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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/04376
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Friday, December 17, 1841
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:04376

Full Text
Anno de 1841*
Sexta Fera 17 de
Tudo agora dependa de nos mesme ; de nossa pradencia, moderaciio, e energa: eon-
linuemos como principiamos, eeremoe aponledos com admiracao mire es Naces aiais
valias. (I'roclamaciio da AssemLlea Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORREROS TERRFSTRES.
Goienne, Psrsiba, e Rio grande do Norte, na segunde sena feire.
Bonito e Garanhuns, a 4e 24.
Cabo, Serinhaem, Kio Fc-rmoio, Porto Calvo,Macein, e Alagoas no i H, a 21.
Paje 13. Santo Antao, quinta feira, Olinda todos os das.
das da semana.
43 Se, s. I.nr.ia. cbanch. And. do .loit de Direito da 2. vara.'
d4 Tere. s. Angcllo Bel. A mi. do Juii de Direito da 1. vara.
45 Quart. Jejum s. Eurebio. Aud. do juit de direilo da 3. vara.
46 Qnint. s. Ananias, clianch. Aud. do Jnf de Direilo da 2. vara.
47 sext. jejum s, Barlliolcmeu. Aud. do Juii de Direilo da 4. vara.
48 sab. jejum N. S. do O'. Bel. Aud. do Jais de Direito da 3, vara.
I'J l)om. 4, do Advento, s. Filaste,
Dezembro. Anno XVIF. N. 216.
O Diario publicase todos os das quenSoforem SanriHcados- o-preco de assignalura le-
de tres iu.1 res j.or qnarlel pa*o adianlados. Os annuncios dos assi-anies sio insemlnv
gratis, eos dos que o nao forem ratao de SO rei por linlia. As reclamaroes devem ser
.lin-i.las a ct,TvpoSrafia rus das CruiesD.3, ou praca da lndq.endrnci. lojas de livroa
ISomeros 37 e 3S.
CAMBIOS no da 16 de Di:7.FMnno.
Cambio sobre Londres 3 ) a 2!H|2d. p, 41!.
a I'aris' 320 rei p. franco.
Lisboa 80 a 85 p. d depr.
Orno- Mooda de 6,400 V. 44,r>U* 14,700
.. N. 4,400 ai 'i, 600
de 4,000 S.lOa 8,200
rATA Talacoes 4,640 a 4,660
|Bi*A- 1'eios Coliimnaies 1.640 a 1,669
> Meiicanoa 4,620 a 1,641
" m'"<1 1,440 a 1.460
Moeda de cobre 3 por 100 ds diaronlo.
Dsconlu de bilh. da Alfandega 1 e j, pr lllrt
ineiti.
dem de letras de boas firmas te a 1 n .
i*reamar do da de 17 Dezcmbrs.
4. as 8 boras e 30 m. da tarde.
2. as 8 lloras e 54 m, da manhj.
PIUSES DA LOA NO MEZ E DEZEMBRO.
Qaart, min. a 6 s 9 ras o 53 m. de manli.i,
I.ua NoTa a 12-- s 7 oras c II m, da tarde.
Quart. crear, a 20 a*. 0 oras e ti m. da tarde.
Loa chela a 27 ds 4 oras e 12 m. da tarde.
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 11 DO CBREME.
OflicioAo comandante das armas, com-
municando-llie cm cumprimenlo do imperial
aviso de o de novembro ultimo, que S. M. o
Imperador por sua immediata e imperial re-
solugode ldeoutubro prox. p. lomada
sobre consulta do conselho supremo militar
dlo domesmomez, bou ve porbem decla-
rar que as pragas de pret, qu por seos erimes
civis forem condemnados no jury penas tem-
porarias deven) depois de cumpridas estas,
regressar aos corpos, a que pertenecrem, pa-
ra alli completaren! e seu tempo. de servi-
do, nao se lbe levando em conta o que hou-
verem deixado deservir pelo referidoimpe-
pedimento.
DitoAo mesmo communicando-lhe, em
cumplimento do imperial aviso de 8 de no-
vembro ultimo que S. M. o Imperador por
sua immediata e imperial resolugo de 26 de
oulubro prximo passado houve por bem res-
tituir cllcctividade do posto de alferes de
infanteria de primeira linha ao alferes refor-
mado da mesma arma e linha desta provin-
vincia Francisco do Reg Rarros r'alco , de-
terminando, que fique sem effeito o decreto
qne o havia reformado.
DitoAo inspector da lliesouraria da fa-
zentta, communicando-lhe o conteudo no pre-
cedente ollicio.
DitoAo mesmo, enviando-lhe, em cum-
primento do imperial aviso de H de novem-
bro ultimo o requerimento do alferes de li-
nha Joao Rodrigues da Silva, afim de que lhe
mande pagar os sidos que lhe sao devidos,
quando do thesouro publico se enviarem os
fundos destinados a pagamentos de tal natu-
reza.
Dito ~ Ao mesmo, significando-lhe que
tendo o boticario Jos da Rocha Paranhos,
contractado fornecer os medieamentos preci-
sos ao hospital regimental, cumpre que a
vista do ollcio que se lhe remelle, do com-
mandante das armas acompanhado do respec-
tivo formulario mande faser os compelten-
tes pagamentos ao dito boticario em seus de-
vidos temposem vista dos piceos novamen-
te arbitrados, acontar do dia 0 de novembro
ultimo em diante.
DitoAocommandanle das armas, com-
municando-lhe o conteudo no precedente of-
licio.
DiloAo prefeito interino da comarca do
Recife, ordenando-lhe que exija do capataz
dos canoeiros dos diversos portos desta ci-
da urna relago dos proprietarios de canoas,
a frute, e a remetta ao administrador da
meza do consulado para que este possa com
mais regularidade faser a arreeadacao do im-
posto sobre as ditas canoas.
Dito Ao inspector da tbesouraria da fa-
zenda, communicando-lhe a expedigao da or-
dem supra, com oque lica saptisfeila a sua
requisigo feita em ollicio de 13 do corrente.
DitoAo presidente da enmara municipal
do Recife lembrando-lhe em resposta ao seo
ollicio desta data que a presidencia a 10 do
corrente recommendou mencionada cma-
ra para que por meio de seos em pregados re-
quereese a execugaodas posturas. que nfrin-
gio Antonio Joze de Magalhaes llastos com B
edil cagan de urna caza junto ao arco de San-
to Antonio e a respei lo da qual pedio a mes-
ma cmara providencias, que alias tlnha no
seo regiment ; a que elle presidente da c-
mara em oflicio de 11 representando que pa-
ra execular o que no ollicio de 10 se reco-
mo nda va enmara precisa va da reunio de
saos membros ; loriio estes motivos de seo
oflicio, queobrigariJo a presidencia a fase r-
advtrttr que no artigo 64 da le do I."de
outabro de 1828 estabeHecidos cstavao o?
meios pelos quaes sem que os mais varea-
dores se reunissein podia ordenar o cumpri-
menlo das posturas e por conseqnencia aos
empregados que levasse aos juiso criminal
aquella infracto.
COMMANDODAS ARMAS
EXPEDIENTE DO DIA 15 DO CORRENTE.
OflicioAo Exm. presidente remetten-
do-lhe o formulario dos medicamentos pre-
cisos ao hospital regimental, sobre que se
havia bascado a arrematago que houve lu-
gar no dia 6 de novembro ultimo, em cum-
primento ao preceito do artigo 22 do regula-
mentode 17 de fevereirode 1852, erogando-
lhe a expediegao de suas ordens a tbesouraria,
para faser ao boticario Jos da Roxa Para-
nhos, a quem foi dado o forneciment pelos
mesmos precos do formulario os pagamentos
designados nos anteriores termos d arrema-
tarlo, que encerro as condiegocs a qne nova-
mente se sugeitara o mesmo botirario.
DitoAo tenente coronel coinmandante do
deposito exigndo uin mappa de todas as
pragas que passaro a pertencer ao mesmo de-
posito do i." de abril ao ultimo de Novem-
bro do corrente anno, com designagto das
provincias a que perlencer, coutro das que
durante o mesmo tempo embarcarao para lora
da provincia tambem com
provincias que pertenciao.
IDKM DO DA 14.
OflicioAoExm. presidente, devolvendo-
I he a represen tagao que alguns habitantes
disiguaco das
ca. Meza do Consulado de Pernambuco 15
de Dezembro de 1811.
Miguel Arcan jo Monleirod'Andradc.
OBRAS PUBLICAS.
Pela administrago iscal das obras publicas
se avisa a todas as pessoas que tein vendido
gneros para a dita repartieo e que ainda
nao tem apresentado as contas que bajito
deas apresentar qnanto antes ao administra-
dor fiscal da mesma as horas do expedi-
ente.
Administraban flscal das obras publicas lo
de dezembro de I8ii.
Moura
Admistrador fiscal.
CORREIO.
O brgne Indiano recebe a mala para o
Rio de Janeiro hoje (17) as 11 horas do
dia.
PREFECTURA.
Parte do dia 16 do corrente.
Illm. e Exm. Snr. Foro hontem pre-
sos pelo prefeito da freguesia do Recife o pre-
to Benedicto escravo de Joao de Dos Rap-
tista, por ter feito um furto na tenda em
que trabalha.
Pela segunda patrulha do destricto do cor-
po Santo o preto Antonio por ser encontra-
do a dormir dentro de urna canoa e fazer-se
por isso suspeito.
