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Anuo de 1841. Quarta Feia 15 de
Todo igon depende Be n'i meamoa ; da non prudencia, odrracHe, e energa : con- liauenoi como principame!, (remo* apontadoa coto adrairar.no entre aa Nacea maia sulla. (Proclamaco da Aaicnible Geril do Brasil.) PARTIDAS DOS CRRIDS TERRESTRES. Coianna, Paraiba, e Ri {randa du Norte, na segunda icxu eiri. Joniiu e Girinhoni. 10 e 24. Cabo, Serinhaera, Rio formoxo, Porto Caito, Maceio, c Alago*! no i U, 21. f ajea 13. Santo Anuo' quinta feira, Olind todoi ol dial. DAS DA SEMANA; 43 S(. Laiit, chancb. Aud. do Jnit de Direito da2. rara 14 Tare. a. Aagello. Re. Aud. do Jnix de Direito da 1. Tara. 45 Quart. Jejums. Euiebio. Aud. do jaii de direito dad. rara. 16 Quint. a. Ananiaa. chancb. Aud. do Juix de Direito da 2, Tar. 17 lexi. jejam *, lartbolomeu. Aud, do Jnix da Direito 4a 1. vara. 18 ab. jejum N. S. do O". Re. And. do Juii de Direito da 3. Vara: 19 Don. 4. do Advento, a. Fuaata, Preamar to da i. aa 0 boraa e 2. aa 7 boraa e de 15 Detemkr.y. 54 m. da tarda. 18 m, da ruanbi. Dezembro. Anuo XVIf. N. 21:1. mmii^mummmmmmmamaxmmmmmmmma 0 Diario publica-a* todoa oa dias qu* rlo form SanlificaJoa o pceo da najtiatura l de tres mil teis por quarl pagoa adianladot. Oa annuncioa do* aaaignaaMa to iaaando* grana, e oa do que o nao f.irein ratao d SO reia por lioba. A rerlaaaacriea darrai eer rliriridaa a reta Tyuogrifia rna da Gotea D. 3, o i pfaf a da Independencia \d.t d, 1,tio* Nnmeroa J7 a 38. CAMBIOS NO OA 14 DE EZEMBEO. Cambio aobre r.ondre 3) a 2l|2d- p. 1U. . Pari* 320 reia p. franco. Liebo* 80 a 85 p. 100 de pr. Diio Moadi de 6,400 V. 14,500 a 14,700 a a N. 14,400 a 14,600 a a da 4,000 8,100 a 8.200 Pa\iii Pauedea 1,640* 1,660 PlAtt -PeioaColoainaie* 1.640 a 1,660 * Mexicano! 1,620 a 1,040 * inda 1,440 . 1,460 Moeda de cobre 3 por 100 de di cont. Diconiu da btlh. da Alfaide je 1 e por 100 ao Biex, Idemd o letra* de boa* Srmii le al * PHASfcS DA LOA NO HEZ LE DEZEMBRO. 0art. ming. a 5 l 9 ra 53 m. da maubi. La Nova a 12 a 7 ora* 11 m. da Urde. Qoart. ere*. 20 --*' 0 arai 12 m. da tarde. Loa chai* a 27 -- ii 4 oraa e 12 ex. da larde. * maaaei IfIAKIO de pernambuco. PERNAMBUCO. SECRETARIA DA PRESIDENCIA. Illun Snr. Tendo feito entrega desta se- cretaria V. S., 83gundo me foi ordenado pelo Exm. Snr. presidente da provincia em o do corrente, passo agora a informar V. S. acerca do estado actual da referida secre- taria, principiando pelo seo pessoal. Esta reparticao compe-se de um ofllcial maior. quatro olTiciaes dous escripturarios, quatro amanuenses, Um porteiro, e dous con- tinuos. Todos estes empregados acho-se em etfectivo exercicio, excepeo do escriptu- rio Domingos Jos Soares, que, ha mezes, existe doente. Esto em dia os livros de registros, cons- tantes da relaco sob o numero 1, faltando por no mesmo estado os da relaco sob o nu- mero 2, o que brevemente se conseguir at- tenta actividade dos empregados por quem destribui este trabalho * O archivo nao est bem'organisado ; porque alem de nao ter estantes apropriadas e o necessario archivista, que cuide dos seos livros e papis e os conserve na melhor ordem acha-se collocado n'um quarto asss acanhado, A escripturac he feita conform O syste* ma mandado adoptar pelo ex-secretario dou* tor Jernimo Marliniano Figueira de Mello, com o qual muito tem ganho o servico por- que facelita bastante o expediente e nao d lugar, a que se atrazem consideravelmente os registros, como d'antes succedia em raso do serem estes feitos em poucos livros. Eis em resumo o estado actual desta secre- taria. Dos guarde a Vi S. militos ahnos. Secre- taria da provincia de Pemambuco 11 de de- zembro de 1841 Illm. Snr. doutor Casimiro de Sena Madureira secretario desta provin- cia 0 oflicial maior Antonio Jos de Ol-* veira. N." 1." Relaco dos livros de registros d secretaria da provincia que se acho em dia. Secretaria d' estado dos negocios do impe- rio at 7 de dezembro de 1841. Dita da justica at 17 de novembro dito. Dita da fazenda at 4 de dezembro dito. Dita da marinha dito dito dito. Dita da guerra at 6 do dito dito. Dita de estrangeiros at 6 de setembro dito. Thesourarias da fazenda e das rendas pro- vinciaes, alfandega e meza do consulado at 6 de dezembro de 1841. Presidentes das provincias at 6 do dito dito. Portaras dito dito dito. Do secretario da provincia a diversas auto- ridades at 4 do dito dito. Do mesmo ao seretario da assemblea legis- lativa provincial at 3o de abril dito. Passaportes imperiaes at 3 de dezembro dito. Posturas munieipaes at 6 de marco dito. N, B. Existe tambem em dia os registros de patentes imperiaes, decretos, alvars, e cartas imperiaes ordens do tribunal do the- zouro publico nacional, patentes da guarda nacional, pruvisoes do governo e leis pro- vinciaes. Secretaria da provincia de Pernambuco em H de dezembro de 1841. ~ O oflicial maior Antonio Jos de Oliveira. N. 2. Relaco dos livros de registro da secretaria da provineia, que anda nao esto em dia InstrucQo publica provincial t directores do curso jurdico e lyceo, inspector gerai e administrador fiscaldas obras publicas, com- panhia d'engajsdos, eoikgio do3 erph&os, esta- belecimento3 de caridad t bispos, vigarios e mais ecclesiasticos at 11 de Junno de 1840. Arsenaes de marinha e de guerra, correio, cnsules estrangeiros, ministros brasileiros, commandan te das armas, commandante dos navios da armada, e officiaes militares at 26 de fevereiro de 1840. Administrcao da Justina > prefeits, guar- das nacionaes corpo de polica cmaras munieipaes, e ilha de Fernando at 23 de a- gosto de 1839. Passaportes de passageiros at 7 d agosto de 1838. Passes de navios estrangeiros at 30 de a- bril de 1838. Secretaria da provincia de Pernambuco em 11 de dezembro de 1841 O oflicial maior Antonio Jos de Oliveira. COMMANDO DAS ARMAS EXPEDIENTE DO DIA -10 DO CRREME. as requisicSes afim de serum cobradas. Dito Ao commandante interino da for- tlosa deltamarao, respondendo a tres ofB- cios seos, que tratavo de varios objectos de servico. Portara Ao commandante do contingen- te de cavallaria mandando d'ordem da pre- sidencia da-rdemisso ao soldado Manoel da Cunha Fabricio. Oflicio ~ Ao commandante Superior da guarda nacional do municipio fasendo-Ihe ver, que quando passara preso a sua dispo- sqo o guarda nacional Manoel do Livra- mento -, pela culpa constante da parte do oflicial superior do da, que Ihe hvia trarts- mittido, esta va na persuado que o guarda se achava recolhido ao quartel do corpo de polica ; mas que saben do depois que fora solt se entendera a semelhnte respeito com o commandante geral daquelle corpo e vi-jja nha de ser por ello informado que O reteri-* do guarda fora solt por Um ehgano da par- te do ofllcial que se achava de estado o que lhefasiaconstar, afim demandar recolhero guarda se acaso tivesse sido (como era de su- por) julgado criminoso no conselho a que de- vera ter respondido na forma do seo regula- mento. Dito-Ao comhlahante geral do corpo de po- lica, disendo-lhe em resposta ao seo oflicio de hontem que ficava entendido do motivo da soltura do guarda nacional Manoel do Livra- mento 4 e que agradecido pela sua attenco e delicadeza eom que se houver nesse nego- cio dezejaria que fosse posto em liberdade o segundo commandante Ferreira de Alcn- tara. Ditc-"-Ao tenente coronel commandante do depozito, remettendo-lhe os papis de conta- tabellidide do destacamento da comarca do Brejo, mandando que a importancia dos mes- mos fosse entregue ao portador Jos Joa- quim da Costa. DitoAo prefeito da commarca do Brejo, mettendo^lhe os papis de contabilidade do destacamento no mez de Novembro nltimo, para que fossem assignados pelo commandan- te do destacamento, e rernettidds novamente; mas que nao querendo demorar o pagamento da tropa tinha feito entrega da respectiva importancia a Jos Joaquim da Costa, por- tador do seo oflicio do primeiro do cor- rente. Dito Ao prefeito da comarca do Bonito, disendo-lhe que tendo sido presa a escolta que condusira os remitas mencionados no seo oflicio de 5 deste