Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03963


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Full Text
A NNO pR 1839. QIJA RT A FKm V
Tudo agd^i depende de nos mesmost da nossa prudencl, modera*
cao, e energa : continuemos corr.o principiamos eseiemos timados
cuic admirecio entre as jSaces mas cultas.
Pioclamnc'w da Assttnblta Geral do Braztl.
l';
^e--
6uhxrevc-SC para esta folha a 3/tooo por quartcl pacos adiantados
nesia Ty|ioiaIiai i'ua das Gimes D. 3, enaPracada Independencia
. 37 e b8, ende se rrcebcm coirespondi ncias U'al3ad,s, eannuuciosj
i nsinndo-e estes <;iali>, sendu dt&prcprios aseigfiantes, e vindosassig-
inaos.
Partidas dos Correios Terrestres
4 di; Dezembro. Numero
5(55.
CAMBIOS.
DrizcMBito. 1.
Londres...... 7i\ por Ifrtoo ced.
Lisboa....... " Flanea.......*i)i res por (raneo.
L o. de Janeiro ao par*
UR'J Modas de 6?4oo rs ,
I Mas
I )lHS
P1UTA
por moa. oereoideu"
n i,^1oo a 1 $"<
Ifl^oo a litS
8|oo a 8^0*
Palacoes Rrazileiros------------------1 Tifio a ijfcfa
Pfzos Cnlumharios----------------til Vio a tf 180
M Ditos Mexicanos-------.....- if5lo a i#54o
Premios das Letras, por mee I 1/8 a 1 ip por loo
Moeda de cobra 3 a a por 100.de diaa*
de ooo r.,
......
.....
.
Cidade da Paralaba eVilUs de snapretenro. .
Dita do Rio Grande dnMorte, e Villas dem. .
l)ila da Portales* c Villas dem...........
Villa re Goianna. .
Cidade r Olinda .
Villa deS. AnlSo
Dita deGaranlinns e Povc-acSo do limito.....
Ditas do Cabo, Nsrinhaem. Kio Formozo, e Porto
Cidade das A tacnas, e Villa de Macei.......,
Villa de Paja de Flores.................
Todos os Correios partem ao meio dia.
. .
Calvo ,

. .
. .


.
[Segunda e Sextas Fcirai.
. Todos os das. ,
. Quintas feras.
Dias lo, e ai de cada mee.
dem 1 11, e ai dito dito.
. dem dem
, dem 13, dito dito.
Das da Semana
i Seeunda S. tobiana V. t.........- Wo ha despacha,.
3 TeVca______S. Francisco Xavier Ap.---------l.elacao e Aml. un i. ae O. da I. rara de manli.
4 Qna'rta_____S. Barbora V. M.........fesso da Tliez. Aniiencia do J. de U. da a. da
. Quinta--------S. Geraldo Are..........Re., e and do J. de D. da >. v.
6 Sexta.....S. Nicolao B. -----.....Ses. da The*, e aud. do I. de I), da i. r.
- Sabbado -- S. Ambrosio B. -.....:-- Re. e aud. do J. de D. da i. y. de m.
Domingo i. do Advento Cunceicio de N. S. --
Mure chei para o dia de Dezentbri. .
As 3 horas e 42 minutos da mnli As 4 horas e C minutos da larde.
,
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPED! NTE DO DIA f] O p. J),
Olficio-Ao Coronel Chefc da Ligio ta G
N. de Olinda communicando-lhe que fot ap-
provado a Proposta para os Pollos vagos do 1'
BataThao, eEsquadrao de'.'avallara da mesma ,
O Regente em Nome do Imperador O Se-
nhor D. Pedro a. Ha por bem Determinar
a ordem numrica das pessoas Nomeadas pe-
la Asscmblea legislativa Provincial da Pro-
vincia de Pernambuco para exercer o Cargo
de N ice -Presidente na forma da relacao que
com este baixa nssignada por Va noel Anto-
nio Galvao viinstro e Secretario de F.stado dos
maarao ae-vamiria na uiesma Negocios do Imperio que assim o tenha en-
I c;;iao que remelteo com o seo; officio de do tendido e fa a executar com os Despachos ne-
correnfe cumprindo que a faca publicar em cessarios. Palacio do Rio de Janeiro em la
ordem do I ia a lim de que os promovidos sol- dp Outubro de 8 9 dcimo oitavo da Inde-
Iicitem suas Patmtes. pendencia e do Imperio. Pedro de Araujo
Dito-Ao Inspector do Arsenal de Marinha 'Lima. Manoel Antonio Galvao
auctorisatido-o para remeller para a Corle no lielaca das pesssoas nomeadas pela Assemblea
Transporte Pavuna a amarra de linbo de i I colativa Provincial de Pernamhuco pa-
polejjadas que em seo oflicio desla data in- ra exercer o Cargo de V -Presidente ea
forma n& ler serventa no mesmo Arsenal. que se refere o ecreto desta data.
I iio-Ao Doutor os Estaquio Comes si-I O Coronel Francisco de Paula Cavalcante
gnificando-Jhe que tendo-se desenvolvido de Albuquerque
n Villa de Santo Antao a peste de bexigasj O Doutor Pedro Francisco de Paula Ca-
com tanta violencia, que rpidamente lem valcante de Albuquerque
feito perecer um notavel numero de pessoas O Pezcmbargador Thomaz Antonio Mactel
nSn oli6t."nte u propnftacSo do Votcioo c Montcir.
SSeMoa Presiden?.? atalbar os borriveis; O Major Joze da Costa Rebello RcGoMon-
tetfaiios de to m'>rtifero contagio nao so tetro.
Sell lugar como em toda aProvincia ; | O MajorTz.droFranc.sco de Paula Mes-
cumpre que informe quaes as providencias que quita. .
,'odevem lomar para osse fim st,cilando a O ^ajor Manoel do Nasctmento da Costa
sua oppiniao o oifio que se Ibe rcmetle do Monteiro. n
Cirur 'iao da Vaccina da dita Villa em o qual | Palacio do R.0 de Janeiro em 1 de Oulu-
pronS como preservativo a prificacto do bro de M Manoel Antonio Galvao Est
ar ior n.cio de vapores de ma'teras combusti- -ot.formc. Antonio lose de Paiva Guedes de
Genebra em botijas a,s' du/ia de 3 caadas
Em tudo mais como a do Diario n. ii").
Vicente TbomazPires deFigueiredo Camargo.
Caetano da Silva Azevedo.
Manoel Joze de Souza Carneiro.
Luiz Pereira de Faria.
Rendimentod'Allandcga de Pernambuco 110
mez de Novembro prximo passadp.
Direilo de 1 5 por cento
Dilos de 5o por cento de bebi-
das espiritosas
Ditos de 5o por cento da pl-
vora
Pilos de 3o (ior cento do cli
Expediente de um e meio por
cento.
Armazewagem de um quarto
per cento ao mez
Dita addicional de 3 i/a por
cento
Premio de i/t por cento ao mez
M.iUiis cw-iumm nos ifespaclios
Emolumentos de Certidoens
Multas avulsas
lo^iSs'ogt
2a.-o?o'8o7
a:65i4'-6a
i.88l.s3oo
ur.gHi'-jo
' mi
3s'68o
i5oi'ooo
171:4535709
veis c aromticas
[)ito-AIilspcctor db Arsenal de Marinba ,
Andrade.
tua a8.
responde\Vdo"-lbe7uie a Presidencia approva Officio-Ao reclor do Curso Jurdico de
nueoBrirue Escuna Gararapes seja tripulado ; Olinda commut.icando-ihe que o Hegente
ornas p;aeaS,l;.igueCo.,slanca que para cm Nomo do Imperador ISomeot. a Antonio
Vanoel de Aragao e Mullo para o lugar da Hi-
i,,/,,* ..^ 1.......------- --u .
isto for preciso tirar e que o Commandante
deste Navio seja encanecido do Cotnmando
d'aquellc e on'tro oflicialpassca servir como
Immedi-ilo ambos naqualidade de Deslaca-
dos at que cbe;ue o 1. Pnente Joaquim ^0-
zc de Aguir que se acha \ orneado pelo Go-
verno Imperial Commandante do dito Pri-
,TUc F.sruna podendo nomear para os luga-
' res de Pillo DespJUro c Mestre as
pessoas que proiie eniTBo ollicio de at do
crtente.
l'ito-Ao Commandante do Prigue Constan-
za ordfiiaudo-1 e que ponba a disposicao do
Inspector do Ai seal de Marinba as pra.as
nredzas para triptil ir o 'irigue Escuna Gara-
rapos c BUe destaque para bordo do
mesmo Btgae Escuna bum oltcio de
Puienlc, que finalmente passe u Eiftar
sc0 Commando al que ebegue o 1
Tenente J. J- de Aguiar lomeado para
Commandar o dilo Brigue Escuna.
Pilo-Ao Inspector do Arsenal de Marina
nar 1 frelar urna Embarcaco a fim de trans-
portar as madeiras i\w se acbo promplas na
Provincia das Algoas para o jnesmo Arsenal.
