|
![]() |
|
| UFDC Home |
myUFDC Home | Help | RSS
|
|
ALL ISSUES
CITATION
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Full Citation | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
STANDARD VIEW
MARC VIEW
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Full Text | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Anno de 1841*
Sexta Fera 17 de Tudo agora dependa de nos mesme ; de nossa pradencia, moderaciio, e energa: eon- linuemos como principiamos, eeremoe aponledos com admiracao mire es Naces aiais valias. (I'roclamaciio da AssemLlea Geral do Brasil.) PARTIDAS DOS CORREROS TERRFSTRES. Goienne, Psrsiba, e Rio grande do Norte, na segunde sena feire. Bonito e Garanhuns, a 4e 24. Cabo, Serinhaem, Kio Fc-rmoio, Porto Calvo,Macein, e Alagoas no i H, a 21. Paje 13. Santo Antao, quinta feira, Olinda todos os das. das da semana. 43 Se, s. I.nr.ia. cbanch. And. do .loit de Direito da 2. vara.' d4 Tere. s. Angcllo Bel. A mi. do Juii de Direito da 1. vara. 45 Quart. Jejum s. Eurebio. Aud. do juit de direilo da 3. vara. 46 Qnint. s. Ananias, clianch. Aud. do Jnf de Direilo da 2. vara. 47 sext. jejum s, Barlliolcmeu. Aud. do Juii de Direilo da 4. vara. 48 sab. jejum N. S. do O'. Bel. Aud. do Jais de Direito da 3, vara. I'J l)om. 4, do Advento, s. Filaste, Dezembro. Anno XVIF. N. 216. O Diario publicase todos os das quenSoforem SanriHcados- o-preco de assignalura le- de tres iu.1 res j.or qnarlel pa*o adianlados. Os annuncios dos assi-anies sio insemlnv gratis, eos dos que o nao forem ratao de SO rei por linlia. As reclamaroes devem ser .lin-i.las a ct,TvpoSrafia rus das CruiesD.3, ou praca da lndq.endrnci. lojas de livroa ISomeros 37 e 3S. CAMBIOS no da 16 de Di:7.FMnno. Cambio sobre Londres 3 ) a 2!H|2d. p, 41!. a I'aris' 320 rei p. franco. Lisboa 80 a 85 p. d depr. Orno- Mooda de 6,400 V. 44,r>U* 14,700 .. N. 4,400 ai 'i, 600 de 4,000 S.lOa 8,200 rATA Talacoes 4,640 a 4,660 |Bi*A- 1'eios Coliimnaies 1.640 a 1,669 > Meiicanoa 4,620 a 1,641 " m'"<1 1,440 a 1.460 Moeda de cobre 3 por 100 ds diaronlo. Dsconlu de bilh. da Alfandega 1 e j, pr lllrt ineiti. dem de letras de boas firmas te a 1 n . i*reamar do da de 17 Dezcmbrs. 4. as 8 boras e 30 m. da tarde. 2. as 8 lloras e 54 m, da manhj. PIUSES DA LOA NO MEZ E DEZEMBRO. Qaart, min. a 6 s 9 ras o 53 m. de manli.i, I.ua NoTa a 12-- s 7 oras c II m, da tarde. Quart. crear, a 20 a*. 0 oras e ti m. da tarde. Loa chela a 27 ds 4 oras e 12 m. da tarde. PERNAMBUCO. GOVERNO DA PROVINCIA. EXPEDIENTE DO DA 11 DO CBREME. OflicioAo comandante das armas, com- municando-llie cm cumprimenlo do imperial aviso de o de novembro ultimo, que S. M. o Imperador por sua immediata e imperial re- solugode ldeoutubro prox. p. lomada sobre consulta do conselho supremo militar dlo domesmomez, bou ve porbem decla- rar que as pragas de pret, qu por seos erimes civis forem condemnados no jury penas tem- porarias deven) depois de cumpridas estas, regressar aos corpos, a que pertenecrem, pa- ra alli completaren! e seu tempo. de servi- do, nao se lbe levando em conta o que hou- verem deixado deservir pelo referidoimpe- pedimento. DitoAo mesmo communicando-lhe, em cumplimento do imperial aviso de 8 de no- vembro ultimo que S. M. o Imperador por sua immediata e imperial resolugo de 26 de oulubro prximo passado houve por bem res- tituir cllcctividade do posto de alferes de infanteria de primeira linha ao alferes refor- mado da mesma arma e linha desta provin- vincia Francisco do Reg Rarros r'alco , de- terminando, que fique sem effeito o decreto qne o havia reformado. DitoAo inspector da lliesouraria da fa- zentta, communicando-lhe o conteudo no pre- cedente ollicio. DitoAo mesmo, enviando-lhe, em cum- primento do imperial aviso de H de novem- bro ultimo o requerimento do alferes de li- nha Joao Rodrigues da Silva, afim de que lhe mande pagar os sidos que lhe sao devidos, quando do thesouro publico se enviarem os fundos destinados a pagamentos de tal natu- reza. Dito ~ Ao mesmo, significando-lhe que tendo o boticario Jos da Rocha Paranhos, contractado fornecer os medieamentos preci- sos ao hospital regimental, cumpre que a vista do ollcio que se lhe remelle, do com- mandante das armas acompanhado do respec- tivo formulario mande faser os compelten- tes pagamentos ao dito boticario em seus de- vidos temposem vista dos piceos novamen- te arbitrados, acontar do dia 0 de novembro ultimo em diante. DitoAocommandanle das armas, com- municando-lhe o conteudo no precedente of- licio. DiloAo prefeito interino da comarca do Recife, ordenando-lhe que exija do capataz dos canoeiros dos diversos portos desta ci- da urna relago dos proprietarios de canoas, a frute, e a remetta ao administrador da meza do consulado para que este possa com mais regularidade faser a arreeadacao do im- posto sobre as ditas canoas. Dito Ao inspector da tbesouraria da fa- zenda, communicando-lhe a expedigao da or- dem supra, com oque lica saptisfeila a sua requisigo feita em ollicio de 13 do corrente. DitoAo presidente da enmara municipal do Recife lembrando-lhe em resposta ao seo ollicio desta data que a presidencia a 10 do corrente recommendou mencionada cma- ra para que por meio de seos em pregados re- quereese a execugaodas posturas. que nfrin- gio Antonio Joze de Magalhaes llastos com B edil cagan de urna caza junto ao arco de San- to Antonio e a respei lo da qual pedio a mes- ma cmara providencias, que alias tlnha no seo regiment ; a que elle presidente da c- mara em oflicio de 11 representando que pa- ra execular o que no ollicio de 10 se reco- mo nda va enmara precisa va da reunio de saos membros ; loriio estes motivos de seo oflicio, queobrigariJo a presidencia a fase r- advtrttr que no artigo 64 da le do I."de outabro de 1828 estabeHecidos cstavao o? meios pelos quaes sem que os mais varea- dores se reunissein podia ordenar o cumpri- menlo das posturas e por conseqnencia aos empregados que levasse aos juiso criminal aquella infracto. COMMANDODAS ARMAS EXPEDIENTE DO DIA 15 DO CORRENTE. OflicioAo Exm. presidente remetten- do-lhe o formulario dos medicamentos pre- cisos ao hospital regimental, sobre que se havia bascado a arrematago que houve lu- gar no dia 6 de novembro ultimo, em cum- primento ao preceito do artigo 22 do regula- mentode 17 de fevereirode 1852, erogando- lhe a expediegao de suas ordens a tbesouraria, para faser ao boticario Jos da Roxa Para- nhos, a quem foi dado o forneciment pelos mesmos precos do formulario os pagamentos designados nos anteriores termos d arrema- tarlo, que encerro as condiegocs a qne nova- mente se sugeitara o mesmo botirario. DitoAo tenente coronel coinmandante do deposito exigndo uin mappa de todas as pragas que passaro a pertencer ao mesmo de- posito do i." de abril ao ultimo de Novem- bro do corrente anno, com designagto das provincias a que perlencer, coutro das que durante o mesmo tempo embarcarao para lora da provincia tambem com provincias que pertenciao. IDKM DO DA 14. OflicioAoExm. presidente, devolvendo- I he a represen tagao que alguns habitantes disiguaco das ca. Meza do Consulado de Pernambuco 15 de Dezembro de 1811. Miguel Arcan jo Monleirod'Andradc. OBRAS PUBLICAS. Pela administrago iscal das obras publicas se avisa a todas as pessoas que tein vendido gneros para a dita repartieo e que ainda nao tem apresentado as contas que bajito deas apresentar qnanto antes ao administra- dor fiscal da mesma as horas do expedi- ente. Administraban flscal das obras publicas lo de dezembro de I8ii. Moura Admistrador fiscal. CORREIO. O brgne Indiano recebe a mala para o Rio de Janeiro hoje (17) as 11 horas do dia. PREFECTURA. Parte do dia 16 do corrente. Illm. e Exm. Snr. Foro hontem pre- sos pelo prefeito da freguesia do Recife o pre- to Benedicto escravo de Joao de Dos Rap- tista, por ter feito um furto na tenda em que trabalha. Pela segunda patrulha do destricto do cor- po Santo o preto Antonio por ser encontra- do a dormir dentro de urna canoa e fazer-se por isso suspeito. E pelo sub-prefeito ce Olinda o reo Joze Ferreira Campos Jnior em virtude de um mandado desta prefeitura por achar-se pro- O producto da arrematado he para paga- mento dos credores, a requerimeuto dos quaes, e por con ta de quem mais pertencer se procede a arrematago por este consulado. 