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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/04370
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Friday, December 10, 1841
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:04370

Full Text
-
"T"~"
Auno do 1841. -8exta.Feira 10 de
Tudo agora depende de no tnesmos ; da nossa prudencia, moderac, e energa : con-
tinenos como principiamos, eseremos apontados com admiraco entre as K oes msis
Gal,lf (I'roelamajio di Assemblea Geral brasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Coiasma Paraiba, e Bio grande do Norte, na segunda e sexta feira.
Bonito e (isranluns, a 10 e 24.
Cabo Serinbaem, Rio Formoio, Porto Calvo, Macei, e Alagoas no 4 II, 21.
Paie' 13. Santo Antiio, .quinta ftira. Olinda todds os dias.
DAS DA SEMANA.
6 Seg. Nicolao, cbancb. Aud. do .luis de Direito da 2. Tara.
7 Tere. s. Ambrosio. Re. Aud. do Juii de Direito da 1. Tara.
S Qua'rt. Conceicao de N. Snra. s. Romnico.
9 Ouint. f. Leocadia, chancli. Aud. do Jnit de Direito da 2. Tara.
10 sext. s. Melquades. Aud, do Juiz de Direito da 1. rara.
41 sab. s. Dmaso. Re. Aud. do Jnix de Direito da 3, Tara.
42 Dom. 3, do Adenlo, s. Justino,
Dezembro. Anno XVII. N. 269.
O Diario publica-ie lodos os dias qo* nao forera Santificados: o preco da assienatura be
de tres mil reis porquartel pagos adianlados. Os snnuncios dos assignsoles sao inseridos
grsti*, eos dos que o nao forem rato de 80 reii por Iinha. As relemac5es derru ser
dirigidas a esta Typografia ra das Crines D. 3, una prsra ds Independencia lojas da lirio*
iS limeros 37 e 38.
CAMBIOS no da 9 de Drzembuo.
Cambio sobre Londres 3") d. p. ll.'OOO.
i> Psris 320 reis p. frsnco.
Lisboa 80 a 85 p. 100 de pr,
Ol'o-Moeda de 6,400 V, i 4,500 a \ t\ ,700
N. 14,400 14,600
de 4,000 8,100 a 8,200
PlATA-PataCcs 1,640 a 1,600
PraTa Peos I'olinnnarea 1.640 a 1,660
Mexicanos 1,620 a 1,640
miuda 1,440 a 1,460
Moeds de cobre 3 por 100 de disconlo.
Disconto de bilh. da Alfandega le, or 109
ao me-7.
dem de letras de boas firmas 1 ale.
Preamnr do da
1. a 2 hora
2. a 2 hora
de 10 Dezembro.
6 ni., da larde.
30 ni, da manh.
PHASES DA LA NO HEZ DE DEZEMBRO.
Qaart, ming. a 5 -- s 9 oras e '63 m. da manda.
La Nora a 12 na 7 oras e 11 m. da larde.
Quart. cresc. s 20 -- kt 0 oras e 12 m. da tarde.
La ebeia a 27 s 4 oras e 12 m. da tarde.
IHARIO l)E MI. V\ IIH < O.
mSmSSSSS^Si ^^^^ala^BagBagaaB SSS^iSSSS^iSSSSi^Smm SSmSmS^mSSSSm
PEHNAMBCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 6 DO CORENTE.
OITIcioAo Exm. presidente do Espirito
Santo aecusando a recepc&O do seo ollicio de
,p> de novembro ultimo acompanhado dos ex-
emplares dos actos legislativos da assemblea
daquella provincia.
DitoAo commandante das armas, com-
municando-lbe que S. M. o Imperador por
aviso de20 de novembro ultimo houve por bem
conceder passagem para o batalho provisorio
de cacadores mandado organisar nesta provin-
cia ao cadete da compannia provisoria de fu-
zileiros da corte Francisco Firmino Caval-
cante.
DitoAo mesmo para comparecer com
toilos os olliciaes de primeira linba as 11 llo-
ras do dia 7 do crrenle no palacio a lim de
assistirem a posse do Exm. Sur. baro da
Boa-vista, nomeado presidente para esta
provincia.
DitoAo inspector da lliesouraria da fa-
zenda ordenando-llie avista do que infor-
mo! em seo ullicio desla data que mande a-
lronar ao lente Joo Marinho Cavalcanle
de Albuquerque os vencimentos e commc-
dorias que requer.
DitoAo mesmo convidando-o para as-
sistir a posse do Exm. Snr. baro da Boa-
vista do cargo do presidenta da provincia,
comparecendo no palacio as 11 horas da ma-
nho do dia 7 do frrente.
Iguaes ollicios foro dirigidos ao inspector
da thesouraria das rendas provinciaes, presi-
dente da Yelaco, cheles de repartieres publi-
cas, engenheiros commandantes de navios
da armada etc. etc.
DitoAo inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes communicando-lhe que
presidencia tem nesla data concedido a demis-
so que Ihe pedio o niajor Manoel do Nasci-
mento da Costa Montciro do cargo de prefeito
da comarca.
Dito Ao commandante Superior da guar-
' da nacional do Becife, communicando-lhe
que tendo sido approvada a proposla dos ol-
liciaes para o sexto batalho cumpre que a
faga publicar em ordein do dia, ordenando
aos promovidos que soliciten! as suas pa-
tenles pela Secretaria.
Coneedendo a demissao que Vm. acaba
de pedir-me do lugar de prefeito desla comar-
ca eu faltara ao mais grato dmeos deve-
les sedeixasse de louval-o pela briosa ma-
neira por que se condusio no exercio do seo
empreo, durante o lempo de niinha admi-
nistraco, cumprindo-me declarar-lhe que
deve Vm. entregar a prefeilura ao promotor
publico na forma da lei. Deas guarde a Vm.
Palacio do governo de Pernambuco 6 de De-
zembro de 481. Manoel de Souza Teixeira
Snr. major Manoel do ISasciment da Costa
Monteiro.
Illm. Snr.Altendcndas rases que V. S.
expende cm seo ollicio de 4 do frrente, cuni-
pre-mesignilicar-lhe para sua inlelligencia,
que por portara desla data tenho-lhe con-
cedido adnmisso, que pede, do lugar de
secretario da provincia, louvando-o muilo pe-
lo bom servico, que fe/ no exercicio do dito
lugar e pela franca e leal coadjuvacao que
V S. prestou a ininba adniinisliacao. Us
sentimentos patriticos que V. S. manifes-
ta no seo mencionado ollicio sao mais urna
provado seo decidido zelo, einleres.se pela
prosperidade do Imperio e do aferr e adhc-
so que sempre consagrou augusta pessoa
de S. M. o Imperador. Agradeeendo-lhe fi-
nalmente as ex pressoes do seo olr/.equio (tara
comigo concilio renovando a V. S. os meos
protesta de particular estima, e consideraban.
Dos guarde a V. S. ftsJaflio do governo
de IVrnambuco 6 de dezembro de 1811
Manoel de Souza Teixeira -Sur. Doutoi
' Francisco Miiniz Tavares.
DitoAo inspector do arsenal de marinha,
enviando-lhe para suas inlelligencia e execu-
Qo urna copia do decreto de 2 de 7b.ro ultimo
pelo qual 8. M. o imperador, houve por bem
faser extensivo aos individuos da armada naci-
onal e corpo de artilheria de marinha,incurso*
no crime de primeira deserco o decreto n.
81 de 18 de julhodo corren le anno que con-
cede perdao aos desertores do exercito.
DitoAo agente da companhia dos paque-
tes de vapor para faser dar passagem no vapor
que ora segu para as provincias do Norte
dous soldados que vo em servido, hum na
qualidade de camarada do segundo lente
Joo Marinho Cavalcanle de Albuquerque,
que regressa para a provincia do Maranho, e
outro que segu para a provincia do Cear de
cuja guarnico faz parte.
DitoAo mesmo, respondendo-lhe que po-
de faser sair paraos portos do Norte o vapor
S. Salvador logo que tenha completado as
48 horas de sua eslada no desta cidade.
DitoAo thesoureiro da lotera concedida
a favor das obras da igreja de Nossa Senhora
do Bosario da Boa-vista remettendo-lhe para
seo conhecimento urna copia do novo plano
approvado para cada urna das meias lotera da
referida Igreja.
PortaraAo commandante geral do corpo
de polica para faser marchar o mesmo cor-
po para a frente da Igreja de N. Senhora da
Conceicao dos Militares a lim de servir de
guarda de honra durante a testa da mesma
Senhora.
0 presidente da provincia ha por bem con-
ceder demissao do lugar de secretario da mes-
ma provincia aodoutor Francisco Muniz Ta-
vares ; e nomea para servir interinamente o
referido lugar ao uilicial maior da secreta-
ria Antonio Jos de (Hiveira.Palacio do
governo de Pemambuco 6 de dezembro de
1841 -Souza.
OllicioAo inspector da thesouraria das
rendas provinciaes, communicando-lhe o con-
teudo na precedente portara.
Calmont & Comp. a quantia de 19;529*109
reiscorrespontente a L. si. 2.42olo! 1 ao
cambio de 29 5|4 dinheiros aterimos por
I 000 reis, valor de huma letra a 90 dias
vista, que saca rao com a ahonaco de A. S.
da Cunha Guimares, sobre Me. Calmont
Brox&Comp. de Londres, a favor dos a-
gentes do Brasil na mesma cidade.
dem do da 4.