E pelo sub-prefeito ce Olinda o reo Joze
Ferreira Campos Jnior em virtude de um
mandado desta prefeitura por achar-se pro-
O producto da arrematado he para paga-
mento dos credores, a requerimeuto dos
quaes, e por con ta de quem mais pertencer
se procede a arrematago por este consulado.
0 inventario e condioges com que ha-de
ser feita a arrematago, seacharao patente
nadita venda, no acto do leilo.
Consulado de Portugul cm Pernambuco
{4 de dezembro de 1811.
Joaquim BaptisUi Moreira
Cnsul.
da povoacodeNazareth do cabo, encami- nunciadopriso e livramenlo peloJuizode
nharao presidencia con Ira o commandante
do forte de Gaibu', e dando a respeito da
qyeixa, as informages que a mesma presi-
dencia exigir por despacho do I." do cor-
rente.
DitoAo tenente coronel commandante do
depozito reinettendo-lhe os [lapeis deconla-
hellidade do destacamento da comarca do
Pao do Albo, que tinhao devolvido ao prefeito
para serem reformados.
Dito Ao mesmo remeltendo-Ihe os pa-
pis de contabilidade do destacamento do
(abo, pertencentes ao mez de Novembro ul-
timo, e mandando entregar a respectiva im-
portancia ao segundo sargento Francisco Cici-
lio da Fonceca.
Dilo Ao prefeito do commarca do Cabo,
communicando-lhe o exposto no precedente
ollicio, com o que ficava respondido o seo do
1." do corrente.
Dilo ~ Ao prefeilo da comarca do Pao do
Albo aceusando recebido os papis de con-
tabelidadedo destacamento, pie tinhaohido
reformar,
Portara Ao tenente coronel comman-
dante do deposito mandando excluir com
guia de passagem para o contingente de caval-
laria a oito pracas cujos nornes se desig-
navao.
Dita-Aocommandanle do contingente de
civallaria, authorisando-o a recabar om pas-
sagem as pragas referidas na portara ci-
ma.
MEZA DO CONSI.XADO.
Miguel Arcanjo Monteirodc Andradc, Caval-
leiro da Ordem de Christo e administra-
dor da Meza do Consulado de Pernambuco
por S. M. I. eC.
Faz saber que no dia 18 do corrente se
bao de arrematar na porta da mesma tie-
garrafocns com aguardante restUada apreben
didos a bordo da barcaca uilhermina Flor do
Mar sem despacho em cujo dia so findo es
prazos marcados no regulamcnto ; sendo a
arrematacao livre de despezas ao arrematan-
Paz da Cidade da Paraiba, pelo crime de rou-
bo praticado bordo do Brigue Rosa da
quantia de rento e quatro pegas em moeda de
ouro, de cujo dinheiro, depois de por elle ter
sido redusido sedulas, lhe foro aprehendi-
dos nesta especie ,'itO,)6iO reis c varias pe-
cas de roupa, que liverooer.caminhamento,
quedelei, O dilo reo foi recolhido a ca-
deia para ser remettido para aquella cida-
de e os outros presos tivero igualmente o
conveniente distino.
E' o que consta das parles hoje recebi-
das.
Acamara munical desta cidade continua
as suas sessoes ordinarias no dia 2o do cor-
renle i>ela falta de reunio de algn
de seos membros, e ser preciso oIBciar-se a al-
guns suplentes inmediatos. Recife 16 de
dezembro de 1841.
Osecrario interino
Francisco Antonio Rabello de Carvalho.
Luiz Francisco de Mello Cavalcante escri-
vo e administrador da Meza de Rendas In-
ternas Provinciaes d'esta cidade. Pelo pre-
zente edital faz constar a todos os senhores
proprietarios de predios urbanas dos trez bair-
ros d'esta cidade e povoago dos Affogadosque
no ultimo d'este mez lindo-se os 50 dias
marcados para o pagamento a boca do cofre
da respectiva decima do 1. simeslre do cor-
rente anno linanceiro de 181 1842 e lo-
go que termine esse prazo passar a proceder
executivamente na forma da lei de 27 de A-
gosto de 1850, contra os dedevedores.
E para ebegar a noticia de todos mandei
a fixar o prezente c publica-lo pela im-
prenta. Meza das Rendas Internas Provin-
ciaes de Pernambuco 16 de Dezembro de
1841.
Luiz Francisco de Mello Cavalcante.
CONSULADO DE PORTUGAL EM PERNAMBUCO.
No dia sbado 18 do corrente pelas 1 ho-
ras da larde se hade arreinatlar a armaco c
gneros existentes na venda da ra do Ro-
sario estrella D. 21, pertencentes a Joae Pe-
te. E para que ebegue a noticia a quera con- reir de AaevadO suhhito de Sua Magestadl
vi.'r mandei alixar o presente c.lital na porta Fiddissima, por se ter este nusenlado, aban-
desta administrago c publicar pelainqnen- [donando o ew c.tabelecimonto.
S. PEDRO DO SLL.
Rio Grande, 8 de Novembro.
Como huma carta publicada no Despertador
de 2o de setembro diz que o Sr. Dr. Satur-
nino abri o comnicrcio para toda a parte,
e a navegagao para a Lagoa Mirim e Jagua-
rO para Pelotas e para todos os portos da
Lagoa dos Patos remetto-lhe essa collccco
das suas ordens de 27 de abril de 2o de maio,
e ultimas de 18 de oulubro ( que todas fo-
ro publicadas ) por onde se v as restriegues
que elle tem posto aocommercio mesmo pa-
ra os lugares sujeilos ao dominio da legalida-
de onde existen! forgas e authoridades; as
clausulas e restriegues com que dispensou os
combois entre este porto e o da capital da pro-
vincia porque estes comboios nao servio
para evitar o contrabando e uo havia suf-
iciente numero de canhoneiras para seren
empregadas nelles visto que foi neeessario
reorgar consideravelmente a forga naval de
S. Congalo que licou intciramenle descober-
to com os movimentos do general Joo Paulo ,
sendo certo que a forga de mar de S. Congalo,
j ento augmentada he que impedio a pas-
sagem de Netlo com o resto das forgas com
que infallivelmenlecahiria sobre esta cidade
se conseguisse passar. So a isto se chama a-
briro commercio r.o sei o que se Chama
veda-Io salvo se querem que nao se conce-
da aos legalistas salvaren alguns efleitos do
suas fazendas para que os rebeldes os es-
traguen! torios, ou se querem que nem se jkt-
mitta ir gneros para os districtos sujeitosao
dominio da legalidade governados por authori-
dades legaes e oceupados por' nossas forgas.
Mesmo para estes elle pc restriegues li-
mita as conC3SS0es c escogita embaracos.
Alm tiestas ordens consta agora que nao
concedo despacho aos negociantes sem junta-
rem osconhecimentos de lerem pago os im-
postos do banco e nada deverem e as em-
barcagdes nao pdem sabir para esses mesmos
lugares sem mostrarem lamhem que tem pa-
go os impostos sobre os barcos do interior do
ambos os quaes havia huma grande divida a-
trazada de anuos anteriores, e os sujeilos tem
se visto na necessidade de irem pagar o que
devem e mullo se tem pago por c os in-
teressados grito contra estas medidas, por la
diz-se que o presidente abri o commercio
para toda a parte He preciso estar no Rio
Grande para se fazer huma idea das falsidades
que se escrevem na corte sobre esta provincia.
Muito pode a m f eo espirito de partido !
( Carta particular.)
Nao havendo por agora inconveniente em
que a navegagSo entre esta capital e o Rio
Grande e Norte se faga independente de com-
boi. V. S. dar despacho s embarcages que
o requererem fazfmdo porm aos mestres
assignar hum termonessa alfandega de segui-
rem directamente ao Rio Grande ou Norte ,
sem tocarem em qualquer ponto intermedio ,
sob pena de serem presos e deportados para
fura da provincia. V. S. pora tambem mui-
to cuidado em que as declaracoes de seus ma-
nifest* rejan muito exactas e os far confe-
rir cuidadosamente com a descarga e me da-
r parte de qualquer diflbrcmja fue eaconira
na carga e por onde eu possa eonneesr tatt
mostr transgredi o tqrmo assignado. Nu
NUMERACAO INCORRETA


ll III
^

oficio de remessa do manifest ao inspector
de alfandega a que a embareagao se destinar
se declarar inipreterivelmente o diada salu-
da, e chegada se tomor ao mestre, no ver-
so do manifest huma declarado em ter-
mo por elle assignado em que declare o dia
da saluda quanlos de viagem se parou ou
den fundo em algum lugar que tempo e por
que motivo fazendo saber ao dito mestre
que quando estas declarges sejo falsas ,
procederei contra ellos da mesma forma com
prisao e deportago. Alm dos manifest* ,
as cmbarcagOes levar as escotilhas e ante-
paras lacradas e selladas com o sello da alfan-
dega deelarando-o assim no oficio de remes-
sa dos manifiestos : o que V. S. eumprir
pela sua paite licando scientc de que igua-
s ordens se expendem para as outras duas
alfandegas e ao chefe de esquadra commau-
dante das forgas navaes. Dos guarde a V.
