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Anno de 1841. Sarbado Tuda agora depende do nsmesraoi; da noita prudencia; modera 5*o eaergia continuemos como principiaioos, sfnpasos apealado! aoa admirafS* entre as Naeesmaiscultasi Plrotiunaaio da Asiemblea Gara I do Braiil| aaBa>a> Sohaaiwa-aa para ceta fol ha a 5/ooo por mu artel pagos adiantado Beata Tipografa roa das Grases D.3, e na Praca da Independen- >, n. 07 a 38, onde se rceebem eorrespondneiai' lega litad as an- nnnauM, nsinndo-sa astas gratis; lando dos proprios assignantes, TU do asignados. PARTIDAS DOS CRREIOS TERRESTRES! Qdadeda Parahiba a Villas da sna pretcnelo 3 .' f 5 ; l\ Kta do Rio tirando do Norte,, a VUUs dem." : S 1 i :U # SUi:W,.M a a Y mas lc ni ...,.........\ 50 DE OUTBRO. NM. 2. CAMBIOS. Oirrunao aq. Londreav ;;;?. ?g ip a 3Q5t4 d. por ijoooced. Lislxa ...... 80 a 85 por o|o premio por metal offerecidoj Franca......3ao raie por franco. Corop. Venda. OUtt' Moeda da 6/4oo rcis, ralbas Uf5oo U'700 Ditas h ie#4oo Utoo 7,, Ditas de #000 res, Mioo- PRATA Patsees Branlairoa - 5 - i#6aa - PcksCoiuntnaros ------ 1/620 - Ditos Mexicanos -*-- - iffooo - i, Kiu.->a.-------........ l/4ao - Disc. dabilh. da Alfandega 1 i|8 por loo aomea. I 0|o dem de letras de boas firmas 1 i|2 a 11|4 Moeda do cobre 3 por 100 da ehatij 8|3oo if64o i#ejo i#6io l#4Ao PHASESDA LOA NO MBZDBODTUOi Dita da Porteles CSdade de G-oianna . Cidada de Olinda . ....-;.,.;:;.;... Jj .' Todos os diaS| Villa deS. Anto .' .' 5 ''' .' .' .' ? i .' " i Quintas fciras Dita de Garanbuns a Povoacio do Bonito ....'.:... lo, a a de cada mes Ditas do Cabo, Serinbaam, Rio Pormoxo, a Porto Calvo. 1, II, a ai dito dito Cidada das Alagoas a de Macei .; ; ; .;..... dem Ideo* Villa de Paj de Plores.. ... ............. ^ ; dem 13 dito dito Todos os Crrelos parten* ao meio dia. Quart.ming. a 7-ai La Nora ai-as Qaart. rese, a a? 1 as La Ckeu a3o-as 6 h. e 4g1 m. da tard. a h. e o ni. da tard. 6'h.e So m. da manj 5h.e 35 m. claman. Afar eAeia para o dia de 3o Oulubro\ As 5 horas a 18 minutos da tarde.' As 5 horas a 4a minutos da manh. DAS DA SEMANA; a5 Segunda S. Chrispim M. Audiencia do Jais da Direito da * rara. 26 Tarca S. Evaristo B. AI. -RelacSoa aud. do Juix de Djreito da 1: vare; 27 Quarta S. Capitolina M. Aud. do Jais di D. de 3. vare.^ i Quinta >X S. Simio o S. Judas Thadeo Ap} ag Sexta S. FeUcianno al. Audiencia do Juis de D. da I" Y/4 30 Sabbado Serapio B. -Relatas, e audiencia do Juis, de D. da 39 Tara. " 31 Domingo S. Quintino M. PERNA M*B UGO. - COMMANDO DAS ARMAS. Expediente do dia a3 do correte,' Offioio Ao teen te coronel comman Jan- te do deposito, remettendo-lhe a justifica- cao que deo perante o auditor de guerra o segundo cadete segundo sargento addido , Angosto Leal Ferreira que pretende servir na qualidade de cadete da primeira classe , a fim de proceder-se a conseibo de direceo oa forma do alv. de 16 de marco de 1757. Dito Ao major com mandante da fortaleza do Brum, cmunicando-lhe, que bavia man- dado relaxar da priso os cadetes do [tercei- ro hatalho de artilberia Joio B V. da S. e Esteran J. P. B., devendo consideral-os des- tacados uo forte do Buraco, e mandar para ali mais tres soldados do destacamento, rece- beudo outros tres em substitaicio da com- pinbia de artfices. Dito Ao mesmo,' para entregar ao di- rector do arsenal de guerra as 3o arrobas de plvora; qne forio mandadas guardar no psiol no dia ig. Dito Ao capitSo com mandan te do forte do Buraco, para que posesse em liberde os ca- detes J. E. V. da S. e E. J. P. t,, consi- derando-os como fasendo parte do destaca- mento, que bia ser augmentado com mais tres homens, os quaes llie serio mandados apitsentar a menhi pelo commandando da fortaleza do Brum, de maneira que contando efectivamente, com seis pracas de artilberia, devia so receber no principio de cada mez os guardos nacional que feltassem para o com- puto da guarnico. Dito Ao capito commandaote interino da companhia de ariifices, para que estivesse presente na secretaria militar as ta boras do dia 26 do cor., com os papis de contabeli- dsde, e dinbeiros perlencentes ao destacamen- to da iiba de Fernando, a fim de set tndo en- tregue ao commandante do patacho Pirapa- tca. Dito-Ao commandante do palazo Pirapama para que fosse presente na secretaria militar as 1 a boras do da 26 do correte, a Gm de 1 eceber a correspondencia e di&heiros que ti- nbode ser remeltidos ao commandante da illa de Fernando. Lito Ao tenente coronel commandante do deposito, commnnicaudo-lhe, que bavia concedido oito das de licenca ao particular Beleiardience Drumonde de Alencar Ara- rii Porteril Ao commandante interino da companhia de Artfices, remetiendo.llie o coDtelhodedirecfio feitoao soldado do ter- ceito batalfcgode artilberia Estevo Jos Faes Barreto e ordenaudo-lbe que o fisesse re- coubecer ptimeiro cadete em conformidade do alv. de 16 de marco de 17 5y. Lita Ao mesmo, remettendo-lbe na me>- n a cunlormidade o constlho dedirecua fei- to ko soldado do terceiro baUlbao de artilbe- ria Antonio Luciano de Moiaes da Misqui- ta Fimtutel, e mandndolo reconbecer pri- nasio cadete com as ioimalidades prescritas tela le. EDiTAL. O commandante das armas, em virtude do artigo 2a do regulamento de 17 de leveieiro de ib ja, i.tster sos Surs. botecarios esta- Lfcitcidos ntita capital, que no dia 6 de ite- vembro do corrente anno pelas 10 horas da manh, ter lugar na secretaria militar a arremataco dos medicamentos preciosos ao hospital regimental, em presenca da conse- Iho extraordinario de que tratava o mesmo artigo. Quartel do comando das armas em Per- nambuco 26 de outubro de 1841. Antonio Pedro de S Barreta. THEZORARIA DE FAZENDA. Continuaco do expediente do dia a2 do cor- rente. Officio Ao contador da tbesoorara re- metiendo por copia para sua iutell igencia as ordens do tribuoal do thesouro pub lico naci- onal sob os nmeros 67 y 3, 75 80 e83 do corrente anno. Tgual omcio foi dirigido ao procu rador fis- cal. Dito Ao Inspector da alfandega remet- tendo-lbe por copia a ordena do tiibunal da thesouro publico nacional de 5 do corrente mes confirmando a deciso da tbesooraria sobre a restituicSo da multa im posta por a mesma alfandega Galera Cantan Pachet pe- la differenca do sal com que eutrara de C- diz ; a fim de que ficando nesla iutellige acia mande ultimar esta restituicio. ALFANDEGAS DAS f AZENDAS, Vicente Thomas Pires de Figueredo Camar- go commendador da ordeui de Cbristo e inspector da alfaudega por S. M. I. qae Dos guarde etc. Fas saber, que a manh (3o do corrente ) se bade arrematar em basta publica porta da alfandega, ao meio dia, oilenta grosas de botSes para casacas, no valor de 60U000 reis quatro libras de trancinba de retroz preto no valor deSUoooreis e duas pessas de sarja preta de seda com 15o covados no valor de 90U000 reis impugnadas, ditas mercadorias pelo segundo escripturio Josa Fidelies Bor- roso de Mello, no despacho por factura de Kalkemam &i Rosemund, senda a arremata- Sao sugeila ao pagamento de direito e expe diente. Alfandega 29 de setembro de 1841. Y. T. P. de F. Camargo. Tinbamos tam somente vista algups n- meros do Brasil -, quando publicamos o que se bavia passado entre o Exm. Sor. mi- nistro do imperio e o senador Alencar, por isto nos limitamos o publicar, al com as mesmas expresses de seo redactor, o (acto tal qual elle nos dava a 1er ; agora porem que nos veio a u.o o nu.nero 1106 do Desperta- dor, onde \em a sessaa do senado posteri- or ao faci nos a publicamos para quo os nossos leilores formem um juiso pericito e im parcial dtisse acontec ment. CMARA DOS SNRS. SENADORES. Sessio de 14 de setembro de fc^i. Presidencia do Sr. A. Augusto Monteiro de Borros. O Sur. Alencar 1 Snr. presidente pedi a palavra para faier um requerimento que me parece necassirio nao s para