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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/04384
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Monday, January 03, 1842
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:04384

Full Text
, ;
\
Anuo ce 184*2. Segunda Feira 3 de
Tudo S0 lop*nlc de nis mismos ; da nossa prudencia, muilcraco, e energa : con-
tinuemos como "principiamos, eseremos aponlailoi com admiraco -nlre s Nacoes mai
Tullas. (i'roclamacao da Assemblca Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
fioianna, Paraiba, e IJn sraijde do Norle, na segunda e sexia feira.
Doniio Garanhuns, alpe 24.
Cal.,, Serinliawn, Kio Formn., Torio Calvo, Macei, e Aln;*oas no 1 _, 11, e 21.
l'aje'W- Santo Anto, quinta feira, Olinda tuclos os das.
DAS da semana.
3 Stg. Aprigio
4 Tere, s Tito
> Qna'rt. s. aemeao.
C Onint. Da de Reis.
7 sext. s- Theod.iro. Aud, do Jnir de Direito di 1. rara.
8 sab. .Li'ureneo. Re. Aud. do Juix de bireit da 3, Tara.
0 Dom. s. Julio.
Taneiro. Anuo X'VIII. N. I
; . O Diario publicase lodos os dias que nao forem Santificados: o preoo da assignalura he
de tres mil res por quarlel paro ailiantailo*. Os annuncios dos assigna,nle l insendua
gratis, eos dos que o nao f..rem rariio de SO reis por linlin. As nclamacfiea deren ->er
dirinl,is a 'la Tvpogralia ra das Crujes U. 3, ou ;i praca da Independencia lujas de livrua
Nmeros 37 e 3.S.
CAMBIOS no da 21- de Dunmo.
Cambio sobre Londres "2) i. p. 11).
i) Pai 520 rei p. franco,
Lisboa S() a Sj p. 10(1 de pr.
Ouno-Moeda de 0,400 V, 14,500a 14,700
< > N. 44,400 n l'i,(il)0
w de 4,000 S.lOOa 8,200
Tbata Tataeoes 4,(i40a 4,000
l.MOi 1.000
M20 1.040
1,440 4,460
Piuta Peros ColumnaiN
>' Menanos
. lunilla
Mneda de cobre 3 por 100 de ilisronto.
Disconlo de billi. da Alfanilega I e por 400
ao mei.
dem de le Ir a de boas firmas \ e i 1 r j.
Preamir do d.a 3 de Janeiro.
1." as 40 boras e 6 m. da tarde.
2. as 40 horas e 30 m, da i
nnlia,
PHASES DA LOA NO MEZ UE DEZEMISRO.
Qaarl, minj. a 3 4a 7 ras e 'i'.Z m. da tarde,
I.na Nova a 4 I -- a 4 oras e 54 ni, da larde.
Quart. cresc. a 19 k* 0 oras e4l m. da larde.
Lua cheia a 2 -- lis S oras e 30 m. da larde.
!> E P JES R N A
!i
PERNAMBC.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 21 DO PASSADO. ,
OllicioAo comandante das armas, rfc-
mettcndo-lhe a relacfio em forma de gula
dos I W) recrutas do Maranho viudos no bre-
gue I .cao.
Dito Ao'mesmo, trnnsmittindo as guia*
das ISO praoas que viero do Maranho a
bordo do patacho Francolina.
Dito Ao mesmo para mandar desembar-
car ,.c remetter para a fortalesa do llrum ,
ou das Cinco Pontas a (irn de seren al i tra-
tados os donssoldados doentes de boxitas ,
viudos do Norte no vapor S. Salvador visto
ter participado a administraco dos estahe-
leeimentos de oaridade nao ser pnssivel rece-
bel-Os no grande hospital.
Dito ~ Ao inspector da tliosonraria das ren-
das provineiaes, remettcndo-lbe as fiacOes
dos cornettas Jos Braz, Joto Bernardo Lns,
e Diogo Jos de Brito engajados para o pri-
meiro e segundo balalhes da guarda nacional
do municipio da Nazareth a lim deque Ibes
mande abrir os compettentes assen lamen los
de praca.
Dito Ao coronel chefeda legioda guar-
da nacional de Nazareth, communicando-Ibe
o conteudo no precedente ollicio.
Dito'Ao director do arsenal de guerra,
para entregar ao. prefeito interino desla co-
marca as 10 espadas, que o ex-prefeito Ha-
noeldoNaspiment da Costa Monteiro reco-
lheoao mesmo arsenal.
DitoAo [trefeilo interino da comarca ,
communicando-lhe o conteudo no precedente
ollicio.
DitoAo Director do arsenal de guerra,
para receber,' c dar appcacao de que fo-
rem susceptiveis, 21 enxergoes layados e va-
sios, pertencentes ao hospital regimen-
tal.
Dito Ao commandante das armas, disen-
do-lhe, que pode remetter para o arsenal de
guerra os enxergoes de que se trata no ofli-
cio procedente.
Portara Ao inspector do arsenal de ma-
rinha para mandar aproniptar e remetter
ao major Podro Paulo de Moraes Reg bor-
do da barca de vapor S. Salvador as dietas ,
constantes da requesieoque se lhe remette.
Ollicio Ao commandante das armas ,
communicando-lhe a expediccao da ordem su-
pra.
car do vapor S. Salvador e condusir para o
quartel das Cinco ponas a dous ou tres re-
clutas do Maranho doentes de bexigas.
Dito Ao tenente coronel commandante
dftdeposito,communicando-lheodesembarque
dos dous, ou tres bexiguentos, e disendo-
lheque tendo ellos de serem tractados no
quartel das Cinco ponas, devia organisar al-
l a compettente infermaria que (icaria a
cargo do hospital roginiental, sendo visitada
por o cirurgiao Manoul Rernardino Mon-
teiro.
Dito-Ao major P. P. deM. Reg, com-
mandante do contigente dos recrutas do Mara-
nho, communicando-lhe cm resposta ao seo
Ollicio de hontem datado, que os bexiauen-
tos hflo ser desembarcados 5 que as dietas
bastantes dareliaooque Ihe enviara garito
tornecidas boje mesmo pelo arsenal de mri-
nha 5 que se-lhe apresentaria urna guarda
pira renderaque se achava a bordo'desde
hontem e finalmente que a dita guarda do-
y-fe ser mandada para torra, pouco antes d'o
vapor largar.
irtaria Ao tenente coronel comman-
e do depozito, mandando considerar
as do mesmo a 10 recrutas vindos da
Partiiba do Norte, constantes da rclaco que
se Ineenviava.
litaAo commandante do contingento de
eavaUaria mandando dar haixa no soldado
Antrtiio Jos aecnitando com praca em seo
lugar). o paisano Antonio da Silva por elle of-
ferecldo.
dem no da 28.
Ofibio Ao pretrito interino da comarca .
passaido a sua disposic&o Dar proeeder co-
mo fo^e de lei, o paisano Thomaz de Arruino,
preso isoito horas da imite do dia 27 pela
senlinrila da porta d'assemhlea provincial, por
oslar en furtando urnas cavernas de den tro de
um estileiro. -^r-------
dem do da 20.
OlficiO- Ao prefeito interino da comarca ,
devolvenio-lhe orocruta Narciso .lose do Al-
meida \\ue> remettera -para servir na Ma-
ri nba pr isso que eslava authorisado para
o recebinitnto de semelhanles recrutas.
.
COMMANDO DAS ARMAS
EXPEDIENTE DO DIA 24 DO PASSADO.
Ollicio-Ao Exm. presidente, requesi-
tando-lhe a expedigao de suas ordens para
que fossii recebido a bordo do vapor S. Sal-
vador transportado a provincia da Babia ,
o primeiro cadete de artilheria Luiz Rihoiro
Sanches recolhido da campanha do Mara-
nho e disendo-lhe que deixava agora de
seguir tambem para dita provincia o capitao
Manoel Jos Vieira, e sua familia, por motivo
de infermidade.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. commu-
nicando-lhe que abordo do vapor S. Salvador
so tinha desenvolvido'a epedimia das bexigas,
e enviando-lhe una requisico das dietas que
devifto lbrnecer-se aos doentes airectados dcste
mal parecendo-lhe mais conveniente que
a requisico fosse satisfeita pelo arsenal de
inarinha. H -
Dito Ao mesmo Exm. Snr. enviando-lhe
infcrWdoorcqucrimciitfTquc a S. M. I. en-
camiuhava o alferesde linha desla provincia
Antonio de Albuquerquc Maranho pedin-
doqae seexpdisse a communieaco dare--|
fornja que constava lhe fora dada na quali-
luaoo geral dos offleises do exercito.
Dito- Ao inspector do arsenal de marinha,
rgaudo-lhe liouvesse de mandar dwmbar-
TEIORARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DIA 18 no PASSADO.
OlTicio AJ. L. Colsmid, Wm, Thompson
& Win. Kin'p agentes do Brasil em Londres,
remoliendo-Mes seis letras a 00 dias vista,
no valor d'fc dez mil libras sterlinas em
eumprimenlV da ordem do tribunal do the-
souro publicrinacional de 15 de outubro p.
passado.
Portara Ao thesoureiro da fasenda, man-
dando entregir a A. Scharamm, a quantia
de 2i;827,>,")8(>rs, correspondente a tres mil
libras sterlinas ao cambio de 25) dinhoiros
sterlinos por 'ipil, reis valor de dus letras
que com aboiaco de C. da S. Azevedo ,
sacou a favor dbs ditos agentes, a 00 das vis-
ta sobre II. Qastellain Sons & Comp. de
Londres.
