Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03931


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Full Text
Anno de 1839. Sexta Feira
Tudo agora depende de nos mesmos; da liosso prudencia, modera
cao, e energa : continuemos como principiamos e seremos opoiitados
cora admiraco entre as Naroes mas cultas. .
Proclamac'w da Asstmblea Gcral do Brasil.
Suhscrevc-se para esta folha a 3#ooo por qnartcl pasos ndiafitados
nesta TvpoBrafa, ra das Cru/es D. 5, enal'raca da Independencia
D. 3? e 38, onde se recebem coirespoudc-ncias legaltaadat, eannuciosj
insrindo-se estes gialis, sendo dusproprios assignantc, e viudosassi;-
oodos.
\
Partidas dos Correios Terrestres.
Cidadeda Paradina e Villas de sua prclenco...............s -V
hita do Rio Grande do Norte, e Villas dem...................>Se"nd;is e Sextai Fciras.
Dita da Fortaleza cVillas dem..........................\
Villa Ce Goianna................................./
Cidade d. Olilida............................... ",los *s-
Villa deS. AntiJo..................,...............O"** '". .
Dita de Garanhuns e PovoarSo do Bonito ........'............, Ojal lo, e l de cada me*.
Ditas dorCa!io, Serinli'acm, Itio Formozo, e Porto Calvo.............dem i ti, e ai dito dito.
Cidade das Alabas, e Villa de Macei.........................dem Mein
Vill, de Paja '.le Flores.................................dem 19, dito dito.
Todos os Correios parlan ao meio dra.
'l I I------- -----------------*1
25 de CcTcr.no. Numero 234
CAMBIOS.
OuTTWlO. ^4- .
Londres......?:'. por 1 fono ced. '
Ldboa....... 3o por o/o pre-aio. por metal oflarecido.
Franca.......3.o reis por Iranco noiu.
hin de Janeiro o par.
OLJI'J Moedas de 6,? loo rs., Vcltias i5,Vnno a i5fao*
Ditas ,, ,, Novas U^Soo a i5"oo>
jv' ,, Dilaa de 4
!5*^ PATA Palaccs Itraz.leiros------------l/! 2 #, Pezos Coliimnarios--------------i^^o a i#r>oo
. /)ilos .Mexicanos------------------i5r)'o a ijllfo
Premios das Letras, por inez 1 i/8 a 1 i|i por loo
Moeda de cobre 3 a 4 por ico. de disc
Das da Semana
51 Seuoda-----S. rsula e sr.as'Comp......MBp da Thez. e Aud. do .!. de D.daa. v. At Mi
21 Terca_____S. Mara Solme.--------------Kelaco, e Aud. doJ.de 1). da i. vara de manh.
j5 ()in*rta_____S. l'.omo t._____________EajfciO da Th.Z/ Audiencia do J. de l). da a. v. de
', (Milita-------S. Ilafael Arcan jo.-----.....Kel e and do J. . v.
a", S \-ta.....S. Cnspim e Crispiniaiio.r-----Sessao da Ttiez e aud. .lo J, ,1c D. da 1. ara.
A\ S 'Miado-----S. F.varisto P. M........&*. e ud. do J. de 1). da 3. v.
27 Domingo-----S. ElesbSo Imperador---------
Mure che a para o din 25 de Outubro.
As 7 horas e 42 minutos da tarde As 8 horas c.6 minuto da manh.
PERNAMBUCO.
GOVERNO D-PROVINCIA.
r
EXPEDIENTE DO DIA ai.
OfFtcio Ao Commandanlc tas Armas,
auclorisando-o para proceder ao ajuste de
- cotilas da caixa do 3. Ralalhao.de Artilhc-
rianp, com a Companhia de Artfice do
modo que Uie parecer mais conteniente cojn
tanto que islo se faca com a possivel brevi-
tlade. .
Dito Ao Itipector da Thezourana da
Fazenda commutiicando-lhc o conteudo no
precedente officio.
Dito Ao mesmo signficando-lhc, que
tendo o lente do 5. de Cassadores de i.
.Liaba Jlo Francisco do Reg Brrelo quan-
| do parti para o Rio Grande dei&ado a sua fa-
milia o sold de sua patente entilo de i Alteres
e tendo sido promovido a Tenente por decre-
to de *o de Agosto de i8'i8, deve ser aqui
embolsada a sua familia do accrcscimo dosol-
do do referido Posto do Tenente desde a data
do sobredilo Decreto conforme elle este re-
qupreu.
DitflAo mesmo,ordenando-lhe que man-
de indemnizara c.iixa d'Amiuistraco do ter-
ceiro Batalliao de Artillieria da quantia de
54 U; 19. reis que deependeb com o farda-
l ment de \'\ Pracas, que orao para o Rio
Grande do Sul em Kvemhro de ib 7; de-
vendo esta despe/a ser considerada como e\-
traot'diiiaria.
* Ollicio Ao Command'inte das Armas,
communicaudo-lhe o conteudo no precedente
officio..
Portara Ao Director do Arsenal de
Guerra para mandar f'.izer 17 Cornetas de
toque para o Ratalhio da Guarda Nacional da
Provincia das Alagos dando parle lo>;o que
ellas esliverchi piomptas
Ofticio Ao Inspector ta Tliesouraria da
Fasenda, communicando-llie a xpedicco da
Otile ni sil pa.
Portara Ao''Director do Arsenal de
Guerra para fornecor a cada urna das nove
nacas que tem d seguir pata a Illia de Fer-
nando urna aqueta de panno azul um ho
nct, urna jravata dous pares de calsas de
brim duas camisas um par de cpalos u-
ma manta cuma esleir.
'. Ollicio Ao Commandante das Armas,
Tommunicando-llie a expedicq da ordem su-
pra.
Dito Ao Inspector Gcral das obras pu-
blicas, papa iisforaiar aqaaato montan as
'(les.ivas das obras precisas para a lalurada
Eulrmaria da priso do Corpode Polica.
THEZORARIA PROVINCIAL.
F.XPF.niKKTE DO flK 5.
Officio Ao Exm. Presidente transmittin-
do a demonstracao do saldo existente no Co-
fre da Tliezouraria em o de Selembro pr-
ximo (indo. '' _. ,
j)ll0__Ao Iispector da Thezourana da
Provincia remetlendo-llie o requerionenlo de
Anua Riu do Sacramento para mandar que
na Contaaoria se ponhOM verbas r.ecessar.as
relativas ao deferimento que n elle deu, e de-
volvel-o lo-o que islo se Iizcr.
Portara Ao Tliezourciro das Rendas
Prpvinciaes ordenando que pague ao Porleiro
da mesma Tljezouraria a quantia de o;; 10 rs
que despendeu com o despacho dos Lint
\indos para UM do Liceo desta Cidade.
Dia 7.
Officio Ao Doutor rorurador Fiscal des-
ta Tliezouraria mandando proceder como di-
reito Cor contra Joaquim Cavalcante d'AI-
buqueTque', ou seo Fiador Francisco del're-
i'ti'io le tle Andrade avista da conta inclti/.a
assgnada pelo Contador.
PortaraMandando abonar ao Tbezou-
reiro das Rendas Provinciaes a quantia de
ooUc/ reis de buma letra que existia no Co-
fre, edespezas de apontamento, e protesto.
por screm na mesma data rcmellidas para Ju-
i/.o por falta do respectivo pagamento
Officio Ao Contador ta Thetouraria ,
Irahsmtindo-lbe por copia o officio lo Exm
' residente de \ do COITente pelo qual or-
dena que se pague o que livrem vencido os
Cornetas da I gio de Guarda Nacional de
Santo A ntao ao menos at o fim deJulho pr-
ximo, segundo reqnesita o respectivo (.befe,
eoutro sim <|ite baja de. solver a dnvida que
se snscitou na oontadoria, acerca do venci-
mento do mez de Junlio respeito do Corne-
ta que servio in destacamento de Poc.ia ,
a vi-la do documento que acompanbou o pre-
predito ollicio e que se I be rcmetlco.
Dito Ao 'riiezoureiro das.Rendas Provin-
ciaes do mesmo tlieor a primeira parle so-
Miente.
Pia.
Officio Ao Exm Presidente Reccbi
o incluso OlFicio do Comniandanle Gerardo
Corpo Policial, em que partecpa, qnenodia
ido corrente perante a prkteira vara do ci-
vil deve ter lugar em basta publica, a arrema-
lacSdosiM carallos da Companhia de Ci-
, vallara db mesmo Corpo, considerados tin-
tis para o servico e a vista delle laiacco-nie
demister otlerecer a coiiciderapo tle V. Ex
em qne me fundo para que essa arremata-
cio em basta publica que sempre houve lu-
gar peante as rejiarli oes l.iscaes continu a
la/.cr-se [icrante esta Tbezouraria.
A Lei de i de Outubro de l83l, que or-
ganisou o Theiouro, e Thezourarias Provin-
ciaes no-artigo i. 8. reservn para o mesmo
Tbezoureiro e Tbezurarias, a jurisdicao vo-
luntaria, que exercia o Conseibo da Fazen-
da sobre os Contractos das Rendas Publicas,
c o artigo 1 o oi la mesma Lei devolve-
ro aos Jiiizes Territoriaes somesnle : aquel-
!e, as jusiilicacocs que se fasiao perante o mes-
mo Couscllio e este, a jurisdiccoconlencio-
za que este Tribunal exerciUva : nao sendo
porem aarrematacSp pertencenle jirsdic-
5S0contencioza porem voluntaria, lio visto
une nci lence a I hezouraria e que os Itii/cs
a nao podem fazer sein excesso das liincces
proprias de seo Cm|.re,;t>: que a arremataco
das Rendas rjuobjeclos pblicos \w. da juridi-
c ao-voluntaria corre de plano i. porque
diz.-se iuris.licio voluntaria aquella que se
ejerce sobre objectos, em que lia cooteslacio
entre as partes a. porque no Alvar.i de aj
de I ezembro d .761,' pelo qual se regia o
Conselbo da 1'azeiula, a arrematacao das ren-
das e Contractos pblicos etc se compreheu-
dem no Titulo a. denominado do que se
observar no mesmo Conselbo para o des-
pach dosnegocips pertencentes a ursdccao
voluntaria -Seo artigo -S. = da Le de M de
Agosto de* 18o Decreto Regulamentar de 7
de Outubro de i83i Artig'o 13, e.filamen-
to de >'- de teatiro de iWj, artigo 11, de 11
[arcO do mesmo auno, artigo n, de
Mareo de i5.$ artigo 18, eoutroscommst-
lem i Thezourana a deco definitiva das
reclamacdes dos Collcctorcs, e collectadoi, de-
csSo sem dnvida contencioza, porque ha con-
testacao entre os reclamantes e reclamados,
como llie nao perlcnccr aqullo que he pro-
priamentevoluntario, c administrativo? mas
entretanto o Aviso de 11 tle Outubro de 1 "3
declara, que a predila Le e Regu-
lamenlo nio se oppoem ; Lei de i de Outubro
de 18 > ,porquanlo s oque perlence aos Jui-
zes Territoriaes be o contencioso jndiciario ,
enro oque lie, voluntario e o contencioso
adminilralivo o contencioso udiciario com-
prehenditlo como (lenominaco de jurisdicao contenciosa, .pie
d antes era privativa do Conselbo da Fa/enda,
elinha pounicoobjecto-o processar e de-
CAMARA MUNICIPAL DA CIDADE DO
RECIFE.
