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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/04338
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Saturday, October 30, 1841
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:04338

Full Text
?
Anno de 1841. Sarbado
Tuda agora depende do nsmesraoi; da noita prudencia; modera
5*o eaergia continuemos como principiaioos, sfnpasos apealado!
aoa admirafS* entre as Naeesmaiscultasi
Plrotiunaaio da Asiemblea Gara I do Braiil|
aaBa>a>
Sohaaiwa-aa para ceta fol ha a 5/ooo por mu artel pagos adiantado
Beata Tipografa roa das Grases D.3, e na Praca da Independen-
>, n. 07 a 38, onde se rceebem eorrespondneiai' lega litad as an-
nnnauM, nsinndo-sa astas gratis; lando dos proprios assignantes,
TU do asignados.
PARTIDAS DOS CRREIOS TERRESTRES!
Qdadeda Parahiba a Villas da sna pretcnelo 3 .' f 5 ; l\
Kta do Rio tirando do Norte,, a VUUs dem." : S 1 i :U # SUi:W,.M
a a Y mas lc ni ...,.........\
50 DE OUTBRO. NM. 2.
CAMBIOS. Oirrunao aq.
Londreav ;;;?. ?g ip a 3Q5t4 d. por ijoooced.
Lislxa ...... 80 a 85 por o|o premio por metal offerecidoj
Franca......3ao raie por franco. Corop. Venda.
OUtt' Moeda da 6/4oo rcis, ralbas Uf5oo U'700
Ditas h ie#4oo Utoo
7,, Ditas de #000 res, Mioo-
PRATA Patsees Branlairoa - 5 - i#6aa -
PcksCoiuntnaros ------ 1/620 -
Ditos Mexicanos -*-- - iffooo -
i, Kiu.->a.-------........ l/4ao -
Disc. dabilh. da Alfandega 1 i|8 por loo aomea. I 0|o
dem de letras de boas firmas 1 i|2 a 11|4
Moeda do cobre 3 por 100 da ehatij
8|3oo
if64o
i#ejo
i#6io
l#4Ao
PHASESDA LOA NO MBZDBODTUOi
Dita da Porteles
CSdade de G-oianna .
Cidada de Olinda . ....-;.,.;:;.;... Jj .' Todos os diaS|
Villa deS. Anto .' .' 5 ''' .' .' .' ? i .' " i Quintas fciras
Dita de Garanbuns a Povoacio do Bonito ....'.:... lo, a a de cada mes
Ditas do Cabo, Serinbaam, Rio Pormoxo, a Porto Calvo. 1, II, a ai dito dito
Cidada das Alagoas a de Macei .; ; ; .;..... dem Ideo*
Villa de Paj de Plores.. ... ............. ^ ; dem 13 dito dito
Todos os Crrelos parten* ao meio dia.
Quart.ming. a 7-ai
La Nora ai-as
Qaart. rese, a a? 1 as
La Ckeu a3o-as
6 h. e 4g1 m. da tard.
a h. e o ni. da tard.
6'h.e So m. da manj
5h.e 35 m. claman.
Afar eAeia para o dia de 3o Oulubro\
As 5 horas a 18 minutos da tarde.'
As 5 horas a 4a minutos da manh.
DAS DA SEMANA;
a5 Segunda S. Chrispim M. Audiencia do Jais da Direito da *
rara.
26 Tarca S. Evaristo B. AI. -RelacSoa aud. do Juix de Djreito da
1: vare;
27 Quarta S. Capitolina M. Aud. do Jais di D. de 3. vare.^
i Quinta >X S. Simio o S. Judas Thadeo Ap}
ag Sexta S. FeUcianno al. Audiencia do Juis de D. da I" Y/4
30 Sabbado Serapio B. -Relatas, e audiencia do Juis, de D. da 39
Tara. "
31 Domingo S. Quintino M.
PERNA M*B UGO.
-
COMMANDO DAS ARMAS.
Expediente do dia a3 do correte,'
Offioio Ao teen te coronel comman Jan-
te do deposito, remettendo-lhe a justifica-
cao que deo perante o auditor de guerra o
segundo cadete segundo sargento addido ,
Angosto Leal Ferreira que pretende servir
na qualidade de cadete da primeira classe ,
a fim de proceder-se a conseibo de direceo
oa forma do alv. de 16 de marco de 1757.
Dito Ao major com mandante da fortaleza
do Brum, cmunicando-lhe, que bavia man-
dado relaxar da priso os cadetes do [tercei-
ro hatalho de artilberia Joio B V. da S. e
Esteran J. P. B., devendo consideral-os des-
tacados uo forte do Buraco, e mandar para
ali mais tres soldados do destacamento, rece-
beudo outros tres em substitaicio da com-
pinbia de artfices.
Dito Ao mesmo,' para entregar ao di-
rector do arsenal de guerra as 3o arrobas de
plvora; qne forio mandadas guardar no
psiol no dia ig.
Dito Ao capitSo com mandan te do forte do
Buraco, para que posesse em liberde os ca-
detes J. E. V. da S. e E. J. P. t,, consi-
derando-os como fasendo parte do destaca-
mento, que bia ser augmentado com mais
tres homens, os quaes llie serio mandados
apitsentar a menhi pelo commandando da
fortaleza do Brum, de maneira que contando
efectivamente, com seis pracas de artilberia,
devia so receber no principio de cada mez
os guardos nacional que feltassem para o com-
puto da guarnico.
Dito Ao capito commandaote interino
da companhia de ariifices, para que estivesse
presente na secretaria militar as ta boras do
dia 26 do cor., com os papis de contabeli-
dsde, e dinbeiros perlencentes ao destacamen-
to da iiba de Fernando, a fim de set tndo en-
tregue ao commandante do patacho Pirapa-
tca.
Dito-Ao commandante do palazo Pirapama
para que fosse presente na secretaria militar
as 1 a boras do da 26 do correte, a Gm de
1 eceber a correspondencia e di&heiros que ti-
nbode ser remeltidos ao commandante da
illa de Fernando.
Lito Ao tenente coronel commandante
do deposito, commnnicaudo-lhe, que bavia
concedido oito das de licenca ao particular
Beleiardience Drumonde de Alencar Ara-
rii
Porteril Ao commandante interino da
companhia de Artfices, remetiendo.llie o
coDtelhodedirecfio feitoao soldado do ter-
ceito batalfcgode artilberia Estevo Jos Faes
Barreto e ordenaudo-lbe que o fisesse re-
coubecer ptimeiro cadete em conformidade do
alv. de 16 de marco de 17 5y.
Lita Ao mesmo, remettendo-lbe na me>-
n a cunlormidade o constlho dedirecua fei-
to ko soldado do terceiro baUlbao de artilbe-
ria Antonio Luciano de Moiaes da Misqui-
ta Fimtutel, e mandndolo reconbecer pri-
nasio cadete com as ioimalidades prescritas
tela le.
EDiTAL.
O commandante das armas, em virtude do
artigo 2a do regulamento de 17 de leveieiro
de ib ja, i.tster sos Surs. botecarios esta-
Lfcitcidos ntita capital, que no dia 6 de ite-
vembro do corrente anno pelas 10 horas da
manh, ter lugar na secretaria militar a
arremataco dos medicamentos preciosos ao
hospital regimental, em presenca da conse-
Iho extraordinario de que tratava o mesmo
artigo.
Quartel do comando das armas em Per-
nambuco 26 de outubro de 1841.
Antonio Pedro de S Barreta.
THEZORARIA DE FAZENDA.
Continuaco do expediente do dia a2 do cor-
rente.
Officio Ao contador da tbesoorara re-
metiendo por copia para sua iutell igencia as
ordens do tribuoal do thesouro pub lico naci-
onal sob os nmeros 67 y 3, 75 80 e83
do corrente anno.
Tgual omcio foi dirigido ao procu rador fis-
cal.
Dito Ao Inspector da alfandega remet-
tendo-lbe por copia a ordena do tiibunal da
thesouro publico nacional de 5 do corrente
mes confirmando a deciso da tbesooraria
sobre a restituicSo da multa im posta por a
mesma alfandega Galera Cantan Pachet pe-
la differenca do sal com que eutrara de C-
diz ; a fim de que ficando nesla iutellige acia
mande ultimar esta restituicio.
ALFANDEGAS DAS f AZENDAS,
Vicente Thomas Pires de Figueredo Camar-
go commendador da ordeui de Cbristo e
inspector da alfaudega por S. M. I. qae
Dos guarde etc.
Fas saber, que a manh (3o do corrente )
se bade arrematar em basta publica porta
da alfandega, ao meio dia, oilenta grosas de
botSes para casacas, no valor de 60U000 reis
quatro libras de trancinba de retroz preto no
valor deSUoooreis e duas pessas de sarja
preta de seda com 15o covados no valor de
90U000 reis impugnadas, ditas mercadorias
pelo segundo escripturio Josa Fidelies Bor-
roso de Mello, no despacho por factura de
Kalkemam &i Rosemund, senda a arremata-
Sao sugeila ao pagamento de direito e expe
diente.
Alfandega 29 de setembro de 1841.
Y. T. P. de F. Camargo.
Tinbamos tam somente vista algups n-
meros do Brasil -, quando publicamos o
que se bavia passado entre o Exm. Sor. mi-
nistro do imperio e o senador Alencar, por
isto nos limitamos o publicar, al com as
mesmas expresses de seo redactor, o (acto tal
qual elle nos dava a 1er ; agora porem que
nos veio a u.o o nu.nero 1106 do Desperta-
dor, onde \em a sessaa do senado posteri-
or ao faci nos a publicamos para quo os
nossos leilores formem um juiso pericito e
im parcial dtisse acontec ment.
