Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04005


This item is only available as the following downloads:


Full Text
-

Anno de 1840. Sexta Feira
rJU "S""" dePenfle de n6s oS; da nossa prudencia, modera- M
cao, e energas conminemos como principiamos eseremos aoon^W
com admiracSo entre as flaces mas cultas. apontado
Proclamacao da Assemblea Geral do Brazil.
" "* I ?-fr^~_____
Subscreve-se para esta folha a 3ooo por miartel n,n. a- j
nesia Tjpografia, rUa daaCroaeaU? enXar! Ti af,,a",a'l"s
p.,5, eos, onde receben, corresponded Si^S, ..MES*
*- ~ .1S| -ndo desproprios as.^^US^:
Partidas dos Correos Terrestres.
Citlade da Parahiha e Villas de sua prrtenco
Dita do Rio (irande do Norte, e Villas dem...................
Dita da Fortaleta c V-llas dem.......W.\'.\\\'.\\------\" Segunda e Sextas Fciras
Villa <;e (jotanna.......... .............
Cidade df linda...............................
Villa deS. AatSo ... .......................rndn n< rfiaa,
D.ta deGaranhuns e PoVdas'd Bo'nto '.......'..............9.uin*aa fein"\
i.asdo Cano. Serinbaem. Kio Foi mozo, e Port Caira '.........m C *4 dera;.'a mPk
Cidade das Alapoas. e Villade alacei .. ............\A'm e '" dlto dll
Villa de Paja de Flores...... ......................Jdein Idcm
Todos otCrrelos parUmao'mlo da..................Idem ** d'l dt0' *l
31 de Janeiro. Numero 25,
i~iu___-i-'------------L--------'' "" "'"'
CAMBIOS.
Janeiro. 29.
Londres...... *n II* ti 33 por Ifooo red.
'islioa....... Hn por 0/0 premio, por mciai oi7erecido;
""C"......."4!> reis por/raneo.
I 10 de Janeiro ao par.
(JCJi'J Moedas de 6#oo rs Velbas 1^700 a i40qco
D'is ,, ,, Novas i4^Jo<. a f^jco
.". '' e t HA I A Pataces Braaileiroa....... i#5o a ipio
PetosGolumnarios------------- i'jo a l1";
DitosMexicanos----------------- i.i>o a ifi
Premio das Letras, por met t 11S a t i|i |>or Joo
Slocda de cobre 3 a por ;oo ile disc.
Das da Semana.
37 Segunda-----S. Joo Cbrisostomo B.-------SessSo da Tber. e aud. do J. de l) da 1 v.
a8 5".....g. Cyrillo I............Rellaco and. ,1o .1. da I), da ,. T. man.
><) Ociarla-------S. trancisco de Salles U.-------SeaaSo da Thexouraria
3o Quinta------S. M.iliona V. M.........KelacSo e Aud. do j. de D. na ,. v.ra de m.
"'' a*fz I------.aro Nutacu........acs. ca mez. e aud. co J. de I, dm.v.
1 habbado-----Jej im 8. Ignacio B........Bel. e aud. do J. de 1). da 3 v
1 Domingo-------Porilicaco de N. S.-----------------
Mare\cheia para 9 dla\l\ de Janeiro.
As 2 horas e 6 minutos da tarde As 2 horas c 30 minutos da raanbi.
c
PERNAMBCO.
COM MANDO DAS AR MAS.
Expediento do da 27 docorrente.
Officio AoExm, Presidente, devolven-
do-lbe competentemente informado o requeri-
inenlo de Joaquim Hcrculano Pereira Caldas,
que pedia ser admillido no servicodaGuarni-
cao, em qualidade deTenente que era do e\-
tinclo BatalhSo 18 de Cacadores,em 18 te, vis-
to que a Regencia em Nome do Imperador
por Decreto do 1. de Jullio de 18 $4 'he havia
perdoado o tempo de degredo que Ilie falta-
va para o completo dos 5 anuos a que fora
condemnado pela Junta de Juslica em i5 de
Novembro de i8?o pelo crime de bigamia
Dito Ao mi'sini) Exm. Seulior, com-
municando-llie que o terceiro Batalho da
Guarda Nacional da Capital dando hoje a
ffuarnico deixou de forneeer o official supe-
rior do Dia, e o official Commaudantc da
Guarda Principal, falla esta que j nao era a
rimeira na guarnefio pelo que ro;;ava
ouvesse de providenciar demaneira, a ser
boje suprida e acautelada para o facturo.
Hito Ao mesmo F.xm Sr. devolvendo-
Ihe competentemente informado o requeri-
mento de Anna Mara dos Santos que sup-
plicava o abono da prestacao que seo filho
Manoel Marques, soldado, do segundo Ba-
talho Provisorio expedicionario ao Mara-
nhao lhe deixara em soccorro nesla Capi-
tal.
Dito Ao Prefeito da Comarca disen-
do-lhe em resposta ao seo ofBcio desta data,
que llie bavia sido entregue o soldado de que
fasia mencao
Dito Ao Commandante interino da For-
taleza de Tamandar, disendo-llie em res-
posta ao seo officio de < do frrente,-^ que o
Canoeiro Francisco Xavier de Sai^a"nna,(
conduzia a importancia do pret doxAiroxai-
rife, i; a escolta que na mesma CaffJaJj|g
guia a importancia dos vencimentos do cs-
tacamento al o fim do mez e ordenando-
Ihe que as [iracas que compunha a escolta
deviao ficar no Destacamer.lo, recolliendo ao
Ralalho oulras em igual numero.
1-. Portara Ao Mu jor Commandante do De-
posito mandando d'ordens do Exm, Snr
Presidente cotamunicada em despa-
cho desta dala dar demisso ao recrula
JoSo Hoaventura da Silva llamos por ha ver
de confoimidade com a Lei, rrcolhido a The-
ouraria a quantia de 400U reis.
ANNUNCIO.
O Commandante das Armas competente-
mente aulhorisado pelo Exm. Snr. Presidente,
convida a um Senlior >acerdole para ir ex-
ercer suas funecoes r.o Prisidio da Illia de
Fernando de Noronha, vencendo por este ser-
vico o ordenado mensal de 3' reis, cor-
respondenle aos de Capelles di Tropa de
Linlia. O (|ue estiver nas circunstancias de
prestar este servico quera comparecer na
Sccrelaiia ;iiiia us dehoras da manha dos
das ulcis.
TlEZCLTtASIA DA FAZENDA.
E:\pudit-iuo Jo da *4 do correte.
Officio A o Proccurador Fiscal acompa-
n|tundo por copia a ordem do Tribu*
I nal do Thezouro Publico Nacional ex-
I igtndo informacao de qual o motivo porque
Bt agora nao se tem cumprido oqueioior
nado pelo artigo 7'. da circular de 26' de
Outi.hro de 1837 a respeilo dos proprios Na-
cionaes, a fim de dar todos os e&clarecimeu-
tos sobre tuda quantoaeste respeito tem oc-
corrido, e occorre para ser com melhor co-
nhecimento saptisfeita a referida exigencia.
Dito Ao Inspector daAlfandega, d-
sendo-lhe, que constando ao Exm Presiden-
te da Pravincia ter sido roubada dos Cofres
da Thesonraria da Provincia das Alagoas a
quantia de cinco contos de reis em notas, pro-
Fa-f Nao ce tendo elfeluado
perlivo sello ; e como as providencias que se
podem dar a este respeilo nao caben
nas attribuicoes da Thesouraria por li-
so lheroga sedijuie expedir as suas ordens
para que nas Estaces Provinciaes se nao pa-
gue vencimento algum aos Empregados no-
meados depois do 1. de Janeiro de 18 que prncpiou a ter execuco a citada Tabel-
la em quanto nao mostraren!, que satisfise-
ro os respectivos Direitos.
Dito Ao Inspector do Arsenal de Ma-
pagpmento algum, perdendo assim a i-a- nao se leudo elleluaclo a arromalarao ,
zeoda Publica os meamos direitos, e o res-lcabosemo dia annunciado por ser necessario
1 Illm. Sur. nsnelor
Feerero -
rinha,disendo-lhe,em resposta ao seu oHicio de
venientes das sobras da opcracaO do troco da ,4 do crrante que pela Thesouraria nao se
moeda de cobre, em numero de 5oo do valor olerece duvida no pagamento do fele do
de des mil res, quarta serie, esobanume- Bnguc Jpiter viudo da liba de Fernando,
racao de 39;ool J9;5oo assignadas por Luu lo-oque pelo mesmo Arsenal estoja desembara-
Jose Lopes Couto, o mesmo tem ordenado por cado.
officio de a3 do corrente que se d u maior Dito Ao Tenente Coronel Wanoel Jos
pubhcidade aos signaos caractersticos das di- de Castro Administrador Fiscal interino das
las notas fim de que nao se derramem na obra Publicas, acusando a recepeo dn seu
circulacao e porisso cumpre que WIWM as 0,ii0lu ja data de ^4 do corrente em qne par-
suas ordens para que na mesma Aliandega locipou acliar-se em consequencia de Nome-
setomem as Cautelas necessarias ese pro- aco do Exm Presidente da Provincia, en-
ciela conforme as disposices existentes, [carregado interinamente da mesma Ad-
I,",uaeso!Ticios foro expedidos ao Admns- ministracao durante o impedimento do
trador da Meza do Consulado Administra- Tenente Coronel Amaro Francisco de Mou-
der de Rendas Internas, Administrador do ra#
Correio Inspector do Arsenal da Marinha,
e ao Director do Arsenal de Guerra.