Ollicio Ao Exm. Sr. presidente da provin-
cia, informando novmente o requerimento
de NunoMaria de Seixas em que pretende por
aforamento o terreno alagado no lugar de fora
de portas do Bairro do Becife desta cidade ja
demarcado sob numero 94.
Dito Ao procurador fiscal interino da fa-
senda remettendo por copia o do inspector da
thesouraria de fasenda da Prov.'das Alagoas,
com os documentos que o acompanharo a
lim de proceder na forma do seo parecer de
dous do correte.
Portara Mandando entregar pela caixa
da receita geral do exercicio corren le a Pai-
va & Manoel, 5;000tf000 reis valor de huma
letra a 40 dias precisos que em 3 do corren te
saccaro com ahonaco de A. B. Pinto de Mis-
quita sobre J. D. Castro & Comp. da Pro-
vincia do Maranho, a favor da thesouraria
de fasenda da mesma provincia a quem foi
remettida por conta das prestaces determina-
das pela ordem do tribunal do thesouro publi-
co nacional de 22 de julho precedente.
TESOl BABIA DA FAZKNDA.
EXPEDIENTE DO DA 1." DO CBRENTE.
OllicioAo coronel Firmino Herculano de
Moraes Ancora inspector geral das obras pu-
blicas para dignar-se de proceder a demarcar
gao do terreno no lugar de Fora de Portas,
que por despacho do Exm. Sur. presidente da
provincia foi concedido Joo de Brito Cor-
reia.
DEM DO DIA 5.
OllicioAoExm. presidente da provincia ,
rogando exjmdisse a neoessaria ordem a lim
de ser removida a guarda da alfandega para
a nova casa, que lica no pavimento terreo do
lorreo novmente feito no correr da ruada
Madre de Dos 5 e bem assim o oratorio que
representa hum dos passos da Paixao de
Chrislo.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., partecipan-
do licar na intelligencia do que praticou o
commandante da liba de Fernando de Noro-
nha com o pagamento das pravas do quinto
batalho de cacadores provisorio do Maranho
expedicionario ao Sul, que ali licaro por do-
entes.
DitoAo mesmo Exm. Snr. dizendoque
constando achar-se fechado o barraco conti-
guo ao convento da Solodade e que talvez
nao seja por ora necessario para o servico pu-
blico, rogavasedignas.se de communicar
se pode ou nao ser arrendado em hasta pu-
blica.
Dito Ao coronel Firmino Herculano de
Moraes Ancora, inspector geral das obras pu-
blicas para dignar-se de mandar proceder a
demarcacao do terreno de marinhas concedi-
do ao procarador licsal Antonio .loaquim de
Mello no lugar do aterro dos A logados.
Portara Mandando entregar a He.
ARSENAL DE MARINHA.
O Illm. Sr. Inspector do Arsenal de Mari"
nha manda faser publico que no dia 2o do
correte pelas 11 horas da manh se po-
ra em arremataco o fornecimento dos objec-
tos abaixo declarados para as embarcaces
d'armada pelo lempo de trez inezes a contar
do dia 7 de Janeiro prximo em diante ou
at o fim de Junho tambem prximo se
os precos dos referidos objectos a isto convi-
dar.
As pessoas aquem convenha faser seine-
Ihante fornecimento sao convidadas pelo mes-
mo Illm. Sr. Inspector a comparecer nesta
secretaria em dito dia e hora munidas
das competentes propostas ; certas de que o
fornecimento ser entregue a quem por me-
nos o iser com os objectos da melhor qua-
lidade
Secretaria da inspeceo do arsenal de nvi-
rinha de PcrnambucoO de Dezembro de 18-11.
Alexandre Rodrigues dos Aojos ,
Secretario.
Objectos postas em arrematles, c aos
quaes se refero o annuncio supra.
Carne verde farinha agurdenle as-
sucar, vinagre loucinho bacalho azei-
te doce fcjo azeitede coco, sabo, spur
maceti seboem vellas arroz tintas bran-
ca e prcla agua-rz seccanle taixas de
cobre ditas de ferro arcos de tonel di-
tos de pipas tijollos ingleses cravos de pi-
pa arcos de ferro de huma polegada a huma
EDITAL.
Acamara munipal da cidade do Becife e seo
termo etc.
Faz saber que no dia 7 do corren te tomn
as redeas do governo desta provincia o Exm.
Snr. baro da Boa-vista por nomeaco de S.
M o Imperador o Snr. D. Pedro Segundo ,
conforme a carta imperial mesma C-
mara dirigida com data de 17 de Novembro
prximo passado : o que a cmara apressa-se ,
como Ihe incumbe a lei a communicar aos
habitantes de seo municipio.
Cmara municipal da cidade do Becife 7 do
dezembro de 1841.
Jos de Barros Falc3o de Lacorda
Pro-presidente.
Fulgencio Infante de Albuquerque e Mello.
Secretario.
OSr. Dr. Casemiro de Sena Madureira ;
foi nomeado e tomou posse ontem 9 do corren-
te de secretario do Coverno Provincial.
DIARIO DE PEIMHBUCO.
e um (piarlo ,
ta d'escrever.
papel almaco penas e tin-
Alexandre Bodrigues dos Anjos.
COLLECTOtm DO MUNICIPIO DE OLINDA.
Ocollector da decima e mais impostos de
Olinda manda lembrar a todos os seos col-
lectailus, que o presente mez he o marcado
na lei para a cobranca passiva a boca do
cofre, do primeiro simeslrc do corren te auno
linanceiro de 1841 a 1842, e que lindo este
pras se proceder ejecutivamente contra os
omissos ; e para nao alegarem ignorancia faz
publico pelo presente eporeditaes, efixa-
do nos tugaras mais pblicos do municipio.
Collecloria de Olinda 1 de dezembro de
1841.
O pserivo
Joo Gonsatvcs Hodrigues Fianza.
MAIS CORREIO DO NORTE N. "4.
J iamos nutrindo algumas esperanzas do
que o Sr. Borgcs da Paralaba >or outra o
ex-Abelha, e ex-Bepublico se fosse chegando
ao reg e desengaando da tal parvoigada
de separaQo de Provincias do Norte j nos
preparavamos para Ihe dar os parabens da sua
prompta converso, fosse ella nascida do ne-
nhum accolhimenlo, que ti vera a sua ideia ,
ou d'outro qualquer principio ; pois nao de-
sejamos com o Divino Mestre a morte do pec-
cador, se nao que se converla e viva j li-
nalmente nos lisonjeavamos do nosso triunfo ,
ou antes do triunfo da razo, e da ordem ,
quando nos chega s maos o desgranado N. 4
do novo Bepublico ora chrismado em Correio
do Norte : e vista deste facho d'anarchia
exclamamos. O Snr. Abelha da Paralaba he
incorrigivel em sua cegueira democratico-
desorganisadora ; c quando foge das brazas
he para arremessar-se s lavaredas.
Apezar de ter feito fervorozos votos ao Fa-
ctor do Universo para que cliegue o dia da
redempeo, isto he 5 o dia da desmembraco
das Provincias ; apezar do espirito republi-
queiro, que resumbra de todas as suas pala-
vi as o Sr. Antonio Borgcs da Paralaba re-
cua diante da opinio publica que anathe-
matiza o seu desgracadissimo pensameitto de
separadlo de Provincias ; mas como querendo
o mesmo lim porem por outros meios, pre-
ga desembandeiradamenle a iusubordinacao ,
a reyolta e a anarchia e proclama em alto,
e bom som que o novo Cdigo do Processo
nao se pode conciderar lei do Estado 5 e que
cada hum Brazileiro tem direito de Ihe resis-
tir e de resistir aos novos agentes creados
por esse projecto da Cmara vitalicia Que
tal o Snr. Abelha ? O cerlo he, que nunca
de mo mouro bom Christo, e a qu^m huma
vez leve o demo sempre Ihe fica o geito.
E porque havemos de resistir ao novo C-
digo ? A raso do Snr. Bepublico he das que
se coslumo chamar de cabo d'esquadra. He
porque o Projecto foi aprovado sem discusso
na Cmara dos Srs. Deputados : he porque a
elle se opunha huma quasi imperceptivcl
minora. Onde vio, ou achou o Sr. Abelha
da Parahiba que a falta de certo numero de
disnussfles importa a nuilidade de qualquer
lei ? Ignorar que o numero e maneira
das dscussoes dos projectos sao cousas dos
Begimenlos das Cmaras que as podem dis-
pensar quando o julgurem preciso con-
veniente ? Nao saber que o Begimeii Re-
presentativo he o Coverno das maiorias p
nem jiode ser d'outra sorle ? Sem discusso
tem passado na Cmara temporaria algumas
de iiossas leis como sejo : a da Guarda Nh


do-as Millas, e concitando os poyos i resis- cutado he que teremosde eonheeer as suas
encia. Suppouha, que hum projeeto de le
appresentado em qualquer das Cmaras lie
reconheeido til
vrdadeiro, se nao o que pode ser compre-
hendido : 3. inalmenteem nao achar certe-
za se nao em os argumentos da Lgica, con-
incredulidade con-
que os nossos sen-
ns nao
vantagens ou desvantagens.
Em lodo o caso o que nos cumpre he obe-
, vantajoso, e justo pela decer -lei, e tal deve sor a linguagem do ci- duzem necessariamente a m
iioria : que necessidade lia de esperdigar dadao honesto do escriptor publico, embora ; sequen te ao atheismo ; porq
tempo em o discutir ? Approva-o immedia-1 pertenca ao partido da oposigao. Se o tem- tidos nao nos mostrao a Divindade,
lamente, e o faz rom todo o direito. As po for descobrindo no novo cdigo esses gra- a -podemos comprehender, e nunca a raso
discussOes nao tora outro lim se no por ves deffeitos que algims ja de antemao Ihe pode'provarhuma existencia independente.
em contraste as ideias elucidar a materia aforoo as queixas as represen tagnes 6 ca- A antitliese da incredulidade he a creduli-
para que do embale das opnlfles resulte o < mor publico chegaro ao seio da Represen- dade exagerada. A primeira nao er nada de
inclhor aeerlo : logo poivm que a maioria ta esl previamente convencida da utilidade do I da opoder emendar, revogar etc. etc. sem
projeeto com que Qm e porque motivo o
liadedeixhr entregue estril hita de discus-
sOes interminaveis ?
Cumpre, que o povo saiba que o novo
Cdigo foi ja de muilo commetlido as maiores
capacidades do nosso paiz : que o armo pas-
sado leve a segunda discusso no Senado e
este anuo ali
mu calorosa
que seja iuister lanzronos mo do ultimo e
desesperado recurso da desobediencia e da
revolta. Todos convinhojia urgente neces-
sidade de huma reforma em o cdigo do Pro-
cesso ; por q' com o que Iinliamos o Brasil ca-
minhava a passos largos para a sua total mi-
na. Preciso e milito preciso era refrmalo
passou jiela ultima que foi ] (planto antes : isto se fez. A pratica ira
e porfiada e por isso sofreo i mostrando os bens e males da nova le.
.muitas emendas. A maioria da Cmara tem- Aeoneelhamos por tanto ao Sur. Republico,
poraria convencida das suas vantagens desc-, que se deixe de ser bota logo , e Ihe lem-
josa de cortar o passo ao crime e s revolu-
;es, que levavo geilo.de abysmar o Brasil ,
Qssentou em sua sabedoria de aprovar logo o
bramos, que as theorias polticas de Mably,
de J. J. Rosseau.do haro d' Holbae, efe. etc.
esto hoje anattiematisadas, e proscriptas pe-
Projeelo alias sobejamente discutido no Se-1 los progressos que tem feilo as siencias so-
nado : sahou o paiz, que se achava a borda eiaes. Aehar liberdade somente na Demo-
do precipicio, cobrio-se de gloria1, e susten- craoia he hoje s proprio de eapdooios de po-
lou o Throno.
E ser por isto, que o Snr. Bepuhlico A-
belha Borges da Fonceca foragido da Para-
litica. Nos que sempre nos encimamos a pi-
edade para com O nosso prximo ainda sur-
pomoS que o Snr. Borges da Para iba padece
Jaiba vem para aqui feito propagandista da j alguma irritago chronica do cerrebro que o
insurreigao, e da anarchia dizendo que
cada hum Brazileirotem^direito de resistir ao
novo Cdigo, e aos novos agentes por elle
creados? Huma vez que receba a saneco do
Imperador o novo Cdigo he huma lei nos-
sa, e to respeitavel. como qualquer outra.
Aproposigao do Sr. Republico por tanto he
de hum perturbador d'hum Sansculots ,
d'biim homem que ou nao reflecte no qne
diz, ( e nesse caso est louco, e h mister ser
lece no mundo invisivel. Huma concede de mala
s pcrcepgoes dos sentidos, a os argumentos da
intelligencia s conclusdes da Lgica ou
antes nao admitte outra cousa forma hum
mundo mais elevado a que nao he possivel
chegar com taes atas. A outra nao consulta
em nada ou nao consulta sufllcientementc os
sentidos a inteligencia e a raso ; e assim
as colisas que s8o do seo dominio e em
(f tem direito de julgar, ella teimosamente as
desconhece, e segu hum pendor irresistivel ,
que sempre a impelle para oincomprehensi-
vel e sobrenatural.
A credulidade em vez de observar os fen-
menos do mundo moral', e do mundo lizico
com vista imparcial, e de os perceber conve-
nientemente ; em vez de aprofundar-llie as
leis de se cingir a estas de as por em uso
com discerninento e de as explicar succes-
sivamente, como causa e como elfeito ou,
se nao esta em estado de reconhecera sua ver-
dadeira ligagao nao aventurai-:juizo algum 5
da ignoran-
leva a esse patriotismo to exaltado ,'Vdes- convincida como o devra ser
commedido, que o indnzio a discr em tra re-; cia e insufliciencia humana ; antes imag-
donda que asorte do Brasil j esleVe de-
pen ten te s-da sua vontade Nos hospitaja
tem apajecido sugeitos, que se dizem Beis,
at Jozus Christoe Padre Eterno: mas a ser que na realidade he rnterramente separado ,
na huniamultidaoderelaces errtreos fenme-
nos do mundo moral e os do mundo lizico
para dirigir hum pelo outro : ella rene o
verdadeira a assergo do nosso contempor-
neo, consideremos bem a que estado chegou
o Brasil que a sua sor te j esteve depen-
dente s da vontade do Snr. Abelhinha da
medicado) ou de proposito '.tomou a desgra- Parahiba Dos de misericordia, em que
Fago ideia. A sorte
os destinos do Brasil j
cadissima trela de promover a desordem e
a revolugo entre nos.
ruaos j estivemos!
do nosso Imperio ,
Nao imagine o Sr. Abelha (pie reprova- estiverao todos na palma d ii'Ao do novo Mar-
nos haja partido e peridicos de opposi- j qUez de Pombal do novo Mazarino do 110-
c,o ao Governo , pois a opposigao he hum dos
elementos de ordem em o Rgimen Repre-
sentativo mas queremos huma opposigao ra-
soavel conscienciosa, franca, leal 5 porem
justa e honesta ; e nao huma opposigao ca-
prichosa e que desesperada de empolgar o
poder pelo triunfo dos seus principios, re-
corre^ aos meios mais indignos e ignomini-
osos e at prega a insurreigao e a anar-
chia Que de terriveis consequencias nao es-
t pejada a proposigo ernminenteinente a-
narchica do Sr. Republico da Parahiba ? Do
seu fatal principio segue-se por necessaria
dedugao que toda e qualquer lei, para ter
exeruco est sujeita ao exame privado de
cada hum Brasileiro relativamente sua vali-
dade : segue-se que logo que qualquer se
persuada que huma lei passou sem esta,
ou aquella formula dos Regimentos das C-
maras Legislativas, tem direito de resis-
lir-lhe.
Portanto vs todos, que sois Guardas
3Nacionaes nao cumpraes a vossa lei nao
obedegaes a os vossos superiores: vs todos,
que haveis comettido crirnes e sofrido sen-
tengas vs malvados de todas as especies ,
insurgi-nos ; por que quer aquella lei, quer
o cdigo criminar passrao sem discusso na
cmara dos Snrs. Reputados ; surja em fim
a insubordinago e a anarehia por todos os
ngulos do Brasil 5 por que s desta arte che-
gara o dia da snspirada redempgo, isto he
'odies ira;'da desmemhrago, e desmorona-
mento do Brasil. Fazei tudo isto : (pie assim
vo-lo prega e reeommenda o Snr. Anto-
nio Borges da Fonceca ex Abelha, ex Bepu-
blieo, que abalouda Paraiba para vir abriros
olhos e felicitar 09 Pernambueanos! Ora
j que o Snr. promottor dorme ; ao menos
jiao haver por aqui um hospital de earidade ,
ehuma junta Medica aquem se encarregue
o exame dos eseriptos do nosso contempor-
neo ?
Todos os cdigos beraesdo por justifica-
velo crime quando commeftidns em resis-
tencia ordens i llegaes, e tal disposico tam-
bero temos em o nosso cdigo ciriminal : mas
huma ordem nao he huma lei : esnatheo-
ria dos Marats Chabots, e Dantons se pode-
r encontrar a mxima horrorosamente sub-
versiva de que qualquer subdito tem direito
de resistir a huma lei, toda vez que entender.
que Ihe faltou esta ou aquella formula do Re-
giment das Cmaras Legislativas.
Ns nao nos compromeltemos a examinar o
crito intrnseco Uopovw eodiw. Pode Kf
desconhece ou despreza a ordem da natu-
reza para introduzir em seu lugar hum mun-
do fantstico onde ludo parece I temerario ,
onde nada se appresenta naturalmente.
A credulidade em parle provm da igno-
rancia e em parte tambem d'hurna imagi-
rrago viva que inventa e cria o universo
segundo a sua fantazia. Algumas vezes nas-
ce d'hum carcter pusilnime que encara
ludo como horrivel, e cheio de perigos ; oua
tras vezes procede d'hurna alma exultada e
desejado do Sr. Republico c Companhia.?}
A Fe', E A IXCREDI 1.IDADE.
Incredudade be o pendor ou disposicSo
habitual de nao adoptar com o vrdadeiro. se
nao o que se percebe ou pode perceber li-
zicamente. Os que levo mais longe a in-
credudade nao concedem valor seno s
percepcOes dos sentidos axteriores de ma-
neiraque oque se Ihcs nao mostra exterior-
mente quer por lercepcao quer por sensa-
go tudo que se nao nianil'esla se nao
pelos sentidos interiores pelo sentimento ,
ou pela intuigo nao he a seus olhos, se
no^v illusfio .ou ao menos o podra ser o
que em materia de certeza vem exactamente
a importarlo mesmo.
Dando a incredudade esle passo deve r
para ser consequente duvidar de todo o
mundo methafisico, ou antes negalo inleira-
mente ; por que para ella s tem realidade o
que pode ser visto ouvido gostado e a-
palpado : e logo que se rejeila como presti-
gio da imaginagao a Metaphisica, nao resta
mais do que o grosseiro materialismo. A
incredudade pensadora nao admitte se nao
o que pode ser coinprehendido e illudindo-
se a si mesma nao quer crer comprehen-
der e conhecer perfeitamente, se nao o que
alcangamos pelos sentidos : erros duplicado ;
porque o homem deve necessariamente ad-
rnittir m:iitas colisas que excedo capaci-
dadedo seu esperito e tSo pouco compre-
hende as ideias e as sensagoes frzicas como
o que Ibes serve de fundamento.
Ainda vai mais longo a incredudade. Des-
conhecendoa natureza da raso a esta mes-
ma1 recorre muitas ve/es para jusiilicar a sua
recusa do admittir certas existencias. Ella
nSo V a rasfto Sfl nao na Lgica e por isso
desconhece a sua verdadeira essencia : pede-
Ihe que prove o (pie como verdade primiti-
va reetna-se a toda prova e pretende que
pode, e at deve rcj"i(ar ludo que se nao
PhU" provar
sentimental que tudo quizera animar e
dar a todas as cousas huma importancia exa-
gerada. Recebendo de bom grado a creduli-
dade influencia directa dos entes d'hurna na-
tureza mais elevada e atribuhindo a todos
vo ReChilieu do novo Chimenes do novo
Duque d'Alba donovoBurke, do novo Pili
Parahibano Pois para que nao nos succeda
outra he que envidaremos todos os esforgos
a lim de que nao appareca quem chame ao
Filho Pan ac e Vivas", como j se pra-
licou com o Pai e procuraremos com os
maiores sacrificios que Abelhas Mosqui-; os ohjectos huma signilicago profetica ja se
tos bizouros, e formigas nSo promovao, v (pie tem muitas relages com a. poesa ,
e effeituem o tal dia da redempgo to e at olla he huma especie de poema. A
mesma poesa pode fcilmente prestar novas
loras credulidade todo vez que o poeta
desconhece a sua particular essencia e vr-
dadeiro destino.
A incredudade nao preserva da supresli-
efio ; porque muitas vezes se tem visto espi-
ritos fortes ligados como por cadeias a bOa
multidao de crengas ridiculas. A alma do
homem nao pode supportar por muilo lempo
o vacuo do negativo ; e se o mesmo homem
nao enche este vacuo com verdades positivas,
deve-o fazer com erros. A raso quer saber,
OU crcr. Como a sciencia humana em parte
he limitada e em parte vacillanle s a f
philosophica podesatisfazera raso, quan-
do esta acha em sua consciencia e penelra-
go verdades que a tranquilisem e Ihe sir-
VfiO de poni de apoio. Se a raso perde este
ponto de apoio se riega a existencia do Ente
Infinito que Ihe he demonstrado pela intui-
go immediata ; en to j o homem nenh ti-
ma garanta possue contra as forgas desconhe-
cidas da natureza. Vendo-se suspenso entre
o temor, e a esperanga impeldo principal-
mente para o priniciro presen I indo o poder
incerto das potencias mystcriosas que obrao
neste immenso universo erecuando d'horror
dintedolas elle muitas vezes povoa o mun-
do de demonios que decidem do seu destino,
e podem a cada momento tmalo funesto.
S a F pode por termo desordem da in-
credudade e da suprestigo : s ella con-
cilia estesdousestreios. A Fhe humacon-
viccao bebida nao s<) em as concluscs da ra-
so ," como na essencia da mesma raso e
que sedas suas profundezas : he huma ten-
dencia irresistivel para reconliecer por verda-
deiroe certos fados dos nossos sentidos interi-
ores que nos sfio dados como existencias ob-
jectivas. Ella moslrando-nos irresislivclincn-
lea alma a liberdade e a Divindade eleva-
nos sobre os limites dos sentidos e nos abre
as portas eternas do mundo inlelieclual. Es-
la F he ao mesmo lempo o poni de partida ,
e de chegada da sciencia humana. D'ella be.
que ludo deriva, pira ella be, que ludo
torna. Aquelle que nao a encontr no fun-
do da sua alma nao a encontrar em parte
para tal sujeto nada existir segu-
ro, nada iridubitavel.
Estar, que abraga a propria raso em
seu seio he o fundamento de toda a Logjca ,
a qual deve repousar toda' ueste solido ponto
de apoio sob pena de ondular no vacuo. Mas
huma vczkpreza a Lgica por essa cadeia dou-
rda que nada pode romper, e se assemelha
a que Homero faz descer do throno de Jpi-
ter pode o homem enio cm plena contianca
extender esses sylogismos e sua appcago a
lauto quanto o lempo, cas circunstancias
Ih'o permittirem. Esta F deixa todos os se-
us direitos raso e intelligencia ; ella
prova o que pode ser provado; procura com-
prehender o que pode ser coinprehendido -,
reconhece o curso da natureza busca as h-
gages das cadsas, eelfeitos e em qnanto so
se traclade fenmeno, nunca sahe deste inca-'
deamento. Dest'arte a F suplanta a supersti-
co ecerra-lhe o mundo fantstico de suas
minuciosas creagoes, cotn as quaes esta ul-
traja a raso, c reduz a silencio a intelligencia.
Mas ao mesmo passo a F, embarga e com-
bale a incredudade; por que com quanto a-
tribua existencia real s pcrcepgoes dos senti-
dos-, adopta huma raso mais elevada, do que
a (pie para na Lgica, e nao cura de explicar ,
se nao o (pie cabe na esfera do espirito hu-
mano.
Verdade he | que pode o homem reunir em
siaF, eaimpiedede, a incredudade ea
supcrligo ; mas as mais das vezes a incredu-
! dade leva apoz si a impiedade e o fanatismo
' nao accompanha algumas vezes a F se nao
J como exageraco. A impiedade vive no sen-
sual no' material, no finito : algumas ve-
zes ella adopta hum ente celeste, huma Divin-
dade ; mas representa-a como de todo inditl'e-
rentes accesj cao dislino do homem, ou
antes denenhuma sorte a reprsenla ncm del-
ta se oceupa leudo a crengaem hum Dos,
quando muilo por mera opinio metaphisi-
ca que nenhuma influencia pode ter sobre o
procedimento do homem. Assim posto qu
em geral a impiedade e a incredulidade se
deem as maos e exerco reciproca influencia
huma sobre a outra todava h exempios
destacados do contrario.
Hum homeui d'espirito elevado de carc-
ter nobre desapaixonado que reeebeo edu-
caco moral, e que por felizes circunstancias
se apartara dos vicio pode mostrar pureza
em seus cosumes, virlude em suas aeges ,
ainda quando pelo predominio do seu espi-
rito sobre o seu corago e pelos erros da sua
raso haja perdido toda a crenga em Dos :
al pode no foro interno conservar e nutrir
certa tendencia para o espirilualismo dese-
jar muitas vezes com ardor que exista hum
mundo invisivel em o qual se encontr D-
os e a immortalidade. Mudas ve/es por ou-
tra parteo homem depravado cujas incna-
cocs viciosas, desejos eaccOes envergonhao
a humanidade. nao pode defenderle da cren-
| ga em Dos na immortalidade as penas ,
e recompensas fui mas que Ihe inspirarao
na infancia. He verdade que esta F s se
faz sentir em momentos deagtae,ao de pas-
sageiro arrependimento de impressOes in-
voluntarias ; porm mostra de hum modo sa-
tsfatorio que os fructos da primeira educa-
, gao nunca desaparecen! inteiraniente. Taes
exempios nao sao naturalmente nestes dous
casos seno BXCepcOes regra pela qual a
incredulidade e a impiedade se crio e re-"-
ciprocamente se fortificao.
Ocontrario desta molestia d'alma humana be
a suprestigo. Seus signaessao facis de reco-
nliecer, c marcar : ella resulta d'hurna F
sega nial dirigida e inteiramente opposta
dignidade da natureza humana. A supres-
tigo poisem vez de ir com a'intelligencia to
longe quanto he dado ao homem fazelo, me-
nospreza e escarnece a intelligencia. Ella
em vez de conceder raso o que Ihe pertence*
e de se entregar entao F com humildade,
calumnia a raso e Ihe recusa as facilidades
necessarias para chegar verdade : em vez
de se oceupav cominlcicsse daslcoussv isiveis
ecomprehensi veis deste mundo,pouco coso faz
da virlude pratica.so aprecia os scnlinientos,as
preces, o as demoiistracfles mentae. Em vez
ile se convencer que o homem nao pode che-
gar a nenhO dom sobrenatuial ou huma
verdadeira nnio com Dos e com o mundo
invisivel, imagina, que taes dons sao OU
podem ser dispensados e com orgulhosa hu-
m ildade gaha-se deeslarcm ccinmercio intimo,
e exclusivo com a Divindade. Em vez de con-
ciderara lei de Dos como o ponto maisessen-
cial da vida humana de a ter sempre de bai-
\o dos olhos paiase dirigir noesfudo das rela-
COes, e no tumulto das paixAM desta vida -
pOeos -'i,> N'uinncnlus obscuros somta'ieSj


/

fogosos a cima desla le, poe os deveres ma-
jLs rigorosos e sagrados abaixo do que ella
fchama seu alto destino e nao os concidera ,
se no como simples meio que pode e deve
sacrificar ao im que ella mesmacreou.
