma espoza, nenhum obstculo live para entrabear me em huma familia cheia de concidefacoes erespeitos: que esorcan- do-roe para nao rae deslizar um momento da senda da probidade eu tenho sido encarregado era mi- nha mesraa Pairia de algumas comisses e de algu- ma monta das quaes dando sempre fiel cumplimen- to eu lenho tido o prazsr de receber encomios ; e se o que tica o furor ao meo virulento inimigo, sao os exiguos ben; que hojepossuo saiba que elles nfo forlo comprados com o rendimento desse lugar , que infelismeutoexerco que antes de para elle entrar j os possuia os quaes forlo adquiridos por titulo de dote, doacoes, e heranca, Bem sei, que a modestia nfocousente e nem tolera, que eu seja o panegirista de mim mesmo , porera se disto me aproveito, nio he como bum elogio, mas, como huma defeza que opponho aos sarcasmos, e pequices desse meo detractor, cuja dia>- tnlje me forrara ao trabalho de responder, se a ca- zo elle se descortinasse e fize-se-se patente entre- tanto como a iso se nSo rezolve eu para completo triunfo dedico-lhe o versculo que o Poeta poi tu- guezap'cou ao zoilo to bem oceulto, que sempre costuinava morder BUM compozices dizendo-lhe Na fente poem teu nome, estou vingado. D novo inda tentou o autor da correspondencia mostrar, quee-i KCebtfl Poetara, que com documen- to ja mostrei nao ter reccb'dn; e rara prova prevale- ce-e de htim attedado, asignado por alguns emp:e. ga los da R.cibedoria dos Rendas internas, os quaes asseverSo terem visto a Portara por queiri asigna- da quaes os modelos, que acompanhavo a pes- soa por quera me foi entregue e finalmente que virio eu voltar a Reparlico para pedir esclaie- cimentos!! ! Com documento passado pelo Secretario da Ca- niara j mostrei, que nao exista registrada seme- Ihante Portarij prova cabal de que ella me nao foi remetida; por que se o fosse, entSo deveria constar do respectivo livro como he praxe em todas as Esta- c5es publicas : ora se este documento nao he pode- roso para auxiliar o que cu digo menos ser o at- teslado com que se quer provar o contraro 5 e a- inda que nenbuma intencu techo de ofiVnder o melindre destes empregados que assignaroo at- teitad > aos quaes muo respeilo ; com ludo seja- me lito admirar a extraardinara remeniscencia do minociozidadrs que s se pdenlo recomendar a memoria se a gum da desta officio/idade. A Portara continlia ( segundo se diz ) hum de- termin ic. > da Cmara paia mim nao en col va, por isso curioidade e nem materia to interesan- te, que merecesse darse era espelaculo : mas ella foi mostrada a cada hura dos empregados logo bem fcil he de concluir-se que d'antemo se preparou este extra tagema : restando meainda ponderar es- te respeito, que os atlestados nao merecem muia credibilidade ; ( salvo sempre a probidade das pes- soas que os firma > ) por que nao Sao certidSes juia- das, as quaes sempre se referera fon tes certas don- de se extraer. Desculpera-me as reflexSes, que f.i- 90; por que ningucra aecuzj trato s de mi 11 ha defeza. Na garabulha que se produzie contra mvm , para se mostrar, que era inexacto era cumprir nieos deveres avanco-a-se que eu penas aprezentei y por duas tenes os bataneles mensars da rece la e despeza exigidos pelo Regnlamento inle no e que coni elles nao se haia conformado a Comrssiode Po- lica por nao estarem com a necssaria clareza. Exigindo oRegulamento, que eu tod sos mezes pres- te hum bsllancete resumido, isto fiz dando o que-e co he do documenlo n. l5: porem fallando-lhe nao sei que commento loi elle regeitado pelo do- pacho marginal, que no mesmo se v ; entretanto apezar de eu conhecer bem que isto uenhumi fot- ca lnhn ; por que inexpeiientemente leslavaiu. bricado por hum Vereadur que fazia parte da res- pectiva Comsalo quando deveria ser assignado por todos que a compoem por ser delibeaco de hum corpo colectivo : toda via dis^e (pie outro dara em forma logo, que se me desse modello; mas ea* modellos prornettidts j com ctriido mostrei, que l he boje anda nao se dignou a Cmara da-los logo O documento n. 2 a toda luz mostra nao ser multo verdico ter eu deixado de dar as iellac5e , que exige o Regularaento perlencentes ao mezes de Janeiro e Fevereiro, as quaes se escrupoloza- mente fossem procuradas, ds necessidade achar-se- lno no archivo corno afirma o mesmo dociin ento. Quanto as de mais rellaces por mirn apre/.en- tadas que se diz' que nao salisfazm o que del r- mina o ^ 2. 