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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/04383
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Thursday, December 30, 1841
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:04383

Full Text
Anno de 1841. Quinfa Feira SO de
"~ '' '"'.'' *
Tarto or dependo de aa mesmni ; da nos, prudencia, tnoderacao, eenergia: con-
tinuemos cobo principiamos, e aeremos apnnlatlna com admiracio rnlre as Nacoes nait
! (Proclamaco da Aaaemblca Geral do raail.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goisnna, Paraiba, e Rio Branda do Norle, na segunda e sena feira.
Bonn c Garaiihns, a 10e 24.
Cb, Nerinbnera, Kia. Formo, Pono Calvo, Macelo, e Alajoas no i 1i, a Si.
tajea 13. Sanio Anuo, quinta feira. Olinda lodoa i.a diaa.
DAS DA SEMANA.
27 Se. 2 oilav a. Jojo apnMolo.
2S Tere. '. 3 oiiara. Oa aanloa inocentea,
2J (,iiarl. a. Tbomai.
30 (nint. . Sabino,
ill tas. ? a. silreslro P.
i. dr Janeiro lab, .y Circumciauo do s-nhor.
U I rom. . lairtro.
Dezembro.1 Anno XVII. N. 8?.
p
O Diario puhtici-M lodoa oa dia que n'io forem Santifieadoa: o preco da aaiicnalnrn b
de Ir mil reta por ijuarlel p;o a<)iantados. Oa anouncio* doa assinnanie.i a. inferido
Rralis, e oa doa que o n;>o forero frailo de SO res por linlia. Ai nolamacoee devem aer
dirifidaa a rala Tipografa roa das Croie* D. 3, ou praca da lndepen<-ncia lojas de lirro
amaros 37 38.
CAMBIOS so da 24 de Df.7.f.mro.
Cambio sobre Londres 211 d. p. 11'.
a a Par "20 reis p. franco.
Lisboa SU a So p. 100 de pr.
Otao Mveda de 6.40U V. 4<,,.~>QU. l.700
f .. N. J 1.4..HI a44.UlK)
de 4,000 S. I Olla B.SOO
PtiTi Paiatc',*a l.'.i'iUa l.fiC
Frita Peoa Columnaiee 4,640a l.iWO
Mexicanos 4,620 a l.G^I)
>. miuda -1,440 a l,4iil
Moeda de robre 3 por 100 de dironlo.
Di.coi.lo de Inlb. da Aliando;. 1 V" 4iM(
o mes.
dem de leiraa da boas firma 4 t a4f.
Pteamtlr di ilin 2i) de Deiembfix
i. aa 6 horas e i'i m. da larde.
2." aa 7 horas, e 1S in, da niairil.
TU ASES .DA I.OA NO MEZ DE DEZEMBRO.
(Jnart, min. a 5 fia 9 ras e 53 m. da mauhj.
l.ua Nora a 12-- o y oras e 11 ai. da larde.
Quarl. creac. a 2J-- 0 oraa e 12 m. da Urdo.
l.-ia cheia a 27 lis 4 oraa e 12 m. d.i tnrde.
U0.
S
P E UNAMBC,
- -
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 22 DO COMIENTE.
OficioAo comandante das armas, para
mandar dar baixa ao guarda nacin*, do ser
gundobalalhiio desla oidarlii Francisco Anto-
nio de Mello, visto nao estar no caso de
ser recrutado.
Dito ~ Ao commandante superior da guar-
da nacional do Recife, communicando-lhe o
contendo no precedente ollieio
Dito-Ao comandante geral do corpo de po-
lica Iraosmillindo-lhe a liagao de Fran-
cisco Jos Vieira engajado para o destaca-
mento policial da comarca da Roa-vista no
dia 9 de agosto para mandar-llie abrir o
compettenle assenlau.entode praca.
DitoAo pivfeito da comarca da Roa-vis-
ta, commiinicando-lhc o conteudo no prece-
dente oflicio.
Dito -- Ao commandante dacompanbia de
operarios engajados. ordenando-lhe que
mande faser, e remetter aoengenheiro L. L.
"Waulliier ditas mezas para escrever,
urna forrada de couro duas ditas para dese-
nho com cvateles, e um armario grande
para guardar mappas e plantas.
DitoAo engenbeiro L. L. Wauthicr,
communicando-lhe a expediegao da ordem
supra.
Dito -- Ao mesmo exigindo com urgencia
a remessa do plano e orcamento da estrada
da Roa vista at Api pucos.
Dito ~ A cmara municipal do Recife re-
commendando, que empregue toda a vigilan-
cia para que se nao costme edificar em
termino de marinha sem que as partes lhe
a presen tem o titulo de conccsso assignado
pela presidencia.
Tenho presente o oflicio que Vms. en-
derezaran com data de 11 do corrente mez ,
felicitando-me pelo motivo de achar-me pe-
la segunda vez na presidencia desta provin-
cia, e, agradecendo a Vms. as obzequiosas
expressoes, com que me tralo, cumpre-
me asscgurar-lhes que conlinuarei a pro-
mover quan4o em mim couber a seguran-
za e fclicidade dos povos que S. M. o Impe-
rador se dignou confiar a minlia direcgo ;
contando com a coadjuvagao dessa cmara, c
das maisaulhoridades.
Dos guarde a Vms. Palacio do governo
de Pernambuco22de dezembro de 1811.
Baro da Roa-vista Snrs. presidente e ve-
readores da cmara municipal da cidade de
Olinda.
dem do da 25.
Oflicio Ao inspector da tesouraria da fa-
zenda para mandar satisfaser as requisiges,
que se lhe onvio, do commandante da i I ha de
Fernando fasendo algumas deminuiges nos
artigos que lhe parecerem exeessivos.
Dito Ao mesmo para mandar pagar o
sold do mez de novembro prximo passado
aosalferesJose Joaquim Meirelles, e Jos An-
tonio Rodrigues Lins, vindos da corle, com
destino de seguirem para oMaranhao.
Dito Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciacs ordenando-lhe que fa-
ca entrega ao commandante geral do corpo de
polica os tres meses de sidos, mandados a-
dianlar ao destacamento da comarca da Roa-
vista por oflicio do 1. de setembro do corrente
anno.
DitoAo commandante geral do corpo de
polica, communicando-lhe a expediegao da
ordem supra, e ordenando que faga seguir
para a comarca da Boa-vista um inferior ,
a fim de commandar e instruir o destacamento
respectivo.
Dito Ao prefeilo da comarca da Boa-
vista, communicando-lhe o conteudo nos do-
us precedentes oflicios.
Dito Ao coronel ebeje da Iegiio da guar-
da nacional de Nazareth, para mandar orga-1 Dito Ao major Pedio Paulo de Moraea Re-1
Bisar novas propostas para os poslos dos cor- j go procurando saber se a auibulanea for-
pOS (Ja legiao do seo cumulando, que se aclio muda aoeontigente de recrutas tinlia sido
vagos em consecuencia de n;o terem tira-1 pelo governo directamente ou prla agenoia
do as respectivas patentes os individuos que ; dos vapores em virtude do contracto celebra-
Ib rao para ellesproposlos. Ido entre esta, e aquello a fim de poder re-
DitoAo director do arsenal de guerra ,! solver sobreoobjeclo do seo ollieio desla da-
ordenando que receba no mesmo arsenal os la.
carroeeiros da com panilla de operarios enga- i Portara Ao capillo commandante intori-
jados Ratlbold Antonio, eHampt Jo'io. no da companhia de artfices mandando em
Dito Ao commandante da companhia de i eumpriinenloa le, dardeniicjio ao soldado
operarios, dsendo-lhe, qtis pode remetter Bernardino de Sena, por ter sem nota desta-
para o arsenal da guerra osdous carroceiros voravel linalisado o lempo a que era obriga-
do a servir.
MEZA DO C0NSU.AD0.
de que trata o oficio supra.
Dito Ao agente da companhia das barcas
de vapor nesla cidade para faser seguir para ........ w ----....----
os portos do Sul a barca de vapor S. Salvador, Miguel Arcanjo Monteiro d'Andrade Cvaleiro
depos de completadas as 18 horas da SUS es- da Owk'm de Christo administrador
tada neste porto, devendo mandar receber
seu bordo oolfieial do marinha Joo Carlos
Tavares, que tem de seguir para a provincia
da Bal
da meza do consulado.de Pernambuco por
S. M. I. e C.
Faz sabor que no da 3 de Janeiro de 1842
iv. 4 i t?: ii i o se bao de arrematar na porta da mesma Ad-
Dito-Ao administrador F.sca das obras mi0j3trJ1Qft0 noVC caxas dfi assucar> S(;lle
publicas para pagar aoarremaltante da es-
trada as visinhangas de Santo Amaro a quan-
ta de um cont c cincoonta mil res, impor-
tancia das despesas feitas desde o I. de desein-
bro corrente.
Dito Ao engenbeiro L. L. Wauthicr,
communicando-lhe a elpedcgo da ordem su-
pra.
Dito A cmara municipal do Cabo ap-
nrovando a nomcacao do cirurgio Antonio
Zeferino Ponce de Lefio para encarregado da
vaccina naquelle municipio.
Dito Ao inspector da fhesouraria das ren-
das provincaes, communicando-lhe o conteu-
do no precedente officio.
Portara Ao inspector do arsenal de ma-
rinha. para parteeipar ao offical d'armada
Joao Carlos Tavares que deve 'unbarcar
bordo do vapor S. Salvador a fim de se-
guir para a Bahia.
OflicioAo administrador dos estabellec-
menlos de caridade para informar se he
possivel seren recebidos e tractados no gran-
de hospital dous soldados queseacho do-
entes de bexigas : sendo paga pela fazenda
publica a despeza que com elles se fizer. ,
brancas e duas mascavadas ; no da -i duas
caxas brancas, e no da 7 huma dlta bran-
ca todas aprehendidas por inexatdo das
taras pelos respectivos empreados dos tra-
pitos da companhia, pelloirinho, alfandega
vi-lha enovo; em cujos dias se tem fin-
dado os prazos marcados no regulamento ,
sendo arrematacAo livre de despzas ao ar-
rematante. E para qi chegue a noticia a
quem convier mandei a fixar o presente ed-
lal na porta dcsta adminstralo, c publicar
pola lmprenca. Meza do consulado de Per-
nambuco 25 de Dezembro deSil.
Miguel Arcanjo Monteiro d'Andrade.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade, Ca-
valleiro da Ordem de Christo e adminis-
trador da Meza do Consulado de Pernam-
buco por S. M. I. e C.
Faz sabor que no da > de Janeiro de .812
se bao de arrematar na porta da mesma ad-
minstracao trez arrobas de fumo aprehendi-
das sem despacho a tnrdo da barcaca Auria ,
que segua viagem para o Rio Formozo ; e no
da 7 do mesmo oito caixes de doce de goa-
ba pezando vinte quatro libras aprehendi-
dos sem despacho em hum bote que os con-
dusia para bordo de um navio llespanhol;
em cujos dias se lindao os prasos marcados no
COMMANDO DAS ARMAS
EXPEDIENTE DO DA 25 DO CORRENTE.
Oflicio-\o Exm. presidente, enviando-
lhe informado o requernnento do alferes reglamento, ^ndo a arrema agAo Usrede
' ^ .... Jactvom ni nrrcmfl Unte. K nara Olie Cfie-
Antonio Bernardino dos Reis, recolhido
da campanha do Maranho, no qual pedia
fosse desembarcado o soldado Joo Nepomo-
ceno seu impedido, fasendo-o desligar do
numero dos recrutas mandados para a corle.
