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Anuo de 1841. Quinta Feira 23 de Tdo agora depende de nos mesmos ; d nossa prudencia, moderado, e energa : con- linueaios como principiamos, e seremos apontados com admiraco enlre as Suees man ,ulm. (I'roclamaco da Asaemblea Geral do Brasil.) PARTIDAS DOS CORREIOS TERRRSTRES. Goianna, Faraiha, e Rio grande do Norte, na segunda e sexta feira. Bonito e Garanhn, a 10 e 24. Cabo, Serinhaem, Rio Formor.n, Porto Caito, Marein, e Alagoas no 1 11, e 21. Tajea 13. Santo Antao, quinta feira, Olinda todos os dias. DAS DA SEMANA. 20 Se, i. Domingos de tilos, chanch. Atld. do Juit de ireito da 2. TaraJ 21 Tere. s. Thom-. 22 Quart. Honorato. Aud. do juir de dircita da 3. Tara, 23 Qoint. a. servulo. Aud. do Juii de Direilo da 2. vara. 24 sexl. jejum a. i regorio Aud. do Juii de Direito da 1. Tara. 2:> sab. {' Nascimento. N. Sr. Jess Cbristo. 26 Dom. 1. oitaTa aEsteTi'iO. Dezembro, Anuo XYII. N. 219. *> O Diario publica-se todos O dias qac ao forem Sanfificadns: o pracn d asaigaatara hi de tres mil res por quartel pago* adiantados. Os ennuncio* dos assignanlas sao inseridos gratis, eos dos que o nao fiwem raiao de 80 reis por linha. As reclamaedee derem atr dirigidas a esta Tipografa ra daa Crines D. 3, ouj prara da Independencia tojas da litro* Nmeros 37 e 38. CAMBIOS no da 22 he Dezembro. Cambio sobre Londres 35 a 29 1|2 d. p. 1U. Paris 320reiap. franco. Lisboa 80 86 p. 100 de pr. O-no Moeda de 6,400 V. 14,500 a 14,700 N. 14,400 a 14,600 de 4,000 8,100 a 8,200 fiiTA-Patacoes 1,640 a 1,660 Prata Pezoa Columoaiea 1.640 a 1 ,fif,r> Mexicaaoa 1,620a l,6'i'> - miuda 1,440 a 1.46J Moeda de cobre 3 por 100 de diacnato. Diaconto de bilh. da Alfandega 1 i por 10 ao mez. dem de letras de boa* firmas la a 1 e {. Preamar do da 23 de Dezembro. 1.a as 1 boras e 18 m. da tarde. 2. as 1 boraa e 42 m, da maiih. PHASES DA LA NO MEZ DE DEZEMBRO. Qoart, ming. a 5 as 9 araa e 53 m. da man ha. La Nota a 12 a 7 oras e 11 m. da tarde. Quart. cresc. a 20 ka 0 oras e 12 m da tarde. La oheia a 27 a 4 oraa e 12 m. da tarde. DIABIO DE PERNAMBEEO. RIO DE JANEIRO. DECRETO N. 81 DE 18 DE JUNHO DE 1841. Concedendo perdo aos desertores de 1 ."deser- coqueno prazo de 2 mezes seapresentarem. Querendodar aoexercilo uma prova da Minha Imperial clemencia na occasiodo ae- to da Minha sagrado e coroago: hei por bem conceder perdo a todos os milita- res incursos nocrime de primeira dizerco, que dentro do prasode dous mezes, contados do dia da publicago do presente decreto as respectivas provincias se apresentarcm nos seos corpos, ou perante os presidentes ou commandntes das armas das mesmas provin- cias ; pondo-se em liberdade os que se acha- rem presos j sentenciados, ou por sentenciar. Jos Clemente Pereira, do meuconselho, mi- nistro e secretario de estado dos negocios da guerra assim o ten ha entendido, e faga exe- cutar com os despachos necessarios. Pala- cio do Rio de Janeiro em 18 de julho de 1841, vigessimoda independencia e do imperio. Comarubribade S. M. o Imperador Jos Clemente Perreira.-Conforme, Manoel Car- neiro de Campos. DECRETO N.' 9i DE 2 DESETEMBRO DE 1841. Fazendo extensivo aos Individuos da armada e corpo de artilheria de marinha, incursos nocrime de primeira dizerco o decreto n. 81 de 18 de julho ultimo. Usando da Minha Imperial clemencia, hei por bem faser extensivo aos individuos da ar- mada e corpo de artilheria de marinha, incur- sos no crime de i.' dizerco o decreto nu- mero 81 de 18 de julho ultimo; concedendo perdo a semelhantcs desertores do exercito, conforme nelle se declara. O consellio supremo militar de justica o te- nha assim entendido e faga executar i-om os despachos necessarios. Palacio do Rio de Janeiro em 2 dese'.embro de 1811, vigessi- mo da independencia e do imperio Com a rubrica de S. M. o imperador. Mrquez de Paranagu. Secretaria de estado em lo de Novembro de 1841. -Manoel Carneiro de Campos. PE R NA M BUCO. GOVERNO DA PROVINCIA. EXPEDIENTE DO DA 10 DO COMIENTE. OfficioAo comandante das armas, envi- ando-lhe para seu conhecimento e direcgo dous exemplares das relages de antiguida- des dos oiciaes de primeira linha do exer- cito. Dito- Ao mesmo enviando-lhe em com- primen to do imperial aviso de 23 de novembro prximo passado alguns exemplares da falla do trono no encerram*mlo da quarta sesso da assemblea geral legislativa. Igual remessa foi feita ao presidente da re- lago,commandante superior da guarda nacio- nul do Recife, e prefeito interino da co- marca. Dito ~ Ao commandante superior da guar- da nacional do Recife, enviando-lhe uma re- Jaco de guardas nacionaes empregados na capatazia da alfandega desta cidade a fim de que as mande dispensar do servico dos corK)s a que perteneem exeepeo de revistas e grandes paradas, nos dias em que nao forem domingos santos, ou feriados. Dito Ao inspector da alfandega cum- munieando-lhe aexpedicco da ordem su- pra. DitoAo mesmo, significando-lhe que a presidencia fica de possa do mappa das mercadorias estrangeiras despachadas para consumo da alfandega durante o anno finan- ceiro de 1840ta 1841 assim como todas as mer- cadorias despachadas por baldeaco e vindas deoutras provincias com cartas de guia du- rante o mesmo periodo, e I he agradece a of- ferta do mesmo mappa. Dito Ao inspector do arsenal de marinha, significando-lhe, que o primeiro tenente Car- los Manoel de Moraes do Valle e o segundo tenente Francisco Correia Leal, vindos na escuna Primeiro de Abril devem em con- sequencia do imperial aviso de 22 de novem- bro ultimo seguirem no brigue Escuna Nic- theroy, que alli se acha estacionado. Dito Ao mesmo, communicando-Ihe que conforme o imperial aviso de 22 de novembro ultimo o pataxo Patagonia e as escunas -Bella Americana e Primeiro de Abril i- co estacionadas no porto desta cidade. Dito Ao tenente coronel T. C. Burla- maque director interino do arsenal de guer- ra, para entregar a direcejo do mesmo arse- nal ao respectivo director o major J. M. I. J. da Veiga Pessoa que acaba de chegar da corte. DitoAo inspector da thesouraria da fa- zenda, communicando-lhe o conteudo no offi- cio precedente. Ficoseiente de achar-se Vm. no exer- eio de prefeito interino dessa comarca por es- tar com licenca o respectivo prefeito segundo me partecipa em seo officio de 13 do corren te e muito Ihe agradeco os parabens que me da por me acbar pela segunda vez na pre- sidencia desta provincia. Dos guarde a Vm. Palacio do governo de Pernambuco 16 de dezembro de 1811 -Ba- ro da Boa-vista Snr. promotor publico da comarca de Santo Anto Joaquim Jorge dos Sanios. - Tenho presente o seo officio de lo do cor- rente mez no qual mecommunica, que a- chando-se impossibellitado de poder concor- rer por si para a defesa do throno de S. M. o Imperador, e da integridade do impe- rio offerece ao mesmo augusto Sonhor por intermedio desta presidencia um seo ilho de nome Carlos Frederico d'Avellos Goes de Brito a fim de assentar praca em algum dos Corpos de primeira linha desta provincia pe- dindo como especial favor, que elle marche na primeira occasio para o Bio Grande do Sul, em cujas fileiras possa imitar os bravos de sua patria : e agradecendo a Vm. os pa- triticos senfimentos que acaba de manifes- tar a prol de to importantes como sagrados objectos cumpre-me significar-lhe quepo- de mandar apresentar o referido seo filho ao commandante das armas, aquem nesta data se expedem as ordens a respeito. Dos guarde a Vm. Palacio do governo de Pernambuco 16 de dezembro de 1811 Baro da Boa-vista Snr. coronel Jos de Bri- to Inglez. DitoAo commandante das armas, com- municando-lhe o conteudo no precedente of- ficio, e ordenando-lhe que faca assentar pra- ca ao voluntario de que tracta o mesmo of- ficio e seguir para o Rio Grande do Sul, na primeira occasio. DEM do da 17 Offieio --Ao inspector da thesouraria da fa- zenda communicando-lhe, que oJuizde direito da primeira vara do crime Joaquim Nunes Machado partecipou em officio de 22 de novembro ultimo, que em consequencia de incommodos graves de sua familia e seos proprios nao podia vir exercer o seo empre- foi