Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04378


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anno de 1841. Segunda Fe ira 20 de
Tndo aora depende de nos mesmoi ; dn dossi prudencia, moderac.o, e energa son-
linuimoi como principiamo, e terciaos aponltdos com admiracio entre as NaoOei maii
"!. (l'roclantacao da Assemblea Ceral du Brasilo
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Coianna, Paraiba, e Boj grande do Norte, na segunda e sexta feira
Bonito e Garanliuns, a 40 e 24.
Cabo, Serinhaem, Rio Fonnoio, Porto Cairo, Macci, e Alagoai no 1 H e 21.
Tajea 13. Santo Antao, quinta feira. Olinda todos ot dias.
DAS DA SEMANA.
29 Se-, t. Domingo de silos, clianch. Aud. do Jnii de Direito da 2 vai
21 Tere. I< s. Thom.
22 Quart. s. Honorato. Aud. do juiz de direito da 3. Tara.
23 Quint. s. tervulo. Aud. do Juii de Direito da 2, Tara.
24 sext. jejum a. i regorio Aud, do Juii de Direito da 1. Tara.
2.) sal. .;. Nascimento. ,N. Sr. Jess Christo.
25 Dom. I oitaTa a Esteran,
BsembrOk Auno XVII. N. 211.
^*^^^^***MI,"*1TtLMi7tPMtFitMlBTiWltBBtffiEB^ *
O Diario publica se todos os dias que nao forem Santificado*: o preco da asignatura be
dct.esm.l re.sporquarlel pago* adiantados. Os ...nuncios dos aMignaatta lio .mendos
gratis eos dos que o nao forem ra/.ao .le 80 rail por linlia. As reclamar."** dcTem mt
dirigida* a esta lypograf.a ra das Criuca D. 3, ou praca da Independencia loias de lina*
CALIMOS wo nu 18 dk De/.f.mbro.
Cambio sobre Londres 39 2'J 1(2 d. p. 1L
a Pars 320 rail p. franco.
Lisboa 80 85 p. 0 de pr.
Ouao- Moeda de 6,400 V. 14,.'00 a 4 700
N. 14,400 a 4,(i0
de 4,000 8.100* 8,200
r.iA rawcoei 1,640 a l.tili
I'iuta Petos Column.itea 1,040 a 1 ,fi(iO
> Mexicano* 1,620 a 1,640
miuda 1,440 a 1,460
Moeda de cobre 3 por 100 de disconto.
Ditconto de bli. da Alfandega 1 e i por 10*
ao nez.
dem de letras de boas firma* le a 1 e t.
Preamar do da 20 de Dcsembrj.
1." a* 10 horai e 54 m. da tarde.
2.' as II horas e 18 ni, da q.aiiha.
IftlAKI
PHASES DA LA NO MEZ DE DEZEMBKO.
Q.art, ming. a 5 -- as 9 uras c 3 m. da manh.t.
La Nova a 12-- i 7 oras e 11 m. da larde.
Quart. creac. a JO--a* 6 oras o 12 in. da tard.
La rlieia i 27 ds 4 oras e 12 m. da tarde.
PERNAMBUCO.
TESOURARIA DA FAZENDA.
t EXPEDIENTE DO DA 9 DO COMIENTE.
OfficioAo Exm. Snr. presidente da pro-
vincia informando o(requerimentode Jlo
Manoel de Barros Wanderley, em que pedio
por a foramen to a porco de alagado entre os
fundos da casa numero 75 que possue na
ra do aterro do bairro da Boa-vista, at
ao alinhamento do caes projeclado.
dem do da 10.
Dito ~ Ao procurador Fiscal interino da
fazenda remellando por copia a deciso do
Exm. Snr. presidente da provincia dada so-
bro a representaco, que dirigi a mesma
thesourario relativamente a obra que est
construindo Antonio Jos de Magalhfies Bas-
tos junto ao arco de Santo Antonio.
Dito Ao contador da thesouraria da fa-
zenda idem, para sua inteligencia as or-
d-msdo tribunal do thesouro pubblico nacio-
nal nmeros 90 92, 9 i e97; a primeira
com a declaracao do ordenado que compete ao
escripturio aposentado da alfandega Manoel
Gregorio da Silva ; a segunda mandando pa-
gar a cada hum dos illustrissimos deputados
por esta provincia Manoel Ignacio de Carva-
Iho Mendonca Urbano Sabino Pessoa de
Mello e Joaquim Nunes Machado a quantia
de 900 ,> 000 res pea ajuda de custo de volta
da ultima legislatura ; a terceira partecipando
a licenoa de 10 meses concedida ao professor
de latinidade do curso jurdico Francisco de
Borja Buarquc ; e a quarta mandando cum-
prir o paragrapho 1. do artigo 6. do decreto
n. 251 de 15de novembro lindo relativo ao
imposto addicional do sello.
Dito Ao procurador fiscal interino da fa-
zenda idem com a de numero 97.
Portara Ao colector de diversas rendas do
municipio de Olinda para cobrar desde j o
imposto addiccional do sello cima mencio-
nado.
Iguaes Portaras foro dirigidas a todos os
collectores da provincia.
idicmdodiaH.
Officio Ao prefeito da comarca do Brejo ,
signicando-Lbe que pelo collector de diversas
rendas da dita comarca foi liquidada a quan-
tia de 608ji ioO res de que tractou o seu officio
com a intrega que fez dos rendimentos por o
mesmo collector arrecadados, icando assim
desonerado para com a fazenda publica.
Dito- Ao inspector da alfandega participan-
do ter Sua Magcstade o Imperador por decreto
de 15 de julliodo corrente anno Horneado a
Manoel Joseliartins Ribeiro para o lugar de
ajudanto do guarda mor da mesma alfandega;
e por outro decreto de 17 do dito mez Antonio
Carlos de Pinto Borges, para o de primeiro es-
cripturario ; cumprindo que em vista dos sc-
us ttulos Ihe desse posse eosfizesse entrar
em ejercicio.
MAM BUCO.
pellado r.uiz Lege Woutheer, escrivo Re-
bello; se julgou pela reforma da sentencacm
urna parte della.
Na apellaoo civel da comarca de Paje de
Flores appellante Francisco das Chagas de
Jezus, o appellado Gongallo Comes dos
Sanios, escrivo Bandcira, nao se tomou
conhecmento della.
Na appelaco civel da comarca do Natal do
Rio Grande do Norte, appellante Alejandre
de Mello Pinto e appellado Lu/. Pereira do
Lago escrivo Rebollo ; foi julgado pela re-
forma da sen tonca appella'da.
EDITAL.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camar-
go Comendador da Ordem de Christo e
Inspector d"Alfandega por S. M. I. o Se-
nlior D. Pedro 2. etc.
Faz-saber que no da 20 do corrente se ha-
de arrematar cm hasta publica porta da al-
fandega ao meio da, huma caixa com 12
caixinhas com arranjos para cha, o 12 di-
tas para barba no valor de 00,>000 reis im-
pugnadas pelo fetor conferente Joaquim Ber-
nardo de Figucredo no despacho por factura
de II. Mchrtens ; sendo o arrematante sugei-
to ao pagamento dos direitos.
Alfandega de Pernambuco 18 do dezembro
de 1811
Y. T P do. F 1',^
MEZA DO CONSULADO.
Miguel Arcanjo Monleiro de Andrade, eaval-
leiro da ordem de Christo, e administrador
da meza do consulado por Sua Magostado
Imperial c Constitucional etc.
Faz saber que no dia 2 i do corrente se ha-
de arrematar na porta da mesma urna caixa de
assucar branco numero 9 apprehendida pelos
respectivos empregados do trapiche da Com-
panhia por inexaetido da tara ; em cujodia
se findo os pra/.os marcados no regulamento,
sendo a arremataco livro de despesas ao ar-
rematante.
E para que chegue a noticia a quem con-I
vier mandei aixiar o presente cdital na por-
ta dcsta administraco, e publicar pela im-
prensa.
Meza do consulado de Pernambuco 18 de
dezembro de 1841.
Miguel Arcanjo Monleiro de Andrade.
Secretaria da inspeceo do arsenal de ma-
rinha de Pernambuco 6de Dezembro de 1841.
Alexandre Rodrigues dos Alijos ,
Secretario.
Objectos postas em arrematos, e aos
quaes se refere o annunco supra.
Carne verde farinha agurdente as-
sucar vinagre toiicinho bacalho azei-
tedoce, fejao, azeite de coco, sabao, spor
maceti seboem vellas arroz, tintas bran-
ca c pela agua-rz, seccante tai xas de
cobre ditas de ferro arcos de tonel di-
tos de pipas tijollos ingleses cravos de pi-
pa reos do ferro de huma polegada a huma
e um (piarlo papel almaco penas e tin-
ta d'escrcver.
Alexandre Rodrigues dos Alijos.
OBRAS PUBLICAS.
Pela administraco fiscal das obras publicas
se avisa a todas as pessoas que tem vendido
gneros para a dita repartico e que ainda
nao tem apresentado as contas que bajo
de as apresentar quanto antes ao administra-
dor fiscal da mesma as horas do expedi-
ente.
Administrado fiscal das obras publicas 15
de dezembro de 1841.
ftfoura
Admistrador fiscal.
