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Anuo de J84I> Quarta Feira '29 de
Todo Sor deptnde de nos mesmos ; di nosss prudencis, moderscao, eenerga con- tinu.mof como principamos, oleremos l>onlirlot com sdmirac.io rnlre aa Nacoes m.j, W*** ________________ (ProcUma9o d Assemblea Ceral do Brasil.) PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES. Gnianna, Paraiba, e Rio "rinde do Norle, na aegunda e sexla feira. Bonito e Garanbuns, a lile 24. Cabo, Serinhaem, Ro.Formoxn, Porto Cairo, Macei), e Ala-oas no i H #21, Paje 13. Sanio Anlao, quima feira. Olinda tudoa os diaa. DAS DA SEMANA. 27 Sef. 2 (litara s. Joo apostlo. 28 Tere. 4> 3 oitara. Os sanios mcenles, 2> Qnarl. s. Thumai. 31) Quint. s. Sabino, 31 sext. ! s. silvestre P. i, de Janeiro san. .. Circumcisao do senbor. 2 Dom. s. Isidro. Dezcmbro. Anuo XVII. N* 281. O Diario publica e lodos os diss que n.'.o forera Santificado o preeo da asi*atura he de tres mil reis por quarlel pa^os adianiados. Os snnuncios dos ssiignames sao inseridos Rratis, eos dos que o nao forera raio de 80 reis por linha. As reclsmacoes dsvem ser dirigidas a i-sla Tvpograa roa das Crines U. 3, ou i praca da Independencia luja* de listo* Nmeros 37 e 38. ' CAMBIOS no da 24 dk Dezembro. Cambio sobre Londres "2J l| d. p. 11'. i> Psris 320 reis p. franco. .. Lisboa SO a 86 p. 100 de pr. Oobo- Moeda de 6,400 V. 14.500 a H.7U0 - K. 14,400al'i,(iOO .. de 4,000 8,100 a 8.200 FaaT* Patacoes 1,640a 1,660 1,660 l.64a 1.460 1'kati Penis (.'olumnsies 1.640 a Mexicanos 1,620 a - miuls 1,440 a Moeds de cubre 3 por 100 de disconio. llmo.Uo de bilb. da Allandega 1 s por 100 ao mes, dem de letras de boaa Arma* le alai. Preamar do da 30 de Dezembro. 1." as 6 boras e 64 m. da tarde. 2. as 7 horas e lS m, da raaiihj. PHASE DA LA NO MEZ. LE EZEMbRU. Qoart. ming. a 5 a 9 .raa e 63 na. da manbj. La Nora a 12-- i 7 oras e 11 m. da larde. Quart. cresc. a 20--ka 0 oras 12 m. da tarde. La cheia a 27 s 4 oral e 12 in. da tarde. asasaa haiu >a; 8>i;i.\ \ uiti <:<. V li K N A M BUCO. C0MMAND0 DAS ARMAS EXPEDIENTE DO DA 15 DO CBRENTE. Officio Ao Exm. comandante das armas da corte remettendo-lhc umarelaco dos of- ficiaes do terceiro batalho de artilheria a p, que havendo deixado prestares em socorro desuas famlhs foro ditas preslagesdo 1. de Novcmbro em diante reduzidas aos sol- dos de suas patentes, somente em execuga do aviso da repartgo da guerra de 15 de 8b.ro ultimo. OTiciaes comprehendidos na rela- go Capito Anacleto Lopes de Santa Anua, primeiros teen tes Antonio Dornellas Cma- ra e Manoel Ferreira de Almeida cirurgio mor Manoel Filippe de Faria, quarlel mestre Manoel Lopes Ma ciel capillo Fr. Josc d S. Jacinto Mavignier. Dito-Ao Exm. commandante das armas eem chefe doexercito imperial da provincia de S. Pedro do Sul, fasendo-Ihc igual com- muiiicario contando a relago dos olTciaes que Ibe foi enviada os nomes seguintes : capi- to Joaquim de Pontes Marinho tenente Francisco Rodrigues Lardoso, tenente secre- tario Filippe Marque dos Sanios, alferes Jo- o Chrisoslomo Ferreira dos Santos. Gamillo Ferreira Madeira e cirurgio ajudante Ja- cinto Dornellas Ribeiro Pessoa. Dito-Ao Exm. commandante das armas da provincia do Para' fasendo-lhe i^ual com- municaco a respeito do capito Pedro Ivo Velosoda Silveira. Dito Ao Exm. commandante das armas da provincia do Maranbo, acerca do capito Ser- gio Tertuliano Gastello-branco, edo alferes Antonio Bernardino dos Reis. DitoAo tenente coronel commandante do depozito remettendo-lhe as partes aceusa- torias dos desertores da companhia de artfi- ces Jos Francisco Ribeiro e Manoel Igna- cio de Rarros, para que mandasse proceder a conselho de disciplina na forma da ordenanca de 9 de abril de 1805, devendo depois d'or- ganisados osconselhos envial-os a secreta- ria militar, DitoAo prefeito interino da comarca de Santo Anto aecusando o recebimento dos re- mitas Joo Francisco, e Gonsalo Marinho, que vinlio mencionados noseoofRcio de 14 do corren te. dem do da 17. OfficioAoExm. presidente devolvendo- Ihe o requer ment do major Florencio Jos Garneiro Monleiro ,* e informando, quetendo elle naqulidade de recrutador enviado di- rectamente a salla das ordens da presidencia 58 recrutas, e 6 voluntarios at o fim de a- brildo correnteanno, nao linha direilo a gralifieago marcada no artigo 10 das ins- truegoes que acompanharo o decreto de 6 de abril; e porisso que esse decreto prinfipiou aterexecugo nesta provincia de 7 de maio m diante , masque tinha js ao abono de urna graliicago arbitrada pela mesma pro- vincia segundo as leis anteriores do recru- iamento. Dito Ao major J. M. I. J. da Veiga Pessoa aecusando a recepgo do seo officio desta data, no qualcommunicava acliar-se no exercicio de suas funeges como director do arsenal de guerra. Dito Ao tenente coronel T. G. Burlama- que disendo-me que recebera o seo oflicio desla data, equeficava scienle dehaversi- do desonerado da directora do arsenal de guerra cujas funeges interinamente exer- cia. Dito Ao prefeito interino da comarca do Recife, disendo-lhe que tivera destino o re- cruta Jos Gonsalves que acompauhara o seo oflicio desta data. dem do da 20. OflicioAo Exm. presidente, enYando-lhe informado o requer ment de Silvestre Hen- riquedePinho, alferes reformado, queten- do sido mandado servir no Para, pedia se lhe concedesse transporte, e commedorias de embarque. Dito Aomesmo Exm. Sr., ponderando- Ule as rases em que se fundava para sobres- lar no cumprimento do seo despacho de i6 deste mez, mandando reintegrar no servido naqulidade de tenente a Noberto Alves Ca- valcante por estar elle comprehendido as disposiges do decreto de 18 de Julho deste anno, pelo qual foi S. M. o Imperador ser- vido conceder aos militares incursos no crime de primeira descremo ; esperando que S. Ex. em vista das mesmas rases resolvesse o que lhe approuvesse. Dito Ao coronel Joaquim Jos Luiz de Souza communicando-lhe ; que estavo passadasas ardens ao commandante do depo- sito para ter prompto o hospital regimental, e os papis deeontabellidade ao mesmo con- sernentes a fim de serem inspeccionados por S. S. segundo as ordens do governo impe- rial nao se podendo verificar seme- Ihante inspeeco as caixas dos corpos de linha porestarem estes destacados fora da provincia. Dito Ao tenente coronel commandante do deposito, ordenando-lhe que tivesse pron- to a ser inspeccionado pelo coronel Joaquim Jos Luiz de Souza no dia que se lhe devia in- dicar, o hospital regimental, e todos os pa- pis de contabelidade ao mesmo pertencen- tes. DitoAo prefeito interino da comarca do Recife, aecusando o recebimento de tres re- crutas que tivero conveniente destino. Portara Ao capito commandante interi- no da companhia de artfices mandando em cumprimento a lei, dar demigo ao soldado do terceiro batalho de artilheria a ,p addi- "O a mesma companhia Antonio Das de Carvalho, por ter sem nota desfavoravel fina- lisado o tempo a que era obrigado a servir , e nao querer continuar. dem do da 22. Officio-Ao Exm. presidente, enviando- Ihe informados os requerimentos dos alferes Jos Joaquim Meirelles eJose Antonio Ro- drigues Lima,vindosdacorte no vapor Gorreio Brasileiro, com destino a hirem servir na pro- vincia do Maranho, os quaes pedio trans- porte para all e oabono dos sidos de no- vembro e dezcmbro, a fim de promoverem os arranjos da viagem. Dito Ao mesmo Exm. Sr., remettendo-lhe a guia, que pelo deposito foi passada ao re- eruta Laurentino de S. Pedro Neves, que de su ordem embarcara no dia 20 do cor- rente para a provincia da Paraiba na escuna Bella-Americana. Dito-Ao Exm. presidente e comandante das armas do Cear communicando-lhe que em virtude do aviso da reparQo da guerra, datado de 13 de outubro ultimo fora reduzi- da a 25jO00 reis do 1.' de novembro em di- ante a prestado de 37*500 reis que nesta capital havia deixadoem soccorro de sua fa- milia o primeiro tenente do terceiro bata- lho de artilheria a p Joaquim Cezar de Mel- lo Padilha devendo