approvada a nomeaco do guarda da meza do cossulado, Jos Lourengo Bastos ; o que dever faser constar ao administrador da re- ferida meza. DitoAo inspector geral das obras publicas approvando as condicefies do contracto feito com o proprietario Domingos Pires Ferrei- ra da trra necessaria para os atierros , que se tem de faser na estrada do Parnamei- rim. Illms. Srs. Respondendo ao officio, que Vv. Ss. medirigiro em data de 45do cor- rente cumpre-me significar-lhes, que tenho muita honra em continuar a ser considerado como socio honorario dessa associago com- mercial, qual renov os meus protestos de estima e consideraQo ; assegurando-Ihe que sempre me achara prompto concorrerquanto estiver ao meu alcance, para que ella prospe- re como he de esperar do zelo e patriotismo dos scus dignos membros. Concluo agrade- cendo a Vv.Ss. as obzequiosas expressoes com que me trato. Dos guarde a Vv. Ss. Palacio do governo de Pernambuco 17 de dezembro de 1811. Baro da Boarvista Snrs. presidente e se- cretario da associacjo commercial desta ci- dade. go c sobre tudo faltando to pouco tempo para a reunio da assemblea geral na fuctura legislatura de 1842 pedindoque Ihe seja ex- tensivo o favor que a lei concede aos deputa- dos empregados pblicos. Dito Ao mesmo communicando-lhe, que por avise de 11 de maio do corrente anno MEZA DO CONSULADO. Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade, caval- leiro da ordem de Christo, e administrador da meza do consulado por Sua Magestade Imperial e Constitucional etc. Faz saber que nodia 21 do corrente se ha- de arrematar na porta da mesma uma oaixa de assucar branco numero 9 apprehendida pelos respectivos empregados do trapiche da Com- panhia por inexaetido da tara ; em cujo dia se indo os prazos marcados no regulamento, sendo a arremalago livre de despesas ao ar- rematante. E para que chegue a noticia a quem con- vier mandei afixiar o presente edital na por- ta desta administraco, e publicar pela im- prensa. Meza do consulado de Pernambuco 18 de dezembro de 1811. 'Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade. Luiz Francisco de Mello Cavalcante eseri" vo, e administrador da Meza de Bendas In- ternas Provinciaes d'esta cidade. Pelo pre- zente edital faz constar a todos os senhores proprietariosde predios urbanos dos trez bair- ros d'esta cidade e povoaco dos Affogadosque no ultimo d'este mez findo-se os 50 dias marcados para o pagamento a boca do cofre da respectiva decima do 1. simestre do cor- rente anno nanceiro de 1811 1812 e lo- go que termine csse prazo passar a procede- executivamente na forma da lei de 27 de A- gosto de 1850, contra os dedevedores. E para ebegar a noticia de todos mandei a fixar o prezente e publica-lo pela im- prenca. Meza das Rendas Internas Provin- ciaes de Pernambuco 16 de Dezembro de 1811. Luiz Francisco de Mello Cavalcante. DIARIO DE PEMMBCO. ALGl MAS REFLEXOES AO CORRER) DO NORTE N 7. Porque se agasta, e apostema tanto o honravel Snr, Republico ? Onde foi que, o chamamos patife malvado, coutras cou- sas to feias ? Querer o comtemporaneo ar- remedar as criancas, que quando se Ihe vai a mo em alguma travessura amuo-se cho- ro e queixo-se de que Ibes dero panca- das que as empurarSo etc. ? Estreou-se -o contemporneo desta vez em Pernambuco in- sinuando o disgracadissimo pensamento de separefiode Norte e Sul : e como lego Ihe s himosao encontr como tal desvaneio in- correo na indignacao geral; morliica-se o Sr.- Borges, busca de certo modo conhonestar a parvoicada, e agora diz, que Ihe assacamos epithetos dos mais injurisos. Tantaene a- nimis cajlestibus ir ? Para que tantas iras no animo varonil ecavalheirodhum patrio- ta extremo, queja teve debaixo da unha ou na palma da mo os destinos de todo o bra- sil ? Nos apenas bautizamos por anrquicos cer- tos principios do contemporneo ; e lh'os pro- vamos ; pois nao merece outro nome o dizer em letra redonda que todo, e qualquer indi- viduo tem direito de resistir a huma lei, toda vez que se persuada que vai d'encontro constiluico, ou que nao passou por todas as formulas regimentaes das cmaras legislati- vas. Tal mxima hecmminentemente subver- siva de toda a ordem social, be hum princi- pio consagrado no cdigo do sanculotismo. Que mais chamamos ao contemporneo ? Ex- Abelha, e ex-Republico. Ser isto huma injuria ? Por tal se patenleou sua mercedes- d'o primeiro numero dp seu Correio ? Nao sao estes escritos os maiores e talvez nicos pa- dres da sua gloria poltica, e literaria ? Nao pode por taes prodceles dizer o honravel contemporneo com Horacio. Exegi monumentum a;re perenius Regalique citu piramidumaititis? Reprovamos tambem .a sua Ortho'graphia estramblica, e burlesca : e eremos estar em nosso direito, quando o fazemos a respeito do escriptos, que correns impressos. Seria alem disto longa e tal vez fastidiosa a nossa tare- fa se nos dessemos ao trabalho de mostrar os erros palmares, em quecahea todo o mo- mento o contemporneo nos por ignoran- cia da lingua, e valor dos termos, como at pela da symtaxe. Para a mostra basta-nos este mesmo numero 7, que (emos entre mos. O que quer dizer ( fallando dos indgenas) huma pacificaco sismalica ? Parece-nos adevinha, ou pulha. Logo no segundo diz assim Entre este povo o primeiro Imperador sentindo a necessidade de reconciliar-se o de acalmar os espiritos agitados pela impru- dente dissoluco da Constituinte sem se ter preparado para acceitar as consequencias d hum acto to tirnico forga Ihe foi compre- hender a organisaeo de huma Constuiea, &c. Oravenhac, Sr. Borges professor di commercionaParaiba, venhac, nao se a-. gaste com a gente ; nao nos ciirimc logo de escravosda Oligarchia do Bio, e comprados pelos portuguezes; diganos : de que verbo he sugeito o primeiro Imperador neste perio- do ? Beger-se- assim : o primeiro Impera- dor for?a Ihe foi ? disse o grande Boileau. Sans la langue en un mot Tauteur le plus divin. Est, quosque il fasse, un mauvais ecrivain : e o bem conhecido Palito Mtrico j di/.ia ( a que anuos ) Et qui in Grammatica qua? sit sua des- tra nescit, Quomodo pedacinhumjioterit pitiscare Direiti, Qui magis est fundus i* J ve o honra- vel contemporneo, que fazer taes censuras he cousa licita e nao he o mesmo, qih* do- estar. Quem se prope a escrever para o res- peitavel Publico tem rigorosa obrigaco de conhecer a fundo a lingoa ,*em que escreve : se a ignora, para que se mette a cscriplor ? Mas deixemos essas consideraces, que tal vez o contemporneo chame minudencias, dizendo como proloquio Latino = De mi- nimis non curat Praetor= isto he ; nao faz cazo de taes bagatellas hum Estadista da estofa do Snr. Borges da Fonceca em cuja mo j estivero fechados os destinos de todo o Brasil. He verdade que h muito quem afirme que o contemporneo com o seu Re- publico no Rio de Janeiro nao foi mus, do que hura misero testa. de ferro, de qjt* por ki.^ .' 'I Ircfogo, fnligoso o misado lancaro mo os principios, que polo Cdigo vigente os Juizes caudilhos da revoluco de 7 de Abril: e sen- de Paz formo culpa e julgo em certos ca- o assim ( o que p*o a!i:mamos) est o con-| sos, nao sendo Juizes perpetuos. E porque t ttiporaoeo (pjrdoeo simile) no caso d'aquel-i nunca bradou o Contemporneo contra esse 1 bolieiro que se gabava de passear de ta- | Cdigo ? Porque nunca disse, que qualquer /nitana rom seu amo; porque ia serapre na; tinha direito delhe resistir, por ser opposto ,2 bol. Vamos poim ao que mais importa. Nao podeiDOJ transigir com a lerrivel mxima do Snr. Borges que prega o direito de resisten- cia a Qualquer lei por qualquer individuo, toda vez qaa este entenda, que a mesma lei vai d'enconlro Constituicao ou que passou meo certas formulas regimentaes das Cmaras Legislativas. A actual reforma do Cdigo do ProcdSSo fei primeiramente comettida a pes- soas de maior conceito em taes materias : as a lei das lis Constituicao ? Art. 2. As reformas do Cdigo (continuao os opposicionistas) sao contrarias Consti- tuidlo : porque em alguns caso? coferem as Juizes de Direito o julgamento em segunda instancia que segundo a mesma Constitui- do s compete s Relaces quando diz no Art. 138 Para juigar as causas em segunda e ultima instancia haver as Provincias do Imperio asRelacfies, que forem necessar'ias para commodidade dos povns Mas dir - qui a Constituido que todas as causas abso- lutamente s serie julgadas em 2. e ultima instancia pelas RelacOes? Nao certamento. 