Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04311


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Full Text

Anno de 1843.
Sexta Feira 27
ludo gon depende de nos timos; di noss* prudencia, nioiltrag.'io, e energa: con-
- ti memos como principiamos, e seremoa apuntados cotn dmirscao entre aa NaoSaa naia
Cillas, ( I'roclamag.io da Aasembleia Oeral do BkAflL.)
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTKES.
Goianna, e Parabyba, segundas e sextas feiral. llio Grande rte, quintas feiras.
Bonito e Garanhuns, a 1" e 24.
Cabo Strnh.iem. Rio Formoso, Porto Calvo, MacaiA, e Aligo ai no \ \{ Jl.
Roa-ristae Flores loe 2S. Santo Ant.io quintas fe iris Olinda tudos os dial.
1AS A bE.VlA.NA.
23 Scg. a. Jo.'to Caprislraqo F. Aud. do J de 1). da 2. .
24 l'erq. I. Fortunato' M Kel. Aud do J. de 1). da 3 T.
25 Ouart. si Crispim e Criapiniano Irs. Mm u.l do J. de D.da 1. y.
2t> 9-i.nt. EtarialoP M. Aud do J de'l). da t.
27 ex jejum a. Eleibao lmp. Aud do J. de 1). da 2. Y.
2S jab, 4 a Nm.m es. Judas Tbadeo App.
J9 O-*. Feliciano M,
de Outubro
Anno XX. N. 233.
O Ulano publica-s* lodos os das que no forera Santificados: o praoo d tssipaatnra
do trrs nil reia por qnarlel pagoa adiantailos. Oa annancioa doa assigntntes sao '"'" .
gratis os doa que nao forem a raau de illim pnr linha. As reclamaqea dereai aerdiri-
gidaa Mi Tip., ra daa Cruiea N. 34, ou apraqa da 1 ndependencia loja delirroi P. 6"8
CansosNo da <6 da Outubro. compra
Casabio aobn Londres 2tid. j Omo-Moada dt 6,400 V. 16.5-JU
Paria 37 J reia por franco, N. i6,30
Lisboa 110 por 11)0 i'spr.aio
da 4,000 ,0.10
PliTl-Pataces 1,800
Petoa Co'.notnarss i.'HI
ditos Mexicanos !,".()!)
Moedidecobi* 2 por cento. *
Idas deletrea da boas firmas 1 a 1 li4g. <
PHASES DA LA NO MEZ DE OUTUBRO.
.ua Chaia S, a 8 llorase 57 o. da manh I La ora : 3, aa 5borass)l C m, da m,
Qusrt. aaing. 416, a Uboraae 30 a. dam | juart erase. 4 30, 4oa 2 i a dan.
P re amar de hoe.
1. a 8 horas a 30 a. ' yenda.
7 7D0
16,600
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1.820
1820
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:.:--1
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 18 DO CORRENTE.
OfTIcio Ao juiz municipal da primoira va-
ra, ededireito interino da secunda do civel,
ordenando, que passe a segunda do crime ao
juiz municipal da terceira, a quem agora com-
pete exercel-a durante a lieenca do respectivo
juiz.Olflciou-se respeito aojuiz municipal
da terceira vara.
Dito Ao ongenheiro em chele das obras pu-
blicas, autorisando-o para efloituar os reparos,
que em ofllcio do 9destemez informa serem pre-
cisos, afim de que a estrada da cidadeda Victoria
esteja sempro porfeitamente transitavel. Com-
municou-seao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaos, e ao inspector fiscal das obras
publicas.
Dito Do secretario da provincia ao com-
mandante das armas, participando, que o Exm.
Sr. Presidente, conforman lo-se com a sua in-
fnrmacar de 17 d> andante mez, concedeo li-
eenca para ir corte do imperio tratar do sous
negocios ao major reformado Fernando da
Costa.
DEM do da 19.
Offlcio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda, communicando ter levado ao conhoci-
uiento do Exm. Sr. ministro do imperio a sua
representaca acerca da necessidade de ser aug-
mentada a quota marcada pela ordem do tribu-
nal do thesouro de 17 de jolito proxim > passa-
do para as desposas da reparticao do correio no
corrente anno inanceiro, o substituido o actu-
al escaler da sade por outro de maior lote.
Dito Aoengenheiro em chefe das obras pu-
blicas, ordenando, que mande passar titulo de
pagamento a I). \Iaria Francisca Montcira, para
na confonrudade do contradi, cotn ella cele-
brado em virtuoe do artigo 13 I. e3. da lei
provincial i. 9 de 10 dejunho de 1835, serin-
dmnnisada daquantia de'200.4'rs., em que foi
avaliadoo dainno proveniente da porcad de tr-
ra, tirada do seu sitio para os reparos, o melho-
ramenlos da estrada deParnamirim.Commu-
nicou-seao inspector da thesouraria das ren-
das urovinciaes, e ao inspector fiscal das obras
publicas.
Dito Ao director do arsenal de guerra, au-
torisando-o comprar a porgad de plvora, que
for absolutamente necessaria para ir occorron-
do ao tarrico, al que cheguem a 50 arrobas ,
que tem de vir da corte.Participou-se ao ins-
pector da thesouraria da lasenda.
dem do da 20.
Ofllcio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda, ordenando, que informe com urgencia,
por que maneira tem supprido nos mezes d; ju-
Iho setembro as despesas do ministerio da
guerra; para quo possa ser levada a considera-
cao do governo imperial a sua representaca a-
cerca da insulliciencia docieuito, marcado para
estas despesas pela ordem do tribunal do the-
souro de 17 de julho p. p.
Dito Do secretario da provincia ao chefe
de polica nterin, communicando ter-se man-
dado pagar ao fornecedor dos presos pobres des-
ta comarca o saldo de 15^010 rs., quo da sua
conta constava restar-se-lhe.
dem do da 21.
Oflicio Ao engeuheiro em chefo das obras
publicas, remetiendo urna copiado regulamen-
nicar ao inspector da alfandega, queduvidando
sobre o seu procedimento tinha sobr'estado na
posse do nomeado at ulterior deciso.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., remetiendo a
conta da despesa eita com luzes aos corpos de
guardas militares, paga por conta do ministe-
rio da guorra.no anno flnancoiro prximo (Indo,
que exigi por o!lciode3 de agosto ultimo, pa-
ra dar cumplimento ao imperial aviso de 28 de
junho deste anno.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando o
requerimento de D. Firmina Alexandrina de A-
guiar, em que pedio a S. M. o Imperador se di-
gnasse mandar pagar a importada de 2383214
rs. do monte pi que Ihe competa, e deixou
de receber nos anuos lnanceiros de 1839 a
1841.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando, que
o edificio, que outr'ora servio decoxia extinc-
ta cavallaria de linha de polica, foi construido
em 1822 pela fasenda publica, c porque o ter-
reno pertencesse irmandade da SoliJade, l-
eon esta pelos contractos e avallacSes a que se
piocedeu recebendo a renda annual de 3*^400
rs., como se via do documento, que acompa-
nhnva equeexistindo por tanto este contrac-
to pareca, que a dita irmandade nao poda al-
leral-o, fasendo obras contiguas a dita coxia, o
em lugar onde embaracava o transito della.
dem do da 12.
Offlcio Ao administrador da mesa do con-
sulado, remetiendo a tra lucca, que aeompa-
nhava, da nota que envira os agentes do Bra-
sil em Londres, do pao brasil remettido pelo
brigue limily, e barca Columbus, afim de faser
ver ao feitr conerente, encarregado da osco-
Iha do referido pao, o que convinha a respeito
dueta.
DitoAo inspector da alfandega para em
vista do ofllcio do Exm. Presidente da provincia
de 11 do corrente mandar somente para a me-
sa do consulado o guarda da alfandega Maximi-
anno de Oliveira Mussurepe; e que Ihe declaras-
se que devia appresentar-se ao respectivo ad-
ministrador, o servir como mesmo titulo, que
tinha emquanto o Exm. ministro da fasenda
nao decidisse a duvida que se oflerecia este
respeito.
Dito Ao administrador da mesa do consu-
lado, participando o contedo no precedente of-
flcio.
DitoAo inspector da alfandega, participan-
do para sua intelligencia, ter a Exm. Presiden-
te da provincia communicado por ofllcio de 11
do corrente, em resposta ao que Ihe havia diri-
gido, com a duvida offerecida sobre a execucjio
do decreto de 31 de julho, polo qual foi nomea-
do amanuense daquella alfandega Joad Herme-
negildo Borges Diniz, em rasao de nao existir
nella vaga de amanuense, que ia levar ludo ao
conhecimonto do Exm. ministro da fasenda.
hem como s'esto podia ser de 4 remos ou era
indispensavel, que fosse doG.
EXTERIOR.
to por s. me. organisado, para a administra-
cao dos sentenciados, que trabalha as mes-
mas obras, o que merecco a approvacao da Pre-
sidencia.
Uto Do secretario da provincia ao inspec-
tor da thesouraria da fasenda, transmittindo ,
para ser devidamente executada, a ordem do tri-
bunal do thesouro sob o n. 152.
Thesouraria da Fazcnda.
expediente de 11 DO CORRENTE.
Ofllcio Ao Exm. Presidente da provin-
cia participando que achando-so Joao Her-
menegildo Borges mis habilitado pelo Decreto
de 31 de julho dosto anno para servir o lug..r
do amanuense da alfandega desta cidade e
nao existmdo na mesma vaga de nenhuin dos
seis amanuenses creados por decreto do 22 de
junho de 1836, nem mencionado aquello de-
missao ulguma, sedignasse deiennioai O que su
devia pralicar este respeito, alim de coimnu-
IDEM'DO DA 13.
OIBcioAo Exm. Presidente da provincia
informando o requerimento do alferes refor-
mado de 1. linha Luiz da Costa Buorra sobre
o pagamento do seu sold por esta provincia.
DitoAo mesmo Exm Sr. dando os moti-
vos por que nao podia mandar extraliir a conta,
que exigi om ofllcio de 12 Jo corrente da
divida eectiva da guarda nacional desta pro-
vincia pertencento ao anno financoiro proxi-
me lindo, que ficou por pagar, afim de se
pedir ao governo imporial o necessario crdito
para seu pagamento.
DitoAo inspector da thesouraria da fazen-
da da provincia do Rio-Grande-do-Norte ac-
cusandoa recopcao do seu ofllcio de 30 de se-
tembro ultimo o a quantia de 1:4708 rs. pe-
lo commandante do vapor Paquete do Sul,
quo em conformidadeda ordem do tribunal'do
thesouro publico nacional de 10 de Junho do
corrente anno enviou em notas de 58. 10j ,
o 20 rs. da 1.* estampa e de 5* da 2.a subs-
tituidas e inutilisadas ; e que pela 1.* via se-
gura remetteria igual importancia cm notas do
ultimo paJrao.
DitoAo provedor da sade dzendo, que
nao dando o seu ofllcio de 11 do corrente todos
os esclarecmentos quo pedio em 3 do cor-
rente acerca do escaler d'aquella reparticao ,
ora necessario que informasse quanto poderia
|'w vu
nintiira
r.---
%n nnvn
PORTUGAL.
SECRETARIA. DE ESTADO DOS .NEGOCIOS ECLE-
SISTICOS E DE JUSTIQA.
R*parti(ao da Justina.
Dona Maria, por grapa de Dos,- Rainha do
Portugal, e dos Algarves, etc. Fazemos saber
a todos os Nossos Subditos, que as Cortes Ge-
raes Uecretaro e nos Queremos a Lei se-
guinte :
Artigo 1. Oijui/csdo direito de primeira
instancia do continente do reino e ilhas adya-
centes podero ser mudados pelo governo de
uns para outros lugares quando o bem do ser-
vico publico assim o exigir.
1. Esta transferencia ser precedida do
audiencia dos respectivos juizes, do resposta do
procurador geral da coroa e de consulta do
supremo tribunal de justica em que dous ter-
cos dos vogaes presontes reconhecao a conveni-
encia da mudanca.
2. Quando o supremo tribunal de justica
nao consultar pela transferencia poder o go-
verno ainda nao occorrendo novas causas ,
mandar repetir a consulta, passado um anno,
ou passados seis mezes se a maioria dos vo-
gaes da precedente consulta houver votado pe-
la mudanza.
-l. O govorno doeiffnar ao juis i/oc for
transferido nos termos leste artigo qualquer
lugar vago no continente do reino e.ilhas ad-
jacentes, e, na falta de lugar vago um dos tres
mais prximos aojuizo em que servio ; e para
este passara o juiz cujo lugar for designado
para aquella transferencia.
4. Quando se proceder a transferencia dos
jui/.es de direito das cidades de Lisboa e Por-
to os tres lugares mais prximos para oef-
feito do paragrapho antecedente serao dos ex-
teriores s comarcas das referidas cidades.
ij. Quando o juiz assim transferido, fr
de comarca das ilhas adecentes a transferen-
cia ser para Idgar das mesmas ilhas ; e poder
fazer-se para lugar do continente do reino, so-
monte quando o baja vago ao tempo della o
sem prejui/o do que se ada estabelecido no ar-
tigo terceiro da lei de vinte e sete de Agosto de
mil oitocentos e quarenta.
Art. 2 Os juizes de direito de primeira ins-
tancia do continente do reino e ilhas adjacentes
podero sor transferidos polo governo, logo quo
completem seis annos de servico em cada lugar,
ou em^hais de um, quando tcnbo sido trans-
lei idoj, o requererem.
W^Esta transferencia ser feita dentro do
distrcto da relaco, em que servirem os juizes ;
no districto da Relacio de Lisboa smentc no
continente do reino. Os juizes de direito das
ilbas da Madeira e Porto-santo poderosertrans-
feridos de uns para outros lugares das mesmas
ilhas
2. Nenhum juiz -poder ser transferido
para lugar de uia Ofttyjralidade excepco de
Lisboa e Por%-
Art. 3. PoJijI^^gJQVorno conceder as trans-
ferencias entrt*r|R*l do direito de primeira
instancia do mesmo ou diverso districto da Re-
laco que pertenderem trocar os lugares, ou
oceupar os vagos quando deltas nao resulte
detrimento ao servico publico.
Art. 4. Os juizes transferidos deixaro de
exercer jurisdicco nos jui/.os em, que servio ,
desde o momento da intimaco do respectivo
decreto de transferencia e sero nullos todos
osados porolles posteriormente praticados.
Art. 5. Os jui/.es transferidos que depois
da intimaco official continuaren! h exercer ju-
risdict;o nos lugares, em que servio, incorrem
na pena de perdimentodc lugar na magistratu-
ra judicial.
Art. 6. Os juizes transferidos, que nao en-
adjacentes contados da intimaco official, in-
correm na pena de perdimenlo de lugar na ma-
gistratura judicial.
1. O governo poder por causas justi-
ficadas, o documentos legaes espacar este praso.
2. Compete Relaco do districto, que
pertencerem os lugares, donde os juizes foro
transferidos, applicar a pena decretada neste, e
no antecedente artigo.
Art. 7. Pelo diploma de transferencia, que
consistir to smente om urna apostilla as
respectivas cartas, nao se percebero direitos de
merc, taxa desello, e emolumentos.
Art. 8. A transieren ia dos juizes de direi-
to de primeira instancia das provincias ultrama-
rinas ser regulada por una lei especial.
Art. 9. Fica poi este modo regulada, quan-
to ao continente do reino e ilhas adjacentes a
execuco do artigo 120 da carta constitucional
da monarebia e revogada toda a legislaco em
contrario.
Mandamos por tanto todas as authoridades,
a quem o conhecimento oexecugo da referida
lei perUmcer, quo a cumpro e laco cum-
prir e guardar to inleiramente como nella se
contm. O ministro e secretario d'estado dos
negocios ecclcsiasticos e de justica a faca impri-
mir, publicar, e correr. Dada no paco de Cin-
tra em o i.de Julho do 1843. A RAlNHA com
rubrica e guarda. Jos Antonio Alaria de
Souza jfsevedo.
Carta de lei pela qual Vossa Magestade ,
tendo sanecionado o decreto das cortes geraes
de 17 de Junho lindo pelo qual se recula a
execuco do artigo 120 da carta constitucional
la mon,irchia quanto transferencia dos jui-
zes de direito de primeira instancia no conti-
nente do reino e as ilhas adjacentes; Manda
cumprir e guardar o mesmo decreto na forma
cima declarada. Para Vossa Magestade ver.
Passou-se por decreto das efirtes geraes de
17 de Junho de 18W. Manat uguito dt
Mor ata da Silva a fez.
- .u...v.. ..- ,..
cscaler,que julgava conveniente comprar-se, de trinta das no reino e de sessenta as ilhas
Dona Mara por Graca de Dos, Rai-
nha de Portugal e dos Algaves <5tc. Faze-
mos saber a todos os nossos subditos, que as
corles geraes decretaro e nos queremos a lei
seguinte :
Artigo 1. Os juizes de direito de primeir*
instancia de que trata o artigo quarto da lei
de vinte e sete de Agosto do mil oitocentos o
quarenta ou que nao estiverem em electivo
exercicio quo sendo despachados para lugares
vagos desua elasse no continente do reino
e ilhas adjacentes noentrarem no exercicio
dos mesmos lugares no prazo de trinta das no
reino e de sessenta as ilhas adjacentes, con-
tados da intimaco ollicial que para esse fim
Ibes ser feita incorrem na pena de perd-
ment de lugar na magistratura judicial.
1.0 governo poder por causas jus-
tificadas o documentos legaes espacar este
prazo.
2. Compete relaco do districto em
que residirem os juizes despachados applicar
a pena decretada neste artigo.
Art. 2. O disposto no artigo antecedente
ser applicavel aos juizes anteriormente despa-
chados c que ainda nao tenbo tomado posse
dos respectivos lugares devendo porem fazer-
se-lbes nova intimaco depois da publicacao
desta lei.
Art. 3. Fica por este modo ampliada e de-
clarada a lei regulamentar sobre a execuco
do artigo centesimo vigsimo da carta consti-
tucional e revogada toda a legislaco em con-
trario.
Mandamos por tanto todas as autoridades,
a quem o conhecimento e execuco da referida
lei pertencer, que a eumpro e guardem e
fa< o cumprir e guardar to inteiramente como
nella se contem. O ministro e secretario d'es-
tado dos negoi ios ecclcsiasticos e de justica faca
imprimir, publicar,e correr. Dada no paco das
tos quarenta e tres.A RAINHA com rubrica



"

aesss
= 2
e guarda1Jos Antonio Mara de SousjA-
zevedo
Carta de lei pela qual Vossa Magostado ,
tendosanccionado o dcreto das cortes geraes
de trinta declara a lei rogulamentar do artigo centesimo
vigsimo da corta constitucional, quanto aos
juizes da direito de que trata o artigo quarto da
lei devinto esete de agosto de mil oi tocen tos
e qliarent^,Manda cumprir e guardar o mes-
mo decreto pela forma cima declarada. Para
Vossa Magestade ver Antonio Pereira Lei-
tao a fez. ( Diario do Guverno.) .
PERNAMBUCO.
POLICA.
Oflicio ao Exm. Presidente da prorincia.=
Depois da parte, que em 18 do correte dei
V. Ex. recehi no mesmo dia parte do delega'
do do 1. distrito desta cidade, contendo as par-
ticipares da semana dadas pelos subdelegados
de seu distrito e d'ellas nada consta de nola-
vel, o sim algumas prisoes por difierentes mo-
tivos de pequea monta. Por parte do dele-
gado de Cimbres dada no 1 do correte cons-
ta que em 29 de setembro fallecer a par la
Francisca Leite de um tiro de pistola, que ca-
sualmente se disparou as maos do pardo Eli-
as, escravo do Vlanocl Vicente da Anunciaco,
e passou-se a conhecer do fado. Por parte do
delegado do Brejo dada em 16 do corrente
o que consta de mais notavel he, que no dia
3 do corrente as 10 horas da noute no lugar do
Riacho do Meto dquelle termo dero2 ti-
ros na porta do jui/. de pat Francisco Nunes.so-
bre cujo facto se ia tomar conhecimento para
descubrir-so quem era o autor d'elle Por parte
do delegado de Nazareth dada em 15 do cor-
rento consta.quedas partes dadas pelos subdele-
gados d aquella comarca sabia-se.quefora pre/o
e processado pelo subdelegado de Nazareth o
crioulo Jos Marques da.Silva por pretender as-
sassinar suamulber E'quanto me consta at o
presente,que me paieco conveniente participar a
V. Ex. Dos guarde a V. E\. Secretaria da po-
lica do Pernambuco 24 de utubro de 1843.
C. Jos da Silva Santiago.
Por esta reparticao se faz publico para
conhecimento de quem pertencer que se
gundo participadles recebidas da secretaria
de polica da provincia das Alagoas, consta,
que na cadeia da villa de Anadia da mesma
provincia existe preso o crioulo de norr.e Jos ,
o qual di/ ser escr vo de Jos Ignacio de Bar-
ros morador em Olinda. Nccret tria da poli-
ca da provincia de Pernambuco 23 de outubro
de 18W. O 1. amanuense F. de B. F. Ca-
valcanti deAlbuquerque.
Hesumo do mappa da impoitacSo d'alfandegv
de Pernambuco no anno financeiro de
1842 a 1843.
Gram-Brelanha
Franca
Gidades Anseticas
Portugal
Hespanho
Paizes Baixos
Italia
Snecia
Dominios Austriacos
Estados-Unidos
Ditos do Bio da Prata
Portos do Imperio
Total............
3:651:926*532
824:982* 55 i
301:858*483
711:9568379
88:842*786
9:536*520
114:519*1:16
6:2808590
114:520*096
75:J:446>950
223:5608835
516:395*344
7:320:826805
messss
Variecladc.
vrorvmvTiv
CONFISSAO DR DMA JOVEN MENINA.
Vamos, ininha filha, tende animodi/ia o
padre Anselmo urna joven menina que com
elle se confessava.Se o vosso arrependimento
he gmndc, ea vossa conOanca em Deus since-
ra, nao deveis duvidar que o co vos absolva
Minhas culpas sao la o numerosas e gran-
des,tornou a deseo.ihecida,que receio re-
feril-as.
Vos me surprehendos, minha filha, por-
que nao fosteis acostumada similhante re-
serva.
He que na vr-rdade nunca tive urna con-
ducta to in Meu Deus! Meu Deus! quanto
sou desgravada!
Cessai corn vossos queixumes, elles oflen-
dem ao Eterno, que invcaos. He s com ora-
coes que devenios solicitar o perdo de nossos
peccados.
Pois bem, meu padre, vou ludo confeQar-
vos! Possaes ouvir-me sem horror Com sex-
ta feira passada carne de porto com emitas.....
que Santa Theresa me perde!
Ser este o vosso nico peccado?
Ai de mim Nao meu padre. Vos me des-
teis a ulliina vez urna penitencia de 15 padre
nossos e 15 ave-marias, e d?!**' n esmiecimen-
to mais de matade delta.
j-j Hemuitomal feito, certamente; entretan-
to nao he esse um peccado que nao possa ser
remediado.
Eu o creiotambem, meu padre, mas des-
ganadamente o mais grave mo resta anda disor-
vos, c me parece quo nunca terei animo de o
faser.
Vamos, minha filha, nada de falsas e mal
entendidas vexacoes. Nao pode haver, vos o sa-
bis, completa absolvico, sem urna confianca
inteira, despida de pensamentos oceultos, e de
toda a reminicencia.
A joven penitente, em lugar de responder ,
escondeo as maos o seu rosto, queinundou de
lagrimas ardentes. O padre que a contemplava
com surpresa, nao sabia como interpretar seu
inesperado embaraco.
Tende mais confianca em mim, Ihe diz el-
le ; emfim, se vossas culpas sao grandes, nao
esqueceiquea misericordia de Deus he ainda
rnaior. Tendes vos desobedecido a vossos pais?
Tendes lido maos livros?
Nada li.
-- Tendes vos rido ou brincado nos domin-
gos durante o oITlcio divino.
Fiz peor mil vezes, meu padre.
O veneravel Anselmo principioua ficar Soria-
mente assustado. Nao sabpndo mais como for-
mular seus interrogataros com receio deque,
sendo falcas e mal fundadas suas desconfianzas,
nao fossem imprudentemente faser sugerir na
joven aldeana pensamentos, que nunca houves-
setido, guardou por alguns instantes um peni-
vel silencio, que a oven rompeo por flm, de-
pois de ter feito violentos esforcos.
Meu padre, disse ella, eu vos revellnrei tu-
do se o reo me der animo; porem vos suppli-
ro que sejaes indulgente commigo.... Foi pela
primeira vez.... na5 pensei faser mal___Eu
vos prometto firmemente que isto j mais me
fornnr a acontecer. Entretanto eu nao fui s
a culpada. Elle tambem foi a causa porque pe-
que*; he to gentil!.... me ama tanto!___ohl
nao; vos nao podis imaginar romo elle me a-
ma !___Desde alaum tempo me segua por to-
la a parle: seus olhos esta van sempre fixados
obre mim, por toda a parte segua meus pas-
os.
Na5 o devias soffrer, minha filha.
0 Eu lhe disse muitas veses.que isto me des-
ngradava ; rom tudo elle continuava. Meu
Oeus! Meu Deus! ousarei acabar!....
Aqui a bella penitente escondeo do novo en-
tre suas maos n rosto, o em quanto prosegua
em sua confisso o bom do padre tremia, por-
que sempre a tinha guiado no caminho da vr-
tude, e Ihe era muito penivel pensar que delle
se tivecsp desviado.
Havia dous mezes que o conhecla, meu
padre, eu Ihe fallava todos os dias depois desse
i-iiijHi, fsto da minha (anella, porque ello mo-
rava defronle; quando urna noite.....no mo-
mento em que ia deitar-me.....eu,.. eu... o
achei no meu quarto....
No vosso quarto! l-'xrlamnuolorosamen-
te o venerav^ol Religioso, que assim va realsa-
dosos receios sobre os quaos nlo tintn ousado
at rn'o fixaro seu ppnsamento. Em vosso
quarto e como se havia elle introducido all ?
Eu o ignoro, meu padre mas verdade he,
que, durante alguns segundos fiquei estupefacta,
entretanto elle, logo que me vio, correo para
mim e___ele eslava tao bonito neste momen-
to, to seductor___que.... que... emfim... de
sorte que___
Vos sucumbistes tentaran? 1
Ai de mim sim fechei a porta e tive a fra-
quesa de___
Como Como! Vos fechasteis a porta em
vez de procurar subtrahir-vos a'v espirito ma-
ligno ; em lugar de chamar quem vos soccorres-
se, devendo ftisrr e procurar esrapar?! Ah! vos-
sos paes siio bem culpados!!! Elles nunca vos
linha) advertido das fataes consecuencias que...
Das fataes ronsequenrias! Interrompeo a
joven menina assustada. Nao! Nao, meus
paes, nunca me disserao que havia crime em a-
mnr um gato! Sim meu reverendo padre, um
sobrrbo e lindo sato, que pertencia ao nossa vi-
sinho. o pasteleiro, e que por momentos tive a
idea de nunca mais entregara seu dono, que o
procurava por toda a parte___Eu o tive escon-
dido um da inteiro no meu quaito, porem de-
pois arrependda me resolv* esta manha a dar-
Ihe a liberdade-----Ah e me perdoareis vos a-
gora o ter cu assim invejado e ronbado o meu
prximo de um objeclo que Ihe era ta5 caro.
Em nome do padre, do filho, edo espirito
santo, eu te absolvo disse o bom do nosso pa-
dre Anselmo com urna voz tilo terna, como ja-
mis se pronunciuu nunca em taes occasioes.
(Correio Oficial.)
O CARAPUCEIRO.
OS POBRES.
Nao ba cousa, que mais manifestamente an.
nuncie o deleixo, o at dureza d'um governo -
do que a mendicidade, quando esta he mu ex-
tensa e quando privada de todos os soccorros.
Em um estado bem constituido qualquer ho-
mem que lem livreouso do seus membros ,
deve ser utilmente empregado : masaquelle,
que por suas enfermidades est impedido de
iralialhar, tem direito humanidade de seus si -
Mullanles e devo de ser assistido e ajudado
Je seus concilladnos sen nliripal-r 5 ;-\
vagabunda incompativcl com a fraqueza das
suas forras para grangear urna mesquinha e
miseravel subsistencia. Os grandes bospitaes ,
erigidos especialmente as grandes cidades e
que sao sem duvida urna das mais bellas insti-
tuices que o christianismo trouce huma-
nidade devem recolher os pobres enfermos ,
e subministrar-lhesaquelles soccorros de que
carece o seu infeliz estado. Mas quantas vezes
fico Iludidas as totences dos pios o genero
sos fundadores desses lugares de publica bene
licencia, e quantas vezes os pobres enfermos em
vez d'encpntrar nelles soccorro a seus males ,
n8o achao senao a miseria, o abandono e o
desamparo? He pois d'extremo importancia,
que as mais assiduas e incansaveis attencoes
do governo se volvo para a conservaco da boa
ordem e da recta administrac8o desses asilos
de piodade destinados ao alivio das humanas
miserias e conservaco da vida de tantos ci-
dadiios, que por sso mesmo, que sao pobres,
e enfermos, mais merecedores se fazem dos dis-
vellos d'um governo benfico e paternal.
Urna classe ha de indigentes conhecidos sob
a denominacao de pobres vergonhosos.os quaes
d'ordinarto excilo mais que os outros,"a
compaixao publica. Muitos d'entre estes cor
rendo-sc da propria miseria, lancSo-seem umn
inercia total: e em vez do buscar recursos as
suas desgracas em algum emprego honesto, pre-
ferem entregar-se a beneficencia de outrem e
viver custa da piedade de seus concilladnos
Mas cumpre -Ibes estar persuadidos, que o ho-
mem quecahio na indigencia deve renun-
ciar a todas as quimeras do orgulho, e confor-
marle com o seu humilde estado : que mais
humilhante he viver as expensas de outrem, do
quo submetter-se a occupacSes honestas, de
que se possa tirar o sustento &c.
A pobreza sempre foi mi das sciencias e
boas artes e foi ella, queem todos os lempos
dispertou o espirito e agucou o engenho. A
necessidade (disse Ovidio na sua undcima Me-
tamorfose ) torna o homem engenhoso ; e pe-
lo contrario a abundancia amolece-o, fal-o es-
tupido e incanaz de qualquer empreza. Um
homem bem nascido, que, nao possuindo mais
dos bens da fortuna, esforca-se com os seus ta
lentos por tornar-se til a si mesmo e sua
patria internece a todos os coraces honestos,
e sensiveis e os empenba em seu avor. Mas
um pobre orgulhoso um pobre que enfro-
nha as maos entrega-se ao ocio e calaca-
ria sob pretexto de n5o embaciar a nobreza de
seus avs, faz-se indigno dos soccorros da so-
nioilaito, o ila lioni'volj.ni'i.1 da eoue oonc'n\niiaa<.
Devem pois os pobres vergonhosos respeitar-
se a si mesmos e a seus maiores no pratiran-
do aeco alguma que seja por sua natureza
deshonrosa 011 malvada. Mas ninguem deve
envergonhar-se de prover sua subsistencia
com o honesto emprego das suas forras e ta-
lentos sendo este um meto muito mais deco-
roso do que a mendicidade a qual, exrepto
so o caso do impossibilidade sempre bumilha
o homem e o cobre deconfusao.
He mui geral entre nos o prjimo ou antes
mania dereputar-se vilotrabalho manual:
e nada mais ordinario do que ver pessoas a-
hismadas na pobreza e na miseria ; por nao
quererem ganhar o pSo com o trahalho de suas
mSos. Ha pais que por se di/erem nobres ,
e nao lendo motos de dedicar seus filhos aos es-
tudos antes os querem vadios e completa-
mente madracos, do que, que aprendao um'arte
um oflicio, com que possSo ter um meto do vi-
da; como se a ociosidade nao fosse o mais infa-
me de todos os empregos ; como so o trahalho
licito nao fosse sempre mui louvavel.e honroso.
Em qualquer huginico tendo a pellcum pou-
co mais clara ja se inculca nao s por branco
extreme seno fidalgo, e nf.o tem outra mira. I
senao em empregos pblicos: e como estes for-
cosamento sao limitados por ahi vemos cen-
tenares de mocos vagamundeando &c. &c. ,
sem modo algum honesto de ganhar a vida ;
porque direm que Ihes fica mal aprenderem a
carpina a marerneiro a alfaiale a ourives,
<&c. &c.: mas eu acho, que o que Ihes fica mui-
to mal he serem vadios, e por va de regra ca-
loteiros e cheios de vicios. Conheri urna mu-
Ihcr to pobre que viva d'esmollas : tinha
urna filha j casadeira : e como eu Ihe aconec-
Ihasse de a esposar com um moco ourives que
mostrava inrlinar-se rapariga apostemou-se
a boa da mu disse-me mui despeitosa ,, que
por ser ella pobre nao imaginasse eu que a-
vjltnsse o seu sangue ; que ella descenda dos
fidalgos fulano e sicrano ; e no tinha sua fi-
lha para casar com qualquer homem e menos
rom homem de oflicio: que a sua ^'ariquinhas
assim se chamava a tal fidalguinha) ou havia
de ser miilber de doutor de sargento-mr ,
-le desemhargador &c. &c., ou Ihe havia de
ficar solteira por toda a vida !
O homem plebeo, sendo avezado ao trahalho
desd'a infancia nao he seguramente infeliz ,
quando se orrupa em trelas penosas, prem
sim quando o seu rahaiho nao he subministra
os meios de sua subsistencia. Diz-se, que a po-
breza be mai da industria; idos tambem he mi
do delicto quando industria se tolhe a cora -
gem, quando he coarctada, quando nao he re-
compensada e quando he oppiimida porcon-
tribuiedes demasiadamente pozadas. Urna sa-
bia administracao deve pois obrar de modo ,
que o pobre seja oceupado, e animado ao traba-
too : to nec.essario he conservar nelle os bons
costumes, e proporcionar Ihe os meios de sua
subsistencia, e lulicdado. Nao ha poltica mais
falsa do queequella que favorece o ocio do
povo. este principio deve attribuir-se a cor-
rupco do povo Romano isto he ; Irequen-
to distribuidlo de graos, e aos continuos espec-
tculos, que Ihe dave, os que queriao captivar
os seus favores.
Nunca distribuio trras pelos cidados po-
bres a fim de quo subtrahidos miseria nao
estivessem mais na necessidade de obrar mal,
e oceupados em os trabalhos campestres adoras-
sem os seus costumes. Assim urna sabia poli-
tica devra procurar que o mator numero dos
cidados possuisse alguma propriedade; porque
esta liga o homem sua trra faz que ame
o seu paiz que so respeite a si mesmo, e tema
perder as vantagens, de que goza. Nao ha pa-
tria para o infeliz, quo nada iiossue: o que cres-
nido nao he o numero desses homens sem pa-
tria lm quasc todos os estados os ricos e
os grandes tem cecupado tudo: elles se tem as-
senhoreado de trras para nao as cultivar, ou
mui pouco. Muitos possuem terrenos incultos ,
que bastario para empregar todos os bracos de
innmeros ociosos que infestao as cidades e
os campos. Se os ricos tivesscm o bom pensa-
miento de aforar aos necessitados as trras su-
perfluas e d onde nao sabem n5o querem ,
o muitas vezes nao p-'dem tirar proveito as
suns rendas serio cousideravelmenlo augmen-
tadas os baldos serio cultivados as colhei-
tas muito mais abundantes; e os pobres to
incommodos ^s nacoes tornar-se-hio cida-
dos uteis, e serio tao felizes, quanto o compor-
ta a sua condico.
Nao nos Iludamos : a indigencia nem sem-
pre exclue a felicidade antes a pode gozar por
meio d'um trahalho moderado com mais segu-
ndado do que a opulencia sempre inquieta,
ou incessantemente agitada pelas precisoes da
sua louca vaidade. A pobre/a oceupada tem
bons costumes ; teme dar desgosto aos mais ;
he sensivel aos males de seus similhantes a quo
vive exposto o indigente : e so este vfi-se priva-
do de mnitos gozos e prazeres nisto mesmo
nao lio difloronto do rico cojo coracoo militas
vezes enfastiado j nao goza de cousa alguma ,
j nao encontra prazer que seja bastante para
Ihe estimular o gosto entorpecido. Os desejos
do pobre sao limitados, como as suas precisos:
contente de subsistir, bem pouco estende as
suas vistas sobre o futuro e possuindo pouco
vive isento dos temores que perturbo a todo
o momento o repouso dos ricos, e dos grandes.
Do seto da pobreza tem sabido as sciencias ,
o engenho eos talentos. Homero, poeta im-
mortal da Grecia, deo immortalidade a muitos
hroes cujos nomessem elle serio sepultados
em eterno esquecimento. Virgilio, Horacio,
e Erasmo nascero na obscuridade. Os reis ,
os conquistadores os generaes sao devedorea
da sua gloria a talentos diversos de homens, em
os quaes a indigencia ha desenvolvido toda ac-
pacidade. A esses sublimes talentos devem as
sociedades attribuir os maiores inventos.
Console-se pois o pobre resigne-se com a
sua humilde fortuna bem persuadido, deque
tem direito aos soccorros e beneficios de seus
concidados toda vez que nisso mprega os
seus trabalhos uteis. Se carece dos ricos, e dos
grandes deve mostrar-lhes submisso e res-
peto), deve esforcar-se por ganhar-lhes a be-
nevolencia por meios honestos e legtimos, pe-
la doeura e paciencia conveniente ao seu es-
tado nunca porem com infamias c vilanias.
Se o pobre acha nos grandes protectores da sua
Iraque'za e consoladores da sua miseria, cor-
re-lhe ohrigaco de corresponder com a sua
gratido ; mas nunca dever sacrificar Ihes a
sua honra e a propria conscienciu por vil te-
mor nem por urna condescendencia indigna.
A honra do pobre, do mesmo modo, que a do
mais Ilustre cidado consiste em seguir cons-
tantemente o caminho carreteiro da probidade,
e da vrtude. A honra a boa f, a rectido,
a fidelidado no cumprimentodos proprios deve-
res, sao dotes mais estimaveis, que a opulencia,
e a grandeza, quando estas sao desprovidasde
taes qualidades. A nobre e corajosa pobreza
de Aristides e de Curio ero muito mais hon-
rosas do que a opulencia de Crasso ede
Trimalcio. Se a virludo he amavel em qual-
quer condico que se encontr, muito mais
resieitavel he n-' pobre e no infeliz cujo es-
tado parece ser um lorie obstculo para a mes-
ma virtude.
A moral he a mesma para todos os homens ,
grandes, ou pequeos, nol res. ou pleiteos, ri-
cos, 011 pobres : suas Ik oes devem ser escaladas
assim do monarcha como do jornaleiro por
que a todos sao igualmente, uteis, e necessarias.




*
Um cultivador decostumes innocentes, que vi-
vifica a trra &c &c. he ncomparavelmen-
te mais estimavel, do quo um rico vicioso e
corrompido, quecom as suas injusticas occa-
siona a infelicidade de outrom. Um culadas tra-
bajador he preferivel a tantos grandes inuteis
q'patria e qun a devorao. Um commerciante
oncsto, um artista industrioso sao mais dignos
he benevolencia do que um nobre prepotente,
due Ihe ncga o mesmo quo Ihe deve : hnal-
mente o lilterato pobre, que se consagra a 108-
trueco de scus concidadaos merece ser muilo
mais rcspeitado do que um rico imbcil, que
aflecta despresar as sciencias. e os talentos.
O pobre que vivo do seu trabalho, e da sua
industria nao deve pois ser despresado dos gran-
des ; pois que estes nao sao d urna especie di-
versa da dos mais homens. O cidado obscuro
niio develastimar-sedasuasorte, nem crcr-se
infeliz nem despresaT-se a si mesmo logo
que cumpre honestamente os seus deveres para
com a sociedade. Contente da sua sorte nao .te-
ve inveiar a d'aquelles homens inquietos, d a-
quelles ricos, e grandes, que mudas vezes vi-
vem devorados de desejos insaciaveis, c de con-
tinuos temores.
A mediocridade (az gozar do movimento (leste
mundo sem experimentar os seus embaracos.
Deve por tanto o homem do povo estar bem con-
ten* de nao ser sujeilo a esse tropel de proc-
ses de frivolidades ,. e de penas, de que sao
quotidianamente combatidos os predilectos da
fortuna. Em sua pacifica morada noo entrao
essas solicitudes esses cuidados que hab.tao
as grandes casas, e nos magnficos palacios. U
camponez honrado, e trabalhador de.tado em
seu rustico e humilde leito.dorme tranquilla-
mente, e encontra aquelle placido repouso. que
em vSo procura o rico malvado, e inquieto so-
bre os seus mrbidos colches depennas. eus
alimentos simplices e Irugaos consorv o-lhc
aquelle vigor e robustez de que ord.nana-
mente sao privados os ricos faustosos, e desa-
grados ; e ao passo, que encontra o mais exqui-
sito sabor om os innocentes productos da natu-
roza o rico pelo contrario nao acha gosto al-
gum as comidas mais bem preparadas, e adu-
badas. Quando aquellj torna sua choupana
depois do sol posto acha a rustica ceia arran
jada por sua solicita companheira: v-se acco-
Ihido, e festejado por seus innocentes filbinnos,
que isultao com a sua volta e goza entro elles
dessa pura consolacao ignorada dos ricos, os
quaesmuitas vezes sao (oreados a lugir de sua
propria casa onde nao veem senao mulneres
de mo humor, e filhos turbulentos e insu-
bordinados. ILJr
Devem portanto o camponez, eo tranalnador
viver contentes do seu estado em o qual sao
de certo mais felizcs do que muitos granees,
e poderosos, aviltados pelas paixes, do que mu -
tos corlezaos corrompidos, do que muitos com-
merciantes sempre agitados do esperances e
temores. Seus coracoes sao tanto mais dispos
los para a virtude quanto mais limitados sao
os seus desejos; e as regras da mora fazem
maior mpresso em o seu espirito simples do
que sobre o dos ricos, que de ordinario he en-
durecido c agitado da nmbicao, do orgulho,
e das mais vilenlas paixes.
Finalmente nesto vale de lagrimas s<. he le-
|z o homem virtuoso, que cruzando-se aos de-
cretos da providencia contenta-se da sua sorte.
Todos fomos condemnados ao trabalhn : o ai
d'aquelle rico ou pobre que de.xa as suas
licitas orcupacSes para viver no ocio ou en-
tregarle poltica. Taes cidadaos nem ser-
ven! aos seus interesses, nem aos da sua patria.
Editaos.
O Illm. Sr. Inspector da thesourana rendas provinciaes manda . emeumprimento doofficiodo Eun. Sr. WWi-
dente da provincia de 11 do corrente segundo
o regulamenlo das arrematares, o sob as clau-
sulas especiaes abaixo transe nptas no Dia-
rio numero 25 de 18 do corrente arrema-
tar a quem por menos fizer no da 10 de JNo-
vembro prximo vindouro ao meio da, peran-
te a mesma thesouraria a primeira parte do de-
decimo lanco da estrada da Victoria, oreada
em 19:9998 468 res.
Os licitantes deverao apres ?ntar as suas pro-
postas conforme o dito regulamenlo no da
e hora indicados.
do lado da mar* grande, n. 6; a fdllaremFora- e preco muito commodo : na ra do Rangel
de-portas com Manoel da Silva Neves.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n.
32 da ra do Quoimado confronte ao beco da
C .ngregacao ; a tratar na loja do mesmu so-
brado.
)eclaracoies.
__O arsenal .de guerra compra boje, das 10
horas ao meio dia 30 meios de sola ; quem
osquizer vender comparoca na sala dadireeSo
as referidas horas.
Companhia de Bcbtribe.
De conformidade coma disposico doar-
tigo 17 dos estatutos da Com panhia do Enca-
namento s5o convidados os Srs. Accionistas para
a segunda reunio ordinaria c\este anno. a qual
lera lugar no dia 10 de Noveinbro prximo pe-
las 9 horas da manha no escriptono da Compa-
nhia ra Nova n. 7. O secretario B. J.
Fernandes Barros.
PUBLICADO LITERARIA.
Na Praca da Independencia livraria n. 6 e
8 continua-se a subscrever para a traducefio
do Curso da Historia da hilosfia por V.
Cousin cntregando-se na occasi3o da subs-
cripcap o primeiro volume, que j se acha
prompto.
Avisos martimos.
Para a Bahia sai no dia 8 de Novcmbro im-
preterivelmente o patacho nacional Golfinho ,
do qual he capit5o Melquades Jos dos Santos ;
quem no mesmo quizer carregar, ou ir de pas-
sagem, diri|a-so aos consignatariosNovaes&C.
na ra da Cruz n. 37.
=Segue viaaem nestes 8 das para o Assu
o brigue nacional Boa-veMra capitao Joa-
quim Pedro do S Faria ; quem no mesmo qui
7.er carregar, ou ir de passagem entenda-se
com o proprietario JosGoncalvesFerrcira Cos-
ta na ra da Cadeia n. 4.
Para o Rio Grande do Sul partir coma
maior brevidade possivel o brigue Fiel, forra-
do e encavilhado de cobre de que he capitao
Manoel Marcianno Ferreira ; para carga ou
osemos a rete trata-se com Firmino Jos Fe-
lis da Roza na ra da Moeda n. 7, ou com o
cspilao. ., ,
- Para o Ceara segu viagem com brevidade
o patacho nacional Laurentina Braziletra;
quem no mesmo qui/cr ir de passagem dirija-se
rua da Cruz n. 64 ou ao capitfio do mesmo
Antonio Germano das Neves.
COMflERCIO.
Alfandega.
Rendimeato do dia 26......... 1:7778626
Descarregio hoje 27.
Barca James Stuart bacalhao.
Brigue-e&cuna Mary fazendas.
Brigue A'ori-a/ tijolos.
Brigue -Concedo de Marta dilerentes
mercadorias.
Movimento do Porto.
Leudes.
Joao Keller continuara o seu leila5. por
intervencao do corretor Oliveira de grande
sortimento deaendas franceas, suissas, e al-
enlas tanto de seda linho e la como
do algodo recentemente chegadus pelo na-
vio rlense: terca leira 31 do corrente s 10
horas da manhaa, no seu armazem na rua da
^ruz> _______
Avisos diversos.
Navios sahidos no dia 25.
Maranho; brigue-escuna tonilevoCarolitu,
capito Francisco Bernardo de Mallos, carga
diversos gneros.
Baltimore ; galera americana Seaman, cap.USo
Joseph Harvey com a mesma car{
trouce.
Entrado no mesmo da.
Ass; 15 das, hiato bra/ileiro Vmgador
. .i _:<=- rinm!t<< Antonio
de 52 toneladas, cup.vu w......b- -
d'Azevedo equipagem 9 carga sal : ao
capitao.
LOTEBIA DE S. PEDRO MARTYR.
^ No da 30 do corren-
te ando as rodas desta lo-
tera, fiquem ouno bilhe-
tes p >r vender.
__Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
8 da rua do Crespo com commodos para pe-
quena familia ; a tratar na loja do mesmo.
=Precisa-so para um engenho perto desta
cidade de um homem que sirva paracaixei-
ro ; na rua estreita do Rozario no terceiro an-
dar do sobrado n. 31.
= Precisa-se de um portuguez que entenda
de venda : a fallar na venda da rua do Hospi-
cio n. 1. -i j
=Um rapas de U a 16annos de i.lade so
offerece para caixeiro de loja de fazendas, ou
mimleTaS; o qual d fiador a sua conducta;
quem precizar annuncie.
I Aluga-so urna casa em Fora-de-portas,
LOTERIA DA MATRIZ DA
BOA-VISTA.
As rodas desta loteria correm impreterivel-
mente no dia 21 de Novemhro prximo futuro,
e os bilhtites ach3o-se venda as lojas dos Se-
nhores Vieira e Cunha. cambistas, no Becifo ,
- antos Ne^es na rua do Crespo Lui/. Antonio
Pereira & C.1 na rua do Cjueimado n. 17, Mo-
reira Marques na rua do Gabug e Saraiva na
Boa vista.
= Aluga-se um primeiro andar da casa de
dous andares em Fra-de-portas prxima da se-
gunda venda do lado direito : a tratar na mes-
ma..
= A pessoa que por esquecimento ou
por engao Ievou um chapeo de sol de seda pre-
ta anda em bom uso bordado em toda beira,
com uns calombinhos pelo cabo, escm o casto
da ponta do dito que desappareceo no dia 10
do corrente de casa do Sr Dr. Delegado, quei-
ra mandar nasCinco-pontas n. 26, so nao qui-
zer ver o seu nomo publicado.
A commissao administrativa da Sociedade
Apolnea, attendendo a alguns inconvenientes
occorridos julgou acertado mudar a partida,
annunciada para o dia 4 de Novemhro prximo
luturo para o dia 18 do mesmo mez ; adver-
ando aos Srs. socios, que a commissao admit-
i propostas para convidados at o dia 7 do refe
rido mez de Novemhro.
_ Dezeja-so fallar aoSr. Joao Francisco de
Paulo Estevao Cavalcanti a negocio de seo m
teresse ; na rua do Livramento loja de couros
n. 13.
Quem precizar do um rapaz portuguez
de Hannos, com pratica de venda, pois d lia-
ador a sua conducta ; diri|a-se a rua Bella so-
brado novo prximo a mar.
__Qnem quizer comprar urna pon So de ca-
pim na rua da Solidado ; falle com seo dono ao
p da Igreja n. 13.
Sociedade Phtlo-Thalia.
= O thezoureiro aviza aos Srs. socios, que
faz boje e amanhSa a distribuico dos bilhetes
para a recita do dia 21 do corrento, e que ni-
camente tem a receber amensalidade destemez;
na rua do Crespo n. 23 I.9 andar.
Manoel Francisco Ribeiro caixeiro do
arma/em de capim da rua do Sol indo pagar
no dia 25 do corrente a Miguel segeiro no at-
ierro da Boa-vista a importancia de urna cor-
roa para o carro do seu pairao, deitara no
acto do pagamento a carteira sobro urna taboa
que serve de meza de trabalho e esquecendo-
se por sua infelicidade de guardal-a suhio
deixando ficar. Antes de chegar a sua casa na
rua do Sol n. 7 deu por fa ta della e voltan-
do immediatamento ja a n5o achou e per-
untando a um pardo ( que agora sabe-se ser
escravo de Joao Pinto de Lomos ) que traba-
Ihava na meza em que puzera carteira se del-
ta Ihe dara noticia esto responder que nao
a tinha visto assim como quo all ninguem
tinha entrado depois que o annunciante sahio.
A carteira he a velha e continha 658 "* sedulas, sendo urna de 50. urna de 10g e
urna de 5* rs. e nao sei se mais algumas miu -
das no que o annunciante n5o est bem cer-
to o annunciante tem bem fundadas suspei-
tas de que foi o tal pardo que Ihe achou a car-
teira e com quanto ja tivesse a tal respeito
prevenido o Sr. Lomos lazo presente annun-
cio pelo qual rogaaquem della souber Ihe quei-
ra communicar, attendendo que o annuncian
te he bastante pobre e carregado de numeroza
familia a quem sustenta com seu ordenado.
__O juiz e mais irmos da irmandade de N.
S. do Terco pedem aos moradores das ras a-
baixo declaradas para que se sirvao ter as Iren-
tes das suas casas com aceio visto ter de pas-
sar por ellas a procissao da mesma Senhra ,
na tarde do dia 29 do corrente: rua das Cinco
pontos ateo principio do Atierro rua de Hor-
tas, rua de Agoas-verdes, rua Direita Li-
vramento Queimado rua ;o Collegio rua
de S. Francisco rua das Cruzes rua do Ca-
bug rua Nova ras do Bozario larga e es-
trena pateo do Carmo e de S. Pedro.
= Alug-se urna casa no Monteiro, a 3.1
na carreira do (allccido Domingos Bodrigues do
Passo com dussalas, e tres quartos todos
grandes e muito Iresco co/inha fra estri-
bara para dous cavallos quintal murado ,
com porlao para ir para o banbo ; quem a pre-
tender dirija-se ao atterro da Boa-vista o. 21 ,
que nao deixar de ajustar.
= Precisa-se alugar duas canoas que peguem
n. 3 i.
0 abaixo assiguado declara ao reepoitavel
publico que Joaquim Claudio Monteiro nao he
mais seu procurador o por isso nao deve mais
o mesmo Monteiro exercitar asfunecoesdo pro-
curador em virtude da procuracao nastante, na
qual autorisou o mesmo abaixo assignado ao
dito Monteiro para em seu nome obrar, e ;>ara
se tornar mais ellectivo o nenhum po ler de tal
procuracao pretende chamal-oa jui;odo paz ,
a fim de judicialmente entregar a Telenda pro-
curacao visto que por bem o nao quer (a-
zer. Jodo Manoel Pereira ds Abreu.
Yeno-se no Diario n. 225 o celehre an-
nunciodo engracado capadocio fa/ondoverao
publico que ninguem compre a casa da ruado
Vigario pertcncente aos henleiros do fallecido
Miguel Ferreira de Mello por ser o mesmo fulle-
ado devedor a dilTerentes pessoas respnde-
se quo este fallecido nao ficou a dever a pes-
soa alguma pelo contrario muitas pessoas desta
cidade, e fra d'ella, Ihe saodevedoras de qua-
renta e tantos conlos de reis e talvez esto quo
acuza o fallecido do dever sejaumdestes devedo-
res ; e as Ires cauzas que contra os herdeiros,
pendememjuizo sao negocios do Bernab ,
e se f.ir ver ao publico como forao ellas
orranjadas.
Aluga-so o segundo andar da casa n. 4 da
rua da Cacimba ; e vende-se urna canoa de a-
marello de 40 a 50 palmos de comprimento,
propria para abrir-se : a tratar no primeiro an-
dar da mesma casa cima.
Aluga-so urna casa terrea na rua da Soli-
dado muito larga, eom seis quartos, duas
salas, corredor ao ludo cozinha fra um
grande quintal murado e outrosercado e ca-
cimba com muito boa agoa de beber ; quem a
pretender dirija-se ruada Anrora n. 58
A pessoa que annunciou no dia 19 do cor-
rente querer permutar um sobradinho por urna
ou duas casas trras no bairro de Santo Anto-
nio ; dirija-se a rua Direita n. 109.
A pessoa quo annunciou querer comprar
duasvaccas crioulas boas leiteras prxima a
parirem ; dirija-se ao lugar do Barbalho citio
junto a Francisco Xavier de Miranda.
Na rua Direita sobrado de um andar n.
33 ao p de dous de varandas douradas ha
doces : de caj ceco mangaba sidro ou
outras qualidades por commodo preco e mui-
tos bem feitos; e tambem se fazem bolinbos, e
bandeijas muito bem feitas e do melhor gosto
possivel com ramos em p e figuras e tudo
quanto he de sobremeta.
-O abaixo assignado comprou por conta e
ordem da sociedade Icoence Amante da Fortuna
os bilhetes com os seguinles ns. da 1.' parte
da 2.' loteria a favor da igreja matriz de S. Pe-
dro Martyrda cidade de Olinda, os quaes ficao
em porder do mesmo abaixo assignado. A sa-
ber : bilhetes inteiros ns. 1642, 91, 92, 88,
98,124, 1666, 130, 1661,122, 125, 126,
86. 96, 121, 140, 20U. 2041 ; meios bi-
lhetes 2350 2350 2370 e 2370 som-
mando todos 20 bilhetes inteiros.
Francisco Joaquim Cardozo.
Na cidade de Olinda rua dosQuatro-cantos
n.7,se acha estabelecidu urna casa de pasto, on-
de se faz diversas comidas com todo o aceio e
promptidao o mais barato possivel e tam-
bem se apromptao jantares para fra e sea-
justa a dar almocos jantares e seias men-
saes ; os pretendentes podem-se dirigir a dita
casa a cima.
- Aluga-se por preco commodo urna casa de
pedraecalno largo da matriz dos AHogados
n. 17, com duas salas quatro quartos dis-
pensa e cozinha fra cacimba e quintal mu-
rado ; c grande sitio que vai at a mar com
otitra cacimba no lundo e com muitos arvo-
redos constando principalmente de laranjei-
ras c coqueiros que s com o stu producto se
podo pagar o aluguel : os pretendentes dirijio-
sea rua do Queimado loja de ferragens n. 13.
= Aluga-so urna casa na rua dos Gararapes
em Fra-de-portas com seis quartos sotao
e trapeira com grande quintal cozinha ,
copiar, &c; os pretendentes dirij5o-se a mesma
rua n. 32.
No dia 14 do corrente perdeo-se urna letra
da quantia de sessenta e tres mil e vinto reis ,
passada em 23 de setembro ultimo a Ires mezes,
por Francisco Jos da Silva Mayer, aceita
por Joo Pinto Regis de Souza a lavor de Joa-
quim FelisdaRo?a&C. ; quem achou que-
rendo entregar ao seu dono dirija-se a rua
do Codurniz n. 6, ou as Cmco-pontas
n. 7. .
O abaixo assignado roga aos seus xredo-
res para s.-guoda-leira 30 do corrente s 11 ho-
ras da manhaa seacharem emsua casa na rua
da Moeda, para receberem o primeiro pagainon-
.....__n 'nncci nrrasian rieliberarem ao
800 a 1000 lijlos; quem as tiver dirija-se "a'sSVin 'como 'nossa occasiaS deliberaren! ao
a rua do Rangel n. 34. | que tem de propor o mesmo abaixo assignado
= 1 ira-se lolhas cornaas e |i""' r-" ao hmnuw -.....= -- "o Uraan
dentro e fra do imperio : tudo com presteza | A do* ** Bra*><



VEITCH, BRAVO &C."
Vndem na sua botica e armazem de drogas
na ra da Madre de Dos, n 1. '
A preparaco seguinte por preco muito com
modo e de superior qualidade.
Extracto fluid) e concentrado de salsa-parri-
Iha da Jamaica.
As muitas experiencias sobre estas prepara-
res tem feto conecer sabia corporacao me-
dica, que compoe o collegio de Londres, Edin
burgh e Dublin ser ella a nica donde se
podem colher os beneficios esalutares elTeitos
que se requerem nos casos, emquo se torna ne-
cessana a indicacao da raiz de salsa-parrilha
V. B. & C nao podem deixar de fazer urna re-
itaxao s pessoas, que fizcremuso desta prepara-
ba j ; que vem a ser o nao abusarem da pequea
fciant.dade, que prescrevem os praticos duas
colheres de cha duas ve/.es uo dia em meio co-
po d agoa ) visto cada garrafa de dozo ornas
contar a virtude de 5 libras de salsa parrilha.
Na mama casa rambem se vendem tintas
e todos os outros objectos de pintura ; vermzes
de superior qualidade entre clles um peri-
tamente hrco e que se pode applicar so-
bre a pintura mais delicada sem que produ-
za a tmelo .Iguma em sua cor primitiva. Ar-
row-RoutdeBermuda-Sag Sabonetas -
Salude Wmdsor-AguadeSeidlitz A{?ua
doj>o,laVguade Seltz Limonada gasoza
I inta superior para escrever Tinta para
marcar roupa Perfumaras nglezas Fon-
das elsticas de patente -Escovas o pos para
denles -Pastilhas de muriato de morphina
e ipecacuanha Pastilhas finissimas do hor-
tela-p.menta Pastilhas de bi-carbonato de
soda e ging.bre. As verdadeiras pilulas ve-
gctacs un versees do D.' frandrelh vindas
deseuauthornos Estados-Unidos, &c fe
== Muga se o primeiro andar do sobrado n.
129 na ra D.re.ta do lado da groja do Terco
a tratar no segundo andar da mesma casa
- Ad Lauprccbt retira-se para fra do Im-
perio. '
Anda em praca do juizo do civel, para ser
vendida a casa de dous andares e sotao sita na
ra da Senzala-velha do bairro do Recifen 76
pagando o comprador a sisa. '
Precisa-st de urna mulhor de idade pa-
rai irjpara umengenho ensinar meninas a le'rm-
no pateo do Carmo, vendan. 1. '
Precisa-sede um caixeiro para vender
hiendas pelas ras: na ra Nova n 52
Precisa-so alugar urna casa no Caxanffi
OUemApipucos: o.iem tiver ,nnuncic g '
Aluga-se lima negra qU0 sabe bem tra-
tarde urna casa de pouca familia e qu. cozi-
rua ASrnm6qUem Pretend-d.rija-se a
Aluga-se o segundo andar da casa n. 11
Ja ra da Cade.a-velha e sendo pessoa que
que.ra o pnmeito andar para esenptorio 'tam-
bem se far negocio ; a tratar na mesma
hJZ. Um Cnt d reis a Premio com
Jijpoheca em urna casa; na ra da Praia
n. k= 1A'afia-8e Vma boa sa,a com alcova do
Precisa-se alugar um sotao para urna so
nZZl A metade de Uma Casa cm ^ 're
uma at duas pessoas, que seja no bairro de
a. Antonio ; quem tiver annuncie.
,r ,St: Jos Vicente Domingu,;S de Car-
val.o d.r.j^e a ra da Cadeia do Recife, lo-
ja de Joao da Unba Magalhaes para receber
uma carta vi ma do Ico.
~ Trapassa-se uma loja, que tem muito
bons c mu.odos, e sita en, lugar muilo publi-
co propr.a para fazendas e roupa feita ; na
praca da Independencia livraiia ns. G e 8 se
uira quem faz este negocio.
= Troca-so uma preta de nacao, de da-
le que saiba engommar e cozinbar, por
um moleque de naco de 1V annos, me faz
todo o servico de uma casa : na ra do Ara-
gao o. 5.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra do Torres no Recife n 20 ; a tratar com
Antonio J .aqu.m de Faria Patricio ; assim
como compra-se uma escrava parda ou preta
que sa.ba coser engommar e cozinhar.
- Quem precisar de uma muhor forra pa-
ra coser e on-omrnar em alguma loja franceza
ou em oulra qualquercasa dirija-se a ra da
Senzala-nova n. 14, segundo andar.
Trapassa-se a posse de todo ou de par-
te de um terreno em S. Amaro no alinhamen-
toda ruada Aurora com os undosal a es-
trada nova ; na ra do Collegio, sobrado n. 4.
Auga-se metade de uma casa terrea na
iravessa deS. Jos n. 7, para pequea fami-
lia .por preco de 5S rs. mensaes ; na ra de
* Hila nova n. 91.
A 7~l(uem ''ver obras do tecido de palhinba
d todas as qualidades.ninda mesmo damnifica-.
das para se concertaren) dirija-se ao princi- |
_==4
pi da ra do Amparo em Olinda ; na mesma
casa tambem engomma-se e lara-se.
Na ra do Pillar em Fora-de-po rtas n
122 prec.sa-se de um preto para vender pi
com um homem at ao meio dia ou aluga-se
por mez, como melhor convier.
'1
Compras
= Comprao-se dous bois mancos de carro-
ca ou de cambao que seja grandes e novos-
pagao-se bem; no Atterro dos Affogados n 67*
== Compra-se o livro Horas Marianas em
at.m : na ra do Cabug loja n. 9, defron-
te da iiitnz.
r.r.C.TPra Seo terceiro tomo das obras de
tilinto Elisio ainda que velho seja ou em
broxura : na ra estreita do Rozario n. 27
- Compra-se uma casa terrea que seja
larga as principaes ras- da Boa-vista que
tenha quintal murado e cacimba: na ra da
S. Cruz n. 38.
- Compra-so um escravo pedroiro para
um engenho; na ra estreita do Rozario n. 31 .
terceiro andar. '
Comprao-se vidros para espelhos, gran-
des e mofados: no Atterro da Boa-vista n. 17.
Compra-se sement de coentro que
seja nova ; na ra Direita ao p da torre do
Livramenton. 2; na mesma loja vendem-se
pregos caixaes a 2400 o milheiro e o cento a
200 ripaesa 1400 e o cento a 140 cai-
braes 5200 e o cento a 560.
G,mpra-se um casal de pavoes : na ra
da Cadeia do Recie loja de fazendas n. 37.
Compra-se uma canoa de carreira qu
carregue 4 pessoas: na ra do Queimado lu-
a n. 12.
Compra-se nm pequeo bota com os com-
petentes remos, e mais pertences ; quem ti-
ver annuncie.
fetas a 308 rs. a duzia botins de bezerro fran-
cez borzegu.ns gaspiados spalos de palla,
ditos de orelha ditos de couro de lustro para
homem ditos de couro de lustro duraque
marroqu.me setim para sen hora, superiores
lencos de gurgurSoe tafeta preto para grvala
suspensorios e burracha, luvasde pellica bran-
ca para homem e sen hora lencos de seda de
muito bom gosto para chapeo casimira bran-
ca superior e bastante larga dita preta fran-
ceza e elstica para calcas, urna chamarra
para pessoa secca e baixa, por preco commodo:
na ra Nova loja de alfaiate n. 32 de Manoel
do Amparo Caj.
k T ,Ven,(,em-Sfi^ mais ricas mantas de seda
bordadas de matz chales de seda e de seda
o la ditos de 15 muito proprios para as se-
nhoras irem ao banho lencos de seda com
franja e sem ella, cortes de lanzinha muito lin-
los cortes do cassa pintadas de padres mo-
dernos nscados francezes de gosto escocez ,
cortes de la escoceza ditos de chitas mui finas
o cores fixas, casimiras do duas larguras, man-
tas de seda para homem, lencos de seda de
'ores para grvalas, chapeos de sol furia-cores
verdes azues e pretos com barras de outras
cores ditos das mosmas cores para senhora ,
e outros mu.tos objectos de gosto : na ra No-
va loja n. 35.
i. "~|VeindJ0m Se ,indos cortes de ,anz'*nha abor-
ta ; fechada e escoceza ditos de chita fran-
ceza e de cassa, mantas de seda preta ma-
tizadas, ditas de outras cores tambem matiz-
is e lisas chales de seda raatisados o lisos
lencos da mesma qualidade para senhora. ditos
'le blond com franja, meios chales de dito e de
lilla nm /!, nli __t:___... .
seda
Vendas.
todas as qualidades para bomem senhora
meninas, chapeos do sol e de chuva, bo'ns
"ara homem e meninos, luvasde pellica para
homem o senhora ricos cortes de colletes
I ores para chapeos, setinse sedas para vesti-
jlos chales de l adamascados los de lnho
br.m para calcas nscados finos marroquins.'
Ponos finos de diversas cores casimiras e
me.as ditas merinos cambraias adamasca-
das brancas, e de cores, e de todos os precos e
outras muitas fazendas de bom gosto: na ra
Nova loja n. 52 de Bonifacio Maximianno de
Mallos.
- Vende-se uma escrava do nacao de 35
annos, cozmheira lavadeira e he quitan-
da ; naruadasCruzesn. 41 segundo an
Vendem-se sedas pretas superiores chega-
l agora para cobrr chapeos de sol: na tra-
rod lustro, e debezerro ditos de i
baixadeuma, e duas solas, ditos do en
de lustro sapates tachiados de duas i
olas ludo para homem e menino Mn.,
atamancados de du.aque e cordavao 'para, ,
nhora e de bezerro para homem san tosTa
de couro de lustro para meninas de 8 a 12
nos. ditos de dito, duraque, marroqu Z"
davao, esetim para senhora e meninas ,'diin
le couro de lustro com colxetes para menino,
ditos de tapete para homem e senhora e o..'
tras muitas qualidades de calcado por nre
commodo; no Atterro da Roa-vista loia
24 dejoaquim Jos Poreira. n"
= Vende-se por preco commodo uma nart
de um sitio em Bebiribe que fo do Caoir
Souto; na ru* estreita do Rozario n 27- 10
mesma casa precisa-se alugar um preto para^
scrv.ee, de um sitio, dando-se o sustentoe
10,000 rs. mensaes.
= Vende-se uma casa terrea em chaos pro
pnos com dous quartos quintal murado e
cacimba na ra de S. Miguel nos Affogados
na Boa-v.sta ra da S. Cruz n. 38 ou RZ
AIogados a fallar como Manoel Jos Goncalves
= Vendem-se 42 linhas de pao d'arco p
sapocaia : na ra do Queimado loja n 44
= Vendem-se chapeos francezes ebegado*
pelo ultimo navio ditos de sol com barra e
sem ella, com muito bonitos cabos, bros para
calcas de padres modernos, casimiras ditas
lencos de setim pretos e de cores para pescoco'
tudo por preco em conta ; na ra do Ouei!
mado, lojan. 11 de A. L. G. Vianna.
Vendem-se bandas de seda e de 15. por
112 rarw ,"",TOUB u"oe ae Vendem-se bandas de seda e H is
um completo sortimento de calcado de preco commodo ; na ra do. OuJl V- V
squahdadespara bomem senhora e Victorino de Ca/trn Mn.? "S 1^ leiS ,0Ja de
Vendem-se potes com uvas ; no arma-
zem do Fernando Jos Braguez ao p do ar-
co da Conccicao.
V- Vende-se um jogo do breviarios serfi-
cos ; um dito de retiro espiritual, e um Ripan-
co por preco commodo : em Fora-de-portas
na ra do Pillar sobrado n. 137. ^
= Vende-se urna venda nos Quatro-cantos
da Boa-v.sta n. 1, com poucos fundos ; a tratar
na mesma.
Vendem-se duas cabras (bicho ) urna w^TV T Bobrr chapeos d
panda, muito manca. eoutraprox?mVapa- vedZRo,7rto ^ado n. 2.
nr ; na ra Imperial, sobrado n. 7.
T Vende-se rap princeza do ltimamen-
te chegado de Lisboa ; ao pedo arco da Con-
ceicaS na loja deferragens da esquina.
^ VenJem-se os seguintes livros : Princi-
pios de direita morcantil por Jos da Silva Lis-
boa ; Ordenaces do reino ; Assentos da sud-
plicacao; Pr.meiras linhas sobro o processo
criminal porJoaqu.m Jos Caetano; Pereira
e Souza ; Arligos das nsas, Tratado pratico
do procedo executivo summario por Manuel
deAlme.daoSouza de LobSo ; Primeiras li-
nhas sobre o processo civil por Pereira e Sou-
ja ; rratado dos testamentos e sucessOes por
Gove.a Pinto ; C asse dos crimes por Pereira e
^ouza ; Manual de appellacoese ag^ravos ; na
ra do L.vramento n. 26, segundo andar
-v- Portis direilo natural; Burlamaqui ,
prnc.piosded.re.to natural. edicSo augmen-
reilo da nalureza e das entes o Z,? ?lpar* Umsitio e
homem e do cidadao trad 1* 1 !2^d d A^-verdes n. n. 70.
bomem e do c.dadao traducao de Barbeyrac;
Fritot. d.reito natural; Kant, principios de
r.ilem 3 v contando o ultimo entro outros a
cr.t.ca da doutr.na moral de Kant, e as vistas
tl.eor.cas do professor ; Lerminier historia e
Philosuphia do d.re.lo ; Elementos do direito
das gentes por Vicenta Ferrer lente de Co-
imbra ; Fel.ee Ikocs de direito natural o das
g< "tes ; Vatel d.reitos da gentes em 3 v o
u timo he um commentario a obra por S* P
nheiro; Martens direito das gentes com no-
b.1 de S. Pmbe.ro ; o mesmo.'. G. diplomtica
i v com commentarios e notas de Pmheiro c
outros; Kluber direito das gentes. *erho
da Europa; Manual do c.dadao por nheiro-
Curso do direito constitucionaLdo mq.mo em
3v ; odosestes l.vros vendem-se na ra do
Collegio joja de l.vros de Counbo & Lopes
- Vende-seum moleque de nacao, de 18
annos ; na ra do Queimado loja n. 4
-Vendem-se bexigas de gra,a do R0
Uande de superior qualidade; na travessa do
Arsenal armazem n. 5.
- Vendem-se casacas de todas as cores e
qualidades, csobre-casacas ditas, e tambem
le merm duraque e de brim calcas ia
quetas e colletes do todas as qualidades, 'cha-
Vende-se uma escrava crioula de 24 an-
nos engomma cozinha lava ecose lu-
do perfeitamente : na ra larga do Rozario
casa de JoSolManoe I Rodrigues Vallenca, ondj
se dita o motivo da venda.
= Vendem-se bichas de superior qualida-
de ltimamente ebegadas de Hamburgo, por
preco commodo : na ra Direita esquina do
beco deS. Pedro n. 14.
Vende-se uma cabra ( bicho ) por pre-
co commodo : na ra do Sebn 8.
Vendem-se 2 caix5es envidrarados pro^
pr.os para amostras de venda, um par de es-
poras de prata com mais de meia libra urna
canoa tachada com mais de 60 palmos de com-
pndo e uma porcSo de caixas vasias do Por-
to tudo preco commodo; na ra Imperial,
venda da esquina n. 2. '
Vendem-se dous escravos de nacao de
me.a idade, trabajadores deenchadas, e pti-
mos para um sitio ; e um molecote ; na ra
Victorino de Castro \loura n. 24.
= Vende-se umeavallo rodado." novo caf
regador ba.xo e passeiro por 60.000 rs.' na
ra Direita n. 66.
= Vende-se uma venda na ra de S Rita
novan 93 com poneos fundos e com bons
-ommodos para familia independente d ven-
da com duas entradas pela rente, e por de traz:
a tratar na mesma. '
Vendem-se 6 cadeiras de palhinha usa-
das um tocador com 3 gavetas por 78 na ni
estreita do Rozario n 32.
= Vende-se um moleque do nacao do 14
nos de bonita figura e faz todo o servico
casa : na ra do Cabuga loja n. 9
defronte da matriz. J '
= Vendem-se dous moleoues de nacao de
lo annos ptimos para officio ou pngPm ,
duasescravas boas cozinheiras c engomma-
deuas; urna negrinha de nacao, de 18 an
nos, engomma, ecozinha; urna mulata es-
cura com boas habilidades, todas du-se
a contento ; na ra Direita n. 3.
- Vende se um pianno com pouco uso e
por preco commodo: na ra de S. Amaro n 30
m~K C ?"f um Til Livi em 6 volumes,"
em bom estado, e por preco commodo; no
Mondego n. 44. '
aa Vendem-se dous milheiros de telhas va-
inas; e tabem troc5o-se ou vendem-se oannos
verileaos : no Atterro da Boa-vista n 6
Escravos fugdos.
-Vende-se um preto de nac5o Nagou. bom
coz.nbe.ro e marinheiro ; trata-se com o
cap.lao do patacho Golfinho. vnda da Bahia
r ~,enem1-8,'1,fha)e0Sdes,,(,aPara senho-
a. chegados de Franca, e ditos de palha mui = Mo1
bem fetos, papel pintado para forrar salTs JosdSi
rom barras, c fitas de muito boa qualidade '
tudo por preco muito commodo: naruaW
loja de F. Regord & Companhia. '
-- V endem-se esteirinhas de Angola na
ra do Rangel, loja de cera n. 1 *
iTkl6^!? Ta prea moga de bonita figu-
I. narnTr" V V ^^ ^ mucaln-
zasn.35 gadR0Zar'0' 'ja d miude-
rm nCn(em'S. dous escravos mo^os
ra do Dorias n. 94.
Vende-se uma cama de condur em
srVron.^
t^Jende"Se Pret0d naf5o moca- Pto Para
todo o serv.co : na ra Nova sobrado n. 55
tarde ^ manhSa e daS 3 as 6 da
- Vende-se urna canoa em bruto
do Queimado, lojan. 14
= Bor/eguins gaspiados pretos e de cores
ede pona de lustro do uma e duns solas ,'
na
na ra
peos francezes com beira de "el^Sl:!?- fje P"' '-tro do urna e duns ola ,'
c sem ella. etffiWMW m.^nrV "f."!'0 I !,0t,n5e me,os dltos ^ bezerro francez edL,
""","".....u* ""'. sapatos de palla atraze adianto de cou"
- No da 24 do correte as 7 horas da nou-
ta fugioum preto de nome Antonio de nacSo
Mocambique, de 30 annos, estatua regUr
eco do corpo falla baixa, o.bos grabes
inho |,arra ; ,CV0U Camisa dea'Jo-
^'nho calcas do mesmo collete de cor cha-
P'-o de bata branca dos redondos e baixos
|uen. o pegar leve a ra do Livramento n 11 '
quesera gratificado.
da^teC" Se Vender em casa **
kVifrtl 2 um pret0 do nome Joa5
Saa 1 "i" q'Jal de"PPareceo no
da 22 do conen e as 6 horas da tarde ; le-
vou calcase camisa de algodao da Ierra e um
arSonna,SCStaS: h TW > -po
a tnsonho, descarnado do rosto: quem
Pegar leve a ra da Cadeia do Recife n. 37 ou
de de Olinf. d A8,St0 P' P fuio da cd-
Goes u'f CaSa. J0S DantaS Correa d0
Anla m"TraVa,de nme Mri8 de naca5
* 1 ,mu,t01 Preta; ^tatura ordinaria, fal-
inZll embarCada lem uma "rea de
que.madura em um dos hombros qe appare-
^e fora do vestido e de 28 annos ; qPueT.
pegar eveamesmacid.de ao Reverenda Co-
nsol alme.ra ou no Recita a Jos Gomes
uumt
., i:br^tas.
JNa correspondencia publicada no
de nontem na penltima Jinda CfII
desembargo, la-se desembargador
Diario
vez do
Rkcipe: na Typ. wj M. F. db Fakm. =18*3.


Full Text
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