3 do Ait. 9. 9 do dito Regulamento , nslo to bem lia notavel, e pueril engao. Diz 2. Entregar ao Secretaiio todos os mezes huma 1 e'laco nominal de todoi os multados, cujas multas se realizarlo, e oulra daquele, que foro absolvidos pelo Juizo do Grime fazendo em ambas a devida i lassificaco dos Bairrosem quetive- ro lugar os re.peclivos te: mos de adiada observan- do na imsna reltacio os motivos 011 cauzas que produz'uj a abso'.vico dos multados A certidio n. 3. passada pelo proprio Secre- tario d3 Cmara prova que em tmlo cumpri o dis- po--to no supracitado ^: e a respetio da obs=rvaco dos motivos que o'e.izionaio a obsolvicio do-> in- fractores, parece-me to bemsati.-faze-lo, contentan Na verdade se o que serve de norte au lulga- dor para condemnsr, ou absolver he o allegado, e provado, combinad j com a le: avista disto, que 1 tlUxo fai o que t humjulgado, se nao, qne elle he a resultado das defezas prudusidas ? Entre- tanto se utas foio as concideraces, que induz- loaoJuiz, as quaes sahndo fura da minha esfera, nao as pude atlingir, enlo com toda a ingenuidade coufesso que claudiquei e para nao errar ou para advinhar pensainenlos pteo que to bem se me d modelos!'.! Igualmente son aecuzado de nao ter escrpturado a receita perUncenle a 10 releva observar, que ja mais se deveria exigir de mira tal escripluiaco, ou ao menos, se me argir desla falta: por que se houve omissSo ella toda parte de quem me incumbi que nao .' nao me or- denou, que formalizasse a escup maco, comoathe nao se me pie.-tou os livrospara 8i; e se eu aprezen- lar ( como pretendo ) a e.-criptui*co em devida for- ma he por que espontneamente, e j hum pou- co prevenido, dei a pes a quem encarreguci a affe- rco hum lirro para fazer iodos os lancamentos o que bevese effetuar, como ludo se evidencia do documento sub o n. c 4. J que disto to bem se Iratou, cabe em Unco de- morar-me anda hum pouco sobre este ubjecto, para (|ue o pbltO coi dato conheca quo ca!umni lezullando dahi groceiras contradic5es. Concluido o lempo por que administra a affer- co partocipei a Cmara queestava find), e que dito me nfo encanogava mais nao s para me sub- trahir ao trabalho como principalmente para arre- dar de mm imputacSes, e suspeilas: mas, a C- mara informada de nao liaver licitante, a despeito mesmo de minha 1 eluct-ncia, coago-me a continuar na mesma administraco da qual firme em meos principios, desonerti-me fazendo que nella en- trase o Sur. J o I bro de Barros : verdade esta, que com clareza, e niais minuriozamente uemaostro os documentes numero 5,6 Ora tendo a Camaia provas exhuberanles da mi- nha infidcliJade comodisse, sanando p?la historia ter sido Venes o delapidador d Sicilia e por factos ser eu o da Cmara : como consentir e al he ol ri- gar a ficar em hum dos ramos de su a admnstracio hum empreg. He huma completa fiivoldade, querer-seatii- buir a mim a enfuzo eembaraco de nao se poder saber qual a divida activa, e passiva da Cmara: isto he hum galanteio, que cabalmente lica 1 editado , mostrando-se a d.feremja que Ka entre o emprega- do incumbido da arrecadacio, e aquelle quem com- pele a escripturacio. As certides sob es numer09 7, 8, g, e o que he mais de admirar extrahidas do archivo da mesma Cmara servem para vergonhozament desmentir es- sa aluvio de termos de achsda de mullas, que com re tides aerias se mo9lrou que eu as tinhas recebi- bido, mas, nao recollido* seo producto: nio es- tando neste numero incluido os Srs. Manoel Antonio deJezus, e Jofio Manoel Rodrigues Valenca, cujas murtas to bem despejadamente se disse, que eu com ellas me tinha ficado ; por que estas alhe no foro pagas, como o alteslo os documentos 10 II, 12. Hum eaclareciraento convera, que eu d a fita de nodeixarcampoao meo sequiozo, e