se conser- var ilesa a dignidade do senado como para babllital-o a fim de desempease hu- ma de suas altas attribuicdes, na qualidade de juii dos crimes de seos membros. Antes, porem, de faser o meu requerimento refe- rir! um facto cujo simples ennunciado tai- vez baste para motivar o mesmo requerimento Snr. presidente, no fim da sesso de sabbado 11 do corrente ao sabir desta casa procu- roa*me o meo amigo e collega o Snr. Paula Souza, e dissemo (formaes palabras) que o Snr; ministro do imperio o Snr. Candido Jos de Araujo Vianna lbe havia dito que me dissesse que eu nao conspirasse, que o gorerno sabia tudo e que ogovernoli- nba tarca hastaote para esmjgar-me. Este re- cado me foi dado diinte dos Surs. senadores marques de Barbacena, Vallasques baro de Fontal Costa Ferreira e Vergueiro ; e dissi-meo Snr. Paula Sonsa que este ultimo Snr. senador e&tra. presente, quando o Snr. ministro do imperio lbe dera o recado para mim. Confesso, Sor. presidente que, em todas as vicissitudes da tuinha vida pu- blica nunca me havia acommettido uum lance lio doloroso e aflictivo como este. Eu pesei toda a tarca das patarras do Snr. miuistro $ econvenci-me que tile liona gra- ves provas contra mim ; eu cousiderava-me inteiranente innocente ; mas devu cree que iuimigoi meus tinho munido aoSr. ministro de provas tao decididas, que o fasio romper no excesso de descer de sua alta dignidade da ministro da coroa para mandar a hum col- lega seo, memoro desta casa qus nunca levemente o havia ollendi Jo hum recado to forte, huma ameaca Uo aviltade. A qui Sr. presidente, permita.me o senado que eu feca sentir a minha pouca fortuna. Ainda ha pouco, delegado do imperador, presidindo a proviucia do Cear ia sendo victima de umaconspiraco. Desordeiros e sediciosos sublevaro quase todi a prorincia e com as armas na mo alacaro nao ao Alen- car coa:o bomem pirtioular, e sjta como dele- gado do Imperador, eslive cercado huma noi- le inteird, fasendo-e fogo sobre a casa da minha residencia, forjo assassinados solda- dos da minha guarda j e, emim, escapei, porvisivel wilagre da providencia divina. Os desordeiros e sediciosos que promovers a perturbacao em toda a provincia que en- sanguentaro as villas do Sobral Rupias, Aracatye Cascavel (em sido nio spou- pidas, ti nao casligtdos mas galardoados , eslimados, e al alguus condecorados com distincves honorificas pelo Sur. ministro do imperio, E be este mesmo Sir. luioistro que deuois de tratar aisim o sediciosos que me querio assassinar me manJi o recado de que tafano feilo mencao, ameacanio-me com o castigo dogoverno, quedeverii ser appli- cado aos verdudciios couspitadure.. Occorre mais Snr. presidente para se au- mentar o meo benmento, a conducta qm te- oho tido na presente sesso, Conbecendo a tur^a irresutivel das circunstancias vendo que minba paUvra e me os estorbos uenhuma taita fasio causa publica que esta em na- da melhoraria com a-minha traca interferen- ia nos negocios polticos, conuecendo mes- mo que eu sou pouco sabio na car reir pu- Reunido numero sumeiente de Snrs. sena- dores, abie-se a sesso. o lida acta da an- blica, poi* sempre a minha boa te ha menoS terioi approva4aa...... i pwwd, atribm4a-ai Mnp: Ucloi qu ' IU- Uiil o* vis contrarios justamente diquilio que eu obro ' consideraiid, digo, tudo isto, ti nao-m; r.co- llado ao silencio ; tepho abandonada de al- guma forma o turbilhoda poltica ,ronsen- trado a hum pequeo circulo de poucos a- m igos, tenho adoptado huma vida ir.teira- mente particular; at* mesmo de algum forma, nao tenho acompanhado aos meas amigos polticos nessa oposicio que sa fat ao ministerio ; alguno ja se tem queizad > de qua caos abindonei-, mas. eu Ibes tanbo dado raides que os salisfasem e que justifica o meo procedimento. Com esta conducta te- nho mesmo deixalo de queixar-me dessa predileccio que tem mostrado o governo pelos sediciosos de minha provincia ; nio tenho fallado em toda esta sesso, neos mesmo para defe ndet'-me ; eu tenho ate de a!jumo for- ma, desculpa lo, em conrersac5es com me )s a - migos, este procedimento do governo acerca dos sediciosos altribnindo tudo a falsas io- formaces: nao tenho f-ita urna s reunio en minha casa, era assislida a algumas, se as ha em oulras casas dessas que se costumio faser, para setratarem de negocios q'se ven-, tilo as cmaras ; o que costumo faser , n Jo s os membros da miooria, como os di maioria, E he quando assim me teno por-* tsdo que o Sr. ministro do imperio me mui- da ameajar com a foica do governo, de ejuia- gar-mo como' conspirador. Snrs eu peco a cada hum dos membros dessa casa que se considere em minha posico; rtflita-se hum pouco na tarca e importancia das palavres do Snr. ministro ; ellas nio sa- hiro da boca de qualiiuer pessoa nao sao o dito de hum periodiqueiro, nem de aiguox do lado do governo ; nao ; he hum miuistro da coroa, que, descndo da sua ltala posi- co me mauda insultar ameacar com a tarca do governo. Mullas veses, Sars., te- nho sido insultados no peridicos do governoj membros da oulra cmara me tem aggredido j eu tudo tenho sofirido em silencio. Agora, porem, julgo nao o dever faser porque he hum membro do gabinete que me ameaca j eu devo justificar-me ; devo pedirs provaa do meo crime para defiender-me O senado tem nisao hum interesse pira mantee sua dignidade ; se existe em seo seio hum conspirador, he da sua dignidade punil-o, expurgar essa respeitavel corpora- co de hum membro podre. Eu, senhores ,' v.'jo-itie obrig.do a juslificar-me perante o seuado a quem devo respeito, petante o pa- ic e, m ais que tudo perante o Soberano a quem eu amo cordialmente, e me preso de ser leal. Snr. prndente, a consideraco da que o Snr. ministro do imperio me teri pin- tado, parante S. Al. o Imperador, como hum conspirador, tu do formir o conplexo de t> das as minbas amarguras, Eu tenho timbra do ser fiel ao Monarcha e como sotfrerei passar por ante elle por hum conspiradar ?, Eu nunca trahi alguem ueste mundo \ mi- nha fidelidade rouitis veses me tem posto em perigo de vida ; e como serei conspira- dor contra o trono do Snr. Dom Fedro Se- gundo, Eu cuido que o Suri ministro tem as pro- vas da minba conspirado j elle, em huma entrevista que bontem tivemos (nao que eu> o procurass , elle foi quem veio ter comido, em occasio em que eu conversava con o Sr, marques de Farauagu) ; sim nessa entre-; vista S. Ex. nao negou o recado que oa ftyia,iaaniJ.o palo Sr. Fula Synu ; 4 -T^- USIo de ?brSSmbS8 que este senbor pe gou em huma eadeira para miro ; eo nio percebi tal ; parecia-me que S. Ex* se apoira sobre o encesto di cadeira ' Ecar em segredo. Eu eatava o. tro j disse conversando mansamente con o Sr. marquen de Parana- gu; o Sr, ministro do imperio veio ler-se eomnosco e entrando na conversa insis- ti em dizer que a mitilia conipiracio parta da paite que eu linha no Maitriata, Depois dealgamas palavrs e tratendo-me S. Ex. com bstanle desprezo eu disse que bom tal protedimento de S. Ex. abaixando-se do alto pesio e m que te achara para insultar ao seu allego senador e quando este nen- Luma cuija cu influencia tinha em ludo a- quillodeque S. Ex. oincrepava, me pare- ca indigna de hum ministro da coroa; ao que S. Ex. leterquio eem vehemencia- que in- digno era eu-. Ora, eujulgo que alguma difJerenc,* ha em diier-ieque bumaacco pa- rece indigna de hum ministro para dixer-se terminantemente ; Indigno be roc -. Aqui, comoeu e S. Fx. ismes ebegando hum para ooutro i me lenbra que alguns Srs. se- nadores se meiierio em meio e eu nena des- cubr que S. Ex. pegasse na cadeira. Eis o que se passou, e que me pareca con- teniente declarar visto os periodieos estare m to pouco exactos. Vem mesa e be apoiado o seguinte reque. rmenlo : < Requeiro que se pecio ao governo os do- cume ntos comprobatorios da conspiraco que, segu r.dodisse o Srl ministro do imperio ao Sr. Paula Souza par dzer-me no dia n do corrente eu estou promovendo afim de poder o senado, como juiz competente de- liberar na conformidade das Jis. "joco do tenado, i3 de selembro de i8.