Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04304


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Full Text
Anno de 1843.
Quinta Feira 19
de Outubro
Anno XIX. N. 226.
Wi ."'- HHMH
LTT1
i'udo agora depende de ns mexmos; da nosst prudencia, moderagao, e energa: con-
uauumo* como principiamos, e icremoi ipomiil com tdniriLfio enire aa KtgSoa mai
cultas. ( Proclamagao di Atsemhleia Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOSCORREIUS TERRESTRES.
Goianna, e Parabyba, eund e eilaa fuirae. Rio Grande do N-He, quinta feirai.
BoniK. e Gartnhuus, a i e 24.
Cabu Serinh.ieat Rio Form.no l'.rlo Cairo, Maceio. e Alaai no i H e2l.
Koa itae Florea > 21. Santo Ullo quima feiras. Ohnda todoa 01 diaa.
UIAS DA MMalVa.
46 SeR i. Marliniano M. Aud. do J de da 2. .
47 YeVtf. Florentino U Re. Aad do J de I), da 3 T.
4$ (Juart. I. Tryfoma M ud do J. He 1). da 1
49 Uuinl. l'eilrode llcnntara F. Aad doJ. de D.di3. T.
2U ^ex Aareli.. M Aud do J. de l d. i. .
21 Jal- i. UmuU V. M. Bel. And do J. di D. da 1- T.
22 "oa>. Snl Mara Salome'.
0 Duno publica-te todoaoa diat que nao orem Sntifieado: o preco d "V,?,l0,*l|0"
''f. de trea iil rcn por quarlel pa-ot adiantados. O annuncioa do tsiigninlas lio inser ^
L grua eoa doa que 11.10 tonta .1 rain da M) ron pnf linlu
A* redama,:.*! deriat aerdiri-
1 N.0e8,
a cata Tip., ra di Cruie N. '..ou ipraaa di Independencia loja de litro
ciiniu.'iNu da 18 de Outubro. compra
CaaabioaobriLondre Jo |}1>4. Ouao-i1odad 6,100 V. f0,5^0
l'aril7j 11 f,ii Iranco.
Liaba llU por 100 deprimo.
N. Iti.dOJ
a di 4,1)00 V OJO
PRAIA-Plt..- i, 800
Perol Lmlamnim 1,500
ditoa Meiicanoi l,e00
Moedadecobia 2 por Mala.
Idea di leuiidi boa firaaa 1 a \ \\\ J.
PHASES A LUAMO HEZ DE OUTUBRO.
LuaCheiaaS, i8 horae 57 4a maQ!i j Lu nota ,1 .3, .. oburaa el C m a m,
Quart. mg. lo, O oo'e 30 i. n. | ^um orno, 30, aoa 2j di a.
Preamar de huje.
1. a 1 uora 18 m. da ouna | 1 horta a 42 di Urda;
Tenda.
47 700
10 500
U.200
1,820
1820
1,8*0
ASSEMBLEA GERAL.
CMARA DOS SF.NHORBS DEPTADOS.
(Concluzdo do discurso doSr. Nebias.)
Sr. presidente, os nobres debutados qu-rem
talvc que nao haja contra os Desembargado!**
senao o recurso cao o shu lugar porsentenca na forma da cons-
tituicao (apocado).
Aqu ha lempo de entrar na questo de dire-
to, na questaoconstitucional, T. presidente, os
nobres deputados nao aclnrao un artigo na
conslituicao para combater o acto do governo,
naoachanto....
Um Sr. Deputado:\ perpetuidade dosde-
putadns.
O Sr. P/ebtaif.-YM falla'rel da perpetuidade dos
magistrados. Se os nobres deputados censido-
rassein \v>r nutra r-inni o auto do overno.nu.n-
ca podiao rtiser que o novern-i violn, esse ar-
tigo da conslituicao. Njs nao temos urna iei de
aposentadora (apoiados). nao temos os casos
os motivos que autorisad una aposeotadoria; e
nao seis; devenios considerar as aposentado-
rias como pena ou como recompensa. Nese e
em outros casos similhantes en n,id a considero,
nem como pena nem como recompensa. Pegun-
to aos nobres deputados:pela conslituicao de-
vo ou nao h.wer umli Iei d aposentadoria ?
O Sr. Urbano:Nao eleve.
OSr Nebias:Naddeve porque? a consti-
tuicad nao di/ nada a este respeito.
O Sr. N. Machado:Porque os magistrados
sao por pe nos.
P sr. Nebias:Rom; mas penjunlo aos no-
bres deputados so a aposentadoria viola a per-
pet-.iidade.
O Sr. N. Machado:-I'ois nao, priva do ex-
fi/cicio.
O ->r. Nebias: Mas nao conserva as mes-
mas vantagens e privilegios, nao conserva o lu-
gar priva do lugar ? Sr. presidente a apo-
sentadoria jamis so deve considerar como pri-
vacao do lugar como demissao dada pelo go-
verno ; a aposentadoria 6 urna manida legisla-
tiva promulgada pelo corpo legislativo de accor-
do com o governo. Ksta aposentadoria pode ser
iundda em muitos principios diversos; esta a-
posenladoria pode ter lugar em muitos casos di-
versos ; entretanto nao temos urna Iei positiva a
esto respeito que marque os casos e os moti-
vos. Os nobres deputados allao muito na per-
petuidade, mas creio, que querem c nfundir a
perpetuidade com a inviolabilidade dos magis-
trados.
OSr. N. Machado : Est engaado.
OSr. Nebias : vista du conslituicao cu
devo considerar a perpetuidade romo aetosu-
joito a interpretadlo. A perpetuidade sujeit.i
a condiedes e clausulas: nao existe artigo cons-
titucional que declare, que o magistrado por
ser perpetuo nao ser responsavel pelos seus ac-
FOLHET3
O DUELLO DAS DAMAS.
1.*
O vALLF.de Carriedo dos sitios mais romn-
ticos da verlente septentrional das Xstunas: pa-
rece que nelle so reuntrao todas as naturaes bel-
lezas para simultneamente real.sarem o ideal
do poeta e do pintor. Vegeto vigorosa o aro-
mtica florestas virgens, 'donadas sobro am-
phitheatro do Bichas varieu-adas; espumosas tor-
rentes, quedesde ocimodas montanhas se pre-
cfpita como artiliciaes cascatas;_ jard.ns quo a
naturesa crlou espontneos, ponsis e fora do al-
cance da ma) dos horneas ; cammiios *"
s.osas lor.uas. que remeda escadas am-
para as nuv.-ns, (r-quenladas SO pela co.ca sel-
vtica ou pelo contrabandista que oonseguiu
ser o seu .ntrepido companh.ro: nada talla I-
nuellapaitagem. verdadeirameole merldiodal,
para lser un. dosseus quadros mats grand.o-
s, rt,, nodem imaainar-se.-No centro deste
especuculoadiniraveldaoosoUloii -orna uila
tos. Eis como a perpetujdade no sentido cons-
titucional sujeita a clausula do bom servico .
porque devo suopdr constitucionalmente, que o
magistrado tcm responsabilidade, quo seri ef-
fectiva. Tenho pois mostrado, que nao so do-
ve tomar a perpetuidade como garants tao am-
pia como querem considerar os nobres depu-
tados.
Falla rio os nobres deputados muito em in-
dependencia do poder judiciario : o primeiro
principio, com que contesto a resolucao. Nao
sei.como os nobres deputados querem encarar a
independencia do poder judiciario. A vista
mesmo da constitui'-o considero muito dife-
rente a independenciu do poder judiciario. A
conslituicao diz: garantida a independencia
do poder judiciario mas no mesmo paragra-
pbo explica em seguiment qual essa inde-
pendencia do poder judiciario quo nenhu-
ma autoridade poder avocar as causas penden-
tes sustal-as, ou la/er reviver os processos (in-
dos &c. Eis-aqui, o que se entendo por inde-
pendencia do poder judiciario.
Disserao os nobres deputados, quo o governo
nao t^m poder algum para aposentar. Nao lia
duvida nos nao temos urna Iei do aposentado-
ria que talvez 6 necessaria que talvoz cst i
mesmo no espirito ta nossa conslituicao para
attender a servicos e para outros lins de titi-
lid>ide publica. Disserr, os nobres de|iutados.
que como os magistrados sao perpetuos, nlo p6-
porgunto eu aos nobres deputados nao podo o
governo com o corpo legislativo fa/.er todas as
lea que sejo deaccordocom a utilidade pu-
blica ?
Um Sr Deputado: E com a conslituicao.
OSr. Nebius :Como que se suppoe ,
quo urna Iei do aposentadoria se oppoo cons-
tituidlo
OSr. N Machado: A conslituicao mar-
cou os nicos casos de interromper-se a perpe-
tuidade.
O Sr Nebias : Se os casos do perda lo
empregocstao marcados como querem os no-
bres deputados regular pola mesma forma urna
aposentadoria ? Involvo a aposentadoria a per-
da de diroito? Ser perda de vantagens tal
qual o governo acaba de a conceder ? A apo-
sentadoria tal, qual so discute, a conservacao
das vantajens, livre dos trabalbos do exorcicio.
OSr.N. Machado: A inlerrupcao da car-
reira, e do accesso
O Sr. Nebias:O nico lado por onde os ma-
gistrados sa5 feridos 6 pelo accesso futuro, que
por vjnlura poderiao ter. Mas os nobres depu-
tados nao querem que a utilidade publica ma-
loca alguma exocpna, nao querem quo se lira
da magistratura um em pregado que por outra
forma nao poderla sair? Nao so Ibes faz Injustica
alguma, nao se faz violen-ia. porque conservao
suas vanlagens.e digo mais at poduin mclborar,
nuil,;
da Vena, graciosamente enllocada no meio do
painel quo a circunda ostentando anda hoje
sob aquello ameno clima as aortas do castal-
io ennobrecido pelos queem o seculo 1G. o
hnhitarao.
N'uma serena tarde do mez do fevereiro de
156-2 divisava-se um cavalleiro, quo a passo
miudosubia pela escarpada ladeira, que fin la-
va no rclvoso roci, sobre o qual o campanario
de urna ermida campeava : era esta consagrada
Nossa Sr." dla Vega, padroeira de muita ve-
neraca; ea sua estividade annual liaba nesse
dia concluido, como annunciavao os repiques
dos sinos, o os magotes do gente rustica
que se recolhia as pousadas, cantando scguidi-
Ihaa ao divino. O liomem que subia osOrroera
I). Felis de Vega, senlior e donatario do solar
o casaos dessa villa, que com seu appellido era
honrada : morador naquelle torrao desdo quo
narxra, no sitio que para assim dizermos seu
pal fundara linha crescido, o prosperado, e
vivido, sem conbecor um instante de desgrana
ou melaocolia; e a doncella asturiana que
posea remalle ventura delta, por ventura que
nao leria as Hespanhas rival na bellesa orno
na graca, e ternura d'esposu. Havia porem 13
das que pola voz primeira depois ao a annos
porque o Desombarsador quo sabe do exorcicio
de suas runeces perde a sua gratiflcacao. mas
fica habilitado para a nobro proflsso de advo-
nado, onde ganha urna quantia maior do quo
essa que resulta de urna gratificaco.
Os nobres deputados fallara muito em per-
petuidade ; mas a aposentadoria nao golpea
essa perpetuidade, pelo contrario vem confir-
mar essa porpetuidade, Sr. presidente, nos nao
temos urna Iei do aposentadoria; poderia ha ver
disposicoes a esto respeito, poderia-so marca,
os casos e motivos pelos quaes devo ter lugar a
aposentadoria.
1 Um Sr. deputado da um aparto quo nao ou-
vimos.
O Sr. Vebias:Desde que os magistrados es-
tao na contingencia de soffror um processo per-
dem parte da sua independencia.
O Sr. Urbano:A conslituicao o determinou
assim.
O Sr. Nebias : Eu poderia perguntar aos
nobres deputados, dado o direito do proprie-
dade aos magistrados, se a nossa constituidlo
nao giiranto tambem o direito do propriedade a
todos oscidadaos, o so a conslituicao mesmo
nao autorisa a dosapropriadio em casos deutili
dade publica ? So a propriedade que mais
independente e sagrada, est sujeita a desapro-
j priaciiO, como achao os nobres deputados onti-
constilucional, ocensurao a Iei, quo por moti-
vos poderosos, eattemlondo nicamente ao ser-
vico publico se limita a retirar estos Desern-
bargadoresduexercio, em queso achao? Lem-
brem-se mais os nobres deputados, que a cons-
lituicao autorisa a fazorleis para utilidade pu-
blica, (guando a constituicao trata do artigo
relativo a RelaeSes, diz, que haver ao Imperio
tanta*, quintas fo'em notessarias paracommo-
didade publica. Supponlia o nobre deputado ,
(|ue se crean boje muitas Relacdes o que da-
nui a alguns annos mister abolir muitas des-
BbS Hela oes ; abolidas ellas nects lerio de licarsem exorcicio muitos Uoseinbar
adores.
OSr Urbano : ~ A que vem sto.
OSr. Nebias: para mostrar, que os Do-
sembargadores devom ter a'gum destino ; c so
nao tem destino, nao vejo outro remedio senao
a aposentadoria Sopponlia-se, que hoja mes-
mo o corpo legislativo resolva, quesedevia li-
mitar o numero dos deputados ; porgunto eu :
o que se havia de fazer?
O Sr. N. Machado da um aparte.
O Sr Nebias: Entilo direi tambem ao no-
bre deputado, quo a aposentadoria urna espe-
ra. Se o nobre deputado eutendo, que o cor-
po legislativo, que o governo actual nao tem di-
reito de daraposontadorias. os magistrados po-
dem reclamar; nesto sonlido .que so pde con-
sidrar a aposentadoria como espera. So ha in-
justica se lia pretoricflO se lia quobra do seu
direito, 09 magistrados ficao com direito para
requerer a sua rcJnlegracio e talve bayer
um governo mais justo urna cmara mais s-
elo matrimonio, a formosa Francisca Fernandez
so achava ausente de seu nobro esposo.
No momento em quo I). Felis chegava a co-
rda do cabero atlirabirao Ihe a attenco os cla-
mores que safio da ermida, e viu um troco de
campooios encolerisad'is, eqoraoio dalles agi-
tada e livrando-se urna mulher bstanlo moca
com urna creanca nos bracos.
Fra, fra a cigana... nao est aberta a i-
greja para taes oxcommumiados bradava a
chusma empuxando a misera para fora da ca-
pel I a
Naosou cigana, nom excommungada, meus
irmaos___contestava a rapariga com ade-
manes do supplicanle. So o 6 meo marido ,
nem por isso deixo de ser hespohhola o catholi-
ca como vos sois; e nao podis empecer-me
que venha requerer para meu filho o baplismo,
que merece tanto como vos merecestes...
Nao ha baptismo para os malditos...
Replicavasem cari lado os fanticos. Vai pa-
ra a cova ios foiticciros ; Satanaz que te bensa
o filho.
A desventurada mai tinba de ceder forca, e
retroceda ja banhando com lagrimas a creanca,
que via reproba; nesto passo, um sacerdote an-
cia, como iieias umitas caas eiiionsuava, ap-
ta que atienda as violencias que soffrflrSo.
Eu nao sei Sr presidente se poderemos
di/.or alguma cousa dessi perpetuidade dos ma-
gistrados talvoz os nobres deputados conside-
ren! a perpetuidade urna condicSo para a inde-
pendencia. A perpetuid ido pilo ser muito boa
garanta, que pode tra/er bons resultados ; mas
tambem nosepododesconhecer,quepodolrazcr
meio do provaricacao, pode ser esteio, cm que
muita gonte corrupta so estribe para mais fcil-
mente sabir da carreira, que marca a honra e o
'levor. Eu tenho muito modo de cousas que
tem carador perpetuo.
O Sr. N Machado : Por exemplo os
senadores.
O vr. Nebias: A perpeluidade dos sena-
dores fundada em outrasconsideracos polti-
cas do nosso systema.
Sr. presidente o poder judi iario ppr;>e-
tuo, como entre nos. perpetuo, como querem
entender os nobres deputados, livre de qual-
quer outra aeco, que nao soja aquella, quo re-
sulta do mesmo poder poiler Inzer bem po-
rigosas consequencias. O poder judiciario, en-
treguo a si mesmo livre de qualquer aocao ,
do qualquer correctivo p do ser muito peri-
goso. Eu poderia trazer exemplos bem proprios
para convencer os nobres deputados; poderia
citar a constituidlo dos Estados-Unidos a este
respeito poderia citar as proprias palavras de di-
versas constituidles americanas que tcm em
vista garatir a |ustica publica c ordena, que os
m gislrados naosejao vitalicios, que sejao tem-
poral ios. Eu nao posso deixar de citar ao no-
bre deputado principalmente um artigo da
constituidlo dos Estados-Unidos. Esta cons-
tituicao dada a um povo culto muito cioso de
suas garantas, o litierdades consagra um ar-
tigo que nao favorece a opiniao do nobre de-
putado. Eu passo a ler: O poder judicial dos
i'Mados-Unidos sera exercido por um tribunal
supremo e por outros inferiores que o con-
grego da lempos a lempos ordenar, o estabele-
cer. Osjuizes, tanto do tribuoal supremo co-
mo dos tribunacs inferiores se conservars nos
seus lugares em quanto se comportaron bem.
Aceito o nobre deputado ao menos um artigo
da nossa conslituicao, que nao Ihe pode ser sus-
poita e qno admiti a perpetuidade no systema
judiciario.
0 fa, Urbano : Aceito o artigo da nossa
constituidlo.
O Sr. Nebias : Eu bem soi, que o artigo
da nossa conslituicao que nos rege, mas tiou-
ce esto exemplo para combater os argumento*
do nobre deputado, quando se funda tanto na
porpotuidado como garanta dos julgamentos
porfolios. Eu lerei outras palavras tao boas, que
servem lano,quando se trata do provaricacao de
magistrados que nao posso deixar deasapre-
sentar ao juizo da cmara. Sao as proprias pa-
lavras do artigo de unid das constituices dos es-
pareceu revestido do sobrepelliz no batente da
porta, chamado ni I i pelo alarido doa rsticos:
a mai expulsa correu a elle animada do espe-
raba I. Felis, sustido por este incidente que
complicava a scena, reprimi o seu primeiro
impulso, que o lovava a aquietar o tumulto; e
chegou-soao lugar da algazarra para molhor in-
dicar a causa o presencial o desenlace. Um mi-
nuto de attenco poz o ecclosiaslico pastor ao
correle duque se passava, o conhecendo sua
ohrlgacao melhor que o tropel de amotinados,
reprehendeu-os de sua uuresa para com a infe-
liz, mulher. Reslabelecido o silencio, pode inter-
rogara mai, quo para seu filho requera bap-
lismo.
Quem s?. ..E donde vens, minha ft-
lha ?... Ihe perguntou com voz meiga.
<( SouJoanna Valds, mulher de um cigeno,
que vaguea nosta comarca: meu marido nao
catholico; mas eu naodeixei de sl-o, e venho
ollcrecer a Deus este fructo que dei luz quin-
se das ha.
<( Anda que chri'laa nao fosso teu filho ti-
nha us a sel-o, .|4 que assim o pedes; porque
as fon tes sacrosantas do baptismo esto paten-
tes a todas as humanas croaturas.
jatn seguiua lenao aaemoestaoo ae novo os

'FMPI AR FNrOIMTRADO


tados d-
BUbi' i'tJniao, quo vou repetir : Todo o
0 d vo da Repblica deve obter gratuitamente
co reito ea |ustiea sem ser-lbe necessario
r mpral-a completamente, esem que seja per-
ijittido recusar-lh'a promptamente, sem de-
mora, o conforme as leis. Tal ve* se diga, que
ludo st< deve ser lejo que todo este conheci-
tnentoa respeitodo carcter de um magistrado
de purgunto os nolires depuUdos; que esperan-
za que resultado so ha do tirar do podor judi
ario, quando elle ten ha de c mhecor deste Tac-
to? Eu respeito ein geral muito o corpo da nossa
magistratura, e nesta p.rle acompanho os sen-
t montos dos nobres deputados que reconhe
erto, que nao existe urra corrupcao gera!; ha
tribunaes mui capazes de fae-justica; mas per-
gunto ao nobre deputado : como se pode lazer
ustica em certos casos como possivel quej
ortos fados subi ao conhecimento de um tri -
bunal?Como possivel exhibir provas a respei-
to de corto* lad-n ? Disserao os nobres depu-
tados, que tase negocio devia ser simplesmente
da competencia do poder judiciario ; mas como
* possivel, que o poder judiciario por muito
recto, que seja, por muito 'lustrado, que seja,
aprecie cortos Tactos,como possivel .queseanre
smtem ao poder judiciario provas.edocumentos
deeertos Tactos? (Rundose trata de urna prevaii-
cacaode urna venalidade.niosei que documento
p>sso apparceer. Ha provas, que escapan a toda
a per pialen do magistrado, ha Tactos, que por
sua natureza sio vastos ; e como querem os no-
bres deputados que apparecio provas, que o
magislr idos solTrao alguma cousa dessas preva-
ricaces em virtude de decisio judiciaria ?
Um magistrado que rico quo tem tao
ponfo pejo que nao esconde o Tructo de sua*
torpezas polo por este Tacto smente ser sen-
tenciado jurdicamente? Se se disser a un
Desembargados. Vos sois aecusado porque
vos traais com grandeza perguntoeu, nao
p'ide nm magistrado dar mil defesas que devem
g'rattcndidas e apreciadas no poder judiciario?
O poder judiciario em muitos casos <> impoten-
te. Se continuassem as cousas neste estado ,
pergunb aos nobres deputados que sem duvida
reconhecem que estes magistrados tem chegado
a um ponto que nao po lem mais administrar a
justica o que se laria delles ? Fieariao invul-
neraveis, e na mesma carreira ? Nao se appli
caria a hem da justica um remedio qualquer?
Poderia lemhrar o correctivo da opiniao puidi
ca o correctivo da imprensa; mas quando o
magistrado desgraciadamente chogasse a esse
ponto temera o conce to piildico ? Ku estime-
ria mnto que a imprensa entre nos estivesse
timbem montada que ormasse por si um tribu-
nal rujas san toncas eopimdes Tossein respei-
tadas pelos empreados pblicos Ku estima-
ra muito que em taes casos houvesso toda a
ficuldade de aecusar que houvessem muitos
meios de remediar os abusos ( muitos a potados)
dos membros de um poder da sociedade. Eu
quizeraque houvesseum rar >aval poltico eu
quizera que esse uso ndmittido no tempo dos
Romanos e depos renovado na I ranea fosse
adoptado entre nos. Eu quizera que cada um
de nos se (i/.esse forte na sua onscicncia que
nio temesse os golpes de urna licenca publica ,
que todos se preparassom com asna conducta
ecuma sua honra para responder aos ataques
que por ventura em da do licenca absoluta Ibes
fossem dirigidos.
Os nobres deputados tem querido considerar
a auosenladoria como golpe de estado. Eu
nao sei que e-ta medida seja golpe de estado
Eu nao quero golpes do estado ; quero que a
sociedadesc|a inais bem montada ; e por islo
mesmo Sr. Presi lenie que eu quero que a
justica nao seja vendida ; por isto que en
quero que se tire do poder judiciario um mem-
!
camponeses, cxpoz-lhes que o meio de expia-
rein seu erro ecegueira era abencoarem ellos
proprius o menino, que acabavad de amaldi-
coar.
Escolhci do meio do vos ( proseguiu) pa-
drinhoc ruad mlia...
Apenas o ministro Jo Evangclho pronunciara
estas palav ras tete de iolerromper com d r o
seu discurso conciliador, vendo que os aldeos
recobrando deshumanos seiilimeutos, Hieda
vio asaltas, todos a um lempo, ao relirareiu
sernurinuraiido outras pravas conlia a presup-
posta cizaa.
gueeisto? (bradou indignado o sacerdo-
te) todos abaiao?... kem um llixir paia enver
gonhur os uiais .'... \o llavera urna luuliV-r
una mai, que se apiade de sua irm em Jesus-
Ctuislo?
E no instante em que esto caritativo chama-
rrelo era pronunciado, sem produsir oeiTeiu.
de que ama so caneca pura aquella bandu se
vol-.usse, cliegava una sen hora pela parte up-
osla a cssa por onde vieru I). Felis: presto des-
tavalg .u ante o pastor disendo:Serei eu a
n.aJrii.hu desse menino.
Eeu 0 padrinbo. >acudiul). Felis imi-
tando I de.scmihciil:i
bro indigno de portoncer a essaclasse; mas|
nio por meio de golpe de estado por meio
muito ordinario. Eu considero esta resolucao
como medida legislativa na qual esta cmara
adopta a providencia tomada pelo governo. Eu
quero mesmo que o corpo legislativo partiihe a
responsabilidade que existir neste acto. Le-
gUa-se sobra um caso particular ; porque nao
estao marcadas as regras das oposentadorias ?
Eu no sou amigo de golpea ; m is quando nao
tivossernos outro recurso quando estivesse-
mos reduznlos a confessar impotencia ou inef-
ficacia dos meios co.nmuns ficariamos com os
bracos presos? Nao deveriauns tomar urna
medida mesmo extraordinaria ? Se acaso os De-
sembargadores sao absolvidos e se entretanto
continuio patentes as suas ma/e las as suas
prevaricares icarigo elles no mesmo poslo ?
Nao daramos remedios aos queixosos que por
ventura os vessem pedir? Tal vez se realisasso
aqu a doutrina de Lamartine : desde que
um golpe de estado, desde quo urna medida
uxtraordmai h necettiria, ella moral e jus-
ta ; e des le que necessaria moral e justa .
da ha de sor bmn succedida ha do produzir
os eeitos dosejados.
Sr. Presidente os nobres deputados tom
combatido a resolucao por outro principio;
'em declarado <|uo nao perleita que nio 6
rompila e de alguma maneira querem auto-
nsar ao governo para pratcar actos similhantes,
ou talvez desojio que esta medida seja extensiva
i outras pessoas que na opiniio dos nobres de-
putados merecem igual sorte.
( Ha um aparte que nao ou vimos.)
Quando so discutio a lei ou projodo quo
lava ao governo autoridade para nomear os
presidentes das Rdacoes. mostrando-se a col
ligio em que muitas vezes o governo se havia
le adiar para tirar de urna relacio um magis-
trado menos capaz de presidir a seus compa-
nlieiros, disserao os nobres deputados que o
jmverno nunca se veria nessu collisao porque
tmha o direito de aposentar os Desembarga-
do res.
Sr. N. Machado Nao disse tal.
O Sr. Nebias : Os nobres deputados ser-
virl'Vae mais ou menos leste argumento. Em-
lim dizem os nobres deputados que o governo
nao se deve limitar a ess-s aposentadoras, e
que a passareste precedente devem ser li-
rados outros magistrados.
Sr. N. Alachado: O Sr. 2. "secreta-
rio e quem disse isto
Sr. Nebias: Nao sei so o governo pre-
tende so limitar a esse acto nao sei se o gover-
no apresentou esse decreto para experimentar
liara ver como a casa se manifestava. Se os no
Oros deputados conliocem magistrados que estn
na ordem do ser oxclu dos da magistratura ,
porque nao os indicio ao governo.
USr. Sabuco: O nobre deputado que
aecusou Ires aecuso os outros.
O Sr. Nebias: Eu nao sou aci.usador e
por nao querer aecusar foi quo a commisso se
limitou a apresentar a resolucao sem este fun-
damento. ..
Sr. Presidente eu queria terminar aqui as
minhas reilexoes mas anda pedirei licenca
para billar um pouco sobre esta maldita opiniao
publica que nunca talla dos empregados hones-
U>s, e que sabe sempre distinguil-os. Ha.por
exemplo na provincia du S. Paulo, um
magistrado muito inelir. ; por toda a parte a
opiniao publica o oceusa de pou.-a dignidade ,
de pouco honrado. Eu estimara que a ma
gistiatura fosse limpa de todas as notas. O
governo marcha neste sentido nos inspira
conlianca. E posto que nao seja pern.iludo
citar o nome do nosso Monarcha as discus-
ses comtudo direi (|ue temos um JMonarcha
que conhece todos os magistrados do paiz.
O Sr. Gatvo d um aparte que nao ou-
vimos.
OSr. Nebias : Bem esta o nobre deputa-
do que, ( voltando-se paraoSr. GalvSo) pela
sua honra muito conhecido pelo Monarcha.
O Sr. Galedo d um aparte que nSo ou-
vimos
(J Sr. Nebiat : Foi suspenso por preva-
ricador ? Eu nio estou habilitad > para respon-
der ao nobre deputado Como i i dizendo ter-
mino as minhas re fiexes com a maldita opi-
niao publica. Noste nogocio trata-se muito,
da opiniio publica elemento de que nio nos'
podernos dispensar.Nio duvido que muitos ma-
gistrados estario no caso de merecer esta ane-
cio. Euconheco, por exemplo na minha
provincia um magistrado muito infeliz ; por
toda a parlo andao as bolsas alraz delle ; nio
sei o que se pretende com esse magistrado ; nio
sei se a opiniao publica falsa.
O Sr. iV. Machado: Isto 6 embarcar urna
bisca.
O Sr. Nebias : Explique-so o nobre de-
pulido porque eu o nio entondo. Eu tenho
muitasatisfacioeui pronunciar-me assim; que-
ro mesm correr lodosos perigos da minba ma-
n feslacao.
Um Senhor : Censure o governo.
O Sr. Nebias : Nio pense o nobre depu-
tado quo por sustentar esta e outras medidas eu
quero enchero governo de arbitrio e sanctfi-
car osados que no meu juizo carecerem de
eensura ; nesta casa tenho apoiado muitas me-
didas do governo ; porem tenho rejeitado tam-
bem muitas. Eu estou convencido que este
magistrado nao gosa do boa repulacio que
est muito comprometido na opiniao publica
da provincia ; e por isso tenho bastante fran-
queza e aproveito a occa>iio para declarar o meu
pensamento cerca desse embregado.
Tunho concluido as minhas reilexoes. Eis
os motivos em que se funda a commissao para
aprovar as aposentadoras de que nos oceu-
pamos.
leiro levando em companhia um sobrinho
menor e um escravo de nomo Joio.
Goianna -Joanna liara India leva em
sua companhia urna sobrinha menor.
Legitimacoes.
Buenos Ayres Joao Francisco do Vascon-
celos Brasileiro leva sua senhora o urna
sobrinha menor.
Inglaterra Tbomaz C. Masn Inglez.
COMMERCIO. "
Alfandega.
Itendimento do dia 18.. ..
Nio ha descarga para boje.
B:779S978
CAMBIOS EM LISBOA.
Em 24 de Jgosto.
Dinh. [ Letras.
Amsterdam.............. 43a/v __
Hamburgo 50 1/8 50 V*... 50>
Londres} |>J \\\..... gf *'/*
( 51 V'aoi'A ... 8V* 5*
Genova................ gig
Pariz5H............... 513 515
Trieste................. 450 455
Valor de metaes e papis de crdito.
Objectos. Compra. Venda.
Pecas de 7S500....... 78810 7*820
Oncas Hespanholas..... 14j450 1 igSSO
Soberanos............ 4o420 48450
Ouro cerceado......... 1 g.940 1 g950
em barra........ 25 26
Patacas Hespanholas.... 920 930
Brasileiras....... 9i0 915
Mexicanas....... 910 915
Prata em barra........ 28 a 28'/*
Aloviiueiilo do Porto.
PERNAMBUCO.
POLICA.
Fra de duvida que leve umita parte a huma-
mdadeno rpido impulso da vontade do Sr. ao
la Vega, que apenas por minutos Coi prevenido
pela pioposicaodosua lulura comadre: porem
outroscnlimento mu humano tainbeiu o lisera
pioxiiuai a ioiuiosa dama, puis que vira cri-
no as predas du mamulla elegante btiliiarein
dous pelos ollios, como estrellas veladla por
uuvem rara.
Enliara loo na capella ; soarao os sino-, e
o menino Flix Paulo V aid.s oi devida e solem-
nemente baptisado, inscnp.oseu nome no re-
Kislo paroclual de .Nossa ara. do la Vega, a par,
dos do nobre hdalgo 1). lelis e da Sra. Paula !
de los Alonles. Nada ltala pode alcancar o nos-
so uitallicironaquella ociasiao a respeito de
ua linda uquasi mysteriosa comadre, esequiz
obier permissao de viaitai-a leve de usar do s.e-
guinle estratagema.Ao deacer pressurosaueo-
te da eminencia, acompanhando a senliora e a
cigana uncontrou os inagutesdo povo quo so
recolhia, e loiiirando-se de por I prova o n-
Koriamodalles, convidou-m pura no diaseguin-
leassistirem ao banquete pelo baptismo do no- !
>o alilhado: lio golotOes como fanticos sem1
reparo ue secoiitradiserein, aeceiiaiao p'rump- !
Lo* c i' %...crCviiieiiio; c uepois ae por eniro
Pessoas despachadas desde dia l. at o dia
15 do cor rente.
Ro de Janeiro Joao Carlos de Almeida
Santos Brasileiro ; Herculano preto es-
cravo de Jos Ignacio Ferreira e Silva; Joanna,
preta escrava de llanoel Nunes Pires ; Luiz.
preto escravo do D. Clara Clementina Carlota
de Unto ; Noque preto esciavo de Antonio
Ferreira da Costa braga; Sebastiio, preto.
e5cra\o do Tbomaz Jos da Silva Gusmio; An-
tonio preto escravo de Francisco Mamede
de Almeida ; Manoel e Jos, pretos, es
cravos de Manoel Concalves da Silva ; Manoel,
Jos, pretos, escravos do Manoel Jos Vianna;
Manoel Jos Antonio, Lusia o An-
tonio pretos, escravos do Francisco Cordei-
ro Rapo/o.
Rio Grande do Sul Bernardo, preto, es-
cravo do Manoel do Nascimenlo Percira.
MaranbaoJoaquim Jos Alves, Brasileiro,
leva em companhia um filho menor.
CearPadre Joaquim Domingues de Car-
valho, Brasileiro leva em sua companhia seos
escravos de nomo Victorino e Hegino ; elfino
Francisco doCJueiroz, Brasileiro;Francisco Car-
los da Silva, Brasileiro; Francisco Hermene-
gildo Tiburcio Valeriano, Brasileiro ; Manoel
Barboza da Silva Brasileiro.
Ass Francisco Jos Pinto Vianna Bra-
sileiro.
Aracaty Manoel Xavier de S Leitao ,
Brasileiro ; Rulino Jos da Silva Brasi-
leiro ; Luiz Gonzaga ae Menezes Lira Brasi-
Navios sabidos vo dia 17.
Liverpool ; barca ingleza Columbas capitao
Oaniel Groen carga algodao, &c.
libas de Cabo Verde; brigue dinamarquez Cou-
rier capitao John Thompson em lt-
iro.
Edilcics.
O Illm. Sr. Inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes manda fazer publico que e/n
cumprimeuto do olicio do Exm. Sr. Presiden-
te da provincia de 11 do torrente, ir nova-
mente a praca no dia 10 de Novembro prxi-
mo vindouro -o meio dia para ser arrema-
tada a quem por menos izer a segunda parte
do oitavo lanco da estrada do P^o-do-alho or-
eada em 20:41.^609 reis, sob as clausulas os-
peciaes publicadas pelo Diario de 19 d'Agosto
prximo passadu.
Os licitantes deverio apresentar as suas pro-
postas, conlorme o regulainento de 11 do Julho
deste anno no dia e hora indicados. .Secretaria
da thesouraria das rendas provinciaes do Per-
nambuco 14 de Oulubro de 1843.
O secretario ,
Luiz da Costa /'orto-Carreiro.
Deca races.
dentcs soltar um epitheto que caracterisava a
turba, D. Felis passou a convidar a juvenil mu-
unnha que nao pode lecusar-se a urna Cesta,
uada em oh&equio uella.
Sepaiarao-s., nolilicando-se a reuniao para
o da niuiedialo no tastello de la Vega, o u. Fe-
lis veto sua pousuda. Vinlo e quairo horas
dipois leve lugar o banquete; alinda madrinha
fra obsequiadu com honra quase reaes no cus-
idlo do la Vega, e l). Feiis lisera dous deseo-
Companhia de Beberibe.
== Convida-se a todas as pessoas livres, e
cativas quequizerem trabalhar por jornal a
so engajarem nos trabalhos do encumenlo das
agoas ; os pertendentcs se poder.. entender no
Becile com o Sr. Angelo Francisco Carneiro,
no Monleiro com o Sr. F'rancisco Sergio de
Mallos.
briiiienlu que consignaremos neste lugar: o
piimeiro, cuiicerueiilo a marquesa dla Puebla
de los Montes, du qual souera quanto cubicara
saer: era urna senuora da principal nobresa do
Madrid, c viuva: o segundo dsvobrimonto di-
zia immediataueule espeitu uo proprio I). Fe-
lis; advertir que seachava peruido do amores
porl). Paula.
2.'
Longo dos olhos, longo do coracao ; diz o a-
daym. lano inuis conhecOru esle axioma a bel-
la Francisca remande*, quanuoos zelos iiuviao
louiuao aseiilo em seu coi u^ao desde o loilietu
em que de seu esposo se apartara. Sabendo que
11. l'elis lao Travo ora de a decios quanto la il de
apuixonur-se Oiiipredoudracom bstame cus-
i uinu jornada iouispensavel para negocios de
familias: e ao mesmo tempo que fasia todo o
possivel por abbreviar sua ausencia. Unga pro-
longaba para dar ao seu marido ou o pruser,
ou a lucio do urna sorpresa. No mesmo dia,
em que emprehendeu vollar a Vega, escreveu a
I). Felis que s ao cabo de un mez poderia ter
o gosto da sua vista. I'orem ao chegar ao cus-
idlo toi ella a sorpreliendida em voz daqueUe
que perleuaia tomar de sobresalto.. Felis
no dia antecedente partir sem diser para oude,
neni quando lomara, esem abracar seus lillios
que entregara a niaos mercenailas: nao contara
com a hospeda, e lacil imaginar-se que sua-
peilas enlrariao nouuimode I). Francisca: per-
guulando a quanto* encomia va com a'sagaeida-
do propria do ciume exaltauo, nao lardou que
soubesso a aventura da capella,e ole lio a condu-
ziu a murada da cigana. Interiogada esta, inno-
centemente relaUu a historia de seus accideu-
taes bemeiiores ; e que por vanea a visilarao,
distnbuindo Ihe ddivas at que a marquesa
lannunciara sua partida para acorte. E com
elleito partiu___perguntou a esposa de I). Fe-
llis sobiesaltada. Antes de hontem: resuon-
rieu a mulher: e sem perceber o elleito de sua
I.I....1........... ,...........,|| M I.. \ -
,......I j w.. ^ ,,niciuuc
tarde larser-me a mesina perguuta; creio que
------^luvioim-una UH.3UIU peiguuia; creio que
MELHOR EXEMPLAR ENCONTR/mn
i


T
5
O cscrivo o administrador da meza de
reas internas provinciaes desta cidade faz.
constar pelo presento a lodos os proprietarios de
itabelecinientos industriaes e decommercio,
que pagao imposigoes provinciaes tacs como
serraras olarias fabricas de chapeos o de
ch irutos, casas de cambios e modas situadas
dentro do municipio do Recita t|ue quanto
8iite> devom satisfazer na repartico competen-
te os referidos impostos relativos ao corren te an-
no financeiro de 18W a I8H e annos ante-
riores soh pena de se proceder executivamen-
te contra todos os devedores. E para que che-
gue a noticia de todos se mandou afixar esto e
publieal-o pela imprensa. Recita 16 de outu-
bro de 18 W. Luiz Francisco de Mello Ca-
valcanli.
rrDcconformidado com a disposicao do ar-
tigo 17 dos estatutos da Companhia do Enca-
namento sao convidados os Srs. Accionistas paro
a segunda rcuniao ordinaria deste anno, a qual
tera lugar no dia 10 do Novembro prximo pe-
las 9 horas da manha no escriptorio da Compa-
nhia ra Nova n. 7. ) secretario B. J.
Fernanda Barro.
__Sendo hoo o dia do anniversario do Hos-
pital de Garidade conservar-se-ha o mesmo
aberto at as 9 horas da noute e terao nelle
ngresso todas as pessoas que o quizerem vi-
gilar.
de 120 barricas com farinha de trigo exce-
lente para bolaxa cm lotes de 10 barricas.
Avisos diversos.
A viso < martimos.
Para o Rio Grande do Sul partir com a
maior brevidade possvcl o brigue Fiel, forra-
do o encavilhado de cobre de que he capillo
Manuel Marcianiio Ferreira; para carga, ou
escravosa rele treta-se com Firmino Jos Fe-
iis da Roza na ra da Mocda n. 7, ou com o
capitao.
Para o Maranhao partiri com a maior
brevidade possivcl o brigue-escunaS. Matheus,
capitao e pratico Joo de Itaos Pereira ; para
carga o passageiros para o que tem excel-
lentes com.nodos, trata-se com Firmino Jos
Felis da Ro/a na ra da Moeda n 7.
= Para o Havre pretendo sahir brevemente a
barca francesa Zilia. de milito boa marcha,ten-
dosido nova mente forrada do cobre, a tem unta
parteda carga prompta ; para Irele e passagoi-
ros falla .se com ^consignatarios Bolli & Cha
vannes. -
O patacho Flor de Maroim, capitao Joao
Jos da *>ilva Papalina, sai impretcrivelmente
no dia 21 do correte para um restinho d.
carga, epasageiros, drijao-se a Gaudino A-
godinho de Barros na pracinha do Corpo-San-
to n. 66 ou ao capitao.
Leles.
"l-jfuinta feira 19 docorrente. se far tailafl.
em lotes de 3 saccas, de muito bom leija mu-
latinho. por conta de quem nertencer; defron-
te da eseadinha do Caes-d'alfandega.
Quinta leira 19 docorrente no armazem
de Fernando Jos lraguez as 11 horas da ma-
nha se far leilo de 30 gigos de vinho cham-
panhe.
__Bolli &Chavannesfan5 leilao por n-
tervencao do corretor Oliveira de grande e
variado surtimiento de fazendas francezas. suis-
sas, e alemas de seda la linho e d algo-
dao. muitasdasquaes sao recentomente bo-
gadas : quinta feira 19 do correnle Cs 10 horas
da manhi, no sen arimvem na ra da Cruz.
= Lfltlio, que faz Joaquim Lopes d'A'riKido,
por intervencao do corretor 'Jlivra, no sen ar-
mazem por de tras do thoalro no da sexta
feira 20 do correte pelas 11 horas da manha .
tamben partirla, porque nao tornei a vel-o.
Nao inquiriu Francisca mais noticias; compre-
hondenoinigma; fea ewola acifrane; e sera
restallar caminhando direita a castalio, bru-
do a entrada a seus criados:-J. cavallos apa-
relhados. cavallos promptos ; carruagem aa-
minho. quero sairj; que se un pai no accesso
de paixao desordenada pode osqucer-se de seus
filhos, a miii tamben! so pode esqecl-os no de-
sesperado augodociume.
3.
A entrada de urna ra estreita de Madrid, con-
tigua a porta de Guadalajara orna lanterna
penduradadefronte do nicho de, l-ernando des-
peda vacillante luz e soturna : aoclarao dbil
intercadente via-se um cavalhc.ro de esta-
tura baixa com sombreiro carrepdo sobre os
olhos mascarado, e de espada a cinta ; pas-
seava lentamente, parando a intervallos, para
advertir, se era observado. Tfioaocegada o silen-
ciosa eslava aquella ra com > agitadas as do-
mis da tumultuosa capital: o embocado ja co-
mecau. a luquietar-so, porque ao trovas dcscu-
t.ria e ludo era mudo ; eis <|uc outro cavalhe.ro,
mascarado tamben. de figura e aspecto em lu-
do similhantes, approxin.a-se dlibera.lamei.te,
e metiendo mao aos copos da eapraS .
voz tenue, mas resoluta.
=Pelo presente convida-sc a todos os r-
mios da irmandade doN. Sr do Terco para
comp.irccerem Domingo 22 do correte as8ho-
ras da manha no respectivo consistorio a fm
de se procedei a eloico da moza regedora para
ounno financeiro.
Permuta se um sbradinho, sito em o bair-
ro de Santo Antonio, que rende 200g rs. an-
nuaes, por urna casa terrea com grandes om-
modos ou terreno para se os poder dar, e que
tendo grande quintal, para um estabelecimenlo,
ou duas casas unidas tendo grande quintal, no
bairio do Santo Antonio, ou Boa-vista; annun-
cic, nao se duvida voltar.
LOTERA DO THEATRO.
9 Hoje 19 to corrente
s 11 horas da manli an-
(Jo as rodas desti loteria.
Hoje 19 do corrente s quatro horas da
tarde se ha do arrematar um moleque, de bo-
nita figun som vicio algum ; quem o preten-
der compareca na porta dojuiz dos orlaos.
= No dia 20 do corrente mez pelas 4 horas
da tarde na porta do Sr. r. Urbano Sabino
Pessoa de Mello, juiz'da primeira vara do civcl,
na ra do Rangel, tem (lo ser arrematada cm
praca publica urna morada de casa de pedra o
cal. terrea, sita na ra da Paz desta cidade. n 3,
avallada em 840S000 res penhorada a Fran-
cisca Antonia Benedicta, por execueao do Joa-
quim Jos Ferreira ; os licitantes devero com-
parecer nesle dia por ser a ultima praca.
= A commissao administrativa da sociedade
Apolnea tem marcado o dia 4 do prximo mez
do Novembro para a ultima partida da mesma
sociedade nesle anno; e convida aos Srs. socios,
que quizerem apresentar propnstas para convi-
dados de as enviaren! a casa da mesma socie-
dade no dia 21 du corrente, mez pelas 6 horas da
larde : advertindo-se, que a commissao esla de
accordo a nao acceitar nenhcima outra proposta,
|ue nao lor neste dia apresentada ainda mes-
mo a pretexto de esquecimento.
__Aluga-se urna casa para se passar a festa,
sita no Poco-da- panella delronte do rio a
qual tem commodos para urna pequea familia;
a fallar na botica da ra do Cjueimado n. 14.
__Aluga se o segundo andar da casa da ra
do Queimado prxima da botica; quem o pre-
tender dirija-se mesma. ,
=.0 bilheto n. 1768 da primeira parte da
decima-quinta loteria a favor das obras do tho-
alro publico desta cidade, perlence ao irinao do
Sr. Padre Mcira da cidade da Parah.ba, e ti-
ca em poder de Felippe Lopes Neto.
=Alqga-se urna escrava para todo o ser-
vico que seja fiel o sem vicios ; na iua dos
dos Pescadores n. 19.
^.Precisa se alugar urna preta para ven-
der na ra. e fazer o mais servico de urna casa:
na ra da S. Cruz venda n. 56.
No dia 19 do corrente, conservar-se-ha
aherto at as 9 horas da noute o Hospital do
Caridade. aonde terao ingresso todas as pessoas,
que o quizerem visitar.
No dia 15 do corrente descncammhou-se
urna letra saccada em 6 do Setemhro prximo
pausado por Manoel Joaquim da Silva a dous
mezes preeisos c acceita por Manoel Antn.o
de Azevedo : previne-so por tanto ao publico,
que nao laca transaccaoalguma com a referida
letra nao obstante nao terendosse p.ra se po-
der negociar.
O bilheto n 20"3 da lotera das memorias, duas salas, quatro quartos, cosinlia fra com.
em que sabio a so.lede oitocontosde reis o banheiro atraz de agoa doce: a fallar na ra
do n. 2878 cm que sabio a de quatro cornos .Ido Vigano noprimeiro andar n. 23.
assim como outros em que sahiro outras mui- O deposito do assucar da ua do Roza rio
tas sortes soflVive loro vendidos na casa do estreita a.ha-se mmente sonido do assucar
cambio do Vieira na ra da Cadcia n. 21. on- refinado branco smenos, c mascavado .
de est a venda o resto dos bilhctc do thea-, e cal muido e de carn,; tildo por mais
lio ; assim como de todas as mais loteras des-1 co.nmodo preco de que em outra qualquer par-
ta provincia, os quaes se troci por outros. te tanto em p .rco como a relalho.
* 1 __. ti..... .... .. ....,,111.1., n li-rro
premiados elles elles
Quem for o dono de dous fardos de fa-
zendas brancas quo foro achados ao p do
guindaste da alfandega dirija se ao arma/em
de Das Ferreira, aonde eslo guardados,
que dando os competentes signaes Ihe >er5o en-
tregues.
No hoteqim da ra Nova n. 67 precisa
se de um homem para ser empregado no mesmo
estabelecimento.desejar-so-hia quefallasse fran-
ecz ou que pelo m'nos o inlendesse eque
tenha alguma pralica do mesmo e que lam-
ben! tenha algum conhecimenlo do negocio .
que alem de ser bem tratado promete-se um
bom ordenado ; e vende-se no mesmo hote-
qim vinhos francezes de todas asqualidadcs,
tanto em barricas como em garrafas licores,
conhac e azeito doce superfino chogado l-
timamente do Franca e mais barato do que
em outra qualquer parta.
as Aluga-so urna boa casa tarrea na povoacSo
do Monleiro por preco commodo com quatro
quartos cozinha fra quartos para negros ,
estribara paaa tres cavallos, com dous quin-
taes murados com porl-o e sahida para o rio ,
e cacimba; quem a pretender dirija -se a tra-
vessa do Veras na Boa-vista sobrado novo de
um andar esolo.
= Alugao-se quatro casas, duas no Atierro
dos Afbgados urna para grande familia por
lermuitos commodos outra junto o viv iro
doMuni/, propria para qualquer estabeleci-
menlo, e outra na ra Imperial, com bastan-
tes commodos e urna mei'agoa na ra Felici-
dade : a tratar no viveiro do Muniz, ou na ra
do Crespo sobrado n. 10.
Constando ao abaixo assignado que pes-
soas suas desafectas tem propalado, queo abai-
xo assignado na qualidado de escrivao privativo
das hypothocas tem feilo escripturas de hy-
potheca em bens a outros hypothocados, o
abaixo assignado convida, que apareta em pu-
blico essa pessoa a quem tal lizessc a excep-
cao porem d'aquelles quo querem hypotbec
nos romancenles da mesma propriedado o a
baixo assignado nao obrigado a dizeraalgeum
ashvpothe.as quo lem feito sim obrigado
a dar certides quando Ih'as pedirem ao que
nao se neg o abaixo assignado agradece cor-
dialmente as pessoas que o tem defendido desta
imputacao ; assim como promolte agradecer a
quem Ihe lem feito urna nputacio Wo inju-
riosa. Jos Alcxandrc Ferreira.
= A administrado dos fundos da extincta
companhia gcral que foi desta provincia e
da Parabiba contina a fazer as suas reunioes
no escriptorio dVlla na Boa-vista ra do At-
ierro l. 36 em todas as quinlas-leiras uleis ,
no meio dia o com ella se podom tratar os
negocios respectivos
No domingo 15 do corrento a tardo ,
soltou-se um cava'locastanho com estrella na
frente, dinas prctas nilo lem andares ; quem
o tiver achado ou na Capunga ou na estra-
da da ponte de U.ha faca o favor declarar
por esto Diario paro se ir buscar e pagar a
dispe/a.
__Precisase de alugar urna casa na 1 assa-
gom da Magdalena para se passar a fesia que
tenha hons commodos para urna familia ; quem
a liver annuncie para ser procurado.
= Aluga-se para se passar a festa as tajas de
um sobrado no Varadouro de Olinda com
Que fazeis aqui, Senhor ?
Faco o que nao tenho tenco de explicar.
Kcplicou o passeante com mais soberba que
firmeza. ,
( Se nao tendes tencao do declarar ne-
cessito eu sab-lo. Eo tom da voz era ja ame-
acador. ,
Oprimcirofez um movimento despanto, a-
companhado de gestos d'indignaco c indici-
ava reunir todo o seu valor para pedir ao ines-
perado interlocutor, que se retirasse. Era
o mesmo que ia pedir-vos. cavalheiro, (replicou
o segundo: necessitode aqui estar s ondees-
pero outra pessoa. ...
Tambein eu espero ; e se o nao levis a
mal aguardaremos ambos.
Digo-vos que nao pode ser..... Segu
vosso caminho por vontado ; quesenao o taris
por tarca. ... F
I Esta ameaca proferida insultuosamente taz
' sem duvida subir ao rosto do primeiro pa'gseun-
te todo o calor do sangue hispano,que Ihe corra
as veias ; porquunto sem consultarse as pro-
prias tarcas Ihepermilliriao arrostar com o pro-
vocador metteu trmulo de raiva mi i espa-
da : o outro o imitou logo, como desejoso de
ovar n* musas ao poder extremo ; e ambos se
I acharao em guarda frente a trente, cuuivuau i e v
= Alu^a-se o segundo e terceiro andar o
slita da ruaf.uia n. 42; a tiatar no primeira
andar do memo.
Prcciza-so fallar ao Sr. Zacaras Rodri-
gues do Sousa ; na praca da Indepeodencia li-
vrara n. 6, e 8.
Aiuaa-se o segundo; e terceiro andar da
casa n. 6 do Atierro da Boa-vista, forradas de
papel no maior asseio possivel urna casa ter-
rea nova com du.s sallas cinco quartos. cozi-
nha fra quintal, e cacimba na ra do Se-
ve por tras da ra da Aurora duas ditas do
13S reis na ra da Solidado urna dita de 10
res na ra do Sebo, um sbradinho no man-
guind Papaterra A margem do rio. muito pro-
prio pnra se passar a festa; a tratar com Mano6~*
Joaquim da *>ilva caixeiro de Francisco \nto-
nio de Oliveira na ra da Aurora n*26.
= Alugao-se duis pretas ainda mocas, o
com habilidades, a 12,000 rs. mensaes: &
tratar na ra do FalcSo n. 18.
VE1TCII BRAVO &Cl
Vendem na sua botica e armazem de drogas ,
na ra da Uadre de Ueot, a 1.
A prepararn snguiute por preco muito com-
modo e de superior qualidade.
Extracto fluido e concentrado de salsa-parri-
Iha d'i Jamaica.
Asmuitas experiencias sobre estas prepara-
cocs tem feito conhecer sabia corporacao me-
dica, que compoe o collegio do Londres, Kdin-
burgli e Huliiin ser ella a nica donde so
p'idem colheros beneficios c salutares elleitos,
que so requerem nos casos, em que so torna ne-
cessaria a indicacao da rail de salsa-parrilha.
V. B. & C nao podem deixar de fazer urna re-
ll.'xao s pessoas, que li/erem uso desta prepara-
v.a.i; que vem a ser o nao abusarem da pequea
'. rantidade, quo prescrevem os praticos ( duas
colberesde crin duas vezes odiaem meio co-
po (I agoa ) visto cada garra (a do doze oncas
contar a virtude de 5 li ras de salsa parrilha.
Na mesma casa tambem se vendem tintas ,
e todos os outros objectos de pintura ; vermzes
le superior qualidade entre elles um perfoi-
lamente branco e que so pode applicar so-
bre a pintura mais delicada sem que produ-
za alteradlo alguma em sua cor primitiva. Ar-
row-Root de liermuda,Sag, Saboneles,
Salmo de Windsor, Agua de Seidlitz, Agua
do Soda,Agua de Seltz,Limonada gasoza ,
Tinta superior para escrever,unta para
marcar roupa,Perfumaras nglozas,Fun-
das clsticas de patente,Escovas e pos para
denles ,Paslilhas do muriato de moiphina ,
e ipecacuanha, Paslilhas finissimas de hor-
tel-pimenta Paslilhas de bi-carbonato de
soda c gingibre. As verdadeiras pilulas ve-
golaes univeisaes do D.r frndreth vindas
deseu autbor nos Estados-Unidos, Se &c.
Arremata-se urna morada de casa de pe-
dra c cal. sita no Attorro dos Amigados; no
dia quarta feira 18 do corrente, na porta do
Sr. l)r. Juiz de Direilo do Civel, Rodrigues
Selle no atierro da Boa-vista.
= Traspassa-sc a chave da taja do Atierro
da Boa-vista n. 1\ com armaco'propria para
cal;ado ou miudezas ; a tratar no mesmo lu-
gar n. 72.
Da-se dinheiro a premio em pequeas
quantias, sobre penhoiesdcouro, ou prala; na
ra Nova n. 57.
de vinganca, como dois rivaes, que sem conhe-
cer-se, presumem que o sio, e receo nao
obstante, destacliar o primeiro golpe, quaes
i,l
Abatido pelo sobresalto c conl'usa, D. Felis
se deixou guiar por sua consorte como o me-
nino por sua mai. Narrou-lho ella o como sou-
menmos.quc se espuntiio do sangue derramado. bera da sua partida da Vega emseguimento da
Assim os dois reciprocamente se estarcavao por marqueza ; como os descubrir e espiara em
encubrir a tur vaco de espirito sob as apparon-j Madrid as funecoes do carnaval, e os col hora
ciasda colera. Novoepungente insulto da par- ; na primeira entrevista, designada para a ruado
te do p.ovocador po/. termo a indecisao : alfa- S.
rao-se os bracos e os ferros se cruzarao. .\-
penas durou um minuto o duell >: aocabodelle
sua vinganva prevenindo a deshonra. I). Fe-
lis, mais leviano do queculpavel, m.r.ceu im-
oorimeiro cavalheiro medio o chao soltando'mediatamente o soj perdao. Passadosnove me-
um arito que Te/, estremecer o outro: acemita zesdepois desta reconciliacao inteiramente hes-
o vencedor a certificar-se de que o seu adversa- panhola nasceu l>. Lope de Vega Larpio, o pn-
rio taosmente n'uma das miios fra ferido, e metro p .eta dramtico dosej secuta,
inclinando-se-lhe disso ao ouvido : Este homem insigne comprazia-se em repetir
Marqueza de la Puebla do tas Montes fcg T0M> CQ estcera ando ser filho de
havemos desempenhado o nosso papel tao bem ma mil eaccrosCentava que o filho dacigana
oumelhor que bomens.Lembrai-vosque vos reno (ie (:arri)!(Jo Cll celebre Felis Pauta Valds :
na mi aquella, a quem (ensles no cor .cao. o melh,)r nterprele de suas obras e primeiro
Nesle relance apparcccu nova personagem na ^ d.Hespanha.
ra de S. Fernando: Francisca, que reconheceu .
I Flix correu a elle, travou-ll.c do braco, e I Quunto a marqueza de la Puebla de los Mon-
mostroo-lhe a marqueta deamaiada que por tes, aproveita. doa seu modo a termel l.cao
orden sua era levada por dois creados. de Francisca, recolheu-se a um moste.ro do taei-
Fina hora mais tarde, a malaria. ;disse ras em Madrid ondechegou a dignidade d ab-
acioaabespaohola).--V.:s, senhor, atada po- badeca; e aluda ha p.utos annos nelle mos-
deisser digno de mim : vinlcpedir-me perdi, travo o seu retrato, fcil de reconhecer pela
.....,-,-"-. ih.-- I funda cicatriz na mao direita.


=s No da 15 do crrante furtarifo da loja
de ferragens da rud Nova n. 2o um brao de
balanca aipda novo de 5 a 6 palmos de com-
primo o qual eslava na porta de amostra; por
iso roga-se a qual |ucr pessoa que dell sou -
ber, ou Ihe lor offcrecido para comprar, que
tenha a honda I; Jo o tomar o participar na
mesma luja que al m de ser gratificado se
Ihe ficen agradecido.
= Jos iiloiiio de Souxi Hinchado rcco-
Iheem seu arma/cm na ra de Apollo n. 20,
com embarque e desembarque do lado do po-
ente, na mure pequea iodos os voluntes de
eneros de qualquer nalure/a c amando que
orcm tanto para sahircm logo como para
se demoraren), pelo que se convencionar com
as pessoas, a quem convier. por um preco mui-
rasoavel. tanto pelo desembarque, como em-
barque o armuzenagem o que muilo con-
vem por nao le car re tos fura do armazem.
J. B. C. Tresso avisa ao respetavel pu-
blico e particularmente aos Srs. Ihesoureiros,
e pessoas eocarrogadas das grejas que abriu
urna tenda, onde fabrica oreaos do todos os ta-
maitos para igreja com trombeta clarim ,
c.oinorno, voz humana, e rouxinol ; dito
org5o ( que sendo ouvido nao tem apare
cido aqui ) a duas linas, a obviar e a chave
de realejo, por falta de organista, ou por
-------------------------------------------------_____ ^ .......
sufficientes para esto pagamento, e vencido! = Na ra atraz da matriz da Boa-vista n.
tanto no juizo inferior como no tribunal da I 29 vendem-se caixaspara chapeos de hometn a
Relacao e finalmente no Supremo Tribunal! 1280e 1440 ditas para chape s francezespa-
deJustica, para onde nterpuzera o recurso! ra senhora a 2560 e 2000 e com tornos para
de revista de sorto que nenhum emharasso! suspender o chapeo a 3 e 4000 a duzia ditas
ler ao perdimentode seu valor e sem incor-
rer no crime de urna transacao dolosa em pro-
juizo de terceiro.
- Quem annunciou no Diario n. 22i que-
rer alugar um soto ou melado de urna casa ,
querendo morar com oulra pessoa em urna ba
sala muilo fresca e com muilo boa vista d-
rija-se ao beco do Peixe-frito venda n. 7.
Deseja-se alugar para aodepois se com-
prar, sendo agrade, um escrava moca, que sai-
falta de saber tocal-os entao se toca com a >a lavare engommar com perfeico; na ra
chave, comosefosse um realejo, ubtendo a da Cruz n. 7 primeiro andar,
mesura voz do u u orgao
nesta cobranca peder encontrar a pessoa, que
tal divida comprar, p"r isso que s tom a pro-
mover a execuco de urna sentenca passada em
juigado; o vendedor commette este ni^ucio pe-
la nica ra Sin de nao poder continuar com as
despe/as, que resta a fa er.
Constantino Jos Raposo faz publico, que
a casa terrea sita no beco do Calabouco n. 20 e
de presente n. 38 se acha embargada por
execuco movida contra Marta Francisca dos
Prazeres como se mostrara em tempo pelo
juizo competente; ninguem pois a vista do pre-
farellodo muito boa qualidade em saccas de 3
arrobas, assim como vinho de Bordeaux em
caixas do duzia por preco commodo.
= Vende-se urna venda com poucos fundos
em hom lugar, muito afreguesada o corr
muito bons tommodos prra urna familia ; na
ra Direila n. 127.
- Vendem-se pecasde bretanha de linho
com 15 varas a 5000 ditas do cambraia ada-
mascadas brancas e de cores com 6 varas a
, 5500 pegas de cambraia bordada com 6 va-
de igreja contendn
nos cilindros a missa os hymnos para todas
as Testas, e dias sanctos do anno ludo reu-
nido na tnesma obra ; orgo para recreio de
casas com machina tocando s a clavier e a ci-
lindro ludo reunido na mesma obra; realejos
com tambor e trombeta para recreio de casas,
comqundrilhas para dancar, pantaln ett ,
poules, trenis finales, e valsas, outro realejo de
todas as dimences para igreja, com a missa, c
os hymnos, com a mesma voz de um orgao de
igreja ; as pessoas que o quizerem honrar com
a sua presenca acharad ja em sua casa algumas
obras promptas ; tambem concerta os ditos
instrumentos e poe marchas novas ; assim
como compra orgaos c realejos ja usados: no
Atierro da Boa-vista n. 3.
O Sr. Joaquim Jos Dias de Scahra
dirija-se a ru do Crespo n. 15 loja da viuva
Cunha Gu i maraes para recebar urna carta
vinda do Porto.
CJuem precisar do um criado para man-
dado de ra on para outro qualquer servico
do urna casa dundo fiador a sua conducta, di-
rija-se defronte do quartel de polica n. 9.
Cjuem quizer alugur um quarto que
carrega muito bem c muito manco pelo
tempo de fesia diiija-sea ra Bella, sobra-
do novo prximo a mar.
Aluga-se urna morada do casa terrea
ltimamente acabada de novo na oncru/.ilha-
da de Belem muito propria para qualquer
familia passar a Testa, ou mesmo para moradia,
por ter soflriveiscommodos ; a tratar no pateo
da S. Cruz, venda de 3 portas bem confronte
a botica de Jos .Mara Freir Gameiro, ou no
sitio do lixm. Senador Manoel do Carvalho ,
no Corredor do Bispo ; no mesmo sitio tam-
bem se recebem alguns cavallos, para so tra-
taren) a ventado de seus donos podendo estes
todos os dias ir vel-os.
Chegou ltimamente vinho de Bordeaux
tinto e branco em barris e em caixas de urna
du/ia de '.), 10. e 13,0000 rs dito engar-
rafado df 240 a 326, Souternes, Madeira-sec-
ca, vinho do Porto, muito velbo Medoc ,
pacas de varias qunlidades diversas conservas
em vinagre e em doces ingieres e francezes ,
charutos da Havana e da Baha ceneja ra-
p roblo estes e oulros muito gneros se ven-
den tanto a reta I ho tomo atacado ; em casa de
Fernando de Lucra na ra da Cadeia-velha n.
16, ounoseu armazem defronte do Passeio-
publico.
para touquinhas Irancezas a 800 a duzia cas-
cos de palhinha de formas modernas, muito
bem feitas a 2400 como tambem so faz ou-
lra qualquer obra pertoncente ao officio de cha-
peleiro.
Vende-se um rozario, pares de brincos
ditos de botoesdo punho ditos para abertura ras a 5000, ditas do hom tom de lislras j
corn diamantes e esmaltes, anneles, alfine- 2880, los de linho grandes mui finos a 6i00
tesdepeitode diversos modelos, um transe- e mais inferior a 4500. lencos brancos com
iirn moderno com relogio horisontal de ouro, silva de cor para mao a 300 rs. ditos bordados
muilo regulador por 40,000 rs. um dito pe- a 320 cortes de cassa de cor a 2240 e outras
queno sabonete ingle/, de prata por 20,000 umitas fazendas por barato preco ; na ra do
sent podera de boa fe contrar negocio algum rs. ouro, e prata velha para desmanchar, Crespo, loja nova de 'antos Braga.
relativamente a dita caa sem se comprme!- diamantes para cravaces urna colher do tirar = J- Jacquesson participa que tem pa-
spa urna dita para dita, urna salva para 4 ra vender diversas qualidades do lindissimos
copos um par de fivellas de ouro um dito adornos de senhora bem como : pentes de
de prata para sapatos e oculos de armaeo ; tartaruga e de hufulo oo ultimo gosto de Pa-
nas Cinco-pont-s n 45. riz riquissimos loques brincos argolas ,
Vende-se urna rabera em bom uso, por voltas para pescoco braceletes alfinetes d
preco commodo ; na ra Nova n. 31. cabello fixos e de balanco correntes de se-
Vende-se urna mulata de 20 annos de guranca para relogio alfinetes de peito para
elegante figura engomma e coso com per- homcm e senhora com retratos os mais deli-
feicao; duas protas mocas de todo o servico cados ; serviros de mesas, colheres, facas e
lavadeirase quitandeiras sendo urna da Costa; garlos de 12, 6 o urna pessoa, para jantares ,
urna dita de 18 annos ; 2 pretos mocos acos- almocos e pora cha e cale, em metal fin
turna los ao servico de campo; urna mulatinha, fMelchior) superiormente dourados ; eslojos
euma negrinha de 12 annos, proprias para Para escriptorio c para sonhora ricamente
mucambas de alguma menina ; na ra do Fo- esmaltados, e outros nimios ohjedos p.-rfei
go ao p do Rozario n. 8. tamenle dourados e th ultima moda. Jacques-
Vende-se urna preta de nacao vende- son roga aos amadores do bom gosto que nao
deira de ra ; no Atierro da Boa-vista n. 3. hajaOde confundirs suas fazendas perfeitamen-
Vende-se a grande casa e sitio, que foi te conoico das, e de cujo dnurado elle garan-
Oflerece-se um rapaz para cobrador de
assouguo ou para qualquer emprego d fia-
dor a sua conducta; na ra de Agoas-verdes
n. 31.
No botequim da ra dos Quarteis preci-
sa-se de um moleque para o servico do mesmo
botequim.
Deseja-se fallar ao Sr. Henrique de Arau-
jojordao; na praca da Independencia, loja
de livros ns. 6 o 8.
Precisa-se do um caixeiro para armazem
de carne secca ; e de urna mulber do meia ida
de, de bons coslumes o que d fiador a sua
conducta para ama de casa ; na roa da Praia,
arma/em n. 37.
CJuem Ihe faltar um barril de vinho di-
rija-se a ra do Livramento, armazem de lou-
ca e mulhados n. 20 quo dando os signaos
Ihe sera entregue.
Da-sc dinheiro a premio sobre penhores
de ouro prata ou brilhantes mesmo em pe-
queas qunntias ; na ra estrella do Rozario
n. 23, segundo andar.
Compras
Compra-se urna mulata ou negra de
nacao, de 20 annos, queseja perfeita engom
ruadeirae tostureira que ho para o Rio de
Janei o : no Atierro da Boa-usta n 72.
Comprao-sc tro/ escravas mocas com
algumas habilidades e que tenhao bonitas fi-
guras: pago-sebem; na ra Velha D. 111.
Compra se urna carteira de duas faces
para escriptorio nova ou em bom estado;
quem tiver annuncie.
Vendas
v,
Quem quizer um rapaz Portuguez de
14 annos para caixeiro de venda por ja ter
.pratica a mais de um anno dirija-se a ra
Bella sobrado njvo prximo a mar.
= Aluga-se o primeiro andar da esquina da
ruado Torres n. 20 ; a tratar com Antonio
Joaquim de Faria Patricio em sua casa de
pasto; e na mesma casa compra-se urna mu-
lata ou preta de bonita figura que taina
perfeitamente coser engommar e co/inhar.
ENDE-se o resto dos bilhetes da lo-
tera do theatro que corro boje, at as 10
horas da manhaa; na loja da esquina do arco de
S, Antonio que vira para a cr = Vende-se una casa principiada no Ater-
ro dos A (logados, da parte do mar; na ra
do \ gario n. 7.
= Vende-se a refinacao da ra Direila n.
10, muito aIregue/.ada ; a tratar na mesma.
Venderse um prelo de 20 annos per-
feito co/inheiro de fogao e forno 3 ditos bons
para todo o trabalbo ; um dito de meia idade
por 2508 rs. ptimo para servir a urna casa ,
e botar sentido a um sitio; um moleque de 12
annos; 3 escravas de boas figuras, com ha-
bilidades urna rose e engomma muito bem;
duas ditas de meia dude urna por 3008 rs. ,
e nutra por 50.000 rs. rozinbao lavao e
vendem na ra ; e duas mulatas com boas ha-
bilidades : na ra de Agoas verdes n. 44.
\ ende-se eh isson de primeira sorte a
O juiz da irmandade de N. S de Gua- 2560 a libra, chocolate desade fabricado pe-
delupe da cidade de linda avisa a todos os ir-! lo novo autor a 320 i, libra, bichas ultma-
meos da mesma irmandade que no dia de S. mente ebegadan a 8000 rs. o cont e em pc-
Simiio 28 do corrente. pelas 9 horas da ma- quenas poiccsa 1( 0 rs. cada urna exceilente
nhaa ha mesa geral para eleito dos novos em-' retroz de todas as cores para marrar, muito
pregados, que hao de servir na meM rpgedora fino em enrreteis a 80 rs sapatinhos para mo-
da mesma irmandade do presente onno de nios a 320 e outras muirs miudc/as por
1843. que acaba no de 1844, e para que preco commodo : na praca da Independencia ,
cheguea noticia a todos se faz o presente an- n. 39
nuncio.
Na ra do Hospicio n. 36 ha quem pr<:- ] nitas figuras : na ra Velha n. 111.
tonda vender urna disida de mais de ronto de Vende-se potassa da Russia nova, em
zc;3 puf cu jo debito ja ui (uisauo o devedor casa de Siaiiot'i Ignacio de Oiiveira na praca
que mora muito porto desla cidade, e tem bens j do Commercio.
do Handeira, e hojo do Jos Antonio de Azo-
vedo Santos: a tratar no sobrado do dous an-
dares junto ao mesmo.
Vendem-se mantas c chales de seda do
melhor e mais moderno goslo, rhegados agora-
na ra do Qucimado n. 25, loja de Guilher-
me Selle.
\ = Vende-se um Diccionario da lingoa fran-
ceza por Napolen (.andis utilissimo para
quem se auer a perfeicoar naquella lingoa ; na
ruado Cnbug n. 10 defronte do cerieiro.
= Vende-se urna casa terrea larga, com
grande quintal murado e cacimba; e um es-
cra\o bom aratuzeiro e caranguigeiro ; na ra
da Conceicao da Boa-vista n. 14.
Vende-se muito bom milito tanto a re-
talho como em saccas a 4500 e o alqueire a
1920, e urna porcao do azeite de carra palo a
1280a caada: no depositodo farinha do man-
dioca no pateo do Carmo sobrado novo jun-
to a Ordern lerceira.
Vendem-se meios bilhetes da lotera do
theatro ; na ra do Cabug loja do miudezas
junto da do Bandeira.
\cndcm-se bilhetes e meios ditos da lo-
tera do S Pedro Mrtir d cidade de Olinda ;
na ra do Cabug loja nova franceza n. 6.
= Vcndem-so saccas com farinha de man-
dioca a 2,000 reis ; na ra da Cadeia-velha
D. 35
=- Vende se urna boa tipoia ovelhas com
cria boas leileiras, e carnciros mancos ; no
Atierro dos A (Togados, armazem do sal de
Francisco Xavier das Chagas n. 218.
Vendem-se meios bilhetes da lotera do
theatro; no Atierro da Boa-vista toja de sa-
patos n. 24.
Vendem-se cambraias adamascadas de
Indos padrees a 4500 e 5000 ditas borda-
das com 8 varas c meia a 4600, lencos finos
para mao de senhora a 480 : na ra do Cres-
po loja n. 23.
Kissel relojoeiro junto ao arco de S. An-
tonio contina a vender relogios patentes, e
horisonlaes tantos novos como de segunda
mao por preco commodo
= Vende-se urna porcao de chiTres vindos
do Caer ; na ra da Cruz do Recite n. 52.
Vendem-se dous cavallos, um russo,
carrega e esquipa eo outro melado, carre-
gador baixo e sem achaques, por preco com-
modo : na ra das Cruzes n. 40.
Vendem-se meios bilhetes da lotera do
theatro a 4320 ; na praca da Independencia,
lejas ns. 38 e 40.
V ende-se ladrilho de marmorc ; na ra
da Cadeia do Brcife ns. 12, e 14.
V ende-se por 5S rs. um Atlas gcogra-
pli co por Simcmourt lindo 47 cartas ou-
tro porC. Piquet por 3g ts e urna ramma-
tica Italiana por 640 todos estes livros em
bom estado : na travessa das Cruzes n. 8.
= Vendem-se bahus e jogos de malas, por
preco commodo : na ra do Collegio loja de
bahu/eiro n. 15.
*-: V endem-se cortes de chal de la e seda
de novos e belsimos padrees (azenda que ha
too brilho e aduraro com muitos objectos
mal dourados ou lao somonte envernisados ,
deque estao recheados muitos arrna/.ens de'
miudezas o canquelherias, eternos alcaiades ,
tao somante proprios a ornar as psrtileiras das
lojas Km fim a vista he que ellos poderte"
julgar da grande dilTerenca se quizerem ter o
trabalbo dedirigirem-se em casa doannuncian-
te no hotel da Uniao ruada Cadeia do Re-
cife onde achao-se tambem a venda as ver-
daderas medalhas do casamento do Senhor D.
Pedro Segundo. As pessoas que compraren)
para cima de 100g ters" urna remessa de 10
por cento.
ss Ven.Ie-seum terrenj com 110 palmos
de Trente, e 600 ditos de Tundo no lugar da
Baixa-verde estrada da Capunga corn casa
de telha e cacimba de pedra e cal; na ra da
Cruz no Recite n. 28
= Vende se Jacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro podras de marmore redondas
para mezas de rncio de sala, de muito bom gos-
to ditas para com modas cadeiras america-
nas com assento de palhinha camas de vento
com armacao marque/as, sotas, mezas do
jantar camas de vento mui bem feitas a 4500,
ditas de pinho a 3500, assim como outros mui-
tos trastes ; pinho da Suecia com 3 pollegadas
de grossura dito serrado dito americano de
diflerentes larguras e comprimentos ; assim
como travs de pinho, e barrees ; na ra da
Florentina em casa de J. Beranger n. 14.
= Vendem-se chapeos francezes ebegados
pelo ultimo navio a 7000; na ra do uei-
madon 11.
Escravos fgidos.
Vendem-se duas escravas mocas, de bo-J presentemente do melhor gosto para vestido.
havendo maior capricho ern ter nao s esla ,
como outras ; na ra do Cabug" n. 16.
=. iirn casa de B. i.asserro r Cornpanhia ,
ra dai'enzala-velba n. 138 atha-se a venda
Furo 1 escravo alto, secco do corpo. re-
presente ter 50 annos, tem uns talhos pelo
rosto que he (eito por signaes que coslu-
mao fazer na nacao do mesmo do nome Joao,
de nacao Angico; outro de nome Antonio ,
de estatura regular de 25 a 30 annos bei-
cos grandes olhos aperlados ps um pouco
a palla lados, crtr preta ambos sao muito la-
dinos sahirao aoamanhecer do dia 8 do cor-
rente ; quem os pegar levo a seu senhor Joa-
quim da Silva Costa noengenho tinga ou
na ra das Trincheiras n. 48 que sera grati-
ficado.
Fugio no dia 13 do corrente urna preta
do nacao Angola de 45 annos, baixo gros-
sa ps e maos foveiros rosto feio, foi es-
crava noRio-formozo,ou Serinhaem ; quem
a pegar leve a praca da Boa-vista n. 14, que
sera gratificado.
= A 19 de Setembro fugio do engenho Co-
vas fregus de S. Loureneo da Malta o es-
cravo Jos, de nbcao Costa com signaos da
sua trra no rosto e alm destes em um
lado urna cicatriz de urna pancada que levou,
procedida da qual tem a maca mais alta re-
presenta ter 33 annos altura regular, secco
do corpo e pernas finas suppe-se ter ido
paraosertao; quem o pegar leve ao dito en-
genho que ser gratificado.
lisura: na Typ. db M. F. db Faria. = 184 3


Full Text
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