Dita Ao mesmo, idem a quantia de
8:27.",>862 reis Correspondente a mil libras
sterlinas ao cambb de 20 valor de huma le-
tra a 00 dias Vista, na conformidade da
antecedente portarla.
dem do da 20.
Ofilcio- Ao Exm^ Snr. visconde de Abran-
tes presidente, do tribunal do thosouro publi-
co nacional renipttendo-lhe as loicoiras
vias de seis letras constantes do precedente
ollicio na importancia de 82:758^020 reis.
DitoAo mesmolExm. Snr. visconde,
com os balancos da remita e desposa geral dos-
la provincia do mezWde novembro prximo
findo. os das rendas1 applicadas ao resgato
do papel e os do rendimento de hum por
cenlo de armazenagem addicional applicado
ao pagamento da divida externa.
OllicioAo Exm. presidente da provin-
cia informando o requerimento de Joronima
Francisca de Paula Cavalcant, regente do
recolhimento da Gloria em que pedio por a-
foramenlo o terreno alagado no* fundos da
corea do mesmo recolhimento.
Dito- Ao mesmo Exm. presidente, infor-
mando o requerimento do cirurgiao Sebastian
.lose Gomes em que pedio agratificacao de
25^000 reis mensaes concedida aos cirurgid"s
mores incumbidos dos hospitaes regimen-
laos.
DitoAo mesmo Exm. presidente idem de
Jos da Bocha Prannos, em que pedio o pa-
gamento dos medicamentos com que fornceo
ao hospital regimentai, no anuo finaneeiro
prximo lindo.
Dito Ao mesmo Exm. presidente infor-
mando sobre a vaga do continuo da alfandega
desta cidade.
Dito Ao inspectorda alfandega partecipan-
do-Ihe, que a tliosouraria approvou a sua
decisao cm favor de L. A. Bandoux, que jul-
gou improcedente a aprehenso feita poloes-
criplurario da mesa do consulado J. F. R.
Quintella, as pecas deouro. prala, e pedras
(pie se despacharo para o Maranho.
Dito Ao administrador da dita mesa idem
que o Exm. Sr. ministro da fasenda approvou
a nomeaco do guarda da referida mesa J. L.
Bastos.
Portara Ao thesoureiro dos ordenados
mandando pagar ao alfores S. II. de Pnlio,
a quantia de i :575,>755 res,' importancia dos
seus sidos devidosdo 1. de Janeiro de 1827
a 18 de Janeiro de 1858.
Dita Ao mesmo idem de i.i000 dos nia-
zos de outubro e novembro do crrente an-
uo.
IDEM DO DIA 22. .
Offieio Ao Exm. Snr visconde de bran-
los, enviando os balancos definitivos da re-
ceita edespesa geral, das rendas applicadas
ao resgate do papel e dos rendimentos de
1 por cont de armasenagem addicional do ex-
ercioio de 1850-1810 as relaQes da divida
activa e passiva com o relatorio do pro-
curador isoal; o os orcamentos para o anuo
(inahccirodel82- 18-5.
Dito-Ao mesmo Exm: Snr. visconde'. i-
dem os balancos provisorios dereceita e dos-
pesa geral e do cofre dos deposito c caones
do exorcicio prximo lindo ; os da reeeita e
despesa das ditas rendas, e rendimento, e
bem assim os respectivos orcamentos para o
exercicio de I85- 18ti.
DitoAo Exm. Sr. presidente da provincia
pedindo se dignasse de transmitir ao tribunal
do thosouro publico nacional os precedentes
oflieios.
Dito Ao mesmo Exm. presidente da
provincia informando o requerimento de Joa-
quim Pedro de Lima almoxarife da ilha de
Fernando de Noronha em que pedio o ven-
ciinonto'aiinual de 800tf000 reis.
Dito Ao mesmo Exm. presidente, idem
sobre as tres requosicoes do commandante da
dita ilha.
Dito Ao mesmo Exm. presidente ; idem
sobre o fornociment de roupas aos degreda-
dos da sobredi la ilha.
Dita Ao director do arsenal de guerra ,
acensando a recopeo do seu ollicio de 17 do
corronte, no qual partecipou ter entrado no
exercicio do seu em prego.
Dito Ao contador da thesouraria remet-
tendo-lhc os balancos da receita e despesa
do almoxarifado da ilha de Fernando de No-
ronha de Maio e outubro deste anuo.
Portara Ao thesoureiro dos ordenados
mandando pagar ao cirurgiao M. B. Monteiro
a quantia de 1 45*000 importancia doexoesso
da gratificacao adeional, (pie venceo no cor-
rente anuo finaneeiro.
dem DO da 25.
Oflicio Ao director do arsenal guerra, pe-
dindo botivesse de mandar approntar os g-
neros constantes das diias rolaces que so
lhe enviaro para serem remetalas para a i-
Iba de Femando de Noronha.
Dito Ao contador da thesouraria romet-
tendo-lhc por copia para sua inteligencia a
ordem do tribunal do tfisouro publico nacio-
nal numero 05, que mandou pagar ao te-
nente coronel reformado Francisco Antonio
da Silva a lenca animal de 80.>000 reis.
Dilo Ao administrador da mesa do con-
sulado, partecipando a Ifcen^a de mais dous?
meses com os respectivos voncimentos con-
cedida ao felor conferonte .1. F. Duarto.
Dito Ao das rondas internas idem toro
Exm. Snr. presidente da provincia expedido a
necessaria ordem ao prefeito da comarca pa-
ra lhe ser remetala a relaoo dos propieta-
rios das cartoas a frete. que requisitoo em
seo ollicio de 12 de novembro prximo lin-
do.
IDEM DO DIA 2i.
Portara Ao thesoureiro dos ordenados,
mandando pagar a I). Mara da Goncoico e
Araujo a quantia de 118.)200 res, impor-
tancia do meio sold que venceo no anuo fi-
naneeiro prximo lindo.
Dita Do mesmo, dem a de 0.y250 res
vencido dt- Jullio a novembro doste anuo.
Dita-Ao contador da thesouraria para man-
dar tomar nota da quantia da 25,> reis, que
se deven a A. da Silva & Comp. dos juro.<
d'apolice numero 00 da quantia de l;ooo,> rs. a
lim de seren pagos quando pelo goveruo
supremo se dar a ([nota necessaria.
ALFANDEGA DAS IAZENDAS.
*A barca inglesa Columbus viuda de Li-
verpool entrada no corronte mez consig-
nada a Me. Calmont&C. Manifestou ose-
guint. I barril -com qejjos Ocaixasconi
chapeos de sol. '102 ditas com fasendas 20
ditas com chapeos, \ dilu com fitas, 575
barras de chumbo 2 caixas com livros i
barril com agurdente 1 caixa com selins ,
5 toneladas de ferro 8caixas com fio, 118
fardos com fasendas 17 barricas com ferra-
gem, 10 barriz com cal. 110 ditos com chum-
bo oo toneladas de carvo 1 volume cont
drogas 1 caixa com livros para escriptorio.,
Pora da manifest. 3queijos, 2 chapeos,
1 cesto ignora-so 5 volumes ditos 5 cai-
xas ditas 1 barril com carne 2 barricas?
com serveja 2 barrilinlios ignora-se 50
presuntos 20 barriz com arenques i caixa
com conservas i barril com agoardente 2
barriz com conservas 1 garrafa com azeile
1 fardo com carapucas 0 jarros eom conser-
vas.
O brigue Sardo Frederico- viudo de Mon-
te-video entrado nocorrente mez consignado
a Manoel Joaquim Ramos & Silva. Manifes-
tou o seguinte. 2050 quintaes de carne sec-
ca 100 arrobas de cebo.
MEZA DO CONSULADO.
Miguel Arcanjo Monteiro d'Andrade Cavaleiro
da Ordem de Chrislo, e administrador
da meza do consulado de Pcrnambuco por\
S. M. I. c C.
Faz saber que no dia 5 de Janeiro de 1812
se bao de arrematar na porta da mesma Ad-
ministracao nove caxas de assucar, sette
brancas e duas mascavadas ; no dia 1 duas"
caxas brancas, e no dia 7 huma ditta bran-
ca todas aprehendidas por inexatido das
taras pelos respectivos empregados dos tra-
pixes da companhia pelloirinho, alfandega
velha e novo-, em cujos dias se tem fin-
dado os prazos marcados no regulamento ,
sendo arremalaco livre de despozas ao ar-
rematante. E para que chegue a noticia a
quem conviarmandei a fixar o presente edi-
ta! na porta desta aiifl]ir;i^raco, c publicar
I


i
2 s
dla Inuprenca. Meza do consulado de Pcr-
nambucu 2"> de Dezembro de 18 i I.
Miguel Arcanjo Monteiro d'Audrade.
Miguel Arcan jo Monteiro de Andrade, Ca-
valleiro da Ordein de Christo e adminis-
trador da Meza do Consulado de Pernam-
buco por S. M. i eC.
Faz saber que no diu 5 de Janeiro de 18 1
se ho de arrematar na porta da mesina ad-
ininistraco trezarrobas de lumo aprehendi-
das sern despacho a b-.i-do da barcaca Auria ,
que segua viagem para o Rio Formozo ; e no
da 7 do mesmo oito eaixes de doce de goia-
bapezando vinte quatro libras, aprehendi-
dos sem despacho em hum bote que os'con-
dusia para bordo de mil navio Hespanhol;
em cujos dias se liniiao os prasos marcados no
regulamenlo sendo a arremataco livro de
despzas ao arrematante. E para que ehe-
gue a noticia a quem convier niandei a fixar
o presente edilal na porta desta administra^
co e publicar pela Imprenca. Meza do
Consulado de Pernambuco 'Jo de Dezembro de
484!'.
