Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03797


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Full Text
Annvde 1841. Sabido
i
-'. -j.
Todo ge depende da nos mesmos ; da nossa prudaneii, modera-
| So, e anrgia continuemos como principiamos, arenaos apo atados
Mal adainefe *"* ai Aiaces mais cultas.
PradanMcio da Assemblca Geral do Brasil.
Sabaerave-M para esta folba a 5|ooo por quartel pagos adiantadow
Dcata Tipografa ra das Cruxes 0.3, o na Praca da Independen-
cia n. yj e 58, onde m recehem corraspondencias legalisadas o an-
nuncios, insirindo-M stes gratis, Modo oos proprios assignantes, e
viudo assgoadot.
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES*
Cidadada Parabiba a Villas de su preteneo ...... ,\
Dita do Rio Grande do Norte, a Villas dem. ...... (u ..
Dita da Fortaleza a Villas dem ..... ........*n ^las ferias.
Cidade de Goianna ........... ........../
Cidada da Oiinda ...................... Todos os das.
Villa deS. Anuo ...................... Quintas lenas.
Dita da Garanbuns c Povoaco do Bonito ......... lo, a 14 de cada mes
Ditas do Cabo, Serinbaem, Rio Forntozo, e Porto Cairo, i, n, a ai dito dito
Cidada das Alagoas, a de M acet............dem dem
Villa da Pej' de Flores..................... dem 13, dito dito
Todos os Corroo! partem mo meto dio.
8 DE YIaIO. NfcM. )>.
CAM ROS. Mi
Londres......Si d. por 1 *ooa eed.
Lisboa......8o por o|o premio por
Fracca...... 31o reis por franco.
OUhO V5oe.li de 6#4oo reis, velbas
>, Ditas ,, novas
Ditas de afooo res,
PRATA -- Patacoes Brasileiros
,, PezosColumnarios ---..
,, Ditos Mexicanos --...
Miutia. -------.-.
Oesc. de bilb. da Alfandega i i|8 por I
Mena de letras deboas firmas
M>*^* de eobra i por toode dise.
StduUs de pequeo valor
10 "].
metal offaraeidt
Consp. Vendas
tiDiao i&faoo
i*5oo i{faoo
H#oo -
i#;-S,i .
iftSo -
i JI > > o -
i#46* -
oo ao me*.
1 i|i a
8^4 o
b*
l#friO
#48'
I OJU
ao par
i|' |<> a 1 0|0
l'HASt DA LA O MEZ UK MAIO.
La C'iea a 5 as 11 h. a 4i m. da man.
Quart. ming. i3 as l h. a oi m. da tard.
La Nova 7o as a b. e ao m. da tard.
Quart. cese, a i-j < ai O h. e l\-j m. da nua.
Mart sheia para o da 8 u Maio
A9 6 boras e ti minutos da tarde.
As 6 lloras e 3o minutos da inanb.
DAS da SEMANA.
3 Segund* Jff. Inrenco da SantaJCrua.
4 Terca S r'loiiano M Relia; vara.
5 Quarta S. Pi 5 P. Audiencia do Juiz d D. da 3. vara.
6 Quinta S. J.5o ante-portam-Latinam Au.iiencia do Juiz] de Direito
da S. vaia.
7 Seita S. Estanislao B af Audiencia di Jais de 13 da i. v.
6 Sabbado Apae* > de Miguel Arcauja. -- RelUcio audiencia da Juiz
ii D. 9 Domingo S. Gregorio N.nuianzeuo
PERNA MBUGO
jo de Adb.ii. de i 84 i N. 88.
Manoel de Souza Tsixera Presidente da Pro-
vincia de Pernambuco, Faco saber a to-
dos os seus Habitantes que a Assem
blea Legislativa Provincia Decretou eeu
sanecionei a Lei seguinte.
distribuidas pelos presos pobres, e pagar da | Commandante das Armas para a Provincia de
Cade sessenta mil reis ; trinta para o Arre- Marauho.
matante, e trinta para o denunciante e na
Artigo i.
falta d'este para a Cmara Municipal do des-
trictoonde for feito o tallio.
Artigo 6. O Presidente da Provincia da-
r o regulamento preciso, o qual compre-
hender as condicedes para a arremataco e
as multas pecuniarias que dever pagar o Ar-
rematante quando deixar de cumprir o con
A Forga Policial de toda esta | tracto inclusive mesmo a perda do previle-
Provincia para o anno financeiro de mil oito- gio as reincidencias
centos e quarenta e um mil oito centos e
quarenlae deis constar de quibentas e
noventa e nove Pracas com a organisaco ,
que lbe foi dada pelo (loverno da Provin-
cia. M
Artigo a. Continuo em vigor os arli-
Artigo ;. Ficio revogadas todas as Le-
is e Disposiges em contrario.
Mando por tanto a todas as Authoridades
a quena o conheciment e execucaj da re-
ferida Lei perteocer qua a cumpro e fa-
co cumprir to iuteiramente como nella se
gos da Lei Provincial de 5o d'Abril de mil conten. O Secretario desta Provincia a f.-
oito centos e trinta e nove que nao foro ca imprimir publicar e correr. Cidade
alterados pela presente. do Recife de Pernambuco em quatro de Maio
Artigo 'i. Fico revogadas todas as Leis ,, de mil oito ceios e quarenta e um Vi-
e Disposices em contrario. gesimo da Independencia edo[mperio.
Mando por tanto a todas as Authoridades a Manoel de Sooia Teixeira.
quem o eonhecimento e exeruco da referida L. S.
Lei perteocer que a cumpro e faeao cura- Carta de Lei pela qual V. Ex. manda exe-
prir lio iuteiramente como nella se conten, rutar o Decreto da Assemblea Legislativa
O Secretario desta Provincia a faca impri- Proviucial que Houve por bem sanecionar,
mir publicar e correr. Cidade do Re- ordenando que o Presidente da Provincia l *c i
cife de Pernambuco em trinta de Abril de por em arremataco por um triennia a venia
mil oito cenes e quarenta e um Vigsimo das carnes verdes que se consumirem nos
da Independencia e do Imperio. Municipios do Recife e Oiinda e dando
Manoel de Soura Teixeira. outras providencias sobre o meimo objecio j
Ij. S. na forma cima declarada.
Carta de Lei pela qual V, Ex. manda ex-;- ) Para Vossa Excellencia Ver.
cutar o Decreto da Assemblea Legislativa Jos Xavier Faustino Ramos a fe.
Provincial que bouve por bem Sanecionar Registada a .
fixando Forca Policial de toda esta l'rovin- ,,.s Provincites.
ca para o anno fnanceiro de |84< ;' i^a >
na (orea cima declarada.
Para Vossa Excellencia Ver.
Jote Xavier Faustino Ramos a fes.
Registada a l iij do L. 1. de Leis
Provinciaes. Secretaria da Provincia de
Pernambuco em 4 de Maio de i K4 -
Francisco Xavier e Silva.
Sellada, e publicada nesla Secretaria da
Prcvincia de Pernambuco em 4 de Maio de
i84i.
Francisco Munii Tavares.
146 V. do L. i. de
Secretan.! d de Pernambuco em 5 de Maio de 1841.
Francisco Xavier e Silva.
Sellada e publicada uesla Secretaria da
Provincia de Pernambuco em 5 de Maio de
1841.
Francisco Vlmiiz Tavares,
CO.YIMANO DAS ARVIAS.
Expediente do dia 29 do p. p.
OfficioAo Exm. Presidente, requisi-
tando-lhe a expediccao de suas ordens, para
ser collocado no quartel do Hospicio um cano,
que deve d*r esgoto as agoas suj .a da cosiuha
4 de Maio de 1841 N. 89.
jtlanoel de Sousa Teixeira Presidente da
Provincia de Pernambuco. Fuco saber a do mesmo quanel.
todos os seos Habitantes que a Assem- Dito Ao mesmo Exm. Sr. Iransmittin-
blea Legislativa Provincial Decretou, eeu do-he com petientemente informado o reaue-
SaocioneaLeiseguinte. rimenlo do Sargento Vago Mestre do Dcposi-
Artigo 1. *> O Presidente da Provincia fa" to Joaquim Jos Pereira Vianna, que suolica-
m por em arremataco por um trieonio a va a S. M. o Imperador a Graca de ser oro-
venda das carnes verdes, que se consumirem movido a Alferes para al-uns dos Cornos
nos Municipios do Recle e Oiinda. dota Provincia ou para qualquer outro do
Artigo t. Aquelle ou aquelles que Imperio,
oferecerem as ditas carnes por menor pre?o Dito Ao mesmo Exm. Snr. remetiendo-
serao os arrematantes, e gosaro do previle- lhe informado o requerimento de Francisca
gio de ser os nicos que tenho tainos para Mana de Jezus que impelrava a Graca de
emicao para seo blho nico Jos Joaquim de
Dito Ao Inspector da Tbesouraria re-
quisilando-lha em desempenbo das ordens
que vinha de recebar do Ministerio da Guer-
ra, counmunicadas em Aviso dtt a4 de Mar-
co ultimo, as fes de officio de todos os offici-
aes, do Estado M^ior de primeira e segun-
da classe, e de segunda linba com sold, nao
reformadas e dos de primeira e segunda li-
nha (com sold) reformados, fasendo cobrir
ditas es d'olficio com urna relapso nominal
na qual se dvia declarar os postos, e ven-
cimenlos de cada um deveodo empregar-se
o maior coidsdo para que nada se omiltisse,
q dissesse respeito aos servigos e antiguidade
Dito Ao Commandanle interino do De-
posito, ordenando-1 he a remessa das fea d'of-
fici dos officiaes Enpregados naquelle Eita-
belecimento.