Dito-Ao mesmo Exm. Snr. dando-lhe a
rasoes em que se fundara para nao mandar
dimitlir o guarda nacional Francisco Antonio
de Mello, que no acto de assentar praca ne-
nhuma reclamago fizara.
DitoAo mesmo Exm. Snr., rogando-
lhe a expedicQo de suas ordens para serem
recebidos no arsenal de guerra 21 ensergOea
vazios, e lavados p^rtencentes ao hospital
rgimen tal, a fim de terem o destino marca-
do no regulamento de 17 de fevereiro de 187.2
Dito-Ao mesmo Exm. Sr., remettendo-lhe
para ter destino o requerimento que a S. M.
o Imperador nderessava Joaquim Herculano
Pereira Caldas, lente que foi do baltaiho
18. de caladores de linha pedindo a su'a re-
integrago noexercito.
Dito Ao tenente coronel commandante
do deposito, mandando suspender a gratifica-
co de !0* reis mensaes que pela caixa do
Hospital era abonada a Luiz Moreira. em pa-
gamento dos servidos que ao mesmo presta va
e ordenando-lhe que tai gralificaco fosse
dada ao ammannense do referido hospital ,
que substituir as funcesque exercia dito
soldado, tendo para ellas a necessaria aptido,
como jnforraava o cirurgio respectivo.
despzas ao arrematante. E para que cha-
ge a noticia a quem convier mandei a fixar
o presente edital na porta desta administra-
cao e publicar pela lmprenca. Meza do
Consulado de Pernambuco 25 de Dezembro de
.841.
Miguel Arcanjo Monteiro d'Andrade.
ARSENAL DE CUFJIRA.
O Arsenal de'guerra compra 700 a 800 co-
vados de pao azul para fardamento da tropa,
120 ditos de preto para polainas 500 varas
de brim 500 mantas de la 1000 pares de
cpalos preferindo-se o calgadb de braga ,
50 esleirs de Angola : ludo para o mesmo
fardamento. Quem tiver todos estes gneros
apresente-sc no dia 5 do seguinte mez de Ja-
neiro prximo entrar na salla da directo-
ra com as amostras ; e sero preferidos a-
qoelles, que om qiialidade e pregos forem raa-
is vantajosos.
O Director ,
Veiga Pessa.
tltlFlTUR.
Nos dias 27 e 28 do corrente n5o occor-
reo novidade.
Parte do dia 29 do corrente.
llm. eExm. Sr. Foro hontem presos os
pretos Jos e Manoel este escravo do Fran-
cisco da Rocha Paz Rarreto e aquelle de D.
Francisca de Carvalbo Paz Barreto, por lhe
SCfsLlu aprehendidas duas tacas de puiiU : Ib1
iglfalmelote preso Noacio Jos de Almeida,
porservdio edepessina conducta, eestar
as circunstancias de servir na marinha a
qual leve o conveniente destino.
E' o que consta das partes hoje reoebi-
das.
PRACA DO COMMERCIO 24 DE DEZEMBRO.
Revista Mercantil. ,
Cambio lia tomadores a 20 d por mil r. ; i
ao qual se tem feito IransagOes.
Algodo Poucas transai;es ouvero no da--
curso da semana.
Assucar Conserva-se de 500 sobre o ferro
o bianco e 550 o mascavado.
Couros = Sao pouco procuaados ; e tem re-
gulado de 125 a 150 por fibra.
Carne secca Ha em em deposito 48j000
arrobas, inclusive um carregamen-
to entrado a 22 do corrente ; a mai-
or parte de qualidade inferior,
se lem vendido de i 000 a 2j200 p.
arroba. Ha falta da de superior
qualidade.
Baculho O Deposito est reduzido a 5000
barricas e tem-se rctalhado de 7*000
a SjOOO.
Farinha de trigo Entrou um carregamento
de 800 barricas viudo a ser o depo-
sito de 5?000 barricas.
Amendoas doces Tem havido falta e tem-
se vendido a 0-jOOO a arroba.
Pixe da Suecia Tem-so vendido a 17000
o barril.
DIARIO DE PlKCOT
O CORREIO DE Mi's NOVAS OU O PERIDICO COB-
BEIO DO NORTE.
Que se estreou desta ve2 o Snr. Antonio
Borges da Fonccca em Pernambuco insinuan-
do a fatal idea de separagao das Provincia
de Norte, c Sul he huma verdade notoria,
constante dos primeiros nmeros do seo
Correio do Norte, onde faz votos ao grande
Factor (ou Supremo Architocto do Universo),
para que se aproxime quanlo antes o dia da
redempcao islo he ; a epoea dadissolugo
do Imperio, e desmembragao das Provincias.
Que he dominado de hum espirito boligoso ,
e turbulento, ede nao pequea dose de or-
gulbo consta de seus miscraveis escriptos r
a que so elle, c hum pugillo de francatripas,
rasgados do importancia.
Mas quem he este homem ousado, que
surge no incio de nos com o bem extensivo'
disignio de impelir os Pernambucanos re-
volla ? He hum individuosinho ali da Para-
iba do Norte, out'ora aqui oonhecido pe.
minino Totonio Abelha 5 porque escreveo, ou
garatujou hum peridico sob este titulo eia
linguagem de capadocio declamador cheio da
erros de syntaxe (que anda nao aprendeo
capazmente) e com huma ortographia ex-
quisita, ridicula, enjenla. Na revoluefio
de 7 de Abril os caudilhos desta conhecendo-
lhe o veso, e precisando de hum bota-fogo pa-
ra a canalha, langaro mflo do minino Totonio,
que entao se achava na corte, e sahio-se este
com o seo hediondo Republico, em o qual cu-
bri-dos mais indecorosos e hregeirais epi-
thectosao Fundador do Imperio, chamando-
a cada passo Pedro Panaca, Pedro Vivas,, etc.
etc. ; e estes documentos de que se devera
correr, e nunca houvera de fallar, sfio os
ttulos do seo renome sfio as provas com
que pretende sustentar, que j leve pendente
de sua mo a sorte de todo o Brasil. Bisum
teocalis, amici ?
0 desgragado pensamento de separagao de
Provincias mereoeo adesaprovagfio geral:
rnoamo contemporneo, alias UO destwnWo ,


JMP
l i
^anai^P0*!1?!^

1'
!i
,: i
I
quanto o pode dizer o Snr. Teen te Coronel
Col, recuou de medroso: entrou a dar sa-
tisfgoes, e desculpas de manca como se
escrevesse para a gente da Jacoca : mas nao
arredu a mira do mesmo alvo. O seu tito he
, dar-se importancia em os novos Estados ou
repblicas, pafhagas do Norte e promover
a desorden), concitar a anarchia se Ihe anto-
' lho'os rrieios seguros de cliegar a esse fim.
Para isso ora prega despejadamente a deso-
bediencia a novo cdigo do Processo ; e em
1 vordade parece que o-Sor. ex-Abelha, eex-
Ftepublieo, e todos os Abelhas, Zangos, bi-
/uros e mosquitos aiguma raso tem de
le zangar milito d'esse Cdigo; por q* com elle
posto em pratiea a espeeulac.au das rusgas
lorha-se mais custosa, e de tristres conse-
cuencias ; ora finalmente procura aticar odi-
'<** contra os nascidosem Portugal.
Km liuin estirado aranzel, ou antes solem-
ne massada que iutilulou causas da deca-
I deucia do Brasil a final de cenias s lhe fal-
tn disfer .que a irr'egularidade das estceles en-
tre nos he causada pelos perluguezes1 A's
tontas e as loucas deprime huma aco intei-
ra. Nago alias briosa, e chia de mui giori-
/ as recordaces e que conta huma literatu-
ra digna de cultivar-se, huma linga das mais
aellas, e ricas da Europa, e qne tambem he
a isa e va roes respeitaveis em todos os
nonos dos conhecimritos humanos. Se falla
do descobrimento do nosso Brasil, contra to-
da a' Vcrdade histrica aprsenla os Portugue-
ses como huns canibaes que so por atrocida-
des conseguirlo suplantar os nossos 'indgenas
eassitgurar a conquista mas he sto huma
irriperduavel exagerago, huma iujustica. 'Qs
Portuguezes Torito n America muito mais hu-
manos, que os Hespanhoes. As conquistas,
> esta helecimen tos daquelles em o nosso Bra-
sil mas foroobra dos Misionarios, principal-
mente Jesutas, do que das armas: por c nao
bouvero Almagres, Pizarras e Vah/ei'des.
Mas quando taes cousas diss o contempor-
neo quaudoassim deprimi a Nag prtu-
guoza nao lhe occorreo, que tanta ignoirii,
tanto vilipendio devia rellectir sobre nos bra-
.vieiros, que certamente descendemos dos
Portugueses? E aquicabeponderarq'seeste
ano to barbaros to ignorantes, to aira-]
jados na civilisaga, como o diz o Snr. Borges
RepuTilico da Fonceca perteueendo elles a
njfifc Xaco auecoUU lautos seculos deexrs-
wuicia huma Nag que remonta aos te'm-
pu-vdo's Romanos, eomo he, que nos que fo-
mos colonia sua, e que pouco mais contamos
tu oW anuos de estabelecimento, j temos os
precisos elementos para nos divididnos, e sub
dividirii'.os em estados independentes, se-
gundo os bons desejos de sua merc ? Se o
Sur. Abelha considera os Portuguezes poueo
acuna deSelvageus ; porque raanifesta con-
Iradicao pretende, que o Brasil, anda hon-
t fin conquista dos mesmos Portuguezes .
o Brasil, que destes recebeo leis, uzos h-
bitos ecostumes, jesleja as cirenustancas
dos Americanosdo Norte ?
Vssever em tom dogmtico o Sr. Repu-
blico que os Portuguezes formarn hnma
-speeie de pandemonio e nelle resolvro a
peeseguigo e ruina do Brasil: e como se
fra hum dos vogaes da junta infernal ap-
ptesenta-nos os Artigos dessa pragmtica
:'3iccao nli-Brasilica. Mas onde as pravas
de smelhantefacto ? Que rasoes produz pa-
r convencer-nos deque dos Portuguezes pro-
vro todos os nossos males? Nenhuma se
na') a sua palavra honrada. Arma-o o Snr.
Borges Republico ? He quanlo basta : ma-
gister dixit: e quem negar a infallibilida-
dc poltica a hum hornera to notavel que
ja tevena unha os destinos de todo o Brasil ?
ArevolUdo Vinagre no Para, a Repblica
provisoria do Sabino, na Baha a nossa Gaba-
rda e at o roubo dos soldados ero Septem-
bro tido, tudo foi atiendo, promovido, e
feito pelos Portuguezes. Nao h que duvi-
dar : guerra de morte a estes arribados :
por que assim o pretende o orculo Paraibano,
o ex-menino Toln io !
