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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/04377
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Saturday, December 18, 1841
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:04377

Full Text
Anuo de 1811.
Sabbado 18 de
Tudo agora depende de aoa mesmos ; da nona prudencia, moderer.fio, eener'ii: con-
tiaueroos como principiamos, aeralas aponiados rom admiraciio entre as Narre maia
tullas. (Proclamacao da Assemblea Gral du srasil.)
PARTIDAS DOS CORREROS TERRESTRES.
Coianna, l'araiba, e Rio grande do Norte, na aegunda e sexta feira.
Bonito e Garaobans, a i e 24.
Cabo, Serinhoeni, Rio l'ormoz, Porto Cairo, Marein, e Al;oas no i ii, 21,
Tajea d3. Santo Aato, quinta (eir, Olinda todos os das.
DAS DA SEMANA.
43 Seg. f. Lata, chaen; And. do Joii de Direito da 2. Tara.
44 Tere. a. Angetlo. Be!, Aud. do Juii de Direito da 1. vara.
45 Qnart. Jejum s. Enzebio. Aud. do juii d direito da 3. Tara.
46 Quii, *. Ananias, chnnch. And. do Juiz de Direito da 2. Tara.
47 ext. jejum a, Bartliolcraeu. Aud, do Juiz de Direito da 4. rara.
4S sab. jejum N. S. do O' Re. Aud. do Juta de Direito da 3, Tara.
49 Dom. 4, do drenlo, a. Fuaala,
Preamar do da 18 de Dc.cmkn.
1.a as ) boris e '8 ni. da tarde.
2. as 9 horas e 42 m, da manlij.
Dozembro. Anno XVI. N. 2#>.'
O Diario publicase lodos o din de tres mil reis porquariel pagoa adianladoa! Os aauncio* dos laugnaatoi s.io inserid*
gratis, eos dos que n;io forera raio de SO reis por liaba. A ri-i-lamaces derem ser
dirigidas a esta Typograia ra das Cuites D. 3, ou praea da lndt-ucndi'BCta lojis de lirioa
Nmeros 37 e 3S.
C.AlMHIOS so ni* 17 i>k Dezemb&o.
Cambio sobre Londres 31 n 2! i\t d. f..
h u l'aris 32U reis p. franr.
Lisboa SU a S-> p. 100 de pr.
O un o Moeda de 6.40 V. 14,500 a 14,700
i N. 44,400 a ,4. u de 4,000 8,100 a S,-2lHI
PiiAt* Pataches 1,640 a 1,000
1,6(1
i .li'itt
1.400
Pra r.\ Pezos Cotumaata* 1,640 i
Mesieanus 4,620 a
u miuda 1. Villa
Moeda de cobre 3 por 100 de (lironlo.
Disconlo de billi. da Alfandega I e { por 100
ao raez.
dem de letras de boas firmas la i 1 r ,.
PHASSS DA LDA NO MF.Z RE DEZEMBRO.
Qaart, ming. a 5 s 9 ras e 3 ra. da mniih.i.
La Nora a 12-- lis 7 oras e II ni. da larde,
Quart. rese, a 20--ks 0 oras e 12 m. da larde.
La cheia a 27 s 4 oras e 12 m. da tarde.
DIARIO 1>E PEBNAMBUCO
PRNAMBCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DI.V 15 DO COMIENTE.
OifcioAi) Exm. Sur. Bispo deoecsano .
significando em resposta ao seoollicio de 1 1
do corren te, em (('requisita o conserlo da ma-
triz da freguesia d'Agoa preta visto achar-se
em estado de se nao poder celebrar, e admi-
nistrar os sacramentoscom a devida decencia,
observando ser merecedora desta atfenco ,
em consequencia de se ter alli ultimado a cru-
el guerra, que tantos e 180 graves males oc-
casionou ; que, logo que vier o ornamento
que se vai proceder ser tomado este negocio
na considerado devida.
DitoAo inspector da thesouraria da fa-
2enda, communicando-lhe que bavendo o
alteres do 9. batalho de caradores de pri-
meira linha, Cumulo Ferreira Madeira pe-
dido ao Exm. presidente da provincia de San-
ta Calharina, que Ibe mandasse pagar alli
desdeomez de outubro ultimo em'diante a
gratilicaco addicional que junctamente com
o sold de sua patente deixara para alimentos
desua familia nesta provincia, visto nao po-
der subsistir com os vencimentos que lheli-
caro, e tendo o mesmo Exm. presidente de-
ferido a referida supplica, como parteeipou
em olicio de 2(i do dito mez ; cumpre que nes-
ta con formidaje mande pagar a familia do
dito alferes o sold de sua patente somonte e
fazer indemnisar por este a fasenda publica,
do q' por ventura ja se tenba pago de mais da
mencionada gratilicaco desde a dita poca em
diante.
Dito Ao commandante das armas, com-
municando-lhe o conteudo no preceden le of-
ficio.
DitoAo inspector da mencionada tbesou-
raria, transmittindo-Ilie para seo conhe-
cimenlo e execuco a ordem do tribunal do
thesouro publico nacional sob o numero
400.
DitoAo mesmo rcmcttendo-Ibc para sua
intelligencta, e execusso na parte que lbe
toca os exemplares dos decretos do governo
de ns. 182, 185 e de 18a a 188, bem como
dalei n. 184.
Iguaes remessas foro, feitas ao presidente
da relago director interino do curso jurdi-
co juizes de direito do civel, cmaras muni-
cipaes ele
Dito -- Ao commandante Superior da guar-
da nacional do Recite, para mandar dispen-
sar do servico da inesnia guarda nacional aos
guardas do esqudrao de cavallaria Joo Tho-
maz Pereira, e Ignacio da Silva Lopes em
quanto estiverem noexercicio de commissa-
rios de polica.
DitoAo prefeito interino da comarca do
Recife, cummunicando-lbe aexpedicQo da
ordem supra.
Dito-Aos administradores da ftindioc&o
desta cidade, para mandaren) o mostr da mes-
illa fundicoao a bordo do vapor Correio Bra-
sileiro atimde examinar as respectivas ma-
chinas ecaldeiras que se ahad arruinadas,
informando com urgencia o coneerto deque
precisilo quanto montar a despesa e
que lempo gastar.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha,
scientilicando-o do exame de q' trata o prece-
dente olicio, e orden ando-I he que para csso
fim subministre o que for necessario ao mestre
da referida fundido.
Dito Ao commandante do vapor Correio
Brasileo -commnnicando-lhe o conteudo nos
dos precedentes ollicios.
F.D1TAL.
Vicente Tbomaz Pires de Figueiredo Camar-
go Comendador da Ordem de Qirbto e
Inspector d'AlfenJdega por S. M. I. o Se-
nhor I). Pedro 2. ote.
Faz saber aos danos dos volumcs que
se conservo defronte da porta da alfandega .
que se os nao removerem d'ali dentro de 21
horas pagarla a multa 2,>000 reis por caila
hum dos referidos volumcs, alem dadespe-
za da remocao quesera fe i la pela capata-
sia como determina oarfigo 2T doregula-
mento de 22 de Junho de 18o(>.
Alfandega de Pernambuco 17 de dezembro
de 1841
V. T. P. de F. Camargo.
MEZA DO CONSULADO.
Miguel Arcanjo Monteirode Andrade, Gaval-
Jeiro da Ordem de Ghrlsto c administra-
dor da Mera do Consolado de Pernambuco
por S. M. I. eC.
Faz saber que no dia 18 do correntc se
bao de arrematar na porta da mesma tres
garrafoens com agoardente resillada aprelien
didos a Iwrdn Mar seni despacho, em cujo diase findo os
prazos marcados no rcgnlamento ; sendo a
arrematacao livre de despe/.as ao arrematan-
te. E para que chegue a noticia a quein con-
vier mande afxar o presente cdital na porta
desta admiiiiitracao e publicar pela impren-
ta. Meza do Consulado de Pernambuco 13
de Dezembro de 1811.
Miguel Arcanjo Monteiro d*Andrade.
OTilUS PUBLICAS.
Pola adrninistraco Gacal du obras publicas
se avisa a todas as pessoas (pie tem vendido
gneros para a dita repfrtie^p e que anda
nao tem apresen tado as con tas que bajo
deas aprese.ntar quanto antes ao administra-
dor fiscal da mesma as horas do expedi-
ente.
Adrninistraco fiscal das obras publicas IS
de dezembro de 1811.
Moura
Admistrador fiscal.
TERDEISOSDE MAHIM1A.
De ordem do Sur. coronel inspector geral
das obras publicas tenho de annunciar (pie
no dia 2o do corren te mez se tem de proce-
der a medQo avaliacao, e dem a reacia > de
hum terreno de marinha no alterco das cin-
co pontas em frente ao caes do governo ,
concedido ao Sur. pocurador fiscal Antonio
Joaqum de Mello para o que convido a to-
dos os hereos e mais interessados a quem
convier, hajo de comparecer logo depois de
6 horas da manh. Reeife 10 de Dezembro
de 1811
Joo Francisco Bastos
Escrivo interino.
Consulado de Portugal em Pernambuco
11 de dezembro de 1811.
Joaquim Baptisla Moreira
Cnsul.
CORRESPONDENCIA
Snrs. Redactores.
Nao sem admiraco vi, que o sen Diario ,
repercuLindo a empudente aleivoza do ver-
dadeiro Monarquista, me classilicasse deco-
nivente na tenlativa de morte contra o Exm.