Miguel Arcanjo Monteiro d Andrade.
AHSIC.VU. DE GUBBRA.
O Arsenal de guerra compra TOS a 800 co-
Vados de pao azul para faldamento da tropa,
120ditos de preCo para polainas oOO varas
de brini 800 manas de la 1000 pares de
oapatos preferindo-se o calcado de braga ,
80 esleirs de Aogola : ludo para o mesmo
faldamento. Quem liver todos estes gneros
apresen te-se no dia 5do corrente mez de Ja-
neiro prximo a mirar na salla da directo-
promover a desmembracao das Provincias.
Em mus clubs ho urdido os mais negros tra-
mas ; e por toda a parte tem enviado apost-
los da sua infernal misso.
Nao imaginen! os nossos Leitores, que al-
ludimos a certa sociedade aqui instalada re-
centemenle. Alguns imaginrao, que esta
diriganse a esses ns: mas havia nella cidados
to sisudos, to pacicos, e honestos, que
nos nao podemos capacitar, que se reunissem
para promover a rebelio, a desmembracao
das Provincias, e a desgrana commum. Nos
tempos, em que os partidos se guerrei&o furi-
osamente he mister dar grandes descontos a o
espirito de intriga, que he a sua arma pre-
dilecta.
Mas vista de certos fados vista da ataviad
de escriptos anarchicos, e desorganizadores ,
que ora surgem por todas as provincias, quem
se nao convencer do negro trama de que a
cima fallamos ? Todava muilo confiamos no
bom senso dos Pernambucanos e geralmen-
to dos nossos irmaos das outras Provincias ;
e por isso esperamos que esses planos ser
Todava multiplique-se a cada hum dos cia de liberdade e por ultimo cahir no des-
membros sem nada mudar das relaCjSes, e le- potismo.
remos a imagem da grande sociedade. Cada
Oderradciroefleito, que resulta da faltado
hum procura" elevar o seu mister com detri- ligagao entre as leis amoral, e a Religiao
ment do dos outros cada hum em prega as he o despiezo ,
suas faculdades individuaes primeramente
em seu interesse pessoal e depois no da sua
cortados em agraco e esses escriptos mere*
cer o despiezo, em que cahiro as mximas
sanguinosas e horriveis dos Gracos dos
Catilinas dos .Marats dos Dantons dos
Babeufs, edos desordeiros de todos os tempos,
e paizes. Longo, emi longo estamos de
estigmatizar a opposico em os Governos Re-
presentativos : mas opposico nao he synoni-
ma de anarchia e combater programlas
governantes para fazer cahir os seus repre-
sentantes nao lie o mesmo que procurar des-
truir os principios vi taes* de toda a associacao
poltica. Pregar por tanto a desobediencia as
I '..... ... I'* ...... .w ~. ------~----------------------- ------
na com as amostras: e serao preteraos a- |ejg nfi0 he 0pposiconSta he serdesor-
quelles. queem qualidade e pregos forem ma-
te ventajosos.
O Director ,
Veiga Pessa.
MARIO DE PERXAUBL'CO.
ANNO DE 1812.
" Desotn anuos de existencia conta ja o Di-
ario de Pernambuco; e fcil he ver o quanto
ha melhorado em sua forma externa com-
binando-se as priinciras impressoee com as
que ora appresentamos. O crdito do nosso
Peridico tem-se firmado principalmente em
suas doutrinas ; por que o Diario de Pernam-
buco sempre amigo das liberdades patrias,
nunca synipatizou com extremos, e sempre
lia sustentado doutrinas tendentes a mauter
a ordem publica c a firmar o Throno Cons- I
tituciona do Imperio Brazileiro. Eslranhos go seja o ma.s perfeito possivel: em materia
janisador, desordeiro, esansculols.
Tambem se ultimou o auno que acaba a
reforma do Cdigo do Processo reformaba
tanto reclamada pelas necessidades publicas ,
e que ser hum padrfto de gloria para a Le-
gislatura que terininou. Era preciso que
d'huma vez terminasse o terrivel llagello de
tanta impunidade dos crimes entre nos : era
preciso que os Legisladores do Brazil po-
zessem as vidas de seus concidados menos
expostas a o punhaldoassassino ; era preci-
so tirar a polica das ineptas nios de autho-
ridades electivas que com poucas e hon-
rosas excepcOes sao as menos azadas para taes
funccoes ; era preciso finalmente dar novas
formulas ao nos'so Jury instituicao sancta ,
instituico salutar ; mas que em nosso piz
poucas vezes tem deixado de apadrinhar o
crime.
NO ousamos sustentar que o novo Codi-
de leis geralmente niais eonvm argumentar
posterior! do que prior i. *Podc
ser que a reforma ainda oflerecji inconvc-
a especulages polticas despidos de ambicio-
sas pretences nos s interessamos no aug-
mento e prosperidade geral ; e por isso ama-
mos a paz. (lueremos a observancia das leis: mentes : mas pon-bamo-la em prat.ca, eo
e nao podemos transigir com cerlos escriplo- i tempe nos desengaara. Taes sao as nossas
res facciosos, M B pee a mira as revol- mximas taes os principios do Diario; e
res" por que dellas esperao eolher algum Por ISSO nao sessaremos de combater a esses
(Vuelo visto que nao se dando a alguma ootra i espiritas turbulentos que se regozjao com a
industria honesta so aspirao a promover a de- {insubordinacao e a desorden. ; por que del-
sordem s anhelo o transtorno da paz s las esperao tirar algum prove.to Finalmen-
sesatisfazem coma guerra civil, maneira I te proseguiremos em noasa tarefa, o com
de vorazes abulres que s de cadveres se quanto respetlemos as convienes alheias lo-
trem davia s as dexaremos em paz qnando se
Tal tem sido, e continuar a ser o pro- nao dirigem a desva rar a opiniao publica,
rama do nossoDiario. (Iranes e mOi conoide- e a perturbar a paz do Brazil. Hossa divisa
raveis tactos tiverao lugar nos dous anuos pro- sempre foi e continuara a ser : Integrida-
Ximo passados. Sin. o auno de 1840 vio so- de do Imperio Conslitu.gao c Imperador.
br ao Throno e entrar no exercicio de seus U'ieira o Ceo fazer prospero o anuo que co-
direitos polticos o CaroPenhorda nossafelici- ', me$a de 1842.
dade, o Augusto Descendente do Fundador do 1------------------------
.Imperio, o Sr. I). Pedro II. Corramos hum veo Continuacao do Artigo =Omeio de dar esta-
sobre os precedentes a esse faci memorando bidade s nossas nstituiges.
que huma vez oonsumado, e geralmente ae- nnmma a
A os mesmos vicios de educagao cumpre a-
ede inte-
Nuncahu-
ceto pela Nacio s nos leve merecer respeito
e veneraco: e s nos cabe sustenta-lo com te-1 tribuir a deversidade de opuuoes ,
dos os nossos esforcos. O Joven Imperador resses que existe na suceda, e
foi declarado maior e entrou no exercicio [ma moto de.xara de ser m.seravel, nunca
de seus dire.tos Vfagestatieos antes do lempo i produzr nada do grande se todos os espi-
^arcadonaWhtmcac, do Imperio : mas as | ritos nao forem dirigidos para O mesmo ob-
fabrSrto gostosas essa Revoluco jecto isto he : se as leis o amoral nos nao
ensillaren! a subordenar as nossas alleicflcs
as ahracrao gostosas essa lievolucao
da Capital ; e ja nao devem apparecer asoili-
sasilenoininacesde Maioristas. e ante-Mai-
oristas.
A 8 de Julho de 1841 teve logar na Corte
com maif pompa ; e magnificencia o Acto
da r.o[oac.io e Sa^racao do Joven Imperador.
Foi incfovel ojobilo de nossos irmos Flumi-
nenses, nao mais que o nosso; porque to-
dos pertencemos Grande Familia, e todos
pomos as mais doces esperanzas nogoverno
Paternal do Snr. I). Pedro II. Todava rarar,
vezes deixao os prazeics terrenos de ser mes-
rlados de desgasto. Alguns ambiciosas deca--
i.idos do poder, procuro reassumilo a todo
costo; ecomoono conseguissem por meio
particulares ao interesse geral. Com elVeito
supponhamos huma sociedade composta de
,,inco pessoas : que aprimeira queira a agri-
cultura ; a segunda o conimercio 5 a terceira
as artes ; a quarta as sc.iencias ; c a quintaba
ignorancia; e que cada huma dellas nada
corporac-o : o interesse publico he cousa de
que ninguem seoecupa; ed'ahi nasce esse
espirito de egosmo tao geral que faz que
nao ten hamos mais regia ou pelo menos ,
que nao tenhamos regra commum para
julgar da moralidade das nossas accoes. Se se
Irada de apreciar hum tacto o padre consulta
a sua Theologia o jurisconsulto as suas leis,
e o philosopho os livros da sua sceita mas
quanto ao homem do povo o algoz atando-o
cadeia dos forcados he que lhe ensina a
apreciar as suas acees.
Machiavel observa, que huma revoluco
deixa sempre apoz si meios de fazer outra ; e
quem tomar o trabalho de rellecr ver que
a causa deste fenmeno existe constantemen-
te entre nos eque hehumeffeilo dos vicios
da nossa educaco. Se sao tao facis as mu-
danzas depois d'huma revoluQo he por que
o povo ignorando o bem e o mal, que de-
vem resultar das novas instituicoes he for-
jado a ver as cousas como lli'as quercm fazer
ver. e seguir o impulso, quelhedAo.