I.uiz Francisco de Mello Cavalcantc escri-
vo, c administrador da'Meza de Rendas In-
ternas Provinciaes d'esta cidade. Pelo pre-
zente edital faz constar a todos os senhores
proprielariosde predios urbanos dos trez bair-
ros d'esta cidade e povoaco dos Affogadosque
no ultimo d'estcj mez findo-se os 50 dias
extrahido do seu Diario em que sou aecu-
sado de nao ter prestado soccorro Barca de
Vapor Maranhenseque naufragouem lia das
lilias do Grupo de 8. Joo, e ven.lo do Hie.smo
artigo, que os Srs. Redactores esperaO que,
por honra da nobre corporaco a que perten-
co puderei juslificar-mc da grave imputaco
que se me faz assim o pratiquei, c a
presso-me a enviar-Ibes a inclusa copia da jus-
tificaco que vai ser publicada no rcTerido
jornal docommercio. para que os Srs. Redac-
tores lambem Ihe dom hum cantinho no seu
Diario assim como o fez a calumniosa aecu-
sacao afini de por este meio desvanecer-so
qualquer ideia des/avoravel que ah se posea
ter feito de minlia conducta militar : obsequio
este, por que lbc licar summamenle agra-
decido o seo Attcnto venerador
Scbastio Roque da Cunha.
Snr. Redactor do Jornal do Commercio
Para 20 de Setembro de 1841.
Quando li no n. 108 do seo jornal de 4.
feira 28 de Abril do presente anno a corres-
pondencia assignada pelo praticante da cos-
ta em que sou acensado de ter deixado do
prestar soccorro ao vapor Maranhense quo
naufragou na Ilha dcS. Joo ; beradomeu
rigoroso dever j>ara dar ha saptist'a<;ao a*>
publico e a distincta corporaco a quo nio
/ionio de pcrlencer dirigir-me ao Snr. Com-
mandante da I-'orca Naval d'esta Provincia ,
pedindo bum Coriselho de investigaco co-
mo o liz, esevedacopia junta sob n. 1. A.
copian. 2 mostra a opinio do Govcrnoda
Provincia, nao obstante mandar nomear o
conselho pedido a n. 5 que fui suspengo
marcados para o pagamento a boca do cofre I do commandoem quanto a elle se procedeo ;
COIiREIO.
0 pataxo S. Joo recebe a malla para o
Maranljo no dia 20 docorrrente as qualro
horas da tarde.
da respectiva decima do 1. simestre do cor-
rente anno linanceiro de 1841 1842, c lo-
go (ue termine esse prazo passar a proceder
executivamonte na forma da le de 27 do A-
gosto de 1850, contra os dedevedores.
E para chegar a noticia de todos mandei
a fixar o prezente e publica-lo pela im-
prenoa. Meza das Rendas Internas Provin-
ciaes de Pernambuco 16 de Dezembro de
1811.
Luiz Francisco de Mello Cavalcantc.
TRIBTNAL DA RELACACs
Sesso de 18 do corrente.
Os embargos de Joaquim Jos de Moraes e
sua mulher contra Francisca Maria do I.ivra-
menlo na causa de appellaco civel da co-
marca de Nasaretb escrivo Bandcira : foro
recebidos e reformado o accordo embar-
gado.
Os embargos de Francisco Caclano Profi-
roooutros, contra Auna Luiza Corroa de
Mello na eauza de appelaQSo civel dcsta ci-
dade esCrivo Bandeira; foro despresa-
dos.
Os embargos de Jos Gorgel do Amara] ,
contra Antonio Gomes Moreira na cauza de
appellacfio civel da comarca do Aracati escri-
vo Rebollo foro despresados.
Naappellafftocrime dcsta oidade ajmel-
Uatm M. F. de Farias i Nnpolcu B, c ap-
AR8ENAE DE GUERRA.
O arsenal de guerra compra dez travos de
qualidade com 52 palrnosde ccmprimenlo,
a pessoa que as ti ver apresenle-se na salla da
directora no dia 20 do corrente para tratar a
respeito.
Arsenal de guerra de Pernambuco 18dc de-
zembro de 1811.
Director, \'eiga Pessoa.
ARSENAL DE MARIMIA.
O Illm. Sr. Inspector do Arsenal de Mari-
ana manda faser publico quo no dia 2o do
corrente pelas 11 horas da niauh se po-
ra cm arremataco o forneciinento dos objec-
tos abaixo declarados para as embarcaoocs
d'armada pelo lempo de trez mezes a contar
do dia 7 de Janeiro prximo em diante ou
al o lim de Junlio tambein prximo se
os precos dos referidos objectos a islo convi-
dar.
As pessoas aquem convenha faser seme-
Ihnte fornecimento sao convidadas pelo mes-
mo Illm. Sr. Inspector a comparecer n'esta
secretaria em dito dia c hora munidas
das competentes propostas ; certas de (pie o
fornecimento ser entregue a quejn |>or me-
nos o ser com os objectos da niclbur qua
Udadc,
NtACA DO COMMERCIO 18 DE DEZEMRB0.
Revista Commercial.
Cambio. Pouca afluencia ouve ^Ic saques
na semana linda e apenas cons-
ta-nos (pie a Thezouraria tomou
libras 10^000 sobre Londres ao
cambio de 29 d. por 1000 a 90 dias
vista : H pretendentes a 29 e 1|2.
Algodo. As vendas foro regulares
0,200.
Assucar. Tem havdo vendas a 300 reis
sobro o ferro pelo branco, e 550
pelo mascavado.
Couros. Sao menos procurados a 150 por
libra.
Carne de charque. Entrou um carrega-
nienlo, e o depozito anda por 45,j
arrobas : A superior vale 2,>500 ,
havendo jiouca de boa qualidade
no mercado.
liacalho. Est muilo frouxo c o ultimo
carregamento foi vendido a 7000 rs.
a barrica ; existindo 7^000 quin-
taos em ser.
Farinha de Trigo. Entrara 2077 barri-
cas de Ricbmond.
a n. 4 qual o seo resultado ; o d'esta ,
e da n. 5 ; se evidencia a protervia com
que o seo correspondente falln a verdade.
Eu porem o dcsculpo, por que o medo do nau-
fragio a par do sentimento de nao poder
continuar apesar de j muito usado
instruir-sc com to bom e proveitoso mos-
tr olevaro a crfir que eu livesse o dom
de advinbar para voar cm soccorro de bum
cavalheiro de tantas esperancas : no en tan lo r
contento-me com dar-lhe to formal desmen-
tido e appresenlal-o ao publico como hum
vil calumniador. Rogo-lhe pois Sr. Redac-
tor o obsequio de dar publicidade a estas Ii-
nhas e a os cinco documentos que as aoom-
panho com o (jue muito obligar ao seo
ltenlo venerador
Sebaslio Roque da Cunba."
CORRESPONDENCIA.
Snrs. Redactores do Diario de Pernambuco.
ParaOdeSetembrode 1841.
Tcndo-se publicado no Jornal do Com-
mKiu do Kio de fepeirp, hum artigo
N. 1.
Illm. Snr.Quandolium oficial da Arma-
da a quem o Governo confia o commando
d'hum navio de guerra be aecusado de ter
faltado ao desempenho de seos devores de-
ve por dignidade sua e da deslinda corpora-
Qo a que tem a honra de pertencer justili-
car-se de lia maneira lao publica quanto
publica soja a mancha que por malicia, ou
ignorancia se pretenda lancar em sua con-
ducta : he justamente esta a minha actual
posico. No jornal do commercio n. 108 ,
de 4. feira 28 de Abril do presente anno ap-
pareceu hila correspondencia assignada pelo
praticante da costa, c hum artigo extrahi-
do do Diario de Pernambuco, em quo sou
aecusado de ter deixado podendo de pres-
tar soccorro ao Vapor Maranhense que nau-
fragou na Ilha de Maracaj ha das do gru-
po do S. Joo ; ,e que por semelhante falta
de certo gravissima a ter a menor apparencia
de verdade se perder a reflerida barra ,
quando todos sabem que ella licou inteira e
rrcmediavelmente perdida d'csdc que a fo-
ro encamar no rolo da praia e com todas as
circunstancias que se deixo ver do termo o
mais documentos que a respeito apparcccni.
Eu cstou seguro quo o governo oteaba at-
tciic^o prestou. a to calumniosa accusaoo ,


Pcon..,r quamo* h.despM.dom.- tatfdi*.., gn U dos [2CLlftnSlto,SSri^
Sor viso de probabilidade entre tanto os jor-
naes circulao pelo Imperio o nao deixara de
haverquem acredite os impudentes. Emcon-
sequencia, do que depreco a V. b. ,, baja
de levar o exposto ao conhecimento do Lxm.
Sr Vice IVesidenle da Pfrovtoeia para que
omesmofem. Sr. scicntida rasao que me
assUtc se digno por amor dajuslica 111,111-
^ (eraconaelbo do investigado que
oesso nfim de que so pessa saber se ha a bor-
,i;.ll,rna p8Soa, que durante asquarenta e
0l0 horas que crusei vista de S. Joo ou-
vi-v ralar em semelhante acontecimento ,
vsse a barca encalhada ou tivesse a menor
ideia d'isso por quanto be esto o meio nico
com que lium official que posa a sua honra
pode desmasearar a calumnia e mostrar il-
|,sa su., reputacao. lVosCarde.. V. S.
Bordo da Crvela Amasona Surta no I orto do
Paris de Julbo do 18il. lUm. Sr. An-
tonio Leocadio do Coutto Cappitao Tenente
da Fosea Saval.Sebastio Roque da Cimba.
Capitn Teneftti Commandante.
iN. .
Bom que esta Presidencia nao supponha
haver motivo para se proceder a conseibo de
Lgju.ao sobre a conducta, queporocca-
(pois tercia um bom feixe de palha nova
nadamaissecontinha em ditasentmea|dona lences lavados para dormir, lalvez
aqu copiada por certido dos propriog autos a que "om sempre passeis noute tao rega-
que me reporto, e vai sem cousa que duvida lada.
ac* conferida concertada na forma do es- O ro nao podo canter um sal; ? mas .1
lilto, escrita eassignada -osla dita cidadedo suaeipressaodealegna longeeoffendei os
aecifeaos 18 de d*zembro de 1841. seos hospedes os pz anda de melhor I.u
Bscrivieassignoi. mor. Poseram-se a mesa: um
Em fid verdade e concertada,
convida para jantar, e nao bom que nos Ta-
camos rogar. Ora pois mancebo ide di-
z'er a S. M. que nos aceitamos o seu convite ;
e ja que tvesses o iucommodo do nos trazero
recado, justo (Ule vol-o agradeoa.
