|
![]() |
|
| UFDC Home |
myUFDC Home | Help | RSS
|
|
ALL ISSUES
CITATION
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Full Citation | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
STANDARD VIEW
MARC VIEW
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Full Text | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
-
"T"~" Auno do 1841. -8exta.Feira 10 de Tudo agora depende de no tnesmos ; da nossa prudencia, moderac, e energa : con- tinenos como principiamos, eseremos apontados com admiraco entre as K oes msis Gal,lf (I'roelamajio di Assemblea Geral brasil.) PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES. Coiasma Paraiba, e Bio grande do Norte, na segunda e sexta feira. Bonito e (isranluns, a 10 e 24. Cabo Serinbaem, Rio Formoio, Porto Calvo, Macei, e Alagoas no 4 II, 21. Paie' 13. Santo Antiio, .quinta ftira. Olinda todds os dias. DAS DA SEMANA. 6 Seg. Nicolao, cbancb. Aud. do .luis de Direito da 2. Tara. 7 Tere. s. Ambrosio. Re. Aud. do Juii de Direito da 1. Tara. S Qua'rt. Conceicao de N. Snra. s. Romnico. 9 Ouint. f. Leocadia, chancli. Aud. do Jnit de Direito da 2. Tara. 10 sext. s. Melquades. Aud, do Juiz de Direito da 1. rara. 41 sab. s. Dmaso. Re. Aud. do Jnix de Direito da 3, Tara. 42 Dom. 3, do Adenlo, s. Justino, Dezembro. Anno XVII. N. 269. O Diario publica-ie lodos os dias qo* nao forera Santificados: o preco da assienatura be de tres mil reis porquartel pagos adianlados. Os snnuncios dos assignsoles sao inseridos grsti*, eos dos que o nao forem rato de 80 reii por Iinha. As relemac5es derru ser dirigidas a esta Typografia ra das Crines D. 3, una prsra ds Independencia lojas da lirio* iS limeros 37 e 38. CAMBIOS no da 9 de Drzembuo. Cambio sobre Londres 3") d. p. ll.'OOO. i> Psris 320 reis p. frsnco. Lisboa 80 a 85 p. 100 de pr, Ol'o-Moeda de 6,400 V, i 4,500 a \ t\ ,700 N. 14,400 14,600 de 4,000 8,100 a 8,200 PlATA-PataCcs 1,640 a 1,600 PraTa Peos I'olinnnarea 1.640 a 1,660 Mexicanos 1,620 a 1,640 miuda 1,440 a 1,460 Moeds de cobre 3 por 100 de disconlo. Disconto de bilh. da Alfandega le, or 109 ao me-7. dem de letras de boas firmas 1 ale. Preamnr do da 1. a 2 hora 2. a 2 hora de 10 Dezembro. 6 ni., da larde. 30 ni, da manh. PHASES DA LA NO HEZ DE DEZEMBRO. Qaart, ming. a 5 -- s 9 oras e '63 m. da manda. La Nora a 12 na 7 oras e 11 m. da larde. Quart. cresc. s 20 -- kt 0 oras e 12 m. da tarde. La ebeia a 27 s 4 oras e 12 m. da tarde. IHARIO l)E MI. V\ IIH < O. mSmSSSSS^Si ^^^^ala^BagBagaaB SSS^iSSSS^iSSSSi^Smm SSmSmS^mSSSSm PEHNAMBCO. GOVERNO DA PROVINCIA. EXPEDIENTE DO DA 6 DO CORENTE. OITIcioAo Exm. presidente do Espirito Santo aecusando a recepc&O do seo ollicio de ,p> de novembro ultimo acompanhado dos ex- emplares dos actos legislativos da assemblea daquella provincia. DitoAo commandante das armas, com- municando-lbe que S. M. o Imperador por aviso de20 de novembro ultimo houve por bem conceder passagem para o batalho provisorio de cacadores mandado organisar nesta provin- cia ao cadete da compannia provisoria de fu- zileiros da corte Francisco Firmino Caval- cante. DitoAo mesmo para comparecer com toilos os olliciaes de primeira linba as 11 llo- ras do dia 7 do crrenle no palacio a lim de assistirem a posse do Exm. Sur. baro da Boa-vista, nomeado presidente para esta provincia. DitoAo inspector da lliesouraria da fa- zenda ordenando-llie avista do que infor- mo! em seo ullicio desla data que mande a- lronar ao lente Joo Marinho Cavalcanle de Albuquerque os vencimentos e commc- dorias que requer. DitoAo mesmo convidando-o para as- sistir a posse do Exm. Snr. baro da Boa- vista do cargo do presidenta da provincia, comparecendo no palacio as 11 horas da ma- nho do dia 7 do frrente. Iguaes ollicios foro dirigidos ao inspector da thesouraria das rendas provinciaes, presi- dente da Yelaco, cheles de repartieres publi- cas, engenheiros commandantes de navios da armada etc. etc. DitoAo inspector da thesouraria das ren- das provinciaes communicando-lhe que presidencia tem nesla data concedido a demis- so que Ihe pedio o niajor Manoel do Nasci- mento da Costa Montciro do cargo de prefeito da comarca. Dito Ao commandante Superior da guar- ' da nacional do Becife, communicando-lhe que tendo sido approvada a proposla dos ol- liciaes para o sexto batalho cumpre que a faga publicar em ordein do dia, ordenando aos promovidos que soliciten! as suas pa- tenles pela Secretaria. Coneedendo a demissao que Vm. acaba de pedir-me do lugar de prefeito desla comar- ca eu faltara ao mais grato dmeos deve- les sedeixasse de louval-o pela briosa ma- neira por que se condusio no exercio do seo empreo, durante o lempo de niinha admi- nistraco, cumprindo-me declarar-lhe que deve Vm. entregar a prefeilura ao promotor publico na forma da lei. Deas guarde a Vm. Palacio do governo de Pernambuco 6 de De- zembro de 481. Manoel de Souza Teixeira Snr. major Manoel do ISasciment da Costa Monteiro. Illm. Snr.Altendcndas rases que V. S. expende cm seo ollicio de 4 do frrente, cuni- pre-mesignilicar-lhe para sua inlelligencia, que por portara desla data tenho-lhe con- cedido adnmisso, que pede, do lugar de secretario da provincia, louvando-o muilo pe- lo bom servico, que fe/ no exercicio do dito lugar e pela franca e leal coadjuvacao que V S. prestou a ininba adniinisliacao. Us sentimentos patriticos que V. S. manifes- ta no seo mencionado ollicio sao mais urna provado seo decidido zelo, einleres.se pela prosperidade do Imperio e do aferr e adhc- so que sempre consagrou augusta pessoa de S. M. o Imperador. Agradeeendo-lhe fi- nalmente as ex pressoes do seo olr/.equio (tara comigo concilio renovando a V. S. os meos protesta de particular estima, e consideraban. Dos guarde a V. S. ftsJaflio do governo de IVrnambuco 6 de dezembro de 1811 Manoel de Souza Teixeira -Sur. Doutoi ' Francisco Miiniz Tavares. DitoAo inspector do arsenal de marinha, enviando-lhe para suas inlelligencia e execu- Qo urna copia do decreto de 2 de 7b.ro ultimo pelo qual 8. M. o imperador, houve por bem faser extensivo aos individuos da armada naci- onal e corpo de artilheria de marinha,incurso* no crime de primeira deserco o decreto n. 81 de 18 de julhodo corren le anno que con- cede perdao aos desertores do exercito. DitoAo agente da companhia dos paque- tes de vapor para faser dar passagem no vapor que ora segu para as provincias do Norte dous soldados que vo em servido, hum na qualidade de camarada do segundo lente Joo Marinho Cavalcanle de Albuquerque, que regressa para a provincia do Maranho, e outro que segu para a provincia do Cear de cuja guarnico faz parte. DitoAo mesmo, respondendo-lhe que po- de faser sair paraos portos do Norte o vapor S. Salvador logo que tenha completado as 48 horas de sua eslada no desta cidade. DitoAo thesoureiro da lotera concedida a favor das obras da igreja de Nossa Senhora do Bosario da Boa-vista remettendo-lhe para seo conhecimento urna copia do novo plano approvado para cada urna das meias lotera da referida Igreja. PortaraAo commandante geral do corpo de polica para faser marchar o mesmo cor- po para a frente da Igreja de N. Senhora da Conceicao dos Militares a lim de servir de guarda de honra durante a testa da mesma Senhora. 0 presidente da provincia ha por bem con- ceder demissao do lugar de secretario da mes- ma provincia aodoutor Francisco Muniz Ta- vares ; e nomea para servir interinamente o referido lugar ao uilicial maior da secreta- ria Antonio Jos de (Hiveira.Palacio do governo de Pemambuco 6 de dezembro de 1841 -Souza. OllicioAo inspector da thesouraria das rendas provinciaes, communicando-lhe o con- teudo na precedente portara. Calmont & Comp. a quantia de 19;529*109 reiscorrespontente a L. si. 2.42olo! 1 ao cambio de 29 5|4 dinheiros aterimos por I 000 reis, valor de huma letra a 90 dias vista, que saca rao com a ahonaco de A. S. da Cunha Guimares, sobre Me. Calmont Brox&Comp. de Londres, a favor dos a- gentes do Brasil na mesma cidade. dem do da 4. Ollicio Ao Exm. Sr. presidente da provin- cia, informando novmente o requerimento de NunoMaria de Seixas em que pretende por aforamento o terreno alagado no lugar de fora de portas do Bairro do Becife desta cidade ja demarcado sob numero 94. Dito Ao procurador fiscal interino da fa- senda remettendo por copia o do inspector da thesouraria de fasenda da Prov.'das Alagoas, com os documentos que o acompanharo a lim de proceder na forma do seo parecer de dous do correte. Portara Mandando entregar pela caixa da receita geral do exercicio corren le a Pai- va & Manoel, 5;000tf000 reis valor de huma letra a 40 dias precisos que em 3 do corren te saccaro com ahonaco de A. B. Pinto de Mis- quita sobre J. D. Castro & Comp. da Pro- vincia do Maranho, a favor da thesouraria de fasenda da mesma provincia a quem foi remettida por conta das prestaces determina- das pela ordem do tribunal do thesouro publi- co nacional de 22 de julho precedente. TESOl BABIA DA FAZKNDA. EXPEDIENTE DO DA 1." DO CBRENTE. OllicioAo coronel Firmino Herculano de Moraes Ancora inspector geral das obras pu- blicas para dignar-se de proceder a demarcar gao do terreno no lugar de Fora de Portas, que por despacho do Exm. Sur. presidente da provincia foi concedido Joo de Brito Cor- reia. DEM DO DIA 5. OllicioAoExm. presidente da provincia , rogando exjmdisse a neoessaria ordem a lim de ser removida a guarda da alfandega para a nova casa, que lica no pavimento terreo do lorreo novmente feito no correr da ruada Madre de Dos 5 e bem assim o oratorio que representa hum dos passos da Paixao de Chrislo. Dito Ao mesmo Exm. Snr., partecipan- do licar na intelligencia do que praticou o commandante da liba de Fernando de Noro- nha com o pagamento das pravas do quinto batalho de cacadores provisorio do Maranho expedicionario ao Sul, que ali licaro por do- entes. DitoAo mesmo Exm. Snr. dizendoque constando achar-se fechado o barraco conti- guo ao convento da Solodade e que talvez nao seja por ora necessario para o servico pu- blico, rogavasedignas.se de communicar se pode ou nao ser arrendado em hasta pu- blica. Dito Ao coronel Firmino Herculano de Moraes Ancora, inspector geral das obras pu- blicas para dignar-se de mandar proceder a demarcacao do terreno de marinhas concedi- do ao procarador licsal Antonio .loaquim de Mello no lugar do aterro dos A logados. Portara Mandando entregar a He. ARSENAL DE MARINHA. O Illm. Sr. Inspector do Arsenal de Mari" nha manda faser publico que no dia 2o do correte pelas 11 horas da manh se po- ra em arremataco o fornecimento dos objec- tos abaixo declarados para as embarcaces d'armada pelo lempo de trez inezes a contar do dia 7 de Janeiro prximo em diante ou at o fim de Junho tambem prximo se os precos dos referidos objectos a isto convi- dar. As pessoas aquem convenha faser seine- Ihante fornecimento sao convidadas pelo mes- mo Illm. Sr. Inspector a comparecer nesta secretaria em dito dia e hora munidas das competentes propostas ; certas de que o fornecimento ser entregue a quem por me- nos o iser com os objectos da melhor qua- lidade Secretaria da inspeceo do arsenal de nvi- rinha de PcrnambucoO de Dezembro de 18-11. Alexandre Rodrigues dos Aojos , Secretario. Objectos postas em arrematles, c aos quaes se refero o annuncio supra. Carne verde farinha agurdenle as- sucar, vinagre loucinho bacalho azei- te doce fcjo azeitede coco, sabo, spur maceti seboem vellas arroz tintas bran- ca e prcla agua-rz seccanle taixas de cobre ditas de ferro arcos de tonel di- tos de pipas tijollos ingleses cravos de pi- pa arcos de ferro de huma polegada a huma EDITAL. Acamara munipal da cidade do Becife e seo termo etc. Faz saber que no dia 7 do corren te tomn as redeas do governo desta provincia o Exm. Snr. baro da Boa-vista por nomeaco de S. M o Imperador o Snr. D. Pedro Segundo , conforme a carta imperial mesma C- mara dirigida com data de 17 de Novembro prximo passado : o que a cmara apressa-se , como Ihe incumbe a lei a communicar aos habitantes de seo municipio. Cmara municipal da cidade do Becife 7 do dezembro de 1841. Jos de Barros Falc3o de Lacorda Pro-presidente. Fulgencio Infante de Albuquerque e Mello. Secretario. OSr. Dr. Casemiro de Sena Madureira ; foi nomeado e tomou posse ontem 9 do corren- te de secretario do Coverno Provincial. DIARIO DE PEIMHBUCO. e um (piarlo , ta d'escrever. papel almaco penas e tin- Alexandre Bodrigues dos Anjos. COLLECTOtm DO MUNICIPIO DE OLINDA. Ocollector da decima e mais impostos de Olinda manda lembrar a todos os seos col- lectailus, que o presente mez he o marcado na lei para a cobranca passiva a boca do cofre, do primeiro simeslrc do corren te auno linanceiro de 1841 a 1842, e que lindo este pras se proceder ejecutivamente contra os omissos ; e para nao alegarem ignorancia faz publico pelo presente eporeditaes, efixa- do nos tugaras mais pblicos do municipio. Collecloria de Olinda 1 de dezembro de 1841. O pserivo Joo Gonsatvcs Hodrigues Fianza. MAIS CORREIO DO NORTE N. "4. J iamos nutrindo algumas esperanzas do que o Sr. Borgcs da Paralaba >or outra o ex-Abelha, e ex-Bepublico se fosse chegando ao reg e desengaando da tal parvoigada de separaQo de Provincias do Norte j nos preparavamos para Ihe dar os parabens da sua prompta converso, fosse ella nascida do ne- nhum accolhimenlo, que ti vera a sua ideia , ou d'outro qualquer principio ; pois nao de- sejamos com o Divino Mestre a morte do pec- cador, se nao que se converla e viva j li- nalmente nos lisonjeavamos do nosso triunfo , ou antes do triunfo da razo, e da ordem , quando nos chega s maos o desgranado N. 4 do novo Bepublico ora chrismado em Correio do Norte : e vista deste facho d'anarchia exclamamos. O Snr. Abelha da Paralaba he incorrigivel em sua cegueira democratico- desorganisadora ; c quando foge das brazas he para arremessar-se s lavaredas. Apezar de ter feito fervorozos votos ao Fa- ctor do Universo para que cliegue o dia da redempeo, isto he 5 o dia da desmembraco das Provincias ; apezar do espirito republi- queiro, que resumbra de todas as suas pala- vi as o Sr. Antonio Borgcs da Paralaba re- cua diante da opinio publica que anathe- matiza o seu desgracadissimo pensameitto de separadlo de Provincias ; mas como querendo o mesmo lim porem por outros meios, pre- ga desembandeiradamenle a iusubordinacao , a reyolta e a anarchia e proclama em alto, e bom som que o novo Cdigo do Processo nao se pode conciderar lei do Estado 5 e que cada hum Brazileiro tem direito de Ihe resis- tir e de resistir aos novos agentes creados por esse projecto da Cmara vitalicia Que tal o Snr. Abelha ? O cerlo he, que nunca de mo mouro bom Christo, e a qu^m huma vez leve o demo sempre Ihe fica o geito. E porque havemos de resistir ao novo C- digo ? A raso do Snr. Bepublico he das que se coslumo chamar de cabo d'esquadra. He porque o Projecto foi aprovado sem discusso na Cmara dos Srs. Deputados : he porque a elle se opunha huma quasi imperceptivcl minora. Onde vio, ou achou o Sr. Abelha da Parahiba que a falta de certo numero de disnussfles importa a nuilidade de qualquer lei ? Ignorar que o numero e maneira das dscussoes dos projectos sao cousas dos Begimenlos das Cmaras que as podem dis- pensar quando o julgurem preciso con- veniente ? Nao saber que o Begimeii Re- presentativo he o Coverno das maiorias p nem jiode ser d'outra sorle ? Sem discusso tem passado na Cmara temporaria algumas de iiossas leis como sejo : a da Guarda Nh do-as Millas, e concitando os poyos i resis- cutado he que teremosde eonheeer as suas encia. Suppouha, que hum projeeto de le appresentado em qualquer das Cmaras lie reconheeido til vrdadeiro, se nao o que pode ser compre- hendido : 3. inalmenteem nao achar certe- za se nao em os argumentos da Lgica, con- incredulidade con- que os nossos sen- ns nao vantagens ou desvantagens. Em lodo o caso o que nos cumpre he obe- , vantajoso, e justo pela decer -lei, e tal deve sor a linguagem do ci- duzem necessariamente a m iioria : que necessidade lia de esperdigar dadao honesto do escriptor publico, embora ; sequen te ao atheismo ; porq tempo em o discutir ? Approva-o immedia-1 pertenca ao partido da oposigao. Se o tem- tidos nao nos mostrao a Divindade, lamente, e o faz rom todo o direito. As po for descobrindo no novo cdigo esses gra- a -podemos comprehender, e nunca a raso discussOes nao tora outro lim se no por ves deffeitos que algims ja de antemao Ihe pode'provarhuma existencia independente. em contraste as ideias elucidar a materia aforoo as queixas as represen tagnes 6 ca- A antitliese da incredulidade he a creduli- para que do embale das opnlfles resulte o < mor publico chegaro ao seio da Represen- dade exagerada. A primeira nao er nada de inclhor aeerlo : logo poivm que a maioria ta projeeto com que Qm e porque motivo o liadedeixhr entregue estril hita de discus- sOes interminaveis ? Cumpre, que o povo saiba que o novo Cdigo foi ja de muilo commetlido as maiores capacidades do nosso paiz : que o armo pas- sado leve a segunda discusso no Senado e este anuo ali mu calorosa que seja iuister lanzronos mo do ultimo e desesperado recurso da desobediencia e da revolta. Todos convinhojia urgente neces- sidade de huma reforma em o cdigo do Pro- cesso ; por q' com o que Iinliamos o Brasil ca- minhava a passos largos para a sua total mi- na. Preciso e milito preciso era refrmalo passou jiela ultima que foi ] (planto antes : isto se fez. A pratica ira e porfiada e por isso sofreo i mostrando os bens e males da nova le. .muitas emendas. A maioria da Cmara tem- Aeoneelhamos por tanto ao Sur. Republico, poraria convencida das suas vantagens desc-, que se deixe de ser bota logo , e Ihe lem- josa de cortar o passo ao crime e s revolu- ;es, que levavo geilo.de abysmar o Brasil , Qssentou em sua sabedoria de aprovar logo o bramos, que as theorias polticas de Mably, de J. J. Rosseau.do haro d' Holbae, efe. etc. esto hoje anattiematisadas, e proscriptas pe- Projeelo alias sobejamente discutido no Se-1 los progressos que tem feilo as siencias so- nado : sahou o paiz, que se achava a borda eiaes. Aehar liberdade somente na Demo- do precipicio, cobrio-se de gloria1, e susten- craoia he hoje s proprio de eapdooios de po- lou o Throno. E ser por isto, que o Snr. Bepuhlico A- belha Borges da Fonceca foragido da Para- litica. Nos que sempre nos encimamos a pi- edade para com O nosso prximo ainda sur- pomoS que o Snr. Borges da Para iba padece Jaiba vem para aqui feito propagandista da j alguma irritago chronica do cerrebro que o insurreigao, e da anarchia dizendo que cada hum Brazileirotem^direito de resistir ao novo Cdigo, e aos novos agentes por elle creados? Huma vez que receba a saneco do Imperador o novo Cdigo he huma lei nos- sa, e to respeitavel. como qualquer outra. Aproposigao do Sr. Republico por tanto he de hum perturbador d'hum Sansculots , d'biim homem que ou nao reflecte no qne diz, ( e nesse caso est louco, e h mister ser lece no mundo invisivel. Huma concede de mala s pcrcepgoes dos sentidos, a os argumentos da intelligencia s conclusdes da Lgica ou antes nao admitte outra cousa forma hum mundo mais elevado a que nao he possivel chegar com taes atas. A outra nao consulta em nada ou nao consulta sufllcientementc os sentidos a inteligencia e a raso ; e assim as colisas que s8o do seo dominio e em (f tem direito de julgar, ella teimosamente as desconhece, e segu hum pendor irresistivel , que sempre a impelle para oincomprehensi- vel e sobrenatural. A credulidade em vez de observar os fen- menos do mundo moral', e do mundo lizico com vista imparcial, e de os perceber conve- nientemente ; em vez de aprofundar-llie as leis de se cingir a estas de as por em uso com discerninento e de as explicar succes- sivamente, como causa e como elfeito ou, se nao esta em estado de reconhecera sua ver- dadeira ligagao nao aventurai-:juizo algum 5 da ignoran- leva a esse patriotismo to exaltado ,'Vdes- convincida como o devra ser commedido, que o indnzio a discr em tra re-; cia e insufliciencia humana ; antes imag- donda que asorte do Brasil j esleVe de- pen ten te s-da sua vontade Nos hospitaja tem apajecido sugeitos, que se dizem Beis, at Jozus Christoe Padre Eterno: mas a ser que na realidade he rnterramente separado , na huniamultidaoderelaces errtreos fenme- nos do mundo moral e os do mundo lizico para dirigir hum pelo outro : ella rene o verdadeira a assergo do nosso contempor- neo, consideremos bem a que estado chegou o Brasil que a sua sor te j esteve depen- dente s da vontade do Snr. Abelhinha da medicado) ou de proposito '.tomou a desgra- Parahiba Dos de misericordia, em que Fago ideia. A sorte os destinos do Brasil j cadissima trela de promover a desordem e a revolugo entre nos. ruaos j estivemos! do nosso Imperio , Nao imagine o Sr. Abelha (pie reprova- estiverao todos na palma d ii'Ao do novo Mar- nos haja partido e peridicos de opposi- j qUez de Pombal do novo Mazarino do 110- c,o ao Governo , pois a opposigao he hum dos elementos de ordem em o Rgimen Repre- sentativo mas queremos huma opposigao ra- soavel conscienciosa, franca, leal 5 porem justa e honesta ; e nao huma opposigao ca- prichosa e que desesperada de empolgar o poder pelo triunfo dos seus principios, re- corre^ aos meios mais indignos e ignomini- osos e at prega a insurreigao e a anar- chia Que de terriveis consequencias nao es- t pejada a proposigo ernminenteinente a- narchica do Sr. Republico da Parahiba ? Do seu fatal principio segue-se por necessaria dedugao que toda e qualquer lei, para ter exeruco est sujeita ao exame privado de cada hum Brasileiro relativamente sua vali- dade : segue-se que logo que qualquer se persuada que huma lei passou sem esta, ou aquella formula dos Regimentos das C- maras Legislativas, tem direito de resis- lir-lhe. Portanto vs todos, que sois Guardas 3Nacionaes nao cumpraes a vossa lei nao obedegaes a os vossos superiores: vs todos, que haveis comettido crirnes e sofrido sen- tengas vs malvados de todas as especies , insurgi-nos ; por que quer aquella lei, quer o cdigo criminar passrao sem discusso na cmara dos Snrs. Reputados ; surja em fim a insubordinago e a anarehia por todos os ngulos do Brasil 5 por que s desta arte che- gara o dia da snspirada redempgo, isto he 'odies ira;'da desmemhrago, e desmorona- mento do Brasil. Fazei tudo isto : (pie assim vo-lo prega e reeommenda o Snr. Anto- nio Borges da Fonceca ex Abelha, ex Bepu- blieo, que abalouda Paraiba para vir abriros olhos e felicitar 09 Pernambueanos! Ora j que o Snr. promottor dorme ; ao menos jiao haver por aqui um hospital de earidade , ehuma junta Medica aquem se encarregue o exame dos eseriptos do nosso contempor- neo ? Todos os cdigos beraesdo por justifica- velo crime quando commeftidns em resis- tencia ordens i llegaes, e tal disposico tam- bero temos em o nosso cdigo ciriminal : mas huma ordem nao he huma lei : esnatheo- ria dos Marats Chabots, e Dantons se pode- r encontrar a mxima horrorosamente sub- versiva de que qualquer subdito tem direito de resistir a huma lei, toda vez que entender. que Ihe faltou esta ou aquella formula do Re- giment das Cmaras Legislativas. Ns nao nos compromeltemos a examinar o crito intrnseco Uopovw eodiw. Pode Kf desconhece ou despreza a ordem da natu- reza para introduzir em seu lugar hum mun- do fantstico onde ludo parece I temerario , onde nada se appresenta naturalmente. A credulidade em parle provm da igno- rancia e em parte tambem d'hurna imagi- rrago viva que inventa e cria o universo segundo a sua fantazia. Algumas vezes nas- ce d'hum carcter pusilnime que encara ludo como horrivel, e cheio de perigos ; oua tras vezes procede d'hurna alma exultada e desejado do Sr. Republico c Companhia.?