S. Palacio do governo em Porto Alegre 27
de abril de 1811. Sartunino de Souza e Oli-
veira-Sr. Jos Thomaz de Lima inspec-
tor da alfandega desta cidade.
lllm. cExm. Sr.Pela inclusa copia do
oficio que ora exped ao inspector da alfande-
ga desta cidade, ver V. Ex. que concedo ,
debaixo das cautelas nelle proscriptas, am-
vegago entre esta cidade e o Rio Grande ,
independente de comboi: fazendo assim esta
participaco a V. Ex. espero que por sua
parte d" as necessarias providencias alim de
que nao sejo Iludidas semelhantcs ordens.
Dos guarde a-V. Ex. Palacio do governo em
Porto Alegro 27 de abril de i8il.Satur-
nino de Souza c Oliveira. Sr. John Pascoc
Grenfell.
cenga para se charquear as charqueadasmar-
gem direito do Jacuhy. e estando as mesmas
circunstancias as da margem esquerda do S.
Gongalo lica Vm. autbor sado a conceder
liccugas para nellas se charquear, debaixo
das seguinles condiges :
1. As licengas s sero concedidas a quem
eflectivamente ti ver os gados reunidos naquel-
las visinhangaspara ocharque, provando-ocom
attestado do commandantc da canhoneira es-
tacionada em S. Gongalo.
2. A iicenga para levar o sal necessario
ser proporcionada ao numero das rezes (pie
o impetrante mostrar que tem para charque-
ar.
3. 0 impetrante prestar noseujuizo,
huma fianga igual ao valor do sal que levar ,
e mais melade obrigando-se a emprega-Io
no dito charque eaaprcsenlar nesse porto
osefTeitose producto, para assim ser deso-
nerado da mesma anc.a sujeitando-se a
perder o valor della como contrabando no
caso de nio satisfazer a este quisito. Alm
disto para ser desonerado da fianga deve-
r o mesmo impetrante apresentar tambem
hum attestado do commandantc da canhonei-
ra em que declare que o sal pedido foi de-
sembarcado na charqueada respectiva c que
o impetrante nella charqueou. Sendo gran-
de o numero de requerimentos que se me tcm
apresentado de proprietarios que possuin-
do estancias em S. Servando c outros pontos
da Laga Miriin e tendo ali effeitos pedem
licencas para ircm hiates cm lastro a bsca-
los para esse porto, fica Vm. autorisadoa
conceder taes licengas smente aos ditos pro-
prietarios indo os hiates completamente cm
lastro devendo Vm. revista-Ios no acto da
saluda para o que dever aproximar-se
trra e propocionar-lhc decente conduego.
Igualmente Dea Vm. autborisado a con-
ceder a mesma Iicenga com as mesmas cla-
sulas e condiges aos que pretenderem man-
dar buscar effeitos de suas fazendas a Cama-
cuam e outros pontos da Laga dos Patos.
Mais lica authorisado linalmente para conceder
licengas para sahidas de gneros por trra pa-
ra os districtos margem direita de S. Gon-
calo at a fronteira ds Ghuy devendo os
impetrantes apresentar-lhe as facturas com os
precos dos artigos que pretenderem levar,
nao devendo Vm. conceder a cada hum mais
do que ateo valor de hum cont de reis por
cada vez nem dar duas licencas ao mesmo
individuo dentro de hum mez.
Dos guarde a Vm: Palacio do governo
cm Porto Alegre 25 de maio de 1841.Sa-
turnino de Souzae Oliveira.Sr. Dr. Manoel
Jos de Freitas Travassos, ilho.
lnstrucges para o embarque e conferencia
dos gneros que houverem de embarcar
com Iicenga para os lugares oceupados por
forjas e authoridades legaes.
1. Todas as pessoasque requeremlicen-
cas para levarem gneros do negocio paraf-
ra da cidade dever declarar, nos requeri-
mentos seu nome moradia oceupago se
t m casa do commercio berta nesta. cidade 4
ou se sao mascateadores que os levo com-
sigo.
2. Os que requerercm licenca para man-
dar gneros por pedido ou encommenda de
pessoas residentes nos lugares para onde os
quizerem mandar dever juntar as cartas
de ordens para taes encommendas fazendo
as mesmas declarges do art. 1. tanto a
seu respeilo como de quem izer o pedido.
3. Todos os requerimentos sero assig-
nados pela propria pessoa (pie requerer c sua
assignatura ser reconhecida por tabeHio.
4. Todos os requerimentos serao metti-
dos na caixa da secretaria e os que nao es-
tivercm na forma dos artigos cima nao me
serao apresentados para despacho P se res-
ti tu i rao s partes para salisfazerem as decla-
racoes exigidas.
5. Os requerimentos com despachos de
Iicenga serao apresentados ao Sr. inspector da
alfandega que depois de verificar a minha
assignatura lhe pora o despacho embar-
que boje tantos.
6. OSr. inspector da alfandega nomeara
todos os dias hum em pregado com exclu-
sao dos guardas para fazer conferencia e
verificar o embarque queso ter lugar no tra-
piche d'alfandega s horas de trabalbo pa-
ra o que o mesmo Sr. inspector prorogar o
trabalbo at tres horas da tarde quando soja
necessario.
7. O mesmo empregadolancera a ver-
ba Confer e embarcro hoje tantosa
(pial ser rubricada pelo Sr. inspector daal-
fandega e com ella seguir os gneros para
o resisto do porto onde achando-se pie-
henchidas estas formalidades se deixar se-
guir a embareagao.
8. Nenhuma pessoa poder apresentar
majs de hum- requerimento ou despacho para
sahida de gneros ou seja em seu proprio
nome, ou de diversos e quandoaprsente
s ser cumprido o de menor quantidade.
9. 0 empregado da alfandega que fizer a
conferencia organizar huma relaeo diaria
dos despachos que conferir declarando os
nomes das pessoas que requerro o lugar
para onde o nome da embarcado e a data
do despacho de concesso a qual o Sr. ins-
pector da alfandega enviar diariamente com
sobrescripto secretara desta presidencia ,
independ me de oficio.
10. Os despachos anteriores ou poste-
riores data destas nslrnoges que nao fo-
rem apresentados na alfandega, e embarca-
dos os gneros no prazo de oito dias conta-
dos das suas datas, ficar sem vigor e nao se-
ro mais oumpridos.
11. Todos os gneros que embarcarem ,
ou forem apprehondidos embarcand), en se-
guindo para fra sem licenca ou com ella
sem o preenchimento destas formalidades ,
ficar sujeitos ao procedimento estabelccido
contra os contrabandos para o inmigo.
Palacio do governo em Porto Alegre 18
de. outubro de 1841.Sartunino de Souza e
Oliveira.
( Do Jornal do Commercio. )
de comparsas que Ibes coube em sorte de-
sejo adquirir una nomeada qualquer que
seja e lanco mo dos meios que esto ao
seu a'lcance e as mais das vezes para se fa-
screm famosos se fazerem ridiculos e o
Quem se nao ha de rir de ver certo peralvi-
lho que se diz homeni livre mas esera-
vo da moda aspirando somonte a sor a pri!
meira tabolcta viva dos ligurinos de Paris !
Quem se nao ha do rir de o ver nos salos de
Bailes todo esprtilhado untado dofunia-
do e mirando-so como urna estampa Quem
se nao ha de rir de o ver conversando famili-
armente eomosBares e Viscondes, chaman-
do-Ibes por tu e mostrando que tem gran-
des amisades! Esta balda do se toruarem ce-
lebres por este caminho urna balda innocen-
te (pie diverte c nao faz mal a ninguem.
Mas funesta a balda de cortos sugoitinhos,
campies de Cupido que para se darem ce-
lebridade, invento conquistas amorosas, que
nunca alcanear; e contonAo o que lizero ,
mas o que tinho tencao de fazer , atacando
a repulacao de certas damas que esto dcs-
cancadas em suas casas e que nem se quer
nellespenso !
Com que fatuidade e com que ligeireza se
nao gabo elles do cousas que nunca tivero
logar ferindo assim o crdito de mimosas
donzellas de senhoras casadas .
Esta celebridade milito prejudi-
_ rende sua estocada ou pu-
o que torna mais clebre a tal cele-
viuvas
cial. A's vezes rende sua estocada ou pu-
nhalada ,
bridade.
E que diremos de certos mentecaptos (pie
se querem fazer clobres criticando as obras
alheias para se inculcarem de sabios 'lies
meia duzia d'homens afllictos e arrufados ,
que querem salvar a Patria por mgica e sem
se desembucarem E que nos dizem de cer-
tos sugeitinhos que aspiro celebridade ,
afictando grandes correspondencias um
gsto ve-Ios as pragas publicas em dias de
correio! AlToctando una fisionoma meio Di-
plomtica, nao do urna novidade sem serem
mulo instados e s ento que em ar de
graga especial se deixao dizer o mcu Cor-
reio hoje foi muito estril ; Uve s urna carta
do Deputado fulano e outra do M. beltrano ;
uo dizern nada. Tudo contina em socego
Esta gente ontretem e muito til, aos in-
teresses do Correio.
Hia-nos esquecendo fallarmos de certos 11-
gures gue aspirao celebridade no mundo
theatral. Desta gente h duas especies : urna
que de longe em longe solta um bravo com
certo acento que mostra que o homem en-
tendo da poda Outra que se compe de Pre-
vostes dramticos que do pateada desde o
principio al o iim. Esta gente promove mais
dores de cabcea que o vento Norte muito
til ao Estado', e ao progresso das bollas artos.
