Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04312


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Full Text
Anuo de 1843. Segunda Fefra 30
Tudo agora depende de noa meamoa; da noita prudencia, moderado, energa: con-
tiauemoi oomo principian, e aeicmua aponladoa rom admirara enlre Nagea aaaia
i- ,l:aa. ( Proclamas o da Aasemblria tieral do Bisil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, e Parahyba, secundas e sexlaa feiraa. io Grande doNorle, quinta feiraa.
Bonito e Garenhune, a 4t e 24. ... ., ...
Cabo, Srinh.\em. Kio Formse, Porto Cairo, Maeeio, e AlaRoai m1,H Jl,
Boa-rutan Florea i3 2i. Santo Anlio quintaa feiraa. Ohnda todoa oj di.a.
DAS DA SEMANA.
30 Stf. a. Serapiao B. F. And. do J de D. da l. .
31 Terg. jejam a. Quintino M. Re. Aud.do J. de D.da3. t.
4 yuart. : Fasta e todo* o* bunios.
2 Ojlnt. CommemoMOo dos defunlos a, Victorino M.
3 Sex. a. Malaquias il Aud do J. de U na 2. y
-i S.b. a. Cario Horromeo H. Ral. And do J. d. T). da 4- t.
D'>a. Zacariaae a. liabnl paia des. Joao Baptiata.
de Outubro Anno XX.AN. 9SU
O Dllo publioa-ae todoa oa diaa que nao forera Santifieailne: o preco da ,*"*'",l0",ot
detrea mil reii por quarlet pa?oa adiantadoa Oa annuncioa doa *!**" '""'.
rralia, eoadoa que nao foremk raaao de sO'reia p r linba. As IwlaaaaqfiM deten r
gidaa a eala Tip., ra da Cruiea N. 34, ou apraoa da Independencia loja Je litftaJ >>.
CiMaios
Cambio aobra Lonin 26 d.
Paria 37 J raa por franco >
Liabc'ia 110 por 100 da premio.
.No dia 7 de Outubro.
Ooao-Moada da 6,400 V
t.
da 4,000
PllTA-Patacoaa
FeoaColnmi-aree
ditoa Mesica-'
compra
16 5
46..100
y OJO
t S00
I, 0 t.rO
Mneda de cobra 2 por canto
Idamdletraedeboai firaaa 1 a 1 li %.
PHASES DA LA NO MEZ DE OUTUBRO.
La Cbeia i8, 8 boraae 57 m. da ma0b I Lu ora 23, ka Sburaa el G m da m.
Quart. miag. 16, a U boraae 30 m. dam. | Oaart.creac. 31), o. 24 m dam
Preamar de hoje.
I, a 10 boraa 5 m. d aaanhSa. | Z. a 11 boraa 18 m. da larda.
renda.
17 7u(F
t<; 000
tf tOU
i s2U
. StO
%


PARTE OFF
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 23 DO COR RENTE.
Portara Dividindn, em consequencia de re-
presentado do diere de polica interino, a fre-
guesia da cidade da Victoria em dous districtos
de polica, o primeiro, que comprehender o
do primeiro batalna da guarda nacional, com
a dciioniinacaddcdislricto da cidade da Vi lo-
ria, e o segundo, que encerrar o do segundo
balalhad.com a de Tamoat-merim. Nomea-
rad-se os cidadads .1 nao Nepotnoceno Paes de Li-
ra, o Christova Dionisio de Barros subdelega-
dos, este do segundo, e aquelle do primeiro dis-
tricto, conlorindo-se-lhe ao mosuio lempo a no-
meacao de primeiro supplente do delegado do
..termo de Santo Anlao; para supplentcs do sub-
delegado do primeiro districto, em primeiro lu- 1
gar Jos Marqucsdc Almcida, em segundo Ma-
noel Duarto da Cosa, em terceiro Virginio Car-
ni'iro Lea, em quarto Manoel Ferrcira de Mo-
raes, em quinto Manoel Severinoda Albuqucr-
que, e co sexto Domingos da Costa e Silva; pa-
ra supplentcs do do segundo, em primeiro lu-
gar Jos de Barros Correia, em segundo Fran-
cisco de Barros Correia, em terceiro Manoel dos
Prazeres Barros, em quarto Gervasio Eugenio
Simes, em quinto Jos Mondes Carneiro Lead,
o em sexto Zacaras Rodrigues de Souza ; e of-
flciou-se a respeito ao chele de pi licia interino,
sobre cuja proposta se fizera estas nomeaedes.
das at 3 conforme a torca para aquellas dili-
gencias de momento que tivessem lugar as im-
mediaces dos quarteis. ou das guardas, dando
os referidos ofliciaes d'estado, e commandantes
de guardas conta as partes do dia seguinte
dos auxilios prestados, a quera, para que fim,
e qua! o resultado.
Dito Aocommandanto do batalhad de in-
fantaria de guardas nacionaes destacado, exigin-
do com urgencia um mappa do fardamento pe-
queo recebido do arsenal de guerra, com decla-
rado da respectiva importancia, e urna retacan
das pracas que havendo desertado, levarad far-
damento grande e pequeo, mencionando o va-
lor das pecas.
Portara Mandando excluir do batalhao de
infuntaria de guardas nacionaes destacado o sol-
dado Joaquim TheoJoro do Espirito Santo, por
ter servido 18 mo/es, esero nico arrimo de
sua nifii pobre e viuva.
Dita Mandando dar banca, por ter acabado
n tempo de servico como voluntario, ao solda-
do da quarta companhia de artilharia Virissimo
Jos da Silva.
Com mando das Armas.
EXPEDItNTE DO DI a 18 DO CORRENTE.
Ofticio Ao inspector da thesouraria, pon-
dcrando-lhe, que seria conveniente suspender o
pagamento do sold ao alferus reformado Anto-
nio Soares Barbosa, que cunstava ter fallecido na
cidade de Goianna dous ou trez mores, certo
que ao delegado respectivo passava exigir as
neuessari.is informaedes respeito.
Dito Ao delegado da cidade de Goianna ,
procurando saber se com effeito toha fallecido
o alferes reformado Antonio Soares Barbosa, e
pela afirmativa desde quando, afim de ser esta
oceurrencia averbada nos seus assenlos.
dem no da 19.
Offico Ao Exm. Presidente, informando o
requerimenlo do lente reformado Manoel Jos
da Silva Lcite, que supplicava ao governo im-
perial o pagamcuto de vencimentos que deixou
do receber, durante o tempo que esteve destaca-
do na ilha de Fernando, o dos quaes nao tein
sido pago por falla de consignacad.
Dito Ao inspector da thesouraria, commu-
nicando-lhe, que o Exm. Sr Presidente por des-
pacho de 18 do corrente conceder licenca, pa-
ra ir corle, ao major de artilharia reformado
Fernando da Costa.
Dito Ao commandante do batalhad de ar-
tilharia, mandando organisar novo ajuste de
cuntas de indas etapes, que se estad devendo
II pracas que rccolhera da ilha de Fernando
em abril do anno prximo passado, junUndo
conta os originacs das guias que troucerad, li-
cando copias no archivo do batalhad, visto ter-
se desemcaminhado o ajuste feilo naquelle niel.
Portara Mandando dar baixa, por ter a-
cabado o lempo de servico, que eslava oliriga-
do como voluntario, ao soldado da primeira
companhia do balalhad de artilharia Mananto
Pereira de Brito.
dem do da 21.
Offlcio Ao Exm. Presidente, dando-lhe a
infuriiiacad, que pedir em despacho do 19 do
corrente, sobro nao ler o commandante da guar-
da do consulado prestado no dia t6 o auxilio,
que Ihe loi deprecado por parte do subdelegado
dobainodeS. Fr. Pedro Goncalves do Kccife,
recusa que foi motivada em nao terem as guar-
das orden para darem taes auxilios. Conclua
sigdilicando-luc, que julgando conveniente que
a tropa de linlia coad^uvasse a polica nos casos
urgentes, em que a morosidadu as diligencia*
podesse occa.ionar a escpula do um criminoso,
ou o peipetrinenlo de um delicio, que se po-
deria ler prevenido, passara oidem aos corpos.
e guardas dagllafnieto no sentido da copia que
Ineremeltia; isto que os olllciaes de estado
dos corpos se prestassem as requisiedes que pes-
soalmente Ihe liouvessem de lser ochefe de
Dollcia. delegados, e subdelegados, lornecendo-
Thesouraria da Fazcnda.
EXPEDIENTE DE 14 DO CORRENTE.
Officio Ao Exm. Presidente da provin-
cia, informando o requerimenlo de Marcelino
Antonio da Silva em que pedio licenca para
vender ao bacharel Joo Antonio de Souza Bel-
irao Araujo Peroira o terreno de marinha na
ra da Palma deste bairro.
Dito Ao director do arsenal de guerra, pe-
dindo, enviasse com brovidade, urna nova con-
ta, em que se mostrasse a despeza leila edm as
luses de cada um dos corpos de guarda tiesta
provincia e numero de luses, qu a cada um
se fornecia por nao satislazer a que enviou, ao
exigido no Imperial Aviso do 28 de junho ul-
timo.
..........MM~m^MMammiamMamMmWaml
INTERIOR.
SENADO.
Discurso do Sr.' Vasconcellos na sesso
de 5 de telembro.
O Sr. Vasconcellos : Sr. presidente cu
n5o desejo que se sangre o povo obrigando-o
a sacrificios desnecessarios; cstou prompto a
votar por todas as economias urna vez que
so mostr sua possibilidade sem comprometti-
mento do servico ; mas tem-se demonstrado
em detalhe a possibilidade dessas economias?
