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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/04313
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Tuesday, October 31, 1843
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:04313

Full Text
Anno de 1843.
Ter$a Feira 3J
ludo agora depende de no meinoi; di nos? prudencia, moderago, e energa: con-
tinuamos como principiamos, e aeremoa anontados com idmiracjAo enlre at Naoos mail
cilla. ( I'roclamayio da Aasembleia Geral do Bjil.j
PARTIDAS DOS CORREIS TERRESTRES.
toianr.a, e Prhyb, Rundas e sexla* feira. io Grande doNorle, quinta* feira.
Bonile e Gartnhuna, a 10 e 24. >
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Calvo, MaceiA, e Alagoa no 1 U }.
Boa-Tistae Floreai3e 21. Santo Anlao quintaa feira_ Ohnda todo o die*.
DAS DA SEMANA.
30 SBR. .. SerapiSo R. F. And. do J de D. da 2. .
31 Tcrg. jcjum a Quinlino M. Bel. Aud. do J. de D. da 3. t.
4 (Juan. .;. Fesla e todo* ni Santo.
2 Quint. Commemoracuo dos defuntos , Victorino M.
3 Sex. i. Malaquias B. Aud do J. de D. da 2. Y.
4 S-l>. Cario Horrme B. Re. Aud do J de I), da ! t.
5 D'. a Zacariate . liabel pais de s. Joao Baptista.
de Outubro
Anno XIX. N. 23i
O Duilo pnblioa-ie todo* o* dial que alo (orem Santificado: o preeo da aipa' '
detre mil rei por quariel pafo adianlailo O annancio do s5inles ao ineri
rali, eo do que nao forem a raiao de *0 rei pi>r linha. A reclamagoe derao aer i
gidaa a aita Tip., ra da Cruiea N. S, ou a praoa da l nilependencia loja de lino N. 6 e .
Tanda.
47 700
16,500
9.200
i,20
1,820
1,8
CiMIIO
Cambio obra Londra 2l d.
n Paria 57 J re por franco i
Lisboa 110 por 100 da premio.
Moeda da cobra 2 por cento.
Idea letra da boa firma* 1 a 1 l| ;
No di .10 de Outubro. compra
Ouao-Moeda da 6,400 V. 16,5 JO
N. 16,00
tf.OOO
1,800
1,800
1,600
da 4,000
PliTA-Pataco
Paio* Colnmnan
diloa Mexicano
PHASES DA LUAiVO MEZ DE OUTUBRO.
La Cheia 48, 8 horaje 57 m. da manh I La ootb 3, a 5bor*e1 C m. da i
Quart. min. 16, s ti boraae 30 a. d> m. | (Juan. cr*c, a 30, o li a. da m.
P reamar de fwje.
1.a a 11 bora* a 4* o, da aunbaa. | 2. a J2 horas a << m. da larda:
_9R
>. y%rfiw vi- ir \
BB83S
SENADO.
Conclusao discurso do Sr. Vasconcelos na
sesillo de 5 desetembro.
OSr Vasconcellos: Ao menos o poder
legislativo tem entendido que, augmentando
at 60 por cento esses dircitos lien riamos ha-
bilitados, para fazer (ace as despezas do estado.
Hojediz se que so augmentarmos 18 res em
arroba no imposto de ancoragem Picar a nos-
sa agricultura arruinada K nao se dar n
mesiiia razo se se elevarcm os direitos de im-
portacao sobre as mercadorias eslrangeiras ? O
estrangeiro quando pagar de mais nos direi-
tos do importaco nao ha <'e querer pagar de
menos na oxportacao dos nossos gneros ?
Eu nao tomara parto nesto debate so nao
mo persuadisse que elle importante nao
pela somma do direito de ancoragem mas
pelos principios que julgo deverem ser odopta-
os no Brasil e (|ue tenho que sao os nicos
que nos podem salvar cm nossos apuros indus-
triaes.
Eu p disse em j)utra occasio quo o maior
obstculo que encontramos na prosoeridadc ou
no progresso da nossa industria em geral quer
seja aurcula quer (abril, a opposicao que
o governo ingle?, nos faz ; elle tem feito altear
o prccodo trabalho, e altear consideravelmon-
te. Portanto os nossos productos ho de re-
sentir-se muito da caresta do trabalho. Eu
nao estou habilitado nem quero mesmo com
principios geraes, com theorias marcar as
causas porque porexemplo nao se exporta
o algodo do Maranho ; mas tenho por inal-
livel que a causa dos nossos gneros nao con-
correrem na Europa com os gneros de outros
paizes a caresta do bracos e esta carostia
de bracos sempre tem ido em progresso consi-
deravel colonos nao so ho do importar no
Brasil nem mesmo se sabe so subslitur sa-
tisfactoriamente aos bracos africanos: estes
bracos nao sao importados ; logos nossos g-
neros devcm encarecer consideravelmentc at'
ao ponto de nao terem consumo cm nenhnm
mercado na Europa como o governo ingle*
tem declarado. Eu nao calumnio o governo
inglez quando assevero que elle se empenlia
em excluir do mercado os gneros de prodc-
elo brazilcira. Leio-so o< discursos dos prin-
cipaes oradores do parlamento inglez do pri-
mero ministro Robert Peel; o que dizem el-
los? nada de consumo do assucar e do cafe
brasileiro assucar e caf escravo quo nao
pode agradar ao paladar de um Inglez livre!
Tem-se demonstrado muito que tambem os In-
gle/es consomem tabaco c algodao fructo do
trabalho escravo ; mas elles dizem que se o
In^lezos coinmettem esse erro no so segu
quo devo commotter outros mais. Querem o
ouro do Brasil lodo fruto do trabalho escra-
vo mas nao querem o caf nom o assucar !
Quem hostilisa pois as nonas paoduocoes nao
a lei do orcamento um inimigo tao poderoso
como a Inglaterra. Equal ser o remedio P
Temos ainda alguma esperanca do convencer
o governo inglez da injusta porseguicao que no^
deve ser adoptada pelo governo actual e que
me parece qu elle tem adoptado. Neste mes
mo artigo sobre o imposto de que se trata ha
um paragrapho em que se declara que logo
que cessar o tratado com a Inglaterra o go-
verno modificar este imposto em beneficio da
nossa navegaco, J idea similhante eu tinha
lido no decreto do governo de maio do cor-
rente anno ; porque alem dos direitos esta-
lielecidos com o intuito de crear c promover
manufacturas no imperio vejo neste mesmo
artigo urna disposico favoravel A colonisaco ,
o por isso espero que o governo enunciar esta
poltica quo me parece o nico recurso do
Brasil. Verdade que o governo nao parece
cer tido muta f nestas suas ideas, porque
le ao presento nao tem desenvolvido oseu de-
creto de maio nao se sabe que desenvolv-
mento elle quer dar a esse decreto nenbuma
las folhas publicas se tem oceupadocom elle ,
hem que tenha sido ohjecto do acres censuras
na mente dessa folha estrangeira aqu pub'ica-
da a que ha pouco me referi. Materia de
tanta importancia devia ter sido publicada ,
devia mostrar-so que se tinba nella f granti-
ca afim do que o paiz adoptasso com o empo-
riho que pilo lodosos povos em medidas salva-
doras.
Enlendo pois que em vez de attribuirmos
ao governo hostilidades contra a nossa indus-
tria leviamos empenhar-nos em medidas
desta ordem que podessem salvar o paiz que
chamassem colonos ao paiz, que evtassem a
uspersao e o isolamento de nossos productores,
pondo entre uns e outros barreiras quo mpe-
dem toda a communicacao ; deviamos procu-
rar todos os meios de concentrar a popularan ,
de estahelecer muitas fabricas que comprassem
os productos da nossa agricultura visto que
nao temos esperancas que esses productos sejao
consumidos na Europa attendendo-se ao de-
senvolvimento que a seu systema colonial te.m
dado a nacao britannica. Este systema ha mui-
to que tem as minhas sympathias, porque o
systema mais apropriado para firmar as nosas
institualos livres. Eu nao se se tem havido ,
masjulgo impossivel que baja um povo livre
disseminado por urna inmensa superficie de
terreno como o nosso. Para firmar as nossas
instituidles para desenvolver seus principios
vitaes que desejo que se concentre a popu-
lacao por meio de urna nova poltica intera-
nento nova e quo me parece que o actual
ministerio quer adoptar isto a agricultu
ra manufacturas e colonisaco systematica e
em grande escala.
Sr. presidente pelo que tenho dito se e-
videncia que o imposto de que so trata nao p-
legravar a nossa agricultura; que, quando
olla solra algum peso com a nossa imposiro ,
ser to levo, que o dovemos considerar im-
perceptivel e como vem augmentar a renda
publica entendo quo nao llio devo negar o
meu voto.
ASSEMBLEA GERAL.
faz ? Eu nao a tenho porquo a considero ne-
cessaria na Inglaterra ; sem essa perseguicao a
Inglaterra nao subsistir. Ainda quando o
governo inglez seja forcado a admittir assucar
estrangeiro nao admittir o do Brazil ; elle
ja o tem declarado ello diz que vira assucar
da India o de outros pontos da A/ia mas do
Brasil no porque fructo do taabalho escra
vo ; e se j o nao tem admttido como docla-
rou Hoberl Peel, na cmara dos communs ,
em 22 dejunho deste anno porque pelo
tratado do Brasil, se se admittisso assucar des-
sa parte do mundo ora tambem obrigado a
adniltir o do Brasil para consumo.
O remedio quo eu encontr um mal tso
grave, que acabar pela nossa total ruina e
o que em outra ocraso usei proprtr e que K>
cifra nestas tres palavras : agricultura ma-
nufacturas^ colonisaco systematica e cm gran
A----------1
s5 a poiuic que cu algo que
CMARA DOS SENHORES DEPOTAOOS.
Discurso de alguns senhores deputados na
sessao de 9 de tetembro.