mez, por ter dado a mor- te a um dos recrutas de ame Francisca Ar- canjo Vieira nao podia-Ihe ser remettida pelo sargento commandante da mesma escol- ta a importancia dos vencimentos do des- tacamento pertencentes ao mez do novem- bro cujo papis de contabelidade reeebera , convindo por tanto autorisar otra pessoa que tal importancia viesse receber. Communi- cavamais qneartm do recruta j menciona- do se evadir em caminho o de nomo Theo- tonio Pantaleo dos Santos tendo assentado praca os dous restantes. Dito-Ao eapito commandante do forte de Gaib, disendo-lhe que recebera, rubricara, e fisera entrega ao portador do seo oflicio de 7, todos os papis do couUbelidcde, assim como j tftlBTNAL DA RELAQAO. Sesso de 14 do corrente. s embargos de Jos Rodrigues de Olivei- ra Lima contra D. Ignacia Mara Xavier, na causa de appellcfio civel desta cidade es- crivso Jacome \ foro despresados. NaappellacSo Civel do juiso de direito des- ta comarca ppellante Francisco Manoel da Silva Tavares appeliado Belchior Joso dos Reis eserivo Rebello se julgod pala con- firma da sntenga. Na appellaco crime desta cidade, ppelantc Manoel Joze Soares de Avellar, appellada a cmara municipal, escrivo Rebello : foi con- firmada a sen tenga recorrida. Na appellaco civel do juiso de Direito da cidade das Alagoas ppellante Antonio Ca- valcnti Correi appellado Joo da Costa P- nheiro escrivo Ferreira ; foi confirmada a sen tenga de que se appellou. N appellaco civel desta cidade empel- antes Francisco da Pehha e Joaquim de Santa ihna appellldo Francisco Joaquim de Li- ma escrivo Bebello; foi a sentenca con- firmada. A quelx de oSo Anastaco da Cunha, con- tra o juizo do civel da terceira vara desta cida- de o hachare! Felis Peixoto de Brito e Mello, escrivo PosthUmo ; nao foi pronunciada. CORREIO. Sumaca Felicidade de que he irtestre Jos Rodrigue Pinheiro, *ae para o Aracati no dia 20 do crrante. Autos existentes na administratjo do coreio geral vindOs prximamente do Rio de Ja- neiro. Autos em que sao partes Pedro Fernandes Ferreira e e outfos com I). Rosa Maria de VasconCellos. Ditos ditos ditos Joaquim da Silva Pareira, e Jos da Silva Msiidanha. Ditos ditos ditos Joo Manoel de Oliveira Miranda e Ignacio Cor reia de Mello. Ditos ditos ditos Luiz de Carvalho Brando e o promotor publico. Ditos ditos ditos Bento Jos Douradoe ou- tros e Jos Antonio Gomes Jnior o ou- tros. Ditos dito dito Jos de Freitas Brando e Jos Antonio Comes Guimarus rom a fa- zenda publica. Ditos dito dito o Padre Joaquim Jos de A- morim e outros herdeiros habelitados de D. Eugenia Maria de S. Joze com Joo Gomes Jardim por eabeca de sua mulhor. ARSENAL DE MARINHA. O Illm. Sr. Inspector do Arsenal de Mari- nha manda faser publico i que no dia 2o do corrente pelas ll horas da manh i se po- ra em arrematago o frnecimento dos objec- tos abaixo declarados para as embarcagoes d'armada pelo tempo do trez mezes a contar do dia 7 de Janeiro prximo em diante ou at o'fim de Junho tambem prximo so os precos dos referidos objectos a isto convi- dar. As pessoas aquem eonvonha fasor seme- lhnte frnecimento sao convidadas pelo mes- mo film. Sr. Inspector a comparecer n'esta secretaria em dito dia e hora munidas das competentes propostas ; certas do que o (ornecimenlo ser lidade. Secretarla da inspeceo do arsenal de ma- rinha de Pernambuco 6 de Dezembro de 1841. Alexandre Rodrigues dos Anjus , Secretario. Objectos postas em arrematlas, o aoo quaes se refere o annuncio supra. Carne verde farinha agurdente as- sucar vinagre toucinho bacalho aaoi- te doce fejo azeitedecocOj sabo, sper- maceti sebo em vellas arroz tintas bran- ca e preta agua=raz -, seccante taixas de cobre ditas de ferro arcos de tonel di- tos de pipas tijollos ingleses, cravos de pi- pa arcos de ferro de huma polegada a huma 0 um quarto papel almaco -, panas e tin- ta d'escrever Alexandre Rodrigues dos Anjoo. PREFEITURA. Partes do dia 14 do corrente. Illm. eExm. Snr.Das partes hojo rece- bidas nesta secretaria consta somonte que o . sargento do Corpo Policial Romo do Rogo Barros, fugira hontem as 11 horas da noit da priso, em que se achava no respectivo quartel decendo por urna corda, que ata- ra a jahella d mesma prizao, a qual deita pa- ra os quintaes das casas immediatas ; o que. por esse motivo o command. geral do mesmo Corp remover para a fortalesa do Brum os o tros individuos, quena dita pristo es- istio -, por serem cumplices no crime, de- que indiciado o referido sargento. Luiz Francisco de Mello Gavalcante escri- vo e administrador da Meza de Rendas In- ternas Provinciaes d'esta cidade. Pelo pre- zente edital faz constar a todos os senhoro* proprietarios dos trez bairros tTesta cidadb o povoago dos Affogados que da data d'este se principiou a contar os 30 dias marcados para o pagamento a boca do cofre da respectiva d- cima dos predios urbanos correspondente ao 11 simestre do corrente anno financeiro na conformidade do artigo 9 da lei de 27 de A- gosto de 1830, e findos os quaes se proceder executivamente contra os devedores em virtu- de da citada lei. Eparachegar a noticia dr todos mandei fixar o prezente e publica-l pela imprenca. Recife 1. de Dezembro do> 1841; Luiz Francisco de Mello Caralcante. CONSULADO DE PORTUGAL EM PERNAMBUCO. No dia sbado 18 do corrente pelas 4 ho- ras da tarde se hade arremattar a arniacjQ gneros existentes na venda da Fu d Rp- sario estreita D. 21, pertencentes- a JosePe- reira de Azevcdo subbito de Sua Magestado Fidelissima, por se ter este ausentado, aban- donando o seo estabeloeimento. O producto da arremalagao he para paga- mento dos oradores, a requerimeuto do quaes, e por conta de quem mais pertencer se procede a arrematago por este consuladft. 0 inventario, e condiccoes com quo ha-d serfeiU a arrematagac-, soacliaro paUeiltos nadita venda noastodoleilao. Consulado de Portugul em Pernambuco 14 de dezembro de 1841. Joaquim Baptista Moreira ConsuL I1IAIII0 M PERNAMBUCO. i NECESSIDADE DA FORCEA COMMUM tXlik MAN- TER A LEGITIMA AUCTOR1DALK. O hornera individual lio impellido pelo seu instincto a vellar sobre a sua conservaco o felicidade ; e para chegar a esto fim t3m a sua rasq e as proprias forcas. Os homen reunidos em soeiodado uao mudriodai.*- 2 mu ni laaa tureza. Os individuos formro hum ente col lectivo que so chama povo ou nago , qjiic em raassa goza da rasao e da Torga com- mum para vellar sobre sua conservago, e piospeidade. Com raso commum he, que elle dovt* fazer as suas leis e com a Tor- ga com din he quu as deve fazer executar e manter. Devem por tanto sahir da mesmafonte a tei, e a forca : mas so existe outra forga que nfio a d'aq:ielles qae fizero a lei, o Magis- trado encarregado da sua execugo pode abu- rar delia para Ihe substituir a sua vontade ar- bitraria isto he o despotismo ; e tanto mai- or he este perigo quanto sendo homem esse Magistrada he por sua natureza propenso a proferir o seu interesse particular ao interes- se geral e a conciderar a sua rasfio indivi- dual por melhor que a raso commum. 0 unico meio de obviar a este vicio da nossa na- tureza e dos governos he o em prego da forga de todos aquelles que fizero a lei c a prohibicao de toda a forga estrangeira. O Magistrado encarregado da execugo das leis nao deve temer a forga commum toda vez que elle nao quer se nao o que tambem a Jei quer ; pois que os individuos que fize- rfio a lei e sao proprietarios da forga nao podemdeixardequererasua execugo. O feliz accordo, poisdesta mesma vontade da forga, e da lei he que constitue a grandeza o po- der c a seguranga imperlurhavel das nagoes, que sabem eslabelecer a authoridade legiti- ma. Huma forga estrangeira he perigosa nao s ao lisiado se nao ao mesmo Magistrado , <|iie della se serve. Para nos convencermos lesla verdade basta que leamos a historia do Baixo-lmperio ; hasta, que examinemos o proced ment dos Janisaros em Constantino- pla o dus guardas dos Reis d'Alger c de Marrocos. O Magistrado proprietario d'hu- ma forga estrangeira bem pode ter tenges de iludir lei substituindo-lhe a sua vontade arbitraria ou o despotismo. O abuso que d'ah fizesse nao poderia deixar d'cxcitar o descontentamente da nagfio e poria a forga estrangeira em opposigo forga commum. D'ahi deve de nascer o estado de guerra en- tre o Magistrado, e a nago : esta hita he sempre mais perigosa a aquelle do que a es- ta ; por que no seculo em que vivemos , depois da invengo da plvora o das armas de fogo impossivel he ter huma forga estran- geira superior forga commum. Verdade he, que a primeira tem huma organisago e di- recgo, que falta outra hos primeiros ra- ontros ; mas em hum vasto paiz a forga es- trangeira nfio pode aclmr-se no mesmo mo- mento em toda a parte ao mesmo passo que a forca commum tem tempo de organisar-se ao longe : ento a forga estrangeira v-se no meio de obstculos e resistencias como o peixe as agoas do mar que em balde muda de lugar ; por que o fluido o aperta e cir- cunda de todas as partes. A necessidade da forga commum para man- ter a authoridade commum he demonstrada nao spela rasao como tambem pela expe- riencia. Quaes os povos livres que se tem inantido por huma forga estrangeira ? Nfio 3'oi pelo contrario o emprego desta forga que fez cahira muitos no despotismo ? Os Roma- nos e os povos da Grecia nos bellos tompos da sua liberdade nfio armavo se nfio cida- dfios ; e huma das eausas da perda da Rep- blica de Roma foi o haver armado sob Mario, c Cesar homens que nfio erfio cidadfios. Es- ees exercitos nfio combatrfio mais pelo esta- blo se nfio por Mario e Cesar e a liberda- de espirou de baixo dos seus golpes. Alhenas depois da bataina de Salamina propoi a os povos coligados da Grecia o ce- 4ierem-lhe as suas galeras e arsenaes ; que lia se encarregava de os defender contra os Persa. Mas o que succedeo ? Logo muitas cidades gregas perdro a sua liberdade ; e as mais Repblicas viro-se sob a inlluencia da do Alhenas. Pisistrato que soubera anga- riar o favor popular fifige temores sbre a wuaseguranga : elle pede huma guarda que lhe he concedida : elle se apodera da cidadel- la e estabelece a sua tyrannia sobre as rui- nas da liberdade. A' vista do exposto demonstrada fica a ne- eessidade de nfio empregar se nfio a forga oommum para manter a authoridade legitima. Mas quaes sao os povos capazes de a eslabele- cer e manter ? Ora para que o homem po- desse viver em hum estado solitario fora mister que possuisse os meio* de prover a sua seguranga e felieidde so pela sua raso, e proprias forgas : a experiencia porm que sao insullicientes os meios de que pode dis^- por. Kcta insuficiencia devia fregar os homens do grwcipio a reuni-e en sociedad* para por em comum a sua raso e forga ; e as associages devem tender para o seu cresci- mento at chegarem ao ponto em que en- cerradas em limites naturaes nada tenho , que temer e possao bastar-se a si mesmas , eso ento he que ellas podem chamar-se nagoes. Os pequeos povos nao merecem es- te nomo : sao antes satellites sujettos in- fluencia dos grandes estados: elles nfio podem dispora seu arbitrio nem da sua legislagfio , nem da paz nem da guerra : elles nfio se podem constituir sem se reunir quer entre si, quer a hum estado visinho j poderoso a lim de formar hum grande, corpo individual c capaz de viver sobre si e independente. Masem sua marcha para o crescimeuto el- les se vecm embaragados pelo fatal prejuizo to funesto especie humana que faz con- ciderar os povos como propriedade d'aquelles. que os governfto e pela influencia dos Esta- dos poderosos qu decidera da sua sorte pe- la forga segundo o interesse da sua poltica. Neste estado de oousas a sua reunio nfio pode ser produzida, se uo pela conquista ou por huma revolugo. Tal he boje a situago dos pequeos povos da Italia e da Allema- nha. Km quanlo elles se nao reunirem entre si ol a os Estados vizinhos j poderosos, se- rfio inaptos para a grande civilisago; elles occasionaro guerras suscitadas pelos mais for- (es de que sempre scro victimas. A lei e a forga devem sahir da mesma fonto e conseqoentemente a forga commum deve compor-se da de todos os individuos , que contriburAo para fazer a lei isto he ; de todos os cidadaos que roto as assemblas primarius ; e esta forca devo principalmente ser empregada em manter a Authoridape le- gitima. Os povos livres da Antiguidade taes como os Gregos e Romanos ero em seus bellos dias essencialmente militares pouco agrcolas qtiasi destituidos de industria e de commercio. A escravido com tanta ra- so reprovada em o nosso seculo Ibes forne- cia bragos para as artes grosseiras e agri- cultura : os cidadaos nao tinho por assim dizer, outras oceupages se nao o oficio das armas c outras funeges se nfio o deli- berar na praga publica. Nfio se infira do que havemoz dicto que pretendemos menosprezar o nossoJLxercito de i. Linha. 0 Rrasil nfio tem de que sequei- xar antes muito tem de aplaudir-se desta honrada e briosa classe de seus concidados: mas o povo que quer conservar os seus fo- ros e liberdades deve confiar muito princi- palmehte as Guardas Nacionaes. Sao estas as mais interessadas na manutengo das leis , e na estabelecidade da ordem publica sfio es- tas principalmente que farfio os ltimos es- forgos pelo socego';" e prosperidade do paiz ; porque defendendo e sustentando estas cou- sas defendem e sustento a cara esposa , a querida prole a propria fortuna a honra, c os mais doces lagos da vida social. 0 Bra- sil carece sem dnvida d'alguma forga de 1. li- nha ; porm na Guarda Nacional particular- mente he que est a sua seguranga. COMMUNICADO. ARTES E OFFICIOS. EncadernagOes do Snr. P.e Francisco Coelho de Lemos, ra da Florintina. Ainda nao h muitos annos que Pernambu- co ecom elle o Brazil todo se via obrigado a recorrer aos superabundantes bazazes e offi- I cias da Europa, cada'vez que lhe era neces- sario prover-se dos mais commOs objectos de industria ou de uso manual ; hoje porem , gragas s diligencias de alguns poucos de nos- sos compatriotas comega o talento a appa- recer tmido como urna aurora de riquesa futura e a arcar com o desanimo e deshonra em que as artes e officios entre nos andam , para as arrancar desse estado d'aviltamento. Cm dos mais notaveis exemplcs da nossa observaeo he sem durida alguma a officina d'encadernadordo doSr. Padre Francisco Coe- lho de Lemos que temos visitado por diver- sas vezes. Acha-se ella hoje ornada com im- portantes prensas e pdras de bater um grande sortimento de ferros de dourar, placas e facetas de relevo mui ricos papis jas- peados e excellentes couros d'envoltura ; e he tal o melhoramento das suas encardena- ! ges, h seis annos a esta parte que j ellas seacham a par das mais elegantes encaderna- ges estrangeiras. Temos em nossa mo va- rios volumes ricamente encadernados pelo Sr. P.r Coelho de Lemos, que nos nfio fartamos de mostrar aos nossos amigos, muitos dos quaes nem noticia tinham da officina ; porem ao publico recommendamos sobre ludo como um primor de execugo no seu genero a Revis- to d Edirabiirffo > e a de Pariz , am.bas expostas das estantes do Gabinete Litterario de Pernambuco. A riquesa da encadernagfio por si so pouco mrito d ; por que a phantasia ou a vaidade do amador he quem determina ordinariamen- te o prego material da obra ; mas he no gos- to derramado por entre a simplicidade da exe- cugfio que se descobre e se reconhece o genio do artista : h em todo o trabalho do Sr. Pa- dre Lemos um'caracter de belleza ainda as encadernagOes mais smgellas que nos reve- la espontneamente aquelle t'ypo que a alma tanto folga d'encontar as obras da Arte o genio. Depois vem a solidez tornar perfei- to o que a arte j tornara gracioso : a solidez he o que cada um deseja encontrar na enca- dernagfio do seu livro : parece-nos que a este respeito nada h to pouco a deseja as en- cadernagOes do Sr. Padre Lemos : ellas riva- lisam em consistencia c elasticidade com as encadernagOes inglezas, s quaes em nossa opinio sao hoje as melhores, nao so as cha- madas inteiras masas feitas allemo , chamadas de Bradel que o Sr. Padre Le- mos desempenha ptimamente de posse co- mo est de mui ventajosos processos chimi- cos, para tornar o couro impermeavel, e