V. dizendo isto elle mettia na mao do pagem
alguns pencos de cobre que tirou da algi-
bern o que o pagem rindo-so guardn.
Logo que oslo parti o moleiro, endirei-
interino
Francisco Jos Alvos Cama.
.. m0r. roseram-seamesa: .... "*- ,U( ,(1V(,,U um ar de importancia, disse
oescrivao to de batatas cosidas, um poding preto, eu- < ^ '
ma ;ri,,ssa fatia de tdircinho gruta* convi- P"J' deappareeer capaz-
1......... ..>, ... InniMirn (< 11MH>.*I( O. ...
I davauum estomago esromeado. MMi^narto! e nao se devV olhar a despe-
Nunca o rei comer comjnefljor apettite,, unte na <, ^^ Q ^
nem cousa que tambem Ihe soubesse
VARIEDADES.
Henrique Segnndo eoSolleiro de Mansfield.
Henrique Segundo do Inglaterra era gen*
roso..jovial e all'avel. Um da, andando a
caco que amava apaixonadamente, na flores-
ta de Sherwood, o ardor de perseguir um ja-
vali a levou to longe dos Surs. da sua corlo,
e do seo acompanhamento que a entrada da
A' tua saudo meu amigo diz moleiro,
pegando com ambas os mflos no grande pichel
de eslanho trasbordando de cerveja.
poder sor.
__ Dcixa isso por nunlia conla, respondeo
a mulher sallando do alegra; prometlo-te.
( sade da"vosa' 'honrada conq.anheira que nonh.un deSSCS senhoros da corto hade ter
disse o rei tomando das mos do moleiro o que nos dizer.
I. I...-! III ti
pichel que este Ihe passava
E a boa mulher foi direila ao seu velho ar-
mar'l0 edeitoutudoabaixo. Vieramafren-
pas^opS^^
edoseo-acompanhamento que a entrada da ''A jovialidad^ e-^-^ ~*?&!S SE ^
nouteseachoii s em um cilio da floresta ram mte.ran.onlc entre todos os commu "JJ "naS a um gai,0 para emplumar
queflo conheoia, e onde nfio havia oanrinho
ali.Mimnl.orlo. Algmn tempo vagou de um
para outro lado sem enoontrar ninguem ; em
maisbellas pennas a um gallo [.ara emplumar
d8i)ra ,>ois, nossa mulher diz o bom osen chapeo^ novo ; o ,,, c^covava esaCUdm
n.ol-iiro j' encantado das manoiras do MU o son neo gibao de
"'Viirci S'da I do vapor Mar- ,, a eslava he.u cuida .oso do uiodo porque hosjjede ; enUo naotens ^qw.
i. : Z so quer atribuir ao CapiUo Te- dali sairia quandoavistou um moio.ro que dar .Ora jamos -, ., a. a ra
Em lodo o dia
re azalama com os preparos.
, que se quer atribuir ao CapitSo le-
nentc Sebastio Roque da Cunha Comman-
danLdaCurveU Amasonas, nem se denja
ern materias de tarda ponderado por simples
rumorvago; com ludo com.) he sem pregus-
to oatiio necessario que iodo .. ouicial mi-
litar lance do sobre si athoa menor suspeita de
criminalidade ou Talla de brio e compri-
mentodeobrigacOes, V. S. fara nomearo
couselho de invesligacao que pede ooluci-
a| Dos Guarde a V. S. Palacio d 1 -oven...
do Para 25 de Agosto de 1841. Bernardo de
Sousa Franco, Vice Presidente da Provincia.
Sr. Capitao Tenente Antonio Leocadio do
Coutto, Commandante da Torca Naval.
- ConiformeAntonio Leocadio doCoutto.
N r>.
Tendode so proceder por ord'-m do Ge ver-
no ao consellro de invesligacao que V. S.
pedio faz-se mister que \. S. mtregueo
commando d'asU crvela ao seo immediato,
Na madrugada seguiste arreiram-se o me-
emanmi'pornas brasas un, naco do carne: Ihor possivel osdota\^^^S^
preciso obsequiarmos esto bou, moco. ma ftntiga colxa e um.uo a bt^UJ ^
\. mulher nao so fez rogar muito e d'ahi da distinguiam omais paciheo delles, era w
, pouo una appo.itosa grilhada lumava no o palafrn, da moleira JO g n.ontou o
,,,,'in.l., 11W..-1 moleiro, levando ofidio de g.uupa.
i ou saborosa cousa diz 0 rei devo- D te modo se apresentaram no palacio real
ment para o faser apressar o passo. --1 qu saiio.osi sa. ^ vVestminster, onde foram graciosamente
Soto Wrilo 011 mudo, meu amigo ? con- ramio grandes pedagos delta q .e J ( 0J elre havia prohibido que se sas-
tinuouorei, chegando lambem pela sua deliciosos! Em que mercado se vende esta recebidoi^ e7^noI.pzombari.Mo motejo.
condusia diantedesi a seo jumento carrega-
do : l!(.ni homem, Ihe gritou o rei, por
quem sois ensina-me o camiho de Nottig-
ham. O moleiro olhou-o do travez c sem
responder-Ihedeo urna arrochada na anca do
jumento para o faser apressar o passo
partea esporas ao seu cavallo que j pouco
se podia mover.
- Esta bom camarada, eu nao gesto de
grasas, entendois-me? Continuae o vosso
caminho, que conheceis tambem como eu o
meu.
Dou-vos a minha palavra de honra reph-
,.nu o rei. que vos fallo seriamente e so nao
vos prestardes aos meus rogos, terei de pas-
sar anoito debaixodesiasarvores.
Torio desgraga respondeo o molei-
ro por corlo .pie nao seria n primeira vez.
U-IMII'*' -i.'.....----- ,
se com elles a menor zombana ou motejo.
-Lm nenhum: disto nao vai ao mor- Elle aporto,, -rig*^ *^ZmZ
mU) moleiro desojo,, a boa \111da a sua compannei
Mas onde a compris vs ?
ta sorte que.... dir-vos-hei : a matado
Stherwood aqu pegada <... vai cnlao...
J enlendo : cabrito monte/.
Justamente... Mas nao vados l pensar
queeu v cacar na contada ; Dos me livre I
ra, o ao lillm Ricardo.
Olhem l se elle se esquecco de mim 1
disse esto ultimo, com urna grossa gai-a-
lhada.
O pai o olovelou para que se caiasse.
Oh! responden o rei com benegnidade 5
K STiST* 5- 5 .......o .....>H eu ^er-n,. de M coa.-
como praga e andam a sallar aos bandos por panheiro de cama 1
v... -nifn ir 1-M Dos Guarde a V. S. [segundo me parece que tendes feito da ra-
li,.na da Crvela Amaso as 29 de Agosto oe massem oessas..................
l,Sl \i>' iiio Leocadio do Coutto, Cap-
pjtoTencne Commandante. Sr. Sebastio
Boque da Cunha Cappilo lente Umb-
mandanteda Cuneta Amasonas.
N. 4.
Concluso.Avista do depoimento das tes-
temunhas em ludo comtormes, oconselho
he de parecer serem falcas as aecusaeoes va-
easde que foi argido o commandante da
Crvela Amasonas de nao ter dado soccorro
;1 barca de vapor Maranhense .piando nau-
rragou na libaste S. Jlo, na occasio em
que se achava acrvela a vista da meStna I-
lha e por tanto nao Ihe achao criminalidade
alcQa. Bordo da Curvta Amasonas em ~>1
de Agosto de 1841.Francisco de Paula 0-
zorio, Cappitao Tenente-Presidente do ron-
selho Pedro Paulo Boutrnuclle Cappitfio
TenenteInterrogante. Rodrigo Jos Fer-
reiraCappitao Tenente -Vogal. Confr-
me__Antonio Leocadio do Coutto.
.Y :.
Devolvo a V. S. os auclos do conselho de
invesligacao a que so proe.'deo pedido do
Commandante da Curvla Amasonas Sebas-
tio Hoque da Cunha para V. S. o faser
publico na forca do seo com mando fl que
esta presidencia le;n o sobredito official por
deffeso eimmnede qualquer increpacao ,
que se possa faser contra sua conducta de nao
ter soccorrido a Barca de Vapor Maranhense.
Dos Guarde a V. S. Palacio do Governo do
Para c2 de Setembro de 18*1.Bernardo de
Sousa Franco -Vice Presidente. Sr. Cap-
ea"-
Por quem me lomis vois ?
Porquemcertamente sois, meu bravo
senhor.... Porein fasoi O favor de vos nao che-
gar muito paraca.
Por isto se v fcil monto que o bom ho-
mem tomava o rei por um iadrao. O jo-
ven principe sorrindo-s de tal supposico,
procuron ao menos desvancelo era par-
te- asseguraudo-lhe que era urna pessoa 110-
bre.
Vos nobre respondeo o moleiro de
corto que me parecis .lestes .pie trasem toda
a sua fortuna na pona da sua adaga.... po-
rein, continuo,, ello depois de haver vollocli.lo
u,11 pouco. com a fortuna artes quero eu
deixar-rae lograr doque faltar aos deveres
da caridade... pode tambem sor queeu me en-
gae.... soja como l'or segui-me meu ami-
go Notligham est muilo distante para que
possaes l chegar esta noute; c se na verda-
de fordes um homem de hem, nao vos deja-
remos liar ao loar.