Sao pode por tanto huma instituicAo ter es-
labilidade se nao quando he sanecionada ,
pela opinio publica isto he ; quando os se-
us resultados sao to bem conhecidos e ella
tal aferr tem a os prejuizos e hbitos de ca-
da hum dos cidados que impossivel seja of-
rndelos sem atacar toda a naeo. Mas que
importa, que huma instituicao seja antiga ,
ou nova se inguem a conhece nem sabe
apreciar os seus resultados ? E como poder
ella ser sanecionada pela opiniao publica se
o publico nao a conhece ou se a pode des-
truir sem quebra dos seus hbitos e cos-
tuines i'
S a hum grande homem pertence sem du-
vida dar boas instituicoes a hum povo 5 mas
se o legislador nao tem cuidado de as firmar ;
se abandona sua propria forca os magistra-
dos encarregados de as conservar, e nao os
cerca dessa forca moral nica que estabe-
lecc a durago dos imperios com elle pere-
cern as concepcOes do seu engenho e o Es-
tado tomar a cahir em seus anligos hbitos ,
se todava nao se torna pieza do primeiro am-
bicioso que delle su queira assenhorear.
Grande erro fora o crer que se pode pre-
venir a usurpaco do poder entregando a os
magistrados encarregados de vellar na inanii-
tencao das leis constitutivas do Estado huma
porcao da torca, publica 5 por que a forca, que
se lhe entre'gasse, seria necessariamente in-
ferior igual, ou superior que fosse entre-
gue a os magistrados encarregados do Poder
Executivo: se a forca fosse inferior ficando
o Poder Executivo tao forte que os podesse
despojar do seu carcter elles nao poderiio
manter-se c conservar assim a esperanca de
rostabelecer a ConfCituiefio, senao deixando
commetter contra estas continuas infraeces :
se fosse igual os dous corpos mutuamente se
embaracariao hum procurando sempre usur-
par o poder do outro ; se fosse superior final-
mente o Poder Executivo seria mui fraco ,
e a constituidlo destruida pelos mesmos mei-
os que se empregassem para a conservar.
Claro Oca por tanto, que por huma forca pura-
mente lizica nao he, q' hum povo pode conser-
var as suas instituicoes : mas como lio que
se bao de conservar ? POS j o dissemos, que
heconfundindo os coslumes as leis, e a Re-
ligiao de sorte que nao facao se nao hum
todo no espirito dos cidados.
Releva pois, que os homens a quem a lei
confia adireceo da forca publica sejao to
imbuidos as instituicoes do Estado que nao
posso conceber a ideia de as destruir sem te-
mer destruir ao mesmo passo a base do seu po-
der : releva que todos os magistrados esle-
jao intimamente convencidos que a mais li-
geira infraCQao constituido !# humaltenta-
do contra a liberdade publica 5 e que elles nao
podem adiar a sua seguranca, se nfto no mais
escrupuloso eumprimento de seus deveres: re-
leva que carfa cidado conheca tao bem as
leis que devem servir de regra ao seu pro-
ceder ou que os protegen!, que ao primeiro
soffrendo sacrificar ao interesse commum signa! dos magistrados esteja sempre promp-
procura para elevarle desapreciar tudo ,
que nao he favorecido polo objedo da sua pai-
xo. Nao he claro qoe lendo cada hum dos
socios quatro votos contra o seu sera torea-
do a icar na inaeco, ou nao empregara a
forca individual, se nao em ouender a os
seus consocios ?. Diro que a final romne-
.la tribuna 1 ' da mprensa, su-' se o equilibrio :
plantando
ios tramae a desg.aca geral, e prelcnclcm 'mais
embora 5 mas irao as cousas
to a pegar em armas contra o individuo que
tentassedestraillas ; releva finalmente que
aquelle, a quem a lei confia a forca publica ,
ade nesta mesma forca huma resistencia n-
vencivel todas as vezes que a quizer empregar
em destruir as instituicoes, que a naco tem
adoptado. Entfto e s ento he que esta
poder conservar a sua independencia ; mas
,i(. vm^ti mdhnr miando hum arrastrar a todos os em quanto sse empregarem outros meios h<
plar,t;i,lo o* seos nTagomstas, #JW: I maT idIa Sozar Pr il^m ^ a'huma 9pparea-K
luices religiosas desprezo que nao deixa-
r de crescer se nao quando se destruir a
sua causa. Se nesses bellos seculos de Athe-
nas ou de Roma alguns escriptores houves-
sem fallado do Paganismo como os moder-
nos pela mor parte tem fallado da Religiao
Christ elles serio banidos ou condemna-
dos morte e nenhum bom cidado desap-
provaria a sua condemnaco : entre lauto os
nossos auctores vivero e morrero tran-
quillos ; e se alguma perseguico sofrro
suscitada por intrigas particulares a sua re-
putaco e gloria crescro aos olhos do pu-
blico.
E devenios reprovar a severdade dosanti-
gos governos ou a dougura dos modernos ?
IS'em huma nem outra cousa. Entre os an-
tigos a Religiao estava to ligada s leis que
nao a podio fazer cahir em desprezo sem fa-
zer cahir as leis ao mesmo tempo ; e por tan-
to s hum inimigo do Estado era capaz de a
querer destruir^, e tal homem devia necessa-
riamente ser punido pelas leis. Entre os mo-
dernos pelo contrario a Religiao nenhuma re-
lacflo tem com as instituicoes cviz ; ella nao
tem porobjecto tornar os homens felizes nes-
te mundo ; os philosophos dizem, que ella s
serve para nos conduzir vida futura: e como
as leis nao se enderego sendo felicidade
dos cidados e alm disto os governos nao
sao estabelecidos para fazer predestinados di-
zem aquellos mestres que se pode atacara
Religiao sem fazer a minina olensa s leis, ou
ao governo e por consequencia sem incor-
rer em pena alguma.
Este desprezo pela Religiao nao resulta so-
mente dos escriptores persuadidos que ella
s se fundava no que eiles chamao prejuizos,
fazerem inpunementc todos os esforcos pela
destruir ; tambem resulta do modo porque
o povo recebe a educaco. Os homens, que
nao tem outra fortuna, se nao os seus bracos,
nao emprego em instruir-se se nao o lem-
po que nao podem empregar jem pro ver a
propria subsistencia isto he ; os primeiros
anuos da sua infancia : mas como nao apren-
dem, se nao preceitos extremamente vagos ,
logo os esquecem. De mais perante Dos
hum arrependimento apaga tudo ; em toda a
idade pode o homem arrepender-sc e a vida
d bastante tempo para isso. Assim racioci-
nao os que nao tem ideias claras da Religiao ;
e assim he que elles vo do erro ao vicio ,
do vicio ao crime e do crime ao cadafalso.
Taes sao os principaes effeitos q' resulto da
educaco viciosa, quenosdo. Estes eTeitos
tornao-sc causas tambem : mas fique a o lei
tor o cuidado de lhe seguir as consequencias.
Passemos agora a examinar, se seria possi-
vel destruir esses vicios, ou a o menos enfra-
quecer coiicideravelmente os seus effeitos.
Primeiramcntc; devemo-nos penetrar bem
desta verdade, que seaReligo, ea moral
se separ&O das leis, ellas nao lhe sao contra-
rias, e por concequencia ninguem as pode of-
fender, conformando-se com as leis do seu
paiz. Com efieito Jess Christo nao estabe-
leceo a sua Religiao, se nao ficando inteira-
mente estranho legislacao cao governo;
e disto bem nos podemos convencer exami-
nando a sua doutiina, c observando, que to-
das as vezes que lhe lizero perguntas relati-
vas ao poder das audoridades civz, elle sem-
pre respondeo subtrahindo-se questao.
Quando os Judeos lhe perguntao se devem
pagar o tributo, que os Romanos lhe impo-
sro; elle lhes responde: dai a Cezar o que
he de Cezar : mas nao diz, se o tributo per-
tence a cezar, e nao resolve o caso.
Por outra parte os seus Apostlos ensino ,
que se deve obedecer s potestades d trra ,
e que resistir-lhes he o mesmo que resistir
a Dos: como porm nao h potestade que
seja superior lei; he claro, que ninguem
pode conformar-se a este precedo se nao
obedeeendo s leis. Os detractores do chris-
tianismo pretenden!, que por este preceilo S.
Paulo havia sancionado a violencia, ou o ds-
polismo: mas he hum erro ; porque em hum
Estado desptico, bem como no selvagem ,
nao h leis; e segundo S. Paulo onde nao h
lei nao pode existir delicio = ubi non est
Iex, nec pra?varieatis =
As leis, a moral e a Religiao nada tem por
tanto de incompativel: todava se a moral ,
e as leis podem fnndir-se, nao he o mesmo
a respeito da Religiao mormente em hum Es-
tado, onde as lnzes tem feito grandes progres-
sos e onde multas seitas sao reconhecidas,
e protegidas. Nao se podeno pois tentar
hoje os meios empregados por Lycurgo, ou
"urna para dar estabilidad^ as suas institu-
MUTILADO



gocs: mas hum meio h que talvcz nao fos-
se 1menos efflcaz, nem limito dillicil de por
em pratica. Este meio seria fazer hum c-
digo de moral, e de legislado em o qual se
lizesso todas asdisposigoes, que podein ler
aiguma influencia sobre o procedimento pu-
blico, ou privado dos cidadAos.
( Contina.)
DOS JUIZOS DOS HOMENS.