{ i- O senador Jos Marlinicno de Aleucar." O Sr. Presidente t Obserro que ser u- til que, antes de entrar em discusso v a huma commisso para esta interpor o seu parecer. O Sr. Alencar '. O coslume do senado a respeito de requerimentoa he po los em da- cusso e votar. OSr. M. deParanBgu: Sinlo ver-me na necescidade de fallar em hum negocio su- mamente desagradavel, mas nao posso a isso escusar-me. Eu me persuada de que o no- bre senador depois do que hontem se pas- sou entre mim e elle e uepois de Ihe baver cu dado todas as explicac,es relativamente ao que lhe dissera o uobre senador o Sr, Paula onza, em consecuencia da conversa que com este tivera o dr. ministro do imperio que , sera duvida, foi mal entendido, ou seexplicou mal, noiosistiiia em pedir estas iniormaces, Unto mais quanto o laclo a que ellas se refe- ren he particular e nao ofiuial do ministro, e por isso contestavel, O que sim tuteado ser necessario e mesmo indispensavel he que o senado em seu regiment, tone todas as providencias e cautelas para evitar para o fu- turo a repcticao de scenas to desagradaveis como as que hontem presenciou esta casa; po- is queassim nao sei quem se animar a vir a ella expor-se a ouvir rnjurias, a solrer insul- tes a s>angue fri; particularmente hum mi* nistro da coroa a quem por desgraca da sua posicio cal tem sido nomeado ministro, por mais probo e justo que s-ja sem excep- to de hum s de quanios um havido logo se ihe arremessao baloes quer da tribuna, quer pela imprensa ; que tem ebegado maior licenca e desenfreamenlo possivel: a- quella animada com a inviolabilidade esta acobertada com a capa do anonyoio. Com ef- eito a conlinuarem as cousas desta manei- ra per mitta-se-'.i e que o diga francamente, ou nao se hade aqui vir ou vir preparado para rebater insultos. A' vista pois dis- fem hrge demedsr a mais pequea satis- faefio, traten mece m hum despreiotal, que itm indirava que elleclhava para hum ente fetjecto para hum conspirador. capricho. Ko ; en tenho necessidade, com ja disse, de mostrar-me innocente peranteo leado, perante o paiz, e, anda mais, pe- ante o monaiTia. Este negocio nao podra ficer em segredo. Quando o Sr. Paula Son- ta me deo o recado eslavio presentes seis Srs. senadoras e disse-me logo que oSr. Vergueiro estava presente quando o Sr. mi nistro lhe deo o recado. Era pois negocio sa bido per muiros ; e o Sr. ministro, que nen- hum segredo pedio ao Sr. Paula Souza de cello o lera cemmunicado a cutres pessoas. j> Alm disso, indispensavelmenie o ter ren municado a S. M. I., a quem elle nao devera occultar que eu conspiro huma vez que est disso persuadido Comtudo Sr presidente, quando o Sr. ministro procurou hontem o lugar onde eu estava conversando cem o Sr. marques de Paranagu a quem eu, prevalecendo-me da amisade com q' -em- pre me tem Halado de alguma forma me queixava da oflenga que o Sr. ministro do im- perio me bavia feito ; seo Sr. ministro digo, nesse eccasiio me dissesse qualqaer palavra , edocendo o recado que me havia mandado , eu filara sa tllenlo ; qualquer cousa me ser- via ; bastava por exemplo que o Sr* mi- nistro me dissesse : O Sr. Paula Souxa nao me rompiehendeo ; nao foi isso o qne eu man dei dizer ; eu allei n'onlro sentido . Ora , eu estava rertoque o meu collega e amigo , or. Paula Sooza me linha referido ocaso tal qual por que nao he capaz de tallar verdade ; mas, aindaassim, como elle nao tstava i resente enlio, isso mesmo me era bas- tante. Ou ento, mesmo se oSr. ministro ite dissesse que por graca me havia mandado dizer aquellas palavras neste cazo estava ludo acabado. A graqa era com c(Jeito pesa- da ; nao era prorr ia de hum ministro da co- roa e muito menos dirigida a huma pessoa que r.ao goza da confianca e emizade de S. Ex. > e tanto que aera ao menos se dignou pa- car-ne a visita que lhe fia, quando aqui che- Auei do tear ; comtudo ssim mesmo , fccaiiasatsfeilo, eenlo lalvez procurasse desvanecer a S. Ex. de rigumas prevenefies que contra ma houvesse como tinha feito na conversacio que eslava leudo com o Sr. maaquet de Paransgu; que, segundo a eflabilidade com que este me tratava me fazia persuadir que o bavia consegua/). Mas 5r. presidente nada disto ; o Sr. ministro, como j disse, iratou-me com hum despreio soberano j e, bemlongede dar-a. e a mais leve salisfacio, conflrmou ludo quan- to havia dito ao Sr. Paula Souaa e semen- te sobre as provas que tinba sobre a minha conspiraco disse que como eu tinha par- te na publicacio do Maiorisla isso mesmo indicava que eu conspirava. Ora Sr. pre- eidente eu nio sai se hum peridico que eseteve em oppoaico ao ministerio pode ser considerado cerno conspiraiao ; mas sup- ponhamoa que saja que provas tem o Sr. ministro para me julgtr com parle na publi- cacio do Maior isla ; e nrmente dessa carta dirigida aoSr. marques de Paranagu que parece ser o que mais rxacerbou a S. Ex. ? Por que alalidade me athar S. Ex. capaz de dirigir eo Sr. marquez de Paranagu , a quem lenbo amizade desde que tive a hon- ra ue ser seu collega as corles de Lisboa , '(.urna caria to insullucsa e conlendo fac- nio tenho tomado parte as discusses e as . outras bem que lomava parte, sempre pro- curei nfo ser excessivo, nem virulento ; e , em fim nio be dos excessos das sessSes pas- sadsa qne me parece queixar-se o Snr. mar- quez. Quanto aos excessos da imprensa a este respeito vejo-me na necessidade de di- ter alguma censa porque, na entrevista qne o Snr. ministro tevecomigo, disseque o peridico Maiorista era conspirador, e qne como eu coopera va para elle tinha par- te n'huma conspirado. J disse que nao sei se hum peridico da oppos$Io pode-se cou- siderar conspiraco; mas, como quer que seje eu nio tenbo parte alguma na redae- 5S0 dessa folha e desejo qne o Snr. minis- tro prove o contrario, ara enlo como tal tos de que eu nunca tive noticia ? A' vi-la de tudo isto senbores o senano nao deixar deappiovar o requerimenlo que vou fazer, para que se pe(oaogovemoos provas da mi- iiba conspiraco, abm de Btr eu juigadona confomidade das ieis, l.u cessode continuar; eslou com a minha iiho alma ulcerada eslou muito olfendido , qnasi nio posso expressar-me a sangue fri , talves muitas eousas meescapem que deveiia accrescenlar entrego ao bem senso do sena- do ornen requerimenlo. pedindo at por tatidade qne seja approvao afim de po- der eu justibear-tne ue to grave oceusacio que me lez o Sr. ministao do imperio nao rm it&undo cutre meio de o fazer stno o que iidica o leqtiegimenlo. esta-n.e anda l- ser huma declaradlo a o senado, visto oque li boje em varios peridicos ; acerca do que henlem te passou entre niim t o Sr. minis- tro j e he que etses peridicos nio sao exac. tos. O que ae lemhra dilleie em ludo de ta- es peridicos. Eu admiro mesmo que hum , que carece oficial porque ira a fccorrespoo- tencia do governo t que nada dira seo o coido do r. mjjiulo do impeli, avance to, desejaiiaque o senado tomasse alguma providencia, para evitar que para o futuro se dessem laea occorrencias. l\*da mais direi sobre o facto ; espero que o nobre senador letuar o seu requerimenlo. O Snr. Alencar : -- INo ouvi bem o dis- curso do nobre senador o Snr. marquez de Paranagu ; porem pareceu-me ouvir di- zer que os insultos que tem apparecido na tri- buna e na imprensa ero insupportaveis ; e , como esta expresso dita em referencia ao negocio de que se trata pode reverter sobre mim .. O Snr, Al de Parnagu: -- Fallei em geral. O Snr. Alenear.... julgo preciso fazer hu- ma declaraf o. Qnanio aos excessos da iri- buna se os ha julgo nio me poder tocar a increpa^o, por issu que na actual sessao para me aceusar. Sr. presidente, he verdade que ja em n- ma occasiio hum Snr. ministro da coroa me deu a entender, encontrando-se comigo no paco, que eu tinha parle na redaccio dessa folha e ento en me contentei com esperar que o tempodescobrisse a verdade; hoje re- conbeco que ohiei mal, porque, se nessa occasiio eu tivesse exigido as provas que esse ministro tinha para suppor tal, e o fizesse convencer do contrario, tal vez agora o Sor. ministro do imperio nio teria occasiio de me suppor conspirador e he isto mais huma ra- zio para eu agora exigir as provas da minha conspiraco, fim deque, mais ao diante nio seja aecusado de novos crimes. Dsvo ser franco e declarar que sobre a redaccio do " Maiorista eu nio tenho ouira parte senio a de ser sssignanle de hum cecto numero de I assignaturas que se me pedem para os fazer distribuir por meus amigos, o que na reali- dade fiz e todos os amigos com quem distri- hu os nmeros do Maiorista estio dentro desta casa e na outra cmara, e a nenhum po- de caber a pecha de conspirador. JNo entre- tanto, devoainda declarar que, quando is- to se me pedio disse-.