0 Cdigo vigente confere s Juntas de Pai atribuico de juigar em segunda e ultima instancia estas mismas causas, de que fallo os opposicionistas. As reformas nao lizero mais, do que transferir essa atribuico das Juntas de Paz para os Juizes de Direito. Po- de ser, que a nova medida tenha seus incon- venientes ; mas ninguem em boa lgica poJe- ra sustentar, que se oppoe Constituicao. Taes sao os argumentos mais valeates. com que os opposicionistas pretendem mostrar, que as reformas do (bodigo vo d'enconlro tem todos os vicios imaginaeis. Constituidlo: e firmado em taes sublilezas , ou raboliecs he que o Snr. Republico brada no seu Correio do Norte que lodo o cidado tem o direito de Ihe resistir, mxima horri- vel. detestavel principio que a ser admitti- do daria cabo de lodos os Governos. Nao i- ro ferrete de escrava oud'es- magine o Contemporneo que nos propomos Constituicao huma a santificar todas as disposices do novo Co- suas (lisj)osQoes pela mor parte estao de ac- cordocom as reclamacoes de Juizes de Tri- Imnacs, de Presidentes dequtsi todas as Provincias. O partido qwe sobio ao poder emJuIho do armo passado tanto reconhecia as vantagens dessa reforma (pie huma das recriminaees que exprobava aos seus anta- gonistas decahidos, era o nao haverem dado rpido andamento a esse projecto: o tanto e- ra o empenho por elle que o zero passar no Senado em 2. discusso ; e ali a nenhum occorreo, que sta ou aquella disposico falseava, ou destrua o rgimen Constitucio- nal. Este anno tudo mudou de face : j nao estavo de cima os homens de Julho ; e eis que a reforma que longa e calorosa nao foi a terceira discusso do Senado Mas qual o resultado ? Ser aprovado o projecto por huma grande maior ia de 24 Senadores contra 8. E have- r cabeca to esturrada, q' pretenda estigma- tizar com o neg tupida, e de avessa rnaioria onde existen) cidados de tanto sa- digo : pode ser, que algumas eneontrem ber, e de tantas virtudes cvicas ? Que van- embaracos e difllculdades naexecuco ; po- tagens podem provir ao Senado da ruina e i de ser que outras nao cheguem a sanar os anniquilarnento da Constituicao ? Proclama- j nossos males; e por isso apellemos para a pra- tica, para a experiencia ; e quem assim re- do o absolutismo o que seria o Senado hum dos elementos da Constituicao I* Na Cmara temporaria tembem passou o projecto por huma cousideravel rnaioria, a qual convencida de estar elle sobejamente discutido, e illncidado, dispensou-o da ulti- ma discusso ( o que se tem feito c est fazendo todos os dias a respeito de outras leis urgentes ) e aprovou a reforma do Cdigo. E com qu consciencia lanca o contemporneo o labo de absolutistas de escravos dos Portu- guezes aos Henriques de Rezende (martyr das liberdades patrias) aos Urbanos Sabinos, aos Nunes Machados e a outros muitos sempre tidos e havidos na conta de liberaes e pa- triotas estremes ? Este mesmo Cdigo assim reformado era ptimo em Julho do anno passado ; e agora tem todos os defeitos possiveis ? Porque en- to nao se levantou contra elle esta celeuma de patriotas exclusivos, e nicos homeus li- vres no Brasil ? Quaes sao as disposiooes do novo Cdigo que se oppoe Constituicao ? Nao ter lido o Contemporneo os poderosos argumentos com que a referida rnaioria pul- verisou todos esses castellos levantados pela opposico ? As ohjecoocs mais plausiveis desta limito-se s seguintes Art. 1. Se o Poder Judiciario he independen te e delega- do pela Constituigo a Juizes perpetuos, ea Jurados o Projecto destrc tal disposico , quando d aosChefes de Polica e seus de- legados a formarlo da culpa e o julgamento dos crimes at seis mezes de priso, dester- ro,- &c. O Art. lol da Constituicao diz O Poder Judiciario he independente, e se- r composto de Juizes, e Jurados os quaes tero lugar assim no civel, como no crime nos casos, e pelo modo, que os Cdigos de- terminaren). O que he que evidentemen- te se conclue desta dispozicao ? He sem du- vida que aos Cdigos pertence o determinar os casos, em quedevem ter lugar os Jurados ; e por consequencia que podem os mesmos Cdigos tirar d'alcada dos Jurados o julga- mento dos crimes at seis mezes de priso , como outros quaesquer. De mais seroacca- so Jurados os Juizes de Paz ? E pelo Cdigo vigente nao julgo elles dps mencionados cri- mes^ E quem j disse, que se podia resis- tir ao Resino Cdigo por opposto Constitui- cao ? Acresce que os Juizes de Paz at tem o direito de formar a culpa. As reformas ( dizem os opposicionistas) do atrbuicoes judiciarias a Juizes lemporarios ; o que he contra a Constituicao, a qual's as dfto a Juizes perpetuos: mas a Constituicao dispondo no Art. 153, que os Juizes. de Di- reito sejo perpetuos, nao quiz com isto ex- cluir qualquer oulra especie de Juizes; pois no citado Art. lol havia dicto = O Poder Ju- diciario ser composto de Juizes, c de Jura- da = E to reconhecidos torio sempre estes formou ainda o pode emendar corrigir, &c. de. Mas em todo caso cumpre-nos obe- decer lei, que em nada se oppe Consti- tuicao. Toda a doutrina contraria a estes principios he anarchica e s enderegada a revolucionar os povos. A' vista do exposto nao tem raso o Snr. Republico em dizer. que nos s recorremos poderosa arma do ridiculo. Nao : os tam- bem produzimos rasoes, e rasfles que nos parece tero o assenso de todas as pessoas cordatas e desapaixonadas ; e se s vezes zombeteamos, culpa he do honravel con- temporneo que nos subministrou materia para innmeros epigrammas, quando to de^mbainhadamente disse, que j leve em sua mo a sorte de todo o Rrasil. He muito mangar no prximo, he muito abusar da nos- sa paciencia. Os destinos de tantos milhes de almas j dependro da soberana yonlade, do Snr. Repubico Abelha Borges da Fonceca ! Basta que mais he malar. Escapamos da primeira vez quando o contempo'raneo de- cida de tudo: nao queramos passar porou- caso bem triste ; e se queris, contar-vos- hei esta historia em quanto tomaes urna cha- vena de caf por causa de humidade da ma- nh. Acceitei de bom grado a proposta; assen- tei-me debaixo do caramancho e servi- do o caf o meu hospede comecou deste mo- mo a suanarraco. . Lourenco era dos mais guapos mogos de todos estes arredores, e sem contradiccAo o mais bello e amavel de Fentanabuona. Nen- hum havia que o igualasse em atirar esco- peta nenhum que fosse mais entendedor e sabido nem que tivesse tanta graga e agili- dade em conduzir aos domingos detarte as dancas da mocidade na grande praca da aldea. Alem disso nao era mal havido pelo lado dos bensda fortuna : aqucllecasal que l se es- t vendo d'alm da ponte ,.a mea encosta do monte era seu ; aquclle vinheiro e depo- is o grande castanhal que segu d'alli at ao lado esquerdo da torrente lambein Ihe per- tenciam. Em summa Lourenco reuna to- das as possiveis condieges de felicidade, e nao obstante foi o mais mal aventurado dos hOmens. Tomou-se de amores por urna ra- pariga aqui das visinhancas e desde ento nao nouve para elle mais paz e felicidade. A- galna era urna pobre zagala filha de um guardador de gado do rico proprietario de Lavan ha mas de certo que era bonita : que digo eu linda sobre todas as raparigas ma- is branca que a nev dos Alpes e fresca co- mo o boto de roza aberta ao orvalho da ma- nila. Mas ah de que servem as graqas ex- teriores sm asqualdados da alma! Sao urna funesta vantagem para quem as possue e funestas para quem dellas se deixa apaixonar. Nada eslava menos cm harmona com a linda figura de Agatina do que o seu coracSo ; ca- prichosa como a mais abastada e activa se- nhora a pobre aldea nao sonhava com qui- meras e nao suspirava seno por urna gran- de fortuna. O seu maior cuidado consista em veslir-se e enfeiiar-se com mais esmero e vaidade que permeltia o seu estado : levava horas a mirar-se as agoas da fonte e a ar- ranjar urna flor mais