0 inventario e condioges com que ha-de ser feita a arrematago, seacharao patente nadita venda, no acto do leilo. Consulado de Portugul cm Pernambuco {4 de dezembro de 1811. Joaquim BaptisUi Moreira Cnsul. da povoacodeNazareth do cabo, encami- nunciadopriso e livramenlo peloJuizode nharao presidencia con Ira o commandante do forte de Gaibu', e dando a respeito da qyeixa, as informages que a mesma presi- dencia exigir por despacho do I." do cor- rente. DitoAo tenente coronel commandante do depozito reinettendo-lhe os [lapeis deconla- hellidade do destacamento da comarca do Pao do Albo, que tinhao devolvido ao prefeito para serem reformados. Dito Ao mesmo remeltendo-Ihe os pa- pis de contabilidade do destacamento do (abo, pertencentes ao mez de Novembro ul- timo, e mandando entregar a respectiva im- portancia ao segundo sargento Francisco Cici- lio da Fonceca. Dilo Ao prefeito do commarca do Cabo, communicando-lhe o exposto no precedente ollicio, com o que ficava respondido o seo do 1." do corrente. Dilo ~ Ao prefeilo da comarca do Pao do Albo aceusando recebido os papis de con- tabelidadedo destacamento, pie tinhaohido reformar, Portara Ao tenente coronel comman- dante do deposito mandando excluir com guia de passagem para o contingente de caval- laria a oito pracas cujos nornes se desig- navao. Dita-Aocommandanle do contingente de civallaria, authorisando-o a recabar om pas- sagem as pragas referidas na portara ci- ma. MEZA DO CONSI.XADO. Miguel Arcanjo Monteirodc Andradc, Caval- leiro da Ordem de Christo e administra- dor da Meza do Consulado de Pernambuco por S. M. I. eC. Faz saber que no dia 18 do corrente se bao de arrematar na porta da mesma tie- garrafocns com aguardante restUada apreben didos a bordo da barcaca uilhermina Flor do Mar sem despacho em cujo dia so findo es prazos marcados no regulamcnto ; sendo a arrematacao livre de despezas ao arrematan- Paz da Cidade da Paraiba, pelo crime de rou- bo praticado bordo do Brigue Rosa da quantia de rento e quatro pegas em moeda de ouro, de cujo dinheiro, depois de por elle ter sido redusido sedulas, lhe foro aprehendi- dos nesta especie ,'itO,)6iO reis c varias pe- cas de roupa, que liverooer.caminhamento, quedelei, O dilo reo foi recolhido a ca- deia para ser remettido para aquella cida- de e os outros presos tivero igualmente o conveniente distino. E' o que consta das parles hoje recebi- das. Acamara munical desta cidade continua as suas sessoes ordinarias no dia 2o do cor- renle i>ela falta de reunio de algn de seos membros, e ser preciso oIBciar-se a al- guns suplentes inmediatos. Recife 16 de dezembro de 1841. Osecrario interino Francisco Antonio Rabello de Carvalho. Luiz Francisco de Mello Cavalcante escri- vo e administrador da Meza de Rendas In- ternas Provinciaes d'esta cidade. Pelo pre- zente edital faz constar a todos os senhores proprietarios de predios urbanas dos trez bair- ros d'esta cidade e povoago dos Affogadosque no ultimo d'este mez lindo-se os 50 dias marcados para o pagamento a boca do cofre da respectiva decima do 1. simeslre do cor- rente anno linanceiro de 181 1842 e lo- go que termine esse prazo passar a proceder executivamente na forma da lei de 27 de A- gosto de 1850, contra os dedevedores. E para ebegar a noticia de todos mandei a fixar o prezente c publica-lo pela im- prenta. Meza das Rendas Internas Provin- ciaes de Pernambuco 16 de Dezembro de 1841. Luiz Francisco de Mello Cavalcante. CONSULADO DE PORTUGAL EM PERNAMBUCO. No dia sbado 18 do corrente pelas 1 ho- ras da larde se hade arreinatlar a armaco c gneros existentes na venda da ra do Ro- sario estrella D. 21, pertencentes a Joae Pe- te. E para que ebegue a noticia a quera con- reir de AaevadO suhhito de Sua Magestadl vi.'r mandei alixar o presente c.lital na porta Fiddissima, por se ter este nusenlado, aban- desta administrago c publicar pelainqnen- [donando o ew c.tabelecimonto. S. PEDRO DO SLL. Rio Grande, 8 de Novembro. Como huma carta publicada no Despertador de 2o de setembro diz que o Sr. Dr. Satur- nino abri o comnicrcio para toda a parte, e a navegagao para a Lagoa Mirim e Jagua- rO para Pelotas e para todos os portos da Lagoa dos Patos remetto-lhe essa collccco das suas ordens de 27 de abril de 2o de maio, e ultimas de 18 de oulubro ( que todas fo- ro publicadas ) por onde se v as restriegues que elle tem posto aocommercio mesmo pa- ra os lugares sujeilos ao dominio da legalida- de onde existen! forgas e authoridades; as clausulas e restriegues com que dispensou os combois entre este porto e o da capital da pro- vincia porque estes comboios nao servio para evitar o contrabando e uo havia suf- iciente numero de canhoneiras para seren empregadas nelles visto que foi neeessario reorgar consideravelmente a forga naval de S. Congalo que licou intciramenle descober- to com os movimentos do general Joo Paulo , sendo certo que a forga de mar de S. Congalo, j ento augmentada he que impedio a pas- sagem de Netlo com o resto das forgas com que infallivelmenlecahiria sobre esta cidade se conseguisse passar. So a isto se chama a- briro commercio r.o sei o que se Chama veda-Io salvo se querem que nao se conce- da aos legalistas salvaren alguns efleitos do suas fazendas para que os rebeldes os es- traguen! torios, ou se querem que nem se jkt- mitta ir gneros para os districtos sujeitosao dominio da legalidade governados por authori- dades legaes e oceupados por' nossas forgas. Mesmo para estes elle pc restriegues li- mita as conC3SS0es c escogita embaracos. Alm tiestas ordens consta agora que nao concedo despacho aos negociantes sem junta- rem osconhecimentos de lerem pago os im- postos do banco e nada deverem e as em- barcagdes nao pdem sabir para esses mesmos lugares sem mostrarem lamhem que tem pa- go os impostos sobre os barcos do interior do ambos os quaes havia huma grande divida a- trazada de anuos anteriores, e os sujeilos tem se visto na necessidade de irem pagar o que devem e mullo se tem pago por c os in- teressados grito contra estas medidas, por la diz-se que o presidente abri o commercio para toda a parte He preciso estar no Rio Grande para se fazer huma idea das falsidades que se escrevem na corte sobre esta provincia. Muito pode a m f eo espirito de partido ! ( Carta particular.) Nao havendo por agora inconveniente em que a navegagSo entre esta capital e o Rio Grande e Norte se faga independente de com- boi. V. S. dar despacho s embarcages que o requererem fazfmdo porm aos mestres assignar hum termonessa alfandega de segui- rem directamente ao Rio Grande ou Norte , sem tocarem em qualquer ponto intermedio , sob pena de serem presos e deportados para fura da provincia. V. S. pora tambem mui- to cuidado em que as declaracoes de seus ma- nifest* rejan muito exactas e os far confe- rir cuidadosamente com a descarga e me da- r parte de qualquer diflbrcmja fue eaconira na carga e por onde eu possa eonneesr tatt mostr transgredi o tqrmo assignado. Nu NUMERACAO INCORRETA ll III ^ oficio de remessa do manifest ao inspector de alfandega a que a embareagao se destinar se declarar inipreterivelmente o diada salu- da, e chegada se tomor ao mestre, no ver- so do manifest huma declarado em ter- mo por elle assignado em que declare o dia da saluda quanlos de viagem se parou ou den fundo em algum lugar que tempo e por que motivo fazendo saber ao dito mestre que quando estas declarges sejo falsas , procederei contra ellos da mesma forma com prisao e deportago. Alm dos manifest* , as cmbarcagOes levar as escotilhas e ante- paras lacradas e selladas com o sello da alfan- dega deelarando-o assim no oficio de remes- sa dos manifiestos : o que V. S. eumprir pela sua paite licando scientc de que igua- s ordens se expendem para as outras duas alfandegas e ao chefe de esquadra commau- dante das forgas navaes. Dos guarde a V. S. Palacio do governo em Porto Alegre 27 de abril de 1811. Sartunino de Souza e Oli- veira-Sr. Jos Thomaz de Lima inspec- tor da alfandega desta cidade. lllm. cExm. Sr.Pela inclusa copia do oficio que ora exped ao inspector da alfande- ga desta cidade, ver V. Ex. que concedo , debaixo das cautelas nelle proscriptas, am- vegago entre esta cidade e o Rio Grande , independente de comboi: fazendo assim esta participaco a V. Ex. espero que por sua parte d" as necessarias providencias alim de que nao sejo Iludidas semelhantcs ordens. Dos guarde a-V. Ex. Palacio do governo em Porto Alegro 27 de abril de i8il.Satur- nino de Souza c Oliveira. Sr. John Pascoc Grenfell. cenga para se charquear as charqueadasmar- gem direito do Jacuhy. e estando as mesmas circunstancias as da margem esquerda do S. Gongalo lica Vm. autbor sado a conceder liccugas para nellas se charquear, debaixo das seguinles condiges : 1. As licengas s sero concedidas a quem eflectivamente ti ver os gados reunidos naquel- las visinhangaspara ocharque, provando-ocom attestado do commandantc da canhoneira es- tacionada em S. Gongalo. 2. A iicenga para levar o sal necessario ser proporcionada ao numero das rezes (pie o impetrante mostrar que tem para charque- ar. 3. 0 impetrante prestar noseujuizo, huma fianga igual ao valor do sal que levar , e mais melade obrigando-se a emprega-Io no dito charque eaaprcsenlar nesse porto osefTeitose producto, para assim ser deso- nerado da mesma anc.a sujeitando-se a perder o valor della como contrabando no caso de nio satisfazer a este quisito. Alm disto para ser desonerado da fianga deve- r o mesmo impetrante apresentar tambem hum attestado do commandantc da canhonei- ra em que declare que o sal pedido foi de- sembarcado na charqueada respectiva c que o impetrante nella charqueou. Sendo gran- de o numero de requerimentos que se me tcm apresentado de proprietarios que possuin- do estancias em S. Servando c outros pontos da Laga Miriin e tendo ali effeitos pedem licencas para ircm hiates cm lastro a bsca- los para esse porto, fica Vm. autorisadoa conceder taes licengas smente aos ditos pro- prietarios indo os hiates completamente cm lastro devendo Vm. revista-Ios no acto da saluda para o que dever aproximar-se trra e propocionar-lhc decente conduego. Igualmente Dea Vm. autborisado a con- ceder a mesma Iicenga com as mesmas cla- sulas e condiges aos que pretenderem man- dar buscar effeitos de suas fazendas a Cama- cuam e outros pontos da Laga dos Patos. Mais lica authorisado linalmente para conceder licengas para sahidas de gneros por trra pa- ra os districtos margem direita de S. Gon- calo at a fronteira ds Ghuy devendo os impetrantes apresentar-lhe as facturas com os precos dos artigos que pretenderem levar, nao devendo Vm. conceder a cada hum mais do que ateo valor de hum cont de reis por cada vez nem dar duas licencas ao mesmo individuo dentro de hum mez. Dos guarde a Vm: Palacio do governo cm Porto Alegre 25 de maio de 1841.Sa- turnino de Souzae Oliveira.Sr. Dr. Manoel Jos de Freitas Travassos, ilho. lnstrucges para o embarque e conferencia dos gneros que houverem de embarcar com Iicenga para os lugares oceupados por forjas e authoridades legaes. 1. Todas as pessoasque requeremlicen- cas para levarem gneros do negocio paraf- ra da cidade dever declarar, nos requeri- mentos seu nome moradia oceupago se t m casa do commercio berta nesta. cidade 4 ou se sao mascateadores que os levo com- sigo. 2. Os que requerercm licenca para man- dar gneros por pedido ou encommenda de pessoas residentes nos lugares para onde os quizerem mandar dever juntar as cartas de ordens para taes encommendas fazendo as mesmas declarges do art. 1. tanto a seu respeilo como de quem izer o pedido. 3. Todos os requerimentos sero assig- nados pela propria pessoa (pie requerer c sua assignatura ser reconhecida por tabeHio. 4. Todos os requerimentos serao metti- dos na caixa da secretaria e os que nao es- tivercm na forma dos artigos cima nao me serao apresentados para despacho P se res- ti tu i rao s partes para salisfazerem as decla- racoes exigidas. 5. Os requerimentos com despachos de Iicenga serao apresentados ao Sr. inspector da alfandega que depois de verificar a minha assignatura lhe pora o despacho embar- que boje tantos. 6. OSr. inspector da alfandega nomeara todos os dias hum em pregado com exclu- sao dos guardas para fazer conferencia e verificar o embarque queso ter lugar no tra- piche d'alfandega s horas de trabalbo pa- ra o que o mesmo Sr. inspector prorogar o trabalbo at tres horas da tarde quando soja necessario. 7. O mesmo empregadolancera a ver- ba Confer e embarcro hoje tantosa (pial ser rubricada pelo Sr. inspector daal- fandega e com ella seguir os gneros para o resisto do porto onde achando-se pie- henchidas estas formalidades se deixar se- guir a embareagao. 8. Nenhuma pessoa poder apresentar majs de hum- requerimento ou despacho para sahida de gneros ou seja em seu proprio nome, ou de diversos e quandoaprsente s ser cumprido o de menor quantidade. 9. 0 empregado da alfandega que fizer a conferencia organizar huma relaeo diaria dos despachos que conferir declarando os nomes das pessoas que requerro o lugar para onde o nome da embarcado e a data do despacho de concesso a qual o Sr. ins- pector da alfandega enviar diariamente com sobrescripto secretara desta presidencia , independ me de oficio. 10. Os despachos anteriores ou poste- riores data destas nslrnoges que nao fo- rem apresentados na alfandega, e embarca- dos os gneros no prazo de oito dias conta- dos das suas datas, ficar sem vigor e nao se- ro mais oumpridos. 11. Todos os gneros que embarcarem , ou forem apprehondidos embarcand), en se- guindo para fra sem licenca ou com ella sem o preenchimento destas formalidades , ficar sujeitos ao procedimento estabelccido contra os contrabandos para o inmigo. Palacio do governo em Porto Alegre 18 de. outubro de 1841.Sartunino de Souza e Oliveira. ( Do Jornal do Commercio. ) de comparsas que Ibes coube em sorte de- sejo adquirir una nomeada qualquer que seja e lanco mo dos meios que esto ao seu a'lcance e as mais das vezes para se fa- screm famosos se fazerem ridiculos e o lho que se diz homeni livre mas esera- vo da moda aspirando somonte a sor a pri! meira tabolcta viva dos ligurinos de Paris ! Quem se nao ha do rir de o ver nos salos de Bailes todo esprtilhado untado dofunia- do e mirando-so como urna estampa Quem se nao ha de rir de o ver conversando famili- armente eomosBares e Viscondes, chaman- do-Ibes por tu e mostrando que tem gran- des amisades! Esta balda do se toruarem ce- lebres por este caminho urna balda innocen- te (pie diverte c nao faz mal a ninguem. Mas funesta a balda de cortos sugoitinhos, campies de Cupido que para se darem ce- lebridade, invento conquistas amorosas, que nunca alcanear; e contonAo o que lizero , mas o que tinho tencao de fazer , atacando a repulacao de certas damas que esto dcs- cancadas em suas casas e que nem se quer nellespenso ! Com que fatuidade e com que ligeireza se nao gabo elles do cousas que nunca tivero logar ferindo assim o crdito de mimosas donzellas de senhoras casadas . Esta celebridade milito prejudi- _ rende sua estocada ou pu- o que torna mais clebre a tal cele- viuvas cial. A's vezes rende sua estocada ou pu- nhalada , bridade. E que diremos de certos mentecaptos (pie se querem fazer clobres criticando as obras alheias para se inculcarem de sabios 'lies meia duzia d'homens afllictos e arrufados , que querem salvar a Patria por mgica e sem se desembucarem E que nos dizem de cer- tos sugeitinhos que aspiro celebridade , afictando grandes correspondencias um gsto ve-Ios as pragas publicas em dias de correio! AlToctando una fisionoma meio Di- plomtica, nao do urna novidade sem serem mulo instados e s ento que em ar de graga especial se deixao dizer o mcu Cor- reio hoje foi muito estril ; Uve s urna carta do Deputado fulano e outra do M. beltrano ; uo dizern nada. Tudo contina em socego Esta gente ontretem e muito til, aos in- teresses do Correio. Hia-nos esquecendo fallarmos de certos 11- gures gue aspirao celebridade no mundo theatral. Desta gente h duas especies : urna que de longe em longe solta um bravo com certo acento que mostra que o homem en- tendo da poda Outra que se compe de Pre- vostes dramticos que do pateada desde o principio al o iim. Esta gente promove mais dores de cabcea que o vento Norte muito til ao Estado', e ao progresso das bollas artos. De quem fallaremos mais ? por boje de mais ninguem aposar de que fica muita cou- sa por dizer; porem nao so vai a Moma n'um dia. Quem come tudo de urna vez depois jejua ; e as grandes fartadclas sao prejudici- e mesmo de I aes a saude. Fini.s leus Deo. COUSAS QUE HAVEMOS DE VER. Se nao morivrmos Ta Mchaela, temos de ver muitas cousas. Ora forte novidade me d Vm., Sur. Mestre ? Com eileito essa de alheias para se mentearem (le sainos :; i.its ~. Tia Michaela, temos critico sem critica, e tomao duvidosa entre ^fS^V^. 