Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03789


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Full Text

mO DE 1839. TERCA FEIRA
CAMBIOS.
Marco a3
Londres 5o i por ifooo ced.
Lisboa 3o por 100 premio, por mttal. o Aereado
Franca 3io a 3i5 lis. por franco.
Rio de Janeiro ao par.
Usadas de6oo i5/oo as Telhai novas l/go.
4|000 8/aoo a 8f3oo_
Pesos Columnario i|65o a 1I670
Ditlos Mexicanos i/63o a i65o
Pataccs Brasileiros i^65o a 1^670
Prenios das Letras, por mez 1 i|ia 1 ip por 100.
Cobra ao par
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTES.
2G DE MARCO. NUMERO 60.
Todo agora dependa da nbs mismos j da nosaa prudenei*
aaoderacio a energa: continuemos como principiamos
a seremos aponudos com admiraco entre as Vaces maisaul
tas.
Proalamaco da Assamblea Geral do BraiiJ.
Cidade da Paraiba a villas da sua pretenco ;
Cidade do Rio Cidade da Fortaleza e villas dem .......
Villa de Uoianna...........
Cidade de Ulinda .....''.....'...
Villa de Santo Anto...........
Dita de Garaatiuns e PovohcSo do Bonito. ....
Uittas do Cabo Serinhaern, Rio Forraoso, a Porto Calvo
Cidade das Alagoas, e Villa de Macei. .....
Villa da Pajau^de Flores..........
Todos os corraios partera ao tneio da.
Segundas Sexta i feirai.
Todos os dias.
Quintas fairas.
Dias 10, e ?b de cada mez.
dem i 11, a n ditto dido.
dem idem.
dem 13, ditto ditto
Snbsereve-se para esta ib I ha a 3#ooo rs. por qoartel, patos ad(-
antados nesta Typografia, ra das Cruzas D. 5, a na Praea
da Independencia l).jj e 38, onde se receben correspon-
dencias legalisadas, eannuneos: insirindo-se estes gratis
sendo dos proprios assigaantcs, aviadosssignados.
DIAS DA SEMANA.
a Segunda ift Annunciaco de N. S.
a6 Terca S. Ludgero B. NSo desp. at a de Abril.
37 Quarta de Trevas S. Roberto B.
i Quinta de Endoencao fguarde-se do meo da ale o meio dia segninte) S. Alexaudre M. M
ao. Sexta da Paix^o S. Bertoldo C. b
30 Sabbado de Allciuia. S. Jobo Climoco. La chea as 11 hor. e 51 minutos da mauh.
31 Domingo de Pasa.a S. Balbina Y.
Mar* cheia pnra o dia 36 de Mareo.
As a horas e 6 mnalos da manb. As a horas e 3o minutos da Urde.
V
PERNAMBUCO.
Apendece falla do Exm Sur. Presidente
da Provincia, ou
DREVE NOTICIA
Sobre a Administrarlo Ha Justica Criminal
na Provincia de Pernanibuco em i838.
A reconhecida necessidade, que tea lo-
dos os administradores de prover-se de do-
cumentos statisticos para poderem delibe-
rar com exacto conhecimealo dos factos ,
fes que a Presidencia, ampliando aa ordens
do Governo Imperial existentes na Secre-
taria expedisse a orden circular de 9 de
Maio do anno passado, relativamente aos
Mappas que os Juises de Direito Crimi
nal deveriioannualmento enviar sbreos
criminosos, que elles julgassem definitiva-
mente ou tivessem Sentencas no i. e
a. Conselio dos Jurados Para que os
trabaos destea Magistrados fossem regala-
res a Presidencia deu os tnodellosd'aquelles
Mappas; epostoquenerntodoso tenbao feito
com as indicaces nelle mencionadas, e fal-
l m mesmo os Mappas da primeira e se-
guuda Sessio Ordinaria dos Jurados da
Com.irca do Recife e da Camarca de Ga-
ranhuns por nao se ter reunido o Jury, a
Presidencia julga conveniente apresentar
em resumido qui lro os resultados que
se deduzum dos Mappas de 18J8 priuc-
ando pelo
Piimeiro Juiy
O numero dos accasados parante o pri-
meiro Jury, ou Juiy de accaiaci > em todas
as Comarcas da Provincia subuio em o au-
no pasado a Sig, distribuidos pela ma-
ueira seguinte :
45
4
a4
29
6
46
a8
34
9
319
Comarca do Lmteiro
Nasa re ib.
" Sanio AnlSo
it Rio Formoso
i Recife
>> Brejo
i Goianua
' Flores
Roa-vista
Total
Estes 319 individuos se linho tornado reos
de 344 carnes, sendo 49 pblicos a5u
paiiii'ulares e 36 policiaes. Digtinguindo su
perem os crimes paiticulares em crimes
contra as pessoas, e carnes contra ascou-
*< > o numero dos primeiros chega a 207,
e o dos segundos a 5a somente.
O supracitado numero de 3 4 crimes nio
"pieseuta exactamente o numero dos que
ae coinmetlerao dootio do asno, tanto por
que uem todos os R^os pronunciados den-
o deila sao logo levados ao primeiro Ju-
')') como porque anda quando islo fosse
possivel, he impossivil_ pronunciar a tj.
u os ambores de" lacios elimin-
les, por Lliarem as sullacientes provas,
ou por serena elle3 disconhecidos, ou poi
efeito do raedo e condescendencia dos of-
fendidos testemunhas, e Julgadores ,
allegando-se, ou pretextndose, que nao
existio para a Pronuncia factos suficien-
tes.
Seria aqui o lugar proprio para apresen-
tar a lisia assim de todos os crimes com-
meltidos na Provincias, e constantes das
parles semanaes dos Prefeitos cono da-
quelles, cujos authores ficara descoaheci-
dos ou nao Torio pronunciados por falta
de provas nao obstante a diligencias da
Justina ; mas o i.destes Irabalbos nfo
pode ser feito presentemente pela Secreta-
ria da Presidencia por falla de tempo e
de pessoas para percorrer todas as partes
dos mesmos Prefeitos ; e o 1. porque
nem todos os Juites de Direito lem cumpri-
do a mencionada ordem circular de 9 de
Maio na parte em que ibes ordena que
declaiem a quantidaile e quabdade dos cri-
mes em que deixarro de pronunciar.
A' vista de dados estatisticos to graves ,
be cortamente de suppr, que a accao da
Justica Criminal, apezar dos esforcos dos
Magistrados que a dirigen nf o*tem ainda
a ne:essaria energa. Entretanto cumpre
nao exagerar estes resudados por quanto
a criminalidade dos factos commeltidos p >r
pessoas de-conhecidaa poder desapparecer
ou modificar-se se elles forem submetu-
dos aos debates judiciarios.
Secomparar-moso numero total dos re-
cusados perante o i" Jury com Populacao
total da Provincia acharemos 1 aecusado
sobre 908 habitantes (h) Mas se compa-
rar-mos o numero dos aecusados em ca-
da Comarca com a sua respectiva Popula-
C'0 veremos que ba na
Comarca da Bonvijla 1 aecusado sobre 29'a babilaatas.
>
>
n
*>


>>
Roa-Vista
Brejo
Limoeiro
S. Antio
Flores
R" Formoso
Nazarelb
Rrcife
ulvidui 11 coademaads 17
3 36
8 18
1 > >4
a. 4 ao
. '9 i5
,, 8 >, >
i 4 1 10
t* *9 ii 4
ll7
ao2
>
is
M
H
1
II


Brejo 1
Goianna 1
Limoeiro 1
S. Antao 1
Flores 1
RForni.i
Nazarelh 1
Recife 1
II 3c
> 37i
II 45o
8a4
> 8J9
> 99 s
l> ao54
i5aa
II

M
II
>l
II
>i
11
Total.
sendo por tanto a propoi ci dos absolvidos
para os aecusados na rasio de 1 para n/J,
e a dos condemn.idos para os aecusados na
raso de a para 3. Esta proporcio porem
deve variar muilo as differentes Comar-
cas da Provincia como se poder ver, ten-
do presente o numero dos seas aecusados ,
e dos que fora absolvidos ou condemna-
dos.