graciosamente entre os seus cabellos negros e lustrosos eomo o ba- no : assentava-se sobre os vallados borda da estrada para ouvir os elogios dos passageiros , cantava quanlas canconetas Ihe vinham me- moria porque bem conhecia quanto a sua voz era doce e suave e que todos os rendei- rose viandantes paravam a ouvir. Mais que qualquer outro, Lourengo se deixou prender por estes encantos e embriagar por estas seduccoes: de dia e de noito elle girava em roda da habitaQo da pastora e a seguia aos montes e por toda a parte onde ella condu- zia seu rebanho : tccia-lhe grinaldasde flores, e formava-lhe doccis de verdura junio s mar- ges da ribeira para passar os ardentes ca- lores da sesla. Algumas vezes acompanhava com a flauta suas rusticas cantigas outras vezes reunia-lhe as ovelhas desgarradas em quanto ella cantava e todos os dias punha junto fonte em que ella costumava irrefri- gerar-se um cesto cheio das mais bellas e tra provanga ; e por isso e o mais dos | sazonadas fructas da estaf o. Auctos faremos incessante opposico a tudo i Agatina lisongeando-se de ser o constan- que nos cheirar a anarchia e tal bobice te objecto d#> cuidados e finezas de Lourenca ______11___.!. ,1 'C -I e palhacaria d'Estados de Norte e Sul. VAR1EDADE. A ponte dos noivos. Em urna das bellas madrugadas do mez de Junho quando a penas o sol levantando-se sobre o horisonte comecava a derramar-sobre o delicioso solo da Leguriasuas ondas de pur- pura e ouro, eu descia pressa do quarto da cstalagem onde havia passado aquella noite, para gosar da-frescura da manh e do qua- dro encantador qu a risonha natureza es- tenda diante de meus olhos. Rom dia me diz o estalajadeiro qjue j eslava a p e se oceupava em estender e atar as hastes de baunlha que lormavam urna especie de caramancho diante da porta da estalagcm : levantastes-vos mui cedo! A- caso passarias mal a noite ? Nao ; dormi tranquilamente; mas quero gosar a deliciosa viraco da manh e dar um passeio por estas bellas campias , antes de partir. Quo lindas e graciosas paj- sagens !... Oh dizei-me, como se chama aquella ponte que to pitoresca vista nos est offerecendo sobre a torrente que desee dasmontanhas ? E' a ponte dos noivos. Lindo nome na verdade E' sem du- vida porque os mancebos destes contornos alli vo encontrar suas namoradas para fallar- Ins de seus amores ? Nao senhor veio-lha o nome de um Riezo comecou a dar-Ihe attenco. Saben- do que, todas as mocas das visinhancas Ihe ipvejai'am o amor e homenagem do galhardo mancebo assentou em que urna tal conquis- ta nao era para ser despresada e resolveo corresponder com caricias a seus extremos. Rinzo estava encantado com o amor da bella pastora e desde ento"nao trocara sua sorte pela dos mais poderosos senhores. Oh ! que guapo par! diziamos nos todos seus v- sinhos e amigos vendo-os passear ambos juntos s margens do ribeiro, assistirem um a par do outro missa da paroquia e irem de companhia aos mercados da aldea visinha : que bello par Dos os cubra de sua benco , e Ihes conceda longos annos de vida ditosa e socegada !... Oh nos fallavamos todos por esta vez mas nao o dizia assim a velha Pr- xedes. E quem era essa Prxedes ? perguntei eu bruscamente ao bondoso historiador. Era a mi de Lourenco, cujosolh>s linham mais longa*e penetrante vista que os nossos ! Pobre rapaz responda ella todas as ve- zes que nos felicitavamos pela ventura de se- s filhos ; eu dara de boa vontade'os dias que me restam a viver porque elle se nao houvera apaixonado por esta rapagiga. Ain- da me lembro de um dia que estando assenta- do tarde nesse mesmo logar em que vos 08- taes e vendo-a passar Ihe perguntei : En- to ta Prxedes quando se faz esta boda ? Quando Dos o determinar meu bom vesi- nho me respoodeo ella suspirando : as des- gracias nunca vem demasiadamente tarde ! Oh l o corao de urna mi tem presentimen"' tos'que nenhum outro pode compreender > um accento mysterioso Ihe prediz a desgraca, da mesma sorte que a atmosfera offerece aos brutos certos signaes da teinpestade que os homens descon hecem. "* O estalajadeiro calou-se por um instante para enchugar as lagrimas que rebentavam de seus olhos : eu fiquei tambem em silen- cio respeilando o generoso sentimento que lhc fazia interromper a sua narrago por mais encantado que eu estivesse da sua manei- ra franca e enrgica de cantar ; era o seu co- raco que fallava e s delle que nasce a verdadeira eloquencia. Em im elle tomou de novo o fio de suas ideas, dizendo-me : Per- doai-me esta fraqueza o que leudes a ouvir bem capaz' de a justificar. Odia do casament dos namorados estava j determinado e j o nosso cura havia a- pregoado os banhos quando Rinzo teve de partir pressa para Genova por causa de urna demanda que Ihe mover injustamente um seu visinho sobre a agua de rega. Esta au- sencia devia durar "poneos dias, e o casamen- to hava de fazer-se logo que elle voltasse. Entre tanto chegou a Kontabuona o sobrinho do rico proprietario de Lavaidia, que em consequencia da repentina morte de seu tio , vinha tomar posse de todos os bens de sua ri- ca heranca. No domingo immediato totos os rendeiros, caseiros e assalariados do novo proprietario vieram cumprimenta-locom su- as familias epor tanto Agatina veio tambem com seu pai. Como j vos disse, era ella do- tada de mnita belleza ; mas ueste dia pare- ca ainda formosa com os seus melhores ves- tidos de .festa com o grosso cordo d'ouro , presente de Rinzo que Ihe enfeitava o seio , e com as vistozas agulhetas de prata de que as raparigas do paiz costumam a sorvir-se com tanta graca para segurar suas trancas na cabeca. Seu rosto fresco c corado seus lin- dos olhos pretos sua figura esbelta e airosa , e sobre tudo certa desenvoltura encantadora , to rara as raparigas do campo capUvaram inteiramente o jovem proprietario. Elle nao ,$de mais apartar-se da seductora aldea in- ventava meios, excogitava pretestos para a ler sempre ao p de si | mandou que Ihe trou- xessem todos os dias o leite para o almoco o reme para o jantar, a manteiga fresca para a merenda a lora mil outras encommendas que Ihe fazia a cada passo. Acostumado a vi- ver as grandes companhias da cidade nao ignorava nenhum artificio proprio para agra- dar as mulheres porm a finura c viveza de Agatina empata vam toda a sua astucia neste ponto. Ella mostrava-se respeitosa para com elle mas sempre tmida e reservada e af- feclava urna modestia constante que iazia de- sesperar o ardente mancebo. A cada protes- to d'amor responda com timidez e fa- zendo-se vcrmelha. A pobre Agatina nao digna-da vossa ternura guarda vosso a- mor para as Ilustres damas da cidade. >> O joven Cobert consumia-se de desejos e da- ria metade de suas riquezas para vencer a re- sistencia da camponeza. Quando soube do seu prximo casamento com Lourenco pen- sou morrer de pena ea paixo que por ella senta tomou-se quasi frentica. Falla-me a verdade Agatina Ihe dis- se elle um dia ; tu amas a esse Rinzo com que ests contractada ? __Pois se elle o meu noivo respondeo- lhe ella abaixando os olhos. __E por um rustico caniponez. despresars tu o amor d|J ten amo ? Vos bem sabis, senhor, que urna mu- Iher honesta nao deve amar seno a seu ma- rido. E assim me desprezas cruel ? Queres que eu estale de pena de nao possuirte ? J vos disse, senhor que eu nao ar marei seno a meu marido. ! E se eu cazasse com tigo, Agatina, es? quecerias tu esse maldito Rinzo ? Vos, cazar com igo, seor!... Oh! is- so impossivel; sois mui rico para mim e cu muito pobre para vos. E dizendo isto re- tirava-se suspirando. Estas respostas astuciosas inflamavam ca- da vez mais o ceg amor do joven Calbcrt c a tal ponto o soube evar a astuta Agatina , que rompendo por toda as considerares de, riqueza e nascimento, elle Ihe prometteo po- sitivamente que a esposarla. , Com avolta que levaram as cousas, ^hl ! possivel foi verikar-se as promessas do jo- ivenColbeit, eram sinceras ; ou se requin-# tando em lingimento elle s tentava enga- na-la. E' certo que fez annunciar publica- I mente na aldeia este casamento que orde- nou varias festas para o solemnisar \ porem recusu-se sempre a efiectua-lo cm a nossa parochia como Agatina Ihe pedia, com o o- protest de que nao poda aqu celebra-lo com apompa qudsejava; e resol veo-se emlim a acompanha-lo para a cidade para ahi se fazer a eerimonia. lsto fez despertar algu- nias desconiangas nos niais prudentes de nos- Soi visinhos. Rinzo ignorava todos estes acontec mentes. 