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\ Anuo ce 184*2. Segunda Feira 3 de Tudo S0 lop*nlc de nis mismos ; da nossa prudencia, muilcraco, e energa : con- tinuemos como "principiamos, eseremos aponlailoi com admiraco -nlre s Nacoes mai Tullas. (i'roclamacao da Assemblca Geral do Brasil.) PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES. fioianna, Paraiba, e IJn sraijde do Norle, na segunda e sexia feira. Doniio Garanhuns, alpe 24. Cal.,, Serinliawn, Kio Formn., Torio Calvo, Macei, e Aln;*oas no 1 _, 11, e 21. l'aje'W- Santo Anto, quinta feira, Olinda tuclos os das. DAS da semana. 3 Stg. Aprigio 4 Tere, s Tito > Qna'rt. s. aemeao. C Onint. Da de Reis. 7 sext. s- Theod.iro. Aud, do Jnir de Direito di 1. rara. 8 sab. .Li'ureneo. Re. Aud. do Juix de bireit da 3, Tara. 0 Dom. s. Julio. Taneiro. Anuo X'VIII. N. I ; . O Diario publicase lodos os dias que nao forem Santificados: o preoo da assignalura he de tres mil res por quarlel paro ailiantailo*. Os annuncios dos assigna,nle l insendua gratis, eos dos que o nao f..rem rariio de SO reis por linlin. As nclamacfiea deren ->er dirinl,is a 'la Tvpogralia ra das Crujes U. 3, ou ;i praca da Independencia lujas de livrua Nmeros 37 e 3.S. CAMBIOS no da 21- de Dunmo. Cambio sobre Londres "2) i. p. 11). i) Pai 520 rei p. franco, Lisboa S() a Sj p. 10(1 de pr. Ouno-Moeda de 0,400 V, 14,500a 14,700 < > N. 44,400 n l'i,(il)0 w de 4,000 S.lOOa 8,200 Tbata Tataeoes 4,(i40a 4,000 l.MOi 1.000 M20 1.040 1,440 4,460 Piuta Peros ColumnaiN >' Menanos . lunilla Mneda de cobre 3 por 100 de ilisronto. Disconlo de billi. da Alfanilega I e por 400 ao mei. dem de le Ir a de boas firmas \ e i 1 r j. Preamir do d.a 3 de Janeiro. 1." as 40 boras e 6 m. da tarde. 2. as 40 horas e 30 m, da i nnlia, PHASES DA LOA NO MEZ UE DEZEMISRO. Qaarl, minj. a 3 4a 7 ras e 'i'.Z m. da tarde, I.na Nova a 4 I -- a 4 oras e 54 ni, da larde. Quart. cresc. a 19 k* 0 oras e4l m. da larde. Lua cheia a 2 -- lis S oras e 30 m. da larde. !> E P JES R N A !i PERNAMBC. GOVERNO DA PROVINCIA. EXPEDIENTE DO DA 21 DO PASSADO. , OllicioAo comandante das armas, rfc- mettcndo-lhe a relacfio em forma de gula dos I W) recrutas do Maranho viudos no bre- gue I .cao. Dito Ao'mesmo, trnnsmittindo as guia* das ISO praoas que viero do Maranho a bordo do patacho Francolina. Dito Ao mesmo para mandar desembar- car ,.c remetter para a fortalesa do llrum , ou das Cinco Pontas a (irn de seren al i tra- tados os donssoldados doentes de boxitas , viudos do Norte no vapor S. Salvador visto ter participado a administraco dos estahe- leeimentos de oaridade nao ser pnssivel rece- bel-Os no grande hospital. Dito ~ Ao inspector da tliosonraria das ren- das provineiaes, remettcndo-lbe as fiacOes dos cornettas Jos Braz, Joto Bernardo Lns, e Diogo Jos de Brito engajados para o pri- meiro e segundo balalhes da guarda nacional do municipio da Nazareth a lim deque Ibes mande abrir os compettentes assen lamen los de praca. Dito Ao coronel chefeda legioda guar- da nacional de Nazareth, communicando-Ibe o conteudo no precedente ollicio. Dito'Ao director do arsenal de guerra, para entregar ao. prefeito interino desla co- marca as 10 espadas, que o ex-prefeito Ha- noeldoNaspiment da Costa Monteiro reco- lheoao mesmo arsenal. DitoAo [trefeilo interino da comarca , communicando-lhe o conteudo no precedente ollicio. DitoAo Director do arsenal de guerra, para receber,' c dar appcacao de que fo- rem susceptiveis, 21 enxergoes layados e va- sios, pertencentes ao hospital regimen- tal. Dito Ao commandante das armas, disen- do-lhe, que pode remetter para o arsenal de guerra os enxergoes de que se trata no ofli- cio procedente. Portara Ao inspector do arsenal de ma- rinha para mandar aproniptar e remetter ao major Podro Paulo de Moraes Reg bor- do da barca de vapor S. Salvador as dietas , constantes da requesieoque se lhe remette. Ollicio Ao commandante das armas , communicando-lhe a expediccao da ordem su- pra. car do vapor S. Salvador e condusir para o quartel das Cinco ponas a dous ou tres re- clutas do Maranho doentes de bexigas. Dito Ao tenente coronel commandante dftdeposito,communicando-lheodesembarque dos dous, ou tres bexiguentos, e disendo- lheque tendo ellos de serem tractados no quartel das Cinco ponas, devia organisar al- l a compettente infermaria que (icaria a cargo do hospital roginiental, sendo visitada por o cirurgiao Manoul Rernardino Mon- teiro. Dito-Ao major P. P. deM. Reg, com- mandante do contigente dos recrutas do Mara- nho, communicando-lhe cm resposta ao seo Ollicio de hontem datado, que os bexiauen- tos hflo ser desembarcados 5 que as dietas bastantes dareliaooque Ihe enviara garito tornecidas boje mesmo pelo arsenal de mri- nha 5 que se-lhe apresentaria urna guarda pira renderaque se achava a bordo'desde hontem e finalmente que a dita guarda do- y-fe ser mandada para torra, pouco antes d'o vapor largar. irtaria Ao tenente coronel comman- e do depozito, mandando considerar as do mesmo a 10 recrutas vindos da Partiiba do Norte, constantes da rclaco que se Ineenviava. litaAo commandante do contingento de eavaUaria mandando dar haixa no soldado Antrtiio Jos aecnitando com praca em seo lugar). o paisano Antonio da Silva por elle of- ferecldo. dem no da 28. Ofibio Ao pretrito interino da comarca . passaido a sua disposic&o Dar proeeder co- mo fo^e de lei, o paisano Thomaz de Arruino, preso isoito horas da imite do dia 27 pela senlinrila da porta d'assemhlea provincial, por oslar en furtando urnas cavernas de den tro de um estileiro. -^r------- dem do da 20. OlficiO- Ao prefeito interino da comarca , devolvenio-lhe orocruta Narciso .lose do Al- meida \\ue> remettera -para servir na Ma- ri nba pr isso que eslava authorisado para o recebinitnto de semelhanles recrutas. . COMMANDO DAS ARMAS EXPEDIENTE DO DIA 24 DO PASSADO. Ollicio-Ao Exm. presidente, requesi- tando-lhe a expedigao de suas ordens para que fossii recebido a bordo do vapor S. Sal- vador transportado a provincia da Babia , o primeiro cadete de artilheria Luiz Rihoiro Sanches recolhido da campanha do Mara- nho e disendo-lhe que deixava agora de seguir tambem para dita provincia o capitao Manoel Jos Vieira, e sua familia, por motivo de infermidade. Dito Ao mesmo Exm. Snr. commu- nicando-lhe que abordo do vapor S. Salvador so tinha desenvolvido'a epedimia das bexigas, e enviando-lhe una requisico das dietas que devifto lbrnecer-se aos doentes airectados dcste mal parecendo-lhe mais conveniente que a requisico fosse satisfeita pelo arsenal de inarinha. H - Dito Ao mesmo Exm. Snr. enviando-lhe infcrWdoorcqucrimciitfTquc a S. M. I. en- camiuhava o alferesde linha desla provincia Antonio de Albuquerquc Maranho pedin- doqae seexpdisse a communieaco dare--| fornja que constava lhe fora dada na quali- luaoo geral dos offleises do exercito. Dito- Ao inspector do arsenal de marinha, rgaudo-lhe liouvesse de mandar dwmbar- TEIORARIA DA FAZENDA. EXPEDIENTE DO DIA 18 no PASSADO. OlTicio AJ. L. Colsmid, Wm, Thompson & Win. Kin'p agentes do Brasil em Londres, remoliendo-Mes seis letras a 00 dias vista, no valor d'fc dez mil libras sterlinas em eumprimenlV da ordem do tribunal do the- souro publicrinacional de 15 de outubro p. passado. Portara Ao thesoureiro da fasenda, man- dando entregir a A. Scharamm, a quantia de 2i;827,>,")8(>rs, correspondente a tres mil libras sterlinas ao cambio de 25) dinhoiros sterlinos por 'ipil, reis valor de dus letras que com aboiaco de C. da S. Azevedo , sacou a favor dbs ditos agentes, a 00 das vis- ta sobre II. Qastellain Sons & Comp. de Londres. Dita Ao mesmo, idem a quantia de 8:27.",>862 reis Correspondente a mil libras sterlinas ao cambb de 20 valor de huma le- tra a 00 dias Vista, na conformidade da antecedente portarla. dem do da 20. Ofilcio- Ao Exm^ Snr. visconde de Abran- tes presidente, do tribunal do thosouro publi- co nacional renipttendo-lhe as loicoiras vias de seis letras constantes do precedente ollicio na importancia de 82:758^020 reis. DitoAo mesmolExm. Snr. visconde, com os balancos da remita e desposa geral dos- la provincia do mezWde novembro prximo findo. os das rendas1 applicadas ao resgato do papel e os do rendimento