De quem fallaremos mais ? por boje de
mais ninguem aposar de que fica muita cou-
sa por dizer; porem nao so vai a Moma n'um
dia. Quem come tudo de urna vez depois
jejua ; e as grandes fartadclas sao prejudici-
e mesmo de I aes a saude.
Fini.s leus Deo.
COUSAS QUE HAVEMOS DE VER.
Se nao morivrmos Ta Mchaela, temos
de ver muitas cousas. Ora forte novidade me
d Vm., Sur. Mestre ? Com eileito essa de
alheias para se mentearem (le sainos :; i.its ~. Tia Michaela, temos
critico sem critica, e tomao duvidosa entre ^fS^V^. 'Iipainla nao vimos:
os que os nao enlendem a opinio de ho-
rneas de grande mrito! Com 2 dedos do
Volne e 2 dedos de Voltarc elles se julgo
habilitados para derrubar reputages de sec-
los Os povos os ouvem de boca aberta o
homem de senso tem compaixo d'elles.
Porm destes aspirantes celebridade os
mais perjudiciaes sao os que se convertem em i
de ver muitas cousas que anda nao vimos:
v. g. haYemos de ver os empregados pblicos
trabalhar maiseganbar monos. Essa, mes-
tre com sua licenca nao me entra. E'
verdade q' is'to vai-se pondo de modo e de ma-
neira que vamos a licar sem dinheiro po-
rem para elles sempre ha de haver. Ainda que
nao soja em metal, ser em especie ; o que
Sitien rofundosT en temiendo tanto de po-1 o mesmo porque disia meu marido ouro
litiea como dela-ar de azeite. Estes se di vi- c o que ouro valt- d
dememduas classes. Na 1/ seachoalis- T;mbem ^ZZlZ? cmataei rart"
tados os que se encarrego de defender o que Rogados fa 1 amen s o rasao.
se faz sejabom seja mau ; dizendoamen
a todos, e a todos sustentando por urna es-
pecie d'optimismo poltico quanto se manda e
quanta succede.
Para estes Sis. quem governa nao pode
eommetter um erro Como se o mando ou
as dignidades elevassem o homem cima da
Olhe, mostr, ainda que Vm. chegue a vi-
ver tantosannos como tcm vivido as pyramides
doEgypto. nao tem de ver isso. No foro on-
tigo os Snrs. advogados nao falavo cscrevi-
o ; punho o preto no branco e por isso
io mais a modo-, os seos papis appareciao, e-
ro vistos lidos e examinados, e j se v,
as dignidades elevassem o nomem acuna ua . - -r,~ T%=n pstudar Dor a'
dbil humanidade E lo zelosos sao em de- que nao ha^at remedro se nao estadals por q
fender o alto funecionario quando elle est de
cima como sao ornis em o crucificar quan-
alias o escritorio estava s moscas 1 mas boje
com as modernices o que se quer e que tenhao
a' pedido.
Ao lll.rao c Ex~mn Snr. Francisco do Rogo Bar-
ros Baro da Boa-vista e Presidente da
Provincia de Pernambuco.
SONETO.
Outra vez ao poder sendo exaltado,
Indago as causas, as rases pesquiso,
De Fabricio a virtude em ti diviso,
Illustre Reg, Reg sublimado :
Nao te falta saber, valor provado,
Para manter a paz quando he preciso 5
Teo grato corago, honrado e liso,
Nao nega aprego ao mrito elevado.
Peitas nao torcem, ambiges damnosas
Gorme impuro fatal, de vis traidores,
nclitas almas, almas generosas :
E, se Pyrros houvera seductores,
as aeges tuas celebres, famosas,
Mostraras ter Fabricio sup'riores.
Por
+ * *
doello est debaixo! Esta gente tem o se ^^^SJ^ll^X
presumo, cntretem a Sociedado faz rir e dores, e que, falemt.es horas a tos-
por um momento faz desapparecer as ideas, nem vencilho
tristes.
Na 2.' classe esto certos mentecaptos, que
busco a celebridade na negativa absoluta.
Sempre se oppoe opinio que domina ; se o
Governo d una providencia, geralmente bem
aceita ellos proouro ou introduzir a des-
confianga de que se leve, execugo ou pin-
to scus effeitos com tito debis cores que
quasi os reduzem ao nada. Se o Governo ven-
ce urna difiieuldade, diz-se q' foi a sarcos d]ou-
, e tendo feito isto e citando
muita le, q' ninguem vio, cabe a competente,
c est o negocio concluido.
Tambem havemos de ver Ta Michaela,
certos absolutistas serem libtlraes. Isso,
mestre, pode ser que venha a suceder porem
ponho-lhc muita duvida. Isto de hberdade
est sendo urna causa to exquisita, que a
falar a verdade se por um lado aquece por
outro esfria. Ha 21 annos que a gente anda
nestas indrminas e ainda nao sabo a le em
Cm anno temos hberdade
VARIEDADES.
A Mania de Selebrizar-se.
Dizemos mania e nao desejo porque es-
te to nobre como aquella ridicula e
este consiste em frioleiras quando aquelle
s tem por objecto as aeges clebres, e assim
produz hroes dignos da venerago de muitos
seculos ou quando menos homens que
mcrecem attengo dos seus Contemporneos.
Nem sao muitos os que nascem com as dis-
poMcoes precisas para fazer este papel no
-raudo theatro do Mundo nem tambem sao
muito frequentes as occasies decolher palmas
e coroar-se de louros ; porm em recompensa
ha muitissimos, que mal aviados com o napesl
: so desarma rebeldes ataca a Liberdade que ha de viyer Cm anno
do paiz 1 se transige com o Papa, sacrilicou guisada outro auno i'^^^i^
a dignidade nacional se faz entrar o povona anno hberdade ensopada Em 1 m, mestre,
ordem legal la vai para Villa Franca se os j os nossos cosinheiros polticos tem-a cos
Ministros sao espertes dizem que sao come- nhado de tantos modos foi mas_ e '^
dores se sao limpos de mos espalho que j que agente vai-lhe perdendo osabor< u -u,
nao teem experiencia c que sao vaidosos Em emt foi cosinhadada ahespanho a,com muito
lim esta gente nada v que merega sua ap- * "<> esealdava
provago S(') nelles que est o optimismo!
nos outros a inepcia e a corrupeo !
Ha outra qualidade de aspirantes celebri-
dade, que se nao sao temiveis sao ao menos
muito perjudiciaes. Fallamos de certos legis-
ladores baohareleiros,a quem a natureza brin-
dan com boa copia de talentos os quaes se
querem notabilisar, fazendo opposigo ao Go-
verno a torio o a direito. Dotados de urna
elasticidad; pulmonar prova de bomba el-
les atrapalho una Sesso fallando muito
sem dizer nada Elles ridiculiso o Governo
com sarcasmos e vituperios Elles o cango
com interpellages c com documentos elles
retardo todas as medidas cagoando a Liber-
dade em nome da Liberdade e ferindo a Pa-
tria cm nome da mesma Patria Acoberta-
dos com o manto da Opposigo parlamentar ,
elles sao os apostlos dos botequins e os or-
culos da Soberana subterrnea !
Ha outros que se querem fazer clebres ,
conservando o incgnito Chamo-se Oppo-
sigo porque ataco o Governo, e atacao o
Governo porque alias ninguem fazia caso del-
Ics! Ninguem sabe o que elles querem sao
pimento que esealdava as godas em 26
foi moda cosinhal-a com azeitc e vinagre a
moda de Franca e de Inglaterra! agora em 08
a cosinharo sem sal nem pimenta, que se
nao dode tragar pola insipidez !
Tambem Tia Michaela, temos de ver, os
peridicos em paz uns com os outros. Isso,
Mestre isso que lhe cu digo que impossi-
vol. Pode ir contar isso aos corcovados. Uu
nao bao de haver peridicos, ou a havel-os
hodesersemprc inimigos uns dos outros. Us
nicos peridicos que, sao pacficos sao os que
trazem bonlinhos pintados, como chafanses,
castalios, igrejas, prados e repuchos, e que
conto historias velhas, e do as modas de Pa-
ris e afolhinha empelotes! agora os que sao
polticos, esses mestre, sao inimigos irre-
conciliaveis. Cnsladro dentro do casa, e
saoministeriaes outros aporta da ra, e
sao os da opposigo. Quem espera por essa
paz capaz de do esperar por gapatos de
defuntos. .
Tambem havemos de ver certos esenyaes
tractarem bem as partes aviarem seos foilos
a tempo e a horas e serem pouco amigos de di-
nheiro. Isso, Mestre, peder succeder quan-


5
doasgalinhas tiverem dentes. Exigir que
um escrivo deixe de ser amigo de dinheiro ,
dilficilem rem postulasti. Nao sei se disse al-
guma parvoice. E quem ha que nao seja a-
migo de dinheiro ? Eu por mitn me julgo.
0 dinheiro Mestre, o soberano universal.
Quem o tem esta-se rindo da sanfona.
Tambem havemos de ver os nossos Thea-
tros no seu estado brilhante. Isso agora ,
Mestre que me parece muito possivel. El-
los estavo quasi a tocar a perfeigo : o Con-
servatorio era muilo zelador dos costumes ,
nao deixava representar pecas senao muito
moraes, como a Lucrecia Borgia o Conde
Andreiro o Cabrito Montcz , porra receio
que tudo isto se perca com a sahida do Sr.
