Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04381


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anuo de 1841. Sexta Fera 24 de
Tudo t?or. depende de nos mesmos ; dn nossa prudencia, modcracao, e energa con-
tinuemos como principiamos, e seremos apernados com admiracAo cnlFe as Nncr.es mais
Tul""- ________________________(Proclamacao da Assemblea Gertl do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, Paraiba, e llio grande do Norle, na segunda e sexla fein.
Bonito e Garanhuns, a l(Je 24.
Cabo, Serinhaem, Kio'Formmo, Porto Calvo, Mace e Ala;oas uol i e 21.
Paje i. Santo Antuo, quinta fcira. Olinda todos os das".
DAS da semana.
29 Pej. s. Dominios de silos, chancb. Aud. do Juix d Direito da 2 Vari'
21 Tero. s. Thom-.
22 Ounrt. s. Honorato. Aud. do juii re difite da 3. rara.
23 Quint. s. 'serrlo, Aud. do Juii de Direilo da 2. vara.
21 sext. jejum s. rcorio Aud. do Jim de Direito da 1. vara.
2 i sab. ?; \ ase.ment. V. Sr. Jess Cliristo.
2 Dora. 1. oitava sEstevao,
Dezeiubro. A mo XV I. N. 280.
O Diario publicase todos os diss que n5o forem Santificados'. preco da assigmaiiira lie
de tres mil res por quartel pa'oa adiantadoa. Os annoncios do aasi;nnts s:in mseViirba
(,'rntis. eos dos que o n.io furem mo de 80 reis por linha. As reelaaaacota derrm *r
dirigidas a rata 1 ypografia ra das Cruies D. 3, ou prsca da Independencia lojas iNunuros37e38.
CAMBIOS no niA 25 nn De/.embro.
Cambio sobre Londres 3 ) i 2> l|2 d. p, 111.
I'aris 320 reis p. fianco.
Lisboa 80 a 85 p. 100 de pr.
Omo-Moeda de 6,400 V, 44,500 a 14.700
.. N. 11,400 a l .(III
.. de 4,000 8.100 a 8,200
Pbta- Pataches 4,640* l.iiti
PaAXA Peoa Columnaiea 1.640 a 1 ,6A(i
Mcxicanoa 1,620 a 1,640
miuda 1,440 a 1,400
Moeda de cobre 3 por 100 de disconto.
Disconiu ile bilh da Alfandega 1 e por 100
ao mei.
dem de letras de boas firmas le a 1 e {.
Preamar dn da 24 d- Dczcmbrs.
1.a as 2 horas e t m. da larde.
2. as 2 hors e 30 m. da manlii.
---------------II IIIMM....... II
PHASKS DA l.fJA NO MEZ LE DE7.EMUKO.
Qnart. ming. a 5 s 9 wras e 53 m. da manhj.
L'ia Nova a 12-- s 7 oras c M m. da tarde
quart. creso, a 20 i 0 oras e 12 in. da larde.
La chei a 27 -- as 4 oras e 12 ni di tarde.
SftlAKIO DE
AMIiUI
l'EHNAMBC.
GOVERNO DA PROVINCIA.
KXI'EDIGNTE OjO DA 18 DO COHRENTE.
OllicioAo comandante das armas, slg-
nilicando-lhe, que convindo dar algum des-
canco aoscorpos da guarda nacional tem
presidencia resolvido que dodia 24do corren-
te at 7 de Janeiro fue turo o servico da guar-
nido seja l'eito pelo corpo de polica e pela
companhia Je artfices, e que nesla inlel-
ligencia expeca as ordens que Ihe compeli-
rem.
Dito-Ao commanante geral do corpo de po-
lica communicando-lhe o conteudo no pre-
cedente ollicio c ordenando-Ilie tne se eu-
tenda com o conimandante das armas acerca
deste objecto.
Dito Ao commandanto superior da guar-
da nacional do Recite, communicando-lhe o
conteudo no precedente ollicio e declarando-
Ule que os corpos da inesma guarda nacional
continuar dodia 8 de Janeiro em diante a
lser o servico da guan ico.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha,
respondendo-llie, que pode mandar para o
grande hospital de caridade o servente do
mesino arsenal Jos A. da Conceica a lim
de ser ali tractado.
DitoAo niajor J. M. I. J. da Veiga Pes-
soa j|c usando a recepcao do seo ollicio, em
que partecipa ter entrado no exercicio do
empregode director de arsenal de guerra.
Tenho presente o seo ollicio de lo do
'corrente mez, em que se congratula com to-
das as pragas que compoe a legiao do seo com-
niando pelo duplo motivo da ininlia chegada
I esla provincia e de achar-me pela segun-
da vez na presidencia da inesma conclu-
indo por olierecer os seos serviros o suas ar-
mas para sustentar coinigo aconstituicao ,
integridade do imperio eo throno de S. M
o Imperador; e sumamente agradecido a
Vm. pelas lisongeiras xpressoes, que acaba
de manifestar acerca da primeira parte de seo
dito ollicio nao posso deixar de louval-o
muilo
a briosa legio
do seo com mando
por amaneira, por queso exprimi o que
diz respeilo a segunda parte do mesnio olli-
cio.
Dos guarde a Vm. Palacio do governo de
Pernambuco 18 de dezembi'o de 18l~
Rarao da Roa-vista Sur. coronel ehefe da lo-
gia.) da guarda nacional do Limoeiro Manoel
Rarbosada Silva.
II.km do da 20
Offieio Ao inspector dn thesouraria da fa-
zenda, ordeiiaiido-lhe em cumplimento do
imperial aviso de de agosto do correntean-
uo, q' remeta com apossivel brev ladea corita
especilieada que lite foi dirigida em ollicio
de 30 do referido mez, de todas as dividas
militares pertencentes aoanno linanceirofin-
do de 18tO a 18-*1, que se aeliarem por pa-
gar ; assim como a das que pertencerem
unios anteriores acompauhadas urna eou-
11 a dos esclarecimentos neeessarios, que pos-
sao justilicar asua lcgadadc.
DitoAo mesnio signiicando-Ihc que
nao tendo remettidoat o presente a relaeao
nominal que Ihe l'oi dirigida por ollicio da
presidencia de 19 de agosto deste anno, das
gralilicac/M's e etnpes, que actualmente se
o nesla provincia declarando a leu ou or-
il.'in que as aulliorisa ; curnpre queofaea
coin brevidulea lim de que a niesnia presi-
dencia pqssa cumprir o (pie ihe tai determi-
nado no imperial aviso de r do referido mez.
luto Ao inesiuo iiansiiiitiido-llie para
seo conheeimento e execuco a ordem do
tribunal do thesouro publico nacional sob o
n. 05.
DiloAo lente coronel ebefe do batalho
da guarda na.-ional de Cimbres declarando-
liie em regosla ao seo ollicio de -o de uovein-
bro ultimo_, aeompanhado da relami nomi-
nal dosolliciaes do mesmo batalho, (pie
nao t'iraro as suas paltentes nemenlrarao
em exercicio, que deve oiganisar nova pro-
posta para os postos para que elles tinhart sido
Horneados, podendo propor os mesmos indi-
viduos, que tem perdido os postos quando
por ventura tenho a precisa idoneidade e
mostrem desejos de servir a na^o confor-
me delara a circular de 19 de selembro de
1830.
DitoAo director interino do arsenal de
guerra, ordenando-lhe, que fa^a admittir
como educando do mesmo arsenal ao exposto
Benedicto, que para este lim Ihe ser remet-
tido pela administraban dos cstabelecimentos
de caridade.
DitoA administraran dos estabclecimen-
los de caridade, communicando-lhe aexpe-
(licci) da ordem supra.
DitoAo coronel Joaquim Jos Luiz de
Souza declarando-lhe em resposta ao seu ol-
licio de 18 do corrente pedindo que a presi-
dencia expela as convenientes ordens as com-
petteutes authoridades, sobre ter sido eleva-
do efleclividade do mesmo posto por decre-
to de 30 de setembro ultimo; que j se fizerao,
em virtudedo imperial aviso de A de oiitu-
bro subswquente as necessarias communica-
ccles ao commandante das armas e ao inspe-
pectorda tliesouraria da fazenda acerca des-
te objecto em data de 18 do referido mez
de outubro.
TEZOURARIA DA FAZXD.
EXPEDIENTE DO DK 13 DO CBRENTE.
OficioAo Exm. presidente da provincia
rogando se dignasse de expedir as suas ordena
a lim do prefeito da comarca remetiera the-
souraria huma relacSo dos proprietarios de
canoas frete para se proceder a collecta do
respectivo imposto, como havia pedido o ad-
ministrador de rendas internas.
Dito Ao mesmo administrador em addi-
tamento ao olficio de 7 do corrente dizendo-
Ihe, que para a cobranca do sello addicional
poda guiar-se, para maior facilidade pelos
artigos 1. 3 5 9 e 11 20 das instruc-
csde 14denovemb,o de 1853, e pelo pa-
ragraphoi. do alvarde l7dejnnlio de 1809,
d que se Ihe remetteocopia.
Dito Ao contador da lliezouraria com as
copias das ordens do tribunal do thesouro
publico nacional nmeros 95 e 9(5 ; a |ri-
meir'ordenando o pagamento ao Exm. Snr.
bario da Roa-vista depurado assemblea ge-
ral por esta provincia da ajuda de cusi de
volta ; e a segunda mandando abonar ao mes-
mo Exm. ha rao aquantia necessaria para a-
luguerdecasa, a raso del:200ji reis por
anno.
dem dodia 11.