Se destas observac5es passar-mos a exa-
minar o numero e qoalidades dos crimes
commeltidos acharemos que furad levados
ao conbecimento do 1* Jury
Crimes pblicos.
Contra o livreexercicio dos direi-
tos polticos.....1
Contra a seguranca interna do Im-
perio, e publica tranquillidade 37
Conlra a boa ordem e adminis-
tradlo publica.....4'
Contra o Tbezouro e propriedade
publica (moeda falsa) 7
Crimes particulares.
Contra a seguranca individual. 19a
Conlra a honra.....11
49
Resulta destas observares e compara-
ces que a relaco media do numero dos
aecusados, para a Populacao vaii de 1 so-
bre vy f habitantes at 1 sobre ao54 1 e que
a menes favoravel destas rela$6es pertence
Comarca da Boa-Vista, e a relacao op
posta de Nuarelh,
Dos 319 Reos levados ao i Jury fcraS
j ulgados com matei ia para a aecusaco aoa,
e sena ella 1175a s<>ber ;
(a) Esto propoi co seiia menor, se ti-
vessem apparecido os Mappas da 1. e 2. Ses-
sio Ordinaria das Cornal cas do4 Recife, e
de Garantuns. Em
Franra baviacm 1820 aecusado 1 sobre 4557 habtame*
1527 i 43J3
1528 i 4.107
H 1 ., 4321
Contra a liberdade individual
Contra a propriedade .
Crines policiaes.
Ajuntamentos iilicitos .
Armas defesas ....
Total.
4
5a
----- a 5g
1
35
36
344
Estes resultados merecero algunas consi-
derarles. Primeramente v se com espan
lo, eadmiracio, que o numero dos cri-
mes contra as pessoas be moito superior ,
nio digo ao dos Crimes contra as cousas ,
m s ao de todos os ouiros crimes quando
nos Paizes Europeos acontece precisamente
ocontiario, (com excepeo da Espanba,
segundo Schoen em sua Estatislica geral
da Civilisaco Europea ) se consultar-
nos os diversos relatnos publicas sobre es
le interesante cbjecto (a). Esta proporcio
porem que a ser exacta tanto nos crimes
que fora levados aoi'Juiy, orno nos
que o deixart de ser por nio conhecerem-
se osstu-i auiborts ou por falla de provas
sutFicieotes para a pronuncia acensara o
carcter Pernambucano de grande feroci-
dade, nio he verdadeira para honra da
(<) Em i8a4 os atlentados preprie
dade formava na Prussia os tres quintos ,
e na Franca e na Blgica os quatio quintos
da totalidad dos crimes.
Provincia porque % pelas nformacoes ,
que os Juizes de Direito ministrarad em
virtude da urdum de 16 de Janeiro do an-
no passado consta, que os crimes de fur-
to sendo particulares e nr>podendo ser
Recusados pela Justica se nio cm caso do
flagrante, fica ordinariamente impunes,
por se contentaren os ofendidos con a en-
trega da coma furlada e nao quererem
aecusaros Reos, quando ella lem lugar.
Em segundo lugar v se que 09 crimes
contra as peisoas que avult-5 en maior
numero sio os que o fondera seguranca
individual, como homicidios e ferimen-
tos, pois estes monta a 19* ao mesmo
passo que todos os crimes contra a liberda-
de individual, contra o estado Civil, e
domestico e contra a honra chpga smen-
te a i5 e o que ainda mais deve admirar
se Hie acciescentarmos os crimes contra as
cousas, porque anda assim nio excedem
todos de 67 I !
Em 3 lugar finalmente parece que pa-
ra os crimes contra a seguranca individual
milito concorre o frequeme e inveterado u-
so das armas defezas resultante em parte
da falta de educacio no povo, e necessifa-
do em parte pela solidio dos lugares do
Centro, e tal vez pela pouca seguranca que
todos tem em nosso estado Social. Monta-
rao a 35 oh los acensados deste crine.
Tendo at aqoi mostrado os dados que
ninistravo Presidencia 09 Mappis sobro
oscrirues, de que o primeiro Juiy lonou
conhecinenlo seja licito fazer alguroas
notas, i" Subre o modo porqu a Justica
delles tonou conhecinenlo, e a sobre a
qualidada dos criminosos procesados q
aecusados.
Qanto ao prineiro Ponto. Fono aecu-
sados por denuncia 46 Reos por queixa
Sr2, e ex cfficio a37 ; tiverao corpos de
delictos directos ia5 e indirectos ni* e
fora pronunciados a livramento .'mente
8, e a piisao e iLvramento ao8 ; cunprin-
do advertir, que os Mappas nada declara
quanto aos Reos, que falt. para conpletar
o numero dos 319 cima rilados.
V se pois pela quslidade do proced-
ment judicial, que a Justica Criminal he
ainda entre cas muito pouco auxiliada pe-
los Cidadios, quer porque a impuuidade
patente dos faccinorosos Ibes tenba ensina-
do a iuutilidade dos seus pasaos ; quer por
que tema o perigo a que se expe aecusan-
do-os ; quer porque os bens nao compen-
san os males, que Ibes resulta de proce-
derem a urna aecusaelo. I{t por tanto evi-
dente a vautagem dos Promotores Pblicos
boa aecusaco dos crimes e do Promo-
tores pagos pelo E>iado e sustentados pe-
la forca publica.
Quanto ao segundo Ponto. Os Mappas
declara a dade, oaturalidade, estado,
condicao, cor, scienria, e indusliia dos
R.s. Relativa mi ni a idade ni > se en-
contra uin tcom menos de 14 annns, e se
os Mappas fossem mais explcitos, fcil se-
ria avahar a influencia da dude sobro os
crimes, e formar un quatlro especial para
ella. I'igura pela naturabdade a58 cono
Brasilviios, e ai como Eitrangeiros; pelo


D TAtlO PIP8INVMBG
Udo 79 coro Solteiros, 163 como Casa-
dos e acorn Viuvos ; pela condicio 070
comolivres, 10 como liberto e 18 co-
mo eaeravos psla cor 101 como brincos ,
10 como Indios, l45 como pardos, e 37
comoprctos; pela sciencie i4ooomoanal
phabetos, ega sabendo ler a escrever e
pjel indnsliia 10a agricultores 17 coro-
werciantes, 36 arlislas 9 militares e 73
vadios. Como estes dados nio se aebad
completos pelo descuido dos Marrados,
nio se podem tirar todas as concluso**, qu
tiles ministraria em caso de offimaiiv ;
entretanto t;-se j que a populacio parda
commette proporcionalmente mais cnmes
do que a branca ou preta lalvez por ter a
primeira mais sentimento religioso me
Ihor educarlo e maiores meio de subsis-
tencia e acher-se a secunda sbita aos
Senhores e temer por conseguinle os M us
castigos.
Segundo Jury.
Fora levados ao a Jury de.pois de ter-
Ih.s o i adiado materia para atcusaco,
177 Reos, a saber :
Na Comarca do Recife
Limoeiro
Nazarelh
Sanio Anto
Hio Formoso
Brdo
Goianna
Flores
Boa-Vista
>





>
39
r
i3
a6
9
*3
27
11
6
Total
77
Desles Reo fono condemn-idos pelo a
Jury 118 absolvidos 5i e peremj.tos 8
a saber:
Absolv- Condem- l'erem-
ptof.
(i
dos. nado
Na Comarca do Limeciro 2 1
Nssarelb 4 9
t| Santo Anto 5 ib
M Rio Farinoso 3 t
IJ Recife 10 47
" Brejo 3 2o
1 , Goianna i> 12
> Flores 7 4
l> Boa-Vista 2 4
5 118 8
Estes Reos se dividem quanto aos seus
trunes pela mineira seguidle :
Crimea pblicos.
