Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04010


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Full Text
A
Anno de 840. Quinta Feira
Tudo agora depende de n mesmos; da nossa prudencia, modera. *>-
cao, e energa: continuemos como principiamos eseremos aponlados
coid adiniracxo entre as Aaces mas cultas.
Proclamnco da Assemblea Geral do Jlraiil.
a a | 1111--------------
Subscreve-M para esta blha a Sfooo por quartel papos adiantados
nesla iypografia, ra das Cru/es I), o, enaPraca da Independencia
ns. 7 eM, onde se receben correspondenciaslealisadai, ennuucios
int.nndo-se estes gratis, sendo dos proprios asonantes, e vindosassial
gitanos. b
Partidas dos Correios Terrestres.
Cidadeda Parahiha e Villas de sna prelenco......
Dila do Rio Grande do Norte, e Villas dem. .*. .'.".'.".' t .' .* ,' '. ..
[)ia da Fortaleza e Villas Jdem. ....... .....(Secundas e Sextas Fciras.
A illa de Ooianna..........,..........
Cd.d d. OHod.......................,*...'....*.'.. To.los os das.
Viil* deS. Anuo ......_.................^ feira5>
DtU deGaranhuns ePovoacw. lo Bon.lo.....................,Jias lo e a4 dec,. me
),,asdo Cabo bennhac... H,o rormozo, e Porto Calvo............dem ti, e ai dito d.to.
Cria* das Alaaoas, e \ .liada Maceo.........................Idem ,den,
VilladePajadeFlom..... ..... ...................ldem r dito dt0
/ oilos os Curreos partem ao meto da.
6 de Fkverbiro. Numero BQ.
CAMBIOS.
Feveheiro 5.
Londres......bi i|i33 por Ifooo ced.
l-'slwa....... So por 0/0 premio, por metal ofTerecido,
Franca.......90 reis por franco.
bio de Janeiro ao par.
UR'J Moedas de 6#4oo rs Velhai i{#8oo a iStfoo
Ditas ,, Aovas lifl-joo a lSom
11 Hilas de {loo o rs., 8ooo a S.^100
PHATA Pataces Hraiileiros.......l#56o a i8o
IPezos Coliimnarios---------------if5bo i/)5Sn
Ditos Mexicanos.......... i/54o a if 56i>
Premios das Le ir*, por mez I 1/8 a 1 ip por loo
Moeda de cobre 3 a 4 por 100. de disc.
Dias da Semana.
3 Segunda------S. Braz B.\M. -..........SessSo da Thez. e lud. do J. de D. da -x. v.
4 Terca.....S. Andi Corsiuo U........Hellaco e and. do J. de D. da 1. v. man.
5 Oh ira--------S. gueda V M-----;--------Sesso da Thesouraria.
Quinta--------As Cliagas He Cbrislo.------------Relaco e And. do I. 7 Sexta....."S. Ramualdo Ab........Scs. da Tlicz. e and. do I. de D. da ,. v.
8 Sabbado -- 8. Joo da .Malta Fuudador-----Re. e aud. do J. de D. da 3. y.
9 Domingo S. Apollonia V. M. -------
Mart che'ta para 9 da B de Fevereiro.
Af < horas e 54 minutos da tarde -- As 7 horas e 18 minutos da manril.
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dio 3 do crrente.
Officio Ao Commandante das Armas,
communicando-lhe que em Aviso da Secreta-
ria da Guerra de 1 < de Janeiro ultimo foi
partecipado a Presidencia que o secundo
Tenente do terceiro Batalho de Arlilheria
Jos Ignacio de Medeiros Reo Monteiro que
seacha na Corte com lioenca para frequen-
tar os Estudos na Escolla Militar est sen-
do pago de seus sidos pela pagadoria das
Tropas da mesma Corte.
Igual communicaco foi dirigida ao Ins-
pector da Thesouraria da Fazenda.
Dilo Ao Commandante das Armas, or-
denando-llie que faca augmentar a Guarda
da Alfandega com mais tres soldados, em
quanto durar a demolico e nova.conslruc-
co da [>arede que separa o pateo da mesma
Alfandega da obra nova.
Dito Ao Inspector da Alfandega com-
municando-lhe a expedie,o da ordem su-
pra.
Dito Ao Inspector da Thesouraria das
Rendas Provinciaes respondendp-lhc que
nao pode ter lugar a despenca do servico da
Guarda Nacional que requisitou para o fiel
do Tliesoureiro da Meza de Rendas Internas
Provinciaes Francisco Jos de Oliveira a
vista do servico que actualmente pesa sobre a
mesma Guarda Nacional.
Dito circular Aos Srs. Deputados por esta
Provincia Assemblea Geral Legislativa ,
communicando-lites para seu conliecimento,
que o Regente em Nome do Imperador, por
Decreto de 10 de Janeiro ulliino Convocou
extraordinariamente mesma Assemblea pa-
ra o 1. de Abril prximo fucturo con-
forme foi partecipado 'residencia, por A-
viso da Secretaria de Eslado dos Negocios do
Imperio de 11 dosobredito mez de Janeiro.
Dito Ao Inspector do Arsenal de Ma-
rmita communicando-lhe em conbrmida-
dc do Imperial Aviso de 3o de Dezemhto do
anno passado, que os Oficiacs da Guarnico
do Brigue Conslanca que seacha desarmado
neste Porto, nao devem perceber vencimentos
como embarcados em Navio armado.
Dilo Ao oiesmo, significando-lhe que
tendo o Regente em Nome do Imperador em
Aviso de 11 de Janeiro ultimo determinado,
que o Brigue Conslanca regresse para
a Corte do Rio de Janeiro na prsenle mon-
cao fasendo-se-lhe para este fim apenas os
reparos que forem indispensaveis ; cumpre
que nesla inteligencia mande proceder aos
ditos reparos parlecipando logo que estejo
concluidos.
Dito Ao mesmo para em conformida-
de do Imperial Aviso de 16 de Janeiro ulti-
mo enviar a Secretaria um mappa, ou rcla-
co das Embarcatoes desta Provincia empre-
adas quer na navegaco de largo curso, quer
na de cabolagem, e pesca com declaracao da
classe a que pertencem pela sua inastreacd ,
aparclho, arqueacao em toneladas e nme-
ros dos individuos d;:s respectivas lolacoes ,
Jbem como do lugar onde fot o construidas.
COMMANDO DAS ARMAS.
Expediente do da 29 de passado mes.
. Officio Ao In.pector da Thesouraria, 96-
municando-lhe que pela foi ha respectiva
havia mandado lirar do 1. de Dezembro do
anno prximo passado em diante a prestacao
diaria de inoris (correspondente ao sold,
e vantagens de terca parte de Campanha) que
o soldado Manoel Marques do segundo
Hatalbao Expedicionario ao Maranho tinha
deixado nesta Capital em soccorro de sua
Mai.
Dito Ao Commandante intirino do For-
te di Buraco, communicando-lhe em respos-
ta ao seo officio de a6 que estavao dadas as
ordcus ao Arsenal de (uerra para ser com
urgencia arrancada a feixadura e concertada
a chave da porta do Callabouce dos Calcetas,
conforme requisitara.
DitoAo Commandante interino do ter-
ceiro Ralalhao d'Arlilheria, para doi.de
Desembrodo anno findo em diante tirar pela
blha respectiva a prestacao de 120 reis dia-
rios, que o soldado Manoel Marques do se-
gundo Batalho Expedicionario ao Maranho
havia deixado em so.orro de sua Mi Anna
Mara dos Santos, devendo ser dita prestacao
entregue a ella ou a pessoa para isso com-
petentemente authorisada.
Portaria Ao Major Commandante do De-
posito mandando d'ordem do Exm. Snr
Presidente, communicanda em officio de hon-
tem dar baixa ao recruta Joe Bernardo
Benlo por <*star izempto pela Le de ser-
vir na primeira Un ha.
dem do dia 3o.
Oflicio Ao Exm. Presidente, propondo-
Ihe para demico os soldados, do terceiro
Balalho d' Arlilheria Sotero Manoel e do
Deposito Antonio Rodrigues Lima Jerni-
mo de Castro, Luiz Francisco de Santa An-
ua, e Antonio Jos Cabral, o primeiro eo
ultimo vindos das Alagoas em Agosto do an-
no prximo passado, e os mais natttraes des-
ta Provincia e nella reerulados ; por quan-
to todas estas pracas foro inspeccionadas
em sua presenca pela junta de Saude e re-
putadas absolutamente incapazes do servico
Militar.
Dilo Ao Exm. e Rm. Bispo Deocesano,
communicando-lhe haver-se offerecido para
oceupar o lugar de Capello da IIha de Fer-
nando o Padre Albino de Carvalho Lessa ,
e que nao podendo elle exercer ali as un-
ces Parochiaes sem a competente licenca,
rogava-lhe houvesse de concdela para de-
pois passar-se-lhe o respectivo titulo.
Dilo Ao Inspector da Thesouraria, co-
municando-lhe em resposla ao seu officio de
honlem que pela folha do terceiro Batalho
de Arlilheria hia ser tirada do 1, de Ja-
neiro do corrente anno em diante a prestacao
mensali.de 5o mil reis, que a sua fa-
milia deixou nesla Capital o Capilo Ser-
gio Terlultanno Caslelbranco 5 assim como
a de 4oU r^is tambem mensaes, que deixou o
Tenenle Manoel Fernandes da Cruz do 1.
de Dezembro do anno prximo passado em
diante.
Dito Ao Commandante interino do ter-
ceiro Batalho de Arlilheria ordenando-lhe,
quedo 1. de Janeiro em diaute, tirasse pela
lolha respectiva a prestacao mensal de ioU
....c nn" o 'nnio Stmo Terlulianno Cas-
telbranco deixou a sua ramilla entregan-
do a sua importancia ao respectivo Procura-
dor.
Dilo Ao Major Commandante do Depo-
sito mandando excluir do mesmo com dala
de'ii ^ mez prximo passado o soldado An-
tonio Francisco segundo que embarcou para
lo Maranho devendo remeter a Secretaria
a sua guia.
PortaraAo Commandante intirino do
lerceiro Balalho de Arlilheria, mandando
d'ordens do Exm. Presidente communica-
da em Portaria desla data dar baixa ao
Soldado Silviano Theolono da Veiga Peisoa,
por altendiveis rases que apresentou em seu
favor.
Diversas Reparticoens.
ALFANDEGA DAS FAZENDAS.
EDITA L.
Vicente Thomaz Pires de Figuereido Ca-
margo Inspector d'Alfandega faz saber
que no da 7 do corrente pelo meio dia e na
porta da mesma se hade arrematar o seguinte
impugnado pelo Feitor e Confereute Gustavo
loze do Rep.o no Despacho de Joo Stwart ,
humabaxcla de Carquinha fina no valor de
t oo'000 res hum quadro no valor de 16000
e dous travisseiios no valor de 8^, sendo o
Arrematante sugito adireilos*
Alfandega 4 de Fevereiro de i8*o.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo
A Paula he a mesma do numero 31
MEZA DO CONSULADO.
A* Paula he a mesma do n. 38.
CORREIO.
O Brigue Escuna Laura Primeira recebe a
mala para o Maranho boje 6 as 5 horas da
tarde.
Rend ment da Meza das Rendas
ternas desta Provincia do mez
prximo passado.
2. Dcima de mo mora
Taxa de 3$' rs. por escravo
Direilos novos c velhos
Ditos de Chancellara
Imposto de letras ajuizadas
Dizima de Chancellara
Si/a dos bens de raiz.
Imposto de Caixeiros Estrangei-
ros
Dilos de lojas abertas
Ditos de segis 9 carrinhos
Taxa de >,s' rs. por escravo
Sello do papel
Geraes In-
de Janeiro
6ifi6i
8a$ooo
i84$'i8o
7$"oo
6 si j 9
12 i-77
ls6a4;5o5
36o ^'000
a: 76 f63o
1 a'8oo
1 :o9o'ooo
:o74,f8io
PREFEITURA.
#partb no da 5 bB lEvinniao.
Ulm. Exm. Snr.Foro presos hontem
miaba ordem pelo Sub-Prefeito de Santo
Antonio Manoel Jos- de Andrade branco ,
Manoel da Paz dos Prazeres, e Manoel Hu-
irle de Me'.lo pardos e]Agostnho da Silva ,
indio, o i por ter desencaminhado urna
escrava de Manoel Josd'Almeida o 1 ,
3 por lerem fgido do podes da Patrulha
da .Boavagem que os havia prendido, 0
c>tarem as circunstancias de serv-rom em 1.
Linba e o ultimo por ser desordeiro no lu-
gar da Cabanga ; e Francisco Alves dos Reis ,
pardo pelo Sub-'>felo da Cidade de Olin-
da por ser vagabundo 5 eujos presos tivero
destino.
E' o que consta das Partes hoje recebidas
nesla Secretaria.
EDITAL.
De ordem do Illm. e Exm. Snr. Presidente
torno a Concurso as Cadciras de primeiras le-
tras, que se acha vagas e sao: a Cadeira
de S. Lourcm/o da Malta a da Villa ,nito para meninos e a deS. Joze da Cora-
granile. O Candidatos que a ellas aspi-
rarem ap.e.entar;5 ao Director do Liceo o
I seos requerimento Legalizados como he de-
terminado no Regulamenlo das Aulas at o
dia 8 do futuro mez de Marco ; porque tem de
principiar o Concurso aos i5 do mesmo Mar-
co. Para que chegtte ao conliecimento de to-
dos se mandn aixar o presente Edital.
Liceo 4 de Fevereiro de 180.
Laurcntino Antonio Moreira de Carvalln.
Direclor do Liceo.
Continuaco da relacao dos Deredores de H-
cima a que se refere o Edilal do 1. do cor*
rente publicado no Diario de hontem.
7 348,^9*
Recebedoria 3 de Fevereiro de i84
O Administrador.
Antonio Ferreira Duarte Vellozo.
Em virtudeda ordem do Exm Snr. Pre-
zidente da Provincia vai de novo ;i praca pa-
ra ser arremalada ;'t obra da ponto do Aojo
sobre o rio Seriobaem oreada em 6:5i8,oo
rs. Os licitantes poderS comparecer muni-
dos de fiadores habilitados nos dias |5, 17 ,
e S de.Fevereiro ao meo dia na Reparlico
das Obras Publicas aonde est o respectivo
orcamento e condicoens lodos o- diai uleis
s horas do expediente.
rnspeac((o das Obras Publicas 6 de Feve-
reiro de 184o.
Moraes Ancora.
O
Antonio de Oliveira.
Reverendo Antonio lar* deSouza.
Antonio Joze Pinto
Antonio Jo/.e Gomes.
Antonio Francisco.
Antonio I uiz da Silva.
Reverendo Antonio da Trindada Autu
Meira.
Antonio Alvez da For.ceca.
Antonio (jomes Pessoa.
Reverendo Antonio de Almeida Catanba,
Antonio Jos Ferreira de Audrade.
Antonio Maxado Dias
Antonio Alves da Cunha.
Antonio Manoel de (.'arvalbo.
Antonio Francisco de Azevedo Campo*.
Antonio Pinto Lopes.
Antonio da Trindnde.
Antonio Alves de Souza Araujo.
Antonio Ramos.
Antonio dos Santos Serpa.
Antonio Rodrigues Samico.
Antonio Pinto de Azevedo.
Antonio Pinto de Moraes.
Antonio ( aetaoo de A/evedo.
Antonio de Araujo Piuheiro,
Antonio des SantosSiqueira.
Antonia Bernarda de Souza.
Antonia Francisca de Almeida.
A ido nin Gnmes Villar. '
Antonio Francisco M^arqucs.
Antonio Bernardo Ferreira.
Antonio Ferreira deSouza.
Andrt Alves,



2^
Amalia Severiana Martn*.
Auna I/.ibel de Siqueira.
Amaro Gonsalves dos Sanios.
Atlonso Honorata Bastos.
Afina Joaquina Xavier Carneiro.
Anna Joaquina de Oliveira.
Anna Francisca da Ro^ha.
Amaro Jos do Carmo.
Anglica Mara do Nascimento.
Anua Prclolu,
Amalia Roa de Carvalho.
Anna Mara de Seixas.
Andr Aires da Fonceca.-
Antonio UvaParreira Basto*
Anna Mara Uxoa de Carvalho.
Antonio Virissimo Pmentel
Antoi.iu Vicente Guimares.
Andrede Medeiros Coito.
Antonia .Yiariuda reiiha.
.(Conlinuar-se-h.)
DIARIO
D R
r*RA'MBCO
i 'n "
Variedades,
D
\\A<;,\o\
A' marteira de Dupus,
De como Napoleo nunca existi.
Napoleo Itonaparte, de qucm se tem dito
escriplo tantas cousas, nem se quer exis-
ti. Elle nao lie inais do que huma per-
sonagem allegorica. He 0 tftl penonaHsaao ;
e esta nossa asserco hVar approvida se
ffzermos ver que ludo quanto se publica de
Napoleo o Grande he lirado do grande as-
tro.
Vejamos pois, em snmma o que se tem
dito desle horacm maravilhoso.
JJiem-nos i
Que se chamara Napoleo onaparte ;
Que nascera n'htima ilha do Mediterr-
neo ;
Que o nome de sua mi era Leticia ;
Que linha tres irms e qualro irmos, tres
dos quaes foram reis ;
Que leve duas mulheres c de huma del-
las hum (ilho.
Que leve s suas ordens dezescis marechaes
do seu imperio doze dos quaes estavo em
servico activo.
Quo pz termo a huma grande rcolu-
ro,
Que triumphou no Meio-dia e sucumbi
no Norte.
Que finalmente, depois de hum reinado de
rio/e anuos, qu cemeeara rindo do Oriente,
foi sumir-se nos mares occidentaes.
Resta por tunta saber se estas diferentes
particularidades sao liradas do sol e espe-
ramos que quem ler este escriplo ha defcar
convencido disso.
i. F.m primeiro lugar todos sehem que
o sol pelos poetas chamado Apollon; ora
a difl'erenca entre Apollon c Napolen nao
he grande, c anda parecer muito menor se
remontar-mus ; significacao dcstts nomes e
sua origem.
He sabido que a palavra Apollon quer di-
er exterminador e parece que este nome foi
dado pelos Grcgos ao sol por causa dos
niales que elle Ihescousou diaute dos muros
de Trota onde huma parte do seu exercito
niorreu, em consequerina doexcessivo calor ,
e do contagio que dabi prOveio por occasiao
do ulliage frito por Agamemnon a Chrrss,
sacerdote do sol, como se v no principio da
[liada de Homero -, e a btflhante imaginaco
dos poetas gregos IransformOU os raios do as-
tro un setas inflamadas que oiriilado Deps
arremessara para todos os lados, c que
tinao exterminado tudose, para abrandar a
sua colera, no se posesse em hberdade Chry-
seis, lilba do sobrelido sacerdote.
I o provavelinenle ento e por este motivo
que o sol foi chamado Apollon, mas, fosse
qual l'osso a circunstancia ou motivo que fez
que tal nome se desse a este astro o que be
cerlo be que elle significa exterminador.
Ora Apollon he o mesmo que Apoleon e
derivo estas dtias rozes de Apolluo ou A po-
leo dous verbos gregos que sigmlico a mes-
illa cousa-i>erder ,^ malar exterminar, fe
frma que se o pretendido hroe do nosso
secuto se ohamasse Apoleon viria a ter o
momo nome que o sol, e ntlle caberia loda
a significacao deste nome ; porque iio-lo pm-
to tomo o maior exterminado!- de bomens
nue tem ;mais existido. Mas esta persona-
.em he chamada Napolen e por consegum-
Vr t.a no seu nome huma letra inicial que nao
tsl; w Quine do sol. Slln ha huma ltra ,
fc at huma Byltba de inais ; porque segun-
do as Merpvfo 'i.....* '"'': "' "vado em ,
as partes da capital, o verdadeiro nome des-,
W prtter.did* lieioe ta Napolen. Aome-j
nos hesssim que se tTna columna da prara Ih porque das quatro estaces do anuo ha urna [gies septentrional aflis
Vendme. que nao reinae.n nada., e lie o invern. Jdor Mas ao cabo de tre;
Ora esta syllaba de mais nao faz differenca ,
ella he grega de certo assim como o resto do
neme, eem gre*;0 n he huma das maiores
afl'islando-se do equa-
tres me/.es de marcha
Vas se, pana enftaquecer o noso paralle-j para estes paizes esbarra como iropico bo-
lo, insistiesealgurtO que o uvero lambem !real, que o fa'. recuar e retroceder p.ra o Me-
tinha seu tal ou quil imperio e Ihe qoiz*sseJO-dia i\d direcclo do signo de Linter isto
;ioilo lie po
Que diremos porm do oulro seu nome
Qiie rea cao peder ter com o astro do da a
palavra Bonaparte A' primeira insta nao se
wrcefce; mas collige-se ao menos que como
liona parle quer dizer boa parte trata-sede
cerlo d alguma cousa que tem duas partes ,
huma hoaeoulra m de alguma cousa que
alm disso diga respeto ao sol Napolen.
Ora nada se refere raais directamente ao sol
<\a que os el'eiios da sua revolouo diurna c
estes efl'eitos sao o da e a noite a luz e as
irevas a luz que a sua presenca produz e
as trevas que s reinao na sua ausencia* He
huma allegoria tirada dos Persas, He o im-
perio d'Oromaze e o d'Arimane ; o imperio da
he o que se nos quiz inculcar com o
rdieufo principiado que depois da decaden-
cia de toda a familia conferirs o esle irmlo
de Napoleo, principado inherente peque-
!<.ao de Napoleo para o or le para Mos
cor? e a retirada humiliante quese seguo
Desta sorte ludo quanto se nos cotila -
ceren das fortunas e desastres deste eslranlio
na povoaca
cao de Canino com preferencia a ou- juerreiro r.o sao se nao alluscs relativas ao
giro do sol.
hinalmente e isto nSo rarpee de explica-
cao o sol nasce no Oriente, e pe-se no Oe-
Ua qualquer. porque canino vem de ean
que quer dizer os cabellos breos da fi a ve-
Ihice que fa/. lembrar o invern. Por quan-
to aos olhos dos poetas as mallas sao como
os cabellos das encosias que ellas povoao 9
piando o invern as cobre com a sua geada ,
sao os cabellos brancos da natureza desfalle-
cida na velhicedo anuo.
Cum gelibuscrescit cania in montihus humor
Peste modo o pretendido principe de Ca-
nino lio seni duvida o invern personalizado ;
luz e.las trevas v o imperio dos hons e dos
nios genios. E a esles uhimos aos mos1 o invern .pie cornaca quando ja nada r-sta
genios he que migamente ?<* RmO votos das tres bellas estaces, e quando o sol esl.i
com eslu impreca ao'; Abi n malam partea, mais distante, dos nossos paizes invadidos pe-
_ oprec
E se por mala parle se intendem as trevas he los fogosos Blbos do norte, nome queospo-
ilaroque por bona parte so deve entender a lasdao aos ventos que viudo desses climas
luz. K odia em opposico noite; e assim frgidos fazeni desmatar as nossas campias
nao se pode duvidar que este nome tem rea- eascolnem dealvura; o que
(iescoin o sol principalmente esta
ao de Napolen que he o mesmo sol
j acabamos de demonstrar. huma bandeara de diversas cores com qu
cidenle como todos sabem.. Mas, paraos
esnectadore* situados nos eonins das trras, o
sol parece sur;ir pela manha dos mares ori-
enlaese mcrgulbar-se no fim da larde nos
mares occidentaes. He tambem assim que lo-
dos os poetas nos pinto o nascer e o por do
sol. E tndo isto he que nos devenios suben-
tender quando nos dizeiu que Napoleo veio
do Oriente (do Egypto) por mar, e que foi de
sa|parecer nos mares occidentaes depois de
hum reinado de doze anuos que sao as doze
horas do dia durante as quaes o sol brilha
Bobre o horizonte.
Elle s reinou hum dia, diz o autor das
Novas Messenianas farlando de Napoleo ,
ndo unido motivo fabulosa invaso dos povos do norte e o modo porque elle descieve a sua eevacSo
sol, como na Franca, onde ellw fizeio desappare.-er a dcc.lin aco e a queda prosa que este poe-
bunia bandeira de diversas cores com (iue se ta eneinlador nunca vio em Napoleo hem co-
II I1IIIIIU lilil IIU IHCUIU.IIUMI.V ^. .^-------i------------1 1 1 -,
rencia se escolheo a Corsega porque a sua emblema das neves que os ventos do'boile nos pelas duas mulheres pelo filho pelos se-
posico relativamente (Franca onde se quiz tiazem durante o invern em lugar d u co- s marechaes e pelas suas fachanbas ; est
ue'ellereinasse, lie a mais conforme com a res que o sol manlinha nos nossos paizes, provadd p^lo lugar em que nasceo pela
I II I II' "* r dbelos a respeto da Grecia-, onde Apollo antes que se. ausenlasse pela sua declinato regiao donde veio qnando encetou a carrei-
tinha os melbores templos e os prncipaes para o meio dia ; cousas estas cuja analoga ra da domnacao pelo tempo que levou
orculos. comas fbulas engenhosas no nosso seculo acaminhar por ella-, pelos paizes em que t;o-
Verdade sea que Pausanias d;i a Apollo o imaginadas he fcil de ver,
veinou ; por aquelles que nao pode dominar.
ulo de divndade egypea : nao era necessa- <) Segundo as mesmas fbulas teve Na- e pela rego onde desapareceo paluda e sem
ioiueelletivesse nascido no Egypto has- poleo duas mulheres: tambem ao sol se at- COBO* depois da sua brilhante carreira como
rio que elteuvesse nascuio no r.gyplo T __.
tava que l; fosse adorado como Heos e he s- tribuio duas. Eslas duas mulheres do sol diz o poeta Uelavi^ne.
-i Ai/mr mi!/ efao a la e a trra: a la seruudo osGre-1 Esla, portanto, proi
do nosso seculo he lumia personagem
to o "qu Pausanias nos quera dizer ; quiz erao ala e a tena; a la segundo os Gre- gwj portanto, provado que o pretendido
que soubessemos que os Egrpcioso adoravo gos ( he Plutarco quem o atiesta ), e a Ierra hroe do nosso seculo he bnma personagem
e islo estabelece anda mais numa semelhanca segund os Egypcios. Com esta mu notavel ategorica, cujos altnbutos todos sao tirados do
entre iNapoleao e o sol ; pois conto que Na- ditlerenca que de huma da la ) nao leve o sol- & por
poleo no Evplo foi considerado como revs- sol descendencia, eda outra teve hum lilho aparte, do qui
ido de hum carcter sobrenatural orno amigo hum filho nico o pequeo Horus, filho de s couzas ne
conseguidle, Napoleo lio-
ual se tem dito e Escriplo tan-
m se quer exislo e o erro
diTMafomt^ Osris e de Isis isi he do sol e da ierra em que tanta gente tem cabido provm de
que pareciao a>!oraces. como se v na historia do co pag, tiese- huniqui pro quo, pois tomaro a mylho-
<. Qiierem que sua mi sechamasse Leticia, guiles He huma allegoria egypcia na bfW o sculo XIX por urna verdadeira his-
n. como nome de l.elilia que quer dizer qual o pequeo Horus, nascido da tena fe- B,rw*
a fundada pelo sol, representa os (rucios da a- S 1 oderamos invocar anda a favor
alegra
pretenderlo designar a aurora cu
Mscente luz dilTunde alegra por toda a na- gricullura e precisamente se collocou o as- da nossa these hum grande numero de onle-
turesa : a aurora da qual como dizcm os cimento do pretendido filho de Napoleo a -o "f reat; assignadas por Euiz XVIII ,
poetas, nasce u sol, nbrindo-lhe com seus de marco, no equinoxioda primavera, por cuas datas certas ao evidentemente contra-
dedos de rOM as portas do Oriente qe na primavera he que as producesda a- diilonas com ojiretendido reinado de Napo-
porem motivos para nao nos ser-
He igualmente muito notavel que segn- gncullnra tomo o seu grande desenvolv- ao: temos p
do amvlhologia grega, a mi de Apollse ment. V rumos dedas.
chamav Lelo. Mas se de Lelo os Romanos 7 Diz-se que Napoleo pz termo' a hum
(Athleta).
('o Despertador )
MALEOIfaSSOA.
fi/eio Laiona mi de Apollo e de Diana, flagel lo devastador que espaldar a o terror por
qui/io antes os philologos do nosso cenlo toda a Fiama, e quese rbamava a hydra da
l'azer Leticia porque laelilia he o substantivo revoluro. Ora, huma hydra he huma
do verbo laector ou do obsoleto laelo que serpente e pouco importa a especie sobre-
siguifuava-insoirar alegra. ludo quando se trata de huma fbula lie a
He, portanto cerlo que esta leticia foi torpente Pylho drigao monstruoso que era He de#g
tirada da mylhclogia grega do aiesmo modo o terror da Grecia, e que oi esganada -par sarn
nue o filho. i Apollo a i oda no berro e be por ssque se maisd
4. Segundo dizera cate filbo de Leticia teve oosdwquxapo!eo come ou osen reinado 1
tres irms e he indubtavel que estas tres sulfocaii.'.io 1 rovolupao fi'ani/a lo obimeri- hiMnl 1 aera .
irms eio as tres (iracas que, com as musas C a corno tudooraais, pois bem se re que re- patarra
que
epetnla, leiorcada, psnalha-
I,
suas companheiras fazio o adorno e as deli-
cias da corle de seu rmo Apollo.
5. l)iz-se que este moderno Apollo linha
qualro irmos. Ora esles qualro irmos sao
as qualro eslaces do anno como vamos mos-
trar. Mes primen-amento ser bom que se
vluco vem do verbo latino revolvo que j da aa transformar piuco a pouco em huma a-
indica a siluaco de huma serpente enrosca I tro/calumnia e odssbonrari para seuipre
da. le a serpente Pylhon nem mais nem
menos.
8. O telebre guerreirodo seculo XIX se-
gundo se diz, tinha doze marechaes do seu
r.o espantem por verem as estages represen- i imperio frente do; seus evercitos f e quatro
tadas por bomens em vez de ser mulheres. i nao eifectiros. Ora est bem visto que os
At islo nao deria parecer novo, porque em doze primeiros sao us doze signos do zodiaco,
Ircez s huma das estaces he feminina o marchando asrdeos de Napoleo, e comman-
outouo e assim mesmo os grammaticos aiu- .dandocada hum huma diviso do innumera-
da nao eslo muito de acord a este rrspeilo. vel exercito de estrellas que he dividido er.i
Mas, em latim autumniis he lo pouco fe- doze partes correspondentes aos doze signos,
minino como as outras tres beta.oes. ,Taes sao os doze marechaes que segundo as
Assim a esle respeto nao temos mais di- nossas fabulosis chronicjs estavao em activo
acuidades. Os quatro irmos de Napoleo servico ;is ordens do imperador Napoleo, e
podem representar as quatro eslaces do an- os outros (|uatro sao provavelmente OS quatro
no, e o que se segu vai provar que elles na pootot cardeaes que, estando immoveis no
verdade as represento. j meio do mor i metilo geral, represento mu
Dos quatro irmos de Napoleo tres se- ; bem a nao actividade em queslo
gundo se diz foro reis e sao : a primave-j Assim todos esles marech::es tanto acli-
ra ( le Printemnst que reina sobre as flores ,, ves como nao activos, sao en I es puramente
o re rao sobre as sea ras e o outono sobre os symbolicos, leudo lauta realidade como o seu
fruclos. E como estas tres estaces devem j thefe.
ludo quanto tem poderosa influencia do sol | lie bem sabido que o sol domina como so-
por isso tambem se contaque os tres irmos I era no 110 Meio -dia como se diz do impera-
de Napoleo delle bou vero a realeza, e por dor Napolio. .Mas, o que hade mu nota-
ele he que reinavo. E quando se accrescen-
vel he que depois do equinoxio da primave-
la que dos quatro houve hum que nao foi rei, ra o sol jiarece que lende a penetrar as re- rcosmos he com toda a docura da mais in-j
O bem que de outrem di/.emos he quasi
sempre verdadeiro : o mal he commummente
falso ou pelo menos exagerado Esle espa
lliou-se com huma rapidez ncrivel : aquello
communiea-s(i vagarosamente a travs dos ob-
stculos da inve;a e (la in:!d;:de. Nao he BI-
ro adiar pessuas que s temdiscrico sobre
acias touraveis assim como ha muitas ou-
tras .'|iie sao lo prucb ules que nao ousaij nem
obsequiar, nem deiender hum aun o.
As acedes mais eslima eis sao muitas retes
encaradas por hum lado infamante porque a
maior parle dos borneas 1 nao pudendo julgar
os outros suo jjor si; nao podem imaginar
motivos mais generosos do que aquelles que
os dirigen. Daqui vem ser lo raro' ouvir-
se dignamente Ion var porque he necessario
merecer muilos elogios para sabel-os fazer
outrem. La Rocheloucauld faz huma exeel-
leote compara o quando diz que nossas
aeces se parecem com a rima que cada um
acomoda ao pensimento ipiequer.
Quando nos examinamos os outros he com
os olhos crilicos de huma maligna ausli idade ,
raras vezes adorada pela a caudura di benevo-
lencia : quando porm nos ulgamos ; nos



DIARIO DE PERNAMSUCO
s
r
dulgeute p-ircialidadc. Oliscrvamos as nossas
Loas qualidsdcs com o microscopio e uuvos
defeitoscom o diminutivo.
Nao lia merecimento eminente, carcter
decidido que nao tenha sido posto em duvda
ppr alguna detractores. Eurpides intrpduz
em suas tragedias 'iima personagejn que tceu-
sa Hercules Je covafdia ; Sociales foi denun-
ciado como sacr i lego e corruptor dos coslu-
mes ; Catn como traliidor patria ; Scipio
como dela'pidador da lamida publica ; e, em
Dossoa das ; vemos publicamente apontar
Montesqueu como buin petit-maiire
bu.O) homeui frivolo mo cidado inimigo
da sa moral o de toda a rcligio (*). A
vista de laes exemplos quem ousaria queixar-
se ? l'ensa que be liuma cousa indifle-
rente criticar torio e direito hura grande
uutbor queja nao vive huma boa obra que
apparece ou htim bomem de bcir. que sedes-
envolve. Satisfazem sem remoisos a sua. n-
vejinba evuidade, seui pensar que com tal
proceder combatem lodo o bem que dali pode
resultar e se constituem defensores da op-
iiressao e da ignorancia contra a equidade e as
u/cs Pode-se ajuizar superficialmente so-
bre o mrito de liuma obra de gosto porque
O pfimeiro tacto, ueste respeito vale cora-
mummenle raais do que b segundo. Mas de-
cidimos promptamenle d hua frailado de
profundos raciocinios be dizermos de certo
modo que nos eremos capazes dever melhor
ao primero linear d'olhos, do que oauthor
depois de muitos annos de estudo de compa-
races o medita oes Todava de ordinario
somos ainda ruis inconsiderados : julgamosao
acaso por prevenco ou por ouvr di/cr ;
e si nos perguula si o lemos ou
cemos ; |ior m
gunlas o nosso
Os maiores homens lorao sempre os mas
exposlos a detraceo : todos agrada ajuutar
algumas circunstancias indignas ; ; lodos a-
grada crl-as fcilmente ; parece lio doce to-
mar vingana de huma insultante superior-
dade i' O uso da maledicencia ou da calum-
nia be bum dos recursos mais communs da
conversaco para agradar e iriteressar Si a
sociedade cabe em apathia para reanima-la
i inmediata mente nao ha mais que laucar ao ar
algumas maldades bem mordaces. Mas lem-
brem-se aquelies que reeorrem este meio ,
que o seguinle pro\erbio be to bem applica-
vel j maledicencia ; ama-se atrabico, e
aborrece-se o trahidor.
Ha poucas pessoas inleressanles por seo em-
prego, ou pursua pessoa sobre as ouaes nao
circulem algumas cluzks de conlos mos (ue
lendem torna-las lidiculas, ou aborreci-
das Tal se ci amado respeitado estriBa-
do que nao passa sino por hum laluo tol-
lo ou velhaco. Todos ocrcm e orcpctein ;
ningiiein o diz elle mesmo que morre sem
o saber e sua illuso conlribuio para a feti-
cidade du sua vida. Todo o alto empregado
devena ter bum bomem de seo squito assaz
verdadeiro assaz corajoso para o instruir do
concillo que delle faz o publico. Quanias
asuenasistoevitara quantos crios rectifica-
ra e que bulls cousas se poderiaO dizer ao
ouvidu d alguns soberanos!
caba
avade receberde bum de seos ebefes bum menta oudiminue ? Huma circunstancia s ,
servico relevante cujo reconbecimento nao ignorada ou alterada muda inteiramente as
sabia como teslemunbar-lbe. Nao linba meios cousas -, e em gcral dizem be o prefacio da
relativos mas uo lhe fallara talento, eco- mentira,
nhecia seos similhantes : refleclio sobro o ca- A respeito de si mesmo huma deicasiadi
atierro dos \ Togados a fallar cun Silvestre Jo-'
aquim drt IVascimento
IST W 'na Di.reitr D. 33 precisa-se alugar
um preto que entenda de padari i
fc5 Precisa-se de qua trocen tos mil reis ;
racler de seo bemfeitor tralou de pintal-o sensibilidade s falsas imputaces be hum in-'premio dando-se dous e meio porceiito por
pelo lado mais vantajoso em termos to ha- dicio de fr.aqueza ebum dos obstculos mata
beis que muita gente se lisongeasse de os re- vulgares felicidade. Que importa em ri-
pelir; depois appresentando-se nos circuios gor o que podem pensar de nos aquellos que
mais numerosos o aproveitando com arle a nunca ou quasi nunca vemos, quando est
occasio de fallar do seo protector deo-Ilie sempre em nosso po ler obsequiar as pessoa-;
em retribuidlo do seo beneficio, bum aug- de mrito com ouem vivemos, e julgardellas
ment de amigos e admiradores. Esta rr.anoi- vantajosaracnte ?
ra de proceder he com menos relexo mais Eisaqui hum modelo da maneira porque se
commum do que se pensa-, mas aquella que deveria encarar a maledicencia na resposta
procura vingar-se o he ainda mais. O de quatro grandes homens da antiguidade ,
mesmo bomem liaba sido indignamente cu- aosquaesse elisia, em diflerenles seculos,
lumniiido por huma mulher ; foi sua casa que se havia fallado mal del les-----Plato res-
e disse-lbe : Sen hora eu quero vi ngar-me ; poudeo : eu me condure de maneira que se
mas somenle depois de a ter disto prevenido, ihes nao dar crdito. Alistles : dm-me
Eisaqui tal ancdota que vou espaliiar aseo elles ainda pauladas com tanto que cu all
respeito: ella be bastantemente maligna, e noesleja. Epistto : elles ignoran os meus
arranja cL-urna maneira assaz agradavel para o i tros vicios : porque se nao teria limitado
facer fortuna no mundo. Com effeito ella cir- a fallar somonte desses Tilo : si h por le-
culou coro a maior rapidec, e no fim dedec viandade sou ; isso indiferente; si he por
anuos anda a cit;.5 ainda que nao lenha bu- nialdade eu os lastimo ; si lem r iso bro-
ma srS palavra de verdade. Ihes obligado ; si a nao tem eu Ihes perdo.
NSo dizer mal de ninguem be antes bum (Traducido'do francez,)
principio de prudencia do que debonradez.
lia occases em que he hum dever desmas- __-^___
cararo velhaco, ou anleciparo malvolo .- mas
lie sempre huma obrigacSo real facer valer o
hornero de mrito, e augmentar asuainfia-
eucia ., alargando a sua reputacSo. Nao has-
la evitar o mal poiin sim fazero bei.
lotera do theatro.
Os Bilbetes t\\ primeira parle da prirmra
Lotera do fhealro, cujas rodas andao im-
A mentira be inseparavel da calumnia : a preterivelmente no diadezesete no Consistorio
opiuiao ger.l considera o primeiro destes vi- ida Igreja de N. S. da Conc-icao dos Milita-
irao si o leaos, ou si oconiie- cos como vergonboso o se.;undo como infa- res. acbao-sea venda as lojasdosSrs. Ma-
ais a proposito que seja as per- me: quasi todo* os oul roa acha indulgentes, noel uoncolves da Silva Amonio Gomes
embarace, he sem igual. ou vang!orio$os que delles fa/em tropbeo 5 mas Pess0a Canlozo Aires, Vieira Cambista,
aquelies, invariavelmente .despresados e re- na ra da Cade-a do bairro do Recife, e as
geilados, nao lem nem apologistas nem jac-jdosSrs Antonin A Ivs Teixeira Bastos na ra
la ociosos: e entretanto nada mais commum do Crespo, eJoaquim Claudio Monteiro na Quarteis D. oira precisa de uai creado hbil,
lempo de do dous a quatro mezes e firma
contento ; aonunci.
W O abaixo assignado faz scienfe que eom-
prou um meio bilhcle da primeira parte da
primeira Lotera a favor das obras do Theatro
N. dous mil etrezentos eduarenta e quatro
porconta do abaixo assignad.) e dos Srs. An-
tonio francisco de i'aria, eJoaquim l'ereira
Cetano Jos Ramos o Boarentnra Mncicl.
Jos do Stcrameiilo Silva.
C7" Acba-se aberta a Aula da rua de I lor-
ias caza !) 4' ''"'!;? o : do crecente tnw.
a pessoa que pretender app'icar seo tillioc.i
as pnmeiras Letras com cello, cuidado, c
profllptldo cm poucoi lempos ; podem din
gir-se ao mesmo logar para tratar ; assidl
como lambem na mesma caca precica-sc de du
ceios mil rs. pira se pagar i m obras deal-
veuaria grossa ladriibo, le lia e tapamen
lo, pondo-se no pon i que for determinado
e por preco commodos quem Ibe convierta!
negocio dii ija-se a dita caca cima (ti" ada
r; com quem tratar adverlindo-se que seda
fiador a quanla pedida.
t/ i.i-se cento oiicni.t e chico mil res ,
adinheiro, por apolices da extineta Compa-
nln.i de Pernambuco, eParaiba* quemas
tivef e quicer dispr dirijase a loja do Sur.
Francisco Joze Pereira Biaga no Arco de
Santo Antonio I) a.
t3" Precisa-se fallar ao Sr. Simio Antonio
Barbosa braseiro adoptivo cazado nesla
Provincia ; ou a pessoa de sua familia a nego-
cio de grande interessu.
6^ O holequim e caza de pasto da rua dos
om nossos coslumes do que aquelies dous vi-
cios ; ou mais desgraciadamente alguns pode-
rosos nao duvidao servir-se dellcs como meios
polticos, e dar com islo bum dos exemplos
mais perigosos. A verdade he a base de toda
a connnca publica e particular : sem ella
nenlium i sociedade poderia subsistir.
Ha poucas repulaces mais lsonjeiras do Dramas de grande espectculo j;i annuncados,
que a de bum bomem verdadero : ella traz (precisa para inanier as despezas indispensaveis,
comsigo as mais essenciaes. He bello quando de sessenla Socios (pois tantos sao os Camaro-
se diz : cu o vi eu oouvi
do Queimado no bairro de aulo Antonio,
THEATRO.
O Director para apresentar om ?cena os
A re ui ao, todava be
em geni i
antes
i acaso do 'ue do mrito. He
dominante dos clamores pblicos :
uja preponderancia prova tanloasnpe-
ri eal, ( mo prova que tem raso a-
. que mais grita. He mima especie de
luteria em que se pode tirar premio sem
coroprui bilhcle, em que o maior numero de
bilbelesadquiridos augmenta odas probabili-
dades mas nunca pode tornar-se huma cer-
teza completa podendo o premio grande sa-
bir igualmente ;i aquello qu nao tem sino
bum grao de justa pretenco e aquello que
po-suo \inle Eu nao Bei que poeta compara
a lama bum spectro composto de bocease
oreihas sem olbos huma batanea lalsa u'hu-
m a mo e huma trombela desafinada uaou-
ira. >
Poderse suppr por honra da humauida-
de que este prazer secreto, que lauta gente
seuleou lueoosuiezar os seos conhecimeulos,
he mais veces o resultado do infortunio do
que da iuveja ou da matdade. No ha bo-
liiem que nao tenba sido dilacerado pela ca-
lumnia : ha poucos que nao tenhao tido ,
por momentos, a lentaco de se julgarem os
entes mais desgracados : elles ncba bum cerlo
alivio em ver que nao sao os nicos a quei-
xar-se que ha graos de infelicidades inferie-
res OS eos o. que a repulaco dos outros nao
lie mais iuvulneiavel doipie a sua.
Os grandes depender este respeito intei-
rameute dos pequeos. Hum subalterno a-
v. se liver principios dVcosnha melhor ser.
tZF" Urna pessoa que lem os conhecimen-
tos necessarios se propoein a ensinar Latim e
Rbetorica por mdico preco : as pessoas a
quem convier podem se dirigir rua do Jar-
(im caza que tem este nome : o aiinuuean-
te prometi apromptar os alumnos, que se Ibe
conharem no menor lempo possivel.
S^* O abaixo assignado faz sciente ao publico
que deixou de ser Socio de Antonio Fernandos
e que ninguem i tes) a quarenta mil reis cada um para a for- Velezo no armazem de fazer bilis e mallas
ousa duvidar A auriga Cavallara liga va urna maco de urna Soiedade Tbeatral. O- Se- que os niesmos tinbo as Cinco Puntas e como
ideia tao injurios t ao desmentir que sc> o s :n- nbores que pretenderen! ser socios, podem Ji-
ge poda lavar a sua afronta. Este meio- 'gir-se ao Srs. Lniz Moreira de IMendonca ,
preuizo
ainda em vigor em alguns servi- Jos Peres da Cruz, loja na rua do Cabug ,
os, olerece hum contraste bem singular.. e Hercuiano Ju.- de Freitas isto at odia
He que nao lia classes de homens ao mesmo | vinte e dois do correte, a fim da so dar prin-
lempo mais e menos verdica do que a mili- cipio aos trabalbos Tbealraes.
lar. Fallai de quarlel de galanteio ou de !
liiccoes guerreiras podis estar potico mais ou j
menos certo de que os pormenores sero to |
i arciaes os ornatos to prodigalisados que
apenas se Ibes aperceber. o fundo. Trata-
A visos O i versos.
se de hum testemunho esseucial de hum a-
srv" Aluga-se urna creada portugueza na-
(*) Observations sur l'fispt des lois.
ust positivo, he entre elles que se acba com- tural das libas, a qual saiie coser, lavar,
miimmenle mais veracidade e exactido. A ensaboar engomar, cosinhar, ete ; quem
primeira parte do contraste nao he siuo huma a pretender dirija-se a rua doJardim D. de-
ridfaularia ; a segunda be huma virlude : zoilo.
Kuma ir-.vm da vaidade, a oulra nasce da Df" A pessoa que tv%r algum sitio naes-
coragem. Irada de iiellem ou no lugar chamado Joo de
A honra lem lambem ligado bum tal preco Barros, que be na mesma estrada al Santo
;i inviolabidade das p--omessas que faz mu- Amaro ; querendo arrendar animalmente sen-
las veces como as dividas dejogo preferir do dito sitio de frucleiras annunce.
hum dever de conven o; bum de [irohidade. C7" Quem Ibe faltar urna negra detreze
Este uso felizmente hum pouco envelheeido annos paca cima de nacao Ca- ange de no-
suppunha huma palavra tacita de se desohri- me Luiza a qual nao sabe dizer onde mora
gar em vinte e quatro horas: seguiao-so da- : seu senbor: queira apparecer em Fora de por-
qiii falsas conseqnencBi, masque par iao de tas na venda de iogo Rodrigues, quedando
hum principio solido. He que para julgar a[08 signaes cerlos lliesei entregue, e se Uie
dir quem a pegou no da quatro do correte.
Or Aluga6-se duas pelas ou moloques
para vender azeile das tres horas da tarde s
seis; na rua de Santa Thereza venda O. 13.
Iy Arrenda-se urna casa de sobrado de
dous andares c loja na rua do Cxo em Olin-
da com bons commodos quintal murado com
porlo para a rua da Cadeia e algumas ar-
vores de iructo ; os pretendentes dirija-se a
loja do Sr Baudeira na rua do Cabug que
dir quem faz o arrendamenlo o qual he por
preco cmodo.
ZJJT Precisa-se de um homem nacional ou
cslrangeiro paca o servico do campo assim
como de um bom canoeiro para servico diario :
os porlendentcs dirija-se a rua xNova loja de
caldeirciro D. i4
tST Um rapaz braseiro de bons coslumes ,
jiropc-se a ensinar Grammatica portugueza ,
e latina, ainda que seja para lora da Paca ou
para o certo ; quem delle precisar annuncie.
J" Arrenda-se um sitio com excellente
caza de vivenda beira da estrada com pro-
porces para ter dezeseis vaccas de leite boas
ierras para boi ulice e capim j no principia do
magnenimdadefundamental de huma nacao,
do hum.chefe ou de hum particular, huta
quasi conhecer o grao de fidelidade que elle
observa em seos (ratos.
Sa vida ordinaria he dilbcil fallar sempre
verdade O gracejo, codiverlimento per-
mittem alguns fi'geiros desvos ; e nao se pode
dizer tantas vezes como se pensa: Sur. meo,
\ m he bum velhaco : Minba Sra. Vm. be
huma patela: estas proposices se tornaria
lemasiadamenle communs. A polidezbe hu-
ma mentira quasi coiiluua ; mas ainda assim
a dignidadepessoaldeve prescrever-lhe limi-
tes.
Tem-se repetido militas vezes que nos
juicos particulares se deveria imitar a cir-
cumspecco dos magistrados que nao pro-
nuncia sino depois de ter ouvido ambas as
partes e confrontado as teslemunbas. Pou-
cas cousas ha to diiiiceis como contar bum
lu lo sem inclinar para um ou outro lado, e a-
inda be mais raro ser delle informado com ex-
actido por bum relalorio eslranbo. O que
he a verdade quando tem passado por hum
cento de boceas cada huma das quaea aug-
' dita Sociedade teve lugar s perto de trez me-
zes para queo publico nao auize mal o abaixo
assignado declara que finalzou por motivos do
dito Socio cima gostarde couzas novas Do-
mingos Martius hamos.
j~ Troca-se urna casa terrea por com-
modo preco', por um sobradinho na Bairro do
S Antonio que sirva para bomem solteiro :
quem pretender annuncie.
SST Pcrdeo-se desde a rua Dreita at a Se-
cretaria do Governo, um irancelim de relo^io
lendo na ponta urna chave de ouro moderna o
om baixo urna coralina encastoada na mesma
chave : quem a achou dirija-se a rua crin! D. a que ser gratificado.
52T Quem precizar de um rapaz Irazileiro
para ensinar i. letras fora da praca para
o que se acha snfhcientemente habelitado nao
s por ter os conhecimentos necessarios como
pelo exercicio em que se acha nesta profissao ;
annuncie para ser procurado, ou dirija-se
neste Recite ao 3, andar do sobrado da rua da
Scqzalla \ellia junto ao de Joo dos Sanios
Porto c na Cidade de Olinda ladeira da Mi-
zericordia caza D. la.
13?- Arrenda-se um cirio na Madalena, com
casado pedra e cal, a qual lem duas sallas,
seis quartos cosinba fora casa pira estriba-
ra tnsala para pretos, duas cacimbas, ten-
do huma muiio boa agoa, baxa para capim,
um pomal de larangeiras com cento e tanlo
pos alguns coqueiros e mais arvoredos ;
e tambem huma otara coberta de telba com
dous fornos, sendo hum paralelha e outro
para tijolo, o qual leva deoito a nove milhei-
ros, e tem a vantagem de com tres pessoas
sahk oti;oli) do forno para a canoa com a mai-
or presteza possivel ; os pertendentes dirijo-
se a ruado Vgario armascm D. 11 ou no mes-
mo sitio a tractarcom Miguel Correia de Mi-
randa.
tW O Assionista das Cautellas desman-
chadas de bilhetcs das Loteras em decima par-
te faz sciente aos apaixonados desle jogo que
tambem lem cautellas pertencentes a quarla
parle dos bilbetesda Lotera do Theatro, em
ujas cautellas o maior premio hoi:5ooUrs.
a qual corre fiupreterivclmente a detesele do
corrcnle : vendem-se na Boa isla na ca/a do
Sr. Sara i va u na do annunciante nal Cinco*
ponas D. nove e nos mais lugares j uin.un-
ciados.
?
^


1
*""J* Desoja-se fallar a os Srs. Maniol An-
tonio Pereira natural do Braga Joo .os da
Silva natural de Lisboa Bernardo Jos
Pedro natural de dita Jos Luiz Goosatves
natural do Porto queem algum lempo mo-
rou no lugar do Garuar ; annunciem suas
moradas.
CJ" Aluga-se urna casa noba>rro de S An-
tonio com 3 quartos bom quintal e cacim-
ba e da-se um anuo adiantado ; quem tiver
dirija-se ao atierro dos aflog Victorino FerreiradosSantos.
CJ* Quem precisar de um administrador
Jiara um engenho que tem bastantes conhe-
cimentos desle servico difija-se a ra estrei-
ta do lo/ario no segundo anclar do sobrado De-
cima J-.
t;j" Quem precisar a luga* urna carraca
para conauzir materiaes ; dirija-se a ra no-
va D. 2; o-.: :o sitio da capeUa J mondejo
t7" Quem precisar de um feitor para sitio
hbil para todo o servico dirija-se a ra es-
trella do Rosario J> o.
DIARIO DE
PERNAMBCUO
CJ" ptimo caff com leite cha, bifes e
&c- para alfnoco ; na casa de nev do beco
do Theatro dasoite boras em diante e nos
Domingos edias Santos baver mao de vacca
guisada
CJ* Um moleque deflade de ra annos,
por proco com modo ; na ra estreita do Ro-
zario D. 47.
CJ* Untbilbarcom todos os seus pertences;
na ra da alfandoga velha armazem n. 3.
CJ" Um mole ;uede idade de io annos, ou
troca-se por urna morada de casa em Olinda ;
em lora de portas n. 17
CJ* Centellas correspondentes a lotera do
Theatro a 5oo rs. ; na ra larga do Rozario
loja de miude/as D. 7.
CJ' Pas Pipas de agoa ardente e moi-
nbos de moer millio ; na ra do Livramer.to
armazem de loucae molhados D. 10.
CJ" Urna carroca e um cavaiio para a mes-
ma ; ao sabir da ponte da Boa vista a pri-
meira venda.
IST Um escravo de 18 annos de idade o(R-
CJ* Quem annunciou querer comprar H cial de sapateiro ; na ra do crespo loja D. 7
cadeiras,dirija-seas 5 puntas D. a3onde tem a gJhr com Manoel Jos Lopes Braga, que
lampiao. dir.
ES" Perdeo-se na ponte da Boa vista um -^ Taboado de pinho da Suecia de su-
cbales amarelo 5 quem achou qnerendo res- pcr;or qualidade de differentes hitlas, c
tituirdirija-se a roa nova I). i(j em casa de por proco commpdo ; no forte do matlos na
Mr. Theard.
c^~ PrecJsa-se de
pronca de I'edro Francisco de Mello ou no
um pequeo que seja armazem de assucar de Jos Antonio Silva
portugus de idade de 12 a 14 anuos; na Vianna
ra larga do Rosario loja de miude/as D. 7.
IjC i I Ti o
CJ" Um moleque de idade de i5a 16 an-
nos com bonita figura ; na praca da Inde-
pendencia ii. 11 e 11,*
CJ" Urna cabra bicho com dona cabritos pe-
sar O abaizo assignado faz leito po,r con- q,,enos, d garrafa emeia de leite: na sol-
la do Sr. Manoel da Costa Mues da Villa do dude I). 7.
Propia, de 900 rebolas que Ibe remeleo no cy Urna casa terrea na boa vista mallo
Hiale S. Sebaslio no dia 7 do corrate no lamba pelo proco de um cont de reis, urna
no armazem de Antonio Armes Tacme Pires dila na casa forte por 35o,ooo 2 na estrada
110 caes da AUandega. do arraial a grande por 4oo.ooo e a peque-
Manoel Joaquim I odro da Cosl^. na por'.i5o,ooo c tambem se trnco por es-
CJ- Que faz o Correlor Oliveira de en- cravos novosou ladinos, tambem se da pra-
ehadas machados 5 meias ditas, ditas de so com boas firmas por tem pode seis a doze
cana fcixos com ac com avara, por c0nta metes; trata-se na ra do Queimado loja De-
dc quem pretencer de caivetes de todas cima 11.
as qualidade- afiadores navalbas para bar- CJ" Qneijos londrinos ; presuntos ingle-
ba e de marinheiro lezuuras lancetas zes muito frescos c de superior qualidade ul-
para cirurgio, facas e garlos de cabos de timamenle cliegados, latas com salrao, di-,
roarfim e de osso caixiulias de mogno con- tas de sopa preparada de differentes qualida-'
tendo cada urna 5o ge rfos e facas de supe- des, vinhos em garrafados de todas as qua- j
rior qualidade cabo de prata lavrada e mui- lidades batatas figos agoa ardente de
tos oulros artigo* desta natoreza em perfeito franca em gairalada ,'eerri quartoins : tintas
estado quinta fe ira seis do correte ; no seu preparadas de todas as cores olio de linhaca ,
armazem da ro da Conceicb D 4* saptos ingleses chapeos do Chile, lijlos
CJ- Joo Stewart, consignatario da Barca de ariar facas vid ros de conservas de todas as
Inglesa Mary-i harlottc Weber arribada a qualidades muslarda ingleza poz desidlitz
este porlo tem de continuar a dispor de par- em caixinhas balaios de sal refinado, lico-
te da carga da mesma Ha rea para suprimenlo res de differentes qualidades, caixinhas de
das despegas do seu costeio ; faz ledo por phoforo copos lapidados para .vinho e agoa,
intervenco do Corrector Olivoira sexta fei- carros de mao, fumo americano para mascar,
ra 7 do corren te dos artigos seguintes; urna .charutos vellas de spalmacete em caixas e
cama ; cmoda armario com espelho apa- a retallio, roupa feita bonet escocezes e urna
relho para cha copos, irascos, bacas e jar- porcao de garrafas vazias ; na praca do corpo
ros de porcelana vasos dita ede rame para Sanio armazem de Joo Carroll & fiHio.
lamparillas, chapese bonet para meninos, | sW Caulellasda Loteria do Theatro a
bordados de fio de ouro meias e luvasde se- : quinhenlos ris; na praca da Independencia
da cobertas para pratos de metal candi- loja de encadernador n. 'j6.
ti ros vidros para espelbos maquinas para j CJ* Farinha de milho fina a i.oo a arro-
f'azer caff lavatorio completo, sa palos e bo-, ba dila grossa para cvalos a 800 reis, em
tins para senbora relogio de bronze facas porcao se dar maiseuconta 5 na ra da sen-
de mesa caixas para tabaco, tinteiros de zalla nova D. 1.
bronze, v avalas de seda suspensorios, pu- CJ" Ou troca-se um moleque de idade de
pe pintado para forro de salla um quadro ,
irasqueiras, guardas joias; pescocinhos de
cassa erme de arroz prefumarias apara-
dor mezas pequeas, baixella de casquinha,
c muilos oulros objeClos de bom gosto.
C o 111 p 1* a s
12^" Papel pautado para msica que seja
bom; quem tiver annuncie.
%& Seis cadeiras que cstejao em bom uzo,
nao sendo americanas ; quem liver annun-
cia.
tsy As obras seguintes ; arithmetica al-
gebra geomelria tngnomelria sendo to-
das de Lacroix ; na pracinha do Livramenlo
loja do liurgos ou annuncie.
XST Um prelo padeiro, que nao seia vicio-
so ; na ra Direta padaria do Macha*).
SS" A historia sagrada e eccleciastica em
bom uzo ; quem tiver annuncie.
CJ" Um moleque ou negro, que e nlenda
decozinha; na prac da Independencia n. 7 8.
Vendas
tsr Cautollas correspondentes a Loteria do
Theatro conlendo premios infalivcis, a pre-
co da quinhenlos ris cada urna ; nesta Typo-
r rafia
OP~ Quatro casaes de pombos batedores,
por preco cemmodo ; na ra da roda casa ao
pe* do sobrado D. o.
i 1 annos ; por um negro, ou negra : na ra
do Queimado loja D. 7.
-SS^" Muito boas bichas de Hamburgo, gran-
des e pequeas brincos de filagr grandes
e pequeo, urna canoa de carreira ; na ra
estrella do Rozario venda da quina da ra das
larangeiras.
nr Urna burra de ferro para guaidar d-
nheiro, muito boas bolaxiuhas Hamburguezas
em latas de follia de flandres ; na ra da ca-
deia velha D 17.
C^ Urna escrava de nacao com bonita figu-
ra de idade de 18 annos com algumas ha
belidades vende-se por seu dono se retirar
para Lisboa ; na ra Direita O. ao lado do
Livramenlo.
tsr Um palanquim em bom estado por
preco commodo; na ra do Vigario botica nu-
mero 71.
CJ* Por preco commodo sacas de gomma de
muito boa qualidade ; atraz do Corpo Santo
n. 16.
$33"* Urna porcao de couros de cabra ; na
ra da Cruz n. 38.
" SST Um atlas pequeo dos modernos e
urna carta geogrfica ludo por preco com-
modo ; na ruu do Jardim casa do mesmo no-
meonde tem aula de primeiras letras.
V~> Um caixo de urna casa ja repartida
com tres frente sendo urna para a ra da roda,
outro para S. Amaro e a outra para um beco
cordo e cantara tudode pedra ja em es-
tado de receber o travejamento, e ser alevan-
tada para tres andares por ter os alicerces
mui bem fundados ; a Iralar a ra docol-
legio do lado da praia D. 5.
tS" Ametade de duas casas, sitas no at-
terro da Boa vista ; a tratar no segundo andar
do sobrado defronte da Matriz da Boa vista,
pintados de amarcllo.
\W Seis escravos 3 moleques de 10 a 14
anuos de idade, ptimos para aprender qual-
quer ofticio urna molalinha de idade de 16
annos core e faz o maisservico de urna ca-
sa urna prcta moca com urna cria de 3 me-
zes faz todo o servico de urna casa e boa
quitandeira um molato ptimo ofticial de sa-
pateiro de toda obra, e oplimo pagem ; na
ra de agoas verdes casa terrea D. <*;
ttT Bolins de Lisboa e francezes sap-
tos de urna e duas solas meios bolins, ditos
borzeguins do lustro com o peito do p de brim
e de duraque preto sa patos de couro de lus-
tro para homem e senbora dilos de duraque,
selim e marroquim de todas as cores, chi-
nellas para homem bolins para meninos ,
sapntos para dilos, lavas de pelica para homem
e senhora chapeos deso de seda bicos de
linho lencos de seda fitas de garca chapeo
do chile de copa alia e aba larga ; na praca
da Independencia loja de Jos Antonio da Sil-
va n. 7.8 e 3i
tey Champagnhe Ay vinhos de Borde-
aux de todas as qualidades, dilo do Porlo,
Xerres alicanlhe muscalel conservas de
vinagre, ervilhas, fruclas da Europa apa-
relhos de porcelana branca para eh bolaxa
Hamburguesa azeite doce vinho de Bour-
gagne copos para vinho, e rauitas outras
cousas; em casa A. flosch, rua-da oadeia ve-
lha D. 17,
SS7" Urna negrinha de idade de iS annos ,
boa rendeira cozinha e tem principios de
costura ; na ra de borlas casa terrea defronle
do beco de S. Pedro D 10.
^ S2T Na loja da praca da Independencia n.
27 de Jos Tavares da Gama por preco
commodo o seguintes sortimento de calcado ,
e oulros objectos da melhor qualidade e gosto-
A saber calcado de bezarro francez bolins,
e cpalos de Lisboa para homem calcado de
marroquim duraque, cordavo, selim, cou-
ro de lustro e botinas de duraque para se-
nbora calcado do duraque, marroquim se-
lim cordavo, e couro de lustro para me-
ninos e meninas, chapeos pretos e brancos
para homens e meninos, chapeos de sol de se-
da para homem e senbora sapatos de lustro,
e chinellas de marroquim para homem ben-
gallas da todas as qualidades, ede muita bom
gosto ; adverte-se que a pessoa que em dila
loja se afreguezar haver toda conlempla-
co.
LT5" Bezerros francez a duzia a -10,000 e a
ret ilDo a 2000 a pelle ; na ra Direita loja de
couros D. *8.
C? Urna prcta creoula moca de bonita fi-
gura cozinha la^a e faz todo o mais servi-
co de urna casa; na ra da trempe na segunda
casa nova junio ao Sr. Vigario Feliciano.
C^ Urna escrava parda de elegante figura
de idade de -o annos engomma com loda
perfeicao he ptima costureira', e cozinha
bem afianca-se a sua boa conduela e da-se
acontento, urna dila moca de bonita figu-
ra com urna cria as habelidades se dir ao
comprador, i moleques de idade de i3 a i/f
annos um delles ptimo para pagem, e urna
escrava que faz lodo o servico de urna casa; na
ra de agoas verdes D. 3rf.
sy Cautellas da loteria do theatro a 5oo
ris ; na ra Direila venda que foi de Jos da
Penha.
STt- Meios Bilhetes da Loteria i\o Theatro,
e urna carleira de escriptorio propria para lo-
ja ; na ra do t abuga n. \.
tST Meios Bilhetes da Loteria do Theatro ,
a -4 (.0 ; as 5 ponas l), q.
CJ* Linhssa muito nova e louca da Ba-
bia de todas as qualidades ; na ra da senza-
laD. i.
Escravos Fgidos
CJ* Desapareceono dia 4 do crrenle um
molato de nome Francisco, de idade de 21
annos estatura regular grosso do corpo ,
cor quasi escura em urna das faces tem urna
sicatriz suissas que passao por baixo do quei -
xo pescoco curto as maos com bastantes
calos e os pseom algumas rachas as solas,
levou vestido camisa de algodao e calcas do
mesmo, julga-se ter tomado o caminho da
estrada nova : pede-so. as autboridades polici-
aes quedellesouberem o prendoe o facao
conduzir a casa de stu Snr. Francisco Martins
oe Lemos na passagem da Magdalena que
satisfar todas as despezas com elle feilas, e
recompensar generosamente.
CJ* Mara de naco calaba estatura j
alta vende pndelo todas as noiles 'ao p da
ponte da Boa visla levou vestido branco e
saia preta e panno preto ps grandes e
grossos tem urna velide no olho direito que
pouco se percebe ; quem a pegar leve a ra da
cacimba I). 5 quesera gratificado.
CJ" Urna negra de nome Joaquina Veigas.
de idade de 3 annos estatura regular, rosto
redondo nariz chato com urna marca na
testa tor fulla ; quem a pegar leve na praca
da Independencia n. 11 e la que ser re-
compensado com 40,000.
CJ" No dia primeiro do corrente indo para
0 engenho Basleo o negro Roberto alterna-
do do gento de angola, desapareceodo en-
genho Arariba debaixo tem os seguintes si-
gnaes ; alto secco do corpo cor fulb com
um talho naca beca da parle esquerd. barl
no queixo olhos abitombados levou urna
hacia, pela, de idade um i5 anuos; quemo
pegar leve a ra de Hortas D. 55 que se-
r bem recompensado.
CJ* EmNovcmbro*ae 18I7 fez transacio
com Joaquim dos Santos o Sr. Thomaz de A-
quino Piulo Bandeira de irm escravo creoulo
de nome Joo que foi do Snr Jos Thomaz
1 uirque residente na Cidade do Cear esse
es anuo, e consta ter se dirigido para esia men-
cionada Provincia pede-sed qualqner pes-
soa que tendo noticia do dito escravo, facao
apprehencao com as de vidas segurancas e
avlsem a Joaquim dos Sanios em Pernamhu-
co como proprielario do dito escravo tem os
signaes segninles ; de constituico forte es-
padaudo olhos esmorecidos nariz chato ,
labios grossos e denles da frente podres.
CJ* Nodia primeiro do correte fugio um
molatinho de nome Fiel de idade de -o a
1 1 anuos secco do corpo sem le/.ao algu-
ma trigueiro cabello carapinhado levou
calcas e camisa de algodozinhosujas cha-
peo de palha pequeo com laco de fita meia
branca ; quem o pegar leva a ra de agoas
verdes teuda de marcineiro de Francisco de
Paula Cavalcante ou a o engenho de Macb-
ac a seu Sr erlarmino de Amida Cmara ,
onde ser recompensado.
CJ" Iloga- se a os Snrs. Sub-Prefeitos e
mais autboridades desta e mais comarcas e
pessoas particulares que souberem ou virem
urna negra de nome Josefa ( seno mudou de
nome ) de idade de 34 annos, altura regular,
secca do corpo cor fulla nariz chato com
urna marca de ferro de sua trra em cima ,
um dedo grande alejado em urna das maos, ps
pequeos costuma intilular-se por forra .
quem a pegarle ve ao atierro da Boa vista n;
t que receber o,ooo de gratifica o.
CJ* No dia ao do p. p. fugio um escravo
de nome Jos de naco costa estatura me-
diana bem fallante com bastantes lalhos no
rosto, foi vestido de calcas de brim branco ca-
misa de chilla amarella colcte branco e
chapeo de couro ; quem o pegar leve a ruada
cadeia do Recife n. 5y que ser recompensa-
do de seu trabalho.
CJ* ISodia 27 do p. p. desapareceoda casa
de seu Snr. um escravo creoulo de bonita
figura bem preto com o olho direito mais
pequeo e defeiluozo parte dos dentes da
frente podres de idade de 18 annos, pe-
dreiro ; quem o pegar leve a ra do Crespo
loja de Antonio da Cunha Soares Guimares.
CJ* Boga-se as autboridades policiaes e ca-
piles de campo apprehencao de um escravo
de nome Pedro Lauque official de sapateiro ,
alto secco roslo comprido, anda por esta
Cidade e pela de Olinda inculcando-sede for-
ro ; quemo pegar leve a Manoel Jos Gon-
salves Braga junto ao arco de S. Antonio ou
a seu Sr. Caetano Francisco de Barros Wan-
dei ley no engenho cachoeira de Seriuhaem ,
que recbela 00,000 de gratificaco.
jMovimento do Porto
NAVIOS SAHIDOS NO DIA 5
RIO DE JANEIRO; Patacho Feliz Amisa-.
dp M. Jos Joaquim Machado carga va-
nos gneros, passageiros dous escravos.
ENTRADOS NO DIA 5.
BAHA; 14 dias, Brigue Russiano Noroe-
guonse Columbus de 378 tonel., Mostr
H. O. Janse, equip. 12, era lastro; a
Schramm.
OBSERVAgOENS
Entrou para o Mosqueiroo Brigue Inglez Por--
cia, que estiva fundiado no lameiro.
RECIFE NA TYP. DE*!. F. DE F. 184c


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