Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04374


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Full Text
Anuo de 1841. Quarta Feia 15 de
Todo igon depende Be n'i meamoa ; da non prudencia, odrracHe, e energa : con-
liauenoi como principame!, (remo* apontadoa coto adrairar.no entre aa Nacea maia
sulla. (Proclamaco da Aaicnible Geril do Brasil.)
PARTIDAS DOS CRRIDS TERRESTRES.
Coianna, Paraiba, e Ri {randa du Norte, na segunda icxu eiri.
Joniiu e Girinhoni. 10 e 24.
Cabo, Serinhaera, Rio formoxo, Porto Caito, Maceio, c Alago*! no i U, 21.
f ajea 13. Santo Anuo' quinta feira, Olind todoi ol dial.
DAS DA SEMANA;
43 S(. Laiit, chancb. Aud. do Jnit de Direito da2. rara
14 Tare. a. Aagello. Re. Aud. do Jnix de Direito da 1. Tara.
45 Quart. Jejums. Euiebio. Aud. do jaii de direito dad. rara.
16 Quint. a. Ananiaa. chancb. Aud. do Juix de Direito da 2, Tar.
17 lexi. jejam *, lartbolomeu. Aud, do Jnix da Direito 4a 1. vara.
18 ab. jejum N. S. do O". Re. And. do Juii de Direito da 3. Vara:
19 Don. 4. do Advento, a. Fuaata,
Preamar to da
i. aa 0 boraa e
2. aa 7 boraa e
de 15 Detemkr.y.
54 m. da tarda.
18 m, da ruanbi.
Dezembro. Anuo XVIf. N. 21:1.
mmii^mummmmmmmamaxmmmmmmmma
0 Diario publica-a* todoa oa dias qu* rlo form SanlificaJoa o pceo da najtiatura l
de tres mil teis por quarl pagoa adianladot. Oa annuncioa do* aaaignaaMa to iaaando*
grana, e oa do que o nao f.irein ratao d SO reia por lioba. A rerlaaaacriea darrai eer
rliriridaa a reta Tyuogrifia rna da Gotea D. 3, o i pfaf a da Independencia \d.t d, 1,tio*
Nnmeroa J7 a 38.
CAMBIOS NO OA 14 DE EZEMBEO.
Cambio aobre r.ondre 3) a 2l|2d- p. 1U.
. Pari* 320 reia p. franco.
Liebo* 80 a 85 p. 100 de pr.
Diio Moadi de 6,400 V. 14,500 a 14,700
a a N. 14,400 a 14,600
a a da 4,000 8,100 a 8.200
Pa\iii Pauedea 1,640* 1,660
PlAtt -PeioaColoainaie* 1.640 a 1,660
* Mexicano! 1,620 a 1,040
* inda 1,440 . 1,460
Moeda de cobre 3 por 100 de di cont.
Diconiu da btlh. da Alfaide je 1 e por 100
ao Biex,
Idemd o letra* de boa* Srmii le al *
PHASfcS DA LOA NO HEZ LE DEZEMBRO.
0art. ming. a 5 l 9 ra 53 m. da maubi.
La Nova a 12 a 7 ora* 11 m. da Urde.
Qoart. ere*. 20 --*' 0 arai 12 m. da tarde.
Loa chai* a 27 -- ii 4 oraa e 12 ex. da larde.

*
maaaei
IfIAKIO de pernambuco.
PERNAMBUCO.
SECRETARIA DA PRESIDENCIA.
Illun Snr. Tendo feito entrega desta se-
cretaria V. S., 83gundo me foi ordenado
pelo Exm. Snr. presidente da provincia em
o do corrente, passo agora a informar V.
S. acerca do estado actual da referida secre-
taria, principiando pelo seo pessoal.
Esta reparticao compe-se de um ofllcial
maior. quatro olTiciaes dous escripturarios,
quatro amanuenses, Um porteiro, e dous con-
tinuos. Todos estes empregados acho-se em
etfectivo exercicio, excepeo do escriptu-
rio Domingos Jos Soares, que, ha mezes,
existe doente.
Esto em dia os livros de registros, cons-
tantes da relaco sob o numero 1, faltando
por no mesmo estado os da relaco sob o nu-
mero 2, o que brevemente se conseguir at-
tenta actividade dos empregados por quem
destribui este trabalho *
O archivo nao est bem'organisado ; porque
alem de nao ter estantes apropriadas e o
necessario archivista, que cuide dos seos
livros e papis e os conserve na melhor
ordem acha-se collocado n'um quarto asss
acanhado,
A escripturac he feita conform O syste*
ma mandado adoptar pelo ex-secretario dou*
tor Jernimo Marliniano Figueira de Mello,
com o qual muito tem ganho o servico por-
que facelita bastante o expediente e nao d
lugar, a que se atrazem consideravelmente os
registros, como d'antes succedia em raso
do serem estes feitos em poucos livros.
Eis em resumo o estado actual desta secre-
taria.
Dos guarde a Vi S. militos ahnos. Secre-
taria da provincia de Pemambuco 11 de de-
zembro de 1841 Illm. Snr. doutor Casimiro
de Sena Madureira secretario desta provin-
cia 0 oflicial maior Antonio Jos de Ol-*
veira.
N." 1."
Relaco dos livros de registros d secretaria
da provincia que se acho em dia.
Secretaria d' estado dos negocios do impe-
rio at 7 de dezembro de 1841.
Dita da justica at 17 de novembro dito.
Dita da fazenda at 4 de dezembro dito.
Dita da marinha dito dito dito.
Dita da guerra at 6 do dito dito.
Dita de estrangeiros at 6 de setembro dito.
Thesourarias da fazenda e das rendas pro-
vinciaes, alfandega e meza do consulado at
6 de dezembro de 1841.
Presidentes das provincias at 6 do dito
dito.
Portaras dito dito dito.
Do secretario da provincia a diversas auto-
ridades at 4 do dito dito.
Do mesmo ao seretario da assemblea legis-
lativa provincial at 3o de abril dito.
Passaportes imperiaes at 3 de dezembro
dito.
Posturas munieipaes at 6 de marco dito.
N, B. Existe tambem em dia os registros
de patentes imperiaes, decretos, alvars, e
cartas imperiaes ordens do tribunal do the-
zouro publico nacional, patentes da guarda
nacional, pruvisoes do governo e leis pro-
vinciaes.
Secretaria da provincia de Pernambuco em
H de dezembro de 1841. ~ O oflicial maior
Antonio Jos de Oliveira.
N. 2.
Relaco dos livros de registro da secretaria
da provineia, que anda nao esto em
dia
InstrucQo publica provincial t directores
do curso jurdico e lyceo, inspector gerai e
administrador fiscaldas obras publicas, com-
panhia d'engajsdos, eoikgio do3 erph&os, esta-
belecimento3 de caridad t bispos, vigarios e
mais ecclesiasticos at 11 de Junno de 1840.
Arsenaes de marinha e de guerra, correio,
cnsules estrangeiros, ministros brasileiros,
commandan te das armas, commandante dos
navios da armada, e officiaes militares at 26
de fevereiro de 1840.
Administrcao da Justina > prefeits, guar-
das nacionaes corpo de polica cmaras
munieipaes, e ilha de Fernando at 23 de a-
gosto de 1839.
Passaportes de passageiros at 7 d agosto
de 1838.
Passes de navios estrangeiros at 30 de a-
bril de 1838.
Secretaria da provincia de Pernambuco em
11 de dezembro de 1841 O oflicial maior
Antonio Jos de Oliveira.
COMMANDO DAS ARMAS
EXPEDIENTE DO DIA -10 DO CRREME.
as requisicSes afim de serum cobradas.
Dito Ao commandante interino da for-
tlosa deltamarao, respondendo a tres ofB-
cios seos, que tratavo de varios objectos de
servico.
Portara Ao commandante do contingen-
te de cavallaria mandando d'ordem da pre-
sidencia da-rdemisso ao soldado Manoel da
Cunha Fabricio.
Oflicio ~ Ao commandante Superior da
guarda nacional do municipio fasendo-Ihe
ver, que quando passara preso a sua dispo-
sqo o guarda nacional Manoel do Livra-
mento -, pela culpa constante da parte do
oflicial superior do da, que Ihe hvia trarts-
mittido, esta va na persuado que o guarda
se achava recolhido ao quartel do corpo de
polica ; mas que saben do depois que fora
solt se entendera a semelhnte respeito com
o commandante geral daquelle corpo e vi-jja
nha de ser por ello informado que O reteri-*
do guarda fora solt por Um ehgano da par-
te do ofllcial que se achava de estado o que
lhefasiaconstar, afim demandar recolhero
guarda se acaso tivesse sido (como era de su-
por) julgado criminoso no conselho a que de-
vera ter respondido na forma do seo regula-
mento.
Dito-Ao comhlahante geral do corpo de po-
lica, disendo-lhe em resposta ao seo oflicio de
hontem que ficava entendido do motivo da
soltura do guarda nacional Manoel do Livra-
mento 4 e que agradecido pela sua attenco
e delicadeza eom que se houver nesse nego-
cio dezejaria que fosse posto em liberdade o
segundo commandante Ferreira de Alcn-
tara.
Ditc-"-Ao tenente coronel commandante do
depozito, remettendo-lhe os papis de conta-
tabellidide do destacamento da comarca do
Brejo, mandando que a importancia dos mes-
mos fosse entregue ao portador Jos Joa-
quim da Costa.
DitoAo prefeito da commarca do Brejo,
mettendo^lhe os papis de contabilidade do
destacamento no mez de Novembro nltimo,
para que fossem assignados pelo commandan-
te do destacamento, e rernettidds novamente;
mas que nao querendo demorar o pagamento
da tropa tinha feito entrega da respectiva
importancia a Jos Joaquim da Costa, por-
tador do seo oflicio do primeiro do cor-
rente.
Dito Ao prefeito da comarca do Bonito,
disendo-lhe que tendo sido presa a escolta
que condusira os remitas mencionados no
seo oflicio de 5 deste mez, por ter dado a mor-
te a um dos recrutas de ame Francisca Ar-
canjo Vieira nao podia-Ihe ser remettida
pelo sargento commandante da mesma escol-
ta a importancia dos vencimentos do des-
tacamento pertencentes ao mez do novem-
bro cujo papis de contabelidade reeebera ,
convindo por tanto autorisar otra pessoa que
tal importancia viesse receber. Communi-
cavamais qneartm do recruta j menciona-
do se evadir em caminho o de nomo Theo-
tonio Pantaleo dos Santos tendo assentado
praca os dous restantes.
Dito-Ao eapito commandante do forte de
Gaib, disendo-lhe que recebera, rubricara, e
fisera entrega ao portador do seo oflicio de 7,
todos os papis do couUbelidcde, assim como j
tftlBTNAL DA RELAQAO.
Sesso de 14 do corrente.
s embargos de Jos Rodrigues de Olivei-
ra Lima contra D. Ignacia Mara Xavier,
na causa de appellcfio civel desta cidade es-
crivso Jacome \ foro despresados.
NaappellacSo Civel do juiso de direito des-
ta comarca ppellante Francisco Manoel da
Silva Tavares appeliado Belchior Joso dos
Reis eserivo Rebello se julgod pala con-
firma da sntenga.
Na appellaco crime desta cidade, ppelantc
Manoel Joze Soares de Avellar, appellada a
cmara municipal, escrivo Rebello : foi con-
firmada a sen tenga recorrida.
Na appellaco civel do juiso de Direito da
cidade das Alagoas ppellante Antonio Ca-
valcnti Correi appellado Joo da Costa P-
nheiro escrivo Ferreira ; foi confirmada a
sen tenga de que se appellou.
N appellaco civel desta cidade empel-
antes Francisco da Pehha e Joaquim de Santa
ihna appellldo Francisco Joaquim de Li-
ma escrivo Bebello; foi a sentenca con-
firmada.
A quelx de oSo Anastaco da Cunha, con-
tra o juizo do civel da terceira vara desta cida-
de o hachare! Felis Peixoto de Brito e Mello,
escrivo PosthUmo ; nao foi pronunciada.
CORREIO.
Sumaca Felicidade de que he irtestre
Jos Rodrigue Pinheiro, *ae para o Aracati
no dia 20 do crrante.
Autos existentes na administratjo do coreio
geral vindOs prximamente do Rio de Ja-
neiro.
Autos em que sao partes Pedro Fernandes
Ferreira e e outfos com I). Rosa Maria de
VasconCellos.
Ditos ditos ditos Joaquim da Silva Pareira,
e Jos da Silva Msiidanha.
Ditos ditos ditos Joo Manoel de Oliveira
Miranda e Ignacio Cor reia de Mello.
Ditos ditos ditos Luiz de Carvalho Brando
e o promotor publico.
Ditos ditos ditos Bento Jos Douradoe ou-
tros e Jos Antonio Gomes Jnior o ou-
tros.
Ditos dito dito Jos de Freitas Brando e
Jos Antonio Comes Guimarus rom a fa-
zenda publica.
Ditos dito dito o Padre Joaquim Jos de A-
morim e outros herdeiros habelitados de D.
Eugenia Maria de S. Joze com Joo Gomes
Jardim por eabeca de sua mulhor.
ARSENAL DE MARINHA.
O Illm. Sr. Inspector do Arsenal de Mari-
nha manda faser publico i que no dia 2o do
corrente pelas ll horas da manh i se po-
ra em arrematago o frnecimento dos objec-
tos abaixo declarados para as embarcagoes
d'armada pelo tempo do trez mezes a contar
do dia 7 de Janeiro prximo em diante ou
at o'fim de Junho tambem prximo so
os precos dos referidos objectos a isto convi-
dar.
As pessoas aquem eonvonha fasor seme-
lhnte frnecimento sao convidadas pelo mes-
mo film. Sr. Inspector a comparecer n'esta
secretaria em dito dia e hora munidas
das competentes propostas ; certas do que o
(ornecimenlo ser nos o fiser com os objectos da melhor qua-
lidade.
Secretarla da inspeceo do arsenal de ma-
rinha de Pernambuco 6 de Dezembro de 1841.
Alexandre Rodrigues dos Anjus ,
Secretario.
Objectos postas em arrematlas, o aoo
quaes se refere o annuncio supra.
Carne verde farinha agurdente as-
sucar vinagre toucinho bacalho aaoi-
te doce fejo azeitedecocOj sabo, sper-
maceti sebo em vellas arroz tintas bran-
ca e preta agua=raz -, seccante taixas de
cobre ditas de ferro arcos de tonel di-
tos de pipas tijollos ingleses, cravos de pi-
pa arcos de ferro de huma polegada a huma
0 um quarto papel almaco -, panas e tin-
ta d'escrever
Alexandre Rodrigues dos Anjoo.
PREFEITURA.
Partes do dia 14 do corrente.
Illm. eExm. Snr.Das partes hojo rece-
bidas nesta secretaria consta somonte que o .
sargento do Corpo Policial Romo do Rogo
Barros, fugira hontem as 11 horas da noit
da priso, em que se achava no respectivo
quartel decendo por urna corda, que ata-
ra a jahella d mesma prizao, a qual deita pa-
ra os quintaes das casas immediatas ; o que.
por esse motivo o command. geral do mesmo
Corp remover para a fortalesa do Brum
os o tros individuos, quena dita pristo es-
istio -, por serem cumplices no crime, de-
que indiciado o referido sargento.
Luiz Francisco de Mello Gavalcante escri-
vo e administrador da Meza de Rendas In-
ternas Provinciaes d'esta cidade. Pelo pre-
zente edital faz constar a todos os senhoro*
proprietarios dos trez bairros tTesta cidadb o
povoago dos Affogados que da data d'este se
principiou a contar os 30 dias marcados para
o pagamento a boca do cofre da respectiva d-
cima dos predios urbanos correspondente
ao 11 simestre do corrente anno financeiro na
conformidade do artigo 9 da lei de 27 de A-
gosto de 1830, e findos os quaes se proceder
executivamente contra os devedores em virtu-
de da citada lei. Eparachegar a noticia dr
todos mandei fixar o prezente e publica-l
pela imprenca. Recife 1. de Dezembro do>
1841;
Luiz Francisco de Mello Caralcante.
CONSULADO DE PORTUGAL EM PERNAMBUCO.
No dia sbado 18 do corrente pelas 4 ho-
ras da tarde se hade arremattar a arniacjQ
gneros existentes na venda da Fu d Rp-
sario estreita D. 21, pertencentes- a JosePe-
reira de Azevcdo subbito de Sua Magestado
Fidelissima, por se ter este ausentado, aban-
donando o seo estabeloeimento.
O producto da arremalagao he para paga-
mento dos oradores, a requerimeuto do
quaes, e por conta de quem mais pertencer
se procede a arrematago por este consuladft.
0 inventario, e condiccoes com quo ha-d
serfeiU a arrematagac-, soacliaro paUeiltos
nadita venda noastodoleilao.
Consulado de Portugul em Pernambuco
14 de dezembro de 1841.
Joaquim Baptista Moreira
ConsuL
I1IAIII0 M PERNAMBUCO.
i NECESSIDADE DA FORCEA COMMUM tXlik MAN-
TER A LEGITIMA AUCTOR1DALK.
O hornera individual lio impellido pelo seu
instincto a vellar sobre a sua conservaco o
felicidade ; e para chegar a esto fim t3m a
sua rasq e as proprias forcas. Os homen
reunidos em soeiodado uao mudriodai.*-


2
mu ni laaa
tureza. Os individuos formro hum ente
col lectivo que so chama povo ou nago ,
qjiic em raassa goza da rasao e da Torga com-
mum para vellar sobre sua conservago, e
piospeidade. Com raso commum he,
que elle dovt* fazer as suas leis e com a Tor-
ga com din he quu as deve fazer executar e
manter.
Devem por tanto sahir da mesmafonte a tei,
e a forca : mas so existe outra forga que
nfio a d'aq:ielles qae fizero a lei, o Magis-
trado encarregado da sua execugo pode abu-
rar delia para Ihe substituir a sua vontade ar-
bitraria isto he o despotismo ; e tanto mai-
or he este perigo quanto sendo homem esse
Magistrada he por sua natureza propenso a
proferir o seu interesse particular ao interes-
se geral e a conciderar a sua rasfio indivi-
dual por melhor que a raso commum. 0
unico meio de obviar a este vicio da nossa na-
tureza e dos governos he o em prego da
forga de todos aquelles que fizero a lei c
a prohibicao de toda a forga estrangeira.
O Magistrado encarregado da execugo das
leis nao deve temer a forga commum toda vez
que elle nao quer se nao o que tambem a
Jei quer ; pois que os individuos que fize-
rfio a lei e sao proprietarios da forga nao
podemdeixardequererasua execugo. O feliz
accordo, poisdesta mesma vontade da forga, e
da lei he que constitue a grandeza o po-
der c a seguranga imperlurhavel das nagoes,
que sabem eslabelecer a authoridade legiti-
ma.
Huma forga estrangeira he perigosa nao s
ao lisiado se nao ao mesmo Magistrado ,
<|iie della se serve. Para nos convencermos
lesla verdade basta que leamos a historia do
Baixo-lmperio ; hasta, que examinemos o
proced ment dos Janisaros em Constantino-
pla o dus guardas dos Reis d'Alger c de
Marrocos. O Magistrado proprietario d'hu-
ma forga estrangeira bem pode ter tenges de
iludir lei substituindo-lhe a sua vontade
arbitraria ou o despotismo. O abuso que
d'ah fizesse nao poderia deixar d'cxcitar o
descontentamente da nagfio e poria a forga
estrangeira em opposigo forga commum.
D'ahi deve de nascer o estado de guerra en-
tre o Magistrado, e a nago : esta hita he
sempre mais perigosa a aquelle do que a es-
ta ; por que no seculo em que vivemos ,
depois da invengo da plvora o das armas
de fogo impossivel he ter huma forga estran-
geira superior forga commum. Verdade he,
que a primeira tem huma organisago e di-
recgo, que falta outra hos primeiros ra-
ontros ; mas em hum vasto paiz a forga es-
trangeira nfio pode aclmr-se no mesmo mo-
mento em toda a parte ao mesmo passo que
a forca commum tem tempo de organisar-se
ao longe : ento a forga estrangeira v-se no
meio de obstculos e resistencias como o
peixe as agoas do mar que em balde muda
de lugar ; por que o fluido o aperta e cir-
cunda de todas as partes.
A necessidade da forga commum para man-
ter a authoridade commum he demonstrada
nao spela rasao como tambem pela expe-
riencia. Quaes os povos livres que se tem
inantido por huma forga estrangeira ? Nfio
3'oi pelo contrario o emprego desta forga que
fez cahira muitos no despotismo ? Os Roma-
nos e os povos da Grecia nos bellos tompos
da sua liberdade nfio armavo se nfio cida-
dfios ; e huma das eausas da perda da Rep-
blica de Roma foi o haver armado sob Mario,
c Cesar homens que nfio erfio cidadfios. Es-
ees exercitos nfio combatrfio mais pelo esta-
blo se nfio por Mario e Cesar e a liberda-
de espirou de baixo dos seus golpes.
Alhenas depois da bataina de Salamina
propoi a os povos coligados da Grecia o ce-
4ierem-lhe as suas galeras e arsenaes ; que
lia se encarregava de os defender contra os
Persa. Mas o que succedeo ? Logo muitas
cidades gregas perdro a sua liberdade ; e as
mais Repblicas viro-se sob a inlluencia da
do Alhenas. Pisistrato que soubera anga-
riar o favor popular fifige temores sbre a
wuaseguranga : elle pede huma guarda que
lhe he concedida : elle se apodera da cidadel-
la e estabelece a sua tyrannia sobre as rui-
nas da liberdade.
A' vista do exposto demonstrada fica a ne-
eessidade de nfio empregar se nfio a forga
oommum para manter a authoridade legitima.
Mas quaes sao os povos capazes de a eslabele-
cer e manter ? Ora para que o homem po-
desse viver em hum estado solitario fora
mister que possuisse os meio* de prover a
sua seguranga e felieidde so pela sua raso,
e proprias forgas : a experiencia porm que
sao insullicientes os meios de que pode dis^-
por.
Kcta insuficiencia devia fregar os homens
do grwcipio a reuni-e en sociedad* para
por em comum a sua raso e forga ; e as
associages devem tender para o seu cresci-
mento at chegarem ao ponto em que en-
cerradas em limites naturaes nada tenho ,
que temer e possao bastar-se a si mesmas ,
eso ento he que ellas podem chamar-se
nagoes. Os pequeos povos nao merecem es-
te nomo : sao antes satellites sujettos in-
fluencia dos grandes estados: elles nfio podem
dispora seu arbitrio nem da sua legislagfio ,
nem da paz nem da guerra : elles nfio se
podem constituir sem se reunir quer entre si,
quer a hum estado visinho j poderoso a lim
de formar hum grande, corpo individual c
capaz de viver sobre si e independente.
Masem sua marcha para o crescimeuto el-
les se vecm embaragados pelo fatal prejuizo
to funesto especie humana que faz con-
ciderar os povos como propriedade d'aquelles.
que os governfto e pela influencia dos Esta-
dos poderosos qu decidera da sua sorte pe-
la forga segundo o interesse da sua poltica.
Neste estado de oousas a sua reunio nfio pode
ser produzida, se uo pela conquista ou
por huma revolugo. Tal he boje a situago
dos pequeos povos da Italia e da Allema-
nha. Km quanlo elles se nao reunirem entre
si ol a os Estados vizinhos j poderosos, se-
rfio inaptos para a grande civilisago; elles
occasionaro guerras suscitadas pelos mais for-
(es de que sempre scro victimas.
A lei e a forga devem sahir da mesma
fonto e conseqoentemente a forga commum
deve compor-se da de todos os individuos ,
que contriburAo para fazer a lei isto he ; de
todos os cidadaos que roto as assemblas
primarius ; e esta forca devo principalmente
ser empregada em manter a Authoridape le-
gitima. Os povos livres da Antiguidade taes
como os Gregos e Romanos ero em seus
bellos dias essencialmente militares pouco
agrcolas qtiasi destituidos de industria e
de commercio. A escravido com tanta ra-
so reprovada em o nosso seculo Ibes forne-
cia bragos para as artes grosseiras e agri-
cultura : os cidadaos nao tinho por assim
dizer, outras oceupages se nao o oficio
das armas c outras funeges se nfio o deli-
berar na praga publica.
Nfio se infira do que havemoz dicto que
pretendemos menosprezar o nossoJLxercito de
i. Linha. 0 Rrasil nfio tem de que sequei-
xar antes muito tem de aplaudir-se desta
honrada e briosa classe de seus concidados:
mas o povo que quer conservar os seus fo-
ros e liberdades deve confiar muito princi-
palmehte as Guardas Nacionaes. Sao estas
as mais interessadas na manutengo das leis ,
e na estabelecidade da ordem publica sfio es-
tas principalmente que farfio os ltimos es-
forgos pelo socego';" e prosperidade do paiz ;
porque defendendo e sustentando estas cou-
sas defendem e sustento a cara esposa ,
a querida prole a propria fortuna a honra,
c os mais doces lagos da vida social. 0 Bra-
sil carece sem dnvida d'alguma forga de 1. li-
nha ; porm na Guarda Nacional particular-
mente he que est a sua seguranga.
COMMUNICADO.
ARTES E OFFICIOS.
EncadernagOes do Snr. P.e Francisco Coelho
de Lemos, ra da Florintina.
Ainda nao h muitos annos que Pernambu-
co ecom elle o Brazil todo se via obrigado
a recorrer aos superabundantes bazazes e offi-
I cias da Europa, cada'vez que lhe era neces-
sario prover-se dos mais commOs objectos de
industria ou de uso manual ; hoje porem ,
gragas s diligencias de alguns poucos de nos-
sos compatriotas comega o talento a appa-
recer tmido como urna aurora de riquesa
futura e a arcar com o desanimo e deshonra
em que as artes e officios entre nos andam ,
para as arrancar desse estado d'aviltamento.
Cm dos mais notaveis exemplcs da nossa
observaeo he sem durida alguma a officina
d'encadernadordo doSr. Padre Francisco Coe-
lho de Lemos que temos visitado por diver-
sas vezes. Acha-se ella hoje ornada com im-
portantes prensas e pdras de bater um
grande sortimento de ferros de dourar, placas
e facetas de relevo mui ricos papis jas-
peados e excellentes couros d'envoltura ; e
he tal o melhoramento das suas encardena-
! ges, h seis annos a esta parte que j ellas
seacham a par das mais elegantes encaderna-
ges estrangeiras. Temos em nossa mo va-
rios volumes ricamente encadernados pelo Sr.
P.r Coelho de Lemos, que nos nfio fartamos de
mostrar aos nossos amigos, muitos dos quaes
nem noticia tinham da officina ; porem ao
publico recommendamos sobre ludo como um
primor de execugo no seu genero a Revis-
to d Edirabiirffo > e a de Pariz am.bas
expostas das estantes do Gabinete Litterario
de Pernambuco.
A riquesa da encadernagfio por si so pouco
mrito d ; por que a phantasia ou a vaidade
do amador he quem determina ordinariamen-
te o prego material da obra ; mas he no gos-
to derramado por entre a simplicidade da exe-
cugfio que se descobre e se reconhece o genio
do artista : h em todo o trabalho do Sr. Pa-
dre Lemos um'caracter de belleza ainda as
encadernagOes mais smgellas que nos reve-
la espontneamente aquelle t'ypo que a alma
tanto folga d'encontar as obras da Arte o
genio. Depois vem a solidez tornar perfei-
to o que a arte j tornara gracioso : a solidez
he o que cada um deseja encontrar na enca-
dernagfio do seu livro : parece-nos que a este
respeito nada h to pouco a deseja as en-
cadernagOes do Sr. Padre Lemos : ellas riva-
lisam em consistencia c elasticidade com as
encadernagOes inglezas, s quaes em nossa
opinio sao hoje as melhores, nao so as cha-
madas inteiras masas feitas allemo ,
chamadas de Bradel que o Sr. Padre Le-
mos desempenha ptimamente de posse co-
mo est de mui ventajosos processos chimi-
cos, para tornar o couro impermeavel, e
d'um brilho permanente.
Nos nao duvidamos que o publico se apren-
se a acolher os esforgos de paciencia deste ho-
mem incansavel, e eremos que em pouco lem-
po ter elle tantas encommendas que se ve-
r obrigado a oceupar mais operarios em sua
ulil officina. Queira no entanto o Sr. Pa-
dre Coelho de Lemos acceitar estas linhas que
hoje aqui langamos como urna homenagem
devida ao talento,, e com tengo de o fazer-
mos conhecido.
PORTO 21 D SETEMBRO*
A Recordago.
m homem que leve dell'eitos como hmem;
um Principe que, leve defieilos como Princi-
pe ; um Rei que se sacrificou pela felieidde
de seu povo ; tal o saudoso objecto que hoje
arranca nossas lagrimas tal o saudozo ob-
jecto pelo qual hoje ouvimos o som melanc-
lico do sino do Sepulchro que nos recorda o
stimo anniversario da perda irreparavel do
grande Duque de Braganga que foi nosso
Rei, nosso Carnerada, nosso Amigo e nosso
Pai. 0 dia 24 de setembro de 183-i o mais
funesto dos dias que teem corrido sobre a
Nago portugueza! Foi o dia fatal que a
morte escolheo para descarregar o fatal golpe
que nos privou do unico homem que nos po-
deria ter salvado. Recordl-o um sacriliciOi
detestl-o urna virtude.
Auzente da sua patria desde creanga col-
locado a 2 mil legoas de distancia do seu paiz
natal, sem conhecimento dos seus compatrio-
tas e navegando no meio das ondas enca-
pelladas dos partidos edas faeges, o Duque
de Braganga, fiel s augustas recommenda-
ges de seu Pai, conseguio conservar Casa de
Braganga esse paiz que nos tinhamos desco-
berto e civilisado C que urna precipitada e-
mancipaco nos havia roubado pelos frios cal-
culos de urna poltica orgulhosa e interesseira.
Este periodo da vida do Hroe feri o nosso a-
mor proprio ; a historia porem que justa
e imparcial, dir que nem elle nem ninguem
tera valor para mudar a marcha dos aconte-
cimentos. O Brasil deixou de pertencer a
Portugal desde que elle abri seus portos s
nagoes estrangeiras, desde que a Politica o
elevou de Colonia a Reino.
Victima da Politica e da necessidade d Du-
que de Braganga s nos pertence desde o dia
em que a morte de seu augusto Pai Ihe eolio-
cou sobre a cabega urna coroa hereditaria ;
desde ento que os Portuguezes podem e de-
vem avahar toda a exlengo d'aquella alma
ardente echeia de gloria diante da qual os
obstculos se desmoronavo, no seio da qual
nao houve seno um s pensamento a Li-
berdade e a ventura do seu paiz natal.
desde ento que os Portuguezes devem aben-
goar o seu nome e collocl-o a par dos nossos
melhores Reis. Seus inimigos encarnigados
teem vomitado sobre sua Real Pessoa todo o
fel da ingratido todo o veneno da perfidia,
toda a pegonha das paixes vis e mesquinhas;
mas o brado da sua gloria retumba to mages-
toso em todos os ngulos do paiz as lagri-
mas pela sua perda sao to nacionaes e to
expressivas que 09 tiros da maledicencia se
perdem e a verdade triumpha,
Seu reinado foi mui curto em dias mas
estes dias foro seculos de herosmo Elle
esquece todos os delictos passados sem excep-
go nem cathegorias Elle abre as portas da
Patria a todos os Portuguezes e os ferrolhos
a todas as prises Elle restitue Nago
seus antigos foros c liberdades melte-a de
novo na po$se d'aquelles direitos que forfto
proclamados as abobadas d'AImacave. Elle y
lhe outorga urna Carta Constitucional, que
emancipa o Povo Portugucz, e o levanta des?
sa indolente servitude a que o tinha reduzido
pelo estudado esquecimento de sua lei funda-
mental. Qual outro Rei fez tanto a bem do
seu Povo e em to pouco lempo ? QUem lhe
ousar negar o modesto titulo de Rei phlosofo
e de Rei Legislador ?
Collocando-se frente da civilisago e da
liberdade do seti Paiz elle devia encontrar
desgosts qiie sfio inseparaveis das reformas ;
elle os encontrou : homens para quem o pio-
vilegio um direito e o servilismo urna pre-
rogativa, abandonro o Paiz da liberdade
pelas serras escabrosas do Absolutismo es-
trangeiro : elles declarro guerra ao seu Rei
e s suas instituiges liberttes -,,mas o patbu-
lo nao decepou urna s destas cabegas crimi-
nosas : foro punidos pelos gritos victoriosos
de Coruchc e di Barca; D. Pedro vingou-se
perdoando! !
Abandonando 4 su Patria adoptiva abdi-
cando a 'Coroa que elle havia formado o Du-
que de Braganga ntravessa os mares ; e supe-
rior a milhares de obstculos, cercado de im-
mensas dhTiculdades e nao ouvindo mais que
os sohs encantadores do herosmo e da gloria,
elle crva as praias do Mindello, o pendo
fluctuante da Liberdade, que impalesce o
throno da surpago e alentae vigorisa os
corages virtuosos. Nos habitantes da Ci-
dade Eterna, nos o vimos frente desses
7,500 bravos arrostrar toda a furia de 80
bayonetas que fanatisadas riusro disputar-
Ihe o direito de nos dar liberdade-. J nao era
Rei, era um Soldado, mas Soldado cheio de brio
o de coragem, Soldado daPalriaeda Liberdade,
e nao Soldado da tyrannia nem Soldado da
escravido.
Nos habitantes da Cidade Eterna, nos o
vimos partecipar de nossos perigos e de nossas
terriveis privaces! nos o vimos nessas trin-
cheiras de sangue e do louros expor seu peito
s balas e s granadas dos inimigos os o
vimos despachar com os Ministros batalhar
com os guerreiros e trabalhar com os traba-
jadores Sempre cima de seu destino,
sempre grande sem nunca esmorecer n
meio da guerra da lome e da epidemia. El-
le conseguio derrubar- por lim o Throno da
UsUrpago e quando as paixes lhe pedem
a cabega do Usurpador, o Hroe nao acobar-
da salva um ingrato que era seu Irmo e
bebe em S. Carlos a primeira taga de veneno,
que a hypocrisia lhe dfferece pelas mos d'um
patriotismo disfargad.
Quem ousar disptitar-lhe o titulo de Rei
filosof de Principe Libertudor Quem dei-
xar do dr-lhe o titulo de Hroe, a nao se-
ren esses ingratos que o assassinro com
desgosts qpe se ufanro de lhe cavar a
sepultura que se regozijro da sa morte ,
que derrubro a sua obra e que tracto de
minar b Throno de sua Augusta Filha !
Quem deixar de lhe chamar Pai da Patria ,
a nao serem aquelles a quem elle perdoou em
Evora Monte ? Mas o Duque de Braganga
nao precisa de nossos elogios. O dia 24 de
setembro de 1854 o vingo de seus inimigos.
Elle morreu e o brado assustador da sua
morte gelou o corago dos Portuguezes. A
Nago julgou-se orf e as lagrimas que ella
derramou e que aind hoje derrama sobre a
sepultura do Duque de Braganga fallo mais
alto que esses uivos despresiveis de homens
que a elle e s a elle devem a liberdade de que
abusro.
Nos esCrevemrts estas linhs ao som fne-
bre e sepulchral dos sinos que chamo o Povo
da Cidade Eterna ao Templo da Lapa onde
existe o corago do Libertador e onde a gra-
tido dos seus Camaradas Portuenses, ani-
mada pelas offertas voluntarias das Cmaras
do Reino Ihe rende o tributo annal da sua
eterna saudade. Nos a quem elle quebrou
os ferros dos subterrneos de S. Jtilio ; nos
que lhe devenios Patria familia amigos e
mesmo este ar que u annos sepultados nao
respiramos nos iremos tambem depositar
sobre seu ataude urna lagrima que a mais
eloquenle expresso de um corago grato.
Possa o Eterno que elle adorou recompen-
sar-Ihe com a coroa da gloria as 2 que elle
bdico para fazer a nossa felieidde !
(Peridico dos \\ no P.)
VAR1EDADE.
O ARSOLLTISMO.
Nao consa estranhu nem que arrepie os
cabellos ouvir por ahi a gente fallar em Ab-
solutismo; nao s s pessoas que sempre com-
batrodebaixo desta bandeira mas mesmo
a creaturinhas que ha annos teem defendido a
liberdade e que ltimamente se immortalis,
rao no cerco des* Cidade. Nos estamos f*r-


suadidos que isto n'uns nao passa de mania e
de saudade : e n'outros de desgsto e de fas-
tio por teretn visto a marcha de zanguinha
que os nossos negocios teem levado. Com os
prmeiros nao nos candaremos que gastar
cera com ruins defuntos ; porm os segundos
nao de permittir ue Ihe dirijamos 2 palavras
gem animo oftensivo.
E urna verdade, e mais certa que Iiaver na-
rizes na cara que isto nao appresenta boas
ventas ; o nosso estado man, e 6 muito mais
mau por falta d'aquillo com que se compro os
meles. Tmbem urna verdade que isto po-
da estar mellior e que nos podamos
estar mais felize.s \ porm tambem urna
verdade que os nossos males nao provm do
Systema Representativo mas sim do abuso
que se tem Jeito desto Systema ; e das ambi-
cies intrigas e frioleiras dos homens que
desde a Reslauraco teem figurado em a nossa
scena poltica. A elles e a ningem mais de-
vem os Canstitucionaes o lido estado a que
nos reduzirao t, esse estado infeliz e desespe-
rado que muitos julgo nao pode ser sanado
seno com o recipe do Absolutismo. Isto em
nossa-opiniao nao tem geito nenbuin.
Nao seremos nos os que neguemos que o
Absolutismo tem algumas vantagens sobre
Systema Representativo ; estas vantagens po-
rm sao menores que os males que Socieda-
de provm de similhante forma de Governo.
No Absolutismo o povo nao tem voz activa
nem passiva come o que Ihedo e Vai para!
onde o mandao. Veste systema a Lei
vontade do Soberano ; se este bom e tem a
felicidade de ter bous Ministros ainda a coli-
sa vai tal e qual : mas se elle mau ou s se
deixa dominar por Ministros maus ou por in-
trigas palacianas, quem o paga o pobre povo
que soffre e nao pia; pois se pia la vem a Au-
thoridade, 1'erra-lhe com os ossos na Enxo-
via de Malhosinhos ou o dependura na frca
para exemplo de outros e satisfagao da Rep-
blica olleiidiila.
No Systema Representativo pel contrario a
Lei nao depende da vontade do Soberano, mas
da opinio da Nago representada em Cortea ;
a lei nao depende das intrigas dos ulicos ,
nem da perversidade dos Ministros: se ha um
abuso um atropelamento de lei, o povo nao
se cala,queixa-'se, e tem muito a quem; tem o
direito de peticao,a Imprensa e o Parlamento
Ninguem o prendera sem culpa formada ,
salvo em fragante ninguem oenforcar sem
um processo publico em que se sustenttrri to-
das as garantias do recusado. S por isso va-
le bem a pena dos desgostos porque temos pas-
sado. N'um Systema Representativo o Povo
tem direitos, garantias e dignidade ; n'um
Systema Absoluto o povo um bando de es-
cravos que nao tem vontade nem direitos
nem respeito algum social.
Quem depois de tantos trabalhos e de tan-
tos sacrificios invoca o Absolutismo como ta-
boa de salvago nao sabe o que pede 5 est
dando bofetadas em si est pedirtdo urna dl-
bardaque depois ha de querer sacudir mas
como ento nao havero Pedrds qUe Iha ti-
rem solTrer espolada de todo o tmanho.
Demais a Nacao portugueza fo sempre desde o
seu principio urna monarchia constitucional ;
a Nacao portugueza leve sempre Cortes e
triste cousa seria que sendo nossos Avs livres
e respeitados nos seus netossejdmos td mi-
seraveis que queiramds ser esfcravos !
Dir-nos-hao porm que o Systema Repre-
sentativo nao tem produzid esses bens que
se d'elle esperavaoi Que nos vivemos na in-
certeza e na miseria atropelados rouba-
dos e carregados de tributos Que a Lei se
tem calado ao mando do punhl! que a liber-
dade tem sido substituida pela licenca e a
virtude e o merecimento calcado pelo pa-
tronato '
Tudo isto assim neg-lo seria asneird
mas tornamos a repetir o Systema Repre-
sentativo nao culpado destes trnstornos.
Elle est inocente, e quem Ihe culpa to-
ma fecha os olhos a verdade a culpa
tem sido dos governantes e dos goverhd-
dos ; aquelles nao tem sabido mandar estes
nao teem sabido obedecer.
A o'rigem dos nossos males vem da Emigra-
cao. Os homens que tiverao felicidade de
fugir a ctelo ensanguentad da Usurpaco
dividiro-se por l em bandos ; dcscompoze-
rao-se trahiro-se e odiro-se. Elles trou-
xero para a sua Patria ses odios suas in-
trigas suas ambiges : e d'aqui naseem to-
dos os nossos males. Elles disputro o po-
der como se disputa a posse de urna heranga
grossa. Os que d'elle primeiro lngro mSo
quizero sustent-lo formando urna clientela
que sustentrao com Empregos Para ar-
reigar-se no Poder elles i/ero de Portugal 1
um Portugal, franco/ e um Portugal belga i
Ellos conTrahtro empresf irnos e dmrao de- [

ss
apidar os bens nacionaes Elles dero ar-
mas aos seus inimigos.
Estes ciosos do Poder que ambicionavo ,
langro mo de todos os meios : desfizero-
se do Libertador como de um grande estor-
vo'; prgro doutrinas subversiva^ e seduc-
toras ; fanatisro as mdssas e jograo as
ltimas derrubando por meio de urna Revo-
luto a Lei fundamental do paiz que hypo-
eri lamente tinqft jurado e hipcritamente
tinho defendido. Estes odios estas intri-
gas eonlinuro e continuad 5 em quanto
nao houver um Poder (pie os eomponha o os
nlande taba o Systema Representativo
entre nos ser un espantadlo.
Ora divididos como nos estamos segue-se
que cada bando tem os seus interesses os se-
us alilhados os ses empregos : todos se fe-
rem se espaneao se hosliliso ; e no meio
desta lucta encarnizada e miseravel, o pov
geme as diflieuldades se augmento a Pa- |
tria morre ; mas uns e utros que rio teem
Patria pois Patria d'elles o interesse a
ambicio e o egosmo, vo saciando as suas
paixes e desaccreditando assim o Systema Re-
presentativo que d'um instante pa^a otro
Ibes pode morrer as unhas.
Este quadro exacto ; porm apesar das
suas negras cores estamos persuadidos que o
Absolutismo peor que tudo isto. Os ho-
mens bao de cancar, e hao de ter juizo. A
necessidade Ibes ha de abrir os olhos oxal
seja em quanto pode ter remedio Elles bao
de unir-se lodos para o bem do seu paiz : se
o nao fizerem se Continuaren) em suas de-
mencias preciso persegui-los como se
perseguem os caes damnads.
Dar-Ibes baxa por urna vez da scena pol-
tica fechar-lhes a urne para s eleicoes se-
guntes (! fazer-lhes signal da cruz cmo se
faz ao diabo.
O Povo dte tomar o seu logar e dizer =
nao queremos.= Mas nao dizer isto por meios
anarchicos o subversivos ; mas sim pelos l-
gaos pela urna. A urna o tribunal do
Povo o dia da urna o da da sua verdadei-
ra soberana. Elles teem abusado da boa f
do povo, elles o teem sacrificado dos seus inte-
resses individuaos ; elles o teem cacoado ;
pois bem., que Povo acorde c Ihes di-
ga = basta de cacoadas = Nos
nao pedimos o seu castigo pedimos o
seu desprezo. Ento o Systema Representa-
tivo pcoduzir fruetos de benc e ninguem
ento dir queremos o Absolutismo.! !
(P. dos Pobres no Portd.)
COLLEGIO PERNAMRUCANO.
ATERRO DA BQA-V1STA, N. 6.
GALERA e dezenho.
Acho-se expostos ao publico os traba-
lhos de Dezenho dos alumnos dd Collegio Per-
nambucano formando urna galera de 54
quadros, quopodemser visitados por todos
os chefes de familia e senhoras que os quei-
ramvr de dia d qualquer hora e de noi-
te at as nove horas. A exposigdo fecha-se
segunda feira, 20 do corrente.
AV11 OS I)Tv E R S O s.
3C7" Pede-se encarecidamente "ao Sr. Fiscal
do bairro do Recife faca attenco para a va-
randa da caza da ra da Cadeia, defronte do
buco largo para dar execugo as Posturas da
Cmara antes qUe alguem seja victima do
desabamento do arvoredo que o inquilino cos-
tilma crear s com o lito na ruina da mes-
ma caza, em consequencia de suas sinistras
intenses com a mesma.....
XZJ' Troca-se a moradia de urna caza de
sobrado de um artdar na ra da Gloria por
outra no bairro de Santo Antonio : que'rt
quiser fazer este negocio annuncie.
K^* Quem precisar de um homem perito
para escrita ou qualquer arrumaco que se
offerecer, ou mesmo cobranzas ; se olterece
pelo preco de SOOjiOOO rs. annualmente a ce-
ca ; annuncie para ser procurado.
527* Joan na Joaquina do Nasci ment Vi-
uva de Manoel do Carmo da Cunha a vista
dos annuncios do Sr. Domingos Alves Barbo-
za declara ao publico, que nenhum impe-
dimento b para que deixe de arrematar-se
em praca publica Como est requerido, e
deferido a sitio do seu cazal, visto que a
arremataoo tem por lim o pagamento aos
Credores evitando-se dssim a continuaco
dos jt'ros ; e o dito Sr. como quer ir des-
fruetnndo o sitio em utilidade sua somentc e
prejuizo da annunciante e mais Credores ;
e de mais a mais dostruindo-o por isso ap-
parecc com taes annuncios em que allega
bemfeitorias ,. para as quaes a annunciante
nao o authrisou devendo lembrar-sc que
sondo a anunciante viuva e havendo outros
herdeiros que tiverfio, e tem parte no sitio ,
nao podia ella s fazer esse arremlamonto o
qual fica cessando com a arremataco como
determina a Od. L. 4. Til. 9. para a qual
dito Sr. Rarboza devera antes olhar, do que
para aquella que citou em ditos seus an-
nuncios'.
ES- Pelo presente deca rao o Coronel Jos
de Barros Fala de Lcerda e Joo de Mou-
ra Rolim Acciole que no engenlio Mussub da
Cidade de Goianna existem encrvados dous
|)ardos de canas que Ibes pertencem por
heranc de seu tio o Reverendo Padre Amaro
Felippe Cvalcanti e como possa acontecer
que o actual propritario do sobredito onge-
nho o queira vender aviso por isso a quoni
qer que seja o comprador que o referido
engenho passar com todos os seus encargos
com be de lei.
Ef Fioando certa a abaixo assignaila do
avi/.o, que llie faz oSr. Antonio Dias da Silva
Crdial, para mandar receber o importe dos
dugueres da casa em que mora su alian-
cada ; scienUlica-o tambem, de ipie conti-
na Consideral-o ainda fiador dosalugueres
d'essa mesm casa m quanto nao Ihe forem
entregues as chaves-d'ella ; por quanto nao
est arbitrio do fiador desonurar-se d obri-
gaga quo conlrahira pelo acto da llanca ,
todas as vezes (|ue quiser \ e por um simples
avizo, em prejuizo. de outrem. As chaves
da caza fora entregues em consequencia da
anca ; elle est por tanto abrigada fazer
entrega d'ellas tambem do propritario as-
sim cmo os alugares. H todava meios
dlle desonerai-se ; destes ainda nao lancou
mo. Assim por tanto continuar elle ser
o responsavel pels/alugueros e chaves para
conl
Joaquina Mara Pereira Vianna.
SS3" No dia 12 do corrente desapareci
da porta dos armasens de carne na ra da
praia um cavado preto avermelhado peque-
no, com cauda, etopete aparado, comcan-
galha, e cambitos : quem o achou leve-o ao
siti cambumlie n engenho Cordeiro, que
ser recompensado ou annuncie por este
Diario.
V7" Os abaixo assignados declarao ao pu-
blico que em sua botica na ra da Cruz D.
.'ii, ch-se venda as verdadeiras pilulas
\ogetaes do Dr. Brartdreth pelo preco de 800
rs. cada caixinha. Estas1 pilulas sao incon-
testavelmenle verdadeiras e forflo mandadas
vir dos Estados -Unidos, pelos Srs. H. Fbster
& C. negociantes de grande cnceito nesta
praed ; acompanhndo as mencionadas pilulas
iim diploma dssignado pelo proprio punho do
Dr. Brandreth no qual ti mesmo authoriza
dos abaixo assignados venderem as suas pi-
lulas nesta Provincia : tudo isto se acha pro-
vado com documentos authenticos que j
foro publicados em nmeros anteriores do
Diario de Pernambuco, e apezar dos esfor-
(jos ilc alguem nao podero ser contes-
tados.
Saisset & Companhia.
Das-se ooj reis a juros sobre penho-
res deouro, ou prata ; nesta Typogafia se-
dir-
sJf-0 Snrs. VenancioFerreir Lima, Vi-
cente Ferreira Mendes Jos da Silva Reis,
Jos Ribeiro Noguera, Rento de Lacerda Mu-
niz Barretto, ou seos procuradores queiro
declarar por esta folha as suas moradias a
fin dse Ihe fallara negocio de seo interesse.
cyOs Snrs. Bcnedilo Luiz dos Santos,
Felicianno Joaquim dos Santos Joaquim de
Macedo, Bernardino Jos Paredes, Francis-
de Paula Martins ou seos procuradores queir3o
declarar por esta folha as suas moradias, a
fim de se Ihes fallar a negocio de seu inte-
resse.
=0 reverendo vigario Manoel FerreiM Br-
ges da villa de Goianinha queira annunci-
arasua morada por esta folha, para se Ihe
fallar.
ssy Perdeo-se no dia 14 do corrente na ra
nova hum indispensavcl(bolcinha)desenho-
ra de casimira branca! e encarnada, bordada
de ouro tendo dentro hum masso de chaves e
huma garafinha com cheiro; a pessoa que
deila tiver noticia ou a achar annuneie a sua
morada, ou dirija-se rna da cadeia do Reci-
fe D. 63 que ser generosamente recompen-
sado.
ty.Se alguns Srs. tiverem algus moTeques
oscravos ou forros para a pies o officio de al-
faiate: dirija-se a ra do queimado quina do
beco do Peixe frito I). 1.
ssy Alluga-se huma boa casa na cidade
deOlinda, na do Amparo n. 31 : traa-
se com o propritario no Recife, na ra do
Vigario n. 16.
M* Pelas diligencias que tem sido feitas ,
ja nao he oeculto quem soja a pessoa que es-
t de posse do cvalo nnw ozilho escuro, an-
nunciado por este Diario, e que desapareceO
ao amanhecer dodia lo do corrente do quintal
da casa terrea na estrada de Luiz do ftegb a-
diante do Sor. Veiga tendb o ferro que ligura
um M atravessado sobre a p diroila, e nao
querendo o seo legitimo dono tizar repenti-
namente dos meios que Ihe permitte a lei, pe-
de por este a pessoa que la I vez em boa f est
possuihdo o sobredito cavallo, que baja de o
ir entregar ao Sr. Antonio Jos Gomes de Car-
valho que he pessoa legima para rec^bel-o, e
para isto se espera todo o lempo que deco'rrer
depois que esto annuncio duas veses tiver sido
publicado.
t.V Para responder annuncio do Snr. An-
tonio Cvalcanti inserido no Diario n.' 25q
do ll (lo Novembro em que me culpa.de m
f ; deyo expr a maneira por que aquelle
Snr. obteye as duas letras que me coustilue
seudevedor de l:o00j(MK). 0 Snr. Cval-
canti credor do Snr. Joze de Oliveira e Mel-
lo da q uan ta de 1.800,>000 e por isto tem,
hypothecadas urnas trras deste Snr. ; dese-r
jando eu compral-as, oppoz-se o Snr. Antonio
Cvalcanti negando ao Snr. Mello o direito de
vendel-as alienta a sua hypotheca; mas pu-
de obter do Snr. Antonio Cvalcanti o cou-
st'itimento para venda obrigando-me a pa-
gar-lhe a divida em letras ; e assim tractado
o negocio (itregou o Snr'. Antonio Cvalcanti
ao Snr. Mello o papel de hypotheca', e eu
Ihe passei 2 letras do val. de 750,><)00 rs. cada
una e Ibas enlreguei. Depois disto ,. como
do presumir, pedi-lhe o papel de venda, ne-r
i,'arao-nio nao s esta vez como at mais
nutras duas allegando o censuravel pretexto,
de que s po passarido dahi a 5 mezes de-
pois de feito o primeiro pagamento. Escan-
dilisado por este proceder e por outras ra-
zes entend que nao devia querer o tal
contrato de compra das torras e immediata-
mente participei aosdois Snrs. certificando
a un desta minlia resolu^o,, e d'outro exi-
gindo as letras por mim saccadas : entend,
que seria isto bastante para desfazimenlo do
iim contracto que nao tinha ainda a menor
soiemnidrtde judicial ; c de eujoobjecto eu
nem ao menos tinha urna posse uiigavel. O
Snr. Antonio Cavaleanti negou-me a; letras ,
e nao me reconheceo capaz de desfazer o con-
tracto por isto que liz o annuncio qu
sahio no Diario a 29 de Outubr em que lho
dava o prazo de 20 dias para nelle cobrar-
me as letras, o ento nessa occaziSo que eu.
desejo seja o mais breve possivel, mostrar eu,
que nao sou devedor do Snr. Antonio Cval-
canti e a maneira pouco licita com que el-
lo quer cobrar-me duas letras que forfto a
sua m3o por ser bem conceituado por mim.
O Publico nos far justie; nao s dando-mo
razo em nao querer ser devedor do Snr.
Antonio Cvalcanti por tdes ttulos ; como na
dilferenca porque eu o tracto e elle a mim
quando temos a escrever para o publico.,
Muito obrigar a Impresso disto ao seu af-
fectuoso Criado
Antonio Bizerra Cvalcanti.
ssr~Boga-.se ao Thezoiireiro da Lotera da.
Matriz da Boa-vista nao pagUeo meio blhete,
n. 2347 cujo bilhete foi dezencaminhado
e seacha firmado no verso qom os segUintes
nomes Joze Caetano Farges Carolina e Mar-
garida Roza de Lima e Joze dos Santos
Porto.
szr Queni qizer comprar o sitio deoomi->
nado Cassote que demarca com o EngenhQ
Giqui e o Engenho L'xa cqm grande
baixas para capim o de plantagfles tendo
alguma lenha ; queira dirija-se ao sea
propritario Domingos Pires Ferreira.,. mo-
rador na ra por detraz da Boa-vista y ao p da
caza do Major Manoel do Naiscimerito da Costa
Monteiro.
vjj~ A (om'misso Administrativa da Soci-
edade Pastoril convida todos os Snrs, Socios,
para se reunirem boje (15) as 6 horas, e meia
da tarde ha casa do Theatro. .
S^T* Dezpareceo no da 2 d'Oulubro p. p J
um preto de nome Manoel. na'^aq,congo ^
idade 20 annos estatura regular,, bonita fi-
gura gordo rosto redondo, plhos abuga-
Jhados, pez pequeos o no direito o dedo
grande redondo procedido d'um panericio j
leyou vestido carniza.d'a'lgodao trancado j, cal-
cas d'estrjpa das llhas e bonet inglez. Jorga
naoao Angolla idade 22 annos baixo ,;
rosto redondo, olhos grandes urna marca
bordada em cada um dos bracos j auzentou-so
no dia 2^,d-1; Novembro p. ; fevou tambem ca-
rniza de algodo trangado, e caigas d'estpa
remendada e suja. Luiz nago camundongor
idade 20 annos, alto, seco, corpreta,o-
Ihos alguma cousa vesgos ; levou a mesma
roupa do outro e bonet inglez -y desapareeeo
na noite do dia 26 a 27 do passado : quem. os
aprehender leve-o caza da quina derrente do
Trapixe novo que ser gratificado.


gffS
Aluga-se um sotfie dependente cotn
muito bon commudos : na ra da Florentina
sobrado novo ao pe da mar.
Cr A quera lhe faltar um cavallo dirija-se
atraz dos Martirios casa de 3 portas verdes,
que dando os signaes ths ser entregue.
OT Offereee-se urna senhora capaz viu-
va e desempedida de muito bons costumes ,
para ama deaiguma senhora viuva ou mesmo
de um homem na mesma circunstancia; -quem
precisar dirija-se a ra da Gloria D. 15.
cr Jorge Patn socio da casa de Jones
Patn di Companhia estabelecido nesta C-
dade, retirou-se para Europa deixando por
procurador da dita casa Roberto Felippe
AVood.
cr Quem annunciou pretisar da 160 a
200*000 a juros sobre urna negra dirija-se
dejonte da ribeira da boa vista venda por bai-
xo de um sobradinho.
cr* Aiuga-se o 1. andar do sobrado da
ra de agoas verdes passando o beco que en-
tra para a ra de Hortas -, a fallar no mesmo.
cr 0 Secretario da Sociedad Lubentina
de Bebenbe avisa aos socios que a commis-
ao tem marcado o dia 27 do corren te para a
sea primeira partida.
cr Precisa-se fallar ao Sr. Jos Garlos de
Mendonca ou a seu procurador a negocio de
seu interosse.
W OsSrs. assignantes do Universo Pito-
resco podeni dirigir-se a casa de Manoel Ri-
beiro de Silva na ra da Gruz n. 22 para re-
ceberem os 9 e 10 do mesmo Jornal.
cr Preciso-se de 200,000 juros da um
por cento ao mez por tempo de 6 mezes ,
sobre pinhores de ouro e prata -, quem qni-
ser dar annuncie.
cr 0 Sr. Manoel Boarque de Macedo ou
alguem por ella queira dirigir-se a ra do
Crespo D. 12 para se lhe entregar urna carta
vinda do passo dos patos.
cr Em 20 do mez passado desapareceo
um escravo creouio de nome Benedicto, que
foi bolierro de Joo de Alemu Cisneiro de
estatura baixa barbado, olbos pequeos ,
tendo na cara alguns signaes de bexixa foi
visto outro dia na Gidade de Olinda com urna
eabrinha de sua amisade, forra de nome Pau-
lina, cujo escravo se intitula forro e marido
e marido da dita eabrinha : quem o pegar le-
ve a ra do soln. 8 que ss gratificar com
50*000.
xsr O Sr. Manoel da Silva Couto residente
m Olinda queira annunciar a sua morada
para se lhe fallar a negocio de seu interesse.
cr Na padaria da ra da Guia n. 5 pre-
cisa-se de um homem para vender pao com
um negro pelo matlo.
cr Aluga-se o segundo andar da casa da
ra nova D. 19eom com modo para urna fa-
milia : a tratar na ra da cadeia velha loja
por baixo da residencia do Gorretor Oliveira.
cr Qum precisar de um homem capaz
para qualquer escriplorio tanto no com-
mercio como de qualquer advogado ou al-
gum cartorio tem pratica tanto do cora-
mereio como judicial a quem diga bem de sua
conducta; quem o pretender annuncie,
xw Precisa-sede ama para casa de um
homem solteiro, s se exige que saiba cozi-
nhar : na ra da Madre de Dos por cima do
alfaiate Lima.
tsr Aluga-se urna casa de um andar com
um grande soto com janelas para a ra, com
commodos para grande familia no bairro da
boa vista na ra formosa ; quem a pretender
dirija-se ao atierro da boa vista D. 16.
xsr 0 primeiro Secretario da Sociedade
Nova Pastoril, partecipa a todos os Snrs. So-
cios que a sesso extraordinaria do dia 13
docorrente, continua hoje palas 7 horas da
tarde, e esta partecipaco se entende mui
principalmente com aquellos que faltaro sem
participago.
cisca Bernardo de Matos ; quem quiser carre-
gar ou ir de passagem dirija-se a F. M. Rodri-
gues & Irmos na ra do trapiche-n. 12.
Para o Ro de Janeiro segu cera toda bre-
vidade o Pataxo Nacional Josephina Capitn
Francisco Jos Ribeiro ; quem quiser carregar
ou ir de passagem dirija-se a Gaudino Agos-
tadlo de Barros atraz do Corpo Santo D. 67.
LE1LOENS.
xsr O annunciado para a venda de grande
percode mobilia nova e uzada louca vi-
dros e &c. no dia 7 fico transferido era con-
sequencia da posse do Ex."0 Sr. Presidente da
Provincia, eter lugar Quinta feira 16 do
corrente as 10 horas da man ha no segundo
andar da casa dofronte da do fallecido Snr,
Thomaz Lins na ra neva.
xsr Que fozem Kalkmann & Rosemnund,
por intervengo do Corretor Oliveira Quarta
feira 15 do do corren te as 10 lloras da manh,
no seu armazemda ra da Cruz das seguin-
tes fazendas e miudezas, a saber: fitas de
seda lavradas com Hstras douradas dita de
setim e de retroz pennas para escrever, mei-
ase luvas de algodo, ticos mui finos, sus-
pensorios de burracha ordinarios e finos col-
xetes, marroquins de cores, bezerros fran-
cezes botes de osso polidos brincos e ro-
zlas envernisadas espoletas, 'thesouras ,
flores artificiaes, e outras muitas miudezas
francezase hamburguezas chegadas nos uKi-
mos navios
xar Que faz Victorino Augusto Borges per
conta e risco de quem pretencer, de urna por-
go de carne do seFtfio em caixotada Quinta
feira as i0 horas da manh no armazem de
Antonio Joaquim Pereira junto a escadinha
da alfandega.
cr Que fazem Lenoir Puget & Companhia
perante o'Chanceler do Consulado de Franca
por ntervefigo do Corretor Oliveira de 57
resmas papel de peso avariado por cnta e
risco de quem pretencer Quinta feira 16 do
corrente as 9 horas da manh no sea ar-
mazem dama da Gruz.
COMPRAS.
xsr Farinha muito superior >, sendo moi-1 com fumo para charutos, gangas amardas
da de trigo novo do nltimo carregamento das lencos pretos de seda da india, toalhas ada-
maras XXXF e XXX que vende-se por pre- -
fabrica de farinha do atterro
cr Urna porco de azeite de coco: no
atterro da boa vista na fabricado farinha.
xsr Urna porco de eaibros travesados e
cordas para andames de casa: em fora de
portas venda D. 18.
tsr Moleques e negrinhas de idade de 12 a
2oannos i na ra do Vigario n. 21,
xsr Um escravo mogo de nago, de boa
figura que nao tenha vicio -, e tenha prin-
cipio de coznharo diario de urna casa : no
largo do Terco venda D. 1, e 4.
tsr Escravos de ambos os sexos com offi-
cio ou sem elle de idade de 12 a 20 annos :
na ra do Fogo ao p do Rozario D. 25.
tsr Urna morada de casa terrea em qual-
quer dos 3 buirros que nao exceda de 1:500o
na ra larga do Rozario loja de miudezas D 7
se dir.
AVISOS MARTIMOS
Freta-se para qualquer porto da Europa a
Barca Ingleza Gigar de primeira classe, de
332 toneladas muito boa de vella e forrada
de cobre -y a tratar com os seus consignata-
rios Gaskell Johns & Companhia.
Para Lisboa com toda brevidade o Brigue
Portnguez Tarujo : forrado de cobre ; quem
quiser carregar ou ir de passagem para o que
fem excellentes commodos dirija-se ao seu
consignatario Francisco Severiano Rabello no
forte do mattos.
Para o Porto segu viagem com muita bre-
vidade o bem conhecido Bergantim Portuguez
Florde Beiris, Capito Jos Thomaz de Lima;
quem quiser carregar ou ir de passagem para
oque tem excellentes commodos. dirija-se
o Capito on a Manoel Francisco Pontes.
Para Maranhao' em poucos dias o b?m co-
nhecido Brigue Escuna Laua, Capito Fran-
VENDAS
tsr Sedas ricas para vestidos chales e
mantas de seda francezas por commodo pre-
go : na ra do Queimado D. 1 vindo da ra
do Crespo primeira loja de Francisco Jos
Teixeira Bastos & Companhia.
xsr A armago e mais pertences da venda
da praga da boa vista D. 4, que consta de
urna balanza grande e nutra pequea e um
resto de miudezas muito deminuto todo ne-
gocio se far a vista do comprador e tambem
se aluga para outro qualquer estabelecimento:
a tratar na mesma.
cr Farelo a 5*000 o saca de 3 arrobas,
ou 2*800 sem o saco para engordar cava-
ios os compradores acharo este farelo mui-
to mel.'or do que aquello que vem de fora,
pois he fresco e novo tambem da mais sus-
tento ao cavallo o qual o peso do farelo mos-
trar : na fabrica de tarinha do atterro da
bea vista.
tsr Travs de 34 a 5o palmos de comprido,
e um palmo em quadro : a traz do theatro
em a barcaca que os tem.
tsr Tinta verde e olio de linhaca a 240
a libra paiosa 240, e a duzia a 256o lin-
goissas a 360, papel de peso em meias res-
mas dito almasso e de embrulho massas
de todas as qualidades caixas e meias ditas
de passas alpista 480 o quarteiro e todos
os mais gneros por prego commodo : no lar-
go do Tergo venda D. 1 e 4.
cr Per 60*000 urna commoda de Jacaran-
da nova e feita a moderdena ; um guarda
roupa uzado composto de novo ; na ra es-
treitado Rozario D. 25.
cr Dous moleques de idade de 18 annos
de bonitas figuras : na ra do colegio Deci-
ma 10.
co "barato : na
da boa vista.
cr Um novo sortimento de calcados, bor-
zeguins gaspiados para homem ditos gaspia-
des todo em roda para sanhora botins de
bezerrofrancez e de Lisboa para bornem e
meninos, e meios botins sapatos de se-
tim pretos e de cores ditos de duraque di-
tos de marroqnim francezes sapatinhos de
colxete para meninos, sapatos de conro de
lustre para homem e senhora ditos de be-
zerre de urna e duas solas para homem e ou-
tras muitas qualidades de calcados por prego
commodo : no atterro da boa vista D. 9 e aa
praga da Jndependencia D. 17.
cr 0 bem acreditado vinhe de Porto cha-
mado de ramo por nao ter confeigo a 1500
a caada, e 200 rs. a garrafa: na ra estrei-
ta do Rozario D. 28.
cr Um escravo mogo perferlo cozinheiro
de forno e fogo um dito official de alfaite
corta e faz toda obra, urna preta moga re-
colhida, engomma cozinha e faz todo o ser-
vigo de urna casa urna escravo carpina que
se d a contento urna negrinha de idade de
12 annos sabendo ja coser, urna escrava de
nago muito boa cotinheira e lavadeira e
urna preta moga por 520*000 ^ na ra do lo-
go ao p do Rozario D. 25,
cr Dous predios na ra de S. Amaro em
fora de portas a saber um terreno do lado da
mar pequea e o segundo passando o so-
brado do Barboza o qual est atterrado com
alicerces promptos, eos muros da frente e
lados levantados > assim como tambem tem
dentro porgo de tijolos e uns telheiros que
ja esto rendendo, e ifm sobrado do lado
oposto onde tem padaria : a tratar na ra do
Vigario D. 16.
cr Carrinhos inglezes de patente da me-
lhor construego de 2 e de 4 rodas para um
ou dous cavallos, com coberta e sem ella,
e com todos os arreios lampies e completos
a prego de 350*000 sto 1:200*000: cm casa
de Me. Galmont & Companhia, na ra da ca-
doia do Recife.
tsr 40 e tantas cabegas de gado sendo vas-
cas paridas, novilhas, garrotes e garrotas ,
por prego commodo e vres de mal triste
por serem do pasto : na ra da Madre de D-
os primeira loja de fazendas n. 22.
cr Na loja de urna porta dapracinha do
Livramento D, 32 chaleiras n. 2 a 1*000 ,
n. 3 a 1*200 cagarolas n. 8, 9, e 10a 1*000
serrotes grandes 28 ps a 1*000 pequeos 12
a 400 14 a 480 16 a 600 thesouras de
altaiate a 240 ditas de ponta aparada a 480,
ratoeiras de ferro a 280, pedras' finas para
navalhas a 480 espelhos grandes de jogo de
damas a 1000 e a 640 os mais pequeos ca-
ivetes finos para pennas a 160. massos de
creo a 160, caixas de obreias a 60 rs. ditas
de lamparinas a 60 rs. ditas de linha de
marcar a 80 rs. palmatorias de lato a 480,
chaxolas a 320 sacarrolhas de eseova a 160.
cr Panno de linho aberto para toalhas e
tengoes lengos de seda para gravata meias
curtas de linho chapeos de sol de seda ro-
setas de ouro para senhora e meninas, toa-
lhas de linho ludo do porto e por prego com-
modo : na ra do Eagundes sobrado de m
andar D. 4.
cr Sal de Lisboa a bordo do Brigue Por-
tuguez Conceico de Maria : a tratar com
Francisco Severiano Rabello no forte do ma-
mascadas e salitre refinado ludo por pre-
go commodo : em casa de Matheus Austin &
Companhia na ra do trapiche novo n 12.
tsr Dous capotes proprios para senhora ,
amdas novos com gola de veludo, viudos
ltimamente de Portugal Je um cobertor
hespanhol: na ra do colegio loja de Livros
D. 12.
C5" Chapees de massa frarrcezes do ultimo
gosto panno fino encarnado proprio para
opas e vivos de fardas cambrais admasca-
das, bretanha de 6 varas muito finas de linho,
chales de toquim da india muito finos : na
ra do cabug D. 7.
cr 4 moleques de idade de 12 annos de
bonitas figuras um prete de idade de 4o an-
nos por 320*000 bom cozinheiro e canoei-
ro urna preta da costa cozinha lava rou-
pa e lie boa quitandeira que d 400 rs. por
dia : na ra de agoas verdes casa terrea De-
cima 57.
cr Uma meza redonda de jacarnd de
meio de sala e nova: nesta Typographia,
se dir quem a vende.
cr Um molato d idade de 24 annos, bem
poreoido official de pedreiro vende-se por
preciso : no convento do carme cubculo 7
andar de cim*.
ESCRAVOS FGIDOS.
cr DesapareCeo um preto de nome Anto-
nio da costa, Alto magro coxo de uma
perna tem os olhos um tanto vermelhos,
levou camisa e caigas de brim : quem o pegar
leve a casa de Manoel Alves Guerra na ra do
Vigario que gratificarn
cr Fugio a 3 dias do armazem de assucar
da ra do Vigario u. 7 um preto de nome Ma-
noel de nago cabund alto, e feio de ros-
to levou caigas de brim ja suja e camisa de
baeta encarnada costuma embeb^dar-se, e an-
dar pelas 5 ponas ou pelo atterro da boa vis-
ta ; quem o pegar leve ao dito armazem que
ser gratificado.
cr DezapareceU no dia 28 de Novembro
passado um negro de nome Domingos nago
angolla tem os seguintes signaes : oficial de
calafate mal encarado com um grande ta-
Iho sobre um olho d'uma cutilada que levou,
bastante grosso do corpo e costuma andar
com duas caigas por ter os escrotos grandes e
caiga e carniza de fazenda grossa porem bra-
ca ; julga-se andar trabalhando com aiguma
pessoa que o acoita : e por isso roga-se aos
capites decampo e mais pessoas do povoo
aprehenderem e leval-o ao beco da Linguela
ao eu Sr. Joaquim Joze Rabello que grati-
ficar o trabalho.
MOVIMENTO do porto
NAVIOS ENTRAbOS NO DIA 15.
Benguella ; 27 dias Hiate Brasiliro Gram
Cruz de 32 tonel Gap. Urbano Jos dos
Santos equip. 9 carga lastro de areia i
a Antonio Carlos Francisco da Silva.
Rio de Janeiro ; 39 dias Brigue Brasiliro
IncansaVel Maoiel de 2o7 tonel. Capito
F. J. de Medeiros equip. 15 carga car-
ne secca : a Amorim Irmos.
SAHtDOS N0 MESMO DIA
tos.
cr Cangires e canecos sortidos de louga
fina chegados ltimamente de inglaterra, com
o retrato de S. M. o Imperador mui bem
feitas e por prego commodo ; na ra da ca-
deia do Recife venda D. 62.
xsr Chales de seda de gosto moderno e l-
timamente chegados : na loja de Carioca &
Sette na ra do Queimado.
cr Uma escrava de nago com todas as
habelidades precisos para uma casa : na ra
de S. Bom Jess das creoulas sobrado de 2 an-
dares D. 10.
cr 600 toneladas de carvo de pedra a
bordo do Brigue Dinamarquez Anicitia clic-
gado de Hamburgo : em casa de Hermano
Mehrtens na ra da Cruz D. 25.
cr Um escravo de nago, de idade de 24
annos, bom trabalhadorde cuchada o sabe-
toca r caixas de assucar : na ra do cotovelo
D. 62 do lado do naseen te.
cr Um sobrado na ra de S. Gonsalo da
boa vista pegado ao do Sr. Francisco da Sil-
va : a tratar na ra da Cruz n. 35.
cr Meias de linho abertas de diferentes
modellos para senhora e tres Imagens sen-
do uma da Conceico S* Jos e do Menino
Dos : na roa de Hortas sobrado D. 24.
cr Barricas e sacas com farelos barricas
Genova ; Polaca Sarda Copernico Cap. Jo-
o Baptista Goleio carga assucar.
Rio de Janeiro ; Brigue Brasiliro Imperial
Pedro Cap. Joaquim A. Vieira : carga
diversos gneros.
Halifax ; Brigue Inglez Diadern ; Cap. John
Grant, carga couros.
Advertencia
Roga-se encarecidamente a os Snrs. Assi-
gnantes que em menoscabo de seu devep,
tem deixado de pagar o importe da assignatu-
ra queiro fazel^o a quem lhe apresentar o
recibo, sem que usem da frivola desculpa de
dizerem que s pagar a fuo quando a
obrigago pagar a quem apresentar o> reci-
bo ; ou que s pagar em tal tempo quan-
de bem sabem que a subscripgo adianta-
da. Estes pretextos mais. provenientes do.
pouco desejode pagar do. que filhos de ra-
zOes plausiveis, fazem com que se tenha
tornado insupportavel a arrecadaco do que
se deve ; pois aquillo que se deveria cobrar
de uma s vez, exige que o Cobrador procu-
re dez ou mais vezes o intilmente.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. 1841,


Full Text
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