Disse o nobre senador ( o Sr. Vergueiro ) :
Ao governo compete propr as economias : elle
est inteirado de todas as particularidades de
todas as necessidades ; elle pois o competente
para fazer reducedes quo nao arrisquem a cau-
sa publica. Ora se o nobre senador nao se
considora babil itado para propr as redueces
por falla de esclarecimentos como assevera
que ellas sao possiveis ? A censura taita pelo
nobre senador ao governo com a qual justifi-
ca o seu voto negativo a todos os novos impos-
tos odisperdicio da administrado ; entre-
tanto, confessa o nobre senador que nao pode
propr senao om duvida as economias! Deduas
urna ; ou o nobre senador tem pleno conheci-
mento de que se pode fazer nao poucas e impor-
tantes reducedes as despezas publicas e nene
caso me parece que as deve propr; ou entao o
nobre senador nao teih certeza e cnto pare-
ce-mequo ha alguma temeridade em aecusar
o governo de nao fa/.er economias.
Eu nao tenbo conbecimento do estado da
administradlo ; cstou persuadido que algumas
economias podem ser taitas ; n3o as tenbo pro-
posto por urna raz3o por entender que as eco-
nomias que se podem fazer em um ramo da
administraco devem ser empregadas em outro
servido ; por exemplo na repartidlo de es-
trangeiros entenda eu que alguma economa
se podia lazer as legacdes da Europa ; mas
tambera entendo que necessario augmentar
legaedes na America. A--sim de que serve
propr urna redueco neste sentido ? Se eu
propozesse por exemplo a rodueco da lega-
cao da Kussia doTurim ououtras, seria no-
fministrnco para as cmaras, chamar a direccSo
das relacocs estrangeiras para o corpo legislati-
vo por isso que seria dizer ao governo:
Vos nSodeveis ler urna legncao em tal parte;
deveis ter urna cm tal outra &c.; sto o
que nao convem ; ao governo encarregado
das legacSes exteriores, que compete esta-
belecor as legar-oes onde convier aos inlerosses
do imperio. Estou convencido de que se
alguma reduccao nesta repartidlo pode ser taita
om as legacoes da Europa esse sobejode des-
pezadeve serempregado as legacoes da Ame-
rica ; por tanto nao tenbo proposto economa
nenhuma neste sentido.
Tratando em particular do imposto que hoje
se discute isto do accrescimo do direito de
ancora em quo segralo o parecer da com-
missao do senado que ainda nao !oi contraria
do nao deve exceder a 20 rs. raais eu fiz era
outra occas;3o o calculo mostrando quo a-
inda contando este imposto sempre no termo
mximo, isto cincoenla dias de demora
de cada embarencao n3o exceda nesse tempo
a \n rs. por tonelada. N5o quiz eu quan-
do apresentei este calculo mostrar que outro
devia ser oteimoquose devia adoptar para
o fundar ; pelo menos o termo medio do 5
dias era mais apropriado para o calculo. Era
um peridico que se publica nesta corte em
lingua estrangeira c que nao snspeito de
querer attenuar o grvame do imposto so as-
severa que os barco americanos nao se demo-
rao em nossos portos mais de dez dias e sa-
bido quanto avulla o commercio americano cora
o Brasil. O imposto pois so tomarraos o ter-
mo medio ficara quasi iraperceptive! para o
contribuinte e a nacao ganbar nao pouoo.
Mas o nobro senador disse : este imposto
vai gravar a agricultura Supponbamos que
o imposto recabe ssobre a agricultura, e s
sobre essa especie de agricultura a que o nobro
senador chama de exportacao ainda assim era
t3o insignificante que ella nao se podia reten-
tir delle. Mas quo prova nos da o nobre sena -
dor deque este imposto vai recahir s sobre a
agricultura e s sobre a de exportacao ?
Muitos navios ( diz o nobre senador ) vm ao
Brasil na esperanza de obter vantajoso frote na
volta ; se pois augmentarmos o imposto de an-
coragem elles bao de augmentar esse Irete ,
o por consequencia reduzir o preco dos nossos
gneros. Quem nao v tiestas razoes urna se-
rio de asseveraedes a que so podemos dar crdi-
to pela autoridade do nobre senador, tachando
os ollios s regras ao systema de escolas muito
respeitaveis, ao da escola moderna por exem-
plo que jul^ia que todo o impsoto tem urna
forca expansiva sobre todos os cidadaos ainda
quo n3o recaa senao sobre certos? Esta opi-
ni5o fundada na natureza do bomem ; todo
aquelle sobre quem carrega um onus um en-
cargo desoja alliviar-se delle repartindo-o
com os mais. Como pois que s neste impos-
to que nao ha de haver esse desejo que s
neste imposto que ha de baver privilegio de
sobrecarregar exclusivamente a agricultura e
a agricultura do exportacao ? Temos urna esco-
la moderna que tem discpulos numerosos e
que nos demonstra quo o imposto rvcahe sem-
pre sobre o consumidor que elle quem vem
sempre a pagar. Eu nao emitto o uieu juizo
a respeito das diversos escolas, nem para isso
estou habilitado ; mas dse jara que quando se
quizesse estabelccer tbeorias novas, se demons-
trasse que as existentes tem caducado j. Por
quo razao pergunto eu hao de os navios
que vm ao imperio augmentar s os retes?
Por que raz3o nao bao de augmentar o preco
dos gneros que importao? o productor, o
negociante, que manda ao paiz pagando niaior
frele pela elevac3o do direito de ancoragem ,
procurar desonerar-se.augmentandoo proco da
mercadura ; esta luta natural,dA-se era todos
os gneros de pioducc3o,e sobre quem recabe o
imposto sobre o consumidor, salvo em alguns
casos mui particulares. Admiltida a doutrina
do nobro senador cahem por Ierra todas as
lativo geral. At ao presento nos temos posta
a oossa esperanca nos direitosde importacSo.
O Sr. H. Cavalcanti : Esti bem a-
viado. [Continuar-se-ha )
PERNAMBUCO.
Tribunal da Rolacao.
SESSA' DE 27 DE ODTDBRO DE 1843.
Oaggravode petico da 1.a varadociveldes-
ta cidade, dos herdeiros de Joaquim de Almei-
da Catanho contra os admini-tradores da ex-
tracta companhia ; no teve proviraento.
Na appcllarao civcl dcsta cidade appellante
Francisco da Silva appellado Manoel Luiz
Goncalves, escrivao Posthumo; so julgou pela
reforma da sentcnca appellada.
DIARIO M PEBXUIltCCO.
O patacho nacional Camaro, que chegou
este porto no dia 27 do Rio de Janeiro, donde
sala a 7 do corrente, eque seguio para o Para,
nao trouce jornaes para ninguem, ao menos de
quera tivessemos noticia;talvczsedisiadeversair
o vapor logo depois. As noticias que podemos ob-
ter veibelmente do commandante sao bem pou-
cas; mas urna deltas bem deploiavel. S. A. I.
a Sra. Princesa D. Januaria foi atacada das ta-
bres,que grasso na corte, e esleve bastantemen-
te enferma; ura bulletim publicado antes da sa-
luda do Camaro annunciava quu S. A. senta
algumas melhoras. A sessao das cmaras ha-
via sido prorngada al o dia 15 deste: he de
suppOrquo o ropor (cuha nrfda Jt>K depois des-
te dia, eque breve o tenhamos poraqui. O go-
verno havia decidido reconhecero bloqueio pos-
to Montevideo pelo presidente Bozas, e expe-
dir para aquelle porto o vapor 1mperatriz, que
j havia chegado ao Kio, com esta decisad para
o ministro Brasileiro, quenalinua querido re-
conhecer aquello bloqueio.
Tivemos jornaes da Baha porem muito a
trazados: delles s colhemos que a eleicad pa-
ra senador em 33 collegios cotilleados havia re-
cahido* nos
Srs. Barros Paira....................725 '
M. A. Galvao...................7j0
Dez. Joao Joaquim da Silva........681
Publicando a pedido.
