Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04379


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Full Text
nYio d 1841. Quarta Fera 22 de
Todo agora depende do nos meitnos ; ds note, prudencia, moderae5o, eenergia: eon-
iinuemoi como principiamoe, e aeremos iponledos com idmiracJo catre ai Kacoes miii
vultos. (Proclamacoda AssemlWaGeral do'irasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, Paraiba, e Rio grande do Norte, na aegunda e sexta feira. .
Bonito e Garantan*, a 10 e 24.
Cabo, Serinhaem, Rio Fonnozo, Porto Cairo, Maeein, e Alsjoas no 1 44, 21.
taja 13. Santo Antao, quint feira. Olinda todos os diai.
das da semana.
29 Sejr. i. Domingos de silos, chanch. And. do Juii de Dirtito da 5. Tota]
21 Tere. s. Thom.
22 Quirt. i. Honorato. Aud. do juiz de dimito da 3. rara.
23 Quii, a. servlo. Add. do Joiz de Direito da 2, Tara.
24 sext. jcjnai s. regorio And, do Joiz de Direito da 1. Tari.
25 sab. Nascimento. N. Sr. Jess Christo.
26 Uom. 1 oilava sEsIcto.
___
Bezembro. Amio XVI. B. 278.
O Diario publicase todos os das qoenno forem SantifieadM: a psoeo da assignatnra lio
debes mil reis porqoartel pajroa adiantados. Os annuncio* dos aesignaoloe sao inserida*
dirigidaa a rata Typbg-rafia ra das Crnzes D. 3, ou praca da fndrpendenia lojas de lirroo
Nmeros 37 O 38.
CAMBIOS KO DA 20 DE Dezembro.
Cambio sobre Londres 3) a 29 1|2 d. p. II
a Pars 320 reis p. franco.
Lisboa 80 a 85 p. 100 de pr.
Obio- Meada de 6,400 V. 14,500a 14,700
o a N. 14,400 a 44,600
> de 4,000 8,100 a 8,200
Poita Patacots 1,640 a 1,660
I'AIII Pezos l'oluumaiea
tt Mexicanos
4,640
1.46*
1.640 a
1.620 a
miuda 1^40 a
Moeda de cobre 3 por 1,00 de dieeonto.
Disoonlo de bilh. da Alfandtga 1 par iQ$
ao mez.
Idees de letraa da boaa firma* lo > 4 .
Prtamr do da 22 de Dezmlro.
1.a as 0 liorss e 30 m. da tarde.
2. as 0 horas e 54 m, da manhi.
PHASES DA LOA NO MEZ OE DEZEMBRO.
Qasrt, minij. a 5 -- as 9 oras e 53 m. da manhi.
La Nora 12-- s 7 oraa e 11 m. da tarde.
Quart. cresc. a 20 -- as 0 oras e 12 m. da Urde.
Loa cheia a 27 ai 4 oraa e 12 m. da tarde.
anssmsaaa
DIARIO DE PERNA
PERNAMBCO.
THEZOURARIA DAS RENDAS PT10VINCIAES.
A trezoararia paga no da 22 os ordenados
Vencidos nos mezes de Maio do exercicio fin-
do, eSetembrdo corrente aos empregados
que n5o tem emolumentos e aos de mais
nos dias 23 e 2i.
Thezouraria 20 de Dezembro de 1841.
Joo Manoel Mendes da Cnha Azevedo ,
Thezoureiro.
MEZA DO CONSULADO.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade, 'caval*-
leiro da ordem de Christo e administrador
da meza do consulado por Sua Magestade
Imperial e Constitucional etc.
Faz saber q'ftenodia 24 do corrente se ha-
de arrematar na porta da mesma urna eaixa de
assucar branco numero 9 apprehendida pelos
respectivos empregados do trapiche da Com-
panhia por inexaetido da tara ; em cujodia
ae findo os prazos marcados no regulamento,
sendo a arrematado livre de despesas ao ar-
rematante.
E para que ehege a noticia a qem con-
vier mandei afixiar o presente edital na por-
ta desta administrado, e publicar pela im-
prensa.
Meza do consulado d Pernambuco 18 de
dezembro de 1841.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade.
CORRESPONDENCIA.
Snrs. Redactores.
Nao sei se deva estrnhr que algn, coitt-
mandate de fortaleza ou officies d mesma,
sem licenca pernoitemconsecutivamente, e
passem a festa fora della : no meo tempo nao
se uzava isto ; mas como tudo anda reforma-
do por esse mundo pode ser que as leis mi-
litares nao regulem mais nesta parte : qui-
zera pois que Vms. ou quem entendesseda
materia, me exclarecessem a respeito.
Seo criado e assignante.
'O velho da Capunga.
VARIEDADE.
as
ARSENAL DE MARINHA.
O lllm. Sr. Inspector manda fazer pbli-
"co que a arremataco do fornecimento de di-
versos objectos annunciada para hoje fica
transferida para o dia 5 de Janeiro prximo ,
cm ennsequencia de terem avido poucos con-
'correntes.
O mesmo lllm. Sr. inspector espera que
em dito dia. pelas 11 oras da manh com-
pareci todas aquellas pessoas a quem possa
convir semelhnte arremataco:; munidas das
propostas indicadas no anterior annuncio.
Secretaria do arsenal de marinha de Per-
nambucoem 20deDezembro de 1841.
Alexandre Rodrigues dos Anjos ,
Secretario.'
PRE F EIT UIl A.
. lllm. e xm. Sr.Participo a V. Ex. ,
que nos dias 19
dade.
e20: nao occorreonovi-
Luiz Francisco de Mello Gavalcante eseri-
Vo e administrador da Meza de Rendas In-
ternas Provinciaes d'esta cidade. Pelo pre-:
zente edital faz constar a todos os senhores
propietarios de predios urbanos dos trez bair-
ros d'esta cidade e povoaco dos Affgadosque
no ultimo d'este mez findo-se os 30 dia
marcados para o pagamento a boca do cofre,
da respectiva decima do 1. simestre do cor-
rente anno linanceiro de 1841 4842 e lo-
go que termine esse prazo passar a procede-
executivamente na forma da lei de 27 de A-
'gosto d 1830, Contra os dedevedores.
E para Chegar a noticia de todos mandei
* fixar o prezente e publica-lo pela im-
prenc. Meza das Rendas Internas Provin-
ciaes de Pernambuco 16 de Dezembro de
1841.
Luiz Francisco de Mello Cavalcante.
CONSULADO DE PORTUGAL.
O leilo da venda, pertencente ao ausente
subdito Portuguez Jos Pereira de Azevedo ,
sita na ra do Rozario estreita fica transfe-
rido para hoje 22 do corrente as quatro ho-
ras da tarde.
Consulado de .Portugal em Pernambuco ,
aos 20 de Dezembro de 1841.
Joaquim Baptista Mopeira,
Cnsul.
OOLME1RO DE S. GRACIANO.
Era um domingo ; a tarde eslava bella ;
jovens camponezas riam e dancavam na pra-
ca de S. Graciano com aquella franquesa e
stisfaco t5o proprias da gente do campo. No
meo passeio ordinario da tard dirigi-me pa-
ra aquelle sitio, e em quanto as pessoas da m'i-
nha sociedade se despersavam por aqu e por
alli, vendo urna danea de'cmponezes, sal-
tando outras pelos prados visfnhos e parei
com respeito e commossao diante de urna ve-
lha arvore mutilada e coberta de cicatrizes,
como um velho soldado de Austerlitz.
O regedor de paroquia tendo-me avista-
do dirigio-se a mim, ecomecou a fzer-me
ses com primen tos em m aranzel que prome-
ta ser mu i estirado.
Este olmeiro he bem idosO Ih disse,
para interrompr a enfadonha arenga do bom
homem, ligar conversago sobre a velha ar-
vore e os mil factos histricos, que esta me
fas a recordar.
Velhissimo, snhora mais velho que o
velho castillo de Catinat, que alli estaes ven-
do. Existe desde o tempo dos bares de S.
Graciano amis antiga familia de que e
me lembro. Vede s grandes concavidades
do seo tronco, a cortica cahe-lhe aos peda-
eos ; tem sido necessrio sbstituil-a por fo-
lhas de chumbo ; e so torca demuitos cui-
dados que ainda esta arvore se conserva em
P- .
Era a sa sombra que Catinat adminis-
tra vjustiga ?
O regedor sorrio=-se com um ar misteri-
oso.
Qiie m homem faca juti^a nada ha
nissodeadmiravel ; mas que ifdis vos, sc-
nhor, se souberdes que ntigamente esta
arvore a fez tambem ? E Com tudo nada
mais admiravol e tcrrivel.
Como.
-^- Debaixo desta arvore commetteo-se um
grande'Crtme ; debaixo desta arvores foi elle
vingado : oh isto he urna historia mu cele-
bre e mui verdadeira.
E vos a sabis ?
Sim, senhora.
E queris ter a bondade de m'a con-
tar.