-e-me duas cousas ; a prioieira, que o peridico seria escripto sem- pre decendentemente e com moderacio ; se- gunda que nao tocara no bar. marquez de i Paranagu e nem no Snr. Aureliano, e mes- mo em mais alguns dos outros ministros ; e parece-me pue no principio assim foi, e s [ depois de algumas aberturas na cmara dos deputados he que o peridico seguio oulro rumo no que eu nio poda ter a menor par- te e menos culpa de que as cousas comecas- sem a correr de outra forma* Fique pois, de huma vez dito que nao tenbo parte na ledaccio do Maiorista que nenhum de seus artigos tem sido escripto por mim, e muito menos a celebre carta dirigida ao Snr. marque de Paranagu, O senado de ve acreditar esta minha ex posico; hum humera de bem nio assevera em publico hu- ma cousa falsa quando hum grande numero de pessoas o poden, desmentir; o governo devia estar ao facto disto por isso que se diz que elle sabe de tudo. O Snr. marquez, de Paranagu me dase que sabia quem tinha escripto a carta que lhe tora escripia e pu- blicada no Maiorista '; e se sua Ex. isso sabe eoo he que diz o Sr. ministro do im- perio que eu com a tal carta conspiro ? Eu aesejoque elle prove, assim como que tenho parle na redaccio dessa folha. j Sr. presidente, o Sr. ministro nio devia avaucar huma proposicio qual a que elle me mandou dizer pelo Snr. Paula Sousa sem ler provas muito decisivas, sob pena de ser cunsrdertdo lalssrio. Poder ter havido ex- cessos na tribuna ; mas elles nio tem partido da miuba parle por isso que anda nio fal- lei na aclual sesso ; e se agora o faco he para juslificar-me e nio posso por algum : modo ser aecusado de estar conspirando de ' tentar contra o trono do Snr. O. Pedro II. I Quero pois que se declare aquillo que se su- be que se prove que eu lento para hum tal fim por algum modo; se reunios tem ha- vido para isso ignoro, sou a ellas eslranbo, nio tenho disso coahecimento, nio teoho irequentado circulo algum nem mesmo a- quelle que tem por fim tratar-se de negocios que se discuiem na casa como j decUre ; e esse meu procedimenio tem dado causa a q' meus collegas e amigos tenhio estranhado e mesmo se queixado de mim ; tem-me mesmo increpado por eu ler deixado de tomar parte , como costumava nos negocios que fazio objecto das discusses desta cusa. Deseo a estes pormenores para mostrar que o Snr. ministro do imperio foi injusto no pro- cediiuento havido para comigo ; toi elle quem mandou ameaeer-me, fatendo ver que me poda esmagar ; mas eu declaro que eslou convencido de que s o senado he que be o co.i plente para me esma gar ; veuho as pro- vas eo leado decida se eu ou coos^iadoi-, son ; lance-me para fora de seu seo ; porem, se o nio for, reconheca-se que o Sr. ministro nio foi circunspecto nem jus- to quando me mandou insultar, dizeodoque o governo linha forcas para me esmagar : re- conheca o paix reeonheca nosso Augusto Monarcha que hum de seus ministros me fe essa injuslica. O Snr. ministro nao apprecia o lugar em que se acba collocado nesta casa nao reflecte mesmo em que eu tenho, como elle, igual assento nella no qoal podem ter igualmente assento os principes imperiaes, e em ta5 respetavel como augusto recinto nio poda por certo continuar a ter assento hum conspi- rador. Se essa pecha sobre mim foi lauca- da cumpre-me; e por isso exijo proras que proveen o que a meu respeito avaacou o Snr. ministro do imperio. O Sr. M. Paranagu i Quando fallei na imprensa e na tribuna nao me refer ao no- bre senador ; fallei em geral, e creio que ninguem me poder contestar que tanto da tribuna como da imprensa se tem abusado* Agradeco ao nobre senador a recommendac^ que fizera para que eu e o meu colleja o Sr. Aureliano fossemos poupados nesse peridico o Maiorista.' J isso me tinha constado por bum nosso aratgo commutn e creo que es'e nao deixaria de ter referido o que eu en- ta respond : Nao me poupem lhe disse eu quando eu errar ; estimarei muito que meuserros sej5 apuntados, pera os emen- dar. Mas, sao por ventura, adverteoo cias ou censuras injurias e insulto?; tas com- se lm nesse peridico ? Agora pe milla o nobre senador que lbe diga t jaque me tem dito ser meu amigo, que eu no seu lugar, logo que all appt- receu impressa essa carta, teria retirado a minha assignatura nio espalharia bum pe- ridico em que se ullrajava huma pessoa de quem me dizia amigo, que eu conceituava ,' e que me nio tinha oflendido. He verdade que o referido peridico s comecou a enten- der comigo depois do que se passou na cma- ra dos Snra. deputados entre mime hum membro della; mas, nao sei que isto podes- e auiborisar insultos, quando eu nenhuns linha feito a esse senhor, que alias logo no principio da sesso j bavia annunciado na sua cmara que tendo sido meu amigo de muilo lempo daquella pocha em dianie me excommungavai. Depois, nio fui euqua o provoquei, naquella sesso de iJ de agosto prximo pass&do; oi elle que me aggredio * quando pretendendo iuslilicar as illusea de Holy-Rood e Sania Helena, se dirigi a mim dizendo-me nao faci os ministros perder-se o amor ao joven monarcha nao o ' solapem.' Por certo, ua sei que seja, menos injurioso dizer-se-uos que nao solar pernos o trono do que qne nao cons- piremos. ' Forcoso era portanto responder-Ib*) como compria. Ora, he preciso saber-se que, antes desse facto j eu tinha recebido no ar- senal da marinha estaado presente o orhei- al maior essa carta que foi publicada no Maiorista ; sei quem sao seus autores e o senado coohece as pessoas; mas anda at bo- je nao disse a ninguem qaem elles sejio. A- visando-se-me nelU que logo que a im- prensa da opposico estivesse livre se lbe dara publicidade estive quasi resolvido a manda-la imprimir immediatamente, para poupar ao autor esse ineommodo, mostrndo- le ao meamo tempo o des preso em que tenho laes escriplos e que, seguro da mioba coas- ciencia, nio temo, antes recorro ao juizo pu- blico para que me faca jusiifja. Desist po- rem disso, e smenle mostrei a carta aos meus collegas. Disse mais o nobre senador que o intrigad vio com o monarcha fazendo-o passar por conspirador. J hontem lhe asseverei, eora torno a repetir-lhe que o actual gabinete tem por huma de suas mximas nio indispr o monarcha contra cidado algum ; o ruiuis- terio quer que o Imperador seja amigo de to- dos, e nio tenba odio a ninguem, ae o Sr. Araujo Vianna por occasiio de mostrar essa tarta fallou em conspiraco de certo nio 09 referi a nenhum individuo. O Sr. Alencar: referio-se a mim. OSr. M: do Paranagu: Fallou -se em geral. O Sr. Alencar : Mas o Sr. ministro mandou-me dizer a mim. OSr. VI. de Paranagu : Ha hum dic te em coaversi particular e naj liun UjU omcial para sur considerada coma acto dj mi'. nistro. Portanto vista destas