Garrett, que tinha dedo para a cousa. C
em Portugal segundo diz o Athleta nao ha
seno S. Exc. para similhante emprego, mui-
to maisdilieulloso que o de 1." Ministro O
Governo ainda lhe ha de achar o erro !
Tambem Tia Michaelha, havemos de ver,
se nao morrermos, urnas Cortes compostas de
Depu lados independen tes e conscienciosos e
verdadeiros amigos do seu paiz. Eu Snr.
Mestre como estou com os ps na cova j
nao espero ver isso : quem c car ver essa
nova maravilha do mundo, que a meu ver
como a pedra philosophal. Todos elles antes da
eleicao vomito por essas pragas a sua inde-
pendencia a sua conscicncia e o seu patri-
otismo Parecem uns CatOes mas vao para
l e'entoque mostrarao o lio no panno.
Quando chego Capital entrego a sua cons-
ciencia a sua independencia e o seu pres-
umo ao Guarda-Porto do Ministro de Estado,
que Ihas arrecada at s eleiges seguintes.
Ha outros que nao fazem assim, mas vo para
a Opposigo, e ahi se serveni da sua indepen-
dencia para descompor os Ministros da sua
consciencia para atrapalhar a discusso das
leis, e do seu patriotismo para derrubar o Go-
verno e empolgar as pastas. Modos viven-
tes Mestre modos viven tes
Tambem havemos de ver Tia Michaela ,
premiado o verdadeiro mereeimento. Sim ,
Mestre quando os burros fallarem latim.
Isso urna sanefa que serve de adornar todas
as Constituiges. urna especie de cerra-
filas que faz perfilar todos os artigos dos Pac-
tos fun-1 mentaes. No tempo do Absolutismo
vi eu com estes olhos pechadores muitos ho-
inens sabios mas de fraco nascimento se-
rem chamados e premiados e at chega-
rem aos maiores empregos da Nago s por
seus talentos : agora o verdadeiro mereeimen-
to est no attestado subterrneo ; quem nao
tem disto, fica como o carrapato na lama.
Tambem veremos em bom estado o crdito
nacional. Spiritus qui vadid non redid;
mestre mestre diz a Escriptura. O crdi-
to de urna Nago urna vez perdido, custa a
recuperar. verdade que se nos tivermos
juizo, secortar-mos por nossas despezas se
tormos pagando aos nossos credores, pode ser
que ainda sejamos alguma cousa : mas era
preciso um houiem e eu nao vejo mata d'on-
de saia coelho.
Em im Tia Michaela, ainda havemos de
ter muito dinheirame no Thesouro. Ora a-
gora d'essa mestre, me rio eu j vejo que
Vm. est pautando os dentes comigo. 0 di-
nheiro, mestre no nasce como nascem as
couves e o milho. Como ha de o Thesouro
vir a ter dinheiro se elle todos os dias est
sahindo por essa barra fora O nosso di-
nheiro transformou-se em papis adornados
de Ggurinhas! As pegas ninguem lhes poem
a vista em cima e os cruzados novos esto
abregeirados que preciso muito cuidado
com elles! at o melanclico pataquinho tem
que se lhe diga !
Em im mestre eu j me con lenta va q'
o Governo tivesse dinheiro para me pagar o
meu oidcnado de mestra de meninas, que
est em grande atrazo ; em quanto ao futuro,
como estou vclha, ca se avenho, e com isto
mestre, adcozinho que me doe muito a bar-
riga. Estimarei, Tia Michaela, que nao se-
ja cousa de cuidado.
TIUDIOA" JUDAICA.
O Sancto Rei David que segundo todos
sabem era grande tocador de Harpa, estan-
do um dia em orago perguntou ao Senhor
para que havia creado as Moscas c as Aranhas,
que s servio para molestar a gente. Tu o
saberes, lhe respondeu urna vozd'entreas
nuvens. Ora urna noite baixou o Sancto Rei
David do monte Ilaehiles, e aventurou-se a
entrar no Campo de Sal, que nao era para
gracas, para lhe roubar as suas armas e a
sua copa, o que conseguiu ; porcm querendo
retirar-se furtivamente como tinha entrado ,
um dos seus pez se enredou entre os de Ab-
ner que dormia junto do seu sr. Salu e
com medo de o acordar cou David iimaovel,
e cheio de terror pois qu o menor mov-
mento acordara o Sr. Abner e David fica-
ria perdido.
Porem Dos permittiu que urna mosca pi-
casse ligeiramente em Abner o qual sepa-
rou o p sem despertar, e David sahi do cam-
po dando gracas a Dos por haver creado as
Moscas. Sem embargo Sal perseguiu o seu
inimigo at o deserto. David vendo-se a-
pertado, e nao tendo outro refugio entrou
em urna caverna e Dos enviou immediata-
mente urna aranha a qual estendeu a sua
teia na estreita boca da tal caverna. Passou Sa-
l e vendo a teia de aranha rindo-se dis-
se se David tivesse alli entrado teria des-
trocado a teia de aranha e dizendo isto
Ibi andando o seu caminho e David foi
salvo.
En to se prostrou por trra e exclamou ,
Tu me has illustrado bem prompto meu
Dos. Perdoa-me e nao permitas que eu
duvide mais da utilidade das tuas obras. As
Aranhas e as Moscas sao uteis sobre a face da
trra. Tuas palavras sao verdadeiras, e
tuas obras sao justas. Assim falln o Sancto
Rei David e fallou muito bem. Tudo nes-
te mundo tem seu prestimo ; c Dos nada fez
que. nao tivesse serventa.
Ha certa gente orgulhosa, que affecta des-
presar os outros julgando-os Moscas e Ara-
nhas : mas quantas vezes nao vemos nos as
Aranhas governarem e as Moscas legisla-
rem em quanto as Aginas rastejo o p da
miseria e do despreso Este mesmo orgulho
faz que estejamos todos os dias a censurar os
actos do Governo. Nao ha Governo que nao
tenha as suas aranhas e as suas moscas e
estes insectos que primeira vista parecem
desnecessarios na ordem governativa teem
certo prestimo, que a gente nao percebe.
NAO HE NADA.
Maymou era criado do Snr. Conde......
S. Ex. volva de urna cagada e encontra o
seu criado em caminho. Onde vais, lhe pergun-
ta S. Ex. ? Maymou responde. Vou buscar
outracasa onde sirva. Outracasa, replicou
o Conde todo assustado pois que succedeu
na minha ? Nada Snr., nada. Nada ?
como nada lima frioleira. A cadelinha ,
que V. Ex. tanto estimava, morreu. Ho-
mem...... como foi isso? Nao foi nada : o
vosso melhor cavallo espantou-se, roben tou
o corrame e correndo se despenhou no
poco. Pois morreu o meo melhor cavallo! dize.
quem o espantou ? Nada, Snr. nada. O
Snr. Cbndezinho aquelle menino to galan-
te to lindo, de tantas esperancas.....Que
lhe succedeu ? que lhe succedeu ? falla. Na-
da Snr., nada. Cahiu do alto da janella
ra e espantou o cavallo. Meu filho! grande
Dos E que fazio a sua Aia e sua Mi ?
Dize teve perigo ?, feriu-se ? Nao Snr.,
nada.......cahiu sobre o lageado, c nao dis-
se nem urna palavra: morreu. Morreu !
desgragado de mim E minha mulher ? a
Senhora Condessa ? Oh a Senhora Con-
dessa nao tem nada: quando lhe dissero que
o menino tinha expirado foi tamanha a sua
dor, que cahiu com um acdente mortal :
mas nao se feriu. Maldicto pois em vez
de ires buscar um Medico, ou quem a socor-
resse foges da minha caza A vossa casa ,
Snr. oh nao vos afflijaes isto nao na-
da. A criada, que cuidava da Senhora se
deixou ficar adormir, cahiu a luz, pegou
fogo, ardeu a caza, e j nao fica nada !
Certa Senhora casada, porem muito desa-
creditada por seus namoros e Ieviandades ,
quiz ir a um baile de mascaras e perguntou
que disfarce lhe ficaria melhor para nao ser
conhecida ? 0 de mulher de bem lhe
respondro ; e assim ninguem vos co-
uhecer.
O Enfermo, conhece o Medico pelas pega-
das mas depois de curado j o nao conhece
nem pelas feigoes.
(Peridico dos P. no Porto.)
Continuago da subscripgo a favor dos ha-
bitantes da villa da Praia da Victoria, na
ilha Terceira.
Joo Joze de Carvalho Moraes 50*
Joo Moreira Marques 20*
JosePereiraTeixeira 20.
Joze Pinto da Fonceca Silva 20#
Joaquim Domingues Theodulo Vianna 20*
Manoel de Azevedo Maia 15,)'
Manoel Ferreira da Silva Ramos 15*
JooCardozo Aires Jnior 10*
Xito Vieira Coelho 10,
Manoel Joaquim Gomes 10*
Joze Joaquim de Freitas Guiraarw 10*
Manoel Luiz. Gonsaives 10.
Amorim & IrmSos
Joaquim Jos Ferreira
Joze Joaquim de Lima
Saisset & Comp.
Um annimo
Didier Robert di Comp.
Jules Colombiez A Comp.
Francisco Alves da Cunha
Joo Chardon
Joze Maria Gongalves Ramos
Joo da Motta Botelho
Miguel Jos Alves.
10*
10*
10*
10*
10*
10*
10*
10*
10*
10*
10*
10*
A V I Z O S DIVERSOS.
= Das-se 50* reis ; ajuros, sob pinho-
res de ouro ou prata: nesta Typogralia.
-- Quem tiYer capim bom e quiser man-
dar duas arrobas todos os dias na ra do
trapiche : annuncie.
= Precisa-se. de una pessoa capaz para
lavar e engomar a roupa de urna senhora e
que nao seja cazada ; dando banca annun-
cie.
Aluga-se urna canoa aborta que care-
gue 800 tijolos ; tratar a tra/. dos Martyrios,
casa de trez portas verdes.
OT Na ioge de C. Garnier successor de
C. Perret, relojoeiro : ra nova, D. 11
acaba de receber-se um bonito e bem escolhi-
do sor timen to de joias para senhora constando
de aderecos completos meios ditos brin-
cos brochas de ouro de lei com pedraiiase
sem ellas do melhor que tem apparecido ate
agora igualmente recebeo um lindo sorti-
mento de correntes e cadeias para relogio pro-
prios para hornem.
Aluga-se urna boa casa de pedra e cal
na povoago de Bebiribe para passar a festa
com bastantes cmodos, com um grande quin-
tal amurado con tendo bastantes fruteiras ,
e bom banho no fundo do quintal : na ra
Nova, D. 51.
UT O Bacharel Henriques Felis de Dacia ,
nao podendo pessoalmente despedir-se dos
seus amigos, por se ter resolvido seguir
viagem para o Para quase repentinamente ,
lhesroga urna indulgente desculpa e alli se
olTerece para tudo quanto lhes poder prestar.
i^- Um Portuguez se oll'erece para caixei-
ro de ra escritorio ou mesmo para admi-
nistrador de obras pela quantia de 300* rs.
annuaes a seca e livres de comedoria e dor-
mida, d conliecimento do sua conducta:
quem o pretender annuncie.
%zr Dezeja-se fallar com o Sr. Joze Carlos
de Mendonga negocio seu.
V3T Dezeja-se fallar com o Procurador do
Sr. Padre Joo Capistrano de Moraes Sarmen-
t, Vigario dePilo Arcado, ou pessoa que
tenha correspondencias com o mesmo Snr.
c?- Quem precizar d'algumas canoas a-
bertas, para carregar trastes para qualquer
parte. por preco commodo ; dirija-so a ra
do Rangel D. 17.
52T OtTercce-se um rapaz estrangeiro para
creado de caza particular, na praca ou fora
dclla : na ra do Rozario estreita . 2-1.
== Aluga-se um soto com poucos commo-
dos silo na ra da Penha : quem o preten-
der, dirija-se a esta Typographia, que a-
char com quem tratar.
CJ" Preciza-se d'uma pessoa abil para ven-
der na ra com um moleque, fazendas de
bom gosto : os pretendentes dirijo-se a ra
da Cruz D. 1 junto ao arco do Bom Jezus ,
2. andar.
s~7" Appareceu um boi de lote nos subur-
bios do Manguinho : quem der os signaes
cortos e o ferro por este Diario lhe ser
entregue, pagando a destruigo que dito fez.
C3- Qualquer Sr. d'engenho que precizar
de um mestre para a destilago d'agoardente ;
pode dirijir-se ao quartel do Bom Jezus
fallar com G. A. Bloem.
C3* Da-se a premio 120*000 rs. sobre
penhores d'ouro ou prata : na ra do Liyra-
mento sobrado D. 9.
cy Preciza-se 200*000 rs. a premio por
2 mezes, dande-se hypotheca em urna escra-
va: quem quiser o negocio annuncie.
SS7" Da pracinha do Livramento na porta
da caza D. 23 desapareceu um quarto ala-
zo, magro tem urna estrella na testa, um
p calgado, ferrado em cruz em um dos
(piarlos e com urna cangalha s 6 horas da
tarde do dia lo do corren te : quem o entre-
gar ser generozamenle gratificado.
S2S" Perdeu-se urna carteira com
papis escritos em Hespanhol e Francez ; as-
sim como um Passaporte : quem a tiver adia-
do querendo restituir pode fazcl-o no es-
critorio de Manoel Joaquim llamos e Silva ,
na ra da Crux no Recife que ser recom-
pensado.
W Uma Senhora capaz, propc-se a la-
var e engomar com perleic.o; na ra da
alguns
praia por detraz da ra do Fagundes caza
verde junto ao sobrado de 2 andares.
SSr Quem tiver e quiser dar a juros a qu-
tia de um cont de rs. com hypotheca em'
escravos havendo para isso toda a segurau-
ea : annuncie.
izj- Aluga-se diariamente um preto : quem
precizar dirija-se a ra Nova lado do nor-
te penltima toja.
5i,r Preciza-se de um cosinheircj, ou co-
sinheira, que saiba cosinhar com perfeigao :
(luem estYer nestas circunstancias, an-
nuncie.
i^j- Prcisa-se de um escravo ou cscrava ,
que seja fiel para vender azeite todas as tar-
des : quem tiver dirija-se a ra das Laran-
geiras D. 7 sobrado que liea a esquerda do
outro do defunlo Pcixoto 1. andar que a-
char com quem tralar.
SS7- Alugarse o 3. andar da casa da ra
Nova D. 10 : tratar na mesma.
iiy- Achou-se una colher de prata : quem
tiver perdido alguma dirija-se a ra do Col-
legio D. 10,1. andar,que dando os signaesIha
ser entregue.
S^r No dia 3 de Janeiro futuro abre-so
um curso de Theologia moral, e Dogmtica ;
e tambem de Historia Sagrada e [".eclesisti-
ca : os pretendentes dirijo-se ra de Hurtas
caza I). 30 para dareni os seus nomes ma-
tricida e saberem o lugar e hora das aulas.
XZF Troca-se una caza terrea nos Aboga-
dos ra de S. Miguel, com chaos e oite
proprios cosinha puxada fora quintal mu-
rado cacimba com boa agoa e paredes do-
bradas e a caza com bons commodos ; por
outra nesta praca 5 assim como vende-se um
terreno no Remedio defronte dac^zad'arco
com 45 palmos de frente 780 e tantos palmos
de fundo o qual demarca com o sitio do Sr.
Joze de PiiihoBorges ou da-se o mesmo ter-
reno a quem o quiser pelos annos que tra-
tar e por im entregar-sc o referido terreno
com todas as bemfeitopias nelle feitas: quem
pretender qualquer desses negocios falle na
ruaido Fogo ao p do Rozario D. 25.
W Dezaparcceo da casa de Francisco Dias
de Araujo morador na Guarita um seo es-
cravo de nomo Luis cabra estatura ordi-
naria ps apalhelados cara redonda re-
prezenta ter 25 anuos de idado^quem do mes-
mo tiver noticias 5 ou aprehender leve-o a
ra da Cadeia em S. Antonio a entregar a
Manoel Joaquim Gomes que ser generoza-
menle reconipengado.
Zjj" Quem quizer comprar um bonito ne-
gro d'angola com algumas habelidades : a
pessoa que o quiser ver, poder ir a Cadeia ;
chama-se Joze Antonio e para o ajuste do
dito pode-se entender com Manoel Joaquim
Carneiro Leal, ra Nova ; notando-so que s
se vende para fora da tena.
i^j- Mathias Gomes d'Amorim', comprou
por conla do Sr. Manoel Xavier Carneiro do
Albuquerque, residente em Santo Antonio
Grande, 2 meios biihetes da 1. parte'da 6.
Lotera favor das obras da Matriz da Boa-
vista de nmeros 5035 e.;2731.
= De Bordo do Brigue Jano dezapareceo a
noite passado um escravo marinheiro de nomo
Francisco idade pouco mais ou menos de 18,
a 20 annos estatura regular, bem parecido,
levouoalgadebrim e carniza de baeta; quem.
o pegar Ieve-o a bordo do mesmo Brigue, ou
a ra da Cadeia D. 21 que ser bem
gratificado.
52?" Precisa-se comprar uma negra ou mu-
lata que tenha bom leite: quem a tiver ,
dirija-se a ra do Crespo, D. G lado do
norte.
= Em caza de Silvestre Joaquim do Nasci-
mento no principio do Atierro dos Allbga-
dos ha para vender urna molala, sabe lavar,
engomar cozer cozinhar e propria para
todo o servigo, por ser moga e robusta.
= De um sitio da passagem da Magdalena
desapareeeo no im de Novcmbro p. p. um
negro crioulo por nome Manoel, estatura bai-
xa idade de 50 annos cheio de marcas do
bixigas que a pouco teve e com fraqueza em
pez e pernas que o privo de caminhar de
pressa ; quem o pegar o condusa a casa da
Domingos Joze Vieira na praga do Commer-
cio que ser recompengado.
= Preciza-se de urna ama de leite ; na
ra do Cabug D. 7.
= Quem annunciou querer trocar a mora-
dia de uma caza de sobrado, na ra da Gloria,
por outra em S. Antonio 5 dirija-se Trem-
pe 110 ultimo sobrado a direita, antes de
virar para a Soledade.
C7" Preciza-se alugar uma escrava para
o servigo de urna casa de pouea familia que
saiba comprar cozinhar e ensaboar dan-
do-se-lhe o sustento e 10*000 reis mensaes;
na Solidade segunda casa nova, junto das do
Sar. Uerculano.


-
Constando a abaixo assignisJo ter ap-
parecido nesta Cidade un individuo com o
nome de Gypriano Jos Vital Ferreira Pinto
e que se intitula herdeiro da fallecida D. An-
na Joaquina de Mello Vital sem que se te-
nha competentemente habelitado, e provado
a enlidade de sua pessoa e tendo procurado
aos enquilinos das casas da dita fallecida de
cujos bens est o abaixo assignado de posse
passifica como seu herdeiro collateral mais
prximo de cuja heranca nao pode ser des-
apossado ser ouvido e convencido competente-
mente havendo mais a notar que o mesmo
individuo nao se tenha apresentado ao abaixo
assignado nem com este por nenhum modo
entennido-se : avisa ao abaixo assignado aos
mesmos inquilinos paia que nao pagem quan-
iia alguma de aluguel a aquelle Gypriano , po-
jg que ao abaixo assignado compete recebel-os
m quanto no for desapossado dos mesmos
liens e heranca pelo meios fegitimos e legi-
timado que seja e reconhecida esta pessoa,
que mentirosamente se apreseuta.
Manuel Soares de Souza GalvSo.
53f Roga-se aos Srs. Irmos da mesa actu-
al da Irmandade de N. S. do Rozario do bair-
10 de S. Antonio queiro -comparecer Do-
mingo 19 do corren te no Consistorio da Igre-
ja da mesma Senhora ao ponto de 10 lloras
pera se decedir objectos tendentes a mesma
irmandade.
i^r Quem quiser alugar um sitio com casa
de v i venda situado na margem do rio capi-
baribe no lugar da varzea, dirija-se a Olinda
defronte da Igreja de N. S. do Guadelupe, a
xapuras hespanholas colhcres de metal,
dobradigas de differentes qualidades lemes
para eaixilhos, e outrasmuitas ferragens que
se acharao presentes ; adverte-se porcm que
se vender por qualquer prego que se offere-
cer, visto ser para feixar contas no fim do
corrente anno.
tSW Que fazem Me. Calmont Y Companhia,
por intervengo do Corretor Oliveira, de urna
caixa com selins Inglezes de couro de porco ,
avariados d'agoa salgada a bordo do Navio
Stewarts, na sua viagem de Liverpool a este
porto: amanha 17 do correpte s 10 horas
da manh no seu armasem ra da Cadeia
do Recife.
COMPRAS
fallar com Manoel Deonizio Gomes do Reg.
ILJ" Precisa-sc alugar urna preta na Cidade
du Olinda dando-se de comer roupa lavada
e KbOOOmensaes ; nao se exige que tenba
habilidades : quem tiver annuncie.
saw A pessoa que por graca tirou a chave
de nina porta de estada na Cidade de Olinda
l. 22 pode a mandar entregar que receber
3*000 de gratificado.
BT Roga-se as pessoas que devem a loja
do fallecido Joaquim Jos Moreira de irem
pagar quanto antes pois he muilo esperar.
ti?" Tendo-se de efleituar a compra de urna
casa terrea sita na ra da Gloria I). 42 com
fronte para o sul, por estes 50 dias se faz
publico a fim de ver se existe algum eropedi-
incnto. !
cj- Precisa-se de um homem natural das
das provincias de portugal com preferencia
linas, parafeitor de um engenho na fre-
guesia da aseada e se far bom partido 5
a quem convier procure a Joo Xavier Car-
nena da Cunha na casa de sua residencia
na ra do Collegio primeiro andar, por cima
pa repartigo das obras publicas.
SSf* Fonseca & Cunha faz sciente ao Snr.
arrematante do consumo d'agoa ardente, que
deixou de vender o dito genero desde o dia 2
do crrenle em razo de ter vendido a venda
e existe feixada sita na praca da boa vista
1)4.
v.-f Roga-so a cerlo Sr. o obsequio de en-
tregar um chapeo de sol que pedio empresta-
do n.i ra nova defronte da Conceigo pois
(,u<5 devia ter sido mais prompto e nao esperar
que o avisasse pois queja sao dous pedidos
que faz na mesma loja e nao tem comprido
i> seu dever e se o contrario izer ter de
ver o seu nome publicado. i
CS^ Um bilhar desarmardo eom seus
nlencilios assim como o tratado de molestia
dosolhos, sendo em portuguez : quem tiver
annuncie.
isr Urna morada de casa terrea em qual-
quer dos 5 bairros ,que no exceda de 1 :500*
na ra larga do Rozario loja de miudezas D 7
se dir.
s^" Um selimem bom uzo : na ra larga
do Rozario D. 1).
VENDAS.
Seda
vestidos chales e
fumo
., bons
AVISOS MARTIMOS
Freta-se para qualquer porto da Europa a
Parca Ingleza Cigar de primeira classe de
252 toneladas muilo boa da vella e forrada
de cobre ; a tratar com os seus consignata-
rios Gaskell Johns & Companhia.
Para o Porto segu viagem com muita bre-
vidadeo bemeonhecido Bergantn, Portuguez
Flor de Beiris, Capitao Jos Thomaz de Lima;
quem quiser carregarou ir de passagem para
que tem exceilentes commodos, dirija-se
ao Capitao ou a Manoel Francisco Pon tes.
Para o Rio de Janeiro segu com brevida-
de a Sumaca Conceigo Felicidade do Brasil;
quem quizer carregar ir de passagem en
embarcar escravos ; dirija-se a bordo da mes-
ma a tratar com o Capitao Anlonio Soares de
Almeida.
LE1LOENS.
ssy Que faz o Corretor Oliveira, Quarta
ftira 22 do eorrente as 10 horas da manh em
ponto no seu armazem da ra da cadeia 1."
andar, tle um completo e variado snrf.i ment
de ferragens e miudezas consistindo em fio
para sapateiro pentes de marflm Unta pa-
ra eserover fitas de seda bandejas requis-
timas facas para charquear facas o garfea
para mesa ditas para deser navalhas para
harba ll< .oura para alfaiate caivetes e
thesouia finas, caivetes de hjibalai fe-
12F" sedas ricas para .o* ,
mantas de seda francezas por commodo pro-
co : na ra do Queimado D. 1 vindo da ra
do Crespo primeira loja de Francisco Jos
Teixeira Bastos & Companhia.
Ti5" lo sacas com feijo molatinho vindo
do Bio de Janeiro : na rna esfreila do Boza-
rio D. 55 venda da quina que volta para a ra
das trincheiras.
tsr Na fabricado caf moido de 8 libras
para cima a 2o0 rs. e a retalho a 280 : na re-
finag'ode assucar defronte do oito do Livra-
menton.fti.
-X^* Meias de linho abertar. de diflerentes
para senhora os Lances de ventura e trez
Imagens sendo de N. S. da Conceigo, S. Jo-
s c do meuino Dos com suas competentes
insignas e as Imagens com o vulto de um
palmo e vindas ltimamente do porto : na
ra de llortas I). 2.
tsw Bichas pretas chegadas prximamente
pelo deminuto proco de 100 a 200 rs. e sen-
do em porcOes de 100 para cima se daro por
menos i na ra estreita do Rozario venda De-
cima 50.
isr No armazem de Marques & Veiga na
ra do Amorim fumo em folha muito bom
para fabrica de charutos bem como
Americano em caixas arroz com casca
charutos e sag a 180 a libra.
1,t7 Um libello civel em que se pede por
heranga ligitima a quantia de 21 :*i 1*755 ,
e por nao ter o author com que possa continu-
ar tendoalcansadoe executado a primeira
sentenca vende-se pela terga partea quem a
vista da escriptura convencional- com o author
quem pretender annuncie.
CS~ Urna flauta com 4 chaves de prata :
na ra do Vigario armazem de Andiade, Cas-
tro A Fonseca.
HVT Sacas de muilo bom milho da trra a
000 : no armazem de Antonio Joaquim
Pereira defronte da escadinha do caes da al-
indose.
tW Velas de carnauba de 6 e 7 cm libra
a 520 rs. : no paleo de Hospital da paraiio so-
brado n. 4 no primeiro andar e no atierro
da boa vista fabrica de charutos D. 15.
ttT Muito sofrivcl farinlia de trigo para
pao e bolaxa de 10 e 15#000 a barrica e
ficando ocascoda-sc por menos mil rs o
ptimo taboado de pinho da Suecia e da Ame-
rica : to armazem de taboado de pinho atraz
do theatro.
ssr Um cavallo novo bom earregador : na
ra nova loja de ferragens I). 18.
* s^r Na ra das trincheiras sobrado D. 9 ,
2 pares de brincos de filagrS 7 enfeites de
ouro para sinteiro, um relogio inglez pesando
a caixa 16 oitavas de ouro um dito orisontal
com vidro e correntinha um dito de sabo-
nete de ouro, urna Crrente para relogio .
2 aneis de ouro um par de atacas com bons
diamantes um par de argolas de brilhantes .
1 dito de diamantes 5 bct'es com um bri-
Ihanle cada um um alfinote com 11 bri-
lhantes em circulo e 1 de 5|4 de quilate no
centro um transelim fino, 50 oitavas de ou-
ro em pedacos de Iraiiselins, brincos e diver-
sos objectos 2 nares de castraos de prata .
urna bandeija para dous copos, una cabflei-
ra intoira para senhora obra milito bem Asi-
la um vestido de soda com guarnie/io de bi-
oos e flores proprio para theatro.
Farinha muito superior sendo moi-
da de tritio no.n do ultimo campamento das
marcas XXXF e XXX aje \eudc-s<.' por pie
qo barato : na fabrica de farinha do atierro
da boa vista.
SSf Urna negra de nagao de idade de 1
annos : no forte do matos beco do azeite de
peixe noprimeiro andar da casa junto a do
Sr. Pereira da alfandga.
CS" Urna arma^o de venda com seus per-
tenees a dinheiro ou a praso a casa tem
commodos para morar duas familias: na ra
do Padre Floriano na quina que volta para os
afesouguinlios.
t^- Pomada para curar erisipela : na ra
nova loja de ferragens D. 18.
tsr Exellente taboado de amarelo e louro
de lodas as larguLas e grossuras serrado na
serraaia d'agoa do monteiro com a maior
perfeigo possivel que parece ja foi aplainado
e se vende por prego commodo atendendo a
boa qualidade e excellente serragem : o de-
posile he as casas novas do Sr. Cunha de-
fronte de S. Francisco assim como um por-
q&o do caixas vazias para assucar.
tW Panno de linho aberto para toalhas c
lcnges lencos de seda para gravata meias
curtas de linho chapeos de sol de seda ro-
setas de ouro para senhora e meninas, toa-
lhas de linho, ludo do porto e por preco com-
modo : na ra do Fagundes sobrado de um
andar D. 4.
C5=* Barricas e sacas com fardos barricas
com fumo para charutos gangas amarlas ,
lencos pretos de seda da india toalhas ada-
mascadas e salitre refinado ludo por pre-
go commodo : em casa de Matheus Austin &
Companhia na ra do trapiche novo n 12.
SST Vinbo do tinto da Figuoira superior ,
dito muscatel engarrafado ancoretas com
azoilonas muilo novas caixas e meias- ditas
com passas e quartos de ditas peiras secas ,
queijos flamengos muito frescaes, paios,
choiirissos presuntos gigos com batatas ,
serveja branca e preta tudo de superior qua-
hdade : ao entregar da ra do Bangol vindo
da pracinha lado esquerdo venda Decima
quarenta.
527* Dous predios na ra de S. Amar em
fora de portas a saber um terreno do lado da
mar pequea e o segundo passando o so-
brado do Barboza o qual est atlerrado com j
alicerces promptos c os muros da frente e
lados levantados assim como tambem tem
dentro porgo de tijolos e uns telheiros que
ja estao rendendo, e um sobrado do lado
oposto onde tem padaria : a tratar na ra do
Vigario D. 10.
sry Carrinhos jnglezes de patente da mc-
Ihor construegao de 2 e de 4 rodas para um
ou dous cavallos com coberla e sem ella ,
e com todos os arreios lampios e completos
a proco de 330*000 at 1:200,>000: em casa
de Me. Calmont & Companhia na ra da ca-
deia do Becife.
SSF" Urna comenda e habito do Cruzeiro,
nova e por progo oomodo : na ra da S. Cruz
D. 43.
5GF" Urna esorava recolbida de idade de 25
annos engomma, cozinba, e lava roupa com
toda perfeigo duas ditas e urna moleca ,
um escravo pardo de idade de 23 annos pe-
rito canoeiro serrador c purgador de as-
sucar um molatinho de idade de 10 annos
Irabalha mui bem de alfaiate ; um pardo offi-
oVI decarpina um moleque de idade de 10
annos e 0 escravos de nago: na ra de
agoas verdes D. 58.
^r Gcadoiracde Jacaranda com assento
de palhmha em bom uzo por prego com-
modo : na ra das Flores D. 8.
KSy" Gigos de btalas a 500 rs. a escolher ,
comprando dez gigos para cima : na ra da
Cruz n. 7.
S2T Fm escravo de Tin cao de idade de 24
annos, bom trabalhadordeenchada e sabe
tocar caixas de assucar: na ra do cotovelo
D. 27 lado do nascenle.
S2J- Caibros e travos de 50 de boa qualida-
de : na ra neva loja de ferragens D. 10.
CS~ 10 bestas para engenho : na ra nova
loja de ferragens D. 15.
tsy Urna casa torrea na soledade com um
pequeo sitio plantado de larangeiars co-
queirQS e caneleiras : na travessa do Ro-
zario D. H no 1." andar.
tW Urna casa de 2 andares e solo sita na
ra do Livramento, na qual existe um patri-
monio do fallecido Padre Bastos, e como ja
est tratado com o procurador dos herdeiros
do fallecido Padre, o qual assignar a es-
criptura da dita venda : a tratar na ra do
Rangel casa do Hendello.
vlj' 4o e tantas cabecas o gado sendo va-
cas paridas, novilhas. garrotas e garrotes por
prego commodo, e iivros do mal triste por
sercm do pasto : na ruada Madre de Dos na
primeira loja de fazendas n. 22.
nos
ro,
dia
, por 520*000 bom cozinheiro e canoei-
uma preta da costa cozinha lava rou-
e he boa quitandeira que d 400 rs. por
: na ra de agoas verdes casa terrea De-
cima 37.
tsy Champagnhe da marca Joly mui bom
e chegado ltimamente : na ra da Cruz De-
cima 60.
cy Superiores bichas do Porto chegadas
ltimamente por prego mais barato de qiio
em outra qualquer parte : na ra do Cabu-
g loja de miudezas de Francisco Garca Cha-
ves.
cy Sacas de farinha de mandioca ullima-
meute chegadas : na ra do Cabug loja de
Antonio Bodrigues da Cruz.
tsj Farelo a 5*000 o saca de 3 arrobas ,
ou 2*800 sem o saco para engordar cava-
Ios os compradores acharao este farelo mui-
to melhor do que aquelle que vem de fora ,
pois he fresco e novo tambem da mais sus-
tento ao cavallo o qual o peso do farelo mos-
trar : na fabrica de tarinha do atterro da
bea vista.
ESCRAVOS FGIDOS.
Uf Fugio do abaixo assignado no dia 50
de Novembro p. p. um crcoulo de nome An-
tonio estatura regular secco d corpo ,
com pona de barba com 6 dedos em urna
das mos e 4 ditos em um dos ps lie po-
trozo levou vestido camisa de algodozinbo,
e caigas de estopa grossa reprsenla ter do
idade 24 annos quem o pegar leve a loja de
calgado defronte da cadeia que ser gratificado
Jos Fernandos Pastos.
CJ" No dia 18 de Agosto do corrente anno
fugio um prc(p de nome Antonio de nago
, ceg do olbo direito 'de estura re-
tom os ps alguma couza largos e
grossos ; falla descansada o parece ser muito
umilde quando fugio liuha tidoum unheiro
em um dos dedos das mos que lhe comeo a
unha este pelo ja esteve fgido H mezes ,
e foi pegado em Julho-nas Ierras do engenho
do Brum que andava vendendo miudezas e
calaba
guiar
se intitulava forro de nome
escravo do ilho do fallecido Jos da
Francisco
. foi
Penha e
consia ter nido para cima de Goianna ou pa-
ra pao do Alho he muito natural que ande
vendendo miudezas; quem o pegar leve a ra
dos Quarteis D. 5, que se dar urna generosa
gratiticagao e se pagar todas as despezas.
ey Fugio no dia 12 do corrente um mo-
leque de nome Anlonio de nago congo le-
vou vestido carrisa e calcas azul de idade do
11 annos cara redonda na orelha esquer-
da urna sicatriz de urna postema que leve, tem
as maes e os ps pequeos be bastante la-
dino 5 quem o pegar leve a casa de seu se-
nhor sobrado defronte da cadeia D. 8 no 3."
andar que ser gratificado.
\W Dozaparecco no dia 2 d'Oulubro p. p.
um preto de nome Manoel nagao congo ,
idade 20 annos estatura regular, bonita fi-
gura gordo rosto redondo, olhos abuga-
Ihados pez pequeos e no direito o dedo
grande redondo procedido d'um panericio ;
levou vestido carniza d'algodo trangado cal-
gas d'estpa das Uhas e banet inglez. Jorge
nago Angolla idade 22 annos baixo ,
rosto redondo, olhos grandes urna marca
bordada em cada Um dos bracos; auzenlou-se
no dia 20 de Novembro p. ; levou tambem ca-
rniza de algodao trangado e caigas d'estpa
remendada e suja. Luiz nago cainundongo,
idade 20 annos alio seco cor preta o-
Ibos alguma cousa vesgos ; levou a mesma
roupa do oulro e honet inglez ; desapareeeo
na noite do dia 20 a 27 do passado : quem os
aprehender leve-o caza da quina defronte do
Trapixe novo, que ser gratificado.
KS" Desapareeeo um pelo de nome Anto-
nio, da costa alto, magro, coxo de urna
perna tem os olhos um tan lo vermelhos ,
levou camisa e caigas de brim : quem o pegar
leye a casa do Manoel Alvos Guerra na ra do
\ gario que gratificar.
MOV MENT DO PORTO
navios entrados no da
15.
Van Demans Land ; 98 dias Barca Ingleza
Demarara Packet de 288 tonel. Caparlo
Thomaz B. Cobb equip. 14, crgala.
a/eitede poixo e quina: ao Capitao, pas-
para Londres.
sageiro um
segu
SAIIIDOS NO MESMO DIA
Maranhao ; Brigue Escuna Rrasiloiro Caroli-
na Cap. Francisco Bernardo de .Mallos ,
carga diversos gneros.
ts?" 4 moloques de idade de 12 annos de ,.
bonita figuras um prato de idade de o an- BECIFE NA TVP. DE M. F. DE F. 1811.