Oh com mnilo gosto, me disse elle, he-
sitando um pouco corando, e revolvendo
insensivelmente asmas asabas ja um pou-
co usadas do seo chapeo. Mas.... conlinuou
pouco depois com mais algum desembaraco ;
perdoar-me-heis se for mo historiador ,
pois que eu sei poucas frases ; referir-vos-
hei que sei, isto he, o que me contou minlia
av, que o sabia da sua a qual tambem o sou-
beradeuma velha, das mais velhasqueen-
tao havia ; e se vos amis asfrazes en lei tudas
podereis introduzil-as onde vos parecer.
quando repetirdes esta historia vossa socie-
dade.
Eu comeco pois. Sabei, senhora, que.ha
muitos seculos atraz esta praca nao existia
ainda, nem tambem o velhocastelio de Cati-
nat ; aqui hayia um grande busque, d que
s resta esta arvore e a alguma distancia
della, epara a noss direita havia Urna pe-
quea cpella, da qdal s decia por urna
grande escada para o carneiro onde estavam
as sepulturas dos Condes e bares de S. Gra-
cianno. sta capell foi destruida assim
como o carneiro e as sepulturas'; o tempo deo
cb de tudo, e deludo que all hvia nada
resta se nao a bainha de ferro da espada do
ltimo baro de S. Gracianno. sta bainha
est vasi e coberta de ferrgem ; mais s
a queris ver, senhora, eu vos posso satis-
faser vosso desejo, porque a tenho em meu
poder : em quanto espada, essa desapa-
receo mdiade urna maneira milagroza....
mas esta espada tem relaco epm a minha
historia e ea vos fallarei della cm logar
compettente.
No lugar do palacio novamente edificado
exista um castello mui antigo suas torres
eram altissimas, e o musgo e a herva cressiam
ao longo de suas velhas muralhas. A' vista
do profunde silencio que reinava no interior
do edificio, as pontes baluartes, q' os solda-
dos j animavam com a sua presenca e nos
pateos onde a ervacrescia, poder-se-ia acre-
ditar que este castello eslava desabitado, e
com ludo nelle resida ma joyen e bella mu-
lher.
Era a viva d ultimo barSo de Graci-
ano.
Havia dos annos que seo marido tinha sido
ssassinado ao p desta arvore e no mesmo
lugar em que vos estis sentada senhora ;
Por um sentimento indezivel e me Ievn-
tei apressadamente e recei cheia de horror,
eapesar das mais rigorosas indagagfies ,
ainda se nao tinha descoberto oseoassassi-
no.
Sabei agora, senhora, que na mais afta
torre do castello havia Urna grande cmara
armada de negro com movis todos pretos ,
e um leto branco no centro. Urna nica ja-
nella allumiava esta cmara ; e no seo vo ,
que era largo e profundo como todos os da-
qelle lempo, tinha-se collocado urna grande
eadeiragoihica, um bastidor, e um tambo-
rete em forma de X.
Um dia que, se bem me lembro era a 10
de setembro de 1371, duas mulheres colo-
cadas no vo desta janella, trabaliavam ao
bastidor ; os ltimos raios do sol, que se pre-
cipitava no sen occaso, davo nos vidros pin-
tados da janella e espalhavam um luz iraca
e indecisa-.
Urna destas mlheres- cujo vestido preto
fazia sobressair aadmiravel alvUra da sua
pelle, e attravcs de cuja touca de escomilha
pr-ta brilhavam uns louros e formosos cabel-
los, era a baroneza de S. Graciano.
A outra era ma joven senhora alta es-
bella com a pelle levemente toscada olhos
pardos, e cabellos castanhos. Seo vetuario
era branco, como o das novicas de Santa
Rrica.... 0convento de Santa Brica foi des-
truido mas a villa existe ainda e dista da-
qui um quarto de legoa... Esta joven senhora,
irm do baro, tinha sido destinada por sua
familia ao estado religioso, e como o seo no-
viciado devia terminar em breve tinha vin-
do passar os ltimos dias delle na companhia
desua cunhada. Em quanto trabalhavam,
estas duas senhoras conversavam, e a con-
versaco, como era natural, versava ainda so-
bre o baro assassignado. Repentinamente a
, Ray-
minha
agulha cabio das mos da baroneza, eella
comecou a derramar lagrimas com saudades
de seo espozo.
Vendo isto a jovem novi^a deixou o seu
trabalho, e ajoelhando diante de sua cunha-
da a abracou levantando para ella seo ros-
to encantador Ihe disse commovida :
Sempre, sempre a chorar, querida Norw-
inda ?
Norwinda eessou de chorar para olharpara
a joven novio ajoejhada ao p dalla.
Meu Dos! Meu Dos exelamou nunca
me ferio tanto a tua seraellianca com meo es-
poso como hoje! Oh conserva-te ao p do
mim esta a testa do meu Eginhard sao
estes os seos olhos ; assim como o seo doce o-
lhar falla falla-me, Yolanda, porque a tua
vos asna eaminhador engaada sedemi-
nuir, ouvindo-te.
~ Meu pobre irmo responde Yolanda,
Cujos olhos pretos se animava de colera;
se ao menos se pedesse conhecer o seu mata-
dor se a sua morte fosse vingada .
Norwindaaqui, ateos ps>eujuro do nao
professar de nao cumprir as ultimas vonta-
des de meu pai, de nao me entregar a Dos,
se nao quando elle tiver castigado este cri-
me.
Acabando estas palavras, a joven novica no-
tou que sua* cunhada desfalecia ; sustentou
por m momento em seus bracos procuran-
do reanimal-a com Sas caricias; mas vendo-a
desfalccer cada vez mais, teve medo, e trac-
tou de chamar as Sas criadas. Nenhuma
veio, e Yolanda inquieta-se. Chamou no-
vamente e nao Ihe respondendo ninguem ,
abandonou por um instante a Norwinda e
correo ao seo oratorio a buscar um elixir, que
alli tinha deixado.
Aos passos leves da joven senhora que se
a fastava sucederam outros fortes e appres-
sades o reposleiro qfte cobria a porta levan-
to-se appressadamente e o velho Rayuol-
do, o mais antigo criado dos bares de S.
Graciano, appareceo.
Suas feices estavam alteradas e com voz
apenas intelligivel, disse.
Perdoai, minha nobre senhora, mas o
conde de Ormessan....
Ormessan refietio Norwinda ; e a mai
viva agitacosubsliuio aserenidade da dor.
Ormessan .. Pela vossa vida
noldo fazei que elle nao entre em
casa.
Mas elle aqui est j senhora res-
pondeu urna voz forte ronca.
Norwinda ficou gelada de susto.. Um
guerreiro tinha seguido de perto os passos de
Raynoldo : sua estatura era alta e nobre; li-
ma con raga de ac polido cohria seus mem-
brosathleticos e tedo levantado a viseira
de seo ca pcete deixava ver unroste more-
no e feicoes carregadas.
Sahi disse elle ao velho criado", .e
este oliedecco, como impellido pela forga do
olhar que tinha acotnpanhado estas pala-
vras.
Norwinda disse ento o guerreiro ado-
cando a sua voz.
A baroneza tinha recobrado a sua dignida-
de : levantou-se ecom altivez nobre e u-
ma justa colera em seu rosto, disse !
Com que direito vindes a minha casa, se-
nhor ? sahi, eu vol-o ordeno.
Quero fallar-vos senhora.
Que poder ter a diser o con do de Or-
messan a viuva do baro deS. Graciano.
Vem pedir-le a ventura que sua incons-
tancia Ihe roubou urna vez.
Sua inconstancia E os grandes olhos a-
zues da baroneza se fixaram no conde com
despreso e indigna^.
Esse tempo nao vai mui distante se-
nhora. e nao-se pode ter varrido da vossa
memoria meu amor tinha-nos interessado ,
ao menos nao recusaveis minhas atteiicoes,
esta veis indecisa mas nao desden hosa ,
quando Eginhard de S. Graciano appareceo
na corte... Elle vos agradou ; e vos Ihe con-
cedestes essa mo que cu sollicitava havia
muito tempo vosso despreso cobria-me da
vergonha ; vossa imiao foi urna affronta para
mim urna afronta que s o sangue podia
fazer esquecer !... Eginhard pagou com vi-
da a sua ventura.
Homem brbaro aJTasta-te o horror
que me inspiras faz-me aerediUr que 4c^f


>acceitai-me
vista me
nho (liante de meus olhos o assassinio de meu
esposo !
Nao senhora.... nao... morreu a mos
queno'cram minhas... Mas ajuntou elle,
interrompendo-se sbitamente a minlia jus-
tificagAo so servir para me humilhar-, a in-
grata se felicitara do meu abatimento ella
se riria... nada melhor fallar : Noiwinda
vos estis livre eu tambem ,
por esposo.
Nunca.
Eu o quero.
Affastai-vos.
Ku o quero, j vo-lo disse.
-%-Affaslai-vos repito vossa
mata.
I Ah senhora dissimulai um pouco o
horrorque vos inspiro sabei que estis eni
meu poder e a o menos lcmbrai-vos que pe-
90 quando posso mandar.
Mandar respondeo Norwinda admira-
da.
Vede, senhora, elle a pontn para urna
janella onde ella vio grande mullida de
langas que brilhavam ao so! e cercavam o
parque de S. Graciano e entre as quaes flu-
ctuava a bandeira dos condes de Ormessan.
Aterrada a baroneza cali o sobre a sua cadei-
ra eoceultou entre suas mos a palidez de
scu rosto.
O conde aproveitando-se do abatimento da
baroneza continuou com fogo e amor.