0 proccsso que o tinha levado a Genova, demorava-se mais do que elle espora va, porque o sen visinho obstinado e pertinaz lecus.iva todas as propostas de composico, e quera torca proseguir na demanda ; de moJo que mais de um mez se passou antes que as partes chegassem ao termo da con- ciliagao. Mas emlim assignada esta Lou- rengo parti immidiatamente para Fonte- nabuoua. Tinha elle com antecedencia es- oripto a sua mai e a Agatina partcipando- llu'S o da e hora da sua ehegada. .Ella vira sem falla esperar-me ao ca- minho c terei o goslo de a ver alguna ins- tantes mais cedo: dizia elle comsigo e pa- reca que o amor he dava azas para voar pela estrada. Cada objcclo, que perce- bia ao longo se llie figurava ser Agutina , que impacL-.ite caneiosa Ihe estenda os bra- cos. Mas aproximava-se mais do valle e Agatina nao apparecia! lsto comegou a en- tristece-lo. Tendo emlim chegado crista da montanha d'onde se descobria toda a po- rendo agua de todo o corpo, como a figura de urna cscala. Seus olhos nicamente se vol- viam do casal onde habitava o pai de Agatina para o palacete do seu oppulelito rival. A- pezar da trovoada e do deluvio d'agua que ca- biu., eu lique algum tempo parado na estra- da para o ver e lastimar e toda a minha at- Inirfio nelle se empregava quando o rumor de passos e um sentido suspiro a vieram at- trahir para oulro lado. Era a pobre Prxedes que vinba seguindo de longe os passos de seu desgranado filho. Ella reconheceu-me mas 'sem proferir palavra mostru-me Lourengo, com um gesto e um olhar de tanta dr, que nao se podia exprimir. Come de Commum aecordo retiramo-nos ambos para o abrigo que formava a ponta de m rochedo junta com a copada rama de um abeto e d'alli observa- mos attentamente todos os movimeiitos do in- feliz Lourengo. Oh meu Doos tende piedade de meu pobre llh proferio emlim a meia voz a consternada mfii :. nio me roubeis o nico a- poio de minha caneada velhicc, per causa de sns de festa e algumas vzes de' alegra res- ponueram ao longe a estes sons. Ella l' Vem gritou Lou reng cm voz to forte que nos ouvimos na distancia cni que estavamos ; e por um ta- Iho escarpado deitou a correr para a parte do vall. Meu filho! meu filho, Ihe gritva a tris- te mai procurando segu i lo na corrida, qan- do as siias frcas Ihe permittiam. Em poucos instantes eu perdi a ambos d vista. A noiva aos primeiros toques do sino, ti- nha sahido do seu casal, acompanhada do pai, e de alguris visinhos: ia vestida edm lxo bella a matar mas inquieta e pensativa. Co- nhecia-se qu urna Voz interior a agilava e Ihe prediziam algum infortunio. Dirigia-se para casa do seu noivo, porque, segundo depois se sobe tinham ajustado partirem todos lo- go de manhA para a cidade. Para chegar a casa deCoIbert, era-lhe preciso atravessar a pontede madeira de que fallamos a qual , como daqui poduis ver est construida so- bre a parle mais profunda da torrente que urna rapariga lo'nea e ambiciosa. E voltando- nessa orcas'iAo ia muilo grossa pelas aguas da voago lancou olhos vidos e impacien- tes para um e oulro lado mas ludo vio de- serto e o coracao se Ihe cobro de um ne- gro veo : assontou-s sobre una pedra tris- te e agilado, de um funesto perssenlmen- lo. Escondia-sa entao o sol no horisonte , e o crespusculo que se Ihe seguio era es- curo e nebuloso : ter-se-hia dito qtie o ceo quera dar-lhe o trisle annuncio de sua des- grana. Finalmente urna mulher se avislou so- sinlu c dirigindo-se a passos lentos para a cabega, onde ella eslava assentado, com a cabeca encostada sobre a mo : e combatido por pensamenlos que nao sabia definir, esta mulher era Prxedes sua mai. Como assim! Ihe diz elle vindes s , minha mai ? E Agatina Onde est A- gatina. Oh essa est entredita n'outra parte , ihe responde a mai com voz trmula e incerla. Entretida n'outra parte!.... E aon- de?... E por quem?.... E dizendo isto le- vantava-se com urna agilaeo quase frenti- ca. A pobre Prxedes lancou-lhe os bracos ao pescoco e abracando-o ternamente sus- pirava. Socega-te meu filho socega-te : era vontade do co que este casamento se nao fizesse. Oh meu Dos exelamou Lourengo como lora de si : dizei depressa senhora ; sera caso queteiiha morrido Agatina ? Sim, sim ella morreo.... p>ra ti. Para miin!.... Agatina?.... a Nestemo- mento una girndola de logeles parliu do centro da povoaea soleando os ares com seus rastos de luz e o estampido das bombas que rebenluvam se misturava com o estrondo dos vivas e das acclamages. O que isto senhora ? exclama Rin- zo na mais violenta agitacao que signilicam estes signaos de alegra !' E' um casamonto que se festeja. lim casamento!.;.. E Agatina ? Va i ser espasa de seu novo amo, Lourengo cahiu redondamente no chao co- mo se o tivera ferido um raio. Morto ? exclamci eu ihterrompendo o estalajadeiro. Nao, senhor me respondeu elle; ador nao mata assim. Depois de una longa pausa em que o his- toriador procurou acalmar a dolorosa agitacao que ihe causaram as recordages desta lamen- ta vel histor iu ; e tendo dado alguns passos pu- ra respirar r mais livre j e desabafar o peso que Ihe opprimia o coracao continuou assim. No dia segunde logo ao romper da ma- nila quando eu me diriga para a minha vi- nba y que est na encosta daquella serra ca- minhando pressa para evitar a chuva que me acometiera no caminho avistei Rinzo , que segua a tnesma vareda vindo ao meu encontr a passos lentos com a cabega des- coberta os cabellos e os vestidos em desor- den) plido como a morte e absorto em profunda meditago. A chuva apertava cada va mais, geava, o vento bramia furiosamen- te os relmpagos e os troves erescam e a- fc miudavam-se ; era urna forte trovoada: e Lou- rengo nem dava pela chuva que o ensopava tem pelo fuzlar dos relmpagos, e estalar dos troves : passando junto de mim sem ver-me, sem ouvr a saudagao que eu Ihe diriga su- bi a urna inminencia que ficp sobranceira ao se depois para mim desmaiada e alegada em pranto encostou sua cabega desfalecida sobre meu hombro dizondo-me. Vede se os meus presentimentos se ve- rficaram .meu bom visinho!... Oh os pre- sentimentos do coragao materno nunca se enganam i trovoada. Ilinzo sempre correndo conse- guid chegar entrada da ponte no mesmo mo- mento em que a prfida moga a atravessava. Vendo-o ella spltou um grito de espanto e quiz retroceder ; mas Lourengo arremegou- SH-lheaos ps segurando-a pelos vestidos. 0 pai ,e visinhos que a acompaiihavam licaram immovis e atterrados sem proferir una palavra. - Escuta-me Agatina; Ihe diz o desvai- Ora vamos visinha Ihe responde , coragom e conbrmidade. Aquillo o pri- meiro e imperioso movimento de urna dr a que o infliz nao pode resistir ; mais espere- rado mancebo; escuta-me |>ela ultima vez. A- mos que o lempo Tara como sempre o seu ellei-: inda te amo a pesar da tua traigo e amo- l Lonrcnro recobrar sua razo e tranquil- te como um turioso. Ests com efieito resol- lidade. Oh no respondeo Prxedes elle morrer sem duvida ; .ferida que recebeu no coragao muito profunda para que se possa sarar. . Que, noite que terrivel npite foi a passada Apenas torna- do a si do deliquio, em que cali ira ao primei- ro annuncio da traicao de Agatina correo aldea como um louco furioso cu seguia-o de perto. A chuva que comegava a cahir havia apagado os fogos de alegra ; e dispersado as | vida a levar a tua perfidia ao ultimo extremo! Responde-me : ests resolvida a casar com oulro ? , Lourengo Ihe diz ella fazendo um esforgo para vencer a sua agitagao ; as cousas tem chegado a um tal ponto que me j impossivel retroceder. Nao eramos nos des- uados um para o oulro. E as las promessas, cruel ? e os teus juramentos ? E estas nnpcias j proclamadas no lem- dancasque o proprielaro havia mandado Fa-1 po', em presenga do Senhor?.... e o annel zor em frente da sua