Contra a boa ordem e adminis-
tracio publica. .... 4
Contra a seguranca interna e
publica tranquillidade g
Contra o Tbesouro e propriedade
publica.......1
Crimes particulares.
Contra a seguranca individual
Contm a honra ....
Contra a hberdade individual
Contra a propriedade. .
Crimes policiaca.
Armas defesa.....
107
t
39
54
9
*
Total. 187
Comparando o numera do Reos absol-
vidos e pereroptos ron o dos conderona-
dos no 2o Jury, \-s que aquelles estio
para estes na raso de 1 para 2 quando
nos Paizes Europeos esli<> cm proporces
Dais favoraveis sua moralidade. Estes
dados s por si si sumcienles para provar
aimpunidade, que desgr*cadamenla ffli
ge e (lagella o par-, mas quando etles nio
pxistiasem ahi temos as informaces dos
Juizes de Dreito altribuindo aos Jurados
grande condescendencia peles criminosos,
e declarando que as suas decises ou absol-
vem injustamente a um grande numero ,
00 os condemna5 penas menores, do que
as que elles mereceran por seus dentados.
S as Comarcas de Nazareth Santo An-
tio, Rio Formoso Goianna, *e na quar
t Sesfcodo Ju>ydo Recfe bouve i5ab-
solvices injustas, segundo informi-5 os
Juizes respectivos e o numero dellas an-
da seria maior se os das outras Comarcas
tivessem igualmente enunciado a sua opi-
nio sobre a justica 00 injustica das deci-
ses dos Juizes de Faci como determi-
nad Ihes as orden do Governo Gersl, e
Provincial.
Se passarmos agoi^a comparar o Home-
ro total dos conde majados eom a populacio
total da Provincia acharemos condera-
nado sobre 2456 habitantes ; era cada Co-
marca porem enfoolraremos o segtiinte:
Na ComarcadeGoiana 1 coaaManado pbre 385 baJ>iuatei
657
76a
1543
9'7
Ajn '
3196
G/57
Os 118 Rjscondemnados for5 obriga-
dos a cumprir s aeguinles penas.
> Brejo >!
u S. Anto M
Recife
H Boa-Vista
ti Niuareth
M Flores
M R Formoso
t Limoeiro
\Ierle ....
Gales perpetuas .....
Ditas temporarias.....
Prisio temporaria com trabalbos
Dita simples......
Desterro .......
Mulla........
11
. 4
. i3
3
. t
1
29
i45
Dos 177 Reos levados ao %" Jmy figurad
1*7 como aulhores, en coroocumpl'ces ;
iivrar<5 se a flaneados 2 t, presos 91 e
ausentes 8; e fora acensados pela Justica
121 e pelo* rffendidos |3. A respeito dos
que falia ignora se a maneira porquecom-
parecera em juiso por nao o declararen!
os Juizes. Aqui reproduz.se naluialmente
aobservaco, que se fez cima e vem a
ser, que a Administrado criminal be roui
lo pouco auxiliada pelo interesse particu-
lir.
Relativamente idade nattj'alidade ,
estado, condico, e mais qualidades dos
Reos resulta : i" que nenhum he menor
de i annos ; a* que sao Brasileiros 153 ,
e Estrangeiros 16; 3o que aid casados 81 ,
solteiros 35 e vutoj* 7 ; 4o que 136 ao
livres e 7 escravos > 5o que 58 sio hran-
cos, 83 pardos. 4 P1* ? e 7 Indina
6que 53sio Agricultores, lo Comam
ciantes 10 Militares, 28 Artistas, p 4 1
Vadios; 70 finalmente que 4 sahesn ler e
escrever e 76 nio.
Se os Mappas de populacio existentes
na Secretaria da Provincia fossem atsas mi
nuciosos, e declarassem todas as qualida-
des dos Cidadios, como acaba de fazer-se
a respeito dos Reos posto que imperfeita
mente, poder-se-hia- tirar muitas uteis
coiiflusoes da comparaco das qualidades
de uns edeoutros, e provar assim por
meio de factos, que o sexo idade, esta-
do civil, condico &C tera grand-issima
inQuencia sobre a propencao ao enme.
Os Mappas nio declarau cousa alguma ,
relativamente a reincidencia dos Reos, a
fim de poder avaar-se o eeito moral das
penas >ol>re elles. Este defeito d ver ser
destruido nos qoe forem remanidos d'ora
em (liante.
Relativamente aos recursos intentados pe-
los 118 coudemnados. consta pelos Mappas,
que 17 appellra para a Relacio do Dis-
tricto 19 protestaras por novojulgamen
to "e u-j nao inlerposera recurso algum.
Da Comarca do Recife nada consta quanto
aos recursos de que usaraS os criminosos
Aqni iluda o sboco dos Mappas men-
cionados. He de suppr, que elle se a-
perfeieu annualmcnle proporcio que
os Enc se convenceren!, que prestao verdadeiros
servicos ao Paic subministrando autbo-
ridade todos-os esciarecimentos por ella pe-
didos e que por este modo eoncorrem pa-
ra a destruirlo do* inconvenientes que
pesad sobre m administracio Judiciaria.
Pal ci do Governo da Pemambuco Io
de Marco de 18J9.
Francisco do Reg Barros,
Presidente.
za partecipads os Senhores Msciel Montei-
ro, Bisarra Cavalcaati, Rafael, e Manoel
Ca valcanli, aV' O thor Vice-Presidente
a Sesslo e lida approvada a Acta da
antecedente, o ST primeiro Secretaria
deu conta do oxfodlente:
Muro officio d Secretario do Covarno
remetiendo inclusa huma infurmacSo da
Adoaiatrace dos Bens d s orfos acerca de
doos rmaswsa que foro dos P.'dres
Congregados os quaes exislem em pder
de particulares, infonnacio que fora rxi
gida pela Asseroblea a requerimento do
Sor. Doutor Brito : leve o competente des-
tino.
Ootro do roesroo Secretario remetiendo
os Regolamento> de 10 de Maio e 1. de
S. tembro de i838 dadps pelo Exm. Pre-
sidente oi. para arrecadscio da Re ti I
das Provinciaes e o a. para a receocio
dos impostos de transito destinados para a
conservaco e melboraroento da* Pontes
dos Carvalhos e Magdalena. A' Cjmmis-
so de Fasenda, e Orcamento.
Hum requerimento de Silvador Hen-
riqun de Albuquerque pedindo o defer
ment de sua presencio sobre a appro
vacio do compendio por elle composlo ,
e ha mais de deu* annos eflorecido a As
semblea. A' Commisso da Instiuccio pu-
blica.
Huma representarn dos habitantes de
Garuara' pedindo que a Assemblea elevaste
esta Povoacio Villa e Cabega de Co-
rnatca. A' CommissSo de E^tatislica.
Mais hura requerimento de Franeic
Jos da Silva Clrnrgiio de partido da Ca
mar Municipal de6tn Cidade petindo que
se ennorporassem os Doecumeatos que a-
juntava petico que em a Sesso p. p
fizera a Assemblea pedindo a confirroacio
do seu ordenado, a qual ainda nio tinha
sido defienda. A' Commisso de Contas
e Orcamento das Cmaras.
1. parte da ordem do dia.
Foi lido e opprovado hum parecer da
Commisso de Esttica e*i*rdo que fosse
consultado o Exm, Bispo sob-e o Requeri-
mento do Parocho da Freguesa da Serra
Talluda acercada divisio e lemites della.
Foi lambem lido julgado materia de
delibraco e mandou-se impremir hum
Projeeto de lei offereeido pela Commisso
de Fasenda e Ofcamento subslitaindo a
Coilectoria Geral das Rendas Provinciaes
criada pele Governo p^r huma Me/a de
Rendas Provinciaes, marcando o nnmero
dos Empregados e seus veneimento.
