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Anuo de 1811.
Sabbado 18 de Tudo agora depende de aoa mesmos ; da nona prudencia, moderer.fio, eener'ii: con- tiaueroos como principiamos, aeralas aponiados rom admiraciio entre as Narre maia tullas. (Proclamacao da Assemblea Gral du srasil.) PARTIDAS DOS CORREROS TERRESTRES. Coianna, l'araiba, e Rio grande do Norte, na aegunda e sexta feira. Bonito e Garaobans, a i e 24. Cabo, Serinhoeni, Rio l'ormoz, Porto Cairo, Marein, e Al;oas no i ii, 21, Tajea d3. Santo Aato, quinta (eir, Olinda todos os das. DAS DA SEMANA. 43 Seg. f. Lata, chaen; And. do Joii de Direito da 2. Tara. 44 Tere. a. Angetlo. Be!, Aud. do Juii de Direito da 1. vara. 45 Qnart. Jejum s. Enzebio. Aud. do juii d direito da 3. Tara. 46 Quii, *. Ananias, chnnch. And. do Juiz de Direito da 2. Tara. 47 ext. jejum a, Bartliolcraeu. Aud, do Juiz de Direito da 4. rara. 4S sab. jejum N. S. do O' Re. Aud. do Juta de Direito da 3, Tara. 49 Dom. 4, do drenlo, a. Fuaala, Preamar do da 18 de Dc.cmkn. 1.a as ) boris e '8 ni. da tarde. 2. as 9 horas e 42 m, da manlij. Dozembro. Anno XVI. N. 2#>.' O Diario publicase lodos o din gratis, eos dos que n;io forera raio de SO reis por liaba. A ri-i-lamaces derem ser dirigidas a esta Typograia ra das Cuites D. 3, ou praea da lndt-ucndi'BCta lojis de lirioa Nmeros 37 e 3S. C.AlMHIOS so ni* 17 i>k Dezemb&o. Cambio sobre Londres 31 n 2! i\t d. f.. h u l'aris 32U reis p. franr. Lisboa SU a S-> p. 100 de pr. O un o Moeda de 6.40 V. 14,500 a 14,700 i N. 44,400 a ,4. PiiAt* Pataches 1,640 a 1,000 1,6(1 i .li'itt 1.400 Pra r.\ Pezos Cotumaata* 1,640 i Mesieanus 4,620 a u miuda 1. Villa Moeda de cobre 3 por 100 de (lironlo. Disconlo de billi. da Alfandega I e { por 100 ao raez. dem de letras de boas firmas la i 1 r ,. PHASSS DA LDA NO MF.Z RE DEZEMBRO. Qaart, ming. a 5 s 9 ras e 3 ra. da mniih.i. La Nora a 12-- lis 7 oras e II ni. da larde, Quart. rese, a 20--ks 0 oras e 12 m. da larde. La cheia a 27 s 4 oras e 12 m. da tarde. DIARIO 1>E PEBNAMBUCO PRNAMBCO. GOVERNO DA PROVINCIA. EXPEDIENTE DO DI.V 15 DO COMIENTE. OifcioAi) Exm. Sur. Bispo deoecsano . significando em resposta ao seoollicio de 1 1 do corren te, em (('requisita o conserlo da ma- triz da freguesia d'Agoa preta visto achar-se em estado de se nao poder celebrar, e admi- nistrar os sacramentoscom a devida decencia, observando ser merecedora desta atfenco , em consequencia de se ter alli ultimado a cru- el guerra, que tantos e 180 graves males oc- casionou ; que, logo que vier o ornamento que se vai proceder ser tomado este negocio na considerado devida. DitoAo inspector da thesouraria da fa- 2enda, communicando-lhe que bavendo o alteres do 9. batalho de caradores de pri- meira linha, Cumulo Ferreira Madeira pe- dido ao Exm. presidente da provincia de San- ta Calharina, que Ibe mandasse pagar alli desdeomez de outubro ultimo em'diante a gratilicaco addicional que junctamente com o sold de sua patente deixara para alimentos desua familia nesta provincia, visto nao po- der subsistir com os vencimentos que lheli- caro, e tendo o mesmo Exm. presidente de- ferido a referida supplica, como parteeipou em olicio de 2(i do dito mez ; cumpre que nes- ta con formidaje mande pagar a familia do dito alferes o sold de sua patente somonte e fazer indemnisar por este a fasenda publica, do q' por ventura ja se tenba pago de mais da mencionada gratilicaco desde a dita poca em diante. Dito Ao commandante das armas, com- municando-lhe o conteudo no preceden le of- ficio. DitoAo inspector da mencionada tbesou- raria, transmittindo-Ilie para seo conhe- cimenlo e execuco a ordem do tribunal do thesouro publico nacional sob o numero 400. DitoAo mesmo rcmcttendo-Ibc para sua intelligencta, e execusso na parte que lbe toca os exemplares dos decretos do governo de ns. 182, 185 e de 18a a 188, bem como dalei n. 184. Iguaes remessas foro, feitas ao presidente da relago director interino do curso jurdi- co juizes de direito do civel, cmaras muni- cipaes ele Dito -- Ao commandante Superior da guar- da nacional do Recite, para mandar dispen- sar do servico da inesnia guarda nacional aos guardas do esqudrao de cavallaria Joo Tho- maz Pereira, e Ignacio da Silva Lopes em quanto estiverem noexercicio de commissa- rios de polica. DitoAo prefeito interino da comarca do Recife, cummunicando-lbe aexpedicQo da ordem supra. Dito-Aos administradores da ftindioc&o desta cidade, para mandaren) o mostr da mes- illa fundicoao a bordo do vapor Correio Bra- sileiro atimde examinar as respectivas ma- chinas ecaldeiras que se ahad arruinadas, informando com urgencia o coneerto deque precisilo quanto montar a despesa e que lempo gastar. Dito Ao inspector do arsenal de marinha, scientilicando-o do exame de q' trata o prece- dente olicio, e orden ando-I he que para csso fim subministre o que for necessario ao mestre da referida fundido. Dito Ao commandante do vapor Correio Brasileo -commnnicando-lhe o conteudo nos dos precedentes ollicios. F.D1TAL. Vicente Tbomaz Pires de Figueiredo Camar- go Comendador da Ordem de Qirbto e Inspector d'AlfenJdega por S. M. I. o Se- nhor I). Pedro 2. ote. Faz saber aos danos dos volumcs que se conservo defronte da porta da alfandega . que se os nao removerem d'ali dentro de 21 horas pagarla a multa 2,>000 reis por caila hum dos referidos volumcs, alem dadespe- za da remocao quesera fe i la pela capata- sia como determina oarfigo 2T doregula- mento de 22 de Junho de 18o(>. Alfandega de Pernambuco 17 de dezembro de 1841 V. T. P. de F. Camargo. MEZA DO CONSULADO. Miguel Arcanjo Monteirode Andrade, Gaval- Jeiro da Ordem de Ghrlsto c administra- dor da Mera do Consolado de Pernambuco por S. M. I. eC. Faz saber que no dia 18 do correntc se bao de arrematar na porta da mesma tres garrafoens com agoardente resillada aprelien didos a Iwrdn prazos marcados no rcgnlamento ; sendo a arrematacao livre de despe/.as ao arrematan- te. E para que chegue a noticia a quein con- vier mande afxar o presente cdital na porta desta admiiiiitracao e publicar pela impren- ta. Meza do Consulado de Pernambuco 13 de Dezembro de 1811. Miguel Arcanjo Monteiro d*Andrade. OTilUS PUBLICAS. Pola adrninistraco Gacal du obras publicas se avisa a todas as pessoas (pie tem vendido gneros para a dita repfrtie^p e que anda nao tem apresen tado as con tas que bajo deas aprese.ntar quanto antes ao administra- dor fiscal da mesma as horas do expedi- ente. Adrninistraco fiscal das obras publicas IS de dezembro de 1811. Moura Admistrador fiscal. TERDEISOSDE MAHIM1A. De ordem do Sur. coronel inspector geral das obras publicas tenho de annunciar (pie no dia 2o do corren te mez se tem de proce- der a medQo avaliacao, e dem a reacia > de hum terreno de marinha no alterco das cin- co pontas em frente ao caes do governo , concedido ao Sur. pocurador fiscal Antonio Joaqum de Mello para o que convido a to- dos os hereos e mais interessados a quem convier, hajo de comparecer logo depois de 6 horas da manh. Reeife 10 de Dezembro de 1811 Joo Francisco Bastos Escrivo interino. Consulado de Portugal em Pernambuco 11 de dezembro de 1811. Joaquim Baptisla Moreira Cnsul. CORRESPONDENCIA Snrs. Redactores. Nao sem admiraco vi, que o sen Diario , repercuLindo a empudente aleivoza do ver- dadeiro Monarquista, me classilicasse deco- nivente na tenlativa de morte contra o Exm. Presidente da Provincia da Parahiba Para escapar ferocidade nao do instrumento , porem de hum grupo feroz q*tie o domina , e o leva tudo quanto he nocivo a Provincia, e elle mesmo achava-me na Provincia do Rio grande do Norte, onde nao trabadla a prelo ; por isso nao respond logo : agora que aqu me acho c munido de [Jabeas Cor- pus devo delendei-me; mas sendo precizo hum longo e lastldiozo aranzel para desenro- Iar o fio d'Ariadna que faz o lecido das ca- lumnias