CMARA DOS SNRS. SENADORES.
Sessio de 14 de setembro de fc^i.
Presidencia do Sr. A. Augusto Monteiro de
Borros.
O Sur. Alencar 1 Snr. presidente pedi
a palavra para faier um requerimento que
me parece necassirio nao s para se conser-
var ilesa a dignidade do senado como para
babllital-o a fim de desempease hu-
ma de suas altas attribuicdes, na qualidade
de juii dos crimes de seos membros. Antes,
porem, de faser o meu requerimento refe-
rir! um facto cujo simples ennunciado tai-
vez baste para motivar o mesmo requerimento
Snr. presidente, no fim da sesso de sabbado
11 do corrente ao sabir desta casa procu-
roa*me o meo amigo e collega o Snr. Paula
Souza, e dissemo (formaes palabras) que o
Snr; ministro do imperio o Snr. Candido
Jos de Araujo Vianna lbe havia dito que
me dissesse que eu nao conspirasse, que o
gorerno sabia tudo e que ogovernoli-
nba tarca hastaote para esmjgar-me. Este re-
cado me foi dado diinte dos Surs. senadores
marques de Barbacena, Vallasques baro
de Fontal Costa Ferreira e Vergueiro ; e
dissi-meo Snr. Paula Sonsa que este ultimo
Snr. senador e&tra. presente, quando o
Snr. ministro do imperio lbe dera o recado
para mim. Confesso, Sor. presidente que,
em todas as vicissitudes da tuinha vida pu-
blica nunca me havia acommettido uum
lance lio doloroso e aflictivo como este.
Eu pesei toda a tarca das patarras do Snr.
miuistro $ econvenci-me que tile liona gra-
ves provas contra mim ; eu cousiderava-me
inteiranente innocente ; mas devu cree que
iuimigoi meus tinho munido aoSr. ministro
de provas tao decididas, que o fasio romper
no excesso de descer de sua alta dignidade da
ministro da coroa para mandar a hum col-
lega seo, memoro desta casa qus nunca
levemente o havia ollendi Jo hum recado to
forte, huma ameaca Uo aviltade. A qui Sr.
presidente, permita.me o senado que eu feca
sentir a minha pouca fortuna.
Ainda ha pouco, delegado do imperador,
presidindo a proviucia do Cear ia sendo
victima de umaconspiraco. Desordeiros e
sediciosos sublevaro quase todi a prorincia
e com as armas na mo alacaro nao ao Alen-
car coa:o bomem pirtioular, e sjta como dele-
gado do Imperador, eslive cercado huma noi-
le inteird, fasendo-e fogo sobre a casa da
minha residencia, forjo assassinados solda-
dos da minha guarda j e, emim, escapei,
porvisivel wilagre da providencia divina.
Os desordeiros e sediciosos que promovers
a perturbacao em toda a provincia que en-
sanguentaro as villas do Sobral Rupias,
Aracatye Cascavel (em sido nio spou-
pidas, ti nao casligtdos mas galardoados ,
eslimados, e al alguus condecorados com
distincves honorificas pelo Sur. ministro do
imperio, E be este mesmo Sir. luioistro que
deuois de tratar aisim o sediciosos que me
querio assassinar me manJi o recado de
que tafano feilo mencao, ameacanio-me com
o castigo dogoverno, quedeverii ser appli-
cado aos verdudciios couspitadure..
Occorre mais Snr. presidente para se au-
mentar o meo benmento, a conducta qm te-
oho tido na presente sesso, Conbecendo a
tur^a irresutivel das circunstancias vendo
que minba paUvra e me os estorbos uenhuma
taita fasio causa publica que esta em na-
da melhoraria com a-minha traca interferen-
ia nos negocios polticos, conuecendo mes-
mo que eu sou pouco sabio na car reir pu-
Reunido numero sumeiente de Snrs. sena-
dores, abie-se a sesso. o lida acta da an- blica, poi* sempre a minha boa te ha menoS
terioi approva4aa...... i pwwd, atribm4a-ai Mnp: Ucloi qu '
IU- Uiil
o* vis
contrarios justamente diquilio que eu obro '
consideraiid, digo, tudo isto, ti nao-m; r.co-
llado ao silencio ; tepho abandonada de al-
guma forma o turbilhoda poltica ,ronsen-
trado a hum pequeo circulo de poucos a-
m igos, tenho adoptado huma vida ir.teira-
mente particular; at* mesmo de algum
forma, nao tenho acompanhado aos meas
amigos polticos nessa oposicio que sa fat ao
ministerio ; alguno ja se tem queizad > de qua
caos abindonei-, mas. eu Ibes tanbo dado
raides que os salisfasem e que justifica o
meo procedimento. Com esta conducta te-
nho mesmo deixalo de queixar-me dessa
predileccio que tem mostrado o governo pelos
sediciosos de minha provincia ; nio tenho
fallado em toda esta sesso, neos mesmo para
defe ndet'-me ; eu tenho ate de a!jumo for-
ma, desculpa lo, em conrersac5es com me )s a -
migos, este procedimento do governo acerca
dos sediciosos altribnindo tudo a falsas io-
formaces: nao tenho f-ita urna s reunio en
minha casa, era assislida a algumas, se as
ha em oulras casas dessas que se costumio
faser, para setratarem de negocios q'se ven-,
tilo as cmaras ; o que costumo faser ,
n Jo s os membros da miooria, como os di
maioria, E he quando assim me teno por-*
tsdo que o Sr. ministro do imperio me mui-
da ameajar com a foica do governo, de ejuia-
gar-mo como' conspirador.
Snrs eu peco a cada hum dos membros
dessa casa que se considere em minha posico;
rtflita-se hum pouco na tarca e importancia
das palavres do Snr. ministro ; ellas nio sa-
hiro da boca de qualiiuer pessoa nao sao
o dito de hum periodiqueiro, nem de aiguox
do lado do governo ; nao ; he hum miuistro
da coroa, que, descndo da sua ltala posi-
co me mauda insultar ameacar com a
tarca do governo. Mullas veses, Sars., te-
nho sido insultados no peridicos do governoj
membros da oulra cmara me tem aggredido j
eu tudo tenho sofirido em silencio. Agora,
porem, julgo nao o dever faser porque he
hum membro do gabinete que me ameaca j
eu devo justificar-me ; devo pedirs provaa
do meo crime para defiender-me
O senado tem nisao hum interesse pira
mantee sua dignidade ; se existe em seo
seio hum conspirador, he da sua dignidade
punil-o, expurgar essa respeitavel corpora-
co de hum membro podre. Eu, senhores ,'
v.'jo-itie obrig.do a juslificar-me perante o
seuado a quem devo respeito, petante o pa-
ic e, m ais que tudo perante o Soberano a
quem eu amo cordialmente, e me preso de
ser leal. Snr. prndente, a consideraco da
que o Snr. ministro do imperio me teri pin-
tado, parante S. Al. o Imperador, como hum
conspirador, tu do formir o conplexo de t>
das as minbas amarguras, Eu tenho timbra
do ser fiel ao Monarcha e como sotfrerei
passar por ante elle por hum conspiradar ?,
Eu nunca trahi alguem ueste mundo \ mi-
nha fidelidade rouitis veses me tem posto
em perigo de vida ; e como serei conspira-
dor contra o trono do Snr. Dom Fedro Se-
gundo,
Eu cuido que o Suri ministro tem as pro-
vas da minba conspirado j elle, em huma
entrevista que bontem tivemos (nao que eu>
o procurass , elle foi quem veio ter comido,
em occasio em que eu conversava con o Sr,
marques de Farauagu) ; sim nessa entre-;
vista S. Ex. nao negou o recado que oa
ftyia,iaaniJ.o palo Sr. Fula Synu ; 4


-T^-
USIo de ?brSSmbS8
que este senbor pe gou em huma eadeira para
miro ; eo nio percebi tal ; parecia-me que
S. Ex* se apoira sobre o encesto di cadeira
' Ecar em segredo.
Eu eatava o. tro j disse conversando
mansamente con o Sr. marquen de Parana-
gu; o Sr, ministro do imperio veio ler-se
eomnosco e entrando na conversa insis-
ti em dizer que a mitilia conipiracio parta
da paite que eu linha no Maitriata, Depois
dealgamas palavrs e tratendo-me S. Ex.
com bstanle desprezo eu disse que bom tal
protedimento de S. Ex. abaixando-se do
alto pesio e m que te achara para insultar
ao seu allego senador e quando este nen-
Luma cuija cu influencia tinha em ludo a-
quillodeque S. Ex. oincrepava, me pare-
ca indigna de hum ministro da coroa; ao que
S. Ex. leterquio eem vehemencia- que in-
digno era eu-. Ora, eujulgo que alguma
difJerenc,* ha em diier-ieque bumaacco pa-
rece indigna de hum ministro para dixer-se
terminantemente ; Indigno be roc -. Aqui,
comoeu e S. Fx. ismes ebegando hum para
ooutro i me lenbra que alguns Srs. se-
nadores se meiierio em meio e eu nena des-
cubr que S. Ex. pegasse na cadeira.
Eis o que se passou, e que me pareca con-
teniente declarar visto os periodieos estare m
to pouco exactos.
