Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04004


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Full Text
Anno de 1840. Quinta Feira
^Tudo agora depende de x\6a mejmos; da nossa prudencia, modera-
cao, e energa : continuemos como principiamos e seremos apontadoa
com admiracao entre as Kaces mas cultas.
Prociamaco da Assemblea Gerat do Bratil.
r.
"H^*-
Subscreve-se para esta follia a 3^ooo por quartel pacos adiantados
nesla lypoqrafia, rUa das Cnwcs D.-a, c na Praca ns. .17 e 08, onde se recebem correspondencias leglisadaa, eannuucios
insiruido-ie estes <;ialis, Mftdo dospruprios Migrantes, tvindossssie*
gnados. B
Partidas dos Correios Terrestres.
30 de Janeiro. Numero 24.

Cidade da Paraliiha c Villas de sua pretendi.
Dita do llio Grande do Norte, e Villas dem. ."
Dila'da Fortaleza c Villas dem.........
Villa c Goianna.................
Cidade dr Olinda................
Villa deS. AntSo................
Dita deGaranhuns ePovoaco do Bonito .
Ditas do Cabo, Serinhaem, Rio Fb'rmozo, el'n
Cidade las Alagoas, c \ illa de Macei .
Villa de Paja de Plores...............
7 dos os Correios partemaomcio din
tn Calvo
.....) '
' .' Secundas e Sextas Feiras.
, Todos os dias.
.... Ollnlue irft.
.... Das lo, c x\ decada mez.
. dem 1 ti, e ai dito dito.
.... Idcm dem
. dem \\ dito dito.
1
i
'!
Jo
51
Segunda -
Terca -
8u:irta-------
. lilil:. -
Sexta-------
Sabbado -
Domingo -
CAMBIOS.
Janeiro. 29.
Londres......bi \\i 33 por Ifooo ced.
Lisboa....... So por 0/0 premio, por mciaioiTerecido;
Franca.......30 reis por tranco.
Lio de Janeiro ao par.
CUUO Mocdas de 6oo rt Vell.as 14^700 a i/^qro
, D.tas ,, ,, JVovas ijiuii a iffl^bo
m Ditas de 4#ooo rs., efooo a 8noo
f H *VTA PatacOea Brasileiros.......ifl5o a i|56o
,, i'ezos Coliimnnrios--------------- i^J4o a *#>;
Ditos Mexicanos ---------------- i^.iso a il j'.o
Premios das Letras, por met I m8 a 1 i|ipor loo
Moeda de cobre 3 a Dias da Scmajia.
- S. Joo Clirisnstomo R. Sessffo ra Thet. e aud. do 1. de D. da o. v.
- S Cyullo I!.---------------------- ReilacSo e aud. do l. *\e I), da t. v. man.
- S. Francisco de Salles II. ---- Sessio d.i Thesouraria.
- S. Mailinlia V. M.---------------Relaro e Aud. do .1. dr O. da i. vara de iu.
- S. Pedro No'asco.--------------Scs. da Tbcz. e aud. >io .1. de l). da i. *.
J.-j ;r. S. guaci "..------- '..I. a aui. do .'. do i i., na o. v.
- Porilicuro de K. S. -
Mnre cheia para 3 da 30 de Janeiro.
^____
As 1 horas e ISjninutos da tarde As 1 horas < 42 minutos da manh.
.--- .-. j- ..
Pili
PERNAMBUCO.
GVEBJTO DA PROVINCIA.
Expediente do da %j do mrente.
Ollicio AoExm. Hispo Deocezano res-
poudendo-the, que nao so conhecendo incon-
veniente alguna que. se opponha a que seis
posta cm concorso a Cadeira de Theologia
Histrica do Seminario de Olinda vaga por
ilescimento do Padre Francisco Nunes da
Cosa, pode mandar pnbiicar os Editaes ne-
cebanos para ojnencionad Concurso con-
forme S. Ex, lenciona, e o exige o servico
publico.
Lito Ao Commandantedas Armas, com-
municando-lhe que o Reyente cm iNomc do
Imperador concedeo licenca para vir residir
nesla Provincia ao Teen le Quartel Ylestre
do ialalho de Cacadores numero t de pri-
nieira iiuha i homaz Pcreira Pinto que por
Decreto de 11 de Selembro do auno passado
oi reformado na forma da Lei novissima.
Dito Ao mesmo para mandar passar
Guia de passagem para a Companhia Pro-
visoria de Cacadores de primeira linha das
Alaguas ao Sargento de Ca adores Pedro JNo-
lasco da Silva que achando-se naquetla Pro-
vincia oi pelo Exm. Presidente respectivo
Pfomeado Instructor do Corpo de G. JN. des-
tacado n'aquella Cidade.
Dito Ao mesmo, para ordenar que se-
jao pagos por esta Provincia os sidos e gra-
lificacoes addiccionaes dos segundos Teen les
do terceiro liatalho de Artilheria de primei-
ra linha, actualmente destacados na Provin-
cia das Alagoas Antonio Jos de Mello, e
Manuel Ferreira de Almeida conforme el-
les requerero, e loi patlecipado pelo Exm.
1 residente d'aquea 1 rovincia em ollicio de
6 do crtenle.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da
Fazenda, communicando-lhe o conteudo no
preceden le ollicio.
Dito Ao Inspector da Thezouraria das
Rendas Provinciaes, respondendo-lhe, que a
illuminaco publica desta Cidade pode ser
arrematada por espaco de i8 nieves, conta-
dos do dia eni (pie lindar o contracto que
I sobre ella actualmente vigora,
DiloAo Lireclor interino do Arsenal
de Guerra, significando-lbe que leudo o Di-
jector Ajudanle em otbcio debde Dezembro
do anuo passado representado que o servico
padeca com a udmissao de Jomaleiros livres
porisso que estes ludo lazern a seu modo e
' juando querem ; e a Presidencia esteja per-
suadida que com zelo actividade e constan-
cia se podem demintiir os inconvenientes a-
ponlados edezeja quanto ser possa execu-
lar o disjioslo na Kesolucio de ao de Selem-
bro de it^i, que manda adinillir as Esla-
ces Publicas somenle pessoas livres, nao
pode ter lugar a admissao de serventes escra-
vos e deve continuar a observar o que so-
bre este object Ibe tem sido determinado pe-
loa anteriores olhcws da meiina Presiden-
cia.
UiloA Camota Municipal de Olinda
approvando a arremaiaco do contracto das
Ahlavoes do seu Municipio, feito, pelaquau-
tiu de tresentos niil reis ltenlas as razoes c.\-
endidas em seu oiuo de iti do corrente
ne.
lito A Cmara Municipal de Goiauna,,
gniUcando-Ibe era resposla ao aeuomciode
3 do rorrenic, que nao iulgaudo a Presiden-
cia conveniente approvar apostura addicio-
iial qucacompinlmu o mesmo seu ohVio.
vai a dita Postura ser submetlida na forma
da Lei a approvacoda Assemblea Legislativa
Provincial na prxima sessao
PortaraNomeando ao lente de pri-
meira linha reformado Tbomaz Pcreira Pinto
para segundo Commandante da Companhia do
Corpode Policia vago pelo ilescimento de
Jr>se Bernardo dos Reis Lima.
CO.MMANDO DAS ARMAS.
a
Expediente do dia a do crtente.
Oleio Ao Exm. Presidente da Provin-
cia do Maranhao, communicando-lhe que o
Alferes Antonio de Alhtiqucrque Mranbao,
e Sargento Ajudanle do terceiro I5atallio de
Artilheria seguiono "rigue Urbana a a-
presentarem-se-lhe a fim de serem empre-
gados o primeiro como ao servico conviesse,
e o segundo no destacamento do seu respectivo
Patalhao e bem assim que o Alferes deixava
nesta Capital em soccorro de sua familia do
primeiro de V'aio em diantc a prestacao men-
sa 1 de i5Uooo reis, que devia ser deduzida
dos seus vencimenlos durante a Campa-
nil a.
Dilo Ao Inspector da Thesouraria,
communicando-lbe que o Alferes Maranhao,
deixava em soccorro de sua familia a presta-
cao mensal de iSUoooreis do i. de Maio
em diante a qual hia ser cobrada pelo ter-
ceiro Ralalbao de Artilheria e entregue a
seu sepeclivo procurador.
Dilo Ao Capitn Commandante da Ex-
pedicao, remettendo-lhe a guia do Sargen-
to Ajudanle Manoel da Cunha Wanderley ,
que se lhc apresentaria nesla data a fim de
seguir a Provincia do Maranhao,
Dito Ao Commandante inlirino da For-
taleza do Brum, respondendo aos seus offlcios
de 3 de Dezembro, e i5 de Janeiro cor-
rente, que tractavio da salva dada pela Es-
cuna de Guerra Gararapcs e procedimento
do seo respectivo Commandante, na occasio
de sua entrada no Porto.
DitoAo Commandante interino do ter-
ceiro Uatalbo d Artilheria, mandando ti-
rar do i. de Maio cm diantc a prestacao
mensal, que o Alferes Maranhao deixouem
soccorro de sua familia nesta Capital entre-
gando-a a seu procurador Francisco de Sales
da Costa Mnntetro.