'Iipainla nao vimos: os que os nao enlendem a opinio de ho- rneas de grande mrito! Com 2 dedos do Volne e 2 dedos de Voltarc elles se julgo habilitados para derrubar reputages de sec- los Os povos os ouvem de boca aberta o homem de senso tem compaixo d'elles. Porm destes aspirantes celebridade os mais perjudiciaes sao os que se convertem em i de ver muitas cousas que anda nao vimos: v. g. haYemos de ver os empregados pblicos trabalhar maiseganbar monos. Essa, mes- tre com sua licenca nao me entra. E' verdade q' is'to vai-se pondo de modo e de ma- neira que vamos a licar sem dinheiro po- rem para elles sempre ha de haver. Ainda que nao soja em metal, ser em especie ; o que Sitien rofundosT en temiendo tanto de po-1 o mesmo porque disia meu marido ouro litiea como dela-ar de azeite. Estes se di vi- c o que ouro valt- d dememduas classes. Na 1/ seachoalis- T;mbem ^ZZlZ? cmataei rart" tados os que se encarrego de defender o que Rogados fa 1 amen s o rasao. se faz sejabom seja mau ; dizendoamen a todos, e a todos sustentando por urna es- pecie d'optimismo poltico quanto se manda e quanta succede. Para estes Sis. quem governa nao pode eommetter um erro Como se o mando ou as dignidades elevassem o homem cima da Olhe, mostr, ainda que Vm. chegue a vi- ver tantosannos como tcm vivido as pyramides doEgypto. nao tem de ver isso. No foro on- tigo os Snrs. advogados nao falavo cscrevi- o ; punho o preto no branco e por isso io mais a modo-, os seos papis appareciao, e- ro vistos lidos e examinados, e j se v, as dignidades elevassem o nomem acuna ua . - -r,~ T%=n pstudar Dor a' dbil humanidade E lo zelosos sao em de- que nao ha^at remedro se nao estadals por q fender o alto funecionario quando elle est de cima como sao ornis em o crucificar quan- alias o escritorio estava s moscas 1 mas boje com as modernices o que se quer e que tenhao a' pedido. Ao lll.rao c Ex~mn Snr. Francisco do Rogo Bar- ros Baro da Boa-vista e Presidente da Provincia de Pernambuco. SONETO. Outra vez ao poder sendo exaltado, Indago as causas, as rases pesquiso, De Fabricio a virtude em ti diviso, Illustre Reg, Reg sublimado : Nao te falta saber, valor provado, Para manter a paz quando he preciso 5 Teo grato corago, honrado e liso, Nao nega aprego ao mrito elevado. Peitas nao torcem, ambiges damnosas Gorme impuro fatal, de vis traidores, nclitas almas, almas generosas : E, se Pyrros houvera seductores, as aeges tuas celebres, famosas, Mostraras ter Fabricio sup'riores. Por + * * doello est debaixo! Esta gente tem o se ^^^SJ^ll^X presumo, cntretem a Sociedado faz rir e dores, e que, falemt.es horas a tos- por um momento faz desapparecer as ideas, nem vencilho tristes. Na 2.' classe esto certos mentecaptos, que busco a celebridade na negativa absoluta. Sempre se oppoe opinio que domina ; se o Governo d una providencia, geralmente bem aceita ellos proouro ou introduzir a des- confianga de que se leve, execugo ou pin- to scus effeitos com tito debis cores que quasi os reduzem ao nada. Se o Governo ven- ce urna difiieuldade, diz-se q' foi a sarcos d]ou- , e tendo feito isto e citando muita le, q' ninguem vio, cabe a competente, c est o negocio concluido. Tambem havemos de ver Ta Michaela, certos absolutistas serem libtlraes. Isso, mestre, pode ser que venha a suceder porem ponho-lhc muita duvida. Isto de hberdade est sendo urna causa to exquisita, que a falar a verdade se por um lado aquece por outro esfria. Ha 21 annos que a gente anda nestas indrminas e ainda nao sabo a le em Cm anno temos hberdade VARIEDADES. A Mania de Selebrizar-se. Dizemos mania e nao desejo porque es- te to nobre como aquella ridicula e este consiste em frioleiras quando aquelle s tem por objecto as aeges clebres, e assim produz hroes dignos da venerago de muitos seculos ou quando menos homens que mcrecem attengo dos seus Contemporneos. Nem sao muitos os que nascem com as dis- poMcoes precisas para fazer este papel no -raudo theatro do Mundo nem tambem sao muito frequentes as occasies decolher palmas e coroar-se de louros ; porm em recompensa ha muitissimos, que mal aviados com o napesl : so desarma rebeldes ataca a Liberdade que ha de viyer Cm anno do paiz 1 se transige com o Papa, sacrilicou guisada outro auno i'^^^i^ a dignidade nacional se faz entrar o povona anno hberdade ensopada Em 1 m, mestre, ordem legal la vai para Villa Franca se os j os nossos cosinheiros polticos tem-a cos Ministros sao espertes dizem que sao come- nhado de tantos modos foi mas_ e '^ dores se sao limpos de mos espalho que j que agente vai-lhe perdendo osabor< u -u, nao teem experiencia c que sao vaidosos Em emt foi cosinhadada ahespanho a,com muito lim esta gente nada v que merega sua ap- * "<> esealdava provago S(') nelles que est o optimismo! nos outros a inepcia e a corrupeo ! Ha outra qualidade de aspirantes celebri- dade, que se nao sao temiveis sao ao menos muito perjudiciaes. Fallamos de certos legis- ladores baohareleiros,a quem a natureza brin- dan com boa copia de talentos os quaes se querem notabilisar, fazendo opposigo ao Go- verno a torio o a direito. Dotados de urna elasticidad; pulmonar prova de bomba el- les atrapalho una Sesso fallando muito sem dizer nada Elles ridiculiso o Governo com sarcasmos e vituperios Elles o cango com interpellages c com documentos elles retardo todas as medidas cagoando a Liber- dade em nome da Liberdade e ferindo a Pa- tria cm nome da mesma Patria Acoberta- dos com o manto da Opposigo parlamentar , elles sao os apostlos dos botequins e os or- culos da Soberana subterrnea ! Ha outros que se querem fazer clebres , conservando o incgnito Chamo-se Oppo- sigo porque ataco o Governo, e atacao o Governo porque alias ninguem fazia caso del- Ics! Ninguem sabe o que elles querem sao pimento que esealdava as godas em 26 foi moda cosinhal-a com azeitc e vinagre a moda de Franca e de Inglaterra! agora em 08 a cosinharo sem sal nem pimenta, que se nao dode tragar pola insipidez ! Tambem Tia Michaela, temos de ver, os peridicos em paz uns com os outros. Isso, Mestre isso que lhe cu digo que impossi- vol. Pode ir contar isso aos corcovados. Uu nao bao de haver peridicos, ou a havel-os hodesersemprc inimigos uns dos outros. Us nicos peridicos que, sao pacficos sao os que trazem bonlinhos pintados, como chafanses, castalios, igrejas, prados e repuchos, e que conto historias velhas, e do as modas de Pa- ris e afolhinha empelotes! agora os que sao polticos, esses mestre, sao inimigos irre- conciliaveis. Cnsladro dentro do casa, e saoministeriaes outros aporta da ra, e sao os da opposigo. Quem espera por essa paz capaz de do esperar por gapatos de defuntos. . Tambem havemos de ver certos esenyaes tractarem bem as partes aviarem seos foilos a tempo e a horas e serem pouco amigos de di- nheiro. Isso, Mestre, peder succeder quan- 5 doasgalinhas tiverem dentes. Exigir que um escrivo deixe de ser amigo de dinheiro , dilficilem rem postulasti. Nao sei se disse al- guma parvoice. E quem ha que nao seja a- migo de dinheiro ? Eu por mitn me julgo. 0 dinheiro Mestre, o soberano universal. Quem o tem esta-se rindo da sanfona. Tambem havemos de ver os nossos Thea- tros no seu estado brilhante. Isso agora , Mestre que me parece muito possivel. El- los estavo quasi a tocar a perfeigo : o Con- servatorio era muilo zelador dos costumes , nao deixava representar pecas senao muito moraes, como a Lucrecia Borgia o Conde Andreiro o Cabrito Montcz , porra receio que tudo isto se perca com a sahida do Sr. Garrett, que tinha dedo para a cousa. C em Portugal segundo diz o Athleta nao ha seno S. Exc. para similhante emprego, mui- to maisdilieulloso que o de 1." Ministro O Governo ainda lhe ha de achar o erro ! Tambem Tia Michaelha, havemos de ver, se nao morrermos, urnas Cortes compostas de Depu lados independen tes e conscienciosos e verdadeiros amigos do seu paiz. Eu Snr. Mestre como estou com os ps na cova j nao espero ver isso : quem c car ver essa nova maravilha do mundo, que a meu ver como a pedra philosophal. Todos elles antes da eleicao vomito por essas pragas a sua inde- pendencia a sua conscicncia e o seu patri- otismo Parecem uns CatOes mas vao para l e'entoque mostrarao o lio no panno. Quando chego Capital entrego a sua cons- ciencia a sua independencia e o seu pres- umo ao Guarda-Porto do Ministro de Estado, que Ihas arrecada at s eleiges seguintes. Ha outros que nao fazem assim, mas vo para a Opposigo, e ahi se serveni da sua indepen- dencia para descompor os Ministros da sua consciencia para atrapalhar a discusso das leis, e do seu patriotismo para derrubar o Go- verno e empolgar as pastas. Modos viven- tes Mestre modos viven tes Tambem havemos de ver Tia Michaela , premiado o verdadeiro mereeimento. Sim , Mestre quando os burros fallarem latim. Isso urna sanefa que serve de adornar todas as Constituiges. urna especie de cerra- filas que faz perfilar todos os artigos dos Pac- tos fun-1 mentaes. No tempo do Absolutismo vi eu com estes olhos pechadores muitos ho- inens sabios mas de fraco nascimento se- rem chamados e premiados e at chega- rem aos maiores empregos da Nago s por seus talentos : agora o verdadeiro mereeimen- to est no attestado subterrneo ; quem nao tem disto, fica como o carrapato na lama. Tambem veremos em bom estado o crdito nacional. Spiritus qui vadid non redid; mestre mestre diz a Escriptura. O crdi- to de urna Nago urna vez perdido, custa a recuperar. verdade que se nos tivermos juizo, secortar-mos por nossas despezas se tormos pagando aos nossos credores, pode ser que ainda sejamos alguma cousa : mas era preciso um houiem e eu nao vejo mata d'on- de saia coelho. Em im Tia Michaela, ainda havemos de ter muito dinheirame no Thesouro. Ora a- gora d'essa mestre, me rio eu j vejo que Vm. est pautando os dentes comigo. 0 di- nheiro, mestre no nasce como nascem as couves e o milho. Como ha de o Thesouro vir a ter dinheiro se elle todos os dias est sahindo por essa barra fora O nosso di- nheiro transformou-se em papis adornados de Ggurinhas! As pegas ninguem lhes poem a vista em cima e os cruzados novos esto abregeirados que preciso muito cuidado com elles! at o melanclico pataquinho tem que se lhe diga ! Em im mestre eu j me con lenta va q' o Governo tivesse dinheiro para me pagar o meu oidcnado de mestra de meninas, que est em grande atrazo ; em quanto ao futuro, como estou vclha, ca se avenho, e com isto mestre, adcozinho que me doe muito a bar- riga. Estimarei, Tia Michaela, que nao se- ja cousa de cuidado. TIUDIOA" JUDAICA. O Sancto Rei David que segundo todos sabem era grande tocador de Harpa, estan- do um dia em orago perguntou ao Senhor para que havia creado as Moscas c as Aranhas, que s servio para molestar a gente. Tu o saberes, lhe respondeu urna vozd'entreas nuvens. Ora urna noite baixou o Sancto Rei David do monte Ilaehiles, e aventurou-se a entrar no Campo de Sal, que nao era para gracas, para lhe roubar as suas armas e a sua copa, o que conseguiu ; porcm querendo retirar-se furtivamente como tinha entrado , um dos seus pez se enredou entre os de Ab- ner que dormia junto do seu sr. Salu e com medo de o acordar cou David iimaovel, e cheio de terror pois qu o menor mov- mento acordara o Sr. Abner e David fica- ria perdido. Porem Dos permittiu que urna mosca pi- casse ligeiramente em Abner o qual sepa- rou o p sem despertar, e David sahi do cam- po dando gracas a Dos por haver creado as Moscas. Sem embargo Sal perseguiu o seu inimigo at o deserto. David vendo-se a- pertado, e nao tendo outro refugio entrou em urna caverna e Dos enviou immediata- mente urna aranha a qual estendeu a sua teia na estreita boca da tal caverna. Passou Sa- l e vendo a teia de aranha rindo-se dis- se se David tivesse alli entrado teria des- trocado a teia de aranha e dizendo isto Ibi andando o seu caminho e David foi salvo. En to se prostrou por trra e exclamou , Tu me has illustrado bem prompto meu Dos. Perdoa-me e nao permitas que eu duvide mais da utilidade das tuas obras. As Aranhas e as Moscas sao uteis sobre a face da trra. Tuas palavras sao verdadeiras, e tuas obras sao justas. Assim falln o Sancto Rei David e fallou muito bem. Tudo nes- te mundo tem seu prestimo ; c Dos nada fez que. nao tivesse serventa. Ha certa gente orgulhosa, que affecta des- presar os outros julgando-os Moscas e Ara- nhas : mas quantas vezes nao vemos nos as Aranhas governarem e as Moscas legisla- rem em quanto as Aginas rastejo o p da miseria e do despreso Este mesmo orgulho faz que estejamos todos os dias a censurar os actos do Governo. Nao ha Governo que nao tenha as suas aranhas e as suas moscas e estes insectos que primeira vista parecem desnecessarios na ordem governativa teem certo prestimo, que a gente nao percebe. NAO HE NADA. Maymou era criado do Snr. Conde...... S. Ex. volva de urna cagada e encontra o seu criado em caminho. Onde vais, lhe pergun- ta S. Ex. ? Maymou responde. Vou buscar outracasa onde sirva. Outracasa, replicou o Conde todo assustado pois que succedeu na minha ? Nada Snr., nada. Nada ? como nada lima frioleira. A cadelinha , que V. Ex. tanto estimava, morreu. Ho- mem...... como foi isso? Nao foi nada : o vosso melhor cavallo espantou-se, roben tou o corrame e correndo se despenhou no poco. Pois morreu o meo melhor cavallo! dize. quem o espantou ? Nada, Snr. nada. O Snr. Cbndezinho aquelle menino to galan- te to lindo, de tantas esperancas.....Que lhe succedeu ? que lhe succedeu ? falla. Na- da Snr., nada. Cahiu do alto da janella ra e espantou o cavallo. Meu filho! grande Dos E que fazio a sua Aia e sua Mi ? Dize teve perigo ?, feriu-se ? Nao Snr., nada.......cahiu sobre o lageado, c nao dis- se nem urna palavra: morreu. Morreu ! desgragado de mim E minha mulher ? a Senhora Condessa ? Oh a Senhora Con- dessa nao tem nada: quando lhe dissero que o menino tinha expirado foi tamanha a sua dor, que cahiu com um acdente mortal : mas nao se feriu. Maldicto pois em vez de ires buscar um Medico, ou quem a socor- resse foges da minha caza A vossa casa , Snr. oh nao vos afflijaes isto nao na- da. A criada, que cuidava da Senhora se deixou ficar adormir, cahiu a luz, pegou fogo, ardeu a caza, e j nao fica nada ! Certa Senhora casada, porem muito desa- creditada por seus namoros e Ieviandades , quiz ir a um baile de mascaras e perguntou que disfarce lhe ficaria melhor para nao ser conhecida ? 0 de mulher de bem lhe respondro ; e assim ninguem vos co- uhecer. O Enfermo, conhece o Medico pelas pega- das mas depois de curado j o nao conhece nem pelas feigoes. (Peridico dos P. no Porto.) Continuago da subscripgo a favor dos ha- bitantes da villa da Praia da Victoria, na ilha Terceira. Joo Joze de Carvalho Moraes 50* Joo Moreira Marques 20* JosePereiraTeixeira 20. Joze Pinto da Fonceca Silva 20# Joaquim Domingues Theodulo Vianna 20* Manoel de Azevedo Maia 15,)' Manoel Ferreira da Silva Ramos 15* JooCardozo Aires Jnior 10* Xito Vieira Coelho 10, Manoel Joaquim Gomes 10* Joze Joaquim de Freitas Guiraarw 10* Manoel Luiz. Gonsaives 10. Amorim & IrmSos Joaquim Jos Ferreira Joze Joaquim de Lima Saisset & Comp. Um annimo Didier Robert di Comp. Jules Colombiez A Comp. Francisco Alves da Cunha Joo Chardon Joze Maria Gongalves Ramos Joo da Motta Botelho Miguel Jos Alves. 10* 10* 10* 10* 10* 10* 10* 10* 10* 10* 10* 10* A V I Z O S DIVERSOS. = Das-se 50* reis ; ajuros, sob pinho- res de ouro ou prata: nesta Typogralia. -- Quem tiYer capim bom e quiser man- dar duas arrobas todos os dias na ra do trapiche : annuncie. = Precisa-se. de una pessoa capaz para lavar e engomar a roupa de urna senhora e que nao seja cazada ; dando banca annun- cie. Aluga-se urna canoa aborta que care- gue 800 tijolos ; tratar a tra/. dos Martyrios, casa de trez portas verdes. OT Na ioge de C. Garnier successor de C. Perret, relojoeiro : ra nova, D. 11 acaba de receber-se um bonito e bem escolhi- do sor timen to de joias para senhora constando de aderecos completos meios ditos brin- cos brochas de ouro de lei com pedraiiase sem ellas do melhor que tem apparecido ate agora igualmente recebeo um lindo sorti- mento de correntes e cadeias para relogio pro- prios para hornem. Aluga-se urna boa casa de pedra e cal na povoago de Bebiribe para passar a festa com bastantes cmodos, com um grande quin- tal amurado con tendo bastantes fruteiras , e bom banho no fundo do quintal : na ra Nova, D. 51. UT O Bacharel Henriques Felis de Dacia , nao podendo pessoalmente despedir-se dos seus amigos, por se ter resolvido seguir viagem para o Para quase repentinamente , lhesroga urna indulgente desculpa e alli se olTerece para tudo quanto lhes poder prestar. i^- Um Portuguez se oll'erece para caixei- ro de ra escritorio ou mesmo para admi- nistrador de obras pela quantia de 300* rs. annuaes a seca e livres de comedoria e dor- mida, d conliecimento do sua conducta: quem o pretender annuncie. %zr Dezeja-se fallar com o Sr. Joze Carlos de Mendonga negocio seu. V3T Dezeja-se fallar com o Procurador do Sr. Padre Joo Capistrano de Moraes Sarmen- t, Vigario dePilo Arcado, ou pessoa que tenha correspondencias com o mesmo Snr. c?- Quem precizar d'algumas canoas a- bertas, para carregar trastes para qualquer parte. por preco commodo ; dirija-so a ra do Rangel D. 17. 52T OtTercce-se um rapaz estrangeiro para creado de caza particular, na praca ou fora dclla : na ra do Rozario estreita . 2-1. == Aluga-se um soto com poucos commo- dos silo na ra da Penha : quem o preten- der, dirija-se a esta Typographia, que a- char com quem tratar. CJ" Preciza-se d'uma pessoa abil para ven- der na ra com um moleque, fazendas de bom gosto : os pretendentes dirijo-se a ra da Cruz D. 1 junto ao arco do Bom Jezus , 2. andar. s~7" Appareceu um boi de lote nos subur- bios do Manguinho : quem der os signaes cortos e o ferro por este Diario lhe ser entregue, pagando a destruigo que dito fez. C3- Qualquer Sr. d'engenho que precizar de um mestre para a destilago d'agoardente ; pode dirijir-se ao quartel do Bom Jezus fallar com G. A. Bloem. C3* Da-se a premio 120*000 rs. sobre penhores d'ouro ou prata : na ra do Liyra- mento sobrado D. 9. cy Preciza-se 200*000 rs. a premio por 2 mezes, dande-se hypotheca em urna escra- va: quem quiser o negocio annuncie. SS7" Da pracinha do Livramento na porta da caza D. 23 desapareceu um quarto ala- zo, magro tem urna estrella na testa, um p calgado, ferrado em cruz em um dos (piarlos e com urna cangalha s 6 horas da tarde do dia lo do corren te : quem o entre- gar ser generozamenle gratificado. S2S" Perdeu-se urna carteira com papis escritos em Hespanhol e Francez ; as- sim como um Passaporte : quem a tiver adia- do querendo restituir pode fazcl-o no es- critorio de Manoel Joaquim llamos e Silva , na ra da Crux no Recife que ser recom- pensado. W Uma Senhora capaz, propc-se a la- var e engomar com perleic.o; na ra da alguns praia por detraz da ra do Fagundes caza verde junto ao sobrado de 2 andares. SSr Quem tiver e quiser dar a juros a qu- tia de um cont de rs. com hypotheca em' escravos havendo para isso toda a segurau- ea : annuncie. izj- Aluga-se diariamente um preto : quem precizar dirija-se a ra Nova lado do nor- te penltima toja. 5i,r Preciza-se de um cosinheircj, ou co- sinheira, que saiba cosinhar com perfeigao : (luem estYer nestas circunstancias, an- nuncie. i^j- Prcisa-se de um escravo ou cscrava , que seja fiel para vender azeite todas as tar- des : quem tiver dirija-se a ra das Laran- geiras D. 7 sobrado que liea a esquerda do outro do defunlo Pcixoto 1. andar que a- char com quem tralar. SS7- Alugarse o 3. andar da casa da ra Nova D. 10 : tratar na mesma. iiy- Achou-se una colher de prata : quem tiver perdido alguma dirija-se a ra do Col- legio D. 10,1. andar,que dando os signaesIha ser entregue. S^r No dia 3 de Janeiro futuro abre-so um curso de Theologia moral, e Dogmtica ; e tambem de Historia Sagrada e [".eclesisti- ca : os pretendentes dirijo-se ra de Hurtas caza I). 30 para dareni os seus nomes ma- tricida e saberem o lugar e hora das aulas. XZF Troca-se una caza terrea nos Aboga- dos ra de S. Miguel, com chaos e oite proprios cosinha puxada fora quintal mu- rado cacimba com boa agoa e paredes do- bradas e a caza com bons commodos ; por outra nesta praca 5 assim como vende-se um terreno no Remedio defronte dac^zad'arco com 45 palmos de frente 780 e tantos palmos de fundo o qual demarca com o sitio do Sr. Joze de PiiihoBorges ou da-se o mesmo ter- reno a quem o quiser pelos annos que tra- tar e por im entregar-sc o referido terreno com todas as bemfeitopias nelle feitas: quem pretender qualquer desses negocios falle na ruaido Fogo ao p do Rozario D. 25. W Dezaparcceo da casa de Francisco Dias de Araujo morador na Guarita um seo es- cravo de nomo Luis cabra estatura ordi- naria ps apalhelados cara redonda re- prezenta ter 25 anuos de idado^quem do mes- mo tiver noticias 5 ou aprehender leve-o a ra da Cadeia em S. Antonio a entregar a Manoel Joaquim Gomes que ser generoza- menle reconipengado. Zjj" Quem quizer comprar um bonito ne- gro d'angola com algumas habelidades : a pessoa que o quiser ver, poder ir a Cadeia ; chama-se Joze Antonio e para o ajuste do dito pode-se entender com Manoel Joaquim Carneiro Leal, ra Nova ; notando-so que s se vende para fora da tena. i^j- Mathias Gomes d'Amorim', comprou por conla do Sr. Manoel Xavier Carneiro do Albuquerque, residente em Santo Antonio Grande, 2 meios biihetes da 1. parte'da 6. Lotera favor das obras da Matriz da Boa- vista de nmeros 5035 e.;2731. = De Bordo do Brigue Jano dezapareceo a noite passado um escravo marinheiro de nomo Francisco idade pouco mais ou menos de 18, a 20 annos estatura regular, bem parecido, levouoalgadebrim e carniza de baeta; quem. o pegar Ieve-o a bordo do mesmo Brigue, ou a ra da Cadeia D. 21 que ser bem gratificado. 52?" Precisa-se comprar uma negra ou mu- lata que tenha bom leite: quem a tiver , dirija-se a ra do Crespo, D. G lado do norte. = Em caza de Silvestre Joaquim do Nasci- mento no principio do Atierro dos Allbga- dos ha para vender urna molala, sabe lavar, engomar cozer cozinhar e propria para todo o servigo, por ser moga e robusta. = De um sitio da passagem da Magdalena desapareeeo no im de Novcmbro p. p. um negro crioulo por nome Manoel, estatura bai- xa idade de 50 annos cheio de marcas do bixigas que a pouco teve e com fraqueza em pez e pernas que o privo de caminhar de pressa ; quem o pegar o condusa a casa da Domingos Joze Vieira na praga do Commer- cio que ser recompengado. = Preciza-se de urna ama de leite ; na ra do Cabug D. 7. = Quem annunciou querer trocar a mora- dia de uma caza de sobrado, na ra da Gloria, por outra em S. Antonio 5 dirija-se Trem- pe 110 ultimo sobrado a direita, antes de virar para a Soledade. C7" Preciza-se alugar uma escrava para o servigo de urna casa de pouea familia que saiba comprar cozinhar e ensaboar dan- do-se-lhe o sustento e 10*000 reis mensaes; na Solidade segunda casa nova, junto das do Sar. Uerculano. - Constando a abaixo assignisJo ter ap- parecido nesta Cidade un individuo com o nome de Gypriano Jos Vital Ferreira Pinto e que se intitula herdeiro da fallecida D. An- na Joaquina de Mello Vital sem que se te- nha competentemente habelitado, e provado a enlidade de sua pessoa e tendo procurado aos enquilinos das casas da dita fallecida de cujos bens est o abaixo assignado de posse passifica como seu herdeiro collateral mais prximo de cuja heranca nao pode ser des- apossado ser ouvido e convencido competente- mente havendo mais a notar que o mesmo individuo nao se tenha apresentado ao abaixo assignado nem com este por nenhum modo entennido-se : avisa ao abaixo assignado aos mesmos inquilinos paia que nao pagem quan- iia alguma de aluguel a aquelle Gypriano , po- jg que ao abaixo assignado compete recebel-os m quanto no for desapossado dos mesmos liens e heranca pelo meios fegitimos e legi- timado que seja e reconhecida esta pessoa, que mentirosamente se apreseuta. Manuel Soares de Souza GalvSo. 53f Roga-se aos Srs. Irmos da mesa actu- al da Irmandade de N. S. do Rozario do bair- 10 de S. Antonio queiro -comparecer Do- mingo 19 do corren te no Consistorio da Igre- ja da mesma Senhora ao ponto de 10 lloras pera se decedir objectos tendentes a mesma irmandade. i^r Quem quiser alugar um sitio com casa de v i venda situado na margem do rio capi- baribe no lugar da varzea, dirija-se a Olinda defronte da Igreja de N. S. do Guadelupe, a xapuras hespanholas colhcres de metal, dobradigas de differentes qualidades lemes para eaixilhos, e outrasmuitas ferragens que se acharao presentes ; adverte-se porcm que se vender por qualquer prego que se offere- cer, visto ser para feixar contas no fim do corrente anno. tSW Que fazem Me. Calmont Y Companhia, por intervengo do Corretor Oliveira, de urna caixa com selins Inglezes de couro de porco , avariados d'agoa salgada a bordo do Navio Stewarts, na sua viagem de Liverpool a este porto: amanha 17 do correpte s 10 horas da manh no seu armasem ra da Cadeia do Recife. COMPRAS fallar com Manoel Deonizio Gomes do Reg. ILJ" Precisa-sc alugar urna preta na Cidade du Olinda dando-se de comer roupa lavada e KbOOOmensaes ; nao se exige que tenba habilidades : quem tiver annuncie. saw A pessoa que por graca tirou a chave de nina porta de estada na Cidade de Olinda l. 22 pode a mandar entregar que receber 3*000 de gratificado. BT Roga-se as pessoas que devem a loja do fallecido Joaquim Jos Moreira de irem pagar quanto antes pois he muilo esperar. ti?" Tendo-se de efleituar a compra de urna casa terrea sita na ra da Gloria I). 42 com fronte para o sul, por estes 50 dias se faz publico a fim de ver se existe algum eropedi- incnto. ! cj- Precisa-se de um homem natural das das provincias de portugal com preferencia linas, parafeitor de um engenho na fre- guesia da aseada e se far bom partido 5 a quem convier procure a Joo Xavier Car- nena da Cunha na casa de sua residencia na ra do Collegio primeiro andar, por cima pa repartigo das obras publicas. SSf* Fonseca & Cunha faz sciente ao Snr. arrematante do consumo d'agoa ardente, que deixou de vender o dito genero desde o dia 2 do crrenle em razo de ter vendido a venda e existe feixada sita na praca da boa vista 1)4. v.-f Roga-so a cerlo Sr. o obsequio de en- tregar um chapeo de sol que pedio empresta- do n.i ra nova defronte da Conceigo pois (,u<5 devia ter sido mais prompto e nao esperar que o avisasse pois queja sao dous pedidos que faz na mesma loja e nao tem comprido i> seu dever e se o contrario izer ter de ver o seu nome publicado. i CS^ Um bilhar desarmardo eom seus nlencilios assim como o tratado de molestia dosolhos, sendo em portuguez : quem tiver annuncie. isr Urna morada de casa terrea em qual- quer dos 5 bairros ,que no exceda de 1 :500* na ra larga do Rozario loja de miudezas D 7 se dir. s^" Um selimem bom uzo : na ra larga do Rozario D. 1). VENDAS. Seda vestidos chales e fumo ., bons AVISOS MARTIMOS Freta-se para qualquer porto da Europa a Parca Ingleza Cigar de primeira classe de 252 toneladas muilo boa da vella e forrada de cobre ; a tratar com os seus consignata- rios Gaskell Johns & Companhia. Para o Porto segu viagem com muita bre- vidadeo bemeonhecido Bergantn, Portuguez Flor de Beiris, Capitao Jos Thomaz de Lima; quem quiser carregarou ir de passagem para que tem exceilentes commodos, dirija-se ao Capitao ou a Manoel Francisco Pon tes. Para o Rio de Janeiro segu com brevida- de a Sumaca Conceigo Felicidade do Brasil; quem quizer carregar ir de passagem en embarcar escravos ; dirija-se a bordo da mes- ma a tratar com o Capitao Anlonio Soares de Almeida. LE1LOENS. ssy Que faz o Corretor Oliveira, Quarta ftira 22 do eorrente as 10 horas da manh em ponto no seu armazem da ra da cadeia 1." andar, tle um completo e variado snrf.i ment de ferragens e miudezas consistindo em fio para sapateiro pentes de marflm Unta pa- ra eserover fitas de seda bandejas requis- timas facas para charquear facas o garfea para mesa ditas para deser navalhas para harba ll< .oura para alfaiate caivetes e thesouia finas, caivetes de hjibalai fe- 12F" sedas ricas para .o* , mantas de seda francezas por commodo pro- co : na ra do Queimado D. 1 vindo da ra do Crespo primeira loja de Francisco Jos Teixeira Bastos & Companhia. Ti5" lo sacas com feijo molatinho vindo do Bio de Janeiro : na rna esfreila do Boza- rio D. 55 venda da quina que volta para a ra das trincheiras. tsr Na fabricado caf moido de 8 libras para cima a 2o0 rs. e a retalho a 280 : na re- finag'ode assucar defronte do oito do Livra- menton.fti. -X^* Meias de linho abertar. de diflerentes para senhora os Lances de ventura e trez Imagens sendo de N. S. da Conceigo, S. Jo- s c do meuino Dos com suas competentes insignas e as Imagens com o vulto de um palmo e vindas ltimamente do porto : na ra de llortas I). 2. tsw Bichas pretas chegadas prximamente pelo deminuto proco de 100 a 200 rs. e sen- do em porcOes de 100 para cima se daro por menos i na ra estreita do Rozario venda De- cima 50. isr No armazem de Marques & Veiga na ra do Amorim fumo em folha muito bom para fabrica de charutos bem como Americano em caixas arroz com casca charutos e sag a 180 a libra. 1,t7 Um libello civel em que se pede por heranga ligitima a quantia de 21 :*i 1*755 , e por nao ter o author com que possa continu- ar tendoalcansadoe executado a primeira sentenca vende-se pela terga partea quem a vista da escriptura convencional- com o author quem pretender annuncie. CS~ Urna flauta com 4 chaves de prata : na ra do Vigario armazem de Andiade, Cas- tro A Fonseca. HVT Sacas de muilo bom milho da trra a Pereira defronte da escadinha do caes da al- indose. tW Velas de carnauba de 6 e 7 cm libra a 520 rs. : no paleo de Hospital da paraiio so- brado n. 4 no primeiro andar e no atierro da boa vista fabrica de charutos D. 15. ttT Muito sofrivcl farinlia de trigo para pao e bolaxa de 10 e 15#000 a barrica e ficando ocascoda-sc por menos mil rs o ptimo taboado de pinho da Suecia e da Ame- rica : to armazem de taboado de pinho atraz do theatro. ssr Um cavallo novo bom earregador : na ra nova loja de ferragens I). 18. * s^r Na ra das trincheiras sobrado D. 9 , 2 pares de brincos de filagrS 7 enfeites de ouro para sinteiro, um relogio inglez pesando a caixa 16 oitavas de ouro um dito orisontal com vidro e correntinha um dito de sabo- nete de ouro, urna Crrente para relogio . 2 aneis de ouro um par de atacas com bons diamantes um par de argolas de brilhantes . 1 dito de diamantes 5 bct'es com um bri- Ihanle cada um um alfinote com 11 bri- lhantes em circulo e 1 de 5|4 de quilate no centro um transelim fino, 50 oitavas de ou- ro em pedacos de Iraiiselins, brincos e diver- sos objectos 2 nares de castraos de prata . urna bandeija para dous copos, una cabflei- ra intoira para senhora obra milito bem Asi- la um vestido de soda com guarnie/io de bi- oos e flores proprio para theatro. Farinha muito superior sendo moi- da de tritio no.n do ultimo campamento das marcas XXXF e XXX aje \eudc-s<.' por pie qo barato : na fabrica de farinha do atierro da boa vista. SSf Urna negra de nagao de idade de 1 annos : no forte do matos beco do azeite de peixe noprimeiro andar da casa junto a do Sr. Pereira da alfandga. CS" Urna arma^o de venda com seus per- tenees a dinheiro ou a praso a casa tem commodos para morar duas familias: na ra do Padre Floriano na quina que volta para os afesouguinlios. t^- Pomada para curar erisipela : na ra nova loja de ferragens D. 18. tsr Exellente taboado de amarelo e louro de lodas as larguLas e grossuras serrado na serraaia d'agoa do monteiro com a maior perfeigo possivel que parece ja foi aplainado e se vende por prego commodo atendendo a boa qualidade e excellente serragem : o de- posile he as casas novas do Sr. Cunha de- fronte de S. Francisco assim como um por- q&o do caixas vazias para assucar. tW Panno de linho aberto para toalhas c lcnges lencos de seda para gravata meias curtas de linho chapeos de sol de seda ro- setas de ouro para senhora e meninas, toa- lhas de linho, ludo do porto e por preco com- modo : na ra do Fagundes sobrado de um andar D. 4. C5=* Barricas e sacas com fardos barricas com fumo para charutos gangas amarlas , lencos pretos de seda da india toalhas ada- mascadas e salitre refinado ludo por pre- go commodo : em casa de Matheus Austin & Companhia na ra do trapiche novo n 12. SST Vinbo do tinto da Figuoira superior , dito muscatel engarrafado ancoretas com azoilonas muilo novas caixas e meias- ditas com passas e quartos de ditas peiras secas , queijos flamengos muito frescaes, paios, choiirissos presuntos gigos com batatas , serveja branca e preta tudo de superior qua- hdade : ao entregar da ra do Bangol vindo da pracinha lado esquerdo venda Decima quarenta. 