Pedis licar seguro que son homem
honrado eem penhor aqu est a minha
mo.
Devagar, devagar meu querido, e nao 011-
seis de vos anegar muito para mim porque
eu sescura nao aporto a mao a ninguem.
Deixemos isto la paracaM.
Depois de meia hora de marcha o rei avis-
lou no baixodc urna collina un, fraco raio de
luz que sabia pelas leudas de urna porta e-
ra ahabitacao do moleiro. Logo que entra-
teda a parte ; s vezes vem fazer-1110 aqui
motius e assuadas defronte da porta e pro-
..........-.. ...... i...... vA_/ie.s flue a gente
nem sempre osla ^U- pachorra ; s vezes zan-
ga-s vai buscar a espingarda desfecha so-
bre os Stgeitos para os lazer fugir... mas sem-
ine licain seus dois ou Iros... Mas oh com a
lortuna promettei-me de nao boquejar a si-
milhante respeito porque cl-rei, que bom
e generoso cm ludo o uiais l a respeto dos
direilos das suas contadas nao para gra-
(:as-
Ficai descansado, respondn Henrique,
que cl-rei nunca o saber da minha boca.
O lim da cea foi ainda mais alegre que o
principio: lodos eslavam contentes e cheios gente.
K verdade verdade replico,, Ricar-
do continuando a rir ; e por signa! que ten
vossa magestade bem m dormir : dava-me
de noite cada pernada.....
N50 calar essa boca, patota? acudi
o moleiro puxaimb-o pelo braco.
sta scena foi interrompida pela chegada
da raiuba que abracou a moleira agrade-
cendo-lhe ffavelmente a boa hospedagem que
havia dado a sen esposo. A pobre mulher li-
cou estupefacta edireita como urna estatua.
O rei guin os seus hospedes para a meza
e os mandou assentar, dizendo para todos.
(( Nao so dir .pie Henrique II. falln a retri-
buir a hospedagem que Ihe fez esta boa
de salisl'aeio.
Henrique den ainda o ultimo bote no
pichel da cerveja e foi deitar-se sobre asna
cama de palha fresca de companhia com o li-
lho do moleiro, o dormid toda a noite a som-
no sollo.
Na manh seguinte .piando o rei se tinha ja
despedido dos seus hospedes, e se punba pa-
ra montar a cavallo apareceram alguns srs.
da corlo, q' 0 procuravam por (oda a parle e
O moleiro e a sua familia nao se lizeiam
rogar para comer 5 ellos linipavam sem a me-
nor ceremonia todos os palos, e dospejavam
todos os copos que Ihe apresenlavam sem
proferir urna palavra. Por fin leudo virado
um copo de vinho de Franca o bom homem
nao pode mais conler-se.
Ora, mulher, disse elle, verdade,
verdade : l em caza nao temos nos tao boa
pinga.
N)usa r raneo *ici; rresnicmo. r | ra iiaiiiwrdu uu muirim. .<-,-," |>. <>
pito Tenente Antonio Leocadio do Coutlo | ram () primeiro cuidado doste foi de exami-
Commandanle da Divisao Naval. Conforme nar a Qzonomiado seo hospode do que excla-
Antonio Leocadio do Coutto.
da coi te, i| u i'iunii.i.uin i"'i iuuuu|iunv, v i"'.B
cheios de alegra deo encontrar, a joelha- Mas leudes mais gostoza carne griinn-
rain a seus pez dando-lbe o Iralamenlo de da responden e rei, e eu sinto uo haver
masestade Figure-se qual seria o pasmo de aqui dola paravol-a ofcrecer.
toda a familia O pobre moleiro foi tomado
de trio grande modo que todos os mombros
Ihe iremiam Elle so persuadi mesmo pie
o rei levava a mao ao punho da sua espada,
e temendO que fosse para Ihe corlar a cabeca.
se Ihe laucn aos pez pedindo perdao.
O rei o.sucegeu pondo-llie amgavelmente
Alto l senhor atalhou o moleiro ,
sso fallar vossa magestade aoq' prometteo
Tendes razao nao direi mais palavra a
osse respeito. E virando-se para Ricardo :
Enlo, meu amigo, de que leus goslado
mais ;
Para dizer a verdade a vossa magestade,
m re uwwi.u puuu > ...fc.....- .....------------------
a mao no oinbro ; depois saltn sobre o seu nenhuma destas golozeimas me sane wavew
cavallo c parti a galope com a sua comitiva, como um bom puddingo preto.
niou
A PKDIDO.
Certifico ser o theor da sen.tenca que pedo
o procurador da municipal na petiefio reto da
Por vida minha que me nao de to-
do estranha esta cara K de certo que nao tem
'ardeum tratante, como eu pensava. Ora
cearas e licars boje C3B) nosCO.
Mais de um mez era passado e j o mo-
leiro comocava a esquecer-se deste aconteci-
mento, (piando um pagem do rei veio bater-
Ihe porta.
S. M., Ihe disse o pagem vos manda
dizer que vos apresenteis amanha em West-
Henrique tinha lirado respeitosamente o minster com a vossa familia.
o procurador la municipal na peticao retro da Henrique tinha lirado respeuosamenie o ......sie cu... ..,, ,,,. e;. ..... < y
toma seguinte : Visto o terim do achada seo barrlo o conservava-se em pe diante da Em Weatminster exclamou a mulher viam trazido para a n **> **SZ i
defesa di contraventores Bernardo Jos Men- moleira, que sentada ao pe da mesa gfregav cheia de terror. Oh! meu Dos! e quepo- moma or no meio da
desd, c Luiz Jos da Coste Amorim, emque um pichel de estanbo. A
confessa o conteiido no mencionado termo E' um pobre diabo que encontrei perdido
condemno os inesmos a ni dita de trite mil' no bosque ; dissoo moleiro para sua mulher:
__ ^ .__ i* t \ i-r*_ i_ _. .__ : .. ii__.1.'. .1.. ln!i>n m .Lvi'mii' nn vn\t\r\t rt (\
desd, c Luiz Jos da tosta Amorim emque; um picnc (leesianno. *> ...,..>!>-..... ,.-........... .
oonfeasa o contetido no mencionado termo. E' um pobre diabo que encontrei perdido Sem duvida, e a historia daquelles
oondemnoosmesmos amdlte de trite mil no bosque 5 disse o moleiro para sua mulher 5 maldictos cabritos, Ihe responden o mando ,
reis, e demolicao da obra edificada caso fi- e tive d de o deixar dormir ao retento. O- : lembrando-se |dc alguns mos srs. .pie Uvera
que tora do allnhamento depois de tirada a iha-lhe para a cora....q' quase me parece um as primeiras noitos depote da xegada do re
respectiva planta, porterem infringido o ti-i bom homem Je beui. a sua casa.
tulo qnarlo, paragrapho primeiro das postu- A moleira nao pateco formar de Henrique O' nada tendes que recoar Ibes tor-
ras addieioriaes de arcliilhectura e junta- menos fa\ora\el opimao que seo marido, o nono pagem. S. H. moslra-se muito VOSSO
tulo quarlo, paragrapho primeiro das postu-
ras addieioriaes de archithectura, e junta- .
mente as costes, Recite quinze deSelem- Ihe diste com modo igradavel, que non,
bro de 1811. Antonio Joaquina de Merae ripre tinha
^*<( I ..C......InMIfl /lll/l M l.i/k. h'iA 'Iflilj! i I 1- 1 lilil'
A moleira nao par'-ceo formar de Henrique
menos favoravcl opinio que seo marido, c
O' nada tendes (pie recoar Ihes tor-
nouopagem. S. M. moslra-se muito vosso
amigo o vos com ida para anlar.
Para jantar !... De veras!. .'! isso enlio
creio'queelle lem raz.o disse el re
para a rain'na porque de certo era gosloso o
que com em sua casa.
E como a rainha perguntasse que quahdade
de comida era. Ricardo levantoii-se sem1 di-
zer palavra foi aonde deixara os seus alfor-
ges tirou delles um pudding preto que ha-
viam trazido para a viageii e o foi sem cere-
monia por 110 meio da meza dizendo a
rainha.
Aqui est se vossa magestade quer
provar ? Os corlezaos liveram muito cus
em conter o riso, mas a rainha com mu
bondade proyou do pudding.
Depois do jantar, elrei annunciou.ao seu
hospede que o havia nomeado couloiromoi
,1a* llore-las do Shenvood ; e accrcsccntou :
Recommendo-vos somente que nio consin-
lais que os meus cabritos montezes vo lazei
bro de 1841.-Antonio Joaquim de Maraes v. sempre Unha. Parajanter !... Deveras!, .u :iissoeniao utqu ..By".'luBll.
Silva Certifico mais que ( Ora poia sojac bem vindo meu bom outia coutt. > Jn tu, mulher, El-fiei dos molini e asmadas a porta de pesioa aigui


*-"
Vinde ver-me de quando em quando e con-'
lnuai a ser sempre hospitalero, franco, e
generoso.
Este Tacto histrico, c do moleiro de
Manseld deseando a casa de un dos niais no*
Jiros lords ile Inglaterra.
A VESPKR.v DO CASAMENTO*
Stroiler, rico negociante de viudos viva
na cidade de Ln9pruck e na casa contigua
sna rnorava um juiz chamado Boldhim. Em
conscquencia das rclaces que entre elles es-
tabelccra to prxima vizinhangos o Gibo do
juiz e a lilha do negociante quast se tinham
criados juntos e habituados a. participa'
rom dos niesnios brincos e dos niestnos pra-
zeres da infancia conceberam um muluoe
arraigado affecto.
Quando o joven Boldhcim completen os de-
zecefs anuos delerininou seu pai manda-lo
para Vieuna a lhn de entrar na universida-
de e seguir a car reir da medicina. Porem
nao tbi s este o motivo que mover o juiz a
separar de si um lillio a quem tanto amava.
Havia notado o affecto que unia (aspar a Jo-
sefina Stroiler e receava que este sentimen-
lo (pie at entao nao lora niais que una a-
misade pueril, ao menos assim o pensava el-
le que viudo a desenvolver-so eom o tempo,
tomasse o carcter de una violenta paixao.
Porm o amor tinha ja laucado profundas ri-
zes nos corages dos dois joveus ; a sna sepa-
raco foi mui doloma,; verleram lagrimas
em abundancia, jUraram amar-so eternamen-
te5 e por m Gaspar parliu para Vienna,
tilieio de saudade e amargura.
Antes da sua partida tinha este joven ajus-
tado eom um seu intimo amigo <; que desde
muito lempo era o conlidenle dos seus amo-
res, que por via delie chegariam as suas car-
tas mao de Josena, eque esta lhe entre-
gara tambem suas respostas, Com efleito
por meio desta correspondencia' clandistina
suavisaram os dois amantes a saudade e os pe-
zares da sua torcosa separaco. .Mas um a-
contecimento inesperado vio interromper es-
ta ordem de cousas e causar urna grande
mudanca na siluaoao de Stroiler. Morreo a
mi de Josena, e o pai, depois de terem pas-
sado os mais posados dias de dor c alllicoao ,
resolveu deixar do lodo o commercib apurar
os seus fundos dar-se todo aos cuidados de
procurar um casamento vantajoso e feliz pa-
ra Josena, e depois passar na descanco o res-
to de seus dias.
Informada a menina da determinagfto de
seu pai, confessou-lhe francamcdtc a sua in-
clinarao para Boldhim, e ossentimentosque
este lhe havia inspirado a correspondencia
da parte delle e a reciproca proraessa (pie se
havia foi lo sera todava declarar o segredo
das suas reanles epistolares. Stroiler ria-se
desles amores, lratando-se de criancce. Gas-
par muito rapaz anda disse elle a sua li-
lha aponas tom dezenve anuos e nao passa
de um estudanlo que anda nao concluio se-
us esludos ; corto que seu pai um magis-
trado de respeito porm nao possue hens
alguns e apenas vive do seu cargo. Este
partido nao pode convir-te do modo algum e
eu mo sacrilicarei jamis a felicidade de mi-
nha lilha a una amoricos de rapazes. Quanto
mais que Ires anuos sao ja passados depois que
parti Gaspar para a universidade, e esta lon-
ga ausencia tem feto seni duvda esquecer
de ti.
Estas palavras apertaram amargamente o
coracao de Josena mas* nem por sso des-
corgoou pois se cria segura do affecto de
Gaspar que ainda na sua ultima carta, cheia
de expresses da mais ardente ternura lhe
repeta seu doce projecto e esperancas de
una prxima unio. Mas devia ella avisar o
seu amante do que passara com seu pai ? de-
clarar-Ihe a intencao em que estava de a ca-
sar e a repugnancia que havia manifestado
a coroar o seu muluo amor ? O que resulta-
ra desta deelaracao ? Alligi-lo intilmente.
Quanto mais (pie d'all a pouco mais de um
auno havia Gaspar de receber o grao de dou-
tor, e Josena nao julgava possivel que Stroi-
ler ousasse negar sua lilha a um doutor como
Gaspar Boldhim. Convencida por estas re-
flexes resolveo guardar silencio. Logo que
na cidade se soube que Stroiler pretenda casar
sua lilha se apresenlaram numerosos pre-
tendentes por que nao era menos conheeida a
formosura da lilha, que a riqueza do pai. Po-
rm Stroiler us foi dospedindo a todos, ou por
que nenhum delles lhe conviesse ou por que
ja tinha Janeado as suas vistas sobre um, que
pola sua riqueza e qualidades lhe pareca o
mais proprio para seu genro. Era este Bar-
tholo Carty o amigo e confidente de Gaspar,
c como Stroiler attribuisse suas freqtientes vi-
sitas a pajxao amorosa, lhe fez saber por pes-
soa de conhanca que nao duvidaria dar-lhe
sua lilha ; no caso de Iba pedir. Bartholo a-
colhco com prazer esla deelaracao por (|ue a
trequenca de ver e fallar a Josena lhe havia
desportado no corac/to um sen timen to que a
aniisade ao principio quizara abalar, mas (pie
por m se lornoii mais forte que ella: quan-
to mais que este casamento Ibes convinha a
todos OS respoitos e ainda que a delicada si-
luagao em que so achina a respeito de Gaspar
e Josena nao doixasse de pungido
um pouco todava a generosidade codeo a
conveniencia e aoamor.
Bartolo eslava semino do consentimento do
pai, pois que (bra alie inesmo que izera as
primeiras proposla; mas nao hastava sto e-
ra necssario obtor o consentimento da lilha ,
por que sendo corlo que Stroiler nfloqueria
I a Gaspar para seu genro nflOO ramenos
que o. muito affecto que tinha a sua lilha ,
lhe nao porinitliria nunca obrga-la u um ca-
samento contra sua volitado, e em quanto Jo-
sefina amasse Gaspar, e sejulgasse por elle
correspondida nada sera capaz dea decidir
; a casar com outro hornera. Era pois mister a
Bartholo haver-se de til maneira, queJosefi-
na eomocasso a desconfiar da constancia de
Gaspar e viesse por m acapacitar-se da sua
, infidelidade. Desgraciadamente para o pobre
j Gaspar a eonlianca que elle havia depositado
no seu desleal amigo era urna arma podero-
sa de (pie este podia sorvir-se com vantugem
para o atraicoar.
J dissemos que as cartas de Gaspar sua
amada eram dirigidas a Bartholo. e por via
delle chegavam em segredo s mfios de Jose-
fina. Logo que assenlou no projecto de sub-
plantar O son amigo coinecou por intercep-
tar as suas cartas ; e (piando Josena lhe per-
guntava por ellas respondia-lhe esereveu-
ine ha poucos dias porm nada inhndou pa-
ra a senhora nem mesmo na minha carta
dzia urna s palavra a sen respeito. Este si-
lencio to aturado eujo vrdadeiro motivo
estava bem longe de vira dea da pobre me-
nina cansava-lhe viva impiielaeao, e um
profundo sen tmenlo.
Assim se passaram alguna mozos, e Bar-
tholo para nao desp; rtar-lhe suspeitas nao
dava o menor indicio aspirar sua mao. Po-
rm o tempo urga; s faltavam tres mezas
para que Gaspar tomasse o grau de doiitou e
voltasse a nspruefc. c entao tildo SB deseohr-
ria: era pois necssario nao perder um ins-
tante. Bartholo pediu formalmente a rno de
Josena e o pai instou com ella para que
desse o seu consentimento. Ainda alguns di-
as resistu a pobre menina at que j capa-
citada de que Gaspar a havia esquecido ce-
deu s repetidas instancias de seu pai con-
sentindoem ser esposa de Bartholo e xou-se
o dia para a celebrarlo do casamento.
Esta noticia que alguem teveo cuidado de
mandar a Gaspar foi mais terrivel para elle
que o offeito do raio. Cuslava-lhe a crer que
a sua amante e o seu proprio amigo houvessem
conspirado contra elle na mais infame traico.
Com tudo a falta de cartas de ambos..... Es-
la incerteza mais custosa que a morte.
Parte de Vieuna a toda a pressa e chega a
Inspruck a o de Maio de 1857 ante-vospora
do dia destinano para o casamento.
Nenhuma duvida lhe pode ento restar poi-
que da cidade nao se fallava de outro colisa .
que da prxima unio do rico Bartholo de
Carty com a lilha do opulento Stroiler.
Os mais sinistros projertos comecam a fer-
mentar na cabeca do fogoso Baldheim. Kilho
do Tirol, e collocado por tanto entre a Alema-
nha e a Italia, elle resenle-se como lodos
os seus compatriotas do inluxo de ambos
estes paizes do primeiro berdou a violencia
do amor do segundo o furor do ciume.
O tirolez ama como um alemao e vinga-se
como o italiano........ Com tudo um ponsa-
mcnlo contera ainda o furioso mancebo.
Josefina obraria ueste caso em inteira liber-
dade? Decidir-se-hia por sua espontanea von-
tade ou ser constrangida por sen pai?......
Quer v-la, fallar-lhe ouvir de sua bocea
que j o nao ama, que o esqueceu por ou-
tro..... Oh isto iinpossivel Aquella hito,
que tantas vezes me disse amo-te Gaspar, e
hei de amar-te sempre nao poder agora di-
zer-me j te nao amo, quero a outro!........
Nao Josena tu de certo foste Iludida ou
est violentada.
Eez que na maulla seguinte lhe fosse entre-
gue um bilhete em que supplicava Bidente-
mente que entrada da noute lhe fallasse no
jardim. As esperancas de Josolina renasce-
ram mais fortes com a leitura desle bilhete e
quizara logo responder-lhe mais sen pai .
que a vigiava com o maior cuidado depois (pie
soubera da chegada de Gaspar nao Ibes de-
xou em todo o cha um instante tvee para res-
ponder ao seu amante, e muito menos parta*
cudir noite ao seu chamado.
Entretanto Gaspar pode nitro luzir-se ao
jardim, e ah espera intilmente: uma, duas,
umitas horas se passain e Josefina nao appa-
rece. A desesperan") e o ciume ralaiu o cora-
cao do mancebo. J nao ha duvida : Jose-
na j o nao ama. E por sua volitado por
muito sua livre ventada que vai casar com
Bartholo. A infiel amanto e o falso amigo,
ambos oatraenram vilmente... Pois bem :
eumpram-se os destinos.
