Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03900


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Full Text
"^
ANMJ DE 183 SEGUNDA FERA
CAMBIOS;
Junho i5.
Londres 39 P1*- if000 sed.
Lisboa p5 por Joo premio, por metal, ofterecido.
Franca'Sao a 3a5reis por franco.
Hio de Janeiro 3 por 100 p.
Moedas de 6loo i5Bioo as reiras, novas i{fgoO.
,, 4?ooo 8#3oo a Sffioa.
Pezos Columna 1 ios 1^700 a 1^710.
Diltos Mexicanos i#66o a 1^(170
Patacrs Braaiteiros ijfaoo a tffijo.
Premios das lelt as, pormez 1 1/8 a 1 1/1 por 100.
PARTIDAS DOSCORREIOSTERRESTES:
Cidade da Pal aiba e Villas de sua pretencSo : 8 3 3
Cidade iln Rio 'rranHe do Nfrie, e Villas Idea V j
Cidade da Fartalera e rulas dem ....;. ."
Villa de Goianria ........ J j .5 1
CHade da Oiinda .'.'Z*'3
Villa de Santo A nto ...........
Dita d Garanhnns a Povoaeo do Bonito.' .
Distas do Cabo Sarinhaem, Kio Formoso, e Porto Cairo
Cidade das Alaeoas, e Villa de Macci. .....
Villa de Pajau da Floras......a .
Todos os correios partera so meios da.
y DE JUN110 NUMERO 129.
Tudo agora depende de n<5s mesmos ; da nossa prudencia
moderacio, o energa : continuemos como principiad,*
e seremos apontados com admiraco entro as Naces nas
cultas.
Proclumaco da Astemblta Gerat do Bratil.
SegundasJ^SejtasJfeira:
Todoi os das.
Quintas feiras.
Diiv 10, e do cada tnez
Idea 1 11, e ta .Jitto d>lto}
dem idem. .
Idaro 13, diltoditte
Subscreve-se para esta folha a 3/ooo por quartel pagos adi--
antados nesta Typografia, ra das Cruzes 3 e na Prftca
da Independencia D. .^7 e 38, onde se recebem correspon-
dencias legalisadas, e anouncios; nsirindo-se estes gratis
sendo dos proprios assignantes e vindos assigoados.
DAS DA SEMANA.
1- Segunda S. Thereza Rainha. Ses. da Thex e aud do J. de D. da a. vara de manh.
18 Terca >. Leoncio M. Hel. e audiencia do J. de D. da 1. vara de mauh.
19 Quarta S. Juhinna de Falconiere. Kesso da T. P.
ao Quinte S. Sil veno P. Re|. eaud. do J. de D. da a. vara de manb.
91 Sexta S. Luiz Gonxagt Sesso da Tbez. aud. do Juiz de Dir. <1 1 vara de m.
ai Sabbado jejum S. Paulino B. Re. de inanh e aud. do J. de D. de in.
yj Domingo S. J0S0 Sicerdote.
Mar cheia para o da 17 de Jtmlio.
As lo horas e 6 minutos da manhS. As 10 horas e 3o minutos da Urde.

RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA.
SENADO.
Sessio etn lo de Maio de 1839.
Presidencia do Sr. Diogo Antonio Feij.
Aberta a sessio com 34 senhores sena-
dores, leo-se e approvou-se a acta da an-
terior.
O Snr. primeiro Secretario da' conta do
seguinte expediente
Hum offi'io do ministro interino do im-
perb, remetiendo acopia do decreto pelo
qual se concedeu a D. Mara Josefa de
Mendonca Barroso a penso de 4ooU rs.
nnuaes.
As commissSas de marioha, guerra e fa-
zenda.
Hum reqoerimento do parooho da fce-
guesia de Santa Anna da villa de Principe,
na Provincia do Rio Grande do Norte ,
pedindo faculdade pira poder possuir a
fabrica da dita igreja os bens que ja pos-
sue, e que possio accrescer at o valor de
oito contos de reis.
A commissfo de legislacio.
Outro deZjferin> Ferr! c Frederieo
ejBel pedindo serem contemplados na con-
cesso de loteras distinadas as fabricas de
.papel desta corte.
Fica sobre a mesa para ser tomado em
considerado quando se discutir a respe-
ctiva resolucao.
Compareca o Snr. senador Patricio Jos
de Almeida e Silva.

0 Orden do dia.
~ 1. ** parle.
Entrio em ultima discusso as emendas
jiovas appiovadas da terceira discusso do
projecto de lei BU de i836, sobre direitos
hendinos dos (ilhos Ilegtimos.
Discute, se a primeira emenda oll'drecida
pelo Sr. Carneiro de Campos.
1 O Sr. R. de Carvafho olerece a seguinte
I-emenda :
" Em logar de coincidindocom elle o
tempo do rapto diga-se : seja duran-
Ce o rapto. Salva a redaccao.
O Sr. Vergueiro : Nio tem lugar atxen-
is novamente cIF-reeidas porque boje s
trata de spprovar ou regeitar as que em
rceira discaasio foio apresentadas ; 1
tdmisso de novas emendas levar-nos-ia a
Riuma qu'ttJ quinta e sexta discusso.
0 .%. Presidenta consulta o senado sobre
admisso da emenda novamente offereci-
_ j vence-se pela negativa.
>-se por disculiva a emenda do Sr. Car-
neiro de Campos e, posta a votos be
approvada.
He posto em discusso e approvado o ar-
[i'6 additivo cuereado pelo. Sr. Rodri-
gues deCarvalho.
Sao approvadas as emendis com o projec-
1 para ser remeltido commtsso de re-
acio.
Inc
*. parte.
Tem lugar a primeira discussao da reso-
oq. dp i836 que antorisa o #o-
ao n.
verno a conceder privilegio rxc'usivoa J.io: sio presenta o seguinte discurso em res-
0 requerimento. j os frasileiros.
O Sr. Alves Branco obtem a palavra pela) O senado nao perde de vista ninte-
ordem e por parte da respectiva commis-l ligencia do Acto addicional que reformo
Gares Netto pra or,finis?r baroa com-
psnbia de navegacfo por vapor conjunta-
posta a falla do trono :
Senbor.. O senado nos manda em
mente com o parecer das commisses de fa- solemos deputaco congratular a V. VI. I.
zend-< o commercio.
^ O Sr. Monteiro de Bu-ros : _. A mate-
ria me parece digna demuitaconsideracio :
o p><>jclo a que se refere o parecer foi
approvado e remedido pela cmara dos de-
pM abertura da assemblea geral e mani-
festar a V. M. I. os sentimentos que o ani-
rno ^cerca do estado do imperio.
O senado se felicita com toda a naci
pela prospera saude de 5. M. o imperador
petados ao senado. Huma parte delle tra- j e suas augustas irmis e fai ardentes votos
ta nad menos que da navegacio de rioa ao Altissimo pela contiouacfo de to rele-
nnnea d'antes navegados adn reprehen-
der em nutres pela primeira vez e feil-
tsr-se a navegscio por vapor ; em compon-
sacio do que se fizern concess5es mui am-
pias ; como o parecer propoe que seja
regatado o projecto tenho a pedir o adia-
manto delle por tres das a fim de que ,
sendo impresso o parecer se generalise o
conhecimeoto detio importante materia.
vanta beneBcio.
' O senado, senbor, reconbece a impor-
tancia do consorcio de S. A. I., cetto de
que do casamento dos principes depende a
perpetuidade da dynastia que be o penbor
sagrado de nossas mais hem fundadas espe-
ranzas e por isso sera'mui prompto em
cooperar opportunamente para que esse
consorcio se realise de huma maneira digna
O nobre orador manda a'mesa o seguinte do trono e da naci brasileira.
requerimento :
''Que seja adiada a discussio do parecer
' da cirmiito por tempo de l5 dias. Au-
gusto Monteiro. ,;
He apoado e posto em discussio.
Depois de falarem na materia os Snrs.
Ferreii o de Mello, Monteiro de Brito, Sa-
'* Grande foi o prazer do senado saben-
do que nio bavia alteracio em nossas rel-
celes de amizsde com as outras nac5et, as
quaes nio cessavo de dar-nos as mais satis-
factorias demonstracoes do maito que se in-
teressio pela consolidacio da monarchia e
pela gloria e prosperidade do imperio; por
turnlno e Vergueiro, be julgada s mate- | quanto da generalidade desta communica-
ria discutida e approvase o addiamen-
to.
Ha approvada sem debate em primeira
e segunda discussio e passa a terceira a
resolucao que approva a tenca de i2o reis
annuaes concedida pelo governo ao coro-
nel graduado Jos Olinto deCarvalho.
3." parte.
ci entende o senado que se acho digna-
mente desvanecidas todas e quie^qaer des-
ntelligencias que existissem entre o gabine-
te imperial e o governo de algumas naces.
" Com igual prsxer ouvio tambem o sena-
do acharem-se removidos os motivos que
parecio fazer suspeitar da perfeita intelli
gencia entre o gabinete imperial e a S S ,
c
em
Segue-se a terceira discussio da resolu- por se persuadir de qu oeste negocio sa re-
ion. 46 de t838 concedendo loteras alisarlo as promessas de V. M. 1., quando
m beneficio das fabricas de Andr Gail- | na sessio passada nosassegurou que os mei-
lard e de Joaquim Jos da Silva conjun- os empregadoa para este fim nf o desmerece-
ctamentecom o artigo additivo do Sr. mar- > rifo a acquiescenciadosespirttos maisescru-
quezdo Barbacena, approtado na segunda pulosos, nem aventurariio a dignidade da
discussio. j coroa.
Le-se bum requerimento de Zeferino| "Doloroso porem foi ouvirque ainda in-
Ferrez, pretendendo o mesmo favor para felizmente continua va a guerra civil na pro-
huma fabrica de idntica manufactua a-I incia deS. Pedro do Rio-Grande do Su!,
compsnbado de amostras.
a despeito de tantos e tao grandes sacril- > cidada Brasileiro..
a constituicio do imperio a empregar*'
todo o zelo e eficacia no melhoramantod >
meio circulante na revi iu d.ts leis pe-
nacs e na organisacio de bum mellior sis-
tema de instrucco publica, segundo ha
recommendado por V. M. J. Mas reco
nhecendo que s no seio da administra-
90 se podem exactamente conceller u con-
venientemente preparar projertos de to al -
ta importancia espera para dar principio
a aeus trabalhos a eatu respeito, pelas pro -
postas do governo imperial.
Paco do senado, lodemaiode a83g.
Alvea Branco M. de Barbacena. __
M. de i'aranagua.
Fica sobre a mesa para ser discutido,
depois de impresso na folha da casa. -
4*" parte.
Continua a segunda discussio adiiada
em a8 desetembro de i8j^, da resoluc.
que auctorisa o governo a remunerar os ser-
vicos de Pedro Pereira Correu de Sana,
conjunctamente com a emenda ubstituti-
va do Snr. Alves Branco, apoiada ero in
do dito mez.
Sem debate he approvada a referida e>
menda, para passar a terceira discus-
sio.
5. parte.
He igualmente sem debate approvada em
segunda discussio para passar a terceira,
resolugio que approva a pensio concedida
a D. Custodia Joaquina do Livramento.
Esgotada a orden do dia o Snr. pre-
sidente da* para a da sessio seguinte :
teiceira discusso do projecto de lei A R,
de i836, sobre attribuicdes do regente:
primeira discussa5 daresoluca de i835,
concedendo amnista para o P^ra' e \1<-
ranba.
Continuaca da primeira discussio da re-
solucao A J 1837, sobre destacamentos da
guarda nacional ; segunda dlscus-a da re-
solucao sobre a teosa do coronel Carlos Jo-
ze de Mello 5 primeira e segunda (Iscussmi
daresoluca de 1837, declarando aP*ulo
Antonio de Faria no goso dos direitos do
Tendo o Snr. presidente declarado cioa que o corpo legislativo tem feito para
que a discusso seria por artigos, come- habilitar o governo a restabelecer a ordem
cou-se pelo primeiro, relativo a fabrica de naquetla provincia.
Andr Gallard. "Senbor, he melanclica semelbante
Falli na materia os Snrs. Hollanda posico; mas o senado ainda confia em
Cavalcanti e Ferreira de Mello; sus ul-
timo manda a mesa o seguinte requeri-
mento :
Requeiro que o projecto volte a corp-
misso com o requerimento que hoje sa
apresentou sobre admica pretenco. _
Fereira de Mello.
He apoado e posto em discusso, fican-
dtrsostadaa daresoluca.
Tomo parte nesta discusso os Snrs.
Saturnino, Carneiro de Campos, Rodri-
gues de Carvalho, Ferreira de Mello, Al-
buquorqu Hollauda Cavalcanti, e Ver-
gutiro.
Julgida discutida a materia, approva-se
que mediante o auxilio do Supremo Regu-
lador das naces huma poltica noais
bem combinada e convenientemente sus-
tentada restaurara' em breve a paz e con-
cordia entre os filhos da mesma familia,
para oque rouito con correr' o espirito de
oidem que, no entender do gabinete
imperial, se manifesta as outras provin-
cias.
*' O senado nio duvidara' mesmo (se se
mostrar preciso) 'a'er em apoio dessa po-
ltica novos sacrificios penetrado como
esu' deque o primeiro a principal de se-
lus deveres he sustentar a monarqua cons-
titucional, e por ella a reuuio de tudui
Levanta-se a sesso as duas horas da
tarde.
PERNAMBDCO.
COMMANDO DAS ARMAS.
Nio tendo at' o presente comparecido
as viovas e orfaos de P, e Mai do
Militares falecidos na Campauha ultima da
Baha, para reetberem a'parta da sub.-
crpc*5 em favor das rnesmas oBereeida
pelo Snr. Empresario j Tbeatro desta
Cidade j talvez por nio lerem tido conhe-
cimento do annoncio publicado pelo Diaria
do Pernambuco em Marco deste anuo ja
repelido no mesmo Diario num. iiij de i
do corrate mez manda o Exo. Sr. Cutaa
maodantd las Armas, decjulormiiade coa
MUTILADO


-i
, -^nBaBmBaMbww iwmiiw iii i
s in-sinOreofn qr*" semelbant* WSpita
rocheo o Sor. P afeit A* Coroarc ,
publicar novameate a relaca des felecM' -
naouelli Campanha e convidar neo 5
s nie-iinas viuvas, e orfos; como s-M-m.
e irruas dos falecidos a romparecprem
A o dia ultimo de Julho deste ooo a
fien de receberem ou roandarem rec-tar
cquantilativo que I lies houver de tocar,
devendo tanto urnas como < utras apre-
zentarem documentos, que as tornem pa-
ra isso habilitadas e redera os abjc9
qae por ventora possa appareecr.
S^cetaiia Militar em Peioambuco >4
de Junho de i83g.
Fiaucisco Camello Pesaoa de Lac*rda.
Secretario Militar.
Rellacadas Pracas de Primeira Liaba es
di- Sonta sol Jado que foi do 3. Bata-
Ihfo d'Artilheria para mandar pagir-lhe
pela maoeira establecida os vencimentos
militares que Ihe torea* devidos.
Portara- Ao Collcclor de Diversas Ren-
das dos Municipios de Iguarass e fiama-
rac declaiando-lhe que os Predios Ur-
biaos pertencentes as Cmaras Manicipa-
es esta sojeitos ao pagamento da Decima ;
por que segundo a disposica do art. 5i
6. da Carta de L*i da 15 deNovembro
de 1631 f sao izeotos della os U 'pitaes
de Cnidade.
Expedienta do da 14.
Oficio Ao Exm, Presidente da Pro-
vincia ponderando Ihe que na5 lendo a
casa em que se acha presentemente a Con-
Ilacauaas iracas ae i-rimcira l,ui- T 2, 7 i fld
pedicion.riai a Provincia da Babia que judoria Provincial espaco nao cmodo
falescera em combate, ou que senda
ftidas pe/ecerao nos Hospitses desde 6
de Janeiro de SS? al a estauaca
da Capital.
4. Corpo d'Artilheris de Pcsica.
suficiente para nella se arrinjar a respe-
ctiva Thesouraria pode-se augmentar 'a
rnesma casa com o alto da Capella mt
da Igreja onde se acha a Aula do ensino
motuo visto que esta obra conforme a
iulormaca do laspector das Obras Pu-
blicas pode com facilidade ser feita seo
1. Sargento Marcelino Acolino de Bar- | projaio do espaco que oceopj dita Aula,
ros moVto no dia 5 de Marco. D.to Ao Comm.ndante das Armas
Soldados Francisco Cacillo l'Assump-com o requerimento de Agoslinho Jos de
c.5 ferido a .3 de Marco morreo a 3 Oliveira para mandar pagar-lhe o venc-
en m0.m mritos militares que Ihe foreo devidos.
uo rrjtaffio. _~ i j i j mi
Cabo MiBfel Pedro Corieia morto no \ Dito Ao Inspector do Arsedal da Me-
dia 16 de Janeiro. | rinha para dar as providencias pira serem
Soldado Francisco Jos de S^nta Anna I remettidos a Thesouraria os documento*
ferido a 17 de Fevereiro morreo a al do j e orig.naes de desposa do mesmo Arsenal
' ,,, ,, A Yl.in nlimn afitl (1- tefl'm O
mesmo.
Dito Joa6 Pereira Ncpomucno den a
i3 de Marco morreo a ag de Ab'il.
Dito Manoel Ignacio Moreira morto no
dia 17 de Fevereiro.
Dito Jos Fraucico Pereira da Silva ,
idoo ideo.
7. Batalha de C&cadcres.
i. Comp. Soldado. Antonio Alves de
Lima ferido a 6 de Janeiro morre a
11 do mesmo.
Dita dito; Antonio Pedroso idem a
g de Janeiro morreo a 10.
Dita dito. FelippeJose de Sonza 6-
rido a 17 de Fevereiro, morreio 110 mes-
mo dia.
Dita dito. Joj Jos da Silva, morto a
i3 de Muco.
a. Dita Soldado. Antonio Alvts mor-
to a 18 de Fevereiro.
Dita dito. Manoel Francisco da Silva,
idem a i5 de Marco.
3. Comp. I. Sargento. Jo* Evange-
liza de Moura idem a i/f de Marco.
Dita 1. Cadete. Manuel Quitina, idem
a i4 de Fevereiro.
Dita Soldado. Manoel Joo idem a
16 de Janeiro.
Dita dito. Manoel Ignacio do Nasc-
mento ferido a 17 de Fevereiro, morreo
a aa.
Dita dito. Francisco Flix morto a
18 de Fevereiro.
Dita dito. Lino Joie Eufrasio morto
a i3 de Marco.
4. Comp. Furriel. Antonio Alves
Couceiro morto a i5 de Marco.
., ,,._ .., ..,
do mez de Maio ultimo ao de tereo o
necessario andamento os trabalhos para a
formatura do Balanco, e Balancetes que
lera de serem remettidos aoTiibunal do
Thcsouro Publico Nacional.
Diversas Reparticoens
. ~-~
..
TRIBUNAL DA RELLACAO.
Sessio do dia i5 de Junho de 1889.
Na appelUca Cirel do Juiso de D-reito
da [a. Vara dr Civel appellanie Jos do
j Reg B3rros e appellado Manoel Ignacio
Fialho, Escriva Ferreirs ; se jolgou pe-
la confirmica da sentenca recorrida.
Na appe!lac5 Civel do Juiso de Direito
da Comarca do Brejo de rea appellante
Manoel Jos da Silva e appellado Pd ro
de Moraes Magalhaens EscnvaS Bandei-
ra ; se julgou pela confirmc5 da senten-
ca appellada.
Os Embargos de Manoel Rodrigues da
Paes oppostos ao afccord-5contra elle pro-
ferido na causa de sppellsci dest Cida-
de Escriva Posthumo ; em que he em-
bargado Jos Rodrigues da Paz ; for*5
dispresados, e se mandou cumpriroac-
cordad embargado.
ALFANDEGA DAS FAZENDAS.
O Brigue Hamburguez Johinnes viu-
do do Ha raburgo entrado em i4 do corren-
servas 3 embrulhos com gaztas 1 caix
com cartas de jogar 1 diti cora carne %
embr.ilbos com Misa, 7 d tos ignora se a
barricas dito 1 sseco cum frutas secas.
MEZA DOCQNSULADOi
_ A Pacta be a mesma do ouao. 120.
PREFElTURAi
Parte do dia 14 de Junho de 1839.
Illm. e Exm. Snr. Forao presos hon-
tem a minba ordem ewtiverio heje des-
tino .- Francisco preto liberto pelo
Sub-Prefrtito da Fregoesia de S. Antonio,
por ter espaucado a orna preta no lugar
da Ribeira ; Francisco Ricardo semi-
hranco pela patrulha do districto das 5
Ponas por ter sido mcontrado noile
com urna porca de sebonhos furtados ;
Juj preto escravo de Minoel Antonio
(! Almeida por um soldado do Corpo
Policial, por havel-o insultado; Manoel
Cirneiro da Silva tambem preto, pelo
Sub-Prefeito da Fregoesia dos A Rogados,
por ser desertor do Brigue Nictheroy ;
Antonio Balbino e Romo Gomes par-
dos pelo bub-Prefeito da Freguesia de S.
Pedro Mrtir este por suppol-o desertor
de Marinha e a quelle par nao ter em-
prego til e ser orfo e, estar as cir-
cunstancias de ser remettido para a Escola
de Mariuha.
E' o que consta das partes boje recebi-
das nesta Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Preftitura da
Comarca do Recife 14 de Junho de
i83}. Ulm. e Exm. Sr. Francisco do Re-
g Barros Presidente .da Provincia.
Francisco Antonio do S Barreto l're-
feito da Comarca.
i:.
Parte do da i5.
Illm. e Exm. Snr. Das partes boje
recebidas por mim consta somente que fo-
rao presos hontem a miuha ordem : Fran-
cisco Jos preto pelo Sub-Prefeito da
Freguesia de S. Antonio por ser encontra-
do com urna pequea troxa de roupa e
fasar-se suspeito de ter fu rudo e Jofo
Francisco Sueco por um soldado de Po-
lica por denuncia de ser desertor do Bri-
gue Nictheroy cu jos presos liveio o con-
veniente destino.
Daos Guarde a V. Exc. Prefeilura da
Comarca do Recife i5 de Junho de 1839.
Correspondencia
por vos desconheci las apezar de ja exis-
tirem Ramean Gluck Piccini Lulh ,
Rousseau, eoutros, de cojos no mes me
nio record agir.
Ah Snrs. Redactores que g'oria pi-
ra Pernambuco, quando vir os Sf-us filiaos,
lirados da 'humilde poiico', em que se
ach elavarem-se aos distintos ligares de
bmo, contrallo tenor atiple Qae
siifaca terei eu que risadas dar a mi-
nli 1 Dona quando virmos o nosso Joa
tocando rbec.5-g>-ande ; o nosso Mlneco
locando rabeca j o Tnico frauta -y o.Qain-
quim clarineta ; e o nosso Zi ( que em-
pre teve 'vocaca' para a muzica ) compon-
do no curso detre annos um oficio ,
melhor que o de Divid Peres para ser
ctotado no anniversario do dfuuto seu 1-
v que Deus o chame l .'
Sars. Redactores, unamo-nos devota-
mente e pecamo- a Deus que este 'Con-
servatorio' se 'conserve' ; eque nao succe-
da o qua vemos com todas as couias qae
por abi se nos promettem e nunca se rea-
lizad. Meu Deus 'conservai' o 'Conser-
vatorio* Conservare digneris le rega-
mos audi nos. 9
Eu sou .
O Mestre de Canto-chao.
Variedades.
Ouceiro mono a 1 o e nnitu. :uo u? naiuuurgunuuauv cu. ii|vUi,pu-
Dita Cabo. Thonuz Laueulino, idem a 1 (e Capita J. P. Gagzo consignado a N.
_ A~ 1.__^.a fkit \\ aKup Sj 'rmn.
l de Janeiro.
Dita Soldado. Francisco Alves das Cha-
gas moitoa i4 de Fevereiro.
Dita dito. Antonio de Reende morto
a 14 de Marco.
5. Comp. I. Sargento. Jos Gomes de
Oliveira morto a aa de Feverewo.
6. Comp. Soldado. Manoel Luiz de
Faria morto a 6 de Janeiro.
Dita dilo. Antonio Jos Castor morto
a 17 de Fevereiro.
Dita dito Joa Jos de Santa Anna ,
tsoito a la de Marco.
n. Comp. Soldado. Antonio Pedro da
Silva morto a 18 de Marco.
8. Comp. Dito. Jote Germano Alves,
morto a i4 de Feveieuo.
Dita Aggregado. Francisco Jos mor-
to a i3 de Marco.
THEZORARIA DA PROVINCIA.
Expediente do dia ia de Junho.
CBioo Ao Corumandautadas Armas
cem o lequerimento de Francisco Mantel
Ott. Beber & Ccmp
Mauifestou o seguinte.
43 Caixas com ferr?gens 24 barricas
cam ditas a5 caixas com fasendas a ditas
com fitas 7 ditas com pertences para cha-
peos 10 ditas com queijos 5o ditas com mo-
vis 11 ditas com cartas de jogar 1 barrica
com salame 1 caixa com conservas 1 barri-
ca com ditas 1 barril com vinbo 39 c.ixas
com miudesis 18 gigos com garrafas va-
zias 15 caixas com drogas 4 fardos com
ditas 7 barricas com ditas 5o ditas coo
srv?ja 3 caixas com vinho 310 barricas
de polaca 6 caixas com pennas de escrever 1
embrulhc com livros 1a barricas com bi-
xas a embrulbos cora amostras 4 caixas com
ve Us de cera 6 ditas com cera a barricas
com azem % caixas com couros de lustro 5
fardos com pelucia a ditos com papel 1
caixa com retrato I gigo com nabos 1 lata
com agoa-raz 1 barril com oleo % ditas com
baUxiuhas a ditas com carne 4fi fumo i34
barncjs c;m ginebra aooo garrafoens vasi-
! os 100 saceos com farellos 10 pipas com vi-
nagre 1 caixa corname.
Fo-.a do Manifeato.
a Ciixai com vinbo 6 barris com con-
O1AL0C0 DOS VIVOS, E DOS MORTOS.
(Sobre a raia dos duus mundos)
Miiabeau e Mr. de Serr.
A noticia dos tristes debates qoe egita-
va a Franca tinha chegado a o conheci-
mentodeMr. de Serr e havia destruido
os primeiros efifeitos desta salular influei.-
cia que o doce clima de Nieta eaeree so-
bre assaudes delicadas a febre, e o insom-
nio tinhio vindo aldngir suss vigilias, e
entregar a longas e penosas mediUces as
horas nocturnas, que ellas n-ubavaS a o
somno. Como, exclamoo elle lancando
alternativamenta as vistas sobre du.s bro-
churaB (das quaes orna tioba capa azul, e
outra branca) como finalizar esta luta en-
tre a liberdade a o poder absoluto ? Eatre
os mercases amigos, e os novos internase* f
Quera vencer, o direito, 00 a forca t
Quera suecumbif os oligarebicos ou os
povos ?
Os povos so iramortaes soa dura-
Co nio conhece outro limite que no seja
o do mundo mesmo, respondeo com urna
voz spera e accentuada cora vehemencia,
um homem cuja presenca repentina devia
inspirar espanto e temor. Dbaixo d u-
ma testa larga, e saliente, onde se desen-
volvi todos os signaes de corugem e de
vastos pensamentos, estava encovados
dousolhos, que sciotillavaS o rogo do ge-
nio ; bem que elle era grosso do corpo e
espadando coo todo nio estava isto em
proporco com a grossura de sua cabeca ,
que mais grossa pareca pelo luxo de su
cabelheira. Uma especie de riso que r-
favt sobre os seus labios, atinunciava me-
nos o desdem e a firmeza de carcter que
o sentimento intimo d'i superoridade ig-
contestavel. Mr. de Serr conheceo Mira-
be. u.
Mirabeau. Tonbo penetrado o vossol
pensamento conheco vossas dovidas ,"* 9
posso esclarecel-as ... Vos vos calaes ? ...,
Eu tambem entendo o vosso silencio. PouW

Snrs. Redactores. Estou pateta por
ver a nossa patria como em ta pouco
lempo tem subido a tomar asseoto na
cpula do tempo da fama onde mesmo
nao tem podido chegar os mais celebres
paizes da Europa !
A lempos,, que, por felicidade nossa ,
tem vindo la da outra banda do rio ho-
mens que tirio denles sem dor; homens,
que em contrariedade ao castigo que
Deus fulmiuou contra as mulheres pela go-
lodice de nossa primeira mai, tambem se-
sea parir sem dor ; homens que da
memoria ; homeus que d guorautes fa-
zem sabits completos, com miior pres-
teza do que o Espirito Santo fuz de pobres
pescadores. Apostlos subios era todas as
materias e em todas as liogoas ; homens, cu lamoen enienuo o o" -*-
que, mais valenles que Atlas sao capa- | eos homens, na sua vida privada tem,da>
zes de carregar o mundo as costas j ho-I do mais pretextos calumnia mais |
n mens que voio por esses ares de meu
Deus mais ligeiros que Icaro ; homens
finalmente, que mais melodiosos que
Orpheo fasem nascef sobre o Solo Per-
uambucauoa armona, a modulcaS,eo
accordo; fasendo desaparecer d'entre nos
o 'charlatanismo' e a nscessidade d'uma
escola especulativa, pitica de mtnica.
Manes do grande Luiz Alvares se vos
fosse concedido, como o foi a Earydice, dei-
xar por algum teapo a habilaca dos mor-
ios que de novos solfejos nao aprende-
neis vos no 'Conservatorio de Muzica, an-
nunciado no Diario de xa do correte ?
Como vos nao correra a baba por ver de-
monstradas cum melhodo novamante cor-
recto e eau-ndado s leis da harmona ,
maledicencia ; porem que homem publiV
co que escriptor pode honrar-se den.^
corajosos sentimentos de desejos mais d
interessads, d'fta alma raiior, e d'um 01
racler mais inexivel ?
Mr. de Serr. Os morios devem ser
credilados 5 mas confassar-vos-hei, Mr.
Mirabeau que menos me espauta nMd
momento a visita d um libertino illastre,
que a d'um tribuno faccioso.
Mirabeau. O eloqfente defensor da l- 1
berdadeda imprensa tafia por ventura adop,
tado, sem exime, as calumnias d'algons
homens interessidas, que rae no perdo.'
o ter eu detronado os abusos de que vfc
via? 1
Mr, de Serr. E s os abusos Jbr
orai


DIARIO DE P E
5;
R N A M B U C O
-*

retronados ? Eo fnebre v, que, neste
momento cobre a Franca. nao tos trar
a memoria aquelle dia fatal ? ...
Mirabeau. -_ Eo j nao exista ento ;
porem tinba anticipadamente protestado
contra um nttpuudo, C'ja fonte, segundo a
minba opiniio, deveria nascer dos meios
cxcessivos qae empregan as daas fac-
c5es inimigas.
Mr. de Serr. Com effeito ainda hoje
me lembro das ultimas patarras, que pro-
nunciante da tribunal
Eu combates ei os facciosos seja qual
for o lado em que elles pstej*5. a
Mirabeau. __ Meo amigos nao compre-
hendera5 bem o rem pensamento e meus
inroigos.fingira que o enlndtaS no sen-
tido qae Ihes era favoravel: em vea de
continuar ni sustentscio dos direitos do po-
vo comro'etli a falta de desputar a minha
popula ridade com os que procuraran roa-
bar ma 5 e se a morte me nio titease as-
saltado nesfa falsa derrota eu nio sei, on-
de esta popularidade ter-me-ia conduzido.
Mr. de Serr. Ella ter-vos-ia conduci-
do para a auctoridade legitima. .
Mirabeau. Eu nunca a descohect
coro de sas mata preciosas prerog^tiraj.
Nio era mais o principe quem aomeeva
os magistrados.
Mirabeau, A infl jncia directa dos go
vernos sobre o poder judiciil, o attribu-
to do despotismo.
Mr. de Serr. -, Tambem o temos nj
subtrahido esta influencia pela instituicio
do jury.
Mirabeau. V saben nelhor, que
ninpaenj. que os jurados, scolhidos pelo
poder, nao sao, nena podem ser mais que
commissarios.
Mr. de Serr. Queris vi entregar a
jnica a os erros da sorte?
Mirabeau. Meno temo estes erros,
que as paixdes dos hftens.
Mr. de Serr. O inconveniente da es-
colha dos jurados compensado pela ina-
morblidade dosjuizes.
Mirabeau. Um vivo, um orto nao
tem interesse em illuilirem se; ae boa f,
que n argumentamos; demos por tanto
s palavras a sua verdadeira sigoificacio.
Pensis v&s, q* p le ser quahficado^ de
inamovivel na joiz, que pode pissar d'um
tribunal inferior a outro superior j que de
-Mr-de S^rre. Nem m.-smo, quando simples juta, com cinco mil francos, de
dirigales a M. de Bri essas patarras au- j ordenado, pode passar a ser procurador do
dacss que tem avocado todas as potencias re com dez mil francos; e de procurador
da revolucio ? j do re presidente d'um tribunal real ? Por
Mirabeau. Que de reprehensivel en- toda a parte, onde um homem se encon-
contrais ros nestas palavras que tem sido (rar conocido entre o temor, e a esperan-
tuntas vezes repetidas, e que lalrez bem o c, t e necessidade a sua conducta deve so-
tenhso merecido? Os dputados de quem frer movimento desassocego e oscilta-
me constitui orgio, era os eleitos e os cg0,
mandatarios da naci ; elles faziid parle Mr. de Serr. Mr. de Mirabeau, dei-
dos estados geraes, e, no sistema mesmo xai nos aproveitar d'a funestissima expe-
do governo, que os havia convocado, rienda ; o primeiro interesse da sociedade
nenhum poder estava cima d'elles. consiste em ser o poder forte e temido.
Mr. de Serr. Vos nio pertendeis Mirabeau, Se elle for justo monsieur,
certamente fundar sobre iguaes principios e amado sera sempre fortissimo : o temor
vosso respeilo para com asoprema auctori- exclue o amor e de todos os reinados o
dade.
Mirabeau. O roeamo respeito resiste a
oppressSo, e eu me nie apartava d'elle ,
qoando repellia, com toda a vehemencia
da minha alma o insulto feito repre-
maia curto o do temor.
Mr. de Serr, Assim como de todas as
tiranas a mais ntolerarl a da multidio.
Mirabeau. Infeliz do povo, que se a-
cba reduzido a escolber entre o despotismo,
sentacio nacional, que tambera a ma- e a anarcbia Ambos aoppoe a ausencia de
todo o governo.
Mr. de Serr. Temos j passado por
ests dous astados, e descansamos presen-
temente a o abrigo d'S carta constitucio-
nal na qual o principe o povo encon-
trad tta mutua garanta.
Mirabeau. Grecas trez funestas les ,
jestade.
Mr. de Serr. Jutga-se o principio pe-
tas consequencias. O juramento de 3 de
Jim lio nao produzio os dias fataes de 5 e
de 6 de Outubro ?
Mirabeau.De certo que nio; e vos
tendes multo espirito, e moi boa f para
julgal-o : fora6 os g'itos dos homens privi- das quaes a segundo dizero e obra vos-
legiados t fora as ameicas da aristocracia ,' sa ; a existencia pollica da Franca esta no-
foi a esperanca, altamente annanciada por r a mente compromettida e a independen-
ella de resaicir as suas usurpaces, que el- cia da tribuna todo, quanto vOs resta des-
la ehamava seos direitos de dtrtttr nova-; sa liberdade adquirida a oreco de tantos
mente a nacoem ddus povos oppressor^s, cobates esforcos e sacii oa.
e opprimidos fui o aspecto d'a soldadesca
ameacadora em torno da capital, que pio-
Mr. de Serr. Nao sendo a liberdada
mais que um escudo querem fazer d'ella
vocaraS ainsurrtecio, da qual vos quei- aeapada. m genio tal, comoodogran-
xaes : eu nio negarei que o enthusiasmo de Mirabeau nio pode ignorar, de que pe-
da liberdade aio tenba tido parle nestas i rigosas interprelaces sio suscepliveu estas
desordens ; pois se o dispotismo tem suas I palavras mgicas de povo, igualdade, in-
violencias se a aristocracia tem seus furo-
res o patriotismo tem seos excessos.
Mr. de Serr. E a ambicio aeus tee
dependencia,
Mirabeau. Qoando um arauto de Fla-
raiuio vaneando para o meio dos Gregos,
brosos' mstenos .... Mas, sobre esle pon- que se tinba ajuntado para a celebraclo
to, vos tendes sido justificado pala assem- dos jogos tathmico*, pronunciou aipi-
btaa ; talvez tenba ella julgado que o seo
primeiro orador tinba nesta scena re-
presentado o papel de segunda personagem.
Mirabeau. Um tal pensamento tena si-
do ao mesmo lempo, i calumnia, e
um absurdo; os homens taes, comoeu,
nao sao os segundos de ninguem ; elles po-
dem saenficar-se i morte para fundar a li-
beidade d'um grande povo, mas nio para
aatisfazer h ambicio subaltorna ; a minha
era firme e desinteressada ; eu morri po -
bre e os meus fuueraea faraS feitos cusa
do estado.
Mr. deSerre. Se fallasseis a outrem ,
tenis dito da repblica ; pois j entlo
i> existia a monarchia ; %i tinbeis leva-
doxom voco oa leus trapos.
Mirabeau. A mim se imputou esta or-
gulhosa loucura; e eu me aflijo com ver-
vos repelil-a: no momento, em que dei-
xei de vivar a verba monarchia de Luiz
XIV bavia experimentado grandes mudan-
caa ; porem todas as columnas do antgo e-
ificio efttavsS em p ; pos haviamos reli-
giosameateconservado ludo, quaulo eslava
legtimamente establecido. -
Mr. de Serr. Vos tenlles dotado a re-
aleza com o vastado deNesso, despindo a
lavras: Esto iirres, e forros do jugo ,
os Corinlbios, os Locrios os povos da
Phocide, dailbaEubea, Achaia, Mage
sia Tbessalia e Pbihia, para riverem se-
gundo as leis a em plena liberdade : os
regos fizeraS repetir esUs patavraa, e,
depois de lerem-nas ouvido segunda vez,
dera lo grandes gritos, e se entregara a
transportes de alegra, lio extraordinarios ,
que vio se fcilmente diz Plutarco, que
no joizo de todos os homens a liberdade
o primeiro dos bens.
Mr. de Serr. Plutarco tambem diz ,
que a liberdade um licor embriagante ,
que nio deve ser dado tal qual a os povos
viciados ; e Rousseau, que a achava bem
paga pelo sangue d'ttm s homem, de cer-
to olo a quererla pelo prtco, que ella nos
custa.
Mirabeau. Anda menos t-'na elle coa-
sentido que se roubasse um bem, qOe tf o
caro tem custado. *
Mr. de Serr. Conbeceis ys um meio
de ensinar a o povo o destuguir a liberda-
de da licenca ?
Mirabeau. Sei: o meio nio confun-
dir a liberdade com a licenca: os gover-
uos temem o poro, como o mo escadsiro
teme o eavallo vigoroso, quando rinche, e
d patadas ; elle grita ameaca-o com o
azurraguena mo, eo rende fogovp, en
vez da tornal o dcil. Uns querem prp'a-
ger o povo que s quer ser protegido pela
lei ; outros temem quando pronuncia o
sea nome, despertar n'elle o sentmento de
sua for?a e induzil-o a fazer d'ella'um uzo
pergoso. Os Inglezej, e s Americanos se
tem mostrado mais habis polticos consa-
grando as suas leis e nstituicSs o nomo
do povo. CJm grande ministro nio pen-
soahumilhar, oa enfraquecer a majettade
real, fallando da majeHade do povo In-
glez. Lord Chatam sabia que nio o o
gulbo nem mesmo a agitacio do pavo que
se deVe temer mas o sea descanso absolu-
to. O mais irresstvel dos poderes, que o
povo pode ejercer o de nio querer servir.
Mr. de Serr. Esla mesma reensteo
nio poder ser considerada, como fia re
bellilo, e o conaelho, que for dado a este
respeito, com Oa provocado a revolta ?
Nio o vapor, quesexala, maa o que se
condeoaa ase enrola no vaso, que o con-
ten aquelle cuja explosio temivel.
Mirabeau. Sem dexar a figura, de
baxo da qual vs appresenlaes esta verdade
d'um modo lio engenhoso, direi : Para
que feixar toda as sabidas por onde es es
vapores de liberdade podem escapar-se sem
fracasso ? Para que dar imprenaa outro
estorvos, que nio seja6 os das leis ? Para
que por cadeias ao pensamento ?
Mr. de Serr. Resta-lbe aberta a tri-
buna.
Mirobeau. Ella tambem sufocada pe-
los gritos de ordem do dia de questo
preliminar. Na nossa assemblea consti-
tuate, as opinies erad verdaderamente
livres. Cuales era escalado se nao com
o mesmo favor a o menos com a mesma
ottencio que I^fayette : o presidente po-
da nio ser exempto de repugnancias e de
predilecces mas *>ra de sua honra mos-
trar-se imparcial. Nada de preferencias in-
juriosas nada de patarras altivas : ros vos
tinbeis ensatado para renovar ste nobre
expropio ; maa porque nio tem elle perseve-
rado sempre ? Que ministro teria ousado
responder com arrogancia eaFectar, em
presencj dos deputados do povo Francas .
um poder delegado que cessava no mo-
mento, em que elle, entrando o lumiar
da nossa cmara, nada tinba mais do que
responder s qaestSes, qae a assemblea
julgava a proposito fazer ?
Mr. de Serr. \ carta, qae rece pre-
sentemente a Franca d ao ministro alti
tude mais conforme majestada do princi-
pe de quem elle orgo; o governo nio
pode ser forte, se nio em quanto os mi-
nistros que d'elle fizem parte souberem
inspirar o comedimento, o temor, e qaase
que digo o terror do respeito.
Mirabeau. Vos iorocaes a favor do
despotismo ministerial, sentimenlos, que
nio lio devidos senolei, a a liberdade .*
tendes debaixo dos olhos o exampio d'Ingla-
terra.
Mr. de Serr. A liberdade Francesa
mui joven para tantas consideracdas.
Mirabeau. Seus deffensores nio oslo
tanto, e crede-me nio este um dos
menores vicios do vosso novo pacto social.
E' penoso, que se nio ouca6 na tribuna na-
cional mais qoe vozes pela maior parte en-
fraquecidas. A mocidade do homem a i-
dade das magnnimas inspiracoes das re-
soluces corajosas e das virtudes patriti-
cas. Qasndo principiamos acontar os an-
noa que temoa vivido, nio pensamos
mais do que na couservacio dos qae nos
fallada virer. Eu, ajada joven no mo-
mento em que apparecen a rerolucao ti-
nha coragem para um seculo ; e eu nio ti-
nha mais a viver do que tres aonos. u
fui o primeiro que rompi a paz da escra-
vidio attaqaei o dogma d eteraidade dos
privilegios e mnba voz poderosa desper-
lou em todos os coraedes a liberdade. Sus-
tentculo do trono que a aristocracia que
o tinba abalado at nos seus mesmos funda-
mentos aecusava-me de querer destruir ,
eu emprebendi de Ihe dar a constituica
por Base eu afrontei os vios clamores aa
protesUces injuriosas, as aaneacas ardan-
lea todas essaa convalides do orgulho of-
fedido a dos prejuizos expirautes. Em
a assemblea, onda se encontrar ao reuni-
dos como por milagre, tantos horneas de
bem de genio e de coragem poltica a
liberdade coatara com orgulho entre seus
defensores o melhor d'esta immortal assem-
blea otre os quaes tinh*5 primeira or-
dem Tbouret, Chapelier Barnave, A-
drien Duport, Lamelh, Regnault de Sa-
int-Jeao-d'Angely Monnier Noailles ,
Mathien da Montmorency quena se de-
ve a abolicad da nobreza Lafarett edu-
cado na escala da liberdade Americana a
8u que Intei corpo a corpo com o des-
noti-mo contra o qual se armava enia a
Franca inleira- Todos estes jovens adorav
dores, que enobreciad a tribuna havi6
entre ros fundado a liberdade debaixo do
abrigo do trono.
Mr. de Serr. O tormento revolucio-
nario tem destruido a liberdade e o tru-
no ; e> quando, depois de trinta annos ,
fomos chamados a restabelecel-as deveis
vos ceosurar as precauces que havemo
tomado para gerantil-as do flagello da anar-
cbia cuja voracidade as deixasles entre-
gues ?
Mirabeau. Nio certamente ; louvo vossas intences e rendo justica a os roa-
sos talentos : de todos os ministros que
tem sido nomeadoa no espaco destes cincu
annos trez somente se tem mostrado dig-
nos da confianca do monarca e da naci;
vos terieia merecido figurar a sua frente ,
se livesseis sido comprehendido em sua
desgraca ; mas os ltimos actos de vossi
adminalraco tem engaado aa esperanca
da patria : tendes prestado o socorro do
vossa eloquencia a os inimigos da-hberdade ,
e rossos altimos esfor?os tem abalado na
lei daa eleices a columna sobro que
doscancava o edefico social.
Mr. de Serr; A Franca e a Europa
invocio altamente o descanco e por islo
cri ser necessario compral-a visto nio po-
der conquistal-a.
Mirabeau. Oa exteroa oa inlerna-
menta a paz durarel nio pode ter ou-
tra garanta que nio seja a juslica e a
estabelidade daa iostitucea ; alta nio po-
de ja mais ser obra destes homens de todos
os podares que recebem do gesto d'um
ministro sua opiniio o sua consciencia e
qae to com oa olhos baixoa e a mi
levantada depr sua esfera aduladora ni
urna dos vossos destinos.
A gloria da tribuna tem coberto os erro
de meus primeiros annos ; depois quan-
taa existencias honrosas se tem desacredi-
tado sobre os bancos mercenarios Eu nio
conbeco opioies dignas de despiezo se
nio aquellas que nio se firmio em prin-
cipios.
Mr. de Serr. Mesmo adoptada esta
proposicao os priocipioa por ventura nio
sio de sua natureza vaiiaveia como os ca-
racteres e os interesses, qua os produ-
sem ?
Mirabeau. Esla questio mais subtil ,
que solida. Aqnillo que deseja o povo
Francez aquillu que desajio os poro
da Europa nio pode ser objecto d'a du-
vida : todo aspirio a liberdade civil; os
mais adiantados reclamio a liberdade politi-
tica e estes formio entre s ama especi
de sociedade de seguro cujo soccono
implorado pelos outros. O fanatismo so
nio tem infastiado da regia ; os perigo*
da liberdada tambem nio lem feito com q'.
d'ella se aborreci as naces que a tem
goaado, e tornars mais ardente o deaej<
daqaellas que nio tem ainda conhecido
os seus favoies.
A Polonia ja sa tem apossado do seu si-
mulacro ; a Suecia encontra a sua garanta
no rei, qoa ella escalheo; a liberdada
Um sido promettda Prassia que d'ella
aa nio esqoecer ; errante sobra as mar-
geos do Rbin ja dous estados da Aleme,
uha Ihe oflerecem um asilo : a Blgica
tem-na entrevistas ; a Ausonia suspira pe-
la sua volta entretanto que a peninsata
Espaobola ve com alegra flotoarem seus
estandartes pacficos sobra as suas margena,
lautas veses libertadas.
Mr. de Serr 4 Voa acabis de coo-
fessar, que a Europa acba-se as veaperas
d'um incendio geral. fcPortanto todos os
tronos esto em perigo? 'Mirabeau.' -
A realesa nada tem a lemer, i o despotis-
mo o amoscado. O curso inreocial do
seculo a das luzes onduz os povos para a
monarchia const.tuc.onal. O atada da
cousas tal, que oa ieis tm a.nda a rt.t-
MUTILADO


DIARIO DE PERK.AM1CO
autiva'd'esta graoda medida di sslvacio
i uMica. Tcmpo vira, emque esta inici-
ativa dependa das vonlades das naces;
nas assim como as didivas inspirad re
i-onhecmento a victoria enflama os co-
t c'ies eos cooduc a novas exigencias.
E nao se dva tem loto! que se achfo hoje felices por vi-
>erem sombra d'um trono constitucional,
n^ i.So cootentnm mai* com esse trono, por
*r elle conquista sua ?
Faaei com q ue rS vossos profundos pu-
blicistas meditem sobre este objeclo e di-
zei-lhes que ser ja tarde para tomar um
partido guando eu tornar a vir a este
mundo informar-me doqueelles livertm
doptsdo.
(Traduzidoda E. Jcuy.J____
Avisos Diversos.
ferido para terca feira iS do presente na Methodos de piaono rebeca vio- je "Igofn iro \ quem o pegar rev a ro do
lio, fligeolete ; corneta a pistoo, do m'es Vigario D. ai no segando andar que se-
. O abaixo assigrjado teno oiriem do
Snr. Manoel Jos Cardoso para comprar
por conta deste es meios Bilhetes da 2.
Parte da 3. Lotera do Livramento nura.
1800, i8o4, 1817, i83i, publico que apenas pJe obler os quatro
ltimos nmeros deixando de comprar o
roeio Bilbete num. 1800 por se ha ver ou-
tra pessoa an'ecipado em compral-o. Jo-
s Xavier Faustino Ramos.
Os negociantes d'esta praca lio convi-
dados a comparecerem em um ajuntsmento
xeral em caza da residencia dos Snrs. L. G.
Ferreira & Maneeld, no da terca feira 18
do correata as 11 horas da maaba, para dis-
cutir medidas tendentes ao eslabelecimento
de urna associacio mercantil ou rimara de
Consmercio, e faz-se esteavizo para aquel-
es Snrs. que por falta de tempo nfo ferio
convidadas por carti.
_ Aluga-se duis ou 3 canoas d' agoa ,
com todos os seus pertences; quem as ti
ver dirija-se da fronte do Corps Smto ioja
de cabos D. 5.
_ Aloga-se um grande armasen pro-
prio para recolher ou para assucar na
ruado Apolo D. 4; quem o pretender di-
rija-se a ra da Madre de Dos n. *4-
O Conselho Deliberativo da Comp-
nhii de Bebiribe convoca aos Snrs. Accio-
nistas para se rennirem em Assembla
geralno dia quarta feira 19 do crrante ,
pelas 11 horas da manhi na salla da so-
ciedade Apolinia ; a 6m de se proceder a
elleico do conselho que o de ve .substituir,
e da Ihes ser apresenlado o relatorio de
porta da alfandega as 10 horas da manhi.
__ Que fazem S- Martin I mos do seu
eslabelecimento que tem na quinada ra
do Cbu( defronte do SS. Sacramento de
S. Antonio do modo seguinte: Ioja com
fazendas dividas e dois escravos no
di 1 de Julho; os pretndanles pode
rSantes do dia da arrematacio irem exa-
minar o sobre dito estabelecimento como
tambera as condicoes do pagamento.
C fin p r a 8
_ Os volumes di biblioteca familiar e
recreativa ; quem tiver annuncie.
Urna morada de casa terrea at um
cont de ris ou se hypotheca pelo preco
que fuer conta a ambos : na praca da In-
pependenca n. s6.
Vendas
_, Dois pretos de naci de ao annos
de idade, muito bonitas figuras, bons
canoeiros e ptima parelha para carregar
un palanquim: na ra da. agoas verdes
D. 37.
Duas moradas de casas sitas na Ci-
dade de Oiinda a saber um sobrado de
um andar nos 4 cantos que foi do falle
cido Padre Mestre Luiz Florentino de Al-
meida Catanho, e a terrea na ra do Am-
paro na quina que vira para o jogo da bo-
la pintada de verde, to bem se troci
por outras anda que sejio terreas, no
bairrodeS. Antonio, ou Boa vista ; as-
sim como se arrendo : a tratar na roa de
agoas verdes com Joaquim de Almeida Ca-
tanho.
_ Os seguinte? livros em bom uzo : di-
cionario portoguez de Constancio dito
fraccez de Fonseca dito de fbula Vir-
gilio em portuguez o mesmo em lalim ,
Horacio em portuguez o mesmo em la-
ura CiceronisOraliones lgica de Ver-
Ihores autores colleco das mais beita-
operas de Rossini Bellini Donizilhi ,
Beithovn Mozarde arranjadas para pi*-
anno s ou com acompanhamento de fl tu-
fa ou rebeca doetos cavatinas ar
e modinhjs com acompanhamento de
anno overturas exercicios valsas, the-
las,
pa-
mas som varaces e ontros muitos mo-
tivos de diferentes autbores para pianno ,
no mesmo para orna e duas flautas: na
ra nova Ioja de Frederico Chaves, Di-
cima 5.
ptimas bichas a 3ao cid.i urna ,
eo cento a 20,000 ; verdadeiro rob. ant
syphico por precJ commodo eagoa ras,
a 240 rs. a libra : na ra estreila do Roca-
rio botica de Jos da Rocha Prannos.
_ Um arrancio de venda : defronte
do viveiro do Muniz D. n.
A obra da D. Quixote em muito bom
uzo : na roa Direita padaria D. 15.
_ Vende-se o seguinte : urna escrava
de linda figura sem achaque nem vicio al
gum e cujas habilidades se diro ao com-
prador, he.de n'jca e tem 18 annos de
idade, muito propria para mucamba ; urna
dita com habilidades de naca, com ao
aonos tambero sem vicios nem achaques ;
urna molata que faz todo o servico de caza,
muito bem comportada tem a3 annos j
urna negrinha de bonita figura, cosa bem
cha, tem 11 a ia annos; urna negra de
3o annos por aGos'ooo, inda muito robus-
ta faz todo o servico tanto de caza como
sens trabalhos e a planta orcameoto e
ex posicio daa obras do encanamento no-
vamente projectado ; e b ra assim para
que se adopten! medidas indespensaveis e
tendeles a completa organisacio da cura-
panhia, e procegomento da empresa.
Igualmente convida a mesma reuniio as
pessoas que qoiserem subscrever para 4000
actes, que enconsequencia do novo
jilano de encanamento tem de ser emet-
tidas para completar o capital da Compa-
nhia.
Avisos Martimos
PARA TRIESTE sahir com moita
brevidade o Brigne Sueco Harmonig for-
rado e cavilbado de cobre e tem a maior
parte de sua cjrg prompta ; quem quiser
carregar dirija-se aos seus consignatarios
N' O. Bieber ma da Cruz n. 63.
PARA MACEIO' segu viagem at o
dia 3o do correole'o Pancho Rainha dos
Anjos : quem quiser carregar dirija-se
a Manoel Joaquim Pedro da Costa na ra
dacadeian. 1.
.Lei lo
_ Que faz o Corretor Oliveira, do um
completo aortimento de fatandas Inglezas e
Francezas, compreendendo urna porcio
de fato e ealsas casacas e sobrecasa-
cas feitas de burracba impenetravel a chu-
va Quarta feira lydo correle pelaa 10
horas da manhi no seu armasen) na ma
da Conceico o. 34 primeiro andar.
_ O leilo da urna porcio de barris da
manteiga inglesa que se annunciou para
o dia mxU letra 14 do contte, tica traos.
ney Gradus ad Parnasum Voltaire
Telemaco lice de tsica e astronoma ,
Quintiliano tradusido por J. S. B., Poeti -
ca de Horacio tratuzdo pelo mesmo ele-
mentos de potica por Pedro Jos da Fon-
seca ditos de rhetorica tratado do su-
blime de Longino ; ensaio sobre alguns
sinnimos da lingoa portuguesa obras
postas de Quita, oriente de J. A. de Ma-
cedo : em Oiinda na subida do varadouro
D.9.
_ Urna molata com urna cria de 4 annos
cozinha cose, engomma, a vista do com
prador se dir o motivo : na ra da laran-
geira D. 3.
_ Urna funda de ac forrada de ca-
ra urca ainda oio servida por i\ooo, o tri -
unfo evanglico por 4<>oo, Virgilio por
4ooo : na ra do Raogel D. 3g.
37 duiias e meia de pranches de
sedro 5 ditas e meia de costadinho de i5
palmos e i5 ditas de costadinho de ao
palmos, 4< ditas de assoalho ib, ditas de
forro ludo de sedro e 35 dusias e meia
de assoalho de canella e paroba g5 e meia
de costadinho de ditos : na ra dos Tor-
res em casa da Bernardo Antomio de Mi-
randa.
Farinha de milhoem barricas rin-
das prximamente da America : na ra da
cadeia Ioja do Sr. Silvestre Gonsalvas dos
Santos.
Fichas pretas de superior qualidade ,
e por preco commodo : no atierro da Boa
vista D. 9.
_. Na ra estreita do Rosario no segn
do andar do sobrado D. u3 urna escrava
de naci de bonita figura e propria
para quslqner servico.
_ Urna escrava de bonita figura, de
idade de 18 annos cose engomma bem,
cozinha o diario de urna casa, e urna rao-
latinha de 12 auno, com principios de
costura } coiinha o diario da urna casa :
na roa Direita venda que fot do fallecido
Jo.- da Penba se dir.
Barris de diversos tamanbos com
azeite de carra pato por Jpreco commodo :
no atierro da Boa vista JJ. 14.
Maios bilhetes da Lotera do Livra-
mento : na ra doCabug Ioja da ralojo-
eiro junto soSr. Bandeira.
de ra ludo com fianca de boas vendas :
na ra de agoas verdes no primeiro andar
do sobrado D. 38.
Urna negra de angola de idade de
18 annos cozinha cose e engomma ,
para fora da provincia pelo preco mas
barato : na ra nova armasem de louca
fina*
Urna carroca com cavallo, bem cons-
truida : no corredor do Hispo no sitio do
Sr. Senador Manoel de Carvalho.
Alguna terrenos no Mondo novo ,
com frente para a ra do sol om alicor-
ees fundados a 14 annos e proprios para
se levantirem propriedades de 3 andares ,
com 136 palmos da fundo e com a frente
que o comprador quiser ; e urna venda
com poucos fundos na mesma ra ; um
pianno de bom gos'o por preco commodo:
na ra larga do Rocario D. 7.
_ Urna canoa aborta da carraira em
bom uzo e por prec com modo : 110 at-
ierro da Boa vista sobrado que tem Ioja da
ourives francez do lado do sul junto a
ponte das 6 horas at as 9 da manhi e
das 4 *s 6 d _ Eicill-'Mle taboada de pinito da Sue-
cia de todas as grossuras e muito impo
no armasem atraz do Theatro.
_ Na padaria da ra dos Quarteia D. 5,
exOellente farinha de mil lio cliegada prxi-
mamente as libras a 60 rs. e em baru-
cas-
_ Um prato marinheiro.- na ra do
Vigario no segundo andar do sobrado D-
cima ai.
Meios bilhetes da Loteria do Livra-
mento : as 5 ponas n. 9 e na rita do
Crespo D. 5.
jtscravos Fgidos
No dia 8 do crtenle pelas 5 horas
da manhi desapareceo um escravo de 00-
me Joio que representa ter 3o anuos de
idade de naci cacange o qual lera 3 a
4 mezes de trra de boa altura pouca
barba ps compridos e grossos que pj-
recem incitados levuu jaquel* de riscado
de quadros amarello olele branco de
fustio calsa de panno fino azul camisa
demadapolo ; quem o pegar leve a casa
de Sarafina Mara do Espirito Santo que
ser recompensado, as 5 pontas.
2 Fugio no dia a do crrente um
escravo negro marinheiro, de nome Fran-
cisco de naca, angola de idade de 25
anno estatura ordinaria reforcado ca-
ra bechigosa e barbado ievou vestido
calsa velba de brim pardo e camisola de
baeta de lastras e com um andes de ven-
der leiie, eum bahu pequeo de couro
preto coateado dentro roupa de Senbors ,
r gratificado.
_ Fugio do engenho Palmeira um es-
cravo creouh de nome Felipe estatura
regular bem retinto testa er.rogada ,
nariz chato tem falta de um dente na
Trente da parte superior, na p direita,
tem sicatrises de reilho, ps largos per
as finas consta lar viado para esta pra-
ca quem o pegar leve a ra Direita D.
38 defronte do beco do Serigado que se-
l gratificado.
* No dia ia do correte fugio um es
cravo de nacao grosso do eorpo estatura
regular, rosto comprido idade a8 a 3o
annos hecanoeiro Ievou vestido serou-
la curta de estopa e j aqueta branca sem
camisa, talvez tenha mudado de tra ge ;
quem o pegar leve ao abaixo assignado no
beco da lingoetaque gratificar.
Jlo Antonio Morera.
_ Roga-se encarecidamente a todas as
auihondad-s p'tliciaes civil e militares,
capities de campo pessoas particulares ,
e capities de embarcac^s que virem ou
souberem de um negro fullo que repre-
senta 32 a. 2 \ annos, pouca barba .esta-
tura regular cheio do corpo, de nome
Antonio de naci angola com ctficio de
tecedor de pilnha para cadeiras cotu
urna orelha finada e pindurada urna argo-
la, com o dedo polgar mais pequeo que
os outros fugio no dia a do correte com
urna troixa de roupa ; quem o pegar lave
a ra nova 1 \ Ioja de Antonio Ferrei-
ra da Costa Braga que ser recompen-
sado.
Di-se 100,000 a quem aprehender
um negro de nume Paulo, de naeio ca-
binda idade de 28 annos estatura regu-
lar secco do corpo, as pernas alguna tan-
to grossas dos joelhos para baixo, que desa-
pareci no dia 19 de Fevereiro p. p. an-
dando carregando areia da ribeira para a
ra Direita em urna barrica ainda al-
guma coisa bucal ; quem o pegar leve a
ra Direita padaria D. i3 que recebar a
gratiGcacio a cima*
_ No dia i3 do correte fugio da
botica que fica confronte a porta travessa
de N. S. do Terco na ra Direita um mo-
leque s por causa de seu Sr. Ihe querer
dar urna sorra largou-se a correr pela
ra at o prtsente nio tem aparecido, le
vou onsigooia e camisa de chilla azul,
he fullo e de cor bem vecmelha que pare-
ce creoulo bonilote ; bem feito de ps ,
e pernas pequeo parece ser bstente
novo, purera he de velhaco o qual bo
bastante ladino foi comprado ao Sr. Ma-
noel Joaquim Ramos a 3 annos e 3 mezes ;
quemo pegar ou souber onde existe diri-
ja sea dita botica que ser recompensa-
do ; e juntamente avisa-se a quem em sua
casa o tiver acollado o nio restiluindo
quanto antes a seo Sr. em sebendo-ae se
proceder com todo o rigor da le*
_ Fugio um escravo do genio de an-
gola de nome Francisco, de idade de
35 annos pouco mais ou menos cor um
tanto fulla he trepador de coqueiro Ie-
vou vestido seroula de algodio e camisa
de baeta encarnada o chepeo de palba ;
quem o pegar leve ao sitio do \)i. Per eir
na capunga ou em sua casa no paleo do
Hospital do Paraso. .
Movimento do Porto
NAVIO ENTRADO N0DIA 14.
LIVERPOOL ; 5a dias Barca Ingleza Su*
perb de 217 tonel. Mestre Buult car-
ga dTerentes gneros ; passageires fa
Ingle Maf.

SAHIDO NO DIA i5.
CANAL; Escuna Ingleza Dulandas, M.
Thomaz Vebert.
OBSERVAgOENS.
No dia 15 fundiou no lameirio um
gue de Guerra Inglez.
r.ri-
PEBJ,NATYP.DEM.F,DE F. 1839;
-------------------------------------------.
MUTILADO


Full Text
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