porisso ahonar-lhe do referido dia 1. de outubro, os vencimentos excedentes aos 25*000. DitoA administrago fiscal das obras pu- blicas communicando-lhe a fuga do calceta Jos Aflbn<;o Guedes Alcanforado, da forta- lesa do Brum onde se aehava em servico Igual communicaco W fez ao prefeito inte- rino da comarca. DitoAo tenente coronel commandante do deposito, devolvendo o seo officio de 20 des- Mi te mez, e parte do sargento amanuense do hospital que o acompauhara e mandando proceder em vista de taes papis a conselho de investigado contra o cabo Manoel Gomes Teixera devendo depois de concluido o conselho envial-o asecretaria militar. Dito-Ao mesmo, enviando-lhe em pro- prio original a parte que recebera do com- mandante da fortalesa do Brum annunciando a fuga do calceta J. A. G. Alcanforado e ordenando-lhe que mandasse proceder a con- selho de nvestigaco para se conhecer da conducta do cabo Manoel Antonio do Espiri- to Santo que esta va de guarda o qual nao empregara as necessarias cautellas para evi- tar a.jfuga.. Dito-Ao commanante geral do corpo de po- lica disendo-lhe que a guarnido do dia 24 do corrente mez at 7 de Janeiro vindouro , tinha de ser feila pelocorpode seo comman- do e companhia de artfices e que estando esta j bastante sobrecarregada de servigo , s poderia dar diariamente a gurada da al- fandega dando a polica as demais guardas, ooflicial superior do dia, e os necessarios para as rondas de visita. Dito Ao capito commandante do forte de Gaib ordenando-lhe que fizesso recolher a capital at 15 do mez vindouro o 1. te- nente Pompeo Romano de Carvalho, ali des- tacado. Dito Ao capito Afonso Honorato Bastos , remettendo-lhe ascontas da irmandade de S. Joo Baptista e de N. S. da Gongregago, dadas pela Thesoureiro capito Anacleto Lo- pes de Santa Anna, e bem assim a quantia de 71 j(090 reis saldo a favor da mesma irman- dade. Dito-Ao prefeito interino da comarca, disendo-lhe que ficava entregue do seo ofli- cio de 20 e do recruta Manoel Alves do Espi- rito Santo. Dito Ao prefeito da comarca do Roformo- so, aecusando*o recebimento dos reciutas Joo Baptista da Boa-morte S. J. de Carva- lho e Silva e Luiz Aflbnco, tendo assenta- do praca aos primeiros e posto em liber- dado o ultimo por j ter tido baixa por in- capaz, e continuar a sua infermidade. TEZOURARJA DA FAZENDA. EXPEDIENTE DO DIA 17 DO CBRENTE. OflicioAo Exm. presidente da provin- cia aecusando a recepgo dos exempia- res dos decretos do governo de nmeros 182, 183, ede 185 a 188 assim como a lei n. 184 do corrente anno. DitoAo contador da thesouraria parteci- pando tero Illm. depulado por esta provincia Manoel Ignacio Cavalcante de Laeerda rece- bido pelo thesouro publico nacional a ajuda de costo de hida e volta, na importancia de 1 ;800 rcisa lim de mandar averbar este pa- gamento no respectivo assento. Port.- Ao thesoureiro da fasenda mandan- do entregar a Me. Calmont & C. a quantia de 53;103U448 correspondente a L. 4,000-- ao cambio de 29 valor de duas letras a 90 di- as vista ; huma abonada por Jos dos San- tos Neves e outra por Manoel Luiz Gongalves saccadas sobre Me. Calmont Brox & Comp de Londres, a favor dos agentes do Brasil, em dita cidade a quem sao remet- tidas naconformidade da ordem do tribunal do thesouro publico nacional de 13 de outubro do correnteanno. Dita Ao dito thesoureiro para entregar aos mesmos Me. Calmont & Comp. a quantia de 16:551 #724 reis, correspondente, a L. st. 2000- -de outra letra, que na mesma conformidade saca rao com abonaco de Ma- noel Ferreira Ramos a favor dos referidos *- gentes. MEZA DO CONSULADO. guel Arcanjo Monteiro d'Andrade Cavaleiro da Ordem de Christo, e administrador da meza do consulado de Pernambuco por S. M. I. o C. Faz saber que no dia 3 de Janeiro de 184^ se.bao de arrematar na portada mesma Ad- ministrago nove caxas de assucar, setto brancas, e duas mascavadas ; no da 4 duas caxas brancas, e no dia 7 huma ditta bran- ca todas aprehendidas por inexatido daa taras pelos respectivos empregados dos tra- pixes da companhia, pelloirinho, alfandega vellia e novo; em cujos das se tem fin- dado os prazos marcados no regulamento , sendo arrematago livre de despezas ao ar- rematante. E para que chegue a noticia a quem conviermandei a fixar o presente edi- lal na porta desta administrago, e publicar pela Imprenga. Meza do consulado de Per- nambuco 23 de Dezembro de 1841. Miguel Arcanjo Monteiro d'Andrade. Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade, Ca- vaileiro da Ordem de Christo e adminis- trador da Meza do Consulado de Pernam- buco por S, M, I, eC Faz saber que no dia 5 de Janeiro de 1842 se ho de arrematar na porta da mesma ad- ministrago trez arrobas de fumo aprehendi- das sem despacho a u,.rdo da barcaga Auria que segua viagem para o Rio Formozo ; e no da 7 do mesmo oito caixes de doce de goia- ba pezando vinte quatro libras, aprehendi- dos sem despacho em jmm bote que os con- dusia para bordo de um navio Hespanhol em cujos dias se linda os prasos marcados no regulamento, sendo a arrematago hvre do despezas ao arrematante. E para que che- gue a noticia a quem convier mandei a fixar o presente edital na porta desta administra- cao e publicar pela Imprenca. Meza do Consulado de Pernambuco 23 de Dezembro do 1841, Miguel Arcanjo Monteiro d'Andrade. 1RSENAL BE GUERRA. 0 Arsenal de guerra compra 700 a 800 co- vadosde palio azul para fardamento da tropa, 120 ditos de preto para polainas 500 varas de brim 500 mantas de la 1000 pares da capatoa preferindo-se o calgado de braga , 80 esleirs de Angola : ludo para o mesmo fardamento. Quem tiver todos estes genero* apresente-se no dia 3 do seguinte mez de Ja- neiro prximo entrar, na salla da directo- ra com as amostras ; e sero preferidos a- quelles, queem qualidade e pregos forcm raa- is vantajosos. O Director , Veiga Pessoa. PRE F ETUR A. Parte do dia 24 do corrente Illm. e Exm. Sr. Das partes recebidas n esta cecretaria consta que hoje pelas q ho- ras da manh houve em urna casa sita na ra direita junto ao beco dosirigado um principio de incendio o qual foi logoextin- co pelas providencias, dadas pelo capito Padilla de polica ; que pelo sub-prefeitoda cidade d'Olinda foi preso o corneta mor do 3. batalho de G. N, d'aquelle municipio Pedro Nogueira por lhe ser apprehendida urna fa- ca de ponta ; foi recolhido cadeia a dsposi- co do juizo da 1. vara docrinie quem se remetteo o competente termo (Tachada pa- ra proceder segundo a lei : assim como que- hontem pelas 5 horas da Urde em a povoa- go d Apipucos fora ferido o pardo Jos Ro- drigues de Mendonga com um tiro que lhe disparara o pretoTorro Cosme de tal o qual deixou de ser preso por se ter logo posto em fuga : procedeu-so auto de vestoria no cor- po do sobredilo pardo para se remetter ao juizo competente. Nada niais occorreo. Nos dias 25 e 26 do corrente consta nao haver occorrido novidade. CMARA MUN1UPAL O RECJFL. Achando-se ainda por se arrematar a. lo lis. 23; e2i da Praga da Independencia ; a Cmara Municipal convida aos licitantes para copa rece rom naca/a desnas sessesnodia29 do corren le c nessedia sero impreterivel- mente arrematadas. Recife 22 de Dezembro de 1841. O secretario interino: Francisco Antonio Rebello de Camino. I,uiz Francisco de Mello Cavalcante escri- Vfio, e administrador da Meza de Rendas In- ternas Provinciaes d'esta cidade. Pelo pre- sente edita! faz constar a todos os senhores proprietarios de predios urbanos dos trez bair- ros d'esta cidade e povoago dos Affogadosque no ultimo d'esto mez lindo-se os 30 dias marcados para o pagamento a boca do cofre da respectiva decima do 1. simcstre do cor- rente anuo linanceiro de 1841 1842, e lo- go que termine esse prazo passar a procede- ejecutivamente na forma da lei de 27 de A- gosto de 1830, contra os dedevedores. E para chegar a noticia de todos mandei a fixar o prezente e publica-lo pela im- prenta. Meza das Rendas Internas Provin- ciaes de Pemambuco 16 de Dezembro de 4841. Luiz Francisco de