No mesmo sentido se otficiou ao Maior C-
mabdante interino do Esquadrao, Uaialho
de Ai'tillieiu e Compauhia de Arlifices.
Dito Ao Commandaute interino do De-
posito remettendo-lhe os papis de contabe-
iidadedo destacamento da Comarca do Brejo
relativos ao mez de Marco deste ano o, e
mandando entregar a importancia dos mesmos
ao portador Pedro Francisco de Mello.
Dito--Ao Preleito da Comarca do Brejo
commuuicandj-lbe oexposlo no precedente
officio.
Dito Ao Commandante interino da Com-
panliia de Artfices disendo-lhe em resposta
ao seu o'liciode a8 de Marc/i ultimo, que se
tiuli expedido ordena para ser retelhada a
coberlado quartel da mesma Compaohia.
Dito Ao Commandante iutenuo do De-
posito, dando-lhe os esclarecimeutos que pe-
dir em officio de 19, acerca dos vencimentos
do segundo Sargento Pedro liiserra de Morae*
viuda dj .vlaraiitiaj.
Dito Ao Commandante interino do Es-
quadrao remettendo-lbe a guia do primeiro
Cadete Francisco de Souza Re;o Mouteito, e
ordenaiido-lbe q' depois de averia ir em seos
asientos as occorrencias Militares do ditoca-
Cadete, o escusasse do servico em couformi-
dade do Aviso da Secretaria de Estado dos
Negocios da Guerra de ao de Marco ultimo.
Dito Ao Commandante interino do ter-
ceiro batalho de Artilberia pedindo um
mappa circunstanciado da forca existente na
I Provincia com declaraco dos deslinos de ca-
da urna das pracas.
mesmo Tribunal nos das a cima indicados
munidas de Fiadores idneos.
E para constar mandou o mesmo Sr. Ins-
pector affixar o presente e publicar ueU
Imprensa.
Secretaria da Tbesouraria dis Rendas
Proviuciaes de Pemambucj 1. de Marco do
1841.
O Secretario
Luiz da Costa Portv.carreiro.
ALFAEDEGA DAS FAZENDAS.
EDITA!..
Vicente Tbomaz Pires de Figueiredo C-
margo Cavalleiro da Orden de Christo a
Inspector da Alfandega por S. M. 1. qua
Dos Guarde etc. Faz saber que nodi
8 do correte pelo meio dia, e na porta da,
mesma, se ha-de arrematar duascaixas com
pertumaria no valor deioooo:), vinte a
oito tapetes no valor de goooo, e seis dusas.
de bengalas ao valor de iCJoo, imougiadas
pelo amanuense Gonsalo Jje da Cosa e Si
Juuior, no despacho por factura de lionne-
ond A. Taux & Comp. settenta e seisdu-
ii-Jide luvassemdedos.no valor de 1670*00,
impugnadas no mesmo despicho pelo Guard*
Antonio Francisco Xavier duis caixar com
papel pautado no valor de oBUooo, urna
ca.lxa com 'inte pesias de cassas no v^lor de
ab3(Jooo, tresentoi e vinte e quatro caixos de
llarespara cabecas chapeos, no valor de
venda delles.
Anigo i. O Presidente da Provincia a-
doptar por base da arremataco una preco ra-
soavel para a estaco do invern e para a
de vero.
Artigo 4- Designar outro sim o nume-
THESORARIA PROVINCIAL.
Olllm< Sr. Inspector da Tbesouraria das
Rendas Provinciaes manda l'azer publico
que em virludeda Lei peranle o Tribu-
nal da mesma Tbesouraria se bao de- arre-
matar em hasta publica a quem mais der
nos das 5 7 e 8 de Maio prximo vin.
douro pelas 11 horas da manila os s eguin -
tes lu pos tos :
I.P Dous mil reis por cabee-a de gado que
forconsummido.
2. Diido de gido vaceum e cavallar.
A arremataco ue cada uua destes rend
menlos ser feta por lempo de tres anuos
barros, soldado do Deposito.
Dito AoExm. Bngadeiro Joe Joaquim
Coeibo communicando-lhe que Sua >la-
gestade o Imperador por decreto do 1. deste
mez, Houve por bem Nomeal-o Comman-
rodereKsque o Arrematante deve talhar darite das Armas da Provincia do Cear para i contado, rto l. de Juliio de l di 1 aodeJu-
iSC MuPna[l,osCOn5U,n0 e C"da ^ 0ndfedev,aParl'r -Vpossivel brevidade, nho de ,044, e dividida se.J.do os d.vo.os
A, Z S ffi* .u ,. n,ora,e woioaienuda o Lxm. Ministro da | Municipios da Provincia reonindo se ao de
Ar.igo &. lodo .queile, que talhar Gnerra a Presidencia desta Provincia em A- j Flores o JuUa<1o de Tacarai e ao da lioa-
carne para o consumo publico aciaando-se o viso de 5 do correte I Vista o de Cabrob
Arremtame no goso do previlegio perder Igual communicaco se fez ao Exn. Snr. i As pessoas que se proposerem a estas orre-
a tez } ou rezes que tinr ; as quaes sero Corooel Morisco Jos Martios, uomeado maiacoes, comparefao na Sala das Sesses do
a8iooo, trila e seis p'umas pira cabecas
e chapeos no valor de 6Uooo, e irinU pente*
de tartaruga para alisar no valor du 3olIoao,
a dusias de suspensorios de teda 00 valoc da
oooo, impugnadas pela Amanuense Do-
mingos da Silva Guimariei, na despacho por
factura de Antonio da Silva & Comp., sendo
o arrematante sugeito ao pagamento dos DU-,
reitos.
Alfandega j de Maio de 1841
V. T. P, de F. Camargo.
O Brigue Hespanhol Paciega viudo de
Malaga (S Gibrallar entrado no corriente
mez, consignado A. Schramai, manifest,
o seguinte.
De Malaga.
;o pipas com vinbo,a5o caixas com pistu, iSo
meias ditas com ditas, i quartos ditas com
ditas, % bailas com papel, 170 ceiras com
figos, 4o barris com viudo, 10 saceos com al-
pilta, i5oo resteas d'alho, 16 sacos com alfa-.
sema t ditos cam cominhos i5o quintaes
de bjrrilha, 48caixas com amexas.
De Gibraltar.
loo barricas com firiuha de trigo, 18 far-.
dos com rolhas
Fora do mauifeslo.
3 caixas com calungas.
O Baigue Inglez Ann-Jobnstou, violo de
Terra Nova, entrado oo corrate mei can-
signado a Henry Ciiistopiaer 65c Cus. Roa-
Pe'
Manifestou o seguate.
at65 barricas cam bacal I no.
CORREIO.
O Hiatej Flor de Larangeira, de que he
Mestre Josa Alves de Souza recebe a malla
pura o Aracati amaoho ( 9 ) pelas 11 horas
da raanh.
O Brigue Santa Mara Boa-iorte recebe a
1
I


DIARIO
BE
PERNAMBUCO
-
toalla para o Rio de Janeiro boje (8) as qua-
tro horas da tarde.
OBRAS PUBLICAS.
Pela Administrado Fiscal das obrs9 pu-
blicas se avisa a todas as pessoas que se en-
carregaro de apromptar as maJeiras para o
concert da ponte do Recife que as trago
quanto antes, na certesa de se rea imedtoia-
xoente pagos ; para o que o Illm. e mu. Sr.
Presidente ten dado as necessarias providen-
cias.
Administraco Fiscal das obras publicas 5
deMaiodeiSi, Aloura Adminisliador
Fiscal.
Correspondencias,
Srs; Redactores
Tendo apparecido certo encapotado coro o
titulo de Un Corennda bom Pernambuca-
no (bom proveito Ibe faca) na qual alem de
outras falsas accusaces feitas a Frezidencia do
Exm. Sr. Reg Barros afirma que este re-
cuzara por o cumpra-sc em urna JVotneaco
ieita pelo Nosso Augusto Monarcba ; e para
iue o publico imparcial secortvenca da laUi-
dade de urna tal increpaco rogo-lhes a
bondade deirenscreverem em o seu primeiro
numero o documento que diz respeito a essa
nomeacao, afimde coniundir e envergonhar
ud t5o ignobil calumniador e evidenciar
por es'e modo o fundamento com que sao pu -
blicadas essas increpaces. Pobres Diahos !
a^senulha-se bem eos caes que ldra la.
Sou Srs, Redactores ,
Seu muito aleicoado leitor
J. J.
Certifico que a folhas cento e vinte e urna
verso do Livro dcimo de registro de Provi-
?Cfs Imperiaes de Partes se acba registrada a
Carta de Romeacodo Baclarel Joo Mauri-
cio Cavalcanti da Rocha Wanderlei para c
lujar de Juiz de Direito do Crime da Comar-
ca do Limoeiro, em cuja Carta foi posto o
- curcpra-se pela seguinte forma Cum-
pia-re e registe-se. Palacio do Governo de
Pemambuco em 4 de Marco de mil oitocentos
e quarenta e um, Reg. E para que o re-
lerido conste onde convier fiz passer a presen-
te certido em virtude do Despacho retro. Se-
cretaria da Provincia de Peinan buco em 6
de Maio de 8ii. Antonio Jos* d'Oliveira.
Srs. Redactores,
INo podendo funar-roe ao trabalbo de ins-
truir o Bespeilavel Publico de quanto occor-
jeona Provincia do Rio Grande do Norte re-
lativamente as eleices tendo j feito publi-
car oque bouve na Freguezia da Princeza
rogo a Vms. queira dar igual publicidade as
occurrcncias da Freguezia d-e Campo Grande
inserindo em seo estimavel Diario os dous of-
ficios, que a esta acompanha um do Paro-
bodaquella Freguezia eo cabalista mor, o
Sr. D. Manuel, e outro deste a aquelle Pa-
rodio.
Seo attento venerador
Minoel da Silva Ribeiro.
Illm. e Exm. Sr. Tranquillo em minba
consciencia sobre meo comportamento nos
acbntecimentos que aqui tem tido lugar ,
tu lamtntava amargamente o desvario de
meus Farocbianos; sem os poder por miro
remediar esperando sement lodo o remedio
de V, Ex. em queru suppunha inleira im-
partialdade com o que podia por momentos
aplacar os nimos ; mas o olHcio de V. Ex. a
mim dii igido da Villa da Princeza com data
de 39 de Dezembro do anno p. p. f que ha
pouco recebl me veio tcbremaneira stnsibi-
lisar, e desvanecer a esperanca de pez lio
cedo nesla Freguezia por apparecer n'elle ,
sem mascara o espirito de partido com que
V. Ex. infelizmente se deixou levar impe-
lido para iiso talvez por lisongeiras espe-
rances, que fez contebtr a V. Ex. o partido
que o rodecu na dila Viila, coucorrendo as-
uro lalvez sem se sentir para o miseravel
estado em que se vai por nao s esta Fregue-
tia,, eomo lodo o Municipio. Exm. Sr. he
preciso iallar com franqueza a V. Ex. quanuo
tracto de me justificar das imputacOes que se
roe faztrn e do mal que, esia eminente e
que anieeta a orden publica uem de boa f
M me ode negar esse direito, huma vez que
UM da linguagem da decencia o do respeito
pessoa de V. Ex,, a que me compromelte
minha educaco, e principios d amor a or-
cen desdeohados por V. Ex. no citado o-
licio j permilta-me pois V. Ex. que para me-
jore orientar sobre meo proceder d aqui
l.um {equino csbocu do que se ttu pascado ,
para toser toi.hecer emo a V. Ex. o melin-
drero estado tn que esta collocado o soceo
oeste lugar tm qujnlo me nao justifico com
os a. tos que leuho pa uto jeias olbas pu
blicas, emquefajrei apparecer todooescan- reno convencido depois pelo oBcio de Vossa (se temada porque julgo que a poise he hum
dalo aqui praiicado nico meio de que roe Exeellencia de 37 de Novembro a elle aco pelo qual a Cmara tomando conheci-
sirvo para rebaleros meus aggressores e nao dirigido, da faeilidade deste boato espalhad o ment da veracidade da Eleigo confirma o
alterando a orden publica, como me inore- de proposito para Iludir o povo pelo dito
pa V. Ex. Laconcnhum de parentesco de Supplente Justino insinuada por outros
amizada ou de interesse nqui me liga a par- tendo elle j ot fixado Ediial e lista na porta
tido algum quandoa muilo procuro reeo- da Matriz e ras ja lo os que havia fixadoo
Iher-me ao seio de minba familia, e goiar actual luia de Paz Jos Marinho de Carva-
da pan que felizmente l domiaa por isso Ibo eu me achei perplexo no modo porque
s a me" dos partidos ou quent me aloco- devera proceder embora estivesse canvenci-
nbece me atlriiue parcialidde poten s- do que o pracesso, que rriminou ao Supplen-
roente a juslica, e smente ella, e o amor te Justino era de data de 10 de Norembro ,
,-la ordem me induiem a nao querer condes- por ter sido aqui muito sabido que quandi o
cender com as injustas exigencias da uiu par- official Iba foi intimar a pronuncia elle a ras-
tido ufano que por rneios de efmissarios me gou e que o que criminou ao Juiz Marinoo
tem querido seduzir a combinar com seos pa : tinha sido feito pelo mesmo Justino a 19 do
nos desvairados, s a fim de alterar o outro dito me*, pois me nojulgava Juiz em tal
que aqui he huma maioria de 4 p*ra hum cazo assim como a pouco tinha desconltecido
como se tea visto em todas as reunios que tal poder em V. Ex. Aproxima-se os dias ,
tem havido e por isso jamis o tem podido i ecbega dous oficios de V. Ex. ao Juiz Ma
conspguir de mim de que nasce toda a sua
raiva o sanba a ponto de tancar nao das
ruis rrvoltante calumnias para me tornar
odioso aos olbos do Governo arma favorita
de quem nioacha em que abocanhar na re-
putagoBlheia.
Proccdendo-se aqui as Eletces nodia y de
ibr. p. p. apparcceraC a partidos a despulir o
triumpho sem jamis eu os poder consiliar ,
por se opporem ambiciosos preteudentes d
Villa da Princeza mas em boa f ainda para
ambos pude conseguir que os Membros da
Meza fossem propostos e acceitos d'entre
ambos os partidos embora reconhecesse logo
a maioria absoluta de hum. Reconheeida
esta pelo outro partido desengaados seo*
corifeos, que eu me nao amoldaba a nuas
persuaces de me oppor a aquella maioria ,
pelos tramas por elles inventados, e postos
ero pralica ; com o maior escndalo apresen-
tava montes e mais montos de sedulas a
Meza para as apurar de pessoas quasi todas
desconbecidas e muitasde pessoas que etta-
va na lista, mas que se achando presentes j
tinba entregue suas sedulas e negava te-
poder que o eleito j recebeo do povo para
exercer quando for precizo, e tudo isto se la-
va na presente occasio e principalmente
em to apenados casos. Esta circunstanc4
eu a julguei lao simples e suppuz to indif-
ferenle para a validade da Eleico que por
este meio a julguei mais segura que itea fu
menco della no ollicio que a prassa a mo-
lesto dirig a V. Ex. a 1 5 de Dezembro. Por
este modo evitei huma irremediavel roortan-
dade e o maior dos sacrilegios acabndo-
se ento en paz tudo com todas as formalida-
des no citado dia i5. O Supplente Justi-
no tobem fez sua Eleico, que nao pode con-
seguir no mesmo dia por falta de gente e
coinegando no dia i,\ as 8 para g horas d
manila ; j as duas da tarde se tinha dissoU
vido a Meza re mettendo-se as sedulas rece-
bidas (segn do me dizem e nem podia ser
se nao assirn aliento o pou co espiro ) para a
Villa da Princeza seo as 1 companhar o Ju-
iz nem os Macabros da Meza l foro apu-
radas ao geilo de quena deo ar ordens sem
formali Ja4e alguma o mais que tudo (con-
tra todos os precedentes e principios estabe-
lecidos, e approvados pela Assembla Pro-
rinho de data de 5 de Dezembro em resposta
de outros, que elle havia dirigido a V. Ex.
pedindo esclarecimentos sobre a Meza Paro-
chial; e sobre o processo do Supplente nos
quaes V. Ex. nao s Ihe d os, esclarec cuentos
pedidos mas o adverte que nada podia re-
solver sobre o processo se nao ouvindo ao
Juiz de Direito, a quena na me3ma occasio
mandava informar. uao seria isso introdu-
zir V. Ex. a conluzoe a desorden, conside-1 viudal-) Sem Parodio e esta mesma mi-
rando dous Juizes de Paz authorisados para cetonia foi apurada pela Cmara e appro-
proceder as Eleices t por ter oftLiado a am- vada por V. Ex. I !! que nao altendeo ao
bos quando em tal caso devia ter suspenso i que Ihe represen tou o povo era mam. (Oh
dos poderes a ambos ou a todos es processa- escndalo dos escndalos Oh arbitrarieJa-
dos e mandado promler as Eleices por'de inaudita. Ul despotismo desconheddo na
hum dos Supplente* ou quand > nao hou- ; historia dos despotismos ) Pode ser Exm.
vesse pelo Juiz de Pas mais visinUo que era \ Sur. que baja paz neste Municipio onda o
aqui o do Patu', onde se desconbece ainda povo acaba de solier to grande ultrage
partidos? Nao teria V. Ex. com esse obrar lleconheuer elle laes aucloridades ? Tero
sanado iodos os males que se seguira Che- ellas a forga moral necessaria para se faze-
ga finalmente o dia i3 e apresenta-se era rem respeitar j que a fizica Ibes falece?
