Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03877


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Full Text
Lli?"' "

ANWO DE l39 QUARTA FglRA
(i
'
C A MBIOS;
m Jalho .5.
^Londres ag3i4 'o ira por ifcao sed.
Lisboa p5 por Ion premio, por metal, offereciJo. rtiiriiasbi
*lTranca 5ao 3i5 reis por franco.
Rio de Janeiro 3 pop >o\ p.
Moedas de 6 4000 8jaoo n 8j530.
Peos Columbarios ij7no a 1749. *
Dittos MeicaP"? 1^670 a ij)f68o.
PaUceS Brajleiros r^ogo a ij?;30.
Premios das Iclt as, por mez 1 i/{ t 1 iji por 100:
PARTIDAS DOS CORREIS TERRESTESj

, Cidade da Paraiba e Villas de sua pretenco :
Cidade da Rio Grande do Norte, e Villas dem
Cidade da Fortalera e Tillas dem .,
Villa de Goianna .....;- S 3
Cidade de linda ....;".; 2
Vil! de Santo Anto ; : ; S .
Dita daQaranbuns Povoaeo do Bonito;
Dittas do Cabo Strinhaera, Rio Fojpuoso,
Cidade da* A larcas, e Villa de Maeci.
Villa de Pajau' d Flores. ...:.:
Todos OS correios partem ao meios da.
fl a 3
= = I
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. : s 1
. ; a s
.- ; a
3- ^

e Porto Caito
Segundas e Sextas feirai
Todos os dias;
Quintas feiras.
Dias 10, e a{ de cada mes
dem 1 11, e 11 ditto ditto:]
dem idem.
dem 13, ditto ditt#
ir DE JULHO NUMERO 153;

"bat
oaiij
Tudo gera depende de nds mesmos ; da nossa prudencia
moderar,1o, e energa.: Sntinueroos como principiamos
seremos apouUJos cora, admiraco entre as IVaces mas
cultas.
Proclumaco da Assembha Gemido Brazil.
.

Sub*crev-se para esta folha a 3|ooo por quartel pagos adi
antados nesla Tyjtacrafia, roa das Cruces I). 3 e na Praca
da Independencia D. 57 e 38, onde s* recebem eorrespon-
dencias legalisadas, e annuncios; insirindo-se estes gttis,
sendo dos proprios assignanlss e vin Jos asgignados.

DIAS DA SEMANA.

t5 Segunda S. Camillo de Lelli. Ses. da Thex. eaud. doJ. de D. da a. r. 16 Terca N. S. do (.'armo. Re. e audiencia do J. de D. da 1. vara de araub.
17 Qua'rta S. A'ciao. Mm. Sesso da T. P.
18 Quinta S. Marinlia V. M. Ral. e aud. do J. de D. da 1. vara de manb.
19 Sexta S. Vicente de, Paulo. Sesso da Thec. eaud. da Jutc de Dir. da 1. rara dea.'
30 Sabbado S. Jernimo Emeliano. Re. eaud. d J. de D. da 3. vara de manb.
ai Domingo O Anjo Custodio do Imperio. ,
Mar cheia para o da 18 de Julho.
As 10 horas c 45 mnalos da manhi. As 11 boras a 18 minutos da tarde.'



RIO DF. JANEIRO.
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA.
SENADO.
Sessio etn 17 de Junho de i83g. ^
Presidencia do SrfD'iogo Antonio Feij
Reunido numero suffeiente deS^s. sera-
dores, abre-te a sessio ; 6 lida a acta da an-
terior ne spprovada.
O Snr. primeiro lecrefario da* conla do
seguiote expediente :
Quatro ofl'cios do ministro interino do im-
perio remetiendo : no primeiro, a copia do
decreto pelo qal foi conferida a penso
de 85oUono veis a viuva do f.IIecido se-
Ordem do dia,
S(o spprovados em primeira disenssio ,
para pissareo a segunda as resoluces do
senado deste snno : primeira a segunda, ap-
provando s tencas concedidas a D. Anna
Secilia da Costa Pi reir e ao coronel Joio
Eduardo Pereira Colaco Amado; terceira
e qtiarla approvando as pnces concedidas
a D. Mara Jos de Mendonca Barroso e ao
soldado Pedro da Silva.
He approvada em primeira discussio pa-
ra passar a' torunda, a resolucSo da outra
cmara que applica para a edificaco da i-
greja matriz de Santa Anna da C'dada do
Rio de Janeiro as obras da casa destinada
para cadeia no.largo fronteiro a ra das Flo-
ras e igualmente concede a freguesia de
nador Lucio Soares Teiseira de Ge urea ; no Nossa Senhorauda Gloria da mesma cidade o
segundo a copia do decreto que concede a terreno publico no largo das Larangeiras que
lenca de laoUooo reis ao Cspitio de fraga- for necassarj para edificacii da sua igreja
la Rodrigo Tlieodoro de Freirs: no ter- matriz.
ceiro remetiendo as copias dos dous ltimos Entra emediatatmente em segunda discus-
officios do presidente do Maranhio sobre sao a >obredita resolucn, eonjunclamente
os srontecimeritos occorridos no interior da- rom o parecer emenda das commisses de
quella provincia ; e no quarto dando as in- legislacio e fasenda.
formscps que Ihe foto pedidas em oficio O Snr. M. de Barbacena : A rasfo que a
de 6 do correte, acerca da revogaclo e commissio leve para a separaci da materia
suspensio de varias leis das sssembleas do em dnas resoluces foi que con ten do o pro jp-
Maranl So e Ceara' : sao remeltidos, o pri- 'do duidi?pjsic5es diferentes poderia ore-
meiro a' cSmmiso de fasfnda o segundo gente, em nomedi imperador, qnerersan
a* de marinha e guerra e o terceiro ,
quaito a quem ftz as requesices.
I3um officio do presidente da provincia de
e cionar urna, e nio otra, e, porserem re*
unidas em urna s resoluclo ambas as da-
posices negara a sanecio ao projeeto em
Goyaz rogando hum soccorro pecuniario geral, o quo prejudicaria a tima das dispo-
pelo cofre das rendas geraes, para as obras sigues ; ehepoiisso qua se quer evitar esse
publicas e particulares da mesma provincia,! inconveniente por meio da divisto. Devo
prejudicadas pela enebenta do rio Vermelho j observar ao senado, por esta occasio, que de-
* commissio de fasenda. pois da commissio se ter orcupsdo d^ste ne-
Hum requerimento de Zfecino Torres, gocio achou na pasta hum requerimento,
pedindo a proleccio para a sua fabrica de de seis paginas de papel, do vigrio dafre-
papel, e otTerecendo vaias ameslias de pa- goesia de Santa Anna em que peda se faca
p^l all fabricado com materias primas ndige- hum arligo adJitivo resoluci*, pelo qual
'ge-
uas : a' conista> a quem esta affecto oulro re-
querimerito do suplicante.
Mada-se jt]ntar aos raais papis existen-
tes na cas huma cerlidio da cmara muni-
cipal d. cidade de Belem sobre a turan-
artigo
se declare qua ele vig^rio poden' ter in-
gerencia naquella obra e no governo da igreja:
a ccmmiso nioacbo suficientes as razSes
que allega para que se faca tal additamento
porque a irmandade he muito ma s pro
ser
que percebem os gualdas do sanado e o das
galeras
O Snr. VascoECl|os : -Snr. presidente ,
ped a palavra fiara ottererer ao senado hum
projeeto de !ri que tea por 6m reformar
aigumas daS diSpcsicoes dos cdigos do pro-
c-sso e criminal e devo declarar que em
i-foptquena parte he este projeeto obra de
huma commissio ncmeada pelo Governo ,
commissio a que eu presid como ministro da
jusiica 5 mas nem lodas as proposices que
encerra o projeeto forlo revistas nem discu-
tidas pelas commissOfS, por Ihe fullar o tem
ponecessario p*/a o ultimo retoque. Qui-
stra que este projeclo fosse impresso, e de-
pois remeltido a' commissio competente,
tara qne, ouvindo me, faca as emendaa que
entender necesarias. Julgo conveniente a
imnrcssio antes da remtssj a commissio, para
que todos os membroi da casa, lendo o pio-
itclo impresso bajo de ccminun.car as
uas tbservaces a' mesma commissio, ou ao
autor do piojtclo,
O nebre orador manda a mesa o sobredi
to projeeto, edteide-se que se impt.ma para
depoii ser rtmeda a comiDisso di legisla-
cio,
sacio de Cidadio brazileiro do padre Benigno pria para a admioislraco da obra e dell*
Jcse de Carvalho e Canba. ficar a seu cargo, nio se segu que o Vigario
Le-seum parecer da comissio Ja mesa para nao lenha entrada franca na igreja.
erem leva As a 5ooUcoo reis os ordenados j Julgando-se discustila a mateti, decde-
se que se divida a resoluclo em duas; sen
do spprovados os artigos, conforme o refe-
rid) parecer, para entrarem em terceira dis-
cussIj.
Sio epprovarlas em primeira discastfj, a-
Gm de passarem a segunda as solucSes
do senado desla snno : huma appro-
vando as penses concedidas, por decrelo de
a3 de outubro de i838, a varias pracas que
prestsrio bons aervcos a causa da legalidade
na provincia da Babia ; e outra autorisaado
o governo a conceder carta de naturalisa-
co ao pidre Joaquim Alves da Nobrega.
As 11 boras a mea, o Snr. presidente
convida a depotacio ancarregada de apre-
senUr ao regent em nome do imperado, o
voto de graca em resposta falla do trono,
a desempenhar a sua missio ; e, sihindo a
deputacio, suspende-se a sessfo.
A meia hora depois do meio dia yoltan-
do a deputacio e continando a sejslo o
Snr. Alves Branco diz que ehegaado ella ao
paco da cidade e sendo ntroduzida com o
ceremonial do estylo a' presenciado regante,
em come do imteiador, recitara o seguate
discurso. SENHOR!
d) senadonoj miada em solemne deputa-
cio congratular a V. M. I. pela abertura da
assemblea geral, e manifestar a V. M. I. os seus
timetos que o animfo acerca do estado do
imperio
O senado se felicita com tola a naci pe-
la prospera saude de V. M. I, e suas augus-
tas ii'ir.fes, e (aser ardentes votos ao altissi-
mo pela continuado de lio relevante bene-
ficio.
O senado, senbor reconbece a importan-
ca do consorcio de S. A. I., certo de que do
casamento dos principes depende a perpetu
idade da dynastia q<%e he o penhor sagrad >
de nossis m*s bem fundandas esperanc-s,
e porisso sera' mui prompto em cooperar
opportonarnente para qu-' esaa consorcio se
realise de huma maneira digna do trono e d<
naci brasMeira.
Grande foi o pregar do senado, sabendo
que nio havia alteracio em nossas relaedes
de amisade com as outraa naces as qtues
nio cesso de dar-nos as mais satisf-ctorias
demonstracos do muito qtra>s iultsaaaio pa-
la eoasolidacio da monarchia e pala gloria
e prosperidade do imperio, espersndo que lio
felizea disposic.-s muito concorrerio para a
breve evacuacio do nosso lerrrtorio uoYy-
aprrk.
Com igual praser ouvio tambem o senado
achtense removidos os motivos que pare ci-
3 fa ar auspeitar da perfeita intelligencia
entre o gabinete imperial ea santa s, por sa
persuadir de qua neste negocio se realisario
as promessas de vossa mag-staia imperial ,
quarrdo, na sesiio pastada, nos assegurou que
os maios empreados para este lim nio des
mereeeriao aacqtiicencia dos espiritos mais
escrupulosos uem averrtarariio a dignidade
da coros.
Doloro'o porem,fo ouvir qu" ."indi infeliz-
mente conlinuava a gumra civil na provincia
de S. Pedro do Rio G. do Suf, a despelo de
tantos e tio grandes sacrificios que o corpo le-
gislativo tem feito para habilitar o governo a
estabelecer a ordem naqualla provincia. '
Senhor, he melanclica semelbante posic-i;
mas o senado ainda confia em que mediante
o auxilio do snpremo regulador d*s nacSes,
huma poltica mais bem combinada e conve-
nientemente sustentada restaurara' em breve
a pas concordia ntreos Glhos da mesma
faroi i-, para o que muito concorrera* o espiri-
to da ordem que o senado ardentemento de-
zeja ver firmado em todo o Brasil. O senado
nio duvidara masmo (se se mostrar prec:so)
fasrr em apoio dessa poltica novos sacrificios,
pe nitrado ," como osla', de que o primeiro e
principal de seus everes he sustentar a mo-
narchia constitucional, e por ella a uniio de
todos os frrszileiros.
O Senado reconheca a necessidade de fixar-
se authentieamente a intelligencia da alguns
artigos conlroversos do acto addiecional, que
reformou a constituicio do imperio, oceupar-
se ha com todo o esmero dessa interpretaco,
eempregara' todo o xelo e eficacia no me-
Ihorameato do meio circulante, na reviso
das le* penaes a na organisacio de um melbor
yslerca de instrucco publica segundo Ihe
he recomendado por V. M. I.
Ao que o regante responde.
Recebo com rouito praser a manifestarlo
dos sentimento do senado a contando ora
dem do dia,e da para a da sessio seguinta Ira-
balhos de commisses.
Levanta ae a sessio a huma hora de
tardo.
Sessio em 18 de Junho;
Presidencia do Snr. Diog Antonio Feij.
Reunido numero sulficiente de Srs. senado-
res, abre-se a seisio, e lida a acta de anterior,
approvada.
Sao remetidos commissio de marinha e
guerra dois ofEcios do ministro da guerra, dan-
do as informacoes quelite fora pedidas era
oficios de 8 e 11 do correte sobre a preteoca
dos empreados na secretaria do conselho su-
premo militar, para serem igualados aos das
secretarias de estado em vencimentos.
Fica sobre a mesa pora ser tomado-fin con-
aideraca, quando se discutirem idnticos re-
qu erimentos, um requerimento do guarda da
pota do paco do senado, Manuel Farreira
Campos, pedindo augmento de ordenado.
Vae a imprimir um parecer da commissaS
de marinha e guerra, em que aprsenla ume
resoliica approvando a tenca concedida ii ca-
pitii de fragata Rod ig<> Theodoro de Freitas.
O Sr. presidente declara qua a ordem do
dii sao trabalhos de commisses, e qua o te*
nado se ia n'elle oceupar.
A's duas horas d para ordem do dia segun-
da discdsa das resolucces do senado sobra
penses e tencas.
Terceira discuisio da resolucio sobre a de-
marcacio das trras da fabrica de Ipaoema,
do projeeto de li aumeotando o numero dos
desembargadores da relario metropolitana.
Segunda dscussio da resolucia que autori-
sa 1 fabrica da matriz de Stnta Anna do Rio
Grande do Norte para possuir o terreno que
Ihe fora doadoem 1785, e do projeeto de le -
A-Levanta-so a sessio as a horas.
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA;
Expediente do dia 13 de Julho;
Officio Ao Inspector da Thesoursrla
Geral da Provincia communic.n io-lhc que
a Presidencia approvon a avalliacao das etaps
e fjrragens feita pela mesma Thesouraria
para Tropa de 1. Linha no 1. semestre do
corente anno ftninceiro qui acompanhou o
seo officio de 6 do correle mez.
Dito Ao mesmo, sigoiheando-lhc que
avista da inform.aca que acaba da dar o Com-*
maf.dir.!sd* Arreas
1
I
riso ne nos5!ve!
sus cooperacio empregarei todos os esfor-
cos a bem da consolidacio da ordem publica.
He a resqosta recebida coro especial sg-
grado.
O Sor. Presidente declara esgotada a or
pensar o J. Tente AnacUto Lopes de Santa
Anna como requisitau para ullimar-se a
nedica demarcaca e a valiaca das For-
talesas e Fortes da Provincia, por ser o dito
Tenente necessario aos sorvicos militares em
que se aclia empregado.
Dito Ao Inspector do Thesoarara das
Rendas Provinciaes remetiendo Ihe huma
copia antliantica da a valiaca das etaps e for-
ragens pira a Tropa de 1. Liuha no i. se-
mestre do corente anno financeiro.
Dito Ao mesmo, enviando Ihe um of-
ficio do Inspector Geral das Obras Publicas ,
a fim de que a vista das consideracoens nel*
le expendidas luja de dar as providencias
que iulg-r mais aceitadas, para o prompto e
fiel lornecimento das Bcrreiras das Ponfes
da Magdalena, e Ca.valhs fica a do po-
rero na intelligencia que sobre tal obj'cto se
deverr' entender com o mencionado Inspe-
ctor Geral.
a
-artaSM


ESE
2
DIARIO DEPIRNAMBCO

SG
Dito Ao meimo respondendo 10 leo
ofiBcij de 11 do corrate em que expende pa-
ra Mr ieso!ida a duvida em que se cha se
pode ou ni o ser ex tensiva a esta Provincia
aa ordena de 94 de Marco e 9 de Julho de
l836, quefixar.u o modo por que devia ser
faita a araliac-o annual do uto fracto legado,
para bem se cumprir a disposicao do Al, de
17 de Junho de 1800 8. que estabelleceo
a Taza da das He raneas e Legados fundan
do a mesma duvida no Tacto de serem te-
oidens posteriores a Lei d,< Reforma e ser
Provincial o imposto dos Legados e as Leis
de sua arrecad-ci ; que ditas ordens de-
ven ser extensivas a esta Provincia, cujos
interesse juntamente com o beneficio dos
Legitorios conveuientimente acaulelou,
Dito Ao Commandanle Superior da G.
N. do Recife para mandar eliminar da G
N. o Guarda do 3. Batalbfo JoaS Daraaio
Cavalcante de Albuqiierque, por haver ss
tentado praca na Companhia de Artfices.
Dito Ao Director do A'senal de Gu rra
respondendo lhe que pode proceder com s
\ fo malidadea do costme a compra das 5 pe-
cas de lona e o riscado que requisita para
ai camas e traveaseiros dos Educandos do
mesmo Arsenal t, nio podendo ter logar a do
taboado de amuelo pinho e louro sem
que primeirimente informe o destino que se
lhe deve dar o a importancia provavel da
1 quantidade precisa como ja se lbe tem
rr.com mendado em diversas vetes
Dito Aos Agentes da Companhia dos Pa-
quetes de Vapor para em conformidade da
Resolocodo Governo Imperial, mandaren)
dar passagem para o M ranbo no i. Va
por que ebegar a este Porto ao Capillo de
i. Linha Ernesto Ra.elia.uo da Mtdeuos e a
sua familia.
Dito Aa\ Cmara Municipal do Recife pa
ra enviar Secretaria ai copias authenlicas
da acta de appur.HC.5 garal da ultima EleicaS
de um Senador e dos 36 Membros para a
nova Legislatura da Assemblea Provine al, e
ordenando que dirija a Secretaria de Estado
dos Negocios do Imperio urna segunda vis
da E'eica de Senador enviando-a a Secre-
taria da Presidencia para ser pelo seo nter
| medio eacamiobada a referida secretaria de
Estado.
THEZOURARIA DA PROVINCIA.
ED1TAL.
O Illm. Sor* Inspector da Thesouraria
delta Provincia manda faser publico em
cumprimento da Portara do Exm. Snr. Pre-
sidente de 11 do conente que nos das 24 1
s6, 037 de Julho pioximo futuro se hade
arrematar era hasta publica o furo das Caitas
Feitos d'Assucar na conformidade du
art. 8. da Lei Provincial a, 73 de 3o de
Abril da i839.
As pessoss que se proposerem ota arre-
maUcaS comparecaS na Sal'a daa Seisoem da
Thesouraria Provincial nos diis cima indi-
cados munidas de Fadoresidoutos.
E para constar se mandou affixav o presente
e publical-o pelo prelo.
Contadoria e Thesourcria Provincial %% de
Junho de 1839.
Joto Bapti&ta Pereira Lobo Jnior.
Diversas Reparticoens:
TRIBUNAL DA RELAgAO.
Sessie de 16 de Julho de 1839.
Os Embargos de Jtlo Ramos da Luz con-
tra Guilberme Steple oppostos ao Accordio
proferido na Canta de Appellacio Civcl deita
Cidade EtcrivaS Bandeira ; lorio despresa-
dos mandando-se cumprir o Accordio em*
bargado.
ALFANDEGA DAS FAZENDAS.
Pauta dos precos correles no mercado da
Cidade do Recife na Semana de 16 ai
de Julho de 18^9.
Ageerdente at ao gr. Pipa de
180 medidas
' De Franca (Cuohac)
Aaeke de espermacete
'* de Olvtira palma men-
dubim nabo, ou culta qual
qualidade
" De Paite
Farinba de trigo i. Sorte a bar-
de 6 arr.
t <
a.
3.
<

Gisxbra P pa de 180 medida
70U000
ijt Uooo
I80UOOO
laSUooo
90U000
i4U4oo
12 U 800
I0U000
I70OOO I
" Em garrafas de i|4 de me-
didas dutia
Licores em geral '
Serveja "
Vinagre Pipa ate 180 medidas
Vinho com a marca da Comp.
do Alto Douro ou Feitoria
atsim chamado, da Msdeira ,
a Afores, vindo de quilquer
Porto da Europa
' Do Porto, chamado do ra-
mo o
Dita r di na ro
" De Lisboa PRR
< Da autores regalares e
branca de Malaga
M De pua'quer qualidide
< Champanha em garrafas
datia
" De Genova
M De outra qualquer quali-
dade
Vicente Thomaz Pires de Figueirdo
Caet.no da Silva Atevede.
M a noel Jos de Smta Carneiro.
Luit Pereira de Farias.
2TJ800
6CO0
3Uaoo
3-Joeo
ao8Uooo
100U000
70U000
100 Uooo
70U0VO
60U000
I6U000
8O0O
6UO0O
Cimargo.
MEZA DO CONSULADO.
_ A Pauta he a mesma do numero 144
ARSENAL DE GUERRA.
O Arsenal de Guerra compra 3 pecas da
lona da Russia e lao covados de riscado de
liobo para colxio : quem tiver e quiser ven-
der dirija-te ao mesmo Arsenal
Arsenal de Guana |5 de Julho de 1839.
Josa Carlos Teixeirs.
Director.
OBRAS PUBLICAS.
Em virtede do art. 46 da Lei Provincial
numero ji da 3o de Abril p. p. pela Adrai-
nittaacaS Fiscal das Obras Publicas se hsde
comprar a quem por menos vender os gne-
ros sepililes psra o Quartel dos Trabalba;
dores Engajados ; s saber, 8 tabois de as-
soalbo de amarlo de 3o e a de '*rgo 2o
taboas de loiro de 3o a 3a palmos de compri-
mo 2 de largo sendo taboado escolhido ,
e 3 taboas de costadinho d amarelo de 3o
palmos de comprido, e a de largo.
Administrscsd Fiscal das Obras Publicas
16 de Julho de 1839.
A. F. de Mours.
A. F.
PREFEIUTR\.
Parte do dia 15 de Julho da 1839.
Illm. e Exm. Snr. Fora5 preses hon-
lem a minba ordem e tiverao hoja o com-
petente destino 1 Luz, preto esersvo de Jo-
j de Carvalho Paes d'Andrada pelo Sub-
Prefeito da Freguesia do Recife por ter fur-
tado uro oouro o qual Iha foi appre hendido ,
e entregue a seo dono ; Flcencio Dias Lm>,
pardo Luis Modesto do Rosario preto ,
Jos Francisco Corris, pardo, Leandro Ger-
mano de Miranda branco e Mara Jote,
parda pelo Sub-Prefeito da Freguesia do
S Antonio, o 1. por estar bastante ebrio,
e profferindo pitarras obscenas i porta do
Theatro onde se acbavaS reunidas varias
pessoas que assistiio a Represe ntaca ; o a.
por ser de pessima conducta e lbe ser de-
nunciado estsr acoulado no aterro dos Ano-
tados, para perpetrar um assassinio logo que
liv s'c para isso occssiaS opportuna ; o3.
tambem por denuncia de ser um dos indivi-
duos qoe tem por coslume arrecadar arma-
mento do Estado para o vender aos Cano
eiros o 4. por se bavar otrodotido em
urna das Torrinhas do Theatro, e desappa-
recer immediatamente d'ella um chapeo de
sol e a ultima por ter dado hum grande
golpe de navtlba em ettttt ; Pedro preto,
escravo de Frsncisco Antonio de Olivers ,
por um soldado da Po'icia por ter maltra-
tado a outro { Isidro Marques pardo pela
patrulha da Passagem da M gdalena por in-
sulto a meima $ a Jote d'Andrada branco
pelo Sub-Pr. feito de Olinda por ser de pes-
sima enducta,
E' o que consta dai partea boje recebidaa
nesta Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeituta da Co-
marca do Recife i5 de Julho de 1839. Illm.
Esm. Snr. Francisco do Reg Barros Pre-
sidente da Provincial Frsncisco Antonio de
S Brrelo, Praferto da Comarca.
AdmiatraeaS dos Eitabelecimentos de Cari-
dade.
Paraste a AdmiuUtractS dos Estabelec-
montos do Cuidada se bada arrematar a
quem por menos fuer o forneciment da po
pata o dos meamos Eatabeiecimeatof :
as pessoasque o qaiserem arrematar pode-
r5 comparecer no Grande Hospital desta
Cidade no dia 19 do correte met as 4 he-
ras da tarde.
S-Ha das Sessoes d'Administracio dos Ei-
tabelecmantes de Ctridade i5 de Julho de
83o.
J. M. da Crut.
Etcripturario.
Administrsca do Patrimonio dos Orfios.
Perante a AdmnistracaS do Patrimonio
dos Orfas se hade arrematar a quem mais
der ai rendaa dai casas num. a3 na ra da
Madre de Dos em que mora Goncalo Jos
da Costa e S e num. 54 na do Amorim em
q'mora Luit Pedro de Mello a Seabra; as pes-
soas que as qaiserem arrematar poder16 com-
parecer no dia 17 do correle met as 4 horas
da tarde na Casa das Sessoes da Administra-
cao com seos Gudores.
Salladas Sessoens d'AdrainistricaS do Pa-
trimonio dos Orffos i5 de Julho de i83g.
J. M. da Cruz.
Escriptorario*
CONSULADO DE PORTUGAL.
O Cnsul de Portugal precisa contractar
para a Provincia de Aogols, um Mestre de
assucar que entenda da purgacaS d'este ge-
nero : quem estiver as circunstancias, e lhe
llser conta contractar so para o eQeito de-
ve dirigir se a' Chancellara do Consulado ,
defronte da Igreja do Corpo Santo para sa-
ber das condices com que se pretende faser.
ANNUNCIO.
O sbszo assignado faz oonstsr aos Propi-
etarios dos Predios Urbanos desta Cidade e
do Bairro dos Affogados, a Magdalena que
linda se acho a dever a respectiva Decima ,
que tendo se ja ultimado o prsto marcado
nao i para o pagamento do semestre findo ,
como dos interiore! j passa na conformidade
da Lei a proceder executivamente contra os
omissos se ale* odia 3o do corrente met nio
realizaren), seus pagamentos.
Mera de Ronda Internas Provincias de
Pernsmburo 16 de Julho de 1839.
Luiz Francisco de Mello Cavalcanti.
Escrivo e Administrador.
Discurso do Sr. Capotado Alvares Machado
pronunciado na SessaS da ao de Junho.
Continuscio do n* precedente.
Creio que o nobre ex ministro da guerra
censurou a opposiclo de ter lembrado que
conviria mandar commissarios para tratar
com os rebeldes. Nao me lembra de que
a opposicio omittisse huma tal idea ; lembra-
mu nicamente a necescidade qoe ella sus-
tenten de se chamarem os republioanos do
Sul por meio da politice da convieco ,
o gremio da monarchia constitucional re-
presentativa t qual aeja o meio por que asta
poltica deva ser levada a affeito toca ao
governo decidir : quando gosla deste meio,
toca-lhe emprega lo. Lembra-me de ter
sppareeido na casa e idea de se mandaren! es
comunitarios saber ao Rio Grande do Sul o
que querem os rebeldes e compenos com
elles : mas essa des nasceu do lado a qoe
pertenre o nobre ex-ministro. O seu amigo
Antonio Ferreir Franca be que emittio esta
id (1 minio eita proposicio* Por tanto nf) be
do nosso lado. Ora eu entendo que na
sera hum desproposito se o governo proco-
rssse os meios de saber com que condices
os rebeldes queriio outra vet defender a no-
bre causa da monarchia constitucional repre-
sentativa. Aebc qac San* goiuo piuvi-
dente que nio pode logo vencer procura
conbecer bem o pensamento de seus adversa-
rios. Mesmo tenbo ouvido fallar da riagem
de hum illnslre collega noss3 psra Montevi-
deo ou Buenos-Ayres, e vi algumas cartas
em que se ditia que se procurava aluciar este
ou aquella rebela*. Se o governo fet isto ,
com quanto eu nio goale que se v sssim
procurar corromper bum hornero; com quan-
to goste que ludo se faca com franquea e
que embora sejso do partido contrario se
trate, se he precito em msssa nio com
hum ou outro isoladamenle, com ludo se
o governo assim fex alo o censuro por
isso.
A' vista pois, Sr. presidente, do que
tenbo dito, clsro fica que nio tenbo dado
vida e alent ao partido republicano. Se
bouvetse aquelle partido de receber vida e
alent da f ora de seu seo, esli jolgo e
com muita razio creria que elles receb.f01
vids e alent da nossa parte quands
negamos so governo pi e sgoa ; quando aio
demos forcos ao governo pira superar as
difficoldadea em que se achara ; quando vo-
tavamos qoe a marioha militar tivesse tres mil
homens mas nio concedismos o qoe era na-
ces rio ionio para 1800. Vida e alent de<
mos tambem aos republicanos quando conser-
vamos o S<\ Elteario 00 Rio Grande do Sol
perdendo batalhas ; por que posto qoe nio
eotenda da scienca militar he para mira
o melhor militar aquello qua ganba mais ba-
talhas assim como he para mim melbor
medico o qoe mais doentes s Iva Ora o Sr.
Elzeario j estava conbecido como muito. ...
como.. moito caipora ( risadas) ( perm t-
la-se-me a exp'etsio ) E embora seja bem
versado em mathema ticas nio tem podido
ganbar balalhas, e assim a m.lbor qua
elle livesse do para a academia militar. Os
erros do Sr. Elzeario he que tem dado alent
e vida aos rebeldes. Nunca deixarei de cla-
mar contra o erro pelo qual foi destacada
huma columna lio longe das bases ds pera-
co e pelo qusl se mandou combater em
lugir tio remoto com hum inimigo tres ve-
tes superior em foreai; e anda com a cir-
cunstancia aggravante de que aa nio potesse
torraS sobre torrao de modo qu 1 a nossa
columna nem ao menos linha o recurso de
se intrincheirar e fortificar se. Estas e ou-
trss causas be que tem dado vida e aiento
aos rebeldes do Rio Grande do Sol.
Antes de entrar a dminstnc.5 de 19 de
Miembro creio que com muito pouca causa,
te nio tivestemos feito tanta opposicio ao
governo do i ns ti neto, se poda ter chamado
ordem o Rio Grande djo Sul : agora os re-
beldes estio cortamente mais altanados em
consequencia das victorias que alcancrfo.
O Sr. Reg B.rros : lista engaado.
O Sr. Alvares Machado : OSr. ex-mi-
nistro da guerra diz qua nio : Daos permita
que sssim seja mas o certo he que eu sup-
ponho que para tralarmos com os rebel-
des actualmente temos muita necessidtda
de huma victoria.
Deixsrei agora o Sr. ex-m-nistro da guer-
ra a quem tanto estimo e respailo e apre-
sen tar-me hei so Sr. ex-ministro da fatenda ,
que certamenie me tratou hum tanto rijamente
qnando fez a honra de reaponder a algumas
de minhas concidencoet. Siuto muito que
S. Ez. te nio che preiente pjr que ver-
me hei na necetiidide de pasaar por m ai tos
tpicos, em qua alias tocara sa elle ausenta
nio fon.
Principia S. Ex. duendo que te dara ao
trabalbo de responder s injurias que eu li-
nha vomitado contra a pasuda admiuistncio*
Nfo proferi injuria alguma contra a admi-
nistraci pastada nem costomo proferir
injurias nesta cus, nem contra meus colle*
gas nem contra a administracio, a menoa
que se nio qualifiquem de injuria as censuras
que Gt a administracio passada ; sa a sim he
entio nio ha veri* remedio se nio guardar o
silencio ; porque de huma parte se dia qua
falla contra a monatchia quem censura a ad-
ministracio ; por outra parte diz-se que inju-
ria quem faz estss cenuras. Mas linda assim
nio pono deizar passar a palavra asquerosa
de vomito, principalmente por nio ser
a primei'i vet que S. Ez. dalla se serve nesta
casa. SeS. Ex. estivesse presente, eu diria
mais: mas como tt ausente, dirti spcnai
que vomita quem enjoa.
Impot-me o nobre ex ministro ds fazends a
nicessidade de demonstrar o augmento da di-
vida durante a ma administracio antepassada
a que me referia. Declaro asmara que,
quanto a esta parte da autopsia c administracio onte-passada, naS levarei o
meu escalpello alera do syttemt da pe"ei Por
que o Sr. Castro e Silva est com a palavra,
o Secoipeie como mais entendido na ma*
teria abrir cavidades e examinar o esta-
do dai enlranhai.
A primeira cousa com que deparo na ad-
miniatracad de S. Ez. em tempot remotos ,
be o resgate de cobre rulgamente chamado
chanelan- porque foi autor da lei da ^7 de
novembro de 1897. Entio diste S. Ez. a
camar que aquelle cobre poderia andar quan-
do muilo em 5oo conloa de rs. que pouca
prejuiso dara ao pais a vala o pena por
tanto lecolhe-lo. Passou a lei, e quando t
fez o resgate he libido de tocto que o co-
bre ezcedeu de 2,000 conlos de reis. Ora os
males qoe daqui se seguir6 sio sabidos de
todos. Desde que Os faLos moederos con-
tarlo com o resgate da moeda Lisa nio bou-
va qussi poto da imperio onde nto fosse col-
locada nma fab ira; e desde e instante tambem
em q' os cidadios contara com o rsgate cao
preatara5 a necessaria attencio e de ordinario
o lectfbiio sem examen Aliim moeda falsa


Av
"^k
DIARIO DE PEBNAMBUC
r
he devido io Snr. ex ministro.
O Sor. ex-minislro dt fasenda fet com que
en tea lempo se encernsse a sessio legisla i
da sea iei do orcamento caso inaudito entre
as nacoens modernamente constituidas co
mo bem diase o Sr. Vssconcellos. Eu neats
P*rte lembrando estes erros do Sor. Cal-
on reportar rae-liei sempre as palavras do
Snr. Vssconcellos. O que se seguio de en-
cerrar aaesaio aem Iei dj o remenlo ? O que
se seguio desta fatal accio de S. Ex. ? Vamos
a ver se S. Ex. pra mostrar que as Rendas
publicas na sua ma erio mais bem adminia-
tradaa sem Iei do orcamento do que com ella
ecooomiaou os diobeiros pblicos : vejamos
, quaoto gastos naquelle anno : gastou na
que lia anno i4 mil con los cunhou cobre
i 107 contos: emiti em s plices 44*9 contos :
contrahio hura emprestimo qaatrocentas mil
libras quatro mil a quatro centos contoa :
soturna despesa da aono 35936 contos. J)
ra,ja se Te que valia a pena de fechar a sessJL
sem 1 i do orcamento. Oa, alem deste
emprastimo de 4 mil libras tar aido feito
illegalmente S. Ex. o gastn mais Ilegal
mente anda porque empregou a maior par-
te do producto deste emprestimo com os ne-
gocios de Portugal com OS quaes se foi in
troruetter, expendo-nos assim por consequen-
ca a podermos vir a ter huma guerra com o
reino da Portugal, porque ao D. Migueleen-
tinoasse a estar no trono da Portugal, alie nos
podara faaer guerra fies n do nos como in-
justos aggressores; porque se Portugal nio
tinba direito de tomar parte na iioeea poltica
in terna o Brasil alo tinha direito de in ter vir na
politic de Portugal. O Sor. ex ministro da
fsModa a todaa estas coosas qoa tomar par-
le eoque he peior a custa do dinbeiro d
nac>5 braaileira.
Accresce que S. Ex. he poueo felis .* sem
pre que trata da realisar algam contracto ,
?ande mais barato eompra mais caro do qne
oa outros. O emprestimo das 400 mil libras
foi negociado a 5a estando 01 fundos na
quella poca a 7a.
9. Ex. anda nio ficou aatiafeito com este
emprestimo, e, se verdada ha oque diz,
anda quic contrahr hum emprestimo com o
banco com ante data ,- emprestimo de que
nos salf ou a dignidsdo com qne eolio se con-
duzira os directores do banco. Mas quem
sabe a quanto andara este emprestimo com
ante data qne S. Ex.quis contrahr?
Na venda das apolicea externaa perdamos
441 contos do rtis. En nio me demorare
muito sobreisto porque a hora cata a dar.
O Sr- presidente ; Observo ao Sr. dipu-
tado que fados lio remotos nio me paraee que
possao aar t ra idos para a discusso de que bo-
je se oceupa a cmara t na se trata da accu
sacio do ex ministro da fatanda.
O Sr. Alvares Machido :_ Perdoe-me V.
Ex* .* como nio referir cstea fsclos em raspos
ta ao Sr. ex ministro da faxenda qua do seu
lugar me pedio que provasse a existencia da
divida enorme que deixou quando sabio do
ministerio ?
O Sr. Presidente : Pode continuar.
(Continua.)
Carapuceiro
O amor conjugal, historia Persiana
Hum Re da famosa Hispahan querendo
nniforaar a poligamia que era geral em saus
Estados, a qne o sexo femioino tivesse os
mesmos direitos, que o onlro promulgou
hum Decreto pelo qoal permillia que as
mulherea easassem coa qnantos hoaens qoi-
aessem anda mesmo aquellas, que a esse
lempo j se acharad esposadas. MosIraraS-
se estas grandemente sentidas desta disposi-
cao, qua puoba ea descoofi-nca o amor .
que tributavao a'seus maridos, a quem t
queri. pertencer por toda vida, F.m con-
sequencia fizerad hum nos abaxo assignadas ,
pedindo com grande ternura ao Soberano,
houvesse por bem de abrogar esse Decreto na
parte, que diiia respeito s que j eraS ca-
sadas; pois cada urna estar mu selisfeita com
o esposo que a corte Ibe deparara, e mm
por pensamentos desejava tr outro marido.
Respondeo o Soberano que consultara os
Orculos, e qne conforme so que estes re
aolveisem assim seria deferida a sua policio. I
Hoove preces, e penilenc as puMicas de-
poia do que os Sacerdotes recolheraS as pa-
lavras dos Orculos, qne decidirs desta roa-
neira Ser allendida a supplica daa pel-
e.onrrias : mas par*, isso ha indispeoiael,
que huma dessas esposas fique viuva por bum
modo miraculoio, morrendo-lhe repentina-
mente o marido, depois do que passaria a
asir com quintos homens Ibe parecer; e
com este sacrificio todas as msii roulliere fi-
carS lentas da disposicio da le, conservan-
do os seus queridos esposos no estado da mais
renturoia monogimia. Aquella molher que
qaiz-r ser a libertadora de todas as mais ex-
pora varanda de sua morada no maior se-
gredo e pela alta noite a imagem de seo ma-
ndo, qne aera recolhida pelos Sicerdotes e
isto feito mor re repentinamente o esposo,
e a viuva escolher os homens, que quitar ,
e com todos casar, a
He de advertir, que em Hespahan toda a
mu'her que cisava tinba obrig*co de pos
aair em grande veneracio, e muito escondi-
da a imagem do marido esculpida em padra ,
ou em madeira. Divulgada que foi a decUfo
dos Oraculoa grande terror se espilhou por
todoa os homens casados do Rem ; porque
nio sabia cada hum s- be qual teria de cahir
morte repentina : mas cada esposa faza a
seu consorte protestos e juramentos de Ibe
nio expr varanda a sos imagem.
Na vespera da temerosa noite sabio bum
bando, em rinde do qual todos os homens
casados erad obrigados a recolher se de sol a
sol ao grande Templo sob pena dos mais se-
veros castigos, e de gravissimo peccado. Foi
a ordem pontua'mente exeeutada : e pela alta
noite sahiaS em prorusio os Sacerdotes com
toehss accesaa em demanda da fatal imagem ,
entretanto que os maridos prostrados no ves-
tbulo do Templo recommendsvad se aos deo-
ses, ignorando todos, sobre qual recabii ia
a borrivel sentenea. E o que aconteceo ? Bem
poucas eraS aa verandas de mulheras casadas,
onde se nio visse pendn das por cordas as
imsgens dos maridos. Os Sacerdotes valera-
se de cestos psra recolherem as imsgens : e
voltsndo ao Templo as appresentaraS aos ma-
ridos os quaes tornando as suas respectivas
casas soubcrafi agradecer aquel le favor, e fi.
caraS conbecendo o amor conjugal das mu.
Iheres em Hispan han.
Copia fiel d'huma Carta que D. Mara de...
esereveu a sua tis D. Mabildes, que se a
chava em Portugal.
Presida lia e Sra. roioba. Com que ex-
presiSes seniimentaes significare! a Vm. a
magos deste coraclo pela infausta morte de
meu idolotrado esposo, que Dos quis chamar
a si para seu descanso, e meu tormento. De-
pois d'huma enfermidade que durou mais
de tres mates com adjulorio dos remedios ,
e de varioa Medicoa deo alma a Dos a i5 de
Agosto que he a Assumpclo de N. Sra. do
Bom Succeiso e o julgo a estas horas no
Ceo, para o que muito concorri pela vida ,
que comigo passoa.
Nio sei, como nfo morri de pena e de
saudade. Trinta e tantas vezes desmaiei, e
quando tornava a mm por meus grandes pec-
cados, s pedia a Deoa me tirasse a vida,
que de todo o coiacio aborreca. Quatro
das lavei sem comer nem beber, e puz-me
em termos d'espirar tanto que me sacramen-
te! e ung. Tomei nojo a todo o mundo,
e tinha assentado recolher me a hum conven-
to onde acabasse o resto dos meus tristes
das. Mas nio o quis o Ceo ; porque ha 16
das pouco mais, ou menos, que a comadre
Anica me trouxe recado de que hum senhor
me queris fallar. Fiquei o mais agoniada ,
que be possivel; e romp no excesso de dizer
em altas votes O que quer comigo esse de-
monio ? (Dos me perdn). Eu j disse, que
0I0 desejsva mais nunca ver coosa macho de
aeos olhos. Ao acabar estas pilavras ap-
pareceo me o sujeito, e quasi dou hum grito
de assustads; porque era tal e qml a figura
do meu defnnto; nem que fossem iraios ge-
meos. Cabellos, olbos, nariz boca fal-
la ludo era tal, e qml. Ele percebeo o
meu sobresalto; e depois de me aquietar com
s mais doces palavras disse-me que nio
era justo que eu fosse enterrar em huma
clausura os meus encantos e deca roo a final,
que pretenda dar mea mi d'esposo, protes-
tando que de tal maneira havia de substituir
ao meu hornera que eu nao Ibe sentira a
falta.
Outro qualquer querida tia que tal cou-
sa me propotease eu Ihe respondera pon
do-o p'la escada a bixo ; porem o Sr. M... I
Ah He o retrato fiel do meu defuncto e tal
beoaffecto, que a este consagro queso, e
nicamente por amor delle annui logo, por
maior, que foise a minha repugnancia de
me tornar a caasr. A'era disto eu emagrecia
aos polos, e de minia acordava quasi mal
assombrada ; e a comadre Genoveva me afir-
mou que ah andava arte do inimigo por me
faltar quem logo de madrugada me saudasse ,
e me desie os competentes bonsdias, como
pralicava o meu defuncto que ate nisto bem
mostrava ter huma boa criacio. Por estes
motivos e para ter quem tome conla do que
he meu estou justa deeisar-ae com o Sor.
B
M.. o que tera' lugar por todo o aez,
que vea. Dos nosso Senhor queira accetar
este sacrificio que faco, movida principal-
mente do motivo de nunca me e-quecer dis
prendas do meu defuncto, a quem sempre
trago no coracio e de ni j vir a ficar mal as-
sombrada de todo. A Ditos, minha querida
tia. Crea no que Ihe digo e que tomo por
penitencia & >.
ANCDOTAS. *
Certa comediante celebre tendo acabado
de fater o papel de bomem em huma farca ,
disss muito sat;sfeita De cerlo que melado
entre as duas Compaobias brasileira e estran-
g-ira a mais belfa harmona, effeito das bel
Usmas qualidadea que adornad a todoa os 1
Senhorea de que ella ie compSe.
F. F. Gamboa.
O Espectculo annunciado para boje na
Cidade de Olinda nio pode ter logar.
Avisos Diversos.
Roga-se ao Sr. Inspector da Thesours-
ra Geral qu-ira dor cumprimento a Ordem
da platea tomou-rna por bomem Q.ie m- que recebes, do Exm, Sr. Presidente da Pto-
porta sso (respondeo-lhe hum msgauo) se a
outra metade sabe perfeitameute o contrario ?
Hum Kidalgo tinha por seu comensal a bum
Poeta de noma Adi mu celebre pelas seus
dictos galsntes. Deixando-o em sua quinta
por alguns das em companhia de huma cria-
da mui dissoluta, esta Ibe eommunicou tal ca-
rnada de molestias que envergonhido fogio ,
e recolheo-se a hum hospital. Sabendo disto
o Fidalgo foi procurato, e como o nao en-
contrasse nos primeiros corredores das enfer-
maras comecou a clamar em vez alta a A-
dam Adim ubi es ? ( Adi, Adi onda
ests ?) Ao que accadi W de hum canto o
Poeta, dizendo Mulier, quim dedisli m
h scciam peccare me fecit ( a mulher que
me deste por empanheira, me induzio ao
peccado. )
Correspondencia
Sis. Redactores;
Nos tempoa dos Reis velhrs (bons tempos
segundo o pensar d'alguns carrancas) com-
mettia se os despotismos e fasia5-se mil ar-
bitrariedades, e ni) havia quem togisse ,
nem mugisse : mas boje (gracis snela li-
berdade da Imprensa) anda que nao deizea
de praticar-se muitas cousas ms, devidas
nosia mmoralidade e nio ao Rgimen Con-
stitucioi al boje, digo pode qutlquer pelo
menos desabafar, e por patente o que se fsz
de bom 00 de mo.
Este prembulo, exordio, ou cabecalho he
psra que ae ssiba, que com o maior escnda-
lo e publicidade ba quem estejt mandando
tirar canoas, e canoas d'areis do lugar do
Ilibato isto he ; da Cruz do Patrio para a
Cidade de Olinda. Est bonita graca Bello
modo de rasgar o Isthmo, e trazar-nos bum
diluvio; porque parece-me, qae se o mar por
ali entrar, o que ser deste nosso Racife tio
bonito ? O Sr. Occeano, que he bum furio-
so papio be capaz de eogoltr ludo n'hum
almoco; e lase vai todo inclusivo asa gu-
illas fritas para a gente cear. a O* das Illus-
trissimas Seoborss Autoridades alerta! O
Isthmo cuido que nos dave merecer moita
slt ncio. Quem quier areia para obras ou
para o que for mande-a tirar as coroas dos
ros, e nio ali ; que ninguem est para andar
carrera e var com os seus olhos hum de-
lurio de Deoca'iio, muito principalmente
quem Ihe cusa s andar, quanto mais acor-
rer como eu que s ju o famgerado
Filiibino.
THEATRO PUBLICO.
Fioalizou ante hontem i4 docorrente, o
trabalho da Companhia Gimnstica que por
dez vezes mimoseou o nosso Tiiestro com seus
variados e apnciaveis expeclaculos O nu-
meroso concurso e osapplausos que Ihs tribu-
taras consecutivamente os expectadores, sio
s mais clara prova do mrito destes artistas.
Quanto a' tua conducta pessoal, ella se ftit
digna da cstims de todos os homens de bem; a
jovialidsde discreta de Mr. Levrero,a circuns-
peccio de Mr Macrala e Achiles dio-Ibes
bum seguro garante do apreco que tem de en-
contiar em qualqoer das Provincias deste Im-
perio onde vio com sui bellisiima arte en*
Ireter os nossos compatriotas. Bonancosos
Ibes seja os mares propicios ventos os en-
dozi5.
O Empresario do Theatro convida a quem
por philantropia queira distribuir os Camaro-
tes e Bilheles para Beneficio dos pobres enfer-
mos desta freguezia pagando elle Empresa-
rio todas ss despezas ; isto sntes da retirada
da Companhia Gvmnastica que ha de seguir
no Vapor para o Sol:
O Empresaario do Theatro julga do seu
dever fater publico que nos dez exp los di Compinhia Gymnastica sempre teinou
vnola para o pagamento das vanlagens de
ctapinha aos Officiaes qoeservira5 na desas-
trosa guerra de Panellas, lembrando-se S.
S.que quem traballia quer ver a paga do seu
trabalho. Se S. S. quer para mais lormalida-
de decidir este negocio em Junta, faca coa
que ella se rena nos diss marcados, oque
nio tea soccedido, apesar de repetidas pro-
messas. Nio bists o despreso em que 0G0-
verno tem tidoos officiaes que fizera a mil
fadada guerra de Panellas nio tomando em
nenbnma c msderaclo os seos servicos para os
promover ser ainda necessirio que seja
taea officiaes mnrtificds com o reUrdameoto
do pagamento diquillo que se Ihes devs e
quetio judiciosamente se Ihes mandn pagar?
Espea ae por tanto que o Sr. Inspector Urna
sobre si este negocio e decida-o danianaira
que Ih'approuver.
Faz-s todo o negocio com huma divi-
da ja prompta em execucio com mandado da
paohor* da qu e custaB nesta Typ. se dita quem faz o ne-
gocio.
Hontem das quatro para as seis horas
da tar(je desapireceo hum menino de id.de
de doU8 ann0s pardo claro e cbelos caxia-
00* t ssindo de casa nu' ; quem o ti ver adia-
do leve-o aop teo dohospii.ldo Paraso casa
^8 Josa Joaquim Paz Baretto.
A pess ja que precisar de urna boa ama
de leite para criacio ; d rija -se ao Pateo de
Sio Pedro por cima da loja de livres segundo
andar que avista da pessoa se far o ajuste.
Precisa-se alugar um preto para andar
com urna carroca sendo ladino e que enten-
da de tratar cavallos,: na ra JN o va D. ai
ou annuncie.
Aluga-se urna grande casa terrea feta
moderna, com quintal todo murado da
pedra e cal, no lugar da Solidade : quem
a pertender diiija-se a Praca do Corpa Santo
a falrcom Jilo A. Guisarles.
Urna crila de bons cislumes, e qne sabe
trabalhar em obras francesa ofereca o seu
presti.no a qualquer pessoa que delle se qui-
zer utilizar, dirija-se a esta Tipgraphia.
Hum Brazileiro de boa conducto, pro-
poem-se a ensinsr particularmente o numero
de quinza meninos alr, escrerr. contar, e
Gramtica Portugueza, e termos de civillida
de; cjm todo relio, e aphcicio possivel, por
menos do preco que prezentemtnle neaclia es-
tipulado, quem de seu presumo se qnizer uti-
lizar dirjase a ra de O-tas lado do Puente
c ta D. 41 que a hi achara com quem tnctar.
PedeseaSra. D. E. D que empenhot
bum a nela na Praca da Boa .vista em huma
venda pella quanla degUiao, a mais de bum
anno, v. como ibe o prezente nao lenha vindo
lirar, roga-se a dita Sra. que nopraso de oilo
dias o venha tirar pois docontrariu vera sea
nome por extenco
Quem a nunciou nr diario de 13 do cor*
rente numero l5o ter huma meza de aeio de
talla de madeira aogico, para vender anuncie
o lugar para aar procurado.
Precisa se saber de noticias te ezisleo
Srs. Jase Pacheco Lima Si Jos Francisco Pe-
reir moradores que forane-ta cidade do Re-
cife { ou nu sua falla, se existir hardeiros, pa-
ra negocio de seu enterrase no armasea de
vidros so lado da Cfcdeia.
__ A pessoa que precisar de huim ama se*
ca, dirija se atraz da Matriz de Santo Anto-
nio a casa D. 9.
Prtciza aa de cinc: en ta mil rs. a ju-
jos sobra pinhores de (Juro, quem quizar
dar anuncie
A pessoa que por engao levou no J>-
mingo i4 do cor rente deuma casa na ra No*
va hum chapeo de sol, queira restitu-lo na
mesma cata, se ti ver coociencia, e qunerftter
esta esmola ao leu legitimo dono, alias decli*
ratse-ha o aeu nome.
_ Quem auuncou uo Diario de hontem a
iputeca de huma parle de cata terris, dirija-so
a esta Tipgraphia que sedira quem os d.
_ Precisa-se de um caixeiro pira ir pira
VIacei para urna loja de fazentfait na ra
do Queimado loja de tres portaa defronte do
beco da Congregado.
1
i.
J



-*
_ O Secretario da Sociedade Mineryina ,
convida aos socios pira se reunirem hoje 17
do correte na salla de suas setses horas
do costume.
_ Quem annunciou qa-ier comprar p en-
Bio sobre o fabrico da a-sucir pur Miguel
Calmon du Pin e Almeida diri)a-se a Olio
da na subida do varadouro D. 9.
m Jos da Veiga Pinto sangrador e den-
tista avisa ao respeitavel publico de qum
tem recehido immemoraves obsequios que
tein mudadoua residencia para ra estreita
do Rozario D. 16, defronto da Igreja todas
as pessoas que se quiserem uiisar de seu
prestimo o podem procurar na mencionada
casa a qualquer bora.
_ No dia i3docorrente perdeo se os li
?ros aeguiotes : codito criminal analisodo ,
jus personarum par Fascoal Jos do Mello '\,
u uin roanuscripto contendo explicar/fies de
direito civil do inesmo Pascoal, e com o no-
me do dono Manee! Ftrreira da Silva ; quem
os ti ver achado diija-se a ra Direiti D. 11,
no terceiro andar.
_ O abaixo ss-ignado como ccerdeiro n-
ventariante e testarcenteiro dos bens d casal
do fallecido seu pai Ignacio Jos Per eir du
Loiolla avisa sos lectorios inleressados ,
que podem ir a sua casa receberem o que llin
perlencerem pela verba testamentaria por ter-
se findo em im do passado raer. o Francisco Pereira de Amida Camera.
_ Precisa-se fallar a negocio de ineresse
com o proprietirio dos foros da casa D. J'i
da ra da Gloria da Boa vista ou ]iien> suas
Tetes fizer: na ra da Madre de Dos n. \,
ou annuncie*
Rcga-se a certa sociedade das 5 ponla9
que quando se acharem reunidos em sesso
permanente sejo mais acautelados de fallar
da vida allieia como costumio olhem-para 31
e vejio o que ja ferio pois se tivessem sen-
timentos de certo, s se importaran! com as
suss vidas pois talvez tirassem mellior
vantagem do que importarem-se com as do
vesinhos
_ O abaixo assignado faz publico que tem
mudado o nomo de Claudio Candido Dubeux,
para Claudio Uubeux visto havrr ncsta. Ci-
dade outro Claudio Candido Dubeux, e ba-
ver muitos anganbos no norne e por isso
se assigna Claudio Dubeux.
_ Freciaa-ae alagar orna casa tarrea com
quintal e cacimba que nao exceda de 16300
mensaes sendo em qualquer 1 ua do Murro
de S. Antonio ou liba vista ; quem tiver an>
nuncie.
_ O Sr. cstrar-geiro casado que se offe-
rece para feilor de sitio dirija-sa a ra larga
do JRozatio D. 7.
_, Prcisa-se de 3oo,ooo a premio por
espato dt; um anno dndose urna esciava de
bypotheca ficandoos sprvicos da mema pe-
los juros da quanlia j quem quiser dar an-
jumeie.
. Quarta feira i7 do correnle se hade ar-
rematar a quem mais der a venda D. 9 sita na
ra larga do Rosario, do fallecido Andr
Gonsalves do Cabo a-sira como a fimt-se
que a Senboria garante a venda era dito pre-
dio e tem legar p-l-s 4 horas da Urde na
porta do Sr. r. Juiz do Civel da segunda
vara.
r+ Convida-se a todos os Snrs. que air.da
io eucaminhassem suas respectivas aeces
contra a r'azenda Publica pelo valor des de-
psitos feitos na mesa de Diversas Rendas e
que'ali foiao rouhadas pela guardar mi-
litar colocaa pelo Governo e cujas qum-
tias a Tbcsouraiia desta'Provincia se rtcuza a
teressa quem o precisar dirija-se a ra da
cacimba armasem de assucar n. 5.
Compra-se una morada de casa terrea
sita na Cidade de Olinda ra do Aljube n.
ao a Senhora D. Rosa Candida do Arago,
e sendo dita caa esteja sujeita a algum pessoa
por hypotheca aprsente os documentos no
praso de 8 das na ra da S. Thereja casa
U. 13.
Tornou-se da mo de um preto por
se desconfiar que era furtado um livro em
francezcom o titulo Julie ou la novelle Heloi-
sa ; quem for seu dono pode procurar nica>
sa de cambio di ra da cadeia n. 48.
Avisos Martimos
PARA TRIESTE segu viagem com a
maior brevidade pcssivel o Brigua Supco
Harmonio forrado de cobre e de superior
marcha e por lhe faltar muito pouca carga ,
quem quiser carregar ou ir de passagem diri-
ja-se,aos seus consignatarios N. O. Biabar ci
Coropanhia ra da Cruz n- 63.
PARAOARACATY o Sumaca Delmira 5
Meare Jos Joaquim Al ves ; quem quiser
carregar ou ir de passagem, dirija-se ao me<-
mo Mes'.re ou com Antonio Joaquim de
Squu Ribeiro na ra da Cadeia do Recife.
Le i 1 a, o
_ Que fax o Corretor Oliveira de uro
completo sortimento de fizendas quarta fei-
ra 17 do crrente pelas 10 horas da manh, no
seu armasem da ra da Conceico D. 34 pri-
meiro andar.
__ Qucfazem Luttkens & Companhii, por
intervenco do Corretor Oliveira de um sor-
timento de ferrpgens e miudesas quinta
feira 18 do corrente peas 10 horas da manhi
no seu armasem da ra da Cruz n. i.
_ Que faz Hermano Mehrtens por int?r-
venciodo Corretor Oliveira, de mesas grandes
de rreio de salla, sofs com seus banquinhos,
secretarias bancas de jogo de um e 4 P<5< t
cmodas cadeiras finas e inferiores, e oulros
trastes como bandeijas de gosto moderno ,
sexta fiira 19 do correte pel'S lo horas da
manlia 110 seu armasem da ra da Cruz n.
a3 primeiro andar.
_ Urna carteira de doas faces, propria
pira ercriptorio, ou armasem e um berco
de Jacaranda, Indo por preco commodo : na
ra das Cruzes D. 19.
Um escravo de idade de a5 a 3o annos,
muito fiel bom coiinheiro e tambem ser-
ve para outri qualquer servico um dito de
18 annos de idide muito* possante e sera
achaques ; urna linda escrava de naci baca ,
de idade 18 anuos, muito ladina, e babeli-
dosa urna de naci e da mesma idade ,
com principios de bons servicos de urna casa;
um moleque de idade d? 11 annos, muito,
proprio para apredender qualquer officio e
todos estes escravos se dio a contento e se
a Gioca boas vendas : na ru de agoas v no primeiro andar do sobrado D. 38.
Urna preta da Costa lava engomma
liso ro/inha o diario de uma casa e boa
quitandeira : na roa do Cotovelo D. 3.
Um moleque de idade de 18 a ao annos
de bonita figura e spra vicios : ni roa do
Nogueira sobrado d4* um andar D. 6.
-. Una canoa pequea meia aberta, e lin-
da nova por ter tido muito pouco u/.o, a qual
carreg'a 3oo lijlos ese aclia em ponte de
Ucl'a no porto do sitio de D. Mariana ; na
ra nova D. 19.
_ Uma canoa grande nova que carrega
600 fijlos : na ra da Palma lado direito na
primeira casa terrea.
_ Uma molata de a6 annos de idadu, sem
vicios nem achaques muito boa engomma-
deira e costureira e hbil para todo servi-
co de uma casa : na praca da Boa vista boti-
ca de Ignacio Jo de Coito.
_. Os utencilios de uma aula d primeiras
['tras por preco commi.no
na ra da Ca-
parda, e azul ferrete a i5oo a libra
ludo mais por preco commodo: na praca
da Independencia numero 20 e na ra ; do
Quaiteis D. 3.
_ Um bom methodo de rebeca e um
corrame de lutro com as ferragns douradas :
na praca da Independencia n. 33.
_ A propriedadede sobrado e sitio da ra
da Gloria, pertencante a Ignacio de Jess Bao-
deira e faz certo que a preferencia que tinha
Sr. Jos Antonio de Azevedo na sua es-
criptura de hipotheca elle a oede por
isso podem tratar da venda com o dito Bao
deira no mesmo sobrado,
Caixas com bom sortimento de vellag
de cers do Rio de Janeiro e cera de carna-
buba em bruto : na ra da Moeda n. 141.
Escravos Fgidos
C o ni p ras
tas
pagar : a mandarem seus documentos em for-
rea a rus do Vigario D. 12 para se poder en-
catriiiher o libtllo a Fazenda Nacional ,.eas-
aim se pudtrem minorar as dt-spesa respecti-
vas.
_ Aluga-se um rscravo com preferencia
sendo femea para o servico externo de uma
casa : nesla Typografia se dir quem quer ,
Unde-se-lhe ilmoco jar.tar, e ceia.
_ .Francisco de Bairos Falcio rje Laccrda
Cavalciuti, Fiscal da Freguesia da Boa vista,
fazscieule aos mscales, e boceteiras, que
no ro rente mea de Julho se fiuda o praso
dentro do q'u*l devero elle* tiraren suas licen-
?is, visto que em Agosto tesa principio a
aorreiclo 5 imposto da Lei Provincial de J de Maio de 18J9;' sob
pena de serem comj.ehdos a pagattm djradcis
tanto a renda Municipal, COo a ou la,
_ Um rapaz biasileiio de idade de 17 a
18 aTinos se profe a str caiaew^"0J*-
sem de assucar ou mesmo p ra cc%pcs ,
e d fiadci- a sua conducta j quro o precisar
annuncie.
Um lioaem mero pcrtugoei fcem co-
nbe7ido cesta praca, pro|e-se dininialwf
qmlqaei tbr ou Hierro por wncdo_ tn-
Ua cavsllo que tenba bons andares ,
iod estando magro : annuncie.
_ Dois Diccionarios e dois ditos de ingles para portuguez e dois
Vigarios de OccGel : na rus da Madre de
Dos n. ai.
Vendas
_ Uma porclo de encbarne's de ao a ai
palmos de comprido .* no mundo novo .ra
de S." Amaro a fallar com Jos Marques Vi
anna.
_ 4 escravos, um moleque peca de ida-
de de 18 annos ptimo para todo o servico,
tanto da praca como do campo; uma molata
de idade de 18 aunos cozinha engomma ,
e faz todo o mais servico de urna casa ,- e duas
pretas mecas, com s mesmas habilidades, e
sio boas quitandeirns : na ra de agoas ver-
des casa terrea D. 37.
_ Um bom cavaiio rodado com a muda
sem fazer bastante gordo de bonita liga-
ra muito passeiro ardigo, carrega baixo
al Dtio por preco commodo : as 5 pon-
tas na loja de fazendas D. 44a
_ Uma negra de nacjfo angola de idade
de a3 a 24 annos cozinha lava engom*
mi, e he muito -norosa para enancas : na
ra da Florentina na penltima casa antes de
chegar o sobrado do Sr. Eiras.
_ Na loja de ferragens defronte do licro
da Congregaio botoaduras de reros do
ultimo gosto emporcio de v\5 botoaduras,
a 64o e a retalho a 8. o rs.
_ Uma venda em muito bom lw*t sita
na quina da ribeira do peixe defronte da pra-
ca da fnririba 11. i5 com os fundos de 4oo|:
a tratar na rorsroa.
__ Stmenh- de couve manteiga, repclho
iiranco v roilO a 3ao rs. aocento : na ra
irtita D, 34.
_ L'm rdogio de ouro, de pitent?, e
de boaautboi: na rus do Quciuado Oeti-
aa 3.
deia do Recife n. 'j primeiro andar.
_ Por preco commodo umi porclo de
ferramenta para carpina ja com uto : na
ra da Madre ds Dos n. 24.
_ Um escravo do gento de angola bo-
nita figura de idada da 20 annos e pro-
prio pira qualquer servico : na ra estreita
do Rosario lado da Igreja, no primeiro andar
do sobrado D. 1 i.
_ Uma ni'.ileca creoula ptima para rau-
b*nda por ser de bonita figura e nao ter
vicios, de idade de 12 annos: na camboa do
Carmo D. 8 lado do poente.
_ Formidaveis cortes de vestidos de chita
muito propria para e.^cravatura, por ser mui-
10 encorpados *e de tintas seguas ; e cortes
de riscados de 8 covados proprios pira ves-
tidos e sobrecasaca : na ra do Creipo loja
de Antonio da Cunba Soares Guimares, D. 5
lado do norte.
. Sag fino de primeira sorte gomma
de mat-rana e doce de marmelada : na pra-
ca di Bja vista venda D 9.
Uma escrava ciepula de idade de 15 a
16 annos cosinha o diario de uma casa,
lava, e engomma liso; na ra atrs/. dos
Martirios D. 32.
_ Uma molata que sabe fjzer todo o ser-
vico de uma casa uma negia de naci, com
boas habilidades um negro moco, bornea
noeiro, uma pirte de um sobrado na ra
larga do Rozario 3-voltas de cordio de bom
oiro um alfinele de diamantes um relo-
gio de cirm de meza um berco de condnr ,
uma caixa que se dando corda toca militas va
riaujes, uma lanterna mgica 6 selins com
arreios ja uzador, e oulrss muilss coisas ,
e uma letra que venca os juros de dois por
cento ao mez tudose vende por precisSo :
oas 5 ponas D. ii.
rm Um violo muito boa comregrs certa
e muito boas vozes : na ra estreita do Rosa-
rio botica pinta a frente de aroarelo.
_ Uma molata de 3o annos de idade co-
zinha bem o diario de um casa lava de sa-
bio k faz todo o mais servir. de uma casa *
Rap princeza de Lisboa dito da
Babia tinta de escrever a a4o rs. meia gar-
rafa e garrafas a 400 reis, superiores pen-
nas de escrever a aoo at 5oo reis o quattei-
rio cha isson de primeira sorte a j6oo a
libra dito imperial a iqaoreis a libra, sor-
timento de bicos e rendas de linho fino ,
e ordinario escovss finas par denles ,
pentes finos de mtrfim para piolho ditos
de alisar de tartaruga ditos para marra-
fas caixinbas de vellinbas finas de tirar
fogo a 160 reis botos de vidro de todas
as cores para coletes, ditos de metal dou-
radocom coroa e a letra A para G
da Alfandega a 64 "o a botuadura sendo 2}
boifs grandes e 7 pequeos ap.relhos
do Rio 4ooo, ditos para cavallaria a 12800, os
verdadeiros e jenuinos poz antebiliosos e
purgativos preparados por Manoel Lopes
boticario rbimico sugu* de primeira sor-
te a 400 reis a libra, superiores bicha*
pretas grande?, o mciis liuha) pretas e
Dimissiana fgida desde Maio creou-
la estatura media sreca do corpo pernis
finta ,..representa 3o anuos de idade, falta de
dentes na frente da boca ; qoem a pegar leve
a quarta casa tprrea nova-do lado direito que
vai para o Hospicio que sei .recompensado;
Dominoo i4 do corrente fugio uro mo-
leque de idade de 18 annos, estatura baixa,
e principio de barba consta que anda neta
praca ganhando, e os outios negros o apeli-
d.rio por Joo mscica ; quem o pegar leve a
ra do Crespo D. 12.
Nodia a3 de Fevreiro desapareceo
uma negriuha do ciminho di eitar.cii de
14 annos muito magra e meia fu'la, coto
as juntas da pes e naos muito inchad s, cora
urnas fridas as costas d.- marcas de hechi-
gas olhos grandes nariz chato, boca gran*
de hi'icos grossos dentes larg- s orelhas
pequeas, e o p de uma deltas uma maca
He ferida no hombro e-querdo tem um ca-
lombinbo, he quebrada do embigo e traz
por isso urna funda levou saia de chita roi-
xa amarrada no hombro e sem camisa .
quem a pegar leve a ra do Cotovello Deci
ma 27.
No dia 1 a do corrente fugio umi negra
meia nova de nar;io baca bastante alta ,
ebeia do corpo de bonita figura bem pre-
ta cabello meio vermelho cara Urg, na-
riz pequeo e quebrado entre os olhos, den-
tes alvos, e 01 de diantH meios abertcs bri-
ces grossos peitos cabidos e um tinto pe-
queos tem no braco dirsito um 8 mos,
e ps peqoeuos um solitario de pedras as
orelhas, dois 6os decontss azues no pesclo,
e rozarinho com uma figa de prata, levou es-
misa de madapolio vestido de quadros ama-
reloe verde, tem as mangas 3 b 1 hados t e
panno da costa azul e branco e aiodj nSo
est emhanhado chama-se D-1 fina fugio
da ra velha indo pira a da Gloria as 6 horas
da tarde ; quem a pegar leva a rui da Gloria
cata D. 4' que str gratificado.
_ Fugio na noite do dia 14 do corrente,
um mol q e de nomo Constantino de naci
S. Thom idade de 18 annos pouco mais
ou menos estatura baixa de cor fulla le-
vou vestido camisa de l;odj e ca'aa d es-
topa ; quem o pegar Uve a ra da Cadeia do
Recife loja n. i5.
No dii i3 de Fevreiro p. p fugio
um escravo de nome Pedro de na,ij re- -
presenta ter 3o annos de idade, rosto liso,
estatura ordinaria foi vestido de cala e ca-
misa de brim sem chapso e levava uma
corrente no p 5 quem o pegar leve a loja de
Juio Maria Seve que sera' gratificado.
- Benedicto crcoulo fogioem Maio p.p."
de idade de 17 tonos haixo corpo r*Tor-
eado tem marcas di escaldaduras sobre o
peito e signaes de bichos na p dos carcauhaes ; qoem o peg r leve a ra da
moeda n. i}i que sei bnn recompensado
de sea trabalho.
Moviuieiito do I*orto
NAVIO SAHIDO NO DIA 16.
PARAOS PORTOS DO I*ORTE; Barca
de V-por N.-c. S. Sebaslio VI. Jubu H
pas^ageiros Luii Antonio da Silva Vianua ,
Fr. Juio de Nossa Senhora Raimundo
de Muues e Seixjs e o Capillo Ernesto
Emiliano de Medeiros com sua familia.
e
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V
P
r
S(
d
n
li
ci
ti
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SI
d
M
M
d

P
A
1
03SERVAC0ENS.
Apance ao sul uma Surta.
\
PERN. WA TP. DE M. I".DE FAR1A i8J9
mmmmh
m**


Full Text
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