OllicioAo Exm. Snr. presidente da
provincia acensando a recepcao dos ejempla-
res dos decretos n. 70 a 98, das decises de
numero 500 a 510.
Dito Ao mesmo Exm. presidente infor-
mando o requerimento de Jos Pedro da Silva,
em que pedio por aforamento o terreno de
marinha numero 80 do bairro de Santo An-
tonio do Recife, que se acha de posse ; e bem
assim do alagado que lica em frente al a
direceo da na que tem de continuar da
ponte da Ooa-vista, para o atterro das Cinco
Pon tas.
Dito Ao inspector da alfandega exi-
gindocom urgencia, a lim de dar cumprimen-
to ao ollicio do Exm. Sur. presidente da pro-
vincia de 15 do corrente, huma informar;",.,
circunstanciada acerca do estado em que sea-
cho as obras da alfandega, acompanhada do
orcarnento do que for preciso para a sua con-
cluso.
lim DO D!\ 15.
Porlaria Mandando debitar ao thesourci-
ro .la fssenda pola quantia de 2:20*i#01
reis das oito letras q' se Ihe remeteo para pa-
gamento do alcance do ex-collector de diver-
sas rendas do municipio de Iguarassu' Jos-e
Antonio Serpa.
dem do da 10.
OlTicioAo Exm. presidente da provin-
cia informando o requer ment de Luiz Ro-
drigues Sette, em que pedio jxtr aforamento
o terreno de marinha n. 107 que existe divo-
luto nos fundos da na do Cardereiro desta ci-
dade 5 e bem assim o alagado em frente do
mesmo terreno al a diioe(;ao do caes que
deve vir da ra do sol at o atterro das Cinco
Pon tas.
DitoA mesmo Exm. presidente idem de
Jos da Silva Mendonca Vianna, em que pe-
dio se eomprehendesse no Ululo de aforamen-
to do terreno alagado numero 90 que j
Ihe foi concedido no lugar de Kora de Por-
tas a exteneSO que di mais houver nos
fundos do mesmo alagado atao alinhamen-
to do caes projectado da Ponte do Recite
praia doRruin.
Oito- Ao mesm Exm. presidente com a
representaeo do olicial encarregado da Con-
tabelidade militar sobre as duvidas (jue Ihe
occorreronoajustamento da contados ven-
vencimentos docirurgiao Manoel Rernardino
Monteiro.
Portara Ao thesoureiro dos ordenados
para pagar a Ignaciodos Reis Nunes Campel-
lo a quantia de 2*720 reis das despesas mi-
udas,quefez o prefeito da comarca de Ga-
ranhuns com os recru'as viudos daqaella co-
marca.
C0RREI0.
0 vapor S. Salvador recebe as mallas para
os portos do Sul hoje(2i) as seis horas da
tarte devendo ac!iarem-se na caixa as car-
tas al as cinco horas e meia.
MEZA DO CONSHAPO.
Migue! Arcan jo Monteiro de Andrade, caval-
leiroda ordem de Christo e administrador
da meza do consulado., por Sua Magesladc
Imperial e Constitucional etc.
Faz Saber quenodia 21 do corrente se ha-
de arrematar na porta da inesma nma caixa de
assucar branco numero 9 apprehendida pelos
respectivos empregados do trapiche da Com-
panhia por inexa-tiilao da tara ; em cujodia
sefindo os prazos marcados no regolamenlo.
sendo a arrematarlo livre de desposas ao ar-
rematante.
E para que ehegue a noticia a quem con-
vier mandei alixiar o presente edital na por-
ta desta administracao, e publicar pela im-
prensa.
Me/a do consulado de Pernambuco 18 de
dezembrode 1811.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade.
Miguel Arcanjri .Monteiro d'Andrade Cavaleiro
da Ordem de Chrislo, fl administrador
da meza do consulado de Pernambuco por
S. M. I. c C.
Faz saber que no da 5 de Janeiro de 1812
se bao de arrematar na porta da mesma Ad-
ministracao nove cxt de assucar, sette
brancas e duas mascava.las ; no da 1 dims
caxas brancas. enodia7huma ditla bran-
ca todas aprehendidas por in^xalidao das
taras pelos respectivos empregados dos tra-
pixes da compaiihi, pelloirinho, alfandega
vellia enovo; em cujos dias se tem lin-
dado os prazos marcados no regulamenlo ,
sendo arremaaeo livre de despezas ao ar-
rematante. E para que ehegue a noticia a
quem convier mandei a fixar o presente edi-
tal na porla desta administracao, c publicar
pela Imprcnca. Me/a do consulado de Per-
nambuco 25 de Dezembro de 1811.
Miguel Arcanjn Monteiro d'Andrade.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade, Ca-
valleiro da Ordem de Cbrislo c admim
trador da Meza do Consulado de Pernam-
buco por S. M. I. e C.
Faz saber que nodia 5 de Janeiro de 181.
se bao de arrematar na porta da mesma d
ministraco trez arrobas de fumo aprehendi-
das sem despacho a tj.rdo da, barraca Anria .
que seguia vag.'in para oRio Formozo.; e-no
dia 7 (lo mesmo oito caixes de doce de gnia
hapezando vinte quatro libras, aprehendi-
dos sem despacho em "lium Iwtc que os con
dlisia para bordo de um navio lespanhol :
em euios dias se lindao os prasos marcados no
regulamenlo, sendo a arremaaeo livre de
despezas ao arrematante. E para que ehe-
gue a noticia a quem convier mandei a fixar
o presente edital na porta desla administra
gao-, e publicar pela Imprenta. Mezad>
Consulado do Pernambuco 5 de Dezembro de
1841.
Miguel Arcanjo Monteiro d'Andrade.
PREEE1TCRA.
lllm. Exm. Snr.Parteeipoa V. Ex. que
nos dias 2o e 21 do corrente consta nohaver
occorrido novidade.
Parte do dia 23 do corrente.
lllm. e Exm. Sur. Participo a V. Ex.
que em consequeicia de reiteradas represen-
tacfles docomrnissario dr! polica do destrieto
deReberibe, contra JoSo d Alemo C-isnei-
ro e Roaventura de MelloCastello-brauco,
alli moradores por conserrarem em suas prc-
priedades reuuioes do hornen armados,seni-
predispostos a hostilisai-se com compromo-
timerrto do publico socego e de me ser par-
tecipado nodia 21 do coi r,;nte terhavido eu-
tre elles um rompimento de que resultara a
morte de Um de seos bomens, e o ferimento
de dousoutrosecoutinuarem to criminosas
reunies, sem respeito a lei, e as authorida-
des ; e enmprindo-me em virlude de meo
em prego velar na eonsef vago da ordem pu-
blica e prevenir osdilic.los : julgnei pofisso
de meodever ir pcsssoalmenlc quelle lugar,
e por termo tio funestas dissencoes, o que
levei efeito na noile do mesmo dia 21, indn
aeompanhado de urna escoltado policia, com-
posta de is subalternos, e oilenta pracas, e.
pondo em cerco a habitacao do sobredilo Boa-
ventuni. denois de baver recommendado
tola moderarlo da parle da referida emola.
Foi nesias CirClsleias, (jnedous indivi-
duos pe'rtericens S gente reunida em casa
domeneionado Roaventura, pertendendo es-
capar-se do dito cerco mpregarao alguma
resistencia com as facas de pona deque es-
tavao armados, e Ibes Corno apprehendidas ,
de que restiKou air ferido na mao unidos
soldados da sobredita escolta o .pial ser\ indo-
se cnto de sua espingarda ; (leo com ella so-
bre os dous fugitivos, jiara os obrigar iv-
colherein-se referida casa, donde, h'viao sai-
do de que seseguio disnarar-se a mesma es-
pingarda eser levemente ferida a iilba to
referido Roaventura.
Resultou finalmente desta diligencia dis-
solvr-se a supradita reuniao e seren pre-
sos o mesmo Roaventura de Mello Castelln
Rranco, Francisco de Paula Mello Rarrcto .
Jos de Moma da ('amara Jos Felis da Fon-
eco, Joao Francisco Marianno HylariO \la
Silva Feitosa, Manoel Joaquim de'Santa Au-
na Jernimo Rodrigues, Severino Jos ;de
Araujo. Luiz de Franca Braga, Manoel Joa-
quim da Costa Pedro Jos de Andrade e Di-
onisio escravo, aosquaes forAo apprehendi-
das duas granadeiras quatro Ca vinotes ,
quatro bacaniartes, dez lazarinas, urna pisto-
la e duas espadas.
Todos estes individuos tivero o competten-
te destino passando dsposicao da Justina ,
para se proceder a respeito delles nos termos
da lei.


PIq occorreo mais novidade das partes ho-
je mcebidas.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
Aehando-se ainda por se arrematar as lojas
ns. 23 e 2 1 ii;i Praga da Independencia ; a
(amara Municipal convida aos licitautes para
parecerem na caza desuas sesses no dia29
do crtente e nessedia seru imprelerivel-
mente ammiatadas. Recife 22 de Dezerabro
de 1841.
0 secretario interino:
Francisco Antonio Rebello de Carvaiho.
Luiz Francisco de Mello Cavalcante escri-
vSo, e administrador da Meza de Rendas In-
ternas Provinciaes d'csta cidade. Pelo pre-
sente edital faz constar a todos os senhores
propietarios de predios urbanos dostrez bair-
rosd'esta cidade e povoago dos A (Togados que
no ultimo d'este mez findo-se os 30 dias
marcados para o pagamento a boca do cofre
da respectiva decima do 1. smestre do cor-
rente anno financeiro de 1841 1842 e lo-
go que termine esse prazo passar a procede-
'xecutivamente na forma da lei de 27 de A-
gosto de 1830, contra os dedevedores.