Ibes at 6 ptacas e os coraraandautes de guar-1 iauo e cora razao ue queict cuauai
a atu- | Mitviioo ,
todas as cspeaiiyas 0 pOCr .Cg!;
Diz JoSo Vieira da Cunba que precisa que
o escrivao Sousa avista dos autos do libello
civel que contra elle por este juizo, Ihe rao-
vem os administradores da casa de Francisco
Jos da Costa Ihe d por certidao os (beores
das sentencas proleridas em o i los autos; por
issopedo ao Illm. Sr. Doutor juiz do civel
da primeira vara assim Ihe delira mandando
passar dita cerlido e receben nien. Pas-
se. Recita 18 de Outubro de 1843 Pcssoa de
vielloJos Justino Fernandes de Sousa, es-
crivao do civcl dos termos de fra da coitirca
do Recita de Pernambuco por ua Magestade
Imperial constitucional o Senbor Dompedro
11 que Dos guarde &c. Certifico quo ven-
do os autos de que la/, mencao a peticao supra
delles constad as sentencas cu jos (licores sao da
forma e maneira seguintes \ istos osles autos
entre partes autores os administradores da rasa
de Francisco Jos da Costa e re"o Joo Vieira
da Cunba pedem os autores no seo I bello a
folhascinco(a annullacao da escriptura de hy-
potheca que juntarlo por ceilidao a foi has
12 taita pelo devedor Francisco Jos da Cos-
ta e sua mulhcr ao reo no engcnbo Novo
do Cabo na parte relativa a obrigacao do mes-
moengenho, pelos fundamentos do que na
escriptura he estipulada a venda da proprieda-
do hypothccada pelo preco de sessenta cont*
de res no caso do nao ser pago pelos hypo-
ihecantes a divida hypothecada dentro de 27
mezes estipulaco contraria ao lezeiro animi-
tatoria da hypolheca a que junta na forma
da tai de que o preco estipulado para a venda
do engenho bypothecado na escriptura de folbas
io i,a iaTvn ondn notiella nroDriedada Ao


valor de maisdeoitenta contos de res em ra-
zao do suas vantagcns do que o escrivao das
hypothecas que passou a escriptura de folhas
12 nao sendo comptente para oliciar em ou
tros contractos he oda venda convencionada
na escriptura por ello lavrada a folhas nullo ,
esem cfleito : deque o dcvedor Francisco Jos6
da Costa tendo faliilo c ohlido inducas dos
seus eredores nao pode mais laxer a venda con-
tractada na escriptura do folhas estando sua
casa entregue a una administrado oomeiada
pola maioria dos eredores. O reo defende-se
coin a materia de sua contrariedade a folhas c
que os autores ropcao a folhas 27, e o reo ti-
plicou por negado a folhas 23. O que tudo at-
iento e examinados os depoimentos das teste-
munhas do lolhas 30 a (olhas \\ documentos
juntos, e allegacoes por urna c outra parto ,
he visto, que a escriptura a folhas 12 a rcsolu-
cao da obrigacSo hypothecaria. na qual estipu-
lada pedisse nao ler a estipulado do ficar vendi-
da na falta de pagamento ao dehito por ella
garantido dentro do tempo marcado a propri-
edade hyDothecada ; pois s se obriga aosde-
vedores a fa/.cr essa venda e assignar a escrip-
tura para ella como so rcconhcce nos artigos
8, e 0 do lihello sendo smente aconvencao
de ficar a couza hypolhecada vendida na falta de
pagamento no tempo annullatorio do contracto
na conlormidadc da ordenadlo livro 4. titulo
56, oque nao foi tambem convencionada a ven-
da da hypotheca pela divida, nem ha estimado
do credor, sohre que recahe a pena do nullidade
da ordenado citada pre 1., mas sim por um
valor convindo c quo senao mostra seja enor-
memente lezivo nem mesmo haixo devendo
ser julgado rasoavel a vista do documento a fo-
lhas 101, que a convenci da venda da couza
hypolhecada pode ser unida a mesma escriptu-
ra de hypotheca com a convido della, e em a-
provado da ordenado sitada nao pode.ido da
lei resultara nullidade da escriptura passadapor
tabelliao para ella competente, e para por-lhe
todas as com cues em direito permittidas; n3o
podendo tamhem proceder nullidade da escrip-
tura a falta do declarado de sua leitura na
r.onlormidade da ordenado livro Io titulo 78 ,
a que se recorreo as ra/oes a folhas 49 ve-so ,
porquantosimilhante falta nao sendo dos ter-
mos esseuciaes e acto nao a pode annullar ;
pois quo a preterido das formas extrinsiras s-
mente induz nullidado nos cazos em que ella he
cominada, como se v no assento de 23 de julho
de 1811,finalmente,que o compromissofeitocom
o devedor por seos credorese as inducas a elle
concedidas nao p >dem annullar a escriptura a
folhas e destruir a ohrig.icao della constante ,
tanto porque nenhuma influencia tem esse acto
sobre os direitos, c obrigaedes do devedor a
quem loi outorgado o cornpromsso subsistin-
do uns, e outros, e segundo ellos tendo de pro-
ceder a administrado dada a sua casa co-
mo porque os eredores com hypotheca especial
nenhuma limitado soflrem em spos direitos por
oscompromissos nao s por direito rommum ,
como pelas leis patrias a vista das disposicesdo
alfar de 24 de julbo de 1793 sendo que at
preferein as dividas da fazenda publica na forma
do alvari de 22 de dezembro de 1761 ttu-
lo 3 H e 15. que poe fra deduvida a in-
teligencia daquollo decreto alm de quo nao
poda isto trazer a nullidade pretendida mas
smente serveria para regular os direitos respec-
tivos na execudo dos eredores. Portanto e
pelo mais que dos autos consta conformando
me com os principios de direito ; julgo nao ter
lugar a .nnullado pedida da obrigacSo de hv-
potheca com a escriptura de folhas 12,absolvoo
reo, c condemno o autor as rustas. Recile 29
de marco de 18V3Francisco Rodrigues Sctte.
Julgo improcedentes os embargos lolhas por
quanto a ordenado livro 4., titulo 56, oque
prohibe, he que se contrate a venda da cou-
za penhorada pelo preco da divida e isto nao
so da no caso vertente ; pois a divida he de
43:OWS'-03 res, c a venda foi convencionada
por 6l):000S de reis, alm do que a mesma or
denado nao prohibe ao contrario permitle ,
contratar-se a venda pelo justo valor da couza ;
ora nao tendo os autores embargantes provado,
que a propriedade hypothecada vale mais de
60:000,S, nao podem argir de nulla a escrip-
tura ou o contrato, e anda quando essa pro-
priedade tivesse augmentado de valor pelas bem-
feitorias allegadas, nenhuma lezao soffrero os
autores pelo direito que tem a indemnizado
das bemleitoras, realizando-se assim a venda
pelo justo valor da couza empenhada de confor-
midade com a ordenado, que os autores cha-
miio em seo soccorro : cumpra-se portanto a
sentenca embargada e pagueui os embargantes
ascustas. Recfe 11 de outubro 1843.V-
rente Furreira GomesE mais se nao cnntinha
em ditas sentencas aqui transcriptas que eu
escrivao no principio rtesla declarado o no fim
assignado bem e fielmente copiei das pro-
prias e dos mesmos autos aos quaes me repor-
to, e vai na verdade semcousa que duvida faga,
conferidoeconcertado na forma do estillo, e
por mim subscripto e assignado nesta cidade do
Recito do Pernambucoaos 19 dias do mezde
outubro doannodoNascimentodeNossoSenhor
Jess Christo de 18-3: vigsimo segundo da in-
dependencia e do importo do Brasil. Escrevi e
assigneiEm fe do verdadelos Justino Fer-
namles SouzaCommigoFrancisco de Sa-
les da Costa Monteiio.Est conforme com o
original que me foi presente para reduzir em
publica forma ao qual me reporto c tornei
entregar a quem me apresentou e vai esta
sem cousa que duvida faca conferida e concer-
tada subscripta c assignada nesta cidade do
Bccie aos 26 de outubro de 184-3. Fiz escro-
ver escrevi e assignei em publico e raso de
que uso.O tabelliao Guilherme Patricio Be-
zerra Cavalcant Commigo Francisco de
Sales da Costa Montoiro.
Varicela de.
r 'rma
ESTRADAS.
A respeito de estradas artifciaes a maior par-
te das pessoas, e at pessoas instruidas teem as
mais errneas ideas no tocante, assim cons-
truedo como as despesas; suppde poderem-sc
executarcom poucos mcios estradas boas: sup-
pde, que para as faser de pouca sciencia se ne-
cessita, podendo ahi prescindir-se de engenhei-
tos, idea, que, se me nao engao, at j na pro-
pria Revista appareceu ha lempos.lenho eu,
que nao ser fra de proposito fa/.cr nesta con-
junctura algumas reflexoes sobre este assumpto,
visto que pela adopcao daquelles falsos presu-
postos este reino se afastaria, cada vez mais, de
vira ter estradas boas e poderosas para influir
nos progresos da agricultura, industria, o com-
mercio.
Sem estradas boas, sem rios e canaes navega-
veis sabido j, que nenhum paiz merecer o
titulo de civilisado; um estado do semi-barb-
rie. sem communicaces internas, trfego ecir-
culacao, principio c fim de toda a cultura mate-
rial e intelleJual, jaz-se, apodreca-se, emor-
re-se:querer Portugal continuar a jazer ni-
co descuidoso entre todas as nades diligencias
desta Europa?
Tempo de acordar do somnoc sonhos de se-
cutas, tempo de adoptar um systema funda-
do sobro base segura e inaltcravel, eeste s pu-
de ser o de construir estradas solidas por conta
do estado, creando-se urna junta deengenheiros
peritos, que superintonda e flscaliseas obras, as quaes
devem ser commcltidas a empresarios; e que fi-
nalmente rascunhc as escripturas do contracto
entre o estado e estes empresarios por modo que
nao fiquem postigos por onde depois possa en-
trar interpretados, chicanas e subterfugios.
O como se hao de haver os dinheiros para se
as estradas construirem, nao entrar por nao
caber neste queso artiguinho de jornal: que
todo o reino para ahi deve contribuir, verda-
de indubitavel.
O dizer-soque por espirito de justica para
com os povos contribuintcs se devem executar
simultneamente oscaminhosde todos os dis-
trictos do reino, um insigne e desastrosissimo
desacert, perpetuar sem n'o querer a incom-
munhabilidade, em que ha tantos centos de an-
nos se labora. Tal methodo seria alem disso o
mais despendioso e o de mais difllcil fiscalisa-
Ciio: accrescendo que ainda para tal nao ha cre-
ados em Portugal engenheiros praticos bastan-
tes.Gomeccm a um tempo umitas estradas,
quem n'as ha de dirigir? leigos rasos ou meros
curiosos? de maos taes como ho de ellas sair?
De nenhuma dura; vindo a faltar a cabo de
poucos annos caminho quo ligue os districtos
visinhos uns com outros.Logo quantos di-
nheiros so possao haver para esto fim devem-se
applicar todos a comecar, e ir se^uindo urna s
estrada nao se saindo della, antes de conclui-
da, para passar a nutra. este o meio mais
certo para que dentro em pouco alguma parte
do reino principie a gosar logo desle grande
com modo. A realisado de promessas e o uso-
fructo das vantaens convemrao os povos, mas
se em vez disso virem encetar-se por toda a par-
te obras, quo nao ha de ter fim senao daqui a
quarenta ou cincoenta annos, esmorecer o; e
nenhuma eloquencia os convencer para que a-
gradecao um pedacode caminho bom que logo
vai desembocar n'um atolciro ou n'um preci-
picio.