O Sr. C. da Cunha:Para responder aos no-
bres deputados que combaten o parecer nejian-
<1o ao governo o direito do aposentar magistra-
dos, cuquero primeiramente loros artigo* da
eonstituico, afirn do m istrar quo, se os nobres
deputados enxergo nesses artigos independen-
cia, nao u dos actos do poder judiciario, mas
a perpetuldade desses funecionarios, ou tambem
vejo que a eonstituico determina queso faca
urna lei regulamentar, marcndoos difTjrentes
casos em que elles podem ser suspensos e des-
tituidos dos seus empregos.
,A eonstituico, no artigo 153, diz que os jui-
zes de direito sero perp tuos.d que to lavia se
nao entendeque nao posso ser mudados de uns
liara outros lugares, pelo tempo e maneira qu
a lei determinar. Aqui est pois determinada a
reuioco. Art. 15. O imperador podor sus-
pendemos por queixas contra elles loitas, pre-
cedendo audiencia dos mesmos juites e informa
ne nPfacri-s a oilif!dn n onnlh(j H Ata-
,---.-------.._-, .--
do. Os nobres deputados sabem que em paiz
algum 'nao fallo nos governos absolutos ma<
naquelles em que existe governo representativo^
leixa de haver lei quo marque os casos cm que
os magistrados sejao destituidos. O nobro de-
butado disse que nem no temp > do governo ab-
soluto se destituio magistrados. inexato. V.
!'"x sabe como se proceda: mandavo-so sin-
dicaotes. e muitos foro destituidos. Ete sys-
tema foi substituido por urna devassa, tirada pe-
los mesmos magistrados que succedio quelles
de quem o governo tinha motivo para mandar
confieren Este methodo foi urna modificaco
mais favoravel aos membros do poder judicia-
rio, porque quem vinha conhecer dellesorao os
seus successores, o os povos nao querio depr
com receio. Dahi principiou a corrupca dos
magistrados; ltimamente proclamou-so a in-
dependencia, o reforma alguma so fez;decretou-
se a constituien, que estabeleceu o principio
da independencia do* poder judiciario, mas que
ao mesmo ternpo detorminou que seflzesseuma
lei regulamentar respeito; porque nenhum in-
dividuo deve ter privilegios taes, que possa, no
seu emprego, alTrontar as leis, proceder contra
ellas, vender a justica. Se o nobro deputado iul-
ga que a independencia do poder judiciario est
na perpetuidade dos seus membros, eu nao pen-
s assim, e reconheco antes o direito que o go-
verno tem, v*mi|iianto se nao fizer a lei quo de-
teimina a eonstituico, do retirar, suspender, a-
posentaros magistrados.
O nobre doputado disse que o governo s po-
da conceder a aposentadoria quando fos&e re-
querida. Acho que neste acto que podia s ve-
zes ser o governo censurado, porque pode re-
querer a aposentadoria um magistrado honrado,
e nodaquellesque forao aposentados, que, co-
mo publico e notorio, nao cumprio com os
seus deveres.
Portanto, o direito que o governo tem aquel-
la quo pede a srgtiranca, a liberdade e honra
doscidados. Seos nobres deputados querem
que o governo nao tenha esse arbitrio, faca o a
lei quo a eonstituico recommenda, porque nao
possivel que naohaja um meio de destruir em-
preados quo prevaricad. Nao conheco paiz al-
gum bem organisado em que um individuo es-
teja cima da eonstituico odas Ijs.
O nobre deputado disse que a cmara appro-
vava todos osados do governo. Sr. presidente,
6 necessario que, quand > nos pensamos diflc-
rentcmente dos nossos collegas, nao levemos is-
to de conianca, de adhesao ao governo, muito
alem dos limites, porque os nabres deputados
mo daad direito a lftes dizer que tamhimi el-
les quando estivess mu na maioria, talvcz des-
culpassein actos mais censuran is do que os
platicados pelo nobre ministro da justica, o eu
julgo que os nobres deputados podia escolher
outros actos para censurar, e nao estes que os
nobres deputados conhecem em sua consciencia
que todos ou a maior parto dos Brasiloiros vem agradecer ao governo.
Mas disse-se que o acto nao foi tao justo, por-
que nao se estendeu a outros. Ej estimara quo
este acto fosse mais ampio; todava nad posso
observou a cons'ituicad: nom constituicad, nem
ei, nem cousa nenhuma.
Diz o nobre deputado que quer que as leis se-
jad observadas Sr. presidente, sad h je as leis
observadas "no imperio do Brasil, quando nin-
,'uem repella a eonstituico, quando as atnbi-
edes sao taes que, por qualquer despeito, por
qualquer opposicao ao governo, se lanca mad
de meios revolucionarios, quando para se forti-
ficar um partido se procurad atliomenscober-
los do todos ni chines'?! E em um lempo des-
tes quequerom os nobres deputados a mais res-
triscla observancia da lei, quando os tribunaes,
o jury, os desembargadores abuso constaute-
mo.ite della ?
Ainda disse o nobre deputado quo acamara
espera todos os bens do governo, e nao da eons-
tituico. Nao sei a que vem isto; em taes casos
rlevemos esperar mais daquelles que nao se en-
trego tanto a pequeas intrigas, a especula-
cees eleitoraes, do que daqu. los que especulad
nisso, quo nao cumprem com seus deveres por
pequeos interesses de localidades. Os nobres
deputados entendem que esto acto praticado pe-
lo governo, aposentando os tres desembargado-
res foi com vistas de vinganca. Eu neao isto,
porque, se foi por motivo poltico, so foi por
terem esses desembargadores absolvido os as-
sassinos do Cear u Parahyba, 11 ficro outros
que tambem os absolvirad, e nao forao aposen-
tados. Eu tambem poderia dizer que por vin-
ganca quo os nobres deputad >s censurad ste
acto; que porque esses desembargadores erao
opposicionistas. Eu desejava Sr. presidente, quo
os nobres deputados deelarassem que nao apoi-
avad urna opposicao que transcende os limites
constitucionaesque so faz em Pernombuco, cu-
jos escriptores, de envolta com as censuras que
dirigem administracad do Sr. barad da Boa-
vista, proclamad a guerra civil e a separacaddas
provincias.
O nobro deputado nao deixou de reconhecer
os inconvenientes quo resultariad da indepen-
dencia assim indefinida do poder judiciario.
Sinto que elle nao desenvolvesso o seu pensa-
menlo; desojara que ello apresentasso algum
projecto com o qual livrasse o paiz desses incon-
venientes, porque quando um homem se acha
escudado em um poder, c nelle mais so forti-
fica, p le mais abusar. Se os magistrados se
julgad to imlependentes quo podem abusar,
sem que se Ihes possa locar, nao se como po-
dor haver boa administraco do justica. Em,
nenhum paiz o poder judiciario existe na con-
fusad em que est entre nos. Se a camera enten-
de que o poder judiciario absolutamente in-
dependente, acabo de o fortalecer, diga franca-
mente que os memb os do poder judiciario sao
ioviolavcis mesmo as suas pessoas, as suas
vonta.es. Mas, Sr. presidente, quando a nacao
nao se acha inleiramente moralisada, quando se
acha em urna confusad tal como existe, melhor
seria quo nao bouvesse urna tal independencia.
Umoutro nobre deputado por Pernambuco
exclamou em seu enlhusiasmo ; melhor a-
cabar com a eonstituico ou fazer a caricatu-
ra da cmara. Eu Ihe responderei se que-
deixar porjssode agradecer ao nobre ministro, res que o poder judiciario exista dessa fi'.rma ,
se queris quo o Brazil contine na confusao
em que se acha sem a !e regulamentar que a
constituicodetermini a respeito dos membros do
poder judiciario cnto sdin duvida melhor
acabar com a eonstituico para que ella aco-
borte empregados prevaricadores, homens que
vendem a justic- oulazer-se a caricatura da ma-
gistratura br isileira. Os nobres deputados sa-
bem que de todas as partes do Brasil vem quei-
xas e que a justica nao se administra impar-
cialmente; que os magistrados nao do o seu a
seu dono : o quererd os nobres deputados que
continuemos assim ? 'uerem os nobres depu-
tados quo alguns membros de um tribunal car-
regucm com o labo que s perlence a dous ou
tres ?
Disse o nobro deputado que nao sabia qual
seria o paradeiro dos nossos negocios. Eu tam-
bem nao soi se por ventura continuaremos des-
ta forma se urna le nao se I i e r pela qual se
torne elle (iva a responsabildade do magistra-
do qual yi.i esse paradeiro. Presenten.ente
nao so sabe como lera lugar a aecusaco popu-
lar quem ser o aecusador se ser o promo-
tor o procurador da corda ou urna commisso
ilpsta rarnurq rnmrt co la
porque sao tres desembargadores que j forao
aqu acensados perante os Srs. deputados de
Pernambuco, e nenhum delles se acliou com a-
nimo de defender a honra desses magistrados, e
anda hojo julgo que o nao faro___
OSr. Nunes Hachado:Nao nos mellemos
com a vida alheia.
O Sr. Cameiro da Cunha: Bello nad "se
mettem com a vida alheia, nad se importad com
a m administraco da justica, o nem querem
censurar os mns empregados. Os nobres depu-
tados censura rao a administraco do nobro ba-
raG da Boa-vista; o mesmo poderiad faser a
respeito do outros empregados. Serad os ma-
gistrados por ventura os Christos da torra?
isse ainda o nobre deputado que a cmara
se mostra cmplice das inlraccdes da constitu-
Cao. Desgracadameole nad pelo governo s que
a constituicad infringida, nad s ao gover-
no a quem se devo attribuir os males do Bra-
sil. Se losse no lempo do governo absoluto, se
os poderes nad estivessem divididos, ento to-
dos os males se devio attribuir ao govcrno;mas
hoje que os poderes estad divididos, acho que
nade o governo que infringea constituicad; nos
a estamos todos os das infnngindo, o senado, a
cmara eo poder judiciario. uigad-me os no-
bres deputados so a relacad de Pernambuco, ab*
solvendo os assassinos rio nreirl<>nl rio GeSf&J
-.- |-. ..mvUlU IH



-

glez. Estando tu Jo nesta conusao. como nao
devo esperar o noijre deputado um funesto pa-
radciro ?
