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Anno de 1843. Sexta Feira 27 ludo gon depende de nos timos; di noss* prudencia, nioiltrag.'io, e energa: con- - ti memos como principiamos, e seremoa apuntados cotn dmirscao entre aa NaoSaa naia Cillas, ( I'roclamag.io da Aasembleia Oeral do BkAflL.) PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTKES. Goianna, e Parabyba, segundas e sextas feiral. llio Grande Bonito e Garanhuns, a 1" e 24. Cabo Strnh.iem. Rio Formoso, Porto Calvo, MacaiA, e Aligo ai no \ \{ Jl. Roa-ristae Flores loe 2S. Santo Ant.io quintas fe iris Olinda tudos os dial. 1AS A bE.VlA.NA. 23 Scg. a. Jo.'to Caprislraqo F. Aud. do J de 1). da 2. . 24 l'erq. I. Fortunato' M Kel. Aud do J. de 1). da 3 T. 25 Ouart. si Crispim e Criapiniano Irs. Mm u.l do J. de D.da 1. y. 2t> 9-i.nt. EtarialoP M. Aud do J de'l). da . t. 27 ex jejum a. Eleibao lmp. Aud do J. de 1). da 2. Y. 2S jab, 4 a Nm.m es. Judas Tbadeo App. J9 O-*. Feliciano M, de Outubro Anno XX. N. 233. O Ulano publica-s* lodos os das que no forera Santificados: o praoo d tssipaatnra do trrs nil reia por qnarlel pagoa adiantailos. Oa annancioa doa assigntntes sao '"'" . gratis os doa que nao forem a raau de illim pnr linha. As reclamaqea dereai aerdiri- gidaa Mi Tip., ra daa Cruiea N. 34, ou apraqa da 1 ndependencia loja delirroi P. 6"8 CansosNo da <6 da Outubro. compra Casabio aobn Londres 2tid. j Omo-Moada dt 6,400 V. 16.5-JU Paria 37 J reia por franco, N. i6,30 Lisboa 110 por 11)0 i'spr.aio da 4,000 ,0.10 PliTl-Pataces 1,800 Petoa Co'.notnarss i.'HI ditos Mexicanos !,".()!) Moedidecobi* 2 por cento. * Idas deletrea da boas firmas 1 a 1 li4g. < PHASES DA LA NO MEZ DE OUTUBRO. .ua Chaia S, a 8 llorase 57 o. da manh I La ora : 3, aa 5borass)l C m, da m, Qusrt. aaing. 416, a Uboraae 30 a. dam | juart erase. 4 30, 4oa 2 i a dan. P re amar de hoe. 1. a 8 horas a 30 a. ' yenda. 7 7D0 16,600 ,200 1.820 1820 1,820 f Rl (i (M ' vi ' fisrr :.:--1 Governo da Provincia. EXPEDIENTE DE 18 DO CORRENTE. OfTIcio Ao juiz municipal da primoira va- ra, ededireito interino da secunda do civel, ordenando, que passe a segunda do crime ao juiz municipal da terceira, a quem agora com- pete exercel-a durante a lieenca do respectivo juiz.Olflciou-se respeito aojuiz municipal da terceira vara. Dito Ao ongenheiro em chele das obras pu- blicas, autorisando-o para efloituar os reparos, que em ofllcio do 9destemez informa serem pre- cisos, afim de que a estrada da cidadeda Victoria esteja sempro porfeitamente transitavel. Com- municou-seao inspector da thesouraria das ren- das provinciaos, e ao inspector fiscal das obras publicas. Dito Do secretario da provincia ao com- mandante das armas, participando, que o Exm. Sr. Presidente, conforman lo-se com a sua in- fnrmacar de 17 d> andante mez, concedeo li- eenca para ir corte do imperio tratar do sous negocios ao major reformado Fernando da Costa. DEM do da 19. Offlcio Ao inspector da thesouraria da fa- senda, communicando ter levado ao conhoci- uiento do Exm. Sr. ministro do imperio a sua representaca acerca da necessidade de ser aug- mentada a quota marcada pela ordem do tribu- nal do thesouro de 17 de jolito proxim > passa- do para as desposas da reparticao do correio no corrente anno inanceiro, o substituido o actu- al escaler da sade por outro de maior lote. Dito Aoengenheiro em chefe das obras pu- blicas, ordenando, que mande passar titulo de pagamento a I). \Iaria Francisca Montcira, para na confonrudade do contradi, cotn ella cele- brado em virtuoe do artigo 13 I. e3. da lei provincial i. 9 de 10 dejunho de 1835, serin- dmnnisada daquantia de'200.4'rs., em que foi avaliadoo dainno proveniente da porcad de tr- ra, tirada do seu sitio para os reparos, o melho- ramenlos da estrada deParnamirim.Commu- nicou-seao inspector da thesouraria das ren- das urovinciaes, e ao inspector fiscal das obras publicas. Dito Ao director do arsenal de guerra, au- torisando-o comprar a porgad de plvora, que for absolutamente necessaria para ir occorron- do ao tarrico, al que cheguem a 50 arrobas , que tem de vir da corte.Participou-se ao ins- pector da thesouraria da lasenda. dem do da 20. Ofllcio Ao inspector da thesouraria da fa- senda, ordenando, que informe com urgencia, por que maneira tem supprido nos mezes d; ju- Iho setembro as despesas do ministerio da guerra; para quo possa ser levada a considera- cao do governo imperial a sua representaca a- cerca da insulliciencia docieuito, marcado para estas despesas pela ordem do tribunal do the- souro de 17 de julho p. p. Dito Do secretario da provincia ao chefe de polica nterin, communicando ter-se man- dado pagar ao fornecedor dos presos pobres des- ta comarca o saldo de 15^010 rs., quo da sua conta constava restar-se-lhe. dem do da 21. Oflicio Ao engeuheiro em chefo das obras publicas, remetiendo urna copiado regulamen- nicar ao inspector da alfandega, queduvidando sobre o seu procedimento tinha sobr'estado na posse do nomeado at ulterior deciso. Dito Ao mesmo Exm. Sr., remetiendo a conta da despesa eita com luzes aos corpos de guardas militares, paga por conta do ministe- rio da guorra.no anno flnancoiro prximo (Indo, que exigi por o!lciode3 de agosto ultimo, pa- ra dar cumplimento ao imperial aviso de 28 de junho deste anno. Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando o requerimento de D. Firmina Alexandrina de A- guiar, em que pedio a S. M. o Imperador se di- gnasse mandar pagar a importada de 2383214 rs. do monte pi que Ihe competa, e deixou de receber nos anuos lnanceiros de 1839 a 1841. Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando, que o edificio, que outr'ora servio decoxia extinc- ta cavallaria de linha de polica, foi construido em 1822 pela fasenda publica, c porque o ter- reno pertencesse irmandade da SoliJade, l- eon esta pelos contractos e avallacSes a que se piocedeu recebendo a renda annual de 3*^400 rs., como se via do documento, que acompa- nhnva equeexistindo por tanto este contrac- to pareca, que a dita irmandade nao poda al- leral-o, fasendo obras contiguas a dita coxia, o em lugar onde embaracava o transito della. dem do da 12. Offlcio Ao administrador da mesa do con- sulado, remetiendo a tra lucca, que aeompa- nhava, da nota que envira os agentes do Bra- sil em Londres, do pao brasil remettido pelo brigue limily, e barca Columbus, afim de faser ver ao feitr conerente, encarregado da osco- Iha do referido pao, o que convinha a respeito dueta. DitoAo inspector da alfandega para em vista do ofllcio do Exm. Presidente da provincia de 11 do corrente mandar somente para a me- sa do consulado o guarda da alfandega Maximi- anno de Oliveira Mussurepe; e que Ihe declaras- se que devia appresentar-se ao respectivo ad- ministrador, o servir como mesmo titulo, que tinha emquanto o Exm. ministro da fasenda nao decidisse a duvida que se oflerecia este respeito. Dito Ao administrador da mesa do consu- lado, participando o contedo no precedente of- flcio. DitoAo inspector da alfandega, participan- do para sua intelligencia, ter a Exm. Presiden- te da provincia communicado por ofllcio de 11 do corrente, em resposta ao que Ihe havia diri- gido, com a duvida offerecida sobre a execucjio do decreto de 31 de julho, polo qual foi nomea- do amanuense daquella alfandega Joad Herme- negildo Borges Diniz, em rasao de nao existir nella vaga de amanuense, que ia levar ludo ao conhecimonto do Exm. ministro da fasenda. hem como s'esto podia ser de 4 remos ou era indispensavel, que fosse doG. EXTERIOR. to por s. me. organisado, para a administra- cao dos sentenciados, que trabalha as mes- mas obras, o que merecco a approvacao da Pre- sidencia. Uto Do secretario da provincia ao inspec- tor da thesouraria da fasenda, transmittindo , para ser devidamente executada, a ordem do tri- bunal do thesouro sob o n. 152. Thesouraria da Fazcnda. expediente de 11 DO CORRENTE. Ofllcio Ao Exm. Presidente da provin- cia participando que achando-so Joao Her- menegildo Borges mis habilitado pelo Decreto de 31 de julho dosto anno para servir o lug..r do amanuense da alfandega desta cidade e nao existmdo na mesma vaga de nenhuin dos seis amanuenses creados por decreto do 22 de junho de 1836, nem mencionado aquello de- missao ulguma, sedignasse deiennioai O que su devia pralicar este respeito, alim de coimnu- IDEM'DO DA 13. OIBcioAo Exm. Presidente da provincia informando o requerimento do alferes refor- mado de 1. linha Luiz da Costa Buorra sobre o pagamento do seu sold por esta provincia. DitoAo mesmo Exm Sr. dando os moti- vos por que nao podia mandar extraliir a conta, que exigi om ofllcio de 12 Jo corrente da divida eectiva da guarda nacional desta pro- vincia pertencento ao anno financoiro proxi- me lindo, que ficou por pagar, afim de se pedir ao governo imporial o necessario crdito para seu pagamento. DitoAo inspector da thesouraria da fazen- da da provincia do Rio-Grande-do-Norte ac- cusandoa recopcao do seu ofllcio de 30 de se- tembro ultimo o a quantia de 1:4708 rs. pe- lo commandante do vapor Paquete do Sul, quo em conformidadeda ordem do tribunal'do thesouro publico nacional de 10 de Junho do corrente anno enviou em notas de 58. 