Entre a impiedade que rejeita ludo que
a Religio tem de metaphysico, d'invisivel ,
de mysterioso, que nao presente nao dese-
ia nem quer se nao o que pode ser perce-
bido pelos sentidos e a supertigo que por
imagens fantsticas exclue a realidade do mun-
do visivel, que por meios imaginarios er do-
minar o mundo criado por seus son los, entre
estes dous extremos em lim de que ella igu-
almente se separa eleva-se a verdadeira pie-
dade. Esta com humilde conlianca terno ,
e simples abandono e com dignidade natu-
ral respira e secomprazno mundo metaphi-
sico, mas segundo as ideias e sentimentos,
qued'ahi colhe, obra de hila manneira beni-
licente no mundo visivel e mostra-se dest'
arte digna lillia da Religifto.
Nao h Religio alguma, que mais particu-
larmente se preste ao mysticismo do que a
Religio Christ onde o mundo metaphysico
se annuncia e se mostra ao homem em to-
dos os preceitos em lodos os regulamentos j
em todas as leis em todas as esperanzas. A-
qui a inteligencia acha muitos pontos incom-
prehensiveis, e a raso poucos argumentos ,
que seguir ; mas imaginago e ao senti-
menlo se abre hum mundo metapbysico e
incomensuravel. D*alii he que apparecem
a esperanca e o amor e o homem deixa-se
levar d'hum desejo inexplicavel, e insaciavel
de se aproximar ao objecto invisivel e eter-
no do seu amor e de suas esperanzas. A
esse desejo nunca satisl'eito a esse vo, cu-
jos ensaios se renovo sempre he que a i-
muginacao c o sentimento prestao, suas de-
bis azas que com quanto nao consigao le-
vallos at o sanctuario todava conduzem-os
at vista deste. Ali he que o homem pa-
ra aroubado malcontente do presente for-
tilicado pela ideia do futuro tendo o pre-
sentimento dos mysterios que nao pode ex-
plicar adorando-os sem poder passar adian-
te com os olhos litos no veo que nao po-
de levantar reconhecendo com profunda hu-
mildade a sua fraqueza e insullicicncia ,
mas sem por isso ubater-se e perder o a-
nimo.
( Trad. de Ancillon. )
COMMUICADO.
Louvores sejo dados ao Snr. Empresario.
do Theatro pelo milhoramento em que o h
posto assim no material da caza como no
moral das RcpresentaQes. Com etfeito o nos-
so mesquinho e carunchoso Theatro est j
senao brilhante ao mesmo decorado soffri-
velmente e as Comedias que em scena se
tem apresenlado ( a tempos desla parte ) de-
leitao pela variedade de bons pensamentos e
instruem pela moralidade que em si incer-
rao. Entre ellas julga ler mui distinelo lugar
a = Calumnia dismascarada = spectaeulo da
faustosa noite de 2 de Dezembro corrente; poi-
que nos seos trexos se out'olha as hedeondas
artimanhas da intriga e a sua conclusao he
liuma boa ligio para os ulicos e CrtezAos
intrigantes. Foi pena ser o Auditorio tAo pi-
queno nessa occaziao > que dezanimou a Com-
panhia todava deve-se confessar que ella
nao representou mal a Comedia e que re-
presentou muito bom o Drama por estar talvez
prezente oseoAuthor o Sr. ... de queni se
pode dizer
Se he grande em prosa
He maior em verso.
Com effeitoo Drama foi excedentemente de-
zempenhado sem deixar nada adezejar e'nelle
se conheceo o grande genio de seo Author e
o fulgor do seo Estro radiante.
Quena o Snr. Empresario nao se deslizardo
plario que enceto a cerca do inelboramenlo do
Tlieatro ; porque o Publico Ihe far devida
justica e nunca Ih'anegar o
Imparcial.
PORTO 15 DOUTUBBO.
CARTA DO' ENXOTA CV'ES DO PALACIO DAS CORTES
AO BARBEIR0.
Meslre. Acha-se no Prel o 3." volme das
obras do distinelo Literato Joao Baptista de
Ahneida Leito Garret, conlendo a Tragedia
Merope assumpto tractado por vollaire e
por Mafl'oy, a Comedia em prosa Um Au-
to de Gil Vicente ou a Corte de El-Re D.
Manoel representada com grande applauso
no Theatro Normal da Ra dos Condes. Tam-
ben! est a sabir por dias o 1. volunte de Me-
ta mor phozes de Ovidio, traduce, Ao do Author
do Kcco e NarCizo Antonio Feliciano de
Castiiho ; assim como o). Caderno dos seus
n. ladeos Histricos. Alcm deslus ubiu* lam-
be m o Snr. Joze Liberato Freir de carvallio
nos d os seus Annaes para a Historia da U-
surpacjAo dos quaes considera prologo o seu
ensaio ja publicado e algum tanto gazetal.
O Snr. Diogo de Goes Lara de Andrade ,
que foi o 1. Bibliothecario da Bibliotheca
pblica dessa Cidade tambem vai publicar
una obra poltica sobre a responsabilidade dos
Agentes do Poder ; e em quanto o Lima Lei-
to contina na publicacao do seu Diccionario
Medico, o Doutor Centazzi nos obsequeia com
a sua obra a Higiene popular. Em lim ,
Meslre, nao ha razAo de queixa: a nossa Lit-
teratura vai em progresso. Eu mesmo nao
sei como haja ainda quem esereva um livro ,
porque e dentro do paiz pouca gente l 1 livro
e por isso duvidoso se a Lilteratura lillia
da lome ou se a lome lilha da Litteralura ;
podem ser ambas as cousas. Depois da inva-
so dos Peridicos dillicil cousa ver annun-
ciar um livro em oilavo.
J que lhe fallei em Peridicos dir-lbe-hei
(pie esta moda vai decahindo de gesto J
nao ha paciencia christa que devore um arti-
go de fundo 0 nosso Nacional que est
ha bastante tempo espera de papel cumpli-
do ja dimiliuiu a racao aos seus benvolos
leitores. A RcvolucAo, o melhor Jornal des-
la Cidade menos na doutrina est sempre
a pedir aos assignantes que lhe paguem 0
Constitucional apesar das pitadas que lhe
dAo contina no seu estado morboso e debi-
litado O Correio como ecclesiaslico ,
verilica o adagioTelha de Igreja sempre go-
teja. O Portugal Velho vai vivendo inaufe-
rivelmente os Pobres continuao com a sua
pobreza franciscana, augmentada pelas es-
molas que lhe tira o Dez reis, que traz de lu-
do al Meteorologa; Em quanto ao Diario
do Goveano este Fidalgo de poucas fallas ,
e essas em estylo dogmtico. Vive dos arti-
gos olficiaes e tem que comer. Esqueeia-me
dizer-lhe que temos tambem agora a Gazela
dos Tribunaes ;' Dos lhe d boa sorte '
Neste ramo o que tem mais sabida sao os
Jornaes de recreio e modas. O Panorama, o
Archivo, o Ramalhete, a Bibliotheca Familiar
o Mosaico, o Recreio, o Muzen Picloresco e o
Universo Pictoresco Jornal das Modas^so I idos
com avidez e trazem estampas: augmento-se
agora esta familia coma Revista universal que
sabe s Quintas feiras. O Diario das Cortes ,
que nao de recreio nem de instrueco se-
gundo a opinio dos Deputados substitue
soff'rivelmente o Almocreve das Petas.
Descobriu-se em Lefio de Franca Urna nova
raga de batatas chamadas pela sua peque-
nhez Batatas-feijes. Parece que teem
a pelle lina e que sao muito saborosas : o seu
tamanho d'uma avellA. Esta noticia deve
ser satisfatoria (astronoma. Falla-se em
urna grande descolierta que nos pode ser de
muito proveito, e vem a ser, fazer papel de
. Estrume de Cavallo. Por ora ainda se
nao affirma se o estrume de egua da muja
ou do jumento produzr o niesnio cleito. Na
Alcmanha descobriu-se tambem a arte d'i an-
dar a p por cima d'agoa ; e diz-se que j se
izera a experiencia com urna maromba e com
feliz resultado Quanto mais vivermos mais
veremos. Tamliem corre como certo (pie em
Tunes se lancou una pedra para se formar
urna Igreja Christ; 0 Profeta vai-se civili-
sando eba quem suspeile que est ordeiro !
Agora passo a dar-lhe as noticias polticas.
O Sr. Presidente do Conselho AgUiar foi i C-
mara dos Senadores pedir lieenga para que o
Carvaiho e Mello pudesse accumular ambas
as funeges, isto , servir no Senado e na
Presidencia da Rela^Ao com o pretexto de
que o dicto Sr. era la preciso por que se ia
por em execugo a Reforma Judicial. Os Jor-
naes da OpposiQo achAo nislo um ataque aos
outros Membros da RelacAo a quem julgao
muito aptos para por em andamento a tarda
Reforma Judiciaria. Estas opposic/ies nao
perdem pitada Tudo Ihes serve.
A pezar da licenga concedida eu nfto lhe
posso assegurar se a tal Reforma vai inalmen-
te cima ; po-Ia em execugAo de extrema
necessidade, pela confusAo em que este ra-
mo de servico publico se acha pela diversa
intelligencia que em algumas partes se tem
dado publicacao da magna Reforma. Em
alguns Julgados j est em prctica em ou-
tros nao.
O Baro do Monte Pedral resignou na Sex-
ta feira a sua Cadeira de Deputado dizem
que esquenlado por nao ser admittido s hon-
ras da discussAo a sua lembranca contra as
chibatadas aos Soldados. 0 Senador Luis
Joze Ribeiro declarou na Cmara dos Senado-
res ao Governo que se lhe nao dsse mais di-
nheiro para o Commissariado haveria" Bernar-
da o que nos falta ver Se temos urna
Bernarda feita pelo Commissariado e o Luis
S. M. e AA. teem saude. Contina a re-
cear-se que o Ministro Aguiar nao vence a sua


llespanholas .
Mexicanas
reeleicao de Deputado por Coimbra onde seu PejQas de 7.>-*UM) rs.
Irmfio Manoel Maria Castello Branco e
MagalhAes o guerreio fortemente. Eis o
resultado da Pastelaria 0 Snr. Cabral ap-
presentou um Projecto de Lei para reformar
oU organisar delinilivamente a Cmara dos
Senadores fazendo-a vitalicia e de uomeacfio
Real. Isto tem dado. logar a varios comnien-
tos i ser proposta do Governo ? ser lem-
branca soinente do Ilustre Deputado i' ou se-
r deste e de seu Irmao Ministro da Justica '.'
Taes sao as pergunlas que se fazem e,a que se
nao responde. Parece impossiwl que a me-
dida nao fosse com consenlimen,to do Minis-
terio que talvez, se ella passa queira as
honras do triumpbo ; e se nao passa dir ,
nao foi cousa nossa.
Falla-se em mudanzas em novos movi-
mentos em coinbinaeoes (rallos planos, em
preferencias em desintelligeucias eo-'outras
colisas...... Ku nao aeeredilo nada elis-
io al mesmo porque a IVrsoiiagem a quem
se allribue a concepQfio mente quando falla ,
mente quendo est calado e mente quando
dorme. 0pobre Avila, que prometteu mui-
to, ve-se deudo cin a falla de dinhird !
Sinto-lhe ruina Isto nao me cheira bem.
Foro ('llamados alguns DeptadOS que es-
tavAo com licenT;a ; diz-se que ha receio de
(pie nao baja nmero, pois lencionao demo-
rar o Tivoli aberto al o ini do mez. Teem
sido querellados pelo Ministerio pblico al-
Soberanos
Ttulos p. bens Nacionaes
admissiveis na Alf.
o,-;
m;;
7,,: 10
1.^:10
020
9i5
7^800
4*400
CVMBIOS lV IMIMV.
erar.is.
Londres

\111st.
Hanib.
Triest.
Genov.
Leoriie
lari/..:
Porto IS
deOutu-
bro.
Lisboa.
:tii!2 : i 1 j i p i30ii. vtj
1|!2 . 90 d.
45 5 i o 15 i |2 u -4005iii d.
- 48 Ir2i>i81|i 1.

m
328
i a
llorim
5 1. n.
1 LF.
5fr.
d.
d.
d.
d.
d..
ESTADO DO MKKCADO.
issucar Eflcluarain-se algumas venda*
para consumo, com ludo conserva-se nos pre-
cos colados.
Arroz -- Cliegaram esla somana do Para a
Lisboa 1600 saccas e tem tido lx>a sabida.
CalT'- Cliegaram 255 saccas do Rio de
Janeiro porem nao nos consta que se te-
nllam ellctuado vendas desla porc/o.
Cacao Cliegaram do Para 280 e.tantas?
saccas : o deposito muito grande. Este ge-
nero est muito frouxo. ,
guns nmeros do Nacional, da Revolugfio Couros Tem havido algumas vendas pa-
(Io Constitucional o (pial acaba d'alcaucar j ra consumo pelos precos cotados.
Provjmenlo na RelaeAo, e aos mais ha del Urzella E|lctuou-se a venda de 218sa^
siicceder o niesm Parece que o Portugal cas por 9j400 rs. o quintal
Velho tambem recebe s honras da aecusacao.
O Governo de llesqanba que o dilecto (lestes
Jornaes, lambeni por l tem perseguido sem
piedade os Jornaes da OpposicAo Estes Jor-
naes elogirfio estas medidas do Espartero ,
e agora ralbo de Ibas applicarem a ellos so-
mos uns mlseraveis. Em quanto a mini a-
migo da liberbade de Imprensa se gover-
1
ara reexportadlo nada se vendeu. .
(Do Commercio')
LOTERA da matriz DA BOA-MSTAJ
Nodia I do corrente corre impreterivel-
mente, a 1." parte da 6.' Lotera 5 o resto
dos bilhetes achAo-se venda no Recife ra
nasse nao
me embaracava com ninharias. j da (Jadea loja do Snr. Vieira : em S. Anto-
Quanlo mais perseguirem a Imprensa mais
ella triumphar.
[ P. dos Pobres no Porto.]
NOTICIAS COMMERCIAES.
PRACA DE LISBOA.
Estado do Mercado.
Arroz Contina a sustentar os precos de
nossas cotaefles.
Assucar ~ Empalado e apenas teve al-
guma pequea sabida para o consumo dd
. Ierra.
Cacao Falta.
Calle Froxo : falta do de boa qualidade.
Cera Falta.
Cha -- Muito (irme : procurado o de boa
qualidade;
Gorama copal e Olheo de Cpahiba
Falla.
Marfim -- Poncas vendas deste genero tem
actualmente lugar.
l'rzell Algumas vendas por pretjos bai-
xos se lizerao da de Angola.
Racalhu A carga do ultimo chegado
ordinaria mas julgamos que mesmo tal qual
teve sabida pelo preco colado.
E PAPBI8 DE CRDITO.'
Venda.
Joze Ribeiro fren le del la, muito lemosq nr.
VALOR DOS MET.VICS
Objectos. Compra.
Recas de 7*500 ri. r ; 7^720
Onc-as llespanholas 14*400
Soberanos.....4.400 4i420
Orno cerceado " i>(J10 1*830
em, barra " 2
Patacas llespanholas 916 828
.. Brazileiras 915 928
Mexicanas . 905 948
Piala embarra 28a281|4
Papel moeda ... 40 4 i
Acges do Banco do Porto 218* 220,)
de Lisboa 85fi* *>*><>->
dos Va|K>res do Porto 80ji 85*
nio ra do Collegio loja do Snr. Menezes ,
ra do Cabug botica do. Snr. Moreira Mar-
ines e no Livramento, botica do Snr. Cha-
gas : e na Boa-vista defronte da Matriz
botica do Snr. Joaqiiim Joze Moreira ; no
principio do atierro lado esquecdo loj doj
Snr. Joze Ignacio da Assump^Ao pra^a da
Roa-vista botica
ra de Carvaiho.
do Snr. Victorino Ferrei-
COLLEGIO PERNAMBUCANO.
ATTEtO DA BOA-VISTA, N. 6.
A destribuQfio dos premios do Collegio Per-
nambucano ter lugar nodia ll do corrento
Dezembro, e commegar a ceremonia pelas
10 horas da inanhA. 0 collegio he franco
nesse dia a todas as pessoas decentes que qui-
serem assisir a esta solemnidade.
A V I Z O S DIVERSOS.
= Aluga-se urna boa casa de pedra e cal
na povoaffio de bebiribe para passar a fesla,
com bastante copiodo e um grande quintal a-
inuiado com bastante fruas e bombanho
no fundo por prego cmodo ; na ra nova,
D. 54.
tsr Engajio-se homens livres para .serena.
empregados no servico do campo de um en-
7*7401 gento que se vai ediicar, dando-se o susten-
4*500 to no primeiro auno de eiigajamenlo com,
jornal diario ou
safras, e tambem
interesse
ceita-se
no produelo das
olliciaes de car-
( Folha Comniercial de Lisboa. )
I'RAf.A DO PORTO.
Valor dos Metaes e Papis de crdito
no mercado.
Objectos. Compra. Venda.
AceoesdoB. com. 210, 220*
da Comp. Seg. 85* 90*
do Vapor . 80* 85*
A plices com j. 4 por 100
Cdulas dos Empregados.
On^as llespanholas . 14*550 14*650
Ouro por oitava . 1*055 1 ,>94o
Papel moeda .... 7 651|4
Patacas Brazeira* . 903 915
pina pedreiro, e ferreiros sendo estes pa-
gos segundo seos merecimentos e pericias dos
oficios: todos os que quiserem empregar-se
fiaste servico, dirijAo-se ao sobrado ). 2, ra
da cadeia do bairro de Santo Antonio, onde
lhe ser patente as condieges e interesses
do contracto.
L^-Quem (piiser dligar m exellnte casa
terrre com boiis commodos sita n Boavisfa
bo beco que vai para ra da Gloria defronte.
da casa onde mora Antonio Gomes Pessoa ;
dirija-se a ruil da Cadia velh D. 14, segun-
do andar.
= Quem precizr de um portugdz para
caxeiro de engenho o ql (em prtica do
Servigd de casa de purgar ; dirija-se a ra
.Nova lado do norte penltima loja se dir
quem.
sai Quem ti ver para vender a historia da
Grecia em porCuguez e a Comeda oFilho
Natural-, anriuncie.
= Preciza-se de um caxeiro que tena
15 a 16 annos de idade o qual tnha bas-
tante pralica de venda e de fiador a su con-
duta : na ra d Orlas D. XS.


SST Aeh-se ii'eslu praga um homem que j venda que ter lugar no
ieni servido alguna lagares da Magistratura mesmos na ruado trapiche
lora desta Provincia, corno consta de seus ik>-
cumenlos e quem diga bem de sua con-
ducta nao ignora a pratica no foro judicial,
he dispencionado de familia ; o Advogado ou
escrivao que se que ira ulilisar de seu limita-
do presumo para escrever annuncie sua mo-
rada.
tsr Quem precisar de IOOjOOO a 1:000*
lando lirmas que agrado, dirija-se a fora
de portas n. iO-4, at as 7 horas da manh.
r?* Afrenda-se para se passar a fesla urna
casa sita no Mondeigo com commodo para
grande familia tem duas salas com a leu va
envidragada i quartos fugao inglez cor-
rador lavado quintal murado com boa ca-
cimba d'agoa d beber : a tratar na praga da
boa vista botica D. lo.
127" Precisa-se de um preto que cntenda
de padaria pagando-se o maior preg possi-
vel: na ra direita padaria D. 12.
cy A pessoa que annunciou precisar de
nm caixeiro para escripta e cobranzas dirija-
se a ra do QueimadoD. 2 do lado do nas-
cente das 9 horas da inanha em diante.
s^r Na praga da boa vista sobrado da qui-
na dd beco do Veras precisa-se de urna ama
de leite.
S2T Quem precisar de um ornamento ja
liando contendo-calis, pedra e missal, an-
nuncie.
iST Precisa-se alugar urna casa com com-
modos suficientes no bairro da boa vista ,
preferindo-se as ras da S. Cruz velha ou
Rozario dirija-se aos i cantos segunda casa
passando o sobrado.
isr Manoel Adriano da Costa, declara
qTjeoannuncio feito no Diario de Terca feira
iiaoseentendecomo Sr. Jos Miguel de Mi-
runda.
SST Qualquer Senhor que quiser mandar
ensinar algum escravo o oflicio de marcineiro
dirija-se a ra do Arago a fallar com o marci-
neiro JoAo Frederico, assim com o mesmo
a luga na mesma casa a sala da frente com urna
alcova propria para homem solteiro.
tf Quem precisar de ama para casa diri-
ja-se a ruado LivramentoD. 21 no2." andar.
A
V
escriptorio dos
novo Segunda
feira 15 do corrente ao meio dia em ponto.
" zw Que faz o Corretor Oliveira, Terca
feira 14 do corrente as 10 horas da manh ,'
no I." andar da casa de sna residencia, de
muitas fazendas Inglezes, Francezas, eSuis-
sas as quaes se vendero para fexar coritas,
e por isso sem limites e consistem as mes-
mas em veludos proprios para a quaresma .
fitas de militas qualidades luvas de pelica ,
grvalas de setim cruzes e coraces de ouro,
globos e estrelas de dito para guarda nacional,
brincos de varias qualidades chilas largas
c estreitas chitas, cambraias bordadas ,
gangas azues, riscados para calcas, duraques,
franklin vestidos brancos e de cores borda-
dos c estampados chalen bordados brancos ,
chaly e etc.
czr Dos efleitos e armado que existe na
venda D. 4 na praga da lioa vista no dia 11
do corrente as 5 horas da tarde -e se arre-
matar imprelerivelmente a lim de nao cor-
rer mais aluguel.
mants ,
ro um
C OMl'RAS
ALISOS MARTIMOS
FaraoPorto segu viagem com muila bre-
vidadeo bemeonhecido Bergantim Portuguez
FlordeBeiris, Capilo Jos Thomaz de Lima;
quemquiserearregarouir de passagem para
o que tem excellentes commodos, dirija-se
ao Capito ou a Manoel Francisco Pontes.
Para o Ro de Janeiro o Superior e veleiro
Rrigue Brasileiro Imperial Pedro, Capitao
Joaquim Antonio Vieira que deve sabir por
estes odias, s recebe passagei ros e cscra-
vos a frete : os pretendentcs dirijao-se a Joa-
quim Baptista Moreira na ra do Apolo.
para lisboacom toda brevidade o muito ve-
leiro Brigue Portuguez Tarujo 1.", forrado de
cobre de que he Capito Joaquim Pestaa ,
para carga e passagei ros trata-se com o seu
consignatarios Francisco Severiano Rabello ,
no forte do mattos.
Para Marakhao' sabe com toda a brevida-
de o Patacho Brasileiro S. Joo Capitao e
pratico Felippe Rodrigues dos Santos Moura ,
por ter parte de sua carga prompta ; quem
quiser earregar ou ir de passagem dirija-se a
. M. Rodrigues & Irmos na ra do Trapi-
che n. 12.
Para Maranhao' em poneos dias o bem co-
rriendo Brigue Escuna Laura, Capito Fran-
cisco Bernardo de Matos ; quem quiser carre-
jar ou ir de passagem dirija-se a F. M. Rodri-
gues & Irmios na ra do trapiche n. 12.
isr Qualquer poreo de mel : trata-se
Com o Sr. Angelo Francisco Carneiro.
_j- J. 15. Navarra propietario de urna
grande distilacaosila nos Apipuros, alii com-
pra diariamente c todo auno qualquer
porefio de mel, e cargas, e tambern faz ajus-
tes de safras inte iras pagando-se a vista a
principiar no dia 10 do corrente.
xsr Escravos de ambos os sexos de ida-
de do 12 a 2o anuos para fora da prouiucia:
na ra do fogo ao p do Rozario I). 2.").
tsr Para o Rio de Janeiro, escravosofficia-
es de carpina pedrciros, ferreiros, c jr-
feitos cozinheiro e prelas ou pardas reco-
lhidas boas costureiras e engornniadeiras, e
niolequesde idadede loa 2o anuos, pago-
se bem ; na praca da Boa vista sobrado D. 5.
zz?- Um transelirn de ouro sem fcitio ;
quem tiver annuncie.
lst Obi-as de ouro sern feitio ; quem livor
annuncie.
V E N DAS.
&:;/- Fma bonita escrava crcoula de idade
de 18 anuos cose
diario de urna casa
engomma e cozinha o
L E I L 0 E N S
tsr Que fazem Rozas Braga & Companhia,
por intervenco do Corretor Oliveveira das
restantes fazendas que existem no seu arma-
zem para liquidado de con las devendo as
Blasmas fazendas serem vendidas pelos maio-
yes presos que se offerecerem : Sexta feira lo
)do corrente as lo' horas da manh sem falta.
cy Que fazem Jones Patn & Companhia
por intervenco do Corretor Oliveira e por
conta de quem pretencer de cerca de 400
sacas de caf em bom estado desembarcadas
de bordo do Brigue Inglez Margareis arriba-
do pela segunda vez a este porto na sua re-
cente viagem do Rio de Janareiro com destino
ao de \"eneza : adverte-se que sero vendidas
cm um ou mais lotes vontade dos compra-
dores Segunda feira 15 do crrante as 10
.horas da manh no ormazem defrnte do
t -apicte novo.
333? Os mesmos Jones Patn & Companhia
faro leilo do cobre volho do forro do Rri-
gue Margareis, o qual pode ser examinado a
cu bordo ou pela amo-olra na occaaiao da
ludo com asseio e per-
Teico ou troca-se por um moleque bucal ,
com lano que ten ha principios de cozinha ;
na ra das Cruzas D. 19.
ssr Um moleque de idade de 16 annos,
de bonita figura; no atierro da Boa vista ven-
da de Manoel Francisco Lagoa.
ssr Cm caixo^para amostra de venda : na
ra da cadeia quina do beco do ouvidor.
t3T Urna caixinhacom tabulas de madre
perola para o jogo Boston ; na praga da
Independencia loja de livros u. 57 e 58.
*>~r 0 Dicionario da ltngoa ingleza por Dr.
Johnson : na loja de livros da ra do Colegio.
isr Duas pipas vasias 10 alqueires de
milho um alqueire de feijo molatinho e
um dito de fradinho e mos de milho secco
a 520 rs. : em fora de portas D. 2.
%F~ Um molato escuro de idade de 5o
annos com olleio de olaria para esta pro-
vincia ou fora dclla : na quina da pracinha do
Livramento loja da vi uva do Burgos.
i_j" Lrn escravo de idade de 2o annos ,
creoulo trabalhador de enchada ytor ter ha-
bitado sempre no mato : na venda da quina
da ra da Alegra ou na loja de Jos Igna-
cio da AssumpgO.
isr Panno de linho alierto para toalhas e
lenges lencos para gravata mcias de li-
nho curtas chapeos de sol de seda toalhas
de linho para meza rosetas de ouro pora se-
nhora c meninas tudodo Porto e por prego
barato : na ra do Fagundes D. 4 sobrado de
um andar.
S3P" Barricas com faFelode muito boa qua-
Iidade a 4j000 e sem a barrica a 5,)000 : no
arma/.em de Joaquim Consalves Vieira Gui-
mares, junto ao arco da Conceico.
iir Muito finos chapeos de palha do Chile,
dito de seda da ultima moda para senhora ,
sedas para vestidos um completo sorlimento
de calcado para senhora rap princeza de
Lisboa superior a 2*200 a libra e outras
muilas fazendas de superior qualidade a prego na ra do Padre Floriano na
commodo ; na ra da cadeia quina do beco
largo loja n. 55.
BT Potassa nova da primeira qualidade ,
chegada dos Estados Unidos no dia 6 do cor-
rente : emcasadeL. G. Ferrreira & Com-
panhia.
%i- Urna molata de idade de 22 annos ,
sem vicio algum por preco commodo : na
ra do mundo novo D. 28
>V~'" As obras de ouro seguinlcs
de argoUl de brilhantcs 2 dito>
1 relogio orisontal com caixa de ou-
dido com vidro um dito velho ,
pequeo a caixa tem 10 oilavas de ouro ,
um cordao com 42 oitavas de bom ouro 7
enfeites para coeiro urna corrente para re-
logio um alfinete de brilhantes obra muito
delicada duas ligas, um anel esmaltado
com circulo de diamantes 2 pares de brin-
cos, um dito de filagr um dilo com caxos
de diamantes um cordo com una meda-
Iha um par de pulceiras de bom gosto um
anel de diamantes um dito liso 5 cordoes
finos, 5 cruzes um colar com urna cassole-
U um rozario botes para o peito com
brilhante ditos lavrados e urna porco de
pedacos de ouro em transelins, cordoes,
Vincos e &c. 2 pares de casticaes de prata,
pratoe thesoura salvas, colheres para cha ,
cabos de faca e prata velha um rico toca-
dor de Jacaranda, um goarda livro de mogno,
um guarda vestido de dito estas obras he do
mclhor gosto possivcl, urna commoda de
amarlo, forrada e muito bem feita, urna me-
sa de dito com abas para jantar e Urna cabe-
leira inteira e pintada para senhora, o mais
bem feito que tem aparecido : na ra das
trinclieiras D. 9.
tsr Duas bancas de 2 tampos de condur :
na ra das trincheiras D. 5.
ssr Duas redes proprias para despescar v-
veiros, urna com 10 bragas ,e outra com 5o
ditas, eumbatelogrande, tudo por preco
commodo: no atierro dosairogados junio ao
sobrado do Brito.
!L3- Vellas de carnauba de 6 7 e H por
libra a 10*240 a arroba : na ra do Ran-
gel D. 7.
xj" Bichas de boa q nal idade por preco de
120 a 480: noatterroda boa vista na pri-
meira venda ao peda ponte.
Ii3" Urna ponjo de carvao de pedra a
bordo do navio Sueco chegado de Hamburgo:
em casa de Hermano Mehrtens na ra da Cruz
I). 25.
tST Colxcles em caixas grandes a 800 a
duzia e mais pequeos a 700 rs. : em casa
de Leliamaiin na ra da Cruz D. 9.
xj" Trez vacas paridas que do bastante
leite muito mangas em S. Amaro na es-
trada de Belein no primeiro sitio que tem co-
pia.
*3- Um moleque creoulo de idade de 15
annos ofiitial de sapateiro -, e um tanque pa-
ra liando que cliega duas pessoas obra
muito bem jfei^a e por prego commodo :
na ra Direita no 1." andar defronte da viuva
do Cosme armador ou na ra do Crespo De-
cima 5.
izr Salitre refinado pimenta carne de
porco pixe em barris de. i arrobas e cadei-
ras de balango superiores : na ra da cadeia
do Recite casa de L. G. Ferreira & Compa-
nhia.
s^r- Estopa de algodSo grossa muito pro-
pria para em sacar assucar: em casa de L. G.
Ferreira & Companhia.
3- Um sobrado na ra direita com os
fundos para a Penlia com chaos proprios ,
livre e desembarassado ou troca-se por sitio
com tenas proprias : a tratar na ra do No-
gueira D. 19.
523" lo bostas paraengeuho : na ra nova
loja de ferragans D. 15.
:lj* lima caixa de boa tartaruga para rap
urna cama de angicocom colxes, travisseiros.
e cortinados urna cadeirinha de parafuzo com
assento de coxim propria para piano um ta-
boleiro grande e novo ; os seguintes livros :
Eutropio; grammatica analtica da lingoa por-
tugueza por Solano mestre francez ; gram-
matica latina por Antonio Pereira ; 2." tomo
dos Dicionarios Theologicos, tudo por prego
barato : na ra deS. Rita nova casa D. 18 do
lado da Igreja.
tsr Travs de 50 palmos de comprido e
palmo e torno de grossura e caibros de 50 :
na ra nova loja de ferragens D. 10.
ST Gomma de araruta muito nova mar-
melada em latas de duas libras muito nova :
na praga da boa vista venda D. 9.
tU" l ma preta de nago anda moca co-
zinha lava engomma faz doces." e he
quintadeira ; na ra dos Martirios D. 6.
tzr Urna venda com poucos fundos livre
de alcaldes e com commodos para familia ,
quina que vira
las de spermacete de 5 e 6 em libra a 800 rs.:
na ra da roda venda D. 8 e as 5 pontas D.
25 onde tem lampino.
ssr Caixotinhos com urna arrol de pera
secca de superior qualidade, assafates grandes
e pequeos dados para jogar e novos map-
pas Topogrficos da nova planta baixa da Ci-
dade do Porto : na ra dos Quarteis loja D. 5.
XSf" Esteiras de carnauba proprias para
sala e marquezas chegadas prximamente
e por prego commodo : no pateo do Hospital
venda D. 4.
S2T Um palanquim forrado e pintado to-
do de novo, um banheiro de madeira novo
e ja pintado : na fu da senzala nova em casa
do Sr. Antonio Ribeiro, mestre pintor, no 2.'
andar D. 25.
tsr Capim de planta verde muito bem pe-
sado a 240 a arroba indo se corlar no sitio
do Major Mayer na estrada do corredor do
Bispo.
C7- Pentes abettos ditos lisos da moda ;
assim como se concerta obras de tartaruga :
na loja de tartarugueiro no pateo do Carino
sobrado da quina que volta para a ra das
trincheiras.
ESCRAVOS FGIDOS.
s3* No dia 28 do passado fugio um mo-
lato de nome Manoel estatura baixa rosto
redondo, pouca barba, muito iota, traz
lengo ao pescogo, chapeo preto calgado e
com as meias sujas escravo de Francisco
Joo, do Pilar da liba de Itamarac ; quem o
pegar leve a ra da praia serrara de Constan-
tino Jos Raposo que ser gratificado.
tis~ Desapareceo na noute do dia 2 do cor-
rente um negro baixo grosso bem bar-
bado de nome Paulo meio bugal tem um
dedo da mo cortado pela unha, e em um
dedo grande do p a unha levantada para ci-
ma e com feridas nos ps demaneiras que
nao pode andar ; levou vestido camisa, de al-
godozinho e caigas de estopa arremendada
as entres pernas ; roga-se as authoridades
policiaes e capites de campo hajo de ap-
prchendel-o e levar a padaria da camboa do
Carino que ser gratificado.
tzr Desapareceo do lugar do pogo da pa-
nela no dia 24 de Abril do corrente anno ,
una negrinha com os sign
idade de 11 annos de naco ben
r redonda olhos grandes
para os assouguinhos paga de aluguel OjOOO
niensaes : a tratar na mesma.
Wt Fina preta creoula de idade de 18 an-
uos ptima para qualquer servico : na na
do Colegio botica D. 5 de Cvpriano Luiz da
Paz.
XSF Una preta anda moca cozinha o
diario de urna casa engomma liso ensaboa
e tem principios de costura : na ra do Ran-
; um par gel D. 8.
com dia- UT Mel de abclha uruc mullo novo j vc-
seguintes : de
guelfa ca-
boca e orelhas
pequeas, supe-se ter sido furtada e estar
vendida no mallo ; roga-se a todos os capi-
tes de campo de a pegarem e levar na boa
vista casa do Snr. Jos Antonio dos Sanios e
Silva que ser recompensado na ra da S.
Cruz defronte dos ltimos arcos da ribeira a
negrinha chama-se Joaquina.
3r* Gratifica-se a quem aprehender urna
escrava bugal, de nome Mara fgida na
noute de 7 do corrente do sitio do Remedio
a qual pertence a Smeo Correia Cavalcanti
Macambira ella tem boa altura secca do
corpo bem preta olhos papudos repre-
senta 15 annos de idade foi vestida de azul ,
ainda com bastantes marcas de sarnas pelos
bragos e peinas e o signal mais evidente he
ler o dedo imediato ao grande em ambos os
pes mais curtos que o natural.
tsr Fugio do engenho novo de N. S. das
Angustias no dia 5 do corrente um molato
de nome Pedro de cor escura cara larga,
denles aparados cbelo pegado altura re-
gular grosso do corpo, pernas grossas ps
largos ; quem o pegnr leve aos Coelhos a en-
tregar a Fraucisco Jos Arantes, que grati-
ficar.
M0VIMENT0 DO PORTO
CONTIXUACAO' DAS SAHIDAS DO DIA 7.
Para Pesca Rarca Americana Cadrnus cap
David Smith carga a mesma que trouxe*
ESTRADAS NO DA 8.
New casllc
Fetis de
equip
dem.
Marseilles
, 57 dias Galera Dinamarqueza
500 tonel- cap. Nicholus Mid ,
15, carga carvo de jiedra : a or-
5o das Galera Franceza Anto-
nette de 255 tonel. cap. S. Doyrum ,
equip. 15, carga vinho, farnha de trigo ,
c batatas: a A. Schramm.
Montevideo ; 5o dias Polaca Sarda Jpiter
de 12o tonel., cap. Joo Batista choza ,
equipagem 10, carga dirne secca : a A.
Schramm.
Rio de Janeiro; 15 dias Brigue Austraco
Amazona de 280 tonel. cap. Joo Sessal,
equip. 10, carga carne secca : a N. O.
Bieber.
KLCH L NA TVP. LL M. I. DE 1 '. 18il.