Os nobres deputados tcrmin.rao dizendo que
nao sabio so esse acto tinha sido um bem, um
servico ao Brasil. Sr. presidente so os no-
bres deputados'mostrassem i|ue esses desembar-
gadores tinhosido aposentados por motivos de
vinganca ; que ero magistrados rectos o capri
chosos no cumpnmento dos seus devores, eu
seguramente nao approvaria o acto do governo;
mas, Sr. presidente, eu sei que um desses ma-
gistrados at alardeava de nao ser honrado di-
h publicamente em Pernambuco, que nao pu-
nha penna em papel sem.....Os Srs deputa-
dos ue S. Paulo sabem de um que foi magistra-
do nessa provincia ; digao ellos so pJem de-
fender a honra desso desembargador. Lctnbra-
me que perantc a doputacao du Pernambuco eu
aecusei o triumvirato desenibargatorio daquella
provincia; disse que esperava que nlgum Sr.de-
putad de Pernambuco levantasse a sua voz pa-
ra defender esses tres magistrados ; mas nao vi
que um s se erguesse para defender a honra e
integridade desses desembarcaderos ; por ondo
conheci que eslava plenamente provada a aecu-
saco que eu fa/.ia. Nao me importa Sr. pre-
sidente carregar com o odioso de taos aecusa-
cos ; sempre as farei ou seja a membros do
poder judiciario ou a qualquer funecionario
publico, quando tiverconhecimento de lacios
criminosos como acontece a respeito dos tres
desembargadores.
Sr. presidente, eu considero este acto do go-
verno como o servico o mais relcvanle que po-
deria prestar na actualidade das cousas o mui-
to illustrc c muilo patriota ministro da jus-
tica. Ja um arto similhanto foi por elle prati-
cado e eu dosojaria que todos os ministros de
justica seguissom o seu exemploern quinto nina
lei regulamontar se nao faz a este respeito.Tal-
vez que estas aposentadorias coosigSo infundir
algum temor aoutros magistrados para nao con-
tin irein nesta marcha to alheia do nobre de-
seuipenbo dos seus deveres. Nao quero mais
cancar a cmara ; concluirei dizendo que este
acto le/, com que eu prestasse a ininha confian-
ca ao gabinete por fazer parte delle o Ilustre
minilro da ju-itica. Em quanto houverem co-
racoes em quanto houverom bocas brasileiras
amibas da juslica e da verlade hao de em uns
existir a lemhranca e oagradecimonto de to re-
levanto servico e em outros a honra o nome
e os louvores do nobre ministro da justica re-
petindo coinigo estes versos de Virgilio :
Jn frea dum flucii rurrunt dum monibus
umbrw
Lustrabunt convexa polus dum sidera pascit ,
Semper h manehunl.
O Sr. V*. Machado: Bravo !
OSr. C. da Cunha : No faco caso de
seus bravos irnicos.
O >r. P Candido : Sr. presidente nao
pudedeixar de pedir a palavra animado polo
fogo elctrico da proposicao do nobre deputado
por Pernambuco quando disse: - necessa-
rio, que mantenh uosa independencia dos po-
deres constitucionaes. Eu ja vivia desanima-
do pensando que esta pagina da constituicao
se acbava rasgada e por isso fui immediata-
mente levado a pedir a palavra para sustentar ,
Sr. presidente, a independencia dos poderes, a
qual ulgo o cardeal, o lorie o ludo da cons-
tituicao.
Sr. presidente, para dar o meu voto na ques-
to verlenle eu desojara que V. Ex. medis-
sesse se esses Srs desembargadores aposentados
j foro deputados ou ministros do estado, por-
que como eu desojo muito a independencia
dos poderes constitucionaes se osses senbores
j alguma ve/ entraro para o poJer legislativo
ou para o executivo se forio assim os primei-
ros a rasgar essa pagina essencial da constitui-
cao eolio tenbo paciencia; aguentem; mas,
se esses Srs. desembargadores nunca forao de-
putados nem o qui/.ero ser nem foriio mi-
nistros, isto 6, se numa sabiro da espbera em
que a constituicao os collocou ento com ef-
feito o governo fez muito mal. Mas repilo ,
se esses senbores, e em erai quaesquer outros
estabelocendo a constituicao a independencia
dos poderes viero para o poder legislativo ou
para o poder executivo enlo nenhum direito
tem de se queixarem Sr. presidente, ba mui-
to lempo que enlendo e j disse aqui em urna
dassesses antecedentes que se deieaccusar
todos os ministros passados presentes o futu-
ros porque nao mantm a independencia do
poder judiciario, porque consentem ou consen-
tiroque essosSrs. do poder judiciario venho
para o poder legislativo: isto ir de Irente con-
tra a letra da constituicao ; pois eiia estabelece
a independencia isto a separaco dos i o-
deres o entretanto os ministras consentem ,
que os desembargadores os juizes de direito ,
- :-_ -i l- I 1 Cira ^r nrn-
ex.. _.i,. aiinw ni iiuinuvj ^, |
sidente a constituido la/, muito de proposito
urna eicepcao nara os ministros, e nao e fez pa-
ra os Srs. juizes de direito e para os Srs.desom-
bargadoros ; tanto assim que suhmetteu os mi-
nistros reeleico e nem palavra sobre a en-
trada dos Srs. do poder judiciario para o legis-
lativo.
A constituicao reconhece assim a regra por
meio da oxeepeo e pois admitte como excep-
cSo o caso de pessoas de um ramo do poder o
executivo poderem ser deputados; talvez por-
que a constituicao julgou que devia suavisar os
gravames, as amarguras do calvario ministerial,
dando tambem a faculdade de ser deputados; e,
para seguranca de sua popularidade os suh-
metteu a urna contra-prova, reeleico, no'caso
de que aceitassem o cargo de ministro:maspara
os membros do poder judiciario, nao me consta
queaconstituicao.por meio de excepeo, ou po-
sitivamente tenha estahelecido a regra. Por-
tanto estao muitos sonbores aqui em flagran-
te oflensa da constituicao. A sabia constituido
muito positivamenteentende que a independen-
cia ou separaco de poderes versa sobro o pesso-
al, porque alias do quo serve tal separaco? Se-
ra para se escreverem parte as atlribuicoes de
cada um e fcar o pessoal confundido ? E um
absurdo. Senbores, a sabia constituicao do Bra-
sil nada estatuio intil; logo, quando ella quiz
a independencia dos poderes, quiz que nenhum
memhro do poder legislativo fosse do poder ju-
diciario S com estas condi?oes fossem tam-
bemdopddur executivo. Admittido estesen
tido litteral, obvio e cxcellcnle da constituicao,
eu acbo que o governo fez muito mal, e eu pe-
co a todos os Srs. desembargadores e juizes do
direito que dm sua demissao dedeputado e ac-
cusem o governo quo em tal caso os acompa-
nho : mas em quanto frem deputados nao o
posso lazer que estao olTendendo a constitui-
cao. Demais, esta sabia constituicao, preven-
do o que ia acontecer com essa febre eleitoral ,
estabeleceu esse artigo de divisao de poderes ,
porque nem todos os bomenssao do um timbre.
de urna tempera tao forte quo possaoem momen-
tos do eleico resistir ao pedido de um eleitor !
Ella, segundo os pr coitos do Evangelho, pro-
curou desviar suasovelhas do perigo: disse ella,
sabia como : como hao de estes homen ser
juizes, 6 necessario que notenho possibil i-
dade alguma de faltar aos seus deveres A cons-
tituicao abracou o preceito do grande flilosopbo
e eloquente orador romano : *()mnes nomines,
paires conscri/iti, qui de rebus publicii cnsul-
lant ab odio amicitia, ira, atque avaritia
vacuos esse decet: aquellos que devem julgar
o povo comin que sejo completamente a-
Iheios ao odio ira amizade, avaresa e
a l'Has as allcieoes.
Sr. presidente, voto a faver da aposentado-
ra, se acaso esses senhores tiverem oflendido a
constituicao; mais, se nao a tiverem oflendido,
entao voto contra o procedimiento do governo :
nao quero quo ninguem saia da eslora de suas
atlribuicoes, seno pela porta que a constitui-
cao Ihe iermitte
OSr. Iiezende declara que quando disse
que se os tribunaes do paiz inspirassem mais
confianca talvez nao tolerasse no governo o
arbitrio de remover e aposentar magistrados ;
quiz nesta expressao entender o complexo de
todo o julganienlo desde a preparacao do pro-
cesso comprchendidas as lestemunhas, o que
ludo concorre para turnar impossivel a eflectiva
responsabilidade de um magistrado prevarica-
dor ; todo o mundo reconhece a impossibilida-
de de obler as provas e os documentos para a
lormacao da culpa e o julgamento final.
Ora assim collocados os tribunaes no es -
tado actual da nossa civilisacao, os julgamentos
nenhuma garartia presto nenhuma confian-
ca podem inspirar a respeito da punicao de ma-
gistrados prevaricadores e nao vejo outro re-
medio seno lolerar no governo o arbitrio para
remover c aposentar magistrados,quando o exi-
gir a causa publica e interesse dos povos ; e
eu creio que a causa publica reclama a.- rem-
ceos e aposentadorias desde que taes magistra-
dos perdero a reputaco e o crdito, o com el-
los a honra que consiste nesta reputaco e na
boa fama.
Tem-se porm argumentado com odireitode
perpetuidadedo lugar que se pretende, garan-
tido pola constituicao. Ora eu atrever-me-hci
a avancarque o direito do perpetuidade nao es-
t seno nos hbitos, e nao na constituicao ,
porque ella so falla em perpetuidade pera os jui-
zes de direito em relacao com os jurados, e nao
estando os desembargadores em relacao aos ju-
rados poder-se-hia duvidar se estao no caso
dos jui/es de direito para poderem ser perpe-
tuos; o mesmo digo a re>peto dos juizes do ci-
vel que nao estao em relacao com os jurados ,
em quanto se nao estabelecer o jui/.o por jura-
dos no civel. urna questo esta que se pode-
ria disputar por muilo lempo com a constitui-
cao na mo e talvez que os desemhaigadores
nao podessem disputar perpetuidade seno pe -
os abites do p9* n"lft cosinm de assim se
considerar5.
Eslandoporem pela pmtoa elahelecido que
o governo possa aposentar magistrados, quan-
do julgar conveniente aposentadorias, que a
assembla geral tem approvado, por esta pra-
tica no contrariada pela constituido que
guarda silencio a respeito; entendo que o go-
verno exercita competentemente a attribuico
de propr aposentadorias, ou de decretal-as
com dependencia da assembla geral, porque,
todas as vozesque um acto seu tem de vir re-
ceber a approvacao da assembla geral, enten-
do que esse direito nao definitivo e absoluto,
mas cumulativo com a assembla geral. Mas
dizem que o Roverno remetteu o decreto, com
a declaraco de que s se quor approvacao no
que toca a ordenados; oSr. i. secretario faca
favor do me informar.
OSr. i. Secretario 16 o oflicio do Sr. mi-
nistro da justifa, e a copia do decreto.
O Sr. Rezende: Divirjo nesta parte do de-
creto. Que o govorno exerce essa attribuico
com clausula expressa do pedir assembla ge-
ral a approvacao dossa medida, pois que nao
fundada em lei, comprehendo isso bem; mas
que, nao tendo le para aposentar emprestados
vitalicios, se queira prevalecer da flisposicao
da constituicao que trata da remuneraco de
servicos, que s na parte pecuniaria depende
da approvacao, quando nao seja fundada em
lei, o que nao convm.
Seeutivesse bastante confianca nos tribu-
naes do paiz, isto he, se visse que no estado ac-
tual da nossa civilisacao ellos apresentavo ga-
rantas para fa/.er r.-sponsabilisar empreados,
eu retirava do governo, quunto a meu voto, es-
ta faculdade de aposentar; mas se isto se tor-
na independente da a iprovaco da assembla
xeral, a minha opinio he outra, porque sem-
pre entend que este direito he fundado na pra-
lica, e que esta pratica era acompanhada sem-
pre da dependencia da approvacao da assem-
bla geral, sem o que nao tinha nenhum i IToi-
to, do contrario acontecera que o magistrado
aposentado flearia sem ordenado, e s com as
honras de ex-desembargador.
Mas disse o nobre deputado que o governo
mereco tanta confianca como os tribunaes no
que toca a este acto, poique tambem tem Ho-
rneado para desembargadores alguns juizes de
direito que j estavo eivados, e com fama pu-
blica de corrompidos. Se eu posso dar crdito
aos meus ouvidos, muta gente respeitavel acre-
dita nisto como um facto verdadeiro; mas isto
creio que pouco prova para o caso actual; a
questo he outra, e he que, nao sendo possi-
vel convencer os magistrados de prevaricado-
res, nao havia base para um julgamento.
Sendo muito compativel con a falta de do-
cumentos e de testemunhas a existencia de
urna fama publica, de urna infamia, entendo
que o governo deve neslas ciicunstancias ter
o diieito administrativo do aposentar para bem
da causa publica, o do propr ao corpo legis-
lativo a aposentadoria desse magistrado. O go-
verno pode abusar, he verdade, mas o que ad-
mira hoque de todos os magistrados que tem
sido aposentados ainda nenhum intentou urna
aecusaco contra o ministro quo o aposentou.
Se o flzesse, a cmara exigira a responsabilida-
de do ministro, ou ao menos obrigal-o-hia dar
a razo do seu procediineuto.
Eu desejo approvar esta apsentadoria, mas
nao posso concordar com a clausula que pre-
tende depender da approvacao da assembla
geral nicamente noque respoita ao ordenado,
porque nao conheco lei expressa nem artigo
da constituicao que autorise o governo a apo-
sentar por si s, e a pratica constante que he
um verdadeiro interprete da constituicao tem
feito sempre depender da approvacao da assem-
bla para as aposentadorias em si mismas.
O Sr. Ferraz: A questo que se ventila
de tanta importancia, que julgo conveniente
e necessario motivar o voto que tenho de pres-
tar resoluco.
As aposentadorias sao mercs pecuniarias,
como sao as penses e as tencas. Posto isto,
nenhuma duvida resta de quo o poder execu-
tivo as possa conceder, Inundo ellas dependen-
tes do confirmaco da assembla geral. Isto
to claro vista do 11 do art. 102 da cons-
tituicao, que escusado me parece acarretar pa-
ra este fim outros argumentos c razes que nao
sojo a letia da mesma constituicao, e a pra-
tica earestos que ba a respailo. O Koverno tem
concedido essas mercs, e o poder legislativo as
tem approvado. A questo porm que desejo
ver ventilada nao cortamente se o governo as
pode conceder mas sim se, concedendo-as,
podem ellas valer independente da approvacao
da assembla geral. Esta questo nos he sus-
citada pelos termos em que foro concebidos
os decretos de aposentadoria. (L um decreto.)
Antes de tudo, Sr. presidente, cabo-me dizer
que nao posso admittir a distinecao que faz o
governo entre aposentadoria e merc pecunia-
ria : entendo (como j disse) que aposentado-
ria he merc pecuniaria, e a admittir-se essa
distinecao, a admittir-se que aposentadoria he
cousa difTerente de merc pecuniaria, pergun-
to donde tira o governo o direito de aposen-
tar?. Desta distinecao ainda se segu um ab-
I suido, e vem a ser que, sendo a aposentadoria
I um beneficio por sua nalnre/.a a nao dar-so a
; approvacao da merc pecuniaria, importan i
: urna pena, una verdadeira demissao. e mais
outro, que o govoino pode demittir magistra-
dos; tanto equivale o poder de aposentar sem
vpncime.ntos. o. uflin ser a norlifln du um m
Creio que o governo usando desta distine-
cao, nao seguioos precedontes: todas as apo-
sentadorias1 concedidas a magistrados tem sid0
approvadas pelo corpo legislativo, nosseguin"
tes termos: Pica approvada a aposentadoria >
etC- O mesmo actual ministro da Justica nao
usou della quando em outra pocba aposentou
magisirados- Creio que esta nova especie data
do ministerio do sr. Limpo de Abreu: aqui
tenho o decreto reerendado por este enhor,
quo usa desta distincao; fallo do decreto que
concedeu aposentadoria ao desembargador da
relacao do Bio do Janeiro Jos Goncalves Go-
mes. (L o decreto.)
Em minha humilde opinio pois os termos
em que estao concebido os decretos nao sao os
convenientes; nao assim os em que est con-
cebido o aviso que os remetteu a esta cmara
que pede a approvacoo das aposentadorias.
Dado ao governo, no sentido em que acabo
de exprimir-me, o direito de aposentar, la-
mentarei que o governo se tenha visto na neces-
sidade do usar delle pelos motivos que o nobre
deputado pela Parahyba allega, e que tenho ou-
do geralmente. Vejamos a constituicao. A
constituicao considera urna graca merco
certamente nao foro dadas como graca e mer-
c Aconstituico as quer em recompensa
de servicos e, como se diz, for3o dadas em
consequencia de desservicos, Temos pois que
foro dadas mais como pena.ou por motivos
quemereciao pena, do que em recompensa e
por galardo.
Nesta parte pois os decretos nao sao confor-
mes a constituicao, e se sao, c mo julgo, filhos
da necessidade neste caso vejo-me na preciso
de depois de lamentar que essa necessidade te-
nha apparecido, dar ao governo um bil de
mdemnidade.
Suppostos estes motivos, eu ainda mais tenho
de lamentar a injustica que seencontra na con-
cesso das aposentadorias dos magistrados dadas
at o presente comparadas entre si as que
foro dadas por iguaes razoes em 1836 foro de
l:00c rs estas seguiro a mesma marcha. A
soncedidaao desembargudor darolaio de Per
namhijcc Bosa Malheiros, magistrado | ionrado
e respeitado, nessa provincia pela sua inteire/a
(numerosos apoiados ), dc800S rs- sls ^ seu
ordenado. A do Sr. Gomes por enfermidade, do
8008 rs.,a do fallecido Barata de 400$ rs!! A
do Sr. Velloso por enfermidade tambem do
1:400$ rs., nao j do ordenado inteiro, mas de
melade de seus vencimentos, ordenado e gra-
tificaco Assim pois. creio que se pietende ani-
mar o crime concedondo menos vantagens
quelles a quern propriamento se concede a
meic em recompensa de servicos, do quo
quelles que por defeitos se pretendem discartar
do servico das relacesl!
E donde partir, Sr. presidente, essa neces-
sidade que don lugar a esse acto do governo ,
que faz o objecto da discusso? Cortamente da
impun idade. A' corrup* o, que tanto lavra en-
tre nos, devemos atlribuil-a. So as faltas e cri-
mes que se attribuom a esses magistrados fossem
delatados ante os tribunaes, se estes proredesem
com todo o rigor da lei, se as suas docisoes inspi-
rassem confianca se seguranca houvesse para
quoas testemunhas se animassem a depr a ver-
dade, e nao fugissem de comparecer perante os
tribunaes, se o espirito de pationato nao inspi-
rasse tanto entre nos essa necessidade, nao se
daria, e muitas vezes nao ver-nos-hiamos for-
rados a approvar actos taes.
Sr. presidente, fallando dos tribunaes, nao
posso deixar de recordar-me de um laclo. Urna
cmara denuneiou um magirstrado; a relaio
da minha provincia exigi o comparecimento
i! ram ni para ser interrogada!! Opiocosso
nao podo continuar, porque a residencia dos
membros dessa corporaco distava muito da
capital. No entanto enmpre rofloctir que a c-
mara representava e denunciava esse empregado
em virtudc da lei que Ibe serve de regiment!