Emquase 600 leguas estao calculadas as prin-
cipaes estradas de Portugal. Custarao estas, se-
gundo as nossus proprias experiencias neste rei-
no, assim como por termo de comparado do
gasto foito n'outro paizes com idnticas obras,
quinze mil contos de res, isto vintee cinco
contos de ris cada legua. Devendo-se empre-
gar annualmentc 500 contos, producto das con-
tribuidos decretadas pelas cortes, s se hao de
concluir, por anno, 20 leguas, ou pouco mais
do urna em cada dislricto; saindo completa a
totalidade das 600 leguas em 30 annos. Clcu-
los em que se toma para despeza o mnimo, e
para receita o mximo, devem sempre dar o
mais favoravel resultado : dcixaremos agora ao
correr e experiencia do tempo os descontos, que
ainda este calculo ha de padecer.
Portugal necessita de estradas boas, duraves.
e sem luxo, como as ha em outras partes;
estradas que devem ser, porque assim difcnos,
monumentaes: e todos os trabalhos, que a ou-
tro fim seenderosarem, sedo irrosirios, m pa-
ra moer tempo, e sorvedouro para engulir dt-
nheiro. Em casa temos o tristo excmplo que o
comprova. Para estradas so tem c; desbaratado
milhoes, o nao ha ahi estrada que boa esja.
Nao temos posses para aspirarmos a perfei-
ces dizem muitos remediomo-nos como
quer que seja, com tanto que se gaste pouco.
Grande desaccordo, porniciosissimo remedio.
Tal systema cancro no corpo social: tal prati-
ca desconsolado inferno como o das Dandes,
forcejando por encher urnas sem fundo. O
que se figura barato vem a ser carssimo, e
mais vale construir urna legoa de boa estrada,
cuidando depois na sua conservado, do que 20
de estrada m em que todos os annos se ha de
ficar enterrandodinheiro para reparos, que nao
vem a importar annualmente em menos de 10
e 20 porcento do custo primitivo; em quanto
a conservado de estradas, feitas segundo as re-
gras, nao passade1?, 1, ou 1 '/i por cento.
Quem nao v por exemplo que material mal es-
colhido se gasta mais depressa do que o bom.
Quando o prmero atura um anno, resis-
tir o segundo tres at seis: logo o prefierr
por mais barato omo, que se tem miio, ao
bom que por acudir de longe importe em mais,
manifest disperdicio.
Daremos agora urna idea succinta dos diffe-
rentes methodos de fabricar estradas em outros
paizes.
Nos em que ha mingua de pedra como sao
pelo commum os baixos e de planicies, usa-se
mais de calcar com podras regulares e cubicas;
assim se v na Blgica e parto da Franca, ou
com ladrilhos como na Hollanda eFrisia.
Calcadas de pedras irregulares muito ha j aue
se nao costumam em nenhuma parte. Onde
ha menos pedra que madeira com madeira se
remedeo. nfravessando toda a largura do ca-
minho com paos direitos e toscos do igual gros-
sura, como so observa por varios sitios da Rus-
sia c Polonia.
Nao trataremos aqui da moda novissima de
calcar com toros de pao regulares, como j ha
tempos se pratica em Allemanha as pontes de
madeira e ha pouco se intrudusio as ras de
Londres e Pariz : passaremos construedo das
estradas que os Irance/es chamo chaustes os
allcmaes kensl-strassen, os inglezes roads
Mac-Adam.
Os methodos, que mais eonvem a Portugal,
sao tres:
l.8 Um fundamento de pedras grandes em
toda a largura da estrada posto horisontalmen-
te, e com grande grossura; e por cima urna
carnada de cascalbo ou pedras quebradas. Este
methodo francez.
2. Urna calcada tosca e convexa do pedras
irregulares, com abase chata assentada para
cima, coberta primeiro com urna carnada de
cascalbo mais grosso, esobre elle urna de cas-
calbo muido: methodo seguido na maior parte
da Allamanha e Franca.
3 Estradas Mac-Adam sem fundamen-
to algum artificial, e constando nnicamenle de
urna ramada de cascalho, que forme o princi-
pal leito da estrada, methodo applicado na In-
glaterra e inventado pelo escossez Mac-Adam.
Tollos estes methodos tinbao seus partidarios
entre os engenheros do estradas; cada qual af-
ferrava-se ao que tinba aprendido e visto: e por
muito tempo prevaleceu em todos os paizes o
empyrismo. Por derradero em Allemanha se
applicado aoassunpto mais scientificamente:
provou-se que para cada um destes metho-
dosse havia mster de modificacocs; e que ne-
nhum delles era absolutamente preferivel para
todos os casos ; que se devia attentar na quali-
dade do terreno ; e que para urna estrada ser
boa e duradoura havia de ter alm da solidez
da base, clasticidade; e portanto que urna com-
binado dos tres methodos seria de todos o mc-
Ihor. Assim se pratica ao presente por todos os
reinos, onde ha boa administrado de estradas.
Defeitos ha que se devem evitar : um o
dar-se s estradas urna base demasido solida de
pedras grandes em terrenos montanhosos e sec
eos, perdendo-se com isso toda a clasticidade
formando-se urna especie de safra, sohre a qual
o cascalho moido e esmagado com facilidade
pelo peso dos carros e os cascos dos animaes;
com tudo este methodo francez nao deve ser
desprezado, principalmente nos terrenos mon-
tanhosos cohertos com trra vegetal, sihro, e
outras que fcilmente sao arrastadas das agoas.
ou Ihes doaso para solaparem a estrada, ar-
ruinando-a muitas vezes totalmente; bem co-
mo nao deve ser do todo desprezado nos terre-
nos alagadicos e brejosos. Em que estado nao
estaria j hoje a estrada da Pena, construida de
pedras granticas, se ella nSo fosse foita pelo
methodo combinado francez e allemao; e l es-
t tao perfeita como se ainda hontem a acabas-
sem; nao obstante os carros que aos militares
a teem transitado e transitam de continuo, com
grandes pesos e rodas cortantes, a que nenhum
caminho pode resistir por muito tempo: e o
que ainda mais demonstra a sua solidez o ne-
nhum prejuizo que tem tido com as chuvas e
torrentes sobre tudo neste invern.Outro do-
feito, por ser contra todas as regras da econo-
ma, o usar do segundo methodo: por cal-
cada tosca por baixo da cobertura do cascalho
nos terrenos j por sua natureza seceos e soli-
dos o que pedem, methodo de Mac-Adam.
terceiro defeito, por se oppor solidez, o ap-
plicar-sc o methodo de Mac-Adam a terrenos
charcosos e argillosos. O cascalho enterra-se
muito para o fundo, o ndispcnsavel i lo re-
novando cama sohre cama, para que a final se
possu dar o caminho por algum tanto compac-
toQuarto defeito do estradas feitas com en-
tulho, e por cima doli cascalho como as ras
do Lisboa se cosluma : sao as menos duraveis,
e de que menos conta se faz entre os enten-
dedores.
De tudo isto resulta ser o systema mixto, co-
mo diziamos, omelhorsem comparado; mas
a sua applicado deve ficar ao judicioso arbitrio
do engenheiro proprio, a quem taes obras se
commeltao ; moldando este a construedo da
estrada qualidade do terreno. Todas as vezes
que por estas regras se nao fr gastar se-ha
muito. eaobrasaire ficar vergonhosa e o-
brignda a continuados despendiosos, o inti-
lsimos reparos, Urna estrada de bom material
e bem feita requer de quarto em quarto do le-
goa um cantoneiro. que Ihe acuda, e olho por
ella: urna estrada defeituosamente construida
nem quatro cantoneiros de quarto em quarto de
legoa bastado a remen.dal-a; nao fallando j
no dcscommodo de se ireiti topando por um ca-
minho fra esses remendn de cascalho novo,
que mortificao os ps aos vi andantes ; estragao
os cascos aos animaes, e ern.bargao e remoran
asseg es, carros, e todo o gener o de transportes.
Nao nos canearemos de o rcpe,t'r: o mais fu-
nesto erro, em quem ha de consft "' estradas,
assustar-se com o avultado das desj., as diminuir antepr ao massico e du radouro o
mesquinho destructivel e fugaz. Se Portugal
quer disto, que o faca, mas dispeca-se primeiro
do vir jamis a ter as vantagens sociaes qu e pe-
las estradas costumam vir.Se fallam moi.',s
que se procurem a todo o custo como n'outras
partes se tem fcito; e assim como l se teem*
achado, achar-se-hao ca tamhem. Nao ha El-
Dorados la por fra ; o que ha nao so recuar
fcilmente diante das difliculdades, quando se
trata do indspensavel, e ninguem dir que es-
tradas o nao sejam. Oscaminhosde ferrocus-
tam na Allemanha 156 contos de ris por le-
goa, e por tanto seis ve/es mais que os ordina-
rios, mas ninguem com isto se atierra : gover-
no c particulares todos contribuem,e a boa
mente de todos se perfazem obras de muitos
milhoes.
Nao vira fura de proposito dar aqui algumas
amostras do que se despende com estradas ordi-
narias, construidas pelos methodos supra -indi-
cados na Allemanha e na Franca ; reduzindo
tudo a braca, legoa c moeda portugueza.
Estradas de mais de 40 palmos de largura,
caminho de transport', custarOo
De Strasburgo ao Fort-Luiz ca-
da braca................ 34100
De Frankfort a Friedbcrg___ 268666
De Frankfort a Hochst....... 21S225
De Nurrenberg a Furlb...... 17JJ733
termo medio..
ou cada legoa.
Estradas de largura ordinaria
caminho de transporte custarao
Na Franca cada brava........
Na Prussia em algumas provin-
cias....................
No condado da Matk 21 legoas
cado braca .".............
Na Hesse Electoral..........
Na Saxonia................
No districto do Moguncia.....
Reino de Hanover..........
Districto de Wurzburgo......
24S931
52:3278500
de 30 palmos,
9815S
1OS00O
68206
88500
88000
68000
58300
58200
termo medio.. 78295
ou cada legoa............... 18:23785fjO
Langsdor d por cada legoa
urna despeza de.......... 14:9008000
Pechman diz que a mnima des-
peza nao se podia calcular em
menos de............... 19:0008000
E em terrenos diflicultosos em 38 at 57 contos
de reis.
Resulta destes dados que, sendo os jornaes
dos trabajadores na Allemanha e na Franca
urna terca parte mais baratos, assim corno tam-
bem as dtspezas dos transportes, custar em
Portugal, a construedo das estradas urna terca
parte mais que naquelles paizes. oquetambem
corresponde perfeilamente com as experiencias
que aqui temos.
A estrada de Cintra desde S. Pedro at Ponte
Pedtinha quesSo duas legoas, metade calcada
pessima, tnctsde construida a Mac-Adam, cos-
tou 61 contos, por tanto cada braca de compri-
mento 12^200 rs. ou a legoa 30:500^000.


Maiscustaria sefosse construida toda ella a
Mac-Adam, o se tivesse 30 palmos de largura,
tondo s 21 at 94 palmos.
A estrada de S. Pedro para o palacio acastel-
lado da Pena, custou por braca de comprimen-
to e 12 palmos de largura 38670 rs., com a lar-
gura de 24 palmos custaria 78340 rs. ou cada
legoa 18:380^ rs.
Saio la barata por nao necossitar de condc-
elo alguma de podras que se achavao a mao.
A estrada, que anda se est fasendo.cm Lis-
boa, do Calvario at a Cordoarra acha-so arre-
matada por aez mil rs. cada braga do compri-
montocom largura do 2* palmos caminho do
carros, e 12 palmos em cada lado para passeio,
o que vem a ser vinto e cinco contos de rs. por
cada legoa.
Deve-se advertir que nao s a construcejio des-
ta estrada oflerece as vantagens de poder o em-
presario aproveitaras pedras daantiga, mas to
bem quo os transportes das pedreiras visinhas
c das arias da praia saem muito em conta; a-
lis muito mais custaria.
A vista dos apontamentos dcstes actos, tira-
dos dosmelhores autores quo teem escripto so-
bre a construeco das estradas artiflciaes se-
ria muito para desojar, que pelo menos pessoas
das mais influentes e interessadas nesta mate-
ria examinassem o que so tem escripto sobre o
assumpto, para se desengaaren) eficarcm con-
vencidas: de que com pouco dinheiro se nao
podem faser estradas boas. Bardo d'Esche-
vege, (Diario do Governo.)
Alfandega.
Rendimento do dia 27......... 5:1878365
DescarregSo hoje 30.
Barca ingleza James Stuart bacalhao.
Brigue-escuna americano Mary farinha.
Brigue nglez Fmnny bacalhao.
Brigue portuguoz Conceigo de Mara
com o que se olerecer, ceblas, e
pedras.
IMPORTACAO.
Mary, brigue-escuna americano vindo d
Baltimore entrado no corrento mez consig-
nado a L. G. Ferreira & Companhia, por Iran-
quia manifestou o seguinte :
58 laidos fazendas de algoilo 25 caixas la-
zendas de algodao, 917 barricas farinha de tri-
go 110 rucias ditas farinha do trigo 61 re
mos, 150 presuntos 98 buioes com Ostras.
Janes Steirirt, barca inglesa, vindatJcTer
ra-nova, entrada no corren te mez, consignada
a James Grabtrce & Companhia por franqua,
manifestou o seguinte :
2V5 barricas com bacalhao 21000 tijollos
para ladrilhos.
PEACA DO RECIPE 27 DE OUTUBRO DE 1843.
lievisla Mercantil.
Cambio Nao tem havido tranzaces nesta se-
mana.
Algodao As entradas da semana orao peque
as c tem sido procurado ao preco
de 5i a 5S100 a @.
Assucar Venderao-so 60 caixas do mascavado
pelo preco de IjlOO por > sobre o
Ierro, c do branco embarricado tem
se vendido do 2*800 a 3, 100 a ig), e
o mascavado a 1*600.
Couros Ha abundancia e sao pouco pro-
curados.
Bacalhao Cuegarao dous carregamentos com
4,400 barricas e consta terem sido
vendidas a 10* e lOjiOO a dinhei-
ro: o depozito em segunda mao de
4*500 barricas, tendo sido conside-
raveisas vendas retalho.
Carne seccaO depozito de 12,000 arrobas,
tendo sido muito diminuto o consum-
irlo ; a do Rio-grando vendeo-se de
3* a 3*400, ea de Buonos-Ayres de
28600 a 28880.
Carvao do ped a Vendeo-se a 13$ reis a to-
nelada.
Farinha de Trigo Chegou um carregamento
de Baltimorecomperto de 1,000 bar-
ricas sondo o depozito em primeira
mao de 1,700 barricas.
Queijos Venderao-so a 18100.
Emharcacoes existentes no porto.
Americanas..........2
Brazileiras...... ... 24
Dinamarqueza......... 1
Francezas..........-
Hamburguesas......... 3
Hespanholas.........2
Inglezas..........5
Portuguezas.........3
quete-da-Madeira capitao Antonio Joa-
quim Rodrigues ; carga assucar.
New-Bcdford ; barca americana Columtfus,
capitao Tristan Rase; carga a mesma, que
trouce.
Navios entrados no dia 27.
Sidney ; 116 (lias, patacho i nglez Talent de
132 toneladas capitao L. James Finnem ,
equipagem 10 ; carga azeite e laa, ao ca-
pitao.
Rio-de-Janeiro ; 19 dias patacho de guerra
nacional CamarSo commandante o 1." l-
enlo Jos Vlaria Rodrigues: passageiros bra-
zileiros escrivao da armada Manoel Jos de
Amorim e despenceiro da armada Justino
Pereira de Farias
Naviossahidos no mesmodia.
Liverpool; barca ingleza Eliza Johnston de
216 toneladas, capitpo Palor Patrieche ;
carga algodao, e assucar.
Una ; hiate brazileiro Novo Destino, de 21 to-
neladas capitao Estevo Ribeiro; carga va-
rios gneros.
Barcelona; mstico hespanhol N. S. do Carmo,
de 62 toneladas capitao Antonio Pages ;
carga assucar, e couros.
Porto-rico ; sumaca hespanhola Aurora de
156 toneladas capitao Gabriel de S. Joo ;
carga algodao.
Navio entrado no dia 29.
Goianna ; 2 dias hiate nacional ConceicBodo
Pilar, commandante Antonio Jorge, equi-
pagem 4 ; carga varios gneros : passageiros
brazileiros Joo Climaco Freir, Francis-
co Ferreira da Costa, Joao Antonio Correia,
D. Mara Izabel.
Navio sahido no mesmodia.
Hamhurgo: barca hamburgueza Bertha de
130 toneladas capitao Joham Meyn ; car-
ga madeira : passageiro hambuguez, Adolfo
Lauprecht.
Edita I.
S Ex. o Sr. Presidente da provincia ten-
do de contratar em conformidado da lei provin-
cial n. 101 de 9 de maio de 1842 um fabri-
cante de assucar quo ensine pela pratica os
melhoramentos possiveis na actual fabricagao
do assucar naquelles engenhos cujos propie-
tarios os quizerem introduzir ; convida a todas
as pessoas que se acharem para isso habilitadas
a apresenlarcm as suas propostas at o dia 15
le no para que lindo este termo se Ihes indique o en-
genho em que cada um devora elTectuar as pri-
meiras experiencias, visla do cujos resultados
urna commisso de propietarios d'engenho de-
cida qual dos concurrentos cstdbelece me-
thodo preferivel, e melhores resultados apr-
senla a li m de que possa ser contratado o
concunente preferido. ^
Epara que chegue a noticia de todos se man-
dou publicar o presente. Secrotaria de Per-
nambuco 27 d'outubro de 1843.
Casimiro de Sena Madureira.
Declaracoes.
42
Movimenlo do Porto.
Navios sahidos no dia 20.
Benguella, e Angola ; patacho portuguez Pa-
O director do arsenal de guerra contracta
mensalmente.porgrosso, o fornecimento dos g-
neros alimentares abaixo declarados para os a-
prendizes menores ; as pessoas que quizerem
fazer tal fornecimanto compareci na sala de
sua directora nos dias 30, e 31 do corrente as
11 horas da manhaa. Assucar branco e mas-
cavado cha caf, manteiga, bacalhao, car-
ne secca touciuho, feyo, arroz, azeite doce,
vinagre. .
= O administrador da meza da recebedona
das rendas geraes internas querendo dar una
prova aos collectados dos bairros de Santo An-
tonio Boa-vista Rocife, e AlTogados dos
dezejos que tem, re fazer a cobranca dos im-
postos a cargo da meza sem incommodos, e
despezas dos collectados ; determina mandar
um agente receber por casa dos devedores, e na
occazio do recebimento entregar o conheci-
mento competente. Elle espera, queosSrs.de-
vedores nao se neguem a pagar, por estar per-
suadido quo a maior parto dos devedores nao
pagao por esquecimenlo e seos alazores. Re-
cebedoria 30 de outubro de 1843.
Francisco Xavier Cavalcanli de Jlbuquerque.
Avisos manamos.
=Segue viagem no dia4de novembro para o
Ass o brigue nacional #oa-eenfura,capito Joa-
quim Pedro do S Faria; quem no mesmo qui
zer carregar, ou ir de passagem entenda-se
com o proprietario Jos Goncalves Ferreira Cos-
ta na ra da Cadeia n. 4.
Para o Aracaty sae impreterivelmente
r..-. .!i i nninmUm n bpm con^^ido hiato
Vingador recebe carga miuda ; trata-se com
o proprietario, ou com Manoel Joaquim Pedro
da Costa, na ra da Cadeia n. 46.
Para o Mararanho pretende seguir no dia
J de novembro o brigue escuna Laura ; tem
lugar para alguns passageiros: os Srs. que tom
contratado passagem no dito navio quoirao
vir pagal-as ao capitao para regularem seus
commodos.
Leilcs.
Joao Keller continuar o seu leilao. por
intervenido do corretor Oliveira de grande
sortimento defa^endas francezas suissas, e al-
lomas tanto de seda linho e l como
de algodao recentemente chegadas pelo na-
vio rlense: terca (eir 31 do corrente s 10
horas da manhaa, no seu armazem na ra da
Cruz.
Avisos diversos.
A meza regedora da irmandade do Divi-
no Espirito Santo convida aos irmos a reuni-
rem-se em meza geral no seu consistorio no dia
1.de novembro as 9 horas da manhSa a fim
de assistirem a leitura dos trabalhos da commis-
san cncarregada sobre da reforma, ou reorgani-
sacodoeompromisso.para deliberara respeito.
- Aluga-se um primeiro andar, e parte do
sitio com muitas laranjeiras para se passara
festa ouporanno; quem pertender diri-
jase aSolidado n. 22.
LOTERA DE S. PEDRO MARTYR.
^ Hoje 30 do corren-
te ando as rodas desta lo-
tera fiquem ou nao bilhe-
tes por vender.
Aluga-se urna casa no Poco-da-panella ,
confronte 6 casa do Sr. Pedro Jos Carneiro
Monteiro, com commodos para grande fami-
lia ; a fallara Manoel da Silva Noves em Fora-
de-portas.
= Na ra do Encantamento n. 4 precisa-se
do urna ama parda ou preta para todo o
servico da casa de um homem solteiro ; ou de
um escravo ou escreva por aluguel mensal
para o mesmo fim.
=Aluga-se a casa da ra das Trincheiras
n. 14, rectificada e pintada a poucos dias ;
na ra da Cadeia do Recife n. 40.
= Giuseppe Marinangeli vai fazer urna via-
gem ao Maranbao.
Aluga-so o primeiro andar do sobrado n.
8 da ra do Crespo com commodos para pe
quena familia ; a tratar na loja do mesmo.
= Agostinho Henriques da Silva e Claudio
Duheux na qual lado de administradores da
casa do fallecido Jos Gomes da Sil a por au-
tori/acao da viuva do mesmo avis3o aos Srs.
credores da dita casa, para que hajao de com-
parecer no dia terca-feira 2 de novembro as
4 horas da tarde na ra de Hortas n. 22 afim
deconhecerem o estado da mesma e delibe-
rarem a respeito como melhor entenderem.
__Furtaro no dia 29 do corrente outubro
um barril pequeo com choricas com o
marca 1VB ; a quem for olTerecido far o Lvor
do tomar e levar na ra do Livramento venda n.
5 ou annuncie que ser recompensado.
Roga-seao Sr. quo no dia 28 do corrente
na socedade Philo-Thalia trocou um chapeo,
deixando um de aba de mrio e levou um
debruado de fita ; baja de ir trocal-o na ra
Nova n. 17 de cuja generos'.dado se ficar
muito obrigado.
Quem annunciou querer comprar um bo-
te pequeo, querendo um muito levo e todo
pregado de cobre dirija-se a Fora-de-portas ao
p da Igreja do Pillar casa n. 19
LOTERA OA MATRIZ DA
BOA-VISTA.
As rodas desta lotera correm impreterivel-
mente no dia 21 de Novembro prximo futuro,
e os bilhetes achao-se venda as lojas dos Se-
nhores Vieira e Cunha, cambistas, no Becifo ,
^antos Neves na ra do Crespo Luiz Antonio
Pereira & C. na ra do Queimado n. 17, Mo-
reira Marques na ra do Gabug e Saraiva na
Boa-vista.
O Snr. que deo um chapeo do sol para
cobrir no frabica do Passoio-publico e quan-
do foi buscar, levou por engao um novo ,
queira ir trocal-o do contrario sera o seu
nome publicado pois nao se ignora, quem so-
ja esse senhor.
Aluga-se urna casa pelo tempo do festa ,
na ra da punga fresca e perto dobanho,
tem um bom quintal com alguns arvoredos :
no Atierro da Boa-vista coxeira do corrieiro
n. 19.
= Aluga-se urna creta rrelo ou molc-
que para fa/.er as diminutas compras de um
homem solteiro sem familia; na Trempe n. 13.
A senhora Anna Rita dos Santos queira
procurar urna carta de sua familia vindo do
Pcnedo do rio de S. Francisco na ra Di-
rcita n 122.
= Da-so dinheiro a premio, mesmo em
pequeas quantias, sobre penliores de ouro ,
ou prata : na ra Nova n. 57.
Precisa-sealugar urna casa de 2 andares
e sotao com bons commodos em qualquer
das seguintes ras : Collegio S Francisco ,
Crespo Queimado, das Cruzes, ou nessas
visinhancas ; quem tiver annuncie.
Offerece-se para caixeiro de loja ou de
cobrancas, um moco brasleiro do 18 annos ,
queja tem alguma pratica ; quem de seu pres-
timo so quizer utilizar dirija-so atraz do Ro-
zarlo casa contigua a igreja.
Ua-se 900,000 rs. a premio de um e meio
por cento sobre penhores de ouro, prata ,
ou oulro qualquer objecto : na ra das Laran-
geirasn 8.
*0 Coronel Gaspar de Menczes Vascon-
cellos de Drumond faz sciente a aquellas pes-
soas com quem tem transacoes, que deixoude
ser seu caixeiro Ignacio Antonio Borges e que
tem encarregado a direccao dos seus negocios a
seu (ilho Antonio de Vasconccllos Menezcs de
Drumond.
= Perdeo-se um relogio saboneto de ouro ,
com o nome do fabricante Davies & Compa-
nhia Liverpool, com urna corrente de ouro ,
e urna chave presa por urna corrento tambem
de ouro ; suppoe-so ter sido (urtado ; por iss
.oga-so a qualquer pessoa a quem for offereci-
do do o tomar, e levara ra da Senzalla-no-
va n. 42 que ser gratificada.
Aluga-se urna casa terrea no Atierro dos
AlTogados por IOS rs. mensaes tendo urna
sala e alcova na frente corredor ao lado ,
ala atraz urna camarinha cozinha o quin-
tal com cacimba : na ra do Aurora, casa de
Angelo Francisco Carneiro.
J. J. Tasso Jnior comprou o bilhete n.
1221 da primeira parte da segunda lotera de
\ Pedro Mrtir annunciada p8ra corre' no
dia 30 do corrente por conta de Francisco
Teixeira Bastos, o Henrique Ellery doCear.
= Francisco Tarault participa ao respeita-
vel publico e com mais parlicularidade aos
amigos dos bons ducados que de hoje em di-
ante ellos acharao a toda e qualquer hora na
sua casa de pasto franceza da ra da Lingoeta
n. 2, toda a qjilidadc do comida a franceza ;
assim como vinbose licores de todas as quali-
dados caf com lete o sem elle pastis ,
paste loes, empadas da diversas sorles sala-
mes presuntos, linguicas &c. ; o que se-
rio servidos com o maior aceio, limpesa o por
proco commodo. O mesmo Taruult oflerece-se
para mandar levar em as casas as comidas a
aquetas pessocs que com elle se ajustarem ,
diaria ou mensalmente ou por urna vez s-
mente ; participa-semais que todos os dias
de manhaa um seu agente levar a casa de seus
freguezes pastis, pastcloes empadas, lin-
guicas e chouricas franeezas, proprias para
a I moco.
Em um clima tao quente como o do Brazil,
onde as molestias terminan fatalmente as ve-
zes no espaco do poucas horas, he mister ha-
ver um remedio quo possa servir ao mesmo
lempo como preventivo o curador. A Me-
decina Popular Americana tem essa proprieda-
do tomada as vezes em quanto ella impede a
accumulapao dos humores conserva o sangue
puro e conseguintemente para as pessoas menos
sujeitas a apanharem qualquer molestia seja
ella contagiosa ou nao.
Becommonda-so portanto ao publico em ge-
ral de ensaiar este excellenle remedio que ,
pelo lado econmico he reerivel a qualquer
outra medecina do similhanle natureza tendo
as caixinhas maior numero de purgantes e por
menos proco.
O publico achara na Medecina Popular A-
mericana as pilulas vegetacs do Dr. Brandreth
estas propriedades que produzem seu efieito
sem dores ou encommodo algum nao se faz
preciso dita alguma e pode-so tratar dos
sens negocios nos mesmos dias, em que seto-
mar.
Vende-se aqui em casa do nico agenta
Joo Keller ra da Cruz n. 11 e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia em casa de Joao Cardozo Ayres ra Nova
Guerra Silva & C. atierro da Boa-vista Salles
& Chaves.
= Aluga-se urna boa sala com alcova do
sobrado da ra da Cruz n. 63; a tratar no
mesmo.
= Aluga-se urna casa na ra dos Gararapes
em Fra-de-portas com seis quartos -otiio
e trapeira, com grande quinto! cozinha ,
copiar, &c; os pretendentes dirijao-se a mesma
ra n. 32.
5= Precisa-se alugar duas canoas que pegucm
800 a 1000lijlos : quem as tier d:rij;
a ra do Rangel n, 34.