casa... Dir-so-hia que o o meu annel que tu anda trazes lio dedo. Agatina mpallideeeu a estas palavras o- Ihando para mo onde nao sei porque mo- tivo ou descuido, anda trazJi o annel nupcial, denados lie proposito para afligir o pobre que Rihzo Ihe dera ; e se appressou a tral-o eco condemnava estes diventimentos que fa- ziam a desesperacao de urna alma boa e vrr tuosa. Quem sabe ? tal vez elles fessem or- Lourenco sabendo-se que elle chegava a es- sa hora__ Mas j todos se refiravam rco- Ihendo-se para suas casas e Agatina pelo braco de sen encantado noivo e seguida de seu pai, que pareca louco de alegra. pro- curaba tambem no palacete um abrigo da chu- va. Neste instante se Ihe aprsenla diante Rinzo, espantado, trmulo, edesvairado. Salva-me deste homem grita ella para o seu novo amante abragando-se fortemente com elle. Salvar-te de mim! bradou Lou- rengo furioso : tu sen tes pois os remorsos do do dedo. Ahi o tcns : Ihe diz a ingrata a- presentando-lhe o annel com um gesto des- den hozo. Neste instante soo vozes de alegra do ou- lro lado da ponte ; era o feliz rival de Lou- rengo, que vinha ao encontr de Agatina. Anda tempo de te arrependcies A- glina grita na maor desordem o infeiiz Rinzo. Urna palavra diz urna s palavra para salvar-me da desesperago. Deixa-me nao me impostunes mais ; Ihe teu crime traidora ? Ol salvai-me sal- diz ellaj resoluta ealtiva com a presenga do vai-me contnuava ella a gritar agarrando-se sempre ao mogo Ca>erl. A estes gritos a- rudio o nosso cura que se achava ali perto ; osrendeiros do oppulento proprielaro se met- ieran) de permeio ; Rinzo foi separado de A- gatina e as portas do palacete se feeharam sobre a perjura. o meu Lourengo e procuravam consola-lo o mesmo cura veo trazer-lhe as palavftis de paz e os eonselhos da prudencia e resigna- eao que Ihe dctala o seu santo ministerio. Porm Ivourengo nada ouvia nao conhecia seu novo amante. Ahi tens o teu annel; E atirou-he com elle aos ps. Agatina Agatina olha o que fazes ! Ihe lirada Loarengo com voz terrivel; oso- lhos furiosos e inflamados e todo o corpo em hrrvel convulsao. P'ntrega-mc o meu annel. pelo espag de viole anuos, orar e gemer di- ante do altar, depois asse da va-se a porta da ermlda e ahi U'cv at'a noit resalido, lian- do, epedindoesmolia por alma de leu filho Lourengo. Muitns vezes o viandante estran- geir tocado de suas lagrimas a interro- " gava sobre o motivo que Ibas azia derramar 6 ella Ihe cntva a deploravei historia de Rin- zo. Ha alguns meses qu? seus gemidos so nojhneiri ja o ruido da lorente porque a destrocada teiido cado em demencia acabou seos das miseraveis e foi gosar de mclhor vida. Assim ac'ibou o estalljdeiro asua liis- to'ria: D'ahi a pouco, alravcssando a ponte eu visitei a capella, e aiiideiveia esmola do via- jante eunia lagrima de rompaix. (Do Nacional de Lisboa.) AO M'BLlCO. Domingos Tribuzy abaixo assignado, tem ' por obrigago declarar ao Publico e aos seu Amigos em particular, que a corresponden- cia assignada por Hum Brazileiro e in- se/la no Echo da Religio e do Imperio N.. 138 nao por elle assignada nem para lal escripto de o seu consentimiento como falsa- mente se tem espalhado. A desiiilellgencia que tem havido entre o abaixo assignado e o Sur. Dr. Antonio Ma- ra Chaves e Mello eslava extnota por eon- selhos de pessoas imparciaes e nao era pos- sivcl que se lizesse reviver offendendo de al- gum modo o melindre de homens que jamis o provocaram. O abaixo assignado tambem julga dever sen declarar que nunca deprimi o crdito do mencionado Sur. Dr. Chaves e Mello, antes senipre o respeilou e abonou na sua qualidado de Director do Collegio Santa Cruz para que podesse esperar ser despedido do mesm Collegio pela maneira injusta e desabrida poi- que o foi. O abaixo assignado ao mesmo pass qu nocolcsta o direito com que o despediooj citado Snr. Dr. Chaves e Mello, reconhee que h5o usou betn d'elle as expresses acres e duras que acompanliaram a despedida, em- bora se queiro adogar com notas expli- cativas. A fra reflexo nao tev certamente parto na redaego da Carla de despedida pois qu n'ella somente IranSluza prevengo ou injus- tica contra o abaixo assignado que todava acredita ser efieito de intriga ou de precipita- gao. Houve n'isto verdadeiro excesso qu prduzio Oulro maibr que se os liomeiis justos e imparciaes condcnino nao repro- vb menos o motivo que o prduzio. Quando o abaixo assignado assim se expli- ca nao est longe do arrependimento no ex- cesso commeltido quem o fez eommetter nao o estar menos; e isto servir de satisfa- go a todos aquelles que por qualquer modd s julgiiem offendidos. Recife 14 de Dezembro de 1811. Domingos Tribuzy. Alguns amigos condUziram para nossa casa. Ento a perfidia dando com o maior des- ningim, delirava ardia i'm fehr. Toda a aarrasta para v. borda da ponte. attender noitecontinirou neste estado, sem aos mcos rogse sminhas lagrimas bragos crusados sobre o peito marchava a pas- sos largos pela casa sem responder-me urna palavra, como se nao foro sua mi que chora- v e qlic Ihe rogava encarecidamente que moderasse a sua dor. Pouco antes de romper a alva pareceo um pouco mais soeegado; assenlou-se alguns mi- nutos n fin) dos qu'aes murmurad estas pa- lavras : preciso que eu a veja ainda urna vez... urna vez s; e depois faca Dos de mim o que Iheaprover. E dizendo ist sahio a toda a pressa. Eu segui-o. Em quanto a pobre mulher me con lava is- to tinla parado a chuva : o sol comegava a romper por enlre as nuvens espessas, e a dou- rar as mohtanhas. Os vinhteiros voltavam aos seus Irabalhos costumados ; os pastores conduziam diante de si os spus rebanhos, para as pastagens ; todo o valle lomava vida e mo- vimento. Lourengo sol lou um grito repentino, e applicou o ouvido e a vista para o lado da al- preso um pontap no annel} o arrojo ao no , dizendo : Vi agora busca-lo ao fundo dA tor- rente. E vem tu busca-lo comigo ; exclama Rinzo e abragando-se fortemente com ella , -Soccorro soccoi;ro grilava Agatina.... valle e all ficou quedo e immovel eseor- | deia. O sino pa parochia comegava a tocar os com os: Correm todos para a salvar.....Mas era j tar- de : a aeco do Rinzo foi rpida como o raio ; ambos rolavam j pelos ares e seiitio-se lo- go o baque no fundo do precipicio. Todas as diligencias foram inuteis : as on- das furiosas da torrente arrebantaram por um momento asduas victimas e logo as sorve- ram e fecharam-sc sobre ellas. ..Nao poderei pintar-vos a consternadlo que este lastimoso acontecimento espalhou por toda a aldea ; mas sobre ludo faltad-me expresses para encarecer-vas a dj da mi do infeliz Rinzo. Depois que abaixou acheia , retirram os dous cadveres da torrente ; cslavam ainda estreitamente abragados e as- sim foram sepultados em um logar solitario fr do recinto do cemiterio publico. A pon- te de madeira theotro de tilo trgica scena , foi reparada de novo mais larga, e guarne- cida de guardas que dantes nao tinha ; sua entrada construi-sa a pequea capella que l vedes, em memoria dos dous desventurados noivos,.e pelo veponso de suas almas. Alli a desgranada Prxedes vinha todos os dras , AV1ZOS DIVERSOS tsr Sahio hoje o 2. n. do spelho da Relias. Vende-se na praca d Independencia N. 37e38; na Typographia Imparcial, ra do Collegio; na botica do Sr. Paranhos ra do Rosario estreita ; e na ra Direila loja d fazenda do Snr. Angelo prego 80 rs. 515- Quem precisar de urna pessoa del gen- te e capaz paro caixeiro de ra u oulro qualquer negocio; annuncie. = A pessoa que annunciou querer com- prar o compedio de Rhethorica pelo Padre Ma- rinho ainda querendo ; dirij-se a ra d'A- goas verdes D.. 36. X3" Affonso Saint Martin, hoje com nova loja francza na ra do Cabug D. 2, tem. a honra avisar a seos freguezes que tem hum sdrtimento completo de boas fasendas francesas tud de bom gusto asquaesdei- xade as nomear pois que de tudoque diz res- peto a loja francza elle tem, primoro- sos selins elsticos inglezes, feitos em Lon- dres com apetrexos tudo de prnieira qua- lidade como selins francezes de lji^a 24*. em lim promette a todos os senhores e - nhoras que o quiserem