K para chegar a noticia de todos mandei
a ixar o prezente e publica-lo pela im-
prenta. Meza das Rendas Internas Provin-
ciaes de Pernambuco 16 de Pezembro de
1841.
Luiz Francisco de Mello Cavalcante.
lilil PERNAMBUCO.
(JUAL O MEW DE DAR ESTARELIDADE A'S KOSSAS
mSTiTCIQOBS.
A civilisago parece muito mais adinrrtada
entre os povos modernos do que nunca foi
entre os antigos : todava cm geral estes cro
muito mais bem poHciados (|ue nos ; o que
prava, que nem sempre a boa polica segu
os progressos da civilisago. Esta verdade ,
que parece to simples -nao deixar de ser
combatida por esses gabadores dos tempos an-
tigos sem metterera em con la as innmeras
injusticias que ento se pralicavo.
Oimdetoda a instituigo social he ou
deveser o interesse commum dos associados.
Jmpossivel he por tanto que cheguc a este
tim quera nao sabe convencer a os homens ,
que o seu interesse particular nao s pode
encontrar se nao no interesse geral. Mas
como poder o Legislador transmittir-lhes es-
ta convicio ? Como dirigir todos os espiri-
tos para o bem publico ? Sem duvida que es-
clarecendo-os sobre o que he bem e sobre o
que he mal. Logo he inister que a moral ,
e as leis se tornem a base da educago ; pois
que as leis e a moral sao as nicas regras ,
que temas, para saber se sao boas ou ms
as nossas aeges.
Mas ser preciso ( dir alguem )ensinar as
leis, ea moral aos nossos meninos ? Pre-
tendereis vos que todos os annos saia das
nossas escollas hum emxame de moralistas
impertinentes que se oceupem de censurar
nossos defeitos e vicios ? Confessamos ser
grave este inconveniente e que he mili des-
granada para hum Estado a posicao de nao po-
der inspirar aos filhoso amor da virtude sem
temer de Ibes inspirar ao mesmo passo o des-
prezo para com seus pais. Nao obstante isto
presistimos em crer, que mais val ensinar a
os homens as leis, que devem regular o seu
proceder, do que as que regulao a marcha dos
planetas; e que muito menos importa sua
felicidade conhecer a constituido fizica do
mundo, do que a constituigo do Estado, de
que el les fazem parle.
Como os prejuizos, que temos de comba-
ter, sao antiquissimos, e alguem crer, que
deprimindo o systema gothicode nossa educa-
do, s pomos a mira em fazer huma censura
vi ; esforgar-nos-hemos por provar, que o
aferr invencivel, que os antigos tinho s
suas instituiges, e seu amor patria nao ero,
se nao o resultado de huma educagao boa ; e
que os Legisladores da antiguidade nao ha-
vio fundado essa educagao, se nao sobre o
es ludo das leis, e da moral ; que se os nossos
modernos fazedores de leis nao tem seguido o
mesmo systema isso provm de circunstan-
cias particulares em que elles se tem adia-
do. Depois mostraremos os vicios resultan-
tes do methodo que havemos seguido, e
por fim examinaremos que seria possivel
fazellos sessar ou pelo menos enfraquecer
consideravelmen te.
De todos os Legisladores entendemos ser
Moyss Lycurgo e Numa os q' mais forga
dero as suas instituigoes, unindo estreitamen-
teamoral. as leis, e a Religio, fazendo que
os homens as aprendessem desd' os primeiros
assomos da rasan. Entre os modernos Ma-
lioniut fundamentou da mesma sorte as suas
instituigoes ; mas o seu livro d'onde a cada
passo resumbra o mais ardente fanatismo, nao
he mais do que hum tecido de absurdos, de
imprecages oa de mandamentos pueriz, no
meio dos quaes apparecem dispersas aqu, e ali
algumas disposiges legislativas sem ligago
entre si de sorte que pode-se dizer, que elle
muito mais tem consolidado o despotismo ,*do
que sanecionado as leis.
Moyss, ao sabir do Egypto, nao levou com-
sigo seno hum rebanho d'escravs nutri-
dos as superstigoes de seos senhores: mais
fcil era pois destruir do que civilisar a ho-
mens ora soberbos e orgulhosos ora covar-
des e serviz ; mas sempre ignorantes tei-
mosos e avaros. Se o legislador Ibes desse
deoses visiveis, encontrara muito menos obs-
tculos para chegar a seus lins ; mas hum re-
gresso rasAo faria desappareeer seus dedses ,
e com estes as suas leis. Elle Ihes annunciou
por tanto hum Dos invisvel e deste Ihes
transmitlio a mais sublime ideia que o ho-
mem he capaz deconceber. Em nomo'pois
deste Dos que Ihes fez conhecer, he que
elle Ihes deo leis ; mas ncnhqma differenga
poz entre a moral a Religio, e as instituigoes
civiz. Dest'arte a lei que ordenava aos He-
breos que nao adorassem se nao a Dos ,
a que Ihes ordenava restituissem a librda-
de aos cscravos da sua nago depois de seis
annos de servigo ero igualmente obra da
Divindade.
Este Legislador para dar mais forga ssuas
leis, flas mu rigorosas e as executou sem
piedade : elle condemnou morte vinte mil
individuos; por que havo adorado hum dos
falso ; impoz a mesma pena aos que sacrifi-
cassem a deoses estrangeiros ; que aconce-
Ihasscm abandonar o Dos de Israel ; que o
blasfemassem ; que nao observassem o dia de
sabhado, em huma palavra a quantos directa,
ou indirectamente atacassem o fundamento de
suas instituigoes. Elle creou urna multidAo
de ceremonias, que nada tinha de commum
com as Religies dos povos visinhos ; promet-
teo aos Judeos hum Libertador para susten-
tar-Ibes a toragem na servido ou na adver-
sidade ; quiz que seus filhos aprendessem
as leis apenas soubessem 1er; e por estes meios
he que levou ao cabo o fazer dclles hum po-
vo indestruetivel. Admira que os Gregos ,
e Romanos desapparecessem e os Judeos a-
inda existo : mas com taes instituigoes e
depois do estabelecimento da Religio Chris-
l fundada sobre os livros de Moyss muito
mais espantoso fora que tivessem sessado
d'existir.
Lycurgo cujas instituigoes sublimes nao
passario lioje se nao por sonhos d'hum es-
pirito systema tico se o successo nao as hou-
vesse justificado, Lycurgo nao chegou a dar
estabilidade s suas leis seno por meio da
instrnego publica e da Religio. Primei-
ramente os Orculos o annuncio como o pre-
dilecto dos deoses e predisem a o povo que
elle nao estabelecer se nao boas feis. Yen-
do-seLycurgo forte com esta prediegocomega
anniquilando ateo germen do vicio : elle ar-
ranca de seus concidados tudo o que at en-
to era objecto de seus prazeres e Ihes en-
silla achar a felicidade na moderago no a-
mor da patria, e da virtude: elle os torna
homens fortes guerreiros e magnnimos ,
e nao conquistadores : finalmente depois de
haver derrubado as leis estabelecidas pela de-
cencia dos povos corrompidos elle d ao ho-
mem a simplicidade da natureza e revste-
o por assim o dizer da sua primitiva inno-
cencia. Elle ordena que a patria se apode-
re dos meninos des d'ainfancia ; que Ihe d
huma constituigo robusta e o conhecimen-
to das leis e Ihes inspire o amor do seu pa-
iz e da virtude. Concluido o seu systema
os deoses annuncio a Esparta que ella se-
r constantemente huma cidade prospera, e
famosa com tanto que conserve as suas ins-
tituigoes. Lycurgo forma depois o projeclo
de deixar a Laconia ; faz jurar a todos os c-
dados que nada mudario das leis al o seu
regresso ; elle parte suioida-se, tendo or-
denado que as suas cinzas fossem Jangadas
ao mar.
Numa, chamado para reinar sobre hum
povo nascente menos procurou dar-lhe hum
systema completo de legislago do que em
preparar para dar-se a si mesmos boas leis.
Elevou hum templo boa f e outio ao dos
Termo; com o que ensinou os cidados a
respeitarem os seus deveres e as propieda-
des dos seus visinhos. To forte foi o amor,
que Ihe inspiran pela sua religio, que,
quando Roma perdeo todas as suas virtudes,
hum eclipse, que sobrevinha a proposito,
ou o vdo d'algum passaro bastavo para acal-
mar huma rcvolla ou para conduzir os sol-
dados victoria.
Numa sem falsear a opinhio publica sobre
2
a origem de toda a boa legislago fez presi-
dir os deoses formago de cada lei ; d onde
resultou que as, mudangas que as circuns-
tancias tornro necessarias fizero-se sem
violencia e quasi sem commogo ; que as
leis enderegro-se sempre ao bem publico ,
e foro respeitadas como vontades dos pro-
prios deoses. Finalmente a exemplo do Moy-
ss e de Lycurgo os Legisladores de Roma im-
posero a os cidados a obrigago de ensinar a
seus filhos as leis que devio servir de re-
gra ao seu proceder.
Deste breve esbogo bem se v que em os
Estados mais bem policiadosas leis civiz sem-
pre andro reunidas moral e s institui-
goes religiosas ; e que nao podendo os cida-
dos instruir-sede humas sem se instruir das
outras vio-se na necessidade de aprender
todas des da infancia. D'ahi resultava que
a ninguem occorria destruir leis que acha-
va conformes a seus hbitos e a os de seus
concidados ; que cada hum tinha a mesma
maneira de ver quando se trata va de apre-
ciar a moralidade d huma acgo e condeca
antecipadamente a pena imposta a cada delic-
io ; finalmente que hum mao cidado im-
moral e hum cidado impo ero vocabulos
synonimos e por consequencia ninguem po-
da deprimir a Religio sob pretexto do bem
publico nem violar as leis, sem incorrer no
odio de seus concidados.
Immensas ero certamente as vantagens da
reunio da moral da Religio, edashis :
e como he possivel, que hoje sejamos priva-
dos della possuindo nos huma Religio mais
pura e mais sancta ? Se nos nao engaa-
mos releva atribuir esta separago Philo-
sophia dos Gregos e s circunstancias em
que leve a Religio Christ o seu nascimenlo.
( Continua. )
NOTICIAS PROVINCIAES.
MARANHA
Rebemos foi has desta provincia que al-
cango at 10 do correnle. Est tranquilla.
Depois de nossa Revista commercial de
26 d'Outubro ; o estado desta Praga nao tem
meihorado em couza alguma, antes pelo con-
trario continua a para I isa gao em todas as
transacgOes principalmente em pagamentos
que esto muito difficultosos por falla de di-
nheiro ; porque ainda o Governo Imperial ,
nao mandn fundos para pagar o seu grande
debito n'esta Provincia provenientejdas des-
pezas que se fzero para acabar com a anar-
chia e restabeleeer o socego : a falta d'a-
quelle pagamento muito alTecta as fortunas
dos particulares.
O Algodo ha bastante em ser por falta
de Navios Inglezes para o levarem por isso
nao ha quem compre a dinheiro por mais de
i reis, o de Serra e 5j reis, o bom e s
em pagamentos se pode realizar alguma venda
a 4y4O0 o primeiro e a400 o segundo e
como por esta forma se fazem melhores vendas,
lodos procuro este meio mas que muitos o
nao podem obter, por percizarem de dinheiro.
Os Couros ; ha falta sao muito procura-
dos e regulao de lio a 120 ; e nao he fcil
poder-se coniprar porco d'elles cm pouco
tempo.
0 Arroz regula de 1^280 a 1*500 em cas-
ca ; e nao ha abundancia.
Os Generas de importago continuo a
entrar e pela muita abundancia que ha e
quasi nenhum consumo, tudo est empatado,
e por isso nada se pode vender.
O Cambio para Londres est a 29 e 29 1|2 ,
e para Portugal a 90; mas nao ha tomadores,
principalmente para Portugal.
( Do Jornal Maranhense. )
ceara'.
As folhas recebidas do cear alcango at
2 do corrente. No dia 8 do p. p. foi assas-
sinado com dous tiros o Major Joo Facundo
de Castro e Menezes. Promptas e enrgicas
providencias forao logo dadas pelo Exm. Pre-
sidente a o chefe de polica ao Juiz de Paz,
eao commandante do corpo de Polica ; mas,
apezar de todas as deligencias nao tem si-
do descubertos os perpetradores de um cri-
me to atroz. Diz-se, que dera a isto causa
aobsolvigo de Anna Joaquina da Conceigo,
assassina de seu proprio marido, que, se-
gundo dizio, tinha sido livre por auxilio
do falescido Major. O Juz de Direito Che-
fe de Polica da Comarca Miguel Fernandes
Vieira oflerece o premio de um cont de reis
a quem descubrir os assassinos.
1 s 8 horas da noute pouco mais ou meno
foi elle assassinado com dous tiros receben-
do as balas ambas na cabega segundo ouvi-
mos dizer. Este crime atroz exciton a indig-
nago geral, e levou a consternago m todos
os nimos que vivamente sentiro a morte de
hO Pa de familia : nao havwdo huma so pes-
soa quaesquer que sejo alias suas opinioes
polticas que nao pranteasse de corago a
victima, e nao amaldigoasse o acto de caniba-
lismo, que to prfidamente precipitou-a na
sepultura.
Promptas e enrgicas providencias foro
dadas pelo Exm. Sr. Presidente da Provincia,
que ordenou ao Chefe de Polica da Capital o
Sr. Dr. Miguel Fernandes Vieira ao Juiz de
PdZ e ao Commandante do Corpo Policial ,
que usasse de lodos os meios ao sfeu alcance
alimfde verem se podiodescobrir,e aprehen-
der os perpetradores do delicio q'disem va-
gamente ter seguido o caminho de Soure ,
com trajes de couro, bem montados e fu-
gindo a toda a bride. Immediatamentecum-
prio elles a ordem do governOJ tendo o Ju-
iz de Direilo chefe de polica seguido aquella
diregAo sem perda de temp nao leve a fe-
licidade de encontrar os malfeitores.
Como ha quem diga que esles facinorosos
nao estavo a cavallo e nem tinho os trajos
mencionados quando commeltero o crime ,
talvez nao fossem elles os cavalleiros que
foro vistos tomar a estrada de Soure : n'es-
te estado de incertesa o chefe de polica or-
denou aos Juizes de Paz de Maranguape, Me-
ceja Aquiras Cascavcl e Santa Cruz e
aos Inspectores de Arronches Soure Tra-
hisy e Cur que prendessem os authores do
attentado quando por ventura procurassem
asilo e acolhimento no territorio de suas ju-
risdiges. N'este memo sentido o Exm. Sr.
Presidente olllciou segundo consta todos os
Juizes de Direilo da provincia mandando aos
com mandan tes dos corpos naconaes hajo de
prestar essas authoridades policiaes a forga ,
de q' precisassem para consegu irem o fin das
diligencias que ti verem de faser.
Depois d'isso o Commandante do Corpo de
Polica j sahio com huma escolta para fora da
Cidade a fim de proceder certas averiguag-
es e que lalvez produsao resultado satisfac-
torios e conducentes descoberta e captu-
ra dos matadores.
Qnal porem foi a causa d'este enoajpe cri-
me, si mesmo pergunta cada individuo, de-
sejoso de colher urna solugo que lenha o cu-
nho da verocemelhanga ? Ser-nos-ha todava
licito em presenga d'hum tmulo que acaba
de abrir-se e a vista de feridas que inda
sangro aventurar alguma idea sobre tAO deli-
cado assumpto ? Talvez seja hum juizo te-
merario o que vamos proferir: mas se a mente
nos nao falla parece que a absolvigo de An-
na Joaquina da Conceigo foi a causa do ne-
fando crime e que este directo ou indirecta-
mente parti das mos de quem tanto interes-
se tinha de ver punida essa mulher assassina
de seo marido, e que os malintencionados es-
palharo ter-se livrado instancias e por au-
xilio do falescido Major.JSer porm isso exac-
to ? Dos e s Dos que v as maisoc-
cultas aeges e prescruta as inlengesdc ca-
da hum he quem conhece o infame que
envolveo-se no misterio, e as trevas da noi-
te para a seo salvo saciar huma damnada pai-
xo de vinganga e que no azi lo seguro em
que se acha, estar por cerlo escarnecendo da
agonia pranto e luto que sua malvade-
za tem causado.
Continu entretanto o Exm. Snr. Presiden-
te a dar to enrgicas providencias como as
que at agora tem expedido. Continu o Sr.
Doutor Miguel Fernandes Vieira a moslar-se
nao incangavel como ateo presente : nao per-
ca hum s instante pois he possivel que seos
esforgos sejo eoroados com feliz xito. Sa-
tisfaga d'cst'arte a expeclago do Publico ,
anente da ordem e da Lei que deseja ver a
espada da justiga desgarregar seos mais tre-
mendos golpes sobre a cabega do assassino ,
este entregue de mais a mais ao despreso o-
dio e horror dos homens de bem.
Hum crime horroroso acaba de ser commet-
tido na pessoa do Major Joo Facundo de
lastro e Menezes. No dia 8 do corrente pe-
COMML'MCADO.
J nao se podendo tolerar as calumnias, e
injurias, irrogadas pelo Redactor Fulega,
contra o Exm. Presidente da Provincia, o
Sr. Rrigadeiro Joze Joaquim Coelho, e contri
o seu digno Secretario o Sur. Dr. Anselmo
Francisco Peretti forgozo destruir o que
disse ltimamente no seu 23 n. 80, de 20
do corrente (digno de ser I ido pelo Fulega ,
e sucia Republiqueira que o rodeia, ) para que
os incautos nao se persuado, que verdade
o que diz o Fulega. No officio insultante que
esse rapaz fez a S. Ex., e publicou no n. 90,


1r
em principio diz Da Portara de hoje 12 do
corrcnte, enviada pelo mui digno Secretario
de V. Ex. (de cujos actos V. Ex. mero res-
ponsavel,) tenho colligido depois de duas lei-
turas ter V Ex. suspendido a Lei, que ga-
rante o contracto feito entre raim e o Gover-
no por me julgar scm a precisa idoneidade
Para desmentir- esse insolente prembulo ,
aconselhado pelas duas leituras, abaixo va
transcripta a Portara citada, a lim de que os
leitores conhecio que V. Ex. usando de urna
prerogatva que a Lei Ihe concede, qual a de
suspender a Lei Provincial, sobn. lf, de 12
de Janeiro do corrente anno, nao tractou da
idoneidad* do ex Dr. Fulega mas sim das
rasOes justas que o impedirs a julgar essa Lei
olfensiva da Constituicjio, e por conseguinte
nuilo o contracto celebrado, em virtude dla,
com o que Moa desmentido esse Redactor ma-
licioso que nao adiando motivo para sen-
surar o brioso Militar, que felizmente Admi-
nistra o Cear pretende aviltal-o com dizcr ,
que dirigido pelo seu Secretario Nrnguem,
de boa le negar que o Sur. Dr. Perctli tem
inteir,o couheCimento dos negocios Adminis-
trativos que digno de Governar qualquer
Provincia, mas incontestavel qne presen te-
niente nao quem no Cear dirige S. Ex. que
r^conhecido no Brasil inteiro por um bravo
Militar que por sua intelligencia e probi-
dade tem sido incumbido de muitas commis-
socs importantes, das qwaes tem dado fiel
conta.