't. SESSA OIVDINAIUA DE 3 DE SETEMllUODE
Presidencia do Sur. Rarros.
Conqiarccerao os Senhores [Slamede Ol
veira Soma Chaves, Carneiro e \ ian-
na ", faltando com cauta o mais Si\rs.
Aberta a Sessao o lula a Acta da antece-
dente fui approvada.
O Secretario dando conta do expediente
mcncioiiot os seguintts olhcios.
Um do Fiscal deslc l'airro jiedindo que
eluiia i;oi* nico oDecio-o proce^.u e uc- -....------ ,
cdir asi'-.ccumes promovi.Ias contra os ere- mandasse pagar ao r I-el.ppe Nen Rodrigo
u,:es(!;1rWen1lal\d.lica,comPelidosae!Ie-;deC;,rvaho a quantia de ias8oors.de qua-
Cluir os pagamentos do que se acba ap-.lr corridas de Samle que fizera com o n.e>-
prorado. e liquidado pelos'meios administra- monos das a., ag.de Agosto, .1, (..4
ivoj.-Finalmente o artjoSt da Lei de 4 de Selembro do corrente auno ; que se pacas-
de Outubro determinando, -que nenhuma ar-, se mandado. .
remntaco de contracto, ou seja .le Recorta,! Ott.tro do mesmo Fiscal requ.s.tando o n an-
n lie Despeza Publica da Provincia seja ulti- dado la quantia de c/j*** rs ^JPJ*
aW-aea! appmv^ae do C.m. P.eS;d.,tc tlfiCUadeafcacio,t^7^
sunpe que as arremata, fies sao feilas pe- ras projeetadas no terreno adjacenle .1 la da
ra e a Tbczouria, e nao petante os luizes, Aurora que se pacasse mandado,
por que lora incongruente que os actos judi- Outro do Procurador pedindc, o pgame, to
es r,o tivessem valor sen, npprova o do ex- da quant.a de ns rs. despezas edas, o 1 -
eculivo. Creio pos que ha negavel dever b.tnal do Jury desde Junbo a Agosto do CW-
pertencer esta Tbezouraria essa arremata- rento auno; que se pacasse mandado
I. Oiiirii An mesmo nedindo a iiuanlii
cao. ,
ANUNCIO.
Outro do mesmo pedndo a quantia de rs.
SlO que despender com a casa dota Ca-
n ura em despejis muidas desde Julho ati
Co:inn:m os pgamelos na Tbezouraria o ultimo de S'etembro do correle anuo; que
Provincial .lo ordenado vencido em Julbo p. se pacasse mandado .
, uell.'s Empregados, que pereebem Outro do t cal deato Ba.rro partea pando ,
Emolumentos o S5a 4 the aG do'crrele qne em cumpr.menlo asrdeos desla amara,
' f qnedirigindo-se ao lugar do Pina achara um.
me.7; r M .i Pornamlnirn ^ 'rande numero de Caboquciros tirando pedras
Thezourana Provincial de l'cinamuuto ao 1 r
dos arreciles e que aprenhendera tanto as,
pedras como a ferramenla que cbou com
urna vella de jangada a Cmara dclibeou
que o mesmo Fiscal fizesse cotiduzir q(tanto
.Hiles toda a pedia a prenhendiila 110 lugar do
Pina e que de actordo com o Procurador ,'
requeresse o embargo na que se acba no lu-
gar das Cinco Ponas condusida petos Cabo-
queiros infractores ficando o mesmo Procu-
rador aulborisado para fazer as despezas nc-
cessarias a lal respeito.
A Cmara resol veo, que se fixassc Editaes
fasendo-sc publico pelo Diario que 110 da 3o
de Outubro i8jg.
Joo Mauocl Mendes da Cunha Azevcdo.
Tbezoureiro.
|>versas Ref>arri<;oens.
TRIBUNAL DA RELLACA.
Sessao do dia aa de Outubro de 83o.
Os l'n:bar"osde>Janoel Luiz da Veiga op- .
nostos ao Accordno proferido na < aura de Ap- do corrente se hade arrematar a hmpeza das 4
SKemTue ll.e'be parte Antonio JozeGo-Poiues Recife l!oa-v,s.a Abogados, e
m ioCo reo. Escriv'ao Ra.ideira lo rao di s- Molocolombo e igualmente a al e.icaoe rei-.-
mezaos ma,,.lando-se cumprir o Accordio ro em todo este Municipio,, Ribera do Pd-
I r IA Xe desteRairro de S. Antonio, eos talaos soh
lanbarga. 0Civel do Tuizo de Direitb 'renw> nos Aasongnes deste Bairro e do da
de-taCidide,' appelUnle ose Francisco \cn- Rt.a-vista e as luzesdeazeile para a Cadeia
deilo c Anpellado Antonio Fr.usco dos desla Cidade. .
Smtos BarroS Eacrivo Posthumo se jul- A Cmara deUberou que o Fiscal deste
Parro acahasse de apreleicear o nivclamento,
quedesagoa na ra de S. Amaro, que lea
sabida pelo cano da ra do Sol.
A Commsso encarregada de dar o seo pa-
recer acerca da remoco do matadouro da Frc-
gue/.ia dos Allogados aprseulou o pareen a
tal respeito o qual Ib i approvado.
I espacburao-se alguna rerpierimeiili.s o
por ser dada a hora levantoue ScSSO, o
para constar mandn a Cmara azera pioiid;:
Acta em que a-signarfro. E en Francisco An-
tonio Rabello de Carvalbo Seeictatio interi-
no esefer. Raeros Pro-Pr. -ulcnte. Ma-
mede Olivcira Sotiza Chaves Carnei-
ro Vianna. Esta confotme.
Frant istxi Antonio Babcllo de Car\a!L.
Secretario interino.
ou pela confirmacao da benlenea.
ALFANDEGA DAS FAZENDAS.
__A Pauta he a mesma do n. *3i.
MEZA DO CONSULADO.
__.V Paula he a mesma do 11. a3a.
" O Arsenal de Guerra compra u quintaos
,1,. cobre \clbo 3oo meio de sola -2 arro-
bas de fio de vella e um quintal de esta-
nbo em verguinbas: quem perle.uler Iprne-
ccrestes '.eneres compare a nesta i.eparlieao.
Ar.-cual de Guerra i'i deOutubro de ibjg
Joze Joaquim Coelbo.


DIARIO DE
oa
.F ERNA M BUCO ^^____
555?!
TRIBUNAL DOS JURADOS.
Sessodo dia al deOulubrode i83c).
Jury de Accuzac o.
Denuncia do Dr. Promotor contra Manoel
da Paixo por crime de morle; o Jurv acliou
materia para aecuzacao*
Dita (Jo dilo dilo contra o dito pelo mesmo
crime: o uryachou materia pan aecuzaro.
lila do dito dito contra Francisco Xaxier,
par crime de faca de pona ; o Jury acliou ma-
teria paralicen, ne o.
Dila do dito dito contra Eslevo Fcrnandcs
por crime de morle ; o Jury achou materia pa-
ra aecuzaccao.
Dia oa.Aecuzaccao.
Denuncia de Joze Francisco de Sou/a Ma-
ga l hes contra Roque Anluiies Concia por
crime de stuliohato 5 o Jury nao achou materia
para acniaaccio.
Dila de Arara Tlicodora contra sen escra-
vo Matlieus por crime d furio ; o Jury nao
achou maleria para aecuzaccao.
Juiy de Senlenca
Recurco do Reo Antonio J.oze Ignacio viu-
do do 'ury to Rio I onioso por crime de
norte, onde fo eondcinnadoa gales perpetuas;
foi confirmada a sentenca appcllou
Dita lo Reo Maritata lernandis da Rocha,
do Jury de Pajau de Plores, por ter moflo
sua mullier, foi li condemnado a gales per-
iclitas ; foi condemnado a ai annos e qualro
inezes de prizo simples.
Dia ai.Aecuzaccao.
Denuncia de oaquim Jozc de Sania Anua ,
contra 'oo Alanoel Franco por crime de fe-
rimtnlns o 'ury acliou mal ra para acen-
sad o.
Sumario ex oSico contra Tiago Riba* Vi-
tai por crime de faca de ponta ; o Jury achou
materia puraacenzarco.
Jury de Sentenca.
Recurco do Heo Antonio Ignacio da Con-
ceioo do Jury do Rio Formozo por crime
de tinas morles ; foi ali condemnado em a 'i tlL-
nos e 4 mezes de prizo eaqui pelo primei-
10 crime em 1 4 anuos de priso e pelo se-
gundo a gales perpetuas. ^
Joanna dito Mara Francisca Ta va res,
Henriqueta dilo a Francisco Marlins de
Lcmos,
Martlia dlo a dito.
Romana dito a Mara Laura d'Araujo
Gondim,
Joaquina, dlo a Manoel Francisco Duarle.
Joanna, dilo ao Reverendo Joo Rodrigues
de Araujo. #
Maria do Espirito Sanio dito Gaspar de
Mcnczes de asconcellos rumond.
Salla das Sessrs da Adminitraco dos Fs-
labeleoimenlos de Caridade a i de Outubro.dc
18*9. J. VI. da Cruz.
Escripturario.
Guarda da Cmara.
Conespoiide.icia
Perantc a Administraro dos Eslabeleci-
menlos de aridade se hade arremattar a quem
mais der as rendas do sobrado e 8 lojas da
caza que oul'ora foi ecupada pelos exposlos ,
e bem assim as de n. a na ra de S. Jos, 14
na da vira o 1 a na do Araorim lia nn
da (Mora as pessoas que as quisercm arre-
matar podero comparecer no G II. desta
Cidade no dia 5 do crrente mez as 4 horas
da tarde rom seos Gadores.
Salla das Nessucs d'Administracam dos Es-
tabelecimenlos de Caridade i de Outubro de
IHJ
J. M. da Cruz
Escripturario.
Snrs. Redactores Quando vi no Piano n.
i)^. um ftil annuncio assoprado l da liba
do Arac em que dzia ser milla aarremalaco,
que fizesse a Cmara Municipal da Cidadede
(alindados rendimentos de sen Patrimonio pois
se aclia este pinhorado poi execuco contra a
mesma Cmara nao pode sofrer a sangue
fro essa argulhoza estupidez ? e para que se-
melbanle maldade nao prcvaleca dando lugar
o problema se lia ou nao semelbante nulli-
dade precizo e rehlalo em breve rezumo.
Sendo s Cmaras Vlnnicipaes Corporaro s
Administrativas eslalellecdas por a Consli-
luie.io Arl. it'^, para o Governo econmico
de seu Municipio cujas atribuices se acbo
decreladas por a Le rcgulamentar do pri-
meiro de Outubro de 1*2**; determinando no
Art 4' Mue os rendimentos de seus Patri-
monios sejau arrematados em Leilao publico ,
seguc-sc q' nenbuma nullidade ha na arrema-
laco que em cumplimento da Le perlende
Snrs. Pedalores, por obzequio queira fazer que se enriquece com suas lagrimas e osten-
publicar a resposta daquclle annuncio, que ta o indolente fausto da opulencia. A ledos
milito obrigar .10 cereaes esse crime social que mmola mi1 limes
de victimas aos arbitrios de hum pugillo de
individuos excita os clamores da avirttada
opulaco das manufaluras : be menospresa-
a a justica de seus reclamos e a violencia
i vinga. Nao-he s a miseria quem impel-
le as predicas de varias seilas protestante*
tambera a exaltao... Qual ser o desfeclio
dessa conleslaco ? A oriiem publica tem na
Inglaterra valiosos esteios ; serao elles porm
eternamente eficaces ? nunca sero a luidos ?
Ao passoque a populaco iugleza prepara a
dscusso dessa qusljjo de vida ou de morle ,
seu parlamento traa de habilitar o governO
para fazer visitar por seus cruzadores os navios
porluguezes adiados aquem ou alm da iinia ,
suspeilos de trafico illicilo. Hodve algumas
deelaraces de seus minjslros acerca d diver-
sos pontos de poltica exlerna entr as quaes
mencionaremos como a mais importante a que
se refere ao bloqueio de Buenos-Ayres em
que o ministerio inglez ,- embora reconheca
quo gravemente padece o commercio dos neu-
vida',civilisar seus subditos e restaurar a tros com esse acto da Franca, nao llie contesta
RETROSPECTO HEBDOMADARIO,
Ro de Janeiro 1 de Setembro.
Quando ltimamente noticiramos a pr-
xima solacio da queslo do Oriente quando
reflcetiamos sobr a guerra declarada pelo Di-
vn a Vlefremel-Ali quand > allendiamos a
atlilude que tomariao as na oes europeas in-
volvidas brcosamenle nassa lula que a cusa
de tantos esforcos linbao procurado remover;
mal sabamos que passados alguna das te-
amos de noticiar a mortc de Mahmoud a
eleva o de sen joven herdeiro e origina-
das por essas occorrencias a confuso de to-
dos os clculos anteriores e novas abertas pa-
ra solvdr-se sem calaslropbes essa queslo que
ameacava a paz na Europa.
- O odio implacavel de Mahmoud contra seu
tributario revoltoso odio que o havia levado
a esquecer-se do mais grandioso alian de sua
Nao tendo comparecido s revistas geraes
que se fizero dos expostos nos das 1. de Se-
tembro e Outubro crrente os exposlos abaixo
declarados que se acbo entregues a diver-
sas pessoas n.anda a Admnistracao dos Esta
lielecimeutos de Caridade pelo presente fazer
a chamada nominal nao s dos mesmos expos-
tos como das pessoas a quem elles esto en-
tregues afm de comparecerem na respectiva
casa no 1. do futuro mez de Novembro as 9
horas da manha sob pena de uzar dos nie-
ios que faculta a Lei.
Antonio entregue a Filcianna Maria do
Carmo.
Alexandrino, dilo a Delfina Roza do Amor
Divino.
Henedicto dito a Joanna Virissima.
Jacob dito a Leouarda Roza.
Jorge de Jczus dilo a Auna Francisca de
Araujo Gondim.
Leandro dito a Antonio Rodrigues Samico.
Sancho dito a I heresa Perpetua de Jcus.
joao citoa \anoei oiNascimentoda Cos-
ta Monten o.
Antonio dito a Antonia Joaquina do Sa-
cramente.
Gonzaga dito a Vicente Ferreira de Ara-
n o.
Bonifucio dilo a Joaquim Rodrigues Pi-
nheiro. /
Speridio dilo a Francisca 'oaquina.
Ivo, dilo a Ignavia alia do ]N asi imcnlo.
Jovino, dilo a Joaquina Barboza.
lienedielo dilo a Maria do O'.
laudiua dito a Anglica Filicia.
Joanna dilo a Candida Roza.
Carlota dilo a Manoel Joze da Paz.
Maria dito a Jo/.e 'lavare de Sonza
Alixindrina dilo a Joze Antonio do RegO.
Roza dito a Antonio Fernandes \ eHozo.
Seuhorinha dilo a Antonio 'ose Ccelbo de
tima.
fazer a Cmara de Olinda ; apezar de dizer
o A. do annuncio, que os proprios municipaes
esto pinborados porque se essa arremalaca
fosse por venda Ierra elle algu razo; porem
sendo por arrendamenlo claro est, quesiia
mesma Cmara a nica Aulbondade que
o pode fazer, embera^o y\nuncante corra
os termos de sua execuco no produlo dos ren-
dimentos em mao dos Arrematantes pois a a-
mara nao est as circunstancias de umpaili-
cular para ser privada da administrarlo de seu
patrimonio tantos annos quantos forem bas-
tantes para de seus rendimentos pagar a es-
pantosa mgica e arbitraria liquidado ne
a*> cotilos e lautos mil reis de produ oes da
milagroza econbecida illaslica .lita do Ara-
c.i que produz pcixe'mais do que as pesquei-
ras do Assii < Lei le mais do que todas as va-
cas do Piauby eeapim mais do que os Cam-
pos do Hio Grande-! Ilha Santa ser.s t
alfrQ lorro da Ierra da Promisso
gloria ilosOiinans, a ponto de aceitar a
leonina proteciorda Russia era, senao o
principal ao menos hum dos mais poderosos
o seu direilo e rejeita loda a ingerencia que
violara'os deveres da neutralidade
Na ranea a ultima demonstraeo hoslil do
obslaculos'quc encontravo as potencias da Fu- partido republicano fo occasio dedesenvol-
l_ clemencia qiie
do Egytoa huma transac o qi
a paz reciproca : esse obstculo boje desappa-, intimidadlo.
arrojado
aqui pelo Diluvio universal a qual Deus
promeleo aos Israiltas que elles conquista-
rao ? Ierra copioza de frutos e riquezas i'
Quem sabe ? Pelo menos se nao be parece
pois os primeiros possuidoresdesla liba foro
os proscriptos Jezuilas e como estes Padres
fossem baslanlemente ricos ; portante uo ad-
mirar a produco daquclla liba e riqueza de
seu proprietaro.
Nullasepode chamar com firmeza a essa
monstruoza execu. o ; pois assim douta e ju-
rdicamente fo julgada por senlenca difinilva
no Libello que intentou a amara pelo Jui-
zo do Civil da* 1. Vara conlra o A do anun-
cio ; o qual inflamado e chelo drlera tq-
mou por desforeo o vil carcter de denunciante
levando ao apuro esla torpe aeco filha de um
genio to orgulhozo que deo duas caluno-
zas dinuncias contra aquelle probro honrado,
e parcial 'uiz : mas de balde, pois que to-
das baqua rao sobre as c1 arcos do Ara .
Ja bem poda a Cmara estar com seu pa-
trimonio desembarazado, e livrede semilban-
te impidimia se por ventura nao bouvesse fal-
la de Dezembargadores no Tribunal da Rel-
iaco para onde eie recorreo, apezar da a-
1 rinionio/a correspondencia que fez enserir
em o Diario de S\ de Julbo de i838 ; cor-
respondencia qne bem parece amiassar a esle
Tribunal com as mesmas denuncias se confir-
mar aquella bemfundada, e jurdica Sen-
tenca ; como cou/a que o carcter serio e
imparcial desle Egregio Tribunal esteja as
minucio/as circunstancias de saguim que
morre das caretas de qualquer Orangutan;o.
Todos sabem e ninguem ignora que se-
millante annuncio de nada val ; porem qual
ser o individuo que ouse arrematar vendo que
seu Autor foi M. L. V. que nao tema, e tre-
ma Santa Barbara ('dir elle ) aburnun
cio semilbante negocio, inda mesmo sabendo .
que enricava, pois com semilbanle bomem De-
us me livre de questes Tal o prestigio
e opinio que goza em ernambuco csseCi-
daoao.