Presidente da Provincia da Parahiba Para
escapar ferocidade nao do instrumento ,
porem de hum grupo feroz q*tie o domina ,
e o leva tudo quanto he nocivo a Provincia,
e elle mesmo achava-me na Provincia do
Rio grande do Norte, onde nao trabadla a
prelo ; por isso nao respond logo : agora
que aqu me acho c munido de [Jabeas Cor-
pus devo delendei-me; mas sendo precizo
hum longo e lastldiozo aranzel para desenro-
Iar o fio d'Ariadna que faz o lecido das ca-
lumnias e perseguieoes boje platicadas na
nova Juda ou Parahiba do Norte ; o per-
suadido alem disto de (pie nem os mesmes
jugadores do mcu crdito tem leve sombra de
tal convicta), eu devo eserever quanto bast'
para pedir vista para embargos rogando ao
Publico que suspenda o seu juizo al o ulti-
mtum deste negocio. Seja-me licito porem
ccmseentar que S. Ex. 1'. C. litlvc/. boje
mesmo, (alias hum dia quando salvo do es-
tado febril que o reduzirao seus falsos ami-
gos ou conquistadores ) diga algiiem ,
ou si mesmo Se eu seguir os exemplos e
os con seibos do Lobo, a paz e a felicidade
radiara o mcu governo : a Justica a impar-
cialidade, e o indefercnlismo de partidos
era o parecer do Fobo ; e dest'arte teria eu
feito o bem da Provincia e evitado omeu
mal al a estricta elauzura que me redu-
zirao as artimaiihas de incus verdadeiros al-
gozes.
Com a insereno
Vms. ao seu leitor
r a injusti(;a feila.
M. L. de M. llenrques.
destas linhas obrigarAo
c d'algum modo repara-
PREFEITl'll A.
Parte do dia 17 do corren te.
llm. e Exm. Snr. --Das parles boje re-
celadas consta somente que forao honte'ii
presos pelo eommissario de polica da Ribera
da Boa-vista a parda Marcelina Eufrasia da
Piedade e a preta Felicianna Justa por
briga deque resollou ferirem-se niotuamen-
te
VARIEDADES.
0 Saldeador de Walerloo.
O desembarque do imperador no golfo de
Juan poz a Europa em alarme e sua che-
gadasem obstculo a Pars deo evidentemente
a impopularidade dos Bourbons. Os alliados
tomaram as armas, e nos preparamo-nos
para urna lucia que foi tilo desastrosa !
Tudo se armn e o exercito se reuiiiu ce
rao por encanto ; um grande numero de vo-
luntarios correram para a fronteira a fim de
repellir a invasao e livrar a Franca de prin-
cipes que ella nao quera. Um joven Parisi-
ense Mr. Begnier contava apenas viole
anuos quando seguio este movimento patrio-
tico; elle assistio balalha de \N aterloo e
depois que ludo foi decidido depois que a-
giria abatida ahio para nunca mais se levan-
foro remetlidas para a cadeia, para pas- t.tr este joven retomou a p c ferido oca-
minho da capital. Era quasi urna enanca que
linha partido levado de um senlmento subli-
me c que voltando a Pars com o fsico do-
ente c o espirito abatido seus poucos anuos
sarem adisposco do juiz criminal.
CONSULADO DE PORTUGAL EM PERNAMBUCO.
No da sbado 18 docorrente pelas 1 hon-
ras da tarde se hada arremallar a armacio e nfio lbe permittiam pensar seriamente nos
meios de abreviar a sua marcha, e curar a
sua florida. E na verdade seria niuto mellior
para o joven Begnier curar-se em qualquer
dasnossas cidades fronteiras e dalli esere-
ver a seu pa que era multo natural ir ao
seu encontr ou pelo menos cnviar-Ihe os
soccorros necessarios ; mas nada lembrou ao
moco Begnier que preferio antes voltar
sua patria como soldado vencido ; eentrou
gneros existentes na venda da ra 3o Ro-
sario estreita D. 21, peiteiiccnles a .lose Pe-
reira de Azevedo subbito de Sua Magestade
Fidelissima, por se ter este ausentado, aban-
donando o seo eslabeluciraento.
O producto da arremalacio he para paga-
mento dos credores a requer mcu to dos
quaes, eporconta de quem mais pertencer
se procede I arrematacao por este consulado.
O inventario e comiicc/Scs com que ha-de em Franca porCosd, soffrendo muito por
serfiMta a anvmatacao, SO acharao patenlos] causa da sua 3rida mal cicatrizada, e alm
DA dita yenda no acto do te^ftq. | disso fallo d dinheiro, l'w dia em que Ueg-
nior marchava sobro a estrada de N.inlr.s para
Pars achou-se lio doontepor causa do can-
caso da marcha e dores da ferida que se Iho
linha aborto (pie devisando na estrada a uo-
qnno distancia um grande prtico de um so-
berbo castalio se dirigi l cbnhecendo qo
ja nao poda avancar mais se deitou ao p da
grade do dito prtico.
Havia pouco lempo que elle se tinha deita-
do ou para melhor dizer tinha caido quasi
sem accordo vencido pelas dores e pela fa-
diga, quando um lindo carro de jornada
puchado por quatro soberbos cavallos cor-
rendo com a inaiur velocidadc se encaminhou
para o castalio ; leudo parado entrada deste,
mu lioinein de .ns quarenta anuos se apcou
acompanhado de sua mulhcr e urna menina
de quatorze. Oportiro correo precipitada
ment; com as oliavus na mi para abrir a gra-
de doeastello sem reparar no desg'ragado mo-
co que pela sua muita fraqueza linha os olhos
fechados e nao poda articular palavra nas
apesar deste abatimeno conservava urna con-
fusa idea de tudo o que se passava ao p de S ,
e por isso entendeo perl'eilaniente o que o con
dedizia no momento em que a sua vida esla-
va quasi a extinguir-se.
Quem osle hornera pergntou o' pro-
prietario do castello ao porteiro olhando para
Ilegnier.
Eu nao sei disse o portero reparando no
desgranado aoqual se dirigi para soccor-
re-lo.
A condessa e sua illia olhavam tambem al-
teiitamente jiara Begnier cuja figura pos
lo que naquelle estado .conservava una dis-
tinceao nolavel. O porteiro oceupado a exa-
minar (pial seria a causa do padeciniento do
abatido joven quando sua mulfier que tinha
acompanhado seu marido as suas pesipiiza^
Ihedesabnt'.iou o coleto c sobre una camisa
ensangiientada lbe vio um tejo tricolor.
E' um soldado, oran soldado ferido ex-
clamou ella
Un salteador de Waterloo disse o senhor
do castello nao toquis nesse homem Ger-
mano vamos retirenio-nos daqiii, abr t
grade.
N.lo consintaes que este homem entro no
nosso castello disse a condessa.
A Blba do conde hi um gesto de pena e
foi aprimeira que subi ao carro e seus no-
bres prenles a seguiram e o cocheiro levo
ordem de continuar o seu caminho atao cas-
tello. O carro correo para vencer a lamer,
quedo prtico conduzia ao palacio c quan-
do fez a volta para entrar no recinto pouco
faltn que nina das rondas nao passasse por
cima dos ps do pobre Begnier. Germano o
sua mulhcr estavam immoveis e Begnier
90 lancava um o liar de despreso sobre a e-
quipagem do conde que se aproximava do pa-
lacio ; masquaudo elle sentio a sineta dar o
sinal da entrada chamou com voz forte a sua
mullier que veio logo acompanhada de sua ti-
Iha.
Ajiida-mc lbe diz elle a transportar es-
to polutt rapaz a nossa casa e veremos quem
manda.
Germano levanta com todo o cuidado o fe-
rido e sua mullier com sua lillia o ajuda-
ram a transportar com o maior disvelo sua
pequea casa, queficava pouco distante da
castello ; depois elle correo a Nantes donde
voltou acompanhado de um cirurgifto. A fe-
rida de Begnier foi cuidadosamente tratada o
o sangue estancando o (lentecollocado em
a mesma cama dos dois esposos nao lardou
em tornar a si e depois desta crise um som-
no benelicente veio reparar suas fon;as e afas-
tar a febre que o amcacava. Quando Regni-
erdesperton, jeranoite, e A luz d um
candieiro que se achara sobre una tosca mesa,
lie vio ao redor da sua cama Germano sui
mulhcr c sua ilha ; todos pairciam prolon-
gados rvi mais profunda or prii.c.pahmttte
NUMERACAO INCORRETA


%
Jh
a mulberdp portciro quechorava.
Entao foi o cocheiro que veio pergantou
Germano ?
Sim foi o cochciro do senhor conde ,
c este me disse que o nosso amo te raandava
despedir, por teres acezar das suasordens
recebido este iniraigo dos Bourbons este sa-
tellite do Curso, e que por isso vos nSo ser-
is digno de servir poisqueee no quera
em sua casa seno gentes puras, e gentes de
bom psnvar.
Realistas como o cocheiro inglez como o
seu guarda roupa exclamou o porteiro, eis-
ahi as gentes de, bom pensar para o senhor
emigrado ; pois bem nos saldremos e nao
nos fallar em que galibar a vida : un velho
soldado pode bem supporlaros trabalhos...,Eu
antes quero perder o meu Jugar do que ver
roorrer este desbragado rapaz minha porta ,
tratemos do nosso docnte e depois veremos o
que se hade lazer.
0 conde dc....sustentou a sua palavra-, e
oito dias depois da Scena que nos acabamos
de contar o porteiro seguido de sua mulher ,
e de sua lillia edo ferido de Warteloo dci-
XOU o castello tcndo antes entregado as cha-
ves da sua grade ao sea successor.
A desliumanidade que o conde acabava de
manifestar era entao usual em sertos fioalgos
emigrados. Estes bomens que a priiueira re-
voluto tinha espulgado da Franga nao tinham
voltado a ella precisamente corn todas as suas
antigs prcoccupagues Coma se tem dito.
A luz (pie elles aflectavam mo ter visto os ti-
nha ferido a sen pezar ; mais elles tinham
vindo coin desejos de vinganga e de rcssarci-
mcnto elles vollavam como conquistadores,
como bomens injustamente despojados que
entravam na fruicgo de seos bens : a patria
era dullos e o estrangciro Jhe tinha dado es-
te poder. Quando passado apenas um anuo ,
de goso a irrupcao do imperador os fez no-
vamente tremer entao elles conheceram que
se erara possuidores nao era mais que provi-
soriamente. Masquaudo por segunda vez tor*
naram a voltar a raiva foi milito viva e a-
pezar que elles a dissimulasscm visto que el-
les cbamavam lidelidade cavalhciresca era
Twm fcil couhecer-se nao era mais que o de-
sojo de vexar c possuir. 0 govemo do rei de-
clarou que elle tinha commcltido faltas -, des-
bragada lidelidade faz commetter ontros. A
nobreza era nsaciavel : dignidades postos .
indemuisagrtes ella pediu e tudo obteve. 0
conde de N....que na sua qualidadc de fidalgo
c de emigrado, tinha dobrado titulo s reaes
gracas nao foi nem dos ltimos a pedir ,
nem dos ltimos a obtor ; cora ludo tinha do-
is grandes defeitos que o impediram de pen-
sar no futuro : era perguigoso e dessipador.
Se Mr. o conde nao tivesse sido tao incapaz,
leria feito a sua fortuna como tantos outros ;
porm nao querer satisfazer a certas etiquetas
que a qualidade nohre exigiam era fechar a
porlaaos maiores favores e tal foi a conduc-
ta de Mr. N'.... que nao obstante isto viven
domo um fidalgo e fez dividas. A sua casa
de campo Toi hypothecada e depois vendida.
Mademoiselle de N__, apezar da sua nobreza
nao casou, e o conde loado gasto os bens que
a grandeza real lhc conecdra, achava-se em
um estado milito triste para um fidalgo, quan-
do a revolugao do 1830 se manifestoiu Nao
se pode dizer que esta revolngo tenha preju-
dicado nem as pessoas, nem as propiedades ;
e foi livre a todos licarera em suas casas e ver
passar a colera do povo sera terem nada que
sofrer.' Nao obstante isto algnmas pessoas
trataram de emigrar. Com effcito, quem sa-
bia o que poda acontecer! A Europa poda
marchar anda contra aFranga e fazer urna vez
por Carlos 10, o que ella tinha feito por duas,
por seu irmo mais velho Telo menos eram
estes os desejos e asesperangas dos emigrados.
Mr. de >*..-.ajuntou os restos de sua fortuna ,
arranjou tudo, c seguido de sua mulher e de
sua ulhaemigrou. Sen projecto era seguir a
fortuna de Carlos 10. Mr. de >'.... sabia per-
feitaraente que os reis podeni ser despojados e
expulsos, mas minea arruinados.
Os reis melera fundos nos bancos cstrangei-
ros, com os quaes se garantcm neste caso; a-
lm disto elles sao membros de urna associagao
mulua, e solidarios uns para os outros, e por
isso concedem pensiles cora urna genorosidade
<|ue teria qualquer cousa de sublime, se nao
fossem os povos que pagassem. O calculo de
M. N. era bom e (lirios 10 fatigado de pagar
asuaantiga lidelidade, apressar-se-hia sem
duvida em pagar a nova. Era tambem um
encllente meio para nao pagar as suas di vidas,
as quaes j do algum lempo o tinham feito
conceber o projecto de passar Inglaterra,mas
a revolugio de Julbo chegou hem a lempo pa-
ra dar urna cor honesta quillo que na reali-
dade o nao era.
A familia fugitiva parti em urna cabey* q"
con lava depois vender em Ru5o ou no Havre.
Era urna das bellas tardes de Agosto e o sol
tendo-se j escondido no horisonte, este pro-
mettia tambem urna boa noiteM. o conde, como
j dissemos tinha partido em calega, mas
puxada cora cavados seus, que deviam deixar
na primeira posta a entregue a um fiel criado
para os vender e do seu producto indemnisar-
do3 ordenados que o conde Ihe estava devendo
e a cabsga devia d'alli para diante ser puxada
por cavallos do pasta. Tudo se passou porfei-
tamente e passado urna hora M. N.... achava-
se alm de Saint Din i/, e ouvia muto satisfeilo
os estados do seu postilho.
Mas entre asonze horas c a meia noute a
cabrado M. X. foi dolida por trez homens,
qae rarprehendoram o postilhfio, e fizeram
descer os viajantes sobre a estrada. Era esta
lima bem lucrativa empreza paraos salteado-
res, pois que apezar do conde j nao ser pro-
pietario, deixava a Franga, levando comsigo
bastante dinheiro que tinha produzido a ven-
da de tudo o que possuia. Os salteadores cui-
dram ern piimeiro lugar em ligar o conde e
sua mulher a urna arvorc ; c depois dous del-
les se occ-uparara em tirar da cabega o cofre do
dinheiro c o mais que cncontraram em
quanto o terceiro olhava attentamente para a
fiflia do conde c eomegava a acha-la muito a
seu gosto M. N....bem comprehendia o hor-
ror de sua situago e todo o pergo que amea-
cava sua lilha que segundo o que acabava de
acontecer s por uro milagro pedia ser salva;
e quiza ventura q' um milagro tivesse logar.
lima sege egrrendo para aquello mesmo sitio
se divisou na estrada e em poneos instantes
como a velocidade do raio se apresen tou no
meio desta scena.
Ella parou, apesar das ameagas dos la-
pres ao novo viajante para que seguisse
o seu caminho, mas este descendo com
a mior rapidez corn una mo armada de
urna pistola e outra de urna faca de malto si
avancou resolutamente para o salteador que
se tinha apossado de Mademoiselle N... de
um golpe o eslendeu morto a seus ps. O
seu criado sejuntou logo a elle e os dous
do conde tomaram entao animo e correram
para o coadjuvar contra os dous salteadores
que restavam mas estes aterrados com are-
solugSo do individuo que com tanta audacia
matara o seu companheiro, tomaram a fu-
ga sem que podessem levar nada do que
pertencia a conde. Entao este tomou ani-
mo e comegou a pedir ao seu salvador que
o desatasse.
Mademoiselle N....tinha desmatado a
Condessa sua mi tinha os bracos e as per-
nas rasgadas pelo aperto das eordas, o mes-
mo conde nao se achava em melhor esta-
do de maneira que era asss penoso a estes
viajantes continuaren! a sua jornada sem re-
caberem algum tractamento. Isto mesmo e-
ra o que pertendia aquello que acabava de
os salvar, pois fazia todo o empenho em que
fossem a sua casa quelicava alli perto e l
prestar-lhc os soccorros que precizavam.
Senhorcs Ihe disse elle tende a bon-
dade de subir vossa calega, e passar em
minha casa o tempo necessario ao vosso res-
ta beleci raen to. Eu mandarei chamar um me-
dico se vos o precisardes, e minha mulher
se apressar em prestar a estas seuhoras tudo
aquillo de que precisarem.
0 asylo que se ofierecia ao Conde distava
s algus cetenares de passos do logar onde
tinha acontecido o funesto accidente, e elle
se apressou em acceitar a ollera, todos subi-
ram para as seges. A noute estava carre-
gada, e as lanternas das duas equipagens
nao tinham permittido a Mademoiselle de
N..... seno ver imperfeitamente as feigfics
do seu salvador, porem nao obstante isto o
Conde fazia delle a mais alta ideia.
algum fidalgo Normando, dizia elle
a sua mulher que vive em suas trras Ion-
ge de Pariz, desta cdade entregue ao excesso
docrime..... sem duvida um homem que
pensa bem e quem sabe! se eu poderei es-
ta belecer com elle lagos que sejam uteis boa
causa.
Nesta obscuridade chegaram morada da-
quelle que os tinha salvado ; o Conde e a fa-
milia foram logo introduzidos em urna grande
salla motilada com a maior elegancia.
Urna Sen hora ainda moga, e muito bel-
la recebcu os hospedes com urna graga per-
feita pondo no seu acolhimento este
amavel interesse, e esses cuidados af-
fuosos que denotara ao mesmo tempo um co-
rago beneficente e urna educaeo completa.
A ceia nao tardou em vir, e em fim os hos-
pedes foram conduzidos aos quartos onde de-
viara dcscangar de sua fadiga e de seu temor.
Na nianha seguinte o almogo tornou nova-
mente a reunir todas estas personagens.
0 conde tomou entao a palavra.
Senhor, disse este, dirigindo-sfe -
quellc que na vespora o tinha salvado eu
no sei a quera eu sou devedor de tantos cui-
dados ; ignoro ainda a quem devo a honra de
minha lilha e talvez a vida ; mas o que hoje
eu ignoro aonde estou. Hontem noite a
rtqrbaco, a obscuridade, e os novos em-
bellecimentos desta casa me impediram de a
reconhecer...... Este castello j me per-
tenceo.
H effectivamente pouco tempo que euo
comprei respondeu sorrindo-se o pro-
prietario.
Meu Dos! senhora disse a condessa
mulher do seu salvador quanto mais eu vos
observo mais me parece que as vossas feigocs
me nao sao desconhecidas.
Tudo isto fcil explcar-se, respon-
den o marido; vos sois M. o conde de N. c
madama a condessa de N. que ides ajuntar-
vos ao vosso rei, c deixar Pariz esquecen-
do-vos de pagar as vossas dividas ; cu vos vi
partir hontem e era-me fcil fazer-vos pren-
der pois que tenho mais de quinze mil fran-
cos de letras passadas em vosso nome : mas
este nao o momento de as reclamar e por
isto muito bem vedes que eu sabia quem vos
eris quando vos soccorri. Em quanto a mi-
nha mulher vos a conheceis perfeitamente :
a lilha de Germano vosso porteiro nesta mes-
macasaem 181o. Quando este castello vos
pertencia seu pai roeolheu um joven solda-
do quasi moribuudo que vinha de verter seu
sangUB pela patria e vos ti vestes a dureza de
expulsar Germano por esta boa aego. f) sol-
dado foi grato : enriqueceu o pai fez educar
a lilha, e por fim esposou-a.... Ella est
diantc de vos. Pelo que me pertence, a
lembranga da boa acco de um homem do po-
vo e a fria crueldade de um fidalgo me af-
feicoaram a este castello o qual comprei e
a grade do seu prtico nunca se abre para
mim sem que deixe de me lembrar deste no-
bre deste emigrado que quera dcixar-me
morrer borda de urna estrada e que pouco
faltou que as rodas da sua carroagem i'iAo pas-
sassem por cima do meu corno.... J vedes
como eu me vingo pois que o fidalgo sois
vos e o soldado sou eu..... Eu sou o sal-
teador de Warteloo ~ Mr. o conde vossa
sege est prompta : vos podis partir !
A RA DOS JUDKOS.
Era no dia 11 de Fevereiro do auno de 1319
em que passou a peste como um flgello sobre
bellas ricas e vastas cidades um desses
annos que permanecem escriptos na memoria
dos homens em letras de sangue.
O contagio que viera dos confins da Chi-
na fez sua lgubre apparigfto na Europa sob
difierentes denominages era a peste uni-
versal a pesie negra a grande morte.
Em Pars ella dio a morte a oilenta mil pes-
soas: os fraeos e os poderosos da trra Ihe pa-
grao tributo : Joanno de Borgonha a mu-
lher de Filippc de Valois a duqueza de Nor-
mandia suairm. molheres em suas inundadoe
belleza foram victimas della.
A cruel arrastando apoz de si seu cortejo
de morte foi cahir sobre florenga Genova,
e Roma deixando polos logares onde pas-
sava um horrvel e immenso cimiterio.
Depois como um agor veio cahir sobre a ci-
dade de Strasburgo.
Grande foi a publica consternago ; a mor-
te feria sem compaixo e j se no podia
contar o numero de suas vietimas. O povo
vendo baldadas suas preces entregou-sc a de-
sesperago.
Das iglejas passou para as pragas e ahi
projectou um holocausto horroroso que foi
executado com u sangue fri digno daquclla
poca.
Existe urna nago nmada por sua origcm,
urna nago que constln temen te permaneceo
fiel ao espirito de peregrinago, urna nago
que at hoje tem conservafle intactos seus cos-
tumes suas leis religio e hbitos atra-
vs das mais alrozes perseguiges de tal for-
ma que sua vida um misterio como seu
Dos.
A nago Judaica Compaixo, tende dcl-
les compaixo christos Seja-ihes a tr-
ra leve !
Na idade media eram todos os judeos obri-
gados a morar em certas ras. Usavam de
vestuario da infamia. 0 rei S. Luiz lhes or-
denou que trouxessem no hombro urna roda
de panno amarcllo em signal de reprovago.
Ainda no lempo em que vivamos poucas
cidades ha onde se nao ache urna ra que
tenha conservado o nome destes antigos habi-
tantes. Mas o judeo de nossos dias anda com
a cabega alta ; j nao c o miseravel Paria da
sociedadcchristha que toda a gente ainda
da mais nfima plebe, poda impunemente
ultrajar que os reis os principes e os povos
aecusavam de crimes imaginarios para se asse-
uhorearem de seus bens e riquezas. Corre-
ram os seculos : os reis estendem humilde-
mente a mao ao judeo e com o soccorro do
seu ouro fazem a guerra ; ao judeo honrado
e titular depois de tantas humilhages e j
permitido o orgulho.
Em Strasburgo havia, em 1319, ra ha-
bitada pelos judeos. Neste dia 11 de Feve-
reiro ; todas as casas dessa ra estavam silen-
ciosas, as portas e janellas fortes estavam bem
fechadas; pareca reinar ahi paz tranquil-
lidade do Tmulo. Entre tanto apesto que
havia devastado os outros bairros da cdade ,
tinha resucitado o dos judeos ; e assim o po-
vo aecusava estes miseraveis de haverein en-
venenado as fon tes publicas e a voz do povo
troava forte e ameagadora.
Toda a povoaco israelita se tinha reunido
e escondido no interior de suas casas, sem dar
signal de vida.
Urna dessas casas que se fazia notar por seu
aspecto sombro e suas pequeas e estreitas
janellas, guarnecidas de grossas grades de fer-
ro era a morada de Samuel, o rico ourives.
0 velho estava sentado em urna grande pol-
trona que pareca ser o seu assento favorito,
julgando pelo lustro que o uso tinha dado
madeira. Diantc delle estava urna mesa tri-
angulare sobre ella umeandieiro de sete bicos,
e um grande livro. Samuel voltou urna pagi-
na de pergamnho : era a Santa Biblia escrip-
ia em caracteres hebraicos. Sua lilha ver-
dadeira figura de Judith estava encostado
poltrona e seguia com os olhos a le tura quo
o velho fazia com alta vos.
Neste momento um rumor surdo e longi-
quo os gelou de espanto um som prolonga-
do que se pareca algum tanto com o loquo
fnebre dos sinos.
Samuel estremeceu e parou em sua lei-
tura para prestar atiento ouvido ao rumor que
crescia. l.'m breve silencio que succedera a
este estranho rumor foi inlerrompido por
tres pancadas dadas em urna porta baixa da
casa, que dava para urna pequea ra entao
pouco frequentada. No rosto da donzella res-
plandecen uma inefTavel exprcsso de alegra.
Quiz pegar nocandieiro para ir ao encontr da
pessoa que hatera :
No Rebecca Ihe disse seu pai;
prudente que v eu mesmo.
Um momento depois Samuel entrou segui-
do por um mancebo cujos cabellos loiros em
desordem annuuciavam viva agitago e eu-
jo olhar se confundi logo como da Rebecca ;
mas ainda que houvesse nesse olhar commer-
co de amor o mancebo estava triste e pen-
sativo. .
Deas de Israel! que significa isto i Ihe
pergunlou o velho.
Fugi, nao me interroguis : foi a sua ni-
ca resposta.
Explica-lo Rodolpho Ihe disse Re-
becca limpando o fri suor que cobria o ros-
to de seu amante.
__A morte o inferno seguem meus pas-
sos. Nao ouvis o rebate ? Os sinos tocam
a esta hora a agona dos judeos. \ossa perda
est jurada ; fanticos vos denunciram ao
furor do povo, sois invenenadores, reprobos, o
vossas sortilegios irritrara a Dos. Sois vo-
tados morte desgragados judeos seno
fordes renegar a religio de vossos paes.
Renegar o Dos de Israel oh nunca !
exclamou Samuel Horrorisa-me o que dis-
seste engaaste sem duvida Rodolpho ha
magistrados nesta cidade, e entre elles teu
virtuoso pai um dos trez stettmeislres ,
que nesta occasio sabero proteger os pobres
hebreus.
Sua voz nao foi ouvida, respondeu Ro-
dolpho ; o povo rehollado forgou-os a demit-
tirem-se de seus cargos de que disposeram
immediatamente em favor de alguns homens,
que cegos Iisongeiam suas paixes e desejos
de vinganga. Um carniceiro foi o primeiro
escolhido para magistrado da eidade. Oh-
acreditai-me fugi talvez o possais ainda
fazer.
No mesmo instante o rumor qve se ouvia
ao longe se ouvio mais perto ; os gritos de
morte distinguiam-se, e as vozes tomavam a-
medrontadora intensidade. Rebecca abragou-
se trmula com seu amante e seus grandes
olhos pediam-lhe protecgo para seu pai.
Sim exclamou Rodolpho eu vos sal-
varei e precipitou-se fora da casa.
Era tempo que j a populago aflluia para
a ra dos judeos. J as portas estavam que-
bradas as casas invadidas, e os gritos das
victimrs atroavam os ares.
Rodolpho pem-se frente desta multido
desordenada ; diiigia-a com destreza, e a des-
via da casa de Samuel : um pensamento o do-
mina ; salvar Rebeca ou perecer com efi.


5
Vem depois urna corporago de pedreiros ,
seguida pela canalha : param em frente do
templo de Israel; e n'um abrir e fechar d'o-
IIios o templo destruido e suas ruinas cal-
cadas aos ps e a canalha danga un baile
obsceno no meio do santuario. Mas para on-
de marcha este tropel dehomens de mulhe-
res e meninos judeos ? a marcha do sup-
plicio menos o acampan ha ment da justiga;
tanto nao seria preciso! E os conductores se-
riem cospem no rosto dos pacientes entre
imprecages e gritos de raiva.
Que profanago es>ectaoulo para o povo
sobre os tmulos dos mortos! Ahi, no ce-
miterio dos Israelitas se levanta urna immen-
sa fogueira depois a rodeiam de taimas e
as unem por todos os lados : um auto de f
que se prepara. Mocas donzcllas ch listaos ,
tomai vossos logares na primeira linha as
que forem mais nobres! representar-se-ha um
drama de suigue; elle vosdeixar vivas, epro-
fundissimas lemhrangas.
Ilodolpho foi levado pela multidao al ao lo-
gar do supplioio empurra mis pisa outros,
introdus-se na linha das victimas Rebeca nao
estava entre ellas ; elle respira. Em breve
se ateia a fogueira ; um murmurio horrivel se
ateia em meio do fogo , fumo espesso e ferido
sahedo centro da fogueira. O povo bate pal-
mas e brada : Viva viva Novccenlos
judeos tinham morrillo queimados !
Nao estava tudo acabado. Alguns destes
desgranados escondidos no interior de suas
casas nao haviain podido escapar s investi-
gagoes de seos perseguidores ; ai'raslados para
a fogueira viram a sorte (|ue os esperava ,
eestremecerain.
0 ammeistre-carniceiro lhe mostrava de um
lado o auto da le e do outro baptismoe
Ihes dizia com feros sorriso. O fogo ou a
agoa.
Barbaros christos, disse um judco y-
Iho o Dos de Israel vos pune retonhecei
sen poderoso braco Elle vos manda peste
do Oriente que vos vai roendo osossos que
faz de'vossos corpos cadveres yvos. Por mi-
li ha voz elle vos predi/, que vossa cidade serc-
duzir a um vasto tmulo e a morte entao
nao tercompaixoalguma com vosco como
hoje a nao tendes com os judeos Entao pe-
diris perdo entao offerecercis vossas casas
desertas a quem as quizer entao pediris soc-
corro eassistencia a nieus irmos [I]
Nao se lhe d tempo de acabar ; homens
exereendo o oflicio de carrascos o empurram
para as chammas : elle arrasla com sigo urna
joven judia cuja rara belleza ferc todas as
vistas.
Rodolpho reconhece a voz de Samuel, e ha-
veria obstculos que o podessem conter ? Af-
fasta tudo que se oppe sua passagem e a-
braga o corpo de Rebeca.
Samuel langado na fogueira e solta gri-
tos de raiva.
Se minha esposa diz Rodclpho a Re-
beca ; faze-le christo e tua vida met bem,
se passar bella e suave nos bragos do teu a-
mantc.
D'uin lado o horrivel supplicio o fogo
prompto a devorar tantos encantos ; do outro
umprazerirresistivcl. . Oh! a moga nao
teveforga de seguir seu pai ella fraca cre-
atuara frgil, feita para o prazer e a fclieida-
de. . Seu Dos era o amor. A agoa do
baptismo correo sobre a sua eabega. 0 pai
moribundo v que a lilha renega o seu Dos
pelo qnal elles sao queimados. Elle exclama:
Rebeca, eu te. . .
0 fumo lhe suiroca a trmula voz e a mor-
te vem por termo a seu horroroso supplicio
Rebeca christ nao deve seramaldigoada.
( Do Nacional de Lisboa. )
COLLEGIO PERNAMBICANO.
TRABALHOS DOS DOS 5, 4, 6, 7 C 8 DE DEZEM-
BltO.
Estes cinco das foro consagrados aos Ex-
mes dos Alumnos das diversas aulas, que ha-
viam sido propostos pelos respectivos profes-
sores em conforinidadedoqucdispoe os Es-
tatutos do Collegio. Os Exames comegaram
em cada um dos dias pelas 9 horas da marih,
e acabaran sempre depois das 6 da tarde, di-
ante dos parentes e amigos dos Alumnos, e
de grande numero de expectadores.
Eisaqui os nomes dos Alumnos que se ex-
aminaran!, eogru d'approvago que obti-
vero :
AULA DE RELIGIA. SECgA DE DOCTRINA
CATH0LICA.
Alfonso d'Albuquerque Maranho, approva-
do plenamente, com preferencia.
[1] Comeffeito apeste enfraqneceu portal
fmma a populagao de Strasburgo que se viram
obrigados chamar de novo os judeos.
Antonio Batclho Pinto de Mesquita Jnior,
appravado plenamente.
Antonio Cardozo de Mesquita approvado
plenamente.
Emilio Soarcsde Azevedo, approvailo ple-
namente.
Flix Jos do (usmo e Lira, approvado
plenamente
Franoisco Fcrnandes Vieira Jnior appro-
vado plenamente.
Francisco Lins (baldas, approvado plena-
mente, com preferencia.
Gaspar de Menezes Vasconcellos de Drum-
mond Jnior, approvado plenamente
Guilherme Vieira Lima approvado ple-
namente
Hemetcrio Jos Velozo da Silveira Jnior ,
approvado plenamente, com preferencia.
Joo Bornardino de Vasconcellos Coimbra
Jnior approvado plenamente.
Joo Fernandes Vieira, approvado plena-
mente.
Joo Francisco Paes Barrettp, approvado
plenamente.
Joo da Silva Ramos approvado plena-
mente.
Jos Eugenio da Silva Ramos Jnior ap-
provado plenamente.
Jos Fernandes Vieira Rastos, approvado
plenamente.
Jos Pereira Teixeira approvado ple-
namente.
Manocl Erasmo Carvalho de Moura, appro-
vado plenamente, com preferencia >
Pedro d'Aloantara Leito Figueira appro-
vado plenamente com preferencia.
AULA DE HISTORIA. SECgvfi DE HISTORIA
SAGRADA.
Antonio Botclho Pinto de Mesquita Jnior,
approvado simpliciter.
Antonio Cardozo de Mosquita approvado
simpliciter. i
Repjamin Franklin Torreo de Barros, ap-
provado plenamente, com preferencia.
Carlos Maria de Barros, approvado sim-
pliciter
Constantino Jos da Silva Braga appro-
vado simpliciter.
Francisco Fernandes Vieira Jnior, appro?
vado pl-mamente.
Joo Bernardino de Vasconcellos Coimbra
Jnior, approvado pelnamentc com prefe-
rencia.
Joo Carlos Lnmachi de Mello, approvado
n simpliciter.
Joo Ferrcira Villcla approvado plena-
mente com preferencia
Luizde Quejroz Coulinho Jnior, appro-
vado plenamente.
Sebastio Jos da Silva Braga Jnior ap-
provado plenamente.
Sergio Diniz de Moura Mattos, approvado
plenamente'
SECgA DE HISTORIA ANTIGA.
AlTonso d'Albuquerque Maranho appro-
vado plenamente com preferencia.
Flix Jos de Gusmo e Lira, approvado
plenamente com preferencia.
Francisco Lins Caldas, approvado plcna-
namente, com preferencia.
Gaspar de Menezes Vasconcellos de Drum-
mond Jnior, approvado plenamente, com
preferencia.
Hemetcrio Jos Vellozo da Silveira Jni-
or approvado plenamente, com preferen-
cia.
Joo Francisco Paes Barretto, approvado
plenamente.
Joo da Silva Ramos, approvado plena-
mente.
Jos Eugenio da Silva Ramos Jnior ap-
provado plenamente.
Jos Fernandes Vieira Rastos approvado
plenamente com preferencia.
AULA DE MATHEMATICAS. SKCg.A D'aLGERRA.
Alfonso d'Albuquerque Maranho, appro-
vado plenamente
Gaspar de Menezes Vasconcellos de Drum-
mond Jnior, approvado plenamente, com
preferencia.
Jos Maria Salazar Mosco/o de Mello Veiga
Pcssoa approvado simpliciter.
Julio da Costa Monteiro, approvado "sim-
pliciter.
AULA DE GEOGRAPHIA.
Flix Jos de Giismo e Lira, approvado
plenamente, com preferencia.
Henielerio Jos Velozo da Silveira Jnior,
approvado plenamente.
Joo Adolpho Herbster, approvado plena-
mente, com preferencia.
Jos Maria Salazar .Moscozo de Mello Veiga
Pessoa approvado plenamente com prefe-
rencia.
Sebastio Jos da Suva Braga Jnior, ap-
provado plenamente.
AULA DA LINGOA 1NGLEZA.
Antonio Rangel de Torres Bandeira, appro-
vado plenamente eom preferencia.
AULA DE LINGOA ERAXGEZA:
Alfonso d'Albaquerque Maranho, appro-
vado plenamente com preferencia,
Flix Jos de Gusmo e Lira, approvado,
plenamente, com preferencia. >
Gaspar de Menezes Vasconcellos dcDrum-
mond Jnior, approvado plenamente com
preferencia.
Jos Carlos Herbster, approvado simpli-
citer.
AULA DA LINGOA LATINA.
Affonso d'Albuquerqrie Maranho, appro-
vado plenamente com preferencia.
Jos Maria Salazar Moscozo de Mello Veiga
Pessoa approvado plenamente.
AULA DE l'RIMEIRAS LETRAS, E LINGO!
NACIONAL.
Antonio Martins de Scabra Leinos, appro-
vado plenamente.
Emilio Soares d'Azevedo approvado ple-
namente, com preferencia.
Ernesto Dias Monteiro, approvado ple-
namente.
Fclinto Elysio de Queiroz Coulinho appro-
vado u simpliciter.
Flavio Ferrcira Cato approvado plena-
mente.
Guilherme Vieira Lima approvado plena-
mente com preferencia.
Joo Fernandes Vieira, approvado ple-
namente, com preferencia.
Jos Pereira Teixeira, approvado sim-
pliciter. I^m
Manoel Erasmo Carvalho de Moura, appro-
vado plenamente.
Plutarco Augusto da Silveira Ucha, ap-
provado plenamente.
Thomaz Lobo de Lacerda, approvado ple-
namente.
Conlinuago da subscripgo a favor dos ha-
bitantes da villa da Praia da Victoria, na
i I ha Tercoira.
Joo Ne|omuceno Barrozo. 8>00
Francisco Soares da Silva. 6000
Joze Fernandes de Souza. 6000
Domingos Marques de Carv. Nogueira. OjOOO
Manoel Cardozo A y res. 0,>000
Antonio Joze Pinto da Silva. GjOOO
Joze Bodrigues d'Araujo Porto. OjOOO
Guilherme Frederico de Souza Carv. GjOOO
Joze Fernandes Eiras. O000
Joze Antonio de Seixas. 5,>000
Manoel da Silva Loio.
Francisco Joze Alves Pilomba.
Joo de Freitas Guimai es.
Miguel Joaquim da Costa.
Antonio da Silva Jnior.
N cente Teixeira Coimbra.
Dellino dos Anjos Teixeira.
Joo Manoei Esteves d'Olivcira.
Fernandes Joze Braguez.
Aramio Fortunato da Silva.
Guilherme da Silva Guimares.
ijOOO
SjOOO
5,000
5*000
SjOOO
0^000
5*000
5*000
5.) 000
5*000
5>000
AVIZ OS DIVERSOS.
C7* Sahio luz o Espelho das Bellas, folha
que tem por fim a moralidade, instruego ,
e recreio das Senhoras ; e nada trata de Po-
ltica. Contem os seguintes arligos : intro-
duego moral, os bailes resumo da His-
toria da Provincia (que contina). folha ,
que todos os chefes de familias de vem a ellas
dar a 1er. So o resumo da Historia da Pro-
vincia a faz uiui interessanle poisquene-
nhum Pernanibiicano, e Pernambucana bem
educada deve ignorar o mais geral della. Ven-
de-se na praga da Independencia loja de livros
N. 37 e 58 ; na ra do Collegio, escritorio da
Typ. Imparcial ; na ra Direita loja de fazen-
das do Sr. Angelo Martins de Siqueira 5 e na
ra do Rozario estreita botica do Sr. Para-
nhos prego 80 rs.
i-r Qualquer Snr. dono de obras que
quizerem comprar 19 travs de boa qualidade,
e proprias para qualquer obra ; dirija-se ao
oito de S.Pedro, na ra d'Agoas verdes ,
tenda de marcineiro D. 53 que achara com
quem tratar.
xzr Quem quiser comprar um violo novo,
de muito boas vozes e prego commodo ; di-
rija-se a ra do Rozario da Boavisla caza de-
fronte do sobrado do fogucteiro.
UF" Preciza-se 200^000 rs. a premio por
2 inezes dando-se hypotheca em una esc a-
va : quem quiser o negocio annuncie.
t7" Otlerece-se um rapaz eslrangeiro para
creado de caza particular na praca ou fora
della : na ra do Rozario estreita I). 21.
\T Roga-sc ao Sr. Francisco Jauuurio de
Luna morador 110 Caxang que annun-j
ciou polo Diario existir la una esciava bugal.
sendo que tehha os signaes que se lhe d ,*
mdar p* obzcquio entrgala na Boavisla, riui
da Santa Cruz defronte dos ltimos arcos da
ribeira onde mora o Sr. Joze Antonio dos
Sanioso Silva,, e l so pagar adepeza : urna
negrinha do nomo Joaquina nafao ben-
guella idade \{ alios ollos grandes bo-
ca o orcinas poquouas e cabellos estirado*
como de cabra.
ir?- Precisa-se de tuna ama para o servigo
de urna casa, % que compre na ra : as.
pontasD. 3 i.
i^* Oualquor Sr. d'engenho que precizap
de um mostr para a destilago d'agoardente ;
pode dirijir-so ao quarlel do Bom Jezus
fallar comG. A. Bloem.
tof' lima Si-nhora capaz prope-se a la-
var, e engomar com perfeigo na ra da,
praia por detraz da rua do Fagundes ca/a.
verde junto ao sobrado de 2 andares.
!ET Quem quiser comprar chapeos de pa-
lhiiiha, muito (na, bem entintados, cali
mil rs. ; dirija-se as 5 ponas D. 54.
s^y Preoiza-se de nina ama de leite qua
tenha boas qualidades, e bastante leite : ai
tratar alraz dos Martyrios, casa de 5 portas
verdes.
c?" Na paderia junto ao Arco de Santo An-
tonio se contina a vender excedente pao a
100 rs. a libra e bolaxa a oito e noye pata-
cas a arroba.
s_jr De novo aluga-se para passar a festa ,
ou annuahnente urna casa terrea, sita no
Mondego, com cmodos suficientes e por
prego rasoavel: quem a pretender dirija-sa
a praga da Boavisla D. 10; e bem assim ven-
dem-se bixas pelas grandes a 200 rs. a
pequeas a lOOrsj garrafas de senientes da
coentro 400 rs.
* r Quem quiser hypothecar urna escrava'
por 200^000 rs. sendo ella boa e licanda
os servigos da mesnia pelo premio do dinhei-
ro ; dirija-se ao patio do Hospital do Paraizo
. 2t, que se dir queni quer.
i^~ Aluga-sc o 1. andar da casa sita na'
rua Nova D. 11: quem a pretender dirija-
se a loja da mesnia que achara com quenK
tratar.
UT Aluga-se para passar a festa um sobra-
do com loja em Olinda na rua de S. Bento
com agravcl vista para o mar e muito fresco
por prego commodo : a tratar na rua velha da
boavista, sobrado D. 55 com o Tencn-
te Coronel Jos da Cunha Mories Alves.
ur 0 Sr. D. A. B., queira ter a hondada1
de mandar embolgar o pequeo saldo, qua
de Lisboa por aviso do Sotcmbro de 1859 ,'
lhe foi ordenado pagar n'este Recife, na mes-
nia casa cm que o mesmo Sr. j pagou una
oura quantia, em Novembro de 1855.
C7- Em casa de M." Theard, rua Nova D-
10, se acha um completo sortiraento de cha-
peos de Senhoras de seda c de palha muito ri-
cos dos padres novos e pregos commodos'
de palha enfeitados t^OOO rs'.: tambem tem
outras muitas cousas chegadas proxima-
memente de Franga.
tir Precisa-se de 100 a 200ji res a premie
de dous por centos ao mez dando-se por se-
guranga huma eserava, quem este negocio
quiser faser annuncie ou dirija-se a rua da
Paz a falar com Joaquim Luiz Virans, qua>
lhe dir quem faz este negocio.
CF" Compra-se una casa terrea no bairre
da Boa-vista que seo prego nao exceda
de 1 :500ji reis ; quem a liver annuncie oil
dirija-se a botica do Snr. Moreira no mesmo,
bairro, defronte da matriz que se lhe dir'.
= Na Botica da rua da Cruz, n. 39 con-
tinua a vender bixas maiores, e menores; por.
prego ra/.oavel.
iy Dezaparcceo da casa de Francisco Das
de Araujo morador na Guarita um seo es-
cravo de nome Luis cabra estatura ordi-
naria ps apalhetados cara redonda re-
prezenta ter 25 annosde idade; quem do mes-
mo tiver noticias ; ou aprehender leve-o a
rua da Cadeia em S. Antonio a entregar a
Manoel Joaquim Gomes que ser generoza-
mente recompengado.
= De um sitio da passagem da Magdalena
desapareeeo no lim de Novembro p.p.,- um
negro crioulo |or nome Manoel, estatura bai-
xa idade de 50 anuos eheio de marcas da
bixigas que a pouco leve e com flaqueza em
pea o pernas que oprivo de caminharda
prossa ; quem o pegar o condusa a casa da
)omingos Joze Vieira na praga do Cominer-
cio que ser recompengado.
t-y- Preciza-se alugar tuna escrava para
o servigo de urna casa de pouea familia qua
saiba comprar cozinliar e ensaboar dan-
do-sc-lhe o sustento e OjOOO reis mensaes^
na Solidado segunda casn nova, junto das 6.9
Snr. Herculaiio.


ssr Precisa-se Mugar una preta na Cidadc
ieOlinda, daiulo-sc de comer roupa lavada
fiMK) lllettSaes 5 nao se exige que tenha
iiabelidady : quem livor annuncie.
tjsT* Tendo-se de elleituar a cutnpra de orna
casa torrea sita na ra da Gloria D. 42 com
frente para o sul, por estes 30 (lias, se faz
publico a fim de ver se existe alguiu empedi-
jnento.
tJT Precisa-se de 11 m homem natural das
provincias de pnrtugai com preferencia das
lllias para feitor de um engenho, na fre-
guesia da escada e se far bom partido ;
a quem convier procure a Joao Xavier Car-
neira da Confia na casa de sua residencia
na ra do Collegio primeiro andar por una
pa repartido das obras publicas.
s*y Precisa-se de um molec|ue forro oa
captivo que entend algunia couza de cozi-
nha para casa de um homem solteiro : na
ra do Queimado D. 11.
ty Deseja-se saber quem be nesta praga
0 correspondente do Sr. Joo Lins Wander-
ley Sr. do engenho Bom-lim para se llie
tallar.
V3^ Quem ti ver precisao de .vender algu-
1 as rezes como vi tollas c carnciros gordos po-
!e avisar no assougue defronte da adeia, que
nao sendo muilo lunge ir breve tratar do
.'Jlisto.
fST Na na do Colegio loja D. 7 existe urna
r irta de importancia para o Sr. Major Felippe
loarte Poroira.
tST Preoisa-so de 200,>000 a juros com
hvpolheca om una morada de casa de pedra
e cal com quinta] murado : na ra do Livra-
1 nenio 1). 'i.
zar A Directo da Sociedade misadc Nos
i ne rtn conformdade com o art. 12 dos es-
tatutos convida aosSrs. Socios a reunirem-
s no dia 10 do corrente para coutinuagao da'
.^ sso de 12 do corrente.
CJ* Hoje 18 do corrente pelas 4 horas da
l.irdc perante o Juiz de Direito do Civel da 5.'
\.ira tcm de se arrematarem urnas ferragens ,
lis pessoasque afias quiserem Jangar apare-
cao no atierro da boa vista em casa da resi-
dencia do mencionado Senhor.
vs" Hoje 18 do corrente a huma hora da
l rde pela terceira vara do Civel se ha de ar-
1 in;it;ir Hia venda sita no porto das canoas,
soquestrada ao tinado abintestado Jernimo
!,njiz Fernandos, cuja arreniatagw he feita
na porta da mesqia venda, a qual estar aber-
l;i paila conhecimento dos licitantes.
r Urna senhora de bons costumes se
prope a tomar enancas com ama para se
(1 irom com leitc empedidas e desempedidas
i tambera se receben) as que estiverem ja des-
nudas para se acabaren) de criar com todo o
mirio e amor : na ra direita no segundo an-
f). 23.
lf Precisa-se de dous homCns que tenhao
boa slatuaa oque sejo possante para se
tcumbircm de um trabalho que dar boa
conveniencia nao se escolhe cor; no primei-
ro antier1 do sobrado da quina da ra dos
Quartds.
x-y Precisa-se de urna pessoa para ir o
nv.to distante dcsla praga 2o legoas, fazer
urna combranca dando fiador a sua condu-
ot1: quem nestas circunstancias estirer an-
nuncie.
cy- Aluga-se a casa de dons andaros D. 24
na ra estreta do Rozario, por prego com-
modo : a tratar no primeiro andar do mesmo.,|
'sy Quem quiser dar IOOjOOO a juros a 2
por cento ao mez c por tempo de O mezes an-
1 iincie.
S^' Arronda-se para se passar a fesla ou
a nalmente um casa sita no mondego com
o. un modos suficientes para urna grande fa-
milia : a tratar na praga da boa vista D. lo.
25
A
,w ***-"'
]Kf-SjM*fr3saaSlBaiSv^Snl
que tem excedentes com modos, dirija-se
ao Capito 011 a Manoel Francisco Pontes.
Para o Rio i>fc Janeiro segu com brevida-
de a Sumaca Conceigao Felicidade do Brasil;
quem quizer carregar ir de passagem 011
embarcar cscravos , dirija-se a bordo da mes-
ma a tratar com o Capito Antonio Soares de
Almeida.
FrtETA-SE para qualquer porto da Europa a
Barca Ingleza Cigar de primeira classe de
232 toneladas milito boa de vella e forrada
de cobre ; a tratar com os seus consignata-
rios Gaskell Johns & Companhia.
L E I L O E N S .
tSr Que fazem Rozas Braga & Companhia
por intervengao do Corrotor Oliveira Quarta
feira 22 do corrente as 10 horas da manha em
ponto no sen armazem defronte do Corpa
Santo de um completo e variado sortimenlo
de ferragens e miudezas consistindo princi-
palmente cm lio para sapateiro de ptima
qualidade pentes de marfim tinta para es-
erever em garralinhas lilas de seda, ban-
dejas requissimas facas para charquear fa-
cas e garfos para mesa ditas para descr, 11a-
valhas para barba thesouras para alfaiates ,
caivetes c thesouras finas, caivetes para
algibeira fcixaduras hespanholas colheres
de metal, dobradigas de militas quahdades,
lemes para caixilhos c outras muilas ferra-
gens ; advcrle-se que ludo ser vendido por
liquidaco e por isso sem limites de pregos.
iiy Que fazem Lenoir Puget & Compa-
nhia peante o Chancellcr do Consulado de
franca por inlervcneo do Corretor Oliveira
de urna porcao de papel llorte avaluados por
conla e risco de quem pretencer 5 Segunda
feira 2o do corrente as nove horas da manh
no sen armazem da ra da Cruz n. 5.
COMPRAS.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Aracaty libe impreterivelmentc no
dia 24 do corrente a Sumaca Felicidade de que
to Mostr Jos Rodrigues Pinheiro por se
aehar quasi prompto o seu carregumento,
jinda recebe alguma carga miuda e passagei-
ros ; quera quiser ir do passagem entenda-
seeom seu dono Antonio Joaquim de Souza
Ribeiro.
Para o Porto o Brigue Portuguez Mara
.Feliz Capito Antonio Luiz Gomes muito
velleiro, e encivilhado de cobre pretende
sahir breve por ter maior parte de seu carre-
gamento prompto : quem quiser carregar ou
Vr de passagem para n qhe tom bons rommo-
dps entend 1 se com dito o Gapitio na pra-
ga docommorcio ouomo seu eonsignate-
rjo Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
Para o Pobto segu viaj?em 001 n muita bro-
vidadeo bameonheeido Bergaittim Portuguez
FiordoBeirs, ftquto.loseThonazdeLhna;
quj quiap-W^c^W U HJ^^1!!! paja
tey Escravos do ambos os sexos com ofiicio
ou sem siles de idade de 12 a 2o annos : na
ra do fogo ao p do Rozario D. 23.
S2f Negrinhas mumbandas molatinhas e
moleques de idade de lia 20 annos : na ra
do Vigario n. 21 no primeiro andar.
E^ Escravos de idade de 10 a 20 annos ,
para lora da provincia : na ra do colegio
D.o.
VENDAS.
SZJ" Listas geraes dos premios sabidos na
1." parte 6.* Lotera da Matriz da Boa vista :
na praca da Independencia loja do livros n.
37 e 38.
C7- Sedas ricas para vestidos chales e
mantas de seda francezas por commodo pre-
go : na ra do Queimado D. 1 viudo da ra
do Crespo primeira loja de Francisco Jos
Teixeira Bastos & Companhia.
C7- Bichas prctas chegadas prximamente
pelodcminulo precode 100 a 200 rs. e sen-
do em porces de 100 para cima se daro por
menos : na ra estreita do Rozario venda D-
cima 50.
*. tsy Douf carros Inglezes de duas rodas da
melhor construyo modernos e mais leve
possvel com todos os erreios completos e
sem coberta pelo mdico prego de 53().>000
cada um : a tratar com Smith & Corbelt ar-
mazem de ferragens ra dos Barbeiros ou
no seu escriptorio da ra do trapiche novo
n. 13.
tw Tabaco simn te chegado ltimamente
da Rabia m latas grandes a 3C0 a libra la-
tas pequeas de libra a -100 rs. tinta verde
e olio de linhaca a 210 a libra paios a 240 ,
e a duzia a 2o6o, lingoissas a 500 papel de
pesoem meias resmas ,, dito alniasso, e de
embrulho niassas de todas as qualidades ,
caixas meias ditas e quarto de passas al-
pista a 180 o quarteirao e todos os mais g-
neros por proco commodo ; um escravo mo-
$0 de na^ao de boa figura : no largo do Ter-
co venda D. 1 e 4.
t?" Uma carrosa nova prompta que an-
da nao servio para trabalhrrcom um eavallo ;
una canoa aburla de carga de 700 lijlos do
alvonaria grossa : na ra da Gloria sobrado
I). 50.
C7- Exellente taboado de amarlo e louro
de todas as larguras o grossuras serrado na
serrara d'agoa do montero com a maior
perfeigo possvel que parece ja loi aplainado
e se vende por prec,o eommodo atendendo a
boa qualidade e excediente serragem : o de-
posito he as casas novas do Sr. Cunha do-
fronte de S. Francisco, assim como um por-
c;io 1I0 raixas vazias para assiear.
Cr ViiIk s de champagnhe Bordoaux .
Rheno. Hochheimer, Jobannesberger, Bur-
gohne tintos branco, Saulerno preiynvu?,
tu/isgi, s.^iejr*i}, Porto Sfrocya ingleza
pretae branca servoja fianceza mustarda,
agoaardenlede franca cegnac kirsehwas-
sor, extrato de absinthe verdadeiro Luisse ,
' vinagre branco charutos verdadeiros da lia-
vana Manilha e Baha da fabrica de Groz ,
.chocolate, eoutrosmuitos mais gneros : em
casa de A. Hosch na ra da cadeia velha
D. 17 primeiro andar.
s^r Um pegro creoulo com lwnila figura ,
e born canoeiro : na prega da Independencia
n. 55.
S3- Muito sofriVfel farinha de trigo para
poebolaxa, flelOe 15,000 a barrica, e
licando o casco da-se por menos mil rs e
ptimo taboado de pinho da Sueca c da Ame-
rica : 110 armazem de taboado de pinho atraz
do theatro.
zjT Panno de linho aberto para toalhas e
lences lencos de seda para gravata meias
curtas de linho. chapeo;: de sol de seda ro-
setas de ouro para senhora e meninas, toa-
lhas de linho tudo do porto e por prego com-
modo : na ra do Fagundes sobrado de um
andar D. i.
iar Barricas e sacas com farelos barricas
com fumo para charutos gangas amarelas ,
lencos pretos de soda da india toalhas ada-
mascadas e salitre refinado tudo por pre-
go commodo : em casa de Malheus Austin oV
Companhia na ra do trapiche novo n 12.
cy Urna bonita escrava moga de idade de
2o annos engomma cozinha, e he reco-
Ihida, urna dita cozinheira lavadeira e he
quitandeira um bonito escravo de idade de
2o annos perfeilo oflicial de alfaiate um dito
cozinheiro de torno e fogo um dito canoeiro
e pescador urna molatiiiha de idade de 12
anuos ja cose bem c urna moloca de idade
de 1(5 annos } na ra do fogo ao p do Beza-
rio sobrado 1). 23.
** i^r As comedias seguntes : Rei Cassimi-
ro, castigo da prepotencia revoiugo dos
Ilolandezes em Pernambnco o patriota esco-
cez o dever e naturesa triunfo de N. S. ,
entremezes o padre hipcrita a ratoeira em
que amor pilha, a criada astucioza o pintor
ambicioso e a enfermara dos doudos: quem
quiser annuncie.
i^f* Ocadeirasde Jacaranda com assento
de palhinlia em bom uzo por prego com-
modo : na ra das Flores I). 8.
x:5~ Gigos de batatas a 300 rs. a escolher ,
comprando dez gigos para cima : na ra da
Crui n. 7.
tsr lo c tantas cabeeas de gado sendo va-
cas paridas, novilhas, garrotas e garrotes por
prego commodo, e livres do mal trste por
screm do pasto : na ruada Madre de Dos na
primeira loja de fazendas n. 22.
cr ! moloques de idade de 12 annos de
bonitas figuras um preto de idade de -4o an-
nos por 520^000 bom cozinheiro e canoei-
ro una preta da costa cozinha lava rou-
pa e he boa quitandeira que d 400 rs. por
dia : na ra de agoas verdes casa terrea De-
cima 57>
tsy Cm eavallo melado carregador baixo ,
por preco commodo: na ra do lamba da boa
vistan. 540.
i^j- Liria escrava de nacao boa cozinheira,
refina assucar, faz varias qualidades de doces,
engomma liso e lava roupa : na ra Direita
I). 20 lado do Livramenlo.
t7 500 varas de algodao da trra a 210 a
vara algodaozinho com dolfeito a 2j000 ca-
da peca e meias curtas muito linas a 5^800
a duzia : na pracinha do Livramento D. 20.
!D" Ps de craveiros de tedas qualidades ,
grandes o, pequeos : na soledaa indo pela
trempe lado direilo antes de chegar a Igreja
n. 17.
HF* Meias barricas de farinha de trigo no-
vo e superior: no armazem de Joaquim de
Souza Pinto na ra Direita padaria do Ma-
chado.
* &^- Dous capotes de panno fim cor de ca-
f com cabego de vellido feito em portugal ,
e tambem proprio para senhora assim como
um grande cobertor de la e bons chapeos de
sol de soda do porto tudo por prego commo-
do ; na ra da cadeia do Recite loja de fazen-
das defronte de Joo Cardozo Aires.
i T l ni nioleque creoulo de idade de .14
annos, muito fiel e proprio para pagem, pa-
ra fura da provincia e se d a contento por
um ou dous mezos : a tratar com Manoel
Antonio da Silva Molla na ra da cadeia n. G.
. tSSr lina cabra blxo com cria: na ruada
Conceigao da boa vista D. 10 lado do Rozario.
i./' bos de carro bastantes grandes o
mangos : na ra de borles casa terrea do lado
(Iireito I). 18.
IV" l na canoa nova bem construida que
COfiduz 600 lijlos de alvonaria grossa : a
tratar com Marcelino Jos Lopes.
tjEP Anoorel.i.- cun muito boas azeitonas
cb/'S^p u|Umaniejulc UQ Uiuagu tic Jo-
aquim Gonsalves Vieira Cuimares no cae
da alfumlega.
C^- Uma,porgrode taboas de Louro ser-
radas no vapor : na na d tsr Urna negrinha de idade de lo anuos :
na ra do Padre Floriano quine que volta pa-
ra a ra dos assougunhos 1). 17.
tiy Maiitega ingleza muito superior a 500
rs. a libra : -no beco da [M>l D. 6.
srr Farinha de superior qualidade > vinda
de S. Catharina a bordo dos Patacho Lobo ,
e Paquete do Rio Aindiados defronte da es-
cadinha do caes do colegio.
SU- Um bonito negrod'angolla, com al-
gunias habilidades : a pessoa que o quiser ver
poder ir a Cadeia ; chama-se Joze Antonio ,
e para o ajuste do dilo pode-so entender com
Manoel Joaquim Carneiro Leal, ra Nova ;
notando-se que so. se vende para fora da trra.
ESCRAVOS FGIDOS.
i^r Desapareceo um preto de nome Anto-
nio da costa alto magro coxo de una
peina tem os olhos. um tanto vermelhos ,
levou camisa e caigas de brim : quem o pegar
leve a casa de Manoel Al ves Guerra na ra do
Vigario (pie gratificar.
CiT No dia 18 de Agosto do corrente anno
fugio un preto de nome Antonio de nago
calaba, cegodoolho direito, de estura re-
gular tem os ps alguma couza largos e
grossos ; falla descansada e parece ser muito
umilde quando fugio tinha tido um unhoiro
em um dos dedos das mos que lhe comeo a
india este preto ja esleve fgido 11 mezes ,
e fo pegado em Julho as trras do engenho
do Brum que anda va vendendo miudezas e
se intitulava forro de nome Francisco, foi
escravo do iilho do fallecido Jos da Penha e
consta ter hido para cima de Goianna ou pa-
ra pao do Albo he muito natural que ande
vendendo miudezas; quem o pegar leve a ra
dos Quarteis D. 5, que se dar una generosa
gratilicagao e se pagar loiias as despezas.
S3W Fugio a 5 dias do armazem de assucar
da ra do \ gario n. 7 um preto de nome Ma-
noel i de nago cabund alto e feio de ros-
to levou caigas de brim ja su ja e camisa de
baeta encarnada, cosluma embebedar-sc, e an-
dar pelas 5 poicas ou pelo atierro da boa vis-
ta 5 quem o pegar leve ao dilo armazem que
ser gratificado.
Mr* Fugio um negro do abaixo assigdado ,
no dia 5 do corrente com os signaes seguin-
tos 1 secodocorpo, cara compridae talhada;
olhos pequeos tem a calva rapada de pouco
tempo he muilo ladino porem falla algu-
ma couza a trapalhada de nome Joaquim ,
tem ofiicio de sapateiro e lie de nago an-
gico, levou vestido caigas e camisa cor do
rosa ; quem o pegar e levar a seu Sur. que
ser bem recompensado*
Antonio Baplista Ribeiro de Faria.
%W JNo dia 10 do corrente foi desoncami-
nhada ou seduzida do lugar do Barbalho una
molatinha recolhida de idade de 25 anuos :
levou vestido novo de madapolao de mangas-
curias, e mais 5 de chita uzados calcada de
meias e sapalos de duraque verde 5 roga-se a
quem dola tiver noticia ou a queira comprar
de ir fallar no sitio do Sr. Chanceller com a
Senhora 1) Mara Joaquina de Macedo.
MOV I MENT DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 15.
Ass ; ludias, Sumaca Brasilea Bom 80-
cessode .141 tonel. Cap. Ignacio da F.
Marques equip. 10, sarga ssl: propie-
tario Jos M. Fiuza.
Elseneur ; 00 das Brigue sueco Joham de
102 tonel. Cap. O. Altein aquip. 10
carga labuado e ferro : a . O. Bieber&C
F.NTBADOS NO DI.V 17.
Aracaty ; 15dias, IIatc'Brasleiro Flor da
Larangeirade 54 tonel., Cap. J. A. de sou-
za equip. 8. carga couros e so.'a : a J.
D. de Souza.
Dito 10 dias Sumaca Brasilea Delmira do
71 tonel. Cap. J. J. Alvos equip. lo ,
carga couros e sola: A. J. de souza Ribeiro
Rio de Janeiro ; 2o dias Barca Francesa
Alcxand're de 210 tonel. Cap. Pedro Lu/.
Carlos II. equip. 12 carga lastro: a Me.
Calmont & C. Este navio tinha despacha-i
d para as Anlilhas.
SAHIDOS NO MKSM0 DIA
Cayena Vapor de Guerra Inglez Ardent, Co-
inaindanl Russoll.
BEUFE NA TVP. DE M. F. DE F. 18^<