10j , o 20 rs. da 1.* estampa e de 5* da 2.a subs- tituidas e inutilisadas ; e que pela 1.* via se- gura remetteria igual importancia cm notas do ultimo paJrao. DitoAo provedor da sade dzendo, que nao dando o seu ofllcio de 11 do corrente todos os esclarecmentos quo pedio em 3 do cor- rente acerca do escaler d'aquella reparticao , ora necessario que informasse quanto poderia |'w vu nintiira r.--- %n nnvn PORTUGAL. SECRETARIA. DE ESTADO DOS .NEGOCIOS ECLE- SISTICOS E DE JUSTIQA. R*parti(ao da Justina. Dona Maria, por grapa de Dos,- Rainha do Portugal, e dos Algarves, etc. Fazemos saber a todos os Nossos Subditos, que as Cortes Ge- raes Uecretaro e nos Queremos a Lei se- guinte : Artigo 1. Oijui/csdo direito de primeira instancia do continente do reino e ilhas adya- centes podero ser mudados pelo governo de uns para outros lugares quando o bem do ser- vico publico assim o exigir. 1. Esta transferencia ser precedida do audiencia dos respectivos juizes, do resposta do procurador geral da coroa e de consulta do supremo tribunal de justica em que dous ter- cos dos vogaes presontes reconhecao a conveni- encia da mudanca. 2. Quando o supremo tribunal de justica nao consultar pela transferencia poder o go- verno ainda nao occorrendo novas causas , mandar repetir a consulta, passado um anno, ou passados seis mezes se a maioria dos vo- gaes da precedente consulta houver votado pe- la mudanza. -l. O govorno doeiffnar ao juis i/oc for transferido nos termos leste artigo qualquer lugar vago no continente do reino e.ilhas ad- jacentes, e, na falta de lugar vago um dos tres mais prximos aojuizo em que servio ; e para este passara o juiz cujo lugar for designado para aquella transferencia. 4. Quando se proceder a transferencia dos jui/.es de direito das cidades de Lisboa e Por- to os tres lugares mais prximos para oef- feito do paragrapho antecedente serao dos ex- teriores s comarcas das referidas cidades. ij. Quando o juiz assim transferido, fr de comarca das ilhas adecentes a transferen- cia ser para Idgar das mesmas ilhas ; e poder fazer-se para lugar do continente do reino, so- monte quando o baja vago ao tempo della o sem prejui/o do que se ada estabelecido no ar- tigo terceiro da lei de vinte e sete de Agosto de mil oitocentos e quarenta. Art. 2 Os juizes de direito de primeira ins- tancia do continente do reino e ilhas adjacentes podero sor transferidos polo governo, logo quo completem seis annos de servico em cada lugar, ou em^hais de um, quando tcnbo sido trans- lei idoj, o requererem. W^Esta transferencia ser feita dentro do distrcto da relaco, em que servirem os juizes ; no districto da Relacio de Lisboa smentc no continente do reino. Os juizes de direito das ilbas da Madeira e Porto-santo poderosertrans- feridos de uns para outros lugares das mesmas ilhas 2. Nenhum juiz -poder ser transferido para lugar de uia Ofttyjralidade excepco de Lisboa e Por%- Art. 3. PoJijI^^gJQVorno conceder as trans- ferencias entrt*r|R*l do direito de primeira instancia do mesmo ou diverso districto da Re- laco que pertenderem trocar os lugares, ou oceupar os vagos quando deltas nao resulte detrimento ao servico publico. Art. 4. Os juizes transferidos deixaro de exercer jurisdicco nos jui/.os em, que servio , desde o momento da intimaco do respectivo decreto de transferencia e sero nullos todos osados porolles posteriormente praticados. Art. 5. Os jui/.es transferidos que depois da intimaco official continuaren! h exercer ju- risdict;o nos lugares, em que servio, incorrem na pena de perdimentodc lugar na magistratu- ra judicial. Art. 6. Os juizes transferidos, que nao en- adjacentes contados da intimaco official, in- correm na pena de perdimenlo de lugar na ma- gistratura judicial. 1. O governo poder por causas justi- ficadas, o documentos legaes espacar este praso. 2. Compete Relaco do districto, que pertencerem os lugares, donde os juizes foro transferidos, applicar a pena decretada neste, e no antecedente artigo. Art. 7. Pelo diploma de transferencia, que consistir to smente om urna apostilla as respectivas cartas, nao se percebero direitos de merc, taxa desello, e emolumentos. Art. 8. A transieren ia dos juizes de direi- to de primeira instancia das provincias ultrama- rinas ser regulada por una lei especial. Art. 9. Fica poi este modo regulada, quan- to ao continente do reino e ilhas adjacentes a execuco do artigo 120 da carta constitucional da monarebia e revogada toda a legislaco em contrario. Mandamos por tanto todas as authoridades, a quem o conhecimento oexecugo da referida lei perUmcer, quo a cumpro e laco cum- prir e guardar to inleiramente como nella se contm. O ministro e secretario d'estado dos negocios ecclcsiasticos e de justica a faca impri- mir, publicar, e correr. Dada no paco de Cin- tra em o i.de Julho do 1843. A RAlNHA com rubrica e guarda. Jos Antonio Alaria de Souza jfsevedo. Carta de lei pela qual Vossa Magestade , tendo sanecionado o decreto das cortes geraes de 17 de Junho lindo pelo qual se recula a execuco do artigo 120 da carta constitucional la mon,irchia quanto transferencia dos jui- zes de direito de primeira instancia no conti- nente do reino e as ilhas adjacentes; Manda cumprir e guardar o mesmo decreto na forma cima declarada. Para Vossa Magestade ver. Passou-se por decreto das efirtes geraes de 17 de Junho de 18W. Manat uguito dt Mor ata da Silva a fez. - .u...v.. ..- ,.. cscaler,que julgava conveniente comprar-se, de trinta das no reino e de sessenta as ilhas Dona Mara por Graca de Dos, Rai- nha de Portugal e dos Algaves <5tc. Faze- mos saber a todos os nossos subditos, que as corles geraes decretaro e nos queremos a lei seguinte : Artigo 1. Os juizes de direito de primeir* instancia de que trata o artigo quarto da lei de vinte e sete de Agosto do mil oitocentos o quarenta ou que nao estiverem em electivo exercicio quo sendo despachados para lugares vagos desua elasse no continente do reino e ilhas adjacentes noentrarem no exercicio dos mesmos lugares no prazo de trinta das no reino e de sessenta as ilhas adjacentes, con- tados da intimaco ollicial que para esse fim Ibes ser feita incorrem na pena de perd- ment de lugar na magistratura judicial. 1.0 governo poder por causas jus- tificadas o documentos legaes espacar este prazo. 2. Compete relaco do districto em que residirem os juizes despachados applicar a pena decretada neste artigo. Art. 2. O disposto no artigo antecedente ser applicavel aos juizes anteriormente despa- chados c que ainda nao tenbo tomado posse dos respectivos lugares devendo porem fazer- se-lbes nova intimaco depois da publicacao desta lei. Art. 3. Fica por este modo ampliada e de- clarada a lei regulamentar sobre a execuco do artigo centesimo vigsimo da carta consti- tucional e revogada toda a legislaco em con- trario. Mandamos por tanto todas as autoridades, a quem o conhecimento e execuco da referida lei pertencer, que a eumpro e guardem e fa< o cumprir e guardar to inteiramente como nella se contem. O ministro e secretario d'es- tado dos negoi ios ecclcsiasticos e de justica faca imprimir, publicar,e correr. Dada no paco das tos quarenta e tres.A RAINHA com rubrica " aesss = 2 e guarda1Jos Antonio Mara de SousjA- zevedo Carta de lei pela qual Vossa Magostado , tendosanccionado o dcreto das cortes geraes de trinta vigsimo da corta constitucional, quanto aos juizes da direito de que trata o artigo quarto da lei devinto esete de agosto de mil oi tocen tos e qliarent^,Manda cumprir e guardar o mes- mo decreto pela forma cima declarada. Para Vossa Magestade ver Antonio Pereira Lei- tao a fez. ( Diario do Guverno.) . PERNAMBUCO. POLICA. Oflicio ao Exm. Presidente da prorincia.