Entrou em discussio o Parecer addiado
da Commisso de Justica Civil eCriminal
indiferindo o requerimento de Jacinto Se-
verianno Moreira da Cuuha. Foi aj.pro-
vado.
Seguio-*e a di do da Commisso de E-latistica s' bre a
represeiil9o dos bahitarrtes da Frcguesi^
da Escada i o Sor. Mello como emenda ao
mesmo pareccer mandou a, mesa hum Pro-
jeeto de Lei dispondo que ficass'm rea-
tabelecidos os antros limittes da Villa do
Cabo que ahi houvessem bum Jniz do
Civel, hum Juir. do Crimecom as attiibui-
cio de Chefe de Policia, e hum Proraotor
Publico com os orderonados dds Juises e
Promotor das Coma-cas : O Snr. Car
valho deMendonca offereceo a seguintee-
menda additiva : A passar a emenda do
Sn*. Mello fici-se'extensiva a todas as Vl-
ls que nao forem Cahecas de Comarca :
depois de alguma discussio foi o Parecer
1 ege.itado, ni foi o Projeeto julgado ma
teria de deliberacio e ficou prejudloada
a emenda additiva sendo' antes
regeitada o seguinte requerimento do Snr.
Carneiro Lelo : requeiro que fique addia-
do o requeiimento dos moradoies da Fre-
guesia da Escada at que se trete nesta
Assemblea da criaco de huma Comarca na
Villa do Cabj.
Decorrida .1 hora destinada para a leilu-
ra dos Pareceres de Commissio, pedio o
Sr. Dr. Mendes urgencia,para ler o Parecer
Acta da i5. Sessio ordinaria da AssembleaJ da Commisso de Conslituicio e Poderes
8obr a indica cao que alguns Snrs. Depu-
lados fiseio para que a Assemblea Provin-
cial representass a Grl acerca da inter-
pretaco do Acto Addieioual : approvado
a urgencia foi o Parecer lido, e 6cou ad-
diado por ter assigOado eom iestriecio hwm
dos membros da Commissio. O Snr. Pei-
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PROVIN-
CIAL.
Legislativa Provincial em 21 de Marco
de 1839.
Presidencia do Snr. Paula Cavalctnti.
Feita a chamada e adiando se presentes
29 Snrs. Depulados, faltando eom eau-
xoto de Britp requereo a impressio doP*.
recer e do Projeeto de interpretacio a qu9
>e se ella referere ; posto o requerimento a
votos foi aprovado.
2. parte da ordem do dia.
Continua a discussio ddiadi do Projee-
to numero i3:oSor. Reg Monteiro re.
quereo o addiamento al trtar-se do Reg.
ment d.i Secretaria do Governo ; nao foi
o addiamento approvado e conliouaodoa
discussio foi o projeeto rejeilado.
Annunciada a terceira discussio do pro.
jecto numero 19 de 1837 com as emendas
offerecidasem segunda discussio ficou ad.
diada pela hora, tendo a palavra o Snr.
Diulor Brito.
Deo o Snr. Vice-Presidente para ordem
do dia; Leitura de Projectoa Pareceres de
CommissaS e lndicacdes continoacio di
materia ja designada ; primeira discussio
dos projectos ns. 14 e '5 de 1839, 29 e
5 f de 1836.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro,
Presidente.
Antonio da Costa Reg Monteiro,
1. Secretario.
Joze Thomaz Nabuco de Araujo Jnior,
2. Secretario.
EXPEDIENTE DA ASSEMBLEA.
Illm. Snr. A Assemblea Legislativa
Provincial tendo approvado o parecer, di
Commissio de Estatistic.i por copia inclu-
zo, dado sobre o requerimento o que acom-
panha do Reverendo Parodio d< Fregu-
siadaSarra Talhada ; manda tnviara V.S.
para ser presente ao Exm. Snr. Presi-
dente da Provincia, fim de dar a neces-
saiia ordem a Te.peito.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da As
semblea Legislativa Provincial de Pernaaj-
buco 22 de Marco de i83>. -- Illm. Snr.
Jernimo Martiniano Figueira de Mello,
Secietario da Provincia. -- Antonio da
Coala Reg Monteiro 1. Secretario.
A Commissio de Estatislica leudo com
attenco o requerimento do Reverendo Pa-
rodiada Freguesia de Serra Tclhada,e ten-
do ero vista o ter passado dita Freguesia
no anno prximo findo com as divissie
limites com que se aoha, por combinaco
do R-iverndo l'arocho de Flores com duus
fregueses da mencionada Freguesia de
Serra Talhada e nio podendo presente-
mente emitir o seu juiso nem convir no
que pretende o Reverendo Parocho de ru-
mos e liona, rectas por ignorar no todo
o que conlem o ma'ppa junto : be de pa-
recei que o requerimento seja remet ido ao
E*. Prelado DeoceoanO para que com sui
inlormaco ou opino posta esta Assea-
b ea resolver com acert a presente ques-
io.
P.co d"Assemblea ProvincUl de Peroam-
buco 20 de Ma.co de 1839. Biselra U-
valcanti, Otanda.
COMMANDO DAS ARMAS.
Expediente do dia 18 de Marco de i83q.
Cracio- Ao Exm. Presidente envian-
do-lbe o requerimento do 1. Cadete do
4.. Corpo d'Arlilheria Jos de Bmos 11-
menlel que pedia licenca para contiousr
* rt quentar os seos estudos MalhemaWcos
na Academia Militar onde ja havia <('
approvado as doutrinas d<> segundo anno
e informando que suvpretencao Ibe pa-
reca rasoavel nao obstante haver o su-
plicante se recolhido ao Corpo o anoopasia-
do, d'ordem do Gov. Impeiial, se gu o
communicacoens omciaes do Exm. Com-
mandante das Armas da Corto. .
Dito- Ao Ceroroandanta i1*"110,.
Fortaleaado Brum comrounicando-ine,
que por Aviso da Reparlic-5 da joer
de^destemee, foi determinado, que
Barca de Vper Bah.ana- q 8r"
de Paquete, ese chava do presente ws
Porto gozasse de lodos os Previlegios oa.
Eubaicacoen de Guewa Nacionaes, e q
ntsta inlelligencia ficasse.
Dito Ao mesmo, ordenaodo-Ine, M
no da 20 do eorrente fisease dar a sa ^
do estillo, na ocoaas em que d-sse


>
DIARIO DE JRNAMSC
vella a Barca de Vapor- Bahiana_ que'io:ooof rs., do saque do Tbesouro Publ-
seguia para Provincia do Para condu
ziudoa seo bordo o P.xrn. presidente no-
meado para aqulla Provincia.
Dito Ao mismo, ditendclhe, que
teodo na tarde do lia 16 do corren te pre
zinciado o manejo d'.rrnas, e exercico
de fogo praticado pelo Bata lia o Provisorio
de Caca dores sob so Comrnando nao po
dia deixar de decLrar-lhe, que muilo
bavia folgado de ver o estado d* assei e
de disciplina do d to Bata I bao, tanto m\ia
por contar elle a penas alguna mez*s de
existencia e loovandu-o pelo enteresse coro
que se dedieava no deseropenbo de suas 0-
brigcoens determinjva-lhe que de su*
paite fisesae isto mesmo constar ao Batalhio
coro txpecialdade aos Snrs. Officiaes de
quero eo parte tao bem dependa o seo boro
rraojo e coroportamento.
Dilo AoCjronel Commandante dae
Classes, diaeudo-lhe, quP continuando a
estar molesto o Alferes Telesforo Mar-
ques da Silva e nao podando recolherse
a Classe como Ifae foi ordenado ficasse na
ii.ielligerrcia e Ibe 6 tinha taculJade para tractar desua saude
ata o fin do futuro mez e que pssad.>
esse praso na6 se lhe adraetiriao mais al-
terados de molestia.
Portara Ao Major Comroandanta do
Deposita, mandando dar demicad a Fran-
risco escravo de D. Candida Innocencia
Barandad Cordeiro qUe coro prac* sa a
chava debaiao do suposto nome da Arito
nio Cavalcante devendo depois {de de-
mittido ser cono seguranca entregue a sua
senltora.
Dita_ Ao Commandante interino do
4. Corpod'Artilheria, soandaude dimi-
tir ao soldado Joad Francisco Neporouceno,
filho do Jernimo Jjse, pardo casado ,
oficial de Carp na por estar icempto de
servir na Primeira Linfa e assim o de-
terminar o Exm.'Snr. Preudente por des-
pacho de 16 do crrante.
Dita Ao mesmo, para dar baixa a
Joo Moniz da Costa e abrir assenlo de
prac%.ao paisano Manoel Teixeira da Silva,
izemptodo recruumento e pelo d-roitii-
do ofrecido para jervir ero seo lugar.
mmm
%
co Nacional, favor de Francisco La Bre-
ton & Comp.
Expediente do dia aa,
Oficio Ao Contador da mesma Tbe-
zouraria com as copian do officio do Com-
mandante da libada Fernando da Noronha
de a8 de" Fevereiro ultimo da retacad de
onze conhecimentos de dinlieiros entrados
para o Cifre do Almoxarifado da mesma I
Iba, e do Blanco dos dnheiros do res-
pectivo Cofre ate o firo do mez de Janeiro
do correle aono.
Dito Ao Administrador do Correio ,
para em consequencia da deteiminacad do
Exm. Presidente da Provincia ero officio
de 9 do cprrente arrendar alguma caz*,
que ten ha os necesarios coi nodos pira a
mesma Repailicad visto nao convir que
ella peroaaaeca no lugar em que se acba.
Dito Ao Thesourtiro da Lotera do
Seminario de Onda com o requerimenlo
le Jos S>ares de VIoraes e o Bilhela n."
836 da a." parte da 3 Lotera, para in-
formar se o ranmo Bilbete combina con o
respectivo taiio.
THEZORARIA DA PROVINCIA.
Continuacad do Expediente do dia ao de
Marco de 1839.
Officio Ao Exm. Prezidente do Tri-
bunal do Tbesouro Publico Nacional euvi-
-ndoos 13alanco da Administrado do Cor
reio desia Proviocia dos annos Goaoceins
de 1835 i938.
Dito Ao Exm. Presidente da Provin
ca pedindo para transroittir ao Tribunal
do Tbesouro PublicoNacional o preceden-
te officio.
Dito Ao mesmo pedindo para expe-
d,r 8Uas ordena a Reparti das Obras
lublicas, para que faca suspender a obra
do Trap.xe do Algodd, e as osis que
esliverem crgodo Ministerio da Fasen-
da ate. que se o (Pereci meios de poderem
ter o seu andamento'visto achar-se despen-
dida toda a importancia que se d-u a esta
Provincia pelo referido Ministerio paia ser
despendida no corrente anuo financeiro ,
como repaio de Edificios.
Dito Ao Inspector das Obras Publi-
cas disendo-lhe em resposta ao seo officio
de u8 do mez pastado em que pedio es-
c a reamen tos sobre o meio de supprir em
Iguns termos de medica e avaliaca de
terrenos de Marinha a Ult < de assenata-
na do avahador Manoel do Carmo da Cu-
J'ha que falleceii poneos das d-pois de
ver dado parte da doente que a mesma
IIU pode supprir-se certificando o Escri-
vao em cada um dos lemos o motivo
deUa e que todas as mais formalidades fo-
ro preenebidas.
Expediente do dia 31.
Officio __ Ao Contador da mesma Tbe-
oarana com as copias das ordens do Tri-
fua, do Tbesouro Publico Nacional nu-
>*, e 50 do corrente auno.
Portara Ao Tuesourero da Fasenda
mandando acceilar, pafiar no dia do
'encimeoto, huma Letra da quai.tia de
Diversas Rejmrticoens.
. MEZA DO CONSULADO.
_ A Pauta lie a mesma do nam. 56
ARSENAL DE MARINHA.
Pela Inspeccad do Arsenal de Maijnba
se faz publico que no dia 27 do corrente
mezsefretar huma ero bar cacao de 5 a 6
mil arrobas para condozir urna porcao de
farinha e nitros objectos a liba da Fernan-
do e d'ali trazer um completo car regi-
ment de pedra de calcar. Convida sa a
os Snrs. Proprietarios e Consignatarios,
a quern tal frelamento pos-a convir, o com
parecer na mesma Inspeeca no dia indica-
do pelas onze horas da manha, a fim de <
firmar o contracto a vista das condcnens ,
coro quero pela menor quanlia o fietaraen-
to Fuer.
n peccio do Arsenal de Mari riba de Per-
nambuco ?3 de Marco 1839.
Alexandro Rodrigues dos Afijos.
Secretario.
PREFEITBA.
Parte do dia a3 de Marco de 1839.
Illro. o Exm. Sr. ForaS presos bon
tem a minlia grdero. e livera boje o com-
petente destino : Francisco Gomes Fpr-
reir indio pelo Sub-Prefeito da Fre-
gnesia de Sinto Antonio, por ter espan-
oado a sua mulber ; Jos Concalves do Sa-
cramento preto pelo Commandante da
Guarda da Cadea por ter introduzido na
mesma bebidas espirituosas; Garca, tam
bem preto escravo de Joa5 Rodrigues da
Silva por om s Idado de Polica por fur
lo de dois mil rs. um matuto quero
insultou ; Lourenco Antonio, pardo pela
t. patrulha do dsilicio do Atierro dos A f-
fogados por suspeita de ser desertor ; An
tonio Francisco,, e Jos Flix do Rosario ,
pretos, Francisco pardo escravo de
Silvana Izabel de Lima Joanna Mnria ,
preta escrava de Joaquina Manoel Car-
neiro da Confia e Januario Francisco
Carneiro tambem preto. Corneta do Cor-
po Policial pelo Sub Prefeito da Fre-
guesia da Boa vista o 1. e a. por brig ,
o 3. por desobediencia e insulto senti-
nella da porta da Igreja da S 4% por estai fgida e o 5. por briga ;
Paulo Francisco dos Anjos Lourenco Ro-
diigues da Silva e Manoel Flix dos An-
jos pardos pelo Sub-Prefeito da Fre-
guezia dos Affogados por serm suspeitos
no fugar ; e Antonio Jos dos Santos ,
tambem pardo, pelo Sub-Prefeito de Ja-
boatio por se adiar as circunstancias de
ser recrutado.
O Sub-Piefeitoda Freguesia de S. Pe-
dro Mariyr partecipa que no dia 2o do
corrente mez fora gravemente ferido na
cbeca com um tiro Manoel do N Pereira DuUa por um Matuto de Iguarass
de nome Nicolao de tal o qual deixou de
ser preso por ter fgido immediatamente ,
e na ter sido encontrado pelo dito Sub-
Prefeito, que, log que leve esta noticia se-
guio em persegoioa do dito assassino ,
contra oqnal tenho expedido as convenien-
tes ordens.
_ E' o que consta das partes hoja rece-
bidas nesta Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeitura da
Comarca do Recife a3 de Marco de
i83g. Illm. e Kxm. Sr- Francisco do Re
go Barros Presidente da Provincia.
Francisco Antonio de S Brrelo Pre-
feito da Comarca.
ED1TAL.
A Cmara Municipal d< Cidade do Reci-
fe e seu Termo &c.
Faz. saber que em ruroprimento do
art. 8. do Begulamento de 28 de Janeiro
de i83a concedido para a arrecadaco
do Impasto de 20 por cento, sobre o con-
sumo das aguas arden tes de producca Bra-
zileira tem estabelecido nicamente para
servir de baze dita iroposic<5 em o pr-
meiro siniestra do corrente anno financel-
iro, o preco de 400 rs. por caada sobre
dito gerrero. *
E para que chrgue a nqlicia de todos se
mandou publicar o presente Edital.
P.co da Cmara Municipal da Cidade
do Recife em Sesea5 ordinaria de ai de
Muco de 1839.
Jos de Barros Falro de Lcenla.
Pro Presidente.
Fulgencio Infante d'Albuquerque e Mello.
Secretario.
Diario de Pernambuco.
Nnllum vinculum ad astringondum
fidem jujurando majores arctus
esse vo'uerunt. Cic. de off. lili.
III, cap. XXXI. (1)
O dia de hontero (ib de Marco ) o da
tremendo para o Brazil Dia ero que na
presenca do Deus dos exercitos juramos
cump'ir, e religiosamente guardar a Cons-
tiluica Pol>tica do Imperio ; dia, em que,
por este acto de unia se fixario as rela-
c5es entre o Mnnai cha e o Povo : dia, em
que se erguera es diques que separad os
poderes civis marcando se-lhes o logar,
e a accio que um poder tem sefare outro;
dia em firo em que se nos promelie a
maior das felicidades se formes fiis so
nosso juramento; mas, se perjuros, a
nossa letal ruina ,, e annquilacio : um dia
tal tornamos a repetir, tremendo para os
Brazileiros se attentamente considrennos
na santidade d'utn juramento e nos deve-
res a que se ligio aquelles que o pres-
tad.
-O juramento que foi aclodesconhec-
do dos primeiros homens fu se necessa-
rio logo que principiou a reinar entre i-l-
ies a m f e a infidelidade nos contractos,
para que os nossos discursos e todos os
artos onde intervero a palavra tivessem
o peso, e a crenca necessaria. Os d-
meos diz um ph'losopho vira-se redu-
zidos diste nocessidade de uzar'de pre-
cauca uns contra os outros. As pro-
messas os protestos era cadeas raui fra
cas tratou-se de dar-Ibes forca marcan-
do os coro o sello da religia; e creo-se ,
que era mais difcil ser implo que infiel.
Os barbaros re e os mismos Ueozes nos diz a fbula ,
iemiaO quebrar o juramento, que davlo
pelo Styx ; e se o fazjio, era Ihes por es-
paco de nove annos suspensa a sua dvin-
dade;
A moral de alguna povos antigos sobre o
juramentoera nsaz restricta ; nenhuma ra-
zad os disbgava delle e os infladores era
tidos como homens detesta ve;s 6 con deal-
nados i infamia e morte, Claudiano
conbideiava o perjurio umerime to detes
tavel e impio que diz que com justica
a pena passava de pai filho :
n prolem dilata ruunt perjuria patris ,
Et poenam mrito fitu* ore luit.
(1) I'.' o juramento o laco o mais forte ,
que os nossos anlepassados poden inven-
tar para fazer nos cumprir a oossa promes-
sa.
E qiio termal nao ser o castigo do
perjuro Brazileiro, atienta a grandeza do
seu juramento! Um juramento de par*
lib-rdde onde nio nterveio forca nem
temor ,- um juramento, que tem por ob-
jecUa ConstitoicaS offerecida pelo Au-
ctor da nossa Independencia o approra-
da pela miioria da nacad como nos diz o
Decreto de 1 1 de Marco de i8a4 Em-
bora, a exemplo da Franca no ourso de so*
revoluca, tanho algtms Brazileiros pre-
tendido o direito de violal-a tiles tem fei-
to um mal corto para evitar ao mal pre-
sumido. Que heos tam deste perjurio re-
cebido a Naoad em geral e eiles mesmoa
em particular ? As familias tem perdido 09
seus chelas a patria os ssus defensores e
a Constitucio se podemos expressar nos
assim a mesma Constituido a sua 'gran-
deza ,- pos como diz um Publicista toda
a Cooslituicid, que e viola, julgada m;-
por que detrezcouzs urna ; 011 impossi-
vel aos pideres Constitucionaes o governar
com a Constituicad ; ou nao ha em lodos
essas poderes um interesse igual ajmanler
esta Constituicad; ouerofim uadexi&t^m oca
poderes, oppostos ao poder uzurpador,
meios sufficientes para defendei-a.
Sempre que se obra contra as lea an-
da que ao primeiro intuito pateca que
vemos raiar a fecidade com ludo esta
bem momentneo e apparente. De-
mos atlenc-: Cen', que est fallan-
do em presenca do Senado Romano : ,, O*
Lacedemonios depois de vencidos os
Atbenienses ellegerad trinta homens para
governarem a repblica ; e estes principi-
arlo a matar sem forma de processo a
todo o cidada malvado, e gcralmenle abo-
minado o que cauzou ao povo grande
satisfaced mss crescendo diariamente a
licenca, us fior.s de envoila com os mos (ti-
no sem differenca aasassinados ; e co-
lad foi, quando o povo veio a conhecer ,
que justamente pagavaomui caro o excel-
so de sua alegra. ,, O mesmo diz
este Senador do n solado do contentamen-
te que tiverad os Romanos de verem mor-
ios por orden de Sylla Daowssipo e ou-
11 os. O mesmo Cezar une ao redor de si
os partidistas de Catilioa escandalisados
das medidas rpidas e illegaes que Ci*
cero bavia tomado contra os seos socios ,
e a liberdsde espira. O seo assassicio deo
o poder a Augusto mais despota que o
seu antecessor. A morte de Carlos pri-
meiro abri a porta a hypocrisia de Cromw-
el. A morte de Luiz XVI deo o scep-
tro a Napoleio ; e o Brazil, com estes ex-
eroplos e cercado de povos que a tantos
annos bracejad no immenso mar de saopue
para chegarem ao porto da fecidade sin.
da ser surdo voz da razad e da experi-
encia ? '* Eu sou mais que nenhum outro,
diz Benjamn inimigo de destruir as for-
mas establecidas; quase sempre amo mais
o que existe do que o quo existir; pos
noque existe ha garantas para a liberdade,
e pai a o descanco ; ms precisamente por
quo desejo a manutencad destas formas
(constilucionaea ) como garanta do des-
canco e da liberdade, nao posso consen-
tir que sob o pretexto de conserval-as,
tomero-se meios quedestruad urna, e que
pertuibem outra. ,,
Brasileiros, 18 annos de trabalbos de
fadigss, e de sacrificios lempo mais que
suficiente para fazer-nos entrar no circulo
de nossos deveres. Se por feiicidade nossa
fomos emancipados antes da dada da rasfo
(como querem alguos polticos) facamoa
ver estes, que a nos suceda o que a al-
guna homens acontece, a rasao exceder a
idade. A nossa Constitucio nao essa ma-
quina inventada pelos Gregos quo nos
vem rasgar as nossas muralhas, e trazer
para dentro da cidade como em ou tro lem-
po succedeo a os Troianos o fogo, e o
ferro ; nfo hcela de Pandora que
sobre nos vem espalbir milbes d* robles,
nio: antes pelo contrario c ella o santelmo,
que nos pode dar a salvacao poltica. Sa ,
com ella anda lucamos entre alguna ma-
les (provenientes talvez de nossos erros) ,
sem ella, seremos de lodo desgranados.
Estas nossas rxpresset nio sao o effeilode
nossa imagintco, mas sim o resultado da
experiencia de tantos, e lio tristes acjntici-
roentos. O som das cornetas o riirio do
fogo, o eslrondo dos ranbdes, o gemido
dos feridos, os gritos dos veicedores ainda
ferem os nossos ouvidos ; e praza aoCeo,
*T*


i
DIARIO DE piERNMBCO:
s
aue seja5 lio tornate os notsos, e no os
e alguns ambicilos estnngeiros, que,
desperados por nossos moa, e approvei-
tando-sedo nosso perjurio nos nio venha
a privar em algum tempo da honrosa satis-
lacio de dizermos como lionlem VLVA
A CONSTITigAO* E PEDRO II.
Avisos Diversos.
Precisase de un rapazinbo da 10 a
12 anuos para caixeiro di- urna venda ; na
praca Independencia.n. 10.
' Precisa se de um fetor para engenho
a pessoa que seachar nestas circunsUocias
' de bem exercer oslo lugar dirija-se a ru
ta Cruza Iralar com Jos llamos de Oli-
_ Perdeo se a5,ooo em sedulas no da
aa do correte seudo urna de 20,000 e a
outra de 5,oi>o ; a pessoas que as acbou ,
querendo restituir dirija-se a ra estreila
do Rozario botica de Juo Pereira da Sil-
veira.
Arrenda se o sitio Cbacon no poco
da panela, pelo lempo de 6 anuos, com
olaiia urna formidavel baixa para capim ,
aereado para vaccas arvoredos de fruclos,
boa casa de vivenda cacimba com goa de
beber, uma formidavel sanzalia com 11
quartos estribara para 6 cavallos, enfer-
mara tudo novo; quem pretender dir-
ia-se ao engenbo Araripe do meio a fallar
com Francisco de HollandaCavalcanti.
No principio do atierro dosafibgados
as ultimas casas que lem defronte do vi-
veiro do Muniz, lavase, e engomma sh
roupa para fora por preco commodo.....
_ Luiz de Franca Muniz Tavares Dr.
em Medeciua faz sciente ao respeitavel
publico que mudou a sua residencia para a
ruadasCruzes U. 7 no wsegundo andar,
adiar com quem tratar.
_. Os Srs. que prometero 36,000 pelo
iogo de cmodas americanas, e a8 pelo
meio aparelbo de louea azul de meza po
d. .0 mandar buscar ditas pecas em a ra
nova na coxeira do Alemo Augusto.
_ Cbristovio Dieslel, com casa de
cambio na ra da cadeia do Recife, faz sci-
ente ao respeitavel publico, eem particu-
lar as pessoas que com elle tem feito transa-
dles ; que prelentefaier uma visgem para
fora da provincia por cojo motivo previ-
ne as pessoas que a su casa Gca no mesmo
piro decommercio com a administrarlo do
Sr. A. Schramm oqualse responsabelisa-
r por todas as transaces do annunciante ,
em as quaes esteja obrigada a sua firma e
do dia de sua partida envante fica encarro-
ado de promover os negocios tendeules a
casa de cambio do annunciante o Sor. Gre-
gorio Antunes de Oliveira.
Em consequencia do annuncio a cima o
abaixo assgnado declara ao respeitavel pu
blico, que se responsabelisa por tudas as
trausacdes fetas por o Sr. Ch.istovio Dies-
tet emas quaes esteja obrigada a firma do
dito Sr. A. Scbramm.
__ Precisa-8e de 1 menino, que queire
sugeitar-se a vender po na ra com um
preto : na ra Direita D. 33.
abaixo assiguado faz publico, que
leudo recebidoem pagamento uma letra da
quantta de 100,000 sacada por Policarpo
Jos do Albuquerque sobre si mesmo, e
teudo-se-lhe desenuaminbado dita letra ,
faz certo que ninguem faca transacio algu-
ma com a.mencionada letra. Jos Cor-
deiro de Carvallio Leite.
_ Aluga-se um sitio perto da praca ,
com boa casa para grande familia bastan-
te arvoredos uma pequea plantario de
capim todo cercado de limo, boa egoa
de beber no lugar da solidade ; quem o
pretender dirija-so a ra do Queimado De -
cima 3.
_ Qualquer Sr.de engenbo quo pro
citar de um caixtiro ou administrador que
tem bailante pratica, e d fiador a sua con-
ducta dirija se ao paleo do Carroo na
quina que vira para a ra das trinebeiras,
ou annuncie.
Avisos Martimos
PARA LIVERPOOL a Galera logleza
Emilia sabir*) com toda brevidade ; quem
quiser carregar ou bir de passagm dirja-
se a Me Culinoot & Companhia.
PARA HAMBURGO o superior o velei-
ro Brigue iogiez Fleta, Capitio Flockhart,
de primeira ciaste, o tendo de prim-ira via-
gem forrado c eocavilbado de cobre, in
da precisa de 5o a 100 caixas de assucar ;
quem quiser carregar dirija-se a Me. Cal
mout & Curapaohu.
.Leiio
_ Que fazem Rozas & Braga por in
tervencfo docorretor Oliveira ter9a feir*
16 do correte pelas 10 horas da manbi
no teu armasem defronte da Igreja do Cor-
po Santo, era coatinuaco ao ja principi-
ado no dia ai ultimo.
Que fazem Russell Mellors & Com-
panhia, por intervencio do corretor Oli-
veira de am grande sorlimenlo de fazen-
das, quait* fera 37 do correule, pelas 10
horas da manh no seu armasem na ra
da cadeia do Recife.
_ De uma porco de cobre velho por
conta de quem pretencer no caes d alfan-
dega no du terca fera afi do correle as
11 horas da mauhi.
Compras
_ Urna propredade de casa terrea si-
ta n'alguma das ras de primeira ordem
do Bairro de S. Antonio : nesta Typogra-
fia.
_ Umi mesa de Jacaranda de meio de
salla ; quem liver annuncie.
Vendas
_ Uma prela boa lavadeira e vende-
deira de naci costa : na ra larga do
Rozario D. 4
Uma negra da costa de bonita figura,
de idade de 18 a ao annos, engomma co-
zinba e ptima para lodo o serzco : as
5 ponas venda D. 10.
Uma negra de naci mui fiel e
boa cozinbeira : as 5 ponas sobrado De-
cima 3i.
_ Um moleque de 18 annos de idade ,
com ollicio de chapeleiro,- uma negra de
a5 anuos do idade para todo o servico de
uma casa ; um piano de boas voces cha.
rutot da Habana e da Babia de supeiior
qualidade ; e precisa-te de uma ama para
casa de pouca familia, se for captiva
melhor : na ra da cadeia velba D. 14.
_ No armasam de Antonio Joaquim
Pereira defronte das escadinhas da alfande-
ga a preco ailo commodo, sacas com
farinhade Mag, ditas com ervilbis e
as arrobas barricas com bolaxinbas sa-
c.s com milho a l44> caixinhas com cho-
colate, ditat de 6 libras de cha ditas
com marmelada.
_ Uma canoa que carregar ao patacas
d'agoa muito leve de coroa : na ra Au-
gusta D. ai das 3 horas da laida em di-
ante.
Na loja da ra do crespo D. a i-
res francesas de bom goslo, e a preco com-
modo.
_ Para fora da Ierra um negro da cos-
ta de idade de abanos de bouila figu-
ra : ras 5 ponas sobrado D. 3i.
Coqutiros nascidos : at tua do fogo
D. ia.
_ Na ra do Queimado loja D 7, uma
negra moca, cozuha engomma e cose,
e nao tem vicios nem achaque algum.
_ Um escravo muito bom ofcial de sa
paleiro: na ra do Fagundes sobrado
. 14.
_ Uma canoa a berta em bom estado
e queconduz 5oo lijlos de alveoaria gros-
sa e por preco commodo : ue estaieiro
de F:ai>cisco Jos Maris defronte dj con-
vento de S. Francisco.
Uma cauoa, que pega 1000 lijlos de
ilvcnai ia grossa mm bem construida pelo
uicbre Joao de Brilo em* cujo estaleiro
junto a nbeira do peixe te acha quasi prom
pa a cihir n'agoa at o dia 51 do correte:
a tratar no mesmo lugar.
_ Uma escrava do angola, de bonita
figura sem vicios nem achaques, cozinba
o diario de uma casa engomma liso lava
de sabio e varielU tendo para fora dr
provincia ou para algum engenho : na ra
do Queimado D. 3.
_ Presuntos e queijos ingleses ltima-
mente chegados mustarda em frascos de
meia e uma libra, cabos de linho e lona
Inglezas muito enconta servej.a dura-
pagaba, bordeaux,e outras qualidades de
vinhos engarrafados charutos d.< Uavan,
verdadeirosa 8000cada caixa carne Sil-
gada em bairis, e outros difluientes ge-
oeros : na roa da aandcga velha armasem
inglez n. 3.