de hum por cenlo de armazenagem addicional applicado ao pagamento da divida externa. OllicioAo Exm. presidente da provin- cia informando o requerimento de Joronima Francisca de Paula Cavalcant, regente do recolhimento da Gloria em que pedio por a- foramenlo o terreno alagado no* fundos da corea do mesmo recolhimento. Dito- Ao mesmo Exm. presidente, infor- mando o requerimento do cirurgiao Sebastian .lose Gomes em que pedio agratificacao de 25^000 reis mensaes concedida aos cirurgid"s mores incumbidos dos hospitaes regimen- laos. DitoAo mesmo Exm. presidente idem de Jos da Bocha Prannos, em que pedio o pa- gamento dos medicamentos com que fornceo ao hospital regimentai, no anuo finaneeiro prximo lindo. Dito Ao mesmo Exm. presidente infor- mando sobre a vaga do continuo da alfandega desta cidade. Dito Ao inspectorda alfandega partecipan- do-Ihe, que a tliosouraria approvou a sua decisao cm favor de L. A. Bandoux, que jul- gou improcedente a aprehenso feita poloes- criplurario da mesa do consulado J. F. R. Quintella, as pecas deouro. prala, e pedras (pie se despacharo para o Maranho. Dito Ao administrador da dita mesa idem que o Exm. Sr. ministro da fasenda approvou a nomeaco do guarda da referida mesa J. L. Bastos. Portara Ao thesoureiro dos ordenados mandando pagar ao alfores S. II. de Pnlio, a quantia de i :575,>755 res,' importancia dos seus sidos devidosdo 1. de Janeiro de 1827 a 18 de Janeiro de 1858. Dita Ao mesmo idem de i.i000 dos nia- zos de outubro e novembro do crrente an- uo. IDEM DO DIA 22. . Offieio Ao Exm. Snr visconde de bran- los, enviando os balancos definitivos da re- ceita edespesa geral, das rendas applicadas ao resgate do papel e dos rendimentos de 1 por cont de armasenagem addicional do ex- ercioio de 1850-1810 as relaQes da divida activa e passiva com o relatorio do pro- curador isoal; o os orcamentos para o anuo (inahccirodel82- 18-5. Dito-Ao mesmo Exm: Snr. visconde'. i- dem os balancos provisorios dereceita e dos- pesa geral e do cofre dos deposito c caones do exorcicio prximo lindo ; os da reeeita e despesa das ditas rendas, e rendimento, e bem assim os respectivos orcamentos para o exercicio de I85- 18ti. DitoAo Exm. Sr. presidente da provincia pedindo se dignasse de transmitir ao tribunal do thosouro publico nacional os precedentes oflieios. Dito Ao mesmo Exm. presidente da provincia informando o requerimento de Joa- quim Pedro de Lima almoxarife da ilha de Fernando de Noronha em que pedio o ven- ciinonto'aiinual de 800tf000 reis. Dito Ao mesmo Exm. presidente, idem sobre as tres requosicoes do commandante da dita ilha. Dito Ao mesmo Exm. presidente ; idem sobre o fornociment de roupas aos degreda- dos da sobredi la ilha. Dita Ao director do arsenal de guerra , acensando a recopeo do seu ollicio de 17 do corronte, no qual partecipou ter entrado no exercicio do seu em prego. Dito Ao contador da thesouraria remet- tendo-lhc os balancos da receita e despesa do almoxarifado da ilha de Fernando de No- ronha de Maio e outubro deste anuo. Portara Ao thesoureiro dos ordenados mandando pagar ao cirurgiao M. B. Monteiro a quantia de 1 45*000 importancia doexoesso da gratificacao adeional, (pie venceo no cor- rente anuo finaneeiro. dem DO da 25. Oflicio Ao director do arsenal guerra, pe- dindo botivesse de mandar approntar os g- neros constantes das diias rolaces que so lhe enviaro para serem remetalas para a i- Iba de Femando de Noronha. Dito Ao contador da thesouraria romet- tendo-lhc por copia para sua inteligencia a ordem do tribunal do tfisouro publico nacio- nal numero 05, que mandou pagar ao te- nente coronel reformado Francisco Antonio da Silva a lenca animal de 80.>000 reis. Dilo Ao administrador da mesa do con- sulado, partecipando a Ifcen^a de mais dous? meses com os respectivos voncimentos con- cedida ao felor conferonte .1. F. Duarto. Dito Ao das rondas internas idem toro Exm. Snr. presidente da provincia expedido a necessaria ordem ao prefeito da comarca pa- ra lhe ser remetala a relaoo dos propieta- rios das cartoas a frete. que requisitoo em seo ollicio de 12 de novembro prximo lin- do. IDEM DO DIA 2i. Portara Ao thesoureiro dos ordenados, mandando pagar a I). Mara da Goncoico e Araujo a quantia de 118.)200 res, impor- tancia do meio sold que venceo no anuo fi- naneeiro prximo lindo. Dita Do mesmo, dem a de 0.y250 res vencido dt- Jullio a novembro doste anuo. Dita-Ao contador da thesouraria para man- dar tomar nota da quantia da 25,> reis, que se deven a A. da Silva & Comp. dos juro.< d'apolice numero 00 da quantia de l;ooo,> rs. a lim de seren pagos quando pelo goveruo supremo se dar a ([nota necessaria. ALFANDEGA DAS IAZENDAS. *A barca inglesa Columbus viuda de Li- verpool entrada no corronte mez consig- nada a Me. Calmont&C. Manifestou ose- guint. I barril -com qejjos Ocaixasconi chapeos de sol. '102 ditas com fasendas 20 ditas com chapeos, \ dilu com fitas, 575 barras de chumbo 2 caixas com livros i barril com agurdente 1 caixa com selins , 5 toneladas de ferro 8caixas com fio, 118 fardos com fasendas 17 barricas com ferra- gem, 10 barriz com cal. 110 ditos com chum- bo oo toneladas de carvo 1 volume cont drogas 1 caixa com livros para escriptorio., Pora da manifest. 3queijos, 2 chapeos, 1 cesto ignora-so 5 volumes ditos 5 cai- xas ditas 1 barril com carne 2 barricas? com serveja 2 barrilinlios ignora-se 50 presuntos 20 barriz com arenques i caixa com conservas i barril com agoardente 2 barriz com conservas 1 garrafa com azeile 1 fardo com carapucas 0 jarros eom conser- vas. O brigue Sardo Frederico- viudo de Mon- te-video entrado nocorrente mez consignado a Manoel Joaquim Ramos & Silva. Manifes- tou o seguinte. 2050 quintaes de carne sec- ca 100 arrobas de cebo. MEZA DO CONSULADO. Miguel Arcanjo Monteiro d'Andrade Cavaleiro da Ordem de Chrislo, e administrador da meza do consulado de Pcrnambuco por\ S. M. I. c C. Faz saber que no dia 5 de Janeiro de 1812 se bao de arrematar na porta da mesma Ad- ministracao nove caxas de assucar, sette brancas e duas mascavadas ; no dia 1 duas" caxas brancas, e no dia 7 huma ditta bran- ca todas aprehendidas por inexatido das taras pelos respectivos empregados dos tra- pixes da companhia pelloirinho, alfandega velha e novo-, em cujos dias se tem fin- dado os prazos marcados no regulamento , sendo arremalaco livre de despozas ao ar- rematante. E para que chegue a noticia a quem conviarmandei a fixar o presente edi- ta! na porta desta aiifl]ir;i^raco, c publicar I i 2 s dla Inuprenca. Meza do consulado de Pcr- nambucu 2"> de Dezembro de 18 i I. Miguel Arcanjo Monteiro d'Audrade. Miguel Arcan jo Monteiro de Andrade, Ca- valleiro da Ordein de Christo e adminis- trador da Meza do Consulado de Pernam- buco por S. M. i eC. Faz saber que no diu 5 de Janeiro de 18 1 se ho de arrematar na porta da mesina ad- ininistraco trezarrobas de lumo aprehendi- das sern despacho a b-.i-do da barcaca Auria , que segua viagem para o Rio Formozo ; e no da 7 do mesmo oito eaixes de doce de goia- bapezando vinte quatro libras, aprehendi- dos sem despacho em hum bote que os'con- dusia para bordo de mil navio Hespanhol; em cujos dias se liniiao os prasos marcados no regulamenlo sendo a arremataco livro de despzas ao arrematante. E para que ehe- gue a noticia a quem convier niandei a fixar o presente edilal na porta desta administra^ co e publicar pela Imprenca. Meza do Consulado de Pernambuco 'Jo de Dezembro de 484!'