consideracas,' julgo que o requerimenlo do nobre senador nao pode ter lug^r. Oquecumpre he pro- f DIARIO D PERNA^lIJilCO idenciar para que nao apparecio mais nesta espeitavel casa scenas semelhantes s que Lhontem vimos com bstanle penna. ( Continuar-se-h, ) Correspondencia. Snrs. Redactores. Lenda no Diario de *3 docarrente o pare- cer da Commissaa naneada peU Cmara Mu- nicipal desta Cidade para tratar da reforma de seus Empregados, eu nao pude deixir de pas- suir-me da moca" o natural todo h omero, que v practicar-se huma injustica quand) su- be que decretando o mesma a demisso do* Fiscaes do Bairro de S, Antonio e Reoif o ; do Porteiro e Procurador sob pretexto de nao merecerem confianca obteve a eppro- vacio da Ilustrada Cmara conjuntamente com a emenda que Ihe foi addiccionada pa ra demisso de tidos os Empreados a exeep- co do Secretario ; e Ajudantes do Porteiro. Na verdade, Snrs. Redactores be para in- dignar sabr modo a facilidade com que na Capital de huma das primeiras Provincias do Imperio sao accintemente menosprezadas as leis, e sacrificadas ao capricho ; rass infe- lizmente he o que innmeras vez.es temos vis- to, e oque acabamos de ver no arbitrario procedimento da Cmara Municipal ; proce- dimento que a nada menos lenlert que a desapossar de seos empresas com a mais fla- grante injustica alguns pais de familias em quem seno descobrem fallas no d zempenho de seus deveres se a prudente imparoial, e jusli.eira Administraco do Exm, Prn- denle, tizando da atlribuico quelhecon- fee a Lei do i. de Outubro de 18.8 , nao dicidisse ser incompetente a Cmara pi- ra den illi-los. Eu quero Snrs. Redactores, prescindir do mrito |>esso>l dos Empregados, suposto o re- ron heca e saiba naui bem, que anda quan- do a Cmara tivesse direilo de demilti-lo> , seria elle sempre huma prova da immoral- dadedo sea proceJimenlo; eu quero prescin- dir da sem razo com que nicamente par imputaces vagas e 88m que jumis ossa a- preent>do bum s faci ao menos a Cmara Municipal, erigindo-se em bum novo Tri- bunal de inquisico fundada apenas em bum sicvolo sic jubeo ordenou a de- misss dos Empregados aciaa mencionada) ; eu quero prescindir de ludo isto e limitan- do-me to somenle mostrar que a Cmara Municipal sabr exorbitar de suasallribui- ces | rocedeu contra a liiteral dispoziro da Lei do i. de Oulubro de t88 e que por isso est no cazo de mtreter alguma aitenco do Sur. Promotor Publico quero fozer ver ao publico, quanto sobrroem dignidade, e probidade os Snrs Carneros Ros, e Barros, volando contra o parecer e emenda aos seus collegas, que com tamanha facilidade pres- taro-se a hum acto to injusto e immordl , p^ra sulislacode vingancas a'.lieias. He principio bem corrente e que somente i ora quem nunca em dias de sua vida a- biio hum livro de Direito Publico que ne- nbuma autl.oiid de pode uzar de quul juer atlribuico a menos de Ihe ser dada par lei por quanto consistindo as garantas do Cida- Oo no liante ttas atlribuicSes concedidas a aullioridde, se esta podesse obrar mesmo sem =er authorizada por lei poderia exceder o limite a sua vontade e estario por con- sequencia destruidas todas as garantas ; por isso todos os Cdigos tem considerado sempre crime o excesso e abuzo de aulhoridade e o nosso consagra privativamente a este objec- to a Secco 5 do Cap. i. T. 4. Ora esta- belicidos estes principios de primeira inluico pergunto eu iliustrada Cmara, qual a lei, que Ihe d a atlribuico de demiltir os Em- pregados que demillio nove mezes depos de sua posse e por consequencia nove me- zes depois de nomeados par ella ? Qual a lei que estabelece que estes Empregados sejo de confianca e que por isso a Cmara os possa demiltir logo que a perco ? JNe- libutca poique a lei do i. de Oulubro do i8a8 claramente Ihe nega : logo he in- qoestionavel que a Cmara arrogou-se hu- ma alibuico que Ihe nao est dada pur lei obiou arbitrariamente, e por consequen- cia se acba incursa no art. i3g do Cdigo Criminal. ( atteucao Snr. Promotor) Mas nao pea aqu muda a illigilimidade do procedi- u mo da Cmara nao exorbitou somente , obiou ate* contra a luteral dipozico da citada lei do i. de Oulubro, como passo a mostrar. Quando a lei, marca hum termo de du- rarlo a qualquer eni pregado aquello que he nelle prvido tem direito a ser concer- tado em quanto nao expira o prasopor quan- to nio producir este tffeito a prelixacio V do praso desnecessaria seria ; assim por ex , quando o Acto Addicional dispS?, que o Hegente seja eleito por quatio annos d ao eleito Regente o direilo de servir quatro au- nas j quando a lei le i4 de Abril dip5e , que os Promotores Pblicos sejio nomcaios por tres anuos; da-'hes o dreito d." sivir tresannas a nica defferenc que existe entre estes Empregados, eos vitalicios, he que os vitalici g tem o direito garantido por ma vida entretanto que elles s o tem ga rautido pelo lempo determinado ; mas com a durago do d!rilo nao influe na sia vali- dade, to valioso o d'iviti do E npregado vitalicio quanto o di Empregado a cuja empregoa lei prefeixa hum prazo ; oque querdizer que lo bom direito tem o En- pregado vi'alicio a er conservado em quan- to vivtr quanto o outro a sar conservad du ranle o lempa m.ircada por qua eui simma o direito de ambos dediu-se dj mesoia f nte, que lie a prefixaco de hum prazo determi- nado por lei dentro do qual derem servir. Ora estabelecido isto pergunto oindi a illu- trada Cmara o que dispoeo art. 8, 8i$ e 83 da le do i. de Oulubro de 1818 ? Q ie a Cmara nomnar hum Pro:uraclor hum Porteiro, hum ou mais Fiscaes; os quaes servir) por quatro aiiuoi : lago dentro dos quatro anuos termo prensado pela lei pa- ra a duragioda servic no podem ser ele mittidoi estes Empregalos ; mas lendo a C- mara tomando posse no dia y de Janeiro em confartnidade d > art. 17 da citada l.-i epo- cha s em quo padia demittiros Empiegados por ter expirado o prazo dos quatro anuos , cmscr7ou-oa approvondo d'esta arte a 11;- meaca da Cmara anterior, logo boje, quando a p3nas tem decorrido nave mezes d Berrfco nao pade demetti-Ls segundo a lei citada ; obrou pois a Cmara demillind?-os cantra a le lera l dispoziclo dos art, 80 8 a , e 85 da lei do i. de utubro de I828, e p Nem se diga qua demegand)-se a Cma- ra do direito de d mi11ir os seus Emprega- dos ( a excepeod) Srcrstaro a respsito do qual diz o art. 79 da lei ser conservado em quanto bem servir ) dentro das quatro annos era que devem servir vem a redu- cir *m esta a restricta obrigacao de conservar Emprcgadoa muitas vezes mos : por que os Empiegados da Cmara esto eoiu-i iodos os mais stijeiios as penas impostas no Cod, pe >s crimps, que cjmmtterem no exercicio de suas l'u uces, Parece-me pois, S'S. Redactore, que tenbo demonstrado quam arbitrario e injusto fat o procedimento da cmara municipil ; e com quanto me conste que o mais cru lito e fa- cundo vereador fundamentou a resaluco todava reconhecendo a fraquezi daeicudo , a que se arrimou 1 porque direitas s no- dem ser coufiiJos por lei, enuooi attribui- co qual quer he bum direito 2. por qu huma le s pode ser revogada por oulra 3. por que a portar i i naadicide que a cmara tem direito de dimittir os empreados *, mas diz somenle, que a oama a quem ella he di- rigida, se juiga com este direito; dou o de vi - do apreco to sublime descoberta, admirando a perspicacia de seu author, que dando tam 1 - nha importancia a huma portara conserva- se na cmara contr os avisas e circulares do governo, sem se lembrar, que nestes avizos, e circulares uzou o governo de seu direito, sem infringir lei alguma, por isso que declarando ( o que be incontrastavel ), que os lu.;ares de tazenda tujeitas ponto sao iocompaliveis com o cargo de vereador, deixou a o,.co e po- consequencia salvo o direito gara-itiio pelo artigo 4 da le de 1. de Outubro de 1828. Eu acabaris aqui, S s. Bedactores, se nao li- vesse anda de patentear ao publico, q' Unta indignaco me cauzou o arbitrario e iniquia procedimento da cmara municipal, quanto regozijo a acertada dtciso do Ex. Presidente. Cppozicionista de boa f e adverso somente a principios, e nao pessoas da mesara sor te que com toda a indepsneta de carcter sensu- ro os ectos do governo, que se deslizo da sen- da da justifa, oo posso deixar de tributa;- Ibeencomios, quando escudado na lei, admi- nistra imparcialmente a justica. H nra pois sejafeitaao Exm. Presidente, louvores Ihe seio tributados he procedendo sempre des- la guiza, que o governo chea ganhar a con- fianca do povo, e que sustentado pelo seu a- mor, uuico escudo verdadeiro dos governantes faz a felicidade daquella porco do imperio LOTERA DO LIVRAMEiST. Corre impreterivelmente Quinta eira 4 Novembro ; id consistorio da Igreja do Ro- zaiio, pelas 10 horas da manha. LOTERA OE N. S. DO ROSARIO DA BOA-VISTA. A meza regedara da Irmandade de N. S do Rozario da Baa-vhta tem determinada que corra impreterival tieute as rodas di 1. parte da 1. Latera no dia 29 do pr- ximo ooez de Novembro : os bilhetes afilia- se a venda nos seguate* Ingires ; no Kecfe ra daCadeii laja de Cambia do Snr, Viei- ra; em S. Antonio ra do (oile;i i laja do Sr. Vlenezca Jnior ra do Cabu,;;i botica do Snr. Ju) Moreira Marques; e na Boa-vista , lojadoSnr, Rapoza ra do atierro. TEATRO, Amanb 31 de Outubro e Segunda feira i. de Novembro, era Beneficio dis Victi- mas da desgraca da Villa da Praii da Victo- ria se re,irezent'ro duassublimes Pecas Dra- raalicas Eufemia e Adela Jo e a Tor- re de Nesle. O Emprezario nao ten lo na Corapanliia com quem possa prehencher bri- Ihtemeiite estes expeutaculos, pala 3. vez Con* vida a quaesquer Srs. lato artistas, cania cu- riozos, a q' venhio a mitacaa de Mr. Labotier ( em liijo) caaJjuva!-icom dancas, ou can- taras a fin de atrabir a estes espectculos utn numerozo concurso cujo producto tor- ne menis senzivel a desgraca que peza sobre uoisos irmos os infelices habitantes da Vila di Piaia i'a Victoria : Ello est certo que , assim como os Snrs, Inglezes habitantes na Cidade da Babia dero em nutra occazio , hum Espectculo a favor dos Indigente* da- quella Cidale ; em Pernambmo do falta- r genios benficas, que coucorro com hum contigente to apreciavel a bem dos nossos rmos infelices l Pernambuco, que de Nor- te a Sul por tantas vezes tem soccorrido , com arma que Ihe e as quintas feirag de cada msd| das 9 ho- rss da manila as duas da tarde no decursi de dois mezes coudos da docta desle 6nJos os quaes serio acuelles que na campare- rerem judicialmente obriga las a recolhec es rapitses. E para ebegar ao conheiinento le tolos, mandou-se publicar o prezenie. Oliada 2? de Outubro de 18 1. Joze Eusiaqnio Maciel Monteiro. Escriv da Santa cata. t^* Quem precizar de fetores chegidos prximamente de Portugal dirija-se ao Re- cife na ra da Cruz 13. 12, e na mesmi caza se acba para arranjar un raoaz que en- tend de Bulieiro. f^, Hj Uecife ra do Porta da Canoas D. 23 compra-so un terna d: pesos, da meia al 10 arrouba, anda que seja uzad*s- _ Quem quizer conprar muilo boas bi- xas dirija se a ra dis Cruzes, loja D. % sr lloje por as 8 horas da naiteter lo- gar a primeira reunia ds l'hilo-araaonic* noTheatro, qua parti:u!ar para os asjig- nantes ta somente: haver caniorii esim- fonas e as pessoas que dera impu'so 4 esse honesto entretenimiento da aceordacoa o Snr. Gamboa se empenharo em por o Theatro no melhor a-eio pDJsivel. Os ama- dores do msica, e que quiserea utilistr um recreio, como essu da msica, poJem ir assignar seus nomes, nesta Bairrb ua botica do Snr. l5artholomeu francisco de Sout* , na ra do Rosario largi., e ni casi do Sor, Jozo Narciso Cmiello, na ra da Cadea , onde marou o Snr. Jote CindiJo, Canica as 8 horas di ooit. CJ- Bernardina Freir da Figueiredo A- breu e Castro propa.n-se dar das6s8 ho- ras da manh dos dias uteis de Novembro , Janeiro Eevereiro e Mar.o, li;5e3 da Ge:graphii e Historia Uuivorsal. Quem del- tas quiser ulilisar-se dirija-se ao Coegio Pernambucano aturro da Baiviita N. 6 tratar com o annunciante ou com o Sr. ir: rector do mesmo Collegio. tsr Quem precizar de roupa engoramadi, tanto de Senhora como de bomam, co n mui- 19, bracos e the/ooros aquelles 1l0 ace, e Pfeicw ; e bem assim ensaboado ; islendem as mi os suplicantes, Per- ri-a-se a BoavwU ra do Uozano largx 1 la vai atravez dos mares entornar D- '7 W do Poeole' coatro ,l9 a0 sobra- nambuco .. consolaces e ibeiouro no solo de seus ir- ^" "J i*,ncVeiro. mos encboaar-lbe as lagrimas e dizer a | ^^ Vuetn solo vos ho franco, nelle acharis Pava* coa- ,^"encana em barricas grandes e pequeas , ira a desgrava " Eis os senlimentos por--e lior PreV commodo; dinji-se a ru da tantis rezes manifestados pelos briazos pelos beneGcentes habitantes de Pernarobuco sen- Qoaiteis piderii U o. UT Desappareceu na noite do di 1 25 pira lmenlos que de certo se tem transra elido aos' a6 do corrate, urna vac,a eaniu graude sem insigne! artistas que se abrigo em seu seio Wla ,en(Jo cirCul da b-ca branc oa com cuja coadjuvaco muito canta O Emprezario, pedos com pintas pretas que imita ter sido ieridos de carrspato : quem dalla soubsr ou tiver achado pode entregar en Joa5 da Birros no sitio defroule do Sr. Joo Mmo- el Alendes, que sari reconpensado j e na mesmo silio se acbo vaccas a venda. ISV Precisa-se alugar um sobradinho de um andar no bairro deSmto Antonio, ou Boivisla que t-:nba quintal e commolos pa- e da-se at a quanlia da 400TJ da aluguel, e luvas (se for preci- so ) t quem tiver annuncio. S3T Perdeu-se um meio bilheta di Lote- ra do Rozario dt Boavista N, i e as cosas o ame de Custo lio da Fonceca e Sil- va : no caso de sair alguai premio, o o'ar, Thesoureiro far o favor da pagar s ao pro- prio don). c? O Sr. que annonciou palo Diario N" 23 ter em seu poder c ni ra do Rozario larga . 1. . %sr Bita Marii da Conceico viuva do horas da tarde havera sesso extraordinaria. |faile9Cdo J3aquim Antonio L'erreira da Vas- concellos faz venda de varios escravoi para, A FORQUiLHA. FOLHA JOCO-SEEUA, OENHORES Frcguezes, Forquilha boa e'""JJJJJyJ ' barata Quem a quer, quem quer qun- ^ anoua[' tinlia ! VenJe-ae avulsa nos logares seguintes pe- lo preco de too rs. Piaca di Independen- cia n. 37 e 38 no i. andar desla Ty- pograpliia, nai 5 Ponas loja de fazendas D. 11, e em OlinJa pelo destribuidor do Dia- rio. SOCIEDADE NOVA PASTORIL, Oi. Secretario da mesma participa a todos os Snrs. Socios que boje pelas 6 Avisos Diversos. CT Sahio luz o n. 3 da ordem } vnde- se na Praoa da tudeneudencia loja de livros n. ij e 38. S2f O bar. Francisco Ayres de Miranda llenriques, e^tudante do Siminario d'O i 1 di, pode vir buscar carias e um embruluo em caza do abaixo assigtndo que maudiro do Aracaty ; aj=i n como o Snr. Silvestre Joa- quim do Nascimento urna carta. Bernardo Fernandes Vianm. fP9> Tendo a Meza Begedora da 1 rmanda- de da Santa caza da Miiericordia da Cidade de Olindi, resolvido em Sesso de 21 do correule mez de Outubro convidar a todas as Pessoak que tem diubeiro a premio da mes- 111 rui da i o i..."-----.,------ r T r---- aaa Santa caza para um novo contrato o conGada aseus disvelloi en nobreceudo-se j jCrv0 respectivo assim o faz constar de- com huma verdadeira gl aria. I c|arando a essas mesmas pessoas, que a Coo- Sou, Sra, Redactores Seo atiento venerador umso encarregada para isso se achara reu- O Legisla, inda ua rus du Bom ui caza n, o a tolas \ linio, pagamento da seui Credo.es : CruzN. 17, ssr* Si a Cathedral d'liuii, sa saali^ dera legitima credoura dos abixo assigaados herdeiros do (allescido Jeronymo GonfslVex dos Santos, apresentando documento) au- thenticos hija de iatentar a accio que Iba competir no praso de t dias ; di co.itrario ver os abaixo assignados dispora n dos sem bens como Ihesconvier.- Marcelino Joa Goa?alve do9 Smtos. Erneito Jerony.uo Goncilves dos Santos. Joze Luciano Ca-j bral de Mello. %sr No armasen de taboado da pinho poc detraz do Theatro coutinua-se a vender excellenie farinha de trigo para pao e bo- laxa e pelos mdicos presos de lof, tis', e \\t rs, a dinheiro ou praso ; a lambem se vende urna porcio da superior la-i baado de piubo americana ; na ra da Sea-i zalb, velha, armaicu do Vh*** h *? MUTILADO I A l O 9B PERNAMBDCO sy Precisa-se fallar com o Star. Joaquira Martin Ferreira Rovis para se loe entregar uma carta e urna porcao de dtnheiro $ em fora de portas D. ao; CT A pessoa que quer entregar urnas car- ta, a Jos da Costa Carvalho dirija se ^ rus direita venda D. 46- , T Desej.-seWlarco os herdeiros do fallecido Cbristovo de Holanda Cavalcant. ra da moeda o. l5i. B-Precisa-se de uma pessoa mutto hbil par* o servico de masseira paga-se bem j a ra direita padaria . a. Precisa-se alugar um sobrado de um andar ou primeiro andar ou mesmo uma casa terrea dando-se li a i4 ooo de aluguel porem sendo as ras estrella do Rosaiio, Queimado pracinha e ra do Livramento ; quem liver annuncie. tsr Precisa-se alugar um sobradiuho de um andar com commodos para familia que lenha quintal e cacimba no bsirro de S. Antonio ou boa vista at o preco de 3oo a 4oo,ooo da-se algn* mexes adiantados ou Iuvs ; quem tiver annuncie. tsr QualquerSnr. Sacerdote quequeira sercapelo de um eogenho distante desta praca 10 legoas diiija-se a la da Concei- co da boa vista defronte do rancho a tratar com Antonio Luir de Mag-dhes. tr Segunda fe roga-se ao Snr. Fiscal dobairro de S. Amonio imponha acompe- tente multa na casa terrea D. lo da ra de agoas verdes que de novo pregou 01 postigos a abiir para fora a fim de nao levarmos pos- ligadas pela cara e de lo despeijadamente nao enfringir-se a lea* tsr Acha-se em praca para ser arremata- do um sobrado na quina da ra da moeda , de dous andares e muilo bem construido ; quem quiser lancar nelle compareca uo lu- gar com pentente. OT Jos Gomes Leal, avisa ao Snr. Joo Manoel Pereira da Silva que baja de man- dar receber uma carta, vinda de Pajau' de Flores em sua loja na ra da cadeia do Re- cafe. ir* Aluga-se uma sitio na povoaco da Vane com grande casa de vivenda com commodos para duas familias estribara para 20 cvalos grande pomar e terreno para ilantacoens e baixa pata capim-, quem quiser annuncie. tsr Arrenda-se um sitio na estrada do corredor do Bispo com uma grande casa de sobrado bastante grande todo plantado de capim tendo multas arvores de fructo e boaagoade beber; a fallar com o Maior Mayer no dito sitio ou as obras da Matriz da boa vista. i_v- Aluga-se um preio para armazem de assucar ou outro qualquer estabelecimcnto, Le muito fiel e deligenle j quem o precisar snnunrie. (K^s Quem precisar de uma mulher bran- ca para ama de leite dirija-se a ultima casa terrea junto a roda. er JVladarre Sonjean parteira franceza aprovada fel faculade medica da universi- de de Pariz, avisa ao respeitavel publico pernembucano, que estabeleceo a sua resi- dencia nesta Cidade do Recife na ra do Queimado D. 5 segundo andar onde se achata promptaem qualquer hora do dia t da nomo para occupar-se da sua dte. A ml- ica senbora sangra vaccina e occupa-se particularmente do trstameuto das molestias uo ulero, as quaes lem reclamados sua at- tengo desde os primeircs annos dos seus es- ludos, presla-se gratuitamente pata os po- bres que ieclamarem o socorro de sea mi- jj'isleiio. simo da Rocha na ra de trapiche quina que vira para a ra dos tanueiros o. a. Leila o Lindas franjas brancas largase es- trena e lindo goslo proprias p*ra guar- uicoena de camas ejanelas, e damascos de la a immitagode seda de todas as cores e de lindos gostos para colxas de camas, caeiroi, e forros de cadeiras ; na ra do Crespo toja , QuefazemL. G. Ferreira & Com- paubia por iotervenco do Corretor Oli-i O. 6 do lado do sul. veira das seguintes lateadas que se ven fr ma es--ravajla1 costa dero infalivelmenle pela maior preco que se oflerecer : a saber ; brins brancos de lin.bo de listras ditos de algodio ditos de algo- dio lisos ditu de listras de linho ditos lisos ditos de listras de diversas quali escuros , dades ditos de listras de algodf o linhas de linho brancas em nvelos ditas pretas em miadas nlranc,ados auericmos brancos , ditos de listras em rolados pentes de marra- fa a immtago de tartaruga e muitjs ou- tros objectos , quarta feira 3 de Novemhro as 10 horas da manh no seu armazem da ra da Conceico. tsr Que fa*em Johnston Pater & Com- panhia por intervencaa do Corretor Olive- ra do grande e variado lortiaienlo de fa- zendas de prorop'.a extraco sexta feira 6 de Novembroes io horas da maoh, no seu armazem da ra da Madre de Dos. Compras_____ tsr Um taboleiro de gamao com tnbolas; na ra do Crespo loja D. 1 a. tsr Um tcxo grande em bom estado; nes- ta Typograia, sena vicios nem achaques robusta para todo o servico'. e cozinha por preciso ; na ra do Calde- reiro O. 10. ., 133- Urna escrava de bonita figura de ida- de de 18 nnos engomma cozinha cose e Vendas tsr Um casal de rolas da india sendo o macho branco ; na ra de Manoel coco ven- da da quina D. 9. tsr Duas casas terrea nesta Cidade ; a tratar com Francisco Gansalves do db), na ra Augusta. tsr Urna preta de naci anda moca la- va engomma cozinln e he quitandeira, na ra do Nogueira D. iq. tsr Um cvalo caslanho, gordo bonita Ggura muilo bom carregador baixo at meio por preco commodo ; na ra de agoas verdes sobrado D. 10. tsr Dous botes bons de vella proprios para se devenir ; no forte do mallos ou a bordo da Sumaca Circulante surta no forte j mallos. > Medidas de numero proprias para alfaiale na ra nova loja de aliate de M. F. Coimbra D 23. tsr 4 Cbecas de gado sendo vaccas pari- das novilhas, garrotes e garrotas tudo pro- prio para criar e livres do mal triste por se- rem do pasto ; na ra da Madre de Dos primeiaa loja de fizendas n. aa. tsr Uma propriedade de casa na ma da casa forte da parte da sombra, feita de pe- d-a de cal 1 ladrilhada com bous commodos, e quintal sercado; assim como os seguintes li- vros historia de Hemiquete de Orlians, Jo- aninba ou a engeitada generosa o sitio da rochela, Saint Clair, os Carapuceiros en- faztodoo mais ser vico de uma casa, e se Banca a sua conduca ; a tratar com Joaquim G. V. Cuimares no arco da Conceico nu- mero 3r. tsr Ou aluga-se e tambem se aphco su- periores bichas, por varias precos ; na ra da alfandega velh velaa D. 11 loja de bar- beiro. tsr Superior sement de coentro roucho , muito nova e de boa qu lidade a preco de 48o rs. a garrafa ; no pateo da S. Cruz ven- da de 8 portas pegada a da quina. tsr No ptleo do Cirmj venJa que faz quina para a ra de Hirlas D- 1 uma por- cao de alqueires dearroi de casca. tsr Cem libras de cera amarela e U. 37. tsr Dous predios em fora de portas na ra nova de S, Auiaro t sendo um terreno o se- gundo passando o sobrado do Barb-m com os alicorees promptos e a frente e os lados levantados com fundo at a mar pequea t e contendo dentro uma poryo de ljalos e duas casinhas ja rendendo ; e um sobrado ao lado da mar grande onde tem a padaria ; a tratar no escriptorio de Jones Crabtree & C. tsr Um exceilente caixilho envidrassado , proprio para porta de alcovu; u rui do Quei- mado D. a. tsr Um sitio ua ponte de Uchoa com casa de vivenda, e bastantes arvoredos ; no atierro da boa vista primeiro andar de Ber- nardo Jos Carneiro Vlonteiro. *^> Uma escrava de idade de 2o anuas , cose, cozinha taz renda e lava roupa de sabio; oulra dita de uaco, de meia idade, e he lavadeira ; na ra direita loja de cou- ros D. ao. tsr Um eacravo do gento de angola mo co, ar Fugio no dia 4 do correnta o pret Anastacio, creoulo, de estatura regular ,imj co do corpa bem parecido leas uma sica trz no rosto do lado direito, representa tai i5a i8anms, foieicravode Mamel Joaqum do Paraso e aotes de Jos Francisco da . Paiva ambos moradores nos affjgados eai casa deste ultimo tem M a preta Maria da costa e Pi o creoulo Caetaoo ambos es- cravos e est effectivamente de feitor em 11 u o sitio Caianna que foi do Vilaca fregu- zia da Vanea e hoja pertence a seu propi- etario o referido Paiva e senhor do mesmo feitor, onde suspeita.se que esta oculto palo tal creoulo Caetan pai do fugitivo ; he b>s tsnte onhecdo o referido Aaastacio pebs moradoras tanto d affjgados como dos miis lugares mediatos, pelo que se roga a todas as autiioridades policiaes e mais pessaas ea- teressadas que hajio de o apprehenlar e le- var a ra da cideia do Recife ea casi de Jo- s Pereira da Cunha ou eai seo sitio qua dar 4o,ooj de gratifiacio. tsr Nos fins de Abril dasapareceo ua moleca'o de naco costa andava eudeado fozendas e miudezas em um tabol^i'-o la- Miado dt ora porem os talhos rniulo, da nome Benedicto de idade de 3o annos, de boa estatura bem teitode todo o corpo ca> la redonda e bem parecida levou'vestido camisa de pao de Iiaho com predas na aber- tura calcas de brioa branca novo paren dizem ter mudado de trajee de nome, eo- lituta.se de forro, tem-se por noticia qua suda no Limoeiro, quem o pegar leve a casa D. 7defr0utedos Martirios, que se pagar toda a despeza com generosidade. tsr Em Junbode i83g fugio desta Cida- de um preto creoulo de nome Bnlo grosV so do corpo zambio com panos no rosto , nitural do Aracaty o qual veio do Cear na Sumaca Emilia remeta Jo por Manoel Ce-: no de Gouveia a casa da viuva Costa & Fi- liaos e foi por estes vendida em a8 de Ala doaobredito anuo a Jos Vlartins Ferreira , residente e.n Macau do Ass ; que o o entre- gar na ra da Cadeia do Recife n. 46 rece* ber 5o,000 de gratificacio. tsr Despireceono dii ao do correte, uma negra de nouia Maria de estatura re- gular ebeia do corpo com as mios e pe's pintados por ter tido calor de Ggado ten um carosso no meio das costas e he mui'0 . Am k^a I fula: quem a pegar lere bo eugenlu do meia tan principio de sipateiro e de boa t tn-*untr; n H fiaur., .aruad^eadeM do Recie loja de eoa casa de Joao Rodrigues Camello qn3 se, Pendas n. 7. io' Sil do Assu' e pallia de raroauha no- va : a bordo do Patacho Laureotina Brasi- cadernades na ra da Conceico da boa vis- la loja de funiieiro defronte da Igieja. tsr Un molequecom principio de redi- nha que ja d 3^o por dia ladino, muito sadio e sem vicios, uma canoa velha pro- piia para desmanchar para lenha por pre- co muito commodo ; urna lanterna e manga Avisos Martimos. PARA O MARANHA' segu viagem stoia5de NovexLio o Brigue Brasi- leiro Delfim forrado e encuvilbado de co- bre o qual ja tem cerca de 3oou arrobas de < .me secca a bordo, com a qual segu; os Srs carregadores apremptem a sua carga com a maior brevidade e ser preferida aquella que priaeirai ente estiver no embarque, laubem recebe passageiros pira o que tem 1 xi-tlientes commedos escravos a frele ; es pietendentes dirjo-se a Firminc Jos Pe- lis da Roza na ruai da moeda n. 14 PARA O ASSU' segu viagem com brevi al a tic- a Sumaca Biasileira Bom Succsso; quem quiser cairtgar ou ir de passagom dirija-se a praca do Commeicio a seu preprietario Jos Manoel Fiuza ou a bordo a fallar com o 01 lo Jgtiacio da Fonseca Marques. FRTA-SEo Hiate sferun<,a de Msra- xibao tara o Ciar e te cha undiado tuu-ent fenda de Jos Vtiia- de vidro sulti-as; na ra de agoas verdes A'iit j-orto) por cima do assou;;ue D. 3. iv O verdadeiro ungento santo proprio para queimaduras feiJas ou chagas ; na iua noiadeii-jule da Igreja da Conceijo , n. io3. lisie ungento leudo se tendido to- do o que veio o auno passado de Lisboa e tendo sido muito procurado pelos seus mila- grosos eUtitos, chegou novarcente de Lis- Loa em lalas de quarta ale libra. tsr Sacas de farinha de Aia^ ; na ra do CaLug loja de Antonio Bodriguea da Cruz. tsr Urna boa escrava de idade de a5 an- nos para lodo o servico ; na ra do Livra- mento D. 5 laja de couros. t3T Sement de nabo, rbano rabaneta , sil.a xicoria, mustardi, e coentro todas mui novase ebegadas ltimamente, por pre- 10 (oj-uoilo noatleiro da boa vista D. 3b' venda por baixo do sobrado do Sr. Francisco Jos da Costa. tsr Urna canoa nova pintada com as- Snta para familia e um realejo com boas vezes ; attaz dos Martirios casa de 3 rotulas verdes. tsr lor pi eco commodo um ca vallo pre- io mu i tu lurte e sem deleito alguna carre- ja baixo, e proprio para carro ou vigem ; no lu te lo Bom Jesusa fallar com o Sur. blueuij No dia a| dj correte fugio um preto de nome Manoel do gentio de angola, da leira fundiado aa p do trapiche novo ou Jade de 3b aanos tem dous signaes que sio con Lauren;o Jos das Neves na ra da Cruz LeM cwhw^oi, que he at fenia ai per- n 3a. tsr Bl.-xa a ia8oe farelo a a8oo a arro ha j na ruada senzala velha n. ag. tsr Bic'aas pretas do Poeto de superior qualidade as grandes a 4oo, e meies a aoo rs. ; na veuda que foi do falle ido Jo da PDha. tsr Salitre refinado vellas de sperma- ceie e pimeota do Reino; em casa da L. G, Ferreira & Compauhia. tsr Bolaxa a dous mil rs. a arroba ; no alte1.10 da boa vista padaria de Francisco Gonsalves do Reg D. io IS* Um escravo de naco songo de ida. de de ao sanos } com oicio de serrador ; na ra da lo Ja . 17. lT Um cvalo alazao com alguna pas- sos e muilo manco ; na quiaa di pracinha do Livramento na loj* da viuva do Burgos. tsr Vaccas paridas e algumas prenhas , todas ilLas do p.-..>tu e boas de leite ; no manuiaho quasi dlroute de S. Jos casa de rotulas verdes. tsr Um cvalo pedrea com todos os an- dares e serve pira carro por ser muito for- te ,11.1 la direita padaria do Macha J jt OT Bilhetes inteiros da Lotera da Li- vramento a taoa u meios ditos a 3ooo ; na ra ao Cabt' loja de uiiuit-zis junta do Sr. Bandeira. tsr Um refe com trassado; na ra da Nogutira D, 11, W Ua o. limo checheo um cori o me- lhor pos>ivel, 5 casaes de rolas da hambur- go ; um ui:ogileo seuda tuJo se dar par bar-io preco ; ua ra de agoas verdes U. Ji. scravo Mugidos |Jf" JNo dia i^ do correte desapareceo um moieque creoulo de nome Benlo, com of- i.-o de sapaleiro de bonita gura secco do corpo cara redonda naris chato levou camisa de inadapoo ja suja a caigas de es- toj a quena o pe,;ar leve a ra da Florenti- na casa D. a peg ido au wuio de S< Francisco, que SClr.Ucadu. uae^querda e uma belidia no olbo do mus- mo laio, tem de 10 tune (ingir-se pobre para s r pegado ( ja tem sido preso duas vezes na Ciinie de Oiinda onde ten mu- tos coohecimentas ; quem o pegar leve a ra da senzala velna velhi D. 29 que ser gra- tificado. tsr No dia 18 do corrale fugio um ne- gro de nono Leandro de idade de a5 an- uos creoulo alto e secco de bonita figu- ra olhos e beijos grandes; quem o pegar leve ao atierro do Giqui uo sitia da Vlaujel Jo>eda Silva, que ser gratifcalo, tsr No da % i do corren te fugio urna es- cava de nome Caetana estatura baixa, nao magra levou vestido de chita escura e pao da costa tem um queixo incitada e os olhas afumacados ; quem a p'gar leve u ui da (Queimado loj* D. 19. xtioviiutiiito do i^orto NAVIO ENTRADO NO DIA a8. Assn'; lidias, Ui.te Brasleiro O inda da de 48 tonel. Cap. Jos Gonsalves Simas, equip. 7 carga sal ; a Manoel Joaquim Pedro da Costa. SHIDU NO MESMO DIA Liverpool ; Barca inglesa Mary Worroll Ja- mes Gardwe carga a mesma que trouxe, Maranho j Brigue Escuna Brasleiro Ama- lia Cap. Eslanisla Jos ttolrijues car- ga diversos gneros. Aracaty ; Sumaca Braseira Delmira Cap. Jos Joaiuiui Alves carga diversas ge- ueros. SAHIDOS KO DIA 29 Micei Brigue Escuna de Guerra Braslei- ro Fidelidade Com mandan le o 1, T- enle Felippe Jos Pereira Leal. IECIFE NA TYP, DE M, F, U F. 41 MUTILADO r |
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