Quando lulavamos pela Independencia,
quando tropas Lusitanas invadido o nosso so-
lo i]nando em liui corra o pleito da emman-
spagao poltica do Brasil raso havia da
leiros todos os nascidos em Portugal, c
possesses que sendo ja residentes no Bra-
sil na epocha ero que se proctaraou a. ...Inde-
pendencia as Provincias onde ha bita vio ,
ad lien rao a esta expressa ou tcitamente
pela conuuaco da sua residencia, alas o,
suas,. fundo dessimulacao sobre o qu se passa
dentro de nos mesmos. Toda a nossa vida,
quasi que nao he se nao hum continuado
lingiment. Representamos em quase todas
as nossas accoes a personagem de hum ou-
troV e p'qile apprce em nos nunca somos
que queria o Snr. Republico ? 0 Brasil at nos.'.' tffM condigo do homem .
__._ _________i__________._ :____.__' j- ti l 'a~ ri.iTiiiiwwr pmise.ravel nao ix>
esse lempo era huma parte integrante do,Rer
no Unido : nascidos aqui, ou em Portugal,
lodos eramos Portuguezes ; e tractando-se d
nasci-
do orglbsp ,
cer grande,
como ella'he
miseravel nao pode pre-
se n quand se mstra tal ,
e o disfarce he o nico refugio
fazer separaco era indispensavel que li- da sua vida.
cassera perlencendo nova Familia Brasilei
ra os que por c residido e que quizessem
abracar a nossa causa. De mais nao he o Bra-r
sillo superabundante de populaco, queex-
pelisse de sua comniuuho poltica hum nu-
mero to concidravel de homens to estrei-
tamenle ligados com usco pelos lagos do san-
gue da Religio, da lingoa ie. &c. 0 Snr*
Borges Abelha quisera que proclamada .#.,
Independencia, fossem. por este facto prosr
criptos todos os Portuguezes*: e como a uoss^
Algumas vezes ouvimos quelles que oc-
cupo grandes postos, queixar-se de agitacoes
infinitas, inseparaveis dos seos empregos ,
suspirar pelo repouso invejar o destino de
hura estado traqiio e privado e repetir
continuamente que j era lempo em fim
de viver para si depois de haver vivido tan-
tos lempos para os outros.
Pofem islo h s projectos. Ells sim pa-
recem gemer debaixo do pezo dos negocios ,
mas talvez levario, com maior dor, e afllic-
Constituigo, nfto seqdo- obra de patriotas dej cao .. o pezo dojlescanco e de huma condi-
faca e ccete mtoehmQOU, du classe-dos, .vo.pi:ivadav Elles gastaro huma parte de
Brasileiros a os nascidos em Portugal oiie sua vida, em ambicionar o tumulto dos cargos
' odos empregos; agora emprego a outra, em
se queixar da disgraga d'os conseguir. Eis-a-
qu urna linguagm da vaidade. Elles deseja-
por c residio aessja epocha mortiliCjiTS;-
zanga-se 5 o popjsso, ;taybcm nao.Uw a-
grada a Constituico. Tonha .po.rpi pacie,ji-.
cia. Prociga na honravel; tacefa de anaiv
ehisar os poyos: promova por osle meio 10
suspirado da da separaco das Provincias., Se
o Grade Factor ou Supremo Axchiteclo do Uni-
verso ouvir-lhe os sinceros votos,, e desampa-
rando o Brasil odeixar cahir na voragera .da
guerra civel; para eulo guarde-se oSr. Repu-
Wieo da Fonceca ; ento o homem estupendo^
e memoraudo queja huma ve/ leve na unlia
a sorte de todo o Imperio, dar-nos-h a
Gonstituico que lhe parecer, Constituico pa
tusco-liberrimo-liderativa,- em a qual se elie
hum Artigo expresso, onde se detremine hu-
ma montara geral contra todos os arriba-
dos quer sejo nossos irmos, nossos cu-
chados, nossos tios,. nosso compadres, quer
sejo uossos proprios pas. Que regabofe pa^a
certos patuscos! Que wxjnxa. para o bata-
Jho ligeiroJ Que fortuna para p paiz Majs,
outra vez repetimos; Pernambuco de ioje
nao he aquello i'ernambuco do tempo das A^w-
Ihas; cquerendo Dos, nao teremos de pas-
sar pelo-risco, deverraos outra vez os, destipos,
do Brasil pendentes da patritica,.c soberaija
vontade do Snr.^ Republico da. Fonceca,:, per
10 iiiviius iaca au " votoy. que |;i/euios *o
Grande Ftylof do' Cpiverso. Amem. ''
Entr as colonias, que se emncipo,1 e'as
Metrpols senipre fic hum certd chlriW,
hum cert espirito de rivalidado; mas taes sn-
timen tos s tem lugar de Naco para Nac^o, e
nunca de individuos para individuos: ssim nos
Estados Unidos(dizem osSenhores Beimont,'
e Michel Chevalier) os Inglzes l-residentes
vivem na maior fratern'idade cm os America-
nos, em tanto que estes gardo' infl^level;
ciume, eso procuro superiorisr-s'dGr
Bretanha. Este sentimento approvamos nos:
trahalhemos por tanto por sobrarmos em in-
dustria, em riqueza, em luzes, em civili-
sago ao antigo Reino; mas persegu a os Por-
tuguezes individualmente he huma salvati-
lueza, he huma iniquidade indisculpavel.
para os pobres: a Prordenm desonera^-se,
sobre elles, do cuidado dos frueos ,* t dos pe-
queos. Tudo, o que all har%al era sua gran-
deza, he o uso, que devem fazer para aqu d-
es, que padecem; este, he o nico disteis
divo, que Dos pos ero nos. Elles nflo sao
mais do que Ministros da sua bondade, eda
sua Providencia: e perdem o dreito, e o ti-
tulo deGrandes, quando so qurem ser pa-
ra si mesmos. (Tradusido Livr jmente.)
COMMUNICADO.
O omem o mais fleugmatico, ou quem a
na ture/a ten ta aecordado a maior porco pOs-
sivel de prudencia, nao pode deixarde es-
tremecer d indignaco, com a leitura do corh-
muuicado sob o titulo Gear publicado
no n. 10 do Gorreio do Norte de 25 do cor-
rente Dezembro. Todo o individuo que,
presando a sua reputaco, desejar sempre
julgar as ac^es de seus semelhantes pelo
seguro e indispensavel meio das pravas, nao
podera deixar de averbar de impudente ca-
lumniador quem sem respeito s Leis,
sem consniera^ao para com um Publico que o
l e analiza sem a menor sombra de prova ,
afortuna, e ho o aecusa d'um enorme crime, d'um assassina-
querem sQr ao menor rev/., e ao mais tenue fio premeditado a um omem respeitavel por
resframento que os ameaga. niuitos ttulos ao Exm. Brigadeiro Joze Joa-
quimGoelho, actual Presidente do Geara I
Lamentamos a faclidade com que entre nos ,
mullas vezes um ente sem ttulo algum r-
Que idea teremos nos da Providencia no go- comendavei e inteiramenle despresive,'
verno do Universo se s julgarmos da sua (langa mo da pena e cobre dos mais abomina-
sabedoria, e da sua justiga conforme aos di- j veis labos quelles quem nao podem to-
versos destinos que ella c no mundo exer-1 car si nao pelos tiros da calumnia e enredos
cita com os homens? Que! os bens, e os na-1 da inveja ; e ainda mais lamentamos a dura
les serio dispensados sobre a trra sem necessiuade em que nos tem posto esse nojen-
selecgo sem respeito sem destingo? Gemeria to communicado de revolvermos as cinzas de
o justo quase sempre na afflcgo, e na mise- um infeliz sobre cujo tmulo s querenamos
ra, em quanto o impo estivesse vvendo cer- depor urna lagrima.
dado de gloria, de prazeres e de abundancia, 01 A s 7 oras da noite do da 8 do corrente foi
depois de fortunas to diferente,-, de costumes assassinado na Capital do Ceara o Major Joo
to desiguaes cahirio ambos igualmente ,. Facundo de Castro e Menezes; e para dar a
em hm esqecimento eterno ? i'sse attenlado una imporlancia alem d'ordi-
naria buscou o communicante, e buscar
os inimigos jioticos do Exm. Sr. J. J. Coe-
Iho attnbuir-lhe o desar de to infame acgo
Da Providencia.
Quogrande' he o mundo quanto elle he
magnifico Quanta sabedoria o'rdem e
mamiificencia, ofl'erece aos nossos blhos, o
governo do5 Estados e dos Imperios; quan-1 como mandante. Na Taita de fados que de-
do nelles vemos huma providencia que dis- I^zessem contra o Presidente nao duvidou o
pe de tudo desde liun extremo, at outro communicante affirmar que- todas as co^
corii pezo, numero,' e me lid que v os incidencias, tudo quanto de notavel aparece,
sem reflexionar q'-
acntecimentos mais reraoiu cinauoecou
sas ; c que cmprehn'de m sua vontade,
.li'p.ipm contra aqtielle n
um Publico Ilustrado nao pode sem as lil^fs
Os nascidos em Portugal. que resdem io
Brasil ou sao do cildo 4., e perteheem
nossa communho ou sao estrangeiros de-
vem ser lio r.;s:)3tados, como sao os Inglzes,
Francezes, &c. Ac. Dexi-se por tanto o
Snr. Borges Abelha desse rebate contra Por-
tuguezes que hoje nenhm mal nos podem
fazer. Tomramos nos, que todos os das
nos viessem navios carregados de eslrrigeiros
uleis, mormente dessa Nagao', a que j pef-
tncemos, a qem (levemos mais predilet-
go por mbtivos mu respeitaveis.
J prevemos, que ocohitemporarto blas-
femar contra ris e que em sua notoria sa-
bedoria sobre os baldesde cbarlato, de es-
tpido, &cr" &c. ros assacar o labo d'es-
cravos, c comprados pelos Lusitanos. O-Snr.
Republico tem carta branca : pode dizer que
quizer: discomponha-nos quanto^ -e como
quizer; que os seusdoestos honro : mas se-
parago de Provincias, anarchia, desordens,
e rusgas, isso nflo, isso nao pregar sua
vontade; pois sempre nos achara dispostbs a
as cauzasde todos os acontetimentos 5 que d; decisivas pravas. ser levado a Jlgar como as-.
no Mundo Principes e Soberanos segundo os
seus desenhos de justiga ou de misericordia
sobre os povos ; que d a paz ou que per-
mitte as guerras segundo as vistas da sua
sabedoria : que d aos monarchas ministros
sabios ou corruptos ; que despende os bons,
ou os mos successos segundo elles se fa-
zem mais uteis consummago da sua obra ;
qu regula o curso das paixes humanas ; e
que por manejos inexplieaveis faz servir para
os seus designios a mesma malicia dos homens.
O mundo considerado neste ponto de vista ,
com o soberano artfice que o conduz; quo
ebeio se v de ordem de harmona e de
magnificencia Mas se o separarem da provi-
dencia e que se considere em si s ; nao se
!he ver se nao paixes humanas, que pare-
cen! por tudo em movimento. Isto j nao fica
se nao hum chaos hum theatro deconfuzo ,
e de pertubaco era que., nada est 110 seu
sassino um omem, cuja vida pura, e sem
manxas, atiesta o seu constante orror ao
crime. Si a maledicencia podesse oje obter
um triunfo contra lao illustre funcciona'rio
publico : si para se fazer um criminoso bas-
tasse nicamente proclamar a alguem como
tal, qual seria 110 mundo o omem virtuozo ?
quem por mais honesto que fosse poderia
julgar-se isento de crime urna vez que a ca-
lumnia tivesse a faculdade de derramar livre-
menteo seu veneno? Felizmente, para o
Exm. Snr. Coelho, os Pernambucanos que
to bem o conheccm aeostumados a pronun-
ciar seu julgamento sobre os factos com a na-
dureza correspondente sua illustrago re-
jeitao essas aexer^oes vagas que tanto tem de
horriveis quanto de calumnozas.
A nao ser um omem avosado ao crime e
cujo coraco nao pulse vista das desgragas
de seussemelhantes, ninguem dir que pos-
nossa parte para excitar na populaco o odio rebatir as su as mximas, e insinuages de-
sorganisadoras. Cont com nosco.
a os Portuguezes : nos mesmos ho 's pou-
pamos nesses tem pos escrevendo contra el-
les o que nos pareceo em desforra do muito
nal. que disser&o de nos. Mas hoje que
teroos vencido a demanda hoje que ero som-
bra de receio podemos lerdo predominio Por-
tuguez boje que hura Nosso Patricio ceu-
Da DlSSlMULACAfT.
Nada custria mais ao homem y do qne
rtiostrar-se tal, cbmo e!! be. Assim croO o
orgulh ,' he a prirooira; das rtossas
inclina-
pao Thrnodo Brasil, para que he dispertar C** e a* iras do novo contra nossos irmos ? i secreto dos nossos 'defetS', nao" hos-dcxa
iludo desaprova o contemporneo o 4. ignorar, que t os hisfrsseiOf ta-
V tigofi. Til. 2. da no^sa ConstiUiigio por es, como nos somos seriamos digftosdo
Wdispuito: qu3 fossem cidadaos 3rai- mtior despreto. Todos uaecemo eom hum
ugar ; a onde o rapio escarnece da recompen- sa o omem eivilisado, por frivolos motivos
attentar Conlra a vida de seu igual, e expeci-
almenle quando este relacionado na socieda-
de serve de steio tima familia que tem de
abismar-se na miseria com a sua falta. Ape-
nas xegadb Provincia do Cear e tndo
assumido u respectiva administrago, o Ex.
Sr..Coelho buscando Irilhara'senda da Jus-
lica, e armonsar dous partidos que todo o
momento se juravo a morle, acolhcd benig-
namente todas as pessoas dos diferentes credos
que o frequentavo, e sem esposar publica-
mente estas ou aquellas ideias vigiava pru-
dentemente a fim de que se nao trnstornasse
o equilibrio que convinha sua administra-
go conservar; mas esse partido denomina-
do- CastroV Alencarno que nao consente
em um Presidente o preciozo attribulo da im-
parcialidade, vendo frustrados todos os seus
planos de oppresso e dominio, e conhceendo
que o raio destructor dos anarquistas eslava
bem longe de servir de ceg instrumento ar
triunfo de suas paixoes, devotou-lhc a gu' _
mais injusta e hiisrnn abalar o seu." e,^-:.
iior meio d'uma intriga miserav*' ^a"^'u
'. r, __.. - c Min con
Msleneu. Fo, por essa ra^ Q Exm Sf
Coelho, avendo a priP^ipio aoo,hdQ mui bem
o mfehz Facundo ^^ Com esle aJ sua$
relaejes j 1 embora 'Soubetse que ao seu go-
4os par* ellee; tudo quinto elle tao, so o sdo ygtn- er4o pbr elle arremessdl todos o*V
sa da virlude; a onde o homem de bem acha
mui tas vezes por heranca a abjecgo e as pe-
nas do vicio ; sonde as paixes., sao as leis
nicas que se cnsul to ; a onde os homens
se nao unem entre si,' se nao pelos mqsmos
interesses que os dividem ; a onde o acazo,
parece decidir dos maiores acn tecimen tos ; .a
onde os bons successos raras vezes sao a
prova e a recompensa da boa causa ; a on-
de a ambigo e a temeridade se sublimo
.aos primeiros lugares, que o benemrito re-
ceia e que se nego muitas vezes ao mere-
cimenlo ; em fim aondese nao acha ordem,
por que se nao v mais do que a irregulari-
dade dos movimenlos sem se lhe cprapre-
hender nem-o segrdo nem o uzo.
Eis-aqui qual he o mundo separado da
providencia.
Que formidavel providencia Se toda a
multido dos homens apparecesse collacada
sobre a trra s para servir aos prazeres de
hum pequeo numero de felices que o h-
bil i to e que muitas vezes nao conhecemr \
mesma mo que os cobre de beneficios !
O grandes serio imitis sobre a trra se
neiia uo houvessem pobres e infelices : el-
les t s' devem a sua elevaco, as necessidades
pubicas : e longe de que os pobres sejo fe i-


santidades em lugares onde se nao conheces- que 16
se tobem o irregular proceder do finado Ka- 60 fora
cundo mas em Pernambuco! prde oseo
lempo.
D'cnvolta com o Exm. Snr. Coefio hf
ros da calumnia conforme sen inveterado
costume, jamis o seu desgosto o levou a fa-
zer-lhe o menor mal, ou dirijir-lhe o mais
leve desacato. Entretanto dous perversos as-
sassinos privo aquelle infeliz da existencia;
maslonge. de se procuraren). as verdadeiras
causas do crime, e para se dar 'um atienta-
do to orrivel urna to extempornea celebri-
dad*, i ndtgito como mandante o omem de
suas antipatas, oextorvo de seus desvarios,
o digno Presidente de sua Provincia.
Uuem conhecerde perto o Exm. Snr. Bri-
gadero j. j. Coelho; quem o tiver com-
mun.cado em particular; quem estiveraoal-
cance de emirilhar os actos de sua vida pu-
blica confessar que a sua alma nobre repel-
le lodas vssas atrocidades de que um corago
nem tormado e urna consciencia escrupulo-
za se orroriso. Nao duvidamos que esse va-
ro respertavel, cedendo flaqueza propria
daumaudade, em um momento emquea ..
era vencesse a reftexo, castigasse immc- cipaes pessoas da Provincia pode-se crer que
uiawmente oque ouzasse ferjr a sua onra ; mil mortes nao tenho sido juradas por cora-
mas. que cpm fro proposito e no silencio do coes to oflendidos quem tiriha directo de
meleno assemeibando-se ao cobarde di- urna horda to infame? Lamentamos a mor-
ree contra o seu inimigo o punhal do assas- te do Major Kacundocomo Pai de familia : de-
smo, e impossivel tremenda calumnia,
e nem o simples fado d'o infeliz Eacundo ca-
pitanear a opposico do Cea
r,a_.?.ue. ocommuniWte /osse pregar essas I Snr. Paula e Souza ; urna vez que declarou ,
pessoas se acho presas e raais de
[idas, todas pessoas de concideraco ,
r motivos dos tiros contra o Exm. Presiden-
ta, que este tcm suspendido Juizes de Paz por
tibe se nao dero desMpeitos no respectivo
Vieira-, e admira que o communicante n
alrmasse serem elles os que aconselhai*ao,
e instigaro o assassinato. Urna penna to a-
vezada ao exercicio da maledicencia e sem-
pre molhada no veneno da calumnia, foi ge-
nerosa de mais, quando somente diz que
Sr. Peretti quer lucrar da miseria publica,
e que os membros da familia do Sr. Fernandes
Vieira vivem de roubos e extorses publicas.
Tendo sido semprc esta a desaforada lingoa-
gem do partido oje opposicionista do Cear
cuja testa se axava o infeliz Facundo ; nao se
respeitando o sagrado das familias, prodiga-
isando-se as injurias mais afronlozass prn,-
vem osSnrs. Doutores Peretti, e Fernandes Jjrocess conservando os reos em prizoes sem
ara podia ser ra-
sao sulhciente para tanta barbaridade.
lodo o mundo sabe que desde quo se ex-
tremaras os dois partidos existentes no Cea-
ra, e especialmente em 1835 36 e 37,
a quando o Senador Alencar pretendeo anni-
testamos os perversos que Ihe arrancaran a vi-
pa lio brbaramente ; mas chorar a falta de
um empregado mirado e de um cidad aman-
te da ordem! nao: porque, em grande par-* "qu so os presos ando por 16? Alm dos
ea
te o Cear elle deve os seus males ,
delapidaco de seus cofres. ,
Magoa-nos, repetimos a cruel nesessidade
em que nos collocou o calumnioso communi-
quillar a opposiQo que ento censurava as i cado inserto no Correio po Norte, de nao res-
s arbitrariedades, opeitarmos as cinzas de um finado, e de nao
cumprirmos risca o parce sepultis= ;
mas o Publico que nos l, e nos julga confie-
ra que nao foi a falta de generosidade que a
tanto nos levou ; e si ni a defeza d'um repei-
tavel cidado to atrozmente calumniado.
infeliz facundo, aproveitando-se da impor-
tancia de que gosava opprimio sem descan-
so os seus destelos, e uzou sem prudencia de
todas as vantagens da victoria. Ninguem ig-
nora que esse finado quando se proclamou a
niaiondade, avendo substituido, como Vice-
presidente o Exm. Sr. Sousa Martins, levou
suas vingancas todas as classes, e aos dife-
rentes ramos administrativos daquella Provin-
cia: quasi duzentas dimissoes foro dadas por
ella a cidadaos q' se axavo no pacifico gozo de
seus empregos: muitos Paistle familias tive-
ro de amanhecer sem
seus liliios
suas
pao para alimentaren!
a oppresso
proprias vestes.
CORRESPONDENCIA
Snrs. Redactores.
A' pergunta do Velho da capunga me foi
atribuida e para desvanecer a quem tal o
pensa tenhao a bondade declarar se sou o
autor de tal pessa : no meu retiro nao me
manifestou-se sob lembro de alheias vidas ; coizas que mais me
bem sabido que,j intereco oceupo minha imaginago. Cilio
nos AITlictos 26 de Di-zembro de 1841,
Seu Attencioso Venerador e Assignanle,
culpa formada ha dous meses; e que finalmen-
te for'urecrutado um Advogado J'ui/. Municipal.
Todos sabem que foro nicamente cap-
turados e se acho presos como au.thorcs da
tentativa de assassinato os reos Alexandre Sei-
xas o cabra Manoel Francisco de Dos, e os
assassinos da emboscada o mestre de assucar
Antonio Joaqiiim c Thomar dos Santos Ron-
cha ; e como cmplice Joo Tarares de Mello.
.Os outros Manoel Lobo de Miranda Henriques,
Amaro Victoriano da Gama Joaquim da Sil-
va Medeiros Manoel Theodoro de Almeida ,
Lufz Vicente Borges c Francisco Antonio de
Almeida, o recruta Angelo Joze Boteho,. e
o pardo almocreve Rernardino Joze de tal, os
qudos sabido foro tamben denunciados co-
mo authores se acho auzentes e quasi to-
dos1 fia Praca do Recife. Ora, se todos estes en-r
tre presos, e tbragidos montan apenas a 15, co-
mo que o Snr. Paula e Souza profere na C-
mara dos Ancios dos Senadores do Brasil ,
quando o Sanador Alencar voltou segunda
vez aquella desgragada Provincia o finado
facundo, como chele do parteo, organisou Antonio Manoel de Mpraes da Mesquila Pi-
a lista dos proscriptos, e fez cairos raiosda
odttuntrVao sobre o Aracaly, Sobral, Qrii-
xeramobim sacrificando as vidas de muitos
Cearenses, e obrigado a todas as pessoas gra-
das a deixarem seus lares para buscarem azilo
em Provincias alheias. Finalmente sabido
que, na vespera do attentado, Anna Joa-
quina da Conceico, assassina de seu proprio
marido, aecusada peante o Jury por seus
cunhados; lora escandalosamente absolvida
por influencia e proteco do finado Facundo
que presidio ao Conselho, assim como que ca-
ses aecusadores desesperados pela impunida-
de do delicio cometido em seu irmo, pro-
teslavo. tomar eslrondoza vinganga daquelle
que inutilizara a aeco da Lei. Ora si to
fortes motivos d'odio exislio contra aquelle
infeliz : si na louca prctenco de estabelecer
no Cear o dominio exclusivo de sua familia,
elle nao esitava na applicaco de quaesquer
meios, como determinar a causa, ou causas
que produziro o seu asiassinato ? como te-
merariamente allirmar que que por peque-
as intrigas, o Exm. Snr. Coelho mandasse,
4>ti coiicoiressepara 0 acto tao inhumano? Co-
mo ingerir n'essaquesto a sua virtuosa espo-
za ? Tudo isto prova que nao s o infeliz
Facundo, mas anda todos aquelles que apren-
dern cm sua escola, nao soube, nem sabem
respeitar conveniencias algumas, urna vez q'
aja um lim qut queiro tocar.
Para provasdo que o Exm. Snr. Coelho ti-
vera parte no assassinato do Major Facundo^
diz o communicante que esse infeliz nao t-
nha um s inimigo particular; mas quando
^ mente!.
Nao nos consta tenha parle na pergunla do
velho da Capunga o Sr. A. M. da Mesquita
Pimentel. Os RR,
A PEDIDO.
Vistos estes aulos, termo de adiada de-
feza do Reo Jos da Cunha vestoria dspoi-
mentos de testemunhas. etc. prova-se, que
o Reo edificot) hum armazcm na ra da.moe-
da sem que Ihe tivesse sido dada a cordea-
co e alinhamento pela parte de detraz ,
que dista para o mar como se v do docu-
mento f. 5 verso contra o desposto no
Tit. 7. 2. das Posturas Municipaes ; pelo
que o condemno multa de 64OOO res, de-
molir a parte do mencionado armazem, que
sabir fora do alinhamento, segundo o plano a-
doptado e cusas. Recife 22 de Dezembrode
1841.
Antonio Joaquim de Moraes Silva.
Pede-se-nos a publicarlo doseguile artigo do
Verdadeiro Monarchista.
PARAN)*
Os Farra pos no Senado.
O Snr. Senador Paula e Souza tomou no
Senado a defeza dos (arrapos c com a maior
sem serimonia se constitu procurador dos
assasstnos da Paraiba Nao qaerendo per-
der occasio de guerriar o actual Gabinete ,
s porque talvez para elle o nao chamarfio ,
julgou dever repetir na Cmara Vitalicia as
falsearles e calumnias jaa na Temporaria
aumores*, que referimos auzentes, consta ,
que algumas out ras pessoas que ndo passo
de cinco se retiraro para a Praca de Pernam-
buco', mas sabe o Snr. Paula e Souza seo
fizrfio por nao poderem viver ria Paraiba sob a
admitiistraQn do Senhor Pedro Chaves que
nenhum impicilho Ihes tem posto ou por a-
mor de Seus particulares inleresses ou leva-
dos" talvez da persuazo de que seus nomes
se]a"o assim laucados no martyrologio do far-
ra pismo. Mas ainda quando fossem os pre-
sos-16 e6o os foragidos julgamos que
esse numero nada pode inculcar contra a ad-
ninistraco do Exm. Snr. Doutor Chaves ,
salVo,set> nobre Senador julga que elle cons-
tipe o todo ou ametade ou ainda o terco
da populacoda Paraiba ou convieco sua,
de qtie a bondade de um governo est na pu-
cilanimidade ha impunidade que elle of-
ferbe ao crime. Apostamos que se o Snr.
Paula Souza fossea victima que aqu qua-
si sacrificada as garras dos assassinos na pes-
soa do Exm. Snr. Dr. Chaves teria dado
por'paos erporpedras para vexar e perse-
guir 'psseysinimigos *, eentretanto nocon-
sente que o Snr. -Dr. Chaves, afteontado
caini foi na qualidade de Chefe da Provincia,
de Delegado do Imperador por urna cfila de
aveqtureros por canibaes assassinos desen-
volv a preciza energa, e actividade para vin-
gar a le da grave ofTensa que se Ihe fez ; e
promova regularmente apunigodos monstrnsf
que se arrojarao a atirar contra a sua Respsi-
layel Pessoa. Essa nao deve ser certamente
a linguagere de um Representante tia Naco ;
ajioiar o crime to vilmente perpetrado to-
mar a defeza de meia duzia de facciosos .cu-
jas vistas tem sido pescar as aguas torvas da
sediQo; de certo improprio d'aqullesa quem
a sopiedade escolheu para garantes da ordem,
clralo o nobre Senador parece sttnpathisar
Nao .foro por tatito alguns os Juizes wspenr
sos : foi um s ; e ainda quando 4 muMS-
pensao se effeclHasse por senio bverdcta.a-
do suspeito sendo-o na forma da Lei mes-
mo or outra circunstancia que nao (osse a
do parentesco julgamos que a Presiden-
cia obrara em regra. A este respeito sin-
gular a opinio do Snr. Paula e Souza. S.
Exc. s convem em que a suspenso em caso
tal tivesse lugar sendo o Juz prente de al-
gum dos delinquentes ; e nos julgamos. que
ainda o nao sendo elladeveria ser determi-
nada. O Juiz obrigado a ddarar-se suspei-
to fora do caso de parentesco, se elle tem par-
ticular interesse na deciso da cauza ; se tem
demandas com alguina das partes; e se d'el-
la intimo amigo ou inimigo. Para nao ser-
mos prolixo nos limitaremos a primeira hypo-
these ; e perguntaremos ao Snr. Senador se
esse particular interesse nao poder ser prova-
do em alguns casos? se cousa que a ningucm
seja licito conhecer se acto que nao po-
demos avaliar sem prescrutar sem descer
ao intimo de coraco de alguem ? Julgamos.
que o Sr. Paula e Souza sem que exemplifi- .
quemaos, se nao negar a concordar comnos-
cosub pena de deduzir tambem o principio, de
que a existencia da demanda com as partea
deve ficar ao juzo exclusivo d'ellas e que'as
palavras finaes do artigo 61 do Cdigo do Pr'o-
cesso ainda quando nao sejo recusadas, so
escusadas..
E tambem calumniosa a outra argido de ,
se conservaren) presos a 2 mezes os delinquen-
tes sem culpa formada. Se a nossa Legislacao
nao marca um prazO definido e improroga- ]
vel para a formaco da culpa ; c obvio, quo
nao se eflectuando ella n'quele periodo ne-
nhum excesso se tem commeido. Leia o Sr..
Paula e Souza os artigos 147 e 148 perio-.
do 3.. do Cod. do IVocesso Criminal, e se
desengaar de que commetteu um erro pal-
mar na proposico que avancou. Quanto a
prizo de crer que S. Exc. se couvenca
que proferiu urna blasfemia censurando a
captura de reos de assassinato sen) preceden-
cia de formacAo de culpa. Estaramos bem
sejvidos se a um assassino s fosse licito aga'r-',
rar depois de reconhecida a sua suspeico por.
declnrago judicial. Que bello legislador ,,
qpe ptimo estadista o Snr. Paula e Souza
Nos Ihe pedimos que applique essa jurispru-
dencia ; e deixe-nos c com os principios .
saos principios que seguimos : certo de'
que Ihe perdoamos essas parvoices por suppor-'
mos que S. Exc. assim se exprimira erh
algum accesso de bilis contra o actual Gabine-
te ; ou por que sendo legislador julgou podCr
destruir com um saeeno com as suas ni-
cas palavras o disposto em nossas Leis. A
cerca do recriilainento do Juiz Municipal ello
s secflectuou na cabera esquentada dessi-s .
que falsamente informarn ao nobre Senador,
que foi certamente bem leviano per.toe S.
Exc., em deciaral-o na Reprezentacao Nacio-
nal. Se os bancos do senado dessem circunx-
peceo e saber felizes seriamos nos Te-
mos por lano respondido ao Snr. Paula e
Souza ; a quem devenios assegurar que su-
e felicidade publica e s cabivel na caxola de as palavras nao produziro a mais Irgeira mos-
desordeiros e anarchistas. Ti-ez dos foragi- sa no animo dos amigos da ordem. Elles es-
dos sao Deputados Provinciaes mas por que o to mui contentes ; estilo satisfeitissimos com
assim fosse, como deduzir d'aqui a "fernallirrogar ao Exr,. Snr. Doutor Chaves os
consequencia da inlervencn ( >residente Snrs, Anlonio Carlos Oitoni e Padre Ma-
a lgica d'um inimigo Nao
nesse acto ?
linha^uj 5 mitigo |>articular o finado Fa-
cundo1 que de concert com o Snr.. Alencar,
nerseguio, e exterminou a Joo Andr, per-
eguio e decimou a familia dos MoirOes ,.e
Co,nd\zio pela cauda de um cavallo ao Major
Ribeiro ? No teria contra si odios particu-
la,res,qitem., de aeordo com um rnaeirurgio
uiandou dar peconha em copos d'agoa dous
Dspu'ado? Provinciaes que sustentavao .Go-
verno como publicamente se aifirmou naCea-
ra e nesta Provincia. ? Era possivel que ao
tivesse ininigos particulares quem avia Eeito
Untos inimigos pblicos, e quem nao des-
perdicava a mais passageira occasio de offen-
por os sus antsgonistas :poJUicos ? Bom_.se-
rnho, esem pi-ocedera nformaco alguma ,
que se exacta fosse, sem Ihe dar o menor
cuidado a realidade dos factos a veracidade
de suas expresses, chmu a atlenco do
Governo sobre esta Provincia que elle en-
tende administrada irregular e arbitrariamen-
te s porque como devemos erar, a nao go-
verno os principios do ti punhal, do baca-
marte e do venen. Ora, consinla o Sur.
Paula e Souza, que Ihe digamos nuaquanto
proferiu as sessoesde 4, e 5 do passado No-
vembro est muito a quem da realidade ; e
que S. Exc. n'essas arguiQoes pareceu antes
um completo manequim d'aquella trerope do
que um Representante da Naco. Nem ou-.
V -
Capito-mor por urna irregular e escandalo-
sa apuraco os revestiu d'cssa qualidade nao
estarn elles sugeitos a responsablidade a|-
guma ? Qual o artigo ou *j do acto addicio-
nal que os serita das cadeias, e por um crime
to nefando? A arguirjo da suspenso d
Juizes, por se nao darcm de susneitos, ca-
lumniosa. 0 crime foi perpetrado no rleslric-
to de S. Rita e peante o respectivo Juiz de
Paz, foi dada por tanto aionipetejne denuncia.
Todos 4 se declararn suspeitoS ; 2 por moti-
vo de redactes con? algum ou alguns dos. de-
linquentes ; o ?. por ser cunhado de um del-
les, eo4. por ser irmo. Este facto nin-
guem cpritistar. Em consequencia foi ap-
presentuda a denuncia ao Juiz de Paz da Cida-
ti, e este se declarou tambem suspeito por ser
irmo de um dos compromettidos. Passou ao
mediato ; e quando este trata va de contiecer
do laclo, erros com metidos em seu oiuco tor-
naro necessaria a sua suspenso : o Exm.
