Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04237


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Full Text
AfcN< DE 1&41. TlRCA FEIBA
Tudo gr* depende de no mearan* ; da noesa prudencia, modera-
dlo e eoeraia t "CiSitinuernos- cerno principiamos, e sereoiot aponladot
om adarafo enire aa Nacoe nai* culta.
Proclamaco da Aaaenblea Geral do Brasil.
------------------ alna
gos adiantadotf
lndependen-
Suhcreve-se pare esta folh a ifooo por quartel
qesU Typografia ra das Cruies U. 3 e na Praca
a, n. $7 e 58, onde te recettem correspondencias legalisadas e an-
ouncios, ituarindo-se esles gratis sendo dos proprios assignante, a
iodo asagoarioc.
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
>Seg. e Sextas ferias.
Odade da Parahiba e Villas de su pretenco .
Dita do Rio Grande do .Norte, e Viiias dem.....
Dita da Fortalsu e Villas dem ........
(Cidade de tloianna .........? _.
Cidadc de Olinda.....................< Todos os dtasj
Villa deS. Anto..................... Quinta feras.
Dita de Garanhun e PovoacSo do Bonito ......... lo, e ?\ de cada me
Ditas do Cabo, Serinhaem, Rio Fornooxo, e Porto Calvo. II, e i\ dito dito
Cidade das Alagoas, e de M acet.... .......dem dem
Villa de Pnjn de Flore....................dem i\ dito dito
Todos os Correoi parten ao meto dia.
PHASES DA LOA O MEZ DE FEV.
La Ckeia
(luart. naing,
La Nova
Quart. cese
a 5 as i h. a 41 m. da tard.
a |5- as 4 b. e .6 u. da man.
a 71 as 8 li. e 5S tn. da man.
a a8 as 5h. e 40 m. da maa.
Sare chtia para odia -ib de Fevereiro,
As 6* horas 6 minutos da ra As 6 horas a 3o minutos da tar le.
23 de Feverriro, Nw. 4?.
"j-------------*j-------------------. ''' i i
CAMBIOS. Fvbabim aa
oMwlies......Si d. por l'ooo ced.
Lisboa ......8o por o|o premio por metal ofierecido.
Franca......31o reis por franco.
Rio de Janeiro no par. Cnmp. Vendas
UR Moeda de 6gioo reis, velhm ljoo 14fio
, l'i'a ,, novas i<# .o iOHoo
Ditas de jooo reis, K*ioo 8ioo
PrtATA Pataces Krasileiros ----- i#fo ijtifio
l'eiOColiimnarios---------- ii(i o 1068a
Ditos Mexicanos ------ i54o ifjio
M Muida.-------........1J440 1 rio
Desc. de bilh. da Alfandega 1 ifi por looao mer- 1 o|o
dem de letras dehoas firmas 1 ip 1 if{
Hoeda de cobre a a 3 por 100 de disc. ao par
DAS DA SEMANA;
ai Segunda S. A Cadeira de S. Pedio era Antioquio. Audiincia da iui
de I). da ? vara.
i3 Terca Laaro Moug:. Relaco e audiencia do Jos de Direito da
1. vara.
ii Quarta de Cinta >J< S. Malinas Ap.
i5 Quinta S. Cetario M. Audiencia do Juii de Direito da 3j
vara.
a5 Sexta S. Torcato M Au 'tencia do Ju: de Direito da 1. v.
27 Sabbado S. Leandro Are. Kellaco e audiencia de Juii de D. da
3 vara.
a8 Domingo 1. daQuaresma S. R >oio Ab.
PE R NA M BUCO.
DIVERS\S REPARTigOENS.
ALFANDEGA DAS FAZENDAS.
Fd^tAl.
Jarome Gerardo Mara Lumachi de IM-
Jo, Inspector i n teas no ra Alfandega faz sa-
ber, que no dia a5 do correte, pelo meio
dia e na porta da mesma se lia de arremata,'
f m hasta publica o legointe inpiindo'pe -
lo Amanuense Gonstlo J se da Costa e S
Jnior, no despacho por factura de Domin-
gos lose Vieira ; a saber : Uo Oratorio de
Jacaranda, urna Imagpm do Sor. Curcifica-
do seis Imsgpns de N. S. da Coceeico.
um Santo Antonio, dous Meninos Dos e
um S Caetano, tudo coro seus pe tences de
Inspecco das obras publicas igdeFeve- expeca diplomas aquelles individuos quetn vallo ; df2e meia horas de aturado trabalho!
tro de 1841. competir. j oslo ainda porque acintosaraente foro ad-
reiro
Aloraes Ancora*
Pela Administraco Fiscal das obras pu-
blicas se lia de comprar em hasta publica,
a quem por menos vender, os gneros abai-
xo declarados para renovapo do Caes, e
a mais da entrada do Norte da ponte dos Cir-
valhos. A saber : -
Dusentas estacas de mangue de trinta
palmos de corrfprido e um de testa mil d-
denlos e quarenla e cinco ps de taboado d pi-
nho, dois paos de quarenta palmo- e coito em
quadro ; dous ditos de trinta, e a mesma
grossura cem pregos de cinta, tres mil di-
tos de batel grande, cem carros de burro,
noventa carros de pedra quima mil lijlos
d'alvenaria setecentos e seis ramos de pe-
dra de cantara lavrada com dous palmos de
o
del
O Presidente d'Assemblea ouvindo 1er, diados para o anno de 18} t, e para os ulti-
parecer decedio que o nao submetlia a j naos dias da presente Sessio. em que neces-
liberaco da Casa por duas rases : prima, sanamente se nao pndem decidir, muitos pio-
jectos e que projectos Cearenses l projectos
destimma utilid-ide publica qne ten Lo a
prata, no valor de i5oU reis sendo o arre- largura e um de grosiura.
multante sugeito ao pagamento d.is direitos.
Alfandega 19 de Feveir > de 1841
Jacome Gerardo Mara Lumachi da Vello.
CORRfclO
O Rrigue Portuguei Primavera de que
Capilo Jos Carlos Ferreira Soares sai pa-
ra o Porto no dia a'j do coi rente.
OBRAS PUBLICAS.
Fm virtude das ordens do Ex no. Sr. Pre-
sidente da Provincia sao poslas em pracas
para sereno arrematadas as obras dos 7, e8|
Uncos da estrada de Santo Anto avalladas,! "j, da segunda decima de mo mora,
asdoi. em Rs. 75494098 e as doa.em de barcM do inlerior que tem marcado
diante 3a;44U576. | ,|mo do corrente mez de Fevereiro pa*
O limantes sao convidados a comparecerem ^ ga tisfaserem 0 que deven findo este
devidameute habelitados de nadores idneos ,;_.. _____,_ .,,;ami0 conlra os
ello rifas,
As pessoas que quiierem vender ditos g-
neros podem comparecer na salla da Ad-
ministraco no dia 6 do corrente mez, pe-
las 11 horas do dia para darem seus lan-
os
Administraco Fiscal das obras publicas
9 de Fevereiro de 1841.
Mouraj
Administrador Fiscal,
O Administrador da Recebedoria das Ren-
das Geraes internas, pela ultima vez avisa
aosdevedores do imposto de lojas abertas.de
es e carrinhos de aooo e 1U000 por
nos dias ai, a5 e v/ do corren
lugar a arremalaco nesla Reparlico, aonde
se cliao patentes lodos os das titeis a horas
do expediente as escripces e orcamentos das
obras e as condice* com que devem ser ar-
rematadas.
Inspecco dos obras publicas 9 de Feve-
reiro de 1841.
Moraes Ancora.
Em virlude das ordens do Exm. Snr. Pre-
sdale da Provincia be posta em praca para
ser arrematlada & obra do milhoramento da
estrada do Parnamerim junto a Santa An-
ua avaliada em Rs. b;686Ui-'9
Os licitantes sao convidados a comparece-
rem devidamente habelitados da fiadores i-
dvneps nos dias a3, a5 e ij em que ter
lugar a arremalaco nesla reparlico aonde
se-chao ptenles lodosos dias uteis as horas
do expadiente a Descripgo e orcamenlo da
obra, e as condieces com que deve sei arre-
matada.
Inspecco dbs obras publicas i2 de Feve-
reira de i84ia
Moraes Ancora.
O abaixo asignado ainda precisa de officia-
es de Carpiua para a obra do Hospital da Sole-
dade, e convida aos que se quiseiem empregar
a comparece! na mesma obra ou nesla repar-
*'co
Inspecco das Obras Publicas iqdeteve-
reirode 1841.
Moraes Ancora.
Para a obra da Casa do Jury s o necessario
officises de Carpioa, e srvenles livres : os
que quiserea; irabalhar nesta obra apreseo-
lem-se ao abaixo assiguado.
uure .uunua mandar proce,|er executivamente
te que tera O|nssog Asim como os que tem f<
cuidem em satisfaserem oque devem d* si-
sas e nao queiro com frivolos pretestos il-
Itidir a lei.
Recebedoria das Rendas Gerae Internas
18 de Fevereiro de i8i.
Francisco Xavier Cavalcante de Albuquerque
Exposiqo dos extraordinarios acontetimen-
tosdodia 18 de Desembro de 1840, que
tivero lugar n'Assemblea Legislativa Pro-
vincial do Cear, ollerecida aos habitantes
por oppor-se ao refeudo artigo do Regiment
que nao poda ser Iterado se nao pelos meios,
que o mesmo Regiment tem marcado no art.
i3l, que diz nenhum arligo do Rgimen-
toser mudado, ou alterado, se nao em
virlude de huma indicaco que dever pas-
sar pelos termos das mais indicares : secun-
da ; por que liia contra o a venciJo n'Assem-
blea que tinha decidido que nao s o su-
plente de qne se trata como mais tres fossem
chamados para o que se tinha communicado
ao Govern > a fio de ex pe lir as convenien-
tes ordens ; devendo-se advenir que es
lando na casa o primeiro Secretario d Assem-
blea o Doutor Manoel Theofilo Gaspar de
Oliveira membro da mesma Commisso
nera se qtier foi consultado ja talvez com o
ilustra fim de passar de surpresa acto to il-
ligiiimn. e escndalo*.
Esta justa sustentaco pois do Regiment
da Casa irriltou de hum m-ido inconcebivel
a esses, que boje formo huma maioria ; por
que os legtimos Representantes da Provin-
cia nao podero comparecer em consequ^ti-
ria da roaior parte delles habitar grande
distancia da Capital, e faser pouco tempj ,
que se linho retirado por amor do addiamen-
to cap'ixoso e nutil do V. Presidente de
Provincia Joo Fsrundo de Cauro e Vleneses;
e mesmo pela m estaca > q > nao permilte
vagens, alem de muilo de proposito ter-se
designado quasi pira o mesmo temp di reu -
nilo d'Assemblea odia d rias, sem duvida para colocar os re prese--
tanlesda Provincia em hu-na terrivel colisa),
ou de des tmpararem as eleices e deicharem
oGoverno alcancar completo triunfo, ou de
nao assislirem a As emblea e consenlirem
essa hoje an irehica, e prfida maioria Irans-
tornar a Provincia cora Leis subversivas d
crdetn da Conslilliico e contraria to-
dos es principios de Direito Publico Univer -
sal.
Renliida foi a discussio que houve de-
poisdajusla dtciso do Presidente queren-
do esa maioria turbulenta faser que a sua
vonlade fose o Regimeato da Casa duas bo-
da Provincia pelo Presidente da mesma rgg rr0 intilmente consumidas nesta ques-
Assemblea, o Bacharel Miguel Fern.ndes
Vieira, Juiz de Direito da Comarca do So-
bral.
O abaixo assiguado. Presidente d* Assem-
blea Legislativa Provincial doCeai, ulga
do seu imperioso dever dar ao publico o co-
nhecimenlo dos desordenados acoulecinientos
lio mas em 6m a deiiso do Presidente pre-
valeceo sero duvida ; porque hum maior at-
lentado se premeditava executar como se
executou, Cearenses l
.Novas tentativas de desorden apparecer > ,
novos motivos de irritaco se desenvolvero ;
novas coulradicces partiro dessa efmera
lia se ralava de raiva e lu-
occorridos na sessao do dia 18 do corrente, e u.a.ona : ora ella
ames de entrar na exposicao dos mesm .. a- ror por ver que as materias ^ descU ,ao e
cbadeneress.dadedarumasucc.nla ideo, do sed.scul.ao com consienta por dous Uepuu-
que ja havia sucedido na antecedente Ses- dos da oppos.c^o qu, eslao .nUmamen.e con-
sao.
vencidos que a discusso das materias he que
Havendo na casa numero suffici nle de De- }Ml d luz. que da ao publico Leis menos
putado par. se abrir a Sessao, o Presdeme impe.lc.tas .le que tanto nccessiU1 Pro
d'Assemblea declarou que ella eslava aber- vmcia : ora ella roubava o lempo, que lem.a
U e d"S de appo'vLa a acta foi lido se passasse em discusses ole .0 p..
pelo rr da Commisso de Con^.i.uicao e questes fr.volas odiosas, e meramente de-
Pode.es hum parecer, que aulhorisava reprrseotaco pessoal. _..., .._
Assemblea a chimar hum suplente sem as Hum requei .ment fo, "?^ ^eM
lormaldades prescriptas no Kegimen.o da pelo .Secretar.o do Governo. ped.ndo proro -
(Jasa arligo la, quando esta faculdade ,0 he to da Sesso ate final.sar-se a orden do
concedida pelo dito artigo aoGovemo da Pro- d.a oque .mpo.tava o mesmo que huma
vincia por partecipacod' Assemblea o qual sessao quas. permanente que du ou a tei.a iima 1 P j
ordena Cmara Municipal da OpileJ 0.00 otio e me.a horas da uotte sen o menor nter- lihdade publiea.
derramar a inslrucco elementar era nossa
Provincia ; esta iustrucco sen a quil ne-
nhum paiz se pode d.ser civilisado e conhe-
dor de seos direitos ; esta inslrucco fonle de
todos os conhecimentos e bens que pode
pissuir hum povo ; e para que Cearenses l
Para faser passar hum projecto que linha si-
do dado pira dissusso na ultima parte da or-
den do dia com o qual se pretenda revo-
gir a lei de i de Setembro deste anno sob n.
ai, que garanta a sorte dos bous servidores
da Provincia.
Taes ero as vistas desorgatiisa loras dessi
maioria ; que pa a conseguir seos pernicio-
sos Gns tinhi em menos pre$o as praticas par-
lamentares de todos os pases ; os exemplos
mesmo o principio vital de nosso Direito Publico
Constitucional que nenhuma Lei s;ja eita
sem ulilidale publics ; utidide publica,
conven uotir Cearens:-s, que en hun mes-
roa sess > se nao plia corinecer, aind. quin*
do a Li tivesse sido executala o quedes-
gracadanente nio tem acontecido ; en liu.ni
pilavra o proprio R^ginanto que nio per-
mettindo que hum projecto regatado--se
possa tratar rniis del le ms Sesses d> mes-
mo anuo tera estatu lo por huma miuru
de raso, que huma Lei eita en hum. ses-
s) nao possa serrevogida na mesma.
Esta escndalo parlamentar nao feria a
consciencU dessa maioria m nnentanea a pa-
sar dos luminosos discursos dos honra-
dos destin'o. dapuUdoi di oppjsi-
to quetocirio convkvo de qiea de
boa la e despido do sordid > interesse pessj-
al s en"irasse o mellioamei.to red doip.iz,
mas a estes se respo.dia com .huas insul-
tos e p.rles acrimoniosos, com que a cada pis-
so perlt.rb.vo os trabilhos dandi lugir ,
a que mnitas veses o Oepu'ado di opiosi-
co, que estava tillando, fosse iu.erro.npi-
do en seu discurso sem que v illecem as a 1-
moestaces do Presidente que o chamva a
orden ', e qna ate vio-se obig.lo a usar do
recurso que Ihe fa-.uluo ReAaato nan-
dando assustar-se ao Depata Jo da n noria,
o Padre Siboia queda inju-iis pjisoies c-
comulavaodeput.. di oposito oJuz de
Direito da Comarca do Ara-uti o joior
Antonio Jos vlacludo
Kis a conducta i. regula, e revolt inte dessa
precaria maiori en todo o periodo de,t*
deigracada Sessao, que ha de nolor as pa-
ginas de uossa historia pailineulir, e que
de* omitiste exenolo de ira moralidad* ao
povo Crense. Aprorrogico em fim con-
cluio-se as horas ja dediraJis a orJe n di
dia seguinte Im dir-se. qoaoiJ dous deou-
lados uessiniior.a. pedilo e.psUf, re-
querero quefossen dsJ.s piraaqailla or-
dem do dia muilos projectos da naluresa d-
uuelle que deo logar a esta qom perna-
oenle Sessio e ouiro que tenda a relormir
o regiment na parte lel.l.va a tormav-ai da
Meza, a qual devn imediiUmenle ^er elle.la,
estando imediamenle a lindar sua sessao or-
dinari. projecto por Unto de aeohuiua o-
1


D A RI O b E PERNAMBCO
*
O Frasidente depois de prestar alinelo a ( nenVium peso leve para ama maioria virulen-
ceos requerimentes, fundado no Rgimen- ta, que quer vencer inda que seja tnister
to da C?a arls. 84 e 85 deo para a dita emprear a (orea fnica arma ordinaria dos
eidem do dia as materia que julgou mais qumenos raso lem. Em consequenca o
itileressanles e levantou a Sessao impe- Presi lente sustenlou sua deciso apoiado
ditide desparte que a discusso sobre huma em differentes arligos do Regiment que leo,
materia, que nao era ordena do dia nonti- apesar do choveiro de iusultos e inprope-
pluM.ee quando a noite estava adiantada os rios que se llie assacav-aS a cada huma sua
c spiritos sumisamente irritados, as galeras palavra d'ordem ou quando explicara os di-
emagitacao; o interior da Caa apinhado de tos artigos do Regiment em que se baseou
es-oes, que de momento (a momento dava para nao differir o requerimento, conforme
signar s de inquielaco rontra os roembros da queria seo auctor.
opposico, varios soldados circulava a Ca- Oulrosrequenmentos igualmente absurdos,
ea ivizos havi sido dados acs Deputados porem diversos do primeiro apparecerao so-
da opposico que se pretenda alten lar con- j bre a Meza ; a simples leitura deltes, feita
tra sua existencia caso nao annusse o Pre- pelo Presidente d'Assemblea dando-lhe a
idente d'Assemblea as requisicoes intempes-'conhecer, que se pretenda dar a Assemblea
livas da maioria ; quando hum Deputado da direitos, que compelia ao mesmo ; como por
opposico linlia requerido que luzes se pu-
pedido a palavra para sustentar o direito do
Presidente antes de entrar, na materia, per-
guntou a maioria se ella tinha intenco (co-
mo dos seus discursos se deprehendia) caso o
Presidente nao annuissa ao arbitrio que
tra as formalidades prescriptas no Regiment'
A maioria oceupando a anhellada Presiden-
cia os fez logo entrar ctfnfprira-se seuj
desvairados capricho* e sordi los interesas
embora para isto iossem calcadas todas as leis
queria arrogar a si a Assemblea de empre- | do honesto e do decente ; erabora se desse a
gar a forca fizica ; porque no caso de affirma- Provincia ette destacado exemplo de corrun-
essem as galeras recelando hoirvcis at-
tentados, que era fcil decommetter como
auxilio da escurido da noite e quando nc-
nhurna prolerco te cferecia da parte do Co-
remo.
O Presidente retirou-se com press o que
talvez mnito Ihe valesse a desordem como
]he constou e he publico nesta Cidade a-
inda contintiou'-, porque o Vice-Presidente
inteiino d'Assemblea Joo Facundo de Castro
e Meuezes quiz oceupar a cadeira da Presi-
dencia nos por sua vontade como a re-
quisico de muilos membros dessa anarchica
nsaioria o que nao conseguio por j nao ha-
rer numero su luciente para faier caza, alias
feriamos mais de lamentar este reiterado ac'o
de desmoraliza^ o e illegalidade, posto em
pratica por huai homem a quem em grande
paite a Provincia de\e seos padecimientos ,
que em hum lo curto periodo de sua admi-
nistraco demoli quasi teda' a base de nosso
ediicio social-
Estes acontecimentos porem se Lem em si
sejad grandes, cea tudo sao pequeos em
relaceo aos da Sesso de 18 do cor rente. He
com a maior magoa que o Presidente d'As-
temblea passa expol-os a Provincia de que
milito se honra de ser representante. Liles
por t>i sem msisjelgum adorno bastan para dar
huma ideia a mais exacta dos spntimeritos ,
de que se ada pessuido o partido do Governo,
e elles demonstrad mui claramente que este
partido nao tem nenhuma moralidade de con
duela ; transtoma todos os principios de jus-
tica e equidade j transgrede todas as Leis -,
viola tedos os direitos j tere todas as garan-
tas da sociedade, cem tanto que obtenba a
til id a de pailicular, sua nica Lei.
A Sessodo dia 18 fui irlil em verdades,
que patcnteaba Provincia a injustica com que
procede o paitido do Governo mostre e
cenvencem a mesma e ao Brasil inteiro que
nao l:c a opposico a motora das desordens ,
que j infelizmente apparecerao, e vo appa-
reundoem vatios pontos da Provincia, e sim
os desregrados actos e reaeces e violen-
(iascommellidas pelo Governo, e seos agen-
tes, que a optosico nao tem feito mais do
que delender-se das aggressces e procurar
sustentar 6eos direitos espesiuhados. ntre-
nos na ccnli is-tadura porem necessaria narra-
co destes aiontecimenlos que agoura tris
les-, e funestas consequencias, filhasdos
nietos que se emprega.
Aherta a Sesso as horas do costume depois
de posta em discusso a teta da antecedente
Sesso, eepprovada, foi ppresenlado pelo
Deputado Jos Lourenco hum tequerimento ,
em que | edia que entrasse em discusso pe*
lo menos o rrojeeto n. 6j que tracla da re-
foima d'al<;uns aili^os do Regiment quan-
do nao tinlia sido dado pelo Presidente para a
orden do dia o que nao atiendendo elle pela
raso de que nenhum projecto na forma do
Regiment deve ser admiltido a discusso ,
sem ter sido no dia antecedente dado para a
orden do dia ; por isso recuscu submettei
dito lequerimenlo deliLeraro d'Assemblea.
E cerno era possivel que o Presidente assen-
tiise a I,urna exigencia lo arbitraria e que
ttaz consigo a retogaco mamlesla do Regi-
ment que jamis permille que materia
qualquer seja \ osla a discusso sem que pe-
lo menos os Deputados tenha pensado sobre
ella durante o periodo de 24 horas disposi-
co a mais justa e conforme ao sao principio
ue u..dureza que deve haver as disposices
legislativas, obligando anda a que o Deu-
t o hbil possa v ellior desenvolver as mate-
rias e e nenes htbil dar hum voto de cons-
cieucia e 101 isso nao vtnha a prejudicar os
direitos deseos consliluintes,
O requerimento pois era absurdo intem-
peslito, e .uarcliico ; porque linha por fim
liaustoicar o Regiment tundado em piin-
ipies piatices doDueito Publico Universal ,
etxliabio tm glande parle do que rege a
Cacaia dcsDej ulacios Utins-. posem isla
exemplo por a deliberac.v delta se a dispo*i
r^o do artigo 85 do Regiment era facultati-
va cu coercitiva isto he se hum epu-
tado lequerendo que o Presidente desse pa-
ra a ordem do dia hum projecto, que elle n-
dicasse era 011 nao o Presidente obrigado
attendel-o sempre ; dando-lhe a conhecer ,
torna a dizer que se Ihe queria uzurpar hu-
ma altribuico, que Ihe compela, nao os
3uiz mandar 1er. O Presidente nao proce-
eo ueste modo se nao porque a leitura dos
arls b3 84, 85 86, e i3i do Regimen-
t Ihe deo huma pura convieco de .que nao
devia deixar mo de hum direito, que o ms-
mo Ihe conceda salifazcudo as loucis pre-
ienc5es dessa anarchica maioria.
Alem das rases j expendidas accresciaou-
ira ex abundanti que anda mais dirigi a
conducta regular do Presiden'e ; o regiment
da Caza por esta forma seria a cada momento
reformado sem ser pelos tramites que o
mesmo prescreve, isto he por meio di; liu-
ma indicaco ; reforma tanto mais intil ,
quanto s servia para aquella maioria', que
linha hum interesse particular em dar huma
deliberaco consentanea aos seos fins, a qual
nao estar obrigada a que Ihe succeder.
Suponha-se que o Presidente d'Assem-
blea aunuia aos requermenlos em questo :
que punha a deliberaco da Caza se a dis-
posico clara do art, H5 era obrigaloria e
que ella decida affirmalivamente suponha-
se linda que muitos Deputados usando da
faculdade que Ihe conceda a deliberaco to-
mada pela Assemblea mandavao a Meza re-
querimentos em que pedia cada hum que
huma mateia por elle proposta fosse preferi-
da para entrar na ordem do da seguinte ,
seguir-se-hia que o art. 84 que d ao
Presidente a faculdade de designar para a or-
dem do da os proji'ctos que Ihe parecerem
maisinteressantes estova ipso f*clo refor-
mado por huma zimples votaco 5 quando o
Regiment exige que passe por trez discus-
ses e por conseguinte trez volacSes. Mas
este valioso argumento nao agrada va a maiori 1
que j leudo aprezenlado huma indicaco de
reforma d'alguns ai is. do Regiment, entre
os quaes huma versava sobre nova compos-
co da Meza que a maioria com ancia que-
ra por for?a gallar a fim de melhormenle
por em execuco seos damnados planos e
nao tendo anda conseguido, porque as trez
dicusses nao se fuzem em irradias procu-
rou hum meio fcil porem ao mesmo lempo
extraordinario de reformar por huma simples
votaco
IJum Deputado da maioria o Doutor Ai-
res, pedindo a palavra e fallando calorosa-
mente sobre a maleria em questo declarou,
que elle nao cedia da palavra se por ventu-
a o Presidente da Assemblea nao sugeilasie
deciso da Caza o seu requerimento preten-
dendo at privar de fallar pek ordeai a qual-
quer outro Deuutado mas deridindo o Pr-
ndente que nao submetlia o requerimento
deliberaco da Caza pelos motivos j expostos,
e razesapiezenladas ; o mesmo Uoulor Aires
com gesto ele furor, e palavras ameagadoras
disse que o Presdeme d'Assemblea nao ba
va de sahir da* Caza em quanlo nao satis-
fizesse a vontade da maioria (vontade liRU-
TA) ao que respondendo o Piesideute que
por maneira alguma em quanlo eslivesse na
Cadeira submelteria discusso os requeri-
meutos referidos j vozes de o Presidente ha
de largar por lorga a Cadeira ouvira-se de
lodas as partes alem de muitos insultos, e
injurias irrogadas a pessoa do Presidente por
muitos Depuudes da maioria entre os quaes
te lazia mais noiaveis o tsr Vice Presidente
interino Joo Facundo de Castro e Meuezes ,
teo sobnulio Jos Laureuco, o Padre Saboia,
Joo iranklim de Lima, Padre Antonio de
Castro e o Ajudai.le d'oideus do Coveruo
Joo da Rucia Moreira. ^s
Este ultimo querendo esponder as razes
apiezentadas prio Prezidenlo d'Assemblea e
a hum De^uiado da opposieo que tendo
liva elle se retirara para nao ser tobum
comprehendido nodesleixo trgico de to ter-
rivel scena ; este ultimo cora tnaoao repe-
le o Prez i den le d'Assemb'ea palenteou beraj
que coutraditoriamente e seo dsr lu-na ra-
so de seo procedimenlo que a maioria nao
empreguria a forca fizica porem que desor-
dem e desaguizado bava de apparecer na
Caza se o Prezidente persistase era sua opi-
nio e que protestava contra o mes-no Pre-
sidente ; ao que responde este, que se nao
importava com protestos, que elle estava
pugnando pela execuco do Regiment e
que por consequenca nao poda promover a
desordem, que soda maioria pirtia.
Quando estes discursos se pronuncia va, j
todas as ordens esta va dadas ; o mesrao Ajud.
d Orden- j tinha dito ao Deputado da oppo-
sico o Uoulor Antonio Jos Machado que
na occasio em que Ihe pegasse no braco ,
o acompanhasse para nada Ihe succeder (sem
duvida talvez para massacrarem con miis se-
gisranea a esse digno Deputado O|)posicioni>ta
por huma negra tmicioj Soldados a ttulo de
ordenancas d'alguns Deputados da maioria
passeavad ao redor da Caza e apparecia de
temposem lempos na porta travessa que 0-
Iha para hum lado da Mesa onde eslava o
Presidente e o primeiro Secretario objec-
tos de suas iras.
A este estado immediatamente succedeo ou-
tro ; esta mesma porla travessa fui fechada ;
mas este procedimenlo nao foi anda o mais
aterrador bem que elle nao deixisse de cau-
sar algura espanto; outro mai* inslito ea-
rneacador se guardava ; ede faci Cearen-
ses, seguio-se; aporta principal da Caza ,
estando Mieia fechada foi abena por ordem
de bu 1 Deputado da maioria ; o resposteiro
igualmente abrio-se e d'afti poucj que n
odiia, Cearenses quem tal suspeitaria
huma forca arma la composta de muitos Se-
dados, e dirigida peloCommandame do Con
tingenle desta Cidade o Ajudante Joo Zj-
ferino d'landa poslou-se oa porla princi-
pal e para que fim seria Ceiraiises seno
para que as armas tonassera o logar dos ra-
ciocinios ; seno para que se coagtsse o Presi-
dente d Assemblea a largar huma cadeira to
desejada e se fizessera quintos desatinos es
sa maioria useira, e vezeira dalles (como
mostean as suas leis) quizessem.
Ento o a Secretario d'Assemblea o Dou-
tor Aires, como se ignorasse uum Irama d'au-
te mo preparado (segundo est puboo nesta
Cidade que no dia antecedente se tinha or-
denado no Qjarlel ese preparativo militar ,
eminentemente escandaloso, e nunc visto)
Com vistas de espanto levanlaudo-se gri-
ta : Sr. Presidente, forca armada cerca a
Casa, mande reliral-a Como seo Presi-
dente d'Assemblea que nao dis,>5e de forv-a
alguma militar a podesse ter mandado vir
para invadir o recinto sagrado dos Legislado-
res da Provincia e profanar este lugar dos
raspeaos pblicos com o eslrepito ds armas ,
quando elle muito bem sabia donda nasciao
to inlames ameicas,
O Secretario do Governo, o Deputado
Pamplona em cujo rosto se patenteava a
perturbaco ; talvez filba do remorso e da
vergonhade.hum meio lo indigno } o avil-
Unte a que o seo partido recorra sahindo
de seo lugar para fra apenando as mos ,
pedia com instancia ao Ajudanle d'Ordens do
Governo o Deputado tupenle Joo da Ro-
cha Moreira que fizesse relirar aquella for-
ca f que nao era precisa.
JNeste periodo de eterno opprobrio e bem
merecida animadverso da gente do actual
Governo da Proviucia e em que se observa -
va que muitos desta mesma gente, que oc-
cupava as galeras, se dispunha asaltar
para dentro do recinto d'Assemblea o Pre-
sidente da mesma immedidtamente levantou a
Sesso } relirou-se com summa precipilaco
com o 1, Secretario abriudo a porta traves-
sa j e se pondo ao abrigo das violeucias que
se prejiarava conlra sua pessoa,
^ Os receios de violencia, que o Presidente
d'Assemblea tinha de ser coustrangido pela
forca biuta a deixar a cadeira nao torao mal
fundados i os successos que se seguira o
demonsra exuberautemeule: Uepulados
Suplentes a retpeito dos quaes j baria na
Caza huma deliDeraco para o (jovemo os
chamar estava as galenas esperando ,
que losse substituida a Presideucia pelo Vi-
ce Presidente mermo, e que a maioria por
cao, e mmoralidade ; embora se deem
mais terriveis precedentes embora se aocu-
rniilcm os males aos que j 1 pesad sobre o in-
feliz Cear, Porem que importa ludo isto
ao partido do Governo !
Cearenses vede a que ponto de audacia
chega o orosedimeuto dessa hoje milla mala-
ria que nao descobrindo as Leis o meio da
tancar lora seu Presidente, e obrar quanto
Ihe suggerisse sua treslouoada cabeca como
a experiencia de sua vida publica por huau
fatalidade que he incrivel de descrever nos
mostra pede recurso a forca bruta ; implo-
ra a proteceo das amas j que nao tema;
das leis, O Presidente d'Assemblea faltara
ao seo mais rigoroso dever se daichasse da
manifestar aos seos Constituntes, e a Pro-
vincia inteira os artiros e prfidos mane-
jos, conque a pretende encader o pirtijj
do Governo actual. Eisa maiori 1 boje nul-
la pelo que fica exposto lenta revo^ir
Leis feit-is nesta mes.ua Seiso contri a Le
Fundameatal do Estilo e o Regiment di
Casa. A vos cumpre Cearenses, quando
mesmo elh nij se tivesse hontem tornido
|ua
nulla nao obelecer a estas Leis, anda
seja sanecionadas o qu se duvdi ; pou
Presidente da Provn-'ii nao ha depirtllnro
absurdo e os desvarios dessa nuda maiorii
hum projecto de Lsi revogando a Lei de 5
deSeteinbrouiti.il), a quit garante a sorte
dos Empregados Pblicos, que apesar delta
de fado se acha esbulaidos de seos Ivnme-
gos, vae a couverter-se em lei; assi.n cono
autros em idaatioas circmistinciis. Recorrei,
Cearenses ao Poder co.npetenta pelos meioj
eslabelecidos na Cnistitui;o contra estes ac-
tos inslitos filhos de u.n\ miioria inteira-
ineutc uulla e que s respira odio vinjui-
ca e leaccj caso mereur a sauc.i do Go-
verno. Cidade da Fortaleza le de Deseinbro
da 1840,
Miguel Fernandes Vieira.'
(Da um Avuls.0 do Cear.)
AS COMPENSA :OES DOS 0ESTIN0S HUMAMOS
poa azais.
Conlinuaco do a. 3i
Classificandoosdons n-ituraes, segunda sua
dignidade sua ne:essilale ou su impor-
tancia reconheceremos e itre oslionensi
gradago cu|os ltimos (erraos sii sep-irados
por i distanci. mui sensivel cu|as diiTeren-
cas intermeliarias porem se succedam tocan-
do ts nas outras de modo que a sabedoria
a maisexercitada nao sabaria determinar 01
limites de cada i aiuda que esles limites se
uo confunden!.
E' assim que desde a noite a mais obscu-
ra at o esplendor do dia o ra ns el tro a taz
tem passado por destnivolvitaanto insensivel
seus progressos sao percebiios cora tu lo se-
ria impossival medil-os sobre a duraco de
cada i lisiante.
Parece-me meu amigo diz AmeJo,'l
que vos vos propondes a de no.istrar-me a-
gualdada dos luiieiis e comecaes por des-
truir todas as miuiias duvidas soore a desir
gualdade.
Meu amigo, vos haveis esquecido a ex-
presso de que me liei servido ; escencial
o lel-a sempre na menorii. Eli vo tenia
annunciado a igualdade de sorte entra os lu-
meiis, e uo a igutldtda dos 00 aun ; e en
espero cu.nprir os meus engajmenlos.
Sem duvida se esta grada .o, iusonsivel
em sua marcha porem mui parceptivel mi
distancias, um pouco coasideraveis, nio fosso
uuuct raoJilicada ; se a natureza ou antes a
sabedoria queconduz a natureza nio eila-
belesse outras gradares en sentido inversoj
o mundo nao seria composto, pela maior pu-
to se nao de entes que terio a justa ra-
so de se queixarein.
JNuuca, meu amigo perguntastes a vo
mesmo que mao vos tiavia lanzado sobre a
Ierra ; qual era a intenco qual era o fim
de vossa exialeacia ; por que pertencastes aur
las a um do que a ou.ro piiz j por qua ti'
aliis nascido da taes paes em tal condiceJ
em tal poca da duraco do mundo em a%
palavra por quo vos sois '' vos ''. com todas
cora lodas as vossas
as vossas circunstancias ,
reiacoes ?
Eu vos coufesso meu amigo respondeo
" Amedo que todas estas queste* mul-
tas vezas se tem appresentado a meu espirito, a
sua aullrondttde os adaitttisse em seo seio con- q'a >isU de atiabas privaces,de mintiisdore*.


Lerobra-vos meu amigo, do que me ha- em qualquer composico de governo e de ao-
vis j; ronredido. Os homens nascero paja
-v iv i- em soiiednde ; elles sao diflerenles uns
dos ouiros ; elles od'siguaes nos seus'dons
naluraes e as suas faculdades. Taes nos
sorros, ecom ludo queremos chegar toco-
nhecimento da igualdadede nossa sorle con-
ciderada no aggregado de suas partes Paia
islo nao piecieo j mais perder de vista ,
que no julgamento do aggregado da obra ,
nos nos elevamos cima de nosso interesse
pessoal e ousamos as-istir s determinaren
Ido Creador.
Se nos quuermos assegurar de que a mesma
potencia que formou o muuno, compoz t io-
tem antecijjadamente o plano de nos-o des-
lino procuren-os ver se este plano mani-
iesta a obra da intelligenria e da jusu'ca.
Recoideroo-nosdasdiflereneas das gra-
dacoes distinctivas da nossa natureza e ob-
servemos qual o disposico da fortuna, das
circunstancias e dos acontecimentos.
Aqutlle, que lecebeo muilos dotis pessoies,
lem evidentemente em si mesmo a fortuna
consideravel e positiva. Antes de eeu nasci-
nento nada toavia file feilo para merecer esta
fortuna ; ella llie concedida gratuitamente ,
e ella tambero, gratuitamente retasada a o
hon em sem espirito, sera talentos. Este an-
tes de nascer nada havia Jeito para merecer
a tal indigencia : no justo que elle pos-
sua outro genero de foi tuna que I he adqui-
ra os gozos do seu bem-ser os agrados da vi-
da ? E com effeito a das favoraveis alter-
nativas as mais rommuns da humanidade.
Muitaa veres oorgulho, e o egosmo hon-
rados bem injustamente com o none de phi-
losophia hlgas vezes mesmo uib amor sin-
cero porem um pouco esclarecido da hu-
manidade tem declamado contra a desigual-
dad das condicces e das riquezas, Os so-
phisuas do espirito tem aherto a este res-
pailo um vasto campo elocuencia ; as pai-
xces do pobre ero lisonjeadas per estas de-
clotuaioes
ciedade. Estas vantagens sao reaes precio-
sas appeleciveis; ellas sao as font?s de gozo
positivos. Os homens queaspossuem sao
inscriptos sobre uina gradaco dura estado
feliz, para a qual ero precisas compensaces,
pois que o Creador da especie humana i-
gnalmente o pae daquelle que elevado e
daquelle que posto muito abaixo nasta es-
cala. A escala inversa das faculdades pessoaes
urna denlas comoensaces.
H urna mullido deoutras quesecru-
zo em todos os sentidos, no para se comba-
lerem mas para se coadjuvare:u se> suslen-
ureai e em ultimo resultado para espa-
Ihar sobre o aggregado da especie humana es-
ta medida uniforme de privaces, e de bem-
eslar, que njusls./a do pae comraum devij
conceber e que sua omnipoteucia devia ex-
ecutarv
Observe, meu amigo, que para Gxar
a opinio que se deve ter da sorte de cada
individuo preciso como vos teoho-dito ,
coupreheuder o agregado das condices, que
o rompoem ; preciso considerar as vanta-
gens, eos inconvenientes que resulto des-
sas faculdades mesmo as mais felices ; ap-
preciar as rases de necessidade, utiiidade,
deveres, ou conveniencia, que dirigem sua
conducta j examinar as circunstancias de lem-
po que tem determinado as condices de sua
existencia na successo dos seculos; as cir-
cunstancias de logar que lem determinado seu
assento sobre o globo que habita j os resul-
tados de todos os accidentes previstos, ou im-
previstos d'uma importancia fraca ou
maior que sao dispostas sobre o curso da
vidaj as vantagens e os inconvenientes, que
o seguem em suas diversas dades a medida
que elle se a vanea em sua carreira,. Em lira ,
preciso na'o pronunciar sobre o grao de pie-
Jade ou de felicitaco, que merece sua sor-
te se no no (ira mesmo de sua primeira ex-
istencia porque enta elle tem corrido todas
cl.uatoM Cora ludo, alienando sempreo as alternativas, que devio Comool-a e a-
uesprezo das riquezas, aeco esta, que appre-,'inda mais porque, ueste termo d urna car-
enla um ar de graudea nsto que ellas sao reir de pr.paraces e de provas seu desti-
realmente um bem desejavel, nos nos quei- no vae receber da jastica suprema um com-
xamos amargamente por que ellas no sao plemento eterno.
deslribuuU com igualdade o que no I Eu vol-o ten lio dito meu amigo ; eu creio
nem generoso neu. consequenle. Se nos nao ter seguido com os detalhes necessarios na
temos cuidado de queixarmo-nos vivamente ultima parle de micha obra as principies
t ua desigualdade mais distante lalvez., a dos combinaces, que apresento as diversas con-
doiis da natureza menos pela impossibili- dicoes da sorte do homem em todos os (em
d*de_, que ha em relormal-a do que por ser I pos e om todos os logares. Creio que lo
como a natureza ,
itor produz estas
condices, e as combina d'um modo constan-
temente equilibrado pelajuslica. Vas nos-
e delicada ; ella o emblema da belleza. Os
elementos, que a compoem sepirar-se-ao
em pouc das ; sea parfume delicid i e-
vaporado pela atmosp^era corabinar-se
com dill'erentes exhala -oes, com vapores ma'os
talvez cuja insalubridade elle ir diminuir ;
suas tenras flores per Jer.i seu col iridj encan-
tador. Murchar-se e comegar a deslruir-se :
ellal desuegar-se-o de sua haste ; ellas ln-
guidamente cahirS sobre a ierra ; e ahi tor-
nando-se o brinco d'um lijeiro vento ellas
affaslar ainda por instantes, o nmiroea-
to iatal em que virS a ser o alimento d'uma
dissoluco eterna ; mas em fino ellas cedero
a lei.geral. Nada se perder daquillo que
compunha a rosa .... E a rosa nj existi-
r mais.
Meu amigo, conlinuou AmeJeV, eu
nao faco mais que applicar vossas lices de
physica ; pertence-vos a vos dizer-me j seeu
as tenho conservado bem. E' aqui, nesle lo-
gar mes no, que, conversando ambos, vJS-
sa alma movida pelo espectculo da universo
dcixou escapar estas paiavras, quema toca-
rao, por sua simpliidada, sua grandeza e
ainda mais pelo tono d admiraco de que el-
las foro accompanhadas.-- Sim medis-
sesles-vs, exislem no universo duas poten-
cias, urna dedtsiruica'o, outrade produceio,
potencias, constantemente opposlas, cons-
tantemente iguaes; a vida do universo resuita
de sua aeco ; a paz do universo resulta de seu
equilibrio ... Oh meu amigo alentai-
me : nossa alma por ventura est comprelien-
dida uesta le i de transtorraaees constantes ?
Sua destruica por ventura necessaria ;
marcha do mundo ?
' Lorenco ', enternecido pelo ar de de3as-
socego que se pintava as vistas de Asmo-
do' o abracou ternamente. Oh 1 nao
nao meu caro filho ; vossa al.na mais bel-
la anda que esta rosa delicada no pere
cera se a sabedoria a alimentar serapre.
Ao contrario sua perpetuidade coavm i
ordeno*, e conservaco do mundo ; islo o
LOTERA DA. BOA-VISTA.
Acnthdo-a venilla a maior parte rls Hi -
Ih'etes, as rodas corrers aaprelerivelmeotd
no dia i. da Marco wno se te.n ann;mn -
lo. O resto dos Bilhetes contininQ av<-n-
der-se na I ja do Sr. Jos Ignacio do MmAk ,
na Boavisll ; do Sr. Joao Moreir.i Marques
em Sinto Antonio ; e dos Srs. Vieira Cambis-
ta c Joo Cardoso Aires no Recife.
Avisos iverriO,
o murmctfio a este respeito sempre prevenido bem vos tenho mostr^clj ,
porneio de reclamates do amor-proprio. I sob a direceo de seu au
O hoiiem se conleasa inferior em fortuna ,
mas nao gosta de reconhecer-se interior em
faculdades*
Ob3ervemos ainda que no sao os ricos ,
que se queixo das desiguoldades da fortuna ,
e que por a raso igual, os escriplores ,
que tem assulado com tanto calor e impru-
dencia o desconrenlamento da mullido sobre
a uesposico das parliihas no lem encontra-
do injustica na desigualdade dos dons nalu-
raes por isto mesmo que elles ero dolados
da riqueza real d'um verdadeiro tlenlo. Um
giao mus na reflexao, ou un grao menos nes-
ta uesposico que nos arrastra a todos para
o egosmo tel-os-ia eusiuado a descubrir e
pruiinnci'r esta verdade bem simples ;
A tesigualdaue das condicces ainda que
abaudoiioda exleriormeme a os resultados ,
que uenvar-se-o sempre das insliluices
humanas como causas segundas primi-
tivamente instituida pelo autor da nalurexa ,
como a das compensas Oes a essa desigualdade,
que elle lem mesmoeslauelecUlo entre nossas
laculdadus.
Meuitae nesla ideia meu amigo ; eu no
taco mais que iudical-a sem entrar nos de-
taiues que a conrirmo. Guardai-vos pois ,
quknuuvos enliegaides s observayes que
ta vos pode suscitar de consideral-a como
a ideu exclusiva e nao admiltiuo excepvo
em sua applicaco geral. JNo ha ideia ex-
clusiva no plano uia-uirico da natureza que
se cumpe de tu.lo quanto existe e cujo
supremo ordenador tem leito com que luuo
Couiiibua a seus lius. A Iraquexa de nosso
entenuimento uos obriga ao principio a isolar
os elementos d a grande verdade composta ;
das, si uos ineimos jusleza e ordem, recom-
|ioicmus ao depois esla verdade e reconcilia -
trnos us seu elementos.
iNo vos engaiieis, meu amigo sobre o
que vos tenho ai qui preteimido tilabelecerj
is ludo em poucas paiavras:
sos enlretenimentos tero s por objeclo o fa-
zer-vos approvar vossa sorte pessoal, mos-
trando-vos, que na poca em que vivis ,
no logar em quenascesles durante ocur-
so mais ou menos rpido deste periodo de ci-
vilisaco adianlada em que a especie huma-
na tem recebido todo o desenvolvimento de
que ella susceplivel, a sorte de cada um
homem se propoem d'uma som.ua igual de
vantagens e de privaces.
Meu amigo sobre ludo as sociedades ,
onde a civilisaco est mais augmentada que
se pode considerar a especie humana como
^collocada sobre os dous bracos d'uma lavara
em urna perpetua oscillaco. Para lundar
esta alavanca o grande numero se congrega
ao redor do ponto de appoio ; e a miuonaue
se disliibue sobre as duas liabas que condu-
zem aos pontos extremos. Ueste modo o mo-
vunenlo, experimentado por cada individuo ,
se mede pela distancia que o separa do cen-
tro do repouso. Urna elevaco immensa ,
urna igual depresso abalos violentos sao a
partilha daquelies que sao poslos por todas
as coudicoes de sua existencia nos dous pontos
da linda ; e esta maca comiuum, volumosa,
pezada que faz o tundo da sociedade des-
cauca sobie esse eixo quase immovel, que
os baiaucos dos extremos amoio flacamente ,
abalo algumas vezes desfoco e mesmo
agito de quaudo em quuido ; este desloca-
meulo esta agiiacao succedem logo que es-
la potencia dos exiremos se tem augmentado
excessivamenle pe.oetleilo da tendencia geral,
dada aos bouteus para a elevaco e o movi-
nieulo.
Vos o veris ao depois, meu amigo: a
maior parle das ideias torneadas pela con -
sideracu do mundo material se apulicar
com lacilidade aos entes nlelligentes o uni-
verso o iructo d'um t pensameuto.
O autor Ua natureza ten destiuado os ho E' islo o que oo posso aiuda coaceber
que espero demonstrar -vos. Mas eu no pos-
so dizer-vos ainda como o mesmo universo
encarregado de executar a mmortalidada de
vossa alma ; o momento para isi0 ajdi no
chegado ; minha obra descobrir-vos-a' lu-
do quanto tenho ousado perceber. Vgsso
espirito receber ludo, quanto o meu tem
oncebilo de adminicio e de reconhecimento
pelo supremo Autor. No nos apressemos ,
meu amigo ; nos entramos em urna carreira
immensa ; firmemos cada um de uossos pus-
sos. Agora convm que vossa alma se es-,
clareca se consol, se aquiete ; ella se for-
tificar ao depois ; ella se enobrecer ; ella
se colocar por ir.eio da virtude sobre o cami-
iilio da lelicidade, Taes sj os meus da-
sejos.
Por boje basta meu bom amigo. Se me
no engao vos j (endes principiado a en-
tener-ii.e ; vossa vista piula os movimentos
interiores de vosso alTecto e do vosso peo s-
menlo. Eu conheco bem o verdadeiro piazer
para no deixar-vos nesle estado lo doce ,
em que o coraco se apressa a appreseutar lu-
do quanto a raso approva. Estes felices
momentos sao os da rueditaco e do silencio.
Eu vos deixo meu amigo ; passiao som-
bra destus arvores ; segu o curso desta agua
dnente que refflecie o brilhantismo do
ceo, e o rnalo da ierra. E para aca-
bar em meu favor o encanto destes lo,;ares,
queeu amo para mostornar ainda mais ca-
ros confirmae o nome, que llie dou, ea
vaniagem i que Ihe destino. Que elles sejo
para tos, e para mim o templo das consola-
ces i da amizade l
A pronunciar estas pilavr.as, que foro
pronuuciadas d'um tom o mais temo Lo-
renco deixou a Amedo* '
( Contina. )
LOrERlA 00 TUEATRO.
Os Bilhetes da i." Parle da 6. Lotera,
cujas rodas tem o seo impreterivel andameuto
no dia i5 de Mareo prximo iuluro acbo-se
a venda no liaiiro do Recite as tojas da ra
da Cadeia dos Snrs. Mauoel Goncalves da
Silva Gregorio Autunes d liveua e Vi-
eira Cambista ; e no de Santo Antonio uas
dosSurs. Muiuel Alves Guerra ra uova ,
liaslos ua Praciuha j Livramento.
OTERIA DO SEMINARIO
Acho-se venda os Bilhetes da a. par-
te da J^.-Loterw n ^efe ra. da i
_er" Quem precisar de um homem para
feitor de eageoh do que tem bastante pra-
tica ; dirija-se a ra N iva D. Jt ou au -
nuncie a sua morada para s?r procurado.
SS7" O rapaz brasileiro que annuuciou que-
rer ser feitor de um filio ; di'i'-i a ra d>
Qieimado, D. 7 que se acnar com quem
tratar das 9 horas da nianiia a duas da
Urde.
7* Qusm tiver escravos giohadords n:i
pnca e os quizar alugir, dand^-se-ifl
almoco e janlar ; dirija-se a renda do Ale-
xandre na esquina Ja la da moeda do b.iir-
ro do flecife, que ahi achata com quem
tratar.
55*" Qualquer portugus que qu'ner ir pa-
ra um sitio sugeitar-se ai. trahilho delle.
Assim tambem, quem tiver pretas qua
quiser receber frutas pira ven ler pagndo-
se a vendajem dirija-se ao Atierro d.is Af-
fo,;ados casa da quina da ra do ouro que
achara com quem radar.
SST" Precisa-.-e alu,;ar urna preta para o
trrico interno de urna casa da pouca familia,
pagan lo-se 8,ouj res por mez e o sustenti ;
que a tiver dirija-se a vend da ra No-
va O. 36, para trata do ajuste.
%3T O rapaz que se olerece no Diario n
41 para c morada ou dtrija-se a botica do L'aranha ,
que se Ihe dir quem neressila
ssr Perdeo-se usu espora de prata do
cajoeiro a ra do C^bo; quero a adiar e
quizer ter a conciencia de a restituir dirija-i
se a ra do Crespo foja U 6 .jue ser ge-
nerozamente gratificado no vajfor de'a*
%i3" Francisco Joiqunn de ataeses, par-
ticipa fi!.;'.ins de sem alamnos, que anida
se acho fora e > de mais pessois que 0
houverem de procurar que elle pastou a sua
Aula para ou ra casa na mesma ra C da i'e-
:iha ) em o lado Irouleiro d'autccede j ,
piimeiro andar.
ey Vende-sc umesciavo de nacao com
idade de 3o anuos bastante lorcoso por
oo,ooo reis afianca-se nao ler achaques
nem vicios ; na ru Uireila jo lado do
Lirramento.
i39" Vende-se urna negra moca e muito
bonita figura cozinia so'rivel e lava de
sabo e dasse pelo preeo de JHj.ooo reis ,
quema perlcnder diiija-se a ra do l'a-
gundes. O iti.
Quem tiver para alugar urna caza ter-
rea ou um sobrado de um andar con com-,
modos para grande ou 'iicsmo pequea a.ni-
iia com quintal e cacimba, em qual quer
parte do bairro de Santo Autouio nao se Or
Ihando a preco ; annuncie.
-- Quem quiser comprar duas cazas ter-
reas urna della* tiavejada no atierro dof
Alfogados deironte do br. Silvestre e una
dita na ra de Santa Ttiereza l). 8 falle com
Francisco Xavier das dagas no atierro das
A Llagados.
Precisa-se de alugar urna preta captiva
ou forra inda que seja velia para trazer 0
comer n'uma foja ; annuncie, ou dirija-se
a ra do Cabug N. 4.
Quem tiver para vender um cavallo
bom i ensillado pura carro de duas rodas ,
falle a Joaquim Jos Lopes, ra do Rosario
larga.
Precisa-se alugar urna casa terrea pe-
quena no bairro de Santo Antonio j quem
ti ver annuncie ou dirija-se a venda detronte
do Theatro*
-- O abaixo assignado que a pouco chegam
de fora propoe-se a ensinar Msica Pi..-
noou l'iaula para o que tem os conheci-
menls necessarios ; quem se quizer utilizar
de seu prestimo dinjit se a Praca du Indepen-
pencia loja de miudeas i). 6 ou a praca di
lioa-Vista quasi o principio da ra do Ara -
gao primeiro andar do sobrado em que moia
o Sr, Francisco do Rcgo lanos Falcao,
/oaquim licruardodd Mcndonfi.
I


DIARTO r>E PERNAM BUCO
Quero quise r dar 280.000 a premio ,
por lempo de < mezes dando-se boa firma ,
Miifitiii' fe sua inorada.
BW Precisa-se de um feitor para um en-
genbo distante desti Cidade 8 legoas nao
obstante 0 nao ter platica com lano que so-
ja deligenlee robusto; no porto das canoas
da ra nova amaten de capim junto a venda.
ST I erante a Mesa Regedora da Irman-
dade do SS. Sacramento da bairro de S. An-
tn* se ha de contiatar impreterivelmente no
dia a5 do-coi rente a arroaco dos Passos nos
Domingos da Quaiesma e a do Sepulcro na
Quinta ieira Santa e bem assim a arrtelo,
e msica da ffsta do Orag os pretendentes
deveio cemparecer na tarde do indicado dia
em o consistorio da Irmandade. para que a
vta das condcoens possa a Mesa em coi!or-
midade doC'mpiomisso contratar ditas ar-
macoeus o msica com os que manares vanl -
gen hajode.fferecer ou na falla dos lici-
tantes deliberar o que julgar mtiis convenien-
te em b'-nefcio da Irmandade.
VW fferece-se un bumem casado com
sua sen dora para ensinar meninas as primea-
ras tetras e grammatica poituguea assira
como coser boidar f-.zer Lvaiinlo e letra
douradas fora desla piaca ou para engenha;
quem precisar aouuncie.
sar Precisa-se de urna mullier preta ou
parda ja rom alguma idade para ama de casa
de liumem solteno que laca lodo o servil o ;
utraz da Matriz de Antonio no prinieiro
andar por tima da loja do Alerao torneiio.
tssr Na padaria da ra direita D. 10, |>re-
t isa-se de-uro hornero preto ou branco que
enlenda bem de raasseii.
Avisos Mar im 11 os.
PARA O PORTO segu viagem coro tod
hrevidade o Lerganlim Portugus Paquete de
Loanda Capilao Jor Francisco Lessa, quero
quiser camgar ou ir de passagem diiija-se^ao
iteamo Capilao ou ao seu consignalaiio Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva.
PARAOASUo roUcbLanrenlina Bra-
ie;ra sabe nr pre erivelroeule no dia a5 do
cortn e ; quem quiser carregar ntl ir de pas-
sagem dirija se a ruada Croa n. 3 ao
seu propriitario Lourenco Jjt das nieves ,
ou ao Copiio da mesmo Antonio Geimano
das f.e\-s.
PAPA A PAHIA segu viagem coro mui'a
brevidade o Brigie hscuna U. I'edro Se- casa do Vianno.
gondo Capitao Joaquim Jos de S Anua 5 tsr Urra cadeirinba em bom estado por
quem quisercarrrgar dirija-se ao mesmo Ca- prego commodo ; na ra velh& sobrado de
pito ,'ou aoseu consignalaiio Manuel Joa- jdemandares da cuina do beco do Veras.
tsr Uro escravo do gentio de angola de
bon'-ta figura, de idade de 16 annoa he ca-
ador e enfeude de cotioha i no atierro da
Boa vista sobrado D. 16.
t rario os livros e impressos seguintes; diccid-
^ nario trances portugus e portugus -
francs por Constancio 5oao graromalica
francesa por Homero itoo Telemacj en
um lomo 1600 gr mmatica latina i io n
vos diccionarios da lingo* portugueza segui-
dos dos synonimos por Fonseca 5ooo (.or
na por Madame de Eslael 3ooo raethod de
violo de Carpantras Joao Horas Van mas
douradas 1000 esem serem douradas >5o ,
novo compadre Matheus 3ooo colleca de
cdigos constituidlo diversas leis decre
los e resolucoens itoo, alfabetos com figuras
deauimaesi cartas de sylabas. diversas fbu-
las e coritos rroraes ioao, colleco de le*
prnvinciaes 24o cdigos criminaes e do pro-
cesso 3ao, entrems de Manael Mendes E*-
ganarelo. doutor sovina e hornera vaidoso
a rao, regolaraent) da Guarda Nacional 4oo
columneidas 5oo, resumo de mythologia, ou
historia dos deoses 410, jogo ou tratado do
voltarete4oo carta de Echo a Narciso 60
novo livro de orles 800. a manijada ou vid 1
de um raarujo herosmo das senhoras, tes-
tamento de Manoel Braz mestre lapateiro, po-
esa ternas e amorosas 160, primeiros co-
nhc-cimenlos 4oo coleco dos melhores es
criptosde B. Franklim 40<> fouteda verda-
de calhecismo de doutrina chrisl cathe-
(isroo docidu 160, resumo das noespreli-
minaiiusdearilhmetica de Cardim 4o, boro
borne n Ricardo 60 rs. taboadas de sarama,
unidade. e multiplicarlo 80 rs. advertencia
no christp 1 io taboada de 'illiagoras e
unidades 60 rs. ditas separadas 10 rs., co-
lero de ao traslados de carcter inglez 8uo ,
e militas novellas de a00 a 5oo ris.
HT- Barricas com lauca fina verde, asul boa qualldaJe por preco comraodo ; n loja
e rouxa tvnlendo cada barrica duas duzas do 5"-- wnoel Ferreira Lima na rui nova na
de pralos fundos 4 ditas rasos, a ditas para ;qu,na 1 fic dlronte da M.tnz.
subremesa. a ditas pa.a doce urna seladei-I => Um sitio no lugar de Man 1 Simpli-
ra, duuspratis de lampa, a ditos para po-'c*. cora Ierras proprias de plantar e ter va-
dira, urna terrina para soupa com pialo, acas pouco dutante da G.dade de Olinda ,
ditas para molho ; um aparell.o complelo pa-," maa! Para i"rar| '" e para fazer
ra cha urna baca e jarro e um ori,ol tu- e^ de lel,'a j *' em aoa
do por 45.000 e globos para pexe a 4000 }|^d6 Frd80SO com iosA Franclsco Mon"
atraz do Corpo Santo loja de louca n. 6'j.
tsy Urna canoa en bom uio que pega em
DT Meios blhetes da Lotera da Boa vista e Joaquina congo ; quem os pegar l-ve ,r
a 4080 na ruado Cabng loja de miudesas.e"S'"> Ponrlobioha ou a r-ranciscj X,.
junio a bolica. er Cavalcanli de Albuqiierque ni ra direm
%ST Sapatss de roarroquim duraqut, p-
lim e rouro de lustro para Senbora ditos de
de sola e vira e viradas para hornera bo'.ins
de Lisboa bot/inhos de marroquim francez
para menino-; luva e roeias de sda preta
e de cares para harnean e senhora bicas fi-
nos Urgoi e estreilos galneos e volantes lar-
C,os e estreitos e de todas as cores, facas e gar-
fas d sabo de marfim e de osso travessas de
tartaruga, e pnte< de cic/S de raassa tud >
por precocjramodoi na ra dos Q lartes loj
O 9.
ssr* Caulellas da vigsima parle da Lite-
ria da Boavista ganliando na orte das {1000
duzeutas mil rs ; as I >j 1 s dos Snrs Lopes
Jnior', ra d Cruz ; Jase Pereir. atrs
do Cnrpj Santo ; Pitomb Pallazar Sou
za Pinto Magalbes e Dias & Cunha ra
da Cadea velba ; Brag junto ao Arco de
Santo Antonio A. J. M. Bastos & do Queimadj ; Joze Antonio d*- Silva e
Quaresma, praca di independencia 4 C'a'i-
dio, ra do Cabog ; Atierra da B lavista lo-
ja de mi udezas n ao ; nos quilro cantos da
roesrai na venda di esquina oop baix> da
s -lirada e na Cidade de Olind* na ra de
M.iiiiias Ferreira n 4o.
S3?" Uoaa porcio de madeira da desman-
cho de urna embarcaclu proiiria para finio de
otara cuja esl deposita ia 110 farted) mit-
to junto ao trapiche d> algodio e perto d >
embarque ; na ra d Cruz n. 5^.
$3*" Na praca da Bji vista D. i4 primei-
ro andar ura moleque creoulo de I mita fi-
gura e ptimo para pajera de idade de 18
annos com bous principios de sapateiro e
urna moleca de idade de ta annos com prin-
cipios de engomma'do.
ao cavados de s'irja preta de sea de
teiro.
K> Um escravo de naci mossamhique ,
oaoa 1100 lijlos, a praso; na ra da praia ptimo cosi.iheiro tanto de torno como de
massas faz toda e qualquer obra de allaiate ;
da-se acntenlo ao comprador paraexperi-
_____.____ ... ____ ia:__:.. 11 .. 1 j. .1-
niiio. Rar.us e Suva.
PARA O RIO G. DO SUL abira com
brevidbde o bem cenbecido brigue E-cuua
Pampeiro inda recete alguma carga a frete
(ara o que ti ala-se na ra da cadea coiu o
consig-iatario Amoiim Ira.Sos.
Lj e i i i o
%sr O Correlor Cliveira far a venda pu-
blica de uro encllenle carro de quatro rodas
em bom uo urna purelha de magnficos ca-
ballos. n.ellados n.ulo trotadores e le um
cavallo de sila novo gordo e bom endador ;
SiLbado j do conente ao meio dia em pon -
lo uoaroi.iem de Auusto Jiussco;e ; la
Nova. Advert-se que o douo d'estts ol-jec-
tos someute os vende 1 or estar a retirar-se
para ora da Provincia.
tsar 1-elirca; 11 & Con papilla Adnur l
lo 1 pai.l.ia Leooir Puget & Comiianbia ,
na qualidadede credores e rqutdaiario"* das
lazendas da loja que fo ele Jos Tavares da
Gama, na ra nova del 1 unte da l^ieja da
Ccnceifo ali aio a venda publica das
mesmas tazendas por iuleivento do Cor-
retor Ulivtna quinta Ieira 20 do coirenteas
10 bcras da manh.
C o m p r a s
SiToia casa terrea era qualquer dos bair-
ros que nao exceda de irfioo.oao ; a tratar
1 a loja de cabos delionte do Corpa Sanu ,
11. 6.
Vendas
t3f- Urna prela de nago inda moca, co-
sihha o diario de urna casa e he lavadeira ,
e du*s toalhas novas de lavarinlo-, na ra dos
Martirio D. 6 lado da lgreja dos Martirios,
Sjy* Oilenta pUei de peunas encarnadas ;
na ra da cadea loja n. 4>
Farinba de supe'.ior qualidade da P I na ra do Rangel no priroeiro en-
marca SSSF e SSF de Trieste, em porco dar do sobrado que fica defronte da venda D.
mentar } na ra Direita, L). ao, ldo do
Li vramenlo.
%sr Una porco de resina de batata ; ni
ra da Cruz D j.\.
isr* Um caixo proprio para venda ; na
venda da quina defronte do thealro
ly Urna prela para o mallo, de naco ------,--------ji-
cabinda, propria para o campo por ja ter ; tincar geiierosaroente.
\sr Do abaixoassignado e de sua faien-
iquerque ni ra direita
casa pegida ao Lrramento ; assim camira.
ga-se a todos os encarregado* da p dieta para
que tenha lado o cuidado nos passaporte da
embarques de escravos porque desconfia-sa
que elles farao furlados para embarque
%sr Fugio no di* 4 do correte um ne^ro
de ame Jao do gentio dd angola de id*.
de de 35 annos estatu-a reular birbid.i,
Talla grossa e apressada c >m m:rca da su
trra as paz urna orelha fura la, unaasi-
catriz sobre o? rns levou calcas de brina ar-
remendadae camisa de algoU 11*10, fu tran-
ca e chapea d^ palha ; quem o pegar leve a
solidade sobrado com miraule qua ser re-
compensadi.
ti^ No di 1% dDCorrente desapaieceo un
m deque de nOme Samuel de naco camu.
dongo de idade de t annos cabello cor.
tado'rcnte olhos orelhas. e boca grande ,
p* grandes e bem sicatrisados de biclioi, ie.
rou vestido ceroulas de algod da te:n a
camisa de elefante tuda ja roto.:, quena o oa-
gar leve a ra di trerape casa di quina D. \
que ser recompensado.
ssg- Desapareceo ou fugiq no da i3 di
crreme pelas 7 horas da noute um preti J8
nome Pedrj de naci bsnguella esa ura
recular corpa un tanto gro^sj narii afi.
lado olhos vermellioi com urais marcaj
de carocoede chumbo as costas e ouiras j
q.iasi a pagadas de bechigas pela cara aleB
destas marcas tem m.s outra era urna das
peinas proveniente de una ferida frita ur
ura lijlo ; quem o pegar leve a ru,a dir-ita
sobrado onde morou o fallecido Jas da P.
nha ou a seu Snr. Alexmdre Rodrigues ds
Anjcs no Arsenal de Miriolia que U.ltj
em. urna coma em outra parte sera generosa-
mrate recompensado o me* no he bem Cj-
nhecido no dito arsenal on le tfabalha e sus -
peita-se que fora furtado ou seduzdo para
fugr pelo que o seu sr lenda denuncia ve-
rdica disto e qual a pessoa que o desvae-
minhara protesta perseguir cautra essi pei-
soa havendo de ras os das de servico.
S3T Fugioniaanido i^a ura moleque
de nome Florencio, de idade de la anrm ,
olhos grandes pesian is compridas cabeca
ponluda pira tras, falla descancadt, can>ti
estar no Rio Foimoso ou porto calva; quemo
pegar leve a ra das triuelieiras sbralo U,
ai a seu Sr. Joaquim Jos Pereira daj Sintos
que recompensar
car No dia 31 do crrente desapvecea um
moleque de idade de ia a 4 annos creoik
levou vestido calcas brancas camisa de chi-
ta h j iquea verde um pouco lodo de no-
me Maxminiano suo5e-se estar furtado;
quem o pegar Uve ao convento do.Cirmo ao
Padre Joaquim Cy, r.ano teserra que gra-
gande ou pequea ; em casa de N. O Bie-
hi-i & ( uii'panl.ia na ra d> Cruz n. 6 i
&>*" Abotuaduras pelas de seda 1000, di-
tas le relroz a 680 ticos finos e ordinarios ,
esiietos e largas filas de seda e garra es-
tojos de na va I has finas primas para violo a
80 rs. bordoens a 100, meias | retas de al-
godao compndas e cuitas 180 e t>4o pa,el
de peso u/ul bom ferros de ac .ara engura-
mar botoens de relroz para birda a 160 a
du/ia, mercurio doce, e oulras muitas miu-
de;as por preco lomuido na ra do Cabu-
gn 4.
%3W Urna armaco nova detimi loja com
caixilhoe fileiros pucliados at a porta que
serve para todo o negocio \ no atierro da Boa
vista loja de seleiro do lado da Vialriz.
i&T til uros de diamantes ditos de fila-
gr aneles de diamantes ditos de ouro
com minas novs cordoeus de ouro finos pro-
prios para alfinete de peilo rozetas de dia-
mantes pulctiras de fiUgr rozetas de na-
nas novas e anetoeus de fiagi ua quina
do beco da Congregaio ai.
%sr Sapalos de duraque de Lisboa para
senbora a tooo ditos fraitiezes para bumem
ooj ditos inglezes a800 rap de Lisboa
200, bicos sonidos, ditos pralos fitas de
gai va penles de tai taruga j.aia marrara, di-
tos de coto, facas e garlos, tudo por preco
commodo ; ua luada cadea loja do Sr. Joa-
quim de Soua Pinto & Companiiia D 4.
tST Um pardo de touila figura proprio
para pagem de idade de 14 a ia annos; na
da da Vlacimbira termo di V'lU do P-
queiro Comarca do li.ejo da Madre de Ue-
os fogio em das de Setembro p. p o escra*
vo Joaquim creoulo filho do mesmo serla.,
o qual u houve por heranca do seu sugo o
finado Jos Cordeiro Moni* Falco, os hV
mu tero roupa e outra dita recolhida com es do esciavo sao os seguintes alto clieio
as mesmas habelidades na na do Fagundt do corpo cor bem prela, pernas bislante-
- mente grossas filia a'gum tanto rouca ten
do, das t as 10 horas da manta,
%ST Um preto bom sapateiri, e bem com-
|oi tlo ; na camboa do Carmo D. 10.
\$r Urna negra de n.uja de idade de 3o
anuos, cozinha o diario de urna casa e lava
D. 18.
tsr Pennas de emraa, esleirs de carnauba,
brancas e pintada proprias para salla : na
la da moeda 11. .4 *
%sr Farinha em sacas de muit j boa quali-
dade : na ra do Crespo D. 11.
l&eravos Fgidos
IST CAUTELI.AS da Sociedade Fortuna
T^.'Og tica, da Lotera da BOA VISTA ga-
niiaudo a \igtsima parle dos premios, cabendo
ua soile de j 000,000 reis duseulos mil ris a 1-----r~o~ "~ #- --...^, "-
preco de 060 nesta Typografia na praca ra da semala velba padaria de Antonio Jos
da independencia n. ao na ra larga de '
Rosario loja de miude^as D. ) na ra do
.es e im ue rclojoc-iio, e no largo do Li-
u.meiito ioja uo Snr. Gabiiel que lica no
principio do buu do Pudi.
Gomes D, di.
tT A armaco da loja da ra estreita do
Ilozario a tratar ua ra nova toja de Auto-
1110 Ferreira da Costa Braga
- tar Taimado de piuho largo ; no arma-
zem porbaixo do "5r. Catdozo juuto a cadea.
l^r Fugio no da iH do crreme um es-
rravo de nome Paulo de naco mocambique,
anda bucal que nao sabe dizer quem be seu
snr., alto cheio do corpo, cara redonda ,
olhos pequeos serrado da barba levou
vestido camisa e ceroulas curta novas e de
aigoda da ierra be raulo preguicoso que
mesmo no andarse conhece ; quem o pegar
leve ao atierro da Boa vista loja de fazeudas
do Sdva 5 que sei recompensado.
KST Fra dias ue Janeiro da crrenle anno
fugio a negra A.aiia de naco raboto,, de
idde de Jo e tantos anuos secca do Corjio ,
peilos cabidos com urna sicatriz no canto do
olbo esquerda denles aberlos uina marca
na testa ura tanto apagada os dedos dos ps
aterios com algumas costuras as costas ja
>pag-das levou vestida de lula camisa de
al(odozinlio foi esclava de outra preta da
mesina ii4i .) moradora em O.inda ; quem a
pegar tete ao largo do Terco loja de fazendas
l>. 11 que sera iccoropensado.
tST fto-dia 17 do conente i'ugiro do si-
no das candelas dous esciavos um de no ne
Vulofiio de naco cacange e o oulroda4uo-
o vicio de embriaguez lie bastante pratica
as estradas do serto pois em ouiras fgi-
das tem-se dirigido pa^a es sertes da Para-
hiba. Tem sido visto na povojcode S. 8eo-
toeCacimba, termo de G.ranliuns e l-
timamente que tomara par panetlis de M>"
randa: quem o |>eg r leve ao atierro da Boa
vista que lera 5o,ooo de gr difiMco. Fran-
cisco Xavier Pereira de Brito.
isr Desapareceo da cisa do abaixo assigni-
do na noute de 19 de Uezeinbro pa>sado un
escravo creoulo de no ne Themoleo baixo un
corpo cor bem preta cara larga queiH
fino maces do rosto bastante altas erit*
cipio de barba, bous denles, olhos gequenoS
peruas curtas, ps chatos e grandes, repre-
senta de idade a a anuos tem as costas al-
gumas marcas de chicote levou vestido ca-
misa e calcas de algodo e mais outra ca-
misa de chila de riscadinho azul chapeo da
palha ord.nai ia cosiuraa andar com as cal-
cas amarradas na cintura com um lenco ou
suspensoiio andar banseiro e de cabe?* bal-
xa comprado ao pardo Wauoel de Jess Bri'
to morador em Penedo do Rio de S l'r*""
cisco, Provincia das Alrgoas ; quem o pe^
gar leve a ponte velha a casa de VJanoel tf-
lis Nune de Caslro que recompnsala.
. Thomas de Aquino Carvallio.
J&1FC NA TYP. DE M, F.DE F.- 64l


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