honrar com as suas freguesias no S os satisfar nq bonx, gosto de suas fasendas, como no cmodo prego assenhorasqueem suas casas quise- rem ver bonitos chapeos chales de seda manas sedas para vestidos todo qualquer calgado luvas de todas as qualidades boas perfumaras flores fitas chapelinhos d sol ele. etc. basta (ta somente os seus fregue- ses) mandar um bilheto ptra serem prvido^ do quu preersarom. %&" Constando ao abaixo assignado que se 1 pregado de cobre por ter parte de sua car- ten! oflereciJo uuiu letra accoita pelo annun- ciante, para ser descontada taz publico qae nenhuma letra acceitou por transages com- mereiaes, e que seja suceplivel de descont a lim de evitar qualquer transago criminosa acerca de sua firma pois vivendo de dar di- nheiros a piimio nao acceitou nem se obrigou por letra alguma. * Herculano Jos de Fretas. tST Anglica Mara da Costa e Veiga viu- uva de Jos Deminguos da Costa roga aos credores do fallecido seu marido hajo de comparecerem em sua casa ra do Livra- menlo n. 2 no da 29 do corrente as 10 ho- ras da manh para se tratar sobre os meios deserem re-mboleados de seus respectivos crditos que dever ser apresentados no mesmo acto a im de se ver o total das divi- das activas,' e proceder-se aos balancos das lojas e dividas passivas da casa do Tallecido seu marido a lim de se saber o estado da mesma casa ; pois que nada quer obrar a mesma annunciante sem ir de acord em tudo c por tudo com os credores de sea fallecido maaido.. C^- O abaixo assignado faz ver que nin- guem contrate com Josefina Cavalcanti de Albuquerque Lins sobre 4 escravos de nomes Maria Plonio 4duasfilhas de nome Florinda molata de 8 annos outra de nome Luiza de idade.de nove mezes e um preta de nome Maria do gentio de angola.de idade de 12 annos pois ellas perlencem a Bernardo Jos de Barfos por transages de dividas e para livrar de questes faz o presente annuncio. Jos Bibeiro da Silva. ' 52j* Tendo o abaixo assignado arrematado conforme as leis, que regulo a respeilo dos africanos considerados contrabandos um di- to de nome Joaquim de nago calabar este desaparecer desde o dia 1." do corrente mez , indo vestido de camisa de algodao e caigas de brim o dito africano tcm una sicatriz em urna das pernas proveniente de urna ferida que teve ; a pessoa que o prender ou der no- ticias ser gratificado pelo mesmo abaixo as- signado no sitio CambuAibe contiguo ao en- genho Cordeiro. Francisco Xavier Cavalcanti Lins. CT" Quem precisar de algumas canoas abertas para carresar trastes dirija-se a ra do Rangel D. 17. tSf 0 Padre Jos Joaquim da Silva Guer- reiro continua a ensinar lgica e francez abre a aula a 3 de Fevereiro p. f. A matricula principia do 1." de Janeiro em dianto. Quem se quiser servir do seu prestimo pode proeu- ral-o era a casa de sua residencia no sobrado onde mora o Sr. Major Bezerra 2." andar , na ra do Fagundes ou de S. Bita nova. ST Precisa-se fallar com o Sr. Jos da C- mara filho de Manocl da Cmara e de Maria Clara natural da. Ilha de S. Miguel, fre- guezia de N. S. da Graga ou com os seus herdeiros no caso de ter fallecido: as tas D. 51. 52T Do-se 1:200*000 sobre hypotheca em algum decente sobrado de um audar as ras da Buzario estreita Queimado cole- gio cruzes, cadeia nova pracinha do Li- vramento e pateo do Carmo, ficando os alugueis do mesmo sobrado sem as lojas petos juros ; quem quiser annuncie. tJ" Desaparecco no dia 22 do corrente das 7 para as 8 horas da manh um cabrinha de idade de 2 annos ainda nao falla e he Tnuilo esperto julga-se que alguma pessoa o tenha recolhido, porisso roga-se que a l- venla ra da Florentina na ultima casa do lado do nascente que ser generosamene re- compensado. ^f Sabbado pelas 9 horas da noute foi-me entregue um preto por dous homens duendo estes que aquelle preto foi preso por elles em campos do macacos e que s diz seo Snr. 'se Chamar Joaquim e que lem olaria ; quem for seu dono dirija-se ao forte do mattos na pren- ra de Francisco Bibeiro de Brito que dan- do os signaos llie ser entregue pagando as despezas. 5W Precisa-se de urna preta fora para ama de casa de um homem solteiro adverlerte-sc *pie he s para cozinhar e liir dormir em sua casa: na ra do Padre Floriano venda que junto ao beco tapado n. 3o. ga prompta 5 quem quiser carregar dirija-se ao seu proprietario Antonio Joaquim de Souza Bibeiro ou a F. M. Bodrigues & Irmos. Para o Aracaty sabe athe o dia 13 de Ja- neiro obem conhecido Hiate Flor das laran- geiras forrado de cobre e de primeira mar- cha ja tem meia carga prompta: quem qui- ser carregar ou ir de passagem para o que tem bonscommodos dirija-se a ra da cadeia loja de fazendas n. 17. LEILOENS. S~Quc faz E. SchaefTer por conta de quem pretencer nosdias23e 2i do corrente de, urna porgo de charutos, no armazem de Fernando Jos Braguez. ti?- Que fazem KalkmamKl Bosenmund . por intervengo do Corretor Oliveira, de urna porgo de chales avariados, os quaes se vendero por todo o prego, Quinta feira 25 do corrente as lo horas da manh no sea ar- mazem da ruada Cruz 11. 60. cocommodo: em casa de Matheus Auslin & foro de Euzebio Pinto com barro ao p e Companhia na ra do trapiche novo n 12. \ porto de embarque : a tratar com o Snr. do H e eros- ngenho Ciquia. superior sendo moi- ultimo carregamento, das ci- Superior sal de Guamar alvo e gros- engenho Giqma. sa a bordo do Patacho Nacional Laurentina CT l'armha muito ancorado na vasta do forte do mattos, ou a da de trigo, noro doulti fallar com Lourenc/o Jos das Neves na ra da marcas XXXF e XXX que vende-se por prc- ,. -L> go barato : na fabrica de lamina do atierro en- toa- rua C 0 M P B A S . S?" Escravos"ile ambos os sexos com ofiicio ou sem elles de idade de 12 a 2o annos : na ra do fogo ao p do Bozario D. 2o. i^F" Negrinhas mumbandas molatinhas e moloques de idade de 1 i a 20 annos : na ra do Vigario n. 21 no primeiro andar. tT Escravos de idade de 10 a 20 annos , para fora da provincia : na ra do colegio 1). 5. ts^* Para fora da provincia escravos pe- dreiros carpinas ferreiros bons cozinhei- ros e boas costuren-as en^ommadeiras e cozinheiras e melequc9de idade de loa 20 anuos paga-se bem a gradando a figura e as prendas : na praga da boa vista D. 3. Cruz n. 02. trr Uma.escrava de nacao cozinha , gomma faz doces e lava roupa ; e nm lha'de lavarinto eumasaia de dito: na dos Martirios D. 6 lado da Igreja. C^- Noatterrodas 5 pontai defronte do viveiaodoMunizD. 11 canecos de amarelo com boa ferra^em os grandes a 2000 e os pe- queos a 1600. C5- Urna cabra bixo com cria : na ra da Conct'igo da boa vista D. 8. cy Merguihos de parreiras e um rea- lejo : a traz dos Martirios casa 5 portas ver- des. C7- Chapeos do Chile de superior qualida- de c por prego cmmodo : na ra da cadeia nova D. 4. cr- Urna morada de casa terrea sita em N. S. da Paz dos alTogados : a tratar na ra do Hansel D. 17. da boa vista. 5^- Um cavallo alazao grande e gordo , com lodos os andares : na ra da praia ar- mazem do Guimares. -S25* Urna porgo de pipas vazias 50 bar- ricas vasias para assucar, 7 caixas de pinho grandes do Porto um terreno com 32 pal- mos de frente e 200 de fundo com frente pa- ra duas ras : na camboa do Carmo venda D. 3. ty Urna cadeirinha com todos os seus per teneos acabada de novo e de mu lo bom gosto : na ra da Crespo loja D. 1 de Manuel Gomes de Carvolho. ESCbXvOS FGIDOS. sy Hontem 22 do correnle fugio um pre- to de nome Antonio por alcunho cauel de nago benguella de bonita fera bem VENDAS. 5 pon- AVISOS M A BITIM O S Para o Porto segu viagem com muita bre- vidadeo bemconlu'ndo Bergantim Portuguez. lrlorde IJoins. Capitn Jos Thomaz de Lima; | chegadas ltimamente de Lisboa : na ra da SEF* Borzeguins gaspiados para homem, di- tos pretos com a pona de lustro sapalos de couro de lustro para homem e senhora sa- palos de marroquim francez dilos de dura- que francez e de Lisboa ditos de setim , borzeguins de marroquim para senhora a 2*210 sapatos para meninos e mininas, ditos de lustro para ditos borzeguins de lustro para senhora e meninas botins de bezerro francez e de Lisboa sapatos ingle- zes a boti nados e de orelha sapa toes com pala meios botins de bezerro inglez e fran- cez, chapeos do chile de copa alta, ditos de aba larga linos e entrefinos luvas de seda e de pelica para homem e senhora chapeos de sol de seda espartilhos iwa senhora e es- tojos de navalhas finas: na praga da Indepen- dencia n. 6, 7, e 8. , B?" Um cavallo castanho gordo e muito em conta : na ra Direita botica D. 53. 