. Miguel Arcanjo Monteiro d Andrade. AHSIC.VU. DE GUBBRA. O Arsenal de guerra compra TOS a 800 co- Vados de pao azul para faldamento da tropa, 120ditos de preCo para polainas oOO varas de brini 800 manas de la 1000 pares de oapatos preferindo-se o calcado de braga , 80 esleirs de Aogola : ludo para o mesmo faldamento. Quem liver todos estes gneros apresen te-se no dia 5do corrente mez de Ja- neiro prximo a mirar na salla da directo- promover a desmembracao das Provincias. Em mus clubs ho urdido os mais negros tra- mas ; e por toda a parte tem enviado apost- los da sua infernal misso. Nao imaginen! os nossos Leitores, que al- ludimos a certa sociedade aqui instalada re- centemenle. Alguns imaginrao, que esta diriganse a esses ns: mas havia nella cidados to sisudos, to pacicos, e honestos, que nos nao podemos capacitar, que se reunissem para promover a rebelio, a desmembracao das Provincias, e a desgrana commum. Nos tempos, em que os partidos se guerrei&o furi- osamente he mister dar grandes descontos a o espirito de intriga, que he a sua arma pre- dilecta. Mas vista de certos fados vista da ataviad de escriptos anarchicos, e desorganizadores , que ora surgem por todas as provincias, quem se nao convencer do negro trama de que a cima fallamos ? Todava muilo confiamos no bom senso dos Pernambucanos e geralmen- to dos nossos irmaos das outras Provincias ; e por isso esperamos que esses planos ser Todava multiplique-se a cada hum dos cia de liberdade e por ultimo cahir no des- membros sem nada mudar das relaCjSes, e le- potismo. remos a imagem da grande sociedade. Cada Oderradciroefleito, que resulta da faltado hum procura" elevar o seu mister com detri- ligagao entre as leis amoral, e a Religiao ment do dos outros cada hum em prega as he o despiezo , suas faculdades individuaes primeramente em seu interesse pessoal e depois no da sua cortados em agraco e esses escriptos mere* cer o despiezo, em que cahiro as mximas sanguinosas e horriveis dos Gracos dos Catilinas dos .Marats dos Dantons dos Babeufs, edos desordeiros de todos os tempos, e paizes. Longo, emi longo estamos de estigmatizar a opposico em os Governos Re- presentativos : mas opposico nao he synoni- ma de anarchia e combater programlas governantes para fazer cahir os seus repre- sentantes nao lie o mesmo que procurar des- truir os principios vi taes* de toda a associacao poltica. Pregar por tanto a desobediencia as I '..... ... I'* ...... .w ~. ------~----------------------- ------ na com as amostras: e serao preteraos a- |ejg nfi0 he 0pposiconSta he serdesor- quelles. queem qualidade e pregos forem ma- te ventajosos. O Director , Veiga Pessa. MARIO DE PERXAUBL'CO. ANNO DE 1812. " Desotn anuos de existencia conta ja o Di- ario de Pernambuco; e fcil he ver o quanto ha melhorado em sua forma externa com- binando-se as priinciras impressoee com as que ora appresentamos. O crdito do nosso Peridico tem-se firmado principalmente em suas doutrinas ; por que o Diario de Pernam- buco sempre amigo das liberdades patrias, nunca synipatizou com extremos, e sempre lia sustentado doutrinas tendentes a mauter a ordem publica c a firmar o Throno Cons- I tituciona do Imperio Brazileiro. Eslranhos go seja o ma.s perfeito possivel: em materia janisador, desordeiro, esansculols. Tambem se ultimou o auno que acaba a reforma do Cdigo do Processo reformaba tanto reclamada pelas necessidades publicas , e que ser hum padrfto de gloria para a Le- gislatura que terininou. Era preciso que d'huma vez terminasse o terrivel llagello de tanta impunidade dos crimes entre nos : era preciso que os Legisladores do Brazil po- zessem as vidas de seus concidados menos expostas a o punhaldoassassino ; era preci- so tirar a polica das ineptas nios de autho- ridades electivas que com poucas e hon- rosas excepcOes sao as menos azadas para taes funccoes ; era preciso finalmente dar novas formulas ao nos'so Jury instituicao sancta , instituico salutar ; mas que em nosso piz poucas vezes tem deixado de apadrinhar o crime. NO ousamos sustentar que o novo Codi- de leis geralmente niais eonvm argumentar posterior! do que prior i. *Podc ser que a reforma ainda oflerecji inconvc- a especulages polticas despidos de ambicio- sas pretences nos s interessamos no aug- mento e prosperidade geral ; e por isso ama- mos a paz. (lueremos a observancia das leis: mentes : mas pon-bamo-la em prat.ca, eo e nao podemos transigir com cerlos escriplo- i tempe nos desengaara. Taes sao as nossas res facciosos, M B pee a mira as revol- mximas taes os principios do Diario; e res" por que dellas esperao eolher algum Por ISSO nao sessaremos de combater a esses (Vuelo visto que nao se dando a alguma ootra i espiritas turbulentos que se regozjao com a industria honesta so aspirao a promover a de- {insubordinacao e a desorden. ; por que del- sordem s anhelo o transtorno da paz s las esperao tirar algum prove.to Finalmen- sesatisfazem coma guerra civil, maneira I te proseguiremos em noasa tarefa, o com de vorazes abulres que s de cadveres se quanto respetlemos as convienes alheias lo- trem davia s as dexaremos em paz qnando se Tal tem sido, e continuar a ser o pro- nao dirigem a desva rar a opiniao publica, rama do nossoDiario. (Iranes e mOi conoide- e a perturbar a paz do Brazil. Hossa divisa raveis tactos tiverao lugar nos dous anuos pro- sempre foi e continuara a ser : Integrida- Ximo passados. Sin. o auno de 1840 vio so- de do Imperio Conslitu.gao c Imperador. br ao Throno e entrar no exercicio de seus U'ieira o Ceo fazer prospero o anuo que co- direitos polticos o CaroPenhorda nossafelici- ', me$a de 1842. dade, o Augusto Descendente do Fundador do 1------------------------ .Imperio, o Sr. I). Pedro II. Corramos hum veo Continuacao do Artigo =Omeio de dar esta- sobre os precedentes a esse faci memorando bidade s nossas nstituiges. que huma vez oonsumado, e geralmente ae- nnmma a A os mesmos vicios de educagao cumpre a- ede inte- Nuncahu- ceto pela Nacio s nos leve merecer respeito e veneraco: e s nos cabe sustenta-lo com te-1 tribuir a deversidade de opuuoes , dos os nossos esforcos. O Joven Imperador resses que existe na suceda, e foi declarado maior e entrou no exercicio [ma moto de.xara de ser m.seravel, nunca de seus dire.tos Vfagestatieos antes do lempo i produzr nada do grande se todos os espi- ^arcadonaWhtmcac, do Imperio : mas as | ritos nao forem dirigidos para O mesmo ob- fabrSrto gostosas essa Revoluco jecto isto he : se as leis o amoral nos nao ensillaren! a subordenar as nossas alleicflcs as ahracrao gostosas essa lievolucao da Capital ; e ja nao devem apparecer asoili- sasilenoininacesde Maioristas. e ante-Mai- oristas. A 8 de Julho de 1841 teve logar na Corte com maif pompa ; e magnificencia o Acto da r.o[oac.io e Sa^racao do Joven Imperador. Foi incfovel ojobilo de nossos irmos Flumi- nenses, nao mais que o nosso; porque to- dos pertencemos Grande Familia, e todos pomos as mais doces esperanzas nogoverno Paternal do Snr. I). Pedro II. Todava rarar, vezes deixao os prazeics terrenos de ser mes- rlados de desgasto. Alguns ambiciosas deca-- i.idos do poder, procuro reassumilo a todo costo; ecomoono conseguissem por meio particulares ao interesse geral. Com elVeito supponhamos huma sociedade composta de ,,inco pessoas : que aprimeira queira a agri- cultura ; a segunda o conimercio 5 a terceira as artes ; a quarta as sc.iencias ; c a quintaba ignorancia; e que cada huma dellas nada corporac-o : o interesse publico he cousa de que ninguem seoecupa; ed'ahi nasce esse espirito de egosmo tao geral que faz que nao ten hamos mais regia ou pelo menos , que nao tenhamos regra commum para julgar da moralidade das nossas accoes. Se se Irada de apreciar hum tacto o padre consulta a sua Theologia o jurisconsulto as suas leis, e o philosopho os livros da sua sceita mas quanto ao homem do povo o algoz atando-o cadeia dos forcados he que lhe ensina a apreciar as suas acees. Machiavel observa, que huma revoluco deixa sempre apoz si meios de fazer outra ; e quem tomar o trabalho de rellecr ver que a causa deste fenmeno existe constantemen- te entre nos eque hehumeffeilo dos vicios da nossa educaco. Se sao tao facis as mu- danzas depois d'huma revoluQo he por que o povo ignorando o bem e o mal, que de- vem resultar das novas instituicoes he for- jado a ver as cousas como lli'as quercm fazer ver. e seguir o impulso, quelhedAo. Sao pode por tanto huma instituicAo ter es- labilidade se nao quando he sanecionada , pela opinio publica isto he ; quando os se- us resultados sao to bem conhecidos e ella tal aferr tem a os prejuizos e hbitos de ca- da hum dos cidados que impossivel seja of- rndelos sem atacar toda a naeo. Mas que importa, que huma instituicao seja antiga , ou nova se inguem a conhece nem sabe apreciar os seus resultados ? E como poder ella ser sanecionada pela opiniao publica se o publico nao a conhece ou se a pode des- truir sem quebra dos