Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04185


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Full Text
B1MJDM840- TfiBOA FBIR4
fado ago'a dependo de mi* mcs.noi; da ncssa prudencia, modera-
ca aertfia continuemos como principiarnos, seremos apontadoa
con ad.uiraco entre ai Macos mais cultas.
Proclamarlo da Assembtea Geral do Brasil:
e-o
Sabsc.'eve-se per esta folha a 3Jooo por quartel pago* adiantado*
nesU I ypografia ra das Cruzes D.3, e na Praca da Independen-
cia n. yj, e 38, onde se receliem correspondencias iegalisadas e an-
uuiicios, insiruido-se estes gratis, wndo dos proprios assienantes,
rindo assgnadoi.
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
Cidade da Parahiba e Villas dt soa pretencSo.......\
DiU do Rio Grande do Norte, e Villas dem.......L .
Dita da Fortaleza e Villas dem..............{*%' KSU3fdfit*
Cidade de Goianna...........,.........J
V,'^* 1? ?In.d...................." Todos OS di,SJ
Villa de b. Anuo......................Quintas fe.ras.
Dita de Garanhuns e PovoacSo do Bonito.........lo, e ?4 de cada mea
Unas do Caito, Serinhaem, Kio Formozo, e Porto Calvo, i, n, e ai dito dito
Cidade das A Incoas e de Macei............dem dem
Villa de Paja de Flore......................dem 13, dito dito
Todos os Correio parten ao meto da.
PHASES DA LOA NO MEZ DE DEZ.
Quart. cretc. a a as i b. e58 m da man.
La (JUea a q as i h. SU m. rta man.
Quart. raing. a s5- as 6 h. e 43 n. da lard.
La Nova a al as a h. e 5? Afare Acia para a dia'tS dt Dezembro.
As io horas e r> minutos da mrhi
As Ol llorase 50 intiluUM da tarde.
15 pg D'RZBMfum. Sv*. 2tt:
CAMBIOS. Dbiembio i a.
Londres......Si d. por Ifooo ced.
Lisboa ...... 8o por o|0 uro-nio por metal offerccido.
tranca......3lo re por trauco.
R;o de Janeiro ao par. Comp. Venda
(JURO-- Moeda de 6#oo res, vclhas i4'8>o i5.#o-io
Hilas ,, novas i'Joo ligHoai
Ditas de afooo res, Mjjfioo 8Jf3no
PKATA Pataces Krasifeiros ----- i#540 jfiSo
,, PesosColumnarios----------- li^o iftiva
Ditos Mexicanos ---.._. ijooj i|bao
Miuda. -----------------i#44o- if4bo
Descont de bilhetes da Alfand?a 118 por loo ao mea.
dem de letras 1 i| a 1 ip por hoa firmas otferecido.
Moeda de cobre a a 3 por 100 de dise.
das da semana.
i4 Segunda S. Angello Ah. Audiencia do Juis de Direlto de t
vara,
l' Terca S. Euzcbij D- M. Relaco e audiencia do Juis de Direito da
1. ara.
16 Quiru As Vi-geni d'frica Mm. Aul. do J. de D. da 3. vara.
17 Quinta S. Coianico M. Audiencia do Jais de Direito de secunda
vara
18 Sexta N. Snrs. d> O*. Audiencia do .luis de Direito da 1. vara.
19 Sabliado S. Fausta ReUco e Audiencia do Juis de Direito
ra 3. vara,
ao Domingo 4- do Advento S. De.mingos de Silos Ab.
PERNAMBUCO.
DIVERSAS REPARTICOENS.
COUREIO
O Pataxo Sumar de que he Vfestre Anto-
nio Jos Sumar sai pura o Rio Grande do Sul
tocando no Rio Je Janeiro no da 1 y do cor-
rente.
OBRAS PUBLICAS.
A Administraco Fiscal das Obras Publi-
cas, precisa de serventes que seo livres, e
possantes para trabalhos de arrastro de ma-
deiras. con o jornal drsetecenlos reis ; aquel-
las resssas que quiserem trabalbar podem
dirigir-se ao aponlador Geral na ponte da
Boa-vista.
Administraco Fiscal das Obras Publcas
4 de Desembro 1840.
Moura
A, F.
RIO GRANDE DO SL.
Continuado do n antecedente.
N. V.
O general coramaudante em chefe do exer-
cito republicano infrascripto, animado pelo
desej da. paz, e mais que ludo pelo amor da
humanidade, em resposta ;i negociado q' por
parle do Snr. Saturnino de Souza e Oliveira,
entabolou oSr. marecbal G. Francisco VJeu-
na liarrtto fiz alguraas proposces preli-
minares para servir de base a qualquer con-
venci que por ventura se podesse realisar ;
e quando espera va qua o delegado do gover-
no imperial possuido de iguaes sentimentos
quisesse de coracao terminar os males da pa-
tria hequanlo cem a maior sorpresa rece-
bi 1)mu papel escriplo e firmado pelo pro-
prio punho do Snr Saturnino com o Ululo
de conlestaco, cuja linguagem altiva e desa-
brida assaz prova quaulo aquelle Snr. est,
longe de almejar huma veraadeira e sincera
conciliacao*
Considera-nos como rebeldes elle oUere-
ros hum generoso perdao, promelte-nos o
esquecimeuto do passado, sem se lembrar que
ha rouit diurtica entre rebelio e lsistencia
legitima ; nesle ultimo caso eslo comprehen-
dos os republicanos no-grandense que jul-
gando-se assas fortes para resistir ao gover-
no do imperio, e fumando por isso hum
corpo separado, hum povo difireme, nao
tein juiz nein superior commum sobre a
trra.
Estabejecdos estes principios incontesta-
vf is, como he possivel se humilbem ao ponto
de teciher hum perdao ignomuuuso aquelles
mesmos que com colbido gloriosos laureitem
cem rombales e q' mais generosos sem duvido,
do que seus inimigus quando vencedores ,
coneedero sempie liberdade a todos os seus
prisioneiros ? Como he possivel faser-se bu-
na conciliacao, quando as torgas imperiaes
que oceupo recentcmente o Caiiy aiuda ali
ae couservao, e o Sr. balurnino declara fran-
camente que as nao manda retirar ?
C-reo lie possivel traUr-se hum negocio
tao grave e de taiila puuderai enlre o estre-
pito das armas e o estampido do Can bao ? f)e-
ve, por ventura o abaixo assiguado (so por
ser luji'sdo) aceitar o perdi vergonboso
que se hie ollera deixaudo de repelbr a
torca pela jorca sem eousullar u vontade
os inlereces de seus compatriotas, Intimido
desl arle a cojianva que bao neile deposila-
do ? Nao* O general commandanie
em chefe presa meis que tudo a sua dignida-
de a dignidade e a honra daquelles que Ihe
conferiro a alia misso de os libertar : elle
sent profundamente ver hurladas as esperan-
a que comebeu de pacificar promptamente
o seu paiz ; mas est convicto, vista de hum
tal proced ment, de que s as armas bao de
decidir a questo
J em oulra poca e quc em melhores
circunstancias para o Imperio o Sur. Jos
de Araujo Ribeiro propoz ao abaixo assig-
nado igual perdao. concedendo-lhe apenas o
praso de vinte e quatro horas para decidir-
se : cora a mais nobre indignaco forore-
pellidas laes proposlas, e anda boje go-
me a patria entregue aos horrores da guer-
ra civil.
Agora porem que a nossa posico he in-
coiitestavelmente mais forte que a do Imperio
e superior daquelle tempo pode algum ho-
roein sisudo conceber a ideia de dar-nos per-
dao ? Ab a lula se prolongar mas o D-
os das victoribs ha de como at aqu, pro-
teger a hum povo generoso e magnnimo que
combate por sua liberdade; ohritfados por nos-
sos ini'i igos, smmente 1 mpunliamos us armas
para defender nossos direitos ; as maldic<;oes
da patria rai'ao sobre os seus oppressores ;
el les e nao nos, sero os nicos responsa-
veis peraiile o Autor da Ndtuiesa e o mundo
pelas torrentes de Sdiigue que a inda se derra-
mar.
Ouartel general na villa de Setembrina ,
8 de marco de 1840.
ik'ulo Gongalves da Silva,
N. VI.
O Marecbal Menna Itarreto a Beato Goa-
^alves.
Querido amigo patricio e anligo carnera-
da. Li com extremo pesar a vossa carta de j
s 8 docorrente. e a resposta com que a a-
couipanhasles sobre a do nosso presidente.
Cju-indo loniei huma iniciativa neste negocio
en eslava persuadido que meus trabadlos
nao serio iniriictuosos porqne pensava que
vus outios coutinuaes obstinados em huma
guerra fratricida por talla de garantas das
proroessas de hum completo es jueciinente do
pasddo, de nao serdes perseguidos, de nao
perderdes vossus poslos de se vos conservar,
e roesoio dar os meios de subsistencia ; eu
cuidava que vs restablecidos na grande fa-
milia brasibira, protegidos contra a viugiac
dos oendidos reabel.lados para ludo na
Socieile couo antes da vossa tenUlivj ds se-
paraco da provincia, vos nao tenis imis a
a desejar j e enlo vendo e conhecendo 110 ac-
tual presidente esta pulitica estes senlimeu-
tos tao piotundameiile aireigados, loiuei a
iniciativa para vos segurdr deslas circunstan-
cias que me paiecio opporluuas para dar
a paz a nossa patria. Vejo porem que me en-
ganei i o absurdo de vossa primeiras propo-
siies ccmruecaro a desauinar-me e agota
me convenco da vossa ctgueira.
Diseis com grave injuatica que a int'iga
dos Lusitanos.esi ibiluindo em nossos desti-
nos i j-de atteuiamente o numero 5 do Co-
mercio tsiripio por dous adoptivos ; lde
a resposta uumero jj do ImperuliAta, escu-
pi debaixo da iuilueucia do presidenta ; lde
os nmeros segundes de ambos os joruaes e
reconuecereis tomo o presidente, nao s sus-
tenta va vigorosa mente a poltica da co.uilia-
cao e moderar a o pela sua parle, como procu-
rava ariejgal-a no.eptrito publico, tor.ma-lo
para ella ; sua ii fluencia tuas medidas, seu
conc"ilo tem operado a este respeito huma ver -
Jadeira mudanca no espirito publico. Elle
tem disposto os nimos nao s para o em-
preo deste <.ystema durante a luta, como pa
ra depois ; ea mudanca que operou no e>-
tylo do Commercio nrova bero que elle ni he
influido, antes influe benignamente e 110
melbor sentido que se pode desejar ; os Lu-
silauos sao meros espealad >res 4isua salutar
poltica e vo seguindo a torrele do espiri-
to publico por elle formado. Lede, lede com
attencio os expelientes artigo* escriptos no
Imperialistas edisei se be possivel sustentar
ideas mais benignas mlis conducentes paz,
mais pacificadoras. Vele se he pissirel tra-
tar-vos melbor desculpir com mais efica-
cia os vossos errros e dispor melbor os ani-
Vs queris ser tratados como gjverno n-
dependeute, como hum povo independeiiie ,
que nao tem juiz nem superior s^hre a trra!!
Donde vos veto essa direito das gentes ? Vos
ignoraes que sem estarde? constituidos, sem
eslardes reeonhecidos pdis demais nioes, #
nj lendes dirtito algum aseries assin tra-
tado ? Queris sustentar o que chamis vossa
dignidade oque nao be se nao vossa seguei-
ri e ob*lin 11,'o e pretendis que o ,overo >
de hum imperio preciada di sut ; que vo
d a juillo que o direilo das gentes vos n.> d,
e que emrim nio vosconsidere elle mesrao j
como subJitos do imperio, que nj vis tracie
co no Brasileiro ? E por que o presidente
nio re suhmette a taes absurdos dizeis que
elle ni> almeja humi verdtdeir.i e sincera
mos a vosso respeito, e para hum verdadei-j concilic > ? Aquepolepois reduzir-se es-
ra e proveilosa conciliacao entre irmijs. sa verdadeira e siuceri conciliacao se nio a
Vos pretendesles o absurdo da retirad* dis i dizerdes vos otitros Sam is Brasil-iros ,
foscas do Cahy, da volta das mais pira o Rio e o governo imperial diser-v-is Eu vos a-
virande Norte e Canil'o l Como concebestes, braco, esqueco vosso erros e suas conse pien-
que houvesse hum bomem de senso que to- cias e vos restabeleco em todos os vosssos
masse sobre si semelhante responsibeliJide? direitos?E nio be isso oque r os foi ga-
Que respofta espera veis de semelhante exi j rantido e a todos os vossos cj-uuni-ieiros que
gencia ? i\d a deveria o prndente tora ir vos immitassem ? N> se vos gara itio mes-
como urna burla (O? Assim a tomn, e res- mo o anvela-los a vi por huma relauo rio-
pnndeu com dignidade. Sua resposta na> he minsl ? Nao vedes, alem diiso, o miior en-
dlii va e desabrida ella deveria ser digna do penho ea dispor e'.irnir o espirito publi-
delegadi do governo do imperio ; fez mais, co qara essa comiliacao?
suslentou sua poltica, e garanti suas pro-I vfeu coracio se parte de dor ao ver perdida
mtssa e asilo governo imperial. > to bella oeCi>iij. Vos parecis ulanos de
___________________________________________, j alguns passulos liinmplios. e diseis que as
(1) Hura intitulado coronel dos rebeldes, armas decidiro. Eis .. miniu migji. As
que osahindonou depois do ataquj de Ta- armas de lira si.n quinJo poJu decidir
quary e pedio amnista por intermedio do rai, e decidiro con maii derranament*
encarregado de negocio* e>n Montevideo, deo de singue, com mus odio pira vos outros ,
a esle hum relalorio de todos os acontecmen- n** slragos e com ruinas para a nossa patria,
tos, planos e inlencoes de liento Goncalvos e mas decidiro contra %s. nao oduvideis.
Neto, drsde que cjmeearo as operagesdi) Vos j livesteis marinha e bu.u porto de
exercito imperial. Delle live huma copi. mir, vos livesles mu i tos lrium bjs e o mais
eo original existe em poder do governo ; lie assigualado do Rio Pardo ; e que consegus -
huma plena coufirmago de lodos os meus tes se nao prolongar os males da patria sa
officios sobre as operaces Depois de rea- nao lser vicllinas? O imperio enlo tinlu
tar como liento Goncalve a^pirentou com menos torcas, uis tropas e lavo bisonlus ,
o exerc'o sobre Porto Alegie, espalliaudo s nada aiftantasU, Agora maiores for-
que ia atacar as trinebeiras para ver se eu 9as de mdr e t:.ia vos perseguem por loia a
raandava retirar as lorcas com que fu occu- parte, vos eslaes cercido seso poderdes acudir
par provisoriamente o Cahy. para obstar que aos pontos em que sois atacados ; cada du
passasem foreas do sitio para a campan ha em cahern novas victimas da vossa obstinacao, p
socorro de Cassapiva e que junts as mais tantos piis de familias que podio ser salvos
haiessem a nossa columna de cdvalUria ao e servir sua patria, passo pjra a eteruida-
mando de Caldeiron ; depois de contar qua de l .
liento Goncalves vendo que nio me ioli-j Dizeis que podis mais do que o imperio to-
midava com esse inovimeuto apparenle lez do Hio merece isto a pena de Contestar-
vollaro seu exercito para o Viamo (sendo es- vos i mas se assim he nunca pode ser ig-
sa a retirada das suas lorcas destinadas ao iiomiuioso o perdao em tal conjunctura ; en-
cncoulro dasdoCaby, a que elle Hule no tao elie vos recuperar sy.np.inus perdidas,
artigo das suas proposi^ts ), accrescenta o Quando sea elle mais igiiomiuio>u agora ou
seguiute. quando uslikcrdes derrotados e vencidos ? E
Kecebeu (B. G ) oficios de Ismael, dan- poder enlo o goveruo dar-vo-lo ?
do parte de o mi migo ja se acbar p*das im- I Agora o espirito publico a La o apota 4
med atoes do contra -to e que nao padeca mas depois que a obstinarlo ti ver leito mais
duvida que ia a Cassapava e Bento Vlanoel victimas nj acoulecer o mesmo.
nao apparecia j ueste lempo Bento Goncalves' Vos *os liis nd> vossts forca, veremos qual
trabalnou para ver se Iluda o presdeme le- de nos se engand ; eu Umbem sou u.i provm-
gil por boma convenci a Em de tirar a co- cid e da profissj tambera conbeoo os recor
luiuna do Cahy, para cujo fira approveilou a sos de ambos us lados e nunca vi a vossa
proposico que o governo Ihe oll'ere.-ia de ser causa tai perdida como actualmente. Vlnij
perdoudo (a lira de ueste lempo elle mesmo poJeria dizer sobre o vosso tpico da defecado
passar) mas o piesideule legit nao se iklu- vossa Ituerdade, devotos direitos e dniuel-
dio. I les que dizeis vos encarregara deas t mis.i 1
O autor deste relatorio he Manoel Gomes porem vi sabis qual a libirdade de que go-
Pereira mimo amigo de Bento Goncalves zo nossos visinlius republicanos que e.Ia
tal era a boa i e empeubo com que quera nao consiste s uo nomo de republie j e lia
evitar o derramameule de tangue, e com que ; pteciso suppr-vos destituido de senso cortv*
agora tamben o quer. I muta para que precise comparar ros a libar-


DIARIO &G PEHWAMBCO
m
m
Jade de que Roamos em hum governo const-
rucional slidamente constituido coro essa
de que tem gozado a nossa patria lia quasi 5
annos,e de q' goza 5 os nossos visinhos lia tan-
tos annos: a osa misso ser so fater vicli-
jnas e serdes vos mesmo victima dos que j
erobiciono vosso lugar, lo precario, lioi-
inargurado.
Diris que tendes si Jo mais generosos do
que os imperiales dando sempre a liberdade
os vossos prisioneiros. Aflora mesmo acabis
de leroetter mais de 3o prisioneiros para Cas-
sapava e o alteres 6lho do lente coronel
"Villas-Boas fci amarrado com hum negro em
hum cinto de couro.
Eu vos lecommendo a Ieitura da relaco dos
mustiados no ti. 5H do Imperialista e per-
gnntai depois vossa consciencia de que parte
lem estado a generosidade. Quanlos prisio-
neiros tendes feilo desde o principio da lula ,
(finitos conservis presos actualmente P Qu-
tos tem hito as Torcas imperiacs no metmn
lempo quantos conserva aclualraen'e presos?
Faiei a conta e sede justo.
Como voluntariamente tomei a iniciativa
ueste negocio nao quiz deixar de dizer-vos
'francamente o que sinto : resta-me a conso-
Ucu da mi n lia consciencia de ter tra bal ha-
do para o Lera dos mens patricios ; e de ttr
rrostado os maldizentes para vos fazer par-
ticularmente hum servico a vos mesmo : se
"ora o desconheceis em alguno lempa oro-
nhecereis e me fareis juslica e diris que
'dfsempeniei os deveres de amigo cmara -
da e I,.
Gaspar Francisco Merina Brrelo,
N. VII.
Ultima resposta de Bento Goncalves da Silva
Querido amigo, patricio e antigo ramarida.
A leitura da vossa carta com data de 11
do corrente, em resposta roinha de 8 que
motivou l:um papel escriploe firmado peloSr.
Saturnino cada vez mais me convence de que
tanto tris, como o tosso presidente nao ali-
mentis de certo o puro desejo de levar a ef-
feito huma sincera concilia.io. Vos julgais
que ella nao pode reduzir-se seno a di/ermos
r.s Somcs Brasileiros e o governo impe-
rial : Eu os abraco, esquego os vossos er-
res e suas consequencias e vos restabeleco
em lodosos voesos direitos, Quero conceder
que tal ronciliacfio nos conviesse pode ella
ter lugar entre o eslrondo das armas ? Devo
eu annuir a semelhante proposico sem con-
sultar primeiro a vonlade de meus comida
daos? Posso consull.tr essa volitada, dispor
mesmo os nnirnos para tal fim quando o i-
nimtgo ameaca too ar a offensiva quando he
preciso repellir a forca pelo torca ? Ou que-
ris vos que eu rommetta a indignidade de a-
bandonar a causa de meus committentes sem
que elle* o saiba, e de apresentar-me sup-
plicante ao governo do imperio ? Ponde-vos
nn meu lugar, e dizei se seriis capaz de
tunta perfidia de tanta infamia. Anda
Uiesmo ueste ultimo caso, que lucro, que
proveilo pode colher dahi a causa do impeli?
A deecco de hum s hornero por mais
prestigio, por mais influencia que elle lenha.
he tiaolanle para decidir da paz ? A traigo
da ilha do Fanfa e suas ronsequencias assaz
vos tem provado o contrario He este pois
hum negocio que depende do juizo de minios
para ohier-se hum feliz esullado detem
todos ser cuvidos ; e eis o que nao pode ter
lugar sendo como he preciso oppor
rigorosa resistencia as forjas imperiaes es'a-
cior.adasno Cali y, Esla verdade he obvia ,
nao sole objecio.
Fieai poiem entendendo que, comquanto
nos (Ovenha huma conciliario honrosa edig-
i.a de us nao nos conven toua\ia a que vi
cereceis. A guerra que sustentamos nao he
huma guerra de caprichos mas siiu de prin-
cipios e a garanta destes principios he hu-
ma ecudico line qua non. Huma oppiesso
MiitOM pesava sobre o povo lio-grandense ;
era a cada passo posteigados seus diieitos,
\iolada sua libeidade, e a influencia lusita-
na que devia acabar com o glorioso 7 de a-
bril dominara por toda a parte. Imputba-
mos as ai mas para resistir oppresso nao
tintad os ento idea de mudar a iru a de go-
verno eslaftlecioa ; nas asaliocidades e *io-
hiuias praticadas pelo goveiuo do imperio,
tt us 1 gentes e delegados nos forcara a pro-
clamar nossa independencia: quer antes,
quer depoisdeste co corabalemos sem pie
por os pi iuci ios ; isto he por huma verda-
deira iiLtidade ; i.o lmente de direito,
n.as tanLtm de laclo. Como desistiremos
ho;e ua luu sem salvar esses principio*? Que
gdidniBs nos da o goveino iupeiiai Ue mudar
sua ccnduiu uu liuuio ? De que novos pro-
cnsules nao nulo enviado* pula oppriaur-
i.os e tjrbumsar-iios ? lie que a constituico
a lei striao ieiigioauufcule uianUlas e ob- <
tervaras ? De que a influencia lusitana deve
cessarde huma vez?
Huma conciliacSo, taTqual nospropondes,
deixa-nos exposlos a novos males ao males
coronel 1C!re*cenci chefe republicano pro-
va assaz que o governo imperial reconbece es-
ta verdade, ero he preciso, para serroos
tratados conforme o direito das gentes que
hum estado ou queao menos sejamos provi-
soriamente hum corpo separado hum povo
difieren te.
Blasonando de vossas forcas, temeraria-
mente a vaneis que nos estamos cercadas, que
nao podemos acudir aos pontos ero que somos
atacados. Admira que sendo vos do Rio
Grande e tambero da pronsso cotihecendo
os recursos de ambos os lados e devendo es-
tar ao facto da geographia do paiz vos te-
nhaes illudido ao ponto de suppr nos cerca-
dos e dejulgar que nao podernos acudir aos
lugares em que somos atacados. Semelliante
proposicao alero de absurda he irrisoria.
Se eu corresse o perigo de ficar cercado dei-
tal-vez de huma nova revoluco. F, sei; ella teja reconhecida nossa independencia pelas
admissivel por essa forma-, depon de huma 'demais iiaces ; basta que formemos de facto
luja lo ensangueutada ?
Dizeis que nao perderemos nossos postos le-
gaes que sero conservados e se nos daro
mesmo raeios de subsistencia : eis a que se li-
mita todas as vossas garantas. Eu j vos
respond que a nossa qtieslao he de principios,
e n5o de interesses individuaes. Pensaes a-
casoqueme puz frfnte da revolucao para
fazer a minha foiluna ? Ab quo mal me
conhecf.is A experiencia e os faclos vos de-
via5 ter convencido do contrario : nanea ira
ceflou a amliiqo do ouro } e longe de locu-
pletar-mecom a guerra tenbo empobreci-
do.
Dizeis mais que Rearemos restabeteciijos na
flrande familia brarileira. Ah era eu ,
nem os Rio-Grandenses desejamos desligar-
nos absolutamente do Brazil: a mesroa reli-
gio a mesma linguagem os mesmos uzos ,
os mesmos costumes vnculos de sangue ,
lacos de amizade e finalmente as mais ter-
nas synipathias inclina nosso cora cao a favor
de que consideramos irmo gozando de
huma absoluta independencia no rgimen de
nossos negocios internos e peculiares nao
duvidariaraos quanlo ao mais submetter-
nosa hum overno geral que velassa sobre o
ijPm e os interesses da unio. 'tVmpo vira,
talvez, emque por factos possa couvencei-
vos desta verdade. Grandes sao o vossos es-
forcos P"a provar-me que os Lusitanos nao
conservad ah influencia ; e entretanto o coro-
maidante do vosso exer. ilo e os vossos princi-
pies chefes sao doptivos e dominados por
prejuuos metropolitanos. Na corle hum con-
de de La 'es mini tro da guena 5 ero Santa
Catharin" hum Andrea presidente ; final-
mente em totla parte vemos empreados e
dictando a la mmensos Porluguezes, a
maior parle delles inimigos igadaes do Brazil
e de suas insliiuic'tes. Como pois se ho de
conciliar estes fados com o que me HfEr-
mais ?
Vos roe args de querer que nos tratem co-
mo Irum governo romo hum povo indepen-
dentequenao tero juiz ero superior sdbrea
ierra, e com ufan' me perguntais donde veio
ess" direito das gentes ?-- Besponderei que
de Vattel. He elle (juera d:z que o uso d o
nomede guerra civil a toda a guerra que se
faz entre os membros de huma mesma lorie
dade poltica: se esto de hum lado os cida-
dos, e de outro o soberano com aquelles que
Ihe obedecer, basta que os descontentes te-
nhaalguma razo de tomar as armas, para
que se chame a esla desordem guerra civil e
nao rebellio. O principe nao deixa de cha-
mar rebeldes a todos os subditos que Ihe resis-
tero abertamente ; mas, quando eslessao as-
saz fortes para resistir-lhe para obriga-lo a
fazer a guerra regularmente, he indispensa'vel
que elle se resolva a solTrer o termo de guerra
civil. A guerra civil rompe os lacos da so-
ciedad* e do goveino, ou pelo menos sus-
pende a sua forca e effeito : ella d nascimen-
to em huma naijo a dous partidos indepen-
dentes que se olha como inimigos e nao reco-
nhecero algum juiz commum. He pois neces-
se acba presentemente em Cagapava gozan-
do de plena liberdade debaixo de sua p%la"
vra de honra ; e sej nao fot restituido 0
gremio de sua familia bem como esses pou-
eos que ali existem he porque vista das
atrocidades praticadas pelos agentes do gover-
no imperial convem couserval-os ero reens
afna de contr a aquelles na rbita do direito
das gentes pelo temor das represalias.
Recommendais-me a leitura da relaco dos
amnistiados no n. 58 do Imperialista e per-
guntais-me quantos |>rsioneiros temos feto
desde o principio da Inta quantos conserva-
mos presos actualmente, quantos tero feilo
as forcas imperiaes no mesmo lempo ; e quan-
los conservo actualmente presos ? Forcoso
me he responder-vos que desde o comego
da luta at o presente teaios feilo segura-
mente em diversos comb 1 tes, mais de tres
mil prisioneiros ; que destes haver soment
trinta e tantos que esto retidos na villa da
xaria que impunemente as forcas imperiaes Cagapava ; que a maior parte dos presos fei-
oceupassem oCahi tendo alias aqui forcas'los pelo governo imperial sao cidados pacifi-
sobejas para as fazer desalojr daquelle pon-' eos que nao fora capturados com as arnais na
lo ( ) ? Os frequenles revezts que tendes mo que o despotismo e a prepotencia tem
sol'ridoera diversos cmbales lora deste pan- arrancado do seo de suas familias; desta
lo vos nao provao assaz que temos numerosas classe sao quasi todos o< amnistiados deque
forcas para acudir a qualquer parte aonde por trata o Imperialista n. 58, mudo; dosquaes
ventura seja precisas ? Podis persuadir-vos victimas da mais inaudita deshumanidade, fo-
de que estou orlado, qnando diariamente rao fina'mente sollos das immundas masmor-
recebo parlicipaces dos diferentes chefes da ras em que jaera sepultados por espago de
caropanha ? Ignoraes acaso, quanlo estes quatro annos, depois de terem passado pof
sao mais habis que os vossos quanlo Ibes todas as miserias, sofrimentos e privacoes
sao superiores na sciencia da estrategia ? Ho que poden aftligir a especie humana. Agora
sabis que, segundo o nosso plano geral de mesmo existem presos na corte do imperio,
operages estamos sempre preparados para em Pernamqucoe nessa cidade alguosdes-'
rechacaro inimigo aonde quer que appare- gracados que anida nao podera o>ter a sua
ca ? Ali! lalvez muilo breve ebegue o mo- liberdade. A' vista do exposto sede impsr*
ment emque se dissipe a vossa cegueira cial e decid vos mesmo deque parte existe
Dizeis que ainda na hypothese de termos a generosidade.
nos mais fortes do que o imperio nem assira Se por outra parte consideramos na feroci-
pde ser ignominioso o perdo offrrecido dade dos agentes e delegados do governo im-.
porque recuperarei sympalhias perdidas. Ora penal, qu.d o resultado de nossis reQexes ?
Pois o simples facto de recuperar sy.mpathias a convengo da liba do Fanfa ( 1 ) dasatro-*
perdidas no imperio, quando hei adquirido eidades que commettera nessa cidade ; da
maiores na repblica pode compensar o op-- perseguicao espantosa que fizera por toda a
probrio de hum perdo ? parte, a ponto de cacar caro caes, como so
Interrogais-me ainda, quando ser hum caga feras indmitas aos infelizes refugia-
tal perdo ignominioso ? Agora ou quan- dos nos matlos: deixarei no esquecimento o
do eu esliver derrotado e vencido ? E pode- triste espectculo de hum Sirno Gomes Bar-
ra ento o governo d:ir-ro'o ? Agors (di*eis) reto enforcado no les da verga e axposto
o espirito publico ainda o apoia ; roas depois assim por algumas horas a mofa e ao escarneo
nao acconlecer o mesmo. Besponderei a es- de seos inimigos ( a ) : guard irei silencio so-
te quisilo perguntando-vos igualmente que breo horroroso assassinato perpetrad j napes-
certeza tendes de decidir-se a victoria por soa do seropre chorado general Lima de
vos? Se, apesar da filaucia dos vossos, he hum Barbosa Mineiro de hum Franaisco
este hum successo que depende ainda d sorte Raymundo ; o primeiro d-pois de prisionei-
das armas e que s pode prever o eos dos ro o segundo na cadea do Rio Grande e o
exercitos; como em vez de argumentar com terceiro 110 centro de sua casa e aos proprios
factos, queris convencer-me com lasoes ex-i olbos de huma ini aficia ecliorosa, que,
sientes na contingencia do futuro na massa por querer soccorrel-o abracando-o foi
das possibilidades ? I indignamente espuicada : nao fallarei em
O exemplo dos nossos visinbos repblica- Davila e Brum envenenados na prisao; era
nos he hum lugar commum bastante sedico ,! Vasco Amaro e Zorboni : em Antonio Bdle-
e que tem sido ja' por veses victoriosamente }* > Jso Aniunes, capito No e Jos dos
refutado. Se he roister recorrer a exemfilos Santos Paiva ; os dous primeiros desolados
para demonstraros inconvenientes do syste-l em huma viagem que iazia os que se Ihes
na republicano porque me nao presentis seguero brbaramente assassinados no seio de
entre os antigos o da Grecia e Roma entre, "" familias e o ultimo arraucado dos bra-
os modernos o de Veneza Genova Suissa e Hollanda e roui recenlemente o dos Esta- i Norte at que exhalou o ultimo suspiro : na-
dos-Uniios do Norte-Amrica? Qual a- di finalmente direi sobre hum joven irmo
poca de sua maior grandeza e felicidade ? Nao de No e o capito Silverio Prates que
sario que esles dous partidos sejao considera- foi depois que comecio a gosar os heos do depois de presos fora estrangulad.>s por or-
dos como formando, ao menos pro risoriamen- systema alemocralico ? Demonstrar as imper- dem (lft Silva Tarares, Factos sao estes ante-
1 .___1 ]____&________^-t I (" i" ._ i ^._a.l^..a__k I .. __ i. j ^ .^ ___ __ .1. pi.mijii' Q < 1 m inljIriAfiii iln W i- W I .i p>.w..> n 11 t
feices e liei'eitos dos goveruos monaichico-
conatitucionaes he hura objeclo alheio da
riores admiuistraco do Sr, Saturnino que
nesta parte era nada mudou a marcha segui-
queslo e para que de certo nao bastara o' da po- seus antecessores Os assassiualos de
corlo espago de huma ca
conceder-vos de
que
carta Quero purera cidados inermes e pacficos que existia5 no
nao seia chimenea n\ seio de suas familias por exemplo, os do
te, douscorpos separados dous povos de-
ferentes. Que hum delles tenha leito mal em
romper a uiudade do estado em resistir
aulondade legitima nem assim eslo de fic-
to menos divididos. Demais, quero julgar
de que lado est a razo e a injustica ? Liles! pratica a theoiia dos poderes equilibrados de coronel Leo seu irmo e mais dous coropa-
nbeiros perpetrados por Francisco Pedro ,
hum dos chefes que mais coiifiauca merecen!
do vosso governo j o majir Mouleiro j Fio-*
riano conbecdo vulgarmente por Carac t
e mais dezeseis infelizes que depois de pri-
sioneiros fora degjlados por J uca lrande ;
os que Antonio de Mello e Albuquerque fea
ha pouco lempo prisioneiros, que matou,
cinco das depois participando que raorrera
no combale ; o capilo Antonio Rangel de A-
zambuja jove protector de quasi todos os
prisioneiros imperiaes, que, viajando seai
compauhia de hum camarada e de hum escra-
voseu foi depois de preso degollado pof
os intitulados legalistas salteadores do Fa->
xinal ; o eapito Angelo Ignacio de llircellos,
o lente Isidoro i\ mus homem ja decrepi-
to lirados para fora de suas tasas e tru-
cidados ferozmente 3 Liberio de Souza Prado,
morto era seu proprio leilo por Fredo Barbo ;
o cabo beralim que, rendendo-se debaixo
da promessa de se Ihe conservar a vida fot
esto pois 110 caso de duas naces que
entra em conlestaco ; eque, nao podeudo
combinar-se recorrero s armas.
Eis as formaes palavras de Vatlel : resta a-
gora indagar se os Kio-Grandenses esto ueste
caso. Temos nos lorca sulhtientes para re-
sistir ao goveino do imperio para obrigu-lo
a fazer huma gueira regular ? Temos. Lo-
go, pergunto eu tambera como negar-seo
direito de sermos Iraclados com mais uignida-
de, como hum corpo separ-do hum povo
dillerente ao menos provisoriamente ? E foi
essa por ventura a linguagem de vosso presi-
dente ? Chamando-nosanaichico, ollerecen-
do-noscomo poresmola o perdo nao pre-
tende elle arrogai-se huma superioridade que
elleciivau.eiiie nao exerce? Sei por ventura
dtsbonioso para o governo impeiial, ser
cunlia a sua diguidade -tractar ro.Miosco por
meiodehuma convenci emque reciproca
mente se esliputefu as condicoes segundo as
quois deve pacilicar-se o ( ca de alguns dos nossos prisioneiros e o armis-
ticio convendonado lia tres annos entre Gieu-
lell, commandanle da vossa sejuadra, eo por boma couTtnyo ?
que se goze ahi de huma verdadeira liberda-
de pode faser-se huma applicaco desta re-
gr antes e depois uu immorlal 7 de abril os
seus governaules lera sido dominados pelo es-
pirito de corrupgo e vemlidade ? Que ha
elle feilo em beneficio da causa puolica ?
Qual seu systema sua poltica e sua adrai-
nislraco? Ali! meu caro amigo, seria
melhor que nao tocasseis era semelnaute as-
sumpto.
Accusais-roe de ter remetlido para Cassa-
pava anda ha pouco terapo, mais de trin-
ta prisioneiros ; de ler sido amarrado com
hum negro e em ciutto de couro o alteres
Villas-lioas. Quem vos deu taes iuformaces
enganou-vos cuiuplctamenie, O aliares Vil-
las-iioas loi seuipre tratado com aquella de-
cencia e digmdade que se deve guardar para
com hum tlli -al prisioneiro ; e tal tem sido
sempre o nosso comporlameuto para com lo-
dos os outros em iguaes circuuslaucias ; elle
(*) E porque propox eatao a sua retirada [ (') Derrota s m, nunca houve coareD9o
(*J Xudo isto sao aisiiiades.
I
d.


JCr':~
m*m
DARIO DH PEltIVARUCO
S

]0go acutila'do e sobre seu cadver. ensan-
ouentado e inda semi-vivo marrhou em
triumpho a tropa que comrandava Felippe
ISery ; como em outro lempo pratic'ra os
Vndalos os Godos tes povos barbaros da
Asa e da Europa e por ultimo alguns pri-
ioneiros de nossa li'nha sac ideados nossa
propria vista ao furor de bUma soldadesca
bruttl e desenfieada.
Todos estes horrores digo sao com me t-
tido durante a presidencia do Snr. Satur-
nino e assaz comprova a (generosa huraa-
nidade do governo imperial. Sao desta clas-
se o* prisioneiros que tos tendes feilo, sao
estes os cidadios que podio ser salvos, e que,
victimas da crueldade dos vossos passao dia-
riamente para eternidade. Estes os pais de
familia, cujas viuvase orfos pedem ao ceo vin
ganca contra seus aisassinos-, estes os triumphos
qae leudes obtido as victorias da que tanto
alardeis. Infelisraente, o governu impe-
rial em suas sanguinolentas correras com
escndalo geral da tiumanidade nos iaz hoje
liuu.a guerra de Cossacos menos digna sem
duvida de hum povo livre e civilisado.
Como me fallis com franqueza nao posso
deixar de ser igualmente ingenuo comvosco.
Nutro em meu peito sinceros desjos de paz ,
decuncilliaco de fraternal amizade ; mas o
tosso presidente e o vosso governo nao esto
anda fartos de ca nageru querem mais san-
gue ; pois bem o sangue se derramar.
Minba consciencia est tranquilla, pois alo
lie culpa minha porque os males da patria
anda conlinuo
Tempo vira em que seja por vos reconheci-
da esta verdade e enio fareis mais juslica
aos nobres senlimenlos de vosso amigo an-
tigo carnada I*.- 13eU Goncalvez da Silva.
Quarlel general na tiia de Seplembriuua ,
i5 u Marco de ibqo.
(Continuar-se-h. )
.Noticias Estraiigeiras.
RIO DA PRATA.
Montevideo 3 de novembro*
A mmlia ultima foi ero tg de setembro pr-
ximo passado 5 desde enlo ata boje tem havi-
do acontecimenlos nolaveis. A 11 de oulubrd
sabio pa/a Buenos-Ayres o vice almirante
Mackau ; ne mesmu dia para alli foi tambem
o commodore aroericauo e ao seguinte o in-
fle/. ; a ao embarcou no vapor de guerra
francez para o mesmo destino o conlra-al-
imrunte Dupolet ealguns oliciaes ; ea 5i sa-
bio na escuna de guerra Relmpago o co-
ronel argentino Ramites ( por alcunha Ma-
lino ) que tiuba sido preso no Paran e es-
lava a bordo da esquadra francesa preso.
Lavalle enlrou em Santa l-' nos ins de se-
tembro e prisinnou o general Garson e ou-
Iros cfficiaes orientaos ao servico de llosas. Em
Buenos-Ayies commeltero-se < ultimamen'e
horroiosas tropelas ; a emigracio para aqui
be immensa j e as contiscaces conlinuo.
Depois de varias conferencias entre aquelle
vice-almiranle e o ministro de ielac6es exte-
riores da Repblica Argeutiiia conviero e
assignro em att do dito outubio hum
tratado que nao satis fez a ningueo; e os Fran-
lezes brauo contra elle*
Na Repblica Argtntina segu a guerra
civil e ninguem pode prever o resultado.
Esta repblica tambem se prepara para a
guerra.
O presidente fez a sua entrada nesta cidade
a a7 o prximo passado endo recebido com
demonslraces du regozjo.
EXTRACTOS DAS FOLHAS DE BUE-
(NOS-AYRES.
Buenos-Ayres, a de uovembroj
TRATADO DE PAZ,
(I
Os quaes plenipotenciarios; depois desee
terem cmmnicado os respectivos poderes
que acbro em boa e devida forma cnvii-
cionr o seguinte :
Art. i.
Si reconhecidas pelo gverho de Buenos-
Ayres as indemnisaces devidas aos Francezes
que lenho experimentado perdas ou soffrido
nrejuizos na Repblica Argentina ; e o mon-
tante destas indemnisaces que comente Ti-
ca para determinarle ser ajustado do pra-
zo de se3 mezes por meio de seis arbitros
Horneados de comraum acord e tres por ca-
da parte entre os dou> plenipotenciario1.
Em caso de dissentimenlo o ajuste das di-
tas indemnisacaes ser deferido ao arbitra-
mento de huma tereeira potencia que ser
designada pelo governo francez.
art. a.
O bloqueio dos purtos argentinos ser le-
vantado e a Iba de Martina Garca evacua-
da pelas forcas francezas ao* oito das seguid-
les da ratificacao da presente conveuco pelo
governo de Buenos-Ayre.
O material de armamento da dita ilha ser
restabelecido tal como estava em iodeoulu-
bro de |83S.
Os dous barcos da guerra argentinos captu-
rados durante o bloqueio ou outros dous da
mesma forca e valor ser5 entregues no
mesmo prazo com o seu material de arma-
mento completo, disposico do dilo governo.
at. 3.
Se no prazo de hum mez a contar da dita
rt inca gao, os Argentinos que foro proscrip-
tos do seu paiz natal em diversas pocas do i.
de dezemro de i838 abandonaren, todos,
ou huma parte d'elles, a attitude hostil em
que se acho actualmente contra o governo de
lluanos-Ayres encarregado das reloces ex-
teriores da Confederadlo Argentina, o dito
governo admittindo desde j para este caso
a interferencia amigavel da Franca relativa-
mente s pessoas d'estes offerece conceder li-
cencia para poderem vollar ao territorio da sua
patria, a todos aquelles cuja presenca n'elle nad
seja incompativel com a ordem e segurancia
publica ; de sorte que as pessots a quem esta
licenca frconsedida nao sejo incommoJadas
nem perseguidas por sna conducta anterior.
Em quanto aos que se acho com as armas
na mi > sobre o territorio da Confederado
Argentina nao ter efeito o presente artigo
senio a favor dos que as depuzerem no prazo
de oito das a contar da communicaco ofi-
cial da presente convenci que ser feita a
seus chefes por intermedio de hum agente
francez e outro argentino especialmente en-
carregados d'esla misso.
Em f do que os respectros plenlpotnci-
ios firmaran a dita convenci 6 a sellara
com os seus sellos.
Feito a bordo do bergantina parlamentar
francez 4t Botllonnaise em ao. de outubro
de i8o;
Filppe Arana.
Bario de Mackau.
I
entre a Franca e o governo de Buenos-Ay-
res encarregado das relacues exterior/ da
Confrderaco Argentina.
S. M. el-rei dus Francezes e S. Ex. o gfl-
vernador e capilao general da provincia de
Buenos-Ayres, encarregado das relajees ex-
teriores da L.onfedera;ao Argentina dese-
cando arranjar e terminar as questes penden
tes entre a Franca e o dito governo Bornea-
rte plenipotenciarios para esse lim a saber-
S. M. el rei dos Francezes a M. Ange Re-
ne Armand de Mackau bario de Maikau ,
gro-etbcial da ordem real da legiio de honra,
Tice-almirante commandanle era chele das
forcas navaes da Franca empregadas nos ma-
res da Ameiica do Sul;
E S. Ex. o governador e'ca^ito general a
S. Ex. o ministro das rea oes extei iores do
dito goveruo, camansu Dr V, Filippe A-
faoa| Acwea^
Kao sio comprehendidos no present arti-
gos generaes e chefes de eorpos a nao ser
que por actos posteriores se faco credores da
clemencia do governo.
AET. 4*
Ficaentendido que o governo de nuenos-
Ayres continuar a considerar a Repblica O-
rieutal do Uruguay em estado de absoluta e
perfeita independencia, segundo foi estipulada
na convenci preliminar de paz de i-j de agos-
to de 1828 com o imperio do Brasil ; salvos
os direilos naturaes na parte que o demandem
a juslica a honra euignidade da Gonfede-
raco Argentina.
ART. 5.
Anda que todos os subditos das potencias
neutraes e amigas tem tido na Repblica Ar-
gentina iguaes direitos e tratamento o gover-
no de S. M. el-rei dos Francezes, e o da
provincia de Buenos-Ayres enrarreado das
relacues exteriores da Conlederatio Argenti-
na convm em que durante a negociadlo
de hum tratado de commeieio e navega entre ambas as paites, Francezes gozarn
na Repblica Argentina pelo que respeita a
pessoas e propiedades das vanlagens conce-
didas naco mais favorecida.
AT. 6.
Ilcm entendido que sem prejuizo do esti-
pulado no artigo anterior se o governo da
Conlederacio Argentina conceder aos cid adi-
s ou naturaes de algum ou de todos os esta-
dos di Atneiica do Sul especiaes vanlagens
civil ou polticas mais exleusas cloqueas
que desfruto actualmente os subditos de to-
das e enda huma das naces amigas e neutraes,
anda as mais favorecidas taes vanlagens nio
sfciaii extensivas aos cidadios francezes resi-
dentes no tenilorio da Conlederacio Argen-
tina nem poder ser reclamadas por eiles
ART. 7.
A presente convenci sera ratificada as
raiicacjos cambiadas em Pars dentro de oi-
" iNio vftrdade como teem annunciado
alguns jornaes que o Duque de Bro>lie dis-
suadiss/: M, Guizot de entrar no Ministerio ,
mas M. de Bio(lie s Ibe acouselliou que
exigisse certas coudices e que se enlend'esse
precisamente sobre ellas.
* Seja como for e tdlvez com a mudanga
d'uma ou duas pessaasd importan ia secunda-
ria o cerlo que se ha lormarmado o mi-
nislerio presidido por M. Soult, tal qual es-
lava annunciado. M. Dufaure horneen de
considerael importancia tanto porque de-
butado d'uma das ciclades mais considera veis
da Franca (Uoideaux), como porque conse-
;uio |.i-se testa d'uma pequea liauxo
do ceir gauche leve alguns escrpulos de
uuir-se ao ministerio ; porem depois d'uma
couversacao que leve lujar entre elle e M.
lome/es o mais tardar por intermedio de [ Villemain M. Dufaure cedo aos argumeu-
uum ministro plenipotenciario do governo da los a'elle e decidio-se a acceder lormaeao
repblica, que para eai fim sera acreditado j do Gabinete Suuli-Guuol. Todava, M.vl
junio ao goveruo de ). Mi irei ^do Jrraur Dufaure e Fassy declararo que nao se uni-
RATIFfCAC\ DI TRATADO POR
PARTE DO GOVERNO DE BUENOS-
AYRES.
Nos Juan Manuel de Rosas governador
e cupitio general da provincia de Buenos-
Ayres, ene regado das relayes exteriores das
provincias da Confederaco Argentina ha-
vendo, em cumprimenlo da lei fundimenlal
de 3 dejineiro de i8i5, dadoronta da pre-
cedente conveuco a honrada junta dos re-
presentante? desta provincia e obtido do smi
pleno poder e approvaco pira ratificar e con-
firmar a dita convenci pelo presente acto a
ratificamos e confirmamos em toda a forma ,
compromottendo-nos e obrigando-nos em
nome das ditas provincias confederadas do
Rio da Prata a que todas as eslipulages
fitas e obrigages cantrahiJas nella sejo
fiel e inviolavelmentrt cumplidas. Em f do
que firmamos com o proprio punho o prsen-
le instrumento de rttificagao, mandando-o
refereudar por nosso ministro secretario du
estado na reparticio da fazc-nda. Em os san-
tos lugares de Rosas, em ii de outubro de
184o.
Juan Manuel Rosas.
Manuel Insiarte.
( Do esperUdor. )
"* *' '">
FRANgA.
Novo Ministerio.
Lemos folhas Inglezas com data de 19 da
Outubro ate 5 di corrente eos fados mais
importantes que n'ellas encontramos sio a
resijnacio do Ministerio "Thiers", ea orga-
nisacio de nova Administrarlo em Franja ,
presidida pelo Marechal Soult ou por M.
Guizot, que era embaixador Francez em Lon-
dres o qual ebegou a Pariz nodie a6 d'Ou-
tubro.
Tomava-se na Inglaterra assim como em
Franca o maior interesse em assegurar o re-
sultado dos estorcos que constava fizerem-
se em Pariz para se organisar urna nova Ad-
ministracio em lugir da de Thiers. Achar-
se-ha mais abaixo a lista do novo Ministerio ,
que Soull e Guizot consiguiro formar: esta
tarefa foi comecada por Soult ;; 23 d'Outu-
bro e pode-se dizer concluida a ai. A aG
chegou Guizot a Pariz, e teve inmediata-
mente urna audiencia de Luiz Felipe. Nada
Se decidi definitivamente na primeir entre-
vista ; porem ganhou-se um grande ponto na
opnio dos amigos da paz quando se soube
que concordando Guizot as condices do Rei,
estava disposto a acechar a pasta. A fj leve
Guizot varias entrevistas com o Rei e enlo
se estabelleeero com rauia clareza as bases
das coudices com que elle acceitaria a im-
portante e responsavel posieio, q' Ibe foi offe-
recida nos conselhos de Luiz Felipe. En-
tende-se geralmenle que os principios, por
que se guiar o novo Governo sio urna es-
pecie de semi-conservatismo interne e um
curso de poltica firme e corajosa se bem que
conciliatoria externamente. Acrescenta-se
que a este respeilo ha a mais cordial concor-
rencia da seniimentos entre Luiz Felippe e
os seus principaes Ministros Soull e Guizot.
Em relerencia ao principio das negociaedes
entre o Rei e Guizol para a formacio do novo
Ministerio faz um correspondente do Times
as seguinles observaees :
homem de considerado no gafcirtet de i5do
Abril fsse membro d'elle. Esta difcul-
daJe j f resa'.vidi. M. Marlin [>lu Nord]
cantribuir a augmentar a maioria na Cma-
ra dos Oeputados vanlagem tje ser a
preciada na forra n;5o do ministerio.'
No caso agora inteiramente mprovavel i
que M. Guizot ino entrasse paro o misterio ,'
teria n'ello lugar alua modificiclo se llia
uniria M. de Lamartane. Tinho-s feitd
promessas para esso fim, mas repetimos,'
que ha quasi certeza de ha ver entrado !V1.
Guizot. NVste caso a embaixada de Londres
seria oflerecida ao Duque de Briglie c a
Conde Mole mas seria regeitada por aba-
bos; e entioera provavel que fosse M. Du-
chatel ciuem representasse a Franca na ln-.
jlaterra..
44 Dizem pessoas da confi mea de Luiz Fe-
lippe [anda que nao sabemos com que appi-y
renciade verdade] me no ingresso de Ttneri
para o ministerio o Rei Ibe adiantou a somm
de 5oo,ooafrancas, a fim de habilita-lo a ar-
ranjar os seus negocios a qual deve elle res-
tituir quando receber aquella quan-
lia pela sua Historia do Consulado e do Im-
perio.
-," Finalmente o ministerio est organisado.
A negliva de M. Dula uro e M Passy d
tomarem parte 11 elle produzio a necessidade
de recorrer-se a outra parle e sonseguinte
mente M. Humara foi instado para aceitar
ministerio da fasenda. M Cunin Gridaiua
encarregar-se-ha da reparticio do commer.
ci. Por tanto o novo gabinete ficar organi-
sado da maneira seguinte :
O Marechal Soult, Presidente do Conse-*
lbo e Ministro da Guerra.
M. Guizot 1 Ministro do* Negocios EstrarH
ge i ros.
M. Marlin ( du Nord ) Ministro da Fa-
zenda,
M. Villemain Ministro da Instruco Va~>
blica.
M, II mi im Ministro da Fazendaj
O Almirante (Duperre, Ministro da Ma-$
rintia,
M. Dueiatel, Ministro do Interior;
M. Cunin Gridaiue Ministro do Com-,
mercio e Obra publicas.
<4 Nos incorreriamos na pecha de inexac-;
tos se dissessemog que este arranjo tem pro-*
babilidade de ser in.iito popular para com oi
Radicaes e os seus Jornaes. Illies o anaca-
rdo violentamente ; mas nio ha a menor du-
vida em quanto respectabilidade das dual
personagens introdusdas em lugar de M.\fj
Dufaure e Passy posto que Ibes sejs infe-
riores em talento oratorio.
44 Na Bolsa o novo Gabinete era olhada
com grande favor. Antes que levantemos*
mi desle arligo cumpre-nos dizer qu
M. Guizot apresentou o Rei uiu esbogo da
falla que devia de ser pronunciada por S.'
Mi'estade na abertura da Cmara na QuinlA
feira seguinte a qual o Re acceilou e apro-
vou plenamente.
A respeito do resultado do novo Ministerio
Frrneez faz o "Observar" Olleta de Londres,
do 1. de Novembro a seguinte relexio.
E para nos satisfaeiorio o aunnnciarmos ,'
que tanto em Franca como na Inglaterra a
mudanca do ministerio produo ui accres-
cimo deconGanc.i relativamente preservaeict
da paz. Ha duas ou trez seraanae alrat ou-;
samo* exprfissar a nossa persuiso de qua
qualquer tendencia da parte do Governo
Franzez para uraa pacifica accdoiraoFico da
Questio Oriental compativel com o Tractado
de Julbo, encontrara ura espirito corres-
pondente no Sulto e sem alliados ; e se pu-
deiuos com seguranca arriscar urna tal conr
jeclura n'um periodo em que as notas pacifi-
cas de M. Thiers ero alojadas nos sopros da
guerra tocidos por aquelles que suppunhio
ser da sua cjnGanca ou estar debaxo' da sua
immediata lullutncia ; se pudemos ento
permanecer na nossa crenja de que a paz da
Furopa seria preservada com quanto maior
razio podemos declarar a nossa confimea
agora que em Frang a accesso de qualquer
Ministerio sinceramente desejoso de preservar
a paz deve lender grandemente a dar um tont
de lraqueza as nejociaces sobre a questio
oriental e assim promover um arranjo tal
que concille os intuitos e interesses de todas!
asparles? Temos toda a razio para esperar
que o Ministerio do Marechal Soult e de \f,
Guoi deeje sinceramente a paz ; e hjmeus
bem versados na Poltica Franceza nos asse-
i^urio que nenliuma opposio facciosa deve
recelar da M. Thiers.
Queslio Oriental Importantes noticias s
tem recebido do Oriente ; as quaes sao nao so
iinooi raules mas al d um carcter mu fa-
voravel. As operaees das forcaj alliadas te-
*
i rite ao inmute no te M. ik^ta (do Nord;, em 1U0 besa soccedidaj ew toda a parte j ad-j


DIARIO DE PERNAMBeO
Vietniiti; (jue os-l\;yii >s deserlo diariamen-
te da bandeira de Mehemet-Ali e recebem
ar.ias e munivocs das mos dos soldados do
S'i'iau. Certaraenle b toda a lazao para
cir-st que Meliemet-Ali ji condece cla-
ramente a desesperada siluac,o dos seus ne-
gocios
Biblia p3ra os eegosJ-Os Lords do Tliesonro
de S.M.acabo de ai bit' ar a somtna de 4uo tl>
para se imprimir urna biblia para os ce;os sol,
a inspeccao d'uma ccmmisso em Glasg w, e
devia-se Gnalisar n'ese mez. Occupar i5
voluntes e por todos sero 3,3oo vulumes ,
conlendocda um a,470 paginas e cada pa-
gina 3t linbas ; e constaro de i, ito resmas
de papel com (j.Sto Ibs de peso. Ja eslava
completo o Novo Testamenio ero 4 volumes ,
e contem 4a Buhas ero cada pagina. Tem-se
ia publicado nao menos do 10,85o volumes
para iastrucco dos cegos.
(The Observer)
avisos i>i verso-
Soares, sahir cam toda brcidade por ter
parte de seu carregament prora pa 5 quem
quiser carregarou irdfl passagem para o rjue
tero excelienles commodos,, dirijarse os con-
signatarios Alendes & Oiiveira na ra do
Vigario D i5 00 a< referido Capito ^
PARA OPORTO a Marca Portugue/a Es-
pirito Sau'o, pielende sabir cono brevidade;
qu*m qutser cirregar ou ir de passagem para
o que lem excellenles commodos, dirija-se ao
Capito na praca do commcrcio, ou a seu con-
signatario na ra estreila do Roiario O 17.
PARA LISBOA o Brigue Rom Jess sahe
com toda brevidade por ter parle-de seu car-
regamento prompk quem quiser carrejar
ou irdepassagem para o que tero excedentes
commodos dirija-se a Gaudinlio Agostinho
de Barros atraz du Coi po Santo D. 7.
tsr Urna toja em boro sito, eom a fazendas
que lem pelas entradas (laudo o coropraaoi
alguro diuhe'iro a vis-a e desobligando ao
vendor de algumas dividas a praca que nao
cliega a dous Cont* de res e o mais a praso
de 6 a. m mejes : quem pretender annuncie
jogar ditas portuguezas ditos de pennas de
l-pis muilo fins t ditos de escrever, tinta _
gleza para escrever facas e garros de cabj da
marfim para mesa e sobre mesa pentes de
Uitaruga para marrafa. ditos de alisar de
marim ditos de tirar piulho ecaixas coq
ijeii o
ey O de trastes annunciado para boje i5
do correte na ra do Vicario fica trans-
ferido, porque dever ser leito em outra casa,
corrjunt ament com maior porco de trastes de
urna pessoa que se relira paia a franca.
tsr Que la* Gaudino Agostinho de Barros
O abaixo assignado tendo-Ihe cabido
nodia r3do crrente ao mar urna carteira
com aaUooo rs.'em sed u las e uro meio bi-
Ibete da presente lotera do The-tro n. 2opi Terca jjj^ l5 0 crrante, por coma e
com a firma do annunriantes no mesmo b rsco je qUem preiencer pelo maior preco
lbete, euma guiado Dezembarque do pri- que se offerecer urna porco de bom lumo
roeiro Grumete Autonio Joaquim e outros chegado prximamente dj Rio de Janeiro no
\ST Urna Bruta de bano e um me'.hodo. obreias ; na praca da Independencia n 3 para a inesma ; em Olinda na ra do Bou | tsr Potassa da Russia, nova e de boa qua-
firo ,2. I lidade em barris pequeos e urna por.;ao
a^> Uma porcao de superior sebo, no de pedra decantara de Lisboi con?hndo de
beco do Azeito de peixe ; aimazem do Sur.. portas janellas e cordo ; n ra da sen-
Antonio loze Gomes de Arantes. "la velha armazem de Joo dos Santos Porto
tsr Um moleque de idade de i5 anuos n. ai,
com bonita figura ptimo para pagem ou
para qualquer olficio ; na ra Direita loja de
couros, 0. 17.
tsr Camas de vento de amarello a ^5oo ,
poaqutm
mais documentos pertencente ao annunciante. Rrigue Indiano no armazem do Braguez casa da opera armazem 'de 3 portas junto ao signado as 7^0189 da noite um escravocreou-
Escravos Futidos
Fugiro no dia lo de Outubro do corT
rente anuos dous escravos Joo de esla-
ditas de pinho a 35oo e pinho da Suecia de tura alta sera barba feicoens miadas, da
muito boa qualidade coro 5 polegadas de um eoutro lado de rosto tero sicatrhes de la.
grossura cora dilferenles comorimentos ti e Ihos levon uma pega no p\ Francisco, de
cadeiras de balanco de assento de palhinha e estatura baixa sero barba, cabelles nos pei-
de pao ; na ra da florentina casa de J Be- tos ollios abotuados nariz um tanto lira-
ranger. do pernas um tanto arquiadas de naco
tsr Vergontasde pinho para roastros de angola ambos levarlo camisa e seroulas de
botes e lanxt*s paos de ctelo giba vari- algudo trancado azul e ja falli portuguez
nhas de combate ; atraz do tbeatro armazem qu-mos pegar leve-os ao engenho Garrapato
de tahoad<- de pinho. .' a Francisco Antonio Bandeira Comarca do
SST Taboado de pinho da Suecia de eos- Rio Formoso ou nesta praca a Joo Ma-
tado, costadinho assoalho forro, e para tbeus, na rundo trapiche novo n. la, que
fundos de barricas, a preco roais commodo ser generosamente recompensado,
dequeem outra qualquer parte ; atraz da ( tsr Oesapareceo do armazem do abaixo as-
tempo pievine ao Snr. Tbesoureiro da pie- a tratar na mesma Conceico D. i3", que sei recompensado,
sent Lteria que nada paj;ue ao dito n. qne tsr Uma meia agoa que seja em bom lu- tsr Uma preta de angola de idadn de a5; Rufino Gomes da Fonceca.
est com afirma do annunciante sera que se- gar a no bairro de S. Antonio ; quero liver anuos, comida lava, e be quitandeira ; kjt Nodia t3do corrente fugio um'es-
ja o proprio que se aprsente coro justiGcaco. annunrie.
Joo Minoel de Almeida Lobo, e C. t^ Um cordo ou transelim de ouro ; na
tsr* Da-seluvas pelas chaves de um pri- ra do fogo sobrado D.
meiro andar ou casa terrea sendo as ruas________.____________________.
direita ageas verdes borlas, pateo do Car- V 6 II (1 el S
no, e trinebeiras; quem ti ver annuncie. .-------------------------------------------------------
tsr Manoel Jos" da Molla Riol declara ao %sr FOLHINHAS de Algibeira Porta,
na ra velha casa nova quero tem venda. cravode noroe Antonio com calcas du bricn
tsr Junco para tecer cadeiras por preco branco camisa de riscado azul alto re-
commodo ; na ra da cadeia nova 4. presenta 3o a 4o annos cora marcas de be-
tsr Superior sal do Ass alvo, e grosso X(ga9 est doen te de fria Idade e hecarau-
e palba de carnauba no patacho Laurenti- guigeiro ; quem o pegar leve a ra de agoas
na Brasileira ancorado confronte o caes da verdes 38 uue sera recompensado,
lingoeta, ou na ra da Cruz n. 5a a fallar w No dia 10 di correnlefugio um mo-
respeitavel publico que deixou de ser ca- e Padre impressas nesta Typografia e bem coro Lourenco Jos das iNeves. lequede nome Jos lerou yeslido camisa e
xeiro do Sr. Antonio Vaz da Oiiveira desde o conbecidas pela exaclido do calculo ; na pra- tsr Frascos com rouilo boro doce de calda calcas de algodo adverle-se que o moleiue
dia 5 do corrente^ a da Independencia loja de livros n 37e3, de differentes fructas vindos de Lisboa, bar- he bastante preto ; quero o pepar leve a cas*
SSr A crioulinha quese offerece para oc- na ra do Cabug loja do T Bandeira ni requinhascom sevadinha ditas grandes com da fallecido Vlonteiro na ra do Alecrim oue
cupar-sede ama, quereudo hir para a casa ra da cadeia do bairo do Rerife loja que foi sevada nova ecaixas com muito boas vellas ser recompensado.
de um homem viuvo sera filhos dirija-se a do^r. Quaresma na ruada Madre de l'eos de sebo e barricas pequeas coro urna arro- jsr No dia a do corrente fuiio uma mo-
rua da roda D. ai. na venda da quina defronte da Igreja no U de manteiga. lata de nome Quitria ja bastante idosa, foi
tsg- Alugo-se pelo tempo de (esta duas atierro da Boa vista loja do Snr. Moreira Uias tsr Urna venda nos 4 cant~.s de Olinda escrava do Sr. Bento Ignacio Loiola e depois
propriedades urna na povoaco de Bebiribe U. 10 e na botica do Snr Moreira. deron- coro poucos fundos } a tratar na ra das trin- de Amonio Cuelmo Nieira e .-orno a dita
ao lado da Igreja e outra na estrada da Ca- te da Matriz : e em Olinda bolica da ra do chairas sobrado nal molata tem piren tes em goiarfna ano lu<*ar
punga ambas 1n.11 perto do banho ; a tratar Amparo a? Fitas largas de seda de todas as cores de Pitimbu, e por ahi costunava vender ami-
na ra do Rozario loja de fazenda da porta tsr Um b'cudo muito bom cantador, em coro lelreiros dmirados de S Amaro, S. Bom dezas ero um taboleiro antes de ser es^rva do
lafga. .. gaiola de rame um habito de Cri?to cha- Jess das Portas Ai o 11 te e Poco, ditas es- abaixo assignado e por so se jul^a andar
SST A pessoa que annunciou no diario de proens de amarelo rom 5o palmos de compri- treitas e largas lis.sde bom gosto e retroz por la mesroo ; rca-se a lodas as authoiida-
honlem precisar de uro menino para loja an- do e dous de largo proprios para laicas de ca- de todas as cures ; na ra do Livramento lo- des aonde seja encontrada e mesmo a todos
nuncie sua morada. noas ; na ra de S Rita nova D. 16. ja de fazendas a6. os cap i te decampo liai'ao de aprehende-la
tsr No dia 8 do corren te fugio um carnei- ssy Um escravode idade de ao annos, de tsr Uma escrava cozinheira e de todo o e mandar entregar a seu lepitimoSnr na ra
ro grande, com o pello aparado, na testa naco, becanoeiro, pescador, e boro a mas- servico tem muito boas qualidades j na pra- da praia primero armazem de carne, que se
uma pequea (crida ja quasi steca e magro; sador de cal. ; na ra direita D. af ao p do ca da Independencia n. um. pagar toda a despesa, e se recompensar ota
qqemoachou pode entregar na camboa do beco de S. Pedro. isy Os teguintes lieros neos; Selecta, generosidude.
Carmo. lolado do nasceute que ser recom- tsr Uro negro cieoulo de ptima figura, Fbulas, Conidio Virgilio, Horacio, Val- tsr Fugio de Bebiribe 00 dia pamei'O do
pensado. proprio para lodo o servico ; e sabe tratar de taire potica de Horado em portugus, dic- correte um eseravo canoeiro de nome
E9- Quero quiser rereber aqu 400,000 pa- cavallos ; na ra do Vigario D. ia, cionario da fbula corograa paraense, bis- Benedicto, do gento de angola, estatura'
ra os dar no Rio de Janeiro com a maior bre- es* Ou Iroca-se por lijlos d(i acenaria loria de Roma em portuguez dita universal peijueua secco do corpo uro" tanto fullo
lbeenlregar urnas encomendas viudas proxi- *3> Um sino com casa de vitenda boa pilado a ia.000 o alqueire saguajjo.se- renco Justiniano Rodrigues que se. recoro*
mmente de Lisboa. cacimba, no lugar do Giqui deronte da vadinha a aoors macarro e aletria a aoo pensado
tsr Para a Provincia das Alagoas preci- ponte ; a traiar na ra da Madre.de Lieos lo- rs. ; na ra nova venda 3>. 1 s No dia 8 do corrente fuio um prelo
sa-se de dous caixeiros para loja de fazendas ja n. ia g^ Uma casa tenea nova, bastante gran- creoulo de nome Luiz com olficio de sapa-
emolhadps; quem nestas circunstanciases- tST Barns pequeos com 3 arrobas de pre- de. chaos propnas quintal, cacimba, e teiro de eslalura alta tero as paz larca*,
liver din)A-se a ra do Rangel por cima SUI1,o de mudo boa qualidade; ero casa de sabida para a ra da Alegra; a traiar na ra cor fulla pouca barba tero ero uro lado da
da venda de Lu.z JosJarqui, ou na loja JoseA I ves Xavier. velha .37 cabeca uma qequena f.lta de cbelo ,' que-
de leriagem dtlrqute do beco da Congrega- tsr ioo ttlhas alguns peda9osde caibros, tsr Duas negras de bonitas figuras, uma atraz coberta coro uro remend do mesmo ca-
S- e Uboas de uma cstr.baua ; na ra- de S. de idade de la annos, e % outra de 16 ; na belo vestido decalcas de duraque azul
Gonsalo em casa de Jos Bernardinho l'ini- ra do Queimado loja 7. 1 preia jaqueta de duraque preto e fu
Avisos 3Iaritiiiios. che
ou
..raque preto e tumo
tsr btu_ moradas de casas de pedra e cal 0 chapeo ; quero o pegar leve ao paleo do
mo. t,c^t: PaHPau,ao para msica de su- aa Cidade de Goiaaua u roa de sobrado e 5 Terco no sobrado de uroandar '. oque tem
PARA LISBOA segu viagem coro mu- pior qualidade ; na praca da IaJependencia terreas, as roelbores ra* os prelendentes as lojas uma fabiica de chapeo, que sera
ta brevidade o muito velleiro e bem cons- loia n a diujo-se a Manoel de Almeida Ferreira na
truido Brigue Portuguez Cooceiio Flon tsr Uma negra moja de bonita figura, mesroa Cidadede Goianna para as indicar,
recompensado.
de Lisboa deprimeira viagem, de que engomma ecojinhacom peiftico; na ra e para o ajuste das ditas diiijo-seao Ricife
Capito Vicente Amsiacio Rodrigues, por doCresioD. 5 lado do norte, ao Recife ao^eu proprietario no sobrado .
ter a maior pa.-te de sua carga prometa. tsr Um moleque de naco de idade de i5 ai junto a torre da fgreja do Livramento,
Quero no n.-esroo qui/er carregr ou hir de 1 annos, bastante ladino ; na ra de S. The- por c:ma da bolica do Brando.
iMSsagein para o que tero excellentes coro- resa L. 36. \ tsr Um preio da naco beoguella de
tST Duas negras, uma cozinheira, assa idade de ao annos optiioj prra o servido de
de (orno,. refina assucar faz doces e en- campo, e tambera se troca por lijlos de al-
goturna e a outra cozinha o diario de uma venara grossa ; na ra diieita nadara do
casa e cose cha por preco commodo ; na Machado.
ra de Hoitas l). 33. I %sr Urna venda na ra do Padre Florian-
tsr Potassa branca Americana de superior no i) 17 con. poucos fundos e coro com-
qualidade, eoj barris grandes e pequeos modos para familia ; a tratar na mesma.
barricas com farelo muito novo, tudo che-: tsr Uro excelleote raelhodo pata rebeca,
gado ltimamente da America ; em casa de com excel leu te msicas, por .booo;.ua ra
ftfatueu Ausiin & Coiupaubia na ra do Ira-i da Ciuz.U. 3i loj.as.de tenates.
piche aovo n. 1 a. [ BT Maasoade carta! fiuas franceai pata
modos ; dirija-se a seos consignatarios Men-
des S Olveiia ruado Vigario D. |5 ou
ao relerido Lapilo
PARA.O RIO' DF JANEIRO o Patacho
Espadarte,, Capito Jos dos Santos Braga ,
st-gue viagem coro toda. brevidade recebe
caiga e pessageiros para o que tem muito bons
comnitdos ; trala-se com Manoel Ignacio de
Oveia ou com o ditoCapilo a bordo.
PARA O PORTO o brigue Poiluguez
Piiiuatera Capi.io Josa Carlos Teusira
JlViiiieiito (io i^orto
NAVIO ERNTADO NODIA i3
RICHMANTH, 35 das, Galera H.mbirgue-
za Francisca de 387'tonel., Cap. tinidt,
equip. 14 carga farinha e tabaco; a
A. Sc-hramn'.' '
SAlilUOS NO MESMO DIA
HAVRE; Barca Franeeza Casimire de La
Vigne Cip. Lasserre car-a asscar.
MARaNHAO; Brigue F^cha Datte Ter-
ceiro Cap. Antonio Jos Rodrigues, car-
ga assucar. ____'
MIFE NA TIF, L) M. F, DF.55



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