= Depois da parte, que em 18 do correte dei V. Ex. recehi no mesmo dia parte do delega' do do 1. distrito desta cidade, contendo as par- ticipares da semana dadas pelos subdelegados de seu distrito e d'ellas nada consta de nola- vel, o sim algumas prisoes por difierentes mo- tivos de pequea monta. Por parte do dele- gado de Cimbres dada no 1 do correte cons- ta que em 29 de setembro fallecer a par la Francisca Leite de um tiro de pistola, que ca- sualmente se disparou as maos do pardo Eli- as, escravo do Vlanocl Vicente da Anunciaco, e passou-se a conhecer do fado. Por parte do delegado do Brejo dada em 16 do corrente o que consta de mais notavel he, que no dia 3 do corrente as 10 horas da noute no lugar do Riacho do Meto dquelle termo dero2 ti- ros na porta do jui/. de pat Francisco Nunes.so- bre cujo facto se ia tomar conhecimento para descubrir-so quem era o autor d'elle Por parte do delegado de Nazareth dada em 15 do cor- rento consta.quedas partes dadas pelos subdele- gados d aquella comarca sabia-se.quefora pre/o e processado pelo subdelegado de Nazareth o crioulo Jos Marques da.Silva por pretender as- sassinar suamulber E'quanto me consta at o presente,que me paieco conveniente participar a V. Ex. Dos guarde a V. E\. Secretaria da po- lica do Pernambuco 24 de utubro de 1843. C. Jos da Silva Santiago. Por esta reparticao se faz publico para conhecimento de quem pertencer que se gundo participadles recebidas da secretaria de polica da provincia das Alagoas, consta, que na cadeia da villa de Anadia da mesma provincia existe preso o crioulo de norr.e Jos , o qual di/ ser escr vo de Jos Ignacio de Bar- ros morador em Olinda. Nccret tria da poli- ca da provincia de Pernambuco 23 de outubro de 18W. O 1. amanuense F. de B. F. Ca- valcanti deAlbuquerque. Hesumo do mappa da impoitacSo d'alfandegv de Pernambuco no anno financeiro de 1842 a 1843. Gram-Brelanha Franca Gidades Anseticas Portugal Hespanho Paizes Baixos Italia Snecia Dominios Austriacos Estados-Unidos Ditos do Bio da Prata Portos do Imperio Total............ 3:651:926*532 824:982* 55 i 301:858*483 711:9568379 88:842*786 9:536*520 114:519*1:16 6:2808590 114:520*096 75:J:446>950 223:5608835 516:395*344 7:320:826805 messss Variecladc. vrorvmvTiv CONFISSAO DR DMA JOVEN MENINA. Vamos, ininha filha, tende animodi/ia o padre Anselmo urna joven menina que com elle se confessava.Se o vosso arrependimento he gmndc, ea vossa conOanca em Deus since- ra, nao deveis duvidar que o co vos absolva Minhas culpas sao la o numerosas e gran- des,tornou a deseo.ihecida,que receio re- feril-as. Vos me surprehendos, minha filha, por- que nao fosteis acostumada similhante re- serva. He que na vr-rdade nunca tive urna con- ducta to in Meu Deus! Meu Deus! quanto sou desgravada! Cessai corn vossos queixumes, elles oflen- dem ao Eterno, que invcaos. He s com ora- coes que devenios solicitar o perdo de nossos peccados. Pois bem, meu padre, vou ludo confeQar- vos! Possaes ouvir-me sem horror Com sex- ta feira passada carne de porto com emitas..... que Santa Theresa me perde! Ser este o vosso nico peccado? Ai de mim Nao meu padre. Vos me des- teis a ulliina vez urna penitencia de 15 padre nossos e 15 ave-marias, e d?!**' n esmiecimen- to mais de matade delta. j-j Hemuitomal feito, certamente; entretan- to nao he esse um peccado que nao possa ser remediado. Eu o creiotambem, meu padre, mas des- ganadamente o mais grave mo resta anda disor- vos, c me parece quo nunca terei animo de o faser. Vamos, minha filha, nada de falsas e mal entendidas vexacoes. Nao pode haver, vos o sa- bis, completa absolvico, sem urna confianca inteira, despida de pensamentos oceultos, e de toda a reminicencia. A joven penitente, em lugar de responder , escondeo as maos o seu rosto, queinundou de lagrimas ardentes. O padre que a contemplava com surpresa, nao sabia como interpretar seu inesperado embaraco. Tende mais confianca em mim, Ihe diz el- le ; emfim, se vossas culpas sao grandes, nao esqueceiquea misericordia de Deus he ainda rnaior. Tendes vos desobedecido a vossos pais? Tendes lido maos livros? Nada li. -- Tendes vos rido ou brincado nos domin- gos durante o oITlcio divino. Fiz peor mil vezes, meu padre. O veneravel Anselmo principioua ficar Soria- mente assustado. Nao sabpndo mais como for- mular seus interrogataros com receio deque, sendo falcas e mal fundadas suas desconfianzas, nao fossem imprudentemente faser sugerir na joven aldeana pensamentos, que nunca houves- setido, guardou por alguns instantes um peni- vel silencio, que a oven rompeo por flm, de- pois de ter feito violentos esforcos. Meu padre, disse ella, eu vos revellnrei tu- do se o reo me der animo; porem vos suppli- ro que sejaes indulgente commigo.... Foi pela primeira vez.... na5 pensei faser mal___Eu vos prometto firmemente que isto j mais me fornnr a acontecer. Entretanto eu nao fui s a culpada. Elle tambem foi a causa porque pe- que*; he to gentil!.... me ama tanto!___ohl nao; vos nao podis imaginar romo elle me a- ma !___Desde alaum tempo me segua por to- la a parle: seus olhos esta van sempre fixados obre mim, por toda a parte segua meus pas- os. Na5 o devias soffrer, minha filha. 0 Eu lhe disse muitas veses.que isto me des- ngradava ; rom tudo elle continuava. Meu Oeus! Meu Deus! ousarei acabar!.... Aqui a bella penitente escondeo do novo en- tre suas maos n rosto, o em quanto prosegua em sua confisso o bom do padre tremia, por- que sempre a tinha guiado no caminho da vr- tude, e Ihe era muito penivel pensar que delle se tivecsp desviado. Havia dous mezes que o conhecla, meu padre, eu Ihe fallava todos os dias depois desse i-iiijHi, fsto da minha (anella, porque ello mo- rava defronle; quando urna noite.....no mo- mento em que ia deitar-me.....eu,.. eu... o achei no meu quarto.... No vosso quarto! l-'xrlamnuolorosamen- te o venerav^ol Religioso, que assim va realsa- dosos receios sobre os quaos nlo tintn ousado at rn'o fixaro seu ppnsamento. Em vosso quarto e como se havia elle introducido all ? Eu o ignoro, meu padre mas verdade he, que, durante alguns segundos fiquei estupefacta, entretanto elle, logo que me vio, correo para mim e___ele eslava tao bonito neste momen- to, to seductor___que.... que... emfim... de sorte que___ Vos sucumbistes tentaran? 1 Ai de mim sim fechei a porta e tive a fra- quesa de___ Como Como! Vos fechasteis a porta em vez de procurar subtrahir-vos a'v espirito ma- ligno ; em lugar de chamar quem vos soccorres- se, devendo ftisrr e procurar esrapar?! Ah! vos- sos paes siio bem culpados!!! Elles nunca vos linha) advertido das fataes consecuencias que... Das fataes ronsequenrias! Interrompeo a joven menina assustada. Nao! Nao, meus paes, nunca me disserao que havia crime em a- mnr um gato! Sim meu reverendo padre, um sobrrbo e lindo sato, que pertencia ao nossa vi- sinho. o pasteleiro, e que por momentos tive a idea de nunca mais entregara seu dono, que o procurava por toda a parte___Eu o tive escon- dido um da inteiro no meu quaito, porem de- pois arrependda me resolv* esta manha a dar- Ihe a liberdade-----Ah e me perdoareis vos a- gora o ter cu assim invejado e ronbado o meu prximo de um objeclo que Ihe era ta5 caro. Em nome do padre, do filho, edo espirito santo, eu te absolvo disse o bom do nosso pa- dre Anselmo com urna voz tilo terna, como ja- mis se pronunciuu nunca em taes occasioes. (Correio Oficial.) O CARAPUCEIRO. OS POBRES. Nao ba cousa, que mais manifestamente an. nuncie o deleixo, o at dureza d'um governo - do que a mendicidade, quando esta he mu ex- tensa e quando privada de todos os soccorros. Em um estado bem constituido qualquer ho- mem que lem livreouso do seus membros , deve ser utilmente empregado : masaquelle, que por suas enfermidades est impedido de iralialhar, tem direito humanidade de seus si - Mullanles e devo de ser assistido e ajudado Je seus concilladnos sen nliripal-r 5 ;-\ vagabunda incompativcl com a fraqueza das suas forras para grangear urna mesquinha e miseravel subsistencia. Os grandes bospitaes , erigidos especialmente as grandes cidades e que sao sem duvida urna das mais bellas insti- tuices que o christianismo trouce huma- nidade devem recolher os pobres enfermos , e subministrar-lhesaquelles soccorros de que carece o seu infeliz estado. Mas quantas vezes fico Iludidas as totences dos pios o genero sos fundadores desses lugares de publica bene licencia, e quantas vezes os pobres enfermos em vez d'encpntrar nelles soccorro a seus males , n8o achao senao a miseria, o abandono e o desamparo? He pois d'extremo importancia, que as mais assiduas e incansaveis attencoes do governo se volvo para a conservaco da boa ordem e da recta administrac8o desses asilos de piodade destinados ao alivio das humanas miserias e conservaco da vida de tantos ci- dadiios, que por sso mesmo, que sao pobres, e enfermos, mais merecedores se fazem dos dis- vellos d'um governo benfico e paternal. Urna classe ha de indigentes conhecidos sob a denominacao de pobres vergonhosos.os quaes d'ordinarto excilo mais que os outros,"a compaixao publica. Muitos d'entre estes cor rendo-sc da propria miseria, lancSo-seem umn inercia total: e em vez do buscar recursos as suas desgracas em algum emprego honesto, pre- ferem entregar-se a beneficencia de outrem e viver custa da piedade de seus concilladnos Mas cumpre -Ibes estar persuadidos, que o ho- mem quecahio na indigencia deve renun- ciar a todas as quimeras do orgulho, e confor- marle com o seu humilde estado : que mais humilhante he viver as expensas de outrem, do quo submetter-se a occupacSes honestas, de que se possa tirar o sustento &c. A pobreza sempre foi mi das sciencias e boas artes e foi ella, queem todos os lempos dispertou o espirito e agucou o engenho. A necessidade (disse Ovidio na sua undcima Me- tamorfose ) torna o homem engenhoso ; e pe- lo contrario a abundancia amolece-o, fal-o es- tupido e incanaz de qualquer empreza. Um homem bem nascido, que, nao possuindo mais dos bens da fortuna, esforca-se com os seus ta lentos por tornar-se til a si mesmo e sua patria internece a todos os coraces honestos, e sensiveis e os empenba em seu avor. Mas um pobre orgulhoso um pobre que enfro- nha as maos entrega-se ao ocio e calaca- ria sob pretexto de n5o embaciar a nobreza de seus avs, faz-se indigno dos soccorros da so- nioilaito, o ila lioni'volj.ni'i.1 da eoue oonc'n\niiaa<. Devem pois os pobres vergonhosos respeitar- se a si mesmos e a seus maiores no pratiran- do aeco alguma que seja por sua natureza deshonrosa 011 malvada. Mas ninguem deve envergonhar-se de prover sua subsistencia com o honesto emprego das suas forras e ta- lentos sendo este um meto muito mais deco- roso do que a mendicidade a qual, exrepto so o caso do impossibilidade sempre bumilha o homem e o cobre deconfusao. He mui geral entre nos o prjimo ou antes mania dereputar-se vilotrabalho manual: e nada mais ordinario do que ver pessoas a- hismadas na pobreza e na miseria ; por nao quererem ganhar o pSo com o trahalho de suas mSos. Ha pais que por se di/erem nobres , e nao lendo motos de dedicar seus filhos aos es- tudos antes os querem vadios e completa- mente madracos, do que, que aprendao um'arte um oflicio, com que possSo ter um meto do vi- da; como se a ociosidade nao fosse o mais infa- me de todos os empregos ; como so o trahalho licito nao fosse sempre mui louvavel.e honroso. Em qualquer huginico tendo a pellcum pou- co mais clara ja se inculca nao s por branco extreme seno fidalgo, e nf.o tem outra mira. I senao em empregos pblicos: e como estes for- cosamento sao limitados por ahi vemos cen- tenares de mocos vagamundeando &c. &c. , sem modo algum honesto de ganhar a vida ; porque direm que Ihes fica mal aprenderem a carpina a marerneiro a alfaiale a ourives, <&c. &c.: mas eu acho, que o que Ihes fica mui- to mal he serem vadios, e por va de regra ca- loteiros e cheios de vicios. Conheri urna mu- Ihcr to pobre que viva d'esmollas : tinha urna filha j casadeira : e como eu Ihe aconec- Ihasse de a esposar com um moco ourives que mostrava inrlinar-se rapariga apostemou-se a boa da mu disse-me mui despeitosa ,, que por ser ella pobre nao imaginasse eu que a- vjltnsse o seu sangue ; que ella descenda dos fidalgos fulano e sicrano ; e no tinha sua fi- lha para casar com qualquer homem e menos rom homem de oflicio: que a sua ^'ariquinhas assim se chamava a tal fidalguinha) ou havia de ser miilber de doutor de sargento-mr , -le desemhargador &c. &c., ou Ihe havia de ficar solteira por toda a vida ! O homem plebeo, sendo avezado ao trahalho desd'a infancia nao he seguramente infeliz , quando se orrupa em trelas penosas, prem sim quando o seu rahaiho nao he subministra os meios de sua subsistencia. Diz-se, que a po- breza be mai da industria; idos tambem he mi do delicto quando industria se tolhe a cora - gem, quando he coarctada, quando nao he re- compensada e quando he oppiimida porcon- tribuiedes demasiadamente pozadas. Urna sa- bia administracao deve pois obrar de modo , que o pobre seja oceupado, e animado ao traba- too : to nec.essario he conservar nelle os bons costumes, e proporcionar Ihe os meios de sua subsistencia, e lulicdado. Nao ha poltica mais falsa do queequella que favorece o ocio do povo. este principio deve attribuir-se a cor- rupco do povo Romano isto he ; Irequen- to distribuidlo de graos, e aos continuos espec- tculos, que Ihe dave, os que queriao captivar os seus favores. Nunca distribuio trras pelos cidados po- bres a fim de quo subtrahidos miseria nao estivessem mais na necessidade de obrar mal, e oceupados em os trabalhos campestres adoras- sem os seus costumes. Assim urna sabia poli- tica devra procurar que o mator numero dos cidados possuisse alguma propriedade; porque esta liga o homem sua trra faz que ame o seu paiz que so respeite a si mesmo, e tema perder as vantagens, de que goza. Nao ha pa- tria para o infeliz, quo nada iiossue: o que cres- nido nao he o numero desses homens sem pa- tria lm quasc todos os estados os ricos e os grandes tem cecupado tudo: elles se tem as- senhoreado de trras para nao as cultivar, ou mui pouco. Muitos possuem terrenos incultos , que bastario para empregar todos os bracos de innmeros ociosos que infestao as cidades e os campos. Se os ricos tivesscm o bom pensa- miento de aforar aos necessitados as trras su- perfluas e d onde nao sabem n5o querem , o muitas vezes nao p-'dem tirar proveito as suns rendas serio cousideravelmenlo augmen- tadas os baldos serio cultivados as colhei- tas muito mais abundantes; e os pobres to incommodos ^s nacoes tornar-se-hio cida- dos uteis, e serio tao felizes, quanto o compor- ta a sua condico. Nao nos Iludamos : a indigencia nem sem- pre exclue a felicidade antes a pode gozar por meio d'um trahalho moderado com mais segu- ndado do que a opulencia sempre inquieta, ou incessantemente agitada pelas precisoes da sua louca vaidade. A pobre/a oceupada tem bons costumes ; teme dar desgosto aos mais ; he sensivel aos males de seus similhantes a quo vive exposto o indigente : e so este vfi-se priva- do de mnitos gozos e prazeres nisto mesmo nao lio difloronto do rico cojo coracoo militas vezes enfastiado j nao goza de cousa alguma , j nao encontra prazer que seja bastante para Ihe estimular o gosto entorpecido. Os desejos do pobre sao limitados, como as suas precisos: contente de subsistir, bem pouco estende as suas vistas sobre o futuro e possuindo pouco vive isento dos temores que perturbo a todo o momento o repouso dos ricos, e dos grandes. Do seto da pobreza tem sabido as sciencias , o engenho eos talentos. Homero, poeta im- mortal da Grecia, deo immortalidade a muitos hroes cujos nomessem elle serio sepultados em eterno esquecimento. Virgilio, Horacio, e Erasmo nascero na obscuridade. Os reis , os conquistadores os generaes sao devedorea da sua gloria a talentos diversos de homens, em os quaes a indigencia ha desenvolvido toda ac- pacidade. A esses sublimes talentos devem as sociedades attribuir os maiores inventos. Console-se pois o pobre resigne-se com a sua humilde fortuna bem persuadido, deque tem direito aos soccorros e beneficios de seus concidados toda vez que nisso mprega os seus trabalhos uteis. Se carece dos ricos, e dos grandes deve mostrar-lhes submisso e res- peto), deve esforcar-se por ganhar-lhes a be- nevolencia por meios honestos e legtimos, pe- la doeura e paciencia conveniente ao seu es- tado nunca porem com infamias c vilanias. Se o pobre acha nos grandes protectores da sua Iraque'za e consoladores da