N-,or\vinda eu te amo apaisonadamen-
te nao me repulses consenle em perten-
eer-me em ser minhaa em ter-o meu no-
i
Nnma capella sombra
delraz do altar urna escada tortuosa,
me !.. Respondeu-me Norwinda eu o que-
ro .. ao menos levanta os ol ios ; v que nao
como senlior que le fallo mas sim como aman-
te... Mas vos me odiaes tanto que nem vos
dignaes resjuinder-me ?... Est bom ento
escutai-me callai-vos, j que o fallar es-
forgo to grande para vos mas obedeceris ,
manhao romper do din o vosso capello
ter ordem para aben<;oar a uniao manh
ao amanhecer o-altar estar preparado eu al-
l vos conduzirci c quando nao all seris
arrastada...
Sim tu seras mriha por vontade ou por
forca entendes-me Norwinda ?
Um silencio cortado de solutos foi toda a
resposta da viuva.
Norwinda !.... gritn o conde pegando
na mo da baroneza.
A desgranada lancou um grito de hor-
ror lcvantou-se e tentando fugir exela-
mou.
Assassinio d'Eginhard nAo me toques
comtuas mosensanguentadas !
Furioso o conde se apodera della aper-
ta-a contra o pcito e diz-lhe ao ouvido.
Nao grites, Norwinda nao grites, por-
que teus gritos ssrio um signal de revolta e
de carnagem para os teus criados nao gri-
tes eu tu pego !
A infeliz callou-se. Elki sentio sbita-
mente os bracos do ferro que cingiam sua
cintura 5 tremerem alargarem-se pouco a
pouco c depois abrirem-se. Ella estava
livre.
Os morios sahem dos tmulos disse o
conde com os olhos fixos com terror no repos-
teiro da porta meio alevenlado.
Naquella abertura se viam dois grandes 0-
Ihos pretos lanzando sobre o conde vistas in-
flamados. Immediatamente o resposteiro le-
vautou-se toutalmente eum veo modesto ,
um vestido branco se manifestram Yo-
landa Yolanda appariceu. Sua figura era
animada por urna nobre colera.
Baroneza de S. Graciano 5 disse ella
d'ondc vem o terror que se l em vossos
olhos ?
Ter-nos-ha insultado este homem ter
elle esquecido o respe i to que se de ve a urna
nobre senhora Ser necessarib punir um
insolente ? Fallai, minha irm vossos fas-
sa los esto promptos se elles nao forem
bastantes vossas mulheres se he uniro ,
e eu serei a prmeira.
Oconde tinha recuperado a sua presenca de
espirito.
^-Verdaderamente bella menina disse
elle inclinando-se com um ar irnico que
nao necessario chamar nem criados nem vas-
salios porque diante de um campeao tao co-
rajoso forca ceder. Gom tudo segu eu
vo-lo eco o conselho que vos vou dar.
As mulheres foram feitas para obedecer 5
quando ellas hesitam forcam-se 1 sabei isto:
encantadora menina e repeti-o a vossa cu-
nhada. Depois olhando alternativamente pa-
ra orna e para outra ajuntou.
Ao amanhecer anjo e demonio; e sahiu.
Que isto perguntou Yolanda admirado ,
que quer isto dizer ?
Vamos rezar sobre o tmulo de meu e-
pese foi toda a resposta de Nowind*.
dii/iii ao carneiro na qual estava urna alam-
pada de ferro suspensa da abodada.
Este carneiro era espagoso e no meio del-
le se eleva va um tmulo sobre o qual eslava
urna estatua e esla estatua representava Egi-
nharp de S. Graciano. Eslava revestida da
armadura completa do baro. Amolgada em
muilos logares carcomida pelo sangue qe?|
em parles tinha enalbado ella attestava os
esforgos, que seu dono tinha feito defenden-
do-se, e as numerosas Heridas que antes de
morer havia recebido. Depois examinando-a
com mas attengo via-se que a espada es-
tava metade fra da bainha mostrando as-
sim que o cavalheiro atacado de improviso
s tivera tempode aempunhar e queferido
mortalmenc as forcas lhe tinham fallado
para a desembainhar de todo.
Aos ps desta estatua estava ajoelhada urna
mulher vestida de prelo 5 e cepiosas lagrimas
lhe corriam pelas faces ainda vinosas mas
plidas pela dor.
Nao longe della sobresahia em p branca
na escurdo bella como o anjo da innocen-
cia urna joven senhora que com ar admi-
rado e cheio de sentimento contemplava em
silencio esta hablago onde tinha entrado
pela primeira vez.
Vem para o p de mim minha irm ,
disse a baroneza vem juntar a la minha
voz e orar por meu esposo ; irm de Egin-
harde daquelle que eu amarei at ao ultimo
instante da minha vida -, Yolanda eu te vejo
com prazer : tu s a sua perfeita imagem 5 se
tu fallas eu me callo para ouvirte ; porque
a la voz ca sua e at o teu ornarme cau-
sa urna doce illusao. O' meu Dos esta si-
milhanca me alaga e ao mesrno lempo me
rasga o coraro !
Aqui, ajuntou a desgracada viuva ,
langa seus olhos hmidos e cheios de dor so-
bre o objeclo junio do qual estava ajoelha-
da : aqui est a minha vida a minha ventura ,
o meu nico amor; aqui est o meu Eginhard,
n'outro tempo tAo arden le lAo eheio de vi-
vaeidade hoje fro fri como esta podra 5
elle. tAo bello que horror assassinado....
mal tratado.... desfigurado....
E o olhar da infeliz viuva se tornara feroz.
. Escuta-me Yolanda atienda ao que
te vou contar, lima larde cu esperava meu
esposo ; o entretanto trabalhava e pensava
na ventura de o tornar a ver. Elle eslava au-
sente desde a manh : a noite tornava-se es-
cura e carregada e meu esposo nao chegava-,
todava anda isso nao me dava grande cuida-
do.... O relogio do castello deu horas eu
as contei julgando nao ser to tarde ; a de-
cima hora vibrou aos meus ouvidos como um
funesto presentimento ; e sem saber por
que eu sent apertar-se-me o coracAo e ti-
ve medo de estar s.... Ghamei as minhas
criadas -, ellas veram ; eu sabia que meu es-
poso ainda nao tinha vindo e eom tudo per-
guntei-lho. casua resposta me causou admi-
rado como se eu a nao esperasse.
Vamos encontra-lo disse eu e minhas
criadas olliararh urnas para a outras 5 fazia
una terrivel tempestade o furaco sentia-se
em lodos os quartos e galeras do castello e
eu nao o uvia. Dirigi-me para a porta, e meus
criados foram obrigados a seguir-me. Aecen-
deram-seos archotes eapezar do vento eda
chuvaeusahi.... Que horrivel noite!.... Mar-
chei ao acaso sendo obrigada a parar por
causa de urna sarga arrancada ou dos troncos
quebrados das arvores que o vento arrojava
estrada 5 chamava e minha voz perdia-se
por entre o estrondo da trovoada 5 o fro gela-
va meus membros e minha fronte ; meu pei-
to estava ardendo a chuva molhava meus
vestidos collando-mos ao eorpo e eu conti-
nuava a andar. Gorria gritava chorava ,
cahia levantava-me..... meu Dos! que sof-
frimentos!... Mas isto nAo era tudo ; escta-
me ataolim.
ignoro o tempo que vague pelo bosque mas
julgo que foi muito. Os nossos archotes ha-
viam-se apagado com o veno e chuva ; mas
tendo-me um relmpago mostrado ao longe o
olmero mil vezes testemunha de nossos jura-
mentos de amor occorren-me a idea de que
talvez Eginhard cstivesse mettido debaixo de
sua ramagem para se abrigar da tempestade.
Dirigi-me para all e comecei a chamar em
altas vozes por Eginhard estendendo os bra-
cos no meio da escuridAo como para procurar
os seus. Nisto enbaracaram-se os meus ps
as raizes da arvore ; cahi ; e na queda mi-
nhas mos eneontraram urna espada. Egi-
nhard Eginhard tornei a gritar animada
por este indicio. Neste momento abriu-se a
nuvem e um longo relmpago manifesou a
meus olhos Eginhard plido e surdo a mi-
nha voc a meu gemidos. Tomei-o aprea-
,avia porlsadamenteem meus bracos..... mas oh! meu
sent eu!.... sangue, sangue por
no seu semblante no seu cor-
meus vestidos....
De-
que con- Deus, que
toda a parte
po em minhas mos nos
NAo me record de mais cousa alguma.
pois esquecendo-se que Yolanda estava pre-
sente e que seu esposo a nao podia ouvir el-
la o chamou:
Eginhard levanta-te vem em meu
auxilio : outro me quer quer a tua esposa ;
e que outro, grande Deus o teu assassino
talvez Meu querido esposo vem buscar-
me eu o quero leva-mc para a tua fria mo-
rada e que cu fique ah comtigo 5 meu Se-
nlior meu unino Senhor ouve a min'ia voz;
por piedade nAo sollras. que outro que nAo se-
ja Eginhard aperte esta mAo que te per-
teneeu ; nAosofTras que elle procure ; sobre o
meu peito urna palpilacAo deste coraco que
todo ten-, nAo sollras que elle procure em meus
labios o sopro de urna vida que te foi consa-
grada. Eginhard eu sou o teu b?rn a tua
propriedade defende-me ; leva-me para o
leu tmulo -, vem vingar-te e vingar-me.