Mello Cavalcante. Jos Antonio da Silva Grillo. Sub-prefeito da fregtiezia de S. Fr. Pedro Goncalves do Recife Ac. Todas as pessoas que ehegarem do fora ou mesmo que sejo nesta cidade re/.idc.ntes que prelendo morar ou esliverem por pouco lem- po nesta fregezia s devero aprezentar-me para cu dellas tomar conhecimento ,' os que assim nao comparecercm incorrero as penas policiaes. Todas as pessoas que nao forcm pertcncen- tes ao corpo de Guardas Naeionaes se devero aprezentar aos commissarios de seus destri- tos e estarem prontos ao sen chamado oceor- rendo na pena de desobediencia o que assim nao praticar, c ser punido conforme a lei. Oscorposde Guardas devero prestar aos commissarios de polica desta fregezia todo o auxilio que por ellos lhe for requizitado a bem do servico independente de ordem m- nha por escrita e assim nao comprindo fica- l'fio sugeitos as penas melilares. Recife21 de Dezembro de 1811. Jos j Antonio da Silva Grillo. DIARIO DE PEnNAlIBUCO. Continuago do Art. = Qual o meio de dar estabilidade s nossas instituigOes. Plato levado do seu amor a os systemas, e magoado dos vicios que havia observado em os governos foi o primeiro que procurou a justiga fra das leis e eis qual foi o seu raci- ocinio. Todos os Estados sao Monarchicos , Oligarchicos ou Republicanos ; e em todos sendo necessariamente o mais forte, quem go- verna, segue-se, que he sempre este quem faz a lei. Mas como he proprio da natureza do homem o referir a si tudo o que faz os que fazem as leis nao as fazem seno de confor- midade com o seu interesse : por isso em hu- ma Monarchia a lei sempre dispe em favor do Monarcha; na Oligarchia, ou Aristocracia em favor dos nobres e em favor do povo em o governo Republicano. Se se difine a Justina : eonformidade das nossas aeges com a lei, se- r o mesmo que dizer em outros termos que ella he a conformidade das nossas aeges com o interesse ou com a vontade do mais forte ; por que este he quem sempre faz a lei. Pla- to porm rejeitando esta definigo por vi- ciosa acha a justicia no quo he til a todos , e d'ahi parte para fundar a sua Repblica. A definigo de Plato na boeca d'hum legis- lador que tivesse procurado estabelecer as melhores leis possiveis, seria sem duvida mui- to boa ; mas ella se tornava destruidora de toda a sociedade na bocea dos Magistrados ou dos cidados ; pois que podendo cada hum constituir-se juiz do que convinha a todos , deviso obrar na applicago do principio como no dizer de Plato obravo os Principes, os nobres e os povos estabelecendo leis. Para previnir por tanto o abuso deste raciocinio cumpria dizer que ao legislador corra obri- gago de procurar a justica na utilidade de to- dos ; mas que os cidados e os magistrados na le a devio procurar. Todava (jfltBto menos renressivas er3o as leis mais pendor havia deasobandonar pa- ra ir procurar em o systcma de Plato huma justica que se nao achava em enhuma ou- tra parte : a primera violaco devia por tan- to trazer segunda c multiplicar-se infinita- mente at que por fim chegando a anarchia ao seu cumulo tomasse o despotismo o lugar das leis. As ideias sobre a legisIacSo come- gro pois a obscurecer-se no tempo de Pla- to ; mas ajuize-se o que deverio ser, quan- do depois de succObir a raso humana aos es- forgos dos solistas gregos os homens mais sabios viro-se reduzidos aduvidar de tudo ; quando as guerras civs dos Romanos e as desordens que se lhes seguirfio, levrdS desmoralisaco a os homens de todas as'das- ses ; quando as riquezas, e as honras foro o premio da violencia da baxeza e docri- me ; quando em fim toda a Ierra se vio sub- mettida ao despotismo dos Imperadores. En- tSo certamente era verdade dizer que se a Justina eslava as leis ella tinha milita se- melhanga com a forca ; mas a caso podia-se dizer, que existissem leis em hum Estado desptico ? Nestas circunstancias he, que Jess Chris- to veio estabelecer a sua Religio e ersnar a moral. Para a reunir s leis era misler . que a exemplo de Moyss ou do Lycurgo , elle se apoderasse das redeas do governo ou que depois de ha ver persuadido a Tiberio, que abandonasse os seus deoses elle ensinasse a os Romanos que a obediencia ao seu despo- ta era hum dever. O primeiro meio era im- possivel ; pois que a Religio nao devia esta- belecer-se pela violencia e fra disto o povo era muito corrompido para supportar boas leis. O segundo nao era nem seguro nem til; por que seos Romanos nao crio mais em seus deoses todava tinho-lhes aforro por habito e nao os largario para abracar huma Religio que juslilicasse os crimes de seus tyrannos ; e tal meioalm disto mais an- niquilaria as leis do que asteria firmado; por isso que consolidara o despotismo. Era pois de necessrdade, que a Religio e a mo- ral Evanglica cassem inteiramente estra- nhas s leis e ao governo ; e foi esta sem duvida a raso por que Jess Christo declarou mu expiicitamente que nao vinha estabele- cer seu reino neste mundo. O Divino Mestre oceupou-se exclusivamente emensinar a moral ao povo, e alguns Dogmas relativos immortalidade d'alma es penas, e recompensasda outravida;e estamoral, e es- tes Dogmas apropriados a (odas as circuns- tancias tivero tanta semelhanca com o sys- tema de Plato que ao depois pouco faltou , que os Doutores da Igreja nao pozessem o fi- losofo grego no cathalogo dos predestinados. Mas cumpre confessar que a moral do Ho- mem-Deosno podia ser ensillada mais a pro- posito; por que no lempo em que as leis j nao tinho forca, que maior bem se podia fa- zer a os homens do que persuadir-lhes, que a justica eslava na utilidade commum c que a paz a Concordia e o amor do prximo e- roosseus primeiros deveres que encerra- vo todos os mais ? Que doulrina pode haver mais til, mais congruente a todas as socie- dades humanas ? J vimos que os antigosensinavo a seus ilhos as leis ao mesmo tempo que a moral, e a Religio, e que as ideias que lhes davao a este respeito to estreitamehte se ligavo , q'se tornavo a regra do seo proceder no decur- so desla vida. Hojeobra-se diHerenlemente : hoje contento-se de ensinar a os meninos al- guns principios de Religio, dos quaes estes na- da entendem ; e se lhes commnniCo alguns principios de moral he com to [ico dis- cernimento que melhor fora ialvez nao lhes dizer cousa alguma a este respeito. Depois mettem-lhes as mos e ofierecem sua admirago alguns grandes Poetas os quaes pela mor parte foro pessimos cidados. Este methodo produz resudados to eviden- temente maos ; que bastara suppor-ihes hu- ma cousa difieren te para que todo o mundo se revoltasse contra elle. Em verdade se al- guem propozesse que se livessem as leis to secretas que s bssem condecidas quando se tractassem de as applicar ou seseestabs- lecesse huma lei que com effeito retroactivo declarasse puniveis aeges que o nao ero no momento, em que foro comettidas, ninguem deixaria de indignar-se de tal proposico e ninguem quizera habitar hum paiz onde o homem que se dictasse innocente poda erguer-se da cama criminoso. Se vemos por tanto sem perar punir a hum cidado em vir- tude das leis he por que suppomos, que el- le conhecia a pena imposta a o seu delicio , antes de o cometter e a ella por assim di- zer voluntariamente se submelteo. Mas ser com effeito bem fundada esta sup- posico ? Ser certo que na sociedade toda a pessoa capaz de obrar comdiscernimentoco- nhece a pena imposta a cada genero de delic- to ? Nao receamos afirmar que os que me- nos conhecem as leis sao precisamente aquel - les que por suas precises se acho mais ex- postos a viollalas. Pergunte-se a hum homem do povo, ou ainda a aquelfe cuja educacSo foi feita com cuidado a respeito das nossas leis criminaes e ver-se-h como he, que el- ie responde : elle dir por exemplo que essasleis prohibem tirar, ou guardar o alheio; por que assim o ouvio dizer : mas se lhe per-' guntarem o que he o alheio e o que he, que faz que huma cousa seja bem de outrem ; nao h duvida, que custar a comprehender tal pergnta. Nao lhe sao mais bem conhecidas