campos dous partidos recoubecendo cada Nao certaraente o resultado de tudo he a anar-
hum seu Juiz de Paz (porque o Exm. Presi- chia as vingancas particulares a destru,
dente roandou ditia elles), e como j ah cao e a rnorie se o dedo da Divina Provi-
o partido da menora que sempre confiado dencia nao vier ^nediar tantos males. Qae-
rem assignado aquellas \ mas comtudo ora nelto nunca tinha apresentado armas se a- ro muito de bafWo Exm. Sur. v que eu labo-
recebidas pela Meza para dellas hir tomar co- prezentasse igualmente armado como o ou- rasse em hum engao que nullas estives-
tro j apresentava o acto huma triste perspec- sem as Eleices que assisl' por sern pre-
tiva e agourava hum funesta resultado ; sididas por hum Cidadao sera jurisdifo al-
porque oceupando o outro partido a Igreja guraa como V. Ex. diz era seu citado olE-
eom apenas vinte homens armados gente de ci i serio por ventura validas as presididas
que pode nicamente laucar mo cora o por hum Juiz processado sem forma algu-
fim de impedir as Elei?es o outro sahioa roa de Eleico e ma;s que tudo sem Paro-
expulsa-lo com mais de cem o que vendo eu cho ? INo foro julgadas nullas as dos An-
mandei p0r via do Juiz de Paz vlarinho, e gico*, as da Villa da Prin^za e mesmo as
outroj desengaar que j mais asshtiria a primeiras que aqui se fizero sendo revestidas
Eleijo no meio de hum tal tumulto, que de todas as outras formalidades s por faltar
depozessem as armas e se conciliassem de o Parocho ? Quera E"1- Snr. a vista da
parte a parte sem conflicto algura se queria l"do isto lendo o otRcio que respondo, nao
que se procedesse as Eleices. As raes mis' colli?e da acrimonia das expresses de V. Ex<
advertencias fiz ao partido que oceupava a I- a influencia que exerce era seu e.pirito a li-
greja que todo seu fim era fazer cora que eu | songeira promessa que se diz com bom fnda-
me retirasse para se nao faierem as Eleices j ment Ihe Hiera o partido que lludio a V.
empregando para isso alem da forga pessoas Ex. ? He por esta cauzi que a rain so-
que me viera seduzir, Tendo podido por j mente attribue V. Ex. huma grande parle da
momentos aplacar os nimos pelo modo dito alteraco da ordem publica como se colliga
gastou-set as duas horas da tarde em pro- \ das palavras do j citado oncio quando diz
curar accommodar os da Igreja a deixarem | que as aucloridides mesmo Ecclesiaslicas ten
proceder-se as Eleices e j por si promet- concorrido para ella ; pois nao me consta que
teo ceder o Supplente Justino mas o nao oulra aucloridade Ecclesiastica tenha sido era
nhecimento. Alem desta infraeco da Lei a
Meza vio-se obrigada a consentir outras mui-
las para contentar os partidos a que me
vi forgado tambem annuir pela mesma cauza-,
mas vendo certos perturbadores que ainda as-
sim nao realisava seus planos porqu a
Meza nao podia apurar sedulas de quam nao
conhecia langara mo das ameacas e ata-
ques a mim e a outros membros da Meza di-
rigidos, com o fim de se nao acabar mais a a-
puraco, que Ibes nao fasia conta. Dois
Membros se levantara, nao querendo con-
tinuar mais nos trabalhos e eu fia o mesmo ,
a pezar de ser instado pelo J uii de Paz para
propor outros dous, porque nao quera se
nao contentar ambos os partidos como so-
mente me eslava bem. Tudo foi participado
a V. Ex., que mandou continuar outra vez
a apuracao com que mereceo mil analbemas
dos partidistas e eu por ver a iudisposicio
com que elles olbava aquelle acto de V. Ex.
e a opposico que jurava fazer a execuco
das ordens que se a cumprir como fi:e-
ra gastando-se hum dia todo sem nada se
poder lazer compelido tambem por meo es-
tado de saude substitu meu logar em outro ,
para ver se assim me sublrahia ao odio do
partido ; erofim depois de outras multas cou-
ses que fiz a favor daquelle partido discon-
tente que seria fastidioso relatar acabou-
se sempre a apuracao. A Assembla Provin-
cial entendeo em sua sabedoria que ellas
eslava nullas ouvindo smenle ao que re-
presenten hum partido que avancou im-
mensas falsidades como se v do parecer das
commisses que foi approvado entre as
quaes he aliirmar-se que a urna nao tinha
duas chaves, quaudo ellas Ihe fora postas na
presenca de perto de quatrocentas testera o-
ribas l l l Mas peraule o tribunal do publico
be que deven apparecer estes escndalos ,
passarei por tanto a concluir minba exposicao.
Mauda-se de novo proceder as Eleices a-
bre-se caminho a novas desordens compro-
mette-se a paz e o socego ao capricho de
meia duzia de descontentes e eu previ lo'O
qual devia ser o destecho do Drama 1 He
marcado o dia id do p. p. Dezembro para se
ellas procederem e logo come?a a appare-
cer procesaos recprocos entre os Juizes de paz
do desluci desta Freguezia espalha-se de-
pois de proposito o boato de que V. Ex. ti-
nha mandado ao Juit de J'az Supplente An-
dr Justino Gondim proceder as Eieiges ,
euboia estivesse processado posto que me
causssse admiacao huma to desptica ai'-
gresso a maepeuutucja do poder judiciario ,
iobi tudo eu tinha lesolvtdo tueitar-iue as
uiu'-i-s de V. Ei, por tvar tuufm ipialcaj po-
consentira seus mentores o que vendo o levemente sensurada porque nenliuma se
po
nseulirao seus mentores o que venuu o icycu.oi.io acmuiai K^.^-- ...----
vo tornou de novo a indignar-se e hia ac- oppoz as pretencss injustas do partido como
commetter de novo j nao para conseguir la-
zer bs Eleices porque eslava certos que
eu as no assistia mas para tomar viugan-
9a oquesabendo en para evitar as sceoas
que eslava eminentes promelti ceder s
suas instancias de ir assislir as Eleices em
huma casa, cora tanto que nao accomraettes-
sem mais, ao que annuio.
Foi quando eu eslava para sair de minha
caza para assislir as Eleices, que recebi hum
oficio do Supplente Justino para hir as-
sislir ss Eleices prezididas por elle no
meio do tumulto que acabo de ex por ao que
respond, que segundo os processos que ti-
nha visto, eos oficios de V. Ex. ao Juiz Ma-
rinbo com data posterior ao que dirigi a el-
le nao podia ser elle o Juiz de Paz por is-
so e mesmo pelas circunstancias presentes ,
que aroeacao minha existencia ( segundo o
que acabo de expor ) nao hia assislir a Meza
presidida por elle e sim a outra presidida
pelo Juiz Marinho para evitar maiores ma-
les. Nesla mesma occasio sou informado ,
que o Jttiz Marinho por inoommodo de saude
partecipara ao Supplicani6 Pedro Antonio
para hir presidir as Eleices [talvez enten-
dendo que assim seevitasse maiores duvidas
para o futuro) lntormo-me se este Sup-
plente est legaimenle auclorisado para uso ,
e sebo que tem Diploma da (jamara e pos-
sa para exercer o cargo em hum dos quatro
auuos mas que o nao exsrceo, por ler a Ca-
maia depois de sua posse d*do oulra posse a
eu ; sobre o que tenho a responder a V. Ex ,
que nao assislirei mais aqui as Eleicoens de
Eleilores por estar a chegar o novo Paro-
cho por quem a tanto espero para mi sub-
Irahir ao odio dos partido; porem ainda as-
sisliudo a ellas era pouca loda a forga com
que V. Ex. me aroeaca e mais ajuella da
que podesse lansar mo para me obrigar a o-
brar contra minha consciencia ; taes sao os
principios qus prolesso e por isso de a mul-
lo que procuro viver bera particular para
ser mais livre e independente ; o que breve
acconlecer pois tico a relirar-me para o
Municipio do Apudy oceupado era grande
parle por meus prenles oude se desconhece
ainda o espirito de partidos e l hirei gosar
do soreg de espirito em meu retiro onde
permita os Ceos que elle nao seja pertur-
bado por qualquer vinganca deste partido in-
justo e exigente para me nao ver ua ne-
cessidade de levantar rumbas debis vozes e
fazel-as chegar aos ouvidos do nosso Augusto
Mouarcha abortos sempre para ouvir as
queixas de seus humildes vassallos; sao estas
as cousas que julguei dever francamente
communicar a V. Ex. para que conhega o
estado em que se acha este Municipio eo-
Ihe cora mais imparcialidade para as quei\s
de seus Habitantes que foro desprezadas
por V. Ex. j mas que nao sero pelo Chele
do Imperio a quem recorren para que
quando V. E*. estiver deslruclando o Uvor
que llie quer fazer o partido que o favore-
oulro, oqueenteuUt uo ihecansava a pos- j nao possa cora la uta torca >er aecusado


DIARIO DEPERNAMBCO
3

da tribuna pe! z fofe de hum digno re-
presentante no mesmo recinto da Assembla ,
nem no leito do descanco pelo remoren rala-
dor quando souber l das consecuencias dos
actos que praticou neste Municipio. Con-
rluirei manifestando a V. Ex. o sentimento
que me acompanhar sempre de ter merecido
to o conceito do Governo na mesma oc-
casio que esperava delle todo louvor por
ter a forca de militan fadigas conseguido evi-
tar muito peiores scenas do que as que tivero
lugar na Villa da Prineeza ; mas esta mesma
he a sorte de quem nSo pode dirigir incens a
lodos os Altares: esta lera sido sempre a
sorte dos que pensao livremente a sorte
de quera nao pode contrafazer sua consci-
encia pelo vil, e abjecto interesse.
O 6angue se eu o livesse deiaado derramar,
pelo modo que se derramou na Villa da Prin-
eeza e com o mesmo fim talvez me tivesse
servido mais para merecer applausos, do que
a paz que consegui sem elle mas nao es-
tara to socegado em raiiiha consciencia como
estou esperando e dos Ceos a justica on-
de se nao obra com vistas de interesse.
Dos Guarde a V. Ex. Campo Grande 15
de Janeiro de 1841.-- IUm., e Exm. Snr.
D. Manoeld'Assiz Mascareuhas Presidente
de'sta Provincia Campo Qrande. Floren-
cio GomesdOliveira Vigario Encommen-
dado. v
Accusando a recepgo do omcio que v.
S. me dirigi na data de l5 do corrente ex-
pondo os accontecimentos occorridos n essa
ftoueiia por occasio da eleico a que ah se
procedeo no dia ti do mesmo mez de Ven-
adores da Cmara Municipal e Juizes de
Paz para o quatrienuio de i4l *45 te-
nbo de responder-lhe que nao posso deixar
de extranbar o seu procedimento, de abando-
nar a Meza Parochial presidida por huma
Authoridade legitima, paralar fazer parte
de outra a que se achava presidindo hum Ci-
ddosemjurisdicgo alguma, e por isso
incompetente para semelhantes fnncc,es, co-
mo evidentemente acabo de ser iutelligencia-
do pelo documento aulhenlico que a Cma-
ra Municipaldesta Villa juntou ao officio,
jue me dirigi na data de a3 do dito mez.
JV'em a V. S, aproveila o dizer no seu citado
officio que na occasio da eleico Ibe fora a-
presentado hum processo, em que se achava
pronunciado o Jim de Paz Aud.e' Justino
tiondin, allegando semelbante facto como
niotivo para deixar de lser parte da Meza
Parochial a que este presidia por quanto nao
lie da competencia de V. S. entrar no exaroe
se com effeito semelhante processo eslava le-
gal ou illegalmente organisado, e quando
por ventura accontesesse que o dito Juizde
Paz continuasse no exercicio de unccoes pu-
blicas depois de se Ihe haver intimado ofi-
cialmente o despacho de pronuncia por cnme
de responsabilidade, commetteria elle mes-
no hum novo crirce e icaria por isso incur-
so as penas do Cdigo Criminal, sem que
V. S. ficasse responsavel por hover tomado
parle na Meza Parochial presidida pelo mes-
mo Juiz. Deplora esta Presidencia o estado
de inquielacao em que lempos a esta parle
se tem echado este Municipio, e reconbece
por huma triste experiencia que algumas
Autlioridadts mesmo Ecclesiasticas bem
ige de reduzirem os espritus ccordit, tem
em grande parte concorrido para aalteraco
da Iranquillidade publica e perturbado da
ordem e esta a mesma presidencia decidida
a empiegar os meios fortes que a Le
tcm posto a su disposico, para cha-
mar essas Authoridades ao cumprimento
de seus deveres se por ventura os debran-
duia nao forem para isso su lucientes, como
acaba de dar hum testemuiiho nada equivoco
marchando para esta villa apenas leve com-
n nicac,o oficial dos tristes aconlecimenlos
lo dia iJdeslemez, com huma forca muilo
suficiente para fazer obedecer a Le cum-
plir as oiueus das Authoiidades legitimas e
restabelecer a ordem publica que hum pu-
gilo de lu blenlos ousou perturbar* lieos
Guarde a V. S. Villa da Princeza 29 de De-
aenibro de 1840. L>. Manoel de Aasis Mas-
carenhas. heverendo ir. Florencio Gomes
de Oliveira Vigario da Freguezia do Cam-
po Grande.
Snrs. Redactores.
Como estou certo do quanto ,V ras. traba-
liio para que o publico nao seja engaado ,
ama as menores cousas quc pelo seu Jor-
nal se puhlico nao sendo exacta a lista
dos Snrs. instalad ai es da Sociedade de Me-
dicina rogo-lhes que hajo de dar publi-
cidade a esla lista que fiel.
Um Assignante,
P. Felippe Neri Rodrigues de Camino.
S. Jos Alaria da Costa e Paiva.
Dr. Joo Saudon.
Joo Francisco d'Oliveira,
Dr. Simplicio Antoni) Mavgnier.
Dr. Pedro Dornelli Pessoa,.
Dr. Jos Joaquim de Moraes Sarment.
Jos Francisco Pinto Guimarans.
Dr. Glassim.
Dr. Joo Jos Pinto.'
Dr. Joo Ferreira da Silva.
Dr. Antonio Peregrino M niel Monte i ro,'
Dr. Jos Eustaquio Gomes.
Dr. Ulisses Lionesi.
Gulherme May.
Manoel Pereira Teixeira.
Dr. Francisco Xavier Pereira de Bailo.
Dr. Theberge.
O BARBEIRO E A TA MICHAELA;
B. Ora, Tia Michaela, Vmc., que tem
lido muito nio me dir qual na Sociedade
a sorte do verdadeirosabio ?
M. Isso conforme o sitio onde elle se a-
cha. Verbi gratia se est entre os Selva-
gens urna sombra; se mora entre nages
barbaras urna especie de Deidade, se che-
goa conhec-lo ; se habita em um povo ci-
vilisado um ente respeitavel e ultissimo ;
mas se reside entre gentes de mea illustraco,
urna joven dama muito linda no meio de
multas feias que ihe teem inveja,
B. Ora quem egtudou estudou o mais
graca.
M. Nio diga isso por cacoada Mestre ;
eu uo frequento as Polytechncas, os Liceus,
nem sou Jurada do Real Coservatono que
Dos guarde mas tenho lido no melhor
Livro.
B. Ad rem e qual o melhor Livro ?
M* O melhor livro Mestre o mundo,
com tanto que se lea no original. Para go-
vernar o bicho humera preciso 1er muito
neste grande livro advertindo, Mestre, q ue
quem quizer governar os homens pelos lirros,
muitas vezes tem de equivocar-se porque os
homens pintados nos livros fazem muita dilTe-
1 ruga dos da Sociedade. O mundo Mes-
tre um livro antigo e moderno : abraca
todos os lempos e sempre tracta do homem
e das suas paxes : estas sao e serio sempre-
as mesma porm esli escripias de diverso
modo segundo a di Hertica das seculos ; e
mesmo n'um Secuto cada um as l sua mo-
da e segundo o seu carcter e a maior ou
menor exlenco do seu euteodimeato.
13. Brava Tia Micb&eU Vmc. confun-
de-me com tanta luz l mas como possivel
que a mesma cu usa seja lida de diverso modo?
M. Como 1 muito bem : a ni tem Vmc. a
Lei da Liberdade de Imprensa do anno pas-
sado -, uns lendo-a dizem que ella a obra
mais perfeita e acabada que tero sabido da ca-
ximonia humana ; outros lendo-a dizem que
ella a mais completa miseria que tem appa-
recido.
B, E quem tem razio Ti Michaela ?
sim ssibamos o seu voto.
M. Isso agora, Mestre, caso reservado
ao Summo Puntillee; para resolver essa ques-
to preciso ter um juizo mais estenso do que
leve Salomo : a tanto nao chego eu.
B. Ora vamos vamos quem muilo se
humilha mais se exalta,
M. Mestre, euca nao tenho papas na lin-
goa; tambem tenho as minhas paixese tam-
iiem leio a meu modo. Vmc. bem sabe que
eu sempre fui muito amiguinha da Liberda-
de de Imprensa, e por isso ludo o que p-
Ihepeas, contra o meu gsto ; nistosigoeu
a opinio do Viscoude de Chateaubriand, que
di* que nio pode existir Syslema Representa-
tivo sem Liberdade de Imprensa porm ja
se v que neu. todos leem do mesmo modo ;
por isso que ha por ahi gente que pe a tal
medida as gaitas da La e o mesmo Go-
verno affirmou que era o melhor meio de ha-
ver liberdade j e elle que assim affirmou
aos Snrs. Socios
eleito: que palavrinh?s]que elle temi! a dar-
se crdito ao que elle diz ja era Liberal na
barriga da Snra, sin Mi. Nos Botequins,
nos Theatros. nos Pasmatorios, nos Passeios,
nos Clubs, e as Commisses Centraes e 6- 6" <* cosame,
liaes, o homem a quinta esseucia de Lafai-
ette. Elle falla pelos cotovelos respira li-
berdade pelo nariz, pela boca pelas orelhas;
o mais assalvajado Sanso Parlamentar con-
tra o despotismo dos Ministros ; mas mal
que elle aboca o Diploma ja n3o sabe a Poz
sem ter negociado o Diploma uo Banco minis-
terial. Ei-lo na curule repimpado e defu-
roado em Soberana 1 se o Governo pede jo ,
elle concede 40: ja nio o mesmo orador das
Centraes e das Filiaes o seu gslo mos-
trar-se familiar com os Ministros j elle se le-
vanta de instante a instante gira corre e
laucando o braco sobre o hombro do Ministro,
regala-se que lodos o vejo nesta feliz posi-
go 1 o de que isto ? de que o Sanso ja
era pequenino despota antes de pilhar o Di-
ploma ; e como pelas leis da Physica moder-
na .a atlraccao quem governa os corpos e o
maior attrahe o menor, segue-seque o ho-
mem ha de ceder ao imperio da Physica por
urna necessidade orgnica.
B. Ora eis ahi, Tia Miehaela o que se
chama arrumar um homem parede. Se-
gue-se entio que o despotismo mais natu-
ral que a Liberdade ?
M. E quem duvida disso ? Um Soldado
raso mal que se pilha Anspecada exerce logo
o seu pequeo despotismo sobre o seu Cama-
rada inferior; o Official de Diligencias, quan-
do prende qualquer Cidado arruma-lhe
o Est prio com a mesma valenta com
que Ibrahim Bach d ordens aos seus Ma-
melucos. E por ventura o Anspecada e o
Official de Diligencias nao sao os mesmos ho-
mens? sao mas ja leem um naco de po-
der j e o Poder sempre amigo do despo-
tismo.
B. Pelo que vejo Tia Michaela nao ac-
credita Vmc. na Liberdade ?
M. Mestre aqu para nos a Liberdade
i urna palavra que Deosescreveu para se di-
vertir com o mundo ; a corneta d'Oberou,
que faz dancar quer queirantos quer nao
queiramos. A Liberdade um ente moral ,
e o despotismo urna especie de ente physico ,
cujos effeitos sao mais certos e seguros. O
difcpolismoobra com mais frca j a sua accio
mais unida e mais viaiwel ; quando a da
Liberdade apenas se conbece pela reflexio.
B. Nio percebo.
M. Pois eu Ibo explico. Vmc. hoje re-
flecte que livre, porque assim Ibo teem in-
casquetado nos milos desde i8o; mas Vmc,
quer gosar das suas casas e vem a Lei da
Kxproprlago e lhas arrasas at os alicerces l
Vmc. quer ir dar um passeio mas la vem o
Official de deligencias e o encaixa no Jury l
Vmc, diz a minha Casa um asylo iovio-
lavel, mas suspendera-lhe as garantas e
Vmc. vai cortezia al o quarto de Malta !
Vmc. vem da Foz e traz 3 garrafas de vinho
que Ihe sobejrio; e quando Vmc. conta be-
TYPO-
SOCIEDADS FOHTN
GRAl'HICA.
H' Sesso hoje as 3 horas da tarde no l*
SOCIEDADE PASTORIL.
A Comroisso Administradora
r'I.I-l
, convi
para comosrecerem' hoje
(8) s 6 e raeii horas da tarde a fim de se
tractar d'um negocio de grande interesse para
mesma Sociedade.
Aviaos Diversos.
porque assim o entendeu.
B. Madiga-me Tia Michaela porque
motivo sendo a Liberdade to iormosa e o
Despotismo to leio cusa tauto trabalho es-
labelecer aquella eextermiuar este?
M. Por urna razo muilo obvia porque
o despotismo habita no corajo de todos 03
homens. ^ual mais qual menos o quer
txercer n'aquillo que maneja. O Pai de fa-
milia quer governar a seu g.Io } e o Chefe
de cada ieparliao vai as nuvens se o cou-
tradizem. Destes despotismos pequeos que
se fi ma o despotismo grande que pesa so-
bre a Sociedade inieira. Ora eu Ihe appre-
sento umexemplo porque os exemplo sao
como osespelUUa. tai; Vmc. de cotila que
eal lallano com um eputado untes de ser
blas em casa porque sao suas la veem os
Barreiras e lango-lhe o gatasio e adeos vi-
nho e adeos rolas 1 1 Vmc. finalmente quer
escrever porque ha Liberdade de Imprensa ;
mas dizem-lhe traz Vmc. dous contos e 400
mil res ? se os nao traz saude e gordura ;
e Vmc., Mesire desee a escada e diz en-
lo comigo A Liberdade um ente moral,
e o Despotismo um ente physico ; este impe-
ra e eu ibe obedeco ; aquella guincha mas
melle a viola no saco por causa das duvidas
Parece-me Mestre, que me teuho ex-
plicado?
B. Muito bem Tia Michaela ; tem dicto
maravilhas. Porem como nos nao indirei-
tamoso mundo deixem-o ir o seu caminho;
porem sempre Ihe digo que quem censura
as drogas do Boticario antes de Ver o effeito
que ellas produzem, nao mostra grande des-
cernimenlo ; deixemos ver o resultado, e eo-
lio conversaremos. Ora at logo*
( Do Periodioco dos Pobres no Porto.)
THiiAiaO.
Domingo 9 do corrente quarta Recita dos
Snrs. assignantes se reprezanta a brilhante
uega iienrique quinto Re de Icglaterra
O Duelo da Castiga e o jocoo En-
tremez O Homem de trez Cores prin-
cipiar as horas do Custume : A Direcco
com a Cbegada de Mr. Roben, cooridaos
amantes dos Expectaculos Estrangeiros pa-
ra assignar a primeira ordem de Camarotes
a 12^'oa reis e da ordem iNobre a ijjooo
res por mez para puderem ter preferencia
aps Ctmoretes nos expectaculos do dato iu-
sigue ui lista.
-^31
tsr O abaixo assignado, socio|administra-
dor do contrato de *J mil rs, por cada cabeca
de gado, que for consumido no Municipio do
Recife usando da faculdide que Ihe concede
oart. 43 da ljei Provincial de a de Maio do
1838 faz publico por meio deste annuncio
paraconhecment de quem competir, que
toda a carne das Reze3 que forem moras nos
matadouros pblicos deste Municipio e fo-
rem couduzidas para os assou ;uo cisas par-
ticulares ou para embarque ir acompa-
nhada de urna guia imiressa que ssr pas-
sada pelo Fiel do contrato que existir no raa-
tadouro respectivo a qual s valer no dia
de sua data ; e as carnes que forem a luds
sem a competente guia.quer na coadugo pj-
raos assougues, ou nos mesmos sero ap-
prebendidas por qualquer exactor do contrac-
to ou pessoa do povo c levadas ao Snr, Dr*
Juiz de Direito do Crime mais prximo par.
se proceder na forma determinada no art. 8
do regulamento de a3 de Setembro de tdjj*
O mesmo se pralicar com as Rezes vivas que
forem pira os rancios da9 embarcacoans e
com a carne daquellas que houverem sido
mortas clandestinamente fora dos matadouros
pblicos; depois de julgadi boa aapprehen
sao o apprehendedor pagar o imposto estabe-
lecido e ficar com a carne a quem os con-
tractadores cedem todo o direito que tem a tal
respeito,
Rufino Joze Correia d'Almei Ja.
tSF Quem quiser comprar pipas de ago-
ardentes de ao graos para cima ; dirija-so
ao Forte do Mallos prensa do Sr. Francis-
co Ribeiro de Brito,
tsr" Precisa-se comprar ama morada da
casa terrea que seja em boa ra : quem a
(ver annuncie para ser procurado.
tsr Aluga-se um moleque para servido da
pedreiro ou outro qualquer : quem o pre-
tender dirija-se a botica de Joo Pereira da
Silveira, na ra do Rosario estrella. Na
mesma compra-se um Diccionario Magnum
Lexicn que nao esteja em mo estado.
vsr Quem quiser comprar urna optim es*
crava mossa e com habilidades ; dirija99
a roa estreita do Rosario 1, andar D. 31 r
que se dir o motivo.
tsr Engoma-se e insaboa-se ludo por
preco cmodo, no patio de N. Sra. do Ter-:
So ; sobrado D 1.
tsr Precisa-se de urna ama forra ou ca-
tiva sadia e com bom e bastante leite :
na ruada Aleg.ia } quasi defronte do heaca
que vai para a ra di Gloria casa que tem
as jauellas uns caixilhos recortados.
13** Precisa-se de um cosinheiro, que
seja j: de idade: uo terceiro an Jar do sobra-
do da ra Nova, por sima do armasem da
capim,
Aluga-se um segundo andar de um so-
brado no bairro do Recife com duas sallas
duas alcovas e coziuba fora ludo com se-
guranza aceio e bot ordena, leudo alem.
disto quintal murado, cacimb" e porto da
embarque e desembarque e mesmo para o
ser vico da casa sem maior encomjnodo dos e-
cravos: os preteudentes dirijaj-se a ra
das Flores, D. 5 a fallar com Manoel Air
ves da Cruz.
tsr Precisa-se de urna ama de leite que
seja solleira ; na ra do Livramento 2. an-
dar do sobrado Decima 11 junto ao lamn
pio,
B^ O abaixo assignajo tendo por vezes
aununciado, que em seo poder se aclia urna
cruz d'ouro nao paqueua que foi achada
na ra, e nao aoparecendo pess-ja alguma que
a reclame, torna outra vez a iazer ver por
este anuuucio qua qutm se acliar com di-
reito a semelbante cruz comparega a tratar
com o abaixo assignado qui diiido os escla-
recimentos o signaes necessarios para se ve-
rificar se he o proprio dou j par., m entr
gar tal qual seacliou.
Joio Arcenio Barbosa.
tT Quem precisar de um uj coianeiro
para algma* cusa pgriicu!ar| anavucio^



4
DIARIO DE PERMA M B D C O

o*^^.-.-,-*-- 0M.4O.,.,mjt^SiI SfASr*4""* RlS"1 **
a familia ou de bomem solleiro : no beco
do sarapatel na loja do sobrado de ura andar
rom varandade Ierro.
t^> A casa dos exposto9 desta Cidade ,
precisa ce amas deleite, e paga diariamente a
530 rs. < n da comedo: i*.
iar Jos Carneiro de Albuquerque Mara-
lio piii.cnle relirar-se para o mallo, por
aigum lempo a bem de seus ulereases, e
como teuba conlas nesti praca com diversas
pessoas e mismo outras dividas de que exis-
tem tilulos por isso roga a os seus credores
queira apreseutar as suas coulas o mais breve
pos>iveI na loja de Joaquina Gensalves Cas-
co na ra da cadeia L). 4> para se dar ordem
a .serem embolsados.
SST Aluga-se um sobrado de um andar e
soto com janttlas para a ra, no bairro da
l.oa vista na ra Formosa com muilos
commodos e tein urna coxeira para 3 ou 4
cairos -, quem o pretender dirijase ao aterro
da boa vista sobrado D. 16.
3 O Engenbo denominado S. Jos 110-
va mente edificado na freguezia de Jpojuca em
Ierras do engeubo Conceico anuunciada a
venda peio proprielario de ambos o Snr. Jos
Francis:o Pereira da Silva des de utubro
prximo passado de 16/10 nao pode (' se-
gundo a diviso leita entre os dous engenbos
cima) ter meia legoa de trra sem eucluir
nella a propriedade de Mu i& pertencente ao
engenbo Bertioga aqual se aclia litigiosa.
Auver'.e-se mais que o dito engerido S. Jo-
s fui edificado muito anexo a dita proprieda-
de Murim, lalvez por se haver tratado 110
anuode i834 urna carnposiio entre os Snrs.
dos engenbos Bertioga e Conceico na qual
se do os de Bertioga grande parte daquella
propriedade ( Mu im ) em cujo logar ne a
(ornada e a maior parle da levada do novo
engenboS. Jos mas como aquella compo
sico nao tivesseeeilo porque nao se rea-
lisou, claro est ficar pertencendo a dita
Ierra cedida a propriedade em queslo e nao
ao novo engenbo. Os proprielarios do en-
genbo Bertioga fazem esta ingenua e cince-
la declaraco para prevenir quesloens delu-
cturo coa o comprador do gobredito engenbo
mesmos seus amigos j assim como agradece
a lodosos Snrs. Pernambucanos a coosidera-
co e bondadecom que sempre tralaraa o an-
nunciante que em lempa ou logar algum
deixar de confessar seu profundo reconne-
cimento.
Avisos "Martimos.
PAR* LIVERPOOL a Barca Inglesa Ro-
seanna Capito Hugh Red [Al] de pri-
meiraclasse, e de primeira viageui sab-
r com toda brevidade tendo a maior parte
da carg prompta ; quem quiser carregar ,
ou ir de passagem diri|a-se a os Consignata-
rios Me Calmontk Companhia.
PAR\0 HAVRE sahe no dia jo do corre-
le a Barca Francesa Camelia Capito Guil-
bert ainda lem excellentes acoraraodacoens
cera D. $7.
tsr Urna rede nova de arrasto ,
bracas ; na ra do Fagundes D. 10.
de ao
Vendas
tsr O mesmo remedio que honlem sabio
no diario para ingir cabello* por 6400 rs. se
vende n botica de Bartholomeo & Ranos ,
oa ra da Raiaria por mil rs. sendo este
vindo de Franca.
ar Urna escrava de idade de 2o annos ,
cozinha engomma cose e faz renda ; na
ra do Nogueira D. 4*
2- (Jma escrava creoula de bonita figura ,
de idade de iti annos ; na ra da cadeia do
Recife loja de Joo Jos de Carvalbo Moraes.
XST Potassa branca Americana de superior
qualidade caixas com velas da spermicete ,
ludo por preco commodo em casa de Ma-
bert amo* euj u,re1"" ^7.^T. ludo por preco commoao em casa ue Ma-
nara passageiros; quem quiser uUii*ar-se di- theuS Ausli(l & Companhia rui do trapi.
lija-sc ao consignatario L. A. ubourcj che nQV0 ,,
na do Vi 1110 lr> Um pequeo sitio no salgadinho da
Cadeiras de bala neo ditas de pali-
nba americanas ditas da assento de pu.
camas de vento, de amarelo muito bem eitas
a 45oo ditas de pinhoa 35oo, pinho da
Suecia de polegadas de grossura e dito ser-
rado ; na ra da Florentina em casa de J.
Beranger.
tsr Urna escrava moca do gento cozinhi
o diario de urna casa ensaboa e vende fa.
zendas ; na ra de S. Rita ora D. 3 lado do
poenle,
tsr Duzentos palmos de trra com tjj e
tantos de fundo 1 na ponte de cboa pega,
do a Manoel Jos da Silva Moita amara-
do com formidavel caes toda arruado da
larangoiras, jaqueiras e cajueiroj ; na ra,
da Florentina sobrada novo ao p da mar.
tsr Farinha de mandioca de superior qua-
lidade ; no araazem das caas de Joze Higino
de Miranda na ruada Praia da Ribeira.
scravos Futidos
S. Jos bem que a lei leai por nuila toda a
venda de Ierras que se acbo ein litigio.
sar Aluga-se o lerceiro andar da casa da
ra do Cjueimado O. 7 ; a tratar no mesmo.
Ur Os Sis. assiguantes do Jornal Pano-
rama qodem mandar receber o mez de Marco
no escriptorio de Francisco Severiano Ra-
r* do Vigario U "> tsr Um pequeo sitio no salgadinbo da sr Acha-se fgida a preta Anna creou-
PAR% LOANDA com escala por Benguel- passarenl de Olinda com um sobradinho la., baixa mo;a, cor preta com as nde-
ao Barganm brasileiro Temerario, che- nodos de fructo e razante para planta- gas muito salientes e quando anda ne a oa
irado prximamente, e he a primeira vez que Coeos foreiro a S Casada Misericordia de polinbos consta que se intitula forra e an-
fe destina a Alrica sabir com rnuita bre- oiinda ; nesta Typografn se dir. da pelos suburbios desta C.dade quem
vidade oor ter ia parle de seu canegamen- ^ Urna cano i de carreira nova, que pejar leve a ra das tnncneiras a casad
toprompto: quem quiser carregar ou ir de pode carregar de 10 a 1 a pesso multle- escr.vo Ferr, ra, qu* sera recompensado,
passaaem, diri.a-se a seu Capito Domingos ^ de coroa e com vella ; em Ol.nda venda cr No d,a 3 do corrate fug.o um preto
Francisco da Silva ou a Manoel Francisco do Sr. Amorim na ladeira do varadouro* ^ orne Lu.z. alio che.o do corpa bom-
P.ntes naru.dasenzalavelha. cr Urna casa terrea bastante grande si- ta figura olhos sabidis para tora, denles
PARA MARANHAO'segu viagem com ta as 5 ponas quem pretender annuncie. gandes, parece creoulo, muito conoeerdj
muito brevidade a Sumaca Circulante, por cr Urna cabra parida a poucas dias com pela enclinacao de tocar sinos e sempre eos-
temarte de seu carregameato promplo ; bom leite e manca ; na ra Augnsta casa luma a fugir emdias de lesias de Igrejas to-
quen quiser carregar ou ir de passagem para do Pacheco. vou veslido camisa de estopa compnda ce-
0 nue lem excellentes commodos dirija-se ao cr No logar da trempe para se fazer casas i'oulas compndas e estrellas para baixo, da
Caoilo da mesma ou a Manoel Francisco 0 terreno da ra nova que corre pelo oito da mesmo panno loi visto nos arrumbados, e
Ponles na ruada senzala velha. casa de Antonio Jos da Costa a sabir na o varadouroem Ohnda procurandoganho;
PARA O PORTO segu viagem com mui- cua do coovello a 200,000 com 3o palmos quem pegar pode entregar em liuda ao
,a brevidade o bereantim Portngue Paquete de frente, e 180 ditos ou mais alguns de fun- Sr. Joo Pereira da Silva Guimaraes ou no
deLoanda, de primeira marcha e com excel- do, como tambem a fenle das casas principia- Joo Manoel Pinto Chaves, que he o seu
lentes co umodos pora passageiros ainda re- das nellas que serve de muro na ra do co- senhor.
cebe aleuma carga; quem quiser carregar ou toVello cada trinta palmos de trente, com BT Do abaixo assignado edesua Uzen-
ir de passasem dirija-se ao Capito ou ao ,80 ditos de fundo a i5o,ooo cada terreno ; da da Macambira termo da Villa do Fes-
consitTuatano Manoel Joaquim Ramos e Silva tratar com o Brigadeiro Aotonii Rodrigues de | qero, Comarca do Brejo d* Madre ds Dios,
PARA O ARACA PY com brevidade por Almeida que tem os necesssrios poderes para iugioemdiai de Setembro p p. o escrava
i le parle de seu carre^amento promplo o os vender" J^uino f"10 d> eiai wta0 fi <*/* .
bem conbecido 8 veleiro Patacho ^acional ar Ps de larangeiras de todas as quali- >ouve por' beranca do seu sogro o finado Jos
Laurentina Brazileira ; quem no mesmo qui. dades e muito excellentes ditos de piobei Coideiro Monu balcao os sig.iaes d, escra-
zer carre-ar. ou ir de passagem dirija-se ras, cruasss caffeseiros e limoeiros para v sa oa segointes alto, cueio do corpa,
ao seu propietario Lourenco Joze das Neves, cert. : na estrada dos alflictos em o sexto si- r bem preta pernas bastanle.ndute gros-
rua da Cruz n. 3 ou com o Capilo do lio pasando a Igreja e do lado desta. \ /. algum tanto rouca tem o victo de
mesmo Antonio Germano das Neves a bor- J- Urna casa mci. agoa sil. na tr,ves,a do embn.guez be bastante pratico as estradas
do confronte ao Trapiche novo. pocinho da panella por oa.ooo na ra de do serto pois em outras fuglds- tem-so
PARA LISBOA com brevidade sabir o agoss verde, casa terrea D. 37. "ingido paraossertoens da Paralaba, iem
Brigue Nacional Paquete de Pernambuco or Um escravo moco bom oficial de do visto na povoaco de S Beato o Cacim-
belo. ico ur um
tsr Anna Joaquina de Jess, viuva de > fJ' Qeotepido de cobre, e de boa marcha; carpinteiro 3 ditos ptimos para todo o ira- *>*<> termo de (jaanhuns e ltimamente
in,- uemQuuer carregar ou ir de passagem para balbo e ura he bom coz.nheiro, dous mola- que tomara para panellas de Miranda; quem
que olferece bon roramodos di.ija-se ao ,os de idade de 18 annos um d'elles he bom P^gar leve ao alterro da baa vista que lera
Cap.t.oe propnetario Leopoldo Jos da Cos- pagem e bolie.ro 3 moleques de idade de loo,ouo do r.iificacao. t acuco X.vier
ta Arauio, no forte do mallos quina da ra da ia a 16 anuos 3 pretas com boas habelida- reir de unto.
Lapa no segundo andar. des e um molalo oficial de capateiro, urna T No da o do correte fug.o um ne-
PARAORIO UE JANEIRO segu com molalinha de idade de 18 anr.os, cose, en- 6/ de nome Andre de nacaa conga de idi-
toda bievidade o Brigue Nacional Flamengo; ;0mma e be ptima mumbanda na ra de de de ao anuos com buco de baroa ba.xa,
luem quiser carregafou ir de pass.geui di- LMI verdes casa terrea 37. reora-do da corpo braco, e perna, grojas,
n,a se a Gaudino Afiostinho de Barros de- V Na ra da Aurora casa de pasto fran- rosto argo olhos vermelhos belfos gros-
"a do Corpo Santo 1). 67, ou ao Capilo a ceza ha para vender lodos os sabbados e do-., levou veslido calcas de br.m trancada
h"a minaos carne de carneiro muito gorda a 160 bif-ow colele da algodaozmiio iranqdda por
PaRABAHI.\o Patacho Nacional Santo a ilbr. (bauo musa de nad-polohoo com pregas
Joaquim Feiis Boavista ; a.isa ao Sr.
nio Joaquim de Soasa Ribeiro que justifi-
que a divida que seu Alarido llie era devedor,
e do cootiario ella nao se responsabelisa is-
to dever ser quanto antas que se est fe-
chando o iuvenlario.
fST Quem annuuciou na diario de bontem
n do canete querer ser administrador de
engenbo procure na ra da praia casa de Joo
Xavier Carneiro da Cunha.
SJ7* Aluga-se a loja do sobrado na tra-
vessa da S. Cruz no bairro da boa vista por
ureco commodo que.u pretender dirija-se a
venda delronte.
Manoel Felis Crrela mora na ra di
Patacho Nacional Santo
Ambrosio sabir em poucos dias ; qu3,n & Um cazal de escraros sendo a M., sirenas na abertura, chapeo de patn com
..uiser carregar ou ir de passagem dirija-se gra boa lavade.ra emaisduas negras para l"* preta quemo pegar
' n. -.:_ .... _n n a \i aix.it P'rau- .. aarvii-n df i'amn.i i na i ta. do Oueimado
duiser carrear ou ir de passagem ainjs-oe ara boa lavadeira e mais uuas negi p -~ r- > i------- r-o -- --
rSpiioo mesmo, ou a Manoel Fran- 9erv.co de campo; na ra do Queimado Riuoow no pr.me.ro sobrada passanda a
reita D. ij sobrado de um andar dclrouie do ^ Ponteg ^ ^ da se|UdU ,,,, D g| ure.a aue sera recompensado.
beco do sen gado.
r A lu" a-.se as lojas da casa toda ra
doRozaiio eslreita e vende-se um mole-
que de idaie de t annos tem muito baa
figura e propno para lodo o servijo ; em
casr de Antonio da Sil"a Gusmo ua iua do
Oueimado.
SST De palacio velho desapareceo oa noi-
te de 3 para 4 do correnle urna balsa de ma-
deira conteudo i travs ,a saber ; 11 pela
maior parte de louro, com 3o palmos de com-
primento eduas de oiiicico com a5 pal-
mos ? quem della liver noticia partecipe na
ra direita sobrado de um audar 9 ao vi-
rar para a penha.
tsr Miguel Jos de Almeida Pernambu-
co az sciente ao espeiiavel publico, e part-
cularmenie a os seus constituales que mu-
dou a sua residencia para ra nova segundo
andar do sobrado LU o ">de lem toja Mr,
Rigor.
cy- guein precisar de um moco para es-
crever e. algum escriptorio ou oulra qual-
ouer escriplura.ao annuncie.
gST Precua-se alugar duas pietas que
saibo tender ua la, e que tOjio fiis;
nueni vr annuncie.
iy Jote da Silva Coiiabra pelo nao es-
ao de ua saude lauta mao desle meio
,1ra despedir-se dos seu Amigos, ..y O leu-
' uodido Mo*,nenle por Halla fle
i reas elle ffee seu lia,ilado l Ttf* M
PARACEARA'o veleiro Hiato Oiinda jsr Dous praoxoens de amarello com r odia 11 de Marco lugio u
sabe coma roaior brevidade possivel ( quem 5o palmos de comprido proprios para falcas que da costa de nome Benedico ,
autor carregar dirija ee a Manoel Joaquim de canoas e um bicudo muito cantador, em | tendeado lamidas e miudezas em u.
""" O J __ ___ ____ ______A.. leiro icviiii vfstiilo camisa da iianiK
Pedro da Costa ua ra da cadeia.
i^eiao
E$- Que faz o Corretor Oliveira de urna
rica mobilia e de muilos outros objectos co-
mo sejo mesas secretarias armarios, ca-
deiras sofs trems camas aparelbos de
porcelana tanto para cha como para mesa &c.
segunda feira 10 do corrente, as 10 horas da
manb na ra do Queimado casa do Snr.
Barrer Cnsul de Franca que se rera com
licenca de seu Governo.
SST O annunciado de Crabtree Heyworth
& C. do algodo viudo de Bombaim pela
Barca Ingleza lielen arribada a esto porto
na sua viagem d'aquelle porto para Liverpool,
tica transferido para o dia que se annuuciar.
gaiola de rame por preco commodo : na
ra de S. Rita nova D. iti lado do oascenle.
%3T lima negra moca de bonita figura ,
faz todo o servido de urna casa ; ua ra da
Cruz sobrado por cima da dentista.
sar Urna porco de pombos de boa qua-
lidade ; na ra do sebo la.
ssr Telba lijlo de alvenaria e tapa-
Compras
Dous moleques ladioos, de idade de
i.fa i5 anuos, paga-se bem nao sendo vi-
ciosos ; na ra de agoas verdes D. 38.
tsr- Um caxorrinlio cabeludo pequeo ;
quem liver annuncie.
t^ Um meibodo de (huta em meio uzo ,
e o priaciro e segundo tomo ds pharmacopea
mais
pra-
mento, na olaiia ou posto no porto
imediato da obra ; para ver e tratar na
e-a da Independencia ). lo.
SSW Um torno de peso de bronze com ti
errobas sendo dous de duas arrobas um de
urna dita 00.U0 de meia em pesos miudos ,
ua 1 ua nova loja de lateadas de Luiz da Cos-
ta Leite, ao j da ponte da boa vista.
KSf* Urna uegriuha de nauo angola, mul-
lo bonita ptima para mumbanda com
principios de costura e faz todo o ser vico de
urna casa uui guarda louca de vidros c
ieita a moderna urna mesa redonda de meio
de sala ; ua casa de Joo Maria Seve.
SST Um escravo de uacao mocambique pa-
ra todo o servico e urna escrava de naco
costa ua ra dneua U. 20 lado do Livra-
meuto.
%jt Piannos de varias qualidades e por
i rtco commodo na ra da Cruz n, 6a,
que sera recompensado.
JNo dia 11 de Marco lugio um mole-
andava
_m tabo-
leiro ievou vestido camisa de panno de li-
nbo com pregas calcas de brim branco no-
vas he de supor-se de ter mudado de trajes,
de boa estatura bonita figura grossa da
corpo bem feko de idade de 24 anuos ;
quem o pegar leve a casa de Jos Bernardina
Leal que gratificara.
Jloviiueiito (lo i>rt*
NAVIOS ELNIRAD05NODIA 6
BAHA ; 7 dias Sumaca Brasileira Caroli-
na de 80 tonel. Cap. Francisca Mara de
MendoRca equip. 8 carga Bacalbo ; a
Manoel Joaquim Pedro da Costa.
SAHIDO NO MESMO DIA
FALMOUTH Brigue Ingles Jamaica, Cap.
James Bitt, carga assucar.
PORTO i Brigue Poriuguez Leal, Cap. Ma-
noel Alves da Cunha carga assucar..
No dia 5 nao entrarlo nem salario embar-
cacoens.
RECIFE NA TlfP, UE M. F. DE F. jr 4(


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