De repente a baroneza callou-se e estre-
meceu.
Figurou-se-lhe que a armadura como se
fosse agitada por um objecto invisivel lizera
resoar um som agudo, e lastimoso ; e que u-
ma voz bem conheeida gritara do fundo do
lumulo.
Norwinda, tu sers vingada. 0 seu san-
gue gelou-se. Ella cahiu sem sentidos.
Ormessan havia-se apoderado do castello
sem muito rusto pois que pessoa alguma lho
tinha defendido. Quando deixou a baroneza,
mandn chamar o capellAo, e ordenou-lhe que
pieparasse tudo na capella para all se cele-
brar ao amanhecer o seu casamento com
Norwinda depois foi collocar as sintinellas
nos baluartes que estavam desertos e quan-
do anoiteceu ovelho Raynoldo o conduziu a
urna cmara para descangar, e ahi o deixou s.
Havia j muito lempo que Ormessan estava
deitado porm nao tinha podido conciliar o
somno ; una idea alterradora pesava sobre
sua cabega e sobre seu coragAo. Debalde
elle procura va esquecer urna recordago que
continuamente o persegua-, quanto mais fazia
para nao pensar nella lano mais nella
pensava.
Enfadado poz-sn a examinar o quarto em
que se acliava. Era urna cmara vasta e som-
bra smente alumiada por urna alampada
amortecida. Gobriam as paredes pannos de
raz em' que estavam representados muitos
guerreiros armados aos quaes a luz vacillan-
le da alampada dava urna apparencia fants-
tica. Um delles sobre tudo assemelhava-se ao
baro ; tinha suas feices nobres e engraca-
das sna figura elegante : c seu traje estava
to bem imitado que por nm momento o
conde opprimido pelos remorsos de sua consci-
encia acreditou ver este guerreiro animar-
se separar-se do tapet e avancar para o
seu leito elle fechou os olhos tornou a a-
bri-los tudo eslava socegado e silencioso.
Ncsle momeato o relogio deo urna hora da
madrugada ; e Ormessan que bem a seu pe-
sar tinha tido sempre os olhos fitos sobre a-
quelle guerreiro perfeita imagem do baro
de S. Graciano julgou sonhar quando viu
mover-se o pennacho branco que adomava o
seu capacete e depois desprender-se real-
mente o guerreiro do tapete e a vangar para o
meio da cmara.
Ormessan quiz chamar gente mas nao
pode ; sua voz estava sofibeada pareca que
Ihes apertavam a garganta com tcnazes de
ferro.
Ento elle fechou os olhos decedido a nAo
tor-nar a abri-los.
Mas urna voz que bem conhecia por
que todas as noites a ouvia em seus sonhos,
o chamou tres vezes.
Ormessan Ormessan Ormessan !
Quero me chama ? responden elle affec-
tando urna coragem que nao tinha, e a-
brindo os olhos, viu o fantasma dianle do seu
leito.
A aiampada langou ento um forte claro,
e Ormessan nao pode duvidar do que via. Era
Eginhard, cram suas feiges, seu talhe, seu
pennacho oh sobre ludo seu olhar esse
olhar de despreso. que lhe havia lancado an-
tes de morer c que de pois o preseguia como
um remorso vingador.
Piedade! piedade! murmurou elle.
Mas o fanlasma estendeu o brago para
o leito e fez-lhe signal para que se levan-
lasse.
Como impellido por urna forga sobrenatu-
ral, por um sentimento ao qual era impossi-
vel resislis, oconde se levautou. O fantas-
ma fez-lhe signal para que se armasse e elle
comecou a armr-se.
Mas suas mos trmulas atacaram mal a
cotta de malhas, elle nAo pode conseguir o
abotoar sua couraga nem aivellar seu cn-
turflo: seus bragos enfraquecidos sob seus
escudos, e o punho de sua espada pareca
escapar-lhe das mos.
Assim o conde meio armado, e com falcul-
dade, quasi anniquilladas, obedeceu ao si-
gnal que o fantasma lhe fez para o seguir ;
marchando adiante delle, e abrndo urna
porta occlla, praticando. no Ubique por
baixo da tapegaria. 0 da oomecava a rom-
per, eNorvwinda, que nao tinha querido
deitar-se estava ainda a orar no oratorio
contiguo no seu quarto ; suas criadas a cerea-
vanl e nenhuma ousava interrompel-a ,
quando um pagem se a presen tou porta.
A baroneza julgou que a vinham procurar
da parte do conde de Ormessan; e voltando-se
para o enviado declarou-lht logo sem lhe
dar lempo de fallar que s a conduziriam
mora capella.*
O pagem inclinou-se e respondeu, que
nao conhecia d^onde de Ormessan e que vi-
nha do convento de Santa Briga partecipar
baronezc que sua cunhada a joven Yolon-
da tinha alli chegado sem incommodo al-
gum e que no dia seguinte professaria.
Nesse caso todos me abandonam ; disse
com amargura a desgragada Norwinda.
Mas logo um rumor surdo se expalhou en-
tre os soldados do conde de Ormessan o con-
de a quem ra vespera, noite tinham visto
relirar-se pata o seu quarlo, e a cuja porta
tinham vellado sentinellas toda a noite, nao
havia sabido d'alli e quando segundo as
suas ordens l entraram ao romper do dia ,
nao o tinham encontrado e elle havia desap-
parecido.
lde procural-o debaixo do olmero dis-
se o velho Raynoldo. Os soldados correram
apressadamente a este sitio, e destinguiram
ao longe e debaixo daquella arvore, um
homem estendido no chao : aproximaram-se :
era o conde de Ormessan : os msculos de seu
rosto estavam contraidos e seus olhos espan-
tados como se fixassem um objecto atterra-
dor : una espada lhe atravessava o corpo.
Seus soldados o levantaram elle nao deu
signal algum de vida-, quizeram-lhe arrancar
a espada que lhe atravessava o corpo, c nao
poderam; chamaram-se mdicos dos mais ha-
bis dos contornos; vieram de S. Graciano ,
de Montmorency de Andilli, e de Santa
Briga e nunca nenhum delles pode conseguir
arrancar a espada -, foi necessario enterrar o
corpo com ella.
Mas ao menos o seu matador quiz dar-se a
conhecer ; um longo rasto de sangue indicava
os seus passos ; siguiram-no, elle conduzia
capella, atravessava esta; continuava pela
escada que ia para o carneirqetcrminava jun-
to ao tmulo do barAo de S. Graciano aos
ps da sua mesma estatua.
A' vista disto os soldados do conde pararam
como aterrados por um santo temor -, e nao
duvidaram da vinganga celeste
A armadura do baro de S. Graciano, que
cobria a sua estatua tinha recobrado o seu
brilhante polido ; o seu sangue que ainda na
vespera estava coalhado em muitos lugares,
e formava grandes manxas de ferrugem oje
corria vermelho e liquido e como se o cor-
po do baro o cstivesse a derramar ; e para
cumulo de surpreza a espada tinha desappa-
recido da bainha.....
Se quiserdes Senhora podereis ver
esta bainha.
(Do Nacional de Lisboa.)
MISCELLANEA.
MA EMPREZA DE MEMX0S.
Lemhranga de vagem.
Quantas vezes parando por acaso em algi
aldeia remota nos temos deixado enleiar
do socego que nos rodea ; quantas vezes te-
mos dito quao grato me lora terminar a-
qui meus das longe das intrigas e paixes
da cidade! O homem anda to perseguido
da idea d'uma felicidade verdadeira c comple-
ta que nAo cessa de buse-la sobre a trra ;
urna v esperanza o faz continuamente deze-
jar mudar d'estado Ah como se as diver-
sas condiges nao fossem quadros def-
ferentes que envolvem sempre a mesma cn-
fermidade a vida !
De todos os lugares que encanto assim a
primeira vista nmh talvez mais propno
do que a aldeia de Eria para despertar esse
sbito dezejo de retiro essa esperanga de fe-
lecidade. Eu tinha suspendido meus passos,
ha alguns annos seduzidocomo outros niui-
tos pela paisagem e lastimando nao poder ,
passar mais do que algdas horas n'uma pla-
nicie onde pareca que Dos devera ter rol-
locado o farazo terreal.


o
mita- ,<*i*
Havia eu encontrado no alvergue um velho nios,
livrciro outr'ara na pequea cidade visinha ,
e enlo secretario do niaire do lugar. Lile
me tinha maravilhado desde o principio pela
elegancia ingenua da sua linguagem o pela
( Magasin Pittoresque. )
delicadeza das suas observages. Era um des-
ses homens penetrantes e simples que passao a
vida a escrutar a sciencia e a arte com o ni-
co fim de verlhe as bellezas ; especies de guar-
das-porloes.do mundo da intelligencia que
quorum conliecer tudo quanto n'eile entra e
d'elle sahe sem nunca ousarem passar do
limiar
Tinhamo-no9 assentado ambos a porta da
cstalagem eom os viandantes e visinhos que
altrahidos pela frescura da tarde tica rao da
parle de fora como nos. O dia tinha sido a-
bafudigo j mas acabava de se levantar a briza,
e fa/.ia pequeos redomoinhos de p que iao
desfuzer-se nos leixos docimiterio.
D repente se ouvio ao longe grande alari-
do e apparcceo na extremidade da aldeia um
bando de meninos; querodearoa igrcja e
descero correndo para os prados. Todos el-
los movifto as carapugas e os barretes de la ,
olhando para o ar como se persegussom al-
gia cousa as nuvens. Chegarao assim al
a selva rccentemonte decotada que ellos a-
travessarao sem embargo dos troncos e das sil-
vas .
Por vida minha exclamou o marcnci-
ro Fortim assentado algls passos distante de
mim aquellos folgazes esto loucos! ni-
al ravesso elles aquelle espinhal correndo!
l dfixarao a metade doscal;oes.
L chegarao ao ribeiro acrescentou um
viandante
couro
cacador
brav
teiro de gatinhas.
E como corredi pela ribanceira a
dianle, continuou o rendeiro Bigaud in-
quieto sem se lembrarem que lhes pode
fallar o p.
Jess exclamou urna velha l vaodo-
usao fundo.
Toda a onte se erguco com um brado de
pavor ; mas os meninos acabavo de se levan-
tar e aproveilaiido-se da sua queda i vao o outeiro uam se reunirem aos seus com-
panheiros. Ellos tornaro a appareccr logo
do oulro lado ; depois continuando ao longo
do prado chegarao piara anhelante c
molhados mas triunfantes.
Foi Jaques que a apanhou rcpetio to-
dos elles ao mesmo lempo.
Oque pcrguntei eu.
Urna peana.
L'ma penna exclamou o rendeiro cor-
' rendo para o seu sobrinho que com as mios
A V IZ O S DIVERSOS.
^ S^T AfTonso Saint Martin, boje com nova
Ioja franceza na ra do Cabug 2, tcm
a honra avisar a seos freguezes que lera
luim sorlimento completo de boas fasendas
francesas, ludo de bom gosto as quaes dei-
xa de as nomear pois que de tudoque diz rcs-
peito a Ioja franceza elle tem, primoro-
sos selina clsticos inglezes, feitos em Lon-
dres, com apetrexos tudo de primeira qua-
lidade como selins francezes de 40->' a 24.*,
em fim promette a lodos os senhores e se-
nioras que o quiserem honrar com as
suas fregucsias nao s os satisfar no bom
o servico de urna casa de poiica familia que. leite o boas quadades. quem eslver oef
saiba comprar eozinhar e ensaboar dan* tas circunstancias, dirija-se atraz dos Marty-
do-se-lhe o sustento e IOjOOO res mensaes:| ros caza de 3 portas verdes que adiar
na Solidado segunda casa nova junto das do com quem tratar.
Snr. Herculano.
= De um sitio da pnssagem da Magdalena
%~r Quem quiser comprar bous chapeos do
Chille, por mais barato prego, doqueem
desapareceo no fim de Novcmbro p. p. um onda qualquer paite ; dirija-so a ra do
negro crioulo por nome Manoel, estatura bai-! Qiieimado D. 10, Ioja de Sanios Braga <5c
xa idade de 50 annos eheio de marcas de Companhia.
bhtigas que a pouco teve e com fraqueza em c?- Quem precisar de 200 (HJO rs. a pie-
pez e pernas que o privad de caminhar de mi de i por cenlo ao mea dando de penhor
presea: quera o pegar oCondusa a casa de ouroouprata: annunciesua morada para ser
Domingos Joze Vieira na praca do Commer- procurado.
ci (pie ser recompensado. | l^r Saino luz oEspelho das Bellas, folha
SZ3~ Dezaparcceb da casa de Francisco )ias que tcm por lim a moralidade instruego ,
de Araujo morador na luanla un seo es-, e recreio das Senhoras ; e nada trata de Po-
cravo de nome Luis', cabra, estatura ordi- lilica. Contera os seguintes arligos : intro-
naria ps apalhetados cara redonda, re- ; duecao moral, os bailes resumo da His-
gosto de suas fasendas, como no cmodo; prezenta ter 25 anuos de idade;quem do mes- loriada Provincia (que contina). E folha y
prego as senhoras que em suas casas quise- j mo tiver noticias ; oil aprehender leve-o a .pie todos os chefes de familias devem a ellas
rem ver bonitos chapeos, chales de seda el rita da Cadoia.oni S. Antonio a entregar a nja-se a ra do Rov.ario da Boavista caza d-
mantas sedas para vestidos lodo qualquer! Mauoel Joaqun) (lomes que ser genero/a- fronte do sobrado do fogueteiro.
calcado luvas de todas as qualidades boas mente recompongndo. f l~r Desaparecen una escrava por nom
perfumaras, llores fitas, chapelinhos de \ tsr* Na Ioja de Ffypolito S. Martin & Com- I Domingas, nagobaca, idade 50 annos, es-
sole te. ele. basta (to somente os seus fregu- panhia ra Nova D. 8 lado do norte : tem tatura haixa grossa do corpo rosto redon-
ses) mandar um bilhete para serem prvidos novo sortimentode chapeos de seda pa!hi-|do, o beico de cima bastante grosso e virado
Alhlga-se urna canoa aberta que car-
rega 800 lijlos, traz dos Martirios casado
tres portas verdes
Do ahaixo assgnado no dia 50 de no-
vembro prximo passado ; fugio-lhe um cri-
oulode nome Antonio, eslaturaregular, se-
co do corpo com ponta de barba, com seis
esfoladas fo por elle reconhecdo como um i dedos em urna das mos, equatro ditos emum
) mandar um bilhete para serem pi-
do (pie precisaren). nha e de Cambra a para Senhoras e meninas ; para cuna denles curtos c pelos de beber
IST Precisa-so alugar urna casa terrea no luvas de seda de todas as qwalidades e calca- fumo tem urna sicatriz no pescougo, fcando
bairro de Santo Antonio, em quaes quer da9 dos: flores linas; grinaldas; plumas; en-; branca, raaos e pez pequeos ; levoii urna
ras, nao excedendoo seoaluguer de oi lo foi los para ca boca de Senhora ; guarniges de fa preta vestido de x i la branca ja velha,
mil res ; quem a livor dirija-se a ra direi- (lores para vestidos ; lilas ricas ; sedas paia e um pao da costa usado quem a pegar po-
ta Ioja de fasendaD. -ii ouannunciea mo- vestidos e para chapeos ; hicos de blora ; de-a levar na ruado Cabug, loja'de rran-
radw. de seda de linho blancos o pelos ; bonets do cisco Joaipiiin Duarte que pagar lodo o
C7- Perdeo-se no dia i 4 do cor rente na ra pao para homens o meninos aberturas de trabalho.
novahum indispensavel (bolcinha) dosenho- carnizas; esfojos com instrumentos mathe- i.v- Vende-seFolinhns.deporta a8yj,~
ra de casimira branca e encamada bordada matico9; novas cordas para violSo. e rabee- ra, e i '.eclesistica para o anuo de. 1841 :
luja dt livros >s.
Ban-
loja do
re do
D. 63 que ser generosamente recompen- ha e outras mais fazendas de gosto. I Dos, venda da quina ; no atierro daBoavis-
sado. tar Qualquer Snr. dono de obras, que la, defronte da Matriz, botica do Sr. Moreira ;
S^- O eserivao dos protestos faz publico qiii/orom comprar 10 travos de boa qualidade. | (! em Olinda botica da ra do Amparo,
que mudou sua residencia para o 1. andar o proprias para qualquer obra ; dirija-so aoj i^r Na Ioja de miudezas, e ferragens da
do sobrado novo ; contiguo aoem que mo-joilao de S. Podro na na d'Agoas verdes quina da na do Rangel, da viuva de Burgos.
rava< j tonda de marcineiro I), oo que achara com vende-se : cscovas para cavallo a 400 rs. ; pe-
E3" Quem annunciou precisar de urna pes- | quem tratar. \ das para escrever a 160 e200 rs., ditas para
soa para ir ao mato faser umacobranca, v: l~F Tendo-se de se eftectuar a compra da canivelos a 140, epata navalhas a 520 rs. ;
a Fora deportas n 21. I M terrea sita na ra da Clona D. 12 com dobradices de porta a 200 rs. ; ditas de cruz;
I30 re
hipoteca
do Rosario D- 55, que sedir quem os pro- de muilo boas vozes e preco commodo ; di- 2.> rs. a dii/.ia, e a (> das ordinarias ; tran-
ciia.
deportas n 21. : za terrea, sita na ra da (.lona 1). 12 com dobradices de porta a hi rs. ; unas uc cruz,
A pessoa que annuciou querer dar frente para o Sul, pelo presente se faz publi-1 a 400 rs.; linhas de novellos de cor 1X50 a li-
is a premio, querendo dar 200* cmico, a lim de ver se algum impedimento. bra; ditas de Carrito! a 510 rs. a du/.ia ; Ros
ca em urna casa; dirija-se a ra estreila %SF" Quem quiser comprar um violao novo, de gapateiro a 5(J0 a libra ; thesouras linas a
daquelles que linho rolado na ribanceira ;
foi por urna penna vadio, que te pozeste
n'esse estado ?
