Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04309


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Full Text
-r^r
7-rr

Antio de 1843.
Quarta Feira 25
ISido agora depende de n,\ meimoa; da nona prudencia, moderaco, e enercii- con-
liaucmoi como principumoi, aeremoa apeando cora .dmir.tao rnire .. Nago>a m.i.
CiUu. ( jf'roclamagao da Aesembleia Garal do Bisil,)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
tiounni, e Parahyba, legunda e texlae cirat. hio Grande do JM orle, quintal feifa*
Bonito a Garenhum, a l e 24.
Cabo, Serinh.iem, Kio Formoio, Corto Calvo, MaeeiA, e Alaron no 1 => H e jj
Boa-vista a Florea a l3 e 2 i. Santo Anuo quintal feirai Olinda lodot ui din
DAS da SEMANA.
23 Seg. a. Joao Capristrano F. Aud. do J de D. da 2. ?.
34 lerg. a. Fortunato VI Kal. Aud do J. de D. da 3. T.
35 Vuart. (i Griipim e Crispiniano In. Mm Aud do J. da D, da 1. t.
26 Ount. I, Eansto P. M, Aud do J. de'. da c. v.
37 5ex. jejum i. Eletbao lmn. Aud do J. de D. da 2. T.
3S Sbh. i a. Smi.io e a. Judas Thadeo App,
jy D'a. Feliciano -'i
de Outubro
Anno XX. N. 231.
^"^^^"^^^^MBBBBBB^BBBa^^^afwaea*
O Uuaio pablica-ae todoi o din que nao forera Sanlificidoa: o pren da aaaigntaf he
detrae Mil reia por quartel pigoi adiantadoa O annunnio* doi aignaatrt o inaendoa
gratia soi doa qne nao orem a raio de MI res por linha. Ai reclama ;<>ei ilt-vem Mr din-
gidaa acata Tip., ruaduCruiee N.34,ou apraga da. Independencia lo ja delirrue N. 6S.
CiMiioiNo dia
Cimbio lobra Londret 20 d.
Paria 57 J raia por franco,
Liaboa 110 porlOOdiprano.
24 de Oniubro. coapra venda.
Ouio-Moida d 6,400 V. l5- 17 7j0
M. 16,30J 16 500
da 4,000 V 0 >0 9 200
PlaTA-Patacdae 1 MU 20
Petoa Colaanaree 1, Uv) 18/0
ditoa Mexicanna l,r.00 1,8.0
Moedidecobie 2 por canto
dem da letraa da boa 6mu 1 a 1 lila.
P11ASES DA LLANO MEZ DE OUTBR.
Loa Chata 48, a8boraie 57ot. da mn|, I La nova 2 3, aa Bboraa al C da
Quart. in. 16, ai II lioraie 30 ni. da m. | (uart. creta. 4 30, oi 2 i a. da m.
Preamar de hoje.
1. a 6 boraa a 54 m. da aanae. | 2. a 7 boraa a 1S o. da Urda.
PERNAMBUCO.
Tribunal da Uelacao.
8ES9AO PE 2\ DE OUTUBRO DE 18W.
0 embargos da Santa Casa ta Misericordia
de Lisboa contra a lazemia publica tiesta cidade
na causa de appellaco civel escrivao Bandei-
re ; forao recebidos e reformado o accordao
embargado.
Na app llayao civel do juizo dos feitos da
fazenda desta cidade apnellante o mesmo jui-
zo appellado JoaJos dos Anjos Pereira e
outros esrivo Ferreira, somindou ouvir
o Dr. Curador geral e o Desembargador pro-
curador da Coroa e fazenda.
O ggravo de peticao de Silvestre Goncalves
dos Santos contra Joaquim Jos Ferrcira 'lo
juizo da 2. vara do civel desta cidade ; nao leve
provimento.
Na appellaciin civel dcsta cidade appcllan-
te Joo Leite Pina Ortiuueira appellado Jo
Francisco da Silva Novaes escrivao R. R.ingel;
se mandou pagar o imposto de 2 por cento.
Naappellacao civel desta cidnile appellan-
te Vicente Jos de Itrto appellado Gertrudes
doPasso, escrivao Ferreira; se mandou pagar
o imposto de 2 por cento.
Na appellaco civol tiesta cidade appellante
Florencia .Margarida dos Prazeres appellado
Francisco Jos Das ia Costa escrivGo Pos-
tbumo; se mandou averbar o imposto de 2 por
cento.
Na appcllaco civel dcala o-lodu appellante
Manuel Lopes Maciel appellado Joaquim Ko
drigues do Oliveira escrivao Bandeira ; se
mandou pagar os 2 por cento, que substituio a
di/ima do chancellara.
Na anpellacao civel desta cidade appellante
Antonio Ricardo do Reg, appellados os Reli-
giosos do Convenio do Carino do Recife es-
crivao Ferreira ; foi a sentenca reformada em
parte e confirmada em parte.
POLICA.
Illm. e F.xm. Sr.Dcpois da ultima parte,
que dei V. Ex. em 6 do crrente consta
da que me oi dada pela delegatura desta cida-
de ern 11 e que acompanhou a do subdele-
gado da freguesia dos Afiogados em datado
dous do mesmo corrento que alguns'escravos
do Sr. do engenho Giquia espancarao o feri-
rao na dita freguezia a um almocreve e que
se nao procedeo corpo do dilelo por lerem os
companheiros do sobredito almocreve conduzi-
do-o para o lugar do scu domicilio fra da
mesnia freguezia.
Pela parte dada pela dolegatura de Santo
Antto em 30 do passado consta que so i-
zerao 4 corpos do delicio, dois por assassinatos
foitoscom tiro as pussoas de Francisco de tal,
a na de Antonio de Moura Carvalho um por
contusoeseitas em Manoel da Luz Ribeiro e
outro por ferimentos feitos em Zacaras Paos
da Conceicao ; que houvero pronuncias por
lifferentescrimes ; e que foi preso um sugeito
por suspeito de ter morlo a um seu filho com
una surra que Ihedera. Pela de Garanhuns,
consta quo na freguezia de Agoas-bollas os
Indios espancarao a um bomem ; quenado
rapacaca fui assassinado Pedro Jos por Igna-
cio Vieira, que se evadir ; quo no districto de
Garanhuns o juizde paz Manoel Jos Corroa ,
um seu cunhado eontro cercarao ( sem or-
dem e num autorisacao } a casa do Joaquim
Goncalves da Cruz pela m'eia noile do do dia 8
do mez prximo passado e varejarao-na, para
Ihfl tirarem urna arma, quo suppunhao ser sua,
e como o respectivo ins >ector desse disso parto ,
que se lomassem providencias, reunirao-se om
numero do doze e for3o desafiar o dito ins-
pector endo dopois despersos pelo delegado
do termo.
Pela do Cabo pertencente aos mezes de Ju-
Iho Agosto e Sotombro consta de mais
notavel ter-se achado as matas do engenho
luss um cadver que pelo m io estado em
quo se achava se nao pflde conhecer se
linha ferimentos; que Tora assassinada
Victorina de tal por sou proprio marido o
uual se evadi; que foi gravemente ferido com
imn ncaiia o crioulo Jos Manuel, morador
no engenho Salgadinho ovadindo-se o seu
ofensor; quo foi processado e preso por la-
drao de escravos Bento da Costa Soares ; que
no 1. districto daquelle termo fora mortooes-
cravo Antonio da Trindade pertencente a Sra.
do engenho tinga por se acbar as matas do
mesmo engenho aquilomhado, o qual tendo ,
ha poucos das assassinado urna mulhcr do
engenho Boa-Esperanca e sondo cercado por
urna escolta resisti e ferio com um tiro e
cutiladas ao inspector, que diriga a diligen-
cia sendo no dia seguinte preso Antonio Ma-
ra escravo de Bento Jos Lamenha Linz o
companh'-iro do dito Antonio da Trindade.
Poroffi-io de hontem datado me foi tambem
communicado pelo mencionado delegado do 1."
districto do ternn destacidade ter sido presoant'
ontoma tarde o crioulo Geralilo Jos Pereira ,
que na roa da Gloria havia desparado um ba-
camarte sobre um AlemSo, que felizmente o
nao offendera, e fora acolhido pelo proprio
inspector d'aquello quarteiro em casa do seu
sogro o Tenente de G. N. destacada Correia.
Participo final*nente que na tarde do dia
15 do corrente vi um crioulo, que, segundo
me inlormarao particularmente, lora espancado
e ferido no braco direito na estrada nova de
Santo Amaro para Olinda.
He o quoat agora tem chegado a minha no-
ticia o passo a participar a V Ex. Dos guar-
de &c. Em 18 do Outubro de 18,3.
_ DURIOJ^PimiBUCO. _
Domingo passado chngou a estacilade urna
companhia equostro americana que ultima-
mente encheo os habitantes da Babia de admi-
I racao e enlhusiasmo. E^ta companhia he com-
' posta do muitos individuos distinctos na sua
arto, o trazuma tsquipacio magnifica que
prometteaos moradores do Reciloalgumas noi-
tesde divertimonto ; de quo estavao privados
ha muito lempo. Nos ajuntaremos estas
poucas liiih is o seguinte artigo da Gazela Com-
mercial. quo mostra quanto a companhia soj-
be agradar aos nossos compatriotas Baha-
nos.
As despedidas da Compinhia Americana.
Bein pouco tardar que a cidade da Babia
se veja privada do seu mais curioso passatempo!
Quasi erma de divertimentos lcitos, como se
achava esta Capital, quasi orphaos do recrea-
cesdeleitavois, como scachavaoos sous habi-
tantes a Companhia Equestre Americana li-
nha vin lo olferecer-lhos tudo quanto ha de cu-
rioso, deadmiravel, de grande, de maravi-
lloso, e doleitavel, e retn indo em um so pon-
to toda a sua attencao, parece que trazia os ha-
bitantes da Babia obsortos no prazer, o como
que extranhos a todas as mais emoces recrea-
tivas, queno ossem os seus expectaculos. Mas o
que he bom nao perdura entre os homens I O
bem passa ligeramente para Ihcs deixar somen-
teopezar, ea saudado do o perder, eo re-
morso de o nao ter assaz go/ado Tal nos va
accontecer I Bem pouco tardar, sim, que
nos vejamos privados do nosso mais curioso, e
mais magnifico divertimento A Companhia
Equestre Americana quo tao generosamente
no lo offerecia se prepara para deixar-nos. Mr.
Enos Sage Mr. Lippmann Mr. Harring-
ton, eseu maravilhoso filho, e lodosos ou-
tros empregadosda Companhia, j caneados de
mimosear-nos com as brilhantes maravilhas de
seo talento admiravel vo om outra parto cap-
tar novas admiracoes o novos elogios. Os
homens de grandes talentos nunca se fartao do
admiradores, eos elogios.que justamonto Ibes
prodtgaliso sao o seu elemento. He talvez
amanhaa 3 do outubro que teremos o desprazer
de ver desferrar do nosso porto a celebre Com-
panhia Equestre Americana: ellt* vai, segundo
ouvimos dizer dditar com seus espectculos
os nossos irmaos do Norte ea capital da pro-
vincia de Pernambuco vai ser o novo thoatro
de suas maravilhas. Os ventos Ibes sejio pro-
picios c a fortuna tao prospera como nos de
coracao Ihes desojamos. Masniio leve o Pu-
blico Bibiano ser um espectador silencioso de
sua saudosa partida ; ao menos huma voz por
ello se levante e falle eesta vo' seja a fe
do escriplor publicp: he necessario, sem que a
Companhia Americana saiba, que os Bahianos
nao sao nsensiveis esse apartamento; que
el les nao sao ingratos as maneiras officiosas ,
com que forao por ella tratados, e final-
mente quo's saudades qu deila Ibes fi-
oio, serao inextinguiveis om seus cora-
cies. Digne-sepois a Compinhia de acei-
tar por nosso intermedio as lernas des-
pedidas dos Bahianos, e a segur moa, dequeel-
les a accompanbao com as mais gratas recorda-
coes, e mais ardentesdesejos deque a fortuna
Iheseja propicia por toda a pirte onde tive-
rom de ir
(Do R. da Gazeta Conmercial. )
Correspondencia.
FOLHETIM.
O BRAZEIRO.C)
2.'
OquoD. Fernando disse foi o seguinte:
Um dia urna tempestado o suiprehendra na ca-
ca e o obrigra refugiar-so riebaixo do umn
arvore grande bem conhecida de cacadores: ape-
nas se tihha abrigado quando ouvio no flm da
malta gritos de soccorro, e logo de mistura pa-
tadas ae cavado. I). Fernando guiou-so pela
bullan vin um espectculo triste. Uns cin-
coenta passos distante viu vir um bello ma-
cho branco, ricamente ajaezado, que com es-
pantosa rapidez, cuberto de espuma o sangue,
se approximou logo de um precipicio sobro o
rio, arrastando cumsigo uina dama di'srnaiada.
A infeliz sem duvida linna procurado deilar-se
do macho abaixo, mas, o vestido embaracaiido-
se no estribo, fie >u suspensa ddappuelho. ||n-
via j muito surto intervallo percorrer para
se prt>cipiturem ambos no Maraares, que no
fundo do abysmo corra em oi.das acnuladus pe-
la tempestado, e onde a m >rte era inevitavel. i
(') \idQ Diario n.229,o230.
rW
vista de tao terrivel perigo D. Fernando foi
trespassado. Sem se lembrar do perisro a que
elle proprio se ia expr, lancou-se diante do
macho, e leve a fortuna de abarrar com mo fir-
me a dama, e tomal-a nos seus bracos.
O mach.)deu um salto como furioso, o vesti-
du rasgou-se a tres passos do piecipicio, D. Fer-
nanao segurou o corpo da mais encantadora da-
ma, meia morta de susto, emquanto com me-
donho estrondo o macho se precipitou no abys-
mo, misturando a sua voz com o ruido da tem-
pestade e das ondas.
Loo que a desconhecida dam,a tornou si e
se viu salva, ajoelhou para agradecer a Deus,
dopois upertou a inao ao seu salvador com sig-
naos da mais viva gratido. Mas neste momen-
to se ouvirao trombetas j porto; ella estreme-
ceu, e cuino abalada sbitamente por uina refle-
xodesagradavol, retirou a mo e disse em voz
meia apagada:
Quemquerque seiais, fugi: nao vos de-1
moris ni m mais um instante ao p de mim.
Fugl, fun, (ao depressa como poderdes: e eii
pevo a Deus que ninuem saiba o que aconte-
ceu e o que por mim flzestes. Oh mea Daos,
estremece; lalvez que dhi vem; nao ouvs as votes, e os passos dos
cavallos. Fui:adeus, adeus; naomeesquecais.
O reverendo padreinterrompeu aqui in-
nnrenfPftlPnlg o nrinPf>Ga__o muiln jnlnr.l...nln
esta historia: crelo que todos os presentes sao
da minha opinio. E logo continuou em voz
baixa: Vedes a attencao com que elrei es-
cuta ?
Senhoradisse com arde friesa Fr. Ambro-
sioainda nao acabei. No momento em que D.
Fernando contava a seu paicomoa bella desco-
nhecida, a quem elle salvara a vida, tinha de-
sapparecido; como da nobresa das suas manei-
ras e da riquesa do seu traje, elle devia suspei-
tarque era dama de alta jerarchia; como desde
este momento ella Picara sendo o nico objeto
dos seus pensamentos e sonhos, e como deseja-
va ir ver os touros a Madrid so na esperanca do
a tornar a verbatero na porta da sala; e o
alcaide da corte, acompanhado de urna multi-
do do esbirros, chegou-se a D. Fernando, to-
cou-lho com a sua vara branca o disse:
Em nomo d'elre, eu prendo a ti, D. Fer-
nando de Pennacerrada, como criminoso do le-
I za-magestade.
Scnlior alcaidebalbuciou o condequo
fez elle? de que crime aecusado? Tocou
o corpo sagrado da rainha.
(* O anciao nao derramou urna lagrima; mas
quando 1). Fernanao o quiz ahracar pelo ulti-
ma vez tintan Ihe disse.-Agora, 'meu pobre fl-
IIk, airora podes ver Madrid, a cidade real.
Neste momento exclamou elrei tiritando de
Srs. Redactores.Por fatalida.Ie das cousas
humanas. muita vez o que u u grande bem
para uns para outros um mal terrivel. Cer-
toque a Paral)iba muitos ben<, e vantagens
alcancou com a enrgica e forte administra-
cao do Sr. Pedro Ciaves que sobre tratar ,
e dirigir mui bem todos os rd,os d'admini*!
tracao, expurgou aquella pro*me a do um nao
pequeo numero de traficantes polticos ou
antes anar. hitas que se b;mao all tornado
fortes sobre as leis e autoridades : mas para
Pernambuco isto oi parte para o nascimento
de alguns malos. Esses energumenos, sendo
icossados mu de perto por aquello Presidente ,
a quom tentro assassinar foro obrigados a
fugira trra que por sua des iraca os vio nas-
cer e espalhados por dilTerentes lugares de
nossa provincia que tao piedtJ-amente os a-
colheo tem nos pago a hospitalidad? ou
nos retribuido o bem que Ihe fi-emos, toman-
do grande parte em nossas conte.tat.oes provin-
ciaes econcorrondo grandemente para o aug-
mento da intriga quo j exi.tia nos lugares
onde so homisiarao. He este o premio que
soem dar os ingratos Nem outra cousa de-
vamos aguardar !
Entre estes saltibancos, ou cavalleiros de
fro: O ardeste quarto- gelado; Medina Caj
\; .. iii..,. ....___ ,.....__....._ l...
.., nuu iv uinni <{uo iiioiiuun,i,j mnuiDi v. uiatci
i ro ? Este respondeu : Assim se fez.
N5o vedes,disso Isabel de Franca cama-
reira-morna5 vedes que elrei est cada vez
mais paludo?
verdade;respondeu a camareira-mr
S. M. ainda nao est inteirauinte restablecido
da sua ultima indisposiQo; nu devia ter-se de-
morado tanto: mas o padre vai continuar.
O tribunal dos alcaides da coito severo
quando se trata deexecutar as leis. de defender
as pessoas reaes de desacatos, at dos mais in-
voluntarios, leaes e uteis O tribunal tem raso.
Nao verdade ? Tocar no corpo da rainha pro-
hibido debaixo de pena de morta. Fernando
tinha-o tocado, D. Fernando devia morrer. as-
sim disse a sentenca. Quando esta noticia che-
gou ao condo este beijou o chao, e exclamou;
Meu Deus, misericordia! Ainda reava o etilo
com lagrimas quando recebeu um recado da rai-
nha deste theor: Conde, vosso lilho salvou a
rainha ella compete salval-o. S. M. me or-
dena que vos diga que ha de empiegar tudo que
fr possivel para salvar D. Fernando da sorte
que Ihe est destinada, ou que o acompanhar
na morte. n
3."
A raimia desempenhou a sua palana, por-
que pouco tempo depois, 0m 3 <1'outubro de
1611, murreu de repente na flor da idade e no
maiur esplendor da sua bellesa. D. Femando
mu lo.io pieeetiiiiu, iambem este morreu, co-
mo seu irina mais velbo, pelas iua5s do algos;






=^TT

industria poltica ( nao fallo com todos) um
se faz nolavel e assaz conhcciJo por seu ge-
nio republico-maniaco.pelo seu desaforamento,
e protervia e pelo desrespeito, que ostenta,
quiinlo a certa em tallar no Nome augusto de
S. M. o I. Essc reprobo, colbhorador da tenta-
tiva de inorto contra o Sr. Podro Chaves, de
poisdegirovagar por alguns lugares de nossa
provincia sem jam lis encontrar onde pousar, o
/azer fortuna foi ch unido a coto irca de Na-
zareth por um punhado de bomons que tra-
sendo nxa do a muito com certa autoridade do
lugar carecido de urna penna suhmissa e
que fosse bem ejercitada nm tracar enredos,
intrigas, cafumni >s e sandiccs de toda casta.
Acharo-na com elicito nem que fosse talha-
da a molde. O tal magarele tem dosempenha-
do n justa a sua commissu Extreiou a feitura
do N izare no encjlcando um fim poltico e
mesmo um pouco mais elevado, que o fim
poltico da Romana gente, dequem parece es-
tar descuitado pela hctorogenid.ide dos des-
parales ; e mesmo porque o Reo publico pela
quantidade de gaz, e vapor republicano nao
se podo conter hade por forca extravasnr-se.
Mas esse desvio de sua verdadeira commissao ,
nao durou muito o homem agora entrn em
carcter. Abrioacaixa de Pandora, cjaco-
mecou a revolver o maco das calumnias das
injurias, edas infamias para hincar sobre aquel-
lo que fa/. sombra aos [mirnos do Bonifacio.
Ja 'ardava que o, homcns dos antecedentes
ordenassem ao instrumento passivo de suas
vin ancas.qua aoonnnettessc aonobredelegado,
qii" n'in ibes cede o campo (|ue Ibes corta a
perniciosa influencia que querem manter na
comarca, a despeito das leis e das autorida-
des que ousou oh criine horrendo 1 man-
dar va reja r certo engenho, onde anulosamen-
te se acoitavao os desertores da G. N. para all
chamados, o protegidos escandalosamente; que
se abilancou a qimrer pro ider a um agente
passad'r do mocda falsa vindo de Pedras-de-
fo^o com utn carre^aniento d'ellas consigna-
doaoBorg.. e Companhia que finalmento ,
ri, e escarnece dos roncas, e bravatas chochas
dos homcns dos antecedentes que apenas Se
po leri mostrar mais lurtes pela forca da lin-
gua arma oorita do fraco e do covardo.
Se contais com vossos antecedentes, contai com
nsconsequentes do nobre delegado e daquel-
P^>^^*giKS== -
memhro da grande associagSo nazarena? Ou
seria a ofleosa, que se fez ao socio Bonifacio ?
Segundo parece foi urna cousa o outra Bo-
nilacio, Yuba e a grande assooiaco compe
urna associacHo solidaria, de sorte que quem
oflende Yuba oliendo o Bonifacio e quem of-
lende o Bonifacio offende a grando associacSo,
e o Yuba. A vista disso tem raiao o Nazare-
no em vingar Yuba como socio da grande as-
sociacao e por conseguinte Bonifacio e
pela ra/ao desolidaricdade a si mesmo.
Misrrima comarca de Nazareth, o teu suce-
go est em risco desde quj abrigaste a ser-
pete foragida da Parahiba Ella pela sua
monslruosidade nao pode caber em ti. A Para-
hiba sondo mu i tas vezos maior que tu
nao a pode conter, expellio-a de si : o mes-
mo deves fazer, se queres viver passifica. Nao
dcsconieilo a quem nunca o teve em sua pro-
pria trra, que sera feliz, se nao possuir 0s seus
ossos.
Dimos psames ao Sr. Coronel Jos Maria
de Barros Brrelo pelas calumnias e insultos,
que recebeo do infamo orgo da grande sucia
nazarena e para o consolarnos Ihe lembra-
mos, que attenda bem para a impuresa da
fonte, donde ellos emanarao e recorde-se que
se um pugillo de viz detratores por nico
dcsabafoo insltalo,um sem numero de pes^oa-.
repellemessesinsultos.ocalummnias.econdonao
aos viz e covardes innimigos do bomem de
mrito que, escudado na puresa de sua cons
ciencia, deve remetter ao desprezo os latidos de
a I >j iv tos gOSOS.
Nao tratamos em delalhe sobre o facto que
deu oncasio para ser to gravemente offendido
o Sr Coronel Jos Maria, porque julgamos nos
rebaixar entrando em discusso com quem
s maneja bem a lingoagem da calumnia e
rfb desaforo ; e alem d' sso porque estamos
convencidos que o publico sabendo bem de
onde nosceuoodio, que essa sucia nazarena
vota ao nobre delegado despresar elimine tudo
juanto o Nazareno do 7 de Outuhro tratou a
les a quem atiris coices do longe e a quem
chamis Baxasitas !
Nao se fa/ preciso defondermos ao nobre
delegado de Nazareth, o Sr. Coronel Jos Ma-
ria de Barros Brrelo da.accusaeo que Ihe
azem seus pusilnimes e gratuitos inimigos
de protector de faqu stas e assassinos; por-
que o seu nome su ii ais que muito suffici-
ente para sua defesa elle bem conbecido
em toda provincia de Pernambuco e mais
alem, pelo gran le fundo de bondade, do que
dotado por seu animo prestimoso e por sua
incontrastavel probidado, e honradez ; que
est muito fra do alcance da calumnia, que
por mais bem manejada queseja nao far eiva
em papeluxo Ynzareno, quando calumniar o Sr.
'Coronel Jos Maria como o fez em seo numen
29 nada mais far que dar a conhecer que
elle tem inimigos, mas fracos, e miserave-s ,
que, nao pudendo acomeltel-o de outra sorte ,
prevalecem-se da imprensa para o ferirem seu
salvo.
Masque motivo exasperou a atrabilis da
grande associamo nazareni, capitaneada pela
vbora da Parahiba, cuja sanha e virus em
breve volver sobre nos? Seria a diligencia
fcita para prendero Yuba? Ser elle tambe m
seu respeito.
Um amigo do mrito
Variedade.
este que era o ultimo ramo dos Pcnnacerradas.
Similor, poilieis le-o salvado, mas nao qui-
zestes Recusaste* perdoar ao culpado, apegar
da ramha vol-o implorar de joelhos; e flzestes
bem em dar um alto exemplo de profunda ve-
neracads leis da etiqueta que sao leis do rei-
no. V. M. sem duvida se lembrou enta, que
ten lo lamentado a sorte de alguns condemna-
dos pela santa inquisica Vussa Mageslade
nao tinlia recusado dar urna porco do seu
proprio sangue para sel queimado pelo al-
goz, em penitencia das sacrilegas lacrimas que
havia derramado, Pensaveis sem duvida que dc-
vieis seguir sempre avante to nobre carreira ,
apegado aos usos do vossos maiores, agora con-
fiado s vossas reaes mos. Senbor, foi urna su-
blime lico para os vossos descendentes; e eu
sinto que o maistyrosimo, o principe das Astu-
rias, naes'eja aqui presente para cnihesourar
as minhas palavras, e-para aprender como al-
gum da di-ve aproveitar estes exemplos que V.
M. Ihe deixa.
Eque loi fcito do respeilavcl conde velho,
diuno de toda a compaixao?perguntou a prin-
ceza.
Lamentis o conde tornou o monge em
t'nn severo.N i te ules raso, seubora O ve-
lho julgava que bastava entinar seus filhos de
*^! !!!'::: : *;" l-..*..... lura/l* Hm }""-
ra, da virtude, e da loria ; e que se ellcs sou-
ke4iu cayar o iavaiiu o veado, montar um ca-,
O CARAPUCEIRO.
OS RICOS.
As riquezas dao.aos que as possuem um pos-
todialineto entre os seus concidado*. O ho
mem rico he de certo modo mais cidadao que
os oulros: a sua opulencia pe-no em circuns-
tancias de prestar a seus similhantes soccorros
que nao pde dar a indigencia: elle est ligado
a sociedadecom maiores vnculos que obri-
gao a interessar-se pela sua sorte muito mais ,
que o pobre que pouco ou nada tendo, que
perder muito menos s inleressa pelos negocios
da sua patria. Aquelle, que al nao possue.do
quo os seus bracos. nao tem propiamente pa-
tria alguma ; pois acha-se bem onde querque
encontr meios de subsistencia. O homem ri-
co pelo contrario osla intimamente ligado ao
bem do seu pata ; porque da conservaco deste
depende tambem a conservaco de suas propie-
dades e de suas riquezas. No cerco de Co-
rinto ao lempo, quo os habitantes fazio os l-
timos esforcos para repellir o inimigo Dioge-
nes, para zombar do seuembaraco, louca-
mente se diverta em por lombas as suas botas.
Nao nos deve pois maravilhar o vermos, que
em lodos os tempos e paizes os cargos pbli-
cos as honras, e distinccSes se concedo aos
ricos e grandes e que estes sompre prefirao
a pobres e a quantos sao toreados a tirar do
vallo bravo, e manejara espada, terio todos
osconhecimentos necessarios um (dalgo cas-
tclhano; mas isto nad bastante: nao assim,
senbor? Um nobre castelhano deve mais que
tudo saber a etiqueta, cdigo severo que con-
ten todos dentro nos limites da sua obrigaca
e dos seus direitos; que assegura s pessoas re-
aes 3 veneracaquecm todas as situaces da vi-
da Ihe deve ser tributada. Por isso o conde foi
castigado no que peccou. Como Rachel. nao se
quiz consolar de que seus filhos tinha dcixado
de existir; despediu todos os criados ; e encer-
rou-se s no seu castello, onde morreu de ma-
gja. Esta a rasad porque o castello velho nao
habitado e cahe em ruinas. Deus tenha mise-
ricordia dos seus habitantes finados.Amen
dissera todos; o amendisso tambem Filip-
pe 3.
Fr. Ambrosio calou-se, e oscircumstantes fi-
cara em fnebre silencio. Todos os olhos se
voltara paraelrei, que semechia na cadeira ,
como quem quera diser algurna cousa; mas a
lingoa secta e os be icos trmulos nao ne per-
riietlia fallar. Odia ia j acabando, e as cor*
tinas de damasco apenas aeixava passar urna
luz paluda cujos amortecidos raios se mestu-
ra mu com o vermellio reflexo do bra/.eiro. Com
tal clarid.ide, todos estes grandes d'tlespanha,
com seus trajes negros r!O 'm!r:ovc:s, o ve-
lho mongo com a caa enrugada e severa em
grupos om roda da cadeira de elrei, paralad
trabalho a sua subsistencia. De mais disso os
ricos, e os poderosos, alm de terem em si mes-
mos urna garanta para os pblicos interesses,
tem tambem maiores vnculos com o bem da
patria : a sua fortuna outro sim os pde no es-
tado de ter urna educacao mais Ilustrada, c
mais moral, e de adquirir aquellos conhecimen-
tos e luzes que sao necessarios ao publico
sorvico e que de ordinario altao ao homem
ploheo : e porque finalmente com o estado de
opulencia se andar de parceria um certo exte-
rior decoroso que be um ornamento sempre
preciso para sustentar com honra os pblicos
onicios.
D'aqui veio quedesd'os tempos de Servio
Tullio fossem em Roma abolidos em grande
parte os comicios por curias, as quaes um po-
vo pobre e ignorante decida dos negocios .
e interesses da Repblica e Ihes suhstituissem
os comicios por centurias, njs quaes os nobres,
e os cdados mais abastados regulavSo todos os
negocios e dispunho dos cargos mais impor-
tantes do Estado. Assim vemo nos nossosdias,
que as represenlacoes nacionaes nos Parlamen-
tos de Franca e de Inglaterra nos Estados-
Unidos &c., os cargos administrativos em to-
dos osestados, osempregos honorficos em qual-
quer governo grande ou pequeo n5o se con-
tigo de ordinario senao a sujeitos abastados ,
que possuem aquellos dotes que raras vezes se
enconlro em pessoas pobres, e plebas.
Masesses privilegi s, c resneitos tornar-se-
hao evidentemente injustos se autori/assem
os ricos a opprimir, edesprezar os infelizes e
necessitadbs. A equidade que deve remediar
a desigualdade necessaria e inevitavel dos ho-
mcns ensina aos ricos que por seu proprio
interesse devem respeitar a miseria dos pobres.
E na verdade se nao forao o trabalho, e os con
tinuos servigos das pessoas indigentes os mes-
mos ricos accaso no azeritlo na miseria tor-
nando-se mais infelizes, do que os mesmos po-
bres? Por outra parte accaso a natureza n5o im
pozj urna gravissima pena aos infelizes, fa-
zendo-os nascer na necessidade e dependen-
cia ? E dever o homem opulento aggravar a
sorte destes com o desprezo, e sobranceria ? E
sealguem ha que deva correr-se do seu esta-
do ser o pobre que sofre sem ser por culpa
sua ou o rico que abusa da sua opulencia ?
Por issoa justica deaccordocom a humani-
dade com a compaiio e com todas as virtu
des sociaes ensina ao rico que concidere no
homem necessitado um de seus consocios, ne-
cessario sua propria felicidade e do qual de-
ve elle merecer os soccorros e servicos faci-
litandoIhe os meios para a sua propria subsis
tencia para a sua conservaco e para a sua
proporcionada felicidade e tudo isto em troco
de seus trabalhos, e fadigas. Os grandes caro-
cem dos pequeos sem os quaes elles mesmos
scriao infelizes : o rico tem precisao dos bracos,
e da industria do pobre sem o que n5o pode-
ria gozar doscommodos e prazeres da vida.
Por tal modo os membros diversos da sociedade
estao unidos uns aos outros, com vnculos in-
dissoluveis, que nenhum pode romper sem pre-
judicar-se a si mesmo o dest'arte a vida so-
cial pde os homcns em urna reciproca depen-
dencia.
D'aqui bem se conbece que nenhum cida-
dao tem o direito de desprezar os mais de a-
busardasua fraqueza ou de os tratar com al-
tivez e crime/a : que he do interesse do rico
fazer o bem senao quizer chamar sobre si o
odio c o desprezo publico deque seria me-
recedor toda a vez, que nao qu/esse prebencher
deveres, que a vida social impoe sua condi-
e ao seu estado. O cidadao a quem a
cao,
urna congregaca de espectros rodeando um mo-
ribundo.
e repente tocou um sino na capella. Sao
avemariasdisse Fr. Ambrosio. A etiqueta
exige que todos agora saia da cmara d'clrei,
exceptos que tem qualidadeecclesiastica, afim
de que elrei possa faser as suas oraces.
O mordomo-mr den signal levantando-se, e
todos os presentes segu rao o seu exemplo, e
silenciosos despejara a sala. A princesa Izabel
foi a nica que antes de se retirar se chegou a
elrei para llie beijara mao. Afigurou-se-lheque
a mad do re i procurara a sua para adeter. Quan-
do todos havia sabido, entrou um guaida-rou-
pa para accender as velas de um candieiro de
bravos: tornou logo a sair, e cerrando a porta,
Fr. Ambrosio, o pobre mongo de S. Jeronymo,
se achou s com o omnipotente reidas Hespa-
nhas e de ambas as indias.
Senhordisse Fr. Ambrosio com profundo
actame uto, puchando pelo seu breviarioapraz
a V. M. piir-se de joelhos ? Eu lerei as oraves
em voz alta.
'Meu reverendo padretornou Filippe 3.,
levantando-se com custoajudai-mo para que
eu possa fazer as miulia devovoes: estou mui-
to fraco.
Senhor, s ranrt honrs que V. M. faz
um pobre monge, mas est no seu poder.
Quaoao elrei 1). Filippe 2., vo.so pai de saudo-
sociedade garante urna grande fortuna muito
mais deve mesma sociedade do que o pobre
que dello vive deslembrado.
Os ricos pdem ser comparados s fontes e
aos rios, que s5o destinados a derramar as suas
aguas para fecundar torras ridas, a fim, de que
estas possao produzir plantas e iructos. O
rico avarento ho similhante aquellas fontes
cujas agoas se perdem por baixo da trra. O rico
prodigo obra como os rios que saludos fra do
seu leito se derramSo pelos campos sem Ihes
levar fecundidade. Finalmente, para seguir
comparacao as riquezas mal empregadas o
ticamente dissipadas asemeiho-se a essas tor-
rentes, que destroem os lugares, por onde pas-
sao o que a final deixSo em secco o leito, qu
com tanta violencia bao formado.
Estas reflexes pdem servir-nos de guia pa-
ra fixar o nosso juizo suhre ludo, quanto tem
escripto os moralistas cerca das riquezas. Os
sabios pela mor parte as tem reprov.do como
obstculos virtude, como meios de eorrupi-ao,
como rnanancal inexhaurivel de mil precisos
imaginarias quo nos mprgulhao no luxo na
voluptuosidade e na moleza; queendurecem-
nos o coraco e nos tornao injustos que nos
distrahem finalmento de buscarmos as verda-
des necesarias no verdadero bem d'um ente es-
piritual, e inlellgenle. Tal he em geral o jui-
zo que os anligos filsofos hao proferido so-
bro a opulencia por elles considerada como o
escolho mais perigoso e fatal virlude. Mas
para rcduzir estas opinies a seu justo valor
cumpre dizer que as riquezas cin si mesmas
nada sao e quo si- valem tanto, quanto as fa-
zem valer os seus possuid-res. Urna cama dou-
rada nao d mais alivio a um enfermo do que
urna cama simples e ordinaria; e urna fortu-
na brilhante nao torna mais sabio a um louco.
as mos d'um homem prudente humano,
e liberal a opulencia he fonte d'um contenta-
mento tantas ve/es renovado, quantas occasies
elle acha de exercitar as virtuosas disposicoes do
seu coraco. O homem sensvel, que sabe gozar
do prazer de lazer bem a seus similhantes de
ser til sua patria e de derramar os seu be-
neficios sobre os infelizes do certo nao seria
embaracado quando possuisse todas as rique-
zas de Cresso. O que faz desagradavel ao ho-
mem honesto a pobreza e a inediocridade he
a impossihilidade em que se acha de poder
satislazer os desejos de sua grande alma, a qual
hern quizera soccorrer a quanlos infelizes se Ihe
appresenlo e de poder enchugar as lagrimas
de todos os que sao victimas d urna fortuna ad-
versa. Com um coracao bem formado os Ihe-
/.ouros de Cresso nunca serviriao de obstculo,
nem virlude nem a felicidade, de quem os
possue.
Verdade he que as riquezas raras vezes so
acho as maos de pessoas, que saibSo fa/er
bom uso deltas, que tenho sohr'este ol.jecto as
luzes necessarins e sejo dotadas de grandes
virtudes. D'ordinano a cega fortuna compraz-
se de enriquecer de seus dons a favoritos indig-
nos, que della nao sabem usar nem para seu
proprio bem, nem para o dos outros. He pro-
prio dos espiritos Iracos (dizia Sneca) nao po-
der sustentar o pe/odas riquezas : e Plutarco
na vida de Lucullo observa que assim como
nem todos os temperamentos sao capazas de
supportar muito vinho do mesmo modo nem
lodos os espiritos pdem carregar com o pozo
de muitas riquezas, sem cahir na embriaguez,
e sem perder o uso da ra/o.
Nem nos deve maravilhar esta verdade; por
isso que as riquezas, ou sao o fructo de traba*
Ihos, d'intrigas, e de baixezas, dos que as pos-
suem, ou tem sido transmitidas a esle ou a-
sa memoria sentiu approximar-sedo seu flm,
e se refugiou n'uma celia do nosso convento do
Escurial, que desde enta condecida pela de-
nominaca de cmara da morte de elrei, sem-
pre tinha ao p da sua cadeira ou do seu leito
um dos nossos irmas para o dirigir as suas
praticas religiosas.
Masexclamou elrei parando na sua peno-
sa ida para ogenuflexorioeu ainda nao estou
ta adiantado como meu pai; tenho s quaren-
ta otrez annos: nauta idade ainda me posso con-
siderar mogo; e se a mao do Deus tem pesado
muito sobre mim, e me tem castigado este in-
vern com doencas graves, agora acho -me con-
sideravelmente melhor: os mdicos tem-me di-
to que estou em plena convalcscenca. A prima-
vera est porta; e a primavera para mim
sade e nova vida. J os jarnins de Aranjuez
esta em flor, comomedisem; os jardins de A-
ranjuez me esta esperando Podis crer, reve-
rendo padre, queseeu quisesse j hoja para
l ia,
Senhor, V. M. omnipotente e s a Deu
deve cunta das suas BCCe*; mas o palacio de A-
ranjuez .nuito longe de Madrid, e a j irnaaa
caneara a V. M. O palacio do Escurial muito
mais porto, e tambem la ha b -los jardins.
O Escurialdisse elrei levantando a voz com
i euui immmvhv iia iia senao iui-
los.
(Conlinuar-se-ha,)



quelle por seus maioros. Nestes dous casos dif-
fiHImente cahirao em maos de individuos que
sejo verdadoiramente capazos de' a/.er dellas
mn uso razoavel. Os que trabalho ', e mou-
rejo por arranjar a propria fortuna nao tem ,
nem lempo nem vontade de occupar-se de
cultivar o seu ospirito, o o seu cor do nicamente applicados a seus trficos, e in-
teresaos nao tem ideia alguma das vantagons ,
que I lies resultario da cultura de suas faculda-
de intellectuaes.
Quandoos homens sao (ortemente animados
do desojo das riquezas de ordinario tornao-se
bem pouco delicados sobre a escolha dos mcios,
que sao capa/es de as fa/.cr conseguir: a sua
conducta costuma a ser baixa, obliqua e tor-
tuosa : os ultrajes mais manilestos probidade,
e justca sao considerados por ellos, como o
resultado doengenho, e o'una louvavel in-
dustria ; e tudo, o que pode conduzir para o
incremento da propria fortuna Be abracado
coin transporto anda que incompativel soja
com as regras d'uma sa moral. Que maravi
Iha pois que as pessoas honestas, e virtuosas
raras vezessejo ricas, sendo muitodilHcil, que
posso comprar-se as riquezas sem o sacrificio
da rectido e da equidade ?
Mu i tos dos que enriquecen) sao homens -
vidossem honra, c sem probidade, que nao co-
nhecem outra cousa mais importante do que
a sua fortuna sao traficantes sem alma e sem
corsead esatores sem piedade ; publcanos,
que engordad com o sangue dos povos que se
furlad das lagrimas dos infeli/es, o nao encon-
trad o seu i nteresse sead as desgracas dos
mais: sao varios mercadores que sendo d'or-
dinano juizes e partes na propria causa la-
zem pender continuamente a balanca para o
lado da sua vantagem particular: que se apro-
veitad das necessidades publicas e tiro lucro
da ignorancia e simpleza nos compradores.
Se a rique-a prem he fructo do trabalho dos
anlopassados anda assim mu diflicil be, que
o herdoiro haja aprendido a arte de fazer delta
bom uso. Se os pas forad desprovidos dos prin-
cipios de equidade de louvaveis sentimentos ,
e de virtudes sociacs como os poderio inspi-
rar a seus filbos ? A educacad dos meninos nas-
cidos na opulencii poucas ve/es he dirigida a
formar Ibes um coracad recto, benfico, sen-
sivel, e a inspirar-Ibes o gosto da reflexad e
do estudo. D ordinario pas ignorantes, e que
nenhum amor consagrad a virtude, dcixad a sua
fortuna a lilhos, que Ihes sadsimilbantes. Ho-
mens a varn tos usurario*, e monopolistas ac
caso serad capazos de. inspirar a seus descenden-
tes sentimentos nobres e generosos, alias in-
compativeis com os meios ordinarios deenri
quecer ? De mais disso se os pas sao vidos ,
e nicamente oceupados em accumular rique-
zas como achar d lempo para educaros filhos,
e ensinar-lheso uso prudente, que um da de-
vorad fazer da heranca paterna ? D'aqui resul
ta, que raras vozes a mais colossal riqueza se
tranmiitte a terceira geraco ; porque a loucu-
ra dos filhos bem depressa dissipa os the/ouros,
que foro accumulados por usuras rapias ,
e injusticas dos pais. O' homens ( gritava o
filosofo Grates ) onde hdes precipitar-vos com
tantos desvellos para ajuntar riquezas, ao pas-
so que vos descuidaos da oducacao do vossos fi
Ibos a quem tendes do as dcixar ? A edu-
caco lie, que poderosamente modifica os ho-
mens ; e o exemplo a nstruccSo e as m-
ximas dos pais daoos primoros impulsos s
inelinaedes dos filbos : d'est'arte formo-se
as familias opulentas geraedes de homens dis-
sipadores e ao mesmo lempo do larga cons-
ciencia homens sem probidade sem com-
paixo sem justica o sem nenhuma virtude
social.
Quam felizesseriao os ricos so sesoubes-
sem aproveitar das vantagons, que a fortuna
ha posto em suas maos Se a um'alma lerna ,
o sensivel unissem um espirito cultivad' com o
estudo das ciencias e d s virtudes t Qoan'o
be doce a um homem virtuoso e benfico ter
meios d'enchugar as lagrimas aos infelizes: le-
var inesperadamente a ojyisolacao ea alegra
ao soio d'uma familia consternada, repa-
rar os caprichos e injusticas da fortuna ,
quandj opprimo o mrito o a virtude ; re-
compensar com liberaldade os servicos re-
cobidos ; excitar o engunho e os talen-
tos aeanbados pela miseria e fazel-os uteis a si
mesmo, e a patria Um homem desta tempe-
ra goza no intimo do seu coraco d'uma conso-
lado pura toda vez que pude mostrar a sua
mao benfica, tornando alguem feliz; toda vez
que pode soccorrer a um amigo virtuoso, que se
acha em apuros, toda voz "que pode oceupar, e
fazer su isistiro poltro trahalhador, o animar ao
agricultor. Desta maneira o rico virtuoso atra-
be sotire si as b-m aos publicas, lio por todos o-
Ihado com ternura, busca para si mesmo a iucI- j
las doces, e duraderas consolacocs, que sao des-
conbecidas do rico, do avarento, do prodigo, e
do cruel.
Os lugares, em que os ricos podem fazer es- [
pecialmente um uso honroso da sua opulencia,
sao os campos, e sitios apartados do'ar infecto
das cidades, e do contagio do luto. Mas sendo
ellos avesados aos diverlimentos das grandes so-
ciedades, ao vrtice dos prazeres Irivolos, e aos
vicios de que tem formado urna precisSo in-
disponsavel, considorao as capitaes como a sua
verdadeira patria. Se os seus interessos os obri-
gao a dar urna olhadura s suas torras, julgao-
se em desterro, se nao levao comsigo a desor-
dom, o estrondo, e todos os funestos rocreios,
a que estad habituados; e sem estas cousas as
lidiosas da naturesa, eos prazeres campestres
bes parecem tanto mais inspidos, quanto be
para olios inspidos o prazer de #ser bem.
Nao obstante isto estes prazeres sao mais so-
lidos e puros do que aquelles de que se
nutre a vaidade nem com ellos se pode com-
parar a frivola vantagem de fazer-se admirar do
povo por meio de hbitos de equipagens, e de
pomposas libres; por meio de movis elegantes,
e por todo o despresivel trem do luxo. O rico
deshumano e injusto lisonjear-se-ha de me-
recer a publica estima apresentando orgu-
Ihosamcnte aos olhos de seus concidados empo-
brecidos urna magnificencia insultadora? Aquel-
los que engordao com a substancia dos povos,
nao obrariao mollior em soterrar a todos os o-
Ibos urna riqueza comprada com delictos para
nao excitar nntra si a geral indignacao ? Esses
favoritos do Piulo podem jamis persuadir-se ,
i|ue urna nacoopprimida Ibes perdoara a inso-
lencia, com que ellos ouso fazer alarde do Inic-
io de suas rapias? Noccrtamante ; e nem os
applau/os, as homenagons, e louvaminhas dos
aduladores e parazytas do que sao cercadas
as suas mezas, poder.id persuadil-os de que sao
eslimados, e amados do povo, nem faro jamis
calar os gritos da sua propria consciencia. Con-
cluamos pois, que os ricos sao cidadaos da pri-
meira ordem ; mas que s mcrecem os respoitos,
o eslima publica, quando sao uteis e presta-
reis patria e a seus similhantcs.
COMMERCIO.
A lan (lega.
Rend ment do da 24......... 4:1578512
Descarrego hoje 25.
Rrigue ConceicHo de Mara differentes
mereadorias.
Rrigue Exprs pipas vazias.
Patacho (iolfinho serveja e charutos.
Rrigue Fanny baealbo.
Rrigue Norval bacalbo.
i ni. ------- mi i
Declaracoes.
O arsenal de guerra compra 20 ou 30
u' de plvora grossa e 300 meios de sola ;
iuem tiver os mencionados gneros para ven-
der compareca no mesmo arsenal no dia 25 do
rorrente das 10 horas da manh at ao meio
dia.
Companhia de Beberibe.
=0 caixa da Companhia do Beberibe avisa
aos Srs. accionistas, que elle tem de apresen-
tar as suas contas na rouniao de 10 de Novem-
bro prximo e que portanto se ver na rigo-
rosa obrigacao de declarar os nomes d'aquelles
Srs. quo at esse dia nao tiverem realisido as
entradas de 16 p. % exigidas at o presente.
Avisos martimos.
=;Para o Aracaty segu viagem o brigue
escuna DeliberafOu, at o dia 18 de Novembro,
porseachar comprometido por trato assigna-
do com os carregadores : recebo anda alguma
carga assim como para o Ass ; quem nelle
quizer carregar ou ir de passagem dirija-se a ra
da Cruz n. 51.
=Segu viagem nestes 8 das para o Ass
o brigue nacional Boa-ventura capitao Joa-
quim Pedro de S Faria ; quem no mesmo qui
zer carregar, ou ir de passagem entenda-se
com o proprietario JosGoncalvesFerreira Cos-
ta na ra da Cadeia n. 4.
= Para o Cear segu viagem com brevidade
o patacho nacional Laurenlina Brazileira;
quem no mesmo quizer ir de passagem dirija-se
ra da Cruz n. 64 ou ao capito do mesmo
Antonio Germano das Neves.
James Crabtree & farao leilSo, por n-
tervencao do corrector Oliveira, de grande sor-
timento de fazendas inglezas as mais proprias
deste mercado algumasdas quaes se vendero
para liquidar contas ; quarta loira 25 do cor-
rentu s 10 horas da manba em ponto no seu
armazem da ra da Cruz.
Avisos diversos.
Leudes.
Joao Reller far leudes, por intervengan
do corretor Oliveira de grande sortimento de
laendas francezas suissas, e allomaos tan-
to de seda lindo e la como de alitodo
rccenlemente chogadiiS pelo navio rleme : tos incluidas duas alcovas envidragadas, sala
LOTERA DE S. PEDRO MARTYR.
*$ No dia 30 do corren-
te ando as rodas desta lo-
tera fiquem ou nao bilhe-
les por vender.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n.
32 da ra do Qucimado confronte ao beco da
C'ingregacao ; a tratar na loja do mesmo so-
brado.
Aluga-se urna casa no lugar do Arrumba-
do com bstanles commodos : a fallar com a
viuva do fallecido Constancio em Fora-de-
portas, ou com seu filho Manoel da Silva Ne-
ves.
Em um clima tao quente comoo do Brazil,
onde as molestias terminao fatalmente as ve-
zes no esparo de poucas horas he mister ha-
ver um remedio quo possa servir ao mesmo
lempo como preventivo e curador. A Ve-
decina Popular Americana tem essa proprieda-
de ton ada as vezes ern quanto ella impede n
accumulacandos humores, conserva o sanguc
puro o conseguintemente para as pesoas menos
sujeitasa apanharom qualquer molestia, seja
ella contagiosa ou nao.
Recommoiida-se portanto ao publico em ge-
ral de ensaiar este excellenle remedio que ,
polo lado econmico he prelerivel a qualquer
outra medecina de similhante natureza tendo
as caixinhas maior numero de purgantes e por
menos proco.
O publico achara na Medecina Popular A-
mericana as pilulas vegelaes do Dr. Brandrelh
estas propiedades quo produzem seu effeito
sem dores ou encommodo algum nao se faz
preciso di-;ta alguma o pode-se tratar dos
sons negocios nos mesmos dias, em que se to-
mar.
Vende-se aqui em casa do nico agento
Joao Keller ra da Cruz n. 11 e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia emrasa de Joo Cardozo Ayres ra Nova
Guerra Silva & C atierro da Boa-vista Salles
& Chaves.
=Arrenda-so um grande sitio na estrada dos
\fililos, com urna excedente casa terrea e so-
tan que admtte urna numerosa familia, tem
cocheira estribara e casa para pretos, com
aquelles commodos necessarios conlendo em
si um grande pomar de larangeiras das melho-
res qualidades, que ha, jaqueiras, mangueiras,
e oulras muitas fructas esirangoiras, adveran-
do, que tem um grande tanque com bomba e
tanques para depsitos d'agua, urna boa cacim-
ba com excellenle agua de beber, tendo na
frente um lindo jardim com diversas flores ,
sendo todo murado na fronte : os pretendentes
podem dirigir-se ao seu proprietario Silvestre
(ionealves dos 'aritos ou a son filho na ra
da Cadeia-vclba por baixo do corretor Oli-
veira.
Antonio Manoel da Silva, mostr alfaiate.
com loja na ra das Cruzes no primeiro andar
do sobrado n. 33 se o fie re e a qualquer Sr..
que do seu prestimo se quizer utilisar, para
fazer obras sendo cazacas, e sobre-cazacas pe-
lo proco de 10.)000 res, calcas, colletes, c
outras obras em proporco.
A cemmissao da sociedado Terpsichore
participa aos Srs. Socios, que a ultima parti-
da he no dia 11 de Novembro prximo futuro ,
e.que hoje (quarta loira) ha rouniao da socie-
dade para approvaco de candidatos, e se daro
os bilhetes de convites.
=Um rapas de 14 a 16 annos de idade se
ofTerece para caixeiro de loja de fazendas, ou
miudezas, o qual d fiador a sua conduela ;
quem precizar annuncie.
Jos Egas de Castro Lima avisa a todas
aquellas pessoas, que se julgarem credoras deilc,
queiro comparecer na casa de sua residencia
na ra da Assumpco das seis horas s nove
da manh, e das 4 s 6 da tarde para se-
ren pagos; assim como roga pessoa, que tai-
vez por engao ou por dolo tenha tirado por
tres vezes cartas do correio, vindas para o mes-
mo queira nao continuar, ou alias sendo pes-
soa de igual nome, queira por favor annunciar
sua morada para prevenir engaos.
Quem quizer arrendar urna casa terrea ,
na ra Velha do bairro da Boa-vista por lem-
po dos 3 mezos da (esta, ou mais, com 6 quar-
quinta feira 26 do corrente s 10 horas da ma-
oliaa, no seu armazem na ra da Cruz.
LOTERIA. DO THEATRO,
Hoje,2o do correntesao, pagos os premios
obtidos na extraco da prinn-ira parte da de-
cima quinta lotera noescnptouo do respec-
tivo thesoureiro das 10 horas da manha 1
da tarde; continuando o mesmo p tgamento nos
dias 26 o 27 e deste ultimo da em vante s
quartas esabados de todas as semanas, como he
coslurne.
= Urna senhora moradora em Santa An-
na, j chegando ra da Casa-forte no si-
tio de portan de ferro aviza as senhoras, que
passo alcsta, e mais afumas ditas, que |
tem mandado fazer obras, que se acha prompta
a fazer vestidos do ultimo gosto o moda inuito
bem leitos, e por "mdico proco; assim co>t o
toda e qualquer qualidade de costuras, que diz
respeito urna senbora: e os srs. ,que quizerem
caigas do p e meio p, fetas com perfeicao e
preste/a dirjao-se ao mesmo sitio cima. A
annnnciante faz sciento aquella senhora que
no anno passado mandou fazer um vestido a
at o presento nao tem mandado buscar, tendo
a mesma annunciante declarado aluumas vezes
pelo Diario: torna por tanto a advertir a mes-
ma senhora, que quanto antes mande buscar
dito vestido, pois a annuncianie nao o quer
para si, e nem o valor delle d paia seo paga-
mento.
= O abaixo assignado faz sciento ao publi-
co, que so incumbe de mandar fazer qualquer
obra, tanto de carpina como pertencente a
marcinciro assim como armarnos para qual-
quer estabelecimento.ajuslando por empleitada;
e tambem se obriga o abaixo < -si-nado a dar a
madeira sendo precizo e promeite fazer tudo
com aceio e promptidao possivol, e n5o rece-
be dinheiro algum seno no fin da obra; quera
do seu prestimo se quizer utilizar, dirija-se a
ra da Cruz armazem de trastes n. 63.
Manoel Antonio Pinto da Silva.
VEITCH, BRA^&C.1
Vendem na sua botica e armazem de drogas ,
na ra da Madre de Dos, n. 1.
A preparacao seguinte por proco muito com-
modo e de superior qualidade.
Gregory s Poicder.
Nao haver pessoa alguma que tenba feito
uso deste medicamento em qualquer parte do
Globo que nao tenha sentido seus beneficios.
Os seus elfeitos principaes he ser um ptimo
purgante estomtico e muito til as do-
encas do ligado, bago, &c. &c. as Indias, on-
de tanto p'ogridem e tantos estragos produzem
constantemente estas doencas, sao raras as pes-
soas que nao tem conhecimontos dos bons ef-
foitos deste remedio. O menino o volho de-
crepito e finalmente o homem em qualquer
idade da vida pode sem roce i o algum fazer
uso deste medicamento, cujos effeitos saluta-
res nos fazemjulgar urna inspiracao divina ao
genio sabio, c pbilantronico de seu autbor.
A dose deste medicamento he urna ou duas co-
Iberes de cha misturado com agoa, duas ou
trez vezes por dia.
\a mesma casa tambem se vendem tintas,
e todos os outrosobjectos de pintura ; orrnzei
le superior qualidade entre ellos um perfei-
tamente branco e que se pono applicar so-
bre a pintura mais delicada sem que produ-
za alteracao alguma em sua cCr primitiva, Ar-
row-Root de Rermuda,Sag, Sauonctes, -
Sabao de VVindsor,ASde guaaitifv 'ziqpia
de Soda,Agua deSeltz,Limonada gasoza ,
'Iinta superior para escreur. 1 inta para
marcar roupa,Perfumarias ingle/as,- l'un-
das elsticas de patento,Escovas o pos para
lientos,Paslilhas de muriato de mo^phina,
o ipecacuanba, Paslilhas finissimas de hor-
tel-pimenta Paslilhas de bi carbonato de
soda egingibre. As verdadeiras pilulas ve-
getaes universaes do D.r / randreih vindas
de seu autbor nos Estados-Lnido, de &c.
A pessoa que na occasio da entrega das
cartas ebegadas pelo navio framez Zlia ,
levou do correio por engaito umombrulho de 45
diarios francezes (L'Estafettei dirigido ao Sr.
Domont far grande favor de entregal-os na
loja de Didcr Robert & C* M ra Nova.
Mara Joaquina de S. Tbom professora
substitua das cadeiras de primeiras ledras de
meninas ensina particularmente ler^escrever,
contar, arithmetica o diversas qualiflades de
costuras ; tambem recebe em Ma casa algumas
meninas de pessoas que moio fora da cidade,
ou quo morando nella, as queiro confiar a
sua educaco: quem pretender utilisar-se da
seu prestimo dirija-se a ra Direita n. 64.
Vende-se um moleque de 14 annos,
muite experto e proprio para aprender qual-
quer officio ; na ra das Cruzes n. 41, pri-
meiro andar.
Comprad-so efectivamente para fora da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
20 annos, sendo do bonitas figuras pagio-sa
bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio so-
1




adianto, e airar, muito grandes cozinha fora
quintal murado, e cacimba, a qual se d4 mui-1 brado de um andar de varanda ae pao n. v.




' Existe na ra do Vigario n. 21 urna car-
ta e un caixote com encommendas vindasdo
Porto no brigue Importador para entregar
a Manuel Alvesde Queiroga Machado.
Quem annunciou querer vender duas
vaccas boas leitciras e prxima a parirem ,
annunciesua morada.
Francisco Sevcriano Rabello avisa o seus
assignantcs do jornal Panorama ; que os me-
zes de Maio, Junho, Julho e Agosto, se achilo
em seu escriptorio.
Precisa-se de um caixeiro para urna ven-
da que de" fiador a sua conducta : afm de a
tomar por balanco ; na ribeira da Bja-vista ,
enda de Soares & Beiris.
= Precisa-se alugar urna casa terrea que
ten ha quintal, e cacimba as ras seguin-
tes : Flores, Moras S. Thereza, Agoas-ver-
des Trincheiras e paleo do Carmo ; preci-
ta se tambem de um primeiro andar as mes-
las ras : na ra doCabugi n. 4.
Quem annunciou ter-lhe desapparec:do
no domingo, 15 do corrento, um cavallo casta
nho dirija-se a Capunga no sitio de Florinda
Hara de Jess ; que Ihe sera entregue.
r Precisa-so de um raptti Portuguez de 12
annos para caixeiro de loja de fa/endas ; as
Cinco ponas n. 56 ; na mesma casa vende-se
um barretina em bom estado para guarda
nacional.
- Alugao-se 4 casas, d jas no Aterro dos
Alogados urna para grande familia por ter
muitos commodis, outra junto ao viveiro do
IVluniz propria para arma/.em, ou outro qual-
quer estabelecimento outra na ra Imperial
com bastantes com modos e urna meia-agoa
na iua da Felicidad*}; a tratar no viveiro do
Muniz ou na ra do Crespo sobrado n. 10.
OSnr. Francisco Jos da Silva Pereira,
professor de primeiras ledras de S. Amaro Ja-
boato queira ter a hondade de apparecer na
ra do Cabug, loja nova franceza n. 6 a ne-
gocio de seu interesse.
== Precisa-se de um menino de 10 a 11 an-
nos para caixeiro, preferindo-sedos anega-
dos agora de Portugal ; na ra da Cadeia-ve-
Iha na primoira loja ao p do arco da Con-
ceico.
Perdeo-se do Trapiche da Alfandega al
o Forte do Mattos um annelo aberto com a
firma E i. C. ', quem o achou e o quizer
restituir, lesea ra estreita do Rozario, so
Lrado n. 27.
= Um dos meios bilhetes n. 1876 em
que saino a sorte de 6 contos de reis na lotera
Ju tliLMtro, assim como o n. 1826. em que ca-
bio a de l:500j rs. e outros, que sahirio
outros muitos premios soffriveis, forao vendi-
dos na casa de cambio do Veira no Recife ,
ra da Cadeia n. 24', onde estad a venda os
b I heles e rneios ditos da lotera le S. Pedro, que
correno da.JO do correte; assim como de todas
as mais loteras desta provincia os quees se
tiocao por outros premiados.
Aluga-se urna preta esnrava para servir
em urna casa de familia por ser fiel, cozinha,
lava o engomma : na ra Nova n. 69.
- Alug-se um bom pianno ; na ra lar-
ga do Rozario loja de miudezas do Lody.
capitn diarias sendo bom e posto na porta ;
a pessoa que quizer esta frugueiia, com con -
dicao de nao ha ver falta dirija-se a ra de S.
Francisco sobrado n. 15.
=> Precisa-se de um caixeiro de 16 annos
para urna venda ; no beco do Peino-frito n. 5.
= Aluga-se o segundo andar da casa da ra
do Livramento n. 11; a tratar na loja da mos-
rna casa.
Sociedad Melpomenence.
O primeiro secretario avisa aos socios ,
que boje 25 do corrente baver sessio extra-
ordinaria da sociedade na cana de suas sessdes ,
na ra do Mundo-novo n. 45 as 6 boras da
tarde.
Urna mulher de bons costamos se encar-
rexa da criacio de meninos de peito impe-
didos e desimpedidos e tambem recebe meni-
nos desmamados para curar da sua educacao ,
no que promette esmorar-se; quem do seu pres-
umo se qui/er utilisar dirija-se ao pateo do Car-
mo n. 21: na mesma casa aluga-se a metade da
dita a urna senhora capaz sem familia.
um grande viveiro de peixo : no Atierro da
Boa-vista n. 3.
= Anda se vende a praso ou a dinboiro 2
ou 3 terrenos de 30 palmos cada um, com bas-
tante fundo, ja atterrados, o promptos para se
edificar casas, com bastantes ps de fruteiras,
sitos na ra Imperial do Atierro dos Arroga-
dos ; na ra Nora n. 20 ou na ra da Praia
passando a ribeira n. 25.
= Vendem-se velas de sebo muito alvas
grandes e pequeas mui bem feitas, e viudas
do Aracaty por preco commodo ; na ra da
Cruz n. 61.
Vende-se um banhoiro de amarello com
ps de roda 3 tomos de Procket Lybray um
Salustio e urna arte ingloza : na ra do Rao~
gel n. 17.
Vendero-se dous macacos de estivar na-
Vendem-se madeiras para construccao de vios por preco commodo : na ra da Cadeia
casas, travs, enchams, mios travessas e do Recife n. 37.
caibros, assim como madeira de sucopra para
obras de carpinteiro tudopor preco commo-
bo ; na ra da Concordia venda n. 4.
Compras
Compra-se urna preta com leit bom e
delO mezes, ate loite novo, com cria, ou
sem ella ; no atierro da Boa-vista n. 78.
Compro-searreios para um carro de 2
rodas, sendo em bom uso ou novos; na ra
da Cadeia do Recife n. 33.
Comprio-sedousquartos, quenSose-
s5o velhos e nom tenho achaques : na ra lar-
ga doRo'ario, junto a botica de Bartholomeo,
segundo andar.
Compra-se urna porcao de giz branco ;
quem tiverannuncio.
^ Compra-se a obra Flos ^antorum re-
sumida em dous pequeos volumes ; na ra de
Agoas-verdes n. 42
de prata ,
ditas para cha
urna salva, e um
na ra do Amor
= Vendem-se chapeos francezes chegados
pel ultimo navio ditos de sol com barra o
sem ella, com muito bonitos cabos, brins para
calcas de padres modernos, casimiras ditas,
Vendem se 12 facas de meza com cabos
l^arfos, 8 colheres de soupa 12 lencos de setiin pretos e de cores para pescocoj
urna dita de tirar assucar, tudo por preco em conta ; na ra do Quei-
1 par de casticaes tudo de prata; mado loja n. 11 de A. L. G. Via n na.
im n. 32. == Vendem-se superiores vinhos engarrafa-
Vende-se um bonito escravo de 20 an- dos de Madeira-sccca Malvasia e Bucellas: na
nos, perfeito cozinbeiro de Torno e fogio 3 ra da Cadeia do Becife n. 37.
ditos para todo o trabadlo um moleque de 12 \ == Vende-se um escravo de meia idade pro-
annos 3 pretas com boas habilidades, urna prio para todo o servico ; na ra larga do Bo-
dellas cose e engomma muito bem ; urna di- /ario, segundo andar por cima da botica do
ta por 300* rs. ; urna dita por 2B0 rs. cozi- Bartholomeo.
nhio e la vio ; na ra de Agoas-verdes n. 41. = Vende-so ou troca-se urna casa terrea
Vende-se rap rolio de Hamburgo ; as na ra da Gloria da Boa-vista por um sitio ;
lojasdej. Colombiez & Companhia Guerra na praca da Independencia loja n. 21.
Silva Jorge na praca da Independencia; e na ra da de ira de ra e para o mais arranjo de urna
Cruz n. 48 primeiro andar: nesta mesma casa casa ; no Atierro da Boa-vista n. 3.
tambem vendem-se charutos da Babia da bem = Vende-se por preco rasoavol, tolha, tijo-
conhecida fabrica de Fama-va etncaixinhas de lo de ladrilho alvenaria e tapamento ri-
250 a 4500 cada urna. pas cal preta e branca e urna porcao de pra-
Vendem-se saccas grandes com farellos: ta em varias obras antigs : em Olinda no Va-
no armazom junto ao arco da Conceicio que radouro n. 18.
Vendas
Precisa-se de um caixeiro Portuguez de
12 annos annos, dos chegados agora : na ra
do S Bita-nova n, 88.
- O Sr. .Ylanoel Joaauim Monteiro queira
annunciar a sua morada que se Ihc deseja fal-
lar a negocio de seu interesse.
AI ii (_';i se uma casa terrea com duas salas,
3quartos cozinha fra quintal murado, ca-
cimba e artnredos sita na ra do Sebo; a
fallar na ra Nova n. 63.
Anda em praca do Juizo do Civel, para ser
vendida, a casa de dous andares e sotan sita na
ra da Scnzala-velha do bairrodo Recifen. 76,
pagando o comprador a sisa.
Precisa-se de um caixeiro para engenho,
que ten lia boa letra e escreva certo ; no largo
do Carino n. 1
=l)a-sedinheiro a premio em pequeas por-
coes sobre penhores d ouro e prata : na ra
do 1 ogo n. 13.
= Aluga-se uma casa terrea na ra da Soli-
dado muito larga, eom seis quartos, duas
salas corredor ao lado cozinba fra um
grande quintal murado e outro serrado e ca-
cimna com muito boa agoa de beber ; quem a
pretender di rija-se ra da Anrora n. 58
CfJLLKGL) ESPIRITO SANTO..
Domingo, 29 do corrente mez de Outubro ,
celebrar-se-ha as 9 horas em ponto na igre-
ja de N. S. da Gloria na Boa-vista o acto
da primeira communho das educandos de^te
Collegio. A .rectora, desojando dar a esta
festvidade todo o bnlho que merece em
raso de sua importancia e sanclidade ; toma a
lilrerdade de convidar todos os pans 'e familia ,
zelozos da educacao e progresso religioso na
mocidade paia assistirem a osa nleressante
ceremonia e concorrerem com a sua presen-
ta para tnrnal-a mais brilhante.
*= i oma-se anauaiumuie viuvo arrobas de
Vendem-se dous negros de meia idade ,
trabalhadoresde enchada e tirio leite e um
molecote pa a o servico de enchada ; na ra
de Agoas-verdes n. 70.
Vende-se uma canoa nova bem construi-
da que pega em 800 lijlos de alvenaria ou
troca-se por lijlos de alvenaria inteiros ou par-
tidos ; no sitio que fca por traz do sobrado
do fallecido Monteiro.
Vene-se um bom molequo do 16 annos,
do bonita figura; na ra Nova, armazem n. 67.
Vende-so um moleque pequeo, de na-
ci; na ra do Queimado n. 25 loja de Gui-
Iherme Sette.
Vende so uma esenva de 14 annos co-
rintia e lava; na Solidado, venda n. 7 ao
p da igreja.
Vendem-se esteirinhas de Angola; na ra
do Rangel loja de cera n. 1.
Vendem-se frascos de boca larga proprios
para botica ; na ra da Cruz n. 48 primeiro
andar, por cima da loja de AtHonio Teixeira
Lopes.
Vende-se um pianno horisontal, de ex-
cedentes vozes, e de construccao ingleza por
preco commodo : na ra da Cruz n. 48 pri-
meiro andar por cima da loja de Antonio Tei-
xeira Lopes.
Vendem-se uns arreios para carrinho de
um cavallo, com pouco uso ; na ra do Hos-
picio passando o quartcl n. 6 ou na ra da
Cadeia do Recife n. 39.
^ Vendem-se mantas de setim de cores dos
mais lindos padrdes que tem apparecido nes-
ta cidade chales de seda, e de algodio e seda;
na ra do Queimado esquina do beco do Pei-
xe-frto loja n. 2.
s Vende se excedente rap de Lisboa a
4000 rs. a libra ; na ra da Cadeia do Recife ,
loja n. 24.
= Vende-se uma venda com poucos fundos,
ou s a armacao a dinhei-ro ou a praso : na
ra Velha n. 65.
Vende-se a propriedade denominada
Cassole, que divide pelo engenho Giqui, pas-
so do dito, em trras da Ibura a qual tem
quase meia legoa com mattas e agoa ; atraz
da matriz da Boa-vista n. 24 casa de Domin-
go? Pires Ferreira.
O abaixo assignado vende a parte que
Ihe tocou por heranca de seu fallecido pai Ma-
nuel Pires Ferreira na divida da fa/enda pu-
blica do Rio de Janeiro a qual com os juros,
anda por mais de cinco contos de reis: quem
a pretender dirija-se atraz da Matriz da Boa-vis-
ta n. 2i. = Domingos Pires Ferreira.
Vende-se u troca-se por uma casa ter-
foi de Joaquim Goncalves Vieira Guimaries.
Vendem-se 4 canoas pequeas, proprias
para carreira para as ver junto do arsenal de
guerra e para tratar na ra do Queimado ,
loja n. 6.
_ = Vendem-se saccas com farinba de man-
dioca a 1600 e 2000 ; na ra da Cadeia-velha
n. 35.
Vende-se um preto de naci de 18 an-
nos ; e uma moleca croula de bonita figura ,
propria para mucamba; nasCinco-pontasn. 71.
^ Vende-se um rico coeiro de casimira en-
carnado bordado de seda ; na ra do Cabu-
g Jo ja de miudezas junto da do Bandeira.
Vende-se uma negra boa lavadeira ; na
ra do Sol, sobrado n. 6.
Vendem-so 4 partes de um sobrado de 2
andares na ra da Guia n. 29 pertencentes a
4 herdeiros: na ra das Trincheiras n. 39.
== Vende-se por preco commodo um pian-
no de armario duas boas camas franre/as pa-
ra solteiro de colxoes do molas muito fofos,
e bstanles frescos demogno, e outras mul-
tas camas cadeiras bancas, commodas e
selins novos e outros muitos objectos, que a
vista dos compradores serao patentes; assim
como se contina a receber lodo e qualquer
objecto tanto novos como usados para se-
ren vendidos por meio deste estabelecimento ;
Vende-se uma negra de 40 annos co-
zinha e tem mais algumas habilidades; na
ra do Crespo n. 11.
Vende-se uma rede branca trancada, com
varandas de cor propria para tipoia ; na ra
da Madre de Dos n. 9.
Vendem-se barricas com cerveja de su-
perior qualidade tanto branca como preta ,
por preco commodo ; em casa de Latham &
Hibbert, ra do Trapixe n. 32.
Vende-se pelo diminuto preco de 408 rs.
um pianno desconcertado a vista do compra-
dor abate-se algum cousa ; na ra da Praia n.
33 primeiro andar ou na praca da Inde-
pendencia n. 17.
Vende-se Miscellanea curiosa e proveito-
sa em portuguez por 28 rs. ; o primeiro e se-
gundo tomos de Virgilio em um s volume por
18 ". ; a obra de Roberto Burn em inglez por
28 rs ; na ra estreita do Rozario loja de
cera n 3.
Vende-se a grande casa e sitio da ra da
Gloria que foi do Bandeira, boje de Jos An-
tonio de Azevedo Santos; a tratar no sobrado
de dous andares junto ao mesmo.
Vende-se rap Meuron muito bom e
barato dito princeza do Rio do Janeiro a
1000 rs. a libra : na ra do Cabug loja do
Bandeira.
Vende-se uma venda na ra dos Copia-
res nasCinco-pontas n. 25 com poucos fun
dos e commodos para familia ; a tratar na
mesma.
Na loja do Bom barateiro de Guerra
Silva & Companhia na ra Nova o. 11, ven-
dem-se vdros de 17 polegadas decomprido e 15
ditas de largo ditos com 22 de compridoe 16
de largo ditos quadrados com 25 ditos de al-
Vende-se uma casa terrea na Capunga ,
na estrada do rio do lado direito junto a ven-
da feita a moderna e faltando acabar algu-
ma obra de pedreiro em chaos proprios, quin-
tal solrivel com algunsarvoredos pequeos : na
ra do Calahouco n. 9.
= Vende-se uma venda com poucos fundos,
na ra dos Pescadores n. 7. a tratar na mesma.
= Vende-se uma preta croula com uma
cria de 8 mezes ; na ra 'Augusta n. 22.
=ss Vende-se uma cscrava de naci boa
engommadeira e cozinbeira ; outra dita com
as niesmas habilidades as nuaes se dao a con-
tento parase experimentar; na ra Direita n 3.
= Vende se urna armario nova mui bem
feita, para venda ou outro qualquer esta-
belecimento ; e traspassa-se a chavo da casa
em muito bom lugar em Fra-de-portas, ra
do Pillar ; a tratar na mesma ra n. 122.
= Em casa de 15. Lasserro & Companhia ,
ra da Scnzala-velha n. 138. acha se a venda
farello de muito boa qualidade em saccas de 3
arrobas ; assim como vinho de Bordeaux em
caixas de duzia por preco commodo.
Escravos fgidos.
rea no Atierro da Roa-vista, um sitio em S. tura e 25 de largura proprios para quadros e
Amaro com casa de pedra e cal, 4 quartos ,' vidracas.
duas salas cozinha cacimba de boa agoa f = Vende-se uma canoa nova que pega
portio na dita estrada mui bem plantado de'em 850 lijlos de alvenaria o outra mais an-
varios arvoredos baixa para capim circula- j tga, que pega 750 ditos ; no sitio atraz do so-
do o mesmo siiw vv5 uai, proprio para abrir |orado u aecio ivionieiro,
= Fugio em 21 do corrente um cabra de
nomo Jos, de 24 annos alto reforcado,
com uma costura de golpe na testa e outra no
pescoco com 3 denles de menos na parte su-
perior rosto redondo nariz chato, e fal-
la muitodescancada hecanoeiroe pescador;
leyou calcas de estopa, ou algodiozinho ca-
misa oe madapolao ou chita azul de quadri-
nhos, cahpeo de palba branca, e bata cor de
cravo ; foi comprado nesta praca a Jos Fran-
cisco da Silva o qual foi remettido do Araca-
ty pelo seu mano Antonio Francisco da Silva ,
o qual o houve por compra a Joao Chrisosto-
mo de Oliveira, morador na dita villa ; quem o
pegar leve a ra Nova loja n. 47 que ser
gratificado.
== Fugio nodia 16 do corrente o molequo
Joio crioulo de 17 annos, algum tanto
secco do corpo rosto redondo nariz e cabe-
ca chatos com faltas de cabellos no meio da
rabeca de carregnr peso em ambas as orelhas
tem um calombinbo imitando a uma verruga ,
ps grandes e apalhetados pernas finas c6r
fula e mios curtas levou calcas "de algodio
grosso de dous fios camisa de algodiozinho ja
usado e chapeo de palha grossa ; quem o pe-
gar leve a ra do Collegio n. 12 que ser
recompensado.
== Fugio no da 20 do corrente ama escra-
va de nome Josefa de naco Motambique ,
baixa magra com algumas cicalrizes na
testa cor algum tanto fula; a qual foi
de Francisco Xavier Mendes Junoi que a
vendeo a Joaquim Jos Gomes ; quem a pegar
leveao Becife na ra da Cruz n. 23 que re-
ceber 80,000 rs. de gratificacio.
= Fugio nodia 17 do corrente, ou anda
pela parte das Cinco-puntas o negro Noberto,
crioulo de 30 annos estatura mediana tdr
fula odios grandes com barba mas sem
suissas falla desenib-uada levou uma tr.iuxa
de roupa ; quem o pegar leve a ra da Cruz n.
15 que ser recompensado.
J llicira: na Tip. de M. F. db Faiua. =1843.


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