Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04155


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Full Text
+*m
A wno ftR J840. Sabbado
Tudo agora dejwndb de n<5s meamos ; da nos? prudencia, modra-
lo er.erpia : continuemos ee-fh principiamos, e seremos et onladog
"n admiraco entre as ftaces mais cultas.
Prcclamaco da Assemblea Geral do Brasil.

Subscreve-so para esta folha a 3?ooo por qunrtel patos adihtadv
esta Typografia ruadas Cruies D.3, e na Praca da Independen-
ca n. 07, e 38, onde se recenem correspondencias Icalisadas e an-
aiiodos, jintritido-se estes gratis sendo dos .proprios assienantes e
viudo assgnadol. 3 '
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.1
Odade da Parahiba t Villas de sea pretencSo ;......\
Dita do Rio Grande do Norte, e Villas dem...... I
Dita da Fortaleza e Villas dem............." (Seg Sextas ferias.
Odade de Goianna...................\)
Odade de Olinda......................Todol
V. la deb. An ho ....... ..........QuinUs f J
Dila deGaranliuns ePovoacao do Bonito ....,,.. ,1a. il il ..,). .*..
Dita do Cabo, Serinheem, Rio Poroto, e Porto Cavo ,? i ,, dfto dul
Cid.dc das AJH. > de Maeeio...........] ^'lln "* *"*
Vla de M de ores............ .......idera db d ,
lodos os Corrcioi paricmaomeio dia J
PHASES D.4 LJA NO MEZ DE] NV&.'
Qnart. creac, A a as io h. 6 43 mi da lard.
La Cheia a o as 3 h. e < rn. da man.
Quart. ming. a :fj as 6 h. e ao in. da tard.
La Nova a a3- as n h. c 5? m. di man.
Man thcia para o dia 7 de Novemhrol
As 5 horas l,i minutos da raar.li!.'
As 5 horas e 6 minutos da tarde.
7 )R Novembio. NV. 4t.
i-..j ..'----------------- '-asa
CAMBIOS. Novemm 6,
Lendres.. ... Si d. por Ifooo ced.
Listo-a ...... 80 a 85 por o|o premio por metal offerecide/
Franca ...... 5i5 res por franco.
Hio de Janeiro ao par. Comp. Vendas
ORO-- Medade 6g$oo reis, vellias 1^800 i5#ooo
m UiWi ,, novas 14^600 laf8oo
Oias de jooo reis, Hjjoo 8J200
PHATA Pataces Hrasileiros r tfdio t6i
Pezot Columnarios-----------ffio i|64o
Ditos Mexicanos----------. i*6oo ifc'ao
m Miuda.............i|?44o 1^460
Dfsconto de bilbetes da Alfandea pif loao me,
dem de letras i |4 1 i|a por boas firmas fTerecido.
Moeda de cobre 5 por 100 de disc.
DAS DA SEMAtVA.'
a Segunda Commemorac-'o ilos Defiintos. Audiencia de Juiz de Direito
da 2. vara.
5 Terca S. Malaquias B. Relaco e audiencia do Juit de Direitoda
t. van.
4 Guara S. Carlos Borroneo B. Card. Auo. do J. de D. da 3. vara;
5 Quinta S. Zacaras eS. Izabel. Audiencia do Jaik de Direito da aJ
vara.
6 Sexta S. Svrj B. M. -- Audiencia do Juiz de Direito da 1. vara;
7 Sabbado S. Floreucio B. Helarlo e Audiencia do Juis de Direito
do 3. vara.
8 Domingo S. Severiano e sois Comp. Mm.
PEHJNAMBUCO,
GOVRXO DA PROVINCIA
Expediente do dia i5 do mer passado.
Officio Ao Inspector da Thosouraria de
FWnda, para em cumprimenlo do Imperial
Avizo de 18 de Setembro ultimo, remelter
cora urgencia eem duplcala as coritas das
despesas do Minislerio da Guerra pagas por
est Provincia nos meses de Maio e Junlio
desle anno.
Dito Ao Inspector da Thesouraria das
Rendas Provinciaes partecipundo-Ihe, que
por Aviso da SecrHaria d'Estado dos negocios
da Juslica de 11 deSelcmbrp ultimo, Hou-
*e por bem S. M. o Imperador, conceder seis
meses de licenca ao Doutor Manoel Mendes
da Cunha Azevedo Juiz de Dieito do Cri-
rr.e desta Comarca a fim de traclar de sua
satfde.
^ Dito Ao mesmo, para entregar a despo-
eicSo do Prefeito da Comarca de Nasarelh a
quantia de rgyUJCo reis em que brao or-
adas as despesas dos reparos da casa que
serve de Cada e quartel de Polica da dita
Comarca.
' Dte Ao Prefeito da Comarca de Nara-
mh communicando-Ihe a expedieco da
rdem Supr.
il Ao Director interino do Arsenal de
Guerra, para faser apromtar dillerentes r-
ticos d fardamenlo e equipamento reqi-
silados pelo Exm. Vice-Presidente da Para-
hiba.
Dito--A Ornara Municipal do Recife,
Afitrando-lhe nm exmplar do Peridico raen-
f*\ publicado na Corle do Rio de Janeiro pe-
\i soCieddde Auxiliadora da Industria Nacio-
nal pettencente ao m de Abril do cor-
ren te anno, a fim' de que o faca archivar e
frnqueie a leitura de seus arligos impor-
tantes aos lavradores, que os quiserem con-
sultar.
Porlarla Nomeando o Cidadio Ilraz de
Viveira Camello Pessoa para o Gargo de
Sb-Prefeito da Freguesia de Taquarilinga
Termo da Comarca do Limoeiro.
Officio A Prefeito da Comarca do Li-
niceiro communicafido-llie a isomeacao su-
pr, eenvand-lheo Tilulo do no-.neado, a
i deofaser eklrar em exercicio.
dem do dia 16.
Oract -- Ao Commar.datite Superior da'nos dias marcados.
Carda Nacional do Recife para mandar
dispensar do Servico da mesma os individuos,
\ie esverem em pregados nos tres Bairros
alista Cdade como Commissarios de Polica,
la Presidencia resolvido, que se proceda as
eleicoes dos Deputados desti Provincia se-
cundo as inilnicces de afi de Marco de
i8a4, e Decretos de sqde Julho de |6*fr, a8
de Junbo, e 3o de Julho de 183o pela ma-
nera seguinle que a primeira reunio pa-
ra formar oCollegio Parcchial que deve no-
coretas para a condaccaj do azeite, utencil,
que nao estando comprehendido na tbella ,
devll ser dado extraordinariamente, pela su-
ma precisSo que delle liavia.
Dito Ao Teen te Coronel Comman-
dante do Deposito, madando, que ao Cida-
dio Luiz Moreira portador des'.e fizesse en-
mear os Eleitoresj seja feila impreterivel- irega da quantia de 353U35 reis, impor-
menie as Freguesias dessa Cida'e (assm co-! tancia dos venrimentos do destacamento da
mo em todas as villas da Provincia) no dia I Comarca deGaranliuns m mez de Setembro
13 de Desembro prximo futuro, para o que passado e ommunirando-l'je que os res-
farao V"ms. responsabelisar os pirochns que
nao afixarem editaes as portas das Igrejas
Matrizes por onde conste o numero de fi-
gos de stias Freguesias, conforme o paragra-
pho 5 das citadas instrur?es : que a reu-
nio dos Rleitores para a eleico dos Deputa-
dos dever. faser-se igualmente em tndos os
Collegiosda Provincia no dia i7 de Janeiro
doanno seguinte, os qines Collegios se for-
ma rao ero todas as Ci.hdes. Villas e Jal-
gados como Cabecas de districtos. E depois
de apuradas as listas para os Deputados se-
rio remettidas no mosmo dra ou nosubss-
quente tres copias autbenlicas, urna a Secre-
taria de Estado dos negocios do Imperio u-
ma a Secretaria desta Presidencia e mura a
Cmara Municipal desta Capital para proce-
der-se a ultima e geral apurago no dia ao
de Marco do mesino anno vindouro
Essa Cmara far publicar por Editaes coro
antecedencia os das mircidjs para as men-
cionadas reunies ficando reponsavel pela fil-
fa que bouver na pronta esecuco Justas or-
dens, e sugeilos os seus Membros as penas
impostas pelo Decreto de 29 de Julho de
iBaS.
Pela mesma maneira e na meoma occasio
faro proceder a eleico dos menbros para
a nova Assemblea Legislativa Proviucial,
que ora convoco, usando da attribuico que
me compette pelo arlij'o 2- pirag.-apho i.da
Lei de \ de Agosto de 1SJ4
Dos Guarde a V S. Palacio do Governo
de Pernambuco 16 de Oulubro de 18^0
Tbomaz Amonio Maciel .VIonteiro Snrs
Presidente e Vereadores da Cmara Muni-
cipal da Cidade de Goianna.
Iguaes officios foro expedidos a todas as
Cmaras Municipaes da Provincia.
Dito A Cmara Municipal de Flores em
additamento ao officio snpra, ordenando-lbe,
quo d as precisas providencias para que no
Julgado de Tacarlu1 so proceta as eleicoes
CO VIM AN DO DAS AR VIA S.
(lectivos papis de contabeJade deixaro de
ser-lbe remeltidjs, por ter deseren refor-
jados naquella Comarca.
Dito Ao Prefeito da Comarca de Gara-
nbuns, disendo-lliee.ro resposta aos seus offi-
cios de 11 e a 5 de Outubro que devolvio
os papis de contihelidade para serero re-
formados no sentido de que filiara em offi-
cio de q devendo ambotisar pesso que
recebesse a importancia dos vencimentos d
Outubro, por ter nesta data mandado entre-
gar conforme sua ordem os do mes de Setem-
bro ao Cidado Luiz Moreira na importan-
cia de 353U3i5 rs.
dem do dia $
Officio Ao Exm, Prez i den te signifi-
cando-llie em cumprimenlo ao seo despacho
de ^6 de Oulubro prxima passado, que 4
toueis existentes na cosa 1 pertencentesao
Corpode Polica so dom que se acbo em
bom estado convinliio ser comprados para
deposito do mel e que o Commandante do
Esquadi'i i o forma va poder-se dir porca-
da tonel iojoo reis, quantia quejulgava ra-
soavel.
Dito Ao Prefeito da Comarca disen-
Expedientedo dia 3 do corrente.
Officio Ao Exm. Presidente da Pro-
oblbrm reqesita o Prefeito da Comarca, vincia, satisfasendo a exigencia que ihe htM
DitoA Prefeito da Comarca do Re-i feito ero despacho de 3o deOuuhro ubima,
ene, comiiuinicando-ihe a expedieco da or- a re rea de ser, ou nao desertor de auiliiera
dom supra. ^ L 8o|jati0 Paulino Alves, do que tratava o
Ditb Ao Juiz Substituto dos Juizes do' lxm. Presidente da Paraiba em ocoquede-
Cfhtoe Civel desta Comarca, sigficando-lbe volva.
ra resposa ao seu officio em que d parte dos Dito Ao mesmo Exm. Snr. enderessan-
itiotives porque julgou nulla a extracao da Jo-lhe o requerimento do soldado do esqua-
X.oteria do Seminario; que a \ice-Presi- Jrao de Linha Casimiro Jos de Alioeida ,
dencia approva o seu procedimento declaran- j que pedia ser pago pelo Corpo de Polica
dfc-lhe que deve dar principio ao andamen- (|iie pertencera, do lardamento que se Ihe li-
to das oras rodas com a brevidade possi- cou devendo.
>'e'' ~-|^ Dito Ao mesmo Exm. Snr. pedindo-
--Ha vendo o Governo Imperial convoca- Ihe a expedieco de stias ordena; para que
.doa nova Assemblea Geral Legislativa por (bssem recebidas e insertados no Arsenel de
Decido de 3 d Junlio do corrente anno na Guerra urnas armas pertencentes a Fortalesa
I foiilorrdde d paragrapho 1. do artigo 102'de Tamandar ; e bem assiro par. que a
|9 u.> Cviuiuiiu Poltica o Imperio, tem es- nuesma Fortalesa se fomecessem par d'an-
do-lhe em resposta aoseu officio deeta dala,
que ao Capitn reformado C. E; L. de M.
se tinha cfficiado a im de comparecer na
Prrfeitura, conforme requcsitira.
Dito Ao mesmo mandando na mesma
conformidad reconhecer primeiroGadete ao
soldado da segunda coropanhia Francisco do
Reg Barros, c'ujo conselho de Di roce o Ih
transmetia.
THEZ0URARI4 DA FAZENDAi
Editai.,-
A Thasourararia de Fasenda desta Pro-
vincia tem de remelter para Londres tres qua-
tromil quintaes de Pao Brasil.
Os Siihdres negociaules, ou consignata-
ros de navios Nacionaes ou F.strangeirot,
que quiserem receber afrete dita quautida-
de de Pao podero compirecer na salla das ses-
ses da dita Thfsourarii na dia 10 do corren-
ten te mez a huma hora da tarde.
Secretaria da Thesouraria de Fasenda d
Pernambuco 6' de N'ovembro de 1840.
Jnrfquioico Franeis Bastos.
Official Maior.
THESOURARIA PROVINCIAL.
A Thesouraria Provincial paga os orde-
nados vencidos at o fim de Setembro do
corrente anno, nos dias 6a y aos M prega-
dos que nio tiverem emolumentos, e nos
dias 10 a 1 j aos que tiverem
Thesouraria Provincial de Pernambuco ero
SdeNovembro de l8^o.
Evaristo Mendes da Cunha Azevedo.
Fiel da Thesouraria,
Diversas Reparti$des
OBRAS PUBLICAS.
Nao se tendo ainda podido verificar a venda
das madeiras tiradas da Capella do sitio do
Coelho que se demoli, n ova m en le se pro-
Ponara Ao Tenenle Coronel Com- P^em a drta venda que se devera elFectaar
na Reparticao das Obras Publicas ero os das
12 i3 e 16.
Inspecco das Obras Publicas 4 de Novem-
bro de 1840. Maraes* Ancora.
mandante do Deposito, mandando d'ordem
da Presidencia, communicada em officio de
i do corrente dar demico aos soldados Joa-
quini Feruandes e {Fortnalo Antonio da
Silva, por serem Poriu;uezes, e haver o res-
pectivo Cnsul reclamado por esse motivo
as sitas demices.
Dito Ao Majar Commandante interino
do terceiro Balalho de Artiiheria man-
dando dar baxa ao soldado da primeira com-
panbia Jos Antonio de Oliveira e aceitar
com praca em seu lugar ao Paisano por elle
olferecido Joo Carneiro Monteiro, que devia
servir o tempo que faftrva aodemitiido, sero
direito a gratificaco de sold dobrado, por
ja ter ervido no exercito.
Dito--Ao mesmo remettendo-lhe o re-
quer roeulo, e documentos do ex-soFdado
l'edro Joaquim da Silva para que se Ihe a-
justasse cuntas do que se Ihe devia de farda-
mento do lempo que servio na provincia das
Alagoas, de conormidade com o decreto de
49 ue Marco de 1810, nao podendo jri ter
lugar a seu respeito as disposices da Ordem
de dia de i3 de Setembro do anno p. p. ,
por se Ihe nao ter opnortunamente pago es-
sa divida, como se pnlicou acerca de entras
prauas.
Dito Ao Major Commandante interi-
no do Esquadro numero 4 de Linha, remt-
tendo-lhe o Conselho de Dirccco feito ao
Kildadoda primeira Corapanhia Alexandre
Joaquim Correia Gomes Ksteves, e mandan-
do reconhecel-o primeiroGadete com as for-
saalidudesdo Avar de ifide Marco de 1837.
Para a obrada ponte da Boa-Vista sao ne-
cessarios Pedreirose Cnteos ; e por este sao
convidados a trabalhar na dita obra os ffici-
aes destes dois officios, que nella quizerein
ser empregados sendo livres.
Inspecco das Obras Publicas 4 de Novem-
bro de 1 b4o, Moraes- Ancora.
PREFEITURA.
Parte do dia 6 de Noverobo.
Illro. e Exm. Sr. Fora bontem presos
pela segunda patruiha dod.strieto deForad-
Portas o pardo Jos Renovato Ribeie
ro dos Santos soldado da Coropanhia de Ar-
tfices por estar fazendo urna escava gao no
logar do Arco do Boro Jetus ; foi solt : pelo
paisano Joaquim Galdino o pardo de nonoe
Joaquim Ferreira de Moraes por Ihe ter
dado urna faeada na Comarca pe Paje de
Flores j teve igual deslino : por uro soldado
do Corpo Policial o pardo claro Jos RoBno
do Sacramento por Ihe ser apprehen lida u-
ma faca de ponta ; foi remullido para a Ca-
deia ; e pelo Sub-Preieilo de Itam ir.ic o
creoulo Vicente Ferreira Abbade Pro!Teor ,
por estar as circunstancias de ser recrutado ;
foi remettido Sala para o servico da .Vi
rinha.
Das partes boje recebidas consta que na
occoi reo mais novidade.
M


DIARIO DE PERMBCO
Correspondencia.
=**
Srs. Redactores.
Ve la segflnda vez vejo-me obrigado a dis-
lrahir o sen jornal dos publicos negocios para
occupal-o com cousas excntricas do seu prin-
cipal Gm roas se p&ra o homem que preza a
sua repulaco huma necessidude defender-
se das injustasincrepaies ero publico feitas,
eu devo Srs. Redactores merecer descul-
pa pelo incommodo que de novo Ihes dou.
Com grinde afn apresentou o Cidadu a cor-
respondencia inserta no Diario 11.521 iloc.i-
irrntos coro que se persuadi provar as recri-
minares contra Anselmo Jos Ferreira por
elle eitas. Mas o que prova taes documen-
tos ? a inimisade a averso e o odio que
consagra a aquelle proprietario, He para ad-
Viirar que em buroa Povoaco como a do Ar-
rombado nao podesse o Cidado echar pessoas
indifl'erentes e benemritas que sem sus
peita podessem dar o seu imparcial depoimen--
to-sobre uma questao daquelle lugar, eso
irmasse a sua prova no depoiraenlo de pes*
soas inimigas ou desconhecidas dos habitan-
tes aquella Povoaco. maior numero das
pessoas que firrara no assignado inserto
uaquella correspondencia sao gratuitos inimi-
gos de Anselmo Jos Ferreira, como cm qual-
quer lempo se pode provar, ej se nao faz
para eiitar odiosidades sempre nocivas. E
nao sal cm todos que f merece o teslemunho
voluntario d'iniroigos gratuitos ? desconbece
bbjuem quanto vale hum attestado gracioso de
inimigos contra seu inimigo ? eis a f que
merece o documento do Sr. Cidado. Pera
d'hum ve* pois desacredital-os, basta lem-
brar que em huma Povoaco em huma Ci-
dade sacbcuelle oito pessoas que eoropro-
vassem a sua inlenco e destas humas sao
Inimigas e outras desconhecidas. E por
que nao apresentou tile hum maior numero
de asignaturas? s havero oito pessoas em
Olinda e seus arrebaldeg ? Que f exe
merecer sobre huma questao local o testemu-
nho de pessoas nao assislentes no logar e
desconhecidas? apresentou o Cidado do seu
documento a assignatura de Jos Hamos da
Costa, Domingos barbosa ; e Valenlim Joa-
quim da Silva mas quem s0 estes sujeitos ,
onde mora ? fra para desejar que o Cida-
do apresentasse hum attes'ado do Sub-Pre-
feito do lugar da residencia destes Srs., eo
numero das cazas onde babita. E nao dar
lugar a suspeilar que sao elles entes crei.dos
para apadnnhar asserses malfazeias ? he
deste modo que se seduz o publico ? 'he com
semelliantes documentos que se ufana o Cida-
do de envergonbar o inimigo das calumnias ?
envergonhado deve ficar o Cidado de sem ti-
tulo algum contestar a propriedade alheia ,
talvez cem o intuito de peder depois da espo-
Haco do seu proprietario apossar-sn della.
Mas convem desenganar-se pois que a pro-
priedade d'Anselmo Jos Ferreira foi adqui-
rida por titulo legitimo como consta dos ter-
mos d'alorairenlo que seacha no Liv 3. fo-
Ibas ii efolhas 100, Liv. 4. folhas 5(i v.
lollias58v.} folhas 01 v., e folhas i85,
em que selanca os lemos dos afo/amentos da
Santa Ca.-a da Misericordia de Olinda. En-
vergonhado deve ficar o Cidado d'assignar-se
Jcrge Juliao de Lima chamando-se como
dizem Jos Jcaquim de Lima, e isto em
deipeito do ort. o do Cdigo Criminal.
Envergonhado deve ficar o Cidado d'alferar
cm rrenos preco do art. 167 1 do Cdigo
Criminal o termo do aforamento pondo mil
rtisem vez de dcusmilreis que iie-lle se a-
cJia ; mas para que proseguir na refutarn
das provas do Cidado e as contradices em
que cahio quando hum documento decisivo
basta para cnvergonhal-o perpetuamente, e
desmascaiar seus frivolos ardiz ? Este docu-
mento he a informaco que o Sr. Inspector
das obras publicas dirigi ao Exm. Presiden-
te da Provincia e este a Cmara de Olinda ,
rujo theor ahaixo se ver transcripto ; desla
Snlorroaco conhectr o Publico imparcial, a
injuslica com que o Cidado tem incommo-
dado a Anselma Jos Ferreira e que o zelo
du bem publico que pretende o Cidado insi-
nuar, he pretexto para desfarcar amaligni-
dade rom que ttm pe turbado a hum homem
que nao ollende a Sociedade nem aos seus
Loncidadus. Son Sis. Redactores, seu
\eneiador e assignante
O Jnimigo das Calumnias.
Officio da Cmara Municipal da Cidade de
Olinda de 19 do mesmo me ordena V. Ex.'
que informe -sobre o requerimento que a raes-
ma Cmara dirigir Jos Joaquim Redrigues
Lima qutixando-se de Anselmo Jos Fer-
reira estar fazendo hura sitio na Campia
denominada das Camarinlias confronte ao
logar dos Arrombados cortando tapando
assim a camboa (que o Suplieante diz ser
anliquissima) que coramunicava com a de
Santa Thereza como a estrada nova de Lu-
iz do Reg, que justamente vem por a!i de-
marcada a lindar na quina do Colegio dos
he o habito de a ptaticar conseguinteroen-
te se experimenta sua docura e se obtem o
fortissimo raeio de distinguir* o ihterresse
venbideiro do falso o bem do mal, o licicto do
Ilcito
Nao consiste a virtude em passageiros e
por tanto em si mesma tem a mais completa;
O amor da virtude be o amor da ordem 1*
felicidade publica e particular. Ella susten-
ta e conserva a S< inromparaveis como a (locura o repouso,
a imperturbavel utilidade em todas as consaj.
inconsiderados movimentos efeitos do ac- A virtude foi txtensamente significada nai
so os quaes nos levem a fazer bem mas
sino em disposicts solidas que decida do
mereci ment de nossas aeces Nao he vir*-
tuoso aquelle que nio se vinga por (alta de
meios que noopprime os outros por falla
de poder : lo he virtuoso quem faz qual-
Orphos, e pede que a Cmara faca restttiir. quer individuo hum bem frivolo que pasta
e por no seo antigo estado a dita camboa, e] ser acompanhsdo do arrenendimento, ou pre-
estrada demarcada. A fim de dar cumpl-1 juizos duraveis : nao he virtuoso o corapassi-
mento ao despacho de Vossa Excellencia exa-i vo para com o mo o protector dos prejui-
minei os logares e observei qe a camboa es-! 7.os ,-desenvolturas e desvarios de qualquer;
t aberla como afirma o Fiscal na informaco porque a virtude s procura o verdadeiro
junta ao oflicio da Cmara ; e com quanto roe" bem aquillo que he ulil lodos em gcral,
il-ao fosse possivel observar exactamente a li- 011 ao individuo em particular sem que se
nliii da estrada comecada no lempo do Gene- : prejudique a Sociedade. He crime e nao vir-
ral Luiz do Reg com direcgo a Olinda ,' tude fazer hura s alguna bem donde re-
por tereco j crescido os iuanues do sitio de su I te mal aos outros. Faz-se bem ao crimi-
Teixeirfa Lopes, na picada que naquere tena- noso quando o tira da priso ; porem of-
po loi aberta todava conclu que a estrada [ fende-e Sociedade. Dispoem-se de hum
tem com efTeito datravessar o terreno desque. empreg> em avpr de hura intapiz ; porem
o supplicado Anselmo Jos Ferreira est de offende-se Sociedade que experimenta sua
posse. O mesmo Supplicado me faz ver que ignorancia, seus abusos e crimes.
expresses de Cicero Est autora ad aliud,
virtusquam inse perfecta, et at summum
perducta natura.
A virtude he a nalureza mesma aperfei^,
coda.
(oC C)
(Do Correio Oficial.)
nao repugnava a passagem da estrada pelo
dito terreno masque mi lite pareca justo
O primeiro aspect.i das cousas p le enga-
ar ou meimo seduzir o hornera virtuoso:
Picar inhibido de aproveitar e beneficiar oler- mas o habito de reltetir de pesar es resul-
reno que aforara a Santa Ca/a da Misericor-iadosde suasaeces a desconfianca qu el-
dia de Olinda pelo motivo de dever ser a- Je sempre le.n de sua raso o saber depois
iravessado em abum ponto pela dita estrada opedir de ceder aos allraclivos das paixes ,
VARIEDADE.
A CABECA. DA. VALIDA.
Fanthesia Tuira.
I.
** Dos grande e Mahomet o seu pro-
feta o que se passava em Stamboul no
treceiitesiino onno da Egira.
Erguido apenas, depois de uma hora,
sobre as torrinhas da cidade sublime, o sol
nao linha anda franqueado ca altos zimborios
do velho serrlho. De p e immovel no cimo
da mes(juila o imn dava ao'longe o signal
da ora cao que comeca o dia e os gualdas
silenciosos do harem vigiavam sos ao lono
dos reposteiros de damasco cm quanto o a-
moroso sulto e as formosas odaliscas acaba-
vain Iranquillamente seu dilatado somno.
Sobre a fachada interior*do melanclico e-
dtlicio nao se via mais do que uma galera ,
cujos vestigios nao se encontrar nelle. O engaos da iraagina?o. O hornera virlno- I que leve levantada sua leuda e por delray do
elegante pavilho de seda expedito parase
Supplicado acha-se legtimamente de posse do
mencionado terreno por ler titulo de afora-
mento dado pela sua proprielara mas de-
vendo a estrada pissar por elle parece quf
ser conveniente para evitar futuras contes-
laces eduvidas que o Supplicado assignp
hum termo na Cam.ua ou era oulra qual-
quer Reparlico estavel declarando que
nunca ee oppor a passagem da estrada pelo
dito seo terreno nem exigir era lempo al-
gum indemoisacSo pelas bemfeitorias que
bou verern de ser destruidas ou proveitadas
para a mesma estrada ; e como estes termo
muitas vezes nao produeem o elfeito dcscj.ido ,
ou por se perder memoria de sua existen-
cia ou por nao apparecerem quando sao ne-
cessarios julgoainda melhor avivar a pica-
da da mesma estrada e marcar no terreno
em questao oespaco que esta deve oceupar
com divisas permanentes. O que fica ex pos-
to he o-que me-occorre informar a V Ex. so-
bre os papis que acompaniiara o despacho
de V. Ex., os quaestenho a-honra de devol-
ver. Dos Guarde a V. Ex. Inspecco das
Obras Publicas 5 de Otiluhro de 18 jo. Illm.
e Exm Sr. Francisco do liego llanos Pre-
sidente da Provincia. Firmino Herculano
so calcula combina observa, experimen-
ta teme, ese modera, S o vicioso se dti-
xa enlevar e engaar.
Mohiliset varia est ferme natura malorum.
Os que ignoraoque seja virtude prosii-
tuem seu nome respeitavel s disposices as
ni iis contrarias ao hem da Sociedade geral 5
e entregues funestos erros desconluecern os
seus, e alheios interesses forma falsas i-
deias da Jionra do bem e^tar e seenlrega
objeclos fuleis de utilidade app trente e
Conseqeacias nocivas. Desconhece-se ento
aequidade; chams-se a forca direito; a
riolencia anloriilade 5 oatteuiado aos direitos
dos outros se diz gloria ; as aeces indignase
crueis sao reputadas honres, a vaidade se tem
por superioridade. Entio a ordem a har-
mona social a paz desapparecem ; os inte
resses particulares toma o lugar dos interes-
ses publicos ; as vantagens reaes cfdem ao e-
phemero esplendor dos falsos ; e a'Sociedade
se torna a atena dis continuados cmbales das
paixes humanas EntSo chama-se a virtude
duro sacrificio dos sentimentos naturars os
mais caros das inclinaces asmis doces:
chama-se a virtude implacavel odio aos pra-
zeres que a uatureza destino 11 Ento os pre-
de iV'oraes Ancora Tenente Coronel do Cor- mios smenle proprios da rirlude sao a par-
po deEngenheiros Est conforme. Ma-
noel Paulo Cjuinteila. E nada mais seconli-
nha era dita informaco que bem e fielmente
fiz copiar do prop o a que me reiioiio e vai
esta na verdade sem coua que duvida faca ,
conferida e concertada na forma do -estillo por
reim sobsc ita e assignada nesla Cidade de -
linda aos-2 dias do mez de Oulubro do anuo
do Nascimeulo de Nosso Senhor Jezus Chris-
todei4j Dcimo nono da Independencia
e do Imperio do Brasil. Subscrevi e assignei
Em l de verdade o Secretario Joo Paulo
Ferreira.
(Assim a correspondencia como o
ment estava reconliecidos ]
doc li-
je o Paulo Ferreira Sccretaiio da Caroa-
ia S. v> i(ial da Cidade de Olinda pelo Jm-
DA VIRTUDE,
Discenda est virtus, ars est bonura iari.
Para que o homem seja verdaderamente so-
cial, isto he, para que contribua capazmente
ielecidade da associaco geral lie misler
que seja vil tuoso ; que se abilue a concorrer
para o bem comroum dos seres, a que a na-
turesa o ligou por roeio de permanente e
constante exercicio de aeces s conformes ao
bem estar de*lodos, Este exercicio ou dispo-
siio tem por bases a experiencia, a verda-
de a rtfjexo o couhecimenlo real dos nos-
sos interesses, e dos iuleiesses alheios; por
que stm taes bases, ebrariamos casualmente;
e tomando o mal pelo bem substituiramos
interesses imaginarios interesses verdadei-
ros ; laiiamos nos mesmos, e aos outros mal
em lugar de bem. Para amara virtude poi
be ir.ister formar verdade/as ideias de seus
elle i los e de suas vanlageus constantes ;
cii.de r o Sr. D. Pedro a. que Dos Guaide; he preciso ler sentido piuneiramente sua 111-
tic. t ti tfico ser a copia da inlormaco de fluencia sobre o bem de todos emgeral, e de
ru trata u lequerinientu supra do tbeor se- 'cada hura ero pailicular : e por isso se diz
(;iiu:te :Illa e Kxm. Sr. Cm despacho que ella he o resultado da experiencia, e da
;s: at de St-piembro lindo, que ICOtnpaabl o \ uflexo: t- a' lorma de exeitKo,se coulra-
lilha das pai.\5es inconsideradfcs ; que arre-
bala os tiomens Ento a estima a autori-
dade a affeico a superioridade a cousi-
derago as honras as dignidades a gloria
1e.1l, que s cabera virtude aquelle cons-
tante habito e permanente pralica de aeces
boas sao presas do mao do vicioso : quan-
d-j a verdadeira honra he o diceito cjue a
virtude d ao homem para obler a estima de
seos semelltantes ; quando a superioridade ib
individuo sobre outros se finida nicamente
as vantagens que elle os ltz gozar : quan-
do a \erdadeira gloria he o reconheiimento
geral produzido por aeces uleis ao genero
humano.
Sim : pode a cega ignorancia deixar que o'
vicio usurpe lodos estes premios s conced-
veis virtude. Pode mesmo esta ser odiada
e perseguida e aquelle galardoado, e re-
vestido das recompensas so destinadas quem
se em prega 110 hem geral d-seus senielban-
tes : mas a principal recompensa compa-
nheira inseparavel da virtude nunca ha de
ser usurpada pelo vicie. Fallamos da1 cons-
cieucia das boas aeces Este he-hum verda-
deiro premio que a virtude tem em s mes-
ma, a ideia de sua propria superioridade so-
bre os maos que tila v atormentados por
seus continuos vicios e loucuras. O con*
tenlajieulo interior que o corceo virtuoso
experimenta e goza com as boas aeces, he
negado ao vicioso, que ao coutiario se v
sempre mordido de crueis remoraos que a-
marguru as momentneas delicias ; que elle
procura. A consciencia consola o hornera
virtuoso anda quando llie he roubado o
rr.ei iiu devido as suaa boas aeces.
A virtude nao he .absolutamente contraria
s inclinaces u.ilurtes ^ nao he austera e
intralavel ; lie sim o freio de paixes desre-
gladas hum suave hlito em doce e cons-
tante prazer que tem u nossi alma praticau-
du aa.ccs decoioas, ede ulidatlu yei,d j
abrir a luz, uma mulhei eslava assentada en-
tre dei esclavos os caprichos da qual fatiga-
vara as mios laboriosas.
Esta mtilher era a formosa Nezzara vali-
da do Sulto AJourreddin ; suas escravasa a-
judavam no seu loucador prometiendo estes
preparativos, comeoados ha mais de huma
hora prolongar-se at o meio dia.
Anda estas perolas no cabello, disse a
altiva belleza olhando-se ao espelho.
-- E estas esmeraldas em redor dos bra-
cos, acrescentou ella cora uma inconstancia
intractavel.
Depois arremedando com as perolas e bra-
celetes experimentou outros enfeiles que
trocou anda. Gasta un quicio de hora a por
um colar e o despedaca cora impaciencia se
Ihe desagrada. Poera aa cabeca vi ule tur-
bantes que lira e torna a por um delraz do
oulro, e tantos cintos rodeiam seu corpo,
sem que ouse escolber o que Ihe parecera me-
llior. As escravas entretaulo giram era votta
della e a negra pede cora voz submissa ao
modo correndo os cofres de bano paraos
de veludo.
Que lem pois esta manh a nossa excel-
sa Soberana e como sendo a estrella do ha-
rem parece ella duvidar do seu brilho ? 0
amoroso Sulto laucara o lene,o a oulra ? Ou
por ventura para um amante, que Mezzara
se empenha em se embelezar tanto ?
Uma mulher principalmente, d'enlre as
escravas segua com olhos inquietos os mo-
vimentos da valida. L'e quindo em quando
esta a'onsullava com a vista e isto era a-
penas por ver se podia obler della um signal
de aecordo. A joven greg ( cuja raca eslava
escripia sobre a3 leices de ora rosta encanta-
dor ) nao responda seno por gesios, os mais
tmidos aos surrisos iiiterroj;adores de sua
sei.hora. Via-se que ella teiia desapprova-
do se para isso livesse audacia os exforcos
de inconstancia, que nao poda comprehen-
der e uma sorte de nvejoso receio se mislu-
ravacora seu natural espanto todas as vezes
que a valida pareca contente de si mesma.
Final,1,ente o dilatado loucador lerininou-
se ; duas negras chegaram um espelho para
o p da sacada e Mezzara se conlemplou nel-
le com presurapeo. Podiav eslar segura do>
seus encantos coro efleito porque nunca
tanta arte os linha felo realcar aaelhor, nun-
ca mais negros cabellos liuliam assombrado
hombros mais alvos nunca chiuellas de seda
e outo-linham encerrado um p mais meni*
itiro nunca tul lie mais flexivel e magestos
se linha desenliado debaixo da tnica orien-
tal ; nunca relmpago mais rpido e mais ar-
dent linha brilhado sob as sombras prega*
di cassa. Cada um admirou a valida cooio
ella mesma se pasmava e a escrava grega es-
jue'eu a sua preocupi9o para cabir nJaa
txtase irresisuvel.
Mezzara a arrancou logo deslc dehrio ,e"*
primiudo-a por um gesto iraperceplivel eo>
quanto cora um olhar despeda as oulra
mulheres.
Fici, querido Helias Ihe disse ella
cora imperiosa ternura. I
E ficando s com a valida o amante ai<"


DIARIO
DM
PRUNA M B 13 C <*
m

.
farpada em esrrava se lancou a seus vs ..
O' Mezzara! cono ests bella Ihe dis-
se elle unido as mos.
Tu approvas luz da minha alma ?
respondeu Mezzara Cotu voz penetrante. O
profeta seja louvad, se com effeito eslou for-
raosa accrescentou ella logo com um longo
suspiro
Sim se para mm que tu o ests ,
replicn o joven grego de novo inquieto,
i mus se nao para mim Mezzara ....
Helias nao para ti diise a valida
sacudindo acabeca. Kscuta proseguioella
com viveza apressada por consolar o des-
gracad
Ella Ihe poz um dedo sobre a bocea para
roelhor assegurar-se do sen silencio, e Ihe
falln assim brincando com seus louros ca-
le I los:
En te adoro, Helias, nao amo seno a
ti; e nao -omento porque s joven e lindo ,
porque a tua infancia e mesmos passalempos em Stiniah (Alhenas) ;
porque s nobre e altivo como en porque
juntas coragem ternura. Desde o dia em
que apanbastes o m-u leque porta dos ba-
ndos vista do punhal erguido sobre a la
cabeca desde esse di*, Helias, fui toda la ;
a tua intrpida astucia para chegar junto de
mfm um titulo eterno para a minha (ideli-
dade, e prefiro um fugitivo sculo de teus la-
bio, sob o ameacador cutello dos escravos ne-
gros s mais gloriosas rancias do sulto
lace de todas s inhibas rivacs. Mas tu sabes
o que o Sulto meu filho o eluda o
{libar supremo a sombra de Allah sobre
a Ierra o re das naces do meio dia E
( pnssas tu comprehender-me querido) se
eu nao amo a sua pessoa estimo os seus fa-
vores L)e escrava qual era como as oulras,
estes favores me tornaram quasi rainha as-
seguram a minha gloria ao me.mo tempo que
o meu poder e fazem a nossa ventura com
amiuht feliridade!
Nossa ventura Mez/ara inlerrompeu
Helias com um ar incrdulo.
t Sim, meu amigo a nossa felicida-
de!.. Se eu nao fbsse a valida de Nourred-
din nao teria o meu quarto separado neste
palacio. Passaria a vida no serralho como as
oulras mulheres guardadas como ellas de
dia e de noite. Jamis estaria s e livre, e
por consequencia comtigo. Tu mesmo cessa-
rias de ser meu escravo por tornar-se o es-
cravo de todos. Mais nos nao veramos seno
dianle de guardas ou senhores e ao primeiro
sigual de inlelligencia a tua cabeca cahiria.
Nao mais nos verroos exelamou ojo-
ven grego mostrando que tema esta desgra-
9a omito mais do que a mor te.
Mas nos nos vertaos sempre, em quan-
to eu for valida respondeu Mezzara abra-
cando-o com lernuia,
Ora bem replicou Helias ; que temos
pois a temer ?
Que a rainha se nao torne vassalla!
respondeu a valida com umaoeculta exploso.
Vassalla Tu Mezzara Pelo profeta !
que queros tu dizer
Novas odaliscas esto no harem ha j
oit 1 dias. Lima del'as meu amigo .... to
bella como cu!! Nao le lamentes... eu a
vi! E' un.a Circassiana condu/.ida porutn
pir.ua. A desgracad tem tres grandes qua-
lidades sabe locar guitarra ; dauca como ti-
ma bailarina ; e ambiciosa a ponto d? me
causar iuvoja. Nourreddin surrio-se ao ve-
la elle que nao surria seno para mim s ;
e ordenou para lio,e a couvocaco de todo o
serralho. Esta reunio nao ser urna Cesta ,
Helias ser um concurso entre mim e a Cir-
cassuna. Um olhar do .Sulto mo disse e
trala-se de vencer ou tornar a ser escrava !
torna a ser tfsc va, querido !
Pelo esj i: ito de Dos entendes tu is-
to Ter sido a primen tornar-se em um dia Mrailhante s oulras !
Ter possuido ludo sempre, al o teu amor ,
perder ludo de um s golpe, at este amor
ioesmo; porque eu le perderei te digo se
ocoraco do Sulto me arrebatado. Vs a-
gora Hellus se importa que eu estoja bel-
la E tu lompiehendes toda esta armadura,
d'onde depende o nosso destino !
Compiehendo disse o joven grego,
que se iuclinou com resiguaco. Mas eu nao
participo dos leus temores, Mezzara, repli-
cou logo levantando a cabeca. Nao te bsta-
la appareccr para bumilhar essa rival iovejo-
sa ? quando Nourieddiu se cegasse al
preferir a la ao sol nao leamos nos urna
outra victoria a galibar a de fugirmos am-
bos do serralho ?
Fugir do serralho pobre amigo Por
que o autor aqu le fez entrar ci lu que
elle le li.tsse asir ? Ai! nao augmentes os
ptrig.sus, cujo termo chegar depressa j e
lemhra-te que por ali simante qus as escra-
vas deixam estes terriveis logares.
valida mostroU & varanda, por balso da
qual se ouvia mu;;i' o mar. Mas Helias res-
pondeu a este signal terrivel rom um sorriso
cheio de louca audacia e os dous amantes se
separaran] em silencio ao son do tamboril
que convoca va as odaliscas.
II.
O rei dos reis, o muito querido Allah, o vi-
gessimo quinto successord- Maomet.o Sol to
Nourreddin est sobre o sen throno, no meio
de sua familia e de sua corte Esle throno um
grande divn brochado deouro e de pedras
preciosa?;esla familia compoem-se de cincuenta
Millos cobertos com o turbante verde e esta
orle rene duzentas niuHteres das irnis for-
mosas da trra. Com urna mo posta sobre
a sua negra 1> irlu aonde a idade comee* a
deslizar fios de prata. Nourreddin respira
urna pastilha erabalsemad 1 esperando a va-
lida e a Circassiana. Mil dancas variadas se
executam dianle dalle sem que Ihe d alin-
elo e nao ergue a sua louga fronte seno no
momento em que apparece.o as duas ri-
vaes.
A Circassiana se adianta s e a valid 1 che-
ga no meio do seu squito. O toucado da pri-
meira to simples quanlo o di segunda
aperfeicoado e por orden do afavel Sulto
ambas se pozeram a dancar urna com outra
Dignas mulas com etleito porque se 11.U 1
dsquat ser mais admirawl ... A agitaco
fez tomar urna voluptuosa, e a conSanca tor-
uou a outra mai, soberba. ... A rivalidade
marga que se pintou sabr as suas facas ,
contrasta com a doce harmona de seas passos,
e cada urna fix* os olhos sobre o seuhor pira
ver se elle nao observa a sua inimiga. A at-
tenco fra e impissivel de Nourreddin se no-
ve iudilTerenlemente da estraugeira para a va-
lida-, mas logo os seus ollio se tornam mais
vivos, e parece suspenderem-se sobre Mezza-
ra, .. elle realmento nella os einprega ; ava-
lida o sent em seu animo. Ella augmenta de
graca e ardor, e desdobra encantos desconhe-
ciilos. A sua mesma rival condece, que a vi-
ctoria Ihe escapa ; suas faces descoram, e seus
|s vacill uu i acahou o seu feliz sonlio e as
suas longiquas esperanzas! A valida ficar va-
lida, e a escrava nao ser mais do que uma
escrava! Mezzara poder ofTereeer a seu a or
o novo Iriumpho de sua ambicio! J Nour-
reddin procurava em sen cinto o emblema
perfumado de uas esperanzas ; elle o lira, e
deidobra com vagar, dirige-lho com um sur-
riso e vai desxar-lho cahir aos ps^ quando
de repente se escutou um gemido.
E'a Circassiana consternada, que desfale-
ce de dor e de vergonha. Quasi a a cahir ago-
nizante s plantas da mu altiva rival, elli
apenas tem forcas para dar um ultimo passo
para o throno e se assenta desmaiada e ven-
cida sobre o ultimo degrau do divn. Masa
seu mesmo abatimento Ihe valeu um olhar
do senhor, e este olliar eucjnirou encantos to
victoriosos, que ludo se escurece ao seu as-
pecto como em voclaro ao raial do di-t ;
e o lenco simblico cscao-mdo das mos do
sulto passa, s da lermosu victima que alie
da improviso revoca vida... Mezzara des-
lalece lo;o vista deste terrivel revez, e a re-
lirain sem sen'idos ca quanto Nourreddin
levanta a sua rival.
III.
Na larde d'este dia para sempre detesta-
vel aquella que tinha sido rainlia, e queja
nao era nada se conservjva em uma barra-
ca de jardim seu uliimo azilo esmerando ir
mislurar-se rom as odaliscas. Aproveitando
estes momentos de solido para comparar sua
grandeza extiueta com o abalimenio que o
esperava iodos os mus sentimentos se des-
truio dtntro em sua alma visto daquelle
do pezar e da vinganpa ; e inexoravel iaia-
gem da sua rival triunfante llie roubava at
a lemtianca 00 seu amante quando vio o
mesmo joveu grego levauUr o reposleiio da
barraca.
Helias exelamou ella estremecendo 5
s tu que eu torno a ver anda ?
Fel ultima vez Mezzara; encarrega-
ram-me de conduzir-te entre as mulheres,
Tu conduzir-me ao harem. Ah falta
va-me anda mais esta dr........
Nao le queixes da tua antes de couhecer
a miuha Mezzara- Eu fico a>s fuucces ,
qne exercia junto de ti e passo das las or-
dens s de........
Nao acabes desgracad inlerrompeu a
desagraciada pondo ambas as mos sobre seu
rosto.
E achas lu ainda agora que impofsiel
escapar-nos ? perguiitou o joven con loreal t
/i.\o i'oraiu iutcriopidos ueste nvociguto por um
os amantes deste jogj concorrio psra eon-
pra pira o mais breve annunciar o impre-
rumor de passos sobro a arete* Era a nova, respeitivel publico [que cono ai a vendados
valida lio meio do seu squito conduziia ao hillietes com grande afluencia] que ileeja que
seu aposento por Nourreddin en pessoi....
Passando por diante da birraca meio-aber-
ta, a Circassiana reoonheceu aquella que ial lerivel dia.
substituir laucou-lhe por cia do hombro
uma d'aquellas vistas, que ferem mais cruel- r
mente o peito do que uma baila; Mezzara
sentio gelar-se-llie todo o sangue as veias ,
e uma especie de verligem mortal passir por
debaixo de seus olhos Nunca tinha sofrido
tanto: julgou que ia expirar.
Tormento por tormento, Helias disse ella
apenando com renezi o braco do joven gre-
go. E'a vinganga de Allah, que te prende
a esta amaldigoida...... Faca-se pois a es
crava algoz como a senbora !...... Tira ao es-
cravo negro o machado e o sicco traze-mr a
cabera daqella qua me arraucou o corar > ,
e fugiremos ou uiurreremos juntos.
O joven seenclinou sem responder heijou
com ardor a mo trementa da sua dama e
a coiiduzio silenciosamente ao harem das oda-
liscas ...
COLLEGIO PERNAMIUCANJ.
Aterko da bo-vist\, ir. t.
O Collegio Pernambucano encerra era seu
seio todos os preparatorios que a le exige pa-
ra as Academias de Direilo e Medicina do>
imperio, assim como para os alumnos que sa
destinaren! ao ComsnercioJ, desde primeiras*
'\tras.
Os professores das diversas aulas sao de
U/i mrito reeonhecido.
Os Estatutos do Estabelecimeato sao francos
ao pblico a qualquer hora.
Avisos Diversos.
IV.
Ilivia tres dias qne Mezzara esperava. ; ,
Envolvida em seu v) como n'um len'jol ,
oceulta aos olhos de todos at ao fundo do ha-
rem nao tomava parle as distraceoes das
mulheres. Seu nico empreo de dia e de
noute era levantar um reposleiro para ver
se Helias cliegava
Uma noute que ludo era tormia e que s
ella relava com os mulos o reposleiro se le-
vantou por si mesmo e um braco se Ihe es-
tendeu. Esle braco suspenda um sacco de ve-
ludo bordado de ouro, cujo pezo pareca la-
te-lo voa-ar l cavallos cujos si,Miies e suu alteracoens nio
Finalmente, disse a o Jalisca, saltando so-,se P0^ (^cr3ver exalido por ser
breosconviusdasuicami.-origida, lIeU l^mnrado ua mesma nm.e ; quera o acl.ar ou-
las, obrgada! accresceutou ella cj n fot tre- l** ubw.' ^rija-s ao d.to sitio qne ser*.
0 recompensado,
mente. ___r..
O pezado sacco rolo,, a seus pez e o abraco ^ raPM Port8< 1e ^ offarecs p-
desaparecen por delraz do reposleiro, sem que Cr,a',01! denlr1 ou, jra dil. Pra"a d,rJ-
alguuM voz fo.se percebida.... Se a rU.a d,rtl.U so!,ra J d !Bdo beC) d*
Muito preocupa,!., da sua Bitisfeita ring.ll- serjgado escr.ptono de Man ,el BtUM
ca Para observar esta ultima circunstancia .^T, S Credor" do Mlmio Avel"' V,-
Mezzara lancou uma vista feroz sobre o tro- queirao quanto _a.iles aprsenla-
-----A pess>a que tiver uma casa no gran-
de para trocir por oulra tambera nao grande
na Boa-Vista ; sendo a dila casa situad* nos
arredores desta Cidade v g. Caza Forle ,
Senzalla d Magdalena Affogados Ra da
S. Miguel ; annuncie.
XST Desapareceo na noite do dia 4 para 5
do rorrete do sitio de Jos Joaquim Uezerra
Cavalcanti na nissa^em da Magdalena um
cavallo cestanho pequeo descamado novo,
da cauda comprida dinas rip*das tem um
p branco um tallio 111 pinta d* orcii,
rouitos talhos as costas de dentadas de oulros
(o de morte posto dianle de si e a alegra
cruel que ella nao podia conter arrebalando-a
so'oro o justo horror que Ihe inspirava a sua
propria obra.
Evisle aqui valida insolente! disse ella
em meia voz olliando para o sacco de vela-
do eisoquete tenho feito rival feliz, e
estamos em fim quites urna para co:n outra !
Esse amoroso senhor nao pode salvar-te da
minha vinganca e o meu amante nao tarda- conducta, annuncie.
rem suas cQntas ua ra direita venda D. 9.
tST Antonio Ferreira da Silva Mata mo-
ra na ra da cadeia do llecife n. (3.
GT A pessoa pue annunciou no Diario da
5 do crrenle querer arren lar uma casa para
pasara festa 110 poso da panella dirija-se a
ra da panha sobrado de uiu andar -i.
tsw Quera precisar de um rapaz brasileiro
paracaixairo de ra, que d fiador a sua
r para Iivrar-me da sua ou se socumbir-
mos ser ao menos justos, e a minha morte
ser to doce quanto a.la deveria ser hor-
rivel. Adeos pas, Circassiana! adeos, por-
que ja 01150 Helias !
Passos se aproximavam com effeito do
outro lado do reposleiro ; mas nao podiam ser
passos de homem, a julga-los pela sua ligei-
reza
Helias nao vira, Mezzara, disse a Cis-
cassiana, que levantou o panno. Elle nao vi-
ra porque est junto de ti......acresceutou
ella apontando para o sacco.
A odalisca o abiio com espantoso tremor ,
e sem dizer palacra cabio para traz reco-
nheceudo os louros cabellos do grego.
A valida fez signal ao escravo negro, que a
seguisse e se retirou com passos tranquillos,
surrindo por haixo do seu leque.
Depois da desgraca de Mezzara Nourre-
din a tinha feito vigiar. Sua coiiversaco na
barca tinha sido suaprendida por um espa ;
o senhor tinha dei\ado a infiel mtre da
valida e esta linda posto Helias a discri-
cao do escravo negro.
.Mais tarde uma hora, quando a la se er-
gueu sobre as briihantes ondas uma mulher
viva e um homem decapitado forara Unca-
S9" Oabaixo assignado faz ver ao respei-
tavel publico que leudo sido preso pelo Sr.
Sub-Prefeito do Bairro de S. Antonio n>
dia prineirodo correte e a i do dito fot
solt por que nao liaba criroinalidade sua
priso e pira q' alguma* |ies>oa* mai inten-
cionadas nao queirao banir o seu crdito faz;
o presente annuncio ou na falta leio i,o>
>aiio a parte da preleitura que o Sr. Prelei-
lo remetteo ao Ex.n. Snr. Presidente. Bra
Lopes,
-----Precisa-se alujar um sobradinho no
bairro de Sanio Antonio (1. ou a. andar)
nao sendo era roa que fi |ue muito distante do
gremio do mesmo bairro e nao excedeudo o
seu aluguel mensa! ouze mil reis : quem o
tirer dirija-se a esta Typ,
- Quem quiser comprar uma prela do
idade de quinze anuos } que ensaboa perfei-
lamenle coze enfeude do arranjo de um*
caza, e propria para mocama sem nenhum,
vicio ; ( vista do comprador se dir o moti-
vo poique se vende ) dirija-se a ra estrel-
lad j Kusa rio sobrado D. 31 primeiro an-
dar.
ssy Engoraa-se com toda a perfeico, o
encairega-se de mandar lavar no rio, com a
maior brevidade possirel ludo por preco
dos untos ao mar pela varanda da valida, commodo ; na ruado Livramentu j. andar
em quanto o amoroso Naurredim se adorme-
ca em uma novena de opio, com a cabeca
descuidadamente reclinada sobre os joelhos di>
Circasiana. Pitre Cdevalier.
(Do Nacional de Lisboa )
LOTERA DV BOA-VISTA.
A Meza regedora da Irmadade do Sanlis-
simo Sacramento da boa-vista tem determi-
nado que as rodas da 1. parle da 5. Lo-
tera concedida a favor las obras da mesaia
Igreja corro impielerivelmeute 1,0 dia ao
do corren te mez de Novembro ; para o que
couvid.ro aos amantes das Loteras bajao de
compraren, os bilhetes que se acliao a veuda
nos lugares do costurae,
LOTERA DO LlVRAtiBNTO.
OThesouieiro da Lolciia laz scienle ao
por cima da loja de cera.
ssy Aluga-se uma casa terrea em hum*;
das ras principies do bairro de Santo Anto-
nio, obrigando-se o inquilinoa fa/.er os con-
serlis .jue precisa-, iraclar no Paleo d^
Terco 4.
UT Frecsa-se de hami preta de maior i-
dadepara cosinhar, e que tenhi boas qua-
lidades; quem a jio se propuzer, annun-
cie.
- Quem precisar de hum hommem hbil
para feitou (lecilio o qual d fiador a sua
conducta; dirija-se a ra do Padre Florianno
D 27,
-----Precisa-se alugar uma casa para pas-
sar-se a festa por dous ou lies meses sen-
do nos lagares de Ponte de Uchoa Casa
lorie Rlooteiro 1 co da Panella t (..!-
deretro : quera ti ver aoouucia >ara ii
procurado,


l^ Precisa-se alugar un sobradinho no
hairru de S. Antonio ou ura primeiro ou sr-
, lo andar en boa ra para urna fami-
lia decente nao olhando-sc para o atuguel
rom tanlo que agrade a casa e localidade ,
lando-se una quartel adiantado ou liado-
res a vcmlade quera liver aununce.
tsr Troca-se ura segundo andar por um
obrado de um andar ou casa terrea que
te.iha quintal e cacimba que nao exceda de
i9,ooo mensaes quem quiser annunri.
tsr Qum precisar de um rapaz portnguet
pira caixeiro de qualquer negocio annuncie.
S3T Quera quser arrendar um siti bas-
tante grande, cora trras tanto para plantar
* ota para ter urna porco de vaccas de leite ,
ruis lem rauito bom pasto, agoa corrente,
niito boa casa de pedrae cal, com grandes
commodos e ditos para escravos, estibaria,
omcoqueiios cajueiras, raangueiras den-
deseiros rauito perto da praca e lera em-
barque; dirija-se a ra di florentina sobra-
da novo ao p da mar.
tsr Precisa-sede rnni rapaziuho porlu-
oum sendo dos chegados agora raelhor j na
iua doQueiraado D. ii.
tsr Da-se 5oo,oao.\ juros con. hypalheea
ero uroa casa ou pinhuret de ouro quem
quiser annuncie.
tsr Quem annunciou querer alugar um
sobrado de um ou dous nadares ero boa un
dirija-se a rin do Livramento 1). /5.
yy Quem precisar de um rapas purluguez
para criado annuncie,
t^-A Rila do sitio e casada John EdwarcU
no poco da panela ennuncia lo pira o dia 3o
do corrente nao ter mais eleito era conse-
quencia da milita improhalidade de so pode-
rcm vender os b I beles da mesma.
t%T A pessoa que csliver as circunstan-
cias de ensinar as [trmetras letras e mesino
orammatica laliia distantedota Cidade 2o
legoas, pe toda Villa da !'io Formoso, di-
rija-se a ra direila sobrado delronle da bo-
lica que foi de Ignacio Neri com tanto que
a pessoa se ja de idade sjlleiro ou com penca
familia.
tsr A psesoa que annunciou precisar do
loo'oo a juros sobre pinlioies de ouro diri-
ja-se a ra da cadealoj i de chapeo i). 4?*
'Avisos Marititiios.
cabides para chapeos roupa para criado ,
e varios utencilios, e finalmente se vender o
cerca de 3ooo oilavas de obras novas de prala ,
eoinosejo caslicaes, aparelbos para cha e
mesa &c. .,
\t9- QupfcemCrabtreelIeyworthK f- 5
oor uilervencaodo Crrete Oveira de uro
explendi lo sprtimento de lleudas mglezas
iucluindo chales, e lencos pintados, e mul-
las cassas novas bordadas, chega las prxi-
mamente Terca feira i da curial: as de
horas em ponto no IBU araaazem no lorie
do mallo.
C o m p r II s
tsr Um* espada pista, e talim, em bom
uro, eque sirve para obcial de guarda Mr
cio'ial ; na ra nova D. 34
Veu d as
PARA O ASSU* o Hiato Flor de Laran-
geira sube imprelerivelinente at o dia y do
cnente; quem quiser carregar ou ir de
passagein dirija-se a bordo do mesmo delron-
tedolrapicbenovourallarco.no Mcstre ou
i.a ra dacadeia loja n. 17.
PABAOCEARA' sahiri muito breve a
Sumaea Nacional Del mira de que he meslre
Jos? Joaquim Alves ; quem quiser carregar ,
eu ir de passagem entendo-se cora o dito
meslre, ou com Antonio Joaquina de Souza
Riheiro na ruada eadeia.
FARAOARACATYo Patacho Nacional
Maria Luiza deque he meslre Ignacio Mar-
ques ; quem quiser carrejar entemio se com
o dito mestre ou com Antonio Joaqun de
Souza Riheiro.
PARA OASSU'e Touros a Sumaba Pe-
rola sai impreterivelmente uo dia 18 do
crrente ; quem quiser carregar ou ir de ps-
sagera dirija-se a Manoel Joaquim Pedro da
Costa,
Jeila o
O A Commi'So administrativa da Se-
tiedade Apolnea far venda publica, por in-
tervencodo Corretor liveira (Ruarla fei-
ra la do corrente as 10 horas da man ha em
ponto no palacete da mesma sociedade dos
seguiules arlgos; um lindo, e rnagniico pi-
aiino de excellenles voies co.n sua trmpente
cadeira laucas douradas ainda nao uzatlai
proprias para cortinados de jancllas, um lin-
dissimo lustro de vidro para oilo liues com
mangas bordadas andarcllas de lato para
sala com mungas de vidro para tres laxes calla
urna, ianternas de casquinbi com mangas de
vidro pintabas lavradus e lisas espedios
diversos cadeiras de Jacaranda pera sala ,
quasi novas ditas de muitas outrasquatida-
des camaps bampiinhus para ojo de
Jacaranda dita* pequeas ditas de a.naie-
lo para jantar ditas de louro para cozinhu ,
e um lialcao toucadores de seuhora e lava-
torio dejacurand e alguns de nutras madei-
rascom jsiros e bacaa etentti ara msi-
ca, garrafas e copos brancos de varios pa-
dice* salvas lavradas de casquinha porta
licores jarros e quarlinbas pira ogea ca-
deiras de patente para guardar intenoi1, es-
leirs amertente para sala, Iravinttm de
peludo encarnado taixinhasde costura, vi-
ros para cheiro gicLos de vitlf grerntes,
trUma casa por acabar no bigardo mau-
gninho l I e'm muilo bom lugar e hem construila ,
I com todas as mad/iras promplas de muilo boai
iqualidadcs assim como portas janetlat,
i telhas e o rnais necessarr j a tratar no beco
da bomba I) 4-
cg- A mui apreciare! Igoi franceza contra
feridas de cobras e culros animaes venenos s .
! e sendo no mesnu lempo ,melhor preserva-
tivo contra o mal renero vulgarmente gali-
! ro ; pwa este se io introduzir 110 corpo se
hincar uma co!ncr da agoa ordi'.iari-i ese
deitaro Unes outros pingos da agoa francera ,
islo depois de ter ommunicado as partes
Vcni!e-se na ra do Livramenlo loja de louia
1). if
S3T Uma balancinha com seos pertences
pan rttp, um jogo de malas de pregara
dourada um selim arreado atado um jar-
ro de piala cuma porco de dita de lei e
um bcrco de condur : as Cinco ponas I).
a3 onde tem lampea.',
iy O Compendio de TheologU M >ral pa-
ra uso do Seminario deOlinda em Pernam*
buco pelo qua he boje Bispi do Rio de Janei-
ro D. Manoel do Monte Rodiigues de Araujo.
liita Obra acha-se adoptada para oensinoda
Materia de que se ella oceupa em quasi to-
dos os Seminarios do Imperio e* muito hem
mpressa e encudernada Recite loja de li-
vros do ArcodaConceico c Praca da In-
dependencia ns j o 38 e defronlc do Col-
legio boje de S. Pintor lina Olinda em
roa jdo Sr. Padre Jo.Kjuim da AssumpcSo,
Iiscrivo da Cmara Episcopal. Prej-o oito
mil reis.
12- Um moiatinho pronrio para pagem; na
ra do Livramenlo loja de (ateridas D, 8.
tSS" Duas canoas grandes de amarelo, en"*-
calhadas no porto do trem ; na loja da quina
junto ao arco de 8. Antonio.
tsr Un escravo creoulo de idade de 26
muios oihcial du allaiate por preco comino-
da, ao comprador se dir o motivo j na.ra
das Irincbeiras D a.S,
isr- (i duz33 de colberes novas de pr.ita ,
fendo 3 para sopa e 3 para cha uma etilbef
para tirar sopa e urna dita para tirar arroz ,
obra ieilauo Porto de muilo bom goslo; no
atierro da loa vista n, 65 no primeiro andar,
>SS- Chitas finas de todas as cnre a 160 o
covada cassas abei las para cortinados a noo
is, a vara ditas lavradas de muito boa qua-
lidude a -i o dita cambraias lisas a .'.'. dita,
si tiuelas para Calcas a -oo o covado, e oulras
muitas l.izendas por ucrocommodo 5 na ra
direila lei< I) ') defronte do beco da penha.
xsO" liunicas com larcilos prximamente
chegadaideTiieste no armazem d:; Cietauo
da silva Azevedo ra da Madre de eos.
jsy Un perniuta-se a parte de um sobra-
do deum andar na ra do Paguudej D. 7 ; a
tratar na aua do Livramenlo t a5.
(^> Um pianno inglez novo di celebra-
da fabrica de Uroadwood Filbos Londres ; na
ru da Cruz botica n. 3o.
ti^- Uma casa terrea sili na ra da praia
1 do Feunde em chaos proprioa com uma
bala, dous (piarlos e pequeo quintal com
cacimba ; a tratar uo beco da pol L). a
Sur batatas a 1600 a arroba de muito
superior quuhdade c gigos de ,'|0 libras por
preceCommodb ; no armazem de Dias ter-
rena delionle da alfandegi.
P^ gtjf Lu pente de taitai u;:i ahcrlo muito
bon'.lo e por pruco Cummodo j no paleo da
ribeira 13. 5.
CT m sitio cora casa de vivenda de pe-
dra e cal com un auno de felfa j B heira da
estrada no principio .da Ciipuuga, com alguns
..rvoiudos de fructo por preee commodo par
<;ue o vendedor r viacia ', na ra da florentina venda di qui-
na ou auuuniie,
35- Uma escrava de naco de idade de
30 anuos, engoman conha e cose com
perfeico um escravo pardo de idade de 1
anuos ptimo pagem 4 moleqoes de idade
de i3 a 1 5 anuos ire-_ molecas de mcao de
idade de 1. a i5 minos com Inbelidides ,
duas negras de mria idade por preco commo-
do e 3 escravasdeida-lede ao a a5 annos,
cozinbao e lav.io roupa: na ra de ngoas ver-
des. S8.
xsr Sement nova de coentro de toceira a
fio a garrafa ; no alieno das afTogados de-
fronte do Muniz casa da quina que se vende
louca, ,
f?y Leit$fns; no atierro dos allogados de-
fronte do >iveiro a fallar com Jos Thomaz da
Silva. ,
mt A po'se de 5oo palmos de Ierra com
mis de mil le fundo no tugar da .Magdalena ,
ao correr do sitio da viuva de Joaquim Anto-
nio de Vasconcellos ; a Iralar na ra dos
Quarteis 0 5.
%*y Uma nrroca em bom estado um par
de rodas novas cangalhas cacambas. e ou-
tros arranjos de sitio i nos Cotlhos casa do
Sr.Gadaut. .,,.,, 1 /
5.5T Um moleque cnoulo de dvie de 14
annos de bonita figura e com bous princi-
pies de carpina ; na preciaba do Livramenlo
n- 33. n
tsr Superior sal do Assu a bordo do l'a-
techoLaurentina Ikasileira lundiado defron-
te do trapiche novo ; a tratar ni roa da Cruz
n. iacom Loarenco Jjs das Neves ou a
bordo do mesmo.
tsr Uma prrta de idade de ao anuos, per-
feitaengommadeira, cozinheira e cose al-
guma couza uma pardinha de idade do 18
annos com as mesmas hahelidades. uma ne-
gra perfeila faleira quitandeira e lavadeira,
dous moloques de idade de i2 a |3 annos,
proprios para p'agens ura preto para todo o
ervicoc carre;ador de palanquim 5 na ra!
do fogo ao p do Kozaaio l). a5,
VST Dominio 8 do corrente no assougue
defronte da cad'eia vilella porco, carnei-
ro e hoi muito gordo, no mesmo loma-se
freguesia por mez sendo casa cipazi
t3T Uma cama de condur emholida e
um carneirocarregador j na ra do Mundo
novo D. a4
t&" 8 garrafas de mel de abelba minto no-
vo j r.a ra daConcei?oda Roa visla Deci-
ma 13. i
tsr Duas pretas de idade de ao anuos de
boas figuras, boasengommadeiras, cozinhei- ,
ras, lavadeiras e de rauito boa. conducta |
uma molata de idade de ao annos de bonita
fi;;ura com as mesmas hahelidades uma
dita de idade de 4o annos ptima para ama ,
de casa engomma e cozinlia rauito hem ,
dous moleques de idade de la annos, muito
ladinos, um preto velho por 15o 000, bom
para botar Bentido a um sitio, e um preto
bom cozinheiro e oincial de sapateiro ; na ,
rua de agoas verdes casa terrea D. 67.
jsy Vellas de carnauba mui bem feitas,a
4oo rs. a libra ; na rua do Rangel sobrado
iue tero uro retabulo de vellas pintadas.
"^tSS" As seguate obras em francez ; hib-
ollieca universal de viagens elecluadas por
mar e por tena as diversas parle do mundo,
a principiar desde as primearas descobertas
dos porluguezes, com 3a vo'u.nes e;n broxu-
ra contendo a discripeo dos uzos costu-
mes,, governos, cultos, sciencias, arles,
industria coromercio e prjducoens n u-
raes diccionario da conversado iS voUiroes
em Iroxura ornado de todas as significacoens
e propriedadesdas palavras e muito voca-
bularios Horacio em latina assim como uma
carleira de amarelo ; no atierro da Roa vista
loja D. 55.
l~ Urna canoa de amarello muito boa pa-
ra se abrir eom i\ palmos e uma cabra
bicho boa para criar meninos na rua da paz
venda da quina D. 1.
ISScravos Fuj;ulos
SS3T Fugio um escravo de nome Jos mo-
co foi vestido com carniza de chila ea'sa
deesloupa chapeo de palha alto, raaos e
ps glandes denles alimados e seco do
corpo ^ apssdaqueo pegar ou souhr noti-
cias cenas delle dirija-se a rua do Pilar em
l'ora de portas caza; D. 158 a [aliar com
Joaquim i'-a..lista dos Sanios que ser bem
relj-ou: pensado.
t^r Ua-e 100,000 de gralifscaco a qual-
rjuer petsoa desta provincia como de oulras,
que pegar e entregar' o escravo de nome Jo-
ao de naio niocamhi;|iie, bem ladino, bai-
xo grossO do corpo representa ter de ida-
di-, .lo jimio-; rom 'ilguns sigiiaes de su 1 nacfio
no roslo fugio ou lurtarao no dia 23 de Ju-
[llio de i-s jj e paKoH na \ illa de Pao de
Albo em um comboio de cargas de agoa ar-
denle cojo dono do dito comboio se chime
Pedro Chaves, alera da gratificaca'o a cima *
pagar toda a despfiza que se fizer ; na rua da
Cruz ao p de S. liom Jess das Portas nu-
mero 90.
tsr Fugiro do engenbo Uchoa dous es*
cravos un de nome Basilio de naci r*
bolo de idade de a5 annos bert barbado ,
e muito behi fallante e o outro de nome
Matheus denaco cabinda oleiro de pro- '
fissSo de idade de 4o annos muito conver-
sador quem os pegar leve a rua do Collegio
no sobrado do Senador Manoel de Carvalho ,
ou no ditoengenho que ser recompensado.
lar Fugio no dia a8 do p.p. ura criou-
nbo de bladc de 7 annos. levon camisa de '
madapolo cam pregas na sbertara ; quera
o pegar leve alraz dos Martirios casa de 3 ro*
Luir verdes.
tsr No dia 29 do p.p. fugio um esefavo
de nome Albin) de nae*o angola estatura
ordinaria parece creoulo evou vestido
calcas c camisa de algodo alcatrnada e ura
ferro com ganxo no pesco-o ; quem o pegar
leve ao beco da lingoeta n. 4 que ser^ recom-
pensado.
tsr No dia 14 do p. p. fugio uma n?gra
de nome Maria Mengela, altura regula^,
olhos grandes, com um laltio na testa, le-
vou vestido de chilla e panno da costa quem
a pegar leve a rua dirctU D. 34 que ser re-
compensado.
tfT A ac) do p, p. auzentou-se da casa do
saerista"o da Igreja da Sote Jada uma preta
creoula de nome Efigenia ; estatura regu-
lar aerea do corpo olhos grandes ; quem a
pegar leve a dita casa ou na rua do Padre
Floriano D. i4 quesera recompensado,
tsr Desapareceo do sitio de Antonio Fer-
nandes da Cunba Avilivr a estrada do Ar-
raial de'fronle do caminho que vai pira a ca-
sa forte, um preto inda bucal, alto, groS-
so cara luga representi ter 24* anuos de
idade, e com falta de um dedo no p direito ;
quem o pegar leve ao mesma sitio que set
recompensado, '|
43y No dia 23 do p. p. da povoacSo de J
Caruar freguesia de S Jos dos BeztrroS ,
ura moleque creoulo de norae Isidoro de
idade de i5 annos secco do corpo canela
fina rosto enmprido beicos {rossos cor'
fulla} quera o pegar leve a rua do Queima-
do loja de Novaes & Uasto e naquella pe-*
voaeo a Jos Bernardo Simoens que gratifi-
car.
tsr No dia i3 do p. p. fugio um mol-
que de naci de idade de 18 anuos de no-
me Joan hem retinto, ps cambados e groa-
sos levou roupa para mudar ; quem o pe-
gar leve a rua do Colegio"L>. 3 botica de Cy-
priano Luiz da Par
car* Fugio,no dia ab* do p. p. ura prctd-'
nome Jos estatura regular', cor preta, ros-
to pi- ;u>:no levou camisa toda azul calcas
de duraque preto e oulrade ura' panno en-
corpado de cor cora listras chapeo d palha,'
tem taita de cbelo no alio dacabece, e ja
foi pescador do alto ; quem o pegar leve a rnV
d fasta D, 25 delronte do o nao do Livra-
menlo.
itiuvuiierito ci a'orto
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 5.
NOVA ESCOCA ; 58 dias, BergeoLircIn*
glez Peral de 98 tonel., Cap. James W#
Norwood equip 7 carga peixe ; a Me*
Calmont 61 Companhia.
SAHIDUS NO MESMO DIA
ASSU*; HiaieNac Oiinda Cap. Jos Gen*
salves Cysne carga varios geoeros, passa-
gctros 3.
MOA TE VIDEO; Brigue Americano O^
da \ Cap. Samuel lliitebitison carga di-
jeren les gneros.
B All A ; Patacho Nac. S. Ambrozio Cap.
Jos DiasPimenta 4 carga ditTe'enles g-
neros > passageiros 3o.
EM'BAOS NO DIA 6
ASSU ; y dias. Panes* Nac. Laurentina do
11a tonel. Cap. Antonio Germen da
Neves equip. 12, carga sal 5 a Lourenco
Jos das Neves, passagoire Manoel da Cos-
ta e 3 escravos,
MACElO'j 5 dias Patacho Brasiieiro Vin-
gadoi da 143 tonel., Cap. Jernimo An-
tonio Simoens equip. 9 ? carga madei-
ras de construco ; a Manoel Joaquim-i e
droda Costa; passagiiros o.
SAUIUOSNO UIA6
LOANDA ; Brigue Portuguez OUveira,
Cap. Alexandre Jos Corroa > caiga varia
gneros passageiros 11.____________- '
BECIFE N A TYP. DE M F.7E F. iW


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