} A Fe', E A IXCREDI 1.IDADE. Incredudade be o pendor ou disposicSo habitual de nao adoptar com o vrdadeiro. se nao o que se percebe ou pode perceber li- zicamente. Os que levo mais longe a in- credudade nao concedem valor seno s percepcOes dos sentidos axteriores de ma- neiraque oque se Ihcs nao mostra exterior- mente quer por lercepcao quer por sensa- go tudo que se nao nianil'esla se nao pelos sentidos interiores pelo sentimento , ou pela intuigo nao he a seus olhos, se no^v illusfio .ou ao menos o podra ser o que em materia de certeza vem exactamente a importarlo mesmo. Dando a incredudade esle passo deve r para ser consequente duvidar de todo o mundo methafisico, ou antes negalo inleira- mente ; por que para ella s tem realidade o que pode ser visto ouvido gostado e a- palpado : e logo que se rejeila como presti- gio da imaginagao a Metaphisica, nao resta mais do que o grosseiro materialismo. A incredudade pensadora nao admitte se nao o que pode ser coinprehendido e illudindo- se a si mesma nao quer crer comprehen- der e conhecer perfeitamente, se nao o que alcangamos pelos sentidos : erros duplicado ; porque o homem deve necessariamente ad- rnittir m:iitas colisas que excedo capaci- dadedo seu esperito e tSo pouco compre- hende as ideias e as sensagoes frzicas como o que Ibes serve de fundamento. Ainda vai mais longo a incredudade. Des- conhecendoa natureza da raso a esta mes- ma1 recorre muitas ve/es para jusiilicar a sua recusa do admittir certas existencias. Ella nSo V a rasfto Sfl nao na Lgica e por isso desconhece a sua verdadeira essencia : pede- Ihe que prove o (pie como verdade primiti- va reetna-se a toda prova e pretende que pode, e at deve rcj"i(ar ludo que se nao PhU" provar sentimental que tudo quizera animar e dar a todas as cousas huma importancia exa- gerada. Recebendo de bom grado a creduli- dade influencia directa dos entes d'hurna na- tureza mais elevada e atribuhindo a todos vo ReChilieu do novo Chimenes do novo Duque d'Alba donovoBurke, do novo Pili Parahibano Pois para que nao nos succeda outra he que envidaremos todos os esforgos a lim de que nao appareca quem chame ao Filho Pan ac e Vivas", como j se pra- licou com o Pai e procuraremos com os maiores sacrificios que Abelhas Mosqui-; os ohjectos huma signilicago profetica ja se tos bizouros, e formigas nSo promovao, v (pie tem muitas relages com a. poesa , e effeituem o tal dia da redempgo to e at olla he huma especie de poema. A mesma poesa pode fcilmente prestar novas loras credulidade todo vez que o poeta desconhece a sua particular essencia e vr- dadeiro destino. A incredudade nao preserva da supresli- efio ; porque muitas vezes se tem visto espi- ritos fortes ligados como por cadeias a bOa multidao de crengas ridiculas. A alma do homem nao pode supportar por muilo lempo o vacuo do negativo ; e se o mesmo homem nao enche este vacuo com verdades positivas, deve-o fazer com erros. A raso quer saber, OU crcr. Como a sciencia humana em parte he limitada e em parte vacillanle s a f philosophica podesatisfazera raso, quan- do esta acha em sua consciencia e penelra- go verdades que a tranquilisem e Ihe sir- VfiO de poni de apoio. Se a raso perde este ponto de apoio se riega a existencia do Ente Infinito que Ihe he demonstrado pela intui- go immediata ; en to j o homem nenh ti- ma garanta possue contra as forgas desconhe- cidas da natureza. Vendo-se suspenso entre o temor, e a esperanga impeldo principal- mente para o priniciro presen I indo o poder incerto das potencias mystcriosas que obrao neste immenso universo erecuando d'horror dintedolas elle muitas vezes povoa o mun- do de demonios que decidem do seu destino, e podem a cada momento tmalo funesto. S a F pode por termo desordem da in- credudade e da suprestigo : s ella con- cilia estesdousestreios. A Fhe humacon- viccao bebida nao s<) em as concluscs da ra- so ," como na essencia da mesma raso e que sedas suas profundezas : he huma ten- dencia irresistivel para reconliecer por verda- deiroe certos fados dos nossos sentidos interi- ores que nos sfio dados como existencias ob- jectivas. Ella moslrando-nos irresislivclincn- lea alma a liberdade e a Divindade eleva- nos sobre os limites dos sentidos e nos abre as portas eternas do mundo inlelieclual. Es- la F he ao mesmo lempo o poni de partida , e de chegada da sciencia humana. D'ella be. que ludo deriva, pira ella be, que ludo torna. Aquelle que nao a encontr no fun- do da sua alma nao a encontrar em parte para tal sujeto nada existir segu- ro, nada iridubitavel. Estar, que abraga a propria raso em seu seio he o fundamento de toda a Logjca , a qual deve repousar toda' ueste solido ponto de apoio sob pena de ondular no vacuo. Mas huma vczkpreza a Lgica por essa cadeia dou- rda que nada pode romper, e se assemelha a que Homero faz descer do throno de Jpi- ter pode o homem enio cm plena contianca extender esses sylogismos e sua appcago a lauto quanto o lempo, cas circunstancias Ih'o permittirem. Esta F deixa todos os se- us direitos raso e intelligencia ; ella prova o que pode ser provado; procura com- prehender o que pode ser coinprehendido -, reconhece o curso da natureza busca as h- gages das cadsas, eelfeitos e em qnanto so se traclade fenmeno, nunca sahe deste inca-' deamento. Dest'arte a F suplanta a supersti- co ecerra-lhe o mundo fantstico de suas minuciosas creagoes, cotn as quaes esta ul- traja a raso, c reduz a silencio a intelligencia. Mas ao mesmo passo a F, embarga e com- bale a incredudade; por que com quanto a- tribua existencia real s pcrcepgoes dos senti- dos-, adopta huma raso mais elevada, do que a (pie para na Lgica, e nao cura de explicar , se nao o (pie cabe na esfera do espirito hu- mano. Verdade he | que pode o homem reunir em siaF, eaimpiedede, a incredudade ea supcrligo ; mas as mais das vezes a incredu- ! dade leva apoz si a impiedade e o fanatismo ' nao accompanha algumas vezes a F se nao J como exageraco. A impiedade vive no sen- sual no' material, no finito : algumas ve- zes ella adopta hum ente celeste, huma Divin- dade ; mas representa-a como de todo inditl'e- rentes accesj cao dislino do homem, ou antes denenhuma sorte a reprsenla ncm del- ta se oceupa leudo a crengaem hum Dos, quando muilo por mera opinio metaphisi- ca que nenhuma influencia pode ter sobre o procedimento do homem. Assim posto qu em geral a impiedade e a incredulidade se deem as maos e exerco reciproca influencia huma sobre a outra todava h exempios destacados do contrario. Hum homeui d'espirito elevado de carc- ter nobre desapaixonado que reeebeo edu- caco moral, e que por felizes circunstancias se apartara dos vicio pode mostrar pureza em seus cosumes, virlude em suas aeges , ainda quando pelo predominio do seu espi- rito sobre o seu corago e pelos erros da sua raso haja perdido toda a crenga em Dos : al pode no foro interno conservar e nutrir certa tendencia para o espirilualismo dese- jar muitas vezes com ardor que exista hum mundo invisivel em o qual se encontr D- os e a immortalidade. Mudas ve/es por ou- tra parteo homem depravado cujas incna- cocs viciosas, desejos eaccOes envergonhao a humanidade. nao pode defenderle da cren- | ga em Dos na immortalidade as penas , e recompensas fui mas que Ihe inspirarao na infancia. He verdade que esta F s se faz sentir em momentos deagtae,ao de pas- sageiro arrependimento de impressOes in- voluntarias ; porm mostra de hum modo sa- tsfatorio que os fructos da primeira educa- , gao nunca desaparecen! inteiraniente. Taes exempios nao sao naturalmente nestes dous casos seno BXCepcOes regra pela qual a incredulidade e a impiedade se crio e re-"- ciprocamente se fortificao. Ocontrario desta molestia d'alma humana be a suprestigo. Seus signaessao facis de reco- nliecer, c marcar : ella resulta d'hurna F sega nial dirigida e inteiramente opposta dignidade da natureza humana. A supres- tigo poisem vez de ir com a'intelligencia to longe quanto he dado ao homem fazelo, me- nospreza e escarnece a intelligencia. Ella em vez de conceder raso o que Ihe pertence* e de se entregar entao F com humildade, calumnia a raso e Ihe recusa as facilidades necessarias para chegar verdade : em vez de se oceupav cominlcicsse daslcoussv isiveis ecomprehensi veis deste mundo,pouco coso faz da virlude pratica.so aprecia os scnlinientos,as preces, o as demoiistracfles mentae. Em vez ile se convencer que o homem nao pode che- gar a nenhO dom sobrenatuial ou huma verdadeira nnio com Dos e com o mundo invisivel, imagina, que taes dons sao OU podem ser dispensados e com orgulhosa hu- m ildade gaha-se deeslarcm ccinmercio intimo, e exclusivo com a Divindade. Em vez de con- ciderara lei de Dos como o ponto maisessen- cial da vida humana de a ter sempre de bai- \o dos olhos paiase dirigir noesfudo das rela- COes, e no tumulto das paixAM desta vida - pOeos -'i,> N'uinncnlus obscuros somta'ieSj / fogosos a cima desla le, poe os deveres ma- jLs rigorosos e sagrados abaixo do que ella fchama seu alto destino e nao os concidera , se no como simples meio que pode e deve sacrificar ao im que ella mesmacreou. Entre a impiedade que rejeita ludo que a Religio tem de metaphysico, d'invisivel , de mysterioso, que nao presente nao dese- ia nem quer se nao o que pode ser perce- bido pelos sentidos e a supertigo que por imagens fantsticas exclue a realidade do mun- do visivel, que por meios imaginarios er do- minar o mundo criado por seus son los, entre estes dous extremos em lim de que ella igu- almente se separa eleva-se a verdadeira pie- dade. Esta com humilde conlianca terno , e simples abandono e com dignidade natu- ral respira e secomprazno mundo metaphi- sico, mas segundo as ideias e sentimentos, qued'ahi colhe, obra de hila manneira beni- licente no mundo visivel e mostra-se dest' arte digna lillia da Religifto. Nao h Religio alguma, que mais particu- larmente se preste ao mysticismo do que a Religio Christ onde o mundo metaphysico se annuncia e se mostra ao homem em to- dos os preceitos em lodos os regulamentos j em todas as leis em todas as esperanzas. A- qui a inteligencia acha muitos pontos incom- prehensiveis, e a raso poucos argumentos , que seguir ; mas imaginago e ao senti- menlo se abre hum mundo metapbysico e incomensuravel. D*alii he que apparecem a esperanca e o amor e o homem deixa-se levar d'hum desejo inexplicavel, e insaciavel de se aproximar ao objecto invisivel e eter- no do seu amor e de suas esperanzas. A esse desejo nunca satisl'eito a esse vo, cu- jos ensaios se renovo sempre he que a i- muginacao c o sentimento prestao, suas de- bis azas que com quanto nao consigao le- vallos at o sanctuario todava conduzem-os at vista deste. Ali he que o homem pa- ra aroubado malcontente do presente for- tilicado pela ideia do futuro tendo o pre- sentimento dos mysterios que nao pode ex- plicar adorando-os sem poder passar adian- te com os olhos litos no veo que nao po- de levantar reconhecendo com profunda hu- mildade a sua fraqueza e insullicicncia , mas sem por isso ubater-se e perder o a- nimo. ( Trad. de Ancillon. ) COMMUICADO. Louvores sejo dados ao Snr. Empresario. do Theatro pelo milhoramento em que o h posto assim no material da caza como no moral das RcpresentaQes. Com etfeito o nos- so mesquinho e carunchoso Theatro est j senao brilhante ao mesmo decorado soffri- velmente e as Comedias que em scena se tem apresenlado ( a tempos desla parte ) de- leitao pela variedade de bons pensamentos e instruem pela moralidade que em si incer- rao. Entre ellas julga ler mui distinelo lugar a = Calumnia dismascarada = spectaeulo da faustosa noite de 2 de Dezembro corrente; poi- que nos seos trexos se out'olha as hedeondas artimanhas da intriga e a sua conclusao he liuma boa ligio para os ulicos e CrtezAos intrigantes. Foi pena ser o Auditorio tAo pi- queno nessa occaziao > que dezanimou a Com- panhia todava deve-se confessar que ella nao representou mal a Comedia e que re- presentou muito bom o Drama por estar talvez prezente oseoAuthor o Sr. ... de queni se pode dizer Se he grande em prosa He maior em verso. Com effeitoo Drama foi excedentemente de- zempenhado sem deixar nada adezejar e'nelle se conheceo o grande genio de seo Author e o fulgor do seo Estro radiante. Quena o Snr. Empresario nao se deslizardo plario que enceto a cerca do inelboramenlo do Tlieatro ; porque o Publico Ihe far devida justica e nunca Ih'anegar o Imparcial. PORTO 15 DOUTUBBO. CARTA DO' ENXOTA CV'ES DO PALACIO DAS CORTES AO BARBEIR0. Meslre. Acha-se no Prel o 3." volme das obras do distinelo Literato Joao Baptista de Ahneida Leito Garret, conlendo a Tragedia Merope assumpto tractado por vollaire e por Mafl'oy, a Comedia em prosa Um Au- to de Gil Vicente ou a Corte de El-Re D. Manoel representada com grande applauso no Theatro Normal da Ra dos Condes. Tam- ben! est a sabir por dias o 1. volunte de Me- ta mor phozes de Ovidio, traduce, Ao do Author do Kcco e NarCizo Antonio Feliciano de Castiiho ; assim como o). Caderno dos seus n. ladeos Histricos. Alcm deslus ubiu* lam- be m o Snr. Joze Liberato Freir de carvallio nos d os seus Annaes para a Historia da U- surpacjAo dos quaes considera prologo o seu ensaio ja publicado e algum tanto gazetal. O Snr. Diogo de Goes Lara de Andrade , que foi o 1. Bibliothecario da Bibliotheca pblica dessa Cidade tambem vai publicar una obra poltica sobre a responsabilidade dos Agentes do Poder ; e em quanto o Lima Lei- to contina na publicacao do seu Diccionario Medico, o Doutor Centazzi nos obsequeia com a sua obra a Higiene popular. Em lim , Meslre, nao ha razAo de queixa: a nossa Lit- teratura vai em progresso. Eu mesmo nao sei como haja ainda quem esereva um livro , porque e dentro do paiz pouca gente l 1 livro e por isso duvidoso se a Lilteratura lillia da lome ou se a lome lilha da Litteralura ; podem ser ambas as cousas. Depois da inva- so dos Peridicos dillicil cousa ver annun- ciar um livro em oilavo. J que lhe fallei em Peridicos dir-lbe-hei (pie esta moda vai decahindo de gesto J nao ha paciencia christa que devore um arti- go de fundo 0 nosso Nacional que est ha bastante tempo espera de papel cumpli- do ja dimiliuiu a racao aos seus benvolos leitores. A RcvolucAo, o melhor Jornal des- la Cidade menos na doutrina est sempre a pedir aos assignantes que lhe paguem 0 Constitucional apesar das pitadas que lhe dAo contina no seu estado morboso e debi- litado O Correio como ecclesiaslico , verilica o adagioTelha de Igreja sempre go- teja. O Portugal Velho vai vivendo inaufe- rivelmente os Pobres continuao com a sua pobreza franciscana, augmentada pelas es- molas que lhe tira o Dez reis, que traz de lu- do al Meteorologa; Em quanto ao Diario do Goveano este Fidalgo de poucas fallas , e essas em estylo dogmtico. Vive dos arti- gos olficiaes e tem que comer. Esqueeia-me dizer-lhe que temos tambem agora a Gazela dos Tribunaes ;' Dos lhe d boa sorte ' Neste ramo o que tem mais sabida sao os Jornaes de recreio e modas. O Panorama, o Archivo, o Ramalhete, a Bibliotheca Familiar o Mosaico, o Recreio, o Muzen Picloresco e o Universo Pictoresco Jornal das Modas^so I idos com avidez e trazem estampas: augmento-se agora esta familia coma Revista universal que sabe s Quintas feiras. O Diario das Cortes , que nao de recreio nem de instrueco se- gundo a opinio dos Deputados substitue soff'rivelmente o Almocreve das Petas. Descobriu-se em Lefio de Franca Urna nova raga de batatas chamadas pela sua peque- nhez Batatas-feijes. Parece que teem a pelle lina e que sao muito saborosas : o seu tamanho d'uma avellA. Esta noticia deve ser satisfatoria (astronoma. Falla-se em urna grande descolierta que nos pode ser de muito proveito, e vem a ser, fazer papel de . Estrume de Cavallo. Por ora ainda se nao affirma se o estrume de egua da muja ou do jumento produzr o niesnio cleito. Na Alcmanha descobriu-se tambem a arte d'i an- dar a p por cima d'agoa ; e diz-se que j se izera a experiencia com urna maromba e com feliz resultado Quanto mais vivermos mais veremos. Tamliem corre como certo (pie em Tunes se lancou una pedra para se formar urna Igreja Christ; 0 Profeta vai-se civili- sando eba quem suspeile que est ordeiro ! Agora passo a dar-lhe as noticias polticas. O Sr. Presidente do Conselho AgUiar foi i C- mara dos Senadores pedir lieenga para que o Carvaiho e Mello pudesse accumular ambas as funeges, isto , servir no Senado e na Presidencia da Rela^Ao com o pretexto de que o dicto Sr. era la preciso por que se ia por em execugo a Reforma Judicial. Os Jor- naes da OpposiQo achAo nislo um ataque aos outros Membros da RelacAo a quem julgao muito aptos para por em andamento a tarda Reforma Judiciaria. Estas opposic/ies nao perdem pitada Tudo Ihes serve. A pezar da licenga concedida eu nfto lhe posso assegurar se a tal Reforma vai inalmen- te cima ; po-Ia em execugAo de extrema necessidade, pela confusAo em que este ra- mo de servico publico se acha pela diversa intelligencia que em algumas partes se tem dado publicacao da magna Reforma. Em alguns Julgados j est em prctica em ou- tros nao. O Baro do Monte Pedral resignou na Sex- ta feira a sua Cadeira de Deputado dizem que esquenlado por nao ser admittido s hon- ras da discussAo a sua lembranca contra as chibatadas aos Soldados. 0 Senador Luis Joze Ribeiro declarou na Cmara dos Senado- res ao Governo que se lhe nao dsse mais di- nheiro para o Commissariado haveria" Bernar- da o que nos falta ver Se temos urna Bernarda feita pelo Commissariado e o Luis S. M. e AA. teem saude. Contina a re- cear-se que o Ministro Aguiar nao vence a sua llespanholas . Mexicanas reeleicao de Deputado por Coimbra onde seu PejQas de 7.>-*UM) rs. Irmfio Manoel Maria Castello Branco e MagalhAes o guerreio fortemente. Eis o resultado da Pastelaria 0 Snr. Cabral ap- presentou um Projecto de Lei para reformar oU organisar delinilivamente a Cmara dos Senadores fazendo-a vitalicia e de uomeacfio Real. Isto tem dado. logar a varios comnien- tos i ser proposta do Governo ? ser lem- branca soinente do Ilustre Deputado i' ou se- r deste e de seu Irmao Ministro da Justica '.' Taes sao as pergunlas que se fazem e,a que se nao responde. Parece impossiwl que a me- dida nao fosse com consenlimen,to do Minis- terio que talvez, se ella passa queira as honras do triumpbo ; e se nao passa dir , nao foi cousa nossa. Falla-se em mudanzas em novos movi- mentos em coinbinaeoes (rallos planos, em preferencias em desintelligeucias eo-'outras colisas...... Ku nao aeeredilo nada elis- io al mesmo porque a IVrsoiiagem a quem se allribue a concepQfio mente quando falla , mente quendo est calado e mente quando dorme. 0pobre Avila, que prometteu mui- to, ve-se deudo cin a falla de dinhird ! Sinto-lhe ruina Isto nao me cheira bem. Foro ('llamados alguns DeptadOS que es- tavAo com licenT;a ; diz-se que ha receio de (pie nao baja nmero, pois lencionao demo- rar o Tivoli aberto al o ini do mez. Teem sido querellados pelo Ministerio pblico al- Soberanos Ttulos p. bens Nacionaes admissiveis na Alf. o,-; m;; 7,,: 10 1.^:10 020 9i5 7^800 4*400 CVMBIOS lV IMIMV. erar.is. Londres \111st. Hanib. Triest. Genov. Leoriie lari/..: Porto IS deOutu- bro. Lisboa. :tii!2 : i 1 j i p i30ii. vtj 1|!2 . 90 d. 45 5 i o 15 i |2 u -4005iii d. - 48 Ir2i>i81|i 1. m 328 i a llorim 5 1. n. 1 LF. 5fr. d. d. d. d. d.. ESTADO DO MKKCADO. issucar Eflcluarain-se algumas venda* para consumo, com ludo conserva-se nos pre- cos colados. Arroz -- Cliegaram esla somana do Para a Lisboa 1600 saccas e tem tido lx>a sabida. CalT'- Cliegaram 255 saccas do Rio de Janeiro porem nao nos consta que se te- nllam ellctuado vendas desla porc/o. Cacao Cliegaram do Para 280 e.tantas? saccas : o deposito muito grande. Este ge- nero est muito frouxo. , guns nmeros do Nacional, da Revolugfio Couros Tem havido algumas vendas pa- (Io Constitucional o (pial acaba d'alcaucar j ra consumo pelos precos cotados. Provjmenlo na RelaeAo, e aos mais ha del Urzella E|lctuou-se a venda de 218sa^ siicceder o niesm Parece que o Portugal cas por 9j400 rs. o quintal Velho tambem recebe s honras da aecusacao. O Governo de llesqanba que o dilecto (lestes Jornaes, lambeni por l tem perseguido sem piedade os Jornaes da OpposicAo Estes Jor- naes elogirfio estas medidas do Espartero , e agora ralbo de Ibas applicarem a ellos so- mos uns mlseraveis. Em quanto a mini a- migo da liberbade de Imprensa se gover- 1 ara reexportadlo nada se vendeu. . (Do Commercio') LOTERA da matriz DA BOA-MSTAJ Nodia I do corrente corre impreterivel- mente, a 1." parte da 6.' Lotera 5 o resto dos bilhetes achAo-se venda no Recife ra nasse nao me embaracava com ninharias. j da (Jadea loja do Snr. Vieira : em S. Anto- Quanlo mais perseguirem a Imprensa mais ella triumphar. [ P. dos Pobres no Porto.] NOTICIAS COMMERCIAES. PRACA DE LISBOA. Estado do Mercado. Arroz Contina a sustentar os precos de nossas cotaefles. Assucar ~ Empalado e apenas teve al- guma pequea sabida para o consumo dd . Ierra. Cacao Falta. Calle Froxo : falta do de boa qualidade. Cera Falta. Cha -- Muito (irme : procurado o de boa qualidade; Gorama copal e Olheo de Cpahiba Falla. Marfim -- Poncas vendas deste genero tem actualmente lugar. l'rzell Algumas vendas por pretjos bai- xos se lizerao da de Angola. Racalhu A carga do ultimo chegado ordinaria mas julgamos que mesmo tal qual teve sabida pelo preco colado. E PAPBI8 DE CRDITO.' Venda. Joze Ribeiro fren le del la, muito lemosq nr. VALOR DOS MET.VICS Objectos. Compra. Recas de 7*500 ri. r ; 7^720 Onc-as llespanholas 14*400 Soberanos.....4.400 4i420 Orno cerceado " i>(J10 1*830 em, barra " 2 Patacas llespanholas 916 828 .. Brazileiras 915 928 Mexicanas . 905 948 Piala embarra 28a281|4 Papel moeda ... 40 4 i Acges do Banco do Porto 218* 220,) de Lisboa 85fi* *>*><>-> dos Va|K>res do Porto 80ji 85* nio ra do Collegio loja do Snr. Menezes , ra do Cabug botica do. Snr. Moreira Mar- ines e no Livramento, botica do Snr. Cha- gas : e na Boa-vista defronte da Matriz botica do Snr. Joaqiiim Joze Moreira ; no principio do atierro lado esquecdo loj doj Snr. Joze Ignacio da Assump^Ao pra^a da Roa-vista botica ra de Carvaiho. do Snr. Victorino Ferrei- COLLEGIO PERNAMBUCANO. ATTEtO DA BOA-VISTA, N. 6. A destribuQfio dos premios do Collegio Per- nambucano ter lugar nodia ll do corrento Dezembro, e commegar a ceremonia pelas 10 horas da inanhA. 0 collegio he franco nesse dia a todas as pessoas decentes que qui- serem assisir a esta solemnidade. A V I Z O S DIVERSOS. = Aluga-se urna boa casa de pedra e cal na povoaffio de bebiribe para passar a fesla, com bastante copiodo e um grande quintal a- inuiado com bastante fruas e bombanho no fundo por prego cmodo ; na ra nova, D. 54. tsr Engajio-se homens livres para .serena. empregados no servico do campo de um en- 7*7401 gento que se vai ediicar, dando-se o susten- 4*500 to no primeiro auno de eiigajamenlo com, jornal diario ou safras, e tambem interesse ceita-se no produelo das olliciaes de car- ( Folha Comniercial de Lisboa. ) I'RAf.A DO PORTO. Valor dos Metaes e Papis de crdito no mercado. Objectos. Compra. Venda. AceoesdoB. com. 210, 220* da Comp. Seg. 85* 90* do Vapor . 80* 85* A plices com j. 4 por 100 Cdulas dos Empregados. On^as llespanholas . 14*550 14*650 Ouro por oitava . 1*055 1 ,>94o Papel moeda .... 7 651|4 Patacas Brazeira* . 903 915 pina pedreiro, e ferreiros sendo estes pa- gos segundo seos merecimentos e pericias dos oficios: todos os que quiserem empregar-se fiaste servico, dirijAo-se ao sobrado ). 2, ra da cadeia do bairro de Santo Antonio, onde lhe ser patente as condieges e interesses do contracto. L^-Quem (piiser dligar m exellnte casa terrre com boiis commodos sita n Boavisfa bo beco que vai para ra da Gloria defronte. da casa onde mora Antonio Gomes Pessoa ; dirija-se a ruil da Cadia velh D. 14, segun- do andar. = Quem precizr de um portugdz para caxeiro de engenho o ql (em prtica do Servigd de casa de purgar ; dirija-se a ra .Nova lado do norte penltima loja se dir quem. sai Quem ti ver para vender a historia da Grecia em porCuguez e a Comeda oFilho Natural-, anriuncie. = Preciza-se de um caxeiro que tena 15 a 16 annos de idade o qual tnha bas- tante pralica de venda e de fiador a su con- duta : na ra d Orlas D. XS. SST Aeh-se ii'eslu praga um homem que j venda que ter lugar no ieni servido alguna lagares da Magistratura mesmos na ruado trapiche lora desta Provincia, corno consta de seus ik>- cumenlos e quem diga bem de sua con- ducta nao ignora a pratica no foro judicial, he dispencionado de familia ; o Advogado ou escrivao que se que ira ulilisar de seu limita- do presumo para escrever annuncie sua mo- rada. tsr Quem precisar de IOOjOOO a 1:000* lando lirmas que agrado, dirija-se a fora de portas n. iO-4, at as 7 horas da manh. r?* Afrenda-se para se passar a fesla urna casa sita no Mondeigo com commodo para grande familia tem duas salas com a leu va envidragada i quartos fugao inglez cor- rador lavado quintal murado com boa ca- cimba d'agoa d beber : a tratar na praga da boa vista botica D. lo. 127" Precisa-se de um preto que cntenda de padaria pagando-se o maior preg possi- vel: na ra direita padaria D. 12. cy A pessoa que annunciou precisar de nm caixeiro para escripta e cobranzas dirija- se a ra do QueimadoD. 2 do lado do nas- cente das 9 horas da inanha em diante. s^r Na praga da boa vista sobrado da qui- na dd beco do Veras precisa-se de urna ama de leite. S2T Quem precisar de um ornamento ja liando contendo-calis, pedra e missal, an- nuncie. iST Precisa-se alugar urna casa com com- modos suficientes no bairro da boa vista , preferindo-se as ras da S. Cruz velha ou Rozario dirija-se aos i cantos segunda casa passando o sobrado. isr Manoel Adriano da Costa, declara qTjeoannuncio feito no Diario de Terca feira iiaoseentendecomo Sr. Jos Miguel de Mi- runda. SST Qualquer Senhor que quiser mandar ensinar algum escravo o oflicio de marcineiro dirija-se a ra do Arago a fallar com o marci- neiro JoAo Frederico, assim com o mesmo a luga na mesma casa a sala da frente com urna alcova propria para homem solteiro. tf Quem precisar de ama para casa diri- ja-se a ruado LivramentoD. 21 no2." andar. A V escriptorio dos novo Segunda feira 15 do corrente ao meio dia em ponto. " zw Que faz o Corretor Oliveira, Terca feira 14 do corrente as 10 horas da manh ,' no I." andar da casa de sna residencia, de muitas fazendas Inglezes, Francezas, eSuis- sas as quaes se vendero para fexar coritas, e por isso sem limites e consistem as mes- mas em veludos proprios para a quaresma . fitas de militas qualidades luvas de pelica , grvalas de setim cruzes e coraces de ouro, globos e estrelas de dito para guarda nacional, brincos de varias qualidades chilas largas c estreitas chitas, cambraias bordadas , gangas azues, riscados para calcas, duraques, franklin vestidos brancos e de cores borda- dos c estampados chalen bordados brancos , chaly e etc. czr Dos efleitos e armado que existe na venda D. 4 na praga da lioa vista no dia 11 do corrente as 5 horas da tarde -e se arre- matar imprelerivelmente a lim de nao cor- rer mais aluguel. mants , ro um C OMl'RAS ALISOS MARTIMOS FaraoPorto segu viagem com muila bre- vidadeo bemeonhecido Bergantim Portuguez FlordeBeiris, Capilo Jos Thomaz de Lima; quemquiserearregarouir de passagem para o que tem excellentes commodos, dirija-se ao Capito ou a Manoel Francisco Pontes. Para o Ro de Janeiro o Superior e veleiro Rrigue Brasileiro Imperial Pedro, Capitao Joaquim Antonio Vieira que deve sabir por estes odias, s recebe passagei ros e cscra- vos a frete : os pretendentcs dirijao-se a Joa- quim Baptista Moreira na ra do Apolo. para lisboacom toda brevidade o muito ve- leiro Brigue Portuguez Tarujo 1.", forrado de cobre de que he Capito Joaquim Pestaa , para carga e passagei ros trata-se com o seu consignatarios Francisco Severiano Rabello , no forte do mattos. Para Marakhao' sabe com toda a brevida- de o Patacho Brasileiro S. Joo Capitao e pratico Felippe Rodrigues dos Santos Moura , por ter parte de sua carga prompta ; quem quiser earregar ou ir de passagem dirija-se a . M. Rodrigues & Irmos na ra do Trapi- che n. 12. Para Maranhao' em poneos dias o bem co- rriendo Brigue Escuna Laura, Capito Fran- cisco Bernardo de Matos ; quem quiser carre- jar ou ir de passagem dirija-se a F. M. Rodri- gues & Irmios na ra do trapiche n. 12. isr Qualquer poreo de mel : trata-se Com o Sr. Angelo Francisco Carneiro. _j- J. 15. Navarra propietario de urna grande distilacaosila nos Apipuros, alii com- pra diariamente c todo auno qualquer porefio de mel, e cargas, e tambern faz ajus- tes de safras inte iras pagando-se a vista a principiar no dia 10 do corrente. xsr Escravos de ambos os sexos de ida- de do 12 a 2o anuos para fora da prouiucia: na ra do fogo ao p do Rozario I). 2."). tsr Para o Rio de Janeiro, escravosofficia- es de carpina pedrciros, ferreiros, c jr- feitos cozinheiro e prelas ou pardas reco- lhidas boas costureiras e engornniadeiras, e niolequesde idadede loa 2o anuos, pago- se bem ; na praca da Boa vista sobrado D. 5. zz?- Um transelirn de ouro sem fcitio ; quem tiver annuncie. lst Obi-as de ouro sern feitio ; quem livor annuncie. V E N DAS. &:;/- Fma bonita escrava crcoula de idade de 18 anuos cose diario de urna casa engomma e cozinha o L E I L 0 E N S tsr Que fazem Rozas Braga & Companhia, por intervenco do Corretor Oliveveira das restantes fazendas que existem no seu arma- zem para liquidado de con las devendo as Blasmas fazendas serem vendidas pelos maio- yes presos que se offerecerem : Sexta feira lo )do corrente as lo' horas da manh sem falta. cy Que fazem Jones Patn & Companhia por intervenco do Corretor Oliveira e por conta de quem pretencer de cerca de 400 sacas de caf em bom estado desembarcadas de bordo do Brigue Inglez Margareis arriba- do pela segunda vez a este porto na sua re- cente viagem do Rio de Janareiro com destino ao de \"eneza : adverte-se que sero vendidas cm um ou mais lotes vontade dos compra- dores Segunda feira 15 do crrante as 10 .horas da manh no ormazem defrnte do t -apicte novo. 333? Os mesmos Jones Patn & Companhia faro leilo do cobre volho do forro do Rri- gue Margareis, o qual pode ser examinado a cu bordo ou pela amo-olra na occaaiao da ludo com asseio e per- Teico ou troca-se por um moleque bucal , com lano que ten ha principios de cozinha ; na ra das Cruzas D. 19. ssr Um moleque de idade de 16 annos, de bonita figura; no atierro da Boa vista ven- da de Manoel Francisco Lagoa. ssr Cm caixo^para amostra de venda : na ra da cadeia quina do beco do ouvidor. t3T Urna caixinhacom tabulas de madre perola para o jogo Boston ; na praga da Independencia loja de livros u. 57 e 58. *>~r 0 Dicionario da ltngoa ingleza por Dr. Johnson : na loja de livros da ra do Colegio. isr Duas pipas vasias 10 alqueires de milho um alqueire de feijo molatinho e um dito de fradinho e mos de milho secco a 520 rs. : em fora de portas D. 2. %F~ Um molato escuro de idade de 5o annos com olleio de olaria para esta pro- vincia ou fora dclla : na quina da pracinha do Livramento loja da vi uva do Burgos. i_j" Lrn escravo de idade de 2o annos , creoulo trabalhador de enchada ytor ter ha- bitado sempre no mato : na venda da quina da ra da Alegra ou na loja de Jos Igna- cio da AssumpgO. isr Panno de linho alierto para toalhas e lenges lencos para gravata mcias de li- nho curtas chapeos de sol de seda toalhas de linho para meza rosetas de ouro pora se- nhora c meninas tudodo Porto e por prego barato : na ra do Fagundes D. 4 sobrado de um andar. S3P" Barricas com faFelode muito boa qua- Iidade a 4j000 e sem a barrica a 5,)000 : no arma/.em de Joaquim Consalves Vieira Gui- mares, junto ao arco da Conceico. iir Muito finos chapeos de palha do Chile, dito de seda da ultima moda para senhora , sedas para vestidos um completo sorlimento de calcado para senhora rap princeza de Lisboa superior a 2*200 a libra e outras muilas fazendas de superior qualidade a prego na ra do Padre Floriano na commodo ; na ra da cadeia quina do beco largo loja n. 55. BT Potassa nova da primeira qualidade , chegada dos Estados Unidos no dia 6 do cor- rente : emcasadeL. G. Ferrreira & Com- panhia. %i- Urna molata de idade de 22 annos , sem vicio algum por preco commodo : na ra do mundo novo D. 28 >V~'" As obras de ouro seguinlcs de argoUl de brilhantcs 2 dito> 1 relogio orisontal com caixa de ou- dido com vidro um dito velho , pequeo a caixa tem 10 oilavas de ouro , um cordao com 42 oitavas de bom ouro 7 enfeites para coeiro urna corrente para re- logio um alfinete de brilhantes obra muito delicada duas ligas, um anel esmaltado com circulo de diamantes 2 pares de brin- cos, um dito de filagr um dilo com caxos de diamantes um cordo com una meda- Iha um par de pulceiras de bom gosto um anel de diamantes um dito liso 5 cordoes finos, 5 cruzes um colar com urna cassole- U um rozario botes para o peito com brilhante ditos lavrados e urna porco de pedacos de ouro em transelins, cordoes, Vincos e &c. 2 pares de casticaes de prata, pratoe thesoura salvas, colheres para cha , cabos de faca e prata velha um rico toca- dor de Jacaranda, um goarda livro de mogno, um guarda vestido de dito estas obras he do mclhor gosto possivcl, urna commoda de amarlo, forrada e muito bem feita, urna me- sa de dito com abas para jantar e Urna cabe- leira inteira e pintada para senhora, o mais bem feito que tem aparecido : na ra das trinclieiras D. 9. tsr Duas bancas de 2 tampos de condur : na ra das trincheiras D. 5. ssr Duas redes proprias para despescar v- veiros, urna com 10 bragas ,e outra com 5o ditas, eumbatelogrande, tudo por preco commodo: no atierro dosairogados junio ao sobrado do Brito. !L3- Vellas de carnauba de 6 7 e H por libra a 10*240 a arroba : na ra do Ran- gel D. 7. xj" Bichas de boa q nal idade por preco de 120 a 480: noatterroda boa vista na pri- meira venda ao peda ponte. Ii3" Urna ponjo de carvao de pedra a bordo do navio Sueco chegado de Hamburgo: em casa de Hermano Mehrtens na ra da Cruz I). 25. tST Colxcles em caixas grandes a 800 a duzia e mais pequeos a 700 rs. : em casa de Leliamaiin na ra da Cruz D. 9. xj" Trez vacas paridas que do bastante leite muito mangas em S. Amaro na es- trada de Belein no primeiro sitio que tem co- pia. *3- Um moleque creoulo de idade de 15 annos ofiitial de sapateiro -, e um tanque pa- ra liando que cliega duas pessoas obra muito bem jfei^a e por prego commodo : na ra Direita no 1." andar defronte da viuva do Cosme armador ou na ra do Crespo De- cima 5. izr Salitre refinado pimenta carne de porco pixe em barris de. i arrobas e cadei- ras de balango superiores : na ra da cadeia do Recite casa de L. G. Ferreira & Compa- nhia. s^r- Estopa de algodSo grossa muito pro- pria para em sacar assucar: em casa de L. G. Ferreira & Companhia. 3- Um sobrado na ra direita com os fundos para a Penlia com chaos proprios , livre e desembarassado ou troca-se por sitio com tenas proprias : a tratar na ra do No- gueira D. 19. 523" lo bostas paraengeuho : na ra nova loja de ferragans D. 15. :lj* lima caixa de boa tartaruga para rap urna cama de angicocom colxes, travisseiros. e cortinados urna cadeirinha de parafuzo com assento de coxim propria para piano um ta- boleiro grande e novo ; os seguintes livros : Eutropio; grammatica analtica da lingoa por- tugueza por Solano mestre francez ; gram- matica latina por Antonio Pereira ; 2." tomo dos Dicionarios Theologicos, tudo por prego barato : na ra deS. Rita nova casa D. 18 do lado da Igreja. tsr Travs de 50 palmos de comprido e palmo e torno de grossura e caibros de 50 : na ra nova loja de ferragens D. 10. ST Gomma de araruta muito nova mar- melada em latas de duas libras muito nova : na praga da boa vista venda D. 9. tU" l ma preta de nago anda moca co- zinha lava engomma faz doces." e he quintadeira ; na ra dos Martirios D. 6. tzr Urna venda com poucos fundos livre de alcaldes e com commodos para familia , quina que vira las de spermacete de 5 e 6 em libra a 800 rs.: na ra da roda venda D. 8 e as 5 pontas D. 25 onde tem lampino. ssr Caixotinhos com urna arrol de pera secca de superior qualidade, assafates grandes e pequeos dados para jogar e novos map- pas Topogrficos da nova planta baixa da Ci- dade do Porto : na ra dos Quarteis loja D. 5. XSf" Esteiras de carnauba proprias para sala e marquezas chegadas prximamente e por prego commodo : no pateo do Hospital venda D. 4. S2T Um palanquim forrado e pintado to- do de novo, um banheiro de madeira novo e ja pintado : na fu da senzala nova em casa do Sr. Antonio Ribeiro, mestre pintor, no 2.' andar D. 25. tsr Capim de planta verde muito bem pe- sado a 240 a arroba indo se corlar no sitio do Major Mayer na estrada do corredor do Bispo. C7- Pentes abettos ditos lisos da moda ; assim como se concerta obras de tartaruga : na loja de tartarugueiro no pateo do Carino sobrado da quina que volta para a ra das trincheiras. ESCRAVOS FGIDOS. s3* No dia 28 do passado fugio um mo- lato de nome Manoel estatura baixa rosto redondo, pouca barba, muito iota, traz lengo ao pescogo, chapeo preto calgado e com as meias sujas escravo de Francisco Joo, do Pilar da liba de Itamarac ; quem o pegar leve a ra da praia serrara de Constan- tino Jos Raposo que ser gratificado. tis~ Desapareceo na noute do dia 2 do cor- rente um negro baixo grosso bem bar- bado de nome Paulo meio bugal tem um dedo da mo cortado pela unha, e em um dedo grande do p a unha levantada para ci- ma e com feridas nos ps demaneiras que nao pode andar ; levou vestido camisa, de al- godozinho e caigas de estopa arremendada as entres pernas ; roga-se as authoridades policiaes e capites de campo hajo de ap- prchendel-o e levar a padaria da camboa do Carino que ser gratificado. tzr Desapareceo do lugar do pogo da pa- nela no dia 24 de Abril do corrente anno , una negrinha com os sign idade de 11 annos de naco ben r redonda olhos grandes para os assouguinhos paga de aluguel OjOOO niensaes : a tratar na mesma. Wt Fina preta creoula de idade de 18 an- uos ptima para qualquer servico : na na do Colegio botica D. 5 de Cvpriano Luiz da Paz. XSF Una preta anda moca cozinha o diario de urna casa engomma liso ensaboa e tem principios de costura : na ra do Ran- ; um par gel D. 8. com dia- UT Mel de abclha uruc mullo novo j vc- seguintes : de guelfa ca- boca e orelhas pequeas, supe-se ter sido furtada e estar vendida no mallo ; roga-se a todos os capi- tes de campo de a pegarem e levar na boa vista casa do Snr. Jos Antonio dos Sanios e Silva que ser recompensado na ra da S. Cruz defronte dos ltimos arcos da ribeira a negrinha chama-se Joaquina. 3r* Gratifica-se a quem aprehender urna escrava bugal, de nome Mara fgida na noute de 7 do corrente do sitio do Remedio a qual pertence a Smeo Correia Cavalcanti Macambira ella tem boa altura secca do corpo bem preta olhos papudos repre- senta 15 annos de idade foi vestida de azul , ainda com bastantes marcas de sarnas pelos bragos e peinas e o signal mais evidente he ler o dedo imediato ao grande em ambos os pes mais curtos que o natural. tsr Fugio do engenho novo de N. S. das Angustias no dia 5 do corrente um molato de nome Pedro de cor escura cara larga, denles aparados cbelo pegado altura re- gular grosso do corpo, pernas grossas ps largos ; quem o pegnr leve aos Coelhos a en- tregar a Fraucisco Jos Arantes, que grati- ficar. M0VIMENT0 DO PORTO CONTIXUACAO' DAS SAHIDAS DO DIA 7. Para Pesca Rarca Americana Cadrnus cap David Smith carga a mesma que trouxe* ESTRADAS NO DA 8. New casllc Fetis de equip dem. Marseilles , 57 dias Galera Dinamarqueza 500 tonel- cap. Nicholus Mid , 15, carga carvo de jiedra : a or- 5o das Galera Franceza Anto- nette de 255 tonel. cap. S. Doyrum , equip. 15, carga vinho, farnha de trigo , c batatas: a A. Schramm. Montevideo ; 5o dias Polaca Sarda Jpiter de 12o tonel., cap. Joo Batista choza , equipagem 10, carga dirne secca : a A. Schramm. Rio de Janeiro; 15 dias Brigue Austraco Amazona de 280 tonel. cap. Joo Sessal, equip. 10, carga carne secca : a N. O. Bieber. KLCH L NA TVP. LL M. I. DE 1 '. 18il. |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| MILLISECOND | CLASS.METHOD | MESSAGE |
|---|---|---|
| 0 | sobekcm_page_globals.constructor | |
| 0 | sobekcm_page_globals.constructor | Application State validated or built |
| 0 | sobekcm_database.verify_item_lookup_object | |
| 0 | sobekcm_page_globals.constructor | Navigation Object created from URI query string |
| 0 | sobekcm_database.verify_item_lookup_object | |
| 0 | sobekcm_page_globals.display_item | Retrieving item or group information |
| 0 | sobekcm_page_globals.get_entire_collection_hierarchy | Retrieving hierarchy information |
| 0 | sobekcm_assistant.get_entire_collection_hierarchy | |
| 0 | cached_data_manager.retrieve_item_aggregation | |
| 0 | cached_data_manager.retrieve_item_aggregation | Found item aggregation on local cache |
| 0 | item_aggregation_builder.get_item_aggregation | Found 'all' item aggregation in cache |
| 0 | system.web.ui.page.page_load (ufdc.page_load) | |
| 0 | sobekcm_page_globals.constructor.on_page_load | |
| 0 | html_echo_mainwriter.add_style_references | Adding style references to HTML |
| 0 | html_echo_mainwriter.add_text_to_page | Reading the text from the file and echoing back to the output stream |
| 128 | html_echo_mainwriter.add_text_to_page | Finished reading and writing the file |