Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04037


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Full Text
nno nrc 18Q. Truca FrirA
, Todo agora rfepende re tas mesmos; rln nossa pnirlonri, m Cmo, e energa: coiuiniiemos corno principiamos e seremos aromados (bws
iota admiracao entre as IS'acocs mas cultas. kWS
vf?
Proclamacao da Assemblea Geral do Bra-Jl. i'f B, i
a---------------- ^
Subscreve^epin esta blha a 3.000 por craartel paCos achantada
iresffl lypografla, ra das Cruies D. 3, e na Preca Ja Independencia
tis. 7 e 3S, onde se recchcm corresiioiidmci.-is legalisadag, eanmiucios
nsinndo-se estes gratis, sendo des pronrios acunantes, e vindosassi--
nuios. b
Partidas dos Correios Terrestres.
Cidadeda Parnliiha e Villas lesna prctenco...................
Dita do l'.io (iiande do Norte, c Villas dem..............".....,.
Rita da Fortaleza e Villas dem........... f Segundas e .Sextas Fciras.
Villa ae Goianna.........
Cidade de linda................................. Todos os das.
Villa deS. Ant"o..................................Quintas fciras.
Dita del.aranliuns e PovoacSo do Bonito.....................Dial lo, e 24 dcada mez.
Ditas do Cabo, .Serinhncm, Hio Por mozo, e Porto Calvo............dem 1 11, e ai dito dito.
Cidade'das Alagoas, e Villa de Alacei......,..................dem dem
Villa de Paja de Flores .................................dem 13, dito dito.
Todos os Correios partem ao meio da.
J oe Marco. Numero 57,
CAMBIOS.
M*nco 7.,
Londres...... 37> Lisboa....... ^n por 0/0 premio, por mciaioierecido.
Franca....... ap r(., por/raneo.
hio de Janeiro *> par.
OUftO Moedas da 6?'oo rs Velhaa lffi a i{
Ditas
1 Ditas do 4 000 rs., t-*oo a
PKATA Pataees Brazileiros....... ilIK.a
,, IVzos Coinmnarios -_____ iSSHc *
Ditos Mexicanos----------______ ..
Premios das Letras, por mez i i;H i ip por :.>o
Mo6da de cobre 5 a 4 I>or 10. ric Jsc.
Novas 14/400 a i46of
8*900
1 .,
IjWJnO
/58o
9 Segunda
10 Terca-----
11 Ociara -
li Quinta -
15 Sexta -
14 Sabbado -
i Doin.
Dias da Semana.
S. Francisca Romana Vio.- r Sesso S. Mcsitiio e 3g&>nip. Mm. Re., e aud do J. ."', 1 v. loC de
Ten. S. Candido M.---------- Sesso da Thezourai !..
S. Gregorio P.---------------------KelacSo c Aud. do i. de D. da >. vais .'
S. Eufrasia M.---------------- Ses. da Tbez. o aud. do de l. da 1. .
- S. Matliildcs R-------------------Re; e aud. do J. de D. d 1 3 v.
- J. da Quar. S. lltniiquc Rci F.
Marc chela para 3 da 1 o de Marco.
As 10 horas e 6 minutos da tr le ~ As lo horas c 3o minutos la mauii.
M'&
. ...
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 5 do corren'e.
fTicio Ao Inspector da Thcsouraria da
Faaenda, para mandar abonar um mez de c5-
medorias dos Capitffes Jos Pereira Das, Car-
los Augusto de Oliveira, Manoel Lopes Tei-
xeira, e Jos Luiz de Farias ; aos Tenentes
Victoriano Josede Carvallio, e Marcolino 'o-
aquim l'erreira e Castro ; ao primeiro Tc-
nenle Antonio Elias Praxede, e ao Cirurgiao
Ajudante Jos Ser;io Fcrreira que seguem
pata a Provincia do Matan bao.
Dito Ao Administrador Fiscal interino
das obras publicas, para mandar por a des-
posico do Commandanlc das Armas tres c;l-
cetas sentenciados aos trahalhos pblicos a
fitn deserem dous empreados no servico da
Fortaleza do IJrum c um no Forte do Bu-
'raco.
JJilo AoCommandante das Armas com-
municar.do- Ibe a expedieco da ordetn su-
pra.
Dito Ao Chefe da Lc;io da Guarda Na-
cional de (jaranbunQ approvandu a entrega
que fea do Commando da mesma LegiSo ao
.'encole Coronel Chefe do terceiro Ratalbao
durante o seo impedimento como Membruda
Assemblea Legislativa Provincial.
UitoA Cmara Municipal doRccife,
para informara cerca do conlcudo no officio
que se lbc remelle do primeiro Secretario da
Assemblea Legislativa Provincial.
Lulo do Secretario da Provincia ao da
Assemblea Legislativa Provincial enviando-
lbc de ordeui da Presidencia para ser pr-
senle a mesma Assemblea una renresentacao
do Cabido la S deOlindn, pedindo que se-
a,) prvidas as Cadeiras vagos d'aquella Ca-
tbedial.
dem do dia G.
Officio Ao Commandante das Armas, sig-
nilicaiulo-llic, que Bltendendo a Presidencia
au que Ibe representarlo o segundo Cadete do
terceiro Batabo' de Ariilbcria Florencio da
Costa e Oliveira e o soldado do mesmo Ba-
lalbo Joaquim Jos dos Sanios Aianjo c
leudo em vista a sua informa?o Ibes conre-
deolicenca para Irequentatem a Kscolla Mi-
litar.
Dito Ao Administrador do Correio sig-
nificando-Ule que deferindo a Presidencia o
reipierimeiito que Ibes uerao os Postilboes da
Adminislracao do Correio Ibe ordena que
de ora cm dianle augmente os salarios dos
jnesinos Foslilbes com mais 4o ri''s diarios
110 lempo de verlo, e 80 reis rio de invern ,
para ndemnisaco das despesus que fasem
com as passagens dos Ros.
Dito Ao Inspector da Tbezouraria da
Fazenda conimunicando-lbe o conleudo no
precedente ollicio.
JJilo Ao Coronel Chefe da Legiao da
Cuatda Nacional de Olinda, para ordenar
que urna Guarda de boina do primeiro la
tulbao acampanhe no dia 12 do crtente a
noile a Imagem do Senhor dos Passos para
a S, e q' no dia immedialo lodo o Balalboa-
companhe a Procissodo Mesmo Senhor.
Dilo Ao.Exm. e Rui. Rispo Deocesano,
Provedor da rman.lade do Senhor dos Pas-
bjs de Olinda communicando-lbe o conteu-
do no precedente ollicio.
dem do dia 7.
Ollicio^-- Ao Inspector da Tbezouraria da
Farenda, significando-Ibe que representando
o administrador da Mesa do Consulado a ne-
cesidade q' tem d'um armazcm em q* se possa
baldear pesar e depositar as sacas de algodao
e caixasdeassucar em que se tiver descobcr-
lo falsiicaces, a fim de que se possa cum-
prir as desposices dos arligos 4oe 200 do Re-
gulamento daquclla Repatticiio llie ordena
que faca alugar um armazem com sufficien-
te capacidade fornecendo-o dos objeetos pre-
cisos para o exame indicado.
Dito Ao Administrador da Mesa do Con-
sulado, communicaudo-lbcoconlcudo no pre-
cedente officio.
DitoAo Inspector da Thcsouraria das
Rendas Provinciaes significando-lhe, quea-
chandose organisado com a precisa claresa e
methodo o resumo Geral dos Ralancos e or-
camentos da Receita e despesa das Cmaras
Municipaes desta Provincia, de que f)i in-
cumbido por ordem verbal da Presidencia a
fim de ser apresentado a Assemblea Legisla-
tiva Provincial ; de mofo que comfacilidado
se podesse conhcccr o tolal das rendas e gastos
das mesmas Cmaras as fontes d'onde pro-
vem as primeiras e os motivos que occasio-
narao as segundas ; nao pode a mesma Presi-
dencia deixar de louva-lo pelo modo porque
Ofganisou dito resumo, facilitando d'est'arle os
trabalhoi da referida Assemblea relacliva-
|mente a coneccSo da Lei do Orcamenlo
Municipal paraofucturo auno financeiro.
Dilo Ao Inspector do Arsenal de Mari-
nha opprovando a proposta qu (ex em ofi-
cio de ag do mez prximo passado de 4 Em-
preados para o Hospital lo Marinha com a
designadlo de Administrador, Enfermeiro,
Cosinheiro, e Servente vencendo diaria-
mente os dous primeiros Goo reis o terceiro
.'iuo reis, e fro reis o u I limo.
Dilo Ao Inspector da Tbezouraria das
Rends Provinciaes communicando-lbe o
COnteudo no precedente officio
Dilo Do Secretario da Provincia ao da
Assemblea Legislativa Provincial enviando-
Ihc dordem da Presidencia 6 ollicios das
Cmaras Municipaes acompanhando os seus
Despectivos lialancos e orcimcnlos a fim de
serem presentes a mesma Assemblea com. as
observaces seguintes : primeira, que para
completar esta rcmessa fallao gmente as coa-
las da (.'amara Municipal de Floros, que an-
da as i5o envin ; segunda (pie ios Ralancos
das Cmaras de Nazaretb Rio Formoso e
Roa-vista nao vao incorporados os documen-
tos comprobatorios da despeza por os nao
terem remeltido as mesmas Cmaras mas
que a Presidencia os tem exigido e srao
trasmetlidos logo que se receberem ; e ter-
ceira que no Resumo que a Presidencia man-
dn faser no orc.amc.nto apresentado com o seo
1 Rclatorio artigo Cmaras-- nao se achao
concluidas =s addicoes pertencentes s C-
maras do Cabo e Pao do Albo por terem
enviado as saas cotilas posteriormente.
Diversas Repartigoens
alfandega das fazendas.
EDITAL.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Ca-
margo, inspector d Alfandega, faz saber que
no dia i/\ do do crrente se hade arrematar
em hasta Publica e na porta da mesma ao
meio dia hum fardo com caixinlns de nha
aprehendido pelo Guarda Joao Baptista d \-
raujo avallado em 1 s'aoo rs.
Alfandega 9 de Marco de 18'fo
Vicente Thomaz l'ires de Figueiredo Camargo
MEZA DO CONSULADO.
A Pauta he a mesma do N. 53.
Ensaio da rcgcneraio Poltica na Turqua
A Porta acaba de tentar um ensaio de rn-
gencracao poltica pela promulgacao de urna
verdadeiracarta queosultao outorga a todos
os subditos de seo imperio. A ceremonia da
leitura do halli-shcrif foi das mais pomposas.
Es aqu os pormenores que transcrevemos do
Journal dos Debates.
" Sabia-se no publico que o ministerio se
oceunaya desde algum tempo de huma lei
fundamental, que sua alteza teneiouava ou-
torgar a seus povos ; porem ninguem conhe-
cia quacs scriao as principaes bates Cornludo,
em fins de Outubro depois de hum conse-
lho extraordinario que teve lugar na sublime
Porta e ao qual haviao sido convocados to-
dos os membros do divn, oCheik-ul-Islim
e os principies ulemas comccoit-se a fal-
lar mais claramente dos projectos re-
generadores do grao-senhor, e a curiosidade
publica foi vivamente estimulada. No dia
seguiute hum novtL ronselho extraordinario
anl 1 se reuni naT'orta debaixo da presi-
dencia de S. A. o Sadrazam e aii foi de-
cidido que a ceremonia da promulgacio da
nova le teria lugar com toda a solemnidadc
possivel, no domingo seguinle 3 de novem-
bro.
" Com effeito, no dia determinado, todos
as pessoas pie na vespera linhao recebido car-
tas de convite para presenciaren! esta im-
portante ceremonia dirigiram-se desde 8
horas da manda vasta planicie de Gulhan,
junio aos jaidins de Top-Kapon onde se
sentarlo debaixo de numerosas leudas cons-
truidas para csse fim dous dias antes por or-
dem de sua alteza.
" Na hora marcada os representantes das
potencias amigas, residentes em Constanli-
nopla chegarao successivamente acompa-
n hados dos respectivos secretarios de lega-
cao e dos primeiros drogmas em magnificas
carruagens que o governo pozera sua dis-
posico. O interprete cm chefe do divn, Ali
Kffendi ; o director do Monitor ottomano ,
Savet-Effendi; c o traductor cm chefe da
Porla, haviao sido incumbidos de receber com
as formalidades do estylo os membros do corpo
diplomtico o os conduziro ao quarlo que
lfics havia sido preparado no pavilho impe-
rial.
'* Junto aos embaixadores, em hum
quarto separado estava o principe de Join-
ville.
' Enlre os convidados nolavao-seos patri-
adlas das tres religies grega armenia ca-
iholica e armenia, scbftmalica, o gro-rab-
bino huma numerosa depulacao dossarafs,
banqueiros catholiecs e armenianos, eoulra
das dilTcrentes corporaces ou esnaf. Nota-
vao-se tambemos directores dasadministra-
c"es, e lodos os officiaes das diversas
crelarias, ; frente de todos os seus subalter-
nos
*' No meio da planicie os principaes
membros do corpo dos ulemas cstavao orde-
nados cada hum segiindo o scu titulo ediff-
oidade, easeulado, poreur em outra liaba,
se achava o schck-ul-islam, e os aele gene-
raes de primeira ordem do imperio.
" Alguns balalhoes das diversas armas ,
de bella apparencia, e poslados em certa dis-
tancia (ormavao hum grande quadrado
M Tres vivas enthusiasticos para a conser-
vac&o da vida lo Sulllo annunciarao sua
cliegad.i. O grao-visir se chegou a elle, 6
recebeo de suas maos, feichado em hura sac-
ro de silim encarnado o halli-sheriT. para
cuja leitura tnha lugar t.io extraordinaria
solemnidade. Khosrcw fez huma profunda
reverencia ao p da tribuna beijott com o
devido respeito a ordem aulhographa de seu
soberano e depois S. A. remelteo a Reschid
Pacha ministro dos negocios estrangeiros ,
o rescrito imperial S. Ex. tambem o beiiou
com as mesmas demonstracoes de rcspeito,subio
os altos degraos da Tribuna abri o sacro do
seda tornon a beijar o papel que sen sobe-
rano bava tocado, oleo, em turco em al-
ta c distinta vo*, a peca cuja traduce lo em
francez foi immedial imente distribuida a 10 lo
o corpo diplomtico
il inda a leitura novos vivas romperlo
por toda a parte eo batti-slteriff, remet-
tido ao gran-visir pelo ministro dos nogocios
estrangeiros, foi restituido ao sulto
' O Donad j i, ancio veneravel, membro
do corpo dos ulemas incumbido de pronun-
ciar as preces publicas as grandes solemnida-
des dirigio-so para a tribuna onde fez e:n
alta voz huma tonga oracSo no meio do re-
colhiincnlo de lodos os ouvintes que por
varias vezes se prosternarlo. Cumpndo este
dever religioso rebntaro numerosas sal-
vas deartilheria e novoseestrondosos vivas
accompanbrio a partida do sullao Abdul-
Medjie ; e ao mesmo tempo, na ara desle
circo improvisado no meio do paco imperial,
derramava-se o satigue de numerosos carnei-
ros, victimas offerecidas em holocausto, como
nos dias da anliguidade.
" As principaese mais notareis passagens
do haltisherifl', lido na reunio que leve lu-
gar em Gulhan: soas seguintes:
" Depositando toda a conGanca na protec-
codo Omnipotente e apiada na inlercessd
do nosso propbeta, tugamos conveniente
procurar por novas instiluicoea hilar as pro-
vincias do imperio ottomano do beneficio de
huma boa administrado.
' Estas instituicoes deven principalmen-
te ter por objeetos tres pontos, a saber r 1.
as garantas que asseguraou nossos subditos a
vida a honra e a fortuna 5 a. hum modo
regular de assentar e perceber os impostos ;
i. hum systema igualmente regular para o
recrutamento e a duraco do servico militar.
" E, com e fie i lo nao sao vida 9 a hon-
ra os bens mais preciosos que ha ? que ho-
mem bemque seu carcter repugne vio-
lencia poder deixar de laucar rao desto
meio para fazer prejuizo ao governo e ao
paiz se sua vida e honra correrem perigo.
Se, pelo contrario gozara esle respeito do
perfeita segundada, nao se desviar do a-
mndio de lealdade e todos os seus actos con-
concorrer ao bem do governo e de seus ti-
maos.
44 A naobaver seguranca de propriedade,
todos B ao butoj :; vos do priucipfl c da pa-
tria ; ninguem se interessa pelos progreatoa
da fortuna publica por ser preocupado dos
proprios cuidados. Pelo contraro o cidadao
que possuc KW receto, zeloso para seos neg-


DIARIO DE
PERNAMRUCO

nwig-tt*
rios de que procura a lardar o circulo a-
fm de estender o de scus pozos, senle aug-
mentar cada dia mais ein seu roraco o amor
da patiia a dedicaco ao principe e ao paiz.
" Quanto ao assento recular e fixo dos im-
postas, lie muito importante recular esta ma-
teria porque o estado que para a defensa
do seu territorio v-se obligado a fazer va-
rias despezas nao pode obter odinheiro ne-
cessario para seus exercitos e outros servicos .
seno por meio das contribuicoes que impe
a s*us subditos Anda que Dos seja lou-
vado os subditos do nosso imperio estej&*0
desde algum lempo livres do flagello dos mo*-
nopolios outi'or considerado sem razo al-
gtrma como huma fonle de reddilo com Indo,
hura uso funesto ainda subsiste embora nao
possa produz.it seno resultados desastrosos :
queremos fallar das concesses venaes cotille-
adas pelo nonre de iltizam. fs'esle systema ,
a administradlo civil e finanecira de huma
localidade est entregue ao arbitrio de bum
s homca, isto be, as vezes mo de ferro
das mais violentas paixes.
* He pois necessario que d ora em diante
cada roembro da sociedade ottomana seja su-
jeito a buma quantidade de .'imposto determi-
nado em razo de sua fortuna e de snas fa-
culdades e que nada mais se possa exigir
delle. He tamben) preciso que leis especia-
es fixem e limitan as despegas dos nossos ex-
ercitos de trra c de mu.
"Supposto como j.' o dissemos, a defen-
sa do paiz seja (couza de milita importancia .
edeva cada familia forneccr soldados para es-
te im comludo, he miste? que baja leis que
icgulem o .contingente q' dever forneccer cu-
da localidade segundo as preiises do mo-
mento eque reduzo uqualroou emeo an-
uos a duraco do servieo militar. Assim o
exigem do paiz e a prosperidade da agricul-
tura e da industria,
" Em summa sem as diversas leis cuja
necessidade acabamos de demonstrar nao lia
para o imperio nem forca nem riqueza ,
nem socego nem felicidade ; ludo com ellas
te pode esperar.
* Por isso d'ora em diante todo o reo se-
r jul^ado publicamente conforme a nossa
lei dvina depois de suficiente informaco e
exame ; e em quanto nao houver julga-
rr.ento regular ninguem poder secreta ou
publicamente matar huma pessoa pelo veneno
ou por oulro qualquer supplicio
** Nao be permitlido allentar honra de
pessoa alguma.
Cada qual possuir Bas propriedades ,
sejao quaes iorem e dispon! deltas 'cota toda
a liberdade sem que ninguem o possa im-
pedir. Por consequencia os berdeiros inno-
centes de bum condemnado nao lero privados
.los scus direiles legaes e os b( ns do con-
demnado au nero confiscados.
" Estas, concessoes se estendem a todos os
nossos subditos; a qualquer religio ou ceita
que pertcnco gozaro dellas sem xcepeo.
Huma seguranea perfeita be pois concedida
por nos aos habitantes do imperio quanlo
asna vida, honra e fortuna como o exige
o texto sagrado de nossa lei.
" Quanto aos utios pontos como devem
ser regulados pelo concurso de Opinics escla-
recidas o nosso conseibo de juslica (augmen-
tado dequanlos memhros forem precisos)-,
ao qual se reunirO em certos dias que de-
terminaremos os nessos ministros e os gran-
des do impeli ajunlar-se-ha para facer leis
regularoentaies ?.- lie a seguranza da vida e da
fortuna e sobre os imposlos,
'* Cada uni, nestae asserableas expor l-
vrcmenle suas ideias e dar sua opinio
," As leis quedizem respeito rtgularisa-
cao do serv-, o militar sero debatidas no con-
selho militar que se ai untar no palacio do
Seraskicr.
" Logo que huma lei for discutida, para
ser valida ella nos ser aprrsenlada ; ador-
na-I'-hemos com a aossa sancro que es-
cre* eremos por i roa ioai a nossa mo imperial.
*' i. orno as prsenles instituices nao tem
por objecto seuao fazei reflorecer a religo o
r
o trafico dos favores e empregos que a lei' promulgadas com tanta severidade em seos
divina reprova eque he huma das princi-
paes causas de decadencia do imperio.')
" As disposicoens cima mencionadas .
sendo huma alteracaoe reforma completa dos
antigos costumes este rescripto ser publica-
do em Constantinoph e em todos os lugares
de nosso imperio e devera ser commnicado
oliicialmcnte a todos os embaxadores das po-
tencias amigas residentes erh Constantinopla ,
para seren testcmunlias da outorgagaO dessas
instituices que queira Dos durar
para todo sempre.
" Dos nos guarde a todos muitos annos.
" Acuelles que violaren) as presentes ins-
litucdes sejao o objecto da maldieo divina,
e privados para sempre de toda a surte de fe-
licrdade. *
A declaracaode Guiar lie sem duvida,
hum acontecimento curioso e importante, Es-
la procbmaco solemne dos principios ipie
s podem salvar o imperio otlomauo ,
faz lionra ao joven sullito e a seu mi-
nisterio ; faz honra a Reschid-Paclia a cu-
jos conselhos be em grande parle devida.
Elle conhece perfcitimentc os males di Tur-
qua ; e leudo -visto e esludado a Europa ,
sabe tambem porque maneira esses males se
podem remediar.
( Do Dispertados )
Snrs, Redactores,.i no sen Diario n. 44
bum aiiiinncio do Sur Joaquim fWanoel de
Castro, como I rocurador dos coherdeiros
deste Predio aonde moro. Se elle fosse li-
do s por pessoas sensatas que tem critica ,
cu me pouparia ao nojo que me faz responder! menlos
discretos annuncios omeeiro, e mais que
meeiro ou alguem por elle cujo direito ,
e puder nao dependem da vontado de oulro ,
o que querer fazer tambem ? Nao me encine
ser violento; porque a miulia idade he de
prudencia e rellexoes que par isso o rcnho
agoeutado tanto ; porque pelo direito da for-
ca o posso intaipar to bem aqui dentro com
as suas coiislituintes feixar.do-lhe o porlo
da ra. Se Vm. tem ciume de ver oulro a-
3ui, que Ibe possa fazer sombra escurecen-
o a luz do seo zelo de Procurador se quer
ser s o galo desle terreiro se quer governar
soeste castel lo de Martinas Birimbello, com-
pre-me o que me tocar : nao Ihe Callao ami-
gos (|ue lhe empresten) dinheirO a premio ,
o livrar as suas consliluintes de morrer en-
gastadas commigo que sou agora espinha de
S Braz para ellas depois da mortc da Testa-
dora ; porque em sua vida cu era o Benja-
mn da'casa por me estarem desfrutando,
cujo proveito era mais dellas e por nao ha-
ver taobem quem alicasse. Nao se di ao tra-
balbo de responder-me j porque eu serei mu-
do sendome de bastante consolaco ver que o
Publico tem conhecido a sua paixao : loquela
tua manifestum te fcil. Fico rogando a (piem
o pode fazer que lhe mude este genio a-
fim de Vm. penear melhor Amen, L5oa-vis-
ta a8 de Pevereiro de iB4o.
Ignacio Al ves da Silva Sanios.
Par/s iR de Oulubrode 18.^9.
Illm. Sr. Redactor.
Peco-lhe o obsequio de transcrever a carta
inclusa no prximo numero da sua muito esti-
mada folha de cujo favor anlecipo-lhc os
meus agradecimentos.
Accile Scuhor Redactor rrteus compri-
bos seos destemperos Calando com adecencia
do meo costume ; porque bem eslao conbe-
cendo que este annuncio Coi concebido no mes-
mo espirito do oulro do anno p p com que os
leitores se divertirao, [>or dizer que havia de
eixar o porlno da mar quando eu n.'i quali-
dade de Testam nunciei arrendar a olaiia em hasta publica.
Mas
De V. S. Patricio afectuoso Ven eC.
Antonio Machado Dias Jnior.
eclypsar-me neste canto da Toscana: escollan-
do precisamente a deserta cidade de Pisa pa-
ra nelia passar no resto da minha carreira a
vida econmica de Estudanle. Deixo a julgar
a V. S. as refiexes que vim fazendo em cami-
nho. Nao b filosofa que possa preservar-nos
do desgosto causado pelas penas que nao mere-
cemos e com rasao di/.ia o nosso Cames,
morto como se sabe, em um hospital de
Lisboa -
Que a pena que com causa se padece
A causa tira o seuti ment del la ,
Mas mu i lo dc a que se nao merece.
Ainda hontem me via no pinculo das hon-
ras que me haviam grangeado tantos-servicos ,
tanto zelo e amor pelo meu Paiz bomens que
no devem senao a mim mesmo, pois nada re-
cebi ou berdei de meus A vos, que podesse a-
plinar a minha carreira. Hojeporem, e sem
ler um s momento delinquido vejo desap-
parecer o fructo de tantas l'adigas e depois de
ao annos de servicos sou laneado ao ultimo de-
grao da escad social onde se enconlra a mi-
seria c o que ainda peior, o ridiculo!
Bein dizia Juvenal -
Nihil babel infeli.x paupertas durius in se
Qumquod ridiculos homines facit.
O ridiculo ainda em cima da miseria .... tal
a recompensa que lecebo do Hra/.il, lal o
objecto de emulaco para os vindouros. Do-
cumentum posleris !
V. S parece que j previa esle resultado,
quando me diz na sua Carta que na nossa ca-
ra Patria o mrito e os servicos feitos a Nacao
sao olluscados pela negra calumnia dos ambi-
ciosos. Eu nao desejo tancar um tal anathe-
ma contra o Brasil inteiro e estou tambem
muito alheio do orgulho pedantesco daquelles
que se consideram personagens de importan-
cia, e julgam que quacs Scipies modernos
todos devem exalta 1-os at o Capitolio. Re-
condeno perfeitamente a minha pequenez e
por meio della que eu tenlio procurado sem-
pre mostrar aos Eslrangeiros a grandeza do
Brasil. Mas b em todas as cousas uro meio
termo e si naolenho a honra de ser um A,-
rislides, um 1 hemislocles um Epaminondas:
como
ha muita gente
nueouve
Jllm. Sr. Antonio \fachado Dias.
Pisa 8 de Setembro de 18 'p.
Tive hontem a satislacao de feceber pelo si com Scrates nao posso ter oulra analo Correio de Roma a carta que V. S. para ali senao a dos desgostos pblicos e domsticos
me dirigi em 8 do corret donando-se pe- comludo nao se segu que tenba sido absoluta-
efal- dir-mc noticias minhas. menle inulil ao meu Paiz e Soriedade e in-
la como napagaio, para esla classe de gente' F.scusado declarar a V. S. quanto meto- digno da benevolencia doCovirno, sea elle
he que eu respondo. Sendo eu meeiro <>m con esle leslemunho da sua amisade. Lemi- <|ual for. que ora preside o Brasil- Sos'
toda fatenda alem de huma parte da terca, to-mca ccrtificar-lhe que si V. S. nao da- quoque gens sumus dizia Corre/'io etal
e credor tambem do caza I claro est.'i que quelles por qnem a ausencia tem o poder da qual son dcscnipcnhei no momentos dirliceis
nao f tenl ot'uas partes, orno maisdeduas! morte en tambem nao quero ser contado no os deveres de bom Patriota quando muitos dos
parles a respeito de cada hum dclles que sao. numero dos que se banha anas vezes no Le- nossos novos Catoens nem se quer tiniram a
, pelos quaes se vai devidir a oulra amela- i thes para melhor deslembrarem os antigos a- idade de revestir a tunic** viril. Perdoe-mc
de com as Hez partes da mencionada terca ; e! mi^os logo que delles nao dependem ou V. S. de fallar assim de mim ; mas sinto urna
nesle sentido fot que eu fallei posto que nao' nada esperam. Ao mesmo tempo que no meu consolacao em lembrar-me que tal q-ul sou
julgasse precizo explicar-me tanto o que a-j retiro marco com desgoslo mas sem espanto sou be pagar o devido tributo a miuba Patria
gora fdco : est satisfeito Snr. Procurador ?i o esquecimento de muilos dos meus chamados quando ella sacudi o jugo Colonial e ajuda-
Annunciar a venda da parte que ten lio ou amigos vejo com appluso e mesmo com da por todos os seus briosos tiiuos to'mou o lo-
sejao duas ou nao sejao, oque he questao desvanecimento que estou sempre na boa par soberano e livre em que hojea vemos. Nao
memoria de V. S. para quem uo vale o pro- sao smenle as proezas militares que fundam
verbio- Hors de vue hors de puvenir Si esleuden), ou salvam as Nacoens e no tem-
no houvessem no mundo taes contrastes se- poem que vivemos que pode verdadeira-
iredio, sem "ver p'n- ra sem brilho a virlude e eu agradeo-lbe mente dizer-se Cedant armas topa;. E
e nao com prava par- vivamente a constancia de scus sentiinentos quando eu no tivesse feito oulro servieo si
e o n. 1
10. obrigamo-nos
Para
g jvi i no a nacao
a 1 ida fazer que Ihes seja coi...-"rio.
eguranca r!e n< i: tnne promessa quere-
mos depois di d< po dadas na sala ia o maulo jloiii no(do j rpneta en: presen-
cade tos os u lemas e dos grandes (io impe-
l, jurar pelo ooine de Dos e fazer jurar
ao depois os ulemas e os grandes do Imperio.
'* I- cito isso lodo o n.tnibi o dos ulemas, ou
grande do imperio ou qualquer oulra pes-
soa que violar essas iuslitiiicuens, iucoirer ,
sem i|ue se atienda iltisse consiuWaco cu
endito de jK-Sjoa alguma, i.a penfc(onespon-
denie a eu dcic o iegaiiiiCiiU |>o *J Huma Itisfvea ser deczetada contra atreva a Uausgtedil as suasiirevogavcis Leis, [
de nme nao li veuder logo \ e nem sei co-
mo o Snr. Procurador, sendo lab sabixo*,
pode conceber (ue baja gente tao estpida que
quizesse ajustar bum |
meiro os ttulos ; porque
tes comprava o valor que o vendedor" ti-
vesse. E que tilulos poderia eu mostrar a
nao ser o formal departilhas, a que se est
procedendo ? Logo pira que nquefle annun-
cio-, a nao ser o gosto que elle tem de mor-
der-me ? Mas elle ignoia, que he delle que
se murmura pela paixo que lhe esto co-
nhecendo no seu modo de fallar. Note-se
quanto este Snr. he contraditorio ; porque
quando trata dos arvoredos frutiferos diz ,
que s v moricocas quem tem ho* vista,
querendo comjiaralos com ellas, sem lembrar-
se (|ue elle mesmo querendo espixar a muir-
te) lo o valor deste predio, requereo ao Snr.
Juiz para se avaliar separadamente o pingui-
nlio de terreno com as suas plantas cujo va-
lor ja eslava comprebendido n'avaliaco das
duas caz8 e olaria a quem servia e serve de
quintal agora porem que pertedo vender ,
ou permutar para que nao me vendo mais
aqu se esqueca de mim ja muda de lin-
goagem a respeito das arvores, s a im de des-
fazer e desanimar ao comprador. Ora
bravos \ iva a coherencia do homem E que
plantasserio essaa de que elle fez menco ?
Seria um p de Jasmineiro e oulro de Es-
prradeira ? 11 orla lira aqui nao ha a que
lhe podesse dar o nome de plantas, como bem
vecm todos que aqui 1 ni rao : logo Em
quanlo corlar a commuicaco pela mar sao
graiinbasde Ouinquim a que jaest costu-
mado Snr. Castro cure-se desta mana ;
porque se Vm. com hum poder tao fraco que
tem por duiars em quanto quercm as suas
consliluintes pois que nada he mais mal
. senao
paracomigo, que o meu coraeao tanto lolga o de assisler por tres annos ao Immorlal Pa-
de retribuir-lbe. A esla hora lera V. S. re- triarcha da nossa Independencia 5 quando
cebido a carta que d aqui tambem lhe escrevi,
sollicitando as suas noticias e que foi cruzar-
se com a sua erh camiuho podendo assim V.
S. reeonhecer que os nossos pensamentos se i-
dentificava, como acontece a dois amantes
ausentes q' a urna hora dada fita os ollios com
complacencia e saudade no luminoso Astro da
noite. Nadita Carla informe) a V S. que a
pezar do desejo que eu tinba de continuar a
habitar Roma essa Cidade da minha predi-
leceo; julgueidever deixal-a oque i/. co-
mo Jugurlha com o coracilo cerrado de dor.
Palto de ordenados o de quasquer ouiros
supprimritos tanto do Governo Brasireiro,
como de meus proprios parentes, e devedores ,
era-me impossivel conservar-me decentemen-
te com meus ilhos em urna Capital ondej
represenlei duas vezes a Nacao Brasileira e
onde sou ventajosamente conbecido. Em quan-
lo Iisongeei-me que receberia do Governo j
nao digo um novo Logar Diplomtico pois
talvez o nao mereca ; mas sim urna Pcnso ali-
mentaria proporcionada a perlo de vinle an-
nos de servicos, Oz os maiores sacri litios para
nao abandonar o asylo q' cu havia escolhido, e
sobretudo a educaco de meus dois ilhos. Mas
La vendo-se passado mais de um anno sem que
as minhas circunstancias melhorassem ; ha-
vendo mesmo sabido que urna mdica penso
q' me lora em fim concedida, na forma da Lei,
nao me seria paga seno no Rio de Janeiro ,
donde alias se sube que me arredam rasoes im-
periosas de familia ; nao tiveoutro remedo se
nao ceder forca do destino sem porem jul
gar-me vencido e acompanhado de meus fi-
Ihoi, j lo cedo ludibiioa da l'brtuna vim
eu
nao tivesse leito outra cousa seuao redimir o
manifest do Brasil s Nacoes Estrangeras,
e ser depois ainda assaz feliz para concorrer
com a minha collaboracao aos Tratados de Re-
conliecimenlo do Brasil por Portugal, Ingla-
terra e Franca, islo pelas principaes Na-
coeng de quem dependamos parece-me oue
nao devia esperar ser mais tarde laneado
margen e abandonado sem molivo na Terra
l.sliangeira. Eu enlo nao pensava como V.
S. agora pensa e lodo entregue ao servieo do
meu Paiz sem cuidar nos meus iiileresses in-
dividuad julgava que nao se passariam mui-
los anuos sem que meus servicos masera total-
mente esquecidos V. S. tem raso e si Jos
Bonifacio, elle mesmo, eslivesse agora fura
do Imperio cheio de annos e de enfermida-
des, si elle nao livesse relaces com os dolos
do dia si toda a sua proteceo consislisse no
seu Ilustre nome quem pode duvidar vis-
la do que se passa que Jos Bonifacio cstende-
ria tambem boje a mo qual novo Kelisario ,
implorando dos passantes o bolo de proscri-
pto r1 E' verdade que a sua alma era assaz
nobre para pedir urna esmola na Terra Estran-
geira, aecusando assim a ingratido do Paiz
em que nascra e felizmente para elle a sua
grande alma repousa j as rtegioes Ellic-
reas inaccessiveis s miserias humanas.
V. S. falla da calumnia de vis ambiciosos,
e parece altribuir a ella, a ingratido do Go-
verno para comigo. A ingenuidade do seu
cora?o nao pod conceber como um Governo
pode KM um motivo qualquer cobrir-M de no-
doa abandonndoos mais disliuclos servido-
resds Naeo e obrando ussim tambem coulr



D A II O DE
P E R N A M SUCO
3
!
oseu proprio nteresse. A este respeito direi
tambem a V, S cora franqueza os meus senti-
menlos. Nao h duvida que a Calumnia a
qual em ludas as epochas nao tem poupado ho-
mens mais benemritos ainda do que cu jul-
gou dever tambera enroscar-se no meu corpo
quandneuera Minislroem Paril e nao quiz
deixar-mc acabar a niinba carreira sem picar-
me com a sua lingoa viperin.1. Oxal assim
nao fra pois cu nio teriade lastimar o esia-
do a que tem chegado a actual Sociedade Bra-
sileira A diflamaco urna das pragas prin-
cipaes da nossa epocba que se diz to civilisa-
da. Os Torres e Magalhaes se envergonha-
ro de furlar a algucm um sold mas nao le-
ro escrpulo de procurar roubnr-lbe o que
elle tem de mais precioso a boma. Parece
que como se nao se enriquece sempre difa-
mando se pode dillamar sen vergonha nem
escrpulo. Comtudo que males nao pruduz a
calumnia Quando ella nao ciueiiua ennegre-
ce como o carvo e bem dizia Ueaumarchais
u Calomuiez calomniez; il en reslera lojours
quclque cbose Desgraciadamente eu sei o que
a calumnia e sem ser S. Vicente de Paula ,
contra o qual os Jansenistas lancaram um li-
bcllo atroz (L'avocat du diablea em que era
tratado a d'infame dlateur et denceradle
boute leu live tambem de ver as furias In-
fernaes jogando o meu crdito ea miidia hon-
ra Todava cu nao crcio, como V. S q' a ca-
lumnia seja a causa da ingralido com qu j son
agora tratado. Nao b um s homem emi-
nente no Brasil que nao tenba sido mais ou me-
nos garroteado pelos calumniadores. Ilodie
mibi eras tibi, e a calumnia para os bomens
que represenlam to inevitavel como a mor-
te. Si nao se dessem empregos seno quelles
que nao tem inimigos a nossa Adminislraio
estara vaga. Pelo contrario nos vemos des-
racadamente que se est to babiluado ac
i'mnia q' delia nao se faz caso e ainda direi
mais na nossa cara Patria ninguem foi dor-
rubado de seu pedestal por nao ser bomem de
beui. A corrupeo e a immoralidade tem
ehegado a um ponto culminante, c a nica
qualidade que est em favor a nica que lu-
do recommenda e ludo escusa a de ser
lioinem de partido. Quando se do partido
domiuanle est-se apto para lodos osempre-
gos ; quando se exaltado pelos Jornacs do
partido tem-se recebido o melbor Cerlilicado
de patriotismo. O Governo que be sempre
entre nos o resultado do triunfo de um partido
obra segundo a sua origcm ees(|ucce-se de
que elle representa a CSacao iulcira. Eis a
causa da especie de ostracismo ou de ilotismo
poltico a que estou agora coudemnado; c nao
pussojulgar que ella soja outra. Com etfeito
etl nunca live motivos para suppor que o Go-
verno (lava pezo as calumnias de i mocos que
em Pars se declararan! meus inimigos ape-
zar de serem hbilmente tecidas. JNenm re-
pente luil lurpijisimus comoj di/.ia o Poda
Lalio e nao era crivai que um bomem cuja
vida inleira linba sido isenta de indignidades
fosse no lim della escolber Paria e uin alio lo-
gar diplomtico para eulamcar-se nos vicios
mais crapulosos, iNo era por oulra parte cri-
ycI que eu livesse tido a babilidade desde
181I de esconder a mi 11 lia esto pide/, para
ser s descabella em Paris pelos autbores do
Libello. Por isso se rae deixou tranquillo e
V. 5. se lembrara que sdois anuos depois e
que eu perd o Logar de taris bavendo eu
mesmo pedido co;n instancia a miaba demis-
so. Nao duvido que o Governo estiunasse es-
ta demisso para poder sem violencia dar esse
Logar a algum protegido, mas a imparciali-
daue pede que eu Ihe faca ajustica de dizer
que as calumnias o nao forcaram a dimiltir-
me, Toda a queixa que justamente tenbo do
Governo Imperial pela maneira com que me
tem traelado depois Em logar de recompeu -
aar os meus ser vicos passados que cu de cur-
to nao bva abdicado em logar de mostrar
o menos aljuma altenco e benevolencia por
11 ni bomem que nao bavia feilo a sua lorluna
na carreira publica c que acabava de a deixar
voluntariamente com tanto desinteresse e no
meio das maiures provas de sympalbia dos seus
Compatriotas 1 tem-ine deixado inleiramente
em abandono; onnerado de familii e a
mais de a mil legoas dislanle da miaba patria.
Apezardeser a carreira diplomtica aquella
em que posso ainda preslar-me utilmente a
N'acao ; apezar dessa decantada falla d'homons
que se du haver no Brasil para cssa carreira ,
em que ao menos limbo a vanlagem de ser o
mais litigo o Governo tem deixado pastar
quasi dous BUHOS sem reinU'giar-me nova-
nenle nella ; nao obstante ter-me ja otterecido
de novo f,ura o Servico Publico. Alas slo nao
eludo, tem-se-me reduzulo mesmo ao ponto
de nao ler lucios alguna de subsistencia e em
paga dos meus passados servil os e da nianc-
xa dwiulcrt'badi t decorosa porque reuuacici
Fillio sou de pais bem sujos ,
Eu limpo nio sou tambem ;
Mas sem ser por m voutade ,
Todos ao coiro me vem.
Legaeo de Paris leii-se-me julgado nao
merecedor de cousa alguma e tem-se-me
posto em bau de l'Empire Islo nao
exaggeraco meu bom Amigo pois nem as
minbas re presen taces o Ministerio tem-se da-
de a pena de responder. Depois d um anuo
de espera nao ha duvida (|ue o Governo conce-
deo-me por penso a melado do ordenado
domeuanligo Logar d Conselheiro da Fa-
zcuda pensoens que s se do na forma da
Le quelles que nao pdem ser empregados $
mas esta mesma penso to mdica e lo legiti-
ma inviolaiel sagrada pela Lei, nao a ;u-
nbo recebido !
Que Dos faca feliz a minba Patria taes
sao os votos que Ihe dirijo desle retiro tanto
mais que ella nao pode ser responsavel
pelo egoismo e fraqneza d'alguns Mais quan-
do chamo a minba lembranca os anuaes de
outros Povos cujos Govcrnos tem tido os
mesmos defeilos quando considero que as
mesmas causas devem produzir os mesmos ef- Igreja de N. S. da Concelco tl<>i Militares ; e
lei tos. nao posso deixar de assuslar-me e en- os respectivos fTilhetes acha-se a venda no
trislecer-me, exclamando como PiliOh batrro do Recife em as lujas dos Sis Goncal-
my conntry, my connlry ves da Silva Cardoso A y res c \ ieira Cam-
Apesar da melancola que respira esta car- hisla 112 riri diCada e no Riirro do Santo
ta e de que nao se podem defender as almas Antonio, as dos Sis. Claudio v'outeii"0 na
mais lories e religiosas, nao presuma V. S. ra do Queimado e Teixeira Bastas na ra
que o descorocoamenlo se tem apoderado da do Crespo.
minba. Jamis desespere! de coiua alguma, j -------->---------
Outra olaria de coser leMias
no uii'smo lo-
gar cun:7 |>iliu isd frente 8 '> de fundor
. v.Ji.uia em 1 ooU 1 .- Oulra olaria d cozer
Resposta a Charada do Diario n. Sdehon-
tem.
V^a consultar quem nao sabe,
Ca eu penetro a charada :
D Icite estando parida .
MOTta no talho picada.
LOTERA DO THEATRO,
As rodas da >.. Parte da 1. Loteria do The-
atro, ailad impreterivelmente no dia >S do
crrenle miv. de A] a reo no Consistorio da
i i i olios no mesmo locar com 6g palmos do
frente e i de tundo avallada em >:5oo'J
is -Urna morada de ctfsas lerrcas ho oaesra
logar com caznbat de senzallas e esiriU;-
ria avaliada em i:ooou rs.
. CjT Na pracinha do Livramenlo loj
Jas, que lido Sr Herculatio losada
-.; saber m .....
c] :...,,, le Carvalho, '.)> 50
Je Ca v albe u Gabri arvatl
ro ios. .. es do C Ah ln .
ludo insla.el ueste mu.ulo de um dia a
onlro as nossas circunstancias podem mudar, e
s os felizes do di.i (ue [>odem temer as
mudancas. Com razo disse-me V. S. na
sua carta de ) de Seleinbro passado que
a poz a [uocella ebega a serena clarid ule.
Conseli 11 de
1*01 tllg il
_ i nreei
ra-se ii < 1
1 :. . ui .
. I
." ..
'.:.... din-
1 .a.
imo d 1
m de -
arvoii 1
LOTARIV DA BOA-VISTA
O Tliezoureiro da botara a beneficia das
obras da Matriz da Boa-vista la seiente aos
amantes deste jo Lniretanto taco empregir o lempo mais u- ^reterivelmente no dia seis do prximo mez
tilmeule que posso, c si V. S. vier a Pisa aqu de Abril e os bilhetes aelio-se a venda nos
me achara no meio de alguns livros, q' sao a- lugares do costume.
migos constantes, e oceupado com a educa-
TIP'.ATRO.
Dia 11 do correte A nni versa rio
Imperial a Sen hora I). Januaria .
deS \.
Princeza
de |ii-: < 1 aqu II
l'i-.i (' tendocaza
prometli ndo 1 idaU ri
le predio ; ljenefn iar 1 r\
eaug 11 outro novo, ensortar larangeiras
e outras arvores de que te ba '. iut< prati 1 .
quem o ti ver dirija-se a ra da Roda D. ,
ou annuncie
Cma Seiihoia viuva propoem-se aen-
smar meninas a ler, escrever e contar,
tordarde linba, A,: seda, de oiro e de
piala fazer llores ,* ;tii aojos ; qiulquei
Pai de familia que deseo prestimo quizer-se
utilizar dirija-se a ra de Nugueira sobrad
I). 10 no 1. andar que achara ana quem da-
lar e eastoa por preco commod.
Aluga-seo S. andar da casada ra d,i
IVIoeda com bonscommodos : os pertendent
dirija5-se a aua do \ gario D. ia>
Quem annunciou quire comprar um
lerreno na ra da U;ria querendo um bom
no CoeUiocom 'dos os com modos p ira se
edificar um casi; dirija-sea Trempea fal-
lar eom Pudre Manuel rhomaz da Silva, ou
annuncie*
!) abaixo assignado aviza aosSrs* Pais
cao de meos (iliios, dc(|uem a necessidade me
obliga a ser o pedagogo. Haveado-se con-;
vocado nesla Cidade um Congresso Scientinco
(de que V. S. ter tido noticia pelos lornaes)
acabo tambem de ser admiltido nelle apesar
de nao merecer tamanba honrarla e de nem
mesmo poder dizer na minba actuai miseria
como aq nelle sabio gregrij cujo nome me es-
capa Omnia me cun porto. Ao menos se ,
ver um urasiteiro pela primeira vez em- o Hymno Nacional parante o Retrato de S. A. Idcilar os seu pidim iulbnnar-so !>
na Reuiiio similhaute e si o meu logar nao 1 i>.o lim do Klogio um 1 Joven BrasiUjira [ensiuo b adianlan ni meninos.--Ma-
for melbor occupudo nao por culpa minha. danzar a-Cavuxa. Represenlar-sa-ba a noel Adrianuo d AUuiquen
Peco a V. S. desculpa desla longa rapsodia, mui sublime Peca nova intitulada- A CO- .-- Uespaehao-se navios lu assa-
nas sao lo raras as occasies que tenbo de ROA HEREDITARIA ou um Rei de urna portes, eGuias deescr..... m presteza e
doGro Parahaver o saguinte Expectacu-. de familia quescadta com aula iberia da
to : epors de exeoulada a 1 Overtura com a Iprimciras letris na ra dn Jarm onia
belissima Sinfona A Festa da liosa Se- recebe dimla alguns alumnos p
:uir-se-ba um Drama anlogo eanlando-se | co de dous mil reis : os Snrs.' que quizerem
mas sao
conversar com um amigo do meu paz que
hora
na ra
e O Ministerio Venal Ser ornada hrevidade ludo poi preco com modo ;
aproveilei-me delia. Crea que sou eserei com tres vistas novas de excallente goslo. Esta'do Vigario ven da !>. ->:\.
sempre. grande peca versa sobre a-Ordem do dia I Preciza-se de arrendar um sitio na es-
Pe V. S. LU* be taires a melbor que tem sabido do Ar- \ irada dos Afflielos ('.: uz d Almas ou Arra-
cidvoTbealral. O Director a pe em Sccna al, que possa conler qualru vatcas Je leitC
Amigo e Compatriota obrigadissimo e C. c!
L Mouttiiiho
muilo alem das espciancas dos l'Apeeladures quem o tivcr annuncie ou dirija-se a ra
(Eslava reronhecida telo Cnsul Geral do em riqueza de Seenario, e vestuario elle es-
Brasil em Paris. I pora que esta primeira representico sirva de
! estimulo aos amantes da arle Dramtica, a to acha-se
Dire'rta paderiaD. 3i.
Na ra da roda caza lenca que tem so-
moraudo huma sen hora que
T ubi cacao ;i
Pedido.
que lo aplaudidas forao a Quarcsma passada.
Altcstamos e juramos aos Sanios Evange-
Ihos em como o Sur. Joaquim Nunes Eva-
risto, Pralico da Cosa viudo de Pernam- ',
buco no Paipiele de Vapor S. Sebaslio exer-
cendois suis funioes loi substituido no dia'
16de Janeiro de 1840 antes de entrar na
Avisos
versos.
CHARADA.
Mello medo ao assassino ) ..
Sou dos boiis a salvaco. ) '
Se queies saber quem sou )
Metida sou d'um botao, )
Cunde formaiem quanlo antes a Sociedade I marca roupa a 10 rs quaifdo miras m.u-
Tbealral para as Pecas Sacras ou Oratorias IcTo a o rs. os perteiidenlcsdinjo-se a mes-
ma caza queiendo se utilisarem do [ireslimo
Urna crioula solleira pro{)oe-se)i ser ama
di.' iodo servir.1 ; sendo de portas a dentro :
quem quizer dirija-se a ra du Rozarlo da.
Ru-i-vi-i;; casa defrontc da tic Joao hodrigues.
t&" Os Snrs Antonio Pereira dos Santos,
Luiz Antonio da Cuuha Joze Peretra Tei-
xeira Joze Pacheco Nt>gueira Joaquim Jo
zc Alvos Manteiio Miguel Joze Hibeiro ,
Mauocl Jias da Cosa \ ictorilio Jo/.e Correia
de S : nucirn dirgir-s ao Beco d^ Lingue-
a na venda de Joaipiim Joze Rabello para sh
Ibes entregar humas carias.
Cf" Deseja-se saber noticias do Sur. Jos
Francisco Goncalves natural da Freguesia de
Santa Marinba de Retorta comarca dd Mui
Rispado do Porto (Portugal) ; 4foga-se a
quum quer que do mesmo soober faca o
favor deannunciar pore^tj1 olha, oudiri-
vir-se .10 Recife na Padria 'du Senhor Bu-
rlo.
t&" O abaixo assignado fnis certo ao respei -
laicl Pe! lico, que neohum 1 pess ta contrete,
por quul quer modo ou forma, com iettg-u-
ro L'nncisco Corre .'-.Luz pelo que toan
aquantia de quatro uil quedabai-
. lo, > na mu n engenhy
P lo 1 su 1 ti sea Ma
ria de Barros, casada < o dito Fratecis a 1 por quanjlo o u ... m. nio e sua
mullier li ... 1 le anuo fi rid 1 Je
gao petos mei udiciacs ; o ; .a ue sl- na >
chamem .1 ignoraaicia faz presente an-
nuncie.
Joiode Andrade Lima.
tT Arronda-se una Olaria completa si-
tuada ew lerreno *de muitojioiB barro com
batan nv&o do tena para ter vacos de
a pas*i;'emda Magdalenas I
ra do Rio Capihai
: .j.
CJ- No dia i) de Fevereiro p. p desnp-
pareico um moleque creoulo de nome heno-
Barra da Cidade do Natal ( Provincia do Rio dicto de 14 anuos mais ou menos sem chapeo
Grande do Norte,) por Simfio Antonio Goo- elevou carniza e seroulu de algodo cornos
calves, Praticoda mesma Barra, o qual em- signaes seguintcs urna peina mcia loria,
mediatamente e por si s lomou o Comman- um signal de queunadura de logo peno do ollio
do ordenando as manobras neceasarius e fi-, esquerdo e a lingoa meia perra ; quem o
cando onerado com toda a responsabilidade. pegar leve-o a Cidade de Oliuda no V ara-
Km quanlo, pois, o dito Simao Antonio Gon-douro, sobrado u. 14-
calves diriga o mesmo Paquete, locou es-1 tT Roga-se ao Sr. l-elis de Cantalicia Fer-
ie no Recife so'rcndo logo um grave arrom- reir ou quem suas vezes fizer nesla praea ;
bamenlo que o impossibilitou de navegar nao queira dirigir-se a ra de Hortas casa terrea
concorrendo o Sur Joaquim iNunes Evaristo, | D. 8 a tratar negocio que mmto Ibe nteres-
nem directa ou indirelamente para a realiza- sa.
cao de tao funeste sinislro. I or ser o expos- z=T Quem precisar de unn ama de casa
lo, urna pura verdade o declaramos n'.sle ( para engomar e cozmbar, dnija-se a Pas-
papel, escripto por um e assignado por outros sagem mao esquerda 1
Cidade do Natal 1. de Fevereiro de |H4
O Passageiro-Antonio Feiicio de \ usconcellos
Joo Fernandes de lanos.
O Uacharel Formado-G>egorio de Tavares
Maciel da Cosa Passageiro.
Antonio Jorge DattUUr-D, rtl.
Saut Agostinho Luiz.
Antonio Joze Lopes Lamaccno, Racbarel For-
mado.
Raimundo JozcdeLima Bacbarel Formado.
U Passageiro-Joo Baplista Callado.
13" Por fxecuco de Joo Francisco dos
Sanios Siqucira boje 10 do concille a
poila do Dr Juiz de Diieilo da r. Varado ti-
\el se bao de arrematar Os bens penhorados por
o mesmo Siqueira. e outros credotvs, a Joa-
quim da Fonceca Soares de l igueiredo, e so
os seguiutes
Lina morada de cazas terreas de podra e cal
na Povoaco do Monleiro, com lerraco na
fenle, 60, palmos de frente, e i,6 de tun-
do avallada por venda em 5 000U rs.
- Oulra dil' de pedia eral com o CatX0 le-
vantado u altura do respaldo, no logar u> Cal-
deireiro com i4'- palmos de frente, e yi de
fundo avallada em 5i5ooU rs. Una olaria
rom fi.rno do COZOr ti julios sobre pilares cu-
bera de tcll.a no lagar do Monleiro, a mar-
gen do Capibaribe com o \ (lalmos de i
p h de
fu lid'
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DIARIO DE
PERNAMBCl'O
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3^ A pessoa que annunciou no diario de
7 do corrente do ler em sen poder um escrayo
que nao sabe dizer que he seu Snr. ^sendo
los extractos de frtelas peitoraes de substan-
cias antispasmodkas ou calmantes, conse-.]
guio elle formar uma pasta peiloralmui abra-
que se acbe rugido a quairo mezet de nome davel ao gosto a nual reuntndo todas as pro-
l.uiz naci mjange, idade de a J a i't ao- priedades do bofe de vitello acalma proniptis-
nos altara regular as entradas da tela simamente a rritacffo do peito f'acelila a-res-
vendaveis quinta feira ia do corrente, as
lo boras da manbu no seu arniazcm da ra
da Cruz.
C o ni p r a s *
fraudes poucauarba, queixo pontudo, meto
tullo pea pequeos os dedos immedalos
a os mitiimos mais pequeos levou forro no
pescoco eanisa de liada encarnada de man-
gas curias, seroula cuita di' algodo fugio
viudo em uma canoa decarregar agoa do roon-
leiro deixando a dita na camboa docajueiro,
que vuii para os affogados tendo estes signa-
es annunciesua morada,
S^f" Jos Se veri no Soa res de Avilar, re-
t, u-se para liba de S. Miguel a iratar di
ir; negocios.
piraran, aliranda as tosses violentas eraba-1 tF" Ouro e prata velha; quemlveran-
rassa e cura a tosse convulsa ( coqueluche ) I nuncie sua morada para ser procurada.
tw Hoje terca feira io do as i
Jiorasila larde na niaolreita do Rozario, na
porta <\o Dr. Juiz de I iselo da terecira vara,
se ha de arrematar -. ;> pares de su patos e
o uniros de cavallinho americano, e niaia
objeelos perteiicentei a os rcsl ,., -. bens que
i. r.io penliorados por tlive| sos credores ao ca-
sal de Joao Antonio t\.i Tliodade.
W Arreuda-seom boro sitio no Mangui-
nho com boa cusa de vi venda comcon
esssa penosa e militas vezes funesta doenca
das ciiaii' as.
Pode pois esta pasta deliaixo deste ponte de
visla ser coocideada como um verdadeiro es-
peciGeo: mas os maravilhosos e (Fe i tos que
li. producido e que Ibe lem dado um aco-
Ibimenlo geral imp5e a sen anctor o dever
de justificar or novo-, aperfeicoamenlos o fa-
vor publico, com que o lem honrado. A es-
n sempre. se enderessarao osseus esforcos
II successores at que a i4 de
Marco de 1838 un Alvar de perfecao con-
firmado por uma carta Regia, reconlicceo,
que o pasta peitoral do Sr. Uegeneliis isen-
la de toda a substancia opicea deveria ser
conciderada com um \erdadeiro doce peitoral
Alera dissofazerconhecer a npiuio dos cele-
bres Mdicos, que com seos honrosos leslc-
munbos apailaro de tal objeclotoda a espe-
e charlatanismo ede misterio beo mais
(K^ Taboas de pinho de di Eferentes tama-
itos e larguras emboca sejao servidas e
dous canleiroi que posso com duas pipas cada
um ludo para uma armaco de venda 5 na
rita do Queimado l). 5.
V e ii (l a s
dos suficientes para qnalqner familia, don ,, que se pode (azor a esta pasta.
excellenjes baixas para 1 ... com bastantes Vende-se no deposito em Pernambnro, pra-
arvoredosde fruclo las .-.-.. mbas 1 .0 boa
. agoade beber ti no i 1 irto de
embarque; na ra velha O. ..
Arrematad se rio basta publica no i!'.i
iodo corrente ( ultima praca ) a porta do Juiz
tle Di re (o da primeira vara, na ruada Au-
rora, pelas 4 horas da tarde ;:s propriedades
seguintes perlencentes ao casal do fallecido
Antonio Marques da Cosa Soare* ; uma casa
: Fa Independencia loja do Sr. Justino Meroz.
." Tiburcio Germano Carneiro Vfonteiro,
retira-se para a provincia do Cear
F" Precisa-se de >00,000 a juros de dous
por cento ao mez por lempo de um anuo ,
com hypotheraem um escra vo; quem quiser
da innuncie.
SS" Arrenda-se um sitio perto da praca,
que se possaem pregar nelle os serviros de (i
i um andar na ra da Cadeia do Recile n. i5 escravos; quem t. ver din ja-ge a ra estrella
urna dita oedito com frente para a iva do do Horario D. Jo no primeiro andar.
.ncantumeut0 una dita de don, andares de- ; cr Quem precisar de um administra
gomma alguma couza, e he de muito bons
costumes dous prctos mocos muito robus-
tos c ptimos para todo o servico, e um mo-
lato ptimo ollicial de sapatero ; na ra de
agoas verdes casa terrea I). 37
tu- Uma negra de nacao baca de idade de
14 annos ; na ra do rangel D. 5.
3" Bichas pretas do l'orto e sement?
de orlalice ; na praca da boa vista D. 16.
^Cj" Compendios de rilhmclica, geometra,
tignomtria, e algebra, repertorio do -i.
tomo de Cuuba Mallos; na ruado Cabup;>
loja D. 2.
ft^ Uma negra de bonita figura, cozinba.
engomma liso e cose ; na ra dreila em ca-
sa de Manocl IJuarque
tT 4 massosde primas de boa qualidade ,
contendo cada masso 3o, por preco com modo-
na ra nova n. ai.
.i-T Pannos pretos e de cores a 4000 o co-
vado ; na rita doLvramedlo D. 1.
S27* Uma escrava mossa eozinha bem o
diario de uma casa lava roupa e outra dita
com as mesmas habelidadc<; na ra dos Mar-
tirios a penltima casa da quina que vira para
a ruado Alecrim.
!L3" Uma escrava de naco angola de ida-
de de a! anuos boa lavadeira, eozinha o di-
ario de uma casa e he boa quitandeira ; na
ra da Conceicao da boa vista D. tf.
c? Cautelias de bilhetes da lotera do the-
atro na praca da Independencia loja de en-
cadernador 11. a6.
BT Uma caza terrea na Cidade de Olinda ,
sita na ra do Amparo com ^bastantes como-
dos ; a tratar na ra da Cadeia do Recife loja
de fazendas queficapor baixo da euza onde
mora o Correlor Oliveir,
fronte do Corpo Santo e um sitio na ponte|para engenho". que tcm bastante conheei-
le Lchoa com casa de vtvenda, e arvores de ment, entrando para o servico do mesmo
"'' '' com seisescravos dirijt-se a ra cstreita do
(oem precisar de uma Senhora para Rozario o no primeiro andar.
Da-sediobero a premio sobre pinho-
amadecasa de homem soilciro ou mesmo I
, V ...... >u kiiv u incauu ar lia-seilinl>air<> a premio sobre piulio-
(iode pouca familia, dirija-se aira.-, da res de ouro ou praa, mcs.no em pequeas
enha junto ao nincho do Noia na casa do! porces na pracinha do Livramento loia D,
Escra vos Futidos
8^ Cautelias de bilhetes da lotera do
llieatro contendo premios infaliveis para
quem comprar a5 cautelaa rece)>er uma com
premio infalivel de 1000; preco das ditas
quinhentos reis ; nesta l'vpo;;ra(ia.
SiT* Uma escrava de nai ao rebollo de ida-
de de 2 1 annos, eozinha o diario de uma casa,
cose ensaboa e engomma com perfeieao ;
na ra da cadeia velha loja de fazendas n. 45.
W Uma pela de idade de 2o" annos de
na(ao cabinda lavadeira boa compradeira
na ra para lora da provincia ; 110 beco do
\ eras na terecira casa defronte de uma venda
cy Um fardument completo para (i. N.
por preco commodo ; na ra ra do Cabiig
loja de Francisco Garca Chaves.
CT* Camellas de bilhetes da lotera do the-
alro a quinhentos ris ; na ra ra largado
Rozario'loja de miude/.as I). 7.
S^~ Na pracinha do Livramento loja D.
M, ha um completo sorlimento de facas e gar-
los de cabos de mariin ditas de osso fino,
compassode lalo com tira linba, c canela
para desenlio bandeijas grandes c pequeas,
finas e entrefinas^ caivetes finos para pennus,
lisouras finas para unba ditas para costuras, 17" Nodia a'l de De/emhro de i838 dcs-
casticaes "de casquinjia. apareihos de prata I appareceoom negro de idade de do a 4o ao-
fina folhas de /'aess finas espingardas de nos com os signaes seguintes ; estatura re-
espoleta a iSao. guiar, nariz chalo., comolgumas marcas de
~T JNa loja de louca largo do Corpo San- becbigas no rosto, uma pequea nevoa em um
ton 6 gigos com apareihos para me/a, e ollio tem urnas pequeas glndulas no pes-
para cb de louca fina de cor de lirio, pardo, coco, queso se conhenem apalpando con* a
e cor de rosa contendo cada gigo o seguinle ; mo, de nome Antonio e por alcunho he co-
linas terrinas para soupacom pialo c collier uhecido por Maor ; quem o pegar ieve a sen
,MC duas ditas para mollio 4 palos com tampa Sr. Francisco Rodrigues da Cruz morador na
idon So terachado un negro tunda bu- para ama de uma casa ; na rua-da Alegra na para qjtisado 4 ditos para podim, ili matos ra dos Quarteis, que gratificar com cem '
cal, sendo de nayaovniucambique de nome segunda casa do ludo esquerdo indo da ra ve-1 traveseos, duas seladeiras 7duziusde pratos mil ris.
Benedicto (caso nao uudasse n nome) baixo, Iha. rasos i e meias ditas de fundos para soupa tar Fugio no da 27 do pastado uma prata
cheio do corpo cor ralla, cara redonda e &jr Piecisa-se a lugar um bemeanoeiro, 4 ditas para frutas, um aparelho para ch creoula de nome benedicta com os signaes
rheia, nariz rhato, olbos oupados meio para servico diario 5 na ra nova loja de cal- com duas duzias de chicaras e pires 2 duzi- seguintes baixa rebrc&da do corpo ca-
::":,,U V' 'm !'" ." descan9a Ja. 1 dereiro. i.}. as de tigelas par;, caldo, dous orines com bellos aparados rosto redondo nariz chato ,
lampa, duas bacas, e dous jarros, ludo por deules frvidos ps curtos, com sicutrizes
preco de 70000 nos calcanhares vestido de chita desbotado
GVCaulqilasde bilbetesda lotera do titea- panno da Costa com arel las brancas ; quem a
1ro divididas em vigsima parte a 5oo rs ; pegar leve-a a Forade Portas caza deC'ons-
na na Uireita venda que foi de Jos da Pe- lancio da Silva Neves.
'ha. j-3- Nodia ibdeOuluhro de i83ri fugio
V3~ Uma escrava de nacao benguelia de uma escrava de nome Auna ladina de i'ia-
idade de ab annos com algumas babelida- cSoangola de bonita figura, estatura re-
des, ou troca-se por outra; na ra dircila 6u*ar> eor prela, rosto puchado, olhos gran-
D. 20 lado do Li\ lamento. pea nariz fino, beicos meios srossos tem
O?" Urna rede nova para lipoia guarne- uma mal ba mais prelado que a 'cor natural
cida ds pennasde diversas cores ; na praca no rosto do lado esquerdo, e no braco esuuer-
,i boa vista venda I). 5 do ninas letras de angola lein as costas mui-
CJ" Um Ponele para u/o da filosofa, e los lalhnbos de naval ba mos pequeas e
um Cornelio latino 5 na ra de agoas verde ps grossos porem nial feilos intilula-se
'' '' creoula levou vestido de riscado ja desbata-
^s Cautelias de Bilbetesda lotera do do e panno da costa, foi comprada a Ca-
theatro a 000 res; na praca da Indepen- milio de Lellisda Fonseca pillo da uma das
dencian ai. embarcaces de Joaquira Ribeiro de Brilo ;
1J' ^nia canoa ahruta para abrir, ou quema pegar leve a ra da Gloria caza deum
para cu reir pode-sever fallando ao Snr. "ndar de grade de ferro defronte do convenio
Jos lligino, e para o ajuste com Antonio Da- a 'aliar com o Teen le Coronel T. Cezar Bur-
s. lino ou com Jos Antonio de Oliveira as lamaqae que gratificar com 5 ,00o.
Sr. ; utra.
ey A pessoa que annunciou no Diario
de
2J souirn.
scj" Ofierece-se uma parda de mcia idade
feilor solteiro
uem precisar de um
eaoanno | menos, este natural da ill.a de S. Miguel, dirija-se a
uma das orelbas Iuradas pvoximamenlc de
idade de ao annos pouce ntaisou menos, ...
eserayo desapareceo no dia do p P a da pracinha doLivramelo'lola'Jo Tir-
uo soja o mencionado qi iri.'ira risa
nova D. 19a entregar au 1 -i Joao Raptis
>s
I:
:. n I
. Traspassa-se as chaves Je urnas lojas
roda Roa vista com DBflttOS commo-
'' para qualquer estabelecimento ; Irata-se
rita de aoas verdes casa terrea "iH.
'
Traspassa-se o nrreudamenlo da loja des, ou trocg-
ii de miudezas na Iravessa da ra do
la Claudio Trcsso ou i
tST Precisa-se falla
J< aquim Carneiro Lial
inleresse na loj ide I r.
Braga no pe do arco de 6
i Quemcjoiser anudar Rozario para o Queimado com armado e
uma mes-ida mensal a un no U P09 envidrassados, trata-te na ra do
iirandedg Sul dirija-se ao < CabugD.3.
' "'' do torpo de Policia :, .': y nuilhcr capaz que quer ser ama de
ujt- Pasta Peitoral de Bofe de Vilello, e |ete annuncie sua morada
jarope t eiloral do Sr. Degneais Boticario u >.-. Jernimo Tavares da Silva, que
epozlo geral emParu, ra de S Honorio morn na Barra grande annuncie sua mo-
'~.', rada para se lhe fallar a negocio de seu inte-
todas asai.r.c,,, ;uo peilo apn I pm n 1
symptomageral econstante. A -o. ,- ,-, \ pessoa que lhe faltar unta necri-
doenca tao commum quanlodespi-esaila lo nhadeidadede ,,,ao annos pouw mais ou
graveen mas conscquencias quanlo parn| menos de nome Luiza ; dirija-se a estrada
ugeua em seu principio lo mortfera per sijdeS. Jo? do
s como toda., as mais doencis .
fpie niii-.i-'
Manguinho no
ussando a estrada d# capunga
segundo
coiili
SlllO
;uo a
mema especie Ituraain. au finha um me* lg-fe|a que dardo os Biguaes Ihe-sera entre-
dicameuio especial, e nico para ser comba- U,e ; a qual apanceo na dita estrada cboran-
lida edesttuida. (uanlas pastas, quantqs do epediodoquea rerolbessem por esmola,
xaropes apparecero at boje, tem sido ielli- di/.endo-se lorra.
cavo, |Mir se com porem de substancias .1!
&_>-" O Dr. llcniiqie Krause, relira-sc
ministradassem bom resultado son dii renles para a Europa no meio deste mez
fornlM' i-** O Sr. Luiz Cardiui natura
.Nao acntele assim com a Pasta de Bofe de
Vitello do Sr. Degeneteis O principio c< nsli-
tuinte da sua base principal o iece proprie-
dades incontestareis 1 reconhecidas de mui-
to lempo, eninguem ignoraos lelizes resul-
tados de sua applicacao em todas as phlegma-
sias agedas, ou chronicas ( -l arecces do pei-
lo lbicas deluxos, losse &c. ) As pro-
priedades pe loraes do bofe de vi ,' ;,
signadas d unta mamila brilbante no Dic-
cjooariode Medeciua, e de Cbirurgia pralicu
no Ait. PJilisis. (.) CdeX u pie c, \e gi j,
a forma d xrepe cum| ria porem ai bar um
meio que sem fazer p< rder ao bofe ci.- %
couza alguma da sua primitiva eflcacia lhe
fesscrvase-e lodasi ;........ \ ,,,
1 de Ro-
n-a que assislia no convenio do Carino desta
idade, e apouco relrou-se do mesmo con-
venio annuncie sua morada ou pessoa a
quem se deve fallar a negocio de seu inleresse.
Avisos Martimos.
sedeooSnr. geuetais boticario, e
.i;;,i(. J.VlM
11 Kii.il.lc Ull.il (i lli IMU-
PARA LISBOA sabir com a maior bre-
1 dude possUel a Barca Portugueza Senhora
do Horario, portera maior parle da carga
prompta ; quem quiser carregar ou ir c
passagem dirija-se a Manocl Ribeiro da
Silva na ra da Cruz n. 22.
o ponas.
Unta canoa aherla nova, c bem fa-
bricada, que carrega i3oo lijlos; na ra da
iraca
praia serrana de Constantino Jos Raposo.
L3" Papel pautado para msica ; na prac
da Independencia 11. a.
SW Urna escrava de nacao angola, de ida-
^itivJaieuto (Jo i-orto
NAVIOS SAIII DOS NO DA 8.
de de 50 annos ptimo para todo o servico ; MARAKHA0'; Brigue Francs Reranger
M Dimolv., leva 7 oliciaes 1 Cirurg.-to'
e ouzc soldados para servircm naquclla
I rovincia; assim como muuiccs de guerra.
HAMBURGO ; Brigue SuecoSenna Meslre
C. G Logcrenlb carga assucar e algodao.
Lcilto
Que Gtzem N. O, Rieber Compa-
. por inli rvenco do Corn loi Oliveira ,
de um complete sorlimento de fazendas muito
as 5 ponas I). 2 t.
5_J- Urna cama de angico de muito bom
goslo nova ; amado livramento loja de
fazendas I). 5
K3~ Uma pela do gento de angola de
idade de a; anuos lava bem de sabio e var-
reila boa quitandeira e eozinha o diario de
urna casa ; na ra do Arago ). 3()
i_j" Cautelias de bilhetes da loteria do tlie-
alro divididas na vigessima parte; na ra
do Cabug loja junto da de cera preco 600
ris.
HT Tres moiecas de idade de 1* a i5 an-
ENTRADO NO DA g.
LOANDA, 17 das, Escuna Portugueza
Formiga M. Policarpo Luiz Gonsalves
Ferreira equip. 8 carga ateile cera ,
e esleirs ; a Piulo da Fonseca e Silva ,
passageiros 3 porluguezes.
nos, boas paraserem educadas 4 moleques SAIIIDO NO DA c.
de oa i5annos, ptimos para todo o ser- RIO DE JAFERO5 BrigueNac.Leal, M..
Francisco Jos Rodrigues, caiga vario;'
gneros.
rico duas pelas mocas de bonitas figuras.
engommo, cozinho, e fazem todo o mais
.-.ei vi o de ui ... casa urna molatinha de ida-
de de 16 ainms la figura cose cu- [RLClbE NA TTP. DE M. F. DE F. i8d


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