Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04119


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Full Text
* UNO PE 1840. Qnta Frr\
Todo agora depende de nos mesmo*; da nossa prudencia, mod
fo, e energa : continuemos como principiamos, e seremos aponts
m admiracao entre as Naces mais culta*:
Proclamaco da Assemblea Geral do Brasil.
lera-
pontados

Snbscreve-se para esta fblha a 5Jooo por quartel pse0, adianla(i0 .
nesta Tipografa n d Crutes D. 3 /e naVraca ^ ^Z^en-
c n. 37,t e 38, onde M recebem correspondencias' leoali/adas eTan
iA..cios, ,sirindo-e eites gratis, sendo aos propr.os assi-na'ntes .
vsnao assgnadog. ""*"
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
Qdade da Parahiba e Villas de sua pretenco.....
Jila do Rio Grande do Norte, e Villas Idm .
Dita da Fortaleza e Villas Jdcm........*."!!!
Cfdade de Goianna..........,......
irtade d* Olinda.................. ;'
Villa deb. Anto......................
Dita de Garanbuns e Povoac*o do Bonito ...."'.'.',
Dias Cidade das Alagoas e de alacei......%
Villa de Paia de Flores.................'.'." '
Todoi os Correioi pariem ao meio dia.
24 de Setembro. Nu.vr-, 308.
Seg e Sextas (e't ai;
Todos os das;
Quintas feiras.
lo, e ^4 de cada met
i, n, e ai dito dito
dem dem
dem 13, dito dito
PHASES DA LA NO MEZJDEJSETEMB.
Quart. crece, a 3 as 3 b. e 17 ra. d tard.
La Cheia a 11-as 5 h. e 17 m. da tard.
Quart. ming. a :8- as 3 h. e lom. da tard.
La Nova a 25-as 7 h. e 6m. da taid.
Afare ehtia para o dia a 4 de Seiembro.
As 3 horas e 4? minutos da manh.
As 4 Morase 6 minutos da tarde.
CAMRIOS. SETEMB.oa3.
Londres......30 d. por Ifooo ced.
Lisboa ......*> 83 por 0|o premio por metal offereeirM/
Franca......3s5 res por franco.
Rio de Janeiro ao par. Corap. Vendas
ORO Moedade 6#4oo reis, velhas 1^700 i^qoo
t, Wa 1 ., novas 14/500 l'j/700
Ditas de igooo reis, H^Tooo ilioo
PKATA Pataces Brasileiros------- iftBo i|65o
Pezoj Columnarios----------iftVio 1*660
Ditos Mexicanos ------- 1I610 i/fb3o
Miuda. .......---------i#4oo i4-io
Descont de bilhetes da Alfandega 1 por loo ao met.
dem de letras 1 i|4 a 1 \\i por boas urinas ofierecido.
Moeda de cobre 3 a 1 por too de disc.
DAS da semana.
al Segunda iff- S. Matheus p. e Evang .
al Terca S. Mauricio M. Kelaco e audiencia do Juiz de Direito da 1.'
vara.
a3 Quarta S. Lino P. -- Audiencia do Juit de Direito da 3. vara.
' Quinta Nossa Senhor das Mercez. Audiencia do Juta de Direito di
a vara.
i5 Sexta S. Firmino B. -- Audiencia do Juit de Direito da 1. vara.*
a6 SabbadoS. Elfzirio B. Relaco e Audiencia do Juix de Direito s
3. vara.
37 Domingo S. Cosmes e Damio Irs. Jim,
liJO DE JANEIRO.
CMARAS dos srs. senadores.
Sesso em 13 de agosto.
Presidencia do Snr. marque* de Paranagu
Reunido numero suffieientede Snrs. sena-
dores, abre-se a sesso, e lidas as actas das
anteriores sao approvadas
O Snr. primeiro secretario d conta do se-
ginte expediente.
Dous oficios dominislro do imperio re-
irteltendo os authograplios sanceionados das
resolutoes da assemblea geral. approvandoas
apost-nladora concedidas a Januario da Cu-
t ha Barboza e ao Padre Miguel do Sacra-
mento Lopes Gama ; as penses concedidas a
D Constanca Marta da Silva e a seus qua-
trofillios menores e as tencas concedidas ao
coronel Carlos Jos de Mello, ao brigadero
Francisco de Orne I las Telles Barreto de .Vle-
nfezes e ao coronel Joaquim da Silva Di-
niz
Fica o senado inteirado e manda-se par-
ticipar a cmara dos Snrs. deputados
llum ofticio do presidente da Provincia da
Baha remetiendo os actos legislativos da
assemblea da mesma provincia promulga-
dos na sesso deste auno sob nmeros 1ati a
134.
A' commissao de assembleas provinciaes.
Tres lelicitaces das cmaras municipaes da
cidade de S. Joo de El-rei, e das villas de
Va lenca e rea ,pela acclamaco de S. JV1. o
Imperador
Sao receladas com agrado,
Ilnm ofBcio do Director da fabrica de I-
panenia remcltendo a copia do cilicio dirigi-
do ao ministro da guerra para que annexo
aos mais papis que dirigi com o seu officio
de 17 do 11,iv. passado. Manda-se ajuntaraos
iele dos papis
Sao eleitos a sorle para a deputaco que
tero de receber o ministro da justica os Snrs.
Almeida Albuquerque visconde de Congo-
nhas do Campo, e Mello e Souza.
Le-se o seguinte parecer :
A commissao de fageuda a quem foi pre-
sente a proposiro da cmara dos deputados,
que assigna a dotaco de S M I. o S. I).
Pedro II, e da imperial familia he de pa-
recer que a mesma proposico se discuta e
seja approvada
Rio de Janeiro. Paco do senado, 11 de a-
gosto de 1840. C. J. de A rujo Vinna.
M. A. Branco B. P de Vasconcellos.
Fita sobre a n esa bem como a redaco da
proposta do governo, finando as forcas navaes
paia o auno financeiro de 184 a '84'
ornas emendas da cmara dos Snrs. depu-
tados.
okdbm do da.
Continua a terceira discusso adiata em i 1
do crreme da resoluco que declara de iesta
nacional o dia ai de julho da acclamaco
deS M. o Imperador, conjunitamenjecoin a
emenda do Snr. Voseencellos apotada em 8
do mesmr. mez. ,
O Snr. primeiro secretario l um omcio do
ministro da justica, participando nao poder
lioje nem amanb assistir a discusso do pro-
jecto de lei que relrma o cdigo do proceaso
, pica o sena.o inteirado.
Vi m a mesa a seguinte emenda.
Siipiimo-se as palaviaspor set o da
da acclamaco da maioridade. Alves
Branco.
Noheapoiada.
O Snr. Ferreira de Mello.d algnmasex-
plicaces acerca do discurso que proferir na
seso antecedente e(feriara que quindo f-
ra a cmara dos deputados no dia aa de julho
nao tinha ido de intelligencia com o Snr. pre-
sidente do senado.
O Snr Costa Ferreira discorre largamente
sobre a conveniencia das revoluc5es em certos
casos apresentando exemplos tirados da his-
toria profana e sagrada. Diz que no dia aa
de julho nao foi S. M. quem venecu mas a
naco brasileira.
O Snr Mello e Matlos combale o principio
apresentado pelo precedente orador de que
os povos tem direito e ate* dever muilo sa-
grado de faser revoluces e mnilo se ad-
mira que o Snr presidente notenha chama-
do ordem.
O Sr. presidente observa que nao chama-
ra ordem, porque o senado nao tem alten-
dido s suas observaces nem a seus rogos ,
que todos sabem o que determina o regimen-
t e elle presidente nao tem meios de fa-
zel-oexecutar quando o senado nao o at-
iende.
O Snr. Mello e Mattos entrando na ma-
teria, combate o projeclo defendendo a dou-
trina da emenda.
O Snr Ferreira de Mello depois de mi-
tras consideraces diz qne os meios de que
se serviro os que tomar. parte nosaconte-
cimentos do dia aa de julho forao muito no-
bres e leaes que se alpuma en usa houve d
monessedia, foi a m f e a deslealdade do
governo,
O Snr. Vergueiro erttendeque a resoluc)
deve ser approvada como est concebida. Jul-
ga que quando o pensamenlo he o mesmo ,
nao se deve faser alteraco em hum projeclo
ja approvado na nutra cmara. N > sabe que
inconveniente existe em que v expressa a
qualidade que torna odia as recommenda-
vel. Observa que se houve rebellio o ti
revoluco foi provocada pelo go.erno por-
quanlo tratou-se com muita lealdade na as-
semblea geral a questo da maioridade e
se o governo nao tivesse adiado as cmaras
nao teria acontecido o que aconteci Mos-
tra que foi esse fado que excitou os nimos,
a ponto de se reunirem alguns senadores de-
putados e homens do povo. afm de fazerem
huma representaco, e logo que S. .M. alten -
deu a ella o governo foi o primeiro que ira -
tou de reparar a sua falta convocando de
novo a assemblea geral. O nobre senador
enlende que a idea de successo he muito di-
versa da entrada no exercicio dos direitos :
observa que estas duas cousas podem coinci-
dir algnmas veses, mas era serapre.
Reiindo-se ao que dissera o Snr. Vascon-
cellos na sesso antecedente, diz que he ver-
dade nao ter julgado o orador conveniente a
regencia da Snra. D. Januaria, porque nes-
sa poca tinha ella treze anuos, e demais cs-
sa regencia nao sanavao mal que se quera e-
vitar que era o provisorio. Julgi muito
lacil achar-se desarroonia entre conversas
parliculares e o que se diz na tribuna.
O Snr. Lopes Gama vendo que se procurou
atacar e deprimir o governo de (,ue elle ora-
dor lora membro, nao pode deixar de defen-
der-te a si e aos seus collegas. O nobre
senador refere as scenas tumultuosas que tive-
ro lugar as galenas da cmara temporaria,
ebegando-se a ponto de ameacar-se hum re-
presentante da naco e nota que o govemo
enlendeo que to importante questa nao de-
vera ser decedida por essa maneira- Obser-
va que o fim do addiamento foi para que se
apasiguatse a agitaco que enlo existia para
ao denois o governo propor s cmaras a mai-
oridade o que seria approvado depois de
mnita medilaco unanemimente. O nobre
orador ola que o governo pretendeo tirar
desse acto toda a idea de huma revoluco.
que as galeras da cmara temporaria nao
podia caber todo o pcVo do municipio e
quando assim fosse o municipio nao eonsli-
tue a naco, e o governo de modoalgim de-
via submetter-se vontade de huma minora,
porquanto a da nago ainda se rio hava ma-
nifestado. Nada dira sobre este assumpto
se nao fosse chamado a defender-se. O no-
bre senador entra em materia, e depois de al-
gumas consideraces termina volando contra
a segunda parte da resoluco
O Snr Calmon muito pouco dir : Se du-
rante a sua carreira parlamentar tem feito al-
guns discursos longos promette corrigir se
dessa mana tomando assento no senado.
Chamar a attenco do senado sobre a intelli-
gencia do artigo ni da constituico por-
quanto nao se pode persuadir que a consti-
tuigo calcando todo o? principios dogmali-
cos do governo monarchco nao desse ao im-
perador o direito de ser monarcha antes de
haver prestado juramento na assemblea geral.
Alem dislo observa que de lal intelligencia
pode resultar o absurdo de que fallecendo o
imperador quando nao esteja convocada a .s-
semblca eral, o seu sucessor nao poder .
o j ,.j;ra;ina ~rt davia queeslecaso he hum daquelles emque
entrar no exercicio dos seus direitos por nao Ji .
redir su nelas, e que elle o sustentara sera-
pre com todas as suas forets (apoiados).
O Snr. Saturnino votar pela resolc ,
porquanto nao atiesta se nao hum facto de
11 mu unc icr.iiu tiuo iiv uijtiuimu \.v- 1 .
1 r. n i1MJi.r.ri.i,l Icuia existencia nao se pode negar, poruuan-
heditano. O nobre orador reluta al-, 1 r o r 1
lo no da ai de jdlho >. M. toi acclamado
maior ; que o facto que se trata de tornar
memoravel nao he a ac lamaco de S. M., que
leve lugar no dia 7 de abril, mais a accla-
maco de sua maioridade.
Discutida a materia delbera-se que se
vote divdindo-se a resoluco por partes ; e
a votaco, a resoluco
14 de idilio liverao miar, e reiere que ------ ;.,' -
cmara para ser remetliJa a sanecao, nao passando a
temporaria ero empregados pblicos
teimentos de Julho; por quanto dorante
toda a sua vida ha de festejar o dia a3 d
julho (apoiados), por que sempre o desejou,
porque tem dado provas de adlieso pessoa
do monarcha brasilcro Seguir as dii-
cusses a regra do saino, quando esliver to-
mado da colera calar-se-ha. O nobie sena-
dor entende que nao se deve evocar o passa-
do porque toda discusso sobre os acontec-"
raentos de julho he prejudicial. O nobre
senador declara qiie nunia descera arena das
personalidades, nunca aceitar o compite dai
injurias Dir, acerca da apologa que se
fez das revoluces, que ellas sio com os vene-
nos que era algumas molestias curo mas
que dahi nao se segu que se deva estar sem-
pre a tomar veneno.
O Snr. Lopes Gama d algums explica
cues.
OSnj. Costa Ferreira observa que nao li-
tera a apologa das resoluces, antes dissera
quedevia lancar mo dellas em rarissimos ca-
sos.
O Snr. Alves Branco observa que a pas-
sar a redaco do projeclo como existe con-
cebida deve-se eliminar dos das de gala
nacional odia 7 de abril ; porquanto, se S.
M. fui aedamado uo dia a.i de julho, nao ha
razo para que se festeje o dia 7 de abril. O
nobre senador declara que nao entenda que
o artigo la 1 da constituico losse privativa-
mente constitucional, mais o que desejava era'
que a raaioridide fosse declarada por toda a
naco Quisera que sendo o monarcha a
expresso pura e impassivel da lei nao subis-
s S. M. ao throno como que tocado das pai-
xes do momento O nobre senador nota to-
poder prestar o juramento (apoiados). Sen-
do assim destroe-se o dogma deque o mo-
narcha nao morre, sanecionando-se a exis-
lencia de hum interregno que he antpoda de
governo
pumas inexactido apresentadas pelo Snr.
Costa Ferreira acerca da demisso do Snr.
Alves Hranco
O Snr. Ferreira de Mello afim de mos-
trar que proeedero com muita lealdade os
que pretendan a declaraco da maioridade
no di
desde ia, faz a historia dos acontecimentos que vow
1 ... 1 r ; nosla a votacao, a resoluco he approvada
la a4 de julho tiverao lugar, e refere que i,osia
as pessoas que eslavo as galeras da cmara rara s
Uu0 emenda do Snr Vasconcellos.
O Snr. presidente consulta 6 senado se
mi
dislinctos grandes capitalistas, e propriela- -
" y 111 convem em que se discuta o proiecto O
O nobre orador re ere tongamente ou- tonve. J .. _. K
e terauua volando a
nos.
tras circunstancias ,
vor da resoluco.
O Snr. Lopes Gama contesta alguns dos
factos apresentados pelo Sr. Ferreira de Vlel-
lo, mostrando que todo o fim do governo,
adiando as cmaras, era fazer cora que a mai-
oridade do Snr. Pedro II fosse approva-
da unnimemente, porque o governo nao
julgava conveniente que acto de lana im-
portancia fosse approvado por huma fraca
maioria
O Snr. Ferreira de Mello d alga mas ex-
pticaces.
O 3nr Vergueiro responde aos argumentos
apresentados pelo nobre senador pelo Cear (o
Snr Calmon) Jutga que hum a i rmenlo
de manli, e huma convocago larde, mos-
tra o que o gotefna quando assim proce-
deu nao tiutit exacto conhecimento do es-
tado do* paiz.
O Snr. Calmon deseja nao o suponho lo-
mado de colera quando falta acerca dos acon-
da reforma dos cdigos ainda mesmo quan-
do nao compareca o ministro da Justina, e as-
sim e decide. D para ordem do dia a ap-
provaco da redaeco das forjas de mar ;
priraeira e segunda discusso da resoluco que
assigua a dolnyndeS. ,vl o imperador e das
pessoas da familia imperial priraeira dis-
cusso do parecer da commissao de instruccao
publica sobre o requerimento de Joaquina Fio-
riano de Araujo Ciutra seguindo-se a mais
materia dada para boje.
Levanta-se. a sesso s duas h iras e lo mi-
nutos.
PERJVAMfUOO,
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 16 do correte.
Oficio ,Ao Exm. IJispo Diocesano si- .
latieauJj-llie que leudo a Presidencia' l*


DIARIO DB PERNAMRUCO
r seguir rara a Corte do Rio de Janeiro o
Brigue Ecuna Nirtheroy, e constando-lhe
que tem ncmeado um Sacerdote para ir feli-
citar a S. M. O Imperador por haver tomado
jre do Governo, lle offerece passagem para
oc'ifo Sacerdote no referido Brigue Escuna.
Igual cferedtenlo foi dirigido C-
mara Municipal do Hesite e a Associaco
Commercial,
Dito Ao Fngenhero Fncarregado das
Obras da Eslrada de Santo Anto respon-
dendo-lhe que deve fazer o concert de que
uecessitad as obras arrematadas na parte em
que nao esleja responsaveis os arrema-
tantes dos lautos da estrada em que
seeiles acha5 cumprindo que tenha to-
do o cuidado em ccnclui-los neste verao e
deque nao excedada quanlia em que fora
oreados.
Dito Ao Administrador Fiscal das Obras
Publicas, communicando-llie o conteudo no
precedente officio, e ordenando-lhe que laca
pagar as despezas que se fizerem com os refe-
ridos concertos.
Dito Ao Juiz Substituto dos Juizes do
Crirre e Civel, nomeando-o para presidir ao
andamento das rodas da. i." parte da 4. *
Lctojia do Tiieatro que tem de effectuar-se
nodia 22 docorrente.
dem do dia 17.
Officio Ao Commandante das Armas,
respondendo-lhe que fora mandados abonar
ao Coronel Francisco Jos Martins tres mezes
dos seos vencimentos e quanto a sua passa-
gem para a Corte que ser recebido a bordo
do Brigue Escuna Nictheroy que deve sabir
no dia 15 do correte.
Dito Ao Inspector da Tbesouraria das
Rendas Provinciaes (ccmmunicando-lhe ,
que a Presidencia tem concedido demisso ao
rrolessor de primeiras Letras da F'reguezia
do Cabo Marcelino Jos da Silva Braga.
Igual communico foi dirigida ao Di-
rector do Lyceo.
Lito Ao Inspector Geral das Obras Pu-
blicas enriando-lhe um offirio do Comman-
dante das Armas sobre a necetsidade de varios
comerlos no Forte do Buraco a lim de que
proceda despezas que se deverao fazer com taes concer-
tos.
Dito Ao mesmo authorisando-o para
demolir a Capella do sitio dos Coelbos, e
vender os rr.aleriaes provenientes da demol
cao enviando a Tbesouraria de Fazenda a
conta da dtspeza que se houver de fazer a fin
de ser paga como requisita o respectivo Ins-
pector.
Fortaria Ao mesmo t para mandar ta-
par o ai rombo feilo na parede da janeiia da
Priso do juartel do Corpo de Polica em
que sao recolbidosos Presos da Preleilura.
Offirio Ao Preeito da Comarca parli-
ci pando-1 lie a expedico da ordem supra.
Portara Ao Commandante Geral do
Corpo de Polica para mandar postar de ora
em (liante urna patrulha de um cabo e trez
soldados na obra do Palacio velbo a qual
devei apiesenlar-se as 6 lioras da larde e
retirar-se as 6' da manha'a.
dem do dia 18.
Officio o administrador Fiscal das O-
bras Publicas respondendo ao seo officio em
que da' parte de nao ler anda pago a conta de
reridimtntos ao boticario Francisco de Paula
Pires Ramos por folla de certas legalidades ;
que quando be mandada pagar quaquer des-
peza he no caso dse adiar ella legaiisada e
que ao u esroo Admiuistrador compele o exa-
me respectivo,como l iseaI de sua Keparlico.
Dito Ao Juiz de Diieito do (.rime da
Comarca do Rio Formoso enviando-ibe os
ndices dos Actos legislativos e Reglamen-
tos que requisitou em seo officio de 11 do
presente mez.
PortaraAoCirurgilo encarregado da
\ accina para enviar com urgencia a Secre-
taria da Provincia algumas laminas de pui.
COM MANDO DAS ARMAS.
Dilo Ao Tenente Coronel Com manda ri-
te do Deposito di/emlo- Ihe que esta va") pas-
sadas as ordens a fim de transferir-se hoje
pelas 6 horas da tarde os doentes de bexi"is ,
do quartel do Hospicio para a Fortaleza do
Bruno onde se mandou estabelecer urna En-
fermara.
Dito Ao Commandante interino da For-
taleza do Brum communicando-lhe o ex-
posto no precedente officio e ordenando-lhe
que destnasse um logar mais apropriada para
nelle se eslabelecer a enfermara.
Dito Ao Commandante interino do 3.
Batalho de Artilheria ordenando-lhe que
boje pelas 6 lioras da tarde deveria mandar
passar os treze bexiguentos do Hospital Regi-
raental para a Fortaleza do Brum onde se
devia estabelecer urna enfermara, e provi-
denciando tudo o niaisqueera de misler ao
commodo e bom tractamento dos doentes ;
certo que para a transferencia dos mesmos Ihe
seria mandada do Arsenal de Mariana urna
lancha.
Dito -- Ao Capilo Commandante da
Companhia d'Artifices, remeltendo-lhe o
Corneta Francisco das Chagas e ordenando-
lhe que, sea.deserco fosse imples opo-
zesse em liberdade por gozar do Indulto con-
cedido pelo Decreto de 6 de Agosto ultimo ,
e se aggravada Ihe communicasse para contra
elle se proceder nos termos da Leu
Dito Ao Commandante do Forte de
GaiL respondendo aos seos officios do 1. ,
e p do correte e dzendo-lhe que o* deser-
tores do destacamento sendo como era de
Guardas N, devia ser punidos na forma
das Leis respectivas para o que convinba
fazer aos Commandantes as competentes com-
munieaces, quando sHtcedesse desertar al-
gum.
Dito Ao Commandante do Esquadro n.
4 comrounicando-lhe que tinba concedido
ao soldado Alexandie Joaqiiim Correia Go-
mes Esteves quinze dias de licenca.
Portara Ao Commandante interino do
i. Balalbo d'Artilheria mandando d'ordem
da Presidencia rommunicaJa em officio de
11 do corrente dar demisso ao soldado Joao
Sabino de Lima que leudo sido aspeccio-
nado pela Junta de Saude em ses-o de 3 de
Agosto ultimo foi julgado incapaz do trrico
militar.
Dita Ao mesmo mandando em cum-
primenlo a Le dar baixa ao sofdado da 7.
Companhia Vicente Duar'.e Pinheiro por
ter sena nota concluido o lempo a que era 0-
brigado a servir como recrutado e nao que-
rer continuar.
Dila |Ao mesmo ordenando-lhe que
mandasse ajustar contas do farda ment que se
estava a dever ao soldado Joo Francisco Xa-
vier contado do dia em que racolueo da de-
serbio.
dem do dia 16.
Officio Ao Exm. Presidente da Provin-
cia informando o.requ "rmenlo de Antonio
Luiz do Amarsl e Silva 3. Escripturario da
Contador a da Thezourariu da Fazenda pe-
dindo a S. VI. O I. hurn gratifica cao por se
adiar empregado no expediente da Contabili-
dade Militar.
Dito Ao Inspector do Arsenal da Mari-
nha pedindo-llie para expedir as suas or-
dens para que se forneca ao Administrador da
Mesa do Consulado as lanchas que forem
predsas para o embarque de 800 a 1000 quin-
taes de pao brazil que a Tliesourara contra-
tou remetter para Londres em o Brigue In-
glez Bretish Queen devendo principiar o
mesmo embarque no dia seguin'.e e ser re-
mellida a Thesouraria a conta da despeza pa-
ra ser paga.
Diversas Repartieres
PREFEITURA.
Parte do dia 21 de Setembro de 1840.
THEZORARU PROVINCIAL.
f Expediente do dia 12 do corrente.
Officio Ao Exm. Presidente remetlen-
do-lbe em duplicado os mappas da loria el- j
lectiva dos ( erros de Linba actualmente exis-
lentes na Provincia e da Guarda JNacional
destacada em ditierentes Comaicas,
Dito Ao n-esmo Exm. Snr. transmit-
tindo-lbe paia quedeierisse como de mellior !
entendesse o requermenlo do 1. Cadete J.
M. de M., que pedia vertidlo do Aviso Im-
perial pelo qual loi n andado servir na guar-
iiicao desta Provincia.
Dito Ao Inspector do Arsenal de Mari-
nha requisilando-lbe un>a bincha patacn
duzir boje pelos 6 hoias da laide do quaitel
do Hospicio para a Foitaleza do Urum treze
doentes de btxijas qucdeua all tralar-se, >
Expediente do dia 14 do corrente.
Officio Ao Exm Presidente da Provin-
cia informando o requermenlo de Mauoel
Luiz Tapete de Albuquerquc Maranhao.
Dito Ao Commandante das Armas ,
dando osesclarcimcntos que pedia a respeito
da pretencaodo Capitao Antonio Mauoel de
Moraesda Mesqnita Pimentel constante do
re(]uerimento ao mesmo officio junto.
Dilo Ao Admiuistrador da Mesa do Con-
sulado, dizendo-lhe de conlormdade com o
voto da Tbesouraria e em resposta ao seo
ofhciodei? de Agosto prximo findo, em
quecommunicouque na Mesa do Consulado
do Ro de Janeiro cobra-se em Notas os di-
retos de a por cenlo de exporlacao sobre as
moedas deouro e prata nao pelo valor no-
minal, querepresenla, mas pelo preyo cor-
rente do mercado, e que nao obstante oas-
sucar branco estar clasificado em duas qua-
lidades faz-se all dstineco entre ellas e
o refinado dando a este valor em separado ;
que recabndo os direitos de exporlacao sobre
o valor dos gneros na especie em que os
mesmos direilos sao pagos e havendo destin-
co entre o assucar refinado e o bruto he
evidente que a pratha observada na dita Me-
za do Consulado da Corte vai de conformida-
de com o que dispee o Regularaenlo e deve
por aqu ser adoptada.
dem do dia i5.
Officio Ao Administrador da Recebedo-
ria de Rendas Geraes Internas remeltendo-
Ibe em consequem ia da Ordem do Tribuna] ,
do Thesouro Publico Nacional de 5 de Marro |
do corrente anno, os Crrelos Officiaes de n. i
i a 21 para que se tenha conhecimento na
mesma Repartco dos actos do Governo en-
seiidos nos ditos Peridicos, os quaes deve ai
ser (uaidados para seren encadernados an-
nualmenle e servirem de auxiliar a collec-
cao das Decises do Goveruo.
Illm. e Exm. Sr. Fora hontem presos
de ordem rainha o pardo Patricio Jos de
Santa Anna por estar as circunstancias de
ser recrutado ; foi detento no Callabouco :
pelo Sub-Prefeito desta Freguezia o pardo
Jos Joaquim Acciole por ter em altas vozes
injuriado o Com'missario de Polica dodis-
triclo da ra da Praia perantea patrulha ron-
dante no mesmo districlo ; foi remettido para
a Cadeia : pnr um soldado do Corpo Policial
o pardo Joao Cyprianno Gomes, e os pretos
Bento Fernandes Jos Francisco de S. An-
na e Manoel escravos de Jos Luiz Pare-
des porestarem em desordem ; 01., e 2.
fora sollos, e os dois ltimos detentos no
Callabouco: pelo Sub-Prefeito da Freguezia
dr Boa Oista o pudo Antonio Teixeira da.
Silva, par liie ser apprehendida urna faca
de ponta e o pelo Joo, escravo de Feli-
ciano de Barros, requerimento de seo Sr.
por o ter desobedecido e ameacado com um
pao ; fora remettidos pira a Cadeia : pelo
Commissario de Polica do districlo de Belera
dois pret<;s do mesmo nomede Amaro escra-
vos de Jos Pinta dos Sanios, por julgal-os
fgidos ; fora entregues a seo Senhor."
E' o que consta das Parles boje recei-
das nesla Secretaria
Paite do dia 22.
Illm. e Exm Sr Fora hontem presos
peh a. patrulha do districlo do Corpo San- '
lo o pardo Silvestre Tellw de Menezes Joo
Antonio Branco branco, o pardo Luiz,
escravo de Antonio Ferreira Christova ea
preta Cathariaa escrava de Joo Eugenio ,
oi. por Ihe ser apprehendida urna faca de
ponta ; foi remeuido para a Cadeia ; e os
outr.;s porserem encontrados em adjunto,
sendo bastante tarde da noite ; fora solios ;
pelo Capataz dos Canoeiros do Forto da R .
Nova o prelo Antonio Jos Boleio escravo
de D. Joaquina de Jezus por Ihe fallar ao
respeito ; ficou detento no Callabouco : e pe- i
lo Sob-Prefeilo da Frejuezia da Boa-Vista i
os pretos Antcnio Roberto, escravo do Padre
Inglez, benedicto, de Henry Lhristoheis ,
eCaetano, de Flor inda Maria de Jezus o
1. poner injuriado a um humero branco,' o
a. por se ter armado contra seo Senhor, e|
querer oflender com urna enxula ao l'eilor'do
dito seo Sr. e o ultimo por ter injuriado a um
Commissario de Polica; I i ve rao igual des-
tino.
Nada mais consta das partes boje recebidas
nesla Secretaria.
Parte do dia 2 3.
Illm. e Exm. Sr. Fora hontem presos
pelo Sub-Prefeito da Freguezia do Red fe a
parda Genoveva Jacinta, norqueixa d'onlra
de Ihe ler desencaminhado urna sua escrava ,
e ser encontrado em sua casa um taboleiro ,
perlencente a dita escrava j foi remettida pa-
r, a Ladea pela a. patrulha do districlo do
Corpo Santo o pelo Joo escravo de Rofino
Coelho da Silva por estar fgido ; foi re-
mettido a seo Sr. : pelo Sub-Prefeito desta
Freguezia iVJanoel Jos da Costa branco ,
por taltar ao servido policial j foi solt } os
pardos Joo Alves da Costa e Autonio Lins ,
e o preto Domingos Jos do Espirito Santo ,
por briga em urna casa de jogo ; fora deleu-
los no Callabouco.
E'o que consta das partes boje recebidas
nesta Secretaria,
Viinna Bastos e Gb ives faltando com cau-
sa os mais Sr*,
Aberta a Sesso e lida a Acta da antece-
de ite foi approvada.
O Secretario dando conta do expediente
m^nrionfu os sesutitea oficios*
Um do Exm. Presidente authorisando a es-
ta Cmara para mandar fazer o concert que
necessita a rui do Livramento.
A Cmara delibero-i que se officiasse ao
Tenente Coronel de Engpnheiros cnsul-
tando-se qual deve ser o concert ou me-
Ihoramento da dita ra.
O Sr Vereador Vianna fez o seguinle re-
querimento que depois de ldo e posto a vo-
taco foi approvado.
A vista da leitura do officio do Exm. Snrj
Presidente da Provincia datado de 22 do cor-
rente requeiro que se registe e se proceda
em regra. Em VereaeSo de 3o de Junho de
i84o. Francisco Luiz Maciel Vianna.
Outro officio do mesmo Exm. Presidente
remetiendo um requermenlo de D. Maria
Francisca Marques de Amorim representan-
do o embaraco que causa ao transito publi-
co a agoa que se ajunta na Estrada da ponte
do Ucha e dentro de seo sitio por liaver
Manoel Antonio da Silva Motta tapado o a-
queducto por onde desemboca as agoas da
chuva que vo ter ao Rio Caoibaribe.
Deliberou a Cmara que se respondesse
ao Exm. Presidente que nao peitence a esla
Cmara dar as providencias em razo do S
3 da Diviso das Comarcas e termos desta.
Provincia, feta no anno de 1813 que deo
ao Municipio de Olinda. a estrada da ponte do
Ucha e oulras e que se iuformasse ao
Exm, Presidente oque tem occorrido a ess
respeito.
O requerimento de Joo Antonio Goncalves
Maduro e outros foi remettido a Gommisso
dos Srs. Vianna, e Oliveira para resjionder
ao Exm. Presidente.
Mandou-se pagar a Antonio Pedro Guima-
raes a quantia de 19U596 reis cusas por
nfracco de Posturas.
Despachara-se alguns requerimientos e
por ser dada a hora alevantou-se a Sesso e
mandara fazer a presente em que assigna-
ra Eu Francisco Antoo.o Kabello de Cir-
valho Secretario interino a Escreri
Ros Pro P. Souza Oliveira Vian-
na Bastos Chaves.
Adminislraco dos Estahelecimentos de Carl-
dade.
Peranle a Administradlo dos Estabeleci-
mentos deCaridade se bao de arrematara
queai mais der nodia jd do corrente mezas
rendas das cazas D. i na Travessa de S. Jos,
ti e 6 na ra de Sao Jos 17 por
detraz da dila ra, ,6, ib" e
19 na ra de Manoel Coco 35 49 e 5o,
na ra das Cinco pouUs 16 111 ra de Ber-
tas 2 e 4 na ra de Sania Thereza : as
pessoas que se propuserem a arremaltal-as
podero comparecer no indicado di 1 as 4 ho-
raj da tarde no G. H. desta Cida.de com
seos (adores.
Salla das Sesses da Administlraco dos
Estabeleciinenlos de Caridade a a de Seleinbrj
de 1840.
J. M. da Cruz.
________ Escripturario.
Correspondencia.
CMARA MUNICIPAL DA CID A DE DO
RECIPE.
5. B Sesso Ordinaria de 5o de Junho
de 1840.
Presidencia do Sr. Ros.
Comparecer os Srs. Souz Oliveira ,
Bms. Redactles.
Quando S. Exc. Rma. mandou interina-
mente fiara a freguezia do Poco um Sacerdote
portugus, foi com a pa intenco de favore-
cer a um Sacerdote brazileiro que a pe-
zar de suas virtudes teve a nfdicidade de
perder em concurso a dita freguezia pois
desta arle dava S Exc. tempo a que este Sa-
cerdote esludasse mais e, indo nova mente a
concurso, tirana a freguezia que baria per-
dido. Ora, que Sacerdote, nao sendo estran-
geiro quereria ali estar por trez mezes
certo de que nao tendo direito a ella entrega-
ra aquella adminislraco logo que fosse ne-
cessano sera poder allegar servicos ?
Foro essas as boas e caridosas intences
deS. Exc. Rma. mas, como ficaro ellas tras-
tadas pela morle desse honrado Sacerdote fi-
que o Sur. Morador do Poco convencido de
que ou por concurso que mui breve se fa-
ra, ou por outro qualquer modo ser deso-
nerado da administraco o Sacerdote, que ac-
tualmente ali est e em lempo cumpr-
dos os justos motivos que allega o Sr. Mo-
rador do Poco e que de certo nao estavoes-
quecidos de S. Exc. Rma, --1 Um que passa
a festa no Poco.
O CARAPUCEIRO NA CORTE.
O LUXO MOaALltHT C0MS1DERAUO.
O luxo be huma emulacao de vaidude, ad-


I
DIARIO
riquezas tendera a minorar a miseria do maior briaga da vaidade ? Pira se
nmeros dos necesitados? Nao de cerlo ; cora huma chave sobre a al-ibeira piraler
que o ouro attrahido pelo luxo bem de pressa huma fita humi con.ner.da hura titulo ,
concentra-se as mnos d hum pequeo nume- ; nao ha baixeza nao ha in lignidide ni lia
o, edellas nao sabe seno para alimentar o perfidia, que nao esleja dispo.to a praticar ,
luxo dos ricos sem levar o mais pequeo soc- e nao duvidar por hum reino inteiro emcora-
corroaos agricultores, aos trabalhadores e
s artes verdaderamente uteis que sao para
o luxo objectos de abominaco. Os tbesouros
do bomem nao sao reservados para manter o
seu fausto, a sua molleza e voluptuosidade :
elle os derrama a larcas roaos por parsitas ,
por aduladores por micheilas bufos, &c ,
&c. Ignorando o dore prazer que resulta do
cumprimento das leis da beneficencia nunca
se resolve a animar e consolar os talentos af-
liclos : as despezas necessarias ao seu luxo
nunca I he deixo meios de fazer bem ede tor-
nar-se prestad io a^virtude porque a vaidade
endurece a alma e cerra o coraco benevo-
lencia j e como as pequeas causas, sendo
multiplicadas produzem os maiores eeitos.
assim a pueril vaidade do luxo sendo adop-
tada por nimio individuos era hum estado
vem a producir por im u ruina do mesmo es-
tado.
Luxo se deve chamar a toda despeza que
tera por objecto s a vaidade o desojo dt-. i-
gualar ou de exceder aos outros, e o intento de
fazer das proprias riquezas huma osteulaco
intil. Tambera chamar se devem despezas
de luxo todas as que sobrepujo as nossas pos-
ees e que devro empregar-se era usos
niais necessarios e mais conformes aos princi-
pios da moral. O monarcha diiuma naco
opulenta nao pode ser aecusado de luxo, qu-
do sem oppriiuir os seus subditos manda
construir hum palacio sumptuoso, cuja mag.
nific enca anunncia aos ciusdos a residencia
de hum chefe occupido da sua felicidade e a
quero devem respeilar. Tal soberano pode
sem vituperio dar sua morada todos os or-
namentos que o seu goslo Ihe sugiere cora
tanto que taes despezas nao graviiera sobre a
prosperidade publica. O soberano poreni
que por satisfacer o seuorgulho, opprimis-
se cora i ni pjslos o seu povo que o arremes
sasse ;. indigencia e miseria que, final-
mente o insullasse com soberbos monumen-
tos tal principe seria hum tyranno e suas
obras to dispendiosas devro ser detestadas
por todas as almas honestas.
O grande e anda o particular opulento po-
dem ler huma habiuco commoda e decente ,
e 01 nal-a como Ibes aprouver ; mas sero in-
busto huma vez que consiga essas honras e
distinecoes, exterioridades mui apreciaveis,
sem duvida quindo recahem sobre o mri-
to e palhacarias ridiculas se assento em
pessoas indignas.
Quantas e quantas familias ensecerao no
luxo toda a sua fortuna coliossal ? Qu autos
infelizes boje raendigo por portas ou azem
atascados no lutulento lodagal di mais tor-
pes vicios, porque seus maioras desbara-
tando em objecios de luxo os seus avultados
bens s Ibes legro lagrimas, miseria e
opprobrio ? Quantas desgranadas trilhao bo-
je a immunda estrada da prostituido s por
satisliazerem o quasi iuvencivel habito do lu-
xo ? Iiuma menina a que n desde os pri-
meiros alvores da uubilidade se incute a pai-
xo do luxo tem mais de meio caminho a-
berio para a propria deshonra. O pudor l
se va i sustentan io en quanto a fortuna Ibe
sorri b uuladosa mas se lhe da de rosto ,
se lhe fallo os meios de saciar a sede do faus-
to resistir ao poderoso acleo de taes deso-
os cerrar-se-ha banda na estrada do de-
bailes s partidas, ao tlieatro em dias de
grande gala ; e he USta que v; cada bu na
segando p le ou que deixe de ir se abso-
lutamente nio tem posses para isso ? Nio
todas ho de compirecer con o raiior fausto
possivel porque em taes acto* ninguno, quer
fazer figura inferior : e conseguioteroente o
triste pai ou marido tenha pteieucia compre
as sedas, os velados ; as reo las, as jotas, as
loucainhas, e va pira isso iusorever o sen ri-
me nos terriveis livros de Deve e Ha de h i-
ver em ras da Quitanda, dos Ouriv-. e de
Ouvidor. E aodepoisPArruina-se a fortuna di
familia,cahemem misera indigencia; e quantas
vezes esses astros brilhaates, que hontera des-
lumbravao e al-rahia> to los os olhos e;n quan-
to baile e espectculo havia hoje viven e-
clipsad >s e esque:idos no fundo de Immi he-
(iionli baruca miltendo com qu cabro a
chrala nudez \Iuitas senlioras ho de tan-
gir-se com estas mirillas rellexd* porque
"ventas parit odium ; mas asqueforem
judiciosas e prudentes adiar o alguraa razo
no pobre escriptor da roca.
VAfUEDADE.
Signaes por que se pule reconhecer certas pes-
soas casad is.
Quando viriles hum hornera e huma mu-
Iher que aproveito a menor occaso de pa-
ver. sebumeraprehendedorarequesla, se tentear mutuamente as suas ridicularias
sensatos, se pretenderen! imitar a magnifi-
cencia d'ham re; sero malvados se o seu
luxo forero prejuiso ecusta de seus cuuci-
dados; e toruar-se-ho culpados da mais
censuravel loucura se arruiuarein os filbos
para contentar a propria vaidade.
O hornero a quein a \rrovidencia outor-
gou grande copia dos bens da lortuna pode
Irajar e galear de nianeira que se distinga de
outros menos ricos pode sem luxo prover-se
de carruagens de lacaios &c. &c. Mas
se lodos os das quiser usar de vestidos e ador-
nos sempre ricos e novos de equipageus bri-
Ih antes e joias de grande cusi-, se po/oa,
eoihm u sua casa de servos imitis, causa
daino a lodos quanlos devero ser soecurri-
dos por elle ; enriquece u allaiates a segei-
ros ajualheirosj mas, priva de cultivado-
es os caninos multiplica a geule intil e vi-
ciosa oiieude a sociedade desairan]a os
seus proprios interesaos e tdi mal s pessoas
menos ncas ai rastrando-as eoin o seu ex-
cinplo a hum luxo destruidor.
O luxo he, semduvida, hum dos vicios
mais contagiosos da sociedade ; elle alira com
os homens aiiu da sua esphera sobrecarre-
ga-os de mil precises imaginarias a que
mullas vezes sacrilico as proprias necessiua-
des e os deveres mais sagrados. Em hum
paiz onde predomina o luxo, as cousas de
mero deleite sao sempre prefenveis as uteis ;
a vaidade de comparecer a par e passo dos
mais abastados e (ansiosos faz que niuguem
creia oceupar o poslo que lhe he devido Ues-
tenta malignal-a engolosinando-a com pen- cai cerlo que sio casados,
das, com adornos, co.n teleias tanto da su
atteico?
Ubservando o luxo que de d! em dia eres-
ce pelo Brasil, moraienle nesta corte ,
solt
po
<1
h
O
mo
eos
nao
tr
das se me antolha [con poucas O honrosas
excepces J sao especuladores de civismo -,
huus que empolgro outros que querem
empolgar, e nestas civissitudes andamos ha
huns poneos de anuos
li-
pretereve
as rejyras pira esti reprezentacio subliro :
po le ser que al ;uen hijiq i<- p;rta.il nejir
a iVicionilidade de Vntoaio Jote li Silva,
por seren boje couhecid is as su is obras p ir -
Obras doJuleo bemeom piceos das
tiun zero negon a esisteocia doi pivos cata -
eos vencidos por lirulo se n ao m tu m reil ;c-
lir que uaavio os latinos troear o fi, por C,
cono en Portocle &j. o,- que aegaren i m-
ctomlidade ou os pronemres d D.-a-ni ,
danlo-se aotrabilho de o reverem caras
convencidas di verdi le. No Rio de /-metro,
respirou a aura di i i i e i annoi dep >i> .
sobre a horrivel fo^ueira que levantou o fon i-
tismo acabou a sua carraira Lileraria na llar
daidade.
Eita insigne representaco ter lucarna
Beneficio do Sur, Autoni i Lopes fiibefro i. *
Galaa do Tlieatro id dia de atubro.
SO(?IE0AI>E H Vil VlOSiaA THE V TU AL.
A Cimmissio Administrativa da So^ieiad
Harmnica Theatral, avisa aos socios pi-
ra comparecerem Do ningo f) d) correla pi-
las io horas do dia na cua N. 4 defrou-
te da Igreja do Corpo Santo a fi a do se pro-
ceder impreterivelmeute eleici de nova
Commisso Administrativa.
Avisos Diversos
Se virdes em huma sege hum homem e hu-
ma mulber ambos multo serios odiando ca- j .i3*Jo'corrente.
di. hum pela portinhila oppoita nao tenhais j jg- A a!jaXiJ ass'..u
C5- Pedro Roberto Less .\ de caza dos Surs. A dour & Cj.npuliia ni
LOTERA D)SE\IliVlMO.
O Reitor do Seminario de Oiiuda convida
os amantes deLoteriis a comprarem os bi-
E hei de acreditar que he livrebumaci- Ihetes da primeira parle da 17. Lotera do
dade hum povo onde a paizao do luxo iu- mesnio Seminario, (cujas rodas andadimprete-
vade a todas as classes Onde lodos querem rivelmente no dia .2 de Outubro)que se chao
gozar galear 01 c ; iSc. e poucofl liaba- venda no Hairrodo Rerfe, ra da Cadeia, na
lliar? Ueixara de vender ajusuoa o magis- loja de cambio do Sr Vieira ; em S. Antonio
liado cujos vencimentos lenos lhe nao ce- na mi do Cabug, loja do Sr. Bmdeira ; na
gao para ostentar-se lausloso e nao menos Boa-Vista defronte da Malriz botica doSr.
sua senbora e lamilla .J Como nao traliir a Joaquim Jos Morera era Ulinda venda de
consciencia a liberdade e ludo o depuiado J0ze Afanoel dos Sanios nos qualro cautos,
que a olhos tendidos espreita o ensejo de agar-
THEVTRO
Antohij jj/E 00 o Poeta k k i.tymzi A"1.
Seguud seu auctor o Sur. Magaines he
rar hum emprego publico com que o governo
Ibeassena, eque, maneira do jornaleiro ,
bandea-se para o lado que mais ihe promel-
te ? Como charaare verdadeiramente livre a esta a**!. Tragedia escripia por hum Br'azi-
hu.n povo onde poneos se do agricultura |ero elle proscreve [e recomeud 1 a os acto-
ao coromercio industria e nao ha quera res que fujo J montona cantilena de que
nao aspire a viver de emprego* pblicos? anda hoje uzo os nossos velbos Trgicos ; e
Quejiherdade pode haver em num pau 011- muilo mais os representantes particulares : O
de a reli;io primeira base de toda a moral Snr. MagalhSes acliou versos triviaes para as
nao passa de exterioridades na (lasse baixa figuras mediocres e para as superiores ; sou-
apenas apparece qui e all na classe media e be distinguir a ira/e empolada da rasteira ,
lie olhada com iudilferenca ou com despreso sem faltars re;;ras da Vietricaco O Snr.
pela mor parte da gente que se diz elevada e Magalhies> fez mais aiuda corregindo, e nao
do grande lom ? Gozar he ludo entre nos | ollendendo elle aprezenta o Vulgo dezesli-
cada quai trabalha por suppiantar o ouiro j mando os actores ; a Verdadeira iMjbreta ala-
os partidos guerreo-se incessautemenle lo- gando-os sentando-os a seu ladoedando-
dus aspirib ao mando como lonte de riqueza thes a estimaco que o sabio faz dos artistas :
e para poderem otentar-se co.n luxo &c O Snr. .VJagalbes aprezenta huma cmica
si ve as caremos seus dbitos, e passado estes quin-
ta dias ficaro sem neuhura efeito todos os
ocunentoi que aparecer n ; por Yftoba vlii
Joaquina vlaria da Gonceico-Maaoat Pe
reir do Canto.
i3T A Senbora da ra do lUu ;al que
mandou procurar em casa do Eseriv Vxiolai
a pessoa que se tinha olferecido para inorar
em algumi casa de pouca familia sendo aiu-
da queira pode procurar na mesmi oizi.
-^" O abaixo assignado agradece muito cor-
dealmente aos honrados htbitnite do Vluai-
cipio de Sanio Anto a prova que acabao ds
dar, da estima, em que o ten, pelasuiree-
leico para Veriador da respectiva Cmara
Municipal, cora a inaioria de quiuhdulos o
cincoeutae oito votos.
Tihurtiuo Pinto d'Alraeida.
sar Precisa-seaiugar urna casa terrea ou
urna loja que tenha coramodos para familia,
as seguales ras ~ do Ilinge dos Qaar-
teis, pateo do Ctrrao principio da ra de
Hortas e d-se uin anuo adantado : quera
a tiver anuuiicie.
W rsula Francisca Medeira continua a
&c E anda alardeamos de homens livres i'
O bem conhecido J. B. Say no seu l'ra-
virtuoza temente a Dos e dedicada nica-
mente ao l raba I ho da sceua ; moslra quanto
lado de Economa Poltica diz ; Onde he ardua a trela nodesempenho da arle ra-
domina o luxo o velhaco desenyolve lodos os matica e que esla ocupaco em nada se opo-
recursos do seuitespresivel genio, o deiuaii- em a os Dictamos da Virtude. Moslra o ca-
dista especula sobre a obscundade das leis o
hornero poderoso vende a iicprobidado e to-
lice a proteceo que gratuitamente devera ao
mrito e ao bom dueilo. ,, Eu vi em hum
banquete [diz Plinto J a Paulina cobeilade
hum lculo de perolas e esmeraldas que va-
racler do verdadeiro Poeta que nao deve ser
Venal a sua Lira ; mas sira o cantor da Ver-
dado. Morir finalmente o carcter de hum
pessimo Religi 1/0 que acoberlado pelo zello
da religio perleude saptisfazer a sua concu-
picencia j mas o Sur. .Vlagalhes este illus-
\ar
, dizia ella, vista dos seus assentos ,
donde conslava ludo dever s rapias de seus
niaioies. E para que sua neta ( accrescenta o
de o grande al o mais pequeo dos cidadaos lia 40 miihes ue miemos, o que poda pro- 1 irado liraziieiro to delicado nesta sua insig-
ne compozcao se lerobrou de chamar ao ar-
rependuueiiio este desregrado Sacerdote v
Iim de lhe evielar o rediculo que primeira
jjianco lhe tribua de coslumu o Vulgo da
Hatea ; para a nada tallar o Sur. lYlagulh-
es elle dirijo pela 1. actriz hum discur-
so a os Expaeuaoies ta cada hum busca sobrar ao seu estado e raro
ser aquello que se contente da sua sorle. Li-
da 11a alma de lodos huma vaidade inquieta e
ciosa que os taz corar de pejo por se verera j autor romano ) coiupareccsse em hum l'esm
sobrepujados por oulrem lendo-se em cunta 1 fanegada de pedrana he que Lollio con-
de despreziveis e iuielizes toda a vez que nao senliu que se derrmasse a desolaco por inui-
podem hombrear em luxo com as iiaaeOal i tas provincias que licassc elle inlauado por
ensinar meninas a 1er escrever as 4 opera-
coes d'Arithmelica a cozer chao bordar da
linho seda ouro e prata e fazer flores ,
tudo com perfeicoetc. e prova o adiania-
ment das existentes : recebe tambera pen-
sionistas : quem de seo presumo qitur uti-
lizar-se dirija-se a ra do Nogueira entrando
pelo Micho do Noia lado esquerpo primeiro
sobrado de 2 andares, D. 10; onde achara cora
quera tratar.
t- Quera precisar de m hornera para
fetor de alguna sitio ou para qualquer ou-
traadministraco, dinja-se a ra di Crespj
escada de miudezas 5 e (i.
SW Quera quizer aiugar ura raoleque da
18 anuos, cozinheiro diriju-se a ra dt
iVladre de Dos venda da quina defrouts da
Igreja.
isjt D-se 600II reis a premio da a por
cento pelo lempo de j ou i inezes hareu-
do seguranca era penhores ou firma acon-
tento.- na ra Nova N loJsedir.
SST Aluga-se um moleque que seja fiel, a
esperto pagando-se dez msl reis meiisaas :
quem o litar para lugar aunuucia para *i
procurado.
ar Precisa-se alu^nr urna caa tarrea i
aanuncia.



DIARTO T\P. HRNAMBCO
miiiniinw irr "ifTTirnnrii""-!'!-

3?" A luga-se para e pas.ir a fesla e
por preco i-ommodi, nma morada de rasa de
ptdraecul, no lugar do monteiro no largo
da ra com cnmmodos pira grande familia ,
com sala a (liante c atraz > q liarlos, estri-
barla para douscavnl is ro7ulia fora e hp pertos e ptimos para qualquer serviyo: na
la Independencia n. 10 e na ra larga do
Rnzario loja de miudpzas D. 7, e na ra do
Collegio loja derelojoeiro.
^> Um moleque e nma negrinha de na-
gao de idade de 16 a iR annos muito es-
tSF Urna loja de miudezas com 4 5 con-
tos de reis de fundos ero urna das principa-
es ras desta Cidade e da-se a praso de t,
ii,p 18 me/es com firmas a contento quem
quiser annuncie.
63^" Uma cabra bicho com cria que d
urna garrafa de leite j no atierro dos a {Toga-
dos ladodireito n. 8.
ssy Uma casa terrea de pedra e cal na ra
deS. Miguel com Jo palmos de frente, 2
lo lado da sombra; a tratar no mcsmo log*r
Com Jos Rodrigue! de Mello ou na ra
do Queimado I). 7.
tsv* NVsia praca deseja-K fu!lar no Sur.
Antonio Joa-nm da Silva Azcvedo por is-
so nucir annunciar sua inorada.
ra vp|ha no primeiro sobrado a direita indo
da ponte velha para a S. Cruz.
tsy Um selira pequeo proprio nira me-
nino montar e mais arreios com piuco uio .
na ra di Paz 1). g.
Ue* Uma preta moca lavadoira ; na ra
5ST Alaga-seo armazem do sobrado n. Ido Vicarion. i5 primeiro andar,
ras 5 ponas lai go de N. S do Terco, opti- t? I'mrelogio de ouro orison
lal e de
repiticn com despertador ponteiro e se-
gundos i ndenendente traba I ha sobre robim:
na [iraca da Independencia loja do Sr. Meroz
E3 Pctaisa muito boa ; no armazpm de
Fernando Jo Braguei ao pe do arco da
Conceicao*
tST Velas de carnauba mais baratas ,
quem em outra qualquer parte na ra de
S Rita nova D. tt.
^GT" Grvalas modernas, de seda com
hellas pira spnhora de todas as cores na
mo para laja ou outro qualriuer estabeleei-
menio por ser o mesmo todo lagiado ; a tratar
na ra ewlreita do Horario I). 3,
aj- Precisa sede 3 oraciaes cbaruteiros,
qu rabalhem effectvo, sendo estrangeiros
melhor; na casa do Tenunte Coronel Va-
i> na roa atraz di Matriz -la Boa vista.
KSf" Alnga-se uma morada de casa terrea
na ra de S. Rita Nova ; quem pretender di-
rija-sea ra velha U 54-
ssr i recisa-se da quintia de o.ooo por
lempo de 6 mezes pagando-se no fim desle* ra do Queimado loja I). 8
ali 000 : qut-m qoi>er dar annuncie. tsy Rilhetes da grande lotera ano ter
S3iT Deseja-se fallar ao Sur Joo \lannel lugar irrevogavelmente n:i lia ->.6 de Novem- sa redonda para meio de sala, um sof, a
Jnior para negocio de seu inlerese, e caso hro do corrente anuo em Vienna d'Austaia, bancas, v4 cadeiras ludo de Jacaranda, e
esieSnr nioesla na provincia lamhem se dos 3 grandes palacios, jardins campos, globo; na quina do beco da Cungregaco
desej a saber em fora de portas casa n 98 do bosques, prados, e &c o qual perlence o D. 2i.
lado pocote. i maior premio alem deste ha a3p/>1 prpmios K3T Caixas de tartaruga mni finas, pan-
------------------------ ------j------------------de quantias avahadas que a vista do plano nps para cima de mezas de lindos padrncris e
A. VISOS 3liir I1IOS melhor se podero informar; na ra do Ran- um par de brincos de ouro ; na praca da In-
~ .......------- gcl I). ], quasi confronte ao beco que vai para dependencia n. a3 e a.L
PARA O AS>U'segne viagem no dia 96 o liceo. tssr Um negro canoeiro ainda moco; na
do corrente o Brigue Matilde Capito Anto- BT Aphnrismr de mederina pelo Dr An- ra de S. Gonsalo D. 11.
nio Jas dos- liis recebe carga a frete; a fal- Ionio da Costa lJava, esta obra se loma mui- I t&- Vo armazem de Domingos Jos Rodri-
Jer com o mesmo Capitn a bordo, lissimo recnmendavel a lodo os chefes de fa- gues_de Azevedo na roa da concordia por
ARA O ARAt'ATY co:n a maior br- milia e nao menos aos facultativos o far- detraz do Convento do Carmo madeiras la-
vidade possivel a Sumara Delmira Mestre maceulicos ; os Romances de Voliaire tradn- viadas enchams de 36i palmos. ditos de ao
Jos Jnaqnim Altes ; quem q o ser car regar lidas pelo mesmo erudito Dr., sendo por is- ditos ma.s trvessis de 3o ditos, caibros ,
ou ir de passagem dirija-se ao dito Mestre so rauilo inleressante ;na rnado Vigario D. ripase etc. e um terreno com 67 palmos de
ou a Antonio Joaquim de Souza Riheiro la e na ra do Collegio botica de Cypriano f'ente e ao de fundo e com muro no fundo
PARA LOANDO o Brigue Porluguez O- Lauda Paz. T Uma negra do gento de angola com
Ir. .ira al 5 de Qutubro p'OXtmo por ter tST Uma morada de casa principiada, e uma cria de bonita figura, cozinha o diario
a maior parle de soa carga promptt \ quem ja uo respaldo para receber o trnvejamento de uma casa 5 na rna do Fagundes D. 5.
quiser carregar ou ir de passagem, para oque com oiiSes dobrados para um formidavel so- tsy Uma morada de casa em Olinda jun-
lem bons commodos dirija-se a Mendes& O- brado por ser em bom local e excellenlc vis- a rasa da opera, tem minio boa vista,
liveira* na ra do Vigario D- |5. ta em uma daspriucipies ruasda Boa vista ptimos quartos grande quintal quasi todo
vende-se por nao se poder acabar r. para murado e com cacimba
tsr Os melhores mais finos e mimosos qnartos quintal e poco; quem pretender
odozinhos que tem vindo ao mercado Ulinja-se a ra da praia da ribeira casa de
Antonio Aunes, a tratar com Jos Bernardino
de Sena que tem ordem de seu proprieta-
ro para sse fim.
ss^" O Corretor Oliveira continua a ven-
der no seu escriptorio da ra da Conceicao n,
34 diversidades de fazendas da india cn-
sistindo em sedas de quadros, ditas lisas, mos-
quiteires mantas de pal ha ditas de toquim
diales de palha riquissimos leques de cha-
rao e de outias qmlidades esteiras da in-
dia pratiuhos de xaro casacas feilas de
palha proprias para o vero figuras da chi-
na e de manlilha, uma tlauta quadros e &c.
algodaozmlios q
proprio para camisas e cerolas : na ra da
Conceicao da Roa vista loja defronte da Igreja
t&T Va randas de ferro em bom uzo por
preco commodo ; na ra do Collegio sobrado
de 3 andares que se est concertando.
^ Uma negrinha de naco de idade de
13 annos, bastante Indina cose cha lava
de sabao, cozinha o diario de uma casa e
ptima para mubanda por ser recolbida ; na
ra direita D. -jo lado do Livramenta.
CT Uma cabra mora cora bonita figura ,
cose engomma cazinha o diario de uma
casa faz todas as qmlidades de doces, e lava
de sabao, e he rerolhida por preciso 5 na
ra direita D. 17 loja de couros.
t7" 3 pretos mo^os muito fortes para todo
o servico e um delles he bom canoeiro e co-
zinheiro ; na rui de agas verdes casa lerrea
Decima 37.
ssy U01 espelho grande de sala uma me-
liscravos tangidos
ssy Desapareceono dia i3 do corrente um
negro de nome Lourenco de nacao congo ,
de idade de a3 anuos, grosso do corpo es-
tatura baixa falla pouca explicado tem
principio de caldereiro levou camisa branca,
calcase jaqueta de brim escuro, supe-se tef
sido turto ; quem o pegar leve ao porto das
canoas na fabrica do caideiro do Mesquita que
ser recompensado
taT" No dia a5 de Mar.o do presente an-
no desapireceo um escravo Cabra a caboco-
lado altura regula- de nome Felis gros-
so do corj.o caheca grande cbelo em pro-
porco da cor e puchado a picliaim nariz e
iioca regular falla a mod 1 do serlo pof
ser de la natural dos reco rica vos da Cidade do
Cear sem Slgnal de barba tem alguns
vergoens no corpo (|ue diz ser de relho levou
vestido -amisa de madapola.), calcas de ris-
cado azul, chapeo de couro de abas largas,
c ter de idade ao annos ; quem o pegar le-
va a ra da Cruz O 2i a Antonio da Costa
Ferreira que receber 100.000 de gratificaco,
ou na Cidade do Cear ao Sr. Martioho da
Borges.
HT No dia 18 de Julho do corrente an-
no, desapareceo um negro de nacao benguela,
inda bucal de nome Gregorio bastante
l e i J i o
\cnu-se por nao se pouer ata par e para murado, e com cacimba : trata-se com o'..ii M 1 1
comodidad-do comprador s recebe-* meta- deslnbuidor do diario em Olinda ^ ^1 '"Til V1"' "VET
..... de do seu valor fieandoo reslo vencendo o tzr Uma negra de idade de ao annos de
asr Que fazem Me. Cilmonf & Compa- premio de um fiorcento ao jmi Dlo lempo naci mocamhique, cozinha, engomma liso,
ohiade varios utencilios perteiicenles ao Bri- que convier ao comprador ea\islado pre- e tem principios de costura 5 no escriptorio
guelnglez Orion naufragado as Garsas lente O motivo da venda ; trala-se na ra de de Antonio Jos de Magaics Bastos no Lr-
por cunta de quem pretencer e por intcven- S Gonsalo casa junto ao oilo da Igieja go 'lo collegio
co do Corretor Oliveira: sendo ferros, amar- KT Uma negra moca cozinha cose e BT Meias de linho para hornera; na ra
fas de terco cabos, vellame mastareos sem deffrito ; na ra de agoas" verdes sobrado do Queimado U. 7.
&c. sexta feira 5 do corrente as 11 horas da I) } do ladoesquerdo indo pelo pateo de S. uv Prelos de trigo de superior qualida-
tnanli na praca do Commercio Pedio de em sacas 5 o atierro da Boa vista venda
r Que fazem Me. Calmont & Compa- *W Uma gaiola de madeira propria para que ibi de Cmlos Jes Lopes,
nbia de urna poican de sacas com caf a varia- conduzir aves ou outros quaesqaer antmaes ; SKST Pecas de brttaoha de 10 varas a 1800
das do Singue Inglez Orion naufragado, no atierro da Boa vista D iy. cobertores de algodo a 6 jo, pecas dealgodo ^a' ,""
lias Gaieas, por roma de quem peilencer, OT Casacas de bom panno preto e de co- de ao jardas a aoooeaa-00 ditas de cassas 1
cipo de barba por baixo doqueixo de ida-
de de a5 annos hade ter marcas de feridas
nos hombros de andar no g-mho mos pe-
quenas boca, olbos, nariz e orelbas regula-
res beiios grosso, com esta marca ADS -
no braco direito cara redonda cora bastantes
marcas de becbigas testa e pi grandes; le-
vou camisa de algodo de um fio e su|a nos
hombros de erregar ferro, calcas de algo-
do de i fios suspensorios de burracha ja
muito uzado e Chapeo de palha ; (juera o
pegar lev-, a ra da Cruz D. i> que receber
10 da Costa Ferreira too.ooo, ou
e por intervcucSn do Corretor Oliveira, sab- res guarnecidas de cordaoa -i 8000 caigas de (Jelistrase quadros atioo chitas que nao
liado >(> do corrente as 11 horas da manbl na pannos ditos a 1 ,o.io ditos de casemira de desbotlo a 160 e aoo rs. riscados ditos a 160
tirou deste provincia cousistindo em mezas,
banquiihas ananos para iivros, cmodas,
adeiras leitos, relogio deparede, um pi-
an.o e &c. segunda (eir jH do correle as
io horas da uuniia no escriptorio d^ roes-
nios na ra nos barbeiros
sr Crubtree Heywuilb & C. faro leilo
por interveneSo do corretor 1 livena e em
coutinuaco do principiado no dia ai do cor-
rete de runde pur.o de fazendas inglezas
Be oiversas qoalidades para fej'xar contal,
qoai leu 3o do crrente as 10 horas da ma-
n i ''"< '- ii'lO
11. alta
3T Setenta pipas abatidas eom arcos de
ferro e larris com azuile
ludo, e cabello pira meiiimo bolins fron-
de carrapato e eczesa (ijoo ditos de Lisboa a 35ao sa-
liugoas seccas do serlo ; ni ra da Cruz patos inghv.es muito lories ditosde Lisboa e
" '8- Prancezes para senhora e outras militas fa-
tar Na la do Crespo loja do Sur. Ramos zendas por preco commodo j na ra da cadea
D o e na ra da cadea loja do Sur Vieira do Recile u 55.
Cambista os buhles da grande Lotera de *^ Urna negrinha de naco congo de
Vfonna de Austria que corre irravogavel- idade de 1 a anuos. na ra da i-lorentina ce-
mente uo dia 2b de Novembro seu maior Sa lerrea ao p do sobiado novo junto amar,
premio he um railnio 54i: 2 francosf de vaW Sapatos de burracha; na ra do Ran-
rany., J os tmidiatos 100000 francos rjoooo fr gel sobrado que tem uro retabulo de cera e-
Joooo.ra. aiooo frr. izSoo Ira., 11000 nma 9.
uostu rmaiem no lorie do Jira. loooo-fra 10000 fra Ac alem des- t^r Umaporcode cazaes de pombos ba-
1 tes tem n.uitos ouiros premios menores sen- tedores ; na ra da roda D i\
10 Cear ao sr. Martinbo de Bordes.
Muvisiiento do Porto
sendo de cobre ; na ra da roda D. 5. ^> Ou trora-se uma negra creoula que Muheira uma dita quiandeira um* par-
sr Pe duas a 10 arrobas de pesos uzados. sabe engommar coser, e pode triar por es- Umba de idade de id anuos, engomma, e
jue e uma negrinha de idade
la do logo ao p do Rosario
ipari- L. &
mu proprius para casas de familia Un- ty 4 roilbeiros de lijlos de ladrilho por
to pelo seu asstio, como pela sua comodidade pi. o coinuiodo ; queo quiser annuncie
Bf" Uma venda com poucus iundos na
passagem da Magdalena ao p do sobrado que
para o servico
tse- leauas a 10 arronas e pesos uzados. sabe engommar coser, e pode triar por es- du.ba de idade d
que lenh o peso lgala lim k serem ale- lar pai ida de i5 das e sem filho ; na ra da Cose, um uiolequ
1 idos; na ruada Aurora a lallar com Juo Gloria sobrado juulo a lubrica. la anuos; naiud
Francisco Santos de SuUeira. : t^T \ aso de nova inveiuo para lampari- j5.
V e 11 (i u H
as
por piet-o tonuiiodo ; na pracinba do Livru-
BT CACTELLAS da Sociedade Fortuna memo loja de lazeudas D. a6
1 j(igral:ca, da Loicii;. do SLAiiNARlO ga- 'tST Cota t>naa proprid
1,; biiu a vi^i -m.a parle dos premios, cabendo decampo: na rus do palacete na quinta ca-
i/a stiie tic .4 (it(j,ci.b r. is dnseiilos mil ieis a sa iniea pasando o sobiado que loi do falle-
j.ievo uc 30u j i.iia '1 yj 1 r*l** oa raes na0 ^oti do l ou ts.
I01 cadea ; a tialar na mesma.
lir Guardas roupas cmodas, mesas pa-
ra |, de olas cadeiras ludo de moguo e de
bom gosto j na ruada Ciuz l), 4,
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 10.
NEW YORK ; 57 das, Brigue Americmo
Win. Jones de lyt lonel. Capito H. E.
Arocomb equip. i\ carga varios gene-
ros ; a Luiz G. P. & Wansrield.
SAHluONO (MESmO IA
LIVERPOOL com escala por Parahiba, Bar-
ca lngleza Packenlam Capito Guilher-
me Loya carga assncar.
SAHIUOSNODIA ai
PflILADlil.PHlA; Brigue Americano Le-
xin too Cap. fien y Cok carga assucar e
cour.is.
LIVERPOOL} Barca lngleza Columbus,
Cap. Daniel Greem carga assucar pas-
cora suu
por Per-
apito de
ageiros pa
.Macelo 8 o
Balita 5.
DA aa
ARACATY pelo Ass ; Patacho Nac. Lau-
reitiiua. Brasileira M Antonio Germano
das Ne ves, carga vaiios gneros, passa-
geiros brasileiros a8 itS criaUos e ii
sera vos.
RIO LE JANEIRO; Patacho Nac. Paquete
do luo M. iVlanoel l''rancisco da Silva ,
carga vatios gneros passageiros brasilei
roso dous criados escrato* e uia
hespanhol.
\
CIPE N A IYP. Db M. F. DE F. i84


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