Dito-^o Inspector Geral Interino das Obras
Publicas, pnra mandar entregar a Cmara
qle otir'ora a mesma Cmara fazta as suas
" Slfto-A Cmara Municipal do Recife, com-
L,,dn-llie a expediccao da ordem supra.
rnnn.cando be a p- ^ co_
..^.rre^ueaoa copia do Decreto de
1"i) itul.ro do correte anno pelo qual o
{i .^Spra^rcer o CarCo do y ice-Pro-
faidenle.
bliotecario de Olinda, pela resignacao, q' des-
le lu^ar fez Manoel bobo de Miranda Hen-
rique.
Dito-Ao Director do Liceo respondendo-
Ihe que pode conceder as duas medalhas que
pede em seo b'Ticio d* >! do corrente as du-
as Alumnas da Aula de Primeiras betras at-
tenlo o seo meiecimento e se terem muito
ib'slinguido nos seos exames.
Dito-A Cmara Municipal de canto Anto
respondeudp ao seo officio em que pede au-
tonsacao |iara fazer a despeza ndispensavel
com a luz da Cadeia de seo Municipio visto
que a Le Provincial n. 79 nao marcou quan-
lia alguma para ella : que deve continuar a
fazer a referida despeza como at agora soh a
suu icsponsaiiclidad na funud O Ailigo
da citada Lei.
Alfandega 2 de Dezemhro de i83q
Jacome Gerardo Mara Lumaclii de Mello
Escrivo.
MEZA DO CONSULADO.
Pauta do preco corrente do assticar, e algadao
que se despacha rao na Meza do Consulado
de Pernambuco na semana de a a 8 de De-
zembrode i85(j.
Assucar branco novo
partecipendo que nao poda comparecer ho->
e por se achar oceupado nos exames do Liceo,
mais que o faria em oulra occasiao: inteirada.
Outrodo liscal Barros exigindo que se
mandasse satisfazer ao Cirurgio loze da Silva
Costa quantia de G|00 rs. de duas corrida
que com o mesmo fez nos dias 6 e 7 do cor-
rente : que se pacasse mandado
A Cmara deliberan que se officiasse ao
Exm. Presidente da Provincia disendo que
visto nao haver Lei Provincial n. 79 de 4
de Maio de 18.I9 marcado quota precisa pa-
ra se pagar as corridas de saude houvesse de
a esclarecer este respeio.
Um requerimento de loze Joaquim Perei-
ra eoMajor Joze da Costa Rebello Reg
iMonteiro foi Commisso do nr. Mamede,
e Oiiveira para darem seo parecer respeito.
A Cmara marcou o dia .ti do corrente pa-
ra ter principio as Sessoes ordinarias e que
se officiasse aos Snrs. \ creadores Carneiro *
Vianna para comparecer as ditas Sessoes.
PoP^aalftr^7c^aalr5{,n'to^se-",k:-*Sesgo j ^
manda rao fazer a presente em que assignariot
E eu Fulgencio Infante d'Albuquerque e
Mello. Secretario a esorevi. Barros, Pro
Presidente. Souza Mamede Oiiveira
FigueiredO.
, 1 j i
Com mullicad a.
i|100.
Dito masca vado novo
is''00............
Dito branco velbo
J
lVvacias lieparticoens.
_ALFANDEG/v DAS' FAZENDAS-
EDITAL.
Vicent-Thomaz Pires 'de Figuciredo Ca-
margo Inspector da Alfandega faz saber
que aaiinha 4 do corrente pelo meia dia na
porta da mesma Alfandega se bao de arrema-
lar a quem mais der j;oo lijlos de ladrilbo
francez, avaliados em cincoenta mil re*,
impugnados pelo Guarda ledro Joze Balbino
da Mota no Despacho de 'oao Stuarl, sendo
o Arrematante obligado aos Direilos.
Alfandega de Pernambuco i de Novemhro
de i8<9.
PHuta para a semana de a a 7 de Dezcmbro
de 189.
Azeile dece i35,fooo pipa de 180 medidas.
:oo.
Ditomascavado velbo
00.....*'
Algodo em pluma
1. ! 5orte 3400
a. M aoo
3. aQOO
4. ao5o
5. jqoo
6 0 17 ?>o
1. , 1600
a* ? 15(10
1. 9000
a. a 4 ICOO
3. 1800
4- t i65o
5. i5oo
(i. k i35o
1. oo
i a 700
1. Sorte 1 7700
a. 6700
3. 5700
Joze Maria Cezar do A maral
Francisco Joze Marinho
Feitores e Conferentes.
CMARA MUNICIPAL DA CIDADE DO
RECIFE.
1
Sesso de 9 de Novembro de 1839.
Presidencia do Snr. Barros.
I
H
i

I *
Comparecerao os Snrs. Souza Mamede,
Oiiveira ; e Figueiredo ; fallando com cauza
os mais Snrs.
AberU a Sessao e lida a Acia da antece-
dente foi approvada.
C) Secretario dando conta do expediente
mencionou os seguinlcs officios.
Um do Tcncnte Antonio Egidio da Silva ,
Convem a riqueza do Brazil fazer guerra ao
comtnercio francez?
Muito nos rogosijaraos veros nossos patricios
dispostos a huma represalia ; eat mesmoem-
punharem as armas para obrigarem os france-
zes,ou antesoseu governo aocompriment dos
seus deveres na questSo do limite do nosso ter-
rilorio; por rfuanto desta sorte nos mostramos
zelosos do mais sagrado e valioso direito en-
tre as nacoes, o da independencia 5 direito
que atacado com a violado deste limite ,
que bem reconhecido estava pelos meamos
Fiancezes nao so em virtude de hnm trata-
dos como porque-elles tcitamente o dcclara-
ro,quando pretestario as pertubaces do Para
para o oceuparem Mas convem. e do nos-
so dever que essa represalia seja emprega-
da com toda circunspeco ; principalmente,
i. noque concerne as regras de prudencia,
e respeito que asnaces se devem recipro-
camente, nra o que nao convem fsquecer .
que t.-do's os cidados de hnm estudo sao soli-
dariamente responsaveis pelas injusticas com-
metidas por hum ou mais dos seus concida-
dos ; a. no que toca aos interesses do nos-
so paiz.
I'eixaremos a primeira questao, porque es-
tamos certos, que bem comprehfmdrda por
todos 5 assim como suas inevitaveis cousequen-
cias ; e somenle fallaremos da segunda em
relacao ao nosso programa ; no s porque a
ulgamos de grande importancia ; como por-
que do nosso dever concorrer com o nosso
pequeo eslorco pnra desviar o espinio pulili-
co das ideas a esl* respeito ltimamente propa-
gadas.
Repetidas veres se tem dito que os Fran-
cezes nos prejudico pelo seu commercio ; por_
que nos trazem mercadorias, e nos levo o di_
nlieiro -\ quenenhum damno nos far a su_
pressao do conimercio francez 5 porque pode_
mos siiblraliir-nid a compra dos objecin d
luxo c comprar as cultas BVCes as mercado

m
.

N



.
.ras francesas, q^ie-sode'lK^a'tutiluWde re-
I finalmente que o commercio ein reta I lio,
r admifiso dos artistas fr.ineezes prejiidico
o* interesses dos nos negociantes, e artistas
Aljim dcsrnvolvimeuto a estas quesles has-
tara para evidenciar, que vo errados aquel- si vele til deixarmos' de comprar os objectos
les que propaffoestas ideas; e que o mal
que queremos (avrr aos. Krance/as .'despre-
-sando bssmus niercadorias.'crepeliiido osen
rommcrcio artistas reverter em maior
I,.mno sobre nos.
O dinleHO como i por todos-sabido na
presta out*a nlilidade se nao a de eflectuar as
rocas ; elle nao se come nao se veste nao
nos sei ve de adorno em fin nada produs por
si mesmo: entretanto lama-se continuamen-
te contra todo o estrangeiro. q* ne-lo-leva, co-
mo si'lies no-lo-levasse de grata, ou no-
lo-roubasse. Nao sei pois qul a razo de
lauta queixa a nao sera ignorancia em que
se est, le que a moedi s nos c til at eer-
*i quanlidade, alem da qual ella pro-
ductiva de graves e numerosos males Com
A'lleilo a moeda noservndo se nao paraef-r
feluar as trocas a sua quanlidade deter-
minada pelas mercaduras a rapidez desta masma ciroulacno : exccdenHo
desta quanlidade,* clare que necesariamen-
te ella baratear;! relativamente as otitras mer-
cadorias ; disto resultaran grandes damuos a
industria indigina, a riqueza publica a for-
tuna dos credores as rendas do estado, aos
empregades pblicos. e finalmente a moral
publica. Se nestas circunstancias huma na-
co pretere a moeda a outra qualquer mer-
fadoria para exportar, nao deixar de fazer
hom bem ao paiz, que a possuia ; porque I he
dar' em l roca mercadorias em que consis-
ten! realmente oscaplaes; e far desapare-
cer todos os males, que sua superabundan-
cia produziria. Peder d7.er-se que aex-
portaco pode entrar pela eda qie rigorosamente indis|ien*avet, e
.queasini caro dificultadas as trocas e o
commercio bem como as outras industrias
seftrerao. Esta objeci-do de penco pezo por
que nao deveniossuppor que -em hum paiz
onde o commercio hvre e nao solfre-empe-
ciihos, se demore mirilo a i mportaco da mo-
eda, para res tabelecer o desfalque da quan-
tidade indispensavet para as trocas ; po r isso
queo elleito da dininnico da moeda ab aixo
desta quanlidade, o augmento do- seo
valor., relal,ivajnerile..,a6.....optraj^ mcrca-
pois, que nenbum receio deve baver ,frrue o
commercio venba prejudicar qualquer paiz,
pela exportaco da moeda ; eqnea moeda nao
i mais valiosa do que outra qualquer merca-
doria. E' verdade que se em lugar da moeda
se exportassem mercadorias, lano o paiz ex-
portador, como o importador ampliario a
t*ia industria e conseguintemente augmen-
tarlo as suas rique/as. Por ex. se o Brazil
*-x poria-.se suas mercadorias em troca das mer-
cadorias francezas nao teria necessidade de
importar moeda d'outra naco para dal-a aos
Franoeaess, e serian importadas emseu lugar
mercadorias, que como capitaes se applicari
ao a produco dos uroduclos que se dario
em troca dos productos franceses. O mesmo
acontecera a tranca se imporlusse do Brazil
arites mercadorias do que moeda. O commer-
cio pois, que eitaeom moeda se lea por
fin acciimula-l.i no paiz trar a final a su-
perabundancia e coro eHa os males ; que ja
notamos; mas se a proporcao que a moeda
entra |R-la imjtorlaco sabe pela exportaco,
esle commercio sement productivo dos lu-
cro, quedeixaoas im|K3rtaces ; porque o be-
neficio do conmiercio externo est na mer-
cadoria importada IVesle caso se perder ao
os lucros da pioducio que proviesse das
mercadorias que como capitaes, ee
exDortassem em lugar da moeda; por
quanto a moeda tornamos a repetir,"
iitava a respeilo da produce o. Mas de ve-
mos com luir porsso, que hum. tal com-
mercadorns 'iiossas sao tambeai exportadas
para a franca. Alem disto o commercio des-
ta naco a inda nos ull porque lambem
e o faz de transpoi te wde circuito.
Nao concordamos lambem que-seja pos-
consnmidoses e ronsegtrhiternehle pelo au -
de laxo importados peros Franceses-, bem como
osermos fornerdos daquelles productos, que
se diz de urna utilidade real por outra na-*
cao. queospossa i roduzir on que ja pro-j
duza por quanto as razes, que passa-
mos a expender nos tem convencido da con-
traro.
Tem-se difundo oluxo-o usodo supernuov
mas quem podera tracar a linha devorista en-.
Ir o necessario. e o superfluo ? Ambos se li-
go e kindem hum no outro por grada :es
incenciveis. Os gostis, a edntaco, os
temperamentos ; as saudes e finalmente os
diflerentes estados em que se acha a sociedade
estabelecem graos diflerenles de nlilidade, e
necesssidade logo como classificar o que
deluxo e banil-o podemos sem receio a-
fimar, que, aquella mcrcadoria franceza.
que mis |ior es podemos dispensar md
peasoas tero cooio de maior necessidade a
sua conservaco; e se nao a podessem hnver di-
rectamente dos francezes, procurario-na in-,
directamente on a snrstitniriSoror mitra equi-
valente, de qualquer nc5o, ainda q' custasse o
iluplo. on triplo do valor, com tanlo quesatis-
fisessem suas necess idades Os liabitos huma
vez iuraizados com grande dificuldades se dei-
\ao.
Quando fosse possivel extremar o super-
fluo do neessaro. < rislo fosssem todos
concordes nao concordaramos nos que se
deixasse o luxo, ainda narcial, e temporaria-
mente. O luxo ser*e de estimulo para pro-
gmento dos capitaes maior impulso e sern
ainda ampliadas as industrias agricula, mani-
faclureira pelos'eapitaes, que a competen-
cia dos estrangeinn no commercio, fari des-
viar para ellas. Finalmente a industria as-,
le bracos, os salarios por conseguiite au
mentarlo eapopulacao vir. a augmentar,
'comella o consumo ; com o que muitoga-
uharo os negociantes ; jiorque mais vende-
rn alem de que elles lambem lcro como
consumidores Nao devemos por tanto crer
que o commercio a retlho exercido por Fran-
cezes algum mal nos fassa : devenios antes
cerrar osouvidos a essas chradeiras continu-
adas de ceitos espertalhes, porque o que elles
luerem seremos nicos rromercado pare po-
derem livremente exercer hum monopolio
enriquecer a cusa do pobre consumidor, e a-
trazo do nosso nascente pare.
No que toca aos artigas francezes basta o
titulo de estrangeiro para indicar que elles
tem huma industria igual, ou superior a nos-
sa ; porque o estrangeiro nao vai procurnr'tra-
balho senao no paiz. onde falta obreirs ha-
bis Hum estrangeiro que nao mendigo,
empre til ao paiz em qae vem habitar ; por
que ou elle importa fundos ou nao ; -se os
importa elle vira augmentar o mercado seso-
mente os consummir ; ou a produeco se a el-
'la os applicar ; e se os nao importa sem du-
vida elle vem exercer huma industria, que
Tara augmentar a produe,'5o do paiz ; o que .
semprehum bem A passagem seguinte. que
se encontr na historia da industria ingleza ,
provar exuberantemente quanto til ad-
misso de artis as onde se precisa de'les A
ofigem duzir-se; porque preciso que se ganhe para ,\mm acolhimento que fez a rainha Elisa-
se poder m sustentar as despesas. 'I oda redu-
co no Inxo acarrela huma mingua na pro-
duco dos outros productos ; e nao deixa de
conduzir a industria a hum destenlo que
a (iual trar Imm alrazo na perfei o e in-
ventos. Nao consideramos o luxo nrejudicia'
beth aos numerosos artistas que a persegu^~
o ordenada por Fillippe segundo fez sabir
de Flaiidres e procusar em Inglaterra traba-
Iho e hospilalidade
Concluiudo repetiremos aos nossos patricios,
que nao se illuda com o meio de que querem
se nao quai.do elle excede os meios de o sa- Uncar malo para revendicarem'O nosso tern-
tisfazer ; ou quando elle sustentado com torio violentamente oceupado. O mal que s
detrimento do consumo do que de primen a
necessidade.
Quanto ao que se afirma dos objectos cha-
pretende fazer aos Francezes Tepelindo o sed
commercio, comparativamente maior para
nos do que para a Franca ; porque o commer-
para o
mados de utihdade real, diremos, que o nao ci que faz a Franca com o Brasil
remos pamente; porque os capitaes para todo do commercio daquella na gao huma frac-
urna fjrande empresa nao se improviso ; e \ co mui pequea ; entretaqtn rtue o mesmo
em cpussnei navei-os cm .,..,.,,.i.n.ie e commercio para o Brasil e bastante concidera-
rapidamento pelo abandono, que se fiz.esse| Vel l'e mais a Franca nao tenao o commer-
de huma outra empreza ; alem de que o es- | c0 brasileiro ter facilidade de encelar outro
piritoderoulina; o temor das innovaces^ e qnalqnercom outra naco; mrmente nfio
o medo dos riscos protegerio por milito tem-
po as velhas emprezas contra as novas. De-
mos de barato que nada disto se verificasse
e que fossemos suplidos por outra, ou outras
na. oes do que supre-nos os rranceces : nao
feriamos desta sorte estreiladoocirculodo nosso
mercado, e deminuido por consegu nte a com-
petencia P Qual seria o resultado Vi ria-
mos a consumir mais caro e de peior qua-
lidade : com o que muilo so lreria o progresso
da nossa riqueza.
Quando tivessemos a nfelicidade de nao
serem recebidas pelos nossos indiciosos patri-
cios as verdades que expendemos e quis.es-
sem elles, a pesar do seu proprio damno re-
geitar o commercio francez perguntaremos ;
seria possivel a classificaco do que fran-
cez ? lodos estaro as circunstancias de]
a fazerem quando as mercadorias nao fo-
sem vendidas ou imporladaspor Francezes ?
essa ai biliaria e caprixosa repulsa novira
a prejudicar aos outros estrangeiros e ainda
mesmo aos proprios negociantes brasileirus ,
na rejei ao < l objectos,que se toraassem por ob-
jectos francezes sem o serem ? e desta sorte nao
viria a soffrer o nosso commercio em r;eral e
conseguintemente as outras industrias ? Nao
vejo que se possa conseguir huma tal re-
jeivo sem graves datnos e (listas queixas.
Finalmentcs ha quem se contente com a op-
roercio lie preiiiHiria! ? Q que lensssspend- | posico aos Francezes somente a respelodo
do prova o contrario. I commercio em retlho e a dimisso dos a r-
iNo se diga que o que temos dito nao tistas pela u.iica rasan de suppor-se que
Mielo, pela razo deque a Franca nao pode a industria I rancezaassim exercida, prejudi-
desconliecer ossew interesses e presistii em ca os interesses de iflMM industiiosos brasi-
eno. A > ranea e Inf.lalerra talvez ejo
os paizes mais aferrados aos antigos prejuisos
copimerciaes, osquaesmui lentamente \o se
leiros. Esta opiuio lambem destituida de
fundamento veremos, sea podemos combater
Quando se perroitte ao estrangeiro vender a
n movendo ; o que deie aiuihuir-se ao peri- retlho maior numero de competidores ap-
go que correr as acceleradas reformas finan- j parece no mercado, e o resultado a bara-
; e mais ainda terem estes paizes n- le/a das mercadorias 5 com esta haraleza ga-
irecisaudo dos nossos productos como sea-
ii 111:1 Ella tem iclaces mais extensas e
possibilidade de levar as saas produeces ao
mais remo o paiz do mundo ; entretanto qtie
para o Brasil tudo sao difhculdades e atra-
/amenio. Sejamos pois mais prudentes para
nao precipilarmo-nos : assim o pensa e o
deseja
Hum Olindense.
Noticias Estrangeiras
lnenies, que jior interesses proprios obslo es-
tas reforma
Se o commercio do Frasl com a Fran a se
izese exuoriando gmenla moeda ceitamen-
e nao teriamoso menor prejuiso ; como iup-
'omos ler demonstrado ; mas preciso con-
l|ssar, que nao lie exacto o que se afirma a' improductivo. D'abi Vesutan a industria
empello j porque sabido que algnniasl tm geral ter, por cesa maior economa dos
nlio os consumidores, z iuduslrii eem
ultimo resultado os mesmos negociantes Com
e eiio os eonsummidores consummiiiilo inais
barato ficario na possil'lide de fazerem mai-
ores economas, que Ihe serv rao para am-
pliaren! osea consumo quer productivo, qiier
LISBOA.
RETROSPECTO POLTICO.
As folbas de LonVes nao tem noticia algtt*-
ma de maior interesse acerca de negocios do-
msticos, limilando-se a indicar a nonieaco
de Mr. Macauley para Ministro da guerra'ero
logar de Lord Hotvick qtie ha jiouco pedi-
r a sua demisso ; assim como a de
Lord Seymeur e Mr. Clay para Secretario da
Junta fiscal. Mr Varauley tem assento no
gabinete, eoOlobe affirma confidencialmen-
te que corra entre as pessoas bero informa-
das que Lord Clarendon ia com efeito entrar
na Administra ao como .'Ulteriormente se ac-
credilra.
Ajuntao MorningChronicle que a opinio
publica era snmmamente favoravei nomea-
cao de Mr Macauley e que o paiz folgaria
que se conferisse a Lord Clarendon um cargo
importante ; mas nne nada baria ainda de po-
sitivo neste particular.
Sabe-se que o Ministerio Francez deu as
nstrueces mais explcitas e as mais terminan-
tes ordens s aulhoridades da frontera par
qtie logo que D. Carlos seapresentasse na
Ironteira fosse conduzdo a un ponto Slglro
(o qual se diz ser a fortaleza de Ilam) do qual
nao sal i ni sem se comproinelter solemnemente
a nao perturbar mais a paz da peni n su la. O
'joverno Francez dcacrordo nesle paiticnlar
com o (Joverno Hespanbol est disposto a ga-
rantir ao infante urna penso sutreute para
elle e sua familia.
D Orlos havia chegado no dia ** de Se-
tembro a Borges onde entrn acedmpanhado
He urna escolta de gendarmene e um niquele
de arlilhera q^ie o eslava esperando foro da
citade. O duque de l azes tinha chegado re-
pentinamente a Par s ; e como tivesse logo u-
mtt conferencia com o Ffti em S. Clorld a sua
vinda dnva motivo a mil conjecluias an>r-
rrmndo alguns que elle ia ser encarregado de
urna importante niisso em Hespanha.
A paz fo perturbada na Repblica Helvti-
ca que especialmente em Zurich tem apresen*
tado scenas de fortes commoces populares. Em
odian se havia sepultado o conselheiro He-
gets\veiler mofto em consequencia das feridas
recebidas na refiega do dia t. Muita gente ac*
companhou o cadver.
O coronel Herized que commandava as tro-
pas na tarde da catastrophe julgou quedevia
pedir a sua demisso dos cargos que elava des-
empenhando ; porem o conselho de Estado
nao accitou a-escuza antes pelo eornearo o
nomeoH chefe de todas as'forcas militares.
O governo Provisorio marcou o dia 19 de
Setembro para a primeira sesso do novo gran-
de conieUio, no qual se proceder organisa-
o das commisses e a hornea .o do conselho
de estado e dos burglmeislers.
U grande conselho de Lucerna negou-sea
dar parte do estado de cousas no Canto de
Zurich eresolveu convidar a Dieta para que
se reunn n'outro ponto fora do carrto de Zu-
rich debaixo da presidencia da depB'taco de-
Berne. No Valais t.imbem sehaviam mani-
festado algumas desordens O districto de
(irinsisa levantou-se em massa contra a nova
Constitu o. O Governo havia enviado tro-
;pa para assistr ao seu juramento^ porem o
"povo se enfureceu avista della etravou-se
um combale no qual morreram algumas pes-
soas O povo do alto Valais est resolvdo a
defender a sua independencia corftra a inter-
venco dos outros caules ate ultima exlre
midade.
De"S etersbifrgoannunciam que os rumo-
res espalhados ha lempo sobre a disposi.o das
'tropas-acantonadas em Borodino de levar a-
vanle una combinaco poltica eonfirmam-se
plenamente. autcrata acaba de ordenar
que as referidas tropas cu jasevolu oes nao du-
rarlo 'mais de seis dias em vez de regressar
segundo anteriormente eslava determinado
para os seus respectivos cantOes se drijam em
duas di visites uma para Kieu a fim de servir
de reserva ao exercito do meio-dia no caso de
se eflectuar a invaso do Imperio Ottomano ,
e a ou Ira para postar-se em escales as fron-
teiras occidenlaes do Reino de Polonia
Segundo os dados fornecidos pelas folhas of-
ficiaes as for as reunidas no acampamento de
Porodino secomporo de 70 liatalhes de in-
fantera 1 ^o esquadres decavallaria regu-
4ar 4o regmentos de Cossacos e do/e meias
brigadas de arl i I liara oque forma urna for-
caeHecliva de i'jo mil homens com trezentas
pecas de arlilhara; rosto que de ordinario
uestes detalhes baja exageraco.
As tropas serSo mandadas pelo Imperador
Nicolau m pessoas que escolheu para Chefc
do seu Estado maior o general rincpe de
Tachermischef Osprincipaes corpos de tro-
pas regulares estaro s ordens dos feld mare-
chaes Faskevitch e Willgen-slein e do gene-
ral YermolofF. O grao Duque herdeiro do
throno na sua qualidade de lletmam gene-
ral dos Cossacos tomar o commando dos vin-
te regmentos desta ar^p e o Duque de Leu
clrtenlierg mandar uma brigada de Hsares.
Os teen tes generaes Conde de Krentz Or-
iol! Rudger Ruth Nitikine Kaisaroff man-
daro as divisoes Depois da revista se laucar
a .primeira pedra de um momento destinado a
memorar a batalha de I orodino que leve logar'
em iHia
Julga-se com fundamento que Kosrew-ba-
ch nao poder- sustentar-se por muito tempo
a frente do Governo Ottomano. A circular de
Mehcmct-Ali Ihc deu um c,oI|hj uinrtai 5 u
nicanrenle sustentado pela faeco Russa que j
comeca a perder o prestigio desde que o povo
se persuade de que a Russa nao o nico re-
fugio do Imperio Ottomano. Com isto nao se
entendequeconfiem muilo os Turcos as re-
sol nenes das cinco grandes potencias o que-
se julga mais vantajoso transigir como Vi-
ce-l'e do Egypto do qual como fiel musulma-
no se esperam vantagens que j:i mais se pode-
riam conseguir de potencia alguma Chrisl :
Mehemet que condecen esta dispoico em seu
favor noie descuuh de promover os seus in-
teresses.
As noticias de Hespanha alcancam at J do-
passado O Duque de Victoria drigia-se pa-
ra o Arago a fim de bater abrera e o Conde-
de Hespanha os nicos nimigos dignos de at
tenco depois de D. Carlos, A Commisso en-
ea negada de dar o seu partear sobre o projecto
fui
\


==
DIARIO
D E
P E R N A M R C O
m
de lei submettd s Cortes pelo governo acer-
ca dos foros dividiu-se em doiis accordos a
maoria quer que se confirme a parte munici-
pal e econmica dos foros sendo no restante
invernados os Vasroncos como os demais Hes-
pauhoes a minora recommenda a concessao
de todos os foros e esta a opinio mais po-
pular e mais couforir.e com o que se promet-
leu no Convento de Versara.
I 'e Portugal nada ha a referir em polmica.
Os al tentados contra a vida e propriedade com-
meltidos na Capital tem indignado o publico-
c o govemo parece que se resolveu a multipli
car os castigos para escarment dos malvados
Seria para desejar que enrgicas medidas pre-
ventivas se empregassem para inhabilitar os
malfeitores de ganhar a vida custa de roubos
violencias.
(Nacional de Lisboa de 7 de Outubro ]
Ha algum tempo que o Conde de Claren-
don ex-embaixador de Inglaterra em Madrid
se ^ornou bastante popular. O seu discurso
sobre a questao Hespanhola llie grangiou in-
finitos lestemunlios de estima em Inglaterra .
e os acreditados peridicos o indigitam como
successpr de Lord Palmerslon circunstancia
que nao deixaria de influir favoravelmente
sobre a contenda existente entre os gabinetes
de S. James e o das Necessidades.
De Pars avisam que o Duque de Cases se
acha encarregado de urna misso particular
junto Kainha Christina a qual tem por fim
negociar o casamento do Duque de iVmom s
com a joven Soberana Izahel <. A'correspon-
dencia de um peridico doi departamentos re-
vela que prevendo o Sr Deca/es o seu destino
futuro qiiamlo o Duque de < >rleans passou por
lk>rdos, despertou ao augusto viajante a
honra de servir a princesa. A comedia que
elle vai representar em Hespanha pode muilo
bera intitular-se : o casamento por forca.
Os negocios do Oriente quo se complico
cada vez mais conlinuam a altrehir a attengo
dos poli ticos. L'01 grande numero de Turcos
dislinctos de Constantinopla escreveram a
Meohemet Ali supplicando- llie que modere
as suas exigencias; porm ao mesmo tempo
parece que os grandes do Imperio noapprovo
a dntervenco directa das potencias chrisls na
grande questao turco-egypca.
O vice-Rei recebeu urna carta da Sultana
mi que foi dirigida secretamente sem chegar
ao conhecimento de Kostew Bach. A prin-
cesa responde amigavelmente a urna epstola
de Melicmc! \li promettendo-lhe empregar
toda a sua influencia para secundar os seus
desejos jurando em nome do islamismo sus-
tentar o ihrono Imperial. Depois da leitura
sua correspondencia Mehemet manifestou a
deta satisfarn ao ver que as potencias nao
pudiam concordar para tratar a questao do
Oriente observando que assim lhe seria mais
fcil entender-se directamente com o Sulto.
Os Cnsules geraes das grandes potencias
receberam ordem para dirigir ao Governo
EgYpcio novas reconvnceles sobre a deteneo
daesquudra Ottomana ao que Mehemet deu
a resposta evasiva do costume. Fallou-se no
Consulado 1 n le/, na probabilidad*; de desem-
barque de iv,000 homens de tropa Indiana
envSuez se, a acaso se verificar em Toulon
urna expedico para o Oriente. Tracta-se
desta possibilidade com grande myeterio ; e
alguns Ingle/es residentes nc Egyplo sao de
opinio que se a Franca chegar a transpor-
tar as -suas .tropas a uin ponto da Asia qual
quer a Inglaterra de ver immediatamente
apoderar-se de outro no Egyplo
Enviaram-se para a *yria a fim de pagar
os saldos ao exercito cousa de i*,ooo balsas ;
os cofres pblicos ficaram cxgotados e foi pre-
ciso .recorrer a alguna particulares para pre-
encher a somma. O Govemo d> ve muilo ,
nao contd com recursos suthcienles. As
colheitas pela mor parte eslao vendidas e a
de algddo nao assaz consideravcl.
As duas esquadras Egvpcia e Torca re-
nen om eflectivo de 33 000 homens cuja des-
pesa-sobe, a 4o;ooo francos diarios Esta car-
ga reunida s demais que se impoz o Gover-
no Egvpcioo collocaram n'uma situaco de
ploravel 'que nao pode durar muito. Por isso
se adoptou 110 Egypto urna daqucllas medi-
das collossaes proprias das grandes crises.
Lespediraa-se todos os operarios das fabricas
do Estado, e parou-se com todas as obras
publicas que estavam em andamento : ate do
Arsenal se despedu urna mu I tidlo de opera-
rios. A estes infeli/.es que seacham em gran-
de alrazo nem se paga nem se sabe quando
.se llie poder dar algum soccorro. Esta si-
tuaco far<-conhecer s naces da Europa a
iiecessidade.de regular definitivamente a ques-
kto do Egypto. ,. 1
Os agentes que Mehemet Ali dessiimnou
m
pelo diversos bachalatos regressaram da sua I
misso ; e parece que se limitaram a entregar,
a correspondencia de que foram encarregados.
O descontentamente dos marinheiros da es-
quadra Turca vai cada dia em augmento, e
pode recear-se nma insurrecto no caso de
permanecerem ao porto de Alexandria por
muito tempo A sua presenca naodeixade
causar inquietaeo porque sao ?4:000 homens,
e o governo nao teria meios de conte-los se
chegassem a revoltar-se Admira <|ue o go-
verno nao tenha consideraco com essa gente
costumada a viver no paiz mais formoso do
mundo.
A respeito das forras de Hafiz-Bacha nada
se sabe com certeza: correu voz de que se
haviam reunido a Ibrahim-Bach e sendo
Mehemet-Alli interrogado a este respeito pe-
los Cnsules das grandes potencias respondeu
com a sua dissimulaco habitual que nada sa-
bia dessa defeceo
As noticias de Hespanha chegam at 4 do
c rrente O ex Conde de Hespanha pretex-
tando que ia receber D. Carlos : chegou com
oito batalhoes s immediaces de Compondo-
res onde se acha. Julga-se que espera a
occasio de entrar em Fran a distante deste
lugar 4 ou 5 leguas Foi falso o boato de
ter sido assassinado.
A faeco commandada por Cabrera tinha
sabido de Bateta para- Tragacete e julga-se
que teria chegado vista de Chelva. Forca-
dell com quatro batalhoes e esquadres pas-
sou-se para Mira. Com as noticias da paz
tem os facciosos commi ttido maiores atroci-
dades de que em occasio alguma anterior.
Trinta e quatro batathes s ordens do Duque
de Victoria iam entrar no Arago para acabar
com Cabrera.
No dia i conslitniu-se definitivamente aCa-
mara dos Deputados e logo depois deter-
minada a eleico da meza o Sr. Calatrava par-
ticipou que se ia d ar principio discusso dos
pareceres da Commisso sobre o projecto de lei
relativo a concessao dos foros s Provincias
Vascongadas. Como o regiment do Congres-
so ordena que casos destes se comece a discus-
so pelas emendas que mais se desviare m do
projecto do Governo sao os pareceres da Com-
misso os que primeii'o vao oceupar esta as-
semhlea.
O Duque da Victoria fez subir presenta
de S. M. C urna exposico supplicando-lhe
conceda urna amnista para todos os Hespa-
nhoes refugiados em Franca alguns dos quaes
tendo-os regressado a sua casas tem encentra
do da parte das aulhoridades todo o auxilio e
proteceo observando o peral contentamento
que reina no paiz pela celebraco da paz pela
qual ha annos suspiravam aqucllcs poyos
constantemente expectadores de sanguinolentas
emulas entre os dous cxcicilos.
O Ministerio Portuguez reuniu-se esta se-
mana passada em conferencia com alguns Se-
nadores e Deputados a fim de salisfazer aos
credoresestrangeiros. Naturalmente este as-
sumpto que nao pode ser decidido sem coope-
ra o dos dous corpos legislativos sera sub-
meltido s prximas Cortes logo que se re-
nan. Os roubos nao tem diminuido muito
na capital ; e ainda se espera pelo castigo n-
dispensavel para conter em respeito os assas-
snos e salleadorss.
( dem de 14 de Outubro. )
Parece que a Inglaterra Austria e Franca | Saraoca ao som das acchunac.es de urna snul-
no podem vir a um acconlo a respeito da sim-
ples proposta de conservar a i ntegridade do Im-
perio Ottomano. Lord Palmerston desejaria
arrancar a esquadra Turca das mos do Vice-
Bei do Egypto ao que se oppe a Austria
porem a Fringa que sabe em que pode vir a
parar este negocio nao quer recorrer a lorca
contra o seu secreto aliiado e amigo. Parece
que esta potencia tambem se oppe a que Vte
hemet li ceda porco alguma do seu territo-
rio. De tildo isto resulla a probabilidade de
tido de habitantes que o cobriam de flores
de coroas de louro. O seu ejercito nao tarda-
r em entrar em operaces contra Cabrera que
se en'rincheirou na serra de Cautaviefa reaol-
vido a oppor tenaz resistencia.
Nem a foi ha othcial nem jornal algum ex-
cep 0 do Nacional tem tractado da nova 11-
juiia irrogada ao Governo Portuguez por Lord
Palmerston que se apropriou do dinheiro das
presas de Victoria para entregar ao Doyle e a
oulros que se dizem credores do nosso Gover-
A visos Diverso.
Faziam-se em Londres preprateos para a
recepeo do Principe Alberto de Coburgo o
qual segundo diz o Times o feliz mortal
destinado para esposo de S. M. a Rainha Vic-
toria.
* r O' Connel acaba de publicar urna carta
em que expoe os principios geraes, base do
seu systema de suppresso da unio legislativa
de Inglaterra e Irlanda. Becommenda mode-
racoeque se nao converta em questao reli-
giosa o que c meramente de poltica. Li/. que
as circunstancias sao favoraveis segundo o es-
ludo actual da Europa e que chegar5 a ser
to crilicas que a Inglaterra se ver obrigada
a fazer grandes concessoes Irlanda para asse-
guraro seu apoio. O celebre advogado pro-
testa segundo o costume contra toda a idea de
separar a Irlanda da coroa de Inglaterra.
Os joriiaes nao tem cessado deaggredir o ga-
binete Hritannicocnm o motivo dademissao de
Sir John Calborna do commando das forcas do
Canad e por causa da questao do opie na
China cuja suppresso causa grande ruina s
casas de commercio Inglezas em Canto O
Times observa que se as desavencas com o go-
verno Chinez nao se compuzerem amigavel-
mente a Inglaterra poder escolhcr um de tres
meios : ou n bloqueio do rio de Canlo ou
a destruirn das povoaces das costas ou a
tomada da ilha Formosa este ultimo seria o
mais fcil. '
que o arranjo entre as potencias no est muito j no. Consta outra vez que o Sr. Manoel An-
mais adianlado do que odas cinco, de que tonio de Carvalho se quer retirar do Vlara-
Lord Melbourne havia anticipadamente feito nho o que ninguem acredita,
urna pintura to lisongeira. (dem de a 1 de Outubro.)
Escrevem de Moscow em data de 1 i de Se-
tembro que as tropas Bussas depois de execu-
tar no acampamento de Borodino grandes ma-
nobras se haviam collocado exactamente como
na batalha de 1815. O Duque de Lenchlen-
herg se conservou sempre ao lado do Impera- C?" D. Anna Joaquina Dutra e mais her-
dor que lhe ex plica va as evolucoes ; aquelle deirosdo finado Joo Dutra Garca ignoran
principe eslava visivelmente commovido em a requer ment de quem vai a praca por renda
quanto recorra as alturas ondecombateu seu annual (como consta do annuncio feito no l ia-
pai. O Imperador j havia partido. Chega- rio de i do corrente; o seo skio no bigardo
ram despachos importantes e dizia-se que Arraial, achando-se este j arrendado por o
Lord t lanricarde embaixador de Inglaterra mesmo tempo a Antonio Jos de Castro pela
devia dirigir-se a MoScow para communicarao quanta de tresentos mil rs para pagamento
nosso gabinete as propostas do seu governo re- de um dos credores, oque constou a todos os
lativas a questao co Oriente. mais : causa porque fazcm sciente ao Publico
De Viennaem data de 16 de Setembro avi- que a renda leita ao actual rendeiro tem de
zam que o embaixador Francez havia recebido nudar-se em Abril prximo vindouro para
communicaces imjwrtantes. Fallava-se da dar lugar a novo arrendamento por ser a nica
dissoluco do Congresso de embaixadores antes intenco dos annunciantes.
mesmo de se ter constituido. O movimentos | SST Aluga-se para se passar a festa duas
de tropa que tem liavido indicam que a Aus- casas perto da povoaco de Varzea e do banho
tra nao se inclina muito politiea Moscovita, denominado da pedra ; os pretendentes diri-
Os generaes Baro de Berehardt e Baro Von jo-se a ra de agoas verdes I). 3.
Hetse receberam ordem o primeiro de tomar) ssy Aluga-se o 1 andar do sobrado D. 11
o commando das tropas reunidas na Gallina na ra Nova inteiro ou s a metade ; quem
sobre as fronteiras da I! u-sia e o segundo o quizer annuncie.
mando das tropas reunidas na Transylvania CT Precisa-se duzentos e cincoehta mil n.
perto das fronteiras Otlomanas. Assegura-se a juros dando-se para hypotheca urna escra-
que o Archi- Duque Carlos ser nomeado che- va mossa proprie para todo o servico, e coa-.
fe destes dous corpos de exerco cu a forca ac- turnada a tratar de enancas muito boa qui-
t i va excede a o'o 000 homens com iM pegas de tandeira e tripeira ; ficando o servi o da
artilharia. Enviaram-se inslrucces ao Con- mesma escrava pelos juros: quem quizer an-
sul geral da Servia e aos da Moldavia eVala- nuncie
quia : e tudo d a entender que desta vez nao I CF" Traspassa-se o arrendamento da kjar
consentir o gabinete Austraco adquira van- da travessa da ra do Hosario D. 10 com
tagens sem que elle partecipe dellas. armaco de fiteiros envidra*.ados quem a
A ultima proclamaco dobisrro Re de perteuder dirija-se a ra do Queimado leja
Ilanno\er nao mudoua disposico dos nimos I D. 9.
que esto dispostos a resistencia. Quando os C?" Offerece-se .um moco Portuguez da
parochos leram as Igrejas o documento Real a5 annos, que sabe ler escrever, e contar
occorreram scenas mu curiosas. Em algumas qualquer Sr. Capitn de Navio para fazer
partes fizeram os ouvintes tanto arruino assu- as vezes de praticante pois, elle annuncian-
ando-se tocindo ou arrrastando es ps que te, tem dado sete viagens redonda, (isto na
ninguem ouviu palavra n outras tendo a po- qualidade de passageiro), e como se tenha da-
lica adoptado algumas precauces para repri- do com o clima do mar deseja-se applicar
mir os excessos nem viva alva compareceu as a nutica ; e porisso roga a qualquer Sr. Ca-
igrejas Assim aconteceu que em urna igreja pito que do mesmo precise de annunciar sua
de Gotlinga o parodio leve de ler a proclama- moradia por este l iario.
cao ao sen sacrislo que nicamente se achava XST Pelo presente previne o abaixo assigna-
presenle. do ao Sr. Antonio Clemente Esteves de Lar
O ministro Inglez de Buenos Ayres foi a ran que se nao comparecer at o fim do cor-
Monlevideo para reconciliar os Presidentes rente Dezembro a levar a escrava, que trouxe ,
Rosase Rivera Para avahar o objecto ea para curar-se em casa do Anuunciante em Ou-
mportancia da intervenco mister saber que tubro de 1*9* cuja cura foi justa por sessen-
Rivera conseguiu a presidencia de Montevideo ta mil reis e duzentos reis cada um dia por
pa mediaco dos Francezes O antigo presi- comedorias as quaes s pagou at quinze de
dente nao quera ingerir-se em a questao de Marco do corrente anno estando a dever a
Buenos-Ayres e por isso foi destituido. Os cura, editas comedoras de ento paraca,
Soldados de Rivera chegaram a auxiliar os nao tendo comparecido a pagar e remir dita
France/.es quando seapoderaram da ilha de escrava, apezar dos incessantes Avizos, que
Martim Garca. Hoje mudou a scena Bive- desde a4 do mesmo Marco se lhe tem feito de
ra conliecendo a importancia dos Francezes, estar dita escrava curada; o Annunciante a
e temendo que a influencia que o elevou ao vender pela quantia do debito que al a
poder nao possa sustenta-lo procura congra- data indicada somma cento e dezoito mil e du
car-se com Rosas. Por isso adoptou urna no- zentos; por ser ella velha e nao valex. mais ,
va poltica cujas raizes eslo talvez em Londres e nao se dever dar sobre qualquer penhor mais
pois que o Governo Inglez nao havia de perder do que elle vale e nem poder esperar mais
to boa occasio de promover os seus inters- Antonio Custodio do Sacramento.
9es S9T Quem tiverpara alugar alguma casa
Do Rio escrevem em data de 5 de Agosto terrea no Bairro de Sanio Antonio, sendo o
que as < amaras Brazileiras proseguam tran- seu aiugue rale 10C000 reis; queira annun-
quillamenlesua trela depois de ler gasto dous ciar sua moradia por esta folha para se tratar
mezes na resposta no discurso do throno. Tra- do ajuste,
ta-se do casamento da Princeza Dona Januara tSf Na Botica da ra do Collegio D. 5, a-
irm mais velha do Imperador. Dizem que se cha-se urna carta viuda do Porto para o Snr.
fizeram algumas propostas ao rincpe de Joi- Jos Antonio Fernandos.
vlle O norte do Imperio ollerece um aspecto \~J~ Precisa-se do primeiro andar de huso,
bem triste especialmente o Maranho onde sobrado em qualquer dos seguintes lugares
20,000 insurgentes armados depois de tomar Ra do Queimado do Rosario larga do
possede Caxiasse prepara vam para accomelter Crespo, da racinba do Livrameiito, das
a capital da provincia. Cruzes da Cadeia do Cabug dos Quar
As noticias de Hesdanha alcancam at 8 de teis ou ra da Cadeia ; quem a tiver, e qui-
Ontubro. J em nossos nmeros anteriores ser alugar annuncie para ser procurado : nao
demos conta da reconcilia cao inesperada que se requer casa muito grande basta que tenha
teve logar na Sesso de 7 do correle abracan- commodo para pouca iamilia que nao seja
do-se Olasage e Al
f
urna cou
laix Arguelles e Egana mal avisnhada -e paga-se mais alg
Mendisabal e Prez de Castro ficando ad- sa do que justamente atasa valer,
diados os pro,eclos retrgrados dos doulrina- *3T Quem precisar de um capelo (que por
ros que insligavam o Governo a que dissolves- ora est desocupado ) para as Missas do Na-
se as Corles e se arvorasoe urna nova dicta- tal at o asaz de Fevereiro proano viadouro,
dura. O Duque de Victoria havia entrado em annuncie.


1
4
DIARIO DE PERAMBICO

tSf Arrenda-sc urna olaria a margem *do
Vio capibaribe do lu;',ar do monleiro conten-
jio dois lu nos e estes colocados deforma que
. o lijlo que lem de ser deseTornado sahe do
T Ionio para a canoa e eslende a raesma pelo
rSeu grandor iS mi I he ros e tem dois gran-
des depsitos para barro, e por isso nunca
por maior qne for a endiente do rio em lempo
de invern, se deixa de ter barro para o fa-
brico do niesmo lijlo e alem de ludo isso e
dvoulrasproporcoens que s com a visla se
pode avaliar lem casa de vivenda dentro da
.1,1-ma sendo uin sobrado com estribara pa-
sa um cavallo as lojas admite vinle capti-
vos e moradia para teitor inda mestno casa-
do aqual rrenda-se por menos de sen va-
lor ; trata-se com Joo Francisco Santos de
Siqaeira morador na ra da Aurora junto
ao Sr. Antonio Jos Gomes do Correio de
i!, inh at as 9 horas e de tardo das S as >.
tST Nobeeodo finado liento Jos da Costa
prximo aocslaleiro de Joo Thomaz adia-
se duas canoas estanques com agoa do mon-
leiro a trinla rs o caneco.
XST Precisa- se de oo ooo a premio de tres
por cento ao roez dando-se para seguranca
bypoiheca em urna casa terrea ; na camboa do
Lnmo D. lo.
ssr" Precisa-sede um caixeiro portuguez
.de idade de laa 16 anuos para urna venda ,
qued conbecimenlo de sua conducta ; na ra
JJifeita padaria O. la.
tsr Precisa-se a lugar um moleque ou
negro para o servico de urna casa ; no fort*
do matlos casa de 4 andares pegada com a do
>r. Relem defronte da a;sembla.
V Oescriplorio de Joo Jos Ribeiro dos
Santos he na ruada cadeia do Reeife D. ?,
o que se avisa em resposla ao annuncio do dia
dois do corrate.
i>r Precisa-sede urna ama de leite, for-
.i ou captiva ; na ra da larangeiras sobrado
por cima da refinaco.
t&~ (uem annunciou querer 600,000 com
hypolheca em urna casa dirija-se ao atierro
dos aogados passando o sobrado do Sur.
Brito casa com vidrassas as janelas.
SSf" Urna pessoa que he approvada em os
preparatorios se prope a ensinar latim c
rhetorica indo roesmo lora da praca ; quera
precisar annuncie.
tsr O abaixo assignado faz scicnte ao pu-
blico que deixou de ser seu caixeiro Felis
Francisco Migalhes desde odia Jo do pas-
udo Antonio Ferreira da Costa Braga
tsy Em (ora de portas casa 11. a2, quns
confronte ao arsenal de marinba faz-se por
encomendas de bolinhos de lodas as qualida-
des pao de l bollo inglez e outros qua-
es quer eom toda perlcieo e por preco
commodo.
Qp Aluga-se urna rasa de pedra e cal no
largo dos aogados com commodos para
lamillas cozmi.a ora cusa para preos es-
tribara para cvalos cacimba com bauheiio ,
e de excellenle agoa de beber ; a tratar no
mesmo lugar com Jos Rodrigues.
tsr Para relular o segundo annuncio dos
herdeiros de Jos' Rodrigues de Sena no Di-
ario de a do correr le, basta mostraras con-
tradicoens em que seu auliioreahe: prime. -
ra conlradico tendo os ditos herdeiros pu-
blicado que o engenho Bambuiral eslava hy-
polbecado por una divida ( que primeira
vista pareca grande divida ) dcclai.tio no se-
gundo annuncio que essa divida para chegar a
d mil crusadoshe preciso ajuular juros de
Irinta edois anuos e cusas do mesmo lempo,
cusas Ja ad.inharo quem as havia pagar ,
anda que trinla e dois anuos ainda nao obti-
vero urna senlenca favor segunda contra-
di o, dizem que a culpa argida a os herdei-
ros he sem fundamento e ubi mesmo con-
fessa que o dilo engenho vendido a ^5 anuos
k anda nao est demarcado tercena contradi-
cao filialmente ( he rnais alguma coisa ) di-
aem que leila ademarcaco ainda espero
3ue se Ihcs eolia lena e.iiic.uiilu tendo o
ilo Sena sugeilado-se iniu\cliv.cnle a urna
demarca o leila por um dos grandes enge-
nheiros, que lem lidoo < rasil Jos Fernan-
des Portugal apenas viu que o rumocuhia
em cima do engenho cabera de negro nao
quiz esUr mais pela demaicato amigavel ;
eis-aiii eslcouio ha de se Ibes restituir trra
He preciso notar que a uemarcaro loi leila
.fundos limite* marcados pela escriplura .
eomappada dila dcinaicaco est em meo
oder. O Major Jos Gabriel de .. OMM
MlWT. .
rr Francisco Jos Ferma Uta residen-
te na Ciuadedo P*rla e seu iru.o Jos Lui/
Peie'ia oib residente n* su. casae qunil
elles compraran a Joo Luz Salgado Achioly e para islo tem ja muita metralha junta para o
Alhuquerque Mnranho e sua mulher Dona alicerce pedra de solera areia junta tra-
Marla Candida Albuquerque Maranho, to-^ ves de coberla madeiras de raparlimento
dos os bens que elles possuio no dito Reino de
Portugal islo por escriplura publica.

S3T No dia o de Novembro p p. furtaro portas exteriores. O terreno lem aiguns co-
* luciros que jdo, e por todos mais o pes .
em agoa de beber, e vende-se com todos
ses preparas pelo preco mais commodo pos-
ivel ; na ra de agoas verdes por cima do.
da casa do abaixo assignado, as nove horas d-
dia as pessas de ouro segundes vara e me...
de colar urna cruz lisa urna vara decordo
com duas figurabas de prala encasloadas en
oiro duascrozesde pedra urna cruz de co-
ral em castoada em oiro lies aneloens um
par de cornelinas encarnadas unas argnlas
depedras, urna dita de oiro lisas, um alfi-
netede peito pequeo; quem desle rouho
souber 011 for oiTerecido poder; lomar
levar i casa do abaixo assignado em lora de
portas n. a a que aera recompensado. An-
tonio da Rocha 1 ompa o.
tSf O sitio que foi do fallecido Joo Datra
Garcia na estrada do arraial eom mudo
boa casa de vivenda estribara, casa de fazer
familia, e muilos arvoredos de diversas quali-
dades boas baixas paia capim c tem por-
por oens para ter vaccas de leite se ha de
arrematar por renda annual na pra a do Snr
enxameis e portas do interior promptas,
assim como grades portas e caxtlhos das
issougue.
tsy Urna escrava de angola para fora da
pra a co/.inlia o diario ile urna casa lava
.' engomma na na do Rozario D i5, quina
lelror.le da Igreja.
XS- Urna escrava creoula de idade de 19
mnos engomma, cose, faz lavarinto co-
, nha o diario de urna casa tem bonita figu-
ra esem vicio ; na ra do ivramento ven-
da do Cardal.
txy Ou Iroea-se um negro muito possanie ,
proprio para engenho, ou oulro qualquer ser-
vico ou una negra de perlo de o anuos de
dade por urna preta moca de idade ile 1 > a
o anuos qne saiha coser cii;;omi.iai'. e co-
zinhar voliando-se o que se ajoslar ; na
1 tsr Uma escrava de naco mucamhique T
de idade de ri anuos por pceo de 400,000;
I na ra de S Gonsalo D. 4*
tr Por preco commodo uma poltrona de
j Jacaranda urna cadeirinha de costura, de
iconduru', uma dila de pirfuzo para piano,
todas de assento de palhinha um par de jar-
ros de gosto xinez com suas redomas de vidro ,
uma barra de papel francez ile gosto para
guarnieo de sala e um par de oculos verde*
corearos de tartaruga ; na ra de S. Rita no-
va I). 18 lado do nascente.
tsS" Uma escrava de nacSo de idade de a4
annos cozinba bem o diario de uma casa
lavadesabo, e ptima engommadeira, sea
fianca nao ter vicios ; na ra JJircita ao
lado do Livramento.
SST Feijo de superior qualdade chegado-
proximamente do Rio de Janeiro em sacas-
grandes e pequeas por preco commodo ; no
armazem ce Antonio Joaquim Pereira defron-
da eseadinha da alfandega.
scravos Fugidotj
I
Ir. JuizdoCivelda segunda vara, na ra ; ra nova ao pe da ponte luja que lem quarli-
nova no dia 5 do crrante as 4 horas da nbas .,.,, ,
,ai 1 c5~ Rarnsde vraho do Porto de superior
tsr Preesa-se de dois contos de reisa ju-- quali.lade ede totlos os lamanhos por pre-
ros de um e meo por cento hvpolhecando-se o commodo ; no armazem de E rancisco Jos
para seguranea predios nesla praca; quem Rraguez junto ao arco da Co.ueicao.
iuiser dar annuncie. tS" Uina mesa de jamar com duas gavetas,
tsr Precisa-sedeumcontoder.Hs a pra- seis cadeiras com assento de palhinha dois
miodedoisporcenloaomcz dando-se para livros em brancocom capa deeameira sendo
seguran-a um sitio perlo da praca ; quem diario e conlas crranles um jogo de pistolas
qu'iser dar annuncie. de espoleta com lodos os seus perlences obra
_________.____.___1------ mui rica c ludo por preco commodo; na ra
AVISOS Martimos. doRangelp 4i noprimeiroandar.
_________________1_________________--------- trr A dinheiro ou a prasos uma excel-
FRETA-SE para qualquer porto a Galera lente propriedade de casas nos suburbios desta
Dinamarqueza Crele muito velleira e for- cidade que a commodaduas grandes lam-
rada de cobre; quem a pretender dirja-sea lias no sobrado tem alem dislo 5 grandes lo-
os seus consignatarios N. O. 13eber na ra jas e as entradas para o primeiro andar sao
da < ruz n. od independentes com grande quintal, e co-
FRETA-SE para qualquer porto o muito cheira para ti carros os pretendentes dirijo-
velleiro Brigue I inamarquez din forrado se a ra da praa casa de Joo Xavier Camei-
de cobre, a tratar com seus consignatarios ro da Cunha que est authorisado para dar
N O. Hieher, ra da Cruz n. ri< osesclareeimentos necessarios
1 ARAOCEAR.v a Escuna Rom Jess de 3" Um sitio grande na estrada da Ponte
Camaragibe sahe at odia >6 do crranle; de Ucha com casa mudo grande toda en-
1 quem quiser carregar dirja-sea Manoel Joa- vidrassada com tres salas grandes, onze
quim Pedro da Cosa ra da < adeia n >. quarlos eoz'mha fora copiar casa de fari-
PARA AlLHA DES. MIGUEL o Brigue nha, estrilara para 6 cavallos casa para
1 Portuguez Valeroso sahe rom muita brevi- fcilor e negros com muilo arvoredo de
dade, acha-secom metade de seu carrega- Indo de todas as qualidades e muilo caf,
ment a bordo, e ainda pode receher alguma duas baixas para capim e muito terreno pa-
carga a frete ,-e passageiros para o qtte tem ra plantaoens cujo sitio se vende melad; a
i evcellentes commodos ; trata-se com os An- visla e metade a praso : a tratar na ra i-
tono Gomes Jnior ra da Cruz D i a ou reila 1). t. ou no mesmo sitio.
aoCapilodo mesmo Joaquim Jos de OU- tzr Um cavallo alazao bom carregador
veira haxo meo e esquipa mullo ; na ra do
PARA O HAVRE o Brigne Francez Ar- Livramento L>. q.
moriqne i apito l'.enouf recebe car;',a e C?" Tiiolos de alvenaria de grande marca,
passageiros, e pretende sabir a ao do corren- e giossuia muilo bem cozidus por preco
le prximo ; trata se oom o consignatario commodo; na ra de agoas verdes por cima
L. A. Dubourcq rua do Vigario n. doassougue, para ajuslar.
_____ ----------1 tsr Uma escrava de ao anuos de idade ,
ii,( ;"| (i bonita figura faz todo o servico de uma casa ,
------------------------------- e he boa quilandeira ; na rua de Horlas Ue-
tsr Que faz o Correlor Oliveira. de gran- cima D. ij.
de sortimenlodc ferr.-igens consislindoem ser- tsr Uma molatinha de dade de la a 1<
rotes navalhas para barba em caixinhas annos bem parecida muito h.ibclidosa .
caivetes em carloens lancetas, limas, la- com principio de engommar e coser ; na rua
cas de mesa, martelos, arames dedaes do Calinga por cima da loja do Sr. S. .Martin,
boloens brancos c pelos en-ernisados ditos primeiro andar,
de vidro le madre-i erla e de metal lo- i tsr (ioitavas de ouro bom a a7'.o. um
gareiros de Ierro dohradicas esporas, es- : nnel de brilhantes por iti,ooo ; no beco tribos paz de ferro folhasde eno sorlidas. j Ordem leiceira de S FMbcSCO I', i.
espingardas loiees lacas para aapaleiro, e
muilos oidros ol.jectos ; sexta leira >do cir-
renteas o horas da manh no aruiaztm ter-
reo da ruada Coccito u." 54-
C o ni p r a s

tsr Pel'.es de penna^ encarnadas ; quem
tiver ar.nun. ie.
fgr Lina cubra bicho que tenha bstanle
leite ; quem liver anniince
tsr Um moraho com lodos os seus prepa-
ras ; nesta l'ypografiase dir.
tsr Um preto robusto sem vh.io, e pro-
prio para o servico de casa ; na rua i iieita
i). 11 no segundo anda do sobrado conironle
a Ixilica de Ignacio Neri.
Vendas
so de FaldijaeM ^nl.mlp de ponte d
rmbiia nHiaoia do Wn^o f< to e Porlu
I Uiv.tu hutulc a i habitantes k- i'ernaai- ,
e a os mais deste Imperio do Bra.il, que ^
tsr Um terreno proprio a margem do rio
caplliarilie com porto de banho no lugai
do remedio para o lado da passagem con. l
lira as de fundo j e 3o de largo com sabida
para a estrada Ciijo terreno lem olaria de te-
dia quasi acabada ; com cinto uiill.eiros d>
lijlos ja co/.idos, de liom b>rro do mespp le
reno prompiot para /cr a casa de va fpda res Guimaraes.
lar Giberlores de algodo proprios para
(cra\atura a 0,0; na pracinha do Liara*
manta n -q.
tsr Na rua da Moeda armazem defron-
te da casa da moradia do Sr Braga velha em
pipas barris e garraforns o superior e
mudo condecido e approvado vinho do san-
guinhal como o melbor que vem !c Lis-
buii por preco com modo.
t?" O melbor call em grao que ainda se
vio nesla praca ; no armazem do uraguezjun-
to ao arco da Conceico da ponte
$sr Lm pardo otnciul de alfaiate de ida-
de .o a a5 annos, muito claro, e pode ser-
vir para pagtm nao tem vicios, nem acha-
ques ; no atierro da Boa vista sobrado
'4 no primeiro andar, das 6 as 9 horas
da manli, e das 3 as (ida larde
tsr Lm escravo cabra proprio para todo
o servico ; na rua da Ciuz 11. 9 casa de Ma-
noel Ribeiro da Silva
tS'* Uma escrava creoula moga, de mui
boa figura, boa lavadeira engomma e co-
/inha ; na rua de Hortas D. di.
tsr Casemiras em corpadas a pataca o co-
vado, lensos de'garca a 5oo rs. ; na rua do
crespo loja D. 5 de Antonio da Cunha Soa-
H7" No dia Jois do crrante fugio do poco
da panel la de casa de. Jos Alexandre Fer-
reira um molequede uomc Terme/iras, com
idade de de 12 anuos; quem o pegar leve a
rua do Fagundes U. 7 ; que ser recompen-
sado.
tsr No dia ultimo do passado desaparece
decasa de Joo tbi-Silva vo africano de nome Antonio de nago cala-
ba de idade de o annos de boa estatura,
bastante corpolenlo com o olho direito vasa-
do cara aigum tanto fulla, beicos grossos ,
he ganhador na alfandega, levou vestido ca-
misa de madapolo e calsa de estopa ; quem >
pegar leve a casa do dito na rua Direita de-
Ironteda torre do Livramento L). 20 que
ser recom peusado.
tsr Auzenlou-se no dia primeiro dop. p.
um escravo de nome i.uiz creoulo de ida-
do de i^ an-ios nao muito preto estatura
ordinaria lorio de um olho abaixo do mes-
mo tem uma sicatriz seceo do corpo peinas
finas e cabeludas p!s pequeos pertence a
I aurentino Gomes da Cunha ; leveao engenho Santos Alendes comarca de
Naxarelh que lera '10,000 de gratificago.
tsr No dia /a do p. p fugio ou foi
seduzido para se deix.ir lurtar, um moleqtu?
creoulo de nome Joo de idade da ri annos,
vestido com camisa e calsa de algodo olhos
grandes e muilo brancos a'guma coisa barri-
gudo ps a pal helados e com signaesde bi-
chos, vinha do Monteiro com uma pequea
troixa de roupa lavada foi visto ueste dia as
(i horas da larde no-lugar da solidada ; quem
o pegar leve a rua da praia a casa de Joo Xa-
vier Carneiro da Cunha que ser generosa-
mente recompensado.
^sodiabdo p. p. fugio do engenho
.Marau' ribeira da Harabiha e perteneente ao
Alosleiro de S. liento daquella Provincia o
escravo creoulo de nome anoel Joaquim ,
olhcral decarpina natural do engenho caja
bussu sem barba levando um cavallo ru-
co pedrez bem conbecido nas fre;uesias do
Lalo, S. Amaro de Jabnalo c l.scada. que
ahi aprendeo o oHicio com iManoel de lal Frei
tas pardo, ulgao abaixo assignado ter-se au
zeutado para i'i>';ipi onde lem mi chama-
da I heresa 011 para as partes do Cubo on-
de tem pui chamado I omingos cujos pues
loro esclavos do niesmo -vosteico tambem
t fit;;io no di. K e do mes.no engeulio o preto
Andr de id.ide de r anuos \cslido de
va(|ijeiro. cu:o emprego lem e levou uma
besta eislanlia ; quem os pegar leve ao- dito
engenho ou en. Oliuda no Alosteiro de S.
liento. (|ue receber de gr.itiicaeo 100,000
por cada um. Fr. Galdino de S. gnea Ara-
IMO, D. Abbade de S. ciilo da Paiubiia.
OVillieiltO (JO P-rJO
NAVIO NTRADO NO DIA 3.
RIO DE JANEIRO ; i6dias, Patacho Nac.
Hela Amisade de q/| tonel. iVj. Jos Joa-
quim Machado equip. 11 carga carne,
e fumo ; a Gaudino Agostiirhode Barros y
passageiro brasileiro Jos Antonio Soares ,
e um esnavo.
OBSERVACOENS
AGalera Franceza fica no lameiro sobre al
vella.
RECiFENATTP. DE M. F. DE Fr i8io>
ILEGIVEL


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