sua miseria, cor- re-lhe ohrigaco de corresponder com a sua gratido ; mas nunca dever sacrificar Ihes a sua honra e a propria conscienciu por vil te- mor nem por urna condescendencia indigna. A honra do pobre, do mesmo modo, que a do mais Ilustre cidado consiste em seguir cons- tantemente o caminho carreteiro da probidade, e da vrtude. A honra a boa f, a rectido, a fidelidado no cumprimentodos proprios deve- res, sao dotes mais estimaveis, que a opulencia, e a grandeza, quando estas sao desprovidasde taes qualidades. A nobre e corajosa pobreza de Aristides e de Curio ero muito mais hon- rosas do que a opulencia de Crasso ede Trimalcio. Se a virludo he amavel em qual- quer condico que se encontr, muito mais resieitavel he n-' pobre e no infeliz cujo es- tado parece ser um lorie obstculo para a mes- ma virtude. A moral he a mesma para todos os homens , grandes, ou pequeos, nol res. ou pleiteos, ri- cos, 011 pobres : suas Ik oes devem ser escaladas assim do monarcha como do jornaleiro por que a todos sao igualmente, uteis, e necessarias. * Um cultivador decostumes innocentes, que vi- vifica a trra &c &c. he ncomparavelmen- te mais estimavel, do quo um rico vicioso e corrompido, quecom as suas injusticas occa- siona a infelicidade de outrom. Um culadas tra- bajador he preferivel a tantos grandes inuteis q'patria e qun a devorao. Um commerciante oncsto, um artista industrioso sao mais dignos he benevolencia do que um nobre prepotente, due Ihe ncga o mesmo quo Ihe deve : hnal- mente o lilterato pobre, que se consagra a 108- trueco de scus concidadaos merece ser muilo mais rcspeitado do que um rico imbcil, que aflecta despresar as sciencias. e os talentos. O pobre que vivo do seu trabalho, e da sua industria nao deve pois ser despresado dos gran- des ; pois que estes nao sao d urna especie di- versa da dos mais homens. O cidado obscuro niio develastimar-sedasuasorte, nem crcr-se infeliz nem despresaT-se a si mesmo logo que cumpre honestamente os seus deveres para com a sociedade. Contente da sua sorte nao .te- ve inveiar a d'aquelles homens inquietos, d a- quelles ricos, e grandes, que mudas vezes vi- vem devorados de desejos insaciaveis, c de con- tinuos temores. A mediocridade (az gozar do movimento (leste mundo sem experimentar os seus embaracos. Deve por tanto o homem do povo estar bem con- ten* de nao ser sujeilo a esse tropel de proc- ses de frivolidades ,. e de penas, de que sao quotidianamente combatidos os predilectos da fortuna. Em sua pacifica morada noo entrao essas solicitudes esses cuidados que hab.tao as grandes casas, e nos magnficos palacios. U camponez honrado, e trabalhador de.tado em seu rustico e humilde leito.dorme tranquilla- mente, e encontra aquelle placido repouso. que em vSo procura o rico malvado, e inquieto so- bre os seus mrbidos colches depennas. eus alimentos simplices e Irugaos consorv o-lhc aquelle vigor e robustez de que ord.nana- mente sao privados os ricos faustosos, e desa- grados ; e ao passo, que encontra o mais exqui- sito sabor om os innocentes productos da natu- roza o rico pelo contrario nao acha gosto al- gum as comidas mais bem preparadas, e adu- badas. Quando aquellj torna sua choupana depois do sol posto acha a rustica ceia arran jada por sua solicita companheira: v-se acco- Ihido, e festejado por seus innocentes filbinnos, que isultao com a sua volta e goza entro elles dessa pura consolacao ignorada dos ricos, os quaesmuitas vezes sao (oreados a lugir de sua propria casa onde nao veem senao mulneres de mo humor, e filhos turbulentos e insu- bordinados. ILJr Devem portanto o camponez, eo tranalnador viver contentes do seu estado em o qual sao de certo mais felizcs do que muitos granees, e poderosos, aviltados pelas paixes, do que mu - tos corlezaos corrompidos, do que muitos com- merciantes sempre agitados do esperances e temores. Seus coracoes sao tanto mais dispos los para a virtude quanto mais limitados sao os seus desejos; e as regras da mora fazem maior mpresso em o seu espirito simples do que sobre o dos ricos, que de ordinario he en- durecido c agitado da nmbicao, do orgulho, e das mais vilenlas paixes. Finalmente nesto vale de lagrimas s<. he le- |z o homem virtuoso, que cruzando-se aos de- cretos da providencia contenta-se da sua sorte. Todos fomos condemnados ao trabalhn : o ai d'aquelle rico ou pobre que de.xa as suas licitas orcupacSes para viver no ocio ou en- tregarle poltica. Taes cidadaos nem ser- ven! aos seus interesses, nem aos da sua patria. Editaos. O Illm. Sr. Inspector da thesourana dente da provincia de 11 do corrente segundo o regulamenlo das arrematares, o sob as clau- sulas especiaes abaixo transe nptas no Dia- rio numero 25 de 18 do corrente arrema- tar a quem por menos fizer no da 10 de JNo- vembro prximo vindouro ao meio da, peran- te a mesma thesouraria a primeira parte do de- decimo lanco da estrada da Victoria, oreada em 19:9998 468 res. Os licitantes deverao apres ?ntar as suas pro- postas conforme o dito regulamenlo no da e hora indicados. do lado da mar* grande, n. 6; a fdllaremFora- e preco muito commodo : na ra do Rangel de-portas com Manoel da Silva Neves. Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 32 da ra do Quoimado confronte ao beco da C .ngregacao ; a tratar na loja do mesmu so- brado. )eclaracoies. __O arsenal .de guerra compra boje, das 10 horas ao meio dia 30 meios de sola ; quem osquizer vender comparoca na sala dadireeSo as referidas horas. Companhia de Bcbtribe. De conformidade coma disposico doar- tigo 17 dos estatutos da Com panhia do Enca- namento s5o convidados os Srs. Accionistas para a segunda reunio ordinaria c\este anno. a qual lera lugar no dia 10 de Noveinbro prximo pe- las 9 horas da manha no escriptono da Compa- nhia ra Nova n. 7. O secretario B. J. Fernandes Barros. PUBLICADO LITERARIA. Na Praca da Independencia livraria n. 6 e 8 continua-se a subscrever para a traducefio do Curso da Historia da hilosfia por V. Cousin cntregando-se na occasi3o da subs- cripcap o primeiro volume, que j se acha prompto. Avisos martimos. Para a Bahia sai no dia 8 de Novcmbro im- preterivelmente o patacho nacional Golfinho , do qual he capit5o Melquades Jos dos Santos ; quem no mesmo quizer carregar, ou ir de pas- sagem, diri|a-so aos consignatariosNovaes&C. na ra da Cruz n. 37. =Segue viaaem nestes 8 das para o Assu o brigue nacional Boa-veMra capitao Joa- quim Pedro do S Faria ; quem no mesmo qui 7.er carregar, ou ir de passagem entenda-se com o proprietario JosGoncalvesFerrcira Cos- ta na ra da Cadeia n. 4. Para o Rio Grande do Sul partir coma maior brevidade possivel o brigue Fiel, forra- do e encavilhado de cobre de que he capitao Manoel Marcianno Ferreira ; para carga ou osemos a rete trata-se com Firmino Jos Fe- lis da Roza na ra da Moeda n. 7, ou com o cspilao. ., , - Para o Ceara segu viagem com brevidade o patacho nacional Laurentina Braziletra; quem no mesmo qui/cr ir de passagem dirija-se rua da Cruz n. 64 ou ao capitfio do mesmo Antonio Germano das Neves. COMflERCIO. Alfandega. Rendimeato do dia 26......... 1:7778626 Descarregio hoje 27. Barca James Stuart bacalhao. Brigue-e&cuna Mary fazendas. Brigue A'ori-a/ tijolos. Brigue -Concedo de Marta dilerentes mercadorias. Movimento do Porto. Leudes. Joao Keller continuara o seu leila5. por intervencao do corretor Oliveira de grande sortimento deaendas franceas, suissas, e al- enlas tanto de seda linho e la como do algodo recentemente chegadus pelo na- vio rlense: terca leira 31 do corrente s 10 horas da manhaa, no seu armazem na rua da ^ruz> _______ Avisos diversos. Navios sahidos no dia 25. Maranho; brigue-escuna tonilevoCarolitu, capito Francisco Bernardo de Mallos, carga diversos gneros. Baltimore ; galera americana Seaman, cap.USo Joseph Harvey com a mesma car{ trouce. Entrado no mesmo da. Ass; 15 das, hiato bra/ileiro Vmgador . .i _:<=- rinm!t<< Antonio de 52 toneladas, cup.vu w......b- - d'Azevedo equipagem 9 carga sal : ao capitao. LOTEBIA DE S. PEDRO MARTYR. ^ No da 30 do corren- te ando as rodas desta lo- tera, fiquem ouno bilhe- tes p >r vender. __Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. 