Ceg e arrebatado por lao furioso padecer .
i encaininlia-so para o lado da casa, acha a por-
| la do jardim aborta iilrodu/.-se furtivamen-
te e vai direito ao quarto de Josolina. como
quera tao bem conhece todos os pssos daquel-
la haliilaeo.
Precisamente naquella noteasduas fami-
lias dos futuros* esposos esta vam reumdas no
I saldo para assignatura das escripturas.
Josena aillitae angustiada de presehcear
esta scena, sobe por um instante ao seu quar-
to para dar alguin desafogo ao oppreSso cora-
cao ou antes para pensar no modo de llas-
trest consorcio em (pie j nao pode con-
| sentir. Chegando porta do quarto v um
vulto e sola um grito de espanto reconhe-
! cendo o hornera, que lhe era to caro o por
quem tanto havia padecido.
Es tu Gaspar i' s tu exclama fora de
si e vai a larigar-se-Ihe nos bracos.
Ao ouvir osla VOZ que tantos encantos t-
vera para elle algmn dia, Gaspar hesita o seu
Ibror, o seu ciume comecam a desvanecer-so-,
e elle la talvez ceder piando abrindo Jose-
na a porta do (piarlo a vista dos enlodes .
jdasjoias, dos vestidos do noivado espalhados
por cima de todas as mezas e cadeiras vein
accender de novo ; e exasperare seu furor.
Sim son eu : grita com voz horrivcl ,
o a agarra com mao convulca por um braco.
Ouve-se um tiro e Josefina cae sera vida a-
travessada pelo coracao. O sangue espadana-
i lhe da medonha ferida, e salpica o assassino:
e ensopa o pavimento. Gaspar considera um
momento com ternura e espanto osle cadver:
involfo no seu sangue, e tirando dooulra
pistola a descarrega contra a sua cabeca ; po-
rem o Uro apontado com mao Incerta nao
tez mais que levar-lhe parto da face.
ElltO Bartolo (pie avia corrido logo ao
primeiro tiro, entra no quarto de Josolina ,
'e preoipita-sB sobre o-seu enaanguentado ri-
val. Empenha-se entre ambos uma lula ter-
rivol; caem abracados c rolara pelo pavi-
1 monto ; porem Gaspar cujo furor lhe aug-
i mentava as forras consegue metter debaixo
| do si o seu adversario e procura despedacar-
Ihe a cabeca com repetidos golpes da pistola.
Chegam em im todas as pessoas que se acha-
vam reunidas no salao e apoderam-se do as-
sassinio.
A ""TI de Maio do niesnio anno de 1857 o
povo de Inspruck acudi em mulUdlo a ver
lexecutar no patbulo um moco d 20 annos.
Este moco chamava-se Gaspar Boldhim.
(Do Nacional de Lisboa.)
A V l Z O S D I V E R S O S .
LOfERU DA MATRIZ DA B0AVISTA.
Quarta feira 22 do corrente principia o
Tli.-zoureiro a pagar os bilhotos da 1. Parte da
(>. Lotera a favor das obras da niesma Matriz ;
e contina no dia 25 das 10 oras da manh ,
al as 2 da tarde no Consistorio da mesma
Matriz : Depois dos dias Santos de fesla. con-
tinuar o pagamento nas (hurtas e Sabbados,
que nao forera impedidos, em casa da resi-
dencia do mesmo Thesourciro, na ra da
Gloria D. i i.
Conliniiacno da subseripcao a favor dos ha
hilantes da villa da l'raia da Victoria, n
illia Terco ir.
o,>000
Joao Gomes Marlinz
Jordao Jos Fragozo
BtfOOO
""......."^^ .-f,...... -
Henriques MaraPereira de Magalbaes SOOO
Thomaz remandes da Cimba 5*000
Antonio Valentim da Silva Barroca 5.>(M)0
: Joio Ignacio de Medeiros Reg 5.(MK)
Domingos Jos de Lima 5*000
Jos dos Santos Braga 5*000
Manoel Ignacio Pinheiro Jnior ;>.)!)i()
Manoel (ioncalvesda Cruz 5*000
Luiz Pedro das Neves 5*000
Jos Antonio Alvos Basto 5*000
Manoel Ignacio d'Olveira 5*000
i Francisco Mamede d'Almeida .r.>!)(H)
Dellino Goncalves Pereira l.ima 5*000
Christovo Guilherme Preckenfek 5*000
Jos Goncalves da Fon te 5*000
(aspar l.eito Forraz .'i.dMM)
Antonio Barboza de Freitas 5*000
Luiz Antonio de Sequeira Jnior 5 fOO
1 Franeitco Jos da Costa Araujo (XKK)
i_y" A Commissao administrativa da Socie-
dade Pastoril, convida aos Snrs. Socios,
para so reunirem ainanha 21 do crrante, as
10 horas damaiiha, na caza do Theatro a
Um de prehencerem deveres que Ibes im-
poem o g 13 do artigo ti dos Estatutos.
Eila se lisougeia que todos os Snrsi Socios
constantes do artigo 5 dos sobrediios Estatu-
tos, compareci para deliberarem sobre um
negocio importantissimo para a Sociedade.
v 5_j- Vende-se Folinhas de porta algibei-
ra e Eeeiesiastica para o anuo de 1811 :
na pvaca da Independencia loja do livros Ns.
57 e .~>K : na ra do Cabug, loja do Sr. Ban-
deira ; na ra da Cadeia do Recife, loja do
Sr. Moraos : delronlo da Igreja da Madre do
Reos, vendada quina \ no atierro da Boavis-
la, defronte da Matriz, botica do Sr. Moreira ;
e em Olinda botica da ra do Amparo.
- Por inconveniente nao pode sair Sab-
bado a Ordem o que se recompensar aos
Srs. subscriptores no prximo numero.
yy Precisa-so de um escravo ou eserava fc
que soja Uel para vender azeile todas as tar-
dos : quem livor dirija-se a ra das l.aran-
geiras D. 7 sobrado que fioa a esquerda do
outro do defunto Peixoto, Laudar, le a-
char com quem tratar.
i_>-" Quem precizar dalgumas canoas a-
bertas, para carregar trastos paraqualquer
parto. por prego commodo ; dirija-se a ra
do Rangel I). 17.
S2P Preciza-so deescravos que sejo bons
para servico, pagando-so bem. e entrando
das 7 horas para as 8 do da i al a noite: na
ra da Cacimba arniasein de Silva & Irmo ,
que so lhe dir quem prcei/a.
3Lj~ Qualquer Sur. dono de obras qno
quizerem comprar 10 travos de boa qualidade,
i; proprias para qualquer obra ; dirija-se ao
oilao do S. Pedro, na ra d'Agoas verdes ,
tonda de marcineiro D; 5o que achara com
quem tratar.
ss' Quem quisercmprar um violo novo,
de muito boas vozes e preco commodo ; di-
rija* sea Roavista ra do Rosario, lado do
poonte confronte o sobrado do fogueteiro ,
que achara com quem tratar.
^j- Na logo do C. Garniel*, successor do
'C. Perret, rlojoeiro : ra nova, D. II ,
acaba de rocobor-se um bonito o bem escolhi-
do sorlinientode joias para senhora constando
de aderecos completos meios ditos brin-
cos brochas de ouro de lei com pedrariase
sem ellas do melborque tora apparecido
agora igualmente recebeo um lindo sorti-
raento de corren los o cadeias para relogio pro-
pros para horaeni.
^_.- Precisa-se de 100 a 200* res a premio
de dous por ceios ao me/., dando-se por se-
guranza bunia eserava, quem este negocio
quiser faser annuncie ou dirija-se a ra da
Paz a falar com Joaqun! Luiz Viraos, quef
lhe dir quem faz este negocio.
tsy Precisa-se alugar uma casa terrea no
bairro de Santo Antonio em (paos quer das
ras, nao oxcedendo o, seoaiuguer de oito
mil res ; quem a tiver dirija-se a ra direi-
la loja de fasenda I), ou annuncie a rao-
radia.
%jj~ Vende-so lira pardo de idado de 2i an-
uos refeio sadio e sem vicio, ollicial de pe-
dreiro pof 500*000 reis, ultimo proco: quera
o pretender dirija-se ao convenio do Carino y
andar de cima, cubculo 7.
SSjr Ouem pertender loo* reisa premio so-
bre pnhores d'ouro ou pra annuncie a
morada.
K2P Corapra-sehum tzeniartello em boni
estado para ourives j quem 0 tiver queira
dirijir-se a ra direita D.il. ou annun-
cie.
V ssy Perdeo-se no dia \\ do corrente na ra
novahum indspensavel (bolcinha) de senho-
ra de casimira branca o encarnada bordada
do ouro, leudo dentro hura niasso de chavos o
huma garanba com cheiro a pessoa quo
dola livor noticia ou a achar annuncie a sua
morada, ou dirija-se a ra da cadeia do Recife,
I). (i"> que ser generosamente recompen-
sado.
tST Na putera junto ao Arco de Santo An-
tonio se contina a vender excedente pao a
100 rs. a libra, e bolaxa aoito e nove pala-
cas a arroba.
= Mr, Kissel rlojoeiro francez qu
n'outrotempo trabalbou era Pariz para (>/
, Real reinado de Luiz XVIII aviza ao res-
peitavel publico, que elle concerta qualquer
retejo que lhe seja eonliado patentes ,
horizontaos virgulas groiiomotres e em
geral todas as obras tocante a mecnni ra das Gnes junto a Typogranhia as-
sini como ; vende-se relojos bo.i/ontacs eift.
[ouro e cm piala.


afc
A
SST Precisa-sc de nma pessoa para ir o
mato distante desta praga 25 legoas, fSier
rima combranca dando iador a sua condu-
cta ; quem nestas circtiiuiancas estiver an-
iiuncic.
try Aluga-se a casa de dous andares D. 24
na ra eslreita do Rozario por prego com-
modo r a tratar no primeiro andar do mesmo.
S^" Quem quiser dar 100*000 a juros a 2
por cento ao mez e por tempo de 0 mezes an-
nuncie.
SST Arrenda-se para se passar a festa ou
annualmente nm casa sita no inondego com
commodos sulicientes para urna grande fa-
milia : a tratar na praga da boa vista D. lo.
S^j~ A pessoa que tem urna esciava para
hypothecar por 200,>000 dirija-se ao pateo do
Paraso 1). 24 qus se dir quem qner.
t2f- Prccisa-se de um homem oleiro de ro>-
da que desembulle o seu oflicio : a tratar
com Miguel Carneiro da Cunha no lugar dos
Coelhos.
C5" A viuva de Jos Francisco Martins de
Almeida arrenda pelo tempo de festa a sua
casa na passageni da Magdalena : a tratar na
ra do Palacete com Manoel Jos Galvo.
z. J- Constando ao abaixo assignado que se
tem oirerecido urna letra acceita pelo annun-
eiante, para ser descontada faz publico que
nenhuma letra acceitou por transacoes com-
merciaes, e que seja suceptivel-dedescont a
Jim de evitar qualquer transacao criminosa
acerca de sua firma pois vivendo de dar di-
nheiros a piimio nao acceitou nem se obrigou
por letra alguma.
llerculano Jos de Freitas.
C7" Quem quiser ser ama de una casa ,
com tanto que nao lenha lilhos annuncie.
irj" Dcsuparccco das ras das Cruzes um
quarto grande, capado castanbo dinas e
cauda preta com 3 ps calcados levou can-
galha e cabestro de corda ; quem delle sou-
ber partecipe ao seu dono Francisco Xavier
Marinho Falco no sitio Peco ao p do enge-
nho Suassuna, ou na ra das Cruzes venda
J). 4 que ser gratificado.
AVISOS MARTIMOS.
gens ; adverte-se que tudo ser vendido por
liquidaco e por isso sem limites de precos.
s_j^ Que fazem Lenoir Puget & Gompa-
nbia perante o Chanceller do Consulado de
franca por inlervenco do Corretor Olivera
de urna porco de papel florete avariados por
conta e risco de quem pretencer ; Segunda
feira 2o do corrente as nove horas ta manh
no seu armazem da ra da Cruz n. 5.
COMPRAS
C? Um escravo de nago de idade de Ib a
48 annos que seja hbil para todo o servigo :
na praca da boa vista botica D. 40.
^,vzr 0 primeiro volume da t.bra intitulada
historia da Descoberta e conquista da Ame-
rica por Campe em portuguez e as noutes
de Joung ainda com algum uzo ; quem ti-
ver annuncie.
ssy Escravos do ambos os sexos com officio
ou sem elles de idade de 42 a 2o annos : na
ra do fogo ao p do Rozario D. 2<*>.
ss^- Negrinhas mumbandas molatinhas e
moleques de idade de 44 a 20 annos : na ra
do Vigario n. 21 no primeiro andar.
SZT Escravos de idade de 10 a 20 annos ,
para fora da provincia : na ra do colegio
D. 5.
das para agoa ou animaos de todos os tama-
nhos, de uzo nesta provincia -laxas de fer-
ro coado e, batido por precos reduzidos^; na
ra da senzala nova D. 4 em casa de Fox e
Slodart, os mesmos se encunibem de mandar
vir qualquer encomenda de machinismo.
^r^r Os seguintes livros : grammatica ana-
ltica da lingoa portugueza por Solano mos-
trefrancez grammatica latina por Antonio
Pereira e o 2.u tomo dos diccionarios theo-
uma cama de angico para casal, com
lgicos
YENDAS
cy Sedas ricas para vestidos chales e
mantas de seda francezas por
co : na ra do Queimado D.
do Crespo primeira
Para o Aracaty sabe impreterivelmente no
dia 24 do corrente a Sumaca Felicidade de que
be Mestre Jos Rodrigues Pinheiro por se
achar quasi prompto o seu carregamento,
ainda reeebe alguma carga miuda e passagei-
ros ; quem quiser ir de passagem entenda-
se com seu dono Antonio Joaquim de Souza
Ribeiro.
Para o Porto o Rrigue Portuguez Maria
Feliz Capito Antonio Luiz Gomes mudo
velleiro, e cncavilhado de cobre pretende
sahir breve por ter maior parte de seu carre-
gamento prompto ; quem quiser carregar ou
ir de passagem para o que tem bous commo-
dos entenda-sc com dito o Capito na pra-
ga do conimercio ou com o seu consignata-
rio Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
Para o Porto segu viagem com muita bre-
vidade o bem conhecido Uergantim Portuguez
Flor de Beiris, Capito Jos Thoniaz de Lima;
quem quiser carregar ou ir de passagem para
oque tem excellentes commodos, dirija-se
ao Capito ou a Manoel Francisco Pontes.
Para o Ro de Ja-neiro segu com brevida-
de a Sumaca Conceigo Felicidade do Brasil;
quem quizer carregar ir de passagem ou
embarcar escravos ; dirija-se a bordo da mes-
ma a tratar com o Capito Antonio Soares de
Almeida.
Freta-se para qualquer porto da Europa a
Barca Ingleza Cigar de primeira classe de
232 toneladas milito boa Ue vella e forrada
de cobre ; a tratar com os seus
rios Gaskcll Johns & Companhia.
Para Maranhao sahir com toda brevidade
o Patacho Rrasileiro Maria Luiza forrado e
pregado de eobre por ter parte de sua car-
ga prompta ; quom quiser carregar dirija-se
ao seu proprietario Antonio Joaquim de Souza
Ribeiro ou a F. M. Rodrigues & limaos.
commodo pre-
1 vindo da ra
loja de Francisco Jos
Teixeira Bastos & Companhia.
S t~ Na loja de Hypolite S. Martin & Com-
panhia na ra nova D. 5 lado do norte ; tem
novo sorlimento de chapeos de seda palhi-
nlia e de cambraia para senhora e meninas,
1 uvas de todas as quahdades e calgados ,
llores finas grinaldas plumas enfeitcs
para cabega de senhora guarniges de flo-
res para vestidos fitas ricas sedas para ves-
tidos e chapeos bieos de blom de seda i e
linho brancos e prelos bonets de panno pifra
homem e meninos, estojos com instrumen-
tos mathematicos novas cordas para violo ,
e rebeca flautas violes e metholos para os
ditos, o jogo Domin, ornis honesto e de-
vertido para um familia a 3. 4 e 3, pata-
cas o jogo he 28 dados em urna caixinha e
mitras militas fazendasde gosto.
S3?* Bichas pretas grandes e da melhor
qualidade que vem neste paiz presuntos do
porto, amendoas de ptima qualidade, paios,
chourissos sag e vinho feitoria tudo por
prego commodo : no atierro da boa Yista D.
49 junto ao beco do ferreiro.
c^ Duas moradas de casas terreas sitas no
pateo de N. S. da Paz nos aflogados por prego
commodo ; quem as pretender annuncie.
s^ Bichas da boa qualidade c.hegadas l-
timamente do porto de 420 a 480 cada urna e
aoscentosa 7*000 : no atierro da boa vista
na primeira venda ao p da ponte.
t*f Dous almofaris de bronze grandes ,
gomma de araruta bichas de boa qualidade ,
nindo deitar-se no duente sem dar o maior
trabalho assim como tanibem se alugo ,
eonsignata-
L E I L O E N S .
tiy Que fazem Rozas Braga 4 Companhia
"por inlervenco do Corretor Oliveira Quarta
feira 22 do corrente as 10 horas da manh cm
ponto no seu armazem defronte do Corpo
Carito de um completo e variado sortimento
de ferragens e miudezas consistindo princi-
palmente cm fio para sapateiro de ptima
qualidade puntes de uiai fin tinta para es-
crever em garralinhas fitas de seda ban-
dejas requissimas facas para charquear fa-
cas e garfos para mesa ditas para deser, na-
vallias [iara barba tliesouras para alfaiatcs ,
carnvet-s n thesouras finas, caivetes paia
aigibeira fci\aduras hespanholas colheres
de metal, dobradira de muitas quididades,
ii:' para cajxilJioi c outras muitas ferra-
semente de coentro de toceira e mesmo da
trra a 520 a garrafa : na praga da boa vista
botica I). 40.
v^r Ou troca-se una negra da costa boa
quilandeira e lavadeira muito fiel e de boa
saude por um negro moco acostumado ao
servigo de campo : em S. Amaro na estrada
de Belem no sitio de Claudio Tresse.
S3- Farinhade muito boa qualidade ehe-
gada na ultima embarcaeo do Rio de Janeiro:
na ra da Cruz armazem n. 0.
^kzt Rendas largas e estreitas, bicos fitas
de garga e de setim abotuadiiras amarelas
para casacas a 1920 e 900, ditas pretas a
480 sapatos francezes para honicni a 1280 ,
luvas curtas de seda a G00 cartas francezas
finas a 5200 chapeos de palhinha enfeitados
para senhora a 4,>000 pomada franceza ,
botes de cores para coletes a 200 rs. a duzia:
na ra do cabug loja D. 5.
t^r Farelo a 5^000 o saca de 5 arrobas ,
ou 2,y800sem o saco para engordar cava-
Ios os compradores acharo este farelo mui-
to melhor do que aquelle que vem de fora,
pois he fresco e novo tambem da mais sus-
tento aocavallo o qual o peso do farelo mos-
trar : na fabrica de larinha do atierro da
bea vista.
x^r Por prego commodo a dinheiro ou a
praso um preta de idade de 5o annos gua-
ran : puciiri mann cessencia de aniz:
na rila da inoeda n. 141.