I
VEITCH, PRAVO &C.'
Vendem na sua botica e armasem de drogas ,
na ra da Aladre de Dos n. 1.
A preparado seguinte por preco muito com-
modo e de superior qualidade.
Magnesia Ponderosa de Henry.
Este medicamento gosa das mesmas virtu-
des, quo a Magnesia calcinada ; porcmconhe-
ce-se que seus cfleilos sao muito mais enr-
gicos em razao do grande estado de pureza
em qua se acha porcujo principio he muito
menor a quantidade precisa para produzir os
(lcitos desojados.
Na mesma casa tambem se vendem tintas ,
e todos os outros objectos de pintura ; vernizes
de superior qualidade, entre elles um perfoi-
tamente branco e que se pae applicar so-
bre a pintura mais delicada, sem que produ-
za alteraco alguma em sua cor primitiva. Ar-
row-Root de BermudaSag Sabonetes -
Salmo de WindsorAgua de Scidlitz Agua
de SodaAgua de Seltz Limonada gasoza ,
Tinta superior para escrever 1 inta para
marcar roupaPerfumaras ingle/.asFun-
das elsticas de patente Escovas e pos para
dentes Pastilhas de muriato de morphina ,
e ipecacuanba Pastilhas finissimas de hor-
tel-pimenta Pastilhas de bi-carbonato de
soda egingibre. As verdadeiras pilulasve-
gctses universaes do D.r Rrandreth vindas
de seu author nos Estados-Unidos, &c &t.
= Ad Lauprecbt retira-se para fra do Im-
perio.
= O Sr. Jos Vicente Domingus do Car-
valho dirija-se a ra da Cadeia do Recife, lo-
ja de Joo da Cunba Magalhes para receber
urna carta vinda do Ico.
js Trapassa-se urna loja quo tem muito
bons c mmodos e sita em lagar muito publi-
co propria para fazendas e roupa feita ; na
praca da Independencia livraiia ns. 6 e 8 3e
dir quem faz este negocio.
= Troca-se urna preta de nacao do da-
de que sa i lia engomtnar e cozinhar, por
um moleque de nacao del i-annos, que faz
todo o servido de urna casa : na ra do Ara-
gao n. 5.
a; Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra do Torres no Kecife n 20 ; a tratar com
Antonio Joaquim de Faria Patricio ; assim
como compra-se urna escrava parda ou preta,
que saiba coser, engommar e cozinhar.
= Uczeja-se lallar ao Sr. Joo Francisco de
Paulo Estovo Cavalcanti a negocio de seo in
teresse ; na ra do Livramento loja de couros
n. 13.
= Aluga-se urna casa no Monteiro, a 3.a
na carreira do tallecido Domingos Rodrigues do
Psbo com duts salas o tres quartos todos
grandes e muito Iresco cozinha fra, estri-
bara para dous cavallos quintal murado ,
com porto para ir para o banho ; quem a pre-
tender dinja-se ao alterro da Boa-vista o. 21 ,
que nao deixar de ajustar.
= Aluga-se um sobrado com muitos com-
modos una pessoa capaz ; na ra da Scn-
zalla-nova n. 42.
= Jos Joaquim Bernardes, retira-se para
fora da provincia.
Previne-se ao arrematante do dizimo do
capim de planta queM reira morador no sitio da Fa/enda nao ven-
de capim, isto afim de evitar que torne
a pagar injustamente o valor de outro mandado
de penhora.
= Aluga-se o segundo andar do sobrado do
beco do Peixc-lrito n. 5 ; a fallar na venda por
baixo do mesmo.
Anda em praca do juizo do civel, para
ser vendida a casa de dous andares e soto
na ra da Senzalla-velha do bairro do Recife
n. 76 pagando o comprador a siza.
Quem precisar de urna crioula com bas-
tante leite para criar, e sem filho dirija-se
a ra Augusta n. 22.
Vicente Tbomaz dos Santos, tendo de re-
tirar-se deste provincia por algum lempo, dis-
pede-so do alguns de seus amigos a quem por
accaso deixassc de o ter (eito pessoa I mente e
muito agradece as attonces recebidas dos mes-
mos sen horas.
Compras
Compra-se um folie para follear formi-
nas ; na ra do Collegio n. t.
Compra-se o livro Horas Mariannas tra-
dusido em latim ; uo beco da Lingocta n. 8.
Compra se uro casal de paves : na ra,
da Cadeia do Rccie loja de fazendas |n. 37. f
Compro-sevidrospara espelbos gran-
des, e mofados; no Atierro da Boa-vista n. 17.
Compra-se um Telemaco em (rancez eej
obra de Volter completa e estando embom i
uzo: annuocic, ou dirija-se a ra Nova
n. 3-
Compra-se um escravo pedreiro para
um engenho: na ra estreita do Rozar o n. 31,
terceiro andar.
-Compra-se efectivamente para fra da
provincia mulatinhas crioulas e mais escra-
vos, de 13 a 20 annos e para servico de c**j abo : na ra de S. 1 ineisco n.
sa um moleque de 16 a 20 annos que aW iWkr.
tenda de cozinha ; pago-se bem 9endo bo-
nitos ; na ra larga do Rozario n. 30, pri-
meiro andar.
Vendas.
Vende-se um cavallo muito novel
o bom carregador bailo : na ra
xeiras n 26.
Vcnde-sc um armazem ua ra da Pria n.
49 e urnas bataneas com sen competente ter-
no de pzos; a fallar no mesmo.
Vendem-se potes com uvas; no arma-
zem de Fernando Jos Bragez ao p do ar-
co da Conceicao.
sr Vendem-se as mais ricas mantas de'seda
bordadas do matiz chales de seda e de seda
e l ditos de la muito proprios para as se-
nhoras irem ao banho lencos de seda com
Iranja e sem ella, cortes de lanzinha muito lin-
dos cortes de cassa pintadas do padres mo-
dernos riscados francezes de gosto escocez ,
cortes de l escoceza ditos de chitas mui (as
e cores (xas, casimiras do duas larguras, man-
tas de seda para homem lencos de seda de
cores para grvalas, chapeos de sol furta-cores
verdes azues e pretos com barras de outras
cores, ditos das mesmas cores para senhora ,
c outros muitos objectos de gosto : na ra No-
va loja n. 35.
Vende-se ricas caixas para rap dediffe-
rentes metaes novos modelos e bom gosto :
obra da Russia : na ra do Queimado loja
n. 6.
Vende-se um prelo de nacao Congo bo-
nita (gura sem vicios nem achaques idade
28 a 30 annos he serrador ptimo para so-
car assucar por ter alguma pratica disso, e
lio bastante forzoso ; urna negra de nacao An-
gola bonita figura lavadoira de varrella e sa-
ino sabe vender na ra cosinha o
diario de urna casa ede 28 annos de idade ;
urna gamella nova e redonda e lunda ptima
para banho : na ra da Praia venda de-
baixo do sobrado amarello n. 27.
= Vende-se um relogio de ouro horison-
tal com cadeias tambem de ouro, bom re-
gulador o por preco commodo : na ra atraz
da matriz da Boa-vista n. 29.
= Vende-se um pianno quase novo, por
ter lido muito pouco uso c estar mui bem
tratado de excelentes vozes, com urna en-
corduaeo de sobressalente e todos os de mais
pertences ; o um carrinho americano de duas
rodas muito forte pintado e forrado do no-
vo com os competlcntes arreios: em S. An-
na de dentro casa grande junto das otarias.
== Vende-se urna mulata, e urna negra, mo-
cas e com habilidades: na ra Velha n. 111.
Vendem-se as obras completas de Vol-
laire em 7 volumes em quarto encaderna-
dos, e moderna edicao com estampas, por
15S rs. cada urna ; na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 37 primeiro andar.
Vendem-se |4 escravos mocos, ptimos
para todo o trabalho um delles he bom co-
zinheiro de forno e fogo ; um moleque de 12
annos; 3escravascom boas habilidaes urna
dolas cose engomma e cozinha ; urna dita
de meia idade por 3004 rs. cozinha lava
e he boa vendedeira : na ra de Agous verdes
n. 44.
Vendem-se potes de barro, vindos receo-
temente da Babia, superiores para resfriar agoa,
pelos commodos precos de 100, 160, e 240 rs.
cada um sendo pequeos, meies e grandes ;
no arco da Conceito.
Vende-se fumo tm folha vindo da Ba-
ha de superior qualidade e de prmeira o
segunda qualidade : na ra do Amorim n. 50 ,
e na ruado Codorniz n. 9.
= Borzeguins gaspiados pretos e de cores,
e de ponta de lustro de urna e duns solas ,
botins o meios ditos de bezerro (rancez e de Lis-
boa sapatos de palla atraz e adianto de cou-
ro de lustro e de bezerro ditos de entrada
baisa de urna e duas solas, ditos de couro
de lustro sapates tachiados de duas e trez
olas tudo para homem e menino sapatos
atamancados de duraque e cordavao para se-
nhora e de bezerro para homem sapatos de
de couro de lustro para meninas de 8 a 12 an-
nos ditos de dito, duraque, marroquim, cor-
davao esetim para senhora e meninas ditos
de couro de lustro com colxetes para meninos.
ditos de tapete para homem e senhora e ou,
tras multas qualidades de calcado por prec-
.lommodo ; no Atierro da Boa-vista, loja no
2i de Joaquim Jos Pereira.
vende-se para fora ta provincia urna
escrava crioula de 24 annos, de bonita figu-
ra cose bem faz lavarinto engomma, lava,
e cozinha ; e 24 taboas de pinbo : na ra do
Livrameoto sobrado n. 33.
- Vende-se um escravo ptimo para to-
do o servico principalmente para o de enge-
15, terceiro
Vonde-se um sortimento de toaihas ada-
mascadas com guardanapos de qualidade
superior, panno de linho em pecas de 18 varas,
ebegado de Hamburgo, e vellas de espermacete
em caixas de 25 libras: em casa de H. Mehrtens,
ra da Cruz n. 47.
Vende-se assucar refinado a 100 rs. e
em arroba a 2880 ; na refinaf5o dos Quatro-
xantos da Boa-vista ; assim como contina-se a
tender carne verde na ra da Cadeia no as-
sougue que foi do (rancez Joo Deboau ad-
verte-se, que de primeira qualidade a 100 rs.
a libra.
Vende-se um negro muito robusto, mo-
co de bonita figura, e ptimo para todo ser-
vico ; na ra do Collegio o. 6.
Vendem-se chales de seda de muito boa
qualidade o por preco commodo ; na ra do
Queimado loja n. 14.
Vendem-se vellas de carnahuba de 6
e 7 em libra a 480 a libra : na ra do Rangel
n. 52.
Vende-se urna preta moca de nacao Cos-
ta ptima para todo o servico ; urna mulata
de bonita figura engomma e cose com per-
feicao ; urna mulatinha e urna negrinha de
12 annos, proprias para mucambas de alguma
menina ; urna cadoirinha em bom uso, e mui-
to aceada por preco commodo ; na ra do
Fogo ao p do Ro ario n. 8.
Vende-se urna porco de chifres de boi
muito em conta ; defronte da ribeira da Boa-
vista n. 56.
= Vende-se urna casa terrea de pedra c
cal, em chaos proprios, na ra Direita n.
87 ; um sobrado de um andar ainda novo ,
em chSos proprios, no travessa do Sarapatel
n. 12 ; um sitio de trras proprias, casa de
lijlo, cacimba com Loa agoa de bpber bas-
tantes arvores de fruto na estrada do Arraial,
quase defronte do sitio do fallecido Joao Car-
los Pereira de Burgos o quol se vende muito
barato por a casa precisar de concert e o
dono nao poder fazel-o : na ra do Agoas-ver-
des n. 18.
Vendem-se canarios de imperio em vivei-
ro, e ja separados em gaiolas, muito canta-
dores cordas de embira branca proprias pa-
ra ndame? do casas a 3500 o cento e a re-
talho a 40 rs. ; na ra estreita do Rozario,
venda n. 8 ; na mesma venda existem urnas
cartas vindas do Porto no brigue Mara Feliz.
para Jos Francisco de Azevedo, Bernardo
Goncalves Mais Joaquim Vieira de Barros ,
Francisco Rodrigues de Carvalho Serafim Mi-
guel Jnior, e Jernimo Martins.
= Vende-se urna venda no beco do Peixe-
frito n. 5 com poucos fundos a dinbeiro ,
ou a prasocom desobriga a praca ; a tratar na
mesma.
Vende-se cxcellente bolaxa de primeira
e segunda qualidade pelos precos de 10, 11 ,
e 14 patacas por arroba e em porcSes maiores
se vender mais em conta ; na na dos Quar-
teis padaria n. 18.
Vendem-se ricas mantas, e chales de se-
da dosmelhores que ha sarja preta lisa, e
lavrada lanzinha superior para .vestidos, dos
mais elegantes e delicados padres, casimiras
de lindas cores para calcas alm destas, outras
muitas fazendas de bom gosto; na ra do Ca-
bug n. 16.
Vende-se papel de peso a 2800 a resma,
talheres finos a 3200 a duzia linhas do carre-
tel a 360 a duzia clcheles a 800 e a caixa
a 80 rs. papel almaco florete a 3400, the-
souras douradas a 280, 360, e 480 meias de
algodao para senhora a 400 luvas de seda
preta para dita a 640 rap princesa do Rio ,
em botes e a retalho meias do algodao para
meninas de 2 a 10 annos salmo de amendoas
em caixas de porcelana a 500 rs. e outras
muitas miudezas a contento dos pretendentes ;
na pracinba do Livramento n. 53.
Vendem-se escrivaninhas, candieirosde
differentes tamanhos e perfumadores tudo
de latao fcitos a moderna e de muito bom
gosto ebegado prximamente de Lisboa, por
preco commodo ; na ra Nova loja de ierra-
gens n. 25 de Teixeira &. Andrade.
Escravos fgidos.
na ra Nova loja n. 35, quo ser gratificado.
ss No dia 24 do corrente as 7 horas da nou-
te fugio um preto do nome Antonio de nacao
Mocambique de 30 annos, estatura regular,
secco do corpo falla baixa olhos grandes,
nariz grosso anda de vagar, tem um signa)
na testa da sua trra ; levou camisa de algodao.
zinho calcas do mesmo collete de cor, cha.
peo de bata branca dos redondos e baixos
quem o pegar leve a ra do Livrameoto n. 11 t
que ser gratificado.
Roga-se as autoridades policiaes, e capi-
tesde embarcaces de nao deixar embarcar pa-
ra fora da provincia um negro de nacao Ben-
guelia que fugio, ou loi sedusido no dia
25 do corrente pelas 9 horas da noule an-
da bucal, de nome Jos de 26 annos alto ,
magro cor fula rosto enchado por causa de
: frialdade que padece andar vagaroso ps
| e mos regulares; levou roupa de seu uso, cha-
1 peo branco sem pello, bata encarnada e me-
tade verde ; quem o pegar leve ao Atierro da
i Boa-vista n. 3, que sera gratificado.
Do engenho Mupan reguesia da Es-
cada fugio, ha poucos dias, um moleque de no-
j me Severino muito ladino representa ter
18 annos; quem o pegar leve a ra Nova n.
41 segundo andar, quesera gratificado.
= No dia 2 de Junho do corrente anno fu-
gio o escravo Antonio de nacao Congo, bai-
xo feio nariz bastante chalo pernas linas,
o he magro. Este escravo nunca lugio era
muito fiel e de boa conducta na vespera em
que desappareceo disse em casa as parceirus ,
quo ia para o serian aonde eslava o senhor ;
suppoe-se, ou ter sido preso por alguma au-
toridade policial, visto que nao levou passa-
porte nem cartas por onde constasse que ia
aquella viagem, ou ento agarrado por algum
dos muitos ladres do escravos que por alna
ha ; quem delle der noticias exactas receber
258 rs- de gratificaco, nesta cidade na ra
de N. S. do Terco n. 20 e na villa de Pes-
quera em casa do Alfores Francisco Marques
da Silva c se o conduzir e entregar dobrar-
sc-ha a quantia.
= Fugio no dia 30 de Janeiro do corrente
anno um mulato acabocolado claro, de no-
me Cosme, baixo e reforcado do corpo, re-
presenta de 16 a 18 annos: levou camisa de
riscado ja desbolado e calcas da mesma fa-
zenda quando falla inclina a cabeca para a
banda e a boca da mesma forma desconfia-
se que esteja em algum lugar para o rnatto a
titulo de forro ; quem o pegar leve ao largo
do Corpo Santo n. 11, que receber 150$ rs.
de gratificaco.
Fugio da villa do Sobral provincia do
Cerar no dia 13 de julho do corrente anno,
um molato de nome Francisco baixo e secco,
cara pequea sem barba cbelos pouco p-
xahim pernas finas ps pequeos e os dedos
dos mesmos curtos sabe ler e escrever ,' he
oleiro de telha e lijlo, leva um surro de cou-
ro de ovelba um chapeo de couro velho ,
urna carniza de chilla azul, e outra de algo-
dozinho ; quem o pegar leve-o o seu Sr.
Gregorio da Rocha Maciel morador na mes-
ma villa ou Manoel Goncalves da Silva na
ra da Cadeia do Recife que ser bem re-
compensado.
Fugio no dia 25 de outubro o molequo
Francisco do naQo Bi cara grande cane-
ca grande nariz chato urna orelha furada ,
que a tempos venda cangica com marca do
coroa no pcito esquerdo pernas curtas, ps
pequeos um dciles com bobas ; encommen-
da-se a todos os empregados de polica que
o pegar leve a ra da Guia sobrado do 3 an-
dares n. 53aoseu Sr. Manoel A otero do Sou-
/a Res que ser generozamente gratificado.
Fufiio no dia 25 de agosto do correnle an-
no o moleque Julio de nacao Benguella, al-
tura de 6 palmos e meio secco do corpo, bas-
tante embigudo, urna orelha furada c outra
com um taquinho tirado levou calcas do brim
branco carniza do mesmo e de mangas curtas,
tem urna coroa na cabeca de carregar taboloro,
que venda cangica ; quem o pegar leve a ra
da Guia sobradode3 andares n. 53, o seu Sr.
Manoel Antero do Souza Reis. que ser grati-
ficado.
= Botando-so para se vender em casa de
Jos da Silva Botelho um preto de nome Joao ,
de nacao Cabund o qual desappareceo no
dia 22 do corrente as 6 horas da tarde ; le
vou calcas e camisa de algodao da trra e um
surrao as costas ; he baixo grosso do corpo,
ar irisiono, descarnado tio rosto i quem o
pegar leve a ra da Cadeia do Recife n. 37 ou
a
ERRATAS.
No Diario n. 225 deste anno.
Primeira col. lin. 39 = um estado = la-
se em estado; segunda col. lin. 47 = depen-
dentes da graca e pratica da virlude s la-
se independente da graca a pratica da virlu-
de ; dita col lin. 53 = Os que considero =
la-se Os que a considero col. terceira. lin.
45 =Se nos acompanhrmos=-la-se se acom-
panbarmos; col. quarta, lin. 40 = Negada =
la-se negado.
Ucifb: na Tip. db M. F. db Fabja.=1843-


Full Text
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