seus hbitos e cos- tuines i' S a hum grande homem pertence sem du- vida dar boas instituicoes a hum povo 5 mas se o legislador nao tem cuidado de as firmar ; se abandona sua propria forca os magistra- dos encarregados de as conservar, e nao os cerca dessa forca moral nica que estabe- lecc a durago dos imperios com elle pere- cern as concepcOes do seu engenho e o Es- tado tomar a cahir em seus anligos hbitos , se todava nao se torna pieza do primeiro am- bicioso que delle su queira assenhorear. Grande erro fora o crer que se pode pre- venir a usurpaco do poder entregando a os magistrados encarregados de vellar na inanii- tencao das leis constitutivas do Estado huma porcao da torca, publica 5 por que a forca, que se lhe entre'gasse, seria necessariamente in- ferior igual, ou superior que fosse entre- gue a os magistrados encarregados do Poder Executivo: se a forca fosse inferior ficando o Poder Executivo tao forte que os podesse despojar do seu carcter elles nao poderiio manter-se c conservar assim a esperanca de rostabelecer a ConfCituiefio, senao deixando commetter contra estas continuas infraeces : se fosse igual os dous corpos mutuamente se embaracariao hum procurando sempre usur- par o poder do outro ; se fosse superior final- mente o Poder Executivo seria mui fraco , e a constituidlo destruida pelos mesmos mei- os que se empregassem para a conservar. Claro Oca por tanto, que por huma forca pura- mente lizica nao he, q' hum povo pode conser- var as suas instituicoes : mas como lio que se bao de conservar ? POS j o dissemos, que heconfundindo os coslumes as leis, e a Re- ligiao de sorte que nao facao se nao hum todo no espirito dos cidados. Releva pois, que os homens a quem a lei confia adireceo da forca publica sejao to imbuidos as instituicoes do Estado que nao posso conceber a ideia de as destruir sem te- mer destruir ao mesmo passo a base do seu po- der : releva que todos os magistrados esle- jao intimamente convencidos que a mais li- geira infraCQao constituido !# humaltenta- do contra a liberdade publica 5 e que elles nao podem adiar a sua seguranca, se nfto no mais escrupuloso eumprimento de seus deveres: re- leva que carfa cidado conheca tao bem as leis que devem servir de regra ao seu pro- ceder ou que os protegen!, que ao primeiro soffrendo sacrificar ao interesse commum signa! dos magistrados esteja sempre promp- procura para elevarle desapreciar tudo , que nao he favorecido polo objedo da sua pai- xo. Nao he claro qoe lendo cada hum dos socios quatro votos contra o seu sera torea- do a icar na inaeco, ou nao empregara a forca individual, se nao em ouender a os seus consocios ?. Diro que a final romne- .la tribuna 1 ' da mprensa, su-' se o equilibrio : plantando ios tramae a desg.aca geral, e prelcnclcm 'mais embora 5 mas irao as cousas to a pegar em armas contra o individuo que tentassedestraillas ; releva finalmente que aquelle, a quem a lei confia a forca publica , ade nesta mesma forca huma resistencia n- vencivel todas as vezes que a quizer empregar em destruir as instituicoes, que a naco tem adoptado. Entfto e s ento he que esta poder conservar a sua independencia ; mas ,i(. vm^ti mdhnr miando hum arrastrar a todos os em quanto sse empregarem outros meios h< plar,t;i,lo o* seos nTagomstas, #JW: I maT idIa Sozar Pr il^m ^ a'huma 9pparea-K luices religiosas desprezo que nao deixa- r de crescer se nao quando se destruir a sua causa. Se nesses bellos seculos de Athe- nas ou de Roma alguns escriptores houves- sem fallado do Paganismo como os moder- nos pela mor parte tem fallado da Religiao Christ elles serio banidos ou condemna- dos morte e nenhum bom cidado desap- provaria a sua condemnaco : entre lauto os nossos auctores vivero e morrero tran- quillos ; e se alguma perseguico sofrro suscitada por intrigas particulares a sua re- putaco e gloria crescro aos olhos do pu- blico. E devenios reprovar a severdade dosanti- gos governos ou a dougura dos modernos ? IS'em huma nem outra cousa. Entre os an- tigos a Religiao estava to ligada s leis que nao a podio fazer cahir em desprezo sem fa- zer cahir as leis ao mesmo tempo ; e por tan- to s hum inimigo do Estado era capaz de a querer destruir^, e tal homem devia necessa- riamente ser punido pelas leis. Entre os mo- dernos pelo contrario a Religiao nenhuma re- lacflo tem com as instituicoes cviz ; ella nao tem porobjecto tornar os homens felizes nes- te mundo ; os philosophos dizem, que ella s serve para nos conduzir vida futura: e como as leis nao se enderego sendo felicidade dos cidados e alm disto os governos nao sao estabelecidos para fazer predestinados di- zem aquellos mestres que se pode atacara Religiao sem fazer a minina olensa s leis, ou ao governo e por consequencia sem incor- rer em pena alguma. Este desprezo pela Religiao nao resulta so- mente dos escriptores persuadidos que ella s se fundava no que eiles chamao prejuizos, fazerem inpunementc todos os esforcos pela destruir ; tambem resulta do modo porque o povo recebe a educaco. Os homens, que nao tem outra fortuna, se nao os seus bracos, nao emprego em instruir-se se nao o lem- po que nao podem empregar jem pro ver a propria subsistencia isto he ; os primeiros anuos da sua infancia : mas como nao apren- dem, se nao preceitos extremamente vagos , logo os esquecem. De mais perante Dos hum arrependimento apaga tudo ; em toda a idade pode o homem arrepender-sc e a vida d bastante tempo para isso. Assim racioci- nao os que nao tem ideias claras da Religiao ; e assim he que elles vo do erro ao vicio , do vicio ao crime e do crime ao cadafalso. Taes sao os principaes effeitos q' resulto da educaco viciosa, quenosdo. Estes eTeitos tornao-sc causas tambem : mas fique a o lei tor o cuidado de lhe seguir as consequencias. Passemos agora a examinar, se seria possi- vel destruir esses vicios, ou a o menos enfra- quecer coiicideravelmente os seus effeitos. Primeiramcntc; devemo-nos penetrar bem desta verdade, que seaReligo, ea moral se separ&O das leis, ellas nao lhe sao contra- rias, e por concequencia ninguem as pode of- fender, conformando-se com as leis do seu paiz. Com efieito Jess Christo nao estabe- leceo a sua Religiao, se nao ficando inteira- mente estranho legislacao cao governo; e disto bem nos podemos convencer exami- nando a sua doutiina, c observando, que to- das as vezes que lhe lizero perguntas relati- vas ao poder das audoridades civz, elle sem- pre respondeo subtrahindo-se questao. Quando os Judeos lhe perguntao se devem pagar o tributo, que os Romanos lhe impo- sro; elle lhes responde: dai a Cezar o que he de Cezar : mas nao diz, se o tributo per- tence a cezar, e nao resolve o caso. Por outra parte os seus Apostlos ensino , que se deve obedecer s potestades d trra , e que resistir-lhes he o mesmo que resistir a Dos: como porm nao h potestade que seja superior lei; he claro, que ninguem pode conformar-se a este precedo se nao obedeeendo s leis. Os detractores do chris- tianismo pretenden!, que por este preceilo S. Paulo havia sancionado a violencia, ou o ds- polismo: mas he hum erro ; porque em hum Estado desptico, bem como no selvagem , nao h leis; e segundo S. Paulo onde nao h lei nao pode existir delicio = ubi non est Iex, nec pra?varieatis = As leis, a moral e a Religiao nada tem por tanto de incompativel: todava se a moral , e as leis podem fnndir-se, nao he o mesmo a respeito da Religiao mormente em hum Es- tado, onde as lnzes tem feito grandes progres- sos e onde multas seitas sao reconhecidas, e protegidas. Nao se podeno pois tentar hoje os meios empregados por Lycurgo, ou "urna para dar estabilidad^ as suas institu- MUTILADO gocs: mas hum meio h que talvcz nao fos- se 1menos efflcaz, nem limito dillicil de por em pratica. Este meio seria fazer hum c- digo de moral, e de legislado em o qual se lizesso todas asdisposigoes, que podein ler aiguma influencia sobre o procedimento pu- blico, ou privado dos cidadAos. ( Contina.) DOS JUIZOS DOS HOMENS. Colloquemo-nos em situagAo tal, que nos agrade ; sejamos homens de bem ; sejamos hoinens de prazeres ; escolhamos a corte / ou o retiro; vivarnos como Philosophos, ou como libertinos, nos nunca Taremos de todos os ho- mens