inexoravel aecu- zador e he que sendo hum dos termos de achada contra o Snr. Francisco Joie Pereira Braga, entre- tanto a certido n. 9 s faz menio de Fiancuco Juze Pereira : mas comistindo a diferenc* s a respeto- do cognome e combinando j sobre a quantia ja sobre o tempo da impozico, e ja finalmente em to- da* as de mais circunstancias ; he obrio, ser o mes- r^ mo individuo, e que nao liouve se nlo hum puro en- gao o qual pode provir ou da parle do Fiscal quando faz o lermo de achada ou do machiavelis- mod s contraventores em darem nomessuposto> pa- ra assira prvenirem as reincidencias, ou em fim por outras militas circunstancias que podem occorrer , as quaes tem dado maltas vetes logara ser chamado a Juizo hum individuo, e vir a pagar hura leiceiro : o que mes explcitamente prt/va o documento n. id. T.ca ao pice da jocozidade, e nao *ei se do des- pejo as-everar-se que, rerorrendo-'e ao livro vtfde se registrio as contas dadas por mira desde o anno de i83 the 1841 nao se acho lineada as taes mulla; entretanto, que ag ra cora assupramen- citadas cerlid5js nmeros 8 9 exlrabidas dostaes- m s el sticos livros das mesmas contas, refe rindo- ei mesmas quauti.'S dactis, indevidio* mostr 0 contrario !! Suva duvida he huma das maravilhas, porem descuberta agoia. Seja-iue dado ainda diier que parece -me ru- deza e desmesurado arrojo cotilestar-se apelidando como inexactas humas cuntas aprovadas pelo re.-- peilavel Corpo Legislativo Provincial como o nios- tna o documento n. i4- Oizar-se a tanto, he cla- ramente dizer ou a Assembla errou, ou ditsimulou! Enlonenbuma injuria >e faz ao seu autor aplicir se- Ihe, oque disse o Orador Romano quande falla va contra os dissolntos a sillines de Calilma Quera ad finem seseeiTeuata jactattit 'audaci? Tendo eu sido prolixo, e n zolvo-roe a dar fim pedindo tio bem attenciosobre os documentos nmeros i5 16, os quaes patenteio por quera f< emprestado o tslanda te da Cmra , e qual a pessa que o pedia: entretanto, que, que- rendo-se menoscabar certos empregados, a tiles com toda a publicidade e athe lazendo-se hum objeclo de contemplado imputou-se o extravio: coman notavel he qce nao licou s em palavras con to- da inexibelidade obrou-se; por qae sabendo-se era 19 de Abril de 1841 ( como denuncia a dacla do offi- co ) qual o fim do estandarte no dia 20 do mesrao mez ordenou-se que inquisit riaraente fosse res- ponsabelieado por elle o Porteo pedindo-se lhe por hum Libello 600U000 importancia do seo valor ; quondo elle hbilmente feito pelo Snr. Sera fim em 18 cuslou 4-Uooo ? Com efeito alii nao ha ex- cesso ; por que se sitno a este preco he para com- pensar os juros da demora unidos aos dias de ser- vico. O mais rmivel sobre este negocio he a admiracao, que cauzou perder-se o estandarte, derahir-se da ac- cao, e pagar-ie as costas!!! Ora como nao havia de perder-fe huma demanda to forte firmada era ba- zes tio fracas ? Nisto houve toda a coherencia por que athe as custss que se pagar lorio da natu- rtzadas bazes se ellas fossem fortes como a deman- da ; entio seriioem dobio que be o que determi- na o Direilo para os que com malicia vio a Juizo . A vista destes todos factos autnticamente pro- davos de ve uecessariamente restar ao rae? mpla- cavel adversario, ou a dor de arrepender-se, ou a contumacia de perseverar5 mas, qualquer quesc- ja o seu designio proleslo-lhe que, me dei a esta larefa nio para responder as suas calumnilas sandi- ces, mas para justificar perante o publico roinba con- ducta to acintemenle ultrajada: e como aquelli, que huma vez falta a verdade sempre se presume, que falta : por isso tambera assevero aos Snrs. Redacto- re* que jamis os lornarei a incomodar; porque tendo outras muilas o-tizas em que rae oceupar e f*dltando-me o genio de regateira, nao rae darei ao trabalho de responder o que nao he digno de respos- ta salvo se inve:lvareui-se novas calumnias que a miaba honia exija que eu as suffoque para o queestou prevenido. Oincomodo. por agora Ihesdou, unido aos favores cora que V, V. rae tem-obsequia- do sio su llicientes motivos, que rae