Sur. Dr. Chaves a ordenou ; e fazeudo o li-
so de um direito de urna prerogativa sua.
Que excesso pois commetteu a Presidencia ? 0
Snr. Paula e Souza quera sem duvida que
o Snr. Doutor Chaves consensse mudo, e
quedo em quantos erros e exoesaos quises-
sem-.wmrneMer os sens subordinados; e ja-
mis des^viasse do exercicio a Funccionario al-
gum que, aberrando de seus deveres, .ppr-
desse a eonfianca publica ? Talvez o pen$ar
ment do Snr. Paula e Souza soffresse modi-
ficaco se o suspenso nao flsesse parte d>$-
o Exm. Sr. Dr. Chaves: basta ter elle a
grande qualidade de aborrecer o crime d
detestar o assassino para merecer as simpatas
da boa gente o tal a devorjo que Ihe tem
a Provincia que a pezar da philantropia das
ideias a que nos referimos ningucm que
nao seja farrapo o troca pelo senhor Paula
Souza.
I
LOTERA b THEATBO.
As rodas da t parte da 8. Lote-
ra corretn impreterivelmente na
da 11 do corrente : e o resto do*
respectivos bilhetes achao-sc a ven-
da nos lugares annunciados.
ll
A VIVOS.DI VERSOS
isy Das-se ,'0# rs. a juros, sobre penho-
res de ouro ou prata; nesta Tipografa se-
dira
sar Freta-se para qualquor porto, com
preferencia do Mediterrneo a escuna Ingleza
Aone.Cap.Eduard Tearge, deClassr AI de!7
tonelladas : tracta'r com Diogo Cookohstt cV
Comp.
tar* Venderse' rnna pro de sacas de cri-
aba de boa qualidade por-prec entilo romo-
do porodjno querer liquidar coBia-1;9uem
a periender pode velUsn ra' i ^*
Recife defronte do Kerw Urgo
11 uniere
tro pode toro oooceito, que devamos fazer do sa sucia, eomcujos principios i ferroso de- j tt

' V.'c- ..
ILEGIVEL


wjE
,*
1

I
i.
^ $pr 01." Secretario da SOCIKDADE NA-
TALENSE previne aos Srs. Socios de que a
Sesso ordinaria dada l.'do Janeiro futuro ,
tem lugar pelas 10 horas da manlm, nansa
do Director dofronlo da Cadeia : o Tlusoii-
reiro tambem destrme os billietes da recita
marcada [ira aquel le dia na mosma oca-
siao.
jKf" Troca-se a moradja de urna casa gran-
de coin sotao e quintal com cacimba na na
dp.&rago, por outra que soja no bairro (le
S. Antonio (uo seu aluguel nao passe de
lj^QO ; quem (piiser annuncie.
l)a-se 200j000 a premio de 2 por
. ovalo por espado de ( mezes com pinto-
res de orno : na ra do Padre Floriano ven-
da da quina que volla para os assouguinhos.
S3T Furlaro do sitio do Cabug na estra-
da do manguinlio na larde de sabbado para
domingo dons caxorinhos un perdigueiro
malhado de brauco e pardo outro de caca de
rato cor preta com ps e marcas na cabera
trigueiras ; e no dia 4 do corren te a noute io
corredor do Hispo desapareceo uir.acaxorra da
mesina raya e da cor do ultimo ; quem del-
I 's souber e der informaeo de quem os levou,
entregue-os no mesmo sitio, que receber
lOjOOO.
s^r Precisarse de urna ama para casa de
familia que saiba engommar com perfeigo;
quem estirar nestas circunstancias annun-
cie.
r^T Aluga-seuma canoa aberta grande,
com seu toldo e bancos em volla para 14 pes-
soas lendo campo para 6 cadenas : a tratar
nos Coelhos defronte do Colegio da boa vista;
assim como avisa-se a quem lie fallar urna
canoa de carreira de dirigir-se ao mesmo
lugar quedando os signaes Ihe ser entregue.
LJ" Aluga-se una casa lerrea na ra do
Cotovello n. 40 caida e pintada de novo e
conimodos para familia a tratar na ra da
Aurora n. 9.
C?' Jos Francisco de Teives tendo ac-
cejudo a testamentaria do fallecido Joaquim
Jos Rufino, ntreos bens deste se compre-
liendia una eserava crcoula de nome Jgnez ,
que o fallecido deixou liberta em metade ,
e obrigada a dar por outra metade 2 0,>000 a
seu Irmo Alexandre Jos de Azevedo mo-
rador na Comarca de Macpi da Provincia de
Alagoas, a quem o annuncianle logo parte-
cipara e porque sao pasSados mais de ti me-
zes sem que aquello Azevedo tenba vindo ou
mandado sobre a concluzao desse negocio e
o annunc.iaiite queiraa parlar de si toda a
responsabelidade que posSB aconlecer por
jnorle ou auzencia da eserava que nenhum
servico Ibe presta antes IIiq tem dado en-
commodos e despezas em razao de molestias
que padece para o que tem sido necessarios
remedios de bolica e consultas de profeso-
res pelo presente declara ao dito Sr, Azeve-
do ou a quem preleucer os seos direitos so-
hre a eserava que quanlo antes venhao con-
cluir esse negocio equeo aiinunciante nao
se responsabelisa pela pessoa da eserava e
nem pelos seus servicos que os nao quer por
servir mais de eneommodo e grvame a
assislencia da eserava em sua casa do que de
ntferesse e lucro.
srj" Aluga-se urna pequea casa terrea na
ra das Flores do lado da Conceico a tratar
na ra da cadeia do Recife na loja por baixo
da moradia do Corretor liveira.
SST 0 professor da aula de esgrima em
Pernambeo sahe desta provinciana) muito
poucos diis ; porlanto como o jogo da pistola
^nsina-se com 4 ou 5 li^oens o professor
jioder tomarainda alguns discpulos que qui-
zerem aprender o mencionado pois tambem
se tem diminuido a terca parle no prego das
licOes.
SI7" Jos Francisco Percira Bastos decla-
ra que he o procurador dos berdeiros dos lina-
dos Manoel Pereira Bastos e do Padre Ma-
noel Francisco Pereira Bastos aos quaes
pertencem aAevcndicac.au da propriedade
de sobrado de dous andares e soto na ra do
Livramento D. 7 e na qual existe o grvame
do patrimonio daquellelinado Jfcidre Bastos ,
e por isso nenhum negocio lemf tratado com
os Reos revendicados PaulnoTa Silva Men-
dello', e Antonio Jos de Castro dos (paos se
supe o falciicado annuncio no Diario n.
270 de 17 do corren te a visla do que subsis-
tir o annuncio do Diario de* 18 de Novembro
do corren le anno.
C? Offe.tce-seum homem para trabalhar
em canoa para qualquer seivico o qual sa-
be ler eesci'v1'-, e d conhecimento de sua
conducta; qut-i. precisar di rija seao pateo do
hospitalario i rabo venda por baixo do so-
brado.
t&* Presa-se ole urna ama de loite : na
rnaestreitadoRazario l). 25.
tsy Precisa-se de um cozinheiro estran-
geiro ou Nacional : na ruado Collcgio botica
de Cypriano l.uiz da Paz D. 3.
tS^* A pessoa que quiscr enearregar-se de
urna crianca para cril-a de leite-em sua casa
dirija-se a ruada Aurora terceira casa de 5
andares.
avisos martimos!
Para o Porto segu viagm com muita bre-
vidadeo bem condecido Bergantina Portuguez
Flor de Beiris, Capito Jos Thomaz de Lima;
(em quser carregar ou ir de passagem para
oque tem ex cel lentes commodos, dirija-se
ao Capito ou u Manoel Francisco Pontea.
Para Maranha sahir com (oda brevidade
o PataCh Brasileiro Mara Luiza forran e
pregado de cobre, por ter parle de sua car-
ga prompla ; quem quiscr carregar dirija-se
ao seu proprietario Antonio Joaquim de Souea
Ribeiro oua F. M. Rodrigues & Irmaos.
Para o P.. G. no Norte a Lanxa Flor do Dia
com toda brevidade, por ler ja parla da car-
ga prompla 5 quem quiser carregar dirija-se
ao p do trapiche do algodo a tratar com o
mostr da mesma.
Para o Aracaty sabe atbe o dia Jo de Ja-
neiro o bem conbecido Hiate Flor das laran-
geiras forrado de cobre e de primeira mar-
cha ja tem meia carga prompla: quem qui-
scr carregar,ou ir de passagem para o que tem
-bons commodos dirija-se a ra da cadeia loja,
de fazendas n. i 7.
Para o Assu' o Patacho Nacional Laurenti-
na Brasileira ; quem quiser carregar ou ir de
passagem dirija-se ao seu. proprietario Lou-
roneo Jos das Neves na ra da Cruz n. 52
ou ao Capito do mesmo Antonio Germano
das Neves.
Iidades para senhora e meninas ditos de
couro de lustro para homem bous marro-
quinsa 10,)00a duzia eoutras muitas fa-
zendas da moda por preco commodo : na ra
nova. D. ( e 9 do lado-ria Matriz.
C7- Farinha milito superior, sendo moi-
da de trigo novo do ultimo crregamento das
marcas XXXF e XXX que vonde-se por pro-
co barato : na fabrica de farinha do atierro
da boa vista.
S^f Urna canoinha nova e aberta, por pre-
go commodo : na ra atraz dos Martirios casa
de o rotulas verdes.
C7" Farelo a ojOOO a saca de 5 arrobas ,
de fazer farinha assim como lodo gado que
'existeao mesmo terreno': na ra dos copiaes
casa I). 17. * '
Chapeos do Chile de superior qualHa-
de e por preco commodo : na ra da cadeiaf
nova D. 4.
E S C R A V O S FGIDOS.
c? Do engenho Mucupinho fugio um cs-
cravo lie nacao congo no dia 8 do concillo ,
levou jaqueta de xita camisa de algodaozi-
nho e ceroulas do mesmo da Ierra altura
proporcionada secco do corpo ponas firts,
barba S no queixo discaxelado olhosa-
COMPRAS.
SS^ Negrinhas mumbandas molatinhas e
moloques de idade de i i a 20 anuos : na ra
do Vigario n. 21 no primeiro andar.
ssy- Fscravos de idade de 10 a 20 annos ,
para lora da provincia : na ra do colegio
D. 3.
Si^* Para fora da provincia escravos pe-
dreiros oarpinas, ferreiros, bons cozinhei-
ros e boas costureiras engommadeiras e
co/inliciras e moloques de idade de loa 20
annos paga-se bem a gradando a figura e as
prendas : na praca da boa vista I). .">.
* cr Todos os nmeros da Abelha Pernam-
bucana o Republico Federativo Gatea de
Guerra do n. A a seguir, o Mosquita de Ca-
pote n. i, e de 8 em diante a Ponte da Boa
vista de n. 6 a seguir o Indgena de n. 5
em diante o Diabode n. 2 a seguir o Ga-
menbo Poltico de n. 2 a seguir ; quem tiver
annuncie.
V E N D A S .
C5- Folhinhas de porta ditas de algibei-
ra com variedades ditas de dita com alma-
nak mui correcto dita Ecclesiastica ou de
Padre ; todas por pre?o mais commodo que
em outra qualquer parte impressas em bom
papel e lindo typo : na praca da Indepen-
dencia loja de vros n. 57 e 58 na ra do
Gabug loja do Sr. Bandeira na venda da
quina defronte da Igreja da Madre de Dos,
na ra da cadeia loja de forragens do Sr. Mo-
raes e que ja foi do Sr. Quaresma, defrente
da Matriz da boa vista na botica do Snr. Mo-
re ira eemOlinda narua do Amparo boti-
ca do Sr. Rapozo.
"**!Er- Na praca da Independencia loja de 1-
vros n. 57 c 58 o seguinte : Magnum Lexi-
cn ulfma edicto de Pariz grammalica
portngueza para uzo das escolas primarias, di-
OU 2.) 800 sem O saco, para engordar cava- fu macados umacoroa na cabeca de carro-
Ios os compradores acharo este farelo mili-
to melbordoque aquelie que vem de fora,
pois he fresco e novo tambem da mais sus-
tento aocavallo o qual o peso do farelo mos-
trar : na fabrica de tarinla do atierro da
Boa vista.
ts^ Cadciras americanas com assento de
palhinha e de pao camas de vento de
amarlo muito bem feilas a koOO dilas de
pinh e pinho da Sueeia com 5 polegadasde
grossura, e dito scirado ludo mais em
con la do que em outra qualquer parte: na ra
da Florentina casa de .1. Bcranger.
VJ- Uma eserava de naco boa cozinheir,
refina assucar, faz varias qualidades de doces,
engomma liso e la\a roupa : na ra Dreita
D. 20 lado do Livramento.
SS7" 6 cadeiras de Jacaranda com assento
do palhinha por prego commodo : na ra
das Flores D. 8.
3^r Cera para limas a 880 a libra sapa-
los de burracha por preco commodo, velas de
carnauba de 0, 7, ell por libra ,a 520 a li-
bra : na ra do Rangcl D. 7.
-/* L'ma eserava da costa boa cozinheir,
engommadeira e bbceteira ou troca-se por
um oseravo : na ra do Fagundes D. A.
i^- Lina eserava de naciio, que sa-
be cozinhar, lavar de brrela e sabo em-
goma, faz dosse e be qulandeua; dirija-s.*
a ra dos Martirios lado da Igreja, D. (i.
iv- Cerveja boa a 2800 a duzia vinho de
champagrrhe de superior qual idade a 20^000
a duzia charutos da Bahiaem porgos gran-
des e pequeas por prego commodo visto ser
para ultimar con las : na ra da Cruz D. -4.
gar peso ps coinpridos e seceos he cr-
reiro, e de nome Francisco, descdhia-se ter
hido para o engenho ou tenas da Canoa
no sul; icfnem o pegar leve ao dito engenho i
rima a Jos Martina da Assumpoao que gra-
tificar.
tST Emodia 17 do correte fugio uma
preta perteneenle ao MajOr Leal, de nomo
Mara de naco rebolo baixa seca do
corpo bastante fula com um signal de 5
marcas de ferda junto das orelhas represen-
ta ter 5o annos de idade ; quem a pegar levo
a fortaleza do Brum que ser gratificado.
llj" Fugio no dia 27 do correte 'um preto
creoulo de nonio Manoel. de estatua regu-
lar, nariz chato olhos pequeos ps gran-
des, e um delles est bastante inehado e fo-
veiro o corpo todo marcado dt bechigas que
teve a pouco lempo representa ler 2o a 2i
anuos de idade levon calcas de riscady azul
toda rota e camisa de fflgodao grosso ; quem
o pegar leve a ruada moecla n. \ol que ser
gratificado.
HF" Fugirao do engenho Tahatinga na fre-
guezia de Ipojuea dous osera vos Lourenco
prelo de naga. angola alto, grosso, fei-
Coens grossas
e sua muiher Emidia cre-
oula Haixa gorda fula estes escravos
desaparecero na madrugada de 28 do corren-
te qdem os pegar leve-osao dito engenho ,
ou nesla praca a Manoel Ignacio de Oliveira ,
que receber 50^000 de gratificaejio por cada
um OU uma gratilicacao a quem der noticia
onde os mesmos existem.
iZf A 1;> das passados desapareceo do lu-
gar do manguinho vindo do sitio de ponto
^ Metas barricas de fkrnha de trigo no- de Uchoa para este Recife um escravo de
va o superior: no armazem de Joaquim de nome Joo da nacao baca, baixo eheio
Souza Pinto e na ra Direita padaria do
Machado. v
**ir Dous carrinhos chegadoS ltimamente
de Inglaterra sendo um de duas rodas e ou-jresD. 7, no terceiro andar que ser gratifi-
trode -i ditas: na ra do trapiche uovo n. cado.
10 casa de Jones Patn & Companhia.
do corno anda um pouco.alravessado aoozar
de ter;J anuos de Ierra ; quem o pegar levo
a na larga do Rozario no sobrado de A anda-
Gouipi
&v 0 cadeiras americanas uzadas e em
boa estado : "na ra eslreita do Rozario D. 23.
c^ Pipas de agoa arden te caxaga de 2o a
21 graos, em qualquer porgo : na ra da
Lapa tenda de tanueiro de Bernardo de Sena.
!L^- Bichas de ptima qualidade amendo-
as vinho do Porto presuntos chourissos e
paios : no atierro da Boa visla D. 19 junio
ao beco do ferreiro.
SO"; Encllente taboadode pinho da Sueeia
e americano por preco commodo e a bem
conhecida farinha deSSSF e SSF : no telhei-
ro grande atraz do lljetro.
l^?- Borzeguins gaspiados para homem, di-
tos pretos com a pon ta de lustro sapalos de
couro de lustro para homem e senhora sa-
palos de marroquim francez ditos de dura-
que francez e de Lisboa ditos de setm ,
borzeguins de marroquim para senhora a
2*240, sapatos para meninos e meninas,
ditos de lustro para ditos borzeguins do
lustro para senhora e meninas bolius de
bezerro francez e de Lisboa sapatos ingle-
zes a botnados e de orelha sapatoes com
tas latinas diccionario portuguez e Iatnd
por Fonseca Selotas, Fbulas Cornelias, .-
Salustius, Horatis, Virgilius, Sinlaxe deDan-ipala, mcios botins de bezerro inglez e fran-
las Epstolas de Cicero, Luziadas de Ca-|fez, chapeos do chile de copa alta, ditos de
mes vida de D. Joo de Castro, Thesonro I aba( larga linos c entrelios luvas de seda e
da mocidade a excellenle geograia de Bull,
a melhor geograia escripta t boje em portu-
guez priarieros conhecimritos para uzo dos
meninos modelos para os mesmos livrode
inslrucco moral e religiosa para uso das es-
colas primarias catholicas ou resumo do ve-
Iho e novo testamento este compendio he o
mais proprio para ler as escolas e que pa-
ra isso foi escolhido pelo conselho Real de
InstrucQo Publica de Franca as mesmas
lojas subscreve-se para a revista Medica Flu-
minense publicada pela Academia Imperial de
Medicina do Rio de Janeiro.
BF" Chales e mantas de seda muito ricas
e de gosto mgderno chapeos de seda e de
pa!ha mui bem armados e de gosto para se-
nhora sedas de todas as cores para ditos ,
fitas de todas as larguras, bicos de i eda e de
de pelica pava homem e senhora chapeos de
sol de seda espartlhos para senhora e es-
tojos de navalhas linas: na praca da Indepen-
dencia n. 6, 7, e8.
sp" Meslre francez, grammalica analtica
dalingoa porlugueza por Solano, 2.* tomo
dos diccionarios theologicos eutropio ele-
mentos de geometra por Le Cendre ortho-
gralia do Mudureia grammalica latina por
Antonio Pereira jogo de sortes por Prisco
Antunes, grammatica franceza, 5. tomo
da obra de Cames 1 caixa de tartaruga pa-
ra rap uma cama de angico sem defeilo .
com eolxo travisseiro e cortinados, uma
cadeirinhn de parafuzd todo por barato preco:
na ra de S. Rita nova D. 18 lado da Igreja.
or Dm terreno com 100 bracas de frente,
e 122de frente ao fundo, no lugar Bongi ,
iinho brancos e prelos meias e luvas de se- distante da praca meia legoa ptimo para
da para homem e senhora ditas de pelica de {lavoura e criar gado no mesmo terreno tem
M0V1MENT0 DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 21.
Ass ; 10 dias Hiate Brasileiro Vingado.
52 tonel. Cap. Domingos Antonio de Aze-
vedo equip. 8 carga sal : ao Capitao.
ditos no da 2o
Baha 14 dias Barca Ingleza Sun Flower do
541 tonel. Cap. James Towestor, equip.
14, carga lastro : a Rnssell Mellara & C.
Cabo de Boa Esperanca ; 27 das Brigue
Americano Lcvant de 210 tonel., Cap Ge-
dion-S. Rolmes equip. 11 carga fazen-
das vnhos e pellos a Malheus Austin &
Companhia.
Liverpool I ; 59 dias Brigue Ingl<*z Mary do
24Stonf], Cap. W.- Kelly, equip. 15,
caga fazendas : a J. Crabtree & Companhia
SAHIDOS NO MESMO DIA
PorlosdoSul ; Paquete de Vapor Brasileiro
S. Salvador Commandante John lienry
Hotten.
Aracaty ; Sumaca Brasileira Felicidade iap.
Jos Rodrigues Pinheiro carga diversos
gneros.
Philadeifla ; Barca Americana Navarro Cap.
JamesMiller carga a:.sucar.
Emkadosno'dia 27.
Nautuckett ; 40 dias Galera Americana
Narragonsittde 507 tonel. Cap. Charcos
\V. Coffew equip. 28 carga prclrcixos
para pesca : ao Capito, e sabio no mesmo
dia.
SAHIDOS NO MESMO DIA
S. Matheus ; Patacho Brasileiro AmisadeC. ,
Cap. Joo Pinto Brando carga lustro.
Rio G. dp Sul; Brigue Br ileiro Jano, Cap.
Jos Mara Abnso Baeel:.;' carga sal.
Maranho ; Barca Ingleza Sun Flower Cap.
James Tourester carga lastro.
todas as quaWWes sapatos de todas as qua- casa de vivenda estribara, e ayiamen tos! RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. 1811
'**
.


-
*#"
Snr. F dictar.
Habitante da Ereguezia dos Affogados, e
testeumnha presencial das occorrencias ahi ap-
parecidas por occasiao das Elleicoes primarias ,
nao pude 1er sem indignado a parte official do
Sub-Prefeito Manoel Joaquitn do Reg e Albu-
querque onde ressumbra o espirito de partido ,
o genio detractor e a calumnia ; e posto sejao
sobre raaneira conhecidas as pessoas que elle
detrahe Cidadaos bonestos amigos da ordem,
e da le ; todava determineime a nao deixar
passar sem resposta e replica hum libelo tao
famoso ; o que faco por meio destas linhas que
Vm. se servir publicar ; assegurando que a
minba educaco nao me permitte seguir as pisa-
das do Sub-Prefeito e imitar as ofensas da vi-
da privada que alem de insultarem o decoro
publico s servem de degradar e infamar o seu
autbor, era nada menoscabando a probidade e
cottceito publico de tjuc fuiismeute goso o
seus contrarios.
J bem p'ilversados fc-ro todos os aleives
do Sub-Prefeito pelo honrado Cidadao o Sur..
Capitam Rangel, que com acoragemque Ihe he
propria exuberantemente provou as falcidades
contidas em diversos pontos da referida parte ,
e bem que d'alii se possa augmentar para a fal-
cidade do todo, porque quera claudica em
hum ponto be presumivel claudique ein todos ;
com tu1o analisarei^os ditos do Sub-Prefeito ,
afim t.e tornarymais conhecido o seu carc-
ter e bem patente o espirito que o dirigi.
Ilotyve hum acontecimento fora do ordena-
rlo, tfiz a parte hum acontecimento subsersivo
da ordem &c. &c. He huma verdade ; mas
qual fui esse acontecimento ? seria a concorren-
cia de Cidadaos Passitcos a quem a Lei chama-
va exercer o mais sublime e sagrado dos di-
reitos polticos o de votar ? sera Snr. Edic-
tor, na mente do Sub-Prefeito ; mas quanto
mim o acontecimento subversivo foi a maneira
insolente porque se portn esse funecionario
publico; foi a arbitraredade inaudita da Meza
Parochial dos Affogados que sem respeito a
Lei nao quiz receber os votos de mais de dois
tercos de Cidadaos que ou se achavao presen-
tes ou mandavo suas listas em forma legal;
foi o abuso que esse Sub-Prefeito fez de sua
authoridade, e da forca posta sua disposieo
para defeza dos Cidadaos servindo-se ao con-
traro d'ella para citiar a Igreja e prohibir sua
entrada na occasiao da formatura da Meza
quelles que nao ero de sua grei ; foi proced-
mentosubversivo, e revoltante anda o que te-
ve o mesmo Sub-Prefeito de andar ameacar os
homens rsticos com pancadas e recrutamen-
to para marinha se por ventura nao votassem
em sua chapa; foi revoltante o procedimento
do Snr. Manoel Joaquim de mandar illudir o
Vigario da Boa-vista e em nonie do Coronel
Manoel Thomaz conseguir huma Certido fal-
ca de nao ser o mesmo Coronel freguez dos
Affogados e alem disto oppor-se e por em coa-
gao o Vigro Torres para que este nao destrus-
se aquella Certido em vista dos seus accentos ;
e finalmente outros muitos factos e excessos
escandalosos al praticados por si e seus agen-
tes.
Tive denuncia continua por pessoa szu-
8 ^iib ai Bfcsua >-, '! Vai-7i Meio S. Francisco ,Ucha e Tone se fazia reu-
niao de gente armada para vir votar, &c. &c- O
vago de tal asserso suficientemente a responder,
mas cumpre descurtina-la iniudamente por ser
a baze do libelo. He sabido de todos que
logo pela manha e antes que tivessem chegado
todos os habitantes da Freguezia ern estado de
votar o Sub-Prefeiti fez instaurar a Meza e
proceder asseleradamente o recebimento das
listas de modo que quando chegaro os mora-
dores dos arredores a Meza resolveu arbitra-
riamente feixar-se a urna dexando de receber
as listas de mais de dois tercos dos votantes ; en-
tretanto que se havia recebido macos de listas ,
introduzidas pelos agentes do Sub-Prefeito,
(tanto que s hum Official da Guardas Naci-
onaes ntroduzio na urna mais de duzentas lis-
tas como elle proprio confessou ) a vista do
que os Cidadaos excluidos conscios de seus d-
reitos e reconhecendo que huma menora tur-
bulenta e despejada nao deva dicidir das El-
leicoes resolverao recorrer passifcaraente aos
meios proprios representando como repre-
sentado ao Prezidente da Provincia contra hum
acto interamente attentorio da Lei; e isto por
se persuadirem que essa Authoridade tnha res.
trictodever, e poder legal de chamar aquella
Meza ordem, sendo alheio aos manejos e ca-
balas dos partidos ( no que se enganaro redon-


damente comq fifPVaffj os fagjp* pjttwwwi );
S. Exa. nao podendo resistir a forca da verda-
de e da justica aquiesceo queixa dos repre-
sentantes ordenando Meza que Procedesse
na forma das Instrucces recebendo atoe o es-
curecer as listas dos Cidades que inda nao t-
nhao votado e presentes estavo ; mas esse of-
ficio de S. Exa. foi escarnecido esua autborida-
de achincalhada pelo Sub-Prefeito insistindo a
Meza pertinazmente em nao aceitar mais lista
alguma : os representantes setnpre pacficos voU
to segunda vez e com toda a calma a re-
presentar de novo a S. Exa ; poreui como nessas
idas e vindas levssera algum tempo, e s no
dia immediato tivcssem a Jecisao e o povo
se tivesse retirado alguns Cidados dos mais
graduados mandaro fazer convites por diversas
partes e mesmo reunir a gente dispersa persu-
adindo-a de comparecer na Povoacao para vo-
tar e de tacto alguma gente se apresentou pac-
fica e desarmada. Eis pois o facto to simples-
mente como a mesraa verdade, de que a mal-
ca se soube destrmente prevalecer para er-
guer hum castello documentar huma calum-
nia e tisnar bomens patriotas cujas quali-
dades fcrmo hum verdadeiro contraste com a
dos seus detractores. Para se conhecer da fal-
cidade de hum facto qualquer nao he s pre-
ciso testemunha-lo a inverosimilhanca de suas
circunstancias tambem a denuncia como suce-
de com a parte de que trato. Se esses Cidados,
de quero falla o Sub-rrcfeiio <.aldvau resolv-
dos premeditadamente cometer excessos, e
fazer por meio da forca trinnfar huma chapa ,
esperavel era que assim o praticassem quan-
do a gente de seu partido se achava reunida e
em grande numero ; Porem o contrario foi o
que suceden ; pacficos se apresentaro e ape-
zar de offendids em seus direitos nao se exar-
cebaro e s se oceuparo dos meios Iegaes ; o
que prova a toda a luz que suas intencoes foro
sempre pacificas e que he calumniosa inteira-
mente a parte do Sub-Prefeito. Isto sobresahe.
ainda mais attendendo-se conducta anterior ,
e carcter dos individuos sempre moderados ,
sempre sustentadores da ordem nao he possi-
vel que se precipitassem nos excessos ,que gra-
tuitamente lhes attribue o Sub-Prefeito para
que o contrario se podesse acreditar cumpria
3 aquelle que afirmou o facto exhibir as pro-
vas. Porque nao mencionou o Sub-Prefeito o
nome dessa pessoa sizuda que lhe denunciou
o facto da reunio de gente armada ? Porque
nao exerceu melhor o seu lugar mandando veri-
ficar o facto e crtificar-se da reunio ? Nao;
o Sr. Manoel Joaquim sabia muito bem que tal
cousa nao havia seu fim era somente calumni-
ar e offender seus adversarios polticos ; e pa-
ra o conseguir nao precisava de provas bastava
hum bocado de descaramento e intrepidez.
Jada d>6 Peto qtt tM 08 ?rS Ra"g '
uto por ja terem respondido e por isso so-
mente accrescentarei mais duaspalavras acerca
dos pagens que diz a parte levarao armados
os Srs Manoel Thomaz e Francisco de Car-
valho. He huma falcidade como as outras : es-
ses Cidados apresentaro se desde o Domingo
com seus pagens he verdade, porem desarma-
dos a face e vista de todos e mesmo do Sub-
Prefeito que certamente nao querera passar
por negligente e relachado visto que nao man-
dou prender aos referidos pagens como lhe
cumpria : e desafio ao Ajudante de Onlens do
Governo o Sr. Joae Bernardo Fernandes Gama
para que diga em palavra de honra se vio taes
pagens armados,
O documento qu' olfereco ao Publico provao
bem e a falcidada do que foi dito cerca do
Sr. Fonceca'; e a vista disto quem havera que
se illuda com as imposturas do Sub-Prefeito
dos Affogados ? Porque nao denunciou elle
daquelle Official da G. N. que de espada na
mo postado na porta da Igreja como hum gi-
gante prohiba a entrada a quantos nao erao da
sua sucia ? Porque nao denunciou rail outros
desatinos praticados por si e por seus apani-
guados que athe conservaro piquetes as en-
tradas da Povoacao para demorar a gente que
vinha votar pelo lado opposto ? Nao, sso
nao porque tudo he licito e permettidoa cer-
ta gente mesmo o trancar a honra e a pro-
ldade na gaveta . . !
Sr. Edictor tenho dito quanto basta para
destruir a parte do Sub-Prefeito mas Vui. con-
cernir que finde esta minha carta com huma
verdade e he que as Elleices do Afogado te-
rio sido mais regulares e Iegaes se S. Exa. o
Sr. Prezidente tivesse como devia demittido, ou
pelo menos suspendido o Sub-Prefeito que as-
sim escandalosamente abusava do emprego pa-
ra violar a Lei, corametter excessos, violentar
os Cidados tirando-lhes a liberdade de votar ;
esse Sub-Prefeito que a nao ser a prudencia e
circunspecao dos bomens a quem elle Jgora
attaca certamente teria feito que as Elleices
tivessem um desfeixo to trgico como em
Santo Anto !
Sr. Edictor, creio que houve plano ma-
chiavelicamente concertado para as Elleices ,
e fielmente ejecutado ; por quanto attenden-
do para o que se passou nos diversos Destric-
tos Elleitoraes da Provincia vejo que em todos
mais ou menos aparecero irregularidades, e ex-
cessos. Parece-meque as lines de certa Cama-
rilha nao foro perdidas entre nos. Em nossa
Provincia a forca armada interveio em muitos
circuios e no entanto hum s acto huma pro-
videncia do governo nao aparece que mostr
ter elle desaprovado tal intervenco : em Goian-
na fizerao-se as Elleices athe quixotalmente ;


-3-
!
Governo nada ten, dado des, pois nem man.
dou responsabisar nem demittio aquelles de
seus*geptes que abusara.
Em verdade causa admirado como se or-
tica impunemente tantos despotismos e arbitra-
riedades em Pernambuco : W Provincia Pa-
tria da l.berbade, sempre altiva na defeza de
seus foros? Ser isso porque ella tenha "erdl!
do o seu bro? Nao : o silencio dos Povos he
a milhor l.cao para os governantes; nao se fiem
pois nesse silencio que he falco antes da tem-
pestade a athemosfera abafa.
Pela publicacao destas linhas Sr. Edictor,
loe sera obrigado o
Affogadense.
~ IHra. Sr. Inspector. Ignacio dos Santos
da i'onceca precisa que V. S. mande que o Offi-
cal Ma.or da Secretaria Certifique vista do L-
vro do Ponto se o Supplicante compareceo ao
servico de sua reparticao em o dia 14 domes de
Dezemhro p. p.
P. a V. S. assim lhe
defira. E. R. M.
Passe; Thesou-
rria de Fazeda
de Pernambuco 7
de Janeiro de 1841,
Silva.
Certifico que Ignacio dos Santos da Fon*
ceca Official desta Secretaria compareceu nesta
Reparticao no dia 14 de Dezembro prximo
passado horas do seu expediente. Passo a
presente por mim escripta e assignada. Secre-
taria da Thesouraria de Fasenda de Pernambuco
7 de Janeiro de 1841.
Joaquim Francisco Bastos.
Oficial Maior.
PERNAMBUCO : NA TYP. IMPARCIAL DE L. I. R. ROMA,
RA DA PRA1A SOBRADO D. n. 1841. ~
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