Vem mesa e be apoiado o seguinte reque.
rmenlo :
< Requeiro que se pecio ao governo os do-
cume ntos comprobatorios da conspiraco que,
segu r.dodisse o Srl ministro do imperio ao
Sr. Paula Souza par dzer-me no dia n
do corrente eu estou promovendo afim de
poder o senado, como juiz competente de-
liberar na conformidade das Jis.
"joco do tenado, i3 de selembro de i8.{ i-
O senador Jos Marlinicno de Aleucar."
O Sr. Presidente t Obserro que ser u-
til que, antes de entrar em discusso v a
huma commisso para esta interpor o seu
parecer.
O Sr. Alencar '. O coslume do senado a
respeito de requerimentoa he po los em da-
cusso e votar.
OSr. M. deParanBgu: Sinlo ver-me
na necescidade de fallar em hum negocio su-
mamente desagradavel, mas nao posso a isso
escusar-me. Eu me persuada de que o no-
bre senador depois do que hontem se pas-
sou entre mim e elle e uepois de Ihe baver
cu dado todas as explicac,es relativamente ao
que lhe dissera o uobre senador o Sr, Paula
onza, em consecuencia da conversa que com
este tivera o dr. ministro do imperio que ,
sera duvida, foi mal entendido, ou seexplicou
mal, noiosistiiia em pedir estas iniormaces,
Unto mais quanto o laclo a que ellas se refe-
ren he particular e nao ofiuial do ministro,
e por isso contestavel, O que sim tuteado
ser necessario e mesmo indispensavel he que
o senado em seu regiment, tone todas as
providencias e cautelas para evitar para o fu-
turo a repcticao de scenas to desagradaveis
como as que hontem presenciou esta casa; po-
is queassim nao sei quem se animar a vir a
ella expor-se a ouvir rnjurias, a solrer insul-
tes a s>angue fri; particularmente hum mi*
nistro da coroa a quem por desgraca da
sua posicio cal tem sido nomeado ministro,
por mais probo e justo que s-ja sem excep-
to de hum s de quanios um havido logo
se ihe arremessao baloes quer da tribuna,
quer pela imprensa ; que tem ebegado
maior licenca e desenfreamenlo possivel: a-
quella animada com a inviolabilidade esta
acobertada com a capa do anonyoio. Com ef-
eito a conlinuarem as cousas desta manei-
ra per mitta-se-'.i e que o diga francamente,
ou nao se hade aqui vir ou vir preparado
para rebater insultos. A' vista pois dis-
fem hrge demedsr a mais pequea satis-
faefio, traten mece m hum despreiotal, que
itm indirava que elleclhava para hum ente
fetjecto para hum conspirador.
capricho. Ko ; en tenho necessidade, com
ja disse, de mostrar-me innocente peranteo
leado, perante o paiz, e, anda mais, pe-
ante o monaiTia. Este negocio nao podra
ficer em segredo. Quando o Sr. Paula Son-
ta me deo o recado eslavio presentes seis
Srs. senadoras e disse-me logo que oSr.
Vergueiro estava presente quando o Sr. mi
nistro lhe deo o recado. Era pois negocio sa
bido per muiros ; e o Sr. ministro, que nen-
hum segredo pedio ao Sr. Paula Souza de
cello o lera cemmunicado a cutres pessoas.
j> Alm disso, indispensavelmenie o ter
ren municado a S. M. I., a quem elle nao
devera occultar que eu conspiro huma vez
que est disso persuadido Comtudo Sr
presidente, quando o Sr. ministro procurou
hontem o lugar onde eu estava conversando
cem o Sr. marques de Paranagu a quem
eu, prevalecendo-me da amisade com q' -em-
pre me tem Halado de alguma forma me
queixava da oflenga que o Sr. ministro do im-
perio me bavia feito ; seo Sr. ministro digo,
nesse eccasiio me dissesse qualqaer palavra ,
edocendo o recado que me havia mandado ,
eu filara sa tllenlo ; qualquer cousa me ser-
via ; bastava por exemplo que o Sr* mi-
nistro me dissesse : O Sr. Paula Souxa nao
me rompiehendeo ; nao foi isso o qne eu man
dei dizer ; eu allei n'onlro sentido . Ora ,
eu estava rertoque o meu collega e amigo ,
or. Paula Sooza me linha referido ocaso
tal qual por que nao he capaz de tallar
verdade ; mas, aindaassim, como elle nao
tstava i resente enlio, isso mesmo me era bas-
tante. Ou ento, mesmo se oSr. ministro
ite dissesse que por graca me havia mandado
dizer aquellas palavras neste cazo estava
ludo acabado. A graqa era com c(Jeito pesa-
da ; nao era prorr ia de hum ministro da co-
roa e muito menos dirigida a huma pessoa
que r.ao goza da confianca e emizade de S.
Ex. > e tanto que aera ao menos se dignou pa-
car-ne a visita que lhe fia, quando aqui che-
Auei do tear ; comtudo ssim mesmo ,
fccaiiasatsfeilo, eenlo lalvez procurasse
desvanecer a S. Ex. de rigumas prevenefies
que contra ma houvesse como tinha feito
na conversacio que eslava leudo com o Sr.
maaquet de Paransgu; que, segundo a
eflabilidade com que este me tratava me
fazia persuadir que o bavia consegua/).
Mas 5r. presidente nada disto ; o Sr.
ministro, como j disse, iratou-me com hum
despreio soberano j e, bemlongede dar-a. e
a mais leve salisfacio, conflrmou ludo quan-
to havia dito ao Sr. Paula Souaa e semen-
te sobre as provas que tinba sobre a minha
conspiraco disse que como eu tinha par-
te na publicacio do Maiorisla isso mesmo
indicava que eu conspirava. Ora Sr. pre-
eidente eu nio sai se hum peridico que
eseteve em oppoaico ao ministerio pode ser
considerado cerno conspiraiao ; mas sup-
ponhamoa que saja que provas tem o Sr.
ministro para me julgtr com parle na publi-
cacio do Maior isla ; e nrmente dessa carta
dirigida aoSr. marques de Paranagu que
parece ser o que mais rxacerbou a S. Ex. ?
Por que alalidade me athar S. Ex. capaz
de dirigir eo Sr. marquez de Paranagu ,
a quem lenbo amizade desde que tive a hon-
ra ue ser seu collega as corles de Lisboa ,
'(.urna caria to insullucsa e conlendo fac-
nio tenho tomado parte as discusses e as .
outras bem que lomava parte, sempre pro-
curei nfo ser excessivo, nem virulento ; e ,
em fim nio be dos excessos das sessSes pas-
sadsa qne me parece queixar-se o Snr. mar-
quez. Quanto aos excessos da imprensa a
este respeito vejo-me na necessidade de di-
ter alguma censa porque, na entrevista
qne o Snr. ministro tevecomigo, disseque
o peridico Maiorista era conspirador, e
qne como eu coopera va para elle tinha par-
te n'huma conspirado. J disse que nao sei
se hum peridico da oppos$Io pode-se cou-
siderar conspiraco; mas, como quer que
seje eu nio tenbo parte alguma na redae-
5S0 dessa folha e desejo qne o Snr. minis-
tro prove o contrario, ara enlo como tal
tos de que eu nunca tive noticia ? A' vi-la de
tudo isto senbores o senano nao deixar
deappiovar o requerimenlo que vou fazer,
para que se pe(oaogovemoos provas da mi-
iiba conspiraco, abm de Btr eu juigadona
confomidade das ieis,
l.u cessode continuar; eslou com a minha
iiho alma ulcerada eslou muito olfendido ,
qnasi nio posso expressar-me a sangue fri ,
talves muitas eousas meescapem que deveiia
accrescenlar entrego ao bem senso do sena-
do ornen requerimenlo. pedindo at por
tatidade qne seja approvao afim de po-
der eu justibear-tne ue to grave oceusacio
que me lez o Sr. ministao do imperio nao
rm it&undo cutre meio de o fazer stno o que
iidica o leqtiegimenlo. esta-n.e anda l-
ser huma declaradlo a o senado, visto oque
li boje em varios peridicos ; acerca do que
henlem te passou entre niim t o Sr. minis-
tro j e he que etses peridicos nio sao exac.
tos. O que ae lemhra dilleie em ludo de ta-
es peridicos. Eu admiro mesmo que hum ,
que carece oficial porque ira a fccorrespoo-
tencia do governo t que nada dira seo o
coido do r. mjjiulo do impeli, avance
to, desejaiiaque o senado tomasse alguma
providencia, para evitar que para o futuro se
dessem laea occorrencias.
l\*da mais direi sobre o facto ; espero que
o nobre senador letuar o seu requerimenlo.
O Snr. Alencar : -- INo ouvi bem o dis-
curso do nobre senador o Snr. marquez de
Paranagu ; porem pareceu-me ouvir di-
zer que os insultos que tem apparecido na tri-
buna e na imprensa ero insupportaveis ; e ,
como esta expresso dita em referencia ao
negocio de que se trata pode reverter sobre
mim ..
O Snr, Al de Parnagu: -- Fallei em
geral.
O Snr. Alenear.... julgo preciso fazer hu-
ma declaraf o. Qnanio aos excessos da iri-
buna se os ha julgo nio me poder tocar a
increpa^o, por issu que na actual sessao
para
me aceusar.
Sr. presidente, he verdade que ja em n-
ma occasiio hum Snr. ministro da coroa me
deu a entender, encontrando-se comigo no
paco, que eu tinha parle na redaccio dessa
folha e ento en me contentei com esperar
que o tempodescobrisse a verdade; hoje re-
conbeco que ohiei mal, porque, se nessa
occasiio eu tivesse exigido as provas que esse
ministro tinha para suppor tal, e o fizesse
convencer do contrario, tal vez agora o Sor.
ministro do imperio nio teria occasiio de me
suppor conspirador e he isto mais huma ra-
zio para eu agora exigir as provas da minha
conspiraco, fim deque, mais ao diante
nio seja aecusado de novos crimes. Dsvo ser
franco e declarar que sobre a redaccio do
" Maiorista eu nio tenho ouira parte senio
a de ser sssignanle de hum cecto numero de
I assignaturas que se me pedem para os fazer
distribuir por meus amigos, o que na reali-
dade fiz e todos os amigos com quem distri-
hu os nmeros do Maiorista estio dentro
desta casa e na outra cmara, e a nenhum po-
de caber a pecha de conspirador. JNo entre-
tanto, devoainda declarar que, quando is-
to se me pedio disse-.-e-me duas cousas ; a
prioieira, que o peridico seria escripto sem-
pre decendentemente e com moderacio ; se-
gunda que nao tocara no bar. marquez de
i Paranagu e nem no Snr. Aureliano, e mes-
mo em mais alguns dos outros ministros ; e
parece-me pue no principio assim foi, e s
[ depois de algumas aberturas na cmara dos
deputados he que o peridico seguio oulro
rumo no que eu nio poda ter a menor par-
te e menos culpa de que as cousas comecas-
sem a correr de outra forma*
Fique pois, de huma vez dito que nao
tenbo parte na ledaccio do Maiorista que
nenhum de seus artigos tem sido escripto por
mim, e muito menos a celebre carta dirigida
ao Snr. marque de Paranagu, O senado
de ve acreditar esta minha ex posico; hum
humera de bem nio assevera em publico hu-
ma cousa falsa quando hum grande numero
de pessoas o poden, desmentir; o governo
devia estar ao facto disto por isso que se diz
que elle sabe de tudo. O Snr. marquez, de
Paranagu me dase que sabia quem tinha
escripto a carta que lhe tora escripia e pu-
blicada no Maiorista '; e se sua Ex. isso
sabe eoo he que diz o Sr. ministro do im-
perio que eu com a tal carta conspiro ? Eu
aesejoque elle prove, assim como que tenho
parle na redaccio dessa folha.
j Sr. presidente, o Sr. ministro nio devia
avaucar huma proposicio qual a que elle me
mandou dizer pelo Snr. Paula Sousa sem
ler provas muito decisivas, sob pena de ser
cunsrdertdo lalssrio. Poder ter havido ex-
cessos na tribuna ; mas elles nio tem partido
da miuba parle por isso que anda nio fal-
lei na aclual sesso ; e se agora o faco he
para juslificar-me e nio posso por algum
: modo ser aecusado de estar conspirando de
' tentar contra o trono do Snr. O. Pedro II.
I Quero pois que se declare aquillo que se su-
be que se prove que eu lento para hum tal
fim por algum modo; se reunios tem ha-
vido para isso ignoro, sou a ellas eslranbo,
nio tenho disso coahecimento, nio teoho
irequentado circulo algum nem mesmo a-
quelle que tem por fim tratar-se de negocios
que se discuiem na casa como j decUre ;
e esse meu procedimenio tem dado causa a q'
meus collegas e amigos tenhio estranhado e
mesmo se queixado de mim ; tem-me mesmo
increpado por eu ler deixado de tomar parte ,
como costumava nos negocios que fazio
objecto das discusses desta cusa.
Deseo a estes pormenores para mostrar que
o Snr. ministro do imperio foi injusto no pro-
cediiuento havido para comigo ; toi elle quem
mandou ameaeer-me, fatendo ver que me
poda esmagar ; mas eu declaro que eslou
convencido de que s o senado he que be o
co.i plente para me esma gar ; veuho as pro-
vas eo leado decida se eu ou coos^iadoi-,
son ; lance-me para fora de seu seo ;
porem, se o nio for, reconheca-se que
o Sr. ministro nio foi circunspecto nem jus-
to quando me mandou insultar, dizeodoque
o governo linha forcas para me esmagar : re-
conheca o paix reeonheca nosso Augusto
Monarcha que hum de seus ministros me fe
essa injuslica.
O Snr. ministro nao apprecia o lugar em
que se acba collocado nesta casa nao reflecte
mesmo em que eu tenho, como elle, igual
assento nella no qoal podem ter igualmente
assento os principes imperiaes, e em ta5
respetavel como augusto recinto nio poda
por certo continuar a ter assento hum conspi-
rador. Se essa pecha sobre mim foi lauca-
da cumpre-me; e por isso exijo proras que
proveen o que a meu respeito avaacou o Snr.
ministro do imperio.
O Sr. M. Paranagu i Quando fallei na
imprensa e na tribuna nao me refer ao no-
bre senador ; fallei em geral, e creio que
ninguem me poder contestar que tanto da
tribuna como da imprensa se tem abusado*
Agradeco ao nobre senador a recommendac^
que fizera para que eu e o meu colleja o Sr.
Aureliano fossemos poupados nesse peridico
o Maiorista.' J isso me tinha constado
por bum nosso aratgo commutn e creo que
es'e nao deixaria de ter referido o que eu en-
ta respond : Nao me poupem lhe disse
eu quando eu errar ; estimarei muito que
meuserros sej5 apuntados, pera os emen-
dar. Mas, sao por ventura, adverteoo
cias ou censuras injurias e insulto?; tas com-
se lm nesse peridico ?
Agora pe milla o nobre senador que lbe
diga t jaque me tem dito ser meu amigo,
que eu no seu lugar, logo que all appt-
receu impressa essa carta, teria retirado a
minha assignatura nio espalharia bum pe-
ridico em que se ullrajava huma pessoa de
quem me dizia amigo, que eu conceituava ,'
e que me nio tinha oflendido. He verdade
que o referido peridico s comecou a enten-
der comigo depois do que se passou na cma-
ra dos Snra. deputados entre mime hum
membro della; mas, nao sei que isto podes-
e auiborisar insultos, quando eu nenhuns
linha feito a esse senhor, que alias logo no
principio da sesso j bavia annunciado na
sua cmara que tendo sido meu amigo de
muilo lempo daquella pocha em dianie me
excommungavai. Depois, nio fui euqua o
provoquei, naquella sesso de iJ de agosto
prximo pass&do; oi elle que me aggredio *
quando pretendendo iuslilicar as illusea de
Holy-Rood e Sania Helena, se dirigi a
mim dizendo-me nao faci os ministros
perder-se o amor ao joven monarcha nao o
' solapem.' Por certo, ua sei que seja,
menos injurioso dizer-se-uos que nao solar
pernos o trono do que qne nao cons-
piremos. '
Forcoso era portanto responder-Ib*)
como compria. Ora, he preciso saber-se que,
antes desse facto j eu tinha recebido no ar-
senal da marinha estaado presente o orhei-
al maior essa carta que foi publicada no
Maiorista ; sei quem sao seus autores e o
senado coohece as pessoas; mas anda at bo-
je nao disse a ninguem qaem elles sejio. A-
visando-se-me nelU que logo que a im-
prensa da opposico estivesse livre se lbe
dara publicidade estive quasi resolvido a
manda-la imprimir immediatamente, para
poupar ao autor esse ineommodo, mostrndo-
le ao meamo tempo o des preso em que tenho
laes escriplos e que, seguro da mioba coas-
ciencia, nio temo, antes recorro ao juizo pu-
blico para que me faca jusiifja. Desist po-
rem disso, e smenle mostrei a carta aos meus
collegas.
Disse mais o nobre senador que o intrigad
vio com o monarcha fazendo-o passar por
conspirador. J hontem lhe asseverei, eora
torno a repetir-lhe que o actual gabinete
tem por huma de suas mximas nio indispr
o monarcha contra cidado algum ; o ruiuis-
terio quer que o Imperador seja amigo de to-
dos, e nio tenba odio a ninguem, ae o Sr.
Araujo Vianna por occasiio de mostrar essa
tarta fallou em conspiraco de certo nio 09
referi a nenhum individuo.
O Sr. Alencar: referio-se a mim.
OSr. M: do Paranagu: Fallou -se em
geral.
O Sr. Alencar : Mas o Sr. ministro
mandou-me dizer a mim.
OSr. VI. de Paranagu : Ha hum dic
te em coaversi particular e naj liun UjU
omcial para sur considerada coma acto dj mi'.
nistro.
Portanto vista destas consideracas,'
julgo que o requerimenlo do nobre senador
nao pode ter lug^r. Oquecumpre he pro-
f



DIARIO D PERNA^lIJilCO
idenciar para que nao apparecio mais nesta
espeitavel casa scenas semelhantes s que
Lhontem vimos com bstanle penna.
( Continuar-se-h, )
Correspondencia.
Snrs. Redactores.
Lenda no Diario de *3 docarrente o pare-
cer da Commissaa naneada peU Cmara Mu-
nicipal desta Cidade para tratar da reforma de
seus Empregados, eu nao pude deixir de pas-
suir-me da moca" o natural todo h omero, que
v practicar-se huma injustica quand) su-
be que decretando o mesma a demisso do*
Fiscaes do Bairro de S, Antonio e Reoif o ;
do Porteiro e Procurador sob pretexto de
nao merecerem confianca obteve a eppro-
vacio da Ilustrada Cmara conjuntamente
com a emenda que Ihe foi addiccionada pa
ra demisso de tidos os Empreados a exeep-
co do Secretario ; e Ajudantes do Porteiro.
Na verdade, Snrs. Redactores be para in-
dignar sabr modo a facilidade com que na
Capital de huma das primeiras Provincias do
Imperio sao accintemente menosprezadas as
leis, e sacrificadas ao capricho ; rass infe-
lizmente he o que innmeras vez.es temos vis-
to, e oque acabamos de ver no arbitrario
procedimento da Cmara Municipal ; proce-
dimento que a nada menos lenlert que
a desapossar de seos empresas com a mais fla-
grante injustica alguns pais de familias em
quem seno descobrem fallas no d zempenho
de seus deveres se a prudente imparoial,
e jusli.eira Administraco do Exm, Prn-
denle, tizando da atlribuico quelhecon-
fee a Lei do i. de Outubro de 18.8 ,
nao dicidisse ser incompetente a Cmara pi-
ra den illi-los.
Eu quero Snrs. Redactores, prescindir do
mrito |>esso>l dos Empregados, suposto o re-
ron heca e saiba naui bem, que anda quan-
do a Cmara tivesse direilo de demilti-lo> ,
seria elle sempre huma prova da immoral-
dadedo sea proceJimenlo; eu quero prescin-
dir da sem razo com que nicamente par
imputaces vagas e 88m que jumis ossa a-
preent>do bum s faci ao menos a Cmara
Municipal, erigindo-se em bum novo Tri-
bunal de inquisico fundada apenas em
bum sicvolo sic jubeo ordenou a de-
misss dos Empregados aciaa mencionada) ;
eu quero prescindir de ludo isto e limitan-
do-me to somenle mostrar que a Cmara
Municipal sabr exorbitar de suasallribui-
ces | rocedeu contra a liiteral dispoziro da
Lei do i. de Oulubro de t88 e que por
isso est no cazo de mtreter alguma aitenco
do Sur. Promotor Publico quero fozer ver
ao publico, quanto sobrroem dignidade, e
probidade os Snrs Carneros Ros, e Barros,
volando contra o parecer e emenda aos seus
collegas, que com tamanha facilidade pres-
taro-se a hum acto to injusto e immordl ,
p^ra sulislacode vingancas a'.lieias.
He principio bem corrente e que somente
i ora quem nunca em dias de sua vida a-
biio hum livro de Direito Publico que ne-
nbuma autl.oiid de pode uzar de quul juer
atlribuico a menos de Ihe ser dada par lei
por quanto consistindo as garantas do Cida-
Oo no liante ttas atlribuicSes concedidas a
aullioridde, se esta podesse obrar mesmo
sem =er authorizada por lei poderia exceder
o limite a sua vontade e estario por con-
sequencia destruidas todas as garantas ; por
isso todos os Cdigos tem considerado sempre
crime o excesso e abuzo de aulhoridade e
o nosso consagra privativamente a este objec-
to a Secco 5 do Cap. i. T. 4. Ora esta-
belicidos estes principios de primeira inluico
pergunto eu iliustrada Cmara, qual a lei,
que Ihe d a atlribuico de demiltir os Em-
pregados que demillio nove mezes depos
de sua posse e por consequencia nove me-
zes depois de nomeados par ella ? Qual a
lei que estabelece que estes Empregados
sejo de confianca e que por isso a Cmara
os possa demiltir logo que a perco ? JNe-
libutca poique a lei do i. de Oulubro
do i8a8 claramente Ihe nega : logo he in-
qoestionavel que a Cmara arrogou-se hu-
ma alibuico que Ihe nao est dada pur
lei obiou arbitrariamente, e por consequen-
cia se acba incursa no art. i3g do Cdigo
Criminal. ( atteucao Snr. Promotor) Mas nao
pea aqu muda a illigilimidade do procedi-
u mo da Cmara nao exorbitou somente ,
obiou ate* contra a luteral dipozico da citada
lei do i. de Oulubro, como passo a mostrar.
Quando a lei, marca hum termo de du-
rarlo a qualquer eni pregado aquello que
he nelle prvido tem direito a ser concer-
tado em quanto nao expira o prasopor quan-
to nio producir este tffeito a prelixacio
V
do praso desnecessaria seria ; assim por ex ,
quando o Acto Addicional dispS?, que o
Hegente seja eleito por quatio annos d ao
eleito Regente o direilo de servir quatro au-
nas j quando a lei le i4 de Abril dip5e ,
que os Promotores Pblicos sejio nomcaios
por tres anuos; da-'hes o dreito d." sivir
tresannas a nica defferenc que existe
entre estes Empregados, eos vitalicios, he
que os vitalici g tem o direito garantido por
ma vida entretanto que elles s o tem ga
rautido pelo lempo determinado ; mas com
a durago do d!rilo nao influe na sia vali-
dade, to valioso o d'iviti do E npregado
vitalicio quanto o di Empregado a cuja
empregoa lei prefeixa hum prazo ; oque
querdizer que lo bom direito tem o En-
pregado vi'alicio a er conservado em quan-
to vivtr quanto o outro a sar conservad du
ranle o lempa m.ircada por qua eui simma
o direito de ambos dediu-se dj mesoia f nte,
que lie a prefixaco de hum prazo determi-
nado por lei dentro do qual derem servir.
Ora estabelecido isto pergunto oindi a illu-
trada Cmara o que dispoeo art. 8, 8i$ e
83 da le do i. de Oulubro de 1818 ? Q ie
a Cmara nomnar hum Pro:uraclor hum
Porteiro, hum ou mais Fiscaes; os quaes
servir) por quatro aiiuoi : lago dentro dos
quatro anuos termo prensado pela lei pa-
ra a duragioda servic no podem ser ele
mittidoi estes Empregalos ; mas lendo a C-
mara tomando posse no dia y de Janeiro em
confartnidade d > art. 17 da citada l.-i epo-
cha s em quo padia demittiros Empiegados
por ter expirado o prazo dos quatro anuos ,
cmscr7ou-oa approvondo d'esta arte a 11;-
meaca da Cmara anterior, logo boje,
quando a p3nas tem decorrido nave mezes d
Berrfco nao pade demetti-Ls segundo a lei
citada ; obrou pois a Cmara demillind?-os
cantra a le lera l dispoziclo dos art, 80 8 a ,
e 85 da lei do i. de utubro de I828, e
p Cdigo Criminal (altencfia Snr. Promilor.)
Nem se diga qua demegand)-se a Cma-
ra do direito de d mi11ir os seus Emprega-
dos ( a excepeod) Srcrstaro a respsito
do qual diz o art. 79 da lei ser conservado
em quanto bem servir ) dentro das quatro
annos era que devem servir vem a redu-
cir *m esta a restricta obrigacao de conservar
Emprcgadoa muitas vezes mos : por que os
Empiegados da Cmara esto eoiu-i iodos os
mais stijeiios as penas impostas no Cod, pe >s
crimps, que cjmmtterem no exercicio de
suas l'u uces,
Parece-me pois, S'S. Redactore, que tenbo
demonstrado quam arbitrario e injusto fat
o procedimento da cmara municipil ; e com
quanto me conste que o mais cru lito e fa-
cundo vereador fundamentou a resaluco cmara na portara de 3de Fevereira de i33 a
todava reconhecendo a fraquezi daeicudo ,
a que se arrimou 1 porque direitas s no-
dem ser coufiiJos por lei, enuooi attribui-
co qual quer he bum direito 2. por qu
huma le s pode ser revogada por oulra 3.
por que a portar i i naadicide que a cmara
tem direito de dimittir os empreados *, mas
diz somenle, que a oama a quem ella he di-
rigida, se juiga com este direito; dou o de vi -
do apreco to sublime descoberta, admirando
a perspicacia de seu author, que dando tam 1 -
nha importancia a huma portara conserva-
se na cmara contr os avisas e circulares do
governo, sem se lembrar, que nestes avizos, e
circulares uzou o governo de seu direito, sem
infringir lei alguma, por isso que declarando
( o que be incontrastavel ), que os lu.;ares de
tazenda tujeitas ponto sao iocompaliveis com
o cargo de vereador, deixou a o,.co e po-
consequencia salvo o direito gara-itiio pelo
artigo 4 da le de 1. de Outubro de 1828.
Eu acabaris aqui, S s. Bedactores, se nao li-
vesse anda de patentear ao publico, q' Unta
indignaco me cauzou o arbitrario e iniquia
procedimento da cmara municipal, quanto
regozijo a acertada dtciso do Ex. Presidente.
Cppozicionista de boa f e adverso somente
a principios, e nao pessoas da mesara sor te
que com toda a indepsneta de carcter sensu-
ro os ectos do governo, que se deslizo da sen-
da da justifa, oo posso deixar de tributa;-
Ibeencomios, quando escudado na lei, admi-
nistra imparcialmente a justica. H nra pois
sejafeitaao Exm. Presidente, louvores Ihe
seio tributados he procedendo sempre des-
la guiza, que o governo chea ganhar a con-
fianca do povo, e que sustentado pelo seu a-
mor, uuico escudo verdadeiro dos governantes
faz a felicidade daquella porco do imperio
LOTERA DO LIVRAMEiST.
Corre impreterivelmente Quinta eira 4
Novembro ; id consistorio da Igreja do Ro-
zaiio, pelas 10 horas da manha.
LOTERA OE N. S. DO ROSARIO DA
BOA-VISTA.
A meza regedara da Irmandade de N. S
do Rozario da Baa-vhta tem determinada
que corra impreterival tieute as rodas di
1. parte da 1. Latera no dia 29 do pr-
ximo ooez de Novembro : os bilhetes afilia-
se a venda nos seguate* Ingires ; no Kecfe
ra daCadeii laja de Cambia do Snr, Viei-
ra; em S. Antonio ra do (oile;i i laja do Sr.
Vlenezca Jnior ra do Cabu,;;i botica do
Snr. Ju) Moreira Marques; e na Boa-vista ,
lojadoSnr, Rapoza ra do atierro.
TEATRO,
Amanb 31 de Outubro e Segunda feira
i. de Novembro, era Beneficio dis Victi-
mas da desgraca da Villa da Praii da Victo-
ria se re,irezent'ro duassublimes Pecas Dra-
raalicas Eufemia e Adela Jo e a Tor-
re de Nesle. O Emprezario nao ten lo na
Corapanliia com quem possa prehencher bri-
Ihtemeiite estes expeutaculos, pala 3. vez Con*
vida a quaesquer Srs. lato artistas, cania cu-
riozos, a q' venhio a mitacaa de Mr. Labotier
( em liijo) caaJjuva!-icom dancas, ou can-
taras a fin de atrabir a estes espectculos
utn numerozo concurso cujo producto tor-
ne menis senzivel a desgraca que peza sobre
uoisos irmos os infelices habitantes da Vila
di Piaia i'a Victoria : Ello est certo que ,
assim como os Snrs, Inglezes habitantes na
Cidade da Babia dero em nutra occazio ,
hum Espectculo a favor dos Indigente* da-
quella Cidale ; em Pernambmo do falta-
r genios benficas, que coucorro com hum
contigente to apreciavel a bem dos nossos
rmos infelices l Pernambuco, que de Nor-
te a Sul por tantas vezes tem soccorrido ,
com arma
que Ihe e
as quintas feirag de cada msd| das 9 ho-
rss da manila as duas da tarde no decursi
de dois mezes coudos da docta desle 6nJos
os quaes serio acuelles que na campare-
rerem judicialmente obriga las a recolhec
es rapitses. E para ebegar ao conheiinento
le tolos, mandou-se publicar o prezenie.
Oliada 2? de Outubro de 18 1.
Joze Eusiaqnio Maciel Monteiro.
Escriv da Santa cata.
t^* Quem precizar de fetores chegidos
prximamente de Portugal dirija-se ao Re-
cife na ra da Cruz 13. 12, e na mesmi
caza se acba para arranjar un raoaz que en-
tend de Bulieiro.
f^, Hj Uecife ra do Porta da Canoas
D. 23 compra-so un terna d: pesos, da
meia al 10 arrouba, anda que seja uzad*s-
_ Quem quizer conprar muilo boas bi-
xas dirija se a ra dis Cruzes, loja D. %
sr lloje por as 8 horas da naiteter lo-
gar a primeira reunia ds l'hilo-araaonic*
noTheatro, qua parti:u!ar para os asjig-
nantes ta somente: haver caniorii esim-
fonas e as pessoas que dera impu'so 4
esse honesto entretenimiento da aceordacoa
o Snr. Gamboa se empenharo em por o
Theatro no melhor a-eio pDJsivel. Os ama-
dores do msica, e que quiserea utilistr um
recreio, como essu da msica, poJem ir
assignar seus nomes, nesta Bairrb ua botica
do Snr. l5artholomeu francisco de Sout* ,
na ra do Rosario largi., e ni casi do Sor,
Jozo Narciso Cmiello, na ra da Cadea ,
onde marou o Snr. Jote CindiJo, Canica
as 8 horas di ooit.
CJ- Bernardina Freir da Figueiredo A-
breu e Castro propa.n-se dar das6s8 ho-
ras da manh dos dias uteis de Novembro ,
Janeiro Eevereiro e Mar.o, li;5e3 da
Ge:graphii e Historia Uuivorsal. Quem del-
tas quiser ulilisar-se dirija-se ao Coegio
Pernambucano aturro da Baiviita N. 6
tratar com o annunciante ou com o Sr. ir:
rector do mesmo Collegio.
tsr Quem precizar de roupa engoramadi,
tanto de Senhora como de bomam, co n mui-
19, bracos e the/ooros aquelles 1l0 ace, e Pfeicw ; e bem assim ensaboado ;
islendem as mi os suplicantes, Per- ri-a-se a BoavwU ra do Uozano largx
1 la vai atravez dos mares entornar D- '7 W do Poeole' coatro ,l9 a0 sobra-
nambuco ..
consolaces e ibeiouro no solo de seus ir- ^" "J i*,ncVeiro.
mos encboaar-lbe as lagrimas e dizer a | ^^ Vuetn os mais infelices Viode a mim rceo i ",,na du ,r,5 da Q19rca ^SFeSSL- ea-,
solo vos ho franco, nelle acharis Pava* coa- ,^"encana em barricas grandes e pequeas ,
ira a desgrava " Eis os senlimentos por--e lior PreV commodo; dinji-se a ru da
tantis rezes manifestados pelos briazos pelos
beneGcentes habitantes de Pernarobuco sen-
Qoaiteis piderii U o.
UT Desappareceu na noite do di 1 25 pira
lmenlos que de certo se tem transra elido aos' a6 do corrate, urna vac,a eaniu graude sem
insigne! artistas que se abrigo em seu seio Wla ,en(Jo cirCul da b-ca branc oa
com cuja coadjuvaco muito canta
O Emprezario,
pedos com pintas pretas que imita ter sido
ieridos de carrspato : quem dalla soubsr ou
tiver achado pode entregar en Joa5 da
Birros no sitio defroule do Sr. Joo Mmo-
el Alendes, que sari reconpensado j e na
mesmo silio se acbo vaccas a venda.
ISV Precisa-se alugar um sobradinho de
um andar no bairro deSmto Antonio, ou
Boivisla que t-:nba quintal e commolos pa-
e da-se at a quanlia da 400TJ
da aluguel, e luvas (se for preci-
so ) t quem tiver annuncio.
S3T Perdeu-se um meio bilheta di Lote-
ra do Rozario dt Boavista N, i e as
cosas o ame de Custo lio da Fonceca e Sil-
va : no caso de sair alguai premio, o o'ar,
Thesoureiro far o favor da pagar s ao pro-
prio don).
c? O Sr. que annonciou palo Diario N"
23 ter em seu poder c Pinto Lima : queira faser o favor d'eatregar.
ni ra do Rozario larga . 1.
. %sr Bita Marii da Conceico viuva do
horas da tarde havera sesso extraordinaria. |faile9Cdo J3aquim Antonio L'erreira da Vas-
concellos faz venda de varios escravoi para,
A FORQUiLHA.
FOLHA JOCO-SEEUA,
OENHORES Frcguezes, Forquilha boa e'""JJJJJyJ '
barata Quem a quer, quem quer qun- ^ anoua['
tinlia !
VenJe-ae avulsa nos logares seguintes pe-
lo preco de too rs. Piaca di Independen-
cia n. 37 e 38 no i. andar desla Ty-
pograpliia, nai 5 Ponas loja de fazendas D.
11, e em OlinJa pelo destribuidor do Dia-
rio.
SOCIEDADE NOVA PASTORIL,
Oi. Secretario da mesma participa a
todos os Snrs. Socios que boje pelas 6
Avisos Diversos.
CT Sahio luz o n. 3 da ordem } vnde-
se na Praoa da tudeneudencia loja de livros
n. ij e 38.
S2f O bar. Francisco Ayres de Miranda
llenriques, e^tudante do Siminario d'O i 1 di,
pode vir buscar carias e um embruluo em
caza do abaixo assigtndo que maudiro do
Aracaty ; aj=i n como o Snr. Silvestre Joa-
quim do Nascimento urna carta.
Bernardo Fernandes Vianm.
fP9> Tendo a Meza Begedora da 1 rmanda-
de da Santa caza da Miiericordia da Cidade
de Olindi, resolvido em Sesso de 21 do
correule mez de Outubro convidar a todas
as Pessoak que tem diubeiro a premio da mes-
111 rui
da
i o i..."-----.,------ r T r---- aaa Santa caza para um novo contrato o
conGada aseus disvelloi en nobreceudo-se j jCrv0 respectivo assim o faz constar de-
com huma verdadeira gl aria. I c|arando a essas mesmas pessoas, que a Coo-
Sou, Sra, Redactores Seo atiento venerador umso encarregada para isso se achara reu-
O Legisla,
inda ua rus du Bom ui caza n, o a tolas \ linio,
pagamento da seui Credo.es :
CruzN. 17,
ssr* Si a Cathedral d'liuii, sa saali^
dera legitima credoura dos abixo assigaados
herdeiros do (allescido Jeronymo GonfslVex
dos Santos, apresentando documento) au-
thenticos hija de iatentar a accio que Iba
competir no praso de t dias ; di co.itrario
ver os abaixo assignados dispora n dos sem
bens como Ihesconvier.- Marcelino Joa
Goa?alve do9 Smtos. Erneito Jerony.uo
Goncilves dos Santos. Joze Luciano Ca-j
bral de Mello.
%sr No armasen de taboado da pinho poc
detraz do Theatro coutinua-se a vender
excellenie farinha de trigo para pao e bo-
laxa e pelos mdicos presos de lof,
tis', e \\t rs, a dinheiro ou praso ; a
lambem se vende urna porcio da superior la-i
baado de piubo americana ; na ra da Sea-i
zalb, velha, armaicu do Vh*** h *?

MUTILADO


I A l O 9B PERNAMBDCO
sy Precisa-se fallar com o Star. Joaquira
Martin Ferreira Rovis para se loe entregar
uma carta e urna porcao de dtnheiro $ em
fora de portas D. ao;
CT A pessoa que quer entregar urnas car-
ta, a Jos da Costa Carvalho dirija se ^
rus direita venda D. 46- ,
T Desej.-seWlarco os herdeiros do
fallecido Cbristovo de Holanda Cavalcant.
ra da moeda o. l5i.
B-Precisa-se de uma pessoa mutto hbil
par* o servico de masseira paga-se bem j
a ra direita padaria . a.
Precisa-se alugar um sobrado de um
andar ou primeiro andar ou mesmo uma
casa terrea dando-se li a i4 ooo de aluguel
porem sendo as ras estrella do Rosaiio,
Queimado pracinha e ra do Livramento ;
quem liver annuncie.
tsr Precisa-se alugar um sobradiuho de
um andar com commodos para familia que
lenha quintal e cacimba no bsirro de S.
Antonio ou boa vista at o preco de 3oo a
4oo,ooo da-se algn* mexes adiantados ou
Iuvs ; quem tiver annuncie.
tsr QualquerSnr. Sacerdote quequeira
sercapelo de um eogenho distante desta
praca 10 legoas diiija-se a la da Concei-
co da boa vista defronte do rancho a tratar
com Antonio Luir de Mag-dhes.
tr Segunda fe roga-se ao Snr. Fiscal
dobairro de S. Amonio imponha acompe-
tente multa na casa terrea D. lo da ra de
agoas verdes que de novo pregou 01 postigos
a abiir para fora a fim de nao levarmos pos-
ligadas pela cara e de lo despeijadamente
nao enfringir-se a lea*
tsr Acha-se em praca para ser arremata-
do um sobrado na quina da ra da moeda ,
de dous andares e muilo bem construido ;
quem quiser lancar nelle compareca uo lu-
gar com pentente.
OT Jos Gomes Leal, avisa ao Snr. Joo
Manoel Pereira da Silva que baja de man-
dar receber uma carta, vinda de Pajau' de
Flores em sua loja na ra da cadeia do Re-
cafe.
ir* Aluga-se uma sitio na povoaco da
Vane com grande casa de vivenda com
commodos para duas familias estribara
para 20 cvalos grande pomar e terreno
para ilantacoens e baixa pata capim-, quem
quiser annuncie.
tsr Arrenda-se um sitio na estrada do
corredor do Bispo com uma grande casa de
sobrado bastante grande todo plantado de
capim tendo multas arvores de fructo e
boaagoade beber; a fallar com o Maior
Mayer no dito sitio ou as obras da Matriz
da boa vista.
i_v- Aluga-se um preio para armazem de
assucar ou outro qualquer estabelecimcnto,
Le muito fiel e deligenle j quem o precisar
snnunrie.
(K^s Quem precisar de uma mulher bran-
ca para ama de leite dirija-se a ultima casa
terrea junto a roda.
er JVladarre Sonjean parteira franceza
aprovada fel faculade medica da universi-
de de Pariz, avisa ao respeitavel publico
pernembucano, que estabeleceo a sua resi-
dencia nesta Cidade do Recife na ra do
Queimado D. 5 segundo andar onde se
achata promptaem qualquer hora do dia t
da nomo para occupar-se da sua dte. A ml-
ica senbora sangra vaccina e occupa-se
particularmente do trstameuto das molestias
uo ulero, as quaes lem reclamados sua at-
tengo desde os primeircs annos dos seus es-
ludos, presla-se gratuitamente pata os po-
bres que ieclamarem o socorro de sea mi-
jj'isleiio.
simo da Rocha na ra de trapiche quina que
vira para a ra dos tanueiros o. a.
Leila o
Lindas franjas brancas largase es-
trena e lindo goslo proprias p*ra guar-
uicoena de camas ejanelas, e damascos de
la a immitagode seda de todas as cores e de
lindos gostos para colxas de camas, caeiroi,
e forros de cadeiras ; na ra do Crespo toja
, QuefazemL. G. Ferreira & Com-
paubia por iotervenco do Corretor Oli-i O. 6 do lado do sul.
veira das seguintes lateadas que se ven fr ma es--ravajla1 costa
dero infalivelmenle pela maior preco que se
oflerecer : a saber ; brins brancos de lin.bo
de listras ditos de algodio ditos de algo-
dio lisos ditu de listras de linho ditos lisos
ditos de listras de diversas quali
escuros ,
dades ditos de listras de algodf o linhas de
linho brancas em nvelos ditas pretas em
miadas nlranc,ados auericmos brancos ,
ditos de listras em rolados pentes de marra-
fa a immtago de tartaruga e muitjs ou-
tros objectos , quarta feira 3 de Novemhro as
10 horas da manh no seu armazem da ra
da Conceico.
tsr Que fa*em Johnston Pater & Com-
panhia por intervencaa do Corretor Olive-
ra do grande e variado lortiaienlo de fa-
zendas de prorop'.a extraco sexta feira 6
de Novembroes io horas da maoh, no seu
armazem da ra da Madre de Dos.
Compras_____
tsr Um taboleiro de gamao com tnbolas;
na ra do Crespo loja D. 1 a.
tsr Um tcxo grande em bom estado; nes-
ta Typograia,
sena vicios nem
achaques robusta para todo o servico'. e
cozinha por preciso ; na ra do Calde-
reiro O. 10. .,
133- Urna escrava de bonita figura de ida-
de de 18 nnos engomma cozinha cose e
Vendas
tsr Um casal de rolas da india sendo o
macho branco ; na ra de Manoel coco ven-
da da quina D. 9.
tsr Duas casas terrea nesta Cidade ; a
tratar com Francisco Gansalves do db), na
ra Augusta.
tsr Urna preta de naci anda moca la-
va engomma cozinln e he quitandeira,
na ra do Nogueira D. iq.
tsr Um cvalo caslanho, gordo bonita
Ggura muilo bom carregador baixo at meio
por preco commodo ; na ra de agoas verdes
sobrado D. 10.
tsr Dous botes bons de vella proprios
para se devenir ; no forte do mallos ou a
bordo da Sumaca Circulante surta no forte
j mallos.
> Medidas de numero proprias para
alfaiale na ra nova loja de aliate de M.
F. Coimbra D 23.
tsr 4 Cbecas de gado sendo vaccas pari-
das novilhas, garrotes e garrotas tudo pro-
prio para criar e livres do mal triste por se-
rem do pasto ; na ra da Madre de Dos
primeiaa loja de fizendas n. aa.
tsr Uma propriedade de casa na ma da
casa forte da parte da sombra, feita de pe-
d-a de cal 1 ladrilhada com bous commodos,
e quintal sercado; assim como os seguintes li-
vros historia de Hemiquete de Orlians, Jo-
aninba ou a engeitada generosa o sitio da
rochela, Saint Clair, os Carapuceiros en-
faztodoo mais ser vico de uma casa, e se
Banca a sua conduca ; a tratar com Joaquim
G. V. Cuimares no arco da Conceico nu-
mero 3r.
tsr Ou aluga-se e tambem se aphco su-
periores bichas, por varias precos ; na ra
da alfandega velh velaa D. 11 loja de bar-
beiro.
tsr Superior sement de coentro roucho ,
muito nova e de boa qu lidade a preco de
48o rs. a garrafa ; no pateo da S. Cruz ven-
da de 8 portas pegada a da quina.
tsr No ptleo do Cirmj venJa que faz
quina para a ra de Hirlas D- 1 uma por-
cao de alqueires dearroi de casca.
tsr Cem libras de cera amarela e ditas de dita de carnauba m ra direila
U. 37.
tsr Dous predios em fora de portas na ra
nova de S, Auiaro t sendo um terreno o se-
gundo passando o sobrado do Barb-m com
os alicorees promptos e a frente e os lados
levantados com fundo at a mar pequea t
e contendo dentro uma poryo de ljalos e
duas casinhas ja rendendo ; e um sobrado ao
lado da mar grande onde tem a padaria ; a
tratar no escriptorio de Jones Crabtree & C.
tsr Um exceilente caixilho envidrassado ,
proprio para porta de alcovu; u rui do Quei-
mado D. a.
tsr Um sitio ua ponte de Uchoa com
casa de vivenda, e bastantes arvoredos ; no
atierro da boa vista primeiro andar de Ber-
nardo Jos Carneiro Vlonteiro.
*^> Uma escrava de idade de 2o anuas ,
cose, cozinha taz renda e lava roupa de
sabio; oulra dita de uaco, de meia idade,
e he lavadeira ; na ra direita loja de cou-
ros D. ao.
tsr Um eacravo do gento de angola mo
co,
ar Fugio no dia 4 do correnta o pret
Anastacio, creoulo, de estatura regular ,imj
co do corpa bem parecido leas uma sica
trz no rosto do lado direito, representa tai
i5a i8anms, foieicravode Mamel Joaqum
do Paraso e aotes de Jos Francisco da .
Paiva ambos moradores nos affjgados eai
casa deste ultimo tem M a preta Maria da
costa e Pi o creoulo Caetaoo ambos es-
cravos e est effectivamente de feitor em 11 u
o sitio Caianna que foi do Vilaca fregu-
zia da Vanea e hoja pertence a seu propi-
etario o referido Paiva e senhor do mesmo
feitor, onde suspeita.se que esta oculto palo
tal creoulo Caetan pai do fugitivo ; he b>s
tsnte onhecdo o referido Aaastacio pebs
moradoras tanto d affjgados como dos miis
lugares mediatos, pelo que se roga a todas
as autiioridades policiaes e mais pessaas ea-
teressadas que hajio de o apprehenlar e le-
var a ra da cideia do Recife ea casi de Jo-
s Pereira da Cunha ou eai seo sitio qua
dar 4o,ooj de gratifiacio.
tsr Nos fins de Abril dasapareceo ua
moleca'o de naco costa andava eudeado
fozendas e miudezas em um tabol^i'-o la-
Miado dt ora porem os talhos rniulo, da
nome Benedicto de idade de 3o annos, de
boa estatura bem teitode todo o corpo ca>
la redonda e bem parecida levou'vestido
camisa de pao de Iiaho com predas na aber-
tura calcas de brioa branca novo paren
dizem ter mudado de trajee de nome, eo-
lituta.se de forro, tem-se por noticia qua
suda no Limoeiro, quem o pegar leve a casa
D. 7defr0utedos Martirios, que se pagar
toda a despeza com generosidade.
tsr Em Junbode i83g fugio desta Cida-
de um preto creoulo de nome Bnlo grosV
so do corpo zambio com panos no rosto ,
nitural do Aracaty o qual veio do Cear na
Sumaca Emilia remeta Jo por Manoel Ce-:
no de Gouveia a casa da viuva Costa & Fi-
liaos e foi por estes vendida em a8 de Ala
doaobredito anuo a Jos Vlartins Ferreira ,
residente e.n Macau do Ass ; que o o entre-
gar na ra da Cadeia do Recife n. 46 rece*
ber 5o,000 de gratificacio.
tsr Despireceono dii ao do correte,
uma negra de nouia Maria de estatura re-
gular ebeia do corpo com as mios e pe's
pintados por ter tido calor de Ggado ten
um carosso no meio das costas e he mui'0
. Am k^a I fula: quem a pegar lere bo eugenlu do meia
tan principio de sipateiro e de boa t tn-*untr; n H
fiaur., .aruad^eadeM do Recie loja de eoa casa de Joao Rodrigues Camello qn3 se,
Pendas n. 7. io'
Sil do Assu' e pallia de raroauha no-
va : a bordo do Patacho Laureotina Brasi-
cadernades na ra da Conceico da boa vis-
la loja de funiieiro defronte da Igieja.
tsr Un molequecom principio de redi-
nha que ja d 3^o por dia ladino, muito
sadio e sem vicios, uma canoa velha pro-
piia para desmanchar para lenha por pre-
co muito commodo ; urna lanterna e manga
Avisos Martimos.
PARA O MARANHA' segu viagem
stoia5de NovexLio o Brigue Brasi-
leiro Delfim forrado e encuvilbado de co-
bre o qual ja tem cerca de 3oou arrobas de
< .me secca a bordo, com a qual segu; os Srs
carregadores apremptem a sua carga com a
maior brevidade e ser preferida aquella
que priaeirai ente estiver no embarque,
laubem recebe passageiros pira o que tem
1 xi-tlientes commedos escravos a frele ;
es pietendentes dirjo-se a Firminc Jos Pe-
lis da Roza na ruai da moeda n. 14
PARA O ASSU' segu viagem com brevi
al a tic- a Sumaca Biasileira Bom Succsso; quem
quiser cairtgar ou ir de passagom dirija-se a
praca do Commeicio a seu preprietario Jos
Manoel Fiuza ou a bordo a fallar com o
01 lo Jgtiacio da Fonseca Marques.
FRTA-SEo Hiate sferun<,a de Msra-
xibao tara o Ciar e te cha undiado
tuu-ent fenda de Jos Vtiia-
de vidro sulti-as; na ra de
agoas
verdes
A'iit j-orto)
por cima do assou;;ue D. 3.
iv O verdadeiro ungento santo proprio
para queimaduras feiJas ou chagas ; na
iua noiadeii-jule da Igreja da Conceijo ,
n. io3. lisie ungento leudo se tendido to-
do o que veio o auno passado de Lisboa e
tendo sido muito procurado pelos seus mila-
grosos eUtitos, chegou novarcente de Lis-
Loa em lalas de quarta ale libra.
tsr Sacas de farinha de Aia^ ; na ra do
CaLug loja de Antonio Bodriguea da Cruz.
tsr Urna boa escrava de idade de a5 an-
nos para lodo o servico ; na ra do Livra-
mento D. 5 laja de couros.
t3T Sement de nabo, rbano rabaneta ,
sil.a xicoria, mustardi, e coentro todas
mui novase ebegadas ltimamente, por pre-
10 (oj-uoilo noatleiro da boa vista D. 3b'
venda por baixo do sobrado do Sr. Francisco
Jos da Costa.
tsr Urna canoa nova pintada com as-
Snta para familia e um realejo com boas
vezes ; attaz dos Martirios casa de 3 rotulas
verdes.
tsr lor pi eco commodo um ca vallo pre-
io mu i tu lurte e sem deleito alguna carre-
ja baixo, e proprio para carro ou vigem ;
no lu te lo Bom Jesusa fallar com o Sur.
blueuij
No dia a| dj correte fugio um preto
de nome Manoel do gentio de angola, da
leira fundiado aa p do trapiche novo ou Jade de 3b aanos tem dous signaes que sio
con Lauren;o Jos das Neves na ra da Cruz LeM cwhw^oi, que he at fenia ai per-
n 3a.
tsr Bl.-xa a ia8oe farelo a a8oo a arro
ha j na ruada senzala velha n. ag.
tsr Bic'aas pretas do Poeto de superior
qualidade as grandes a 4oo, e meies a aoo
rs. ; na veuda que foi do falle ido Jo da
PDha.
tsr Salitre refinado vellas de sperma-
ceie e pimeota do Reino; em casa da L. G,
Ferreira & Compauhia.
tsr Bolaxa a dous mil rs. a arroba ; no
alte1.10 da boa vista padaria de Francisco
Gonsalves do Reg D. io
IS* Um escravo de naco songo de ida.
de de ao sanos } com oicio de serrador ; na
ra da lo Ja . 17.
lT Um cvalo alazao com alguna pas-
sos e muilo manco ; na quiaa di pracinha
do Livramento na loj* da viuva do Burgos.
tsr Vaccas paridas e algumas prenhas ,
todas ilLas do p.-..>tu e boas de leite ; no
manuiaho quasi dlroute de S. Jos casa de
rotulas verdes.
tsr Um cvalo pedrea com todos os an-
dares e serve pira carro por ser muito for-
te ,11.1 la direita padaria do Macha J jt
OT Bilhetes inteiros da Lotera da Li-
vramento a taoa u meios ditos a 3ooo ; na
ra ao Cabt' loja de uiiuit-zis junta do Sr.
Bandeira.
tsr Um refe com trassado; na ra da
Nogutira D, 11,
W Ua o. limo checheo um cori o me-
lhor pos>ivel, 5 casaes de rolas da hambur-
go ; um ui:ogileo seuda tuJo se dar par
bar-io preco ; ua ra de agoas verdes U. Ji.
scravo
Mugidos
|Jf" JNo dia i^ do correte desapareceo
um moieque creoulo de nome Benlo, com of-
i.-o de sapaleiro de bonita gura secco do
corpo cara redonda naris chato levou
camisa de inadapoo ja suja a caigas de es-
toj a quena o pe,;ar leve a ra da Florenti-
na casa D. a peg ido au wuio de S< Francisco,
que SClr.Ucadu.

uae^querda e uma belidia no olbo do mus-
mo laio, tem de 10 tune (ingir-se pobre
para s r pegado ( ja tem sido preso duas
vezes na Ciinie de Oiinda onde ten mu-
tos coohecimentas ; quem o pegar leve a ra
da senzala velna velhi D. 29 que ser gra-
tificado.
tsr No dia 18 do corrale fugio um ne-
gro de nono Leandro de idade de a5 an-
uos creoulo alto e secco de bonita figu-
ra olhos e beijos grandes; quem o pegar
leve ao atierro do Giqui uo sitia da Vlaujel
Jo>eda Silva, que ser gratifcalo,
tsr No da % i do corren te fugio urna es-
cava de nome Caetana estatura baixa, nao
magra levou vestido de chita escura e pao
da costa tem um queixo incitada e os olhas
afumacados ; quem a p'gar leve u ui da
(Queimado loj* D. 19.
xtioviiutiiito do i^orto
NAVIO ENTRADO NO DIA a8.
Assn'; lidias, Ui.te Brasleiro O inda da
de 48 tonel. Cap. Jos Gonsalves Simas,
equip. 7 carga sal ; a Manoel Joaquim
Pedro da Costa.
SHIDU NO MESMO DIA
Liverpool ; Barca inglesa Mary Worroll Ja-
mes Gardwe carga a mesma que trouxe,
Maranho j Brigue Escuna Brasleiro Ama-
lia Cap. Eslanisla Jos ttolrijues car-
ga diversos gneros.
Aracaty ; Sumaca Braseira Delmira Cap.
Jos Joaiuiui Alves carga diversas ge-
ueros.
SAHIDOS KO DIA 29
Micei Brigue Escuna de Guerra Braslei-
ro Fidelidade Com mandan le o 1, T-
enle Felippe Jos Pereira Leal.
IECIFE NA TYP, DE M, F, U F. 41
MUTILADO
r