Em una sesso um nobre deputado pelo
Cear disse que havia documentos contra os
magistrados aposentados, e porque se nao
apresontaopara serem processados vista do seu,
contexto? Melhor isso fra do que premial-os
se que sao criminosos, como se nos prope.
Os nobres deputados que ataco a resoluco
( digno de reparo !) nao defendem esses ma-
gistrados, nem urna s palavra do em seu
abono (apoiados) nao eutro na questo de
facto__esse silencio com o que indica nao de-
sopprovaco do acto.... (apoiados).
Sr, iV. Machado d um aparte.
O Sr. Ferrrz: Eu Ihes dou razio: a
questo o" a mais odiosa possivel: as razos se
podem conhecer: mais nao adoptal-as como
propr8S, nao bom lomar a responsabilidade
de urna defesa, ou de urna aecusaco desta
ordem.
Sr. presidente, desde 1830, e antes mesmo
dos-a pocba' que o clamor publico, nao sei
se com razo, persegue a esses magistrados.
Digo nao sei se com razo, porque um delles
mnhtMvt destituido d grandes haveres. Mas
esse clamor nao filho do espirito de partido;
nao foi passageiro, tem sido constante, o a


ello se deve o desrespeito, a nenhuma confi-jempregados e dada a mesma ra7o era con-
anca que merece a relacao de Pernambuco. sequentequo a mesma disposcao sogonerali-
O verdadeiro meio do reganharesse tribuual a, sasse a todos que estivessem as mostnas cir-
sua antiga nomeada era o accusacao desscs ma-l cunstancias. U exemplo devia partir de alto ,
gistrados; mas que das provas quem as devia seguir desta corte para as provincias o
dar?... E o desconcert pela falta da accusacao; nao limitar-so somonte a duas destas e a em-
progrede, e o maior mal possivel nenhuma pregados que nao tinhao influencia rnenos
confianca inspirarem as decisoes de um tribu-
nal 'apiad s] Neste caso a aposcntadoria
parece o remedio mais eflicaz nao obstanto ser
urna recompensa.
O Sr. /V.t Machado : Ave-maria!
O Sr. Ferraz : Se eu tivesse a infelicidade
de ter contra mim a opinio publica em objecto
tao melindroso, seeumevisse dcsconceituado
a tal ponto, como magistrado, eu pedira
immediatamcnto a minha demisso [apoiados);
porquo desde o momento cm que a opinio
publica se pronunciaste contra mim de um mo-
do tal, cu j nao poderla servir bem as mus-
mas sen lencas j nao podio ter o cunbo do res
pcito que dovein ter.
O Sr. N. Machado d um aparte que nao
ouvimos.
O Sr Ferraz : O echo da calumnia pode
tisnar um individuo, persegui-lo por algum
tempo, mas nunca tao constantemente, e a
innocencia sempre triumpha [apoidos). O tem-
po ludo descobre, e o perseguido reganha sua
antiga fama. Mas dado mesmo que estes indi
viduos naosejao o quedizem, era preciso de
algum modo fa/.er com que a relacao do Per-
nambuco reganbasse a fama que antigamente
tinba.
) Sr. N. Machado d um aparte que nao
ouvimos.
USr. Ferraz:N5o, nao posso por modo
algum affirmar so sao verdadeiros os boatos;
mas o facto de a opnij publica Ihes ser adver-
sa ha longos annos de os ter perseguido sem
interrupeo, de por isso as decisoes da relacao
de Pernamljuco nao inspirarem confianca, co-
nhecido pelo governo, devia autorisar alguina
medida. Poden ser falsos esses boatos; mas o
quo verdade que na pbrenesi revolucionorio
oSr.Rosa Malheiros, apez*r de ser filbo de
Portugal, foi sempre respeitado, sempre elo-
giado(numerosos apilados), e pelo contrario
estes, apezar de serem Brazlciros natos. O que
verdade que nessa pocha os demais magis
trados ero respeitados, que no publico e no
particular, que fura e dentro desta casa, se
Ibes tem feito accusacao; mas que nem os no-
bres deputados, nem algum outro deputado poi
Pernambuco ainda so levantou para os defen-
der [apoiados); entretanto que, quando se
falla a bem do Sr. Rosa Malheiros o outros.
todos dfio apoiados, como na presente discussao
temos visto.
A'vista disto, acamara proceder bem ap-
provando a aprsentadoria.
Altribuiro-se as aposenladorias a motivos
polticos. Eu osdesconheeo e nem posso a-
croditar na sua existencia [apoiados). Este
homens nunca so envolverao em poltica. Um
delles o nico passo que talvoz deu em poltica
foi recitar um discurso na abertura de urna so-
ciedad denominada Anti-restauradora
que poucos das leve de vida e csse discurso
era um verdadei/o plagio, parte era do Sr
Jos Clemente ( risadas ).
Outro foi deputado pela provincia das Ala-
goas e gnorei sempre o que foi em poltica
A que partido perlencem actualmente ?
O Sr. Carneiro da Cunha : Aos desor-
deiros.
0 Sr. Ferraz : Nunca pertencrao ao
partido desordeiro. Creio pois que esta accu-
sacao inlundada ; mas disse um nobre depu-
tado : foi em consequeneia das sentencas on
decisoes dadas em uns nrocessos de presos do
Coara e da Parabyba. Ainda assim Sr. pre-
sidente cu nao "descubro motivo poltico. Se
eu me tivesse assignado nessa deciso como ma-
gistrado mecobriade vergonba ( apoiados ).
Os reos appellro da sentenea do juiz do direi-
to dada em virtude da deelaracao do jury ; a
relacao absolveu-os !! Isto miseravel E'
contrario letra da lei contrario pratica
dejulgar os poderia ser o parto de supina
ignorancia.. .. ; mas cu nao posso conceder
essa bypothese porquo da propria relacao de
Pernambuco tem partido decisoes cm contrario,
porquo a lei muito clara capratica dejul-
gar em cootrario ; e se foi essa a verdadeira
causa como no Sr. Jos Libanio que assig-
nou-se vencido cabio o raio da aposentado-
ra ? Como outros que foriio do voto vence-
dor nao tivero igual sorte? Estou pois que
nao foi por motivos polticos.
Sr. presidente nao posso deixar de decla-
rar que acho ra^o nos nobres deputados. quan-
do accusSo de parcial este acto do governo. Se
sao verdadeiros os motivos em que se fundao
estas aposentadoras se nao forao outros os
que Ibes dero existencia certamente nao po-
da sem injustica lmitar-se a medida aos tres
individuos cm qacstSc 2H publico pelo mesmo modo persegue a outros
proteccao ( apoiados ). E porquo nao fez isso
o governo? Porque respeitou assim os altos
funcionarios, quo a voz publica constante-
mente aecusa de malversorcs ? Seria por fra-
queza?
Eu quizera qae a maioria toda se levantasso
nesta casa contra essa parcialidade e animas-
so com as suas censuras ao govorno para nao
demorar este passo que elle onrigado a dar
sob pena do passar por parcial. Eu quizera
que o governo dsse ao menos algumas espe-
rances eu qui/.era que todos os deputados pe-
dissem ao.governo quo pensasse sobro o mal
que pode producir osse seu acto tao parcial.
uvi fallar em dar-se ao governo o direito de
aposentar yidependentc do approvacao das en-
maras. A constituido como que exige urna lei
que regule a concossodas mercs pecuniarias;
mas em todo o caso eu acho mellior que vamos
approvando as aposentadoras concedidas de-
pois de maduro exame do que darao governo o
direito do aposentar sern estenossoexamoe ap-
provacao; no primeiro caso dodemos, negando a
nossa approvacao, reparara injustica do gover-
no, e aecusarmos o ministro que referendar o
decreto; no segundo s nos restar o direito de
aecusar.
Os nobres deputados que tanto defendem a in-
dependencia do poder judicial o parecem conce-
der ao governo o direito do remover os desem-
bargadores. Eu neg que o governo tenha este
direito, nenhuma lei Ih'o deu. O governo tem
direito de remover os juizes do diieito, quando
a utilidade publica o exige,mas nao os desombar-
sadores;esse direito importara a quebra da in-
dependencia do poder judiciario, que, segundo
um celebro cscriptor, nao conmisto somente na
perpetuidade das luneeoes; mas tamben) em
nao poderem os juizes serem removidos a alve-
drio do governo. Bastao as remocoes dos juizes
de direito quo so fasem discriuionariamente, o
as vezes com o maior abuso e escndalo (apoi-
ados.)
i) nobre depudado censurou que o governo
tivesse nomeado |iara Miembros das relaces in-
dividuos j indigitados pela fama publica co-
mo por lionustos. Creio que nao se pode faser
carga disto ao ministerio actual. Eu desjra que
o nobre deputado aguardasse a presenta do no-
bre deputado que f z estas nomeaees, para di-
rig! enlao esta censura, para pedir-lho mesmo
quedesse as rasdes por que as fez, por que na
verdade nomeacoes'de desembargadoros houve
tisnadasdesse deleito, e eu estou persuadido
que o seu autor as daria satisfactoria; julgopo-
rem que por isso nao deve responder o actual
gabinete.
Quanto as aposenladorias dos juises de direi-
to, nosei porquo as nao tem havido ; mas o
facto que o governo tem eiercido um poder
peior, qual o deixar magistrados honrados sem
lugares, mandando para os em queelles estava"
empr*gados outros individuos, como por exem-
plo praticou com o Sr. Peixotode Ilrito.
O Sr. P. de frilo:Somonte.
O Sr. Ferraz:Nao; e mais com osSrs. Ay-
ros. Firmino, Felis Kibeiro Rocha, etc.
vista disto considero que o proced monto do
governo, quando fulminou estas aposenladorias
que eu considero um pona e nao urna recom-
pensa, foi injusto, porque so restringi a estes
tres individuos, o respeitou aquellos que estao
cm altas posicoes; e anda o acho injusto por
tl-os aposentado com ordenado por inteiro,
tendo outros sido aposentados por causa deen-
fermidadescomdous teicos e menos. Reprovo
rambem a clausula do decreto porquo estou
persuadido pue a aposentadora urna rnor;
pecuniaria que, segundo a constituido, de-
pendente da approvacao da assembla geral.