e perseguieoes boje platicadas na nova Juda ou Parahiba do Norte ; o per- suadido alem disto de (pie nem os mesmes jugadores do mcu crdito tem leve sombra de tal convicta), eu devo eserever quanto bast' para pedir vista para embargos rogando ao Publico que suspenda o seu juizo al o ulti- mtum deste negocio. Seja-me licito porem ccmseentar que S. Ex. 1'. C. litlvc/. boje mesmo, (alias hum dia quando salvo do es- tado febril que o reduzirao seus falsos ami- gos ou conquistadores ) diga algiiem , ou si mesmo Se eu seguir os exemplos e os con seibos do Lobo, a paz e a felicidade radiara o mcu governo : a Justica a impar- cialidade, e o indefercnlismo de partidos era o parecer do Fobo ; e dest'arte teria eu feito o bem da Provincia e evitado omeu mal al a estricta elauzura que me redu- zirao as artimaiihas de incus verdadeiros al- gozes. Com a insereno Vms. ao seu leitor r a injusti(;a feila. M. L. de M. llenrques. destas linhas obrigarAo c d'algum modo repara- PREFEITl'll A. Parte do dia 17 do corren te. llm. e Exm. Snr. --Das parles boje re- celadas consta somente que forao honte'ii presos pelo eommissario de polica da Ribera da Boa-vista a parda Marcelina Eufrasia da Piedade e a preta Felicianna Justa por briga deque resollou ferirem-se niotuamen- te VARIEDADES. 0 Saldeador de Walerloo. O desembarque do imperador no golfo de Juan poz a Europa em alarme e sua che- gadasem obstculo a Pars deo evidentemente a impopularidade dos Bourbons. Os alliados tomaram as armas, e nos preparamo-nos para urna lucia que foi tilo desastrosa ! Tudo se armn e o exercito se reuiiiu ce rao por encanto ; um grande numero de vo- luntarios correram para a fronteira a fim de repellir a invasao e livrar a Franca de prin- cipes que ella nao quera. Um joven Parisi- ense Mr. Begnier contava apenas viole anuos quando seguio este movimento patrio- tico; elle assistio balalha de \N aterloo e depois que ludo foi decidido depois que a- giria abatida ahio para nunca mais se levan- foro remetlidas para a cadeia, para pas- t.tr este joven retomou a p c ferido oca- minho da capital. Era quasi urna enanca que linha partido levado de um senlmento subli- me c que voltando a Pars com o fsico do- ente c o espirito abatido seus poucos anuos sarem adisposco do juiz criminal. CONSULADO DE PORTUGAL EM PERNAMBUCO. No da sbado 18 docorrente pelas 1 hon- ras da tarde se hada arremallar a armacio e nfio lbe permittiam pensar seriamente nos meios de abreviar a sua marcha, e curar a sua florida. E na verdade seria niuto mellior para o joven Begnier curar-se em qualquer dasnossas cidades fronteiras e dalli esere- ver a seu pa que era multo natural ir ao seu encontr ou pelo menos cnviar-Ihe os soccorros necessarios ; mas nada lembrou ao moco Begnier que preferio antes voltar sua patria como soldado vencido ; eentrou gneros existentes na venda da ra 3o Ro- sario estreita D. 21, peiteiiccnles a .lose Pe- reira de Azevedo subbito de Sua Magestade Fidelissima, por se ter este ausentado, aban- donando o seo eslabeluciraento. O producto da arremalacio he para paga- mento dos credores a requer mcu to dos quaes, eporconta de quem mais pertencer se procede I arrematacao por este consulado. O inventario e comiicc/Scs com que ha-de em Franca porCosd, soffrendo muito por serfiMta a anvmatacao, SO acharao patenlos] causa da sua 3rida mal cicatrizada, e alm DA dita yenda no acto do te^ftq. | disso fallo d dinheiro, l'w dia em que Ueg- nior marchava sobro a estrada de N.inlr.s para Pars achou-se lio doontepor causa do can- caso da marcha e dores da ferida que se Iho linha aborto (pie devisando na estrada a uo- qnno distancia um grande prtico de um so- berbo castalio se dirigi l cbnhecendo qo ja nao poda avancar mais se deitou ao p da grade do dito prtico. Havia pouco lempo que elle se tinha deita- do ou para melhor dizer tinha caido quasi sem accordo vencido pelas dores e pela fa- diga, quando um lindo carro de jornada puchado por quatro soberbos cavallos cor- rendo com a inaiur velocidadc se encaminhou para o castalio ; leudo parado entrada deste, mu lioinein de .ns quarenta anuos se apcou acompanhado de sua mulhcr e urna menina de quatorze. Oportiro correo precipitada ment; com as oliavus na mi para abrir a gra- de doeastello sem reparar no desg'ragado mo- co que pela sua muita fraqueza linha os olhos fechados e nao poda articular palavra nas apesar deste abatimeno conservava urna con- fusa idea de tudo o que se passava ao p de S , e por isso entendeo perl'eilaniente o que o con dedizia no momento em que a sua vida esla- va quasi a extinguir-se. Quem osle hornera pergntou o' pro- prietario do castello ao porteiro olhando para Ilegnier. Eu nao sei disse o portero reparando no desgranado aoqual se dirigi para soccor- re-lo. A condessa e sua illia olhavam tambem al- teiitamente jiara Begnier cuja figura pos lo que naquelle estado .conservava una dis- tinceao nolavel. O porteiro oceupado a exa- minar (pial seria a causa do padeciniento do abatido joven quando sua mulfier que tinha acompanhado seu marido as suas pesipiiza^ Ihedesabnt'.iou o coleto c sobre una camisa ensangiientada lbe vio um tejo tricolor. E' um soldado, oran soldado ferido ex- clamou ella Un salteador de Waterloo disse o senhor do castello nao toquis nesse homem Ger- mano vamos retirenio-nos daqiii, abr t grade. N.lo consintaes que este homem entro no nosso castello disse a condessa. A Blba do conde hi um gesto de pena e foi aprimeira que subi ao carro e seus no- bres prenles a seguiram e o cocheiro levo ordem de continuar o seu caminho atao cas- tello. O carro correo para vencer a lamer, quedo prtico conduzia ao palacio c quan- do fez a volta para entrar no recinto pouco faltn que nina das rondas nao passasse por cima dos ps do pobre Begnier. Germano o sua mulhcr estavam immoveis e Begnier 90 lancava um o liar de despreso sobre a e- quipagem do conde que se aproximava do pa- lacio ; masquaudo elle sentio a sineta dar o sinal da entrada chamou com voz forte a sua mullier que veio logo acompanhada de sua ti- Iha. Ajiida-mc lbe diz elle a transportar es- to polutt rapaz a nossa casa e veremos quem manda. Germano levanta com todo o cuidado o fe- rido e sua mullier com sua lillia o ajuda- ram a transportar com o maior disvelo sua pequea casa, queficava pouco distante da castello ; depois elle correo a Nantes donde voltou acompanhado de um cirurgifto. A fe- rida de Begnier foi cuidadosamente tratada o o sangue estancando o (lentecollocado em a mesma cama dos dois esposos nao lardou em tornar a si e depois desta crise um som- no benelicente veio reparar suas fon;as e afas- tar a febre que o amcacava. Quando Regni- erdesperton, jeranoite, e A luz d um candieiro que se achara sobre una tosca mesa, lie vio ao redor da sua cama Germano sui mulhcr c sua ilha ; todos pairciam prolon- gados rvi mais profunda or prii.c.pahmttte NUMERACAO INCORRETA % Jh a mulberdp portciro quechorava. Entao foi o cocheiro que veio pergantou Germano ? Sim foi o cochciro do senhor conde , c este me disse que o nosso amo te raandava despedir, por teres acezar das suasordens recebido este iniraigo dos Bourbons este sa- tellite do Curso, e que por isso vos nSo ser- is digno de servir poisqueee no quera em sua casa seno gentes puras, e gentes de bom psnvar. Realistas como o cocheiro inglez como o seu guarda roupa exclamou o porteiro, eis- ahi as gentes de, bom pensar para o senhor emigrado ; pois bem nos saldremos e nao nos fallar em que galibar a vida : un velho soldado pode bem supporlaros trabalhos...,Eu antes quero perder o meu Jugar do que ver roorrer este desbragado rapaz minha porta , tratemos do nosso docnte e depois veremos o que se hade lazer. 