Nao se duvida que S. Ex. ouca o seu dig-
no Secretario quando tem de decidir um ne-
gocio de Direito Civil, e que nesta occasiio
resolva conforme a opinio |>or elle emittida ,
mas o que se nao pode soffrer esse insultan-
tante. Fulega querer fascr acreditar a quem
est longe de nos que sua Ex. governdo
pelo seu Secretario a lim de igualar lam dig-
nissimo Administrador com o seu Tio Joo
Bruto que s obra va o que Ihe era deter-
minado, ou antes ensinuado pelo que le-
vou os Cearcnses ao abismo da anarcliia, de
que os veio livrar o benemrito Coelho.
Diz mais no tal olficio Que S. Ex. o jul-
gou sem idoneidade depois da infructfera ten-
tativa do Olficial da Alta confianca de S. Ex.
que pretenden insultar, e assassinar a elle
Fulega em alio dia no largo de Palacio do
Governo Nio se pode saber at quando
querer mentir esse rabiscador impudente!
Todo esta Cidade sabe, que o Sneca cercado
de remorsos pelos insultos que no seu 23 tem
feito as mais gradas pessoas da Provincia
muito que mesino de dia j andava de compa-
nlia e de noite nao sabia de casa e porque
visse que os remorsos cada vez mais o ator-
mentavam cisque ap'roveitandoa chegada a
esta Cidade do Sr. Alferes Jacaranda (6 o Ofil-
cial da alta coaliancu) contra quem no 23 se
leem as mais torpes calumnias e injurias, que
publicou o suplemento n. 79 do 23, para
por esse meio protestar um motivo de se met-
ter em casa e insultar a sua vontade, per-
suadido que atribuindo urna calumnia tio re-
voltante, e criminosa a esse brioso e probo
Olficial, elle se calassc com ella mas o Snr.
Jacaranda chamou-oa responsabelidade elle
nada provou e cst/io os auctos dependentes
da deciso do Snr. Juiz de Paz Francisco Joze
de Souza de quem o ofTendido, e o publico
anciosamenle'espero a deciso imparcial, e
judiciosa visto que o Sr. Sousa muitas vezes
tem dito que Juiz recto e que cumpre a
Lei, porque quer que esta tambem o favores-
sa quando rasoavelmente a buscar : D'a-
qui vero os leitores que tanto S. Ex. como
o Sr. Jacaranda sio indignamente calumnia-
dos por Joze Lourenco de Castro e Silva.
Ainda se veem outras injurias e faltas de
respeiloem o Officio de de que se trata mas
deixando de refutar urna por urna porque s
a Esposa do Fulega que chora; e cara e
s elle que tem tubos, dos quaes nao se
lembra quando insulta vamos a parte que
diz Mas eu continuarei a preslar-me com o
mesmo empenho zelo at que com a ausen-
cia do Sr. Anselmo acabe-se essa poli tica mes-
quinha com scmelhanle diser o que devem
os leitores suppor ? Ou que S. Ex. est bre-
ve a ser demittido ; e por isso deixa o Snr.
Peretti de ser Secretario e retira-se ou que
alguma tentativa dos R^publiqueiros se pre-
para contra elle?.... Se assim nao deve o Sr.
Dr. Anselmo Francisco Peretti se persuadir
que est s. pois tem amigos que o respeitio
e estimo j pelas suas boas qualidads, e
j pela sua adheso a Monarchia manifesta-
da nao s no Maranho quando Secretario
de dous Presidentes como em Pernambuco
sua Patria Natal e mesmo no Cear onde
se acha nao s como Secretario do Governo ,
mas tambem como terceiro Vico-Presidente da
Provincia.
Contine S. Ex. e o seu prestimoso Se-
cretario a entregaren ao despreso o 23 e
seu redactor que s esefeve para os que esto
longe do Cear : o M.
(Do Pedro U.)
PARAHIBA
Aleancio at 17 do corrente as folhas re-
cebidas da Paraiba, que est em paz e tran-
quillidade.
AVIZOS DIVERSOS.
EF Sabio hoje a Ordem n. 10: vende-se
na praca da Independencia X. 37 e 38, a 120.
cy- O 1. Secretario da Sociedade Nova Pas-
toril partecipa a todos os Snrs. Socios que
podmhoje pelas 2 oras da tarde irem receber
os bilhetcs que lhes toca da primeira recita ;
e ao mesmo tempo satisfazerem ao Sur. The-
zoureiro o que foi deliberado em sessAo de 21
do corrente ; assim como faz sciente a quem
a mesma Sociedade dever Ihe aprsente suas
contasparaserem satisfeitas hoje por todoodia.
^~ O Thezoureiro da Sociedade Natalense,
faz sriente aos Srs. Socios, para virem hoje
daveis; porem o chocolate frreo sobre ludo ,
possue propriedades que Ihe tem feito alean-
car grande reputacio na Europa, onde em-
preado pelos principaes mdicos em varias
molestias com um feliz successo.
27* No dia 3 de Janeiro futuro abre-se
um curso de Theologia moral, e Dogmtica ;
e tambem de Historia Sagrada e Eoclesiasti-
ca : os pretenden tes dirijio-se ra de Hortas
caza D. 56 para darem os seus nomes ma-
trcula e saberem o lugar e hora das aulas.
CF* Mr. Regauire Agricultor Frartcez ,
tendo empregado com notoria vantagem no
engenho Gararapes, d'esta Provincia o seu
methodo de fabricar assucar sompre da me-
Ihor qualidade e ndependente do auxilio da
potaca que annuaJmentc absorve mais de
! cenlo e cncoenta contos de rs. aos Agricul-
tores de Pernambuco, depositou na loja dos
Snrs. Santos Neves & C. na ra do Crespo ,
diversas especies de assucar por elle ltima-
mente feitas no sobredito engenho, como
consta do documento junto para sercm exa-
minadas pelos entendedores da materia, e
um exemplar das eondi?ocs, com que se o-
offerece para ensinar meninos no mato : por
isso roga a quem do seo prest mu precisar an-
nuncarsua moradia.
=: Mr. Kissel, relojoeiro francoz que
n'outro tempo trabalhou em Pariz para Caza
Real reinado de Liz XVIII aviza ao res-
pcitavel publico, que elle concerta qualquer
relojo que Ihe seja confiado patentes ,
horizontaes virgulas, gronometres e em
geral todas as obras tocan le a mecanisma: na
ra das Cruzes junto a Typographia ; as-
sim como ; vende-se relojos horizontaes em
ouro e em prata.
= Roubaro na noite de 21 do corrente ,
da tenda de Manoel Francisco da Costa Gui-
mares morador na ra do Rozario estreita,
D. 29 urna caixinha de folha de flandes ,
com a qiiantia de 47b\>000 reta sendo vinte
moedas de Oj 100, e 430 pataches e em se-
dulas 102ji reis ; assim como um punhalzinho
de um palmo de comprido com o cabo, e bai-
nha de ouro e na dita bainha um cragSo
de podras de diamantes e juntamente urna
fa(|iiinhn com o mesmo comprimento sendo
esta toda de prata assim como 12 lencos de
receber os bilhetes na caza de sua residencia
do meiodia cm dianle. res o mencionado methodo, ea assenlar as
CJ- Precisa-se de urna ama que tenha bom taehas dos engenhos da maneira propria para
lei te e boas qualidads: quem estiver nes- fazer duzentas e cncoenta libras de assucar
tas circunstancias dirja-se atraz dos Marty- da mellior qualidade por ora a iim de seren
rios caza de 3 portas verdes que achara subscriptas per quem se quiser aproveilar de
com quem tratar. tfto importantes vantagens.
M?* Quem quiser comprar bons chapeos do Eu abaixo assignado attesto que o Sr.
Chille, por mais barato prego do que em Pedro Reguaire, Agricultor Francez. fez ul-
outra qualquer parte; dirija-se a ra do! (mmente no engenho Gararapes da minha
Queimado D. 10, loja de Santos Braga & propriedade varias qualidads (fe assucar que
Companhia. pela simplicidade c economa do methodo em-
E3" Na paderia junto ao Arco dr Santo An- pregado pela alvura e natureza da gran res-
tonio se contina a vender excedente pao a pectiva, bem como pela facildade, e promp-
100 rs. a libra e bolaxa a oito e nove pata- \ lido da purgacao preferivel ao assucar fa-
briga a communicar aos referidos Agriculto- j seda de varias cores, e duas jaquetas de fran-
e duas calsas do mesmo sendo estas
cas a arroba.
S^y Luiz da Costa Lei te e Joze Goncal-
ves da Cruz forio roubados, na noite do dia
22 do corrente, na loja do dito Leite, ra
Nova a penltima lado do norte por um
arrombamento que o roubador fez na parede
do corredor do'quintal do sobrado para a loja, I cama de amanillo que deixou ficar e
e no cazo d'apparcccr offerecendo-sc alguma | os mezes que licou devendo de casa ,
cousa a vender roga-se as pessoas tanto
de authoridade como outras tomem e pren-
di ao vendedor ou ao menos descubri
quem foi o. roubador, que se Ihe guardar se-
breado nesta Provincia sendo por slo mui
provavel que seja mais estimado que elle nos
mercados nacionaes, e estrangeiros.
Lourengo de S e Albuquerque.
CT A Senhora C. M. dos P. quei-
ra no praso de 8 das vir buscar .a
pagar
pois
bastantes tem pos; do contraro vender-se-
dita cama para pagamento dos alugueres.
C7* Quem ti ver preeiso de vender algu-
mas rezes garrotes, e vtellas pequeas ,
gredo a quem descobrir dito roubo ou parte como capados e carneros gordos ; pode avisar
qUilill i- auna vaicnia uw urovrav ,
urna prela e outra roxa escura e as jaque-
tas urna preta e outra cor de rap ; |>or tan-
to roga-se a todos os Snrs. Mestre alfailes ,
a quem esta roupa for oflorecida hajio do
amarrar o sujeito que for o portador destas .
assim como todos os Snrs. ouvires i quem for
offerecido dito punhalzinho, e dita faca, hajio
de o levaron a ra e casa assim alem do
serem muito bem recompencados o abaixoi
assignado Ihe ficar eternamente grato.
Joo da Cosa Torres Guimaries.
S~r Quem quiser comprar urna negra do
naeAo com 22 anuos de idade cozinha so-
frivelmente e lava de sabio ; alianga-se a
conducta; dirija-se a ra do Fagundes D-
cima 18.
= Preciza-se de urna escrava para o servi-
do de urna caza, pagando-se bem a ppssoa
que quizer alugar ; dirija-se a ra do Rozario
estrela D. 2o detronte da loje de trasto
do Moreira.
=Quem preeizar de um caxeiro para tomar
conta de urna venda por balando, tem bastan-
te pratica e da conhecimenlo a sua conduc-
ta ; dirija-se a Fora de portas n. 24.
= Preciza-se alugar
lelle que foi o seguinte Um flandes ovado
com perto de 300j rs. cm Sed nas, sendo to-
das de menos de IOji rs., tendo parte dellas
pelas costas na ponta de cima lado direito
urna marca de tinta que conten L. 1. C. L.
R. 3 saquinhos contendo 600 a 700 patacoes
sendo quasi todos ou a maor parte mexica-
nos e mais 80 e tantos mil rs. prata miuda,
2 ou 5 meios pezos mexicanos 1 trancelim
de prata com 8 oitavas, 1 annelio d'ouro com
ama pequea pedra em duas oitavas d'ouro ,
1 trancellim com 3 e meia oitavas do mesmo
metal, uns boWcs para punho de carniza ,
com i oitavas d'ouro, duas cruzes cada urna
com 5 oitavas dito e outras pessas d'ouro e
prata que por falta de tempo nio sio agora
mencionadas exactamente o que serio para
um sobradinho na*
no assougue defronte da cadeia que nao sen- mas seguinles, estreita do Rozario c larga
do muito longe ir breve tratar do ajuste.
Pede-se encarecidamente aos Snrs.
das Cruzes c do Livramenlo que o seu a-
lugucr nao exceda a IOji reis meneis j diri-
que estio tempo devendo fabrica de ma- ja-se a ra do Rangel n. 37.
chinismo e fundicio da ra da Aurora pe- = Roga-se aoSr. Redaptor d'Aurora ler-
quenas quantias, ealgumas j avultadas hajio nambticana que visto nio continuar ; aja do
de mandar com a brevidade possivel salisfa- ao
zer as suas contas alias as despezas do esla-
belccimcnlo que sio grandes e diarias, a lo-
gragio de uns, e a demora de outros, nio
deixio mitro remedio senio muito mais cir-
cunspecto as transaces fucturas; e assim
contra a vontade dos proprietarios, ficio de-
minuidas as vantagens que at agora tem of-
ferecido aquella officina aos agricultores me-
nos abastados.
t3" Perdeo-se no dia 14 do corrente na ra
outro annuncio, sendo mais um grande par nova hum indispensavel (bolcinha) desenho-
de fivellas de piala para suspensorios, uns
botocs d'ouro para punhos duas coUicres de
prata e duas ditas pequeas, varios peda-
mos de prata velha, alguns bocados d'ouro
quebrado entre estes um que tem um letH-
ro 230 e tantos mil rs. em Sedulas sendo
urna de cem mil rs. e as outras de 20. e
de menos, urna lelra de cento e tantos mil
rs. a vencer-se em Janeiro p. futuro, aceita
por Joze Columbino d'Araujo Lima a qual
ainda nio tinha assignatura do sacante um
bilhete da ultima Loteria que correo do Sa-
cramento da Boavista n. 3141, da 1. par-
te da 6. ; e tem as costas as 3 assignaturas
Padre Luiz de Almeida Coelho, Joze Gon-
calves da Cruz e Luiz da Costa Leite; e ou-
tros muitos papis de vallor que s servem
ao primeiro annunciante, os quaes promette
gratificar a quem descobrir dito roubo.
cy Preciza-se de escravos que sejio bons
para servigo, pagando-se bem e entrando
das 7 horas para as 8 do dia, at a noite: na
ra da (Cacimba armasem de Silva & Irmio ,
que se Ihe dir quem preciza, das 6 oras da
manila as9.
cy Aluga-sc o 3. andar da ra do Quei-
mado D. 5 lado do norte : a tratar na
loja do mesmo.
tsr Em Pernambuco ra Nova D. lo a-
caba de estabelecer-se um dejiosito de choco-
late onde se encontrario diversas qualidads
(taes como chocolate frreo dito chamado de
saude e dito de Baunilha &c. &c), venda
tanto em porgio como por retalho.
As virtudes e o delicioso sabor de qualquer
desses chocolates os fazem muito recomen-
ra de casimira branca e encarnada bordada
de ouro, tendo dentro hum masso de chaves e
huma garafinha com cheiro a pessoa que
della tiver noticia ou a achar annuncie a sua
morada, ou dirija-se a ra da cadeia do Recife,
D. 63 que ser generosamente recompen-
sado.
Do abaixo assignado, no dia 30 de no-
vembro prximo passado ; fugio-lhe um cri-
oulodenome Antonio, estatura regular, se-
co docorpo com ponta de barba, com seis
dedos em urna das mios, e quatro ditos em um
dos ps, potroso levou vestido camisa de
algodiosinho e calca de estopa grossa repre-
senta ter de idade 24 annos : quemo pegar
leve-o aloja de calcado defronte dacadeiaque
ser gratificado. Joze Fernandes Bastos.
das assignaturas pois nio se encerrfto. so-
mente em 3 nmeros os trez mezes ; dezeja
saber um assignante que preciza do resto
da assignatura para comprar pastis.
= Aluga-se um soto com bons commodos'
e por pre(;o commodo adverte-se que s so
aluga a urna s pessoa e que esta seja capaz;,
tratar na ra da Trinxeiras sobrado nu-
mero 21.
= Aluga-se um armazem piqueno no
lieco do Porto das canoa ; tratar na ra da
Cruzes, n. 62.
G7" Aluga-se urna morada de caza terrea ,:
na ra Velha com bastantes commodos para
urna grande familia ; os pretendenles dirijo-
sc ao pateo do Carino venda 1). 7 que a-
char com quem tratar.
= Aluga-se urna caza terrea com urna
salla fora quatro camarinhas um copia
cozinha fora sita em S. Amaro; junto a casa
de Francisco Augusto da Costa Guimaries 5 a
traclar com o mesmo.
tsr Formulario ou guia media do Brasil .
que Conten a descripcio de todos os medi-
camentos, suas propriedades, os casos en*
que se empregio suas doses segundo as ida-
des sexos, e &c. j as substancias incom-
pativeis com elles ; a indicagio das plantas?
= Um homem de bons costumes, e solteiro | medicinaes indgenas e das agoas mneraes do
se propoe a ensinar as primeiras letras, nesta
praca ou fora della para o q' tem bastante in-
tclligencia : quem do seopretimo se quiser u-
tilsar, dirija-se a praca docommercio no Re-
cife no armazem de assucar de Joio Antunes
Guimaries.
cy Vende-se champanha da melhor qua-
lidade que existe na pra^a, vinda pelo ultimo
navio ebegadode Franca, e por prego muito
commodo em casa de Me. Calmont & Comp.
ra da Cadeia do Recife.
es~ Abre-sc no dia 7 de Janeiro urna aula
de Grammatica Latina e outra de Geogra-
phia na ra de Hortas D. 36; a matricula a-
cha-sc desde j aborta : os prctepdentcs po-
dem dirigir-se a casa cima a qual quer hora
do dia.
S57" Urna pessoa capaz e bem instruida se
Rrasil; a arte de formular ; a esculla das
melhores formulas e das mais frequentemen-
te empregadas; um memorial llierapeutico
eu ndicacao dos meios uzados no tratamento
das molestias conhecdas na Europa e proprias
sao Brasil ; dos socorros que se devem dar
aos asphyxiados aogados envenenados ks
pesoas que se achio no estado de morte ap-
parente &C.\ um ndice alphabetico francez=
portugus; das substancias medicinaes sim-
ples xc. 1. volume em 18 de 600 paginas pe-
lo Dr. Chernoviz Membro da Academia Impe-
rial do Bio de Janeiro Correspondente da
Sociedade Medica-Cirurgica do Monpellier ,
antigo chefe interno dos hospitaes de Franga ,
honrado com a medalha Ac. : vende-se na
praga da independencia loja de livros n. 37
e 38; por 6000.


c?* Quem precisar de algumas canoas
abortas para earregar trastes drja-se a na do
Rangel D. 17.
UT Do-se 1 :200ji000 sobre hypothcca em
algum decente sobrado de un audar as
ras da Rozario eslreita Queimado, cole-
gio cruzes cadeia nova pracinlia do Li-
vramento e pateo do Carmo, ficando os
alugueis do mesmo sobrado sem as lejas pelos
juros ; quem quiser annuncie.
S-F" Desapareceo no da 22 do corren te das
7 para as 8 horas da munh uin cabrinha
de idade de 2 annos anda nao falla, e he
muito esperto julga-se que alguma pessoa
o lenha recolhido, por isso roga-se que a le-
vetn a ra da Florentina na ultima casa do
lado do nascente que ser generosamente re-
compensado.
cr Alugo-se bons cavallos : na ra di-
reita loja de couros D. 21.
C?* A pessoa a quem for offerecido urna
porco de cobre velho que servio de forro de
um pirol, lenha a bondade de partecipar na
loja da quina da ra do Crespo para a ra das
Cruzes, que receber 20,>000 de gralilica-
go.
C?" Quem precisar de um sacerdote para
dizer duas missas de natal sendo a nina
noute e aqui na praca, procure no pateo
da penha casa lerrea ao p do ferreiro.
AVISOS MARTIMOS
Para o Porto segu viagem com muita bre-
vidadeo bem conhecido Bergantim Portuguez
riordeBeiris, Capitao Jos Thomaz de Lima;
quem quiser earregar ou ir de passagem para
oque tem excellenles commodos, dirija-se
ao Capitao ou a Manuel Francisco Pontea.
Para Maranha sahir com toda brevidade
o Patacho Rrasileiro Mara Luiza ,-forrado e
pregado de cobre por ter parte de sua car-
ga prompta 5 quem quiser earregar dirija-se
ao seu proprietario Antonio Joaquim de Souza
Ribeiro ou a F. M. Rodrigues & limaos.
Para o Aracatv sabe allie o dia lo de Ja-
neiro o bem condecido Mate Flor das laran-
geiras forrado de cobre e de primeira mar-
cha ja tem meia carga prompta: quem qui-
ser earregar ou ir de passagem para o que tem
bons commodos dirija-se a ra da cadeia loja
de foseadas n. 17.
Para o Assi:' o Patacho Nacional Laurenti-
ua Brasileira ; quem quiser earregar bu ir de
passagem dirija-se ao seu proprietario Lou-
t ,'ngo Jos das Neves na ra da Cruz n. 52
< u ao Capitao do mesmo Antonio Cermano
das Neves.
de rame a ^000 caixas de obreias a 60 e 80
rs. libra de I i tilias de cores a 960, io de
sapateiro a 560 espartilhos para senhora.,
ferros de engommar n. 1 ,, 2, e 3 thesouras
linas e ordinarias almofacas a 160 esco-
vas para cavallos a 400 serrotes dobradices
feixaduras singellas ditas para caixas di-
tas de broca tudo por prego commodo,
qnem comprar para mais de 50^000' se ven-
der mais em conta.
C7" Urna rholata de idade de 18 annos, de
boa figura e com muito bom leite para criar,
engomma Cose e sem vicios : na ruaatraz
dos Martirios casa de 5 portas verdes,
G** Urna canoa aborta que. pega em 800 fi-
jlos de alvenaria a qual ainda nao foi ao
mar acha-se prompta de tudo e bem cons-
truida e boas madeiras e outra dita de
carreira, feita com muito gosto e propria
para earregar familia : no atterro dos afoga-
dos venda do Pedra defronte do viveiro d
Muniz.
ss^" Flores francezas para cabeca e c-
pelas ditas para chapeos ricos chapeos de
sedacde palhinha para senhora, tudo de
mgito bom gosto e por prego commodo :
na ra de agoas verdes 8.
vzr Ou aluga-se urna preta com bom leite.
na ra da Cruz n. 52.
SST" Chales e mantas de seda muito ricas
e de gosto moderno chapeos de seda e de
palha mui bem armados e de gosto para se-
nhora sedas de todas as cores para ditos ,
fites de todas as larguras, bicos de >:eda e de
linho brancos e pretos meias e luvas de se-
da para bomem e senhora ditas de polica de
todas as qualidades sapatos de todas as qua-
C O M P RAS.
C5~ Um transe! i m ou corren te de ouro ,
<;ue custe 120.*000 : na ra nova loja do Co-
i mbra.
ssy Escravos de ambos os sexos com officio
ou sem ellos de idade de 12 a 2o annos : na
r na do fogo ao p do Rozario D. 25.
HP Negrinhas mumbandas molatinhas e
1 loleques de idade de 1- a 20 annos : na- ra
lo Vigario n. 21 no primeiro andar.
sl^- Escravos de idade de 10 a 20 annos ,
rara fora da provincia : na ra do colegio
t. 5.
C3~ Para fora da provincia escravos pe-
dreiros, carpinas ferreiros bons cozinhei-
1 is e boas costureiras engommadeiras o
e moleques de idade de lo a 20
lidades para senhora e meninas, ditos de
couro de lustro para hojnem bons marro-
quine a lOOOO a duzia eoutras mui tas fa-
zendas da moda por prego commodo : na ra
nova D. "6 e 9 do lado da Matriz.
C^* Amnha de manh tem carneiro car-
ne de porco e todas as qualidades de lingo-
issas a moda franceza : na ra da Aurora casa
de pasto franceza.
SST Borzcguins gaspados para bomem, di-
tos pretos com a ponta de lustro sapatos de
couro de lustro para homem e senhora sa-
patos de marroquim francez ditos de dura-
que francez e de Lisboa ditos de setim ,
borzeguins de marroquim para senhora a
2j20 sapatos para meninos e meninas,
ditos de lustro para ditos borzeguins de
lustro para senhora e meninas bolins de
bezeVro francez e de Lisboa sapatos ingle-
zes a botiuados e de orelha sapates com
pala meios botins de bezerro inglez e fran-
cez, chapeos do chile de copa alta, ditos de
aba larga finos e entrefinos luvas de seda e
de pelica para homem e senhora chapeos de
sol de seda espartilhos para senhora e es-
tojos de navalhas finas: na praca da Indepen-
dencia n. 6, 7, e 8.
O"* Borzeguins gaspiados para bomm e
>"enhora sapatos de couro de lustro para di-
tos sapatos de marroquim de todas as co-
res francezes para senhora e menina ditos
de duraque e setim francezes e de Lisboa, sa-
pa tihhos com colxetes para meninos sapa-
tos com pala para homem botins de fcezer-
ro francez para homem e meninos, sapatos
de una e duas solas ditos de panno pinla-
cozioheiras
cunos paga-se bem a gradando a figura e as
pendas : na praga da boa vista I). 5.
VENDAS
SiT" Um bonito escravo mogo de idade de
20 annos, perfeilo cozinheiro de forno e fo-
go urna preta de idade de 20 annos boa
< oslureira engommadeira e cozinheira urna
dita,cozinha e lava roupa por 550*000 ,
urna molatinha de idade de 12 annos sabendo
ja coser urna moleca de idade de 1 i annos ,
om principios de cozinha e de todo o mais
servigo de urna casa e um preto trabalha-
lor de enchada : na ra do fogo ao p do Ro-
yario I) 25.
zj~ Dous carrinhos ltimamente chegados
de Inglaterra sendo um de duas rodas e o
111 tro de \ para um cava lio por prego com-
modo : em casa de Jones Patn & Companhia
na ra do trapiche novo n. 16.
vj" Ti jlos de alvenaria ladrilho, tolha
e areia posfo na obra : no beco largo da Ma-
triz de S. Antonio 1). (i.
HT Na toja da quina da ra do Rangel da
vi 11 va de Burgos meddus de fita de seda de
S. Bom Jess das portas Te Sf. S. do Monte,
'le O. S. da Salido do poco e S. Amaro ,
navabas a 800e 1120 c linas a OOO e su-
priores a i()!)0 cada estojo sapatos de mar-
roquim para menino a 50o o par carrite!
d' linhas a 340, paz ds ferro a 780, bacas
dos para homem e outras militas qualidades
de calcados por preco commodo : no atterro
da boa vista D. 9 e na prago da Independen-
cia D. 17.
3^- Conservas ohegndas ltimamente do
Porto por prego commedo : no beco da po-
l D. 5.
l^r Farinha de mandioca recen temen te
chegada de S. Calharina : no armazem de J.
R. P. & Companhia no beco do capim.
CT Caixas com 250 charutos da fabrica de
Groz da Babia, dos melhoros que aqi tem
aparecido e tem alem disto qualidades su-
periores para os amadores do bom fumo : na
ra nova D. 15.
C5* 7 vaccas com crias, muito boas leitoi-
ras : no sitio de Antonio Leandro da Silva no
hipar d'agoa fra.
i~f" Meias barricas de farinha de trigo no-
va e superior : no armazem de Joaquim de
Souza Pinto e na ra dircita padaria do
Machado.
s_^ Os verdadeiros paios de Lisboa por se-
ren somente feitosdecarnede porco c nao
de alguma outra : no armazem do Bragucz
junto ao arco da Conceigo; e all haver bar-
ril aborto para se vender meia duzia riolles
que sirva para amostra a lim fde quem com-
prar nao ser engado com os feitos de carnes
de outras qualidades.
rr* No atterro da boa vista D. lo foron-
das em pegas e a retalho por bal-ato prego pa-
ra liquidagao de coritas.
tu Na ra do Rozario padaria D. 17 bar-
ricas e meias ditas de farinha de trigo de su-
perior qualidade bichas de llamburgo gran-
des e pequeas peneiras, condessas grandes
e pequeas pilulas da familia .pares de an-
coras de 20 caadas paplas, e linbaca ,
massos de meiaS curtas de linho brancas e
pardas galfles de palheta e espeguilha e
rendas de palheta urna porco de tremogos,
paingo e liagas de vi mes tudo por prego
commodo.
C7- Os seguintes jornaes de recreio com
requissimas estampas, tudo novo e chegado
de prximo de Lisboa : o remalhete o mo-
sco o panorama o archivo popular, o uni-
verso pitoresco o archivo Iheatral de n. 1 a
48 todos estes jornaes sao colegoens com-
pletas at este anno assim como um grande
numero de comediase ehtremezes antigs e
modernos proprios parr'thcatrinhos particu-
lares: na ra do Queimado escadinha de miu-
dezas D. 11.
S~r* L'ma porgode pipas vazias 50 bar-
ricas vasias para assucar, 7 caixas de pinho
grandes do Porto um terreno com 52 pal-
mos de frente e 200 de fundo com frente pa-
ra duas ras : na camboa do Carmo venda
I). 5.
Sp~ Urna cadeirinha com todos os sus
pertences acabada de novo e de muito
bom gosto : na ra do Crespo loja D. 1 de
tfanoel Jomes deCarvolho.
C5" Um cavallo alazo grande e gordo ,
com todos os andares : na ra da praia ar-
mazem do Guimares.
V3~ Presuntos, paios, chourissos, queijos,
doce de goiaba em caixoes grandes "e peque-
nos caixas e quartos de passas bolaxinha
ingleza soda dita doce biscoutos doce e
d'agoa marmelada, talharim, macarrao e
aletria boa serveja vinho da figueira di-
to de Lisboa PRR dito velho do Porto en-
garrafado farinha do reino a 80 rs. a libra ,
e manteiga para tompeiro a 2io : na ra lar-
ga do Rozario D. 1.
3~ Cadeiras americanas com assenfo de
palhinha e de pao camas de vento de
amarelo muito bem feitas a 4<-500 ditas de
pinho e pinho da Suecia com 5 polegadasde
grossura e dito scirado tudo mais em
confa do que em outra qualquer parte: na ra
da Florentina casa de J. Bcranger.
SU" Lima escrava de naeao boa cozinheira,
refina assucar, faz varias qualidades de doces,
engomma liso e lava roupa : na ra Direita
D. 20 lado do Livramento.
costadinho assoalho de una polegada c urna
meia dita, e de difirentes comprimentos e
grossuras forro de meia polegada a 5 quar-
tos proprio para casas e fundos de barricas c
remos de faia tudo por prego commodo : no
armazem de Jos Antonio da Silva Vianna no
forte do mattos.
Duas vacas mui boas de leite, e una
porgode tamarinos tudo por prego com-
modo : na estrada de Joo de Barros no sitio
do Commisserio de polica na quina que vol-
la para a estrada de S. Amaro.
5Sr* Perfeilas Imagens do Menino Dos ,
ricamente vestidas de um palmo de altura ,
e com piaa douradas urna dita de N. S. da
Piedad? de 4 palmos, urna dita de N. S. do
Rozarte de 5 palmos todas teitas pelo mc-
Ihor escultor da Cidade do Porto : na piara
do Commercio casa de Domingos Jos Vieira.
527" Bap -le Lisbo chegado ltimamente a
2,>000 a libra : na ra do Crespo 11. 57.
X~j- Meias barricas de farinha de trigo ,
caixas eoin vedas de Spermacete cha prto
de superioi qualidade e algodo grosso pro-
prio para sacos : cm ca.-ade Matheus Austin
& Companhia na ra do trapiche novo n. 12.
- Um cvalo bom passeiro e de meios
andares, muito manco, novo e carnudo : na
ra das trinchen-as I). 15.
iiy Tijolos inglezes para limpar facas e
todas as (pialidades de lata velas de car-
nauba a 10!) rs. a 1-bra ditas de spermacete
a 800 dita bicos de todas as larguras, velas
olasticas para curar carnosidades e dr de pe-
dra cartas jogar franeczas-e linas ditas por-
tiiguezas indias de linho, fsforos de pcnle,
agoa de colonia muito fina facas c garfos de
cbfl ce marlim o verdadeiro purgante e
vomitorio de Le Rey tiaiiselini preto de
burracha e outras umitas miudezas baratas:
na na larga do Rozario loja I). 7.
i~r Ou arienda-se un sitio no lugar do
barbalho todo sercado de fim e com bas-
tan!;-, fruceiras boa casa de vivenda.
com duas salas, i quartos cozinha e es-
tribara : a tratar no mesmo sitio que foi do
Sr. Cajola ou na ruados Pires I). 5.
r Urna canoinha nova e aberta, por pre-
go commodo : na ra atraz dos Martirios casa
de 8 rotulas verdes.
tzj- Prelo a 3*000 o saca de 3 arrobas,
(,u 2.y800 sem o saco para engordar cava-
Ios, os compradores acharfto este farelo mui-
to melhor do que aquelle que vem de fora,
pois he fresco e novo tambem da mais sus-
tento ao cavallo o qual o peso do farelo mos-
trar : na fabrica de tarinha do atterro da
bea vista.
ssr Bichas pretas chegadas prximamente
pelo deminuto prego de 100 a 200 rs. e sen-
do em porgos de 100 para cima se daro por
menos : na ra estreita do Rozario venda D-
cima 50.
S25" Farinha muito superior sendo moi-
da de trigo novo do ultimo carregamento das
marcas XXXF e XXX que vende-se por pre-
go barato : na fabrica de farinha do atterro
da boa vista.
s^" -i moleques de idade de 12 annos de
bonitas figuras um preto de idade de 4o an-
nos por 520000 bom cozinheiro e canoei-
ro urna preta da costa cozinha lava rou-
pa e he boa quitandeira que d 400 rs. por
dia : na na de agoas verdes casa terrea De-
cima 57.
ESCRAVOS FGIDOS.
S2y No dia 29 do mez de Outubro fugio
lima escrava do gen tio de angola, muito la-
dina, de nome Mara, conduzioum lilho de
idade d 5 a 6 mezes, a escrava ter 50 a n-
nos de idade he alfa e bem parecida tala
mui bem e muito mango parece creoula ,
levou vestido de dula azul e camisa de alg o
dozinho e panno da costa ja bastante uz -
do ; quem a pegar leve a ra da cadeia do Re-
cite loja n. 27 que ser gratificado.
S^* Desapareceo um preto de nome Anto-
nio da costa alto, magro, coxo de urna
perna tem os olhos um tanto vermelhos ,
levou camisa c calcas de brim : quem o pegar
leve a casa de Manoel Alves Guerra na ra do
Vigario que gratificar.
$z?' Hontem 22 do corren te Rigi um pre-
to de nome Antonio por alcunho cauel de
nacio benguella de bonita figura bem
feito de corpo cara redonda bem preto ,
olhos um tanto abugalhados beigos um tan-
to grossos com pona de barba, cbelo gran-
de tem s ps um poco maltratados de
bichos representa 22 a 25 annos de idade ,
levou camisa e caigas de algodo e chapeo de
palha ; da-se urna generosa gratiicacao a
quem o pegar e levar a ra dos Quarteb D. 5.
?__>- Pugio a 5 dias d armazem de assucar
da ra do Vigario n. 7 um preto de nome Ma-
noel denago cabanla alto c feio de ros-
to levou caigas de brim ja suja e camisa de
baeta encarnada, cosanla embebodar-se, e a-
ilar pelas 5 pontas ou pelo atterro da boa vis-
ta ; quem o pegar leve ao dito armazem que
ser gratificado.
S^" Na noute de 21 do corrcnle fugio urna
escrava de nomo Joaquina creoula esta-
tura regular seca, espigada do corpo, olhos
pequeos, e meios morios, rosto redondo
e seco com marcas de befhigas bastante v-
ziveis, pei tos pequeos he quitandeira, e
costuroa andar calcada levou vistido de xita
fina escura panno da costa e brincos de
ouro pequeo as orelhas e,no pescoeo urna
volta deconlasde ouro francez; quem a pe
ger leve a lora de portas n. 112 confronte ao
arsenal de niarinha que receber 20,>000 de
gratiicacao.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no da 25.
Porlos do Norte ; lo dias, Vapor Brasileiro
S. Salvador do 2o tonel. Coinniandante
John Henry Rollen ,. equip. 2 : a Joa-
quim Baptisla Moreira.
Rio de Janeiro ; 27 dias Escuna de Guerra
Nac. 1/ de Abril, Conmiandanle o 1."
lente Dezideri Joo da Silva
Acaracu 5 57 dias Sumaca Nac. Rea E-a
de 72 tonel. Cap, Jos Doiningue.s K.:i-
reira cquip. 7 carga sola : a Jos Ro-
drigues Ferreira.
Montevideo; 5odias, Brigue Sardo Frerie-
r;C)del86 tonel., Cap. Luiz Bodoano }
equip. 15, carga carne seca: a Manoel
Joaquim Ramos e Silva.
Philadelphia 5 56 dias Brigue Americano
Brandywine de 2o7 tonel. Cap. Pov.c
Smack carga farinha de trigo o mais
gneros a Matheus Austin & Compa-
nhia, t^az una familia de passageni-
SUIIDOS NO MESMO DIA
Maranbo Patacho Nac. S. Joo Cap. Fc-
Hppe Rodrigues dos Santos Moura, car.a
assucar.
Pliiladelphia ; Escuna Americana General
Warren Cap. Charles Ogle carga assu-
car.
BECIFE NA TVP. DE M. F. PE F. 4841.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EKIULWIAF_JTYOPQ INGEST_TIME 2013-04-13T03:34:24Z PACKAGE AA00011611_04381
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES