Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04069


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Full Text
Amo db_1840. QuAftT4 Feira
Tildo agora depende de nos mesmos; da nosaa prudencia, modei
c*o, a energa continuemos como principiamof e sereiuos apontadu
cosa admiraco entre as Maces mascullas.
Proclamaco da Assembha Geral do t raxil.
sifo-o-a--
Subscree-Be para esta folha a 3j?ooo por quartel pagos aHianiarfos
esta Typografia, na da Cruzes D. 5, enaPracada Independencia
ns. 07 e 58, onde e receliem correspondencias loyalisada, eannuurii*.
insii'iiidn-se estes gratis, sendo dosproprios asignantes, e vindosassie-
gnados.
Partidas dos Correios Terrestres.
CiHade da Parahiba e Villas de sua pretenco .
pila do Rio Grande do Norte, e Villas dem. ...,*.'.*.*.*.*.* *
bita da Fortaleza e Villas dem.........
Villa de Goianna..................
.... j /? \ ....................
Gidade de Urinda.................
Villa deS>. Anlao........................^
Dita deGaranlmns e Povoacno do Bonito ,
1 lilas do Galio, SerinbMM, Hio Forinozo, e Porto Calvo".* l '* '
Gidade das Alagoas, e Villa de Macei...........
Villa de Paia de Flores..........
/ odos os Correoi par tem ao meio da.
22 ok Annitj. NtJMftim 89.
!!J-H<
CAMBIOS.Abtul 13.
Londres......3id. por ffooo eerl.
Lisboa.......70 a 7 por 0/0 premio, por metal oirecido;
* 'nca.......jj, j reis por franco.
nio de Janeiro ao par.
OCHO Wodas de 6^00 rs Velha i<#5oo a
Ditas Novas i45oo a
. Oias de 4fooo rs., 8ftoo a
PKATA PataCe? razileiros-----------------1*63,1 a
M PezosGolumi-arioa-------------------iW Do* Mexicanos------------------- sfbou a
Mhidi
i#44*>
tif-oo
(Moa
8*100
i#fi iS'i.S
itHVH)
pcsconlo <*e Hillietes d'Aindega 1 1/1 pot too ao mez.
dem de Letras 1 / ,* firme,
oloeda de cobre o a 4 or 100 de disc.
Das da Semana.
f (Segunda e Sexta Feiras.
. Todo n dia.
. Quintas feiras.
. Dias lo, e 34 de cada mez.
. dem 1 11, e ai dito dito.
dem dem
. dem 1.3, dito dito.
>& 1. Out. S. Acendino M. -
j 1. Out. S. Anselmo. Are. -
5. Scler e Gato Mm.-----------
"> Segunda -
11 Tere*-----
11 Oua'rt. -
ai Quinta-------S. J .rge M.-------.______
a4 Se*ta-----------S. Honorio B.-----------------____
11 halinaiio
a(j oiB. -
S. Marcos Fvang. -....
da Pascoella Fgida de S. N. -
- Sesso da The.
- Relacio, e aud. do 1. da D. da a. t.
- Ses. da Tliez. e aud. do J. de da
- Re. e aud. do i. de D. da 3. .
r.
Nare cheia para a dia a de Abril.
I As 8 horas e 3o minuto da tarde A 8 dora e 5< natos da aanhj
PERNAMBUCO.
Diversas Reparticoens
MEZA DO CONSULADO.
-A... Pauta he a mesma do N. 87.
.PREFEITURA.
Parte do dia 17 do^correnle.'
Illm. e Exm. Snr.Partecipo a V. Fxr.,
que das parle hoje receladas consto nao ter
occoriido novidade.
Dia 18.
Illm. e Exm. Sur. Das parles hoje rece-
ladas consta somente que foio prezos hon-
tein a tninha ordem e livero hoje destino :
Mai ia Ceznr parda escura por um soldado
de Guarda Nacional por proferir pelas ras
palavras obscenas ; e Malheos, preto es-
travo de Manoel Goncalves por outro solda-
do do Corpode l'olicia por estar Toreando a
urna mulher,
CMARA MUNICIPAL DACIDADE DO
RECI FE.
Sessao extraordinaiia de a3 de Marco de 1840.
Presidencia do Snr. Barros.
Comparecero os Snrs Souza f'essoa O-
Hvera, e Vianna ; Tallando com cauza os
niais Senhores.
Aberla Sessao. e lida Acl? da antece-
dente fot approvada.
O Secretario dando conta do expediente
mencionou os seguidles olficioj do Tenenle
Coronel de Engenbeiros Moraes Ancora.
Um paitecipando (|uesu no dia 17 do
corrente poderia assislir vistoria que es la
Cmara linlia de procecltr \m\ casa de Joaquim
Candido Gomes na ra Nova por dever es-
tur nos dias antecedentes occtipado no levan
lamento de una planta Torada Cidade .* intei-
rada#
Giro partecipando nao poler no dia tj do
torrente assislir visloiia. q se tem de ^aser na
casa de Ji aquim Gandido Gomes; por isso que
ccioi rendo circunstancias q' o Torcaro a nao
ir ao servico que linba Tora da Gidude boje ,
nem manba ; e seguindo-se dia Santo ,
nao lle era possivel no resto d- semana com-
parecer nesta tidade por deslina-lo ulli-
maco do indicado servico ; e que assim esta
Ganarabotivesse de designar um diada pr-
xima vindoura semana em que devia ter lu-
gar diu visloria : inleiruda.
Outro reinelteudo por escriplo opiniao ,
que prante Cmara emiltio na Stsso or-
dinal ia de 10 do correnle ein virtude duqual
mesma Cmara lomou urna resoluco
cerci da cordeacao da Irenle que ollia pafa
o beco da Gamboa do Carmo da casa que Jo-
o Cbardon esta edificando na ra Nova : in-
teiadu*
E
l)()r *
REVISTA MERCANTIL.
Cambio As poucas transaeces que hou-
da
verao no dicurso da semana Torio feilus a il
3,4 ti.
Algodo-Ha comprador'es a 64oo rs, po-
rem poucas vendas erectuadas.
Assucar Hovero poucas tranzaccoes no
dicurso da semana e por isso continua ao pre-
co cotado.
Couros A n5 rs'; poucas vendas
vos juises dainjiistica que uza comigo. Sei/de Claudio, que prostoti-se s
que be autor celebre que suas obras sao pro-
curadas c lidas com ancia .... Acredita-
reis que nao s m*R9 no deixa ler mas at
nem conbeco os ttulos dellas ?
- Sao livros muilo sabios para vos, senbora.
disseGallet. I na. e a recordacao della hia-se ;i apagaud
No mesmo instante soltaro gargalhadas os do espirito de Claudio; mas, durante es
aos res 1
le sev
tres poetas ; e o rosto do velho cu o carcter
desigual Tacilmente passava da alegra i
tristesa appresentou huma expressc clara
Chegou btimcarregamentode Bacalho que de desgosto Claudio, impaciente encoler-
ainda nao Toi vendido.
NOVF.LLA,
sado disse.com asperesa a Sopbia que se
relirasse a seu aposento A mora ergueu-se
envergonbada O velho beijou-lhe aTetuosa-
mente a Tace; o pai eslendeo-lhc a mo .
procurando sorrir-se eella, dpois de sau-
dar com graca aos convidados, retirou-se da
sala.
- Nao nos tiulias dito que tinlias em casa
SOPHIA CMEBILLON.
> I
No fin ilii auno de iy4o eelebra-se hu-
ma Testa, em certa casa da ra de Cesete to lindo passaro exclamo t'anard.
em Parts, Crebillon filbo celebrava com al- He hum anjo, disseGallet entbusiasma-
guns amigos a qtiemhavia convidado ajan- do, depois de esgotar o copo pela vigsima
lar o triumplio que acabava de obler seu vez
pai, depois de hum silencio de a j annos, com A' saude do bom pai que respeitou a n-
sua tragedia Catllioa. 'nncencia de sua filha, e nao llie permiltio
Crebillon filho, que to celebre tornou-se queconbecesse nem se quer os ttulos de suas
por suas produccoes licenciosas era homem obras, tIou Galet.
de puros e honrados oostumes. Casou-se E d'esgracado daquelle que Ib'os fizesse
sendo ainda muilo moco ; eenviuvando e conhecer, respondeo Claudio com furor, mor-
acbando-se com huma filha nica a quem reria s minliasmaos.
idolatrara, metteo-a em hum convento co- _Tranquilisa-le disse Gallet, e bebeo
ino educando. Acabava de tira-la na epo- novamenle sua saude.
ca em que comeca nossa narracao Todos o imitaro menos Crebillon, que
Achavao-secom elle seus ntimos e cons- permaneceo pensativo e com a cabera bai-
lantes amigos Collet, Panard e Gallet, to- xa. Gallet apertou com forca a mo d< poe-
dcstres poetas jocosos, a quem titiha convi- ta, e perguntou-lhe. Que lens grande lio-
dado para Tedejar seu pai. Pouco depois mem
chegou o ve'ho Chellon anda forte posto Deixa-me, respondeo elle pensa em cou-
que com 73 annos de idade. sasque fcilmente comprehenderias, se .