8 da rua do Crespo com commodos para pe- quena familia ; a tratar na loja do mesmo. =Precisa-so para um engenho perto desta cidade de um homem que sirva paracaixei- ro ; na rua estreita do Rozario no terceiro an- dar do sobrado n. 31. = Precisa-se de um portuguez que entenda de venda : a fallar na venda da rua do Hospi- cio n. 1. -i j =Um rapas de U a 16annos de i.lade so offerece para caixeiro de loja de fazendas, ou mimleTaS; o qual d fiador a sua conducta; quem precizar annuncie. I Aluga-so urna casa em Fora-de-portas, LOTERIA DA MATRIZ DA BOA-VISTA. As rodas desta loteria correm impreterivel- mente no dia 21 de Novemhro prximo futuro, e os bilhtites ach3o-se venda as lojas dos Se- nhores Vieira e Cunha. cambistas, no Becifo , - antos Ne^es na rua do Crespo Lui/. Antonio Pereira & C.1 na rua do Cjueimado n. 17, Mo- reira Marques na rua do Gabug e Saraiva na Boa vista. = Aluga-se um primeiro andar da casa de dous andares em Fra-de-portas prxima da se- gunda venda do lado direito : a tratar na mes- ma.. = A pessoa que por esquecimento ou por engao Ievou um chapeo de sol de seda pre- ta anda em bom uso bordado em toda beira, com uns calombinhos pelo cabo, escm o casto da ponta do dito que desappareceo no dia 10 do corrente de casa do Sr Dr. Delegado, quei- ra mandar nasCinco-pontas n. 26, so nao qui- zer ver o seu nomo publicado. A commissao administrativa da Sociedade Apolnea, attendendo a alguns inconvenientes occorridos julgou acertado mudar a partida, annunciada para o dia 4 de Novemhro prximo luturo para o dia 18 do mesmo mez ; adver- ando aos Srs. socios, que a commissao admit- i propostas para convidados at o dia 7 do refe rido mez de Novemhro. _ Dezeja-so fallar aoSr. Joao Francisco de Paulo Estevao Cavalcanti a negocio de seo m teresse ; na rua do Livramento loja de couros n. 13. Quem precizar do um rapaz portuguez de Hannos, com pratica de venda, pois d lia- ador a sua conducta ; diri|a-se a rua Bella so- brado novo prximo a mar. __Qnem quizer comprar urna pon So de ca- pim na rua da Solidado ; falle com seo dono ao p da Igreja n. 13. Sociedade Phtlo-Thalia. = O thezoureiro aviza aos Srs. socios, que faz boje e amanhSa a distribuico dos bilhetes para a recita do dia 21 do corrento, e que ni- camente tem a receber amensalidade destemez; na rua do Crespo n. 23 I.9 andar. Manoel Francisco Ribeiro caixeiro do arma/em de capim da rua do Sol indo pagar no dia 25 do corrente a Miguel segeiro no at- ierro da Boa-vista a importancia de urna cor- roa para o carro do seu pairao, deitara no acto do pagamento a carteira sobro urna taboa que serve de meza de trabalho e esquecendo- se por sua infelicidade de guardal-a suhio deixando ficar. Antes de chegar a sua casa na rua do Sol n. 7 deu por fa ta della e voltan- do immediatamento ja a n5o achou e per- untando a um pardo ( que agora sabe-se ser escravo de Joao Pinto de Lomos ) que traba- Ihava na meza em que puzera carteira se del- ta Ihe dara noticia esto responder que nao a tinha visto assim como quo all ninguem tinha entrado depois que o annunciante sahio. A carteira he a velha e continha 658 "* urna de 5* rs. e nao sei se mais algumas miu - das no que o annunciante n5o est bem cer- to o annunciante tem bem fundadas suspei- tas de que foi o tal pardo que Ihe achou a car- teira e com quanto ja tivesse a tal respeito prevenido o Sr. Lomos lazo presente annun- cio pelo qual rogaaquem della souber Ihe quei- ra communicar, attendendo que o annuncian te he bastante pobre e carregado de numeroza familia a quem sustenta com seu ordenado. __O juiz e mais irmos da irmandade de N. S. do Terco pedem aos moradores das ras a- baixo declaradas para que se sirvao ter as Iren- tes das suas casas com aceio visto ter de pas- sar por ellas a procissao da mesma Senhra , na tarde do dia 29 do corrente: rua das Cinco pontos ateo principio do Atierro rua de Hor- tas, rua de Agoas-verdes, rua Direita Li- vramento Queimado rua ;o Collegio rua de S. Francisco rua das Cruzes rua do Ca- bug rua Nova ras do Bozario larga e es- trena pateo do Carmo e de S. Pedro. = Alug-se urna casa no Monteiro, a 3.1 na carreira do (allccido Domingos Bodrigues do Passo com dussalas, e tres quartos todos grandes e muito Iresco co/inha fra estri- bara para dous cavallos quintal murado , com porlao para ir para o banbo ; quem a pre- tender dirija-se ao atterro da Boa-vista o. 21 , que nao deixar de ajustar. = Precisa-se alugar duas canoas que peguem n. 3 i. 0 abaixo assiguado declara ao reepoitavel publico que Joaquim Claudio Monteiro nao he mais seu procurador o por isso nao deve mais o mesmo Monteiro exercitar asfunecoesdo pro- curador em virtude da procuracao nastante, na qual autorisou o mesmo abaixo assignado ao dito Monteiro para em seu nome obrar, e ;>ara se tornar mais ellectivo o nenhum po ler de tal procuracao pretende chamal-oa jui;odo paz , a fim de judicialmente entregar a Telenda pro- curacao visto que por bem o nao quer (a- zer. Jodo Manoel Pereira ds Abreu. Yeno-se no Diario n. 225 o celehre an- nunciodo engracado capadocio fa/ondoverao publico que ninguem compre a casa da ruado Vigario pertcncente aos henleiros do fallecido Miguel Ferreira de Mello por ser o mesmo fulle- ado devedor a dilTerentes pessoas respnde- se quo este fallecido nao ficou a dever a pes- soa alguma pelo contrario muitas pessoas desta cidade, e fra d'ella, Ihe saodevedoras de qua- renta e tantos conlos de reis e talvez esto quo acuza o fallecido do dever sejaumdestes devedo- res ; e as Ires cauzas que contra os herdeiros, pendememjuizo sao negocios do Bernab , e se f.ir ver ao publico como forao ellas orranjadas. Aluga-so o segundo andar da casa n. 4 da rua da Cacimba ; e vende-se urna canoa de a- marello de 40 a 50 palmos de comprimento, propria para abrir-se : a tratar no primeiro an- dar da mesma casa cima. Aluga-so urna casa terrea na rua da Soli- dado muito larga, eom seis quartos, duas salas, corredor ao ludo cozinha fra um grande quintal murado e outrosercado e ca- cimba com muito boa agoa de beber ; quem a pretender dirija-se ruada Anrora n. 58 A pessoa que annunciou no dia 19 do cor- rente querer permutar um sobradinho por urna ou duas casas trras no bairro de Santo Anto- nio ; dirija-se a rua Direita n. 109. A pessoa quo annunciou querer comprar duasvaccas crioulas boas leiteras prxima a parirem ; dirija-se ao lugar do Barbalho citio junto a Francisco Xavier de Miranda. Na rua Direita sobrado de um andar n. 33 ao p de dous de varandas douradas ha doces : de caj ceco mangaba sidro ou outras qualidades por commodo preco e mui- tos bem feitos; e tambem se fazem bolinbos, e bandeijas muito bem feitas e do melhor gosto possivel com ramos em p e figuras e tudo quanto he de sobremeta. -O abaixo assignado comprou por conta e ordem da sociedade Icoence Amante da Fortuna os bilhetes com os seguinles ns. da 1.' parte da 2.' loteria a favor da igreja matriz de S. Pe- dro Martyrda cidade de Olinda, os quaes ficao em porder do mesmo abaixo assignado. A sa- ber : bilhetes inteiros ns. 1642, 91, 92, 88, 98,124, 1666, 130, 1661,122, 125, 126, 86. 96, 121, 140, 20U. 2041 ; meios bi- lhetes 2350 2350 2370 e 2370 som- mando todos 20 bilhetes inteiros. Francisco Joaquim Cardozo. Na cidade de Olinda rua dosQuatro-cantos n.7,se acha estabelecidu urna casa de pasto, on- de se faz diversas comidas com todo o aceio e promptidao o mais barato possivel e tam- bem se apromptao jantares para fra e sea- justa a dar almocos jantares e seias men- saes ; os pretendentes podem-se dirigir a dita casa a cima. - Aluga-se por preco commodo urna casa de pedraecalno largo da matriz dos AHogados n. 17, com duas salas quatro quartos dis- pensa e cozinha fra cacimba e quintal mu- rado ; c grande sitio que vai at a mar com otitra cacimba no lundo e com muitos arvo- redos constando principalmente de laranjei- ras c coqueiros que s com o stu producto se podo pagar o aluguel : os pretendentes dirijio- sea rua do Queimado loja de ferragens n. 13. = Aluga-so urna casa na rua dos Gararapes em Fra-de-portas com seis quartos sotao e trapeira com grande quintal cozinha , copiar, &c; os pretendentes dirij5o-se a mesma rua n. 32. No dia 14 do corrente perdeo-se urna letra da quantia de sessenta e tres mil e vinto reis , passada em 23 de setembro ultimo a Ires mezes, por Francisco Jos da Silva Mayer, aceita por Joo Pinto Regis de Souza a lavor de Joa- quim FelisdaRo?a&C. ; quem achou que- rendo entregar ao seu dono dirija-se a rua do Codurniz n. 6, ou as Cmco-pontas n. 7. . O abaixo assignado roga aos seus xredo- res para s.