doo prazei de assiunar me De V. V. Amigo affectuezo emuilo grato Prxedes da Fonceca Coutinho. - DOCUMENTO N. 1. Demonsiracao da Despesa paga no mez de Vo- vembro do corrate anno de i84<- Ptlt que se orcou com os Empregados da Cata. . Despezafeilacomosmesmos. Cra E'eices, concertos de Predios, e Eventuaes. . Tem-?e despendido. . Com o Expediente da C- mara. ... Tem-se despendido. Cmn o Tribunal do Jurados Tem-.e despendido. . Com custas, era que decabe o Promotor..... Tem-se despendido. . Cora lime esa de ras. i Tem-se despendido. . Com as Custas porinfraces de Posturas..... Tem-se despendido. . Gpm a Decima das casss do Patrimonio..... Ttm.se despendido, \. , Diferencia. 5:a4^Uooo U 1 :oooUooo l8U4>.-0 i5oUooo U iqoUooo yu 450U00O I70U000 iSjUooo 9U280 I40UOOO u 546U970 981UOJO 7938r. 140U720 4 n Como litigad de casas. : 366XJ&jo Tu-se pago* .... U Recife a de Dezerabro de 1841 Prxedes da Fonceca Coulinho Procurador da Careara, Nao satisfaz o exigido no Re- gulamento interno, Recife 7 de Dezembro de 1841. Cvales nti. N. a. Snr. Francisco Anlono Rabello de Carvalbo, He-me indispensavel que Vm. me faca o favor declarar se este anno quando no impedimento do actual'Secretariro da Cmara, exerreo oeeo lugar, recebeo de minba mo a rellacSo nominal dos multa- dos por infraco de posturas, cuja9 multas se reali- zarlo pertencentesaos mezes de Janeiro eFevereii o do correnteanno. Eis o favor que Ihe rogo, dando me tambem licenca para uzar de sua resposta onde me aproveitar. Dezejo-lhe saude, efelicidade, por ser De Vm. Recife m de Abril Strvo Venerador e Creado de 1842. Snr. Prxedes da Fonceca Coutinbo. Bem verdade he ter recebido de Vm. asrella- ces de que me falla e bem certo estou de que s aroassei com os o lucios de d Hieren tes pessoas, que di- rigirlo a Cmara os quaes se acho no archivo da mesma. he o que tenhoa responder, o que nenbuma duvida ponbo era Vm. uzar como melhor Ihe con- vier. Dos o guarde felismente. De Vm. Recife a8 de Abril Venerador e Creado del84a. Francisco Antonio Rabollo de Carvalho. N. 3. Fulgencio Infante d'Albuquerque e Mello Ba- charel Furmadoem Sciencias Jurdicas eSociaesde Olinda Secretario da Cmara Municipal deata Cidade do Recife &c. Certifico que forio-me entregues pelo Procura- dor Prxedes da Fonceca Coulinho, to somente as rellacej perlenceotes aos mezes de Outubro a Dezero- bro do anno prximo findo e Marco do anno cor- rente as quae contena os nomes das pessoas, cu|as inultas foro recebidas e a devida classifcacSo dos Bairros em qu* tiverio lugar os respectivos termos de echadas; assim comoosnorr.fs das pessoo, cujas irultas foro absolvidas; nao contendo poreinos mo- tivos ou calizas, que produsir5o a absolvilo dos multados, como exige o Artigo 9. do -. c do Regulamento interno da Cmara Municipal ; con- tt-ntando-se somente com dizer que se lia va < 01- formado com as absolvieses a vista das defesas teste- inunhaes, e das Costuras, E para que o referido conste, passei aprsente- que me foi pedida, e vai na verdade sem toisa, que duvida faca, por mimsupserita, e assignada neta Cidade do Recife de Pernambuco aos 3o de Abril de 184a. Em f de verdade. Fulgent o Infante d'Albuquerque e Mello, N. 4- Snr. Leopoldo Caio de Mello. Brm necesario se me faz que Vm. lenia a bon- dade de responder-me se dmanle otunpoemque por minba incorobenii* administrou o contracto da afericode 1841 se rscrituruu toda a receita, ese este livi o est ou nao concluido. Qualquer que seja o sua resposla d'ella Ihe pes-o faculdade para uzar on- me melhor me convier. Sou com amizadeseu Recife 26 do Abril de 181a. Muito Venerador e Creado Prxedes da Fonceca Coutinbo. Iilm. Sr. Tenho a declarara V. S. que os assenios da aferico doanno pastado, anda nao os pu- de passar a limpo para o livro que de V. S. recebi em virtude de minbas molestias as quaes pi ivorne estar por muito tempoemassento; oquefarei coma brevidade que meforpostivel, e compativel com o incii e>t;t J 1 de saude &c. Dos Guarde a V. S. por annos dellalados, e que abencoe o seus trabalhos. &c. Recifea6de Abril de i84a. De ,V. S. Muito Venerador e Creado Leopoldo Caio d'Mello e Guararema. N. 5. Sur. Juio Hilario de Barros. Tenlia abondade de mandar-me dizer ao p des- ta se est presente ao que se paisou em dias de Fe- vereiro do corrente mez, no pa$o da Cmara Muni- cipal, a respeitoda repulsa, queeu fiz para continu- ar na administracio daafericodos pesos e medidas pertencentes a mesma Cmara mndaudo-me dizer tambem qual a deliberacSo que era ultimtum toma- rlo os Vereadores, e se quando Vio arrernatou este contracto qual foi a pessoa que indutio, e ioatou com Vm, para assim o fazer, e finalmente a razo que Ihedeoessa pessoa para tanto se exfoi car, eis o obze- quio que ten lio a rogar-Ihe, pediud-lhe tamfiem que me d permiti para eu poder uzar de sua rea- posta onde me l'or proficuo Fico como sempremui to prompto ao aeu ser vico pois sou De Vm. Mullo Servo e Creada lllm, Snr. Prxedes da FoncecaCoutinlio. Recife 18 de Abril de i84. Respondendo a9 perguntas que V. S. me faz , digo quesabendo eu que a Cama 1,1 tinha de. por em Arrtmalacioa aferico e querendo tambem hincar nesse dia l meacliei, e apregoando o porteo, vi que o prec) me nio conviuha e por is*o me nao a- nimei a dar lance neiihum, saliendo Cmara por Ihe dizer o Porteo que nsuliavia lancador, man- dou chamar ar V. S. que eslava na sala detraz e Ihe ordenou que ficasse na meania administrarn, mais V. S. respondeu que de maueira nenhuma queria continiur paran; liviar de ditos e imputaces ou vida a sua resposta continuai<> os Vereadoies a tra- tar desse negocio, e por fim tornaraoa intimar a V. S. quedevia continuar com a mesma administra- cao e levan 1 ai o-se ; e vendo e:ilo eu uto disse a V. S. que se soubece quo a Cmara lomava este a- cordo eu cobria o brice com 5oo reis e V. S. nes- ta occazio me disse que se eu tinha fiador capaz (aria com que eu ficasse com o ramo e se dirigi ao lllm. Senhor Coronel Joze de Barros e diase-lhe que me aceilaise como arrematante visto que V. S. nao tinha interesse algum em tal negocio-, ao que o mes- mo Snr. Coionel annuio e fiquei eu como arrem- tame eathe V. S. lomou o trabalho de hir a caza do'Snr. L. J. das Neves a quem oFe^ci como fia- dor, certificar-se se eslava promptopaia me affiancar. I^to Ue o que lenho a dizer a V. S. por que pnece- me que sen p re costumei fallar a vrrdade e fique V. S. certo que eu consedo que V. S. use de mi- nha esposla como quizer ; e sou Recife ao de Abril de 1842. De V. S. Atiento Venerador e Creado Joo Hilario do Barros; N. 6. Snr. Bernardo. He favor especial declarrame ao p desta ae pre- zeuciou em Fevereiro do corrente auno na Cmara Municipal desta Cidade, eu desonerar-me daadmi- nistracio da a fe 1 icio dos pezos e medidas pertencente a mesma Cmara e qual a reaolucio que depois da disctalo que sofroessa minha recusa deo a Cmara: rogandodhe ao mesmo tempo que me preste a licenca necessaria para eu p der uzar de sua re^posla cerno bein me convier. Dezejo-lhe saude e felicidades, por ser De Vm. Sua casa 18 de Abril de i84. 'Muito Venerador e Cr" lllm. Snr. Praxedesda Fonceca Coutinho. Para satifazer an que Vas. me pede estou bem Hilo que indo eu a Cmara ver se arrematava este cunt acto, presencie! que sendo Vm. chamado pela Cmara que enlio eslava reunida, esta Ihe dice que por nao haver lancador tinha rezolvido que Vm. cori- tiuuasse na mesma adminislracao de que a tres annos se chava encarregado neslaoccaziio, Vm. repon- deo que nio poda e uem queria mais disto se en- earregar, a fim de desvanecer algumas suspeilas que sobre a sua pi obidade recahisie: com esta resposla re- sol veo o Presidente da Cmara por a discusslo o ne- gocio e em resultado decidirlo que nio obstante a sua repugnancia devia Vm. continuar. Islo he o que bem me lerabro, ter-se passadooque tudo pre- zenci<> por estar prezenie como ja disse, e nio me resta di.vida Iguma em conseder a Vin. a licenca que me p'-de por que ni-to nio ha exacracio. Recite 18 de Abril de 1842. Sou Seu Venerador e Creado Bernardo Pereira da Silva. H. 7. lllm. e Exm. Sr. Presidente d'Assembla Provinal Diz Prxedes da Fonceca Coutinlio, que Ihe faz a bem que o empregado de Secretaria deeta Asseni- bla a quem competir, revendo os documentos que acoinpanhaiio as cotilas da Cmara Municipal desta Cidude sertfique se lorio ou nio contemplados pelo Supplicante nassuas contas correntes, desde |834 < 1840 diversas quanlias recebidas de Joio Jacintho Moureira Joze dos Santos Porto Casemiro Anto- nio de Mello, e Manoel Francisco Pereira deOliveira, e bem assimos annos easquantias de cada um d'elles. P. a V. Exc. assim o defira. E. R. M. Reci- fe a6 de Abril de 184a. Prxedes da Fonreca Cou- tinho. Como requer. Passo da Assembla Provin- cial a6 de Abril de 184. Soura Lio. Certifico, que revendo as cuntas da Cmara Municipal da CJda- de do Recife dos annos finan ce i ros de |834 a io35, de 1838 1839 e de 1839 a i84o que se acho ai- quivadas na Secretaria da Assembla ; da primetra consta que o Procurador da mesma Camaia no ar tigo multas do Fiscal de Santo Antonio recebera de Manoel Franciico Pereira doze mil res ; da segunda consta, que o mesmo Procurador no art. mullas do Fiscal de Santo Antonio recebera de Joze dos Santo* Porto oito mil res j eda tercena finalmente que o 6 o mesmo Procurador no art. multas do Fiscal d Santo Antonio recbela de Casimiro Antonio de Mello uito mil res. E para constar passei aprsente por mim assignada. Secretaria da Asamblea Legislativa Pro- vincial de Pernambuco 4 de Maiode 184 a. O Ofi- cial Maior Rufino Joxe Con eia d'Almeida. N. 8. Fulgencio Infante d'Albuqnerque e Mello Ra- charel Formado era Sciencias Jurdicas, e Sociae pe- la Academia d'Olinda u Secretario da Cmara Mu- nicipal da Cidade do Recife, e seo Termo &c. Cer- tifico que das contas da rereita e de-peta da mesma Cmara dadas pelo Procurador Prxedes da Fonceca Coutinho pertencentes ao primeiro liimestre 6r>do no ultimo de Dezembio do armo de i83y consta que Joio Jacintho Moureira pagou a multa de ts'ooo ieis ; e do quarlo trimestre das mesmas cuntas, lin- do no ultimo de Setembio pertencente ao auno de l838 consta que o mesmo Joio Jacintho Mourei- ra pagou a multa de 8 $'000 reis. No segundo tri- mestre lindo no ultimo de Marco pertencente ao an- uo de 183c;, acba-.se lancada outia multa de 85000 reis lambein paga por J e Jacintho Moiireia e do quatro trimestre fiado no ultimo de Setembro', per- tencente ao anuo de 1841 consta que o dito 3 vio Jacintho Moureira tanibem pagou a multa dei4,fooo reis. E para que o re Herido conste mandei passar a presente que me foi pedida e vai sein coia que du vid.' faca por mim subscrita e asignada. Reci- fe de Pernambuco 9 de Mio de 1842. Subsrrevi, e assignei. Em fe de verdade. Fulgencio Infante d'Aluquerque e Mello. N. 10. Snr. Manoel Antonio de Jess. Recife a7 de Abril de 1842. N. Fulgencio Infante d'Albuquerque e Mello. Racha- re 1 Foimado em Sciencias Jurdicas e Sociaes pela A- rademia de Olinda e Secretario da Cmara Mu- C'p*l da Cidade do Recife e seo Tei mo. Certifico que lerendo o quai to qnartel das t'on- las da Receita e De?pc ta da Cmara Municipal per- tencente ao anno financeiro prximo passado delle t:5o consta que fosse imposta a Francisco Joze Pe ei- r Braga multa de 4 soto reis por infraco das Pstu- la .1, porem consta que foi imposta igual multaa Fiaucisco Ji.se Pereira. Outio sim certifico, que da lellacio pertencente ao mes de Maiododito anno dada pelo Fiscal deste Bairio Rodolpho Joo Barata de Almcida consta que Francisco Jos Pereira Rraga fui multado cm 4'ooo reis a a4 do referido mes de Maio nao constando porem que nesse mesmo mes fosse multado Francisco Joze Pereira. E para que o referido conste mandei passar a piesente, queme fui pedida e vai na verdade stm couia que duvida faca por mim subscrita e assignada neata Cidade do Recife de Pernambuco aos 3o de Abril de 184a. Subs- crevi, e assignei, Em f de verdade. Fulgencio Infante d'Albutjueique e Mello. Sou a rogar-lhe o obsequio de me declarar ao p des!a se no anno de i835 Ibi imposta a Vm. al guia multa por inf relo as Postuias Municipae, importando na quantia de iBs'ooo reis, equala pes- soa a quem Vm. fe effectivo esae pagamento, Por me ser necessaria esta declaracio beque Ihedou este encornudo, pedindo-lhe ao mesmo lempo que em ana resposta me d laculdade para a api ementar onde me fui* possivel. Aproveito a occasifo para tributar-lhe meos res- peito* e estima por ser De Vm. Muito ltenlo Venerador e Creado lllm. Snr. Prxedes da Fonceca Coutinho. Em respasla 9 sua carta nf > lhe posso dar hu- ma resposta satisfaloiia por me nfo lembrar se fui ou nao multado naquella poca por nao me ser apre- tentado termo algum por donde se vei iGcasse a mul- ta e eis quanto (enho a honra de responder a V, S. de quem sou cora estima Si u muito Atiento Venerador e Creado Manoel Antonio de Jezus. N. 11. Snr. Joao Manoel Rodrigues ValU-nca. Sou' a rogar-lbe o cbzequio de me declarar ao pdesta se no anno de 1835 foi imposta a Vm. al- puma multa de i< soou reis |.or infrelo de Pusiuras Municipae, e se se lerabi qual a pessoa quem Vm. fes efFectivo esse pagamento. Por me i-er necessaria esta declararlo he que lhe dou este encomodo pe- dindo-lhe ao mesmo lempo que era sua reaposta me d faculdade para eu a poder api esentar onde me for til. Dezejo-he fdis saude e felicidades por ser Sua casa 19 de Abril De Vm. de 1842. Muito ltenlo Venerador e Creado. Prxedes da Fonceca Coutin o. N. la. Ulm. Snr. Prxedes da Fonceca Coutinho. O que tenlio a respon ler-lhe pode V. S. apre- zenlar onde lhe convier por que eu nio presumo se do tliter a verdade a qual he a aeguinte. Eu nao tc- iiho lembranca e nem ideia alguma de lersido mul- tado no anno de i835 e por Uso tambera a nio te* nho de ter pago essa multa o que sendo assim co- mo aparece no Diario tambera nio poderei affirrnar o contrario pela mesma falta de lembranca. He o quanto por ora se me offeiesie dizer-lhe e no mais SOL De V. S. Sua c.sa 28 de Abril de i84'> Attent Venerador e Creado Joio Manoel Rodrigues Vallenca. N. 13. Diz Praxede da Fonceca Coutinho Procura- dor da Cmara Municipal desta Cidade que 1 he la/. a bem que o Cscrivfio desle Juizo certifique so nos t>rocessos de contraveucio as Posturas accuzados pe- i) Supplicante teni acontecido comparecerem os con- traventores, e coi.fessarem ser sua a casa e dcima da rcesma e por rauta do que procedeo-.se ao termo de adiada e cbamami uto a Juizo mas nao ser o seo noine o msmo declarado no termo de ai hada, ese nio obstante i.-to tem sido taes contraventles multados neste Juizo ;e oatro sim certifique mais se muitos cotit laventoreolem comparecido confessando a contra* venci cometida, e fferreendo se apagara molla sem formar-se o piocesso pera nao se 1 he augmentar aislas, pagando apennas a re lidie do official e destribuicio. P. ao Snr. Doulor Juiz de Direito da segunda Vaia do Cruie assim o delira. E. H M. - Passe do que constar, lenle i3 de Oulubro de i8/f i. JMoraes Sifva. Jze Affonco Guedes Al- canforado primtiro Esc'rivio da segunda vara do Crime nesta Cidade do Recile de Pernembuco e siu Termo &c. Certifico e dou l que d'enlre os pro- ceros que existem ueste Juizo por contra venci de Posturas em as qoaes tem sido parte o Supplicantc como Piocurador da Camaia ba alguna que leudo comparecido por virlude de notificaco a requeii- mento do Supplicante como contraventores, con* lessio ser exacto o Tei mo de athada quanto a casae decima menos exacto o nome que menciona o lern > de adiada, o que nio obstante tem sido multados por serem os responcaveis: outio sim Certifico que tem sidjnumerosos os conlravenctores que tem compare- cido em Juizo por vertude de notificacio a requer- menta do Sftpplicanle que con fessio a contravencip eiequerem pagara multa independenle de proresso por nao aumentar dtspezas sugeitando-se a pagarem adistribuicloenuliticacio do official, o que tem si- do admetido. O relerioo he verdade. Recife i3 de utubro de 1841. Em f; de verdade. OEscri- vo Joze Affon9o Guedes A'canforado. N. 14. Fulgencio Infante d'Albuquerque e Mello, Ba- charel Formado em Sciencias Jurdicas e Sociaes pe- la Academia d'Olinda Secretario da Cmara Muni- cipal desta Cidade do Recife, e seo Termo &c. Certifico ser o officio do Excellentissimo Presidente da Provincia dactado de a3 de Abril prximo passa- do dei igido a essa Cmara o seguinle. Tendo a As- sembls Legislativa Provincial depois de ouvir a Commissio de contas e ornamentos das Cmaras re- solvido em Sessio de ao do corrente , approvar aa contas da Receita e Despezas dessa Cmara do anno financeiro do primeiro deOutubrede mil oitocentos e trinta e nove ao ultimo de Setembro de mil oitocen- tos e quarenta ; notando todavia a referida Commis- sio faltar no Balanco da Receita a declaracio das quantias por que torio oreadas no anno anterior ca- da um dos objectos que fiserio as Rendas da C- mara dentro do anno ; declaracio esta indispeusavtl nao s para a c diferencia do arrecadado edo debi- to, como raesmo para mais fcil fiscal sacio e exa* me das contas: assim o partecipo a VV. MM. para sua intelligencia. Dos Guarde a VV. MMs*Pala- cio do Govmo" do Peiuambuco em vinte e tres de Abril de mil oitocentos e quarenta e um. Manuel de Souza Teixeira. Snrs. Presidente e Venadores da Cmara Municipal desta Cidade. E. para que o 1 Herido conste mandei passar a presente por me ser pedida. Recife sete de Maio de mil oitocenlo e qua- renta e dois. Fis escrever e a-signei. Em f de veidade. Fulgencio Infante d'Albuquerque e Mello. N. i5. Il!m. Snr. Carneiro. Rogo-lbe o obzequio de me responder ao p desta se fui eu quem I he i m prest i ou enlreguei o estandarte da Cmara que V. S. leve em seo po- der afm de que eu possa desvanecer estas suspei- las que existem a este espeilo. DeiejoaV. S sau'de e felicidades por ser S. Casa iq de Abril de 1841. De V. S. Milito Servo Venerador e obrigado lllm. Snr. Prxedes da Fonceca Coutinho Em resposta ao que V. S. tiesta me pergunta , digo-lhe que V. S. nunca me em prest ou o Estan- darte da Cmara e sim o finado Joze Tarares Ge- mes da Fonceca, enlio Secretare da mesrua e a : 8 -y quem restitu por ter d'clle recebido. He o quinto se me ofrece responder-lhe. Deiejo V. S. saude por ser De V. S. Altencioto Creado e muito obrigado Antonio Carneiro Machado Ros. pV N. 16. Fuigengio Infante d'Alboquer e Mello, Bacha- rel Formado em Sciencias Jurdicas e Sociaea, pela Academia d'Olinda e Secretario da Cmara Municipal da Cidade do Recife,e seu Termo &o. - Certifico que o orfieo do Cidadlo Antonio Carneiro Machado Rios dirigido esta Cmara em dacta de desenov* de Abril doanno prximo passado do theor que se segu Illustrissimo Senhor. Te nho presente o officio em que, por acordio da C- mara exige de mim um estandarte da mesma, que, segundo as informaedes d'alguns Empregados exis- te em meo poder ; e em resposta cumpre-me affir- rar V. S., que em mil oitocento e trinta e deis , ou em mil oitocentos e trinta e tres precisando eu , como Comandante do Batalhierdas Guardas Naoo- naes da Boa-vis a d'uraa bandeira que servisse de modello para se fazer outra para o mesmo Batalho , o entfo Secretario da Cmara, o finado Jote 'lava- res Gomes da Fouceca me emprestou o estandarte * que V. S agora exige5 e sendo apresentado a pes- soa que o devia faaer regeitou-o por nao servirt urna vez que tinha una imagem de um dos lado , objeclo certaraente que nao entrara na confeico de um estandarte militar e em ronsequencia l'oi por mim restituido ao sobredito lavares ficando n'eata occaaiff) nicamente o talabarte, que, por ter pi es- tado algum uso nio o restituo e entfo brevemen- te remeterei um outro novo a V. S., j que nio justo, que easa Cmara se sirva d'um objecto enve- Iheoido (piando pode ter um igual ao que eu rece' bi. Dos Guarde-a V*. S. Boa-vista desenove de A- bril de mil oitocentos e quarenta e um. lllm. Se- nhor Joze de Barros Falco de Lacerda Coronel de primeira linha e Presidente da Cmara. Municipal. Antonio Carneiro Machado Rios. E nada rnais se continha em referido oBcio a que me reporto. E para que o referido conste mandei passar a pre- sente que va' por mim subscrita e assignada. Re- cife de Pernambuco aos 19 de Abril de i84a. Subs- crevi e assignei. Em f de verdade. Fulgencio Infante d'Albuquerque e Mello. Pean. naTyp. deM. F- de Faria. 1842. |
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