as dis- posicoes das leis penaes, ou criminaes. Elle sabe, que o homecidio voluntario he punido com a morte, e o rouho com prizo, e al- gumas vezes com trabaIhos forjados ; por que assim tem visto punir assassinos e la- drees ; mas que intervallo immenso entre huma simples contravenco de simples poli- ca e hum Criino, que pode ser punido com trabalhos toreados por toda a vida En- tre tanto o que elle nao sabe medir he estj intervallo, o que conheceria perfeitamenle, se como entre os antigos, houvesse apren- dido as leis des d'a infancia. Cumpre confessar todava, que poucos ho- mens ha que por bum sentimento confuso bebido com a educago nao sejo advertidos , que huma acgo he boa ou m Mas em hum paiz, onde os costumes sao viciosos, succede muitas vezes, que huma acgo he condemnada pelas leis, posto o nao seja nem pela opinio publica nem pela Reli- gio ou ser condemnada pela opinio da multido, com quanto o nao deva ser pelas leis, Se hum funecionario publico. por exem- plo tem a baxeza de aceeitarpresentes para fazer actos do seu cargo alias justos mas gratuitos ; os homens que mais se ufano de probos, diro, que foi falto de delicadeza; mas as leis diro, que he hum infame e lhe impor penas. Se por outra parle hum ci- dado virtuozo tem a coragem de volar seus fi- lhos morte pela salvaco da patria essa multido de homens honestos, e sensiveisque sem magoa sacrilicario o Estado todo sa familia ; tclo-ho por hum homem abomina- vel: mas develo-ho punir as leis? Roubos h que a lei pune menos severa- mente que o adulterio, ou que a sedugo em certos casos: todava tal homem, que se teria por deshonrado pelo resto de seus dias , se fosse condemnado por hum calote glo- riar-se-h de haver scduzido a mulher do seu amigo, e nao pora escrpulo em lhe raptar a til'ha. E por ventura os males provenientes d'hum calote sero maiores do que os que ar- rastao a seduco, e o adulterio ? Nao ; mas ordinariamente recebe-se huma moral vicio- sa e s se encontro gatunos na mais bai- xa classe da sociedade, ao passo que adlte- ros acho-se em todas. Tal homem que em suas relages priva- das he incapas de fazer cousa alguma con- tra a probidade, nenhum escrpulo tem em huma eleigo popular de dar o seu vo- to a hum individuo destituido de bons cqs- tumes, e talentos centre tanto se este in- dividuo for hum Marat, ou hum Robespier- I re ou outro desses malvados, as desgra- Cas resultantes de semilhante escolha sero .infinitamente maiores do que as que apoz si traas qualquer homicidio. Mas a nossa vis-> ta nao chega to longe. Se hum homem de graduago he malvado, ou tolo, nos voci- feramos contra elle c deixamos em paz a- quelles, que o elevro no que nos asse- melhamos a esses animaes estpidos que se lango furiosamente ao ferro, com que foro feridos sem pensarem no inimigo, que lh'o arremessou. Deste modo os homens mo conheeendo melhor as regias da moral,do q'as disposigOes das leis nenhfl principio tem que lhes sir- va de guia; conduzem-se na sociedede co- mo cegos em hum campo semeado de pre^ cipicios ; nao conhecem os perigos e a pro- fundeza dos abysmos, que os cerco, seno quando nelles se veem sepultados. Mas como seno bastasse deixar, que os meninos ignorem os principios de moral, e de legislago, que devem servir de regra ao seu comportamento tracto de os corrom- per com as obras, que lhes mettem as mos, e com os elogios, que prodigaliso a seus authores, queremos fallar de Virgilio, e d'Horacio, grandes poetas certamente ; mas muito maos cidados. Obrigo de certo modo a os mogos a admirar esses escriptores; mas como sequer, que hum mancebo do- tado d'aiguma nobreza de sentimenlos, e que sabe apreciar as virtudes de Cato, e de Bruto possa ler sem desgosto as obras dos covardes aduladores de Osar e de Oitavio ? Entre tanto he tal a nossa miseria que pa- ra foi mar alguns maos poetas, consentimos em nao ter, seno cidados pusilnimes, e corrompidos. E o que resulta disto ? Que se apparece sobre e throno hum Principe corrompido e desptico pata aeabrunhar os povos, nao falto logo pootinhas, qua se esforcem por crear hum Mecenas e que arranjem odes sobre odes em louvor do ine- mitavel, e divinal Augusto! ( Contina. ) PARAIBA. Do Yerddeiro Monarchista copiamos seguinte. = Por esta occasio nos congratulamos com os bons Pernamhueanos pela acertada escolha, que o Governo Imperial fez do Exm. Snr. Baro da Boa-vista para vir de novo diri- gir os destinos de urna Provincia, que pela sua populacao, riqueza, e civilisaco, nao podia continuar no eslado de abandono, a que a havio levado os que trahindo a confianga do Snr. Manoel de Suuza Teixeira, illudindo, como devemos crer as suas boas intenges, apoiavo descaradamente os desordeiros, e anarchistas, consenlio, que s escncaras se clamasse, e tentasse contra a estabelida- de do Imperio ; e, o que mais , valha a ver- dade davo escandalosa guarida aos assassi- nos. O Exm. Snr. Baro da Roa-vista nao consentir <, que continu esse eslado de indo- lencia e despeilo. Nascido em Pernambu- CQ) Ilustrado, justo, e forte, elle nao pode- r querer que a sua administracao de 41 ccrceie o bem merecido nome, que lhe adque- riro os seus altos ieitos de 39 e 40. Nao: que elle tem bstanle presligio, tino, cons- tancia, e monarchismo para nodesejar, que a gloria, que cobriu enlo o Snr. Francisco do Reg Barros, cubra agora o Snr Barao da Bo-vista. VARIEDADE. m Cont Arbico; Segundo o uso perpetuo dos Califas de hv dos os coritos passados presentes e futuros , o celebre Califa de Damasco llaroun-el-Ras- chid passeava muitas vezes pelas ras e su- burbios da Cidade noite e disfargado a- companhado smente pelo seu Visir valido. E intil acrescentar que o seu fim era instruir- se por este meio de tudo quanto se passava e remediar por si mesmo os abusos cujo conhe- cimento podia escapar aos seus magistrados subalternos. lima noite divisou elle debaixo d'um prti- co ao luar tres homens,cujo traje maneiras annunciavo pessoas pouco abastadas que con- versavo ,com urna especie de mysterio. 0 Califa aproximou-se d'elles sem rumor eou- vio-os queixar-se amargamente da sua sorte , protestando cada um dos trez que os seus in- fortunios ero sem par. Dizia o primeiro, haver musulmano al- gil to desgragado como eu ? Possa o Pro-4 pheta recusar os seus favores tribu escolhi- da se em quanto dura o dia nao estou en- tregue dr e s inquietages Tenho um visinho que s se oceupa em contrariar-me nos meus negocios em attacar a minha re- putago em perturbar-me as minhas pro- piedades e a quem Allah parece ter dado de proposito um vigor de corpo fe de espirito sobrenatural para prejUdicar com melhor suc- cesso os meus interesses e prazeres. Ah diz o segundo se a vossa sorte digna de compaixo, nao o ainda mais a mi- nha? S os yossos dias passo-se na angus- tia ; mas noite podis repousar sobre o vos- so travisseiro a char alivio n'um doce som- no que vos faga esquecer os males, o.visinho e a vos mesmo: porm eu nao gozo de.mo- mento alg de repouso; passo mos dias e pei- ores noifeSi Ah! tenho urna mulher queme atormenta continuamente ; no meio dos ne- gocios s comidas e at no somno a sua i- magem me importuna, a sua prezenga me fa- tiga e a sua lingua ne oliendo. Vivo n'uma agitago continua e at algas vezes tenho tentages de me matar para me livrar para sempre de semelhante supplicio jaqueas muflieres nao entro no paiaizo; Bem diz o terceiro, escutei-vos a am- bos com paciencia ; mas Vejo que todos os vossos males reunidos nao se pdem comparar com os meus pezares. Tenho um filho sobre quem nem a razo nem a bondade tivero ja- mis imperio algO um filho extravagante , perdido em devassides e engolfado no crime. Sem embargo de todas as exhortagoes e cas- tigos d todos os dias novos passos no carni- nho do vicio ; considero-o como vergonba da natureza e a cada momento temo que a vm- ganga de Mahomet ou as leis do paiz m'o ar- ranquen! por alga acto estrondoso e terrivel de justiga. Estei trez individuos terminarSo a sua con- / versagao por esta noite e despediro-se. Misnou disse o Califa a o seu valido , trata de te informar da habitarlo d'estes ho- ntens e fazo com que ellos su achem todos trezmanha no divn e esperan l as mi- nas ordens. 