Pilo Ao mesmo, discndo-lhe, que ten-
do acceitado o offerecimento que fez o Sar-
gento Ajudante Manoel da Cunha Wander-
ley para marchar :t I rovincia do Maranhao,
houvesse de passar-lhe guia que devia ser
agora mesmo entregue na Secretaria Militar,
e consideral-o naquella Provincia desta-
cado,
Portara Ao Major Commandante do De-
posito mandando excluir do mesmo, e en-
tregar ao Commaiul.inte da Ivxpedicco as
-o pracas constantes da relaco asstgnada pe-
lo Secretario Militar, as quacs dcvi.io hir so-
corridas desnido at 3t do corrente e de
l.tjpe at boje,
Tflom i|n dia >!}.
Oflkio Ao Exm. Presidente, devlven*-
do-lhe. compettentementc informado o re-
queriinento de Joaquim [Icrculano Pereira
Caldas, que pedia ser admitlido no sen ico
do Excercito emqualidade de Tente que
cm ibio era do exlinclo BalaHlfio i des-
ta Provni'ii, allegando ter sido pela Regen-
cia perdoado da pena que lhc fora impos-|
la no Conselho de Guerra no mesmo anuo,
pelo crimede bigamia.
Dito Ao Tennte Coronel Manoel Jos
de Castro, respondendo ao seo officto em que
Ihe communicava haver d'ordem da Presi-
dencia tomado interinamente con la da Ad-|
ministraco Fiscal das Obras Publicas
Dilo Ao Commandante inlirino do ter-
ceiro Batalhao de Arlillieria, remeltendo-
llc a ustilicaco do Soldado do Deposito Jo-
ao CarlosCavalcante de Albuquerque a fim
de proceder a Conseibo de Dirccco na for-
ma da Lei.
i M v e rsi s Re pa rt i c oe t s s.
alfandega das fazendas
A Pauta be a mesma do numero a t
MEZA DO CONSULADO.
A Pauta he a mesma do n. 7.
CORREIO.
O Palaxo Bom-fim Flor de Amizade sai
para Macei no dia a de Fevereiro prximo
fucturo.
A Repartidlo das Obras Publicas precisa
de ditas canoas meeiras com seus competentes
canoeiros para conduzirem areia para a obra
de Santo Amaro : quem as tiver e se quizer
disto encarregar dirija-se mesma Repar-
tico a tratar com o Administrador Fiscal.
Administradlo Fiscal das Obras Publicas
a8 de Janeiro de 1840.
Castro
A. F. interino.
Nao tendo boje aparecido mais do que hu-
ma pessoa para a compra em hasta publica dos
obiectos pertencentes a Barca Franceza Bow-
gainville naufragada na liba de Fernando ,
constantes da relaro que j se puhlicoii ; o
Illm. Snr. Inspclor do Arsenal de Marn ha
transferndo a venda dos referidos objectos
para o dia So do corrente mez pelas 11 ho-
ras da manha convida novamentea quem os
queira comprar a compaiecer no indicado da
e hora competentemente habelitado,
Inspecco do Arsenal de Marinha de Per-
numhucofcm 77 de Janeiro de iK'io.
Alcxandre Rodrigues dos Anjos.
Secretario.
PREFEITUBA.
PARTE DO DIA 3().
lilm. e Exm. Snr.Das Parles boje rece-
bidas consta somente que fbro presos hon-
tem ;i minha ordem os individuos seguintea ,
osoiiaes tivero o competente destino: JWa-
riaRit% de Jess Oliveira liamos, e Clara
Joaquina da Coqceicad, brancas, e Paulo
Jos de Sene, pardo, pelo Sub-P'ef.-ilo de
Santo Antonio este por denuncia de ser cri-
minoso de morte na villa de Macei e aquel-
las por brtga ; Jos Mara de Mello tambera
pardo, p 1 Commn.ndante da Guarda do C -
do L'oliegio, por desordem; e Manoel Al-
ves Ferreira igualmente pardo peloStib-
Pieieito de Iguarass poi estar as ctronns-'
tanciai de servir na i. Linha,
ANNVCO.
O Commandante da Companhia d'Opera-
rios ; de ordem de S Exc. o Snr. Presid i-
tc desta Provincia convida aos Cdades que
lvertnflbos eos queirao tpplcaras artes
mecnicas a comparecercm no Arsenal de
\\ trinha quartel da Companhia d'Operarios
a fim do geiem contractados para o dilo 6m ,
e para isso se Ibes declara que as OiBcinas 11
mesma se ensina a Marcineiros Carpin-
teiroa Segeiros, Torneiros, Tanueiros ,
Pedreiros Canteiros Ferreiros e Serra-
Iheiros ; sahindoem poucosannos peritos ol-
ficiaes aquel les menores que a isso se propoze-
rem 5 tendo para mas a vantagem da izemp-
cSo do servico militar assim como alimenta-
dos e vestidos a custa do Governo durante u
lempo do ensino.
iecife a 5 de Janeiro de 18 {o.
M O R A L .
TOLERANCIA.
Continuado do numero aa.
i\o pretendo com ludo que o erro deixas-
seentaode fascr algum progresso, nem que
o infiel abjurasse com facilidade as mentiras,
que se tornaran respeitaveis a orra de preven -
cao, c de anliguidadc.- sustento tamsomcute, q*
os progreasos da verdade serio por isto mu -
to mais rpidos pois que com o seu ascen-
dente natural ella lera menos obstculos a
vencer para penetrar nos coraces. Porm
nada, diga-se o que se disser, lhe mais op-
poslo, que o sistema da intolerancia, que a-
tormenta, e que degrada ao homem su-
geitando suas opiniftes ao solo, que o nutre ;
concentrando em um circulo estrello de preju-
isos sua activa intelligencia prohibndoIhe
a duvida, e 0 exame como um erime ; e car -
regando-o de anothemas se elle ouzar, um
instante, raciocinar, e pensar d' um modo
dfferenteao nosso. Que meio mais segara
poder-se-hia cscolher para eleniisar oserros,
e maniatara verdade ?
Porem sem perseguir mais o sistema dos
intolerantes, lancemos fia vista rpida sobre
as inconsequencias que dclle decorrem e
julguemos da causa pelos e le i tos que ella
produz Nffo se pode causar maior mal aoi
liomcns, que conlunilindo todos os principios,
que os governao ; desmoronando as barreiras ,
que separao o justo tudc ; corlando todos os nos da sociedade ;
armando o principe contra seus subditos es-
tes contra aquclle os pais os espozos os a-
migos os irmos uns contra os oulros ;
accendendo no fogo dos altares a tacha das fo-
lias ; em a palavra, remiendo o homem o-
dioso e brbaro ao homem mesmo e aba-
latido nos coraces lodo o sentimento de jus-
llca e bumanidade; taes sao entretanto os
resultados inevilaveis dos principios <]iie
comhatemos. Os Crimea mais atroces, os
perjuros as calumnias, as tcahicoes os
parrecidios ; ludo est justificado pela causa.
ludo i -i i: melificado pelo motivo. O inte
i da Igrej anecessidade de extender o
seu dominio e de proscrever a todo o preco
os que II e resistem
autoriza e cons
itni i : estranha destruicao das ideas, abuso
iiicoinnndiensivi I <1.' Irjdo qtwntt ha de
uiiis augusto, e de mais saucto '> re'igt
So d isbomens para unil-cs e tor
i vio a ser <> ptetexlo mes-
pao de seus erro os mais espantosos j lodos


w

DIARIO
n
NttNAMRDCO
mmmmmmm
s at ten lados commeltidos dehaxo desle veo,
o para o futuro legtimos ; o cumulo di
maldade vm a ser o cumulo da virtude ; fa-
zem-se hroes aquellos que pelos juizes do
mundo serio punidos com o ultimo suppli-
cio \ renova-se pelo Deus dos Christos o
culto abomina'vel de Saturno e Moloch j
a audacia, e o fanatismo triunfaoj ea trra
t com horror monstros deificados. 'J al vez
sejamos, acensados de moHiar no fel o nosso
pincel, .i\as nos bem poderiamos justificar-
nos desta aecusacao ; e mesmo trempmos com
a lembranca das provas que temos as nos-
sas mos : com tndo guarderao-nos de usar
deltas ; vale mais deixar no esquecimento
estes tristes monumentos de nossa vergonha ,
e de nossos crimes e poupemo-nos a nos
mesmos de examinar um quadro mui avil-
tante para a bumanidade. B1 ccrlissimo, que
com a intolerancia vos ahrireU a fon te ,
inexhausta de males desde eoto cada parti-
do se arrogar os mesmos direitos ; cada seita
empregara a violencia e a forca 5 os mais
fracos opprimidos em um logar vir a ser
os oppressores em outro logar ; os vencedores
tero sempre a seu favor o direito e os ven-
cidos sero s os herticos pao tendo a quei-
xar-se se nao de sua flaqueza $ ser bastante
um poderoso exercito para eslabelecer seus
sentimentos e confundir seus adversarios ; o
destino seguir o dos combates e os mais fe-
roces mortaes sero tambem os melliores cren-
tes : por todas as partes nao se verlo mais que
fogueiras cadafalsos proscrpees. suppli-
eios. Calvinistas Romanos Lutheranos ,
Judeos e Grcgos todos devorar-se-o co-
mo bostas feroces 5 os logare* onde reina o
Evangelho sero marcados pela caruagem e
desoiaco j os inquisidores serao nossos se-
nhores \ a cruz de Jezus C hristo vira a ser o
estandarte do crime eseus discpulos se far-
tar com o sangue di; seus irmos \ a pen-
na me cahe da mao com a lembranca de tan-
tos horrores, com tudo elles provra dire-
ctamente da intolerancia ; pois cu cao creio ,
que se me opponba a objeceo tantas ve/cs
combatida que a verdadeira Igreja gozan-
do s do direito de empregar a violencia e
a forca os herticos nao podro. sem crime.
obrar por meio do erro como ella obra por
meio da verdade 5 um sophisma to pueril
trazcomsigo mesmo a refuta o. Quem nao
v que com etfeito, mesmo absurdo sup-
1>or a tal questo e pretenuor que aquel-
es que chamamos herticos se reconheco ,
como taes sedeixem tranquillamente enbr-
car e se abstenho de represalias ?
Concluamos, que a intolerancia, univer-
samente estabelccida armaria todos os ho-
' mens u8 contra os outros, e faria nascer sem
fim as guerras com as opinies ; pois sup-
pondo que os inflis nao fossem perseguidos
por principios de religia elles o seriao me-
nos pela poltica e pelo inleresse ; nao po-
dendo os christos tolerar os que io adoptao
suas ideas ver-se-io todos os povos li-
gados contra elles e conjurados a fazer a rui-
na desses inmigos do genero humano que ,
debaixo do veo da religio nada desprezo ,
ainda o mais Ilegitimo para atormental-o ,
e escravizal-o. Com eeito eu o pergunto,
que teriamos nos a exprobar a um principe
da Asia, ou do Novo-Mundo que assassi-
nasse o primoiro missionario que Ibes in-
-via^seraos para convertel-os ? O dever o mais
essencial d um soberano nao firmar a paz e
a tranquillidade em seus estados, e proscre-
verdelle cuidadosamente os borneas perico-
sos, que, cubrindo ao principio sua fraqueza
Com a hvpocrita decura nao piocuro, des-
de que eles pdem seno espalhar os d g
mas barbaros e sediciosos ? A si mesmos
devem os Christos tornar a culpa se os ou-
tros povos instruidos de suas mximas nao
rjuerem soffrel-os pois os considero como
os assassinos da America ou os pertubadores
das Indias 5 e se sua religio santa destinada
a estender-se e a fruditicar-se sobre a ter-
mimoria os principios \, que nos teto pareci-
do mais gecaes e mais luminosos resta-nos,
para preencher o nosso fejecio tracar o de-
veres dos soberanos relativamente s seitas ,
que devidera a sociedade.
ya vm a ser com raso banida por seus
tXCC'SSOS
por
seus furores
Finalmente parece-nos intil oppor aos in-
tolerantes os principios do evangelho que
nao faz mais, que extender, e desenvolver
os principios da equidade natural: lembrar-
1 bes as coens e os exemplos de seu augusto
mestre que norespirou ja mais que docura ,
e caridade e pintar a seus olhos a conducta
desses primeiros Christos que ssabio ro-
gar a Deus por seus perseguidores. Nao re-
produziremos esses raciocinios de que se ser-
vioos antigos Padres da Igreja, com tanta
fbrea, contra os eros e os Deociecianos ,
mas que depois de Constantino Magno, vie-
rauaser ridiculos, e tan facis de retorqur.
Bem se conhece neste artigo que nao pode-
mos mo* qi* tocar I perramente a materia
t5o abundante j ssim depois de ter trazido
o per ignes
Em urna materia to delicada nao cami-
nhare sem auloridade ; e aa exposico de al-
guns principios -geraes ver-se-o fcilmen-
te as consequencias que delles demanio
1. Nao ser jamis reduzida a questo a
seu veidadeiro ponto se nao distinguirmos
o Kst.ido da igreja ;-o padre do magistrado.
O Estado ou a repblica lem por fim a con-
servaco de seus ntembros a seguranca de
sua.liberdadc de sua vida de sua tranquil-
lidade de suas posseases ede seus previ-
legios a I 5 re ja pelo contrario urna sacie-
/i:)il(k ruif* i nnvinmSn at\ ItAmam p
--------- --J- ..... pi-'-v* -- HOTHCm -
a salvaco de sua alma. O soberano dirige
principalmente os seus cuidados vida presen-
te ; a Igreja principal e directamente vi-
da futura. Manter a paz na sociedade con-
tra todos os qu quizerem pertubal-a, o
dever o direito do soberano mas eu di-
reito espira onde reina o da consciencia :
estas duas jurisdicses devem estar sempre
separadas; ellas nao podem invadir, a
sobre a eut-ra se que dalii resutem males
infinitos.
a. Com efieilo a salva o das almas nao
confiada aos magistrados nem pela lei reve-
lada nem pela natural nem pelo direito
poltico. Deus nunca ordenou que os po-
vos curvasseni sua consciencia vontade de
seus monarcas ; e nenbnnt homem pode de
l>oa f sujeitar-se a crer e a pensar co-
mo o exige seu principe. Ja o temos dito:
nada mais livre que os sentimentos ; po*
demos exleiiormente, e de boca assenlir s
opinies de outrem ; mas -nos to impossi-
vel dar este assentimento internamente, e
contra nossas luzes como o deixarmos ns
.de ser o que somos. Quaes sao alera disto os
direitos do magistrado i forca e a autoridade.
Mas a religio persuade-se e nao se ordena.
Esta verdade to simples, que os mesmos
apostlos da intolerancia nao se atrevem a lie
ral-a 110 momento em que a paixo ou o
prejuizo feroz cessade ouscar sua raso. Em
fim se a torca podesse ter logar na religio ,
se mesmo ( permitla-se-nos esta absurda sup-
posico ) ella podesse persuadir seria preciso
para um homem ser salvo nascer subdito de
um principe orthodoxo 5 o mrito do verda-
deiro Christo seria um acaso de nascimento ;
aind 1 mais setia necessario variar sua cren-
ca nara conformal-a com a dos principes,
(i 1 ese succedem 5 ser calholico, governando
.Mara e protestante governando Isabel ; a
vez abandonados os principios nao v ho-
mem mais onde por barreira ao mal.
3, Expliqnemo-nos com liberdade, e va-
mos pedir prestada a lingoagem doauctordo
'contrato social'. Eis o como se elle explica
sobre este ponto. ,, O direito, que o pacto
social da ao soberano sobre os subditos nao
passa a lem dos lemites da ulilidade publica ;
os subditos por tanto nao devem de suas opini-
es dar conla ao soberano ? se nao quando el-
las importo sociedade Ora importa mui-
lo ao Estado que cada cidado lenha urna
religio que o faca amar seus deveres ; mas
os dogmas desta religio s iuteresso ao Es-
tado, e a seus membros quando elles di^em
respeito sociedade. Ha a profisso de f ,
puramante civil, cujos arligos devem ser fi-
xulos pelo soberano 5 nao precisamente como
do"mas de religio mas como sentimentos de
sociabilidade sem os qunes impossivel ser,
bomcidado, nem vassallo fiel, sem que
pessoa alga possa ser obligada a crel-os ; el-
le pode banir do Estado a todo, q' os nao er 5
nao como impio mas como insociavel, como
incapaz de amar sinceramente as leis da jus-
tica, e de immolar em caso de necessidade ,
sua vida a seu dever. ,,
4. Destas palavras podem tirar-se estas le-
gtimas consequencias. 1. Os soberanos nao
devem tolerar os dogmas que sao oppostos
sociedade civil \ elles nao lera verdade ,
inspeceo sobre as consciencias mas elles de-
vem reprimir estes discursos temerarios que
poder influir nos coraces a licenca, e o
descosto de seus de veres. Os atheos, em par-
ticular que arranco aos poderosos o nico
freio que os brida, eaos fracos sua nica
esperanca ; que nfraquecem todas as leis hu-
manas trando-lhes a forca, aue ellas tiro
UC UH SdllCCaU (11 vina jui itu ,.../.v, ruiiX v.
justo e o injusto mais que a distineco po-
ltica e frivola que nao vm o opprobrio,
.se nao na nn do criminoso ; o? theo* di
o eu stfo devem reclamar a 'tolerancia' em
avor se j neceswrio que vos os instru-
aes, que tos 09 exhortis com boudade mas
II I MU III I ^ I
Se elhfs persistirem Sejo rtprimidos : em
fim rompe com elles bani-os da sociedade ;
elles mesmos foro os que rompero os lacoi
sociaes
A respeito dos que sob pretexto de ru-
g o nao proema maia qae perturbar
socie-.lade fomentar sedicnes sacudir o u-
reprimi-os severamente ; ns nd
a, Os soberanos devem oppor-se go das leis
com vigor s empre/.as dos que cubrindo sua somos seus apoo;i.s'las ; mas n^o conl'imda'-s
avidez com o pretexto da religio, quizerem com estes criminosos os que nao vos pedent
mais que a liberdade de pensar de profes-
a'tenlar contra os bens ou dos particulares,
nu dos principes mesmos. 3. E' sobre tudo
nacessario que elles proscrevo cuidadosa-
mente essas sociedades perig>sas que sub-
meltem seus membros a urna dupla auctorida -
de formo um Estado no Estado nimpem
a unio poltica, relaxo dissolvein os la-
ces da patria para concentrar nos seus cor-
pos seus afieclos, e interesses e estar as-
sim dispostos a sacrificar a s iciedade gcral
sua sociedade particular. Em urna pulavra ;
necessario que o Estado se ja um que o
padre primeiro que tudo seja cidado que
elle seja sabatino como outro quelqaer ,
ao poder do soberano s leis de sua patria ;
que sua auctoridade puramente espiritual ,
se limite a instruir a exhortar a pregar a
virtude ; que elle aprenda de seu .4ivino Mes-
tre que o seu leino uo desto mundo;
pois tudo estar perdido se deixardes em
a mao mesma espada, e o thuribulo
Regra geral Rcspeilai nviolavelmen-
te os direitos da consciencia era ludo quanto
nao perturbar a sociedade. Os erros especu-
lativos sao inditierentes ao Estado ; a diversi-
dade das opinies reinar sempre entre os en-
tes lo imperfeilos como o homem ; a ver-
dade produz heregias como o sol impurezas ,
e manchas 1 nao vades pois gravar um mal i-
nevitavel empregando o ferro eo logo para
desenraizal-o; pun os crimes ; tende pieda-
de do erro ; e nao deis nunca verdade outras
armas que nao seja a docura o exemplo ,
e a persuaso. Quando se tracta de mudan-
ca de crenca os convites podem mais que as
estas io/eui o etleilo da deslruico.
ell
lhor
sara crenca que elles |ul?an mellior equ
vivero alem disto, como fiis subditos do Es-
tado
Mas diris vos ainda o Principe o def-
fensor da f ; elle deve manlel-a em toda sua;
pureza, c oppor-se vigorosamente a tolos os
pie preleu lerem atacai-a ; se os raciocinios
se as exliorlaces nao sao snfi ienles nao
de balde, qite elle ciilge a espada para
punir o que obra mal para forcar os rebeldes
a entraran 110 celo da I;re;a. (ue queros tu
pois, baibaro ? DegOiar leu irmo pan sal-
l'in i/^il nrf, i )one
,1,
a ;'eus le ensarregou uLe
Vil-"f
lorrivel em prego ? Tem elle posto em las
mos o cuidado de sua vinganca? Donde te
veio a sciencia de que elle quer ser honrado ,
como os demonios ?. Vae desracado este
Deus de paz desaprova leus espantosos sacrifi-
cio '> vllea s<') sao di;uos de ti.
(Traduzido de fti. Homil Gibo.)
Variedades
O Certificado do Civismo.
Todos os que coiihecem o Conde de Van-
teuil faro como eu justica ao seu tlenlo e ca-
rcter. Debalde se poderia encontrar um ve
lho mais amavel, e que soubesse fazer melhor
emprego de urna grande fortuna e de urna ele-
vada posi;o Amava os mancebos ai olhia-os,
lueui u cut.lu t;,i. u.VaU. fh nava-os a si, a sua casa era a e cia abcrla
5. A estes principios lalvez nos oppouha os de boas maneras e bom gosto. Era sobre tudo
inconvenientes, queresulta da mulliplci- muitoagradavel na conversaco. Todos sa bem
dadedas relij'ies, e as vantagens da uuifor- que no secuto passado a conversaco era urna
midade da crenca em um Estado. A isto res- arte e de todas as ai tes era esta a mais cuiti-
ponderaos com oauclor do Espirito das vada.
Leis : Que estas ideias de uniformidade la- : O nosso Conde tinha passado as nossai seis
zem infallivelmenleimprossonoshomiuisvul- ou oto revoluyes sera jamis parlihar nem
pares- porque estes nella encontra um genero das preocupace* nem das paixes dos parti-
le perfeico que impossivel nao descobrir 5 dos. Basta que se diga que nao emgrou.
as mesmas forcas na plicia as mesinas raedi- Quando um da o felicilavaraos deste valor que
das no commercio, as mesmas leis no Estado o linlia conservado na sua patria } ah res-
a me&ma religio em todas as suas partes; mas pandeo elle i|o sei al que ponto mereco es-
isto a proposito, e sem excepeo ? O mal de se elogio, fiquei nao ha duvida mas nao
mudar sempre menor que o de sorer ? E podem saber a quem devo esta obrigaeo.
a grandeza do genio por ventura nao consist- Estas palavras annunciavam um cont e
r melhor em conhecer emque casos se taz um cont do Sr. Vauteuil era urna l'elicidade.
precisa a uniformidade e em que as difieren- Callaram-se todos e se asseularara ao redor
cas? Com eeito porque pretender a urna del le e quando vio que e lavara todos dispos-
ner'eico incompali\el com a nossa na tu reza { los a ouvil-o comeara deste modo.
A diversidade dos sentimentos subsistir sera- Meu pai, velbo e doente lnha-se relira-
pre entre os horoenS ; a historia do espirito do para Vauteuil em 1790, e ou me vina
humano dislo urna prova continua ; eopro- necessidade de o accompanhar. Attacado co-
jecto o mais chimenco ser o de conduzr os mo eslava de urna doertca muito perigosa nao
homens uniformidade de opinies Entre- me resta va oulro arbitrio seuo ad>car os ul-
tanto dizeisvs, o inleresse poltico exige, timos dias da sua vida. Morreu com elieilo
que se estabeleca esta uniformidade, que se depois do juizode Luiz 16 j lastimanao-se por
proscreva com cuidado lodo o semimento que batee vivido lano lempo. Jlesolvi ficar neste
Ibr contrario a os recebidos no Estado (juero retiro onde pelo espaco de tres anuos o nosso
dizer, que necessario limitar o homem a descanco nao ttuha sido perturbado uin s
nao ser mais que um automato a instruil-o vez julgando-me feliz de ter ficado esqueci-
com as opinies eslabelccidas no lojar de seu do n'uma poca na qual a tempestade feria in-
nascimento, sem j mais ousar elle de exami- disliuctaineute todas as cabecas. Entreguei
nal-as, eaprofundal-as, a respeitar servil- ao Sr. Audriveau, bomem da contianca de
menteos prejuizos os mais barbaros taes co- iniuha familia o cuidado de tratar dos meus
mo aquelles', que combalemos. Mas quede negocios e de rain lia pessoa e deixei-ine ficar
males que de divises nao acarreta a lira Es- -desea 11 cado. Todavia para tirar lodo o parli-
tadoa multiplicidade das religies A objec- do possivel desta s,lid.io Ibrmal mandei bus-
cao se transforma em prova contra vos pois car aignus livros } estudei philosophia di-
que a intolerancia a mesma onle desles ma- reito pubico historia e acabe: por s.ispeilur
les; pois e os partidos ditierentes se prestad que se a revolucio era inusti nafiiin, ao
mutuos socconos e nao procura conibater- menos assuas uretences nao eram to estra-
se seno por meio do exemplo da regulari- vagantes como oidiuariainenie disiam.
dade dos costuraes do amor das leis, e da | Mandei buscr una assignalura do Moni-
patria ; se fosse esta a nica prova que cada ; teur e segui cora anciedade a raareba destes
seita fizesse valer em favor do sua crenca, a acn lecimen los extraordinarios Como bavia
l
harmona e a paz reinaran logo no Estado ,
apezar da variedade de opinies como as dis-
sonancias na msica nao offendem ao accorde
total.
Insistem e dizem que a mudanc da re-
ligio arrastra minias vezes comsigo revolu-
ces 110 governo e no estado. A isto respon-
do ainda que a intolerancia s a eucarre-
gada de tudo, quanlo ha de odioso nesla im-
pulaco ; pois se os novadores fossem tolera-
dos, ou s fossem combatidos cora as armas
do Evangelho o Estado nao soQreria essa fer-
mentaco dos espiraos ; porem os delensores
a 1 el li:,1.111 OiiiaritC SC ti'tiu COii liul
contra os sectarios, armacontra cllcs a3 po-
tencias saca edictos sanguinolentos insu-
aocr ts os cora^oca a uiSCiuia e lu-
natismo e sem pudor lanca sobre suasvic
timas as desorden*, que cllcs sus tem produ-
cido.
de assislir de sangue I rio ao combate da Fran-
ca com a Europa inleira? Como me bavia de
defender desse sentiroeiito de udmiracio e de
horror vista desse gigante enorme chamado
convenco cubrindo com os seus cem bracos
toda a superficie do lerrilorio leuniudo por
todos os lados as ruinas dando golpes desa-
pedados para lodos os lados e dando-os mesmo
em si sempre intrepidj sempre altivo ,
sempre em p ? Oesgracadameule cliegou-me
a nimba vez de ser ucommodado como os ou-
tros e foi por isso indispensavel renunciar o
meu papel de observador.
e de
Depois
Uil IUIII.IU'1

e Vttlcneiennes
Mayence a insurreico de Lyon a traico
de 'oulon os desastres da Vendee foi ne
nsiiiiio ii Qni> ie energa c pioui
gou-se a lei dos suspeitos. Por esta lei basta-
va a denuncia de quelquer pessoa para prender
o homem ma'3 honrado Jo mundo. Urna


t
- --
-

VlVfel'fe fefe fcfc RN Mfi U
%
tccuea-
de de
*~ioile recebio uvioo deque metinbaS :w
rJo de suspeito e Fort-sous Jouarre a um qarto de legua dis-
cante de Vanleuil devta no dia seguinle man-
^dar-me prender. Como se v o caso era '
-grave e deixava pouco espaco delibera.o.
Nao tendes disse eu ao consternado
Andriveau urn passaporie para a Borgonbar*
Tinlia a uina Ierra consideravel ende elle
ia lodos os anuos.
Puis o Sr Conde nao sabe que todos os
passaporles Ua/em Biguaes. e cm que le-
nho eu a itonra de me parecer com o Sr. Con-
de ?
Deixe-se disso lbe rep'iquei eu ollie
'ah eslo cinco ps jlre polegadas e seis l-
- nlias a dillerciica estaas seis llallas: cm
qu.inio ao mais nariz, regalar testa ordinaria,
cabellos escuros, vem ludo a ser o mesmo
Parece mesmo que o passaporte foi le lo para
mim. Vamos, amigo soregu c mande sel-
lar um cavallo. Ainauh responderis (pie
t'alou ein Puriz, que eu espero alinoi-ar em
iVloiilniialt.
Ls depois Sr. Conde o que tencionacs fa-
zer ? me replicou elle.
Oque hei de lazer nao sei ; mas liei de
l chegar sem perigo. En logar de me ir
.meller noeastello hearei muilo socolado as
fazendas Leonardo casado com a mulber
que me criou nao me ba d alraicoar Alen
disso nao estou longe da tronleira e por pou-
co que me incommode nao hei de emigrar,
va jaral.
^ Urna bora depois eslava a camiubo.
'ludo li ptimamente nos dois primeiros
dias oas no lerceiro cheguei a A^rcis-sur-
auoe Era cabeca de districto ea lei nova
execulava-se all com todo o rigor. O estala-
, jadeiro a quem me derigi deelarou que nao
dara um grao de cevada ao meu cavallo, se
eu naoapresentasse um allcstadu de civismo.
Ser lambem necessario isso para os
meus cavallos ? disse eu ein ar de zombaria.
Eslava tratando com uin patriota entusiasma-
do que nao quera brincar Al tu zum-
bas disse elle deixa-me ver os leus papis.
Nao, nao os mostr se nao as autorida-
des.
A esla .palavra o meu estalajadeiro recuou
dous pasaos e .pareceu crescor dous ps.
A nao os queres mostrar seno au-
thoridade competente pois se me nao apr-
senlas j um atleslado da aulhoridade do logar
de tua residencia. .
Mas no logar da rainba residencia res-
pond eu perturbado, nao ba aulboridade.
__Ab al i .. uu realista nao lia du-
-vida !
Admirado por ver que elle nao me continu-
ara a tallar olho para o lado e vi-me rodea-
do por um grande numero de cidados de todos
os sexos que ali se Unham anionloado atlra-
bidos pela bulla desla pequea altercaiao.
__Auxilio em iiome da lei grilou o estala-
jadeiro e lojjo Lodos os bracos se ale.unta-
ran contra uiun e todas estas bocas se abri-
raiii, e b>i nidispensavel por-me a camiubo
impellido por esta mutliao que repeta as
moii leirivcisimprecaucoes.
Parou esta muiliao que a bem dizer me
arrasUva e vi que se levuiuaram cunta uum
alguna paos. Cousa extraordinaria em par-
ticular cada urna daqueilas peasoas nao era na,
mas assim reunidas cautil exaltadas urnas pe-
las outias e estuvain todas tunosas Vi eu-
tao a grandeza do perigo cm que eslava e a-
peiar que pouca espelunca linlia coiihcci que
ea urna toucuradeixai-meassim degotar sem
izei ptiUM como um cordeiro. _
Seutiores, disse eu, e lu interrumpido
uor urna gritara geral
F __ Obieui la se aristcrata ', disseram cl-
les, usa da palavra senuo.-cs.
Cout.eci higo o erro que liaba commettido e
C0'^'Udadios : mas urna voz muilo lorie me
cortou a pataca exclamando nao o de.xem
Ul*Cidaio continuei eu com firmen ;
indigno de um povo Hvre condeumar um ci-
dadao seu oouvir. .
_. \ ames a ouvir o que elle diz exclamou
0UVicUrmeate quem era u humen que as-
sim lulipa poique para que o ouv.ssem me-
dra#- Cidado disse eu dirigiuo-me a elle,
tu su. mal creado em nao-uta deixares Jal-
la, ^ocidaaaoseunaosou, nemonsaot,
,em Couou.g u^m nada do que pensis sou
** Aidiiveau letrado e vou para a
ijo^onlia traiai ***%& ^
ram ***SZ> de ** de
se deveasli^ir um cidadao.
Vi qie a minba -renga tinba produzido
bom effeilo; mas lavia entre esta gente um
bomem que se tinha boiistituido meu inimi-
go que sacudi a cabeca.
Nao duvido que te esq-tiecesses doattes-
tado apelar que isso me pwrece celebre mas
ba um meio de arran jar ludo isso. Todo o
bom sansculole sabe de cor a Carmagnole :
cania pois a armagnole ?
-Fiquei perturbado porque a nao sabia, e
o bomem que cstava em cima do pillar j l-
nba um pao perpendicular sobre ininba cane-
ca quandu repentinamente se abri a porta
quai elle eslava encostado, e sabio ama
mo de uin bomem que segUTOU forlementc no
bombro do meu ailversario.
,'evagar Roberto, disse urna voz sonora
e grave.
Este amigo dcsconlircido que assim me
vinba proteger em lo grande apuroap aieccu
lodo. Em quanto cu viver nunca me bei de
esquecer desla apparic&o. Este bomem apda-
va como um alblela elinba o corpo de un: ;i-
gante. O seu rosto irregular e muilo marca-
do de bexigas me ferio a imaginacao mesnv)
pela sualealdade ; os olbcs eram pequeos,
mas vivse penetrantes.
Cidados disse o meu protector, ieis
commetter um crime Acaso sois carrascos?
O algoz nao lere oculpado se nao quaudo a
juslica lbo entregou. Ser respeilar a li-
berdade cobrir-la de sangueede lama ? An-
driveau que ieis assassinar c nieu amigo. O
cidado Alairejulgu a minba banca sufici-
ente ?
Cidadao representante disse o Maire
perturbado, nao sabia.... se bouvesse descon-
fiado...
Nao fallemos mais nisso ficara' em
minba casa ji qu tu nao o quiseste recebar.
Vem Andriveau, vem amigo; eque urna-
braco fraternal nao deixe a ninguein motivo
para duvidar do ten patriotismo dos leus
sentimenlos republicanas !
E para completar a larca apertou-me nos
bracos ebeijou-me na face.
Viva a Repblica, dse elle depois coa
voz terrivel.
Viva a Repblica, disseram todos; e de-
pois ib ram pouco a pouco evacuando a ra.
Ainda assustado com o perigo em que li-
nba estado e maravilbado da maneira extra-
ordinaria como tinha sabido delle fiquei al-
gum tempo sem diser nma palavia. Descul-
pa-me Cidado lbe disse eu houvera ex-
primido mlbor a minba gralidio seo mi-
co que me fi/este nao fosse lo grande Res-
pondeu-me com uinsorriso, e depois dis-
seme.
A porta est fechado deixemos-nos des-
sas couzas ; sois homem e eu tombem ; sois
Ffancez e eu tambem, nao sois fraco porque
(vestes a morte diante dosolbos e nao per-
destesa cor, pela minba parte tambem julgo
ter dado provas de corajoso. I orque vos ad-
miracs pois da sympalhia que me inspiras-
les ? E visto que com urna palavra vos podia
salvar a vida por que nao bavia de prouun-
cial-a ? Dizei-me viiides de Forte-sous Jou-
arre ?
Sim.
E Andriveau empreston-vos o seu pas-
saporte nao assim Sur. de Vanleuil ? Ha
muda gente (pese approveita das oecasies
para pescar as agoas tul vas. Para onde i-
des ?
A vos o posso eu dizer vou par a
Berftonlia para casa de um dos meus reudei-
ros.
__y lembranca nao estaris seguro em
parte nenbuma. o povo faz ludo por si em
.ugar de ser administrado administra. O po-
vo nao mo, mis ignorante ; i'alta-lbein-
leiligeueia e sangue fri ; por toda a paitf t
perigos e nao sabe se nao de um nicio a vi-
olencia. Nos porem na. podemos passarfiem
o seu concurso por que ludo est Iransloma-
do, e todava necessario viver, andar, bater, vimo-nos obrigados a allar-llie nalin-
goa que elle cnlende para desle modo ole-
varnios ao fim que pretendemos mas este
im nobre grande e a bumanid.ide|no
perder com a nossa obra quaudo ella sti-
\eracabada.
Ali Sor. disse eu o-sal que a (on-
venco fosse com posta de bomens como 'di;
mas encerra no seu seio muitos ioseiMtoS,
muilos sanguinarios. NO fallo de Mat,
que ia morreu mas Danton que malvad^ !
* J r.^ Ate*n nl\n U.._
L/eixaivos uisso, *- u"* i u
dando de lom mas tornando rpidamente a
si anlon menos bypociila do queosou-
,r, ...,.,,.!- Coi do nrn clarameute o que era nao o julgaremosnia-
!-i_!rt-hpmos Danlnn derrelon a lei dosBiis-
peitos eos tribunees revolucionarios, bro
ameacos q elle nao aborrece ninguom quaudo che^ar o
momento de fallar em perilo, veris o que
elle taz. .. finas quem sabe tu I vez que o nao
dixem viver al entao.
,Calou-se e meditou por algum lempo de-
pois continuou.
Nao quero saber qnaos sao as vossas o-
pinies ; mas a Franca esl atacada por es-
trangeiros a todo o bomem de bem cumpre
defendel-a, ide pan o nosso evercilo cu es-
crevo iima caria ao vafete Jourdan que vos
ba He recebar na's sas 6letras e ar-vos-
bei um atestado de civismo como qual po-
dis alr.ivcssar a Franca.
Aetei, apresefitei-me a loar m que me
rcebeu com agrado, e sem me emporlarcom
partidos tralei de defender a Fraudados seus
'.nigos externos, e acabada a jue-ia pedi
a minba demisso u voltei por as minlias
possesses.
i'-qual era i- assignatura desse attestado
perguntamos mVs
Eslava ussignado Danton.
flidos aos de mais) prefa^e/j, 0total de^ssecn-
N^ocios'; a quarenta mi/ rps pr:o'iwre
medico, equasi igual prmeira quania in-
dispensavcl para a despeza dos Expeclaculos
annunciados. Os Senbor(.s que pretenderen!
socios, so poder dirigir ao Sr. Luiz AJorcI-
ra de Mcndonca na rua do Rangel. O Di-
rector lem a salisfacfo de annunciar queja
leni oito meninas fallando apenas quatro ,
s quites offerece -.ofJooo rs, per cala uma que
quiser entrar no Drama.
Avisos Diversos.
(Nacional).
FACECIAS.
Um genlilhomem Gascones mas pobre co-
mo Job leve por noticia que um estalaja-
deiro acabara de ser-condemuado a una mili-
ta de dez escudos por ter dado um bofetao em
oulrogenlilbomem. ferio do fado foi aga-
zalbar-ae na caza dosle mesmo estaljadeiro e
aiii passou tre/. ou ijuatro dife, de modo
que seu gusto montava a seis escudos. Na
occasiode se lie despedir, e sendo rogado
pelo dono da caza que se nSo relirasse sem
pagar-lbe o que devia respondeo desle mo-
do ; Ab Senbor nao tenbo um real ;
mas peco-vos que medeis urna bofetada e
que me entreguis o resto ; pois urna boleta-
da como vos o sabis, vale dez sidos, e
eus vosdevosei.,,
Um pregador Gasconez perdeo-se no ser-
mo por mais que esfregasse a testa nem
d a s palavra se lembrou. Erfc forca des-
cer do pulpito. Meus senhores diz elle
despedindo-sedo abditorio dou-vos total-
tmenlos ; porque deixastes de ovir a gran-
de peca deeloquencia. ,,
Certo capuchinho fasia a p sas misser ,
ecom lauto sucesso como desenleresse. Um
dia teido de atravessar um rio encontrn
um paizano, que leve a osadia de pedir-lbe ,
queocarregassesobre os hombros poi. lbe
era eneommodo deseaIcar-se esua rew.cn-
dissima nao tinha este traba lbo pcis andav
sempre descalso. O capuchinho nao teve de-
mora recebeo-o Sobre os hombros e come-
cou a atravessar o rio ; mas qliando ja lbe
dar a agua pelos joelhos perguntou ao pai-
zano se trazia dinbeiro Este crendo que
o religioso queiia ser pago de s trabmbo ,
lbe reSpondeo qoe sim e que seria bem pa-
go ; ento o capuchinho hincando- o dentro
d'agoa lbe disse: ,, Ah meft amigo, a
minba reltgiao me prohibe carregar dinhei-
10; e continuou tranquillamente o seu ca-
miuho. (Tradzido)
LOTERA DO THEATRO.
A primeira Parte da primeira Loleria a fa-
vor das obras do Theatro publico desla cidade ,
cujo plano ja foi publicado, corre impreim-
velmenle no dia 17 de Fevpreiro .prximo fu-
turo ; adiando-se venda os bilhetes da mes-
ma -
No bairrro do Recile na rua da Cadeia ,
nss lojasdosSrs. Mauocl Gon;:alves da Silva ,
Antonio Gomes l'cssoa Cnrdoso Ayres e Ir. ,
e Vera, cambista.
No bairro de S Antonio rua do Crespo ,
na loja do Sr. Antonio AlvesTeixeira Bastos ,
rua do Queimado na loja do Sr. Joaquim
Claudio vlonleiro.
Lesaecessario cuidar na breve extracefe
dos hilbeles desta Loleria pois o crescido va-
lor dos premios a boa organisacao do Plano ,
<; o fim ulilissimo para que foi ella concedida ,
tndo um forte estimulo aos amantes desle
jogo.
S0C1EDADE THEATRAL.
O Director do Theatro para facilitar a reu-
niao dos Socios se lembrou de aproveitar tres
camarotes nuea filustre Soriedade Pastoril lbe
cedeo, feitos na frente da lerceira ordem os
quas reunidos a sefe camarotes do nrw do
Tbcatro (os quacs sao por multas pessoas pre-
tzr Manoel Jos Vieira da Silva (ar. sci-
eirte ao Public, que elle he commissarfo de
polica do districto rador e n:io da Solidada.
t-j" O abaixoassinado faz acieitta a quem
convu'r, que delxou 4owr caixeiro d Sr*.
Joao dos santos Porto desde odia ao do cr-
lenle raes,
Manoel do Nacimento Fonccca.
ts?" Quem annunciou querer comprar una
molata moca, de bonita figura perita eogo-
madeira. dirija-so a rua de Hartas defronte
do beco largo de S. Pedro caza I). 10
SST Troca-se urna casa icrrea no bairro d
S. Antonio por commodo preco, por uin co-
brado no mesmo bairro que sirva para bo-
mem solleiro; quem pretender este negocie
queira annunciar.
^ Hypolhcca-se urna boa mcrada de ra-
za terrea no bairro de Santo Antonio poro
I quanlia de setecenlos e cincoeuta mil res por
umanno, vencend.) o premio de ?. por centfl
ao mez. A pessoa a quem convier este nego-
cio annuiicie para ser procurado.
tsr Despacbao-sc navios tira-se passa-
porles e guias de osera vos ludo com prestez*
e brevidade por pre o commodo ; na rua di
VigariO venda i), ig se dir.
nr Aluga-se um primeira andar de sobra-
do grande com varandus de Ierro sito na
rua da Guia N. ti os prelendentes dirijao-
se ao mesmo.
i cyPrecisa-scdeumoffici.il de fuaileiro',
que saiba fazer toda a obra de luida eque
nao seja amarrador de gatos : quem esti-
ver nestas circunstancias dirija-ge o atierre
da Boavisia D. ti,
s-3- l'recisa-se allugar hum sobradinho
de hum andar, que tenba suflscientes cem-
mdos para huma pequea familia, com quin-
tal e cacimba em qualquer das ras dos
Bairros, de Santo Antonio e lioa-visla nao
sendo com tudo as ras mais esquesitas ; e
na falta daquelle hum andar com iguaes co-
momodos ; quem o tver dirija-se a rua No-
va D. iq.
S-r Perdeo-se no dia a 5 docorrente hms
Sciitencaa favor de Adolfo Scbramm contra o
Religiosos o Convento doCarmo : quem as
livor adiado poder entregar a Domingos dos
Passos Miranda no Correio, que gratifi--
cara'.
s^3- Traspassa-se o arrendamento da Idja
da travessa da ruado Hozario para o Queima-
do D. 10 com arma cao e fiteiros envidra-
gados 5 quem a pertendar drija-se a rua de
queimado loja n. 9, ou na rua do Cabug
loja D. i lado do norle.
XZT I'reci/.a-se de urna negra cativa para
criar que tenba bom leite : quem a tiver
dirija-se a rua Velba caza nova quetem ven-
ida ou anneii' i".
tsr recisa-se de hum corto de res a pre-
mio de dois por cento ao mez dando-sc a segu-
ranca em hum bom sitia mi perto da pre-
ga com caza de vivenda com bastantes ar-
voredosde frucio duas biixas para capim ,
com cacimbas de agoa de beber: quem quizer
dar anuncie para ser procurado.
vy Continalo do Leilo no dia 3o do
corrente Janeiro as -o horas a bordo do Bn-
gue Americano Clio iundiado ao pe dn es-
cadinha do arco da Conceico de urna por-
oto de carne, secca com arara por tonta ,
c risco de quem perteucer e por ordem do
Cnsul Americano.
Mr Arrenda-se o cilio de Frar.cicco Ribei-
ro de Brilo na estrada que vai para o Manpui-
nho com bom sobrado com muilos Com mo-
dos para grande familia, boa 'cocheira par
mais de um carro o c ivalbarice para seis ou
oito cavallos, na loja do mesmo sobrado tera
commodo para mais de cincoenta escravos. O
srtio tem diversas qualidades de (Vuelas o
com muita abundancia ; tres cacimbas coi
tauqdespara lavar roupa e entre ellas urna
com superior agoa de beber : quem o preten-
der dirij&-C ao i'Oiie uo viattos ou ao sitio do
Cajueiro.
Precisa -ce alugat iima casa terrea pa-
ra pcqueua familia: annuricie


DIARIO DE
tS3" Dcseja-se alugar urna peguena casa no
f Recife para duas pessoas ou mesmo urna
salla rom camarinha em alguma casa parlicu-
n lar de boa familia ; quem ti ver aniuincie ou
jr dirija-se a ra da Alfandega vellia cara de
t pasto ingleza.
c S3S" Arrenda-se um grande sitio com bas-
c tantes baixas para capim e bastante pasto
i para toda qualquer qualidade de animaes ,
com alguns arvoredosde fruelo c trras pa-
i ra plantacoes no lugar da Boa vidgem de
j nominado o sitio da Cruz por preco ccmmo-
do ; quera pretender dirija-se a ra de Hor-
i tas casa D. 41 ; assimcomose precisa de du-
1 zcntos mil rs. a premio -jara se paar em
1 obras de alvenaria tapamento telha e la-
, drilljo dcilando-se no porto.
sy~ Quem precisar de um rapaz brasilciro
para caixeiro de qualquer arrumaco, de ida-
de de i4, e d fiador a sua conducta, an-
miiiciL-.
C7- O Snr. Alteres Antonio de Albuquer-
que Maranhao dirija-se a ra do collegio D.
a loja de chapeos para receber urna carta
vinda das Alagoas.
1 XTr Um brasilciro com poura familia se
offerece para feitor d algum sitio ; quem
PERNAMBC O
americanas e da india em perfeito estado ,
e algumas avariadas sexta feira 3i do cor-
rente as dez horas da manh no seu arroa-
zemda ru da Conceicao.
____ Compras
S^* Um berco de Jacaranda em bom uzo ;
nesta Typografia se dir.
cy LicSes de boa moral, de virtude de
urbanidade por D. Jos Urculhe e tradu-
zidas do hespaqhol por Francisco Freir de
Carvalho.
Vendas
precisar dirija-se ao pateo da S.Cruz D. 2. Quarosma ; defronte da Igreja da .Madre
Of Quem tiver um menino forro para
aprender o officio de sapateiro dirija-se a rua
do Arago O. 3a, ,
SEf" Quem liver.para alugar urna casa ter- Ulincla notica da ru do Amparo
roanos baino de S. ""Antonio e Recita dej W" Cautellas correspondente^ Lotera do
preco de 1000 a 0,000 mensalmente, ou umJTheatro contendo premios infaliveis, a pre-
pnnieiro andar de m sobrado, de 19.a jfooojcodequienlos ris cada urna; nsta Typo-
dirija-se a ra da cadeia D. 56 no p imeiro j grafa
I 7" Folhinhas de algibeira contendo
alem do Kalendario &c, a confissao do ma-
nijo e um Dialogo entre um Algaravio e
sua Mara ; a 24 ris cada urna ; Ditas de
dita, dita, dita com o Almanak a trezentos
e vinte ris ; ditas de porta divididas era
semestres a seis vintens o anno ; ditas Ec-
lesisticas a pataca ; na praca da Indepen-
dencia loja de vros 11. 37 e 38. na ra do
cabug loja do Sr.Bandeira no bailfro do
Recite na ra da cadeia loja que foi do Snr.
de
Heos venda da quina do beco do a/.eite de
peixe : defronte da Matriz da Boa vista
botica do Sr. Joaquim Jos Moreira ; e em
Olinda Botica da ru do A
gras e um tomo de D. Ignez de Castro em
bom uzo; no beco da Congregaco. D. ai.
S27" Urna venda cora poucos fundos ou a
armaco e pertences da mesma na ra de
llortas na quina defronte da Igreja dos Mar-
tirios ; a tratar na mesma-
d- Um negro de idade de iR annos an-
da um tanto bucal de bonita figura com-
pra o necessario de urna casa, e ro?nha, pti-
mo para aprender qualquer ofRcio por ser
mujto habelidoso ou troca-se por urna ne-
gra ue seja boa quitandeira : na soledade
D.7.
SSS" Um casal de escravos de 20 annos ,
de bonitas figuras o preto he bom cozinheiro
e eanoeiro e a preta cose, engomma e co-
zinha duas pretas que fazem torio o servico
de urna casa urna destas com um filho de a
mezes de idade he boa lavdeira, dous mo-
A
r rt n a r.
innus, ui>iiiiiu.i (fiiu up.,.
na ra de agoas
andar.
Sfir" Aluga-sc urna casa terrea no bairro
da I!
G5" Unja escrava do gento de angola, pti-
ma COZnheira e quitandeira ; na ra das
Cruzes uo segundo andar co sobrado D 7.
C7" Umbalcoe urna meza que serve para
soa vista as mas segrales, hospicio,
gloria rozarlo velha do Arago Con-
ceicao e sebo, nao precisa ser muita grande, loja ; na ra do Collegio I), -i.
que ten ha bom quintal corintia e cacimba, 3^ A possede um terreno no quintal da
nao se exige preco doaJuguet, e paga-se sen-, Ordem terceira doCarmo com 58 palmos de
pre adintado ; quem tiver annuncie. frente, eiode fundo; na ra do Cabug
IST Precisa-se de um padeiro e masseiro em casa de filias Rptista da Silva,
que seja bom; na padaria do atierro da Boa W .(00 a 5oo barricas levantadas para so-
vista I) aa. : car assucar e 80 abaixadas; na ra do Cres-
%Sf Precisa-se de 700,000 a juros por es- po ti.
paco de um auno dando-se boa firma; quera C7" Urna molata de idade de 17 annos,
quiser dar annuncie. bonita figura engomma perfeitamenle cose
tST Felippa Bernarda de Braga, viuva bem borda de toda qualidade, faz lavarinto
dos Santos Mendonca avisa ao respeitavel pu- veste bem urna senbora cozinha e ensaboa ;
blico, que nenbum negocio, ou transaco urna negrinha de idade de i5 annos muito
pagamento, ecobranea do interesse do seu boa tndem, cozinha e tem principios de
cazal deve jamis ser fcito por inlervenco de costura; na rua de borlas casa terrea defronle
seu procurador ecunhado Francisco Antonio do beco de S. Pedro D jo.
de Mendonca e sira pela de seu filho Ger- G^" Gall moiJo de primeira qualidade a
vasio Juliodos Santos Mendonca como seu v6o a libra e em porcoda-se mais enconta,
procurador, e ja por si babelitado pelo Juiz caldas de maracuj e tamarino ; na ra do
competente, e como tutor dos menores. a/eite de peixe casa n. ti paduria de Manoel
SSJ" Gervasio Juicio dos -aritos Mendonca Ignacio da Silva Teixeira.
em referencia ao aviso de sua VIi viuva de K7" Urrv mofeque muito bom official de
Santos Mendonca avisa a os devedoresao ca- sapateiro e de bons costumes ; no primeiro
sal deseu Pai Manoel Francisco dos Santos andar do sobrado onde tem loja de lerrapem de
Mendonca para que haja de comparecerem IMedeiro Coulo defronle de N. do Terco,
em casa de sua residencia na ra da Cadeia do t^* Um sitio na estrada dos afflictos com
Recife a fim de ajustarem e pagarem sens de- grande casa de pedra e cal porto cacimba,
bitas* ,' estribara com arvoredos de fruelo em ter-
KS?" Precisa-se alugar um sitio peito da ras proprias ; e urna morada de caa terrea no
praca que leona capim para dois a tres ca- pateo do Carmo ; na ra da Conceicao da Boa
vallos nao seexigindo casa muilo grande ; vista I). o.
3ucm litar dirija-se a casa de Nev no beco iT Urna porcao de pedacos de lijlos por
o Thealro ; assim como precisa-se de um pceo commodo; na ra das Cruzes D. 9
,CHU
derem officio. duas negrinbas de io a 1 >
annos a cozinhao bem e fa/.em todo o mais
servico de urna casa e um mol.ito bom offi-
cial flecapateiro e ptimo para pngem ; na
ra de agoas verdes casa terrea f). 37.
tTy Cautellas correspondentes a lotera do
Thealro a 5oo rs. ; na ra larga do Rozaro
I loja de miude/as D 7.
SST Um moleca de idade de i* annos de
bonita figura propria para muhanda engom-
ma ecose muilo bem dous moleques de ida-
de de i3 a l4 anuos, e urna escrava mora ,
engomma, cozinha, ecosc
verdes I), K"3" Cbilnsdebom panno e tintas fixasa
160 o corado, panno da costa largo e encor-
pado lencos brancos, e de cor cassas de
quadrose de listras proprias para bahados ,
cambra as lisas francezas, bielynhas de linho
panno de linho fino portuguez meias de al-
godo pr^ias curias e compridas ditas de se-
da sarja le sed 1 preta chapeos de castor da
ultima moda a 4800 madapolaoe algodaozi-
nho alem de oulras militas fazendas por pre-
co commodo ; na ra do crespo loia U. 1a de
Francisco Jos Teixeira Rastos.
$?" Cautelas da Lotera do Thealro; na
ra do Cabug loa de raiudezas do lado di-
reilo passando a loja da quina na immediata
C?" Duas partes da casa I) 5 no pateo da
ribeirade S, Antonio a ultima parte que faz
chapeo d touro coleto branco, estatura me-
diana secco do corpo e bem fallante; quem
o pegar leve a ra da cadeia do Recife n. 5i ,
bue sea recompensado.
C?" No dia 17 do corrente fugio um mo-
lato de norae Jacinto alfaiate anda calcado,
alto secco corpo mal fcito, olhos pequeos,
muito sonco tem bastantes panos no pescoco,
levou vestido calcas de casemira alvada ja-
queta de panno azul fino e chapeo de seda
preta ja uzada e ha de mudar de trajo
para calcas de brm branco trancado e ja-
quelademelim branco, quando fugio ron-
bou i3 000 em sedulas dous patacoens um
corte de calcas de panno fino pardo diffi;-
rentes corles de coletos de fustoens alcoxoados
brancos e pintados e um de viludo rouxo ;
qucmo pegar leve a ra de S. Gonsalo D. 11
a seu Sr. Marcelino Jos Lopes que gratifi-
car.
tz?" Desapareceo no dia a 1 do corrente das
3 para f\ horas da tarde um molatinho de
nome Felippe com idade de 14 anuos, bem
claro, cbelo castanho ecorrido, ps gran-
des levou vestido camisa de madapolao grs-
so calcas de algodozinbo trancado azul ,
e bonet de l ludo anda novo he na-
natural do Maranhao, e veio do Cear no Va-
por ebegado em >4 de Dezembro p p.; qei-
xa-se algumas vezes de um denle que lem fo-
rado talvez queira passar por forro; roga-
se a osSrs. Sub-Prcfctosdeslae mais comar-
cas authoridades policaes e capites de
campo, ou qualquer ou Ira pessoa, de o ap-
pi (hender e lev i-lo a ra do Cabug D. 4
defrohte dorerieiro, quesera recompensado
Sy No dia sabbado a5 do corrente os b'
horas da tarde fugio ou furtarJo una ne-
grinha do genlio de angola de nome Izabel ,
de idade de l para 1 'j annos secca do coipo,
testa carneira e o maior signal he a falta de
um dedo no p esquerdo junto do dedo gran-
de, falla fina levou vestido de chita rouxa,
camisa de algodozinbo ; quem o pegar leve
ao pateo do Terco na loja de lazenda de
Manoel de Jess Prailas que ser recom-
pensado
C?- Fugio no da 19 de Vareo de 18.36 um
prelo creoulo de nome Joaqnim da idade de
'io annos de ;llura e corpa regular cor fu-
la pernas finas ps pequeos denles 1-
o total da casa troca-se por urna casa eque- : mados cara redonda pouca barba falla
na; na \enda da quina defronte de palacio a bem e muito desembarassado elle tem pa-
fnllarcom o Sr. Sobral.
tsr-' Assucar refinado com perfeicoe lim-
peza a 80 rs. a libra ; no deposito novamente
cstahelecido na ra do Vigario no primeiro
andar onde tem a tabolcta.
tsy Urna vacca de leite creoula manca
na corda ,-com bezer o c de casta turna ;
em S. Jos do manguinlio no sobrado grande.
bom cozinheiro, e vrnde-se um lindo pali-
teiro de prata de muilo bom gosto.
tl7- O abaixoassignado fazscienle ao pu-
blico que se acba aberla a sua aula de pri-
meiras letras no forte do mallos, rua do co-
dorniz, primeiro andar deronte da rua da! UT Urna armaco de venda que se desma'n-
I.apa. Padre Joo Jos da Cosa Ril tiro. cbou por ao 000 urna quartola que servio de
SS?" Frecisa-se de um portuguez solleiro' agoa ardente por ia8o, oito caadas e meias
para feitor de um engenho aislante (iesla pra-. de agoa ardente de cana a 200 rs. a caada e
ca 1a legoas ; quem esliver nestas circunslan-1 um lernode pesosde olo libras al meia quar-
Z^~ A muilo fina saborosa e substan-
cial farinba de araruta pelo pre o de 3ao rs a
libra ; na rua do crespo D. 5 lado do sul.
SS3~ L'm braco de balanca grande por pre-
co commodo ; no alterro da Boa vista I). 41.
cas annuncie.
tSf menino que diz querer ser caixeiro
de venda dirija-se a rua larga do Rozario na
quina defronte da Igreja D. i5.
Avisos Martimos.
PARA O CEARA'c Acaran! a bem conhe-
cida e velleira Sumaca Flix Americana nao
he forrada de cobre e nem de curre ira ; mas
de inteiro crdito e sabe com brevidade nos-
sivel ; quem quiser carregar dirija&e a Ma-
ncel Joaquim Pedro da Cosa, na rua da ca-
deia n. 1.
PARA O ASSU' o Briguc Escuna Rainba
dos Anjos, sabe no dia dous de Fexcrciro,
recebe carga e pussageiros; a tratar com o mes-
tre a bordo defronle do trapiche novo
.Le i la. o*
tST yue azem L G. I erren a & Mansfieid
por intf.rvencao do Corretor Gli'-fcira de um
compiti soiliir.enio de tazemias malezas ,
la por ttioo cinco barricas pequeas de bola-
xinha a .00 rs. urna balanca com conxas de
folha por itioo, urna balancinha com marco
de urna q uarla por 1 too, ni o se duvda dar
com ulgum abate tomando ludo : na praia do
collegio armazem de Caetano Jos da Silva
17" Um cscravo bom cozinheiro e de boa
figura moco, e sera vicio algum ; na rua
do Jardim D. .
ESF' Toneisde4a 6 pipas, muito bons;
no forte do inattos a fallar com o Mcslre ta-
nueiro Manoel Esteves da Costa.
fe?- Dous escravos oplimos para o servi-
co de campo, um delles be bom carreiro ;
na rua do Cabug l). a junto a loja de cera.
S?" Urna escrava de naco, bonita figura
de idade de 24 annos. engoma bem lizo coze
chao, cozinha o diario de urna casa, laxa
lano de varrella, como de sabo e afianca-
-e ao cemj rador nao ter acbaqui s : na rua l)-
reila I). o passando a venda do fallecido Jos
daPenba.
%Zj- Asobrasstguinles- con tos a meos fi-
SSf Um|>relode nacao de idade de io
annos proprio para o servico de campo ,
pelo mdico preco de i5o,ooo ; na rua estreita
do Rozario sobrado defronte da rua da laran-
geiras por cima do barlero.
SST Meias de laa pretas para senbora a 64o
o par, ditas para Padre a 800 rs. de seda
compridas a jfjo e curtas 1700, navalhas
finas e ordinarias para barba linha de carri-
lel de todas as cores a 44o a duzia e em li-
bra i.i5o, botoens pretos de retroz para casaca
a } linha preta de linho a %,^o o masso filas de
garca a 340 a vara, e larga a 30, e de guar-
nicoa48o, ditas para debrum de chapeo,
a looo a peca bicos de linho de todas as lar-
guras que boje mais se procura, eoutrosmui-
tos objectos por preco commodo na rua do
Cabuya D. j loja de Francisco Joaquim Du-
arle.
B5- Camellas da Lotera do Thealro a 5oo
ris; na rua da Cideia do Recife lojas dos Srs.
Sev* e Francisco da Silva.
IS- Bilheles da Lotera'do Thealro; na
rua I ireita venda que foi de Jos da Penha ;
assim como cautelas correspondentes aos mes-
mos.
rentes pelos mallos ha noticias de andar pela
Parahiba vendendo carga de iarinha fejo .
e milho ediz ser forro ; quem o pegar leve
a ruado Livramento loja de fazendas D. q ,
que receber 100,000 de gratificaco.
Movirneiito do Porto
lisera vos Fu "idos
______ CT
ty Quinta feira 16 do corrente, fugio o
escravo Antonio cabund, alto, rosto redondo
poua barba, lem signaes de bechigas da-
de di mais de .'o annos ja faz algumas ru-
gas loma tabaco levou vestido calcas e ca-
misade hrim branco roga-se a todas as au-
thordudcs e capilaes de campo, e qualquer
|Hs-(a,queo prenda, ou mandem prender,
ond|quer ijue for visto ou encontrado eo
condi/o. on faciconduzir seguro a casada
seu Ir., no Recilerua dos Qnarteisn. 7 pri-
mei andar, que se satisfar todo o trabalho.
1 INn dia ;r> do eorrenlf
fugio um escra-
40 dlcosta de nome Jos com mudas ris-
cas tlo rosio signaes de sua terra levou
ios, em dois tomos o anam das pedras ne- camia de chila ama relia, calcas de bri'm, liso I RECIFE NA TYP. DE M, F. DE F. i*\ NAVIOS ENTRADOS NO DIA u8.
LIVERPOOL; 35dias, Barca Ingleza Ran-
ger de 5o{ tonel., Cap. Alexandre Bro-
con Junin equip. 16, carga fazendas; a
Cablrec & Companhia, passageiros 3 In-
fieles.
BAHA; i5dias Brguelnlez de Guerra
Hundres Commandante Guilherme M.
SAHID0S NG MES.M0 DIA
G0IANNA ; Hiate Nac. ( onceico do Pilar,
M. Antonio de Souza Louro carga varios
gneros
ASSU'; Briguc Nac. Matildes Cap Anto-
nio Jos dos Res em lastro.
ENTRADOS NO DIA 29.
GENOVA ; 4 das Brigue Sardo Almi-
rante de Jincisde 3o8 tonel., Cap. Bartho-
lomeo Profumo equip. 16, carga varios
gneros ; a Joo Pinto de Lemos.
LIVERPOOL; 6a das Barca ingleza Ce-
pebe de 171 tonel., Capillo W K. equip
4 carga varios gneros ; a Slwart.
RIO DE JANEIRO; /5 das, Sumaca Nac.
S Domingos M. Jos Pedro dos Santos ,
epuip. 12 carga carne ; a G. A. de Bar-
ros passageiros .
SAHI.OSNOMESMOniA
RIO DE JANEIRO ; Sumaca Nac Nova A-
misade, M. Manoel Antonio dos Santos,
carga gneros do Paz passageiros brasi-
leros 2 e um escravo.
BAHA; Hiato Nac. Emilia, M. Jos Rai-
mundo de jilva carga varios gneros ,
passageiros 9.
BSERVACOENS
Entrou para p mosqueiro o Brigue Nac. Per-
nambucano viudo do Assi'i que eslava no
lameirao.
Deo fundo no laroern un Brizne Sardo.
ILEGIVEL


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