d'um brilho permanente. Nos nao duvidamos que o publico se apren- se a acolher os esforgos de paciencia deste ho- mem incansavel, e eremos que em pouco lem- po ter elle tantas encommendas que se ve- r obrigado a oceupar mais operarios em sua ulil officina. Queira no entanto o Sr. Pa- dre Coelho de Lemos acceitar estas linhas que hoje aqui langamos como urna homenagem devida ao talento,, e com tengo de o fazer- mos conhecido. PORTO 21 D SETEMBRO* A Recordago. m homem que leve dell'eitos como hmem; um Principe que, leve defieilos como Princi- pe ; um Rei que se sacrificou pela felieidde de seu povo ; tal o saudoso objecto que hoje arranca nossas lagrimas tal o saudozo ob- jecto pelo qual hoje ouvimos o som melanc- lico do sino do Sepulchro que nos recorda o stimo anniversario da perda irreparavel do grande Duque de Braganga que foi nosso Rei, nosso Carnerada, nosso Amigo e nosso Pai. 0 dia 24 de setembro de 183-i o mais funesto dos dias que teem corrido sobre a Nago portugueza! Foi o dia fatal que a morte escolheo para descarregar o fatal golpe que nos privou do unico homem que nos po- deria ter salvado. Recordl-o um sacriliciOi detestl-o urna virtude. Auzente da sua patria desde creanga col- locado a 2 mil legoas de distancia do seu paiz natal, sem conhecimento dos seus compatrio- tas e navegando no meio das ondas enca- pelladas dos partidos edas faeges, o Duque de Braganga, fiel s augustas recommenda- ges de seu Pai, conseguio conservar Casa de Braganga esse paiz que nos tinhamos desco- berto e civilisado C que urna precipitada e- mancipaco nos havia roubado pelos frios cal- culos de urna poltica orgulhosa e interesseira. Este periodo da vida do Hroe feri o nosso a- mor proprio ; a historia porem que justa e imparcial, dir que nem elle nem ninguem tera valor para mudar a marcha dos aconte- cimentos. O Brasil deixou de pertencer a Portugal desde que elle abri seus portos s nagoes estrangeiras, desde que a Politica o elevou de Colonia a Reino. Victima da Politica e da necessidade d Du- que de Braganga s nos pertence desde o dia em que a morte de seu augusto Pai Ihe eolio- cou sobre a cabega urna coroa hereditaria ; desde ento que os Portuguezes podem e de- vem avahar toda a exlengo d'aquella alma ardente echeia de gloria diante da qual os obstculos se desmoronavo, no seio da qual nao houve seno um s pensamento a Li- berdade e a ventura do seu paiz natal. desde ento que os Portuguezes devem aben- goar o seu nome e collocl-o a par dos nossos melhores Reis. Seus inimigos encarnigados teem vomitado sobre sua Real Pessoa todo o fel da ingratido todo o veneno da perfidia, toda a pegonha das paixes vis e mesquinhas; mas o brado da sua gloria retumba to mages- toso em todos os ngulos do paiz as lagri- mas pela sua perda sao to nacionaes e to expressivas que 09 tiros da maledicencia se perdem e a verdade triumpha, Seu reinado foi mui curto em dias mas estes dias foro seculos de herosmo Elle esquece todos os delictos passados sem excep- go nem cathegorias Elle abre as portas da Patria a todos os Portuguezes e os ferrolhos a todas as prises ! Elle restitue Nago seus antigos foros c liberdades melte-a de novo na po$se d'aquelles direitos que forfto proclamados as abobadas d'AImacave. Elle y lhe outorga urna Carta Constitucional, que emancipa o Povo Portugucz, e o levanta des? sa indolente servitude a que o tinha reduzido pelo estudado esquecimento de sua lei funda- mental. Qual outro Rei fez tanto a bem do seu Povo e em to pouco lempo ? QUem lhe ousar negar o modesto titulo de Rei phlosofo e de Rei Legislador ? Collocando-se frente da civilisago e da liberdade do seti Paiz elle devia encontrar desgosts qiie sfio inseparaveis das reformas ; elle os encontrou : homens para quem o pio- vilegio um direito e o servilismo urna pre- rogativa, abandonro o Paiz da liberdade pelas serras escabrosas do Absolutismo es- trangeiro : elles declarro guerra ao seu Rei e s suas instituiges liberttes -,,mas o patbu- lo nao decepou urna s destas cabegas crimi- nosas : foro punidos pelos gritos victoriosos de Coruchc e di Barca; D. Pedro vingou-se perdoando! ! Abandonando 4 su Patria adoptiva abdi- cando a 'Coroa que elle havia formado o Du- que de Braganga ntravessa os mares ; e supe- rior a milhares de obstculos, cercado de im- mensas dhTiculdades e nao ouvindo mais que os sohs encantadores do herosmo e da gloria, elle crva as praias do Mindello, o pendo fluctuante da Liberdade, que impalesce o throno da surpago e alentae vigorisa os corages virtuosos. Nos habitantes da Ci- dade Eterna, nos o vimos frente desses 7,500 bravos arrostrar toda a furia de 80 bayonetas que fanatisadas riusro disputar- Ihe o direito de nos dar liberdade-. J nao era Rei, era um Soldado, mas Soldado cheio de brio o de coragem, Soldado daPalriaeda Liberdade, e nao Soldado da tyrannia nem Soldado da escravido. Nos habitantes da Cidade Eterna, nos o vimos partecipar de nossos perigos e de nossas terriveis privaces! nos o vimos nessas trin- cheiras de sangue e do louros expor seu peito s balas e s granadas dos inimigos os o vimos despachar com os Ministros batalhar com os guerreiros e trabalhar com os traba- jadores Sempre cima de seu destino, sempre grande sem nunca esmorecer n meio da guerra da lome e da epidemia. El- le conseguio derrubar- por lim o Throno da UsUrpago , e quando as paixes lhe pedem a cabega do Usurpador, o Hroe nao acobar- da salva um ingrato que era seu Irmo e bebe em S. Carlos a primeira taga de veneno, que a hypocrisia lhe dfferece pelas mos d'um patriotismo disfargad. Quem ousar disptitar-lhe o titulo de Rei filosof de Principe Libertudor Quem dei- xar do dr-lhe o titulo de Hroe, a nao se- ren esses ingratos que o assassinro com desgosts qpe se ufanro de lhe cavar a sepultura que se regozijro da sa morte , que derrubro a sua obra e que tracto de minar b Throno de sua Augusta Filha ! Quem deixar de lhe chamar Pai da Patria , a nao serem aquelles a quem elle perdoou em Evora Monte ? Mas o Duque de Braganga nao precisa de nossos elogios. O dia 24 de setembro de 1854 o vingo de seus inimigos. Elle morreu e o brado assustador da sua morte gelou o corago dos Portuguezes. A Nago julgou-se orf e as lagrimas que ella derramou e que aind hoje derrama sobre a sepultura do Duque de Braganga fallo mais alto que esses uivos despresiveis de homens que a elle e s a elle devem a liberdade de que abusro. Nos esCrevemrts estas linhs ao som fne- bre e sepulchral dos sinos que chamo o Povo da Cidade Eterna ao Templo da Lapa onde existe o corago do Libertador e onde a gra- tido dos seus Camaradas Portuenses, ani- mada pelas offertas voluntarias das Cmaras do Reino Ihe rende o tributo annal da sua eterna saudade. Nos a quem elle quebrou os ferros dos subterrneos de S. Jtilio ; nos que lhe devenios Patria familia amigos e mesmo este ar que u annos sepultados nao respiramos nos iremos tambem depositar sobre seu ataude urna lagrima que a mais eloquenle expresso de um corago grato. Possa o Eterno que elle adorou recompen- sar-Ihe com a coroa da gloria as 2 que elle bdico para fazer a nossa felieidde ! (Peridico dos \\ no P.) VAR1EDADE. O ARSOLLTISMO. Nao consa estranhu nem que arrepie os cabellos ouvir por ahi a gente fallar em Ab- solutismo; nao s s pessoas que sempre com- batrodebaixo desta bandeira mas mesmo a creaturinhas que ha annos teem defendido a liberdade e que ltimamente se immortalis, rao no cerco des* Cidade. Nos estamos f*r- suadidos que isto n'uns nao passa de mania e de saudade : e n'outros de desgsto e de fas- tio por teretn visto a marcha de zanguinha que os nossos negocios teem levado. Com os prmeiros nao nos candaremos que gastar cera com ruins defuntos ; porm os segundos nao de permittir ue Ihe dirijamos 2 palavras gem animo oftensivo. E urna verdade, e mais certa que Iiaver na- rizes na cara que isto nao appresenta boas ventas ; o nosso estado man, e 6 muito mais mau por falta d'aquillo com que se compro os meles. Tmbem urna verdade que isto po- da estar mellior e que nos podamos estar mais felize.s \ porm tambem urna verdade que os nossos males nao provm do Systema Representativo mas sim do abuso que se tem Jeito desto Systema ; e das ambi- cies intrigas e frioleiras dos homens que desde a Reslauraco teem figurado em a nossa scena poltica. A elles e a ningem mais de- vem os Canstitucionaes o lido estado a que nos reduzirao t, esse estado infeliz e desespe- rado que muitos julgo nao pode ser sanado seno com o recipe do Absolutismo. Isto em nossa-opiniao nao tem geito nenbuin. Nao seremos nos os que neguemos que o Absolutismo tem algumas vantagens sobre Systema Representativo ; estas vantagens po- rm sao menores que os males que Socieda- de provm de similhante forma de Governo. No Absolutismo o povo nao tem voz activa nem passiva come o que Ihedo e Vai para! onde o mandao. Veste systema a Lei vontade do Soberano ; se este bom e tem a felicidade de ter bous Ministros ainda a coli- sa vai tal e qual : mas se elle mau ou s se deixa dominar por Ministros maus ou por in- trigas palacianas, quem o paga o pobre povo que soffre e nao pia; pois se pia la vem a Au- thoridade, 1'erra-lhe com os ossos na Enxo- via de Malhosinhos ou o dependura na frca para exemplo de outros e satisfagao da Rep- blica olleiidiila. No Systema Representativo pel contrario a Lei nao depende da vontade do Soberano, mas da opinio da Nago representada em Cortea ; a lei nao depende das intrigas dos ulicos , nem da perversidade dos Ministros: se ha um abuso um atropelamento de lei, o povo nao se cala,queixa-'se, e tem muito a quem; tem o direito de peticao,a Imprensa e o Parlamento Ninguem o prendera sem culpa formada , salvo em fragante ninguem oenforcar sem um processo publico em que se sustenttrri to- das as garantias do recusado. S por isso va- le bem a pena dos desgostos porque temos pas- sado. N'um Systema Representativo o Povo tem direitos, garantias e dignidade ; n'um Systema Absoluto o povo um bando de es- cravos que nao tem vontade nem direitos nem respeito algum social. Quem depois de tantos trabalhos e de tan- tos sacrificios invoca o Absolutismo como ta- boa de salvago nao sabe o que pede 5 est dando bofetadas em si est pedirtdo urna dl- bardaque depois ha de querer sacudir mas como ento nao havero Pedrds qUe Iha ti- rem solTrer espolada de todo o tmanho. Demais a Nacao portugueza fo sempre desde o seu principio urna monarchia constitucional ; a Nacao portugueza leve sempre Cortes e triste cousa seria que sendo nossos Avs livres e respeitados nos seus netossejdmos td mi- seraveis que queiramds ser esfcravos ! Dir-nos-hao porm que o Systema Repre- sentativo nao tem produzid esses bens que se d'elle esperavaoi Que nos vivemos na in- certeza e na miseria atropelados rouba- dos e carregados de tributos Que a Lei se tem calado ao mando do punhl! que a liber- dade tem sido substituida pela licenca e a virtude e o merecimento calcado pelo pa- tronato ' Tudo isto assim neg-lo seria asneird mas tornamos a repetir o Systema Repre- sentativo nao culpado destes trnstornos. Elle est inocente, e quem Ihe culpa to- ma fecha os olhos a verdade a culpa tem sido dos governantes e dos goverhd- dos ; aquelles nao tem sabido mandar estes nao teem sabido obedecer. A o'rigem dos nossos males vem da Emigra- cao. Os homens que tiverao felicidade de fugir a ctelo ensanguentad da Usurpaco dividiro-se por l em bandos ; dcscompoze- rao-se trahiro-se e odiro-se. Elles trou- xero para a sua Patria ses odios suas in- trigas suas ambiges : e d'aqui naseem to- dos os nossos males. Elles disputro o po- der como se disputa a posse de urna heranga grossa. Os que d'elle primeiro lngro mSo quizero sustent-lo formando urna clientela que sustentrao com Empregos Para ar- reigar-se no Poder elles i/ero de Portugal 1 um Portugal, franco/ e um Portugal belga i Ellos conTrahtro empresf irnos e dmrao de- [ ss apidar os bens nacionaes Elles dero ar- mas aos seus inimigos. Estes ciosos do Poder que ambicionavo , langro mo de todos os meios : desfizero- se do Libertador como de um grande estor- vo'; prgro doutrinas subversiva^ e seduc- toras ; fanatisro as mdssas e jograo as ltimas derrubando por meio de urna Revo- luto a Lei fundamental do paiz que hypo- eri lamente tinqft jurado e hipcritamente tinho defendido. Estes odios estas intri- gas eonlinuro e continuad 5 em quanto nao houver um Poder (pie os eomponha o os nlande taba o Systema Representativo entre nos ser un espantadlo. Ora divididos como nos estamos segue-se que cada bando tem os seus interesses os se- us alilhados os ses empregos : todos se fe- rem se espaneao se hosliliso ; e no meio desta lucta encarnizada e miseravel, o pov geme as diflieuldades se augmento a Pa- | tria morre ; mas uns e utros que rio teem Patria pois Patria d'elles o interesse a ambicio e o egosmo, vo saciando as suas paixes e desaccreditando assim o Systema Re- presentativo que d'um instante pa^a otro Ibes pode morrer as unhas. Este quadro exacto ; porm apesar das suas negras cores estamos persuadidos que o Absolutismo peor que tudo isto. Os ho- mens bao de cancar, e hao de ter juizo. A necessidade Ibes ha de abrir os olhos oxal seja em quanto pode ter remedio Elles bao de unir-se lodos para o bem do seu paiz : se o nao fizerem se Continuaren) em suas de- mencias preciso persegui-los como se perseguem os caes damnads. Dar-Ibes baxa por urna vez da scena pol- tica fechar-lhes a urne para s eleicoes se- guntes (! fazer-lhes signal da cruz cmo se faz ao diabo. O Povo dte tomar o seu logar e dizer = nao queremos.= Mas nao dizer isto por meios anarchicos o subversivos ; mas sim pelos l- gaos pela urna. A urna o tribunal do Povo o dia da urna o da da sua verdadei- ra soberana. Elles teem abusado da boa f do povo, elles o teem sacrificado dos seus inte- resses individuaos ; elles o teem cacoado ; pois bem., que Povo acorde c Ihes di- ga = basta de cacoadas ! = Nos nao pedimos o seu castigo pedimos o seu desprezo. Ento o Systema Representa- tivo pcoduzir fruetos de benc e ninguem ento dir queremos o Absolutismo.! ! (P. dos Pobres no Portd.) COLLEGIO PERNAMRUCANO. ATERRO DA BQA-V1STA, N. 6. GALERA e dezenho. Acho-se expostos ao publico os traba- lhos de Dezenho dos alumnos dd Collegio Per- nambucano formando urna galera de 54 quadros, quopodemser visitados por todos os chefes de familia e senhoras que os quei- ramvr de dia d qualquer hora e de noi- te at as nove horas. A exposigdo fecha-se segunda feira, 20 do corrente. AV11 OS I)Tv E R S O s. 3C7" Pede-se encarecidamente "ao Sr. Fiscal do bairro do Recife faca attenco para a va- randa da caza da ra da Cadeia, defronte do buco largo para dar execugo as Posturas da Cmara antes qUe alguem seja victima do desabamento do arvoredo que o inquilino cos- tilma crear s com o lito na ruina da mes- ma caza, em consequencia de suas sinistras intenses com a mesma..... XZJ' Troca-se a moradia de urna caza de sobrado de um artdar na ra da Gloria por outra no bairro de Santo Antonio : que'rt quiser fazer este negocio annuncie. K^* Quem precisar de um homem perito para escrita ou qualquer arrumaco que se offerecer, ou mesmo cobranzas ; se olterece pelo preco de SOOjiOOO rs. annualmente a ce- ca ; annuncie para ser procurado. 527* Joan na Joaquina do Nasci ment Vi- uva de Manoel do Carmo da Cunha a vista dos annuncios do Sr. Domingos Alves Barbo- za declara ao publico, que nenhum impe- dimento b para que deixe de arrematar-se em praca publica Como est requerido, e deferido a sitio do seu cazal, visto que a arremataoo tem por lim o pagamento aos Credores evitando-se dssim a continuaco dos jt'ros ; e o dito Sr. como quer ir des- fruetnndo o sitio em utilidade sua somentc e prejuizo da annunciante e mais Credores ; e de mais a mais dostruindo-o por isso ap- parecc com taes annuncios em que allega bemfeitorias ,. para as quaes a annunciante nao o authrisou devendo lembrar-sc que sondo a anunciante viuva e havendo outros herdeiros que tiverfio, e tem parte no sitio , nao podia ella s fazer esse arremlamonto o qual fica cessando com a arremataco como determina a Od. L. 4. Til. 9. para a qual dito Sr. Rarboza devera antes olhar, do que para aquella que citou em ditos seus an- nuncios'. ES- Pelo presente deca rao o Coronel Jos de Barros Fala de Lcerda e Joo de Mou- ra Rolim Acciole que no engenlio Mussub da Cidade de Goianna existem encrvados dous |)ardos de canas que Ibes pertencem por heranc de seu tio o Reverendo Padre Amaro Felippe Cvalcanti e como possa acontecer que o actual propritario do sobredito onge- nho o queira vender aviso por isso a quoni qer que seja o comprador que o referido engenho passar com todos os seus encargos com be de lei. Ef Fioando certa a abaixo assignaila do avi/.o, que llie faz oSr. Antonio Dias da Silva Crdial, para mandar receber o importe dos dugueres da casa em que mora su alian- cada ; scienUlica-o tambem, de ipie conti- na Consideral-o ainda fiador dosalugueres d'essa mesm casa m quanto nao Ihe forem entregues as chaves-d'ella ; por quanto nao est arbitrio do fiador desonurar-se d obri- gaga quo conlrahira pelo acto da llanca , todas as vezes (|ue quiser \ e por um simples avizo, em prejuizo. de outrem. As chaves da caza fora entregues em consequencia da anca ; elle est por tanto abrigada fazer entrega d'ellas tambem do propritario , as- sim cmo os alugares. H todava meios dlle desonerai-se ; destes ainda nao lancou mo. Assim por tanto continuar elle ser o responsavel pels/alugueros e chaves para conl Joaquina Mara Pereira Vianna. SS3" No dia 12 do corrente desapareci da porta dos armasens de carne na ra da praia um cavado preto avermelhado peque- no, com cauda, etopete aparado, comcan- galha, e cambitos : quem o achou leve-o ao siti cambumlie n engenho Cordeiro, que ser recompensado ou annuncie por este Diario. V7" Os abaixo assignados declarao ao pu- blico que em sua botica na ra da Cruz D. .'ii, ch-se venda as verdadeiras pilulas \ogetaes do Dr. Brartdreth pelo preco de 800 rs. cada caixinha. Estas1 pilulas sao incon- testavelmenle verdadeiras e forflo mandadas vir dos Estados -Unidos, pelos Srs. H. Fbster & C. negociantes de grande cnceito nesta praed ; acompanhndo as mencionadas pilulas iim diploma dssignado pelo proprio punho do Dr. Brandreth no qual ti mesmo authoriza dos abaixo assignados venderem as suas pi- lulas nesta Provincia : tudo isto se acha pro- vado com documentos authenticos que j foro publicados em nmeros anteriores do Diario de Pernambuco, e apezar dos esfor- (jos ilc alguem nao podero ser contes- tados. Saisset & Companhia. Das-se ooj reis a juros sobre penho- res deouro, ou prata ; nesta Typogafia se- dir- sJf-0 Snrs. VenancioFerreir Lima, Vi- cente Ferreira Mendes Jos da Silva Reis, Jos Ribeiro Noguera, Rento de Lacerda Mu- niz Barretto, ou seos procuradores queiro declarar por esta folha as suas moradias a fin dse Ihe fallara negocio de seo interesse. cyOs Snrs. Bcnedilo Luiz dos Santos, Felicianno Joaquim dos Santos Joaquim de Macedo, Bernardino Jos Paredes, Francis- de Paula Martins ou seos procuradores queir3o declarar por esta folha as suas moradias, a fim de se Ihes fallar a negocio de seu inte- resse. =0 reverendo vigario Manoel FerreiM Br- ges da villa de Goianinha queira annunci- arasua morada por esta folha, para se Ihe fallar. ssy Perdeo-se no dia 14 do corrente na ra nova hum indispensavcl(bolcinha)desenho- ra de casimira branca! e encarnada, bordada de ouro tendo dentro hum masso de chaves e huma garafinha com cheiro; a pessoa que deila tiver noticia ou a achar annuneie a sua morada, ou dirija-se rna da cadeia do Reci- fe D. 63 que ser generosamente recompen- sado. ty.Se alguns Srs. tiverem algus moTeques oscravos ou forros para a pies o officio de al- faiate: dirija-se a ra do queimado quina do beco do Peixe frito I). 1. ssy Alluga-se huma boa casa na cidade deOlinda, na do Amparo n. 31 : traa- se com o propritario no Recife, na ra do Vigario n. 16. M* Pelas diligencias que tem sido feitas , ja nao he oeculto quem soja a pessoa que es- t de posse do cvalo nnw ozilho escuro, an- nunciado por este Diario, e que desapareceO ao amanhecer dodia lo do corrente do quintal da casa terrea na estrada de Luiz do ftegb a- diante do Sor. Veiga tendb o ferro que ligura um M atravessado sobre a p diroila, e nao querendo o seo legitimo dono tizar repenti- namente dos meios que Ihe permitte a lei, pe- de por este a pessoa que la I vez em boa f est possuihdo o sobredito cavallo, que baja de o ir entregar ao Sr. Antonio Jos Gomes de Car- valho que he pessoa legima para rec^bel-o, e para isto se espera todo o lempo que deco'rrer depois que esto annuncio duas veses tiver sido publicado. t.V Para responder annuncio do Snr. An- tonio Cvalcanti inserido no Diario n.' 25q do ll (lo Novembro em que me culpa.de m f ; deyo expr a maneira por que aquelle Snr. obteye as duas letras que me coustilue seudevedor de l:o00j(MK). 0 Snr. Cval- canti credor do Snr. Joze de Oliveira e Mel- lo da q uan ta de 1.800,>000 e por isto tem, hypothecadas urnas trras deste Snr. ; dese-r jando eu compral-as, oppoz-se o Snr. Antonio Cvalcanti negando ao Snr. Mello o direito de vendel-as alienta a sua hypotheca; mas pu- de obter do Snr. Antonio Cvalcanti o cou- st'itimento para venda obrigando-me a pa- gar-lhe a divida em letras ; e assim tractado o negocio (itregou o Snr'. Antonio Cvalcanti ao Snr. Mello o papel de hypotheca', e eu Ihe passei 2 letras do val. de 750,><)00 rs. cada una e Ibas enlreguei. Depois disto ,. como do presumir, pedi-lhe o papel de venda, ne-r i,'arao-nio nao s esta vez como at mais nutras duas allegando o censuravel pretexto, de que s po passarido dahi a 5 mezes de- pois de feito o primeiro pagamento. Escan- dilisado por este proceder e por outras ra- zes entend que nao devia querer o tal contrato de compra das torras e immediata- mente participei aosdois Snrs. certificando a un desta minlia resolu^o,, e d'outro exi- gindo as letras por mim saccadas : entend, que seria isto bastante para desfazimenlo do iim contracto que nao tinha ainda a menor soiemnidrtde judicial ; c de eujoobjecto eu nem ao menos tinha urna posse uiigavel. O Snr. Antonio Cavaleanti negou-me a; letras , e nao me reconheceo capaz de desfazer o con- tracto por isto que liz o annuncio qu sahio no Diario a 29 de Outubr em que lho dava o prazo de 20 dias para nelle cobrar- me as letras, o ento nessa occaziSo que eu. desejo seja o mais breve possivel, mostrar eu, que nao sou devedor do Snr. Antonio Cval- canti e a maneira pouco licita com que el- lo quer cobrar-me duas letras que forfto a sua m3o por ser bem conceituado por mim. O Publico nos far justie; nao s dando-mo razo em nao querer ser devedor do Snr. Antonio Cvalcanti por tdes ttulos ; como na dilferenca porque eu o tracto e elle a mim quando temos a escrever para o publico., Muito obrigar a Impresso disto ao seu af- fectuoso Criado Antonio Bizerra Cvalcanti. ssr~Boga-.se ao Thezoiireiro da Lotera da. Matriz da Boa-vista nao pagUeo meio blhete, n. 2347 cujo bilhete foi dezencaminhado e seacha firmado no verso qom os segUintes nomes Joze Caetano Farges Carolina e Mar- garida Roza de Lima e Joze dos Santos Porto. szr Queni qizer comprar o sitio deoomi-> nado Cassote que demarca com o EngenhQ Giqui e o Engenho L'xa cqm grande baixas para capim o de plantagfles , tendo alguma lenha ; queira dirija-se ao sea propritario Domingos Pires Ferreira.,. mo- rador na ra por detraz da Boa-vista y ao p da caza do Major Manoel do Naiscimerito da Costa Monteiro. vjj~ A (om'misso Administrativa da Soci- edade Pastoril convida todos os Snrs, Socios, para se reunirem boje (15) as 6 horas, e meia da tarde ha casa do Theatro. . S^T* Dezpareceo no da 2 d'Oulubro p. p J um preto de nome Manoel. na'^aq,congo ^ idade 20 annos estatura regular,, bonita fi- gura gordo rosto redondo, plhos abuga- Jhados, pez pequeos o no direito o dedo grande redondo procedido d'um panericio j leyou vestido carniza.d'a'lgodao trancado j, cal- cas d'estrjpa das llhas e bonet inglez. Jorga naoao Angolla idade 22 annos baixo ,; rosto redondo, olhos grandes urna marca bordada em cada um dos bracos j auzentou-so no dia 2^,d-1; Novembro p. ; fevou tambem ca- rniza de algodo trangado, e caigas d'estpa remendada e suja. Luiz nago camundongor idade 20 annos, alto, seco, corpreta,o- Ihos alguma cousa vesgos ; levou a mesma roupa do outro e bonet inglez -y desapareeeo na noite do dia 26 a 27 do passado : quem. os aprehender leve-o caza da quina derrente do Trapixe novo que ser gratificado. gffS Aluga-se um sotfie dependente cotn muito bon commudos : na ra da Florentina sobrado novo ao pe da mar. Cr A quera lhe faltar um cavallo dirija-se atraz dos Martirios casa de 3 portas verdes, que dando os signaes ths ser entregue. OT Offereee-se urna senhora capaz viu- va e desempedida de muito bons costumes , para ama deaiguma senhora viuva ou mesmo de um homem na mesma circunstancia; -quem precisar dirija-se a ra da Gloria D. 15. cr Jorge Patn socio da casa de Jones Patn di Companhia estabelecido nesta C- dade, retirou-se para Europa deixando por procurador da dita casa Roberto Felippe AVood. cr Quem annunciou pretisar da 160 a 200*000 a juros sobre urna negra dirija-se dejonte da ribeira da boa vista venda por bai- xo de um sobradinho. cr* Aiuga-se o 1. andar do sobrado da ra de agoas verdes passando o beco que en- tra para a ra de Hortas -, a fallar no mesmo. cr 0 Secretario da Sociedad Lubentina de Bebenbe avisa aos socios que a commis- ao tem marcado o dia 27 do corren te para a sea primeira partida. cr Precisa-se fallar ao Sr. Jos Garlos de Mendonca ou a seu procurador a negocio de seu interosse. W OsSrs. assignantes do Universo Pito- resco podeni dirigir-se a casa de Manoel Ri- beiro de Silva na ra da Gruz n. 22 para re- ceberem os 9 e 10 do mesmo Jornal. cr Preciso-se de 200,000 juros da um por cento ao mez por tempo de 6 mezes , sobre pinhores de ouro e prata -, quem qni- ser dar annuncie. cr 0 Sr. Manoel Boarque de Macedo ou alguem por ella queira dirigir-se a ra do Crespo D. 12 para se lhe entregar urna carta vinda do passo dos patos. cr Em 20 do mez passado desapareceo um escravo creouio de nome Benedicto, que foi bolierro de Joo de Alemu Cisneiro de estatura baixa barbado, olbos pequeos , tendo na cara alguns signaes de bexixa foi visto outro dia na Gidade de Olinda com urna eabrinha de sua amisade, forra de nome Pau- lina, cujo escravo se intitula forro e marido e marido da dita eabrinha : quem o pegar le- ve a ra do soln. 8 que ss gratificar com 50*000. xsr O Sr. Manoel da Silva Couto residente m Olinda queira annunciar a sua morada para se lhe fallar a negocio de seu interesse. cr Na padaria da ra da Guia n. 5 pre- cisa-se de um homem para vender pao com um negro pelo matlo. cr Aluga-se o segundo andar da casa da ra nova D. 19eom com modo para urna fa- milia : a tratar na ra da cadeia velha loja por baixo da residencia do Gorretor Oliveira. cr Qum precisar de um homem capaz para qualquer escriplorio tanto no com- mercio como de qualquer advogado ou al- gum cartorio tem pratica tanto do cora- mereio como judicial a quem diga bem de sua conducta; quem o pretender annuncie, xw Precisa-sede ama para casa de um homem solteiro, s se exige que saiba cozi- nhar : na ra da Madre de Dos por cima do alfaiate Lima. tsr Aluga-se urna casa de um andar com um grande soto com janelas para a ra, com commodos para grande familia no bairro da boa vista na ra formosa ; quem a pretender dirija-se ao atierro da boa vista D. 16. xsr 0 primeiro Secretario da Sociedade Nova Pastoril, partecipa a todos os Snrs. So- cios que a sesso extraordinaria do dia 13 docorrente, continua hoje palas 7 horas da tarde, e esta partecipaco se entende mui principalmente com aquellos que faltaro sem participago. cisca Bernardo de Matos ; quem quiser carre- gar ou ir de passagem dirija-se a F. M. Rodri- gues & Irmos na ra do trapiche-n. 12. Para o Ro de Janeiro segu cera toda bre- vidade o Pataxo Nacional Josephina Capitn Francisco Jos Ribeiro ; quem quiser carregar ou ir de passagem dirija-se a Gaudino Agos- tadlo de Barros atraz do Corpo Santo D. 67. LE1LOENS. xsr O annunciado para a venda de grande percode mobilia nova e uzada louca vi- dros e &c. no dia 7 fico transferido era con- sequencia da posse do Ex."0 Sr. Presidente da Provincia, eter lugar Quinta feira 16 do corrente as 10 horas da man ha no segundo andar da casa dofronte da do fallecido Snr, Thomaz Lins na ra neva. xsr Que fozem Kalkmann & Rosemnund, por intervengo do Corretor Oliveira Quarta feira 15 do do corren te as 10 lloras da manh, no seu armazemda ra da Cruz das seguin- tes fazendas e miudezas, a saber: fitas de seda lavradas com Hstras douradas dita de setim e de retroz pennas para escrever, mei- ase luvas de algodo, ticos mui finos, sus- pensorios de burracha ordinarios e finos col- xetes, marroquins de cores, bezerros fran- cezes botes de osso polidos brincos e ro- zlas envernisadas espoletas, 'thesouras , flores artificiaes, e outras muitas miudezas francezase hamburguezas chegadas nos uKi- mos navios xar Que faz Victorino Augusto Borges per conta e risco de quem pretencer, de urna por- go de carne do seFtfio em caixotada Quinta feira as i0 horas da manh no armazem de Antonio Joaquim Pereira junto a escadinha da alfandega. cr Que fazem Lenoir Puget & Companhia perante o'Chanceler do Consulado de Franca por ntervefigo do Corretor Oliveira de 57 resmas papel de peso avariado por cnta e risco de quem pretencer Quinta feira 16 do corrente as 9 horas da manh no sea ar- mazem dama da Gruz. COMPRAS. xsr Farinha muito superior >, sendo moi-1 com fumo para charutos, gangas amardas da de trigo novo do nltimo carregamento das lencos pretos de seda da india, toalhas ada- maras XXXF e XXX que vende-se por pre- - fabrica de farinha do atterro cr Urna porco de azeite de coco: no atterro da boa vista na fabricado farinha. xsr Urna porco de eaibros travesados e cordas para andames de casa: em fora de portas venda D. 18. tsr Moleques e negrinhas de idade de 12 a 2oannos i na ra do Vigario n. 21, xsr Um escravo mogo de nago, de boa figura que nao tenha vicio -, e tenha prin- cipio de coznharo diario de urna casa : no largo do Terco venda D. 1, e 4. tsr Escravos de ambos os sexos com offi- cio ou sem elle de idade de 12 a 20 annos : na ra do Fogo ao p do Rozario D. 25. tsr Urna morada de casa terrea em qual- quer dos 3 buirros que nao exceda de 1:500o na ra larga do Rozario loja de miudezas D 7 se dir. AVISOS MARTIMOS Freta-se para qualquer porto da Europa a Barca Ingleza Gigar de primeira classe, de 332 toneladas muito boa de vella e forrada de cobre -y a tratar com os seus consignata- rios Gaskell Johns & Companhia. Para Lisboa com toda brevidade o Brigue Portnguez Tarujo : forrado de cobre ; quem quiser carregar ou ir de passagem para o que fem excellentes commodos dirija-se ao seu consignatario Francisco Severiano Rabello no forte do mattos. Para o Porto segu viagem com muita bre- vidade o bem conhecido Bergantim Portuguez Florde Beiris, Capito Jos Thomaz de Lima; quem quiser carregar ou ir de passagem para oque tem excellentes commodos. dirija-se o Capito on a Manoel Francisco Pontes. Para Maranhao' em poucos dias o b?m co- nhecido Brigue Escuna Laua, Capito Fran- VENDAS tsr Sedas ricas para vestidos chales e mantas de seda francezas por commodo pre- go : na ra do Queimado D. 1 vindo da ra do Crespo primeira loja de Francisco Jos Teixeira Bastos & Companhia. xsr A armago e mais pertences da venda da praga da boa vista D. 4, que consta de urna balanza grande e nutra pequea e um resto de miudezas muito deminuto todo ne- gocio se far a vista do comprador e tambem se aluga para outro qualquer estabelecimento: a tratar na mesma. cr Farelo a 5*000 o saca de 3 arrobas, ou 2*800 sem o saco para engordar cava- ios os compradores acharo este farelo mui- to mel.'or do que aquello que vem de fora, pois he fresco e novo tambem da mais sus- tento ao cavallo o qual o peso do farelo mos- trar : na fabrica de tarinha do atterro da bea vista. tsr Travs de 34 a 5o palmos de comprido, e um palmo em quadro : a traz do theatro em a barcaca que os tem. tsr Tinta verde e olio de linhaca a 240 a libra paiosa 240, e a duzia a 256o lin- goissas a 360, papel de peso em meias res- mas dito almasso e de embrulho massas de todas as qualidades caixas e meias ditas de passas alpista 480 o quarteiro e todos os mais gneros por prego commodo : no lar- go do Tergo venda D. 1 e 4. cr Per 60*000 urna commoda de Jacaran- da nova e feita a moderdena ; um guarda roupa uzado composto de novo ; na ra es- treitado Rozario D. 25. cr Dous moleques de idade de 18 annos de bonitas figuras : na ra do colegio Deci- ma 10. co "barato : na da boa vista. cr Um novo sortimento de calcados, bor- zeguins gaspiados para homem ditos gaspia- des todo em roda para sanhora botins de bezerrofrancez e de Lisboa para bornem e meninos, e meios botins sapatos de se- tim pretos e de cores ditos de duraque di- tos de marroqnim francezes sapatinhos de colxete para meninos, sapatos de conro de lustre para homem e senhora ditos de be- zerre de urna e duas solas para homem e ou- tras muitas qualidades de calcados por prego commodo : no atterro da boa vista D. 9 e aa praga da Jndependencia D. 17. cr 0 bem acreditado vinhe de Porto cha- mado de ramo por nao ter confeigo a 1500 a caada, e 200 rs. a garrafa: na ra estrei- ta do Rozario D. 28. cr Um escravo mogo perferlo cozinheiro de forno e fogo um dito official de alfaite corta e faz toda obra, urna preta moga re- colhida, engomma cozinha e faz todo o ser- vigo de urna casa urna escravo carpina que se d a contento urna negrinha de idade de 12 annos sabendo ja coser, urna escrava de nago muito boa cotinheira e lavadeira e urna preta moga por 520*000 ^ na ra do lo- go ao p do Rozario D. 25, cr Dous predios na ra de S. Amaro em fora de portas a saber um terreno do lado da mar pequea e o segundo passando o so- brado do Barboza o qual est atterrado com alicerces promptos, eos muros da frente e lados levantados > assim como tambem tem dentro porgo de tijolos e uns telheiros que ja esto rendendo, e ifm sobrado do lado oposto onde tem padaria : a tratar na ra do Vigario D. 16. cr Carrinhos inglezes de patente da me- lhor construego de 2 e de 4 rodas para um ou dous cavallos, com coberta e sem ella, e com todos os arreios lampies e completos a prego de 350*000 sto 1:200*000: cm casa de Me. Galmont & Companhia, na ra da ca- doia do Recife. tsr 40 e tantas cabegas de gado sendo vas- cas paridas, novilhas, garrotes e garrotas , por prego commodo e vres de mal triste por serem do pasto : na ra da Madre de D- os primeira loja de fazendas n. 22. cr Na loja de urna porta dapracinha do Livramento D, 32 chaleiras n. 2 a 1*000 , n. 3 a 1*200 cagarolas n. 8, 9, e 10a 1*000 serrotes grandes 28 ps a 1*000 pequeos 12 a 400 14 a 480 16 a 600 thesouras de altaiate a 240 ditas de ponta aparada a 480, ratoeiras de ferro a 280, pedras' finas para navalhas a 480 espelhos grandes de jogo de damas a 1000 e a 640 os mais pequeos ca- ivetes finos para pennas a 160. massos de creo a 160, caixas de obreias a 60 rs. ditas de lamparinas a 60 rs. ditas de linha de marcar a 80 rs. palmatorias de lato a 480, chaxolas a 320 sacarrolhas de eseova a 160. cr Panno de linho aberto para toalhas e tengoes lengos de seda para gravata meias curtas de linho chapeos de sol de seda ro- setas de ouro para senhora e meninas, toa- lhas de linho ludo do porto e por prego com- modo : na ra do Eagundes sobrado de m andar D. 4. cr Sal de Lisboa a bordo do Brigue Por- tuguez Conceico de Maria : a tratar com Francisco Severiano Rabello no forte do ma- mascadas e salitre refinado ludo por pre- go commodo : em casa de Matheus Austin & Companhia na ra do trapiche novo n 12. tsr Dous capotes proprios para senhora , amdas novos com gola de veludo, viudos ltimamente de Portugal Je um cobertor hespanhol: na ra do colegio loja de Livros D. 12. C5" Chapees de massa frarrcezes do ultimo gosto panno fino encarnado proprio para opas e vivos de fardas cambrais admasca- das, bretanha de 6 varas muito finas de linho, chales de toquim da india muito finos : na ra do cabug D. 7. cr 4 moleques de idade de 12 annos de bonitas figuras um prete de idade de 4o an- nos por 320*000 bom cozinheiro e canoei- ro urna preta da costa cozinha lava rou- pa e lie boa quitandeira que d 400 rs. por dia : na ra de agoas verdes casa terrea De- cima 57. cr Uma meza redonda de jacarnd de meio de sala e nova: nesta Typographia, se dir quem a vende. cr Um molato d idade de 24 annos, bem poreoido official de pedreiro vende-se por preciso : no convento do carme cubculo 7 andar de cim*. ESCRAVOS FGIDOS. cr DesapareCeo um preto de nome Anto- nio da costa, Alto magro coxo de uma perna tem os olhos um tanto vermelhos, levou camisa e caigas de brim : quem o pegar leve a casa de Manoel Alves Guerra na ra do Vigario que gratificarn cr Fugio a 3 dias do armazem de assucar da ra do Vigario u. 7 um preto de nome Ma- noel de nago cabund alto, e feio de ros- to levou caigas de brim ja suja e camisa de baeta encarnada costuma embeb^dar-se, e an- dar pelas 5 ponas ou pelo atterro da boa vis- ta ; quem o pegar leve ao dito armazem que ser gratificado. cr DezapareceU no dia 28 de Novembro passado um negro de nome Domingos nago angolla tem os seguintes signaes : oficial de calafate mal encarado com um grande ta- Iho sobre um olho d'uma cutilada que levou, bastante grosso do corpo e costuma andar com duas caigas por ter os escrotos grandes e caiga e carniza de fazenda grossa porem bra- ca ; julga-se andar trabalhando com aiguma pessoa que o acoita : e por isso roga-se aos capites decampo e mais pessoas do povoo aprehenderem e leval-o ao beco da Linguela ao eu Sr. Joaquim Joze Rabello que grati- ficar o trabalho. MOVIMENTO do porto NAVIOS ENTRAbOS NO DIA 15. Benguella ; 27 dias Hiate Brasiliro Gram Cruz de 32 tonel Gap. Urbano Jos dos Santos equip. 9 carga lastro de areia i a Antonio Carlos Francisco da Silva. Rio de Janeiro ; 39 dias Brigue Brasiliro IncansaVel Maoiel de 2o7 tonel. Capito F. J. de Medeiros equip. 15 carga car- ne secca : a Amorim Irmos. SAHtDOS N0 MESMO DIA tos. cr Cangires e canecos sortidos de louga fina chegados ltimamente de inglaterra, com o retrato de S. M. o Imperador mui bem feitas e por prego commodo ; na ra da ca- deia do Recife venda D. 62. xsr Chales de seda de gosto moderno e l- timamente chegados : na loja de Carioca & Sette na ra do Queimado. cr Uma escrava de nago com todas as habelidades precisos para uma casa : na ra de S. Bom Jess das creoulas sobrado de 2 an- dares D. 10. cr 600 toneladas de carvo de pedra a bordo do Brigue Dinamarquez Anicitia clic- gado de Hamburgo : em casa de Hermano Mehrtens na ra da Cruz D. 25. cr Um escravo de nago, de idade de 24 annos, bom trabalhadorde cuchada o sabe- toca r caixas de assucar : na ra do cotovelo D. 62 do lado do naseen te. cr Um sobrado na ra de S. Gonsalo da boa vista pegado ao do Sr. Francisco da Sil- va : a tratar na ra da Cruz n. 35. cr Meias de linho abertas de diferentes modellos para senhora e tres Imagens sen- do uma da Conceico S* Jos e do Menino Dos : na roa de Hortas sobrado D. 24. cr Barricas e sacas com farelos barricas Genova ; Polaca Sarda Copernico Cap. Jo- o Baptista Goleio carga assucar. Rio de Janeiro ; Brigue Brasiliro Imperial Pedro Cap. Joaquim A. Vieira : carga diversos gneros. Halifax ; Brigue Inglez Diadern ; Cap. John Grant, carga couros. Advertencia Roga-se encarecidamente a os Snrs. Assi- gnantes que em menoscabo de seu devep, tem deixado de pagar o importe da assignatu- ra queiro fazel^o a quem lhe apresentar o recibo, sem que usem da frivola desculpa de dizerem que s pagar a fuo quando a obrigago pagar a quem apresentar o> reci- bo ; ou que s pagar em tal tempo quan- de bem sabem que a subscripgo adianta- da. Estes pretextos mais. provenientes do. pouco desejode pagar do. que filhos de ra- zOes plausiveis, fazem com que se tenha tornado insupportavel a arrecadaco do que se deve ; pois aquillo que se deveria cobrar de uma s vez, exige que o Cobrador procu- re dez ou mais vezes o intilmente. RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. 1841, |
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