Colloquemo-nos em situagAo tal, que nos
agrade ; sejamos homens de bem ; sejamos
hoinens de prazeres ; escolhamos a corte / ou
o retiro; vivarnos como Philosophos, ou como
libertinos, nos nunca Taremos de todos os ho-
mens os approvadores da nossa conducta :
nem reuniremos em nosso favor todos os
seus votos. De huma parte seremos tidos
como homens verdadeiros, amigos generosos,
homens de guerra superiores aos outros ,
cortezos sinceros, e desehteressados, espi-
ritos bem ornados e relevantes: da outra ,
se nos accuza de perfidia, se nos avalia de
m f se nos oflusca o esplendor e o mri-
to dos nossos talentos e dos nossos servidos;
somos comparados com os espirito!? vulgares ,
se nos eslranho as amizades secretas e
fragilidades indignas da nossa gloria. Ten-
temos todas as situages e vejamos se po-
deremos chegar a melter a todos os homens ,
nos interesses da nossa reputaco c da nos-;
sa conducta. O zelo a indulgencia a vida
commum, o retiro a renuncia dos grandes
cargos tudo acha censores. Fagamos con-
cordar se acaso o podemos fazer todos os
homens sobre a nossa causa e ento se
nos prometiera de boamente o fazerem-nos
da vaidade das suas opinioes a regia da nossa
conducta. Sempre desagradamos a huns,
pelos mesmos lugares por que sabemos agra-
dar aos outros. Os homens nao pederic-
concordar ; porque as paixoes sao a regra dos
seus juizos 5 e porque ellas nao sao as mes-
mas em todos os homens.
Hum bom corago hum corago recto,
simples e sincero nao pode jamis capaci-
tarle, de que baja inpostura sobre a trra.
Em seu proprio fundo acha, elle a apologa
de todos os mais e mde pelo que llie custa-
ria a elle qnanto deve to bem custar aos
outros o ser homem de m f. Por esta
raso examinemos aquellos que Ibrmo sus-
peitas terriveis e temerarias contra as pesso-
as de bem ; e acharemos que de ordinario
sao homens depravados e corruptos e que
mesmo procuro tranquillizar-se em suas
dissoluges suppondo que as suas fragilida-
des, sao asfraquezas de lodos os homens: que
os que parecem mais virtuosos nao tem mais
do queches se nao maior esperteza para se
fmgircm: e que totalmente observando-os de
perlo se acharia, que elles sao feitos as-
sim como os outros homens. Elles fazem
desle pensamento hum remedio para as suas
desenvolturas , e se confirmo na desordem ,
associando-sc qucllcs, que a credulidad^
dos povos chama pessos de bem. For-
mao huma ideia terrivel do genero humano ,
talvz menos espantados d'aquella, que deve-
rio ter de si mesmos : e trato de se persua-
dir
da nAo pode achar entre nos huma protegAo
publica. Nunca se acbfto d'aquellas almas
desesperadas, que se honrcmda sua confusao,
oque pon bao a sua gloria na sua mesma in-
fancia. O crime sempre arrasta coinsigo hu-
ma certa vileza cujo espectculo nao he fcil
esconder-se ao publico: e nosei, porque res-
to de justiga se nao pode o mesmo seculo es-
cusar docondemnar em publico aquillo que
a sua mesma corrupgAo lhe faz authorisar em
secreto.
Os homens nosulispulo, quase sempre tu-
do o que a verdade ou a vaidade nos altri-
buem : se temos hum grande nome, disputa-
se aos nossos Avs : Se descamos a nossa
pouca habilidade he que tem a culpa: se pros-
peramos o azar leva as hoiiras ou se attri-
bue ao mrito dos nossos subalternos : se go-
zamos de huma reputaco publica ; appela-se
do erro popular para o juizo dos mais pruden-
tes : se gozamos de todos os talentos requi-
sitos para agradar ; logo se diz que lhe sa-
bemos dar muito bom uzo e que muito te-
mos agradado : se a conducta excede a espe-
ranza ; langa-se hum surriso injurioso sobre
tos. Assim como all se nasce o se vive I xeiro: dando lodos os apareilhos; pagando de
no falso ; julga-se vC-lo igualmente navirlu-J feitioa 5 por um vintem, fazom-se muito bem
de como no vicio. Assim como isto he bu- 1 feitas e grossas das-se prontas a qualquer
ma scena em que cada hum representa bu- I estante que queira , na na direila D. 25
ma personagem alheia tambein se julga I e na mesma caza aluga-se urna ana de leite
que o homem de bem nao faz ao vivo a perso-
nagem da virtude que mostru : a sincerida-
de rara ou intil, sempre alli
forra, com milito bom leitt
possivel.
Traduzido Livrcmente.
t-r Quem quizer comprar relogios de pra-
parece im- ta para cima de meza e caixasde pratadou-
rada para rap ; dirija-sc ao arial do Bom
Jezus : ao quartel dosenganjados.
C7" Quem quizer Comprar urna eseravado
PUBLICACES A PEDIDO.
Visto o lermo de achada e revela do con-
traventor Francisco Antonio de Oliveira, con-
demno o mesmo em conformidade do Til. 7.
. 2. combinado com o Tit. 5. . 4. das
Posturas Municipaes multa de 6,>000 ruis,
a demolir a obra edificada e custas.
Recife 17 de Dezembro de 1841.
Antonio Joaqun de Moraes Silva.
Tenho recebdo tresofficios seos muito pos-
teriormente s suas datas dando-me parte
' "j de estar tudo prompto e preparado para se
o nosso humor. Em Jim quem quer que se .
jamos grande povo principe vassallo; a ^tar o arrancar u, esteio da ponte do Amo.
, de que nao lia virtuue 5 so para que o
vicio mas commum Ibes parega mais dig-
no de desculpa.
O Mundo. sempre inexplicavel altribuio
em todo tempo a vecgnha igualmente ao vi-
cio c virlude. Elle trata de ridiculo ao
homem justo : descarrega mil golpes sobre o
homem depravado. As paixoes as obras
santas fornecem a mesma materia para as
suas decisoes e para as suas censuras : e por
huma bizarra que s os seus caprichos po-
dein justificar ; elle tem alcanzado osegredo
de fazer no mesmo tempo o vicio desprezivel,
e a virtude ridicula.
Faz-se raso de estado o desprezar dos ou-
tros homens: deseja-se ser estimado d'aquellcs
mesmos a quem se despreza : agrada o ser
elevado sobre os outros ; a elevago nos ex-
pe anda mais s vistas e aos discursos da
multidao ; e sentem-se ainda mais vivamente
as censuras d'aquelles, de que se devem espe-
rar homenagens.
Agrado mui os suffragos pblicos : os
desprezos sao tanto mais offensivos quanto
sao menos communs e mais raros. Tcm-se
por bem a yinganga das censuras por censu-
ras mais vivas e mais mordentcs : avingan-
ca sempre suppe roseen tmenlo e dor : e
por outra parte o homem nao se mostra muito
menos sensivel ao prazer de fazer desprezos 5
do que tristeza de os haver recebdo.
De todos os erros que hoje correm pelo
mundo nein um ha menos contagioso do
que aquelle que accumula gloria ao vicio e
confusao virtude. A iniquidade apesar
de toda a desordem do corado humano, ain-
pnncipe
situagAo mais appctccivel nossa vaidade ; he
ignorarmos o que o mundo pensa de nos.
As mesmas paixoes que nos unem nos videm : a inveja offusca as nossas qualidades
mais plausiveis ; e os nossos prazeres acho
censores n'aquelles mesmos, que o seguem.
Se bem repararmos", nos reputamos por
muito os juizos dos homens : quase que nao
vivemos se nao pelos outros : o que somos
aos nossos olhos pouco nos interessa : oe-
cupados s do que somos nos olhos dos outros,
toda nossa attengo se restringe a man ter es-
ta ideia chimenea de nos mesmos que exis-
te no espirito dos outros. Nunca nos accon-
tece perguntar a nos mesmos o que somos
realmente; mas sempre nos estamos pergun-
tando o que se julga do que nos somos : por
sso toda nossa vida he fantstica c imagi-
naria. 0 mesmo erro que nos torna pelo
que nao somos, isonga o nosso orgulho.
Di'ixamo-nos penetrar dos mesmos louvores ,
que o nosso coraco desapprova e ficamos
mais satisfeitos do erro que nos jmpe fal-
sas virtudes; do que nos humilhainos ver-
dade que nos faz sentir as nossas faltas, e as
nossas miserias verdadeiras.
Ha vicios menos odiosos desordens mais
felices criines mais polidos se assim posso
diser que o seculo colloca honorficamente
entre as virtudes ; e que a primeira vista nao
offerecendo cousa que parega nociva con-
serva toda a malignidade do vicio sem lhe
reter nem a vergonha nem os horrores.
Ora por esta falsa ideia de nos agradarmos
destas pretendidas virtudes que na verdade
sao reaes vicios : he que accontece fazermos
tantas aegoes apesar do secreto clamor de con-
scencia e que omettmos outras cuja ne-
cessidade vemos no nosso interior, e tudo
por nao escandalisarmos o mundo. Ah nao
bastava que a fragilidade e a corrupgAo
do nosso corago nos fizesse a virtude penivel
e desgostosa ? Ainda era precizo qu? a
desordem do espirito lhe accressenlasse a ver-
gonha e o desprezo '
O mundo que authorisa tudo. quanto
conduz para a desordem lie o mesmo que
sempre cobre a desordem de vergonha. Elle
approva, ejustifica as mximas, os usos,
os prazeres, que corrompem o corago: e
com tudodeseja que a innocencia eare-
gularidade dos cosluines se uno com a cor-
rupto do coraco. Inspira-lhe todas as pai-
xoes ; e reprehende-!he todas as consequenci-
as : quer que se cuide em agradar edes-
preza-nos quando o chegamos a conseguir.
Os seus theatros lascivos retinem dos elogios
insensatos do amor profano ; e os seus inter-
tenmentos nao sao menos que satyras san-
guinolentas d'aquellas, que se entrego a
esta inclnagodesgranada: louvo-se as gra-
gas os attralivos os talentos infelices que
accendem as labaredas inpuras : e cobrem-se
de huma confuzo eterna aquelles que se
mostro inflamados.
Os homens a quem as paixoes tem j de-
vagado o corago sao capases de toda a du-
plicidade e de toda a vileza. Assim como
elles carecem de rectido de nobreza e de
sinecridade ; suspeitao fcilmente que os
outros sao assim como elles : nao se po.|em
persuadir, de que ainda haja coragoes sim-
pleces sinceros c generosos sobre a tena :
julgo verem todos oque sentem de si mes-
mos : nao porlem comprehender que a hon-
do que Vm. he Arrematante; e como por mo-
tivos do servigo nao pude ir im mediatamente
assistiraessa experiencia, esobreveio logo a
festa do Natal s podere irdepois do prin-
cipio do anuo vindouro. Dos (uarde a Vm.
Inspecoo das obras Publicas 29 de Dezem-
bro de 1841.
Snr. Fernando Francisco d'Aguiar Mon-
tarroyos.
Firmino Herculano de Mores Ancora.
Coronel Graduado do C. d'Engenheiros.
LOTERA D theatro.
As rodas da 1 parte da 8. Lote-
ra correm impreterivelmente no
dia 11 do corrente ; e o resto dos
respectivos bilhetes achao-se a ven-
da nos lugares annunciados.
A V I Z 0 S DIVERSOS.
cr Vende-sc urna venda em muito bom
lugar a dinheiro ou a praso a vista, do compra-
dor se dir o motivo da venda ; tractar na
na da Florentina D. 5.
Do abaixo assignado no dia ,"0 de 110-
vembro prximo passado; desapanVeo um cii-
oulodenome Antonio, eslaturaregular, se-
co docorpo com pona de barba, com seis
dedos em urna das maos, equatro ditos em um
dos ps, potroso levou vestido camisa de
algodaosinho e caiga de eslopa grossa repre-
senta ter de idade 2 anuos: quemo pegar
leve-o aloja de calgado dcfronle dacadeaque
ser gratificado. Joze Fernandos Bastos.
XU" Perdeo-sedomaguinho al a Ponte do
Recife una carleira tendo nolla 0o,> reis em
sedulas, sendo duas de vinte oulras lanas
de cinco, tres de dous equatro de mil reis:
quomativer adiado dirija-se a esta lipogra-
fiia que tora de gratificago a melado da
mesma quanta.
S~y Formulario ou guia media do Brasil ,
que conten a descripgo de todos os medi-
camentos suas propriedades os casos em
que se empregAo suas doses segundeas da-
dos sexos, e &c. ; as substancias incom-
pativeis com elles ; a indicagao das plantas
medicinaos indgenas e das agoas mineraes do
Brasil ; a arte de formular ; a escolha das
melhores formulas e das mais troquen tenien-
te empregadas; um memorial therapeutico
ou indcago dos meios uzados no tratamento
das molestias conhecidas na Europa e proprias
sao Brasil; dos socorros que se devem dar
aos asphyxiados afogados envenenados s
pesoas que se acho no estado de morte ap-
parentec.; um ndice alphabetico francez=
portuguez das substancias medicinaes sim-
ples Ac. 1. volume em 18 de 600 paginas pe-
lo Dr. Chcrnoviz Mcmbro da Academia Impe-
rial do Rio de Janeiro Correspondente da
Soccdade Medica-Cirurgica do Monlpeller,
antigo chefe interno dos hospitaes de Franga ,
honrado com a medalha &c. : vende-sc na
praca da independencia loja de livros n. 57
e 38; por OjOOO.
ssj-Onem preciar decaixeiro para venda ,
annuncie.
nacao ; de bonila ligura cozinha o diario do
urna caza e lava de sabo : dirija-so a ra
da Florintina, D. 12.
\zr Arrenda-se um bom sitio muito perto
da praga com caza do vivenda que tem c-
modos suflicientes para qualquer familia ,
com arvoredos de fruclos duas excelientes
baixas huma com plantagao de capini, e ou-
tra propria para qualquer qualidade de orta-
lice duas cacimbas : sendo una d'agua de
beber e outra de gasto : Uim alcm de tu-
do isto no fundo porlode embarque 5 quem
o pretender dinja-se a ra velha, caza D. 21.
- Vende-se putassadaBussia da primeiraqua-
lidade em barriz piquonos e grandes por pre-
go commodo a dinheiro e a pra/.o com
boas firmas ; enveaza de Joo Rufino da Sil-
va Ramos. na Boa-vista ra do Hospicio ,
caza de sobrado delirante do coronel Brito In-
gle/.
Boga-se a pessoa que apanhou um cordo
de ouro de vara e mci, groSSO, que cabio da
janella do sobrado por cima da loja que foi do
Herculano Jos de Frailas, baja de o levar ou
mandar, aodilo sobrado, pois h indicios da
pessoa que o appauhou.
tSF* O1"'1" precizarde um rapaz portuguez,
com idade de 22 anuos o pial sabe bem lr ,
escrever oom perfeigAo e tem lodos os es-
clarecimentosde todos os negocios mercanlis,
nesta praca, pode procurar no arco do Bom
Jezus na venda de Domingos Jos Machado.
- No ilia 2"i de Dezembro: na primeira ven-
da ladodireito indo para lora do portas ,
deo oguardar um preto un panicum com
louca e como o nAo procurasse mais, su-
poem-se ser birlado; quem for seo dono, dan-
do os signaos da mesma tonga lhe serao en-
tregue. >
t^* Prccisa-so do cincocnla mil reis a pre-
mio de dous por cento ao inez daudo-se
penhores do ouro ou piala quem livor an-
nuncie.
0f O Sr. Augusto Jos Poixoto, procu-
re nina carta na ra das Cruzcs D. 4.
ty Quem quizer comprar superiores bi-
chas chegadas proximamenie do Porto a
210 a 520; responde-so por aquellas que nAo
pegarem dirija-so a ra doCabug N. 4.
SS" Das-se .pi(),) rs. a juros, sobre penho-
res de ouro ou prafa; nesta Tipografa se-
dira
ty 'rccisa-sc do um ama que tenha bom
loito forra ou cativa, quem quizer annun-
cio.
|y Joaquim Jos de Santa Anua Barros,
professor particular das aulas de primoiras le-
tras, eFrangez, faz sciente aos pais do seus
alumnos ; que abre as ditas aulas no dia 10 do
corrente ; assim como scientilica a todos os
mais Snrs., que desejao o zelo prosporidade,
e aplido de seus fifhos, e que do sen presu-
mo se queirao utilizar, para cujo lim so lem
esme.ado como publico, e continuar sem-
pre em quanto dosta tarla estivor sobro car-
regado; hajau de dirijir-se na ra nova de
Santo Amaro, em foVa deportas casa, D. 4.
= Mr. Kissel, relojooiro francez quo
n'outro tempo trabalhou em Pariz para Caza
Real, reinado de Luiz XVIII aviza ao res-
jieitavel publico, que elle concerta qualquer
relojo que lhe soja confiado patentes ,
horizontaes, virgulas, gronometres e em
geral todas as obras tocante a niecaiiisina: na
ra das Cruzes junto a Typographia ; as-
sim como ; ven(le-se retojos horizontaes em
ouro e em prata.
.C7- Hoje 5 d(
abre-so um
Dogmtica
corrente ,
curso de Theologia moral, e
e tambem de Historia Sagrada e Ecclesiasti-
ca: os pretendentes dirijao-se ra de Hortas
caza D. 50 para darom os seus nomos ma-
tricula e saberem o lugar e hora das aulas.
C5" Em Pernambiico ra Nova D. 15 a-
caba de estabelecer-se um dej)osito do choco-
late onde se encontraro diversas qualidades
(taos como chocolate forreo, dito chamado de
saude e dito de Baunlha &C. >.\c.), venda
ra, a fidelidade, a sinceridade, e outras
militas virtudes sempre falsas em seo cora-
go tenho mais aiguma cousa de verdadei-
ras e de reaes no corago dos outros homens.
Eis-aqui a desgrana, principalmente das cor-
\>
ST- Preciza-sc saber se nesta praga exis-' tanfo em porgao como por retalho.
te o Sr. Bernardino Alexandre Pinheiro vin-
do menos de um anuo do Rio de Janeiro ,
ecazo exista queira annunciar sua morada,
ou dirja-se ao caes d'alfandega armazem do
Sr. Dias Ferrcira. rjara negocio de seu inte-
resse.
ts?- Quem quizer mandar fazer limas de
As virtudes e o delicioso sabor de qualquer
dosses checlates os fazem muito recoinen-
daveis 5 porem o chocolate frreo sobro tudo ,
possue propriedades que lhe tem foito alean-
car grande reputaoo na Europa, onde ein-
pregado pelos principaes mdicos cm varias
molestias com um feliz successo.
/
\
A


A
ser Aluga-se urna canoa aborta grande,
com seu toldo e bancos em volla para 14 pes-
soas tendo campo para G cadeiras : a tratar
nos Coelhos defronte do Colegio da boa vista;
assim como avisa-se a quein Ihe faltar urna
canoa de carrcira de dirigir-se ao mesnio
lugar que dando os signaes Ihe ser entregue.
S^ Aluga-se una casa terrea na ra do
Cutovetlo n. 40 caida e pintada de novo e
commodos para familia: a tratar na ra da
Aurora n. 9.
ser Aluga-se urna pequea casa terrea na
ra das Flores do lado da ConceiQo : a tratar
na na da cadeia do Recife na loja por baixo
da moradia do Corretor Oliveira.
ser Oflerece-se um homem para trabalhar
em canoa para qualquer sei vico o qual sa-
be ler e escrever edconliecnnento de sua
conducta ; quem precisar dirija-seao pateo do
Jiospital do Paraso venda por baixo do so-
brado.
s~r Precisa-se de urna ama de leite : na
rna estrella do Rozario D. 25.
ter Luiz da Costa Leite e Jos Consal-
ves da Cruz ( relojoeiro ) forao roubados de 21
para 22 do p. p. na loja do dito leite na ra
nova a penltima do lado direito ou do
norte ;_ rogo portanto as pessoas tanto de
authoridade como deoulras, tomein e pren-
di ao Vendedor ou ao menos descubri que
se gratificar e promette-se guardar segredo
a quem descobrjr o rqubo que foi do^lito Leite
o seguinte : 050 c tantos patacoes sendo a
maior parte Mexicanos 4 moos pezos ditos,
una moeda de 2oo rs. do cunbo portuguez
jinligo 4 moedas de 5 francos de franca .
8U,)(K) e tantos res de prata miuda sendo a
maior parte moeda de pataca vellia e urna
novado cuiiho de Pedro 2., 27,>000 em
sedulas todas de menos de 1.0C0 sendo a
maior parte de I 000 tendo urna porcao des-
las pelas costas na pona de cima dolado di-
reito estas le Iras L. J. C. L. R. umbolao
de abertura de ouro com um diamante com
o peso de 5 quartos de oitava um transelim
de prata para rologio com urna mao do mes-
nio metal com u mola de asso com o peso
de 8oilavas duas cruzes de ouro urna anti-
ga e outra mais moderna cada urna com 5
oitavas um par de livella de prata para sus-
pensorios com aparencias de coroa com o peso
de 25 oitavas um anelo de ouro com 4 oi-
tavas 1 cordo com 5 oitavas um dedal de
prata um par de argolinhas de ouro que
finge barboleta e mais 2 dedais de prata
que se ignora o peso de ludo, um transelim
de ouro com o oitavas e meia um anel de
ouro chato e bastante largo com esta discri-
pco viva Jess, ignora-se o peso um par
de botes de punho com o peso de 4 oitavas ,
um llandrescorn as ponas mais linas do que
o centro e oliado a lempos tem dous bocados
de papel grudados un no llandres e outro na
tampa do mesmo o qual ter palmo e tpj-no
de comprido e anda menos de altura le-
vando dentro as sedulas a cima mencionadas,
urna letra de cento e tantos mil rs a vencer no
presente mez, leudo assignalura somonte de
Jos Columbino de Araujo Lima, um buh-
te n. 5141 da 1.a parte da 6." Lotera da Ma-
triz da Boa vista com 5 assignaturas no ver-
so duas copias de escripluras de compras do
annuncanto urna dita de aforamento de
Maria Jos de tal, um papel de compra que
fez Domingos de tal Barboza e varios papis
pertencentos e necessarios ao annunciante
Luiz da Costa Leite e nao se publica o rou-
bo de Jos Consalves da Cruz por este nesta
occisao nao concordar nisso.
O" A pessoa que quiser encarregar-se de
urna crianea para crial-a de leite em sua casa
dirija-se a ra da Aurora terceira casa de 3
andares.
ser Aluga-se urna boa casa terrea com
quintal e cacimba ao p do mangunho no
principio da estrada dos afllictos : a tratar na
ra da cadeia do llecife n. 12.
ser Precisa-se de um europeo para fetor
fora desta praca pagando-se bem sendo o
mesmo natural das libase xegadode prximo
na trra que saibe ler escrever e contar,
de idade meda e nao crianza e nem velho e
solteiro : na ra da alegra da boa vista 1."
casa terrea de soto de varanda de ferro e
na mesma casa da-se boas luvas a quem der as
chaves de urna boa casa terrea ou sobrado pa-
ra urna grande Jamilia sendo no mesmo
bairro.
ser O Padre Lourenco'Lopes de Carvalho,' centede Moura nasquaes seacho coligidos
faz publico que transferio sua aula de primoi- os melhores prosadores latinos acompanha-
ras letras do bairro da boa vista para o de S. das de um index lalinitatis, e que fornece
Antonio, ra DiretaD. 21 onde lambem ensi- grande instruccao a moeidade a vdade de
nara graminatiea latina. I). Joao de Castro correcta o ultima edigo de
l~r- A Sociedade que atho agora girava naiLisboa Luisadas de Camoes corretissima
razio de Novaos Irmos &, Compartida, estjedicao grainmatica portugueza por Cons-
extinta e desta dada endianle girar na deltancio, historia de portugal om 58 cartas
Novaos & Companbia sendo encarregado da j para devertida instruccao da moeidade a
iquidaco da anterior o Sr. Manoel Francisco intercssantissima geograia de D. Jos de Ur-
da Silva Novaos.
serAvisa-se ao Sr J. J. S. para que no pra-
so de 8 dias queira dirigir-se ao pateo do hos-
pital do paraso buscar um pinhor que l tem
elevar seu im|>orle eno ofazondo perder
todo direito e ver seu nome publicado.
AVISOS MARTIMOS.
con ultima edicto de Pariz grammatica
portugueza para uzo das escolas primarias, id-
tas latinas diccionario portuguez e latino
por Fonseca Seletas Fbulas Cornelius,
Salustius, Horalis, Virgilius, Sintaxe de Dan-
tas Epstolas de Cicero Luzadas de Ca-
moes vida de D. Joo de Castro Thesouro
da moeidade a excellente geografa de Balhi,
a melhor geografa escripia t hoje em portu-
guez primeiros conhecmentos para uzo dos
meninos modelos para os mesmos livro de
instruccao moral e religiosa para uso das- es-
colas primarias catholicas ou resumo do ver
lho e novo testamento este compendio he o
mais proprio para ler as escolas je que pa-
ra isso foi escolhido pelo conselho Real de
Instrucgo Publica de Franca , na mesmas
lojas subscreve-se para a revista Medica Flu-
minense publicada pela Academia Imperial de
Medicina do Rio de Janeiro.
ser Na ra do Colegio D. 12 escripforio da
ss?" Aluga-se urna ptima e grande loja ^ypogfafia Imparcial alem de milites obras,
com urna grande sala e dous quartos sita no as seguintes recenlemente ciegadaS de Lis-
pateo de S. Pedro, quina da ra do fogo ;
quem a pretender dirija-se ao sitio do 'rom-
bal a tratar com sua dona.
tf Precisa-se de urna criada para todo o
servico de urna casa : na camboa do Carmo
sobrado de douas andares no priraciro an-
dar.
Parvo R. G. do Norte a Lanxa Flor do Da
com toda brevidade por ter ja parte da car-
ga prompla ; quem quiser carregar dirija-so
ao p do trapiche do algodo a tratar com o
mostr da mesma.
Parao Aracaty sahe athe o da lo do Ja-
neiro o bem conhecido Hiato Flor das laran-
geiras forrado do cobro o do prime!ra mar-
cha ja tem meia carga prompla: quem qui-
ser carregar ou ir de passagem para o que tem
bonscommodos dirija-se a ra da cadeia loja
do fazendas n. 17.
Para o MviuxnArt segu viagem dentro om
poucosdias o Brigue Brasileiro Tehtacio, for-
rado e em cavilha lo de cobre, e do superior
marcha e commodos para passageiros, de que
he CaptiO Patricio Joaquim Consalves Maia ,
e ja tem prompta a maior parte de sua Carga ;
os pretendentes dirijao-se a ra da moeda n.
141 a Firmino Jos Felis da Rosa.
Para Lisboa segu viagern com brevidade
o Rrigue Portuguez Josephina e Emilia; quem
quiser carregar ou ir de pasagem falle com 0
Capitio Francisco Jos Ruarte na praca do
Commercio ou com seu consignatario Tilo-
ma/ de Aquino Fonseca na ra nova D. 21.
Para o Assu' o Patacho Nacional Laurenti-
na Rrasileira ; quem quiser carregar ou ir de
passagem dirija-se ao seu proprietario Lou-
rengo Jos das Neves na ra da Cruz n. 52
ou ao Capitio do mesnio Antonio Germano
das Neves.
COMPRAS.
xrT" Para fora da provincia esc.ravos pe-
dreiros carpinas ferraros bons cttthihei-
ros e boas costureiras engommadeiras e
cozinheiras e molequesde iddede loa 20
annos paga-sc bem a gradando a figura e as
prendas : na praca da boa vista D. 3.
VENDAS.
ser Folhinhas de porta ditas de algibei-
ra com variedades ditas de dita com alma-
nak mui correcto dita Ecclesiastica ou de
Padre ; todas por preco mais conimodo que
em outra qualquer parte impressas em bom
papel o lindo typo : na praca da Indepen-
dencia lojade livros n. 57 c 58 na ra do
Cahug loja do Sr. Bandeira na venda da
quinadcfronle da Igroja da Madre do Doos ,
na ra da cadeia loja de forragens do Sr. Mo-
raes o que ja foi do Sr. Quaresma defronle
da Matriz da boa vista na botica do Snr. Mo-
ro ira cem Olinda na ra do Amparo boti-
ca do Sr. Rapozo.
% ser Na pra(;a da Independencia loja de li-
vros n. 57 e 38 o seguinte : Magnum Lexi-
Pa
boa : Magnum Lexicn ultima ediciio gram-
matica latina e portugueza pelo Padre Jos
Vicente de Moura a melhor que neste gene-
ro at agora se tem imprimido, diccionario
portuguez e latino por Fonseca ultima ediedo
correcta e augmentada com mais quatro mil
vocabulos as tres selectas do Padre Jos Vi-
cullu improsso no porto a qual tem
cido grande aceitarn em portuga
reforma do cdigo do procosso criminal apro-
vado na Cmara dos Srs. Reputados do Rio de
Janeiro ; lambem se sssigua no mesmo es-
criptorio o Museo Piloresco Jornal de instru-
eo e recreio um dos mais bem concoituados
de todos que se publica em Lisboa com-
prendido varios ramos scienliflcos como se
pode ver de seu programma quesera mani-
fest aos Srs. que quiserem assignar supe-
riores cartei ras de todos os lmannos, alma-
nak ou folhin
ser Bichas de ptima qualidado amendo
as vinho do Porto presuntos chourissos e
paios : no atierro da Boa visla D. 19 junto
ao beco do ferreiro.
E S C R A V 0 S FGIDOS.
ser Na noule de 21 do passado fugio urna
escrava do nomo Joaquina crooula esta-
tura regular soca, espigada do oorpo, olhos
pequeos e meios morios rosto redondo
ni-To- e seco f cou, marcas de berbigas bastante vi-
o Brasil a
ziveis, peitos pequeos he quitandeira e
costuma andar calcada levou vestido de xita
fina escura panno da costa e brincos do
ouro pequeos nasorelhas, e no pesclo una
volla de con tas de uro francez ; quem a pe-
gar leve a fora de portas n. 112 confronte ao
arsenal d marinna que recebera 20000 do
gratificacio.
S2^" Em o dia 17 do passado fugio urna
piola pertencente, ao Major Leal de nomo
Maria do nacjio rebolo baixa socca do
com un
lapropna para escriploriosem corpo bastante fula, com um signal de 5
bolo gostofrancez a qual serve por espaco de | marcaste ferida junto das orelhas reprsen-
lo annos, varias o interessan los novel las e
um sorlimento de todos os papis de cor e es-
cripta.
iE?" Um bom palanquim acabado de novo ,
um sobrado de um andar com quintal mura-
do e boa cacimba na ra das trincheiraj :
a tratar na ra da cadeia n. 12.
szt Uni escravo ilo bonita figura de ida-
pade de 2o anuos cozinheiro de l'orno e fo-
go um dito offieial do alfaiate um dito
perfeito carreiro e mestro de assucar um
dito trabalhador de cuchada o lodo o servico,
umapreta cozinheira o lavadeira, urna ca-
brinha muito moca engommadeira e cose
cha, urna dita quitandeira urna negrinhae
molatinha do idade de 12 annos, urna mo-
leta de idade de 10 com principio de co/inlia
e angommado : na ra do fogo ao p do Ro-
za rio I). 25.
O" Lina escrava de nacio boa cozinheira,
refina assucar, faz varias qualidades de doces,
ongomma liso e lava roupa : na ra Direita
l). 20 lado do l.ivramenlo.
SCT 0 cadeiras de Jacaranda com assento
de palhinha por proco commodo : na ra
das Flores D. 8.
izr Cadeiras americanas com assenlo de
palhinha e de pao camas de vento de
amarelo muito bom feitas a 4<;>00 ditas de
pinlio e pinho da Suecia com 3 polegadasde
grossura, e dito serrado, tudo mais em
con la do que om outra qualquer parte: na ra
da Florentina casa de J. Beranger.
S^T Farinha muito superior sendo moi-
da de trigo novo do ultimo carregamento das
marcas XXXF o XXX que vende-se por pro-
co barato : na fabrica de farinha do atierro
da boa vista.
ser Farelo a 5000 a saca de 5 arrobas ,
ou2,)800semo saco V para engordar cva-
los, os compradores acuario este farelo mui-
to melhor do que aquello que vem do fora ,
pois he fresco e novo tamhem da mais sus-
tento ao cavado o qual o peso do farelo mos-
liar : na fabrica de tarinha do atterro da
Boa vista.
ser Corvcja boa a 2800 a duzia vinho de
champagnhe de superior qualidadea 20,)000
a duzia charutos da Babia em poroes gran-
des e pequeas por preco commodo visto ser
para ultimar conlas : na ra da Cruz D. 4.
By Meias barricas de farinha de trigo no-
va e superior: no armazom de Joaquim de
Souza Pinto o na ra Direita padaria do
Machado.
Vjer Dous carrinhos chegados ltimamente
de Inglaterra sendo um de duas rodas e ou-
tro de 4 ditas: na ra do trapiche uovo n.
16 casa de Jones Patn & Companhia.
SST- Salsa parrilha de superior qualidado ,
por preco commodo : no armazem de Anto-
nio Joaquim Pereira defronte da escadinha da
alfandega.
ts^ Um escravo pardo bom carreiro e
purgador de assucsr e serrador um dito com
principios decarpina um escravo de idade
de 2o annos 6 ditos de idade do 2o a 5o an-
nos 5 escravas sendo urna perfoita eozinhei-
ra e engommadeira um molequede idade de
dlo annos: naruadoagoas verdes D. 58.
SS?" Para fora da provincia um negro cre-
oulo de idade de 2> annos, de bonita fi-
ta ter 5o anuos de idade ; quem a pegar leve
a fortaleza do Brum quesera gratificado.
ser" Fugio no dia 27 do passado um preto
creoulo do nome Manoel. de estatura regu-
lar nariz chato olhos pequeos ps gran-
des e um dedos est bastante inchado e fo-
veiro o corpo todo marcado de bechigas que
leve a pouco lempo representa ter 2o a 24
anuos de idade, lovon calcas de riscado azul
toda rola o camisa de algodao grosso ; quem
o pegar leve a ruada moeda n. 151 que ser
gratificado.
ief* Tendo fgido do engenho S. Braz da
Villa de Serinhaem do abaixo assignado no
da 10 de Setembro p, p. um seu escravo
de nomo Thoniaz do gento da costa de
mina alto magro picados das bechigas ,
levou urna argola de forro no braco esquerdo,
este escravo dirigio-se ao engenho novo
de porto calvo do Sr. Jos Ignacio de Mcn-
(onca no dia 0 de Onlubro rocebi cartas do
mesmo Sr. dando parle que ali se achava o
dito escravo oque segundo as circunlancias
que corra desejava comprar igualmente a
mulher :!o dito escravo por ser casado e, a mu-
Ihor estar em meu poder c ilhos respon-
d que de forma alguma o venda para nao
dar mo oxemplo aos outros oque me des-
se licenca para o mandar conduzir como de
fado o fiz.no dia 18 de Novembro porem
chegando os moos portadores nao me foi en-
tregue em razaodo dito meo escravo ter agra-
dado muito ao dito Sur. Mendonca e tudo
quanlo mais houve a esto respeito Manoel de
Siqueira, homem bem conhecido na Villa do
Rio Tormoso poder informar e de outras
couzas mais pois foi um dos meus portado-
res que mandei, e porque suponho o meo
escravo perdido pora nao vendido e tai-
vez para melhor poder coroborar o negocio ,
niandom porem praca e arrematar em alguma
cabeca de Comarca das Vida do Sul desde
ja protesto peante lodas a aulhoridades que
por nenhiima arremaacio estou e protesto
haver amim o que divido por 'ualquer meio
que poder conseguir pedas e danos-; assim
como don 400j00a a quem o trazer.
Francisco Consalves da Rocha.
I
gura e sem nchaquos : a tratar no quarlel
de polica nos dias utes com o Major do mes-
mo corpo das 9 horas da manhas duas da
larde.
C7- Arroz de casca por preco commodo:
no pateo do Hospital do paraso venda D. 21.
ser 0 cadeiras americanas tizadas e em
boa estado : na ra eslroita do Roza ro l). 25.
ser Pipas de agoa ardente caxaca de 2o a
21 graos em qualquer porco : na ra da
Lapa tenda de taoueiro de Bernardo de Sena.
movmento do porto
NAVIOS KNTRADOS NO DIA 28. DO P.
Culnguba ; 8 dias Brigue Escuna Ham"
hurguez Soltwedel de 197 tonel. Cap. E'
G. Clark equip. 9 carga assucar : a A'
Scliramm.
libas da Terceira e Fayel ; 52 das, Brigue
Brasileiro Nova Sociedade de 17o tonel. ,
Cap. M. I. Correia equip. 2 cargs las-
tro a J. A. Gomes Jnior, passageiros
22o.
Babia; 12 dias Rate Brasileiro Olinda de 49
tonel. Cap. J. G. Simas equip. lo, car-
ga farinha de mandioca fumo e louca a
M.J.P. da Costa.
Rio de Janeiro ; 28 dias Brigue
Bomfni de 24 tonel.
Silva Cou lo enuio. 14
Biasleiro
Gsp. Manoel da
equip. 1 i carga caf fa-
milia de mandioca e milho : ao Capito.
ditos xo da 29
Terra Nova; 5o dias, Barca Ingleza Norval
db 215 tonel. Cap. George Cortn, equip
18 carga bacalbu : a Ordem.
Terra Nova; 45 das Brigue biglez West-
moroland de 195 tonel. Cap. John Hunter
equip. lo, carga bacalho : a Lathain &
llibbert.
SABIDOS NO DIA 50
Corves: Patacho Ilamburguoz Soltwedel,
Up. Llbndgo G. Clark carga a mesma
que trouxe.
RECJJE NA TXV. BE M. F. DE F. 1842.