*** Z-J' I ni grande sortimento de maquinas
Ae vapor de loica de 5 4, .">, e 0 cavallos.
cjm nioendas para as meNBM por prego
muito em eoata esujeitAoae os vendedo-
res a mandar a asentar as memas e moca
colxo e travisseiro quasi novo, c cortinados,
nma caixa de tartaruga nova para rap urna
cadeirinha de parafuzo com assento de coxim
propria para pianno um taboleiro grande
novo e urna porgo de sacos rasios de algo-
do da trra a 120 rs. : na ra de S. Rita no-
va D. 18 lado da Igreja.
W 4 moleques de idade de 12 annos de
bonitas figuras um preto de idade de 4o an-
nos por 52000 bom cozinheiro e canoei-
ro urna preta da costa cozinha lava rou-
pa e he boa quilandeira que d 400 rs. por
dia : na ra de agoas verdes casa terrea D-
cima 57.
Urna escrava de nagSo boa cozinheira,
refina assucar, faz varias qualidades de doces,
engomnia liso e lava roupa : na ra Direita
I). 20 lado do Livramenlo.
CJ- Panno de linho aborto para toalhas e
lenges lencos de seda para grvala meias
curtas de linho chapeo-: de sol de seda ro-
setas de ouro para senhora e meninas, toa-
lhas de linho, tudo do porto e por prego com-
modo : na ra do Fagundes sobrado de um
andar D. 4.
&3=- Barricas e sacas com farelos barricas
com fumo para charutos gangas amardas ,
lengos pretos de seda da india, toalhas ada-
mascadas e salitre refinado tudo por pre-
go commodo : em casa de Matheus Austin A
Companhia na ra do trapiche novo n 12.
cj- Um selim quasi novo com todos os
pertenec : na ra do Fagundes D. .
Si^* Cadeiras de Jacaranda superiores e de
moderno gosto ditas de olio, canaps cor-
respondentes as ditas por prego mais barato
do treita do Rozario loja de marcineiro D. 29 ,
e no forte do mattos armazem do assucar de
Carvalho & Ferreira.
%tsf Na loja de Carioca & Sete na ra do
Queimado D. 15 ricos chales e lengos de se-
da de bonitos padroens lenros pretos para
pescogo muito grandes lisos e com flores ,
cambraias do bom tom sedas e sarjas para
coletas e vestidos veludos lisos e lavrados ,
finissimas meias de algodo e de seda para
homem e senhora luvas de seda esguio
fino de linho brins trangados e bretanhas de
linho puro suspensorios elsticos gazine-
tas, casemiras merinos pannos finos de
todas as cores e chapeos de todas as quali-
pades e modernos tudo a commodo prego.
tur Um negro pescador : no pateo do Car-
ino casa terrean. 8.
"^Ci" Borzeguins de duraquea lGOO o par:
no atterro da boa vista loja I). 16.
3EF* Superior sal de Guamar alvo e gros-
so a bordo do Patacho Nacional Laurentina ,
ancorado na vasta do forte do mattos, ou
fallar com Lourengo Jos das Neves na ra da
Cruz n. 32s
t2j~ Fafinha muito superior, sendomoi-
da de trigo novo do ultimo carregamento das
marcas XXXF e XXX que vende-9e por pre-
go barato : na fabrica de farinha do atierro
da boa vista. ,
cr- Bichas pretas chegadas prximamente
pelo deminuto prego de 100 a 200 rs. e sen-
do em porgues de 100 para cima se daro por
menos : na ra estreita do Rozario venda De-
cima 50.
i-v- Dous carros Inglezes de duas rodas da
melhor construgo modernos e mais leve
possivel com todos os arreios completos e
sem coberta pelo mdico prego de 5,"0j000
cada um : a tratar com Sniith & Corbctt ar-
mazem de ferragens ra dos Barbeiros ou
no seu escriptorio da ra do trapiche novo
n. 15.
i^- 6 cadeiras de Jacaranda com assento
de palhinha em bom uzo por prego com-
modo : na ra das Flores D. 8.
SSr- Queijos londrinos presnnlos para fi-
ambra conservas mostardas fructas pa-
ra pastis salmo em latas, batatas ingle-
zas una poreo de garrafas vazias : no ar-
mazem de Joo Carroll & Filho na praca do
commercio.
C?" Cadeiras americanas com assento de
palhinha e de pao camas de vento de
amarelo muito bem feilas a 4rt'500 ditas de
pinho e pinho da Suecia com 5 pologadas de
grossiira e dtto seirado, tudo mais em
canta lo que em outra qualquer parle; na ra
da Flur-.'iitiau casa de J. Bcranger.
*&- Farinha de trigo Americana de bem
eonhecida marca Gallezo : em casa de Hcnry
Forster & Companhia na ra do trapiche no-
vo n. 17.
ESCRAVOS FGIDOS.
S27" No dia 5 do corrente fugio da Yila do
Limoeiro um negro de nome Joaquim Angi-
co de idade de 5o annos alto seco cora
urna marca de ferida nos peitos nao falla
muito explicado mas he muito esperto e
costuma beber e ^supoe-se ter vindo para
aqui ; quem o pegar leve a ra do Queimado-
D. 15 a Guilher Augusto Rodrigues Sete ou
no Limoeiro a Manoel Candido Correia que
ser recompensado.
C7" Em dias de Janeiro do corrente des
apareceo urna e%crava de nome Maria, de na-
eflo Rebolo de idade de 40 anos ja pinta
debranco tem coroa na-cabega de carregar
peso levou vestido de chita azul tem urna
pequea sicatriz em olho tem algumas mar-
cas de chicotes pelas costas, dentes abertos,
os dedos dos ps abertos peitos cabidos ,
julga-se ter sido furtada e vendida para as
Alagoas ; quem a pegar levo ao sobrado da
quina do beco da Congregago, que ter iOO/f
de gratilicaco.
ICT Fugio um negro do abaixo assigdado ,
no dia o do corrente com os signaes seguin-
tes : seco do corpo cara compridae talhada;
olhos pequeos tem a calva rapada de pouco
lempo he muito ladino porem falla algu-
ma couza a trapalhada de nome Joaquim ,
tem oflicio de sapateiro e he de nago an-
gico levou vestido caigas e camisa cor de
rosa ; quem o pegar e levar a seu Snr. que
ser bem recompensado.
Antonio Baplista Ribeiro de Faria.
O" Fugio no dia 19 deSctcmbro um ne-
gro de nome Domingos de nago congo ,
baixo, cara redonda, falta-lhe um dedo
mnimo em um dos ps, lem algumas feridas
ou marcas dallas, c um dos calcanharem nao
assenta no chao por cauza de una ferida que
teve no p ter de idade 4o annos pouca
barba e tem alguna cabellos brancos foi
escravos do engenho Cruass ; quem o pe-
gar leve a ra nova ao p da ponte loja n. 27
quesera gratificado.
d- NodialOdeNovcmbro fugio ou fur-
tero um escravo anda bugal de nome
Furtunato representa ter 50 annos de ida-
de alto, magro cor bem preta, tem alguns
cabellos brancos na cabega he bem picado
das bechigas pincipalmente no nariz falla
diseancada e quando anda he devagar que
parece estar doente dos ps ; levou caigas e
camisa ja velha ; quem o pegar leve a ra da
cadeia loja de ferragens ii. 41 quesera gra-
tificado com 50*000.
C7* No dia 18 do corrente as 8 horas da
manh fugio do sitio de Jos Bemardino Lial
em Pamameirim um negro ainda bugal. de
nome Joaquim de nago congo levou ce-
roulas de estopa e camisa de algodo da torra ,
he baixo e gordo eom barba bastante cre-
cida os dentes da frente grandes; quem o
pegar leve ao dito sitio ou na ra da cadeia
do Recife D. 5.
S^- Dezapareceo no da 2 d^Oulubro p. p.
um preto, de nome Manoel naco congo ,
idade 20 annos estatura regular, bonita fi-
gura, gordo, rosto redondo, olhos abuga-
Ihados, pez pequeos e no direilo o dedo
grande redondo procedido d'um panericio ;
levou vestido carniza d'algodo trangado cal-
gas d'estpa das IJhas e bonet inglez. Jorgo
nagio Angolla idade 22 anuos baixo ,
rosto redondo, olhos grandes urna marca
bordada em cada um dos bragos; auzenlou-se
no dia 26 de Novembro p. ; levou tambem ca-
rniza de algodo trangado c caigas d'estpa
remendada e suja. Luiz nago camundongo,
idade 20 anuos, alto, seco, cor preta o-
lhos alguma cousa vesgos ; levou a mesma
roupa do outro e bonet inglez ; desaparecco
na noite do dia 26 a 27 do passado : quem os
aprehender leve-o caza da quina defronte do
Trapixe novo que ser gratificado.
X^- Do abaixo assignado fugio no dia 22
de Outubro do anno passado um molto de
nome Paulo, bastante alto, grosso cor qua-
si branca porem escalcada olhos azues,
cabellos a castanhados pouca barba tem o
dedo grande do p direito aberto para fora ,
tem urna orelha furada com um brinco tem
seoslas todas picadasde chicotadas que recc-
beo do seu antigo Sr. este escravo he fllho
do Rio de S. Francisco, e veio da Baliia;
quem o pegar leve a ra de agoas verdes D.
12, quereceber 1000000 de gratilicago.
Francisco Jos Duarle.
BECR L NA TVP. DL M. F. M F. l^ .


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EG70IHT0R_DUJ2HI INGEST_TIME 2013-04-13T01:10:04Z PACKAGE AA00011611_04378
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES