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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/04306
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Saturday, October 21, 1843
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:04306

Full Text
Ai"o de 1843.
Sabbado 21
et :?** riMa/w-aiKmmivmxtxi.wt un 'm
ludo apura icjirnilr de na aieamoi; da noaaa prudencia, aoiierago, a energa con
.luucmoe cuino principiamoa, e tereaioa apuntado con .daiira, km rnire Nacfea maii
luL'as. ( IWlamacjao da Aaaemhlea teral du Bbasil.j
P4KTIIMS DOS CORHEIOS TERRESTRES
tioianra, e Parahvb, "iindas e iciin feirae. Hio Grande doN irle, quiiaa faina.
Honiii a Gartnbuna, a I'1 "i.
Cabo -Ntrinh.ien Km Form.no l',.rio Cairo, Mace i A, e \laoai mi 1 H },.
Roa rala f Florea a >i e 2 >. Sanio Vnl 10 quinta feraa Olinda todoi 01 diaa.
DAS DA MMaNA.
11*. Seg. a. Marliniano M Aud do J deD.da2..
17 l'eitj. a. Florenlmo li Ral. Aud. do J da D, da 3. T.
1S Quart. s. Trvfoma M* ud do J. de 1>. ** O-nt. a. Pedro de Alcntara l'. Aud do J. de D. d* . T.
20 ex. a. Aurelio M Aud do J. de I), da 2. .
21 Sah a. I rsula V. M. Ral. Aud do i. de )). da 1- .
22 na. Santa Mara Salomo'
de Outubro Anno XX. N. 228.
sxea
O Diio uubliea-aeoiloaoa das que nao forem S mineados: o prt.o d arga*'"1
:nooe
de Irea mil reia por quirlel fagot adiantadot 0j anoancioa do liMgMMM eao meen
Eran, eos do, que nao C.rrm rajado de SQ*Mi p r liaba A< rec!ama~(f dereoa aerai-
gidaa a ata Tip ra dae Crutei N. !4, ou apraja da Independencia loja delirro* el. *>
caiiaiiisVi dia 0 de Outubro
Cambio aobre Loodra, lo Ja 2 id.
luaria7j raa pur tranco.
a Liebia 110 por lOUdepraano
compra
Ooao-Moeda da 0,400 V lfi.5
! N. i6,JW
de ,0CO i 000
P.aTa-F.t.ro. t S00
Moeda da cobia 2 por cenlo. a Paioa (i.iiuiuuaree I, >0l)
Idea de lelraa de boaa nrma 1 a 1 l'i Sitoe Maucesoa I,"00
PHA3ES .\ LA NO MEZ DE OCTBKO.
LuaCheiaa8, ka 8 horsre 57 n. da mnH I La ora a 3, >a 5b->r, 1 G m dain.
Quarl. aing. 18, ne 11 aoraae 30 . I m j aart creac j :j J, ua j m da m
Preamar de hoje.
1. a i boraa a 5i a. da aaabaa l s 3 fc,.ie 5 . da tarda.
?cada,
17 70
16.50U
V.tOli
< 820
8.0
5.0
*ART OFFJCWL
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 12 DO CBRENTE.
Oflicio A' administraeao dos estabelec-
ment-, de caridade appruvamlo as arrema-
tad)"* das cosas do respectivo patrimonio cu-
ja ruliico acompanhou o seo officio de 6 d'esle
me/.
Dito Ao jai/, relator da |unta de justca ,
communicando ter convocado a mnsina junta ,
paro no did 18 procsaos de r os militares que existem em
seo poder. Communicou-so nos vogaps toga
Jos, e no commamlante das armas para o fa-
2er constaran.*, vogaes militares..
Dito Ao inspector da thesouraria das ren-
das proviiiciucs. approvnndo ns arrematadles
do reparos da ponte de Goianna e da reedi-
ficarn Ja estrada do Joo de Barros no lii-jar
da Camin de S.Jo&n cujos termos virao an-
nexos ao seo officio de 11 do prpsente.
DitoA'Cambra municipal do Bonito, sig-
niliccin.l.), <|ue approva a resoluofo que to-
rnirio de franquear a sola de suas sesees
para as audiencias das autoridades policiaes ,
3 judiciaes do respectivo termo.
DitoAo Inspector da thesouraria das ren-
das provincias declarando em resposta ao seo
ofD' o de 10 to correiite,i]ue. em qnanto se nio
pode eflecluor a venda do sitio que pelo in-
ventario a (juc se precedi por morte de
JolO P dinarpo do RojfO Barros, fo aqui
niio lo ;'i Hienda p ouncial deve prtr om ar-
re mita.; iO .i re na (tWpectiva
Dito o int'stno determinando que da
quota .1 ts li's;f.nsevntiincs mando entregar
ordein d i mofe de polica interino a quantia de
2!0St)0Urs. para o sustento dos presos pobros
lie |usti ;a d'esta comarca no corrento mcz.
<>Ti>iou-se respeito ao chele de polic:a inte-
rino.
DitoAo Delegado do Pao-do-Alho or-
districto da fregue/ia do TaquaratingaCom-
municou-se ao chele de polica interino.
Dito Ao chelo de polica interino signi-
ficando que convem cni ser supprimido o dis-
triclo de Taquaritinga eencorporado ao d"
BrejoCommunicou-se respectiva Cmara
mnnicinal.
DitoAo inspector da thesouraria da fa-
renda scientificando-o do ter resolvido que
ejao despedidos'odos os cornetas, o olfins
da guarda nacional da provincia a cxcepc3o
dos da I,* legi3o d'esta cidade visto n8o sor
iuffi',iente para o pasamento de todos clles a
quota marcada na ordem do trihunnl do thesou-
rodfl l7deJulho lindo; ordenando, quo man-
de pagar . um corneta por hntalhao, o um cla-
rim poresquadrnO, o que Ihes competir at o
fin de Outuhro correte : provenindo-o, de
que d'ahi em diante e em quanto o Governo
imperial nao mandar o contrario, cessa todo o
pasamento desfa naturesa : e intelligenciando-
o. do q te contino todava em sen vigor a or-
dm de 19 do -etemhro respeito da primeira
legiSo.Communicou-se aos difforentes ehe-
fes Ja guarda nacional.
donando que d a precisos providencias, para
que soja fornecida respectiva cadea urna
guarda diaria que vigi os presos all exis-
tentes requisitando para esso lim ao comman-
dante do balalho da guarda nacional d'aquelle
termo as pracas <|ue para isso se tornarem
necessarias Officiou-se ao commamlante da
guarda nacional do ;,ao-do- Iho para que
sat,isfi/:esse as requiscoes quo nesto sontido
Iho fossem feitas pulo mencionado delegado : c
participou-so a expedigao d'ctas ordens ao jui/
municipal supplento do referido termo que
havia representado i respeito.
Dito-*A Joao de Dos Barros concedendo-
Ibedemissao do lugar do suuJolegado do 2.
FOLHET
O CAVALLEIR I NEGRO. (')
Episodio histrico.
3.
./ proposta.
Erguem-se para o lado das rnontanhas d' Ara-
gao, pouca distancia da celebie sorra !' Ml.ar-
razin, as arruinadas torres de um castalio anli-
go, ueaposorde veneran las servem do RUaH-
rida aos inniimcraveis lobos que nellas so asy-
lo, quando o nebuloso Moncayo arroja sobro as
florestas suas violentas engorradas \em rem-
pre estiverao condemnr.n'os ao silencio os pa-
teos espacosos daquelle edificio; o na epocha dos
successos. que vamos reoiindo, tal magnificen-
cia es.didez ostentava que com rasao se Iho do-
veriasoim.V direilo mais extensa duracao.
N'uiii deisea aposentos passava cuinpridos lias .
tristes nuiles a bcllissiina branca, lilna do intanto
D. Pedro, que morreu n'uina relela ante os mu-
ros de Granada. Acompanhava-a sua mai ').
Saris, "in hainv nmcurava dissiuar com fa-
() Video Diarto n.' 227.
PERNAWBCO.
POLICA.
Parte do dia 20.Xo occorreo nov:dade al-
suma. Ex'stem emetistolia. rsposieSo d:
rleleTndo deife termo, l.i'iren'o Barho'a Fr n-
m FrancUco \ vi.-r de 0'v'ri e ">'anoA|
\\xpq a do sti'i felr lo deSmo \ntonin.
vl;gU'd Joaiuim de Garvalho ^nton'o Sofe-
ro e Felislierto Correia la S'lva e a do
uhdelegsdo da Boa-vista. Jos Gaudencio de
Almeida.
i (i......ii .i i ! i i i -~" ~-~ ~~mmAY'
Correspondencia.
Srs Redactores : Por mais do urna vez
algumas das folhas impressas na typographia
ilo Sr. L I. R Roma tem detrahido em sua
honra o actual Director do Arsenal de guerra, o
Sr.Tenente-coronel los Mario IldefonsoJacome
daVeiga Pessoa ; porem sempre de maneira .
que o tutor ou autores destas detraccoes so
furtao a responsahilidade cobrindo se rom o
veo om que s'envolvem t^dos os calumniatlo-
res e privando assim aquello distincto official
de a/.er pesar sobre el les a pena que as leis,
que nos regem sabia e justamente decrelo
para o que busco manchar a reputacao de sou
simlhante, sem que estoem sua conducta Ihes
oflereca motivo para isto. At hoje o silencio
tem sido a resposta quo so hadado aos taes
escrevnhadores que por este modo abusao da
gos as nuvens sombras quo entenebrecan o co-
rocoda donzella, quo victimada sua paixo
comprasia-se em cursar os mais apartados si-
tios da fortalesa, assim dando pbulo ao desa-
soceco quo a ralava produsido pela ausencia
do enlutado cavalleiro, quo poucos das antes
partir caminhodo Castella, comsigo levando a
pa/d'espirito, e o amor da terna herdeira da
casa d'Almazan.
lima manha ouvirao os moradores do castel-
lo o sido de trombeta. e rep mtna aKtaco suc-
cedeu i quiotaco que desructavio; cru/.arao o
pateo em varia direeco os homens d'armas; e
d'uma das torres pronunciou urna voz estas pa-
lavras: gente de paz. Restabeleceu-so a tran-
quillidade, e todos menos Rodrigo, o chaveiro
da praca. se retirarSo.
Nislo, appareceu sabida do bosquo um ca-
valleiro armado de ponto em branco, fatigando
com son peso os ilhacs do brioso corcel: indi-
rava quarenta anno?, era enxulode carnes, um
tanto curvado para dante e como que vesta as
armas contra vontade. Quando ehegou prxi-
mo ao (osso, seu escudeiro tres vesos locot a
trombeta. cujo sianal respoo eu a alalaia ; o
adiantando-se Rodrigo Ihe mostrou a entrada
para o pateo, onde o cavalleiro desmontou, c
seu creado expoz ao chaveiro o desejo que seu
amo tinha de tributar pessoal homenastem bel-1 logo a mai.
liherdade de imprensa o bem lonste de procu-
farem instruir, ou recrear seos Icitores tor-
n ndo por esse meo seos escrptos dignos d'el-
es. constantomente os atordoo com as mais
nfames calumnias; porem como nem toda a
t'ipulacjio d'esta capital esteja a par di honra-
loz e prohidade, com que aquello militar se
tem portado'quer na fortuna quer na desgra
ca c nem por conseguinte se ache habilitad i
i olhar comodeve, pan aquellos papeluxos
forca he quo amanto da verdado como
sou procuro tirara mascara aos detractores ,
e doixar ver toda a hydionde/ de suas laces
Limitarei por agora as minhas reflexes aos n M
05 de 11 de Agosto e 77 de 3 do rorrete de
um dos sohrcditos impressos denominado
Guarda nacional, para que, comparado o
que nelles so diz com os documentos que
juntos ofTercco consideraciio do imparcial ,
e sensato publico possa este ajuisar da pro-
tervia o malignidade com que se tem pro-
curado desacreuitar o Sr Jo Mario cojo
hom comportamento o ai credor de toda a esti-
ma o consideracao.
No primeiro dos mencionados nmeros Ifi-se
o seguinte annuncio. O Arsenal de guerra
compra farinhu iSVOO rt a saca e compra
600 *acns emhora bija no mercado a 8 o a
9 patacas ; nS > fiz mal: o Estado quer m'8-
mn firinha mais cara Com este annuncio ,
quo aos olhos de qualqucr que nao soja o seu
nefando autor, parece o^ra de um d'esse*
nonstros que do vez em qu ndo nnnorooem
na sociedade como que Uncido do sein do a-
\erno (>aro nolla inlroduzir a desnrdein, e
|tial vermo destriiidur obstruir to>lns os cus
memhros, pretemle*se iueolear que n quella
reparticaocomnrou-so farnha IjIOO r<. no
entretanto, queestegoni..... \cn-
dia S o ?) patac ; i i para \o .!o
detractor, que sem ppjo inda-
losamente mentio s com o lim de desacredi-
tar o honrado chele da dita reparticSo adi-
anle transcrevom-so os documentos den0. \ h
(i pelos quaes a toda a evidencia provado -
08 que a arinha o com efeito all comnrada
quatro mil reis a sacra no da 3 do referido
iiiez do Agosto em consequenca do assim o
ter decidido a thesouraria nao obstante os es-
rupulosdo Sr. Ildelfnnso ; mas que nessa -
poca ella esteve no mercado a 12 patacas, sen-
do nlerior que pelasua boa qualidado Ihe foi
preterida com o pequeo accrescimo no res-
pectivo proco do 160 rs.; e bem assim uue a
diflerenca para mais de quatrocentos reis ,
li o rusto de cada um dos sacos.
No segundo dos citados nmeros com outro
annuncio igualmente dilado pela mais requin-
tada perversidade procurado Inzer persuadir ,
que o director do arsenal de guerra compra va-
la castella. Mediu-o Rodrigo de alto a baixo e
perguntou-lhe :
Quem teu amo; equal o titulo do quo
;;o/a no foro fidalgo?
o cavalleiro de la Torre. tornou o es-
cudoiro.
Aliavessou Rodrifto o terreiro e annunciou as
senhoras o receiti-rhesado.
No me consta que baja cavalleiro arago-
nez, que assim se apellidodisse D. Mara.
a Ser talvez castelhano ou algum dos ea-
valleiros da ordem de la Banda lembrou I).
Branca.
Soja quem (raccrescentou a maiaqu
encontrar hosptalidado. Que entre o cavallei-
ro do la Torre, o bemvindo seja aos dominios da
casa d'Almazan.
Ad'nittido n hospede Branca cuidnu mor-
ro r de espanto, ao reoonhecer I). Joo, o torto:
porem I). Maria manteve tanta seronidado que
Ihcoffereceu que descancusse.
Na5 largarei minhas armas, nem ao repou-
so entregarei meu corpa, em quanto me nao aa-
cutardes sobreassumplouue todos nos interes-
sa, o no qual ha de decidir minlia formosa pri-
ma.
u i; o que vos quetas em lugar do sola e por 2:600 rs. A'
este, sen lo anda mais lacnico do que te-
nho m'esforcado para sor, corto do que a ver-
dado he por si mesma apreciavel e nao neces-
sita para ser presentida dos atavos de urna
pomposa oloijuencia. responderei com o do< u-
monto n. 7 vista do qu il ninguem de
IcVa fe pollera do x ir de reconhei er que he
f ilsa a imputarn iiu s? fa-ao benemrito
director quanto ao pro o, i or que se finge com-
prada a sola pois mu clara e evidentemente
demonstra nao tor ella entrado anda naquelle
arsenal sendo alienada por simlhante proco:
o quao ponen ere lito mere' e respeito da nutra
recrmina< o quem to infundada e malicio-
samente falla.
Com a puhlieacfio d estas linhas o dos do-
cumentos protnettidos, que me foro confia-
dos depois de nao p quena instancia muito
obrigaro os Srs. Redactores o seu constante
leitor O Justicetto.
Documentos.
N. .
Devendo no dia EJ do correte largar para
a Ma il Fernando o patacho Pira pama e
mandando o F.xm. Sr Presidente da provincia
por offico do 31 do passado que remella para a
mesma lllia scscenlassaecas de farnha do man-
dioca rogo V. S.. que baja de efleetuar por
ossa reparticSo a compra desto genero assim
como o respectivo embarque requisitando para
este lim as emharcacOes, que forem necessarias,
ao inspector do arseiu-l de marinha e a esta
thesouraria a somma precisa. -Po to que esto-
ja corto ilo lelo e cuidado do V. S.. nao
possodoi xa rde rogar -Ihe todo o cuidado para
uue o sobredi lo genero saia da melhor qualida-
ile. Dos guarde a V. S Thesouraria da fa-
/imila de Pernamhuco 1. de Agosto de 1834.
lilm. Sr. Jos Mara Ildefonso Jocome da
\ eiga Pessoa Director do arsenal de guerra.
O Inspector Joo Goncalves da Silva.
N. 2.
lllm. Sr.Depois da entro-vista, quebon-
tem live com V. S. a respeito da compra das
seiscentas saceos de farinna que tem de serem
remettidos para a llha de Fernando pelo pre-
co de quatro mil e quatrm'cnlos res oalqueire
desta provincia entrando nesta quantia o va-
lor dos competentes sacos, como Ihe hv. ver ,
resolv oflecluol-a pelo referido preco a vista
da necessidade quo ha da sua remessa para
aquella llha ; e nao haverdos 3 concurrentes,
quem a tivesse em to grande quantidade e
sera melhor, que se apresontou. I o por-
tanto esta compra feita a Gabriel Antonio que
se compromoeo que de boje at a manhaa
ficario tolas as seiscentas saccas a bordo do
pataxo Ptrapama que tem de partir para a
ilha sendo a conduco para o mesmo feita pe-
Muito exaltaras a lindesa do Branca os pa-
ladinos, que passaro por estes sitios, mascn"
fesso que turad diminutos em demasa, pois que
a formosura da prima eclipsa___
Tinheisdito que o negocio, que vos trasia,
respetava interessu meu... .
E assim , senhora... Sabei que o rei de
Castella ili|)e-se para despojar-vos de Alma-
zan edo Alcocer...
Nao o acredito. D. Joo: porem se tal fos-
se, valor e armas lenho para defonder-m*.
E que bao de faser duas Iracas senhoras
contra o podero do prfido Alfonso o o avillado
esquadrad dos ravalleiros de la Banda.
Infamis essesuerroirosdisse Branca:
sabei pois que sao valoules e generosos; e ca-
valleiro ha entre elles que sem emburgo de an-
da nao irazer a tiracollo a honrosa fila romper
em minha defoa a melhor lauca...
Ser por acaso o de Vendanha !.. Nao; que
pertence i ordem detcsfavel.. Branca, quem
e esse afortunado campea,)?.. I)iga-u diga-o
j.
D. Joo.interrompeu D. Maranao vos
olvidis que estis na presenca das castellaa de
Almazan
Como preciso que eu salte o vallo, decla-
i,. tuo ai ni >u.*w..... ^uc itmi ouilit;i%aa o lllalU
de Branca. Se acquiesceis u meus desejos, le


las alvaivn?/i fo midade J,i ordem .lo K\n. r. Presidente.
O I'ih tn lo ho con >n un ico pira sui iutelli-
g.meia. Dan gnr la a V. S Arsenal de guer-
ra 2 de A-oslo de I8VI. III n. Sr. Joan Gon -
calves di Suva Impudor da ihesouraria
lazcn laasniguado, Jos Mina Illolloiso l.-
cooio da Voigi Pesso Tonento-coruiiel di-
rector.
N. 3.
III n Sr En resp >,ta :i0 oT] -iodo V.S.des.
ta .1 ita Bal que n pirtieipi o | i,- i -.orre icei
ca da co o,h.i d i farin'i i,()u,. s preten l enviar
p.ra a (ha de Ferino lo tenlio a di/.er a \
S., que nao apparecendo disto genero, oda
molhor qualidade, dovecom todo V. S. efec-
tuara compra, logo que. o oilerecido a venda
esteja sao o perfeitp e so ache ero estado do
assim conservar-so por algum lempo. Dos
guarde a V. \ Thesouraria da lazcnda de
Pernambno 2 de Agosto de I8 J lllm. Sr
Jos Mara lldelfonso Jacoroo da Veiga Pessoa ,
Director do arsenal de guerra.O Inspector
Joo Goncalves da Silta.
N. 4.
Certifico quo a foiIns Sido livro de verbas
de pagamentos extraordinarios do arsenal de
guerra, se ach averbado o pagamento se-
guinte: da quantia de 2:6 Wj rs. dividida em
duas addicSes a sabe 2: 'iO>S |or 600 alqiiei-
res ( medida velba ) da dita familia a 48000
rs e 210j rs, por 600 sacos a W0 reis. com-
prados a Gabriel Antonio em 3 de Agosto pro
Ximo pastado pelo actual director o Sr. Tfl-
nentc-coronel Jos Mana Ildefonso Jacome da
Veiga Fessoa E para constar passei a pre-
sento certidSo. Arsenal de guer.a 7 de u-
tubro du 1843. Joao Francisco Barios, Es-
crivao.
N. 5.
Certifico que a folhas'JO do livro e despesa da cai\a econmica dacompanhia dos
aprendi/es nunnres.se acha laucada a quantia de
12S4-0 rs. importancia de 3 alqumres, umi
quarta e meia de larinh.i de muid.o a co n
prados pelo Pedagogo dos ditos menores en. i
d \ nsta crtenle anni, ao almoc.rcvo in-
toni J.se de Sanh Aa-ia a razio Je 33G3) rs
o al (ii-irc ( >m-Ji.|.i veib i ) oir o sustento I *
sohrcdtos mei >r.>s o*|ue timlnn eon-la do
do.:.i n >nto ii. I d> referido m>, em que
eh lauca 11 a portara I > Sr Director e o re
cilio doren I.- lor. E n>ir i o instar pusei.i pre-
sento ocrti-ii i. Arsen il le guerra 10 de Ot-i
bro do li-J. Joo Francisco Bastos, Es-
crivo.
N" 6.
Pedindo V. S. cm seu ofli.io de 1 \ do cor-
rente qiieeni vista do que se passuu filtre niim
e V. S relativamente a farinhi de in indio-a.
qneultim.iiH me se co n mu pelo arsenal de
guerra pira a Iba de Fernn do Ihe leclire :
1.m- depois do an unci no Diario do dia 2
do memii'i m-z veio pessoalmente pedir dispen-
sa de tal coinora por nr> ser po a con tanta brevidade quinta era neces-an..
para que a embarcaca sahisse no dia J apa-
recendo somente tres concurrentes, ou antes
dous, pela m qualidade da farinha deum o
pedindo cssesdous pela que ollcrecio o preco
deij rs. nao sendo ainda da boa farfnhado
Rinde Janeiro : 2." se o esclarec a este respei
to fa endoterque a de Santa Calliarina e Ca
ratellasera a melbor para embarcar e guardar,
e quslo ao preco logo que nao aparecesse
ouiro deveria eertuar a compra afim de que
fccumprsseaordem do Exm. Sr. Presidente
para a sabida da emharcacao no dia 5 : c3.
se no dia 3 ainda veio procurar-me repetindo o
niesmo querendo apresenlur-me o vendedor
o que nao consenti e foi enlo que concluio a
compra julsosatisfa/er a V. S. doclnrindo-
Ihn que hefexacto tu lo qu mto nestos artigos se
'vpo-.de. Do.* guarde a V. S. Thesouraria da
la/cnda de Pernambuc i 23 de Agosto de I8V3
Illm. -r. Jos liria Moifonm J ico ne da
la Ve.ga P.ssoa, Director do arsenal de guerra.
-O Inspector Joo Gonuilvos da Silva
N 7.
felico rf/it preQos ,la ,,,1-t p*lo, qmt* tem
arsenal de g,rri comnrtd't a difireme*
I*>* desdi H de Dez-mbrode 1810/i
ble iJulubrn /V 1S 4 t
En 1841.
Setembro 13A Antonio .Moreira Pin-
to o00 meios ..............g ^00
Em 1848!'
Fewreiro 11A Manoel Goncalves da
Silva 600 meios ......... 2 200
Abril 11AJoaquim Clau'di'noMon-
leiro 430 meios ............... 1.800
A Vnionio JosdeSi(|ueira
600 meios*.................... t800
Outuliro .*; \ Manoel Gongalves da
Silva S00 me'os A............... 2,000
Novembro 17,\ Jos Rodrigues Fer-
reira OO meios .......... j 80O
E-n 18U.
Julbo 14A Lucio KoJrigucs Pereira
2'i.) meios h ,,
2,160
Certifico que a presente retadlo foi extrabi-
da do livro la raceita deste arsenal. Arsenal de
guerra 6 do Jutubro de 18W. -O escrivo
Joo Francisco Bastos.
Varieriarlc.
I.U.WI
vantarei exercilo nesta fronteira, e me farei for-
te nestes muros contra o poder de Alfonso c at
contra o inferno. O senhorode Biscaia reonldo
aos vossos estados accressentar nossos doi.i-
nios. e.....
Nunca vos cri lao atrevido, I). Joaores-
poiieo toiii altivez a sen hora do caslellope-
ds a inao de mmlia (i ha, como se fo a vassal-
la votaa, eevquereia-ios deque o alvedrio di
urna dama lem forca que baste despresar des-
coll, es olL-reolroentos e re.eilar alliancua desi-
guaes.
Dealguaes!.. E a minha nobr za !...
< Nao ha nobresa lem virlnde.
Isto j demafs.. meu urgulho nao se abai-
sa a suppliear.. Por ultima vez, minha pri-
ma. .. acceitais ou repudiis minha mao ?...
Nao acceilo. I. Joao.. respondeu a don-
zella resolutamente.
Mordeu exasperado o infante a manopla d'a
?i, exhalou a raiva n'uma praxa horrivel. e
d scendo toda a pressa ao paleo do caslello,
tarnou a cavalgar e eotreu toda a brida.
4."
Desfechod'um banquete real.
Jtous mezes depois da entrevista de I). Joo, o
torio com as nobres senhoras d'Almazaii, cele-
O CARAPCEIRO.
OS PREJrtZOS.
Nao pretendo tractir aqui seno das opi-
nies, ou oonhecmentos miraos e dos son
tmenlos que recebemos da nossa primeira
educacin por va de liedes. ou de, exentlo*.
Isto posto, digo, que antes de lulo roceltmos
necess.iriamenln a Ingo.igem primeiro de to-
dos os coiihecimenlos ,' e fundamento de lodos
os m ns Alingia oo be para nos, seno irn
prejm/o, que recebemos sem exame e ainl.i
'nleriorm mto a to 11 fneul lulo de examinar :
os vo-ib ilos, que ella mrerra, sao nutras tan-
tas i leas c estas idnias nao p id.'in d.-ixar d"
resignan a reeebel-oit, romo os ignorantes sol-
nena de se nao fuere o entender, nem enten-
der os ilem iis ho nens. A mli, que af.iga a se
'illiinb'i o pai, que Ihe sorri ca intonso, a ir
mfcinha que o procura engolosinar, e diver-
tir, do ibe un prejuizo de amor, de reconhe
iiiento e de mutua alleico : e qumdo so-
fistas qni/ero raciocinar sobr'este prejuizo, /
for,a d'uislriii can acb'iro que elle era des.ir-
esnadn : que nos nada ileviamos a nossos pas,
logo que nao carecessenios mais de scusso' cor
ros! Eis aqui urna opim.io vinda da instrucco
oppondo-se a um prejui/.o da educarlo : e
quem n.io dir que nestecasoa vantagem nao
est da parleda instrinco ?
Quando una mi terna porqualqueracciden-
to de seu caro fillio exclama Oh meu 1) os !
nsto mesmo di-lhe sem o pensar um pre-
juizo da existencia da Divindade, oda sua pro-
videncia. J. J. Rousseau a forca d'instrucco ,
e de filosofa descubri que se nao devia en-
treter a um minino a cerca da Divindade e
d'alma humana se nao dos quinze para os
desoilo annos, isto be; quando as paixoes, que
fallo sempro mais alto que a rasa o, o entre-
tem de 011 tras cousas : e aqui temos tambem a
inslrueclo opposta ao prejuizo. Eu deixo con-
sideravo de meus Ilustres letores o imagina-
ren), que tal vina a ser o bomern, a quem nun
ca fallassem em Dos na immnrtalidade Pal-
ma as penas e rco-npensasda outra vida ,
seno no tempo da virilidade na poca em
que desabrocho no corceo humano os apeti-
tes e as paixoes comocao 8 ejercer todo o seu
podero !
A obediencia que devemos a nossos supe-
riores era tambem urna opinio, e um enti-
mento provind >s da educaco Afa mudamo*
tudoisio podem di/er os sofistas, como os
mdicos de Moliere ; e com elfeito descubrirn,
que os subditos 110 lio consliluir-se censores,
al jiiizesdesees superiores; eveio a trans
tol nar-se toda a ordem social. Tambem era um
prejuizo entre os povos cliristaos e entre to-
dos os povos, que as leis primitivas, o funda-
mentaes, germen, o principio de todas as leis
suluequentes, havio sido dadas ao genero bu
mano pela propria Divindade. Os solistas re-
flctindo nsto acbrao que ellas nio foro
imaginadas seno por bomens e os legisla-
dores modernos fizero leis extravagantes para
nos provar que os antigos nao as poderao fa-
zer per fe i I as.
Eu abalanco-mea mais e nao receio sus-
tentar que o fundamento de todos os conhe-
montos moraes nicos, que importo ma-
nutenco da sociedade e que nao lem sido ,
como os conhecimentos fizicos entregues ,i
nossasdisputas, nao podem ser, s.-no prejui-
zos ; porque do contrario fra mister suppAr .
que os bomens, que vvro ao redor de nos em
nossa infancia tanto escrpulo, e reserva li
nbo que nunct nos entrelvrao, nem falla-
rn adan te de nos senao de comer, e beber,
de botnica ou de historia natural sem ja
mais proferir urna palavra sbreos mais impor-
tantes objectos, que podem oceupar a entes ra-
cionaos ; por quinto, se ellos dissero urna pa-
lavra a este respeilo, ah temos urna ideia, qu-
se mostrou, e por conseguinte um prejuizo, que
nasceo. Pido que os pais, que por etcmplo.
nao qni/essein fallar a seus filbos a repeito da
Divindade, seno quando estes houvessem che
i ido ios 18 annos, detento olister-se em sua
ore-enea nao s'i .1 is expnssoes seno das ae*
oes, que pojessem fazer nascer tal ideia ; e
numpria que fossem alheos praticos para tor
o ir seus filbos destas de especulacao.
Creio que nao ha opinio mais absu-da .
aem mais inconsequente aos principios qu.
ali s prolessava o filosofo do Genebra. Fraco li
losofo Nao sabia elle que a idade da rasi
em msica, em botnica em historia natural
mil poesa at uvsmo em geometra nao he a
nlade da raso un moral ; e que esta nao lu-
om todj o seu brilho seno nos dous extre
mosdavid, isto he ; antes, e d.qiois das pai
(Oes ? Jess Ghrislo supremo legislador, que
ri que os meninos se Ihe aproxiiiiassem pan
ouvir as suas lices O orgulboso sofista os apar
ta ; cjulga que a idade da innocencia nao h>
izada para recebar asprimeiras semen'es da ver
lado, da verdade. que he c 11 si inesma a inno-
cencia da ra^o ainda mais, do que a forca, t
penetraco do espirito **
F'ira disto se os bomens nao devem receber,
eno da inslruccao, e dos lvros, os conheci-
mentos moraes necessaros a boa ordem da so-
cieda'to c por conseguinte sua felicdade ; o
que vr5 a ser aquolles, que nao tem nem tem-
po, nom meios do roceber essa inslruccao. Dcver-
se-ha condemnar a parte mais numerosa,a mais
forte, amis apaixonada da sociedade a urna
ignorancia absoluta de ludo que a pode con-
solar da sua miseria, ou provenir o abuso da sua
forca? He verdade que em Franca ja bouve
um decreto, que obrigava todos a aprenderem a
ler: mas era este precisamente o meio de azer
pores quo ignorantes.
guns traidores disfarcados entre os contendores
que justa vSoaccommetterao na Mea o re, ees-
te deveu a salvaco aos certeiros boles do desco-
nhecido, aju lodo dos cavalleiros de la Banda.
G"ato a lo assignalado servco, ordennu o mo-
na rha um banquetea que (orad convidadas as
principaes damas da Orle e tambem os nobres
que havio assistidn s justas, numero cm que
HOtrava i). Joo, o loito.
Grandes preparativos se havio filo para a
resta, com regloe liberal apparato: fllumln-
rao-se as ampias salas do paco; revestiro-se
de colgaduras mu ricas os balcoes, entradas, e
par. des; e as cadeiras primorosas mezas e a-
p.irad ires magnficamente ornados os serven-
tes trajados ricamente, as bandas de msica re-
partidas em lcaos convenientes davo bem
entender, que nunca em GastcHa se vira tao fas-
taso recreo.
Occopava a cabeceira da meza sentada sob
um docJ d'azul e grai, a bella herdeira de Al-
m-izan, como rainha que fra do torncio ; tinha
a seu lado esquerdoa infanta I). Maria.sua mi,
Concluido o convivio, ergueu-sc lrei com
urna taca de ouronamao; todos o imitaran
guardando silencio.
Damas gentis, cavalleiros valerosos, bnn-
dai comfgos faustas nupcias da ninha do tor-
ncio com o paladino la negra armadura.
Viva viva (se ouvia de tuda a parle) :
saiba-se-lhc o nonio... viva .' >
Tambem meu rival! difse em voz bai-
la I). Joo, o lorio.
Rcii de Castella lempo de descubrir-me,
pois que meus votos esto cumpridos : vossa
alteza ja nao tem Inimigos ; e eu chego a alcan-
zar o nico premio, a que o meu coraco aspi-
rara ..
Sou eu a quem toca descobrir-vos e premiar-
vos. Nada por ora em beneficio vosso tenho Yei-
to ; e, por Dos que tempo do nao padecer
ingrato ... D. Euiz de La Cerda primogni-
to do I). Aflouso de La Cerda o desherdadu, que
merc pedis ao rol de Caslella ?..
A de morrer no s^u servlco. E um da-
rla indiibitavelmentc filsos prejuizos em mo-
ral Urna sociedade m I constituida nao inspira
aos bomens seno falsos prejui-os. D'aqui os
pOVOS idolatras polygamos lemoi ralicos re-
cebem como prejuizos aopinio.da plurali-
dade dos deoses. da pluradade dos poderes
da plurdidade das inulheres. D'aqui nlgumas
povoacesselagens recebem da sua educado
e dos hbitos de seus pais o uso de comprimir
entre duas taboas a rebeca dos 11 cninos recim-
uascidos ple comer os seus pre/ioncir. s. Os
potos mais bem constituidos, os potos civilza-
los recebem como um prejuizo a unidnde
em ludo, na religio, na familia, no estado
prejuizo, ou antes principio, cujas consequen-
cas a rasao desenvolvo, e a historia inoslra a
sua applicaco.
Nossos prejuizos pois dependem da socieda-
de em que existimos : esta he de certo modo
ocadinho em pie se mndelo os aossos esp-
ritos, e vem a ser dosfarlc a grande instituido-
ra dos bomens e talvez que a nica. Foi por
tanto um grande erro do seculo passado o nao
ver por toda a parte, seno nstrucco e na-
la decducaco.administraco, e nada do cons-
tituidlo, moral, e nada de Jogma isto he ; o
liomem e sempre o bomem, e nunca a socie-
dade ao passo que a educacao, a constituicao
oolitica e o dogma ( quo nao he seno a
onNtiluico religiosa mais poderosa, que a ins-
'rueco. que a administrarn, e ate quo a mes-
na moral ) do s nossas ideias a nossos espi-
ritos a nossos cora( oes a nossos hbitos o
maneiras urna direceo irresistivel, e que be
|uase impnssivel mudar-se.
Depois destes primeiros prejuizos funda-
mento de todas as verdades,e de todos os erros,
ni tros ha que ainda em um povo civilisado
'o ou urna exageradlo ou urna degenerarlo
I alguma verdade. Deste modo a crenca popular
Taimas do outro mundo be urna exageradlo da
naimmortaldade d dina. Urna (Insidia su per-
icial faz il'istoassii'iipto de motejes; mas urna (-
"sofamais profunda procura, mas comgiavida-
le. enlraquecel-a. quando pin seja possividdes-
ruil-a. Ella nao tira repentinamentt* os espeques
om receio, deque se desmorone o edificio, e
iroccde romo o crurgiSo prudente, que le-
ne tocar as excrecencia*. que nascem sobre
Mirles nobres. ronlentando-se de romnatero
u cresciment. O prejuizo dalguns povos,
rincipalmenle dos Ingle/es contra as dis-
eci des anatmicas he tima exagerac- o dos si-n-
uiei.tos de liuni;itiid.,(le,e,|e r>speiti pura com
> liomem : e creio que este pieimzo ainda
xagerado como he e que nao embarga, de
pie a Inglaterra baja produzido os mais peritos
inalomicos cons iterado em geral. pede con-
ertar mais homens do que os pdcttl curar os
oiiliecimeii'os anatoiiiicne.
A mcsnia crenca de le ticos e bruxarias he
io uuib exageradi'i.sim urna ilogencraCo d ftl-
{umas verdades sobre 1 existencia dos espiritas,
do podei, que estes p dem exercer: he o que
-e chama superstico. que a Religifio condem-
na muilo iniis severamente que a hlosolia; por-
que esla nao laz mais do que zumbar preslan-
lo ao mesmo passo todas essas superstices
novas forcas. com as maravilhas do Me.-meris-
mo do \/agneli>mo animal, do Somnambu-
lismo &c. &c. ainda nos nossos das defen-
didas por sabios, e filsofos; e talvez, que nun-
ca se interrogasse mais o futuro do que hoje,
do maneira que logo ser mister sujeitar os a-
devinhos pagar patente ; porque os filsofos
nao escapSo mais, que os outros s crencas ,
que ellos combatem como supersticiosas, ou
"agoradas Milorde Shasftsbury dizia Leb-
nitz.lcm raso dedizer.que al ha alheos fan-
ticos; porque estos podem ter imaginacoes, ou
visoes, como os mais : pdose ser incrdulo
lifiin ce n rH
so M/tticHi ui ainadoiiu
no
qual o cavalieiro negro salvou a vida aorei: al-
;
. i-. . ...........' > ,. . ..., ii" slu si-inri). 1. um ca-
ea diieila elre I). Aflooso; seguio-so damas mor do admiradlo havia sauido de todas as boc-
c cavalleiros alternadamente, distinguindo-se cas ao ouvirom prenunciar o nomo do incoa-
all mimes illuslres afamadas repiitacoes de nito.
-ucrreiros e formosuias estremadas ; c todos A ji nao pode c.mter-se I). Joo, e vendo
em repetidos brindes celebra vio a grandeza de que a inai do Branca fallava couiplacenleinenlo'
Alfonso e a boa sortc de suas emprezas. j ao eampeSo, adiantou-se para ella e die
Olbal, senhora.queha umducllo pendente
entre esso cavalloiro c a minha pessoa : todava
nao ainda esposo de minha gentil prima....
Que estis dfzendo D. Joao?... per-
guntou elrei indignado.
Peco que vossa alteza revogue essa allianca.
quo usurpa os meus diroitos.
( Tejs diroitos, traidor!... bradou-lhe o
de La Corda Vem, vem d:scut.l-os, e devol-
ver-mo minha luva ; a que lo arrojei na ponte
do/odoira.
Agora mesmo... Respondeu furioso o
infante,ed'espada na arremetteu para I). miz,
que (leclinaiiuo o primeiro golpe e no meio da
confusa o alarido, que talo tao inesperado in-
cidente ge rara, investio com o ad tersa rio to
briosamente que o lovou recuando at a porta
da sala onde pude alcancal-o ; e jogando-lhc
urna estocada diste Ihe : morro em paz.
Cabio I). Joo. o no baque rosuou sua a.ma-
duia sonre o pavimento.
Foi esto o lim trgico de I. Joo, o lorio; c a
sua inorte asM'jiirou por inultos annos a tian-
qudndade deCastoda Poucosdiasd pois deste
Micce.sso celebraro-se con. pompa extraurJma-
ra as vdas del). Branca iuAiiiiazan com o
piimopOiiito, herdeirodos La-Cerdas,
F1M.


por urna parle o crdulo por oitlra bem co-' Mirantes Dantan Mnrat Robespierro, e ou-
nio un rerto Sr. I'uson, huliil mecnico do K- Iros monstrua, que produ/.io a revoluco fran-
Icitor Palatino, queora as prolessias di Nos- ceta* Que cabedal do conhccimentos quee-
tradnnus, e naocra a* da Biblia, ou como rudicao e sobro tudo, que cloqucncia nao
um ju leo dos Pai/es-Biixos, que do todo o possw o famoso Mirabeau Entre tanto res-
Novo feslamento nao adniittia senao o Apo- peiloda moral a sua vida foi um tecido de tor-
calypsa ; porque julgava achar nelle a pedra fi-
losolal.
petas, e miserias. Logo nao hasta instruir o
povo lie mister sobre ludo morigeral-o : he
An'iimonte os Irihunacs dejustica punifio mister faliar-lhe ainda mais ao coracao, doque
cruelmente os pretendidos feiticeiros. Nunca a rasgo: ein sumoia infunda-so no povo o a-
pdnsuher se Ibes iinpnuliio ossas penas por. mor, o o temor de Dos, que tu lo ir bem .
feticeiros,ou so por inculcaren!-so taes,buscan- nao oblante os inseparavc.is prejui/os.
do persuad I o tasarais. Fosse o que fosse,_________________________________________
bem longeeslou de approvar, que se queimas- ,
sem vivos, os quo so vcndio por feiticeiros: to- '
davia esta impostura lie um dolido mui grave ;I
e o homem, que usurpa o primeiro atributo da
divindade qual ho o conhecimonto das cousas
Al Pandcga.
......--, i ^ i ,
futuras, e dest'arlc exerce o niaw tyrannico un- j Rendimento do dia 20.........
perio sobre as maginaces Iracas ( e quem lia De*carregdo hoje 21.
ni, uno nao tenha a imaginado fraca, quan-;n. .
i i i k i i ,i ..., "rigueConceicao de Mana
do desoja grandes bens ou teme grandes ma-
les ? ) o homem que loma por offi.:io lucra-
tivo o derramar no povo falsos temores ou es-
niercadorias.
3:8328251
diflerentcs
perangas quimricas, parecer-nos-hia pelo me-1
nos tilo criminoso como o quo faz circular
moeda falsa se as sociedades humanas tomas*
sem tanto a pcitoafelicida ledos homens.quan-
to a sua fortuna o so a moral losse aos nossos
olno de tamaita importancia, quanlo he o
commercio.
Nao fallo d'algumas praticas ridiculas, ou a-
busivas, que o povo por simples algumas ve/es
mistura praticas respeitaveis. Urna pequea
c maligna ciencia nao ve senao os abusos ;
um'alta. esa filosofa nao v seno as cousas.
Tirem-sj sim os abusos ( escrevia o preci-
tado Leibnitz), mas deixcm subsistir as cousas
lollatur abusus non res. 'leste modo ( pro-
tegua o mesmo filosofo ) se a rasao, que se alo
ga para suprimir as feslas tiradas das dsolu-
cds quese eommettem nessesdias, fosse pe
rempleria fdra mister suprimir at o Do-
mingo
Di/->e oralmente quemis val, que o po-
vo irabalho ilo que. que se embriague : mas
a verdad mt i poltica dir que um povo de e
lirios he prefeiivel a um povo dnatbeos; por-
que eui geral o elirios sao lio i gmite o fcil de
gveinir: mis que males ojo provenida incre-
dulidad!! Bom tongo vai do m-u pensamiento
o querer apadrinhar a muitos qiii/o*, mor
mente quandn etes po en olleii h*r osbonseos
tilines: porm minio lento mu i la prudencia
cabe, que tenha, quem *o propozer a comhatei
os prejm/os, a fin de que Me no acontecaio
nieuio quo, ao que trae-la I limpar vidros, is
lo he ; que se os ner polir do mais vem a
quetird-u-i. N-m ha vidro sem trancha. neo.
socieda lo hu nana sem taes ou taes prejui/os
lteiisei, porexemplo, que umita genle poi
ah utrihue a milagros desle, ou d'aquello San-
toa mor parte das curas desuas enfermidades .
ou > bom xito de su is urelemo -s He isto sem
(Juvida um picjiii/o : mas d'onde nenhum mal
resulta qu indo pelo contrario insistir muito
sohr'e-tas m,lorias e querer leval-as a apuro .
o mesmo he que pretender tirar do povo toda
a crenca religiosa : e quem duvida. que mui-
to ineliior ho crer do mais, do que no crer n i
llovimento do Porto.
Navios entrados no dia 20.
Genova ; 34 das polaca sarda Sominarira ,
de 157 toneladas capilao Cuacme Kamel-
la equipagem 12, carga vinho azeilo
doce, massas papel: a consignado de .Meli-
des & Oliveira.
Rio de Janeiro ; 19dias, brigue hamburguez
Ereprist, de 112 toneladas, capilao Chris
tean Malchin. equipagem 11, carga lastro:
a consignacaao do Gaudino Agoslinbo de
Barros.
Iioclaracoos.
Pela suhdelegatura da Sd'Olinda so ap-
prehendi'O um preto moco, que nao quer dizer
o seu nome nem quem he sen senbor ; quem
se n^d ir c.o'n diri-ilo a elle compareca noso-
lire lito lugar, que Ihe sei entregue com as for-
malidades da le. Olinda 19 ded'Onluhro de
18 VI Francisco das Cha gas Salgueiro, sub-
delegado sunplente.
O r Urbano jnx interino dos fritos da
foronda da audieni ia as tercas, e sextas feiras
n i sa'a das audiencias.
O Engonheiro Pin chele das obras publicas,
D'-arregado da medido O demarcar/ao dos ter-
le ni iriiiha convid
fa'endas franevas suissas, o allomaos tan- soda egingibre. As verdadrras pilulas ve-
to descila, Imlio e la cu..... de algndto gctacs Ultimases do D.' hranUrelk indas
recen temen te chcgad.s pelo navio tirlenti : de neu author nos Estadea-nido*, Ac &c.
terca, o quinta loira 2V. e 2ti do torrente as 10 Da-so dmi otro a premio em pequeas
horas da inanliaa no seu arma/em na ra da quanlias sobre peuboiesdeuuro, ou prtta; na
Ciuz. iua Nova n. ~.
________ Lhegou ltimamente vinho de Hordeaux
tinto e hiauco em hjirri e em caixas de urna
! dii'ia de (i. 9, 10. < I 5.0000 is dito engar-
ral',. Aluga-sc o primeiro indar do sobrado n. ca vinho do l'wrto", inuilo e!ho Medoc ,
21 da ni i estreita do lio/aiio ; a tratar DjC* pacas de varias quabdades diversas conservas
Avisos diversos.
^uiiilo andar do mesmo,
-LICLOR DA CHINA.
ou
BSSEUGIA U\ FORMOZURA.
em vinagre o em doces ingtezes c lr.iine/es,
charutos da llavaua e da Babia ceneja ra-
p rolao estos e ou'ros muito gneros se >cn-
ili'in tanto a relalho como atacado ; em casa de
Este precioso comesltico, que. pelo seu a- ['"-*> de Ucea na ri.a da (.adeia-velhan.
gradavel, suave e doce aroma se torna digno tf 00 "<"<" Mrol{: do l asSC'-
de figurar nos mais elegantes toucadoresltoillet Pu""c0" ,
i_,\ i ti ;_ , Aluga-se o segundo, e terceiro andar da
tes), go/.a de propiedades mu notav'
casa n," (i do Atierro da Boa-vista,
experiencias repelidas o muito variadas, tanto''
oradas de
I iiiprl no maior assei pos>nel una casa ler-
neste como em outros paizes, tein confirmado,, i
como sao: primeiro amaciar, limpar, clarear,
e refrescar perfeilamente apelle, tirar as sar-
das pannos espionas, e toda a especie do no-
doas ou manchas, que nella possao apparecer ,
sem alterar sua frescura e lirilho naturaes : se-
gundo destruir as rugas causadas pela secura da
pello, abortocia, empingens e nutras men-
sas alTocces cutneas: 3o tirar o mo balito na
boca coiiiiim .icarulo a esta um cheiro mui a-
gradavel fortificar as gengivas prevenir as
dores dos denles, &c. &c. Km todos osles casos
a experiencia tein mostrado o quanlo justa a
alta reputado de que goza este composto no
Oriente ondeseus effeilos sao lodos como n-
falliveis; cada garrafinba cuta S'-OO reis; um
iuipresso explicari em dota I he seu u*o o virtu-
des : vendo-se siinente em casa de Novacs &
C*, na ra da Cruz n. 37.
LOTERA DE S PEDRO VIARTYR.
tf_p Vo le aiilo as rodas tiesta I -
le -a Piiiiem ou nao billie-
les p r veniler.
= pessoa quena occa cartas cliegadas pelo navio frainc/ '/.lia ,
levou do corrido por engao uuicuilnullio de i'i
liarios france/es (L'/:$Hifetle) dirigido ao Sr
Diiinont faragrande favor doentregal os na
b^a de Didier Boberl & C na roa Nova
=s Na ra do Pilar em Tra-de portas alu
iic pord
renos de iinrmlia, co'ivnli os pronnctarios ,
, i ... n -.iii i. iga-se urna casa nropria para qualqueresl.ilielr-
la na i o Atierro da Boa-vista do la lo do i i
Sul querequererao por afloramenio os terre-
os de uiarinha entre os feos <,t^ suas res-
pectivas casas, e o caes que va i da ponte da Moa-
visfa a Ponte-velba a comparecern! na res-
pectiva repartido lera-feira 2- do correte
mez s horas de mciodia, afim do minis
irarom alguns esclaiecimentns precisos ao bom
andamento do servico publico Beparticao das
obras publicas 19 de Outubro d" 18I3. O
r'ngenhoiro em ebefe f,. L. Vanlhier.
A visa -se aos Srs que tem algum ohjeclo
na loja do relojoeiro Taitn, quo os vao procu-
rar na nema loja que (can aborta para esta
fim : boje sobliado das Hateas 3 horas da
,-,_,_- --- -- t,
por escriplo assignado e as provas su lucientes.
Consulado Suisso 21 de Outubro de 1844.
Avisos martimos.
da absolutamente ? Que damno podo viraiso- j |aw|0< trazendo os signaos dos taes objectos
ciedade de que urna pobre mulher acredit .
quesoufilho nao-sarou senao por milagro de
Santo Amaro a quem inlercedeo fervorosa-
mente ? Mas quem procura desvanecer- Ihe es-
ta ideia arrisca-se a arrancar-lho do coracao a
piodado e conseguido isto ella rejeitar.i alio
o malo todos os milagros c para nao ter pre-
jui/O Hlgum tambem nao lera nenhuma 16 ,
nenhuma Beligiao.
Mu louvavel mui proveitoso he sem duvi-
da o cuidar da instruciao do povo: mas esta de-
ve ter seus limites, e ser sempre subordinada a
educa ao quoodi/er; antes deludo releva
infjndir no coracoes os sentiuvntos de hon-
ra de viilu le de Reliuiao e depOS venda a
instruceo. l'"alla-se muito em derramar as lu -
res, o alguns tanto se deslumhran com ellas.
que outendemserem s-i por si suflioientoi para
trazar as socieda los lodos os bens possiveis: mas
i historia o a propria experiencia sol jmen-
te nos pro.o que a immoralidade pode an-
dar do parceria om a instruccao D'onde vem
em toda a parte os exemplos de corrupta se-
nao ,|,i el .sse m .is elevada e que prozuma de
Ilustrada ? E uuantos homens nao ha ass s ins-
truidos o normalmente malvados? Nao he
no misero selvagem quo destituido de toda a
instruccao pasta urna vida safara e montezi-
nha queseencontrao essas accoes de iequin-
ta 11 mal I ule ; he sim no homem pololo das
gran les ci la les e nos que se aprcgOO alu-
liliail.is das lu-es da civilis n; n>.
Para o Porto segu viagem o brigue por-
loguez Mana Feliz, capito Antonio Luiz Go-
mes; quern no mesmo quizer carregar, enten-
da-se com o dito capilao na praca do Commer-
cio ou com Antonio Joaquim do Sou/.a Bi-
horo.
Para o Havre segu viagem no dia 7 de
\o\emliro a muito veleira batea fraoceu lio -
tense capilao Morvau Koval por ter a maior
parte da sua carga prompta ; quem quizer car-
rear, ou ir de passagem dirija-se aos seus con-
signatarios lalkmann & Rosemuud, na ra da
Cru/ n. 10
Para o Havre pretende sabir brevemente a
barca francesa Zilia. de muito boa marcha,ten
do sido iiovaineiite forrada de cobre, ja tem una
parte da carga prompta ; para Irete e passsgei-
ros falla-se com .s consignatarios Bolli tk Cha
vannes.
Te loes.
= Le Bretn Schramm & C farao leilao ,
porintervencSo do eorretorOHteira do lio
harneas de farinha de trigo de muito superior
Duque serve em lim culUvar smente oen- qualidade segunda fcii a 23 do corren tes 10
tendimento. se este oblitralo pelas P-ivoes horas da manir, no armaiem de Joaqun,
muit-isvezesdiz con, ded a Video meliora I.opes d'A u.cda, por de tras do theatro pu-
oroboaue deteriora sequor ? Quem ousar blieo (velho).
Laar...u.tosaboraumLu!hero, aumCalvi- Joo Keller far leiloes por intervencao
no' ? yuem dir, que lorao estpidos, ou ig-1 do eorretor (Mart de grande sorUmeoto de
cimento por ser em bom lugar, e vende-se a
nrinnAn amia nova, o muito bem feta; quem
perlender dirija -so a mesilla ran.0 122.
= O abano assignado laz scienlo ao publi-
co, que se incumbe do mandar la/er qualquer
obra, tanto de earpina como pertencente a
inarcineiro assim como armacoe-. para qual-
quer estalieleciinenlo.ajuslando por empleitada;
c tambem se oiiriga o aliaixo assignado a dar a
madeira sondo precito o promette fazer tudo
com aceio o promptido possivel, 0 nao rece-
be dinheiro algum senao no fin da obra; quem
do seu prestimo se qui/er utilizar, dirija so a
ra da Cruz arma/em de trastes n 03.
Manoel Antonio l'into da Silva.
VEITC1I BRAVO Ca
Vendem na sua botica e armazem de drogas ,
na ra da Madre de Dos n 1.
A prepararan seguinlo por proco muito com
modo e de superior qualidade.
Magnesia calcinada ptima.
Os stlutares effeilos oeste medicamento co-
mo purgante mui suave e capaz de so applicar
a todas as pessoas de qualquer sexo ou idude .
absoru'iido ao mesmo lempo lodos os cidos
existentes em riosso estomago e que lauto
[icrlurhaiK nossas luncroes digestivas, toro* u
seu uso recommendave! e muito neeessur/.
A experiencia lem mostrado a um sem nuin/ro
de .Mdicos sabios e verdadenos observado-
res do elleilo therapeiitico dos iiiedicamentog ,
que tanto maior lie a sua arcan purgativa .
quanlo maior he a quantidade de cidos, que
o maior parte das vezcn desenvolvem nossas do-
ancas do estomago. Lina ou duas rolheres de
soupa misturado com agofl durante o dia he
qnantidade lufliciente para pronu/ir loni
elleilo.
Na rnesma casa lambem se vendem tintas ,
e todos os outros objectos de pintura ; lermzes
de superior qualidade, entre elles um perfei-
tainente hranco o que se prie applicar so-
bro a pintura mais delicada sem que produ-
m alteradoalguma ero sua r-r primitiva. Ar-
row- Boot do Bermuda,Sagii, Saboneles, -
Saiao de Windsnr, Agua de Seidlil/, Agua
do Soda,Agua doScli/,Limonada gasoza ,
'I intfl superior para evre\>r. I inla para
marrar roupa,Perfumaras ingle/as,-- Tun-
das clsticas de patente,Escolan o pus para
ilentes. I'asthas de muriato de moiphina ,
e pecacuanha, Pastilhas finissimas de bor
(luis sallas, cinco quarlos, CO/.l-
nlia fra qumtal e cacimba na ra do Se-
\e por tras da ra da Aurora duas ditas de
13$ reis na ra da Solidado una dita de 10j;
res na ra do Sobo, um sobradinho no man-
guind l'analcrra a inargem do rio. muito pro-
prio para se p issar a feta; a tratar com Manuel
Joaquim da : ilva caixeiro de Francisco Anto-
nio de ()li\eira na ra da Aurora n.26.
= Oahaixo assignado faz publico, que os
escravos, que su achfio lugidos, os quaes fo-
rao de Lu/ Jos de Araujo, Sr. do engenho
Dous Bracos dcima, freguezia de Serinhaem,
boje Ibes peitencem pela compra, que fez a Joa-
quim Correia de raujo tutor do menor neto do
dito Sr. do engenho cujos escravos sao os se-
guinles Geraldo, pardo de dado 0 a unos,
Roza, Angola, de dado 30 annos casada com
o dito p..rdo, o Anaslacio crioulo, doidade 40
anuos, official do oleiro ; as pessoas que sou-
bereiu anudo exislem os dnos escravos, queiro
levar ao engenho Gamileira comarca tl Victo-
ria ou ein cesa do collector da mosma que
serao recoiii|HU(sados
" Judo Francisco de Araujo.
= Traspassa-se a chave da loja do Atierro
da Bi.a-vista n. 7i com ainacao propria para
euh.ado.ou miude/as.a qual olleiece nunla van-
tageiu porscro aluguel muilo iommodo;alrutar
no mesura lug.ir n. 72.
\ coniinisso adniinislratva da sociedad*
Apolnea lem n arcado o da i do provuno mez
de Novembro para a ultima partida da mesma
ociedada nesle anuo; econvida aos rs. socios,
que qui/erein apreseular propostas para convi-
dados deasenviarem a casa da mosma socie-
dade no dia >\ do trrenle me/, pelas G horas da
tarde : advertindo-so, que a commissao esta de
acrordo a nao acceitar nenhuma outra proposla,
ue nao lor neste dia apresentada ainda mes-
mo a pretexto de esqueciinento.
A administrado dos fundos da exlincla
compaiihia geral que foi 'esta provincia e
ila l'ar.ihiba contina a la/er as suas reunios
no escriptorio d'ella na Boa-vista ra do At-
ierro ij. 30 em todas as quintas-leiras uteis ,
aomeio da, c com ella se lodem trataros
negocios respectivos.
Precisa-so alugar urna ama do meia da-
de que saiba cosinhar o tratar do urna pes-
soa doenio : paga se bem ; <|uem estiver nes-
las circunstancias dirija se a piai.a da Bua-vista
2 andar do sobrado n. 2 penencented viuva
do finado Cunha.
== D. Boza Theresa da Cunha viuva em
primeiras nupcias de Heitur Homem da Costa,
o das segundas de Adrin Jos Oos Santos, de-
clara que porocasio de assignar duas carias
para Lisboa ajuequim Jos da Silva e Fe-
liciano .lose (adiares, ihe apresentarao niaisum
papel diendo-se que era a copia da carta de
Joftquim Jos da Silva,que se diriga a l'elicia-
no Jos Collares, o > ffnnunciante em boa
i sem le as ussignou ; mas agora se tem veri
lirado que tal copia da caita n o existe as-igna-
dd poi a aununcianle, conseguintementeque
bu iitlu uina slralegia de que uzaru para cons-
iituir a annuncianle em obrigadu ; mais a an-
iium ante dei bua que tul olrigaco lelia ,
ou doa ao nao existe 0 i xige que a pessoa
teli-piuienta, Pastilhas de bi-carbonato de
que ose papi I tiver o aprsente em tres das, e
Jo contrario far mais publico o .cto. A mes-
ma .un.uncante de< lara que de boje em dante
nenhum papel, que nao for assignado por ella
o cunji.netamente por M'U | roturador l'oifiro
da Cunha Moreira \lves, nenhuma validado
ter e islo mesmo se entender a respailo de
cartas sejo para ota cidade c provii.cia srjo
para 80 OUlraS provincias desle iiiiperto ou
para lora. I inalu ente roga n annuiiciaiilc as
pessoas que liverciii ttulos de divida d'ella e
conli s no pra/o de oilo das da dala (leste an-
nunciu se a presen lem com riles ao dito seu
procurador para serem pagos e nao se apre-
icntando si entender, tue taes ttulos ocon-
NU iioexisiem.


4
Em um clima t3o quento como o do Rrazil, rente; supoe-se ter sido furtado; a quem for of-
> :*v nimncli'ic rnmn,'in P.ul...!. __ < i '
w.^-wt i "4wakM
onde as molestias termraio fatalmente as ve-
les no epaco de poucashoras lie rojsterha-
teru-n emedio que possa servir ao mosmo
lempo :otio preventivo e curador. A 'c-
deana I Americana tem essa proprieda-
do tomada esvezesern quanto ella impede a
aocumulac3odos humores, conserva osangue
puro c conscg iatementepara as pe*soas menos
>ujeijsa ;ipunhauun qualquer molestia, sea
ella contagiosa ou no.
Recommenda-se portanto ao publico etn ge-
raldecnsaiar este cxcellenle remedio que ,
pelo lado econmico lio irelerivel a qualquer
outra medecina do similhante natureza tendo
as caixinhas maior numero de purgantes e por
menos proco.
O publico achara na Medecina Popular A-
mericana as pilulas vegelaes do l)r. Bnmlrelh
estas propnodades que produzem seu efleto
sem dores ou encommodo algum nao se fa/
preciso di ta aL"jina e porte-se tratar dos
sens negocios nos mesmos das, em quo seto-
mar.
Vende-se aqui em casa do nico agente
'Joao Keller ra daCruz n I e para maior
commodidade dos compradores na ra daCa-
deia emeasa de Joao Cardozo Ayres ra Nova
Guerr.. Silva & C. atierro da Boa-vista Salles
& Chaves.
=; Johnston Pat>r & Companhia avisaoaos
Srs. de engentiosecorrespondentesdos mesrnos
nesta praca que so acha completo o seu esta-
belecimento de machmismo para engenhos ,
constando de moendas de diversos tamanhos .
machinas de vapor de condesacao o de alt.i
presso da for^a de quatro e de seiscavallos in-
glezes e laxas batidas e coadas e pruineltein
agradar aos seus freguezes tanto em proco como
em qualidade, visto screm todos estes objectos
feitos n'uma das principaes fundiresde Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
= Aluga-seo primeiro andar da casa dedou
ditos em Fora de-portas por cima da segun-
da *enda do ladodireito; .- tratar na mesma.
lerecido pode tomar elevara ra da Senzala-
nova n. 42 que ser gratificado.
Precisa-se do dous Portuguezes para um
engenho perto da praca um para feitor e o
outro para caixeiro d.- casa de purgar ; na raa
Nova armazem n. 67.
Compras
=a Compra5-se escravas do 12 a 25 annos.
com habilidades ou sem ellas: na ra Direi-
ta n. 3.
Compra-se diarios velhos a 2560 a ar-
roba : na ra das Cruzes n. 37.
= Compra-se bronze, lati e cobre velho
em pedacos, em pequeas e grandes porces:
na ra Nova n 5 segundo andar.
as Compra-se o livro Horas Marianas: na
ra do Cabuga, loja n 9dofronteda matriz.
- Ileinprfia se 4 pipas, que fossem do ago'ar-
dente no pateo da S Cruz venda n. 2.
= Compra-se um par de mangas de vidro
bordadas : na Camboa do Carmo n. 18.
Com|ra5-se cortes do bico de duas varas
e meia que sirvao para ponas de toalhas de
b etanha fina : na ra das Trincheiras so-
biado n. 42.
Vendas
para cha bonitos suspensorios de burracba deiro do pedraecal com muito bom barr
copas ou callas modernas vindas agora, para em chaos proprios ea margem do rio Ca'
senhorasque fazem chapeos, bicos francozes baribo, por preco commodo; no Atierro d
eslroitos o largos, bengalinhas mui delicadas, Boa-vista n. 54.
ricos toques de marca grande, de novo mo- = Vende-se urna toalha de vara e meia d
dlo anda nao visto o vindos agora ; cha- comprido do esguio de linho bordada
peos para senhoras, mui bem feitos o de susto, obra muito bem foita : na ra do M "
bom gosto tk isson rapprinceza do che- noel-cflco n. 26, das duas horas da larde e
gado agora tndo por preco muito barato ; na diante. ra
praca da Independencia ns. 38 e 40. = Vende-so carne salgada americana d
= Vende-se urna venda com poucos fun- primeira qualidade, e por preco commodo *
dos na ra Direita dos AlTogados n. 20 a em casa de L. G Ferreira & Companbia. '
dinheiro, ou com boa firma: a tratar na i = Vendem-se pentesdemarrafa com den-
mesma. tes abertos e lencos da India verdadeiros em
= Vende-so urna ouduas caadas de lei- casa de L. G. Ferreira & Companhia.
to liquido para alum botequim por preco ss Vende-se um Diccionario da lingos fran-
commodo : na ra Nova armazem n. 67. ceza por Napolen Landais utilissimo para
Vendem-se famosas lanzinhas para ves- quem se quer a* pereicoar naquella lingoa na
tido a 500 o covado meias casimiras cazi- ra do Cabuga n. 10 ', deronte do cerieiro
netas para calcas a 6We 720 superiores cha- = Vendem-se cortes de chali ( la e seda]
les de soda mantas de {arca lencos de seda de lindos padres, fazenda de bom gosto
verdadeiramente da India a 1280, cassas pin- muito em moda : na ra do Cabuga n. 10
tadas ja bem conhecidas pelas suas cores fixas a defronte do cerieiro. '
200 rs. o covado, e em cortes a 2240, ditas > = Vendem-se bolins e meios dito de bezer
tessidade supen'or qualidade a 240, bico e ro francez, borzeguins gaspiados, e com pon-
rendas bordadas e lisas do diversas larguras e ta de lustro para homein e meninos de lodos os
tamanhos, sapatos decouro do lustro para se-
nhora e meninas, borzeguins gaspiados para
/litio Kini^tAK ,.,,... ..II. -..-^ I. .
Saho o n. 9 do Caiholico Exppoe p
explica ein resnmo o Kvai.gelho de S. Joao
Cap. 4., que !.o -i 4 J Dom>nga de Oulo-
bro e viges.'ma clepois do Peniecoste Km
secundo lu^ar conlm i a mostrar .-. necessida-
de, quo o geneio humano tinha de um Sal-
vador: e como este nao poda ser sen.lo um
Dos feito homem, desenvohe o ilifjo Creio
em Jess Chri*to um sseu filho _; e termina
com os porqus de varios objectos religiosos :
subscreve se na praca da Independencia h-
vrariu ns. 6 e 8.
= Precisa-se alugar urna pequea casa ,
por espaco de 3 uiezes sendo nos lugares da
Capulina Passagem c Caxanga ; na ra lo
Rangcl n. 34
= Da-se linheiro a premio sobre penhores
de ouro prata, e brilliantes, em pequeas e
grandes porrfies : na ra larga do Hozario n.
23, seguido andar.
- Us Srs Jos Perry Vidal e Manoelde
Jess (jueiro ter a bondade de anunci..r
suas rnor.idas p.ira se Ibes fallar a negocio de
seus nter cuses.
Precisa-se alu; ir una escrava negra ,
para o -ervico de urna casa de pequea familia ,
e que enlenda de cosinha ; quem tiver annun-
cie.
Naruantrazda matriz da Boa-vista n.
29 lomao-se meninos pira se ensinar o oli-
CQ de chapeleiro, dando-se o sustento e al-
gumj roupa ; n.i mesma casa compra-se urna
commoda em meio uso e vende-se um relo-
gio sabonete de ouro com correntes tamhem de
ouro.
No da 16 do corrente tendo um pre-
to conducido um caixao pequeo, rom urnas
miudezas para embarcar no caes do Collegio,
desapparetera dito caixao mas como se jul-
ga que alguma barcaca o recehesse por enga-
o e juntamente rom um barrilinhn de man-
teia e urna ca xa de
cha ; o caixao tern
_r,g
a
mana Bll con. diamante cin cima ; roga-se a
quem disto tin-r noticia de participar na ra
do Cabuga loja de miudezas n. que ser
recompensado.
Aluga-se o primeiro andar com parte
do sitio da casa n 22 na Solidado, para se
passara (esta ou por todoanno ; a tratar na
mesma.
A quem I lie faltar urna escrava bucal .
que pou'o. ou nana falla enemdiz quem be
sen sonhor, dirija-se ao Atierro dos AlTogados
n 65. que dando os signaes e fiador como be
sua Ilie ser entregue nao se (cando res-
ponsavel pela fuga da mesma.
Alusa-se nina casa na ra i
Vende-se urna canoa nova que pega
em 830 lijlos de alvenaria e outra rnais an-
tiga, que pega 750 ditos; no sitio atraz do so
lirado do tallecido Monteiro.
Vende-se um rnoleque de nac5o de li
annos faz todo o servico de urna easa; na ra
do Cabuga loja de miudezas junto da do
Bandeira.
= Vende-se urna morada de casa terrea de
P"dra e cal, nova e de esquina, con du s porta-
de frente urna no oitao sita nos Affcgados
Di ra do Motocolombii, do lado dimito, pro
\'oio ponte ; na pracinha do Livramento u
10 segundo andar.
Vende-se alea parrilha muito nova: na
ra da Moeda n 7.
Vende-se urna obra do Tito Livio em
8 tomos. eorn bom u*o : no Mondejo n. \\
Vendem-se wbolaa solas, aos ceios
2V0: no armazem de Francisro Das Ferreira &
Companhia defronte da escadinha do caes d
V [..ndega ; a fejao n.ululinbo por preco commodo.
Vende-se oleo de cupaiba rnuilo em
corita em latas e em barris pequeos, e sac-
cas com ainendaas; no armazeui de Francis-
co Jos Braguez ao p do arco da Concoicao.
Vendem-se suecas com 3 arrobas de fa
rollos, a 2500 ; na ra lar^a do Rozario pa-
daria de Joao Manocl Rodrigues Vallenca.
Vende se urna canoa de carreira em mui-
to bom estado e por preco commodo : no es
taleirodo Mariz defronte de . Francisco
V ende-se urna escrava de bonita figura ,
lavadeira : na olidade sobrado n. 22
Vendem-se duas cobcrlas Je setim ma-
co, bordadas, obra mui rica para cama; na So-
lidado sobrado n 22.
Vendem-se porquinhos da India e urna
mesa de Jacaranda para meio do sala ; quem
pretender annuncie.
= Vende-se jma negra do 38 annos, faz
todo o servico do urna casa ; na ra Nova n. 5,
segundo andar.
Vende-se u mea Vallo manco e do muito
bons andares, proprio para senhora : na ra
de Apollo estribara de Antonio Sauer.
Vende-se sal do Ass, a bordo da suma-
ca Felicidade : a tratar com Antonio Joaquim
de Sou?a Ribeiro na ra da Cedeia do Reci-
to n. 24.
Vendem-se libras do superior rap de
Lisboa : na ra do Crespo loja do Viegas ,
n 16. e na praca da Independencia, loja de
Campos Ouaresma.
V ende-se rap de Jsboa em libras -i o -
lavas e muito bom cb isson : na ra do Col-
legm loj n i de Vlene/es Jnior.
V ende-se um escravo por precisao ; na
ra dos Martirios n. 140.
Vendo-se um banbeirode amarello com
ps de roda :t tomos do Prorkct Fibrary, um
Salustio e urna arte ngleza ; na ra do Ran-
gel n. 17.
Vonde-se um berco rom pouco uso, e
em tonta; na esquina da ra do Fogo loja de
marcineiro.
qualidades por difTerentes precos, fustes pa-
ra lolletes a 320 e do mais superior a 480
alm destas outras mudas fazendas por bara- ditas, sapatos com palla para homem e meni-
lo preco ; em ambas as lojas da viuva Cunha nos, ditos ingb-zes, botns de couro de lus-
Guimaraes na ra do Crespo ns 10 e 15. i tro para homem sapatos de marroquim du~
v- Vende-so madapolao a 3200. 3400, e "
3500 dito de galo de listra dourada a 5700 ,
pecas de chita com 2i cavados a 2880, ditas
de algodozinho do 20 jardas a 2240 cha'es
de chita de campo azul e encarnado a 800 o 880,
ditos delanzinhaa700 e 720 brim liso es-
raquue setirn toante/ para senhora e meninas
borzeguins de marroquim a 2000 rs. o par. sal
palos de cordavo ordinarios a 500 esparc-
idos para senhora a 1600 sapatos de du ra-
que a 800 rs. chpeos de seda franceses a 7S
'u\as de pellica mui boas a 14i0e 1280, ditas
curo de linho a 0 a vara chitas a 1 W. 160,1 de seda a i.S rs. ditas enleitadas para senbn
I Vil ilAA AlA c\i*r\ _. i I__ i,,,,,. i .1111110-
Alegri.i
18 200 240, o 260 o covado. ganSa azul,
a 100 rs. cortes de vestido de chita a 3000 .
1200, c3500, ditos de cassa-chita franceza
de padroesos mais lindos muito fixas, e da
ultima moda com 6 varas o 3 quartas a 5760
o corle meias co.npridas para senhora a 2S0.
I0; W)0 e 480 o par ditas de cores rom al-
,'um mofo a 200 rs. o par setins de cores
lambem com ali-um mofo a 640 o perfeito u
800 e 880, lencos de cambraia branca com
cercadura de cores bordadas com palmas e
nomes proprios 300. 400. 440, 480 o 500.
litos encima los fiance/es a 320 suspensorios
de borracha a 240 280. e 320, cambraia*
lisas. do listras e de flores merino preto
de duas larguras a 4200 o covado. pannos fi
nos a 3OO0, .1200. e 4000 o covado dito pre-
to superior de orella bran-a a 75)0 8 30 n
covado cortes de setim de macan a 4000. edi-
tos de chali; na esquina da pracinha do Li-
vramento loja da viuva do Burgos.
Vondem-se canarios de imperio em
viveiros e ja separados em gaflas, muito can-
tadores e ebegados ltimamente do Porto no
briue Importador ; cubanos a 1200 o cen-
to ; na ra eslreita do Rozario n. 8.
Vendem-se 23 travs de p o-torro e
duas de imberiba 18 tiboas de vinhatico ,
ludo por preco commodo; na serrara do Fran-
cisco Jos Rapozo
Vendcni se 12 quadros com molduras
de Jacaranda sendo 6 mocase 6 mancebos,
feitos pelo melhor autor da Italia, e gravados
com as melhorcs tintas, novos e por preco
commodo ; na praca da Boa-vista n. 15.
x Vendo-se Telemaco em francez com es-
tampas e as fbulas de La Fontene ; no
Atierro da Boa-vista n. 24, loja do Caldas.
= Vendem-se estojos do navalhas com ca-
bo de marfim de superior qualidado por nao
ser preciso irem ao rebolo, agoa de colonia,
diversas perfumaras, papel de peso, e fitas
para habito da Roza ; na praca da Independen-
cia n. 5.
Vendem-se duas escravas mocas de bo-
nitas figuras, e com algumas habilidades : na
ra Velha n 111.
^ = Vendem-se bellissismos cortes do lanzi-
nba fazenda que pela elegancia dos padres ,
delicadeza das pinturas e mimo das cores ,
nao deita duvida de que fo de proposito ima-
ginada para este lempo de festa em que as
senhoras dernando fazendas do melhor goalo ;
na ra do Cabuga n. 16.
- > ende-se urna negrnha crioula de 12
annos: na ra do Queimado n. 32, terceiro an-
dar.
= Vende-se urna casa principiada no Ater-
ro dos Aflosados, da parte do mar; na ra
do Vigario n. 4.
= Vendem-se bichas do superior qualida-
de chegadas ltimamente do lamburgo por
preco commodo : na ra Direita n. 14.
s Vende-se urna escrava de naci, boa ro-
zinheira t-rnto de forno como de fogSo fa/
ra a 3000 lencos de grvala a 4000. bolins
de Lisboa a 3000 e outras muitas coma* por
preco commodo; na praca da Independencia
ns. II. 13. e 15.
Escravos fn^Mos.
Vendem-se apparadores de pennas, su-
, perfores ; na ra da Cadeii loja de ferragens
com muito bons commodos para grande fami- | de Jos Pires de Moraes
K. I- ". f\ I"..... -V MO l'HII'l llllllll IIU lUli'IU li|/
fa na ra Direita armazem n. 9 ; no mes- \ endem-se ricos chapeos de sol de seda bem flores e he recibida ; un. rnoleque de
7p*Xr.7en. "Se b' "^boaa rom barra preta.bordada, e ditos l.sos para naci, de 10 annos; urna negrinha de naco
ebegadas de Hamburgo homem ditos de cores para senhora bonitos de 18 annos, com principios de engommar ;
I erdeo-se urn reloaio sabonete de ou- leatoio. -m seUS pertences p;r- ro-!r- 3 sat- urna mulata escura rom boa conduela co
ro, mglez com urna corrente tamben, de ou- xas cada urna com urna d-./ia de colher<-s de zinbaelava; na ra Direita n 3
ro e BU chave presa por urna pequea cor- melebior dourado muito lino obra delud = Vende-fe ama otaria no' lugar do Cor-1 hwnmi a Typ. de M. F. du Faru. =1843.
Fugio no da 16 do corrente ou est
occultaemalgumacaa dentro desta cidade a
preta 1-lorencia Angola, de 13 annos, al-
tura conformo a dada secca do corpo nariz
chalo e grosso boca grande com urna quei-
madura namaoesque.da. quo por ler pouco
lempo arada se devulga bem ps gran.ie.s por
ter Hilo mullos bichos, ralla bem aue parece
crioula be muito medrosa qe p..r qualquer
colisa la logo a conhecer os seus le los e an-
daya vendo quando fugio ; levou vestido de
cinta rosa ja dsbotado. con floresamaraltas,
o panno da Costa velho com matantes em volta ;
quem a pegar leve a ra do Crespo n. JO, que
era gratificado. *
Fugio no da 19 do corrente do lugar
Mana Simplicia o escravo Domingos pareco
cnoulo, de 30 annos, boa estatura grosso
do corpo, nariz afiCido sem>arba ; levou
cam.saoceroulasde algodozinho escravo de
Sevonno Jos de iVIendonca morador no dis-
tnclo de Campia-grande, termo da provin-
cia da I arahiba ; quem o pegar levo ao Forlo
do Mallos na prenca de Manoel Ignacio de
Uliveira Lobo que gratificar
Fugio no da 15 do corrente urna negra
denomejoanna, de 28 annos, estatura ro-
gular, gorda, cara redonda, semblante meio
Techado, com o andar pouco posado, com urna
queunadura no braco e um ferida na cand-
a da perna esquerda que a tem enchada a
qual foi escrava do engenho Massiape para onde
julga-se ter ella ido por l ter a mi ; quema
pegar leve a praca da Independencia n. 21, que
ser recompensado.
Fugio no dia 17 do corrente ou anda
pela parte das Cinco-pon tas o negro Nober-
to crioulo de 30 annos estatura mediana,
cor fula olhos grandes com suissas falla
desembarazada levou urna trouxa de roupa ;
quem o pegar levo na ra da Cruz n. 15 que
sera recompensado.
Dcsappareceo nodia 18 do corrente urna
preta .le nome Boza de naci Bengnella no
18 annos altura regular bonita figura ,'cor
bem fechada cabello rapado tem na cabeca
urna marca de ferida ; levou vestido de chita
e camisa de algodaozinho ; roga-se a todas as
utontades polieiaes capiles de campo e
pessoas particulares de a pegaren) e levar a Fo-
ra-de-portas n. 45, que se recompensara.
I'ugio nodia 16 do corrente a escrava
V ictorina crioula, de 29 annos, estatura re-
gular secca do corpo macaes do rosto altas,
niii\o fino, tern urna cicatriz ale... ,J,, sobran-
sell.a esquerda o beico superior Rronso o vi-
rado para cima quando tog intitula se for-
ra e muda o nome ; quem a pegar leve a ra
Augusta n. 19, que ser gratificado.