0 conde dc....sustentou a sua palavra-, e oito dias depois da Scena que nos acabamos de contar o porteiro seguido de sua mulher , e de sua lillia edo ferido de Warteloo dci- XOU o castello tcndo antes entregado as cha- ves da sua grade ao sea successor. A desliumanidade que o conde acabava de manifestar era entao usual em sertos fioalgos emigrados. Estes bomens que a priiueira re- voluto tinha espulgado da Franga nao tinham voltado a ella precisamente corn todas as suas antigs prcoccupagues Coma se tem dito. A luz (pie elles aflectavam mo ter visto os ti- nha ferido a sen pezar ; mais elles tinham vindo coin desejos de vinganga e de rcssarci- mcnto elles vollavam como conquistadores, como bomens injustamente despojados que entravam na fruicgo de seos bens : a patria era dullos e o estrangciro Jhe tinha dado es- te poder. Quando passado apenas um anuo , de goso a irrupcao do imperador os fez no- vamente tremer entao elles conheceram que se erara possuidores nao era mais que provi- soriamente. Masquaudo por segunda vez tor* naram a voltar a raiva foi milito viva e a- pezar que elles a dissimulasscm visto que el- les cbamavam lidelidade cavalhciresca era Twm fcil couhecer-se nao era mais que o de- sojo de vexar c possuir. 0 govemo do rei de- clarou que elle tinha commcltido faltas -, des- bragada lidelidade faz commetter ontros. A nobreza era nsaciavel : dignidades postos . indemuisagrtes ella pediu e tudo obteve. 0 conde de N....que na sua qualidadc de fidalgo c de emigrado, tinha dobrado titulo s reaes gracas nao foi nem dos ltimos a pedir , nem dos ltimos a obtor ; cora ludo tinha do- is grandes defeitos que o impediram de pen- sar no futuro : era perguigoso e dessipador. Se Mr. o conde nao tivesse sido tao incapaz, leria feito a sua fortuna como tantos outros ; porm nao querer satisfazer a certas etiquetas que a qualidade nohre exigiam era fechar a porlaaos maiores favores e tal foi a conduc- ta de Mr. N'.... que nao obstante isto viven domo um fidalgo e fez dividas. A sua casa de campo Toi hypothecada e depois vendida. Mademoiselle de N__, apezar da sua nobreza nao casou, e o conde loado gasto os bens que a grandeza real lhc conecdra, achava-se em um estado milito triste para um fidalgo, quan- do a revolugao do 1830 se manifestoiu Nao se pode dizer que esta revolngo tenha preju- dicado nem as pessoas, nem as propiedades ; e foi livre a todos licarera em suas casas e ver passar a colera do povo sera terem nada que sofrer.' Nao obstante isto algnmas pessoas trataram de emigrar. Com effcito, quem sa- bia o que poda acontecer! A Europa poda marchar anda contra aFranga e fazer urna vez por Carlos 10, o que ella tinha feito por duas, por seu irmo mais velho Telo menos eram estes os desejos e asesperangas dos emigrados. Mr. de >*..-.ajuntou os restos de sua fortuna , arranjou tudo, c seguido de sua mulher e de sua ulhaemigrou. Sen projecto era seguir a fortuna de Carlos 10. Mr. de >'.... sabia per- feitaraente que os reis podeni ser despojados e expulsos, mas minea arruinados. Os reis melera fundos nos bancos cstrangei- ros, com os quaes se garantcm neste caso; a- lm disto elles sao membros de urna associagao mulua, e solidarios uns para os outros, e por isso concedem pensiles cora urna genorosidade <|ue teria qualquer cousa de sublime, se nao fossem os povos que pagassem. O calculo de M. N. era bom e (lirios 10 fatigado de pagar asuaantiga lidelidade, apressar-se-hia sem duvida em pagar a nova. Era tambem um encllente meio para nao pagar as suas di vidas, as quaes j do algum lempo o tinham feito conceber o projecto de passar Inglaterra,mas a revolugio de Julbo chegou hem a lempo pa- ra dar urna cor honesta quillo que na reali- dade o nao era. A familia fugitiva parti em urna cabey* q" con lava depois vender em Ru5o ou no Havre. Era urna das bellas tardes de Agosto e o sol tendo-se j escondido no horisonte, este pro- mettia tambem urna boa noiteM. o conde, como j dissemos tinha partido em calega, mas puxada cora cavados seus, que deviam deixar na primeira posta a entregue a um fiel criado para os vender e do seu producto indemnisar- do3 ordenados que o conde Ihe estava devendo e a cabsga devia d'alli para diante ser puxada por cavallos do pasta. Tudo se passou porfei- tamente e passado urna hora M. N.... achava- se alm de Saint Din i/, e ouvia muto satisfeilo os estados do seu postilho. Mas entre asonze horas c a meia noute a cabrado M. X. foi dolida por trez homens, qae rarprehendoram o postilhfio, e fizeram descer os viajantes sobre a estrada. Era esta lima bem lucrativa empreza paraos salteado- res, pois que apezar do conde j nao ser pro- pietario, deixava a Franga, levando comsigo bastante dinheiro que tinha produzido a ven- da de tudo o que possuia. Os salteadores cui- dram ern piimeiro lugar em ligar o conde e sua mulher a urna arvorc ; c depois dous del- les se occ-uparara em tirar da cabega o cofre do dinheiro c o mais que cncontraram em quanto o terceiro olhava attentamente para a fiflia do conde c eomegava a acha-la muito a seu gosto M. N....bem comprehendia o hor- ror de sua situago e todo o pergo que amea- cava sua lilha que segundo o que acabava de acontecer s por uro milagro pedia ser salva; e quiza ventura q' um milagro tivesse logar. lima sege egrrendo para aquello mesmo sitio se divisou na estrada e em poneos instantes como a velocidade do raio se apresen tou no meio desta scena. Ella parou, apesar das ameagas dos la- pres ao novo viajante para que seguisse o seu caminho, mas este descendo com a mior rapidez corn una mo armada de urna pistola e outra de urna faca de malto si avancou resolutamente para o salteador que se tinha apossado de Mademoiselle N... de um golpe o eslendeu morto a seus ps. O seu criado sejuntou logo a elle e os dous do conde tomaram entao animo e correram para o coadjuvar contra os dous salteadores que restavam mas estes aterrados com are- solugSo do individuo que com tanta audacia matara o seu companheiro, tomaram a fu- ga sem que podessem levar nada do que pertencia a conde. Entao este tomou ani- mo e comegou a pedir ao seu salvador que o desatasse. Mademoiselle N....tinha desmatado a Condessa sua mi tinha os bracos e as per- nas rasgadas pelo aperto das eordas, o mes- mo conde nao se achava em melhor esta- do de maneira que era asss penoso a estes viajantes continuaren! a sua jornada sem re- caberem algum tractamento. Isto mesmo e- ra o que pertendia aquello que acabava de os salvar, pois fazia todo o empenho em que fossem a sua casa quelicava alli perto e l prestar-lhc os soccorros que precizavam. Senhorcs Ihe disse elle tende a bon- dade de subir vossa calega, e passar em minha casa o tempo necessario ao vosso res- ta beleci raen to. Eu mandarei chamar um me- dico se vos o precisardes, e minha mulher se apressar em prestar a estas seuhoras tudo aquillo de que precisarem. 0 asylo que se ofierecia ao Conde distava s algus cetenares de passos do logar onde tinha acontecido o funesto accidente, e elle se apressou em acceitar a ollera, todos subi- ram para as seges. A noute estava carre- gada, e as lanternas das duas equipagens nao tinham permittido a Mademoiselle de N..... seno ver imperfeitamente as feigfics do seu salvador, porem nao obstante isto o Conde fazia delle a mais alta ideia. algum fidalgo Normando, dizia elle a sua mulher que vive em suas trras Ion- ge de Pariz, desta cdade entregue ao excesso docrime..... sem duvida um homem que pensa bem e quem sabe! se eu poderei es- ta belecer com elle lagos que sejam uteis boa causa. Nesta obscuridade chegaram morada da- quelle que os tinha salvado ; o Conde e a fa- milia foram logo introduzidos em urna grande salla motilada com a maior elegancia. Urna Sen hora ainda moga, e muito bel- la recebcu os hospedes com urna graga per- feita pondo no seu acolhimento este amavel interesse, e esses cuidados af- fuosos que denotara ao mesmo tempo um co- rago beneficente e urna educaeo completa. A ceia nao tardou em vir, e em fim os hos- pedes foram conduzidos aos quartos onde de- viara dcscangar de sua fadiga e de seu temor. Na nianha seguinte o almogo tornou nova- mente a reunir todas estas personagens. 0 conde tomou entao a palavra. Senhor, disse este, dirigindo-sfe - quellc que na vespora o tinha salvado eu no sei a quera eu sou devedor de tantos cui- dados ; ignoro ainda a quem devo a honra de minha lilha e talvez a vida ; mas o que hoje eu ignoro aonde estou. Hontem noite a rtqrbaco, a obscuridade, e os novos em- bellecimentos desta casa me impediram de a reconhecer...... Este castello j me per- tenceo. H effectivamente pouco tempo que euo comprei respondeu sorrindo-se o pro- prietario. Meu Dos! senhora disse a condessa mulher do seu salvador quanto mais eu vos observo mais me parece que as vossas feigocs me nao sao desconhecidas. Tudo isto fcil explcar-se, respon- den o marido; vos sois M. o conde de N. c madama a condessa de N. que ides ajuntar- vos ao vosso rei, c deixar Pariz esquecen- do-vos de pagar as vossas dividas ; cu vos vi partir hontem e era-me fcil fazer-vos pren- der pois que tenho mais de quinze mil fran- cos de letras passadas em vosso nome : mas este nao o momento de as reclamar e por isto muito bem vedes que eu sabia quem vos eris quando vos soccorri. Em quanto a mi- nha mulher vos a conheceis perfeitamente : a lilha de Germano vosso porteiro nesta mes- macasaem 181o. Quando este castello vos pertencia seu pai roeolheu um joven solda- do quasi moribuudo que vinha de verter seu sangUB pela patria e vos ti vestes a dureza de expulsar Germano por esta boa aego. f) sol- dado foi grato : enriqueceu o pai fez educar a lilha, e por fim esposou-a.... Ella est diantc de vos. Pelo que me pertence, a lembranga da boa acco de um homem do po- vo e a fria crueldade de um fidalgo me af- feicoaram a este castello o qual comprei e a grade do seu prtico nunca se abre para mim sem que deixe de me lembrar deste no- bre deste emigrado que quera dcixar-me morrer borda de urna estrada e que pouco faltou que as rodas da sua carroagem i'iAo pas- sassem por cima do meu corno.... J vedes como eu me vingo pois que o fidalgo sois vos e o soldado sou eu..... Eu sou o sal- teador de Warteloo ~ Mr. o conde vossa sege est prompta : vos podis partir ! A RA DOS JUDKOS. Era no dia 11 de Fevereiro do auno de 1319 em que passou a peste como um flgello sobre bellas ricas e vastas cidades um desses annos que permanecem escriptos na memoria dos homens em letras de sangue. O contagio que viera dos confins da Chi- na fez sua lgubre apparigfto na Europa sob difierentes denominages era a peste uni- versal a pesie negra a grande morte. Em Pars ella dio a morte a oilenta mil pes- soas: os fraeos e os poderosos da trra Ihe pa- grao tributo : Joanno de Borgonha a mu- lher de Filippc de Valois a duqueza de Nor- mandia suairm. molheres em suas inundadoe belleza foram victimas della. A cruel arrastando apoz de si seu cortejo de morte foi cahir sobre florenga Genova, e Roma deixando polos logares onde pas- sava um horrvel e immenso cimiterio. Depois como um agor veio cahir sobre a ci- dade de Strasburgo. Grande foi a publica consternago ; a mor- te feria sem compaixo e j se no podia contar o numero de suas vietimas. O povo vendo baldadas suas preces entregou-sc a de- sesperago. Das iglejas passou para as pragas e ahi projectou um holocausto horroroso que foi executado com u sangue fri digno daquclla poca. Existe urna nago nmada por sua origcm, urna nago que constln temen te permaneceo fiel ao espirito de peregrinago, urna nago que at hoje tem conservafle intactos seus cos- tumes suas leis religio e hbitos atra- vs das mais alrozes perseguiges de tal for- ma que sua vida um misterio como seu Dos. A nago Judaica Compaixo, tende dcl- les compaixo christos Seja-ihes a tr- ra leve ! Na idade media eram todos os judeos obri- gados a morar em certas ras. Usavam de vestuario da infamia. 0 rei S. Luiz lhes or- denou que trouxessem no hombro urna roda de panno amarcllo em signal de reprovago. Ainda no lempo em que vivamos poucas cidades ha onde se nao ache urna ra que tenha conservado o nome destes antigos habi- tantes. Mas o judeo de nossos dias anda com a cabega alta ; j nao c o miseravel Paria da sociedadcchristha que toda a gente ainda da mais nfima plebe, poda impunemente ultrajar que os reis os principes e os povos aecusavam de crimes imaginarios para se asse- uhorearem de seus bens e riquezas. Corre- ram os seculos : os reis estendem humilde- mente a mao ao judeo e com o soccorro do seu ouro fazem a guerra ; ao judeo honrado e titular depois de tantas humilhages e j permitido o orgulho. Em Strasburgo havia, em 1319, ra ha- bitada pelos judeos. Neste dia 11 de Feve- reiro ; todas as casas dessa ra estavam silen- ciosas, as portas e janellas fortes estavam bem fechadas; pareca reinar ahi paz tranquil- lidade do Tmulo. Entre tanto apesto que havia devastado os outros bairros da cdade , tinha resucitado o dos judeos ; e assim o po- vo aecusava estes miseraveis de haverein en- venenado as fon tes publicas e a voz do povo troava forte e ameagadora. Toda a povoaco israelita se tinha reunido e escondido no interior de suas casas, sem dar signal de vida. Urna dessas casas que se fazia notar por seu aspecto sombro e suas pequeas e estreitas janellas, guarnecidas de grossas grades de fer- ro era a morada de Samuel, o rico ourives. 0 velho estava sentado em urna grande pol- trona que pareca ser o seu assento favorito, julgando pelo lustro que o uso tinha dado madeira. Diantc delle estava urna mesa tri- angulare sobre ella umeandieiro de sete bicos, e um grande livro. Samuel voltou urna pagi- na de pergamnho : era a Santa Biblia escrip- ia em caracteres hebraicos. Sua lilha ver- dadeira figura de Judith estava encostado poltrona e seguia com os olhos a le tura quo o velho fazia com alta vos. Neste momento um rumor surdo e longi- quo os gelou de espanto um som prolonga- do que se pareca algum tanto com o loquo fnebre dos sinos. Samuel estremeceu e parou em sua lei- tura para prestar atiento ouvido ao rumor que crescia. l.'m breve silencio que succedera a este estranho rumor foi inlerrompido por tres pancadas dadas em urna porta baixa da casa, que dava para urna pequea ra entao pouco frequentada. No rosto da donzella res- plandecen uma inefTavel exprcsso de alegra. Quiz pegar nocandieiro para ir ao encontr da pessoa que hatera : No Rebecca Ihe disse seu pai; prudente que v eu mesmo. Um momento depois Samuel entrou segui- do por um mancebo cujos cabellos loiros em desordem annuuciavam viva agitago e eu- jo olhar se confundi logo como da Rebecca ; mas ainda que houvesse nesse olhar commer- co de amor o mancebo estava triste e pen- sativo. . Deas de Israel! que significa isto i Ihe pergunlou o velho. Fugi, nao me interroguis : foi a sua ni- ca resposta. Explica-lo Rodolpho Ihe disse Re- becca limpando o fri suor que cobria o ros- to de seu amante. __A morte o inferno seguem meus pas- sos. Nao ouvis o rebate ? Os sinos tocam a esta hora a agona dos judeos. \ossa perda est jurada ; fanticos vos denunciram ao furor do povo, sois invenenadores, reprobos, o vossas sortilegios irritrara a Dos. Sois vo- tados morte desgragados judeos seno fordes renegar a religio de vossos paes. Renegar o Dos de Israel oh nunca ! exclamou Samuel Horrorisa-me o que dis- seste engaaste sem duvida Rodolpho ha magistrados nesta cidade, e entre elles teu virtuoso pai um dos trez stettmeislres , que nesta occasio sabero proteger os pobres hebreus. Sua voz nao foi ouvida, respondeu Ro- dolpho ; o povo rehollado forgou-os a demit- tirem-se de seus cargos de que disposeram immediatamente em favor de alguns homens, que cegos Iisongeiam suas paixes e desejos de vinganga. Um carniceiro foi o primeiro escolhido para magistrado da eidade. Oh- acreditai-me fugi talvez o possais ainda fazer. No mesmo instante o rumor qve se ouvia ao longe se ouvio mais perto ; os gritos de morte distinguiam-se, e as vozes tomavam a- medrontadora intensidade. Rebecca abragou- se trmula com seu amante e seus grandes olhos pediam-lhe protecgo para seu pai. Sim exclamou Rodolpho eu vos sal- varei e precipitou-se fora da casa. Era tempo que j a populago aflluia para a ra dos judeos. J as portas estavam que- bradas as casas invadidas, e os gritos das victimrs atroavam os ares. Rodolpho pem-se frente desta multido desordenada ; diiigia-a com destreza, e a des- via da casa de Samuel : um pensamento o do- mina ; salvar Rebeca ou perecer com efi. 5 Vem depois urna corporago de pedreiros , seguida pela canalha : param em frente do templo de Israel; e n'um abrir e fechar d'o- IIios o templo destruido e suas ruinas cal- cadas aos ps e a canalha danga un baile obsceno no meio do santuario. Mas para on- de marcha este tropel dehomens de mulhe- res e meninos judeos ? a marcha do sup- plicio menos o acampan ha ment da justiga; tanto nao seria preciso! E os conductores se- riem cospem no rosto dos pacientes entre imprecages e gritos de raiva. Que profanago es>ectaoulo para o povo sobre os tmulos dos mortos! Ahi, no ce- miterio dos Israelitas se levanta urna immen- sa fogueira depois a rodeiam de taimas e as unem por todos os lados : um auto de f que se prepara. Mocas donzcllas ch listaos , tomai vossos logares na primeira linha as que forem mais nobres! representar-se-ha um drama de suigue; elle vosdeixar vivas, epro- fundissimas lemhrangas. Ilodolpho foi levado pela multidao al ao lo- gar do supplioio empurra mis pisa outros, introdus-se na linha das victimas Rebeca nao estava entre ellas ; elle respira. Em breve se ateia a fogueira ; um murmurio horrivel se ateia em meio do fogo , fumo espesso e ferido sahedo centro da fogueira. O povo bate pal- mas e brada : Viva viva Novccenlos judeos tinham morrillo queimados ! Nao estava tudo acabado. Alguns destes desgranados escondidos no interior de suas casas nao haviain podido escapar s investi- gagoes de seos perseguidores ; ai'raslados para a fogueira viram a sorte (|ue os esperava , eestremecerain. 0 ammeistre-carniceiro lhe mostrava de um lado o auto da le e do outro baptismoe Ihes dizia com feros sorriso. O fogo ou a agoa. Barbaros christos, disse um judco y- Iho o Dos de Israel vos pune retonhecei sen poderoso braco Elle vos manda peste do Oriente que vos vai roendo osossos que faz de'vossos corpos cadveres yvos. Por mi- li ha voz elle vos predi/, que vossa cidade serc- duzir a um vasto tmulo e a morte entao nao tercompaixoalguma com vosco como hoje a nao tendes com os judeos Entao pe- diris perdo entao offerecercis vossas casas desertas a quem as quizer entao pediris soc- corro eassistencia a nieus irmos [I] Nao se lhe d tempo de acabar ; homens exereendo o oflicio de carrascos o empurram para as chammas : elle arrasla com sigo urna joven judia cuja rara belleza ferc todas as vistas. Rodolpho reconhece a voz de Samuel, e ha- veria obstculos que o podessem conter ? Af- fasta tudo que se oppe sua passagem e a- braga o corpo de Rebeca. Samuel langado na fogueira e solta gri- tos de raiva. Se minha esposa diz Rodclpho a Re- beca ; faze-le christo e tua vida met bem, se passar bella e suave nos bragos do teu a- mantc. D'uin lado o horrivel supplicio o fogo prompto a devorar tantos encantos ; do outro umprazerirresistivcl. . Oh! a moga nao teveforga de seguir seu pai ella fraca cre- atuara frgil, feita para o prazer e a fclieida- de. . Seu Dos era o amor. A agoa do baptismo correo sobre a sua eabega. 0 pai moribundo v que a lilha renega o seu Dos pelo qnal elles sao queimados. Elle exclama: Rebeca, eu te. . . 0 fumo lhe suiroca a trmula voz e a mor- te vem por termo a seu horroroso supplicio Rebeca christ nao deve seramaldigoada. ( Do Nacional de Lisboa. ) COLLEGIO PERNAMBICANO. TRABALHOS DOS DOS 5, 4, 6, 7 C 8 DE DEZEM- BltO. Estes cinco das foro consagrados aos Ex- mes dos Alumnos das diversas aulas, que ha- viam sido propostos pelos respectivos profes- sores em conforinidadedoqucdispoe os Es- tatutos do Collegio. Os Exames comegaram em cada um dos dias pelas 9 horas da marih, e acabaran sempre depois das 6 da tarde, di- ante dos parentes e amigos dos Alumnos, e de grande numero de expectadores. Eisaqui os nomes dos Alumnos que se ex- aminaran!, eogru d'approvago que obti- vero : AULA DE RELIGIA. SECgA DE DOCTRINA CATH0LICA. Alfonso d'Albuquerque Maranho, approva- do plenamente, com preferencia. [1] Comeffeito apeste enfraqneceu portal fmma a populagao de Strasburgo que se viram obrigados chamar de novo os judeos. Antonio Batclho Pinto de Mesquita Jnior, appravado plenamente. Antonio Cardozo de Mesquita approvado plenamente. Emilio Soarcsde Azevedo, approvailo ple- namente. Flix Jos do (usmo e Lira, approvado plenamente Franoisco Fcrnandes Vieira Jnior appro- vado plenamente. Francisco Lins (baldas, approvado plena- mente, com preferencia. Gaspar de Menezes Vasconcellos de Drum- mond Jnior, approvado plenamente Guilherme Vieira Lima approvado ple- namente Hemetcrio Jos Velozo da Silveira Jnior , approvado plenamente, com preferencia. Joo Bornardino de Vasconcellos Coimbra Jnior approvado plenamente. Joo Fernandes Vieira, approvado plena- mente. Joo Francisco Paes Barrettp, approvado plenamente. Joo da Silva Ramos approvado plena- mente. Jos Eugenio da Silva Ramos Jnior ap- provado plenamente. Jos Fernandes Vieira Rastos, approvado plenamente. Jos Pereira Teixeira approvado ple- namente. Manocl Erasmo Carvalho de Moura, appro- vado plenamente, com preferencia > Pedro d'Aloantara Leito Figueira appro- vado plenamente com preferencia. AULA DE HISTORIA. SECgvfi DE HISTORIA SAGRADA. Antonio Botclho Pinto de Mesquita Jnior, approvado simpliciter. Antonio Cardozo de Mosquita approvado simpliciter. i Repjamin Franklin Torreo de Barros, ap- provado plenamente, com preferencia. Carlos Maria de Barros, approvado sim- pliciter Constantino Jos da Silva Braga appro- vado simpliciter. Francisco Fernandes Vieira Jnior, appro? vado pl-mamente. Joo Bernardino de Vasconcellos Coimbra Jnior, approvado pelnamentc com prefe- rencia. Joo Carlos Lnmachi de Mello, approvado n simpliciter. Joo Ferrcira Villcla approvado plena- mente com preferencia Luizde Quejroz Coulinho Jnior, appro- vado plenamente. Sebastio Jos da Silva Braga Jnior ap- provado plenamente. Sergio Diniz de Moura Mattos, approvado plenamente' SECgA DE HISTORIA ANTIGA. AlTonso d'Albuquerque Maranho appro- vado plenamente com preferencia. Flix Jos de Gusmo e Lira, approvado plenamente com preferencia. Francisco Lins Caldas, approvado plcna- namente, com preferencia. Gaspar de Menezes Vasconcellos de Drum- mond Jnior, approvado plenamente, com preferencia. Hemetcrio Jos Vellozo da Silveira Jni- or approvado plenamente, com preferen- cia. Joo Francisco Paes Barretto, approvado plenamente. Joo da Silva Ramos, approvado plena- mente. Jos Eugenio da Silva Ramos Jnior ap- provado plenamente. Jos Fernandes Vieira Rastos approvado plenamente com preferencia. AULA DE MATHEMATICAS. SKCg.A D'aLGERRA. Alfonso d'Albuquerque Maranho, appro- vado plenamente Gaspar de Menezes Vasconcellos de Drum- mond Jnior, approvado plenamente, com preferencia. Jos Maria Salazar Mosco/o de Mello Veiga Pcssoa approvado simpliciter. Julio da Costa Monteiro, approvado "sim- pliciter. AULA DE GEOGRAPHIA. Flix Jos de Giismo e Lira, approvado plenamente, com preferencia. Henielerio Jos Velozo da Silveira Jnior, approvado plenamente. Joo Adolpho Herbster, approvado plena- mente, com preferencia. Jos Maria Salazar .Moscozo de Mello Veiga Pessoa approvado plenamente com prefe- rencia. Sebastio Jos da Suva Braga Jnior, ap- provado plenamente. AULA DA LINGOA 1NGLEZA. Antonio Rangel de Torres Bandeira, appro- vado plenamente eom preferencia. AULA DE LINGOA ERAXGEZA: Alfonso d'Albaquerque Maranho, appro- vado plenamente com preferencia, Flix Jos de Gusmo e Lira, approvado, plenamente, com preferencia. > Gaspar de Menezes Vasconcellos dcDrum- mond Jnior, approvado plenamente com preferencia. Jos Carlos Herbster, approvado simpli- citer. AULA DA LINGOA LATINA. Affonso d'Albuquerqrie Maranho, appro- vado plenamente com preferencia. Jos Maria Salazar Moscozo de Mello Veiga Pessoa approvado plenamente. AULA DE l'RIMEIRAS LETRAS, E LINGO! NACIONAL. Antonio Martins de Scabra Leinos, appro- vado plenamente. Emilio Soares d'Azevedo approvado ple- namente, com preferencia. Ernesto Dias Monteiro, approvado ple- namente. Fclinto Elysio de Queiroz Coulinho appro- vado u simpliciter. Flavio Ferrcira Cato approvado plena- mente. Guilherme Vieira Lima approvado plena- mente com preferencia. Joo Fernandes Vieira, approvado ple- namente, com preferencia. Jos Pereira Teixeira, approvado sim- pliciter. I^m Manoel Erasmo Carvalho de Moura, appro- vado plenamente. Plutarco Augusto da Silveira Ucha, ap- provado plenamente. Thomaz Lobo de Lacerda, approvado ple- namente. Conlinuago da subscripgo a favor dos ha- bitantes da villa da Praia da Victoria, na i I ha Tercoira. Joo Ne|omuceno Barrozo. 8>00 Francisco Soares da Silva. 6000 Joze Fernandes de Souza. 6000 Domingos Marques de Carv. Nogueira. OjOOO Manoel Cardozo A y res. 0,>000 Antonio Joze Pinto da Silva. GjOOO Joze Bodrigues d'Araujo Porto. OjOOO Guilherme Frederico de Souza Carv. GjOOO Joze Fernandes Eiras. O000 Joze Antonio de Seixas. 5,>000 Manoel da Silva Loio. Francisco Joze Alves Pilomba. Joo de Freitas Guimai es. Miguel Joaquim da Costa. Antonio da Silva Jnior. N cente Teixeira Coimbra. Dellino dos Anjos Teixeira. Joo Manoei Esteves d'Olivcira. Fernandes Joze Braguez. Aramio Fortunato da Silva. Guilherme da Silva Guimares. ijOOO SjOOO 5,000 5*000 SjOOO 0^000 5*000 5*000 5.) 000 5*000 5>000 AVIZ OS DIVERSOS. C7* Sahio luz o Espelho das Bellas, folha que tem por fim a moralidade, instruego , e recreio das Senhoras ; e nada trata de Po- ltica. Contem os seguintes arligos : intro- duego moral, os bailes resumo da His- toria da Provincia (que contina). folha , que todos os chefes de familias de vem a ellas dar a 1er. So o resumo da Historia da Pro- vincia a faz uiui interessanle poisquene- nhum Pernanibiicano, e Pernambucana bem educada deve ignorar o mais geral della. Ven- de-se na praga da Independencia loja de livros N. 37 e 58 ; na ra do Collegio, escritorio da Typ. Imparcial ; na ra Direita loja de fazen- das do Sr. Angelo Martins de Siqueira 5 e na ra do Rozario estreita botica do Sr. Para- nhos prego 80 rs. i-r Qualquer Snr. dono de obras que quizerem comprar 19 travs de boa qualidade, e proprias para qualquer obra ; dirija-se ao oito de S.Pedro, na ra d'Agoas verdes , tenda de marcineiro D. 53 que achara com quem tratar. xzr Quem quiser comprar um violo novo, de muito boas vozes e prego commodo ; di- rija-se a ra do Rozario da Boavisla caza de- fronte do sobrado do fogucteiro. UF" Preciza-se 200^000 rs. a premio por 2 inezes dando-se hypotheca em una esc a- va : quem quiser o negocio annuncie. t7" Otlerece-se um rapaz eslrangeiro para creado de caza particular na praca ou fora della : na ra do Rozario estreita I). 21. \T Roga-sc ao Sr. Francisco Jauuurio de Luna morador 110 Caxang que annun-j ciou polo Diario existir la una esciava bugal. sendo que tehha os signaes que se lhe d ,* mdar p* obzcquio entrgala na Boavisla, riui da Santa Cruz defronte dos ltimos arcos da ribeira onde mora o Sr. Joze Antonio dos Sanioso Silva,, e l so pagar adepeza : urna negrinha do nomo Joaquina nafao ben- guella idade \{ alios ollos grandes bo- ca o orcinas poquouas e cabellos estirado* como de cabra. ir?- Precisa-se de tuna ama para o servigo de urna casa, % que compre na ra : as. pontasD. 3 i. i^* Oualquor Sr. d'engenho que precizap de um mostr para a destilago d'agoardente ; pode dirijir-so ao quarlel do Bom Jezus fallar comG. A. Bloem. tof' lima Si-nhora capaz prope-se a la- var, e engomar com perfeigo na ra da, praia por detraz da rua do Fagundes ca/a. verde junto ao sobrado de 2 andares. !ET Quem quiser comprar chapeos de pa- lhiiiha, muito (na, bem entintados, cali mil rs. ; dirija-se as 5 ponas D. 54. s^y Preoiza-se de nina ama de leite qua tenha boas qualidades, e bastante leite : ai tratar alraz dos Martyrios, casa de 5 portas verdes. c?" Na paderia junto ao Arco de Santo An- tonio se contina a vender excedente pao a 100 rs. a libra e bolaxa a oito e noye pata- cas a arroba. s_jr De novo aluga-se para passar a festa , ou annuahnente urna casa terrea, sita no Mondego, com cmodos suficientes e por prego rasoavel: quem a pretender dirija-sa a praga da Boavisla D. 10; e bem assim ven- dem-se bixas pelas grandes a 200 rs. a pequeas a lOOrsj garrafas de senientes da coentro 400 rs. * r Quem quiser hypothecar urna escrava' por 200^000 rs. sendo ella boa e licanda os servigos da mesnia pelo premio do dinhei- ro ; dirija-se ao patio do Hospital do Paraizo . 2t, que se dir queni quer. i^~ Aluga-sc o 1. andar da casa sita na' rua Nova D. 11: quem a pretender dirija- se a loja da mesnia que achara com quenK tratar. UT Aluga-se para passar a festa um sobra- do com loja em Olinda na rua de S. Bento com agravcl vista para o mar e muito fresco por prego commodo : a tratar na rua velha da boavista, sobrado D. 55 com o Tencn- te Coronel Jos da Cunha Mories Alves. ur 0 Sr. D. A. B., queira ter a hondada1 de mandar embolgar o pequeo saldo, qua de Lisboa por aviso do Sotcmbro de 1859 ,' lhe foi ordenado pagar n'este Recife, na mes- nia casa cm que o mesmo Sr. j pagou una oura quantia, em Novembro de 1855. C7- Em casa de M." Theard, rua Nova D- 10, se acha um completo sortiraento de cha- peos de Senhoras de seda c de palha muito ri- cos dos padres novos e pregos commodos' de palha enfeitados t^OOO rs'.: tambem tem outras muitas cousas chegadas proxima- memente de Franga. tir Precisa-se de 100 a 200ji res a premie de dous por centos ao mez dando-se por se- guranga huma eserava, quem este negocio quiser faser annuncie ou dirija-se a rua da Paz a falar com Joaquim Luiz Virans, qua> lhe dir quem faz este negocio. CF" Compra-se una casa terrea no bairre da Boa-vista que seo prego nao exceda de 1 :500ji reis ; quem a liver annuncie oil dirija-se a botica do Snr. Moreira no mesmo, bairro, defronte da matriz que se lhe dir'. = Na Botica da rua da Cruz, n. 39 con- tinua a vender bixas maiores, e menores; por. prego ra/.oavel. iy Dezaparcceo da casa de Francisco Das de Araujo morador na Guarita um seo es- cravo de nome Luis cabra estatura ordi- naria ps apalhetados cara redonda re- prezenta ter 25 annosde idade; quem do mes- mo tiver noticias ; ou aprehender leve-o a rua da Cadeia em S. Antonio a entregar a Manoel Joaquim Gomes que ser generoza- mente recompengado. = De um sitio da passagem da Magdalena desapareeeo no lim de Novembro p.p.,- um negro crioulo |or nome Manoel, estatura bai- xa idade de 50 anuos eheio de marcas da bixigas que a pouco leve e com flaqueza em pea o pernas que oprivo de caminharda prossa ; quem o pegar o condusa a casa da )omingos Joze Vieira na praga do Cominer- cio que ser recompengado. t-y- Preciza-se alugar tuna escrava para o servigo de urna casa de pouea familia qua saiba comprar cozinliar e ensaboar dan- do-sc-lhe o sustento e OjOOO reis mensaes^ na Solidado segunda casn nova, junto das 6.9 Snr. Herculaiio. ssr Precisa-se Mugar una preta na Cidadc ieOlinda, daiulo-sc de comer roupa lavada fiMK) lllettSaes 5 nao se exige que tenha iiabelidady : quem livor annuncie. tjsT* Tendo-se de elleituar a cutnpra de orna casa torrea sita na ra da Gloria D. 42 com frente para o sul, por estes 30 (lias, se faz publico a fim de ver se existe alguiu empedi- jnento. tJT Precisa-se de 11 m homem natural das provincias de pnrtugai com preferencia das lllias para feitor de um engenho, na fre- guesia da escada e se far bom partido ; a quem convier procure a Joao Xavier Car- neira da Confia na casa de sua residencia na ra do Collegio primeiro andar por una pa repartido das obras publicas. s*y Precisa-se de um molec|ue forro oa captivo que entend algunia couza de cozi- nha para casa de um homem solteiro : na ra do Queimado D. 11. ty Deseja-se saber quem be nesta praga 0 correspondente do Sr. Joo Lins Wander- ley Sr. do engenho Bom-lim para se llie tallar. V3^ Quem ti ver precisao de .vender algu- 1 as rezes como vi tollas c carnciros gordos po- !e avisar no assougue defronte da adeia, que nao sendo muilo lunge ir breve tratar do .'Jlisto. fST Na na do Colegio loja D. 7 existe urna r irta de importancia para o Sr. Major Felippe loarte Poroira. tST Preoisa-so de 200,>000 a juros com hvpolheca om una morada de casa de pedra e cal com quinta] murado : na ra do Livra- 1 nenio 1). 'i. zar A Directo da Sociedade misadc Nos i ne rtn conformdade com o art. 12 dos es- tatutos convida aosSrs. Socios a reunirem- s no dia 10 do corrente para coutinuagao da' .^ sso de 12 do corrente. CJ* Hoje 18 do corrente pelas 4 horas da l.irdc perante o Juiz de Direito do Civel da 5.' \.ira tcm de se arrematarem urnas ferragens , lis pessoasque afias quiserem Jangar apare- cao no atierro da boa vista em casa da resi- dencia do mencionado Senhor. vs" Hoje 18 do corrente a huma hora da l rde pela terceira vara do Civel se ha de ar- 1 in;it;ir Hia venda sita no porto das canoas, soquestrada ao tinado abintestado Jernimo !,njiz Fernandos, cuja arreniatagw he feita na porta da mesqia venda, a qual estar aber- l;i paila conhecimento dos licitantes. r Urna senhora de bons costumes se prope a tomar enancas com ama para se (1 irom com leitc empedidas e desempedidas i tambera se receben) as que estiverem ja des- nudas para se acabaren) de criar com todo o mirio e amor : na ra direita no segundo an- f). 23. lf Precisa-se de dous homCns que tenhao boa slatuaa oque sejo possante para se tcumbircm de um trabalho que dar boa conveniencia nao se escolhe cor; no primei- ro antier1 do sobrado da quina da ra dos Quartds. x-y Precisa-se de urna pessoa para ir o nv.to distante dcsla praga 2o legoas, fazer urna combranca dando fiador a sua condu- ot1: quem nestas circunstancias estirer an- nuncie. cy- Aluga-se a casa de dons andaros D. 24 na ra estreta do Rozario, por prego com- modo : a tratar no primeiro andar do mesmo.,| 'sy Quem quiser dar IOOjOOO a juros a 2 por cento ao mez c por tempo de O mezes an- 1 iincie. S^' Arronda-se para se passar a fesla ou a nalmente um casa sita no mondego com o. un modos suficientes para urna grande fa- milia : a tratar na praga da boa vista D. lo. 25 A ,w ***-"' ]Kf-SjM*fr3saaSlBaiSv^Snl que tem excedentes com modos, dirija-se ao Capito 011 a Manoel Francisco Pontes. Para o Rio i>fc Janeiro segu com brevida- de a Sumaca Conceigao Felicidade do Brasil; quem quizer carregar ir de passagem 011 embarcar cscravos , dirija-se a bordo da mes- ma a tratar com o Capito Antonio Soares de Almeida. FrtETA-SE para qualquer porto da Europa a Barca Ingleza Cigar de primeira classe de 232 toneladas milito boa de vella e forrada de cobre ; a tratar com os seus consignata- rios Gaskell Johns & Companhia. L E I L O E N S . tSr Que fazem Rozas Braga & Companhia por intervengao do Corrotor Oliveira Quarta feira 22 do corrente as 10 horas da manha em ponto no sen armazem defronte do Corpa Santo de um completo e variado sortimenlo de ferragens e miudezas consistindo princi- palmente cm lio para sapateiro de ptima qualidade pentes de marfim tinta para es- erever em garralinhas lilas de seda, ban- dejas requissimas facas para charquear fa- cas e garfos para mesa ditas para descr, 11a- valhas para barba thesouras para alfaiates , caivetes c thesouras finas, caivetes para algibeira fcixaduras hespanholas colheres de metal, dobradigas de militas quahdades, lemes para caixilhos c outras muilas ferra- gens ; advcrle-se que ludo ser vendido por liquidaco e por isso sem limites de pregos. iiy Que fazem Lenoir Puget & Compa- nhia peante o Chancellcr do Consulado de franca por inlervcneo do Corretor Oliveira de urna porcao de papel llorte avaluados por conla e risco de quem pretencer 5 Segunda feira 2o do corrente as nove horas da manh no sen armazem da ra da Cruz n. 5. COMPRAS. AVISOS MARTIMOS. Para o Aracaty libe impreterivelmentc no dia 24 do corrente a Sumaca Felicidade de que to Mostr Jos Rodrigues Pinheiro por se aehar quasi prompto o seu carregumento, jinda recebe alguma carga miuda e passagei- ros ; quera quiser ir do passagem entenda- seeom seu dono Antonio Joaquim de Souza Ribeiro. Para o Porto o Brigue Portuguez Mara .Feliz Capito Antonio Luiz Gomes muito velleiro, e encivilhado de cobre pretende sahir breve por ter maior parte de seu carre- gamento prompto : quem quiser carregar ou Vr de passagem para n qhe tom bons rommo- dps entend 1 se com dito o Gapitio na pra- ga docommorcio ouomo seu eonsignate- rjo Antonio Joaquim de Souza Ribeiro. Para o Pobto segu viaj?em 001 n muita bro- vidadeo bameonheeido Bergaittim Portuguez FiordoBeirs, ftquto.loseThonazdeLhna; quj quiap-W^c^W U HJ^^1!!! paja tey Escravos do ambos os sexos com ofiicio ou sem siles de idade de 12 a 2o annos : na ra do fogo ao p do Rozario D. 23. S2f Negrinhas mumbandas molatinhas e moleques de idade de lia 20 annos : na ra do Vigario n. 21 no primeiro andar. E^ Escravos de idade de 10 a 20 annos , para lora da provincia : na ra do colegio D.o. VENDAS. SZJ" Listas geraes dos premios sabidos na 1." parte 6.* Lotera da Matriz da Boa vista : na praca da Independencia loja do livros n. 37 e 38. C7- Sedas ricas para vestidos chales e mantas de seda francezas por commodo pre- go : na ra do Queimado D. 1 viudo da ra do Crespo primeira loja de Francisco Jos Teixeira Bastos & Companhia. C7- Bichas prctas chegadas prximamente pelodcminulo precode 100 a 200 rs. e sen- do em porces de 100 para cima se daro por menos : na ra estreita do Rozario venda D- cima 50. *. tsy Douf carros Inglezes de duas rodas da melhor construyo modernos e mais leve possvel com todos os erreios completos e sem coberta pelo mdico prego de 53().>000 cada um : a tratar com Smith & Corbelt ar- mazem de ferragens ra dos Barbeiros ou no seu escriptorio da ra do trapiche novo n. 13. tw Tabaco simn te chegado ltimamente da Rabia m latas grandes a 3C0 a libra la- tas pequeas de libra a -100 rs. tinta verde e olio de linhaca a 210 a libra paios a 240 , e a duzia a 2o6o, lingoissas a 500 papel de pesoem meias resmas ,, dito alniasso, e de embrulho niassas de todas as qualidades , caixas meias ditas e quarto de passas al- pista a 180 o quarteirao e todos os mais g- neros por proco commodo ; um escravo mo- $0 de na^ao de boa figura : no largo do Ter- co venda D. 1 e 4. t?" Uma carrosa nova prompta que an- da nao servio para trabalhrrcom um eavallo ; una canoa aburla de carga de 700 lijlos do alvonaria grossa : na ra da Gloria sobrado I). 50. C7- Exellente taboado de amarlo e louro de todas as larguras o grossuras serrado na serrara d'agoa do montero com a maior perfeigo possvel que parece ja loi aplainado e se vende por prec,o eommodo atendendo a boa qualidade e excediente serragem : o de- posito he as casas novas do Sr. Cunha do- fronte de S. Francisco, assim como um por- c;io 1I0 raixas vazias para assiear. Cr ViiIk s de champagnhe Bordoaux . Rheno. Hochheimer, Jobannesberger, Bur- gohne tintos branco, Saulerno preiynvu?, tu/isgi, s.^iejr*i}, Porto Sfrocya ingleza pretae branca servoja fianceza mustarda, agoaardenlede franca cegnac kirsehwas- sor, extrato de absinthe verdadeiro Luisse , ' vinagre branco charutos verdadeiros da lia- vana Manilha e Baha da fabrica de Groz , .chocolate, eoutrosmuitos mais gneros : em casa de A. Hosch na ra da cadeia velha D. 17 primeiro andar. s^r Um pegro creoulo com lwnila figura , e born canoeiro : na prega da Independencia n. 55. S3- Muito sofriVfel farinha de trigo para poebolaxa, flelOe 15,000 a barrica, e licando o casco da-se por menos mil rs e ptimo taboado de pinho da Sueca c da Ame- rica : 110 armazem de taboado de pinho atraz do theatro. zjT Panno de linho aberto para toalhas e lences lencos de seda para gravata meias curtas de linho. chapeo;: de sol de seda ro- setas de ouro para senhora e meninas, toa- lhas de linho tudo do porto e por prego com- modo : na ra do Fagundes sobrado de um andar D. i. iar Barricas e sacas com farelos barricas com fumo para charutos gangas amarelas , lencos pretos de soda da india toalhas ada- mascadas e salitre refinado tudo por pre- go commodo : em casa de Malheus Austin oV Companhia na ra do trapiche novo n 12. cy Urna bonita escrava moga de idade de 2o annos engomma cozinha, e he reco- Ihida, urna dita cozinheira lavadeira e he quitandeira um bonito escravo de idade de 2o annos perfeilo oflicial de alfaiate um dito cozinheiro de torno e fogo um dito canoeiro e pescador urna molatiiiha de idade de 12 anuos ja cose bem c urna moloca de idade de 1(5 annos } na ra do fogo ao p do Beza- rio sobrado 1). 23. ** i^r As comedias seguntes : Rei Cassimi- ro, castigo da prepotencia revoiugo dos Ilolandezes em Pernambnco o patriota esco- cez o dever e naturesa triunfo de N. S. , entremezes o padre hipcrita a ratoeira em que amor pilha, a criada astucioza o pintor ambicioso e a enfermara dos doudos: quem quiser annuncie. i^f* Ocadeirasde Jacaranda com assento de palhinlia em bom uzo por prego com- modo : na ra das Flores I). 8. x:5~ Gigos de batatas a 300 rs. a escolher , comprando dez gigos para cima : na ra da Crui n. 7. tsr lo c tantas cabeeas de gado sendo va- cas paridas, novilhas, garrotas e garrotes por prego commodo, e livres do mal trste por screm do pasto : na ruada Madre de Dos na primeira loja de fazendas n. 22. cr ! moloques de idade de 12 annos de bonitas figuras um preto de idade de -4o an- nos por 520^000 bom cozinheiro e canoei- ro una preta da costa cozinha lava rou- pa e he boa quitandeira que d 400 rs. por dia : na ra de agoas verdes casa terrea De- cima 57> tsy Cm eavallo melado carregador baixo , por preco commodo: na ra do lamba da boa vistan. 540. i^j- Liria escrava de nacao boa cozinheira, refina assucar, faz varias qualidades de doces, engomma liso e lava roupa : na ra Direita I). 20 lado do Livramenlo. t7 500 varas de algodao da trra a 210 a vara algodaozinho com dolfeito a 2j000 ca- da peca e meias curtas muito linas a 5^800 a duzia : na pracinha do Livramento D. 20. !D" Ps de craveiros de tedas qualidades , grandes o, pequeos : na soledaa indo pela trempe lado direilo antes de chegar a Igreja n. 17. HF* Meias barricas de farinha de trigo no- vo e superior: no armazem de Joaquim de Souza Pinto na ra Direita padaria do Ma- chado. * &^- Dous capotes de panno fim cor de ca- f com cabego de vellido feito em portugal , e tambem proprio para senhora assim como um grande cobertor de la e bons chapeos de sol de soda do porto tudo por prego commo- do ; na ra da cadeia do Recite loja de fazen- das defronte de Joo Cardozo Aires. i T l ni nioleque creoulo de idade de .14 annos, muito fiel e proprio para pagem, pa- ra fura da provincia e se d a contento por um ou dous mezos : a tratar com Manoel Antonio da Silva Molla na ra da cadeia n. G. . tSSr lina cabra blxo com cria: na ruada Conceigao da boa vista D. 10 lado do Rozario. i./' bos de carro bastantes grandes o mangos : na ra de borles casa terrea do lado (Iireito I). 18. IV" l na canoa nova bem construida que COfiduz 600 lijlos de alvonaria grossa : a tratar com Marcelino Jos Lopes. tjEP Anoorel.i.- cun muito boas azeitonas cb/'S^p u|Umaniejulc UQ Uiuagu tic Jo- aquim Gonsalves Vieira Cuimares no cae da alfumlega. C^- Uma,porgrode taboas de Louro ser- radas no vapor : na na d tsr Urna negrinha de idade de lo anuos : na ra do Padre Floriano quine que volta pa- ra a ra dos assougunhos 1). 17. tiy Maiitega ingleza muito superior a 500 rs. a libra : -no beco da [M>l D. 6. srr Farinha de superior qualidade > vinda de S. Catharina a bordo dos Patacho Lobo , e Paquete do Rio Aindiados defronte da es- cadinha do caes do colegio. SU- Um bonito negrod'angolla, com al- gunias habilidades : a pessoa que o quiser ver poder ir a Cadeia ; chama-se Joze Antonio , e para o ajuste do dilo pode-so entender com Manoel Joaquim Carneiro Leal, ra Nova ; notando-se que so. se vende para fora da trra. ESCRAVOS FGIDOS. i^r Desapareceo um preto de nome Anto- nio da costa alto magro coxo de una peina tem os olhos. um tanto vermelhos , levou camisa e caigas de brim : quem o pegar leve a casa de Manoel Al ves Guerra na ra do Vigario (pie gratificar. CiT No dia 18 de Agosto do corrente anno fugio un preto de nome Antonio de nago calaba, cegodoolho direito, de estura re- gular tem os ps alguma couza largos e grossos ; falla descansada e parece ser muito umilde quando fugio tinha tido um unhoiro em um dos dedos das mos que lhe comeo a india este preto ja esleve fgido 11 mezes , e fo pegado em Julho as trras do engenho do Brum que anda va vendendo miudezas e se intitulava forro de nome Francisco, foi escravo do iilho do fallecido Jos da Penha e consta ter hido para cima de Goianna ou pa- ra pao do Albo he muito natural que ande vendendo miudezas; quem o pegar leve a ra dos Quarteis D. 5, que se dar una generosa gratilicagao e se pagar loiias as despezas. S3W Fugio a 5 dias do armazem de assucar da ra do \ gario n. 7 um preto de nome Ma- noel i de nago cabund alto e feio de ros- to levou caigas de brim ja su ja e camisa de baeta encarnada, cosluma embebedar-sc, e an- dar pelas 5 poicas ou pelo atierro da boa vis- ta 5 quem o pegar leve ao dilo armazem que ser gratificado. Mr* Fugio um negro do abaixo assigdado , no dia 5 do corrente com os signaes seguin- tos 1 secodocorpo, cara compridae talhada; olhos pequeos tem a calva rapada de pouco tempo he muilo ladino porem falla algu- ma couza a trapalhada de nome Joaquim , tem ofiicio de sapateiro e lie de nago an- gico, levou vestido caigas e camisa cor do rosa ; quem o pegar e levar a seu Sur. que ser bem recompensado* Antonio Baplista Ribeiro de Faria. %W JNo dia 10 do corrente foi desoncami- nhada ou seduzida do lugar do Barbalho una molatinha recolhida de idade de 25 anuos : levou vestido novo de madapolao de mangas- curias, e mais 5 de chita uzados calcada de meias e sapalos de duraque verde 5 roga-se a quem dola tiver noticia ou a queira comprar de ir fallar no sitio do Sr. Chanceller com a Senhora 1) Mara Joaquina de Macedo. MOV I MENT DO PORTO. NAVIOS ENTRADOS NO DIA 15. Ass ; ludias, Sumaca Brasilea Bom 80- cessode .141 tonel. Cap. Ignacio da F. Marques equip. 10, sarga ssl: propie- tario Jos M. Fiuza. Elseneur ; 00 das Brigue sueco Joham de 102 tonel. Cap. O. Altein aquip. 10 carga labuado e ferro : a . O. Bieber&C F.NTBADOS NO DI.V 17. Aracaty ; 15dias, IIatc'Brasleiro Flor da Larangeirade 54 tonel., Cap. J. A. de sou- za equip. 8. carga couros e so.'a : a J. D. de Souza. Dito 10 dias Sumaca Brasilea Delmira do 71 tonel. Cap. J. J. Alvos equip. lo , carga couros e sola: A. J. de souza Ribeiro Rio de Janeiro ; 2o dias Barca Francesa Alcxand're de 210 tonel. Cap. Pedro Lu/. Carlos II. equip. 12 carga lastro: a Me. Calmont & C. Este navio tinha despacha-i d para as Anlilhas. SAHIDOS NO MKSM0 DIA Cayena Vapor de Guerra Inglez Ardent, Co- inaindanl Russoll. BEUFE NA TVP. DE M. F. DE F. 18^< |
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