13" Queijos londrinos, pre untos para fiambre conservas moslarda frutas para pastis, passas muidas, batatas inglezas , todas chegadas ltimamente : no armazem de Joo Carroll & Filho na praga do Commer- cio. CJ* Um jogo de bancas de angico de dous tampos e columnas por prego comniodo : na ra das tnncheiras 1). do da Matriz. zzj" lina comenda e habito do cruzeiro . novo e por prego commodo : na ra da S. Cruz casa I) 43. iy Fina escrava recolhida de idade de 11 annos. Cose , engomla sem muita per- feigo: na ra do Hospicio casa terrea que tem lampio. IflT Presuntos, paios, chourissos, queijos, doce de goiaba em caixoes grandes e peque- nos caixas e quarlos de passas bolaxinlia ingleza soda, dita doce, biscoutos doce e d'agoa marmelada, taiharim, macarro, e aletria boa ser veja vinhoda figuira di- to de Lisboa PBB dito velho do Porto en- garrafado farinha do reino a 80 rs. a libra , e manteiga para tempeiro a 2io : na ra lar- ga do Bozario D. 1. CJ- Duas canoas sendo urna grande que carrega 1000 lijlos e a outra de carreira , ambas novas por prego commodo no at- ierro dos affogados D. 10. SS7" Um cavallo muito bom passeiro, e carrega bem babeo de 8 anuos do cor rus- so pombo : na ra do Queimado D. 7. ts^" Taxasde ferro coado c batido em bom sortimento, assim como algumas ferragens mais para engenho : na na do Vigario n. 7. sy Obras de ouro de muito bom gosto , S^r E alugo^e e tambem se deito bichas] feito de corpo cara redonda bem preto , olhos um lano abugalhados beieos um tan- to grossos com pona de barba, cbelo gran- de tem os ps um poco maltratados de bichos representa 22 a 25 annos de idade , levou camisa e caigas de algodo e chapeo de palha 5 da-se urna generosa grtiicagao a o lado esquerdo in- quen quiser carregar ou ir de passagem para oque lera cxccllcnlcs conimodoi, dirija-se aoGipitao mi ;i Manocl Francisco Pontes. Pah\ Mamaxiiv *iiir; ruin toda brevidade o Patacho Brasili'ii-" Maria Luiza forrado v cadeia do Recife loja n. ;>8. S^" Barricas e sacas com farelos barricas com fumo para charutos gangas amareias engos pretos de seda da india, loalhas ada- de superior qualidade : na ra da altndega veIhalojadebarbeiroD.il. tzr Presuntos ingiezes c de Vesfalior, queijos londrinos conservas de todas as qua- lidads, latas de salmao soupas preparadas, latas com sardinhas, fruas em conserva , passas muidas para pastis, batatas ipglezas, molhosde todas as qualidades tudo chegado no ultimo navio"de Inglaterra, charutos da Havanacda Babia, vinhos engarrafados de topas as qualidades champagnhe superior, serveja branca e preta agoa ardente de fran- ca genebra de Ilollanda salmanie carne de fumo de Hamburbo mustarda ingle/a . lijlos de limpar facas manteiga ingleza em meios barris e lingos salgadas : no armazem de Dowslcy Baymond & Pry Iz na ra da al- fandega velha 11. 5. Cjr- 20 pipas de agoa ardente caxada de 2o a 21 graos : na ra da Lapa tonda de ta- noero de Bernardo de Sena. O" Paralo a 3^000 o saca de 3 arrobas , ou 2800 seni o saco, para engordar "cava- Ios, os compradores acharao este farelo mui- to melhor do que aquelle que vem de fora , pois he fresco e novo tambem da mais sus- tento ao cavallo o qual o peso do farelo mos- trar : na fabrica de tarinha do atierro da bea vista. t^T K moleques de idade de 12 annos de bonitas figuras um prto de idade de Ao an- nos por 320000 bom cozinheiro c canoei- ro una preta da costa cozinha lava rou- pa e he boa quilandeira que d -400 rs. por dia : na ra de agoas verdes casa terrea De- cima 57. Cv* Urna escrava de nago boa cozinheira, relina assucar, faz varias qualidades de doces, engomma liso e lava roupa : na ra Direita I). 20 lado do Livramenlo. $zr Taboadode pinhoda Suech costado, costadinho assoalho de urna polegada e una meia dita, e de di fie rentes comprimen tos e grossuras forro de meia polegada ti 5 ((car- tos proprio para casas e fundos de barricas e remos de faia tudo por prec.0 eoinniodo : no armazem de Jos Antonio da Silva Vianna 110 lorie do mallos. c?- Bichas pretas Cbegadas proxi'nuuncnte pelo.deniinuloprecode 100 a 200 rs. e sen- do em- porefles de 100 para cima se daro por menos : na ra estreita do Bozario venda D- cima 50. S^" Ocadeiras do Porto-com assento de palhinha em bom oslado : no jiatco de S. Pedro laja de marcinciro. s^- Urna negra de nago de idade de 22 annos, com principios de cozinha e lava de sabSo j se aianga a conducta da dita : na ra do Fagundes ). 18. Bicosde fil de linho de lindo gosto, garrafas de agoa de colonha massos de car- tas portuguezas e francezas para jogar, fs- foros americanos du melhor qualidade pen- quen] o pegar e levar a ra dos Quarteb D. 5. i .< o dia 21 do corrente fugio do lugar do Monteiro um escravo creonlo de nome Jos alto de boa figura bem preto c- belo grande olhos apitombados ps gran- des, sem unhas nos dedos polegsres dos ps; dito escravo he muilo coifhecido e levou comsigo toda asna roupa e chapeo de couro, duas arirtas de fogo embrulhadas em urna es- teira .. sendo um clavinote e urna cagadeira, recomenda-se aos aprhendedors que o pega- rein o recolhao na cadeia desta Cidade ou no monteiro no sitio de sua Senhora I). Cathari- na Francisca do Espirito Santo propneta- ria do trapiche companhia que recdber IOOji de gratilicago. i^T" Fugioa 5 diasdo armaz'm de assucar da ra do Vigario n. 7 um preto de nome Ma- nocl de nago calmuda alto e feio de ros- to levou caigas de brim ja suja e camisa do baeta encarnada, costuma embebfdar-se, e an- dar pelas 5 ponas ou pelo atterro da bo^ vis- ta ; quem o pegar leve ao dito armazem que ser gratificado. C7* No dia 18 do corrente. as 8 horas da manh fugio do sitio de Jos Bernardino Lial em Parnameirim um negro ainda bucal. de nome Joaijuim de nacao tongo levou ce- roulas de estopa e camisa de algodao da Ierra , he baixo e gordo com barba bastante cre- cida os denles da frente grandes ; quem o pegar leve ao dito si lio ou na ra da cadeia do Recite D. 8., SST NodialGdeNovcmbro fugio ou fur- tero um. escravo ainda bucal de nome Furtunato representa ter 30annos de ida- de alto, mag/o cor bem preta, tem alguiis cabellos brancas na cabeg he bem picado das bechigas pincipalmente nt> nariz falla discantada ,equando'anda he devagar que parece estar doen te dos ps; levou cagase camisa ja velha ; quem o prtgar leve a ra da Cadeia loja de ferragens n. -41 que ser gra-r tificadocom SO^OOO. M O V1M E N T 0 DO POB T O KAVIOS r:>TR.VD0S K0 DIA 20 tes de tartaruga para marials e potes de tinta ingleza para escrever : na praca da In- dependencia n. 50. i^* Dous escravos sendo um cabra ainda mogo e bom carrolro c outro molido com principio de saj ateiro proprio para pagem ,; ambos figuras na ra do Crespo loja I). 12. !Lj" Meias barricas de arinha db Irigo* e I epixas-coto velfas de spermacete : em casa de i Matheus Auslin & Companhia na ra do ta- piche novon. 12. fcy 6 cadeiras de jcaran! com assento de palhinha por prego commodo : i:a ra das Flores i. 8. Ou arrenda-sc duas grandes olarias , Patacho Brnsileiro Valanle Can. Ignacio Xavier Pinhei- Sanlos ; 20 dias de loo tone ro cquip.!). carga tarinha de mandioca, fumo e toucinho : ao dito Capilo. SVIIID0S >0 KE8R0 DA Cutinguiba ;'Hiato Lrasi'eiro Especulador f Cap. Bernardo de Souza carga diversos gneros.; SAIIIDOS no da 21. Porto ; Brigue Portuguez Primavera Cap. Jos Carlos Ferreira Soares, carga assucar. RO (J. do Sul 5 Brigue Brasileiro Feliz Auro- ra Cap. Antonio Ferreira da Si|3i, car- ga diversos gneros # DITO X0 DIA 22 Bio de Janeiro Barca Amerisana Coronel * Howard Cap. H. C. com Testo da carga que trouxe deBaltimore. mascadas j e salitre refinado tudo por pre-"nos afiogados, Ierras do engenho Giqi EC!FEVA TVP F. iWl |
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