COMWIERCIO.
Alfandega.
Hendimento do da 30......... 8:1438789
Detcarrego hoje 31.
Rarca ingle/a James Stuart bacalho.
Brigue-escuna americano AJary farinha
de trigo.
Galiota Gebrueders quejos, batatas, ge-
nehra e lquidos.
Brigue portuguez Conceifo de Marta
pedra.
Movimcnto do Porto.
Declaracoes.
LYCEO DESTA CIDADE.
Manda o Exm. Sr. Bispo eleito o director
lovucoos no aramo bamb de um syslema
do sua adopeo.
Dcimo.
Terminar o divertimento com as posicoes
elassicasde Mr. Hairington emdous e tresca-
elle
fazer publico, que tendo de comecar os exames vallas acompanhado pelo seu I, I lio que el e
do Lvco no da 6 do novombro prximo, de- \ untara em ^Yt^^STCSSm
que se propozerem a examo! representando modelos do escultura Romana e
veraoos alumnos
apresentar os seos roquermemos al o da 4
pelas 10 horas do dia impreterivelmenle: outro
sim quo pelo regulamento ultimo do mesmo
Lyco nelle vedad i a entrada de qualquer
alumno em as aulas de philosophia, e rhetorica
do anno seguinte por diante, quo alli nao tver
sido examinado em latim o nao so neslas au-
las como em todas as outras do referido Lyco ,
Gracas Gregas ; iinalisando com a grande se-
parado a toda velocidad* dos cavados
O precj da entrada para osassontos superio-
res sera de 2:000 por cada pessoa o 1:000
para os meninos que nao excederem de dez an-
no de idade.
As familias que desejarem ter lugar separado
pagaran '*;l)()0 pela separadlo alem da quan-
Ilaver asientos
sem ter sido nelle" igualmente examinado na t,a m*** para cada pesso...
lingoa nacional. Lvco desta cidado 30 de outu- MPraJM l'-^a as senboras as varandas, sern
contacto com os nomeiis esem dillerenca do
bro de 1813. O secretario,
JoSo Facundo da Silva Guimataes.
Navio entrado no dia 30.
Rio-de Janeiro, 24dias, brigue brasiloiro In-
diano, de 223 toneladas capito Antonio
Alvos Marida equipagem 14; carga diver-
sos gneros, a M noel Ignacio do Oliveira.
Navio sahido no mesmo dia.
Ass : brigue brasileiro Jpiter capito Jos
Rodrigues Pinheiro : em lastro.
CIRCO AMERICANO.
CAES DA HUA DA RODA.
Sob a direcgo de M. L. Lipman ,
DIKECTOR EQUESTRE.
O proprietario Mr. Enos Sage, da mui ce-
lebre companhia CIRCO AMERICANO
respetosamente annuncia aos Ilustres bahitan-
es do Pernambuco quo a sua habilissima
companhia equestre e bella collecco de ca-
vados sao ebegadas a esta cidade para darem
alguns espectculos gymnasticos o equestres.
Havendo visitado as maiores cidades da Euro-
pa aonde suas representacoes forao recebidas
com extraordinarios applausos e ltimamente
na cidade da Babia aonde forao Irequenta los
por os circuios mais Ilustres e recebendo de
todas as partes as mais lisongeiras approvaces ;
animo ao proprietario a apresentar a sua com-
panhia perante o publico desta cidade espe-
ranzado em sou generoso apoo bem persua-
dido que aquclles que quizerem nonrar o cir-
co com suas pessoasno s acharo quo merece
todo i mrito tanto em suas difficultosissimas
provas, como na ordem e delicadeza do trato ,
0 n.lo se usar do palavra alguma que possa
offendor o mais delicado ouvido.
Est armado um grande o explenddo pavi-
Ihao capaz de recobor 800 a 1,000 pessoasa
commodo ; contendo camarotes arranjados de
proposito para as familias, quo desejarem estar
separadas tudo com o maior accoio o commo-
didade possivel.
A Arena ser aborta para o publico pelasduas
primeiras noites do da 31 do corronte o 1."
de Novembro.
PRIMEIRA PARTE.
Primeiro acto.
O espectculo principiar pela exposico de
evolucoes figuradas por oito cavados e eavallei-
ros ric ment montados intitulados A
GRANDE ESTRELLA WALTZ. Contra-
danzas e entradas.
Segundo.
Mr. William Harrington o mais joven e-
questre do mundo o menino extraordinaria
por sua idade, apparecer em um bello acto
do manejo, mostrando muita belleza na suo
favorita Egua Julia. -
Terceiro.
Seguir-se-ha um vivo espectculo de valen-
tes exercicios intitulado AMBICA ou A
CONTESTAgAO DA ARENA por toda a
companhia, ajudiada pelo genio cmico do
Palhaco M. S. Lipman.
Quarlo.
O Sr, Oliveira danzar um solo em meio ca-
rcter.
Quinto.
Mr. M. Cloud, apparecer na sua incompa-
ravel represenlacao das cinco mudas personali-
sando cinco carcter s distinetos : 1., Long-
tailBIuo; 2., O Gladiador Romano ; 3.'.
Miss Dinah Rosa ; 4., Ricardo IU Bei de
1 n y la ten a; .'i1, A Fama levando roda do
mundoo emblema da liberdade.
Sexto.
Seguir-se ha Mr Harrington na sua ad-
miravel scena do Indio Americano ou o Sel-
vagem do Norte.
llavera um in(orvallo de meia hora.
SEGUNDA PARTE.
Stimo.
Mr. Harrington o seu filbo apparecer em
brilhantes posicoes gymnasticas. Nenhuma
exhibico no desonvolvimenlo da arte muscu-
lar tem jamis dado maior satisfaco o he
impossivel descrevor adequadamente os feitos
quaso incriveis quo sero executados pelo pa c
filho : a facilidade e elegancia com que elles
patenteo o seus talentos unidos, deixo o es-
pectador maravilbado e cheiode admimeo.
Oitavo.
Mr. M. Cloud apparecer no seu princi-
pal acto de manejo esaltar sobre corroas ,
lencos litas e pannos. &c.
Nono.
Mr.
prec>.
Platea geral sem distinco 1:000. Os bilhe-
tcs so vendern no mesmo circo. As portas
do mesmo estaro abortas as 6 horas e meia da
noite o dar principio o espectculo as 8 ho-
ras em ponto. As pessoas que quizerem man-
dar cadeiras para seus camarotes podem fazel-o
at as i horas da tarde.
Lciles.
Hojo 31 no caes do alfandega, far-se-ha
Icilo de urna pon o do Icijo mulatinho em
lote de tres saccas.
Joo Keller continuar o seu leilaS, por
intervencao do corretor Oliveira de grande
sortimento dela'endas francezas, suissas, e al-
lomas tanlo do seda linlio e l como
do algodo recentemento chegads pelo na-
vio (Jrtense : terca feira 31. -do corren te s 10
horas da manha no seu armazem na ra da
Ciuz.
Avisos diversos.
Por certo inconveniente nao po-
drao correr houlcm as rodas da i."
parte da i lotera de S. Pedro
.M irtyr de Olinda o que ter lu-
gar lioje infdllivelmente pelas n
horas e meia do dia e o resto dos
hilhetes achao-se a venda al as 11
liorns, as lojss dos Sis. Menezes,
Vieira Gomes da ('unha Morei-
ra Marques c no consistorio da
igreja.
LOTERA DEN. S. DO UVRAMENTO.
As rodas desta lotera ando infallivelmente
no da 0 do novembro do corrente anno o oh
bilbetes acho-se venda nos lugares do coslu-
mc.
SOCEDADE -;'<"
PfllLO-DRAjVTATICA
O primeiro secretario desta scciedade lembra
aos Srs. socios que amanhaa pelas Chorase
meia da tarde ha sessao ordinaria.
--O abaixo assignado tendo mandado na noite
do dia 29 do correte para a villa do Caboum
portador seu a cavado levar ao advngado Munoel
Antonio Uoolho de Almeida uns autos do li-
bellocivel de nuliidadede testamento entre par-
tes Miguel Arcanjo, Henrique Malheiros de
Mello, D. Mara Magdalena de Moura, e Fran-
cisco Ferreira de Barros Campello, e outros,
soulie boje pelas duas horas da tarde por boca
do proprio portador que elle fra atacado no lu-
gar do Pao-seco, | perto da ponte dos Carva-
valhos s duas para tres horas da madrugada
por tres ladres que Ihe tomaran o cavado em
quo ia, de cor russo-pombo com a marra S. I.
na p direito, carnudo, assim como um (landres
com os sobieditos autos ja despachados pelo ad-
vogadoda'parte, urna nota deste dirigida ao
procurador Almeida, urna cariado abaixo as-
signado com SO,000 rs. em sedulas, dirigida
tambem ao mesmo procurador, e oulra a Luis
Pires Ferreira, e porque o abaixo assignado
tem todo interesse em saber dos autores des-
te attentado, o (Te rece cem mil res a quem Ihe
trouceros sobreditos autos, ou mesmo a quem
quer que Ihe d 'noticia exacta deste acon-
tecido prometiendo guardar spgredo se Ihe
for mister. Domingos Pires Ferreira.
= Agostinho Hennques da Silva e Claudio
Dubeux na quali lado de administradores da
casa do fallecido Jos Gomes da Sil a por an-
tori/aeo da viuva do mesmo aviso aos Srs.
credores da dita casa para que hajo de com-
parecer no da quinta-feira 2 de novembro as
4 horas da tarde na ra de Hortas n. 22 ,*afim
!
de con hoce rom o estado da mesma e delibe-
age appuieceiu as suas eicgauivs c- laicm a >Cpc:
...II.,... ni - vw.vllUVlVUti


O fiscal do bairro deS. Antonio avisa nos
possuidores do caes que possa a oxccutar a
postura, que prohibem andurem pelas ras da
cidade caes sem alcema e coleira.
Aluga-se o segundo andar de um sobra-
do, por proco commoJo: na ra Direita n. 24.
- Alugao-se 3 moradas de casas no sitio do
Cajueiro para so passara festa ou por anno ,
e um sobrado na Passagem da Magdalona com
bons commodos, e banheiro prompto para se
tomar banho ; a tratar no sitio do Cajueiro.
= Precisa-se alugar por todo o tempo da
safra 5 ou seis negros para trabalharem em
41
um armazem de assucar; na ra da Moeda
. 15.
Quem annunciou querer comprar um
bote dirija-se a Fora-de-portas n. 50.
= Aluga-se o sobrado de um andar e sotao
da ra da Roda n. 42 com bastantes com-
modos ; a tratar as Cinco-pontas n. 90, com
Joao Jos do Monte.
Aluga-se por tempo de festa urna casa
terrea de pedra e cal sita no Monteiro con-
fronte ao oitao da igreja de S. Pantaleo com
suficientes commodos : na ra do Queimado
D. 11.
Quem precisar de um quartio selado,
para passar a festa bom carregador e muito
manco para ao depois entregar dirija-so a ra
Bella sobrado novo ao p da maro at as 9
horas da manha.
Pravine-seaoSr. F. J. S. P. que quei-
ra darcumprimento ao trato que fez na loja
nova franceza da ra do Cahug n. 6, do con-
trario se publicar o seu nome por extonco.
OSnr. Manoel Hilario dirija-se a ra
do \morim n. 35 queso Ihe deseja fallar a
negocio de seu intercsse.
Ninguem compre a casa da ra do
Vigario perlencento ao casal do finado Miguel
Ferreira de Mello, para se livrarem de que
apparecao capadocios o Bernabs exigindo e o
que Ibes pertence sem indignidades, nem
mgicas.
Joao Germano do Espirito Santo faz sci-
enteaquem convier, que he foreiro de um
terreno de 40 palmos no Manguinho, afora-
do a fallecida Josefa Joaquina de S. Anua, o
boje de seus berdeiros e como estoja a dever
2 annos vencidos da quantia de 25a600 e
nao sabe a quem deve pagar, por iso fax o
presente annuncio para quem tiver direitode
receber Ihe aprosontar no praso de 8 das
documentos competentes, do contrario reco-
Ihera no deposito eral, para delle receber
quem se achar habilitado.
O Snr. Major Fernando da Costa queira
comparecer na ra di Cadeia velha n. 35 para
concluir o negocio que nao ignora.
Precisa-se de um caixeiro para vender fa-
zendas pidas ras : na ra Nova n. 52.
Ofereee-se urn rapaz portuguez para
caixeiro de loja de fazendas do que tem prati-
ca ou de escripia, e da fiador a sua conducta;
quem o precisar dirija-se e ra do Cabuga
n. 1.
Precisa-se de um criado para bolieiro:
na ra Imperial n. 116.
Quem annunciou querer comprar urna
canoa de conduzir familia dirija-se a Fora-
de-portas ra do Pillar n. 137.
Quem precisar Je urna ama de leite di-
rija-so a Fora-de-portas alraz da Igreja do
Pillar, em casa de Joao Antonio do liis.
Precisa-se de um feitor que trabalhe
de encbada entcnd de plantacoes d fiador
a sua conducta para se Ihe entregar um sitio
com todos osseus pertences: na ra do Colle-
gio o. 6.
A irmandadede S. Benedicto, erecta no
convento de S Francisco tem para arrendar
urna propriedade de dous andares sita na ra
da urna do Recife com bom armazem para
negocio, aqual precisa de concert; quem
quizer arrendar a dita casa obrigando-se aos
concertos dirija-se a mesa da irmandade nos
dominaos.
Roga-se a corto morador da ra do Ca-
bug que por obsequio queira dar providen-
cias, aliuide se nao fa/erem despejos de sua co-
zinha as frentes da loja da mesma roa, pois os
donos das mes.has lujas nao sao s*sus criados e
no caso de continuar se publicara o seu no-
me por estenco e se usara dos meios, que
competir.
= OSr. Jooo Malaquias Pacheco queira
annuciar sua morada que se Ihe deseja fallar
a negocio do seu intercsse.
Em casa de Avrial Irmos na rus da Cruz
n 20 sunscreve-sc para o Jornal do Commercio
do Ri de Janeiro ; e na rnesma casa vendem-
se colleceoes das leis do imperio do Brasil des-
de 1822 at ao presente o Museo Universal,
urna quantidade demui bem esrolhidas novel
las, e oulros muiios iivros de reereio e ins-
truirn impressos no Rio de Janeiro em casa
deJ. VilleneuteftC*
Algum metre alfaiate que quizer ter
T US i-uuipaiiuia U |/uiuu UC 6 iIIIIUS,
kom principios do mesmo officio com a con-
dieao de acabal-o de ensnar dando-lhe so-
monte o sustento ; dirija-se a ra da Guia n.
31 segundo andar.
Tendo-se no dia 27 do corrente dado na
ra da Cruz na casa de J. Keller aura preto
ganhador, para entregar a Antonio Joaquim
de Azevedo na ra do Queimado 3 carios
contendo 15 duzas de lencos de soda e algo-
da o e um cartao com 31 pecas de oassa ada-
mascada e como o mesmo Azevedo nao tenba
recebido ha todo o lugar de se suppor, que
o preto entregasse a oulra pessoa por engao ,
e portanto roga-se a quem tiver noticias destax
lazendas o favor de avisar na ra da Cruz n. 18
na casa cima que ser recompensado.
No dia 30 do corrente das 11 horas para
ao meio dia perdeo-se urna lettra de 488S102
rs. sacada polo abaixo assignado e acceita
por Antonio Francisco dos Santos Braga, pri-
meiro pagamento de 1:953,609 rs. que he
devedor a Antonio Ferreira da Silva, da ci-
dade de Santos em conformidade cora a con-
cordata feita no anno p. p. entre o referido
Braga e seus credores ; a mencionada lettra li-
nda ja o recibo do annunciante quem a achar,
o quizer ter a bondade de restituil-a o poder
fazer na ra da Cadeia do Recife n. 47, primei-
ro andar, na esquina da ra da Madre de Dos,
que ser gratificado ; certo, de que o acceitan-
to se aeha prevenido para nao pagal-a senao ao
propriosecador. =Manoel Jos Machado Ma
Iheiro.
Precisase de um rapaz portuguez de
idadedeH annos para caixeiro de loja de
fazendas ; as Cinco-pontas n. 56.
= Da-se dinheiro a premio, mesmo em
pequeas quantias sobre penhores de ouro ,
ou prata : na ra Nova n. 57.
VE1TCH BRAVO &Ca
Vender na sua botica e armazem de drogas ,
na ra da Madre de Dos, n 1.
A prepararan seguinle por preco muito com
modo, e de superior qualidade.
Colirio nnte-ophthalmico.
Este medicamento tem as mais enrgicas vir-
tudes para destruir com os bons e lelizes re-
sultados que a longa experiencia tem mostra-
do ludo quanto sao nevoas, bebdas, infla-
macoes, e outras dooncas d'olbos, em que nio
he preciso para seu curativo radical usar dos
meios operatorios que a arte em taes casos
indica, e a que o doente necessariamente re-
corre. Um sem numero de pessoas podem at-
festarcom verdade os salutares effeitos d'appli-
cacao deste remedio prodigioso ; tai.to em dif-
erentes partes do Imperio donde tem sid pro-
curado como em algumas partes da Europa
onde seu uso he ha mais tempo conhecido.
Na rnesma casa tambem se vendem tintas
e todos os outros ohjectos de pintura ; vermzes
le superior qualidade, entre elles um perfec-
tamente branco, e que so pe applicar so-
bre a pintura mais delicada sem que produ-
za alteracaoalguma em sua cor primitiva. Ar-
row-Root de BermudaSag Sabonetes -
SabSode WindsorAgua deSeidlitz Agua
de SodaAgua de Seltz Limonada gasoza ,
Tinta superior para escrever Tinta para
marcar roupa Perfumaras ingle/.as Fun-
das elsticas do patente Escovas e pos para
denles Paslilhas de muriato de morphina ,
e ipecacuanha Paslilhas finissimas de hor-
tcl-pimenta Paslilhas de bicarbonato de
soda e gingibre. As verdadeiras pilulas ve-
gelaes universaes do D.r Rrandreth vtadas
deseu aiitbor nos Estados-Unidos, <&c &o.
= Aluga-se um sobrado com muitos com-
modos. urna pessoa capaz ; na ra da Sen-
/alla-nova n. 42.
= Jos Joaquim Bernardes, retira-se para
fora da provincia.
= Alu^a-se o segundo andar do sobrado do
beco do Pene-frito n. 5 ; a fallar na venda por
baixo do mesmo.
Mara Joaquina de S. Thom professora
substitua das cadeiras de primeiras lettras d
meninas, ensina particularmente ler, escrever.
contar, arithmetica o diversas qualidades de
costuras; tambem recebe em sua casa algumi.s
meninas de pessoas que moro fora da cidade,
ou que morando nella as queirao confiar a
suaeducacSo: q lem pretender utilisar se de
seu prestimo dirija-se a ra Direita n. 64.
Compras
Compra-se um casal de pavoes : na ra
da Cadeia do Rccie loja de lazendas n. 37.
Comprao-se efectivamente para fora da
provincia mulatas, negras o moleques de
12 a 20 annos sendo bonitos pagao-se bem :
na ra Nova taja de ferragens n 16.
Vendas.
\ Vfuue-se por preco commodo na iivraria
da prac a dandependenca ns. 6, o 8 as seguin-
tes obras: Theorie des gouvernements par
Beanjozer, 2 v. ; Correspondence politique
'et litteraire de Benjamim Franklim 2 v. ;
Traite de legislation par Comte 4 v. ; Dos
confuta ou empitement de L autorit ad-
ministrativo 2 v. ; De l'Admieistration de La
justice criminelle en Ang'eterre 1 v. ; De
l'organisation judiciaire por Bentham Essai
sur la constitucin pratique 1 v. et Le
parlement d'Angleterro, 1 v. ; Blair Cours
de rhetorique et bellas lettres, 2 t. ; De
l'education par Campem 3 V. ; Nouveau
Code des prises 4 v. ; Commentares sur les
lois Anglases par W. Blackstine, 6 v. ; Mi-
langes politiques et historiques relatices aux
evenemens contemporains, 3 v. ; Defense des
constitutions americaines, par Adams 2 v.
Vende-se urna porcao de azeite de carra -
pato milho em sacca a 4i rs. e o alqueire
a 1920 farinha da Moribeca a 5S rs. a sacca ,
dita mais inferior ai, rs e 3200; no depo-
sito de farinha na ra da Cadeia de S. Anto-
nio n 19.
Vende-so muito bom rap de Lisboa a
3500; na ra da Cadeia do Recife loja de
Jxio da Gunha Mag dhaes.
* Vendem-se bramante de puro linho ,
igual ao maissuperor panno de linho ,
brim trancado de quadros, e de listras, a mc-
lior fazenda nesle genero que tem vindo de
Kran a brim trancado, e liso branco o de
coros, dito preto ordinario bretanhas de li-
nho puro de 6 varas, chapeos de sol de seda
chitas de diversas qualidades camisas de meia,
cortes de chitas superfinos um completo sor-
t i monto de chales de chita, cassas, cambraias,
e fil de linho de 9 a Hquartas, outro igual
sortimento de cassas lisas finas bordadas e de
quadros, entre estas ha de superior qualidade
propria para vestid o, cambraias bordadas e ada-
mascadas casimiras inglezas de bonitas cores,
ditas francezas e elsticas fustao riscado, e
lavrado, fil liso de linho franja branca de
algodao gorgurao para col lelo hamhurgos
branens, e lisos um completo sortimento de
lencos para algibeira e pescoco de senhora ,
sendo encarnados, de cass'a hranca lisos e bor-
dados pretos de fil de linho para meninas ,
le se ti ni para grvala luvas inglezas e fran-
ezas de pellica, seda e alsndao, curtas, o com-
pridas para homom e senhora mantas de gor-
gurao para grvala e tambem servem para
col lotes, mantas de garca meias do algodao
brancas, e de cores para homem e senhora e
ditas de seda francezas, e inglezas, ditas de
algodao para meninos e meninas de 6 a 12 an-
nos e ditas abortas para meninas de 1 a 12
annos, e ditas curtas para meninos de 4, 5, e 6
annos, ditas mescladas para ditos de 10 a 12
annos mcias de linho bordadas e abortas para
senhora, esta fazenda he da mais alta perfeicao,
fabricada pelas religiosas do convento de S.
Clara em Coimbra merino preto fino ma-
dapolao enfestado, pannos de la de diversas
cores e qualidades palatilhas de puro linho, e
de algodao pecinhas de fil de linho, sarja de
seda hespanhola selins francezes seda de
diversas qualidades para vestidos de senhora, e
colletes vestidos de cambraia bordados e
alem destas fazendas ha outras militas de di-
versas qualidades ; na luja de Manoel Jos
Goncalves Braga junto ao arco de S. Anto-
nio n 2.
Vendem-se dous conloes de ouro com
20 e tantas oitavas cada um sem feitio; na
ra das I rincheiras n. 18.
Vendem-se dous negros de meia idade ,
trabalhadores de encbada ; um moloc-ote ; e
um negro bom olcial do sapateiro ; todos sao
de nacao ; na ra de Agoas-verdes n. 70.
= Vende-se urna escrava de nacao, engom
ma bem, faz rendas de todas as qualidades .
cozinha e cose ; na pracinha do Livramento
n. 50, primeiro andar.
= Vende-so urna escrava de nacao de 25
annos engomma, cozinha tanto de forno co-
mo de fogo e he lavadeira ; e um moleque
de naci de 15 annos, ptimo para todo o
servico; na ra Direita n. n. 3, primeiro an-
dar.
Vende-se um^ negra de nacao, de 35
annos boa lavadeira co/inheira o ptima
quitan.leira : na ra dasCru/es n. 41, segun-
do andar.
Vende-se um moleque urna negra e
urna mulata com habilidades: na ra Velha
n. 111.
= Vende-se um sitio na Capunga amar-
gem do rio Capibarihe com casa de pedra e
cal com sotao toda envidracada propri
para se passar a festa e outras muitas vanta-
gons favoraveis. que

na travessa da Madre de Doos n 13
as Vendem-se saccas com farinha do man-
dioca a 1600 e 2000 ditas com arre a IOS
rs. e a 2200 a arroba : na ra da Cadeia-ve-
lha n 35.
Vende-se gelo a bordo da escuna Eu-
roos fundeada defronte da cscadinba da Alfan,
dega onde estar sempro um bote ao servico
dos compradores.
= Vendo se um diccionario da lingua fran-
oeza por Napolen Landais, obra utilissima
para quem se quer a perfeicoar na dita lingoa
na ra do Cabug n. lo defronte do corieiro'
Vendem-se chapeos brancos, e pretos de
castor, os mais modernos, o os melhores pnssivel
a 7i ; na ra do Queimado, loja n. 25 d
Guilherme Sette.
\.= Vendem-se machinas de vapor de 3 4
e 5 cavados moendas para agoa e animaos
laxas de ferro balido por preco muito com-
modo, formas de ferro, e urna prensa hydrau-
lica para descarossar algodao : na ra da Sen-
zalla-nova n. 42 casa de Fox & Stodart.
ss Vende-se urna preta de nacao de 2$
annos, parida de 10 mezes, sem a cria com
muito bom leite para criar, c tem algumas ha-
bilidades : na rna Nova sobrado n 55 das
6 as 9 horas da manha e das 3 as 6 da tarde.
= Vende-se um relogio de ouro horison-
tal com cadeias tambem de ouro, bom re-
gulador o por preco commodo : na ra alraz
da matriz da Boa-vista n. 29.
= Vende-se urna mulata, e urna negra, mo-
cas ecom habilidades : na ra Velha n. 111.
= Vendem-se bichas de superior qualida-
de ltimamente chegadas de Hamhurgo, por
preco commodo : na ra Direita esquina do
beco deS. Pedro n. 14.
ss Vende-se urna casa terrea de pedra e
cal, em chaos proprios na ra Direita n.
87 ; um sobrado do um andar ainda novo
em chaos proprios. no travessa do Sarapate
n. 12; um sitio de trras proprias, casa de
tijolo cacimba com boa agoa do beber bas-
tantes arvores de fruto na estrada do Arraial,
quasc defronto do sitio do fallecido Joao Car-
los Pcreira de Burgos o qual se vende muito
barato por a casa precisar de concert e o
dono nao poder fazel-o : na ra de Agoas-ver-
Jesn. 18.
= V ende-se excellente bolaxa de primeira
e segunda qualidade pelos precosde 10, 11 ,
o 14 patacas por arroba e em porcoes matares
se vender mais em conta ; na rua dos Quar-
leis, padaria n. 18. Na rnesma se vende mui-
to boa farinha para bolaxa de 14,8 o 1BR rs.
por barrica.
Escravos fgidos.
= Fugio no dia 30 de Janeiro do corrente
anno um mulato acabocolado claro, de no-
me Cosme baixo e reforcado do corpo re-
presenta de 16 a 18 annos: levou camisa de
riscado ja desbotndo calcas da mesma fa-
zenda quando falla inclina a cabeca para a
banda e a boca da mesma forma desconfia-
se que esteja en. algum lugar para o mallo a
titulo de forro ; quem o pegar leve ao largo
do Corpo Santo n. 11, que receber 150.8 rs
de gratitaacao.
Fugio da villa do Sobral, provincia do
Cerara no dia 13 de julho do corrento anno
um molato do nome Francisco baixo e secco
cara pequea, sem barba cbelos pouco pi-
xahim pernas finas, ps pequeos e os dedos
dos mesmos curtos sabe ler e escrever he
oleiro de telha e tijolo, leva um surrao de c'ou-
ro de ovelha um chapeo de curo velho
urna carniza de chilla azul. e outra de algo-
daoznho; quom o pegar leve-o o seu Sr.
Gregorio da Rocha Macicl, morador na mes-
ma villa ou Manoel Goncalves da Silvana
rua da Cadeia do Recife que ser bem re-
compensado.
No dia 26 de Julho de 1838 ausentou-so
desta cidade um preto de nome Antonio, do
W annos, de nacao Cabinda crtr fula esta-
tura ordinaria pouca barba pescoco com-
rfmdo, hombrosdescidos, ps grandes, com
urna pequea falta de cabellos proveniente de
urna pedrada oucutilada, que Ihe derao na
aboca, e o dedo pollogar de urna das mos
delTe.luoso por causa de um panaricio que
leve; loi muito lempo servente de pedreiro ,
era ganhador da rua ecanoeiro ; bem conhe-
cido por Antonio .Vorit.eca por ter sido es-
lavo do fallecido Joao Paulo vigario dessa
Iregues.a ; nao foi mais visto nesta cidade ;
mas agoraconsta ler andado por Alagoas: quem
o pegar leve a rua Direita n. 83, que ser gra-
tificado.
Desapparcceo na tardo do dia 29 um
moleque de nome Miguel de naco Mocam-
t.ique, de 13 annos cara comprida nariz
chalo, olhos grandes he sarjado em cruz na
testa lem um signal no peilo esquerdo oue
parece sor um S ; levuu calcas de algodao a/ul,
billa muito aplicado que parece criouio ';
quem o pegar lee a rua larga do Rozarlo, de-
fronte do quartel da polica casa aonde se faz
sigarro n. 15, que ser recompensado.
Rbcifb: ka Tp. de i. F. os Fama. =1843.