Depois de apenar a mo aos convidados e Que pai Hum pai q' seenvergonliaria dian-
a seu filho perguntou a este ss podia fu- ,e de sua filha se esta soubesse uniearaen-
mar por tal era a paixlo favorita e o mais (e os tilulos de suas obras Ah t laudio !
agradavel passatempo do poeta ancio. Muitas veses t'o disse brincando, e em totn
- Hoje na* ; respondeo o fiUio, a quera de graca : porem agora digo-t'o cora oco-
chamaremos Claudio para o deifereucar do racg0 opprimido e cora toda a amargu-
Pai ; ra de minba alma : s a peior das miabas
- Entaq, porque ? replicn o velho para obras,
que me convidaste ? Neste caso vim enga-j Disendo islo, ergueo-se ecomecon a pas-
"ao0* sear pela sala, dlrigindo de vez em quanto
- Tem razao, meu pai ; porem, tenho bu- : bnm olhar triste para o aposento em que en-
ma lecompensa a dar-lhe : trra a moca. Os oulros convidados vendo
- A cotupanhia de minba filha. de minha que a SCena se la lomando trgica se des-
Sopbia aquem permilli, em honra de meu pedirn com apparer.te alegra de Crbilon
pai, vir jantar comnosco. Com a condico, e seu filho e se reliraro, deixando Glau-
porem, Snrs. (disse dirigindo-se aos amigos), dio s com seu pai, e entregue a triste me-
que nao cantareis em quanto ella se nao li.ver dilaces
retirado para seu quarto
- Est dito responderlo os tres
Lcspdtliaro-se alguns requertmenlos.
yt ser dada hora levaiitou-se Sessao ,
mandaio Tazara prsenle em que assignaro
E tu Fulgencio lnlunle de Albuqueique e
Mello, becrelarioa escrevi Barros, Pro-
l'restdente. Souza l'essoa Oliveira \ t-
ailIia. Est conlorme.
Fulgencio InTante d'Albuquerque e Mello
Secretario.
p
- Desgracado continUou oancio. Talan-
do com o filho. por que a nao deixaste no eon-
- Comtudo, Claudio, replicou Crebillon, vento? Sophia to moca to para pode
viver em la casa ? na verdade nunca pen-
se i temelliante cotiza Porem j vejo ,
acrescenlou com animaco ; j vejo que nao
melbor horneras Teilo em tel-a deixado no
convento INo mesmo instante apresenlou-se
Sophia. Era huma linda e engracada moca
dbannos, quecorou ao ver tanta gente,
porque, desde que sahra do convento, a
linha seu pai leito viver em completa soi
do, accompanbada apenas de huma aU ve-
Iba.
Sentaro-se lodos a mesa ; Testejaro o au-
tor trgico, e bebero a gloria de suas o-
bras.
- Eu c brindo s obras do filho ; disse Pa-
nard
Claudio Crebillon Tranzio ns sobrancelhas,
e disse depois de olhar para Sofia-Srs., rogo-
vos que nao digaes mais nem huma palavra
a tal respeilo.
- Vejo nito quem he meu pai. Snrs, fac-
eras digno de ter huma filha.
Claudio chorava; c o poeta conheceo que
tinha-e excedido demasiadamente ; porisso ,
pegando na raao do lilho proseguio car-
nhosamente : Vamos, nao le agoniescomi-
go ; vejo que fui injusto porem, as veses,
nao posso conler a minha indignnco De-
pois he preciso viver eu, com inhibas tra-
gedias, leria morrillo de Tome, se nao fosse
a proteceo de Madame de Pompadour, que
obteve para mira como por esraola huma
peoso entretanto que com leus conlos e
uovellas srico, vives leliz. e podes dolar
la filha.
Ouvindo estas palavras oresceo o pranta
pai escondemlo o roste entre as mos, e di"
zendo : Meu pai E quem querer casar-se
com eJla !
II.
Oito dias havio dccorritlo depois desta sce -
do
este
tempo tinha-lhe sido impossjtei pegar na
pena e continuar a escrever sua novel la
O Sopha. que he a mais indecente das suas
obras. Tinlia jurado nao acaba-la ; mas ,
tendo ido visital-o o livreiro com tptem tittlia
tratado sua publicaco e lembraudo-lhe a
oereasidade de lerminal-a por ter recehidu
aiitecpadamrule huma qUanlia consideravel,
que nao podia restituir, emprehendeu a
continuaco d.i obra.
EsU vi trabalhando nella quando entrn no
seu escrptorio Sophia, com um vistido si-.n-
ples e elegante, que muitorealcava sua na-
lual Ibrmosura. Claudio, logo que avio.
juntou seus papis atarantado como hum
criminoso e Tei.\ou-os cfcave em huma
gaveta da mesa.
-Quequeres, Sophia? perguntou a fi-
lha. Nao le prever de que ho devias en-
trar no meu gabinete quando estivesse escre-
vendo?
- Nao o tornare! a faser respondeo a mo-
ca, imprimindo na face do pai hum heiio
que penetrou era seu coraco semelhaute
hum remorso porem Marlha est fora de
casa ; eu veitho pedir-vos que me acompa-
nbeis para a igreja.
-A' igreja exclamo perturbado, Minha
filha ueste momento me nfo he possivel ;
he necessario que esperes que volle AJar-
tha.
Sopbia lancou o braco ao pescouco de eu
pai e disse-lhe com voz carinhosa : Se ao
menos me permeltisses que entretanto fosse
lendo huma das vossas obras....
-Sophia, respondeo Claudio, alterado,
Ja te prohib' que me falasses nisto ; se o tor-
nares a faser mando-te outra vez para o con-
vento.
- Muilo me despressis cortamente ; disse
ella poissou a nica a quem nao permit
a leitura de vossas obras Segundo disse Mr.
Gallet, sao mui sabias e meo pai tem-m
ein coiila de muilo ignorante.
Difcil seria pintar o que ento se passou n.i
alma de Claudio, porque cada huma des-
tas palavras, ditas cora toda a sinceridade de
huma menina era para elle huma punha-
lada.
Pela vigessima vez jurou em seu coraco-
nao terminar O Sof ; porem, apresenUva-
s-j-lhelojo a necessidade e naquella mes-
ma norte era quanto Sopbia dorma em sus
alcova, que eslava d'ali prrto Claudio con*
o coraco despedacado envergonlrando-se
des! mesmo, e a todo o instante olhando co-
mo um criminoso em torno de si escrevia as
paginas licenciosas que hum seculo immoral
pagava a pre.o de ouro.
O relogro da igreja de S. Strlpicio bateo a i
duas horas damanlu, e Grbiliun ainda con-
ttnuava a escrever : porem EiialneiKe .
cedendo a fadtga o ao somno feixou cuida-
dosamente o raanuscriplo, e, antes de dotar-
se, abri, como costumava, a porta da al-
cova de Sophia. Pareca entregue a huiit
somno tranquillo 5 tinha hum braco lngui-
damente posto sobre a cablea, e com etfei-
10 sua belesa era divinal Claudio appro.
ximOH-sc, contemplando cora delicias aquel.


DIARIO DE
P R R N A >I R U C O
t aomno pacifico e indinou-se para p c parecer que o hlito embalsa nudo da
'k. t.i.icvirgem o purifica va deis pensamen-
unuudcs que acabav<> de oceupar sua
vigilia. Com indo, nao se a Ir veo o-
.n noite a beijar a fue de sua lilha e
(if(;ir-se., procurando consalar-se coro a
grata idea de que o producto de suas obra,
prvira de dol a $opba que constitua seo
rvir, sua vida e sua glora.
Mas, tio dorma a moca, como seu pai
imaginara pois lumia f. pertinase que nado pode vencer a fazia es-
i acordada havia alburnos horas ; quan
doopai cnirou fingi dormir foi esta sua
primeira mentira a que se segnio Ma primei-
ra falta, falta lerrivcl (ai a ircepaivuel.
J iiaveria huma iiora que dorma Clau-
dio ("re.ilion quando se levanlh Sopiia,
! -.lo vestida cnirou no gabinete de esluda
de seo,pai. e, tremola t pegpu m chive di
Ii c|ue encerrava os papis Que alegra
. i foi a sua adiando-so na poSle de tao pre-
c osa conquista / Neiihum remorso senta,
( irque qual era seu desejo ? Couhci :er 9*
ras a quem seu pai (ovia a reputaran el
na deque gosava e saber se com efle-
' -lias tacs que se n3a poderse cumpre-
Imaginava qual seria seu Iriuni-
i i quando podesse fallar a ssil pai
ue com tanto cuidado occul-
r-lbe Vleu pai liosvossos li-
i :.te rom > suppu-
Comc palpil i-
se aclio sosiaha
O yelho Crbillon a ouvia immovel de
horror e de surpnv.a 5 o filho se tinli encos-
tado ;i borda do leito -, e pegando na mo
gelad de sua Giba cobria-a de beijos e solu-
cos.
- Que diz ella? -exelamou finalmente o ve-
Ibo. O que ella diz he infame ; isto be
leu Claudio nao he verdade ? -
F sabio amaklieoando o filbo.
O infeliz Claudio permaneceo junio ao lei-
to entre a maldicao de seu pai e a de sua fi-
llia quemorrendoo amaldicoava tamb>*m ,
sem o saber.
De repente fornou asi a moea, e. vendo
chorar seu pai aperlou-lhe lentamente a
mai e disse- ISo choris meu pai eu
nada li.
Fsins foro suas ultimas palavras. No da
seguiuteenterr 'a rao huau \r,-;emeiii S Sul-
picio e Claudio Crbillon repela desespe-
lld as palavi-as de seu pJ : Fu uifl i;i :ie-
lia ler huma lilha. i>. li.
( Do Despertador.
bem em afeltras tribus indias da America no I ser enlhusiasta pode-se ser enlhusiasta sem
norte. scr fantico. O ceg cnlhn>iasmo nt> be se
uo hum delirio o fanatismo he huma pai-
x*o lium Irenezm. O ceg cnlhusiasmo
VaroLiics

' 1 -. pal se en regava
to a gaveta wys-
manuscrpto e pode come-
ar a icitura ciaridade de huma lara-
..;;.:.
Aqu imitar t elle pintor da antigui-
;rio com lu ai \o a caneca de A t
ii, raanle O sacrifi io de Jfigeiia 5
lambem bum veo sobre leo rosto,
;cm pura e innocente, quedezejascouhe-
os ttulos de glora de leu pai, ea noile
ha, mcio despida, rom o cora cao agi-
tado pela cui iosidade e pelo temor sem sa-
be 1 ecomo arrebatada por huma forca so-
brcnalnral, devoras as paginas impuras e ini-
^ndas que tem por ti'ulo : O Soph.
Mil veses tentn lugir mais via-se re-
tida por huma potencia invesivel. Come-
rata a raiar odia e j ella reuma ahues-
adamente os espalhados quadernos quan-
do ie abri a pirla e aprescnlou-se seu
pai.
"do sua filba com o manuscriplo do So-
.. na mo lancOQ-se a ella, e arraucaudo
coni violencia exelamou : Que lases
Mnrtyruloga da imprensa.
, Todos os presidentes da conven o nacional
!" Franca foro, jornulislas, a excepeo de
hum ou dous. Je 6 ? que livero .i honra de
presidir aquella assemblea l foro degola -
dus .t se matarn 8 foro deportados', 6
condemnados ,i prisao perpetua enl 1 |
cero e marrero em 1 lie tre ia foro p
fora di le dous somonte escapirai a tpd 1 a
especie de eondemnaco. 'e 7Q7. a roela-
depelo menos dos cscr i plores polticos resi-
dentesem parismorreio demorte vilenla
Se se estabeiccesse o martyrologio da impren-
s.i este periodo fbrneceiia lium sem nume-
ro de victimas illnslies.
( Uo Correio Uiheial. )
1 odio: bum busca
'
Mnpossivel
irapucoj
ro
Faiiliusiasino Fanatismo SupersiicSe.
lium J'ii/. de Faz inglez.
Eites sao OS voca!)iilas de que mas eslra-
nbamenle tem ahusado os decantados Pilo-
sophanles. Se creemos a estes Shrs. o eu
O Dr. II. Ministro, e Jui/. de Par. de tbjwiasmo o lanatismo a superslieao lo
huma villa do Condado de Rent era lium funestos ao geiero humano, sao couse juencias
homem muito singular eos seus comoraro- necessaras lo es, rilo religioso 5 e assun pro-
chianos demasiadamente huilientos. Fatiga- tuio ii.lamar lodoozelo, lodo o senlimea-
d
d
a
obscurece o uio ; o fanatismo muda o car-
cter, e deprava a vontde O enibusiasta he
exaltado; o fantico he violento. O primei-
ro he accessivel piedade ; o segundo nao o
he se nao a colera ,
proselvlos ,
vos, ou victimas Nao he Mnpossivel tirar
proveito das illuses do enthusiasla: mas
forooso he qu lodos se aCmem contra os
Iu.r0r.cs do fantico.
A superslieao he huma das prineip&S fon-
tes do ceg enlhus ismo c consequencia da ignorancia e dos prejui/.os ;
mas o que a caracteriza lie o ehar-se unida a
alguna desses movinfentos secretos, e CDufa-
zos d alma ordinariamente produzidos por
demasida timidc., o ti sobe i a conli nja e
que niai ou menos vivamente iiueresso t
CJisciencia
varios da
( : jiirilo.
cienea cega errnea, ou e .festiva que
cpiasi unicamenle prove-n d o modo, porque
isomos inipressio i !.)S oque por quabjuer
senlimenti de rospeit ou leuui' reduzm is a
regia dejiroceder, e a principio do costu-
mes.
Masa superslieao, o cegenthusasmo, e o
fanatismo nu io parlilha exclusiva ds ma-
terias religiosas. Sobr'esie ponto bem pode-
mos oppor os incrdulos huns a os oulios. O
, ou o curasao em livor dos dc>~
maginaco ou dos prejuizos do
A Superslieao por tanto he huma
dos processos : todas as veses que algum de
entre elles Ihe hia requerer huma audiencia ,
elle Ihe nao deferia com o pretexto de se adiar
muito oceupado e Ihe prometlia que o man-
dara avisar logo que pudesse altende-lo.
Este celebre Jui/. espera va que o lempo esli-
vesse el nivoso no instante mesmo em que
chovi-i com mas forca, manda va chamar
do, equalquerCulo. &ta tctica de correr Ugmco, e fanatismo, e o encarara,, co.no
a esponja a todas as RehgluM positivas pare- | huma insliluico auxiliar das do Estado. Fl-
eco lauto ma.s commodi quanlo se imagi- \ |es chegra a db.er que calumniamos os
portantes a fellCidade com.uum e individual, j necesarios da sociedade. A.iuelles d
rat ad
- Meu pai-disse Sophia, prostrando-se a
18 ps- trauquillsai-fos nada li. E fu-
o apt06sadamenle para seu quarlo.
esde aquelle inoincnU) o pai nao s: a-
reveo uiais aothar para aQlba, nemafilha
ara o pai.
III.
lieslava unicamenle huma tsperauca a
Claudio, a de ter entrado em seu escriplorio
antes que Sophia tiye*e examinado o manus-
cilptf. Com effeilo, poda acontecer que na-
da livs&e lido.
Quiz sahir daquella duvida tcrrivel c pa-
ra isso alrcu'O-se a olhar novan ente p..ia ;.
filba, a dirgii-ibe a palavra e a inlerro-
ga-U. Feiguntou-lhe, chorando, te li-
nda lido alguma coliza ; ellajuiuo que nao ,
c esle juramtnlo o tranquillsou bum p meo. <
A cabeca da moca nao | ode porem re-
sistir a huma con.nioio.lo lorie. Tiubo
dei orrido a pepas dous das (juando foi acoro-
iiu-itida de boma lebre abrazadora. Claudio
nao se separava do lu I ado piodigalisanuo-
A infubildade de bum jernalita inglez.
ea superslieao? ibas atrevo mea sustentar ,
' Senbor o vosso jornal deo ullimaqten- 1ue en'huiiiisaio r,o pode aer lium ipai por
le Loma 1 [a!*a Iropossivel sur T... ",ne8,no i Hu *lwn Q? be huma pai-
masialbi) lii.t, .! foi ? Vos disscsle- *^oexclusivamente ligada as ideias religiosa^
s queM ivia sido julgado '} He 9ue a "eUgiosidade nao he superslieao, e que
verdade. C lemnudor'- He certo.-Enfor- esla nieaoV heeuosperigos que a incro-
cado ? .-CerlUsuo-Nio senbor eis ah dulidade.
oque eu neg rfsse M. K***deque fallas- ^ verdade o que he o cnlhusiasmo em ge-
teis, bou eu -Nao he possivel.-He como le- ra' unl transporte secreto dalma: s sem
;:. o a i.onra de vo-lo dizer e espero que esle accaso poderla o iiomem romper os obs-
darci huni desmentido a essa noticia.Tal ^uk arrosur os perigps vencer as diffi-
nao farei.-Como assim .'... Isso ha de ler que tuldades, e recuar as uccasioens decisivas,
ver !-Tudo.quanlo quizerdes., menos huma e com lauto calor os liioiles do poie| moral,
das nossas Keliffioes moJernas, euue cultos.
Ouem nao iiuizera banir nara semnrp ra 1 *-ullU3
.n > ... u .. sempre a cu0s apostlos, e pas erao poetas, lia ha
. soeieaade O ceg enlnuzasmo o fanal san 1 1 1 1 1 1 i
hum carcter de abendade queadocavaos
costuraos da mullido era favoravel ao eu-
genho, c a todas as qiialiiliih.'s amaves.
Sos cultos idolatras podem achar accolhi-
da entre os nossos incrdulos ; s a mesma.
supersli ao pode sublrahii-se a os reproches
de superslieao c fanatismo que se assacao
contra ludo quanto be culto religioso. He
verdade que se cita contra os nossos cultos
modernos todas as guerras da Keligio que
nos ltimos secutas ensangaentarao a lena :
mas a Keligio nao era antes pretexto do que
motivo de laes guerras ? Sao era por ventura
a Poltica que acenjia a tocha do fanatismo?
Proselytismo por va da imprensa.
Ihe us mais leruos cuidados ; mas ; bum de-
lirio espantoso e continuo lirava leda a espe-
rance de salvacuo.
Fuma noile, ucabava de retirar-te o me-
> cm hum triste presenlimento, sem ter
. n ;o de consolar o&esditcio pai se-
m algunas palavra* vagas, que ne-
ut davo a esperance. Achavo se
o leito da moca unicamenle os dous
. pois o uiiiotii.hu viudo soccor-
ii di sua fficto. Si>phia pailida
m;ai\j\a aii.ua sua lornio-
5 pov
lodo o euthususino sena piel, udef estauele-
1 cet entre tiles o imperio da moite.
lia sem duvida hum 1 ntuUsia*mp vago, que
Os protestantes se gabaD de tciem eslabele- os bous eapirilus uao poUem aplaudir,, e ve.n
cido paia a propagafo do chrislianismo huma a ser -., aquelle que tem por principio huma
Ivpographia em iMacao na China ; oiura em lorie persuacao esqueptada poi :.i .i.elo -
Singapore, na pennsula de-Malaca, huma pido ue luda o mptivo de convievo. ho-
fundicode lypos na illia de Java ,- huma ly- mem uccumeiti.lo desla eneruiiuade do espi-
pugraphia em bakok no reino de Siam^ ou- ulo nao raciocina deiva-se aiaasliar, te.n
Ira 110 paiz de Assain huma typegnipbii con- scnlii. culos vivos, c nao lucias claras oiui-
sideiaveie huma fuudi.o de h lypos no paiz las vezeii hum sonbo liie serve ue demonstra-
dos irman huma lypogiaphia em Tavoy cao ; elle nada \ aleui nem cima do ob-
no paiz bos K&rens ; cuta em Lodana, na jiito que o pieoccupa naooave o India Septentrional; oulra em Ajhihabad j il.v diz nao ne accessivel, se nao ao que
oulia em Ciillack huma com tt prensas e
uldos o-oviao-se de vez em huma lundicao de lypos em Madras, huma
. oa j elo delirio .... De u ; typograpbia e huma lundicao de lypos na ilh.i
. se-llie o
, i*niou-se
>to asstiide- Ue C.eylau oulras em oinhaiin huma ly
u uno
na cama i pograpliia as ilhas Sandwich oulras uiui-
Irauaportada o- Umi na frica do bul, buina no Cabo das
, Sao esta-qui pes- l'abiias huma em iJeyulh na Syna ; o-
,. cusuo se livesae o livro Ira em Uorooiniah iiu l'ersi huma lypo-
ou a recitar todas as pas- graphia e huma funuicao era bmyrna oulra
...bao i.occdo e que, se- a liba de Sjia, em Grecia, huma lypogra-
utt-5 a tutras lautas selas envenenadas ,|phiaem Alhenas ou ti a no paiz dos iiiro-
*e uniaoi,i>doem sua u.imuiia. [ quezes na Amcria septentrional, e tam
iiuagiiia ; elle pode flerrar-se fortemeiile
askim a verdade cuino a mentira ; a sua cu-
beta vivamente abalada nao deixa acesso nem
ao exame nem di-cussao. Com rasdo pohi
se ueeiama cunta laes emhusiaslas ; porqui
eUesso incapaiesdeIqrmar hum plano j ^
mal murtas veses se Ihes appreseuta debaixo
cu sombrado bem _e quando facera o bem ,
raramenta o sabera fazer. Do ..ego enlbuai-
at.nio ao laualisrao ha s lium passu : todava
ha dilu em.a enlr'estas duas affeic/ies. SL
se nao pede sr >udadeirainenle laualicosem
iiso de odio, de comoco, ededesordem
e.iuvr.s diversos'povos eentr oscidados,
quecompSeo mesmopovo .' Su m quizesse
referir^ diz uouteaquieu) lodos os males,
que tem feilo ao mundo os syslemas mouar--
clio, dcmoci-dlico, ou aristocrticot dira
COUsai horrorosas
<^id he de mas d'isso o interesse lempo-
ral queem nidos anda mi recomendaveis
se nao potta tornar occasido de mil excessos ,
de innmeras discordias uaciouaes ? iv>ual a
opinio que nao possa vir a ser e p nao
lenha sido o germen das mais calorosas riva-
lidades ? be em algum lempo abusou-se da
Keligio sem Philosophia, nos nossos dijs
tem-se abusado da Pllosopbia sem fteligio,
iNo senlir do celebre Pili o que loi a guei "a da
passada Revoluco FraUceza, se nao huma
lutadas opinues armadas i Ej houveem
iodo o mundo guerra de Keligi u", que c.ui-
sasse raaiores desastres que izessu deriaaiar
mais sangue que acarrelasse criuics ido hor-
rorosos i' Ueseiigaiieino-uos, que eui qual
quer materia os homens sempre almejarao ,
que prevaleci as suas lucias, e se (irme o im-
perio das suas paixves. JNos das 'luctuosos


essa Revoluco scmpre mcmoravel acaso nn-| das as R eligios ; dnde resulta que as ma-
leo,,-e o materialista nao se assign&hra pelo xim?s, e virtudes mais necessarias conser-
JUS furioso enlhustasmo c peto fanatismo vacan da sociedade humana rio cm toda a par-
dessa RpvoloeSo
th
ttais desenfreado ? E ; vista de fados tffo re-
centes ,. e notorios poder mais minea a into-
lerancia phi'Iosophcb acensar, matdizera
intolerancia sacerdotal ?
I'.u quoio o bem dos liomens di?, o incrc-
dulo mas os 'adis perseguidores tambera o
queria e o algo/ de I), darlos declara va al-
par-
te a salva-guarda da religiosidade c cons-
ciencia : ollas !em lium carcter de fi.vae .
de certeza e energa que nao pnderiar lia-
ver da sciencia dos homens. As Religies sao
sim differenes ; mas traeta-se do espirito re-
ligioso desse espirito que he commum a
Lulos os cultos r cp.ie eni todos ellos vivifica .
lamento, que se o estrangula va nao era, se | atenta as boas occes e torna-sea a I roa un i-
no por lbe fazer bm. A snpersiicTo (diz-
*c) be o mais tferrivcl flagello dos (".-!
T' de ser que sim : maso qu resta prova be,
q'ue luda a ide:a religiosa soja SUperslico. O
reproche mais oimnm que se laen i Re-
ligio he o Tazer viver por hum )eos incom-
prehensivol hmeos, que obraran melhor em
vrvr para a sociedade', osujeitar estes ho-
mens a i tos; e platicas que fa?em destern-
illaras vil tildes o avezar os espirtos _erc=
dutidade, e substituir u moral natural, e u-
niverso! huma moral arbitrara, verstil, e
caprichosa que nunca pode ler hum carcter
sull cienlede universalidad, e permanencia
Mas pai (ce-11 e que todas estas ohjeccoess
versal da moral, o centro de unid ido em im,
ne qual vera terminar tantas incertezas lan-
os syslomas que pndem dividir, e descar-
rear o enero humano.
(Conlinuar-se-.)
VARIEDAE.
Ancdotas
("orto jurado d i
lu na I r.! -o!,
mato vendo
que o tn-
i a lorto e a dircito dzenri i
que s- nao achava materia para
se sempre ,
eccusacao. exetamou em hum dos dias de ses-
- Acahou-se a materia
se landaij em huma profunda {inorancia das carnKiCS
uis e- Rabiados liomeilg.
e so ticarau os
A Actigio nao prega hum Dos sos ho
meps para ibes fhzer esqueccr a sociedade se
Outro tambera Jni de Pacto pedio ao Jury
11 cenca par* se retirar eatgou por motivo
nao para por ejta sol a | oderosa garanta doi o te'rdeixado em casa muilo doente a sua cre-
mesino Leos, Se estahehjc ritos, se ordena; oula. Eloatarrfl > todos a rir Ah Ji fi .
proticas, se prcmulga dogmas, epreceitos,
lie para record r es de-, eres, para facilitir
sua observancia e pra ligara moral a insti-
ne rae nao dispensa o ( disse o hornera ) ; ea-
cepcaodoSr. F,, que tambera tem a sua, e
do viveiro do Sr. Moniz *, a tratar na mesma despeza que se fi/er e se elle parar era mao
caza cima. de alguma pessoa que olvense comprado de
t'J' loga-se a qualquer pessoa que souber, boa fe' nesse caso o mesmo Gusmao se enm-
ona quera um ni"-ro do SertSo fur procurar : prometi, a dar o dinheiro e pegar toda a
para o comprar h.ija de pegal-o e maodal- [despeza que sehouver de fazer, naeonducco
o entregar na Caza-forte no sitio ao entra rv do mencionado escravo para o que compro-
meti seiis Leus.
i. r O H rece-se um rapaz pOrtugnez para
para a estrada do Cordeiro de que se ficar
noagradecment ese recompensar a quera
o levar : tem os signaes seguinles altura re-
cular cheiodo corpo, bonita presen.a fal-
ta de um dente de cima na frente.
S27" Precisi-se alugar um ne;ri$, ou ne-
gra de maior dado, ou um muloque par
vender na ra ; quera o livor annuncie para
ser procurado.
" Um moco brazileiro do idade de 17 pa-
ra 18 annoade boa conducta o qual se preci-
so fbr dar fiador, seoflerece aal;um sc-
nhor tiesta Pra a ou lora deiia para caixeiro
ne esenpta, posqut lera boa letra, ou mesmo
pam a! mi] caiterio : qhem portonder annun-
cie [ara ser procurado,
tsy Al; um Sr. por tugue* ou estrangero ,
que precisar de uma ama parda para iodo o
gervico de casa annuncie para ser procurado, [
ou diriiu-sc a Fora de portas, passando o
primeirn freo oVpois do sobrado grande na
piirpoira casa hai.va ; mao direita.
Siy Uma mora donzella, orf de pal e
mfii que abe ver engomar, e ensaboar ,
o 110 enlende o diario de uma ea/.a suiei-
he fe
mesmo mal
luioiks capa/es de a proteger eficazmente.
llura doserros favoritos dos Pbilosopbantes
hecrcr, que se pode gov-ruar homens cora' LOTERA DA BOA-VISTA,
abstracees meta pb y sicas ou cora mximas,
tiradas do fri calculo: mas para provara' OTbesoureiro principia o pagamento dos
i alsidade desta opmio basta recorrer ex pe- bilbetes premiados da I. parte da ((.Lotera
nencia de todos os seculos, a qual mostra boje das nove horas da manha as duas da tar-
que para nos tornar bons e virtuosos be mis- de no lugar do costurae nao o tendo feito au-
tor alguma oousa mais, do que huma Phtlo- les por causa da semana e dias santos.
sopbia especulativa. Porque exi.stem gover- -------------------
nos ? Porque as leis aiunincia penas e re-
caixeiro de qualquer arrumscao tendo deze-
sois a de/esote anuos de idade ; quem do seu
presumo se quiser utilisar queira anuuuoiac
por esta folia.
S3?" Precisa-Se alugar urna caza terrea com
bous commodos para familia, tendo quintal o
cacimba ou um sobrado de um andar eni
ra que nSo sja exquisita e sendo 11O hairro
da IJoa-\ ista ; quera tiver para alujar an-
nuncie.
ty Na madrugada de Domingo de festa 10
do correle mezde Abril nulo pela 1 ua do
Rangel PrcTnha ra das Cruzes al en-
trar na greja de S Francisco, esahiudoda
mesma pelo largo da cadeia vollando na ra
do Crespo al entrar naPraca da Unio, e
sahindo no canto esquerdo para a ra larga do
Rosario e vollando para a ra eUreita at ao
meto que vai sabir no paleo do Carmo per
dera-se uhs eor.izes encarnados cora seos re-
quififes miudos deouro, faltando j alguns
nos mesinos corazes : a pessoa que os liver a-
cbado o quiter restituil-os dirija-se .1 ra d/>
la-se a ir para qualquer ca,za de familia capac, I Raugel U i{ na ciza de Manuel Joaquiui
pelo sustento e vestuario: quera quizer an- Fcrreira que ser recompensado,
n nncie.
C/" Roga-se aodono ou caixeiro de uma
loia da ra Nova
He
LOTERA DO LIVRAMENTO.
Arha-se a venda nos lugares do cosime os
compensasr nu porque os liomens nao se-
gu nicamente a recta rasao : be porque
elles sao naturalmente propensos a esperar e bilbeles da Lotera a favor das obras da greja
a temer; eos Legisladores se convencern de N. Senhcra do Livramento logo que aca-
quedeua aprovetar esta disposieo para os bar de correr a do Tbeatro spr mareado o
conduzir felicidadr- gcral, E como nao ser dia em uue d
uli a sociedade a I eligio que faz lo gran
des promessas e lo terriveis ameacas ?
dia em que devein iinpreterivelmente correr
as rodas. Roga-se pois aos amadores deste
jogo e devotos da Senhora do Livramento
Uaslo as leis o a moral ( dis o Pbiloso- queira concorre a compra dos bilbetes a im
phismoj. Mas as leis nao dirgem mais que deque nao fique grande numero com prejui-
tei'las actes ; a Religo abraca todas. As zo das obras da greja da mesma Senhora.
leis so prendem o braco ; a Religo regula o ------------------
'<..,"...'1H Ap Ir.In .. Z~ _. 1^.:____ ..~ _
THE AIRO.
Hoje -xi do corren te representa-se a be-
coraco. As leis nao sao relativas se nao a
os culados ; a Religo assenborea-sc do ho-
rnera lodo. A respeito da moral o qjie seria
ella se desterrada para a alia regio das sci-
encias, nao deseesse d'ahi para f'azer-se sensi nelicio da primeira Dama Joanna NJaria de
vel ao poto? Amoral sera preceitos dcixaria Freitas Gamboa a grande Peca nova o
a raso seni regras : a moral sem dogmas nao MRQUEZ DE POMBAL
seria mais do que huma ustica sem tribu- j ou
naes. O Terremoto de 1^55.
Os philosophantcs que parecem confiar No fim da Peca se dancar A Caxuxa -
tanto na fon a das leis sebera bem qual seja rerftiilando o expectaculo a Farsa nova A
o principio desla lorca Elle menos reside na Castanbeira.
bondade das mesmas leis do que ua su 1 A Beneficiada nao podendo ptlos MUS mui-
auctoridade A bondade s [>or si seria sem- tos afazeres liir pessoalmente convidar os
pre mais ou tneuos objeelo de controversias, seus muitos benignosuirotectores espera destes
JNo ha duvida que huma le lie mais bem toda a desculpa suplicando-llies bajad de Ihe
accolhida e doradora, quamio he boa ; mas gratificar nos Camarotes oque se diguaienj ,
0 seu principal mrito esta em ser le islo be; ijcste BOU Beneficio.
ser, nao hum raciocinio mas huma deci- ------'------
sao, nao' huma simples ltese, mas hura laclo.
Conseguiitemente huma moral religiosa, que SOCIEDA E HARMOMCO-THEATRAL.
ve em 1 raimando formal es-
Mrimcnte huma lar a que nunca poderia ler Tendo principiado a obra do Tbeatro do
nenburaa moral puramente philo i'pbica, A Apollo no da a5 de klarcopp. e tornando-
multido laz mais (aso do que se Ibe ordena se i.eiessario proceder a arrecadacO de vate
que do que se le prova. Os homens em ger- por cento do emp elimo de 1 ionios deis.,
ral'carecen do marida menlos usos, e mais rom que para edificaco do mesmo Theatco
ureciso .ik' mximas ouseutencas pwtioas,' subscraverao voluntaria e generosamente os
do que de demonstradles \bM Socios aCemmisso Administrativa da
Por isso nunca as leis humanas, nema Sociedade Ihrmoiiico-'i'i.ealral por eale.osa.-
moral uatural poder suprir a Religo. A- viza a que se dignem entregar no prazo de u
qucllas j f'oio mili acertadamente compara- das contados das' lea d aranba que os grandes deapeda- zoureiro Manoel Joo d'Amorim na ruada
cao, e de que se escapo os j,C(|iicnos anima- Cadeia ralba n. ui as su.is respectivas quo-
es. Por outra parle huma moral nicamente tas, como be expresso nos arligos ; o t da
ensinada por pbilosophos quasi nunca ofe-| proposta approvada.
recerta so nao quesloea escolasucas, e pars- Rcci a de Abril de 180.
so pouco idnea para regular o geral dos ho-
mens que mais bao mistar ser goveinudos ,
que convencidos.
era se diga, que huma moral religiosa
nunca pede vira ser universal, visto que o
mundo superabuuda de Rehgioes ditii rentes
pelo contrario eu asftendo que o ao espirito
religioso cabo garantir a moral natural o ca-
rcter do uni\ersalidade que lbe cnvem \
por que em verdade se as Betigies diUerem,
he alias inconlioveiso que os principaes ar-
f^ O Pnenle Coronel Trajano Cezar
Burlamaque roga e pedeao lllm. Sr. l're-
onde por esquecimonto fi- ; felo e mais auihoridades poficiaes a apre-
carao tres navalbas de barba, e um hilhele de henso de uma esenva que se Suppue f'ur-
rila que corre com uma das loteras que se tada ,, e oceulta era uma c isa as Cinco pon-
digne entregar taes obiectos na loja dosSrs. taa-, ou em ura sitio em Bebcribe: esta es-
i\ovaes& Bastos, ra do Queimadn. crava foi cora piada no dia 11 de Main
tT Aluga-se uma caza de a andares e de 1839a Gamillo de.Lellis da Fonceca, Pi-
sota na ra da Guia n. 16, onde morou o lulo do Patacho S. Jos (chegado lia poucos
Calecido Homingus Rodrigues do Passo, cora diasd'Angolla); nnguem poder fazer com-
bastantes commodos para <|ualquer familia. \ Pra da mencionada es 1 iva cora o dito Piloto 9
ISW" O Sr que era dias de Lczembro do Zg on oulra qualquer pessoa que a lenha occi ltar
trlon a compra do um terreno no fim da ra sh pena de se proceder contri o compra lor
da Roda; queira apparecer que seu dojio on possudor; ella fugio no dia 16 de Ouiu-'
jd est na torra. brodeiSio,, cbama-se Anua, ladina, da
c?' Quem achou uma caixa de tarta- ?SoAngolla i de bonita figura, estatura
ruga cora aros em cima e era baixo dourados, regular, cor preta rosto puxado olhos
e uma chapa quadrada no lampo com esmal- grandes naria fino, beicos meto grossos teut
tes dos lados lao somente tendo uro laqui- umil malha mais prela do que a cor natural
nbo tirado no aro cuja caixa foi lirada da al- no rosto do lado esquerdo e no braco es-
gibeira da ra/.aca na Sexta feira da Paixo na querdo urnas letras de Angolla tem as cos-
oceasio da Procisso querendo reslituil-a tas muitos talbinbos de uavalha mos pe-
leve-a atraz de S. Jos da parte de S. Jos i), quenas e ps grossos porem mal feitos e
4, prometiendo-se guardar segredo, nao se intitula-secreoula ; quem apegar leve-a e
exigindo saber como foi ella tirada e grali- ruada Gloria caza de um andar de grade da
(irando-se o portado!. ferro defronte do convento quesera gralifi-
C5" Aluga-se urna escrava que tem prnci- cado com 5oUooo reis.
po de costura cozinba engoma e ensaboa %sr Joaquim Joze de Santa Anna Barros ,
a qual se aluga com a condico de nao sahir a Prolfessor de Primeiras Letras natica
ra: na ra da Madre Dos n. a4. Franceza com Aula na ra nova de Santo
&J7" Aluga-se uma negra para o servico de Amaro em Fora de Portas na caza l). 4 ,
uma caza ; na i'rai a da Independencia loja de aviza aos Snrs Pas de familia, que anda
chapeos D. K e 99. continua a receber alumnos para ditas Aulas-
tST Samuel Berey retira-se desta Provin-; sendo os de Prm. Letras pelo mdico pre-
cia, i co de dois mil rs. mensaes e os de Francez.
CO D-setrinla mil reis a quem tiver a- trez mil reis prometiendo todo o disvello
cbado e quizer restituir uma rozeta de bri- possivel no adiantamento daquelles meninos ,
lbantc que se perdeu desde a Matriz da Boa- que Ihe forem confiados, como lera praticado'
Vista at a de Santo Antonio na loja da ra e pratca com aquelles que no curio ospaco do
do Qaemado de Joo da Silva Santos ou no dois annos a islo se tem dedicado,
alieno da Boa-Vista caza de Bernardo Jos
Carne: 10.
t.~f O Sr. que tem annunciado para ven-
der uma venda com poucos fundos as Cineo-
ponla? no caso de estar ella dosombaracada ,
Dcseja-se saber se existe nesta Pro-
vincia Francisco de tal Branquinho 5 e jun
clmente noticias a respeito de huma beranca,
que existe em seo poder pertenecnte .Ale-
Banda querer veudel-a dinheiro queira xanre Joze de Mello Moraes esuasduasir-
declarar iug ir corlo, em que se lbe possa fal-
1 visos ii versos.
CJ* Quem prensar de roupa lavada e en-
omada som muta^ prora ptido, oasseio, e
por preco comiiido, dirija-se ao beco da 1.0111-
ba caza I). t).
i:y Precisa-sede ura feilor para sitio na
ra Nova JL aa segundo andar. Aluga-se ura
tigos damoral ua'lural sa'o o uudamcnlo de lo- grande arna/em uas Cinco ponas, deronte zentos rail reis peU notieia,e pagar toi asasfo
lar, visto que o lujar indicado em seu an-
nuncio otlerece dilliciildades em se achar a
pessoa com quera se deve tratar.
i/" Arrenda6-su os armazeus por baixo do
predio do Exm. Sr Manoel deCarvalbo as-
sim como se vende nos ditos armazens dous
masl neos de gavia dous pannos de culcllo ,
Urnas conxas para pesar ajaucar, uma espa
deliuho, iiiio em hora uzo e dous leiios
pata cazados lainbom em bom uzo,
izj' A pessoa que annuuciou no di 18 do
crrante querer comprar urna escrava de ida-
de de 5o anuos para o lira decclarado no mes-
mo pode intender-se na ra das Ti nxeiras,
sobrado U. d.
L/ iNo dia aa de Agosto de i83o. fugio ou
furiara um escravo de nome Miguel, do
gento de Angolla, e aiuda bucal, tendo
no queixo aiguraas glndulas a que chama
a percas principiando ao p de urna orelba ,
al debaixo do queixo indo naquella occa-
sioium ellas abortas : be alio, e tem acor
pouco prela. Quem delle souber ou tiver no-
ticia pode procurar, ou participar a Antonio
da Silva Cusmo na ra doQueimado, da
Provincia de Pernarabuco que receber du-
maes, como berdeiros nicos e legtimos
do cazal de Joao [\laiinho de Lima e de D.
Anna Rarboza de Araujo ; sobre o que o dito
Sr. Branquinho mandara para Alagoas uma
Procuraco Pedio Antonio da Fonceca sa-
ber da existencia dos berdeiros deste mencio-
nado cazal afim desles Snrs depois de ha-
bilitados birem, ou mandarem receber a dita
beranca de sua mao, a qual Ibes pertence co-
mo restiluico ; sobre cujo objeelo o mesmo
Sr. Moraes j lbe cscrevera cora de Francisco Antonio Branquinbo duas car-
las era virlude de outras que recebera de
Alagoas respeito desse mesmo particular.
Quem livor" alguma casa pequea para
alugar para pouca familia que au exceda de
6s' mil reis por mez sendo esta na 1 ua de
S. Thereza ou na ra das Cruzes da-te seis
mezes adiantados e to bem ptga-se dois
mezes que estiverera devendo; quem ihe con-
\er annuncie*
lOT Precsa-se de" huma casa terrea, no
!>airro de Sanio Antonio, que sirva para pe-
quena familia, prefere-se a que tiver quintal
e cacimba, dando-se alguns mezes adiantados,
qurin a liycr annuncie sua mo.-adi por esta
Iba.


DIARIO DE
PERNAMBC

tsy Quem precisar de urna ama para casa
o um horneen solleiro dii ija*e a ra da
osdpa sobrado ao p da padaria.
Avisos M antimos.
PARAOARACATY o Patacho Lauren-
lioa Brasileira pretende sabir com milita
brevidade por ja estar cora seu carregamen-
lo quazi prompto ; (|uem quiser carregar ,
dirija-se a ra da Cruz n. 3i ou ao Capilo
Antonio Germano das Neves.
PARA PORTO segu viageai o Brigue
Portugus Ventura freliz Capilo Antonio
Francisco dos Santos quem no mesmo qui-
ser carregar ou Uirde passagem dirija-se ao
Capito ou a seu consignatario Joio Baptis-
ta Ribeiro de baria.
Li e i 1 a o
tST Quarta feira ai do correte prlas on-
ze horas da manh faz-se kalo por inler-
vemodo Corretor Oliveira da mobilha do
Dezembargador Tiburcio Valeriano da Silva
'Cavares na casa que lo i de sua moradia per
tencenle ao Eim. !r. Jos Carlos faarnje no
Hospicio, os principaes objectos c.mslo de
camas, cmodas, mezas de jantar e para
talla, solas, lavatorios, lacador de senbora,
espedios cadeiras estantes para livros, can-
dieiros> lampies, relogiu de brome dou-
rado para cuna de mesa vidros riquissimos
dros, vinlios serveja e um ptimo muia-
11iilio escraro
Compras
CS* A obra de Grocio de Jure belli ao
pacis ; quem tiver aiinuncie.
Vendas
nhos de fil de linho, toucas de dito para me-
ninos caca lisa,, cambraias bordada da india
peilos para camisa los de linho, e outras
ii uitas fazendas por preco commodo ; assim
como um ptimo pianno ingles
S3F* Peitos de cambraias para camisa de
homem com babados de preguinua e len-
cos de gorguro de ) e d8 plegadas ; n
lojade raiudesas de 4 portas antes do arco di
S. Antonio.
ss- Bilhetes da lotera do theatro a 88oo ,
emeios ditos a 44oo; lia ra do Queimado
loja de fazer.das de Ylanoel Joaquim ailveira
j unto a- loja do Sr. Gusm o.
tsr bheles e meios ditos da lotera do the-
atro ; na ra do Cabula loja de Antonio Ro-
drigues da Cruz.
t3- Bilhetes da Lotera do Theatro a 9080
e meios a 4480 ; na ra do Cabug loja de
miudezas junto a botica
t*W Rilhetea da Lotera do Theatro a 9080
e meios a 4480 ; na ra do Cabug luja de
relojoeirojunlo ao Sr. liandeira.
cy- Meios Lilheles da Lotera do Theatro,
a 4 jo ; uo paleo de N S. do Terco venda
. 9.
OT Bilhetes e meios dito3 da lotera do
theatro ; no atierro da Boa vista D. 9.
Cs~ Urna escrava creoula de idade de 19
anuos cose engomina refina assucar las
doces de varias qualidades, e cosinba com
o ; na ra dircila D. 2o lado do Li-
IST Superiores charutos da Cachoeira, di-
tos de Havana Americanos e Hambur-
guezes e suneriores bichas do Porli
cond
deira.
ly Urna barretina para
preco muilo commodo ; nesla Typog
%ST No atierro da Boa Vista loja de miu-
lezas I), it oom sortimento de calcado lian
es ; e superiores bichas do Porto era
ico ; na ra do Cabug loja do Sr. Ban-
G. Nacional, por i aprehender em qualquer parte qm
siaTvnoarafia. emette-lo a ra do cabug D.
v^~ Meios bilhetes da Lotera do
Theatro, te 110 da 27 do. corrale, a/isioo;
e Cautellaa de di los a 5l)0 leu tiesta
Typographia.
s&r Bilhetese meios dilos da Loleria d'
Theatro a 4,80 ; na ra nova taja trance/a
L. pdefraiitc di Vlalriz.
r Camellas da Sociedade Fortuna Tjr-
pograia, divididas de billietes da peseme
lotera Independencia loja n. ao e na loja de en-
cade mador n. ab na ra larga do Notario
loja de miudezas l) 7, na ra nova loja de
ferragens 1 o do lado da Matriz 111 ra
estieila do Rosario loja de trastes U. i na
ra direita venda que foi de Jos da Penha ,
e na loja de couros U.. 18, alraz do Corpo San-
to venda O. 3o
$2F" Urna negrinha de nacao de idade de
ij anuos, de bonita figura; na ra do Li-
Ti-amento D. 4 .
tsy Pe9as de estopa a variadas a jarda a
t)o rs. ; e um boi de cangalha que serve pa-
ra carioca; na quina da pracinha do Liwa-
mento loja do Burgos.
ssg- Dous moleques e 6 negru.has^ urna
preta e um preto ambos creoulos ; na ra
da senzala velha u 1.
IZT Vlanleiga ingleza a 6000 o Barril ; no
armasen do Bregues, ao p do arco de 5.
Antonio.
ssr 6 Vaccas creoulas ; na ra dos Pires
l>. 4.
CT" Urna duzia de cadeiras, duas bancas
im bom estado iHiia meza de jantar com
a paradores na ra de agoas verdes O. o,
junto ao E&critio l'osthumo
S9* Um negro de nacao sadio he cano-
l)l'l'itiyuj ,
vrameuto.
C" iVleios bilhetes da loleria do theatro-a
45o ; no aterro da Boa vista loja l). o.
tSf Um ptimo cavallo ; na ra da Cruz
n. 1.
%3T Meios bilhetes da lotera do theatro a
44oo ; na pracinha do Livramento loja de
fazendas U. 3J.
SZT Meios bilhetes da Lotera do Theatro
a^to, e cautellas de ditos a 5oo res; na
lojade iVlanoel Gomes de Carvalbo ao p do
arco de S. Antonio e na ra nova venda do
cez ltimamente chegado, nao s para hornera
como para senhoras, e meninas : para homem
cpalo de couro de lustro e de bezerro para
senhora capatosdfl lustro marroquim prelo ,
ou cordavo de selira pretos e hrancos e
de marroquins de bonitas cores escuras e a-
lem disso de duraque de todas as cores 0-
brade Lisboa bem trabalhada e para meni-
nas cpalos de marro |Um l'ra.-icezes tambera ,
de todas as cores e adverte-se que nao he de
preyo barato esim o preco que cusa o cal-
cado ino que por isso rapio he de outra
duraco easseio. Na mesma loja ha holins
pretos para senhora obra Iranc.za e capa-
linhos para uieni.ios.
isr. Rap rolo Hamburgus em garrafas
de libras euieias ditas diloareia preta di-
to do Lima e Varejo, cha isson de pri-
meira sorle dito perola em libras, e em
caixinhas de duas lioras e meia por 4 3 'i'1"
ta de escrever prela e encarnada a bo o pote
dita azul a 240, peales de tartaruga para mar-
rafas ditos de maesa para cc ricas tisou-
rilihas finas e inglesas para unha pentes de
marlim de tirar piolhos ditos de tartaruga
para alisar, escovinhas para denles e para
escovar pedras ura rico sortimenlo de bicos
largos e eslreilos blancos e pretos superiores
mantas de bico de blom para senhoras e me-
ninas, a 6200 e 4800 lencos de ditos pretos
ebrancosa la^o um rico sortimento de ti-
tas de garca largase estrellas ricos aderemos
de lilagr pretos dilos de coatas lapidadas s
borzeguins para senhora a moo galocha,
para lijmein a iboo luvas decaiaurca am-
lela botes dourados para guardas da all'ua-
Manoel Fernandes Velloso em3i de Msr-
co do mez passado garantida a venda por
Policarpo Jos de Albuquerque, desla praca ;
ropa-se por tanto a todas autoridades poli-
cia'es deste Municipio ou fora o queirao
iche, e
que se
fora
ue se acht
7
Lima U. '4.
UT Meios bilhetes da lotera do Therlro dega ditos para marmlia hienas ultima-
que corre ao da i7 do crranle: na ra de. ente chegadas, e outras mullas miudezas
crespo, viudo do arco, loja U. 5 do lado por preco commodo ; #Bilhetes e meios ditos
esuuerdo. e no largo do Livramento loja de da lotera do J/heatro a 1000; na praca da
fazendas junto ao allaiate l). 5. Independencia 11 ao e na ra uos l^uarteis
uagarao todas as despezas
' tsr No dia 7 docorrentedesapareceo um
moleque de norae Joaquim do gento de an-
gola que tinha saliido a vender sapatos era
ura laboleiro levando um lenco de soda pre-
ti servindo de toalha de idade de 11 l ti
anuos, anda meio bucal em urna das ore-
Ihas na volta um laquinho pequeo lirado ,
urna costura na cana do brac-o direito sendo
esta pequeoa calcas de estopa camisa de
brim liso um tanto suja presume-se ter^ido
seduzido ou furtado j quem o pegar leve a
ra do Aeile de peixe no primeiro sobrado
de ura andar ao entrar da Madre de Ueos, la-
do direito que ser recompensado
ssy .Na madrugada do da 16 do correte
fugio do sitio do tir Francisco X.vier erei-
radebrito, umseu esolravu creouio do iik-
me Joaquim, natural do sertio do Brujo da
Aladre Je Jeos, o qUal foi encontrado iid
mesma mi.ili na estrada Je S. Anio em
comp.uihia de uina preta o mesmo te.u de
idade .6 anuo aho cheio do carpo, per-
nasebra.os musculosos, semlaiite alegre,
falla um tanto rouca couduzio a roupa do
seu uzo e urna irousa de roupa ; quera o
pegar leve ao alterco da Boa vista cusa l).
ilo lado do sul que ser generosa mente re-
compensado.
Jiuviuiento do t'urlu
%^r Meios bilhetes da Loleria do Theatro
que imprelerivelmente corre a 27 do corrate,
por preco mu commodo e tambera cautelas
divididas em dcima, elerceira parte, estas
o primeiro premio a:ooo,ooo proco jooo j
becodo porto das canoas casa 11. 4-
l). .
12^" Vellaselsticas, e algalias prxima-
mente chegadas de franca a tres mil rs. a
duzia bolina de Lisboa de bezerro muilo
bera feilos a doze patacas, e meias de linho
para homem ; na ra larga do llozario loja de
lu- Meios Bilhetes da Loleria do Theatro a miudezas 7.
i5oo ; na ra do Crespo o lado do norie. *r 1 aboado de um a d palmos de largura
bilhetes e meios dilos da Loleria do cde todas as grosuras e comprimentos
S^-
iio
Theatro a 4600 j caulellas correipoiileiitoS a porlo das canoas armazem do fallecido Domia-
5oo ris em culleco com premio iafalivel gs dos Pasaos ou a (aliar com o caixeiro do
eavuleb. JNa rua'doCollegi loja de relo- br. Joo Matheus, Joaquim Lopes do Almei-
joeiro defronte da Ueparlicao das obras pu- da; assim como urna poicao e relugo.
blicas L ahi se fazem os pagamentos de cau-
tellas das loteras passadas.
i_^- Meios biluetes da Lotera do llieatro ;
na ruado CJueiuudo loja-de Joaquim Heari-
que da Silva D. i.
lesera vos Jbugidos
139" O preto Robeilo estatura ragular ,
cua redonda--, anula bui_-.il levou \estid"
. 11 o e de bonita figura 5 no Hecife ao porto
das canoas 110 tanque d'agoa.
iiy Urna carleira grande de amarello com
.;u:i3 faces inda nova por preco commodo ;
11 a ra da Guia n 10.
Cid'" 5 vaccas de leile com crias por preco
i.-iiiinodo ; amado trapiche novo 11. 10.
ij_?~ Ura cavallo mellado a,palacado opti-
& Bilheles da iolheria do theatro rece- alease camisa de algodo desapareceo iw
bendo-seem pagamento bilhetes de qualquer dla du couenle ; quem o pegar leve a-TU-
lotena ; na ra do rollegio loja da quina do uo Vigario arraazem li.
o lir No da 13 de Abril lugio urna pret
Meios bilheles da Lotera do Theatro a de "m Gelrudes de nacao cabinda d
45oo rs. : na pracinha do Uvrainento O ali "'atura regular relorcada Ue corpo oliio
loia do Sr. .vianoel 1 loreacio Alvesde Moraes regulares lesta estrella buyos huos ida-
S2f~ .t.eios bilhetes da loleria do theatro a deeoo anuos, denles podres, levou ves-
bSo na quina do becoda Congregato Le- l'du amrelo com dores e lislras camisa de
gjjjUg. >4t algodaoznuo e.Laela pela ; queai u pegar
ssy Urna escrava meia ladjna de bonita hseacasade ..aaoei Jos Goasalves Braga,
fisura, ptima para todo o servieo, na ra junio ao arco de j. Antouio que ser re-
de Hortas L. 10. cuaipeasado
S3 na ruada ladre de Leos venda delroale da mais aulaondades desla e inais comarcas, e
l|re,n, : ptssoas particulares que souberem ou virem
tir Sapatos franceses de urna e duas solas,! negia de iiome Joiela de idade de J4
e dilos de couro de lustro ludo chegado de ;a""S> altura regular, secca do corpo, cor
e a preco uiais barato de que em
NAVIO SAUIDO NO DIA 17.
TRIESTE; Barca Iogleza Tercerverauce,
Capito Corkiiille carga assucar.
ENTRADOS NO DA 18.
RIO DEJAlSEIROcom escala pela Babia ;
it dias Bngue Nac. Fama de 1 jj tonel.
Capito Manoel Antonio de Souza equip.
14 1 carga carne ; ao dito Capito
LIVERPOOL; i 1 dias, Barca inglesa Esk
de .117 tonel. Cap. Alexandre Adamson,
equip, 14, carga fazendas; a Harrison
Latham & libbcrt.
SAIIIUOS NO MESMO DIA.
MARANHAO', Brigue Nac. de Guerra Im-
perial Pedro, Commandanle o Capilo Te-
nenle Joaquim Manoel de Oliveira passa-
geiros o .. Tenenle Fernandes Vieira da
Rocha o Pairad Mor Jernimo Jos do
Val Baptista e douscorapauheiros,
MaRANHAO'; Brigue Escuna Nac. Deli-
berarlo Cap. Joaquim Goasalves Maia ,
carga varios gneros couduz um lente,
um Cadete dous inferiores 97 soldados,
i amillares e i meninos.
PARAH1BA ; Brigue Escuna Nac. Aracaly ,
Cap. Joao Antonio da Silva em lastro ,
passageiro um brasileiro.
ENTRADO NO DIA 19
ASSU'; i4 dias Brigue Nac Pernambu-
cano de 204 tonel. Cap. Jos Ignacio Pi-
prox 11110 ,
outra qualquei parle ; na ra do cabug leja
francesa de Alfonso Saint .\1art1a
Sj^ %% barricas que serviro de farinha de
lri<'o na camboa do Carino 11 n.
sy Na loja de Jos lavares da Gama na
prava de Independencia U. -f sapalos de
11.11 jara carro por ser muilo grande e aovo ,.,
a svin vicio ; na ra do Hospicio junio ao Pa- bezerro de duas solas a itoo ditos de urna
are MestreLaarentiho.
i^r A posse de um terreno na 1 ua daj>ra
rom trala palmos detrente e a frente ja
ni respaldo ; quem quizer annuncie.
->. b-^ Um escravo creoulo de idade de ab
anuos ofhcial de sapateo, cesiubeiro, e
i,.li!iopara todoo seriLO ceraera vellas de
lodosos lamaubos a t,t.o a libra seda para
s:.dosa(j'4oea Koo rs. o covado algodo
ui para rouj>ai de pretos de 4 palmos de
ligna 120, madapoloes brins iramadosei
isos esculose bramos lentos brat.cos fiaos rPedro do lado da virarao
\/diaiios, chales adamascados, peseyei-[oa.
sola a aauo e a 1 joo ditos de luslro a iooo ,
e a ato bolins de bezerro a 7000 e a booo ,
bolias de duraque e brim a 6eoo ditos para
senhora a s e iioo, chapeos pelos a 7 e 7000,
c..Icado de duraque selim marroquim, e
couro de lustro para senhora, e miniaos, cha-
peos de palhinha para os dilos e paia homem ,
a tos para meninos e senhoras a 000.
lar Urna caza terrea nos Atlogados, de-
fronte de S. Miguel, e outra 110 Paleo de S
nesta T.ypogra-
fulia nariz chalo com urna marca de ferro
de sua Ierra em cima um dedo grande ale-
jado em urna das raaos ps pequeos cos-
luiua dizer que lie trra e mudar de neme;
quem a pegar leve ao aiterro da boa visla 11.
4 que acra gralilicado com 10000.
k^r Ao unij do cerrante, lugio um pre-
to creoulo idade de 40 anuos estatura re-
gular baslanie grosso do corpo lera a per-
nadireita meia cainuaia e na canela da
m sina pe na urna marca de ferida Lera en-
caraadn o mesmo preto he descaacado no
tallar de nou.e Joze e \eio a piuco do Bre-
jo da Madre de Ueos levou vestido camisa
de algodo trancado com mangas curias e sera
puiiho calcas de a.im irancudo hraaco com
um grande gaviao 110 cs e 110 mesmo lera a
maica A. J. f jaquea de nscado amarelo
ja rola como lambem iras por baiso das cal-
cas seroula de algodo bastante larga e cha-
ujos loi compiado alhacr e'.opauuvudea
menta equip. 9 carga
Goasalves Pereira Lima
segu para Santos.
sal
Manoel
veio arribado e
DIA ao
RIO GRANDE DO SUL 1 aa dias Brigue
Nac. Delimde ig tonel. Cap. Joaquim
Jos dos Santos equip. 8 carga carne ;
a Jos Pereira Vianaa.
RIO DE JAN El BO ; 17 dias, Barca Ho-
laadeza Susana iVlaru Catharina de ikt
tonel. Capilo B. J. Diskson, equip. 1 ,
errga iaslro ; a G A. Brandes e raadi.
SAH1D0S NO MESMO DIA
RIODEJANEIO ; Brigue Nac. Bom Je-
ss Cap Joodaailva carga viiiho e
:ar, passageiro 1,
DITO; Escuna iNac. Andorinha
roo Marques Vieira, carga
agoa-ardenle passageiro um,.
M. Ancel-
assucar e
OBSERVACOENS.
No dia 20 sahio para acabar de carregar no
lameiro a barca Ingleza Izabella.
RLCiFENA XlYTlL M.^FTMS F.-. i4>


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