os approvadores da nossa conducta : nem reuniremos em nosso favor todos os seus votos. De huma parte seremos tidos como homens verdadeiros, amigos generosos, homens de guerra superiores aos outros , cortezos sinceros, e desehteressados, espi- ritos bem ornados e relevantes: da outra , se nos accuza de perfidia, se nos avalia de m f se nos oflusca o esplendor e o mri- to dos nossos talentos e dos nossos servidos; somos comparados com os espirito!? vulgares , se nos eslranho as amizades secretas e fragilidades indignas da nossa gloria. Ten- temos todas as situages e vejamos se po- deremos chegar a melter a todos os homens , nos interesses da nossa reputaco c da nos-; sa conducta. O zelo a indulgencia a vida commum, o retiro a renuncia dos grandes cargos tudo acha censores. Fagamos con- cordar se acaso o podemos fazer todos os homens sobre a nossa causa e ento se nos prometiera de boamente o fazerem-nos da vaidade das suas opinioes a regia da nossa conducta. Sempre desagradamos a huns, pelos mesmos lugares por que sabemos agra- dar aos outros. Os homens nao pederic- concordar ; porque as paixoes sao a regra dos seus juizos 5 e porque ellas nao sao as mes- mas em todos os homens. Hum bom corago hum corago recto, simples e sincero nao pode jamis capaci- tarle, de que baja inpostura sobre a trra. Em seu proprio fundo acha, elle a apologa de todos os mais e mde pelo que llie custa- ria a elle qnanto deve to bem custar aos outros o ser homem de m f. Por esta raso examinemos aquellos que Ibrmo sus- peitas terriveis e temerarias contra as pesso- as de bem ; e acharemos que de ordinario sao homens depravados e corruptos e que mesmo procuro tranquillizar-se em suas dissoluges suppondo que as suas fragilida- des, sao asfraquezas de lodos os homens: que os que parecem mais virtuosos nao tem mais do queches se nao maior esperteza para se fmgircm: e que totalmente observando-os de perlo se acharia, que elles sao feitos as- sim como os outros homens. Elles fazem desle pensamento hum remedio para as suas desenvolturas , e se confirmo na desordem , associando-sc qucllcs, que a credulidad^ dos povos chama pessos de bem. For- mao huma ideia terrivel do genero humano , talvz menos espantados d'aquella, que deve- rio ter de si mesmos : e trato de se persua- dir da nAo pode achar entre nos huma protegAo publica. Nunca se acbfto d'aquellas almas desesperadas, que se honrcmda sua confusao, oque pon bao a sua gloria na sua mesma in- fancia. O crime sempre arrasta coinsigo hu- ma certa vileza cujo espectculo nao he fcil esconder-se ao publico: e nosei, porque res- to de justiga se nao pode o mesmo seculo es- cusar docondemnar em publico aquillo que a sua mesma corrupgAo lhe faz authorisar em secreto. Os homens nosulispulo, quase sempre tu- do o que a verdade ou a vaidade nos altri- buem : se temos hum grande nome, disputa- se aos nossos Avs : Se descamos a nossa pouca habilidade he que tem a culpa: se pros- peramos o azar leva as hoiiras ou se attri- bue ao mrito dos nossos subalternos : se go- zamos de huma reputaco publica ; appela-se do erro popular para o juizo dos mais pruden- tes : se gozamos de todos os talentos requi- sitos para agradar ; logo se diz que lhe sa- bemos dar muito bom uzo e que muito te- mos agradado : se a conducta excede a espe- ranza ; langa-se hum surriso injurioso sobre tos. Assim como all se nasce o se vive I xeiro: dando lodos os apareilhos; pagando de no falso ; julga-se vC-lo igualmente navirlu-J feitioa 5 por um vintem, fazom-se muito bem de como no vicio. Assim como isto he bu- 1 feitas e grossas das-se prontas a qualquer ma scena em que cada hum representa bu- I estante que queira , na na direila D. 25 ma personagem alheia tambein se julga I e na mesma caza aluga-se urna ana de leite que o homem de bem nao faz ao vivo a perso- nagem da virtude que mostru : a sincerida- de rara ou intil, sempre alli forra, com milito bom leitt possivel. Traduzido Livrcmente. t-r Quem quizer comprar relogios de pra- parece im- ta para cima de meza e caixasde pratadou- rada para rap ; dirija-sc ao arial do Bom Jezus : ao quartel dosenganjados. C7" Quem quizer Comprar urna eseravado PUBLICACES A PEDIDO. Visto o lermo de achada e revela do con- traventor Francisco Antonio de Oliveira, con- demno o mesmo em conformidade do Til. 7. . 2. combinado com o Tit. 5. . 4. das Posturas Municipaes multa de 6,>000 ruis, a demolir a obra edificada e custas. Recife 17 de Dezembro de 1841. Antonio Joaqun de Moraes Silva. Tenho recebdo tresofficios seos muito pos- teriormente s suas datas dando-me parte ' "j de estar tudo prompto e preparado para se o nosso humor. Em Jim quem quer que se . jamos grande povo principe vassallo; a ^tar o arrancar u, esteio da ponte do Amo. , de que nao lia virtuue 5 so para que o vicio mas commum Ibes parega mais dig- no de desculpa. O Mundo. sempre inexplicavel altribuio em todo tempo a vecgnha igualmente ao vi- cio c virlude. Elle trata de ridiculo ao homem justo : descarrega mil golpes sobre o homem depravado. As paixoes as obras santas fornecem a mesma materia para as suas decisoes e para as suas censuras : e por huma bizarra que s os seus caprichos po- dein justificar ; elle tem alcanzado osegredo de fazer no mesmo tempo o vicio desprezivel, e a virtude ridicula. Faz-se raso de estado o desprezar dos ou- tros homens: deseja-se ser estimado d'aquellcs mesmos a quem se despreza : agrada o ser elevado sobre os outros ; a elevago nos ex- pe anda mais s vistas e aos discursos da multidao ; e sentem-se ainda mais vivamente as censuras d'aquelles, de que se devem espe- rar homenagens. Agrado mui os suffragos pblicos : os desprezos sao tanto mais offensivos quanto sao menos communs e mais raros. Tcm-se por bem a yinganga das censuras por censu- ras mais vivas e mais mordentcs : avingan- ca sempre suppe roseen tmenlo e dor : e por outra parte o homem nao se mostra muito menos sensivel ao prazer de fazer desprezos 5 do que tristeza de os haver recebdo. De todos os erros que hoje correm pelo mundo nein um ha menos contagioso do que aquelle que accumula gloria ao vicio e confusao virtude. A iniquidade apesar de toda a desordem do corado humano, ain- pnncipe situagAo mais appctccivel nossa vaidade ; he ignorarmos o que o mundo pensa de nos. As mesmas paixoes que nos unem nos mais plausiveis ; e os nossos prazeres acho censores n'aquelles mesmos, que o seguem. Se bem repararmos", nos reputamos por muito os juizos dos homens : quase que nao vivemos se nao pelos outros : o que somos aos nossos olhos pouco nos interessa : oe- cupados s do que somos nos olhos dos outros, toda nossa attengo se restringe a man ter es- ta ideia chimenea de nos mesmos que exis- te no espirito dos outros. Nunca nos accon- tece perguntar a nos mesmos o que somos realmente; mas sempre nos estamos pergun- tando o que se julga do que nos somos : por sso toda nossa vida he fantstica c imagi- naria. 0 mesmo erro que nos torna pelo que nao somos, isonga o nosso orgulho. Di'ixamo-nos penetrar dos mesmos louvores , que o nosso coraco desapprova e ficamos mais satisfeitos do erro que nos jmpe fal- sas virtudes; do que nos humilhainos ver- dade que nos faz sentir as nossas faltas, e as nossas miserias verdadeiras. Ha vicios menos odiosos desordens mais felices criines mais polidos se assim posso diser que o seculo colloca honorficamente entre as virtudes ; e que a primeira vista nao offerecendo cousa que parega nociva con- serva toda a malignidade do vicio sem lhe reter nem a vergonha nem os horrores. Ora por esta falsa ideia de nos agradarmos destas pretendidas virtudes que na verdade sao reaes vicios : he que accontece fazermos tantas aegoes apesar do secreto clamor de con- scencia e que omettmos outras cuja ne- cessidade vemos no nosso interior, e tudo por nao escandalisarmos o mundo. Ah nao bastava que a fragilidade e a corrupgAo do nosso corago nos fizesse a virtude penivel e desgostosa ? Ainda era precizo qu? a desordem do espirito lhe accressenlasse a ver- gonha e o desprezo ' O mundo que authorisa tudo. quanto conduz para a desordem lie o mesmo que sempre cobre a desordem de vergonha. Elle approva, ejustifica as mximas, os usos, os prazeres, que corrompem o corago: e com tudodeseja que a innocencia eare- gularidade dos cosluines se uno com a cor- rupto do coraco. Inspira-lhe todas as pai- xoes ; e reprehende-!he todas as consequenci- as : quer que se cuide em agradar edes- preza-nos quando o chegamos a conseguir. Os seus theatros lascivos retinem dos elogios insensatos do amor profano ; e os seus inter- tenmentos nao sao menos que satyras san- guinolentas d'aquellas, que se entrego a esta inclnagodesgranada: louvo-se as gra- gas os attralivos os talentos infelices que accendem as labaredas inpuras : e cobrem-se de huma confuzo eterna aquelles que se mostro inflamados. Os homens a quem as paixoes tem j de- vagado o corago sao capases de toda a du- plicidade e de toda a vileza. Assim como elles carecem de rectido de nobreza e de sinecridade ; suspeitao fcilmente que os outros sao assim como elles : nao se po.|em persuadir, de que ainda haja coragoes sim- pleces sinceros c generosos sobre a tena : julgo verem todos oque sentem de si mes- mos : nao porlem comprehender que a hon- do que Vm. he Arrematante; e como por mo- tivos do servigo nao pude ir im mediatamente assistiraessa experiencia, esobreveio logo a festa do Natal s podere irdepois do prin- cipio do anuo vindouro. Dos (uarde a Vm. Inspecoo das obras Publicas 29 de Dezem- bro de 1841. Snr. Fernando Francisco d'Aguiar Mon- tarroyos. Firmino Herculano de Mores Ancora. Coronel Graduado do C. d'Engenheiros. LOTERA D theatro. As rodas da 1 parte da 8. Lote- ra correm impreterivelmente no dia 11 do corrente ; e o resto dos respectivos bilhetes achao-se a ven- da nos lugares annunciados. A V I Z 0 S DIVERSOS. cr Vende-sc urna venda em muito bom lugar a dinheiro ou a praso a vista, do compra- dor se dir o motivo da venda ; tractar na na da Florentina D. 5. Do abaixo assignado no dia ,"0 de 110- vembro prximo passado; desapanVeo um cii- oulodenome Antonio, eslaturaregular, se- co docorpo com pona de barba, com seis dedos em urna das maos, equatro ditos em um dos ps, potroso levou vestido camisa de algodaosinho e caiga de eslopa grossa repre- senta ter de idade 2 anuos: quemo pegar leve-o aloja de calgado dcfronle dacadeaque ser gratificado. Joze Fernandos Bastos. XU" Perdeo-sedomaguinho al a Ponte do Recife una carleira tendo nolla 0o,> reis em sedulas, sendo duas de vinte oulras lanas de cinco, tres de dous equatro de mil reis: quomativer adiado dirija-se a esta lipogra- fiia que tora de gratificago a melado da mesma quanta. S~y Formulario ou guia media do Brasil , que conten a descripgo de todos os medi- camentos suas propriedades os casos em que se empregAo suas doses segundeas da- dos sexos, e &c. ; as substancias incom- pativeis com elles ; a indicagao das plantas medicinaos indgenas e das agoas mineraes do Brasil ; a arte de formular ; a escolha das melhores formulas e das mais troquen tenien- te empregadas; um memorial therapeutico ou indcago dos meios uzados no tratamento das molestias conhecidas na Europa e proprias sao Brasil; dos socorros que se devem dar aos asphyxiados afogados envenenados s pesoas que se acho no estado de morte ap- parentec.; um ndice alphabetico francez= portuguez das substancias medicinaes sim- ples Ac. 1. volume em 18 de 600 paginas pe- lo Dr. Chcrnoviz Mcmbro da Academia Impe- rial do Rio de Janeiro Correspondente da Soccdade Medica-Cirurgica do Monlpeller, antigo chefe interno dos hospitaes de Franga , honrado com a medalha &c. : vende-sc na praca da independencia loja de livros n. 57 e 38; por OjOOO. ssj-Onem preciar decaixeiro para venda , annuncie. nacao ; de bonila ligura cozinha o diario do urna caza e lava de sabo : dirija-so a ra da Florintina, D. 12. \zr Arrenda-se um bom sitio muito perto da praga com caza do vivenda que tem c- modos suflicientes para qualquer familia , com arvoredos de fruclos duas excelientes baixas huma com plantagao de capini, e ou- tra propria para qualquer qualidade de orta- lice duas cacimbas : sendo una d'agua de beber e outra de gasto : Uim alcm de tu- do isto no fundo porlode embarque 5 quem o pretender dinja-se a ra velha, caza D. 21. - Vende-se putassadaBussia da primeiraqua- lidade em barriz piquonos e grandes por pre- go commodo a dinheiro e a pra/.o com boas firmas ; enveaza de Joo Rufino da Sil- va Ramos. na Boa-vista ra do Hospicio , caza de sobrado delirante do coronel Brito In- gle/. Boga-se a pessoa que apanhou um cordo de ouro de vara e mci, groSSO, que cabio da janella do sobrado por cima da loja que foi do Herculano Jos de Frailas, baja de o levar ou mandar, aodilo sobrado, pois h indicios da pessoa que o appauhou. tSF* O1"'1" precizarde um rapaz portuguez, com idade de 22 anuos o pial sabe bem lr , escrever oom perfeigAo e tem lodos os es- clarecimentosde todos os negocios mercanlis, nesta praca, pode procurar no arco do Bom Jezus na venda de Domingos Jos Machado. - No ilia 2"i de Dezembro: na primeira ven- da ladodireito indo para lora do portas , deo oguardar um preto un panicum com louca e como o nAo procurasse mais, su- poem-se ser birlado; quem for seo dono, dan- do os signaos da mesma tonga lhe serao en- tregue. > t^* Prccisa-so do cincocnla mil reis a pre- mio de dous por cento ao inez daudo-se penhores do ouro ou piala quem livor an- nuncie. 0f O Sr. Augusto Jos Poixoto, procu- re nina carta na ra das Cruzcs D. 4. ty Quem quizer comprar superiores bi- chas chegadas proximamenie do Porto a 210 a 520; responde-so por aquellas que nAo pegarem dirija-so a ra doCabug N. 4. SS" Das-se .pi(),) rs. a juros, sobre penho- res de ouro ou prafa; nesta Tipografa se- dira ty 'rccisa-sc do um ama que tenha bom loito forra ou cativa, quem quizer annun- cio. |y Joaquim Jos de Santa Anua Barros, professor particular das aulas de primoiras le- tras, eFrangez, faz sciente aos pais do seus alumnos ; que abre as ditas aulas no dia 10 do corrente ; assim como scientilica a todos os mais Snrs., que desejao o zelo prosporidade, e aplido de seus fifhos, e que do sen presu- mo se queirao utilizar, para cujo lim so lem esme.ado como publico, e continuar sem- pre em quanto dosta tarla estivor sobro car- regado; hajau de dirijir-se na ra nova de Santo Amaro, em foVa deportas casa, D. 4. = Mr. Kissel, relojooiro francez quo n'outro tempo trabalhou em Pariz para Caza Real, reinado de Luiz XVIII aviza ao res- jieitavel publico, que elle concerta qualquer relojo que lhe soja confiado patentes , horizontaes, virgulas, gronometres e em geral todas as obras tocante a niecaiiisina: na ra das Cruzes junto a Typographia ; as- sim como ; ven(le-se retojos horizontaes em ouro e em prata. .C7- Hoje 5 d( abre-so um Dogmtica corrente , curso de Theologia moral, e e tambem de Historia Sagrada e Ecclesiasti- ca: os pretendentes dirijao-se ra de Hortas caza D. 50 para darom os seus nomos ma- tricula e saberem o lugar e hora das aulas. C5" Em Pernambiico ra Nova D. 15 a- caba de estabelecer-se um dej)osito do choco- late onde se encontraro diversas qualidades (taos como chocolate forreo, dito chamado de saude e dito de Baunlha &C. >.\c.), venda ra, a fidelidade, a sinceridade, e outras militas virtudes sempre falsas em seo cora- go tenho mais aiguma cousa de verdadei- ras e de reaes no corago dos outros homens. Eis-aqui a desgrana, principalmente das cor- \> ST- Preciza-sc saber se nesta praga exis-' tanfo em porgao como por retalho. te o Sr. Bernardino Alexandre Pinheiro vin- do menos de um anuo do Rio de Janeiro , ecazo exista queira annunciar sua morada, ou dirja-se ao caes d'alfandega armazem do Sr. Dias Ferrcira. rjara negocio de seu inte- resse. ts?- Quem quizer mandar fazer limas de As virtudes e o delicioso sabor de qualquer dosses checlates os fazem muito recoinen- daveis 5 porem o chocolate frreo sobro tudo , possue propriedades que lhe tem foito alean- car grande reputaoo na Europa, onde ein- pregado pelos principaes mdicos cm varias molestias com um feliz successo. / \ A A ser Aluga-se urna canoa aborta grande, com seu toldo e bancos em volla para 14 pes- soas tendo campo para G cadeiras : a tratar nos Coelhos defronte do Colegio da boa vista; assim como avisa-se a quein Ihe faltar urna canoa de carrcira de dirigir-se ao mesnio lugar que dando os signaes Ihe ser entregue. S^ Aluga-se una casa terrea na ra do Cutovetlo n. 40 caida e pintada de novo e commodos para familia: a tratar na ra da Aurora n. 9. ser Aluga-se urna pequea casa terrea na ra das Flores do lado da ConceiQo : a tratar na na da cadeia do Recife na loja por baixo da moradia do Corretor Oliveira. ser Oflerece-se um homem para trabalhar em canoa para qualquer sei vico o qual sa- be ler e escrever edconliecnnento de sua conducta ; quem precisar dirija-seao pateo do Jiospital do Paraso venda por baixo do so- brado. s~r Precisa-se de urna ama de leite : na rna estrella do Rozario D. 25. ter Luiz da Costa Leite e Jos Consal- ves da Cruz ( relojoeiro ) forao roubados de 21 para 22 do p. p. na loja do dito leite na ra nova a penltima do lado direito ou do norte ;_ rogo portanto as pessoas tanto de authoridade como deoulras, tomein e pren- di ao Vendedor ou ao menos descubri que se gratificar e promette-se guardar segredo a quem descobrjr o rqubo que foi do^lito Leite o seguinte : 050 c tantos patacoes sendo a maior parte Mexicanos 4 moos pezos ditos, una moeda de 2oo rs. do cunbo portuguez jinligo 4 moedas de 5 francos de franca . 8U,)(K) e tantos res de prata miuda sendo a maior parte moeda de pataca vellia e urna novado cuiiho de Pedro 2., 27,>000 em sedulas todas de menos de 1.0C0 sendo a maior parte de I 000 tendo urna porcao des- las pelas costas na pona de cima dolado di- reito estas le Iras L. J. C. L. R. umbolao de abertura de ouro com um diamante com o peso de 5 quartos de oitava um transelim de prata para rologio com urna mao do mes- nio metal com u mola de asso com o peso de 8oilavas duas cruzes de ouro urna anti- ga e outra mais moderna cada urna com 5 oitavas um par de livella de prata para sus- pensorios com aparencias de coroa com o peso de 25 oitavas um anelo de ouro com 4 oi- tavas 1 cordo com 5 oitavas um dedal de prata um par de argolinhas de ouro que finge barboleta e mais 2 dedais de prata que se ignora o peso de ludo, um transelim de ouro com o oitavas e meia um anel de ouro chato e bastante largo com esta discri- pco viva Jess, ignora-se o peso um par de botes de punho com o peso de 4 oitavas , um llandrescorn as ponas mais linas do que o centro e oliado a lempos tem dous bocados de papel grudados un no llandres e outro na tampa do mesmo o qual ter palmo e tpj-no de comprido e anda menos de altura le- vando dentro as sedulas a cima mencionadas, urna letra de cento e tantos mil rs a vencer no presente mez, leudo assignalura somonte de Jos Columbino de Araujo Lima, um buh- te n. 5141 da 1.a parte da 6." Lotera da Ma- triz da Boa vista com 5 assignaturas no ver- so duas copias de escripluras de compras do annuncanto urna dita de aforamento de Maria Jos de tal, um papel de compra que fez Domingos de tal Barboza e varios papis pertencentos e necessarios ao annunciante Luiz da Costa Leite e nao se publica o rou- bo de Jos Consalves da Cruz por este nesta occisao nao concordar nisso. O" A pessoa que quiser encarregar-se de urna crianea para crial-a de leite em sua casa dirija-se a ra da Aurora terceira casa de 3 andares. ser Aluga-se urna boa casa terrea com quintal e cacimba ao p do mangunho no principio da estrada dos afllictos : a tratar na ra da cadeia do llecife n. 12. ser Precisa-se de um europeo para fetor fora desta praca pagando-se bem sendo o mesmo natural das libase xegadode prximo na trra que saibe ler escrever e contar, de idade meda e nao crianza e nem velho e solteiro : na ra da alegra da boa vista 1." casa terrea de soto de varanda de ferro e na mesma casa da-se boas luvas a quem der as chaves de urna boa casa terrea ou sobrado pa- ra urna grande Jamilia sendo no mesmo bairro. ser O Padre Lourenco'Lopes de Carvalho,' centede Moura nasquaes seacho coligidos faz publico que transferio sua aula de primoi- os melhores prosadores latinos acompanha- ras letras do bairro da boa vista para o de S. das de um index lalinitatis, e que fornece Antonio, ra DiretaD. 21 onde lambem ensi- grande instruccao a moeidade a vdade de nara graminatiea latina. I). Joao de Castro correcta o ultima edigo de l~r- A Sociedade que atho agora girava naiLisboa Luisadas de Camoes corretissima razio de Novaos Irmos &, Compartida, estjedicao grainmatica portugueza por Cons- extinta e desta dada endianle girar na deltancio, historia de portugal om 58 cartas Novaos & Companbia sendo encarregado da j para devertida instruccao da moeidade a iquidaco da anterior o Sr. Manoel Francisco intercssantissima geograia de D. Jos de Ur- da Silva Novaos. serAvisa-se ao Sr J. J. S. para que no pra- so de 8 dias queira dirigir-se ao pateo do hos- pital do paraso buscar um pinhor que l tem elevar seu im|>orle eno ofazondo perder todo direito e ver seu nome publicado. AVISOS MARTIMOS. con ultima edicto de Pariz grammatica portugueza para uzo das escolas primarias, id- tas latinas diccionario portuguez e latino por Fonseca Seletas Fbulas Cornelius, Salustius, Horalis, Virgilius, Sintaxe de Dan- tas Epstolas de Cicero Luzadas de Ca- moes vida de D. Joo de Castro Thesouro da moeidade a excellente geografa de Balhi, a melhor geografa escripia t hoje em portu- guez primeiros conhecmentos para uzo dos meninos modelos para os mesmos livro de instruccao moral e religiosa para uso das- es- colas primarias catholicas ou resumo do ver lho e novo testamento este compendio he o mais proprio para ler as escolas je que pa- ra isso foi escolhido pelo conselho Real de Instrucgo Publica de Franca , na mesmas lojas subscreve-se para a revista Medica Flu- minense publicada pela Academia Imperial de Medicina do Rio de Janeiro. ser Na ra do Colegio D. 12 escripforio da ss?" Aluga-se urna ptima e grande loja ^ypogfafia Imparcial alem de milites obras, com urna grande sala e dous quartos sita no as seguintes recenlemente ciegadaS de Lis- pateo de S. Pedro, quina da ra do fogo ; quem a pretender dirija-se ao sitio do 'rom- bal a tratar com sua dona. tf Precisa-se de urna criada para todo o servico de urna casa : na camboa do Carmo sobrado de douas andares no priraciro an- dar. Parvo R. G. do Norte a Lanxa Flor do Da com toda brevidade por ter ja parte da car- ga prompla ; quem quiser carregar dirija-so ao p do trapiche do algodo a tratar com o mostr da mesma. Parao Aracaty sahe athe o da lo do Ja- neiro o bem conhecido Hiato Flor das laran- geiras forrado do cobro o do prime!ra mar- cha ja tem meia carga prompla: quem qui- ser carregar ou ir de passagem para o que tem bonscommodos dirija-se a ra da cadeia loja do fazendas n. 17. Para o MviuxnArt segu viagem dentro om poucosdias o Brigue Brasileiro Tehtacio, for- rado e em cavilha lo de cobre, e do superior marcha e commodos para passageiros, de que he CaptiO Patricio Joaquim Consalves Maia , e ja tem prompta a maior parte de sua Carga ; os pretendentes dirijao-se a ra da moeda n. 141 a Firmino Jos Felis da Rosa. Para Lisboa segu viagern com brevidade o Rrigue Portuguez Josephina e Emilia; quem quiser carregar ou ir de pasagem falle com 0 Capitio Francisco Jos Ruarte na praca do Commercio ou com seu consignatario Tilo- ma/ de Aquino Fonseca na ra nova D. 21. Para o Assu' o Patacho Nacional Laurenti- na Rrasileira ; quem quiser carregar ou ir de passagem dirija-se ao seu proprietario Lou- rengo Jos das Neves na ra da Cruz n. 52 ou ao Capitio do mesnio Antonio Germano das Neves. COMPRAS. xrT" Para fora da provincia esc.ravos pe- dreiros carpinas ferraros bons cttthihei- ros e boas costureiras engommadeiras e cozinheiras e molequesde iddede loa 20 annos paga-sc bem a gradando a figura e as prendas : na praca da boa vista D. 3. VENDAS. ser Folhinhas de porta ditas de algibei- ra com variedades ditas de dita com alma- nak mui correcto dita Ecclesiastica ou de Padre ; todas por preco mais conimodo que em outra qualquer parte impressas em bom papel o lindo typo : na praca da Indepen- dencia lojade livros n. 57 c 58 na ra do Cahug loja do Sr. Bandeira na venda da quinadcfronle da Igroja da Madre do Doos , na ra da cadeia loja de forragens do Sr. Mo- raes o que ja foi do Sr. Quaresma defronle da Matriz da boa vista na botica do Snr. Mo- ro ira cem Olinda na ra do Amparo boti- ca do Sr. Rapozo. % ser Na pra(;a da Independencia loja de li- vros n. 57 e 38 o seguinte : Magnum Lexi- Pa boa : Magnum Lexicn ultima ediciio gram- matica latina e portugueza pelo Padre Jos Vicente de Moura a melhor que neste gene- ro at agora se tem imprimido, diccionario portuguez e latino por Fonseca ultima ediedo correcta e augmentada com mais quatro mil vocabulos as tres selectas do Padre Jos Vi- cullu improsso no porto a qual tem cido grande aceitarn em portuga reforma do cdigo do procosso criminal apro- vado na Cmara dos Srs. Reputados do Rio de Janeiro ; lambem se sssigua no mesmo es- criptorio o Museo Piloresco Jornal de instru- eo e recreio um dos mais bem concoituados de todos que se publica em Lisboa com- prendido varios ramos scienliflcos como se pode ver de seu programma quesera mani- fest aos Srs. que quiserem assignar supe- riores cartei ras de todos os lmannos, alma- nak ou folhin ser Bichas de ptima qualidado amendo as vinho do Porto presuntos chourissos e paios : no atierro da Boa visla D. 19 junto ao beco do ferreiro. E S C R A V 0 S FGIDOS. ser Na noule de 21 do passado fugio urna escrava do nomo Joaquina crooula esta- tura regular soca, espigada do oorpo, olhos pequeos e meios morios rosto redondo ni-To- e seco f cou, marcas de berbigas bastante vi- o Brasil a ziveis, peitos pequeos he quitandeira e costuma andar calcada levou vestido de xita fina escura panno da costa e brincos do ouro pequeos nasorelhas, e no pesclo una volla de con tas de uro francez ; quem a pe- gar leve a fora de portas n. 112 confronte ao arsenal d marinna que recebera 20000 do gratificacio. S2^" Em o dia 17 do passado fugio urna piola pertencente, ao Major Leal de nomo Maria do nacjio rebolo baixa socca do com un lapropna para escriploriosem corpo bastante fula, com um signal de 5 bolo gostofrancez a qual serve por espaco de | marcaste ferida junto das orelhas reprsen- lo annos, varias o interessan los novel las e um sorlimento de todos os papis de cor e es- cripta. iE?" Um bom palanquim acabado de novo , um sobrado de um andar com quintal mura- do e boa cacimba na ra das trincheiraj : a tratar na ra da cadeia n. 12. szt Uni escravo ilo bonita figura de ida- pade de 2o anuos cozinheiro de l'orno e fo- go um dito offieial do alfaiate um dito perfeito carreiro e mestro de assucar um dito trabalhador de cuchada o lodo o servico, umapreta cozinheira o lavadeira, urna ca- brinha muito moca engommadeira e cose cha, urna dita quitandeira urna negrinhae molatinha do idade de 12 annos, urna mo- leta de idade de 10 com principio de co/inlia e angommado : na ra do fogo ao p do Ro- za rio I). 25. O" Lina escrava de nacio boa cozinheira, refina assucar, faz varias qualidades de doces, ongomma liso e lava roupa : na ra Direita l). 20 lado do l.ivramenlo. SCT 0 cadeiras de Jacaranda com assento de palhinha por proco commodo : na ra das Flores D. 8. izr Cadeiras americanas com assenlo de palhinha e de pao camas de vento de amarelo muito bom feitas a 4<;>00 ditas de pinlio e pinho da Suecia com 3 polegadasde grossura, e dito serrado, tudo mais em con la do que om outra qualquer parte: na ra da Florentina casa de J. Beranger. S^T Farinha muito superior sendo moi- da de trigo novo do ultimo carregamento das marcas XXXF o XXX que vende-se por pro- co barato : na fabrica de farinha do atierro da boa vista. ser Farelo a 5000 a saca de 5 arrobas , ou2,)800semo saco V para engordar cva- los, os compradores acuario este farelo mui- to melhor do que aquello que vem do fora , pois he fresco e novo tamhem da mais sus- tento ao cavado o qual o peso do farelo mos- liar : na fabrica de tarinha do atterro da Boa vista. ser Corvcja boa a 2800 a duzia vinho de champagnhe de superior qualidadea 20,)000 a duzia charutos da Babia em poroes gran- des e pequeas por preco commodo visto ser para ultimar conlas : na ra da Cruz D. 4. By Meias barricas de farinha de trigo no- va e superior: no armazom de Joaquim de Souza Pinto o na ra Direita padaria do Machado. Vjer Dous carrinhos chegados ltimamente de Inglaterra sendo um de duas rodas e ou- tro de 4 ditas: na ra do trapiche uovo n. 16 casa de Jones Patn & Companhia. SST- Salsa parrilha de superior qualidado , por preco commodo : no armazem de Anto- nio Joaquim Pereira defronte da escadinha da alfandega. ts^ Um escravo pardo bom carreiro e purgador de assucsr e serrador um dito com principios decarpina um escravo de idade de 2o annos 6 ditos de idade do 2o a 5o an- nos 5 escravas sendo urna perfoita eozinhei- ra e engommadeira um molequede idade de dlo annos: naruadoagoas verdes D. 58. SS?" Para fora da provincia um negro cre- oulo de idade de 2> annos, de bonita fi- ta ter 5o anuos de idade ; quem a pegar leve a fortaleza do Brum quesera gratificado. ser" Fugio no dia 27 do passado um preto creoulo do nome Manoel. de estatura regu- lar nariz chato olhos pequeos ps gran- des e um dedos est bastante inchado e fo- veiro o corpo todo marcado de bechigas que leve a pouco lempo representa ter 2o a 24 anuos de idade, lovon calcas de riscado azul toda rola o camisa de algodao grosso ; quem o pegar leve a ruada moeda n. 151 que ser gratificado. ief* Tendo fgido do engenho S. Braz da Villa de Serinhaem do abaixo assignado no da 10 de Setembro p, p. um seu escravo de nomo Thoniaz do gento da costa de mina alto magro picados das bechigas , levou urna argola de forro no braco esquerdo, este escravo dirigio-se ao engenho novo de porto calvo do Sr. Jos Ignacio de Mcn- (onca no dia 0 de Onlubro rocebi cartas do mesmo Sr. dando parle que ali se achava o dito escravo oque segundo as circunlancias que corra desejava comprar igualmente a mulher :!o dito escravo por ser casado e, a mu- Ihor estar em meu poder c ilhos respon- d que de forma alguma o venda para nao dar mo oxemplo aos outros oque me des- se licenca para o mandar conduzir como de fado o fiz.no dia 18 de Novembro porem chegando os moos portadores nao me foi en- tregue em razaodo dito meo escravo ter agra- dado muito ao dito Sur. Mendonca e tudo quanlo mais houve a esto respeito Manoel de Siqueira, homem bem conhecido na Villa do Rio Tormoso poder informar e de outras couzas mais pois foi um dos meus portado- res que mandei, e porque suponho o meo escravo perdido pora nao vendido e tai- vez para melhor poder coroborar o negocio , niandom porem praca e arrematar em alguma cabeca de Comarca das Vida do Sul desde ja protesto peante lodas a aulhoridades que por nenhiima arremaacio estou e protesto haver amim o que divido por 'ualquer meio que poder conseguir pedas e danos-; assim como don 400j00a a quem o trazer. Francisco Consalves da Rocha. I gura e sem nchaquos : a tratar no quarlel de polica nos dias utes com o Major do mes- mo corpo das 9 horas da manhas duas da larde. C7- Arroz de casca por preco commodo: no pateo do Hospital do paraso venda D. 21. ser 0 cadeiras americanas tizadas e em boa estado : na ra eslroita do Roza ro l). 25. ser Pipas de agoa ardente caxaca de 2o a 21 graos em qualquer porco : na ra da Lapa tenda de taoueiro de Bernardo de Sena. movmento do porto NAVIOS KNTRADOS NO DIA 28. DO P. Culnguba ; 8 dias Brigue Escuna Ham" hurguez Soltwedel de 197 tonel. Cap. E' G. Clark equip. 9 carga assucar : a A' Scliramm. libas da Terceira e Fayel ; 52 das, Brigue Brasileiro Nova Sociedade de 17o tonel. , Cap. M. I. Correia equip. 2 cargs las- tro a J. A. Gomes Jnior, passageiros 22o. Babia; 12 dias Rate Brasileiro Olinda de 49 tonel. Cap. J. G. Simas equip. lo, car- ga farinha de mandioca fumo e louca a M.J.P. da Costa. Rio de Janeiro ; 28 dias Brigue Bomfni de 24 tonel. Silva Cou lo enuio. 14 Biasleiro Gsp. Manoel da equip. 1 i carga caf fa- milia de mandioca e milho : ao Capito. ditos xo da 29 Terra Nova; 5o dias, Barca Ingleza Norval db 215 tonel. Cap. George Cortn, equip 18 carga bacalbu : a Ordem. Terra Nova; 45 das Brigue biglez West- moroland de 195 tonel. Cap. John Hunter equip. lo, carga bacalho : a Lathain & llibbert. SABIDOS NO DIA 50 Corves: Patacho Ilamburguoz Soltwedel, Up. Llbndgo G. Clark carga a mesma que trouxe. RECJJE NA TXV. BE M. F. DE F. 1842. |
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