Porlaria Ao Thesoureiro da Fasenda pa-
ra passar do Cofre da Receita e Despeza Ge-
ral para o de Rendimentos applicados a-
mortisa o do papel acuantia de 679U res
importancia arrecadada pela meza do Consu-
lado proveniente de 4ofJ5oo no mez de Se-
lembro de 53bU5oo no mez de Noiembro,
\)versas Reparticoens.
TRIBUNAL DA RELLACO.
Seso do dia 3o de Janeiro.
dividiiem-sc em loles
a transfer ndo para sbado 1
convidado novo as pessas que semelbate ge-
nero quizerem para que compareci no indi-
cado dia as horas do costume.
Inspeccfo do Arsenal de Marinha Jo de Ja-
1840.
Jodio Manoel Miguis.
PREFEITURA.
neiro di
PiBTE DO DIA
a9-
NaAppellaco Crime desta Cidade, Ap-
e de looUreis no mez de Dezemhro doRen- pellante o Jttizo e Appellado Joaquim Eli-
dimenlo de i5 porcento das Embarcaces es- as de Vloura Escrivao Rebello ; nao temario
tr'mgeiras, rielo que por engao foi reco- conbecimento por nao ser o Appellado dos
lhida quelle Colre devendo ser ao se- Empreados de que condece este Tribunal,
gundo. < I Os Embargos de Jo/.e Joaquim de Oliveira
Jita.-- -Mandando debitar ao Thesoureiro esua miilder oppostos ao Accordo na CauzQ
~ *iioLiyrtjMja Receita e Despezados ren- de Appellaco Civel doJuizode Direito desla
rt'ih^s appKpj^Jgi^aHuirtisarriii do i apel a Cidade em i|ue 1 lie de parte Joo Ferreira dos
Santos. Esrrivo Rebello ; foi So des presad os
Na Appellaco Civel desla Cidade Appel-
Jrov'n-Jante Antonio Mariaho Pacs Brrelo e \i-
* j; seJfc.|,;;| Pt-dro Velho Barrete Escrivao Ban-
lal dug^.ira : Ke julgou pela sonfrmaco da senlen-
do 15 de "J11 Ido, ca pppollada.
das duvidas que,
ALFAJs'DEGA DAS FAZENDAS.
A Paula he a mesma do numero ai
quantia de queT
Officio Ao E\m.
cia significando-lhe, qne nao o
acbar declarado pela ordem do Tr
Thesouio Publico Nacional
prximo passado em rasfo
occorrerao sobre'a intelligencia da execuco
da Tabella a que se refere o artigo 11 da Le I
de ao de Outubro de .838, numero 6*0, que
os 5 por cenlo de que tracta o paragrapdo 2,
devem ser cobrados de todos aquelles a quem
Ibr concedido quahuer ordenado sold, a-
posentadoria tenca, pensao, congrua, ou
pralificaco annual em virtude de em prego,
officio ou Commisso Geral. ou Provincial,
MEZA DO CONSULADO.
A Paula he a mesma do n. 7.
Illm. e Exm. Snr.Foro presos honlera
; minha ordem e tivero boje diererentes
destinos; Francisco, preto esc-tvo de Ma-
noel Pereira do Re.^o pelo Capataz do Por-
to das Canoas do Recife por estar futido ;
Theodro tambem preto escravo de A .io-
nio Uranco pela Sub-Prefcito de Santo An-
tonio por se ter introdusido occullameiite em
urna caza o Curiado urna cadeira e dez mil
reis em scdulas ; Jos Francisco da Silva,
pardo, pelo T. Coronel Cetro, por ter da-
do urna cacetada em um menor ; Antonio
preto escravo de Joo d 1 Costa pela Pa-
trulba da Ribeira por estar fgido Fran-
cisco Jos da Silva Mayer branco por minha
ordem requisica do Promotor Publico por
connivencia no crime de aborto ; e Francisco
das Cbagas d'oliveira preto pelo Suh-Pre-
feit da Boa-vista por denuncia de haver el-
le desencantado um escravo alheio.
E' o que consta das parles boje recebidas
nesta Prefeitura.
CORREIO.
O Pataxo Dotts Amigos recebe .1 mala
para o Macei hoje -ii/as .10 horas do dia.
O lii ;;ni' I- liiij*He>^^b;i para Lisboa
comprehendidus os officiaes de Juslica Geraes
os Juizes de l'ireito os I esembargadores o
Ministros do Supremo Tribunal de Julica, os no dia 5 de Fcvera"%.*i^i*T-.
quaes devem pagar estes 5 por cento alem
do que deverem a titulo de novos e velhos; Em virtude do Art. /6da Lei Provincial n.
1 ireitos pelos paragrapdos 1, i5 e 16 sen- 7I de 3o de Abril p p' pela Adminislraco
do so isentos aquelles que a qualquer titulo Fis< al se hade comprar a quem por menos
venderos gneros segu ules; esleios de 4<> a 48
palmos decompridore 14 a 6 polegadu de
lace em quadro de^rosso linhas de 4^> a \l
palmes de ccniprido e 12 polegadas cm q-oad^l
degrosso*
Adiiiii.i-iirain Fiscal das Obras Publica*
3o de Janeiro de 1840,
Castro.
A. F. iuteriuo.
tiverem de fraeper gratifi'-acao ou venci-
mento que de sua natureza nao seja animal ,
e permanente consta agora por officio do
Administrador da Mesa de Beodas Internas,
queaparecendo na mesma Repartiese diver-
sa; Dcssoas com Pwsops, p IVomeac&M
de Prolessores, ou Officiaes do Corno Policial
c de ulros Empregados, c exigindo-se os re-
feridos direitos lent-sc retirado sem faserero
NOTICIAS PROVINCIAES.
Recebemos folhas do Rio at 9.c) do passado
e de Minas al 18 do mesmo ; 0111 ami-x es-
tas Provincias nada lera occorrdo de I
capaz, e tranquilidade seconservo inalte-
raveis.
As noticias do Rio Grande conlinuo a T
lisongeiras aos amigos da ordem, como se \ e-
r d iimolliio do residente ao minnlerio da
guerra, que abaixo copiamos do numero 5i5
do Despertador.
RJO GRANDE.
Em dala de 3o de novembro, cemmunica o
presidente do Bio Grande de S. Pedro ao mi-
nisterio da Guerra o se uinte :
Marchou huma expedico composta de 35o
homens d'infanteria e 1 5o de Cavallaria, a a-
tacar os rebeldes na villa do Rio Pardo. A
expedico era commandada pelo major Fran-
cisco Pedro de Abreu c, postada em dis-
tancia conveniente, entrou na villa o cap-
lo Bacellar com 5o caradores e bateo a guar-
nico que os inimigos ali linho matando-
Ibes hum official e bum soldado. Foi ali te-
mada agrande barca de cavallos que tinha
sido perdida na aeco do dia 5o de abril ,
assim ifimo nuairn peras de artiiPria eentc
c tantas armas de infantera boas espa-
das, arreos, ferro, ac e ferramenta de

Que eldes liuua ioO
cavallos, muitas fazendas de la pertenccnles
ao Francs Sarrasiis nr?n''', forucced0!' do*.
rebeldes ; vcio resgatada toda a muzica do se-
gundo batalho, que tinha sido perdida no
da 3o de abrl; c algn* resbalados pristo-


2
DIARIO
D R
PERNAMBDCO
ti
iifirok e apresenlados. en numero de mais de
tiiHoenla. Foi liunbem lomada a chalupa do
rebelde Ladislao, carregada de 1'arinha, m-
llio e feijo. perlencendo paite da carga ao
mencionado Francs Sarrasin. Alemdorcs-
guledos prisioneiros dos passados, e de nim-
ios estravos de legalistas que tambera vierao,
esta espediccao recobrou para a naci mais
de oilo contos de rtis de valores perdidos
do desastre da mesma villa, e nao custou hu-
ma so gota de sangne aos liis soldados impe-
riaes.
Este feliz xito, diz o presidente he pre-
nhedervanlajosasconsequencias para a cama
da lei e da ordem : os rebeldes que se julga-
vao tranquilos e seguros alai distancia, co-
nhecem agora o bom espirito de que est ani-
mada a nossa gente, quecertamentc far com
mip o 10. ,
por mui'o lempo n sua sede.
Ha tambem noticia que o legalista Juca Cy-
nriauo derroteu completamente o partido do
rebelde Demetrio, (icando morto este faca-
nhado anarquista.
Forana apprehandidas correspondencias de
Neto] aonde se v quatito os rebeldes fi ca-
rao* ontrarados com a dtfeccao de Meato Ma-
l oel.
O presidente promeltc dar conta mai de-
talhada e i]vmL j recoinmenda ao gverno
obomservico dprapito Bacallar. Promelle
que em todo o mez de dezembro eomecaro as
operaces activas contra os rebeldes, para o
que tem j suiiuente porcSo de cavalbadas.
Em S Paulo tinhao sido recebidas com o
maior enthusiasmo as nolicias da lomada
da Laguna e restaurato de Lages. A pe-
nas foro ellas publicadas repicaro os sinos
de todas as Igrejas 5 a noile todas as casas, e
edificios pblicos illuminaro-se e as mu-
ecas dos Batalhes correro as ras acom-
panhadas de numeroso povo, que dava os mais
patriticos vivas. Rstas demonstracoes durarlo
3 dias e no terceiro houve hum solemne Te-
Deum na cathedral.
Dcpois de termos organisado as noticias su-
pra oblivemos o Despertador de 3 de Janei-
ro, em cujo Posl-Scriptum encontramos o se-
guinte:
Temos a vista cartas particulares do Dester-
ro que desgracadamcnle confirman a noticia
da derrota do Brigadeiro Cuaba. Eis aqu
alfiUDS pormenores : este imprudente gene-
ra deixando de seguir as sabias nstruc-
ces do presidente Andrea que o convidara
a que se conservasse na linba do rio Pelotas,
elesperasse que toda a sua divisan w lhc
reunisse atravessou o rio na manhadodia
14 de dezembro com humas aoo pracas, e a
hi eacontrou os rebeldes em numero de 600
homens commandados por Aranha
Cercados e atacados pelo inimigo os le-
galistas suecumbirao depois da mais porfiada
resistencia. Ficou assim destruida a vanguar-
da dadivisfio da Serra, salvando-se apenas
alguna ofhciaes e 80 soldados. O municipio
de Lages est de novo oceupado pelos anar-
histas.
Pelas cartas a que nos referimos consta
que o infeliz brigadeiro Cunba se aflojara
repassando o Pelotas e que a mesma sorte
tiverao maior Manoel Rodrigue de Souza.
O general Andrea que no dia ai receben
esla triste noticia, mandou immcdiatamente
hum forte destacamento na direrco de Lages
e acabava de organisar huma forca coaside-
ravel que ia tambem marchar.
. Di/.cm as mesases cartas que os rebeldes
tncionavo apodeiar-sc outra v.-z da Laguna,
mas que as providencias eslavo dadas para
baldar as suas tentativas.
*
como a sperama da ventura no coraco de um [ logo qu Seu Espuzo tenba partido ; e em bre-
desgra ado e a grande Cathedral da risonha
Sevilha erguia-se no silencio da noite re-
ilectindo nos multicores vid ros das suas janel-
las a luz do lindo astro muda tcstemuaha de
tantas scenas !-Quem a taes horas en-
carar esse gigantesco padio de gloria Chrisl" .
plantado como signa! de redmprao era tr-
ra que por tantos seculos foi delicias de
cheles rabes e Mahometanos ,-encher-se-
ha de respeito ;-julgar ver deaate de si o
phantasma de urna geraciio piedosa e Ilustre
(iscarregando op/.odcmil aaatbemas terri-
veis sobre a epocha actual negra de odios ,
requintada emeorrupcao e malvsdeaa !
Passeando perto d esta sublime ejprwsSo
da Archeletru/.a eslava o joven Cazaaares ,
Ilustre pelo seu nascimenlo e pelo seu valor ,
o /rabado pila sua gentileza ao ponto de ser
chamado 'Aatiaoos Hespanhol". Parlindo de
Caslella velha para percorrer a Peaiasula e
perpassando por algumas Provincias' Hespa-
nholas dcixara-se engodar pelos divinos en-
cantos da Aadaluzia, fixando-se por algam
lempo em Sevilha ; e com razio porque quan-
do ciualquer v esta ciilade este mosaico da
lqt
nalureza exclama neces.sarameole -Oh : e
em Sevilha que dezejo passar o resto dos me-
usdias !'
Elle anda linba outro motivo que o crava-
va no bello territorio om que se achara. Qual
era ?! Amava.-Eu vos cont ludo.
Contrahiu amiz.ade com D. llernaades ,
que no garbo e na idade (piase corra parelhas
com elle c como frequentasse a caza do seu
migo vina espoza deste. lile no ardor da
vossa emaginaeo roubar ao Ceo todas as gre-
cas 'urlar lodos os encantos de \enus;, sup-
ponde um ente mais perfeilo que urna 'Iloiui'
ve espero a resposta.
'Por la snngre de Dios' cumprirci fi-
elmente o mando do meu amo o Sr. D Joze
de Cazaaares da cuja familia descendem os
Reis de Arago.
Cazanares surriu-se levantou-se e assea -
tandil-se ao pe de urna 'Secretaria' tracou um
bilhelee enlregou-o a Thadeu.
Partiu Thadeu
Oh se ha urna providencia que vela
sobre os desliaos dos bonicas porque nao me
arranca do coraco essa funesta inclinaco que
mvrra-me a seve da vida", que envenena-ene
lodosos meus instantes Pieade se-
nbor piedade en commclto umerime ,
mas nao sei que impulso fatal para elle me
arrastra Assim di/.ia o Mancebo hanha-
momentos
O Cm ia;;lllll'l>
deyoisde algn
de silencio, d'eslfi silencio <-m que se cmi r-
gela a alma envolvida na desesperacio le-
vaatou-se c-ile e pondo as mios na cabera ex-
clamoa : -Mal aventurado de miro l que fiz
eu ? Escrcver-lhc sein lr a certeza de
ser amado !-- di/cado estas palavrus esbarrou
com Thadeu que vollava.
- Eatio, Thadeu - D. Remandes monlava a civallo iptaado
entrei mas elle nao me viu e dcpois procu-
rando por Fiorella essa Italiana que to
bonita. ....
__Entregas te o mea bilhele 1
- Valga-ie Dios -eu quero muito bem a
essa Moca 1 relrucou 'l'baddeu quereado cho-
rar.
- Demonio entregas te o bilhete ? per-
guatou o Mancebo cheio de impaciencia
- Par d/. (1), Seahor, que entreguei Se-
nhora mesma e por loica eu havia decumarir
as vossas ordens porqu nao son elche (a) Ah.
do Propheta com todas eslas parles mimosas meu amo ella leu o vosso scriplo e cborou
pegai no pincel formai um retrato, e eu vos tanto Depois tracou essas linbasc entregou-
diri : 'mas, pedindo segredo.
Eis o retrato de D. Cecilia, mulherdel D Joz agarrou apressado no billiele e leu
D. Demandes.- o seguinte
Assim pois de que vos admiraos que mi Hoje depois das ortre horas da ^noile eu
ente tao bello caplivasse o coraco temo e inex- vos receberei.-Sclencioe Prudencia,
periente de I). Joze de Ca/anares j forcaado-o Oh son feliz. Thaddeu bem feliz 5-
a dcslembrar-se dos sagrados deveres da ami- disse t. Joze alegre e prazenleiro.
zade ? Era criminosa mas.....!-Por Mas Senbor se vos ennodoasseis com
muito tempo lactou Cazaaares com a violenta alguma traicao------rephcou o velho creado
paulo; sua alma al enlo livrec iadepen- frangindo as sobranrelbas
denle achava-se torturada e quanlo mais Traicao que ideia horrivel.... trai-
redobravam as caricias do seu amigo, refor- cao .ftetira-te.
cavam-se em Iresdobro os tormentos que o a- As dez horas da noile saiu so e armado.
guilhoavam : queria sacodir os seusgrilhOes ,
U1IIH.HI tll.l U*i** v porm urna frrea mao mais forte que as suas, Assim ja sabis que Cazanares aguardara as
sopeava-lbe os bracos e todos os seus esforcos onze horas para ser entroduzdo peanle a sua
eraminuteis. O misero mortal queria es- ainada passeando e pensando na sua lelu-ida-
quivar-sesvicissitudes pelas quacs pasta a de. Filas que soam! c potitos minutos depois
natureraanczardaimniutabilidadedrtsuasleis. apnarece luz na segunda janella de urna casa
Variedadc
Meia Nonr. !
Fomancc Andaluz.
18251826.
11 n"cn est pas amsi sur
nolre ierre ardente
Sitot qu'on a frapp d une mam imprudente
Que le 3 ng a coul que le sable 1 a bu
hi s tsl de sa coucleur prolondenient imbu
I es ans peuvenl passer la lache inell'acablc
Resteadesormaisemprcint sur le sabe.
Afes Dumas.Epig. de Pascal Bruno.
I.
Saodcz. horas da noile: a la vne surgindo
centro de um grupo de nuvens negras,
moirer na coroa virginal da Donzella? O Car- a satinado conf guarnicoes douradas tapela-
valbomesmoquedesafiava impvido a tem- do de eslofos asiticos cheio de movis ele-
peslade nao desaba com horrendo fragor gantissimos circulados de riqiiissimos qua-
l'erido pelo raio ? Como queria pois relrahir- dios entre osquaes se divizava o SpOsallWlO
se o nosso inven influencia do amorvida e de Coi regio a familia de Carlos 1. de Van
alma do Universo'? Dyck o 'i>luvio' de Annibal Carroche { re-
Mas o que fazia Cazanares passeando junrto llcctindo a piala e o ouro em grandes espe-
magnifica Cathedral ? Esperai que' con- llios ,-eslava laucada em dul.ia posicao so-
tnu0 bre um sopha urna fermo/a Senliora.-hra I).
Um dia D. Demandes foi a caza do seu a- Cecilia. Eis que se abre urna porta lateral e^
migo e Ihe nerguntou : apparece Fiorella conda/ando oven (pie'h-t
'-- I). Joze, s meu amigo? con s com sua amante tyjJ|apsealou-s(* di-
Si soubesseisoque se passa dentro de sendo i v J-3^ii-
mim nao me farieis similhante pergunta sem Senbor te-teWWU* bem cnm,n-
insultar-me, Ihe replicou Cazanares com a voz so .. -r|fV^ X
al un, lano alterada. *- Bem^inoso, enhora porem mereco
"__ Fots bemsabei que negocios de alia ^rdao e se por a caso vos ofiendl.....eu
importancia me chamam a Madrid \ e por isso me retiro responden o joven com a voz ntre-
te confio a guarda da minba caza e de .... corlada.
De tua espoza ?.....atalhou D. Joze. | Ah! Snr. .
Sim amigo de minba espoza repli-
cou vivamente D. Hernandes.
Tilas a calumnia ....
Desmascra-se.
Cerno ?
-- Com leu proceder.
__Si as apparencias te seduzirem e te illd-
direm ? (
Descubrir!, a verjlade.
Mas .. .fcrffr *W,
Ves este ferro^psienandes puchan-
do um punbaleu to embeberei no seio si
lores traidor.
Tu me offendes I.. Que suspectas ?
Nenhumas : perdoa-me.
Os amigos abracaram-se. Depois que D. I
Hernandes' retirou-se Cazanares deitou-se
sobre um sopha mais morto*que vivo e de-
pois de um momo silencio, chamou pelo seo
ciiado de grande conianca.
__Thadeu meu Thadeu levars unta
seus tscnplos.
carta a V. Cicilia ; -mas devers entreg-la (2) Elche .-patela Moraes ,
eu son mais criminosa porque
vos amo ....
Vos me amis Oh .. tomn -Ihe D.
Jos alirando-se aos seus pes 5-dizei-me mil
vezes que me amis. Amais-me? ....
__ E por isso seremos tal ves bem in-
felizcs .' replicou a terna Andaluza cscoa-
dendo as lagrimas q'dos seus olhos pullalavam.
Ah ... se podesseis solocar o vosso amor. ..
lembrai-vos que D. Hernandes bom marido
e fiel amigo. Eslas palavi-.s foram punhaes que
transpassaram o peito de Cazanares ; elle le-
vantou-se com rapidez e disse com energa :
Poes bem retirar-me-hei para longe
de Hespanha.
Porque r'-pergunlou a Andaluza ancio-
za.
O Dever o exige.
T**""
[1) Expressao amiga equivalente.ao Fran-
cez-parbleu muito uzado por Moraes Silva cm
F cu ? 1
Yivi.s contente
E tu ?
Morrerei.
Piedade piedade nao Alo respon-
den a fraca Andaluza toda pnssuida de amor.
Ento :s minha para sampre.
Fu o'juro.
Mcia noile b dea Uin fri de morte en-
icgelou os amantes.
-- Oh esta hora tenivel me assusta ....
lenho um pressentimento de que ella nos ser
funesta ;disse Cazaaares aliado urna ja-
nella.A lila nesse momento escondia-s
por Iraz de amas nuvens e*pessas Assim es-
Gonde-se miaba alegra no seio dos martyrios
e rnquietcoes.
Depois de ternas caricias, otageados suspi-
ros e brandas misivas os amantes separaran!-'
se.
J era bem tarde. E o velho Thaddeu ,
assenlo na sua carteira este dia com o co-
ra-, ao cheio de funestos pressentmenlos.
Era o dia iideJua^o de i8a"5.
II.
No dia seguale cntregpu Taddeu urna car-
la a Cazanares Fia de seu Pa na qual Ihe
ordeaava que icasse aiiula alguns mez.es em
Sevilha. Foi um raio para o joven i a feliz.
Porque?porque depois que linda volt ido
para sua habitculo, formara o projecto de a-
baadoaar Sevilha fttrtivamnto a funde sal-
var a sua honra e a de seu amigo : c agora nao
podia de mancira alguma
Philosopho orgulhoso vos que leudes re-
volvido a Cosmogona de lautas religies, vos
que leudes estudado o desenvolvimento da hu-
manidade no tempo e no SpacOdizl-m:Se-
r sempre lima chimera o dogma do fatalis-
mo ? Porque motivo o homemente misrri-
moqUer evadir-se do boqueiro devorador
e contra stia vonlade e a sa razao para el-
le arraslaJo ?
Como explicareis esle phenomeno moral?
Sois ignorantes A vosso sciencia ftil;
como novo Promelteu queris arrancar os se-
gredos da Providencia e ella vos confunde.
E ves v iaaatcs que tantas c tantas vezes
tpndes subido pelos alcautilados rochedos dos
Apeninos, dos Alpes, dos Pyrineos por
entre lanos nevoeiros nao julgaes entrever ,
l ao longe Urna campia, nina caza e depoes
que os raios do sol esquentam nao vedes aos
vossos pes diante de vos e ao vosso lado
precipicios queoolho horrorisa-se em medir?
Assim sao bem quando Cazanares ouvia os gri-
tos de sua paivo julgava-se feliz em possn-
ir a mais bella Hespanholi em ser por ella
adorado ; e qtiaado a razio falla va via elle o
InfernoMaldiccao P-dizi lora de si e que-
ria suieidar-se mas o bom I haddeu o atalliava
dizendo
Que fazeis Scnhor !J tarde j
tarde !
A pezar de ludo o infeliz amante andava en-
golphado em urna profunda melancholia.
Algumas tardes, encostado na sua janella
ouvia o cntico do povo e os melodiosos sons
do famoso orgo da Cathedral ; ( poes a sua
caza ficava fionleira a de sua prenda adorada)
cada ola era um suspiro mavoso quesuhia ao
Ceo sobreas azas da religio : as suas diver-
sas harmonios represtenlovam o bramido di
tormcu,la # bymao paro e celestial dos anjos,
a iircerlefci da speranco o vagido da infan-
^aJtjgEmfim a muzica arroubava-lhe os senti-
dos e os elevava ao Creador. Um dia eutre-
tido ueste deleite eram j seis horas \,i tar-
de dew de sbito, uta forte grito e cain des-
matado Thaddeu acodiu logo e fez todos os
exforros para revoc-lo vida c felizmente"
consegua.
Meu amigo eu vi passar um vulto que
paiou debai&o de minba janella e disse-me es-
tas pa la vas que ha muito trazia gravadas na
memoria; 'Yes esle ferro, euto embeberei
no seio se fores liaidor.'A voz era ....
De quera? pergunta Thaddeu assustado.
De U. Hernandes responde Cazanares
horrorisado
I'slaes perdido ?
Son deslemido.
O virtuoso inerme vence o assassino
arniado.
IVao me reprehendas .... .porque .
Ja nao sou vosso creado mas sim vosso
amigo.
J larde !.....
Minorae o perigo
Como ?
Sesieeniiu lempochega um creado tra-
zendo urna carta de D. Cecilia assim conce-
bida :
Meu amor o Ceo parece proteger-nos
e favorecer para sempre o nosso amor. Aca-
bo de receber nma aarta de D. Hernndez
na quul me diz que ainda sedemora4 JNo tr-
\


D A R O D E P R N A B U C O
' des em vir aos bracos da tira,
Cerilh,
Conhocen ento Cazanares pie o vulto era
urna illiisao era filho da sua magiuaco.
Enganou-se ?quem sabe !!...
Depois de dez metes, durante a ftuzencia de
D. Hernndez, cssa noiie Coi riqnissima em
prazens em jubilo amoroso.
W*a lembrai-vos, imprudentes criminosos,
'que .1 serpele subroja debaixo das flores
Vos vos arrependeis!!
f IL
Iam osdias correndo cheios de alegra e de
Iprazeres para os dous amantes e D. Hernan-
' tlr/. linlia eaido no csquccimenlo de sua poza e no daquellc que tanto elle presa va, e
cuja horradezem lio alia conla linba E' tem
ccrlo que o destino ': inexplieavel e tem sua
fereza elle offerece oceasioes propicias ao
assassino empurra-!be [tara oseupunhoa
victima eujo sangue qiz beber e depois en-
tiega-o a jusli a; favorece acalumnia para
com suas praprias mos arrancar -lite? a masca-
ra e patcntear ao mundo as suas borri-
\eis visagens. Assim pbis vivam os dois
sem lembrarm-se que os pruseres converlem-
se em duros espinhos que os gozos Iransma-
tam-se por lagrimas
Al aqu epocha de amor, e d'ora em di-
ante tiuadra de morte!
Urna vez, principiou D. .Tose a escrever
pac a sua lamilia. O Ceo eslava escuro e
prometa tremenda lemnestade ; as vidracas
da catbcdral rolleclio os relmpagos que fu-
gases douravam as encapotadas nuvens ; o
vento svhillava ea norte t vinba marchando
com o sen Fnebre'cortejo*
Casanares concluiu osen trabalho e exhaus-
to das fadigas occasionadas petos excessos de
amor encoslou-se sobre um camap insen-
svelmente foi entregando-s a um suave soni-
no.
J; era !>em noite quando a tempestado prin-
cipiou a bramir con toda a violencia a chu-
va era abundante a sallo granizo assoitava
as vidracas o trovo ronca va e estala va e a
bella evlbaofferecia o spei'laculo do'Cadaver
de urna cidade com scus encantos murebos ,
erma despida de alavios : assim mesmo ,
impvida allrontava a tormenta Como indi-
cio da vilalidude como expresso'da aclivida-
de que lia poueas horas nella reinava ap-
pareceu urna carroagem do posta rolando com
prccipilaco at parar aporta de Casanares;
d'eila desapeou-sealguem esuhiu mandan-
do dar-lhe abrigo
Neste enlrctempo lucia va Casanares com
um sonho lao violento que o poseraem p.
A morte duna elle nao ; .. sim ,
sim Cecilia a morte de Hernndez neces-
saria sim. s assim viviremos
tranquillos... Morre, morro... de um
grito e esbarrou com um homem que era
urna viva aecusaco do sen delicio ;-cen D.
Hernndez !
Com D. Hernndez ? Sim com elle mes-
mo.
Foi elle o ebegado na carroagem do Pesia ,
e querendo Thaddeu acordar seu amo em
bargou-lh'o e ficando s com Casanarcs leu
um bilhetc de Cecilia epresenciou apropria
cvelaco leita por Casanares. Oh! eu nao
vos posso explicar o seu estado seu corpo he-
rnia scus olbo envesgavam-se um suor
fro corria-llte pelo corpo fallava-lhe a res-
piraran.
Nesse mesmo estado ficou Casanares; po-
Tm o marido alraicoado O amigo id.rajado
ibrmou 0 projcclo de vingar-se mas como
nao era lempo tralou de dissimular o seu
ressen lmenlo.
jSo me apera vas 3 Casanares disse elle
surrintlo-sc.
Nao de cerlo .... porque. .. disse o
mancebo titubeando.
Stavas em lula com um sonho terri-
vcl. allavas em morte e eu l'elis-
menteescape della ; olbai, yede... Duen-
do estas palavras abriu a carniza e mostrou no
peito uma larga le; ida.
O que loi isso. .. oh meu Deus! eu
nao. ..
EntSo D. Hernndez contou que pato do
Sevillia lora allacado poralguns assassiiios en-
tre os quacs conheceu dois creados scus a quem .
matara depois de ter um delles dado-ll.e
urna puuhalada que nao era mortal ; eque
conseguir felizmente ajudado da sua comi-
tiva | r os ontros em debandada. Clavan-
do depois d em narraco, os olhos em Caia-
1 .. i, i_, ,i:--.._li,,.
nares. U ileruanuez uisse
Tu sabes que o Sangue Hespanhl apa-
ga-se com oulro sangue. Quem sabe "se alguna
ovos amores de minha esposa...
Ali meu amigo '... cu bem vele so-
i,i e o seu pcocfdw diMe Caamares com vi-
Stou bem certo d'isso porque o ten fn-
teresse assim o exigia. ..'replicn D, Hernn-
dez cop um sqi riso irnico. .
J; agora uves descancar o resto da noi-
Ic aqu porgue cansado .
CausCi-te uma agradavl aurpreza por
ter recommehdado a rhadtlcu que le nao ac-
cordasse assim pois quero fazer o mesmo a
lado .. -
Assim reUecta D. Jos. Vem t'haddcii e
entrega-lbe um bilble do D. Ceciliofdizen (o-
Ibe : -
E o portador csonileu-se la em baixo ,
porque o Senhor l>. Hernndez se diriga para
c .. Eu sinio pasaos... reihai-vos. ..
Cazanares l'echou a porta da salla em que
D. Ceciliaepor isso rtiro-m. Assim ofe*. lestava : l^coih avidez as lindas tragadas pel
'i j_ r<______. ^-_ ___..._.- i...::'..........i ..'.....i.. ___: ..:...
apeznrdas grandes instancias de Casauartts,
tendo elle o cuidado de metter na sua algibei-
ra o scripto que lera sem que l'psse percebi-
do.
Peixcmos Casanares rlado pelo susto e pela
inquietar e aprcsenlemos ao leilor um qua-
dro enrgico de O. Cecilia na presenta do seu
espozo.
Assim nue O. If''rnanilp/ cbeg>n a sua caza
tndo ficti em alvoroco recommendou grande
socego e dirigi-te ao aposento de sua spoza.
Ella dorma descancada.
Chegando-se bem unto a elia accordou-a.
D. Cecilia leu um pulo c !atu;ou-sc-llic ao
pescoco.
Bem viudo sejaes : ol meu amor ...
mas que vejo VOS ferido
Sim, Senhora e muilo ferido n'alma o
no corpo por disse-lhe I). Hernndez com
ns olhos scinlitlantes desembaracando-se dos
seas bracos.
-- i*or quera ? .. Ihc pergunta ella as-
suslada.
Por quem ? mulber infamo c puxando-
a com violencia a si atirou-a no clio. : --
A oda me perguntaes por quem ? Por vos,
mulber infame !
1). Cecilia com a queda icon mcia ton-
ta mis agarrando-se aos odlos do seu ma-
rido llie dizia : Que isso ? -Senhor, que
deia infernal vos persgue i* Eu seria ..
as lagrimas suffocavam-Ihe a voz .
Sim tu demonio Conbeces a lc-
Ira d este billiete queachei dentro do chapeo
de uns dos assassinos ? dizendo estas palavras
negou cm urna vela acceza callumiando o bi-
lble, continuou : I.e\le I5dc .. seno
mais depressa moliereis ..
i Nlorrer mor'rer isso nao .. esta
letra nao minha ... replica I). Cecilia fora
de si .
I.ede .
Eu Icio'. .. < Consta-me que. D lor-
nandez apparecra na Cidade e que parara de-
baixodasianellaade P. .T. de C. ; arran-
cai-lheocoraco, secura -o por uma vez, que
os dois mil pezos sero vossos, e gozareis lam-
ben! o que vos prometli. Incluso vos remello
alg'im dinheiro para alugardes a caza visinha
da estrada real. C. ** *
-- F.nio Senhora apprcsentei-vos uma
prova ? llie pergunta D. Hernndez seguran-
do-a pelos cabellos.
Mas, marido e senhor meu, quem sa-
be si isso nao um trama .
-- Nao; -cu vos don uma prova anda
mais convincente. Lcde este oulro bilhele.
Perdoai-me Senhor, que esteu .. .
lo lente, tao incommodada ..
Lcde. .
D. Cecilia mais mora que viva le. Meu
amor, eu le espero apezar de ludo -.
Basta ; Bgora .''> vos perdoa'rei senSo
com urna condcSo. Alisobrea meza est pa-
ne'
ni:> que tanto beijra c cubrir de caricias
exclama fra de si ;
\inganca vnganca!
V'lnanca lhe responde uma voz forte
de homem que hallia na porta,
Abr abri l). Jos continuou a
mesma voz.
I). Jos abri u a porta e entrn D. Hernn-
dez : que o aliraeou dizenilo-lbe :
__v;.-.
ji.ii'a le puii vi ni
anca.
i. LU6U
PequeP
f)e um Crime. Oh que liorror .'
Commeltido por quem ?
Por I i !
Por mim ?
Perdoa-me. Stou f nei-me ; por ella !
Por I). Cecilia ?...
5
Amigo agora d lempo ; a nossa Tdi -
ui i s ie .. Diselido isio or. dbia descera veliSSsi
pelas encadas tbaiso a traz do vulto un
apozdasua suoa infiel eoutrtj ligando qu
perseguia < su rival Quando ) Ceci-
lia, loda i mascarada va i batiendo ha sin
porta 0. Jos senipre no seu engao con j
ecrava-llie o punhal.
Ella caill I acodemos Creados, e D. Her-
nndez para que Casanares nao percebesseo
seu'engao metleu-sq com'elle no fundo do
uma salla meltida no interior di casa.
:\'i! meu amigo .' a cruel espo'za esla
divertindo-se n i baile ^ era sabe que hade
amar o n u amante estirado em sua propria
cama. Demora-te aqu p>r momentos que cu
vou dar ordens para ipu: ludo liiiue em legre-
do al ella chejar,
Dizendo estas palabras saiu D. Hernndez
: salla ; mandn recolber a sua mulber
pan o seu quario ordenando, que ti-.do li-
casse em silencio, que sefeichasse aportada
ra. Sua mulber anda na* i linba espirado:
elle com suas propriaS mSos tapou-lho a cara
com um lenco ; e voltou a I). Jos com refres-
co? envenenados.
D. Jos tomou os refrescos e sentiu logoio-
Sim e agora, mais loque em lempo das as andas da morte, atirou-se no ch
Hgum pre-iso da tua amizade e dos teas cou-
selhos. Es na realidade met amigo?
Ouvidas ?
Nao ; responde Hernndez assejitan
ao
ptietiou pelos c Del los pedia soccorro.
!). Hernndez em p diante de seu ainigO)
eslava com os bracos crusados rindo-se ; de-
pois pegou-lhena mo, e conduzndo-o para
do-se, e continuando *. Sabes que quando um I o qiiarto de sua mulber, disse-lhe destapan-
amigo padece o oulro sofre ? Sabes pie o | do o rosto do D. Cecilia*
Eis ali a tua victima, .'....
lever lo amigo sincero o verdadeiro
soccor
rel-o ? Sabes que quando um en le diablico i 1). Jos dea um grito e caiu sobre o corp
alienta contra a honra a mancha feta lava- de I). Cecilia que ah indo os seus encaro
se no sangue ? D. Jos c exbalou o ultimo suspiro
S-i.
Pois bem quero uma victima
Coala com meu braco,
Staes resolvido ?
Slou
Cusle b que aislar ?
Falla ; determina ; qual a victima ?
O amante de minha mulber !
Quem ? ..
Tu o salieras. Apesar das las mio- A lideJunho de i8a5eavou elle a sua se-
dosas visitasen sube que ella amlava de uno- pullura ea i3 do .limbo de i8(> u'ella dei-
res com urii certo Cavalleiro. Ouve o projeclo tou-se V, morto na flor dos anuos que
que tenho formado. Pretendo dar amanha um desgra.a .
I'aile mascando terei o cuidado le o convi- Nunca mais se soube de D. Hernandaz !
dar e depois fallaremos. Dir-'.e-hoi o que
Eis o castigo dos Adlteros! gritou D.
Hernndez aos Ovdos de D. Jos.
Dava meia noite! ea la escondase no
centro de um nevoeiro A esta hora eoms^du
um amor adultero e a esla hora acabo*
O vclho Taddeu expro oiio lias depois do
seu amo e acbou-se em urna cartel ra sua ,
escrijito n'um pedacinho de papel o seguinlc
M.*** da C.***
Pedc-se-nos a publicacodo seguate-
Illms. Srs. O Padre Manoel Jos Pereir
devas lazer.
Relirou-se D. Hernndez.
O resto do dia nassou-o Casanares devorado ,
pelo ciume ; combinava a revelaco de Her-
nndez com o bilhele de sua amante cachava Barbosa Piulo le L einos Vigario interino da
uma conforinidade tal que ludo lhe pareca ex- Fregaeza de Nossa Senhora da Escada ; da
acto- i Provincia de Pernambuco pieria por certi-
Miscravel > do se jurn a Consliluico do Imperio nesta
----------- Cidade* I'edea Vossas Senborias assim llie
V. IdenraS, E recbela merc Paratba vinte
Atarjui, Senhora, parece que lenbo e qualrode Setembro de mil oitocenlose IrinU
cumprido a minha palavra e nove. Jos Francisco de Moura Jnior,
< Mas, Senlor, o Hespanbol nunca per- Procurador Eu abaixoassignado; Ccriifi-
doa e se dissimula o seu ressentimenlo pa- fleo que a folbas oilenta e nove verso, se n-
la se vingar n.elbor. cha o termo de Juramento qne prestou a Cons-
Amanha, Senhora, eu d&re um bailo ti luico Poltica leste Imperio, o Senhor Pa-
rhascarado e esse o vestuario que devoris le- dre Manoel Jos erera Barbosa Piulo le Le-
var .. Assim lisse I) Hernndez a sua espo- mos cm o lia vinte e qualro lo mez za appresentando-lhe um vestuario turco e tembro doanno de miloilocentos e vintee eiii-
uma linda mascara. co ; e isto noLivrodas Acias da amara que
i'n'.Hm raiou o da segunte e-de noite a casa servio de mil oi tocen los e vinl i e lium ;i mil
iilrifo e peonas. Asscnlai-vos e scrc- le Hernndez eslava toda llluniinada eelle oilocentos eviiileeoilo, a que me reporto.
vei o que vosTor dictando. levea prudente caulella de naodizer a l). Jo- Cidade da Parabiba tuleequalro de Seiem-
I. Cecilia assenlou-se e disse EslOU pron- I s qual era o vestuario de sua mulber mas lira de mil oitoccaloi e IrinU e nove. O Se-
ta Senhor di __Escrevei : Sur. de Cazanares Ful ra se rcconbccerem em lo grande confuso. veira Mello. Emais se nao conlinba em lito
bem criminosa em condescender ao vosso a- Pecoinmendou lamban I) Hernndez a sua rcquerimenlo e certdio, jno eu Joaquim
lorm motivos imperiosos.. .e al mulber que nunca lhe viene fallar peni acije A'varco Rodrigues Ctara Notario na tre-
mor
EOS digo mais. um novo amor ... me 9- leni a pessoa (uc o acompanbasse.
gueziade Nossa Senhora da Rscada Comer*
Itorreccr o vosso. Deixa-m e si | Principiou o Baile ; reinava grande alegria> i ca de Santo Anto rovnca de Pcrnambu-
' va immensas conlradancas e milita gente ; co em vrlude da Lei Provincial ele. I?em
Cor a imprudencia vossa lo grande que man- j ha
esteis o brai vos que meu marido existe, eque sen que o Bailo uSo foi dado ua propra casa de D.
punhal procrala o vosso peito
^acidadt
Feito o bilhele D. Hernndez continuou :
Livrai-vos de dar o menor indicio do vosso a-
mor e da violencia que vos obrigou a screver
essas linl.as. Eu mandarei o bilhele em oc-
casio oppqrtuna.
J>. Cecilia io saia um s instante da com-
panbia de seu marido senipre visitado de
Cazanares e 00 cabo de alguna dias saiou
completamente da sua renda. Julgou elle en-
looccasio pripria para enviar o bilhele.
One diligencias nao fez 1). Cecilia para par-
ticipar ao sen amante o que se tinha passado.
Que cuidados nao empregou !
Todos os seus esforcos quebrSTain-86 liante
da vigilancia de seu marido /
IV.
_ Ouc friera me tes- ells mostrado depois
que D/lIeriiandez chegou .' Ser isso indille-
renca 011 centella mas en son amado que
posso ccear! D. Hernndez tudo ignora. Coi-
fielmente copie o seo theor em publica forma
do proprfo original que me foi apresentado,
Hernndez mas sim em una contigua ; d'el- no pial me reporto e lornei 1 entregar ;i
le que para isso elle afogara. ; pessoa que mo apresentoa e esta vai na ver-
D Josi'- eslava atormentado por saber qual era dade sem cousa que duvida laca conferida ,
o vestuario de 1). Cecilia o eis que de repen- e concertada comigo mesmo e por mim es-
te D. Hernndez levand-o para um canto da cripta e assignad m publico eraso de reos
salta disse-lhe. signaes seguiules de que uzo, nesta sobreldita.
Amigo, nao vs aquella mascara des- Freguezia le Nossa Senhora da Escada aun
faada em Fldalgo i' E' minha mulber.
Nao res aquella Turca que lhe faz tantas cor-
lezias ; o seu amante desfarcado ; a victi-
ma que le imploro sacrifiques ; minha vin-
gau<
0i di/a D. Jos comsigo aleado no
fogodu ciume- aquello o meu rival a mi-
.. l 1..
uha boa e agucada saca ensina10 ia a respet-
tar-me
^esle entretemjio I). Jos deu uma vo!ta
pelo salo enlo l>- Hernndez ohcgarido80S
ouvidos de sua niulhcr que era a Turca disse-
Ibe que se retirasse.
Chamando a ]), Jusii Ibc disse.
vinte c cinco das do mez de Janeiro .to anuo
do Nascimento de Nosso Saibor Jezus Cbrstu
de mil oitoceutos e quarenta, Escrevi e as-
signei. Em testemunho de verdade o Nota-
rio Publico Joaquim Alvares Rodrigues Li-
diara.
Avisos Diverso*.
Vende-se uma ptima cadeira de rna
e de gestomod< 1 no: quem nnr4euder lirija-s
a caiboa do Carino 1). 9 lado do nascculc.


DIARIO DE
PERNAMBC UO

'

t5?" Precisa-se de a officiaes de charutos ,
pagando-se de cada um oenlo um tanto, con-
forme a bemfeitoria d'elles; quem fizer ton-
ta este negocio procure ao 'Ponente Coronel
\arej5o, na ra alraz da Matriz da Boa vista
para fazer o ajuste.
Slf| Troca-se urna casa torrea na ra da
Alegra com excedentes commodos para grande
familia por outra no hairro de S Antonio ,
juem convier este negocio annuncie.
1:7* Oabaixo assignado relirase desta pro-
viiw ia a tratar de suo sau le qualquer pessoa
que sejulgue son crtdor comparece na na do
collegio I). 8 no segundo andar, para ajustar
Bas cohlas e ser inimediatamente paga : as-
sim como pede a sena llovedores Ihe mandem
pa ar. Joaqun da ilva Salles.
W Preesa-se de 4oo,ooo a juros de dois
por rento an mes ; pelo lempo de dous annos
com hvpotheca era urna casa terrea de pedra e
cal ; quem quise dar annuncie.
t f Quem livor alguma correspondencia
para fora da praca e nucir algum portador
seguroe capaz de lraera resposta pode di-
rigir-so a i-uo estrella do Rozario l). ao da
pai do Norte no secundo ao lar.
A pessi a que in mni i iu no li iri i de
'o do correle querer um tonto del (isa dous
por rento ao mez obre hypothpcaem umsiiio
perto desta prara diria-seao lorie do mal-
tos \). 8.
recebe carga e passageiros; a tratar com o mes- '
tre a bordo defronte do trapiche novo.
Le i la o
MT Que fazem L. G. Ferreira por intervencSo do CorretorOli^eira de um
completo sortimenlo de azendas inglezas ,
americanas e da india em perfeito estada ,
r algumas avariadas sexta feira 3i do eor-
renteasdez horas da mauli no seu arma
tenada ra da i.onceico.
C o ni p r ;i s
r Um berro de Jacaranda em bom uzo
nesta Tvpograia se dir.
y* Os seguales livros ja tizados, um corn-
penao de philosophia de l'opciie um diccio-
nario portuguez de Constancio, eoutro fran-
jea sendo por preco commodo ; quem livor
GonsaUes Braga unto ao arco de S. Antonio. I vou vestido de chita preta panno de baeta
tlf Cinco 5 escravos sendo a moleques de azul ; e um prato com banba julga-se ter
i4 annos proprios para pagem um deetes I tomado para o atierro dos affogados, que he
he camarueiro um negro de j5 annos, e para onde elle lomava semprede manh; quem
urna negra de 3o annos sendo estes dous escra- pegar leve a ra do Livramento D ->o no pri-
vos por 3 o.ooo cada um ; urna negra de a5 meiro andar quesera recompensado,
nnos, he lavadeira ; na na do Collegio 17 Km De/eml.m de i8i"< fugio urna
t
annuncie.
E3T Banha de
UO assOUgue ou annuncie.
tijuassu 5 as cinco pontis
e i i ( a s
iotao de peilo fet no c /* Bichas de mnilo boa qualidaae
e um diamante no meio [ por todo proco em condico; na ra do cabu-
iione da Boa vista
ts&" Perdeo-se um
Poilo com esmalte .
desde a capunga at"
quemachou que rendo restituir dirija-sea ra
eslreilado Boza rio I). st>, ou na ra da lo-
da J). 1 que ser recompensado.
Pr< cisa-sc de 400 000 a premio hypo-
thecando- e urna osera va e fazse pagamen-
to mensa es de o.ooo ; annuncie.
C A pessoa que |>recisa de um felor por-
r 7* Cautellas correspondentes a Lotera do
Theatro eonlendo premios infaliveis, a pre-
1 o do quenlos ris cada urna nesta Typo-
;;raia
liiiade c
ga loja ilo Sr. Bandeira.
C* Superiores chai-ututos da Cachoeira
chegados ultmente no Patacho Bom Jezus .
ditos pequeos chamados (\r senhora ditos
de Hambcrgo, e ditos de Ha vana ero cai-
xasde 5oo, por 18 e i5,ooo e caixas peque-
nas ilo o a nove mil rs. eo retal o a o
e 60 rs. e os (hais como a be sabido ; na ra
luguez solleiro para um engenho dislanlades- ; do Cabng loja do Sr. Bandeira.
la praca \i legoas dirija-sea ra la nraia
no estaleiro de Joao Thomaz,
tSf Quem annnnciou no diario do sabba-
ilo a 5 do correle querer 100,000 a proaiio ,
liypothecando urna escrava dirija-se a ra
do caldereiro 1). b*, o na mesina (asa aluga-
se um esriavo serrador.
z J- Deseja-se alngar una pequea casa no
Recite para duas pessoas ou mesrao
nina
%~j- < hampagnbe Ay de superior quali-
dade charutos da muilo conhecda fabrica do
(iroz na Babia ; na ra da Cadoia vclha D.
17 casa de A. Ilosoh.
CT Urna cabra de bonita figura, cose, en-
gomla ecozinha ao comprador se dir o
motivo ; na ra do Rangel U nove.
C9" Palha para fabrico de embarcacoens ,e
um cont de paos do mangue de 3 salla cora camarinha em alguma casa parlicu- meia de grossura ; na na da p aia casa do
lar de boa familia ; quem livor annuncie ou \ ianna *
dirija-se a na da Alfandega vcllia casa del i.- Urna escrava creonla, ja de idade,
pasto inglezu. | por preco commodo, a qua-l cozinha bem o
XSf Quem precisar de um rapaz brasileiro diario de urna casa faz doces, e he boa la-
para caixeiro de qualquer arrumaco, de ida-
lado do passo D q 00 segundo andar.
%ZJ~ Urna negra de naco cabinda para fora
da provincia ou para engenho cozinha o
diario do, urna casa lava dt sabo e entend
deservanle campo f)or a ler eslado em en-
genho; na roa veiba D. ci dasg horas da ma-
nh em vante.
%j- Um completo sortimenlo de taboado de
pinho da Suecia ornis liuipoe al.o que a-
qui lom aparecido e de todas as hitlas de
i -
pre-
ti creoula de nome Joanna de idade de 4<>
anuos baixa ebeia do corp) cara com-
prid, e alguma cousa desdentada*, o brai.o
lireilo alejado que nao pode chega-lo a bo-
ca falta-lbe urna unlia em um dos dedos
ios ps loi vista em S Jos de Ipojuca O
de la subir para cima ; quema pegar leve u
que ser recm-
rua do Livramento D 20
pensado.
No da 2<) do mez corrento fugio um
mol
cote de orne Joaqutm anda um lauto
bucal, levou vestido calcas do cazemint par-
da camisa de madapoiao com um remend
as cosas he alio secco do corpo a ponta
do nariz chato no cachaco tem urnas sicatri-
zes de sarnas a bem seccas levou um bala-
inlio na mo 5 quem o pegar lere a na do se-
bo a I). I piacia Jacome Bezcrra que pagara to-
das as despezas e recompnsala generosa-
mente, e protesta contra toda e qualquer pev-
soa que o liver occulio em sua casa.
loga -se as aiilboridades policiaes e ca-
pites de campo apprebencao de um escravo
de nome Pedro Lauque oilicial de sapaleiro ,
alio, secco, rosto com piulo anda por ol
Ciclado e pola de Uliiula inculcando-sede lor-
io ; quemo pegai leve a Vlanoel Jos (jon-
galves Braga junio ao arco de S. Antonio ou
a seu Sr, Caetaoo Francisco de Barros Wan-
derley no engenho cachoeira de Serinhaem ,
que recebei :>o,ooo de gratifieae;io.
s^T* Auzeiitaraose da Magdalena no da
i\u l> |4 anuos, e da fiador a sua conducta,
annuncie.
rey O abaxo assignado faz sciente ao pu-
blico que se acha aborta a sua aula de pri-
meiras letras no forte do ma 1 tos ra do co-
dorniz, primeiro andar defronte da ra da
Lapa. Padre Jo.o Jos da Cosa Ribeiro.
op. precisa-se de um porluguez solleiro
para feilor do um engenho distante desla pra-
ca 13 logos ; quem estiver neslas circunstan-
cias annuncie.
fcQs Roga-sea um dosSurs procuradores
que assisliro na audiencia do ^r. Dr. Peixoto
io dia j do corrente une por enganlio le-
vaiao um el.apeo de sol de seda com dous
buiaquinhos no meio ten ha abondade de o
entregar na ruado Rangel venda de l.u'u Jo-
s .Marques 1). 4' para nao passar pelo des-
costo de ver o seu nome por exlenco.
"v,r Aluga-se o -. andar da 5. casa do
ladodireilo da ra do Apollo no porto das ca-
noas muilo areiada com suficientes com-
modos para familia cozinha foro e &c. quem
pretender dirija-se ao lercciio andar da mes-
illa propriedade.
VJ' A pessoa que liver um negro que seja
bomcanoeiro eo queira aluj'or a u-io por
itia e comer, dirija-se a ra da pa ia casa ci
V ianna.
tt^r A pessoa que annunrou querer fallar
como Procurado:'do Sr. do engenho Aragoa-
ba dirija-se a praca da oa vista I), ia ou
procuro as q horas do dia na toa nova loja de
trasiosdo Antonio Domingos Pinl
t-qr Quem annunciou no diario de io do
corrente precisar de um portuguez solleiro pa-
ra feilor do un. engenho dirija-se a ra de
a;roas verdes venda D. 1.
vadeira 1 na ra da cadoia velba n. 54
X.:7" Sacc.is com farol los ; defrontt- da es-
radinha noarmazcm do Joaquim Poreira.
LJ" Cautellas da Lotera do Theatro a
quicnlos ris ; na praca da Independencia lo-
ja de encadernador n 6.
tSV Urna porco de prata velha ; na ra
do Bngel I) nove
zzf m pianno forte de excellentes voces
por preco commodo ; no ra da Gloria U. 1
no primeiro andar.
KST Cera para limas de eheiro a g\o a li-
bra ; na ra do Rangel I), nove.
SF" lJm moleque do gontio de angola, de
idade de o anuos : em lyra de portas por ci-
ma da primeira venda defronte da intendencia.
> 5J* O Compendio de Tbeologio Moral pa-
ra uzo do Seminario dcOlinda em Pernambu-
co pelo Padre Manoel do Monte Rodrigues
d Aiaujo Lente dcsta faculdadeemo sobre-
dilo Seminario. I'sla obra acha-se adoptada
para o eusino da materia de que se ella oc-
eupa no Seminario desta Diocesc no Ar-
chtepiscopal da Babia e do MaranbSo he
meia pnlegada at tres de grossura e de qus
tor/.e ps de comprido por procos commodos
no armazem novo por detraz do Theatro da
parle da maf.
MT Um propriedade no hfar dos Romo-
dios del'ronle o lenta palmos de fundo, e com commodos
Stlf ionios com olaria forno e duas ca-
zinbas de'taipa, terreno propro com du-
zeutos e cincoonta palmos defrente o mais de
looode fundo, lugar para um grande vvei-
10 ; a tratar na ra do Collegio botica de Cv-
priano Luiz da Paz; assira como um cavalio
ala/.; o.
Urna escrava de nacao, bonita figura
de idade de > '< annos engoma bem fizo coze
chao cozinha o diario de una casa lava
tanto de varreila, como de sabo, e afianza-
se ao rcla I) o passando a venda do fallecido Jos .
da IVnba.
i Urna csixa de msica, com duas pe-j
cas muilo bonitas ; na ruado Cabug Deci- seis do correte, dous pelos com os signaos
,;,., i,niales, um por nome Antonio (con'eocido
-. Linhassa muito nova e Ioik-h da Ba- por Fortuna) naco Cassange altura regular,
i 1 de todas ai. (vialidades ; na ra da senza- bem piolo e representa ter 2^ a a5 anuos de
|a [# ,, i idade levou casa de brim branco, carniza
tr?- Le Roy do verdadairo vindo de de madapoiao e chapeo preto de seda; eo ou-
Frenca ; na ra larga do Rozario loja de mi- ; tro de nacao Quicam de nome Thomaz re-
udezas D. ", I presenta ter i5 a anuos muilo fula um
S.'?- 1 aulcllas correspondentes a lotera do lano bucal com urna pequea ferida no tor-
Thealro a 5oo rs. na ra nova loja de nozello do p esquerdo levou carniza e serou-
fenagensdo lado da Matriz 10 la de algodozinho e tambem calcasecamiza
^tm rjm par de brincos de brilhantes de de nscado : roga-se as Aulhoridades Policiaes
muilo bom goslo por oo.000 na loja do Sur. e Capitfies de Campo bajad de os aprehen-
Meroz. ('' '' e levar a ra do \ gario arma/em I).
1^7- Lina bonita escrava de nacao muilo l> ou na Magdalena sitio de Miguel Cor-
robusta, e se:n vicio ; na ra de S. Tbereza rea de VI randa.
j>, 8. IZT ^o dia o de Marco do anno p p. fu-
S2T Urna prelada costa boa quitandeira, gio um negro de nome Francisco de idade
lava bem de sabo e faz todo q mais srvico de o annos de nacao tapa da costa gros-
de iimcasa na ra do LivramentoD. 10. so do corpo bem preto com o" semblante
C9" Lm preto proprio para trabalbar cm carrancudo eos blancos dos olhos bem ver-
um sitio ou para servente de urna casa urna melhos talludo no roslo ja foi surrado e
porco de garrafas de vinho foitoria, e os per- as nadegas tem nove carossosde chumbo de
tenees de urna venda; as 5 ponas i), i 011- nm tiro que levou no engenho Gruja da pro-
de tem lampio. vincia das Alagoas foi de Manoel Joaquim
t3" Capim no porto daa canoas do Rcc- da Costa Gilahi de Macei; quem o pegar le-
fc onde lem bois e cariocas a 200 rs. a arro- ve a ra do Cabng loja de miudezas n 5 a
ha tambera se toma fregue/.ia meusal ou son Sr Francisco Joaquim uarte que gra-
annual; atralar na ra da cadoia do Recife. lificar com 100,000.
com Manoel Antonio da Silva Molla. K?" Dcsaparcceo no dia 11 do corrente urna
lOT Bilhetes da Lotera do Theatro; na prelado nome Hoza, de naco benguella ,
ra reita venda que foi de Jos da Penha : alia, bem pela, bonita figura,, cabeea eolhos
assim como cautelas correspondentes aos mes- pequeos c um tanto vermelhos anda nao
mus.
Escravos Fu "idos
falla bemesplicada peitos pequeos e escor-
ridos lem um braco urna bordadura signa!
de sua Ierra paos largas, tem una queima-
dura em urna peina ao |) do jodii us unhas
S.'3~ Ko dia 27 do corrente fugio um ne-dos ps um lano arribiladus para cima, levou
gro de nome Antonio he um tanto bruto que j vestido brapco com (lores encarnadas a uzadoj
nao sabe dizer o nome de seu Sr. de bonita |e panno -da costa novo; roga-su a os Sis. Su b-
figura temos ps incitados tevou vestido l'releitos desta c mais comarcas authoridades
minio bem impressa, e encademada* Recifejde ganga azul,'camisa de algodozinho ; policiaes, e capiies de campo, queaprendao
loja de livros do arco da Concoicao ; praca da quem o pegar leve a serrara de Joo Antonio e levom-a a ra por detraz dos .Manilos D. )
Independencia n. 7 e 38 ; e defronte do Col- Baptisia uniz que gratificar. que ser recompensado,
egio loja do .'nr. Pinto Km Oljnda, nial No dia a do corrente fugio um preto
e' de'naco congo, de nome Joaauim
de Vialbias Ferreira, sobrado amarello
ue anuas rerreira, soi;rido amuello e iw nacao congo, ue nonio joaquim ce esta-
acha-se tan.bom em mo do Sur Padre Joa- tura baixa grosso do corpo, alguma cousa
qnim d'Assumpco Escrivo da Cmara E- fuljo, pernas finas, cornos denles da fronte
piscopat. Proco 8,000 ris.
:,... ( ma boa morada de casa terrea a ra
do Bozario da Boa vista D. 22 junto a Fe- cas de brim ; quem
aparados com urna marca de sua torra no
braco, levou vestido camisa de chita, e cal
tegar leve a ra fia ca-
uvituento do Porto
Av Martimos.
PARA O CEARA e Vcarac a bemconjie-
eida e velleira Sume Vmericana nao
lie forrada de cobre e neto de carreira ; mas
de inteiro crdito c sabe com brevidade pos-
sivel ; quem nuiser carregar i rijase a Ha-
ncel Joaquim Pedro da Cosa, na ra da ca-
doia ni.
PARAOASSU'o Brigue Escuna Rainha
dos Ajijos, sabe no dia dous de Fevereiro,
lippo Bandeira 5 quem pretender annuncie. deia velhan 18, que ser recompensado.
Cg* Lma venda com os fundos de 4-r,o,000 ,' !->' Roga-se a os Snrs. Sub-Pileilos c
ou com ametade dos mesmes, amado Hor-j mtis authoridades desla e mais comarcas, e
tas defronte da Igrejq dos Martirios ). ; a pessoas particulares quesouberera ou vii-em
tratar na ruado Livaamento D. o. I urna negra de nome Josefa ( seno mudou de
^f- Bichas ilamburgiiozas tnuito Loas vin-1 rime) de dado de anuos, altura regular,
das prximamente grande e pequeas, se- secca do corpo, cor fulla nariz cht
linsinglezes de patente, dilos mais ordina- urna marca do forro de sua tena c
nos
dilos
trancezes,
.,....... iv.. :..... 1.1
.J JKUU Uull IIIC3 Ut V
I :i. 1
I
ca e sem ella
ditos de
v
ato com
em cima ,
(avallara um dedo grai.de alejado em urna das mos. ps
, espadas de ro- pequeos, cosluma inlitular-se por forra,
ditas pratiadas, bandas para quem a pegar leve ao atierro da Boa vista n;
officiaes, barretinas para officiaes e soldados de 5 que.receber ?o,ooo de gratifica o.
G. iS. cmame d lustro a yooo bandu- '--' ISodsa j do corrente fugio urna preta
leirasatMo; na ra nova loja de Antonio de nome Victoria depacSoangola de ida-
Ferrera da Costa Braca D ij
: -
lo iv auuua alta, m-ioi di
corpo
fei-
i_y (J iliate S. Sebaslio encalhado nocoens regulares J e bem conhecda nesta praca
forte do mallos ; a tratar com a Mimocl Jos | |W vender banba, eazejtede carrapato e-
NAVIOS ENTRADOS NO DIA ?o
LIVERPOOL ; 48 das Barca Ingle/a Tl.o-
maz Mellorde 977 tonel Capito 11. II.
A. equip >4 carga azendas ; a Rus-
sell Mellors & Companbia.
MAR PACIFICO ; 14 mezes, 'Barca Ame-
ricana Annesthipt, de3>a. Cap. Bavavd,
eqnip 37 carga azeile ; ao Cnsul, vem
refrescar e seitue
par
\
monea.
SAHII NO MES.UO DIA
LIVERPOOLL ; Barca Inglez E. Jabnston ,
Capito ALexandre Piler carga assucar.
OBSERVA^OENS
Suspendeo o Brigue de Guerra Inglez, e se-
gu para.o sul,
Fuuiuu n; lamiro o Brigue Sueco Sve ,
vindo de Cdiz em "> dias.de 16a tonel C,
Caries Gabriel Lawalhe, equip. 11, cai-
ga sal ; N. O. Bieber & Companbia.
RECll E NA TYP. DE M. F. DE F, 18 \t


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EDGXC2QES_3OAHC2 INGEST_TIME 2013-03-29T16:52:42Z PACKAGE AA00011611_04005
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES