Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03792


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Full Text
ANWO D i839. SA.BBADO-
6
CAMBIOS.
Marco 27
Londres 3o / por ifooo eed.
Lisboa 80 per 100 premio, por metal, offerecido
Franca 3io a 5a5 na. por franco.
Rio de Janeiro ao par.
Moedas de6?4oo i5Jioo as velhas notas i{#go;
jooo 8J100 a 8^5oo
Pesos Columnarios i70
Dittos Mexicanos i|e3a a tj65o
Puces brasilero if55o a 1^670
Premios das Letras, por mez 1 ni a I ip por 100;
Cobre ao par
PARTIDAS DOSCORREIOSTERRESTES;
Cidade da Paraiba e rilas de sua preteneo 3 1 i
Cidade do Rio Grande do Norte, villas Mera" j
Cidade da Fortilea. villas dem ........
Villa de Goianna ...... a .... .
Cidade de linda .......'...,.
Villa de Santo Anto ...........
Dita de Garantan! e Povonclo do Bonito. .
rtittas do Cabo Serinhaem, Kio Formoso, Porto Calvo
-..; >-!e das Alagoas e Villa de Macei. >...
Villa de Pajau' de Flores. .,.,... 4 4 i
Todos os correios partera ao meio dia.
30 DE MARCO. NUMERO 72.

Todo agora dependa de noe roesraos ; da nosu prudenei
moderacio e energa: continuemos como prlreiiiiamc
e seremos apontados com admiracio entre s Stevtt mais eul
IM. *
Proelamaeio da Assemblea tier.l do Bratil.
Segundas*Sextas (airas.
Todos os dias.
Quintas feiras.
T'ia o, endcada mes;
dem 1 11, ai dritodido.
dem dem,
dem 13, dittoditto
Snbsereve-se para ata folba a 3jfooo ra. por qoartet, pagos ari-
anthdoa 11 esta Typografia, ra das Crasas D. 3, na Praea
da Independencia D. 37 e 8, onde se recebem eorretpon-
dencias legalisadas, c annuncios: insrinno-e estes gratis
sendo dosproprios aasigaantcs, a vindos assignadoa.
DAS DA SEMANA;
a. Segunda >fc Annittciaclo de N. S.
26 Terca S. Ludgero B.' No desp. ate a de Abril.
27 Ruarla de Trevas S. Roberto B.
QoinU de EndoencaS (gurdese do meio dia at o meio dia seiiniutc) S. Alejandre M.
ai) beata da Paixo S. Bertoldo C.
1 3o Sabbado da AUeloia. S. Jobo Climaco. La ebeia as 11 bor. e 54 minutos da mauh.
* oi Domingo de Pasaoe. S. Balbina V.
I
alar cheia para o dia 3o de Marco.
As 5 horas e 18 minutos da manh, As 5 horas e 4a minutos da trele.
3
TERNAMBUCO.
THEZOURARIA.DA PROVINCIA.
Continuaca do Expediente dr/dia^a de
Mai co de 1839.
_ Portara ao Thesourero da Fazen-
da mandando acceilar e pagar no dia do
vencimenlo huma Letra da quanli* de
0:090$ res do saque do Thezouro Pu-
blico Nacional favor de Aniceto Duarte
Ribeiro.
_ Ditta ao dito para acenitar e pa-
gar outra Letra da quantia de 6:000^f res
tambera do saque do Thezouro Publico
favor de Paria &. Irmio.
_ Ditta ao dito para acceitar e pagar
outra Letra de 4:no4' res do saque do
mesmo Thezouro Publico favor dos di-
tos Faria Si. Irmio.
Expediente do dia a3.
Oficio ao Exm. Prezidente do Tri-
bunal do Thezouro Publico Nacional com
o Balnnco da Receita e Dospeza Geral
desta Provincia do 1. j)de ezembro p.
p. edoi, semestre do corieute'anuo
fiuanceiro.
Ditto ao Exin. Prezidento} d.i Pro-
vincia pedindo-lhe para transmittir o pre-
cedente.
Oitto ao mesmo ponderando-lhe ,
qu-4 tendo o Commandante da filia de Fer-
nando de Noronha communicado por sea
oficio de 17 de Feveieiro p. p., que pe-
dir a mudanca do actual Escrivo do Al-
moxarifado da mesma Ilha Domingos So-
ares Alves da Silva, o exjEscrvio Anto-
nio .Manuel Eslevo nio tem duvida de en-
trar novaraenle no exercicio do mesmo
Emprego.
Ditto ao mesmo com a copia do or-
camento das despezas que dnvem ter lu-
g^rcom o Cui>o Jurdico de Olinda no an-
uo naucciro de 1840 i8.i.
Expediente do dia 26
Ditto ao Inspector} d'Alfandega^par-
tecipsndo-lhe, para sua inlelligencia o
indefirimento do requerimento de A.
Schramro Consignatario do Brigue Pru-
'anno-Urania em que pedia dispensa da
mulla imposta ao Capito da niesma Etn-
barcaca por ter vindo do Marauha e
chegado a este porto sem o competente ti-
tulo de que sahii a descarregado da quel-
le lugar.
_ Ditto ao Inspector do Arcen.il de
Alarinha para mandar apTomptar'mil.sa-
tai de farioha de mandioca com mil al-
lueirea da antiga medida para serena re-
tenidas para a Hha de Fernando, em
Cu"Scquencia da requizici do Comman-
ute da mesma Ilha.
Ditto ao Director do Arceoal de
Guerra com 3 requisicSens do (Jommau-
d*nte da liba de Fernando do Norouha ,
P*ra as mandar apromptar a tempo de se-
reui remettidis por huma EmUicafaO >
que deve sahir al o dia 8 de Abril pr-
ximo futuro.
EDITAL.
O lllm. Snr. Inspector da Thezoararia
da Fazenda desta Provincia manda fazer
publico que nos das a 4 e 6 de Maio
prximo futuro se bao de arrematar em
hasta Publica por lempa de lium auno,
contado do 1. de Julho de 1839 a 3o
de Junho de 18 fo as Rxndas seguintes.
1." Imposto de aoporceato 'agur-
dente do consumo.
a. Dizimo do Capta de planta 'dos
Municipios do Recito e Olinda.
As pessoas qae se propozerem esta ar-
remataras r<>mpareco na Salla das Sesses
da mesma Thesourari nos das cima indi-
cados competentemente habilitadas e mu-
nidas de Fiadores idneos. E para conso-
lar se mandou atfixar o prezente e pubii-
ca-lo pelo Prelo.
Contadoria eThezouiaria Provincial ay
de Marco de 18J9. O Contador.
Joa Baptista Pereira Lobo Jnior.
Diversas liepartigoens.
MEZA DO CONSULADO.
_ A Pauta he a mesma do nam. 5o.
Diario de Pernambilco.
do no combate. Concedeo a os Francezes ,
residentes em Vera-Cruz 8 dias, o to a os
do interior para evacuaren] o territorio Me-
xicano. At aqu o Chronsta.
E' lecessario que nos vamos apren*
dendo de nossos visinhos esses rasgos,[de
coragem; pois lalvez maiscedo, do que
se pensa lenhamos de bater-nos tambem
com os Francezes. Em urna poca da mais
perfela paz e da mais segura amizade en-
tre a Franca, e o Brazil quando os
Francezes (como j lizemos ver em um dos
nossos nmeros passados) socegadamente se
vo estabelecendo em Mapa, as immedia-
ces do rio Amazonas, e vo esteodendo a
suausurpacio por todas asparles. Esta
colonia Franceza j tirouao Brasil, como
diz o Times' o territorio compreheudi-
do, s no litoral, cerca de 3oo milhas.
Mas que importa se ludo isto fo recom-
pensado pelo grande presente que Fa-
milia Imperial mandou o Governo Fran-
cez ? A este respeito lembramo-nos do que
disse Laocon a os Troianos, quando os
persuada que nao introduzissem o caval-
lo para dentro de seus muros ; e que sup-
pomos servir para o presente caso :
equo nncredite, Teucri ,
Quidquid est, timeo Daaos et dona fe-
rentes.
Das fullias recebidas da Corte, cuj da-
ta chega al 9 de Marco se condece que
o Rio de Janeiro, Minas G'raes, Ouro-
preto, eCampos gozava da Iranquillida-
de. O Filho do Sele continuava na
forma do seu custume, bater desapieda-
damenie a os Membros do Ministerio, e a o
General Elisiario.
O Chronsta continuava a fazer a defeza
do mesmo General. A expedirn para o
Rio Grande annunciada em o nosso nu-
mero 68 parti no dia 6.- consta va de
630 homens e estes io commanda-
dos, pelo Tenente Coronel Luis Alves de
Lima e transportados nn corveta Bertio-
ga', patacho Patagonia ', e escunas Le-
galidade', e'l'iraj'. Espera va-su a char-
ra Amphitrite' do Para para transportar
mais 5oo. Em um dos seus nmeros diz
elle
qun em quanto a cmara dos debuta-
dos da Franca se congratula va com a rei 71 de 28.
Um nosso Amigo nos fez ler ama carta
particular do Rio de Janeiro em data de 2
do corrente na qual encontramos o artigo
seguinte: Chegou a a8 do passado o
Ministro de Fructo R., Santiago Vasco a
negocio de grande importancia ; porem in-
da nao se sabe exaciampnt a alta misso ,
que aq'ii o trouxe querendo apenas al-
guns curiosos acreditar, que em pregar
novo calute ao Governo como aqui j he
tem pregado.
Commimicado
Nun ego mordaci distrinxi car-
mina quemquam.
Ovid.Tiist. liv. H.563.
Anda me valho das palavras do infeliz
amigo d'Augusto; pois ellas exprimem
completamente os sentimentos que mea-
imara quando escrevi o meu Commu-
nicado de ao do corrente Marco, e que
me animad agora quando tenho de res-
ponder ao Communicado inserto no seu n"
pek tomada de S. Joio de Ulloa os Me-
xicanos commandados por Santa Anna,
compensavao a affronta da primeira derro
U atrancando sbreos Francezesassigna-
lada victoria. A cidade de S. Cruz fui e-
vacuada e bem assim o castello de S. Joio
de Ulloa. Este revez envinar a o gabinete
Mole que as naces fracas acha algumas
vezes em si bastante coragem para arrostar
as forcas das grandes potencias e que os
Mexicanos nao sao tanto para desprezar,
como elle tuppunha. Sinla Anna foi eri-
No sou Romano; glorio-me de ser Bra-
sileiro, eBrasileiro, que no tem em vis-
las a preferencia com supphcas e m-
porlunos rogos, como me suppde o C.
de 28. No meu Communicado de ao usei
da liberdade, que ninguem me pode im-
pedir de communicar os meus pensa-
nentos, sem offender a ninguem. Ora
bem al aqui tenho feito urna conGsso
ingenua da verdade ; agora vamos ver se
posso reduzir zero as arengas do C. de
28.
Se quem se pica cardoi come o auctor
do C. de 28 tem o seu compeisdiozitiho na
pasta e talvez seja o que por meio de
supplicas, e importunos rogos queira ter a
preferencia. Pois porque, nao sendo es-
te o motivo, tanto se escandalisou deque
eu exprimisse por escrito o pensamento,
que conceb, de sor mais acertada entre
gar-se a urna sociedade de Literatos a re-
daceo dos compendios do que aceitarera-
se os appresentados e quic por pes-
soas que s lvera o trabaldo de prera o
seu nomo a frente de obras por outrem fei-
tas ? E* desta qualidado de gente, que
se queixava o Heroico Latino :
Hos ego versculos feci, tulit alter ho-
ores.
Agora sigamos a piogada do C. de 28.
Depois de concordar commigo em algumas
cousas diz assim :
Mas espera que a Assemblea pelo
impulso de sua liberdade, econseihos
de sua sabedora far recahir a esco-
Ida sobre omellior dos que se I be ofXe*
recerem Ora isto muilo claro, e
ata escuzado esb.forir-so o A. do C
emrepetilo; porque esperar, que a
Assemblea, composti de Cidadios in-
struidos, eentendedores da materia,
escolha o peior dos Cornpeddos, que
Iba forem ofrecidos ser o mesma
pensar que a Companih de Heberi-
he chame para dirigir o encaracnto
das agoai a o Sapateiro Felisbino.
O diabo nao to feio como o pinla !
Se o A. do C. appresentasee todo o periodo
nao Ibe poderia dar este torcicollo, para
cuja resposta basta repelir todo o No
creio, disse eu, ser verdidcira a noticia ,
de que algans dos seus auctares tem pre-
tendido coas supplicas e impertimos ro-
pos, alcancar a preferencia cada um para
o sed compendio ; isto partca-me ser mor-
dacidade; e de mais a Assemblea, que 0-
bra sempre pelos conseldos de sua sabedo-
ra o pelo impulso da sna libardade far
recahir a escolha sobre omellior dos que
se Ihe offerecerem.
Os que nao tem compendios n> pasta ,
diga seeu erre; e se esti meu pensamen
to tem alguma analoga com encanamentcs
d'agoa e com o sapateiro Felisbino Va-
mos com a nossa cruz a o calvario.
Encarece o A. do C. a diH-'ul.'Jade,
que ha. em compor Vini compendio,
que completaiiK nU: precncba o im pi-
ra que foi desuado, e com iijris
duas rasesconclue dizendo qu" nao
isto proprio se nao dos homens favo-
recidos de Minerva ao que respon-
demos que anda nao proprio des-
tes essa sublime obra essa novida-
do, que inculca querer o A. do C.
com toda p-rfeico ; dizemns : anda
nopropria dos Discpulos de Mi-
nerva ; sim propria do Gl!ia de Deus,
de Jezus Christo porqm su este po-
deria apresentar urna obra, qva se Ibe
nao pozesse taxa alguma; e assim
mesmo quem o sabs ?
Jezus Cbiisto coao D.-us n'o pedia er-
rar como homeut tamban ato; perqu,
I



DIARIO DBPBBNAMBUGO
H1WM *~~~"
sepundono9 ensin a Igr>ja a su* humanj-
dade estava sujeitH sai divindsde; e po:
coosequencia o compendio por elle feito te-
' ria o carcter de divino de seu uctoi. O
que suppoalio que se elle viesse a;>or;<
ao mundo ese mettes-e em tal, peder
ria mais do que padree.) hontera. CJu* de
cliicotaihs que de bof'ladtj, 'iiie ue d*t-
dadas lite nao dara aigu u pret-.-nd-nte
. do art. 4 da L-i de i.\ de Julho? \Ia-
filiemos em causas qo." wrti das nolsas
telbas para baixo, enio dll.-fu-.-s na imnif
do hossj Di'u* en? ti a p>r de Miner-
va dos* do pagan-mo porque ti ni-u
negocios de,sta natureza e nem os preten-
da ter. ~
RECOPILACA.
Jmpmdenca.
Amigos da ordem da prospnridade d>-
nossa desditosa patria, dneu-nos sobremod >
tendencia que vamos ir levando urna fo-
!ln (j m 11 i ;t ii d'esla cidade, escrita po<
l.is Poriogu' zes buscand > por roejo de
urna circular a protfcco dos l'ortugoeves *
ra nao ffci concedida por Voltaite uta t o ;>ara sustentar u gloria r'orlogueza. D-eu
-sri'ji' E)i:0 PoWUgfl l,
Eudise, que o finar i
:'
lio
(jae coini-li lamente pieer>riiS' ta une foi destinado, era p*
var.-cidos de Minerva; is'to j sera i .: ...
era prcpfio dos sabios 5 c r.i 11
sgera) daquelles que m i.-.njplo di sabedorja. O A. do C .. -d<-
pode ne,ar qiK-elle eu e mita g?nte
conueeemossujaitoa mata valentes 09 m*U-
fiiico, que Rolda fui ru isici pota a-
iiuifc-so a dar, por Mas, obras albci-'s ;
ou quaud) multo a coflipenJhr as raaie
rias, do qu^ apenas tem urna tmtdra su-
petficial. O A. do C, se eoniKceo, tu liaba errado, quando encarec a d f-
culdada de fazer um compendio proras
se-me > contrario ; mas coro r.so .-s ; ufo
com iulerrogaciVs cem reticencias ?
com oulrts ninbarias dest* nalurtza. Te
libamos paciencia 1: v mos a vntu.
Se o A. do C. reeonhce por acorto ,
que as aulas ccntinu*m ero ts com-
pendios que exktero, como diz ,
que a sua utrlidade anda um pro
Mema e que elle* nao de vena or od
rninJ-'S? Que miseravel cotrdicc|j
esla ? Ou elles sao oaos > e de ve r
ser re je tados ; ou sao b^n9 e di-
vem ser approvaduy. o
Valba-mo a paciencia de Job En Has
tal, Srs. Redactores O que eu dis^e foi u
segunte : Se nos bavemos de a compendios cuja ulilidade anda ura
problema, nao sm acertado que eunli-
nuemos com os que existem ?
Siro : se bavemo3 de laucar mj iV com-
pendios novos, to ruins, oup:ins,
que es actuaes, nu ser in Uor que
continuemos a esludar pelos actuaes?
Com os acluaes temos aldncado a gloria
de ver moa a ranit<8 bomens distinguirem se
em conhecimentos, e merec-rem honroso
titulo de sabios ; e se r.o f^ase fe rir a du-
licadtzi de alguna tu faria a l.sti ,', que
pelos clUJts Ctimpendios tanto se lem dis
tinguio m.smo c entre ut.
Srs. Redaetortja macada tem sili) gran-
de e fastidiosa por isto nao si)a o '
a at o Gni; ete tal que ; pricneira
l.itura, se i' conbecer; e oque mr-i-
odmiie c quo iiat-milo ru m j^jal d-1
compendios d Cdligrai.i GiaronKtica .
Aiithmelicj etc. o scu A. l me f-i vm
contendi de Grammatca Portugueat, o
que beia prova qu- (em na paita ,
compendio de Graoanictica POrtogttr-ti <
ue por isto lano se consumi Com o mi u
C. do ao ; e Unto se cegeu que se <.'i .1 .
conhecer, se n*o pelo mime, homeiut
pt-la p.etencao epe.'ol.-mor, que (em de.
que a Asstu,b!ca incumLisse ^s!^s Irabolhoi
aos Ss. Dr. Autran JVltgutl Lopes, Fr.
Carlas Monto > nutras ; temor que o
coustitui) de Sensor <]e-S'S Sis. >e:n qm
elles lho pediastm quanUo diz: t 1*
tempo nunbuio Ibes reate paia cuidarem
d'tste term la mal tncoanienudo p*L
A. do C.....a
Srs. Rt-daelor" se eu ivp.-st a ceit'za
deque nio enUtiava aus l.iukKei Me u
broa da Attemblea Protiucial, cba 1 s
te cornmonicado com rgoal kJeremiada',
com que o A. do C. de a o* aetboa j"4i tt
assim i
Sabios, e Dignissimos Reptssentsntei
P. uvu.ciaet.' Atlendei as ueceaudad a da
l'rovincia cora pr ferencia aqueiks, ue
torein mis ur;eiitts. Wi> tkftU na tute
za a des compendies, onde pude dai-se .I
Ijuma demora. Stde, comoj fostes o au-
no passado (segundo vageu a noticia} sur-
dos a o* rogos tos que querisO a pitlercn-
cis t c^a qual para o stu compendie. Isto
os que o pavio em que tanto meltia-nos,
' cara o noBif d'easa naci, com-casse es**!
M folha a c- usurar a tuda e a todos, incul
:ar eus redactorps como os nicos sab'S.
'sp'esndo avilando ludo qil*nto"
azileiro Ibes cherava. R-ceamo.; 'ollar
looca anterior ao 7 d* Abril era que
na Cidade do Rio de Janeiro como ero
todo o Imperio havia CoQt'j duas nacSes
m lula ab-ffta ; um fraquinha roas es-
eoreda ao que se dizia pelo Trono e
por isso insolente ; ontra Coito roas pru-
dente. F^i resultado d'essa pos;co a in
Bi uenla tragedia de 7 de Abril. Se a> rui-
nas di trono nao cobriram ento todo o
iiiiperio se o sangue nao correu se a
anarqua nao triumpliou a quem devemos
tam iuIio beneficio ? O espirito de ordem
..I. clamoii as sublimes palavras : Per-
dio p 1 dio para os illndid s e as
paix s populares se refrearam. Incon-
( stavel documento da docilidad da mo-
1 aliviarle Brazileira 1
J\o em tanto se os odios que precipi-
taram a grande cataslropbe do trOnopare-
i?pra exlinctos se a rivalidad* entro Bra-
sileiro nato e Rrajileiro adoptivo tsi suffo-
cada ante a Arca Santa da Constitmcio
deram se as roaos todos os Rrasileiros ; ou-
tra rivalidade a vae substituir e pode ell.
snniqular a alianca desfazer a bra da
prudencia comprometer os destinos do
(mpeiio e anda mais gravemente irnpli
car a existencia de parte dos Cidadios Bra-
sileiros h de bom numero de estrangeiros
inrtncentes.
Em soffocar essa rivaiidade no seu bureo
empeeliaos se acbavain toda a impiensa ,
todos os bomens que por qualquer modo
podem influir sobre seus concidadios 5 a
obra, bem que diKcil ia-e adantando.
As imprudencias do 'Despertador' vm com-
prometter todo esse trabalbo. Nao vi ero os
redacteros d'essa falha o incendio anda,
pr>-ximo de Belem a ruina de todo o Pa-
ra .' nio vem elles o Rio-Grande e sua re-
belda, a Babia e sua sub evscio apresen
lando todos como sen primeiro aggravo
qaeilM contra os Portuguezes, como meio
00 rrovi>car as nnssas p< pulare3 o odio
-,;U'.,eado mas uo cxtiiu to que as baixas
s Ihes consagram e que com seus des-
; -os se alimentara '(
."'i framos PortugueZPS nunca o per-
dt-afirot-s a esses dous Srs. ; si (oramos
Portuguezes, ir-lhes-bia-mos di** :
Vivemos no Brasil e no Brasil enriquece-
mea ; a bospitalidade dos Brasileiros nos
encanta poi (joe sabemos quantos aggra-
vo-; tem elles scffido de nossa Naci quer
no tempo de colonia quer mesmo depois
desua independencia, quao pouei s ou
nenbuns beneieios tem elles em troco d'es-
ses aggravos receido de nossos paticios.
S liemos que urna Naci p rda mas nio
esquOM : e pois 1 ,:', C-cacs revogar o per-
di niojns.ifiqueis vosso tiiuto de 'Des-
pertador', depei lando odie s ; deixai-nos
1 i cixeiros medir uossas fuendoi ;
m negociantes, ensacar nossos con
nadareis; a l* advogados tratar de
sos pleitos ; a oca mdicos curar ou
uaur uossos (tente* ; a 1 enifim em
iwegadus pblicos ir servindo sorrelfa
noMos empieguitos. Si tendes tanta furia
te es. revinh-r de excitar iuimiges ide
a para l'oitug] aterevei l o que. quizer-
ue> ido para a frica descoroponde oa
;> bits negros: mas aqu no Biaztl deixat>
quw to e meltam com a Poltica d seu Paiz
o-; Biasileiios ; nao os insultis nao os
chamis de igu.TanUs quando elles, me-
us bona p tncios s6 capares de vos dar
quinan*, a vi, nte em
mesmo em jurisprudencia !
Eis o que, si foramos Portuguezes di-
riamos aos Sra. do'Despirta lor'; somos
poiem B.-asileros., |e n'essa qualida''*) Ihes
dize.mos: Ni5 vos compromett^ps in-
srtltando-nos, envolvendo-vos na discusia
de nossos inlnteresso-s dando'vossa optnlo
catbedratica em ludo e sobre ludo, descom-
pondoa todos quantos escrevem, porq' tal
vez alguero quizesae, a nosso pezar, dar-vos
ordnm mais positiva e terminante ,- alten
:ae oara o Rio-Grande atientan para o
I'.na ; e nao comproroetues ingratos,
nOttO! patricio* a mismos c atier-
ra que vos ileu agasilb > v .s est aljmeu-.
laudo a vos foraffrrna !i
('Chionista'. )
inwmiaaiBaaaFjai^^i
medicina at',ao tem escrpto nos jornaes por occasiio da
* Joze Marcelino da Rocha Cabale Joe
da Gama Castro. E' lama serem estes do
Aviso aos Navegantes.
Para manr -eguranca dos navios que
vena a vela sobre a enseada de-.Duizig o o
porto de Nenfabrwasser, temos mandado
i.r ao norte dos baixo* do Rio Vstula f
que se estpndem consideraveltoente para
dentro do mar urna boia grande, como
signal de advertencia aos navegantes.
A boia em que-tio que d'ora em dian-
te animalmente ser posta no seu lugar de-
pois de ac-hido o gelo e tirada no prin-
cipio do invern, he preta com alampa
branca e n'ella est levantada uma vara
branca sustentando uma vassoura.
Ella be enllocada em 4 '/'' bracas de
fundo, mostrando aberta a bocadura do
Vstula, o farol de lela em nordeste, ao
norte, o farol grande em Nenfabrwasier ,
em sudoeste ao oeste a torre da Fortaleza de
Wecbselrounde, com a torre grossa e sem
curas da igreja de Santa Mara em Danzig,
col locadas juntas uma a outra em sudoeste
ao sul, o fim do molbe ao leste do porto
de Nenfabiwasser em oeste, e a igreja no
alto d'Oxhoeft em norte nordeste, ludo por
compasan.
Navios que se aproxma de.noite a en-
seada, ou esliverem bordejando, quando
tiverem ebegado a llura da foz do Vstu-
la nao devem ir mais ao oeste dos faroeg
de Nenfabiwasser do que sudoeste e nio
aproximar-se mais quando tiverem seis
brabas de agoa, para ilcarem em compe-
tente dUtanca dos baixos d > embocadura
do Vstula. Em geral todos 09 navios que
bordejarem sobre a enseada farad bem de
nio aproximarem-se iruilo a costa de Ne-
brung ,.e fazer os seus bordos mais pirra
o ldo do Putziger Wick d'onde alcanza-
ro porto com mais facilidadejje seguran
ca.
Referindo-so as determinaces "'do 2
do regularoento da polica para o porto, e
aguas de dentro do porto de Danzig d lia-
do era Berlim ang 3o de Janeiro de i8ai ,
aununcia-seque, aquella vara com tonel
que eslava erigida na pouta do molbe do
ste nio existe mais mas que se os pi-
lotos por causa de temporaes violentos ou
outros motivos nao poderero fazer-se ao
mar de uma luli/a branca ocamente cons-
truida na ponta do mesmo molbe se fars'6
ossiguaes proprios para a entrada dos na-
vios no porto com uma bandeira de modo
que o navio deve dirigir-se para aquella
banda para onde se inclina a bindeira
e que deve seguir em diieitura para a ba-
liza quando a mesma bandeira estiver per-
pendicular. No caso porem quedaba,
liza nao se fizerem signaes alguns com a
liandeia e.-obreo p.o junto as cusas des
pilotos for icada uma bola ento n*vi.> al-
guna se deve aproximar a entrada do porto,
ou* ancorar ua enseada, ou iazer se ao
mar.
Danzig iq de Junho de i838. Gover-
no real da Prussia. Reparlico do inte-
rior.
Consulado do S. M. el rti da Prussia na
Rabia em 8 de Mir?o de 1839. Pb Ad
Pltssing, cnsul.
(Correio Bazilience.)
discussie do 5. da resposta ao discurso
do tbrono lia de reconbecer, que a impren-
sa peridica se acba accorde n'um juizot
Exterior.
Lisboa 1 a da Ferereiio.
tos roga quero per sua ignorancia nao tam, is bt roes um Miguelisu e o outro repu-
depeodentcs de vessas sabias (tsolucea J bliqereuj
cerca delle. Todos querem a execussode
dsposices tenientes a acabar com o in
humano trafico da escravatura ; porem ne.
nhnm deixa de ter na devida conU os inte-
resses de nossas colonias, e a honra n dg>.
nidade da naci.
Por isso couhe ao Snr. Conde da Taip
o pesar de ser deapprovado pe os orgaos do
todos os pa'tidos. A sua absoluta defe-
rencia as preserices do Gabinete Inglez,
a insignifir-ancia queden aos nossos terri-
torios Africanos, demonstram da parte da
gente da doutrioa uma indefferenca peU
conveniencia do paiz que nio podedei-
xar de ser altamente censurada.
Felizmente a vista do que se expoz tan-
to na tribuna como fora deibr, nioguera
poder laxarnos de propensos existen-
cia da escravatura por isso que sustenta-
mos a oecessidade il.) a exigir em nossos
dominios pelos mcios mais favoraveis ao
Reino, e nio pelos arbitrios suggeridos pe-
las estrangeiros.
O* economistas reputara a mo de obra
dos escravos menos perfeita e mais custosa
do que se fosse feita por homens livres. A
experiencia de todos os lempos e de todas
as naces demonstra que o,trabalbo dos es-
cravos posto que so paree, a custar a des pesa
da sya subs stencia tornase em definitiva
mais custo*o que outro qualquer. O hornera
que nao pode adquirir propriedade p ha
de ter interesse em comar rouito, etraba-
Ibar quanto menos for possivel. Todo o
exforco superior ao nte alario para ganhar
a subsistencia s pide ser-lbe extorquido
pela violencia, e uo por considerancio al-
guma de interesse pessoal. O autbor da
riquesa das naces cita Piino e ColumeU
la que indicaran) adegeueracio da cultura
do trigo na Italia, e o pouco lucro que de
xou quando foi entregue aos tcravo*.
Smitb atribu ao orgulho do hornero na-
turalmente atreilo a dominar a preferen-
cia dada aos servicos dos escravos. Nada
mortifica tanto segundo elle, comu ver-se.
constrangido a azar de meios persuasivos
coro os infei ores. As plantacSes de assu-
car e de tabaco podem supportar a despesa
de uma cultura feita por escravos, oque
se nio da' com outra qualquer. Parece-
nos todava que actualmente os escravos
sio preferidos, sobr eludo na America, por
que o clima e os lucros que os Euro-
peos deriva m de sua industria urba-
na nio permittem por ora que tiles se-
jam approveitados Da agricultura. As ds-
pesas da producio seriam mu>to suppeno-
res --- nenbum bra neo se sugetaria a pas-
sar um da inteiro exposto aos ardores do
sol dos trpicos pelo salario que se d oa
Europa ao cavador de enxada.
O augmento da populacio coosequen-
cia mfalivel da riquesa doconlii.ente A-
mericauo a causa mais poderosa que rea-
gir par a exiincco da escravatura. No
rota nio para iaurprebender que Fox, eos
philantropos Iuglizes que se didc-ra,u tio
fervorosamente extinecio do trafico nio
mnndassem paia o lutenor da frica mis-
sionariosindustriaes encarregados de refoi-
mar os custumes dos negros de cuja Ik
leracio depende essencialmeote o comple-
t> termo ds escravidioda rac.a de Cins.
Tambera he par* admirar, que ltimamen-
te se pioferifeem lio bellas discursos do
jiailwmnio Riitanco contra o escandaloso
trafico e tantas virulencias coutra Portu-
gal que sesuppoem altamente adversos
fhacao da esclavatura e nio bouvessa
uma vez quem clamasse em favor do Euro-
peos reUusidos a roesma condrcio.
Oquesiu os ser vos da gleba na Bos-
sia ? Escravos corno os negros do Brasil-
Tiabalbio constantemente nosmtisrudes
m.-teres, sollroui O suplicio do knout quan-
do appraz a seus senhores, e uio podem
forrar-se tem o seu beueplacilo. rorquo
so despresados estes infelises porque se
oio da um t passo em seu favor p"]ue
se lancam as vistas para a frica ante
de examinar bem o Europa -- porque
deseja a emancipado alem de Eqosdos
quando o Senlentriio se acba agrilhoado -e
quando uma naci culta uma naci O'
vilisada". com relaces em todas as Cortes-
ainda conserva homens de ra;a Caucssitr:
ni vergonhosa servid a o r1 A G:I Brtlanh
A aholico da escravatura.
Quem prestar a dnvida attencao ao que' uma potencia forte e respeUvtl o st-u


f

DIARIO DE PE II N A M B f?C
govemo slenla o proposito de roanter ts
prerogativas da buraanidadee porq' tole-
ra o oppobrio existente na Russiapor
que se nao exige, ou ao menos nao solicita,
naoimplora do Czir quiilo que imperiosa*
mente de n e predente ? Respondam os
philantropicos jornalisras d' Albion coho-
neste oSr. Conde da Taipa esta indifferen^
di com a pertinacia a nosso respeito ; e di-
ga sinceramente sea boa f domina quera
nao se peija de ser lio fUgrantemente con-
tradictorio ?
Cvisar a frica, eis-aqui o grande meio
de acabar com o trafico. A tarefa ar-
dua, roas nao impraticavel. M poca em
que os Ingleses nao navegavo para quera
do Cabo de Fioisterra Portugal encina as
suas tsquadras de misionarios que iam
pregar a f catholica ao interior do Congo,
a Sofala, a Calicut, a Canto, e por fim ao
Japo colbendo dsqui grande proveito
a Religio e grande crdito a nossa naci.
Hoje os lempos sao o(Hros--o que entio fije-
mos em favor da f, podem actualmente de-
serapeohar os Ingleses em beneficio da civi-
lisacio. Em lugar de mandaren Mungo-
Paiks a descobrir a origem do Niger pre-
parem colonias de agricultores a dissimi-
nem-nas pelas povoaces Africanas. Pa
ra proceder a ainda ma>s avisadamente
mandem America convidar os pretos
forros para regressar a sua patria,e prestem-
Ibes os auxilios necesarios para esae fim
obtero dezavintemil artistas e operarios
proprios para inspinr aos seus compatrio
tas o amor do trabalh se lies quisessem
abandonar a trra para onde foram manda-
dos como escravos,do que muito duvidamos,
porque nao ha ainda exemplo de um negro
forro que regressasse para a costa d'occ-
denle.
Procedendo assim os Inglesas se mostra-
rlo incootestavelmente impenhados em fa-
Tor da humanidad?. Oseu estabelecimen-
to da Sierra Leone nao mais do que um
presidio onde se obrigio os negros ppre-
hendidos nas embarcacos do trafico tra-
calhar violentamente pelo valor da sua
subsistencia. Este expediente nlo se com-
padece com a sua linguagem e de certo
deve abandona r-se j os libertadores dos A-
fricanos nao podem conslrangel-os a di.fi-
nhar a sua existencia longe do solo natal,
longe das familias e dos amigos. Se cru-
tldade accumular creaturas humanas nos
pores de urna erabarcaco nao menor
escndalo sepultal-os nos paues de urna
colonia Britnica. A justica orna s
e aquillo que fica mal aos negociantes
le escravos nio pode ser decoroso na-
quelles que se appelidam seas redempto-
res.
O nosso dezejo he que se ultime breve
mente um arranjo com a Gri Brtanha
neste particular. Bom seria porem acau-
tela r urna circunstancia que pode dar-se.
A nossa posseco de Cabo Verde vai ser
roteada por urna companhia -- supponha-
mos que os seus agentes ou os de qual-
quer outra associacio do Brasil e di-
rifiem a costa deAfrica, e contraclam com
os uegros a compra dos seus servicos pro-
ductivos por um certo periodo. Se urna
eiabarcaco destas for encontrada em alto-
mar acaso os Ingleses se julgaro com d|-
'to oe lancar mi drlla levares pretos
para Sierra Leone e esorcar a tripubcao
1.0 laes da verga ? Dd certo que nio pois
que at agora nio poseram impedimento as
enabarcacOee com escravatura Acoriana de$-
tiuadas ao Brasil. Assim deve-se Iludir
essa eventualidade para evitar depois
o bons oflicios uzuaes dos nossos sitia-
dos.
Quanto ao seu eropenho por enforcar os
nosms manneiheiros e pil tos dir-lhes-
iem, jmente que se julgara com tal
medida acabar com o trafico enganam se
"-teniente. Ha mais embarcacoes Hespa-
"iolas empregadas em transportar ne-
{,'<>* deque vasos com bandeira Portu-
uue** pesar de sabereo as equipageos
1U* sera o seu destino no caso de ser car
Paradas. Quaodoa avidez do gauho io-
ue no hornera nada ha que o reprima ou
etenha : familiarisa-se com todos os peri-
Gos eexpem a vida sem hesitar adop-
*"j apenas certas precauces que os lo
6 e*es ja tem reconhecido naqael es sugei-
03 a proscripto, como meter o navio a
H'qua com toda a carga ou aguardar as
"chas das cmbarcacaa de Guaira Brit-
nica para Ihes mandar um choveiro de me-
trallia daitando depois remos fora ezom-
bsndodos perseguidores.
til sena que reconhecendo-se em geral
a boa redacco do do porjecte de res-
posta se passasse promptamente ao teguin-
te, pois que o lempo a vanea o periodo
da Sessio ordinaria vai em meio e daqui
a pouco chegaremos ao aeu fim sem que se
baja tirado resultado do parlamento. A
morosidade dos debates um vicio inhe-
rente a todos os corpos Legislativos, mas
do dever dos escriptores pblicos faser
deligencia para que elles se resumam : e a-
inda neste ponto unimos a nossa supplica
a doaoutros collegas do jornalismo igual-
mente deseijosos de ver o termo da dis
cussas da resonsta ao discurso do trono.
('Nacional de Lisboa,).
Correspondencia.
Srs. Redactores.
Tenh- a bondade de inserir ain'-'a es-
ta vez. em su.' folha estas poucas linhas ,
a fim de qu* nio fique sm responta o an-
nuncio do Sr. Bernardo Fernn des Gama ,
visto na sua mesma folha de 18 de Marco
do correte. O Sr. Gama diz nesse annun-
cio, alero de outrascousas, que eu,quan-
doarrendei-lhe a sua caza, sabia, que es -
tava hipotecada ao Sr. Tavares. Como he,
Srs. RR., que eu poda saber, que n ca-
za do Sr. Gama eslava hipotecada sendo o
tracto de arrenda ment de i5 de Janeiro
de 1838 e a Escriptura de hipoteca de in
de Abril do metmo anno ? Heverdade,
que depois por oauipla se mandou la-
vrar huma Escriptora publica coja data
he posterior a Escriptura de hipoteca : mas
que influe isto, se j antes d'ella exista o
contracto, ena Escriptura particular se de-
clarou que ella teria tanta forca como Es
eriptura publica ? Diz mais o Sr. Gama,
do fim que a caza sempre se venda ; por
queseo dono quera, e que por tanto, nfo
tinha satisfacio a dar seos inquilinos.
Nunca nrguei,que o Sr.Gama podesse ven-
der a sua caza ; porque he bem sabido ,
que pelo arrendamento nfo se transfere
dominio algum ; quando dase, que nao
podia dispor, salvo debaixo de con-
dico etc. i quiz diser, que nio podia
transferir sem qoe o novo possuidor fi-
casse sugeito mesma obrigacio, que tem
o Sr. Gama de me conservar na casa pe-
lo lempo do arrendamento porque o Sr.
Gama pela Escriptura qu fea, obrigoc
a coma como se v destas balavras da
mesm* Escriptura E no caso de passar
eu o predio outro por venda, ou por
oulro qualquer titulo serei obrigado a
preencher o traclado ficando por este fac-
to o novo possuidor obrigado a cumprir
todas as condiedes, que eu me obrigado
tenho acrescentando na Escriptura pu-
blica que para cumprimento do contracto
obrigava sua pesioa e bens, e querenun-
ciava todas as Lea que em seu favor alle-
gar podesse ; porque de nuda se quera va-
"er; e smente cumprir o tracto. Srs. RR.
eu nio tenho a menor indisposcio contra
o Sr. Gama ; e por isso rae era impossivel
procurar naio algum para o embaracar na
venda da suu caza ; annuncie 5 porque po-
dia acontecer que o Sr. Gama na Es-
criptura da venda qae fizaste, se esque-
cesae de declarar o arrendamento que me
tinha feilo, e o comprador nio viesse de
pois chamndose a ignorancia e eu ter
assim algum incommodo ao menos em
procurar o meu dreito.
SouSrs. RR. seo confita ote letor.
Antonio de Souza Rangel.
Publicacio pedido:
O desejo de ser agradecido,
Produzio o delirio do meo Estro:
O Sabio me desculpe.
F. F. G.
Nos Seres que abrilhanta a Naiuresa
Homens, ou Feras, Aves, ou Flores
Impera gratidio que o mundo rege.
Deslizando o Matiz na Primavera
Uocil Voltil modulando accentos,
Tenra verdura alcatifando os Campos,
E o Candido jasnaim, c'o a fresca cosa
Exalando do Callee odorfero
Fragrant aroma, que embalsama os ares,
No Astro Vivificante reconhecem
O Ser animador qoe Ihes d Vida.
O terno rouxinol alma dos bosques
Na docura dos Cantos, e gorgeios,
Junto a bella cristalina fonte
Gratse mostra festejndola Aurora.
Desrugando o Leio sanhuda fronte
Ja por mais de urna vez lambeo huailde
A dextra que o espinholhe arrancara.
A ufana depondo audaz gQvrreiri,
Vizeira levantou e agradecido
A vida concedeu quelhe outorgario.
Qner no mar, quer na trra, em todo
impera
A diva gratidio Socia dos Numes.
Se ao terno Pastaruho, ao Leo bravo,
A doce gratidio impera, e rege
Como nio regera' este meu peito ?
A vos eu me dirijo em nomo destes
Que a Vossa protecad beneficento
Animou protegeo nest-is fadigas.
J Collegas meus dezanimados
Pretendia5 deixar ardua tarefo
Aut*vendo despezas e fadigas
Que sem o Vosso auxilio f serviaS
M'hum ppzo honerozo ao meu estado.
Sem Vossa proteca5, ah que seria
Do infeliz artista abandonado
A' sua propria dor ? Mesqoinha sorte
J com paluda cors avisinhava
Aos tiistes Ures do actor desdito ,
Que sem o Vosso amparo feiecera.
Ja triste alavin de horriveis males
Se antolhava por mim ., Eis de repente
Hura raio de esperanca me Ilumina ,
E aos Collegas meas desta arte fallo....
,, De que nace o receio em vossos peitos ? !
Temis qae 9 sorte se nos mostr fcveca?
Nao temos junto a nos hroes prestantes,
Santelmos divinaes que nos escudem ,
Contra a forca cruel d' agro destino ? !
Nao temos Cidadios Compatriotas
Magnnimos afeitos grandtaa ,
Que possuem os dotes mais brillantes
Que ornar podem suas almas nohres ? !
Entao de que temis ? .' Eta! Constancia,
Coragem, intrepidez Varnta kncar-nos
Aos bracos deste povo esclarecido ,
Implorar protecao a indulgencia :
Esta para as nossas muitas faltas ,
,, Aquella pVa manter nossa existencia.,,
Dice e n'um instante os meus Collegas
Que the li para o ebs6 olhos fictava5
Sepultos no temor, Ihe assoma ao rosto
Prazer consolador vivificante.
Nomes Egregios cada hum record ,
J lemhra hum Protector nomeia-se
outros....
E os Socios Illustres confirmaras
Esp'ranoas que animavad o meu peito.
Nao foi baldada nossa diligencia ,
Se amparo se buscn acnou-se amparo ,
Eficaz protecad e mais ainda
Benigna attenca. Quanto vos devo !!!
Porem como pagar tal beneficio ? !
Oh Diva agralida .. Ah s tu podes
Compensar o que devo o que devemos.
Em quadros de Marfim ornados de ouro
Irisen-ver eu qilisera os nomes vossos ,
Em Lapidas suberbas duradoras-
Gravar Vossaa aece.....porem nao posso:
Pois seja o Coraca Lamina forte ,
Em que possa guardar Vossas Virtudes
Alem da Sepultura alero da morte.
Recitado e elerecido Sociedade Thea-
tral da Quareama de 1839 por sea humil-
de autbor
Francisco de Frailas Gamboa.
Avisos Diversos.
isso se roga a quero ella for ofierecida d m
a restituir na toja mencionada onde ser
gratificada a pessoa que disto se encarregar*
Quero quizer.comprar huma escrava
de naca de -i\ annos do idade, robusta
e diligente para todo o servico, cosinha o
diario de huma caza, o comprador se
dir o motivo na ra do Rangel no pri-
meiro andar do sobrado da quina do beco
do Liceo.
Quem quiser comprar taimado da
Pnbo de todas as larguras e comprimen-
tos e grossuras assim como hum pouco de
refugo a preco cmodo atrs da caza d'O-
pra junto ao sobrado.
Quem quizer comprar superior
nova salea parrilha chegada prxima-
mente e por preco cmodo: na Ra
da Stnzalh vetha a faUr com Mauoel
Francisco Pontes.
Dezeja-se saber na ra do Vigario n.
y se a parda por nome Mara Baptisada
em Olioda pa Capeil- de N. S. do O' fi-
Iha de Joze Antonio Pessoa morador na
Alagoa do Carro, foi Baptisada por forra
ou captiva forad Padrinhos Francisco Jo-
za Bizerra e Anna Fernandes a ao ou ai
annos, declara a mesma parda ter dous
Irmas hum por nome Felipe Joze de Mou-
ra, e Joaquina e que seu Pai era bem
conhecido do Capitad Manool Barhoza
do Negociante Joze Pereira Guimaries e
Francisco do R,ego Barro, visto por ella
presentemente se achar Captiva.
Na ra do Culuvelo caza 17 h
quem se proponha a turnar algumas crian-
cas ja desmamadas para se acabarem de
criar com todo o mimo e amor ; tabem se
lava engomase, e coze-se toda qualidade
de costuras bordadas e lavarintos, ta-
bem marca-se ludo com muito aceio e pre-
co commodo.
Arrenda-se huma boa marada de ca-
za terrea, sita entre as duas estradas do
Manguinho, e Afilelos, e no correr do
muro do Dezembrgador Maciel Monteiro,
tendo a mesma propriedade, 4 quartos ,
boas sallas, seo quintal, estribara e ma-
is alguns arranjos : quem a pretender, eu-
tenda-se com o Escrivao Almeida, que
tem poderes para fazer esse arrendamento.
. Quem percizar de hum caxeiro por-
tugus 1 ira venda o qual tem bastante pra-
tica annuncio
O Sur. Luiz Antonio Rodrigues Es-
toves queira aparecer em Fora de Portas
o. 104 sobre negocio do seu nteresso ou
annuncie a aua'morada para ser procurado.
A luga-se urna preta com leite para
criar huma menina quem a tiver e quizer
alugar pode se dirigir ao armazem de Ma-
deiras de Domingos Joze Rodrigues d'Aze-
vedo no Porto das Canoas da ra Nova de-
fronte do Tanque d'agoa ou na roa Nova
D a9
_ Preciza-se alugar urna canoa que
carregue hum mheiro de lijlos quem a
tiver para alugar pode se dei igir amesma
caza cima.
Prec-isa-se de urna ama para faser o
servico de urna casa: na ra do Rangel D.
aa a. andar.
_ Aliuga-seo segundo andar da casa
U. fo da ra Nova : diiijio-se a mesma
para o ajuste.
Precisa-se de 3oo,ooo rs. a jurse
por tempo de hum anno, e da-se boa
firma: quem os quiser dar annuncie para
ser procurado.
Quem precisar de urna mulher de
sneia idade para ama do casa de hornero
solteiro, ou cazado coa: pouca familia :
antiuncie.
Urna Snra. Brszeira cazada que
tam bastante conhecimento da lingoa fran-
cesa, pretende dar hces grammatkslmen-
te deste idioma a enancas do seu sexo, pe-
lo p as icoes urna vez por da das quatro horas
da tarde athe as seis: Os pas de familia ,
que se quizerarn utilizar de seu prestimo ,
dirij5-se na Praca da Independencia n*
leja do Sor. Meroz, que elle indicar a
pessoa qae assim se propoe.
_ Desappareceo da loj.t de J. Chardon
na ra Nova D. 4 1 urna colher de prata
para sopa com filetes no contorno do ca-
bo e com as letras iniciaea E. C. enfoca-
das ; presume-se ter sido furuda e por *v*e
_. Quem e?tiver nas circunstan-
cias de poder ser admittido a Novi-
00 da Ordem do Carmo eomprv-
<;a perante o Padre Provincial do
Convento do Carino do Reare.
_ Precisa-se de dous homens para tra-
balharem em uro sitia, e um d'elles deve
entender de plantacw* : no atierro da Boa-
Vista loja de funilero de Geraldo 'Ama-
_ Quem quiser comprar por proco c-
modo, ama padaria com seos pertences,
sita na ra Direita dirija-se ao armazem
do s.l.
_ Precisa-se alagar urna casa terrea ,
para pequea familia, com quintal e ca-
cimbia, nio excedeudo a 8 md reis. an-



DIARIO DBPCRNAMBCJGO;
1
Roga-s-? ao Snr. J. G. M. j queira
'aparecer na cadeia a dar satisfacio do que
bem sabe, lias lansarei a dizer.por
ulra forma o E. G. L. \I nao pode es-
perar mais, e sofrer mangacea. Um
que aborrece ttraico.
__ Precisa-sa de urna ama para casa de
muilopouc.i familia : na ra que Tai para
o Hospicio na ,\. casa do Extn. Sur. Jos
Carlos Mamuje.
Precisa-sede 100,000 a juros; quera
quiser dar dirija-se ao Mondejo casa de-
fronte de urna que se est fszeudo vesi
nba ao Sr. Luiz Gomes D. 2a.
Qaem precisar de urna ama para ca
sa de pouca familia y dirija-se a ra de S
ita ora venda defronte da Igruja.
_ Adverle-se ao Sr. A. S. C que o
tempo que gasta em analisar os tlelfeitos
ilheio3 o ompregue em corregir 03 seda
(que no sao poucos ) ; islo Ihe a conse-
Iba Um oilendido.
O Secretario da Sociedade Euterpi-
na convida aos socios da mr-sma para
comparecerem boje 3o do correnle a sua
sesiio.
Um rapaz portuguez de idade de 18
snnoa que sabe escrever e cootar se offe-
rece para caixeiro de loja dj fazendas do
que' tem bastante pnuica ou de ra ,
qaem o precisar annuocie.
Roga-se ao Sur. Agostinlio Jos da
Costa qusira declarar sua morada ou
fallar a Manoel Francisco Ponte na ra
da sanzalla velha a negocio de seu inte-
esse.
_. Pede-se encarecidamente ao Sdt. que
que tomou 3 camisas emprestadas por 3
das para a mostra fazeadu agora um au-
no gem que se importe a restituir, o se
o nao fizer ser o seu nome publicado.
_. Algum portuguez que esteja as cir
cunstanciasdese querer sugeitar a ser fei-
tor de um sitio de poneos escravos que
ssib. trabalhar de enchada e entenda de
plantaces dando provas de sua conducta
compareca na ra estreita do Rozario por
cima da botica 110 primeiro andar.
Avisos Martimos
PARA O RIO DE JANEIRO cora esca-
la por Macei e Babia o Vapor da Cornpa-
nhia Brasileira Bahisna que aqu't deve
estar no dia iaou 16 de Abril, e deve se-
guir sua viagem demorando-se nicamente
neste porto 48 h""8 > 8 Srs passageiros
e carregadores podem se hir prevemndo ,
e para mais informc6es podem se diri-
gir a Me Calmont & Companbia-
PARAOCEARV, Maranhio e Para
o Paquete de Vapor da companbia Brasi-
leira S. Sebastio que aqu deve estar
nodia 10 a lado ruez de Abril e deve
sentir sua viagem demorando-se nicamen-
te ueste porto 48 horas ; os Senbore pas-
aageiros e carregadores podara-se bir pre-
-venindo, e para mais informa cues podem
se dirigir a casa de Me. Calmont & Com-
panbia.
C q m p r a s
O compendio de Direito natural em
latim por Marline ; na ra daa Cruzes De-
cima i4>
Rezina de batata : na ra da sanzala
velha n. 3o.
Negras mocas cora algumas habili-
dades, para embarcar para fora da provin-
cia : na ra doAmorim armasen de assu-
car do Sr, Reg e no mesmo se vende
a moleques da naci mucambique de idade
de 1 a a 18 anuos.
Vendas
_ Urna casa terrea em Olinda na ra
de S. Bento D. 16 : a tratar no mexmo lu-
gar e ra D. 18 junto botica do Sr. Cli-
maco.
_ Urna grande casa terrea bem construi-
da nobairro da Boa vista cota 6 quartos,
a grandes salas corredor independente :
a tratar com Elias Jos Martina Pereira ,
nos Celbos ou annuncie,
_ Urna venda em Oliada na ra do -
jube ao decer para boa hora cora poucos
fundos : a tratar na raesma D. i/y.
Na pracinha d^Livramento D. 2 5 e
meias de seda pretas de superior qualidade,
ditas de algodo de todas as qualidades ,
fumo para chapeo.
37 libras de tartaruga ; barricas de
farinha de milbo recenteraente chegadados
Estados Unidos e caixas de chocolate : na
ra do trapiche n. 17 casa de Ilenry Fors-
ter.
_, Sacas cora farinha de supsrior qua-
lidade e um bom violo cora excellentes
vozes e um par de mangas de vidros: na
ra da Cruz n. 3i.
_ Urna grande casa na Coa vista no
lugar dos Coelhos junto a oiaria do Snr.
Miguel Caroeiro cora bastaates commo
dos feita a moderna cora so t o a tra-
peira oitos doblados grande quintal
que vai a!4 a catnboa na qutl tem porto
de desembarque e com terreno ao lado
para se edeficar outra grande casa, e a raej-
ma se aluga : a tratar na ra do S. Gonsa-
lo D. 11.
_* Urna canoa de cirrera acabada a
moderna piopria para conduzir familia ;
na ra da cadeia velha loja de fazenda Da-
cima 34*
Urna linda esc r a va de naci de idade
de 18 annos, engoman liso, cose cha",
coziuba bem o diario de urna casa dois
escravos prourios para arraasem de assucar,
d'ias escravas ptimas para todo o servico ,
um lindo raoleque de idade de 12 a i3ao-
nos de idade, nao tem vicios nem achaques
e vendem-se por precisan passando a
fgreja dos Martirios 110 i. andar do 1.
sobrado.
_ Na loja de encadernador da praca
da Independencia n. 26 os seguintes livros:
obras completas de Volney ditas de Iiel-
vecines ditas D'Alembert potique na-
turel, obras polticas de Bignon Annaes
de Tcito Xavier de Mattos cartas in-
glezas novella Talemaqun em Francez,
dito era portuguez em a v. Pereira e Sou-
za poderese obrigaces do jui y f atado
actual da Monarchia portuguesa filosofa
por amor novela Cecilia de Chateai,
dito Ecclesiastico, Elementos de astrono-
ma Herosmo do Amor Sisteme Brita
nico de educacio entremezes e &c.
_ Urna boa vacca para assougue : na
ra estreita do Rozario do primeiro andar
por cima da botica.
Urna casa de lijlo do lugar da casa
forte em o melhor lugar para negocio ,
por ficar defronte da estrada que vai para o
poco da panella e no meio da influencia
do mercado daquelie lugar: a tratar com
Joo Francisco Santos de Siqueira oucora
Antonio Jos Gomes do Correto.
Urna escrava creoula deaf annos de
idade, cosinha o diario de urna casa com
urna filha molatinba de 14 annos e urna
carroca para um boi : na quina da praci-
nha do Livrameoto loja do Burgos.
_ Urna preta de naci boa cosinhei-
ra lava de barreda e he ptima quitau-
deira : na ra rUa nova D. ai.
_ iBcadeiras, 1 sof, duas bmcas ,
tudo de Jacaranda e chegado ltimamente
do Porto ; no pateo do Carino venda D-
cima 7-
Urna escrava moca de bonita figura ,
engomma cozinha e lava de sabio tudo
com pe fe-icio ao comprador se dir o
motivo: na praca da Independencia loja
do Sr. Meroz.
Charopes de grosalhas de vinagre ,
e gommoso de soperior qualidade : na ra
nova D. 7 eai.
Na ra estreita do Bozario D. 17 na
padaria do Cuaba, por preco comraodo ,
condecas, peneiras de rame, e chapeos
de sol de seda cujos artigos sio chegados
prximamente de portugal.
A Escuna brasileira Emilia de lote
de 59 toneladas construccao brasileira e
nova a qual se acha tundeada defronte do
collegio : a tratar com Manoel Francisco
Pontes na ra da saozala velha.
Um selim com lodosos eus perten-
ces e um par de esporas de prata: na
ra do Queimado loja D. 7.
_. Ou troca-se por casas em qualquer
dos bairros o sitio denominado espinbei-
ro sito na estrada de Belem com casa
de tijolo e cal para grande familia casa e
aviamentos de fazer farinha tem- o mes-
mu Edis de So ps de larangeiras que-do
fructo coqueiros malta de cajoeiros,
ananaaeiros, mangueiras ,
ejambreiros, tem urna quadra de matta
que d lenha para o gasto da casa sufici-
ente campo para criacio de 12 vaccas de
leite e para plantaces com a vista se
mostrar tudo quanto cima fica dito: a
tratar no mesmo sitio c >m o proprieiario
Silvestre Antonio de L* _ Um sitio na povuacio dos affogaods
com duas grandes propriedades de cusas
terreas tendo urna sotio qu8 he o mes-
mo que um andar defronte da Igreja do
Ro tria da mesraa povoaco com sabida
para a estrada da Piranga cara um bom
viveiro lugar para oiaria bastante barro
para lijlo baixa para capim mais de
5oo ps de coqueiros, larangeiras, cju
giro* e outras arvores duas cacimbas ,
sendo urna d^ excallante agoa de beber e
outra com bomba e tanque para banho ,
com a vista do comprador se mostrara ms-
liior o que mais tem, como seja estribara ,
sanzalla e tc. e tambera se troca o dito
sitio por outra propriedade nesta praca e
da-se a praso : a tratar na ra da cadeia
n. af)
ou no mesmo sitio.
_ Duas escravas urna da costa de ida-
de de a'5 annos cozinha v>frivelraenle ,
enpomma lava roupa de sabio refina
assucar faz pao be inuito ladina e boa
para boceteira a outra de n irjo congo de
idade da 22 annos comas mesm's habe-
lidades ; e um escravo de naci congo de
idade de 25 annos ptimo para todo o ser-
vi?o : nos 4 cantos da Boa vista D. 42.
_. Urna esrrava de na^io de bonita
figura engomma, cozinha, Uva roupa ;
e uraa molatinlia de irj annos de idade, co-
te engomma e faz todo o servico : na
roa de agoas verdes D. 37.
muM Uma carroca de conduzir materiaes
para obars e propria para cavallo indo
acompanhada de seus competentes arreios ,
e dois sillines sendo um novo e outro
em bom uzo: a tratar com Lourenco Jus
liniano de Siqueira morador em uma das
casas da estrada do Manguinho defronte
do sitio do Dezembarga,dor Maciel Mon-
teiro.
_. Uma einoa aberta que pega era 800
lijlos de al venara grossa, inda em ma-
to bom estado : na ra do cano no e-talei-
ro a fallar com o mestre carpinteiro.
_ Uma molatinha de idade de i3 an-
nos faz lavarinto cose, e faz todo o
servico de uma casa em Olinda na ladei-
ra de S. Pedro Martri n. ao.
__ A dinheiro, por muito menos do
custo para feixar contas, o resto das Fa-
zenda* de huma loja, consistindo em bi-
cos, fitas e ontras muitas fazendos : na
ra que vai para o Hospicio, na 4- caz*
terrea do Exm. Sr. Jos Carlos Marinck.
as no da 9.5 de Dezembro do anno passa-
tamarinaros ,( do ; os aprehendedores serio bem recom*
pensados de seu trabalho deregindo.se ao
mencionado Engenho a Francisco Rodri-
gues da Silva proprietario do dito em
Macai a Amorim & Licavem, e nesta
Praca Caza de Novaes & Bastos ca ra
do Queimado D. i5.
Fugio um negro be idade de a5 an<
nos pouca mais ou menos da estatura pe.
quena bem preto com todos os denles
da frente e bem alvos pernas finas ps
pequeos e descarnado ; e uma sicatriz
de um golpe sobre um debes, creoulo, mui
fallador e propenso a negociaces serve
de pagem e be bem parecido fugio no
mez de Dezembro do anno passarfo do en-
genho Coit Provincia das Alagoas qupm
o pegar leve nesta Cidade ao Sr. Joo Pin-
to de Lemes, e em Macei ao Sr. Lourenco
CWalcanti de Albuquerque Maranuio, qua
ser recompensado*
. Fugio no dia 6 de Janeiro do cor-
reme anno hum escravo j de idade de no-
me Joaquira do gento de Angola, cora
huma perna torta cabecaja pintada de ca-
bellos brancos, olhos fundos seco do
corpo, vestido de calcaS da riscado e
Jiqueta : quera o aprender leve a seu
Snr. o Tabelliao Regi* que ser recora-
pencado.
Francisco d'angolla estatura pe-
Escravos Fgidos
- No dia 27 do corrente fugio um es-
cravo de nome Joaquira creoulo, de ida
de de 16 a 18 annos cor fulla baixo, e
grosso com falta de um dedo na mi ps-
querda e uma sicatriz no beico puchan-
do aoqueixo, e outra no canto do olhd ,
tendo furtado ao seu Sr. una sa vallo e um
selim, e tambera tevou ve upa do dito Sr.
que he Jos Francisco Teixeira quera o
pegar leve ao sitio do Rozario onde mora o
Sr. Casado Lima que recompensar.
Para amanhecer o da Quinta feira
Santa fugio uma negra de nome Joana ,
creoula baixa secca do corqo, ja de ida-
de disdentada cbelo ralo e ja pintando
de branco ; qaem a pegar leve ao seu Sr.
na botica junio a N. S. do Trro que re-
compensar.
Fugio em Dezembro do anno pasca-
do uma escrava de noma Cathaiina de
naci costa alta, secca, fula, e quan-
do and* deite os peitos para fora, e abre
as pernas por ser quebrada de ambas as ve-
nillas e ja he idosa ; quem a pegar leve
a ra do Arago D. 37 que sar genero-
samente recompensado.
Felippe creoulo estatura regular
cara chata ps curtos no meio de hura
dos ps tem huma sicatris, presume-se ser
no esquerdo todos os denles da frente ,
bem falante pachola quando anda, ba-
tanela com o corpo desapareci do En-
genho Coito velho na Provincia das Alago-
quena
pouca barba cor

fulla
rosto re-
dondo, pernas finas, bastante ladino
anda serapra aprtteado, fugio no dia i5
do crrante, consta andar nesta praca,
e quaze sempre na reboira do peix no
bairro de S. Antonio quem o aprehen-
der leve-o a ra do Qaeimado D. 3. que
ser bem recompensado*
Movimento do Porto
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 26.
DA PESCA ; 18 mazes Galera America-
na America de 47 tonal., Mestre II.
H. Tophan carga 36oo barrs de azei-
te vero refrescar e segu para America
do Norte.
RIO DE JANEIRO j 3o dias Brigue
Dinamarquez Breas de 229 tonel. Al.
Nsclostor, em lastro.
EITO; 12 dias, Rrigue Saeco Emilia
de 3oo tonel., Mestre J. F.Florembro,
em lastro. e
BAHA ; 3o dias tendo arribado a Ma-
cei Hiate Emilia de 5g tonel. M.
Joio Antonio Lontro carga diversos
gneros; a Manoc Francisco Ponte* ;
passageiros Fr. Jos da Circumscisio,
Silvestre Pereira de Jess Mara os
portugoezes Jos Antonio Pinto Mano-
el Rabello, e o escravo Cornulio a entre-
gar a Joaquira Fcrreisa Ramos.
ENTRADO NO DIA a 7
RIO DE JANEIRO; i5 dias, Charras
Cibelle Commandante oi.Tenete
da A. N. Antonio Carlos Figueira.
DITO pela Babia; i5 dias, do ultimo
porto. Sumaca Nac. 1 i de Noveabro
de 116 tonel., M. Joio Ignacio Ferrei-
r carga carne secca : a G. A. de Bar-
ros.
DITO; 17 dias, Sumaca Nac. S. Domin-
gos de 115 tonel. M. Manoel Ignacio
da Tura, carga carne secca e calle : a
G. A. de Barros ; passageira a brasilei-
ra D. Roza Francisca Regada.
LIVERPOOL; 35 dias, Brigue Ingle*
Mara Rainba da Escocia de 245 tonel.,
Capitio Hille carga diversos gneros i
a Crabtree.
OBSERVAgOENS
No da 37 fundiou no lameiro um Paque-
te Ioglez vindo do Sul, e do norte um
Brigue dito.
No mesmo di fez-se de valla do lameiro ,
para o norte da America a Galera A-
mericana Jus.
PERN. NA TYP, DE M, Fr, DE F. l8?|


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