527* Dous predios na ra de S. Amar em fora de portas a saber um terreno do lado da mar pequea e o segundo passando o so- brado do Barboza o qual est atlerrado com j alicerces promptos c os muros da frente e lados levantados assim como tambem tem dentro porgo de tijolos e uns telheiros que ja estao rendendo, e um sobrado do lado oposto onde tem padaria : a tratar na ra do Vigario D. 10. sry Carrinhos jnglezes de patente da mc- Ihor construegao de 2 e de 4 rodas para um ou dous cavallos com coberla e sem ella , e com todos os arreios lampios e completos a proco de 330*000 at 1:200,>000: em casa de Me. Calmont & Companhia na ra da ca- deia do Becife. SSF" Urna comenda e habito do Cruzeiro, nova e por progo oomodo : na ra da S. Cruz D. 43. 5GF" Urna esorava recolbida de idade de 25 annos engomma, cozinba, e lava roupa com toda perfeigo duas ditas e urna moleca , um escravo pardo de idade de 23 annos pe- rito canoeiro serrador c purgador de as- sucar um molatinho de idade de 10 annos Irabalha mui bem de alfaiate ; um pardo offi- oVI decarpina um moleque de idade de 10 annos e 0 escravos de nago: na ra de agoas verdes D. 58. ^r Gcadoiracde Jacaranda com assento de palhmha em bom uzo por prego com- modo : na ra das Flores D. 8. KSy" Gigos de btalas a 500 rs. a escolher , comprando dez gigos para cima : na ra da Cruz n. 7. S2T Fm escravo de Tin cao de idade de 24 annos, bom trabalhadordeenchada e sabe tocar caixas de assucar: na ra do cotovelo D. 27 lado do nascenle. S2J- Caibros e travos de 50 de boa qualida- de : na ra neva loja de ferragens D. 10. CS~ 10 bestas para engenho : na ra nova loja de ferragens D. 15. tsy Urna casa torrea na soledade com um pequeo sitio plantado de larangeiars co- queirQS e caneleiras : na travessa do Ro- zario D. H no 1." andar. tW Urna casa de 2 andares e solo sita na ra do Livramento, na qual existe um patri- monio do fallecido Padre Bastos, e como ja est tratado com o procurador dos herdeiros do fallecido Padre, o qual assignar a es- criptura da dita venda : a tratar na ra do Rangel casa do Hendello. vlj' 4o e tantas cabecas o gado sendo va- cas paridas, novilhas. garrotas e garrotes por prego commodo, e iivros do mal triste por sercm do pasto : na ruada Madre de Dos na primeira loja de fazendas n. 22. nos ro, dia , por 520*000 bom cozinheiro e canoei- uma preta da costa cozinha lava rou- e he boa quitandeira que d 400 rs. por : na ra de agoas verdes casa terrea De- cima 37. tsy Champagnhe da marca Joly mui bom e chegado ltimamente : na ra da Cruz De- cima 60. cy Superiores bichas do Porto chegadas ltimamente por prego mais barato de qiio em outra qualquer parte : na ra do Cabu- g loja de miudezas de Francisco Garca Cha- ves. cy Sacas de farinha de mandioca ullima- meute chegadas : na ra do Cabug loja de Antonio Bodrigues da Cruz. tsj Farelo a 5*000 o saca de 3 arrobas , ou 2*800 sem o saco para engordar cava- Ios os compradores acharao este farelo mui- to melhor do que aquelle que vem de fora , pois he fresco e novo tambem da mais sus- tento ao cavallo o qual o peso do farelo mos- trar : na fabrica de tarinha do atterro da bea vista. ESCRAVOS FGIDOS. Uf Fugio do abaixo assignado no dia 50 de Novembro p. p. um crcoulo de nome An- tonio estatura regular secco d corpo , com pona de barba com 6 dedos em urna das mos e 4 ditos em um dos ps lie po- trozo levou vestido camisa de algodozinbo, e caigas de estopa grossa reprsenla ter do idade 24 annos quem o pegar leve a loja de calgado defronte da cadeia que ser gratificado Jos Fernandos Pastos. CJ" No dia 18 de Agosto do corrente anno fugio um prc(p de nome Antonio de nago , ceg do olbo direito 'de estura re- tom os ps alguma couza largos e grossos ; falla descansada o parece ser muito umilde quando fugio liuha tidoum unheiro em um dos dedos das mos que lhe comeo a unha este pelo ja esteve fgido H mezes , e foi pegado em Julho-nas Ierras do engenho do Brum que andava vendendo miudezas e calaba guiar se intitulava forro de nome escravo do ilho do fallecido Jos da Francisco . foi Penha e consia ter nido para cima de Goianna ou pa- ra pao do Alho he muito natural que ande vendendo miudezas; quem o pegar leve a ra dos Quarteis D. 5, que se dar urna generosa gratiticagao e se pagar todas as despezas. ey Fugio no dia 12 do corrente um mo- leque de nome Anlonio de nago congo le- vou vestido carrisa e calcas azul de idade do 11 annos cara redonda na orelha esquer- da urna sicatriz de urna postema que leve, tem as maes e os ps pequeos be bastante la- dino 5 quem o pegar leve a casa de seu se- nhor sobrado defronte da cadeia D. 8 no 3." andar que ser gratificado. \W Dozaparecco no dia 2 d'Oulubro p. p. um preto de nome Manoel nagao congo , idade 20 annos estatura regular, bonita fi- gura gordo rosto redondo, olhos abuga- Ihados pez pequeos e no direito o dedo grande redondo procedido d'um panericio ; levou vestido carniza d'algodo trangado cal- gas d'estpa das Uhas e banet inglez. Jorge nago Angolla idade 22 annos baixo , rosto redondo, olhos grandes urna marca bordada em cada Um dos bracos; auzenlou-se no dia 20 de Novembro p. ; levou tambem ca- rniza de algodao trangado e caigas d'estpa remendada e suja. Luiz nago cainundongo, idade 20 annos alio seco cor preta o- Ibos alguma cousa vesgos ; levou a mesma roupa do oulro e honet inglez ; desapareeeo na noite do dia 20 a 27 do passado : quem os aprehender leve-o caza da quina defronte do Trapixe novo, que ser gratificado. KS" Desapareeeo um pelo de nome Anto- nio, da costa alto, magro, coxo de urna perna tem os olhos um tan lo vermelhos , levou camisa e caigas de brim : quem o pegar leye a casa do Manoel Alvos Guerra na ra do \ gario que gratificar. MOV MENT DO PORTO navios entrados no da 15. Van Demans Land ; 98 dias Barca Ingleza Demarara Packet de 288 tonel. Caparlo Thomaz B. Cobb equip. 14, crgala. a/eitede poixo e quina: ao Capitao, pas- para Londres. sageiro um segu SAIIIDOS NO MESMO DIA Maranhao ; Brigue Escuna Rrasiloiro Caroli- na Cap. Francisco Bernardo de .Mallos , carga diversos gneros. ts?" 4 moloques de idade de 12 annos de ,. bonita figuras um prato de idade de o an- BECIFE NA TVP. DE M. F. DE F. 1811. |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| MILLISECOND | CLASS.METHOD | MESSAGE |
|---|---|---|
| 0 | sobekcm_page_globals.constructor | |
| 0 | sobekcm_page_globals.constructor | Application State validated or built |
| 0 | sobekcm_database.verify_item_lookup_object | |
| 0 | sobekcm_page_globals.constructor | Navigation Object created from URI query string |
| 0 | sobekcm_database.verify_item_lookup_object | |
| 0 | sobekcm_page_globals.display_item | Retrieving item or group information |
| 0 | sobekcm_page_globals.get_entire_collection_hierarchy | Retrieving hierarchy information |
| 0 | sobekcm_assistant.get_entire_collection_hierarchy | |
| 0 | cached_data_manager.retrieve_item_aggregation | |
| 0 | cached_data_manager.retrieve_item_aggregation | Found item aggregation on local cache |
| 0 | item_aggregation_builder.get_item_aggregation | Found 'all' item aggregation in cache |
| 0 | system.web.ui.page.page_load (ufdc.page_load) | |
| 0 | sobekcm_page_globals.constructor.on_page_load | |
| 0 | html_echo_mainwriter.add_style_references | Adding style references to HTML |
| 0 | html_echo_mainwriter.add_text_to_page | Reading the text from the file and echoing back to the output stream |
| 26 | html_echo_mainwriter.add_text_to_page | Finished reading and writing the file |