ropa occidental para trazer o Sullo e o Pacli ver-se hum novo systema de c
do Egytoa huma transac o que consolidasse de cerlodar mais fruto do que o systema de
a paz reciproca : esse obstculo boje tiesappa- intimdaco. Os casliiios rigorosos nao de-
receo. O joven principe anda nao est do- sarmo O fanatismo poltico pois he sabido
minado por odios implac veis anula nao l- que o sangue dos martyres he sement lec<">"
gado por imprudentes eslipula.oes e be pro- da ; ocadafalso de Fiescbi nao desarmou Ali-
vavel que ouvindo seus interesses d as baud nem o deste os regicidas seus rmita-
mos a bum arranj que consolide o poder do dores. Tempo era que o monarca constitucio-
seu tributario e salve ao mesmo lempo os se- nal da Franca tomasse o conselho que d Li-
lis proprios estados. va a Augusto na bella tragedia de Corneil-
Ja a Guerra comeada pelos Turcos debai- le O principal chele da sublevaco de Pan/.,
xodo mo agouio de huma derrota leve de condemnado morle vio commulda sua
ser defacto suspensa em quanlo treguas pre- pena; persuadimo-nos que esse procedimen o
deressoras de huma paz definitiva se nao cele- do monarcha que nada lem que se assemelhe
1,1-ao. frquza desarmar as factes e salva-
Todas as variadas noticias que nos ebegaro W seu trono Quem sabe al que ponte in-
das potencias europeas acerca dessa queslo fluio -na iiietla ela dynasta dos Bourbons o
dodem resumir-se em bum ponto uuico as supplicio dos sargentos d Rochclla Quem
grandes naces da Europa occidental obran- sabe quanto bem aconcelbada clemenca nesa
do de accordo porque be o mesmo o interesse occasio leria prolongado a vida poltica des^a
de todas trato de conseguir a pacificacao do familia i' ^ ,
Oriente e de snbtrabi-lo ao protectorado in- De Portugal nada diramos embora desse
vasor da Russia que a todas ellas ameaca. reino nos viessem noticias s r.ellas se nao a-
Para melbor abrir-lbe osolbos sobre a poli lita presen lassem os clamores dos jornalistas contra
dessa inimiga lommum foro ltimamente o decreto do governo imperial que elevou a
publicadas humas recommendaces secretas cncoenla por cento os di re tos de importa o
cs[.ecie de testamente poltico do Czar Pedro o dos vinhos. Essa medida produzio como era
Grande a seus successores para o progressi- de prever a maior nitacao nos espirites ^la-
vo augmento da Russia a Ira vez das calamidades quelles escri plores .- um del les aqualifica' de
geraes por ella suscitadas ou fomentadas. Nun- assassilio, nutro d por amor della hum pi-
ca testamente algum leve mais lilteral e reli- ibeto summamenle injurioso ao ministro do
giosa observancia do que este nunca testador R'asil todos huma clama pela necessidade
algwm por mais probo que seja o lesiamen- de mandar-nos hum hbil diplmala que neg -
leiro que escolba ser mais bem obedecido ci huin tratado "que salve os vinhos por ugUe-
do que o foi o fundador do peder Russianno: zes de to pesado imposto. Sem querermos
ie porm de esperar que a Europa aliente bem combaler quanto tem de exagerndas essas pro-
em seus interesses e aproveilando a oceurren- posi,6es, nem mostrar o direilo que nos assis-
cia de baver-se no trono otlomano sentado lia para com cse imposto elevarmos a^receila
hum novo principe alheio ainda a intrigas do estado, sem querermos tra ar a buhado
livre de suggeslcs perniciosas, (a a rearar proceder que deve Iraiar o governo do im|HTio
de alguus pontos os fiis leslamenteiros de se julgnr conveniente emmaranhar-se em no-
Ptho Grande* vos tratados commerciaes diremos todava aos
A morte de Mahmoud nao he fado smente jornalislasdaquelle reino que quando Por-
mporlanle pelas surs relaces com a queslo tuf;al em suas novas paulas daalfandga sobr-
do Oliente : Mahmoud havia sido o destruidor carregou a agurdente brazileira se nos quei-
da milicia dos Janisaros esses despolas de xmos se representamos nao foi com tanta
ConsOnlinopla havia sitio e reformador do virulencia com lana demasa como hoje mos-
impero dos Osmanlis ; seus irabalbos seus trao elles contra hum acto que, a lem de ne-
planos queiiem lodos anda havo recebido cessario para as nosas fiiangas. de juste por
a ultima demo ficaro impe'rfeilos ou em nao oflnderdireilosalheos pode ser consi-
sen successor achara sua obra bem continua- derado para com Portugal como legitima re-
dor? Eis oulra queslo nao menos importante presalia (le suas paulas, Quanlo ao demais
que suscita a morle do Sullo : e se quizesse-
mos prevenir com conjecturas bem ou mal fun-
dadas a es posta que s incontestavel potfer-
nos-ha dar o futuro estaramos que o .filho ,
lu dando o trono do pai berdar seus (llanos,
il-os-ha desenvolvendo e abrir nova poca
civilisa<,o da Asia.
Em quanto tamanbas consideraces nos offe-
recem a Turqua e seus interesses na Per-
sia c-ontiiiua a incansavel Russia a excitar dis-
sentimenlos conlra a Inglaterra em quanto
nao prnuiove huma rolliso que ameace o do-
minio inglez no Indoslo Fsla queslo po-
rm ainda esl em seu comeco ainda nao
ameaca e por .sso pouco valor ainda tem.
Se dominan esses altos interesses o futuro de
todas as naces europeas outras nao menos
graves questes mas de interesse particular ,
agilo-se no seio de cada huma dellas Na
Inglaterra continua, e vai .augmentando de
ntensidade a hita por ora surda mas que
m breve rebenlar com terrivel explosao ,
en Ir o proletario que trabalha at ficar ex-
hausto de tercas e apesar de seu Irabalho ,
delaiha mingua eo proprielario zango,
1
continua esse reino a ver-se dividido amea-
cado em sua seguranca interna pelas faccoes
vencidas mas nao domadas e governado por
hum ministerio que ludo indica provisorio ,
incerto al de sua existencia.
Passemos agora nossa America e depoi
dehavermos notado a installaco docongresstr
constituirte da Bolivia eosameacos de novo
romp ment, entre essa repblica e o Peni ,
assumpto sobre o qual nao fazemos reflexo al-*
guma por havercm sido summamenle incom-
pletas as noticias ; ocrupemo-nos mais dees
paco com as repblicas de Buenos Ayres tf
Montevideo. Naquella conliuua Rosas a car
reir de suas violencias; seus partidistas nfh-
gem barbaros e dolorosos ludibrios aquel le
q' nao secobrem com as cores do tirano, aquel-
le que lhssao suspeitos- Todavia.as cruelda-
des que elle piomove ou que piolege nao di-
minuem o numero de seus adherentes nem o
amor que lhe tributa a plebe. Sua elliigie a- '
mcio de vivas de entbnsiasmo e exposla em
dous templos veneraco publica, sem que
laltasscm fiis ao novo dcos. He verdade que


DIARIO
DE P E R N A M B V
ero tambem foi adorado e a plebe de Ro-
ma tanto amor Ihc linha que depois delle
morto, mais de hum impostor tomou o nome
de monslro.
Todava estamos no seculo XIX,os tyrannos
nao podem mais affronlar impvidos a opinio
publica; Rosas sentio a necessidade dejusli-
ficar-se do assassnio dos Mazzas... Mas que
jiislificaco apresentou elle ? Ahi todos os cri-
mes sb laucados sobre as victimas todos os
fepilhelos afTrontosos sao-Ibes dados e identi-
ficando-se cm os federaos, com o povo Ro-
sas contunde a causa da liberdade da naciona-
lidade com sua propria causa e attribue ao
poro o crime que elle com niel leo ou mandou
commelter.
Qualquer porem que seja a maneira porque
Rosas se tenha justificado embora essa jusli-
ficaco lenha mais agravado o sen crime nao
lie csse papel indifferente ; mostra elle que
reconhece o lyranno que nao pode affrontar a
opinio que lhe cumpre por qualquer modo
amortecer i.idignaeo publica.
Fnlre os aclos desse dictador nao podemos
omittir o final dessa mesma justifica gao ; nelle
'Rosas recommerida aos Argentinos sen filbo e
sa filba cujas virtudes cuja constancia a-
prega e os convida a reconhece-los como
devendo succeder-lhe. Esse convite de Rosas
manifesla a intenco em que est de dar per-
peluidade a seu.poder, de consolidal-o de
eslabelecer liuma dynaslia 5 e que futuro de
reformas se abre para a naco argentina se
tal be a intenco derdictador !
' m quanto Rosas ameacado por tantos i-
nimigos nos palentca hum plano to gigan-
tesco Fruclo defende-se em Montevideo con--
Ira a invaso. Enlre-Riana que o ameaca. As
noticias que dessa invaso temos sao contrarias
Humas s outras ; segundo o partido de cada
hum segundo os seus desejos ; taes sao suas
previses. Esperaremos pois mais decisivos
aconlecimeutos.
O bloqueio francez, a expedico de Lavalle,
cssa to til diverso que salvaria o poder de
Fructo, ainda nao dera 0s resultados ha tan-
to lempo proclamados, e no em tanto vai Ro-
sas sacrificando victimas talvez consolidando
seu poder', vai Ecbague invadindo o territorio
de Uruguay e suscitando entre seus habitan-
tes funestas discordias.
A uo screm as providencias tomadas na
provincia de S. Paulo para impedir a invaso
dos rebeldes do Rio Grande na comarca de.C-
riliba as disposices militares da provincia
de Santa Catharina e a conhrmaco de a-
char-se Caldern no Estado Oriental afrente
do 800 homens de cavalaria que vem coadyu-
var as armas imperiaes na provincia do Rio
Grande, nenhuma outra noticia ti vemos das
provincias do imperio. Na corte continuaras
qs irabalhos do corpo legislativo sendo de-
pois da fuso geral em qu foi votada a aulo-
1 isaco para o engajamenlo de estrangeiros ,
is communica oes ci govemo sobre o estado
finaiiceiro do pai e os trabalhos das commis-
sfies ida cmara dos Svs. depulados sobre as-
snropto dt lana importancia o que mais lem
merecido a allcnco publica.
(Jornal do Comercio.)
me-bei do passado concederei a esle gover-
nador o seu perdo, mandar-lbe-hei urna
condecorado similhante dos meus visires e
conceder-lhe-hei a provincia do Egyplo here-
ditariamente snb condico de cumprir niei-
ramenle os seus deveres de obediencia e de sub-
misso. j 1
Anesa^da minha indignidade tendo sido ..,-----~--,--------------- .
elevado ao gran-visiralo*, e estando ligado1 vai sem duvida laucar o impeno em ovos pe-
roro V. Ex. por antigs relacoes ou vi com vi- ngos, islo, concluir a sua ruina
va satisface estas pala v ras de S. A. Escre- Para por um termo as suas intrigas c re-
vi immediatamente ao seraskier do Oriente -- duz.r a impotencia a sua m:, vontade para, com
Hafiz-nacha para que suspendes a marcha o impeno dec.d.u-se Mehemel-A a adhe-
do execiro imperial e foi tambera demorada rir aos desejos expressos pelo corpo dos offi-
aesquadra otlomana que eslava a sabir dos ciaesda esquadra turco.
a ^ .. Sn Untando a reinad
lanlinopla principiou a dcsinlelligcncia e-*.oolI rs. dem sobre peuhores :
na
Ir o sullo e o pacha c realmente desde
aquella epoeha qudala a sua inimisade ; e
lodos conliecem as eonsequencias que to noci-
vas tem sido naco musulmana.
Sendo isto assim, Khosrew-pach, usando
dos grandes poderes que lhe do as eminen-
tes funeces a que acaba de ser promovido ,
Dardanellos.
A condeeoraco que o sol to conced
Aproas verdes sol D. 3,
W Joaquim Jernimo da onceieao Jim
da Irmanda'lc de N S. de Guadelupe da Cida-
dedeOlinda, faz saber' a todos os Irmaos da
mesma Ir.nandade que no dia 18 do trrenle
imprelerivelmcnte pelas nove horas do da la-
ver Meza geral piraeleico de Juiz. .e mais
Mzanos que bao de servir na mesma Jr-
mandade no futuro anno de *4o; e para que
(Ingue a noticia de todos os Irmos faz o pre-
sente annuncio.
X&- Sexta fcira 26 do corrente as 10 horas
da manhater lugar0 Leilo annunciado de
varias obras de pra la e o uro hum rico a-
dere. o de Senhora as algumas obras de bri-
lhanles e uns vidros de cristal consislindo
un rien n-
Solicilado a retirada de Khosrew-pach
, a V. dos negocios pblicos, tem ogacha- ajonvi- -~ .---- ^ frascos
fa; eo firman o e a ha dearompanhar- ^^Z.ZSZ^^\^ d *' irado eumdito de M
^eXEA^euendi, secretario do napolitanos, eegypcios so, ,.* um,00,10 ^~^:.*> *
tt^SttZttJ& ^^LZTZ^^^Z ^ O Juiz d/lrmandadedeN. Senh, ra
para
a V Ex. circunstanciadamente a vontade so-
berana.
Se Dos se dignar ajudar S. A- > todas as
provincias do imperio gosaro de perfeita tran-
quillidade : sombra do seu benfico sccplro.-
Or cmo o cumprimento desta esperanca de-
pende da unio dos musulmanos escrevo a
V. Ex. especialmente esta carta, para que
guiado pela sua prudencia natural, dcil
vontade suprema se esquei a do passado,
preencha inteiramente os deveres da submis-
so retire as tropas que se acha no seu cam-
po e s cuide dora'em diante da concordiae
da unio. Assignado Khosrew-pach.-
(Seirdata.)
asisir =mc &ia^rK^
dar tm nao provasconfimulivas do que leva- ^^eV^ar a Meza geral da Nomina,
mos rT Tpmn8\ ou Ellei o em observancia do ( ompromisso ;
K C pelo que os convida instantemente para esse
T dia as dez oras da manha no Consistoriojda 1-
ldem tif
A-^AJ^?rn^Xdt 6re& Pede-se encarecidamente ao Snr -Do-
sernos da chegada de* r. A ,A.lda minrosAlvesRarboza que declare a sua casa
V'enite-se ou aluna-se urna armaco
do de communicarem a Mabomel-Ali a
Resposta de S. A o pacha do Egypto aos re-
presentantes das quatro grandes potencias ,
acerca das communicaces que recebera .
convidando-os a transmiltirem-a a Constan-
tinopla.
Dentro de i dias Akiff-cfTendi voltara para
ConsUotinopta e levar urna caria de feiici-
ta9o, ede submisso da minha parte ao no-
vo sulto Abdul-Medjid. Hei de tambera es-
crever urna carta a Khosrew-pacha em que
lhe hei d representar:
i* Que o fallecido sultao Mahmoud me fez
em outro tmpo pela intervencao de Sarkim-
elfendi propsicoes muito mais vantajosas ,
do que as que S A me faz agora porque en-
to offereceu-me a investidura hereditaria do
Egypto com a daSyria, do Sayd. e do Sand-
ack deTripoli.
a Que as circunstancias actuaes eu solici-
to a investidura hereditaria do Egypto ; com a
da Syriae da Canda isto de ludo o .que
agora possuo.
3. Que debaixo desta condico e qnerendo
usar-se de boa f comigo, serei o mais fiel dos
servos e dos vassallos de S. A e defendel-o-
iei quando e contra quem elle quizar.
Neste sentido que vou cscrever para Cons-
tantinopln.
Nao fallarei da esquadra na carta que hei
de dirigir ao gro-visir, por cividade ; mas
rogo-lhes que queirao certificar aos represen-
tantes das grandes cortes em Constantinopla ,
lanomei- n ...
1 ,; franee/a toda envidra ada que
nota das cinco potencias, poraqual se en- lrance/,^ -. No,a V 5
ea loria. Sabe se ia a resposta de Mahemet.
nao cede das primeiras prelencSes e conli-
nia aexifiir a demisso do Gram-Visir, no
que se nao convem em < onstantinopla es-
pera que antes que das ameacas se passe as o-
bras romper entre as cinco Potencias a
discordia
a esta
- I08la
>., sendo o
eno tem
a dar luvas 5 ta'mbem se aluga a loja s m ar-
maco ; mas ento tem de dar luvas os pre-
tendentes diri ao-se a mesma ra l). 5 defronle
dos Caldeireir s.
cy Quem quizer comprar um coneame
de lustro ainda em bom eslad > e por preco
scordia, rommodo : diriia-se a esta Typografia.
A frota turca linha entrado no porto de TOm.drec^Jse de ,mm fe/or para servir
Alexandria onde ficava dearmada. ^ p ho quem quizer e se julgar para is-
n -n, n so hablilado procure fallar e ajustar-se 110
Nota dirigida por as cinco Potencias a ^^Jt^tm corredor do bisp
Turqnia. nueacbr com quem traclar.
Osabaixos ass,|..ados rereberao esta ma- 1u^n; saJ, |a|lar ,, oSr. Padre Jase
nb dos seus reihecl.vos Gotemos inslruc pereira de Lima para negocio de muita
cesemvirludedasquaes tem honra de in- ^ J do Esa.,ao posUuu(,
formar a sublime Porta de que as cinco gran- '3'" "^
des Potencias esta de accordo a cerca da "^ ^a do ColoveUo, caza D. a7, ha
questa d Oriente, para que suspenda qual- w- propouha a tomar algumas criancas
quer determinacp definitiva sem a concor- _________^.JJ Jd ;nr
delerrainacp definitiva em a concor- ^'^s para se acabarem de criar com
iadellas, eque espere os -ladosJo JJ*^ c ^ tambem so ,,m a8
resse que as potencias tomao a s uMM ama para secriarem com le le
na mesma caza lava-se roupa engoma-se e
coze-se toda a qualidade de costuras borda-
dos lavarintos e tambem se marca ludo
com muito asse'io, perfeico e preco rommodo.
C5- Traspassa-se a chave da loja da ra
com armaco pintada e ^nverni-
iuracada rom o maior asseio possi-
! rom todos os seus instrumentos '' v' os a'*
rencif
inlcresse que as poter
peito Assignados. .
1 (T.e Couner).
(Peridicos dos Pobres do t'orto).
Noticias Fstrangeiras
FRANCA
Pariz 5 de Agosto.-O crrelo do Oriente
trouxe. noticias importantes. Coufirmao o que
j;'t temos dito acerca das preten^es de Mehe-
rnel-Ali. t'ede a investidura hereditaria de
todas as provincias de que actualmente se a-
cba de posse ; e mediante esta concesso pro-
nulle f c bomenagem ao sulto e obri;a-se,
vousa nolavel a ir s, n'um barco de va-
por a Conslantinopla para ali fazer aclo de
submisso ao seu soberano, e offerecer-lhe os
scii* serviros. I amos em seguimenlo a docu-
mentos ofHciaes que do urna idea completa das
proposicoes do divn e das do pacha do E-
Carla de Khosrew-pach a Mehcmet-Ali.
u Conforme a carta dirigida a V. Ex. ha ja
algynsdias, S. A., o magnifico mu formi-
davel e mu poderoso sulto Abdul-Med-
id-Khan leudo subido ao throno imperial ,
que a predestinaco divina deixou va^o a
sua sabedoria lhe diclou a seguinle hngua-
*e? govemador do Egypto Mehemet-Ali ,
commettera algnns aclos que indisposefao o
meu glorioso pai; sobreviera.. diversos 1-
cohlecmentos e fizera-se vanos preparati-
vos ; com ludo para preservar de qualquer
mal o bem estar das populaces que me forao
confiadas pela Providencia, e pelo muco Gm
de poupar o sangue musulmano esquecer-
TUEaTPO.
Chegou finalmente .10 pa.axo nacional- .;.,
Vingador-o Companhe.ro de M. G. K-yan
rom todos os seus instrumentos da Vagica : os "( a_'a ,ratar na caza da Nev do becodoThe-
Senhores, que tihha insrrinto seus nomes ve ^^ M^mei% e flS ,,,;_
para obterem Camarotes, d.rijao-se den o airo, d j6 decQnvir a a
caza junto ao Theatro onde se acha hospeda- S^J11
do. i' x=r Aluga-se dez pretos por algum lempo
T y- \n nara servico nesla praca, fe paga-se por cada
Mr. Nicoline vai dar asen .-Expectacuo p ra e. ic ^ .M
unnnsto hum a 5to reis por dia : quemes ti ver e qui
que eu nunca tive ten o de a guardar. nem -i. le.ra ,8, da Santo de guarda, pompos o a|u r_ios annUCe para ser procurado.
L me servir delta hoslilmenle contra o sullo ; de representa ao Pon oes Acadmicas j.u -----._ Aa m ,inmpm amimm
- antes me obrigo formalmente a restlui-la c.a dos do gladiadores Tj*1^^^
logo que forem "recitas as minhas propostas; cas da Columna Ohmp ca-Oj ^J Amnr
e nste caso todas as embarcaces que compoe em triunfo &c A medida que forapadan
a armada de S A. sern mandadas para Com- do ira aposentando d.ffererftes sorles.
tanlinopla. Pelo que diz rcspeito aos almi-
CORPO DE POUCIA.
O Cpnselho de Administraco da cai-
xa de forragens doscavallosda Companhia de
ranles turcos os que recearem volar para a
Turqua, podero ficar no Egyplo, que faz
parle da mesma monarchia.
V Logo que o sullo annuir minha supplca, cavallar.a do Corpo de Polica precisa con
equeKhosiew-pach for afastado dos negocios ; tratar o fornec.mento de me 9*ni*"*1
pblicos nao duvdarei, ao primeiro ronvi- as pessoas a quem convier dito ron acto com
ede S. A., ir a Conslantinopla e nao ha de parego na Secrc ana do Corpo boje ao do
ser com a esquadra que me hei de la transpor- corrente pelas 11 horas da manha. Manoei
tar mas sm s a bordo de nm barco de Camello Pessoa Secretano.
vapor e nicamente para Qffcrecer pessoal- rnmna
mente as minhas homenagens ao meu soutia-i (jOiViua-se 80S ^TS. oa^oii-,.
no, e os meus serv .os. nhia de emnrestimo para as obras
Finalmente declaro-vos que se as minhas -, pertende edifl-
proposi oes nao forem acceitas, nao fare. a ,10 1 neairo |uc ,
guerra, mas manter-me-bei na minha posi- car tiesta Cldadc em yirtude da Le
cao actual. e esperarei.
(Assignado] Mehemet-Ali pacha.
Na carta de que se tirara estes dousdocu-
^___.,__.l *- i^mKom fie anrpi'iarp^
mritos, enrontra-se lambem as apreciacoes
e factos seguintes : .
Antes de Khosrew-pach ir para Constan-
linopla, edeallioccupar differentes pos tos ,
viveh Mehemet-Ali conslantemenle em boa L-Oflpaniua
iptelligencia com o seu soberano e buscava
todas as occasiesde lhe dar provas da sua in-
teira devoco ; em muitas circunstancias
Provincial deste anno, para com-
parecerem hoje a5 do corrente
pelas 4 horas e tneia na Salla da
Sociedade Apollinea para se tratar
de negocios tendentes a mesma
presin o pacha do Egypto eminentes servicos
Sublime Porta. Isto sabido de toda a gen-
Mas apenas Kbosrew-pacha chegou a Cons-
a
te.
Avisos Diversos.
j-^- D-se 200U rs. a premio sendo por
pouco lempo, ccom firma a conteni : d-sc
SSf Quem precicar de nm homem portu-
guez de idade de vinte e cinco anuos para cai-
"xeiro de venda nesla praca ou mesmo pira
o matto dirija-se as Cinco Ponas D 1 ou
annuncie sua moradia. O mesmo da -fiador a
sua conduela.
X3- Precisa-se alujar nma casa terrea, no
bairro de Santo Antonio, noexcedendo o seo
aluguer a oito mil reis por mez ; quem a tiver
querr amiunciar a sua mormla por este Diario.
SST Quem annuncion precisar de um pr-
tuguez que entenda de orlalice annuncie sua
moradia
crl/ma pessoa se propocm atrabalhar de
Lauleiro; quem do seu prestimo se queira ser-
vir aununcie.
*> Aluga-se urna casa no r-oco da Faaa-
la com quatro quartos cacimba esls-ibaria,
e lie bastante fresca : os pertendentes dirija-
se aruadoTagundes l). 7,
S2?" Constando aos Fabricantes de Rap a-
ra preta que a lempos algumas pessoas pro-
curan engaar ao Povo vendendo debaixo de
seu nome papel, e formula Rap que nao
de sua fabrica avisa ao Respeitavel Publico,
e particularmente a seus freguezes que nao
troca, nem reconhece por seus os botes, e.
meios botes que nao liverem a sua firma da -
MEURON & C. u e repeliera de si toda a
responsabilidade a este respeito.
JRualraenle advertem aosContrafacloresque
as Lea ha remedio contra este modo de pre-
judicar a propriedade alheia.
Meuron & C,a


DIARIO D R P ERAMBCO
nanuw < imilla'
t&- Waruado Rangel no secundo andar I" 1^7- Que faz o rorrctor Olivcira de un
do sobrado que fu a defronte dos Diversos re- grande sorlimento de ferragens, sexta fera
cebimenlos ecom a escada defronte da gua-| a5 do corrente pelas 10 horas da r.ianh" no
rita da guardada mesma Reparlico se en- armazem terreo ta -S.ua casa ', ra omma toda qualidade de roupa, tanto lisa
Jomo coni pregas com todo asseio e prompti-
co n. 3 .
SrQue far o corretor S. Danils no sabba-
do assiin como lanibemse cose toda quali-.do (ido corrente no sitioque foi do Coronel,
dade'de costura ', almesmodc aliaiale lu-Martins na estrada de Joo de Barros, da
do a ixreco niaisbarato de que era outra qual- mobilia e SC. da casa do Sr Ricardo Rcynol-'
quer parle.
tZf Offercce-sea quem queirarebater urna
letra com boas firmas sendo o valor da mes-
ma de sele mil cruzados tiendo o primeiro
vencimento ja vencido a 7 de Dezembro deste
anno; quem qUiSvi *..... se.......... ."
i unto ao sobrado do fallecido Manoel Fran-
cisco Monte'np,
S^T A pessoa queannunciou ter para, ar-
rendar urna casa com bons cowmodos, na me-
Ibor ra do Bairro de S. Antonio,, dirija-se
ao beco da ra da Boda I >. i lado do sul.
%SF Arrenda-se no bairro de S. Antonio
em as ruis de llorlas agOBS verdes, Dirc-
ta urna casa que nao exceda a 8000 daudo-se
fiador 5 quem livor annuncie.
t?- Maiocl \iaria de Sou/.a avisa ao res-
peilavel publico, que pessoa alguna alegue a
casa do po o da panella ao Snr. Jos Victorino
de Lemos por lbe estar bypolbccada e estar
-em praca para ser arrematada para sen paga-
mento
fc^s Na ra do Queimado |oja D ~ ba pa-
ra alugar um negro para padaria, do que lew
pratiea. '
S^- < s Liquidatarios da casa do fallecido
Sr. Antonio Marques da Costa Soares ven-
den os engenbo Trapiche e Age* fria situ-
ados na lrcguesia de Serinhaem juntos 011
separados com seos ulcncilic.s o esrrava-
tura respectiva a propriedade denominada
(Jamela e partes nos engenbns campia c
Boa vista e liba do Lanienha na mesma fre-
guesia ; bem con.o nesta praca urna casa terrea
na ra das Trinche-iras 11.-4 una dita na
de Hurtas 11. 53 urna dita na do Rangel n. quididades loques.deseda (
i3 e outra na Boa vista com lente para o e d pellica, saboheles espelbos para salla ,
cemiterio da Igreja Matriz; as pessoas que 4 caixas de agoa Vichef., nissangas, chico-
prctendem comprar qnac (|uer dos bens a (cs % cabreadas e redeas de lustro cartens
:.....-1 .-:...-s.%_c mmMMumtar suas falo e cabello botins para senbora vidfOS
de cristal, e oulras qualidades, movis di-
versos c pndelas grandes e pequeas e ta-
boleirosdc piala lina.
cima mencionados sirvao-se apprcsentar SUSS
propostas noeseriptorio da Liquidaeo da dito
casa na na di allaudega vcl'ra n 7 ate i5
do prximo mez dia em que principia a ar-
rcmalaco em basta publica.
tsy- Quenvprecisar de um caixriro portu-
guez para qualqucr oceupacao, dii ija-e a ra
Direita venda que foi de Jo= da Penha.-
D- Pelo JutzodoCivel da terecira vara,
se bao de arrematar duas casas terreas em xaos
proprios na ra da Gloria da Boa vista, n.
5 et, nosdias i, 16, e 3o do corrente..
t^. Quem mandou um bilhete a ra de
S. Rita 1) 18 oerecendo 1 .000 pela, banca
de meio de sala pode-a a mandar buscar.
S~7- Na ra do Rangel venda de lento Go-
mes Pereira precisa-se de um pequeo Je-
godo prximamente quetenba
nos c (pie saiba 1er.
na iJ an-
Lvisos Martimos.
PARA O MARANHAO'sabe com toda a
brevidadea bem conbecida Escuna Jovma 5
quem quiser carregar ou ir de passagem
' para o que tcm excellenles commodos dtrt-
' rija-se a F. Marques Rodrigues & Irno na
vuadosTanueiros 11. ti-
PARA 11YEBP00L o Bngue Wcstnore-
land e a Barca Ingle* Vlancbester bem co-
nbecida pela brevidade de suas viagens tra-
la-se para carga com Harrisons Latbam &
Hibbert na ruada alfandega velba 11. 9.
PARA ORACATY sabir com a maior
brevidade possivel por ter maior parte da
carpa prompta a bem conbecida Sumaca
De.i.u M. Jos Jo=..q"im Alves ; quem
na mesma quiser carregar 011 ir de passayem
dirija-se aodito Mcstre a bordo ou a Anto-
nio'Joaqun de Souza RiLeiro na ra da
cadeia.
L e i 1 o
XST Sexta feira 5 do corrente as loboras
v manb continua o leilao no armazem da ra
nova D. 54 de um apparelbo de eb sal-
vas bandejas colbercs de soupa ludo de
boa piala, e algumas obras ricas de bfilhan-
tes um rico aderessode filagr para Senliora,
urna iiorcao de IWOS de varios aulliores mo-
S deruo-, vidros de cristal constando em gar-
is copoleiras un neo aparellio doirado
para ck uro dito azul para mesa una re-
aaisoina dleto de quadros, c outras njui-
is ouiaas que e.ar patente nesta ores
weini cono se recebe utn e qualqer objecto
tanto novo como en meio uio para ser iciulido
por neo deste estalclecimL'ulo.
encousequepcia da morle de scu coTrespon-
denle em Inglaterra tambem ser vendido
um eavallo com muito bous passos c outros
objeelos que serS pateqtes no acto do leilao ,
fien iirinriniara as 10 da manba
Qe fazen Lenoir Poget & Gompanhia
por inlervencao do corretor Oliveira em l-
(piidacaode todas as fazendas miudezas e
moveisda extineta firma de l.enoir BesuobetA
Pug, no sen armazem da ra da Cruz D. 5
e como sejo nniitos os dbjectos venda, prin-
cipiar.; 'leilao (piarla feira 3o do corrente as
de* horas da manhl do seguinte sorliinento
de razendas bretonas, linas para mulber,
e hornero camisas de chila carobraii de
bobo gravatas.de leda rendas de sida pie-
la seda*diversas paracoletes bales de fi-
lo de seda diiOS de la e de sfeda de tolos os
tananllOS e de cassa adamascadas lencos
de seda, e sarja prela para o' prscoco ditos
de cassa bordados e outros de gah.:a; assas sor-
tidas vestidos de casa ditos de fil, cam-
braias lisas esromriba' encarnada, neiasde
seda para nulbere bomem tapetes de sala
e .'"',
No dia Quinta feir.i 3i do corrente. e no
iminedialo as mesinas bras, coMtinuan a
venda dos se;;uintes artigds espadas e 'flore-
tes facas e garfos cabos de chano 6 de mar-
im faquairosde 1 a duzfasde facas e pal-
ios cabo de marfini com trinchantes lesoura
grandes e pequeas fivelas e fitas para
cinto, ancis ordinarios, pulceiras ,. conlas
douradas, pentes de ebifre- de difTcrentes
dades leqlies de seda ditos de papel
C o 111 p r i s
C7- O novo mcstre Inglez por Constancio ;
quem liver annuncie.
Ven (fa s
Srr Cobci teres de algodao proprios para
esi-ravos a 640 ris 5 na pracinlia do Livra-
mento n. i().
%ry Viidiode medoc, chateau laffitte ,
i balean' mrgeaut, sauterne julien cbam-
berten trabo do Porto dexerres, alican-
te ,. nuiscatel a;;oa de Seltz fruclas da Eu-
ropa em calda crvilas cognac, agoa arden-
| te de franca 5 em cosa de A. Hosch ra da
cadeia velb D. 17 primeiro andar.
' C7- Ou arrenda-se um sitio no lugar da
Piranga povoacao dos affogados com duas
moradas de casas de pedra e cal com cozinba
fora scnzala para prets, cstriba ia para 4
cavallos tendo urna das ditas casas sotao um
grajade viveiro bastantes ps de coqueiros ,
laran;eiras c outras fructas, advertndo que
lem frente para se edificar mais de 20 mora-
das de casas ; a tratar na ra da cadeia velba
D. SU
~J" Mcios bilhotes da Lotera do
Livrantenlo a 3'oe*o; hesta Typo-
sraGa.
S1T Urna escrava de 90 annos de idade ,
cozinba o diario de urna casa-, enjomma liso ,
lava roupa e be boa boeeleira ao compra-
dor s;-dir; o motivo -. um eseravo de idade de
10 annos ptima para o trabalho de campo 5
na ra de agoas verdes no segundo andar do
sobrado 1) it.
S^r Tres propriedades sendo urna na ra
da Alegra^ bastante"grande, moderna, asso-
a I hada com solo e varanda de ferro na
lenle e com cano para desaguar as agoas do
quintil para a ra ; outra 110 cortume dos
HCoclhos junio a otarla do Sr. Miguel Camei-
10 ,' feila a moderna com solao e trapeira
oloes doblados com grande quintal que
vai at a camboa c com terreno ao lado para
se edificar outra grande casa por ja ter ali-
corees 5 e a outra na solidado, junto ao so-
lirado da viuva do Martins leudo um grande
quintal com n!,;uns arvoredos de fructo ca-
cimba, com terreno ao lado e a murado na
frente que se pode edificar 2 grandes casas ;
lia na de S. (ion;alo I), 11.
S~7" Um sitio grande na estrada da Ponte
de Ucha com casa muito grande toda en-
udrassada com tres salas grandes, onze
quarlOS cozinba fora cypiaf casa de fari-r
nha estribara para 6 cavallos casa para
feilor e negros com milito arvoredos de
fruto de toilas as juarirjdcs e muito caf',
duas habas para capim e'muito terreno pa-
ra plantacocns cujo sitio se-vende nielada a
vista e melado a praso ; a tratar 11a ra Dt-
reita f) a na mesma casa se arrenda ou'lro
sitio mais pcrpicno com casa do pedra e cal ,
e algunas finetas -muito boa lena de plantar
CF" Defronte da Igreja do-Corpo Santo D.
1 primeiro andar superior rap massaroca
do Rio de Janeiro recentemente ebegado a
sua qualidade he tal que nao faz difiereneado
optim. rap massaroca de Lisboa.
tSF- Aleios bilhetes da f oteria do Livra-
tnento a tres mil reis ; na ra larga do Roza-
rio loja de miudezas D. sete.
Escravos Fiidos
VJ- Os verdadeiros charutos da Ilavana cm
caixas de diizenlos e cincoenta por nove mil rs .
c superiores ditos da Caeboeira, ullim.inien-
le ebegados em caixas de 25o por 4000 ; na
ruadoCabugy loja do Sr. l'andeira
C? Polassa Russiana em barris de f\ ar-
robas ; no armazem do Sur. Eiras ra da
Cruz n. \i.
Z~?- Um eseravo de nacaobom ganbadorde
ra c com boro procedimento ; na ra da ca-
deia loja de Joo Jos de Carvalbo Moraes
$S7* Lonas da russia de qualidade superior.;
em.casa de Hermano Mebrlens ra da Cruz
D. a3.
e^> Duas vendas era urna s casa por
baixo do sobrado >. 4> sendo urna com a fren-,
te para a ra do Fagundes ea outra para a
da praia a qual he de bastante vantagem nao
s pelo negocio que faz como tambem pelos
alugueis j a tratar na mesma e a visla do
comprador se dir o motivo.
tz" Os livros seguintes Crozat geo-
grafa universal Monteverd grammatiea
france/.a Bossuet historia universal -
Marlini provas selectas diccionario Iran-
cez La Fontai lingoagen da razao e
urna Biblia em Hespanbol ; no alterro da Boa
vista I). 16.
tsy Um
pianno de muito boas vozes e
bem construido \ e com pouco uzo ; no ar-
mazem da ra nova D. 34
tST Genegra da Holanda de superior qua-
lidade em 'rasqueiras na ra da Cruz D.
64 no segundo andar.
SST Caixoenscom pelles de Bezerros fran-
^i e ditos com ditas decarneiras de cores ,
de superior qualidade ebegadas re giteniente ,
e mesnio as duzias 5 no armazem de A. V.
dos Santos Braga ra da Moeda n. i^a.
Um nao de Lpoia; na ruadas tfinchei-
ras D. i5.
tSSr Na ra do Queinado loja D. 7. ba pa-
ra vender una negra para todo o ser vico ,
una peg inba creoula de idade de 10 anuos ,
com principios de costura e um rooleque de
angola de idade de 1 anuos.
capim t; mais lavoura.
SiJ- Um eseravo de nacao de idade de
-o annos, cozinbeiro p padiro e ptimo,
para andar embarcado; na rua-Bireila defron-
te das calacc.inbas do Livramenlo casado dois
sobrado entre duas casas lerreas.
C? I'or proco commodo tres varas e meia
de bico largo para roquete de padre ; na ra
da cadeia do Rccife loja 1). 26.
SSr' l'm moleque denacao de idade. de i5
a 16 annos, com linda figura e ptimo para
pagen, ou para qualqer ofiieid: na ra
Direita D. ,',0 lado do Livramenlo.
C7' Rap Bambrguez chamado Bolao ,
muito fresco e ebegado ulliinamente; na ra
nova D. 1, a, e 6 ,.e na ruado collegio 2
loja de chapeos.
1^ Las moradas*de casas terreas no ater-
ro da Boa visia ao lado da Matriz com mais
de COO ponos de (juintal : na ra da Madre
de Dos priineira loja de fazendas do lado di-
re i to.
Z-J- Urna canoa aberta que carrega um
milbeiro de lijolgs de alvenaria grossa ; no
pateo da ribeira casa nova junto da guarda.
tSST Polassa Americana chegada prxima-
mente no Brigue l'ranklini barris com car-
ne salgada.; cm casa de Hcnry Forsler & C. ,
ra do trapiche novo n. 17.
Z^r" Marmclada do 1 orto em boectas de
quarta e de libra frascos de doces de cal-
da de difTcrentes qualidades por pr'cco cora-
modo ; no armazem de Antonio Joaquim Pe-
reira delronte da escadinha da Alfarldega.
13?" Attum do Algarve vinho do porto
dito de Lisboa P R R a 1/80 a caada di-
to do Seltc a 1 2So e garrafa a 180 na ra
nova D. i5 quina da ra de S. Amaro.
Um eseravo pardo de bonita figurar,
oficial de pedreiro e ptimo para pagem ;
na ra da Madre de Dos n. ia.
CS" Urna airmacao nova construida de ama-
relio envernisada e envidrassada, de mui-
to bom gosto e a posse de nove annos da lo-
ja I), .ii amada cadeia do Recite, ou se
lazseciedadecon quemealiver para isso ba-
belilado ; a tratar na inesma.
l^" Pede-so encarecidamente a quem li-
ver era seo puder, ou tiver noticia de bum
mulequede dade 10 annos de nomc Jo/. um
tanto bucal", com carniza de chilla a zul e bo-
ips dourados no colarinbo c punhos de Na-
cao Cacange bem prcto nariz chato testa a car-
nerada olhos a zanunzados : quem o acbar o
leve aoseoSr. Miguel Joaquim de Menezes ,
as 5 Ponas 4t quc sei;i bem recompen-
cado liste eseravo dezapareceo no dia al do
corrente.
sry Fugio de engenbo Algodoaz na fre-
guesia do Cabo no dia a 1 do corrente, um
pelo de nomc Ricardo de nacao cabinda ,
de idade de io annos baixo grosso do corpo,
pescoeocurto semblante triste falla claro ,
que parece creoulo, levou alguma roupa gros-
sa e fina, um vesta prota e mais 200,0000
em dinbeiro de prata cobre, e papel e dols
bilhetes de lotera elle tem otlicio decarrei-
ro ; quem o pegar leve ao mesmo engenbo a
Domingos Malaquias de Aguiar Pires Ferreira
ou no Recife a Jos Pires Ferreira que em
qualqer dos quaes receler boa rcconjpcnsa.
y No dia tc> do p. p. fugio urna negra de
nomc Izabel alia ebeia do corpo de idade
de .o anuos com algumas faltas de cabello
na caneca levou vestido de palmas voixas ,
urna saia de metim azul c panno prcto oc-
cupavar-se'em andarvendendo lazendas na ra,
he captiva do Capilo Leal ; quem a pegar le-
ve a casa de Joo VlariaSave, ou .na casa do
Capitoo Leal em fora de Portas
tt^. Na tarde do dia 17 do corrente de Ti-
gipi(') desencaminboO-se on J'ugio de um
comboi que bia para o Brejo, da Madre de
Dos um molcque de nome Cacemiro.de 10
para 1 annos de idade, olhos grandes, e
sobranceilhas c beicos grossas, nariz compri-
do e pouco chato embigudo com urna pe-
quena frula nos escrotos com camisa e so-
rbida de panno de algodao da Ierra e chapeo
dtpalha ; quem o pegar leve ao Padre Luiz
Carlos Coelboda Silva morador no Brejo da
Madre de Deos.na fazenda do '. oco ou a Jos
Cordeiro de Carvalbo L'eite morador no Re-
cife.
S2T No dia t do corrente urna negra de
naeao congo com ao annos deidade levou
vestido seroula curta camisa de panno da
costa, chapeo de palba as duas orclhas fu-
radas e na esquerda una argola dois denles
de menos-no queixo de cima na frente, meio
zambiodas nenias be canoeiro e be muito
pachola no tallar ; quem o pegar leve alra-
Vssa do Rozario D. 12.
X3^ Luiz creoulo, de idade de ift annos,
fugio no dia 21 do corrente de um sitio na
Cruz de almas grosso e bent proporcionado,
ebegado ba poucos dias do Araealy lpvou
ealsade estopa, piqueta velba de .algodo
entransado e chapeo prelo de seda porem
uzdo recomenda-se cm particular ao re-
gisto e polica porque be de supor pretenda
embarcar, e quem o pegar leve a ra dos Ou-
arteis D. 2 que ter boas alvi-aras.
VZT No da ao do corrente fugio de bum
sitio da estrada de Beln um eseravo creoulo ,
de nome Caelano ollicial de alfaiale de es-
tatura mediana cor retinta olhos grandes ,
rosto comprido e seceo levou jagueta de ris-
cado amando calsa de hrim ,' camisa de al-
godaozinbo e chapeo de palba de carnauba ;
quem o pegar le\e a pracinha do Livramenlo
n. q que
r rcccjiTi'i'"""'i:'"
Uf Ao dia ih do corrente pelas 8 horas da
manb desaparcreo da casa. 1). 6 derontc da
Matriz da Boa vista um prelo bucal que
nao sabedizer o nome de seo Sr. de nome ,
Joo, estatura regular com barba na pona
do queixo cara redonda peilos altos con
alguna cabellos brancos na cabe;a e sen
membro por ter sido corlado bem rente a os
escrotos levou vestido camisa e calsa de
algodo ; quem o pegar leve a casa dila qu6
ter 5o,ooodegrtiicacao
Movimeiito do Porto
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 24.
rio de Janeiro ? 18 dias
panhol Aguia de Ouro M
em lastro ; a Joo Pinto de
, Patacho les-
Pedro Xicos ,
Lemos.
RECIFEJNATYP.DE M. F. DE F. 1839


AO PUBLICO.
Ttiido-me vindo < mos um impresso avulso,
que se intitula Ex ame das provas obre qm> te
procedeo por o Juito da i Pmra do Criine da
Cidade do fecife contra Adao Oliveira de Carva-
Vio, a requerimento de Antonia Mara Fidie no
qual se prova com toda a evidencia, e Fundado em
piofundes tirad na de dreito, que o resultado da mi-
nha propriedade, nao ficou sendo propriedade mi-
nha e que por consequencia d'elle podia por, c
dispr Ado Oliveira de Carvalho para as suas pre-
cisoes, ou alheas; e islo semen ser ouvido!.. Pa-
rece que o melhor neste caso seria nada dizer n
tal respeito; mas como geralmente aconteca, que
a razio se presuma sempre da parte do queixoM),
quando a outra scala., publirarei novamente o pa-
pel de declaraco pastado por Adi em meu fa-
vor, e depois poneo mais direi visto que tudo fica
dito com a leitura deale
Papel de drclaraqo passado por Ad2* em
favor de Fidi, e junto aot autos f. 4*
Declaramos, que fica em nosso poder a quaotia
de um cont, e qainheiitot e quarenta mil res em
letras, que se hio de vencer, a saber: dutentos
mil res em cinco de Dezembro futuro, um cont e
.-incenla mil reis a sette de Maio futuro, e dutentos
e noventa mil reis a sette deNovembro tiobem pro*
ximo futuro A primeira Letra aceita por Joa-
qun Antonio de Vasconcelos, a segunda qoantia
vencivel para cinco de Maio por Antonio Botelho
Pinto de Mesquita, e a terceira c< ita por Joaquim
Antonio de Vasconcelloe, cuja omina de quinhen-
toa e quarenta mil reis, pertencente mo Sr. An-
tonio Mara Fidi, a quem cobrada que seja, nos
obrigamos a entrega-la, ou ma otdem sendo por
saldo de todas a nossaa contas at boje com o dito
Sr. Fidi, e proveniente das vendas que no Bolo
llie fizemos gratuitamente de vinte e quatro fardos.
Recife 14 deNovembro de 1838 -Pelos Sra. d'An-
drade & C. Adi Oliveira de Carvalho.
A publicacio deste papel parecer occiosa por
ter aido j inserto no dito impresso ; mas ali pode o
leitor perder-se entre tanto aranzel, e nio llie pres-
tar a devida alinelo} alem de que poaiivel acn*
tecer que alguem leia este eem ter vista o outro, e
neate caso formar logo oten juizo; p que bas-
tar er lulo para se concluir que o Sr. Adi me de-
? ia entregar aa quantia* nelle citadas, nos prazos
indicados, e logo que recebesse as letraa em que eu
tinha essas porcoes; e que nio o a vendo feilo, pois
que ( cecebi a primeira quantia, ou elle dispoz da
minha propriepade sem meu conten ti ment, ou a
retem em aeu poder contra minha vootade.
O Sr. Adi, nio exacto quando diz na sua
comprida arenga, que eu consignei mercadonas a
Oaa d'Andrade. i C. da 155 elle era gerente nesla
Jv
Piaca. Aa roercadorias viero-nie remetidas de m/c
e com ausencia a A'do Oliveira de Carvalho, por
eu asaim a haver ordenado; e esle Sr. tero meu on-
sentimento, razio porque nio anu em pagar-lhe
rom coi-sao, abri a carta d'ordens de que era ausen-
cia e vendeo parle d'ellas j porem coiuo esta venda
foste feila conjuntamente com ou tras da Casa, sarou
as letras a favor d'eita, segundo elle diz; mas o ce. to
que me entregou algumas, tiobem sacadas a fovoc
da casa, que somonte me pertenciin, c me passou
a dita declararlo das quanliaa que em diffen nlea
letras me fcavio em poder della. Esia drehracio.
como se v, passou-ine corno {{renle da Cas< u*
Andrade & C. pois que por elles a asMgnou JVJ per-
gunto: Quem tomou conta ? Quem di-pot mencionadas mercadoriis? Foi, como i diae, A-
dio Oliveira de Carvalho. Logo elle respon-avel
felo acto criminal, como A-'o Oliveira de Ca va-
ho, e como gerente da casa d*Andrade 4 C. Co-
mo Adi Oliveira de Carvalho, porque romo tal
que tomou entrega, e fez a venda; e como gereule
da casa d'Andrade & C. porque aiada que tives.se or-
dena d'Andrade A C. para diipor do allx io que se
achasse em aeu poder, o que nio tere, uem podia
ter, elle o nio deria fuer.
At aqui tenho ieilo ver as iransacces que de-
rio lugar ao deposito, na casa d'Andrade 01 C. s
quantia de um cont quinhento e q> ar na mil reis:
agora passo a mencionar os actu pirque o Sr. A-
do me ohrigou a proceder contra elle em coulbrmi-
dade daa Ley s.
Venreu-se a primr-ira quantia em cinco de De*
eemhro ultimo, e elle a pagnu ; e antes do venri-
mealo da segunda 80ube, por lie o diier, que ti-
nha negociado as letras citadas na sua dealaracioj
maa que por aquelles das recebeiia outras, com cu-
jo producto me satisfara. Fis-Ihe estranhar este
pioredimenlo de dispor assirn do que era meu, maa
fui pacientemente esperando, e mandando de quan-
do em quando saber se j Italia receido as letra*
com que tencionava pagar-me, e constantemente li-
ve a mesma resposta. Chegou a 19 de Marco a noti-
cia do falecimento, em Loanda, de Joio Antonio
Lopes d' Andrade, e rilo obstante elle, Ado, c 11-
tinuou a dizer o mesmo, e at citou a letra rom que
tencionava pagar-me, o que di-u lugar a que eu nio
tratasse de receber da Adminiai rucia de Loanda. Em
trete de Julho propus-Ibe ficar com urna lela que
soube elle tinha em seu poder d'um F. Baptiza do
Aterro dos Af<>g"dos dando-lbeo resto, por aer de
msior quantia, mas elle nem ao menos respondi :
entio comecei a desvanecer o ronceito que d'elle fa-
aia, e pouco depois mo fet perder de todo respon-
dendo a pestoa que l mandei no principio d'Agosio,
que nio pagava porque a casa llie devia, c que u
existente em seo poder era para elle se cubrir d'essa
divida 1 Nio acredite i iuteiramente esta res) os*
ta, e fui pessoalmente a aua casa, mas tere a i-npu-


tleneia de responder-me a me,ma causa. Eiilio in-
Jign .do de lana ousadia ti le de dar denuncia le -pelo crime de estelionato, por estar convencido
de ua existencia, no quecontierio os Letrados, e
o recto Juiz que o pronunciou, apesar d a*t>im o Rio
entender o Sr. Ado que hornera de letras
Paseado purera o maior calor ped ao meu Ami-
go o Sr. Joo Jote Ribciro dos Santos, Negociante
nssta praca, para que qu nesle negocio, e ihe exposesse, como fci, qae eu es-
tava prompio a quaiquer arrenjo raioavel, mas el-
le nio aasentio cousa alguna. CJItnramenle vendo
que so poderia faier um desgranado, e nf o por a-
rhar injusta a denuncia, como elle diz no seu P. S.,
dts iii ov acio criminal, e enlio que elle acha oc-
catio d'apeesentar ao publico um amalgame d'aren-
gas com que <- poder iludir creancas, e que pelo
desfigurado dos fados parece nio ter escrito pelo Sr.
Adi, mas sin: por alguma pessoa que inteiramente
os i/inre.
Tcm limites a paciencia humana! e por isso
nio ae devela estranhor que tendo u desistido da
da accio criminal, pelo motivo que expni, appre-
tente oje ao Pul Ico o facto em t< da ana clareza :
mas fui pelo Sr. Adi laxado tVinirigantr, de Con-
luista, (Vimpi.iivr. e de Calumniador, e nesle i a-o
v-se que a propria del. 7 m'impoe etla necessi*
dacle. Espero merecer ao respeitavel publico a hon-
ra d'analisai um e t.utro escrito a fim de poder de
cidn- com conliecimento de causa de que lado est
intriga, a impostura, a calumnia, e o conluio.
Retife i5 d'Outbbrode J0J9.
Antonio Mara Fidi,
P. S He mu provavel que o Sr. Adi cuide
que lhe 6ra o raminho aerlo para grande con
versaj e que nova ente aprsente a sua insigne
irudicao, com especialidade em direito lorio, de
que tanto entende, poiem advirto-o que nem maia
palav a me arranca, e qoe o que tinha a daer ao
Publico, nico motivo porque touiei a penna, es-
t i dito.
A.. Fidi.
Peni, na Typ. de M. F. d I-aria. Oulubro de i83p.


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