Por una penna replicn o cacador com
urna grande risada 'e mostrndoos meninos
molhados at a cintura.
Por urna penna exclamou o marcinei-
ro que acabava de puxar pela orelha do
seu lilho cujos vestidos estavo em far-
ra pos.
Por urna penna por urna penna re-
petiro todos os pais mostrando com raiva se-
us tilhos rasgados e cohertos de lama.
As lagrimas iao succeder alegra para os
rapazes quando o velho se metteo de per-
meio.
Ora vamos diz elle surrindo-sc per-
doai a estes pequeos meus visinhos ; o
que fazem elle que todos nos nao fagamos?
Cada qual affroota as quedas, os deluxos e
os rasgues para correr apiis urna penna... e
anda assm raro o apanha-la.
Pela minha parte nunca fiz cagada se-
melhante, observou o viandante das polanias
de couro.
Pos que procuris vos todo o anno com
a espingarda ao hombro ? pergnntou o ve-
lho secretario ; nao o prazer penna mu-
to mais leve do que a que estes meninos se-
guiao. E t compadre Fortim porque
razo trabaihas com a plania no leu estabcle-
cimento desde ronper da aurora seno por
urna fortuna que devers deixar tanto que a
liveres adquerido ? Porque motivo procura o
visinho Riguad ha dous annos inventar um
novo arado seno com a idea de ver e seu no-
me no jornal do districto ? Eu mesmo me-
us amigos a quem a idade devera fazer sa-
bio qual o grande negocio em que me oc-
cupo ? ... Em um hervario que ser ^quei-
mado depois da minha morte. Ah cada
qual tem a sua mania o seu fim tiltil a que
propende atravez de todos os obstculos ; os
nossos projeclos e as nossas esperangas as-
emelho-se sempre penna d'estes me-
dosps, potroso levou vestido camisa de
algodosnho e calca de estopa grossa repre-
senta ter de idade 21 annos : quemo pegar
leve-o aloja de calgado defronte dacadeiaque
ser gratificado. Joze Fernandes Basto.*,
= Um hornera de bons costumes, e soltciro
sepropocaensinar asprimeiras letras, nesi
rija- se a Boavista ra do Rosario, lalfo do celim de borra xa a 440; loqiles muito lindo
poertte confronte o sobrado do fogueteiro da China a 5*20 que achara com quem tratar. candieiros francezes de latao, com seu globo
tZT Quem quiser comprar urna escrava re- a 4*800 e a o.> rs. ; tintas para eScrever do
colhida, boa figura, perita engomadoira coras a 80, 120 e 200 rs. ; e para marcar
cosinheira, e lavadeira ; urna dita; duas roupa a 210 rs. ; e outras muitas miudezas
molecs, fazem todo o servigo ; um pardo ferragens muito baratas, as quaes quem com-
boin carreiro, serrador, e purgador de as-, prar 50^ para cima se vender muito mai*
sacar ; um dito bom carpina ; 8 escravos de em ponto.
nacao idade 20 a 50 annos por commodo i tsr Aluga-se para se'passar a festa, ou'por
proco ; um muloquinho idade 10 anuos ; | anno una excellente casa torrea, com com-
modos e um sotoo para grande familia sita
um lindo mulatinho idade II annos com
bons prjncipiqs de alfaiate ; dirija-se a ra de
Agoas-verdos D. 58.
i^r Na paderia junto ao Arco de Santo An-
no oortume ilos coelhos da Boavista, tendo
porlo de embarque e aanho por preco com-
modo: quem a pretender fallo com Marcelino
Ionio se contina a vender excellente pao a Joze Lopes.
pracaOU fora della para o q' tcm bastante Tn-I 100 rs. a libra e bolaxa a oito e nove pata- 13 No diaj 5 de Janeiro'futuro abre-s
telligenca : quem do seo pretimo se quiser u- cas a arroba. um curso de Theologia moral, e Dogmtica ;
CT Preciza-se alugar urna escrava que e lainbem (h> Historia Sagrada o Eeclesiast-
saiba cozinhar e engomar dando-se 12j rs. ca : os prelendenles dirijao-se ra dellortas
por mez e o sustento: quem tiver an- caza 1). 50 para darem os seus nomes ma-
nuncie.
ta^ Tomou-se da mo de um moleque ,
tilisar, dirija-se a praca docommercio no Re-
cife no armagem deassucar de Joo Anlunes
Guimares.
= Quem tiver pretos que os queira alugar,
pagando-se por dia 64o reis. annuncie a sua
moradia oudrija-searuadaCruz (no Becife) i por se suppor ser furlado o primeiro tomo ,|uz qualrocentos tyjollos de alvenaria,,grossa :
0^ ,jg de h Fables de la Fontaine (em Francez ) : quero a pretender cntenda-se com Marcelino
tj- A pessoa que annunciou no Diario de quem for seu dono dirija-se a ra da Cruz Joze Lopes.
20 do corrente precizar de urna pessoa para do Recife D. li. C7" Quem quiser comprar manteiga ingle-
ir a urna cobranga i distante desta praga 2o zzr Quem precizar d'algumas canoas a- za a 500 rs. a libra, e em barriz a^400 ; diri-
leguas dirija-se a ra do fogo D. 25, borlas para carregar trastos para qualquer ja-se aobeco da Pollo D. 6.
que sejo bons
e entrando
das 7 horas para as 8 do dia al a noite : na
ra da Cacimba armasein de Silva & Irmao ,
que se lhe dir quem preciza das 6 oras da
manh as 9.
\3T Desaparecen do sitio doabaixo assig-
tricula e sabercm o lugar e hora das aulas.
17* Aluga-se urna canoa aberta que con-
, dirija-se a ra do fogo, D. 25, bertas para carregar trastos para qualquer ja-se ao beco da Pollo D. 6.
sul; junto ao beco do Rozario teas parte, por proco commodo ; dirija-se a ra %jj- Prcciza-se^de escravos q
da manha e a mciodia t as 5 da do Rangel I). 17. para servigo, pagando-se bem .
lado do
8 horas
tarde, ou annuncie.
Aluga-se para se passar a festa ou por
anno urna caza cita entre choraminino e es-
tancia com 4 salas 6 quartos boa cozi-
nha e quintal : no citio da capelinha do Mon-
dego.
C^- Aluga-se o 5. andar da caza de sobra-
do ila ra do Queimado D. 4 na Ioja do
mesmo.
= ,Aluga-se aloja de um sobrado no patio
de N. S. do Tergo na ra do Crespo ,
D. 6.
= Mr. Kissel, relojoeiro francez que
n'outro lempo trabalhou em Pariz para Caza
Real reinado de Luiz XVIII aviza ao res-
peilavel publico, que elle coneerta qualquer
relojo que lhe seja confiado patentes ,
horizontaes, virgulas, gronometres e em
geral todas as obras tocan ti- a niecanisma: na
ruadas Cruzes junto a Typographia; as-
sim como ; vende-se relojos horizontaes em
ouro e em prata.
XST Precizc- se alugar urna es<:rava para
t?- Quem annunciou querer fallar com o
Sr. de engenho Bomim ; dirija-se ao patio
do Carmo venda D. 7.
tJT Aluga-se urna morada de caza terrea ,
na ra Velha com bastantes commodos para
urna grande familia ; os pretenden tes dirijo- nado, na passagein da Magdalena no dia 17
se ao pateo do Carmo venda D. 7.
do corrente um escravo anda bugal de no-
i^T* Quem quiser comprar urna negra de i me Joze : levando camisa e seroula d'algodo,
nago, com 22 annos de idade, cozinha so- e chapeo de palha ; estatura ordinaria cheio
frivelmcnte, e lava desabo; aianga-se a do corpo e malfcto dos pez o qual represen-
conducta ; dirija-se a ra do FagundesDe-: ta ter mais de 20aniios.
cima 18.
t^- Quem quiser comprar cargas decajs,
muito bons ; annuncie pelo Diario para ser
procurado.
Joaqun) Joze Alves d'Albuquerque.
tsr Precisa-se de um escravo ou escrava ,'
que seja fiel para vender azeite todas as tar-
des : quem tiver dirija-se a ra das Laran-
r?" Em casa de M." Theard ra Nova D., geiras D. 7 sobrado que Bea a esquerda do
10, se tcha um completo sorlimento de cha- outrodo defunto Peixoto 1. andar, quea-
poS do Senhoras de seda e de palha muilo ri- I chara com quem tratar.
eos, dos pad roes novos e procos commodos, izr Vende-seo bem acreditado vinhodo
de palha enfeilados IjiOOO rs.: lambem lem
outras muitas colisas chegadas proxima-
momente de Franca.
uy- Prwcisa-se da urna ama que tenha bom ; D. 28.
Porto chamado de ramo, por RfQ ter con-
teicao a 1 *500 rs. a caada e 200 rs. a gar-
rafa : no armaaem da raa do Rozara eslreita


I
r^* A vi uva de Jos Francisco Marti ns de
Almeda arrenda pelo tempo de festa a sua
casa na passagem da Magdalena : a tratar na
yua do Palacete com Manoel Jos Galvo.
S3T Desaparcceo das ras das "Grase* un
quarto grandeTcapado castanho dinas e
'(lauda preta com5 ps calcados Ievou can-
galha e cabestro de corda ; quem delle sou-
ber partecipe ao seu dono Francisco Xavier
Marinho Falcao no sitio Peco ao p do enge-
Jiho Suassuna, ou na ra das Cruzes venda
D. 4 que ser gratiflcado.
tss- Constando ao abaixo assignado que se
tem oFerecido urna letra acceita pelo annun-
ciante, para ser descontada faz publico que
nenhuma letra acceitou por transages coni-
merciaes, e que seja suceptivel de descont a
lim de evitar qualquer transar fio criminosa
acerca de sua firma pois vivendo de dar di-
nhiros a piimio nao acceitou nem se obrigou
por letra alguma.
Herculano Jos de F retas.
tsr Formulario ou guia media do Brasil,
que contem a descripco de todos os medi-
camentos suas propriedades os casos em
que se emprego suas doses segundeas ida-
des sexos e iSc. ; as substancias incom-
pativeis com elles ; a indicago das plantas
medicinaes indgenase das agoas mineracs do
Brasil ; a arte de formular ; a esculla das
melhores formulas e das mais frequentenre#i-
le empreadas; um memorial therapcutico
devm a loja do fallecido Joaquim Jos Morei-
ra de irem pagar quanto antes, pois he mul-
to esperar.
3" Adverte-se ao Sr. A. J. C. que quanto
antes tenha a bondade de mandar entregar o
corrame que no da 6 do corren te empres-
tado do contrario passar pelo dasgosto de
ver o seu nome por extengo. .
O Enforqoilhado.
C^"Precisa-se de um bomem que saiba tra-
balbar bem de masseira : na ra larga do
Rozario D. 15.
AVISOS MARTIMOS
Para o Aracaty sabe impreterivelmente no
dia 21 do corrente a Sumaca Felicidade de que
he Mestre Jos Rodrigues Pinheiro por se
adiar quasi prompto o seu carrega rilente ,
anda recebe alguma carga miuda e passagei-
ros quem quiser ir de passagem en leuda-
se com seu dono Antonio Joaquim de Souza
Ribeiro.
Para o Porto o Brigue Porluguez Maria
Feliz Capito Antonio Luiz Gomes nimio
velleiro, e encdvilhado de cobre
ou indicago dos meios uzados no tratamento
das molestias conliecidas na Europa e proprias
so ao Brasil; dos socorros que se devem dar
aos asphyxiados afogados envenenados as
jiesoas que se acho no estado de niorte ap-
parente &c.; um ndice alphabetico francez=
portuguez das substancias medicinaes sim-
ples &c. 1. volume em 18 de GOU paginas pe-
lo Dr. Chernoviz Membro da Academia Impe-
rial do Rio de Janeiro Correspondente da
Sociedade Medica-Cirurgca do Montpellier,
antigo chefe interno dos bospitaes de Franca ,
honrado com a medalha &C. : vende-se na
praca da independencia loja de livros n. 57
e 58; por 6*000.
VZW Quem arinunciou querer alugar urna
preta para a Cidade de Olinda a 10*000
mensaes dirija-se aos -i cantos da boa vista
casa terrea junto ao sobrado.
SS" Quem annunciou querer 100 a 200*
dando pinhores de ouro ou praia dirija-se a
ra do Colegio D. 8.
tar Quem annunciou querer comprar a
historia da Grecia dirija-se a ra do colegio
D.8.
ST Anglica Maria da Costa e Veiga viu-
uva de Jos Demingues da Costa roga aos
credores do fallecido seu marido hajo de
comparecerera em sua casa ra do Livra-
mento n. 2 no dia 29 do corrente as 10 ho-
ras da manh para se tratar sobre os meios
de serem [reembolsados de seus respectivos
crditos que dever" ser apresentados no
inesmo acto a fim de se ver o tolal das divi-
das activas e proceder-se aos balancos das
lojas e dividas passivas da casa do fallecido
seu marido a lim de se saber o estado da
mesma casa ; pois que nada quer obrar a
mesma annunciante sem ir de acord em tudo
e por tudo com os credores de seu fallecido
maaido.
. JET O abaixo assignado avisa a todos os
redores da loja de Teixeira e Costa na ra
novaD. 15, que tendo feito venda della a
Diogo Jos da Costa Ihe apresentep as suas
eontasato dia 24 do corrente, depois do
que nao se responsabeiiia por qualquer ne-
gocio que elle faca com gerente que era da-
quella casa cuja lirma lica extnqa.
Jos Pereira Teixeira.
ST7* Precisa-se de una ama de le te: na
ra da Moeda D. 141.
t&~ Offerece-se urna ama de leite moga ,
branca : a tratar com Manoel Gomes atraz da
penha quasi confronfe ao nicho de N. S. da
Assumpco.
tj- Quem quiser alugar um terreno com
-30 palmos na frente athe a distancia de 112
palmos e dahi alhe a mar com 60 de largo
e 150 de fundo proprio fiara serrara ou es-
taleiro sito na ra da praia ao p da ribei-
ra : a tratar com o Cardial na mesma ra.
ty Quem precisar de um sacerdote para
dizer as missas do natal alhe aos Reis, no
matto dirija-se a ra do colegio botica D. 5
deCypriano Luiz da Paz.
tar Precisa-se de urna mulher de meia
idade que seja capaz para servir a urna s -
ahora viuva pelo sustento e vistuario : na
ruada moeda n. UM.
ssy Aluga-se nina casa torrea com commo-
dos bastante* catada e imitada i a na d i
cotove.lo n. 40 : >TlM na ra a Auron
. y.
T R*fa-J sefwwta ? a pessoas que
, pretende
sabir breve por termaior parte de seu carre-
gamento prompto : quem quiser carregar ou
ir de passagem para o que tem bons com mo-
dos entenda-se com dilo o Capito na pra-
ca do commercio ou com o seu consignata-
rio Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
Para o Porto segu viagem com muita bre-
vidadeo bemeonhecido Berganlim Portuguez
Flor de Beiris, Capito Jos Thomaz de Lima;
quem quiser carregar ou ir de passagem para
oque tem excellentes commodos, dirija-se
ao CapitSo ou a Manoel Francisco Pontes.
Para Maranha saldr com toda brevidade
o Patacho Brasilciro Maria Luiza forrado e
pregado de cobre por ler parle de sua car-
ga prompta ; quem quiser carregar dirija-se
ao seu proprietarie Antonio Joaquim de Souza
Ribeiro ou a F. M. Rodrigues & Irmos.
Para Aracaty sabe athe o dia lo de Ja-
neiro o bem conhecido Iliate Flor das laran-
geiras forrado de cobre e de primeira mar-
cha ja tem meia carga prompta: quem qui-
ser carregar ou ir de passagem para o que tem
bons commodos dirija-se a ra da cadeia loja
de fazendas n. 17.
E3- O Patacho Josephina anminciado para
o Rio de Janeiro sahe antes dos dias Santos
de festa recebe escravos a frele : quem qui-
ser carregar drija-se a G. A. de Barros atraz
do Corpo Santos D. 07 ou ao Capito Fran-
cisco Jos Bebeiro a bordo.
LEILOENS.
t^r Que fazem Rozas Braga & Companhia
por intervengodo Corretor Olivcira Quarta
feira 22 do corrente as 10 horas da manh em
ponto no seu armazem defronte do Corpo
Santo de um completo e variado sortimenlo
de ferragens e miudezas consistindo princi-
palmente em lio para sapateiro de ptima
qualidade pentes de marfim tinta para es-
crever em garralinhas fitas de seda ban-
dejas requissimas facas para charquear fa-
cas e garfos para mesa ditas para deser, na-
valhas para barba thesouras para alfaiates ,
caivetes e thesouras finas, caivetes para
algibeira feixaduras hespanholas colheres
de metal dobradiga's de muitas quahdades,
lemes para caixilhos e outras muftas ferra-
gens ; adverte-se que tudo ser vendido por
liquidago e por isso sem limites de precos.
COMPRAS
C^- Escravos do ambos os sexos com ofiicio
ou snm elles de idade de 12 a 2o annos : na
ra do fogo ao p do Rozario D. 2o.
52?" Negrinhas mumbandas, molatinhas e
moleques de idade de 14 a 20 annos : na ra
do Vigario n. 21 no primeiro andar.
$Sf Escravos de idade de 10 a 20 annos ,
para fora da provincia : na ra do colegio
D.5.
ZST Para fora da provincia um prcto afri-
cano moco de bonito figura que saiba
cozinharcom perfeigo tanto o diario de urna
easa como massas : a bordo do Patacho Beija
Flor defronte dos caes do colegio a fallar com
Antonio Francisco de Olireira Castro.
Kv" Sebo ja cortido e bem alvo ; quem
tiver annuncie.
y l'm escravo moco de bonita figura ,
nao sendo do matto e aliangando o vendedor
a sua conducta da-se 500*000: no largo do
Terco venda D. 1 e 4.
t3T Urna preta que tenha leite para criar,
com cria ou sem ella : na ra da moeda nu-
mero 141.
tos preto com a ponta de lustro sapatos de
couro de lustro para homem e sen hora sa-
patos de marroqum francez ditos de dura-
que francez e de Lisboa ditos de setim ,
borzeguins de marroqum para senhora a
2*240' sapatos para meninos e mininas,
ditos de lustro para ditos borzeguins de
lustro para senhora e meninas botins de
bezerro francez e de Lisboa sapatos ingle-
zesa botiuadose de orelha sapates com
pala meios botins de bezerro inglez e fran-
cez, chapeos do chile de copa alta, ditos de
aba larga finos e entrefinos luvas de seda e
de pelica para homem e senhora chapeos de
sol de seda espartilhos para senhora e es-
tojos de navalhas finas: na praga da Indepen-
dencia n. 0, 7, e 8.
cr L'ma porco de tobras da armago de
urna loja : no bairro baixo casa do Padre Ma-
noel do muro assim como smente de coen-
tro de toceira a 500 rs: a garrafa.
ES" Urna empeada de lona que abraTige
portas : na ra da roda venda D. 8.
E3~ Panno de linho aberto para toalhas e
lenges lencos de seda para gravata meias
curtas de linho chapeos de sol de seda ro-
setas de ouro para senhora e meninas, toa-
lhas de linho, tudo do porto e por prego com-
modo : na ra do Fagundes sobrado de um
andar I). 4.
cy Farinha de trigo Americana de bem
conhecida marca Gallego : em casa de Henry
Forster & Companhia na ra do trapiche no-
vo n. 17.
C3" 4 moleques de idade de 12 annos de
bonitas figuras um preto de idade de 4o an-
nos por 520*000 bom cozinheiro e canoei-
ro urna preta da costa cozinha lava rou-
pa e he boa quitandeira que d 400 rs. por
dia : na ra de agoas verdes casa terrea De-
cima 57.
ssf* Urna escrava de nagohoa cozinheira,
refina assucar, faz varias qualidades de doces,
engomma liso e lava roupa : na ra Direta
D. 20 lado do Livramento.
nh.ES" Sapatos de marroquim de cores para
senhora a 1 000, e pretos a 1*120, transe-
lim de burracha para relogio a 8o rs. Jeques
chegados ltimamente, carteiras proprias
para viagem estojos para senhoaa e para
homem linhas de carrilel a 5o rs. agoa de
colonia e diversas miudezas por prego com-
modo : na ra dos Quarteis D. 4 loja defronte
do beco da pol.
SSr* L'm aparelho de procelana para cha e
cafe, com as guarniedes pretas a saber 12
chicaras para cha 12 ditas grandes para ca-
f 4 pralos dous bules duas cafeteiras ,
2 assucareiros, duas manteigueiras, duas lei-
teiras duas ljelas de lavar : na pracinha do
Corpo Santo loja de louca n. 60 ou na ra da
cadeia n. 9.
Ej" Urna venda com poucos fundos ou a
armago com seus pertences, e casa tem
commodos para urna grande familia : na ra
do Padre Floriano na quina que volta para os
assouguinhos.
!cr Um negro de idade de 24 annos offi-
cial de pedreiro : na ra do crespo loja D. 12.
Cj" Ou troca-se urna negra da costa boa
quitandeira e lavadeira milito fiel e de boa
saude, por um negro mogo acostumado ao
servigo de campo ; em S. Amaro na estrada
de Belem no sitio de Claudio Tresse,
jt^r Barricas e sacas com farelos barricas
com fumo para charutos gangas amarelas ,
lengos pretos de seda da india toalhas ada-
mascadas e salitre refinado tudo por pre-
go commodo : cm casa de Matheus Auslin 4
Companhia na ra do trapiche novo n 12.
CJ* Superior sal de Guamar alvo e gros-
so a bordo do Patacho Nacional Laurentina
bem parecida, cose faz renda e todo o
mais servico de una casa e urna negra de
nago com habelidades : na prata da boa vis-
ta botica do Sr. Ignacio.
ssr Por commodo prego por se querer
ultimar a venda o seguinle ; vidros para Iam-
parinas diversos livros folhelos e peri-
dicos reereativos e com estampas coloridas e
de fumo : na pracinha do Livamento loja de
fazendas D. 26.
ss^* Um preto bom cozinheiro e ja tem
feilo algumas viagens embarcado : na ra de
S. Thereza D. 15.
SSZ" Taboadode pinho da Suecia costado,
costadinho assoalho de urna polegada e urna
meia dita, e de differentes com primen tos e
grossuras forro de meia polegada a 5 quar-
tos proprio para casas e fnndos de barricas e
remos de faia tudo por prego commodo : no
armazem de Jos Antonio da Silva Vianna no
forte do mattos.
C3" Bichas pretas chegadas prximamente
pelo deminuto prego de 100 a 200 rs. e sen-
do em porges de 100 para cima se daro por
menos : na ra estreita do Rozario venda De-
cima 50.
xs^- Cadeiras americanas com assento d
palhinha e de pao camas de vento de
amarelo muilo bem feitas a 4<-500 ditas de
pinho e pinho da Suecia com 5 polegadas de
grossura e dito scirado tudo mais em
cenia do que em outra qaalquer parte: na ra
da Florentina casa de J. Bcranger.
tsr Bichas superiores a 520 cada urna e
se responde por aquellas que nao pegarem: na
ruadoCabug n. 4, assim como urna por-
gode enchameis de mangue.
ESCRAVOS FGIDOS.
E3" Do abaixo assignado ftigio no dia 22
de Outubro do anno passado um molto de
nome Paulo, bastante alto, grosso cor qua-
si branca porem escaldada olhos azues,
cabellos a castanhados pouca barba tem o
dedo grande do p direito aberto para fora ,
tem urna orelha furada com um brinco tem
as costas todas picadas de chicotadas qu rece*
bo do seu antigo Sr. este escravo he fllho
do Rio de S. Francisco, e veio da Baha;
quem o pegar leve a ra de agoas verdes D.
12, quereceber 1000000 de graliCago.
Francisco Jos Duarle.
537* Desaparcceo um preft de nome Anto
nio da costa alto magro coxo d urna
perna tem os olhos m tanto vermelhos ,
levou camisa e caigas de brim : quem o pegar
leve a casa de Manoel AI ves Guerra na ra do
Vigario que gratificar.
MOV MENT DO PORTO
Navios entrados no da 10
Liverpool ; 39 dias Barca Ingez Colum-
bes de 519 tonel. Cap. Daniel Green ,
equip. 17 carga fazendas: a Me. Calmont
& Companhia.
S VIUDOS NO MF.SMO DIA
Halifax ; Bngue Inglez Glide Cap. Boberts
Thomaz carga couros.
SABIDOS NO DIA 20*
Rio de Janeiro Brigue Brasilciro Indiano
Cap. Jos Joaquim de Olivcira carga
*
va-
VENDAS.
W7* borzrguini gaspiados para homem, d>
ancorado na vasta do forte do maltos ou a
fallar com Lourenco Jos das Neves na ra da
Cruz n. 52.
S?" Urna escrava de nagao cozinha en-
gomma faz doces e lava roupa ; e una toa-
Iha de lavarinto e urna saia de dito : na ra
dos Martirios D. 6 lado da Igreja.
SS7" Meias barricas de farinha de trigo no-
vo e superior ; no armazem de Joaquim
de Souza Pinto ena ra Direta padaria do
Machado.
C7- Gigos com batatas ingle/as boas e no-
vas e urna porco de ditas as arrobas : no
nos gneros.
Rarcelona; Polaca Hespanhola Diamante,
Cap. Pablo Bonaslro carga algodo.
Angola ; Brigue Escuna Brasileiro Rain ha
dos Aojos Cap. Manoel dos Passos Go-
mes de Olivcira carga diversos gneros.
S. Miguel das Alagoas Sumaca Rrasileira
Livramento, Cap. Luiz Francisco de Fran-
ca, carga diversos gneros.
Londres Galera Ingleza Demerara Packet,
Cap. Thomaz Bbobb carga a mesma que
trouxei
Parahiba ; Escuna de Guerra Nac. Bela A-
mericana Commandante o L" Tenentc
Candido Jos Ferreira.
armazem de Fernando Jos Bragiicz e Fran- i ^f**
cisco Dias Ferreira ao p da alfandega.
E3" Urna canoa nova muito bem constrni-
pa com 12 palmos de boca e mais de 60
de comprido a praso ou a dinheiro os pre-
tendentes podem a examinar no estaleiro jun-
to do sobrado doSr. Jos Uigino de Miranda
na ra da praia ; a tratar na ra do Livra-
inento loja D. 9.
r^Jjm 5 cadeiras americanas em bom oslado;
na ra eslreita do Rozario D. 25.
Advertencia
Roga-seencarecidamente a os Snrs. Asi-
gnantes que em menoscabo de seu dever ,
lem deixado de pagar o importe da assigna--
tura queiro fazel-o a quem Ihe apresenlar
o recibo sem que usem da frivola desculpa
, que s pagar o fuo quando
a oungago pagar a quem apresenlar o re-
cibo ; o que s pagar em tal tempo quan-
do bem sabem que a sbscrpgo adianta-
da. Estes pretextos mais provenientes do
pouco desojo de pagar do que iilhos de ra-
zes plausiveis fazem, Com que se tenha
tornado insupporlavel a arrecadacao do que
se devo ; pois aquillo que se deveria cobrar
de nina s vez exd que o Cobrador pro-
cure dez ou maisvpzes intilmente.
et l marocala de idade de 18 annos. BECIFE NA TVP. DE M. F. DE F. 1841


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