-guoda-leira 30 do corrente s 11 ho- ras da manhaa seacharem emsua casa na rua da Moeda, para receberem o primeiro pagainon- .....__n 'nncci nrrasian rieliberarem ao 800 a 1000 lijlos; quem as tiver dirija-se . "a'sSVin 'como 'nossa occasiaS deliberaren! ao a rua do Rangel n. 34. | que tem de propor o mesmo abaixo assignado = 1 ira-se lolhas cornaas e |i""' r-" ao hmnuw -.....= -- "o Uraan dentro e fra do imperio : tudo com presteza | A * do* ** Bra*>< VEITCH, BRAVO &C." Vndem na sua botica e armazem de drogas na ra da Madre de Dos, n 1. ' A preparaco seguinte por preco muito com modo e de superior qualidade. Extracto fluid) e concentrado de salsa-parri- Iha da Jamaica. As muitas experiencias sobre estas prepara- res tem feto conecer sabia corporacao me- dica, que compoe o collegio de Londres, Edin burgh e Dublin ser ella a nica donde se podem colher os beneficios esalutares elTeitos que se requerem nos casos, emquo se torna ne- cessana a indicacao da raiz de salsa-parrilha V. B. & C nao podem deixar de fazer urna re- itaxao s pessoas, que fizcremuso desta prepara- ba j ; que vem a ser o nao abusarem da pequea fciant.dade, que prescrevem os praticos duas colheres de cha duas ve/.es uo dia em meio co- po d agoa ) visto cada garrafa de dozo ornas contar a virtude de 5 libras de salsa parrilha. Na mama casa rambem se vendem tintas e todos os outros objectos de pintura ; vermzes de superior qualidade entre clles um peri- tamente hrco e que se pode applicar so- bre a pintura mais delicada sem que produ- za a tmelo .Iguma em sua cor primitiva. Ar- row-RoutdeBermuda-Sag Sabonetas - Salude Wmdsor-AguadeSeidlitz A{?ua doj>o,laVguade Seltz Limonada gasoza I inta superior para escrever Tinta para marcar roupa Perfumaras nglezas Fon- das elsticas de patente -Escovas o pos para denles -Pastilhas de muriato de morphina e ipecacuanha Pastilhas finissimas do hor- tela-p.menta Pastilhas de bi-carbonato de soda e ging.bre. As verdadeiras pilulas ve- gctacs un versees do D.' frandrelh vindas deseuauthornos Estados-Unidos, &c fe == Muga se o primeiro andar do sobrado n. 129 na ra D.re.ta do lado da groja do Terco a tratar no segundo andar da mesma casa - Ad Lauprccbt retira-se para fra do Im- perio. ' Anda em praca do juizo do civel, para ser vendida a casa de dous andares e sotao sita na ra da Senzala-velha do bairro do Recifen 76 pagando o comprador a sisa. ' Precisa-st de urna mulhor de idade pa- rai irjpara umengenho ensinar meninas a le'rm- no pateo do Carmo, vendan. 1. ' Precisa-sede um caixeiro para vender hiendas pelas ras: na ra Nova n 52 Precisa-so alugar urna casa no Caxanffi OUemApipucos: o.iem tiver ,nnuncic g ' Aluga-se lima negra qU0 sabe bem tra- tarde urna casa de pouca familia e qu. cozi- rua ASrnm6qUem Pretend-d.rija-se a Aluga-se o segundo andar da casa n. 11 Ja ra da Cade.a-velha e sendo pessoa que que.ra o pnmeito andar para esenptorio 'tam- bem se far negocio ; a tratar na mesma hJZ. Um Cnt d reis a Premio com Jijpoheca em urna casa; na ra da Praia n. Precisa-se alugar um sotao para urna so nZZl A metade de Uma Casa cm ^ 're uma at duas pessoas, que seja no bairro de a. Antonio ; quem tiver annuncie. ,r ,St: Jos Vicente Domingu,;S de Car- val.o d.r.j^e a ra da Cadeia do Recife, lo- ja de Joao da Unba Magalhaes para receber uma carta vi ma do Ico. ~ Trapassa-se uma loja, que tem muito bons c mu.odos, e sita en, lugar muilo publi- co propr.a para fazendas e roupa feita ; na praca da Independencia livraiia ns. G e 8 se uira quem faz este negocio. = Troca-so uma preta de nacao, de da- le que saiba engommar e cozinbar, por um moleque de naco de 1V annos, me faz todo o servico de uma casa : na ra do Ara- gao o. 5. = Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra do Torres no Recife n 20 ; a tratar com Antonio J .aqu.m de Faria Patricio ; assim como compra-se uma escrava parda ou preta que sa.ba coser engommar e cozinhar. - Quem precisar de uma muhor forra pa- ra coser e on-omrnar em alguma loja franceza ou em oulra qualquercasa dirija-se a ra da Senzala-nova n. 14, segundo andar. Trapassa-se a posse de todo ou de par- te de um terreno em S. Amaro no alinhamen- toda ruada Aurora com os undosal a es- trada nova ; na ra do Collegio, sobrado n. 4. Auga-se metade de uma casa terrea na iravessa deS. Jos n. 7, para pequea fami- lia .por preco de 5S rs. mensaes ; na ra de * Hila nova n. 91. A 7~l(uem ''ver obras do tecido de palhinba d todas as qualidades.ninda mesmo damnifica-. das para se concertaren) dirija-se ao princi- | _==4 pi da ra do Amparo em Olinda ; na mesma casa tambem engomma-se e lara-se. Na ra do Pillar em Fora-de-po rtas n 122 prec.sa-se de um preto para vender pi com um homem at ao meio dia ou aluga-se por mez, como melhor convier. '1 Compras = Comprao-se dous bois mancos de carro- ca ou de cambao que seja grandes e novos- pagao-se bem; no Atterro dos Affogados n 67* == Compra-se o livro Horas Marianas em at.m : na ra do Cabug loja n. 9, defron- te da iiitnz. r.r.C.TPra Seo terceiro tomo das obras de tilinto Elisio ainda que velho seja ou em broxura : na ra estreita do Rozario n. 27 - Compra-se uma casa terrea que seja larga as principaes ras- da Boa-vista que tenha quintal murado e cacimba: na ra da S. Cruz n. 38. - Compra-so um escravo pedroiro para um engenho; na ra estreita do Rozario n. 31 . terceiro andar. ' Comprao-se vidros para espelhos, gran- des e mofados: no Atterro da Boa-vista n. 17. Compra-se sement de coentro que seja nova ; na ra Direita ao p da torre do Livramenton. 2; na mesma loja vendem-se pregos caixaes a 2400 o milheiro e o cento a 200 ripaesa 1400 e o cento a 140 cai- braes 5200 e o cento a 560. G,mpra-se um casal de pavoes : na ra da Cadeia do Recie loja de fazendas n. 37. Compra-se uma canoa de carreira qu carregue 4 pessoas: na ra do Queimado lu- a n. 12. Compra-se nm pequeo bota com os com- petentes remos, e mais pertences ; quem ti- ver annuncie. fetas a 308 rs. a duzia botins de bezerro fran- cez borzegu.ns gaspiados spalos de palla, ditos de orelha ditos de couro de lustro para homem ditos de couro de lustro duraque marroqu.me setim para sen hora, superiores lencos de gurgurSoe tafeta preto para grvala suspensorios e burracha, luvasde pellica bran- ca para homem e sen hora lencos de seda de muito bom gosto para chapeo casimira bran- ca superior e bastante larga dita preta fran- ceza e elstica para calcas, urna chamarra para pessoa secca e baixa, por preco commodo: na ra Nova loja de alfaiate n. 32 de Manoel do Amparo Caj. k T ,Ven,(,em-Sfi^ mais ricas mantas de seda bordadas de matz chales de seda e de seda o la ditos de 15 muito proprios para as se- nhoras irem ao banho lencos de seda com franja e sem ella, cortes de lanzinha muito lin- los cortes do cassa pintadas de padres mo- dernos nscados francezes de gosto escocez , cortes de la escoceza ditos de chitas mui finas o cores fixas, casimiras do duas larguras, man- tas de seda para homem, lencos de seda de 'ores para grvalas, chapeos de sol furia-cores verdes azues e pretos com barras de outras cores ditos das mosmas cores para senhora , e outros mu.tos objectos de gosto : na ra No- va loja n. 35. i. "~|VeindJ0m Se ,indos cortes de ,anz'*nha abor- ta ; fechada e escoceza ditos de chita fran- ceza e de cassa, mantas de seda preta ma- tizadas, ditas de outras cores tambem matiz- is e lisas chales de seda raatisados o lisos lencos da mesma qualidade para senhora. ditos 'le blond com franja, meios chales de dito e de lilla nm /!, nli __t:___... . seda Vendas. todas as qualidades para bomem senhora meninas, chapeos do sol e de chuva, bo'ns "ara homem e meninos, luvasde pellica para homem o senhora ricos cortes de colletes I ores para chapeos, setinse sedas para vesti- jlos chales de l adamascados los de lnho br.m para calcas nscados finos marroquins.' Ponos finos de diversas cores casimiras e me.as ditas merinos cambraias adamasca- das brancas, e de cores, e de todos os precos e outras muitas fazendas de bom gosto: na ra Nova loja n. 52 de Bonifacio Maximianno de Mallos. - Vende-se uma escrava do nacao de 35 annos, cozmheira lavadeira e he quitan- da ; naruadasCruzesn. 41 segundo an Vendem-se sedas pretas superiores chega- l agora para cobrr chapeos de sol: na tra- rod lustro, e debezerro ditos de i baixadeuma, e duas solas, ditos do en de lustro sapates tachiados de duas i olas ludo para homem e menino Mn., atamancados de du.aque e cordavao 'para, , nhora e de bezerro para homem san tosTa de couro de lustro para meninas de 8 a 12 nos. ditos de dito, duraque, marroqu Z" davao, esetim para senhora e meninas ,'diin le couro de lustro com colxetes para menino, ditos de tapete para homem e senhora e o..' tras muitas qualidades de calcado por nre commodo; no Atterro da Roa-vista loia 24 dejoaquim Jos Poreira. n" = Vende-se por preco commodo uma nart de um sitio em Bebiribe que fo do Caoir Souto; na ru* estreita do Rozario n 27- 10 mesma casa precisa-se alugar um preto para^ scrv.ee, de um sitio, dando-se o sustentoe 10,000 rs. mensaes. = Vende-se uma casa terrea em chaos pro pnos com dous quartos quintal murado e cacimba na ra de S. Miguel nos Affogados na Boa-v.sta ra da S. Cruz n. 38 ou RZ AIogados a fallar como Manoel Jos Goncalves = Vendem-se 42 linhas de pao d'arco p sapocaia : na ra do Queimado loja n 44 = Vendem-se chapeos francezes ebegado* pelo ultimo navio ditos de sol com barra e sem ella, com muito bonitos cabos, bros para calcas de padres modernos, casimiras ditas lencos de setim pretos e de cores para pescoco' tudo por preco em conta ; na ra do Ouei! mado, lojan. 11 de A. L. G. Vianna. Vendem-se bandas de seda e de 15. por 112 rarw ,"",TOUB u"oe ae Vendem-se bandas de seda e H is um completo sortimento de calcado de preco commodo ; na ra do. OuJl V- V squahdadespara bomem senhora e Victorino de Ca/trn Mn.? "S 1^ leiS ,0Ja de Vendem-se potes com uvas ; no arma- zem do Fernando Jos Braguez ao p do ar- co da Conccicao. V- Vende-se um jogo do breviarios serfi- cos ; um dito de retiro espiritual, e um Ripan- co por preco commodo : em Fora-de-portas na ra do Pillar sobrado n. 137. ^ = Vende-se urna venda nos Quatro-cantos da Boa-v.sta n. 1, com poucos fundos ; a tratar na mesma. Vendem-se duas cabras (bicho ) urna w^TV T Bobrr chapeos d panda, muito manca. eoutraprox?mVapa- vedZRo,7rto ^ado n. 2. nr ; na ra Imperial, sobrado n. 7. T Vende-se rap princeza do ltimamen- te chegado de Lisboa ; ao pedo arco da Con- ceicaS na loja deferragens da esquina. ^ VenJem-se os seguintes livros : Princi- pios de direita morcantil por Jos da Silva Lis- boa ; Ordenaces do reino ; Assentos da sud- plicacao; Pr.meiras linhas sobro o processo criminal porJoaqu.m Jos Caetano; Pereira e Souza ; Arligos das nsas, Tratado pratico do procedo executivo summario por Manuel deAlme.daoSouza de LobSo ; Primeiras li- nhas sobre o processo civil por Pereira e Sou- ja ; rratado dos testamentos e sucessOes por Gove.a Pinto ; C asse dos crimes por Pereira e ^ouza ; Manual de appellacoese ag^ravos ; na ra do L.vramento n. 26, segundo andar -v- Portis direilo natural; Burlamaqui , prnc.piosded.re.to natural. edicSo augmen- reilo da nalureza e das entes o Z,? ?lpar* Umsitio e homem e do cidadao trad 1* 1 !2^d d A^-verdes n. n. 70. bomem e do c.dadao traducao de Barbeyrac; Fritot. d.reito natural; Kant, principios de r.ilem 3 v contando o ultimo entro outros a cr.t.ca da doutr.na moral de Kant, e as vistas tl.eor.cas do professor ; Lerminier historia e Philosuphia do d.re.lo ; Elementos do direito das gentes por Vicenta Ferrer lente de Co- imbra ; Fel.ee Ikocs de direito natural o das g< "tes ; Vatel d.reitos da gentes em 3 v o u timo he um commentario a obra por S* P nheiro; Martens direito das gentes com no- b.1 de S. Pmbe.ro ; o mesmo.'. G. diplomtica i v com commentarios e notas de Pmheiro c outros; Kluber direito das gentes. *erho da Europa; Manual do c.dadao por nheiro- Curso do direito constitucionaLdo mq.mo em 3v ; odosestes l.vros vendem-se na ra do Collegio joja de l.vros de Counbo & Lopes - Vende-seum moleque de nacao, de 18 annos ; na ra do Queimado loja n. 4 -Vendem-se bexigas de gra,a do R0 Uande de superior qualidade; na travessa do Arsenal armazem n. 5. - Vendem-se casacas de todas as cores e qualidades, csobre-casacas ditas, e tambem le merm duraque e de brim calcas ia quetas e colletes do todas as qualidades, 'cha- Vende-se uma escrava crioula de 24 an- nos engomma cozinha lava ecose lu- do perfeitamente : na ra larga do Rozario casa de JoSolManoe I Rodrigues Vallenca, ondj se dita o motivo da venda. = Vendem-se bichas de superior qualida- de ltimamente ebegadas de Hamburgo, por preco commodo : na ra Direita esquina do beco deS. Pedro n. 14. Vende-se uma cabra ( bicho ) por pre- co commodo : na ra do Sebn 8. Vendem-se 2 caix5es envidrarados pro^ pr.os para amostras de venda, um par de es- poras de prata com mais de meia libra urna canoa tachada com mais de 60 palmos de com- pndo e uma porcSo de caixas vasias do Por- to tudo preco commodo; na ra Imperial, venda da esquina n. 2. ' Vendem-se dous escravos de nacao de me.a idade, trabajadores deenchadas, e pti- mos para um sitio ; e um molecote ; na ra Victorino de Castro \loura n. 24. = Vende-se umeavallo rodado." novo caf regador ba.xo e passeiro por 60.000 rs.' na ra Direita n. 66. = Vende-se uma venda na ra de S Rita novan 93 com poneos fundos e com bons -ommodos para familia independente d ven- da com duas entradas pela rente, e por de traz: a tratar na mesma. ' Vendem-se 6 cadeiras de palhinha usa- das um tocador com 3 gavetas por 78 na ni estreita do Rozario n 32. = Vende-se um moleque do nacao do 14 nos de bonita figura e faz todo o servico casa : na ra do Cabuga loja n. 9 defronte da matriz. J ' = Vendem-se dous moleoues de nacao de lo annos ptimos para officio ou pngPm , duasescravas boas cozinheiras c engomma- deuas; urna negrinha de nacao, de 18 an nos, engomma, ecozinha; urna mulata es- cura com boas habilidades, todas du-se a contento ; na ra Direita n. 3. - Vende se um pianno com pouco uso e por preco commodo: na ra de S. Amaro n 30 m~K C ?"f um Til Livi em 6 volumes," em bom estado, e por preco commodo; no Mondego n. 44. ' aa Vendem-se dous milheiros de telhas va- inas; e tabem troc5o-se ou vendem-se oannos verileaos : no Atterro da Boa-vista n 6 Escravos fugdos. -Vende-se um preto de nac5o Nagou. bom coz.nbe.ro e marinheiro ; trata-se com o cap.lao do patacho Golfinho. vnda da Bahia r ~,enem1-8,'1,fha)e0Sdes,,(,aPara senho- a. chegados de Franca, e ditos de palha mui = Mo1 bem fetos, papel pintado para forrar salTs JosdSi rom barras, c fitas de muito boa qualidade ' tudo por preco muito commodo: naruaW loja de F. Regord & Companhia. ' -- V endem-se esteirinhas de Angola na ra do Rangel, loja de cera n. 1 * iTkl6^!? Ta prea moga de bonita figu- I. narnTr" V V ^^ ^ mucaln- zasn.35 gadR0Zar'0' 'ja d miude- rm nCn(em'S. dous escravos mo^os ra do Dorias n. 94. Vende-se uma cama de condur em srVron.^ t^Jende"Se Pret0d naf5o moca- Pto Para todo o serv.co : na ra Nova sobrado n. 55 tarde ^ manhSa e daS 3 as 6 da - Vende-se urna canoa em bruto do Queimado, lojan. 14 = Bor/eguins gaspiados pretos e de cores ede pona de lustro do uma e duns solas ,' na na ra peos francezes com beira de "el^Sl:!?- fje P"' '-tro do urna e duns ola ,' c sem ella. etffiWMW m.^nrV "f."!'0 I !,0t,n5e me,os dltos ^ bezerro francez edL, ""","".....u* ""'. sapatos de palla atraze adianto de cou" - No da 24 do correte as 7 horas da nou- ta fugioum preto de nome Antonio de nacSo Mocambique, de 30 annos, estatua regUr eco do corpo falla baixa, o.bos grabes inho |,arra ; ,CV0U Camisa dea'Jo- ^'nho calcas do mesmo collete de cor cha- P'-o de bata branca dos redondos e baixos |uen. o pegar leve a ra do Livramento n 11 ' quesera gratificado. da^teC" Se Vender em casa ** kVifrtl 2 um pret0 do nome Joa5 Saa 1 "i" q'Jal de"PPareceo no da 22 do conen e as 6 horas da tarde ; le- vou calcase camisa de algodao da Ierra e um arSonna,SCStaS: h TW > -po a tnsonho, descarnado do rosto: quem Pegar leve a ra da Cadeia do Recife n. 37 ou de de Olinf. d A8,St0 P' P fuio da cd- Goes u'f CaSa. J0S DantaS Correa d0 Anla m"TraVa,de nme Mri8 de naca5 * 1 ,mu,t01 Preta; ^tatura ordinaria, fal- inZll embarCada lem uma "rea de que.madura em um dos hombros qe appare- ^e fora do vestido e de 28 annos ; qPueT. pegar eveamesmacid.de ao Reverenda Co- nsol alme.ra ou no Recita a Jos Gomes uumt ., i:br^tas. JNa correspondencia publicada no de nontem na penltima Jinda CfII desembargo, la-se desembargador Diario vez do Rkcipe: na Typ. wj M. F. db Fakm. =18*3. |
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