__ Um sitio na povoaQio dos affogados
cm duas grandes propriedades de cisis
terreas leudo uma solio que he o mes-
mo que um andar defronle da igreja do
Rozario da mesma povoaco com sabida
para a estrada da Piranga com um bom
viveiro, lugar para olaria bstanle barro
para lijlo baixa para capim mais de
5oopsde coqueiros larangeiras caj
eiros o outras arvores duas cacimbas ,
sendo uma de excedente agoa de beber e
outra com bomba e tanque para banho ,
com a vista do comprador se mostrara me-
lhor o que mais tem, como seja estribara ,
sanzalla e &c. e tambem te troca o dito
sitio por outra propriedade nesta praca e
da-se a praso : a tratar na ra da cadeia
n. aj), ou no mesmo sitio.
_ No ai masan do sobrado novo da ra
do'Rangel, a prepo commodo sacas com
arroz brai co e vermtlbo ditas com fei-
jio molalinho novo ditas com farinln ,
ea relalho, travejamento completo que
seja preciso linhas de 5o palmos e ou
tros de boa madeira a dioheiro a vista ou
a praso.
_ Um par de esporas de prata cjm cor
renteuentrantada um alfinete de diaman
tes, um realejo de cordas ama lanterna
com muito vidros de differentes caiungas de
sombra, um espelho e varios quadros don
rados 3 voltas decordlo com uma vero-
nica um jarrinho massisso de bom ouro ,
potes grandes e pequeos de graixa poi-
tat de cordas novas para andames taboa -
do de louro e amarello, e costado do mes-
mo um beic > de condnru', ama game-
la nova muilo comprida e larga 6 cadei-
ras com assento da paliaba selias uzados
com arreios um bahu encorado uma
caixa grande de amarello ; na ra da praia
subradinho onde bouve ura barbeiro.
_ Uma linda escrava de naci bengue
la de idade de 18 annos nio tem vicios
nem achaques cose chi muito bem co-
zinba e lie muito habelidosa, vndese
por seu Si. se retirar para f jra da provin-
cia ; um lindo moleque de 18 a ao annos ,
proprio para pagem ; duas escravas de na-
ci de 16 a ao annos, fazem todo o ser
vico de uma casa j um lindo moleque de
1 i annos, muito bonito fe dois escravos
de naci inda mocos proprios para arma-
zem ou para Irabalharem em sitio, vende-se
por precisio : passando a Igreja dos Marti-
rios no 1 andar do 1 sobrado.
_ Uma esrrava de naci de bonita
figura engomma, cozinba e lava roupa ;
e uma molanha de 16 anuos de idade, co-
se engomma, e faz todo o servico: na
ra de agoas verdes I) 37.
_ Um bom escravo serrador, meco, e
sadio : em casa de Jos (ligino de Miranda,
na mesma casa bom travejamento de todas
as (jualidades caibros enxamis, e mios
travessas tudo por preco commodo.
Uma escrava de bonita figura cozi-
nha o diario de uma casa engomma liso ,
leva de sabio, e he perita rendeira ao
comprador so dir o motivo: na aua da
cadeia do Recife D. a6 no primeiro andar.
Escravos Fgidos
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No.dia 2 do corrcnle fugio um ne-
gro anda novo de naci cacange, fullo,
baixo, grosso cara larga com signaes
de beclngas que teve a pouco tempo ,
boca grande beicos grossos Cjiu c. inisi
e serotila de algouioznho ji sujas um
chapeqde palhi e tambem levou urna fo-
ca com um pequeo cabo de pao ; quem
o pegar pode levar a ra do Queimado na
loja D. it defronte do beco ua Congrega
cao ou no atierro dos 8ffjgados no u,li-
mo sobrado que fica ao p do Commissario
de polica Antonio Luiz de Freitas, aonde
recebera gratificapio de 5j,ooo.
. Na vespera de fesla doaono de 18J5
fugio uma escrava de nome Izabel, de na-
ci loanda muito ladina bem falhnte,
cor bistante preta estatura regular don-
es aberlos e limados olhos pretos e mui-
to vivos os ps seceos e compridos, com
os dedos mnimos de ambos os ps viradog
para dentro que parecem cortados, as cos-
tas com urnas poucas de marcas muito ale-
yantadas ete he o melhor signal para
conh'ce-U f que parece ter sido sicatrizeg
de chicote cheia do corpo e Cideiraa
alevantadas e quando anda rebola-se to-
da ella intitulase forra e pode ser que
tenha mudado o nome e tem de idade 3o
anuos pouco mais ou menos roga-se en-
carecidamente a todas as autlioridades no.
liciaes como civiz, e militares ; assim comj
os capites de ctmpo e mais pessoas par-
ticulares : que a pegar leve a ra Direita
D. 53 ao segundo andar que recebar
ioo,o)0 de gratificicio.
Fugio em Dezembro do anno paisa-
do uma escrava di nome Calharina do
oacio costa, alta, secca fula, e quin-
de anda deite os peitos para fora, e abre
as pernis por ser quebrada de ambas as ve-
nillas e ja he idosa ; quem a pegar leve
a ra do Arago D. 37 que sei genero-
samente recompensado.
Fugio em 19 de Fevarero do cor-
rente auno um preto crcoulo de nome
l'elippe olfical de sapaleiro, o qual fo
e cravo de Joio Salgado de 4'uuquerque
Maranhio, e consta que veio para esta
praca em companhia de uma preta forra
quem o pegar leve ao referido Sr. morador
oas trras do engenho (i tipi ou nesta pra-
ca a Jote Ramos do Oliveira morador na
ra da Cruz aonde ser bem recompensado.
_ Antonio de naci angola, estatura
regular, fugio no dir 17 do corrente,
levou vestido calsa de brim parlo com es-
tropos camisa de linho com fitas no cola-
rinho este moleque nio sabe dizer quem
he seu Sr. ; quem o pegar leve o atiero
da Bor vista D. 19, que ser generosamen-
te recompensado.
Jos dogeatio de angola alto sec-
ca do corpo du'idade de 78 annos tem
na testa um sgnal branco a especie de uma
escovinha levou calsa de titeado atraves-
sado camisa de linho branco, chapeo de
timb con: uma fita preta fugio no dia
1 j do corrente ; quera o pegar leve a ra
Je agoas verdes D. 6 em casa de Jos An-
tonio Caraeiro, quj 1 compensar.
Movimento do Porto
NAVIOS ENTRADOS NO DIA ai.
MAR PACIFICO; Galera Amerirans Can-
ges Capitio Banilley J. Felger carga
azeite ao mesmo Capillo ; andava a
pesca e segu para o norte da Ame-
rica.
RIO DE JANEIRO; a4 das, Palacbo Nac.
Paquete do Rio de 12} tonel., Capitio
Mauoel Francisco da bilva, Carga caine
secca : pissage ros os brasilbiroa Jos
Pedro de Faria e Joo Pereira de Sa.
BAHA; i3,dias Brigue Iogiez Fanf
Garregu. s de 190 tonel. Capitio Joba
W. Tuck em last.o : a Crabtree liey-
worih & Companhia.
PARAHU3A; a4 horas, Brigue Nac.
Conceicio Cummandante o Capitio
'Pnenle Joaquim Jos Ignacio, conduz
de passagem o Exm. Prndente daquella
Provincia e sua familia, o a. Tenante
d'Arte hera montada Pompeo Romano
deCarvalhoeiua familia, e a3 recrutas.
SAHIDS NO MESMO DIA
LIVERPOOL; Brigue Inglez Cilwllet,
Capitio Guilherme Armeslrous carga
diversos gneros:
GOIANNA, HaleNac. Conceicio do Pi-
lar M. Antonio de Souza Louro.
No dia aa nio entrarn nem sahiio em*
baicaces
PERS. NA TYP. DE M. F, DE F. i83j.
___


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