0 visir obedeceo a seu amo e os trez in- felizes fro lodos trmulos conducidos ao ser- ralho. Quando se reuni o divn e o Califa a- companhado dos imans mirs e grandes da sua corle loniou assenlo no seu throno, man- dou que fossem trazidos sua prezenga os trez interlocutores da vespcra. Amigo, disse Haroun-el-Baschid o pri- meiro que se apresentou -, sei que te dizes rnuilo desgracad ; con (a a este liomem pru- dente que ves aqui ao p de mim o motivo das las penas. O nosso liomem pareca ao principio hesi- tar ; mas vendo que a um signal do Visir os mudos j arniavao os seus arcos apressou- *e a declarar que era o mais infeliz dos ho- mens por que m mo visinho o persegua continuamente. Quando elle ucabou a sua narrngao gri- tn o Califa encolerisado : agarrem este homem e dem-lho seis cenias bastonadas ! Os imans, mirs e grandes da Corte ca- ro estupefactos, mas guardarao silencio. O Califa recobrando o seu sangue fri, inandou chamar O segundo Ora pos, amigo, diz-lhe Haroud-cl- Raschid de que le queixas ? Tu s tambem m dos mortaes para quem Mahomet recusa sorrir-se. Este instruido do castigo qac o seU Compa- nheiro acabavade soffrer esteva muitoem baragado c bem quizera ahsler-se de fallar ; roas receando alga cousa peior do que bas- tonadas se continuasse a estar calado con- fessou tremendo que o seu genio mo na li- gura d'uma mulher teimosa Ihe fazia- experi- mentar de da e de noite pezaresjinsuporta- Veis; Tomai tambem este ; disse Haroud-el- Raschid e dai-lhe seis cetitas bastonadas. Os imans mirs e grandes da Corle fi- carao tao pasmados como da prmeira vez, mas nenhQ d'elles rompeo ainda o silencio. Finalmente tendo-se apresentado o ter- ceiro ordem do Califa Mulsumano, disse Harodd-el-Raschid em um tom menos severo faze-nos a narr- go dos leus males. Dominador dos Crentes, respondeo ll , com quanlo eu comprehenda que fosteis ha pouco instruido dos pezares que me opprimem, nao hesitarei j que o ordenis em repe- tir no meio da vossa Corte que m filho cor- rupto cuja edutaco havia com tudd sido o objeclo de todo o meu desvelo tem sido a desgrana da mnha idade viril. e faz actual- mente o tormento da inhiba velhice. Levai este homem honrado, diz 0 Califa, e dai-lhe sem demora 5,000 seqins. Ento a surpreza dos imans, mirs e gran- des da Corte subi de ponto; sem comtudo ousar nenhQ d'elles pedir ao Califa as razes d'm juizo tao singular Haroud-elRaschid depois de ter volvido sobre elles olhos de satisfago, levantou-se do seu throno, e fallou-lhes uestes termos: Filhos de Allah, juizo q' acabo de pro- ferir parecer a alguns rigido e severo, e a todos inexplicavb Ouvi ds minhs razos , e reconhcei a Justina o a beneficencia do vos- so principe. HdmDeos, e Mahomet o seu prophela.Enlregar-se-haoos Muslmanos a queixas amargas contra Allah, qundoexpe- rimento males qtte est em suas nios fazer cessar. Ser possivel que onosso Santo pro- pheta sejft amolinado com queixas c Iamen- tges que mudas vezes nao sao riis do que effeito da indolencia o da pusillanimidadedos seus servos ? Oprimeiro homem cuja narragSo otivi, e q' mndoi caitigar como mereca, aecusou a bon- dade da Providencia e a jt'istica do meu gb- verno por um inconveniente que elle bem po- dra ter feto cessar, mudando de residencia e indo exercer em outr parte a sua profissao de mercador. O segundo foi igualmente immoderdo ns suas queixas. Para que aecusa elle a Dos eaosau Propheta', quando o remedio ao seu mal est sua disposigo? Se tem urna mu- lher verdadeirameute m, e se Ihe impos- sivel faz-la melhor pelos seus bons conselhos eexemplos, nao pode elle lev-la' aoiman. intimar-lhe umacto de divorcio, e repuda- la? Em quanto ao terceiro, consultai-vos to- dos e reconhecei a minha jnstiga. Como po- derla elle evitar a desgraca de ter m filho perveso? Educou-o na virlude, e este filho preere o caminho do yco. Poder elle li- vrar-se do filho mudando de domicilio ou n- luguer nfio exceda a 10* rcis mengais ; diri- vocando, algQalei. Este desgosto persegue-' nos al fra de nossa caza, acoin pan ha-nos na solido, pertuba as nossas cernidas, e assenta-se junto de nos sobre a nossa cama. N'este caso, a compaixAo o menor dever, ea liberalidade o d juslica. Os imans, mirs e grandes da corte torna- r/io.H s do seu assombro, e proclmarao cm alia voz a sabedoria do Califa (iMagasin Pittoresque ) ssy- Aluga-se utna canda aborta que ron duz 400 lijlos doalvenaria grssa : quem a- pretender eitlouda-so Com Marcoliino Jos Lopes. - Vende-se farelo a 5. a sica de o arrobas , ou ib 800 sem o sao. para engordar cva- los, os compradores charo este farelo mui- to melhor do que aquella que wem de lora, pois he fresco e novo tambam da mais sus- tento aocavallo o qnal o peso do farelo mos- trar ni fabrica de tartana do atierro da Roa vista. tf Precisa-se de urna ama de loite for- ra ou cativa quem esliver nesta circunstan- cia annuncie. Precisa-se de um homem de idade para ser criado ; quem esliver nesta circunstancia aiinuncie. ssr Alfonso Saint Martin, boje com nova loja frn'ceza na ra do Gabug D. 2, tem a honra avisar a seos frogezes que tem limn.sorlimento complet de boas fsendas francesas, linio de bom gosto asquaesdei- xa de as nomear pos que de tudoque diz res-: peito a loja frnceza elle ten). primoro- sos seliii' clsticos inglezos, feitos em Lon- dres, con apetresos ludo de primeira qua- Um Rei de Inglaterra passando por urna das daveis ; Dorara o chocolata frreo Sfibre ludo ,: lidade como selins francezes de 10. a 21*, ja-se a ra do Rangel n. 37. 117" Na pedera junto ao Arco de Santo An- tonio se contina a vender excrllente pao a 100rs. a libra, e bolaxa aolo e nove pata- cas a arroba. = Alug-se um sofito com poucs comino- dos, silo na ra da Peuha: quem bpreten- der, dirij-se a esta Typogriphi, que a- char com quem tratar. tS" Quem quiser comprar um violonovo, de mulo boas vozes e precO comniodo ; di- rija- se a Bovisla ra do Rosario lado do poeote confronte sobrad do fgueteiro , que adiar com quem tratar. ST Preciza-se alugar urna cscrava que saiba coznhar e engomar dando-se I2f rs. |)or mez, e o sustento : quem livor an- nuncie. S27" Em Pernambuco ra Nova D. lo a- NECDOTAS. bO PERIDICO DOS PODRES $0 PORT! Simplicidde cm urna dama. Traclando-se em certa Socidade qiial era o (uniuho por onde o Sol volva do Poente o Oriente para enmecar d'hi a sa carrer , disse urna Senhor muito prompta ; isso tem bem que saber torna pelo mesnio caminho j cala de eslabehver-se um deposito d choco- por Onde foi. Se fra assim ( replicou um ta-, late onde se encontrarlo diversas qualidades ful ) nos veramos o Sol quando volta assim (laes como chocolate forre dito chamado de cmo o vimos quando vai. Que objocqo tao saude e dito de Raunilha kc. <\c), venda tanto em porcio como por retalho. As virtudes e o delicioso sabor de qualquer i desses chocolates os fazem muito recomen* pueril! ( replicou ella rindo-se ) comoo ha- vemos de ver se quando volta noite ? pracas de Londres viu m homem no pellou- rinho e pergnntou porque linhao castigado aquello homem ? e rcspondendo-se-lho porque tinlia feto lbellos injuriosos contra os Ministros respondeu : pobre homem por- qu os nao fez contra mim que Ihe nao te- ria succedido mal algum ! Pedindo-se Thcmistooles que tocsse re- beca, respondeu elle, cu nao sei tocar rebeca, hias sel mudar urna aldea em una Cidade. Um Religioso que acompanhava Um pade- cente endurecido Ihe di/ia Olha filho o possue projiriedades (jiie Ihe tem feto alean-' em fim prometi todos os senhores e se- car grande roputncfio na Europa onde em- i nhoras que o quiserem Honrar, com as negado pelos principies mdicos em varias' suas freguesias nao S os satisfar no bom molestias cort um feliz sceesso. gosto de suas fsendas, como no cmodo r O Sur. Francisco Martins Pcssoa ; di-, jirec assenhorasquo en suas cisas quise- rija-sea rua da Cadeia, loj de Cambio do I reni ver bonitos chpeos, chales de seda Sur. Vieira para so Ihe entregar una carta i mantas sedas para vestidos lodo qualquer viuda da Hahia. tF Precisa-se de urna ama que tenha bom calcado luvs de todas as qualidades boas perfumaras llores fitas cliapelinhos do [cite o boas qualidades: quem esliver nes- sol etc. etc. basta (tao gmente os seus frage- las circunstancias, dirija-se atrz dos Marty- I ses) mandar um bilheto para serom prvidos rios caza de portas verdes, que achara j do qiw precisaran. com(|uem tratar. = Vende-se urna canoa, nova bem constru- Queni quiser comprar bous chapeos do i ida seiido aborta eque conduz de 5oo a 600 uem a pretender para 'A2V eu qi V. Rma. Contingo da subseripcilo a favor drts ha- bitantes da villa da Praia da Victoria, na ilha Terceira. Antonio Goicalves Ferrcira J. V. Emery Francisco Xavier Martins Basto Joze. Antonio' de Carvalho Braga J. C. Cintra Luis Joze Marques Joaqiliiri da Silva Lopes Joaquim Goucalves Vieira Guimarfles Manoel Joaqim Goncalyes e Silva Noberto Joaquim Joze Gucdes Joze Mara Pereira Ramos Joze Mara Ferreira da Cunh Joze Luiz de Faria Joo da Silva Cardozo Nabuco Joo Alves de Souza Antonio DiasSouto Joze da Cunha Francisco Martins de Lemas Joaquim Joze Lobato Joze Baptista Gomes Joze Joaquim d'Oliveira Joaquim Ferreira Ramos Victorino de Castro Moura Joze Carlos de Lentos Manoel Joze Cha laca ijOOO BiOOO 5*000 5,>000 NjOOI) 5000 0*000 5*000 5*000 N 1 Ponte do S^j- Queni quizer comprar um soboazaooi Recife umacrteira tendo nella Go* res em sedlas, sendo duas do vinte outras tantas de cinco, tres de dous equatro de mil res : qomativer adiado dirija-se a esta tipogra-, a metade da em mnto bom tizo forrada de soda prota ; dirija-se a rua da Senzlla vclha sobrado n. 58. Csr Preciza-se de escravs que sejo bons j fiia (jue ter de gratilicacao paraservic, pagando-se bem. e entrando i mesma quantia. das 7 horas para as 8 do dia ., al a noite : na rua da Cacimba armascm de Silva & Irmo , que se lite dir quem preciz, das 6 oras d manh as!). S57* No da o de Janeiro futuro abre-se um curs de Theologia moral, e Dogmtica ; e tambem de Historia Sagrada e Ecclesiasti- 5*000; 5*000 A V I Z O S DIVERSOS. tsf Tendo-se desencaminhado uns docu- mentos pertencentes ao Promutor de Pajah de Flores, o Snr. Bacharel Euardd Soaros d'Albergaria para puder receber da Thezou- raria Provincial, a quantia de 150* rcis deseos ordenados o abaixo assignado previne ao Respcitavel Publico para que ninguem ne- gocie ditos documentos e roga ao Snr. The- zoureiro Provincial que os nao pague seiio do pr'oprio abaixo assignado 5 a pezar de estar a idtima folha branca dos mesarais assignada por elle para se passar o recibo por cima como he de custume. Francisco Joze Baptista. =: Mr: Kissel, relojocir francez que n'outro tempo traljalhou em Priz para Caza Real, reinado'de Luiz XVIII aviza ao res- pcitavel publico, que elle concerta qualquer relojo que Ihe seja Confiado patentes , horizoiMes, virgulis gronometres e em geral todas as ohra's tocan t a mecaisma: na ra das Cru'zes junto a Typgraphia ; as- sim como ; vende-se relojos horizontaes em ouro c em prata. = Preciza-se alugar um sobradinho as ras seguinles, estreita do Rozario e larga , das Cruzcs e do Livramento que o seu a- lidadc que existe napraca marcas XXXF e XXX que vende-se por pre-| navio chegadode Franca, e por proco muito co barato : na fabrica de farinha do atterrb | commodo em casa de Me. Calmont & Comp. ca : os pretendentes dirjo-se rua de Hortas caza D. 5G para darem os seus nmes ma- tricula e sabercm o lugar e hora das aulas. sor Farinha mito superior sendo moi- 5*000 da de trico novo do ultimo carregamento das 5*000 5*000 5*000 5*000 5*000 5*000 5*000 5*000 5*000 5*000 5*000 5*000 Do abaixo assignado, no dia 30 de no- vembr prximo passado; desapareo um cri- oulodenome Antonio, ostaturaregular, se- co do corpo com ponta de barba com seis dedos em urna das mos, e quatro ditos em un dos ps, potroso levou vestido camisa da algodosinho e caiga de estopa grossa repre- senta ter de idade 24 annos :> quem O pegar lev-o aloja do calcado defronte dac'dciaquo ser gratificado. Jo/e Fernandes Bustos. \^r Vende-se chfripanha d melhor qua- vinda pelo ultimo da boa vista. VW Quem quizer alugar urfia caza no r da Cadeia do Rccfe. t^- Ahre-se no dia 7 de Janeiro urna aula principio do atierro dos afogados, propria pa-de Grammatica Latina e outra de Geogra- ra paderia com trez portas com quintal | phia na rua de Hortas D. 30; a matricula a- grande cacimba s asoalhada, com do- cha-se desde j aborta: os pretendentes po- dent dirigir-se a casa cima a qual quer hora do dia; ssy Erna pesaos capaz e bem instruida sa offerece para ensinar meninos no mato : por do usquartos. c um mirante; no patio Terco ; loje de fazend D. 8. iSF Perdeo-se na noite de Natal, dus tarjas ou deslintivos de prata com laco de lita azul pertencentes a irmandde de .Nossa; jsso roga a quem do seo prestimo precisar an- St'itliora do Tctqo quem as tiver achadoe nuncar sua moradia. as quizer restituir dirija-se a rua diceita : luja de fazend D. 41. 1$r Preciza-se de um menino portuguez , que ja saiba lr escrever e contar : ainda que nao esteja muito corrente para andar na rua com labolciro de fazend e um es- cravo ; procure no largo de N; S. do Terco, D. 8. S2F* Para o Ass ath 7 de Janeiro o hi- te Vingadora recebe carga ath 5 do mesmo; trata-so com Manoel Jos Pedro da Costa ou com o proprietario Domingos Antunes de A- zevedo. >s# OT Para o Cear o hiate Olinda, tem par- te de seo Carregamento pronto: ainda rece- be cargas muidas ; trata-se com Manoel Joa- quem Pedro da Costa rua da cadeia. ST* Troca-se urna cabra (bixo) com filha sem Ieilo por outra qu tiver criado estes dias passado, e qiie lenha bastante leite ; a quem convier este, negocio annuncie a mo- rada. sar Fret-se para qualquer porto, com preferencia do Mediterrneo a escuna Ingleza, Anne.Cap.EduardTearge, deClsse Al de!79 tonelladas : traclar com Diogo Cockohstt & Comp. is~ Vede-se lima porgao de sacas de fari- nha de boa qualidade por precO muito como- do poro djno querer liquidar contas; quem. as pertender pode vellasnru da Cadeia do Recife o*efronte ^d6 Beo Largo numero 12 = Vende-se huhia rede do Mranbao1} pro- try No dia 22 do corrente achou-se um pria para lipoia e duas lindas tualhas ar- cavallo no lugar do Barro vennelho des-i rendadas e tres oitantes tud por preco 00- tricto d freguezia do Affogado ; quem for modo, na ra da Madre de Dos loge D. 21. seo done', dirija-se ao mesmo lugar, a casa do Commissri* de polica, JosOlynipio Bap- tista. Desapareceoda casa de Francisco Joso Nobre, o da 27 do corrente um mole- qe de idade deiia 12 anuos de nagao mo- %*^ Aluga-se para se passar a fest ou por cambique cheio d corpo, cabera compri- anno, urna excelente casa terrea, com com-1 da nariz chato, c bicudo, levando vestido modos, para grande familia, cita j caigas do chilla azule branco, e camisa bran- no corlume dos Coelhos da Boa-vista, ten- caja uzada com um signal de O no peito es- do porto de embarque, o hanho, por prego querdo; quem opogar leve-oarua dos quaf- commodo; quem apertender eutenda-se cm Mdrcellino Jos Lopes, teis D. 4 ou no crrelo a Joio Das Bar- bos; tsr lima Senhora de bons costumes se nroDOe a tomar enancas com ama para se cri- familia que saiba engomuiar com perteigo; ... ... _________i;.l. .,,,,.. ..di ,>,. nacas m ii>i\ n I :mi'i :IS imilli rem com leite empedidas e desempedidas, e tambem se recebem as que esvrrem ja desmamadas para se acabarem de criar _com . todo mimo e amor : na ra Direita D. 25 no segundo andar. tsr Pela terceira vez roga-se as pessoas . que dero jazendas a mais de 6 mezes ao tintureiro do atierro da boa vista D. 33 hajo de as ir tirar no praso de 8 dias do contra- rio sero vendidas para pagamento de seu trabalho e para que seno chamem a igno- rancia faz o presente annuncio. tsr Continua-se a vender agoa de tingir os cabellos e suissas : na ra nova loja de ch- mpeos D..22 e da-se amostra para se esperi- . mentar. tsr Aluga-se urna boa casa de pedra e eal na povoago de beberibe para se passar a , festa com grande quintal com fnicteias, e banho no fundo do quintal : a tratar na ra nova D..4 4. tsr Aluga-se urna canoa de carreira para 5 ou 6 pessoas bem construida : na ra nova armazem D. 51. S33- O.Escrivo dos protestos avisa a quem .convier que lem mudado a sua residencia pa- ra o 1. andar do sobrado novo junto ao em quemorou. tsr Formulario ou guia media do Brasil, que contema descripgo de todos os medi- camentos suas propriedades os casos em que se emprego suas doses segundoas ida- des sexos, e &e. ; as suhstancias incorn- pativeis com ellcs ; a indicaco das plantas medicinaes indgenas e das agoas mineraes do Brasil ; a arte de formular ; a escolha das melhores formulas e das mais frequentemen- .le empregadas; um memorial llierapeutico eu indicago dos meios uzados no tratamento .das molestias conhecidas na Europa e proprias sao Brasil; dos socorros que se devem dar aos asphyxiados afogados envenenados s pesoas que se acho no estado de morte ap- parente &c.; um ndice alphabetico franccz= portuguez das substancias medicinaes sim- ples &c. 1. volume em 18 de 600 paginas pe- lo Dr. Chernoviz Membro da Academia Impe- rial do Rio de Janeiro, Correspondentes da S,)ciedade Medca-Cirurgca do Montpellier . mitigo cliefe interno dos liospilaes de Franga , honrado com a medalha &c. : vende-se na praga da independencia loja de livros n. 37 e 38; por O*000. tsr Vendo-se no diario de 18 do .corrente, ora annuncio de se querer eleituar a comprar di urna casa terrea sita na ra da Gloria D. -42 com frente para o sul, faz saber o quem convier serem foreiras ao abaixo assignado. Jos Antonio de Azevedo Santos. tsr A pessoa que tiver urna letra acceita polo abaixo assignado da quantia de 173,>210 vencida no dia 13 do corrente mez e que at o presente ainda nao llie foi apresentada , o queira fazer no praso de 8 dias ; o abaixo .-.signado nao se res pon sabe lisa por juros que t-nho vencidos depois de seu vencimentc ; -visto nao Ihe ter sido apresentada dita letra. Antonio Dias da Silva Cardial. tsr Troca-se a moradia de una casa gran- de com soto i: quintal com cacimba na ra f.:oArago, poroutraque soja no bairro de S. Antonio que seu aiuguel nao passe de 12*000 ; quem quiser annuncie. tsr Da-se 200^000 a premio de 2 por rento por espago de 0 mezes com pinho- r.-sdeouro: na ra do Padre Floriano ven- da da quina que volta para os ssouguinlios. t^ Joaquim M.inoel da Costa faz sciente a repetido dos seus annuncios para que pessoa nenhuma trate negocio^ com sua mu- Iher a preta Joanna Maria da Conceigo por quanto o annunciante ja obteve dousaccordaos inaes na relago ecclesiastica no libellode devorsio, que a annunciada encaminhou con- tra o annunciante sendo o ultimo proferido em 3 deNovembro passado, e para que seno rhamem a ignorancia faz o presente annuncio protestando opor-se com embargos de nuli- dade a qualquer negocio que annunciada fi- zcr pois inda que o casamento fosse feito com escriptura de arras "a administrago do casal he do annunciante e para que seno chamem a ignoraacia faz o presente annun- cio. tsr Furtarao do sitio do Cabug na estra- da do manguinho na larde de sahbado para domingo dous caxorinhos, um perdigueiro maJhado de branco e pardo outro de caga de rato corpreto com pese marcas na cabega trifcoeiras ; e no dia 4 do corrente a bou le no corredor do Bispo desapareceo um caxoria da mesma raga e da cor do ultimo 5 quera del- es souber e der informagan de quem os levou, nlregue-os no mesmo sitio que receber jOaOOU. tsr Precisa-se de urna ama para casa de quem ci. estiver nestas circunstancias annun- A\1S0S MARTIMOS Parvo Porto segu viagem com muita bre- vidade o bem conhecido Bergantim Portuguez Pior de Beiris, Capito Jos Thomaz de Lima; quem quiser carregarou ir de passagem para o que tem excedentes commodos, dirija-se ao Capito ou a Manoel Francisco Pontes. Para M.\RANHAsahir com toda brevidade o Patacho Brasileiro Maria Luiza forrado e pregado de cobre por ter parle de sua car- ga prompta ; quem quiser carregar dirija-se ao seu proprietario Antonio Joaquim de Souza Ribeiro ou a F. M. Rodrigues & Irmos. Para o Aracaty sahe athe o dia 13 de Ja- neiro o bem conhecido Hiate Flor das laran- geiras, forrado de cobre e de primeira mar- cha ja tem meia carga prompta: quem qui- ser carregar ou ir de passagem para o que tem bons commodos dirija-se a ra da cadeia loja de fazendas n. 17. Para o Assu' o Patacho Nacional Laurenli- na Brasileira ; quem quiser carregar ou ir de passagem dirija-se ao seu proprietario Lou- rengo Jos das Neves na ra da Cruz n. 52 ou ao Capito do mesmo Antonio Cermano das Neves. COMPRAS. tsr 20 libras de tartaruga e pentes ve- Ihos quebrados ou inteiros assim como tambem fazem-se pentes e concerta-se toda qualquer obra de Urtaruga : na ra do Ara- goD. 51 junto ao ferreiro, tsr Escravos de ambos os sexos com officio ou sem elles de idade de 12 a 2o annos : na ra do fogo ao p do Rozario D. 25. tsr Negiinhasmumbandas molatinhase moleques de idade de 14 a 20 annos : na ra do Vigario n. 21 no primeiro andar. tsr Escravos de idade de 10 a 20 annos , para fora da provincia : na ra do colegio D.5. tsr Para fora da provincia escravos pe- dreiros carpinas ferreiros, bons cozinhei- ros e boas costureiras engommadeiras e cozinheiras e moleques de idade de lo a 2 annos paga-se bem a gradando a figura e as prendas : na praga da boa vista D. 3. a 800 dita bicos de todas as larguras, velas oiasticas para curar carnosidades e dor de pe- dra cartas jogar francezas e finas ditas por- tuguesas meias de linho, fsforos de pente, agoa de colonia milito fina facas e garlos de cabo de marfim o verdadeiro purgante e vomitorio de Le Roy transelim preto de burracha e outras muitas miudezas baratas : na ra larga do Rozario loja D. 7. tsr 0u arrenda-se um sitio no lugar do barbalho todo sercado de limo e com bas- tantes fructeiras boa casa de vivenda , com duas salas 4 quartos cozinha e es- tribara a tratar no mesmo sitio que foi do Sr. Cajola ou na ra dos Pires D. 5. tsr Na loja da quina da pracinha do Li- vramenlodaviuva do Burgos, fustes para colete a 24o, 52o 4oo 48o 800 e looo ocovado chitas a 14o 16o 2oo e 22o , encarnadas realmente francezas a 52oo, 56oo, 0800 e 6000 a pega ditas pretas de flores de matiz a 76oo panno da costa a 44o o co- vado riscados escuros e encorpados para es- cravalura a 2oo dito madapolao a 16o 2oo, e muito fino a 2oe 28o a vara e a peca a 29oo, 5ooo 52oo, 4ooo e de galo muito inoa4ooo, luvas a 16o o par, chales de ! a 176o, ditos de chita a H2o, 12oo, el28o engos de seda a 16oo ganga azul a loo o covado lengos de toquim da india com fran- ja a 2ooo panno fino de cores a 5ooo 52oo, 4ooo, 45oo, at 6000 paninho lengos de para cha- VENDAS. tsr Folhinhrs de porta ditas de algibei- ra com variedades, dilas de dita com alma- nak mui correcto dita Ecclesiastica ou de Padre ; todas por prego mais commodo que . m outra qualquer parte impressas em bom papel e lindo typo : na praca da Indepen- dencia loja de livros n. 57 e 38 na ra do Cabug loja do Sr. Bandeira na venda da quina defronte da Igreja da Madre de Dos . na ra da cadeia loja de ferragens do Sr. Mo- raes e que ja foi do Sr. Quaiesma defronte da Matriz da boa vista na botica do Snr. Mo- reira eem 01 inda na ra do Amparo boti- ca do Sr. Rapozo. tsr Vinhos de champagnhe medoc bo- urgogne tinto e branco sauterne, preignac, rheno Hochheimer Johanncsberger mla- ga Porto scherres, extracto de assitiithe , Hirs chenwasser cognac agoa de flor de laranja charutos verdadeiios da Havana , ditos da Baldada fabrica de Groz conservas de hervidlas sardinas da muito conhecida abrica J. Coln chegado pelo ultimo navio, doce da europa, bolaxinhas chamadas de rtims manleiga franceza chocolate copos para agoa e vinho aparelhos para mesa de porcelana branca tudo por prego commodo : em casa de A. Hoscl^na ra da cadeia velha D. 17 no primeiro andar. tsr Cadeiras americanas com assento de palhinha e de pao camas de vento de amarelo muito bem feitas a 4foQ0 ditas de pinho e pinho da Suecia com# polegadas de grossura e dito seirado ra^o mais em conta do que em outra qualquer parte: na ra da Florentina casa de J. Bcrarger. tsr Urna escrava de nago boa cozinheira, relina assucar, faz varias qualidades de doces, engomma liso e lava roupa : na ra Direila D. 20 lado do Livramento. tsr Taboado de pinho da Suecia costado, costadinho assoalho de urna polegada e urna meia dita, e de differentes com primen tos e grossuras forro de meia polegada a 3 qui r- tos proprio para casas e fendo de barricas e remos de faia tudo por prego commodo : no armazem de Jos Antonio da Silva Vianna no forte do maltos. 5y Tijolos inglezes para limpar facas e todas as qualidades de lataO velas de car- nauba a 100 rs. a libra, ditas da spermacete fil de linho de 5 pontas, fil de linho varas e pegas brins brancos e escuros, peos de massa e de castor dito sem pello , ditos de seda para sol a 46oo e oulras mui- tas fazendas pelo prego mais commodo que dar-se pode. tsr Perfeilas Imagens do Menino Dos , reamente vestidas de um palmo de altura , e com piaa douradas urna dita de N. S. da Piedade de 4 palmos urna dita de N. S. do Rozario de 3 palmos todas teitas pelo me- lhor escultor da Cidade do Porto : na praga do Commercio casa de Domingos Jos Vieira. tsr 6 cadeiras americanas em bom uzo , e por SOjOOO urna cmoda de Jacaranda ja moderna : na ra estreita do Rozario D. 25. tsr Duas vacas mui boas de leite, e urna porgo de tamarinos tudo por prego com- modo : na estrada de Joo de Barros no sitio do Commissariodepolieia na quina que vol- ta para a estrada de S. Amaro. tsr Chales e mantas de seda muito ricas e de gosto moderno chapeos de seda e de palha mui bem armados e de gosto para se- nhora sedas de todas as cores para ditos , fi ai de todas as larguras, bicos de reda e de linho brancos e pretos meias e luvas de se- lla para liomem e senhora ditas de pelica de todas as qualidades sapatos de todas as qua- lidades para senhora e meninas ditos de eouro de lustro paru homem bons marro- quins a IOjOOO a duzia e outras muitas fa- zendas da moda por prego commodo : na ra nova D. 6 e 9 do lado da Matriz. tsr Borzeguins gaspiados para homem, di- tos pretos com a ponta de lustro sapatos de couro de lustro para homem e senhora sa- patos de marroquim francez ditos de dura- que francez e de Lisboa ditos de setim , borzeguins de marroquim para senhora a 2.)240 sapatos para meninos e meninas, ditos de lustro para ditos borzeguins de lustro para senhora e meninas botins de brzerro francez e de Lisboa sapatos ingle- zes a botinados e de orelha sapatoes com pala meios bolins de bezerro ing'lez e fran- cez, chapeos do chile de copa alia, ditos de aba larga finos e entrefinos luvas de seda e de pelica para homem e senhora chapeos de sol de seda espartilhos para senhora e es- lojos de navalhas finas: na praga da Indepen- dencia n. 6, 7, e 8. tsr Um bonito escravo mogo de idade de 20annos, perfeitocozinheiro de forno e fo- go urna preta de idade de 20 annos boa coslureira engommadeira e cozinheira urna dita, cozinha e lava roupa por 550*000 , urna molatinha de idade de 12 annos sabendo ja coser urna nioleca de idade de 14 annos , com principios de cozinha e de todo o mais servigo de urna casa e um preto trabalha- dor de encliada : na ra do fogo ao p do Ro- zario D 23. tsr Bichas pretas chegadas prximamente pelo deminulo prego de 100 a 2U0 rs. e sen- do em porgoes de 100 para cima se daro por menos : na ra estreita do Rozario venda re- cima 50. ESCRAVOS FGIDOS. tsr Do encenho Mugupinho fugio um es- cravo de nago congo no dia 8 do corrente , levou jaqueta de xila oamisa de al^odiozi- nho e ceroulas do mesmo da trra altura proporcionada seccodo corpo, pernas finos, barba s no queixo, discaxefado olhos a- fumagodos urna coroa na cabega de carre- gar peso ps compridos e seceos, he car- reiro e de nome Francisco desconfia-se ter hido para o engenho ou trras da Canoa no sul ; quem o pegar leve ao dito engenho a cinm a Jos Marlins da Assumpgo que gra- tificar. tsr No dia 26 de Novembro fugio do engenho purgatorio da ribeira d'Araripe, fre- guesia de Iguarass um negro de nome Ca- etano do gento cabinda oqual he muito ladino representa ter 40 annos de idade , com os signaes seguintes : bastante alto , grosso d corpo a proporgo quando anda ca com o corpo para diante e quando faz algum servigo em que se apura trange o beigo de cima e nessa occasio mostra os denles que sao podres olhos vermelhos em urna ponta das orelhas tem urna ferida ou tulho que abre em duas pontinhas he acos- tumado ao trabalho de campo ; pede-se a to- das as aulhorklades tanto policaes como ca- pites de campo mesmo algum proprieta- rio aonde possa aparecer de aprehender e le- val-o ou mandar ao referido engenho, ou nes- ta praga a Joaquim Pereirade Mendonga. Fur- laro do mesmo engenho a cima ao amanhe- cr do dia 16docorrenle de dentro da es- bribaria um cavado russo grande bom car- regador debaixo at meio de 9 annos , porem com os denles principiados a apodrecer e a quebrar-se por danza da caxaga, est nut- greiro e alem de outros signaes que tem o mais visivel he conservar a anca pelada por cuuza do sangue que effectivamente Ihe d , e quando anda levanta a cauda no mesmo dia foi encontrado as 6 horas da manh no lu- gar de Tabatinga com um negro montado e as 10 horas do mesmo dia foi visto na Cida- de de Olinda ja selado e enfreado com um pardo montado ao p de urna taberna por isso que se pede a qualquer pessoa que delle der noticia certa ou o tomar de levar ao dilo engenho ou a Joaquim Pe re ira de Mendon- nesta praca que ser gratificado com 20*000. tsr No dia 10 do correnle seduziro do lugar do Barbalho do sitio que foi do Sr. Ca- jola urna molatinha de nome Luiza, de ida- de de 25 annos baixa e grossa cabello aparado e bastante crespo peitos pequeos , levou vestido de madapolao de mangas curtas, com pafose foihas e mais 5 de chita uzados, lengo no pescogo, e calgada de meias e sa- pa los verdes ; quem a pegar leve ao dito sitio ou no Hospicio no sitio do Sr. Chanceler erf- tregar a Senhora D. Maria Joaquina de Mace- do ; assim como tambem a vende. tsr No dia 29 do mez de Outubro fugio- urna escrava do gento de angola, muito la- dina, de nome Maria, conduzioum lilho de idade de 5 a 6 mezes, a escrava lera 50 a n- nos de idade he alia e bem parecida fala mui bem e muito manco parece creoula , levou vestido de chila azul e camisa de algo- dozinho e panno da costa ja bastante uza- do ; quem a pegar leve a ra da cadeia do Re- cife loja n. 27 que ser gratificado. 2^" Na noute de 21 do corrente fugio urna escrava de nome Joaquina creoula esta- tura regular, seca, espigada do corpo, olhos pequeos e meios morios rosto redondo e seco com marcas de berhigas bastante vi- ziveis, peitos pequeos he quilandeira e costuma andar calgada levou vestido de xita lina escura panno da costa e brincos de ouro pequeos as orelhas, c no pescogo urna volla de con tas de ouro francez ; quem a pe- gar leve a fora de portas n. 112 confronte ao arsenal de marinha que receber 20*000 do gratificagSo. M0V1MENT0 DO PORTO. navios entrados no da 25. Parahiba ; 1 dias Escuna de Guerra Nao. Bella Americana Commandante o 1." l- ente Candido Jos Ferreira. dito no da 24 Barcelona, e Malaga ; 60 dias, trasendodo ultimo Porto 56 dias Brigue Hespanol Hardilade 119 tonel ; Cap. Jos Oliver , equip. 11 carga vinhos: a Joo Pinto de Lemos & Filho. SAHIDOS NO MESMO DIA Calhu de Lima; Erigue Portuguez Viajante Feliz Cap. Joo Antonio Gomes carga lastro. Veneza ; Brigue Inglez Margeret, Cap. Ri- cardo Lander carga parte da que trouxe do Rio de Janeiro. REC1FE NA TTP. DE M. F. DE F. -1841 |
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